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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

Didatismo e Conhecimento

subliteratura. lápis. avós. abrumar. me. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. caju.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. cela. os. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . 8.ã. compô-lo. ele convém. us.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. pêndulo. nos. sôfrego. nós. escritor. e. déssemos. estômago. um.em. planície. ou não.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. e podem ser pretônicas ou postônicas. eles intervêm. as. vovô. estômago. n. conjunções: o. etc.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. ens: ninguém. De acordo com a posição da sílaba tônica. e) sublacustre. término. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. Nela recai o acento tônico. tu. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. e. e) coe-são / si-len-cio-so. este. colocássemos.i. lhe. pronomes oblíquos. régua. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. espelho. facilmente. bônus. pajé. seguido. sublinhar. solo. guem: ímã. abacaxis. sublenhoso. podem ser tônicos ou átonos. etc. lógico. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. a. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. Exemplo: montanha. bote. São palavras vazias de sentido como artigos. pêssego. polígono. sonâmbulo etc. pessoa. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. hífen. fôssemos. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. serás. espontâneo. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. socorro. róseo. elétrons. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. ele intervém. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. ãos. esplêndido. adlegar. . Descabido seria o acento gráfico. c) sublocar. adrede. o abertos: xícara. . freguês. lágrima. etc. de s: sábio. ps: fácil. d) abrupto. ele contém. vendê-los. eu. u ou a. álbuns. dó. sublunar. montanha. abluir. guam. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. se. etc. também chamado acento de intensidade ou prosódico. uns. . subdelegado. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . colecionador. jóquei. látex. quilômetro. 10. vôlei. fórceps. fáceis. si. . em cedo. queríamos. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. lápis. is. úmido. submerso. sublevar. x. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. Márcio. . má. r. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. sendo proferidos fracamente. etc. álbum. lêssemos. de. heroizinho. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: . inúmeros. ãs. ré. México. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. bênçãos. pessoa. e. te. em geral. armazéns. rapaz. etc. sublinhar. 9. árdua. em.Com acento agudo se a vogal tônica for i. . eles mantêm. tu conténs. pôr. ons. ablegar. médico. etc. por exemplo. ele mantém. seguidos ou não de s: xará. senhor. ímãs. que. siri. dores. subdesenvolvimento. maracujá. preposições.ditongo crescente. imensidade. nó. binóculo. há. dólar. aparelho. etc.a. quilômetro. uns: táxi. flores. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . b) ablativo. elementos de ligação.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. janela. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. Exemplo: cedo. enxáguem. ão. enxáguam. tatus. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. órgão.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. flores. Exemplos: café.sublinha. nódua. esforços. etc. janela.l. conforme a intensidade com que se proferem. o. um. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.

abençoo. baús. tranquilo. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. balaústre. apoio. nó. pelar) . som e sentido diferentes) como: . saíra. creem. feiúra. país. exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 . mês. destruí-lo.pôlo (substantivo . chapéu. . perdoo.Acentuam-se em regra. anéis. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. feiume. . leem. nos seguintes casos: .tônica: maçã.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o. uísque. os). . Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. barões. etc.pedra) .Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. boléia.pretônica: ramãzeira. troféu. boleia. Gisele Bündchen. caí. ruim. etc. perdôo. coas (com + a.Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha. sairmos.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. juízo. saindo. lêem. voo. colmeia. Em alguns casos. os). bocaiuva. ainda. ideia. cristãmente. eletroímã. linguístico. paranóico. . baú. . . ói.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. influí. jiboia. averiguei. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. . Xuí. etc. céu. cafeína. paranoico. perdão. Luís. feiura. diurno.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico. boiuna. etc. Ficando: Assembleia. delinquente.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . saúde (sa-ú-de). bocaiúva. Exceto as de língua estrangeira: Günter. apóio. Exercícios 01. releem. etc. povôo. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi. faísca. heroico. Raul. etc. . etc. quando tônicos. cauim. órgãos. . colméia. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. müleriano. paranóia. etc. os). heroína. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. abençôo. amendoim. Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. bóia. Grajaú. constrói. lagoinha. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. paranoia. pé.verbo poder (pôde. construía. éu.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) . pôs. moinho. doído e doido. heróico. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). vêem. Compare: caí e cai. feiúme. etc. Ficaram: baiuca.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. dêem. Coreia. pá.para diferenciar de coa. o. e. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). instruiu. saímos. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. relêem. caíra.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. contribuiu. as). jibóia.átona: órfãs. povoo. Pode figurar em sílaba: . etc. crêem. reúne. o uso do acento deixa a frase mais clara. bênçãos. seguidos ou não de s: há. Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. fluído e fluido.pólo (substantivo) . põe. instruí-la.péra (substantivo . fuinha. deem. dói.côa(s) (do verbo coar) .para diferenciar de por (preposição). idéia. Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. egoísta. Ficaram: enjoo. com + as). boiúna. Coréia. juiz.péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) . tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. boia. saiu. impedir a ditongação. balõezinhos.para diferenciar de para (preposição). Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. proíbem. grã-fino. veem. platéia.preposição) e pêra (substantivo).pôr (verbo) . cãibra. etc. plateia. . vôo. quando usado no passado) .Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico.pêlo (substantivo) e pélo (v. . papéis.

de acordo a acentuação. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07. açucar. ônix. canoa. tulipa.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. . bugiganga/ bungiganga ou buginganga . barbárie. b) ruim. aquele. recém.. bueiro/ boeiro . cabeçalho/ cabeçário.. erudito..fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais... .. exceto: a) jesuíta.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras.. Sendo assim. tenis 09. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade. freada/ freiada.. prostrar/prostar. abacaxi... ciclope. alcoólatra. ó): omelete. antídoto. caráter b) viúvo.. elétrodo. traiu c) saudade.ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas.. se lembrava de que o antiquário tinha o . Vivido /Vívido. crosta.” (J.... réptil/réptil. Xerox/xérox e outras. . Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. Nobel. . mendigo/ mendingo..... Oceânia/Oceania. ruim.. Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. raiz d) Ângela. que procurávamos. Exemplos: acrobata/acrobata. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. . avito. lêvedo. cartomancia. ibero. . caracteres. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão.proparoxítonas: aeródromo. assim./ A aula iria acabar àas cinco horas. alcova. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08.. em alguns casos. espádua e) gráfico. alcova. abóbora/abóbra. âmago. bicarbonato/ bicabornato.. flúor 10.. onix..Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. quadrúmano. olhando para trás.Até .pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais. orquídea d) flores. pudico. crisântemo/ crisântemo. hangar.paroxítonas: avaro.bandeja/ bandeija. zéfiro.. jovens. de Almeida-Américo A. vermífugo. Outras assumem significados diferentes.A.troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. temos por finalidade evidenciá-las. crosta. Didatismo e Conhecimento 6 . tais como: .omitir fonemas: cantar/canta. legua. timbre aberto (é. mesmo na língua culta.. procurando enfatizar. e) voo.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. oscilante.. . muçulmano/ mulçumano . Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. protótipo. sutil. sozinho. pronúncia errada.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica.Nas alternativas. amor/amo. ô): omelete. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.separar as sílabas de um dado vocábulo. reivindicar/revindicar.“Andavam devagar. trabalhar/trabalha.. a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. Alguns exemplos: . gratuito. . refém. timbre fechado (ê. mister. virus.oxítonas: cateter. poliglota. representadas pela mesóclise e ênclise. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.substituição de fonemas: cutia/cotia. rubrica. álibi. sótão c) baínha. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: . . momento. negus.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente. Exemplo: valido/válido.ligar palavras compostas.. grau.. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. . Bagaceira).ligar algumas palavras precedidas de prefixos..acréscimo de fonemas: pneu/peneu. Hífen O hífen representa um sinal gráfico. novel... a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06. Cister. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. album. ureter. condor.

c) Depois de comer a sobrecoxa. anti-histórico. adjetivas. “-vice”. . microorganismo/micro-organismo. extraforte. b) Ela é muito mal-educada. pára-quedista/paraquedista. . minissubmarino. usa-se o hífen: jacaré-açu. pois andava seminu. “-pro”. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. “-ex”. minissérie. diante de palavras iniciadas por “r”. emprega-se o hífen: circumnavegador. c) na terceira palavra. sub-raça. pára-quedas/paraquedas. vice-diretor.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. .Diante do advérbio “mal”. antiinflacionário/anti-inflacionário.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. . tomou um antiácido. “-aquém”. . m. diante de palavras iniciadas por “vogal. co-herdeiro. adverbiais. mas não entrei. b) na segunda palavra. usa-se o hífen: sub-regional. circum-hospitalar.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. auto-observação. pan-helenismo. co-autor/coautor. guarda-chuva. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. antisocial/antissocial. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. cajá-mirim. . auto-ônibus. “-mirim”. socioeconômico. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. o hífen está presente: mal-humorado. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação.Com o prefixo “-sub”. . entre as palavras pão duro (avarento).O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. 04. extra-humano.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . “-bem”.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”.Com sufixos de origem tupi-guarani. malgovernado. . antiamericano. d) em todas as palavras. pró-hidrotópico. “-re”. 03. conforme o novo Acordo. super-racista. . contracheque.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. e) na primeira e na segunda palavra. auto-retrato/autorretrato. superinteressante. 02. contra-reforma/contrarreforma. inter-regional. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . subemprego. ultra-som/ultrassom. super-homem. couveflor. coordenar.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. mal-intencionado.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. auto-estima/ autoestima. . extra-sensorial/ extrassensorial. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. pimenta-de-cheiro. hiperacidez. ultra-secreto/ultrassecreto. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. águade-coco. “-guaçu”. Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. n ou h”. depois de prefixo terminado em vogal. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. sem-terra. mal-educado. c) Ele tomou um belo ponta-pé. aeroespacial. erva-doce. proótico. bem-te-vi. super-romântico. ultramoderno. prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. usa-se o hífen: além-mar. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. supra-renal/ suprarrenal. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. pan-americano. cão de guarda. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. representados por “-açu”. anti-rugas/antirrugas. . pronominais. . d) O recém-chegado veio de além-mar. intermunicipal.Diante dos prefixos “-além”. .Com os prefixos “-circum” e “-pan”. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. Assinale a alternativa em que o hífen. proinsulina. expressos por: água-de-colônia. a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. . “-pós”. e) O autodidata fez uma autoanálise. d) Fui ao super-mercado. malvestido. verbais. sub-reino. coadquirido. como é o caso de: minissaia. auto-escola/autoescola. contra-atacar. Exercícios 01. Segundo o novo Acordo. “-recém”. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. “-sem”.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. Didatismo e Conhecimento 7 . d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. autopeça. aquém-mar. recém-nascido. c) Era um sem-vergonha. infra-estrutura/infraestrutura. super-resistente. maltratado. cor-de-rosa. superpopulação.Com prefixos. malpassado. respeitando-se o novo Acordo. reeditar. café com leite. semiárido/semiárido.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. amoré-guaçu. microondas/ micro-ondas. sub-bibliotecário.

etc.y.p.j.k. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. e) Era um suboficial de uma superpotência. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados).No início de alguns vocábulos em que o h. etc. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir. u. hispânico.Medial. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque.n. grafam-se com h: herbívoro.h. bulir. .c. pois somente em 2013 que a antiga será abolida. harmonia. hemisfério.z. em início ou fim de palavras. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen. Consoantes: b. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe. intitular.x.f. superssaia 08. entretanto.r. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. . húmus.pseudo-herói e) extraoficial . e Espanha.o.ultrassom .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. Emprego da letra H Esta letra.infravermelho .m. As letras “k”. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. Kafka.semirreta 09. porque esta palavra vem do latim hodie. kafkiano. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . I.y.interegional 06. nomes próprios.antessala . o. Os derivados eruditos. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário.u.k. hífen. Exemplos: km. hibernar. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. semi-internato d) supervida. conservou-se apenas como símbolo. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.Sem h. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.z. . mágoa. hesitar. William.inter-regional e) sobre-humano . etc. haurir. . quando etimológico: hábito. i. etc. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. herói. Emprego das letras E.m. Vogais: a. herba.l. hera. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.r.infra-hepático . flecha companhia. respectivamente do latim. .w.Inicial.h.v. hérnia. mini-saia. baianada. playground. telha. a) Foi iniciada a campanha pró-leite. hibernus e Hispania.v.interregional c) sobre-humano . heliporto.Final e inicial. hem?. Não se usa H: . hoje. Grafa-se. Escrevem-se com a letra E: .autoescola d) neoescolástico . baião. infra-som c) semi-círculo. hibernal. lh e nh: chave. watt. “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). hélice. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. hábil. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/.j. semi-humano. boliche. pontue. infra-vermelho. hangar. hipocondria. contramestre.. em que ocorrem aquelas vogais. a) infraestrutura . hipocrisia.b. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. supermoda e) sobre-saia. inverno.s. embora etimológico.d. extra-oficial b) infra-assinado. não tem valor fonético. hipótese. perdoe.g. em certas interjeições: ah!.i. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita. etc. e.inter-regional d) sobrehumano . herbicida. por força da etimologia e da tradição escrita.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. hum!. por exemplo.contra-regra c) contramestre . etc. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras. etc.e. etc. baianinha.q. hemorragia.w.s. como integrante dos dígrafos ch.n. Didatismo e Conhecimento .Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. porém. Emprega-se o H: .x.l. homenagear.c.t. c) O contrarregra comeu um contra-filé. os derivados baiano. Essas letras são usadas em unidades de medida. Alfabeto: a. ih!. /o/ e /u/ nem sempre é nítida.t.p. 10. superelegante. hilaridade.q.d. como é o caso de erva. kg. habitue. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.interregional b) sobrehumano . magoe. hematoma.autoeducação b) bem-vindo . Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.super-homem . O e U Na língua falada.g. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. palavras estrangeiras e outras palavras em geral.f.

monge. viagem.As palavras terminadas em –ágio. concorrência. herege. goela. nojo (nojento). cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. gibi. gorja (gorjeta. rebotalho. etc.Os seguintes vocábulos: algema. despejar (despejei). deve ser escrita com J. lóbulo. varejista. majestoso. prodígio. Didatismo e Conhecimento 9 .As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. curtume. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. Desperdício. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. lisonjeiro). cutucar. alforje. -égio. entupir. açoriano.As seguintes palavras: alfanje. faringite (de faringe). requisito. jeito (jeitoso. nódoa. antecipar. lampião. gíria. vagabundear. Quase. apogeu.Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje).Nos seguintes vocábulos: aborígine. Sequer. Romênia. etc. g e j. Mimeógrafo. Grafam-se com a letra U: bulir. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. Manuel. loja (lojista. . Senão. Filipe. Ifigênia. Exemplos: gesso (do grego gypsos). angico. ojeriza. viajem) – (viagem é substantivo). gesto. Jerônimo. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. Escrevem-se com G: . gengiva. cereja (cerejeira). íngua. cerejeira. antevéspera. manjedoura. sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . camundongo. Sicília (ilha). vertiginoso (de vertigem). Indígena. penicilina.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. ginete. trejeito). pegajento. jequitibá. sugestão. pátio. pôr no chão. jiu-jítsu. pontiagudo. Jeremias. rejeitar.Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. Quepe. tribo. crioulo. costume. enfeitar arriar = abaixar. invólucro. feminino. canjica. . jabuti. inigualável. trajeto. Escrevem-se com J: . rijeza. Grafam-se com a letra O: abolir. artifício. jiló. engolir. Cemitério. antiestético. névoa. cimento. antitetânico. diminuir. majestade. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. sarja (sarjeta). jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). Cumeeira. ocorrência. óbolo. jenipapo. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. trégua. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. mocambo. . Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. /o/ e /u/. selvageria (de selvagem). granjense). mas de acordo com a origem da palavra. tábua. lanugem. -úgio: contágio. jérsei. variado surtido = produzido. Creolina. mutuca. mágoa. Umedecer. moleque. Anticristo. Lacrimogêneo. -igem. frontispício. refúgio. criador. boletim. boate. etc. terebintina. hegemonia. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. . -ígio.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo).Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). estrangeiro. Mexerico. intrujice. criar. incinerar. etc. possui. . . cantiga arrear = pôr arreios. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. megera. displicente. engessar (de gesso). . Irrequieto. bolacha. Confete. ecoar. Peru. Exceção: pajem . chover. tigela. atender diferir = ser diferente. Seringa.Em palavras formadas com o prefixo anti. granja (granjeiro. Encarnar. tonitruante. bússola. manjericão. Destilar. botequim. pajé. lojeca). vertigem. antedatar. financiar deferir = conceder. jerimum. silvícola. antediluviano. inclinar. chuviscar. mosquito. repercutir suar = expelir suor pelos poros. artimanha. . viajar (viajei. giz. gorjear (gorjeia). chefiar. Empecilho. . aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. influi. Virgílio.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). Orquídea. ultraje. berinjela. estágio. gorjeio). erisipela. crânio. enjeitar. gilete. criação. anterior): antebraço. Casimiro. tabuada. cafajeste. -ugem: garagem. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. ferrugem. corrói. jeca. Tibiriçá. retribui. banto. jiboia.(contra): antiaéreo. jegue. Emprega-se a letra I: . Disenteria. siri. . cumbuca. origem. tangerina. auge. Jericó. privilégio. sujeira. egrégio. ferruginoso (de ferrugem). jabuticaba. sabujice. etc. camoniano. massagem. traje. rebuliço. bem provido. -ógio. urtiga. rabugento. lisonja (lisonjear. cúpula. escárnio. projeção. cobiça. moela.Atenção: Moji palavra de origem indígena. Cadeado. burburinho. divergir delatar = denunciar dilatar = distender. lajiano. Seriema. sai.Os substantivos terminados em –agem. jirau. Candeeiro. relógio. digladiar.

obesa. raposa. francês (de França). Queirós. rês. baliza. excesso. prezar. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido).Adjetivos com os sufixos –oso. milanês. azáfama. oscilar. etc. etc. inglês. quiseram. burguesa. acessório. trouxeram. auxiliar. cansar. pesquisa. cortês. tesouro.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. etc. mesa. sossegar. requisito. .Substantivos abstratos em –eza. Didatismo e Conhecimento 10 . avisar. compôs. maço. SÇ: acréscimo. etc. Suíça. Baltasar. excelso. massa. vizinho. amizade. Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . três. gostosa. estupidez (de estúpido). burguês (de burgo). consciência. cortesia. -zeiro. acidez (de ácido). Goiás. cãozito.X: aproximar. representa-se por: . presa (prender). manganês. máximo. reses. teimoso. chafariz. . princesa. prioresa. etc. prezado. assar. maciço. miçanga. avezinha. etc. piscina. . . despesa. etc. freguês. lesa. defesa.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). ressurreição. . Teresa. fusível. presídio. turquesa. revés. suscetibilidade. procissão. empresa. excitar. profissional. . tesa. indefesa. . paraíso. pança. feminino –esa: burguês. exceder. cafezinho. buzinar. ansiar. obsessão. usina. vazar. extravasar (de vaso). camponês. excelência. pretensioso. colisão. mês. fascinar. excessivo. discussão. Sousa. etc. montanhês (de montanha). surpresa (surpreender). consciente. Heloísa. anis. assinar. milanesa. dançar. gracioso. auxílio. expressão. azeite. dogesa. suscitar. groselha. azedo. . enraizar (de raiz).Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). Eliseu. sessenta. etc. inglesa. excepcional. . pretensão. . civilização. suscetível. presépio. país. avezita. ases. freguesa. cansado. . heresia. acessível. fracasso. espontâneo.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. vigésimo. frieza (de frio). pobreza (de pobre). missão. portuguesa. empresa (empreender). necessário. tenso. sobremesa. ás. presa. escasso. fertilizante. franqueza (de franco). Usa-se –eza (com z): . cassino. utensílio. -osa: gostoso. Luísa. xadrez. Isaura. Luís. etc. Inês. exceto.SC. adolescente. atrasar (de atrás). sossego. Tomás. Isabel. -zinho. camponesa (de camponês). essencial. muçulmano. Ç: acetinado. dança. ganso. endereço. crescer. conforme o caso. aprazível. derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). freguesia. opressão. excelente. suíço. etc. impuser. maçaroca. . toesa. exceção. excedente. -esa: português.C. descanso. açafrão. ressuscitar. etc. ansioso. -zita: cafezal. cimento. maçarico. seiscentos. fase. condição: beleza (de belo).Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. etc. cafezeiro. duquesa. apresar (de presa). farsa. vicissitude. cresço. . descansar. Iguaçu. vasilha. disciplina. etc. milanesa (de milanês). censura.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. . consulesa.Sufixo –ÊS e –EZ . pêsames. surpresa. Emprego da letra Z . retrós. besouro.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. propensão. querosene. vaselina. sucessivo. mesada. civilizar.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás. .Substantivos e adjetivos terminados em –ês. . arnês. hortênsia. cortês (de corte). . descer. . Homônimos acento = inflexão da voz. frase. Teresinha. -zito. bazar. obséquio. excêntrico. graciosa. represa. proximidade. camponesa. convés. tesoura. desça. pinça. gás. néscio. imprescindível. paisagem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. muçurana. estado. próximo. visita. concessão.S: ânsia. contorção.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. sebo. extasiar (de êxtase). quis. marquesa. submissão. Valdês. chinês (de China). etc. burgueses. limpeza (de limpo). Brás. etc.Os derivados em –zal. através. rapidez (de rápido). despesa (despender).O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). holandesa (de holandês). leveza (de leve). trouxer. esvaziar (de vazio). discernir. paçoca. ansiedade. evasiva. asseio. hesitar. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo.As seguintes palavras: azar. camponeses.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). almaço. teimosa. Resende. pêssego. trouxe. místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . proeza.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. etc. . esplêndido.XC: exceção. etc.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender).Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). francesa (de francês). víscera. -zinha. diversão. desço. Garcês. ascensão. represa (prender). discípulo. florescer. fregueses. massagista. escassez.SS: acesso. ojeriza. alisar (de liso). obus. remorso. carrossel. Teresa. impressão. profissão. anoitecer. pusemos. excursão. cicatriz.

geringonça. União. excelso. Teatro Municipal. excessivo. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. Banco do Brasil. etc. maxixe. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. o Natal.Nomes de artes. distorção. expiar. Cruzeiro do Sul. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. entre outros os seguintes vocábulos: bucha. doença. SS – auxílio. Dicionário Geográfico Brasileiro. etc. etc: Rua do Ouvidor. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). literárias e científicas. . enxergar. grisar (gris + ar).Escreve-se x e não ch: Em geral. chimarrão. . Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. Academia Brasileira de Letras. O Guarani. xavante. abstenção. . ameaça. enxerto. enxoval. etc. alisar (a + liso + ar). O Sol nasce a leste. etc. vexame. força. agremiações. o Ódio. expoente. etc. Manchete. mitológicos. S – sexto. colonizar (colono + izar). excitar. Excelentíssimo Senhor Ministro.Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. grafam-se com ch: encharcar (de charco). extasiado. Tupã. feixe. Senhor Diretor. . Deus. rixa. pressupor. edifícios. Nação. lagartixa. . Via-Láctea. mochila. exílio.U. enchova. . léxico. missão. minissaia. quando designam regiões: Os povos do Oriente. improvisar (improviso + ar). ciências. máximo. . xaxim. encher e seus derivados (enchente. lixa. bisar (bis + ar). Os Lusíadas. etc. paralisar (paralisia + ar). Excetuamse caucho e os derivados cauchal. etc. contorcer. preguiça. a Morte. pechincha. Presidente. depois da sílaba inicial en-: enxada. rouxinol. etc. coaxar. enxofre. Campinas. conta. flecha. miçanga. látex. etc. eleição. quando personificados ou individuados: o Amor. etc. frustração. enxame. nomes sagrados. Emprego do X . Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. civilizar (civil + izar). Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. frouxo. cochilo. extensão. Geralmente. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. pisar. reter. etc.Não soa nos grupos internos –xce.Nomes dos pontos cardeais. R. correlação. pesquisar (pesquisa + ar). enxaqueca. Presidente da República. tarifa Chá = planta da família das teáceas. excelente. extrair. Tiradentes. experiente. etc. depois de ditongo: caixa. praças.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. Mas: Corri o país de norte a sul.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. pêssego. torcer. texto. etc.Nomes de épocas históricas. mexerico. ameixa. enchumaçar (de chumaço). topônimos. enfim. justiça. preencher). cicatrizar (cicatriz + izar). enxagar. etc. O Ç só é usado antes de A. .Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. expectativa. vexame. deslizar (deslize + izar). o Jabuti (nas fábulas). etc. etc. Didatismo e Conhecimento 11 .Nomes de ruas. Renascença. Marte. frisar (friso + ar). intervocálicos. o falar do Norte. lição. matizar (matiz + izar). expirar. contorção. puxar. pequeno prego.e –xci-: exceção. títulos de jornais e revistas: Medicina. .A primeira palavra de período ou citação. torção. friccionar. raça. facção. xingar. alcunhas. inexcedível. bissemanal. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. orixá. motorizar (motor + izar). cocção. texto. festas religiosas: Idade Média. abster. Taxa = imposto. mexer. etc. xícara. . o Dia das Mães. chavena. fênix. graxa. vulgarizar (vulgar + izar). fricção. Se o radical não terminar em –s. manco Tacha = mancha.Grafam-se com x e não com s: expectativa. charrua. faxina. prego de cabeça larga e chata. etc. xarope. astronômicos): José. etc. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. enxurrada. recauchutar e recauchutagem. caxinguelê. ferro. Arquitetura. Emprego das iniciais maiúsculas . Nas seguintes palavras: bexiga. caxambu. Colégio Santista. etc. fachada. exceder. próximo.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C. Pátria. occipital. . êxodo. amenizar (ameno + izar). Correio da Manhã. distorcer.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa.Nomes comuns. Minerva. . cobiça. catalisar (catálise + ar). oxalá. repisar (piso + ar). chuchu.cedilha É a letra C que se pôs cedilha. atenção. Z – exame.O.Substantivos próprios (antropônimos. canalizar (canal + izar). lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . Amazônia. excêntrico. Sr. seixo. . República. escravizar (escravo + izar). xale. anarquizar (anarquia + izar). Excepcionalmente. enxuto. girassol. a Páscoa. caldeira. preço de serviço público. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. charque. tóxico. êxtase.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando. exceção. títulos de produções artísticas. Maria Santíssima. ficha. mecha. xampu. praxe.+ palavra iniciada por ch. baixo. S. Praça da Paz. faixa. lixo. defeito. Estado. analisar (análise + ar). enxamear. datas e fatos importantes. sem interposição do hífen. respectivamente: carro. CS – sexo. CÊ . toda vez que se trata do prefixo en. retenção. enxugar. tocha. estabelecimentos. etc. Centenário da Independência do Brasil. bruxa. Brasil. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. órgãos públicos. sucção.

Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. incenso. . bacanais. ave-maria.No interior dos títulos. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. À toa: é uma locução adverbial de modo. A par: equivale a (bem informado. uma vez que “invés” significa “contrário”. “inverso”. mirra”. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. De encontro a: equivale a (oposição. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores. Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. Há cerca de dias resolvemos este caso. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. . “em oposição a”. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. Porém. ficou só.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado. ingleses. com suas dádivas: ouro. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. em. equivale a (inutilmente. de. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. “Chegam os magos do Oriente. a baía de Guanabara. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. Foi uma atitude à toa e precipitada. de festas pagãs ou populares.Nomes de meses. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. Há cerca de: equivale a (faz tempo).Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. . sem problemas. sem razão): Andava à toa pela rua. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). a. etc. o pico da Neblina. grafam-se com inicial minúscula. Não há necessidade de usar atrás. etc. Observe: Em vez de conversar.Palavras. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par.´ Faça você a sua parte. esse emprego é equivocado. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. “inverso”. carnaval. equivale a (inútil. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. Este bebedouro está funcionando bem. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. nomes próprios tornados comuns: maia. Vamos comemorar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . semelhante): Somos almas afins. depois de dois pontos. No entanto. um havana. o que ocorre é justamente o contrário. . mas é preferível optar por “em vez de”. sem. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. desprezível). Didatismo e Conhecimento 12 . Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. como: o. Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). nomes gentílicos. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. pode assumir o significado de “ao invés de”. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. “avesso”. jovem. isto é um pleonasmo. Todos amam sua pátria. as palavras átonas. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga. ciente): Estamos a par das boas notícias. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. Câmera: aparelho que fotografa. com. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo.

Discriminar: equivale a (diferençar. Substantivo: Os maus nunca vencem. prejudicial. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. Meu dia a dia é cheio de surpresas. Vocês falam demais. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. elemento químico. Contudo. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. eu mesma. O réu foi descriminado. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. equivale a muito. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. no folder. Portanto. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. no outdoor. eu próprio. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. com um mesmo sentido. na propaganda televisa. Conjunção subordinativa temporal. reservado: Você foi muito discreto. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. cortar. Dia a dia: é um substantivo. separar). Haja . era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. os demais devem aguardar. Aja . dirigir-se. De mais: é locução prepositiva. obedecendo às normas gramaticais. equivale a assim que. equivale a diariamente. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. pode vir antecedido de artigo. Mal: advérbio de modo. Chamaram mais dez candidatos. trazer. no catálogo. plural=maus. Expectador: é aquele que está na expectativa. que faz ou acontece todo dia. distinguir. Espectador: é aquele que vê. ir. levantou sozinho a tampa do poço. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. diário. Cessão: equivale ao ato de doar. quando falamos de gramática normativa. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. na fala. conduzir. pra sorte dele. O álcool aumenta dia a dia.Aja com cuidado. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. Era impossível discriminar os caracteres do documento. como: levar. temos que ter cuidado. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. equivale a ruim. Demais: é advérbio de intensidade. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. é oposto de bem: Dormi mal. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. equivale a erradamente. Nem um: equivale a nem um sequer. absolver de crime). que brilha no escuro: Este material é fosforescente. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. Você é um mau exemplo (bom). entrega algo em algum lugar. adjetivos ou o próprio advérbio.É preciso que não haja descuido. Equivale a nocivo. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor. fazer. /Os negros ainda são discriminados. Seção/Secção: repartição pública. dirigiram-se ao eroporto. feminino=má. Porém. eu mesmo. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. pois “a domicílio” não é aceita. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). aparece intensificando verbos. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores.do verbo agir . A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado. uma vez que quem entrega. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. enviar. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas. Seu mal é crer em tudo. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. contudo. nem um único. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. (bem). equivale a os outros. enfermidade. opõe-se a de menos. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. eu própria. Mau: adjetivo. Carlinhos. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. equivale a porém.do verbo haver . vem antes de um substantivo. no panfleto. oposto de bom. dar. No entanto. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. equivale a cotidiano. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. meu estimado cunhado. devemos usar “entrega em domicílio”. Didatismo e Conhecimento 13 . adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. seguido de artigo. (até 01/01/2009.

das roupas é feito pela mãe do garoto.. pé.. sexo.. 06. ábil.. flor.. limpo. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante. 07. a) O menino . Passe as palavras para o diminutivo: . c) A festa.. proximidade.. executarei. conforme o som do X. (final de frase). oje.porque comeu. o país não sairá desta situação crítica. escasso. humano. certo. b) Na.. ou seja.. lindo. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora.. rua.. 02.. pálido... equivale a (também não): Não compareceu... . __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa. grande... ... pé.... 04. automóvel. magro. frio. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa. animal. rápido. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à. Forme substantivos dos adjetivos: honrado..” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento.. só. Empregue as palavras acima nas frases: a) O.. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. tímido. Didatismo e Conhecimento 14 . conserto.. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. (=por que motivo. problema. pelo fato.. programa..... japonês.”..... conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois.: sua.flor.festa do Dia do Índio.. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento..escolar indicou péssimo aproveitamento.do jornaleiro é amável.. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos. g) A. rosa..Som de Z. d) O. só. Trás ou Atrás = indicam lugar. adeus....meu amigo com amabilidade. sessão. lápis.. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio. ontem.. exercícios.muitas recomendações de seu pai.. óspede. um bom aproveitamento.beleza.. papel. uma vez que. jornal.. abitar.do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. c) O.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está)..” Porquê: funciona como substantivo.muita confusão na cabeça do pequeno.a professora porque não a compreende.do jornal. tampouco apresentou qualquer justificativa. farol. experiência. pobre... a+onde. homem. Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. bom..... princesa. b) . cessão. Exercícios 01.. Se não: equivale a (se por acaso não).. beneficente. c) A criança não... China.. pai. extensão. lúcido..teve um bom... êxito. balão. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre. são advérbios Traz .. pequeno. café. por isso. exercer.. 8.de cinema foi um sucesso. êxito. arroz..... aver. irônico. Por que: escreve se separado.. exame. A letra X representa vários sons. mortadela. Passe para o plural diminutivo: trem. i) Os pequenos violinistas participaram de um. belo. cumprimento.. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar..e....bom.. auxílio.. d) Na escola. oxigênio.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem.. antes de um ponto final. porque não venhamos a ser julgados.Som de KS. 05. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada... Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana. razão) Por quê: final de frase.. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção.. Use o H quando for necessário: alucinar.... já que....estragada. 03.... fraco. pai.teve.. 9. . mão.. cão.. razão de que. casa.. duro. disenteria.. Oscar. esitar........ quando ocorre: preposição por+que .. reticências.do sapato custou muito caro. avô. equivale a para que): “Mas não julguemos. táxi.asa..Som de S. Tampouco: advérbio.... ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê..) (=pela qual). arpa. comprimento. surdo. estúpido. caderneta.. refere-se a verbos que exprimem estado. conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo.. árido... . umilde. e) O.. de exclamação. gentil. tóxico. bonito. exibir-se. Separe as palavras em três seções. devendo... h) O vestido tem um... chapéu. . de interrogação.. Senão: equivale a (caso contrário. duque. Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar. país.. por enquanto): Por ora chega de trabalhar. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. f) Eu. mendigo. português... b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um. élice.. pois. bravo. ora... permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento). pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. mercadoria. . onra.. existir. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos. anel. orrível.advérbio interrogativo (Por que você mentiu?). rei. ácido.

consigo graves consequências................. 18.... e. por quê ... d) ....... . copie as palavras na forma correta: pou.. você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante.........ingar... g) As pessoas têm..... .... c) ........mamãe.. h) Creio que vou melhorar. Preencha as lacunas com: trás. h) O governo daquele país não resolve seus problemas.. revisão.... ..........eirosos.. de repente. intru ....o. 16...luto..... greve. com atenção para que não ....... en.. os índios estão revoltados? l) O caminho .....a......? g) Eis o motivo......ucar... 14...comprarei outro cãozinho............ b) Talvez .....errei.pulsar...... f) As pessoas que não amam..................iclete.erica... a) A mãe e o filho discutiram.irem... 21. d) ..... mais = indica quantidade... amei... .... podero.. 17..a.... va.........a..ficou irritado...... anarquia. ria... Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) ......il.u..... Complete com X ou CH: en...ergar.ninguém ri agora? b) Eis...... bai. d) Ela não aprendeu... humano................humor após ter agido daquela forma.curável.a... e. Agora.... o rei usava um manto.. te. mi.três dias que todos se preparam para a festa do Natal.. ei.... 15. d) Eu tenho ............. de..o... civilização. en.ele tem razão....tensão.... e. A ..ejamos........ por isso.tempo futuro e espaço. b) Ele ficou de...anato... f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui . atra.? e) Aproximei-me . muito tempo. c) Quero levar.. 20. oficial. pontâneo... A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino... você não limpou o tapete? d) Concordo com papai...tempo para estudar..ação.. devagar...... plêndido.. atrás e traz..a. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e..depois vou brincar...... escravi. e........inho..a.. Bra... cai...... te............ três passos da casa de André.... meu filho! 19.. va...... ...a............ se preocupa em resolvê-los... c) O time se considera. ......tranho... e) Esse fato aconteceu . 12.... 23........ Complete as palavras com S ou Z......o..... canal.... Uso do S e Z.. abaca... c) O rei descobriu a verdade.. e) O frio não prejudica . c) Eles não vão à loja porque ... a) ...todos queriam me ouvir. suave. pois.. c) Amarre-o por..gotar. Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise.....itiva...er. e..... fa..... b) A poluição. dei. ca.. capri......u.... e.............tender... . Preencha as lacunas com: mas = porém.são felizes.. dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.para tocar piano... nature. d) Carlota sofria de um..jamais ser repetidas. g) Mas o..precisamos cuidar dos animais de estimação.. .........oito dias............ando..io.. b) Todos eram calmos.a Bahia..... Haja ou aja......o povo começou a se retirar.te. po........ fraternidade nessa escola.sujeito.......e. c) Eis os princípios ........viemos era tortuoso....o..........ação. central.. arte.............. paralisia. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou.. cuidado e atenção..instantes li sobre o Natal..... pesquisa... monopólio.. h) .. fle.clusivo. final.. .. d) Mamãe fazia doces e salgados..... b) Bem.... quanto. e... e) O....... g) Ele estava......tenso. que cabem todos naquela salinha. Use haja ou aja para completar as orações: a) ... da árvore. é difícil de ser estudado..eiro. porque e porquê: a) .atitudes de amizade....... .o... Preencha as lacunas com: HÁ ... com docilidade.se aprende.tortas grandes. colônia. g) Todas as atitudes . f) Ele não é um..... pouco quilômetros daqui... d) Faça sua tarefa..... fra.......ente.....ar. muitos erros........ civili. alunos.... Didatismo e Conhecimento 15 ..ada... Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros.. más = feminino de mau.ele fica limpinho........ mais de dois dias a mercadoria acabou.a... Use por que .....estudei muito.................... salsi. na bondade do que no ódio.devem ser perdoadas..o... e... b) Você quer... de comentários bobos. ma....... c) Ele não veio....não durou muito tempo............... e....o..ontem..... f) Você está assustado. 22.. i) O.....o.onte.. sintonia... torrão..se vive..... aleira.. de casa havia um pinheiro. e. f) Infelizmente Tico morreu.preparado para tal jogo.. ninguém ri..o Tico. d) Eu limpo....... hori... pre.razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas.. empregue-as nas frases: a) ...........não chegaram a um acordo...envolvido..ceção...trangeiro..indica tempo passado. produ..to. e) .. pre. de sua vestimenta real.. A seguir.. fai... ença. uma bola atingiu o cenário e o derrubou.. surpre . a) A loja fica ........ b) .deveriam fazer reflexões para acreditar........virão seus amigos.... 11........ar...... j) ......a. c) Desejamos que . e....... pre.... me.. depressa.. de.é se ter afeiçoado às coisas materiais. e) . Atenção para as palavras: por cima.. e) Nunca tive gosto para dançar.. Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive .. aviso... coloni. real...to....... é preciso que.... nacional.terior.i... a... idente.. 13.er. frou....sanduíches do que na semana passada. d) Não vou.ocolate. para podermos ir ao dentista.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10....oportunidades! b) Tenho........ados.......

portuguesa. eixo. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. 10. colonizar. 18. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. estupidez. Natureza. jornaizinhos. Civilização. exercer. cheiro.este é o elemento base da palavra. experiência e auxílio. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. faroisinhos. frouxo. sozinhos. faixa.asinha.belezinha. papeizinhos. Conjunção e Interjeição. caixa. êxito e exame. enxergar. 11. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. pesquisar. acidez. Produzirem. harpa. Pronome. ameixa. surdez. Numeral. baixa. . a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. Intruso. . ruazinhas. Teste. Vaso. Exterior. existir. da formação e da classificação das palavras. Vazio. tóxico e sexo. Escravizar. canalizar. Som de Z: exercícios. habitar. rapidez. revisar. Poderoso. Advérbio. humilde. chocolate. exibir-se. Asa. As palavras podem ser divididas em unidades menores. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. suavizar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. lindeza. hábil. nacionalizar. alucinar. hoje. xingar. estranho. Pousando. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. hora. 03. trenzinhos. honra. Som de KS: táxi. Morfologia é o estudo da estrutura. Presença. ontem. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. estrangeiro. Fazer. certeza. Oscarzinho. rosinha.indica que a palavra é feminina s . Surpresa.Estrutura das Palavras . frieza. Adjetivo. Presente. pobreza. abacaxi. animaizinhos. Misto. 04. braveza. magreza. Brasil. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística.indica que a palavra é um diminutivo a . mãozinhas. Verbo. casinha. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. Exclusivo. princesinha. pequenez. mexerica. paralisar. humanizar. Horizonte. 06. chapeuzinhos. avisar. estender. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. Artesanato. executarei. sozinho. cafezinho. Expulsar. centralizar. A morfologia está agrupada em dez classes. homenzinho. portuguesinho. palidez. salsicha. extensão. Presidente. ou seja. cãezinhos. paisinho. inh . riacho. mercadoriazinhas. chaleira. 05. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. timidez. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19.florzinha. enxada. beleza. bonzinho. civilizar. Texto. chuchu. proximidade. fraqueza. Colonização. São eles: cachorr . Desejamos. hélice. oficializar. hesitar. aquele que contém o significado. grandeza. flecha. chiclete. florezinhas. Neste estudo veremos: . Som de S: trouxemos. Positiva. São elas: Substantivo. 08. pezinhos. Torrãozinho. honradez. finalizar. monopolizar. Assim. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. deixar. paizinhos. extensão. lucidez. lapisinho. escassez. 07. arrozinho. realizar. limpeza. automoveisinhos. duquesa. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. japonesinho. horrível. analisar. adeusinho. gentileza. balõezinhos. Esplêndido. reizinho. Espontâneo. 22. anelzinho. pezinho. Preposição. Artigo. 23. dureza. Esgotar. extenso. capricho. haver. encher. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. boniteza. machucar. Exceção. êxito. Desenvolvido. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. oxigênio. irônico. Chinesa. anarquizar. hóspede. avozinho. humano. Atrasados. árido. paizinho. Frase. cheirosos. Caso.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 .Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. sintonizar. .

vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. surgem depois do radical. São elementos mórficos: 1) Raiz. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. alun-a / aluna-s. nocividade. etc. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. Exemplos: romper. proibirá. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. os afixos recebem o nome de prefixos. Didatismo e Conhecimento . I . por exemplo.: uma raiz pode sofrer alterações. advérbio de modo. lápis. os afixos são chamados de sufixos. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. ou seja. presente em “am-o”. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Obs. como nos exemplos acima. sol. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a. Em palavras como mesa. não temos desinência nominal de gênero. rompemos. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. os temas são: busca-. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. sufixos). consideradas sob o aspecto gramatical e prático. De maneira semelhante. Nos verbos citados acima. como acontece com “a-”. na 1ª conjugação. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. Exemplos: buscar. É a raiz que encerra o sentido geral. Radical: elemento básico e significativo das palavras. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. Nos verbos. ônibus não temos desinência nominal de número.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. inocente. “-va”. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. etc. por exemplo. Exemplos: proibir.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. Já em pires. etc. E . Obs. tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. como “-ar”. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. e a ela se prendem. desinência. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. inócuo. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). Exemplos: aluno-o / aluno-s. Quando. preparando-o para receber as desinências. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. etc. buscavas. etc. tais como: mar. inocentar. tribo. pela origem comum. comum às palavras da mesma família etimológica.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. A desinência “-o”. lua. as palavras nocivo. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. telefonema. consideradas do ângulo histórico. rompe-. é uma desinência número-pessoal. radical. de “ama-va”.

um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. inset-i-cida. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. pobr-e-tão. Por derivação regressiva. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. Nessas palavras.Se o nome denota algum objeto ou substância. expropriar provém diretamente de próprio. alv-i-negro. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição.reler capaz. recebem o nome de substantivos deverbais. verifica-se o contrário.Se o substantivo denota ação. derivadas. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. que provém de valorizar. porém. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. mas. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. podemos seguir a seguinte orientação: . Por Exemplo: atual . mas por redução. Logo. Veja os exemplos: crer. partimos sempre de um único radical. por sua vez. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. marujo enterrar. com a palavra âncora.descrer ler. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. são palavras derivadas. que tem o seu significado alterado. que por sua vez provém de valor. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. O mesmo não ocorre. Por isso. no processo de derivação. ao contrário.atualizar c) Adverbial. formando verbos. chamada primitiva. mar e terra são palavras primitivas. e o verbo palavra primitiva. será palavra derivada. formando advérbios de modo. tecn-o-cracia. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . A diferença entre ambos consiste basicamente em que. e as demais. Neste caso. cafe-t-eira. pau-l-ada. chamada derivada. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. pois tais palavras não existem. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. formando substantivos e adjetivos. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. Considere o adjetivo “ triste”. marinheiro. que é um objeto. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. etc.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. possibilitam a formação de outras. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. pe-z-inho. cha-l-eira. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. . Note que na linguagem popular. ense=sufixo. logo. Este. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. Logo. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. terreiro. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. nem “tristecer”. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. a partir de outra já existente. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima.

re. contra.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. quinta-feira. chocalhar. an-: Afastamento. O menino prodígio resolveu o problema. como vocábulos autônomos. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado.. não ocorre alteração fonética. Exemplos: miau.. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . muito frequentes na comunicação atual.. girassol.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego.por microcomputador Zé . insuficiência. uma forma reduzida. des. Redução Algumas palavras apresentam. (Se desejar.por cinema micro .por automóvel cine . urrar. Por essa razão. Observe: auto . super. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras. muda de classe gramatical. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. cocoricar.: ao aglutinarem-se. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. tinir. negação.. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. por sua vez. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais.. O badalar dos sinos soou na cidadezinha. Didatismo e Conhecimento 19 . 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. No entanto.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs.. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. es. podem ser citadas também as siglas. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. entre. em. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo. etc. piar. logo. zumzum. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. Veja os exemplos: a. privação. sub. couve-flor Obs. Na derivação regressiva. Outros. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. ao lado de sua forma plena.. os componentes subordinam-se a um só acento tônico. a partir da junção de dois ou mais radicais.(ou en-) . carência. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. antiPrefixos de Origem Grega a-. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres. o que acaba caracterizando um processo semântico. o do último componente. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais. Exemplos: passatempo.

endosmose epi.: Movimento para fora. sotavoga. hipérbole. Exemplos: eufemismo. excelência de fato ou ação. Exemplos: apoteose.: Movimento para trás. passagem para um estado ou forma. improdutivo inter-. bem. es-. abuso. Exemplos: rever. hipertrofia hipo. movimento para junto. análise.: Movimento de baixo para cima. abs. prognóstico. cooperativa. afastamento. in-. Exemplos: cataplasma.: Distância. protótipo. ab-. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. Exemplos: benefício. inferioridade. metacarpo para. o. Exemplos: ilegal. hipodérmico meta. Exemplos: supercílio.: Posição intermediária. ecto.: Em redor.: Movimento para dentro. Exemplos: percorrer. Exemplos: endovenoso.: Multiplicidade. de um e outro lado.: Superioridade hierárquica. exorcismo en-. Exemplos: televisão.: Inversão. negação. perplexo. elipse. introspectivo justa. Exemplos: internacional.: Movimento de cima para baixo. bimestral.: Movimento para dentro.: Metade. epílogo. sob-. Exemplos: epiderme. ad. sinfonia. separação. Exemplos: síntese. Exemplos: bisneto.: Posição em frente. retrocesso. Exemplos: soterrar.: Aproximação. anagrama. sub-. Exemplos: introduzir. em adição a. Exemplos: obstruir. anfibologia anti. hemistíquio. ofuscar. euforia. ectoderma. depor de(s)-. Exemplos: polissílabo. Exemplos: eclipse. Exemplos: periferia. sota. em torno. separação. prefixo. advir. ocupar. anfíbio. justalinear ob-.: Posição interior. abstinência. di(s). Exemplos: hipocrisia. interplanetário intra. oposição. retroagir. afastamento. Exemplos: pospor. discórdia. eufonia hemi. excesso. começo. perfurar. procedência. paradoxo. Exemplos: arquiduque.: Posição superior.: Oposição. Exemplos: antídoto. Exemplos: adjunto. sinopse tele. primazia. circunscrito. Exemplos: prefácio. Exemplos: cisalpino.: Afastamento. endocarpo. catarata di-: Duplicidade.: Simultaneidade. revestimento. Exemplos: colégio. intraverbal intro.: Posição em frente. catálogo. discussão e-. paradigma peri.: Anterioridade .: Posição superior. ação contrária. programa pros.: Posição exterior.arquétipo.: Bem. dispepsia. peripécia. Exemplos: decapitar. afônico ana. sim. pósgraduado pre. Exemplos: excêntrico. Exemplos: contrapeso. metáfora. em-. abstração a-. em-. Exemplos : dispneia. extraordinário.: Movimento através. Exemplos: retrospectiva. disenteria. parasita. intravenoso. sobre. simpatia. Exemplos: ambidestro. concomitância. Exemplos: prosélito. periscópio pro. Exemplos: paralelo. prosódia proto. prever. retrógrado so-. movimento para dentro. biscoito circu(m) .: Movimento de cima para baixo. ambiguidade. cisplatino.: Posição inferior. Exemplos: desventura. excesso.: Movimento através de. contradizer de. excesso. anacrônico anfi. arce. circulação cis. período.advogado. Exemplos: antebraço. subestimar super-. con-. introvertido. Exemplos: encéfalo. ditongo. antever ambi.: Mudança. bondade. Exemplos: extradição. Exemplos: metamorfose. repetição. bi-: Repetição. importar extra. perfeição. escassez. Exemplos: circunferência.: Duplicidade. reciprocidade. antessala. prosseguir. ambivalente ben(e)-. in. rebater.: Proximidade. exo-.: Companhia. Exemplos: hemisfério. evasão. hipótese. movimento para. embrião. condutor contra. sobpor. bendito bis-.: Repetição. reduzir. promover. diagrama dis. Exemplos: dissílabo. Exemplos: hipertensão. Exemplos: prólogo. privação. separação. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . embeber. apocalipse. disfasia ec-.: Movimento para fora. polissíndeto. privação. Exemplos: protohistória. antipatia.: Posição inferior. antítese apo. contrapor. perverter pos.: Movimento em torno. Exemplos: progresso. e-: Posição interior. im.: Movimento ou posição em torno de. arcebispo. cisandino co-.: Posição aquém.: Movimento para dentro. antagonista.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo. Exemplos: aversão. ateu. extraviar i-. aposto ante. decair.: Movimento para frente. supra-. com. mudança. negação. intensidade. projeção re. posterior. Exemplos: justapor. expelir en-. amoral. separação. entusiasmo endo. anterioridade. exportação. apologia arqui-. anteontem. diagonal. eucaristia.: Posição ao lado.: Oposição. êxodo. sucessão.: Afastamento.: Dificuldade. Exemplos: diálogo. meio. entre. preliminar pro.: Sentido contrário.: Anterioridade.: Posterioridade. Exemplos: intramuscular. ex. Exemplos: anfiteatro. arquimilionário cata. supérfluo soto-. ambiente. enterrar. semelhança. hemiplégico hiper.: Início. protomártir poli. duas vezes. telepatia. duplicidade. obstáculo per. epitáfio eu. injetar. impossível. reatar retro. ação contrária. profeta. excesso. bisavô. epidemia. anterioridade. politeísmo sin-. diafragma. Exemplos: analogia. companhia. ex-.: Negação.: Posição superior. apóstolo. dilema dia. su. Exemplos: imergir. Exemplos: soto-mestre.: Adjunção.: Excelência.

vice-almirante. codeína (alcaloides.correria -io .diário.: Movimento para além. seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento .róseo -esco . kantismo. a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. semema. podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo. acrescentados a um radical. doente.problemático -az . tradição ultra. cloreto.churrascaria -ário .feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância.manobrista Além dos sufixos acima. pertinência ório casadouro. Como o sufixo é colocado depois do radical. coleção: -aço .emoção -dão .folhagem -al .casario. tra. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 .geométrico -il . ultravioleta vice-.lucrativo -onho .escolar -ário .cemitério -tório .negrume -io.ismo: budismo. -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço.agreste -estre . Exemplos: ultrapassar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-. qualidade. depositório: -aria . Exemplos: vice-presidente.formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. ultrarromantismo. hepatite (inflamação) mioma. fonema. tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar.barbado -áceo(a) . quebradiço.solidão -ença . naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. factício -(d)ouro. álcalis artificiais) fenol. semantema (ciência linguística) sódio.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação.ferrenho -eno . movimento através.cruento -eo .presença -ez(a) . ultrassom. formam nova palavra. infantaria -edo . tres-.capinzal -ame .: Posição além do limite.sensatez. epitelioma. ordinário -ático .prosaico -al .herbanário -eiro .terrestre -enho .casamento -são . vis.bondoso -udo . Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. doutrinas filosóficas. -(t)ivo -(d)iço. comunismo.herbáceo.arvoredo -eria .civismo -mento . modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação.lutador -nte . referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante.maníaco -ado . eto.abundância -ção .papelada -agem . excesso. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua.mudança -ância .gentame -ario(a) . São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .anual -ar . liláceas -aico .tristonho -oso .caminhada -ança .açucareiro -or . estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência.ricaço -ada . ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite.pitoresco -este . beleza -ismo . Exemplos: transatlântico.terreno -ício . Sufixos que formam nomes de ação -ada .barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) .mulherio -ume . selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião.secretário -eiro(a) .compreensão -tude . aglomeração. potássio.amplitude -ura .ferreiro -ista . sulfito (sais) cafeína.cristalino -ivo . tras-.: Em lugar de. Dessa forma. Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que. visconde. tresnoitar. carcinoma (tumores) sulfato.febril -ino . sistemas políticos: .-(t) ação.dormitório -or . ultraleve.corredor -tério . por exemplo.alimentício -ico .

Veja: -ar: cruzar. entre outras ideias. 5.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. 6 e) 2. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. corrupção. 1. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. despedaçar.. brava-mente. 3. 1. Bobagens. 5. pois esses adjetivos eram outrora uniformes. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. Osmírio andaria desorientado. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. 4. Em seguida. 4. senão bufando de raiva. 5. 1 b) 4. Exemplos: esqui-ar. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. vidente d) biografia. bondosa-mente. o espírito. radiograf-ar. liquidificar -izar: finalizar. especialmente a de modo. amamentar -ficar: dignificar. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. limpar -ear: guerrear. 3. 5. 3. Voto secreto. 1. litografar. amanhecer b) solução. etc. o intento”. 5.. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. deslealdade. 6 6. derivado do substantivo feminino latino mens.. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. 3. 4. 8. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. Os verbos exprimem. (a)doç-ar. telefon-ar. e) Dr. hidrogênio. fraca-mente. macróbio. mentis que pode significar “a mente. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. (a)finar.. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos.Este sufixo juntou-se a adjetivos. asteróide e) acromatismo. (a)portugues-ar. Exemplos: altiva-mente. analisar. 6 d) 2. esburacar. tortura. 6. 4. visionário c) enrijecer. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. 4. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . passional. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. na forma feminina. 1. 3. nervosa-mente. bibliografia.) não seguem esta regra. a prática de ação. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. Exercícios 1. 6 c) 1. portugues-mente. nivel-ar. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. 4. golear -entar: afugentar. e se entenderam. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. para indicar circunstâncias. via de regra. 1. Em geral. Sigilo. 4. 2. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3. 6.

a. os.” (A. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario. indicandolhe o gênero e o número. amoral. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer. o rio Amazonas. inteira. da / em + o. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. Itália podem ser construídos sem o artigo. deter. estes. minha amiga.definidos: o. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro.a = do. o oceano Pacífico.” (Veja – maio de 2005) . a Argentina.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. a = no. antegozar d) irrestrito. trata-se de um ser desconhecido. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. pais. (modificado) – alguns nomes de países. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. a Suíça. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente. as. propor b) irregular. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. Didatismo e Conhecimento 23 .Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. Vossa Majestade. determinando-o ou generalizando-o. dá ao substantivo valor vago: “.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002. cursar. montanha. antípoda.” Mas: Sônia Salim. empregadas com os verbos: aprender.indefinidos: um. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. como Espanha. (=cada litro) 2. tudo vai ser diferente. a expressão que vale como totalidade. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos.. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. o Pará. Vossa Senhoria. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são. na / por + o. pela. amigos de João Luís e Laurinha. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. França.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. a = pelo. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. a Bahia. 3. umas. o pronome todo/toda vale como qualquer. visitou a bela Veneza. Vossa Alteza. principalmente quando regidos de preposição. uns. determinam os substantivos. – em linguagem coloquial. demover c) remeter.” / “Pelas estradas líricas de França. “Viveu muito tempo em Espanha. conter. predestinado. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. 5. Os artigos podem ser: . Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário. Lima) Emprego do Artigo 1. Inglaterra. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. – com toda a/todo o. prever e) dever. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. lago: o Brasil. oceano. rio. trata de um ser juá conhecido.foi chegando um caboclinho magro. com uma taquara na mão. o outro é atlético e simpático..Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o. – com nomes próprios geográficos de estado. uma. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. estudar.” (para a frente: exige a preposição) 4. – com a palavra outro.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. todos quatro.

pão. estrela. cáfila – camelos. fome. cardume – de peixes. discoteca – de discos. pedreiro. substantivo abstrato. código – de leis. criança. professores. alcatéia – de lobos. Deus. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor .são os que não têm existência própria. mar. de crianças.como o nome diz. fada. queijo. um.. porção. saudade. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. trovoada. conclave – de cardeais. adjunto adverbial.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. terceto – de três pessoas. Coletivos – os substantivos comuns que. baixela – utensílios de mesa. Deus. vara – de porcos. povo. fé. piquete – de grevistas. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. biênio – dois anos. música.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. pessoas. plêiade – de pessoas notáveis. sextilha – de seis versos. água. Hoje. mar. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. assembléia – pessoas. biblioteca. Paulo. Os substantivos exercem. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. portanto. alunos. Compostos . a caso. iconoteca – de imagens. angústia. Primitivos .deram origem a outras palavras: ferro. colméia – de abelhas. (caça = ato de caçar. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. elenco – de atores. Atenção: o artigo (o. justiça. predicativo do sujeito. chaveiro. milênio – de mil anos. ló. reais ou imaginários: mãe. panapaná – de borboletas em bando. doença. revistas. são independentes. agente da passiva. Pedro. constelação – de estrelas. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. nuvem – de gafanhotos. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. As pessoas atrapalham. cordilheira – de montanhas. tempo. constelação. a. designam qualidades. malvados. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. abraço. amor. eu lhe responderia: -Então. banda – de músicos.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. mesada. Próprios . cortejo – acompanhantes em comitiva. padeiro. mula-sem-cabeça. casario – de casas. Tudo é substantivo abstrato. enxoval – de roupas. pão. tropilhas – de trabalhadores. biblioteca – de livros. horda – de invasores.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. coragem. penca – de frutas. galeria – de quadros. parte. alma. sereia. confraria – de religiosos. juventude. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando. boiada – de bois. Derivados – são formados de outra palavra já existente. animal ou cousa: João. objeto direto. respeito. Concretos . terra. sol. mapoteca – de mapas. girassol. coisas. beijo. passarinho. Exemplificava: penúria. chuva. na frase. anjo. século – de cem anos. árvore. saci.são os que não derivam de outras palavras.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. Bastam-se. gente. cambada – de vadios. sentimentos. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. cidade. casa. bando – de aves.” Eu gosto é das cousas. neste caso. Os substantivos classificam-se em: Comuns . trinênio – período de três anos. guarda. irmandade – de religiosos. cancioneiro – de canções. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. qüinqüênio – cinco anos. cacho – de uva. quarentena – quarenta dias. requeijão. sabiá. concreto). renque – de árvores. sim!. América do Norte. chave.. mulher. covardia. banca – de examinadores. caravana – viajantes. miséria. sábios. dum. duma. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. vieram primeiro. as funções de: sujeito. prole – de filhos. As cousas. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. fato – de cabras.” Didatismo e Conhecimento . concílio – de bispos em assembléia. ações. atlas – cartas geográficas. piano. Lucélia. Inclui os nomes de pessoas. raio. flor. trovão. coisas. insetos. resma – de quinhentas folhas de papel. aposto e vocativo. amor. frota. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. dor. De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . fornada – de pães. na favela não existe substantivo abstrato. mesmo no singular. casarão. criança. complemento nominal. repertório – de peças teatrais. água. objeto indireto. sem-terra. súcia – de malandros. Não se metem com ninguém. hemeroteca – de jornais. chuveiro. excessivo. vento DVD. cabeça. abraço. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. árvore. arquipélago – ilhas. casebre. uma = num. raio. pára-raio. rio. água-de-colônia. [Multiplicam-se em excesso. bimestre – dois meses. refere-se ao animal.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. As cousas são quietas. 7. mês. de lugares. caneta. videoteca – de videocassetes. numa. Estão em toda parte. Simples . pinacoteca – de quadros. com a minha experiência. patifes. anjo. estados dos seres: dor. quadro. miríade – de muitas estrelas. antologia – de textos escolhidos. vieram depois: ferradura. universidade. tríduo – período de três dias. batalhão. tristeza. animal.referem-se a um ser em particular: Brasil.são aqueles que têm existência própria. professora. pão-de-ló. três versos. – com adjetivos como: escasso.

mulher) / a pessoa (homem. mélroa / folião. a artista / o. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos.IS – aos substantivos terminados em al. ilhoa / mélro. cidadã / aldeão. juniores / caráter. hospeda / monge. povos / feira. o grama (peso) . a repórter / o. irmãos / mão. . mulher) / o guia (homem. túneis / mel. el. leoa. . mulher / boi. cidadãos / irmão. sons / vintém. profetiza / píton. e por EIS (Paroxítonas): fóssil.ão por ãe: pão. Observe como são formados os femininos: parente. Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. a imigrante / o.a cura. mulher) / o ídolo (homem. o caixa (atendente) .a voga (moda).a cabeça (parte do corpo). a intérprete / o. canis / pernil. . o crisma (óleo salgado) . portões / mamão. Trocam-se: . Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. cartazes / motor. o cabeça (chefe.ES – aos substantivos terminados em R. a personagem / o. foliona / imperador. feiras / série. 3. hífens. . liquens / abdômen. Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. motores / mês. faisoa / hortelão. papisa / faisão. idioma). filha / mestre. freira / frei. presidenta / gigante.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. sóis / túnel. pigméia / ateu. . mãe / homem. perua / cidadão. Didatismo e Conhecimento 25 . caracteres / sênior. oficiala / peru. pitonisa / abade. pães / charlatão.il por is (oxítonas): funil. balões. a colega / o. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. acrescenta S: cidadão. deusa / cônsul. a gerente / o. perdiz / cão. dama / zangão. Cão – cães . a pianista / o. atuns.a moral (ética). charlatã / escrivão.a rádio (emissora).a lente (vidro de aumento). Exceções: mal. répteis / projétil. dona / cavaleiro.a guia (documentação). Z: cartaz. males / cônsul. fuzis / canil.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. Latim. a fã / o. imperatriz / profeta. a cliente / o. os ônix / a fênix.a lotação (efeito de lotar). limões / portão. de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). méis. zinho . alemães / cão. . o coma (perda dos sentidos) . 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. parenta / hóspede. o lente (prof. hebréia / réu. nuvens / som.a coma (cabeleira). botões / limão. a menequim / o. ou o acréscimo da vogal a. Universitário) . São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. Flexionando-se o substantivo masculino: filho. jornais / sol. ol. . o voga (o remador) . quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . possuem um terceiro gênero: o neutro. menina) / a testemunha (homem. mestra. quer se refiram ao macho ou à fêmea. ovelha / cavalo. meles. vaca / carneiro.a caixa (objeto). cães. abdomens / hífen. a estudante / o. giganta / oficial. égua. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. réis (antiga moeda portuguesa). sóror / rajá. cadela / pigmeu. o moral (ânimo) . Também: líquenes. o capital (dinheiro) . seniores. S. no final de final da palavra: mestre. vítima. a rival / o a jornalista. a médium / o. consulesa / cantor. 2. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . reitora. czarina / perdigão. hífenes. abdômenes. cônsules / real. 1 – Substantivos que mudam de sentido. o rádio (aparelho) . São masculinos ou femininos. no plural: júnior. (ato de curar). abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista. mulher). ré / cerzidor. monja / presidente.ão por ões: botão. meses. duas Xerox / um fax. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). ul: jornal. autora / deus. vinténs / atum. o cura (vigário) .a grama (relva).cãe + zitos: Cãezitos. projéteis. 2º elimina-se o S + zinhos. mestra / leão. rani / dom. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. funis / fuzil. fósseis / réptil. horteloa / ilhéu. guardiã / charlatão. pernis. utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. charlatães / alemão. cantora / reitor. mãos. aldeã / ancião. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a.ÃO – aos substantivos terminados em ão.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo. o língua (intérprete) . o guia (acompanhante) .zito. abadessa / czar. mamões.a crisma (sacramento). Grego e Inglês. líder) . escrivã / papa.m por ns: nuvem. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. . atéia / hebreu. a motorista / o.a capital (cidade). os tórax / o ônix. dois fax. mulher) / o cônjuge (marido.S – aos substantivos terminados em N: líquen. anciã / guardião. cerzideira / frade. as fênix / uma Xerox. .a língua (órgão. séries.

Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria).Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. (patrimônio). hortelões.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. ovos. avôs. miolos (ó) / poço (ô). finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. postos. Chama-se metafonia. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. . algemas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Você me olha. olhos (ó) / povo (ô). poços (ó) / olho (ô). grã (grande).. guardião. ermitães. 1. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. 1. anão. corrimões. (salário). Aceita-se os ciúmes. córtices / índex ou índice. “Quando você me deixou. Vamos lá. . .palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças.5 Quando o primeiro elemento for: grão. Pode creditar em mim. corrimãos. 1. ossos. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. corvos (ó).1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. As férias foram maravilhosas. cálices (x. . . afazeres. hortelãos. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 . som de s) / látex. substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões. ermitão. no plural.substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. códices / córtex ou córtice. Outros: bem = virtude.A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. som de cs). bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres. aldeões. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme. corrimão. como era de costume. guardiães. Também são abertos no plural (ó): fogos.2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. porcos. hortelão. verão. verãos. povos (ó) / corvo (ô). Conferiu a féria do dia. A tendência é utilizar a forma em ÕES. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). portos. nunca o ciúmes. ermitãos. verões. Houve separação de bens. látice ou láteces / códex ou códice.4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. ermitões. fechado) avô avós (o avô e a avó). 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. destroços.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. (dignidade). embora a forma singular seja preferencial. (descanso). Recebeu honras na solenidade.” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. / Tem morrido muito pobre de fome. índices (x. fornos (ó) / miolo (ô). anãos. apêndices / cálix o ucálice. quase enloqueci mas depois. coroços (ó) / imposto (ô).. guardiões. anciãos. ancião. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. (homenagens). impostos (ó) / forno (ô). Sua honra foi exaltada. anciões. anões. . anciães. reforços. eu digo sim. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . Tijolos.1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. meu bem. aldeãos.

1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. cartão. 2. . supermercado. cartilha. enorme. rapaz = rapazinho.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. 4. café (voga tônica) = cafezinho. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. exagero ou diminuição. . Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. beleza = belezinha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. 9 – Plural das siglas. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. povinho. herói (ditongo) = heroizinho. . folhinha (calendário). A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. rosa = rosinha.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). Italiano: as pizzas. mãezinha.Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. Didatismo e Conhecimento 27 . Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. maxissaia.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e.As palavras terminadas em s ou z. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. crítica. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. mulherengo. vão para o plural: 4. baú (hiato) = bauzinho.Em conseqüência do dinamismo da língua. peça minúscula / saia diminuta.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. casa pequena. . pequeno. Atenção: . são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. Pesei bem os prós e contras. ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho. Toninho. hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. fogão. ditongo. Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade. coisinha.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. narigão. livreco. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. . Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. minúscula. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra. gentinha. imensa. 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines. Fiz a prova dos noves. minicalculadora.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4.

A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. e outros. Goiás: goiano.“O professor fez uma simples observação. Paraná: paranaense. 2. Anápolis: anapolino. Tocantins: tocantinense. Florença: florentino. Minas Gerais: mineiro. Nova Iorque: nova-iorquino. vespertino = da tarde. verde garrafa. teuto-argentinos (alemão). Natal: natalense ou papa-jerimum. argente = de prata. Roraima: roraimense. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. o amor. Florianópolis: florianopolitano. . fabril = de fábrica. Rio Branco: rio-branquense. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. Rondônia: rondoniano. franco-italiano. equivale à banal. 5. como: afro-brasileiro. Anglo-americano.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. Três Rios: trirriense. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. Niterói: niteroiense. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. etário = de idade. São Luís: são-luisense ou ludovicense. docente = de professor. Brasil: brasileiro. Recife: recifense. inodoro = sem cheiro. Mato Grosso: mato-grossense. aposto: Gilberto Gil. gástrica = do estômago. luso-brasileira. 5. 4. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. cervical = do pescoço. Pernambuco: pernambucano.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. hepático = do fígado. primitivos – são os que vieram primeiro. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar. Sergipe: sergipano. filatélico = de selos. Belo Horizonte: belo-horizontino. compostos – apresentam mais de um radical. Fortaleza: fortalezense. discente = de aluno. bucal = da boca. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. Londres: londrino. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). Porto Velho: portovelhense. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão. Américo-francês.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. estados. nipo-argentina (Japão e Argentina). Estado. número e grau que modifica um substantivo. vocativo: Mãe. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. Cabo Frio: cabo-friense. colocado antes do substantivo observação. simples. Cairo: cairota. Ceará: cearense. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. João Pessoa: pessoense. bélico = de guerra. Três Corações: tricordiano. apícola = de abelha. estado. a vida. amarelo ouro. Maranhão: maranhense. auricular = da orelha. aquilino = de águia. Piauí: piauiense. Amazonas: amazonense ou baré. umbilical = do umbigo. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. Brasília: brasiliense. sino-japonês (China e Japão). Adjetivo é a palavra variável em gênero. Bahia: baiano. ministro e músico. 8. Palmas: palmense. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. é da pizzaria? 9. Os adjetivos classificam-se em: 1. derivados – são aqueles formados por derivação. estelar = de estrela. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. Curitiba: curitibano. Petrópolis: petropolitano. urbano = da cidade. adjunto adverbial: Alô. matutino = da manhã. Vitória: vitoriano. insípido = sem gosto. Bélgica: belga. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. Goiânia: goianiense. 10. Campo Grande: campo-grandese. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. Didatismo e Conhecimento . áureo = de ouro. Manaus: manauense ou manauara. atribuindo-lhe uma qualidade. . referem-se a cidades. 4. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul. Distrito Federal: candango ou brasiliense. Japão: japonês ou nipônico. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. azul petróleo. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. 3. roxo batata.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. 6. continua brilhando no mundo artística. Pará: paraense. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. cutâneo = de pele. Porto Alegre: porto-alegrense. Buenos Aires: buenairense ou portenho.” O adjetivo. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). 12. 7. já tô saindo. Novo Hamburgo: hamburguense. pluvial = da chuva. Teresina: teresinense. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. abdominal = de abdômen. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense. Cidade. Maceió: maceioense. Paraíba: paraibano. 11. Angra dos Reis: angrense.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Salvador: soteropolitano. humano = do homem. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. têxtil = de tecido. simples – apresentam um único radical.

excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. mais bom.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo. como palavra variável. Pode ser: 1. Atenção: . de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul. Semântica e sintaticamente falando. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. . palavra que tem o valor de outra classe gramatical. (adjetivo como advérbio: redondamente). equivale à fácil. 3.substantivos que funcionam como adjetivos. de forma absoluta. variam os dois elementos. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: .às vezes. olhos castanho-claros. bastante. imo.A cerveja que desce redondo. maior / pequeno.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. extremamente. num processo de derivação imprópria. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser. ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . 1. Didatismo e Conhecimento 29 .2 – sintético – adjetivo + issimo. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. pauper (pobre) = paupérrimo. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis. . piadas sem-sal.uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. número e grau. . Atenção: . menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes.biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira. substantivo canário). O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo.quando os dois elementos formadores são adjetivos. Flexões do Adjetivo O adjetivo. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação. mais mau. b) sintética – bom. ílimo. a Many é mais) 2. pior / grande. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. macer (magro) = macérrimo. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. 1. amarelo. Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas .“O professor fez uma observação simples. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. . I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres. melhor / mau.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar. sofre flexões de: gênero. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. valem por adjetivos. ficando a ele subordinadas na frase.mais pequeno.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores. isto é. (substantivo com valor de adjetivo). (das duas. . (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo). . Atenção: . os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima. substantivo petróleo).1 – analítico: advérbio de intensidade muito. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. O comparativo pode ser: 1. intensamente.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo.As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade. podemos usar as formas: mais grande. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos.

ótimo. amigo = amicíssimo. negríssimo. . invariável. incrível = incredibilíssimo. centenário: período de cem anos. benévolo = benevolentíssimo. ordinais. humilde = humílimo. 2. 800-DCCC. dístico: dois versos. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. resma: quinhentas folhas de papel. 15-XV. 400-CD. 1.adjetivos repetidos: fofinho.Cardinal: indica número. 30-XXX. 19-XIX. Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações. . terrível = terribilíssimo. decálogo: conjunto de dez leis. 900-CM. bom = boníssimo. portanto./ Sua voz parecia macia.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. 13-XIII. chiquentérrimo.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. jovem = juvenilíssimo. em fez de íssimo: chiquérrimo. elegantérrimo.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. frágil = fragílimo. respectivamente: 1-I. . 100-C. . 5-V. 10-X. segundo. / Ficou meio chateada e calou-se.linguagem informa. doce = dulcíssimo. negro = nigérrimo. assume a função de advérbio. 80-LXXX. friíssimo. 9-IX.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. O menino dorme tranquilamente. frio = frigidíssimo. trezena: período de treze dias.o adjetivo amarelo modificou um verbo. sem intermediário. terno: conjunto de três coisas. . 3. . / As meninas dormem tranquilamente. pobre = paupérrimo. sendo. capaz = capacíssimo. lustro: período de cinco anos. sufixo érrimo. (ela é a mais de todas) 2. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: .Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. nobre = nobilíssimo.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática. dois. miserável = miserabilíssimo. sexênio: período de seis anos. . 500-D. semestre: período de seis meses.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. no superlativo: . Pode ser: 2.000-M. 8-VIII. posição em uma série. 70-LXX. difícil = deficílimo. 60-LX. 18-XVIII. livre = libérrimo. tenro = teneríssimo. dobro. multiplicação e divisão.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. . mau = péssimo. terço. 6-VI. cruel = crudelíssimo. antigo = antiqüíssimo. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. agudo = acutíssimo.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. . 12-XII. . 1. quarentena: período de quarenta dias.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito. novena: período de nove dias. 4. pessoal = personalíssimo. quarto. com o acréscimo do sufixo mente. O menino dorme tranqüilo. grosa: conjunto de doze dúzias. magérrimo. 7-VII. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. milênio: período de mil anos. . vinte. . magro = macérrimo. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos.o adjetivo assume um valor adverbial. 1. Atenção: usa-se também. de veludo. mil. 600-DC. 6. Didatismo e Conhecimento 30 . quantidade: um. 2-II. simpático = simpaticíssimo. geral = generalíssimo. 700DCC.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. célebre = celebérrimo. fiel = fidelíssimo. 40-XL. centésimo. terceiro. eficaz = eficacíssimo. 3-III. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos. 300-CCC. oito. um doze avos. trinca: conjunto de três coisas. cem. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. linda (=lindíssima). 16-XVI. não vai para o plural. 200-CC. pobríssimo. / As meninas dormem tranqüilas. inimigo = inimicíssimo. agradável = agradabilíssimo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. decúria: período de dez anos. septênio: período de sete meses. dúzia: conjunto de doze coisas. portanto. simples = simplícimo. . triênio: período de três anos. feliz = felicíssimo. a função de advérbio. atroz = atrocíssimo.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. triplo. 11-XI. com a mesma qualidade. quíntuplo. 20-XX. áspero = aspérrimo. Daí a sua classificação. .predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. . fofinho (=fofíssimo) / linda. 3. também. 4-IV.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . respectivamente. 14-XIV. 50-L. sábio = sapientíssimo. 17-XVII. quinto. multiplicativos e fracionários. sagrado = sacratíssimo. três. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites.2. dezena: conjunto de dez coisas. qüinqüênio: período de cinco anos. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. amargo = amaríssimo. magnífico = magnificentíssimo. Sorriu amarelo e saiu. sétimo. ao substantivo. veloz = velocíssimo. em: cardinais. milhar: conjunto de mil coisas. . fácil = facílimo. 90XC.

200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais . nono. nascidos em Lucélia. trinta. qüinquagésimo. quadrigentésimo. textos.. (valor de substantivo – invariável) ..os numerais multiplicativos. doze.... décimo oitavo... no masculino. com milhões... quinto. . centésimo.. décimo quinto.. capítulos. devem concordar no masculino: . trilhão.. duodécuplo.. quatro. (sétima) ... dez. cêntuplo.os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular. setenta. concordando com os cardinais que indicam números das partes.. sétuplo. quarto. O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo. nongentésimo. septuagésimo. mil.. quinhentos.. sexcentésimo.. óctuplo.. undécuplo.. dezoito.Os numerais multiplicativos quíntuplo.. Numerais Multiplicativos: dobro..com referência ao primeiro dia do mês. quarto..se o numeral vier antes do substantivo.. quatrocentos. décimo. quadrigentésimo. qüingentésimo. seis. dezenove avos.. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica... . .... trecentésimo. milésimo... terceiro.os numerais cardinais um. oitavo.. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil.Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. Número . oito. Numerais Fracionários: meia. nongentésimo. ducentésimo.. oitenta.. trezentos. dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. nota máxima.. treze avos. decretos..... décimo nono. duzentos. reis. nônuplo.... décimo segundo.Emprega-se. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. treze. três quartos equivalem a 750 ml. lá da escola.. ... metade. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas... usa-se o ordinal..Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis.. dezessete avos..se o numeral vier antes do substantivo... catorze avos.enumeração de casa..... quinze avos. quando usados com o valor de substantivos. estão reagindo bem. cinqüenta.. sétimo. oitenta avos.. sexcentésimo.. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes. dezessete. dezoito avos. (vigésimo século) .. na escrita das horas. Paulo César é adepto da 7ª Arte. ou com o substantivo. quartos. setecentos.. MAS 1.. décimo terceiro. décuplo.. 1. papas.. noventa avos....Aquela mulher é dez.. décimo. ducentésimo.. Flexão dos Numerais Gênero . sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos.. quarenta.. dezesseis. bilhão.... quinze...o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia.. Numerais Ordinais: primeiro.... O XX século foi de descobertas científicas.... décimo sexto..os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato... vinte avos.... sexto. .. vinte. cinco.. / O texto quatro está na página sessenta e cinco.. onze avos. 2. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua.... quinto.. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”. Didatismo e Conhecimento 31 . (hora) / Usou apenas meias palavras.os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas... apartamentos.. dezenove. páginas.. décimo sétimo. triplo...emprega-se o numeral cardinal.na enumeração de leis. ctingentésimo. milhar e bilhão... doze avos. quarenta avos. artigos. .. milésimo. sêxtuplo... . oitavo..... catorze ou quatorze. cem. sessenta avos.. nono.Ambos e ambas são numerais significam: um e outro. vinte minutos... quadragésimo.. segundo.os numerais cardinais milhão.. dezesseis avos. sexto.. três. septingentésimo. o particípio ou adjetivo podem concordar.. dois. poltronas. trinta avos.Um quarto de litro equivale a 250 ml. (triplo – valor de substantivo) . portarias e outros textos oficiais. terço. trecentésimo. décimo quarto. . noventa. oitocentos. usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. vigésimo. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito... sétimo. septingentésimo. octingentésimo.Para designar séculos. emprega-se o ordinal.. sessenta. cantos (na poesia épica). qüingentésimo. trigésimo... seiscentos... empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo). folhas....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um.quando usados com valor de adjetivo. cinqüenta avos. antes dos substantivos milhão. (triplas valor de adjetivo) ... ctogésimo.. quádruplo.. Por que dez? Porque vem de nota dez. no feminino. Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) ..os numerais fracionários variam em número.o artigo e o numeral. ... sete.Zero é numeral cardinal.. . . .. décimo primeiro.não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim. e outros. (valor de adjetivo – variável) . Canto X (décimo) / Luís IV (nono)... / Somos 180 milhões de brasileiros. Emprego dos Numerais .os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados. novecentos..os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis). nove. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª.... circulares. quíntuplo. centésimo.... sêxtuplo. setenta avos. (artigo dezesseis) ... onze. sexagésimo.... os dois. Século XXI (vinte e um). (portaria oitava) . nonagésimo.

Os pronomes são classificados em: pessoais. 3. noves. as. não escreve. não tenho outro de pia.o. Lembre se de que MIM não fala. nós. contigo. õe: Deramna como vencedora. outros. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha. os.me.Tirou a prova dos noves.Colocados ANTES do verbo. lhe.. (pronome recíproco. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. Deram então de me chamar Severino de Maria. mesmos. Eu ME apavorei. dele.Preciso pagar ao verdureiro. O tempo nos dirá. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . 9. teu. demonstrativos. = nolo dirá. nos. . 7. la.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. vos. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso.o. interrogativos e relativos. . te. / Eu ME arrumei. Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. Vejo os diariamente. (pronome reto + verbo no infinitivo). equivalendo a meu. vos perdem o S) 4.Par é coletivo. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. (= Mandei que ele calasse). vos. 7. São: tônicos com preposição: mim. as: Eu os vi saindo do teatro. te. nos. 11. não anda. ele. perdendo. plural uns. . os. apresentam sempre a forma: o.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno. a.O número 777 é formado por três setes. setes. ão. lhe. nos. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. nós mesmos).” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. expressão muito usada. FAZER. S. as. quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. as terminações R. todos. seu. próprios. os. nosso. ela (singular) eles. Pronomes Pessoais. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo. PRONOME “O meu nome é Severino. indefinidos. dele.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. 10. na. estou com o gás todo. o. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. vós. . os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. = pagálo. convosco. têm sentido POSSESSIVO. Fiz os exercícios a lápis. a. a.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem.Ela não vai conosco. .” . plural dois. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. los. seguidos de: ambos. nos. na prova final.Diz-se catorze ou quatorze. eles: Didatismo e Conhecimento . 3ª pessoa: ele. 8. OUVIR. de tratamento. com + vós. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. não compra. (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais . se.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez.Eu dou atenção a ela. comigo. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. = Filos a lápis. conseqüenterriente. os.si. uns são substantivos. . Ia.retos exercem a função de sujeito da oração: eu. 4.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. 6.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. Que é santo de romaria. conosco. . 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. las. (eis. Como há muitos Severinos. a. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. tu. possessivos.lo. . NUNCA diga: Eu SE apavorei. o pronome é.no. (nomeia os campeões – no esporte) 5. consigo. ti. 5. 2. DEIXEme sentir seu perfume. significando hoje. átonos sem preposição: me. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança. assumem as formas: lo.lhe. Z. estou a mil por hora. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z.Colocados DEPOIS do verbo. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. Os pronomes pessoais dividemse em: ..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). MANDAR. los.O número 1111 é formado por quatro uns. = Eila. / Euj à SE arrumei.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. lhes. Põenos sobre a mesa.Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. /MIM QUER. (sua. o= sujeito do verbo mandar. (o S permanece) 6. Sessentas. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor.As equivale a primeiro.

seus. Vossa Excelência-V. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 . te. a ambigüidade da frase. Vossa Majestade-V. a. você é a pessoa a quem se fala e. Os pronomes pessoais retos ele. teus. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. as (formas de objeto direto).Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos.” (Cecília Meireles) . NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. volo). Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. 0I) juntamse a o. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. senhora. o cardeal. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. Dona Cecília. desenhadas nas areias. vos.São também pronomes de tratamento: o senhor. 2ª pessoa: teu. minhas. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. .A. seus. Se os pronomes pessoais retos ele.a-reitores de universidades. eles e ela. Mag. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas.A forma SUA (Senhoria. vos. nolo. deixeias. elas estiverem funcionando como SUJEITO. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações. Nircléia. dona. lhe.Na linguagem popular. da 2ª pessoa. nos. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). Atençao: . pois é uma alteração fonética da palavra senhor . senhorita. VTD) Minha saudosacomadre. como os demais pronomes de tratamento senhor. 3ª pessoa: seu. Eminência. eles. Vossa Eminência-V. e não na 2ª. usase o pronome dele. . o tratamento seu como em: Seu Ricardo. com o valor de possessivos. obedeceulhe. dona. tua. não tem valor possessivo. e houver uma preposição ANTES deles.Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão. chamoua.Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. Pedi volo. a. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . você. eles. Deitos. dela para desfazer a ambigüidade. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. Vossa Magnificência-V. lhes (formas de objeto indireto. (falando a respeito do cardeal) . quase não se usam essas combinações (mo.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. ela. os. do seu cargo.-Papa. a senhorita. sua. Excelência.Ema-cardeais. às vezes. tuas. viajouparaum Congresso. . (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se. são usadas somente em escritores mais sofisticados. os. junto com as minhas cantigas. . meus. que ma trouxe. No caso.O pronome seu toma o sentido ambíguo. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. to. oficiais. ela. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o. Majestade). . usar o brasileiríssimo a gente. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (verbo transitivo direto. na linguagem coloquial. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. Atençao: No Brasil. Singular: 1ª pessoa: meu. Por outro lado. . Oferecilhas. EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa.Satratamento cerimonioso. (Nicolesujeito. . minha.-príncipes. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe.Doutor não é forma de tratamento. Os pronomes oblíquos me. às vezes.VTI) É comum. elas.S.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas. querida amiga. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele./ Já freqüentei a casa dela. você. se nola exigissem. lhe. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho. duques. presidente.A forma VOSSA (Senhoria.Os possessivos.aaltas autoridades. portanto. O conserto da televisão foi feito por ele. idade.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus. nos. sua. imperadores.Respeitosamente: para autoridades superiores. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. Vossa Santidade-V. suas. (ela sujeito de decidir. a senhora.M. inclusive para o presidente da República. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. lho. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . suas. (verbo transitivo indireto. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. 3ª pessoa: seu. te. .Referindose a mais de um substantivo. e sim título acadêmico. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados.-reis. pede o verbo na 3ª pessoa. Vou seguirlhe os passos.Ex. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores. pode entrar!. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala. Vossa Senhoria-V. título.

tanto. aquela. esta (s). Não se preocupe.com quem se fala. também são considerados pronomes demonstrativos o. mas os pais. pouco. um. que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). nisso. outrem.Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. Tal atitude é inexplicável. os. ninguém. (alguma. Variáveis: algum. certos.. muito. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. qualquer. achei o que queria. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. Atenção: . Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem. isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. os. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo. essa (s). Este ano. tal. . (depois do substantivo= adj etivo). (inadequado: Ganharam cem dólares cada. as. Eles voltarão no dia certo.. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. sérios e orgulhosos. a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. Devemos sempre ter alguma esperança. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. menos. Todo. ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. Depois de muito procurar. . Dica: substituir que por o. generaliza). esta (s). nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. O professor fez a mesma observação.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. aquela (s). Ninguém ligou para o incidente. equivale a nenhum) .” . Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. Esse (s). Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. . próprio. qual / quais. outro. quanto.) Colocados depois do substantivo. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. aquilo. o carro. indetermina. (antes do substantivo= indefinido). Qualquer. cada. toda (somente no singular) sem artigo. situandoos no espaço ou no tempo. Peço a Deus pela TUA felicidade. a. vários. mão. aqueles.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s).Não se emprega o pronome possessivo (seu. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. “ (usase: no ombro. O próprio homem destrói a natureza.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . estas. quem. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. (= qualquer ser. funcionário público algum terá aumento digno. nenhum. todo. certa. certas. semelhante. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. nada.. aquela (s). demais.os demonstrativos esse. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. essa (s). são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. essa. as. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios. “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). a. várias.dependendo do contexto. certo. .Em frases de sentido negativo. outros são invariáveis. Invariáveis: alguém. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. Didatismo e Conhecimento 34 .para retomar elementos já enunciados. É Flex Power. bastante. por isso a palavra que é um pronome relativo. Estranhei semelhante coincidência. sua) quando se trata de parte do corpo.dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. tudo. algo. isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala. substitui na 2 oração. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. vário~ vários. Pais e mães vieram à festa de encerramento. esses resolveram tirar tudo a limpo. Colocados antes do substantivo. elegantes e risonhas. na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. Certo. quando colocados DEPOIS do substantivo: . Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. mesmo. equivalendo a aquele. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. Percebese que o pronome relativo que.Certo dia perdi o controle da situação. mais. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . numa 2ª oração. A festa estava desanimada.

. recebem o nome de verbos. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. . no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. explícito. Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. infinitivo e particípio). (o que = aquilo que). acabou. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. compor. Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. falou tudo quanto sabia. Vogal Temática e Tema. entreter. beijou. pessoa (primeira. onde. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. por ser o mais usado. cujo. os. movimento. (= lugar em que) . qual. é classificado. subjuntivo e imperativo. nota-se que há uma parte que não muda. as: Não entendi o que você quis dizer. do qual. ergueu. a. esper é o radical do verbo esperar. portanto. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. 2ª conjugação – er: beber. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. o tema será apenas o radical: contei = cont ei. a querida comadre Naldete. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. os quais. . teremos o radical desses verbos. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. mudança de estado. . Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. quantos. quanto: Afinal.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro.O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. e que nela está o significado real do verbo. cujas. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. reflexiva). er. quanto.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. Emprego dos Pronomes Relativos . Variáveis: o qual. é chamado de relativo universal.Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. morreu. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer. Flexionando esses verbos. 3ª conjugação – ir: partir. Atenção: Se tiramos as terminações ar. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. passiva. flutuou. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. a partir de uma seqüência de ações: amou. Verbo é a palavra que indica ação. De acordo com a vogal temática. formas nominais: gerúndio. depor. a qual. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade. modo (indicativo. cujos. dançar. Invariáveis: que. rir. Essas palavras. 3ª conjugação: i. sentou. brincar. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. todos. pular. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. correr. como relativo indefinido. quem. segunda e terceira).O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. .João Adolfo é o cara que pedi a Deus. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar.O relativo que. fenômenos da natureza. ir do infinito dos verbos. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. . vem sempre entre dois substantivos) Atenção: .Quanto. 2ª conjugação: e. (interrogativa indireta. brinc é o radical do verbo brincar. abrir. cont é o radical do verbo contar. sem a interrogação). Flexionase em número (singular e plural). as quais. que utilizamos para exprimir ações. dispor.O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. tempo (presente. tanto: Naquele momento. cuja. quando. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. (cujo. . Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . Os principais interrogativos são: que. estado. como. esperar. quem.

dançamos. partimos. partia. comeis. Indica uma ordem. Atenção: . altura de um som. Ex: A água é incolor. à suposição: . comereis. Apresenta presente. Os pronomes: você. partira. pretérito perfeito.Na indicação de ações ou estados permanentes. comerá. . em vez de: tu fostes. tu tem. comeríeis.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. verdades universais. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. dançariam. . Didatismo e Conhecimento .tu estudas – 2ª pessoa do singular. futuro. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. Pretérito perfeito: comi. partiria. comeu. . não concluído. inodora. come. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. futuro do presente e futuro do pretérito. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. dança. partiram. dançara. partíramos. dançáramos. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. partis. comestes.Para expressar um fato que ocorre com freqüência.. insípida. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. dançaram. Pretérito mais que perfeito: comera. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. dançará. danças. deriva daí a palavra tônica. comemos. pretérito imperfeito e futuro. Futuro do presente: partirei. partíeis. comeste. partiras. partíamos. comia. Ex: . que levam o verbo na 3ª pessoa. partirá. comera. . comêreis. comeríamos. Pretérito imperfeito: comia. . Ex: Estou feliz hoje . dançava. dançarás. . 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. dançaram. dançam. comerão. dançaremos. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. comêramos. exprime uma possibilidade. Futuro do pretérito: partiria. uma solicitação. pode estar em plena ocorrência.. comeriam. Futuro do pretérito: comeria.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza.ele estuda – 3ª pessoa do singular. Portanto.eu estudo – 1ª pessoa do singular. venderão. imperfeito e mais que perfeito. Ex: Cantei. Pretérito mais que perfeito: partira. dançavam. são: presente. pretérito. estudo. dançaríeis. dançareis. partirás. Pretérito imperfeito: dançava. partiríeis.Duvido de que apurem os fatos. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. levais. tu tens. dançáveis. partiram. Futuro do Pretérito: dançaria. dançávamos. partiremos. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra. São três os modos: . um desejo. comíeis. dormi. dançaras. Pretérito imperfeito: partia. dançastes. . Ex: Nós cantáramos no congresso de música. dançaram. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto. partiste. Apresenta presente. . possibilidade.Para enunciar um fato momentâneo. comemos. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. . partireis. comiam. partimos. dançaste. partiríamos. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço. dê lembranças minhas.Eu cantava muito bem.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza. O subjuntivo expressa uma incerteza. dancei. Ex: Tenha paciência. dançaria. tu pegas. uma súplica. pulei. comeria. partíreis. tu foi. Essas três possibilidades básicas. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. comíamos. . comeram. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo.vós estudais – 2ª pessoa do singular. comeras. dançavas. dançáreis. Futuro do presente: comerei. muitas vezes ligados ao desejo. comes. é o mais usado no Brasil. comeram. dançarias. dançou. dançamos. de dúvida. tu pega. um pedido. exigida pela gramática oficial. comerás. partirão. Futuro do presente: dançarei. Pretérito perfeito: dancei. uma vontade.nós estudamos – 1ª pessoa do plural. comerias. ou seja. indicando ausência ou negação. partiu.eles estudam – 3ª pessoa do plural. Pretérito perfeito: parti. chorei. partiam. comem. dançaríamos. partias.modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. mas não únicas. hipótese. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado.Quando o vir. dançais. vocês. . partem.Nós comíamos pastel na feira. Lourdes. partirias. partistes. Pretérito mais que perfeito: dançara. partes. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . – Que surjam novos e honestos políticos. comias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força.Algumas regiões do Brasil. comeremos. pode já ter ocorrido ou não. precisão: o fato é ou foi uma realidade. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. dúvida. . parte. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos.

Por exemplo: . se lê comesse.O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. que vós ameis. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Imperativo negativo: (X). ela usa estes óculos. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. que tu comas. Futuro: quando eu dançar. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente).Quando apresenta uma idéia vaga. (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. genérica. Por exemplo: Soldados.As meninas foram impedidas de participar do jogo. que nós amemos. O infinitivo impessoal é usado: . quando ele partir.Queremos acordar bem cedo amanhã. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. quando nós partirmos. 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. gerúndio e particípio. sem se referir a um sujeito determinado. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. que tu dances. quando ele dançar.Amar é sofrer. .É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. . quando eles dançarem. .Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. pode ou não acontecer. . nós amamos. que eles amem. 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. Pretérito perfeito: se eu comesse. que eles dancem. que tu ames. se tu comesses. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. se vós dançásseis. Por exemplo: Viver é lutar. que nós amemos.Querer é poder. eles amam. que ele dance.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s. que ele ame.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos. . se tu dançasses. se nós comêssemos. se eles partissem.É indispensável combater a corrupção. se eles dançassem. se nós dançássemos. . eu uso estes óculos. Futuro: quando eu partir. que eles partam. Presente do subjuntivo: que eu ame.Para ler melhor. No entanto. (1ª pessoa) Para ler melhor. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. não amemos nós. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. podendo ter valor e função de substantivo. se ele partisse. que nós comamos. adjetivo ou verbo da oração anterior. que vós partais. Por exemplo: . amem vocês. Por exemplo: . que ele ame. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal). Por exemplo: . quando ele comer. Imperativo afirmativo: (X).Fumar prejudica a saúde. ou não. se ele dançasse. – Quando/Se você fizer o trabalho. e sua forma é invariável. quando vós comerdes. quando nós dançarmos. (= vida é luta) . ele ama. quando tu partires. que eles comam. se eles comessem. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal.Eles não podiam reclamar do colégio. . Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . que tu partas. Além dos três modos citados. voltaria à universidade. não amem vocês. Por exemplo: . tu amas. que vós danceis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase. por sua vez. amai vós. Observe que. “tomar” e “ouvir”. .Aqueles remédios são ruins de serem tomados.Não retira os –s do tu e do vós. não ames tu. . que nós dancemos.Eles não têm o direito de gritar assim.Eles foram condenados a pagar pesadas multas. que nós partamos. Por exemplo: . elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). quando tu dançares. Presente do indicativo: eu amo. ame você. não ameis vós.Era preciso ter lido este livro.Quando tiver o valor de Imperativo. quando nós comermos. Assim. que ele coma. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. Pretérito perfeito: se eu partisse.É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo. Imperativo Negativo: .Eu os convenci a aceitar. isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido.Não apresenta a primeira pessoa do singular. que ele parta. . não ame você. Presente do subjuntivo: que eu ame. se tu partisses. na voz passiva dos verbos “contentar”. . . vós amais. que eles amem. considera-se apenas o processo verbal.É preciso ler este livro.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. quando eles partirem. se vós partísseis. ama tu. Futuro: quando eu comer. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado. quando vós partirdes. que tu ames. Pretérito perfeito: se eu dançasse.Vamos pensar no seu caso.O infinitivo pessoal. Por exemplo: . será generosamente gratificado. . . se nós partíssemos. Por exemplo: . os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. não relacionado a nenhuma pessoa. que vós ameis.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. quando vós dançardes. amemos nós. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. quando tu comeres.É proibido colar cartazes neste muro. apresenta desinências de número e pessoa. Nas locuções verbais. . por exemplo. que vós comais. .Devemos sorrir ao invés de chorar. se vós comêsseis. quando eles comerem. . marchar! (= Marchai!) . Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 .

. nas demais. sem nenhuma relação temporal. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. Na 1ª e 3ª pessoas do singular.Perdôo-te por me traíres. enferrujem.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação.Na esperança de sermos atendidos. . um período composto. contudo. Como desdobramento dessa reduzida. Com os verbos causativos “deixar”. havia crianças vendendo doces. flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos. o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada. .: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex. DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”. Quando o particípio exprime somente estado. . que se revela. não apresenta desinências. . . . . .O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. “sentir” e sinônimos.: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. Por exemplo: . esse “j” aparecerá em todas as outras formas. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. uma ação concluída. não confundir com o substantivo viagem) viajarão. “falar” e sinônimos. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal.Pediu para que Carlos entrasse (errado). Por exemplo: . o gerúndio expressa uma ação em curso. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”. enferrujassem.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. . 3. . .O guarda fez sinal para os motoristas pararem. enferrujarão. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”. . 2. já estão condenadas à fome muitas crianças.Foram dois amigos à casa de outro.Convém vocês irem primeiro.Esta salada é para eu comer? . Outros exemplos: . Por exemplo: . muito lhe agradecemos.O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.Para estudarmos.Ouvi-as dizer que não iriam à festa. a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”. (função adjetivo) Na forma simples. a fim de jogarem futebol. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo. . Por exemplo: Trabalhando.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural).Temos de agir assim para nos promoverem. Mandei as meninas olharem-se no espelho.Pediu que Carlos entrasse (correto). . Por exemplo: Terminados os exames. número e grau. (Lembre. deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. (função de advérbio) .Viajar: viajou. viajaria. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal. como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo.Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. Por exemplo: . Por exemplo: .: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. Nota: Como se pode observar.Elas parece mentirem . Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.Se tu não perceberes isto.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.). na verdade. Com os verbos sensitivos “ver”. a preposição está ligada somente ao pronome.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova. “dizer”.Tendo trabalhado.. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso. como sujeito. “ouvir”. neste caso. Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. . como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. encontrei alguns amigos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Antes de nascerem.Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir.Ela me deu um relógio para eu consertar. etc. Didatismo e Conhecimento 38 . etc.Nas ruas.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal. enferrujaria. assumindo a mesma forma do impessoal. assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).Pediu para Carlos entrar (errado).Vi os alunos abraçarem-se alegremente. estaremos sempre dispostos. .Enferrujar: enferrujou. Por exemplo: . sujeito implícito = nós).Faço isso para não me acharem inútil.Aquele exercício era para eu corrigir. que deve se apresentar oblíquo tônico. aprendeu o valor do dinheiro. flexionandose. os candidatos saíram. na forma composta. . pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. 4. viajasses. O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1.. aprenderás o valor do dinheiro.Vios entrar atrasados. . Por exemplo: . “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. flexionando-se em gênero.Neste exemplo ocorre.Saindo de casa. .

irmos nós. tempos ou pessoas. nós iríamos. Imperativo Negativo: não vás tu. vão eles. não vão eles. quando o dia amanhecer. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. tu vais. nós fomos. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. tu irás. vós iríeis. irdes vós. Pretérito Imperfeito: eu ia. vós ireis. ir ele. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. qualquer verbo no particípio. Veja os exemplos: . IR Indicativo: Presente: eu vou. se não me tivesse mudado de cidade. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. Infinitivo Pessoal: ir eu. eles foram. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. tu foras. vá ele. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. se não me tivesse mudado de cidade. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. se ele fosse. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. quando vós fordes.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 . nós vamos. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. tu irias. vós fostes. não vades vós. ele ia. Imperativo Afirmativo: vai tu. quando nós formos. teria aprendido. nós fôramos. que eles vão. tu foste. geralmente de particípio. eles foram. vós ides. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. se vós fôsseis. . eles iriam. que vós vades. Futuro do Presente: eu irei. vós íeis. Futuro: quando eu for. Obs. que tu vás. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes. que ele vá. Futuro do Pretérito: eu iria.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. Particípio: ido.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. não vamos nós. ele vai. vós fôreis. nós íamos. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. se tu fosses. telefonarei a Manuel. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. já terei telefonado a Manuel. Por exemplo: Amanhã. vamos nós. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. irem eles. ires tu. Não têm todos os modos. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. eles iam. se nós fôssemos. quando ele for. ide vós. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo.Quando você chegar à minha casa. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. Pretérito Perfeito: eu fui. ele iria. para conseguir a aprovação. que nós vamos. quando eles forem. não vá ele. ele fora. eu já terei partido. Gerúndio: indo. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. ele foi. eles irão. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. A frase Se eu estudasse. quando tu fores.Quando você chegar à minha casa. ele irá. nós iremos. tu ias. quando conheci Magali. Subjuntivo: Presente: que eu vá. se eles fossem. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. eu caminharei 6 Km. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. vão. Formas Nominais: Infinitivo: ir.

proviste d) adverti. . e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores. vê-la.não percais vós 8 (ITA) Vi. o réu será absolvido.. proveste e) n. compondes. seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido. possuir o teu retrato. infelizmente. No primeiro caso. ver-vos. revestes. evitando a briga. seu c) procura..tivéssemos intervido ..precavêssemo-nos não houvesse e)intervim . provistes b) adverti. ficarão surpresos com os trajes que usava. Quando você tiver terminado o trabalho. revistes. observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho. na ordem em que aparecem nesta questão. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio. (PUC) Dê.no futuro do subjuntivo.” Transpondo para a voz passiva. praticar a minha.. revês.. d) Quando você vir Campinas..se precaveram . segunda pessoa do plural rever .” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência.... respectivamente.no imperativo afirmativo. vê-lo.. dos outros.. mas desejava ver-te.não vais vós e) perdei vós .houvéssemos contido . pagarei a dívida. diga-lhe que o advogado reteve os documentos..... 4.. c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte. mas nem sempre .... do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós .se precaveu . b) Se advierem dificuldades. e) Ele trará o filho. e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas..se precaveio ...tivéssemos impedido d)me precavi .. a)intervir . a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê . c) Quando eu reouver o dinheiro. segunda pessoa do plural compor . o policial viu. em ti. d) Escolheu-se. e também não .tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9. já terei telefonado a Manuel. dois agentes secretos viram. no segundo.. e não . segunda pessoa do singular a) adverti.. Se todos nós .. se vier a São Paulo. c) Se você o vir.interviu . esperarei “você” praticar a sua ação para..d..se conteve . d) Se o Leonardo quiser.nos precavíssemos . Por exemplo: Para você ter comprado esse carro.. ou... e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. ver-vos. tantas mortes. as seguintes formas verbais: advertir ... compuserdes. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes. talvez . a festa terá ares aristocráticos.. primeiro praticarei a minha.não ameis vós c) sede vós .. necessitou de muito dinheiro a) procurais.no perfeito do indicativo.precaviram .não partais vós b) amai vós . ficará extasiado...a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras.. d) Eu não intervi na contenda porque não pude. mas não . reveis...teríamos evitado b)me precavi . 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado.no perfeito do indicativo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. quando vir o resultado. a gente do ofício ficaria exultante... telefonarei a Manuel...duvides 3.. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca. compordes.. vosso d) procurais.. quando menos.. as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato. vê-la. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.. confia em Deus.. segunda pessoa do plural prover . o homem errado. indicando ação passada em relação ao momento da fala.. b) Quando verem o Leonardo... Por isso o uso do advérbio “já”.. 2 (FUVEST) . b) Ele antevira o desastre.. c) Só ficarei tranqüilo... vosso e) procurais..não teria havido c)me contive .. provistes c) adverte.... 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal. vosso b) procura. em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos. depois. componhais. as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento ..contiveram . (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão.interveio .. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal.. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica.não sejais vós d) ide vós . b) Se a testemunha depor favoravelmente...intervieram . d) Eles se desavinham freqüentemente. Assim.

mal.limitação: só. antigamente. a pé.menos: O candidato defendeuse muito mal. também. tudo estaria perdido.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. deveras. 5 . salvo. além disso. acima. isto é. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. c) Se não fosses ele. eventuamente. a distância. lentamente. 6 intensidade apenas. De acordo com a circunstância que exprime. muito. é que. ou melhor. menos. meio.mais. 3 . são palavras invariáveis.tempo ainda. demais. antes. por certo. pouco. um outro advérbio ( Falou muito bem). ou melhor. Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. além. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas. à tarde. amanhã. amiúde (=sempre). por exemplo. e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente.inclusão: inclusive.dentro. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. . 8 . 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). sobretudo. sem dúvida. de forma alguma. tampouco (= também não). quase. à direta. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. lá. como: Sou tão feliz quanto / como você. e)Todas estão incorretas. sintético > íssimo.Afetividade: felizmente. talvez. modo. apenas. a esmo.Por um triz eu não me denunciei. depois. outrora. senão. logo. fora. ou causa. 2 – superlativo. 5 negação absolutamente. longe. mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. 6 . unicamente: Só Deus é perfeito. sim. Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . depressa. realmente.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . já. seguramente. bem.Sem dúvida você é o melhor. às toa. 2 superlativo absoluto: analítico > mais. à noite. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. às vezes. depressa. devagar.lugar aqui. nem. quanto.realce: cá. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. de jeito nenhum. (indireta) . aquém.explicação: por exemplo. 4 afirmação certamente.Por que o povo aceita tudo passivamente. pouco.retificação: aliás. alhures (= em outro lugar). 2 . d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. acolá. 2 . d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. de medo. somente. com certeza. inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. 3 . .exclusão: exclusive. hoje. atrás. às claras. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. abaixo. um adjetivo ( Estava muito bonita).designação.Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. e) Embora não tenha sido divulgado. mesmo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. muito. decerto. bem. às escondidas. exceto. 7 dúvida acaso. no próximo mês. o advérbio pode ser de: 1 . em vão. Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. de improviso. breve. por ali. efetivamente.Quero saber como os jovens vêem a natureza. não. possivelmente.De repente o dia se fez noite. . por um triz. (indireta) .modo assim. brevemente. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. de propósito. adiante. ainda. tempo. de modo algum. aquém. perto. às pressas.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. ainda bem: Ainda bem que você veio. fora. érrimo: Localizeio rapídíssimo. ele já se fora.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. ali. ao acaso. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados. tanto. tão. novamente. até. 4 . Podem exprimir: lugar. algures (= em algum lugar). de cor. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. > sintético: melhor. cedo. . defronte. de viva voz. infelizmente. (indireta) . diariamente. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . menos. de chofre. (direta) . muito zangado. rapidamente. soube-se do caso. tristemente. melhor pior. aliás (= de outro modo ). assaz bastante bastante. por ventura. de mais a mais: Também há flores no céu. por perto. imediatamente. tem bom caráter. quiçá.Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. agora. a saber: Você. de vez em quando. à esquerda. de repente.

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

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etc. Quanto ao sentido. proibição. ora ascendente ora descendente. pois. . por exemplo.” pode indicar constatação. conforme o tom com que a proferimos. . c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. no segundo.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. Observe: Olavo esteve aqui. indignação. c) As risadas não eram normais.Muitas frases. meu filho.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). a) Você está bem? b) Não olhe. Nesse caso. São uma pergunta. Transforme a frase declarativa em imperativa. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. se eu minto. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. uma frase simples como “É ela. não! 2. a faixa de pedestres. Muitas vezes. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável. maldição): “Esta luz me falte. usada quando se vê alguém invadindo. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. optativa ou imperativa. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. de forma afirmativa ou negativa. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. surpresa. (afirmativa) Nunca te esquecerei. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. com seu carro. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. exclamativa. pedido ou súplica. de pêlo ruço. decepção. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. Pense. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais. interrogativa. 4. Exemplo: Tudo parado e morto. c) Os meninos olharam à sua volta. Classifique as frases em declarativa. negativa. Traduzem admiração. (declarativa) Lusinho.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. No primeiro caso. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. a frase é afirmativa. (negativa) “Vamos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . de forma afirmativa ou negativa. na frase “Que educação!”. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. fique para trás. ao menos. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. arrependimento. das situações em que se explora a ironia. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. Contêm uma ordem. 3. dúvida. Assinale. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. não olhe. Dependendo de como é dita. os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. surpresa. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. etc. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . as circunstâncias) em que o falante se encontra. por exemplo. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás. d) Luisinho. É o caso.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. g) Agora suma.

só o predicado. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. A declaração referente a “o amor”. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. Respostas 1-“a” e “d” 2. f) imperativa. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar. através de reticências. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. e. d) Respeitem os limites de velocidade. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado.a) interrogativa. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. 46 Sujeito . o núcleo é sempre um verbo. o ser de quem se declara algo. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. pouco siso. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. Nos exemplos seguintes. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). o predicado. • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito). Objeto indireto e Agente da Passiva). excepcionalmente. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). interrogativa. O predicado é “jogam futebol”. Quando se trata de predicado verbal. f) declarativa. sendo um predicado nominal. porém há. várias frases ou um período. qualquer palavra substantivada. procure os fósforos no bolso!. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. b) interrogativa. sacudia as árvores.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. d) optativa. o núcleo é sempre um nome. pronome ou verbo). Adjunto Adverbial. necessariamente. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). exclamação e. c) exclamativa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. h) declarativa. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa. O sujeito é “Os rapazes”. h) declarativa 3. b) Luisinho. deve-se olhar para a cor da bandeira. é “O amor”. é “é eterno”. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. que encerra a essência de sua significação. caminhem juntos!. “A bênção. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. O tema. Normalmente. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração.a) exclamativa. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. d) imperativa. i) imperativa. e) interrogativa. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. ou seja. ainda. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. olhem à sua volta! 4. Aposto e Vocativo. “o tema do que se vai comunicar”. g) imperativa. capturavam os índios. a presença do verbo.a) Eugênio e Marcelo. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. c) declarativa. b) imperativa. Não têm estrutura sintática. ele se refere ao sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5.a/b/d/g 5. portanto não são orações. ou pronome substantivo ou. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). em alguns casos. Observe: O amor é eterno. interrogação. e) interrogativa. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. o sujeito. • constituir-se de um substantivo. Didatismo e Conhecimento . g) exclamativa. c) Meninos.

cujo núcleo funcione. quando não está expresso. locuções adjetivas. Nesse caso. ou por uma palavra ou expressão substantivada.). ao passo que o predicado é o termo determinado. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos. enunciado: Eu viajarei amanhã. como um substantivo. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. isto é.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. mas nunca uma sentença sem predicado. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 . mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal . Oculto (ou elíptico) – quando está implícito. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome.” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira.” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é.As formigas invadiram minha casa. Morrer pela pátria é glorioso. adjetivos..) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. etc. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. Construíram-se açúdes. ele.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho. soldado. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. etc. Exemplos: O sino era grande. Regina trancou-se no quarto.” (Érico Veríssimo) (o sujeito.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. Exemplos: 1. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. um substantivo ou pronome.Nós mentimos sobre nossa idade para você. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas.) Crianças.) Come-se bem naquele restaurante. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . o sujeito é o termo determinante.nome feminino singular 2. seu núcleo é sempre um nome. (= Açúdes foram construídos. tu. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. sua representação pode ser feita através de um substantivo. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios. (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. uma sentença sem sujeito. Ela tem uma educação fina. na sentença. Isto não me agrada. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê. guardem os brinquedos. (Quem atropelou a senhora? Não se diz.Há formigas na minha casa. a palavra base) do sujeito é. na língua portuguesa. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária. (sujeito: eu. isto é. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. pois.. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. não se sabe quem a atropelou.

acontecer. acompanhado do pronome se. se estava calor. . entre “Carolina” e “conhece”. amanhecer. Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. na frase Didatismo e Conhecimento 48 . Exemplos: 1. • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser.Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. todavia. Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. • Chover.Fazia um frio intenso.Na rua olhavam-no com admiração. Pode ser omitido junto de infinitivos.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral. ventar. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito.Hoje fez muito calor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas. • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado. sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores. com referência ao tempo.Abria a janela.Ventou muito durante a noite. neste caso.Anoiteceu rapidamente. .Era penoso carregar aqueles fardos enormes. portanto. . . o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -. . o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. realizar-se. O pronome se. na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão.Onde houvesse festas e danças.Era à hora do jantar. . Veiga). .“Bateram palmas no portãozinho da frente. a memória é mais vivaz. nevar. . . .” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular.“De qualquer modo. mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. ali estava ele. Normalmente.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado. é índice de indeterminação do sujeito. relampejar.Nevou no Sul do país.Devagar se vai ao longe. foi uma judiação matarem a moça. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.Faz dois anos que me formei. ser e estar. através do predicado.” (José J.Aqui vive-se bem.Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. São construídas com os verbos impessoais. • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural. passar. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. gear. . .Carolina conhece os índios da Amazônia.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: .“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. . .Havia quadros nas paredes. decorrer).Houve algo de anormal? .Eram trinta de maio de 1980. fruto de uma análise sintática.Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João.” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato.É triste assistir a estas cenas repulsivas. .” (Tiago de Melo) .Era no mês de maio.“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco. o sujeito antecede o predicado.Chovia torrencialmente. Ninguém lhe telefonou. Predicado . Não se trata. . Na frase (1). sendo. . . . sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). .Há plantas venenosas. Choveu durante o jogo. fiquem os dedos.Havia três noites que não dormia. . . por isso. .” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa.Quando se é jovem.Havia três noites que não dormia. . • Fazer. sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2. Nesse sentido.Assim como o sujeito.” (Josué Guimarães) . de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa. . a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. .

salvo se as cousas se complicarem.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. existem os de ligação.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento. 2. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica.. quando este puder ser facilmente subentendido.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. ou não. juntamente com o verbo..” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. entre “nós” e “fazemos”. relacionando o predicativo com o sujeito. pelo contrário.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há... “Não invejo os ricos. Entretanto. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. “Três contos bastavam.Os manifestantes desciam a rua desesperados. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos).” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. um conteúdo significativo. Quanto à predicação classificam-se. Os verbos de ligação (ser. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome. parecer. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância.” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia. nem aspiro à riqueza. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo. Exemplos: João puxou a rede.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. o povo. denominados transitivos.” (Ciro dos Anjos) Observe que. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. transitivos. o peixe. os verbos puxou. etc. tem sentido completo. 2. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). quem encerram uma noção definida. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Quando. invejo. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar. Os animais correm. a ferocidade dos algozes inexcedível. aspiro. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado. __ Em poucos dias. adjetivo. isto é.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. seguido. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. constituem a nova informação sobre o sujeito. pois têm sentido completo. mais contente. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. podendo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta. Exemplos: 1. estar. etc. Além dos verbos transitivos e intransitivos.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo. sem os seus complementos. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1. por natureza. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre.. verbos que entram na formação do predicado nominal. de complemento(s) ou termos acessórios). Exemplo: As flores murcharam.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . insistiu ele. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. desciam = nova informação sobre o sujeito.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você. ou um verbo (ou locução verbal). por si mesmos. No primeiro caso. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. Há verbos que.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. De qualquer forma.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.Minha empregada é desastrada. As folhas caem. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. Em outros casos é necessário um complemento que. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme.

tornar. lhes. anuir a ele. repugna-lhe. interessalhe.” (José Geraldo Vieira) “Dr. penetrar no mundo que já morreu. deixar. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição. chamar.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva.“Inútil tentativa de viajar o passado. pensará que estou atirando aos nhambus.” (Graciliano Ramos) . fazer.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho. encontrar. investir contra ele. . Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa. rir. ocasionalmente. atentar nele. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. agradeço-lhe.Cheguei atrasado.” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego. “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Luís Jardim) .” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial. os.” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia.. perseguir.” (Ciro dos Anjos) . eleger. contrariar. prejudicar. claro. Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. lhes. etc. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente. . a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada. “Deus vos fez padre e bispo. nascer. dizer. ter. • Verbos intransitivos passam. um complemento sem preposição. chamado objeto indireto.” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto. perdôo-lhe. ver. adotar.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer. elogiar. Inês trazia as mãos sempre limpas. características): .“Morrerás morte vil da mão de um forte. abraçar. ir. colher. avisar. brilhar. paga-lhe. declarar.“Tinha testa enrugada. encontrei-a muito previnida.. com preposição. resiste-lhe. recorrer a ele.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. etc. Didatismo e Conhecimento 50 . valeu-lhe. O povo chamava-os de anarquistas. vir.. levar.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo. simpatizar com ele. encontrar.Passeamos pela cidade. nomear. ter.“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. conheço-as. apraz-lhe. saldar.” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. coroar. designar. como quem vivera vida de contínuo pensar. latir. ferir. . ver. etc. suar. depender dele.Fui cedo. entristecer. imitar. não ligar para ele. brincar. quero-lhe (=quero-lhe bem). sucede-lhe. as: convido-o. Leandro proverá a tudo. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente. .Entrei em casa aborrecido.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. a. assistir a ela. comprar. cumprir com o dever. agir. receber..” (Alexandre Herculano) . castigar. sagrar.” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você.” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos. etc.” (Viana Moog) . tomar do lápis. desculpar. sair. desagrada-lhe.. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado. chegar.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame. etc. achar. considerar. em geral. crescer. pegar de uma ferramenta.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.” (Gonçalves Dias) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. encontro-os. os pronomes o. proclamar. bate-lhe.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo. Pertencem a esse grupo: julgar. tremer.“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) .” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. mentir. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe. convidar. adoecer. podem ser usados também na voz passiva. unir. obedece-lhe. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico. estimar. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto. socorrer.” (Marquês de Maricá) “Então. puxar da faca. desobedecem-lhe. Julgo Marcelo incapaz disso. isto é. incomodo-a.. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual. achar.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular.“Depois me deitei e dormi um sono pesado.

A Lua parecia um disco.” (A. Fiquei à sombra. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria. prevenir. ora a outro. aspecto transitório: Ele é doente. bater(em). dispor. O verbo ser. etc. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. Esses verbos. perdoar(a). dar. Didatismo e Conhecimento 51 . • Há verbos transitivos indiretos. cuidar(de). contribuir(para). Eu não estava em casa. entram na formação do predicado nominal. aconselhar. contentarse(com. Pedro fez-se lívido. (intransitivo) O homem anda triste. Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. concomitantemente. Ele permaneceu sentado. ceder. (transitivo direto) Deram 12 horas. com). apresentar. agradar(a). Os verbos. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo.” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. A crisálida vira borboleta. • Em princípio. narrar.. relativamente à predicação. doar. como atirar. A operação resultou inútil. pedir. pagar(a). Ceda o lugar aos mais velhos. perdoar. assistir(a). mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. investir(contra. traduz aspecto permanente e o verbo estar. • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. Eu não sou ele. lutar(contra). imutável. A vida tornou-se insuportável. aspirar(a). aprazer(a). confiar(em). perdoar. crer(em). em). Todos andam apreensivos. Os premiados foram dois. • Verbos como aspirar. lembrarse(de). Perdoa-lhe tudo. recorrer(a). entregar. cogitar(em. Anda com dificuldades. informar. (tratar=lidar). perguntar. A ilha parecia um monstro. Dona Cléia dava roupas aos pobres. A água está fria.de). (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. obedece) o médico.. variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. Oferecemos flores à noiva. A empresa fornece comida aos trabalhadores. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. Parece que vai chover. como nestes exemplos: Trate de sua vida. por exemplo... As matrículas acham-se abertas. ansiar(por). (aspecto transitório). repugnar(a). Ele está doente. um estado ou modo de ser do sujeito. querer(a). A tentativa resultou inútil. propor. atirar(a. O médico é pago (perdoado. (intransitivo) A terra dá bons frutos. em contra). servir. (de ligação) O cego não vê. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. outro indireto. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. no predicado nominal. Exemplos: A Terra é móvel. O portão permanecerá fechado. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. podem pertencer ora a um grupo. não têm classificação fixa. resistir(a). Exemplo: O homem anda. devolver. investir. Exemplos: No inverso. A árvore ficou sem folhas. contentar-se. O fato pareceu-lhe estranho. que admitem mais de uma preposição. gostar(de). Excetuam-se pagar.” (José J.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. (tratar=cuidar). zombar(de). de. (aspecto permanente). Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase. As águas podiam estar poluídas.” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. ao qual se prende por um verbo de ligação. e pouco mais. ofertar. disse adeus e fui andando. Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. explicar. atentar(em). assistir. O mar estava agitado. A mesa era de mármore. relatar. verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. chamar. A Lua ia (=estava) alta. etc. oferecer. Minha proposta saiu vitoriosa. As crianças estavam com fome. conspirar(contra). se ela me preferisse a você. anuir(a). preferir.” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. O moço anda (=está) triste. obedecido) por João. João ficou zangado. obedecer(a). prometer. Mário encontra-se doente. Eles devem ser irmãos. atribuir. valer(a). presidir(a). As crianças tornam-se rebeldes. (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. proporcionar. Outros mudam de sentido com a troca da preposição. obstar(a). O dia continuava chuvoso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de).. precisar(de). aludir(a). É desagradável tratar com gente grosseira. sem mudança de sentido. ensinar. interessar(a). obedecer. pagar.. carecer(de).

Que linda estava Amélia!. O soldado foi julgado incapaz. pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Avisamo-lo a tempo. O povo aclamou o imperador e a imperatriz.” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja. Ele será eleito presidente. Raros são os verdadeiros líderes. As batalhas sagraram-no herói. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. Alguns chamam-no (de) impostor. 3. ela o faz com cuidado.. Novo ainda. Marta entrou séria. Excepcionalmente. me..”.. as. Esta. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. te.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória. os.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. se. 2. “Vós haveis de crescer. Complemento Nominal.. Observações: • O predicativo objetivo.. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos. (=Lembro-me dela saudoso. Os presos tinham os pés inchados. O professor sorriu satisfeito. vos: Espero-o na estação. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira. O povo elegeu-o deputado. às vezes vem regido de preposição. normalmente. Sílvia olhou-se ao espelho. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto). (que:objeto direto de plantei). Todos partiram alegres. não regido. Julgo inoportuna essa viagem. Muitos consideram-no (como) um sábio. mas não o encontrei. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!.” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho.” (Ferreira Castro) Procurei o livro.” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Ele é tido por sábio. Exemplos: O trem chegou atrasado.. Ela nos chama. não vem regido de preposição. Lentos e tristes. “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente.. Unimos o útil ao agradável. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. Estimo-os muito. O prisioneiro foi encontrado morto. a. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor. Lembro-me dela com saudade. O cosmonauta foi aclamado como herói. A mãe viu-o desanimado. os retirantes iam passando..” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto.. de preposição. Esta é a casa que eu vendi. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal. A doença deixou-me sem apetite... “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta. Nós julgamos o fato milagroso. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel. Não me convidas?. Completamente feliz ninguém é. completam) o sentido da oração. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.. (=O trem chegou e estava atrasado. como vemos dos exemplos acima. Integram (inteiram. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. Ninguém me visitou.. • Pelos pronomes oblíquos o.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.) O menino abriu a porta ansioso. • Normalmente. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. Houve grandes festejos. eu vos amo. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. eu não entendia certas coisas.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado.”. perder-vos-ei de vista. As paixões tornam os homens cegos..” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. Procuram-na em toda parte. São os seguintes: 1. Exemplos: As plantas purificaram o ar. Silvinho acha-se um gênio. “E até embriagado o vi muitas vezes. Meu Deus.”.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho. Agente da Passiva. A árvore que plantei floresceu. nos.. Didatismo e Conhecimento 52 . Quem são esses homens?. Chamavam-lhe poeta. em certos casos. é facultativa.. Ela adotou-o por filho. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço.

”. “Amava-a tanto como a nós.”. Preciso de ti amanhã. facultativa. Olho Gabriela como a uma criança. o complemento de verbos transitivos diretos.”. Representa. se faz com as formas o(s). impedindo construções ambíguas: Convence. muitos o louvam. a feira deve incomodar. (Disse a verdade ao moço.”..”. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres.”. prejudicas a ti e a ela. pegou da agulha. atirar com os livros sobre a mesa. enfim. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!.”.) Peço-lhe desculpas.” • Com nomes próprios ou comuns. é obvio. (Peço desculpas ao professor. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico. Disse-lhe a verdade. como todos ali. “Também se adormece a fome. fazendo sorrir. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. A médico. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças. “Se eu previsse que os matava a ambos.”.”. O bem. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. Deparei com um estranho.”. engole-os a obscuridade. cumprir com o dever. Aumente a sua felicidade. “Chegou a costureira. nos cinco outros. tornando felizes também aos outros.”. Assistimos à missa e à festa. “Tratava-me sem cerimônia. Gosto de frutas e de doces. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?.. Aludiu ao fato. Aspiro a uma vida calma. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. “Como fosse acanhado. enganavam é a Pedro. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos. (no filho) Anseio pela tua volta. geralmente a preposição a. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia.”. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes. “Provavelmente. “Vence o mal ao remédio. evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito.”. Obedeço ao regulamento.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. pegou da linha. Atentou contra a vida do rei. A quantos a vida ilude!. “E olhava o amigo como a um filho mais velho.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu.”.”. Ceda o lugar aos mais velhos.) Didatismo e Conhecimento 53 ... “As companheiras convidavam-se umas às outras. Amemos a Deus sobre todas as coisas. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela. por que amas a uns e odeias a outros?. “Diabolicamente.” • Em certas construções enfáticas.”.” • Em construções enfáticas. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. pegar da pena.”. Deus lhe perdoe. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.”. de plena satisfação. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. referentes a pessoas. Absteve-se de vinho. “Seus cavalos. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. ordinariamente. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. “E dali em diante. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro.” (Machado de Assis) “De mais a mais. não interrogou a ninguém. como a um irmão. que mora mais além. “A tudo e a todos eu culpo.”. e não mulher feita. etc. Ele zombou de nós. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. a harmonia da frase.”.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava. a Caetano. molhou a ambos. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase. como às crianças. vem precedido de preposição.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo. quando soube do caso. a(s) e não lhe. quando possível. confessor e letrado nunca enganes.”. como puxar (ou arrancar) da espada. lhes: amar a Deus (amá-lo). “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções.” • Em expressões de reciprocidade. pegou do pano..: “Arrancam das espadas de aço fino. mas poucos o seguem. “Abraçou a todos.” • Com certos pronomes indefinidos. Exemplos: O dinheiro.. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos. ao pai o filho amado. deu um beijo em Adelaide. isto é. enfático ou redundante. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”..”. só ocorre com verbo transitivo direto.”. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase.”.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram. “Ao poeta Drummond. o drama intensificava-se.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências. “A estupefação imobilizou a todos. ela os montava em pêlo. cantando.. O pai batia-lhe. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. convencer ao amigo (convencê-lo). “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos. o dinheiro atrai a pequenos e grandes.”. a ênfase ou a força da expressão.. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. “A inimigo não se poupa. • O objeto direto preposicionado. Responderei à carta de Lúcia.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.

. a condenação da violência. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto. da beleza e do equilíbrio. Exemplos: A defesa da pátria. obediente aos pais. o medo de assaltos. (=Isto pretence a ti. os quais. em. A coisa de que mais gosto é pescar. A proposta pareceu-lhe aceitável.).) • Nos demais casos a preposição é expressa. etc. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. te.). O juiz confiou-lhe a guarda do menino.. adjetivos e advérbios. queimar fogos. Conheço o funcionário por quem fui atendido. Muitos já estavam dominados por ele.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil. O filme a que assisti agradou ao público. contra. As pessoas com quem conto são poucas. Ela queixou-se de mim a seu pai. criar impostos. útil ao homem. aos brigões.” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. A pessoa a quem me refiro você a conhece..” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. Dê isto a (ou para) ele. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. Devolve-lhe o dinheiro. com. resistir ao mal. expressa ou implícita. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. incompleta. nada me abala relativamente ao Rubião.. Vem regido comumente pela preposição por. Peço-vos isto. (=Obedece a mim. Assisti ao desenrolar da luta. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos. entusiasmo divino. Conto com você. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. “O ódio ao mal é amor do bem. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. Beijou as mãos ao sacerdote. complementa nomes (substantivos.) Não lhe foi devolvido o livro. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. em vez de complementar verbos.. regressar à pátria. Não preciso disto. por ênfase. recordar o passado. recordação do passado.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho. perdão das injúrias. Esperei por ti.. geralmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. incapazes de se moverem. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. Isto te pertence.. Não revelarei isto a ninguém. regresso à pátria.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. Os obstáculos contra os quais luto são muitos. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. nos.. (=Rogo a você. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena. de certos substantivos. Assistência às aulas. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas. perdoar as injúrias. remeter cartas. para e por. Sobram-lhe qualidades e recursos. Exemplos: Obedece-me. Perdôo-lhe a ofensa. e a ira contra o mal.. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. lhes. a remessa de cartas. Difere deste apenas porque. O objeto indireto é sempre regido de preposição. (=Devolva o dinheiro a ele. (=Não lhe devolveram o livro. Ele só pensa em si.) Devolveu-se-lhe o livro. resistência ao mal. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial.. o paciente. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais.). no caso.. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. Rogo-lhe que fique. lhe. queima de fogos. verbos de mesmo radical: amor ao próximo.. Vem sempre regido de preposição.. A cidade estava cercada pelo exército romano. compositor de músicas. (=Peço isto a vós. Como atestam os exemplos acima. basta-lhes xingarem-se à distância. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 . Contenta-se com pouco.. (=O livro foi-lhe devolvido.” (Rui Barbosa) “Ah. de.. remessa de cartas. vos..? (Machado de Assis) “E. amar o próximo...” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. Falou contra nós. etc. obedecer aos pais. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. criação de impostos. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. As preposições que o ligam ao verbo são: a. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso.. “Para ele nada é impossível”. se. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido.

terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. assunto. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. foi um monarca sábio. Compreendo sem esforço. as ruas. Moramos aqui. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. ou a origem. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente. gosta do mar (obj. fim ou outra especificação: . todos olham e não dizem nada. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. região do ouro e dos escravos. destruidor de matas. o guarda. pertença .). tudo foi destruído pela enchente. amor de mãe. Escureceu de repente. casa de madeira: matéria . “Nicanor. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. Ande devagar. filho de fazendeiros: origem . (=De ouvidos atentos. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos.). árvores e plantações. que modifica o sentido de um verbo. (=No domingo. etc. ter medo do mar (compl. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres.). (Devastam as florestas. as mãos dele: posse. capítulo sexto. • Pelos artigos: o mundo. acensorista. descoberta de petróleo. (errado). origem. beleza das matas. adjetivo ou advérbio.).fio de aço.. amor ao próximo. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. adjunto adverbial e aposto.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. coisas a que era avesso. posse.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres.. Volte bem depressa.homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio. pouco sal. especialidade .adn. (=Naquela noite.. determinar os substantivos. folhas de árvores. Ele fala bem. não ficaria ancorado como uma canoa.. Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (Expulsaram-no da cidade.. etc. • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. Saí com meu pai. Pedro II... farinha de trigo. Errei por distração.) ou.criança com febre (=febril): característica . empréstimo de dinheiro. Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. Talvez esteja enganado. Júlio reside em Niterói. modo.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. modo. “O pastor. este lugar. Domingo que vem não sairei. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. plantio de árvores. declaração do ministro. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. colheita de trigo.nom. Exemplos: D. intensidade..). cheiro de petróleo.). aviso de perigo.. pertença. no terreiro em frente..” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. aulas de inglês: fim. Não durma ao volante.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade . etc. água do mar (adj. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. ao passar para a ativa.. negação. companhia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão.presente de rei (=régio): qualidade . (certo). que rua?.. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso.). (voz passiva) A multidão aclamava a rainha. não dormi.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas. indir.” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. exprimir alguma circunstância. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. aviso de amigo.. Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. aproximei-me da porta.casa de ensino.. Maria é mais alta. qual seja a de caracterizar um ser.” (Povina Cavalcânti) “Ele. um rapaz. país cuja história conheço. desenvolve ou resume outro termo da oração. declaração de guerra. causa. “Cada casa arrumava. muitas rãs.adv. quinto ano. em outras palavras.” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça.. fala corretamente. tempo. o médico.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. As florestas são devastadas.. (voz passiva) Tu o acompanharás.livro do mestre. animal feroz. lugar. imperador do Brasil. meio. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal.. • Pelos numerais: dois pés.). • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem.água da fonte. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. Ouvidos atentos. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). herói de nossa gente. encontramos a felicidade. empréstimo do banco.. Caúla. expôs-me seu caso de consciência. a casa do fazendeiro. terras férteis.

são horas! “Olá compadre. (Período simples. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos. o rio Amazonas. isto é. que pode ser uma pessoa. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. Não havendo pausa. não haverá vírgula. a Bolívia e o Paraguai. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. olá. mas predicativo do sujeito: Audaciosos. do espaço. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo.” (Machado de Assis) “Correi. senhor de engenho. o qual. sinal de tempestade iminente. refere-se a toda uma oração. ó sol de maio. não há aposto. duas orações) Está pegando fogo no prédio. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. (um verbo. (uma locução verbal. No exemplo inicial. indicadas.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. uma coisa real ou entidade abstrata personificada. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. (Período composto. os dois surfistas atiraram-se às ondas. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. o escritor João Ribeiro. Só não tenho um retrato: o de minha irmã.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. título. às vezes. de tudo ela tinha medo. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. um animal.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). Este escritor. (dois verbos. mande-me cá o Padilha. por vírgulas. Nas frases seguintes. Exemplo: Pegou fogo no prédio. por exemplo. meus amigos. O aposto que se refere a objeto indireto. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. a Rua Osvaldo Cruz. Os apostos.” (Raquel Jardim) De cobras. é a base do governo. ele e ela. filha do velho coronel Tavares. “Acho que adoeci disso. O espaço é incomensurável. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. O aposto. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. ponto de interrogação ou com teticências. fato que me deixa atônito. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. às vezes. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). O dia amanheceu chuvoso. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. bichos. etc.) Quero que você aprenda. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. destacam-se por pausas. correi. o que me obrigou a ficar em casa. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. que se encerra com ponto de exclamação. o Colégio Tiradentes. está elíptico. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. eh!): “Tem compaixão de nós . Nogueira. Não pertence à estrutura da oração. uma oração) Quero que você aprenda. leves e graciosas. As borboletas. como romancista. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. Didatismo e Conhecimento 56 . o teu defensor.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. (duas locuções verbais. O período é simples quando só traz uma oração. esvoaçavam num balé de cores. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. oração absoluta. de beleza. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. Mensageira da idéia. não são banhados pelo mar. mais alto. “Irmão do mar. Simão era muito espirituoso. dois pontos ou travessões. morcegos. nnca foi superado. Exemplos: Pegou fogo no prédio. seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. a saber. Na escrita é separado por vírgula(s). em geral. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. chamada absoluta. O aposto não pode ser formado por adjetivos. o romance Tóia. Mário não se conteve. o período é composto quando traz mais de uma oração. na escrita. da intensidade das coisas. o que me levava a preferir sua companhia. Exemplos: Rapaz impulsivo.

O mar é generoso. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. Pode ser: 1. ora. por uma conjunção coordenativa aditiva.. contudo. / sofreram. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa. Havia muito serviço. por uma conjunção coordenativa adversativa. 2. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. a vontade. não mereces fé. se nos depara nos próprios animais. as lanchas se movimentam lentamente. mas não convence. / vibraram. “Jacinta não vinha à sala.. / portanto merece minha gratidão.. 4. antes. sentei-me. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. / brincamos. Vives mentindo. uma relação de sentido. pois..” (Jorge Amado) . ou seja.” (Machado de Assis) “Em aviação. logo. Ele é teu pai: respeita-lhe.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem.ou. . porém. não só.” (Cecília Meireles) Tens razão.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. no entanto.. mas aceitam-na. seja. Ele me ajudou muito. “É dura a vida. mas ainda. por exemplo. como já dissemos. os saveiros acompanham. por uma conjunção coordenativa conclusiva. Saí da escola / e fui à lanchonete. ou seja. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior.” (Renato Inácio da Silva) Considere. Há entre elas.. Raimundo é homem são.” (Machado de Assis) “A noite avança. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC).. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. As pessoas não se mexiam nem falavam. há uma paz profunda na casa deserta. por isso. contudo não te exaltes. mas também. entretanto ninguém trabalhava. apanhei o embrulho e segui. uma não depende da outra sintaticamente..” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. ora. seja. ou seja. mas. pois. As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. não só. ou seja. avilta. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e. logo. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. Estudei bastante / mas não passei no teste.. é claro.. Didatismo e Conhecimento 57 . OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. entretanto. A espada vence. desonra. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. este período composto: Passeamos pela praia. quer. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas..” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. Exemplo: Os torcedores gritaram. portanto deve trabalhar. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. Venha agora ou perderá a vez.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem.As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. o ouro infama. O instinto social não é privilégio do homem. todavia..As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. porém às vezes torna-se cruel. ou retirava-se logo. / recordamos os tempos de infância. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista. por uma conjunção coordenativa alternativa. OCA OCA OCA “Inclinei-me. ou. quer. nem. A doença vem a cavalo e volta a pé.

” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. ora o rasgava freneticamente. Não fui à escola / porque fiquei doente. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo. Leve-lhe uma lembrança. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. porque é pior para ti. salvo se acontecer algum imprevisto. Se o conhecesses. cidadãos. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. por uma conjunção coordenativa explicativa. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . sem que estudes muito. de justificativa em relação à oração anterior. ele é classificado como período composto por subordinação.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. apesar de. (adjunto adverbial de causa) Veja. Ninguém podia queixar-se. porquanto. que ela aniversaria amanhã. de tão violento que ficara. pois arfava muito. “Se convidada. sendo. Decerto alguém o agrediu. temos que agir nós. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. Como ele estava armado. visto que. caso a experiência tenha êxito. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. Irei à sua casa / se não chover. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. se bem que. portanto. já brilhava intensamente. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. ninguém ousou reagir. não o condenarias.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. ou um minuto depois. ou seja. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. contanto que (ou desde que) volte cedo. que não nasci ontem. pela simples razão que ele não existe. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. que te abençôo. pois (ou porque) o nariz dela sangra. 5. sem. conquista-a. Não sairei de meu consultório. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que. Vamos andar depressa / que estamos atrasados.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. Como não me atendessem. a menos que. Você pode ir. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). subordinada a ela.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. contanto que. apenas conheço as flores do meu tempo. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. pois que. agora. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. fossem os olhos mais enviesados. Conjunções: se. tanto mais que meu filho está doente. como (= porque). a não ser que. desde que. (a menina) senta no colo da gente. impedir sua realização. porque. Não posso ir hoje.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. porquanto eu estava cumprindo o meu dever. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. Conjunções: embora. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. por isso que sou pobre. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). Não poderás ser bom médico. “Faltou à reunião. por mais que. talvez teríamos perecido todos. conversa um pouco e logo sai correndo.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. substantivas e adjetivas. no entanto. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste. 2. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. “A mim ninguém engana. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. pois. repreendi-os severamente. e tudo teria sido diferente. visto que esteve doente. Poderão chegar lá ainda hoje. Não mintas. mesmo que. que. ainda que. Não encontrei o livro em nenhuma loja. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu.” (Jorge Amado) “Velho que sou. “Maximiano temera que o coronel o agredisse.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. Conjunções: porque.

Por incrível que pareça.” (Fernando Namora) “Ainda assim. Vim hoje. quando escurecia. sem que isso fosse de minha obrigação. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. Ontem estive doente. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. conforme lhe prometi. O responsável deve ser punido. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. Sempre que vou à cidade.” (José Geraldo Vieira) 7. Um dos garimpeiros falou. que. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. a estontearse. a História se repete. não andei tão depressa que amarrotasse as calças. “Como deveis saber.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). “Corria para a rua. mal (=assim que).” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense. cria asas. que. sinceramente confesso que o admiro. enquanto os outros escutavam silenciosos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. para o tumulto. para o trabalho.) Ajudava-os em tudo. segundo. assim que. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. por exagerada que seja. Por mais que gritasse. Conjunções: porque. tristezas não pagam dívidas.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. Conjunções: conforme. são ouvidos com agrado. Consoante opinam alguns. rosto no pó.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. a fim de que. Como diz o povo.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico. nem por isso o respeitava menos. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. de maneira que pude prolongar minha viagem. o moço ergueu-se rápido. as casas se esvaziam. como (=conforme). eles não sabiam o nome de sua cidade. não fosse o coração saltar-lhe.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. segundo as ouvi narrar anos depois. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. Conjunções: para que.” (José J.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse. Embora não possuísse informações seguras.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. o Major não faltava. Mal chegamos ao local.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. é um grande veículo de informação. manteve-o apertado contra o peito. conseguiria esquecer. ainda assim arriscou uma opinião. OP OSA Temporal Formiga. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. devia ser melhor que aquilo. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. “Nem que a gente quisesse. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. depois que. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença. “Chovesse ou fizesse sol. cruzou os braços no peito. há em todas as coisas um sentido filosófico. passo pelas livrarias. “Fiz-lhe sinal que se calasse. todos o procuravam. As notícias de casa eram boas. pequenos que sejam. pois que. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. Fleming descobriu a penicilina por acaso. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. fossem quais fossem as conseqüências. os povos se levantam. não me ouviram. enquanto. visto que. Cumpriremos nosso dever. ela se volta contra nós.” (Ramalho Ortigão) 6. como sabemos. por mais que o cocheiro os sofreasse. sempre que. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Todas as vezes que agredimos a natureza. logo que. “Digo essas coisas por alto. Os louvores. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. Júlio César resolveu passar o Rubicão. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . Conjunções: quando. quando quer se perder. quem quer que seja. vimos toda a extensão da catástrofe. porque (=para que). O jornal. como (= porque). “Lá pelas sete da noite.” (Graciliano Ramos) 4.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial.

: Convém que todos participem da reunião. (= Não me oponho à sua viagem. à proporção que. Ignoramos como se salvaram. é certo. ao passo que. OSA Proporcional OP À medida que se vive. Não posso dizer qual delas é a mais feia. ocorrer. . podia erguê-lo ao sol.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. num período. Daremos o prêmio a quem o merecer.depois de um verbo de ligação + predicativo.) Mariana esperou que o marido voltasse.: Sabe-se que ele saiu da cidade. Como a flor se abre ao Sol. Ex. como o imã atrai o ferro. Didatismo e Conhecimento .) Aconselha-o a que trabalhe mais. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. como. (objeto direto) O grupo quer / que você ajude.depois de verbos como convir. Obs. tanto que me pediu um prazinho para a resposta.” (Graciliano Ramos) 8.” (Jônatas Serrano) 3. (= O mestre exigia a presença de todos. Ex.depois de expressões na voz passiva. Rui voltou para casa como quem vai para a prisão. sem que a guerra o arrebatasse. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. como sabe-se. Observe: Necessito de sua ajuda.: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. (sujeito) É importante / que você colabore.: É certo que ele voltará amanhã.. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava. tanto como. Conjunções: à medida que.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. etc. diz-se. Conjunções: como. Lembre-se de que a vida é breve. constar. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar. é útil. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. À proporção que avançávamos. Ela é bonita / como a mãe. 9. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. como no exemplo acima. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse.. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). Perguntaram quem era o dono da fábrica. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . que (combinado com menos ou mais). Veja que horas são. Ignoro quantos são os desabrigados. ao passo que os preços sobem. que assustava os transeuntes. Certos cantores gesticulam mais do que cantam. mais se aprende. cumprir. urgir. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. Elas podem ser: 60 1. geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho. Indaguei de quem eram aqueles quadros. tal como. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. Ex. as casas iam rareando. tal qual. em construções do tipo é bom. vai diminuindo. quanto menos.. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. etc. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. .” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos. exercem funções sintáticas próprias de substantivos. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio. assim como. O valor do salário. O fiscal verificou se tudo estava em ordem. contase. (tão). Observe: É importante sua colaboração. 2. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse.. é conveniente. Observe: O grupo quer a sua ajuda. quanto mais.

etc. na esperança de que me chamasse. (= Sou favorável à prisão dele. Didatismo e Conhecimento 61 . (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Observe: Estou convencido de sua inocência.) Minha esperança era que ele desistisse.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. quanto. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. 4. Observe: O importante é sua felicidade.” (Carlos Castelo Branco) 6. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor.) Parece que a situação melhorou. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. quem. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Para alguns a pátria é onde se está bem. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam. tornou-se realidade. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore. Aconteceu que não o encontrei em casa.) Estava ansioso por que voltasses.) e podem ser classificadas em: 1. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que . entre vírgulas. (= Sua colaboração é necessária. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. Convém que sigas uma profissão. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. Arnaldo foi quem trabalhou menos.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente. Ficou provado que os documentos eram falsos. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. também. como. Pedra que rola não cria limo. desde a tarde. vindo sempre depois do verbo ser. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Importa que saibas isso bem. (Seu receio era a chuva. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer. que o filho recuperasse a saúde. cujo.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. Não sou quem você pensa. Diga-me como resolver esse problema. Sê grato a quem te ensina.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. tais como quando.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. Às vezes sucedia que um de nós se machucava.” (Dom Eugênio Sales) 5. Podem vir.. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. qual. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. Não é segredo que os dois não se entendem. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país. É bom que você venha. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos.” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes. Não consta que ele fosse anti-religioso. etc..” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse. Exemplos: Não sei quando ele chegou. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro. intercaladas à oração principal. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. OP OSA Restritiva Nesse exemplo. Exemplo: Seu desejo.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos.

Precisando de ajuda. os jogadores foram para o vestiário.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. acabou na miséria. que traz o efeito. que é efeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. muitas vezes. “Olhou a caatinga amarela. reduzida de particípio. que cultiva com carinho. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. saindo depressa de casa. conforme o caso.” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. mas como o próprio nome indica.” (Inácio de Loyola Brandão) 2. O período agora é composto por coordenação. reduzida de infinitivo.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. Exemplos: Preciso terminar este exercício.Precisando de ajuda. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. (infinitivo) . Essa casa foi construída por meu pai. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. que é nosso pai. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida.Acabado o treino. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. / telefone-me. Note-se também que há pausa (vírgula. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. / encontrei o professor de inglês. Se precisar de ajuda. Assim que acabou o treino. reduzida de gerúndio. Quando entrei na escola. OP OSA Explicativa OP Deus. / lançou um novo livro.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 . o que não acontece com a oração adverbial causal. encontrei o professor de inglês. gerúndio e particípio).Ao entrar nas escola. Ele tem amor às plantas. Alguém. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal. Ele está jantando na sala. Exemplo: O escritor Jorge Amado.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. nos salvará.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. que o poente avermelhava. / que mora na Bahia. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. encontrei o professor de inglês. porque seus olhos estão vermelhos.O infinitivo. esclarecendo um pouco mais seu sentido. subordinada adverbial Acabado o treino. Ao entrar na escola. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. que nasceu rico. Há casos também de orações reduzidas fixas. telefone-me. . Exemplo: O homem fechou a porta. (gerúndio) . Rosa chorou. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. / os jogadores foram para o vestiário. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. . visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. que passe por ali à noite. telefone-me. nem por isso deixam de existir. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. poderá ser assaltado. ao lado qual estava o baú de roupas. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes. “Há saudades que a gente nunca esquece. imperativa. Valério. Exemplos: . Observações: . Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. isto é. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. os jogadores foram para o vestiário.

adverbial temporal d) subjetiva. na concordância. objetiva direta. com as palavras de que dependem. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. É bom que você venha. Didatismo e Conhecimento 63 . Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. objetiva indireta 6. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5. 7. não vivia no coco como a do Santa Rosa. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. orações subordinadas adjetivas. Via-se muito que D. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar».” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. objetiva direta e) predicativa. “Concordar” significa “estar de acordo com”. coordenadas entre si e) objetos indiretos. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). Chegados que fomos. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. respectivamente: a) objetiva direta. com valor estilístico).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. 3. orações subordinadas adverbiais concessivas. e) Não sei se o vinho está bom. não há uma atitude inventada. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». e se não sabia notícias de Antônio Silvino. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. subjetiva b) subjetiva. adverbial temporal. Temos orações subordinadas. tanto nominal quanto verbal. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. b) Não lhe tocara no assunto. Não esqueças que é falível. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. entramos na escola. coordenadas entre si d) objetos diretos. EXCETO em: a. 2. Assim. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. subjetiva. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. orações subordinadas adjetivas. d) O oficial perguntou de onde vinha. adverbial temporal. pelo respeito. pela emoção que emudece e paralisa. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. nas suas flexões. a oração «para cortar» em relação a «não bate». Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. objetiva direta c) objetiva direta. objetiva direta. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. c) O aluno fez-se passar por doutor. d) Precisa-se de operários. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.

.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos. a tinta e a barro fresco.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos. Todavia. que. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes..” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros. “O céu e as árvores ficariam assombrados.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta. em roda.asas e peito matizados de riscas brancas..acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma. Os campos estavam floridos. A ciência e a virtude são necessárias.” (Carlos Povina Cavalcânti) “... Concordância Verbal – variação do verbo. Aqueles vícios e ambições.. algo. o templo... mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia..... poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada). conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. Os dedos indicador e médio estavam feridos. Por que tanto ódio e perversidade?. 124) Didatismo e Conhecimento . ocorrem dois tipos de construção.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras.” (Mário de Alencar) “. a casa.” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa.. com a função de adjunto adnominal. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero. sexo e profissão. em geral.grande número de camareiros e camareiras nativos. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. “O César e a irmã são louros.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes. por atração.” (Herman Lima) “Ainda assim. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. O dedo indicador e o médio estavam feridos.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos. adjetivo)..toda ela (a casa) cheirando ainda a cal. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila. É proibida a caça nesta reserva..” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.). o adjetivo concorda. Os Lusíadas.” (Alexandre Herculano) “.” (José de Alencar) “. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso. tanto. Seus olhos têm algo de sedutor.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. “Seu Príncipe e filhos. um e outro legítimos. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos. com os quais fomos viver.” (Pedro Nava) “. da clareza e do bom gosto. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora.. Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo. quanto de feia. quando posposto.. Seus planos e tentativas. “.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora.” (Luís de Camões.. muito. ou com o substantivo mais próximo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo. Estudo a língua inglesa e a francesa. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.esses números nada têm de precisos.” (Érico Veríssimo) “.” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. III.. Os adjetivos regidos da preposição de.. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. apareci com o rosto e as mãos muito marcados.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. pronome. as colheitas seriam fartas. etc. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina. “.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos.. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância.

” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. A noite torna visíveis os astros no céu límpido. o esforço e o amor.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra. quando se flexiona. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas. O que não é admitido é a greve abusiva. Doutor Juiz. Se anteposto ao objeto. a folha da tristeza. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios. etc. Vossa Alteza foi bondoso. ou sendo preciso realçar o predicativo. senhores Ministros. Quando o núcleo do sujeito é. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 . Foi feita a entrega dos convites. como no último exemplo. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. é necessário. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. “Vossa Excelência está enganado.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. e deitou-o no jazido de sua esposa”.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. Havendo determinação do sujeito. que se fizessem e largamente.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. “Água de melissa é muito bom. é preciso.. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. a corveta e o navio foram a pique. Dezenas de soldados foram feridos em combate. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas. um coletivo numérico. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. procurei o devedor.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. poderá o predicativo. “Vi setas e carcás espedaçados”. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. foram precisas treze mil estacas. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. Os jogadores tinham sido convocados. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. É necessário ter muita fé. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade. eu lhe garanto. Minhas três coleções de selos são postas à venda. são merecedores de nossa confiança. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa. pode-se. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis. não é mau. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. Passadas duas semanas. às refeições. neste caso. em geral. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo.

uma fotocópia do recibo.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela. • Todo. No sentido de inteiramente. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um. “Há pessoas que parecem nascer errado. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente. Nem um nem outro livro me agradaram. ora flexionado: “A volta.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. juntas. claro. leso. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. referida a indivíduos de sexos diferentes. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. completamente. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. Suas mãos estavam todo ensangüentadas. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema.. Remeto-lhe. como sério. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças. disse a secretária. há nítida tendência. Como adjetivos.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. bastariam para torná-los célebre. ficam invariáveis: Vamos falar sério. neste caso. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. é invariável. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. “Elas moram junto há algum tempo. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. Didatismo e Conhecimento 66 . como se os tivesse visto. Como palavra denotativa de limitação.” (Autram Dourado). “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. etc. e. • Possível.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. Certos adjetivos. Locução adverbial invariável. Usado em expressões superlativas. para se usar. o adjetivo possível no plural. Exemplos: Um e outro livro me agradaram. este adjetivo ora aparece invariável.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular. costuma-se flexionar. Esses dois livros.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. o menos. o menor. A casinha ficava sob duas mangueiras.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. sozinho]: Estávamos a sós.. que a cobriam toda. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis. inclusa. o maior. estou lhe enviando algumas fotos. Eles estavam sós. As meninas iam todas de branco. com os quais fiz boas amizades. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. [ou mais barato] Estas aves voam alto. somente. nossa cruz. duas cópias do contrato. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. Remeto-lhe. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. Como se vê dos exemplos citados. barato. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. As fotos foram enviadas junto com a carta.” (ledo Ivo) “.” (Maria José de Queirós) Junto. por si sós. quando ele [Rubião] saiu. na sala iluminada. • Adjetivos adverbiados. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca. Elas só passeiam de carro. • A olhos vistos. só [sozinho.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. caro. Só eles estavam na sala. etc. Como adjetivo. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. raro. alto. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. Esses produtos passam a custar mais caro. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. outro. único] concorda em número com o substantivo.. A locução um e outro. vai a relação das mercadorias. Significa visivelmente.. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. incluso.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. no português de hoje. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria. equivalente de apenas. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. o outro. por interesse. as características do solo são as mais variadas possíveis..” (Autren Dourado) • Só. anexas. O médico atendeu o maior número de pacientes possível.

novidade.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora.. Usada como advérbio. por isso.. Os Crocodilos. esperando pelo esconhecido. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade. Vê que se aproximam dias bastante escuros. uma aflição. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas. leva geralmente este para o plural.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem. portanto. no sentido de um pouco.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. a relva e o cestinho de morangos. Varia quando adjetivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta.. Os soldados ficaram alerta. com ele concordará o verbo em número e pessoa. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. atualmente. esta palavra é. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento ..” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos. usar o verbo no plural.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. sentida antes como adjetivo. a inveja que baba. sendo composto e anteposto ao verbo. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. • Bastante. p.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. nesse caso. sendo. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples.. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. irmãos.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. uma angústia repentina começou a me apertar à alma.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras. As meninas ficaram meio nervosas.” (Martins de Aguiar) Contudo. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito. É palavra invariável: Gaste menos água. há menos pessoas na praça. só restaria a árvore.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as. olhos abertos e sentidos alertas. graça.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia.” (Assis Brasil. alerta [=atentamente.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. esta palavra é invariável. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas..” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi. À noite. mas serviam.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. Pela sua origem. perturbou-o. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu. 25) • Meio. talvez.” (José de Alencar) “Vida. ao qual não faltam o talento e a graça. a cólera que inflama. em estado de vigilância] é advérbio e. Exemplos: A porta estava meio aberta. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu. Os emissários voltaram bastante otimistas. o ar tranqüilo com que as recebo. apareceram um jornal e uma vela.. Fica invariável quando advérbio.. “Uma sentinela de guarda. “Todos os sentidos alerta funcionam.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. “Levi está inquieto com a economia do Brasil. de prontidão. Os sapatos eram meio velhos.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo. e a modéstia da cas.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. invariável: Estamos alerta.” (Carlos Povina Cavalcânti) .” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª.

tanto. nem a pompa das folhas verdes.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade. chegaram outros pretendentes.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa. “O chefe ou um dos delegados. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio. “Na fazenda. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade. isto é. nem dinheiro.” (Camilo Castelo Branco) Há.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais.. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada.Deus e tu são testemunhas.” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão. valor relativo. tua mulher e teus filhos..” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte. não se recusa trabalho. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem.” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste. entra nela tu.. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância.. atualmente. Nem eu nem ele o convidamos. não só como também. em bons autores..” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão. no processo verbal. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente. nem nada a ninguém.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só.. nem Deus teriam força para me constranger a tanto.. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende. freqüentemente.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. iniciou solenemente a missa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem.. nem a alegria das flores. comumente. (Só um candidato pode ser eleito governador. “Nem o mundo. O presidente. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “. com dois sacerdotes.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. mas também... do contexto. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada.como. não me lembra.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. o verbo no plural.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta..” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul. usa-se.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.) “Naquela crise. chegou a Paris às 5h da tarde.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha.. Exemplos: O bispo.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto. era amigo do Andrade. no entanto. etc.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos. com sua comitiva.” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. Didatismo e Conhecimento . muitas vezes.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês.

o João-ninguém.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas. em nome dos telespectadores.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 .” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar. nada pôde satisfazê-lo. caso contrário. “O entusiasmo.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido. tudo. grande número de.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar.” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado. quando posposto ao sujeito.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos. quando se quer salientar não a ação do conjunto.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. ninguém saiu do campo.. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes. etc. a maioria de. espetáculos. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática.. baixinho. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo. alguns goles de vinho.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. fica o registro... Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. o verbo concorda. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro. contavam histórias. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália. ninguém. Um bloco de foliões animava o centro da cidade. árbitro.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre. com o pronome resumidor. no singular. efetuando-se uma concordância não gramatical. etc. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. nada. grande número de. viagens. agora é cédula de Cr$ 500.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou..” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado. mas a dos indivíduos.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas. assistentes. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta.. um prato de carne e um prato de legumes. este poderá ir para o plural. pode ir para o singular ou para o plural. parte de.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. o protesto. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho.” (Machado de Assis) Jogadores. o gênio imperioso. o vebo.” (Gastão Cruls) “. etc.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. Exemplos: O comer e o beber são necessários. diversões. coleantes. de mulheres penetraram na caverna. formando grupos.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo. expressiva. o homem do povo. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular.. falavam de coisas da vida. estouvado.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes. seguida de substantivo ou pronome no plural.. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças. de velhos. nada. Exemplos: Jogos.. tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável.

Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos. no caso em foco.” (Herman Lima) Visitei os presos.) Ressalte-se porém.como se vê dos exemplos supracitados. o verbo da oração adjetiva flexiona-se. a concordância se efetua no singular.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão.. em orações adjetivas restritivas. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos. portanto. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros.. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos. Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho.) Um dos cinco homens. de preferência. Observações: . é oportuno lembrar que.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância.quando o verbo precede o sujeito. (Só um menino estava sentado. quando se deseja destacar o indivíduo do grupo. soltou um grito de protesto. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. Ramalho Ortigão. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz.) Didatismo e Conhecimento 70 . Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina. como nos dois últimos exemplos. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.. no plural. Dos meus empregados. só Jairo não sabe ler. foi chamar o pai. Todavia.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos. ao empregar as expressões em foco. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo. geralmente preferida pelos escritores modernos. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões.” (Raquel de Queirós) Um dos que. as duas concordâncias são igualmente legítimas. Pode-se. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. . Por coerência. Essa é a concordância lógica. Um e outro. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que. uma das que • Quando. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. nas orações adjetivas explicativas. usar o verbo no plural. que assistiam àquela cena estupefatos. (Jairo é o único empregado que não sabe ler. porque têm tradição na língua. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito..” (J. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler. Embora o caso seja diferente. o verbo concorda.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. Na linguagem culta formal. que estava sentado à porta da casa. em regra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria. (Todos os cinco homens assistiam à cena.

Fomos nós que o encontramos. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. Tratando-se de títulos de obras. ou. Campinas.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho..” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas. desterrados. ficar de tanga e entrar a falar capiau. que. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato. “Montes Claros era um feudo daquel família.” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial. neste caso. nem da Espanha. Assim: Sou eu que pago. Eram eles que mais reclamavam. em regra. Somos nós quem leva o prejuízo. é comum deixar o verbo no singular. “Espero que V. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. etc. como eu. seguidos dos pronomes nós ou vós.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. muitos.. caso contrário. como Estados Unidos. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital.) Seja qual for a interpretação. no singular. “Fui eu que me pus a rir.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece.. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. o que é mais lógico. com os pronomes quem e que. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . o verbo concorda no singular. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.” (Machado de Assis) Todavia. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou.?” (Alexandre Herculano) “. não me faça mal. Foram os bombeiros que a salvaram. portanto não necessários ao enunciado. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro.. na 3ª pessoa. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me. Devem ter fugido mais de vinte presos. o importante é saber que. Fostes vós que o elegestes. à maneira dos primitivistas..” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa. meu caro. Andes. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. (= Os bombeiros a salvaram.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. o verbo concordará..” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo.Sª. com estes últimos. como sujeitos • O verbo concordará.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa. por atração. em frases do tipo: Sou eu que pago. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. poucos. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. em regra. etc. Lusíadas. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo. ou se o numeral for superior a um.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz.

deve haver construções históricas em Nova Iorque. durante muitos dias.. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.” (Josué Montelo) Quando saí de casa.” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas.” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. fazia quase vinte anos.” (José Paulo Paes) “De preferência..” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas. Sertões. mas ideológica. (sujeito: árvores. Assim: Não se pode cortar essas árvores. quando usados como impessoais. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas. (sujeito: ler bons livros.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico. não é gramatical.” (Ciro dos Anjos) “Era loura. porque se efetua não com a palavra (Valkírias. Gataram-se milhões.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos.. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. neste caso. nesse caso.. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros. fazer (na indicação do tempo).” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever. “Correram-se as cortinas da tribuna real. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio. passar de (na indicação de horas).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo.. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. “Quando se joga.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. porém. de análise e de protesto.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias. Há de haver. deve-se ler os dois.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . deve-se aceitar as regras. o historiador e o novelista. o verbo auxiliar concordará com o sujeito.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver.” (Celso Luft) A concordância. na voz passiva sintética.. passava das oito horas. chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. Ressalte-se. “Haverá. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia. sem que se vissem resultados concretos. (sujeito: cortar essas árvores.. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher. Começou a haver abusos na nova administração. Não pode haver rasuras neste documento. “Chovera e nevara depois. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. Vai haver grandes festas.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.” (Almeida Garrett) Entretanto. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). Férias de El-Rei).” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . sem dúvida.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes..

” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa. “A maior parte dessa multidão são mendigos. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes.” (José J.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito.” (Raquel de Queirós) .” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. o. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima. principalmente. impessoal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças. “Não.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas.” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava. sois vós. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. O resto (ou o mais) são trastes velhos. Quem não ficou nada contente foram os camelôs. Tu não és ele. Mas: Eu não sou ele. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. no quintal.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros. “Os bastidores é só o que me toca.Existir não é verbo impessoal.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa. ficou consternada.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.” (Said Ali) “. senhores. no singular.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter. é também lícita: “Tudo é flores no presente. Quem plantou essas árvores fomos nós.o verbo chover.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 .” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo.” (Correia Garção) “Mentiras. Abílio era só problemas.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores. no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade).. “Quando D. Vós não sois eles. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta. respondeu Ângela. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa. isto. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos. sempre mentiras. embora menos comum.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses. A concordância com o sujeito.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas. são duas pessoas neste mundo.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos. existir. permanentemente. com um banco embaixo.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas.” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter. por haver. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu..” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) . e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta.mas a minha riqueza eras tu. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite. deixa de ser impessoal e.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites. isso. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. impessoal. era o que me pediam. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo.

) (Hoje é dia seis de março. referente a horas.Pode-se. Exemplos: “As dissipações não produzem nada. convertido em sujeito da oração infinitiva. “Era hora e meia. • Na indicação das horas. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes... passava das sete horas.” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. a não ser bonecos sem pescoço. cujo sujeito exprime quantidade. A não ser • É geralmente considerada locução invariável.. (= olhe-se para. com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos. (= por exemplo. é mais que (ou do que). é demais.) Era uma vez • Por tradição.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439.. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez. Matoso Câmara Jr. hajam vista os incidentes de sábado. ninguém conhecia aquela praia. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui. senão.Hajam vista os livros desse autor. Seis quilos de carne é mais do que precisamos. foi pôr o chapéu. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida.: “Seis anos era muito. etc.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. objeto direto: vista. fica na 3ª pessoa do singular. (= São as mães que devem educá-los. Da mesma forma se diz.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. medida.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. Doze metros de fio é demais.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco. concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. equivalente a exceto. Bem haja. é suficiente.. deixar o verbo no singular. O verbo concordará normalmente com o sujeito. Para ele. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. verbo hajam (=tenham). hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas. data ou distância: Era uma hora da tarde. o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora. Pode ser construída de três modos: .) Nós é que trabalhávamos.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. Sujeito: os livros. respectivamente.” (Celso Luft) .” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. mil dólares era menos que um real. é pouco. a não serem dívidas e desgostos. Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. (= Aqui se açoitavam os escravos.” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela. Seguida de substantivo (ou pronome) singular. em frases como: Quando o trem chegou. permanece invariável: A situação é preocupante.era perto das cinco quando saí. é menos que (ou do que). evidentemente. etc. a expressão. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem. pouca gente manuseia hoje. a não ser escombros. entretanto na linguagem espontânea.) Foi então que os dois se desentenderam.Haja vista aos livros desse autor. haja vista o incidente de sábado. aquela obra. Exemplos: Nada restou do edifício.) Divertimentos é que não lhe faltavam. datas e distância .” (Said Ali) Observações: .O verbo passar.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de.. A situação é preocupante. e não haja visto.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 .. (= Eram os astros que os guiavam.. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas. (= tenham vista..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito. vejamse) . preço. (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade.” (Eça de Queirós) . ninguém o tratava pelo nome próprio.. veja) .” (Machado de Assis) “.. (= Então os dois se desentenderam.) Os astros é que os guiavam.” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco.) “Hoje é dez de janeiro.Haja vista os livros desse autor.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista. salvo. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo.” (J. A não ser alguns pescadores.

” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano. badaladas ou relógio: “Nisto.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão.. Nesse caso. parecia que não podiam com a enxada.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. procura-se diminuir as importações. quando seguidos de substantivo no plural.quando as estrelas.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. importa (ou convém) não esquecê-los.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. com referência a horas. horas (claro ou oculto). com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool. Didatismo e Conhecimento 75 . São problemas esses que não cabe a nós resolver.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro.. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal. Pelas contas da Petrobrás. levava-se doze horas. Anotei os livros que faltava adquirir. minha senhora.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. (faltava adquirir os livros) Esses fatos. é verbo impessoal.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia.. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela. Tentou-se aumentar as exportações.” (Alexandre Herculano) “. para regra da vida. no sentido de ser mais de. de aparência acabadiça. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. que pareciam estourar no minuto seguinte. em ritmo moroso. Outros exemplos: “Nervos.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida. já passa das oito horas – disse ela ao filho. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Em casa. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. o verbo ao plural.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos. Exemplos. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos.. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo. parecia não terem dado por ele. a palavra irônica do mártir. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques. passava das 16 horas. Vamos. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep.” (Cecília Meireles) “Outros. Não se conseguiu conter os curiosos. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito. de preferência. parecia caminharem no céu.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui.. dar e soar • Referindo-se às horas. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência. Trata-se de provas.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo. Não se pretende alcançar resultados imediatos.” (Armando Fontes) Observação: Pasar.. levam.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo. fica-se mais à vontade. “Não se trata de advogados.” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva.” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar. que pode ser hora.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. No momento. deu três horas o relógio da botica.

) Ali não se via senão (ou mais que) escombros. por atração.Milhão. Não nos parece.” (Machado de Assis) Mais de. As duas interpretações são boas. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres). “Contudo. alguns milhares de telhas. Foram destruídos 20% da mata. ou. pela lógica. na enchente. ocorre um milhão de acidentes de trânsito. (Ou seja: não resta nada. (IBGE) Indique a opção correta. “Na União 90% dos homens andavam armados. incorreto usar o verbo no plural. entretanto.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores.. devem concordar no masculino os artigos.) Na placa estava “veiculos”. (= Todos nós estávamos preocupados. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.” (Eça de Queirós) Observações: . (= A palavra elas é um pronome pessoal. apertadas e confusas.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. no que se refere à concordância verbal. os seus amigos. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas.. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. no feminino.Se o sujeito da oração for milhões.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora. a concordância efetua-se. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. os três milhares de plantas. a não ser. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. pode-se. “Para os lados do sul e poente. Por isso. etc. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas. não se viam senão edifícios queimados. ou. costuma-se usar o verbo no plural. mas só a primeira tem tradição na língua. e vem seguido de substantivo no plural. Sobrou mais de uma cesta de pães. no masculino. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. seguindo o uso geral. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. mercadores não tem a força de vendilhões. tem o numerador 1. Exercícios 1. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. no Brasil. Concordância com numerais fracionários • De regra. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas. em tais frases. . Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar.) Os dois vivíamos felizes.) Da velha casa não sobraram senão escombros.” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. senão ruínas. no masculino.. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal. Um quinto dos homens eram de cor escura. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas.. sem acento. esses bilhões de criaturas.) “Ficamos por aqui. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. com milhões. bilhão e milhar são substantivos masculinos. (=Nós dois vivíamos felizes. insatisfeitos. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. quando o número fracionário. Observação: Em casos como o da última frase. o particípio ou o adjetivo podem concordar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. Didatismo e Conhecimento 76 . seguido de substantivo no plural.

6 .acesso a.. disse a moça.adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima.agradável a. (2) velhas ( ) chapéu e calça .1 . 18 .. 14 .. 17 . 11 .1 .. 8.1 . para com: Tinha um jeito afável para com os turistas.. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.1 . e) Era a mim mesma que ele se referia. 15 . 2. Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. 16 ..2 .. lá voltamos.. Didatismo e Conhecimento 77 .amor a.. b) A casa estava meio desleixada. c) Faltava um banco e uma cadeira..2 ..favorável a: Sou favorável à sua candidatura. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis..grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar. e) Ela comprou dois vestidos cinza.2 . Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição... para: A reforma foi benéfica a todos... d) Deve existir problemas nos seus documentos.dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada. (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10.. em: A certeza de encontrálo novamente a animou.. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade. 4 . para: Estava apto para ocupar o cargo.. 9 . d) Decorridos um ano e alguns meses... (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5.. 6.. 9. por: Ele demonstrava grande amor à namorada.alusão a: O professor fez alusão à prova final.2 .. (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido... ( ) chapéu e paletó ... 3. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça . c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.. por: Sentia antipatia por ela.gosto de.. 1 .. 13 . em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira. 10 . (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa.. e) Já faz mais de dez anos que o vi. d) Pintou-se as paredes de verde... d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.atenção a.. por: Sempre tive aversão à política.2 b) 2 . c) Os livros estão custando cada vez mais caro. ( ) chapéu e camisa .. 8 . b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração. 12 . com.1 .. 2 .1 ... b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas...afável com. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro.acessível a: Este cargo não é acessível a todos.1 .apto a. e) Nem uma nem outra questão é difícil. de: Sua saída não foi agradável à equipe.aversão a... lá voltamos.. b) Atendeu-se a todos os clientes. d) De casa à escola é três quilômetros. ( ) calça e chapéu .1 . para: O acesso para a região ficou impossível.. para com: Nunca deu atenção a ninguém.. 7 . Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência.acostumado a.1 . (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós.benéfico a.1 d) 1 .... a) 1 .1 – 2 7. 5 . c) Decorrido um ano e alguns meses.antipatia a.2 – 2 e) 2 . e) Choveram papéis picados nos comícios. 4. com: Todos estavam acostumados a ouvílo. c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.2 c) 2 ..certeza de.. 3 . (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.. o templo e a vila.

(VTI) 78 Didatismo e Conhecimento . a um cargo. o verbo não aceita o pronorne lhe. (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. de.(fechou com força) . . (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar. 25 .O médico atendeu o cliente pacientemente. de .equivalente: a . 23 . . referirse a alguém).coerente: com . para com: É necessário o respeito às leis.empenho: de. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém. Assiste em Manaus por muito tempo. satisfazer. (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por.Atenderemos quaisquer pedido via internet. (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços. em.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 . por .compatível: com . de. (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos.respeito: a.desprezo: a. (VTD) .suspeito: de . (VTD) . por . . 21 .Nunca abdicarei de meus direitos.A emoção ansiavame. .impróprio para: O filme era impróprio para menores. empregase com preposição. Outras Regências .situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional. .lento: em . ter direito ou razão. . entre.aliado: a. entrou em casa e bateu a porta. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar. objeto direto de pessoa. angustiar. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver.inerente: a .preferível a: Tudo era preferível à sua queixa. . (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar. no campo. de: Junto com o material. presenciar.útil: a. (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa.aflito: com. em .sensível: a .(VTI) . por favor. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão. para com.próximo: a.contíguo: a .vazio: de .passível de: As regras são passíveis de mudanças. mimar. de. com. residir é intransitivo e exige a preposição em. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz.Atenda o telefone. A mãe abraçoua com ternura. BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém.Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária.O direito de se defender assiste a todos. . (VTD) . cheirar. .necessárío a.A professora sempre assiste aos alunos com carinho. O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos. por .Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. por . Pedro abdicou em 1831.junto a. (VTI) Nesse caso. .Eu ajudavaa no serviço de casa.vizinho: a. com . de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar. .A professora sempre assiste os alunos com carinho.O filme é ótimo. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. (VI) . 20 . (VTD) AJUDAR empregase sem preposição. ter por objetivo. para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. (VTD) ATENDER no sentido de ouvir. (VTD) . . .Abraçouse a mim. (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção. de: Tinha horror a quiabo refogado. 24 .Avisaremos os clientes da mudança de endereço. (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . chorando.Foi logo batendo à porta. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir.versado: em .rente: a .Atenda ao telefone. .residente: em .A banda Legião Urbana agrada aos jovens. título desistir. Todos querem assistir a ele.Márcio agradou a esposa com um lindo presente. para .Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa. . conceder. 26 . . mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .satisfeito: com. (baterjunto à porta. por .Nervoso.Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço. 27 . . ajudar.fértil: de.hostil: a.sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido.Aspiramos um ar excelente.alheio: a.Lamento não poder atender à solicitação de recursos. . com.semelhante: a . em.análogo: a .Deus atendeu minhas preces.horror a. era preciso bater naporta de seu quarto. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber.A vencedora abdicou o seu direto de rainha. para com .respeito a. de .Ansiava por vêlo novamente.(VTD) . encontrei este documento 22 . Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder.D. (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito.

ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. se. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros. (VTD) .Contentamse com migalhas. . namora Cristiane.Chegou ao aeroporto meio apressada. de. . . o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. . Didatismo e Conhecimento 79 . . e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória./ 2 Lembreime de um caso interessante. (VTI) CHEGAR como intransitivo. comprometer. . (VTI) / Chamoulhe de covarde. . CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. (VTI com preposição) .D. ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre.Meu filho. são transitivos indiretos e pronominais. não exigem os pronomes me. . é TI.Nunca implico com meus alunos. .O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre. (VID) . ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar.Ela casou antes dos vinte anos. (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas. é TD. / 3 interessante. (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar.Implicou em confusão. . com. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha. ou Ela casouse com seu grande amor. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com. avenida.Entretínhamonos em recordar o passado. ambos os verbos. pregar. não são pronominais.Informeio que sua aposentaria saiu. . .Esquecime do endereço dele. . (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. .Ela casou com o seu grande amor. Marcelo namora Raquel. isto é. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos. .(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar.Este computador custa muito caro.Chamouo covarde.Necessitávamos de seu apoio.Informouse das mudanças logo cedo.Chegueime a ele. no sentido de precisar.O vizinho implicouo naquele caso de estupro. (VTD) / Chamouo de covarde. verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar .(foi dificil ) .Minha mãe ensina na FAI. é TI. . (VTI) . construido com objeto + predicativo. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar.Esqueci o endereço dele. .Chamava por Deus nos momentos dificeis. No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . (inteirarse. envolver. (VTD) MORAR antes de substantivo rua. no sentido de dar posse. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. Na língua culta. lhe. Nos exemplos. exigem os pronomes.Nem todos ensinam as crianças. usase morar com a preposição em. / 1 Lembrei um caso interessante. é TD.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. VTD e VTI. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. é TD.Informeilhe que sua aposentaria. (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar. O touro Bandido investiu contra Tião. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. em. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto. . .Custoume pegar um táxi. É conjugado como verbo reflexivo. esquecer e lembrar.Contentome em aplaudir daqui. ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. .Necessitávamos o seu apoio.O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. Paulo César. apelidar. exigem o pronome e a preposição de. .Chamoulhe covarde.O carro custoume todas as economias. (VTE) . . na 3ª pessoa do singular. INFORMAR o verbo informar possui duas construções.A queda do dólar implica corrida ao over. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: .O juiz chamou o réu à sua presença. ser caro. (VTI) . NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém. . são transitivos diretos (TD). (VT1 .Esqueceu me seu endereço.

. com a preposição a.Cida pagou a carne ao açougueiro. (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. mais. pagar alguma coisa a alguém. .Prefiro dançar a nadar. (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão. (sem escolha) .Prefiro chocolate a doce de leite. é VTI. muito mais. . . . . amar. .Cida pagou ao padeiro. .(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar.Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. puder colocar a palavra licença. .A direção pediu que todos os funcionários. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. . Caso contrário. .O reitor presidiu a sessão.Paguei a costura.Residimos em Lucélia..Sua tese não procede.Não desobedecia às leis de trânsito. PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. é VTI. .O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final. com sujeito indeterminado. o verbo responder. PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: . .Devemos perdoar as ofensas. . a língua moderna tende a dispensála.Obedecia às irmãs e irmãos.Quero vêlo ainda hoje. dízse pedir que. Didatismo e Conhecimento 80 . no sentido de dar início. comparecessem à reunião. exige objeto indireto de pessoa. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. . PREVENIR admite as construções: .As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico.Você é rico. ter afeto. é VTI).Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. à secretária.Procederemos a uma investigação rigorosa.Perdeu muito dinheiro no jogo. constróise com a preposição em. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade. RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém. . no sentido de ter necessidade. . . . no sentido de ter preferência. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. exige a preposição a. Na linguagem formal. . (não exige a preposição PRECISAR usase. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para.Todos serão perdoados pelos pais.Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. . (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. às vezes na voz passiva. . não precisa trabalhar muito. . culta.Precisase de funcionários competentes. . PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento.Tinha pisado o continente brasileiro. . (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse. . (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD.Quero prevenilos. vir de.Prevenimonos para o exame final. Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em.O médico permitiu ao paciente que falasse. é TI. entre pedir e o para. . (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: .Preveni minha turma. . é TD. (VTD) PREFERIR VTDI. . na Avenida Internacional . do que.A paciência previne dissabores. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. mil vezes mais. RESIDIR como o verbo morar.A mãe perdoou ao filho a mentira. (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. podese usar a preposição de.Perdoemos aos nossos inimigos.Cida pagou o pão.O reitor presidiu à sessão.A secretária pediu para sair mais cedo. . (pediu licença) . mas não sabe precisar aquantia. quando.Paguei à costureira.O assistente permitiulhe que entrasse.Prefiro dias mais quentes. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. PERMITIR empregado com preposição.

O presidente passou a tropa em revista.Simpatizeime com você. pode vir com ou sem a preposição a. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. .. o usineiro visou.Sempre simpatizei com pessoas negras. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo. / Subir à cabeça.O gerente visou a correspondência. / Assisti e gostei da peça. ./ O cargo era visado por todos.As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. disporse a. / Subir ao poder.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. TOCAR empregase no sentido de comover. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. . Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto.. não exigem os pronomes me.Essas expressões exigem a preposição a. foram revistados. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas.. como: Entrou e saiu de casa. .Enrolou. REVERTER empregase no sentido de regressar.Não deixava tocar o / no gato doente. REVERTER empregase no sentido de destinarse. tocar alguém.Tocoulhe. Ninguém conhecia o traficante . Convidei as amigas. . . o fazendeiro negociava.. 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse.. é 0I.O descanso sucede ao trabalho. a uma pergunta. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte. . apesar de. sinceramente confesso que o admiro. ao lucro pretendido. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais. pretender. a. Convideias. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes. O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo.. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. se. tocar em alguém.“Em que pese aos inimigos do paraense. sensibilizar.. que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. EXERCÍCIOS 1. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir. Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. empregamse com a preposição com.a posse de alguém.O nascimento do filho tocouo profundamente. os. uma linda fazenda. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. nos. NÃO admitem voz passiva. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.. REVERTER empregase no sentido de voltar para. donos eram traficantes. enquanto as formas lhe. A primeira é mais aceita. . não obstante. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. / Subir ao trono. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento . usase com OD. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto.O garoto visou o inocente passarinho.Depois de aposentarse reverteu à ativa. .” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer).. por herança.Simpatizei com você. . apenas. vir depois. darse ao /o luxo. / Obedeço ao mestre.. (inadequado) . .. . Obedeço lhe. 2. . Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. poupar-se ao /o trabalho. etc. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes.. no sentido de ter em vista. 4 As formas oblíquas o. / Assisti à peça e gostei dela./ Todos visavam ao cargo. herança. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu.Antipatizei com ela desde o primeiro momento. enrolou e não respondeu à pergunta do professor. porém a segunda construção é mais freqüente. isto é. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. regidos ou não de preposição. e) Ao assinar o contrato. . caber. VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão. . . Os estudantes assistiram ao filme. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. voltar ao estado primitivo.

.Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. mais admiro... e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.... c) Nós .. Vende-se a prazo... / Chamou-.. vejo no mesmo lugar. em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”.Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho... Eles queriam oferecer flores a você. A entrada é vedada a toda pessoa estranha. “Eles deveriam ter comparecido àquela festa. 9... c) Informou ao cliente que o aviso chegara.. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.. conheço bem.a que 10.Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta.. rapaz.. 7. aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino. Vieram a pé. . perdoarei. devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”..... no silêncio. b) Avisei-lhe da mudança de horário. d) Ainda não .. aquela(s) e aquilo. d) Respondeu à carta no mesmo dia..... Traremos a Sua Majestade... b) Fomos à cidade pela manhã. .. a crase. a) de que . 6..Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você. que é um problema de regência.. nos obrigaram são aqueles .que b) a cujos . o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju. .. / Desejou-. Essa superposição é marcada por um acento grave (`). pois.. coração bate de noite. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo . .. te referiste foi reprovado. 8. / O filho não . Refiro-me a uma pessoa educada.. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o.... forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria.. / Eu já ...... encontrei trabalhando. Os críticos não deram importância a essa obra. amo mais. o rei Hubertus. a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez. d) O jovem . . há anos.. / Nunca . (UNIFIC) Os encargos .. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s).. aspiro depende de concurso. “Esta blusa é igual à que compraste”. pode haver crase porque ele. ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”). Para haver crase. Por isso. 4. Dirigiu-se a mim com ironia.. queremos muito bem. às vezes.. quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes.... lhe. e) Ali está o abrigo . uma mensagem de paz... não compareci.Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela.. podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s). com extrema dedicação. é indispensável a presença da preposição “a”. . João......” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui.... e) Vou visitar-lhe na próxima semana... c) Rui é o orador . (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado.. “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”... As mulheres da noite . d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. necessitamos. o diretor se referia.Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3... de tolo.. Com o pronome indefinido outra(s). b) Eis a razão .. d) Recusei-me em fazer os exames. mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase... e) Sempre . felicidades. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo... Didatismo e Conhecimento 82 .. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase)...... A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. b) Espero-.. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio..... Assim.. e) Convenceu-se nos erros cometidos. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. Ele começou a ter alucinações.. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não .. Não existe Crase . obedecia..Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma.. ..cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que .

no masculino. Quando até significa “perto de”. . antes de um nome de pessoa. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s). Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. não ocorre crase: A que artista te referes? . O acento indicativo de crase é obrigatório porque. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. aquela(s). Portanto.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. Não dei atenção àquilo.Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota. podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s). diante das primeiras. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. quando a palavra significa “solo”. diante das segundas. quando significa “inclusive”. vim da grande Porto Alegre). Iríamos a Madri para ficar três dias. vim da Paraíba). Iremos a casa à noitinha. A solução era aquela apresentada ontem. não há crase: Chegamos alegres a casa. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). O acento indicativo de crase é proibido porque. Há crase. se não houvesse o sinal da crase. o esforço).Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”.Antes de pronome interrogativo. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição.). etc. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa.Nomes de localidades: Dentre as localidades. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. Em português. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo. mas não o exige (“Minha secretária é exigente. é partícula de inclusão. não ocorre crase. tudo vale a pena quando a alma não é pequena. mesmo com a presença da preposição. Refiro-me a pessoas curiosas. às vezes. para maior segurança.Quando.. Se ocorrer “em” ou “de”. Enfrentaram-se cara a cara. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. para até. A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo.Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. no masculino.” Ou: “A minha secretária é exigente”). estará negada a hipótese de crase. a crase é facultativa.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. a crase é facultativa. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. pois resolveram ir a terra. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. vim da Europa). Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . dirigiu-se a casa. aquilo. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. . respectivamente. Por aí se deduz que. Os papéis estavam sob a mesa. apenas o artigo definido).] . o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. antes do “a”. Entretanto. . acompanhando-se de uma expressão que a determine. Pretendo ir à Europa (estou na Europa. devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela). Esta gravura é semelhante à nossa. aquela(s). Enviei cartas àquela empresa. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. mesmo que a preposição esteja presente. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Se. Mas. esta(s). ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido). Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). haverá crase com o “a” da frase original. = prefiro terninho a vestido). a tratamento prolongado. Exceção feita. . vim de Santa Catarina). haverá crase porque o artigo definido estará presente. Ou “Marisa é uma boa menina”). pode ocorrer crase./ Não dei atenção a isto.. passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre./ A solução não se relaciona a estes problemas. quando vierem determinados. Se não surgir a preposição “a”. A Crase é Facultativa . vim de Porto Alegre). deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir./ A solução era esta apresentada ontem. existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. Os astronautas desceram a terra na hora prevista. Casos Especiais .Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. Dirigiram-se à casa das máquinas.Pronomes demonstrativos aquele(s). . Assim que saiu do escritório. aquilo pelos demonstrativos este(s). é preposição. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba. . surgir a preposição “a”. A solução não se relaciona àqueles problemas. .Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. antes destes últimos. A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Por isso. Pediu informações a minha secretária. desde que comprovada a presença de preposição. Voltei à terra onde nasci.Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua.Palavra “terra”: Não há crase. isto. Enviamos um telegrama a Marisa. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. = foi submetido a repouso. não. Mas./ Enviei cartas a esta empresa. . “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. aquela(s). por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa).

há crase diante do relativo. daqui a uma hora..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Mas. . duas horas depois. c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. à tarde. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. às oito horas.Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. Mas: A distância. c) Não sei como responder a essa pergunta. o pronome relativo não pode ser substituído. Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa).). Se o “a” se transforma em “ao”. mesmo que a palavra subsequente seja masculina. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. serviram lagosta à Termidor. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. não havendo. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando. para muitos. as): a primeira expressão pede preposição “a”. b) Os policiais chegarão a qualquer momento. b) O presidente ia a pé. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu. Cuidado para não confundir a. devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo.). b) Vou a casa de Maria. . haverá crase: No banquete. à força de. à vontade (de). às vezes. à moda de. às dezesseis horas. (ao diretor).Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc. O perfume cheira a rosa. locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa.Quando as expressões “rua”. 03. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). (O escritório a que me refiro precisa de empregados. o relógio marcava 1 hora). às escuras. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. Didatismo e Conhecimento . houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem. mas a guarda oficial ia à cavalo.. O professor chamou a aluna. etc. . d) À qualquer distância percebia-se que. via-se um barco pesqueiro.. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). a gozar nossas merecidas férias. Nos anos 60. .Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. Exercícios 01. às mil maravilhas. (o aluno).Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus).). 04. Fomos à Renner (fomos à loja Renner). Quando o maestro falta ao ensaio. quando aconteceu o acidente. Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). os. houve. Devido à discussão de ontem. Paula saiu daqui à uma hora. haverá crase no “a” do feminino.Sempre haverá crase em locuções prepositivas.. “estação de rádio”. Como se viu. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. “certeza”. . A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. não haverá crase no “a” do feminino. (o escritório). e) A sentença foi favorável a ré. à medida que. b) De hoje à duas semanas estaremos longe. Chegamos à uma hora. às tontas.Não confundir devido com dado (a. Se ocorrer “ao” no masculino. Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). a lavoura amarelecia e murchava. Exa. Os empregados deixam a fábrica. (a cravo). à noite. 84 . A Crase é Obrigatória . à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. (ao supermercado). A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. às pressas. “loja”.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. d) Cheguei as doze horas. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. O problema.). às cegas. a algumas horas de Manaus. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. Dadas as respostas. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. à maneira de. à custa de. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de. “vezes”. etc. Olhavanos a distância. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido.. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. d) Solicito à V. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. pois. a muitos quilômetros daqui. c) Fui a Bahia. à falta de cuidados. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio.. “morte”. A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. Na passagem do antecedente para o masculino. etc. substituímos festa por baile. Muitos são incensíveis à dor alheia. (ao sofrimento). Pedimos um favor à diretora. 02.).).

PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.à e) às . pode combinar-se com o ponto de exclamação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05.a .há 10.a e) À .há b) a . (Senhor).à . d) Fizemos alusão à mesma teoria.à – a d) à .C. (depois de Cristo).há c) as . a) à . e) Cortou o cabelo à Gal Costa. ora aquilo. e) Ora aspirava a isto. a. (Érico Veríssimo). Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme. radicado __ tempos em São Paulo. a) Há .àquilo d) à .à b) as .àqueles .a e) à .à . __ duas quadras da Avenida Central”. c) Dei um presente à Mariana.aqueles . Fique __ vontade. PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta.a .aquelas . a) às .a – a c) à . volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V.a b) as . estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer.à d) às . d.à 08.a d) o . b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz. Nos casos comuns ele é chamado de simples. Onde está seu irmão? Às vezes.à . “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua.à 12.aquilo b) a .a b) A .à .àquelas .à – a b) à .a . O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria. “O pobre fica ___ meditar. “Nesta oportunidade. A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado.a c) À .àquilo 07.a 15. b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.a b) ao . a) à . Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.àqueles .há 13.aqueles . precisamente as dez horas. e se exibe diariamente ___ hora do almoço”. a) à .há b) a .a c) às .à . ___ tarde.à c) ao .à .àqueles .a .à .a .a d) Há .à e) as . o ponto é conhecido como final.há c) a .a d) à . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. (antes de Cristo). a) o .há d) à . 06.Sª __ alguns dias”.à . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano.a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.a . a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas.a e) a . Ao término de um texto.a .à . A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .a e) o . c) Chegou à noite. ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.a . a) às .aquelas .a .a .àquelas .a . Também é usado nas abreviaturas: Sr.a . a) a .a 09. 11.há .a d) às .C.àquelas .à – à e) a . ora a nada.àquilo c) a . indiferente ___ que acontece ao seu redor”.à .V.há .a . E.aquilo e) à .à c) a .a .

Palmério). Veja como ele é “educado” . Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io.Gritou o general. no meio da confusão. .. . Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade.A ponte Rio – Niterói. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem. a mudança de interlocutor.Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. . . “Sede assim qualquer coisa. queria chamar Socorro.Que pátria? . por exemplo.cantava o poeta. gírias. Largo do Paissandu. deu a haste ao desconhecido. (M. . não foi suficiente para agradar o diretor. . . o coração não sente. .Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições.“Mesmo com o tempo revoltoso .Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. de pêra e de abacate. revistas. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. . O motorista. (G.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . TRAVESSÃO Marca. 128. o teatro.Nos termos independentes entre si: O cinema.Com certas expressões explicativas como: isto é..Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu. malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. entretanto.Nas datas e nos endereços: São Paulo. etc. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. com os olhos fora das órbitas. porém. jornais. é escritor. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela.Da nossa pátria. formas populares: Há quem goste de “jazz-band”.” ..“Quais são os símbolos da pátria? .A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. parava. a praia e a música são as suas diversões. lracema quebrou a flecha homicida. RETICÊNCIAS .No vocativo e no aposto: Meninos.Com certas conjunções. . Agora ela repousa. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: . serena. isto é. morrendo de fome. DOIS PONTOS . (Meireles. viajamos para o litoral. nos diálogos. .A estrada de ferro Santos – Jundiaí.cuspiu no chão. mais calmo. mulher casa com “pão” e passa fome. apressadamente. achei-a “irreconhecível” naquela noite. “Flor de Poemas”). Não achei nada “legal” aquela aula de inglês. . ora bolas!” (P.Para indicar ironia.Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã. ou serve para isolar palavras ou frases . M Campos). Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo. locuções ou frases exclamativas. .” (M. 17 de setembro de 1989. arcaismo. a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. guardando consigo a ponta farpada. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. Emprega-se a vírgula: .a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”.Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. .Avante!. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 . prestem atenção!.A lua foi alcançada. chovia. .. parava outra vez. Cecília. PONTO E VÍRGULA . a festa da padroeira. Amália se volta)”. “A bomba não tem endereço certo. . o meu amigo. isenta. • Usa-se para separar orações do tipo: .Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. Termópilas. fiel”.Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . e eu também.” (G. resolveu o problema sozinho. • Títulos de obras literárias ou artísticas.” (C. afinal .. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso.. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte.chovia. carnes e amido. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente.

. aguardavam. tornando-se necessária a abertura dos portos .. porém.dois pontos . c) Pouco depois. procure-me. Não havendo sinal. ou.. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso.vírgula c) O . inveja.O ..vírgula – vírgula 4. crescerão sempre. indiscutivelmente ..dois pontos . e) Precisando. ódio. d) Confessou-lhe tudo. ela. b) Ele. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. em breve.vírgula . e em vão tentava emendar-me: provocava risos.O . que me achava lá. e) Conduziram-me à rua da Conceição. numa sala pequena. Odontologia.. mas só mais tarde notei.. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. para uma outra população de trabalhadores . que. telefone.ponto e vírgula .O ... c) Precisando. a) Precisando de mim procure-me. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). 7. na maior parte de imigrantes alemães. quando chegaram outras pessoas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. a) Pouco depois. 5. palavrões.. e) Estas cidades se constituem. as desigualdades entre as cidades brasileiras. de mim. melhor telefone que eu venho....vírgula 3.vírgula .dois pontos d) vírgula .. de mim. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. 2. o resultado do concurso. (TTN) Das redações abaixo.dois pontos . Na época da colonização . telefone... d) Tenho esperanças.. triturados soltos no ar. a diferença social é motivo de constante preocupação. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. ou melhor telefone que eu venho. em fila. O indicará essa inexistência. ficou mais animada. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6. O indicará essa inexistência: Aos poucos . b) Eu tinha. o juízo fraco. 87 Didatismo e Conhecimento . ansiosos.vírgula d) vírgula .. os candidatos. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.. Exercícios 1. em fila.O . os candidatos aguardavam. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve. o resultado do concurso. c) A estes.vírgula b) O . que eu venho..ponto e vírgula .. mais animada. b) Precisando de mim procure-me.O e) vírgula .O .dois pontos . (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. e) Os candidatos. b) No Brasil.vírgula b) O .. b) Em fila. as providências serão tomadas. a reunião ficou mais animada. modestamente se retirou... mas. o resultado do concurso. aguardavam ansiosos. ciúme. 9. sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. ou melhor. reagiram . que eu venho.vírgula ... a) O . social... Não cabendo qualquer sinal. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. quando chegaram. pois a situação econômica não demora a mudar. minha avó. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros.vírgula c) vírgula. vírgula . é o centro do nosso sistema planetário.O . de forma diferente.dois pontos e) vírgula . em casa de uma comadre. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela. em fila. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos . a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .vírgula .O . e) Ainda não houve tempo.. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. melhor telefone que eu venho. a) O . aguardavam ansiosos o resultado do concurso. d) Precisando de mim. como os pedaços da carta de ABC. isto se passava. muxoxos.. os imigrantes. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8.. outras pessoas a reunião ficou mais animada. c) Ansiosos. em fila. c) Você pretende cursar Medicina. procure-me ou.vírgula . procure-me ou melhor.

(CESCEM) Nas questões 12 a 15.muitas vezes inconscientemente. disse Alves. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. o seu moleque pouco. mesmo sérias. d) Era um homem de quarenta gordo.. mesmo sérias trazem e cinco anos. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística. de um signo. nossa capacidade de retenção. Que é agradável. mesmo sérias. imediatamente se lhe apagou. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. representa um bem cultural. e) Tenha cuidado. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. d) Entra a propósito. os deveres da hospitalidade. 11. e) José dos Santos. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. a bela viúva. fisionomia insinuante. empregou na execução do canto. a bela viúva. Nossa capacidade de retenção é variável . ao parafrasear o que ouvir. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. b) Entra a propósito disse Alves. a bela viúva a bela viúva. constante sorriso. 23 anos vive no Rio. c) Prima faça calar titio. disse Alves. destas impresso constante sorriso. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. muitas vezes. meio que mesmo sérias. inconscientemente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. ao parafrasear o que ouvir. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). destas impresso constante sorriso. tais como tempo e espaço geográfico. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. é variável e . disse Alves. meio que. também. 14.Linguagem . e cinco anos. paulista 23 anos. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. vive no Rio. destas impresso constante sorriso. baixo. suplicou o moço com um leve sorriso que.. paulista 23 anos vive. “Aquela senhora tem um piano. no Rio. e) Deixo ao leitor.e muitas vezes inconscientemente deturpamos. deturpamos o que ouvimos. baixo. e) Entra a propósito. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. c) Entra a propósito. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. fisionomia insinuante. d) José dos Santos. O texto abaixo é bastante apropriado. a) Entra a propósito. fisionomia insinuante. faça calar titio. e) Prima faça calar titio. a) Era um homem de quarenta gordo. pouco os deveres da hospitalidade. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. meio que. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. d) Deixo ao leitor calcular. Neste estudo veremos: . Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. baixo. 23 anos. deturpamos o que ouvimos. baixo. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. deturpamos o que ouvimos.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. deturpamos o que ouvimos. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. meio que. vive no Rio. trazem e cinco anos. meio que mesmo sérias trazem. quanta paixão empregou na execução do canto. c) José dos Santos. mas não é o correr dos rios. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. e cinco anos. O poema descarta a necessidade do piano. c) Tenha cuidado. Didatismo e Conhecimento 88 . a bela viúva. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. trazem 15. d) Prima. o que ouvimos. o seu moleque. b) Era um homem de quarenta gordo. fisionomia insinuante. vive no Rio. trazem e cinco anos. paulista. destas impresso constante sorriso. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. baixo. destas impresso. Nesse campo de estudo se analisa. Nem o murmúrio que as árvores fazem. e) Era um homem de quarenta gordo. fisionomia insinuante. b) José dos Santos paulista 23 anos. 13. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. b) Prima.

que estranha potência. palavras. Summus. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua.. latente ou em ação ou exercício. fúria. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. exclamou: .. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. com seu significado. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. ou. Por extensão. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo. significados e pensamentos. usados para representar conceitos de comunicação. sons. outras mais complexas. sois o sonho e sois a audácia. gestos. Mostram que a palavra. para impor a derrota. gestuais etc.. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos. por uma nação. p. para exprimir os sonhos. de saber o que as coisas são. de elementos diversos. 3ª ed. sinais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. Noutra acepção (anátomo-fisiológica). que é apenas um dos sinais estudados na semiótica. . para expor a raiva. que envolve os signos. mostra que a protagonista. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação.) Cecília Meireles. In: Obra poética. Os elementos constitutivos da linguagem são.. Romanceiro da Inconfidência. palavras. mas não uma palavra. pensando. tempos. 442. A liberdade das almas. sonoros. serve para sussurrar declarações de amor. “onde as coisas não têm nomes”. debaixo das.. é ao mesmo tempo extremamente forte.. “Bom. povos.Ah.A linguagem é o traço definidor do ser humano. Aventuras de Alice. Lewis Carroll.. colocando a mão no tronco da árvore.. constituídas.000 a 500. ao mesmo tempo. Sebastião Uchôa Leite. de repente. disse enquanto avançava em meio às árvores. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. entrar dentro do. o predecessor de nossa própria espécie. munido de regras próprias (sua gramática). o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa.. se puder. ai... ideias. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis. é capaz de quebrar osso. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. impérios. São Paulo. mas também para caluniar. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. ai! Com letras se elabora. estar debaixo das. ora!”. Para que serve a linguagem? (... derruba reis e impérios. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. Embora os animais também se comuniquem. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30. por ser constituída de sons. (. Nova Aguilar. ora. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. Posteriores alterações no aparelho fonador.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300. porque. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. Trad. Didatismo e Conhecimento 89 . de uma forma geral. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas. pelo vosso impulso rodam. O estudo da linguagem. pois... podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. “Bom. isto é.. (.. Rio de Janeiro. de qualquer modo é um alívio”. analisando para que serve a linguagem. calúnia. murmurou pensativamente (Alice).. é a aptidão que o distingue dos animais. tátil. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. derrota. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. 1985. etc. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas. “depois de tanto calor.. contrapondo a palavra à ação. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome. para impulsionar os desejos mais grandiosos. gráficos.. auditiva. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. apesar de frágil.000 anos)..) Ai. símbolos ou palavras.000 a 50. debaixo disso aqui. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. p 165-166 Esse texto. que parecia muito úmido e sombrio. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. . ainda. A respeito das origens da linguagem humana. insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe.. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. é chamado semiótica. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum.. “Este deve ser o bosque”.A linguagem é uma maneira de perceber o mundo.. disse. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra. Então. dentro do. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto.

Por essa razão. . . porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. Em vista disso. não indica sua inclusão numa dada classe.). na verdade. de gênero (masculino e feminino). ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. determina uma realidade que nos encanta a todos. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. criamos o conceito de pôr-do-sol. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. num escandaloso placar luminoso. o que significa que as palavras criam conceitos. Querendo desculpar-se. Didatismo e Conhecimento 90 . deletar. O inglês.). por isso. etc. etc. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que.. No entanto. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. ele quebrou. Vive na inocência do limbo. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo. Observe-se que. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. articulista da Veja.. Maçã. Uma nova realidade. propôs-se que. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente.) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. Viagens de Gulliver. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado. mas realizando uma ação. Contudo esse conceito. batizado e devidamente etiquetado. e mutton. Na segunda formulação. do ponto de vista científico. de interpretá-lo.. então. uma nova invenção. eles não estão constatando alguma coisa do mundo. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal.. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. segundo as particularidades de cada cultura. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. pera. mundos não existentes. tem duas palavras: sheep. 130). que designa o animal. cujo único inconveniente residia em que. de número (singular e plural). ou seja. permite até criar novas realidades. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. Uma vez identificado. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa.).A linguagem é uma forma de ação. Por exemplo. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira.. Rio de Janeiro/São Paulo. ver-seia obrigado. no sono profundo da inexistência. . a caneta ou mesmo a máquina. do que existe e do que não existe. Em português. agrupamos os nomes em classes. fossem elas quais fossem (. na primeira formulação. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. Ao mostrar uma fruta qualquer. por exemplo. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p.. para expressar o que denominamos carneiro. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. o “risco naufrágio”. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade.. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. 194-195. mostraria uma cadeira. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. o “risco país” passou a existir. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. banana e laranja pertencem à classe das frutas. O que não se expressa não se conhece. exprimir diferentes modos de ver a realidade. uma nova ideia exigem novas palavras.. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. em proporção. se essa palavra não existisse. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. não posso. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. no seu entender. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”.muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. a língua é uma forma de categorizar o mundo.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa. criado pela linguagem. quando.. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. e eles ordenam a realidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. É como se isso se devesse ao acaso. o Sol não “se põe”. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. pois permite falar do que está presente e do que está ausente. Em casos como esses.. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. Sabemos que. por exemplo. categorizam o mundo. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. No léxico de uma língua. mostraria uma bolsa. Mostrar um objeto. Por isso. Jonathan Swift. compreendida em todas as nações civilizadas. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). porque ela também é ação. ao falar da expressão “risco país”. Ediouro/Publifolha. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. expressar ideias mais gerais. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. A linguagem é uma atividade simbólica. p. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas.

sentimentos.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. comunicar não é apenas transmitir informações. quanto espertalhões. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. convicções. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição. a forma vem. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. emoções. dar ordens. Por outro lado. Inúmeras vezes. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. por exemplo. Para que serve a linguagem? . transmitimos uma imagem nossa. dor. e indivíduos atemorizados. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. Pela linguagem. Por meio do tipo de linguagem que usamos.A linguagem serve para informar: Função Referencial. a ter determinados estados de alma (amor. etc. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. Para cada indivíduo. a sentir determinadas emoções. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. Por meio dessa função. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. desdém. para o grupo social. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. de segunda pessoa do imperativo. isto é. na verdade. usando. portanto. hein? __Também. falar apenas para não haver silêncio. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. “Vem pra Caixa você também. consideradas individualmente ou como grupo social. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. . Por isso. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. Muitas vezes. É também exprimir emoções. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. Com a linguagem. __Que calorão. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. aprendemos os preconceitos contra a mulher. numa manchete de jornal. a súplica. tem chovido tão pouco. Exprimimos a revolta e a alegria. do tom de voz que empregamos. um pedido ou uma sugestão. armazenamos conhecimentos na memória. paixões. Graças à linguagem.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. . desprezo. em lugar de venha.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). que se deixam conduzir sem questionar. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. o pedido. pode-se dizer que ela modela atitudes. se consumirmos certos produtos. Isso está correto. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. admiração. desdém. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. informa-nos sobre um acontecimento do mundo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem.).A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. “Isso é coisa de mulher”. aperfeiçoa-os e transmite-os. um pensador francês. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. desprezo. etc. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu.. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial. Didatismo e Conhecimento 91 . manifestamos desespero. com tentações e seduções. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. raiva. que só pensam em levar vantagem. ela permite conhecer o mundo. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. num tom pejorativo. um ser humano recebe de outro conhecimentos. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. a linguagem modela tanto bons cidadãos. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. No entanto. a linguagem modela o intelecto. não raro inconscientemente. se a todo momento nos dizem. Condillac. Com essa função. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Falam para nada dizer. Com palavras. tristeza. daquele que fala. a crer em determinadas ideias. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. . A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas.

em expressões diversas. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer.Canal . enquanto outro escuta em silêncio. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer.Código . em seu “Manifesto antropófago”. Na nomenclatura da linguística. a sucessão dos sons oclusivos /p/.. repetem-se histórias que todos conhecem. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país.Mensagem . Apud: Lêdo Ivo. pela disposição das palavras. Observe-se o uso do verbo bater. Por isso. estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando. se está doente. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. Antigamente. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes. A atividade metalinguística é inseparável da fala. que outros universos podem existir. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos.Referente . diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. pelo arranjo dos sons. pois ele não tem função informativa: o importante é que.alguém espera ouvir a pergunta. imaginamos novos mundos. nesse caso. o mais importante é como se diz. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. para influenciar.A linguagem serve para criar outros universos. retirada do poema “A Cavalgada”. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. É o que se dá quando dizemos. /k/. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa. etc. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. para manter os laços sociais.conteúdo transmitido pelo emissor. fala também do que nunca existiu. . diz “Tupi or not tupi”. codifica a mensagem. Quando afirmamos como diz o outro. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros.Receptor .contexto relacionado a emissor e receptor. . p. pois o sentido também é criado pelo ritmo. homens é que se não podem pescar”. A linguagem. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social. . refugia-se no cinema.” (Folha de S. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala.emite. o amor nunca diminui e assim por diante. “Não é muito elegante usar palavrões”. . de Raimundo Correia.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. olhando uns para os outros.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. ao cantá-lo. a conversação é obrigatória. Agir. Exemplo: Elementos da comunicação . fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. ela é utilizada para informar. Brincamos com as palavras. Didatismo e Conhecimento 92 . É o que chama função metalinguística. Raimundo Correia: Poesia. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. /b/. inversamente. Nessa outra realidade. Também os hinos têm a função de criar vínculos.. Para melhor compreensão das funções de linguagem. de fato. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. 29. não podemos manter-nos em silêncio. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela.recebe. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . etc). decodifica a mensagem. Rio de Janeiro. saber se nosso interlocutor está bem. por exemplo. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional..Emissor . O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. estremece. Com ela. Divertimonos com eles. em geral não queremos. Nele. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. os homens são gentis.. Em função estética. /t/.meio pelo qual circula a mensagem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. seja entre alunos de uma escola.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. . Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. /d/. No segundo. a vida não é monótona. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. Um dia. com significados diferentes. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor. etc. . daí responde. numa festa. Oswald de Andrade. não estamos falando de acontecimentos do mundo. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. outras realidades. quando não se tem assunto. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. “dinheiro”. . fala-se do tempo. Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. Coleção Nossos Clássicos. 4ª ed. move-se. . e o galã é carinhoso e romântico. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. Na estrofe abaixo. conta-se a história de uma mulher que. Nessas ocasiões. se está com problemas. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. No primeiro caso. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. vou dizer que “peixes se pescam. “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”. contam-se anedotas velhas.

9. Sem ela não se pode aprender.: . com os estudos recentes dos linguistas. . exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”. Sem a linguagem. ou acontecimento. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte. o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. Para isso. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido.. 15) Didatismo e Conhecimento 93 .diálogo As respostas. . Todos são mal escritos. embora neles não se encontrem erros de ortografia. coerentes. admite-se um novo formato de locução. faciais etc..” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. expressar os sentimentos. p. Ligada a esta função está. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. Deixe que a Igreja ajude. muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).Terça-feira à noite: sopão dos pobres. mas também para utilizar em situações especiais. Portanto não é um bom texto.. a poesia lírica.locutário . por norma.locutor .interlocução . . entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). por isso a mudança (aprimoração) na teoria. para além da linguagem falada e escrita. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. assim. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua. . desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes. interlocução (diálogo interativo): . palavras belas. concordância. Sem ela.Não deixe a preocupação acabar com você. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. dos “interlocutores” podem ser gestuais.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. As primeiras ferramentas da fala humana.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. No entanto. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos. (. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. não se pode estruturar o mundo do trabalho. etc.) (Jornal da USP. O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre. As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: .Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. o emissor atua sobre o receptor. . depois oração e medicação. Certamente. nós temos uma creche no segundo andar. Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. há frequente uso do vocativo e do imperativo. .Função poética: embeleza. o homem.Para aqueles que têm filhos e não sabem. afim de que este assuma determinado comportamento. não só para melhorar a comunicação entre surdos. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. Saber bem uma língua é saber usá-la bem. do Juizado de Menores. .Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. não se exerce a cidadania.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. p. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo.” (Álvaro da Costa e Silva. não é saber descrevê-la. No entanto. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.quem ouve e responde. sem repetições que não acrescentam nada ao sentido. ou. mas que se podem observar entre si. ritmos agradáveis. é preciso usar um nível de língua adequado.33. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). é carregada de subjetividade. . . Não prestamos muita atenção a ela. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente.quem fala (e responde). mola propulsora do eleven periquito. na análise de um texto.(. . pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. essa teoria sofreu uma modificação. pois. etc. a linguagem parece-nos uma coisa natural. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. Cerca-nos desde o despertar da consciência.. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. porque os eleitores não podem influenciar o governo. que permitiram o aumento do volume do cérebro. é necessário construir textos sem ambiguidades. aprendendo pela observação de animais.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. Sem ela. ainda no berço. enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. construir as utopias e os sonhos. In: Bundas. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. imaginar outras realidades. .) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. expressivas. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação.

A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. mas é desagregador. . de grande porte. No texto. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. que “os sargentos do exército são monistas. em apoio a essa tese. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. “pessoa que trabalha muito”. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . Texto é um todo organizado de sentido. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. O sentido não é solitário. mas um conjunto de frases costuradas entre si. ou seja. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. na terceira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. e minha terra. Gonçalves Dias: Poesia. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. é solidário. “não quero o jogador no meu time”.Marcelinho é um bom atacante. os filósofos são polacos vendendo a prestações. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro. Rio de Janeiro Agir. mas uma trama arranjada de maneira organizada. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. Vejamos outros dois períodos: . alienados num mundo idealizado. os sargentos de exército são monistas. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. quadrúpede. No Brasil. . “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). evitando as mazelas do mundo real. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. No primeiro. percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. em geral. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. que não é um amontoado de fios. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. o todo em que ela está inserida. principalmente. O texto é um todo organizado de sentido. a do solo pátrio. que vivem. Coleção Nossos Clássicos. 30. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. o sentido de cada parte não é independente. Observe os três pequenos textos abaixo: . quando digo. Essa hipótese de leitura. na segunda. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. cubistas.Marcelinho é desagregador. Em síntese. mas também os mecanismos de estruturação do texto. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. . O sentido é completamente diferente. 18. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. Rio de Janeiro. tudo são relações. 5. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. “animal originário das regiões desérticas. a oração é contexto da palavra. porque lá ninguém trabalha. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. 1959. quando afirmo. de cor amarelada. p. Pode-se ainda acrescentar. a Cruz e Sousa). mas é um bom atacante. significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. o sentido depende do contexto. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. Isso significa que. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. Murilo Mendes mostra. sem se preocupar com os negros. Tomando apenas os dois primeiros versos. p.Nos desertos da Arábia. Aliás. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. na verdade. 7ª ed. Onde canta o Sabiá. determina a orientação argumentativa da frase. Apesar de corrente. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. por conseguinte. cubistas”. 1976. respectivamente. a palavra texto significa “tecido”. Na primeira. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. que as características da brasilidade não têm valor positivo. 31 e 32”. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. Apud: Manuel Bandeira. José Olympio. que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. porém. portanto. isto é. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias.O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”.Todos os dias ele fazia sua fezinha. “Seu texto ficou muito bom”.

por exemplo. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. A Língua é um instrumento de comunicação. por exemplo. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. A exclamação do final é. as quais podem agir sobre ela. ou seja. ideias. pois mesmo sem esses elementos de conexão. tais como: sinais. no entanto. Didatismo e Conhecimento 95 . não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. destacam-se: . há linguagem. A linguagem pode ser: . para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. o significado das partes depende do todo. onde há comunicação. um conjunto de frases pode ser coerente e. originando a fala. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. Por isso. Dentre eles. No estado do Rio Grande do Sul. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. entretanto. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. Num texto. símbolos. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. também há variações no uso da língua. comprova-se que o significado das frases não é autônomo. por exemplo). a linguagem corporal. pode optar por: A família de Regina era muito pobre.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. Dessa forma. lamenta a invasão estrangeira. No Brasil. Por exemplo. nada contraditório. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. Ao contrário. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. um todo organizado de sentido. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. Desse modo. pois são dois meios de comunicação distintos. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. estar verdes”. portanto. algumas vezes por mímicas. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. nada desconexo. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. Num sentido mais genérico. Além disso. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. . os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. um gesto. opiniões e sentimentos. Outro. pois. Por outro lado. diferentemente do poema gonçalvino. a expressão facial. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. além disso. Note. é acompanhada pelo tom de voz. ao mesmo tempo. Dentre elas estão a linguagem de sinais. em “Não chove há vários meses. a compatibilidade de sentido entre elas. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Dentro de uma mesma região. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. O exílio é a própria terra. Está relacionada a fenômenos comunicativos. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. de modo que não haja nada ilógico. que não são as palavras. incluindo-se fisionomias. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. Não devemos confundir língua com escrita. dependendo do contexto em que está inserida. ironiza-a. mas. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. não celebra ufanisticamente a pátria. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. A língua falada é mais espontânea. todos falam a língua portuguesa.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. uma figura. etc. é menos importante que o primeiro. Os pastos não poderiam. as placas e sinais de trânsito. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. Assim. sons. Ao contrário. as mímicas e o tom de voz do falante. cada frase tem um significado distinto. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. O segundo fator. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos.

Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. É um ato individual.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. • Mal e bem. principalmente em situações informais. clamor. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. entretanto. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. a forma. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. de numerosos pares de sinônimos. Desse modo. Ao escutar a palavra “cachorro”. abolir. pertencem à esfera da linguagem culta. científica ou poética (orador e tribuno. pois cada indivíduo. Devido ao caráter individual da fala. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. . os sinônimos diferenciam-se. reto. etc. químicos. a ideia transmitida pelo signo. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. conhece também o que os outros falam. profissionais da área de direito e da informática. a parte concreta do signo. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. mais restrito (animal e quadrúpede). linguistas e outros especialistas. ao invés. palavra que também designa o emprego de sinônimos. Transformação e metamorfose. orelhas. . além de conhecer o que fala. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. suprimir. Semicírculo e hemiciclo. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. Com efeito. • Justo. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra.Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Oposição e antítese. apagar. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. o ambiente sociocultural em que vive. imparcial. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. suas letras e seus fonemas). etc. conforme seu gosto e sua necessidade.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. sua personalidade. certo. abecedário. de acordo com a situação. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. oculista e oftalmologista. Desse modo. uns são próprios da fala corrente. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. Antônimos: são palavras de significação oposta. ao utilizá-lo. biólogos. íntegro. o contexto.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. Esse nível da fala é mais espontâneo. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. Didatismo e Conhecimento 96 . Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. para a manifestação da fala. formando a sequência “um cachorro”. vulgar. em nossa língua. aqueles. Fala: uso individual da língua. estes têm sentido mais amplo. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. olhos. • Brado. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. dentro da unidade da língua. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. com pelos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Abundantes em termos específicos. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. grito. uns dos outros. Exemplos: • Ordem e anarquia. médicos. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. Cada indivíduo. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. Moral e ética. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. desataviada. Contraveneno e antídoto.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. exato. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. . . Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. por exemplo. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. Significado (é o conceito. Exemplo: • Alfabeto. literária. Translúcido e diáfano. • Extinguir. Embora irmanados pelo sentido comum. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. cinzento e cinéreo). é possível observar alguns níveis: . Colóquio e diálogo. outros. Quando escutamos essa palavra. como idade e sexo.

sentimentos. sessão musical) e conserto (ato de consertar). tem o sentido conotativo. ceifar). descarrilou mais uma vez.A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. • Pêlo (substantivo). repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). real. regredir / concórdia. avaliar) e apressar (acelerar). • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. era (verbo).Já é hora de o candidato dizer a verdade. ouro sugere ou evoca riquezas. • Pena: pluma. alude (verbo aludir). No segundo exemplo. Livre (adjetivo). tetânico e titânico. assimétrico / pré-nupcial. mas significação diferente. • Paço (palácio) e passo (andar). a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. (sentido próprio). No primeiro exemplo. implícito / ativo. • As horas iam pingando lentamente. Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. • Apreçar (determinar o preço. por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. • Cessão (ato de ceder). punição. (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . poder. cuidar. • Velar: cobrir com véu. c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). Exemplos: • Construí um muro de pedra. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. na Rússia. . • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). atoar e atuar. o sujeito jamais é preposicionado) . corrigir). Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. árvore frutífera. denotativo. (não: descarrilhou) . • Jogo (substantivo) e jogo (verbo). descrição e discrição. dar deferimento) e diferir (ser diferente. Exemplos: • São (sadio). grande curral de gado. antipático / progredir. A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. ocultar. • Pára (verbo parar) e para (preposição). • Caça (ato de caçar). O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia).O avião aterrissou no horário previsto. glória. que têm dezenas de acepções. • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). infligir (aplicar) e infringir (transgredir). (sentido figurado).O trem. • Concerto (harmonia. (não: do candidato. (não: aterrizou) . Alude (avalancha). Cedo (verbo). cedo (advérbio). Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. Somem (verbo somar). caminhada (verbo). degradar e degredar.O condor vive em regiões montanhosas. • Fulano nadava em ouro. às (contração) e as (artigo). (não: cabelereiro) . • Hera (trepadeira) e era (época). (sentido figurado).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. divergir. • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). vultoso (volumoso. anticomunista / simétrico. pôr fogo) e ascender (subir). • Colher (verbo) e colher (substantivo). Exemplos: Bendizer. vigiar. prescrever e proscrever. maldizer / simpático. o verbo dar e os substantivos linha e ponto. Razões de ordem didática. Podemos citar ainda.Nunca encontrava empecilhos no caminho. desesperar / comunista. porém. nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. A homonímia pode ser causa de ambigüidade. cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). cesta e sesta. peça de metal para escrever. b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. e às vezes a mesma grafia. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. livre (verbo livrar). sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). não são homógrafas. (não: ao meu ver) . • Ênio tem um coração de pedra. como exemplos de palavras polissêmicas. (sentido próprio). Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. emendar). dó. são (forma do verbo ser) e são (santo). (não: côndor) . relativo ao véu do palato. • Censo (recenseamento) e senso (juízo). Pomos (substantivo). seção (divisão. Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. possui várias conotações (idéias associadas. muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. cético e séptico.Fiquei com muito dó daquele jogador. discórdia / explícito. • As águas pingavam da torneira. inativo / esperar. ostentação. deferir (conceder. luxo.Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. somem (verbo sumir). eminente e iminente. evocações que irradiam da palavra). • Aço (substantivo) e asso (verbo). a rigor. (não: muita dó) . comprimento e cumprimento. pomos (verbo pôr). Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. • Cela (pequeno quarto). sela (arreio) e sela (verbo selar). pós-nupcial. osso e ouço. adiar). pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). tem sentido próprio.

...cassado 8.. emigrar = entrar no país c) comprimento = medida.....estrangeiros c) secção ... da guerra. lá em casa. 7.Em princípio....Foi um privilégio conhecê-la........ (não: de ano) .. do prefeito foi . a direção do presídio proibiu as visitas.Naquele ínterim.incipiência e) seção . xácara = verso 6.A maisena parece que está vencida.. (PUC-MG) “Durante a ... nos erros do passado.. superam-se) 3... d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever......Repetiu o ano porque não estudou o suficiente....Fez que (fingir) não ouviu a advertência. retifiquei d) proscrever. conflagração.. procure um médico... (inadequado) ....fragrante ....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA ...Depois de superados os obstáculos.....Ao persistirem os sintomas.. equivale a tempo) . (FUVEST) “A . plenária estudou-se a ... a) sessão .. ratifiquei 9.Em face (ou ante a) da confusão reinante. deflagração.. 5.....Depois de vencidos os obstáculos...... solene era ...cessão .........Meu irmão é menor de idade... As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1. (não: latex) . (não: reinvindicar) ... equivale a uma condição) . de direitos territoriais a . (não: fez com que) ..O Brasil bateu recorde outra vez. deflagração...flagrante ... apresentava-se sempre .Vamos galera! O “show” é gratuito......casçado e) mandado . a) eminente... pois os homens ..... c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.cessão .... (não: Maizena... incidiram b) iminente..O látex desta confecção é de primeira qualidade. b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.Ela prefere mortadela a queijo.Somos quatro. procure um médico. na frase seguinte: “Necessitando .. e) Reacendeu o fogo do entusiasmo..... de tarefas . (se persistirem. o número do cartão do PIS. conflaglação....incipiência b) sessão . (FUVEST) Estava ..flagrante . concertar = harmonizar e) chácara = sítio.. (não: gratuíto) .flagrante .estrangeiros 4.... (não: prazeirosamente) . (= no começo) (não: em princípio) . . reincidiram c) eminente.Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura. ontem... o desinteresse do mestre diante da ..sessão ..... demonstrada pelo político..seção .... recindiram 2. c) Sua ascensão foi rápida... (não: somos em) ... (CESCEM) Na ....Ficamos em pé / de pé o tempo todo...A persistirem os sintomas... (não: Nóbel) .. proscrevi b) prescrever.. científica do povo levou-o a . não deixe a garagem aberta.. incidiram e) prestes. em astronomia. ele voltava vitorioso..insipiência c) sessão ..... (em tese) (não: a princípio) . nunca teve muito .O cigarro provoca o enfisema pulmonar. Assinale-a: a) cozer = cozinhar...A princípio tudo parecia real.” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10...” a) ratificar.. a) mandado .” a) seção . (não: em face a) . (TRT) O . flagração..É um sujeito muito irrequieto. (não: de menor) . (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas. coser = costurar b) imigrar = sair do país. (não garage) .....caçado b) mandato . (obstáculos não se vencem...Todos reivindicam melhores oportunidades. a .... (não: haver) nada há ver = nada a receber .extrangeiros d) sessão .. no .. a data de meu nascimento.Por favor.estrangeiros e) seção . discriminei c) descriminar.insipiência Didatismo e Conhecimento 98 .. ela refletiu sabiamente. (não: interim) ... (não: rúbrica) .... (não: irriquieto) ... (não: mortandela) . marca comercial) .Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição. (ambas formas corretas) ..fragrante . ....incipiência d) cessão ... e) A cessão de terras compete ao Estado..estrangeiros b) seção .. (não: rúim) .. sua proposta nos interessa.caçado d) mandado . (não: efisema) ..Esta roupa não tem nada a ver com você....Meu tempero está ruim. reincidiram d) preste......... . Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política...cassado c) mandato .. ele voltava vitorioso. (FEB) Há uma alternativa errada.. cumprimento = saudação d) consertar = arrumar..... (não: previlégio) . d) Ascenderam o fogo rapidamente.sessão .... (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes..... prescrevi e) retificar.Não se esqueça de colocar sua rubrica.. (não: récorde) ...... (BAURU) Há uma alternativa errada. b) A catástrofe torna-se iminente... (quando persistirem..... de feiticeiros os . (MACK) Na oração: Em sua vida.

....laço .A) (12. na escada (arriar) (1. (descrição) b) Só seria possível ...infligiu e) descriminar . (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa. caso todos compareçam. o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras. são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve....lasso .. Somente após a .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo .E)(9.comprimento ... Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como. ... ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 . . em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva. (fera = animal feroz: sentido próprio.lasso ... (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada.. o recurso foi . (fera = pessoa muito brava: sentido figurado.B)(11...B)(6.cumprimento ..... a) discriminar .O Diretor do presídio . Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto.. apenas a cabeça estava fora da água.. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro.. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.D)(5.... do assunto é que foi possível prendê-lo.. ou seja.infringiu d) descriminar . quando se deseja atingir um efeito expressivo..B)(2....cumprimento .tráfego .. Podemos classificá-las em três tipos: .eminentes b) senso .tráfico .infringiu 12. ricas em significados..” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns.C)(7.. (descriminar) c) As negociações só vão .. Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus. giro....tráfico .o autor ou criador pela obra.cumprimento .. Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo. o acusado.... Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras).C) No segundo exemplo....iminentes 11...iminentes d) senso .laço . semelhantes. ou seja...A)(10. o cofre ali mesmo. “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que. “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona. temos uma comparação e não uma metáfora.lasso .comprimento ... denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos...o efeito pela causa e vice-versa. os resultados esperados. os espaços das frases abaixo: 1. Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.Hoje são muitos os governos que passaram a combater o ....tráfico ..eminentes e) censo .. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam.Figuras de Palavras (ou tropos). pesado castigo aos prisioneiros revoltosos.. tal como.Quem possui deficiência auditiva não consegue .. o “trabalho”).. de entorpecentes com rigor.B)(8. 3. se conseguíssemos mais provas que o inocentassem..Figuras de Pensamento. Vivo do meu trabalho... assim como etc.” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como. 2. desvio).... ao associar verso a sangue... Ocorre a metonímia quando empregamos: . Brilha tranquila. Quando esses conectivos aparecem na frase. assim como...infringiu c) descriminar . Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras... Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso.tráfego ..... intensidade e beleza..B)(3...infligiu b) discriminar . São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado. .Figuras de Construção (ou de sintaxe). usual) Pedro era uma fera.. os sons com nitidez.. o “lucro”)..iminentes c) senso . para comunicar à expressão mais força e colorido. Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. que subia cada vez mais... (sortir) d) O corpo estava ... vendo nelas uma relação de semelhança.A)(4. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera. tal qual. corretamente. literal.....

o mesmo não ocorre com a catacrese. designando a espécie dos homens traidores). e pulavam de alegria. Exemplo: Não há teto para os necessitados.o símbolo ou sinal pela coisa significada. . Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo.o lugar pelo produto.a matéria pelo objeto. Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. copos e garrafas vazias. nesse caso. Exemplo: O homem é um animal racional.. Exemplos: A velhice deve ser respeitada. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos.) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves. . eles riam. não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). Exemplo: No fim da festa. que designaria o conteúdo). copos e garrafas vazias). Exemplo: Ele embarcou no trem das onze.o singular pelo plural. enunciado no início. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. Didatismo e Conhecimento 100 . que não têm valor de reforço. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). e cantavam. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. ou seja. Exemplo: Ele é bom volante.de gênero. “a casa”). Exemplo: Felizes. mas eu não acho não. eis-me medonha e escura. . está sendo usada no lugar da palavra doces.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). destacando-a do resto. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe.Ele tem um grande coração. as construções “subir para cima”.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. . de forma feminina. (a palavra trono. A silepse pode ser: . simboliza o império. . poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos). pode ser facilmente identificado.a parte pelo todo. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. que era branca e linda. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. . ou seja. desisti de ter.o indivíduo pela classe ou espécie. que designa o continente ou aquilo que contém. (o concreto coração está no lugar do abstrato.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. Os homens pararam. . Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática.o instrumento pela pessoa que o utiliza. a cidade do Porto). Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. sobre as mesas. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. . Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo.” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. (a parte teto está no lugar do todo. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. o medo no coração. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. geralmente o “e”. o qual. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. no entanto. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. como por exemplo. no início da frase.” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração. Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação. Exemplo: “Eu. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. (a palavra caixa. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia. ou seja. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. Exemplo: Ele não tem um níquel.o abstrato pelo concreto e vice-versa. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. que é “moeda”). Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. etc. com o medo no coração. (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”).o continente pelo conteúdo. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. . Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. o poder). Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado. (originariamente.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. em geral. e dançavam pelas ruas.o gênero ou a qualidade pela espécie.. “entrar para dentro”. sobre as mesas. “protagonista principal”. bondade). pessoas velhas).

a praia. Nelas intervêm fortemente a emoção. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste. veludosas vozes. até que a última lâmpada se apagou. como nos três últimos exemplos. a paixão. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural. . podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). no lugar das palavras próprias. venci.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. Sintaticamente.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. mas de significados diferentes.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. Exemplo: “Tende piedade. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando. Exemplo: “Eu era pobre. Senhor. exageramos na sua representação.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. no âmbito da frase. escolhia. crescia. “Pedrinho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. que repitam a última frase. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando. Exemplo: “Tende piedade.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. vinha pra dentro da casona. deixando-o meio velado. vãs.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem. É uma figura de construção muito usada em poesia. Neologismo: criação de palavras novas. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. deu rédea e.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural. escolhia.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere). É usada geralmente com sentido sarcástico. escuro. tudo parado: parado e morto. cheia de gente. Ironia: é o emprego de palavras que.de pessoa. volúpias dos violões. têm o sentido oposto ao que querem dizer. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. retumba. ela tem uma qualidade que é antagônica). para realçar uma ideia.de número. ideias opostas. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros). Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres. Exemplo: Vim. vi.” (Cecília Meireles) “Tudo. vêm apenas justapostas.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . vulgarmente chamada de trocadilho.. que poderiam se ligar por um conectivo. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam.. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. (há omissão do verbo estar na segunda oração (.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. sem mais palavras. vulcanizadas. Era nada. progressão: “O surdo pede que repitam. na frase. lept! lept! arrancou estrada afora. se a alegria é triste. Senhor.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. a apóstrofe corresponde ao vocativo. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol.a praia estava cheia de gente).” (Monteiro Lobato) “O som. Exemplo: Depois de muito sofrimento. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. vozes veladas. vivas. o sentimento. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. ele entregou a alma a Deus. Exemplo: Está muito calor. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. Era subalterno. mais longe. saía toda perfumada. morre. Exemplo: A manhã estava ensolarada.

ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. resignadas. me escute. apanhou uma brasa com a colher. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. na Lapa-Laje.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. Como comem!” (Aníbal Machado) 16.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. o pistoleiro sumir de ladrão.”(José Cândido de Carvalho) 27. a que me cativou logo foi uma. esse quadro... ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe. inclemente. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem. porém. severas.. não sei se digo. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes.. Foge. Exa. o Zé-Povinho de chapéu erguido.”(Raimundo Correa) 22. ( ) “O meu abraço te informará de mim. Simões Lopes Neto) 21.”(Chico Buarque) 12.. ou tinham mais invioláveis esconderijos. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos.” (Graciliano Ramos) 14.”(Martinho da Vila) 17. pombas voando. de queixo caído. ( ) “Wilfredo foge. ramalhetes de flores com laços de fitas. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. ninguém não pegava. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.. ou melhor.” (Guimarães Rosa) 5..” (Camilo Pessanha) 20. Tanto não.” ( Adonias Filho) 35. geme a brisa folhagem. (Mário de Andrade) 9. ( ) “A cidade inteira viu assombrada. ( ) “Se os deuses se vingam. de santos. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho. da outra banda. está cansado? 8. consiste em retificar uma afirmação anterior. e dancei e fui Vestido de rei. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso.. Bergo) 31.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19. os sertanejos emboscados. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando. o mesmo silêncio anela de opresso. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1. e vacila..” (Fernando Namora) 36. O síndico.”(Olavo Bilac) 13. foi-lhe tirado o lenço da mão. a gente vamos chegar lá. ( ) “Grande parte.. e tropeça e resvala. fugindo nos cascos de seu cavalo.” 34. “ (Vinícius de Morais) 28. “ (Euclides da Cunha) 7. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias. ( ) V.” (Raquel de Queiroz) “Tirou. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. deslizavam melhor. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. corre. ( ) “Mas. e levanta-se. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz. de poetas. em sua casa deles dois. ( ) “Era véspera de Natal. acendeu o cachimbo.”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 .”(Alexandre Herculano) 11.” (João Cabral de Melo Neto) 26.” (Camões) 30. ( ) “Aquela mina de ouro...” (Aníbal Machado) 6..” (Mário Andrade) 4. mas quão diferentes.”( Machado de Assis) 18. uma. que faremos nós os mortais? “ ( V. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa... ( ) “Agachou-se.. inútil. De guerreiros. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura.”(Clarice Lispector) 25. as horas passavam. ( ) “Avista-se o grito das araras.. a salvo. Palha outro. O horror vai com ele. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. porém. ( ) “Rubião fez um gesto. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. ( ) “E brinquei. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro.”(Guimarães Rosa) 10. ( ) “Asas tontas de luz.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz.”(Machado de Assis) 2.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas.. . ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime. Não. comedor de gente. uma preciosidade.Almas tristes. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza. minto.” ( José de |Alencar) 32. e foge alucinadamente. apesar de interessante. ( ) “Caça.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. ou antes. Exemplos: É uma jóia.” (Guimarães Rosa) 33. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas. ( ) “Em volta: leões deitados. atiçou o fogo. 29. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim.” (J.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio.. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23.”(Alcântara Machado) 37.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

Didatismo e Conhecimento

Ao todo. Hoje.Enumeração: enumerar as informações. o espaço privado.Proposição: o autor explicita seus objetivos. miserável e desigual.Hipótese: antecipa uma previsão.Características: caracterização de espaços ou aspectos.Interrogação: questionamento. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. . esclarecendo o conceito ou a definição. Ex: “Ação à distância. apontando para prováveis resultados. de forma organizada e progressiva.Definição: não basta citar.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis. . defendendo o meio ambiente.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese. principalmente a urbana.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . agravou vários dos históricos problemas sociais do país. . “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação.. .8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas.. existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. .Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. aumentando.” .Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. com isso. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. pois a uma nação doente. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas. de seu prazer e de suas necessidades. . . linha de montagem. (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?. Ex: “Em 1982. para não perderem o mercado de trabalho. . outra que olha de fora para dentro. isto é. .Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. o que provoca o desemprego.Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou.. Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80. que almeja um futuro brilhante.” . Podem ser desenvolvidos de várias formas: . Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.. . obriga que seja feita uma lei.Estatísticas: apresentação de dados estatísticos.Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. um fechamento integrado de tudo que se argumentou. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” . são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo). cabe aos governantes desse país. .” .Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão. incentivando a reflexão de quem lê. . (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. a classe de trabalhos informais. a violência.. é arbitrário. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior. Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. comunicação. Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos. Seu poder. nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. aparece a verdadeira doença do século. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão. velocidade.” . .624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). Conclusão: é uma avaliação final do assunto. (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático.Comparação: social e geográfica. pois decorre exclusivamente de sua vontade. . (B) Segundo a Constituição.)” . eletricista.Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos.Narração: narrar um fato. confrontar situações distintas. Entre eles. Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. (.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. . Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV.Oposição: abordar um assunto de forma dialética. juízos.Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena.Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . projeta um pensamento ou faz uma proposta.Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto.Comparação: estabelecer analogias.” . . É a parte maior e mais importante do texto. deter. de gastos. em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores. valores. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F). mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo.Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação.. de que. escreve Aristóteles. se especializando.Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto.Exemplificação: dar exemplos. havia até advogado na fila de inscrição. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. triunfo das massas.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! .Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto. eram 15. . desemprega milhares deles. não perderão eles seu mercado de trabalho. marcenaria. mesmo que as empresas sejam automatizadas. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. . . não compete a tão sonhada modernidade.

O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. . original. pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas.toda dissertação é uma demonstração. .a linguagem deve ser objetiva. Uma possível solução é apresentada. . O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas.Despertar da Fé. G. Tema: Desemprego no Brasil. processos. correta gramaticalmente.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente. . . falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: . 3. . D. Didatismo e Conhecimento .Igreja da Graça no Lar. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. 4. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. . o assunto que vai ser abordado. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade. funções.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. ou seja. razões a favor ou contra uma determinada tese.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. . Deve ser clara.em consequência disso. Presta-se bem à indicação de características.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A. (ideia secundária)”. natural. Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. impõem-se à fidelidade ao tema. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico.impõem-se sempre o raciocínio lógico. . nobre. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. C. 7º Parágrafo: Conclusão F. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . . É fornecer argumentos. . Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. 2. situações. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. classificação ou aleatoriamente. .Palavra de Vida. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. uma a uma. Exemplo: 1.A Santa Missa em seu lar.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime. E. .Devido à expansão das igrejas evangélicas. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões. preferência.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. precisa. Pode-se enumerar. desequilíbrios sociológicos e poluição.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. seguindo-se os critérios de importância. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. . Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. . . denotativa.Terço Bizantino.

da ilustração. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. se fossem usadas num conflito mundial.O solo é influenciado pelo clima. os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. Nos climas úmidos. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). por isso é fundamental. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. dos dados estatísticos. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. recém oxigenado. pelo contrário. a confirmação da hipótese ou da tese. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. p.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. Depois deu um significado a cada grunhido. . pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. porém. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. em outras situações. daqui a algum tempo. os solos são profundos. Ou os homens aprendem a conviver em paz. 108 . é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana.O homem. É a abertura do texto. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. por exemplo. da interrogação e da citação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. perde a dimensão de humanidade que abriga em si. uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. da ordenação cronológica. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. pois. a camada do solo é pouco profunda. . Exemplos: Tempo . Conclusão: é a retomada da ideia principal. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. de pormenores. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração. da causa e da consequência. com seu incrível potencial destrutivo. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. a velhice. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. muitas vezes.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. Exemplos: . 47) Didatismo e Conhecimento . Primeiro. que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. corre sangue venoso. seus limites. Deve. isto é. o tema é a questão indígena. Se. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. o objetivo proposto na instrução. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. Espaço . Muito depois. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. em escala mundial. pois. . que só o sofrimento é real”. mais escuro e desoxigenado. Na artéria pulmonar. deve fazer a estruturação do texto. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. o homem aprendeu a grunhir.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. dia a dia. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. Conclusão Só resta. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. que confronta ideias. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. processos. fatos. conter de forma sintética. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. das definições. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. Contém a proposição do tema. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida.

Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. própria de textos literários como a narração e a descrição. positiva. em uma dissertação. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo. Branca Granatic (1996. posicionese. contadores de histórias. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. Hildebrando A. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. caso este não tenha sido explicitado. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. com treino. (2) A conivência do GDF. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. (3) Ruptura da ideologia vigente. conclui o seu pensamento inicial. natação. com base nos argumentos. pés e cabeça. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. Assunto: Falar em público. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente.Desenvolvimento do argumento 3 . viagens. clara e coerente. crie seu objetivo. do jornal Correio Braziliense. Às vezes. mas não deve ser vista como tortura. Depois. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. no desenvolvimento. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. Didatismo e Conhecimento 109 . Leitor: Alunos do curso de expressão oral. (2) Novo conceito de liberdade. mas se for particularizada torna-se aceitável. de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice. (2) Posição das correntes mais radicais. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. musculação. .67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos.Desenvolvimento do argumento 1 . o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade).80) aborda a redação dividida em esquemas. A seguir.Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. p. Na dissertação. 2 e 3. como escrever. as possíveis reações do leitor e por isso. independentemente da tipologia textual. o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. até sua perfeita compreensão. de Dad Squarisi. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. Por sua vez. Em primeiro lugar. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. Por fim. cerâmica. (3) Atividade física é importante. de André (1998. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável.Desenvolvimento do argumento 2 . que solucione o problema e apresente viés humanístíco). perderá pontos. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. hidroginástica. (3) Soluções do governo ao MST. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. sem fugir do tema. Por exemplo. é habilidade melhorar depende de treino. Quanto à introdução. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. com subjetividade. otimista. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. As evidências são o melhor argumento. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. caso o candidato se exprima. Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. p. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. Esquema 1 . Nesse caso.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. identifique o tema. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. ou seja.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução. particular.

Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». . Por exemplo. com outras palavras. denotar otimismo com relação ao problema abordado. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. Isso também vale em relação a seus argumentos. recomendase utilizar o esquema 1. Contudo. «dessa forma».Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. para facilitar a redação. por isso. os textos argumentativo. desenvolver cada argumento. Esquema 2 . Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. usada por diversas pessoas. pela organização mais explícita da redação. otimista. enfatizar a valorização do ser humano. oportunamente. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. Didatismo e Conhecimento 110 . que solucione o problema e apresente viés humanístíco). como já sugerido. . Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema. dissertativo e expositivo têm características particulares. curto.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final .Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. E não se esqueça de utilizar a vírgula. • ordenálos. dissertativo ou expositivo. e não desenvolvidos ou explicitados. pai da Oratória. baseado no que foi coletado. Ele venceu até a gagueira. apoiado em razões e evidências. Tudo em um único parágrafo. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. . • interpretálos coerentemente. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). singular ou plural). além de reunir dados e expôlos com pertinência. «assim». caso venha antes do verbo. Em seguida. Para tal. a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. otimista. No entanto. Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. Esta é a reta final. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto. que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. (3) Como melhorar a expressão oral. siga a ordem de sua introdução.Desenvolvimento do argumento 1 . fazendo uma relação com a observação final do texto. Lembrese: nada de copiálo. encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. Dissertação Polêmica O autor. Cite. graças ao treino. desenvolver. a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. positiva. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. por exemplo). Não inicie frase com gerúndio. Quanto ao esquema 2. desenvolva seus três argumentos.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . concluir. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). Após considerar todas essas etapas. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação. Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». Nos próximos três parágrafos. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. é possível começar a redação. venceram as dificuldades. abordando cada argumento em um parágrafo. em seguida. Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. Por isso. positiva. Por esse motivo. que apresenta somente dois argumentos. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . obrigatórias na dissertação. «Sob o foco da argumentação anterior». Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora.Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema.impessoal. reescrevao com outras palavras. apresentará posicionamentos. Texto Argumentativo. cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. O principal deles: Demóstenes. de três a cinco linhas. o tema e o objetivo. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. Aliás. que devem apenas ser citados. sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. Esquema 2 . dar explicações. em todo o texto.Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. otimista.Desenvolvimento do argumento 2 . positiva. no ponto forte da redação.

melhores salários. Numa cidade. de atingir um “status” social. mais chance de ascensão profissional. Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. . Nova Iorque. museus. Assim. alimentos prontos.Frase-ponte de ligação. indiscriminadamente. podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica. por outro lado.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. .Apresentação do assunto proposto. expõem-se todos os prós e. universidades e casas de cultura. um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente.Frase-ponte (de separação).Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. o habitante da megalópole. onde a indústria prolifera. o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. . o meio lhe é hostil. restaurantes com comidas das mais variadas origens. . Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. os prós e os contras.Conclusão propriamente dita. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: . há maiores possibilidades de emprego. Conclusão: . Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. Se. observaremos que a megalópole. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. Primeiro. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. editoriais. ensaios. Didatismo e Conhecimento 111 . todos os contras (ou vice-versa). outra habilidade: capacidade de persuasão. sente-se. Aqui se exige. Tóquio. artigos. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. . Sendo pessoas sem tempo para dialogar. o lado negativo da megalópole. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. além de conhecimentos razoáveis. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. o ambiente lhe é estranho. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. embora cercado por alguns milhões de indivíduos. muitos clubes. reportagens. como o metrô. assume as características de uma megalópole. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. há selecão de prós e/ou contras. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. paradoxalmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. . muito só. possuindo boas casas de diversão.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. . por tantos desejada. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos. etc. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam. apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . . a rapidez e o conforto. Observações: Para maior funcionalidade. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. lançando. o autor deve focalizar o assunto proposto. não se devem misturar. Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos. toda sorte de detritos químicos. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais. possuindo vários teatros. rios e mares. hipermercados. no ar.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. depois.

por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. Aquele que conta a história é o narrador. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. o conhecimento científico. A segunda sem a primeira seria algo empírico. Assim.. da voz que conta a história. complexos. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. Psicológico: o tempo interior. formando uma rede: a própria história contada. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. Assim. Quando o narrador conta um episódio. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. apresenta as suas limitações. o narrador acaba sempre contando onde. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. sistemático e formal. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . ou seja. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. que são os agentes do texto. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. embora suporte da tecnologia. A história contada. assim sendo. do conhecimento científico.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. Enquanto aquela é busca ordenada.). A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. unilateral. Elementos Estruturais (I): . pois são dois seres que se completam. pois as duas estão intimamente ligadas. constatamos que. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. o “miolo” da narrativa. . sem base.Fechado ou Aberto. Tudo na narrativa depende do narrador. passa por uma introdução (parte inicial da história. é o seu apoio. organizados por uma narração feita por um narrador. o tímido. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. Esse elemento da narrativa é o tempo. dias. Dessa forma. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios.) ou tipos humanos (o medroso. Com relação ao primeiro. ou seja.Espaço: local da ação. . obedendo a uma série de etapas e fatores. E. pesquisa pura. formando um todo homogêneo que. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. a natureza é o objeto do conhecimento científico. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. esta é aplicação do científico ao técnico. mas principalmente pelos advérbios de tempo. de certo modo. segundo relações de sequencialidade e causalidade. e não simultâneos como na descrição. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. um conflito entre o homem e o mundo. Pode ser físico ou psicológico. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. Assim. Final . através dele. por isso. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. o meio. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). Todas as vezes que uma história é contada (é narrada). o avarento etc.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. . subjetivo. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). por advérbios de tempo. Assim. E. quando. Didatismo e Conhecimento 112 . às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens.Narrador: é quem conta a história.. tendo mudança de um estado para outro. estudante. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação.). É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. o filosófico. porém. heróis ou antiheróis. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico.previsível ou imprevisível. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. burguês etc.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. Quanto ao conhecimento filosófico. já que o cientista. Além de contar onde. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. tipos sociais (trabalhador. o homem espera perplexo uma resposta. A pesquisa científica exige método e coordenação.Personagens: são seres que se movimentam. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. Cronológico: o tempo convencional (horas. protagonistas ou antagonistas. Interrogação e a dúvida geram. A ciência fundamenta a tecnologia.Tempo: época em que se passa a ação. o científico e o filosófico. representado no texto pelos advérbios de lugar. concluímos que. meses). Por outro lado. Expressa as relações entre os indivíduos. observamos que o mesmo é orientado. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. Mas a ciência têm uma função explicativa.. para se autojustificar. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. em última análise. também chamada de prólogo). utilizando situações que contêm essa vivência. se apreende a aparência das coisas. como e com quem ocorreu o episódio. . Em se tratando.. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. Aqui.

se o menino ganhou um porquinhodaíndia. Encadeados. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro. .. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. os episódios se sucedem. ou seja. Não me atrevia a descer à chácara. Verifica-se. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. Observe que.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. . estacando para amparar-me. esses não estão. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). são elementos vitais. . já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. Rio de Janeiro.. e passar ao quintal vizinho. pois. Exemplo: “Parei na varanda. Quanto aos elementos da narrativa.Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor. ou seja. . a história é contada em 3ª pessoa. a partir de suas ações. a história é contada em 1ª pessoa. 1973. eu estava lá e vi. no desmaiado da Lua.. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. no texto acima.. Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo.. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. Casado ou doutro jeito.. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. (. Podem ser principais ou secundários. mas sempre teso do Jango Jorge.Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens. as pernas bambas. e andava outra vez e estacava. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. afamilhado. (.) Didatismo e Conhecimento 113 . obrigatoriamente sempre presentes no discurso. Há uma relação de implicação mútua entre eles.. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. Assim. há basicamente. que não é possível compreendê-los isoladamente. atordoado. é uma transformação de situação... ela está logicamente implícita. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. pág. pode acreditar.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história.. Assim.. muitas vezes. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. 4ª ed. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia. na cerração das madrugadas. exceto as personagens ou o fato a ser narrado. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. Mesmo que essa personagem não apareça no texto. à luz do Sol. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação. por exemplo. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas. José Olympio. nunca perdeu atalho. 110. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. tornando o desfecho inevitável.Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. Existem três tipos de foco narrativo: . no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. Estrutura: .Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. conforme o papel que desempenham no enredo. Estrela da vida inteira.” (Machado de Assis. ia tonto. .Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. podem ser apresentados direta ou indiretamente. Manuel Bandeira. é porque alguém lhe deu o animalzinho. Narra em 3ª pessoa e sua voz. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. na escuridão das noites.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. nunca errou vau.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista. conduzindo ao clímax. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. . Assim. como simples exemplos de uma narração. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. o espaço confortável de debaixo do fogão). Comecei a andar de um lado para outro. Não no víamos desde muito tempo. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. nunca desandou cruzada!.

__ Só a troco de dinheiro elas querem você. mais ainda. está bom? __ Se ficar doente. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. deixou morrer.. em seguida. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. __ Olho vivo – como dizia Paraná. Criei um por um. Como fazia nos dias comuns. onde há seis mesas desertas.. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta. enquanto o rapaz cúmplice se retira. Ele ia pelas beiradas. mas ambos com menos de dez anos.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. A mula vendeu e a potranca. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. A carroça e os dois cavalos. sem a sua interferência. doutor. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. pague uma pensão. da cara à mostra. __Você desempregado. as coisas. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. cuidadosamente. um mais velho e outro mais novo. __ Duzentos e vinte. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. Tenho culpa? Só quero paz. aritmético. Simões Lopes Neto – Contrabandista) .) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. __ Na sua idade. mulher. Sempre o mais sacrificado. __ Eu arranjo. E permanecem para sempre. na travessia das ruas. (Nos bondes. dois guaranás e dois pãezinhos. Severino. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. Quase meia hora andando. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. é uma terceira pessoa. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. Fica muito mais gostoso. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. doutor.” (Ilka Laurito. sem que percebesse.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. O céu lá em cima... Por isso não pôde defender-se. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca). este velho caducando. num pratinho. morrendo de vergonha da malha de cetim. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. um neto casado. doutor. Agora com mania de mulher. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. __ Está certo. __ Essa aí tem filho emancipado. Só não me pise. um prato de comida e roupa lavada. Quando em quando. noite e dia o hominho aqui na carroça. está bom? Ela não contribuiu com nada. (. sem os cuidados de uma mulher. Fui jogado na estrada. O hominho é muito bom. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. poderiam roubá-lo. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. O homem toma a cerveja em pequenos goles. muita atenção nos autos. mas resolutamente. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. Veja. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. à espera. (J. e se dirigem para o cômodo dos fundos. O grande homem e seus dois meninos. Devagar. Bisavô. Didatismo e Conhecimento 114 . Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca. sentados naquela mesa. acompanhado de dois meninos de tênis branco.. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. Eles não têm pressa. No começo pensou num bonde. O preto concentra-se. os prédios. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. e depois?. Os três atravessam o salão. Os três sentam-se numa das mesas. O homem olha para os meninos. nem olhar muito para nada. humanos e indestrutíveis. O hominho aqui se espalhava. __ Dobre a língua. Exemplo: Festa Atrás do balcão. __ Se quer sair de casa. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. os dois pães com meia almôndega cada um. Agora tem dois cavalos. de forma canhestra. sem lhe passar diretamente a palavra. àquela hora da noite.. Todo velho é sem-vergonha. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. o que há de melhor. O seu coraçãozinho se apertava. Que é que diria a Paraná?) Andando. fico uma jararaca. das asas e das antenas e. assomava um guarda nas esquinas. Só deu de mamar no primeiro mês. e confirma o pedido. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. doutor. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada.

. pois elas se pressupõem logicamente. Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. Por exemplo. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. e os castigos. É um recurso relativamente recente... A narrativa é a transformação de situações.. quer ou deve fazêla.. (. Assim.. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração.) Ele vai tirar Rosinha da cama. porque Rosinha não sai. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. Tomemos. Para ter um carro. É guerra. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. ou seja. pelos escuros da Alameda Cleveland.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). temos um texto dissertativo. para o fundo do País.Introdução: citar o fato. por ter sido despejado. no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas. Didatismo e Conhecimento 115 . . por exemplo). Com efeito. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. Resumindo: na narração. a narrativa se desenvolve na prosa. incentivouse a imigração de europeus”.. para apanhar uma fruta. realizase o ato de compra. ... Ignorava a exatidão de seus cálculos.. Não é preciso segurá-lo. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou. Pelo jardim. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. há a participação do narrador. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. mas várias: uma coordenase a outra. . à noite.Conclusão: consequências do fato. a narração terá diversas abordagens.. por exemplo. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora.. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa. Dependendo do enfoque do redator. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço.. querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . alguma subjetividade. o que aconteceu. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. quando se diz “Depois da abolição. que ele não está bêbado. isto é. Esse temporal assim é bom. No primeiro caso. apresenta um componente narrativo. Largar Rosinha ali. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito). por exemplo. Caracterização Formal: Em geral. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . uma subordinase a outra. o leitor reconstitui. uma implica a outra. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. até certo ponto. Quanto à temporalidade. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala.uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). (João Antônio – Malagueta. No entanto.Desenvolvimento: detalhes do fato.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher. ele vai se espalhar.. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. O aspecto narrativo apresenta. é preciso antes conseguir o dinheiro.. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente. as três características explicadas acima (transformação de situações. quando e onde. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. ele seguiu. se abriu. Ele está dormindo.... Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. entre elas. O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”. preenche essa condição). o tempo e o lugar. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança.. quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. Tem ela três características: . é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála. Não! E esses tambores? Ui! Que venham.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. Ela lhe deu. ao longo da leitura. para isso. as relações de anterioridade e de posterioridade. Rosinha. para os maus)..uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo). Assim. . a sequência temporal foi modificada.. Abraçá-la no alto de uma colina. . Tenham paciência. O céu baixou. Por que não está malhando em sua cabeça?. Rosinha está dormindo.. segundo. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. .Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. no entanto. ele não larga não. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). Não acordem Rosinha. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. Toda narrativa tem essas quatro mudanças. Fugir com ela.. . mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada.. e ela efetuase porque quem a realiza pode. como vimos. Os bondes passavam. sabe. Larguem os seus braços.é um texto figurativo... que. .

de personagens fantásticos.personagem (ou “com quem aconteceu”) . 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa.Crônica . ouvimos histórias de nossas famílias. Eu procurava imaginar o que ela queria. Quando a lebre acordou. em que um autor cria no mundo da imaginação.Notícias . fechei a porta e todos os respiros.Parábola .” “Aceito o desafio!”. lendo Graciliano Ramos. Tipologia da Narrativa Ficcional: . Uma noite de ardentia. Manobrou e voltou-se de novo.Conto . Não quer que se carpa o quintal.Relatos . que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção. os olhos). estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. recomendou a tartaruga. (sempre guardam alguma coisa do passado.” (Veríssimo.4) Ao longo da nossa vida. e.espaço. “Cem dias entre céu e mar”. passando por baixo.Romance . é bom lembrar. que ficou atravessado a sua frente.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: .» (Kiefer.Fábula . seguiam o corpo e a cabeça. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás..fábula . tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . enquanto do outro. Poderia dançar à sua volta. quase tocando-lhe o fundo. Seria o leito seco de algum rio. Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. e iluminada seguiu em frente. contamos.acontecimento. deitado. p. A tartaruga continuou avançando. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície. por exemplo. Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . Estava tremendo. fato. mesmo maravilhado com o que via. Uma enorme baleia. A dentadura postiça. Amâncio não viu a mulher chegar.Amir Klink. através de um relato de experiência vivida. e fiquei aguardando. Mais adiante. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr. pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados. Charles. perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. Mas os olhos. não tive a menor dúvida: voei para dentro.. Não havia. . Porto Alegre: Mercado Aberto. com muita perseverança. moço? Estava um caco: mal vestida. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. a face escalavrada. sem céu nem estrelas. a redondeza escura e uniforme dos seixos. Ouvimos também histórias de medos. de sonhos. p. Desde muito cedo. tudo se alcança. O Dr. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo . O segundo é uma narrativa ficcional. Amir. com as mãos no teto. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. por todo o caminho”. A um sinal dado pelos outros animais. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. disse a tartaruga calmamente. 51) Exemplo . cenas da memória do famoso navegador brasileiro . Caminhos Cruzados.Anedota .” (Linda. para demonstrar seu desprezo pela rival.História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 .Lenda . com o corpo todo iluminado. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. Rio de Janeiro: José Olympio. respondeu a lebre. Texto 1 “Noite escura. deitou-se e tirou uma soneca.que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. Podia ser sua descomunal cauda.Personagens “Aboletado na varanda. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. cheirando a fumaça. em todo o caso. “Isto parece brincadeira.Memorialismo . Porto Alegre: Movimento. como negarlhe a insipidez. 5O) Exemplo . As amazonas segundo tio Hermann. como eram nossos parentes quando mais novos. 1981. pronto para o golpe. de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco.o texto mostra. p. as duas partiram. assistimos. Comentário: . Ieda. de um lado. (Klink. para chegar primeiro. lemos. vivemos em meio a muitas narrativas. passava exatamente sob o barco. Enfim.Tempo “Sete da manhã. imaginamos histórias. Com as mãos agarradas na borda. ouvimos.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto. autor de vários livros sobre suas viagens. nem me tocou.o texto 2 conta uma história de animais . A lebre saiu a toda velocidade. Moral: Com perseverança. Érico.

11) Didatismo e Conhecimento . talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se. mas estará falando para a posteridade. por exemplo. também não havia vaga.auditiva: narrativas radiofonizadas. Ou por Max para Engels. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.audiovisual: cinema. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. discursos inteiros. como dão para os grandes hotéis. o viajante achou a idéia boa.. Entre suas principais características. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. . Não seria fácil. . 117 O casal foi adiante. com intervenções do ponto e comentários da platéia. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. Assim. fitas gravadas e discos. Muda. grávida. e talvez um tímpano. No primeiro hotel o gerente. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel.. p. Que disfarce? Perguntou o viajante.visual: texto escrito.”? Isso não interessa. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. 09. qualquer coisa serviria. desde que não fosse muito caro. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. Contudo. a precisão. Ou tossindo. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). apareceram os três Reis Magos. Ali perto havia uma manjedoura. comentários literários ou científicos. Hotel. (“A Massagista Japonesa”. “Dadá”? Sou eu. Jornal do Brasil.. mas em compensação não pagariam diária. da próxima vez que o senhor vier. O viajante agradeceu. frases. a densidade. Se eu conhecesse alguém influente. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. para não ficar mal. 1996. Foi adiante. Não demorou muito. não se sentia bem. No segundo. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. são as roupas que nós temos. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. Estavam cansados da viagem. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima. se não tem documentos? — disse o encarregado. já que todos os sons que emitimos? espirros. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. tinha voz fina. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. foi logo dizendo que não havia lugar. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. no ouvido de alguém. Ouvir. Para surpresa dele. aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. — O disfarce está muito bom.. “Contos para um Natal brasileiro”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . diga ao povo que. Mas até hoje não consegui nada. quando era bebê! Aumenta. dando voltas ao mundo. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. Aí. hospedaria. portanto.. As grandes frases da humanidade. aos noticiários dos jornais.. disse o gerente. — Eu pensei que tinha um quarto vago.. perguntando por um casal de forasteiros.) Crônica: é uma narração. eu já teria feito uma reforma aqui.. em prosa. talvez. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. O termo é atribuído. por exemplo.. com banho e tudo. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê.. Poderia até receber delegações estrangeiras. O grito do Ipiranga. que Napoleão era linguinha. dizendo coisas banais. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. segundo a ordem temporal. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. No hotel seguinte. e o gerente era metido a engraçado. No terceiro hotel também não havia vaga. junto com as palavras dos outros. enxarquei as botas”. Luís Fernando. o Grande. o próprio Shakespeare falando. Aquela frase. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite. Ainda fez um elogio. Quando os viajantes apareceram. na pressa da viagem esquecera os documentos. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. Essas roupas velhas que vocês estão usando. e não causaram ondas. O homem disse que não tinha. 27/O9/98. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. disse o homem. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. que o quarto já estava pronto. mas parece que já foi ocupado. [.. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. e até agradeceu. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. se o governo nos desse incentivos. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. grite. Foram procurar um lugar onde passar a noite. ela. Discursos do Rui Barbosa. Você pode estar rompendo um caso de amor. disse. No hotel seguinte. depois disse que sim. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas.. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta.]» (Veríssimo. gemidos. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. Isso não é disfarce. que viajavam incógnitos. como eles logo descobriram. homem de maus modos. p. estão a concisão. Saíram. quase tiveram êxito. muita excitação e emotividade. inclusive identificando o seu lugar de origem. teatro e narrativas televisionadas.

lançou-se-lhe ao pescoço. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. De caráter fantástico e/ou fictício. e o beijou. cães. E. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. e comamos e alegremo-nos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. não? Então deve ter sido teu irmão. E.«Que ousadia a tua. quando ainda estava longe. tanto fantásticas. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto».«Vede que estou matando a sede água a jusante.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. correndo. algum parente: teus tios. vivendo dissolutamente.» . e lhe diz irritado: . porque este teu irmão estava morto e reviveu. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. poucos dias depois. e irei ter com meu pai. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. por meio de comparação. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios.«Ah. porém. caindo em si. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. . quando veio e chegou perto de casa. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . constatada no final da história. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. e até certo ponto aceitáveis.«Peço-vos perdão mais uma vez. havendo ele gastado tudo. vós não me poupais. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. E ele lhe disse: Filho.«Mas turvas. E. perguntou-lhe que era aquilo. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. e por onde passa. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. enormes. e mora no fundo dos rios. partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda.«Majestade. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. mas deve ser engano.«Então. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. e teu pai matou o bezerro cevado. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. foi para seu pai. as lendas. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. E o filho lhe disse: Pai. É um gênero muito versátil. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. viu-o seu pai. . na qual são animais que ganham características humanas. este teu filho. as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. e começou a padecer necessidades. Sempre contém um moral por sustentação. teus pais. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. ouviu a música e as danças. Algumas vezes. porque este meu filho estava morto e reviveu. de dia é quase cego. e. E. pois eu não tenho mano. saindo o pai. «se eu não era nascido?» .e o leva até o recesso da mata. É muito interessante para crianças. Mas. onde o esquarteja e come sem processo. e matai-o. E ele repartiu por eles a fazenda. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. e se moveu de íntima compaixão. dá-me a parte da fazenda que me pertence. Parábola: narrativa curta ou apólogo. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». a água que bebo! Hei de castigar-te!» . E. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. hei de vingar-me» . Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. sem nunca transgredir o teu mandamento. pequei contra o céu e perante ti. porque o recebeu são e salvo. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes.» . mataste-lhe o bezerro cevado. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato. faze-me como um dos teus trabalhadores. houve naquela terra uma grande fome. tinha-se perdido e foi achado. chamando um dos servos. E ele lhe disse: Veio teu irmão. ou Coisa de Fogo. aventureiro inato. E começaram a alegrar-se. Mas ele se indignou e não queria entrar. ajuntando tudo. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. assim. por isso. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. Narração figurativa na qual. Já não sou digno de ser chamado teu filho.«Mas como poderia» . levantandose. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. respondendo ele. Cordeiros. por conseguinte. muitas vezes erroneamente definida também como fábula. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. . e ninguém lhe dava nada. e. Para os índios ele é «MbaêTata». Vindo. de turvar. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. pastores.pergunta assustado o cordeiro -. e trazei o bezerro cevado. quanto reais. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. instava com ele. e todas as minhas coisas são tuas. o filho mais novo. E. à noite vê tudo. tu sempre estás comigo. E o seu filho mais velho estava no campo. e. . o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. Assim. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. e vesti-lho. em pleno dia. vai tocando fogo nos campos. e dir-lhe-ei: Pai. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos.» . seus olhos cresceram.

Ele deve sempre parecer um todo verossímil.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). “paixão intensa”. Escrever circularmente é como andar em círculos. explicando-lhe a demora. por exemplo. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. por exemplo. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. maravilhosa. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. Experimente. uma mulher que lê mãos. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. aborde aspectos. a sequência que nos permita um bom fecho. uma cor de olhos. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. ele sequer existe. precisaremos da ajuda de adjetivos. é imprescindível que você. para fazer melhor o seu texto. aceitando a interferência.”. “fechá-lo” à sua maneira.. acredite. sem mais nenhuma indicação posterior. ao redor do mesmo tema. mas saiba priorizá-los no uso. Não acredite nisso. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. criaturas assemelhadas que são aos humanos. nada mais significam. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”. a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. particulares. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. muito menos os narrativos. para ser compreendido. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”.Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. um trecho dela: há circunstâncias que. Este aspecto é tão importante que. certamente. o texto não pode.. repetir. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. deve ter traços fortes. sem resistência de continuidade. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira. Mesmo numa fábula ou num apólogo. “abraço cheio de emoção”. preocupada. “faces rosadas”. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. quando escreve. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas.. imagina que. ou seja. manias.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. . como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. esquecê-la. típicos. evitando abundância desnecessária. infinitamente repetir. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. a interação com o leitor que pode. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa. perfeita.. como estilo. características psicológicas e intelectuais das personagens. a peripécia dos acontecimentos.. .Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. . de acordo com suas vivências e experiências. se retiradas. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. Muitas vezes. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. sabemos que elas devem parecer verdadeiras. capaz de convencer quem o leia. “inocente criança”. tiques. revela estados de espírito. Não seja excessivamente minucioso. não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente.Começo.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim. “uma grande salva de palmas”. “Num belo domingo de Primavera. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. frequentemente. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. seus significados. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. “beijo doce”. Uma personagem. meio e fim: Muita gente. sem que possamos sair do lugar. em que animais ou coisas são personificados. Antes de começar a escrever. Didatismo e Conhecimento 119 . pelo uso constante e popularizado. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens. é interessante que jamais percamos a coerência interna. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. . gestos (passar a mão no cabelo.. tais pedidos. ou no porão. . lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. Isso é uma boa dica. Pior do que isso é começar a narrar e. após citar uma personagem.” Quando o corretor lê isso. começá-lo pelo clímax. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados. Se você criá-las sem características específicas. .. apenas com a sugestão de fecho. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos.” É evidente que. ideias ou palavras que.. então. “ao pôr-do-sol”.Escrita circular: Rigorosamente. ou seja. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. sobretudo a protagonista. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. a não ser por escolha do autor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . Imitação da vida ou ultra-realidade. Coitada da menina. em dado momento. .Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. inclusive. um homem misterioso de chapéu. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas.) . parecer frágil em alguns aspectos. é preciso ser didático. deixá-la de lado. “família unida”. Estes são apenas alguns exemplos.

melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso. Reunia a isso grande medo ao pai. Ao seu redor havia ruídos serenos. Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. etc. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes. A outra é esquecer os itens do enunciado. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. Quando ele pede um determinado componente acional.. o enunciado destaca o que pede como imprescindível. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação. situação ou coisa. Quando alteramos a ordem dos enunciados. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. verbos de ligação. como este. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso. . inteligência tarda. todas elas estão no pretérito imperfeito. não denota nenhuma transformação de estado.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente.Utilizam. etc. . “Conto de escola”. ou pelas ações. objetos. Grande. o ano de 1840.).Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. emoção vivida ou sentimento. em imagens. Sempre que se expõe com detalhes um objeto. raramente estava alegre. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. E antes de passar a limpo a redação. Devese notar: . como ele. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. Características: . De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. São Paulo. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo. entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. sanguínea e fogosa. Dessa forma. por exemplo. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e.) Esse texto traça o perfil de Raimundo. Normalmente. uma narração e você faz uma dissertação. cara doente.). Não é necessário que seja perfeita.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes. Como.se invertêssemos a sequência dos enunciados. precisamos fazer certas modificações no texto. quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. preferencialmente. . animal. portanto. Raimundo tinha grande medo ao pai). Ática. suave demais. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. Contos. 3132. comparações e inúmeros elementos sensoriais. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 . não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos.é impossível separar narração de descrição. retiravase). os. aquele. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. Elas manifestavam todo o seu esplendor. O Sol fazia-as brilhar. Exemplo: “(. na versão original. como veremos adiante.por isso. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido.Ao fazer a descrição enumeramos características. Era uma criança fina. Laços de Família. está-se pensando apenas na ordem cronológica. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. pequenas surpresas entre os cipós. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. cheiro de árvores.ainda que se fale de ações (como entrava..) Ângela tinha cerca de vinte anos. o que será importante ser analisado para um..que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. lugar. O mestre era mais severo com ele do que conosco.. É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. (Machado de Assis. está fazendo uso da descrição.” (extraído de “Amor”. Por todas essas características. cena. e era mole.. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Tudo era estranho.. porém. e não traçar a cronologia de suas ações). situações. trocá-lo (pede-se. . pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. págs. não será para outro. . a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido. com palavras. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. Evidentemente. 3ed. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (. carnuda. ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito.. pois. mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. pessoa. ambiente. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. etc.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. aplicado. ao invertermos a ordem das frases. pálida. no nível do relato. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto. 1974. . Por isso. precisamos fazer algumas alterações. . grande demais.

Lemos um velho de pequena estatura. uma casa velha. sinestesias).Predominância de verbos de estado.Usar o vigor e relevo de palavras fortes.Todavia deve predominar o emprego das comparações. de sobregoverno. Apesar de seu corpo rechonchudo. ombros largos. Ex: “Sua altura é 1. Ex: Vida simples. desde que eles sejam sempre simultâneos. . para transformá-lo em narração. fazer-transformador. metonímias.” (“O Ateneu”.O Primo Basílio) .” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. qualidades. . depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão.Senhora) ..). Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo: “ A casa velha era enorme. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. capricho da sorte. podendo opinar ou expressar seus sentimentos. eu morei numa casa.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto. Roupa simples. por ter a representação de um acontecimento. ausente do calor alegre do sol. depois você entrava tinha um jardinzinho. que era o lugar da bagunça. Seu peso.Emprego de figuras (metáforas. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. vestido todo de preto. na relação situação inicial e situação final. mas rolho e bojudo como um vaso chinês. vasta e polida. Para transformar uma descrição numa narração. a cena. mandando por lei. par-defrança. farto. a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve.. atitudes. .85m.. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem. pelo contraste. estar. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado. então achou outra esperança maior: para ele. se isso não for possível. olhos negros. frio. situação ou indicadores de propriedades. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: .. com o pescoço entalado num colarinho direito. Telhado de quatro águas.” (José de Alencar . usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. cabelos negros e lisos”. Exemplo: “Era o Sr.. pele bronzeada. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (.. tinha-o grisalho. magro. o ser. . Joca Ramiro era único homem. Tudo simples. No caso do texto II inicial. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. a passagem são apresentadas como realmente são. quando o objeto.e aquele preto lustroso dava. Ex: O dia transcorria amarelo. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. Iibertouse desse medo.Devemse evitar os verbos e. é marcado pela temporalidade. capaz de tomar conta deste sertão nosso. Podese apresentar. que conferem colorido ao texto. próprias. ou seja.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . haver. não tendo transformação. toda em largura. mas não tingia o bigode. enquanto que o enunciado descritivo. dos adjetivos e dos advérbios. é atemporal.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.” (Eça de Queiroz . Era muito pálido. os gestos. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. Aparência atlética. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. Era feita de pau-a-pique barreado.Uso de advérbios de localização espacial. calmos.. concretamente.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. Exemplo: “Até os onze anos. caído aos cantos da boca. comparações. Na dimensão linguística. 70kg. e essa casa era assim: na frente. tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca .Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. ficar). muito crente. Raul Pompéia) “(. situar-se. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. exatas. Pintada de roxo-claro. uma grade de ferro. concretas. que se usem então as formas nominais. nunca tirava as lunetas escuras. dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. o ser. não muito gordo. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . mais brilho à calva. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno.. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos. um pouco amolgado no alto. . aí você entrava na sala da frente. no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. até mesmo ação ou movimento. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado. calmos. Exemplo: “Era alto. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. Mais tarde. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue..) Quando conheceu Joca Ramiro. no final do corredor tinha a cozinha. uma pureza de cristal. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. existir. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. a cena. . soberanos. o segundo.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . numa descrição. eram de um rei. O pessoal. Moreno. Tinha uma covinha no queixo. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai. o presente e o pretério imperfeito do indicativo.

Incapaz de assistir num só terreno. carão moreno. postura. associadas às características psicológicas (1ª parte). 1968. o redator.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. não supõe ação. altura. teto.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. É como traçar com palavras o retrato de um objeto.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. cabelos. objetivos). lugar.. janelas.Conclusão: comentários de caráter geral. . facilmente identificáveis (descrição objetiva).) . cor/ brilho.Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. Porto. material. . esculturas ou quaisquer outros objetos. cor da pele. comprimento. O poeta descrevese das características físicas para as características morais. roupas). pág. . bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. . Se fizesse o inverso. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. bem servido de pés. o mesmo de figura.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva). Descrição de pessoas (I): . Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos. após escrever seu texto.Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. pois as características físicas perderiam qualquer relevo. textura. peso. o sentido não seria o mesmo. idade. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. . cor e brilho. nariz alto no meio. eletrodomésticos. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade. peso.Desenvolvimento: análise das características físicas. sublinhe todos os substantivos.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo. É uma estrutura pictórica. No entanto.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo. caráter.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. portas. peso. .Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. Didatismo e Conhecimento 122 . Descrição de paisagens: . ao descrever. e não pequeno. boca. ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa. . conforme o permita sua sensibilidade. apontando suas características exteriores. 497.Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. temperamento. triste de facha. de acordo com determinada ordem. . nariz.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. . Descrição de ambientes: . textura. acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. de olhos azuis. . dimensões (largura.Desenvolvimento: características físicas (altura.Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis. olhos. chão. Lello & Irmão.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). de Bocage: Magro.Introdução: comentário de caráter geral. ao contrário da narrativa. voz. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. Obras de Bocage. Descrição de pessoas (II): .Desenvolvimento: análise das características físicas. diâmetro etc. em que os aspectos sensoriais predominam. também denominado adjetivação. do ponto de vista da progressão temporal. do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato. mais propenso ao furor do que à ternura. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . Descrição de objetos constituídos de uma só parte: . . sugerese que o concursando. associadas às características psicológicas (2ª parte).Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). quadros. inclinações. . dimensões. . A descrição. luminosidade e aroma (se houver). uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. a ordem dos enunciados na descrição é indiferente. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. . . precisa possuir certo grau de sensibilidade. . preferências. meão de altura.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. Para facilitar o aprendizado desta técnica. pessoa etc.

a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. Flutuava displicentemente. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. Didatismo e Conhecimento 123 . esses e gregas. descrevendo uma longa espiral.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. José de. o pêlo desaparecia aos poucos.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. textura fina. que vacilei em dar a descarga. a pupila negra. de cor saudável. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. as peças que os compõem.. cumpridor. Os seus interiores são amplos. por entre a folhagem. Moacyr. 12.” (Dourado. a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. brilhava com reflexos dourados. mas semquefazer de menino). os ossos da pessoa. da sua aparência medida. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. o chapéu era contemporâneo do de Gessler. De repente virouse e ficou boiando de costas. formando flores estilizadas. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . cintilante. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. da força e da inteligência. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. apertando um colarinho de oito dias. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. Por ser objetiva. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. o seu funcionamento. superfície lisa. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. ambientes. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. os cabelos pretos cortados rentes. situações e coisas. Cuidava muito dos trajes. cenários. alto. móbil. um colete de seda escura.” (Scliar. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas. (. dois grãos de milho. brilhante. a graciosa criatura. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação. Autran. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. a tez lisa. Casa de gente de casta. ora para o sul. espaço. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. O jaquetão de casimira inglesa.) Ali. Creio que trazia também colete. Machado de. 1975. Mas já era homem sério de velho. bem formado. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. reservado. o vinco perfeito. há predominância da denotação. Na descrição não-literária. para descrever experiências. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. Ópera dos mortos. processos. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. tinham duas fortes joelheiras. ambas desmaiadas.. ora para o nordeste. p. no banheiro. ou. de brim pardo. quase acetinada. mas sempre muito bem passada. E tinha. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. a desabotoado. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. para evitar a deformação em caso de colisão. literalmente. Tanque . As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. segundo eles antigamente. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade.” (Assis. por igual). magro e pálido. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. setas. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. volutas. tinha pouco mais de trinta anos. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. roto a espaços. com o encosto do banco traseiro rebaixado. a calça é que era como a de todos na cidade brim. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. As calças. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. casamento então era parelho mesmo. à guisa de olhos. mais larga do que pediam as carnes. ferida pela luz do sol. dos oito primitivos botões restavam três. Estava tão bem ali. marchetado de pardo. feitos para durar toda a vida. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. A descarga vazava. Porta-malas . morte. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. Imaginem agora uma sobrecasaca. a sua pele. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores.” (Alencar. que pode ser ampliada para até 1500 litros. salvo o feitio. cor de cobre. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. a não ser em certas ocasiões (batizado. Dava gosto ver. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. etc. As roupas. precisa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. paisagens. vidros quebrados nas vidraças. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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este é o único em que imagem e texto mesclamse. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. Nos jornais de grande alcance. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. Charge da Folha de S. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. Nele. Ele abre a porta de um armário. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. CE) Aqui também não há texto verbal. Após a identificação desses elementos básicos. uma referência ao símbolo de um partido político. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. o que lhes dificulta a compreensão. cujo símbolo é um tucano. Mais uma vez. e. nem sempre são assim tão amplos. Para compreendê-las. A corda. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. Agora São Paulo Dos três casos. apontando para fora do móvel. Os temas de charges. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. todas referentes ao mesmo tema. que Serra é pré-candidato. Serra afirma estar indeciso. a charge ainda tem título. toda a informação deve ser identificada no desenho. no qual está escondido José Serra. porém. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). não possui texto verbal. ou seja. A imagem traz uma caricatura de José Serra. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. Paulo Criada por Glauco. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. Abaixo veremos três exemplos de charges. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. com a expressão tensa. um homem careca dentro do aparelho. Enquanto isso. Além das falas e dos dados da pesquisa. que termina numa seta vermelha. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. que pertence ao PSDB. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. com expressão aborrecida. Didatismo e Conhecimento 127 . “Eleição para Presidente”. o PSDB. grita para que Serra assuma. tem a forma de uma escada. por ser careca e pertencer ao partido tucano. reconhecido pelos traços da caricatura. de quem passa por apuros. o que é muito frequente nas charges diárias. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. Assim. e um texto complementar. porém.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. José Serra. para interpretar a charge. Quando são publicadas em jornais regionais. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. por exemplo.

Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. Regressar no texto. O leitor deve perceber. malícia nas entrelinhas. não. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem.Cuidado com as opiniões pessoais. exceto. verdadeira. Didatismo e Conhecimento 128 .Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. faminto: predicativo do sujeito. incorreta. . acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão.Sentir. determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”). . Por isso. Este movimento apenas incrementa a falta de memória. .Entender o vocabulário.Partir o texto em pedaços (parágrafos. sentir. . . .Ler. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura.Quando duas alternativas lhe parecem corretas. procurar um fundamento de lógica objetiva.Quando o autor apenas sugerir ideia. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. Para isso. .Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de.. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada).Todos os termos da análise sintática. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. não interrompa a leitura. exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais.. tranquilamente. . . . Dicas Podemos. .Se encontrar palavras desconhecidas. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. perceber a mensagem do autor. o enunciado de cada questão. . e outras. vá até o fim. devemos observar o seguinte: . procurar a mais exata ou a mais completa. definindo o tema e a mensagem. partes) para melhor compreensão. . . durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto.Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto. sua importância. mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. correta. às vezes. Exemplos: Ele morreu de fome. . Durante a leitura apenas movimentamos os olhos.Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta.Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor.O autor defende ideias e você deve percebê-las.Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. Este movimento. procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido.As perguntas são fáceis. apenas as ideias estão coordenadas entre si. . ..Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam. perceber. treine a leitura de charges.As orações coordenadas não têm oração principal. . elas não existem. sutileza. . criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular.Viver a história. certa. . aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral.Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê.Ler todo o texto. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. ler o texto pelo menos umas três vezes. facilitando o trabalho de interpretação do leitor. de fome: adjunto adverbial de causa. cada termo tem seu valor. expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. . errada. parte) do texto correspondente. palavras que aparecem nas perguntas e que.). Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto. Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. com atenção e cuidado.Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. ininterruptamente.. ler bem. todo o contexto fica identificado. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado. falsa. .Esclarecer o vocabulário. apalpar o que se pergunta e o que se pede. Ele morreu faminto. . que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. ler profundamente. porém. Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas.Ler com perspicácia. dependendo de quem lê o texto ou como o leu. é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. . ou seja. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo.Ver. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. . ao final de pouco tempo. Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. . .Ative sua leitura. . procurando ter uma visão geral do assunto. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. . mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. . Você não percebe. .Verificar.

Didatismo e Conhecimento 129 . Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. então. mas leitores interessados. desde que saibam decodificar a mensagem. correção. sua experiência básica será de terror. observando suas crenças. . . esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. Para essa etapa. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. marca-texto e dicionário sempre à mão. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. na semana passada. registrando os conhecimentos. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. exercício. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. mas interpretar o mundo em que vivemos. precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. etc. . precisamos de motivação. então. etc. Não o fazer na primeira leitura. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. assim. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. por meio da visão.Passamos. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. durante a leitura. Quando lemos. para nos mantermos atualizados e competitivos. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. Por outro lado. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. atualizado e bem informado. de outra forma. não existe livro interessante. agradável. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro.Objetos necessários: para evitar que. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. para ser realmente eficaz.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. devemos colocar lápis. Além disso. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. Não adianta um desgaste físico enorme. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. a sua paisagem mutilada pelo fogo. haveria a formação de sombra nesta página. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. mais estará aprendendo. . senão o maior. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. Quanto mais você entender porque errou. . ventilado. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. ingrediente da civilização. Manter-se descansado é muito importante também. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. ou seja. pegado à cidade do Rio de Janeiro. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. números. Quanto a iluminação. ou seja. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. o que atrapalharia a leitura. é preciso aprender a técnica adequada. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. além de necessitar de um bom léxico internalizado. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. segundo esta citação. deve vir do lado posterior esquerdo. Na verdade. Ela é uma atividade ampla e livre. imaginar e sonhar. Para isso. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. se encontra alegria. cuja história já foi lida em um livro. Leitura é um dos grandes.Captamos o estímulo. Exercícios Este é o caminho: leitura. Deve ser um local tranquilo. Uma alimentação adequada é muito importante. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. interpretando os símbolos usados como registro da informação. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. entendimento dos erros. Torna-se. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. manter-se em dia. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. Portanto. sua experiência será de tranqüilidade.

cachorrinhos desaparecidos. na Tijuca. documentos importantes. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. tudo na base do “gratificase bem”. por exemplo. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. d) Errado. há pelo menos 31. pelo homem brasileiro préhistórico. Três não são vinte e cinco. e pela seca prolongada no sertão nordestino. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. Resposta “B”. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. pelo menos foram eficientes. c) Errado. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. 3. e) Certo. desfigurando sua paisagem. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. Resposta “C”. todos estarão..500 anos. Abrir caminho não é provocar. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. por exemplo. O que seria competência. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. e avançou pela caatinga. Nunca pude avaliar. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. c) Errado. Resposta “E” a) Errado. a) Errado. 221811984) 1. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. calcinado há seis anos pela seca. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. quase sempre de estimação. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade.500 anos. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. dos legisladores. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. 2.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. e) Errado. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. Objetos perdidos. quais as suas verdadeiras intenções. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. b) Errado. Depreendese que o autor do texto. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. Se os bombeiros apagaram o fogo. leia o texto a seguir. Naquele dia. de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. de 18 a 25 anos. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. d) Errado. no sertão do Piauí. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. b) Certo.”. Segundo o texto. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. e que as vagas continuem sempre disponíveis. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. em relação ao fato descrito. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. A respeito dos incêndios referidos pelo autor.. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. Mas o que é gratificar bem. (Isto é. no CentroSul. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. pelas suas fórmulas.

. Nunca pude avaliar. Compare: letra a) anunciante – anunciante.. lugar de futuro = emprego. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. A se ressalvar e a se ressaltar. um estado nirvânico. resultando disto maior economia para as montadoras. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. nº15. Ano IV.. dramatizase. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. Didatismo e Conhecimento 131 . Leon. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. b) Especificamente aos que oferecem serviços. ao consumir um produto. Luís Martins. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. Cada vez que esse retorno é frustrado.. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. Resposta “D”. 1987/88.. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. Resposta “A” 8. (Eliachar. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. adoptado) 5. pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. um gozo celetial. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. 9. O Homem ao Cubo. a publicidade é uma fábrica de sonhos.A. Humanidades. d) leitor – leitor.. técnicos = serviços (venda). elevada ao absurdo. Resposta “B”. o melhor será mesmo abandonar a cidade. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. represemase (ritualizase) o drama do retorno. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. Objetos perdidos. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas.. porém. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. ao montarem seus aparelhos. Observe que a frase “. um de cada vez. p. 110/111) 10. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . Rio deJaneiro: Francisco Alves S. 6ª ed. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. 7. A sua eficiência. sublimadora.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. faz “o futuro dos outros”. consistiria em fazer com que o consumidor. b) Trabalham melhor que os das fábricas. Cada vez que o paraíso é prometido. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos. e) Somente aos anúncios de compra e venda. (Extraído de A promessa do paraíso já. Literalmente. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime. Conforme o texto. o mito da queda. Ao falar de “pequenos anúncios”. outra vez. e) anunciante – leitor. 6. “lugar de futuro”.. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. “por motivo de viagem”). c) anunciante – leitor.

chega-se a esta resposta. a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. Sim.. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”. 11. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. no texto. cultural.. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. “Drama do retorno” e “mito da queda”. “estado nirvânico”. só busca ressaltar o lado positivo. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. 12. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. falta de recursos ou. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. Ressalvar = corrigir. “gozo celestial”. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. Resposta “C”. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. Por exclusão. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. principalmente. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno.. A publicidade. sobressair. 15.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. colocadas em sequência. no texto. Didatismo e Conhecimento 132 . por esta. e) Ao adquirir bens de consumo. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. É a única alternativa de significado negativo. dar relevo. econômico. se. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. Ressaltar = destacar. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. de uma forma mais abrangente. Resposta “C”. 13. Considerando-se o contexto apresentado na charge. já que os usuários não subestimam seu potencial. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. 14. se entender a participação plena na sociedade. a) Colocadas em sequência. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. d) As expressões “deleite sublime”. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. ausência de cidadania. porém. prevenir com ressalva. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. Resposta “C”. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade.. Assinale a letra que contém o enunciado falso. que a utilizam bem. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. Resposta “A”. b) O segmento . político e social). e) Em “sua eficiência”. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. reiteram a mesma ideia. excetuar.

a ser ativo durante a leitura. b) não mantém uma relação temática com a charge. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”.br/nacional/not_nac377078. essenciais ou não. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. c) não precisarão de melhorias. 26.º parágrafo do texto. e) redundância. entre outras formas. aumentando ainda a renda distribuída.com. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. independentemente de classe social. b) displicência. A ironia convida o leitor ou o ouvinte.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. b) devem ser ampliados.0. e) combatem eficazmente a pobreza. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. paulatinamente. educação e trabalho escravo. o que o distancia do assunto da charge. Na Literatura.htm. Adaptado) 17. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. incluindo os indígenas.” 19. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. que dele se beneficiam sem terem direito. c) mau humor. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. Na visão do órgão. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. Resposta “A”. a charge trata da injustiça social no país. Portanto. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição).estadao. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. aumentando ainda a renda distribuída. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. Assim como a notícia veiculada no Estadão. d) ser. o termo universalização aparece grafado entre aspas. De acordo com o texto. muitos por estarem no setor informal da economia. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social.2009. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. na Suíça. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. No 1. de criticar ou de censurar algo. reforma agrária. ouvinte ou interlocutor. Há duas semanas. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. c) estar na mira de pessoas incautas. mas com a finalidade de desvalorizar.05. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. incluindo os indígenas. Ela pode ser utilizada. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. d) extinguiram as desigualdades. Na verdade. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. com vista a obter uma reação do leitor. (www. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. d) ironia. mas insistem que a injustiça social prevalece. ou seja. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. para o homem. com o objetivo de denunciar. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. Resposta “B”. Resposta “E”. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. moradia. Por fim. Para tal. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. 18. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. a exclusão social. Resposta “D”.

“medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). c) direcionadas. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. Resposta “C”. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. 20. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. b) controladas. “tomar por foco”. d) competentes. “Focar” significa “pôr em evidência”. E. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. planejados e administrados. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. e) amplas. para isso. está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. Por isso. os serviços devem ser construídos.

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