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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

Didatismo e Conhecimento

em. colocássemos. polígono. de s: sábio. c) sublocar.Com acento agudo se a vogal tônica for i. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. etc. lápis. subdesenvolvimento. pessoa. lhe. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. quilômetro. abrumar. ele contém. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. ele convém. si. um. subdelegado. lógico. árdua. ãs. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . vovô. uns. e) sublacustre. ou não. conjunções: o. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). órgão. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. México. is. lápis. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. nós. maracujá. pêndulo. elementos de ligação. sublevar. janela. etc. há. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. e. pessoa. se. Descabido seria o acento gráfico. ão. armazéns. etc. e. adrede.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. nó. estômago. guem: ímã. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. flores. úmido. e podem ser pretônicas ou postônicas. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. tu. má. bote. médico. pôr. estômago. b) ablativo.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: .em.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. este. avós. etc. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. eu. lêssemos. solo. pajé. n. sôfrego. Exemplo: montanha. sendo proferidos fracamente. abacaxis. conforme a intensidade com que se proferem. os. etc. eles intervêm. um. aparelho. senhor. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. Márcio. d) abrupto. dores. dó. o. siri. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: .a. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. eles mantêm. em cedo. álbum. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. heroizinho. ré. queríamos. quilômetro. etc. nos. submerso. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. pronomes oblíquos. adlegar. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. te. que. escritor. tatus. flores. imensidade. também chamado acento de intensidade ou prosódico. cela. ele mantém. jóquei. ãos. fôssemos.sublinha. enxáguem. me. de.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. pêssego. Exemplos: café. ons. o abertos: xícara. binóculo. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . fáceis. espontâneo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. . sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. a. ablegar. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. lágrima. socorro. etc.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. e. sublenhoso. us. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. Exemplo: cedo. ele intervém. u ou a. as.i. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. ens: ninguém. r. ímãs. montanha. De acordo com a posição da sílaba tônica. seguidos ou não de s: xará. sublinhar. Nela recai o acento tônico. . seguido. e) coe-são / si-len-cio-so. látex. régua. etc. déssemos. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. 9. podem ser tônicos ou átonos. . abluir. enxáguam. 8. espelho. x.ã. . término. serás. em geral. preposições. . tu conténs. colecionador. sublunar. rapaz. álbuns. róseo. ps: fácil. elétrons. sonâmbulo etc. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. uns: táxi. janela. facilmente. guam. planície. esforços. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. dólar. subliteratura. 10. freguês. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. bônus. caju. fórceps. compô-lo. vôlei. vendê-los. São palavras vazias de sentido como artigos. etc.ditongo crescente. hífen. nódua.l. . b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. por exemplo. esplêndido. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. inúmeros. bênçãos. sublinhar.

Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi. balõezinhos. colméia. eletroímã. coas (com + a. etc. som e sentido diferentes) como: .para diferenciar de por (preposição). Em alguns casos. Exercícios 01. moinho. constrói. os). céu. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. pé. apoio.pôr (verbo) . juiz. quando usado no passado) . país. cristãmente. barões. etc.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. diurno. povôo. etc. bóia.péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) . jiboia. crêem. paranóia. boleia. troféu.tônica: maçã.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. mês. . creem. nó. Gisele Bündchen. éu. perdoo. os). os). fluído e fluido. feiura. boia. ideia. . Raul. cafeína. baú. relêem. sairmos. müleriano. Luís.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . órgãos. bocaiuva. ruim.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. boiuna. saiu. etc. delinquente. linguístico.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico. baús. paranoia. exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 .pretônica: ramãzeira. heroico. . feiume. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. bênçãos. leem. papéis. caí. colmeia. balaústre. contribuiu. boléia. doído e doido. paranoico.Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi. pôs. ainda. Ficaram: baiuca. construía. Xuí. plateia.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o. pelar) . etc. instruí-la. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. seguidos ou não de s: há. anéis. etc.verbo poder (pôde. voo.para diferenciar de coa. . nos seguintes casos: .côa(s) (do verbo coar) . paranóico. perdão. Ficaram: enjoo. etc. lêem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. proíbem. saíra. dêem. caíra.pôlo (substantivo . as).Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. Grajaú. perdôo.átona: órfãs. Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. abençôo. saúde (sa-ú-de). fuinha.pêlo (substantivo) e pélo (v.para diferenciar de para (preposição). . etc. dói. releem.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. com + as). quando tônicos.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) . saímos. veem. tranquilo. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). . destruí-lo. juízo.Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha. faísca. . deem. amendoim. averiguei. vêem. uísque. pá. influí. põe. grã-fino. abençoo. boiúna. saindo. lagoinha. idéia. Pode figurar em sílaba: . egoísta. Coreia. feiúme. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). Ficando: Assembleia. feiúra. ói. Compare: caí e cai. o uso do acento deixa a frase mais clara.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. instruiu. impedir a ditongação. heróico. etc. Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. e. . cãibra. etc. tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03.preposição) e pêra (substantivo). Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. . o. . Coréia. povoo. etc. cauim. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal.pólo (substantivo) . Exceto as de língua estrangeira: Günter. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça. jibóia. heroína.péra (substantivo . . reúne.Acentuam-se em regra.pedra) . vôo. chapéu. apóio. platéia. bocaiúva.

ciclope. quadrúmano.Nas alternativas. Outras assumem significados diferentes. momento. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. bueiro/ boeiro ..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. avito. .. exceto: a) jesuíta.Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. bicarbonato/ bicabornato. b) ruim. zéfiro.. .. oscilante. flúor 10. tais como: . alcoólatra. muçulmano/ mulçumano . e) voo. espádua e) gráfico. Nobel. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. caracteres. crisântemo/ crisântemo. bugiganga/ bungiganga ou buginganga .” (J. freada/ freiada. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: .. refém. . canoa. assim. poliglota. pronúncia errada. tulipa. Vivido /Vívido.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. traiu c) saudade. representadas pela mesóclise e ênclise. grau. . raiz d) Ângela. amor/amo. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. alcova. sozinho. Alguns exemplos: .acréscimo de fonemas: pneu/peneu.ligar palavras compostas.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente.. Didatismo e Conhecimento 6 . Bagaceira). abacaxi. barbárie. ureter. reivindicar/revindicar.Até .. ô): omelete. sótão c) baínha. novel.A.. rubrica. Sendo assim. gratuito. album. timbre aberto (é. virus. ruim. alcova.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.separar as sílabas de um dado vocábulo. sutil. olhando para trás. legua. trabalhar/trabalha. açucar.. a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia.. pudico. que procurávamos. ibero. mesmo na língua culta. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. erudito. se lembrava de que o antiquário tinha o ..oxítonas: cateter. de Almeida-Américo A. réptil/réptil. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06. procurando enfatizar. cabeçalho/ cabeçário.. prostrar/prostar. crosta. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07... recém.. em alguns casos.pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. . álibi..bandeja/ bandeija.. Cister./ A aula iria acabar àas cinco horas. Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. Hífen O hífen representa um sinal gráfico.omitir fonemas: cantar/canta. timbre fechado (ê. ônix. Oceânia/Oceania.. temos por finalidade evidenciá-las.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha.“Andavam devagar. . . aquele. Exemplos: acrobata/acrobata. crosta. antídoto.. caráter b) viúvo. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade. tenis 09... Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. . onix.. âmago. . Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. Exemplo: valido/válido.ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas.... vermífugo. Xerox/xérox e outras. de acordo a acentuação.. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas... a acentuação gráfica está correta em todas as palavras. elétrodo. abóbora/abóbra. ó): omelete. .troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. orquídea d) flores.. condor. hangar.substituição de fonemas: cutia/cotia. jovens.proparoxítonas: aeródromo. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais..paroxítonas: avaro.. negus.. mendigo/ mendingo.. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08. cartomancia. protótipo. mister. lêvedo.

a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. “-bem”.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo.Com o prefixo “-sub”. diante de palavras iniciadas por “vogal. reeditar. “-sem”. pimenta-de-cheiro. b) na segunda palavra. mal-educado. maltratado.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. inter-regional. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. cão de guarda. microorganismo/micro-organismo. auto-retrato/autorretrato. intermunicipal. amoré-guaçu. aeroespacial. socioeconômico. subemprego. conforme o novo Acordo. entre as palavras pão duro (avarento). m. usa-se o hífen: além-mar. sub-bibliotecário. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação. como é o caso de: minissaia. super-resistente. auto-escola/autoescola. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. 02. . mas não entrei. verbais. . co-autor/coautor. “-vice”. n ou h”. pró-hidrotópico. aquém-mar. superinteressante. águade-coco. e) na primeira e na segunda palavra. malpassado. autopeça. c) na terceira palavra.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. anti-rugas/antirrugas. contra-atacar. cajá-mirim. usa-se o hífen: jacaré-açu. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. pára-quedista/paraquedista.Diante dos prefixos “-além”. c) Era um sem-vergonha. hiperacidez. .Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. .Com prefixos. infra-estrutura/infraestrutura. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. pronominais. pan-helenismo. .Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. antisocial/antissocial. c) Depois de comer a sobrecoxa. 04. . pára-quedas/paraquedas. ultra-secreto/ultrassecreto. proinsulina. sub-raça. proótico. tomou um antiácido. auto-ônibus. adjetivas. sem-terra. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. coordenar. usa-se o hífen: sub-regional. e) O autodidata fez uma autoanálise. superpopulação.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. bem-te-vi. cor-de-rosa. Exercícios 01. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. . “-mirim”. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. . “-recém”. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. coadquirido. . vice-diretor. “-re”. “-pós”. ultra-som/ultrassom. extra-sensorial/ extrassensorial. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. d) em todas as palavras. representados por “-açu”. o hífen está presente: mal-humorado.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. sub-reino. “-pro”.Diante do advérbio “mal”. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. c) Ele tomou um belo ponta-pé. erva-doce. super-racista. “-aquém”. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. pan-americano. depois de prefixo terminado em vogal. ultramoderno. b) Ela é muito mal-educada.Com sufixos de origem tupi-guarani. 03. . Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. super-romântico. Segundo o novo Acordo. Didatismo e Conhecimento 7 . auto-observação. antiinflacionário/anti-inflacionário. respeitando-se o novo Acordo. guarda-chuva. recém-nascido. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. Assinale a alternativa em que o hífen. expressos por: água-de-colônia. contracheque. supra-renal/ suprarrenal. mal-intencionado. “-ex”. extraforte. . microondas/ micro-ondas. semiárido/semiárido. “-guaçu”. d) Fui ao super-mercado. malvestido. café com leite.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. malgovernado. couveflor. co-herdeiro. . minissérie. extra-humano.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. super-homem. pois andava seminu. emprega-se o hífen: circumnavegador. anti-histórico. d) O recém-chegado veio de além-mar. antiamericano. . circum-hospitalar. Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . minissubmarino. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. adverbiais. auto-estima/ autoestima.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . . d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. contra-reforma/contrarreforma. diante de palavras iniciadas por “r”.

A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. Escrevem-se com a letra E: . pois somente em 2013 que a antiga será abolida. superssaia 08. herbicida. .interegional 06.w.d. “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). hem?.Final e inicial. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. harmonia. inverno. . etc. hispânico. hipocondria. watt.y. os derivados baiano. /o/ e /u/ nem sempre é nítida. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. u. homenagear.s. o. etc. hematoma. I.j. não tem valor fonético. hipocrisia. telha. como é o caso de erva. playground. supermoda e) sobre-saia.h.t.v. mágoa. hibernar.q. nomes próprios. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.o. etc. bulir.Medial..x.b. húmus. lh e nh: chave. Os derivados eruditos. etc.autoeducação b) bem-vindo .d. hífen.autoescola d) neoescolástico . em início ou fim de palavras.pseudo-herói e) extraoficial .f.interregional b) sobrehumano .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. semi-humano. palavras estrangeiras e outras palavras em geral. em certas interjeições: ah!. etc. infra-som c) semi-círculo. c) O contrarregra comeu um contra-filé.c.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe. kafkiano. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). 10.s. etc. intitular. hum!. baianinha. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. magoe. Alfabeto: a.i. a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.g.m. etc. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.u. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. infra-vermelho. herba.No início de alguns vocábulos em que o h. herói. embora etimológico. a) infraestrutura .x. hérnia. i.r. porém.interregional c) sobre-humano .q.Inicial. Consoantes: b.infravermelho .j. . hibernus e Hispania. Emprego da letra H Esta letra. e.n. boliche. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. por força da etimologia e da tradição escrita. quando etimológico: hábito. extra-oficial b) infra-assinado. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . heliporto.n. pontue. baião.l.z. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen. flecha companhia.semirreta 09. ih!. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque. hoje.infra-hepático . hipótese. Grafa-se. e Espanha.h.inter-regional e) sobre-humano . Kafka. superelegante. Vogais: a.super-homem . Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase. Não se usa H: . hemisfério.c.f. hilaridade. Emprego das letras E. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. . Exemplos: km. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. como integrante dos dígrafos ch.inter-regional d) sobrehumano . semi-internato d) supervida. As letras “k”. hesitar.p.Sem h.l. hábil. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.g. hemorragia.z.e.contra-regra c) contramestre .antessala . a) Foi iniciada a campanha pró-leite.k. haurir. habitue. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir. perdoe.t. mini-saia.p. hibernal.ultrassom . hera. contramestre. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto. respectivamente do latim. entretanto.v.w.r. em que ocorrem aquelas vogais. conservou-se apenas como símbolo.k. baianada. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. Essas letras são usadas em unidades de medida. etc. Emprega-se o H: . O e U Na língua falada.m. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita. kg.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. William. e) Era um suboficial de uma superpotência. por exemplo. grafam-se com h: herbívoro. hélice. Didatismo e Conhecimento . por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras.y. hangar. . Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. porque esta palavra vem do latim hodie.

mocambo. jirau. rabugento. ginete. loja (lojista. botequim. criação. moleque. divergir delatar = denunciar dilatar = distender. gorja (gorjeta. Seringa. Senão. penicilina. etc. . mágoa. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. etc. jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep).Atenção: Moji palavra de origem indígena. jiu-jítsu. burburinho. . crânio. ojeriza. crioulo. Virgílio. Anticristo. Quepe. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. lojeca). lisonjeiro). jabuti. boate. etc. ultraje. -égio. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. inigualável. sujeito. cimento. gibi. Grafam-se com a letra O: abolir. Exceção: pajem . invólucro. requisito. Candeeiro. trajeto. nojo (nojento). .Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje). herege. costume. Manuel. trejeito). Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. banto.Os substantivos terminados em –agem. viajar (viajei. estágio.Os seguintes vocábulos: algema. ferruginoso (de ferrugem). inclinar. Disenteria. /o/ e /u/. -ugem: garagem. íngua. artifício. sabujice. goela. egrégio. ocorrência. Peru. rebotalho. . Destilar. jequitibá. névoa. gesto. traje. sai. Cemitério. pajé. cumbuca. pontiagudo. entupir. etc. antedatar. açoriano. chuviscar. siri. Irrequieto. Exemplos: gesso (do grego gypsos). Jericó. gengiva. rebuliço. ecoar. . enfeitar arriar = abaixar.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). Sequer. g e j. -ígio. tribo. jiboia.Em palavras formadas com o prefixo anti. feminino. enjeitar. criador. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. bolacha. chefiar. tabuada. vagabundear. trégua. jeca. monge. jenipapo. moela. . gíria. chover. massagem. jérsei. Encarnar. escárnio. lisonja (lisonjear. mas de acordo com a origem da palavra. jegue. cobiça.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo). como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim.(contra): antiaéreo. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. Filipe. Empecilho. terebintina. canjica. incinerar. bem provido.As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. curtume. rejeitar. Umedecer. atender diferir = ser diferente. Creolina. cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. cantiga arrear = pôr arreios. -igem. majestade. selvageria (de selvagem).As palavras terminadas em –ágio. Jerônimo. vertiginoso (de vertigem). Casimiro. Ifigênia. Desperdício. tonitruante. Tibiriçá.Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê.Nos seguintes vocábulos: aborígine. anterior): antebraço. manjedoura. varejista. silvícola. tábua. camoniano. influi. origem. variado surtido = produzido. etc.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. Romênia. repercutir suar = expelir suor pelos poros. Seriema. bússola. hegemonia. possui. deve ser escrita com J.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Confete. cúpula. granja (granjeiro. Cadeado. ferrugem. óbolo. pegajento. giz. mosquito. megera. gorjeio). engessar (de gesso). auge. cutucar. camundongo. intrujice. . financiar deferir = conceder. prodígio. lóbulo. despejar (despejei). granjense). Quase. jerimum. retribui. manjericão. Mexerico. pátio. cafajeste. -úgio: contágio. antecipar. urtiga. lanugem. tigela. Grafam-se com a letra U: bulir. apogeu. privilégio. vertigem. engolir. boletim. projeção. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. -ógio. lajiano. Mimeógrafo. artimanha. Didatismo e Conhecimento 9 . gilete.As seguintes palavras: alfanje. jeito (jeitoso. mutuca. criar. cerejeira. frontispício. Escrevem-se com G: . angico.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). alforje. Orquídea. Escrevem-se com J: . Emprega-se a letra I: . ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. antediluviano. jabuticaba. nódoa. sarja (sarjeta). gorjear (gorjeia). digladiar. estrangeiro. tangerina. sugestão. viagem. antiestético. lampião. relógio. faringite (de faringe). . sujeira. pôr no chão. Jeremias. viajem) – (viagem é substantivo). levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. Indígena. antevéspera. rijeza. jiló. cereja (cerejeira). majestoso. Lacrimogêneo.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. displicente. Cumeeira. refúgio. Sicília (ilha). . corrói. antitetânico. concorrência. berinjela. erisipela. diminuir. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. .

apresar (de presa). florescer. fase. excitar. . pinça. freguesa. despesa (despender). miçanga.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás. ascensão. endereço. paraíso. pêsames. arnês. muçulmano. hortênsia. suscetibilidade. imprescindível. etc. diversão. conforme o caso. auxílio. excelência. presépio. raposa. vazar. Suíça. presídio. utensílio. milanês. carrossel. duquesa. etc. pesquisa. presa. massagista. turquesa. submissão. -osa: gostoso. fregueses. adolescente. Luísa.As seguintes palavras: azar.S: ânsia. mesada. propensão.Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). camponês. excedente. cimento. Usa-se –eza (com z): . cafezeiro. Isaura. procissão. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo. exceto. através. muçurana. etc. Baltasar. . excelente. mês. etc. Emprego da letra Z . -zeiro. represa. Homônimos acento = inflexão da voz. amizade. ressuscitar. néscio. etc. Isabel. indefesa. maciço. excessivo. avisar. graciosa. montanhês (de montanha).C. acessório. disciplina. etc. empresa.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). . franqueza (de franco). inglesa.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. atrasar (de atrás). obus. . . exceder. ojeriza.Os derivados em –zal. leveza (de leve). lesa. aprazível. dogesa. usina. obséquio. cortês (de corte). sossego. gostosa. discussão. descer. espontâneo. remorso. etc. heresia. inglês. camponeses. francês (de França). excelso. alisar (de liso). Teresinha. frase. milanesa. Queirós. feminino –esa: burguês. exceção. pretensioso. assinar. . Teresa. burguesa. proeza. cansar. anis. mesa. etc. opressão. etc. colisão. cãozito. próximo. teimoso. . reses. impuser. tesouro. acidez (de ácido). azáfama. paçoca. . profissão. expressão. três. etc. chafariz. descansar. essencial. compôs. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). dança. cresço. consulesa. sessenta. excêntrico.X: aproximar. anoitecer. trouxe. gracioso. pança. besouro. holandesa (de holandês). marquesa. fertilizante. -zito. . SÇ: acréscimo. avezita. trouxeram.Sufixo –ÊS e –EZ . . suíço.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. freguesia. extravasar (de vaso). tesoura. concessão. etc.O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). discernir. toesa. . milanesa (de milanês). esplêndido. presa (prender). etc. auxiliar. rapidez (de rápido). -zinha. civilizar. estupidez (de estúpido). etc. excursão. cassino. evasiva. hesitar. fracasso. contorção. -zita: cafezal. vicissitude. Valdês. desço. prezado. sebo.XC: exceção. asseio. obesa. Inês. descanso. teimosa. representa-se por: . . necessário. camponesa. obsessão. açafrão. requisito. Sousa. ás. represa (prender). revés. farsa. consciência. camponesa (de camponês). maçarico. prezar. excesso. país. manganês. avezinha. azeite. tenso. . dançar. etc. etc. escasso. censura. estado.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. discípulo. fascinar.Adjetivos com os sufixos –oso. baliza. assar. Garcês.Substantivos abstratos em –eza. vaselina.SS: acesso. pêssego. pusemos. escassez. massa. etc. impressão. portuguesa. prioresa. Tomás. paisagem. Didatismo e Conhecimento 10 . .Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). princesa. profissional. suscetível.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). buzinar. seiscentos. vigésimo. sucessivo. ganso. esvaziar (de vazio). Heloísa. ansioso. etc. .SC. rês. -esa: português. proximidade. burgueses. Brás. maço.Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. limpeza (de limpo). fusível. xadrez. oscilar. azedo.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. condição: beleza (de belo). . etc. enraizar (de raiz). bazar. . trouxer. acessível. cansado. surpresa (surpreender). Goiás. frieza (de frio). Resende. Eliseu. cortês. civilização. quiseram. Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . almaço.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. Ç: acetinado. pretensão.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. excepcional. missão. despesa. maçaroca. -zinho. desça. querosene. defesa. cafezinho. cortesia. máximo. groselha. consciente. convés. suscitar. retrós. ases.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. visita. vizinho. extasiar (de êxtase). tesa. místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . ansiedade. pobreza (de pobre). ansiar. gás. surpresa.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). chinês (de China). ressurreição. cicatriz. sossegar. Luís. quis. . crescer. . burguês (de burgo). empresa (empreender). vasilha. Iguaçu. Teresa. derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). víscera. sobremesa. freguês. francesa (de francês). piscina.

vexame. encher e seus derivados (enchente. pisar. fachada. léxico. mochila. sucção. pesquisar (pesquisa + ar). defeito. occipital. alcunhas. . Minerva. cocção. estabelecimentos. extensão. máximo.O. República. puxar. S – sexto. o Ódio. texto. etc. grisar (gris + ar). friccionar. cicatrizar (cicatriz + izar). torcer. etc. .e –xci-: exceção. preguiça. expoente. etc. frouxo. rouxinol. alisar (a + liso + ar). etc. lixo. paralisar (paralisia + ar). Presidente. Mas: Corri o país de norte a sul. etc. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. Emprego das iniciais maiúsculas . Presidente da República. Arquitetura. Maria Santíssima. colonizar (colono + izar). datas e fatos importantes. fênix. Cruzeiro do Sul. cobiça. entre outros os seguintes vocábulos: bucha. Nas seguintes palavras: bexiga. . União.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. Excetuamse caucho e os derivados cauchal. Banco do Brasil. analisar (análise + ar). lixa.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. caxambu. bruxa.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa. etc. Praça da Paz. Manchete. . o falar do Norte. Se o radical não terminar em –s. pêssego. Colégio Santista.Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. catalisar (catálise + ar). representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. praxe. Deus. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. enchumaçar (de chumaço). etc. fricção. manco Tacha = mancha. mecha. CÊ . Os Lusíadas. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. . miçanga. literárias e científicas. etc. lagartixa. tóxico. enfim. nomes sagrados. Excepcionalmente.+ palavra iniciada por ch. motorizar (motor + izar). escravizar (escravo + izar). SS – auxílio. charrua. oxalá.U. Didatismo e Conhecimento 11 . Z – exame. excitar. extasiado.Nomes de artes. títulos de produções artísticas.Escreve-se x e não ch: Em geral. topônimos. Senhor Diretor. vexame. Estado. pequeno prego. edifícios. . a Morte. ameixa. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . exceção. Amazônia. êxtase. preencher). retenção. reter. Correio da Manhã. xarope. látex. geringonça. orixá. justiça. festas religiosas: Idade Média. charque. etc. praças. Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. órgãos públicos. Academia Brasileira de Letras. lição. respectivamente: carro. chuchu. caldeira.Não soa nos grupos internos –xce. sem interposição do hífen. Via-Láctea. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). Teatro Municipal. CS – sexo. pressupor. depois de ditongo: caixa. ciências. missão. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. enxerto. excelente. etc: Rua do Ouvidor. faxina. tarifa Chá = planta da família das teáceas. xaxim. expectativa. Brasil. amenizar (ameno + izar). cochilo. Emprego do X . atenção. títulos de jornais e revistas: Medicina. xingar. etc. rixa. caxinguelê. ameaça. civilizar (civil + izar). Taxa = imposto. força. Pátria.Grafam-se com x e não com s: expectativa. matizar (matiz + izar). quando personificados ou individuados: o Amor. etc. . próximo. eleição. excêntrico. Excelentíssimo Senhor Ministro.Nomes de ruas. feixe. enxofre. etc. extrair. etc. excessivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. astronômicos): José. R. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. ficha. faixa. etc. enxoval. inexcedível. coaxar.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando.Nomes de épocas históricas. o Dia das Mães. distorcer. xícara. Sr. prego de cabeça larga e chata. enxugar. Marte. mitológicos. Campinas. . intervocálicos. . recauchutar e recauchutagem. enxagar. etc. seixo. improvisar (improviso + ar). O Guarani. Nação. abstenção. êxodo. girassol. preço de serviço público. maxixe. contorção. Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. mexer. excelso. o Natal. O Ç só é usado antes de A.cedilha É a letra C que se pôs cedilha. torção. baixo. quando designam regiões: Os povos do Oriente. . O Sol nasce a leste. enxuto.A primeira palavra de período ou citação. vulgarizar (vulgar + izar). xampu. ferro. texto. canalizar (canal + izar). expirar. contorcer. graxa. doença. Tupã. conta. grafam-se com ch: encharcar (de charco). chimarrão. agremiações. . etc. tocha. etc. Tiradentes.Nomes dos pontos cardeais. frisar (friso + ar). xale. etc. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. a Páscoa. anarquizar (anarquia + izar). . o Jabuti (nas fábulas). exílio. Geralmente. etc. etc. experiente. etc. deslizar (deslize + izar). repisar (piso + ar). pechincha. Dicionário Geográfico Brasileiro. toda vez que se trata do prefixo en. raça. . bisar (bis + ar). enchova. correlação.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. enxurrada.Nomes comuns. S. expiar. enxaqueca. mexerico. enxergar. flecha. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. xavante. Renascença. distorção. facção. frustração. enxame. Centenário da Independência do Brasil. minissaia. bissemanal. abster. chavena. exceder. depois da sílaba inicial en-: enxada. enxamear.Substantivos próprios (antropônimos.

Vamos comemorar. A par: equivale a (bem informado. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. um havana. depois de dois pontos. bacanais. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga. À toa: é uma locução adverbial de modo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . as palavras átonas. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. sem problemas. jovem. Didatismo e Conhecimento 12 . etc. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. Todos amam sua pátria. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. “inverso”. semelhante): Somos almas afins. sem. ave-maria. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. em. Há cerca de dias resolvemos este caso. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo).Nomes de meses. com suas dádivas: ouro. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. a baía de Guanabara. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. de festas pagãs ou populares. o pico da Neblina. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. incenso. o que ocorre é justamente o contrário. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. esse emprego é equivocado. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto.No interior dos títulos. uma vez que “invés” significa “contrário”.´ Faça você a sua parte. como: o. Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). equivale a (inútil. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. . com. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. “em oposição a”. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas. Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. a. ciente): Estamos a par das boas notícias. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. Porém. No entanto. sem razão): Andava à toa pela rua. pode assumir o significado de “ao invés de”.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado. “inverso”. Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. nomes próprios tornados comuns: maia. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. mirra”. grafam-se com inicial minúscula. De encontro a: equivale a (oposição. Não há necessidade de usar atrás. “avesso”. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo. ficou só. isto é um pleonasmo. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. mas é preferível optar por “em vez de”. . Câmera: aparelho que fotografa. . Há cerca de: equivale a (faz tempo). de. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. Foi uma atitude à toa e precipitada.Palavras. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. nomes gentílicos. ingleses. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. equivale a (inutilmente. “Chegam os magos do Oriente. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. desprezível). carnaval.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. Este bebedouro está funcionando bem. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. . Observe: Em vez de conversar. etc. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. Bebedouro: é o aparelho que fornece água.

equivale a erradamente. Conjunção subordinativa temporal. temos que ter cuidado. eu mesmo. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar.É preciso que não haja descuido. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. no outdoor. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas. Era impossível discriminar os caracteres do documento. equivale a assim que. Portanto. De mais: é locução prepositiva. trazer. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor. distinguir. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. equivale a cotidiano. equivale a ruim. Mal: advérbio de modo. com um mesmo sentido. quando falamos de gramática normativa. Aja . As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. equivale a os outros. equivale a porém. os demais devem aguardar.Aja com cuidado. (até 01/01/2009. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. pra sorte dele. elemento químico. levantou sozinho a tampa do poço. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. cortar. Chamaram mais dez candidatos. absolver de crime). contudo. Seu mal é crer em tudo. no panfleto. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Substantivo: Os maus nunca vencem.do verbo haver . plural=maus.do verbo agir . equivale a diariamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. enviar. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. Expectador: é aquele que está na expectativa. é oposto de bem: Dormi mal. prejudicial. adjetivos ou o próprio advérbio. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. que brilha no escuro: Este material é fosforescente. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. na propaganda televisa. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. vem antes de um substantivo. uma vez que quem entrega. feminino=má. como: levar. fazer. ir. opõe-se a de menos. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. Carlinhos. devemos usar “entrega em domicílio”. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. meu estimado cunhado. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. Equivale a nocivo. Seção/Secção: repartição pública. Mau: adjetivo. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. aparece intensificando verbos. obedecendo às normas gramaticais. Nem um: equivale a nem um sequer. Meu dia a dia é cheio de surpresas. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. Dia a dia: é um substantivo. Cessão: equivale ao ato de doar. diário. Espectador: é aquele que vê. pois “a domicílio” não é aceita. reservado: Você foi muito discreto. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. dirigiram-se ao eroporto. oposto de bom. conduzir. pode vir antecedido de artigo. dar. (bem). opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. enfermidade. /Os negros ainda são discriminados. Demais: é advérbio de intensidade. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado. adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. Vocês falam demais. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. eu mesma. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. Discriminar: equivale a (diferençar. equivale a muito. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. Contudo. separar). Porém. que faz ou acontece todo dia. seguido de artigo. eu próprio. O réu foi descriminado. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. O álcool aumenta dia a dia. Didatismo e Conhecimento 13 . no folder. dirigir-se. Você é um mau exemplo (bom). entrega algo em algum lugar. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. Haja . no catálogo. No entanto. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. nem um único. na fala. eu própria.

balão.porque comeu. bravo. d) O. animal... lúcido. um bom aproveitamento. 05.. arpa.. equivale a (também não): Não compareceu. magro...muita confusão na cabeça do pequeno.. sexo.. de interrogação.” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento......beleza.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está). pois...... gentil.Som de S. i) Os pequenos violinistas participaram de um. porque não venhamos a ser julgados. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento. reticências. rua.. abitar.. bom... extensão. duro. mercadoria... papel. surdo. antes de um ponto final. Empregue as palavras acima nas frases: a) O.. exame... Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora. Separe as palavras em três seções.. . a) O menino . jornal. 07.. adeus. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana.. conforme o som do X. comprimento.. princesa.. êxito. pobre. (=por que motivo. .. ontem.. mortadela.. cumprimento. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. refere-se a verbos que exprimem estado... .. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa. Por que: escreve se separado....”... 9..advérbio interrogativo (Por que você mentiu?).. beneficente.. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. táxi. f) Eu. só.. pai. café. ácido.. cessão. onra. frio.. disenteria. ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê.” Porquê: funciona como substantivo. experiência. casa. conserto..Som de Z. pai. executarei. existir. automóvel.. . Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada.meu amigo com amabilidade... belo... . auxílio. e) O. problema. quando ocorre: preposição por+que .asa.. são advérbios Traz . fraco. pelo fato...escolar indicou péssimo aproveitamento. 02. pequeno. Passe as palavras para o diminutivo: .. anel.. Se não: equivale a (se por acaso não).. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. ábil. ou seja. exibir-se. tóxico. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. d) Na escola.. lindo. proximidade... óspede.. uma vez que.. o monossílabo que passa a ser tônico (forte).. oxigênio. c) A festa.. pé.) (=pela qual)... China.. já que. de exclamação. grande. 04... Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal..teve. g) A.. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos.. duque. 06. a+onde.de cinema foi um sucesso.teve um bom.bom. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve.... país.festa do Dia do Índio. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre..Som de KS. tímido. pé.. b) . programa.. devendo.... rosa.. árido. razão de que. rápido..do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. mão... por isso.... humano.. homem... mendigo. o país não sairá desta situação crítica. A letra X representa vários sons. irônico. 03.. esitar.do jornal. em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos... Observe a ortografia correta das palavras: privilégio. Forme substantivos dos adjetivos: honrado..do jornaleiro é amável. . lápis. 8.. bonito.. b) Na.flor. Passe para o plural diminutivo: trem. Trás ou Atrás = indicam lugar. (final de frase). concerto a) O pequeno jornaleiro foi à. conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois.. razão) Por quê: final de frase. Use o H quando for necessário: alucinar. oje. Exercícios 01. farol.a professora porque não a compreende... flor..estragada. Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar. __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa. ora. exercícios.. pálido.. permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento). chapéu. conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo.: sua. equivale a para que): “Mas não julguemos. estúpido. caderneta. escasso. das roupas é feito pela mãe do garoto.. arroz. Oscar. Tampouco: advérbio.. português.. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção...muitas recomendações de seu pai.. tampouco apresentou qualquer justificativa. élice. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. aver.. só. orrível.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante... b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um. êxito. Didatismo e Conhecimento 14 . japonês. c) O...e. por enquanto): Por ora chega de trabalhar. certo.. c) A criança não..... cão.. rei. sessão. exercer. limpo.. h) O vestido tem um.. avô. Senão: equivale a (caso contrário.do sapato custou muito caro. umilde.

atitudes de amizade... central.to... três passos da casa de André. amei.estudei muito...... devagar... Complete as palavras com S ou Z.. e..se aprende... a. porque e porquê: a) .. arte.. greve.. e.inho....... ria.. me. d) Mamãe fazia doces e salgados. na bondade do que no ódio... paralisia... b) Talvez ... fra..curável...... en... 11.... e...tortas grandes. mi. .............. ... b) Você quer.irem. muito tempo. abaca.. nacional.... e.......ados. pontâneo. se preocupa em resolvê-los.... e) Esse fato aconteceu ..... 23.ar... escravi........ pre. meu filho! 19..eirosos..... e....... canal.... Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e. intru ... oficial.......ceção..gotar...são felizes......... sintonia...... e......a Bahia........iclete.ente.ingar..itiva..precisamos cuidar dos animais de estimação... c) Quero levar.o. fraternidade nessa escola. da árvore....a.? e) Aproximei-me ...o........a....mamãe. anarquia.... de.. pre...er..... te.onte.. A .....luto. 15.oportunidades! b) Tenho..to..... ... de..... e. 18. b) A poluição.. atra.o povo começou a se retirar... 14... f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui ...ele fica limpinho..... d) Carlota sofria de um........ más = feminino de mau.ada. f) Ele não é um. Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive ............................. e. c) Ele não veio........ f) As pessoas que não amam. colônia. d) .......ontem....a...ejamos..... fle. ca.. Preencha as lacunas com: trás.. que cabem todos naquela salinha.terior.... Use por que ... final.... surpre .. depressa.... c) Desejamos que ..sujeito. Uso do S e Z.o............. quanto.o. é difícil de ser estudado.te.......ocolate......viemos era tortuoso.... c) Amarre-o por. dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal. mais de dois dias a mercadoria acabou..... 21.. .. f) Você está assustado....é se ter afeiçoado às coisas materiais. Preencha as lacunas com: HÁ .... alunos...tender...trangeiro. c) O time se considera....a....? g) Eis o motivo.a... h) O governo daquele país não resolve seus problemas.... a) A mãe e o filho discutiram... 16. aviso. para podermos ir ao dentista. capri.. pesquisa... torrão..a.. fa...... Haja ou aja..er. ei. d) Eu tenho ..... ..... Atenção para as palavras: por cima... g) As pessoas têm. uma bola atingiu o cenário e o derrubou.... pouco quilômetros daqui............. frou... de sua vestimenta real. mais = indica quantidade..todos queriam me ouvir........ com atenção para que não . atrás e traz...........ele tem razão.... 17. nature. cuidado e atenção.. b) Todos eram calmos.........ucar......erica....oito dias.. c) Eis os princípios ...preparado para tal jogo.. monopólio.. h) ..u. bai....a.a.. de casa havia um pinheiro.. humano........e...tenso.....se vive.ação...o. de repente. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou..pulsar.................indica tempo passado... b) Ele ficou de.. i) O................ hori.....não durou muito tempo. c) Eles não vão à loja porque ...clusivo.. c) O rei descobriu a verdade. e) O frio não prejudica ...... pois. e..três dias que todos se preparam para a festa do Natal...o...... d) Eu limpo. ...... h) Creio que vou melhorar...... real.. Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) . revisão.. Preencha as lacunas com: mas = porém...i...... você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante. f) Infelizmente Tico morreu... por quê ... plêndido...... A seguir.. Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros.. va....... 12...... empregue-as nas frases: a) . copie as palavras na forma correta: pou..... d) Não vou... g) Ele estava....não chegaram a um acordo........ Agora........ e) .... 22.. c) . te.... muitos erros...instantes li sobre o Natal.. A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino....ergar.... por isso...........tensão. civili.o.. fai....errei.devem ser perdoadas.. po.... produ.....jamais ser repetidas... va...envolvido...eiro.. e........ ..... 13...tranho... salsi.. 20......deveriam fazer reflexões para acreditar......ficou irritado... b) ........ a) A loja fica ..... j) . Use haja ou aja para completar as orações: a) ...para tocar piano.... suave. idente.a... cai..... civilização. é preciso que.... en.. ninguém ri.. d) .........AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. ....humor após ter agido daquela forma......... Bra. coloni.. e) .......ação....io....ninguém ri agora? b) Eis.il... d) Ela não aprendeu......ando......... g) Todas as atitudes ..... d) Faça sua tarefa... b) Bem.sanduíches do que na semana passada. a) .....o...... ... pre.. ença..... você não limpou o tapete? d) Concordo com papai.. e) Nunca tive gosto para dançar.tempo futuro e espaço.. podero...comprarei outro cãozinho. Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise......depois vou brincar. .... aleira...... ma..anato..virão seus amigos.razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas....... Complete com X ou CH: en..tempo para estudar............ e) O. g) Mas o.ar. Didatismo e Conhecimento 15 ...... o rei usava um manto. e.consigo graves consequências......o Tico.. com docilidade.. dei. os índios estão revoltados? l) O caminho . de comentários bobos......u..

limpeza. grandeza. colonizar. Civilização. princesinha. frieza. hesitar. tóxico e sexo.indica que a palavra é feminina s . realizar. centralizar. executarei. pezinhos. arrozinho. Atrasados. 22. hábil. ruazinhas. Escravizar. braveza.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. honra. Natureza. Som de Z: exercícios. humano. beleza. Neste estudo veremos: . faixa. pezinho. revisar. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. certeza. Numeral. monopolizar. riacho. nacionalizar. chocolate. inh .Estrutura das Palavras . hélice. habitar. Artigo. alucinar. humanizar. Brasil. boniteza. portuguesinho. da formação e da classificação das palavras. Morfologia é o estudo da estrutura. paizinho. Vazio. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. xingar. 06. Adjetivo. hoje. duquesa. êxito e exame. Conjunção e Interjeição.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Surpresa. ameixa. sintonizar. extenso. cheiro. extensão. Desenvolvido. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. sozinhos. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. paizinhos. gentileza. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19. paralisar. Frase. Desejamos. automoveisinhos. suavizar. eixo. hora. aquele que contém o significado. florezinhas. estender. Intruso. rapidez. caixa. faroisinhos. bonzinho. Exceção. chapeuzinhos. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. Vaso. ou seja. pobreza. magreza. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. Presidente. fraqueza. paisinho. Espontâneo. capricho. A morfologia está agrupada em dez classes. Texto. avozinho. Exterior. honradez. jornaizinhos. oxigênio. rosinha. palidez.florzinha. Torrãozinho.asinha. cafezinho. reizinho. finalizar. exibir-se. dureza. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. 23. anelzinho. São eles: cachorr . deixar. baixa. Chinesa. animaizinhos. lucidez. 03. estupidez. mercadoriazinhas. lapisinho. 04. Colonização. Oscarzinho. Fazer. anarquizar. Teste.belezinha. Esplêndido. hóspede. adeusinho. 08. japonesinho. existir. abacaxi. Produzirem. 07. cãezinhos. mãozinhas. surdez. êxito. 18. Asa. enxergar. salsicha. chiclete. árido. trenzinhos. machucar. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. 11. estranho. frouxo. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. Advérbio. Presença. Preposição. encher. As palavras podem ser divididas em unidades menores. horrível. Presente. Pronome. Pousando. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. . Exclusivo. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. Esgotar. experiência e auxílio. 10. irônico. enxada.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . mexerica. Artesanato. oficializar. extensão. flecha. acidez. chuchu. .este é o elemento base da palavra. pequenez. Misto. sozinho. Assim. casinha. analisar. São elas: Substantivo. pesquisar. avisar. Positiva. 05. ontem. chaleira. Poderoso.indica que a palavra é um diminutivo a . civilizar. lindeza. Caso. homenzinho. timidez. papeizinhos. proximidade. Verbo. humilde. canalizar. exercer. harpa. Expulsar. escassez. portuguesa. . haver. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. cheirosos. Som de KS: táxi. balõezinhos. Horizonte. estrangeiro. Som de S: trouxemos. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística.

radical. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. proibirá. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. etc. por exemplo.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. buscavas. comum às palavras da mesma família etimológica. na 1ª conjugação. Nos verbos. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. pela origem comum. como nos exemplos acima. E . distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação.: uma raiz pode sofrer alterações. Obs. inocente. de “ama-va”. vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. etc. São elementos mórficos: 1) Raiz. sufixos). os afixos são chamados de sufixos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. etc. como acontece com “a-”.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. tais como: mar. Didatismo e Conhecimento . lápis. surgem depois do radical.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. Em palavras como mesa. “-va”. os afixos recebem o nome de prefixos. não temos desinência nominal de gênero. presente em “am-o”. os temas são: busca-. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). como “-ar”.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. Exemplos: romper. alun-a / aluna-s. A desinência “-o”. Quando. é uma desinência número-pessoal. rompemos. as palavras nocivo. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. consideradas do ângulo histórico. lua. nocividade. etc. Exemplos: buscar. ônibus não temos desinência nominal de número. por exemplo. Exemplos: aluno-o / aluno-s. I . advérbio de modo. Observe que a. preparando-o para receber as desinências. Já em pires. É a raiz que encerra o sentido geral. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. tribo. Nos verbos citados acima. Radical: elemento básico e significativo das palavras. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. e a ela se prendem. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. Exemplos: proibir. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. inocentar. inócuo. sol. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. telefonema. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. rompe-. etc. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. De maneira semelhante. Obs. desinência. ou seja. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra.

. marinheiro. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. será palavra derivada. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. mas por redução. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. pois tais palavras não existem. logo. expropriar provém diretamente de próprio. pau-l-ada. Logo. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. Logo. no processo de derivação. Veja os exemplos: crer. mas. terreiro. recebem o nome de substantivos deverbais. tecn-o-cracia. são palavras derivadas. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. que por sua vez provém de valor. com a palavra âncora. chamada primitiva. formando verbos. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova. Neste caso.Se o nome denota algum objeto ou substância. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. podemos seguir a seguinte orientação: . derivadas. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. Por Exemplo: atual . nem “tristecer”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. O mesmo não ocorre. formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Note que na linguagem popular. inset-i-cida. verifica-se o contrário. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. que tem o seu significado alterado. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. Por isso. ao contrário. pe-z-inho. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. possibilitam a formação de outras. pobr-e-tão.descrer ler. cha-l-eira. Nessas palavras.atualizar c) Adverbial. e as demais. ense=sufixo. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. porém. por sua vez. alv-i-negro. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . A diferença entre ambos consiste basicamente em que. Este. e o verbo palavra primitiva. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. Considere o adjetivo “ triste”. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. formando advérbios de modo. marujo enterrar. partimos sempre de um único radical. chamada derivada. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. mar e terra são palavras primitivas. formando substantivos e adjetivos. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. cafe-t-eira.reler capaz. que provém de valorizar.Se o substantivo denota ação. que é um objeto. Por derivação regressiva. a partir de outra já existente. etc.

por microcomputador Zé .. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes.por cinema micro . Por essa razão. a partir da junção de dois ou mais radicais. (Se desejar. Observe: auto . O badalar dos sinos soou na cidadezinha. Redução Algumas palavras apresentam. entre. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma. Didatismo e Conhecimento 19 . uma forma reduzida. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. o do último componente. contra.. cocoricar. como vocábulos autônomos. tinir.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. logo.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse. Veja os exemplos: a. des.. Na derivação regressiva. super. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras.. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português.. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. girassol. os componentes subordinam-se a um só acento tônico. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. o que acaba caracterizando um processo semântico.re. zumzum.: ao aglutinarem-se. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado. es. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo.(ou en-) . Exemplos: miau.. couve-flor Obs. No entanto. ao lado de sua forma plena. sub.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. insuficiência. quinta-feira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. em.. piar. muda de classe gramatical. urrar. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . antiPrefixos de Origem Grega a-. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. etc. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. O menino prodígio resolveu o problema. não ocorre alteração fonética. privação. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. an-: Afastamento. raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. por sua vez. negação. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. chocalhar. muito frequentes na comunicação atual. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs. Exemplos: passatempo. carência. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas.por automóvel cine . podem ser citadas também as siglas. Outros.

separação. antipatia.: Proximidade. eucaristia. passagem para um estado ou forma. extraordinário. excesso. Exemplos: cataplasma. intraverbal intro. Exemplos: soterrar. disenteria. procedência. antítese apo. metacarpo para. privação. Exemplos: imergir.: Posição aquém. o. Exemplos: eclipse. Exemplos: antebraço. retrocesso. politeísmo sin-. abuso. Exemplos: hipertensão. injetar. disfasia ec-.: Movimento de cima para baixo. bi-: Repetição. apóstolo. epílogo. hemistíquio. Exemplos: progresso. meio.: Movimento para fora. impossível. anfibologia anti.: Simultaneidade. bondade. Exemplos: periferia. in. primazia. abstração a-.: Dificuldade. êxodo. Exemplos: prosélito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo. telepatia. eufonia hemi. Exemplos: anfiteatro. bem. em-. paradoxo.: Movimento através de. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. amoral. Exemplos: aversão.: Distância. preliminar pro.: Anterioridade . exo-.advogado. privação. Exemplos: colégio. bimestral.: Anterioridade.: Movimento através. movimento para.: Posição interior. Exemplos: arquiduque.: Início.: Movimento para fora. sub-. anacrônico anfi. sinfonia.: Duplicidade. Exemplos: prólogo. su.: Movimento em torno.: Superioridade hierárquica. ação contrária. intravenoso. escassez. afônico ana. contrapor. ambiente. es-. Exemplos: prefácio. importar extra. negação.: Posição intermediária. polissíndeto. ex-. afastamento. hipodérmico meta. in-. embrião. Exemplos: ilegal. subestimar super-. biscoito circu(m) . separação. Exemplos : dispneia. Exemplos: desventura. supra-. prognóstico. período. promover. negação. aposto ante.: Oposição. de um e outro lado. programa pros. prever. peripécia. diafragma. repetição. em-. em torno. apologia arqui-. movimento para junto. Exemplos: hipocrisia. prosseguir. diagrama dis.: Mudança.: Movimento de baixo para cima. movimento para dentro. epitáfio eu. anfíbio. excesso. embeber. duplicidade. prosódia proto. Exemplos: antídoto. Exemplos: justapor. perfurar. discussão e-. Exemplos: benefício.: Afastamento. excesso. ad.: Repetição. Exemplos: hemisfério. bendito bis-.: Movimento para dentro. hipertrofia hipo.: Multiplicidade.: Posterioridade.: Aproximação. antever ambi. anterioridade. enterrar. ab-. protomártir poli. apocalipse. com. concomitância. depor de(s)-. metáfora. oposição. Exemplos: dissílabo. elipse. ex. interplanetário intra. justalinear ob-.arquétipo. Exemplos: apoteose. condutor contra. ocupar. Exemplos: retrospectiva. reatar retro.: Posição superior. ação contrária. Exemplos: bisneto. exorcismo en-. sobre. companhia. revestimento. perplexo. rebater. duas vezes. diagonal. protótipo.: Movimento para frente. arquimilionário cata. sotavoga. cisandino co-. obstáculo per. retrógrado so-. bisavô. Exemplos: síntese.: Bem. prefixo. ectoderma. dilema dia. epidemia. intensidade.: Negação. Exemplos: obstruir. Exemplos: paralelo. Exemplos: metamorfose. dispepsia. catálogo. retroagir. mudança. anteontem. ateu. endosmose epi.: Posição em frente. projeção re. improdutivo inter-. di(s). endocarpo. começo. antagonista. semelhança.: Sentido contrário. supérfluo soto-.: Afastamento. periscópio pro. e-: Posição interior.: Oposição. sinopse tele.: Posição exterior. Exemplos: rever. separação. abstinência. Exemplos: eufemismo. contradizer de.: Posição inferior.: Posição em frente.: Posição ao lado. introspectivo justa. Exemplos: internacional. Exemplos: televisão.: Movimento para trás. Exemplos: excêntrico. Exemplos: intramuscular. Exemplos: contrapeso. perverter pos. discórdia. ambiguidade. introvertido. excelência de fato ou ação.: Posição superior.: Adjunção. ecto. im. Exemplos: decapitar. Exemplos: analogia. arcebispo. advir. Exemplos: introduzir. expelir en-. Exemplos: percorrer. reduzir. Exemplos: soto-mestre.: Movimento para dentro. pósgraduado pre. abs. sucessão. afastamento. profeta. antessala. Exemplos: extradição. hemiplégico hiper. arce. Exemplos: protohistória. entre.: Posição superior. ofuscar. excesso. perfeição. sota. circunscrito. Exemplos: supercílio. circulação cis.: Em redor. Exemplos: epiderme. Exemplos: endovenoso. euforia. ambivalente ben(e)-. sobpor. con-. paradigma peri. em adição a. cisplatino.: Movimento de cima para baixo. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . Exemplos: pospor. extraviar i-. hipérbole. Exemplos: encéfalo. reciprocidade. posterior. Exemplos: diálogo.: Metade. catarata di-: Duplicidade. parasita. anterioridade. Exemplos: adjunto.: Movimento para dentro. ditongo. Exemplos: ambidestro.: Companhia. sim. análise. evasão.: Movimento ou posição em torno de. decair. hipótese. anagrama. Exemplos: polissílabo. cooperativa.: Excelência.: Inversão. entusiasmo endo. separação.: Posição inferior. sob-. inferioridade. Exemplos: circunferência. Exemplos: cisalpino. simpatia. exportação.

terrestre -enho .pitoresco -este . a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. factício -(d)ouro. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 .manobrista Além dos sufixos acima.lucrativo -onho . tresnoitar.açucareiro -or . Exemplos: vice-presidente.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação. podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo.mudança -ância . infantaria -edo . visconde. tradição ultra. Exemplos: ultrapassar.: Movimento para além.bondoso -udo . fonema. potássio. SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .caminhada -ança . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que. sulfito (sais) cafeína. ultrarromantismo.abundância -ção .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-. liláceas -aico . tres-. Como o sufixo é colocado depois do radical.feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância.emoção -dão . referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante. modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação.solidão -ença .casario. vice-almirante.barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) . semema.dormitório -or .terreno -ício . tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar. epitelioma. ordinário -ático . vis.papelada -agem .secretário -eiro(a) .geométrico -il .amplitude -ura . kantismo.ferreiro -ista . São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento . Exemplos: transatlântico. pertinência ório casadouro.sensatez. coleção: -aço .correria -io . naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. aglomeração.lutador -nte .tristonho -oso . qualidade.ricaço -ada .mulherio -ume .: Posição além do limite. tras-. por exemplo. selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião.corredor -tério . ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite.prosaico -al . cloreto. comunismo.herbáceo.presença -ez(a) .-(t) ação.arvoredo -eria . sistemas políticos: . Dessa forma. excesso.maníaco -ado . -(t)ivo -(d)iço. depositório: -aria .capinzal -ame .civismo -mento .barbado -áceo(a) .folhagem -al . carcinoma (tumores) sulfato. acrescentados a um radical. hepatite (inflamação) mioma. semantema (ciência linguística) sódio. quebradiço.cristalino -ivo . ultrassom.febril -ino .anual -ar .cruento -eo .churrascaria -ário .diário.ismo: budismo. álcalis artificiais) fenol.problemático -az .herbanário -eiro . doutrinas filosóficas.negrume -io. formam nova palavra. movimento através. estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência. codeína (alcaloides.gentame -ario(a) . Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua.agreste -estre .ferrenho -eno . ultravioleta vice-.casamento -são .cemitério -tório .formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. beleza -ismo .róseo -esco . tra.alimentício -ico .escolar -ário .compreensão -tude .: Em lugar de. ultraleve. doente. Sufixos que formam nomes de ação -ada . eto. -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço.

3. 4. deslealdade. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. e) Dr. 5. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. Exemplos: altiva-mente. 6 d) 2. Voto secreto. brava-mente. limpar -ear: guerrear. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. litografar. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. 5.. 3. entre outras ideias. Exercícios 1. etc. 1 b) 4. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. passional. 5. radiograf-ar.. amamentar -ficar: dignificar. 6 c) 1. 6 6. Osmírio andaria desorientado.. liquidificar -izar: finalizar. o espírito. 5. 6 e) 2. 6. Em seguida. despedaçar. esburacar. 5. 4. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. (a)portugues-ar. Os verbos exprimem. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. hidrogênio. 3. Bobagens. corrupção. 1. 1. senão bufando de raiva. 4. 3. e se entenderam. analisar. nervosa-mente. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. (a)finar. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. asteróide e) acromatismo. amanhecer b) solução. especialmente a de modo. na forma feminina. tortura. 1. Sigilo. fraca-mente.. 4. pois esses adjetivos eram outrora uniformes.) não seguem esta regra. Veja: -ar: cruzar. para indicar circunstâncias. golear -entar: afugentar. macróbio. 1. 8. 2. nivel-ar. derivado do substantivo feminino latino mens. 3. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. 4. (a)doç-ar. 4. telefon-ar. vidente d) biografia. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. Em geral. bibliografia. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . Exemplos: esqui-ar.Este sufixo juntou-se a adjetivos.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. visionário c) enrijecer. 4. via de regra. 6. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. o intento”. 1. portugues-mente. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. bondosa-mente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. mentis que pode significar “a mente. a prática de ação.

(FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. trata-se de um ser desconhecido. o rio Amazonas. França. com uma taquara na mão. 5. a = pelo. a Bahia. da / em + o. inteira. determinam os substantivos.indefinidos: um. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura. Vossa Majestade. visitou a bela Veneza. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. uns.” (A. pela. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. – em linguagem coloquial. na / por + o.” (Veja – maio de 2005) .. conter. – com a palavra outro. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. lago: o Brasil. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. como Espanha.foi chegando um caboclinho magro. propor b) irregular. deter. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. “Viveu muito tempo em Espanha. a Suíça. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. os. Itália podem ser construídos sem o artigo. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. – com toda a/todo o. as. dá ao substantivo valor vago: “.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos. a. o outro é atlético e simpático. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. o Pará. minha amiga. estes. Vossa Senhoria. Inglaterra. antípoda.” / “Pelas estradas líricas de França. tudo vai ser diferente. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente. 3. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. o oceano Pacífico. Vossa Alteza.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. o pronome todo/toda vale como qualquer.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. pais. oceano. amoral. estudar. empregadas com os verbos: aprender. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora. predestinado. montanha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. demover c) remeter.definidos: o. trata de um ser juá conhecido. a Argentina. cursar. Didatismo e Conhecimento 23 . / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. prever e) dever. rio. Os artigos podem ser: . amigos de João Luís e Laurinha. antegozar d) irrestrito. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario.. (modificado) – alguns nomes de países. Lima) Emprego do Artigo 1. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.” (para a frente: exige a preposição) 4. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. uma. – com nomes próprios geográficos de estado. a expressão que vale como totalidade.” Mas: Sônia Salim.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. (=cada litro) 2. a = no. principalmente quando regidos de preposição.a = do. umas. todos quatro. determinando-o ou generalizando-o. indicandolhe o gênero e o número. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor.

as funções de: sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. As cousas. amor. Primitivos . uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. súcia – de malandros. quadro. Simples . biblioteca. mula-sem-cabeça.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. coisas. anjo. biblioteca – de livros. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. banca – de examinadores. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. boiada – de bois. designam qualidades. ações. As pessoas atrapalham. criança. terceto – de três pessoas. cabeça. estados dos seres: dor. água. girassol.. código – de leis. chaveiro. parte. amor. pedreiro. América do Norte. chuva. dum. criança.. conclave – de cardeais. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. aposto e vocativo.referem-se a um ser em particular: Brasil. Próprios . animal. agente da passiva. sábios. pão. complemento nominal. tristeza. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. a.” Eu gosto é das cousas. eu lhe responderia: -Então. renque – de árvores. raio. guarda. cardume – de peixes. coragem. Tudo é substantivo abstrato. tríduo – período de três dias. nuvem – de gafanhotos. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. covardia. substantivo abstrato. 7. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. cacho – de uva. porção. casarão. iconoteca – de imagens. concreto). na favela não existe substantivo abstrato. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. pão-de-ló. cancioneiro – de canções. abraço. saudade. biênio – dois anos. numa. vieram primeiro. resma – de quinhentas folhas de papel.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. flor. tempo.são os que não derivam de outras palavras. a caso.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. Bastam-se. Não se metem com ninguém. excessivo. trinênio – período de três anos. árvore. chave. arquipélago – ilhas. pinacoteca – de quadros. na frase. milênio – de mil anos. casebre. Os substantivos classificam-se em: Comuns .são os que não têm existência própria. patifes. sabiá. de crianças. quarentena – quarenta dias. cáfila – camelos. assembléia – pessoas. mulher. duma. piquete – de grevistas. fome. rio. Pedro. cambada – de vadios. gente. padeiro. Derivados – são formados de outra palavra já existente. qüinqüênio – cinco anos. abraço. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. cortejo – acompanhantes em comitiva. universidade. pessoas. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. enxoval – de roupas. cordilheira – de montanhas. pára-raio. objeto direto. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. mesada. miséria. Lucélia. colméia – de abelhas. alunos. revistas. Paulo. caravana – viajantes. As cousas são quietas. videoteca – de videocassetes.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. Atenção: o artigo (o.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. sem-terra. sereia. alcatéia – de lobos. tropilhas – de trabalhadores.” Didatismo e Conhecimento . galeria – de quadros. panapaná – de borboletas em bando. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. sim!. sol. mar. mapoteca – de mapas. estrela. de lugares. terra.deram origem a outras palavras: ferro. baixela – utensílios de mesa. adjunto adverbial. malvados. Concretos . três versos. requeijão. um. casario – de casas. elenco – de atores. juventude. queijo. vento DVD. plêiade – de pessoas notáveis. saci. ló. Deus. De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . neste caso. uma = num.como o nome diz. mesmo no singular. insetos. objeto indireto. (caça = ato de caçar. reais ou imaginários: mãe. caneta. [Multiplicam-se em excesso. banda – de músicos. – com adjetivos como: escasso. sextilha – de seis versos. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. discoteca – de discos. miríade – de muitas estrelas. portanto. professores. coisas. atlas – cartas geográficas. sentimentos. mar. trovão. casa.são aqueles que têm existência própria. constelação. pão. raio. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. vieram depois: ferradura. Exemplificava: penúria. animal ou cousa: João. música. Inclui os nomes de pessoas. professora. Compostos . Os substantivos exercem. fato – de cabras. fada. fornada – de pães. árvore. refere-se ao animal. hemeroteca – de jornais. chuveiro. são independentes. penca – de frutas. água. dor. vara – de porcos. fé. passarinho. bando – de aves. angústia. batalhão. bimestre – dois meses. Hoje. alma. Coletivos – os substantivos comuns que. século – de cem anos. mês. predicativo do sujeito. justiça. povo. prole – de filhos. cidade. antologia – de textos escolhidos. com a minha experiência. piano. irmandade – de religiosos. trovoada. anjo. água-de-colônia. frota. respeito. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor . confraria – de religiosos. horda – de invasores. doença. Estão em toda parte. repertório – de peças teatrais. Deus. beijo. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. constelação – de estrelas. concílio – de bispos em assembléia.

caracteres / sênior. perua / cidadão. cônsules / real. perdiz / cão. 2. mélroa / folião.ão por ãe: pão. a gerente / o. o guia (acompanhante) . Flexionando-se o substantivo masculino: filho. Didatismo e Conhecimento 25 . acrescenta S: cidadão. atuns. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. portões / mamão. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos. deusa / cônsul. dona / cavaleiro. . . São masculinos ou femininos. a cliente / o. ul: jornal. povos / feira. males / cônsul.cãe + zitos: Cãezitos. utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. o moral (ânimo) .a lotação (efeito de lotar). A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. o rádio (aparelho) . papisa / faisão. fuzis / canil. Grego e Inglês.a crisma (sacramento). idioma). 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. nuvens / som. rani / dom. juniores / caráter. hebréia / réu. o língua (intérprete) . limões / portão.a língua (órgão. 1 – Substantivos que mudam de sentido.ÃO – aos substantivos terminados em ão. abadessa / czar. Cão – cães . sóror / rajá. cantora / reitor. vaca / carneiro. a médium / o. S. répteis / projétil.a capital (cidade). vítima. quer se refiram ao macho ou à fêmea. mulher) / a pessoa (homem. vinténs / atum. . e por EIS (Paroxítonas): fóssil.IS – aos substantivos terminados em al. égua. o cura (vigário) . foliona / imperador.a cura. liquens / abdômen. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. alemães / cão. líder) . mulher) / o guia (homem.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. funis / fuzil. cidadãos / irmão. . seniores. . – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. monja / presidente. a imigrante / o. . réis (antiga moeda portuguesa). abdômenes. Também: líquenes. no final de final da palavra: mestre. dois fax. mulher) / o ídolo (homem. charlatã / escrivão. canis / pernil.ES – aos substantivos terminados em R. zinho . Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. charlatães / alemão. meses. profetiza / píton. anciã / guardião. ovelha / cavalo.a voga (moda). a rival / o a jornalista.a guia (documentação).a rádio (emissora). cadela / pigmeu. escrivã / papa.m por ns: nuvem. (ato de curar). Observe como são formados os femininos: parente. botões / limão. irmãos / mão. quando se troca o gênero: o lotação (veículo) .a cabeça (parte do corpo). os tórax / o ônix. faisoa / hortelão. guardiã / charlatão. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. consulesa / cantor. mestra.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo. presidenta / gigante. méis. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . mulher / boi. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. 3. balões. mamões. Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. mulher) / o cônjuge (marido.a coma (cabeleira). a menequim / o. leoa. atéia / hebreu. mestra / leão. pitonisa / abade. mãe / homem. parenta / hóspede. pernis. fósseis / réptil. ilhoa / mélro. cães. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. séries. pigméia / ateu. possuem um terceiro gênero: o neutro. ou o acréscimo da vogal a. meles. abdomens / hífen.a caixa (objeto). o crisma (óleo salgado) . sons / vintém. motores / mês. projéteis. . el. túneis / mel. cerzideira / frade. czarina / perdigão. feiras / série.S – aos substantivos terminados em N: líquen. ré / cerzidor.zito. as fênix / uma Xerox. menina) / a testemunha (homem. a fã / o. reitora. a estudante / o. cidadã / aldeão. dama / zangão. a colega / o. Universitário) . a artista / o. oficiala / peru.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). pães / charlatão. imperatriz / profeta. os ônix / a fênix.ão por ões: botão. o coma (perda dos sentidos) . de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). no plural: júnior. hífenes. o grama (peso) . a intérprete / o. ol. Z: cartaz. a repórter / o. autora / deus. a pianista / o.a lente (vidro de aumento). . o voga (o remador) . hífens. horteloa / ilhéu. Trocam-se: . a motorista / o. 2º elimina-se o S + zinhos. o capital (dinheiro) . a personagem / o.a grama (relva). mãos.il por is (oxítonas): funil. cartazes / motor. o caixa (atendente) . Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. sóis / túnel. duas Xerox / um fax. freira / frei. filha / mestre.a moral (ética). o cabeça (chefe. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. Latim. jornais / sol. giganta / oficial. hospeda / monge. . o lente (prof. Exceções: mal. mulher). aldeã / ancião. abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista.

Outros: bem = virtude. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. como era de costume. . córtices / índex ou índice. Vamos lá. anciãos. Você me olha.1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. Houve separação de bens. impostos (ó) / forno (ô).Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria). látice ou láteces / códex ou códice.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. Pode creditar em mim. corrimão.” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. fornos (ó) / miolo (ô). ermitães. corrimãos. hortelãos. anciões. som de s) / látex. coroços (ó) / imposto (ô).4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. apêndices / cálix o ucálice.1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 .palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças. eu digo sim. verãos.A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres.Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. ovos.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice.. A tendência é utilizar a forma em ÕES.. (homenagens). (descanso). Conferiu a féria do dia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . (patrimônio). fechado) avô avós (o avô e a avó). corvos (ó). afazeres. 1. códices / córtex ou córtice. grã (grande). reforços. destroços. aldeões.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. hortelões. portos. guardiões. povos (ó) / corvo (ô).5 Quando o primeiro elemento for: grão. nunca o ciúmes. ermitões. Recebeu honras na solenidade. . (salário). . anões. Sua honra foi exaltada. verões. 1. poços (ó) / olho (ô). anão. som de cs).3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. As férias foram maravilhosas.2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. guardiães. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. . ancião. / Tem morrido muito pobre de fome. Tijolos. meu bem. postos. avôs. . substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô).substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. guardião. (dignidade). algemas. miolos (ó) / poço (ô). Também são abertos no plural (ó): fogos. 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. porcos. índices (x. Aceita-se os ciúmes. ossos. cálices (x. ermitão. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . anãos. aldeãos. embora a forma singular seja preferencial. corrimões. Chama-se metafonia. olhos (ó) / povo (ô). “Quando você me deixou. quase enloqueci mas depois. no plural. finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. ermitãos. 1. hortelão. verão. anciães.

As palavras terminadas em s ou z. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha. enorme. casa pequena. Italiano: as pizzas.1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. mulherengo. livreco. cartão. rapaz = rapazinho. Pesei bem os prós e contras. 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines. . Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. café (voga tônica) = cafezinho. peça minúscula / saia diminuta. vão para o plural: 4. Fiz a prova dos noves. minicalculadora. imensa.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo. herói (ditongo) = heroizinho. 2. exagero ou diminuição. supermercado. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. Toninho. rosa = rosinha. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. pequeno. ditongo.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez. 9 – Plural das siglas. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto. Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. gentinha. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. cartilha. hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. Atenção: .Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. . irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. crítica. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. . Didatismo e Conhecimento 27 . mãezinha. folhinha (calendário).2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. baú (hiato) = bauzinho. fogão.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. narigão. povinho. beleza = belezinha.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e. 4.Em conseqüência do dinamismo da língua.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. maxissaia. coisinha. são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. minúscula. . Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho. .

agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. Manaus: manauense ou manauara. Salvador: soteropolitano. Maceió: maceioense. Belo Horizonte: belo-horizontino. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). São Paulo: paulista/paulistano (cidade). predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. auricular = da orelha. 2.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. Buenos Aires: buenairense ou portenho. gástrica = do estômago. como: afro-brasileiro. Sergipe: sergipano. Roraima: roraimense. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. luso-brasileira. .” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. Piauí: piauiense. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. 4. Rio Branco: rio-branquense. colocado antes do substantivo observação. vocativo: Mãe. simples – apresentam um único radical. Campo Grande: campo-grandese. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. estelar = de estrela. sino-japonês (China e Japão). adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. Tocantins: tocantinense. 4. 12. número e grau que modifica um substantivo. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Minas Gerais: mineiro. Bahia: baiano. Londres: londrino. Anápolis: anapolino. Natal: natalense ou papa-jerimum. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. Ceará: cearense. umbilical = do umbigo. João Pessoa: pessoense. franco-italiano. Anglo-americano. urbano = da cidade. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. Cairo: cairota. Recife: recifense. Angra dos Reis: angrense. Distrito Federal: candango ou brasiliense. Cabo Frio: cabo-friense. discente = de aluno. amarelo ouro. referem-se a cidades. Adjetivo é a palavra variável em gênero. Américo-francês. hepático = do fígado. continua brilhando no mundo artística. aquilino = de águia. matutino = da manhã. Florianópolis: florianopolitano. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. Cidade.“O professor fez uma simples observação. 5. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. docente = de professor. 11. áureo = de ouro. estados. compostos – apresentam mais de um radical. Goiás: goiano. a vida. verde garrafa. Mato Grosso: mato-grossense. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. 8. cutâneo = de pele. Amazonas: amazonense ou baré. cervical = do pescoço. Bélgica: belga. simples. nipo-argentina (Japão e Argentina). abdominal = de abdômen. roxo batata. têxtil = de tecido. atribuindo-lhe uma qualidade. 5. humano = do homem. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. estado. Didatismo e Conhecimento . bélico = de guerra. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Florença: florentino. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. São Luís: são-luisense ou ludovicense. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. Os adjetivos classificam-se em: 1. 10. Palmas: palmense. Paraná: paranaense. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. 3. 7. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. Maranhão: maranhense. Brasília: brasiliense. já tô saindo. Porto Alegre: porto-alegrense. primitivos – são os que vieram primeiro.” O adjetivo. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. Teresina: teresinense. Pernambuco: pernambucano. ministro e músico. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul. argente = de prata. Goiânia: goianiense. inodoro = sem cheiro. Três Rios: trirriense. Brasil: brasileiro. Novo Hamburgo: hamburguense. aposto: Gilberto Gil. Fortaleza: fortalezense. Nova Iorque: nova-iorquino. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. etário = de idade. pluvial = da chuva. Três Corações: tricordiano. é da pizzaria? 9. azul petróleo. derivados – são aqueles formados por derivação. filatélico = de selos. apícola = de abelha. o amor. insípido = sem gosto. bucal = da boca. equivale à banal. 6. Curitiba: curitibano. Niterói: niteroiense. Pará: paraense. Porto Velho: portovelhense. Rondônia: rondoniano. vespertino = da tarde. fabril = de fábrica. adjunto adverbial: Alô. e outros. teuto-argentinos (alemão). . Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. Estado. Japão: japonês ou nipônico. Petrópolis: petropolitano. Paraíba: paraibano. Vitória: vitoriano. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense.

de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. O comparativo pode ser: 1. b) sintética – bom. valem por adjetivos. como palavra variável. equivale à fácil. imo. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família.“O professor fez uma observação simples. de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes. 3. isto é. .às vezes. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres. num processo de derivação imprópria.biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira.mais pequeno.uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. . érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima. pauper (pobre) = paupérrimo. ficando a ele subordinadas na frase. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores. palavra que tem o valor de outra classe gramatical. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser.2 – sintético – adjetivo + issimo. 1. extremamente.substantivos que funcionam como adjetivos. Pode ser: 1.quando os dois elementos formadores são adjetivos. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas . mais bom. 1. podemos usar as formas: mais grande. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos. substantivo canário).” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação. pior / grande. piadas sem-sal. ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. . olhos castanho-claros. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. (adjetivo como advérbio: redondamente). Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. Flexões do Adjetivo O adjetivo. a Many é mais) 2. de forma absoluta. Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r.1 – analítico: advérbio de intensidade muito.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar. Atenção: . o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis.A cerveja que desce redondo. sofre flexões de: gênero. Atenção: .substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul. intensamente. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. Semântica e sintaticamente falando. ílimo. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: .As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. substantivo petróleo). de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. maior / pequeno. . . número e grau. macer (magro) = macérrimo. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. bastante. Atenção: . excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. mais mau. . superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. Didatismo e Conhecimento 29 . (das duas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . melhor / mau. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo. variam os dois elementos. amarelo. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. (substantivo com valor de adjetivo). os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo).

semestre: período de seis meses. resma: quinhentas folhas de papel. 2-II. portanto. fiel = fidelíssimo. ótimo. triênio: período de três anos. posição em uma série.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. 700DCC. septênio: período de sete meses. agradável = agradabilíssimo.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. feliz = felicíssimo.Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. de veludo. . novena: período de nove dias. 2.adjetivos repetidos: fofinho. friíssimo. (ela é a mais de todas) 2. respectivamente: 1-I.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. cem. Sorriu amarelo e saiu. . grosa: conjunto de doze dúzias. sendo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Daí a sua classificação. 30-XXX. atroz = atrocíssimo. amargo = amaríssimo. com a mesma qualidade. vinte. quarto.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. em fez de íssimo: chiquérrimo. 4. 9-IX. terceiro. 100-C. fácil = facílimo. segundo. célebre = celebérrimo. difícil = deficílimo. centésimo. . pobríssimo. humilde = humílimo. 8-VIII. jovem = juvenilíssimo. milênio: período de mil anos. 4-IV. terrível = terribilíssimo. frio = frigidíssimo.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. geral = generalíssimo. 40-XL. sufixo érrimo. triplo. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: ./ Sua voz parecia macia. O menino dorme tranqüilo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. . 10-X. 13-XIII.linguagem informa. cruel = crudelíssimo. no superlativo: . pobre = paupérrimo. multiplicação e divisão. quíntuplo.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. antigo = antiqüíssimo.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico.o adjetivo amarelo modificou um verbo. dobro. sem intermediário. dezena: conjunto de dez coisas. . magérrimo. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. pessoal = personalíssimo. . capaz = capacíssimo. simpático = simpaticíssimo. invariável. bom = boníssimo. Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações. 11-XI. ao substantivo. / As meninas dormem tranquilamente. trezena: período de treze dias. quarentena: período de quarenta dias. livre = libérrimo. respectivamente.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. . Atenção: usa-se também. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites. terço.Cardinal: indica número. milhar: conjunto de mil coisas. frágil = fragílimo. dúzia: conjunto de doze coisas. decúria: período de dez anos. 14-XIV. negro = nigérrimo. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. 90XC. incrível = incredibilíssimo. agudo = acutíssimo. . simples = simplícimo. elegantérrimo. doce = dulcíssimo. magro = macérrimo. um doze avos. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. inimigo = inimicíssimo. quantidade: um. sexênio: período de seis anos. fofinho (=fofíssimo) / linda. portanto. . eficaz = eficacíssimo. benévolo = benevolentíssimo. / As meninas dormem tranqüilas. nobre = nobilíssimo. 900-CM. sagrado = sacratíssimo. mil.2. magnífico = magnificentíssimo. dístico: dois versos.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. 3. 50-L. quinto. . 600-DC. oito. 1. 19-XIX. 16-XVI. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . centenário: período de cem anos. 300-CCC. 70-LXX. 7-VII. assume a função de advérbio. multiplicativos e fracionários. áspero = aspérrimo. 1. veloz = velocíssimo. . Didatismo e Conhecimento 30 . 400-CD. 3. chiquentérrimo. não vai para o plural. . 500-D.000-M. também. 20-XX. linda (=lindíssima). 6-VI. 15-XV. amigo = amicíssimo.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. 1. terno: conjunto de três coisas. dois. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. sétimo.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. / Ficou meio chateada e calou-se.o adjetivo assume um valor adverbial. 800-DCCC. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. decálogo: conjunto de dez leis. . 5-V. O menino dorme tranquilamente. trinca: conjunto de três coisas. sábio = sapientíssimo. 80-LXXX. miserável = miserabilíssimo. mau = péssimo. 17-XVII. 60-LX. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos. 3-III. três. em: cardinais. 200-CC.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. com o acréscimo do sufixo mente. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. a função de advérbio. . tenro = teneríssimo. 12-XII. . lustro: período de cinco anos. Pode ser: 2. 6. 18-XVIII. qüinqüênio: período de cinco anos. ordinais. . negríssimo.

O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo... quando usados com o valor de substantivos. quatro. quinto. sêxtuplo.. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. quatrocentos. Canto X (décimo) / Luís IV (nono).. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um. devem concordar no masculino: . (valor de adjetivo – variável) .. dois... ... Paulo César é adepto da 7ª Arte..os numerais cardinais milhão. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil.enumeração de casa. centésimo.se o numeral vier antes do substantivo... décimo oitavo.... dezesseis. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”. Número . doze avos. décimo terceiro. antes dos substantivos milhão. apartamentos.os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. nascidos em Lucélia. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. vinte.. cêntuplo. 2. oitenta. Século XXI (vinte e um)... sessenta avos. Flexão dos Numerais Gênero ..Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis. . sétimo. milhar e bilhão........ no feminino... sétimo. centésimo.. noventa. oito.. (triplo – valor de substantivo) . concordando com os cardinais que indicam números das partes. cinqüenta.emprega-se o numeral cardinal. milésimo. cem. usa-se o ordinal. sétuplo. estão reagindo bem. Numerais Ordinais: primeiro. Didatismo e Conhecimento 31 .com referência ao primeiro dia do mês. . doze.. (sétima) ... dezoito. nota máxima. nove..... décimo sétimo.. 1... trigésimo.. textos. dezessete avos.o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia.. triplo. os dois. Numerais Fracionários: meia. décimo quarto. setenta.... Numerais Multiplicativos: dobro.. trezentos. sete. Por que dez? Porque vem de nota dez.... (portaria oitava) .200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais .. artigos... décuplo. circulares. três.Emprega-se... emprega-se o ordinal..... setecentos...os numerais cardinais um. novecentos. quarenta. setenta avos. dezessete. / O texto quatro está na página sessenta e cinco.. mil. quarto.. octingentésimo. qüingentésimo...Ambos e ambas são numerais significam: um e outro. ctingentésimo. treze avos. portarias e outros textos oficiais. . décimo nono. (valor de substantivo – invariável) . quinhentos. onze..não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.... duzentos. septingentésimo.. décimo.. . usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro... . metade. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas. décimo segundo. quinze.Zero é numeral cardinal... os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis)..... décimo primeiro.. duodécuplo.. oitavo.. nônuplo. (artigo dezesseis) .Para designar séculos. sexto. sexcentésimo. bilhão. com milhões.. nono.... décimo.... / Somos 180 milhões de brasileiros. sexcentésimo... .. (vigésimo século) .. e outros. vigésimo. seis..o artigo e o numeral. dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores.. onze avos.... nonagésimo....se o numeral vier antes do substantivo. empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo). quartos.os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.... trinta avos. .os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. ou com o substantivo.. . (triplas valor de adjetivo) . quinto.. oitavo... dezenove avos.. decretos... cantos (na poesia épica)....os numerais multiplicativos. O XX século foi de descobertas científicas.. Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) .. nongentésimo. sêxtuplo. terceiro. oitenta avos.Aquela mulher é dez..os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados. qüinquagésimo. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. ducentésimo... quarenta avos.Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural.. papas.Um quarto de litro equivale a 250 ml. Emprego dos Numerais .. MAS 1. oitocentos.. vinte avos. no masculino. quadrigentésimo. décimo quinto. catorze avos. trecentésimo. catorze ou quatorze. trilhão.. segundo. sexagésimo.. quadragésimo. páginas. trinta. poltronas. cinqüenta avos... dezesseis avos.. seiscentos. dez.os numerais fracionários variam em número. três quartos equivalem a 750 ml. folhas.. quíntuplo.. quadrigentésimo. septingentésimo. . óctuplo.....na enumeração de leis. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica... lá da escola... sexto. (hora) / Usou apenas meias palavras. sessenta. noventa avos. reis.quando usados com valor de adjetivo.. . cinco. qüingentésimo... vinte minutos.. trecentésimo.. décimo sexto. quinze avos. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos.. dezenove. . ducentésimo.. nono. o particípio ou adjetivo podem concordar.. dezoito avos.... a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua.. ctogésimo..os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular. treze.Os numerais multiplicativos quíntuplo. quádruplo. terço. na escrita das horas. septuagésimo... capítulos. milésimo. undécuplo. quarto. nongentésimo. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª...

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Deram então de me chamar Severino de Maria. se. 3. (sua. te. (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais . DEIXEme sentir seu perfume.lhe. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). (pronome recíproco.Colocados DEPOIS do verbo. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. todos. na prova final. conosco. Vejo os diariamente. Ia. os.O número 1111 é formado por quatro uns. 9.Preciso pagar ao verdureiro. te.Eu dou atenção a ela.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. . = nolo dirá. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. Os pronomes são classificados em: pessoais. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo. Que é santo de romaria. nos. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. = Filos a lápis. plural uns. 10. uns são substantivos. mesmos. lhe. eles: Didatismo e Conhecimento . terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. 7. ele. . Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. NUNCA diga: Eu SE apavorei. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. perdendo. (eis. nos. lhes. apresentam sempre a forma: o. vos. quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. não tenho outro de pia.lo. contigo. não anda. nos. las. MANDAR. Como há muitos Severinos. as terminações R.retos exercem a função de sujeito da oração: eu. 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. plural dois. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. o. dele.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. estou com o gás todo. assumem as formas: lo.. 7.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem.Tirou a prova dos noves. átonos sem preposição: me. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança.Diz-se catorze ou quatorze. (= Mandei que ele calasse).O número 777 é formado por três setes. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido.Colocados ANTES do verbo. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. interrogativos e relativos. nós. os. (pronome reto + verbo no infinitivo).permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . / Eu ME arrumei. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. . 8. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. 4. as: Eu os vi saindo do teatro.Ela não vai conosco. los. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno. expressão muito usada.Par é coletivo. S. possessivos. nós mesmos). 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor.” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. lhe. dele. setes.Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. Eu ME apavorei. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. Lembre se de que MIM não fala. estou a mil por hora. significando hoje.As equivale a primeiro. indefinidos. (nomeia os campeões – no esporte) 5.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. os. equivalendo a meu. (o S permanece) 6. 6. PRONOME “O meu nome é Severino. não compra. = Eila. / Euj à SE arrumei. . .” . 11. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. vós.si. consigo. convosco. . comigo. Z. õe: Deramna como vencedora.o. a. o pronome é. o= sujeito do verbo mandar. demonstrativos. ela (singular) eles. FAZER. Põenos sobre a mesa. = pagálo. vos.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. . de tratamento.no. têm sentido POSSESSIVO.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. as.. 3ª pessoa: ele. tu. conseqüenterriente. Sessentas. Os pronomes pessoais dividemse em: . ão. 5. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha. vos perdem o S) 4.o. seu. seguidos de: ambos. noves.me. ti. não escreve. na.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. outros. /MIM QUER. a. próprios. nosso. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z. OUVIR. O tempo nos dirá. 2. la. a. nos. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. as. . los. os. Pronomes Pessoais. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós. teu. a. São: tônicos com preposição: mim. com + vós. Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. Fiz os exercícios a lápis.

Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. na linguagem coloquial. idade. ela. viajouparaum Congresso. minhas. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. seus. são usadas somente em escritores mais sofisticados. elas estiverem funcionando como SUJEITO. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho. você. a. meus. obedeceulhe. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala.São também pronomes de tratamento: o senhor.A. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. elas.Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus. chamoua.M. sua. Vou seguirlhe os passos.Ex. oficiais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o. a senhorita. com o valor de possessivos. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se. . Vossa Santidade-V. Vossa Senhoria-V. . nos./ Já freqüentei a casa dela. vos. e sim título acadêmico. O conserto da televisão foi feito por ele.-Papa. e houver uma preposição ANTES deles. Mag. querida amiga.aaltas autoridades.Na linguagem popular. você. usase o pronome dele. lho.Satratamento cerimonioso. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. lhe. o cardeal. vos. usar o brasileiríssimo a gente. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 .S. que ma trouxe.A forma VOSSA (Senhoria. a ambigüidade da frase.A forma SUA (Senhoria. 3ª pessoa: seu. duques. do seu cargo. Oferecilhas. (verbo transitivo direto. Vossa Excelência-V. sua. inclusive para o presidente da República. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. como os demais pronomes de tratamento senhor. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. suas. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). senhorita. eles. deixeias.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. a. Dona Cecília. dela para desfazer a ambigüidade. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos. . eles e ela.” (Cecília Meireles) . No caso. 2ª pessoa: teu. 3ª pessoa: seu. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. você é a pessoa a quem se fala e. os. desenhadas nas areias. Atençao: No Brasil. dona. . to. presidente. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . suas. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. minha. e não na 2ª.Doutor não é forma de tratamento. ela. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. os. Majestade). dona. nolo. (Nicolesujeito. VTD) Minha saudosacomadre. não tem valor possessivo.O pronome seu toma o sentido ambíguo. 0I) juntamse a o.Ema-cardeais. as (formas de objeto direto).-príncipes. te. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. . (verbo transitivo indireto. quase não se usam essas combinações (mo. nos. Se os pronomes pessoais retos ele. Deitos. a senhora. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. Vossa Magnificência-V. da 2ª pessoa. teus. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. Os pronomes pessoais retos ele. Vossa Eminência-V. volo). lhes (formas de objeto indireto. .Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. (ela sujeito de decidir. lhe. Pedi volo. portanto. Eminência.a-reitores de universidades. Singular: 1ª pessoa: meu. Atençao: . Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. às vezes. tuas. senhora. seus.-reis. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. pede o verbo na 3ª pessoa. EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. tua. (falando a respeito do cardeal) .Respeitosamente: para autoridades superiores. imperadores. pode entrar!. Vossa Majestade-V. Excelência. título. se nola exigissem.Os possessivos. eles. .Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. Por outro lado. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. junto com as minhas cantigas.Referindose a mais de um substantivo. .Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . Os pronomes oblíquos me. Nircléia. pois é uma alteração fonética da palavra senhor . às vezes. te. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.VTI) É comum. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores.

esta (s). quem. substitui na 2 oração. mas os pais. certas.os demonstrativos esse. Percebese que o pronome relativo que. ninguém. demais. Tal atitude é inexplicável. tal.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. certa. .Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. algo.Em frases de sentido negativo..dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. achei o que queria. É Flex Power. são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. Esse (s). vário~ vários. Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). numa 2ª oração. mão. menos. Qualquer. mesmo. quando colocados DEPOIS do substantivo: . Eles voltarão no dia certo. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. também são considerados pronomes demonstrativos o. Variáveis: algum. (antes do substantivo= indefinido). Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. Não se preocupe. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. Todo. equivalendo a aquele. outrem. Certo. muito. a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. cada. a. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . a.para retomar elementos já enunciados. o carro. “ (usase: no ombro. nada. várias.) Colocados depois do substantivo. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. Pais e mães vieram à festa de encerramento. Peço a Deus pela TUA felicidade. equivale a nenhum) . Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. .. qualquer. nisso. qual / quais. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. vários. certo. . isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala. próprio. funcionário público algum terá aumento digno. pouco. (alguma.. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). aqueles. Devemos sempre ter alguma esperança. mais. Atenção: . equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). semelhante. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios. aquela (s). Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo.Não se emprega o pronome possessivo (seu. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. situandoos no espaço ou no tempo. aquela. Dica: substituir que por o. bastante. sua) quando se trata de parte do corpo. tanto. A festa estava desanimada. nenhum. Ninguém ligou para o incidente. Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. Estranhei semelhante coincidência. quanto. aquela (s). isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa. Invariáveis: alguém. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. por isso a palavra que é um pronome relativo. Depois de muito procurar. Este ano. tudo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . certos. esses resolveram tirar tudo a limpo. elegantes e risonhas. as. O professor fez a mesma observação.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). outro. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. estas. na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. sérios e orgulhosos. generaliza). toda (somente no singular) sem artigo.dependendo do contexto. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. aquilo. esta (s). apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. (= qualquer ser. Didatismo e Conhecimento 34 . O próprio homem destrói a natureza. (depois do substantivo= adj etivo). que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). essa (s).Certo dia perdi o controle da situação. todo. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. os.” . impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor.com quem se fala. os. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). essa (s). um. Colocados antes do substantivo. essa. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. as. outros são invariáveis. indetermina. Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. .

Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. mudança de estado. abrir. as quais. flutuou. (o que = aquilo que). brincar. Flexionase em número (singular e plural). no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. beijou. teremos o radical desses verbos. portanto. quem. . Variáveis: o qual. . cujo.O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. os quais.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. sentou.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. Essas palavras. pular. explícito. que utilizamos para exprimir ações. como. quando. 2ª conjugação – er: beber. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. . modo (indicativo. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa. esper é o radical do verbo esperar. cuja. ir do infinito dos verbos. morreu. quantos. subjuntivo e imperativo.O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. os. dispor. por ser o mais usado. 3ª conjugação: i. compor. Os principais interrogativos são: que. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. todos. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. (= lugar em que) . é chamado de relativo universal. a. brinc é o radical do verbo brincar. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. recebem o nome de verbos. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. como relativo indefinido.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. onde. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. Vogal Temática e Tema. Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . dançar. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. quanto: Afinal. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. infinitivo e particípio). e que nela está o significado real do verbo. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. passiva. Invariáveis: que. tanto: Naquele momento. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. (cujo. 3ª conjugação – ir: partir. quanto. . . qual. correr. movimento. De acordo com a vogal temática. . é classificado. Flexionando esses verbos. quem. depor.Quanto. (interrogativa indireta. tempo (presente. Verbo é a palavra que indica ação. a querida comadre Naldete. er. o tema será apenas o radical: contei = cont ei. cont é o radical do verbo contar. reflexiva). Atenção: Se tiramos as terminações ar. fenômenos da natureza. nota-se que há uma parte que não muda.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. ergueu. Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. cujos. vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. . cujas. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. pessoa (primeira. falou tudo quanto sabia. entreter. Emprego dos Pronomes Relativos . esperar. do qual.O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. a qual. as: Não entendi o que você quis dizer. rir. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. segunda e terceira).O relativo que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. a partir de uma seqüência de ações: amou. sem a interrogação). impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer. acabou. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. estado. 2ª conjugação: e. formas nominais: gerúndio.Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista.

eles estudam – 3ª pessoa do plural. dançarás. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. são: presente. dançava. dançaremos. pode já ter ocorrido ou não. indicando ausência ou negação. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. partíreis. precisão: o fato é ou foi uma realidade. vocês. . Ex: . Ex: A água é incolor.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. dançaria. partiríeis. uma solicitação. partis. pretérito imperfeito e futuro. levais. chorei. . dançastes. dançáreis. Futuro do presente: partirei.Na indicação de ações ou estados permanentes. Apresenta presente. dançará. à suposição: . O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. comeram. . dançais. dançaríamos. mas não únicas. comeria. um pedido. tu foi. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. . . dancei. comes. . futuro. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. . partiram. dançam. partimos. . partistes. altura de um som. comeis. partireis. Pretérito mais que perfeito: comera. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. estudo. venderão. partirás. insípida. .. de dúvida. partimos. imperfeito e mais que perfeito. comiam. dançavam. dançaras. dançaríeis. verdades universais. Futuro do presente: comerei. . tu pega. hipótese. Pretérito mais que perfeito: partira. come. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. dançarias. Pretérito perfeito: comi. danças.tu estudas – 2ª pessoa do singular. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra. possibilidade. dançariam. Lourdes. Pretérito imperfeito: dançava. comia. inodora. comeriam. comêramos. dançávamos. partíamos.ele estuda – 3ª pessoa do singular. comerão. partiram.eu estudo – 1ª pessoa do singular. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. comerias.vós estudais – 2ª pessoa do singular. não concluído.Nós comíamos pastel na feira. dançavas. dançamos. pretérito perfeito. Futuro do presente: dançarei. que levam o verbo na 3ª pessoa. tu pegas. dançareis. partirias. pulei. partem. dançaram. dançara. Ex: Tenha paciência. comíamos. uma vontade. – Que surjam novos e honestos políticos. pode estar em plena ocorrência. Atenção: . Portanto. dançamos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força.Para enunciar um fato momentâneo. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. Essas três possibilidades básicas. . comerá. Apresenta presente. dançaste. partiu. comera.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza. comeríamos. ou seja. dê lembranças minhas. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. dançáveis. partiremos. dançáramos. Indica uma ordem. Futuro do pretérito: partiria. em vez de: tu fostes. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . dança. uma súplica. comíeis. pretérito. comeríeis. O subjuntivo expressa uma incerteza. Pretérito perfeito: parti. comem. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo. partes. Didatismo e Conhecimento . comeste. comemos. partirá. partirão. partiste. comemos. comerás. comeras. é o mais usado no Brasil. .modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. exprime uma possibilidade. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe.nós estudamos – 1ª pessoa do plural. exigida pela gramática oficial. partias. deriva daí a palavra tônica. partíramos.Quando o vir. dançaram. Os pronomes: você. partiam. Futuro do Pretérito: dançaria. parte. São três os modos: . tu tem. partiríamos. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. futuro do presente e futuro do pretérito. Pretérito perfeito: dancei. partira. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço. comias. comêreis. Ex: Cantei. Pretérito mais que perfeito: dançara. comereis. comestes.. Ex: Estou feliz hoje . Pretérito imperfeito: comia.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. dormi. comeremos. partiria. dançaram. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso.Algumas regiões do Brasil. tu tens. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto.Duvido de que apurem os fatos.Eu cantava muito bem. comeu. comeram. partia. partíeis. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. partiras. Ex: Nós cantáramos no congresso de música. dançou. Pretérito imperfeito: partia. muitas vezes ligados ao desejo. dúvida.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza. Futuro do pretérito: comeria. um desejo.

que ele parta. se eles dançassem. quando eles partirem. ama tu. Imperativo afirmativo: (X). Presente do subjuntivo: que eu ame. Pretérito perfeito: se eu partisse. Por exemplo: . amemos nós. .Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. Por exemplo: .Não retira os –s do tu e do vós. não ames tu. Presente do indicativo: eu amo. quando vós dançardes. . os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. apresenta desinências de número e pessoa.Eles não podiam reclamar do colégio. que vós partais. quando tu dançares. Por exemplo: . pode ou não acontecer. que ele coma. ele ama. Assim.É preciso ler este livro. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal. . quando eles comerem. quando vós comerdes.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s.Vamos pensar no seu caso. . por exemplo. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . que tu ames. elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). Presente do subjuntivo: que eu ame. se vós dançásseis. . Imperativo Negativo: . podendo ter valor e função de substantivo. Futuro: quando eu comer. . que nós dancemos. se eles partissem. que tu comas. quando nós partirmos. quando nós dançarmos.Para ler melhor. quando nós comermos.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular.Quando apresenta uma idéia vaga. que eles amem.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos. ou não. . . (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. que tu ames. quando ele partir. Por exemplo: .É proibido colar cartazes neste muro. (1ª pessoa) Para ler melhor. não amem vocês. que nós partamos. vós amais. que eles partam.O infinitivo pessoal. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado. Por exemplo: . Imperativo negativo: (X). Futuro: quando eu partir. se lê comesse. . que ele dance. que ele ame. Pretérito perfeito: se eu comesse. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. Observe que. que eles amem. que vós ameis. quando tu partires. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. quando vós partirdes.Não apresenta a primeira pessoa do singular. eu uso estes óculos. se vós comêsseis. se eles comessem. quando tu comeres. por sua vez. eles amam.É indispensável combater a corrupção. que nós amemos. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). não amemos nós. amai vós. amem vocês. não relacionado a nenhuma pessoa. isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. se ele partisse. 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. que vós comais. sem se referir a um sujeito determinado. .Aqueles remédios são ruins de serem tomados. “tomar” e “ouvir”.Eu os convenci a aceitar.Queremos acordar bem cedo amanhã. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. ame você. que nós amemos. Por exemplo: Viver é lutar. gerúndio e particípio. – Quando/Se você fizer o trabalho. .Era preciso ter lido este livro. que tu partas. adjetivo ou verbo da oração anterior. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase. . se tu dançasses. Futuro: quando eu dançar. não ame você. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal). O infinitivo impessoal é usado: . ela usa estes óculos. . No entanto.Querer é poder. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. que eles dancem. e sua forma é invariável. se vós partísseis. que vós danceis. Pretérito perfeito: se eu dançasse. que ele ame.Quando tiver o valor de Imperativo. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. que eles comam.Fumar prejudica a saúde.Eles não têm o direito de gritar assim.É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. quando ele dançar. na voz passiva dos verbos “contentar”.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. Por exemplo: . genérica. nós amamos. Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 . que tu dances. tu amas. se tu partisses. não ameis vós. . (= vida é luta) . Por exemplo: . quando eles dançarem. que nós comamos. . Por exemplo: .O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. se nós partíssemos. Nas locuções verbais. .Eles foram condenados a pagar pesadas multas. se nós comêssemos. se tu comesses.Devemos sorrir ao invés de chorar. se ele dançasse.As meninas foram impedidas de participar do jogo. marchar! (= Marchai!) . se nós dançássemos. 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. quando ele comer.Amar é sofrer. será generosamente gratificado. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente). Além dos três modos citados. voltaria à universidade. que vós ameis. Por exemplo: Soldados. considera-se apenas o processo verbal. .

Pediu que Carlos entrasse (correto). Quando o particípio exprime somente estado. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo. pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. “ouvir”. Com os verbos sensitivos “ver”. DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”. assumindo a mesma forma do impessoal. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos.Temos de agir assim para nos promoverem.Aquele exercício era para eu corrigir. . enferrujaria.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.Antes de nascerem.Faço isso para não me acharem inútil. enferrujem.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. . sem nenhuma relação temporal. Na 1ª e 3ª pessoas do singular. O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1. como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação.O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. Por exemplo: .Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. Didatismo e Conhecimento 38 .Saindo de casa. Por exemplo: Terminados os exames. que se revela. (função de advérbio) . como sujeito. “falar” e sinônimos. sujeito implícito = nós). Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural). o gerúndio expressa uma ação em curso. 2. . esse “j” aparecerá em todas as outras formas. Com os verbos causativos “deixar”. na verdade. aprendeu o valor do dinheiro. os candidatos saíram.Enferrujar: enferrujou.Foram dois amigos à casa de outro. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. Por exemplo: . Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. .). o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada. Por exemplo: .O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . .: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex.Vios entrar atrasados.O guarda fez sinal para os motoristas pararem.Pediu para que Carlos entrasse (errado).Se tu não perceberes isto. que deve se apresentar oblíquo tônico.Convém vocês irem primeiro. .Perdôo-te por me traíres. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”.Na esperança de sermos atendidos. “sentir” e sinônimos. flexionando-se em gênero. Como desdobramento dessa reduzida. aprenderás o valor do dinheiro.Ela me deu um relógio para eu consertar.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova. enferrujassem. (Lembre. havia crianças vendendo doces. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal. viajaria.Pediu para Carlos entrar (errado). .Ouvi-as dizer que não iriam à festa. . a fim de jogarem futebol. . . uma ação concluída.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. a preposição está ligada somente ao pronome. .Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal. como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. nas demais. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo.Viajar: viajou. 4.Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. encontrei alguns amigos. etc.. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. Por exemplo: . . assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).Neste exemplo ocorre. flexionandose. . Outros exemplos: . Por exemplo: . número e grau. estaremos sempre dispostos. . podemos ter a oração “Parece que elas mentem. . Por exemplo: . “dizer”. não apresenta desinências. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”. . um período composto.Nas ruas. contudo. . .Tendo trabalhado. . muito lhe agradecemos. já estão condenadas à fome muitas crianças.Para estudarmos. 3. viajasses.Esta salada é para eu comer? . na forma composta.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex. não confundir com o substantivo viagem) viajarão.Vi os alunos abraçarem-se alegremente. (função adjetivo) Na forma simples. flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex. neste caso. enferrujarão.. Mandei as meninas olharem-se no espelho. Por exemplo: . b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”. Por exemplo: Trabalhando.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. . etc.Elas parece mentirem . Nota: Como se pode observar. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal. deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.

quando ele for. se ele fosse. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. quando nós formos. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. tu foras. Formas Nominais: Infinitivo: ir. Imperativo Afirmativo: vai tu. ele ia. eles foram.Quando você chegar à minha casa. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. vós íeis. telefonarei a Manuel. irem eles. nós fôramos. Pretérito Imperfeito: eu ia. Não têm todos os modos. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. qualquer verbo no particípio. tu foste. ele vai. vão eles. vós ides. nós iremos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. já terei telefonado a Manuel. eles iriam. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. ele iria. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. ires tu. eu já terei partido.Quando você chegar à minha casa. quando tu fores. que tu vás. se não me tivesse mudado de cidade. Por exemplo: Amanhã. tu irias. tu ias. não vamos nós. ir ele. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. Futuro: quando eu for. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. vós fôreis. quando o dia amanhecer. Obs. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. vós ireis. nós vamos. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. vós fostes. Pretérito Perfeito: eu fui. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes. vão. eu caminharei 6 Km. teria aprendido. não vão eles. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. tempos ou pessoas. Futuro do Pretérito: eu iria. se eles fossem. IR Indicativo: Presente: eu vou. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. que ele vá.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A frase Se eu estudasse. se nós fôssemos. não vá ele. vamos nós. Futuro do Presente: eu irei. ide vós. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. quando vós fordes. se não me tivesse mudado de cidade. eles irão. Imperativo Negativo: não vás tu. Subjuntivo: Presente: que eu vá. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. se tu fosses. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. ele foi. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. nós íamos. eles iam. tu vais. nós iríamos. eles foram. para conseguir a aprovação. Gerúndio: indo. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. nós fomos. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. Veja os exemplos: . Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. . que vós vades. ele fora. que eles vão. se vós fôsseis. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. vós iríeis. quando conheci Magali. geralmente de particípio. Particípio: ido. irmos nós. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. ele irá. vá ele. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. que nós vamos. irdes vós. quando eles forem. tu irás. não vades vós. Infinitivo Pessoal: ir eu.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 .

no imperativo afirmativo. provistes c) adverte. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores..” Transpondo para a voz passiva. . Por exemplo: Para você ter comprado esse carro. provistes b) adverti. b) Se advierem dificuldades. d) Escolheu-se. c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte. confia em Deus.. vosso b) procura. proviste d) adverti.teríamos evitado b)me precavi . as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento . (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão. a gente do ofício ficaria exultante.. Se todos nós . vosso e) procurais.contiveram . se vier a São Paulo. em ti... indicando ação passada em relação ao momento da fala.d..nos precavíssemos .. ficará extasiado.. Quando você tiver terminado o trabalho. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica.precaviram . quando vir o resultado.. o réu será absolvido.. reveis. a)intervir ... revestes.. 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal.tivéssemos impedido d)me precavi . ver-vos. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal. evitando a briga..” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência.. o policial viu. vê-lo. d) Se o Leonardo quiser. tantas mortes.interviu . 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado. 2 (FUVEST) ...não percais vós 8 (ITA) Vi. compuserdes.interveio . e também não . b) Ele antevira o desastre. d) Quando você vir Campinas.... c) Só ficarei tranqüilo. vosso d) procurais. o homem errado. segunda pessoa do singular a) adverti. ficarão surpresos com os trajes que usava. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.. 4.no perfeito do indicativo.. componhais. compondes. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio.. Por isso o uso do advérbio “já”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. e não ... as seguintes formas verbais: advertir . observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho.. talvez . e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. compordes. depois.. as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.. segunda pessoa do plural prover . seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido. b) Se a testemunha depor favoravelmente. b) Quando verem o Leonardo.... no segundo.. na ordem em que aparecem nesta questão. esperarei “você” praticar a sua ação para.... segunda pessoa do plural rever . a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê . mas desejava ver-te.. mas nem sempre . necessitou de muito dinheiro a) procurais. vê-la.se precaveram .não ameis vós c) sede vós .no perfeito do indicativo. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós . telefonarei a Manuel.no futuro do subjuntivo.. c) Se você o vir.. pagarei a dívida... e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas.se conteve . proveste e) n. a festa terá ares aristocráticos... 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca.não vais vós e) perdei vós .. diga-lhe que o advogado reteve os documentos. em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos.não sejais vós d) ide vós .duvides 3.. (PUC) Dê.. segunda pessoa do plural compor . dois agentes secretos viram... revês.. vê-la.. c) Quando eu reouver o dinheiro. quando menos... praticar a minha. já terei telefonado a Manuel.precavêssemo-nos não houvesse e)intervim .não teria havido c)me contive .. respectivamente.a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras. d) Eu não intervi na contenda porque não pude. Assim. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes. possuir o teu retrato.. revistes... No primeiro caso. primeiro praticarei a minha. seu c) procura.tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9..... ou.intervieram ..se precaveu . e) Ele trará o filho.houvéssemos contido . d) Eles se desavinham freqüentemente. dos outros.. ver-vos... infelizmente.se precaveio ..tivéssemos intervido . mas não .não partais vós b) amai vós ....

aquém. são palavras invariáveis.Por que o povo aceita tudo passivamente.retificação: aliás.realce: cá. abaixo. à noite. (indireta) . mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. . também. à esquerda. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. já.inclusão: inclusive. sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. ou melhor. realmente.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) .Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. talvez. com certeza. 2 . unicamente: Só Deus é perfeito. sem dúvida. nem.menos: O candidato defendeuse muito mal. de cor. 3 . 6 intensidade apenas. muito zangado. Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. (indireta) . imediatamente. hoje. por um triz. longe.Quero saber como os jovens vêem a natureza. efetivamente. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . brevemente.Afetividade: felizmente. indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. como: Sou tão feliz quanto / como você. lá. em vão. atrás. c) Se não fosses ele. perto. às escondidas. tão. tampouco (= também não). de propósito. por certo. érrimo: Localizeio rapídíssimo. bem. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. cedo. e) Embora não tenha sido divulgado. deveras. . ou melhor. à direta. de jeito nenhum. isto é. 8 . às vezes.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . tristemente. demais. no próximo mês. soube-se do caso. e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente. inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. senão. fora. de improviso. às pressas. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. a esmo. 3 .designação.Sem dúvida você é o melhor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. 5 . antes. tempo. fora. pouco. ao acaso. ali. 2 superlativo absoluto: analítico > mais.exclusão: exclusive. 6 . tudo estaria perdido. aliás (= de outro modo ).mais. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. salvo. antigamente. Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. às toa. d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. breve. ainda. quiçá. por exemplo. além disso. acima. até. adiante. tem bom caráter. depressa. sintético > íssimo.dentro.tempo ainda. sim. melhor pior. 2 – superlativo. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados. apenas. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . e)Todas estão incorretas.limitação: só. devagar. bem.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . a saber: Você. aquém. é que. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. quase. (indireta) . Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . possivelmente. diariamente. mesmo. acolá. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. eventuamente. decerto. de medo. além. mal. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas. . sobretudo. (direta) . por perto. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. de viva voz. não. logo.Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. de mais a mais: Também há flores no céu. muito.lugar aqui. às claras. menos. alhures (= em outro lugar). de repente. 5 negação absolutamente. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. . lentamente. 7 dúvida acaso.De repente o dia se fez noite.Por um triz eu não me denunciei. agora. 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). o advérbio pode ser de: 1 . seguramente. > sintético: melhor. de modo algum. 2 . infelizmente. menos. 4 . tanto. ele já se fora. algures (= em algum lugar). um outro advérbio ( Falou muito bem). de forma alguma. outrora. muito. meio. por ali. à tarde. defronte. rapidamente. de chofre. assaz bastante bastante. somente. ainda bem: Ainda bem que você veio. quanto. pouco. De acordo com a circunstância que exprime. a distância. por ventura. a pé. um adjetivo ( Estava muito bonita). modo. exceto.modo assim. Podem exprimir: lugar. 4 afirmação certamente. ou causa. depressa. amiúde (=sempre).explicação: por exemplo. novamente. depois. amanhã. de vez em quando.

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

Didatismo e Conhecimento

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proibição.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. Transforme a frase declarativa em imperativa. 3. É o caso. Exemplo: Tudo parado e morto. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . c) As risadas não eram normais. g) Agora suma. ora ascendente ora descendente. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. na frase “Que educação!”.” pode indicar constatação. de forma afirmativa ou negativa. as circunstâncias) em que o falante se encontra. de pêlo ruço. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. ao menos. (afirmativa) Nunca te esquecerei. das situações em que se explora a ironia. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. São uma pergunta. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. (declarativa) Lusinho. se eu minto. (negativa) “Vamos. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. negativa. Observe: Olavo esteve aqui. Classifique as frases em declarativa. 4. meu filho. Quanto ao sentido. interrogativa. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável. pois. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . por exemplo. dúvida. etc. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. indignação. Muitas vezes. surpresa. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. arrependimento.Muitas frases. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. Dependendo de como é dita. a frase é afirmativa. a faixa de pedestres. Contêm uma ordem. não! 2. Nesse caso. Pense. maldição): “Esta luz me falte. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. Assinale. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. fique para trás. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. no segundo. exclamativa. com seu carro. pedido ou súplica.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. por exemplo. não olhe. No primeiro caso. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. surpresa. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. decepção. Traduzem admiração. etc. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). optativa ou imperativa. de forma afirmativa ou negativa. conforme o tom com que a proferimos. a) Você está bem? b) Não olhe.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. . principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. usada quando se vê alguém invadindo. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. c) Os meninos olharam à sua volta. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. uma frase simples como “É ela. d) Luisinho. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo.

e. i) imperativa. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. g) imperativa. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. interrogativa. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. d) Respeitem os limites de velocidade. capturavam os índios. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. ainda. f) imperativa. 46 Sujeito . d) optativa. Didatismo e Conhecimento . “o tema do que se vai comunicar”. c) exclamativa. h) declarativa 3. é “é eterno”. olhem à sua volta! 4. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar.a) interrogativa. b) interrogativa. e) interrogativa. c) declarativa. Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. pouco siso. caminhem juntos!. o núcleo é sempre um verbo. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. pronome ou verbo). sendo um predicado nominal. Nos exemplos seguintes. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. em alguns casos. Respostas 1-“a” e “d” 2. exclamação e. só o predicado. • constituir-se de um substantivo. ele se refere ao sujeito. interrogação. É normalmente o “ser de quem se declara algo”.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.a/b/d/g 5. deve-se olhar para a cor da bandeira. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. qualquer palavra substantivada. c) Meninos. necessariamente. “A bênção. Adjunto Adverbial. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. e) interrogativa. Objeto indireto e Agente da Passiva).a) exclamativa. o ser de quem se declara algo. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. Aposto e Vocativo. através de reticências. h) declarativa. porém há. portanto não são orações. que encerra a essência de sua significação. Normalmente. O predicado é “jogam futebol”. o predicado. O tema. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. d) imperativa. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. procure os fósforos no bolso!. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. b) Luisinho. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa. Observe: O amor é eterno. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. excepcionalmente. várias frases ou um período. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. é “O amor”. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. o sujeito. f) declarativa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. ou seja. Não têm estrutura sintática. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa.a) Eugênio e Marcelo. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. O sujeito é “Os rapazes”. o núcleo é sempre um nome. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. ou pronome substantivo ou. sacudia as árvores. b) imperativa. Quando se trata de predicado verbal. a presença do verbo. g) exclamativa. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. A declaração referente a “o amor”. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito).

sua representação pode ser feita através de um substantivo. (sujeito: eu. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. soldado. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. etc.) Crianças. o sujeito é o termo determinante. locuções adjetivas.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. ou por uma palavra ou expressão substantivada. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária.).) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho.) Come-se bem naquele restaurante. uma sentença sem sujeito. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. ele.) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos. Exemplos: O sino era grande. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. na sentença. ao passo que o predicado é o termo determinado. Regina trancou-se no quarto.” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito.” (Érico Veríssimo) (o sujeito. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê. Exemplos: 1. (= Açúdes foram construídos. na língua portuguesa. não se sabe quem a atropelou. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal . Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 . (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. pois. Ela tem uma educação fina. quando não está expresso. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. Nesse caso. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. tu. como um substantivo. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios. isto é. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Oculto (ou elíptico) – quando está implícito. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se. Construíram-se açúdes.. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso.” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . isto é. a palavra base) do sujeito é.. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença.Nós mentimos sobre nossa idade para você. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. Isto não me agrada.As formigas invadiram minha casa. Morrer pela pátria é glorioso. adjetivos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. etc.Há formigas na minha casa. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa.nome feminino singular 2. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. mas nunca uma sentença sem predicado. guardem os brinquedos. seu núcleo é sempre um nome. enunciado: Eu viajarei amanhã. um substantivo ou pronome. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. cujo núcleo funcione.

o sujeito antecede o predicado. • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.Há plantas venenosas. Veiga).Nevou no Sul do país. .Era no mês de maio.Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. através do predicado. . .“De qualquer modo. Na frase (1). . . na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão. acontecer. . é índice de indeterminação do sujeito. Exemplos: 1. . a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua.” (Josué Guimarães) . se estava calor.Chovia torrencialmente.Houve algo de anormal? . “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. por isso.” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato. de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa. .“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco. sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). . passar.Era à hora do jantar. . Não se trata. . sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2.Na rua olhavam-no com admiração.Faz dois anos que me formei. . foi uma judiação matarem a moça. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. . ali estava ele. .Assim como o sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos. . relampejar.” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa. ser e estar.“Bateram palmas no portãozinho da frente. com referência ao tempo. Normalmente.Carolina conhece os índios da Amazônia.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas. Nesse sentido. Choveu durante o jogo. decorrer). o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases. . acompanhado do pronome se.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: . . .Era penoso carregar aqueles fardos enormes. realizar-se.Onde houvesse festas e danças. sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral.Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. . . . o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser.Fazia um frio intenso. amanhecer. São construídas com os verbos impessoais. neste caso. fruto de uma análise sintática. todavia. Predicado . ventar.” (Tiago de Melo) .Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. sendo.Aqui vive-se bem. Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir.É triste assistir a estas cenas repulsivas. • Chover. . • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado. . gear.Ventou muito durante a noite.Havia três noites que não dormia.“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito.Quando se é jovem. entre “Carolina” e “conhece”. • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado.” (José J. Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. na frase Didatismo e Conhecimento 48 .Havia quadros nas paredes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.Eram trinta de maio de 1980.Hoje fez muito calor.Abria a janela.” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular. • Fazer. . a memória é mais vivaz. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. portanto. Ninguém lhe telefonou. O pronome se. . nevar.Anoiteceu rapidamente.Havia três noites que não dormia.Devagar se vai ao longe. . o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -. fiquem os dedos.

” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. pelo contrário. Em outros casos é necessário um complemento que. Exemplos: 1. quem encerram uma noção definida. Entretanto.” (Ciro dos Anjos) Observe que. os verbos puxou. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento. Os animais correm. o peixe. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. por natureza.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo.” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias. entre “nós” e “fazemos”. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. juntamente com o verbo. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). De qualquer forma. aspiro. Os verbos de ligação (ser. “Três contos bastavam. verbos que entram na formação do predicado nominal.. transitivos. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo..) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. quando este puder ser facilmente subentendido. ou não. invejo. adjetivo.Minha empregada é desastrada.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar.. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. Quanto à predicação classificam-se. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. pois têm sentido completo. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância. salvo se as cousas se complicarem. desciam = nova informação sobre o sujeito. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos).Os manifestantes desciam a rua desesperados.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava. Quando.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há. Exemplos: João puxou a rede. existem os de ligação. a ferocidade dos algozes inexcedível. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). isto é. As folhas caem. de complemento(s) ou termos acessórios). estar. podendo. Há verbos que. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você. sem os seus complementos.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo. tem sentido completo. por si mesmos. seguido. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. relacionando o predicativo com o sujeito. ou um verbo (ou locução verbal). 2. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento..” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. mais contente. o povo.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. Além dos verbos transitivos e intransitivos. Exemplo: As flores murcharam.. etc.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). “Não invejo os ricos.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. 2. nem aspiro à riqueza. constituem a nova informação sobre o sujeito. etc. __ Em poucos dias. No primeiro caso. insistiu ele.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . parecer.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. um conteúdo significativo. denominados transitivos. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão.

Passeamos pela cidade.. ver. os. nascer. podem ser usados também na voz passiva.Cheguei atrasado. .” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito. eleger. tornar.” (Alexandre Herculano) . recorrer a ele. Leandro proverá a tudo. isto é.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe. suar. investir contra ele. deixar. tremer. ferir. bate-lhe..” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. achar. repugna-lhe. ver. rir. dizer. . brincar. .” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. vir. unir. as: convido-o. sucede-lhe. pensará que estou atirando aos nhambus. lhes. desculpar. resiste-lhe.” (José Geraldo Vieira) “Dr.” (Viana Moog) .“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) .“Inútil tentativa de viajar o passado.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto. Inês trazia as mãos sempre limpas.. castigar.” (Marquês de Maricá) “Então. saldar. designar. latir. perdôo-lhe. agir.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. entristecer. quero-lhe (=quero-lhe bem). interessalhe. ter. adoecer.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho. chamado objeto indireto. tomar do lápis. obedece-lhe. considerar. abraçar. ir. pegar de uma ferramenta. contrariar. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa. características): . apraz-lhe.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. sair.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado. adotar.” (Graciliano Ramos) . “Trabalho honesto produz riqueza honrada.. crescer. estimar.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou. em geral. mentir. nomear. como quem vivera vida de contínuo pensar. comprar.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular.. incomodo-a.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros. socorrer. sagrar. penetrar no mundo que já morreu. declarar.” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial. encontrei-a muito previnida. assistir a ela. etc.” (Luís Jardim) . ter. chegar.Fui cedo.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo. etc. puxar da faca. Didatismo e Conhecimento 50 . com preposição. avisar.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína.. agradeço-lhe. etc.” (Ciro dos Anjos) . Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico.“Tinha testa enrugada. brilhar. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar. a. paga-lhe. desagrada-lhe.“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. lhes. um complemento sem preposição.” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição.” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego. cumprir com o dever. os pronomes o. etc. convidar. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente.” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. não ligar para ele. encontrar. atentar nele. etc. levar.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo. encontro-os. Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. fazer. encontrar. O povo chamava-os de anarquistas. conheço-as.“Morrerás morte vil da mão de um forte. “Deus vos fez padre e bispo. chamar. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto.” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele.” (Gonçalves Dias) . coroar. Julgo Marcelo incapaz disso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. proclamar. receber. Pertencem a esse grupo: julgar. achar. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva.Entrei em casa aborrecido. claro. prejudicar. imitar.” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea. desobedecem-lhe. elogiar. ocasionalmente. depender dele. valeu-lhe. simpatizar com ele. colher. • Verbos intransitivos passam. anuir a ele. . perseguir.

como nestes exemplos: Trate de sua vida. É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=cuidar). concomitantemente. A Lua parecia um disco. Eles devem ser irmãos. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. Dona Cléia dava roupas aos pobres.de). Eu não estava em casa. (intransitivo) O homem anda triste. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase.” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. As crianças estavam com fome. Fiquei à sombra. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo. investir. O portão permanecerá fechado. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. aprazer(a). outro indireto. Didatismo e Conhecimento 51 . aconselhar. O fato pareceu-lhe estranho. • Verbos como aspirar. mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. atribuir. Eu não sou ele. e pouco mais. anuir(a). A vida tornou-se insuportável. Exemplo: O homem anda. Outros mudam de sentido com a troca da preposição. dispor. A tentativa resultou inútil. O verbo ser. de. (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. Ele está doente. Pedro fez-se lívido. pedir. no predicado nominal.. O mar estava agitado. etc. prometer. em contra). perguntar. que admitem mais de uma preposição. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. A crisálida vira borboleta. bater(em). A mesa era de mármore. Minha proposta saiu vitoriosa. Parece que vai chover. confiar(em). As matrículas acham-se abertas. A água está fria. valer(a). (intransitivo) A terra dá bons frutos. Anda com dificuldades. Os verbos. contribuir(para). pagar. traduz aspecto permanente e o verbo estar. relativamente à predicação. zombar(de). variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria. se ela me preferisse a você. propor. As águas podiam estar poluídas. devolver. aludir(a). explicar. A empresa fornece comida aos trabalhadores. narrar.. O moço anda (=está) triste. entregar.” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. perdoar. etc. gostar(de). (aspecto transitório). lutar(contra). Os premiados foram dois. prevenir. Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. cogitar(em. repugnar(a). entram na formação do predicado nominal. A Lua ia (=estava) alta.. doar. (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. chamar. querer(a). ofertar. recorrer(a). João ficou zangado. ansiar(por). presidir(a). As crianças tornam-se rebeldes. atentar(em).” (A. O dia continuava chuvoso. aspecto transitório: Ele é doente. atirar(a. com). (de ligação) O cego não vê. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. ao qual se prende por um verbo de ligação. Oferecemos flores à noiva. relatar. A árvore ficou sem folhas. crer(em). Perdoa-lhe tudo. Ele permaneceu sentado. preferir. perdoar(a). Ceda o lugar aos mais velhos. dar. ceder. ensinar. • Em princípio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). informar. obedecer. disse adeus e fui andando. proporcionar. aspirar(a). precisar(de). imutável. obstar(a). perdoar. resistir(a).. A operação resultou inútil.” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. não têm classificação fixa. assistir(a). A ilha parecia um monstro. (tratar=lidar). interessar(a). verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. Todos andam apreensivos. podem pertencer ora a um grupo. contentarse(com. agradar(a). • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. (transitivo direto) Deram 12 horas. • Há verbos transitivos indiretos. Exemplos: A Terra é móvel. Esses verbos. assistir. De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. O médico é pago (perdoado. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. servir. (aspecto permanente). obedece) o médico. cuidar(de).. lembrarse(de). como atirar. apresentar. carecer(de). por exemplo. obedecer(a).” (José J. um estado ou modo de ser do sujeito. sem mudança de sentido. pagar(a). Excetuam-se pagar. em). Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. contentar-se. conspirar(contra). Exemplos: No inverso. obedecido) por João. ora a outro. oferecer. investir(contra.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa.. Mário encontra-se doente.

Não me convidas?. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim.. não vem regido de preposição. Ela adotou-o por filho. Ela nos chama..” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória.. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. O cosmonauta foi aclamado como herói.. Estimo-os muito. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. O prisioneiro foi encontrado morto. Chamavam-lhe poeta. São os seguintes: 1. completam) o sentido da oração.) O menino abriu a porta ansioso. os retirantes iam passando. Que linda estava Amélia!. Quem são esses homens?. Unimos o útil ao agradável.. O povo elegeu-o deputado. • Normalmente.. “E até embriagado o vi muitas vezes. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos..” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. os. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. Novo ainda.” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto.”. eu não entendia certas coisas. normalmente. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. “Vós haveis de crescer. Meu Deus. Silvinho acha-se um gênio.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Ferreira Castro) Procurei o livro. “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente. Esta é a casa que eu vendi. Exemplos: As plantas purificaram o ar. O povo aclamou o imperador e a imperatriz. Os presos tinham os pés inchados. pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. • Pelos pronomes oblíquos o. Ninguém me visitou. Ele será eleito presidente. A mãe viu-o desanimado. como vemos dos exemplos acima. 2.”. As paixões tornam os homens cegos. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. Complemento Nominal. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto).. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. 3. Avisamo-lo a tempo. às vezes vem regido de preposição. (=O trem chegou e estava atrasado. ela o faz com cuidado. Sílvia olhou-se ao espelho. Didatismo e Conhecimento 52 .” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. A árvore que plantei floresceu. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. Todos partiram alegres. em certos casos.” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja. Houve grandes festejos. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal..” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. te. eu vos amo. Ele é tido por sábio. a. Julgo inoportuna essa viagem. é facultativa. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor. Agente da Passiva. Integram (inteiram. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi. Marta entrou séria.. Alguns chamam-no (de) impostor. não regido. mas não o encontrei. se..” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes.”. de preposição. me. Completamente feliz ninguém é. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço. Excepcionalmente. vos: Espero-o na estação. (=Lembro-me dela saudoso. as. Nós julgamos o fato milagroso. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo.. O professor sorriu satisfeito. Esta. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Exemplos: O trem chegou atrasado. perder-vos-ei de vista. Muitos consideram-no (como) um sábio. Lembro-me dela com saudade.. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel. sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. O soldado foi julgado incapaz.. (que:objeto direto de plantei).. Observações: • O predicativo objetivo. Procuram-na em toda parte. As batalhas sagraram-no herói. nos. Raros são os verdadeiros líderes.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.. Lentos e tristes. A doença deixou-me sem apetite.

evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito. “Como fosse acanhado... A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico.”. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. ela os montava em pêlo. que mora mais além. “Tratava-me sem cerimônia. referentes a pessoas. • O objeto direto preposicionado. “Também se adormece a fome. vem precedido de preposição. O bem.”. “Chegou a costureira.. (ao pecador) Paguei ao médico ontem.”. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. “Se eu previsse que os matava a ambos. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. fazendo sorrir. cantando.”. “Abraçou a todos.”. “A inimigo não se poupa.”. convencer ao amigo (convencê-lo). como todos ali. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono.” • Em expressões de reciprocidade. pegou do pano. Gosto de frutas e de doces. isto é. enfim. “Ao poeta Drummond. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. A quantos a vida ilude!. pegou da agulha. O pai batia-lhe. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia.”. a(s) e não lhe. confessor e letrado nunca enganes. enfático ou redundante. “Seus cavalos. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria.. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia. facultativa. a Caetano.”.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!.. Obedeço ao regulamento.”. “E dali em diante. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo. a harmonia da frase.”.”.”. se faz com as formas o(s). engole-os a obscuridade. geralmente a preposição a. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina.: “Arrancam das espadas de aço fino.) Peço-lhe desculpas. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos.”.”. etc.” • Em construções enfáticas. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã.”. enganavam é a Pedro. Ceda o lugar aos mais velhos. Amemos a Deus sobre todas as coisas. pegar da pena. só ocorre com verbo transitivo direto. Aumente a sua felicidade.. como às crianças. ordinariamente. “As companheiras convidavam-se umas às outras.”. não interrogou a ninguém.. Aludiu ao fato.”.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo.”. Atentou contra a vida do rei. é obvio. tornando felizes também aos outros. e não mulher feita. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. Olho Gabriela como a uma criança. “A estupefação imobilizou a todos. por que amas a uns e odeias a outros?.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. “A tudo e a todos eu culpo.) Didatismo e Conhecimento 53 . Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos. (Peço desculpas ao professor.” • Com nomes próprios ou comuns. “Diabolicamente. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase. mas poucos o seguem. Ele zombou de nós. prejudicas a ti e a ela. quando soube do caso. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase. Absteve-se de vinho. Representa. Assistimos à missa e à festa. “Provavelmente. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros. Deus lhe perdoe. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. como puxar (ou arrancar) da espada. ao pai o filho amado.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu.” • Com certos pronomes indefinidos. “Amava-a tanto como a nós. lhes: amar a Deus (amá-lo). molhou a ambos. deu um beijo em Adelaide. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos..”. Disse-lhe a verdade.”. nos cinco outros. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. o drama intensificava-se. (no filho) Anseio pela tua volta. a ênfase ou a força da expressão.”. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?. impedindo construções ambíguas: Convence. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial. muitos o louvam. de plena satisfação. Preciso de ti amanhã.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências. Aspiro a uma vida calma. Responderei à carta de Lúcia. pegou da linha. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro. Deparei com um estranho.” • Em certas construções enfáticas. (Disse a verdade ao moço. cumprir com o dever.”. como a um irmão. A médico..” (Machado de Assis) “De mais a mais.”.”. quando possível. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. atirar com os livros sobre a mesa. o complemento de verbos transitivos diretos. “Vence o mal ao remédio.”. a feira deve incomodar. Exemplos: O dinheiro.

). incapazes de se moverem. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial. (=Rogo a você.. Assisti ao desenrolar da luta. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. A pessoa a quem me refiro você a conhece. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. regresso à pátria. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem.” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. basta-lhes xingarem-se à distância... Exemplos: Obedece-me. Sobram-lhe qualidades e recursos.) • Nos demais casos a preposição é expressa. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.) Devolveu-se-lhe o livro. Vem sempre regido de preposição. Beijou as mãos ao sacerdote.. Esperei por ti. Não preciso disto. Ela queixou-se de mim a seu pai. “O ódio ao mal é amor do bem. Muitos já estavam dominados por ele.. As pessoas com quem conto são poucas. o paciente... etc.” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. (=Peço isto a vós. (=Não lhe devolveram o livro.. adjetivos e advérbios. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso. Assistência às aulas. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. útil ao homem. queimar fogos.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. entusiasmo divino. de. regressar à pátria. Rogo-lhe que fique. para e por. (=Isto pretence a ti.. e a ira contra o mal. A cidade estava cercada pelo exército romano. a condenação da violência. obedecer aos pais.. de certos substantivos. criação de impostos. obediente aos pais. em. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. recordação do passado. remessa de cartas. verbos de mesmo radical: amor ao próximo. o medo de assaltos. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.. perdoar as injúrias. (=Devolva o dinheiro a ele. em vez de complementar verbos. O juiz confiou-lhe a guarda do menino. complementa nomes (substantivos. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena. da beleza e do equilíbrio. a remessa de cartas. O objeto indireto é sempre regido de preposição. Peço-vos isto. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. Isto te pertence. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me. A proposta pareceu-lhe aceitável. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Exemplos: A defesa da pátria. O filme a que assisti agradou ao público. se. com..” (Rui Barbosa) “Ah. lhes. contra. Dê isto a (ou para) ele. Devolve-lhe o dinheiro. (=Obedece a mim. Não revelarei isto a ninguém. As preposições que o ligam ao verbo são: a.. no caso. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. remeter cartas. Falou contra nós. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. perdão das injúrias. queima de fogos. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. nos. expressa ou implícita. Conheço o funcionário por quem fui atendido.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil.. resistência ao mal..) Não lhe foi devolvido o livro. aos brigões.).” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho. amar o próximo.. Difere deste apenas porque. Os obstáculos contra os quais luto são muitos.. os quais. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido. criar impostos. Perdôo-lhe a ofensa. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos..). por ênfase. vos. (=O livro foi-lhe devolvido. compositor de músicas. etc. Como atestam os exemplos acima. Conto com você.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. incompleta.. geralmente. A coisa de que mais gosto é pescar. Vem regido comumente pela preposição por. Contenta-se com pouco. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas.? (Machado de Assis) “E. nada me abala relativamente ao Rubião. Ele só pensa em si. resistir ao mal. “Para ele nada é impossível”. te. lhe. recordar o passado.

) ou. destruidor de matas. árvores e plantações. (errado). declaração do ministro.. Talvez esteja enganado. Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. especialidade .homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . aviso de amigo. este lugar. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. causa. terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. colheita de trigo. Domingo que vem não sairei. desenvolve ou resume outro termo da oração.). Exemplos: D. posse.. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. pertença. adjunto adverbial e aposto. Não durma ao volante. Ande devagar.. foi um monarca sábio. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. exprimir alguma circunstância.casa de ensino.. todos olham e não dizem nada.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade.).). aviso de perigo. empréstimo de dinheiro. pouco sal. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. o guarda. terras férteis. Errei por distração. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha. um rapaz. declaração de guerra. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. Compreendo sem esforço. Maria é mais alta. (=De ouvidos atentos. que modifica o sentido de um verbo. fala corretamente. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio. “O pastor.).criança com febre (=febril): característica .. ter medo do mar (compl.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). etc. ou a origem. aulas de inglês: fim.. fim ou outra especificação: .. adjetivo ou advérbio. origem. Moramos aqui. etc.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. as mãos dele: posse. não dormi. • Pelos numerais: dois pés. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem. capítulo sexto. meio. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. tudo foi destruído pela enchente. expôs-me seu caso de consciência.. não ficaria ancorado como uma canoa. amor de mãe. Volte bem depressa. tempo.” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. casa de madeira: matéria . negação. coisas a que era avesso.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. Caúla. quinto ano. Júlio reside em Niterói. (Expulsaram-no da cidade. Ele fala bem. em outras palavras.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. descoberta de petróleo. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. assunto. etc. a casa do fazendeiro.. gosta do mar (obj. país cuja história conheço. • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. muitas rãs. cheiro de petróleo. as ruas. modo. Saí com meu pai. beleza das matas.. intensidade.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente.” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . • Pelos artigos: o mundo.. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos.. Assobiavam-se as canções dele nas ruas. amor ao próximo.).” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas. pertença . “Nicanor. (Devastam as florestas.adn.). Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. plantio de árvores.nom...fio de aço. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. animal feroz. acensorista.).. “Cada casa arrumava. farinha de trigo. empréstimo do banco. folhas de árvores. que rua?. ao passar para a ativa. (=No domingo. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti.. Pedro II.” (Povina Cavalcânti) “Ele.adv.livro do mestre.). companhia. filho de fazendeiros: origem . lugar. qual seja a de caracterizar um ser.. Escureceu de repente. no terreiro em frente. modo. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. indir. (=Naquela noite. (voz passiva) Tu o acompanharás. o médico. determinar os substantivos.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade . Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece.presente de rei (=régio): qualidade . a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. água do mar (adj. herói de nossa gente. encontramos a felicidade. Ouvidos atentos.água da fonte. As florestas são devastadas. (certo). imperador do Brasil. região do ouro e dos escravos.. aproximei-me da porta.

Exemplos: Rapaz impulsivo. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. senhor de engenho. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. esvoaçavam num balé de cores. Didatismo e Conhecimento 56 . que se encerra com ponto de exclamação. filha do velho coronel Tavares. Só não tenho um retrato: o de minha irmã. sinal de tempestade iminente. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). nnca foi superado. o Colégio Tiradentes. de beleza. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. os dois surfistas atiraram-se às ondas. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. “Irmão do mar. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. Este escritor. por vírgulas. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. etc. Os apostos.” (Raquel Jardim) De cobras. a saber. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. de tudo ela tinha medo. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. “Acho que adoeci disso. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. o rio Amazonas. são horas! “Olá compadre. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. uma oração) Quero que você aprenda. às vezes. do espaço. O dia amanheceu chuvoso. o teu defensor. seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. chamada absoluta. mande-me cá o Padilha.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. Mário não se conteve. o qual. na escrita. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. em geral. mais alto. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. Na escrita é separado por vírgula(s). O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. como romancista. O período é simples quando só traz uma oração. Mensageira da idéia. destacam-se por pausas. é a base do governo. o romance Tóia. a Rua Osvaldo Cruz. eh!): “Tem compaixão de nós . uma coisa real ou entidade abstrata personificada. (Período composto. Exemplos: Pegou fogo no prédio. indicadas. da intensidade das coisas. mas predicativo do sujeito: Audaciosos. o que me levava a preferir sua companhia. o que me obrigou a ficar em casa. a Bolívia e o Paraguai. O aposto que se refere a objeto indireto. (dois verbos. dois pontos ou travessões. oração absoluta. Não pertence à estrutura da oração.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. o período é composto quando traz mais de uma oração. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. (Período simples. isto é. refere-se a toda uma oração. fato que me deixa atônito. que pode ser uma pessoa. (um verbo.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu).) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. O aposto não pode ser formado por adjetivos. leves e graciosas. (uma locução verbal. meus amigos. duas orações) Está pegando fogo no prédio. às vezes. não haverá vírgula. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. morcegos. bichos. título. No exemplo inicial. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. ele e ela. um animal. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. por exemplo. olá. Não havendo pausa. Nas frases seguintes. não há aposto.” (Machado de Assis) “Correi. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos.) Quero que você aprenda. correi. As borboletas. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (duas locuções verbais. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. o escritor João Ribeiro. O espaço é incomensurável. ponto de interrogação ou com teticências. não são banhados pelo mar. O aposto. Nogueira. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. ó sol de maio. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. Simão era muito espirituoso. está elíptico.

porém. mas não convence. os saveiros acompanham. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. se nos depara nos próprios animais. as lanchas se movimentam lentamente.” (Jorge Amado) . (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. mas também. mas ainda. uma relação de sentido. As pessoas não se mexiam nem falavam. entretanto.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção.As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. mas aceitam-na. portanto deve trabalhar. há uma paz profunda na casa deserta. contudo. A doença vem a cavalo e volta a pé.ou. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. Havia muito serviço. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. / vibraram..” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3.. a vontade. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. / brincamos.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem..” (Machado de Assis) “Em aviação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. 2. ou seja. logo. no entanto.. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa. avilta. por uma conjunção coordenativa adversativa. A espada vence. por exemplo. pois.. ou seja... entretanto ninguém trabalhava. não só. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. é claro. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. ora. Venha agora ou perderá a vez. Ele é teu pai: respeita-lhe. OCA OCA OCA “Inclinei-me. desonra. por uma conjunção coordenativa conclusiva. Há entre elas. Estudei bastante / mas não passei no teste. As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem. não só. O instinto social não é privilégio do homem. todavia. “É dura a vida. ou seja. Ele me ajudou muito. seja.” (Machado de Assis) “A noite avança. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. antes. por uma conjunção coordenativa aditiva.. por isso. / sofreram. uma não depende da outra sintaticamente. contudo não te exaltes. / portanto merece minha gratidão. quer.. logo. ora. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito. como já dissemos. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes. O mar é generoso. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior.. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior. Saí da escola / e fui à lanchonete. quer. por uma conjunção coordenativa alternativa. o ouro infama.. sentei-me. ou.” (Renato Inácio da Silva) Considere. Exemplo: Os torcedores gritaram. 4. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. ou seja. porém às vezes torna-se cruel. / recordamos os tempos de infância. este período composto: Passeamos pela praia. ou retirava-se logo. Didatismo e Conhecimento 57 . nem. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e. Vives mentindo. não mereces fé. pois. .” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. Pode ser: 1. apanhei o embrulho e segui.. “Jacinta não vinha à sala.” (Cecília Meireles) Tens razão. Raimundo é homem são. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista. mas. seja.

ele é classificado como período composto por subordinação. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. sem. (a menina) senta no colo da gente. Não posso ir hoje. Ninguém podia queixar-se.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . 2. temos que agir nós. 5. sendo. conquista-a. agora. substantivas e adjetivas. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. portanto. de justificativa em relação à oração anterior. apesar de. já brilhava intensamente. pois (ou porque) o nariz dela sangra. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. Conjunções: porque. ou um minuto depois. porque é pior para ti. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. “A mim ninguém engana. caso a experiência tenha êxito. por uma conjunção coordenativa explicativa. Leve-lhe uma lembrança. visto que. Poderão chegar lá ainda hoje. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. Não encontrei o livro em nenhuma loja.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. que ela aniversaria amanhã. conversa um pouco e logo sai correndo.” (Jorge Amado) “Velho que sou. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que. no entanto. e tudo teria sido diferente. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. visto que esteve doente. repreendi-os severamente. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). “Se convidada. que te abençôo. Não fui à escola / porque fiquei doente. não o condenarias. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. “Maximiano temera que o coronel o agredisse. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. salvo se acontecer algum imprevisto. por mais que. impedir sua realização. sem que estudes muito. que não nasci ontem. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação. “Faltou à reunião. que. pois arfava muito.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. fossem os olhos mais enviesados. como (= porque). porquanto. Conjunções: se.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). Como não me atendessem.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. tanto mais que meu filho está doente. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. Você pode ir. cidadãos. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. subordinada a ela. se bem que. mesmo que. contanto que (ou desde que) volte cedo. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. Como ele estava armado. Conjunções: embora. ainda que. Não sairei de meu consultório. (adjunto adverbial de causa) Veja. porque. pela simples razão que ele não existe. de tão violento que ficara. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. Não mintas. Se o conhecesses. Decerto alguém o agrediu. ninguém ousou reagir. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. Não poderás ser bom médico. pois que. ora o rasgava freneticamente. porquanto eu estava cumprindo o meu dever. Irei à sua casa / se não chover.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. a menos que. a não ser que. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. pois. por isso que sou pobre.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. apenas conheço as flores do meu tempo. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo. talvez teríamos perecido todos. ou seja. desde que. contanto que.

cruzou os braços no peito. “Lá pelas sete da noite.) Ajudava-os em tudo. sinceramente confesso que o admiro. que. sem que isso fosse de minha obrigação. Conjunções: quando. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. as casas se esvaziam. Um dos garimpeiros falou.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. rosto no pó. Todas as vezes que agredimos a natureza. Como diz o povo. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. conseguiria esquecer. O jornal. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. sempre que. Ontem estive doente. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença. O responsável deve ser punido. quando escurecia. de maneira que pude prolongar minha viagem.” (José Geraldo Vieira) 7. Fleming descobriu a penicilina por acaso. ela se volta contra nós. por exagerada que seja.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. para o trabalho. Os louvores. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Cumpriremos nosso dever. Conjunções: para que. como (= porque). Por incrível que pareça. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse.” (Ramalho Ortigão) 6. não andei tão depressa que amarrotasse as calças. nem por isso o respeitava menos. manteve-o apertado contra o peito. os povos se levantam. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. conforme lhe prometi. como (=conforme). visto que. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. Mal chegamos ao local.” (José J.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. ainda assim arriscou uma opinião. segundo as ouvi narrar anos depois. depois que. porque (=para que). Júlio César resolveu passar o Rubicão. que. por mais que o cocheiro os sofreasse. o Major não faltava. para o tumulto. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral. mal (=assim que). a fim de que.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. é um grande veículo de informação. Consoante opinam alguns. “Chovesse ou fizesse sol.” (Graciliano Ramos) 4. “Corria para a rua. a História se repete. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. pois que.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro. a estontearse. assim que. Conjunções: conforme. o moço ergueu-se rápido. devia ser melhor que aquilo. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. pequenos que sejam. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. enquanto. enquanto os outros escutavam silenciosos. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. vimos toda a extensão da catástrofe. há em todas as coisas um sentido filosófico.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. quem quer que seja. logo que.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. passo pelas livrarias.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico.” (Fernando Namora) “Ainda assim. Embora não possuísse informações seguras.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). não me ouviram. tristezas não pagam dívidas.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. cria asas. quando quer se perder. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. Sempre que vou à cidade. Vim hoje. todos o procuravam.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. não fosse o coração saltar-lhe.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito. Conjunções: porque. OP OSA Temporal Formiga. “Nem que a gente quisesse. são ouvidos com agrado. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. eles não sabiam o nome de sua cidade. segundo. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. “Como deveis saber.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. como sabemos. As notícias de casa eram boas. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. “Digo essas coisas por alto. fossem quais fossem as conseqüências. Por mais que gritasse. “Fiz-lhe sinal que se calasse.

“O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse. (objeto direto) O grupo quer / que você ajude. etc.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar. 9.: Sabe-se que ele saiu da cidade. tanto como. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. que assustava os transeuntes. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude. etc. (tão). 2. como sabe-se.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho. como no exemplo acima. urgir.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava.: Convém que todos participem da reunião. sem que a guerra o arrebatasse. cumprir. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio. . Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. Lembre-se de que a vida é breve. ao passo que os preços sobem.) Mariana esperou que o marido voltasse. constar. (= O mestre exigia a presença de todos. assim como. tal qual.depois de um verbo de ligação + predicativo. Ex. Veja que horas são.. Certos cantores gesticulam mais do que cantam. Como a flor se abre ao Sol. Ignoro quantos são os desabrigados. é conveniente.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos. exercem funções sintáticas próprias de substantivos.” (Graciliano Ramos) 8. como o imã atrai o ferro. é útil. geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. OSA Proporcional OP À medida que se vive... Indaguei de quem eram aqueles quadros.. que (combinado com menos ou mais). mais se aprende. Didatismo e Conhecimento . quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.” (Jônatas Serrano) 3.depois de expressões na voz passiva. Observe: O grupo quer a sua ajuda. À proporção que avançávamos. ocorrer. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. vai diminuindo. Elas podem ser: 60 1. quanto menos.: É certo que ele voltará amanhã. Ex. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.depois de verbos como convir. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. Conjunções: como. Ignoramos como se salvaram. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). contase. em construções do tipo é bom. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. O valor do salário. tanto que me pediu um prazinho para a resposta. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. (sujeito) É importante / que você colabore. Observe: Necessito de sua ajuda. à proporção que. . OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. Daremos o prêmio a quem o merecer.: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo. Não posso dizer qual delas é a mais feia. ao passo que. O fiscal verificou se tudo estava em ordem. tal como. podia erguê-lo ao sol. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. Obs. Perguntaram quem era o dono da fábrica.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente. como. (= Não me oponho à sua viagem.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. Ex. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . Rui voltou para casa como quem vai para a prisão.) Aconselha-o a que trabalhe mais.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. Observe: É importante sua colaboração. quanto mais.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. num período. as casas iam rareando. diz-se. Conjunções: à medida que. Ela é bonita / como a mãe. é certo.

” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. vindo sempre depois do verbo ser. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam.. (Seu receio era a chuva. Arnaldo foi quem trabalhou menos. (= Sua colaboração é necessária. Aconteceu que não o encontrei em casa. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. 4.” (Dom Eugênio Sales) 5.” (Carlos Castelo Branco) 6.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore. Observe: Estou convencido de sua inocência. Pedra que rola não cria limo. etc. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. Exemplo: Seu desejo. na esperança de que me chamasse.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. intercaladas à oração principal.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos. Observe: O importante é sua felicidade.” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. Não consta que ele fosse anti-religioso. também. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes. Não é segredo que os dois não se entendem. Sê grato a quem te ensina. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Ficou provado que os documentos eram falsos. quanto. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais.) Parece que a situação melhorou. (= Sou favorável à prisão dele. tais como quando. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Para alguns a pátria é onde se está bem. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. tornou-se realidade. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. Diga-me como resolver esse problema. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. cujo. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. quem. Didatismo e Conhecimento 61 . Podem vir. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. desde a tarde.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro. qual. Importa que saibas isso bem. etc. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. Não sou quem você pensa. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.) Estava ansioso por que voltasses. OP OSA Restritiva Nesse exemplo. como. Convém que sigas uma profissão. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. Exemplos: Não sei quando ele chegou.) e podem ser classificadas em: 1. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que . É bom que você venha. que o filho recuperasse a saúde. entre vírgulas.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente.) Minha esperança era que ele desistisse.

que passe por ali à noite. O período agora é composto por coordenação. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. que traz o efeito. Se precisar de ajuda. porque seus olhos estão vermelhos. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida. poderá ser assaltado. encontrei o professor de inglês. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. os jogadores foram para o vestiário. Observações: . orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. (infinitivo) . (gerúndio) .Ao entrar nas escola. muitas vezes.” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. acabou na miséria. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. isto é. que é efeito. Exemplo: O escritor Jorge Amado. Valério. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. Exemplos: .” (Inácio de Loyola Brandão) 2. Há casos também de orações reduzidas fixas. nem por isso deixam de existir. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo. reduzida de particípio. que cultiva com carinho. que o poente avermelhava. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. ao lado qual estava o baú de roupas. que nasceu rico. / encontrei o professor de inglês. Ele está jantando na sala. . os jogadores foram para o vestiário.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. Ele tem amor às plantas. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. Alguém. / que mora na Bahia. reduzida de infinitivo. nos salvará. Exemplo: O homem fechou a porta.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. gerúndio e particípio). (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. “Há saudades que a gente nunca esquece. conforme o caso. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. o que não acontece com a oração adverbial causal. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. Rosa chorou. OP OSA Explicativa OP Deus. que é nosso pai. / lançou um novo livro. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. “Olhou a caatinga amarela. Note-se também que há pausa (vírgula. Assim que acabou o treino. reduzida de gerúndio. / os jogadores foram para o vestiário. telefone-me. imperativa.Precisando de ajuda. Ao entrar na escola. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 . esclarecendo um pouco mais seu sentido. encontrei o professor de inglês. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. / telefone-me. Essa casa foi construída por meu pai.Acabado o treino. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. mas como o próprio nome indica.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. saindo depressa de casa. . Quando entrei na escola.O infinitivo. Exemplos: Preciso terminar este exercício. subordinada adverbial Acabado o treino. telefone-me. Precisando de ajuda.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento.

É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). com as palavras de que dependem. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. Via-se muito que D. Didatismo e Conhecimento 63 . pela emoção que emudece e paralisa. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. adverbial temporal. orações subordinadas adjetivas. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. respectivamente: a) objetiva direta. objetiva direta. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. “Concordar” significa “estar de acordo com”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. objetiva indireta 6. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. 3. coordenadas entre si d) objetos diretos. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. c) O aluno fez-se passar por doutor. EXCETO em: a. nas suas flexões. adverbial temporal. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. orações subordinadas adverbiais concessivas. objetiva direta e) predicativa. a oração «para cortar» em relação a «não bate». Temos orações subordinadas. É bom que você venha. b) Não lhe tocara no assunto. d) Precisa-se de operários. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10. com valor estilístico). Assim. Chegados que fomos. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. d) O oficial perguntou de onde vinha. não há uma atitude inventada. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». subjetiva b) subjetiva. tanto nominal quanto verbal. coordenadas entre si e) objetos indiretos. 2. pelo respeito. objetiva direta. Não esqueças que é falível. entramos na escola.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. 7. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. e) Não sei se o vinho está bom. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. subjetiva. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. objetiva direta c) objetiva direta. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. na concordância. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. adverbial temporal d) subjetiva. orações subordinadas adjetivas. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. não vivia no coco como a do Santa Rosa. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. e se não sabia notícias de Antônio Silvino. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor.

” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma.. III. quando posposto.” (Herman Lima) “Ainda assim. adjetivo).” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo.. mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia.” (Alexandre Herculano) “.. em geral.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. Seus planos e tentativas. “O César e a irmã são louros.. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. Os campos estavam floridos..” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.asas e peito matizados de riscas brancas.” (Mário de Alencar) “. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo. a casa. o templo. em roda.. a tinta e a barro fresco. pronome.. sexo e profissão... Os adjetivos regidos da preposição de.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas.. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos.” (José de Alencar) “. um e outro legítimos.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade. o adjetivo concorda.. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. “. Aqueles vícios e ambições. algo. quanto de feia. muito.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância. Concordância Verbal – variação do verbo. tanto. Seus olhos têm algo de sedutor. apareci com o rosto e as mãos muito marcados. Por que tanto ódio e perversidade?.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta. etc.. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada). ou com o substantivo mais próximo. por atração. 124) Didatismo e Conhecimento .” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas.” (Pedro Nava) “. as colheitas seriam fartas. “Seu Príncipe e filhos.. Os dedos indicador e médio estavam feridos.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila.acerca do possível ladrão ou ladrões. É proibida a caça nesta reserva. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa.” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros. “. “O céu e as árvores ficariam assombrados. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero.grande número de camareiros e camareiras nativos. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo.toda ela (a casa) cheirando ainda a cal. Todavia. A ciência e a virtude são necessárias. Estudo a língua inglesa e a francesa.” (Carlos Povina Cavalcânti) “..” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos.” (Luís de Camões. Os Lusíadas. ocorrem dois tipos de construção...). Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo..” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.” (Érico Veríssimo) “. com os quais fomos viver.. O dedo indicador e o médio estavam feridos.esses números nada têm de precisos. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes... com a função de adjunto adnominal.. que. da clareza e do bom gosto.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos.

• Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. em geral. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas. etc. Havendo determinação do sujeito. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. Dezenas de soldados foram feridos em combate.. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. Os jogadores tinham sido convocados. como no último exemplo. quando se flexiona. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. senhores Ministros. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. Doutor Juiz.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 .” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. É necessário ter muita fé. A noite torna visíveis os astros no céu límpido.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso. Vossa Alteza foi bondoso. é necessário. a corveta e o navio foram a pique. poderá o predicativo. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas. “Vi setas e carcás espedaçados”. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. O que não é admitido é a greve abusiva.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra. o esforço e o amor. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis. que se fizessem e largamente. eu lhe garanto. “Vossa Excelência está enganado. Foi feita a entrega dos convites. a folha da tristeza. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. ou sendo preciso realçar o predicativo. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa. neste caso. e deitou-o no jazido de sua esposa”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento. Passadas duas semanas.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. não é mau.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom. “Água de melissa é muito bom.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras. às refeições. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo. Se anteposto ao objeto.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores. procurei o devedor.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. são merecedores de nossa confiança. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade. Minhas três coleções de selos são postas à venda. foram precisas treze mil estacas. pode-se. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. Quando o núcleo do sujeito é. é preciso.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau. um coletivo numérico.

Como palavra denotativa de limitação..” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela. referida a indivíduos de sexos diferentes. só [sozinho. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. caro. • Todo. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. este adjetivo ora aparece invariável.. equivalente de apenas. • Possível. Como adjetivos. “Elas moram junto há algum tempo.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. o menor.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. disse a secretária.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo. as características do solo são as mais variadas possíveis. e. Eles estavam sós.” (Autren Dourado) • Só. ora flexionado: “A volta. por interesse.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. “Há pessoas que parecem nascer errado. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis. barato. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. Certos adjetivos. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. neste caso. quando ele [Rubião] saiu. Como se vê dos exemplos citados.” (ledo Ivo) “.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível. • A olhos vistos. etc. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. Usado em expressões superlativas. único] concorda em número com o substantivo. é invariável. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema. Nem um nem outro livro me agradaram. uma fotocópia do recibo. na sala iluminada. juntas. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um. Elas só passeiam de carro.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. As meninas iam todas de branco. A locução um e outro. Como adjetivo. etc. incluso.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. [ou mais barato] Estas aves voam alto.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. As fotos foram enviadas junto com a carta. No sentido de inteiramente. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. duas cópias do contrato. o adjetivo possível no plural. leso. outro. Exemplos: Um e outro livro me agradaram. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. Locução adverbial invariável.” (Autram Dourado). nossa cruz. Suas mãos estavam todo ensangüentadas.. Esses produtos passam a custar mais caro. estou lhe enviando algumas fotos. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria. para se usar. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente.” (Maria José de Queirós) Junto. Remeto-lhe. completamente. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. ficam invariáveis: Vamos falar sério. com os quais fiz boas amizades. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia. há nítida tendência. anexas. como sério. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. o outro. Didatismo e Conhecimento 66 . • Adjetivos adverbiados. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. claro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. o menos. Significa visivelmente. sozinho]: Estávamos a sós. bastariam para torná-los célebre. Só eles estavam na sala.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular.. alto. o maior. O médico atendeu o maior número de pacientes possível. como se os tivesse visto. Esses dois livros. que a cobriam toda. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. no português de hoje. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. costuma-se flexionar. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca.. somente. por si sós. inclusa. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós. vai a relação das mercadorias. Remeto-lhe. raro. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. A casinha ficava sob duas mangueiras.

sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu. a cólera que inflama.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo. sentida antes como adjetivo. mas serviam. 25) • Meio.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. em estado de vigilância] é advérbio e.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas. portanto.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. Fica invariável quando advérbio. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. com ele concordará o verbo em número e pessoa. “Uma sentinela de guarda.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento . sendo. uma aflição. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha. usar o verbo no plural. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas. • Bastante. só restaria a árvore.” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos. Pela sua origem. esperando pelo esconhecido. irmãos. Vê que se aproximam dias bastante escuros. no sentido de um pouco.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava. “Levi está inquieto com a economia do Brasil.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi. Os soldados ficaram alerta.” (Carlos Povina Cavalcânti) . por isso. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. sendo composto e anteposto ao verbo. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. esta palavra é. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. À noite. atualmente. Varia quando adjetivo...” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam. perturbou-o. novidade.” (Assis Brasil. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as. invariável: Estamos alerta.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. talvez.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta.... de prontidão. alerta [=atentamente. uma angústia repentina começou a me apertar à alma. graça.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas. apareceram um jornal e uma vela.. leva geralmente este para o plural. esta palavra é invariável. Os Crocodilos.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. ao qual não faltam o talento e a graça. olhos abertos e sentidos alertas.” (José de Alencar) “Vida. Os emissários voltaram bastante otimistas.” (Martins de Aguiar) Contudo. a relva e o cestinho de morangos. Os sapatos eram meio velhos. As meninas ficaram meio nervosas. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros.. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem. a inveja que baba. “Todos os sentidos alerta funcionam. nesse caso.. p. há menos pessoas na praça. Exemplos: A porta estava meio aberta. e a modéstia da cas. o ar tranqüilo com que as recebo. Usada como advérbio. É palavra invariável: Gaste menos água.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso.

” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm. não se recusa trabalho. mas também.” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste. nem nada a ninguém.. nem Deus teriam força para me constranger a tanto. no entanto....” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais. nem dinheiro.Deus e tu são testemunhas.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. usa-se. freqüentemente. em bons autores.” (Camilo Castelo Branco) Há.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “.” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão. Didatismo e Conhecimento . tua mulher e teus filhos. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem. iniciou solenemente a missa. era amigo do Andrade. não só como também. comumente. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto. Exemplos: O bispo. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe.) “Naquela crise.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo. não me lembra.” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade. muitas vezes. “Nem o mundo. “Na fazenda. o verbo no plural. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa. no processo verbal.” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. atualmente.. valor relativo.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. do contexto.. etc. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta. tanto. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende. com sua comitiva.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só.. (Só um candidato pode ser eleito governador.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique..) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. chegou a Paris às 5h da tarde. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação. Nem eu nem ele o convidamos.. com dois sacerdotes.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância.. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.como.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. nem a alegria das flores.. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão. O presidente. chegaram outros pretendentes. nem a pompa das folhas verdes.. isto é. “O chefe ou um dos delegados. entra nela tu.

efetuando-se uma concordância não gramatical. ninguém. “O entusiasmo. em nome dos telespectadores. espetáculos.. expressiva.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos. um prato de carne e um prato de legumes.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. parte de. o verbo concorda.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo. assistentes. tudo. nada pôde satisfazê-lo. formando grupos.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. com o pronome resumidor. ninguém saiu do campo. diversões. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito.” (Gastão Cruls) “.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés. o protesto. Um bloco de foliões animava o centro da cidade.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. o gênio imperioso. Exemplos: Jogos. no singular. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular. grande número de. tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro. o vebo. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática. quando se quer salientar não a ação do conjunto.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas. coleantes. alguns goles de vinho. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre.. nada. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. estouvado.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. contavam histórias. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. este poderá ir para o plural. caso contrário. viagens. mas a dos indivíduos.. o homem do povo.. agora é cédula de Cr$ 500.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 . “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. falavam de coisas da vida... etc. etc. o João-ninguém. nada.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar.. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália. de mulheres penetraram na caverna.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista.” (Machado de Assis) Jogadores. grande número de. etc. árbitro. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. a maioria de. quando posposto ao sujeito. pode ir para o singular ou para o plural. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. de velhos. Exemplos: O comer e o beber são necessários..” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural.. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros. baixinho. seguida de substantivo ou pronome no plural.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar. fica o registro.

“Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós.como se vê dos exemplos supracitados. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância. porque têm tradição na língua. Todavia. (Todos os cinco homens assistiam à cena. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler.quando o verbo precede o sujeito. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia. foi chamar o pai. o verbo da oração adjetiva flexiona-se. Por coerência.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio. ao empregar as expressões em foco. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. em orações adjetivas restritivas. Um e outro. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões. como nos dois últimos exemplos. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.” (Raquel de Queirós) Um dos que. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. Essa é a concordância lógica.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina. usar o verbo no plural.. uma das que • Quando. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito.” (Herman Lima) Visitei os presos. que estava sentado à porta da casa. quando se deseja destacar o indivíduo do grupo. de preferência.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. no caso em foco.” (J. só Jairo não sabe ler.. nas orações adjetivas explicativas. (Só um menino estava sentado. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos. Pode-se. o verbo concorda. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria. Ramalho Ortigão.) Didatismo e Conhecimento 70 . Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).) Ressalte-se porém. . as duas concordâncias são igualmente legítimas.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão.. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. soltou um grito de protesto.. no plural. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. que assistiam àquela cena estupefatos. em regra. portanto.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. (Jairo é o único empregado que não sabe ler. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. a concordância se efetua no singular. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga.) Um dos cinco homens. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. é oportuno lembrar que. Embora o caso seja diferente. Observações: . Dos meus empregados. geralmente preferida pelos escritores modernos. Na linguagem culta formal. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros.

” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas. ou.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. portanto não necessários ao enunciado. com estes últimos.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo. nem da Espanha.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato. o verbo concordará. como Estados Unidos. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. Eram eles que mais reclamavam. o que é mais lógico. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. muitos. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz. Fostes vós que o elegestes. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns. meu caro. Somos nós quem leva o prejuízo. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me. que. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou..” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. “Montes Claros era um feudo daquel família. na 3ª pessoa. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram. é comum deixar o verbo no singular. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis. etc. poucos.. “Espero que V. neste caso. o importante é saber que. Foram os bombeiros que a salvaram. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. em regra.Sª. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa. em regra. no singular. Devem ter fugido mais de vinte presos. ficar de tanga e entrar a falar capiau.) Seja qual for a interpretação. Fomos nós que o encontramos. seguidos dos pronomes nós ou vós. à maneira dos primitivistas. caso contrário. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. Assim: Sou eu que pago. ou se o numeral for superior a um. desterrados. Lusíadas. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. com os pronomes quem e que.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos. etc.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.?” (Alexandre Herculano) “.. o verbo concorda no singular. como sujeitos • O verbo concordará.. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos..” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . Campinas.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. por atração. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. (= Os bombeiros a salvaram. Tratando-se de títulos de obras. não me faça mal. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. em frases do tipo: Sou eu que pago.” (Machado de Assis) Todavia.. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. “Fui eu que me pus a rir.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha. Andes.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. como eu.

(sujeito: árvores. “Correram-se as cortinas da tribuna real..” (Ciro dos Anjos) “Era loura. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio. Assim: Não se pode cortar essas árvores..” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas. nesse caso. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e.” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas. fazia quase vinte anos.” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). “A tentativa de se aferirem pesos e medidas.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio..” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos. Há de haver.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto. quando usados como impessoais. deve-se aceitar as regras. sem dúvida.” (Almeida Garrett) Entretanto. não é gramatical. Vai haver grandes festas. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. na voz passiva sintética.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos. Sertões. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher.” (José Paulo Paes) “De preferência. Férias de El-Rei). Ressalte-se. Gataram-se milhões. mas ideológica. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular. (sujeito: cortar essas árvores. “Quando se joga.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis.” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores. passar de (na indicação de horas).” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros. deve-se ler os dois. durante muitos dias. fazer (na indicação do tempo)..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo.. o verbo auxiliar concordará com o sujeito. o historiador e o novelista.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico. porém.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . porque se efetua não com a palavra (Valkírias.. (sujeito: ler bons livros. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes. sem que se vissem resultados concretos. Não pode haver rasuras neste documento.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado.” (Celso Luft) A concordância. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros. “Chovera e nevara depois.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. de análise e de protesto.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se.. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo. neste caso. passava das oito horas.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias.” (Josué Montelo) Quando saí de casa. deve haver construções históricas em Nova Iorque.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos.. “Haverá.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. Começou a haver abusos na nova administração. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem.

” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta. isto. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores. no singular. não é estranho ao português europeu: “ É verdade. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) .” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu. são duas pessoas neste mundo.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos. existir. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores.o verbo chover. com um banco embaixo. deixa de ser impessoal e. permanentemente.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu. Abílio era só problemas. embora menos comum. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. A concordância com o sujeito. principalmente.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites.” (Correia Garção) “Mentiras. Quem não ficou nada contente foram os camelôs.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . impessoal.” (Said Ali) “.” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu. era o que me pediam. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima. impessoal. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto. “Não. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa. por haver.mas a minha riqueza eras tu. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. “A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros.Existir não é verbo impessoal. “Quando D.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo. é também lícita: “Tudo é flores no presente.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos.” (José J.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa. Quem plantou essas árvores fomos nós.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil.” (Raquel de Queirós) . no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade).. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó. “Os bastidores é só o que me toca.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores. no quintal. senhores. Vós não sois eles.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas. sois vós.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito. Mas: Eu não sou ele. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes. sempre mentiras.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite..” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças. ficou consternada.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas. isso. respondeu Ângela. Tu não és ele.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 .” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo. O resto (ou o mais) são trastes velhos.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres. o. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses.

concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março. Doze metros de fio é demais. respectivamente. O verbo concordará normalmente com o sujeito..” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas..” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. verbo hajam (=tenham). a não ser bonecos sem pescoço. a expressão. Para ele.Pode-se.. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. entretanto na linguagem espontânea. é demais.O verbo passar. senão. Sujeito: os livros.” (Machado de Assis) “. cujo sujeito exprime quantidade. evidentemente. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui.) Foi então que os dois se desentenderam. ninguém o tratava pelo nome próprio.Hajam vista os livros desse autor. (= São as mães que devem educá-los..” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. é suficiente. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . pouca gente manuseia hoje. haja vista o incidente de sábado..” (Eça de Queirós) . (= olhe-se para.” (J.) “Hoje é dez de janeiro. etc. (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los. datas e distância . o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora. salvo.era perto das cinco quando saí. (= por exemplo.” (Celso Luft) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito. convertido em sujeito da oração infinitiva. Bem haja. é pouco.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. objeto direto: vista. • Na indicação das horas. fica na 3ª pessoa do singular. (= Eram os astros que os guiavam. em frases como: Quando o trem chegou. permanece invariável: A situação é preocupante.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. A não ser alguns pescadores.Haja vista os livros desse autor. aquela obra. deixar o verbo no singular.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte.” (Said Ali) Observações: .” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela. (= Aqui se açoitavam os escravos. etc. data ou distância: Era uma hora da tarde. é menos que (ou do que). ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes..) Era uma vez • Por tradição. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem. medida.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. mil dólares era menos que um real. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo. hajam vista os incidentes de sábado. passava das sete horas. é mais que (ou do que). (= tenham vista. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez.: “Seis anos era muito. Pode ser construída de três modos: . a não serem dívidas e desgostos. a não ser escombros. A não ser • É geralmente considerada locução invariável. Matoso Câmara Jr.) Nós é que trabalhávamos.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista..” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco. e não haja visto.Haja vista aos livros desse autor.) Os astros é que os guiavam. (= Então os dois se desentenderam. preço. Da mesma forma se diz. A situação é preocupante.... Seguida de substantivo (ou pronome) singular. Seis quilos de carne é mais do que precisamos.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade. veja) . Exemplos: “As dissipações não produzem nada.) Divertimentos é que não lhe faltavam. vejamse) .. referente a horas. foi pôr o chapéu.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. ninguém conhecia aquela praia. com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos.) (Hoje é dia seis de março. “Era hora e meia. equivalente a exceto. Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. Exemplos: Nada restou do edifício.

dar e soar • Referindo-se às horas. Exemplos. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito. para regra da vida.” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo. em ritmo moroso. parecia que não podiam com a enxada.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano. com referência a horas.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima. minha senhora.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida.quando as estrelas. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep. parecia não terem dado por ele. badaladas ou relógio: “Nisto. procura-se diminuir as importações. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. importa (ou convém) não esquecê-los. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer. já passa das oito horas – disse ela ao filho. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba.” (Alexandre Herculano) “. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos.. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos.. de aparência acabadiça.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui. Trata-se de provas. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. parecia caminharem no céu. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos. Nesse caso. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo. que pareciam estourar no minuto seguinte. levava-se doze horas. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. São problemas esses que não cabe a nós resolver.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças. deu três horas o relógio da botica. Pelas contas da Petrobrás. No momento.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. Não se conseguiu conter os curiosos. Em casa. Tentou-se aumentar as exportações. de preferência.. fica-se mais à vontade.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes. no sentido de ser mais de.” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. Anotei os livros que faltava adquirir. passava das 16 horas.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro. que pode ser hora.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar. Didatismo e Conhecimento 75 . levam. o verbo ao plural. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool.” (Armando Fontes) Observação: Pasar.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas. Vamos. (faltava adquirir os livros) Esses fatos. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. Outros exemplos: “Nervos.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar.. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. quando seguidos de substantivo no plural. “Não se trata de advogados.” (Cecília Meireles) “Outros..” (Machado de Assis) “Deu uma e meia. é verbo impessoal.. Não se pretende alcançar resultados imediatos.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. horas (claro ou oculto). a palavra irônica do mártir.

Exercícios 1. Foram destruídos 20% da mata. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano.. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero. pode-se. pela lógica. .” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. por atração. ou.) “Ficamos por aqui.” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. a não ser. mas só a primeira tem tradição na língua. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas..” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. Um quinto dos homens eram de cor escura.” (Machado de Assis) Mais de. os seus amigos. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. entretanto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. quando o número fracionário. devem concordar no masculino os artigos. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas. no feminino. (Ou seja: não resta nada.) Na placa estava “veiculos”. com milhões. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. no masculino. esses bilhões de criaturas. seguido de substantivo no plural. no masculino. (= Todos nós estávamos preocupados. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal. etc. (=Nós dois vivíamos felizes. senão ruínas. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. a concordância efetua-se. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. na enchente.Se o sujeito da oração for milhões. apertadas e confusas.. “Na União 90% dos homens andavam armados. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas.” (Eça de Queirós) Observações: . Didatismo e Conhecimento 76 . “Para os lados do sul e poente. Sobrou mais de uma cesta de pães. Concordância com numerais fracionários • De regra. incorreto usar o verbo no plural.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros.) Da velha casa não sobraram senão escombros. bilhão e milhar são substantivos masculinos.) Os dois vivíamos felizes. insatisfeitos. As duas interpretações são boas. não se viam senão edifícios queimados.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. ocorre um milhão de acidentes de trânsito. os três milhares de plantas. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. no que se refere à concordância verbal. tem o numerador 1. o particípio ou o adjetivo podem concordar.Milhão. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. Por isso. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.. e vem seguido de substantivo no plural. costuma-se usar o verbo no plural. sem acento. alguns milhares de telhas. “Contudo. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. Não nos parece.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres). ou. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores. no Brasil.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. Observação: Em casos como o da última frase. seguindo o uso geral. mercadores não tem a força de vendilhões. (= A palavra elas é um pronome pessoal. (IBGE) Indique a opção correta. em tais frases. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo.

c) Faltava um banco e uma cadeira.2 – 2 e) 2 .. 2.1 .1 . (2) velhas ( ) chapéu e calça . d) De casa à escola é três quilômetros. disse a moça. de: Sua saída não foi agradável à equipe.1 .. o templo e a vila. e) Já faz mais de dez anos que o vi... 8 .dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada... b) A maioria dos conflitos foram resolvidos. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo..favorável a: Sou favorável à sua candidatura.atenção a. 4 .1 . d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.. 1 . c) Deve haver bons motivos para a sua recusa..adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima. 7 . 6 .. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa. em: A certeza de encontrálo novamente a animou. 14 ... (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.. b) A casa estava meio desleixada.1 .1 ... ( ) calça e chapéu . por: Sentia antipatia por ela. em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira. (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10. 17 .2 c) 2 .1 . c) Decorrido um ano e alguns meses.2 . 3. e) Era a mim mesma que ele se referia.acessível a: Este cargo não é acessível a todos. ( ) chapéu e camisa .. 2 ..... 10 .. b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.amor a. 15 . 5 . com: Todos estavam acostumados a ouvílo..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. d) Pintou-se as paredes de verde.gosto de. e) Ela comprou dois vestidos cinza. (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós.2 b) 2 . para: Estava apto para ocupar o cargo. (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5.. lá voltamos..antipatia a..apto a... b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas.. e) Nem uma nem outra questão é difícil. para com: Tinha um jeito afável para com os turistas. por: Ele demonstrava grande amor à namorada. a) 1 . d) Decorridos um ano e alguns meses. 13 . b) Atendeu-se a todos os clientes. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.. ( ) chapéu e paletó . com..certeza de......acostumado a. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.1 . para: A reforma foi benéfica a todos.. 12 ...1 d) 1 . (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.afável com. 4. 9 ..alusão a: O professor fez alusão à prova final. Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência. para: O acesso para a região ficou impossível...2 . 8.2 . d) Deve existir problemas nos seus documentos. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro...acesso a. e) Choveram papéis picados nos comícios.. 18 .1 . por: Sempre tive aversão à política.1 – 2 7. para com: Nunca deu atenção a ninguém.. 6...aversão a. Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição. 16 .. lá voltamos. Didatismo e Conhecimento 77 .. c) Os livros estão custando cada vez mais caro. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça . (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido... c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada. 9.agradável a.benéfico a.2 . 11 . 3 .grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar..

de . (VI) . . . chorando. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . .A emoção ansiavame. era preciso bater naporta de seu quarto. 24 . (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar. residir é intransitivo e exige a preposição em. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir. no campo.próximo: a. por . título desistir. (VTD) .junto a.Nervoso. (VTD) .aliado: a. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber.compatível: com . referirse a alguém).Abraçouse a mim.(fechou com força) . para .Avisaremos os clientes da mudança de endereço. . (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços.Foi logo batendo à porta. .contíguo: a .empenho: de.sensível: a .passível de: As regras são passíveis de mudanças. para com. entrou em casa e bateu a porta. (baterjunto à porta.Atenda o telefone.A professora sempre assiste aos alunos com carinho.A professora sempre assiste os alunos com carinho.Lamento não poder atender à solicitação de recursos.Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. de. ter direito ou razão. . .(VTD) . (VTI) Nesse caso.Márcio agradou a esposa com um lindo presente. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar.horror a. de .D.O direito de se defender assiste a todos.sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido. .análogo: a . . . .hostil: a. 23 . . (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar. ajudar. O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos.preferível a: Tudo era preferível à sua queixa. BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém.suspeito: de .Ansiava por vêlo novamente.alheio: a. mimar. com. o verbo não aceita o pronorne lhe. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz.lento: em .respeito: a. em. de. (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos.impróprio para: O filme era impróprio para menores.Deus atendeu minhas preces. (VTD) . para com . angustiar. a um cargo.A banda Legião Urbana agrada aos jovens. (VTD) .rente: a . de: Junto com o material.Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão. Assiste em Manaus por muito tempo. por .Nunca abdicarei de meus direitos. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar. em.Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço.equivalente: a . (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção.Atenda ao telefone. empregase com preposição. . com . cheirar.A vencedora abdicou o seu direto de rainha.inerente: a .versado: em .situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional. objeto direto de pessoa. (VTD) AJUDAR empregase sem preposição. para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. . . (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por. 26 . (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa.vazio: de . (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver.O filme é ótimo. satisfazer.aflito: com.Atenderemos quaisquer pedido via internet.Aspiramos um ar excelente. por . 21 . (VTD) ATENDER no sentido de ouvir. encontrei este documento 22 .coerente: com . Outras Regências . Pedro abdicou em 1831.Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa. Todos querem assistir a ele.respeito a.satisfeito: com. presenciar. de: Tinha horror a quiabo refogado. por .residente: em . 20 . . entre. para com: É necessário o respeito às leis. .desprezo: a. Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder. em . .(VTI) . A mãe abraçoua com ternura.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto.Eu ajudavaa no serviço de casa. (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa. com.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 . mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .vizinho: a. (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito. conceder. 25 . ter por objetivo. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém.fértil: de.semelhante: a . 27 . de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar.necessárío a.O médico atendeu o cliente pacientemente. por .útil: a. (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento . de. por favor.

é TI. ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre. CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. em. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar.Esquecime do endereço dele. . Didatismo e Conhecimento 79 . não exigem os pronomes me. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar. é TI. (VTI) . . (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre. / 3 interessante.O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. . (VTE) . e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . no sentido de dar posse.Esqueci o endereço dele. não são pronominais. pregar. Na língua culta. Paulo César. .Informeilhe que sua aposentaria.D. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. isto é. no sentido de precisar.Necessitávamos de seu apoio. e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória. são transitivos diretos (TD). . lhe. . exigem o pronome e a preposição de. envolver. . (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: .A queda do dólar implica corrida ao over. . NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto. (VTD) MORAR antes de substantivo rua. NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém.O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. na 3ª pessoa do singular.O juiz chamou o réu à sua presença. . avenida. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. .O vizinho implicouo naquele caso de estupro. ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. de. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . (inteirarse. É conjugado como verbo reflexivo. comprometer.Chamoulhe covarde. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto.Minha mãe ensina na FAI.Ela casou com o seu grande amor.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos. .(foi dificil ) . (VTI) .Chamava por Deus nos momentos dificeis. INFORMAR o verbo informar possui duas construções.Custoume pegar um táxi. . / 1 Lembrei um caso interessante. . . O touro Bandido investiu contra Tião. esquecer e lembrar. Nos exemplos. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros.Ela casou antes dos vinte anos. . usase morar com a preposição em. ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar. é TD.Contentamse com migalhas.Informouse das mudanças logo cedo. . (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI. construido com objeto + predicativo. é TD.Implicou em confusão.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. (VTI) CHEGAR como intransitivo. verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. . é TD. VTD e VTI.Nunca implico com meus alunos. . . exigem os pronomes. ou Ela casouse com seu grande amor. ser caro. apelidar.Entretínhamonos em recordar o passado. (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar. (VTD) . se. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar.Meu filho. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória.Necessitávamos o seu apoio.Nem todos ensinam as crianças.(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de. (VTD) / Chamouo de covarde.Chegueime a ele.Contentome em aplaudir daqui. (VID) . . Marcelo namora Raquel.Esqueceu me seu endereço. (VTI com preposição) . (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha. são transitivos indiretos e pronominais. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. com.O carro custoume todas as economias. (VTI) / Chamoulhe de covarde. . namora Cristiane. . ambos os verbos. (VT1 .Chamouo covarde.Este computador custa muito caro.Informeio que sua aposentaria saiu. .Chegou ao aeroporto meio apressada.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas./ 2 Lembreime de um caso interessante.

(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar. puder colocar a palavra licença. exige a preposição a. . . na Avenida Internacional . (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão. mil vezes mais. Didatismo e Conhecimento 80 .Tinha pisado o continente brasileiro. .O reitor presidiu à sessão. com a preposição a. constróise com a preposição em. (não exige a preposição PRECISAR usase.Paguei à costureira.O médico permitiu ao paciente que falasse. a língua moderna tende a dispensála.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. do que. (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. . . mas não sabe precisar aquantia.A secretária pediu para sair mais cedo. PREVENIR admite as construções: .A direção pediu que todos os funcionários. podese usar a preposição de. quando. Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em.Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. . (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse. .O assistente permitiulhe que entrasse. no sentido de ter preferência. à secretária.Quero prevenilos. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto.Cida pagou ao padeiro. . Na linguagem formal. o verbo responder.Cida pagou o pão. PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento.O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final. RESIDIR como o verbo morar. .Obedecia às irmãs e irmãos.Você é rico.Devemos perdoar as ofensas. é TD.Procederemos a uma investigação rigorosa. . . .Não desobedecia às leis de trânsito.A paciência previne dissabores. .Todos serão perdoados pelos pais. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: . dízse pedir que. .Prevenimonos para o exame final. culta. às vezes na voz passiva.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. .O reitor presidiu a sessão.Quero vêlo ainda hoje. (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa. (pediu licença) . (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade.Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. pagar alguma coisa a alguém. (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD. . . comparecessem à reunião.Cida pagou a carne ao açougueiro. . PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa.Sua tese não procede. . é VTI. é VTI). é VTI. . ter afeto. muito mais. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para. .Perdeu muito dinheiro no jogo. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: .Prefiro dançar a nadar. exige objeto indireto de pessoa. (VTD) PREFERIR VTDI. . Caso contrário. não precisa trabalhar muito.As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico. (sem escolha) .Precisase de funcionários competentes. . . .Residimos em Lucélia. é TI. .Preveni minha turma. com sujeito indeterminado. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. no sentido de ter necessidade. PERMITIR empregado com preposição. . . (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. .Prefiro chocolate a doce de leite. . (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. .Prefiro dias mais quentes.. entre pedir e o para.Perdoemos aos nossos inimigos.Paguei a costura. RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém.A mãe perdoou ao filho a mentira. mais. PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. vir de. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. no sentido de dar início. amar.

REVERTER empregase no sentido de regressar. usase com OD. sinceramente confesso que o admiro.Enrolou. Os estudantes assistiram ao filme. etc. os.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. tocar alguém. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. no sentido de ter em vista. . e) Ao assinar o contrato. Convideias.Sempre simpatizei com pessoas negras... / Subir à cabeça. TOCAR empregase no sentido de comover. não obstante. Obedeço lhe. O presidente passou a tropa em revista. 4 As formas oblíquas o. empregamse com a preposição com.. ao lucro pretendido. tocar em alguém. NÃO admitem voz passiva. VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar..O gerente visou a correspondência. a. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. enrolou e não respondeu à pergunta do professor. é 0I..As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. se.O nascimento do filho tocouo profundamente. 2. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. REVERTER empregase no sentido de voltar para.Não deixava tocar o / no gato doente. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento . apesar de. sensibilizar. / Assisti à peça e gostei dela. / Obedeço ao mestre. . .Simpatizei com você. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. vir depois. o fazendeiro negociava.a posse de alguém. pretender. Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto. (inadequado) . foram revistados.Tocoulhe.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. REVERTER empregase no sentido de destinarse. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão.Simpatizeime com você. . O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas. porém a segunda construção é mais freqüente. EXERCÍCIOS 1. a uma pergunta. .. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços.O garoto visou o inocente passarinho. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. uma linda fazenda. . TOCAR empregase no sentido de caber por sorte. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas. o usineiro visou. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo.. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto. apenas.Antipatizei com ela desde o primeiro momento. . . donos eram traficantes. enquanto as formas lhe. . A primeira é mais aceita. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes.Essas expressões exigem a preposição a.. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. / Subir ao poder. regidos ou não de preposição. Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados.. disporse a. / Assisti e gostei da peça. voltar ao estado primitivo. não exigem os pronomes me.” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer). 2 – O filme foi assistido pelos estudantes.. . . herança. como: Entrou e saiu de casa. Ninguém conhecia o traficante .Depois de aposentarse reverteu à ativa. .O descanso sucede ao trabalho. isto é. por herança.. . / Subir ao trono. darse ao /o luxo.“Em que pese aos inimigos do paraense. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros./ Todos visavam ao cargo. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela. poupar-se ao /o trabalho. pode vir com ou sem a preposição a. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu. . nos. caber.. . . que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. Convidei as amigas./ O cargo era visado por todos.

mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase). coração bate de noite.. Assim.Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela.. . “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”.. Didatismo e Conhecimento 82 .” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui..... Vieram a pé. às vezes. uma mensagem de paz.. 4.. João. devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”. mais admiro... (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo .. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. que é um problema de regência. Os críticos não deram importância a essa obra.. b) Eis a razão ...Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho.. e) Vou visitar-lhe na próxima semana... c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.... Não existe Crase .. em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”. lhe.. aquela(s) e aquilo.a que 10. pois..Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. . / Desejou-. 7.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3.Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você. perdoarei. conheço bem. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s). e) Ali está o abrigo . nos obrigaram são aqueles . e) Convenceu-se nos erros cometidos. Traremos a Sua Majestade.. As mulheres da noite . felicidades. d) O jovem . amo mais.... A entrada é vedada a toda pessoa estranha. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. no silêncio.. / Chamou-. 9.. encontrei trabalhando.... (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não . c) Nós ....... “Eles deveriam ter comparecido àquela festa.. / Nunca ... d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. d) Recusei-me em fazer os exames.. Vende-se a prazo. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o.. a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez. . c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju.. “Esta blusa é igual à que compraste”..Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa. aspiro depende de concurso. Essa superposição é marcada por um acento grave (`).. aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino.. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo.. de tolo. rapaz... vejo no mesmo lugar. o rei Hubertus.. Por isso. . Eles queriam oferecer flores a você.. a) de que . quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes... Refiro-me a uma pessoa educada. mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase... d) Respondeu à carta no mesmo dia.que b) a cujos ... te referiste foi reprovado. queremos muito bem..Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta. c) Informou ao cliente que o aviso chegara.. Para haver crase... necessitamos. o diretor se referia. Ele começou a ter alucinações.... com extrema dedicação.. há anos.. b) Espero-. não compareci... . . Com o pronome indefinido outra(s). (UNIFIC) Os encargos ... pode haver crase porque ele.Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma. / O filho não .... 6. é indispensável a presença da preposição “a”. / Eu já .. a crase.. Dirigiu-se a mim com ironia. .. obedecia. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”). podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s).. c) Rui é o orador . 8... d) Ainda não . b) Fomos à cidade pela manhã.. forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria.. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. b) Avisei-lhe da mudança de horário..... e) Sempre ......cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que ..

Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. a crase é facultativa./ A solução não se relaciona a estes problemas. não ocorre crase: A que artista te referes? . é preposição.] . aquilo pelos demonstrativos este(s). Exceção feita. aquela(s). o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. O acento indicativo de crase é proibido porque. Enviamos um telegrama a Marisa. desde que comprovada a presença de preposição. às vezes. é partícula de inclusão. devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela).Pronomes demonstrativos aquele(s). pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”.Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota. Enfrentaram-se cara a cara. vim de Santa Catarina). O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s). mesmo que a preposição esteja presente. Refiro-me a pessoas curiosas. diante das primeiras. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo./ Enviei cartas a esta empresa. o esforço). tudo vale a pena quando a alma não é pequena.. quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. Mas. Mas.Antes de pronome interrogativo. Em português. acompanhando-se de uma expressão que a determine. antes do “a”. Não dei atenção àquilo.Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma.Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”.” Ou: “A minha secretária é exigente”). A solução não se relaciona àqueles problemas. A solução era aquela apresentada ontem. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles). Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. Ou “Marisa é uma boa menina”). Iremos a casa à noitinha. por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). Voltei à terra onde nasci.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Se. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. mesmo com a presença da preposição. . “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. pode ocorrer crase. Iríamos a Madri para ficar três dias. vim da Paraíba).). respectivamente. Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . Se ocorrer “em” ou “de”. Portanto. não ocorre crase. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. mas não o exige (“Minha secretária é exigente. aquela(s). pois resolveram ir a terra.Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. ./ Não dei atenção a isto. para maior segurança.Nomes de localidades: Dentre as localidades. . Enviei cartas àquela empresa. existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. vim de Porto Alegre). aquilo. não. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba.Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido)./ A solução era esta apresentada ontem. quando significa “inclusive”. Os astronautas desceram a terra na hora prevista. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição. = foi submetido a repouso. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. isto. . no masculino.Quando.. esta(s). = prefiro terninho a vestido). . não há crase: Chegamos alegres a casa. . Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). dirigiu-se a casa. quando vierem determinados. antes destes últimos. se não houvesse o sinal da crase. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. O acento indicativo de crase é obrigatório porque.Palavra “terra”: Não há crase.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Por aí se deduz que. para até. vim da Europa). passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. no masculino. Assim que saiu do escritório. a crase é facultativa. haverá crase porque o artigo definido estará presente.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. haverá crase com o “a” da frase original. a tratamento prolongado. A Crase é Facultativa . . então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. Quando até significa “perto de”. Dirigiram-se à casa das máquinas. Os papéis estavam sob a mesa. Entretanto. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). Por isso. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. diante das segundas. podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s).Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. . etc. Pretendo ir à Europa (estou na Europa. Pediu informações a minha secretária. Casos Especiais . Há crase. antes de um nome de pessoa. quando a palavra significa “solo”. Se não surgir a preposição “a”. apenas o artigo definido). estará negada a hipótese de crase. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa. surgir a preposição “a”. vim da grande Porto Alegre). aquela(s). Esta gravura é semelhante à nossa.

Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba).). (ao diretor). o relógio marcava 1 hora). 04.. O perfume cheira a rosa.Não confundir devido com dado (a..Sempre haverá crase em locuções prepositivas. “estação de rádio”. A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). à custa de. 84 . Fomos à Renner (fomos à loja Renner). à moda de. (ao supermercado). pois. Mas: A distância. b) De hoje à duas semanas estaremos longe. via-se um barco pesqueiro. à medida que. .. há crase diante do relativo. “loja”.). às dezesseis horas. às mil maravilhas. a lavoura amarelecia e murchava. às vezes. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. Exercícios 01. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. a algumas horas de Manaus. 02. daqui a uma hora. (o escritório). duas horas depois. A Crase é Obrigatória . . houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. à tarde. quando aconteceu o acidente. (O escritório a que me refiro precisa de empregados. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. substituímos festa por baile. b) Os policiais chegarão a qualquer momento. às oito horas. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu. c) Não sei como responder a essa pergunta.Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. houve. c) Fui a Bahia.Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente.). Dadas as respostas. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. (a cravo). Cuidado para não confundir a. Devido à discussão de ontem. crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. Paula saiu daqui à uma hora. etc.Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). haverá crase no “a” do feminino. Muitos são incensíveis à dor alheia. (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). Pedimos um favor à diretora. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. à noite. “certeza”. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. Didatismo e Conhecimento . mas a guarda oficial ia à cavalo. devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. Na passagem do antecedente para o masculino. a muitos quilômetros daqui. etc. as): a primeira expressão pede preposição “a”. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. etc. b) O presidente ia a pé. às escuras.). Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). à falta de cuidados.. haverá crase: No banquete. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros.Quando as expressões “rua”. locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa. mesmo que a palavra subsequente seja masculina. mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc.). o aluno conferiu a prova (= dados os resultados.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . à força de. O professor chamou a aluna. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. a gozar nossas merecidas férias. não havendo. para muitos. à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. d) Solicito à V.). o pronome relativo não pode ser substituído. à maneira de. Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas. não haverá crase no “a” do feminino. O problema.. Os empregados deixam a fábrica. b) Vou a casa de Maria. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). d) Cheguei as doze horas. às cegas. Mas. . Quando o maestro falta ao ensaio. às tontas. (o aluno). estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). “vezes”. . os.. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de. Se ocorrer “ao” no masculino. (ao sofrimento). c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. serviram lagosta à Termidor. . Se o “a” se transforma em “ao”. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando. Exa. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio.Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. e) A sentença foi favorável a ré. d) À qualquer distância percebia-se que. 03. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. “morte”. Como se viu. Olhavanos a distância.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. Chegamos à uma hora. às pressas. à vontade (de). Nos anos 60.

ora a nada.há c) a . ora aquilo. __ duas quadras da Avenida Central”.àqueles .a e) À .à . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”. a) à .a .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05.à c) a .a . precisamente as dez horas. volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V.àqueles .a . “Nesta oportunidade.a d) à . a) às .àquilo 07. “O pobre fica ___ meditar. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas. b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz.a d) às .à – a b) à .à 12.àquilo c) a .há d) à . Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.àquelas .a 09. Fique __ vontade.à . a) a .há b) a .àquelas .à b) as .a .à e) as . pode combinar-se com o ponto de exclamação.a d) o . b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.há 10. radicado __ tempos em São Paulo. d) Fizemos alusão à mesma teoria. PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta.a e) a .a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.a .Sª __ alguns dias”.à .a .a .à – à e) a . e) Cortou o cabelo à Gal Costa.aquelas . a.a . a) à .a . Onde está seu irmão? Às vezes.há .à – a d) à .a e) o .a .a b) A . ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.à . PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.aquilo b) a . c) Dei um presente à Mariana. O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria. d. 06. A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .aqueles . a) à . Nos casos comuns ele é chamado de simples.V. a) Há . c) Chegou à noite.a e) à .a d) Há .àquelas .aquelas .C.àqueles .a c) À . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano.a b) ao .à d) às .à .C.a b) as . (Érico Veríssimo). Ao término de um texto. a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14. Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme.à . e) Ora aspirava a isto.a 15.àquilo d) à . E.à . “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua.à . a) o .a .à c) ao . Também é usado nas abreviaturas: Sr.há b) a .a .há 13.à 08. ___ tarde. (Senhor).à e) às . indiferente ___ que acontece ao seu redor”. A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado.a .à .aqueles . o ponto é conhecido como final. 11.à .a – a c) à . (depois de Cristo). d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. (antes de Cristo). estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer.há c) as .a .há .a c) às .aquilo e) à . a) às .

Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã. • Títulos de obras literárias ou artísticas. arcaismo.No vocativo e no aposto: Meninos. parava outra vez. a mudança de interlocutor. .Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. revistas. jornais. fiel”. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. RETICÊNCIAS . guardando consigo a ponta farpada.cuspiu no chão. . M Campos).Para indicar ironia. de pêra e de abacate. a festa da padroeira. o teatro. gírias. . Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo..Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem. achei-a “irreconhecível” naquela noite. lracema quebrou a flecha homicida.Gritou o general. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. Amália se volta)”.Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia. Emprega-se a vírgula: . . com os olhos fora das órbitas. . Termópilas. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. “Sede assim qualquer coisa. • Usa-se para separar orações do tipo: .cantava o poeta. .A estrada de ferro Santos – Jundiaí. chovia. . Largo do Paissandu. serena. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas.A lua foi alcançada. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. entretanto. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: . “A bomba não tem endereço certo. . resolveu o problema sozinho. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 . é escritor. 17 de setembro de 1989.“Quais são os símbolos da pátria? .. Não achei nada “legal” aquela aula de inglês.Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. parava. carnes e amido. e eu também..chovia. 128.Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . porém. O motorista. ora bolas!” (P. Palmério).Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. queria chamar Socorro. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela. mulher casa com “pão” e passa fome.Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte. TRAVESSÃO Marca.“Mesmo com o tempo revoltoso . . Veja como ele é “educado” .Com certas expressões explicativas como: isto é. etc.A ponte Rio – Niterói. locuções ou frases exclamativas. PONTO E VÍRGULA .” (G. isto é. nos diálogos. deu a haste ao desconhecido.Com certas conjunções. não foi suficiente para agradar o diretor.. a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. . morrendo de fome. o coração não sente. afinal . Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições.” (C. . formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher.Avante!. “Flor de Poemas”).São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . ou serve para isolar palavras ou frases .Da nossa pátria. Cecília. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io.Nos termos independentes entre si: O cinema. .Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. Agora ela repousa. . por exemplo. isenta. DOIS PONTOS .” (M.. mais calmo. (G. . a praia e a música são as suas diversões.a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”. o meu amigo. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. (M. . (Meireles.” . apressadamente.Nas datas e nos endereços: São Paulo.Que pátria? . prestem atenção!.. no meio da confusão.Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu. viajamos para o litoral. .

a) Precisando de mim procure-me. ansiosos. que me achava lá. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE. 2. tornando-se necessária a abertura dos portos . Odontologia.. muxoxos. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. e) Ainda não houve tempo. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros. 87 Didatismo e Conhecimento . c) A estes.O . porém. crescerão sempre. b) Ele.. O indicará essa inexistência: Aos poucos .. a reunião ficou mais animada. reagiram . e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. b) Precisando de mim procure-me.dois pontos d) vírgula . assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8. de forma diferente. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos . em breve. ou melhor telefone que eu venho.dois pontos . Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6...vírgula – vírgula 4. indiscutivelmente . c) Ansiosos. melhor telefone que eu venho.. ficou mais animada. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo.dois pontos e) vírgula . e) Os candidatos.O .vírgula c) O . (TTN) Das redações abaixo. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. d) Confessou-lhe tudo. melhor telefone que eu venho. ódio.. b) No Brasil. b) Eu tinha. o resultado do concurso. sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. a) O . ela. d) Precisando de mim.. os imigrantes.ponto e vírgula . que. que eu venho. aguardavam ansiosos o resultado do concurso.O .dois pontos .O . telefone.vírgula .. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve. vírgula . ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). as providências serão tomadas. aguardavam ansiosos. a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . e) Estas cidades se constituem. a) O .vírgula 3.O .O .dois pontos .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. de mim. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos. Na época da colonização . b) Em fila.. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. outras pessoas a reunião ficou mais animada. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. que eu venho. Não cabendo qualquer sinal. e) Conduziram-me à rua da Conceição.vírgula .. ou melhor...... numa sala pequena. Exercícios 1.. palavrões. mas. em fila. social.. triturados soltos no ar. para uma outra população de trabalhadores .O . em casa de uma comadre. a diferença social é motivo de constante preocupação.vírgula c) vírgula.vírgula b) O . em fila. os candidatos.dois pontos . modestamente se retirou. Não havendo sinal. o juízo fraco.. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.ponto e vírgula .. as desigualdades entre as cidades brasileiras... e) Precisando. c) Precisando. o resultado do concurso. é o centro do nosso sistema planetário. inveja... 7.. quando chegaram.vírgula b) O . em fila. 9. mas só mais tarde notei. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. 5.vírgula d) vírgula . isto se passava. quando chegaram outras pessoas. a) Pouco depois.vírgula . os candidatos aguardavam. e em vão tentava emendar-me: provocava risos. de mim. ciúme. o resultado do concurso. mais animada. procure-me ou. procure-me... telefone.. c) Você pretende cursar Medicina.vírgula . minha avó. O indicará essa inexistência. c) Pouco depois. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela. como os pedaços da carta de ABC. procure-me ou melhor.. ou. em fila.. d) Tenho esperanças.. na maior parte de imigrantes alemães.vírgula . aguardavam. pois a situação econômica não demora a mudar.O e) vírgula .

deturpamos o que ouvimos. Nossa capacidade de retenção é variável . “Aquela senhora tem um piano. vive no Rio. de um signo. baixo. também. o seu moleque pouco. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. disse Alves. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. baixo. destas impresso constante sorriso. d) Prima. Nem o murmúrio que as árvores fazem. a bela viúva. c) Tenha cuidado. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. trazem e cinco anos. imediatamente se lhe apagou. suplicou o moço com um leve sorriso que.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. destas impresso constante sorriso. meio que mesmo sérias. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. a bela viúva. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. faça calar titio. fisionomia insinuante. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. c) Prima faça calar titio. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. e) Entra a propósito. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. 14. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). trazem e cinco anos. vive no Rio. ao parafrasear o que ouvir. destas impresso constante sorriso. Nesse campo de estudo se analisa. 13. disse Alves. disse Alves. vive no Rio. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. destas impresso constante sorriso. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. inconscientemente. muitas vezes.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. no Rio.Linguagem . os deveres da hospitalidade. mesmo sérias. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. empregou na execução do canto. o seu moleque. Didatismo e Conhecimento 88 . d) Entra a propósito. deturpamos o que ouvimos. c) Entra a propósito. O poema descarta a necessidade do piano. quanta paixão empregou na execução do canto. meio que mesmo sérias trazem. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. mas não é o correr dos rios.e muitas vezes inconscientemente deturpamos. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. 23 anos. deturpamos o que ouvimos.. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. paulista 23 anos. Neste estudo veremos: . d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir.muitas vezes inconscientemente. d) Era um homem de quarenta gordo. baixo. b) José dos Santos paulista 23 anos. 23 anos vive no Rio. b) Prima. fisionomia insinuante. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. a bela viúva a bela viúva. fisionomia insinuante. nossa capacidade de retenção. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. destas impresso. e) José dos Santos. e) Tenha cuidado. é variável e . a bela viúva. O texto abaixo é bastante apropriado.. meio que. trazem 15. c) José dos Santos. d) Deixo ao leitor calcular. tais como tempo e espaço geográfico. paulista. a) Entra a propósito. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. representa um bem cultural. e) Era um homem de quarenta gordo. mesmo sérias. d) José dos Santos. baixo. e cinco anos. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. meio que. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. e cinco anos. 11. constante sorriso. e) Deixo ao leitor. paulista 23 anos vive. e) Prima faça calar titio. o que ouvimos. (CESCEM) Nas questões 12 a 15. b) Era um homem de quarenta gordo. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. meio que. fisionomia insinuante. deturpamos o que ouvimos. baixo. fisionomia insinuante. Que é agradável. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. mesmo sérias trazem e cinco anos. ao parafrasear o que ouvir. b) Entra a propósito disse Alves. pouco os deveres da hospitalidade. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística. a) Era um homem de quarenta gordo. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente.

. tátil. ou. sonoros. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. “Este deve ser o bosque”. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum. Então. de elementos diversos. que parecia muito úmido e sombrio. é a aptidão que o distingue dos animais. debaixo disso aqui. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua. Summus. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. o predecessor de nossa própria espécie. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30... Lewis Carroll. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome. por ser constituída de sons.. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto. Didatismo e Conhecimento 89 . gestos. Trad. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. ideias. Romanceiro da Inconfidência. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. pensando. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. ai! Com letras se elabora. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”. contrapondo a palavra à ação. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. mostra que a protagonista. é capaz de quebrar osso.. pelo vosso impulso rodam. para impulsionar os desejos mais grandiosos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. para expor a raiva. “Bom. estar debaixo das. São Paulo. significados e pensamentos.. (. exclamou: . insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. tempos. debaixo das. é ao mesmo tempo extremamente forte. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. 1985. de saber o que as coisas são.Ah. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. mas não uma palavra. (. para impor a derrota. usados para representar conceitos de comunicação. 442. murmurou pensativamente (Alice). isto é. símbolos ou palavras. . “depois de tanto calor. fúria.. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. serve para sussurrar declarações de amor. porque.. que é apenas um dos sinais estudados na semiótica.. povos. Mostram que a palavra. disse enquanto avançava em meio às árvores. se puder.) Cecília Meireles. In: Obra poética. de qualquer modo é um alívio”... gestuais etc. Rio de Janeiro. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. A liberdade das almas. analisando para que serve a linguagem. auditiva. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas. impérios. A respeito das origens da linguagem humana.) Ai. que estranha potência. disse.. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar.A linguagem é uma maneira de perceber o mundo.A linguagem é o traço definidor do ser humano. Os elementos constitutivos da linguagem são. Para que serve a linguagem? (. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. para exprimir os sonhos. 3ª ed. ai. mas também para caluniar. “Bom. podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. entrar dentro do. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. dentro do.. Sebastião Uchôa Leite.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. de uma forma geral. etc. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. palavras. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. sons. ainda. sinais. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos. Nova Aguilar. “onde as coisas não têm nomes”.. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua.. Por extensão. ora!”.000 a 500. apesar de frágil.. ora. colocando a mão no tronco da árvore. outras mais complexas.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300.. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. com seu significado. derruba reis e impérios. palavras. p. por uma nação. gráficos. O estudo da linguagem.. constituídas. p 165-166 Esse texto. Aventuras de Alice.. é chamado semiótica. latente ou em ação ou exercício. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas. Noutra acepção (anátomo-fisiológica). . Embora os animais também se comuniquem. pois.. de repente. sois o sonho e sois a audácia. munido de regras próprias (sua gramática).. Posteriores alterações no aparelho fonador. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo. que envolve os signos.000 anos).. ao mesmo tempo.. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis.. derrota. calúnia.000 a 50.

Por essa razão. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. 130). No léxico de uma língua. no sono profundo da inexistência. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira. Didatismo e Conhecimento 90 . cujo único inconveniente residia em que. ele quebrou.. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. 194-195. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. pera. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. etc. a caneta ou mesmo a máquina. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. Uma vez identificado. Uma nova realidade. o “risco naufrágio”. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. Viagens de Gulliver. Em vista disso. Contudo esse conceito.. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. o Sol não “se põe”. Sabemos que. A linguagem é uma atividade simbólica. por exemplo. de gênero (masculino e feminino). quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. O que não se expressa não se conhece. Rio de Janeiro/São Paulo. Ao mostrar uma fruta qualquer. O inglês. o “risco país” passou a existir. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse.. se essa palavra não existisse. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. na verdade. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade. propôs-se que. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. por exemplo. não indica sua inclusão numa dada classe. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. de número (singular e plural). eles não estão constatando alguma coisa do mundo. Mostrar um objeto. uma nova invenção.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade.. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa.. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. por isso. No entanto. . e eles ordenam a realidade. permite até criar novas realidades. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. batizado e devidamente etiquetado. expressar ideias mais gerais.. categorizam o mundo. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. . num escandaloso placar luminoso. Na segunda formulação. que designa o animal. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. exprimir diferentes modos de ver a realidade. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. É como se isso se devesse ao acaso.muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. etc.. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa.). Vive na inocência do limbo. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. ao falar da expressão “risco país”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. mostraria uma cadeira. a língua é uma forma de categorizar o mundo. agrupamos os nomes em classes. banana e laranja pertencem à classe das frutas. de interpretá-lo. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. Por exemplo. compreendida em todas as nações civilizadas. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. Querendo desculpar-se.. Em casos como esses. na primeira formulação. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo. uma nova ideia exigem novas palavras. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. Observe-se que. articulista da Veja.) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. do ponto de vista científico. Por isso. tem duas palavras: sheep. pois permite falar do que está presente e do que está ausente. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. deletar. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. então. mostraria uma bolsa. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. Em português. Ediouro/Publifolha. em proporção.. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. segundo as particularidades de cada cultura. para expressar o que denominamos carneiro. determina uma realidade que nos encanta a todos. ou seja.A linguagem é uma forma de ação. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. mundos não existentes. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado.. Maçã. . não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). do que existe e do que não existe. ver-seia obrigado. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. p. o que significa que as palavras criam conceitos. porque ela também é ação.). não posso. Jonathan Swift. quando. no seu entender. criado pela linguagem. criamos o conceito de pôr-do-sol.). a carregar nas costas um grande fardo de coisas. mas realizando uma ação. e mutton. fossem elas quais fossem (.

comunicar não é apenas transmitir informações. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. a ter determinados estados de alma (amor. . manifestamos desespero. dar ordens. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. raiva. se a todo momento nos dizem. Exprimimos a revolta e a alegria. com tentações e seduções. Inúmeras vezes. a forma vem. daquele que fala. pode-se dizer que ela modela atitudes. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. usando. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. portanto.). Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. emoções. etc. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. a sentir determinadas emoções. tem chovido tão pouco. “Vem pra Caixa você também. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. Por outro lado. A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. que colocam o respeito ao outro acima de tudo.A linguagem serve para informar: Função Referencial. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. a linguagem modela tanto bons cidadãos. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. que só pensam em levar vantagem. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. Com a linguagem. Por meio dessa função. de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. desdém. em lugar de venha. num tom pejorativo. um ser humano recebe de outro conhecimentos. . uma maneira de insinuarem intimidade com ele e.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. do tom de voz que empregamos. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. um pedido ou uma sugestão. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. É também exprimir emoções. Didatismo e Conhecimento 91 . por exemplo. isto é. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo).. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. de segunda pessoa do imperativo. Pela linguagem. falar apenas para não haver silêncio. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. Muitas vezes. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. admiração. “Isso é coisa de mulher”. No entanto. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. Com palavras. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. aperfeiçoa-os e transmite-os. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. sentimentos. na verdade. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. paixões. hein? __Também. Por meio do tipo de linguagem que usamos. aprendemos os preconceitos contra a mulher. que se deixam conduzir sem questionar. Graças à linguagem. um pensador francês. desprezo. a súplica. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. . quanto espertalhões. desprezo. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. o pedido. Por isso. se consumirmos certos produtos. Falam para nada dizer. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. Condillac.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. não raro inconscientemente. para o grupo social. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. Isso está correto.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. numa manchete de jornal. convicções. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. a crer em determinadas ideias. ela permite conhecer o mundo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. Com essa função. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial. __Que calorão. Para cada indivíduo. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. desdém. a linguagem modela o intelecto. Para que serve a linguagem? . armazenamos conhecimentos na memória. tristeza. transmitimos uma imagem nossa. dor. e indivíduos atemorizados. etc. consideradas individualmente ou como grupo social.

. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. A linguagem. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. /b/. pelo arranjo dos sons. quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país. p.alguém espera ouvir a pergunta. estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando.Mensagem . para manter os laços sociais. o mais importante é como se diz. /d/. não estamos falando de acontecimentos do mundo. Observe-se o uso do verbo bater. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação.recebe. retirada do poema “A Cavalgada”. etc. a conversação é obrigatória.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”..Emissor . se está doente. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. Nele. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros. pois ele não tem função informativa: o importante é que. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. e o galã é carinhoso e romântico.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. Didatismo e Conhecimento 92 . /t/. . . Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. o amor nunca diminui e assim por diante. Apud: Lêdo Ivo.meio pelo qual circula a mensagem. nesse caso. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002.. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva.A linguagem serve para criar outros universos. diz “Tupi or not tupi”. se está com problemas. Exemplo: Elementos da comunicação ..conteúdo transmitido pelo emissor. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela. Um dia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. Oswald de Andrade. Na nomenclatura da linguística. seja entre alunos de uma escola. olhando uns para os outros. fala também do que nunca existiu.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . Nessas ocasiões. Em função estética. “dinheiro”. não podemos manter-nos em silêncio. inversamente. 29. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. para influenciar.contexto relacionado a emissor e receptor. É o que chama função metalinguística. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. etc. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. pois o sentido também é criado pelo ritmo. saber se nosso interlocutor está bem. em expressões diversas. de Raimundo Correia. a vida não é monótona. ela é utilizada para informar. Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. pela disposição das palavras. em seu “Manifesto antropófago”. /k/. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. . repetem-se histórias que todos conhecem. move-se. É o que se dá quando dizemos. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer.emite. No segundo. em geral não queremos. . imaginamos novos mundos. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. fala-se do tempo. A atividade metalinguística é inseparável da fala. . usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor. . Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. etc). 4ª ed. . refugia-se no cinema. enquanto outro escuta em silêncio. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. a sucessão dos sons oclusivos /p/. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional. com significados diferentes. decodifica a mensagem. Quando afirmamos como diz o outro. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. Nessa outra realidade.Canal . Por isso. homens é que se não podem pescar”. vou dizer que “peixes se pescam. quando não se tem assunto. numa festa.Código . outras realidades. /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. No primeiro caso. “Não é muito elegante usar palavrões”. Antigamente. Brincamos com as palavras. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. estremece.Receptor . Rio de Janeiro. por exemplo. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. . ao cantá-lo. codifica a mensagem. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”.Referente . de fato. Na estrofe abaixo. Divertimonos com eles. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. que outros universos podem existir. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes.” (Folha de S. Também os hinos têm a função de criar vínculos. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa. Com ela. Coleção Nossos Clássicos. os homens são gentis. conta-se a história de uma mulher que. Para melhor compreensão das funções de linguagem. contam-se anedotas velhas. Raimundo Correia: Poesia. daí responde. Agir.

sem repetições que não acrescentam nada ao sentido.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. é necessário construir textos sem ambiguidades.locutor .) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). ritmos agradáveis. Deixe que a Igreja ajude.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica.Terça-feira à noite: sopão dos pobres.) (Jornal da USP. aprendendo pela observação de animais. . . coerentes. essa teoria sofreu uma modificação. .interlocução . Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. por norma. Ligada a esta função está.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. etc. embora neles não se encontrem erros de ortografia. imaginar outras realidades. p. ou acontecimento. pois. enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. porque os eleitores não podem influenciar o governo. . investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos).locutário . . Sem a linguagem.: . o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. No entanto. Sem ela.) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação. Para isso. não é saber descrevê-la. Sem ela. etc. não se exerce a cidadania. . assim. Portanto não é um bom texto. do Juizado de Menores. mola propulsora do eleven periquito. mas que se podem observar entre si. ou.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. concordância. . p.diálogo As respostas.Não deixe a preocupação acabar com você. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. expressar os sentimentos. para além da linguagem falada e escrita. 15) Didatismo e Conhecimento 93 . As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: . As primeiras ferramentas da fala humana. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. faciais etc. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo. construir as utopias e os sonhos. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática).(. é preciso usar um nível de língua adequado. In: Bundas.Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. No entanto. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente. . O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre. dos “interlocutores” podem ser gestuais. desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. Sem ela não se pode aprender. é carregada de subjetividade. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. mas também para utilizar em situações especiais. a poesia lírica. palavras belas..Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. não só para melhorar a comunicação entre surdos. há frequente uso do vocativo e do imperativo. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua.quem fala (e responde). o homem. depois oração e medicação.. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. expressivas. afim de que este assuma determinado comportamento. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. Todos são mal escritos. admite-se um novo formato de locução. nós temos uma creche no segundo andar. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade. que permitiram o aumento do volume do cérebro. na análise de um texto.Para aqueles que têm filhos e não sabem. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens.Função poética: embeleza. Saber bem uma língua é saber usá-la bem.33.. . Não prestamos muita atenção a ela. interlocução (diálogo interativo): . (. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte. aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes. por isso a mudança (aprimoração) na teoria. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório.. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos. 9. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. o emissor atua sobre o receptor. . . com os estudos recentes dos linguistas. Certamente. não se pode estruturar o mundo do trabalho.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães.” (Álvaro da Costa e Silva. Cerca-nos desde o despertar da consciência. ainda no berço.Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”.quem ouve e responde. a linguagem parece-nos uma coisa natural. muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).

Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. “animal originário das regiões desérticas. . respectivamente. 7ª ed. 1976. José Olympio. mas é um bom atacante. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. 5. mas uma trama arranjada de maneira organizada. a palavra texto significa “tecido”. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Essa hipótese de leitura. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. mas é desagregador. cubistas”. O sentido é completamente diferente. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. No texto. quando afirmo. é solidário. por conseguinte. portanto. Isso significa que. mas também os mecanismos de estruturação do texto. que “os sargentos do exército são monistas. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. . Observe os três pequenos textos abaixo: .O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. e minha terra. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . Rio de Janeiro Agir. alienados num mundo idealizado. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. principalmente. isto é. os filósofos são polacos vendendo a prestações. “não quero o jogador no meu time”. Onde canta o Sabiá. cubistas. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. o todo em que ela está inserida. Gonçalves Dias: Poesia. Texto é um todo organizado de sentido. O texto é um todo organizado de sentido. a do solo pátrio. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. Na primeira. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. que vivem. 18. que as características da brasilidade não têm valor positivo. 30. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. mas um conjunto de frases costuradas entre si. quadrúpede. No primeiro. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. Rio de Janeiro. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Apud: Manuel Bandeira. que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”.Marcelinho é desagregador. ou seja.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. “pessoa que trabalha muito”. percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. No Brasil. em geral. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. “Seu texto ficou muito bom”. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. na verdade. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. porque lá ninguém trabalha. quando digo. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”.Nos desertos da Arábia. porém. Tomando apenas os dois primeiros versos. os sargentos de exército são monistas. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. de cor amarelada. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. tudo são relações. em apoio a essa tese.Todos os dias ele fazia sua fezinha. determina a orientação argumentativa da frase. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. na terceira.Marcelinho é um bom atacante. o sentido depende do contexto. na segunda. p. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). a oração é contexto da palavra. evitando as mazelas do mundo real. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. Apesar de corrente. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. de grande porte. 1959. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. sem se preocupar com os negros. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. Vejamos outros dois períodos: . significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. p. o sentido de cada parte não é independente. que não é um amontoado de fios. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. Em síntese. Aliás. Pode-se ainda acrescentar. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro. Murilo Mendes mostra. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. Coleção Nossos Clássicos. a Cruz e Sousa). . pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). 31 e 32”. O sentido não é solitário.

é menos importante que o primeiro. algumas vezes por mímicas. Assim. há linguagem. diferentemente do poema gonçalvino. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. etc. cada frase tem um significado distinto. a linguagem corporal. que não são as palavras. ou seja. pois são dois meios de comunicação distintos. Por isso. O segundo fator. pois mesmo sem esses elementos de conexão. Desse modo. também há variações no uso da língua. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. A exclamação do final é. de modo que não haja nada ilógico. no entanto. por exemplo. as placas e sinais de trânsito. Ao contrário. por exemplo). a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. não celebra ufanisticamente a pátria. além disso. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. ironiza-a. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. opiniões e sentimentos.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. por exemplo. estar verdes”. dependendo do contexto em que está inserida. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. A linguagem pode ser: . uma figura. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. um todo organizado de sentido. tais como: sinais. No Brasil. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. pois. Dentre elas estão a linguagem de sinais. A Língua é um instrumento de comunicação. Dessa forma. mas. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. sons. a expressão facial. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. Outro. Por outro lado. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. O exílio é a própria terra. Didatismo e Conhecimento 95 . sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. lamenta a invasão estrangeira. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. entretanto. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. a compatibilidade de sentido entre elas. Dentre eles. nada desconexo. Ao contrário. Não devemos confundir língua com escrita. um conjunto de frases pode ser coerente e. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. Num texto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. um gesto. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. o significado das partes depende do todo. Os pastos não poderiam. portanto. Dentro de uma mesma região. Note. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. em “Não chove há vários meses. incluindo-se fisionomias. ideias. é acompanhada pelo tom de voz. Está relacionada a fenômenos comunicativos. ao mesmo tempo. comprova-se que o significado das frases não é autônomo. destacam-se: . Num sentido mais genérico. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. A língua falada é mais espontânea. originando a fala. onde há comunicação. as quais podem agir sobre ela. nada contraditório. No estado do Rio Grande do Sul. símbolos. para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. todos falam a língua portuguesa. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). . Por exemplo. as mímicas e o tom de voz do falante.

etc. a ideia transmitida pelo signo. com pelos. Antônimos: são palavras de significação oposta. linguistas e outros especialistas. Exemplo: • Alfabeto. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. palavra que também designa o emprego de sinônimos. conforme seu gosto e sua necessidade. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. Exemplos: • Ordem e anarquia. Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. uns são próprios da fala corrente. certo. Semicírculo e hemiciclo. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. olhos. principalmente em situações informais. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. a parte concreta do signo. além de conhecer o que fala.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . ao invés. literária. de acordo com a situação. Didatismo e Conhecimento 96 . é possível observar alguns níveis: . • Justo. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. desataviada. Esse nível da fala é mais espontâneo. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. ao utilizá-lo. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. suprimir. Significado (é o conceito. exato. suas letras e seus fonemas). químicos. Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. Quando escutamos essa palavra. para a manifestação da fala. Ao escutar a palavra “cachorro”. Embora irmanados pelo sentido comum. conhece também o que os outros falam. Fala: uso individual da língua.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. Colóquio e diálogo. aqueles. imparcial. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. orelhas. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. pois cada indivíduo. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. Com efeito. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. profissionais da área de direito e da informática. . o que faz com que essa sentença seja rejeitada. em nossa língua.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos.Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. oculista e oftalmologista. • Extinguir. Transformação e metamorfose. Cada indivíduo. clamor. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. científica ou poética (orador e tribuno. . apagar. a forma. de numerosos pares de sinônimos. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. cinzento e cinéreo). por exemplo.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. Moral e ética. etc. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. formando a sequência “um cachorro”. abolir. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. mais restrito (animal e quadrúpede). Abundantes em termos específicos. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. grito. Desse modo. Devido ao caráter individual da fala. médicos. • Brado. como idade e sexo. sua personalidade. dentro da unidade da língua. abecedário. vulgar. os sinônimos diferenciam-se. pertencem à esfera da linguagem culta. reto. . uns dos outros. Oposição e antítese. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. Desse modo. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. outros. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. entretanto. estes têm sentido mais amplo. o ambiente sociocultural em que vive. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. É um ato individual. biólogos.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. • Mal e bem. íntegro. . Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. Contraveneno e antídoto. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. Translúcido e diáfano. o contexto.

cesta e sesta. Razões de ordem didática. na Rússia. degradar e degredar. Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. glória. possui várias conotações (idéias associadas. (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . luxo. prescrever e proscrever. avaliar) e apressar (acelerar). assimétrico / pré-nupcial. era (verbo). sela (arreio) e sela (verbo selar). a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. que têm dezenas de acepções. evocações que irradiam da palavra). caminhada (verbo). descrição e discrição. o verbo dar e os substantivos linha e ponto. cedo (advérbio).Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. o sujeito jamais é preposicionado) . antipático / progredir. O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). • Velar: cobrir com véu. pomos (verbo pôr). denotativo. • Apreçar (determinar o preço. A homonímia pode ser causa de ambigüidade. c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). relativo ao véu do palato. Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. (sentido próprio). grande curral de gado. • Cerrar (fechar) e serrar (cortar).O condor vive em regiões montanhosas. (sentido figurado). atoar e atuar. deferir (conceder. (sentido próprio). • Hera (trepadeira) e era (época). a rigor. • Ênio tem um coração de pedra. regredir / concórdia. real. • Pára (verbo parar) e para (preposição). • Cela (pequeno quarto). (não: cabelereiro) .A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. descarrilou mais uma vez. comprimento e cumprimento. árvore frutífera. • Colher (verbo) e colher (substantivo). tetânico e titânico. alude (verbo aludir). cuidar. dó.Já é hora de o candidato dizer a verdade. sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). somem (verbo sumir). (não: descarrilhou) . (não: ao meu ver) . • As águas pingavam da torneira. • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). (não: aterrizou) . por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. Exemplos: Bendizer. • Jogo (substantivo) e jogo (verbo). não são homógrafas. dar deferimento) e diferir (ser diferente. ocultar. • Pena: pluma. poder. inativo / esperar. Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. Exemplos: • Construí um muro de pedra. nos levam a incluílas neste grupo de homônimos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. Exemplos: • São (sadio). Somem (verbo somar). punição. pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). adiar). ouro sugere ou evoca riquezas. divergir. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. Podemos citar ainda. • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. • Pêlo (substantivo). seção (divisão. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. vultoso (volumoso. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. tem sentido próprio. peça de metal para escrever. porém. vigiar. • Paço (palácio) e passo (andar). são (forma do verbo ser) e são (santo). livre (verbo livrar). mas significação diferente. • Concerto (harmonia. b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. (não: côndor) .O trem. como exemplos de palavras polissêmicas. Alude (avalancha). ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. discórdia / explícito. No primeiro exemplo. • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar.O avião aterrissou no horário previsto. cético e séptico. sessão musical) e conserto (ato de consertar).Fiquei com muito dó daquele jogador. . tem o sentido conotativo. corrigir). desesperar / comunista. Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. No segundo exemplo. • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). ceifar). (não: muita dó) .Nunca encontrava empecilhos no caminho. • As horas iam pingando lentamente. pôr fogo) e ascender (subir). (não: do candidato. sentimentos. implícito / ativo. • Aço (substantivo) e asso (verbo). Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). osso e ouço. emendar). cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). Livre (adjetivo). Cedo (verbo). • Caça (ato de caçar). A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. • Censo (recenseamento) e senso (juízo). eminente e iminente. Pomos (substantivo). infligir (aplicar) e infringir (transgredir). muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. anticomunista / simétrico. maldizer / simpático. Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. (sentido figurado). ostentação. • Fulano nadava em ouro. pós-nupcial. Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. • Cessão (ato de ceder). às (contração) e as (artigo). e às vezes a mesma grafia. mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar.

..... 7. procure um médico. da guerra. equivale a uma condição) . nos erros do passado. (quando persistirem. conflaglação..... (inadequado) ...estrangeiros e) seção . nunca teve muito ...incipiência b) sessão ...Foi um privilégio conhecê-la.seção .estrangeiros b) seção .... (FUVEST) “A ... (não: mortandela) .. c) Sua ascensão foi rápida..extrangeiros d) sessão . (CESCEM) Na ..flagrante ...cassado 8. equivale a tempo) ..... (não: récorde) ... cumprimento = saudação d) consertar = arrumar. (não: previlégio) .... a direção do presídio proibiu as visitas..Naquele ínterim..cessão . (não: latex) ...incipiência e) seção ... (não: haver) nada há ver = nada a receber ...Somos quatro. (não: interim) . (em tese) (não: a princípio) . (FEB) Há uma alternativa errada. (= no começo) (não: em princípio) ..Em face (ou ante a) da confusão reinante.Meu irmão é menor de idade. incidiram e) prestes. apresentava-se sempre . ontem..fragrante .. (não: somos em) .O cigarro provoca o enfisema pulmonar..Não se esqueça de colocar sua rubrica..caçado b) mandato ... procure um médico.. Assinale-a: a) cozer = cozinhar. (não: efisema) .. (MACK) Na oração: Em sua vida..... e) A cessão de terras compete ao Estado.... reincidiram d) preste. a) mandado .. (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes..Meu tempero está ruim..caçado d) mandado ...sessão ..flagrante .... (não: de menor) . (FUVEST) Estava ......Por favor...Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura. emigrar = entrar no país c) comprimento = medida.. d) Ascenderam o fogo rapidamente.Repetiu o ano porque não estudou o suficiente.....Ela prefere mortadela a queijo............. sua proposta nos interessa. conflagração.É um sujeito muito irrequieto..... (não: reinvindicar) . (não: fez com que) ........ (ambas formas corretas) ..flagrante .... no .. em astronomia... (não: Nóbel) .Ao persistirem os sintomas....... (TRT) O .insipiência Didatismo e Conhecimento 98 . (não: Maizena..estrangeiros 4... o desinteresse do mestre diante da ...... a) eminente.incipiência d) cessão . de tarefas . solene era ... a ...Depois de superados os obstáculos. (obstáculos não se vencem. concertar = harmonizar e) chácara = sítio.... xácara = verso 6. coser = costurar b) imigrar = sair do país.. proscrevi b) prescrever...Em princípio.” a) ratificar.O látex desta confecção é de primeira qualidade... incidiram b) iminente.cassado c) mandato . retifiquei d) proscrever...... Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política....... (BAURU) Há uma alternativa errada...O Brasil bateu recorde outra vez..” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10. pois os homens . b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros. do prefeito foi .insipiência c) sessão .. (não garage) . marca comercial) .A princípio tudo parecia real. de feiticeiros os ...Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição.sessão .. demonstrada pelo político.. plenária estudou-se a . ratifiquei 9. (não: irriquieto) .. científica do povo levou-o a .. ele voltava vitorioso.. a data de meu nascimento...... (não: em face a) . de direitos territoriais a ....estrangeiros c) secção .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .. 5. discriminei c) descriminar.... (não: rúbrica) ......fragrante . flagração. (não: rúim) .. lá em casa.” a) seção . .. prescrevi e) retificar.A maisena parece que está vencida........ (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas. . As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1. recindiram 2.....Esta roupa não tem nada a ver com você... deflagração. deflagração.Ficamos em pé / de pé o tempo todo. o número do cartão do PIS. (não: gratuíto) . ele voltava vitorioso.. ela refletiu sabiamente... b) A catástrofe torna-se iminente.Vamos galera! O “show” é gratuito.... (não: prazeirosamente) .. na frase seguinte: “Necessitando . (se persistirem. não deixe a garagem aberta... d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever. c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche...Fez que (fingir) não ouviu a advertência....... . (não: de ano) . (PUC-MG) “Durante a .Depois de vencidos os obstáculos..casçado e) mandado .cessão . superam-se) 3..A persistirem os sintomas. a) sessão . e) Reacendeu o fogo do entusiasmo..Todos reivindicam melhores oportunidades... reincidiram c) eminente......

iminentes 11... (descrição) b) Só seria possível ... (sortir) d) O corpo estava ...cumprimento .O Diretor do presídio .E)(9.comprimento ..comprimento . ou seja.tráfico .tráfico ... Brilha tranquila.Figuras de Palavras (ou tropos). desvio).. o “lucro”). na escada (arriar) (1.. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado.. corretamente.infligiu e) descriminar .... o acusado... que subia cada vez mais. ..tráfego . Quando esses conectivos aparecem na frase.....laço . quando se deseja atingir um efeito expressivo..A) (12...B)(6. assim como etc. Podemos classificá-las em três tipos: .tráfico . o recurso foi .” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns.infringiu 12. assim como. pesado castigo aos prisioneiros revoltosos. ......o efeito pela causa e vice-versa.. denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos..eminentes b) senso .D)(5. Vivo do meu trabalho.tráfego . do assunto é que foi possível prendê-lo..B)(8. tal qual.. o “trabalho”). se conseguíssemos mais provas que o inocentassem.infringiu c) descriminar . semelhantes... Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras). 2. vendo nelas uma relação de semelhança.infringiu d) descriminar .. literal. Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.lasso . Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus.Figuras de Pensamento.A)(10. em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva.o autor ou criador pela obra. (fera = animal feroz: sentido próprio....B)(3.. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”.cumprimento .. Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. intensidade e beleza. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso.. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam. a) discriminar . são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve.... ao associar verso a sangue. (fera = pessoa muito brava: sentido figurado. apenas a cabeça estava fora da água. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.iminentes d) senso ..Quem possui deficiência auditiva não consegue .infligiu b) discriminar ...... Somente após a . Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como. (descriminar) c) As negociações só vão .. São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra.. 3.. (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada.. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro. ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 .A)(4. os espaços das frases abaixo: 1. . ou seja.Hoje são muitos os governos que passaram a combater o .B)(11. os resultados esperados... Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto. “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que... Ocorre a metonímia quando empregamos: .....B)(2. de entorpecentes com rigor. o cofre ali mesmo... Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo...iminentes c) senso . temos uma comparação e não uma metáfora. Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras...... giro.lasso . (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo .eminentes e) censo . o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras..Figuras de Construção (ou de sintaxe). usual) Pedro era uma fera.lasso ..C) No segundo exemplo....laço .. os sons com nitidez. ricas em significados.” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como...... caso todos compareçam.C)(7.... “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona.. para comunicar à expressão mais força e colorido.... tal como..cumprimento ..

o medo no coração.o continente pelo conteúdo. Exemplo: No fim da festa. o mesmo não ocorre com a catacrese. Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática. o qual. .” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia.Ele tem um grande coração. copos e garrafas vazias). em geral. desisti de ter. sobre as mesas. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. (a palavra caixa. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade. simboliza o império. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. Exemplo: Não há teto para os necessitados.a matéria pelo objeto. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves. . Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. eles riam. “entrar para dentro”. e pulavam de alegria. ou seja. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. . Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado. pessoas velhas). no início da frase. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. que designa o continente ou aquilo que contém. mas eu não acho não.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. geralmente o “e”. Os homens pararam. Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos).. . o poder). Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. designando a espécie dos homens traidores). etc. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. Exemplo: Ele é bom volante. Didatismo e Conhecimento 100 . (a palavra trono. enunciado no início. está sendo usada no lugar da palavra doces. com o medo no coração. eis-me medonha e escura. destacando-a do resto. e dançavam pelas ruas. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. . expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. como por exemplo. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras.” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. (o concreto coração está no lugar do abstrato. A silepse pode ser: . pode ser facilmente identificado. Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. bondade). Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação. ou seja. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. . que é “moeda”).o instrumento pela pessoa que o utiliza. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). que não têm valor de reforço. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. (a parte teto está no lugar do todo. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. sobre as mesas. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. nesse caso. que designaria o conteúdo). e cantavam.o singular pelo plural. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista).o abstrato pelo concreto e vice-versa. ou seja. Exemplos: A velhice deve ser respeitada.o símbolo ou sinal pela coisa significada. Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. a cidade do Porto). (originariamente. que era branca e linda.o lugar pelo produto. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. Exemplo: Ele não tem um níquel.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. Exemplo: “Eu.o indivíduo pela classe ou espécie. copos e garrafas vazias.o gênero ou a qualidade pela espécie. de forma feminina. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos.de gênero. (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). “protagonista principal”.a parte pelo todo.. as construções “subir para cima”. no entanto. “a casa”). Exemplo: O homem é um animal racional. . A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. . Exemplo: Felizes.

Nelas intervêm fortemente a emoção. vêm apenas justapostas. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural.. escolhia. vozes veladas. (há omissão do verbo estar na segunda oração (. vivas. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . Exemplo:O projeto foi considerado imexível.de número. progressão: “O surdo pede que repitam. no âmbito da frase. Exemplo: Vim. escuro. na frase. têm o sentido oposto ao que querem dizer.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. Neologismo: criação de palavras novas. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. vãs. no lugar das palavras próprias. a praia. Exemplo: “Tende piedade. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. mais longe. Senhor. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere). É usada geralmente com sentido sarcástico. até que a última lâmpada se apagou. que repitam a última frase. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. deu rédea e. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. retumba.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. Exemplo: Depois de muito sofrimento. Era nada. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. saía toda perfumada. deixando-o meio velado. mas de significados diferentes. exageramos na sua representação. morre. lept! lept! arrancou estrada afora.” (Cecília Meireles) “Tudo. vulgarmente chamada de trocadilho. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político. venci. Exemplo: A manhã estava ensolarada. veludosas vozes. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. como nos três últimos exemplos. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. se a alegria é triste. tudo parado: parado e morto. cheia de gente. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. “Pedrinho. . podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). que poderiam se ligar por um conectivo.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. vulcanizadas. crescia. para realçar uma ideia.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres.” (Monteiro Lobato) “O som. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural. a paixão.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada. Sintaticamente. a apóstrofe corresponde ao vocativo. Senhor. ela tem uma qualidade que é antagônica).” (Cruz e Sousa) As onomatopéias.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas.a praia estava cheia de gente). ideias opostas. vi. Ironia: é o emprego de palavras que. sem mais palavras. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem. É uma figura de construção muito usada em poesia. vinha pra dentro da casona.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam. Exemplo: Está muito calor.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. Era subalterno. escolhia. ele entregou a alma a Deus. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando.de pessoa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .. Exemplo: “Eu era pobre. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros). o sentimento. Exemplo: “Tende piedade. volúpias dos violões.

O horror vai com ele. Foge. ( ) “Agachou-se. atiçou o fogo. geme a brisa folhagem.”(Olavo Bilac) 13.”( Machado de Assis) 18. ou melhor.”(Alexandre Herculano) 11. minto. corre. severas.”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 ... a que me cativou logo foi uma. Como comem!” (Aníbal Machado) 16. (Mário de Andrade) 9. ( ) “Mas. o pistoleiro sumir de ladrão.” (Camilo Pessanha) 20.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe.”(Chico Buarque) 12.”(Martinho da Vila) 17.” ( Adonias Filho) 35. o Zé-Povinho de chapéu erguido. esse quadro. pombas voando. a salvo. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim. 29.” (Mário Andrade) 4.” (Camões) 30. inútil. ( ) “Caça. Tanto não.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19.” (Raquel de Queiroz) “Tirou.” 34. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto.. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado. porém. ou tinham mais invioláveis esconderijos. Bergo) 31. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio.Almas tristes. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas. apesar de interessante. ( ) “Grande parte. Exa. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando.”(José Cândido de Carvalho) 27. ( ) “Avista-se o grito das araras. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1.. ( ) “Se os deuses se vingam.. comedor de gente. “ (Euclides da Cunha) 7. me escute.” (Graciliano Ramos) 14. as horas passavam. porém. e dancei e fui Vestido de rei. ( ) “A cidade inteira viu assombrada. inclemente. mas quão diferentes..” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura.. está cansado? 8.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. e foge alucinadamente.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe. de santos..” (Guimarães Rosa) 33. de poetas. acendeu o cachimbo. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa.” (Fernando Namora) 36. o mesmo silêncio anela de opresso. deslizavam melhor.” (Guimarães Rosa) 5.”(Machado de Assis) 2. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. apanhou uma brasa com a colher.. os sertanejos emboscados..”(Alcântara Machado) 37. “ (Vinícius de Morais) 28. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina.. ( ) “E brinquei. Exemplos: É uma jóia. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso. não sei se digo. em sua casa deles dois. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos. De guerreiros. O síndico. ou antes.. ( ) “Em volta: leões deitados.” (Aníbal Machado) 6. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza.”(Clarice Lispector) 25.. e levanta-se. que faremos nós os mortais? “ ( V. a gente vamos chegar lá. ( ) “Wilfredo foge. Simões Lopes Neto) 21. ( ) V. ( ) “Coisa curiosa é gente velha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas. e vacila.” (J. ( ) “O meu abraço te informará de mim... ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem. ( ) “Aquela mina de ouro..” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz. resignadas. na Lapa-Laje.. ( ) “Asas tontas de luz.. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.”(Raimundo Correa) 22. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes.” ( José de |Alencar) 32. Palha outro. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz.. de queixo caído. Não.” (João Cabral de Melo Neto) 26. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. uma preciosidade. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. e tropeça e resvala. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. ( ) “Era véspera de Natal. uma. fugindo nos cascos de seu cavalo.”(Guimarães Rosa) 10. consiste em retificar uma afirmação anterior. ( ) “Rubião fez um gesto. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. da outra banda. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. ninguém não pegava. ramalhetes de flores com laços de fitas. . foi-lhe tirado o lenço da mão. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

Didatismo e Conhecimento

. miserável e desigual.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. para não perderem o mercado de trabalho. isto é.” . apontando para prováveis resultados.Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. aumentando. escreve Aristóteles. “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação. em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores.Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. . Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos.Definição: não basta citar. confrontar situações distintas. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese. de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais importante do texto.Oposição: abordar um assunto de forma dialética. havia até advogado na fila de inscrição. mesmo que as empresas sejam automatizadas. nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. Entre eles. . .” . Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. .” . .. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F). (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático.Interrogação: questionamento.Narração: narrar um fato. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas. .Comparação: social e geográfica.. a violência. . . de seu prazer e de suas necessidades. com isso. Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin.Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas. . desemprega milhares deles. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. não compete a tão sonhada modernidade. incentivando a reflexão de quem lê. que almeja um futuro brilhante. Ex: “Em 1982. Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.Hipótese: antecipa uma previsão. a classe de trabalhos informais.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). pois decorre exclusivamente de sua vontade.Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. . de gastos. juízos.Comparação: estabelecer analogias. são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo). obriga que seja feita uma lei. Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. Conclusão: é uma avaliação final do assunto.Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem.. . (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro.Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto. de que. (. marcenaria. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” . não perderão eles seu mercado de trabalho. valores. projeta um pensamento ou faz uma proposta. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. cabe aos governantes desse país.)” . aparece a verdadeira doença do século.Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. defendendo o meio ambiente. .” .Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. linha de montagem.Exemplificação: dar exemplos. .Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação. triunfo das massas. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. (B) Segundo a Constituição. outra que olha de fora para dentro. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior. o espaço privado. pois a uma nação doente. é arbitrário. agravou vários dos históricos problemas sociais do país.Características: caracterização de espaços ou aspectos. .Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. Hoje..Enumeração: enumerar as informações.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. Podem ser desenvolvidos de várias formas: . Ao todo. comunicação. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou.Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! . Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial. velocidade.. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas. esclarecendo o conceito ou a definição.Proposição: o autor explicita seus objetivos. . o que provoca o desemprego. Ex: “Ação à distância. eletricista. (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. deter. se especializando. um fechamento integrado de tudo que se argumentou. Seu poder. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. principalmente a urbana. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?.Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. .” . . . . eram 15.

preferência.impõem-se sempre o raciocínio lógico. falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. Tema: Desemprego no Brasil. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto. . O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas. classificação ou aleatoriamente. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação.A Santa Missa em seu lar. pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. . O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). 4. . Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. desequilíbrios sociológicos e poluição. . essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. . 3.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. Uma possível solução é apresentada. razões a favor ou contra uma determinada tese. Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico. . (ideia secundária)”.Terço Bizantino. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente.Despertar da Fé. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece.Igreja da Graça no Lar.toda dissertação é uma demonstração.O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático.a linguagem deve ser objetiva. D. correta gramaticalmente. . o assunto que vai ser abordado. . 7º Parágrafo: Conclusão F. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem. processos. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. . . Didatismo e Conhecimento .a coerência é tida como regra de ouro da dissertação. .A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. precisa.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. original. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor.em consequência disso. Presta-se bem à indicação de características. natural. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. E. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: .A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. C. ou seja.Devido à expansão das igrejas evangélicas. . Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear.Palavra de Vida. denotativa. funções. G. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. 2. situações. Exemplo: 1.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. Deve ser clara. Pode-se enumerar. . . . . seguindo-se os critérios de importância. impõem-se à fidelidade ao tema. É fornecer argumentos. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. uma a uma. nobre.

Conclusão Só resta. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. pois. da ilustração. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). por isso é fundamental. isto é. conter de forma sintética. de pormenores. mais escuro e desoxigenado.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. 47) Didatismo e Conhecimento . todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. Ou os homens aprendem a conviver em paz. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. processos. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. É a abertura do texto. que só o sofrimento é real”. a confirmação da hipótese ou da tese. corre sangue venoso. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. em outras situações. dos dados estatísticos. da ordenação cronológica. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. por exemplo. da interrogação e da citação. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima.O homem. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar. se fossem usadas num conflito mundial. Primeiro. Conclusão: é a retomada da ideia principal. p. perde a dimensão de humanidade que abriga em si.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. Nos climas úmidos. Exemplos: Tempo . o tema é a questão indígena. recém oxigenado. seus limites. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. deve fazer a estruturação do texto. . Exemplos: . 108 . pelo contrário. das definições. Na artéria pulmonar. com seu incrível potencial destrutivo. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa. fatos. Muito depois. a camada do solo é pouco profunda. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. Espaço . . que confronta ideias. dia a dia. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. o homem aprendeu a grunhir.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. Contém a proposição do tema. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. Depois deu um significado a cada grunhido.O solo é influenciado pelo clima. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. porém. pois. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos).A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. muitas vezes. daqui a algum tempo. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. a velhice. os solos são profundos. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração. Deve. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. o objetivo proposto na instrução. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. em escala mundial. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. Se. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. da causa e da consequência.

Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. A seguir. como escrever. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. natação. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. mas se for particularizada torna-se aceitável. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. viagens. até sua perfeita compreensão. (3) Soluções do governo ao MST. p. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. hidroginástica. é habilidade melhorar depende de treino. independentemente da tipologia textual. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. Assunto: Falar em público. Em primeiro lugar. no desenvolvimento. identifique o tema. Hildebrando A. Branca Granatic (1996. cerâmica. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. (2) Posição das correntes mais radicais.Desenvolvimento do argumento 3 . Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. Por sua vez. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). otimista.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. posicionese. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. Depois. p. (2) Novo conceito de liberdade. musculação. de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. caso este não tenha sido explicitado. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável.Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado. 2 e 3. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. Nesse caso.Desenvolvimento do argumento 2 . qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. com subjetividade. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. Quanto à introdução. Por fim. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. (3) Ruptura da ideologia vigente. o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. ou seja. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. (2) A conivência do GDF. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. Por exemplo. caso o candidato se exprima.Desenvolvimento do argumento 1 . as possíveis reações do leitor e por isso. As evidências são o melhor argumento. (3) Atividade física é importante. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. de André (1998. . com base nos argumentos. Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio.80) aborda a redação dividida em esquemas. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. do jornal Correio Braziliense. própria de textos literários como a narração e a descrição. Às vezes. Esquema 1 . mas não deve ser vista como tortura. perderá pontos. crie seu objetivo. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. conclui o seu pensamento inicial. Didatismo e Conhecimento 109 . Na dissertação. pés e cabeça. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice. contadores de histórias. em uma dissertação. positiva. com treino. particular. de Dad Squarisi. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. sem fugir do tema. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. clara e coerente. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam.

é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. desenvolver. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. Para tal. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto. Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. venceram as dificuldades. desenvolver cada argumento. recomendase utilizar o esquema 1. Esquema 2 . que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. Por isso. Esta é a reta final. Por esse motivo. . Contudo. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema. denotar otimismo com relação ao problema abordado.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . positiva. em todo o texto. pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões).Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. desenvolva seus três argumentos. que devem apenas ser citados. usada por diversas pessoas. Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. abordando cada argumento em um parágrafo. Após considerar todas essas etapas. como já sugerido. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. Ele venceu até a gagueira. Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema. O principal deles: Demóstenes. o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. «dessa forma».Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . Dissertação Polêmica O autor. e não desenvolvidos ou explicitados. graças ao treino. os textos argumentativo. siga a ordem de sua introdução. «assim». Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. fazendo uma relação com a observação final do texto. (3) Como melhorar a expressão oral. curto. a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. obrigatórias na dissertação. de três a cinco linhas. positiva. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada. otimista. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». com outras palavras. é possível começar a redação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. o tema e o objetivo.Desenvolvimento do argumento 2 . geralmente acreditase que se trata de uma dissertação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. No entanto. • interpretálos coerentemente. positiva. por exemplo). com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. concluir. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos.Desenvolvimento do argumento 1 . otimista. Nos próximos três parágrafos. no ponto forte da redação. por isso. dar explicações. otimista. Não inicie frase com gerúndio. Cite. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). Tudo em um único parágrafo. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». caso venha antes do verbo. cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. enfatizar a valorização do ser humano. Aliás. que apresenta somente dois argumentos. oportunamente. Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. apoiado em razões e evidências. dissertativo e expositivo têm características particulares. E não se esqueça de utilizar a vírgula. para facilitar a redação. baseado no que foi coletado. . Isso também vale em relação a seus argumentos. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. pela organização mais explícita da redação. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. Em seguida. em seguida. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. • ordenálos. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto».Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. Quanto ao esquema 2. Por exemplo. singular ou plural). Lembrese: nada de copiálo.impessoal. Esquema 2 . além de reunir dados e expôlos com pertinência. apresentará posicionamentos. Texto Argumentativo. pai da Oratória. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação. . «Sob o foco da argumentação anterior». reescrevao com outras palavras. Didatismo e Conhecimento 110 . dissertativo ou expositivo. Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo.

Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. depois. possuindo boas casas de diversão. Assim. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. além de conhecimentos razoáveis. Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. . o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. não se devem misturar. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: . apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. Didatismo e Conhecimento 111 . universidades e casas de cultura. Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. paradoxalmente. outra habilidade: capacidade de persuasão. Numa cidade. Tóquio. a rapidez e o conforto. o ambiente lhe é estranho. . observaremos que a megalópole. editoriais. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. toda sorte de detritos químicos. o meio lhe é hostil. rios e mares. alimentos prontos. por tantos desejada. Aqui se exige. restaurantes com comidas das mais variadas origens. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. expõem-se todos os prós e. o lado negativo da megalópole. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. . . melhores salários.Apresentação do assunto proposto. muitos clubes. museus. mais chance de ascensão profissional. no ar.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. hipermercados. etc. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. indiscriminadamente. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. . de atingir um “status” social. muito só. possuindo vários teatros. todos os contras (ou vice-versa). o habitante da megalópole. . A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. .Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. sente-se. artigos. como o metrô.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica.Frase-ponte (de separação).Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais. assume as características de uma megalópole.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. há maiores possibilidades de emprego. o autor deve focalizar o assunto proposto. ensaios. Observações: Para maior funcionalidade. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. há selecão de prós e/ou contras. Primeiro. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. lançando. Conclusão: . Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. Se. por outro lado.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa.Conclusão propriamente dita. reportagens. embora cercado por alguns milhões de indivíduos. . podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente.Frase-ponte de ligação. Nova Iorque. Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. os prós e os contras. onde a indústria prolifera. poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. Sendo pessoas sem tempo para dialogar.

Esse elemento da narrativa é o tempo. tendo mudança de um estado para outro. protagonistas ou antagonistas. Por outro lado. o narrador acaba sempre contando onde. E. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. assim sendo. o meio. o avarento etc. Assim. o tímido.) ou tipos humanos (o medroso. Tudo na narrativa depende do narrador. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. porém. ou seja.Espaço: local da ação. que são os agentes do texto. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu.Personagens: são seres que se movimentam. . esta é aplicação do científico ao técnico. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. em última análise. o “miolo” da narrativa. dias. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. observamos que o mesmo é orientado. quando. mas principalmente pelos advérbios de tempo. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. unilateral. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). Elementos Estruturais (I): . podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. A pesquisa científica exige método e coordenação. segundo relações de sequencialidade e causalidade. Pode ser físico ou psicológico.. Cronológico: o tempo convencional (horas. Assim. . um conflito entre o homem e o mundo. meses). necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. o conhecimento científico. constatamos que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. Mas a ciência têm uma função explicativa. se apreende a aparência das coisas. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. como e com quem ocorreu o episódio. . estudante. já que o cientista. o científico e o filosófico. representado no texto narrativo através dos tempos verbais.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. por advérbios de tempo. A história contada. da voz que conta a história.previsível ou imprevisível. tipos sociais (trabalhador. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. obedendo a uma série de etapas e fatores.). É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. Com relação ao primeiro. por isso. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. ou seja. embora suporte da tecnologia.. e não simultâneos como na descrição. subjetivo. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. pesquisa pura. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada).). do conhecimento científico. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. o homem espera perplexo uma resposta. Assim. complexos. Quanto ao conhecimento filosófico. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. A ciência fundamenta a tecnologia. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca. apresenta as suas limitações. para se autojustificar. A segunda sem a primeira seria algo empírico. burguês etc. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. Final . organizados por uma narração feita por um narrador. o filosófico. Em se tratando. utilizando situações que contêm essa vivência. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. Além de contar onde. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Quando o narrador conta um episódio.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. Dessa forma. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente.. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo.Fechado ou Aberto. Enquanto aquela é busca ordenada. formando um todo homogêneo que. Psicológico: o tempo interior. sistemático e formal. pois as duas estão intimamente ligadas. é o seu apoio. sem base. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. . representado no texto pelos advérbios de lugar. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser.. Aqui. Expressa as relações entre os indivíduos. heróis ou antiheróis. Didatismo e Conhecimento 112 . passa por uma introdução (parte inicial da história. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). Interrogação e a dúvida geram. Assim. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais.Tempo: época em que se passa a ação. A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. concluímos que. de certo modo. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios.Narrador: é quem conta a história. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. formando uma rede: a própria história contada. por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. E. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. através dele. a natureza é o objeto do conhecimento científico. também chamada de prólogo). O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. pois são dois seres que se completam. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. Aquele que conta a história é o narrador.

muitas vezes. há basicamente. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. exceto as personagens ou o fato a ser narrado. ia tonto. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. Assim. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). Exemplo: “Parei na varanda. Há uma relação de implicação mútua entre eles. Não me atrevia a descer à chácara. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas. (. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. .Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. Narra em 3ª pessoa e sua voz.. .. . Existem três tipos de foco narrativo: . atordoado. ou seja. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. Mesmo que essa personagem não apareça no texto.. pode acreditar. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia.. eu estava lá e vi. 4ª ed.. como simples exemplos de uma narração. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. tornando o desfecho inevitável. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. conduzindo ao clímax.. Estrutura: . no desmaiado da Lua. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo. Casado ou doutro jeito.. Rio de Janeiro.Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor... 1973. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. no texto acima. . estacando para amparar-me. na cerração das madrugadas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. 110. são elementos vitais.Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. a história é contada em 3ª pessoa. a partir de suas ações. . e andava outra vez e estacava.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista. Podem ser principais ou secundários. esses não estão. por exemplo. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. o espaço confortável de debaixo do fogão). obrigatoriamente sempre presentes no discurso..Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante.. afamilhado. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. Comecei a andar de um lado para outro. Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. José Olympio. pág. é porque alguém lhe deu o animalzinho. mas sempre teso do Jango Jorge. na escuridão das noites. ela está logicamente implícita. se o menino ganhou um porquinhodaíndia. Não no víamos desde muito tempo. ou seja. (. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. Observe que. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. Verifica-se. à luz do Sol. . e passar ao quintal vizinho. é uma transformação de situação. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. os episódios se sucedem. podem ser apresentados direta ou indiretamente. pois. Assim. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. Encadeados. a história é contada em 1ª pessoa. Quanto aos elementos da narrativa. Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. nunca perdeu atalho. nunca desandou cruzada!. Assim. conforme o papel que desempenham no enredo. as pernas bambas. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto.” (Machado de Assis. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. que não é possível compreendê-los isoladamente. nunca errou vau.) Didatismo e Conhecimento 113 .Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens.

__Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. Quando em quando. __ Está certo. Por isso não pôde defender-se. mas resolutamente. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca.) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. Agora tem dois cavalos. um prato de comida e roupa lavada... mas ambos com menos de dez anos. Sempre o mais sacrificado. sem os cuidados de uma mulher. Só deu de mamar no primeiro mês. este velho caducando. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. na travessia das ruas. noite e dia o hominho aqui na carroça. No começo pensou num bonde. onde há seis mesas desertas. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca. poderiam roubá-lo. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. à espera. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. aritmético. humanos e indestrutíveis. e confirma o pedido. Severino. Fui jogado na estrada. O preto concentra-se. Os três sentam-se numa das mesas. Como fazia nos dias comuns. um mais velho e outro mais novo. assomava um guarda nas esquinas. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só.. E permanecem para sempre. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta. os dois pães com meia almôndega cada um. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. Os três atravessam o salão. o que há de melhor. __ Dobre a língua. é uma terceira pessoa. àquela hora da noite. e se dirigem para o cômodo dos fundos. Só não me pise. __ Duzentos e vinte. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. (J. O seu coraçãozinho se apertava. Tenho culpa? Só quero paz. mais ainda. O grande homem e seus dois meninos. O homem toma a cerveja em pequenos goles. O homem olha para os meninos. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca).” (Ilka Laurito. e depois?. Devagar. Criei um por um. __ Eu arranjo. (Nos bondes. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. em seguida. está bom? Ela não contribuiu com nada. das asas e das antenas e. os prédios. sem lhe passar diretamente a palavra.. sem a sua interferência. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. Ele ia pelas beiradas. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. Agora com mania de mulher. morrendo de vergonha da malha de cetim. acompanhado de dois meninos de tênis branco. A carroça e os dois cavalos. __ Na sua idade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. mulher. O hominho aqui se espalhava. num pratinho. O hominho é muito bom. Bisavô. sem que percebesse. O céu lá em cima. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. doutor.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. Que é que diria a Paraná?) Andando. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. pague uma pensão. sentados naquela mesa. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. enquanto o rapaz cúmplice se retira. Veja. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. __ Se quer sair de casa. cuidadosamente. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . Quase meia hora andando. Eles não têm pressa. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. Didatismo e Conhecimento 114 .. nem olhar muito para nada. deixou morrer. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. __ Essa aí tem filho emancipado. Todo velho é sem-vergonha. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. as coisas. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. __ Olho vivo – como dizia Paraná. doutor. está bom? __ Se ficar doente. muita atenção nos autos. (. da cara à mostra. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. A mula vendeu e a potranca. de forma canhestra. Exemplo: Festa Atrás do balcão. doutor. um neto casado. Fica muito mais gostoso. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. doutor. fico uma jararaca.. dois guaranás e dois pãezinhos. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. __Você desempregado.

por ter sido despejado. ele seguiu.é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”. . ao longo da leitura... Rosinha está dormindo. Assim.. Ignorava a exatidão de seus cálculos. Tomemos. Para ter um carro. quando e onde. . . que ele não está bêbado.. no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas. Pelo jardim.. Tem ela três características: . porque Rosinha não sai. que.) Ele vai tirar Rosinha da cama. Esse temporal assim é bom.. querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou. É guerra. . quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. e os castigos. por exemplo.Introdução: citar o fato. a narração terá diversas abordagens.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. O céu baixou. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. à noite. Os bondes passavam. para o fundo do País.. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. Por exemplo.. há a participação do narrador.. quer ou deve fazêla. uma subordinase a outra. A narrativa é a transformação de situações. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).. no entanto.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). ele não larga não. para isso. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. Fugir com ela. o tempo e o lugar. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. Não acordem Rosinha. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. Toda narrativa tem essas quatro mudanças. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa.. as três características explicadas acima (transformação de situações. e ela efetuase porque quem a realiza pode.. o leitor reconstitui. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. Por que não está malhando em sua cabeça?.Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. temos um texto dissertativo. Largar Rosinha ali. Ele está dormindo. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. realizase o ato de compra. (João Antônio – Malagueta. Caracterização Formal: Em geral. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente. No entanto. incentivouse a imigração de europeus”. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. Larguem os seus braços. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála.. Didatismo e Conhecimento 115 . Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. segundo.. para os maus). Assim. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração. pois elas se pressupõem logicamente.uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). Quanto à temporalidade. entre elas.. isto é. O aspecto narrativo apresenta.. (. Resumindo: na narração. . mas várias: uma coordenase a outra. Não é preciso segurá-lo. preenche essa condição). Rosinha. Ela lhe deu. . opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito). pelos escuros da Alameda Cleveland.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher. se abriu. sabe. ele vai se espalhar. as relações de anterioridade e de posterioridade. .. Dependendo do enfoque do redator.. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço. uma implica a outra.é um texto figurativo. Não! E esses tambores? Ui! Que venham. para apanhar uma fruta. quando se diz “Depois da abolição.. ou seja. é preciso antes conseguir o dinheiro. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa.. Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa.uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo)... Com efeito. até certo ponto. . por exemplo....Desenvolvimento: detalhes do fato. apresenta um componente narrativo. No primeiro caso. Abraçá-la no alto de uma colina. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora. por exemplo). Tenham paciência.. mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada. a sequência temporal foi modificada. o que aconteceu. O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. alguma subjetividade.Conclusão: consequências do fato. como vimos. É um recurso relativamente recente. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. a narrativa se desenvolve na prosa. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo.

A lebre saiu a toda velocidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo . que ficou atravessado a sua frente. com as mãos no teto. (Klink. Érico.Conto . ouvimos. imaginamos histórias. e iluminada seguiu em frente. para demonstrar seu desprezo pela rival. Quando a lebre acordou. os olhos).História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 .Memorialismo . com o corpo todo iluminado. Com as mãos agarradas na borda. é bom lembrar. para chegar primeiro. contamos. quase tocando-lhe o fundo. passava exatamente sob o barco. Porto Alegre: Movimento. vivemos em meio a muitas narrativas.espaço. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. por todo o caminho”. O segundo é uma narrativa ficcional..” “Aceito o desafio!”. Amir.Crônica .4) Ao longo da nossa vida.» (Kiefer.Parábola . (sempre guardam alguma coisa do passado. tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . cenas da memória do famoso navegador brasileiro . moço? Estava um caco: mal vestida. Eu procurava imaginar o que ela queria. Mas os olhos. não tive a menor dúvida: voei para dentro. Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. e. fechei a porta e todos os respiros. Desde muito cedo. Charles. A tartaruga continuou avançando. Seria o leito seco de algum rio.que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. O Dr. lendo Graciliano Ramos. como negarlhe a insipidez. Mais adiante. Enfim. Texto 1 “Noite escura. Uma noite de ardentia. passando por baixo. Poderia dançar à sua volta. estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo.Notícias . Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: .. A um sinal dado pelos outros animais.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: . por exemplo.Anedota .o texto 2 conta uma história de animais . que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção. de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. Estava tremendo.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto. e fiquei aguardando. ouvimos histórias de nossas famílias. assistimos. fato. 5O) Exemplo . cheirando a fumaça. tudo se alcança. Porto Alegre: Mercado Aberto. em que um autor cria no mundo da imaginação. Caminhos Cruzados. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás. “Cem dias entre céu e mar”. seguiam o corpo e a cabeça. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa. O que seria desta vez? A resposta veio do fundo.Relatos . 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez. As amazonas segundo tio Hermann. as duas partiram. 51) Exemplo .personagem (ou “com quem aconteceu”) .” (Veríssimo. disse a tartaruga calmamente. nem me tocou.Personagens “Aboletado na varanda. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. através de um relato de experiência vivida. de um lado. p. 1981. em todo o caso. deitado. Manobrou e voltou-se de novo. Comentário: . recomendou a tartaruga. enquanto do outro. Podia ser sua descomunal cauda. p.o texto mostra. p. A dentadura postiça. Tipologia da Narrativa Ficcional: . autor de vários livros sobre suas viagens. mesmo maravilhado com o que via. sem céu nem estrelas. Ieda. a face escalavrada. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional.fábula . respondeu a lebre.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. com muita perseverança. deitou-se e tirou uma soneca. Não quer que se carpa o quintal. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . “Isto parece brincadeira. Uma enorme baleia. . Ouvimos também histórias de medos. Rio de Janeiro: José Olympio.Fábula . pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados.Amir Klink. Não havia. de sonhos.Tempo “Sete da manhã. Moral: Com perseverança. como eram nossos parentes quando mais novos. Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr.acontecimento. lemos. de personagens fantásticos. Amâncio não viu a mulher chegar. a redondeza escura e uniforme dos seixos. pronto para o golpe. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco.” (Linda.Romance . perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém.Lenda .

desde que não fosse muito caro. disse. em prosa. grite. discursos inteiros. 09. Entre suas principais características. o Grande. teatro e narrativas televisionadas. depois disse que sim. grávida. Isso não é disfarce.. que o quarto já estava pronto. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. Ainda fez um elogio. O homem disse que não tinha. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. No hotel seguinte.. junto com as palavras dos outros. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. não se sentia bem. foi logo dizendo que não havia lugar. No terceiro hotel também não havia vaga. 1996.. homem de maus modos. Discursos do Rui Barbosa. No hotel seguinte. que viajavam incógnitos. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. e não causaram ondas. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.audiovisual: cinema. como dão para os grandes hotéis. para não ficar mal. se o governo nos desse incentivos. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê. “Dadá”? Sou eu. p. Para surpresa dele. ela. Foi adiante. quase tiveram êxito. Contudo. enxarquei as botas”. Ou tossindo. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. apareceram os três Reis Magos. . aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas.. tinha voz fina. — O disfarce está muito bom. Assim. p.. no ouvido de alguém. talvez. e o gerente era metido a engraçado. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se.visual: texto escrito. Aí.. com banho e tudo. fitas gravadas e discos.. mas estará falando para a posteridade. “Contos para um Natal brasileiro”. O grito do Ipiranga. a densidade. o próprio Shakespeare falando. Jornal do Brasil. gemidos. são as roupas que nós temos. Não seria fácil. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol.. comentários literários ou científicos. 117 O casal foi adiante. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. muita excitação e emotividade. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim.”? Isso não interessa. portanto. por exemplo. na pressa da viagem esquecera os documentos. qualquer coisa serviria. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. aos noticiários dos jornais. Você pode estar rompendo um caso de amor. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite. como eles logo descobriram. Que disfarce? Perguntou o viajante. inclusive identificando o seu lugar de origem. Essas roupas velhas que vocês estão usando. o viajante achou a idéia boa. para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. 11) Didatismo e Conhecimento . Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. que Napoleão era linguinha. Não demorou muito. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. — Eu pensei que tinha um quarto vago. estão a concisão. Luís Fernando. Saíram. As grandes frases da humanidade. Ou por Max para Engels. 27/O9/98. quando era bebê! Aumenta.auditiva: narrativas radiofonizadas. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. dizendo coisas banais. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. Ali perto havia uma manjedoura. Hotel. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. eu já teria feito uma reforma aqui. Mas até hoje não consegui nada. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. diga ao povo que. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. da próxima vez que o senhor vier... . O viajante agradeceu. e talvez um tímpano. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. a precisão. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. já que todos os sons que emitimos? espirros. com intervenções do ponto e comentários da platéia. No primeiro hotel o gerente.]» (Veríssimo. se não tem documentos? — disse o encarregado. dando voltas ao mundo. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). mas em compensação não pagariam diária. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. disse o homem. Foram procurar um lugar onde passar a noite.) Crônica: é uma narração. por exemplo. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. Poderia até receber delegações estrangeiras. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. Muda. perguntando por um casal de forasteiros. [. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. e até agradeceu. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. também não havia vaga. Se eu conhecesse alguém influente. No segundo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. Ouvir. O termo é atribuído. hospedaria. Quando os viajantes apareceram. frases. Estavam cansados da viagem.. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas. (“A Massagista Japonesa”. disse o gerente.. Aquela frase. mas parece que já foi ocupado. segundo a ordem temporal. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima.

poucos dias depois.«Peço-vos perdão mais uma vez. quando veio e chegou perto de casa. a água que bebo! Hei de castigar-te!» . e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. foi para seu pai. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. mas deve ser engano. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). «se eu não era nascido?» . como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. e mora no fundo dos rios. Assim. levantandose. Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. tanto fantásticas.» . saindo o pai. e. correndo. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos. em pleno dia. e teu pai matou o bezerro cevado. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato. e comamos e alegremo-nos. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. Mas ele se indignou e não queria entrar. por conseguinte. quando ainda estava longe. por meio de comparação. É muito interessante para crianças. É um gênero muito versátil. não? Então deve ter sido teu irmão. Parábola: narrativa curta ou apólogo.«Ah. chamando um dos servos. De caráter fantástico e/ou fictício. teus pais. e. ajuntando tudo. ouviu a música e as danças. e até certo ponto aceitáveis. ou Coisa de Fogo. de turvar. cães. pequei contra o céu e perante ti. lançou-se-lhe ao pescoço.«Vede que estou matando a sede água a jusante. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. E. havendo ele gastado tudo. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . respondendo ele.pergunta assustado o cordeiro -.«Que ousadia a tua. este teu filho. o filho mais novo. pastores. E ele lhe disse: Veio teu irmão. E ele repartiu por eles a fazenda. E. constatada no final da história. faze-me como um dos teus trabalhadores. as lendas. e dir-lhe-ei: Pai. algum parente: teus tios. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. e ninguém lhe dava nada. . E o mais moço deles disse ao pai: Pai.e o leva até o recesso da mata. tinha-se perdido e foi achado. Algumas vezes. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. viu-o seu pai. e todas as minhas coisas são tuas.«Então. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. muitas vezes erroneamente definida também como fábula. Já não sou digno de ser chamado teu filho. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. houve naquela terra uma grande fome. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. e vesti-lho. na qual são animais que ganham características humanas. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. porque o recebeu são e salvo. Narração figurativa na qual. . Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Mas. E. porque este meu filho estava morto e reviveu. Cordeiros. Vindo. Para os índios ele é «MbaêTata».» . as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis.«Majestade. Sempre contém um moral por sustentação. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. . dá-me a parte da fazenda que me pertence. vai tocando fogo nos campos. sem nunca transgredir o teu mandamento. de dia é quase cego. e. perguntou-lhe que era aquilo. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. à noite vê tudo. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. e matai-o. E o seu filho mais velho estava no campo. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. assim. e se moveu de íntima compaixão. E. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. instava com ele. quanto reais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. E começaram a alegrar-se. E ele lhe disse: Filho.» . tu sempre estás comigo. .«Mas turvas. E. e trazei o bezerro cevado. e o beijou. hei de vingar-me» . disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. vivendo dissolutamente. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto». pois eu não tenho mano. E. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. E o filho lhe disse: Pai. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. e lhe diz irritado: . e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. caindo em si. vós não me poupais.«Mas como poderia» . Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. seus olhos cresceram. e começou a padecer necessidades. mataste-lhe o bezerro cevado. porém. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. aventureiro inato. porque este teu irmão estava morto e reviveu. e por onde passa. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. onde o esquarteja e come sem processo. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. e irei ter com meu pai. enormes. o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. por isso. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto.

Não seja excessivamente minucioso. tiques. ao redor do mesmo tema. Experimente. aceitando a interferência. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. como estilo. certamente. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. frequentemente. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados. muito menos os narrativos.. Escrever circularmente é como andar em círculos.. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. criaturas assemelhadas que são aos humanos. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas. revela estados de espírito. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. Imitação da vida ou ultra-realidade..Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. ou seja. infinitamente repetir. quando escreve. “faces rosadas”. perfeita. uma cor de olhos. uma mulher que lê mãos. imagina que. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real. inclusive. para fazer melhor o seu texto. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. após citar uma personagem.Começo. particulares.” Quando o corretor lê isso. um trecho dela: há circunstâncias que. . a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. deve ter traços fortes. “família unida”. deixá-la de lado. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. . Este aspecto é tão importante que. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. sobretudo a protagonista. explicando-lhe a demora. . por exemplo. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim. “inocente criança”. Muitas vezes. “uma grande salva de palmas”. “fechá-lo” à sua maneira. seus significados. . Coitada da menina. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer.. parecer frágil em alguns aspectos. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos.) . “abraço cheio de emoção”. Antes de começar a escrever. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. típicos. lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens. sem mais nenhuma indicação posterior. pelo uso constante e popularizado.” É evidente que. gestos (passar a mão no cabelo. é imprescindível que você. . Estes são apenas alguns exemplos. de acordo com suas vivências e experiências. “paixão intensa”. preocupada. acredite. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. tais pedidos. “ao pôr-do-sol”. Didatismo e Conhecimento 119 . manias. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. a não ser por escolha do autor. meio e fim: Muita gente. “Num belo domingo de Primavera. “beijo doce”. ou no porão. como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. um homem misterioso de chapéu. apenas com a sugestão de fecho. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor. a sequência que nos permita um bom fecho. capaz de convencer quem o leia. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). Não acredite nisso. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”. o texto não pode.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra.Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. ideias ou palavras que. ele sequer existe. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. Ele deve sempre parecer um todo verossímil. ou seja.. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. evitando abundância desnecessária. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra. em que animais ou coisas são personificados. por exemplo. repetir. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. a peripécia dos acontecimentos. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. sabemos que elas devem parecer verdadeiras.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: .. é preciso ser didático.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. em dado momento.. . sem que possamos sair do lugar. então. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. maravilhosa. se retiradas. mas saiba priorizá-los no uso. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. Uma personagem. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa. para ser compreendido. Mesmo numa fábula ou num apólogo. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. começá-lo pelo clímax. Pior do que isso é começar a narrar e. Isso é uma boa dica.Escrita circular: Rigorosamente. . a interação com o leitor que pode. esquecê-la. não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. precisaremos da ajuda de adjetivos. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. é interessante que jamais percamos a coerência interna. Se você criá-las sem características específicas.”. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. nada mais significam.. características psicológicas e intelectuais das personagens. sem resistência de continuidade. aborde aspectos.

ambiente. Dessa forma. objetos. em imagens.Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda.Ao fazer a descrição enumeramos características. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. carnuda. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. 3ed. portanto. págs.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação. todas elas estão no pretérito imperfeito. entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. Devese notar: . Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. O Sol fazia-as brilhar. Sempre que se expõe com detalhes um objeto. .. e era mole. ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito. e não traçar a cronologia de suas ações). Reunia a isso grande medo ao pai. raramente estava alegre. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo.por isso. por exemplo. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. não denota nenhuma transformação de estado. o que será importante ser analisado para um. aplicado. os. O mestre era mais severo com ele do que conosco. sanguínea e fogosa. Contos. Por todas essas características.) Ângela tinha cerca de vinte anos.. Não é necessário que seja perfeita.. no nível do relato. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. preferencialmente. Normalmente. quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso. Quando ele pede um determinado componente acional. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. não será para outro.. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e. (Machado de Assis.ainda que se fale de ações (como entrava. . que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. Evidentemente. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. 3132. . o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. cheiro de árvores. está fazendo uso da descrição. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. Elas manifestavam todo o seu esplendor. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso. . Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. lugar.. pálida.” (extraído de “Amor”.Utilizam. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. A outra é esquecer os itens do enunciado. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido. como este. com palavras. Ática. na versão original. Ao seu redor havia ruídos serenos. trocá-lo (pede-se.se invertêssemos a sequência dos enunciados. inteligência tarda. pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. grande demais. cena. Tudo era estranho. aquele. como ele. precisamos fazer certas modificações no texto. retiravase). porém. o enunciado destaca o que pede como imprescindível. É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. Grande.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. E antes de passar a limpo a redação. situação ou coisa. .é impossível separar narração de descrição. Exemplo: “(. emoção vivida ou sentimento. . a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. ou pelas ações. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. Era uma criança fina.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes. etc. está-se pensando apenas na ordem cronológica. . Por isso. pequenas surpresas entre os cipós. animal. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. Laços de Família.. etc.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 . precisamos fazer algumas alterações. Características: . pessoa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . o ano de 1840. pois. . não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos.. uma narração e você faz uma dissertação. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (. situações. Como. para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar.). mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. São Paulo.) Esse texto traça o perfil de Raimundo. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes. 1974. Quando alteramos a ordem dos enunciados. ao invertermos a ordem das frases. suave demais. Raimundo tinha grande medo ao pai). etc. “Conto de escola”.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. verbos de ligação. comparações e inúmeros elementos sensoriais. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. como veremos adiante.). Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. cara doente.

Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. então achou outra esperança maior: para ele. situar-se.Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. . para transformá-lo em narração. ou seja. a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca . ausente do calor alegre do sol. Exemplo: “ A casa velha era enorme. o segundo.Emprego de figuras (metáforas. Lemos um velho de pequena estatura. haver. o ser. não muito gordo. Joca Ramiro era único homem.. Podese apresentar. calmos. Tudo simples. metonímias. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.. Tinha uma covinha no queixo. O pessoal.. cabelos negros e lisos”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . dos adjetivos e dos advérbios. nunca tirava as lunetas escuras. mas não tingia o bigode.) Quando conheceu Joca Ramiro. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. a cena. pele bronzeada. Para transformar uma descrição numa narração. capricho da sorte.Senhora) . bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. estar. ficar). o ser. vasta e polida. muito crente. pelo contraste. Exemplo: “Era o Sr. depois você entrava tinha um jardinzinho.e aquele preto lustroso dava. toda em largura.O Primo Basílio) . tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue. se isso não for possível. desde que eles sejam sempre simultâneos. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. na relação situação inicial e situação final. Aparência atlética.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . o presente e o pretério imperfeito do indicativo. sinestesias). calmos.85m.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. aí você entrava na sala da frente. que era o lugar da bagunça. Ex: “Sua altura é 1. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. no final do corredor tinha a cozinha. concretas. numa descrição.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem. Pintada de roxo-claro. . concretamente. de sobregoverno. mas rolho e bojudo como um vaso chinês.Todavia deve predominar o emprego das comparações. Moreno. mais brilho à calva. 70kg. . Características Linguísticas: O enunciado narrativo. que conferem colorido ao texto.” (José de Alencar . . magro.Usar o vigor e relevo de palavras fortes. eu morei numa casa.. eram de um rei. e essa casa era assim: na frente.. situação ou indicadores de propriedades. uma pureza de cristal. Mais tarde.. exatas.). que se usem então as formas nominais. capaz de tomar conta deste sertão nosso.. depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Ex: O dia transcorria amarelo. próprias. enquanto que o enunciado descritivo. Raul Pompéia) “(. até mesmo ação ou movimento. mandando por lei. tinha-o grisalho. Era feita de pau-a-pique barreado. No caso do texto II inicial. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto.Devemse evitar os verbos e. atitudes. a cena. podendo opinar ou expressar seus sentimentos. Exemplo: “Era alto.. quando o objeto. comparações. é marcado pela temporalidade. Exemplo: “Até os onze anos.. Na dimensão linguística.” (“O Ateneu”. existir. provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado. é atemporal. . Roupa simples. fazer-transformador. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: . por ter a representação de um acontecimento.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto. não tendo transformação.Uso de advérbios de localização espacial. os gestos. . farto. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. soberanos. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. com o pescoço entalado num colarinho direito. Apesar de seu corpo rechonchudo. um pouco amolgado no alto. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado.Predominância de verbos de estado. vestido todo de preto. Era muito pálido. olhos negros. uma casa velha. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.” (Eça de Queiroz .” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. frio..Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. ombros largos. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos. caído aos cantos da boca. uma grade de ferro. a passagem são apresentadas como realmente são. Ex: Vida simples. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. Iibertouse desse medo. par-defrança. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. Telhado de quatro águas. qualidades. Seu peso. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno.

portas. . teto.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. dimensões.Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. triste de facha.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. pois as características físicas perderiam qualquer relevo. voz. . apontando suas características exteriores. o mesmo de figura. cor e brilho.Introdução: comentário de caráter geral. conforme o permita sua sensibilidade. ao contrário da narrativa.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato. idade. dimensões (largura. postura. objetivos).Conclusão: comentários de caráter geral. 497.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. nariz alto no meio. peso. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: . textura. meão de altura. A descrição. comprimento. . de acordo com determinada ordem. eletrodomésticos. cor/ brilho. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. No entanto.Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. Descrição de ambientes: . . Obras de Bocage. preferências. Descrição de pessoas (II): . sugerese que o concursando. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. Porto. cor da pele. .. janelas.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo. . facilmente identificáveis (descrição objetiva). cabelos.Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. também denominado adjetivação. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos.Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material. pág. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade. diâmetro etc.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. . precisa possuir certo grau de sensibilidade. quadros. Se fizesse o inverso.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. .Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito.Desenvolvimento: análise das características físicas.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe).Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. material. Incapaz de assistir num só terreno. pessoa etc. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. altura. . associadas às características psicológicas (2ª parte). Didatismo e Conhecimento 122 . em que os aspectos sensoriais predominam.Desenvolvimento: análise das características físicas. 1968. a ordem dos enunciados na descrição é indiferente. .Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . esculturas ou quaisquer outros objetos. associadas às características psicológicas (1ª parte). de Bocage: Magro. o sentido não seria o mesmo. Lello & Irmão. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. o redator. sublinhe todos os substantivos.) . roupas). olhos. ao descrever. de olhos azuis. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. Descrição de paisagens: . nariz. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. . ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa. luminosidade e aroma (se houver). boca. bem servido de pés. não supõe ação.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. e não pequeno. textura. carão moreno. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva). peso. inclinações. temperamento. peso. após escrever seu texto. lugar. associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo. . mais propenso ao furor do que à ternura.Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). É uma estrutura pictórica. acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. .Desenvolvimento: características físicas (altura. . O poeta descrevese das características físicas para as características morais. . caráter. do ponto de vista da progressão temporal. chão. Para facilitar o aprendizado desta técnica. Descrição de pessoas (I): . .

Creio que trazia também colete. Mas já era homem sério de velho. vidros quebrados nas vidraças. etc. brilhante.” (Alencar. Tanque .O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores. Autran. para descrever experiências.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. literalmente. que vacilei em dar a descarga. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões.” (Dourado. tinham duas fortes joelheiras. Na descrição não-literária. esses e gregas. por igual). de cor saudável. Por ser objetiva. Imaginem agora uma sobrecasaca. o vinco perfeito. Os seus interiores são amplos. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. salvo o feitio. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. Moacyr. espaço. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. casamento então era parelho mesmo. ora para o nordeste. formando flores estilizadas. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. magro e pálido. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . proporcionando a climatização perfeita do ambiente. um colete de seda escura.. dos oito primitivos botões restavam três. a desabotoado. Cuidava muito dos trajes. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. ambas desmaiadas. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. apertando um colarinho de oito dias. alto. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. a pupila negra.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. cintilante. móbil. mas semquefazer de menino). o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. no banheiro. reservado. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. mais larga do que pediam as carnes. a calça é que era como a de todos na cidade brim.” (Scliar. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade. Estava tão bem ali. os ossos da pessoa. 12. que pode ser ampliada para até 1500 litros. precisa. para evitar a deformação em caso de colisão. o seu funcionamento. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas. (. marchetado de pardo. ferida pela luz do sol. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. volutas. dois grãos de milho. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. superfície lisa. segundo eles antigamente. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. p. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. as peças que os compõem. O jaquetão de casimira inglesa. com o encosto do banco traseiro rebaixado. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. Machado de. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. ora para o sul. Dava gosto ver. 1975. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. por entre a folhagem. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. E tinha. José de. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. tinha pouco mais de trinta anos. a não ser em certas ocasiões (batizado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. os cabelos pretos cortados rentes. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. Flutuava displicentemente. situações e coisas. bem formado.” (Assis. cenários. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. quase acetinada. Porta-malas . As roupas. a sua pele. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. da força e da inteligência. cor de cobre. A descarga vazava. a graciosa criatura. De repente virouse e ficou boiando de costas. setas. descrevendo uma longa espiral.) Ali. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. cumpridor. brilhava com reflexos dourados. à guisa de olhos. ambientes.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. da sua aparência medida. As calças. mas sempre muito bem passada. o chapéu era contemporâneo do de Gessler. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. ou. a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. processos. Ópera dos mortos. o pêlo desaparecia aos poucos. paisagens. morte. feitos para durar toda a vida. a tez lisa. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. de brim pardo. Didatismo e Conhecimento 123 . há predominância da denotação. roto a espaços. Casa de gente de casta. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação.. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. textura fina.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. Para compreendê-las. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. não possui texto verbal. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. porém. Quando são publicadas em jornais regionais. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. Nele. apontando para fora do móvel. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. com expressão aborrecida. Além das falas e dos dados da pesquisa. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. A imagem traz uma caricatura de José Serra. Enquanto isso. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). todas referentes ao mesmo tema. de quem passa por apuros. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. tem a forma de uma escada. reconhecido pelos traços da caricatura. Assim. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. Paulo Criada por Glauco. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. Serra afirma estar indeciso. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. ou seja. um homem careca dentro do aparelho. Agora São Paulo Dos três casos. uma referência ao símbolo de um partido político. este é o único em que imagem e texto mesclamse. por exemplo. grita para que Serra assuma. cujo símbolo é um tucano. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. por ser careca e pertencer ao partido tucano. A corda. o que lhes dificulta a compreensão. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. Charge da Folha de S. porém. que pertence ao PSDB. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. Nos jornais de grande alcance. para interpretar a charge. Após a identificação desses elementos básicos. toda a informação deve ser identificada no desenho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. com a expressão tensa. “Eleição para Presidente”. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. que termina numa seta vermelha. que Serra é pré-candidato. no qual está escondido José Serra. o que é muito frequente nas charges diárias. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. José Serra. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. o PSDB. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. Mais uma vez. Didatismo e Conhecimento 127 . Os temas de charges. nem sempre são assim tão amplos. Abaixo veremos três exemplos de charges. e um texto complementar. a charge ainda tem título. Ele abre a porta de um armário. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. CE) Aqui também não há texto verbal. e.

falsa. malícia nas entrelinhas.. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo.Ative sua leitura. . Este movimento apenas incrementa a falta de memória. e outras. . . .Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto.As perguntas são fáceis. partes) para melhor compreensão. mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. sua importância. procurar um fundamento de lógica objetiva. devemos observar o seguinte: .Esclarecer o vocabulário. .Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. não interrompa a leitura. . procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. com atenção e cuidado. . .. . O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto. Este movimento.. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura.Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. . . sutileza. às vezes.O autor defende ideias e você deve percebê-las. .). .Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. exceto. Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. incorreta. . .Ler com perspicácia. . ininterruptamente. perceber.Todos os termos da análise sintática. Ele morreu faminto. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. ler o texto pelo menos umas três vezes. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu.Partir o texto em pedaços (parágrafos. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem. . verdadeira. parte) do texto correspondente. . certa.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas.. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. todo o contexto fica identificado. .Viver a história. errada. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. ao final de pouco tempo. . procurar a mais exata ou a mais completa. porém. . palavras que aparecem nas perguntas e que. Dicas Podemos.Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo. é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais.As orações coordenadas não têm oração principal. apenas as ideias estão coordenadas entre si. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado. acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho. ler profundamente.Ler. cada termo tem seu valor. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto. correta. não. definindo o tema e a mensagem.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro.Ver.Entender o vocabulário. tranquilamente. sentir. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”). . facilitando o trabalho de interpretação do leitor. O leitor deve perceber.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. . . Você não percebe. de fome: adjunto adverbial de causa. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. elas não existem. faminto: predicativo do sujeito. treine a leitura de charges. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. Didatismo e Conhecimento 128 .Quando duas alternativas lhe parecem corretas. ou seja.Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de.Verificar.Cuidado com as opiniões pessoais. .Sentir.Ler todo o texto. . perceber a mensagem do autor. vá até o fim.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. Regressar no texto. procurando ter uma visão geral do assunto. . . Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. dependendo de quem lê o texto ou como o leu. . Exemplos: Ele morreu de fome.Se encontrar palavras desconhecidas.Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta. aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. apalpar o que se pergunta e o que se pede. ler bem. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. o enunciado de cada questão. Por isso. . Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos. Para isso.Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor.Quando o autor apenas sugerir ideia. . Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada).

Captamos o estímulo.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. não existe livro interessante. Leitura é um dos grandes. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. assim.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . precisamos de motivação. mais estará aprendendo. na semana passada. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. atualizado e bem informado. pegado à cidade do Rio de Janeiro. mas leitores interessados. senão o maior. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Exercícios Este é o caminho: leitura. além de necessitar de um bom léxico internalizado. ou seja. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país. Quando lemos. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. ingrediente da civilização. durante a leitura. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. devemos colocar lápis. lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição.Objetos necessários: para evitar que. correção.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. Na verdade. ou seja. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano. Torna-se. então. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. números. ventilado. para nos mantermos atualizados e competitivos. etc. Deve ser um local tranquilo. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. Não adianta um desgaste físico enorme. mas interpretar o mundo em que vivemos. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. sua experiência básica será de terror. Quanto mais você entender porque errou. . se encontra alegria. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. haveria a formação de sombra nesta página. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. a sua paisagem mutilada pelo fogo. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. desde que saibam decodificar a mensagem. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. Uma alimentação adequada é muito importante. . é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. exercício. Ela é uma atividade ampla e livre. imaginar e sonhar. é preciso aprender a técnica adequada. para ser realmente eficaz. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. segundo esta citação. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. observando suas crenças. o que atrapalharia a leitura. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. marca-texto e dicionário sempre à mão. registrando os conhecimentos. Por outro lado. sua experiência será de tranqüilidade. entendimento dos erros. Quanto a iluminação. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. Manter-se descansado é muito importante também. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. Didatismo e Conhecimento 129 . esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. deve vir do lado posterior esquerdo. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Não o fazer na primeira leitura. por meio da visão. . manter-se em dia. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. interpretando os símbolos usados como registro da informação. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. Para essa etapa. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. etc. cuja história já foi lida em um livro. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro. agradável. . associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. .Passamos. Para isso. de outra forma. Além disso. então. Portanto.

de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. e avançou pela caatinga. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. e) Errado. Naquele dia. documentos importantes. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. Mas o que é gratificar bem. desfigurando sua paisagem. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. há pelo menos 31. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. Abrir caminho não é provocar. c) Errado. no CentroSul. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. Se os bombeiros apagaram o fogo. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. tudo na base do “gratificase bem”. a) Errado. Três não são vinte e cinco. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. por exemplo. pelas suas fórmulas. todos estarão. 221811984) 1. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. (Isto é. por exemplo. d) Errado. Resposta “C”. Depreendese que o autor do texto. leia o texto a seguir. Nunca pude avaliar. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. Resposta “B”. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. Segundo o texto.500 anos. cachorrinhos desaparecidos. de 18 a 25 anos. e pela seca prolongada no sertão nordestino. na Tijuca. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 .. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. 3. pelo menos foram eficientes. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal.500 anos. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. dos legisladores. d) Errado. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. no sertão do Piauí. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. quase sempre de estimação. quais as suas verdadeiras intenções. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. c) Errado. O que seria competência.. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. e) Certo. b) Certo. 2. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. Resposta “E” a) Errado. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade.”. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. e que as vagas continuem sempre disponíveis. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. b) Errado. pelo homem brasileiro préhistórico. em relação ao fato descrito. Objetos perdidos. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. calcinado há seis anos pela seca.

dramatizase. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. Leon. nº15. c) anunciante – leitor. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. Objetos perdidos. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. lugar de futuro = emprego. sublimadora. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. um gozo celetial. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. e) anunciante – leitor.. 1987/88. outra vez. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. Didatismo e Conhecimento 131 . Resposta “D”. Compare: letra a) anunciante – anunciante. 9. p. e) Somente aos anúncios de compra e venda. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos.. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. Literalmente. um de cada vez.. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. Observe que a frase “. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. Resposta “B”. 6ª ed. ao consumir um produto. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. o mito da queda. elevada ao absurdo. Luís Martins. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções.A. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas. d) leitor – leitor.. o melhor será mesmo abandonar a cidade. (Extraído de A promessa do paraíso já. A sua eficiência. “por motivo de viagem”). c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). a publicidade é uma fábrica de sonhos. Nunca pude avaliar. ao montarem seus aparelhos. O Homem ao Cubo. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . porém. resultando disto maior economia para as montadoras. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. Cada vez que o paraíso é prometido. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. Cada vez que esse retorno é frustrado. um estado nirvânico. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. 110/111) 10. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. Ano IV. “lugar de futuro”.. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. Humanidades.. Resposta “A” 8. 7. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. b) Especificamente aos que oferecem serviços. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. represemase (ritualizase) o drama do retorno. técnicos = serviços (venda). A se ressalvar e a se ressaltar. Ao falar de “pequenos anúncios”. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. consistiria em fazer com que o consumidor. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. Conforme o texto.. b) Trabalham melhor que os das fábricas. (Eliachar. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. faz “o futuro dos outros”. 6. adoptado) 5..

Resposta “C”. e) Em “sua eficiência”. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”. sobressair. se entender a participação plena na sociedade. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. 15. reiteram a mesma ideia. Resposta “A”. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. se. só busca ressaltar o lado positivo. d) As expressões “deleite sublime”. principalmente. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. Assinale a letra que contém o enunciado falso. econômico. “gozo celestial”. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. 12. Resposta “C”. já que os usuários não subestimam seu potencial.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. “Drama do retorno” e “mito da queda”. excetuar. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. de uma forma mais abrangente. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. É a única alternativa de significado negativo. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno. político e social). porém. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade.. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. dar relevo. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. que a utilizam bem. b) O segmento .. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. 14. Considerando-se o contexto apresentado na charge. por esta. Sim. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. “estado nirvânico”. cultural. chega-se a esta resposta.. no texto. 11. prevenir com ressalva. e) Ao adquirir bens de consumo. A publicidade. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. Ressalvar = corrigir. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. Resposta “C”. a) Colocadas em sequência. Ressaltar = destacar. ausência de cidadania. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. colocadas em sequência. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. no texto. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”.. falta de recursos ou. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. Didatismo e Conhecimento 132 . Por exclusão. 13.

mas insistem que a injustiça social prevalece. c) estar na mira de pessoas incautas. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). moradia. Ela pode ser utilizada. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. Na Literatura. essenciais ou não. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. De acordo com o texto.br/nacional/not_nac377078. educação e trabalho escravo. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. na Suíça. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. Adaptado) 17.05. a charge trata da injustiça social no país. Resposta “D”. incluindo os indígenas. e) redundância. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição). e) combatem eficazmente a pobreza. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. 26. aumentando ainda a renda distribuída. b) devem ser ampliados. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. de criticar ou de censurar algo. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. Resposta “A”. o que o distancia do assunto da charge. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais.” 19. Portanto. Resposta “E”. (www.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. ou seja. incluindo os indígenas.estadao. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. Resposta “B”. 18. d) ironia. muitos por estarem no setor informal da economia. reforma agrária. Há duas semanas. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. independentemente de classe social. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. ouvinte ou interlocutor. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. com vista a obter uma reação do leitor. mas com a finalidade de desvalorizar. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza.com. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. c) mau humor. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos.2009. c) não precisarão de melhorias. a ser ativo durante a leitura. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. Por fim. Na visão do órgão. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). b) displicência. paulatinamente.º parágrafo do texto. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. a exclusão social. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. b) não mantém uma relação temática com a charge. Para tal. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. entre outras formas. Na verdade. para o homem. que dele se beneficiam sem terem direito. d) extinguiram as desigualdades. No 1. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. aumentando ainda a renda distribuída. d) ser. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo.htm. com o objetivo de denunciar. Assim como a notícia veiculada no Estadão. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . o termo universalização aparece grafado entre aspas.0. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios.

20. os serviços devem ser construídos. Por isso. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. para isso. “tomar por foco”. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. d) competentes. planejados e administrados. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. e) amplas. está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. “Focar” significa “pôr em evidência”. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. Resposta “C”. b) controladas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. c) direcionadas. E.

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