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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

Didatismo e Conhecimento

colocássemos. is. órgão. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. ãs. maracujá. uns. c) sublocar. guam. abluir. Nela recai o acento tônico. facilmente. este.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. nódua. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. Márcio. abacaxis. me. janela. se. e) coe-são / si-len-cio-so. de.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. uns: táxi. fôssemos. d) abrupto. subdesenvolvimento. sendo proferidos fracamente. flores. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. há. Exemplo: montanha. e) sublacustre. preposições. siri.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. ele mantém.em. bênçãos. ão. lhe. planície. . ons. estômago.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. quilômetro. etc. pêssego. estômago. conjunções: o. enxáguem. r. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. o abertos: xícara.Com acento agudo se a vogal tônica for i. janela. vôlei. dólar. o. etc. ps: fácil. fórceps. sublenhoso. elementos de ligação. avós. México. b) ablativo. fáceis. sublinhar. etc. tatus. . tu conténs. que. sôfrego. quilômetro. socorro. x. ãos. podem ser tônicos ou átonos. espontâneo. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. enxáguam. conforme a intensidade com que se proferem. ímãs. u ou a.ã. De acordo com a posição da sílaba tônica.sublinha. subdelegado. etc. em geral. má. dó. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. guem: ímã. São palavras vazias de sentido como artigos. Exemplo: cedo. si. abrumar. te. flores. etc. em cedo. látex. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. sublevar. esforços. e podem ser pretônicas ou postônicas. compô-lo. lágrima. adlegar. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. dores. armazéns. róseo. escritor. bônus. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. nós. pôr. senhor. pessoa. seguido.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. pessoa. freguês. esplêndido. de s: sábio. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . . elétrons. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. um.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. régua. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas).a. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. a. álbuns. sublunar. jóquei. ele intervém. por exemplo. ens: ninguém. imensidade.i. Exemplos: café. sonâmbulo etc. também chamado acento de intensidade ou prosódico. árdua. . eles mantêm. 10. submerso. etc. seguidos ou não de s: xará. e. nó. 9. álbum. e. solo. cela. queríamos. ele convém. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. etc. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. etc. serás. as. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. um. rapaz. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. caju. ele contém. pajé. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. vendê-los. polígono. pronomes oblíquos. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. nos. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. os. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. hífen. bote. lêssemos. úmido. heroizinho.ditongo crescente. lógico.l. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. . aparelho. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. médico. subliteratura. déssemos. adrede. 8. eles intervêm. sublinhar. tu. ablegar. ou não. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . lápis. etc. eu. inúmeros. espelho. e. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. ré. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . pêndulo. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. término. binóculo. . em. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: . us. lápis. vovô. n. colecionador. montanha. Descabido seria o acento gráfico. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica.

Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. crêem. quando tônicos. bênçãos.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico.pólo (substantivo) . Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . creem. cristãmente. . bóia. paranóico. Exceto as de língua estrangeira: Günter. saindo. pelar) . instruí-la. egoísta.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) .tônica: maçã. boiúna. Coréia. as). apóio. etc. éu. etc. boleia. .Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. releem. heroico. ói. grã-fino. etc. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. destruí-lo. Exercícios 01. bocaiúva. veem. Grajaú. uísque. Raul. lêem. vêem. proíbem. . saímos. etc. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi. som e sentido diferentes) como: .Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. céu.pêlo (substantivo) e pélo (v. seguidos ou não de s: há. perdão. . Compare: caí e cai.para diferenciar de coa. ainda. abençoo. faísca. Em alguns casos. perdoo. müleriano. diurno. linguístico. etc. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça. amendoim.verbo poder (pôde. paranoia.átona: órfãs. cãibra. lagoinha. paranoico. povoo. delinquente. heróico. boléia. o. colmeia. . etc. relêem.preposição) e pêra (substantivo). construía.para diferenciar de por (preposição). deem. troféu. caíra. . Coreia. jibóia. juízo. quando usado no passado) . nó. vôo. Pode figurar em sílaba: . saiu. doído e doido. leem. baú. jiboia. balaústre. nos seguintes casos: . barões. . Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. pá. etc. heroína. Ficaram: enjoo. boia. ruim.pôr (verbo) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. impedir a ditongação. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. feiume. pé. fluído e fluido. influí. ideia. paranóia. reúne. Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. povôo.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. averiguei. balõezinhos. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal. Gisele Bündchen.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. papéis. juiz. saúde (sa-ú-de). com + as). dói.para diferenciar de para (preposição). feiúme. etc.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o. . platéia. sairmos. coas (com + a. bocaiuva. país. cafeína. etc. plateia. etc. moinho.pôlo (substantivo . .Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. põe. os). exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 . voo. idéia. . Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. contribuiu. mês. Ficando: Assembleia. dêem. apoio. pôs. órgãos. chapéu. eletroímã. constrói. etc. colméia. anéis. feiúra. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). Ficaram: baiuca. boiuna. e. baús. fuinha.péra (substantivo . instruiu. os).côa(s) (do verbo coar) . abençôo.pedra) .pretônica: ramãzeira. saíra. Xuí. caí. . cauim. perdôo. feiura. tranquilo. Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato.Acentuam-se em regra. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. Luís. o uso do acento deixa a frase mais clara. Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo.péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) . formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). os).O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES.

fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. reivindicar/revindicar.Até . a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08.. elétrodo. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais. b) ruim. exceto: a) jesuíta. em alguns casos.acréscimo de fonemas: pneu/peneu.. abóbora/abóbra. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. bueiro/ boeiro . ônix. caracteres. Didatismo e Conhecimento 6 . muçulmano/ mulçumano . . bugiganga/ bungiganga ou buginganga .. virus. tais como: . Exemplo: valido/válido. procurando enfatizar. sótão c) baínha. poliglota. ibero. mesmo na língua culta. de Almeida-Américo A. avito. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. crosta... .. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras. grau. a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia.. . de acordo a acentuação. Oceânia/Oceania.oxítonas: cateter. Hífen O hífen representa um sinal gráfico. sozinho. Xerox/xérox e outras. pudico... oscilante. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas. réptil/réptil. lêvedo.pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas... mister. timbre fechado (ê.. que procurávamos. álibi.. antídoto. ureter. açucar.proparoxítonas: aeródromo./ A aula iria acabar àas cinco horas. Vivido /Vívido. ó): omelete. caráter b) viúvo. crosta. alcoólatra... . se lembrava de que o antiquário tinha o . . timbre aberto (é. assim. flúor 10. gratuito. quadrúmano... Outras assumem significados diferentes.Nas alternativas.. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade.omitir fonemas: cantar/canta.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. novel.substituição de fonemas: cutia/cotia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. canoa.. cabeçalho/ cabeçário. e) voo. . crisântemo/ crisântemo.” (J. representadas pela mesóclise e ênclise. traiu c) saudade. Sendo assim. bicarbonato/ bicabornato. vermífugo. Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. condor. Alguns exemplos: . album. tulipa. barbárie. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: . negus. trabalhar/trabalha.. Exemplos: acrobata/acrobata. ciclope. Nobel. rubrica. olhando para trás.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. espádua e) gráfico. tenis 09.separar as sílabas de um dado vocábulo.. sutil. orquídea d) flores. onix. refém.ligar palavras compostas. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. recém. momento.. erudito. jovens.paroxítonas: avaro. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. .“Andavam devagar.... Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. raiz d) Ângela. temos por finalidade evidenciá-las. Cister.. Bagaceira). a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06.. mendigo/ mendingo. . . dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. hangar.. alcova. protótipo. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.. aquele. cartomancia. amor/amo. . a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. ruim.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente.ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas. legua.A.troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha.. prostrar/prostar. âmago.bandeja/ bandeija... zéfiro. freada/ freiada.Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. pronúncia errada. ô): omelete.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07. abacaxi. alcova..

Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. entre as palavras pão duro (avarento).Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. coordenar. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. reeditar. cajá-mirim. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação. “-ex”. d) Fui ao super-mercado. co-herdeiro.Com prefixos. usa-se o hífen: sub-regional. proinsulina. pan-americano. “-pós”. “-mirim”. malpassado. águade-coco. sub-reino. m. supra-renal/ suprarrenal. Exercícios 01. cor-de-rosa. extraforte. 03. representados por “-açu”.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. couveflor. b) Ela é muito mal-educada. c) Ele tomou um belo ponta-pé. “-bem”. mas não entrei. pois andava seminu. “-sem”. hiperacidez. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. bem-te-vi. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. auto-escola/autoescola. emprega-se o hífen: circumnavegador. malgovernado. tomou um antiácido. vice-diretor. a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. aquém-mar. auto-observação. ultra-som/ultrassom. auto-estima/ autoestima. diante de palavras iniciadas por “vogal. b) na segunda palavra. c) Depois de comer a sobrecoxa. 04. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. microondas/ micro-ondas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. . café com leite. Assinale a alternativa em que o hífen. . “-aquém”. mal-intencionado. socioeconômico.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. inter-regional. . contra-reforma/contrarreforma. mal-educado. . cão de guarda. coadquirido. auto-ônibus. malvestido. pronominais. maltratado. . extra-sensorial/ extrassensorial.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.Diante do advérbio “mal”. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. recém-nascido. “-re”. super-homem. usa-se o hífen: além-mar. e) na primeira e na segunda palavra. adverbiais. proótico. adjetivas. verbais. . .Diante dos prefixos “-além”.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. guarda-chuva. . erva-doce. aeroespacial.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. pan-helenismo. super-romântico. 02. minissérie. Segundo o novo Acordo. super-racista. “-guaçu”. circum-hospitalar. pimenta-de-cheiro. extra-humano. amoré-guaçu.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. o hífen está presente: mal-humorado.Com sufixos de origem tupi-guarani. conforme o novo Acordo. . c) na terceira palavra. d) O recém-chegado veio de além-mar. microorganismo/micro-organismo. superinteressante. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. super-resistente. “-pro”. . Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . Didatismo e Conhecimento 7 . antiinflacionário/anti-inflacionário. c) Era um sem-vergonha. antiamericano.Com o prefixo “-sub”. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. expressos por: água-de-colônia. “-recém”. n ou h”. usa-se o hífen: jacaré-açu. minissubmarino. co-autor/coautor.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. infra-estrutura/infraestrutura. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. superpopulação. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. e) O autodidata fez uma autoanálise. semiárido/semiárido. . prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. ultra-secreto/ultrassecreto. contra-atacar. anti-rugas/antirrugas. como é o caso de: minissaia. . autopeça. respeitando-se o novo Acordo. sub-raça. pára-quedas/paraquedas. sub-bibliotecário. pró-hidrotópico. intermunicipal. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. antisocial/antissocial. . pára-quedista/paraquedista. subemprego. contracheque. auto-retrato/autorretrato. depois de prefixo terminado em vogal. . d) em todas as palavras.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. anti-histórico.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. diante de palavras iniciadas por “r”. ultramoderno. “-vice”. sem-terra.

10. playground.z. superssaia 08. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir.y. superelegante. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. William. ih!.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. homenagear. húmus. herba.i.w. porém.super-homem . b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. etc. extra-oficial b) infra-assinado.c. i. Emprega-se o H: . Grafa-se.ultrassom . baianinha. hematoma.autoescola d) neoescolástico . heliporto. mágoa. os derivados baiano. e. hilaridade. intitular. hesitar. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.r.interegional 06.semirreta 09.interregional b) sobrehumano .l. bulir.o. I.Medial. Emprego das letras E.j. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. etc. etc. magoe. Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. .m. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. hum!. a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal. a) Foi iniciada a campanha pró-leite. habitue. hérnia. supermoda e) sobre-saia. harmonia.f. Didatismo e Conhecimento . Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . pois somente em 2013 que a antiga será abolida. hífen. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. . As letras “k”.antessala .infra-hepático . flecha companhia. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. hipótese. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. etc. hipocondria. hangar. kg. hélice. semi-humano. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. O e U Na língua falada.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. . Alfabeto: a.contra-regra c) contramestre .f. Kafka.x. . Vogais: a.s. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. pontue. Os derivados eruditos. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe.e.p. boliche.u.h. hispânico.c. baianada. o. watt. em que ocorrem aquelas vogais. herbicida.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. hoje. em certas interjeições: ah!.g. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras.autoeducação b) bem-vindo . perdoe. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen. por força da etimologia e da tradição escrita. e Espanha.k. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.pseudo-herói e) extraoficial .. /o/ e /u/ nem sempre é nítida.r.t. como é o caso de erva.w. Essas letras são usadas em unidades de medida.v. nomes próprios. haurir. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. por exemplo. telha. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita. respectivamente do latim.y. semi-internato d) supervida. hemorragia.b. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.j.No início de alguns vocábulos em que o h. kafkiano. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. grafam-se com h: herbívoro. inverno.k.Sem h. contramestre.Inicial. etc. Não se usa H: .v. quando etimológico: hábito.d. entretanto. como integrante dos dígrafos ch. hibernal. baião.inter-regional e) sobre-humano .n.h. e) Era um suboficial de uma superpotência.l. u. hibernar. etc. a) infraestrutura .t. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque. não tem valor fonético.m. . Consoantes: b. hibernus e Hispania. Emprego da letra H Esta letra. hábil.q.g.x. mini-saia.Final e inicial. Exemplos: km.q. em início ou fim de palavras. hem?. porque esta palavra vem do latim hodie. etc.infravermelho . “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são).p. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. hemisfério.d.s. palavras estrangeiras e outras palavras em geral. infra-vermelho. embora etimológico. lh e nh: chave. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados).inter-regional d) sobrehumano .n.z. c) O contrarregra comeu um contra-filé. hipocrisia. herói. infra-som c) semi-círculo. conservou-se apenas como símbolo.interregional c) sobre-humano . É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase. hera. Escrevem-se com a letra E: . etc.

displicente. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. pegajento. gibi. goela. Cumeeira. ocorrência. Escrevem-se com J: . massagem. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. Cemitério. antedatar. pátio. burburinho. criador. megera. Exemplos: gesso (do grego gypsos). Quepe. curtume. gorjeio). manjedoura. giz. pajé. boate. inclinar. gorja (gorjeta. despejar (despejei). sarja (sarjeta). cimento. cafajeste. etc.As seguintes palavras: alfanje. canjica. tigela. etc. -ugem: garagem. Escrevem-se com G: . apogeu. monge. Disenteria. escárnio. chover. origem. Virgílio. jiboia. relógio.As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. Didatismo e Conhecimento 9 . moleque. intrujice. lisonja (lisonjear. antiestético. entupir. retribui.Atenção: Moji palavra de origem indígena. artimanha. viajar (viajei. cantiga arrear = pôr arreios. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. .(contra): antiaéreo. lanugem. estrangeiro. jiló. ojeriza.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). rejeitar. enfeitar arriar = abaixar. . vagabundear. . antecipar. etc. diminuir. estágio. Cadeado. cerejeira. açoriano. chefiar. nojo (nojento). jabuticaba. rebotalho. prodígio. Ifigênia. variado surtido = produzido. majestade. crioulo. . mosquito. antediluviano. possui. Mexerico. incinerar. jequitibá. lojeca). Grafam-se com a letra U: bulir. nódoa. Jericó. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. pontiagudo. selvageria (de selvagem).As palavras terminadas em –ágio. Indígena. tangerina. influi. ferrugem. .Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo). Emprega-se a letra I: . mocambo. criar. siri. cereja (cerejeira). jenipapo.Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. viagem. . -úgio: contágio. Jeremias. gesto. mágoa. tribo. sujeira. bem provido.Os substantivos terminados em –agem. majestoso. pôr no chão. Desperdício. jérsei. Tibiriçá. Sicília (ilha). penicilina. jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). viajem) – (viagem é substantivo). ultraje. crânio. . ginete. vertiginoso (de vertigem). varejista. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. jirau. Empecilho. manjericão. Manuel. etc. -ígio. -igem. Candeeiro. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. egrégio. ferruginoso (de ferrugem). granja (granjeiro. urtiga. /o/ e /u/. bússola. digladiar. vertigem. névoa. . Encarnar. deve ser escrita com J. jeca. gíria. bolacha. boletim. cúpula. feminino. cobiça. repercutir suar = expelir suor pelos poros. cumbuca. Orquídea. projeção. camoniano.Em palavras formadas com o prefixo anti. sai. sujeito.Os seguintes vocábulos: algema.Nos seguintes vocábulos: aborígine. requisito. engolir. cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. berinjela. Mimeógrafo. tabuada. gorjear (gorjeia). atender diferir = ser diferente. privilégio. herege. auge. antevéspera. Lacrimogêneo. rebuliço. artifício. antitetânico.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. Filipe. lisonjeiro). Anticristo. lampião. anterior): antebraço. granjense). engessar (de gesso). concorrência. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. criação. corrói. jiu-jítsu. Grafam-se com a letra O: abolir. sabujice. lóbulo. frontispício. moela. Destilar. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. trégua. cutucar. invólucro.Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje). tonitruante.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). Sequer. chuviscar. inigualável. íngua. terebintina. ecoar. gengiva. Seringa. jegue. g e j. rijeza. Confete. Quase. banto. Seriema. mas de acordo com a origem da palavra. enjeitar. refúgio. tábua.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Senão. Romênia. jabuti. jerimum. mutuca. traje. silvícola. Jerônimo. . etc. alforje. lajiano. divergir delatar = denunciar dilatar = distender. loja (lojista. óbolo. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. Creolina. botequim. faringite (de faringe). camundongo. angico. sugestão. Peru. Umedecer. erisipela. hegemonia. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. Exceção: pajem . . Casimiro. gilete. costume. -ógio. trajeto. Irrequieto.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. rabugento. financiar deferir = conceder. -égio. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. trejeito). jeito (jeitoso.

necessário. hortênsia. concessão.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. suscetível. Goiás. Isaura. -zinha. desço. Luísa.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. sucessivo. obesa. maçarico. dança. maçaroca. . convés. evasiva.Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. pêssego. pança. vicissitude. escasso. pesquisa.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. Teresa. -zito. camponês. querosene. excelente. trouxe. besouro. francês (de França). seiscentos. enraizar (de raiz). fregueses. sossego.SC. Didatismo e Conhecimento 10 . etc. esvaziar (de vazio).Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. massagista. profissão. sobremesa. . etc. adolescente. paraíso. Suíça. impuser. místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . represa. excedente. azeite. vigésimo. frieza (de frio).Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). . consulesa. frase. discernir. cansado. burguês (de burgo). etc. anoitecer. ás. etc. oscilar. essencial. empresa (empreender). represa (prender).Substantivos abstratos em –eza. camponeses. Usa-se –eza (com z): . gracioso. tesoura. bazar. Queirós.Sufixo –ÊS e –EZ . néscio. marquesa. manganês. tenso. Eliseu.O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). montanhês (de montanha). sebo. limpeza (de limpo). aprazível. indefesa. Tomás. cortês (de corte). groselha. trouxer.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. etc. propensão. camponesa. cansar. excursão. gostosa. etc. excepcional. despesa.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. florescer. raposa. . ansioso. estupidez (de estúpido). asseio. baliza. miçanga. cimento. avisar. surpresa (surpreender). franqueza (de franco). francesa (de francês). prezado. mês. Isabel. hesitar. . Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . pêsames. heresia. fascinar. buzinar. exceção. impressão. consciência. missão. . . Brás. contorção. cicatriz. suíço. rês. pretensioso. cãozito. ojeriza. através. etc. pinça. retrós.Adjetivos com os sufixos –oso. presa. etc. defesa. piscina. mesada. quiseram. compôs. ganso. exceder. acidez (de ácido).C. -zita: cafezal. maço. -zeiro. . massa. pobreza (de pobre). fusível. dogesa. SÇ: acréscimo. prezar. arnês. holandesa (de holandês). . etc. alisar (de liso). muçulmano.S: ânsia. exceto. burgueses. cortês. inglesa. discípulo. utensílio. cresço. graciosa. reses. presídio. consciente. acessório. carrossel. obus. assar. próximo. descer. chafariz. pretensão. cortesia. acessível. condição: beleza (de belo). vazar. diversão. avezinha.XC: exceção. freguesia. profissional. toesa. atrasar (de atrás). paçoca. Homônimos acento = inflexão da voz.Os derivados em –zal. etc. Luís. Sousa. empresa. lesa. auxiliar. -zinho. ansiedade.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. fase. rapidez (de rápido). derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). descansar. paisagem. freguesa. excitar. víscera. excêntrico. cassino. Emprego da letra Z . . pusemos. máximo. . chinês (de China). excelso. obséquio. visita.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). fracasso. apresar (de presa). freguês. dançar. excelência. muçurana. etc. opressão. Baltasar. civilizar. maciço. civilização. vizinho. suscetibilidade. milanesa (de milanês). quis. excesso. Inês. . mesa. revés. etc. vaselina. farsa. -osa: gostoso. ases. representa-se por: . endereço. princesa. extravasar (de vaso). Ç: acetinado. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo. excessivo. surpresa.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). Garcês. açafrão. teimosa. almaço. país. etc. . despesa (despender). etc. fertilizante. Heloísa. proeza. ressuscitar. cafezinho. teimoso. milanês. azedo. discussão. censura. expressão. amizade. crescer. sessenta. Resende. . inglês. milanesa. . mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). -esa: português. ressurreição. submissão. Teresa. remorso. extasiar (de êxtase). cafezeiro. duquesa. . obsessão. xadrez. auxílio. três. feminino –esa: burguês. esplêndido. . escassez. ascensão. Teresinha. presa (prender). proximidade. assinar. colisão. sossegar. prioresa. . vasilha. imprescindível.Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). burguesa. etc. tesouro. conforme o caso. suscitar. portuguesa. Valdês.As seguintes palavras: azar. leveza (de leve).SS: acesso. presépio. trouxeram. gás.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. etc.X: aproximar. avezita. desça.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). espontâneo. anis. etc. procissão. . ansiar. azáfama. disciplina. usina. estado. camponesa (de camponês). descanso. Iguaçu. tesa. requisito. turquesa. etc.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás.

preço de serviço público. S. força. matizar (matiz + izar). . Presidente da República. deslizar (deslize + izar). analisar (análise + ar).U. ciências. bisar (bis + ar). Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. grisar (gris + ar). Maria Santíssima. . preguiça. Deus. O Ç só é usado antes de A. etc. tarifa Chá = planta da família das teáceas. chuchu. datas e fatos importantes. edifícios.Nomes comuns. enxerto. excelente. improvisar (improviso + ar). látex. . etc. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. mexerico. agremiações. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch.cedilha É a letra C que se pôs cedilha.Nomes de artes. depois de ditongo: caixa. alisar (a + liso + ar). órgãos públicos. títulos de jornais e revistas: Medicina. Centenário da Independência do Brasil. . xampu. êxtase. rouxinol. SS – auxílio. enchova. enxaqueca. vexame. entre outros os seguintes vocábulos: bucha.e –xci-: exceção. Presidente. Via-Láctea. extasiado. literárias e científicas. sem interposição do hífen. etc. etc. exílio. tóxico. Correio da Manhã. mexer. etc. repisar (piso + ar). xingar.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C.A primeira palavra de período ou citação. respectivamente: carro. mochila. enxofre. baixo. Marte. enchumaçar (de chumaço). oxalá. seixo. toda vez que se trata do prefixo en. pequeno prego. . depois da sílaba inicial en-: enxada. Arquitetura. enxagar. excessivo. frouxo. cochilo. doença. justiça. excêntrico. enxoval.Grafam-se com x e não com s: expectativa. praxe. recauchutar e recauchutagem. frustração. etc. geringonça. etc. . prego de cabeça larga e chata. anarquizar (anarquia + izar). occipital. torcer. frisar (friso + ar). Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”.Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. Didatismo e Conhecimento 11 . Colégio Santista. astronômicos): José. o Dia das Mães. Banco do Brasil. correlação. etc. charrua. enxugar. cicatrizar (cicatriz + izar). contorção. etc. tocha. mitológicos. distorcer. Mas: Corri o país de norte a sul. CÊ . canalizar (canal + izar).O. pisar. bissemanal. caldeira. lixa. abster. cobiça. fricção. xavante. inexcedível. festas religiosas: Idade Média. torção. Tiradentes. . exceção. encher e seus derivados (enchente. expiar. Teatro Municipal. Se o radical não terminar em –s. Emprego do X . graxa. Sr. texto. cocção. etc. motorizar (motor + izar). caxinguelê. Senhor Diretor. intervocálicos. chavena. lixo. Z – exame. quando personificados ou individuados: o Amor. Campinas. Excepcionalmente. praças. Nação. catalisar (catálise + ar). etc. chimarrão. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). maxixe. xícara. etc: Rua do Ouvidor. êxodo. . o falar do Norte. extensão. enxurrada. sucção. miçanga. ferro. excitar. Academia Brasileira de Letras. grafam-se com ch: encharcar (de charco). manco Tacha = mancha. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. República. xale. Taxa = imposto. mecha. etc. léxico. escravizar (escravo + izar). S – sexto. expirar. friccionar. etc. experiente. faixa.Nomes dos pontos cardeais. o Jabuti (nas fábulas). Amazônia. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . flecha. retenção. etc. expoente. etc. minissaia. caxambu. fachada. topônimos. Brasil. Estado. . . expectativa. enxergar. Emprego das iniciais maiúsculas . bruxa. títulos de produções artísticas. coaxar. lição.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. feixe. . Praça da Paz. rixa.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando. missão. estabelecimentos. máximo. a Páscoa. orixá. Excetuamse caucho e os derivados cauchal. o Ódio. Cruzeiro do Sul. abstenção. Geralmente. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. faxina.+ palavra iniciada por ch. pressupor. ameixa. vexame. vulgarizar (vulgar + izar). raça. Dicionário Geográfico Brasileiro.Escreve-se x e não ch: Em geral. Os Lusíadas. facção. Renascença. quando designam regiões: Os povos do Oriente. pechincha. xarope. pesquisar (pesquisa + ar). CS – sexo. contorcer. próximo.Nomes de ruas. lagartixa. fênix. xaxim. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. O Sol nasce a leste. etc. enxuto. excelso. ficha. pêssego. etc. amenizar (ameno + izar). . defeito. Manchete. puxar.Substantivos próprios (antropônimos. Minerva. exceder. Tupã. enxame. conta. enxamear. paralisar (paralisia + ar). ameaça. extrair. Nas seguintes palavras: bexiga. etc. etc.Nomes de épocas históricas. reter. O Guarani. União. o Natal. civilizar (civil + izar). atenção. preencher). alcunhas. . a Morte. eleição. charque.Não soa nos grupos internos –xce. girassol. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. Pátria. Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. distorção. Excelentíssimo Senhor Ministro. enfim.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. etc. nomes sagrados. R. texto. etc. colonizar (colono + izar). Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço.Expressões de tratamento: Vossa Excelência.

Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado. com. Câmera: aparelho que fotografa. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga. ciente): Estamos a par das boas notícias. sem problemas. ingleses. grafam-se com inicial minúscula. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo.Nomes de meses. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . sem. o que ocorre é justamente o contrário. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. Há cerca de: equivale a (faz tempo). Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. incenso. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. À toa: é uma locução adverbial de modo. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. mas é preferível optar por “em vez de”. “em oposição a”. a. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. semelhante): Somos almas afins. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. com suas dádivas: ouro. Didatismo e Conhecimento 12 . “Chegam os magos do Oriente. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). Não há necessidade de usar atrás. como: o. De encontro a: equivale a (oposição. nomes próprios tornados comuns: maia. o pico da Neblina. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. Observe: Em vez de conversar. bacanais. “inverso”. . isto é um pleonasmo. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. sem razão): Andava à toa pela rua. pode assumir o significado de “ao invés de”. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. uma vez que “invés” significa “contrário”. Todos amam sua pátria.´ Faça você a sua parte.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. um havana. mirra”.Palavras. etc. jovem. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. a baía de Guanabara. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. Foi uma atitude à toa e precipitada. Porém. em. depois de dois pontos. “inverso”. Este bebedouro está funcionando bem. nomes gentílicos. . Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. No entanto.No interior dos títulos. Vamos comemorar.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. desprezível). “avesso”. . carnaval. de. as palavras átonas. equivale a (inutilmente. equivale a (inútil. ave-maria. etc. A par: equivale a (bem informado. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. esse emprego é equivocado. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. ficou só. de festas pagãs ou populares. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. Há cerca de dias resolvemos este caso.

do verbo agir . Mal: advérbio de modo. pois “a domicílio” não é aceita. Espectador: é aquele que vê. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). (bem). que brilha no escuro: Este material é fosforescente. quando falamos de gramática normativa. no catálogo. Seção/Secção: repartição pública. conduzir. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. dirigir-se. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. Vocês falam demais. equivale a muito. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Dia a dia: é um substantivo. prejudicial. reservado: Você foi muito discreto. Expectador: é aquele que está na expectativa. O réu foi descriminado. trazer. oposto de bom. (até 01/01/2009. equivale a porém. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar.Aja com cuidado. feminino=má. Aja .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. diário. enviar. Discriminar: equivale a (diferençar. nem um único. eu mesmo. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. obedecendo às normas gramaticais. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. plural=maus.É preciso que não haja descuido. pode vir antecedido de artigo. levantou sozinho a tampa do poço. aparece intensificando verbos. equivale a ruim. entrega algo em algum lugar. enfermidade. eu própria. equivale a diariamente. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. Equivale a nocivo. é oposto de bem: Dormi mal. temos que ter cuidado. Carlinhos. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. no panfleto. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. vem antes de um substantivo. no folder. De mais: é locução prepositiva. dar. Haja . Seu mal é crer em tudo. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. equivale a erradamente. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. ir. que faz ou acontece todo dia. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. Didatismo e Conhecimento 13 . /Os negros ainda são discriminados. Chamaram mais dez candidatos.do verbo haver . equivale a cotidiano. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. uma vez que quem entrega. meu estimado cunhado. adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. Meu dia a dia é cheio de surpresas. Portanto. fazer. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. separar). os demais devem aguardar. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. na propaganda televisa. no outdoor. elemento químico. na fala. Contudo. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. Demais: é advérbio de intensidade. Cessão: equivale ao ato de doar. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. equivale a assim que. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. O álcool aumenta dia a dia. devemos usar “entrega em domicílio”. Porém. como: levar. pra sorte dele. Nem um: equivale a nem um sequer. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. Conjunção subordinativa temporal. seguido de artigo. adjetivos ou o próprio advérbio. eu mesma. absolver de crime). equivale a os outros. opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas. Mau: adjetivo. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. com um mesmo sentido. Substantivo: Os maus nunca vencem. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. cortar. opõe-se a de menos. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. contudo. distinguir. dirigiram-se ao eroporto. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. eu próprio. No entanto. Era impossível discriminar os caracteres do documento. Você é um mau exemplo (bom).

.. ora. pai. reticências. irônico.. 06.... Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada. de exclamação... Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve.. .. ábil.” Porquê: funciona como substantivo. Tampouco: advérbio. tímido.. razão) Por quê: final de frase. estúpido. óspede. lápis. exame. aver... orrível..Som de Z..estragada. tóxico.. mão. China.”.. d) O. papel.. Separe as palavras em três seções. princesa. mercadoria. português.. a) O menino . árido. homem..... onra. automóvel. experiência... conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo. pois.. programa..Som de S..advérbio interrogativo (Por que você mentiu?). magro... bravo. fraco.. rua. chapéu. o país não sairá desta situação crítica... c) O.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está). (=por que motivo. só. êxito.. mendigo... certo. conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois.. Se não: equivale a (se por acaso não)... Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. pobre. f) Eu. extensão.. anel. comprimento. exibir-se.. 05.. pelo fato. cessão. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana. b) .. a+onde. um bom aproveitamento. Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar. quando ocorre: preposição por+que . frio. belo. e) O.. existir. Oscar. farol. permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento).porque comeu. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. Senão: equivale a (caso contrário. são advérbios Traz . uma vez que.. abitar. japonês. b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um.. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão.. Passe para o plural diminutivo: trem.. avô.teve.. c) A criança não..teve um bom. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa. Por que: escreve se separado. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). . disenteria. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio..do jornal.. refere-se a verbos que exprimem estado...escolar indicou péssimo aproveitamento. conserto. café. limpo. duro. pai.. equivale a para que): “Mas não julguemos. surdo. táxi. (final de frase)....” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento.. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à.. rosa. pequeno.. Passe as palavras para o diminutivo: . Didatismo e Conhecimento 14 .. 03. lindo. flor.. ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê.bom. 07. auxílio. ácido..Som de KS. __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa. d) Na escola. pé. em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos. mortadela. humano.de cinema foi um sucesso...: sua.do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.. 8.. devendo. duque. grande. porque não venhamos a ser julgados. cão.....do jornaleiro é amável. cumprimento. Exercícios 01. . jornal. problema. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante.beleza...do sapato custou muito caro... conforme o som do X.festa do Dia do Índio. rápido. antes de um ponto final. país. esitar... executarei. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção.. por enquanto): Por ora chega de trabalhar. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento... rei. i) Os pequenos violinistas participaram de um.asa. Forme substantivos dos adjetivos: honrado. arroz. h) O vestido tem um.. tampouco apresentou qualquer justificativa. lúcido.. sexo. A letra X representa vários sons.. .. de interrogação. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos.. 9.. bom. exercícios. . umilde. oxigênio.. pé...flor. ou seja.... escasso. arpa...... das roupas é feito pela mãe do garoto.muita confusão na cabeça do pequeno.. êxito. 02.a professora porque não a compreende. sessão.muitas recomendações de seu pai. oje. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. . animal. bonito.... beneficente. casa.... exercer. 04.. c) A festa. só... Use o H quando for necessário: alucinar... proximidade...e. élice... já que.. pálido. equivale a (também não): Não compareceu.... b) Na.. gentil. g) A. adeus.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem. Empregue as palavras acima nas frases: a) O. razão de que.. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. por isso. balão. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora. caderneta. ontem.... Trás ou Atrás = indicam lugar.meu amigo com amabilidade...) (=pela qual)..

...... c) Desejamos que .virão seus amigos.......... b) Todos eram calmos...to.ando. com docilidade. 13.terior. e.. atrás e traz.... en. surpre ... g) Mas o..clusivo. j) ... c) Quero levar...ontem........ c) O rei descobriu a verdade..o...... te......oito dias... e.. e.....a....itiva. Preencha as lacunas com: HÁ .....trangeiro.. Preencha as lacunas com: trás.. e) ......... d) .. 11................ Complete com X ou CH: en. você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante.. ença. podero................ para podermos ir ao dentista... 17..... h) Creio que vou melhorar......tenso. monopólio.... d) Eu limpo...ação...a... e........ b) A poluição. pontâneo.... Uso do S e Z. paralisia.....são felizes..o.......depois vou brincar. va....a. de repente. 14........ e...tensão....gotar.. en.o Tico..... pesquisa. d) Não vou.. a.......ejamos. ria........preparado para tal jogo.. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e. arte.. Agora...... f) Você está assustado.. com atenção para que não ... cai...é se ter afeiçoado às coisas materiais..er....... porque e porquê: a) ... se preocupa em resolvê-los........a Bahia.... c) Eles não vão à loja porque .. plêndido..... Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros...... bai. devagar. b) ..........três dias que todos se preparam para a festa do Natal.... de. ca..... Use haja ou aja para completar as orações: a) .....comprarei outro cãozinho. salsi.indica tempo passado.viemos era tortuoso.. mais = indica quantidade. e) Nunca tive gosto para dançar........... 22.... fraternidade nessa escola...estudei muito.... é difícil de ser estudado.....u....... de casa havia um pinheiro... de comentários bobos.. . escravi.........humor após ter agido daquela forma.. c) Amarre-o por......ente. a) .ados... i) O. h) ... real. .. copie as palavras na forma correta: pou.ocolate. b) Bem... .. ............... dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal......ficou irritado.................... humano... b) Ele ficou de.. fle........ coloni..... 20.... e.. h) O governo daquele país não resolve seus problemas..anato...o.. mi.eiro.. torrão.ar....ar.. a) A mãe e o filho discutiram... b) Talvez ...........ele tem razão. A ... c) Ele não veio..i. meu filho! 19......o povo começou a se retirar. Use por que .. f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui .... atra.. frou........ Bra.... ei.... e. ......onte........não chegaram a um acordo....? e) Aproximei-me ... muitos erros.. d) Mamãe fazia doces e salgados. cuidado e atenção... final.envolvido....não durou muito tempo...se vive...... A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino... pois.se aprende...curável....... d) . A seguir. fa.e... g) Ele estava... ninguém ri. 15.. Haja ou aja...mamãe.tempo futuro e espaço.... g) As pessoas têm.. o rei usava um manto.o.... f) Infelizmente Tico morreu.....? g) Eis o motivo. ....to........... anarquia... pouco quilômetros daqui.pulsar....luto........ hori......tender..... nacional.. 23. e) Esse fato aconteceu . de sua vestimenta real. empregue-as nas frases: a) . é preciso que.... pre... quanto.. ma.. fai. fra............oportunidades! b) Tenho.... civilização. va. me... e) O....deveriam fazer reflexões para acreditar. civili. pre.. capri....... a) A loja fica ..ingar...... e) O frio não prejudica .te......... e..ucar. f) Ele não é um..precisamos cuidar dos animais de estimação.. muito tempo..sanduíches do que na semana passada.........razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas.... pre. alunos. intru . aviso.instantes li sobre o Natal. produ. 18......... Didatismo e Conhecimento 15 ............... c) O time se considera.. canal.....o.. .er.....devem ser perdoadas. por quê .. nature........iclete. central....... suave... d) Carlota sofria de um. dei.. .io. você não limpou o tapete? d) Concordo com papai... e. d) Eu tenho ....tranho..ele fica limpinho.....eirosos. que cabem todos naquela salinha.....a... d) Ela não aprendeu........ amei...ceção. 12.para tocar piano...... aleira.... Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive .....ação......... mais de dois dias a mercadoria acabou.o... f) As pessoas que não amam... sintonia. depressa. c) Eis os princípios ..... te....... Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise..a. três passos da casa de André. Complete as palavras com S ou Z.......ninguém ri agora? b) Eis....atitudes de amizade. os índios estão revoltados? l) O caminho ....o...consigo graves consequências... Preencha as lacunas com: mas = porém..... greve.jamais ser repetidas........... más = feminino de mau......ada...errei...a..inho. Atenção para as palavras: por cima.. na bondade do que no ódio...... oficial.irem........ por isso..tortas grandes..... .. e........... ....u..... c) .o..erica.. 21... abaca.tempo para estudar.... d) Faça sua tarefa.a. revisão......... e. de..sujeito. g) Todas as atitudes . idente. po. uma bola atingiu o cenário e o derrubou..a..il. e) .todos queriam me ouvir. da árvore... colônia.. 16... b) Você quer.. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou.a... Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10.ergar...

Assim. extensão. Misto. irônico. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. Desenvolvido. mercadoriazinhas. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. Civilização. analisar. Verbo. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. alucinar. experiência e auxílio. papeizinhos. Exclusivo. Frase. Pousando. Som de KS: táxi. Exterior. ontem. cafezinho. paisinho. oxigênio. reizinho. canalizar. pequenez. honradez. êxito. Atrasados. enxada. Neste estudo veremos: . chaleira. ameixa. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. pesquisar. extenso. paizinho. pezinho. Vaso. Esplêndido. exibir-se. Pronome. limpeza. executarei. humanizar. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19. cheirosos. anelzinho. timidez. chiclete. Produzirem. Teste. avozinho. ou seja. Surpresa. caixa. 05. monopolizar. existir. 08. tóxico e sexo. Poderoso. abacaxi. da formação e da classificação das palavras. eixo. inh . baixa. estranho. Espontâneo. Artesanato.asinha. estupidez. . estender. A morfologia está agrupada em dez classes.indica que a palavra é feminina s . Escravizar. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. haver. cãezinhos. extensão. hoje. capricho. surdez. As palavras podem ser divididas em unidades menores.belezinha. ruazinhas. honra. 18. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. avisar.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. horrível. palidez. Horizonte. 06. Preposição. nacionalizar. rapidez. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . Caso. jornaizinhos. bonzinho. Esgotar. encher. portuguesa. casinha. hóspede. . Texto.este é o elemento base da palavra. habitar. humano. paizinhos. salsicha. xingar. rosinha. lapisinho. Natureza. riacho. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. Artigo. mãozinhas. japonesinho. faroisinhos. sozinhos. centralizar. 07.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. Presidente. suavizar. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. humilde. árido. chapeuzinhos. hélice. arrozinho. fraqueza. Presença. realizar. Numeral. hesitar. São elas: Substantivo. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. civilizar. frouxo. mexerica. chocolate. acidez. Morfologia é o estudo da estrutura. Conjunção e Interjeição. duquesa. sozinho. grandeza. 11. Exceção. aquele que contém o significado. paralisar. pobreza. oficializar. revisar. florezinhas. Adjetivo. deixar. Asa. enxergar. Brasil. São eles: cachorr . Colonização.indica que a palavra é um diminutivo a . Advérbio. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. Positiva. 10. harpa. certeza. finalizar. gentileza. Expulsar. Vazio.Estrutura das Palavras . 03. hábil. Oscarzinho. chuchu. balõezinhos. escassez. frieza. flecha. magreza. adeusinho. sintonizar. Presente. automoveisinhos. lindeza. êxito e exame. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. Som de Z: exercícios.florzinha. Torrãozinho. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. boniteza. 22. exercer. machucar. princesinha. Chinesa. hora. anarquizar. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística. portuguesinho. Som de S: trouxemos. trenzinhos. . 04. colonizar. Fazer. pezinhos. braveza. 23. cheiro. dureza. animaizinhos. beleza. Intruso. homenzinho. Desejamos. faixa. lucidez. proximidade. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. estrangeiro.

surgem depois do radical. ônibus não temos desinência nominal de número. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. Nos verbos citados acima. alun-a / aluna-s. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. Exemplos: romper. etc. sol. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. Radical: elemento básico e significativo das palavras. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. como “-ar”. presente em “am-o”. São elementos mórficos: 1) Raiz. inócuo. de “ama-va”. etc. lua. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. os afixos recebem o nome de prefixos. Obs. consideradas do ângulo histórico. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. lápis. Exemplos: aluno-o / aluno-s. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar.: uma raiz pode sofrer alterações. etc. preparando-o para receber as desinências. rompe-. Nos verbos. as palavras nocivo. por exemplo. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. etc. os afixos são chamados de sufixos. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. ou seja. inocente. sufixos). A desinência “-o”. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. telefonema. tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. não temos desinência nominal de gênero. etc. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. Didatismo e Conhecimento . nocividade. Exemplos: buscar. na 1ª conjugação. e a ela se prendem. buscavas. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. De maneira semelhante. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). como acontece com “a-”. tais como: mar. Em palavras como mesa. Observe que a. pela origem comum. advérbio de modo. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. tribo. E . rompemos. os temas são: busca-. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. I . “-va”. proibirá. Quando. É a raiz que encerra o sentido geral. inocentar. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. desinência.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. Obs.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. Exemplos: proibir. por exemplo. vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. Já em pires. como nos exemplos acima. radical. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. comum às palavras da mesma família etimológica. é uma desinência número-pessoal.

enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. Veja os exemplos: crer. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. Logo. são palavras derivadas. cafe-t-eira. marujo enterrar. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. no processo de derivação. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. pois tais palavras não existem. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. porém. verifica-se o contrário. partimos sempre de um único radical. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . recebem o nome de substantivos deverbais. Por isso.atualizar c) Adverbial. Este. podemos seguir a seguinte orientação: . É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. . Logo. que provém de valorizar. será palavra derivada.descrer ler. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. A diferença entre ambos consiste basicamente em que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. derivadas. Por Exemplo: atual . formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. formando verbos. com a palavra âncora. O mesmo não ocorre. expropriar provém diretamente de próprio. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. Por derivação regressiva. Considere o adjetivo “ triste”. ense=sufixo. pe-z-inho.Se o nome denota algum objeto ou substância. chamada derivada. a partir de outra já existente.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. Neste caso. chamada primitiva. Nessas palavras. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. ao contrário. nem “tristecer”. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. possibilitam a formação de outras. pobr-e-tão. Note que na linguagem popular. pau-l-ada. tecn-o-cracia. e o verbo palavra primitiva. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. que é um objeto. que tem o seu significado alterado. formando advérbios de modo. que por sua vez provém de valor. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. mas por redução.reler capaz. marinheiro. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. formando substantivos e adjetivos. logo. cha-l-eira. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. mas. etc. inset-i-cida. e as demais. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. terreiro. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. alv-i-negro. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. por sua vez. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”.Se o substantivo denota ação. mar e terra são palavras primitivas. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo.

Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. Redução Algumas palavras apresentam. O menino prodígio resolveu o problema. antiPrefixos de Origem Grega a-.. muda de classe gramatical. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. os componentes subordinam-se a um só acento tônico.. logo. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. (Se desejar. privação. Observe: auto .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. cocoricar. super.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. uma forma reduzida. não ocorre alteração fonética. podem ser citadas também as siglas. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais.por microcomputador Zé . 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. zumzum. como vocábulos autônomos. insuficiência. carência. Veja os exemplos: a. Didatismo e Conhecimento 19 .: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo.. em. Outros. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse.por automóvel cine .por cinema micro . etc. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. es. couve-flor Obs. entre. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. Por essa razão. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego. o que acaba caracterizando um processo semântico. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. des. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras. por sua vez. an-: Afastamento. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas. o do último componente.. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. chocalhar. No entanto.. urrar. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . O badalar dos sinos soou na cidadezinha.. ao lado de sua forma plena. Exemplos: passatempo.. Na derivação regressiva. contra. Exemplos: miau. piar. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs. tinir. a partir da junção de dois ou mais radicais.re. negação.: ao aglutinarem-se. sub.(ou en-) . girassol. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. quinta-feira. muito frequentes na comunicação atual.

obstáculo per. abstinência.: Posição em frente. protomártir poli.: Adjunção. oposição. euforia. endosmose epi. prever.: Afastamento.: Movimento de cima para baixo.: Inversão. Exemplos: endovenoso. período. passagem para um estado ou forma. negação.: Excelência. Exemplos: contrapeso. concomitância. sucessão. entre. separação.: Início. de um e outro lado. Exemplos: protohistória. em-.: Dificuldade. supra-. sob-. afastamento. disenteria. em adição a. Exemplos: colégio.: Movimento de baixo para cima. Exemplos: soterrar. reciprocidade. Exemplos: encéfalo. dispepsia. antever ambi. repetição. antessala.: Posição inferior.: Movimento para dentro. supérfluo soto-.: Movimento para frente. Exemplos: cataplasma. movimento para dentro.: Negação.: Posição ao lado. ecto. anfibologia anti. retrocesso. retrógrado so-. inferioridade. Exemplos: ilegal. excesso.: Posição superior. Exemplos: paralelo. contradizer de.: Posição inferior. exportação.: Simultaneidade. hipótese. êxodo. afônico ana. apologia arqui-. parasita.: Movimento para dentro. enterrar. exorcismo en-. Exemplos: hemisfério. antipatia.: Movimento ou posição em torno de. prosódia proto. arcebispo. Exemplos: excêntrico. anteontem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo.: Bem. elipse. Exemplos: adjunto. privação. advir. ação contrária. começo. condutor contra. entusiasmo endo. improdutivo inter-. prosseguir.: Anterioridade. hemiplégico hiper. Exemplos: internacional. Exemplos: justapor. Exemplos: polissílabo. intensidade. su. escassez.: Movimento através de.advogado. hipertrofia hipo. ofuscar. intraverbal intro. perfeição. Exemplos: circunferência. mudança. antagonista.: Mudança. abuso. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. Exemplos: cisalpino. Exemplos: pospor. perverter pos. sinopse tele. e-: Posição interior. Exemplos: antebraço.: Sentido contrário. separação. Exemplos: televisão. Exemplos: prólogo.: Superioridade hierárquica. disfasia ec-. bi-: Repetição. ex. cooperativa. Exemplos: hipocrisia. Exemplos: retrospectiva. ectoderma. com.: Proximidade. Exemplos: desventura. retroagir. apóstolo. Exemplos: hipertensão. prefixo. impossível. contrapor. anacrônico anfi. movimento para junto.: Posição em frente. ex-.: Posição intermediária. simpatia. promover.: Oposição. dilema dia. exo-. hipérbole. es-. embrião. bem.: Posição superior. Exemplos: extradição. procedência. ateu. sobpor. Exemplos: prefácio. circulação cis. ambiguidade. extraordinário.: Aproximação. cisandino co-. diagrama dis. rebater. anfíbio. excesso.: Movimento de cima para baixo. Exemplos: metamorfose.: Movimento através. Exemplos: periferia. bondade. companhia. Exemplos: diálogo.: Oposição.: Posição exterior. Exemplos: aversão. excesso. perfurar. catálogo. Exemplos: ambidestro. Exemplos: apoteose. negação. hemistíquio. amoral. Exemplos: prosélito. excesso.: Movimento para fora. duas vezes. Exemplos: percorrer. aposto ante. ditongo. circunscrito. anagrama. in. intravenoso. arquimilionário cata.: Repetição.: Metade. expelir en-. projeção re. epitáfio eu. Exemplos : dispneia. bisavô. ocupar. cisplatino.: Movimento para dentro. discussão e-.: Multiplicidade.: Em redor.: Distância. em torno. Exemplos: eclipse.: Posição interior. Exemplos: soto-mestre. polissíndeto. diafragma. sobre. injetar. posterior. o. sotavoga. bendito bis-. introvertido. Exemplos: progresso. arce. politeísmo sin-. excelência de fato ou ação.: Posição superior. epílogo. importar extra. sota. ab-. sinfonia. interplanetário intra. Exemplos: bisneto. sim. prognóstico. Exemplos: supercílio. con-. abstração a-. profeta. meio. justalinear ob-. privação. pósgraduado pre. embeber. paradigma peri. depor de(s)-. Exemplos: arquiduque.: Duplicidade. eucaristia. in-. afastamento. em-. periscópio pro. antítese apo. Exemplos: anfiteatro.: Posição aquém. Exemplos: introduzir. separação.: Anterioridade . Exemplos: decapitar. metacarpo para. hipodérmico meta. ad. reatar retro. anterioridade. di(s). peripécia. bimestral. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . sub-. protótipo. preliminar pro. endocarpo. Exemplos: rever.: Afastamento. duplicidade. telepatia. análise.: Movimento para trás. abs. evasão. biscoito circu(m) . decair. diagonal. subestimar super-. primazia.: Companhia. ambivalente ben(e)-. catarata di-: Duplicidade. introspectivo justa. ambiente.: Movimento para fora. metáfora. programa pros.arquétipo. Exemplos: epiderme. separação. im. epidemia.: Posterioridade. perplexo. Exemplos: eufemismo.: Movimento em torno. Exemplos: benefício. Exemplos: antídoto. Exemplos: obstruir. eufonia hemi. Exemplos: síntese. reduzir. Exemplos: imergir. paradoxo. apocalipse. semelhança. Exemplos: dissílabo. anterioridade. Exemplos: analogia. discórdia. ação contrária. movimento para. revestimento. extraviar i-. Exemplos: intramuscular.

róseo -esco .prosaico -al . podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo.arvoredo -eria .abundância -ção . sistemas políticos: . doente. movimento através.casario. por exemplo. aglomeração.herbáceo.mudança -ância . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que. Exemplos: vice-presidente.emoção -dão . acrescentados a um radical.alimentício -ico .ferrenho -eno . infantaria -edo . São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. pertinência ório casadouro. ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite. ultravioleta vice-.mulherio -ume .agreste -estre .: Posição além do limite. tradição ultra.cemitério -tório .manobrista Além dos sufixos acima. tres-.dormitório -or .feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância. coleção: -aço .amplitude -ura . fonema. vice-almirante. epitelioma. -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço. qualidade. ordinário -ático . Dessa forma. a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis.-(t) ação. tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar.herbanário -eiro .casamento -são . Exemplos: transatlântico. liláceas -aico .ricaço -ada .caminhada -ança .secretário -eiro(a) . ultrassom.civismo -mento . excesso.papelada -agem .corredor -tério . factício -(d)ouro.: Em lugar de. tra.correria -io . Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera.folhagem -al .: Movimento para além.formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. tras-. hepatite (inflamação) mioma. sulfito (sais) cafeína.terreno -ício .presença -ez(a) . vis.cristalino -ivo .tristonho -oso .açucareiro -or .bondoso -udo .churrascaria -ário . doutrinas filosóficas. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 . Sufixos que formam nomes de ação -ada .compreensão -tude . ultraleve.escolar -ário . modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação.gentame -ario(a) .terrestre -enho .febril -ino . cloreto. ultrarromantismo.geométrico -il .ismo: budismo. Como o sufixo é colocado depois do radical. álcalis artificiais) fenol.problemático -az .anual -ar . -(t)ivo -(d)iço. SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) .negrume -io.barbado -áceo(a) .lutador -nte . naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. visconde. semema.lucrativo -onho .sensatez. seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento . depositório: -aria . Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua. Exemplos: ultrapassar.pitoresco -este .cruento -eo . tresnoitar.ferreiro -ista . eto. comunismo.diário. formam nova palavra.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação. carcinoma (tumores) sulfato.capinzal -ame . potássio. kantismo.maníaco -ado .solidão -ença . quebradiço. referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante. beleza -ismo .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-. estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência. selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião. semantema (ciência linguística) sódio. codeína (alcaloides.

etc. 4. Sigilo. 1. Osmírio andaria desorientado. e se entenderam. 8. amamentar -ficar: dignificar. 5. 6.. Os verbos exprimem. 4. a prática de ação. 3. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . fraca-mente. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. passional.. asteróide e) acromatismo. 6 c) 1. 5.. pois esses adjetivos eram outrora uniformes. corrupção. golear -entar: afugentar. o intento”. Exemplos: esqui-ar. via de regra. telefon-ar. nervosa-mente. vidente d) biografia. radiograf-ar. especialmente a de modo. 1. 5. limpar -ear: guerrear. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. 3. esburacar.Este sufixo juntou-se a adjetivos. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. (a)doç-ar. Bobagens. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. 6 e) 2. 4. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. para indicar circunstâncias. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. 4. brava-mente.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. senão bufando de raiva. litografar. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. e) Dr. mentis que pode significar “a mente. analisar. 6 d) 2. 4. bibliografia. 2. 5. Em seguida. amanhecer b) solução. 5. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida.. liquidificar -izar: finalizar. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. hidrogênio. nivel-ar. derivado do substantivo feminino latino mens. despedaçar. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . 1.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. Voto secreto. macróbio. 1. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. visionário c) enrijecer. 3. 3. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3. Veja: -ar: cruzar. entre outras ideias. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. 6. 1 b) 4. deslealdade. Em geral. portugues-mente. 4. 1. Exercícios 1. 3.) não seguem esta regra. 6 6. bondosa-mente. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. o espírito. na forma feminina. 4. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. tortura. Exemplos: altiva-mente. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. (a)portugues-ar. (a)finar.

o oceano Pacífico. Os artigos podem ser: . Itália podem ser construídos sem o artigo. o pronome todo/toda vale como qualquer. o rio Amazonas. as. antípoda. cursar. Vossa Majestade. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. – em linguagem coloquial. estudar. Vossa Alteza. Inglaterra. minha amiga. amigos de João Luís e Laurinha. a Argentina. montanha. dá ao substantivo valor vago: “. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. da / em + o. a Bahia.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o. Vossa Senhoria. “Viveu muito tempo em Espanha. o Pará. – com a palavra outro. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. deter. prever e) dever.definidos: o. (modificado) – alguns nomes de países. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. na / por + o. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002. determinam os substantivos. Didatismo e Conhecimento 23 . / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. rio. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer. estes. a Suíça. trata-se de um ser desconhecido. Lima) Emprego do Artigo 1. antegozar d) irrestrito.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. – com nomes próprios geográficos de estado. pais. os. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. França. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são. oceano. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. determinando-o ou generalizando-o. a = no. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. uma. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão.” (A.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos. – com toda a/todo o.. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. umas. amoral. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. pela. a = pelo. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. uns. predestinado. conter.. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. empregadas com os verbos: aprender. indicandolhe o gênero e o número. (=cada litro) 2. inteira. demover c) remeter.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. trata de um ser juá conhecido. visitou a bela Veneza. todos quatro.” Mas: Sônia Salim. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. principalmente quando regidos de preposição. o outro é atlético e simpático.foi chegando um caboclinho magro. 5. tudo vai ser diferente. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. a.” (para a frente: exige a preposição) 4. propor b) irregular. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente.a = do.” (Veja – maio de 2005) . com uma taquara na mão. 3. a expressão que vale como totalidade.” / “Pelas estradas líricas de França. lago: o Brasil.indefinidos: um. como Espanha.

sentimentos. pinacoteca – de quadros. agente da passiva. Próprios . mula-sem-cabeça. confraria – de religiosos. estados dos seres: dor.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. código – de leis. tríduo – período de três dias. uma = num. caneta. cortejo – acompanhantes em comitiva. padeiro. sol. a. raio. chave. fornada – de pães. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. designam qualidades. porção. aposto e vocativo. concílio – de bispos em assembléia. frota. Paulo. (caça = ato de caçar. vieram primeiro. amor. animal ou cousa: João.. súcia – de malandros. vara – de porcos. pára-raio. Compostos . portanto. vento DVD.são os que não têm existência própria. miséria. sabiá. sem-terra. Tudo é substantivo abstrato.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. casario – de casas. vieram depois: ferradura. enxoval – de roupas. sim!. universidade. adjunto adverbial.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. discoteca – de discos. Hoje. alma. beijo.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. As cousas são quietas. mapoteca – de mapas. Lucélia. saudade.” Eu gosto é das cousas. de lugares. elenco – de atores. batalhão. chaveiro. biblioteca – de livros. estrela. mesmo no singular. Derivados – são formados de outra palavra já existente. tropilhas – de trabalhadores. numa. plêiade – de pessoas notáveis. quarentena – quarenta dias. Concretos . As cousas. anjo. colméia – de abelhas. biênio – dois anos. água. terceto – de três pessoas. mulher. concreto). cabeça. cordilheira – de montanhas. caravana – viajantes. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. neste caso. criança. juventude. coisas. sábios. As pessoas atrapalham. Atenção: o artigo (o. flor. patifes. renque – de árvores. mesada. antologia – de textos escolhidos. angústia. panapaná – de borboletas em bando. raio. justiça. são independentes. casa. gente.como o nome diz. Coletivos – os substantivos comuns que. trovão. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. casarão. atlas – cartas geográficas. árvore. Bastam-se.. fome. música.” Didatismo e Conhecimento . baixela – utensílios de mesa. tempo. água.são aqueles que têm existência própria. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. Estão em toda parte. girassol. professora. Não se metem com ninguém. duma. Inclui os nomes de pessoas. predicativo do sujeito. prole – de filhos. revistas. árvore. casebre. sextilha – de seis versos. cancioneiro – de canções. pessoas. coisas. videoteca – de videocassetes.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. mar. rio.referem-se a um ser em particular: Brasil. Os substantivos exercem. doença. assembléia – pessoas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. um. penca – de frutas. respeito. banda – de músicos. ações. pão-de-ló. Deus. ló. substantivo abstrato.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. pedreiro. fato – de cabras. galeria – de quadros. refere-se ao animal. requeijão. terra. parte. bimestre – dois meses. excessivo. objeto indireto. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. miríade – de muitas estrelas. dum. com a minha experiência. fé. arquipélago – ilhas. amor. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. cardume – de peixes. bando – de aves. covardia. cambada – de vadios. hemeroteca – de jornais. século – de cem anos. malvados. fada. animal. tristeza. guarda. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor . passarinho. [Multiplicam-se em excesso. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. a caso. saci. Simples . repertório – de peças teatrais. as funções de: sujeito. quadro. conclave – de cardeais. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. 7. piquete – de grevistas. abraço. dor. piano. anjo. trinênio – período de três anos. nuvem – de gafanhotos. alcatéia – de lobos. água-de-colônia. resma – de quinhentas folhas de papel. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. biblioteca. milênio – de mil anos. irmandade – de religiosos. professores. Os substantivos classificam-se em: Comuns . De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . América do Norte.são os que não derivam de outras palavras. coragem. – com adjetivos como: escasso. três versos. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. constelação – de estrelas. pão. eu lhe responderia: -Então. na favela não existe substantivo abstrato. horda – de invasores. reais ou imaginários: mãe. cidade. povo. Deus. mar. Primitivos . insetos. Pedro. complemento nominal. abraço. de crianças. objeto direto. boiada – de bois. trovoada. pão. iconoteca – de imagens. cáfila – camelos. queijo. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. banca – de examinadores. chuva. chuveiro. mês. cacho – de uva. Exemplificava: penúria. sereia. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando. na frase. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. criança.deram origem a outras palavras: ferro. alunos. constelação. qüinqüênio – cinco anos.

oficiala / peru. sons / vintém. botões / limão. Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. hebréia / réu. balões. 3. freira / frei. horteloa / ilhéu. deusa / cônsul. abdômenes. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. portões / mamão. males / cônsul. perua / cidadão. Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. égua. 2. alemães / cão. fósseis / réptil. guardiã / charlatão.ÃO – aos substantivos terminados em ão. pães / charlatão. papisa / faisão. dois fax. . São masculinos ou femininos. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. a motorista / o. pernis. o voga (o remador) . presidenta / gigante. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. mélroa / folião. a imigrante / o. caracteres / sênior. o rádio (aparelho) . nuvens / som. as fênix / uma Xerox. povos / feira. quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . cônsules / real. monja / presidente. (ato de curar). vítima. parenta / hóspede.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. atuns. a estudante / o. . zinho .cãe + zitos: Cãezitos. menina) / a testemunha (homem. mestra / leão. fuzis / canil. o crisma (óleo salgado) .a lotação (efeito de lotar). mamões. . Grego e Inglês. perdiz / cão. os ônix / a fênix. a intérprete / o. cadela / pigmeu. ilhoa / mélro. . cidadã / aldeão. répteis / projétil.a crisma (sacramento). e por EIS (Paroxítonas): fóssil. duas Xerox / um fax. o coma (perda dos sentidos) . autora / deus.a guia (documentação). pigméia / ateu. possuem um terceiro gênero: o neutro.a grama (relva). hospeda / monge. charlatães / alemão. Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. o lente (prof. o capital (dinheiro) . hífenes. charlatã / escrivão. cães. dona / cavaleiro. mulher) / o cônjuge (marido. .ES – aos substantivos terminados em R. mestra. cantora / reitor. . . cidadãos / irmão. o cabeça (chefe. filha / mestre.S – aos substantivos terminados em N: líquen. liquens / abdômen. ou o acréscimo da vogal a. giganta / oficial.a capital (cidade). a fã / o. limões / portão. faisoa / hortelão.ão por ãe: pão. abadessa / czar. ol. o grama (peso) . juniores / caráter. túneis / mel. . 2º elimina-se o S + zinhos. S. Também: líquenes. o guia (acompanhante) . mulher).a rádio (emissora). mãe / homem. a gerente / o. abdomens / hífen. Z: cartaz. seniores. a colega / o. sóis / túnel.il por is (oxítonas): funil. os tórax / o ônix. abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista. cartazes / motor. méis. projéteis. idioma).a língua (órgão.a voga (moda). el. irmãos / mão. Trocam-se: . hífens. utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai.ão por ões: botão. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. a menequim / o. ovelha / cavalo. mulher) / o guia (homem.a caixa (objeto). pitonisa / abade. czarina / perdigão. Universitário) .a cura. a artista / o.a moral (ética). jornais / sol. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . mulher / boi. meles. 1 – Substantivos que mudam de sentido. ré / cerzidor. acrescenta S: cidadão. Didatismo e Conhecimento 25 . Cão – cães . dama / zangão. Exceções: mal.IS – aos substantivos terminados em al. mãos. a médium / o. meses. 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. no plural: júnior.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). sóror / rajá. quer se refiram ao macho ou à fêmea. réis (antiga moeda portuguesa). cerzideira / frade. funis / fuzil. mulher) / a pessoa (homem. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos. motores / mês.a lente (vidro de aumento). canis / pernil.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo.zito. foliona / imperador. vaca / carneiro. no final de final da palavra: mestre. líder) . séries. a pianista / o. a repórter / o. o caixa (atendente) . mulher) / o ídolo (homem. a personagem / o. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. imperatriz / profeta. escrivã / papa. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. Latim. feiras / série.m por ns: nuvem. o cura (vigário) . Flexionando-se o substantivo masculino: filho. anciã / guardião. o língua (intérprete) . Observe como são formados os femininos: parente. ul: jornal. leoa. vinténs / atum. atéia / hebreu. o moral (ânimo) . de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). a cliente / o. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. rani / dom.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. a rival / o a jornalista. aldeã / ancião.a coma (cabeleira).a cabeça (parte do corpo). consulesa / cantor. profetiza / píton. reitora. .

Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). som de cs).substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 . . como era de costume.4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. aldeões. fechado) avô avós (o avô e a avó). 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. 1. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres.2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. anciões. / Tem morrido muito pobre de fome. A tendência é utilizar a forma em ÕES. quase enloqueci mas depois. reforços. porcos. látice ou láteces / códex ou códice. anão. As férias foram maravilhosas. fornos (ó) / miolo (ô). (patrimônio).” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno. impostos (ó) / forno (ô). verões. anãos. 1. ermitães.. verão. povos (ó) / corvo (ô).1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. algemas. Tijolos. córtices / índex ou índice. ermitãos. códices / córtex ou córtice. (homenagens). Outros: bem = virtude. corrimões.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos. afazeres. . finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. . ovos.. anciães. . índices (x. guardiães.5 Quando o primeiro elemento for: grão. (dignidade). Você me olha. postos.palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças. corrimãos. portos. ermitão. ossos. Houve separação de bens. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. corrimão. anciãos. Pode creditar em mim. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme. aldeãos. guardiões. avôs. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. Vamos lá. poços (ó) / olho (ô). Aceita-se os ciúmes. coroços (ó) / imposto (ô).1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. (salário). Também são abertos no plural (ó): fogos. Conferiu a féria do dia.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria). hortelão. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . cálices (x. . hortelãos. grã (grande). . no plural. corvos (ó). Sua honra foi exaltada. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. “Quando você me deixou. ermitões.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. (descanso).Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. verãos. hortelões. miolos (ó) / poço (ô). substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Recebeu honras na solenidade. anões. ancião. som de s) / látex. meu bem. embora a forma singular seja preferencial.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. apêndices / cálix o ucálice. olhos (ó) / povo (ô). nunca o ciúmes. destroços. 1.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. eu digo sim.A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. guardião. Chama-se metafonia.

ditongo. .Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. Toninho. povinho. .1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3.As palavras terminadas em s ou z. folhinha (calendário). herói (ditongo) = heroizinho. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. Italiano: as pizzas.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. café (voga tônica) = cafezinho. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. rapaz = rapazinho. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. . pequeno.Em conseqüência do dinamismo da língua. Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. peça minúscula / saia diminuta. vão para o plural: 4. 2. enorme.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. imensa. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto. mulherengo. . 9 – Plural das siglas.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. Pesei bem os prós e contras. Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. maxissaia.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. coisinha. baú (hiato) = bauzinho. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho. fogão.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). exagero ou diminuição. Didatismo e Conhecimento 27 . . predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. beleza = belezinha. cartilha. gentinha. Atenção: . Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez. casa pequena. cartão.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e. minicalculadora. livreco. minúscula. Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. mãezinha. supermercado. narigão. 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra. Fiz a prova dos noves. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. crítica. 4. rosa = rosinha.

auricular = da orelha. Adjetivo é a palavra variável em gênero. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. o amor. Japão: japonês ou nipônico. continua brilhando no mundo artística. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. Curitiba: curitibano. equivale à banal. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. Goiânia: goianiense. Sergipe: sergipano. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. Petrópolis: petropolitano. hepático = do fígado. Angra dos Reis: angrense. Recife: recifense.“O professor fez uma simples observação.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. São Luís: são-luisense ou ludovicense. sino-japonês (China e Japão). 4. Distrito Federal: candango ou brasiliense. urbano = da cidade. Brasília: brasiliense. Campo Grande: campo-grandese. atribuindo-lhe uma qualidade. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. Porto Velho: portovelhense. inodoro = sem cheiro. bélico = de guerra. azul petróleo.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. Os adjetivos classificam-se em: 1. vespertino = da tarde. Pernambuco: pernambucano. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. Rio Branco: rio-branquense. estados. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. gástrica = do estômago. ministro e músico. Brasil: brasileiro. abdominal = de abdômen. Belo Horizonte: belo-horizontino. número e grau que modifica um substantivo. simples. 7. humano = do homem. cutâneo = de pele. Londres: londrino. bucal = da boca. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. Manaus: manauense ou manauara. Três Corações: tricordiano. Fortaleza: fortalezense. 11. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. Nova Iorque: nova-iorquino. como: afro-brasileiro. Estado. Porto Alegre: porto-alegrense. simples – apresentam um único radical. vocativo: Mãe. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Tocantins: tocantinense. cervical = do pescoço. João Pessoa: pessoense. Natal: natalense ou papa-jerimum. argente = de prata. Anápolis: anapolino. fabril = de fábrica. Cabo Frio: cabo-friense. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. Amazonas: amazonense ou baré. é da pizzaria? 9. luso-brasileira. franco-italiano. adjunto adverbial: Alô. derivados – são aqueles formados por derivação. e outros. estado. . referem-se a cidades. 12. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. teuto-argentinos (alemão). Minas Gerais: mineiro. Teresina: teresinense. aposto: Gilberto Gil. primitivos – são os que vieram primeiro. Florianópolis: florianopolitano. Goiás: goiano. Paraíba: paraibano. Niterói: niteroiense. . aquilino = de águia. 5. Américo-francês. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. apícola = de abelha. discente = de aluno. matutino = da manhã. predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. etário = de idade. Ceará: cearense. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. Mato Grosso: mato-grossense. estelar = de estrela. colocado antes do substantivo observação. 5. Palmas: palmense. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. Bélgica: belga.” O adjetivo. 3. Maceió: maceioense. Didatismo e Conhecimento . Três Rios: trirriense. filatélico = de selos. pluvial = da chuva. Bahia: baiano. roxo batata. nipo-argentina (Japão e Argentina). têxtil = de tecido. amarelo ouro. Cairo: cairota. 4. 10. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). compostos – apresentam mais de um radical. 8. Anglo-americano. Buenos Aires: buenairense ou portenho. 2. a vida. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. Florença: florentino. docente = de professor. Piauí: piauiense. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). já tô saindo. Vitória: vitoriano. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense. Novo Hamburgo: hamburguense. áureo = de ouro. Rondônia: rondoniano. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. Pará: paraense. verde garrafa. Paraná: paranaense. Salvador: soteropolitano. 6. Maranhão: maranhense. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. Cidade. umbilical = do umbigo. Roraima: roraimense. insípido = sem gosto. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul.

. superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. sofre flexões de: gênero. (substantivo com valor de adjetivo). excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo. Flexões do Adjetivo O adjetivo. isto é. . olhos castanho-claros. ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. de forma absoluta. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela.2 – sintético – adjetivo + issimo. número e grau.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação. I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres. érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima.mais pequeno. .As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. mais bom. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar. extremamente. Semântica e sintaticamente falando. variam os dois elementos. mais mau. pauper (pobre) = paupérrimo. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . (adjetivo como advérbio: redondamente). (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo).uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. 3. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. valem por adjetivos. maior / pequeno. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. intensamente. Pode ser: 1. Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). melhor / mau. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. palavra que tem o valor de outra classe gramatical. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.quando os dois elementos formadores são adjetivos. substantivo canário). os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. . Atenção: . pior / grande. 1. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: .“O professor fez uma observação simples. Didatismo e Conhecimento 29 . equivale à fácil. Atenção: . 1.substantivos que funcionam como adjetivos. bastante. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. . num processo de derivação imprópria. amarelo. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. b) sintética – bom.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r. de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes.biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira. ficando a ele subordinadas na frase. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. a Many é mais) 2. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. macer (magro) = macérrimo. como palavra variável. O comparativo pode ser: 1.A cerveja que desce redondo. imo. substantivo petróleo). O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas .1 – analítico: advérbio de intensidade muito.às vezes. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. piadas sem-sal. (das duas. ílimo. Atenção: . O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. podemos usar as formas: mais grande. .

agradável = agradabilíssimo. célebre = celebérrimo. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: . 9-IX. 19-XIX. 800-DCCC.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática. 400-CD. de veludo. jovem = juvenilíssimo. portanto. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . dúzia: conjunto de doze coisas. quíntuplo. 200-CC. 13-XIII.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. 50-L. . o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. . bom = boníssimo. 7-VII. doce = dulcíssimo.o adjetivo amarelo modificou um verbo. atroz = atrocíssimo. respectivamente. . / As meninas dormem tranquilamente. posição em uma série. 3. 500-D. . multiplicativos e fracionários.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. quantidade: um. nobre = nobilíssimo. 1. incrível = incredibilíssimo. triênio: período de três anos. decúria: período de dez anos. não vai para o plural. 60-LX. miserável = miserabilíssimo.000-M. difícil = deficílimo. três.adjetivos repetidos: fofinho. amigo = amicíssimo. magro = macérrimo.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. eficaz = eficacíssimo. negro = nigérrimo. grosa: conjunto de doze dúzias. qüinqüênio: período de cinco anos. inimigo = inimicíssimo. . 6. terno: conjunto de três coisas. livre = libérrimo.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. 17-XVII. sendo. centésimo. (ela é a mais de todas) 2. tenro = teneríssimo. 14-XIV.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. assume a função de advérbio. . dezena: conjunto de dez coisas.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. trinca: conjunto de três coisas. 5-V.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . amargo = amaríssimo. mil. 100-C. respectivamente: 1-I.2. veloz = velocíssimo. . a função de advérbio. Daí a sua classificação. / Ficou meio chateada e calou-se. portanto. 2. O menino dorme tranqüilo. ao substantivo.Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. terceiro. 700DCC. antigo = antiqüíssimo. 30-XXX. . 70-LXX. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. 15-XV. . pobre = paupérrimo. vinte. sexênio: período de seis anos. fácil = facílimo. . áspero = aspérrimo./ Sua voz parecia macia. pobríssimo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. com a mesma qualidade. simpático = simpaticíssimo. . O menino dorme tranquilamente. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. elegantérrimo.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. novena: período de nove dias. dístico: dois versos. friíssimo. ótimo. 8-VIII. ordinais. 600-DC. milênio: período de mil anos. . capaz = capacíssimo. fiel = fidelíssimo. decálogo: conjunto de dez leis.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. em: cardinais. sétimo. terço. dois. 20-XX. cruel = crudelíssimo. 300-CCC.Cardinal: indica número. 4-IV. 4. sem intermediário. triplo. negríssimo. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. simples = simplícimo. em fez de íssimo: chiquérrimo. fofinho (=fofíssimo) / linda. cem. 80-LXXX. 10-X. segundo. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites. Sorriu amarelo e saiu. magérrimo. mau = péssimo. semestre: período de seis meses. milhar: conjunto de mil coisas. multiplicação e divisão. septênio: período de sete meses. . Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações. quinto. terrível = terribilíssimo.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. pessoal = personalíssimo. no superlativo: . invariável. 90XC. . dobro. sábio = sapientíssimo. frágil = fragílimo. 1. sagrado = sacratíssimo. chiquentérrimo. / As meninas dormem tranqüilas. oito. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. 3-III. 3. frio = frigidíssimo. com o acréscimo do sufixo mente. centenário: período de cem anos.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. agudo = acutíssimo. 16-XVI. humilde = humílimo. 1. geral = generalíssimo. também. lustro: período de cinco anos. 40-XL. quarentena: período de quarenta dias. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. trezena: período de treze dias. sufixo érrimo. feliz = felicíssimo.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito. um doze avos. linda (=lindíssima). benévolo = benevolentíssimo. magnífico = magnificentíssimo. 900-CM. 18-XVIII.o adjetivo assume um valor adverbial.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico. . resma: quinhentas folhas de papel.linguagem informa. Atenção: usa-se também. Didatismo e Conhecimento 30 . mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. 6-VI. 11-XI. quarto. 2-II. 12-XII. Pode ser: 2. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. .

Numerais Multiplicativos: dobro.. concordando com os cardinais que indicam números das partes. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. trecentésimo. portarias e outros textos oficiais.... quando usados com o valor de substantivos...... oitavo.Para designar séculos. Numerais Fracionários: meia....se o numeral vier antes do substantivo. cinco. décuplo. doze.... septingentésimo. vinte..Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis... milésimo.os numerais multiplicativos. ducentésimo.. oitocentos.com referência ao primeiro dia do mês. dezesseis avos.. dezoito avos. Emprego dos Numerais .. empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo).. quarenta avos. Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) . seis. septuagésimo. décimo sexto. terceiro.. triplo. poltronas. segundo. no masculino. cinqüenta avos. três quartos equivalem a 750 ml. sétimo. milhar e bilhão.se o numeral vier antes do substantivo. sexagésimo. trigésimo.. 2. milésimo.enumeração de casa.Zero é numeral cardinal...os numerais cardinais um.. cantos (na poesia épica). MAS 1. cinqüenta. dezenove.. Século XXI (vinte e um).... Numerais Ordinais: primeiro. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis). no feminino.. ... ctingentésimo. ..... / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”.. décimo. oitenta avos. vinte avos.. novecentos.os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. nota máxima. sete.. seiscentos. dezessete avos..Aquela mulher é dez. onze avos. páginas. dezesseis. (valor de adjetivo – variável) . . / O texto quatro está na página sessenta e cinco. emprega-se o ordinal.. nove.os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular. décimo sétimo.quando usados com valor de adjetivo. lá da escola.Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. trinta avos... O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo. Paulo César é adepto da 7ª Arte.Os numerais multiplicativos quíntuplo.. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito...os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas.. treze. estão reagindo bem..os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados.. nongentésimo. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil. catorze avos... o particípio ou adjetivo podem concordar. oito..na enumeração de leis.. (sétima) . dezenove avos... devem concordar no masculino: .... setecentos. quatrocentos.. trinta. .não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim..... apartamentos. décimo segundo.200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais . metade. vinte minutos. quádruplo. quadrigentésimo. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. dezessete.. sétimo. .. reis. quartos..... décimo quinto. trilhão....Emprega-se. nônuplo.... . bilhão. sexcentésimo. quinze avos. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos. com milhões.. quíntuplo.... na escrita das horas.... são variáveis: A minha nota é o triplo da sua..os numerais cardinais milhão. qüingentésimo. cêntuplo.emprega-se o numeral cardinal. e outros. qüinquagésimo.. onze. quatro. . mil. . dois. óctuplo. três.. (portaria oitava) .. ou com o substantivo. nongentésimo. 1. setenta avos. circulares. textos.. sexto.Ambos e ambas são numerais significam: um e outro. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica.. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª. trecentésimo. nono.... antes dos substantivos milhão... centésimo. usa-se o ordinal. sexto. ctogésimo. duzentos. (artigo dezesseis) .. Número . folhas.. oitavo.. centésimo. / Somos 180 milhões de brasileiros.. dezoito. quadragésimo.. (vigésimo século) . (triplas valor de adjetivo) . décimo.. septingentésimo... setenta... sexcentésimo. nascidos em Lucélia...o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia... sêxtuplo.. quinto. . ducentésimo. os dois. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas.. nonagésimo.. quarto. Por que dez? Porque vem de nota dez. décimo oitavo... Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes.. qüingentésimo. décimo terceiro.. quinze. noventa.... décimo nono... treze avos. catorze ou quatorze... artigos. Flexão dos Numerais Gênero . vigésimo. décimo primeiro. quarto.. . doze avos. quinhentos. sessenta. sessenta avos.. O XX século foi de descobertas científicas.... octingentésimo... sêxtuplo. dez.. trezentos. cem. usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro.. papas.Um quarto de litro equivale a 250 ml.o artigo e o numeral. quarenta.. quinto.... oitenta. décimo quarto. quadrigentésimo.... sétuplo.os numerais fracionários variam em número. decretos.. (triplo – valor de substantivo) ... (hora) / Usou apenas meias palavras.. dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. terço..... noventa avos.. Canto X (décimo) / Luís IV (nono). undécuplo. capítulos.os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um. (valor de substantivo – invariável) .. nono. . ... duodécuplo. Didatismo e Conhecimento 31 ...

numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. setes. interrogativos e relativos. estou com o gás todo. Como há muitos Severinos. consigo. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós. = Eila. ti. na prova final. na. O tempo nos dirá. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. vós. não escreve. Vejo os diariamente. (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais . 11. (nomeia os campeões – no esporte) 5. . nosso. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . seu. não compra. plural uns.o. vos. os. õe: Deramna como vencedora. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. possessivos.Diz-se catorze ou quatorze. dele. (eis. = nolo dirá. nós mesmos).lhe. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). vos. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno. eles: Didatismo e Conhecimento . Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. têm sentido POSSESSIVO.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. = Filos a lápis. o pronome é. S.Tirou a prova dos noves. as. quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. estou a mil por hora. las. Ia. ão. significando hoje.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. / Eu ME arrumei. não anda. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo.o. los. 6.Par é coletivo. lhe. o. 2. apresentam sempre a forma: o. te. vos perdem o S) 4.. outros. ele. demonstrativos. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z.lo. de tratamento. 9. noves. Deram então de me chamar Severino de Maria.” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. a. PRONOME “O meu nome é Severino. próprios. Os pronomes são classificados em: pessoais. com + vós. átonos sem preposição: me. FAZER.O número 1111 é formado por quatro uns.Eu dou atenção a ela. os. a. 5. los. plural dois. assumem as formas: lo.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. . Z. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança. /MIM QUER. tu. Sessentas. todos. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. te. (sua. 3ª pessoa: ele. nos. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. indefinidos. expressão muito usada.Preciso pagar ao verdureiro. perdendo.As equivale a primeiro. se. 8.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. mesmos. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha. a. seguidos de: ambos. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. nos. nos. . Eu ME apavorei. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. nos. lhes. ela (singular) eles. 10.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. conosco. lhe.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. os. (= Mandei que ele calasse). Que é santo de romaria. .Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. NUNCA diga: Eu SE apavorei. as terminações R. . as. .no. dele. teu.si. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. convosco.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. . (o S permanece) 6. 7. / Euj à SE arrumei. 3. 4. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. conseqüenterriente. a. 7. o= sujeito do verbo mandar. DEIXEme sentir seu perfume. São: tônicos com preposição: mim. comigo. nós. contigo. MANDAR.me.. = pagálo. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. Os pronomes pessoais dividemse em: . Fiz os exercícios a lápis. equivalendo a meu. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. Pronomes Pessoais. uns são substantivos. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. os. .retos exercem a função de sujeito da oração: eu. não tenho outro de pia.Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR.Colocados DEPOIS do verbo. la. (pronome reto + verbo no infinitivo).Ela não vai conosco. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. Põenos sobre a mesa. (pronome recíproco. Lembre se de que MIM não fala.Colocados ANTES do verbo.O número 777 é formado por três setes. OUVIR.” . 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. as: Eu os vi saindo do teatro.

elas. Os pronomes oblíquos me. Vossa Santidade-V. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores. Mag. junto com as minhas cantigas. Por outro lado. Majestade). como os demais pronomes de tratamento senhor. inclusive para o presidente da República. na linguagem coloquial. 3ª pessoa: seu. minhas. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. você. são usadas somente em escritores mais sofisticados. lhe.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas. . EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. elas estiverem funcionando como SUJEITO. seus. a ambigüidade da frase. VTD) Minha saudosacomadre. portanto. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. dona. Vossa Eminência-V. meus. você. Excelência. Oferecilhas.Doutor não é forma de tratamento. oficiais. título.Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se.” (Cecília Meireles) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o. te. eles. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala).Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. Vossa Majestade-V. (verbo transitivo direto.O pronome seu toma o sentido ambíguo. suas. eles e ela. e sim título acadêmico. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha.-reis.Na linguagem popular. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala. imperadores. . te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias.Os possessivos. volo). assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. (verbo transitivo indireto. viajouparaum Congresso. . pois é uma alteração fonética da palavra senhor . 2ª pessoa: teu. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. obedeceulhe. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele.aaltas autoridades. quase não se usam essas combinações (mo. os. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 .Ema-cardeais. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. Vossa Senhoria-V. Singular: 1ª pessoa: meu. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos.S. a senhora. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. do seu cargo. . senhorita. . nolo. usase o pronome dele. Pedi volo. e houver uma preposição ANTES deles. o cardeal. 3ª pessoa: seu. Dona Cecília.-Papa. pede o verbo na 3ª pessoa. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho.Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão. tuas. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. Eminência. às vezes.Satratamento cerimonioso. querida amiga. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. minha. que ma trouxe. a senhorita. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. a. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações.M. Se os pronomes pessoais retos ele. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) .-príncipes. não tem valor possessivo.A. às vezes. Vou seguirlhe os passos. e não na 2ª. dona. da 2ª pessoa. os. lho. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. Atençao: No Brasil. as (formas de objeto direto). . deixeias. pode entrar!. duques. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. (Nicolesujeito. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. Atençao: . tua. vos. ela. lhe./ Já freqüentei a casa dela. vos. . usar o brasileiríssimo a gente. suas. ela. No caso. idade. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. seus. Vossa Excelência-V. 0I) juntamse a o. . sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (falando a respeito do cardeal) . desenhadas nas areias. Os pronomes pessoais retos ele.São também pronomes de tratamento: o senhor. (ela sujeito de decidir.VTI) É comum. Vossa Magnificência-V. nos. sua. lhes (formas de objeto indireto. nos.Referindose a mais de um substantivo. com o valor de possessivos. presidente.A forma VOSSA (Senhoria. você é a pessoa a quem se fala e. te. chamoua. teus. dela para desfazer a ambigüidade. a.a-reitores de universidades. sua.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. eles. O conserto da televisão foi feito por ele. to. Deitos. senhora.Respeitosamente: para autoridades superiores.A forma SUA (Senhoria. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. se nola exigissem. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. Nircléia.Ex. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos.

(alguma.. Este ano. Qualquer.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . situandoos no espaço ou no tempo. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. aquela.Certo dia perdi o controle da situação. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. equivalendo a aquele. ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). mais. toda (somente no singular) sem artigo. (depois do substantivo= adj etivo). “ (usase: no ombro. estas. os. nada. Certo. Estranhei semelhante coincidência. elegantes e risonhas. . Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. demais.dependendo do contexto. as. funcionário público algum terá aumento digno. são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. pouco. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo. todo. Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. aquela (s). Invariáveis: alguém. . que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). Eles voltarão no dia certo. Esse (s). Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. aquilo.Em frases de sentido negativo. sua) quando se trata de parte do corpo. Dica: substituir que por o. na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. É Flex Power. Depois de muito procurar. generaliza). Didatismo e Conhecimento 34 . nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. tanto. o carro. mesmo. esses resolveram tirar tudo a limpo. quanto. Devemos sempre ter alguma esperança. equivale a nenhum) . mas os pais. a. quando colocados DEPOIS do substantivo: . vário~ vários. certos. cada. sérios e orgulhosos. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um.Não se emprega o pronome possessivo (seu.Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos.” . nisso. . aquela (s). a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. O professor fez a mesma observação. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . quem. mão. qual / quais. outros são invariáveis. . um.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). essa (s). (= qualquer ser. qualquer. certo. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). vários. essa. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. esta (s). também são considerados pronomes demonstrativos o. Percebese que o pronome relativo que. Peço a Deus pela TUA felicidade. substitui na 2 oração. aqueles. isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa.. Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). achei o que queria. Tal atitude é inexplicável. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. menos. indetermina. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem.os demonstrativos esse. Colocados antes do substantivo. Atenção: . certas. outro. apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. os. Todo. bastante. outrem. muito. por isso a palavra que é um pronome relativo.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. várias. (antes do substantivo= indefinido). próprio. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios.) Colocados depois do substantivo. numa 2ª oração. algo. O próprio homem destrói a natureza. as. Variáveis: algum.com quem se fala. Não se preocupe. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. tal. Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. A festa estava desanimada. essa (s). Ninguém ligou para o incidente.para retomar elementos já enunciados. esta (s). Apresentamse em formas variáveis e invariáveis.. Pais e mães vieram à festa de encerramento. nenhum. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. certa. semelhante. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. a. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. ninguém. isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala.dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. tudo.

e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. sentou. explícito. . ir do infinito dos verbos. Flexionase em número (singular e plural).O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. acabou. cont é o radical do verbo contar. (o que = aquilo que). movimento. abrir. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. (= lugar em que) . cujo. é classificado. pular. fenômenos da natureza. Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . quem. formas nominais: gerúndio. quantos. quanto: Afinal. do qual. compor. quem. brincar.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. todos. passiva. depor. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. 3ª conjugação: i. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. por ser o mais usado. Invariáveis: que. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. como relativo indefinido. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. entreter. cujas. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer.Quanto. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. ergueu. Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. Emprego dos Pronomes Relativos . quanto. infinitivo e particípio).O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. 3ª conjugação – ir: partir. vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . 2ª conjugação – er: beber. esperar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. a partir de uma seqüência de ações: amou. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa. recebem o nome de verbos. modo (indicativo. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo.O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. sem a interrogação). subjuntivo e imperativo. brinc é o radical do verbo brincar. cujos.O relativo que. onde. pessoa (primeira. beijou.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. os quais. Vogal Temática e Tema. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. tempo (presente. no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. (cujo. . rir. teremos o radical desses verbos. Verbo é a palavra que indica ação. Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. estado. o tema será apenas o radical: contei = cont ei. flutuou. er. Os principais interrogativos são: que. (interrogativa indireta. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. . que utilizamos para exprimir ações. a. quando. cuja. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. .O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. nota-se que há uma parte que não muda. Flexionando esses verbos. as quais.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. morreu. 2ª conjugação: e. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. dançar. os. a qual. as: Não entendi o que você quis dizer. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. De acordo com a vogal temática. Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. reflexiva). a querida comadre Naldete. .Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. é chamado de relativo universal. tanto: Naquele momento. Atenção: Se tiramos as terminações ar. portanto. como. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade. dispor. Essas palavras. . correr. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar. . segunda e terceira). falou tudo quanto sabia. esper é o radical do verbo esperar. mudança de estado. qual. e que nela está o significado real do verbo. Variáveis: o qual.

dançariam. à suposição: .ele estuda – 3ª pessoa do singular. dançarias.eles estudam – 3ª pessoa do plural. comerias. dançara. pulei. . comemos. partimos. partíamos. Pretérito perfeito: parti. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. tu foi. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra. comeremos. partíreis. que levam o verbo na 3ª pessoa. um pedido. comias. dançou. dançam. pretérito.Na indicação de ações ou estados permanentes. danças.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza. comerás. partirás.Duvido de que apurem os fatos. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. futuro. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. uma solicitação. dançáreis. partiria. comíamos. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. vocês. um desejo. comia. . comeu. insípida. verdades universais. tu tens. dançaram. mas não únicas. comestes. dúvida.Algumas regiões do Brasil. Os pronomes: você. uma vontade. dançaríamos. tu pega. . chorei. comiam. partiram.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. comerá. comemos. imperfeito e mais que perfeito. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. ou seja.eu estudo – 1ª pessoa do singular. Apresenta presente. dançamos. Pretérito imperfeito: partia. comeríeis. partirão. Portanto. dança. dançastes. comeríamos. Ex: Cantei. partiu.vós estudais – 2ª pessoa do singular. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. é o mais usado no Brasil. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. partirá. Futuro do presente: dançarei.Nós comíamos pastel na feira. partíramos. partiremos. Apresenta presente. partiram. altura de um som. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . partem. Indica uma ordem. comeis. partirias. muitas vezes ligados ao desejo.Eu cantava muito bem. . . pode estar em plena ocorrência. comem. comes. Ex: Nós cantáramos no congresso de música. Pretérito perfeito: comi. dançaste. dançamos. Lourdes. São três os modos: .Quando o vir. futuro do presente e futuro do pretérito. dançavas. partes. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. comeste. partiríeis. Futuro do pretérito: partiria.. uma súplica. Ex: . comereis. pretérito imperfeito e futuro. Pretérito imperfeito: comia.tu estudas – 2ª pessoa do singular. pretérito perfeito. partira. Ex: A água é incolor. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. dançaras. dançavam. dançará. partíeis. venderão. come. dançaram. dançáramos. dançáveis. Pretérito mais que perfeito: partira. Ex: Tenha paciência. partia. Futuro do presente: comerei. dançareis. pode já ter ocorrido ou não. hipótese. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. . dançaram. Didatismo e Conhecimento . O subjuntivo expressa uma incerteza. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. .. comeram. . exprime uma possibilidade. dançávamos. partiríamos. . Futuro do pretérito: comeria. inodora.nós estudamos – 1ª pessoa do plural.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. Futuro do Pretérito: dançaria. partimos. dormi. partiras. partireis. exigida pela gramática oficial. de dúvida. em vez de: tu fostes. Pretérito perfeito: dancei. . comêramos. parte. comíeis. são: presente. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. partiam. dançaríeis.Para enunciar um fato momentâneo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto. partistes. comeram. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. indicando ausência ou negação.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza. levais. dançava. estudo. Pretérito mais que perfeito: comera. . deriva daí a palavra tônica. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. Pretérito mais que perfeito: dançara. Essas três possibilidades básicas. dancei. Atenção: . Pretérito imperfeito: dançava. possibilidade. partiste. comera. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço. – Que surjam novos e honestos políticos. dançarás. comeras. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. .modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. Futuro do presente: partirei. comêreis. comeria. tu pegas. dê lembranças minhas. comeriam. partias. não concluído. dançaremos. tu tem. partis. comerão. precisão: o fato é ou foi uma realidade. dançais. dançaria. Ex: Estou feliz hoje .

que eles comam. que eles amem. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta).O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. na voz passiva dos verbos “contentar”. 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. amemos nós. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. por sua vez. que ele parta.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.É proibido colar cartazes neste muro. Por exemplo: . se eles partissem. .É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo. genérica. Presente do indicativo: eu amo. (1ª pessoa) Para ler melhor.Quando apresenta uma idéia vaga.Eles não têm o direito de gritar assim. se nós dançássemos. Por exemplo: Viver é lutar. amai vós. Por exemplo: . voltaria à universidade. que ele dance. amem vocês. se eles comessem. Observe que.Eles não podiam reclamar do colégio.As meninas foram impedidas de participar do jogo. adjetivo ou verbo da oração anterior. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). – Quando/Se você fizer o trabalho. que ele coma. se lê comesse. que tu ames. que eles amem. O infinitivo impessoal é usado: . Por exemplo: . Por exemplo: . Pretérito perfeito: se eu partisse. quando ele dançar. será generosamente gratificado. ama tu. marchar! (= Marchai!) . . 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. podendo ter valor e função de substantivo.Aqueles remédios são ruins de serem tomados. se nós comêssemos. Pretérito perfeito: se eu comesse. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. não relacionado a nenhuma pessoa. Presente do subjuntivo: que eu ame. quando eles dançarem. que tu dances. Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 . Futuro: quando eu dançar. Presente do subjuntivo: que eu ame. Por exemplo: Soldados.Era preciso ter lido este livro.Fumar prejudica a saúde. Futuro: quando eu comer. que tu comas. . não amemos nós. e sua forma é invariável.Vamos pensar no seu caso. sem se referir a um sujeito determinado. . se vós dançásseis. Imperativo negativo: (X).É preciso ler este livro. que vós ameis. Imperativo Negativo: . quando ele partir. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. “tomar” e “ouvir”. se nós partíssemos. se vós partísseis.É indispensável combater a corrupção. se eles dançassem. que vós ameis. quando tu comeres. que tu partas. ela usa estes óculos. que vós comais. Assim. Por exemplo: . apresenta desinências de número e pessoa. quando tu partires. Imperativo afirmativo: (X). quando nós partirmos.Não apresenta a primeira pessoa do singular. . quando tu dançares. pode ou não acontecer. que vós danceis. quando vós comerdes. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. que tu ames.Eram pessoas difíceis de serem contentadas.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s. os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. . . não ameis vós. se tu partisses. considera-se apenas o processo verbal. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. se ele dançasse. . quando vós dançardes. por exemplo. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente). não ame você. não amem vocês. Por exemplo: .Amar é sofrer. ame você. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . eu uso estes óculos. gerúndio e particípio. quando eles partirem. . que nós dancemos. que nós amemos.O infinitivo pessoal. . que nós comamos. ele ama. . quando eles comerem. quando nós dançarmos. que ele ame. quando ele comer. Pretérito perfeito: se eu dançasse.Eu os convenci a aceitar. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal).Eles foram condenados a pagar pesadas multas. nós amamos. . quando nós comermos.Quando tiver o valor de Imperativo. quando vós partirdes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. . (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. se vós comêsseis.Para ler melhor. se tu comesses. se tu dançasses. vós amais. . Futuro: quando eu partir. . que nós partamos. se ele partisse. que eles dancem. ou não. tu amas. . 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. Nas locuções verbais.Querer é poder. eles amam. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. (= vida é luta) . . Além dos três modos citados. Por exemplo: . No entanto. não ames tu. que ele ame. que nós amemos. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal.Queremos acordar bem cedo amanhã.Não retira os –s do tu e do vós. que vós partais. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. Por exemplo: .Devemos sorrir ao invés de chorar. que eles partam.

uma ação concluída. Por exemplo: . etc. . não apresenta desinências. como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. a preposição está ligada somente ao pronome. (Lembre. estaremos sempre dispostos. etc. Por exemplo: . muito lhe agradecemos. Mandei as meninas olharem-se no espelho. flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex. que se revela. o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada. como sujeito.: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. que deve se apresentar oblíquo tônico. “dizer”.Aquele exercício era para eu corrigir. Didatismo e Conhecimento 38 .Viajar: viajou. .Antes de nascerem.. . . . Na 1ª e 3ª pessoas do singular. Com os verbos causativos “deixar”. (função de advérbio) .Vi os alunos abraçarem-se alegremente. flexionandose. 2.Saindo de casa.Na esperança de sermos atendidos. . nas demais. .Ouvi-as dizer que não iriam à festa. “ouvir”. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”.Convém vocês irem primeiro. . assumindo a mesma forma do impessoal. viajasses. . Por exemplo: .Foram dois amigos à casa de outro. havia crianças vendendo doces.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. Como desdobramento dessa reduzida. DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. na forma composta. o gerúndio expressa uma ação em curso.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação. contudo.Para estudarmos. número e grau. “sentir” e sinônimos. . a fim de jogarem futebol.Enferrujar: enferrujou. pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo. . os candidatos saíram. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal.Elas parece mentirem . Por exemplo: . “falar” e sinônimos. aprenderás o valor do dinheiro. Com os verbos sensitivos “ver”.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural).Tendo trabalhado. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal. (função adjetivo) Na forma simples.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal.O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. . a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex. Por exemplo: Trabalhando. sujeito implícito = nós). que o substantivo ferrugem é grafado com “g”.O guarda fez sinal para os motoristas pararem. neste caso. esse “j” aparecerá em todas as outras formas.Pediu para que Carlos entrasse (errado). . .). viajaria. enferrujem. encontrei alguns amigos.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova. Nota: Como se pode observar. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos. Por exemplo: . Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. 4. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. . .Esta salada é para eu comer? . aprendeu o valor do dinheiro.Faço isso para não me acharem inútil. Quando o particípio exprime somente estado.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso.Perdôo-te por me traíres. Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. 3.Se tu não perceberes isto. flexionando-se em gênero.Temos de agir assim para nos promoverem.Ela me deu um relógio para eu consertar. Outros exemplos: .Pediu que Carlos entrasse (correto).O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.Pediu para Carlos entrar (errado). . deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. na verdade. b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”. assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. .Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir..Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. enferrujaria. um período composto. como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . já estão condenadas à fome muitas crianças.Neste exemplo ocorre. Por exemplo: Terminados os exames. Por exemplo: .Nas ruas. Por exemplo: . Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.Vios entrar atrasados. sem nenhuma relação temporal. não confundir com o substantivo viagem) viajarão. enferrujassem. . enferrujarão.

se eles fossem. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. nós vamos. vós íeis. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. IR Indicativo: Presente: eu vou. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. Formas Nominais: Infinitivo: ir. que ele vá. Futuro: quando eu for. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. que eles vão. tu ias. nós iríamos. vós fostes. irem eles. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. Não têm todos os modos. quando tu fores. quando o dia amanhecer. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. nós íamos. que vós vades. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. tu vais. vós fôreis. ele fora. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. eu já terei partido. vão eles. Imperativo Negativo: não vás tu. ele ia. ele vai. irmos nós. Veja os exemplos: . eles foram.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. teria aprendido. tu irias. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. telefonarei a Manuel. não vamos nós. vá ele. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes. eu caminharei 6 Km. vós iríeis. se não me tivesse mudado de cidade. geralmente de particípio. ires tu. ele irá. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. tempos ou pessoas. vós ireis.Quando você chegar à minha casa. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. qualquer verbo no particípio. se tu fosses. Por exemplo: Amanhã. Subjuntivo: Presente: que eu vá. eles irão. quando ele for. Obs. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. Imperativo Afirmativo: vai tu. quando nós formos. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. já terei telefonado a Manuel. quando vós fordes. Futuro do Pretérito: eu iria. tu irás. ir ele. eles iam. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. se não me tivesse mudado de cidade. eles iriam. não vades vós. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. nós fôramos. ide vós. que nós vamos. se ele fosse. Pretérito Imperfeito: eu ia. Particípio: ido. quando conheci Magali. nós fomos. ele iria. nós iremos. A frase Se eu estudasse. tu foras. vão. irdes vós. quando eles forem. para conseguir a aprovação. não vão eles. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. Pretérito Perfeito: eu fui. vós ides. tu foste. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. se nós fôssemos. se vós fôsseis. Gerúndio: indo. Infinitivo Pessoal: ir eu. não vá ele. eles foram. que tu vás. . Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. Futuro do Presente: eu irei. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. ele foi. vamos nós. IR É aquele que tem uma anomalia no radical.Quando você chegar à minha casa.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 .

. tantas mortes. Por exemplo: Para você ter comprado esse carro.a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras. d) Eles se desavinham freqüentemente... d) Escolheu-se. quando menos.se precaveio . se vier a São Paulo.. reveis. c) Quando eu reouver o dinheiro. infelizmente.. compondes. respectivamente.. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho.... ou.. 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal..... b) Quando verem o Leonardo. provistes b) adverti.tivéssemos intervido ... a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê .. 4. as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9.duvides 3. pagarei a dívida.tivéssemos impedido d)me precavi . e não . as seguintes formas verbais: advertir .. segunda pessoa do plural compor .. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós ...intervieram .. a festa terá ares aristocráticos. na ordem em que aparecem nesta questão. o réu será absolvido. d) Eu não intervi na contenda porque não pude..d. segunda pessoa do singular a) adverti. indicando ação passada em relação ao momento da fala.. Quando você tiver terminado o trabalho. em ti.. segunda pessoa do plural rever .. b) Se advierem dificuldades. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio.no futuro do subjuntivo.no imperativo afirmativo. componhais.não vais vós e) perdei vós .precaviram . esperarei “você” praticar a sua ação para. c) Se você o vir.. segunda pessoa do plural prover . Por isso o uso do advérbio “já”.. praticar a minha. revistes. d) Se o Leonardo quiser.. proveste e) n. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal.houvéssemos contido . ficarão surpresos com os trajes que usava.não teria havido c)me contive . compuserdes. e) Ele trará o filho... vosso d) procurais.” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência.no perfeito do indicativo. o policial viu...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. já terei telefonado a Manuel.se conteve .. revestes. as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento . No primeiro caso. a gente do ofício ficaria exultante... necessitou de muito dinheiro a) procurais.. ver-vos. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.. 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado.se precaveram .nos precavíssemos . (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão.. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.. quando vir o resultado. possuir o teu retrato. e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas.. no segundo.... revês. (PUC) Dê. vê-la. d) Quando você vir Campinas.no perfeito do indicativo. . em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos. seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido.. talvez . (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica. e também não .. provistes c) adverte. a)intervir .. ver-vos. evitando a briga... Se todos nós . b) Se a testemunha depor favoravelmente. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca.precavêssemo-nos não houvesse e)intervim . observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho. compordes.. vê-la.. dos outros. Assim. c) Só ficarei tranqüilo..interveio .... depois.. diga-lhe que o advogado reteve os documentos... c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte. ficará extasiado.. vê-lo.não percais vós 8 (ITA) Vi.se precaveu . dois agentes secretos viram. mas não . e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes... confia em Deus. telefonarei a Manuel... mas nem sempre ..não ameis vós c) sede vós . vosso b) procura..não sejais vós d) ide vós .. mas desejava ver-te. o homem errado.contiveram . 2 (FUVEST) .não partais vós b) amai vós . vosso e) procurais. seu c) procura.teríamos evitado b)me precavi . proviste d) adverti.interviu . primeiro praticarei a minha.” Transpondo para a voz passiva.. b) Ele antevira o desastre.

(indireta) . quanto. sem dúvida. (indireta) . fora.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . e)Todas estão incorretas. a saber: Você. melhor pior. ainda bem: Ainda bem que você veio.Por que o povo aceita tudo passivamente. eventuamente.Por um triz eu não me denunciei.designação. 6 .realce: cá. atrás. o advérbio pode ser de: 1 . Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. como: Sou tão feliz quanto / como você. ele já se fora. diariamente. logo. de improviso. imediatamente. defronte. lá. talvez. antigamente. por ali. 2 . aliás (= de outro modo ). e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente. quase. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados. muito zangado. (direta) .explicação: por exemplo. unicamente: Só Deus é perfeito. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . depois. acolá. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . pouco. tanto. meio.exclusão: exclusive. bem. tristemente.mais. algures (= em algum lugar). alhures (= em outro lugar). 3 . assaz bastante bastante. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. 6 intensidade apenas.modo assim. amiúde (=sempre).Afetividade: felizmente. infelizmente. à esquerda. e) Embora não tenha sido divulgado. De acordo com a circunstância que exprime.Como osjovens vêem a natureza? (direta) .Sem dúvida você é o melhor. por certo. ao acaso. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. em vão. muito. 2 superlativo absoluto: analítico > mais. 5 . também. antes. além disso. nem. com certeza. seguramente. mesmo. cedo. rapidamente. deveras. além. inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. à tarde. de propósito. um adjetivo ( Estava muito bonita). Podem exprimir: lugar. mal. Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. muito. senão. um outro advérbio ( Falou muito bem). às toa. de viva voz. às claras. érrimo: Localizeio rapídíssimo. menos. isto é. breve. sintético > íssimo. de chofre.Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. longe. 4 . amanhã. a distância. de forma alguma. de modo algum. c) Se não fosses ele. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. menos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. de jeito nenhum. 5 negação absolutamente. agora. realmente. adiante. ali. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas. exceto.limitação: só.De repente o dia se fez noite. ainda. tampouco (= também não). de mais a mais: Também há flores no céu. novamente. tempo. à noite. 8 .menos: O candidato defendeuse muito mal. apenas. sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. tudo estaria perdido. por perto. de vez em quando. acima. de medo.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . bem.inclusão: inclusive. às pressas. são palavras invariáveis. até.retificação: aliás. Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . . ou melhor. soube-se do caso.Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. > sintético: melhor.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. demais. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. sobretudo. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. sim. possivelmente. às vezes. 4 afirmação certamente. depressa. perto. abaixo.dentro. 2 . 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. modo. aquém. efetivamente. por um triz. salvo.lugar aqui. . . 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). não. 3 . 2 – superlativo. ou melhor. à direta. já. aquém. por ventura. outrora. decerto. . quiçá. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. brevemente. tão. no próximo mês. somente. de repente. de cor. hoje. é que. pouco. por exemplo. a esmo. (indireta) . devagar.tempo ainda. lentamente. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. fora. 7 dúvida acaso. tem bom caráter. a pé. indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. ou causa.Quero saber como os jovens vêem a natureza. depressa. às escondidas.

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

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usada quando se vê alguém invadindo. exclamativa. Observe: Olavo esteve aqui. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. a faixa de pedestres. os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. fique para trás. Contêm uma ordem. com seu carro. c) As risadas não eram normais. decepção. não! 2. uma frase simples como “É ela. de forma afirmativa ou negativa.” pode indicar constatação.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. indignação. Transforme a frase declarativa em imperativa.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. proibição.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . conforme o tom com que a proferimos. dúvida. maldição): “Esta luz me falte. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. 4.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. Classifique as frases em declarativa. arrependimento. as circunstâncias) em que o falante se encontra. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. não olhe. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente.Muitas frases. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. etc. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. surpresa. no segundo. se eu minto. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. Assinale. (declarativa) Lusinho. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. Nesse caso. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. de pêlo ruço. Pense. a) Você está bem? b) Não olhe. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. ora ascendente ora descendente. pedido ou súplica. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são. Exemplo: Tudo parado e morto. Traduzem admiração. meu filho. das situações em que se explora a ironia. na frase “Que educação!”. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. surpresa. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. . Dependendo de como é dita. . de forma afirmativa ou negativa. (negativa) “Vamos. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . optativa ou imperativa. Quanto ao sentido. pois. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. etc. ao menos. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. a frase é afirmativa. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. g) Agora suma. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. por exemplo. São uma pergunta. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. 3. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. interrogativa. (afirmativa) Nunca te esquecerei. c) Os meninos olharam à sua volta. É o caso. d) Luisinho. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. por exemplo. Muitas vezes. No primeiro caso. negativa.

ele se refere ao sujeito. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. pouco siso. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. “A bênção. é “O amor”. e. Nos exemplos seguintes.a) Eugênio e Marcelo. excepcionalmente. só o predicado. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). deve-se olhar para a cor da bandeira. interrogação. d) Respeitem os limites de velocidade. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. d) optativa. o ser de quem se declara algo. o sujeito. A declaração referente a “o amor”. h) declarativa. capturavam os índios. em alguns casos. Normalmente. 46 Sujeito . A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). Já na frase: Os rapazes jogam futebol. b) Luisinho. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. o núcleo é sempre um nome. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. Objeto indireto e Agente da Passiva). “o tema do que se vai comunicar”. interrogativa.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. f) imperativa. b) imperativa. o núcleo é sempre um verbo. qualquer palavra substantivada. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito). Aposto e Vocativo. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. f) declarativa. o predicado. Didatismo e Conhecimento . imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa. caminhem juntos!. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. Observe: O amor é eterno. várias frases ou um período. Respostas 1-“a” e “d” 2. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. necessariamente. é “é eterno”. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. ainda. c) exclamativa. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. c) Meninos. pronome ou verbo). exclamação e. Quando se trata de predicado verbal. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. através de reticências. d) imperativa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. portanto não são orações. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. O tema. procure os fósforos no bolso!. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. • constituir-se de um substantivo. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. g) imperativa. sendo um predicado nominal. a presença do verbo. O sujeito é “Os rapazes”.a/b/d/g 5. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. O predicado é “jogam futebol”. • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa. que encerra a essência de sua significação. e) interrogativa.a) interrogativa. h) declarativa 3. Adjunto Adverbial. i) imperativa.a) exclamativa. Não têm estrutura sintática. sacudia as árvores. porém há. ou pronome substantivo ou. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). ou seja. c) declarativa. g) exclamativa. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. b) interrogativa. e) interrogativa. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. olhem à sua volta! 4. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. Cada termo da oração desempenha uma função sintática.

Regina trancou-se no quarto. cujo núcleo funcione. não se sabe quem a atropelou. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. isto é. Isto não me agrada.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. soldado. locuções adjetivas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. (= Açúdes foram construídos.nome feminino singular 2. Morrer pela pátria é glorioso. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho. etc. Exemplos: 1. guardem os brinquedos. seu núcleo é sempre um nome.. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. etc. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos.). Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. ele. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 . Ela tem uma educação fina.” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se.As formigas invadiram minha casa.) Crianças. o sujeito é o termo determinante. na língua portuguesa. (sujeito: eu. Construíram-se açúdes. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. Vossa Excelência agiu como imparcialidade.Há formigas na minha casa. (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. uma sentença sem sujeito. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal . ao passo que o predicado é o termo determinado. isto é. Oculto (ou elíptico) – quando está implícito..” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê.) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. Exemplos: O sino era grande. quando não está expresso.Nós mentimos sobre nossa idade para você. pois. adjetivos. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. tu. a palavra base) do sujeito é.” (Érico Veríssimo) (o sujeito. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. enunciado: Eu viajarei amanhã. mas nunca uma sentença sem predicado.) Come-se bem naquele restaurante. na sentença. Nesse caso. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . como um substantivo. ou por uma palavra ou expressão substantivada.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. sua representação pode ser feita através de um substantivo. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. um substantivo ou pronome.

. .Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. Ninguém lhe telefonou. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito. todavia.Havia quadros nas paredes. . . mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. • Fazer. . realizar-se.Nevou no Sul do país. mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. gear. .“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco.Houve algo de anormal? .” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato. Exemplos: 1. . ventar. portanto.“De qualquer modo.Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. o sujeito antecede o predicado. . . ser e estar. através do predicado.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: .Quando se é jovem. relampejar. ali estava ele.Havia três noites que não dormia.“Bateram palmas no portãozinho da frente. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. O pronome se.Carolina conhece os índios da Amazônia.Fazia um frio intenso. na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Josué Guimarães) . a memória é mais vivaz. . fruto de uma análise sintática.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral.“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. .Chovia torrencialmente. com referência ao tempo. o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser. . • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. Nesse sentido. Predicado . .Ventou muito durante a noite. Choveu durante o jogo.Assim como o sujeito. • Chover. decorrer). . entre “Carolina” e “conhece”. acompanhado do pronome se. sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2. Pode ser omitido junto de infinitivos.Onde houvesse festas e danças.Devagar se vai ao longe.Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. é índice de indeterminação do sujeito.Era à hora do jantar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.Aqui vive-se bem. fiquem os dedos. .Abria a janela. passar. neste caso. amanhecer.” (Tiago de Melo) .Era penoso carregar aqueles fardos enormes. .” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular. . . • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado. Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. na frase Didatismo e Conhecimento 48 . . . .Faz dois anos que me formei. . sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais.” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa. Normalmente. . . sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural. sendo. sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores. . foi uma judiação matarem a moça.É triste assistir a estas cenas repulsivas. . Veiga). Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua.Na rua olhavam-no com admiração. se estava calor.Há plantas venenosas. o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas.Hoje fez muito calor. Não se trata. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. acontecer.” (José J. São construídas com os verbos impessoais.Havia três noites que não dormia. por isso.Era no mês de maio. Na frase (1).Eram trinta de maio de 1980. de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa.Anoiteceu rapidamente. o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases. nevar.

esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. desciam = nova informação sobre o sujeito.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme. “Não invejo os ricos. As folhas caem.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração. Os verbos de ligação (ser. aspiro. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. quando este puder ser facilmente subentendido. um conteúdo significativo. pelo contrário. o peixe. juntamente com o verbo.” (Ciro dos Anjos) Observe que. Há verbos que. Exemplos: João puxou a rede. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo. relacionando o predicativo com o sujeito. invejo. sem os seus complementos. Exemplos: 1. Os animais correm. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. __ Em poucos dias.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . de complemento(s) ou termos acessórios). Quanto à predicação classificam-se. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta. pois têm sentido completo.Minha empregada é desastrada. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância. etc. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. adjetivo. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. Entretanto. etc. “Três contos bastavam. Quando. quem encerram uma noção definida. 2.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. ou não. Em outros casos é necessário um complemento que.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). constituem a nova informação sobre o sujeito. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. podendo. 2.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo. Além dos verbos transitivos e intransitivos. por si mesmos.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar. a ferocidade dos algozes inexcedível. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava. ou um verbo (ou locução verbal). isto é.. nem aspiro à riqueza. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram.Os manifestantes desciam a rua desesperados. parecer. estar. os verbos puxou..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos.” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. denominados transitivos.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. entre “nós” e “fazemos”. mais contente. insistiu ele. No primeiro caso. De qualquer forma. existem os de ligação. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome).” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. por natureza. o povo. transitivos. tem sentido completo. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. salvo se as cousas se complicarem. verbos que entram na formação do predicado nominal.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia..” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias.. Exemplo: As flores murcharam. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). seguido. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo.

” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. comprar.“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) . castigar. Didatismo e Conhecimento 50 . etc. avisar. ir. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual. rir.” (Ciro dos Anjos) . .” (José Geraldo Vieira) “Dr. designar. convidar. Leandro proverá a tudo. socorrer. tornar.” (Luís Jardim) . . não ligar para ele. unir. sair. ter. entristecer. interessalhe. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. obedece-lhe. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar.” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. latir. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo.Cheguei atrasado.. lhes. apraz-lhe. quero-lhe (=quero-lhe bem).” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. chamado objeto indireto. achar. lhes. ver.” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. chegar. etc..” (Alexandre Herculano) . Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea. com preposição. características): . estimar. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada. puxar da faca. os pronomes o. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa... Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. colher. agir.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo. depender dele.Fui cedo.Passeamos pela cidade. tremer. brincar. desagrada-lhe. ocasionalmente. .” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe. crescer. repugna-lhe. encontrar. elogiar. sagrar. . investir contra ele. chamar.” (Marquês de Maricá) “Então. ver. ferir. nascer. um complemento sem preposição. contrariar.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. O povo chamava-os de anarquistas. declarar. adoecer. as: convido-o. proclamar.” (Viana Moog) .” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito. penetrar no mundo que já morreu. etc.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame. podem ser usados também na voz passiva. prejudicar. “Trabalho honesto produz riqueza honrada. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe. simpatizar com ele. etc.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular. Inês trazia as mãos sempre limpas. encontrei-a muito previnida. desobedecem-lhe. considerar. tomar do lápis. cumprir com o dever. resiste-lhe. Pertencem a esse grupo: julgar.” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia. eleger. deixar. dizer. suar. como quem vivera vida de contínuo pensar. adotar.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. pensará que estou atirando aos nhambus. etc. incomodo-a. paga-lhe. isto é. pegar de uma ferramenta. recorrer a ele. em geral.” (Gonçalves Dias) .“Inútil tentativa de viajar o passado. “Deus vos fez padre e bispo. valeu-lhe. Julgo Marcelo incapaz disso. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. achar. sucede-lhe. claro.. nomear. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego. coroar. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto.“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. assistir a ela. receber. encontro-os.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou.” (Graciliano Ramos) .” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. conheço-as. abraçar. desculpar. brilhar. atentar nele. imitar. saldar. fazer. os.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros. a.“Morrerás morte vil da mão de um forte. vir. encontrar. bate-lhe.. anuir a ele. agradeço-lhe. • Verbos intransitivos passam. perseguir. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente.“Tinha testa enrugada. levar. mentir.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer. perdôo-lhe.Entrei em casa aborrecido. ter.

A tentativa resultou inútil.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. • Em princípio. A árvore ficou sem folhas. Oferecemos flores à noiva. etc. A mesa era de mármore. As matrículas acham-se abertas. lembrarse(de). imutável. O verbo ser. aspirar(a). O fato pareceu-lhe estranho. As crianças estavam com fome.. concomitantemente. conspirar(contra). outro indireto. chamar. que admitem mais de uma preposição. obedecer. Ceda o lugar aos mais velhos. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. proporcionar. por exemplo. relatar. contentar-se. ao qual se prende por um verbo de ligação. obstar(a). Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. ansiar(por). explicar. Todos andam apreensivos. doar.. perguntar. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo.. Parece que vai chover. • Verbos como aspirar. narrar. propor. como atirar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). perdoar(a). prometer. crer(em). verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. (intransitivo) A terra dá bons frutos. De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. A Lua ia (=estava) alta. (tratar=cuidar).. Exemplo: O homem anda. dar. Os verbos. atribuir. Esses verbos. assistir(a). entram na formação do predicado nominal. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. presidir(a). pagar(a). apresentar.. • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. Perdoa-lhe tudo. (aspecto transitório). resistir(a). aludir(a). Didatismo e Conhecimento 51 . O moço anda (=está) triste. e pouco mais. prevenir. zombar(de). Eu não sou ele. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria. perdoar.” (José J. Minha proposta saiu vitoriosa. Anda com dificuldades. (de ligação) O cego não vê. Excetuam-se pagar. obedecer(a). (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. Eu não estava em casa. assistir. podem pertencer ora a um grupo. Os premiados foram dois. entregar. João ficou zangado. precisar(de). se ela me preferisse a você. ensinar. cogitar(em. dispor. sem mudança de sentido. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. carecer(de). A ilha parecia um monstro. Mário encontra-se doente. atirar(a. contribuir(para). informar. A empresa fornece comida aos trabalhadores. aspecto transitório: Ele é doente. O dia continuava chuvoso. aconselhar. como nestes exemplos: Trate de sua vida. em contra). Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. lutar(contra). agradar(a). Fiquei à sombra. Ele permaneceu sentado. bater(em). querer(a). Pedro fez-se lívido. em). traduz aspecto permanente e o verbo estar. confiar(em). usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. pagar. É desagradável tratar com gente grosseira.de). cuidar(de). investir(contra. com).. As águas podiam estar poluídas. Dona Cléia dava roupas aos pobres. (transitivo direto) Deram 12 horas. ofertar. um estado ou modo de ser do sujeito. (intransitivo) O homem anda triste. anuir(a). etc. interessar(a). (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. ceder. devolver. atentar(em). Outros mudam de sentido com a troca da preposição. no predicado nominal.” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. servir.” (A. Ele está doente. disse adeus e fui andando. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. oferecer. investir. (tratar=lidar). O mar estava agitado. gostar(de). A operação resultou inútil. A crisálida vira borboleta. O médico é pago (perdoado. obedecido) por João. pedir. variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. Eles devem ser irmãos. As crianças tornam-se rebeldes. A Lua parecia um disco. aprazer(a). obedece) o médico. recorrer(a). de.” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. perdoar. preferir. Exemplos: No inverso. não têm classificação fixa. ora a outro. Exemplos: A Terra é móvel. • Há verbos transitivos indiretos. A água está fria. A vida tornou-se insuportável. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase. repugnar(a). valer(a). relativamente à predicação.” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. O portão permanecerá fechado. (aspecto permanente). mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. contentarse(com.

Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. (=Lembro-me dela saudoso..” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. (que:objeto direto de plantei). “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente.. Ele é tido por sábio. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi. Exemplos: As plantas purificaram o ar. a. O cosmonauta foi aclamado como herói. Quem são esses homens?. vos: Espero-o na estação. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara. Esta. Integram (inteiram. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. O povo elegeu-o deputado. Raros são os verdadeiros líderes.. às vezes vem regido de preposição. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. de preposição. (=O trem chegou e estava atrasado. 2. Agente da Passiva. São os seguintes: 1. Houve grandes festejos. Marta entrou séria. Didatismo e Conhecimento 52 .” (Ferreira Castro) Procurei o livro. Alguns chamam-no (de) impostor. Ela nos chama.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. Completamente feliz ninguém é.” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. A doença deixou-me sem apetite. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. Ele será eleito presidente. O prisioneiro foi encontrado morto. em certos casos.” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja.. Avisamo-lo a tempo. eu vos amo. Esta é a casa que eu vendi.. Procuram-na em toda parte. A árvore que plantei floresceu... eu não entendia certas coisas. os. perder-vos-ei de vista.. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor.. ela o faz com cuidado..”. O povo aclamou o imperador e a imperatriz. Unimos o útil ao agradável.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho.”. Não me convidas?.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. Julgo inoportuna essa viagem. Os presos tinham os pés inchados.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza. Excepcionalmente. Ela adotou-o por filho. Nós julgamos o fato milagroso.. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta. Lentos e tristes. • Pelos pronomes oblíquos o. “Vós haveis de crescer. mas não o encontrei. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel. sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. Que linda estava Amélia!. “E até embriagado o vi muitas vezes. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. me.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. O soldado foi julgado incapaz. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. Complemento Nominal. Exemplos: O trem chegou atrasado. Muitos consideram-no (como) um sábio. como vemos dos exemplos acima. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal. nos. é facultativa.. O professor sorriu satisfeito.”. te. as. Lembro-me dela com saudade.” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto. Meu Deus. pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Novo ainda. Todos partiram alegres. Observações: • O predicativo objetivo. não regido. As batalhas sagraram-no herói. Silvinho acha-se um gênio. não vem regido de preposição. Sílvia olhou-se ao espelho.. 3. Ninguém me visitou. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos.) O menino abriu a porta ansioso. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. se. Chamavam-lhe poeta. A mãe viu-o desanimado. • Normalmente.. Estimo-os muito. As paixões tornam os homens cegos. os retirantes iam passando. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez.. normalmente. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. completam) o sentido da oração.. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto).

Preciso de ti amanhã. Deus lhe perdoe. molhou a ambos. Aspiro a uma vida calma. pegar da pena. como todos ali. Deparei com um estranho. geralmente a preposição a. “Ao poeta Drummond. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo. Olho Gabriela como a uma criança.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências. A quantos a vida ilude!. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. Absteve-se de vinho.” • Em construções enfáticas. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos. ao pai o filho amado.”. “E dali em diante.”. lhes: amar a Deus (amá-lo).” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu. referentes a pessoas.”. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. engole-os a obscuridade.”. não interrogou a ninguém. Representa. Exemplos: O dinheiro. • O objeto direto preposicionado. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros. “A estupefação imobilizou a todos. (no filho) Anseio pela tua volta. “Diabolicamente.”. como às crianças. mas poucos o seguem. que mora mais além. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. a(s) e não lhe.) Peço-lhe desculpas. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.”. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos.”. cumprir com o dever. “Seus cavalos. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto.”. “Vence o mal ao remédio..”. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro.”. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo. Atentou contra a vida do rei. pegou da agulha. Aumente a sua felicidade. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. o drama intensificava-se..”. A médico. enfim.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos. etc. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. prejudicas a ti e a ela. Aludiu ao fato.”. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. fazendo sorrir. “A tudo e a todos eu culpo.” • Com nomes próprios ou comuns..”. nos cinco outros.. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. “Provavelmente. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres.”. cantando. de plena satisfação. a ênfase ou a força da expressão.”. só ocorre com verbo transitivo direto. a harmonia da frase.. impedindo construções ambíguas: Convence. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. e não mulher feita. Gosto de frutas e de doces.”. isto é. “Se eu previsse que os matava a ambos. o complemento de verbos transitivos diretos.”.”.”. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela. pegou da linha. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!.”. ordinariamente.: “Arrancam das espadas de aço fino. se faz com as formas o(s).”.” (Machado de Assis) “De mais a mais. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico.” • Em certas construções enfáticas. enganavam é a Pedro.”. Disse-lhe a verdade. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. como puxar (ou arrancar) da espada. “A inimigo não se poupa. enfático ou redundante.. (Disse a verdade ao moço. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. O pai batia-lhe.”. a Caetano. Ceda o lugar aos mais velhos. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. é obvio. Responderei à carta de Lúcia. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. “As companheiras convidavam-se umas às outras. (Peço desculpas ao professor.. “Tratava-me sem cerimônia.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase.” • Em expressões de reciprocidade. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes. Amemos a Deus sobre todas as coisas. “Amava-a tanto como a nós..” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo. O bem. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia. a feira deve incomodar. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças. evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito. tornando felizes também aos outros. como a um irmão. “Abraçou a todos.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram. ela os montava em pêlo.) Didatismo e Conhecimento 53 .”. deu um beijo em Adelaide. muitos o louvam. vem precedido de preposição. Ele zombou de nós.” • Com certos pronomes indefinidos. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. quando soube do caso. pegou do pano. quando possível. por que amas a uns e odeias a outros?. Assistimos à missa e à festa. “Como fosse acanhado. convencer ao amigo (convencê-lo)..”. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. facultativa. “Chegou a costureira.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono. atirar com os livros sobre a mesa. confessor e letrado nunca enganes. “Também se adormece a fome. Obedeço ao regulamento.”.

expressa ou implícita.. As pessoas com quem conto são poucas. recordação do passado. Isto te pertence.. A pessoa a quem me refiro você a conhece.? (Machado de Assis) “E.. em... perdão das injúrias.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil. entusiasmo divino. adjetivos e advérbios. se. para e por.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho.. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Perdôo-lhe a ofensa. de certos substantivos. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. obedecer aos pais. Como atestam os exemplos acima. Peço-vos isto.). no caso. incapazes de se moverem. regresso à pátria. (=Não lhe devolveram o livro. da beleza e do equilíbrio. por ênfase. criação de impostos. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Muitos já estavam dominados por ele. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso.. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. compositor de músicas. (=O livro foi-lhe devolvido.. “O ódio ao mal é amor do bem. Esperei por ti.. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto. de. (=Obedece a mim.). Conheço o funcionário por quem fui atendido. etc. incompleta. Não preciso disto. a remessa de cartas. remeter cartas. “Para ele nada é impossível”. nos. Ele só pensa em si. Beijou as mãos ao sacerdote. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos.. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. amar o próximo. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido. Conto com você. vos.) Devolveu-se-lhe o livro. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. resistência ao mal... A cidade estava cercada pelo exército romano.” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. Ela queixou-se de mim a seu pai. As preposições que o ligam ao verbo são: a. (=Peço isto a vós. aos brigões.. O filme a que assisti agradou ao público. regressar à pátria. criar impostos. Difere deste apenas porque. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. nada me abala relativamente ao Rubião. Vem sempre regido de preposição. queimar fogos. (=Rogo a você. lhe. O objeto indireto é sempre regido de preposição.” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. Assisti ao desenrolar da luta... remessa de cartas. Dê isto a (ou para) ele. Não revelarei isto a ninguém. geralmente. os quais. e a ira contra o mal. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 .. verbos de mesmo radical: amor ao próximo. Falou contra nós. resistir ao mal. A coisa de que mais gosto é pescar.) • Nos demais casos a preposição é expressa. lhes. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. (=Isto pretence a ti. Exemplos: Obedece-me. obediente aos pais. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. a condenação da violência.. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me.” (Rui Barbosa) “Ah.. Os obstáculos contra os quais luto são muitos. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. o paciente. queima de fogos. O juiz confiou-lhe a guarda do menino.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. útil ao homem. basta-lhes xingarem-se à distância. etc. o medo de assaltos.. recordar o passado. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. Exemplos: A defesa da pátria. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial. Contenta-se com pouco. Devolve-lhe o dinheiro.) Não lhe foi devolvido o livro.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. Assistência às aulas. com.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas. Sobram-lhe qualidades e recursos. em vez de complementar verbos. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. contra. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. Vem regido comumente pela preposição por. te. A proposta pareceu-lhe aceitável. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena. (=Devolva o dinheiro a ele. Rogo-lhe que fique.). perdoar as injúrias. complementa nomes (substantivos. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem.

encontramos a felicidade. beleza das matas. o médico.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. Júlio reside em Niterói.. fim ou outra especificação: . declaração do ministro. muitas rãs..).. posse. foi um monarca sábio.. Moramos aqui. empréstimo de dinheiro. herói de nossa gente. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo. em outras palavras. aproximei-me da porta.. não dormi. (voz passiva) Tu o acompanharás. Escureceu de repente. Talvez esteja enganado.. lugar.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas. imperador do Brasil. destruidor de matas. Exemplos: D. modo. Pedro II. (errado). ter medo do mar (compl.). origem. desenvolve ou resume outro termo da oração. empréstimo do banco. • Pelos numerais: dois pés. (=Naquela noite. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. árvores e plantações. amor de mãe. água do mar (adj..casa de ensino. adjunto adverbial e aposto. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente..” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil.” (Povina Cavalcânti) “Ele..). assunto. região do ouro e dos escravos. Maria é mais alta. não ficaria ancorado como uma canoa. ou a origem. • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos. companhia. Não durma ao volante. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. intensidade. este lugar. um rapaz. indir. Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece..” (Mário de Andrade) Casas e pastos.” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma. As florestas são devastadas. causa.. pouco sal.). (Devastam as florestas. declaração de guerra.nom.. plantio de árvores. colheita de trigo. (=No domingo. Ande devagar.) ou. aviso de perigo. Errei por distração. quinto ano. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal.). tempo.). (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha.. determinar os substantivos. tudo foi destruído pela enchente. que modifica o sentido de um verbo. “Nicanor.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade . meio. gosta do mar (obj. Domingo que vem não sairei. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem. no terreiro em frente. as mãos dele: posse. terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. (Expulsaram-no da cidade. Caúla. país cuja história conheço.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. o guarda. acensorista. qual seja a de caracterizar um ser. exprimir alguma circunstância. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio. pertença. (certo). Saí com meu pai.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres.criança com febre (=febril): característica .. aviso de amigo. etc. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. adjetivo ou advérbio. Ouvidos atentos..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.fio de aço. descoberta de petróleo. fala corretamente. “O pastor. modo. aulas de inglês: fim. ao passar para a ativa.homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. etc. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. filho de fazendeiros: origem . pertença . especialidade .. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. etc. Volte bem depressa. todos olham e não dizem nada. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal).). Compreendo sem esforço. coisas a que era avesso. a casa do fazendeiro. Ele fala bem. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres.. folhas de árvores.água da fonte. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. cheiro de petróleo.adv.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo.livro do mestre. casa de madeira: matéria . expôs-me seu caso de consciência. amor ao próximo. Assobiavam-se as canções dele nas ruas. que rua?. animal feroz.. negação.” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . “Cada casa arrumava. capítulo sexto. as ruas. farinha de trigo.presente de rei (=régio): qualidade . • Pelos artigos: o mundo. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. (=De ouvidos atentos.).adn. terras férteis.

Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. esvoaçavam num balé de cores. o teu defensor. eh!): “Tem compaixão de nós . amei as solidões sobre os rochedos ásperos. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. por exemplo. o qual. O aposto que se refere a objeto indireto. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. o que me obrigou a ficar em casa. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. a saber. Nas frases seguintes. da intensidade das coisas. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. senhor de engenho. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. Mensageira da idéia. Exemplos: Pegou fogo no prédio. nnca foi superado. que se encerra com ponto de exclamação. (dois verbos. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. refere-se a toda uma oração. às vezes.” (Raquel Jardim) De cobras. sinal de tempestade iminente. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. Não pertence à estrutura da oração. (duas locuções verbais. No exemplo inicial. de beleza. fato que me deixa atônito. o rio Amazonas. isto é. O período é simples quando só traz uma oração. Não havendo pausa. bichos. que pode ser uma pessoa. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. Os apostos. (um verbo. não há aposto. mande-me cá o Padilha. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. “Irmão do mar. meus amigos. Nogueira. não haverá vírgula. O aposto não pode ser formado por adjetivos. Exemplos: Rapaz impulsivo. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. mais alto. está elíptico. Este escritor. como romancista. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. As borboletas. olá. Exemplo: Pegou fogo no prédio. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. chamada absoluta. etc. às vezes. “Acho que adoeci disso. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. Didatismo e Conhecimento 56 . mas predicativo do sujeito: Audaciosos. em geral. é a base do governo. ó sol de maio. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. o escritor João Ribeiro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. do espaço. uma coisa real ou entidade abstrata personificada.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. o período é composto quando traz mais de uma oração. Mário não se conteve. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. O dia amanheceu chuvoso. os dois surfistas atiraram-se às ondas. Simão era muito espirituoso. oração absoluta. dois pontos ou travessões. ele e ela. (uma locução verbal. seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. (Período composto. a Rua Osvaldo Cruz. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. correi. o Colégio Tiradentes. O espaço é incomensurável. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. indicadas. ponto de interrogação ou com teticências.” (Machado de Assis) “Correi. destacam-se por pausas. O aposto. são horas! “Olá compadre. o romance Tóia. leves e graciosas.) Quero que você aprenda. na escrita. (Período simples. filha do velho coronel Tavares. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. por vírgulas. Só não tenho um retrato: o de minha irmã. de tudo ela tinha medo. a Bolívia e o Paraguai. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Na escrita é separado por vírgula(s). um animal. morcegos. o que me levava a preferir sua companhia.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). a palavra é a mais bela expressão da alma humana. duas orações) Está pegando fogo no prédio. uma oração) Quero que você aprenda. não são banhados pelo mar. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. título.

As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior. logo. Pode ser: 1. ou. todavia. sentei-me. por uma conjunção coordenativa aditiva.” (Cecília Meireles) Tens razão. por uma conjunção coordenativa conclusiva. não só. seja.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. mas não convence. O mar é generoso. por isso.. ou seja. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. avilta. se nos depara nos próprios animais. é claro. como já dissemos. o ouro infama. as lanchas se movimentam lentamente. Saí da escola / e fui à lanchonete. OCA OCA OCA “Inclinei-me. logo. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. / sofreram. Ele me ajudou muito.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. Há entre elas. / recordamos os tempos de infância. ou seja. Vives mentindo. ou seja. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior. não mereces fé. mas também. Didatismo e Conhecimento 57 . contudo não te exaltes. As pessoas não se mexiam nem falavam. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. seja. ora. há uma paz profunda na casa deserta. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem. Exemplo: Os torcedores gritaram. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e. por uma conjunção coordenativa alternativa. pois. Venha agora ou perderá a vez.” (Renato Inácio da Silva) Considere. / brincamos. Ele é teu pai: respeita-lhe...As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa.” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. portanto deve trabalhar.. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. O instinto social não é privilégio do homem. quer. nem.. quer. este período composto: Passeamos pela praia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. no entanto. apanhei o embrulho e segui. Estudei bastante / mas não passei no teste.. . porém.. Raimundo é homem são.. / vibraram.” (Machado de Assis) “Em aviação. mas ainda. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. Havia muito serviço.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas.ou. uma não depende da outra sintaticamente. antes. a vontade.” (Machado de Assis) “A noite avança. uma relação de sentido. desonra. contudo. ora. por uma conjunção coordenativa adversativa. ou seja.. 2.. porém às vezes torna-se cruel. entretanto ninguém trabalhava. entretanto. “É dura a vida. não só.. 4.” (Jorge Amado) . mas. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. A espada vence. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. mas aceitam-na.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. A doença vem a cavalo e volta a pé. por exemplo. ou retirava-se logo. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem. os saveiros acompanham. pois.. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). “Jacinta não vinha à sala. / portanto merece minha gratidão.

e tudo teria sido diferente.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. sem. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. no entanto. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. Não sairei de meu consultório. “A mim ninguém engana. mesmo que. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). sem que estudes muito. pela simples razão que ele não existe. que. pois que. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. conquista-a. ora o rasgava freneticamente. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. Ninguém podia queixar-se. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. visto que. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste. porque. Conjunções: embora.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. portanto. contanto que (ou desde que) volte cedo. “Se convidada. Leve-lhe uma lembrança. que não nasci ontem. Não mintas. que te abençôo. (adjunto adverbial de causa) Veja. talvez teríamos perecido todos. Como ele estava armado. porquanto eu estava cumprindo o meu dever.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. Se o conhecesses. pois (ou porque) o nariz dela sangra. que ela aniversaria amanhã. a não ser que. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. Conjunções: se. já brilhava intensamente. por uma conjunção coordenativa explicativa. porquanto. Você pode ir. de tão violento que ficara. Irei à sua casa / se não chover. repreendi-os severamente.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. não o condenarias. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. por isso que sou pobre. “Maximiano temera que o coronel o agredisse.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. tanto mais que meu filho está doente. cidadãos.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. ele é classificado como período composto por subordinação.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. por mais que. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. subordinada a ela. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. caso a experiência tenha êxito. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais.” (Jorge Amado) “Velho que sou. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. salvo se acontecer algum imprevisto. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que. Não posso ir hoje. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. visto que esteve doente. ainda que. sendo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava. porque é pior para ti. Não encontrei o livro em nenhuma loja. 5. Como não me atendessem. se bem que. (a menina) senta no colo da gente. ou um minuto depois. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação. conversa um pouco e logo sai correndo. fossem os olhos mais enviesados. Não poderás ser bom médico. temos que agir nós. ninguém ousou reagir. Não fui à escola / porque fiquei doente. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. desde que. contanto que. agora. substantivas e adjetivas. Decerto alguém o agrediu. 2. pois arfava muito. a menos que. “Faltou à reunião. ou seja. como (= porque). de justificativa em relação à oração anterior. apesar de. impedir sua realização. Poderão chegar lá ainda hoje. apenas conheço as flores do meu tempo. Conjunções: porque. pois.

Fleming descobriu a penicilina por acaso. como sabemos. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. que. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. O jornal. “Corria para a rua. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. mal (=assim que). Júlio César resolveu passar o Rubicão. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. para o tumulto. o Major não faltava.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. Vim hoje.) Ajudava-os em tudo. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. Conjunções: quando.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. são ouvidos com agrado. Cumpriremos nosso dever. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. cria asas. “Nem que a gente quisesse. o moço ergueu-se rápido.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. os povos se levantam.” (José J. eles não sabiam o nome de sua cidade. enquanto os outros escutavam silenciosos. conforme lhe prometi.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. conseguiria esquecer. a fim de que. Consoante opinam alguns. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. por mais que o cocheiro os sofreasse. depois que. não andei tão depressa que amarrotasse as calças. enquanto.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). Conjunções: conforme. Um dos garimpeiros falou. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. tristezas não pagam dívidas.” (Ramalho Ortigão) 6. “Digo essas coisas por alto. nem por isso o respeitava menos. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. quando quer se perder. há em todas as coisas um sentido filosófico. Conjunções: para que. passo pelas livrarias. segundo. sinceramente confesso que o admiro.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. devia ser melhor que aquilo. cruzou os braços no peito. “Chovesse ou fizesse sol. como (= porque). a História se repete. sem que isso fosse de minha obrigação. vimos toda a extensão da catástrofe. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. que. Embora não possuísse informações seguras.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. Mal chegamos ao local.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense. para o trabalho. quem quer que seja. “Como deveis saber. Os louvores. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. visto que. ela se volta contra nós. “Lá pelas sete da noite. quando escurecia. não fosse o coração saltar-lhe.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito.” (José Geraldo Vieira) 7. Como diz o povo. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa.” (Graciliano Ramos) 4.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. Conjunções: porque.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos. não me ouviram.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro. Todas as vezes que agredimos a natureza. ainda assim arriscou uma opinião. “Fiz-lhe sinal que se calasse. As notícias de casa eram boas. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse. fossem quais fossem as conseqüências. de maneira que pude prolongar minha viagem.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra. assim que. porque (=para que). O responsável deve ser punido.” (Fernando Namora) “Ainda assim. sempre que. como (=conforme). a estontearse. segundo as ouvi narrar anos depois. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. por exagerada que seja. pequenos que sejam. Por mais que gritasse. Sempre que vou à cidade. todos o procuravam. é um grande veículo de informação. Ontem estive doente. manteve-o apertado contra o peito.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. logo que. rosto no pó. Por incrível que pareça. OP OSA Temporal Formiga. as casas se esvaziam. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença. pois que.

depois de verbos como convir. como o imã atrai o ferro. Observe: O grupo quer a sua ajuda.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar.. Ignoro quantos são os desabrigados. tanto que me pediu um prazinho para a resposta. etc. O soldado insistia em que a prisão fosse feita.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. tal como. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Ela é bonita / como a mãe. num período. como no exemplo acima. diz-se. é certo. Didatismo e Conhecimento . Indaguei de quem eram aqueles quadros. ao passo que. Veja que horas são.) Aconselha-o a que trabalhe mais. tal qual. assim como. Certos cantores gesticulam mais do que cantam.) Mariana esperou que o marido voltasse. exercem funções sintáticas próprias de substantivos. Ex. podia erguê-lo ao sol. (= O mestre exigia a presença de todos. .: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo. tanto como. ao passo que os preços sobem. contase. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. (objeto direto) O grupo quer / que você ajude.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. (tão). OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . O fiscal verificou se tudo estava em ordem.” (Graciliano Ramos) 8. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. Observe: É importante sua colaboração. constar. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava.” (Jônatas Serrano) 3. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho.: Sabe-se que ele saiu da cidade.. como. Observe: Necessito de sua ajuda. ocorrer. vai diminuindo. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. Rui voltou para casa como quem vai para a prisão. 2.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. como sabe-se. Daremos o prêmio a quem o merecer. O valor do salário. (sujeito) É importante / que você colabore.depois de expressões na voz passiva. em construções do tipo é bom. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse. urgir.depois de um verbo de ligação + predicativo.: É certo que ele voltará amanhã. Ignoramos como se salvaram. OSA Proporcional OP À medida que se vive. Como a flor se abre ao Sol. à proporção que. À proporção que avançávamos. Elas podem ser: 60 1.. é útil.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. quanto menos. Obs. Perguntaram quem era o dono da fábrica. Lembre-se de que a vida é breve. cumprir. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. .: Convém que todos participem da reunião. Conjunções: à medida que. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. Não posso dizer qual delas é a mais feia. que assustava os transeuntes. as casas iam rareando. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. é conveniente. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude. Ex. 9. sem que a guerra o arrebatasse. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal.. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. Ex. mais se aprende. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse. etc. quanto mais. (= Não me oponho à sua viagem. Conjunções: como.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos. que (combinado com menos ou mais).

“A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse. Arnaldo foi quem trabalhou menos.” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. tornou-se realidade. Não sou quem você pensa. (= Sua colaboração é necessária.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome. OP OSA Restritiva Nesse exemplo. tais como quando. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos. Convém que sigas uma profissão. Não consta que ele fosse anti-religioso. Observe: O importante é sua felicidade. Exemplos: Não sei quando ele chegou. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais. vindo sempre depois do verbo ser. entre vírgulas. também. desde a tarde. Didatismo e Conhecimento 61 . Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. Sê grato a quem te ensina. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos.” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Podem vir.. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que .) Minha esperança era que ele desistisse. quem. Ficou provado que os documentos eram falsos. que o filho recuperasse a saúde.) Parece que a situação melhorou. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. como.” (Dom Eugênio Sales) 5. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país.) Estava ansioso por que voltasses. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. Exemplo: Seu desejo. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. etc. É bom que você venha.. cujo. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. intercaladas à oração principal. 4.) e podem ser classificadas em: 1. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. Importa que saibas isso bem. Pedra que rola não cria limo. na esperança de que me chamasse.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. (= Sou favorável à prisão dele. Aconteceu que não o encontrei em casa. Observe: Estou convencido de sua inocência. Não é segredo que os dois não se entendem. qual. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. Diga-me como resolver esse problema. etc. Para alguns a pátria é onde se está bem. (Seu receio era a chuva. quanto. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros.” (Carlos Castelo Branco) 6.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente.

Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. OP OSA Explicativa OP Deus. conforme o caso. Alguém. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. Observações: . Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. esclarecendo um pouco mais seu sentido. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 . reduzida de particípio. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida. os jogadores foram para o vestiário. mas como o próprio nome indica. (gerúndio) .Acabado o treino. nos salvará.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. / encontrei o professor de inglês. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes.” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. Valério. encontrei o professor de inglês. O período agora é composto por coordenação. isto é. telefone-me. Precisando de ajuda. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. imperativa. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. Ao entrar na escola. poderá ser assaltado. Essa casa foi construída por meu pai. saindo depressa de casa. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. que o poente avermelhava. Rosa chorou. encontrei o professor de inglês. Assim que acabou o treino. Exemplo: O homem fechou a porta. acabou na miséria. muitas vezes. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. Quando entrei na escola. reduzida de infinitivo. porque seus olhos estão vermelhos.Ao entrar nas escola. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. que nasceu rico. Ele tem amor às plantas. .” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido.O infinitivo. que é efeito. Exemplo: O escritor Jorge Amado. que é nosso pai. Note-se também que há pausa (vírgula.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal. subordinada adverbial Acabado o treino. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. “Há saudades que a gente nunca esquece. Exemplos: Preciso terminar este exercício. “Olhou a caatinga amarela. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. o que não acontece com a oração adverbial causal. / lançou um novo livro. ao lado qual estava o baú de roupas.” (Inácio de Loyola Brandão) 2. os jogadores foram para o vestiário.Precisando de ajuda. . que traz o efeito. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo. que cultiva com carinho. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. / que mora na Bahia. (infinitivo) .Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. / telefone-me. reduzida de gerúndio. nem por isso deixam de existir. Há casos também de orações reduzidas fixas. Se precisar de ajuda.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. Exemplos: . / os jogadores foram para o vestiário. que passe por ali à noite. Ele está jantando na sala. telefone-me. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. gerúndio e particípio).

7. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. pela emoção que emudece e paralisa. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. orações subordinadas adjetivas. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10. nas suas flexões. b) Não lhe tocara no assunto. com as palavras de que dependem. objetiva direta. objetiva indireta 6. não vivia no coco como a do Santa Rosa. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. objetiva direta c) objetiva direta. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. subjetiva. 2. adverbial temporal.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. orações subordinadas adverbiais concessivas. objetiva direta. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. tanto nominal quanto verbal. Não esqueças que é falível. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. Temos orações subordinadas. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). entramos na escola.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. orações subordinadas adjetivas. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. na concordância. d) Precisa-se de operários.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. d) O oficial perguntou de onde vinha. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. adverbial temporal. 3. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. coordenadas entre si d) objetos diretos. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. respectivamente: a) objetiva direta. “Concordar” significa “estar de acordo com”. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. a oração «para cortar» em relação a «não bate». e) Não sei se o vinho está bom. Assim. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. Chegados que fomos. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. objetiva direta e) predicativa. c) O aluno fez-se passar por doutor.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. com valor estilístico). e se não sabia notícias de Antônio Silvino. Via-se muito que D. subjetiva b) subjetiva. coordenadas entre si e) objetos indiretos. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. não há uma atitude inventada. É bom que você venha. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. adverbial temporal d) subjetiva. EXCETO em: a. pelo respeito. Didatismo e Conhecimento 63 .

” (Luís de Camões. muito. “Seu Príncipe e filhos.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos. algo.acerca do possível ladrão ou ladrões. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila..” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa. em roda. com os quais fomos viver..à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. O dedo indicador e o médio estavam feridos. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos. sexo e profissão. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina.).. Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo. por atração.toda ela (a casa) cheirando ainda a cal. III. as colheitas seriam fartas... normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa.. A ciência e a virtude são necessárias. adjetivo).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo.. Por que tanto ódio e perversidade?. Seus planos e tentativas.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos.... a casa.” (Érico Veríssimo) “. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos. da clareza e do bom gosto.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora.esses números nada têm de precisos. “O César e a irmã são louros. Seus olhos têm algo de sedutor. Os dedos indicador e médio estavam feridos.. o adjetivo concorda..” (Carlos Povina Cavalcânti) “. quanto de feia.. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo.” (Pedro Nava) “.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. ocorrem dois tipos de construção.. Todavia. “O céu e as árvores ficariam assombrados. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade.” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros..” (Alexandre Herculano) “. Aqueles vícios e ambições. Estudo a língua inglesa e a francesa.. Concordância Verbal – variação do verbo.. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada). Os adjetivos regidos da preposição de. a tinta e a barro fresco. mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia..” (José de Alencar) “. pronome.asas e peito matizados de riscas brancas.” (Mário de Alencar) “. apareci com o rosto e as mãos muito marcados. em geral. É proibida a caça nesta reserva.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. com a função de adjunto adnominal. o templo. ou com o substantivo mais próximo. Os campos estavam floridos. Os Lusíadas. “.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.grande número de camareiros e camareiras nativos.. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos. 124) Didatismo e Conhecimento .” (Herman Lima) “Ainda assim. “. quando posposto. tanto.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes. um e outro legítimos. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma. que.. etc. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora.” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas.

“Vossa Excelência está enganado. senhores Ministros. não é mau. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade. às refeições. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 . “Água de melissa é muito bom. Doutor Juiz.. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. Foi feita a entrega dos convites. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso. que se fizessem e largamente. quando se flexiona. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas. poderá o predicativo. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada. um coletivo numérico. “Vi setas e carcás espedaçados”. Os jogadores tinham sido convocados. Quando o núcleo do sujeito é. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. em geral. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. É necessário ter muita fé.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes. a corveta e o navio foram a pique. eu lhe garanto. Minhas três coleções de selos são postas à venda.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. o esforço e o amor. Dezenas de soldados foram feridos em combate.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. procurei o devedor. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades. foram precisas treze mil estacas.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. Passadas duas semanas. Havendo determinação do sujeito. A noite torna visíveis os astros no céu límpido. são merecedores de nossa confiança. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva. pode-se.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. O que não é admitido é a greve abusiva. a folha da tristeza. como no último exemplo. e deitou-o no jazido de sua esposa”. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. é necessário. é preciso. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. ou sendo preciso realçar o predicativo. etc. neste caso. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis. Se anteposto ao objeto. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. Vossa Alteza foi bondoso. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau.

o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. equivalente de apenas. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo.. anexas. outro. bastariam para torná-los célebre.” (Autren Dourado) • Só.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. é invariável.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível. leso. etc. Certos adjetivos. costuma-se flexionar. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. juntas.” (Maria José de Queirós) Junto. para se usar. Usado em expressões superlativas. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro.” (ledo Ivo) “. caro. e. com os quais fiz boas amizades. A casinha ficava sob duas mangueiras. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um. sozinho]: Estávamos a sós. Eles estavam sós.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. há nítida tendência.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. Só eles estavam na sala. o menos. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. Elas só passeiam de carro. o menor. por si sós. quando ele [Rubião] saiu. Nem um nem outro livro me agradaram. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. raro. barato. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. No sentido de inteiramente. uma fotocópia do recibo. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. • Possível. como se os tivesse visto. referida a indivíduos de sexos diferentes. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. duas cópias do contrato. • A olhos vistos. Significa visivelmente. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. as características do solo são as mais variadas possíveis. como sério. O médico atendeu o maior número de pacientes possível. Didatismo e Conhecimento 66 .” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. disse a secretária. por interesse.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. neste caso.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca. etc. que a cobriam toda. o maior. Como adjetivo. • Adjetivos adverbiados.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela. nossa cruz. Exemplos: Um e outro livro me agradaram.. vai a relação das mercadorias. Remeto-lhe. • Todo. Como adjetivos. “Elas moram junto há algum tempo. ficam invariáveis: Vamos falar sério. claro. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. o adjetivo possível no plural. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. no português de hoje. [ou mais barato] Estas aves voam alto. o outro. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus.” (Autram Dourado). Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. na sala iluminada. único] concorda em número com o substantivo. Como se vê dos exemplos citados. Como palavra denotativa de limitação. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. estou lhe enviando algumas fotos. completamente. Esses produtos passam a custar mais caro. ora flexionado: “A volta. só [sozinho. Suas mãos estavam todo ensangüentadas. “Há pessoas que parecem nascer errado. Esses dois livros. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia. este adjetivo ora aparece invariável..” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular. Locução adverbial invariável. incluso.. A locução um e outro. alto. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. As meninas iam todas de branco. Remeto-lhe. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis.. inclusa. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. As fotos foram enviadas junto com a carta. somente.

Exemplos: A porta estava meio aberta. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta. Os emissários voltaram bastante otimistas. uma angústia repentina começou a me apertar à alma.. Fica invariável quando advérbio. À noite. esta palavra é. apareceram um jornal e uma vela. há menos pessoas na praça. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu. sendo. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz... (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento . leva geralmente este para o plural. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu. 25) • Meio. com ele concordará o verbo em número e pessoa. o ar tranqüilo com que as recebo. usar o verbo no plural. As meninas ficaram meio nervosas. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples. portanto. atualmente. só restaria a árvore. “Todos os sentidos alerta funcionam. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras. invariável: Estamos alerta. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as.” (Carlos Povina Cavalcânti) . por isso. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha. olhos abertos e sentidos alertas.. a cólera que inflama. e a modéstia da cas. em estado de vigilância] é advérbio e. de prontidão.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. uma aflição.” (Martins de Aguiar) Contudo. sentida antes como adjetivo.” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava.” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos.” (José de Alencar) “Vida.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. novidade.” (Carlos de Laet) “Moço escritor.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. Pela sua origem. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. a inveja que baba.. Varia quando adjetivo. ao qual não faltam o talento e a graça. esperando pelo esconhecido. Usada como advérbio. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas. Os sapatos eram meio velhos. perturbou-o. graça.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem. “Levi está inquieto com a economia do Brasil. irmãos. no sentido de um pouco. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito. Os soldados ficaram alerta.. “Uma sentinela de guarda. sendo composto e anteposto ao verbo..” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. alerta [=atentamente. mas serviam. • Bastante.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. nesse caso.” (Assis Brasil. Os Crocodilos.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. a relva e o cestinho de morangos. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. p..” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. É palavra invariável: Gaste menos água. esta palavra é invariável.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. Vê que se aproximam dias bastante escuros. talvez.

isto é.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha. “Nem o mundo.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique.” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. valor relativo.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem. comumente. chegou a Paris às 5h da tarde. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade.) “Naquela crise.. no entanto. (Só um candidato pode ser eleito governador.” (Camilo Castelo Branco) Há.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. no processo verbal.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm.. “O chefe ou um dos delegados.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes. tua mulher e teus filhos. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte.... não me lembra. nem Deus teriam força para me constranger a tanto.” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos. em bons autores.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação. mas também. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. nem dinheiro.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com.. O presidente.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima.como.” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul. atualmente..” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão. com dois sacerdotes. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.. nem a alegria das flores. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. Didatismo e Conhecimento .” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. não só como também. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só.. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada. chegaram outros pretendentes.” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta. usa-se. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende. entra nela tu.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta..” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles. Exemplos: O bispo. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.. nem nada a ninguém. “Na fazenda.. não se recusa trabalho.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês. Nem eu nem ele o convidamos. muitas vezes. nem a pompa das folhas verdes. etc. era amigo do Andrade. tanto. freqüentemente.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.Deus e tu são testemunhas. com sua comitiva. do contexto. o verbo no plural. iniciou solenemente a missa.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa.

grande número de. etc. nada. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho. em nome dos telespectadores.. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular. seguida de substantivo ou pronome no plural. contavam histórias. Exemplos: Jogos. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. parte de. agora é cédula de Cr$ 500. diversões..” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 .” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés. o protesto. um prato de carne e um prato de legumes. quando se quer salientar não a ação do conjunto.. estouvado. etc.. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. o gênio imperioso.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido. o vebo. ninguém saiu do campo. etc. o homem do povo.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. pode ir para o singular ou para o plural. de mulheres penetraram na caverna. tudo.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre. Um bloco de foliões animava o centro da cidade. expressiva. com o pronome resumidor. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. coleantes.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. nada. “O entusiasmo. caso contrário.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado. fica o registro. Exemplos: O comer e o beber são necessários.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. de velhos. o verbo concorda. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros. mas a dos indivíduos. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas. no singular... espetáculos.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou... este poderá ir para o plural.” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. a maioria de. árbitro. alguns goles de vinho.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. viagens. nada pôde satisfazê-lo.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável. falavam de coisas da vida.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.. baixinho. o João-ninguém.” (Gastão Cruls) “. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. tudo isso me levou a fazer uma coisa única. ninguém.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas. grande número de. formando grupos.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar.” (Machado de Assis) Jogadores. assistentes.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta. efetuando-se uma concordância não gramatical. quando posposto ao sujeito.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes.

nas orações adjetivas explicativas. de preferência. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. .como se vê dos exemplos supracitados. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito. (Todos os cinco homens assistiam à cena. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala. Todavia.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma. Ramalho Ortigão. em orações adjetivas restritivas. como nos dois últimos exemplos. Essa é a concordância lógica. Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. usar o verbo no plural.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível. Um e outro. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um).” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. em regra.quando o verbo precede o sujeito.) Ressalte-se porém. só Jairo não sabe ler.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava). é oportuno lembrar que. quando se deseja destacar o indivíduo do grupo. (Jairo é o único empregado que não sabe ler.) Didatismo e Conhecimento 70 .” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. as duas concordâncias são igualmente legítimas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria.” (Herman Lima) Visitei os presos. foi chamar o pai. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo. porque têm tradição na língua. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.. ao empregar as expressões em foco. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical. no caso em foco. Pode-se.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos. Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler.) Um dos cinco homens. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. no plural. geralmente preferida pelos escritores modernos. que assistiam àquela cena estupefatos.. (Só um menino estava sentado. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz. soltou um grito de protesto. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. Embora o caso seja diferente. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga.. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento. Observações: . no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula.” (J. a concordância se efetua no singular. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões. Dos meus empregados. que estava sentado à porta da casa. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. Na linguagem culta formal. o verbo da oração adjetiva flexiona-se.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. portanto. o verbo concorda.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que.. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros. uma das que • Quando. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia.” (Raquel de Queirós) Um dos que. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão. Por coerência.

(=Eu pago) Somos nós que cozinhamos.” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas.. ou. ficar de tanga e entrar a falar capiau. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. que. Somos nós quem leva o prejuízo. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis. muitos. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões.” (Machado de Assis) Todavia.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. caso contrário.. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade. desterrados. como sujeitos • O verbo concordará. nem da Espanha. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. com os pronomes quem e que. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. Eram eles que mais reclamavam.. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. (= Os bombeiros a salvaram. o verbo concordará. Fomos nós que o encontramos. “Espero que V. Andes. Foram os bombeiros que a salvaram. Assim: Sou eu que pago. Campinas. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos. em regra.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos.. por atração. no singular.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. “Fui eu que me pus a rir. o importante é saber que.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa. com estes últimos.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa.) Seja qual for a interpretação.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe. Tratando-se de títulos de obras. é comum deixar o verbo no singular. etc. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. “Montes Claros era um feudo daquel família. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns.Sª. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. ou se o numeral for superior a um. etc. como Estados Unidos. o verbo concorda no singular. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos. meu caro. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha. seguidos dos pronomes nós ou vós.” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial.?” (Alexandre Herculano) “.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens. à maneira dos primitivistas. o que é mais lógico.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. Fostes vós que o elegestes. Devem ter fugido mais de vinte presos. como eu. na 3ª pessoa. poucos.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. não me faça mal. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. Lusíadas.. em regra. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital. neste caso. portanto não necessários ao enunciado. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que.. em frases do tipo: Sou eu que pago.

Gataram-se milhões. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. na voz passiva sintética. fazer (na indicação do tempo). nesse caso.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio. “Chovera e nevara depois. Ressalte-se.” (Almeida Garrett) Entretanto. Há de haver. o verbo auxiliar concordará com o sujeito. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores.. Não pode haver rasuras neste documento.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público. (sujeito: árvores... (sujeito: cortar essas árvores.” (Josué Montelo) Quando saí de casa. porque se efetua não com a palavra (Valkírias.” (Celso Luft) A concordância. Férias de El-Rei). Começou a haver abusos na nova administração.” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos. sem dúvida. durante muitos dias.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias. passava das oito horas.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico. não é gramatical.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). “Haverá. sem que se vissem resultados concretos.” (José Paulo Paes) “De preferência.. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores. o historiador e o novelista. “Correram-se as cortinas da tribuna real.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio. passar de (na indicação de horas). deve-se aceitar as regras.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas. fazia quase vinte anos. neste caso. deve haver construções históricas em Nova Iorque.. Assim: Não se pode cortar essas árvores. deve-se ler os dois.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. de análise e de protesto.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . Sertões. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo. Vai haver grandes festas.” (Ciro dos Anjos) “Era loura.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos.” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago. “Quando se joga.” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania. mas ideológica. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos.. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros.. porém..” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário. (sujeito: ler bons livros. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem. quando usados como impessoais.

no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade).” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu. “A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (José J. embora menos comum.” (Raquel de Queirós) . Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas. deixa de ser impessoal e.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães. isto. permanentemente. Quem não ficou nada contente foram os camelôs. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó.” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas. “Os bastidores é só o que me toca. com um banco embaixo.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo. sois vós.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter.” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter. sempre mentiras.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto. no singular.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito. respondeu Ângela. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 . Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo.Existir não é verbo impessoal.. “Quando D.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima. ficou consternada. é também lícita: “Tudo é flores no presente. senhores. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil. existir. impessoal. o. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes. Abílio era só problemas. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite.o verbo chover.. O resto (ou o mais) são trastes velhos. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos. Quem plantou essas árvores fomos nós.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) . A concordância com o sujeito. Tu não és ele. impessoal. principalmente. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa.” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava.” (Correia Garção) “Mentiras. Mas: Eu não sou ele.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu. “Não.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas. Vós não sois eles.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. no quintal.” (Said Ali) “. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu. era o que me pediam. são duas pessoas neste mundo. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores. isso. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. por haver.mas a minha riqueza eras tu.” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é.

) Os astros é que os guiavam.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista..) Foi então que os dois se desentenderam.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. a não serem dívidas e desgostos. O verbo concordará normalmente com o sujeito. objeto direto: vista. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas. ninguém o tratava pelo nome próprio. senão. pouca gente manuseia hoje. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez.” (Celso Luft) . salvo. A não ser alguns pescadores. preço. Seguida de substantivo (ou pronome) singular. medida. Para ele. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes. Exemplos: “As dissipações não produzem nada.. (= São as mães que devem educá-los. é menos que (ou do que). concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los. respectivamente.” (J. aquela obra. foi pôr o chapéu. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo.) “Hoje é dez de janeiro..” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. A não ser • É geralmente considerada locução invariável. (= olhe-se para. a expressão.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. é pouco. equivalente a exceto. com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos.” (Eça de Queirós) . Bem haja. cujo sujeito exprime quantidade.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. datas e distância . permanece invariável: A situação é preocupante. fica na 3ª pessoa do singular. entretanto na linguagem espontânea.Pode-se. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida. A situação é preocupante. • Na indicação das horas. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui.) (Hoje é dia seis de março. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas.: “Seis anos era muito.) Divertimentos é que não lhe faltavam.Hajam vista os livros desse autor.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. é suficiente. em frases como: Quando o trem chegou. (= por exemplo. etc.era perto das cinco quando saí. evidentemente. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. a não ser escombros. “Era hora e meia.) Era uma vez • Por tradição. e não haja visto. ninguém conhecia aquela praia. haja vista o incidente de sábado.. Doze metros de fio é demais.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade.Haja vista os livros desse autor.) Nós é que trabalhávamos. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis. (= tenham vista.. mil dólares era menos que um real. (= Então os dois se desentenderam.. Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui.” (Machado de Assis) “. (= Aqui se açoitavam os escravos. o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora. veja) . vejamse) . verbo hajam (=tenham). a não ser bonecos sem pescoço. hajam vista os incidentes de sábado.. deixar o verbo no singular.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. Da mesma forma se diz. Seis quilos de carne é mais do que precisamos. etc. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte.” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta.” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela.” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco. referente a horas. é demais.Haja vista aos livros desse autor. passava das sete horas. convertido em sujeito da oração infinitiva.O verbo passar. Pode ser construída de três modos: .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito. (= Eram os astros que os guiavam. é mais que (ou do que). Exemplos: Nada restou do edifício. data ou distância: Era uma hora da tarde.” (Said Ali) Observações: .. Sujeito: os livros.. Matoso Câmara Jr.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de...

” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes..” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano. parecia não terem dado por ele. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes.quando as estrelas. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos. deu três horas o relógio da botica.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia. fica-se mais à vontade. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo. passava das 16 horas. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal. minha senhora. que pareciam estourar no minuto seguinte. a palavra irônica do mártir. Não se conseguiu conter os curiosos.” (Alexandre Herculano) “. no sentido de ser mais de.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. Em casa. já passa das oito horas – disse ela ao filho.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep. levava-se doze horas.. “Não se trata de advogados.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. o verbo ao plural. horas (claro ou oculto). Didatismo e Conhecimento 75 . (faltava adquirir os livros) Esses fatos. Pelas contas da Petrobrás. Vamos. Outros exemplos: “Nervos. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. Não se pretende alcançar resultados imediatos.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão. Anotei os livros que faltava adquirir. Nesse caso. parecia caminharem no céu. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem.. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. Tentou-se aumentar as exportações. com referência a horas. de aparência acabadiça. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar. No momento. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. Exemplos. de preferência. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular.” (Armando Fontes) Observação: Pasar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos. importa (ou convém) não esquecê-los. Trata-se de provas. levam. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério. badaladas ou relógio: “Nisto.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas.” (Cecília Meireles) “Outros. parecia que não podiam com a enxada.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui...” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto. quando seguidos de substantivo no plural. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas. em ritmo moroso. procura-se diminuir as importações. para regra da vida.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito. dar e soar • Referindo-se às horas.. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela. São problemas esses que não cabe a nós resolver.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida. que pode ser hora. é verbo impessoal.

” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. (Ou seja: não resta nada. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. seguindo o uso geral. no que se refere à concordância verbal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar.. esses bilhões de criaturas. os seus amigos..) Na placa estava “veiculos”. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres). com milhões.. costuma-se usar o verbo no plural. no masculino. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. quando o número fracionário. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura. no Brasil. Exercícios 1. entretanto.Se o sujeito da oração for milhões. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. Foram destruídos 20% da mata.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores.) Da velha casa não sobraram senão escombros. pode-se. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas. por atração. ou. na enchente.) Os dois vivíamos felizes. em tais frases. ou. Não nos parece. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. pela lógica.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora.. . “Na União 90% dos homens andavam armados.” (Eça de Queirós) Observações: . Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. não se viam senão edifícios queimados. “Contudo. mas só a primeira tem tradição na língua. a não ser. o particípio ou o adjetivo podem concordar. Concordância com numerais fracionários • De regra. (= Todos nós estávamos preocupados. no feminino. insatisfeitos.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros.” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal. tem o numerador 1. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. “Para os lados do sul e poente. Observação: Em casos como o da última frase. e vem seguido de substantivo no plural. sem acento. (IBGE) Indique a opção correta. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. senão ruínas. Sobrou mais de uma cesta de pães. ocorre um milhão de acidentes de trânsito.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. incorreto usar o verbo no plural. seguido de substantivo no plural. Didatismo e Conhecimento 76 . mercadores não tem a força de vendilhões.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. etc.” (Machado de Assis) Mais de. devem concordar no masculino os artigos. (= A palavra elas é um pronome pessoal. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas. a concordância efetua-se. os três milhares de plantas. As duas interpretações são boas. Um quinto dos homens eram de cor escura. no masculino. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas. (=Nós dois vivíamos felizes. Por isso. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas.) “Ficamos por aqui.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. alguns milhares de telhas. apertadas e confusas. bilhão e milhar são substantivos masculinos. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo.Milhão.

c) Decorrido um ano e alguns meses. b) A casa estava meio desleixada.. c) Faltava um banco e uma cadeira. e) Já faz mais de dez anos que o vi. 12 . Didatismo e Conhecimento 77 ..1 . e) Choveram papéis picados nos comícios.. b) Atendeu-se a todos os clientes.1 . 10 .afável com. 8. em: A certeza de encontrálo novamente a animou. para: O acesso para a região ficou impossível. c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.2 . para com: Tinha um jeito afável para com os turistas.. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.. lá voltamos. de: Sua saída não foi agradável à equipe.alusão a: O professor fez alusão à prova final.. 7 .. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.certeza de. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui... 9 ..antipatia a.1 ... por: Ele demonstrava grande amor à namorada. c) Os livros estão custando cada vez mais caro. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa. 6 .acesso a.2 . 14 . d) Decorridos um ano e alguns meses. d) De casa à escola é três quilômetros.. ( ) calça e chapéu . ( ) chapéu e paletó . (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema. em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira. d) Pintou-se as paredes de verde. 2 .1 . b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.1 – 2 7. e) Ela comprou dois vestidos cinza. c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.benéfico a. 17 . 4.amor a. 18 .. e) Nem uma nem outra questão é difícil. (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5. disse a moça.2 b) 2 .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.1 . b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.. 6. o templo e a vila. por: Sempre tive aversão à política.1 d) 1 .grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar. com: Todos estavam acostumados a ouvílo... para: A reforma foi benéfica a todos. Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência. por: Sentia antipatia por ela. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro. e) Era a mim mesma que ele se referia..adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima. 11 . para: Estava apto para ocupar o cargo.2 – 2 e) 2 . 3. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.. 5 .... 9... lá voltamos.. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição... 15 ...2 c) 2 .. 4 .aversão a.2 .apto a.... (2) velhas ( ) chapéu e calça .acessível a: Este cargo não é acessível a todos.1 .. Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. 3 ..1 .. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis...acostumado a.1 .... para com: Nunca deu atenção a ninguém. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça .favorável a: Sou favorável à sua candidatura. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10.agradável a. 8 ...... 1 ..1 .... d) Deve existir problemas nos seus documentos..atenção a.. (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós. com.dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada. (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido.gosto de. 2. a) 1 . ( ) chapéu e camisa . 13 .2 . 16 .

presenciar. (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento .próximo: a. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber.necessárío a.A banda Legião Urbana agrada aos jovens.Atenderemos quaisquer pedido via internet. Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder.Foi logo batendo à porta.vazio: de . (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção.Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa. ter por objetivo. .Aspiramos um ar excelente. (VTD) . por . em.O direito de se defender assiste a todos. .A emoção ansiavame. mimar. Outras Regências . ajudar. Assiste em Manaus por muito tempo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 .satisfeito: com. (VTD) . . satisfazer. . por . (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por. em .Eu ajudavaa no serviço de casa.situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional.Nervoso. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar. em. .versado: em .horror a.(VTD) . por . para . . de . por favor. com. residir é intransitivo e exige a preposição em. 23 . (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos. ter direito ou razão. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz. 27 .Atenda ao telefone. para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. .útil: a. cheirar.Avisaremos os clientes da mudança de endereço. objeto direto de pessoa.suspeito: de . 24 . . de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar. (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços.Ansiava por vêlo novamente.aliado: a. título desistir. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir.empenho: de. (VI) .lento: em . o verbo não aceita o pronorne lhe.inerente: a . 25 .A vencedora abdicou o seu direto de rainha. .hostil: a.alheio: a.impróprio para: O filme era impróprio para menores. (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar.Atenda o telefone.Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço. chorando. de: Junto com o material.compatível: com . de.coerente: com . (VTD) ATENDER no sentido de ouvir. de. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão.A professora sempre assiste os alunos com carinho. (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito.contíguo: a . por . angustiar. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém. (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. Todos querem assistir a ele. . (VTD) . . entre.Deus atendeu minhas preces. . no campo.vizinho: a.(VTI) . . (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa.O filme é ótimo.residente: em .Nunca abdicarei de meus direitos. a um cargo. de . Pedro abdicou em 1831.fértil: de.equivalente: a . conceder. . de.análogo: a .Abraçouse a mim. (VTD) AJUDAR empregase sem preposição. empregase com preposição. (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa. para com. BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém.junto a. A mãe abraçoua com ternura.desprezo: a. (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar.sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido.respeito: a.D.Márcio agradou a esposa com um lindo presente.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. com .semelhante: a . 21 . com.O médico atendeu o cliente pacientemente. entrou em casa e bateu a porta.passível de: As regras são passíveis de mudanças. (baterjunto à porta.Lamento não poder atender à solicitação de recursos. 26 . referirse a alguém). para com . O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar.aflito: com.(fechou com força) .A professora sempre assiste aos alunos com carinho. mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .rente: a .respeito a. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver. (VTI) Nesse caso. por .Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. . . encontrei este documento 22 .preferível a: Tudo era preferível à sua queixa.sensível: a . . Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . .Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. (VTD) . para com: É necessário o respeito às leis. de: Tinha horror a quiabo refogado. 20 . era preciso bater naporta de seu quarto.

ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha. . é TD. ou Ela casouse com seu grande amor. .Informeio que sua aposentaria saiu. não exigem os pronomes me.Chegou ao aeroporto meio apressada.O carro custoume todas as economias. .Chamava por Deus nos momentos dificeis. namora Cristiane. . e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar. . (VTI com preposição) . com. CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto. . (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar.O vizinho implicouo naquele caso de estupro. (VTD) . No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória. (VID) . (VTI) CHEGAR como intransitivo.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. em.D. verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. apelidar. É conjugado como verbo reflexivo. .(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de.A queda do dólar implica corrida ao over. envolver. . ser caro. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com.Chegueime a ele. (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI.O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. é TD.Chamouo covarde. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros. o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . se. no sentido de precisar. exigem o pronome e a preposição de. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. é TI.Ela casou antes dos vinte anos. .Ela casou com o seu grande amor. . Nos exemplos.Necessitávamos de seu apoio.Necessitávamos o seu apoio. .Meu filho. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. Na língua culta.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos. .Implicou em confusão.O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. Didatismo e Conhecimento 79 . de.Este computador custa muito caro. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. é TI. (VTI) / Chamoulhe de covarde. ambos os verbos.Chamoulhe covarde. Marcelo namora Raquel. são transitivos diretos (TD).Entretínhamonos em recordar o passado. (VT1 .Custoume pegar um táxi. pregar.Contentamse com migalhas.Minha mãe ensina na FAI. esquecer e lembrar.Esqueceu me seu endereço. lhe. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . avenida.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas. VTD e VTI. (VTI) . INFORMAR o verbo informar possui duas construções. (VTD) MORAR antes de substantivo rua.O juiz chamou o réu à sua presença. usase morar com a preposição em. isto é. . NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. . ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . . (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar. é TD. .Nem todos ensinam as crianças. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre.Nunca implico com meus alunos. não são pronominais.Informouse das mudanças logo cedo. .Esqueci o endereço dele.Esquecime do endereço dele. comprometer. construido com objeto + predicativo. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar. . / 1 Lembrei um caso interessante. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. (VTD) / Chamouo de covarde. . Paulo César. ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre.Informeilhe que sua aposentaria. (inteirarse. . na 3ª pessoa do singular. ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar. são transitivos indiretos e pronominais. no sentido de dar posse. . exigem os pronomes.Contentome em aplaudir daqui.(foi dificil ) . (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: . (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. / 3 interessante. (VTE) . ./ 2 Lembreime de um caso interessante. (VTI) . O touro Bandido investiu contra Tião.

na Avenida Internacional . (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD. não precisa trabalhar muito. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade. PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. .Paguei à costureira. (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse.A secretária pediu para sair mais cedo. .Residimos em Lucélia. PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto.Prefiro dias mais quentes. culta. (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar.Quero prevenilos.Obedecia às irmãs e irmãos.Preveni minha turma. .Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. .Tinha pisado o continente brasileiro. entre pedir e o para.O reitor presidiu à sessão.Cida pagou a carne ao açougueiro. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. .Perdoemos aos nossos inimigos. dízse pedir que.A direção pediu que todos os funcionários.Prevenimonos para o exame final. é VTI). RESIDIR como o verbo morar.Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em. amar. no sentido de ter necessidade. PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento. com sujeito indeterminado. . PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. . mais. comparecessem à reunião. RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém. (não exige a preposição PRECISAR usase. .O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final. mas não sabe precisar aquantia. . . Caso contrário. .As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico.Devemos perdoar as ofensas. vir de. . (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para. o verbo responder.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. quando. exige a preposição a. .Você é rico. podese usar a preposição de. . é TD. .Prefiro dançar a nadar. PREVENIR admite as construções: .Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.O assistente permitiulhe que entrasse. . .Sua tese não procede. Na linguagem formal. à secretária.Precisase de funcionários competentes. . (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão.A paciência previne dissabores. (VTD) PREFERIR VTDI. no sentido de dar início. é VTI. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. . do que. (sem escolha) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: . (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa.Procederemos a uma investigação rigorosa. ter afeto.O médico permitiu ao paciente que falasse. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes.Todos serão perdoados pelos pais.(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar.Cida pagou ao padeiro. .Paguei a costura. .Prefiro chocolate a doce de leite. .Perdeu muito dinheiro no jogo. mil vezes mais.. Didatismo e Conhecimento 80 . .Quero vêlo ainda hoje. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. . no sentido de ter preferência. puder colocar a palavra licença.O reitor presidiu a sessão.A mãe perdoou ao filho a mentira. é TI. .Cida pagou o pão. constróise com a preposição em. (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . PERMITIR empregado com preposição. (pediu licença) .Não desobedecia às leis de trânsito. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: . . . muito mais. . pagar alguma coisa a alguém. . . . é VTI. a língua moderna tende a dispensála. com a preposição a. às vezes na voz passiva. exige objeto indireto de pessoa.

se. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento .” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer).. 4 As formas oblíquas o. . Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. voltar ao estado primitivo.Antipatizei com ela desde o primeiro momento. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela.. O presidente passou a tropa em revista. (inadequado) ... no sentido de ter em vista. 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. sensibilizar. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. uma linda fazenda. e) Ao assinar o contrato. o usineiro visou. O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. porém a segunda construção é mais freqüente.Tocoulhe. . . . disporse a. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu. usase com OD. etc. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. foram revistados. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. tocar em alguém. caber. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.. / Subir à cabeça. tocar alguém. Convidei as amigas. EXERCÍCIOS 1. empregamse com a preposição com. . pode vir com ou sem a preposição a.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. apenas. por herança. NÃO admitem voz passiva. / Obedeço ao mestre. REVERTER empregase no sentido de regressar. / Subir ao poder. .Sempre simpatizei com pessoas negras. poupar-se ao /o trabalho.O descanso sucede ao trabalho. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. . não exigem os pronomes me. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas.O gerente visou a correspondência.Simpatizei com você.Enrolou. enrolou e não respondeu à pergunta do professor. como: Entrou e saiu de casa. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto. apesar de..O nascimento do filho tocouo profundamente. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. . Ninguém conhecia o traficante .O garoto visou o inocente passarinho. . o fazendeiro negociava. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a.Depois de aposentarse reverteu à ativa.Não deixava tocar o / no gato doente. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. isto é. darse ao /o luxo. Obedeço lhe. / Assisti e gostei da peça. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. . nos. sinceramente confesso que o admiro. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais..“Em que pese aos inimigos do paraense. ./ Todos visavam ao cargo. Convideias. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão. enquanto as formas lhe. REVERTER empregase no sentido de destinarse. . .Essas expressões exigem a preposição a. Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto. 2. Os estudantes assistiram ao filme. é 0I. ao lucro pretendido. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte.../ O cargo era visado por todos... a uma pergunta.a posse de alguém. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo. que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. . A primeira é mais aceita. herança. não obstante. / Subir ao trono. TOCAR empregase no sentido de comover.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. . os. REVERTER empregase no sentido de voltar para. pretender. regidos ou não de preposição. donos eram traficantes. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas. vir depois. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse. .. a.Simpatizeime com você. / Assisti à peça e gostei dela.As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono.

mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase. / Chamou-. c) Rui é o orador .. não compareci.... d) Recusei-me em fazer os exames. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. o rei Hubertus.Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho.. rapaz. Não existe Crase .. / Desejou-...a que 10. a crase. d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.. (UNIFIC) Os encargos ... b) Eis a razão . / Eu já . uma mensagem de paz. 8. vejo no mesmo lugar..Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você. aspiro depende de concurso... .. perdoarei.. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não .. 7. amo mais.. 4. te referiste foi reprovado. há anos. às vezes.... ... 9.. .. é indispensável a presença da preposição “a”. e) Sempre .. conheço bem.. Ele começou a ter alucinações... . felicidades.... forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria.. Didatismo e Conhecimento 82 .. d) O jovem . e) Vou visitar-lhe na próxima semana....Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa.. lhe.. encontrei trabalhando.cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que ...... Assim. .Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela. Por isso.. A entrada é vedada a toda pessoa estranha.. ... o diretor se referia. podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s).. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. Eles queriam oferecer flores a você.que b) a cujos ... c) Nós . ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”). 6....” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui. . (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o...... e) Convenceu-se nos erros cometidos. de tolo... c) Informou ao cliente que o aviso chegara...Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma.. As mulheres da noite . aquela(s) e aquilo. Refiro-me a uma pessoa educada.. a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez.. a) de que .. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase)...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. necessitamos. queremos muito bem.. aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino. Vende-se a prazo...... em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s). d) Respondeu à carta no mesmo dia. nos obrigaram são aqueles . coração bate de noite... que é um problema de regência... / Nunca . e) Ali está o abrigo .. Essa superposição é marcada por um acento grave (`). João.Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. b) Avisei-lhe da mudança de horário. Para haver crase. d) Ainda não . pode haver crase porque ele. / O filho não . A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. Vieram a pé. com extrema dedicação.. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju. “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”.. Dirigiu-se a mim com ironia. obedecia. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.. pois... (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo.. Com o pronome indefinido outra(s).. mais admiro. b) Espero-. “Eles deveriam ter comparecido àquela festa... Traremos a Sua Majestade. “Esta blusa é igual à que compraste”... (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo . no silêncio.Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta. b) Fomos à cidade pela manhã.. Os críticos não deram importância a essa obra... devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”.

pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. diante das segundas. o esforço). . O acento indicativo de crase é obrigatório porque. Ou “Marisa é uma boa menina”).Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. se não houvesse o sinal da crase. não há crase: Chegamos alegres a casa. Mas. A solução era aquela apresentada ontem. no masculino. diante das primeiras. vim de Porto Alegre). Esta gravura é semelhante à nossa. no masculino. Dirigiram-se à casa das máquinas. A solução não se relaciona àqueles problemas. Por isso. Portanto. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. às vezes. o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. . podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s). mesmo com a presença da preposição. Os papéis estavam sob a mesa. desde que comprovada a presença de preposição. antes de um nome de pessoa. não ocorre crase: A que artista te referes? . [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. pode ocorrer crase. quando significa “inclusive”. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. mas não o exige (“Minha secretária é exigente.Nomes de localidades: Dentre as localidades. Mas.Antes de pronome interrogativo.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. Pediu informações a minha secretária. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa. Enfrentaram-se cara a cara. O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). quando vierem determinados.). aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. Em português. Pretendo ir à Europa (estou na Europa. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. acompanhando-se de uma expressão que a determine./ Enviei cartas a esta empresa. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. haverá crase com o “a” da frase original. para até. . Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . = foi submetido a repouso. aquilo. Assim que saiu do escritório. A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. . quando a palavra significa “solo”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . antes do “a”. . Enviei cartas àquela empresa. aquela(s). Se não surgir a preposição “a”. Quando até significa “perto de”. vim da Europa). não ocorre crase. dirigiu-se a casa. haverá crase porque o artigo definido estará presente. Enviamos um telegrama a Marisa. Não dei atenção àquilo (= a + aquilo).Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. para maior segurança. a crase é facultativa. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. Se ocorrer “em” ou “de”. Exceção feita..Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. . Casos Especiais . ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido). Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. . devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela). antes destes últimos. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Refiro-me a pessoas curiosas. mesmo que a preposição esteja presente. vim da Paraíba)./ Não dei atenção a isto. estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s). Entretanto.Pronomes demonstrativos aquele(s). aquela(s). Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. aquela(s). não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba.] . quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo./ A solução não se relaciona a estes problemas. respectivamente. Iríamos a Madri para ficar três dias. O acento indicativo de crase é proibido porque. esta(s). passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. a crase é facultativa. aquilo pelos demonstrativos este(s). Há crase. Os astronautas desceram a terra na hora prevista. apenas o artigo definido).Quando.” Ou: “A minha secretária é exigente”).Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. não. tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Iremos a casa à noitinha. a tratamento prolongado.Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”. Voltei à terra onde nasci. Por aí se deduz que. é partícula de inclusão. Se. A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles). . vim da grande Porto Alegre)./ A solução era esta apresentada ontem. A Crase é Facultativa . Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. é preposição. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição.Palavra “terra”: Não há crase. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua. isto. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. = prefiro terninho a vestido).Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. surgir a preposição “a”. Não dei atenção àquilo. etc.. vim de Santa Catarina). estará negada a hipótese de crase.Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. pois resolveram ir a terra. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir.

a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. a algumas horas de Manaus. às dezesseis horas.).Quando as expressões “rua”. Mas. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. etc. Na passagem do antecedente para o masculino. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando).Não confundir devido com dado (a. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). a muitos quilômetros daqui.).). 04. (a cravo). Exercícios 01.. duas horas depois. Paula saiu daqui à uma hora. . Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. à falta de cuidados. à vontade (de). Didatismo e Conhecimento . às escuras. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo. Exa. serviram lagosta à Termidor. às vezes. b) Vou a casa de Maria.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. Quando o maestro falta ao ensaio. (o escritório).Sempre haverá crase em locuções prepositivas. quando aconteceu o acidente. 03. (o aluno). Devido à discussão de ontem. Nos anos 60.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . d) À qualquer distância percebia-se que... os. O professor chamou a aluna. b) Os policiais chegarão a qualquer momento. (ao supermercado). 84 . O perfume cheira a rosa. não haverá crase no “a” do feminino. o relógio marcava 1 hora).. d) Solicito à V. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. c) Fui a Bahia. . houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem.Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne.. “vezes”. via-se um barco pesqueiro..). (O escritório a que me refiro precisa de empregados. Se o “a” se transforma em “ao”. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. e) A sentença foi favorável a ré. à noite. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. às mil maravilhas. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). Mas: A distância. à custa de. (ao diretor). Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. Dadas as respostas. Chegamos à uma hora.). 02. há crase diante do relativo. Muitos são incensíveis à dor alheia. etc. mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc.). Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. “estação de rádio”. Cuidado para não confundir a. às oito horas. à tarde. haverá crase no “a” do feminino.Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). “loja”. Se ocorrer “ao” no masculino. o pronome relativo não pode ser substituído. às pressas. c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. houve. haverá crase: No banquete. daqui a uma hora. à força de. à maneira de. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. . Fomos à Renner (fomos à loja Renner). que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando. Como se viu. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. a lavoura amarelecia e murchava. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). b) O presidente ia a pé. b) De hoje à duas semanas estaremos longe. . para muitos. (ao sofrimento).Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. a gozar nossas merecidas férias. não havendo. Pedimos um favor à diretora. mas a guarda oficial ia à cavalo. O problema.Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). pois. Olhavanos a distância. locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. Os empregados deixam a fábrica. as): a primeira expressão pede preposição “a”. às tontas. etc. às cegas. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. substituímos festa por baile. crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). à moda de. d) Cheguei as doze horas. “certeza”. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. mesmo que a palavra subsequente seja masculina. . c) Não sei como responder a essa pergunta. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu. Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. à medida que. A Crase é Obrigatória . “morte”. à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que.

a b) as .àquelas . Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas.a .a . radicado __ tempos em São Paulo. “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua.há c) as .a e) À .à . 11.a . precisamente as dez horas. c) Chegou à noite. Nos casos comuns ele é chamado de simples. d) Fizemos alusão à mesma teoria.a – a c) à .aquelas .a .àquilo d) à . a) Há . a) às . o ponto é conhecido como final.à e) às . ora a nada. A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .à 12. “Nesta oportunidade.àquilo c) a . E.à .a . a.à .há . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”.àquilo 07.a 09.a e) à .a .a . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano. Também é usado nas abreviaturas: Sr.à 08. Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.à d) às .a 15.V.à b) as .há c) a . Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme.aquilo b) a . b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.C. Onde está seu irmão? Às vezes.a e) o .à . O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria.à e) as . (depois de Cristo). a) à .à .a .a .aquilo e) à . 06. estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer. __ duas quadras da Avenida Central”.a d) o . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. (Érico Veríssimo). Ao término de um texto. b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz. volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V. A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado. indiferente ___ que acontece ao seu redor”. a) a .aqueles . d. c) Dei um presente à Mariana.a c) À .à – a b) à .à c) ao .há b) a .à – à e) a .à .a .a d) à .a .Sª __ alguns dias”.a b) A . ___ tarde.à .a . a) à . e) Cortou o cabelo à Gal Costa.àquelas .há 13.à .há b) a .àqueles .à .há 10.a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.àquelas . a) às .àqueles . PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.a e) a .aqueles .à c) a . (antes de Cristo). Fique __ vontade. a) o .há .à . ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam. pode combinar-se com o ponto de exclamação. PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta. a) à .a . e) Ora aspirava a isto.a b) ao . ora aquilo.C.àqueles .a c) às . “O pobre fica ___ meditar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14.a . (Senhor).à – a d) à .há d) à .a d) Há .a d) às .aquelas .

malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher.Com certas conjunções. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: .. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.” (C.Nos termos independentes entre si: O cinema. “Sede assim qualquer coisa. .Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte.A ponte Rio – Niterói. viajamos para o litoral. • Títulos de obras literárias ou artísticas. .Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela. afinal . o coração não sente. . prestem atenção!. é escritor.” (G. a praia e a música são as suas diversões. Largo do Paissandu. (G. isenta. parava. porém. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas... ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. “Flor de Poemas”). o teatro. o meu amigo. deu a haste ao desconhecido. Veja como ele é “educado” .A lua foi alcançada. . 128. . TRAVESSÃO Marca. por exemplo.Com certas expressões explicativas como: isto é. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso.Que pátria? . entretanto. apressadamente. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. “A bomba não tem endereço certo. guardando consigo a ponta farpada.Para indicar ironia. Cecília. revistas.chovia. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io. . resolveu o problema sozinho.” (M. com os olhos fora das órbitas.Nas datas e nos endereços: São Paulo. Emprega-se a vírgula: . a mudança de interlocutor. M Campos).A estrada de ferro Santos – Jundiaí. . fiel”. ora bolas!” (P. parava outra vez. no meio da confusão. achei-a “irreconhecível” naquela noite. (M. Agora ela repousa. a festa da padroeira. e eu também. 17 de setembro de 1989.Gritou o general. O motorista. morrendo de fome. isto é.Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente.“Quais são os símbolos da pátria? .Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã. Termópilas.Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia. gírias. formas populares: Há quem goste de “jazz-band”.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. . a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. . • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. • Usa-se para separar orações do tipo: . DOIS PONTOS . nos diálogos. .” ..Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se.cuspiu no chão. queria chamar Socorro. . lracema quebrou a flecha homicida. jornais. RETICÊNCIAS . de pêra e de abacate.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . mais calmo..Da nossa pátria. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 . . ou serve para isolar palavras ou frases .a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”..No vocativo e no aposto: Meninos. mulher casa com “pão” e passa fome.Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais.Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. . Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. arcaismo.“Mesmo com o tempo revoltoso . não foi suficiente para agradar o diretor. PONTO E VÍRGULA .Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . . chovia. locuções ou frases exclamativas. carnes e amido. serena.cantava o poeta. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço. Não achei nada “legal” aquela aula de inglês. (Meireles. etc. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo. Amália se volta)”.Avante!. . Palmério).

c) Precisando. porém. ciúme. na maior parte de imigrantes alemães.. isto se passava. as desigualdades entre as cidades brasileiras. o resultado do concurso..vírgula .vírgula c) O . b) No Brasil. crescerão sempre.. tornando-se necessária a abertura dos portos . ficou mais animada.dois pontos . assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8.. de mim. a) Pouco depois. Exercícios 1.O ...vírgula c) vírgula..dois pontos . (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. palavrões. que eu venho. a diferença social é motivo de constante preocupação. e em vão tentava emendar-me: provocava risos. b) Eu tinha. O indicará essa inexistência: Aos poucos .vírgula . d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve. em fila. indiscutivelmente . 5.O . sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. e) Conduziram-me à rua da Conceição. ou melhor telefone que eu venho.vírgula – vírgula 4. em casa de uma comadre. procure-me. 7. a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . mas. telefone. mas só mais tarde notei. o resultado do concurso. 9..ponto e vírgula .... quando chegaram outras pessoas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. a reunião ficou mais animada. social. de mim. reagiram . modestamente se retirou.dois pontos .. melhor telefone que eu venho. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. Não cabendo qualquer sinal.vírgula d) vírgula . a) O .O . b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. pois a situação econômica não demora a mudar. como os pedaços da carta de ABC.. telefone. e) Ainda não houve tempo. mais animada. b) Precisando de mim procure-me. Não havendo sinal. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).vírgula . Odontologia. c) A estes. que me achava lá.dois pontos d) vírgula . b) Em fila. ou.. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos.. de forma diferente. a) O . triturados soltos no ar.. em fila. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. e) Estas cidades se constituem. a) Precisando de mim procure-me. os candidatos aguardavam. procure-me ou. minha avó.. o resultado do concurso. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. ou melhor. vírgula .dois pontos . (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo.ponto e vírgula .O . c) Pouco depois. muxoxos. para uma outra população de trabalhadores ..vírgula b) O ..O e) vírgula . b) Ele. que eu venho. em breve.vírgula b) O ..O .O .. em fila. ódio. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos . (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. os imigrantes. numa sala pequena.dois pontos e) vírgula . as providências serão tomadas...O . ansiosos.. outras pessoas a reunião ficou mais animada. o juízo fraco... melhor telefone que eu venho. 87 Didatismo e Conhecimento . (TTN) Das redações abaixo. é o centro do nosso sistema planetário. em fila.vírgula 3. quando chegaram.. e) Os candidatos. 2.vírgula .vírgula . aguardavam. O indicará essa inexistência. c) Ansiosos. aguardavam ansiosos o resultado do concurso. d) Confessou-lhe tudo. procure-me ou melhor. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.. os candidatos. c) Você pretende cursar Medicina. ela. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros. d) Tenho esperanças. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. aguardavam ansiosos. inveja. Na época da colonização . e) Precisando. d) Precisando de mim... que..

(CESCEM) Nas questões 12 a 15. e cinco anos. inconscientemente.Linguagem . e cinco anos.muitas vezes inconscientemente. vive no Rio. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. e) Entra a propósito. O poema descarta a necessidade do piano. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. destas impresso. disse Alves. empregou na execução do canto. fisionomia insinuante. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. destas impresso constante sorriso. mesmo sérias. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. Nesse campo de estudo se analisa. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. tais como tempo e espaço geográfico. meio que mesmo sérias. deturpamos o que ouvimos. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. destas impresso constante sorriso. baixo. destas impresso constante sorriso. a) Era um homem de quarenta gordo. mesmo sérias. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. a bela viúva. Nem o murmúrio que as árvores fazem. “Aquela senhora tem um piano. a bela viúva. c) Entra a propósito. baixo. trazem 15. fisionomia insinuante. meio que. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. trazem e cinco anos. 11. d) José dos Santos. b) Entra a propósito disse Alves. também. fisionomia insinuante. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. destas impresso constante sorriso. a bela viúva a bela viúva. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. ao parafrasear o que ouvir. d) Prima. d) Entra a propósito. paulista 23 anos vive. fisionomia insinuante. O texto abaixo é bastante apropriado. trazem e cinco anos. mas não é o correr dos rios. faça calar titio. pouco os deveres da hospitalidade. Que é agradável.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. no Rio. o seu moleque. c) José dos Santos. vive no Rio. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. e) José dos Santos. c) Prima faça calar titio. 23 anos.. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto.e muitas vezes inconscientemente deturpamos. paulista. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. de um signo. vive no Rio. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. baixo. os deveres da hospitalidade. nossa capacidade de retenção. deturpamos o que ouvimos. quanta paixão empregou na execução do canto. 23 anos vive no Rio. paulista 23 anos. disse Alves. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. a) Entra a propósito. mesmo sérias trazem e cinco anos. e) Tenha cuidado. Neste estudo veremos: . deturpamos o que ouvimos. o que ouvimos. deturpamos o que ouvimos. d) Era um homem de quarenta gordo. b) José dos Santos paulista 23 anos. e) Deixo ao leitor. fisionomia insinuante. baixo. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. meio que. e) Prima faça calar titio. ao parafrasear o que ouvir. c) Tenha cuidado. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. baixo. disse Alves. b) Era um homem de quarenta gordo. imediatamente se lhe apagou. meio que. b) Prima. muitas vezes. a bela viúva. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. 13. Didatismo e Conhecimento 88 . é variável e .. Nossa capacidade de retenção é variável . d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. meio que mesmo sérias trazem. d) Deixo ao leitor calcular. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. o seu moleque pouco. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. 14. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. suplicou o moço com um leve sorriso que. representa um bem cultural. e) Era um homem de quarenta gordo. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). constante sorriso.

Então. A liberdade das almas. serve para sussurrar declarações de amor. que parecia muito úmido e sombrio. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”.000 a 50. ou. usados para representar conceitos de comunicação. Summus. apesar de frágil. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual.. munido de regras próprias (sua gramática). E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas.. 442. com seu significado. insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. pelo vosso impulso rodam. ao mesmo tempo.. é capaz de quebrar osso. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. é a aptidão que o distingue dos animais. Aventuras de Alice.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. pois. auditiva.Ah. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas.. para expor a raiva..000 a 500. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. (. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. “Bom. entrar dentro do. de repente. Rio de Janeiro. debaixo disso aqui. debaixo das. por ser constituída de sons. Embora os animais também se comuniquem. ideias. Posteriores alterações no aparelho fonador. “onde as coisas não têm nomes”. “depois de tanto calor. sinais. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30. . calúnia. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. Mostram que a palavra.. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. mostra que a protagonista.) Cecília Meireles. “Este deve ser o bosque”. se puder. Nova Aguilar. o predecessor de nossa própria espécie. de qualquer modo é um alívio”. outras mais complexas. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. derrota. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. colocando a mão no tronco da árvore. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. 3ª ed.. Trad. Para que serve a linguagem? (. significados e pensamentos. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum.. exclamou: .. Lewis Carroll. etc. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. Os elementos constitutivos da linguagem são. gestos. p. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. mas não uma palavra. constituídas. porque. ai! Com letras se elabora. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo. .. Sebastião Uchôa Leite.. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. ora. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. povos. palavras. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra. São Paulo.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300.. de uma forma geral. Por extensão. Didatismo e Conhecimento 89 .A linguagem é o traço definidor do ser humano. sois o sonho e sois a audácia. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos. ora!”. mas também para caluniar.. é ao mesmo tempo extremamente forte. estar debaixo das.. (.. para impor a derrota. fúria. que é apenas um dos sinais estudados na semiótica. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. sons. derruba reis e impérios. que envolve os signos. Noutra acepção (anátomo-fisiológica). impérios. gráficos.. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis. símbolos ou palavras. analisando para que serve a linguagem. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome... que estranha potência. sonoros.. ainda. p 165-166 Esse texto.000 anos). contrapondo a palavra à ação. disse.) Ai. gestuais etc. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome.. é chamado semiótica. de saber o que as coisas são. isto é. murmurou pensativamente (Alice). palavras. tempos. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. tátil. disse enquanto avançava em meio às árvores. 1985. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto.. por uma nação. podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. “Bom. ai. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas.. Romanceiro da Inconfidência. O estudo da linguagem. dentro do.A linguagem é uma maneira de perceber o mundo. para exprimir os sonhos. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua. de elementos diversos.. In: Obra poética. A respeito das origens da linguagem humana.. para impulsionar os desejos mais grandiosos. latente ou em ação ou exercício. pensando. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua.

atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. ver-seia obrigado. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. . 130). p. Na segunda formulação. criamos o conceito de pôr-do-sol. mas realizando uma ação. mundos não existentes. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. exprimir diferentes modos de ver a realidade. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. Sabemos que. Viagens de Gulliver. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que.muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. no seu entender. na primeira formulação. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. compreendida em todas as nações civilizadas. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. criado pela linguagem. No léxico de uma língua. Em vista disso.A linguagem é uma forma de ação. Vive na inocência do limbo. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. pois permite falar do que está presente e do que está ausente. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. no sono profundo da inexistência. de número (singular e plural). Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. Uma vez identificado. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. . eles não estão constatando alguma coisa do mundo. mostraria uma bolsa. Rio de Janeiro/São Paulo. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. pera. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia.) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. O inglês.. ao falar da expressão “risco país”. a língua é uma forma de categorizar o mundo. O que não se expressa não se conhece. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa. Querendo desculpar-se. Ediouro/Publifolha. Ao mostrar uma fruta qualquer. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. A linguagem é uma atividade simbólica. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. etc. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade... mostraria uma cadeira. quando. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras.). Em casos como esses. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). por exemplo. de gênero (masculino e feminino)..).. então. Contudo esse conceito. No entanto. Por exemplo. Observe-se que. deletar.. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. etc. determina uma realidade que nos encanta a todos. Em português.. em proporção. por exemplo. Jonathan Swift. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo. Por isso. categorizam o mundo. ou seja. ele quebrou. do ponto de vista científico.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. . articulista da Veja. porque ela também é ação.. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. Uma nova realidade. tem duas palavras: sheep. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade. Maçã. o que significa que as palavras criam conceitos. por isso. Por essa razão. se essa palavra não existisse. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. permite até criar novas realidades. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. não indica sua inclusão numa dada classe. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. para expressar o que denominamos carneiro. fossem elas quais fossem (. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. de interpretá-lo. uma nova invenção. e eles ordenam a realidade. do que existe e do que não existe. agrupamos os nomes em classes. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. expressar ideias mais gerais. cujo único inconveniente residia em que. o Sol não “se põe”. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. batizado e devidamente etiquetado.. não posso. segundo as particularidades de cada cultura. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. É como se isso se devesse ao acaso.. Mostrar um objeto. num escandaloso placar luminoso. Didatismo e Conhecimento 90 . a caneta ou mesmo a máquina. que designa o animal.). o “risco país” passou a existir. uma nova ideia exigem novas palavras. o “risco naufrágio”. 194-195. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. banana e laranja pertencem à classe das frutas. e mutton. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. na verdade. propôs-se que. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou.

A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. Didatismo e Conhecimento 91 . na verdade. falar apenas para não haver silêncio. se a todo momento nos dizem. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. quanto espertalhões. aprendemos os preconceitos contra a mulher. daquele que fala. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. usando. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. um pensador francês. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. etc. desprezo. Muitas vezes. hein? __Também. em lugar de venha. desdém. raiva. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. Com palavras. um pedido ou uma sugestão. a crer em determinadas ideias. tristeza. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. . Com essa função. tem chovido tão pouco. num tom pejorativo. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. Falam para nada dizer. “Isso é coisa de mulher”. dor. etc. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. de segunda pessoa do imperativo. Com a linguagem. consideradas individualmente ou como grupo social. com tentações e seduções. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. a linguagem modela tanto bons cidadãos.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva.A linguagem serve para informar: Função Referencial. do tom de voz que empregamos. Condillac. paixões. por exemplo. admiração. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). portanto. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. pode-se dizer que ela modela atitudes. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. desdém.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. dar ordens. numa manchete de jornal.). Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e.. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. Para cada indivíduo. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. Graças à linguagem. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. aperfeiçoa-os e transmite-os. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. Por outro lado. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. comunicar não é apenas transmitir informações. É também exprimir emoções. não raro inconscientemente. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. a linguagem modela o intelecto. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. isto é. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. manifestamos desespero. No entanto. Inúmeras vezes. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. a sentir determinadas emoções. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. Isso está correto. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. um ser humano recebe de outro conhecimentos. ela permite conhecer o mundo. a súplica. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. se consumirmos certos produtos. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. __Que calorão. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. Por isso. Para que serve a linguagem? . de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. . Por meio dessa função. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. a forma vem. que só pensam em levar vantagem. Pela linguagem. transmitimos uma imagem nossa. e indivíduos atemorizados. . armazenamos conhecimentos na memória. “Vem pra Caixa você também. o pedido. convicções. sentimentos. a ter determinados estados de alma (amor. desprezo. Por meio do tipo de linguagem que usamos. Exprimimos a revolta e a alegria. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. emoções. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. para o grupo social. que se deixam conduzir sem questionar.

podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. Divertimonos com eles.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002. /b/. Raimundo Correia: Poesia.” (Folha de S. Para melhor compreensão das funções de linguagem. o mais importante é como se diz. se está com problemas. É o que se dá quando dizemos.Mensagem . tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . codifica a mensagem. Um dia. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. Oswald de Andrade. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país. nesse caso. não estamos falando de acontecimentos do mundo. vou dizer que “peixes se pescam. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social. olhando uns para os outros. Em função estética. estremece. conta-se a história de uma mulher que. etc. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. A atividade metalinguística é inseparável da fala. “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”. p.Emissor . a vida não é monótona. . ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. /t/. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. etc). “Não é muito elegante usar palavrões”. repetem-se histórias que todos conhecem. /d/. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. homens é que se não podem pescar”. em expressões diversas. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. pela disposição das palavras.Referente .meio pelo qual circula a mensagem. Apud: Lêdo Ivo. ao cantá-lo. /k/.contexto relacionado a emissor e receptor.. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. Agir. quando não se tem assunto. Com ela. Observe-se o uso do verbo bater. quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. .. Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. 4ª ed. que outros universos podem existir. não podemos manter-nos em silêncio. refugia-se no cinema. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. diz “Tupi or not tupi”. . seja entre alunos de uma escola. fala-se do tempo. . Didatismo e Conhecimento 92 . Rio de Janeiro. A linguagem. pois ele não tem função informativa: o importante é que. Por isso. . /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. numa festa.conteúdo transmitido pelo emissor. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor. e o galã é carinhoso e romântico. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”.Receptor .emite.alguém espera ouvir a pergunta. Nessas ocasiões. É o que chama função metalinguística. o amor nunca diminui e assim por diante. No segundo. 29. Nessa outra realidade. a conversação é obrigatória. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. Quando afirmamos como diz o outro. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional. Exemplo: Elementos da comunicação . Também os hinos têm a função de criar vínculos.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes. . em geral não queremos. com significados diferentes. outras realidades. Antigamente. enquanto outro escuta em silêncio. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. Brincamos com as palavras. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. imaginamos novos mundos.recebe. fala também do que nunca existiu. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. daí responde. por exemplo. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. a sucessão dos sons oclusivos /p/. se está doente. No primeiro caso. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa. de fato. em seu “Manifesto antropófago”. contam-se anedotas velhas. Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada.Código . decodifica a mensagem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. pelo arranjo dos sons.. . nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. etc. para influenciar.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela. Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. Na nomenclatura da linguística. Nele. inversamente. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros.. ela é utilizada para informar. Coleção Nossos Clássicos. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. os homens são gentis. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. pois o sentido também é criado pelo ritmo. para manter os laços sociais. move-se.Canal . de Raimundo Correia. . retirada do poema “A Cavalgada”. Na estrofe abaixo.A linguagem serve para criar outros universos. saber se nosso interlocutor está bem. “dinheiro”.

No entanto. ainda no berço. não se exerce a cidadania. . porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. . expressar os sentimentos. nós temos uma creche no segundo andar. essa teoria sofreu uma modificação. não é saber descrevê-la. As primeiras ferramentas da fala humana.(. não só para melhorar a comunicação entre surdos. há frequente uso do vocativo e do imperativo.) (Jornal da USP. para além da linguagem falada e escrita. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. 9. o homem. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte. . Para isso.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. por norma. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. mas também para utilizar em situações especiais. porque os eleitores não podem influenciar o governo.diálogo As respostas. aprendendo pela observação de animais. etc. p.. Sem ela. coerentes. Todos são mal escritos.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). . o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. ou. .Para aqueles que têm filhos e não sabem. por isso a mudança (aprimoração) na teoria. do Juizado de Menores. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente. Não prestamos muita atenção a ela. Deixe que a Igreja ajude.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. a linguagem parece-nos uma coisa natural. faciais etc.Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. Portanto não é um bom texto. com os estudos recentes dos linguistas. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo.Terça-feira à noite: sopão dos pobres. ritmos agradáveis. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes. imaginar outras realidades. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. na análise de um texto. é preciso usar um nível de língua adequado. Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua. Sem a linguagem. sem repetições que não acrescentam nada ao sentido. depois oração e medicação.) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.locutor . assim.. afim de que este assuma determinado comportamento. .. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”. . O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre.33. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). 15) Didatismo e Conhecimento 93 . a poesia lírica..Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. etc.Função poética: embeleza.interlocução . Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem. é necessário construir textos sem ambiguidades. mas que se podem observar entre si. admite-se um novo formato de locução. No entanto. (. Certamente. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. In: Bundas. palavras belas. embora neles não se encontrem erros de ortografia.Não deixe a preocupação acabar com você. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. Cerca-nos desde o despertar da consciência.: .quem fala (e responde). interlocução (diálogo interativo): . . devem contatar padre Cavalcante em seu escritório.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. pois. concordância. não se pode estruturar o mundo do trabalho. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. Sem ela não se pode aprender. expressivas. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. mola propulsora do eleven periquito. construir as utopias e os sonhos. Ligada a esta função está. As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: .Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães. é carregada de subjetividade. p. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. .quem ouve e responde. que permitiram o aumento do volume do cérebro. Sem ela. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos. .” (Álvaro da Costa e Silva. ou acontecimento. muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. . Saber bem uma língua é saber usá-la bem. o emissor atua sobre o receptor. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). enriquecendo a mensagem com figuras de estilo.locutário . dos “interlocutores” podem ser gestuais.

percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. “Seu texto ficou muito bom”. tudo são relações. . Observe os três pequenos textos abaixo: . José Olympio. na segunda. que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. é solidário. isto é. 7ª ed. que “os sargentos do exército são monistas. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza.Marcelinho é um bom atacante. Eu morro sufocado em terra estrangeira. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. mas um conjunto de frases costuradas entre si. Rio de Janeiro. os sargentos de exército são monistas. Onde canta o Sabiá. O texto é um todo organizado de sentido. a do solo pátrio. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. 1976. evitando as mazelas do mundo real. em geral. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. por conseguinte. 18.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . o todo em que ela está inserida. Vejamos outros dois períodos: . Aliás. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. sem se preocupar com os negros. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. Murilo Mendes mostra. em apoio a essa tese. determina a orientação argumentativa da frase. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. 1959. porém. alienados num mundo idealizado. “não quero o jogador no meu time”. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. mas é um bom atacante. Coleção Nossos Clássicos. Apud: Manuel Bandeira. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. O sentido não é solitário. que não é um amontoado de fios. mas uma trama arranjada de maneira organizada.Nos desertos da Arábia. Tomando apenas os dois primeiros versos. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. No texto. a oração é contexto da palavra. e minha terra. cubistas. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). o sentido de cada parte não é independente. quando afirmo.O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. a palavra texto significa “tecido”. Isso significa que. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. Em síntese. quadrúpede. “pessoa que trabalha muito”. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. portanto. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. Texto é um todo organizado de sentido. na terceira. 31 e 32”. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. quando digo. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. Na primeira. p. respectivamente. 30. porque lá ninguém trabalha. . Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. “animal originário das regiões desérticas. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras.Todos os dias ele fazia sua fezinha. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. Pode-se ainda acrescentar. mas também os mecanismos de estruturação do texto. na verdade.Marcelinho é desagregador. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. Rio de Janeiro Agir. Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. No primeiro. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). ou seja. de grande porte. o sentido depende do contexto. O sentido é completamente diferente. 5. principalmente. p. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. . significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. cubistas”. Gonçalves Dias: Poesia. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. a Cruz e Sousa). que vivem. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. No Brasil. Apesar de corrente. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. que as características da brasilidade não têm valor positivo. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. os filósofos são polacos vendendo a prestações. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Essa hipótese de leitura. de cor amarelada. mas é desagregador. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro.

diferentemente do poema gonçalvino. Assim. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. é acompanhada pelo tom de voz. as placas e sinais de trânsito. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. o significado das partes depende do todo. Por outro lado.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. cada frase tem um significado distinto. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. pois mesmo sem esses elementos de conexão. A Língua é um instrumento de comunicação. além disso. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. a expressão facial. Por isso. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. Além disso. Desse modo. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. também há variações no uso da língua. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. A língua falada é mais espontânea. de modo que não haja nada ilógico. Dentre elas estão a linguagem de sinais. . Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. algumas vezes por mímicas. ao mesmo tempo. símbolos. Os pastos não poderiam. Não devemos confundir língua com escrita. portanto. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. etc. ou seja. ironiza-a. é menos importante que o primeiro. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. originando a fala. as mímicas e o tom de voz do falante. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). sons. Dessa forma. não celebra ufanisticamente a pátria. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. incluindo-se fisionomias. a compatibilidade de sentido entre elas. estar verdes”. por exemplo. O segundo fator. Dentro de uma mesma região. no entanto. a linguagem corporal. No estado do Rio Grande do Sul. Por exemplo. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. Ao contrário. opiniões e sentimentos. Num sentido mais genérico. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. Ao contrário. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. Outro.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. pois são dois meios de comunicação distintos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. destacam-se: . Por exemplo: falantes da língua portuguesa. onde há comunicação.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. que não são as palavras. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. em “Não chove há vários meses. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. Note. mas. nada desconexo. um todo organizado de sentido. ideias. Didatismo e Conhecimento 95 . para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. um conjunto de frases pode ser coerente e. há linguagem. nada contraditório. dependendo do contexto em que está inserida. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. por exemplo. comprova-se que o significado das frases não é autônomo. uma figura. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira. tais como: sinais. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. A linguagem pode ser: . Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. as quais podem agir sobre ela. O exílio é a própria terra. A exclamação do final é. lamenta a invasão estrangeira. um gesto. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. todos falam a língua portuguesa. Dentre eles. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. Num texto. por exemplo). Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. entretanto. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. No Brasil. Está relacionada a fenômenos comunicativos. pois. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa.

Com efeito. em nossa língua. além de conhecer o que fala. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. a ideia transmitida pelo signo. Semicírculo e hemiciclo. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. pois cada indivíduo. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. Oposição e antítese.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. etc.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. pertencem à esfera da linguagem culta. reto. é possível observar alguns níveis: . formando a sequência “um cachorro”. ao utilizá-lo. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. biólogos. conhece também o que os outros falam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. uns são próprios da fala corrente. É um ato individual. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. médicos. por exemplo. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. Cada indivíduo. desataviada. literária. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. Didatismo e Conhecimento 96 .Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. o contexto. certo. . de acordo com a situação. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. palavra que também designa o emprego de sinônimos. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. aqueles. Quando escutamos essa palavra. a forma. Esse nível da fala é mais espontâneo. Translúcido e diáfano. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. profissionais da área de direito e da informática. Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. Embora irmanados pelo sentido comum. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. Abundantes em termos específicos. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. a parte concreta do signo. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. linguistas e outros especialistas. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. clamor. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. entretanto. íntegro. os sinônimos diferenciam-se. mais restrito (animal e quadrúpede). químicos. Exemplo: • Alfabeto. para a manifestação da fala. oculista e oftalmologista. uns dos outros. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. abolir. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. com pelos. Colóquio e diálogo. Moral e ética. apagar. orelhas. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. científica ou poética (orador e tribuno. Devido ao caráter individual da fala. o ambiente sociocultural em que vive. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. sua personalidade. etc.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . vulgar. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. estes têm sentido mais amplo. • Justo. suas letras e seus fonemas). como idade e sexo.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Fala: uso individual da língua. Ao escutar a palavra “cachorro”. Transformação e metamorfose. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. • Mal e bem. conforme seu gosto e sua necessidade. . • Extinguir. Exemplos: • Ordem e anarquia. suprimir. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. Desse modo. Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. . ao invés. grito.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. Contraveneno e antídoto. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. Desse modo. Significado (é o conceito. principalmente em situações informais. de numerosos pares de sinônimos. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. exato. abecedário. olhos. imparcial. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. . • Brado. outros. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. dentro da unidade da língua. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. cinzento e cinéreo). Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. Antônimos: são palavras de significação oposta.

era (verbo). A homonímia pode ser causa de ambigüidade. inativo / esperar. (sentido próprio). (não: muita dó) . livre (verbo livrar). • As águas pingavam da torneira. (não: do candidato. anticomunista / simétrico. (não: cabelereiro) . corrigir). porém. tem o sentido conotativo. cedo (advérbio). pôr fogo) e ascender (subir). Somem (verbo somar). Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). o sujeito jamais é preposicionado) .Fiquei com muito dó daquele jogador. • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). glória. descrição e discrição. vigiar. mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. • Aço (substantivo) e asso (verbo). o verbo dar e os substantivos linha e ponto. Livre (adjetivo). são (forma do verbo ser) e são (santo). Pomos (substantivo). b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear.O avião aterrissou no horário previsto. ocultar. (sentido próprio). muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). visto que o acento gráfico desfaz a homografia. • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. sentimentos. tetânico e titânico. . somem (verbo sumir). (não: côndor) . pós-nupcial.A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. Exemplos: • São (sadio). ouro sugere ou evoca riquezas. • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. sela (arreio) e sela (verbo selar). Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. cuidar. • Fulano nadava em ouro. • Hera (trepadeira) e era (época). regredir / concórdia. que têm dezenas de acepções. Exemplos: Bendizer. ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. maldizer / simpático. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. degradar e degredar.Já é hora de o candidato dizer a verdade. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. poder. • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. antipático / progredir. como exemplos de palavras polissêmicas. ostentação. luxo. (sentido figurado). Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. pomos (verbo pôr). • Ênio tem um coração de pedra. A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. Razões de ordem didática. real. assimétrico / pré-nupcial. • Apreçar (determinar o preço. descarrilou mais uma vez. punição. implícito / ativo. grande curral de gado. ceifar). Alude (avalancha). cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). prescrever e proscrever. denotativo. tem sentido próprio. não são homógrafas. repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo).Nunca encontrava empecilhos no caminho. c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). emendar). Podemos citar ainda. • Pára (verbo parar) e para (preposição). cesta e sesta. caminhada (verbo). • Censo (recenseamento) e senso (juízo). • Cela (pequeno quarto). árvore frutífera. mas significação diferente. • Concerto (harmonia. às (contração) e as (artigo). comprimento e cumprimento. (não: ao meu ver) . adiar). discórdia / explícito. alude (verbo aludir). • Velar: cobrir com véu. e às vezes a mesma grafia. • Caça (ato de caçar). Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. desesperar / comunista. No primeiro exemplo. relativo ao véu do palato. deferir (conceder.Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. osso e ouço. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. (não: descarrilhou) . na Rússia. divergir. possui várias conotações (idéias associadas. • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. cético e séptico. • Colher (verbo) e colher (substantivo). vultoso (volumoso. • As horas iam pingando lentamente. peça de metal para escrever. • Pena: pluma. infligir (aplicar) e infringir (transgredir). Exemplos: • Construí um muro de pedra. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. Cedo (verbo). No segundo exemplo. eminente e iminente.O trem. a rigor. (não: aterrizou) . O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). (sentido figurado). nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. • Pêlo (substantivo). pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). evocações que irradiam da palavra). sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). atoar e atuar.O condor vive em regiões montanhosas. • Paço (palácio) e passo (andar). por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. • Jogo (substantivo) e jogo (verbo). (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . dar deferimento) e diferir (ser diferente. avaliar) e apressar (acelerar). Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. sessão musical) e conserto (ato de consertar). dó. • Cessão (ato de ceder). seção (divisão.

Assinale-a: a) cozer = cozinhar.flagrante ......caçado d) mandado . incidiram b) iminente... nunca teve muito .. (não: previlégio) . (FUVEST) Estava .. e) A cessão de terras compete ao Estado..... reincidiram c) eminente.. (não: récorde) .. emigrar = entrar no país c) comprimento = medida.Todos reivindicam melhores oportunidades..Esta roupa não tem nada a ver com você... b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.. As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1. equivale a uma condição) ... (não: gratuíto) ....Ela prefere mortadela a queijo. ontem..... (não: haver) nada há ver = nada a receber .estrangeiros 4.....Ficamos em pé / de pé o tempo todo...insipiência c) sessão ..cassado c) mandato .. procure um médico...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . discriminei c) descriminar..Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura.. científica do povo levou-o a ...... (não: em face a) .sessão ...O látex desta confecção é de primeira qualidade...... reincidiram d) preste.incipiência e) seção . em astronomia. proscrevi b) prescrever... (não: interim) .É um sujeito muito irrequieto. da guerra. o desinteresse do mestre diante da .A persistirem os sintomas.fragrante .Vamos galera! O “show” é gratuito. (não: fez com que) ... (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes. deflagração.cessão .. recindiram 2..... (não: somos em) ......flagrante .. ela refletiu sabiamente. coser = costurar b) imigrar = sair do país.. a data de meu nascimento.estrangeiros e) seção ..A maisena parece que está vencida... 7.Fez que (fingir) não ouviu a advertência..estrangeiros b) seção ...Meu tempero está ruim. no ... a . retifiquei d) proscrever.. não deixe a garagem aberta.. demonstrada pelo político.. (não garage) . solene era ....... (não: rúbrica) .... (MACK) Na oração: Em sua vida....Em princípio. .. 5.. (se persistirem......Depois de vencidos os obstáculos. o número do cartão do PIS.. de feiticeiros os .... a) eminente... d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever.estrangeiros c) secção .. marca comercial) . (quando persistirem. apresentava-se sempre .O cigarro provoca o enfisema pulmonar. d) Ascenderam o fogo rapidamente. (ambas formas corretas) .. (CESCEM) Na .incipiência d) cessão ....A princípio tudo parecia real..seção ... nos erros do passado...cassado 8.. equivale a tempo) . Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política..O Brasil bateu recorde outra vez. ratifiquei 9. (BAURU) Há uma alternativa errada.........Meu irmão é menor de idade. (FEB) Há uma alternativa errada.....Por favor. incidiram e) prestes. superam-se) 3. (inadequado) .... cumprimento = saudação d) consertar = arrumar.. (não: prazeirosamente) . c) Sua ascensão foi rápida. (não: efisema) .incipiência b) sessão ... ele voltava vitorioso.. (não: Nóbel) ...Em face (ou ante a) da confusão reinante.caçado b) mandato . ele voltava vitorioso. a direção do presídio proibiu as visitas. (não: de menor) ... na frase seguinte: “Necessitando ...Somos quatro.... de direitos territoriais a . (não: reinvindicar) ..cessão .Depois de superados os obstáculos.. lá em casa..Ao persistirem os sintomas..” a) seção . c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.... prescrevi e) retificar...” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10. b) A catástrofe torna-se iminente.. procure um médico.” a) ratificar.....Foi um privilégio conhecê-la.sessão .. flagração.. .....fragrante .....extrangeiros d) sessão ....... do prefeito foi . (em tese) (não: a princípio) . (PUC-MG) “Durante a .. a) mandado .insipiência Didatismo e Conhecimento 98 .....casçado e) mandado . (FUVEST) “A ....Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição...Naquele ínterim..... conflaglação.. sua proposta nos interessa. deflagração... . xácara = verso 6..flagrante .... (não: latex) .Não se esqueça de colocar sua rubrica.. plenária estudou-se a . (= no começo) (não: em princípio) ... (não: Maizena.. (não: mortandela) ...Repetiu o ano porque não estudou o suficiente.. conflagração. concertar = harmonizar e) chácara = sítio. de tarefas . (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas. (TRT) O .. pois os homens . (não: rúim) .. (não: irriquieto) ... (obstáculos não se vencem. e) Reacendeu o fogo do entusiasmo.......... a) sessão . (não: de ano) ..

lasso ... Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras). Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto. o “lucro”).... ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 .... se conseguíssemos mais provas que o inocentassem...tráfico . a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”....B)(2..eminentes b) senso .. ..tráfego .B)(8. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro.. os espaços das frases abaixo: 1.o efeito pela causa e vice-versa.infringiu 12.. ou seja.. ricas em significados.A)(4.O Diretor do presídio . (descrição) b) Só seria possível . (fera = animal feroz: sentido próprio. os sons com nitidez. desvio)..Quem possui deficiência auditiva não consegue .C)(7. 3... “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona.A) (12..cumprimento .lasso ... denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos..Hoje são muitos os governos que passaram a combater o ...Figuras de Pensamento. tal como.... o cofre ali mesmo..tráfico .B)(6.cumprimento .Figuras de Construção (ou de sintaxe). assim como etc. temos uma comparação e não uma metáfora...Figuras de Palavras (ou tropos). (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada.. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado....C) No segundo exemplo.. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como. Brilha tranquila. intensidade e beleza.eminentes e) censo .infringiu d) descriminar .comprimento ...infligiu b) discriminar . giro. pesado castigo aos prisioneiros revoltosos... são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve. que subia cada vez mais... (descriminar) c) As negociações só vão .B)(3..” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera.o autor ou criador pela obra.. .lasso .. Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo.. (fera = pessoa muito brava: sentido figurado..... Vivo do meu trabalho. Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso. 2..laço ... apenas a cabeça estava fora da água.. de entorpecentes com rigor.. ao associar verso a sangue. Somente após a .. para comunicar à expressão mais força e colorido.....iminentes 11..” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns. Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus... semelhantes. tal qual.D)(5. o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras.. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor. o recurso foi .. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam.cumprimento . do assunto é que foi possível prendê-lo. em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva.B)(11. a) discriminar ..iminentes d) senso . ou seja. Ocorre a metonímia quando empregamos: .E)(9. na escada (arriar) (1....tráfico .tráfego . assim como.infligiu e) descriminar . quando se deseja atingir um efeito expressivo...... vendo nelas uma relação de semelhança....laço .. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo .... “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que.iminentes c) senso . corretamente. Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.comprimento . o acusado... caso todos compareçam. Quando esses conectivos aparecem na frase.. São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra. literal..A)(10. (sortir) d) O corpo estava . .infringiu c) descriminar ... usual) Pedro era uma fera... Podemos classificá-las em três tipos: . Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras.. os resultados esperados. o “trabalho”)..

(a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. que é “moeda”). Exemplo: Ele é bom volante.o lugar pelo produto. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. nesse caso. designando a espécie dos homens traidores). sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. a cidade do Porto). que não têm valor de reforço. “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. o poder). Exemplo: Os mortais somos imperfeitos. pessoas velhas).o singular pelo plural. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. desisti de ter. copos e garrafas vazias. Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. o qual.o instrumento pela pessoa que o utiliza. simboliza o império. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. . está sendo usada no lugar da palavra doces. não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. pode ser facilmente identificado.. Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. que designa o continente ou aquilo que contém. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. de forma feminina.de gênero. Exemplo: Ele não tem um níquel. como por exemplo. com o medo no coração. “entrar para dentro”.) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves.. . bondade). o mesmo não ocorre com a catacrese. “protagonista principal”. . eles riam. sobre as mesas. Didatismo e Conhecimento 100 . (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). Os homens pararam. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia. Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos). e cantavam. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. . (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. (originariamente.o símbolo ou sinal pela coisa significada. ou seja. geralmente o “e”. mas eu não acho não. no entanto. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade.o gênero ou a qualidade pela espécie.a matéria pelo objeto.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. . (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada.Ele tem um grande coração. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. em geral. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. Exemplos: A velhice deve ser respeitada. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. (a palavra trono. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). enunciado no início. . ou seja. e pulavam de alegria.o continente pelo conteúdo. Exemplo: O homem é um animal racional. Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. (a parte teto está no lugar do todo. (a palavra caixa.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. que era branca e linda. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão.o indivíduo pela classe ou espécie. A silepse pode ser: .a parte pelo todo. . Exemplo: No fim da festa.” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. (o concreto coração está no lugar do abstrato. sobre as mesas. eis-me medonha e escura.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. que designaria o conteúdo). Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. etc. Exemplo: “Eu. e dançavam pelas ruas. Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. destacando-a do resto. o medo no coração. ou seja. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. as construções “subir para cima”. Exemplo: Felizes. no início da frase. Exemplo: Não há teto para os necessitados. copos e garrafas vazias). Exemplo: Ele vive uma vida feliz. “a casa”).o abstrato pelo concreto e vice-versa. . Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces. .” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado.

Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. progressão: “O surdo pede que repitam. vulgarmente chamada de trocadilho.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. crescia.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes. vulcanizadas. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros).” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam. vêm apenas justapostas. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. que repitam a última frase. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político. Era nada. Senhor. veludosas vozes. ela tem uma qualidade que é antagônica). lept! lept! arrancou estrada afora. vãs. Exemplo: “Tende piedade. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres. ele entregou a alma a Deus. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. mas de significados diferentes. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira. venci. como nos três últimos exemplos.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste. Exemplo: A manhã estava ensolarada.” (Cecília Meireles) “Tudo. Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. a praia.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem. É uma figura de construção muito usada em poesia. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. Exemplo: Vim. o sentimento. volúpias dos violões. a paixão. Era subalterno. no âmbito da frase. Nelas intervêm fortemente a emoção. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. vozes veladas. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. escuro. deixando-o meio velado. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. a apóstrofe corresponde ao vocativo. vivas. Exemplo: Está muito calor. têm o sentido oposto ao que querem dizer. vi. escolhia. na frase. cheia de gente. (há omissão do verbo estar na segunda oração (. até que a última lâmpada se apagou. vinha pra dentro da casona.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias. ideias opostas. para realçar uma ideia.de número. morre.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. se a alegria é triste.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. tudo parado: parado e morto.a praia estava cheia de gente). de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural.. deu rédea e.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. no lugar das palavras próprias. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. retumba. Ironia: é o emprego de palavras que. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural.de pessoa. escolhia. podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). exageramos na sua representação. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. Sintaticamente. .” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. que poderiam se ligar por um conectivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .” (Monteiro Lobato) “O som. mais longe. Exemplo: “Eu era pobre. saía toda perfumada. Neologismo: criação de palavras novas. “Pedrinho. Senhor. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere). Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. Exemplo: “Tende piedade. Exemplo: Depois de muito sofrimento. É usada geralmente com sentido sarcástico. sem mais palavras. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia..

”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 . inútil. está cansado? 8. inclemente.” (Fernando Namora) 36. (Mário de Andrade) 9. uma. Tanto não.” (Graciliano Ramos) 14. acendeu o cachimbo. uma preciosidade.”(Clarice Lispector) 25. ( ) “Wilfredo foge. ou tinham mais invioláveis esconderijos. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos. Não.. O síndico. ou melhor. mas quão diferentes. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. ( ) “A cidade inteira viu assombrada.... ( ) “Agachou-se. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. foi-lhe tirado o lenço da mão. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando. corre. Simões Lopes Neto) 21. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.” ( José de |Alencar) 32. a salvo.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. que faremos nós os mortais? “ ( V. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura. a que me cativou logo foi uma. Foge. fugindo nos cascos de seu cavalo.”(Martinho da Vila) 17.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. geme a brisa folhagem. o Zé-Povinho de chapéu erguido.”( Machado de Assis) 18. a gente vamos chegar lá. esse quadro. apesar de interessante. e tropeça e resvala. Bergo) 31. as horas passavam. ( ) “Asas tontas de luz..”(Olavo Bilac) 13. ( ) “Aquela mina de ouro. comedor de gente. ( ) “Em volta: leões deitados. atiçou o fogo.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19.. porém.. ( ) “Rubião fez um gesto. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa. me escute. ( ) “Se os deuses se vingam... ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho.. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua.. “ (Euclides da Cunha) 7.. ninguém não pegava. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. resignadas. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz. não sei se digo.”(Alexandre Herculano) 11. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos. e dancei e fui Vestido de rei. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz..”(Alcântara Machado) 37. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão.” (Camilo Pessanha) 20.” 34.. ( ) “E brinquei. apanhou uma brasa com a colher. ( ) V. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23. ( ) “Caça. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso..” (Raquel de Queiroz) “Tirou. em sua casa deles dois. De guerreiros. ramalhetes de flores com laços de fitas. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. ( ) “O meu abraço te informará de mim. o pistoleiro sumir de ladrão. na Lapa-Laje. de poetas. minto.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe. Exemplos: É uma jóia.”(Raimundo Correa) 22. consiste em retificar uma afirmação anterior. e vacila. “ (Vinícius de Morais) 28.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22.” (João Cabral de Melo Neto) 26... ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.” (J.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio. pombas voando. da outra banda. porém.” (Guimarães Rosa) 33. Como comem!” (Aníbal Machado) 16.. ou antes. ( ) “Era véspera de Natal. ( ) “Mas. . os sertanejos emboscados.”(Machado de Assis) 2. o mesmo silêncio anela de opresso. ( ) “Avista-se o grito das araras.Almas tristes. 29.” ( Adonias Filho) 35. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. de santos.” (Aníbal Machado) 6.”(Chico Buarque) 12. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe. ( ) “Grande parte. e levanta-se.”(José Cândido de Carvalho) 27. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes. de queixo caído. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem. deslizavam melhor. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas.”(Guimarães Rosa) 10. severas. O horror vai com ele.” (Mário Andrade) 4.” (Camões) 30.” (Guimarães Rosa) 5. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. e foge alucinadamente. Exa. Palha outro.. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

Didatismo e Conhecimento

Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto. Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. o espaço privado. havia até advogado na fila de inscrição.. . .. aumentando. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” . Seu poder.Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação. Conclusão: é uma avaliação final do assunto.Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. se especializando. confrontar situações distintas. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas. de seu prazer e de suas necessidades. (B) Segundo a Constituição. . com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F). Podem ser desenvolvidos de várias formas: . são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo).Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. .Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. esclarecendo o conceito ou a definição. apontando para prováveis resultados. Hoje. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. defendendo o meio ambiente.. (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. Ex: “Ação à distância. pois decorre exclusivamente de sua vontade. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin.Narração: narrar um fato. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. . Ao todo.Comparação: social e geográfica. outra que olha de fora para dentro.Oposição: abordar um assunto de forma dialética. .Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. . nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! .. . pois a uma nação doente. . não compete a tão sonhada modernidade. a classe de trabalhos informais. que almeja um futuro brilhante. .Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos.Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. valores. linha de montagem. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. . projeta um pensamento ou faz uma proposta.. para não perderem o mercado de trabalho. (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático. cabe aos governantes desse país. triunfo das massas.. desemprega milhares deles.Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto.Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão. mesmo que as empresas sejam automatizadas.Enumeração: enumerar as informações.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis. em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores.Exemplificação: dar exemplos. Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas. .Estatísticas: apresentação de dados estatísticos.)” . aparece a verdadeira doença do século.Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. . incentivando a reflexão de quem lê. eletricista. o que provoca o desemprego. Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos. (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. .Comparação: estabelecer analogias. de forma organizada e progressiva. velocidade. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese.” . agravou vários dos históricos problemas sociais do país. Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80. “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Definição: não basta citar. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?. obriga que seja feita uma lei. .Interrogação: questionamento. marcenaria. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. comunicação. Entre eles. .Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. escreve Aristóteles.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). Ex: “Em 1982.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. a violência. é arbitrário. de que. juízos.” . . principalmente a urbana. É a parte maior e mais importante do texto. de gastos.Proposição: o autor explicita seus objetivos. miserável e desigual.” . um fechamento integrado de tudo que se argumentou.Hipótese: antecipa uma previsão.Características: caracterização de espaços ou aspectos. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior.” .Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. (. . isto é. eram 15.” . deter. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou. existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. com isso. não perderão eles seu mercado de trabalho.

Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico.Palavra de Vida. situações. 4. . É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. preferência. Exemplo: 1.Despertar da Fé. uma a uma. . denotativa. . O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. nobre. .impõem-se sempre o raciocínio lógico. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). . qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade. Presta-se bem à indicação de características. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Deve ser clara.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. . processos. razões a favor ou contra uma determinada tese. .O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. .em consequência disso.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação. ou seja.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem. desequilíbrios sociológicos e poluição. 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. correta gramaticalmente.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.Devido à expansão das igrejas evangélicas.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções.Terço Bizantino. . essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto. 3. 7º Parágrafo: Conclusão F. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente. . Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. C.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. Didatismo e Conhecimento . classificação ou aleatoriamente. . Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. impõem-se à fidelidade ao tema.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. Tema: Desemprego no Brasil. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões. original.Igreja da Graça no Lar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A.toda dissertação é uma demonstração.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . (ideia secundária)”. . D. . Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. . seguindo-se os critérios de importância. E. natural. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: . É fornecer argumentos. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. funções. falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. . .O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. Pode-se enumerar. 2. precisa.a linguagem deve ser objetiva. pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. o assunto que vai ser abordado. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. Uma possível solução é apresentada. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. G.A Santa Missa em seu lar.

47) Didatismo e Conhecimento . Contém a proposição do tema. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. corre sangue venoso. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. pois. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. em outras situações. conter de forma sintética. Espaço . da ordenação cronológica. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. 108 . deve fazer a estruturação do texto. Exemplos: Tempo . a velhice. o homem aprendeu a grunhir. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. p. em escala mundial. seus limites. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa.O homem. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. processos. . dos dados estatísticos. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . de pormenores. . os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano.O solo é influenciado pelo clima. o tema é a questão indígena. isto é. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração. se fossem usadas num conflito mundial. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. porém. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. que confronta ideias. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. daqui a algum tempo. pois. mais escuro e desoxigenado. que só o sofrimento é real”. Exemplos: . fatos. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. por exemplo. Ou os homens aprendem a conviver em paz. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. muitas vezes. pelo contrário. Conclusão: é a retomada da ideia principal.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. a camada do solo é pouco profunda. da interrogação e da citação. pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. com seu incrível potencial destrutivo. os solos são profundos. a confirmação da hipótese ou da tese. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. Muito depois. Depois deu um significado a cada grunhido. Na artéria pulmonar. É a abertura do texto. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). Nos climas úmidos. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. dia a dia. Se. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. Deve. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. . Conclusão Só resta. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. perde a dimensão de humanidade que abriga em si. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. recém oxigenado. Primeiro. o objetivo proposto na instrução. por isso é fundamental. das definições. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. da ilustração.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. da causa e da consequência. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma.

Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. (2) A conivência do GDF. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. identifique o tema. . Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução.Desenvolvimento do argumento 2 . clara e coerente. Em primeiro lugar. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. com base nos argumentos. Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. caso o candidato se exprima. mas não deve ser vista como tortura. Esquema 1 . o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. em uma dissertação. independentemente da tipologia textual. Assunto: Falar em público. conclui o seu pensamento inicial. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo. contadores de histórias. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. Hildebrando A.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. é habilidade melhorar depende de treino. Depois.80) aborda a redação dividida em esquemas.Desenvolvimento do argumento 3 . Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. (2) Posição das correntes mais radicais. Às vezes. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. (3) Ruptura da ideologia vigente. Branca Granatic (1996. positiva. As evidências são o melhor argumento. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. Na dissertação. pés e cabeça. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. no desenvolvimento. (3) Soluções do governo ao MST.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. crie seu objetivo. Quanto à introdução. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. com treino. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. as possíveis reações do leitor e por isso. hidroginástica. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação. ou seja. como escrever. (2) Novo conceito de liberdade. otimista. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado.Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável. Por sua vez. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. posicionese. sem fugir do tema. Nesse caso. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico.Desenvolvimento do argumento 1 . (3) Atividade física é importante. própria de textos literários como a narração e a descrição. viagens. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. 2 e 3. cerâmica. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. natação. com subjetividade. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. Por exemplo. de Dad Squarisi. p. particular. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. Por fim. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. A seguir. Didatismo e Conhecimento 109 . do jornal Correio Braziliense. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente. perderá pontos. musculação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). mas se for particularizada torna-se aceitável. caso este não tenha sido explicitado. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. até sua perfeita compreensão. de André (1998. Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. p.

Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. Didatismo e Conhecimento 110 .Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. Contudo.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema. em seguida. para facilitar a redação. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. siga a ordem de sua introdução.Desenvolvimento do argumento 1 . cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. fazendo uma relação com a observação final do texto. Esquema 2 . a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . Aliás. a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. é possível começar a redação. Isso também vale em relação a seus argumentos. que devem apenas ser citados. o tema e o objetivo. por exemplo). oportunamente. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . curto. • ordenálos. desenvolver. concluir. graças ao treino. O principal deles: Demóstenes. desenvolver cada argumento. pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. com outras palavras. dissertativo ou expositivo.Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. Após considerar todas essas etapas. Ele venceu até a gagueira. reescrevao com outras palavras. baseado no que foi coletado. . sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. E não se esqueça de utilizar a vírgula. Esquema 2 . apoiado em razões e evidências. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. enfatizar a valorização do ser humano. positiva. pela organização mais explícita da redação. Texto Argumentativo. por isso. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. usada por diversas pessoas. Tudo em um único parágrafo. Em seguida. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». caso venha antes do verbo. encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos.Desenvolvimento do argumento 2 . abordando cada argumento em um parágrafo. Quanto ao esquema 2.Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. denotar otimismo com relação ao problema abordado. venceram as dificuldades. «Sob o foco da argumentação anterior». que solucione o problema e apresente viés humanístíco). recomendase utilizar o esquema 1. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. Esta é a reta final. desenvolva seus três argumentos. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. No entanto. Para tal. otimista. «assim». de três a cinco linhas. «dessa forma». Cite. como já sugerido. Por exemplo. pai da Oratória. otimista. Dissertação Polêmica O autor. Por isso. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto.impessoal. Lembrese: nada de copiálo. dissertativo e expositivo têm características particulares. apresentará posicionamentos. dar explicações. positiva. a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. Por esse motivo. (3) Como melhorar a expressão oral. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». positiva. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). os textos argumentativo. que apresenta somente dois argumentos. geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. singular ou plural). no ponto forte da redação. . em todo o texto. . além de reunir dados e expôlos com pertinência. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). obrigatórias na dissertação. e não desenvolvidos ou explicitados. Nos próximos três parágrafos. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. • interpretálos coerentemente. Não inicie frase com gerúndio. otimista.

observaremos que a megalópole. . reportagens. . por outro lado.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. há maiores possibilidades de emprego. podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica. assume as características de uma megalópole. hipermercados. outra habilidade: capacidade de persuasão.Apresentação do assunto proposto. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. Observações: Para maior funcionalidade. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. . poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. etc. embora cercado por alguns milhões de indivíduos. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. Conclusão: . o autor deve focalizar o assunto proposto. . Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural.Frase-ponte (de separação). museus.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. universidades e casas de cultura.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. Numa cidade. . Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. Nova Iorque.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos. como o metrô. toda sorte de detritos químicos. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. o meio lhe é hostil. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. por tantos desejada. expõem-se todos os prós e. além de conhecimentos razoáveis. Se. Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. Tóquio. há selecão de prós e/ou contras. possuindo vários teatros. rios e mares. possuindo boas casas de diversão. onde a indústria prolifera. editoriais. Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: . de atingir um “status” social. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. restaurantes com comidas das mais variadas origens. o ambiente lhe é estranho. Aqui se exige. Primeiro. sente-se. paradoxalmente. indiscriminadamente. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. alimentos prontos.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . . lançando. Sendo pessoas sem tempo para dialogar. mais chance de ascensão profissional. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais.Frase-ponte de ligação. artigos. não se devem misturar. os prós e os contras. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. todos os contras (ou vice-versa). depois. o habitante da megalópole. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. Assim. muito só. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. muitos clubes. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam.Conclusão propriamente dita. melhores salários.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. Didatismo e Conhecimento 111 . um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. a rapidez e o conforto. no ar. . ensaios. o lado negativo da megalópole. .

o tímido. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. tipos sociais (trabalhador.). o avarento etc. se apreende a aparência das coisas. o meio. Assim. de certo modo. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. pois as duas estão intimamente ligadas. o científico e o filosófico. formando um todo homogêneo que. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. Tudo na narrativa depende do narrador. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada).Espaço: local da ação. complexos.. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. burguês etc. quando. A segunda sem a primeira seria algo empírico. por isso. E. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. tendo mudança de um estado para outro. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios. . Didatismo e Conhecimento 112 . A ciência fundamenta a tecnologia. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. pois são dois seres que se completam. do conhecimento científico. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. ou seja. . um conflito entre o homem e o mundo. Com relação ao primeiro. para se autojustificar.Tempo: época em que se passa a ação. Em se tratando. porém. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. Assim. apresenta as suas limitações. também chamada de prólogo).. E. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. . os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. Expressa as relações entre os indivíduos.Narrador: é quem conta a história. constatamos que. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). Além de contar onde. Psicológico: o tempo interior. Cronológico: o tempo convencional (horas. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. A pesquisa científica exige método e coordenação. Aqui. utilizando situações que contêm essa vivência.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. a natureza é o objeto do conhecimento científico. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico. que são os agentes do texto. Dessa forma.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. como e com quem ocorreu o episódio. Pode ser físico ou psicológico. meses). mas principalmente pelos advérbios de tempo. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. subjetivo. Assim. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. em última análise. sem base.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. estudante. da voz que conta a história. concluímos que. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. e não simultâneos como na descrição. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. obedendo a uma série de etapas e fatores. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. através dele. por advérbios de tempo. o conhecimento científico. Assim. ou seja.Fechado ou Aberto. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. Final . se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. Elementos Estruturais (I): . Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . Interrogação e a dúvida geram. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. o narrador acaba sempre contando onde. . Quanto ao conhecimento filosófico. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. Enquanto aquela é busca ordenada. Aquele que conta a história é o narrador. dias.. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. heróis ou antiheróis. o filosófico. protagonistas ou antagonistas. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. sistemático e formal. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. já que o cientista. é o seu apoio. organizados por uma narração feita por um narrador.Personagens: são seres que se movimentam. segundo relações de sequencialidade e causalidade. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente.). por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. A história contada. passa por uma introdução (parte inicial da história. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). o “miolo” da narrativa. esta é aplicação do científico ao técnico. unilateral. observamos que o mesmo é orientado. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca. Quando o narrador conta um episódio. representado no texto pelos advérbios de lugar. Mas a ciência têm uma função explicativa. embora suporte da tecnologia. formando uma rede: a própria história contada.) ou tipos humanos (o medroso.. Por outro lado.previsível ou imprevisível. Esse elemento da narrativa é o tempo. pesquisa pura. assim sendo. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. o homem espera perplexo uma resposta.

Encadeados.” (Machado de Assis. . 110. na cerração das madrugadas. Assim.. é porque alguém lhe deu o animalzinho. nunca errou vau. e passar ao quintal vizinho. afamilhado. atordoado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. Estrela da vida inteira. exceto as personagens ou o fato a ser narrado.Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. ou seja. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. estacando para amparar-me. muitas vezes. (.. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. . é uma transformação de situação... revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. conduzindo ao clímax. e andava outra vez e estacava. Verifica-se. a partir de suas ações. no texto acima. Comecei a andar de um lado para outro.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. o espaço confortável de debaixo do fogão). conforme o papel que desempenham no enredo. Não no víamos desde muito tempo. . podem ser apresentados direta ou indiretamente. nunca desandou cruzada!. Manuel Bandeira.Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor. tornando o desfecho inevitável. Exemplo: “Parei na varanda. como simples exemplos de uma narração. a história é contada em 1ª pessoa. esses não estão. Rio de Janeiro. Existem três tipos de foco narrativo: . a história é contada em 3ª pessoa. no desmaiado da Lua.Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante.. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada.. na escuridão das noites. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação.. que não é possível compreendê-los isoladamente. Não me atrevia a descer à chácara. Estrutura: ... Há uma relação de implicação mútua entre eles. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. pág. à luz do Sol. (. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. ou seja. nunca perdeu atalho. 1973. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia. Assim. se o menino ganhou um porquinhodaíndia. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo. . obrigatoriamente sempre presentes no discurso. . Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo. Observe que. Podem ser principais ou secundários. os episódios se sucedem. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. mas sempre teso do Jango Jorge. eu estava lá e vi. pode acreditar.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista.. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. 4ª ed.Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. Quanto aos elementos da narrativa. há basicamente. pois..) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. Assim. . são elementos vitais. ela está logicamente implícita.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas.Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). José Olympio. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. Casado ou doutro jeito. ia tonto. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. Narra em 3ª pessoa e sua voz. as pernas bambas. Mesmo que essa personagem não apareça no texto. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. por exemplo.) Didatismo e Conhecimento 113 . Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo.

__ Duzentos e vinte. Veja.. e confirma o pedido... O grande homem e seus dois meninos. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. mas resolutamente. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata.. Tenho culpa? Só quero paz. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. Os três atravessam o salão. doutor. E permanecem para sempre. Que é que diria a Paraná?) Andando. Eles não têm pressa. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . um neto casado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. está bom? Ela não contribuiu com nada. Fui jogado na estrada. sem a sua interferência. Bisavô. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. humanos e indestrutíveis. __ Se quer sair de casa. morrendo de vergonha da malha de cetim. Só deu de mamar no primeiro mês. nem olhar muito para nada. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. __ Está certo. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca). Ele ia pelas beiradas. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. o que há de melhor. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. Todo velho é sem-vergonha. da cara à mostra. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. O preto concentra-se. e depois?. doutor. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim.. àquela hora da noite. cuidadosamente. pague uma pensão. __ Na sua idade. mulher. na travessia das ruas. um prato de comida e roupa lavada. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. mas ambos com menos de dez anos. sem os cuidados de uma mulher. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. __ Essa aí tem filho emancipado. __ Olho vivo – como dizia Paraná. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. doutor. Como fazia nos dias comuns. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. Devagar. noite e dia o hominho aqui na carroça. poderiam roubá-lo. Fica muito mais gostoso. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. está bom? __ Se ficar doente. este velho caducando. aritmético. O hominho é muito bom. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. Quase meia hora andando. __Você desempregado. Quando em quando. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. sem que percebesse. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. A carroça e os dois cavalos. O hominho aqui se espalhava. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. onde há seis mesas desertas. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. é uma terceira pessoa. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. sem lhe passar diretamente a palavra. (. das asas e das antenas e. __ Eu arranjo. Os três sentam-se numa das mesas. sentados naquela mesa. as coisas. e se dirigem para o cômodo dos fundos. dois guaranás e dois pãezinhos.. No começo pensou num bonde. muita atenção nos autos. à espera. __ Dobre a língua. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. Só não me pise. Severino. Didatismo e Conhecimento 114 . acompanhado de dois meninos de tênis branco. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. em seguida. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. assomava um guarda nas esquinas. fico uma jararaca. A mula vendeu e a potranca. deixou morrer. Agora tem dois cavalos. O céu lá em cima. Sempre o mais sacrificado. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. mais ainda. os dois pães com meia almôndega cada um. Agora com mania de mulher. O homem toma a cerveja em pequenos goles. doutor.) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. num pratinho. um mais velho e outro mais novo. Por isso não pôde defender-se. Criei um por um. (J. (Nos bondes. Exemplo: Festa Atrás do balcão. O homem olha para os meninos. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. O seu coraçãozinho se apertava. os prédios.” (Ilka Laurito.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. enquanto o rapaz cúmplice se retira. de forma canhestra.

quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou.. Esse temporal assim é bom. mas várias: uma coordenase a outra. por exemplo)... É um recurso relativamente recente. isto é.uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. Didatismo e Conhecimento 115 . Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora.. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála.. o tempo e o lugar. apresenta um componente narrativo. o leitor reconstitui. Por exemplo. Ela lhe deu. quando e onde. para isso.. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. Dependendo do enfoque do redator.. Para ter um carro. Tomemos. Rosinha. Não! E esses tambores? Ui! Que venham. preenche essa condição).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher. no entanto. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. incentivouse a imigração de europeus”.. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. Assim. quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. ou seja. Tenham paciência. Abraçá-la no alto de uma colina. a sequência temporal foi modificada. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. Resumindo: na narração. Os bondes passavam. porque Rosinha não sai. Ele está dormindo. Pelo jardim. a narrativa se desenvolve na prosa. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente.. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura.. É guerra. . realizase o ato de compra. quer ou deve fazêla. por exemplo. temos um texto dissertativo.. Não acordem Rosinha. uma subordinase a outra.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). como vimos. pois elas se pressupõem logicamente. as relações de anterioridade e de posterioridade. A narrativa é a transformação de situações. Largar Rosinha ali. . Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . se abriu. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração... Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. e ela efetuase porque quem a realiza pode. . Larguem os seus braços. ele vai se espalhar.. quando se diz “Depois da abolição. Fugir com ela. Rosinha está dormindo. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço.é um texto figurativo. No primeiro caso. mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada.. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. até certo ponto. querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. ele seguiu. para apanhar uma fruta. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala. Toda narrativa tem essas quatro mudanças.Introdução: citar o fato.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. Por que não está malhando em sua cabeça?. Caracterização Formal: Em geral. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. sabe.Conclusão: consequências do fato. segundo. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. ao longo da leitura.. Tem ela três características: . que. a narração terá diversas abordagens. No entanto. . .é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”.. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. alguma subjetividade. (. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. por exemplo. à noite. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa. Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem.. e os castigos. O céu baixou. ele não larga não. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão)... Assim. . A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. Ignorava a exatidão de seus cálculos. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito). O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. uma implica a outra. Com efeito. O aspecto narrativo apresenta.Desenvolvimento: detalhes do fato.. há a participação do narrador.. para os maus).. as três características explicadas acima (transformação de situações. . entre elas. ... existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. que ele não está bêbado. por ter sido despejado. (João Antônio – Malagueta..Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. o que aconteceu. no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas. pelos escuros da Alameda Cleveland. Não é preciso segurá-lo. é preciso antes conseguir o dinheiro. Quanto à temporalidade.) Ele vai tirar Rosinha da cama.uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo). para o fundo do País. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: .

sem céu nem estrelas. A lebre saiu a toda velocidade. autor de vários livros sobre suas viagens. (sempre guardam alguma coisa do passado. O Dr. Não havia. cheirando a fumaça.personagem (ou “com quem aconteceu”) . Desde muito cedo. Amir.o texto 2 conta uma história de animais . não tive a menor dúvida: voei para dentro. de um lado.Relatos .Tempo “Sete da manhã. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. Manobrou e voltou-se de novo.” (Veríssimo.Anedota . Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. 1981. tudo se alcança. Uma enorme baleia.Crônica . pronto para o golpe. Quando a lebre acordou. os olhos). Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. ouvimos. Porto Alegre: Mercado Aberto.Amir Klink. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície.História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 .» (Kiefer. como negarlhe a insipidez. quase tocando-lhe o fundo. tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . imaginamos histórias. com muita perseverança. fato. e iluminada seguiu em frente. Não quer que se carpa o quintal. e fiquei aguardando..Parábola .Memorialismo . disse a tartaruga calmamente. com as mãos no teto. para demonstrar seu desprezo pela rival. Ieda. Poderia dançar à sua volta.Personagens “Aboletado na varanda.Fábula . O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. p. de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco. 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez. contamos. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr. A um sinal dado pelos outros animais. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo.” (Linda. Enfim. Podia ser sua descomunal cauda. Porto Alegre: Movimento. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional. Uma noite de ardentia. Estava tremendo.fábula . passando por baixo. por exemplo. Eu procurava imaginar o que ela queria. através de um relato de experiência vivida. Moral: Com perseverança.Romance . Mais adiante. é bom lembrar. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . Érico.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas. Texto 1 “Noite escura. O segundo é uma narrativa ficcional.acontecimento. pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados.Conto .Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: . vivemos em meio a muitas narrativas. recomendou a tartaruga. as duas partiram. A tartaruga continuou avançando.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo .Notícias .espaço. 5O) Exemplo . Seria o leito seco de algum rio. A dentadura postiça.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto.. estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. de personagens fantásticos. . deitou-se e tirou uma soneca. a face escalavrada. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. lemos.Lenda . Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. enquanto do outro. p. perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. e. 51) Exemplo .4) Ao longo da nossa vida. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa. cenas da memória do famoso navegador brasileiro . de sonhos. “Isto parece brincadeira. ouvimos histórias de nossas famílias. Ouvimos também histórias de medos. respondeu a lebre.o texto mostra. que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção. “Cem dias entre céu e mar”. Rio de Janeiro: José Olympio. para chegar primeiro. seguiam o corpo e a cabeça. como eram nossos parentes quando mais novos. p. Mas os olhos. Charles. a redondeza escura e uniforme dos seixos. em que um autor cria no mundo da imaginação. Caminhos Cruzados. Comentário: . de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás. Com as mãos agarradas na borda. em todo o caso. passava exatamente sob o barco. fechei a porta e todos os respiros. por todo o caminho”. moço? Estava um caco: mal vestida. com o corpo todo iluminado. As amazonas segundo tio Hermann. assistimos. que ficou atravessado a sua frente. nem me tocou.que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. deitado. (Klink. Tipologia da Narrativa Ficcional: . mesmo maravilhado com o que via. Amâncio não viu a mulher chegar. lendo Graciliano Ramos.” “Aceito o desafio!”.

puns também continuariam no ar para serem ouvidos.auditiva: narrativas radiofonizadas. Poderia até receber delegações estrangeiras. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. hospedaria. qualquer coisa serviria. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. O grito do Ipiranga. . e até agradeceu. Ou por Max para Engels. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. por exemplo. estão a concisão. com banho e tudo. também não havia vaga. eu já teria feito uma reforma aqui. grávida. e talvez um tímpano. disse. perguntando por um casal de forasteiros. ela. Ou tossindo. No hotel seguinte. junto com as palavras dos outros. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. 1996.visual: texto escrito. Você pode estar rompendo um caso de amor. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. 117 O casal foi adiante. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. Não demorou muito. Ainda fez um elogio..) Crônica: é uma narração. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. Discursos do Rui Barbosa. dizendo coisas banais.”? Isso não interessa. disse o homem. “Contos para um Natal brasileiro”. (“A Massagista Japonesa”. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas. da próxima vez que o senhor vier. e o gerente era metido a engraçado. quando era bebê! Aumenta. não se sentia bem. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. inclusive identificando o seu lugar de origem. Hotel. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. quase tiveram êxito. com intervenções do ponto e comentários da platéia. O homem disse que não tinha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. Ouvir. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. Luís Fernando. 11) Didatismo e Conhecimento .. dando voltas ao mundo. p. para não ficar mal. já que todos os sons que emitimos? espirros. na pressa da viagem esquecera os documentos.. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação.. Não seria fácil. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia.. homem de maus modos.. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos.. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. são as roupas que nós temos. Essas roupas velhas que vocês estão usando. Entre suas principais características. O termo é atribuído. — Eu pensei que tinha um quarto vago. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. enxarquei as botas”. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. que o quarto já estava pronto. como dão para os grandes hotéis. muita excitação e emotividade. aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. “Dadá”? Sou eu. Aí. — O disfarce está muito bom. a densidade. Se eu conhecesse alguém influente. fitas gravadas e discos.. teatro e narrativas televisionadas. No hotel seguinte. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se. disse o gerente. Quando os viajantes apareceram. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. 09. o viajante achou a idéia boa. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. p. O viajante agradeceu. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Contudo. depois disse que sim. mas parece que já foi ocupado. Saíram. como eles logo descobriram. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. portanto. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). que Napoleão era linguinha. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. aos noticiários dos jornais.]» (Veríssimo. por exemplo. Que disfarce? Perguntou o viajante. Jornal do Brasil. Isso não é disfarce. Foi adiante. desde que não fosse muito caro. apareceram os três Reis Magos. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. segundo a ordem temporal. Muda. Ali perto havia uma manjedoura. Para surpresa dele. No terceiro hotel também não havia vaga. se o governo nos desse incentivos. o Grande.. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. As grandes frases da humanidade. discursos inteiros.. mas em compensação não pagariam diária. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. e não causaram ondas. mas estará falando para a posteridade. foi logo dizendo que não havia lugar. [. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. talvez. tinha voz fina. Mas até hoje não consegui nada.. frases. Aquela frase. gemidos. a precisão. se não tem documentos? — disse o encarregado. grite. diga ao povo que. Assim. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. 27/O9/98. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. o próprio Shakespeare falando. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite.. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. que viajavam incógnitos. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas. em prosa. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. No primeiro hotel o gerente.audiovisual: cinema. comentários literários ou científicos. no ouvido de alguém. . para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. No segundo. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel. Estavam cansados da viagem. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê.

partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. porque este meu filho estava morto e reviveu. e o beijou. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. caindo em si.» . as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. pois eu não tenho mano. algum parente: teus tios. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão.e o leva até o recesso da mata. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto». mas deve ser engano.» . de dia é quase cego. E. houve naquela terra uma grande fome. E. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto.«Ah. .» . E começaram a alegrar-se. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. porque o recebeu são e salvo. quanto reais. e mora no fundo dos rios. cães. tinha-se perdido e foi achado. instava com ele. Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. a água que bebo! Hei de castigar-te!» . as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. E ele lhe disse: Filho. vivendo dissolutamente. E o filho lhe disse: Pai. e. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. faze-me como um dos teus trabalhadores. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. .«Peço-vos perdão mais uma vez. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. mataste-lhe o bezerro cevado. e dir-lhe-ei: Pai. o filho mais novo. onde o esquarteja e come sem processo. e se moveu de íntima compaixão. e irei ter com meu pai. assim. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. e. pastores. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. e lhe diz irritado: . saindo o pai. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. seus olhos cresceram. ou Coisa de Fogo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. tanto fantásticas. em pleno dia. enormes.«Então. Mas ele se indignou e não queria entrar. vai tocando fogo nos campos. chamando um dos servos. poucos dias depois. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. porque este teu irmão estava morto e reviveu. levantandose. e por onde passa. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. e começou a padecer necessidades. quando ainda estava longe.«Vede que estou matando a sede água a jusante. E ele lhe disse: Veio teu irmão. «se eu não era nascido?» . E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam.«Mas turvas. E. . Já não sou digno de ser chamado teu filho. E ele repartiu por eles a fazenda. este teu filho. as lendas. constatada no final da história. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. não? Então deve ter sido teu irmão. e matai-o. por conseguinte. o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». e. Parábola: narrativa curta ou apólogo. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. E. vós não me poupais. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Para os índios ele é «MbaêTata». tu sempre estás comigo.pergunta assustado o cordeiro -. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. E o seu filho mais velho estava no campo. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). E.«Majestade. Narração figurativa na qual. É muito interessante para crianças. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. . e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. por isso. correndo. ajuntando tudo. Cordeiros. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Assim. pequei contra o céu e perante ti. Vindo. sem nunca transgredir o teu mandamento. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. e ninguém lhe dava nada. muitas vezes erroneamente definida também como fábula. e vesti-lho. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. teus pais. e comamos e alegremo-nos. dá-me a parte da fazenda que me pertence. viu-o seu pai. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. e todas as minhas coisas são tuas.«Mas como poderia» . lançou-se-lhe ao pescoço. porém. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. por meio de comparação. É um gênero muito versátil. aventureiro inato. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. havendo ele gastado tudo. hei de vingar-me» . La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Mas. respondendo ele. E. e teu pai matou o bezerro cevado. e até certo ponto aceitáveis. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos. foi para seu pai. e trazei o bezerro cevado. Sempre contém um moral por sustentação. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. ouviu a música e as danças. perguntou-lhe que era aquilo. à noite vê tudo. Algumas vezes. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato.«Que ousadia a tua. De caráter fantástico e/ou fictício. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . quando veio e chegou perto de casa. na qual são animais que ganham características humanas. de turvar.

explicando-lhe a demora. “ao pôr-do-sol”. Pior do que isso é começar a narrar e.. a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto. sabemos que elas devem parecer verdadeiras. sem que possamos sair do lugar. sem resistência de continuidade. nada mais significam. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados.” Quando o corretor lê isso. ou no porão. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. pelo uso constante e popularizado.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. aceitando a interferência. Não acredite nisso. um homem misterioso de chapéu. Experimente. evitando abundância desnecessária. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. por exemplo. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. características psicológicas e intelectuais das personagens. não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. a interação com o leitor que pode. para ser compreendido. .. deve ter traços fortes. de acordo com suas vivências e experiências. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. frequentemente. . quando escreve. aborde aspectos.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. apenas com a sugestão de fecho. é imprescindível que você.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. parecer frágil em alguns aspectos. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. revela estados de espírito. capaz de convencer quem o leia. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria.” É evidente que. tais pedidos. então. “família unida”. seus significados. “fechá-lo” à sua maneira. se retiradas. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens. . Mesmo numa fábula ou num apólogo. particulares. esquecê-la. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. “paixão intensa”. ele sequer existe. a não ser por escolha do autor. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. em que animais ou coisas são personificados. acredite. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. certamente. típicos. a sequência que nos permita um bom fecho. um trecho dela: há circunstâncias que.”. infinitamente repetir. preocupada. Muitas vezes. é interessante que jamais percamos a coerência interna. ao redor do mesmo tema. Este aspecto é tão importante que. . a peripécia dos acontecimentos. mas saiba priorizá-los no uso. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão. precisaremos da ajuda de adjetivos. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor.Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. “inocente criança”. Ele deve sempre parecer um todo verossímil. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). gestos (passar a mão no cabelo. começá-lo pelo clímax. manias. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra. Escrever circularmente é como andar em círculos. Coitada da menina. para fazer melhor o seu texto. muito menos os narrativos. Antes de começar a escrever. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”..Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. por exemplo. criaturas assemelhadas que são aos humanos. Uma personagem. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. após citar uma personagem. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa.. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa.Começo. “beijo doce”. Imitação da vida ou ultra-realidade. Estes são apenas alguns exemplos. ou seja.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. o texto não pode. . “abraço cheio de emoção”. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos..) . ideias ou palavras que. é preciso ser didático. como estilo. . ou seja. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas.Escrita circular: Rigorosamente. imagina que. em dado momento. “faces rosadas”. Didatismo e Conhecimento 119 . repetir. inclusive.. maravilhosa. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . uma cor de olhos. deixá-la de lado. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. sem mais nenhuma indicação posterior. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. “uma grande salva de palmas”. Se você criá-las sem características específicas. sobretudo a protagonista. “Num belo domingo de Primavera. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real. Não seja excessivamente minucioso. tiques. .. lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. uma mulher que lê mãos. Isso é uma boa dica. meio e fim: Muita gente. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos. perfeita.

e não traçar a cronologia de suas ações). .. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde.ainda que se fale de ações (como entrava. pessoa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .) Esse texto traça o perfil de Raimundo. 3ed. quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. Sempre que se expõe com detalhes um objeto. situação ou coisa. São Paulo. O mestre era mais severo com ele do que conosco. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. suave demais. o enunciado destaca o que pede como imprescindível. .) Ângela tinha cerca de vinte anos. trocá-lo (pede-se. . Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. carnuda. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. inteligência tarda. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. E antes de passar a limpo a redação. Por isso. emoção vivida ou sentimento. em imagens.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes.). ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido.. Reunia a isso grande medo ao pai. precisamos fazer algumas alterações. pequenas surpresas entre os cipós. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. . etc. está fazendo uso da descrição. “Conto de escola”. Ática. sanguínea e fogosa. aquele. Evidentemente. na versão original. situações. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo. Laços de Família. Características: . Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso.. A outra é esquecer os itens do enunciado.. cheiro de árvores. pálida.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. raramente estava alegre. Tudo era estranho.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. Quando alteramos a ordem dos enunciados. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. Normalmente. pois. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Exemplo: “(. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. uma narração e você faz uma dissertação. aplicado. verbos de ligação. Por todas essas características. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 . Dessa forma. ou pelas ações. É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado. mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. Quando ele pede um determinado componente acional. . ambiente. etc. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. lugar.se invertêssemos a sequência dos enunciados. Devese notar: .. os. etc. cara doente. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. não denota nenhuma transformação de estado. portanto. Não é necessário que seja perfeita. 3132.Ao fazer a descrição enumeramos características. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. está-se pensando apenas na ordem cronológica. e era mole. porém. comparações e inúmeros elementos sensoriais. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. não será para outro. pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e.por isso. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. grande demais. melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso.é impossível separar narração de descrição. todas elas estão no pretérito imperfeito. Elas manifestavam todo o seu esplendor. o ano de 1840.. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens. Raimundo tinha grande medo ao pai). como veremos adiante. não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos. Como. (Machado de Assis. cena. 1974. . Grande.” (extraído de “Amor”. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. O Sol fazia-as brilhar. precisamos fazer certas modificações no texto. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. .Utilizam. o que será importante ser analisado para um. preferencialmente. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto.Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. ao invertermos a ordem das frases. animal.). Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. como este. objetos.. Era uma criança fina. retiravase). Ao seu redor havia ruídos serenos. . como ele. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. Contos. com palavras. págs. por exemplo. no nível do relato. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes.

concretas. existir. ficar). e essa casa era assim: na frente.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . pele bronzeada. até mesmo ação ou movimento. o ser. cabelos negros e lisos”. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. Ex: Vida simples.). ausente do calor alegre do sol. mandando por lei.Usar o vigor e relevo de palavras fortes. vasta e polida. comparações. na relação situação inicial e situação final. então achou outra esperança maior: para ele. depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. Exemplo: “ A casa velha era enorme. concretamente. numa descrição.e aquele preto lustroso dava. frio. magro. pelo contraste. desde que eles sejam sempre simultâneos. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. Roupa simples. ou seja. Moreno. Iibertouse desse medo.) Quando conheceu Joca Ramiro.Uso de advérbios de localização espacial. a passagem são apresentadas como realmente são. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. situar-se. exatas. enquanto que o enunciado descritivo. não tendo transformação.Senhora) . provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado.Devemse evitar os verbos e. caído aos cantos da boca. . podendo opinar ou expressar seus sentimentos.” (“O Ateneu”. de sobregoverno. Para transformar uma descrição numa narração. atitudes. sinestesias). a cena. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai. calmos. a cena. Exemplo: “Era o Sr. tinha-o grisalho. Podese apresentar.Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. . Exemplo: “Até os onze anos. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . capaz de tomar conta deste sertão nosso. Pintada de roxo-claro. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.. Telhado de quatro águas. vestido todo de preto. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser..” (José de Alencar . a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado.. metonímias. ombros largos.” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. Na dimensão linguística. estar. aí você entrava na sala da frente. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno. o ser.Todavia deve predominar o emprego das comparações. com o pescoço entalado num colarinho direito. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. Exemplo: “Era alto. Aparência atlética. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. toda em largura. dos adjetivos e dos advérbios. o segundo. olhos negros. é atemporal. haver. Seu peso. no final do corredor tinha a cozinha. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: . quando o objeto. fazer-transformador. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.85m. Tudo simples. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. . depois você entrava tinha um jardinzinho. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. que conferem colorido ao texto. eram de um rei. Ex: O dia transcorria amarelo.. soberanos. . Ex: “Sua altura é 1. capricho da sorte. para transformá-lo em narração. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. farto. par-defrança. qualidades. que era o lugar da bagunça. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. um pouco amolgado no alto. uma pureza de cristal. que se usem então as formas nominais. Lemos um velho de pequena estatura. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. . Raul Pompéia) “(.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca . muito crente. situação ou indicadores de propriedades. por ter a representação de um acontecimento.. No caso do texto II inicial. próprias.. 70kg. não muito gordo. Joca Ramiro era único homem. uma grade de ferro. no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. Mais tarde. uma casa velha. Tinha uma covinha no queixo. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos.. mais brilho à calva. .O Primo Basílio) . dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. os gestos. mas não tingia o bigode.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. eu morei numa casa. se isso não for possível. é marcado pela temporalidade... nunca tirava as lunetas escuras.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Apesar de seu corpo rechonchudo. Era muito pálido. o presente e o pretério imperfeito do indicativo.” (Eça de Queiroz . O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva.Predominância de verbos de estado. O pessoal. Era feita de pau-a-pique barreado.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem.Emprego de figuras (metáforas.. calmos.

sublinhe todos os substantivos. mais propenso ao furor do que à ternura. ao descrever. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. nariz. Descrição de pessoas (I): . Descrição de pessoas (II): . triste de facha.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. Didatismo e Conhecimento 122 .Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. cabelos. e não pequeno. de acordo com determinada ordem. luminosidade e aroma (se houver). após escrever seu texto.Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. pessoa etc. . também denominado adjetivação.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. Descrição de paisagens: . .Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis. Incapaz de assistir num só terreno. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. precisa possuir certo grau de sensibilidade. teto. bem servido de pés. conforme o permita sua sensibilidade. . de olhos azuis. idade.Desenvolvimento: características físicas (altura. roupas). pág. Para facilitar o aprendizado desta técnica. . peso.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo. eletrodomésticos. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. apontando suas características exteriores. material. .Introdução: comentário de caráter geral. cor da pele. caráter. voz. . O poeta descrevese das características físicas para as características morais. associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo. textura. inclinações.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato.Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). sugerese que o concursando. 1968.Desenvolvimento: análise das características físicas. o redator.) . 497. Descrição de ambientes: . peso. associadas às características psicológicas (2ª parte). cor e brilho. janelas. cor/ brilho. ao contrário da narrativa. carão moreno. postura. portas. olhos. chão. pois as características físicas perderiam qualquer relevo. meão de altura.Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. No entanto. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. facilmente identificáveis (descrição objetiva). o mesmo de figura. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. peso. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . esculturas ou quaisquer outros objetos. . . associadas às características psicológicas (1ª parte).Desenvolvimento: análise das características físicas.Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. o sentido não seria o mesmo. Obras de Bocage.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material. em que os aspectos sensoriais predominam.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. Se fizesse o inverso. acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. preferências. ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa.Conclusão: comentários de caráter geral. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. . lugar. . ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva).. . temperamento. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: . Porto. textura. de Bocage: Magro. Lello & Irmão. a ordem dos enunciados na descrição é indiferente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. . boca. A descrição. objetivos).Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. . . dimensões. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. dimensões (largura. . do ponto de vista da progressão temporal.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. diâmetro etc. altura. nariz alto no meio. .Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. quadros. É uma estrutura pictórica. comprimento. não supõe ação. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.

o vinco perfeito.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. a pupila negra. ou. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores.. casamento então era parelho mesmo.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. precisa. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. a desabotoado. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. Por ser objetiva. à guisa de olhos. alto. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação. ambientes. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. esses e gregas. 12. quase acetinada. cenários. Dava gosto ver. reservado. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. brilhava com reflexos dourados.) Ali. paisagens. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. tinham duas fortes joelheiras. da força e da inteligência.” (Scliar. vidros quebrados nas vidraças. morte. o pêlo desaparecia aos poucos. Creio que trazia também colete. no banheiro. o seu funcionamento. Cuidava muito dos trajes. que vacilei em dar a descarga. descrevendo uma longa espiral. a sua pele. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. cintilante. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. da sua aparência medida. as peças que os compõem. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. para descrever experiências. ferida pela luz do sol. um colete de seda escura. Moacyr.” (Dourado. por entre a folhagem. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. de cor saudável. Autran. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. (. Ópera dos mortos. para evitar a deformação em caso de colisão. Didatismo e Conhecimento 123 . José de. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. As calças. dois grãos de milho. mas sempre muito bem passada. Estava tão bem ali. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. os ossos da pessoa. Porta-malas . Machado de.” (Assis. salvo o feitio. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. móbil. feitos para durar toda a vida. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. Flutuava displicentemente. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. segundo eles antigamente. brilhante. Mas já era homem sério de velho. a graciosa criatura.. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. superfície lisa. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. os cabelos pretos cortados rentes. a não ser em certas ocasiões (batizado. apertando um colarinho de oito dias. Casa de gente de casta. situações e coisas. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. Imaginem agora uma sobrecasaca. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia. marchetado de pardo.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. ambas desmaiadas. Tanque . roto a espaços. a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho.” (Alencar. dos oito primitivos botões restavam três. a tez lisa. volutas. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade. Os seus interiores são amplos. que pode ser ampliada para até 1500 litros. a calça é que era como a de todos na cidade brim. textura fina. E tinha. o chapéu era contemporâneo do de Gessler.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. De repente virouse e ficou boiando de costas. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. tinha pouco mais de trinta anos. cumpridor. espaço. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. Na descrição não-literária. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. setas. mais larga do que pediam as carnes. literalmente. magro e pálido. processos. por igual). O jaquetão de casimira inglesa. há predominância da denotação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. As roupas. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. cor de cobre. etc. ora para o sul. p. A descarga vazava. com o encosto do banco traseiro rebaixado. formando flores estilizadas. de brim pardo. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. 1975. ora para o nordeste. mas semquefazer de menino). bem formado. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. no qual está escondido José Serra. todas referentes ao mesmo tema. o que é muito frequente nas charges diárias. Além das falas e dos dados da pesquisa. tem a forma de uma escada. uma referência ao símbolo de um partido político. de quem passa por apuros. com expressão aborrecida. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. Para compreendê-las. apontando para fora do móvel. Serra afirma estar indeciso. porém. o que lhes dificulta a compreensão. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. que termina numa seta vermelha. CE) Aqui também não há texto verbal. cujo símbolo é um tucano. Didatismo e Conhecimento 127 . o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. com a expressão tensa. toda a informação deve ser identificada no desenho. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. Charge da Folha de S. Nele. porém. não possui texto verbal. para interpretar a charge. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. José Serra. grita para que Serra assuma. reconhecido pelos traços da caricatura. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. Enquanto isso. Mais uma vez. por exemplo. Paulo Criada por Glauco. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. nem sempre são assim tão amplos. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. Após a identificação desses elementos básicos. A corda. a charge ainda tem título. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. Os temas de charges. A imagem traz uma caricatura de José Serra. Nos jornais de grande alcance. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. por ser careca e pertencer ao partido tucano. Abaixo veremos três exemplos de charges. Ele abre a porta de um armário. “Eleição para Presidente”. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. ou seja. Quando são publicadas em jornais regionais. o PSDB. Assim. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. e. que Serra é pré-candidato. Agora São Paulo Dos três casos. um homem careca dentro do aparelho. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. este é o único em que imagem e texto mesclamse. e um texto complementar. que pertence ao PSDB.

com atenção e cuidado.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo. porém. exceto.. .Cuidado com as opiniões pessoais. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem.Partir o texto em pedaços (parágrafos.Ler com perspicácia..Se encontrar palavras desconhecidas. Por isso. . como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. procurar um fundamento de lógica objetiva. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura.Ler todo o texto. . criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular. malícia nas entrelinhas. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada). procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido.Sentir. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação.Todos os termos da análise sintática. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. . falsa.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas. exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais. Este movimento apenas incrementa a falta de memória. Este movimento. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê.Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. perceber.Ative sua leitura. elas não existem. . .Esclarecer o vocabulário. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto. .Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. . ler profundamente. todo o contexto fica identificado. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos. aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. Para isso.. ler bem. mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. perceber a mensagem do autor.Quando duas alternativas lhe parecem corretas. .Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. errada. ininterruptamente. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. . palavras que aparecem nas perguntas e que. . Regressar no texto. . . .Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto.Verificar. tranquilamente. definindo o tema e a mensagem.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. ou seja. cada termo tem seu valor. Exemplos: Ele morreu de fome. facilitando o trabalho de interpretação do leitor. às vezes.Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. . ler o texto pelo menos umas três vezes. expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. partes) para melhor compreensão. ao final de pouco tempo. é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. devemos observar o seguinte: .Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam. Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. . vá até o fim.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta. não. treine a leitura de charges. . apalpar o que se pergunta e o que se pede. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado. sutileza. . procurando ter uma visão geral do assunto.Quando o autor apenas sugerir ideia. .Ler. faminto: predicativo do sujeito. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. . de fome: adjunto adverbial de causa. correta.As perguntas são fáceis. . e outras. sua importância. Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. verdadeira. O leitor deve perceber. parte) do texto correspondente. Você não percebe. . . . . mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. . sentir. Didatismo e Conhecimento 128 . O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto.. determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”). o enunciado de cada questão.Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. dependendo de quem lê o texto ou como o leu.O autor defende ideias e você deve percebê-las.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de.As orações coordenadas não têm oração principal. .Entender o vocabulário. Ele morreu faminto.). certa.Ver. incorreta. Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas.Viver a história. apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. Dicas Podemos. apenas as ideias estão coordenadas entre si. . . não interrompa a leitura. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto. procurar a mais exata ou a mais completa. . .

Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. Leitura é um dos grandes. registrando os conhecimentos. Deve ser um local tranquilo. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. é preciso aprender a técnica adequada. Uma alimentação adequada é muito importante. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. ou seja. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. interpretando os símbolos usados como registro da informação. mas leitores interessados. para nos mantermos atualizados e competitivos. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. Manter-se descansado é muito importante também. mas interpretar o mundo em que vivemos. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. segundo esta citação. Portanto. ventilado. atualizado e bem informado. . deve vir do lado posterior esquerdo. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano. . fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. observando suas crenças. Quando lemos. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. senão o maior. é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. por meio da visão. Não adianta um desgaste físico enorme. além de necessitar de um bom léxico internalizado. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. haveria a formação de sombra nesta página. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país. durante a leitura. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. devemos colocar lápis. precisamos de motivação. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto.Objetos necessários: para evitar que. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. etc. . imaginar e sonhar. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. assim. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Na verdade. agradável. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. sua experiência básica será de terror. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. Quanto a iluminação. desde que saibam decodificar a mensagem. etc.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . então. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4.Passamos. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. cuja história já foi lida em um livro. correção. Para essa etapa. para ser realmente eficaz. então. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. pegado à cidade do Rio de Janeiro.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. Não o fazer na primeira leitura. Por outro lado. Torna-se. na semana passada. marca-texto e dicionário sempre à mão. Quanto mais você entender porque errou. o que atrapalharia a leitura. esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. exercício. Ela é uma atividade ampla e livre. manter-se em dia. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. números. Exercícios Este é o caminho: leitura. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. sua experiência será de tranqüilidade. Para isso. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. mais estará aprendendo. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. de outra forma. entendimento dos erros.Captamos o estímulo. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Além disso. . ou seja. a sua paisagem mutilada pelo fogo. se encontra alegria. .Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. Didatismo e Conhecimento 129 . não existe livro interessante. ingrediente da civilização.

Objetos perdidos. Resposta “C”. quase sempre de estimação. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. d) Errado. há pelo menos 31. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. Naquele dia. por exemplo. por exemplo. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. b) Errado. (Isto é. Resposta “E” a) Errado. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. Depreendese que o autor do texto. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. dos legisladores. Se os bombeiros apagaram o fogo. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. Resposta “B”. Segundo o texto. 221811984) 1. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. a) Errado. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. cachorrinhos desaparecidos. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. calcinado há seis anos pela seca. quais as suas verdadeiras intenções. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. desfigurando sua paisagem. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. na Tijuca. e) Certo.”. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. e pela seca prolongada no sertão nordestino. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”.500 anos. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. b) Certo. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. em relação ao fato descrito. c) Errado. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. 2. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. Três não são vinte e cinco. e avançou pela caatinga. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. e que as vagas continuem sempre disponíveis. 3. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. todos estarão. no sertão do Piauí.. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. documentos importantes. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. pelo homem brasileiro préhistórico. O que seria competência. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. tudo na base do “gratificase bem”. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. no CentroSul. pelo menos foram eficientes. de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. c) Errado. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. e) Errado. Nunca pude avaliar. de 18 a 25 anos.500 anos. Mas o que é gratificar bem. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros.. leia o texto a seguir. Abrir caminho não é provocar. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. pelas suas fórmulas. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. d) Errado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana.

o mito da queda. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . c) anunciante – leitor. Objetos perdidos. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. Observe que a frase “. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. Literalmente. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. Ano IV. 1987/88. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. Cada vez que esse retorno é frustrado. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. Didatismo e Conhecimento 131 . em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. p. e) anunciante – leitor. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. Resposta “B”. a publicidade é uma fábrica de sonhos. 7. b) Especificamente aos que oferecem serviços. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos. lugar de futuro = emprego. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. Resposta “A” 8. 6. Resposta “D”. Compare: letra a) anunciante – anunciante. O Homem ao Cubo. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. “por motivo de viagem”). técnicos = serviços (venda). adoptado) 5. b) Trabalham melhor que os das fábricas. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». Ao falar de “pequenos anúncios”. (Extraído de A promessa do paraíso já. um estado nirvânico. sublimadora. um de cada vez.. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. “lugar de futuro”. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. Conforme o texto. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. represemase (ritualizase) o drama do retorno. porém. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. resultando disto maior economia para as montadoras. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio... consistiria em fazer com que o consumidor. ao montarem seus aparelhos. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. um gozo celetial. dramatizase. e) Somente aos anúncios de compra e venda.A. o melhor será mesmo abandonar a cidade. A se ressalvar e a se ressaltar. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas. Nunca pude avaliar. Luís Martins. 6ª ed. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. Leon. Humanidades. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. (Eliachar. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). 9. pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. 110/111) 10... nº15. elevada ao absurdo. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime. outra vez. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. Cada vez que o paraíso é prometido. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores.. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade.. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. d) leitor – leitor. A sua eficiência. ao consumir um produto. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. faz “o futuro dos outros”.

Resposta “C”. no texto. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. 15. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. no texto. Resposta “A”. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. “gozo celestial”. Assinale a letra que contém o enunciado falso. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. que a utilizam bem. se entender a participação plena na sociedade. político e social). Resposta “C”. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. e) Em “sua eficiência”. falta de recursos ou. só busca ressaltar o lado positivo. por esta. Por exclusão. Resposta “C”. colocadas em sequência. d) As expressões “deleite sublime”. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. chega-se a esta resposta. cultural. reiteram a mesma ideia. prevenir com ressalva. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. sobressair. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. ausência de cidadania. excetuar. a) Colocadas em sequência. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). “Drama do retorno” e “mito da queda”. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime. Considerando-se o contexto apresentado na charge. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. “estado nirvânico”. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. e) Ao adquirir bens de consumo. É a única alternativa de significado negativo. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. dar relevo. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. 14.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. porém. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. Ressalvar = corrigir.. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. 12. 11. se. principalmente. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. 13. Ressaltar = destacar. A publicidade.. Didatismo e Conhecimento 132 . d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. b) O segmento . econômico. Sim... o possessivo refere-se à eficiência da publicidade. de uma forma mais abrangente. já que os usuários não subestimam seu potencial.

A ironia convida o leitor ou o ouvinte. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza.” 19. (www. a ser ativo durante a leitura. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. b) não mantém uma relação temática com a charge. de criticar ou de censurar algo. Para tal. o termo universalização aparece grafado entre aspas. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. o que o distancia do assunto da charge. c) mau humor. ouvinte ou interlocutor. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. b) displicência. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição). c) não precisarão de melhorias. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. d) ironia. independentemente de classe social. Resposta “B”.º parágrafo do texto.com. Na Literatura. essenciais ou não. b) devem ser ampliados. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. com vista a obter uma reação do leitor. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). d) ser. Assim como a notícia veiculada no Estadão. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. 26. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. ou seja.2009. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. entre outras formas. incluindo os indígenas. aumentando ainda a renda distribuída. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. Há duas semanas. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. Na visão do órgão. que dele se beneficiam sem terem direito. De acordo com o texto. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. Adaptado) 17. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. Portanto. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. incluindo os indígenas. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. Resposta “E”. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. moradia. educação e trabalho escravo. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. muitos por estarem no setor informal da economia. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. Por fim. com o objetivo de denunciar. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. c) estar na mira de pessoas incautas.br/nacional/not_nac377078. Resposta “A”.05. e) redundância.estadao. aumentando ainda a renda distribuída. Ela pode ser utilizada. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra.htm. a exclusão social. paulatinamente. na Suíça. No 1. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. e) combatem eficazmente a pobreza. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). Na verdade. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. mas com a finalidade de desvalorizar. a charge trata da injustiça social no país. mas insistem que a injustiça social prevalece.0. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. 18. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. para o homem. reforma agrária. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. Resposta “D”. d) extinguiram as desigualdades. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais.

está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). para isso. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. 20. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. d) competentes. “tomar por foco”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. E. Resposta “C”. os serviços devem ser construídos. b) controladas. planejados e administrados. Por isso. c) direcionadas. “Focar” significa “pôr em evidência”. e) amplas. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas.