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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

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e. hífen. seguido. 10. lápis. lêssemos. . inúmeros. fáceis. sublinhar. o. ele mantém. facilmente.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. ãos. eles intervêm. . pêndulo. d) abrupto. nós. si. quilômetro. sonâmbulo etc. sendo proferidos fracamente. . Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: . há. janela. escritor. ãs. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. órgão. bênçãos. úmido. uns: táxi. estômago. polígono. eles mantêm. por exemplo. Exemplo: montanha.ditongo crescente. quilômetro. São palavras vazias de sentido como artigos. podem ser tônicos ou átonos. armazéns. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. ele intervém. compô-lo. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . x. dólar.l. c) sublocar. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. uns. e) coe-são / si-len-cio-so. fórceps. etc.Com acento agudo se a vogal tônica for i. ímãs. ps: fácil. ele contém. régua. pajé. má. jóquei. também chamado acento de intensidade ou prosódico. guam. um. as. pôr. serás. ou não. pronomes oblíquos. Descabido seria o acento gráfico. subdesenvolvimento. elétrons. México.em. seguidos ou não de s: xará. adrede. álbuns. ele convém. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. solo. colocássemos. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. dores. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. planície. 8. látex. flores. e.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. nos. este. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. aparelho. que. lágrima. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. abrumar. árdua. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. nódua. e.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. vendê-los. bônus. submerso. em. etc. 9. Márcio. Exemplos: café. sublenhoso. montanha. preposições. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). cela. esforços. e) sublacustre. guem: ímã. socorro. a. Nela recai o acento tônico. freguês. heroizinho. subliteratura. déssemos. tu. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. em cedo. e podem ser pretônicas ou postônicas. adlegar. conforme a intensidade com que se proferem. róseo. bote. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . imensidade. álbum. de s: sábio. is. sublinhar. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala.sublinha. ens: ninguém. queríamos. fôssemos. abacaxis.i. caju. n. janela. enxáguem. u ou a. eu. sublevar.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. abluir. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. de. tu conténs. ão. lhe. se. vovô. Exemplo: cedo. elementos de ligação.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. rapaz. b) ablativo. ons. dó. lógico. estômago. etc. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. tatus. sublunar. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. esplêndido. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. pessoa. De acordo com a posição da sílaba tônica. colecionador. us. lápis. término. avós. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. ré.ã. . subdelegado. espelho. etc. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. sôfrego. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. enxáguam. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. etc. te. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. etc. ablegar. pessoa. os. espontâneo. nó. o abertos: xícara. vôlei. . r.a. maracujá. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. etc. conjunções: o. etc. senhor. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. médico. siri. pêssego. . etc. flores. um. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. em geral. binóculo. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . me.

etc. reúne. bênçãos.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) . feiume. céu. apóio. etc. bocaiúva. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça.Acentuam-se em regra. crêem.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. povôo. instruiu. cristãmente. heróico. etc. os). Grajaú. eletroímã. saíra. éu. bocaiuva. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. as). averiguei.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 . Xuí. boiúna. leem. constrói. o. deem.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. impedir a ditongação. Raul. jiboia. etc. destruí-lo. vôo. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal. põe. os). Coréia. . baú. Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi. perdoo. cafeína. o uso do acento deixa a frase mais clara. juiz. Luís.pretônica: ramãzeira. coas (com + a. heroico. egoísta. Ficaram: baiuca. paranóico. Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. feiúme. e. pá. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). feiura. balõezinhos. saiu. boleia. tranquilo. boiuna. plateia.péra (substantivo . ruim. paranoico. troféu. . fluído e fluido. ói. etc.para diferenciar de para (preposição). Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. baús. quando usado no passado) . creem.côa(s) (do verbo coar) . mês. abençoo. heroína. müleriano.pôlo (substantivo . Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. Exceto as de língua estrangeira: Günter. platéia. relêem. pé. dêem. saindo.para diferenciar de por (preposição). juízo. . perdôo. saímos. linguístico.átona: órfãs.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. moinho. Ficaram: enjoo. país. caíra. com + as). . lagoinha. Coreia. perdão. órgãos. nos seguintes casos: . fuinha. Exercícios 01. . b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. etc. Em alguns casos. feiúra. vêem. grã-fino. anéis.pedra) . etc. etc. Pode figurar em sílaba: . . ainda. . colmeia. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. bóia. paranoia. chapéu. dói. colméia. som e sentido diferentes) como: . etc. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a.pêlo (substantivo) e pélo (v. pôs. tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. paranóia. Compare: caí e cai. diurno. quando tônicos. os). proíbem. apoio. instruí-la. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. barões. povoo. sairmos. nó. lêem.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. uísque. .preposição) e pêra (substantivo).para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o.para diferenciar de coa. boléia. . Ficando: Assembleia. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da).Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha. caí.Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. etc. idéia.tônica: maçã. influí. construía. . etc. papéis. cauim. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. amendoim. cãibra. faísca. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. . veem. saúde (sa-ú-de). jibóia.Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. delinquente. ideia.pólo (substantivo) . doído e doido.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico.verbo poder (pôde.péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) . contribuiu. pelar) . voo. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi.pôr (verbo) . balaústre.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. boia. Gisele Bündchen. seguidos ou não de s: há. releem. abençôo.

quadrúmano. crosta. assim. condor... Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. abóbora/abóbra. . . a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia... álibi..omitir fonemas: cantar/canta. refém. erudito.. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08. elétrodo.substituição de fonemas: cutia/cotia. onix. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos... hangar. lêvedo.. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas. mesmo na língua culta...Até . dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. em alguns casos. sótão c) baínha. e) voo.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. bicarbonato/ bicabornato. b) ruim. sozinho.separar as sílabas de um dado vocábulo. vermífugo. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais. sutil. cabeçalho/ cabeçário.Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. canoa. alcoólatra. olhando para trás. Exemplos: acrobata/acrobata. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07.. protótipo... trabalhar/trabalha. tais como: . caráter b) viúvo.. . exceto: a) jesuíta. ô): omelete.bandeja/ bandeija. Didatismo e Conhecimento 6 . barbárie. . Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. amor/amo. virus. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.. avito. mendigo/ mendingo. gratuito. legua. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade.. ó): omelete. crosta. temos por finalidade evidenciá-las. a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06.troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. réptil/réptil.. tulipa. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras. pudico. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. ibero. representadas pela mesóclise e ênclise. reivindicar/revindicar. album. . abacaxi. novel. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: .Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. orquídea d) flores..“Andavam devagar. espádua e) gráfico. Alguns exemplos: . alcova.pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas.Nas alternativas. tenis 09. Exemplo: valido/válido. ... Xerox/xérox e outras..” (J. bueiro/ boeiro . antídoto.oxítonas: cateter.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. pronúncia errada. ciclope.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. alcova. oscilante. traiu c) saudade. .. açucar. jovens. zéfiro. ./ A aula iria acabar àas cinco horas. timbre aberto (é. recém. Oceânia/Oceania. Bagaceira).. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos..ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas.. Cister. de Almeida-Américo A. grau. crisântemo/ crisântemo.. . Nobel. ruim. Sendo assim. ônix.. freada/ freiada.proparoxítonas: aeródromo. raiz d) Ângela..acréscimo de fonemas: pneu/peneu. de acordo a acentuação. muçulmano/ mulçumano . prostrar/prostar.. aquele. âmago.paroxítonas: avaro. bugiganga/ bungiganga ou buginganga . negus. Vivido /Vívido. que procurávamos. se lembrava de que o antiquário tinha o .. flúor 10. cartomancia. Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto.ligar palavras compostas. procurando enfatizar. timbre fechado (ê.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente. Hífen O hífen representa um sinal gráfico.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. rubrica.. mister. ureter. . momento. poliglota.. Outras assumem significados diferentes. caracteres.A.

super-romântico. diante de palavras iniciadas por “vogal. d) O recém-chegado veio de além-mar.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. c) Depois de comer a sobrecoxa. “-ex”. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. coordenar. circum-hospitalar.Diante dos prefixos “-além”.Com sufixos de origem tupi-guarani. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. vice-diretor. extraforte. usa-se o hífen: sub-regional. sub-raça. b) na segunda palavra. como é o caso de: minissaia. “-re”. semiárido/semiárido. microondas/ micro-ondas. d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. autopeça. hiperacidez. auto-ônibus.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. c) Era um sem-vergonha. co-herdeiro. auto-retrato/autorretrato. diante de palavras iniciadas por “r”. co-autor/coautor.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. antisocial/antissocial.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. couveflor. . .Com o prefixo “-sub”. Segundo o novo Acordo.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. extra-humano. c) na terceira palavra. . copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. super-racista. cor-de-rosa. aeroespacial. malgovernado. minissérie. auto-escola/autoescola. mal-educado. usa-se o hífen: jacaré-açu. “-sem”.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. extra-sensorial/ extrassensorial. d) em todas as palavras. “-aquém”. reeditar. “-recém”. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. sub-bibliotecário. antiinflacionário/anti-inflacionário. proótico. anti-rugas/antirrugas. Assinale a alternativa em que o hífen. “-vice”. contra-atacar. sub-reino. respeitando-se o novo Acordo. auto-estima/ autoestima. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. superpopulação. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. aquém-mar. . contra-reforma/contrarreforma. Exercícios 01. maltratado. guarda-chuva. intermunicipal. . contracheque. adverbiais. pronominais. antiamericano. mal-intencionado. bem-te-vi. depois de prefixo terminado em vogal. recém-nascido.Com prefixos. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. entre as palavras pão duro (avarento). “-guaçu”. 04. pimenta-de-cheiro. “-mirim”. anti-histórico. e) na primeira e na segunda palavra. o hífen está presente: mal-humorado.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. e) O autodidata fez uma autoanálise. prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. malvestido. minissubmarino. ultramoderno. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. pára-quedas/paraquedas. m. sem-terra. microorganismo/micro-organismo. supra-renal/ suprarrenal. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. . tomou um antiácido. erva-doce. ultra-som/ultrassom. cajá-mirim. cão de guarda. 03. proinsulina. super-resistente. .Diante do advérbio “mal”. . b) Ela é muito mal-educada. d) Fui ao super-mercado. verbais. infra-estrutura/infraestrutura.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: .Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. . amoré-guaçu. n ou h”. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. .Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . inter-regional. coadquirido. Didatismo e Conhecimento 7 . emprega-se o hífen: circumnavegador. subemprego. adjetivas. representados por “-açu”. mas não entrei. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. usa-se o hífen: além-mar. c) Ele tomou um belo ponta-pé. ultra-secreto/ultrassecreto. . superinteressante. conforme o novo Acordo. águade-coco. pan-helenismo. expressos por: água-de-colônia. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. café com leite. 02. pois andava seminu. . a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. . . auto-observação. malpassado. Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. super-homem. “-pós”. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. “-pro”. pára-quedista/paraquedista. pró-hidrotópico. pan-americano. socioeconômico. “-bem”.

húmus. hematoma. hilaridade.h. hera. e. kafkiano. haurir. hem?.t. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário.c. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. hélice. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas. respectivamente do latim. etc.w. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase.x.h.r. grafam-se com h: herbívoro. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.No início de alguns vocábulos em que o h. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras.e. Consoantes: b.q.k.g.u. I. pois somente em 2013 que a antiga será abolida.j. a) infraestrutura . magoe.p. etc. watt.pseudo-herói e) extraoficial .t. Alfabeto: a. hemorragia. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . hum!. flecha companhia. infra-vermelho. Exemplos: km. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen.Sem h. etc. entretanto. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular.interregional b) sobrehumano . superelegante.z. e Espanha.ultrassom .A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. kg. ih!. e) Era um suboficial de uma superpotência. hipocrisia.x.w. i. hábil.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe.contra-regra c) contramestre . As letras “k”. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. Emprego da letra H Esta letra.antessala .s. Os derivados eruditos.m. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita.interregional c) sobre-humano . semi-internato d) supervida.d.z. perdoe.c.infravermelho .Medial.l. Didatismo e Conhecimento . Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. hérnia.semirreta 09. por exemplo.o. lh e nh: chave. baianinha.inter-regional d) sobrehumano . obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). nomes próprios.interegional 06. hipocondria. Grafa-se. etc. inverno. Vogais: a. homenagear. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta.f. c) O contrarregra comeu um contra-filé. não tem valor fonético. mini-saia. Essas letras são usadas em unidades de medida. pontue.super-homem .d.b. como é o caso de erva.autoeducação b) bem-vindo . hífen. “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são).q.inter-regional e) sobre-humano . baião.n. bulir. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.k. como integrante dos dígrafos ch. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. habitue.p.g.Inicial.Final e inicial. infra-som c) semi-círculo. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. hipótese. Escrevem-se com a letra E: . Emprego das letras E. telha.v. O e U Na língua falada. baianada. etc.m. porém. playground. por força da etimologia e da tradição escrita. 10.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. o. hibernus e Hispania.i. em certas interjeições: ah!. boliche. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. herbicida. a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras. em que ocorrem aquelas vogais. etc. Emprega-se o H: . etc. porque esta palavra vem do latim hodie.n. harmonia. palavras estrangeiras e outras palavras em geral. mágoa. hibernar.y.. /o/ e /u/ nem sempre é nítida. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir.l. superssaia 08. extra-oficial b) infra-assinado. u. herba. embora etimológico. etc.j. William. os derivados baiano. a) Foi iniciada a campanha pró-leite. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.r. hoje.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. hispânico. hemisfério. heliporto. supermoda e) sobre-saia.s.infra-hepático . . quando etimológico: hábito. semi-humano. contramestre.autoescola d) neoescolástico . hibernal. hesitar. .f. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto. em início ou fim de palavras. . . intitular. .y. Não se usa H: .v. Kafka. hangar. conservou-se apenas como símbolo. herói.

pontiagudo. feminino. hegemonia. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. g e j. repercutir suar = expelir suor pelos poros.Atenção: Moji palavra de origem indígena. . etc. gibi. Mimeógrafo. megera. jiló. angico. gesto. cumbuca. ferrugem. Irrequieto. íngua. varejista. Cemitério. intrujice. despejar (despejei). açoriano. antecipar. moleque. jiu-jítsu. Escrevem-se com G: . Peru. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. escárnio. chefiar. nódoa. digladiar. enjeitar. invólucro. Desperdício.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. atender diferir = ser diferente. Exemplos: gesso (do grego gypsos). lojeca). sarja (sarjeta). Virgílio. pegajento. rabugento. Indígena. Confete. apogeu. anterior): antebraço. tabuada. cutucar. egrégio. inigualável. corrói. privilégio. Seringa. . trajeto. cereja (cerejeira). siri. mas de acordo com a origem da palavra. jabuticaba. Romênia. . . sabujice. . cafajeste. antiestético. origem. Emprega-se a letra I: . tribo. etc. Umedecer. jerimum. concorrência. rebuliço. artimanha. burburinho. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. artifício. tigela. majestade. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. gorjeio). transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. camundongo. antedatar. granja (granjeiro. Tibiriçá. Seriema. financiar deferir = conceder. Empecilho. Escrevem-se com J: . trejeito). cobiça. antitetânico.Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje). crioulo. Destilar. canjica. ferruginoso (de ferrugem). mutuca. Lacrimogêneo. incinerar. viajar (viajei. Senão.Nos seguintes vocábulos: aborígine. . névoa. herege.Os substantivos terminados em –agem. ocorrência. selvageria (de selvagem). jenipapo. Jeremias. faringite (de faringe).Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. gilete. urtiga. alforje. chover. trégua. -ugem: garagem. monge. Quepe. Exceção: pajem . diminuir. moela. banto. bolacha. lóbulo.As seguintes palavras: alfanje. Cumeeira. berinjela. boate. lajiano. gíria. pajé. cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. vagabundear. lanugem. enfeitar arriar = abaixar. mágoa. criar. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. viagem. etc. Disenteria. Sequer. chuviscar. jirau. ojeriza.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo).As palavras terminadas em –ágio. jegue. jabuti. cúpula. relógio. penicilina.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). Jericó. rejeitar. etc. prodígio. estrangeiro. sujeira. lisonja (lisonjear. Manuel. entupir. displicente. /o/ e /u/. lisonjeiro). crânio. -égio. auge. curtume. criação. cantiga arrear = pôr arreios. . jeca. rebotalho. jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). giz. bem provido. goela. granjense). botequim. sugestão. Quase. traje. manjericão. Grafam-se com a letra O: abolir. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. variado surtido = produzido. projeção. lampião. cimento. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. gorja (gorjeta. vertigem. Ifigênia. bússola. divergir delatar = denunciar dilatar = distender.Em palavras formadas com o prefixo anti. possui. loja (lojista. vertiginoso (de vertigem). massagem. Jerônimo. engolir. frontispício. terebintina. etc. costume. ecoar. gengiva.Os seguintes vocábulos: algema. jiboia.(contra): antiaéreo. nojo (nojento). Anticristo. silvícola. -ígio. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. tonitruante. camoniano. Casimiro. retribui. manjedoura. -igem. -ógio. refúgio. influi. jeito (jeitoso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Creolina. . boletim. pátio. engessar (de gesso). jérsei. Mexerico. -úgio: contágio. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. erisipela.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. tangerina. antevéspera. cerejeira.As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. sai. tábua. requisito. pôr no chão. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. óbolo. ultraje. mocambo. Orquídea. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. Cadeado. Didatismo e Conhecimento 9 . rijeza. antediluviano. Filipe. Grafam-se com a letra U: bulir. jequitibá.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). . viajem) – (viagem é substantivo). mosquito. majestoso. Sicília (ilha). deve ser escrita com J. estágio. Encarnar. Candeeiro. inclinar. criador. ginete. . gorjear (gorjeia). sujeito.

propensão. dogesa. missão. profissão. cicatriz. concessão. Emprego da letra Z . etc. país. leveza (de leve). sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo. derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). extravasar (de vaso). muçulmano. holandesa (de holandês). Sousa. auxiliar. ansiedade. ansioso. burguesa. -esa: português. pinça.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. pança. cresço. fertilizante. Luís. besouro. raposa.Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz).O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). consciência. através. lesa. Isabel. enraizar (de raiz). cortês (de corte). pusemos. -zita: cafezal. opressão. sossego. Teresa. consulesa.Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). representa-se por: .S: ânsia. presa. anoitecer. Usa-se –eza (com z): . seiscentos. apresar (de presa).Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). tesa. Iguaçu. censura. desço. cimento. anis. graciosa. Suíça. montanhês (de montanha). vaselina. trouxer. Baltasar. gás. cafezinho. cafezeiro. sucessivo. feminino –esa: burguês. camponesa (de camponês). etc.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. turquesa.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. etc. . máximo. fusível. ressurreição. duquesa. ansiar. escassez. excêntrico. esvaziar (de vazio). obus. exceder.Substantivos abstratos em –eza.O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). empresa (empreender). etc. aprazível. -zinho. . quis.Adjetivos com os sufixos –oso. defesa. marquesa. . compôs. avisar. maçarico. endereço. prezar. etc. assinar.SC. . . condição: beleza (de belo). rês. . reses. buzinar. heresia. necessário. Resende. inglês. camponês. empresa. ases. Heloísa. . . azeite. -osa: gostoso. gracioso. frieza (de frio). indefesa.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. cãozito. descer. proeza. Tomás.Sufixo –ÊS e –EZ . paçoca. suscitar. fregueses. . utensílio. cansado. massagista. etc.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. conforme o caso. ás. ascensão. Didatismo e Conhecimento 10 . teimoso. etc. . Valdês. discernir. massa. descansar. impuser. exceção. essencial. alisar (de liso). etc. acessório. vizinho.X: aproximar.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). suscetível. inglesa. franqueza (de franco). piscina. . evasiva. vicissitude. esplêndido. xadrez. -zeiro. néscio. Goiás. usina. suscetibilidade. milanês. amizade. desça. auxílio. francês (de França). pêssego. . SÇ: acréscimo. etc.XC: exceção. teimosa. requisito. místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . fascinar.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). estado. Inês. retrós. limpeza (de limpo). freguesa. mesada. . almaço. Garcês. Brás. excedente. azáfama. presa (prender). represa. portuguesa. obesa. freguês.SS: acesso. arnês. presídio. cortesia. procissão. tesouro. pretensioso. escasso. imprescindível. Isaura.Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. Teresinha. gostosa. ressuscitar. assar. discussão. excursão. miçanga. paisagem. estupidez (de estúpido). submissão. atrasar (de atrás). cassino. Homônimos acento = inflexão da voz. despesa (despender).C. manganês. etc. crescer. profissional. víscera.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. milanesa. mês. chafariz. chinês (de China). prezado. tenso. expressão. Eliseu. consciente. ojeriza. vasilha. remorso. suíço. sessenta. etc. florescer. -zinha. etc. frase.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás. toesa. impressão.As seguintes palavras: azar. pobreza (de pobre). etc. tesoura. excelso. visita. adolescente. extasiar (de êxtase). fracasso. . convés. presépio. hortênsia. descanso. pesquisa. represa (prender). açafrão. excelente. dançar. quiseram. freguesia. paraíso. francesa (de francês). exceto. azedo. cortês. trouxeram. mesa. Ç: acetinado. etc. oscilar. pretensão. bazar. burguês (de burgo). . maçaroca. sebo. Queirós. trouxe. Luísa. cansar. carrossel. milanesa (de milanês). . fase. pêsames. asseio. rapidez (de rápido). acidez (de ácido). Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . disciplina. -zito. proximidade. espontâneo. vigésimo. discípulo. etc. sobremesa. maciço. . diversão. excesso. civilização. civilizar. camponeses. prioresa. camponesa. acessível. baliza. despesa. obsessão. querosene.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. Teresa. próximo. avezinha. . muçurana. obséquio. etc. revés. excessivo. excitar.Os derivados em –zal. vazar. avezita. hesitar. excepcional. surpresa. dança. sossegar. colisão. ganso. maço. excelência. três. etc. groselha. farsa. surpresa (surpreender). etc. burgueses. princesa. contorção. .

matizar (matiz + izar). etc. Z – exame. . força. expoente. anarquizar (anarquia + izar). . S. vexame. Deus. pêssego. conta. escravizar (escravo + izar). Centenário da Independência do Brasil. entre outros os seguintes vocábulos: bucha. fricção. . Academia Brasileira de Letras. girassol. etc. missão. enxofre.Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. êxtase. a Páscoa.U. bissemanal. graxa. pressupor. manco Tacha = mancha. enxame. excitar. R.Nomes de ruas. agremiações. ficha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. Correio da Manhã. Os Lusíadas.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. Colégio Santista. charrua. preencher). catalisar (catálise + ar). órgãos públicos. prego de cabeça larga e chata. mexer. República. cobiça. inexcedível. cocção. etc. extrair.+ palavra iniciada por ch. a Morte. Amazônia. facção. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). topônimos.A primeira palavra de período ou citação. expectativa. enxamear. baixo. edifícios. Estado. faixa. fênix. etc. intervocálicos. raça. Presidente. . Praça da Paz. depois da sílaba inicial en-: enxada. chimarrão. enxuto. Brasil. Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. ciências. amenizar (ameno + izar). próximo. vexame. Emprego do X . Geralmente. etc. frouxo. quando designam regiões: Os povos do Oriente. Excelentíssimo Senhor Ministro. preguiça. Mas: Corri o país de norte a sul. pequeno prego.Nomes de épocas históricas. miçanga. Maria Santíssima. . distorção. enxagar. ferro. etc. lagartixa. Pátria. excêntrico. . recauchutar e recauchutagem. distorcer. alcunhas. enxergar. Senhor Diretor.Grafam-se com x e não com s: expectativa. etc. Didatismo e Conhecimento 11 . tóxico.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. rouxinol. paralisar (paralisia + ar).cedilha É a letra C que se pôs cedilha. civilizar (civil + izar). . etc. praxe. xingar. cicatrizar (cicatriz + izar). etc. o Jabuti (nas fábulas). Nação. tocha. enfim. Renascença.Nomes de artes. enchova. puxar. etc. enxoval. ameaça. justiça.O. abstenção. sucção. enxugar. rixa. abster. eleição.Não soa nos grupos internos –xce. exceder. Se o radical não terminar em –s. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. pechincha. O Sol nasce a leste. . encher e seus derivados (enchente. doença. atenção. mexerico. correlação.Substantivos próprios (antropônimos. S – sexto. friccionar. Manchete. enchumaçar (de chumaço). Banco do Brasil. . etc. literárias e científicas. lixa. . expirar. etc. pesquisar (pesquisa + ar). mecha. SS – auxílio. . No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. chuchu. títulos de jornais e revistas: Medicina. etc: Rua do Ouvidor. seixo. datas e fatos importantes. contorção. exceção. praças. defeito. caldeira. etc. toda vez que se trata do prefixo en. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. xícara. analisar (análise + ar). Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. motorizar (motor + izar). União. etc. astronômicos): José. Minerva. fachada. etc. xavante. occipital. orixá. grisar (gris + ar). vulgarizar (vulgar + izar). excelente. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . quando personificados ou individuados: o Amor. torcer.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa. pisar. caxinguelê. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. repisar (piso + ar). tarifa Chá = planta da família das teáceas. contorcer. o falar do Norte. extasiado. Emprego das iniciais maiúsculas . reter. o Ódio. etc. experiente. texto. cochilo. grafam-se com ch: encharcar (de charco). Dicionário Geográfico Brasileiro. Campinas. êxodo. maxixe.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando. etc. deslizar (deslize + izar). minissaia. retenção. Marte. Sr. Teatro Municipal. lição. O Guarani. sem interposição do hífen. Via-Láctea. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. coaxar. feixe. alisar (a + liso + ar). xarope. faxina. bruxa. Excetuamse caucho e os derivados cauchal. Nas seguintes palavras: bexiga. máximo. xaxim. CS – sexo. festas religiosas: Idade Média. excelso. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. charque.Nomes comuns. oxalá. torção. Tiradentes. lixo. depois de ditongo: caixa. preço de serviço público. canalizar (canal + izar). geringonça.Escreve-se x e não ch: Em geral. CÊ . frisar (friso + ar). . infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C. mochila. texto. . etc. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. estabelecimentos. Excepcionalmente. Tupã. colonizar (colono + izar). frustração. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. exílio. chavena. etc. excessivo. títulos de produções artísticas. mitológicos. o Dia das Mães. etc. xale. etc. látex. Arquitetura. respectivamente: carro. improvisar (improviso + ar). bisar (bis + ar). o Natal. extensão.e –xci-: exceção. O Ç só é usado antes de A. flecha. enxerto. caxambu. Presidente da República. expiar. enxurrada. ameixa. Taxa = imposto. léxico. Cruzeiro do Sul. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater.Nomes dos pontos cardeais. enxaqueca. xampu. nomes sagrados.

isto é um pleonasmo.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. sem problemas.Palavras. No entanto. etc. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. De encontro a: equivale a (oposição. bacanais. mirra”. com suas dádivas: ouro. “em oposição a”. com. sem razão): Andava à toa pela rua. ciente): Estamos a par das boas notícias. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. incenso. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores.´ Faça você a sua parte. ingleses. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. a. as palavras átonas. Todos amam sua pátria. Há cerca de dias resolvemos este caso. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. “inverso”. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. de. Didatismo e Conhecimento 12 . não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. desprezível). Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). nomes gentílicos. Porém. . Câmera: aparelho que fotografa. uma vez que “invés” significa “contrário”. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. a baía de Guanabara. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. carnaval. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. como: o. À toa: é uma locução adverbial de modo. . Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. “avesso”. equivale a (inútil. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga. “inverso”. o pico da Neblina. semelhante): Somos almas afins. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. jovem. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. mas é preferível optar por “em vez de”. Há cerca de: equivale a (faz tempo). de festas pagãs ou populares. A par: equivale a (bem informado. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. pode assumir o significado de “ao invés de”. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. equivale a (inutilmente. um havana. ave-maria. o que ocorre é justamente o contrário. Foi uma atitude à toa e precipitada. esse emprego é equivocado. . Vamos comemorar.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme.Nomes de meses.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. . sem. “Chegam os magos do Oriente. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. Este bebedouro está funcionando bem. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). Observe: Em vez de conversar. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. etc. ficou só. Não há necessidade de usar atrás. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . depois de dois pontos. em. grafam-se com inicial minúscula. nomes próprios tornados comuns: maia.No interior dos títulos.

adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. No entanto. Vocês falam demais. Equivale a nocivo. que brilha no escuro: Este material é fosforescente. equivale a diariamente. Aja . Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). eu própria. no panfleto. Seu mal é crer em tudo. nem um único. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. adjetivos ou o próprio advérbio. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. Discriminar: equivale a (diferençar. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. equivale a assim que. cortar. obedecendo às normas gramaticais. como: levar. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. Porém. conduzir. Demais: é advérbio de intensidade. Expectador: é aquele que está na expectativa. plural=maus. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. dirigiram-se ao eroporto. reservado: Você foi muito discreto. /Os negros ainda são discriminados. separar). equivale a os outros. equivale a erradamente. diário. Cessão: equivale ao ato de doar. O álcool aumenta dia a dia. Chamaram mais dez candidatos. aparece intensificando verbos. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. absolver de crime). contudo. é oposto de bem: Dormi mal. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Didatismo e Conhecimento 13 . opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. De mais: é locução prepositiva. no folder. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. opõe-se a de menos. ir. Conjunção subordinativa temporal. Portanto. equivale a cotidiano. levantou sozinho a tampa do poço. Contudo. Haja . equivale a muito. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. prejudicial. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. (bem).do verbo agir . na fala. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. oposto de bom. quando falamos de gramática normativa. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. equivale a ruim. os demais devem aguardar. elemento químico. eu próprio. (até 01/01/2009. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. que faz ou acontece todo dia. Dia a dia: é um substantivo. dar. seguido de artigo. Meu dia a dia é cheio de surpresas. Substantivo: Os maus nunca vencem. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. eu mesmo. temos que ter cuidado. dirigir-se. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas.É preciso que não haja descuido. eu mesma.do verbo haver . Mal: advérbio de modo. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. distinguir. enviar. Espectador: é aquele que vê. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. com um mesmo sentido. no outdoor. na propaganda televisa. devemos usar “entrega em domicílio”. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. entrega algo em algum lugar. enfermidade. Você é um mau exemplo (bom). vem antes de um substantivo. Era impossível discriminar os caracteres do documento. meu estimado cunhado. Nem um: equivale a nem um sequer. pois “a domicílio” não é aceita. pode vir antecedido de artigo. Seção/Secção: repartição pública. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. Mau: adjetivo. pra sorte dele. Carlinhos. fazer.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. no catálogo. trazer. O réu foi descriminado. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. feminino=má. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor.Aja com cuidado. uma vez que quem entrega. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. equivale a porém. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente.

Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve... visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa.. sexo. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante.. animal.. 06.. Separe as palavras em três seções. lápis. êxito.. ontem.Som de KS. . . devendo. ora. d) O.muitas recomendações de seu pai.escolar indicou péssimo aproveitamento.. avô. 02. grande. árido...”.....bom. f) Eu. homem.. país.. c) O.advérbio interrogativo (Por que você mentiu?).. mendigo. irônico... farol.a professora porque não a compreende.. auxílio. por enquanto): Por ora chega de trabalhar.do jornaleiro é amável.... humano. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à.muita confusão na cabeça do pequeno. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. só. porque não venhamos a ser julgados. executarei. lúcido. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção. pelo fato. Tampouco: advérbio. português.. problema. uma vez que.. pálido... surdo. umilde.. comprimento. ou seja. experiência.. exibir-se...... 03.... pois.. adeus. táxi. proximidade.. tímido..... 8. cessão..” Porquê: funciona como substantivo. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora. 07... pé.. ábil. conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo.. d) Na escola. arroz. japonês. c) A festa... Se não: equivale a (se por acaso não)... b) .. a+onde. Forme substantivos dos adjetivos: honrado. A letra X representa vários sons... Oscar. café. frio.. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). balão.... bom.. programa. belo.. tampouco apresentou qualquer justificativa. .do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.. beneficente. 05. lindo.. jornal. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana. em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos.. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre.. 9. Por que: escreve se separado.teve. conserto. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio. razão de que.. bravo.. Exercícios 01. são advérbios Traz . exercer. tóxico. mortadela. bonito.. b) Na. oxigênio.. ácido. orrível. b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um..... a) O menino . mão. quando ocorre: preposição por+que . extensão.. Senão: equivale a (caso contrário. gentil.... Trás ou Atrás = indicam lugar. rei.meu amigo com amabilidade...: sua.” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento. __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa. ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê.Som de Z. c) A criança não.. rápido. estúpido..) (=pela qual). de exclamação... o país não sairá desta situação crítica. (final de frase). arpa.. 04. Passe para o plural diminutivo: trem.. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. exercícios.. rosa. duque. exame. conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois.. pobre.. Empregue as palavras acima nas frases: a) O. razão) Por quê: final de frase.. Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem. óspede. Use o H quando for necessário: alucinar... g) A. pequeno. êxito... ... pai... limpo.. um bom aproveitamento.. cumprimento..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está).. duro. de interrogação. flor. esitar. equivale a (também não): Não compareceu. (=por que motivo. i) Os pequenos violinistas participaram de um.e.....flor.. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento.. anel.. princesa. fraco. papel.. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada.. Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. élice. magro. pé. reticências.festa do Dia do Índio. h) O vestido tem um. e) O. chapéu.estragada.teve um bom.. Passe as palavras para o diminutivo: . equivale a para que): “Mas não julguemos.. abitar.. oje. aver. sessão.beleza. onra. só. Didatismo e Conhecimento 14 . disenteria. já que.... pai. antes de um ponto final...do sapato custou muito caro. casa..do jornal.porque comeu... China.. caderneta.. conforme o som do X.de cinema foi um sucesso. refere-se a verbos que exprimem estado.. certo. rua.. cão. permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento). automóvel. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos.. . escasso. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. existir. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora.Som de S.asa. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. por isso. mercadoria. das roupas é feito pela mãe do garoto. .

pontâneo.. ...... Atenção para as palavras: por cima. más = feminino de mau.. de.o. surpre ... real..erica........ com atenção para que não . salsi.....ingar...ados..a Bahia. e..........terior....viemos era tortuoso. c) Desejamos que ...... e.. A ...i..consigo graves consequências.. c) Eles não vão à loja porque ....a... amei.. e) . Use haja ou aja para completar as orações: a) .....ocolate..ação.. me. a) A mãe e o filho discutiram.. uma bola atingiu o cenário e o derrubou... nacional.... e......... b) ....para tocar piano. os índios estão revoltados? l) O caminho ....gotar. é preciso que...ar... pre....jamais ser repetidas.. 17.... .......ada...o. dei.... 15. c) O time se considera....... que cabem todos naquela salinha.e. A seguir. Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive ....... f) Infelizmente Tico morreu..io.......ele tem razão....preparado para tal jogo..o.. copie as palavras na forma correta: pou.o. . na bondade do que no ódio..... ...... Preencha as lacunas com: mas = porém..er.a.. e) Nunca tive gosto para dançar.. pois. po.... mi.... devagar..... canal... d) Eu tenho ..? e) Aproximei-me .se vive. de repente.ele fica limpinho.... ei...tranho....irem.não chegaram a um acordo.. d) .. idente... pouco quilômetros daqui. .onte.. dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.. Complete com X ou CH: en..... d) Eu limpo................. Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) ......ficou irritado.. c) Amarre-o por... intru . capri.......estudei muito.... você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante......a.......... 22.. ença. 14.. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou. e.................. ma.. 20.oportunidades! b) Tenho..ação..são felizes............ i) O.. fra... revisão.te..... Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros...ninguém ri agora? b) Eis... ..itiva.........a. atra........ frou........ e... quanto.... oficial.. d) Ela não aprendeu..... b) Talvez .....o. é difícil de ser estudado..... por isso. monopólio..o.. fa........tensão...... en...envolvido.. f) As pessoas que não amam.......... Didatismo e Conhecimento 15 ... Bra...... e.... aleira...... de... 13... d) Não vou.. . e.... c) Eis os princípios . va.. f) Você está assustado......não durou muito tempo.. humano..razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas......a..devem ser perdoadas.. h) ....... a. 12.. meu filho! 19. g) Ele estava........ 11......... pesquisa....ando. en... c) O rei descobriu a verdade......anato. . d) Carlota sofria de um.... porque e porquê: a) .depois vou brincar.. por quê .. 16..humor após ter agido daquela forma...a. pre......... b) Você quer..... fai.. Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise........ aviso. você não limpou o tapete? d) Concordo com papai....u....ucar.... A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino. a) . 23.......... podero. de comentários bobos. d) Mamãe fazia doces e salgados....tender.... ca................tortas grandes.sujeito....curável...... muito tempo... e. c) .to.o.. coloni. fraternidade nessa escola.... civilização.... suave......iclete...? g) Eis o motivo....... depressa......... central. ninguém ri....ar. e) O frio não prejudica ......eiro... abaca..... d) Faça sua tarefa............. fle..inho.mamãe. nature.... hori.três dias que todos se preparam para a festa do Natal.oito dias.. mais = indica quantidade.......... arte........ sintonia...........o Tico.. g) As pessoas têm. b) Todos eram calmos..il..sanduíches do que na semana passada...... para podermos ir ao dentista... Preencha as lacunas com: HÁ . mais de dois dias a mercadoria acabou.. e) .... .ejamos.. b) A poluição...instantes li sobre o Natal.....a. g) Todas as atitudes .... e) O.todos queriam me ouvir.luto.eirosos..tempo para estudar. Agora..... te..tenso. escravi...to.. greve.. e............. g) Mas o..comprarei outro cãozinho..pulsar. anarquia..u.... cuidado e atenção.... e...ente... cai.trangeiro........ te.. empregue-as nas frases: a) .........clusivo. da árvore. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e..atitudes de amizade.. Preencha as lacunas com: trás.... bai.... o rei usava um manto.. Complete as palavras com S ou Z.. Haja ou aja.......a.. de casa havia um pinheiro...ergar....... h) O governo daquele país não resolve seus problemas... colônia. va.....tempo futuro e espaço....é se ter afeiçoado às coisas materiais....o.... Use por que .... ..errei.. j) ..indica tempo passado..... atrás e traz. ria........ceção... de sua vestimenta real..... b) Ele ficou de. plêndido. d) . torrão.. Uso do S e Z....er.. se preocupa em resolvê-los... f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui ... h) Creio que vou melhorar.. c) Quero levar. 21.. e............deveriam fazer reflexões para acreditar.ontem...... 18... final.. alunos........ f) Ele não é um. b) Bem..... a) A loja fica ...o povo começou a se retirar.. três passos da casa de André.se aprende.. paralisia..precisamos cuidar dos animais de estimação..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10.. civili... e) Esse fato aconteceu ... pre.a. com docilidade.....virão seus amigos. muitos erros.. produ.......... c) Ele não veio...

A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. certeza. Surpresa. executarei. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. boniteza. Horizonte. mercadoriazinhas. alucinar. Pronome. 18. Positiva. bonzinho. Presidente. estupidez. cheirosos. Fazer. As palavras podem ser divididas em unidades menores. Espontâneo. 04. monopolizar. Texto. suavizar. ontem. São elas: Substantivo. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. chiclete. pezinhos. cafezinho. estranho. Caso. exibir-se. cãezinhos. analisar. haver. ou seja. faroisinhos.florzinha. honra. . realizar. extenso. trenzinhos. abacaxi. Desenvolvido. Conjunção e Interjeição. exercer. animaizinhos. acidez. hora. Advérbio. chuchu. Assim. Artesanato. oficializar. Misto. sozinhos. rosinha. ameixa. Desejamos. papeizinhos. gentileza. finalizar. sozinho. casinha. civilizar. Numeral. humano.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Torrãozinho. Expulsar. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística. harpa. Civilização. portuguesa. lapisinho. nacionalizar. Esplêndido. Neste estudo veremos: . a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. enxergar. centralizar. 11. da formação e da classificação das palavras. Teste. adeusinho. surdez. aquele que contém o significado. extensão. chapeuzinhos. avisar. 07. chocolate. 03. reizinho. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. canalizar. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. enxada. pobreza. frieza.asinha. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. Artigo. salsicha. . Poderoso. timidez. irônico. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. Atrasados.Estrutura das Palavras . faixa. florezinhas. Exterior. jornaizinhos. homenzinho. riacho. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. frouxo. rapidez. Presente. xingar. experiência e auxílio. Som de S: trouxemos. Vaso.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . Oscarzinho. paizinho. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. existir. pesquisar. cheiro. Natureza. 05. humilde. êxito. sintonizar. Brasil. 22. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. caixa. magreza. estrangeiro. limpeza. Presença.indica que a palavra é um diminutivo a . portuguesinho. inh . 08.belezinha. hoje. fraqueza. deixar. Som de Z: exercícios. princesinha. Adjetivo. automoveisinhos. humanizar. árido. baixa. palidez. braveza. 06. paralisar. chaleira.indica que a palavra é feminina s . extensão. colonizar. japonesinho. balõezinhos. Frase. paisinho. lindeza. hélice. habitar. encher. grandeza. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. 10. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. eixo. estender. mexerica. honradez. Escravizar. Som de KS: táxi. tóxico e sexo. lucidez. proximidade. hóspede. Chinesa. Colonização. hábil. paizinhos. horrível. hesitar. escassez. Asa. Verbo. Produzirem. Exceção. Vazio. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. flecha. êxito e exame. anarquizar. Exclusivo. beleza. São eles: cachorr . avozinho. capricho.este é o elemento base da palavra. ruazinhas. Pousando. Intruso. dureza. duquesa. mãozinhas. A morfologia está agrupada em dez classes. pezinho. Esgotar. revisar. machucar. Preposição. anelzinho. oxigênio. arrozinho. 23. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. Morfologia é o estudo da estrutura. pequenez.

tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. como nos exemplos acima. “-va”. surgem depois do radical. os temas são: busca-. não temos desinência nominal de gênero. ou seja. como “-ar”. e a ela se prendem. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. pela origem comum. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. comum às palavras da mesma família etimológica. I . Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. telefonema. como acontece com “a-”. lápis. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. buscavas. Nos verbos citados acima. inócuo. ônibus não temos desinência nominal de número. Exemplos: proibir.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. os afixos recebem o nome de prefixos. Obs. A desinência “-o”. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra.: uma raiz pode sofrer alterações. etc. presente em “am-o”. Didatismo e Conhecimento . Exemplos: romper. inocentar. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. tribo. é uma desinência número-pessoal. Quando. os afixos são chamados de sufixos. E . sufixos). Obs. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. por exemplo. etc. Já em pires. inocente. por exemplo. etc. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. proibirá. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. advérbio de modo. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. lua. Observe que a. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. as palavras nocivo. rompemos. etc. Radical: elemento básico e significativo das palavras. preparando-o para receber as desinências. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. consideradas do ângulo histórico. rompe-.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. etc. São elementos mórficos: 1) Raiz. É a raiz que encerra o sentido geral. desinência. alun-a / aluna-s. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. na 1ª conjugação. de “ama-va”. Exemplos: aluno-o / aluno-s. De maneira semelhante. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. sol. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. nocividade. Exemplos: buscar.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. tais como: mar. radical. Nos verbos. Em palavras como mesa.

com a palavra âncora. . mar e terra são palavras primitivas. pois tais palavras não existem. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. Este. nem “tristecer”. que é um objeto. O mesmo não ocorre. chamada primitiva. podemos seguir a seguinte orientação: . será palavra derivada. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. e as demais. Por derivação regressiva. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. e o verbo palavra primitiva. Note que na linguagem popular. etc. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. cafe-t-eira. formando verbos. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. inset-i-cida. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova. pau-l-ada. pe-z-inho. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. que tem o seu significado alterado. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. expropriar provém diretamente de próprio.Se o nome denota algum objeto ou substância. A diferença entre ambos consiste basicamente em que.Se o substantivo denota ação. Logo. tecn-o-cracia. mas. Nessas palavras. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. alv-i-negro. que por sua vez provém de valor.atualizar c) Adverbial. partimos sempre de um único radical. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. derivadas. terreiro. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. são palavras derivadas. chamada derivada. marinheiro. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. Veja os exemplos: crer. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. Neste caso. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. logo. marujo enterrar. verifica-se o contrário. pobr-e-tão. cha-l-eira. formando advérbios de modo. ense=sufixo. Por isso. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. ao contrário. mas por redução. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. porém. por sua vez. recebem o nome de substantivos deverbais. possibilitam a formação de outras. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. Logo. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. que provém de valorizar. Considere o adjetivo “ triste”. formando substantivos e adjetivos. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. Por Exemplo: atual . no processo de derivação. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. a partir de outra já existente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical.descrer ler.reler capaz.

2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. Redução Algumas palavras apresentam. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. super.(ou en-) . tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras. Observe: auto . muito frequentes na comunicação atual. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas. Exemplos: miau. tinir. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. chocalhar. es. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo..re.por automóvel cine . o que acaba caracterizando um processo semântico. entre. uma forma reduzida. em. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres. podem ser citadas também as siglas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. antiPrefixos de Origem Grega a-. por sua vez. No entanto. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma.por cinema micro . privação.: ao aglutinarem-se. couve-flor Obs.. sub. Por essa razão. como vocábulos autônomos. não ocorre alteração fonética. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse. girassol. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. Na derivação regressiva. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. Outros. muda de classe gramatical..: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. an-: Afastamento. carência. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . logo.. contra. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. zumzum. (Se desejar.. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Veja os exemplos: a. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. os componentes subordinam-se a um só acento tônico. Exemplos: passatempo.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. insuficiência. ao lado de sua forma plena. urrar. o do último componente.. O menino prodígio resolveu o problema.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português.por microcomputador Zé .. quinta-feira. cocoricar. des.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. etc. a partir da junção de dois ou mais radicais. Didatismo e Conhecimento 19 . piar. negação. O badalar dos sinos soou na cidadezinha.

: Negação. Exemplos: protohistória.: Afastamento. Exemplos: decapitar. anfibologia anti. exo-. passagem para um estado ou forma. antessala. Exemplos: hipocrisia. separação. Exemplos: epiderme. intraverbal intro. abstração a-. sucessão. Exemplos: pospor. Exemplos: periferia. anterioridade. im. evasão. supra-. movimento para junto. sotavoga. ateu. abs.: Excelência. eufonia hemi. prefixo. Exemplos: antídoto. contrapor.: Movimento para frente. Exemplos: paralelo. Exemplos: rever. circulação cis. excesso. em-. anteontem.: Repetição. aposto ante. hipodérmico meta. bendito bis-. Exemplos: retrospectiva. antítese apo. Exemplos: cataplasma.: Movimento para fora. improdutivo inter-.: Posterioridade.: Movimento através de. procedência. companhia. sota. Exemplos: dissílabo.: Sentido contrário. subestimar super-. protótipo. retrógrado so-. Exemplos: colégio. Exemplos: contrapeso.: Movimento de cima para baixo.: Dificuldade. separação. introvertido. antagonista. ex-. retrocesso. enterrar.: Anterioridade . telepatia. Exemplos: progresso. catálogo. intravenoso. protomártir poli.: Posição interior. começo. análise. negação. ação contrária. sinfonia. discussão e-. ambiguidade. Exemplos: introduzir. su. afônico ana. Exemplos: percorrer.: Movimento de baixo para cima. mudança. contradizer de. perplexo. endocarpo. injetar. período. expelir en-. endosmose epi. dilema dia.: Posição exterior. introspectivo justa. ecto. antipatia. movimento para. de um e outro lado. anterioridade. privação. apocalipse.: Companhia. bisavô. Exemplos: apoteose. hipótese. Exemplos: hipertensão. Exemplos: arquiduque. diagrama dis. con-. ditongo.: Em redor. hemiplégico hiper.: Superioridade hierárquica. apóstolo. em-.: Movimento através. Exemplos: adjunto. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . separação.: Simultaneidade. abstinência. em torno. profeta. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. entusiasmo endo. disenteria. anagrama. amoral. sob-. Exemplos: analogia. Exemplos : dispneia. Exemplos: antebraço. Exemplos: benefício. êxodo. cooperativa.: Multiplicidade. bimestral. excesso. embeber. prognóstico. prever. peripécia. discórdia. cisandino co-. pósgraduado pre.: Movimento em torno. em adição a. exorcismo en-. paradoxo. dispepsia. eucaristia.: Oposição. obstáculo per. interplanetário intra. duas vezes. negação. periscópio pro.: Posição em frente. sub-. extraordinário. polissíndeto. Exemplos: soto-mestre. Exemplos: justapor. politeísmo sin-. Exemplos: hemisfério.: Posição superior. anacrônico anfi. metáfora.: Movimento de cima para baixo. Exemplos: televisão. bem.: Movimento para dentro. simpatia.: Posição em frente. reciprocidade. projeção re.: Posição inferior. oposição. Exemplos: eclipse.: Movimento para dentro. in-. preliminar pro. programa pros. importar extra. ofuscar. abuso. hemistíquio. embrião. Exemplos: ambidestro.: Inversão.: Posição aquém. excelência de fato ou ação.: Adjunção. ex.: Aproximação. perverter pos. inferioridade.: Oposição. bondade. reduzir. reatar retro. circunscrito. afastamento. antever ambi. condutor contra. sinopse tele. concomitância. e-: Posição interior. hipertrofia hipo. revestimento. o. epitáfio eu. entre. bi-: Repetição. Exemplos: anfiteatro. Exemplos: encéfalo. Exemplos: excêntrico. arquimilionário cata.: Bem. privação. Exemplos: circunferência. decair. meio. escassez. depor de(s)-. Exemplos: cisalpino. Exemplos: eufemismo. diafragma. Exemplos: prefácio. perfeição. Exemplos: metamorfose. exportação. es-.: Metade. posterior. paradigma peri. sobre. excesso.: Proximidade. arcebispo. epidemia. Exemplos: soterrar. Exemplos: desventura. Exemplos: diálogo.: Movimento para trás.: Movimento ou posição em torno de. biscoito circu(m) . hipérbole.: Posição ao lado. apologia arqui-. prosódia proto. rebater. Exemplos: prólogo.: Posição inferior. advir. ação contrária. epílogo. arce. intensidade. anfíbio. movimento para dentro. Exemplos: supercílio. sobpor.: Afastamento.: Início. Exemplos: prosélito.: Mudança. supérfluo soto-. Exemplos: extradição. ab-. Exemplos: polissílabo. excesso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo. justalinear ob-.: Distância.: Duplicidade. ambivalente ben(e)-.: Posição superior. in. Exemplos: intramuscular. elipse. afastamento.: Anterioridade. di(s). extraviar i-. Exemplos: obstruir. sim. disfasia ec-. retroagir.: Posição superior. Exemplos: ilegal. primazia. repetição.advogado. Exemplos: bisneto. diagonal. parasita. ectoderma. ambiente. separação. ocupar. promover. Exemplos: internacional. perfurar. com. semelhança. metacarpo para. Exemplos: síntese. ad. cisplatino.: Posição intermediária. catarata di-: Duplicidade. Exemplos: imergir. Exemplos: aversão.: Movimento para dentro.arquétipo. prosseguir. duplicidade.: Movimento para fora. Exemplos: endovenoso. impossível. euforia.

beleza -ismo . podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo. formam nova palavra. naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. eto.caminhada -ança .churrascaria -ário . Exemplos: transatlântico. selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião. ultrassom.açucareiro -or .ismo: budismo.geométrico -il . liláceas -aico .diário.-(t) ação. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua. potássio.manobrista Além dos sufixos acima. doente.tristonho -oso . -(t)ivo -(d)iço. SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .correria -io . tras-. tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar. infantaria -edo .negrume -io. fonema. sistemas políticos: .pitoresco -este .agreste -estre . Como o sufixo é colocado depois do radical.herbanário -eiro .: Movimento para além. Exemplos: ultrapassar.terrestre -enho .gentame -ario(a) . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que. ultravioleta vice-. modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação.papelada -agem . Dessa forma.bondoso -udo .prosaico -al .mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação.ricaço -ada . visconde. sulfito (sais) cafeína.corredor -tério . Sufixos que formam nomes de ação -ada . carcinoma (tumores) sulfato. qualidade.formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. cloreto. ultraleve.ferrenho -eno . tra. seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento . excesso.amplitude -ura .civismo -mento . factício -(d)ouro. aglomeração. ultrarromantismo.cruento -eo .barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) .problemático -az . comunismo. referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante.herbáceo. coleção: -aço . depositório: -aria . semema. por exemplo. ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite. tres-.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-.folhagem -al .barbado -áceo(a) . preparatório Didatismo e Conhecimento 21 .anual -ar .mudança -ância . acrescentados a um radical.: Posição além do limite.presença -ez(a) . kantismo.dormitório -or .febril -ino . vis.abundância -ção . tradição ultra.ferreiro -ista . álcalis artificiais) fenol. -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço. vice-almirante.róseo -esco .solidão -ença .casario. pertinência ório casadouro. quebradiço.mulherio -ume .alimentício -ico .emoção -dão .lutador -nte . São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência.feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância.lucrativo -onho .capinzal -ame . Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera.maníaco -ado .sensatez. codeína (alcaloides.arvoredo -eria .casamento -são . ordinário -ático . movimento através.: Em lugar de. epitelioma.cemitério -tório .secretário -eiro(a) .cristalino -ivo . semantema (ciência linguística) sódio. a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis.terreno -ício . hepatite (inflamação) mioma. doutrinas filosóficas.compreensão -tude .escolar -ário . Exemplos: vice-presidente. tresnoitar.

5. via de regra.. 6 6. 4. Exemplos: esqui-ar.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. 6 c) 1. golear -entar: afugentar. para indicar circunstâncias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. 6 d) 2. 4. visionário c) enrijecer. fraca-mente. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. 6 e) 2. portugues-mente. deslealdade. 8. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. esburacar. 4. entre outras ideias. nivel-ar. corrupção. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. 1. 4. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. 1 b) 4. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . (a)finar. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. 1. (a)doç-ar. (a)portugues-ar. asteróide e) acromatismo. 3. 4. bondosa-mente. 1. amamentar -ficar: dignificar. radiograf-ar. amanhecer b) solução. 1. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. 3. bibliografia. hidrogênio. 4. Bobagens. a prática de ação. litografar. 6. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. senão bufando de raiva. nervosa-mente. brava-mente. na forma feminina. derivado do substantivo feminino latino mens. tortura. 5. mentis que pode significar “a mente. e) Dr. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. especialmente a de modo. 5. Veja: -ar: cruzar. 1. 3. 5. 6. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. Exemplos: altiva-mente. 2. pois esses adjetivos eram outrora uniformes. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação.. 3. 3.Este sufixo juntou-se a adjetivos.. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. Osmírio andaria desorientado. Voto secreto. liquidificar -izar: finalizar. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. o espírito. 5. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3. Sigilo. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. limpar -ear: guerrear..) não seguem esta regra. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . e se entenderam. vidente d) biografia. passional. Os verbos exprimem. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. 4. Exercícios 1. Em seguida. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. telefon-ar. macróbio. analisar. o intento”. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. despedaçar. Em geral. etc.

montanha. 3. uma. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. prever e) dever. (modificado) – alguns nomes de países. Vossa Majestade. trata-se de um ser desconhecido. determinam os substantivos. o outro é atlético e simpático. antegozar d) irrestrito.” (Veja – maio de 2005) . – com toda a/todo o.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. umas. Vossa Senhoria. lago: o Brasil. tudo vai ser diferente. antípoda. a expressão que vale como totalidade.foi chegando um caboclinho magro. estes. as. 5. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. conter. pela. empregadas com os verbos: aprender. – com nomes próprios geográficos de estado.. rio. minha amiga. a Bahia. o oceano Pacífico. (=cada litro) 2.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. a = no. todos quatro. a = pelo. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos. a Argentina. o rio Amazonas. – em linguagem coloquial. França. deter. o Pará. – com a palavra outro. a Suíça. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. principalmente quando regidos de preposição. estudar. os. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura. da / em + o. a. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. determinando-o ou generalizando-o. demover c) remeter. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. uns. cursar.” (A. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário.” Mas: Sônia Salim. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. dá ao substantivo valor vago: “. “Viveu muito tempo em Espanha. visitou a bela Veneza. predestinado. oceano. Itália podem ser construídos sem o artigo.definidos: o. inteira.a = do. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. como Espanha. pais. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. Didatismo e Conhecimento 23 . o pronome todo/toda vale como qualquer. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. amoral. Inglaterra. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só.indefinidos: um. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. trata de um ser juá conhecido. amigos de João Luís e Laurinha.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o.” / “Pelas estradas líricas de França. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. com uma taquara na mão.. Vossa Alteza. Os artigos podem ser: . Lima) Emprego do Artigo 1. na / por + o. propor b) irregular. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002.” (para a frente: exige a preposição) 4.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. indicandolhe o gênero e o número. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato.

alcatéia – de lobos. cordilheira – de montanhas. anjo. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. miríade – de muitas estrelas. bando – de aves. portanto. concílio – de bispos em assembléia. elenco – de atores. discoteca – de discos. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. objeto indireto. sentimentos. ló. trovoada. requeijão. são independentes. animal. objeto direto. mês. mulher. cancioneiro – de canções. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor . mula-sem-cabeça. estados dos seres: dor. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. rio. século – de cem anos. cacho – de uva. sextilha – de seis versos. Hoje. amor. a. chuva. adjunto adverbial. trinênio – período de três anos. cáfila – camelos.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. sabiá. panapaná – de borboletas em bando. constelação. Coletivos – os substantivos comuns que. com a minha experiência. água-de-colônia. girassol. eu lhe responderia: -Então. pessoas. As cousas são quietas. Estão em toda parte. pão-de-ló. criança. súcia – de malandros. na favela não existe substantivo abstrato. covardia. mar. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. prole – de filhos. queijo. água. enxoval – de roupas. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. nuvem – de gafanhotos. qüinqüênio – cinco anos.são aqueles que têm existência própria. Simples . de crianças. confraria – de religiosos. cortejo – acompanhantes em comitiva. fornada – de pães. piquete – de grevistas. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. pedreiro. batalhão. Os substantivos exercem. Primitivos . mesmo no singular. amor. América do Norte. animal ou cousa: João. coisas. Não se metem com ninguém. baixela – utensílios de mesa. ações. pão. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. chaveiro. árvore. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. caravana – viajantes. conclave – de cardeais. duma. água. pinacoteca – de quadros. complemento nominal. parte. mesada. alma. concreto). Exemplificava: penúria. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. cambada – de vadios. tríduo – período de três dias. uma = num. música. Os substantivos classificam-se em: Comuns . De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . saudade. fada. vieram primeiro. guarda. de lugares. plêiade – de pessoas notáveis. antologia – de textos escolhidos. código – de leis. agente da passiva. iconoteca – de imagens. refere-se ao animal. atlas – cartas geográficas. cardume – de peixes. repertório – de peças teatrais. trovão. Tudo é substantivo abstrato. casarão. respeito.” Didatismo e Conhecimento . arquipélago – ilhas. excessivo. vento DVD. mapoteca – de mapas. piano. Deus. biênio – dois anos. terceto – de três pessoas.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. boiada – de bois. chuveiro.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. angústia. insetos. raio. miséria.são os que não derivam de outras palavras.deram origem a outras palavras: ferro. gente. pão. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. caneta. anjo. doença. tristeza. casa. numa. abraço. flor.como o nome diz. hemeroteca – de jornais. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. criança. um. Paulo. Pedro. alunos. terra. videoteca – de videocassetes. quadro. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. mar. fome. colméia – de abelhas. penca – de frutas. estrela. sereia. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. cidade. dum. Concretos .” Eu gosto é das cousas.referem-se a um ser em particular: Brasil. três versos. abraço. (caça = ato de caçar. revistas. coragem. Compostos . raio. sim!. sem-terra. malvados. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando.. na frase. pára-raio. Deus. As pessoas atrapalham.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. professores. assembléia – pessoas. cabeça. tempo. milênio – de mil anos. renque – de árvores. biblioteca. constelação – de estrelas. galeria – de quadros. professora. sol. as funções de: sujeito. substantivo abstrato. Próprios . resma – de quinhentas folhas de papel. dor.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. a caso. designam qualidades. frota. fé. Lucélia. universidade. reais ou imaginários: mãe. Derivados – são formados de outra palavra já existente. saci. horda – de invasores. As cousas. beijo. coisas. [Multiplicam-se em excesso. aposto e vocativo. patifes. tropilhas – de trabalhadores.. vieram depois: ferradura. bimestre – dois meses. predicativo do sujeito. vara – de porcos. – com adjetivos como: escasso. casario – de casas. justiça. passarinho. árvore. quarentena – quarenta dias. sábios. porção. neste caso. Bastam-se. biblioteca – de livros. Inclui os nomes de pessoas. banca – de examinadores. irmandade – de religiosos.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um.são os que não têm existência própria. Atenção: o artigo (o. 7. povo. chave. fato – de cabras. juventude. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. casebre. padeiro. banda – de músicos.

Z: cartaz. Também: líquenes. seniores. reitora.a rádio (emissora). mulher) / o ídolo (homem. . ilhoa / mélro.a cura. Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. . filha / mestre. fósseis / réptil. mulher / boi.S – aos substantivos terminados em N: líquen. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista. fuzis / canil. papisa / faisão.a lente (vidro de aumento). pernis. feiras / série. mamões. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. atuns. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. no plural: júnior. o lente (prof. (ato de curar). mulher) / o cônjuge (marido. o cura (vigário) . czarina / perdigão. o coma (perda dos sentidos) . Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos.cãe + zitos: Cãezitos. a intérprete / o. deusa / cônsul. idioma). dois fax. cidadãos / irmão. dama / zangão. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. autora / deus. 1 – Substantivos que mudam de sentido.a crisma (sacramento). acrescenta S: cidadão. ou o acréscimo da vogal a. a menequim / o.a moral (ética). 2.m por ns: nuvem. anciã / guardião. abdomens / hífen.a coma (cabeleira). escrivã / papa. nuvens / som.ão por ões: botão.a lotação (efeito de lotar). Didatismo e Conhecimento 25 .a voga (moda). sóror / rajá. cidadã / aldeão. o caixa (atendente) . cadela / pigmeu. ol. ovelha / cavalo. mestra. mélroa / folião. a fã / o. a médium / o. a colega / o. liquens / abdômen. e por EIS (Paroxítonas): fóssil. 3. portões / mamão. profetiza / píton. canis / pernil. juniores / caráter. os tórax / o ônix. o língua (intérprete) . ul: jornal.ÃO – aos substantivos terminados em ão. mestra / leão. São masculinos ou femininos. rani / dom. . os ônix / a fênix. Flexionando-se o substantivo masculino: filho. Observe como são formados os femininos: parente. males / cônsul. abdômenes. séries. quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . guardiã / charlatão. a rival / o a jornalista. . cônsules / real. irmãos / mão. limões / portão. aldeã / ancião. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. projéteis. charlatã / escrivão. hospeda / monge. foliona / imperador.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo. cerzideira / frade. Latim. cães. a personagem / o. réis (antiga moeda portuguesa). utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. . pigméia / ateu. mãe / homem. hífens. méis.a guia (documentação). dona / cavaleiro. sóis / túnel. as fênix / uma Xerox. a cliente / o. a motorista / o. Trocam-se: . Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. a repórter / o. égua. o guia (acompanhante) . balões. .ES – aos substantivos terminados em R. zinho . vítima. a estudante / o. pães / charlatão. mulher) / a pessoa (homem.a cabeça (parte do corpo). 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. duas Xerox / um fax. abadessa / czar. túneis / mel. . de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo).a capital (cidade). a imigrante / o. freira / frei. caracteres / sênior. faisoa / hortelão. botões / limão. meses. o voga (o remador) . o grama (peso) . no final de final da palavra: mestre. sons / vintém. quer se refiram ao macho ou à fêmea.a caixa (objeto). charlatães / alemão.IS – aos substantivos terminados em al. Grego e Inglês.a grama (relva). líder) . funis / fuzil. perdiz / cão. pitonisa / abade. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. 2º elimina-se o S + zinhos. répteis / projétil. cantora / reitor.zito.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. Exceções: mal. oficiala / peru. o moral (ânimo) . leoa. a artista / o. horteloa / ilhéu. . hebréia / réu. Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. motores / mês. a gerente / o. o crisma (óleo salgado) . mulher) / o guia (homem. imperatriz / profeta. vinténs / atum. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. parenta / hóspede. mulher). el. presidenta / gigante. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . consulesa / cantor. S. mãos. povos / feira. possuem um terceiro gênero: o neutro.il por is (oxítonas): funil. alemães / cão.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. a pianista / o. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. hífenes. menina) / a testemunha (homem. perua / cidadão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor.ão por ãe: pão.a língua (órgão. monja / presidente. o rádio (aparelho) . o capital (dinheiro) . giganta / oficial. cartazes / motor. . meles. ré / cerzidor. Universitário) . Cão – cães . atéia / hebreu. o cabeça (chefe. vaca / carneiro. jornais / sol.

Também são abertos no plural (ó): fogos. 1. anciões. anciães. substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. ermitãos. povos (ó) / corvo (ô).substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. ermitões.A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. como era de costume. fechado) avô avós (o avô e a avó). Tijolos. corrimão. som de s) / látex. As férias foram maravilhosas. verões. 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. porcos. coroços (ó) / imposto (ô). guardiões. anciãos. corrimãos. quase enloqueci mas depois. ermitães. índices (x. Aceita-se os ciúmes. finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de.1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. Chama-se metafonia. postos. aldeãos. verãos.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1.1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. algemas.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos. poços (ó) / olho (ô).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. corrimões. afazeres. grã (grande). olhos (ó) / povo (ô). látice ou láteces / códex ou códice. guardião. guardiães. hortelões. verão. 1. (dignidade). miolos (ó) / poço (ô). “Quando você me deixou.palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças. . impostos (ó) / forno (ô). ovos. som de cs). 1. aldeões. Houve separação de bens. Recebeu honras na solenidade. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. no plural. . avôs. ossos. corvos (ó). ancião. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 .” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno. anão. anões. Você me olha. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. .4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme. apêndices / cálix o ucálice. .. hortelãos. meu bem.. Outros: bem = virtude. (salário). códices / córtex ou córtice.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. . fornos (ó) / miolo (ô). Vamos lá. (patrimônio). anãos. embora a forma singular seja preferencial.Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. reforços. nunca o ciúmes. córtices / índex ou índice.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria).5 Quando o primeiro elemento for: grão. destroços. Sua honra foi exaltada. Conferiu a féria do dia. A tendência é utilizar a forma em ÕES. ermitão. eu digo sim. / Tem morrido muito pobre de fome. portos. cálices (x. (descanso). hortelão. (homenagens). Pode creditar em mim. .

ditongo. herói (ditongo) = heroizinho. vão para o plural: 4. . Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade. . são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). b) formado com as palavras de diminuição: diminuto. rapaz = rapazinho. Atenção: .Em conseqüência do dinamismo da língua. povinho. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. crítica. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. beleza = belezinha. Italiano: as pizzas. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. minúscula.1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. 2. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez. café (voga tônica) = cafezinho. .2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. maxissaia.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo. hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. mulherengo. gentinha. cartilha. exagero ou diminuição. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. rosa = rosinha. 4. cartão. enorme. Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e. Toninho. narigão. peça minúscula / saia diminuta. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. pequeno. casa pequena. folhinha (calendário). Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. coisinha.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. Didatismo e Conhecimento 27 . predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. . livreco. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra.Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. supermercado. imensa. minicalculadora. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. Fiz a prova dos noves.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4. Pesei bem os prós e contras. ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho.As palavras terminadas em s ou z. . baú (hiato) = bauzinho. fogão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. 9 – Plural das siglas. mãezinha. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha.

Amazonas: amazonense ou baré. Brasília: brasiliense. amarelo ouro. Paraná: paranaense. estelar = de estrela. a vida. Anápolis: anapolino. Rio Branco: rio-branquense. referem-se a cidades. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. vocativo: Mãe. é da pizzaria? 9. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense. Cidade. etário = de idade. Manaus: manauense ou manauara. Tocantins: tocantinense.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. verde garrafa. Sergipe: sergipano.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. compostos – apresentam mais de um radical. bucal = da boca. Belo Horizonte: belo-horizontino. Maranhão: maranhense. Mato Grosso: mato-grossense. Pernambuco: pernambucano. Novo Hamburgo: hamburguense. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. Campo Grande: campo-grandese. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. franco-italiano. 5. luso-brasileira. simples. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. fabril = de fábrica. insípido = sem gosto. 7. primitivos – são os que vieram primeiro. Anglo-americano. Angra dos Reis: angrense. humano = do homem. Roraima: roraimense. Londres: londrino. ministro e músico. Natal: natalense ou papa-jerimum. Goiás: goiano. Cairo: cairota. filatélico = de selos. 3. cutâneo = de pele. Palmas: palmense. adjunto adverbial: Alô. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. e outros. João Pessoa: pessoense. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. estado. São Luís: são-luisense ou ludovicense. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. inodoro = sem cheiro. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). urbano = da cidade. Florianópolis: florianopolitano. Goiânia: goianiense. pluvial = da chuva. Buenos Aires: buenairense ou portenho. áureo = de ouro. Paraíba: paraibano. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. matutino = da manhã. Curitiba: curitibano. 4. equivale à banal. Cabo Frio: cabo-friense. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. Nova Iorque: nova-iorquino. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. bélico = de guerra. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. teuto-argentinos (alemão). argente = de prata. . 2. Porto Velho: portovelhense. Adjetivo é a palavra variável em gênero. derivados – são aqueles formados por derivação. 12. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. já tô saindo. auricular = da orelha. Distrito Federal: candango ou brasiliense. Japão: japonês ou nipônico. 11. Rondônia: rondoniano. Niterói: niteroiense. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. 4.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. apícola = de abelha. 6. Bahia: baiano. 10. Maceió: maceioense. aquilino = de águia.” O adjetivo. Minas Gerais: mineiro. Estado. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. Florença: florentino. Petrópolis: petropolitano. têxtil = de tecido. Ceará: cearense. sino-japonês (China e Japão). hepático = do fígado. Teresina: teresinense. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. Pará: paraense. Bélgica: belga. Três Rios: trirriense. Salvador: soteropolitano. Piauí: piauiense. azul petróleo. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar. simples – apresentam um único radical. docente = de professor. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. nipo-argentina (Japão e Argentina). agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. gástrica = do estômago. colocado antes do substantivo observação. Vitória: vitoriano.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Porto Alegre: porto-alegrense. Recife: recifense. 8. umbilical = do umbigo. cervical = do pescoço. abdominal = de abdômen.“O professor fez uma simples observação. vespertino = da tarde. predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. Brasil: brasileiro. roxo batata. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. continua brilhando no mundo artística. Didatismo e Conhecimento . 5. Américo-francês. o amor. estados. como: afro-brasileiro. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. Fortaleza: fortalezense. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. . atribuindo-lhe uma qualidade. número e grau que modifica um substantivo. discente = de aluno. Os adjetivos classificam-se em: 1. Três Corações: tricordiano. aposto: Gilberto Gil. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul.

mais mau. . bastante.A cerveja que desce redondo. substantivo canário). melhor / mau. maior / pequeno. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. extremamente. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .quando os dois elementos formadores são adjetivos.biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira. . mais bom.2 – sintético – adjetivo + issimo. como palavra variável. isto é. (substantivo com valor de adjetivo). Atenção: .às vezes. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: .1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. . (das duas. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. sofre flexões de: gênero. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. (adjetivo como advérbio: redondamente). macer (magro) = macérrimo. 1. variam os dois elementos. 1. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar. podemos usar as formas: mais grande. pauper (pobre) = paupérrimo. Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). Pode ser: 1. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas .Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores. número e grau. . olhos castanho-claros. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo. 3. piadas sem-sal. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser. num processo de derivação imprópria. pior / grande. imo. palavra que tem o valor de outra classe gramatical. excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. O comparativo pode ser: 1.substantivos que funcionam como adjetivos. Flexões do Adjetivo O adjetivo. amarelo. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo.uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. substantivo petróleo). os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. ficando a ele subordinadas na frase. Didatismo e Conhecimento 29 . ílimo. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis. I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo.“O professor fez uma observação simples. a Many é mais) 2.As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. b) sintética – bom. de forma absoluta. equivale à fácil. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. intensamente. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima. valem por adjetivos. . Atenção: . . (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo). superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade.mais pequeno.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. Semântica e sintaticamente falando.1 – analítico: advérbio de intensidade muito.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação. Atenção: .

com a mesma qualidade. 3-III.linguagem informa. dois. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. 600-DC. 6-VI. 9-IX. 5-V.o adjetivo assume um valor adverbial. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. fofinho (=fofíssimo) / linda. dúzia: conjunto de doze coisas. . NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. simpático = simpaticíssimo. . Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. dezena: conjunto de dez coisas. ótimo. sendo. septênio: período de sete meses. amigo = amicíssimo. 4. magnífico = magnificentíssimo. mil. cem.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. 10-X. / As meninas dormem tranquilamente. 15-XV. . terço. . centenário: período de cem anos. 1. oito. no superlativo: .000-M. 60-LX. frágil = fragílimo. 11-XI. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. 50-L. 1. trezena: período de treze dias. semestre: período de seis meses. 1. Didatismo e Conhecimento 30 . 8-VIII. sufixo érrimo. . quíntuplo. 12-XII. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. 18-XVIII. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. 80-LXXX. quinto.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. veloz = velocíssimo. multiplicação e divisão. de veludo. terrível = terribilíssimo. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos. humilde = humílimo. 16-XVI. elegantérrimo. negro = nigérrimo. Sorriu amarelo e saiu. 6. com o acréscimo do sufixo mente. dobro. novena: período de nove dias. dístico: dois versos. portanto. 70-LXX. .2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. posição em uma série.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. nobre = nobilíssimo. centésimo. 700DCC. grosa: conjunto de doze dúzias. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. 90XC. célebre = celebérrimo. 13-XIII.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. não vai para o plural.adjetivos repetidos: fofinho. Atenção: usa-se também. negríssimo. magérrimo. inimigo = inimicíssimo. (ela é a mais de todas) 2. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: . . O menino dorme tranqüilo.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. milênio: período de mil anos. pobríssimo. 2. um doze avos. sexênio: período de seis anos. mau = péssimo. 14-XIV.2. atroz = atrocíssimo. em fez de íssimo: chiquérrimo.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. eficaz = eficacíssimo. . invariável. difícil = deficílimo. friíssimo. 800-DCCC. Pode ser: 2. sétimo. O menino dorme tranquilamente.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática. também.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico. 4-IV. . 500-D. três. lustro: período de cinco anos. terceiro. Daí a sua classificação. bom = boníssimo. cruel = crudelíssimo. em: cardinais. assume a função de advérbio. miserável = miserabilíssimo. . decúria: período de dez anos. 17-XVII./ Sua voz parecia macia. frio = frigidíssimo. áspero = aspérrimo. quantidade: um. multiplicativos e fracionários.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. qüinqüênio: período de cinco anos. fácil = facílimo. linda (=lindíssima). milhar: conjunto de mil coisas. . decálogo: conjunto de dez leis. triplo.Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. / Ficou meio chateada e calou-se. capaz = capacíssimo. respectivamente: 1-I. geral = generalíssimo.Cardinal: indica número. simples = simplícimo. trinca: conjunto de três coisas. magro = macérrimo. feliz = felicíssimo. 100-C. sem intermediário. 19-XIX. pobre = paupérrimo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . antigo = antiqüíssimo. 900-CM. tenro = teneríssimo. 300-CCC. livre = libérrimo. quarentena: período de quarenta dias. . ao substantivo. ordinais. jovem = juvenilíssimo. 20-XX. benévolo = benevolentíssimo. 2-II. 7-VII. a função de advérbio. sábio = sapientíssimo. 3. amargo = amaríssimo. . vinte. segundo. incrível = incredibilíssimo. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. triênio: período de três anos. . / As meninas dormem tranqüilas.o adjetivo amarelo modificou um verbo. . 40-XL. agradável = agradabilíssimo. 400-CD. . portanto. chiquentérrimo. doce = dulcíssimo. pessoal = personalíssimo. resma: quinhentas folhas de papel.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. respectivamente. 30-XXX. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . terno: conjunto de três coisas. agudo = acutíssimo. quarto. fiel = fidelíssimo. 200-CC. 3. sagrado = sacratíssimo.

/ O texto quatro está na página sessenta e cinco. décimo terceiro. sexagésimo...emprega-se o numeral cardinal. quartos.. cinco.. octingentésimo.na enumeração de leis. ..não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.. quarto.. trecentésimo. dezenove.. catorze ou quatorze. . ducentésimo.. nono.. nota máxima. centésimo.o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia. bilhão. usa-se o ordinal... noventa.200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais . metade. duzentos. setenta.os numerais multiplicativos. seiscentos.. treze.Um quarto de litro equivale a 250 ml. sete. milésimo. nongentésimo. septingentésimo. sétimo. . com milhões...... três quartos equivalem a 750 ml.... concordando com os cardinais que indicam números das partes... Numerais Multiplicativos: dobro.. (valor de substantivo – invariável) . dezesseis avos. capítulos. .... . o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica.. cêntuplo. duodécuplo.. cem.. papas.. doze. MAS 1.... (valor de adjetivo – variável) . sexto.. quíntuplo.os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados.. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão.. O XX século foi de descobertas científicas..Para designar séculos.. quadragésimo. / Somos 180 milhões de brasileiros. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito..os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas..... cinqüenta avos.. milhar e bilhão.os numerais fracionários variam em número. noventa avos. e outros. O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo.. terceiro. triplo. apartamentos. novecentos. onze avos.Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis. sessenta avos.. (sétima) . (portaria oitava) . trecentésimo. cinqüenta. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas. oito.. milésimo.. . dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. qüinquagésimo. trilhão. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes... décimo primeiro. dez.. oitavo.. Flexão dos Numerais Gênero ..Zero é numeral cardinal.se o numeral vier antes do substantivo.. no feminino. dezessete avos..o artigo e o numeral..quando usados com valor de adjetivo. óctuplo.os numerais cardinais milhão. páginas.. Século XXI (vinte e um).. doze avos.com referência ao primeiro dia do mês. .. poltronas. terço. nonagésimo. lá da escola. septuagésimo.. décimo nono. vinte avos.. décimo sexto. no masculino. dezoito... reis. oitocentos.enumeração de casa.. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª...... quarenta... sexcentésimo... undécuplo.. Número ..... décimo. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil. vinte minutos...Ambos e ambas são numerais significam: um e outro.. trezentos.. dezoito avos. sêxtuplo. decretos.. trigésimo.os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua.. quinze avos..Os numerais multiplicativos quíntuplo. três. portarias e outros textos oficiais. treze avos.. quatro. segundo. (hora) / Usou apenas meias palavras. dezesseis... usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro.. décimo. seis. sexto. mil.. nongentésimo. trinta. trinta avos. 2... empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo). ctogésimo. décimo sétimo... catorze avos.. quinze..... (triplas valor de adjetivo) . décimo quinto. dezenove avos. Numerais Ordinais: primeiro... (artigo dezesseis) . centésimo. qüingentésimo. 1. sétimo. nascidos em Lucélia.. circulares..os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato. emprega-se o ordinal.... cantos (na poesia épica). décimo oitavo. antes dos substantivos milhão. onze. .Aquela mulher é dez. décimo quarto..... / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis). quarenta avos.se o numeral vier antes do substantivo. qüingentésimo. os dois. sessenta... quatrocentos.. . quadrigentésimo. setecentos. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas.. Por que dez? Porque vem de nota dez.Emprega-se. septingentésimo. ..... quinto. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua.. décuplo. nove. Numerais Fracionários: meia. oitenta avos... Paulo César é adepto da 7ª Arte. quarto.. sétuplo. décimo segundo. sêxtuplo.... oitavo... dezessete.. .os numerais cardinais um. quádruplo. na escrita das horas...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um. oitenta. Didatismo e Conhecimento 31 . quinhentos. ducentésimo..Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. artigos.. nônuplo. Emprego dos Numerais . Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) . vigésimo. nono. devem concordar no masculino: ..... ctingentésimo.. quando usados com o valor de substantivos.. vinte. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos.... estão reagindo bem. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. o particípio ou adjetivo podem concordar. dois..os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular. . textos... (vigésimo século) . folhas.... sexcentésimo. quadrigentésimo.... quinto. ou com o substantivo.. Canto X (décimo) / Luís IV (nono). setenta avos.. (triplo – valor de substantivo) .

As equivale a primeiro. . quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. os. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. uns são substantivos. PRONOME “O meu nome é Severino. (sua.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. outros. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. a. (pronome recíproco. se. Como há muitos Severinos. interrogativos e relativos.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. lhes. Ia.lo. o= sujeito do verbo mandar. (eis. Fiz os exercícios a lápis.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. (pronome reto + verbo no infinitivo). = nolo dirá. comigo. ão. . O tempo nos dirá. seu. a. 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. Pronomes Pessoais. . as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha.si. na.. dele. lhe. .Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. Os pronomes pessoais dividemse em: . (o S permanece) 6.” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. Sessentas.Eu dou atenção a ela.O número 777 é formado por três setes. .lhe. vos. NUNCA diga: Eu SE apavorei. o pronome é. 7.o.Colocados ANTES do verbo. nos. tu. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. expressão muito usada. mesmos. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . conosco. = Filos a lápis. 3ª pessoa: ele. 10. las. nosso. / Eu ME arrumei. = Eila. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. nos. estou a mil por hora. lhe. Z. eles: Didatismo e Conhecimento .no. têm sentido POSSESSIVO. 3. de tratamento. com + vós. 9. los. os. Que é santo de romaria. setes. 2. (nomeia os campeões – no esporte) 5. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. Os pronomes são classificados em: pessoais. Põenos sobre a mesa. as terminações R. nos.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. ela (singular) eles. Deram então de me chamar Severino de Maria. consigo. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. indefinidos. 8. nos.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. a. plural dois. equivalendo a meu. vós. nós. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. convosco.me. teu. . 4. vos perdem o S) 4. OUVIR. = pagálo.Ela não vai conosco. não compra. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural.Par é coletivo. as. na prova final. próprios. o. as: Eu os vi saindo do teatro. MANDAR. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. ele.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. não anda.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. . dele. te. DEIXEme sentir seu perfume. noves. os. São: tônicos com preposição: mim.. perdendo. /MIM QUER. los. os. Vejo os diariamente. la.Tirou a prova dos noves. as.Diz-se catorze ou quatorze. apresentam sempre a forma: o. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. / Euj à SE arrumei.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança.o. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. õe: Deramna como vencedora. assumem as formas: lo. vos. Eu ME apavorei. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. Lembre se de que MIM não fala. 5. plural uns. (= Mandei que ele calasse). (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais .O número 1111 é formado por quatro uns.Colocados DEPOIS do verbo. nós mesmos). possessivos. 11. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo. 7.” . FAZER.Preciso pagar ao verdureiro. estou com o gás todo. a. S. contigo. 6. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor. Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. todos. te. demonstrativos. não escreve. seguidos de: ambos.retos exercem a função de sujeito da oração: eu. ti. conseqüenterriente. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). átonos sem preposição: me. . os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. significando hoje. não tenho outro de pia.

M. dona. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . . oficiais. . a ambigüidade da frase. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. dela para desfazer a ambigüidade. pois é uma alteração fonética da palavra senhor . senhorita.O pronome seu toma o sentido ambíguo.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. 0I) juntamse a o. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. idade.” (Cecília Meireles) .Satratamento cerimonioso. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele.S. Os pronomes pessoais retos ele. eles. pode entrar!. não tem valor possessivo. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). elas. EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. vos. Dona Cecília. suas. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. que ma trouxe. na linguagem coloquial. são usadas somente em escritores mais sofisticados. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. se nola exigissem. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. Vossa Excelência-V. suas. dona. Atençao: No Brasil. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. Deitos. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas./ Já freqüentei a casa dela.-príncipes. lhe. meus. to. lhes (formas de objeto indireto.Ema-cardeais.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. (falando a respeito do cardeal) . Vossa Majestade-V. duques. vos. Vossa Eminência-V. (Nicolesujeito.Doutor não é forma de tratamento.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o.Ex. lhe. usase o pronome dele.A forma VOSSA (Senhoria. ela. Vou seguirlhe os passos. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as.Na linguagem popular. e houver uma preposição ANTES deles. elas estiverem funcionando como SUJEITO. No caso.VTI) É comum. Vossa Santidade-V. e não na 2ª. Por outro lado. Se os pronomes pessoais retos ele. Mag. deixeias. . a senhora. 3ª pessoa: seu. portanto. os.A. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações.a-reitores de universidades. ela. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. a senhorita. Singular: 1ª pessoa: meu. Oferecilhas. senhora. título. pede o verbo na 3ª pessoa. a. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. Eminência. .A forma SUA (Senhoria. como os demais pronomes de tratamento senhor. nolo. tuas. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se. Excelência. desenhadas nas areias. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. (ela sujeito de decidir. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. Nircléia. nos. você. Vossa Senhoria-V. da 2ª pessoa. do seu cargo. presidente. com o valor de possessivos. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho. te. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. seus. Majestade). (verbo transitivo indireto. seus. volo). minhas.Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. sua. às vezes. usar o brasileiríssimo a gente.-Papa. . .Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão. imperadores. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. Atençao: .Referindose a mais de um substantivo. você é a pessoa a quem se fala e. as (formas de objeto direto). quase não se usam essas combinações (mo. VTD) Minha saudosacomadre. Vossa Magnificência-V.Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 . os. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. lho. O conserto da televisão foi feito por ele. eles.-reis. às vezes. tua. te. junto com as minhas cantigas. teus. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. viajouparaum Congresso. nos. 2ª pessoa: teu. inclusive para o presidente da República.Os possessivos. você. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. 3ª pessoa: seu.aaltas autoridades. .São também pronomes de tratamento: o senhor. a. e sim título acadêmico. o cardeal.Respeitosamente: para autoridades superiores. (verbo transitivo direto. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. eles e ela. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. chamoua. obedeceulhe. minha. Os pronomes oblíquos me. sua. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . Pedi volo. . querida amiga. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores.

a. são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. Devemos sempre ter alguma esperança. mesmo. aquela (s). na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. Este ano. mais. A festa estava desanimada. Qualquer. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. as. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. Tal atitude é inexplicável. (alguma. nisso.Em frases de sentido negativo. tanto. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. (antes do substantivo= indefinido).dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem. as.” . a. achei o que queria. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. o carro. essa. quanto. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. esses resolveram tirar tudo a limpo. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. É Flex Power. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. quando colocados DEPOIS do substantivo: .as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. por isso a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por o.com quem se fala. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. sérios e orgulhosos. (= qualquer ser. os. Não se preocupe. Ninguém ligou para o incidente. vários..dependendo do contexto.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. equivale a nenhum) . menos. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. Colocados antes do substantivo. isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa. mas os pais. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). . Peço a Deus pela TUA felicidade. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. muito. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. estas.) Colocados depois do substantivo. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. equivalendo a aquele. a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. nada. qual / quais. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. certa. Pais e mães vieram à festa de encerramento. algo. “ (usase: no ombro. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. Eles voltarão no dia certo.os demonstrativos esse. situandoos no espaço ou no tempo. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. também são considerados pronomes demonstrativos o. sua) quando se trata de parte do corpo.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). vário~ vários. esta (s). Variáveis: algum. Atenção: . “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. nenhum. Estranhei semelhante coincidência. Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). semelhante. isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala. elegantes e risonhas. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . aquela.Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. tal. . outrem. todo. pouco. certo. . certos. quem. esta (s). certas. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios.. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo.Certo dia perdi o controle da situação. mão.. O professor fez a mesma observação. generaliza). qualquer. indetermina. Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. outro. Percebese que o pronome relativo que. substitui na 2 oração. cada. ninguém. Invariáveis: alguém. tudo. próprio. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. várias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . essa (s). Certo. toda (somente no singular) sem artigo. Didatismo e Conhecimento 34 . os. que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). Depois de muito procurar. funcionário público algum terá aumento digno. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. . outros são invariáveis. aqueles. um.Não se emprega o pronome possessivo (seu. Todo. bastante. nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. aquilo. aquela (s). numa 2ª oração. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. Esse (s). demais. O próprio homem destrói a natureza. (depois do substantivo= adj etivo). essa (s).para retomar elementos já enunciados.

quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . a querida comadre Naldete.Quanto. (interrogativa indireta. os. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. sem a interrogação). . . Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. pessoa (primeira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. infinitivo e particípio). os quais.O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. compor. cont é o radical do verbo contar. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade. pular.O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. a partir de uma seqüência de ações: amou. estado.O relativo que. cujas. acabou. do qual. mudança de estado. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. . 2ª conjugação: e. Emprego dos Pronomes Relativos . Atenção: Se tiramos as terminações ar. nota-se que há uma parte que não muda. o tema será apenas o radical: contei = cont ei.O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. falou tudo quanto sabia. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. esper é o radical do verbo esperar. (cujo. como. formas nominais: gerúndio. segunda e terceira). 3ª conjugação – ir: partir.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. quantos. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. quando. fenômenos da natureza.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. tempo (presente. morreu. Verbo é a palavra que indica ação. teremos o radical desses verbos. 2ª conjugação – er: beber. Flexionase em número (singular e plural). Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . Invariáveis: que. quanto: Afinal. onde. tanto: Naquele momento. recebem o nome de verbos. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. como relativo indefinido. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. Os principais interrogativos são: que. correr. . ir do infinito dos verbos. Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. a qual. entreter. (= lugar em que) . brinc é o radical do verbo brincar. 3ª conjugação: i.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. (o que = aquilo que). as: Não entendi o que você quis dizer. por ser o mais usado. cujos. as quais. quem. dançar. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. ergueu. é classificado. quanto.Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. qual. flutuou. que utilizamos para exprimir ações. explícito. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer. . Flexionando esses verbos. abrir. . passiva. depor. rir. . portanto. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. brincar. reflexiva). Essas palavras. dispor. movimento. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar. esperar. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. modo (indicativo. De acordo com a vogal temática. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. sentou. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. e que nela está o significado real do verbo. no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. Vogal Temática e Tema. todos. cuja. quem.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. Variáveis: o qual. subjuntivo e imperativo. cujo. er. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. é chamado de relativo universal. beijou. a. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa.

comêreis. partiram. tu foi. comiam.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. insípida. partiram. pode estar em plena ocorrência. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. partiras. Futuro do Pretérito: dançaria. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. comem. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço.. Pretérito imperfeito: dançava. tu tens. dançarás. dê lembranças minhas. dançaríamos. partes. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto. chorei. hipótese. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. comemos. deriva daí a palavra tônica.Quando o vir. comeste.Duvido de que apurem os fatos. partimos. comias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força. tu pega. . Pretérito perfeito: parti.vós estudais – 2ª pessoa do singular. partireis.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. dançava. verdades universais. dançávamos. vocês. comeu. Futuro do pretérito: partiria. dançaram. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. partias. pretérito imperfeito e futuro. O subjuntivo expressa uma incerteza. comia. comeriam. Futuro do presente: comerei. comíeis. . . partirá. Ex: Nós cantáramos no congresso de música. . Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. comerás.eles estudam – 3ª pessoa do plural. pode já ter ocorrido ou não. comeremos. dancei. não concluído. dançarias. partíramos. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. dançáveis. partia. indicando ausência ou negação. comeras. dançamos. danças. comerá. partira. partirias. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado.tu estudas – 2ª pessoa do singular.Algumas regiões do Brasil. são: presente. partimos. dançariam. dançaremos. precisão: o fato é ou foi uma realidade. Pretérito perfeito: comi. Didatismo e Conhecimento . partiríamos. partíreis. futuro do presente e futuro do pretérito.Na indicação de ações ou estados permanentes. mas não únicas. uma vontade. Futuro do pretérito: comeria. partem. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa.nós estudamos – 1ª pessoa do plural. . exigida pela gramática oficial. . comestes. dançam. comemos. dançastes. partiam.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . estudo. comêramos.. muitas vezes ligados ao desejo. ou seja. Ex: . 2ª Conjugação: -ER Presente: como. Os pronomes: você. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. uma súplica. dança. Pretérito imperfeito: comia. pretérito. tu tem. partiria. . comerias. – Que surjam novos e honestos políticos. São três os modos: . futuro. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. Apresenta presente. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos.Eu cantava muito bem. dançara. dúvida. Ex: Tenha paciência. venderão. Ex: A água é incolor. comeria. de dúvida. partíamos. à suposição: . dançáreis. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo. tu pegas. em vez de: tu fostes. comeríeis. Pretérito imperfeito: partia. Atenção: . dançavas. dormi. partiste. Pretérito perfeito: dancei. Lourdes. Pretérito mais que perfeito: partira. partistes. partiríeis. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. dançavam. possibilidade. inodora. dançareis. partiu. Ex: Cantei. dançaríeis. parte. dançáramos. Portanto. Pretérito mais que perfeito: dançara. é o mais usado no Brasil. partirão. . dançaria. comes. dançará. comeis. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. partis. Ex: Estou feliz hoje . dançaram. comereis. dançaste. dançaras. pretérito perfeito. . comíamos. comera. dançamos. que levam o verbo na 3ª pessoa. Apresenta presente. Essas três possibilidades básicas. comeram. . Indica uma ordem. Futuro do presente: partirei. come. altura de um som. comeríamos. comerão. dançaram. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra. um desejo. dançou. . pulei. dançais. levais. imperfeito e mais que perfeito. um pedido. partirás.Para enunciar um fato momentâneo. uma solicitação.eu estudo – 1ª pessoa do singular.modo imperativo: a atitude do falante é de ordem.Nós comíamos pastel na feira. partíeis. partiremos. exprime uma possibilidade.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza.ele estuda – 3ª pessoa do singular. Futuro do presente: dançarei. Pretérito mais que perfeito: comera. . comeram.

Por exemplo: . considera-se apenas o processo verbal. – Quando/Se você fizer o trabalho.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos. e sua forma é invariável. Por exemplo: Viver é lutar. se ele dançasse. Nas locuções verbais. Por exemplo: . se nós dançássemos.Amar é sofrer. não ameis vós. . quando eles partirem.Era preciso ter lido este livro. Por exemplo: . quando tu partires. se eles partissem. que tu dances. não amem vocês. que tu ames. Futuro: quando eu dançar. . Por exemplo: .Fumar prejudica a saúde. . quando tu dançares.Eles foram condenados a pagar pesadas multas. se nós comêssemos. Por exemplo: . eles amam. quando ele comer. quando ele partir. “tomar” e “ouvir”. (1ª pessoa) Para ler melhor.Eu os convenci a aceitar. marchar! (= Marchai!) . que vós ameis. elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). que tu ames. voltaria à universidade.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. (= vida é luta) . será generosamente gratificado. que nós partamos. Imperativo negativo: (X). Imperativo afirmativo: (X). quando vós dançardes. que vós danceis. Observe que. quando vós partirdes. nós amamos.Não apresenta a primeira pessoa do singular. ou não. que vós partais. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. não ames tu. Presente do subjuntivo: que eu ame. Imperativo Negativo: . se tu partisses. O infinitivo impessoal é usado: .Não retira os –s do tu e do vós. Assim. que ele coma. (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. que nós amemos. não ame você. 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. adjetivo ou verbo da oração anterior. pode ou não acontecer. vós amais. que eles comam. . Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago.É preciso ler este livro. que eles amem.As meninas foram impedidas de participar do jogo. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético.O infinitivo pessoal. . . Por exemplo: . amemos nós. se tu dançasses. quando nós comermos. sem se referir a um sujeito determinado. .Para ler melhor. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. que ele ame. se lê comesse. Além dos três modos citados. que vós comais. Presente do indicativo: eu amo. eu uso estes óculos. . Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 .É proibido colar cartazes neste muro. amai vós. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . amem vocês. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal. ame você. Pretérito perfeito: se eu dançasse. se eles comessem. quando eles comerem. que eles dancem. por sua vez. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. que eles partam. que eles amem.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. No entanto. podendo ter valor e função de substantivo. quando ele dançar.Quando tiver o valor de Imperativo. se nós partíssemos. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente).É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo. se vós partísseis. quando nós partirmos. quando eles dançarem.Vamos pensar no seu caso. não relacionado a nenhuma pessoa. Pretérito perfeito: se eu comesse. que ele ame. . genérica. Por exemplo: Soldados.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. por exemplo. . Por exemplo: .Eles não têm o direito de gritar assim. apresenta desinências de número e pessoa. se tu comesses. que tu partas.Querer é poder.Queremos acordar bem cedo amanhã. quando tu comeres. que nós dancemos. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase. que nós amemos. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. gerúndio e particípio. que ele dance. isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. ele ama. quando nós dançarmos. Presente do subjuntivo: que eu ame. que vós ameis. .Devemos sorrir ao invés de chorar. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. Por exemplo: . .É indispensável combater a corrupção. Futuro: quando eu partir. Pretérito perfeito: se eu partisse.Aqueles remédios são ruins de serem tomados. Futuro: quando eu comer. não amemos nós. que nós comamos. na voz passiva dos verbos “contentar”.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s. os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. tu amas. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). se eles dançassem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. se vós comêsseis. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. ama tu. ela usa estes óculos.O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. . que tu comas. que ele parta.Quando apresenta uma idéia vaga. . se vós dançásseis.Eles não podiam reclamar do colégio. . quando vós comerdes. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal). se ele partisse. . .Tenho ainda alguns livros por (para) publicar.

Pediu que Carlos entrasse (correto). muito lhe agradecemos. viajaria. a preposição está ligada somente ao pronome. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos.: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. que se revela. já estão condenadas à fome muitas crianças. . Nota: Como se pode observar. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. um período composto.Enferrujar: enferrujou.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural). Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. . enferrujassem. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. flexionandose. (Lembre.Pediu para que Carlos entrasse (errado). aprendeu o valor do dinheiro. deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. “dizer”. enferrujem. .Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. . b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”. Como desdobramento dessa reduzida. que deve se apresentar oblíquo tônico. . DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”. .Para estudarmos.Temos de agir assim para nos promoverem.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal. (função de advérbio) . enferrujaria.Nas ruas.Na esperança de sermos atendidos. na verdade. nas demais.Esta salada é para eu comer? . esse “j” aparecerá em todas as outras formas. “ouvir”.Ela me deu um relógio para eu consertar.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. assumindo a mesma forma do impessoal.Aquele exercício era para eu corrigir.Antes de nascerem. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje..). b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo. “falar” e sinônimos. a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. Na 1ª e 3ª pessoas do singular.Ouvi-as dizer que não iriam à festa. Por exemplo: . contudo. havia crianças vendendo doces.Vios entrar atrasados.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. .Viajar: viajou. Por exemplo: .Neste exemplo ocorre. neste caso. “sentir” e sinônimos. aprenderás o valor do dinheiro. Por exemplo: .O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. 4. Com os verbos sensitivos “ver”.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso. os candidatos saíram. Por exemplo: . uma ação concluída. Por exemplo: . isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal. .O guarda fez sinal para os motoristas pararem. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”. Com os verbos causativos “deixar”. Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. (função adjetivo) Na forma simples. Por exemplo: .: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex. Quando o particípio exprime somente estado. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”.Convém vocês irem primeiro. . não confundir com o substantivo viagem) viajarão. sem nenhuma relação temporal. encontrei alguns amigos. .Vi os alunos abraçarem-se alegremente. . flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex. . viajasses. . .Pediu para Carlos entrar (errado). . número e grau. a fim de jogarem futebol.Tendo trabalhado. etc.Saindo de casa. Por exemplo: Trabalhando. como sujeito.. O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1. não apresenta desinências. como na oração “Este trabalho é para eu fazer”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . Por exemplo: . Mandei as meninas olharem-se no espelho. .Perdôo-te por me traíres.Se tu não perceberes isto. o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada.Elas parece mentirem . . assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). etc. “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. o gerúndio expressa uma ação em curso. Outros exemplos: . Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. estaremos sempre dispostos. pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. na forma composta.Foram dois amigos à casa de outro.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. Por exemplo: Terminados os exames. como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. sujeito implícito = nós).Faço isso para não me acharem inútil. 3. 2.O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. flexionando-se em gênero. .Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. . Didatismo e Conhecimento 38 . enferrujarão.

que vós vades. se tu fosses. ires tu. nós vamos. eles foram. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. nós íamos. ele vai. irdes vós. vós íeis. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. ele iria. vamos nós. vós ides. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. eles iriam. quando tu fores. Imperativo Afirmativo: vai tu. vós fostes. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. quando ele for. Obs. quando conheci Magali. se vós fôsseis. irem eles. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. vós ireis. Particípio: ido. não vamos nós. A frase Se eu estudasse. não vá ele. tu foste. tu ias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. que tu vás. não vão eles. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio.Quando você chegar à minha casa. Pretérito Imperfeito: eu ia. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. Futuro do Presente: eu irei. se ele fosse. geralmente de particípio. ele fora. que nós vamos. quando nós formos. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. qualquer verbo no particípio. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. que ele vá. nós fomos. ir ele. para conseguir a aprovação. Formas Nominais: Infinitivo: ir. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 . tempos ou pessoas. Imperativo Negativo: não vás tu. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. tu irias. Futuro do Pretérito: eu iria. Infinitivo Pessoal: ir eu. telefonarei a Manuel. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. vós iríeis. ele ia. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. tu irás. eu já terei partido. nós iríamos. eu caminharei 6 Km. Pretérito Perfeito: eu fui. IR Indicativo: Presente: eu vou. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. que eles vão. quando vós fordes. não vades vós.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes.Quando você chegar à minha casa. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. se eles fossem. tu foras. vão eles. . Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. eles irão. eles iam. ele foi. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. já terei telefonado a Manuel. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. ele irá. eles foram. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. Gerúndio: indo. vão. irmos nós. nós iremos. nós fôramos. Não têm todos os modos. se não me tivesse mudado de cidade. quando eles forem. Por exemplo: Amanhã. Veja os exemplos: . vá ele. se nós fôssemos. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. quando o dia amanhecer. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. se não me tivesse mudado de cidade. teria aprendido. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. vós fôreis. ide vós. Futuro: quando eu for. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. Subjuntivo: Presente: que eu vá. tu vais.

. Assim.. Por isso o uso do advérbio “já”. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica. Por exemplo: Para você ter comprado esse carro.. a festa terá ares aristocráticos. d) Eles se desavinham freqüentemente..não vais vós e) perdei vós .tivéssemos intervido . e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores. mas não . as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho...houvéssemos contido . compordes.se precaveu ..precavêssemo-nos não houvesse e)intervim . o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas.. vê-la. ver-vos...não partais vós b) amai vós .. necessitou de muito dinheiro a) procurais. revistes. a)intervir . provistes b) adverti. c) Quando eu reouver o dinheiro. seu c) procura. confia em Deus.. seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido. e também não ... e não .. telefonarei a Manuel. dois agentes secretos viram.. o policial viu. ficará extasiado.” Transpondo para a voz passiva.. . c) Só ficarei tranqüilo. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós .. b) Se advierem dificuldades. ou. compuserdes.. na ordem em que aparecem nesta questão. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.se conteve . a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê .se precaveio . 2 (FUVEST) .. as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento . evitando a briga... as seguintes formas verbais: advertir . primeiro praticarei a minha.. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio. diga-lhe que o advogado reteve os documentos.. tantas mortes. vosso d) procurais.duvides 3.interviu ...no perfeito do indicativo.. o homem errado. e) Ele trará o filho.... mas desejava ver-te.. (PUC) Dê..interveio ... reveis.. respectivamente. compondes.no perfeito do indicativo. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão.. 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal. praticar a minha. b) Se a testemunha depor favoravelmente.d.teríamos evitado b)me precavi .no imperativo afirmativo. revestes. d) Eu não intervi na contenda porque não pude. se vier a São Paulo... possuir o teu retrato. 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado..nos precavíssemos . b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência... d) Escolheu-se.. já terei telefonado a Manuel...precaviram ...contiveram . Quando você tiver terminado o trabalho. componhais. b) Ele antevira o desastre.tivéssemos impedido d)me precavi .intervieram .no futuro do subjuntivo.. d) Se o Leonardo quiser. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca. vosso b) procura.... vê-lo.. ver-vos. pagarei a dívida.... quando menos.. em ti. b) Quando verem o Leonardo. esperarei “você” praticar a sua ação para. segunda pessoa do plural rever .. No primeiro caso. 4. mas nem sempre . segunda pessoa do plural prover . no segundo. indicando ação passada em relação ao momento da fala.. o réu será absolvido..se precaveram .não teria havido c)me contive . c) Se você o vir. a gente do ofício ficaria exultante. Se todos nós .a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras. ficarão surpresos com os trajes que usava..tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9.. vosso e) procurais. proveste e) n. segunda pessoa do singular a) adverti. depois. talvez .. proviste d) adverti. observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho. infelizmente. d) Quando você vir Campinas.não percais vós 8 (ITA) Vi. quando vir o resultado. em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos.não ameis vós c) sede vós .. provistes c) adverte..não sejais vós d) ide vós . segunda pessoa do plural compor .. dos outros.. vê-la. revês.. c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.

ao acaso. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. tempo. às pressas. agora. com certeza. por exemplo. acima. adiante. modo. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei.Por um triz eu não me denunciei. 6 intensidade apenas. às escondidas. abaixo.realce: cá. somente. salvo.limitação: só. apenas. érrimo: Localizeio rapídíssimo. de viva voz. amiúde (=sempre). 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo).Sem dúvida você é o melhor. outrora. de chofre. isto é. são palavras invariáveis. ainda bem: Ainda bem que você veio. muito zangado. ainda. 8 .designação. muito. longe. mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. por ventura. também.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. como: Sou tão feliz quanto / como você. De acordo com a circunstância que exprime. ali. 2 . indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. depois. de cor.retificação: aliás. de repente.Quero saber como os jovens vêem a natureza. assaz bastante bastante.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . o advérbio pode ser de: 1 . já.explicação: por exemplo. depressa. 3 . b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º.mais. talvez. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. de forma alguma.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . tão. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. bem. de mais a mais: Também há flores no céu. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . bem. (indireta) . pouco. depressa. lentamente. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. sobretudo. de vez em quando. de modo algum. c) Se não fosses ele. aquém. tampouco (= também não). Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. algures (= em algum lugar).lugar aqui. 2 . a pé.dentro. antigamente. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas. breve. . 2 – superlativo.Afetividade: felizmente. às toa. demais. amanhã. unicamente: Só Deus é perfeito. no próximo mês. até. defronte. eventuamente. sim. de improviso. seguramente. pouco. . menos. decerto. por ali. quanto. 4 afirmação certamente. tudo estaria perdido.Por que o povo aceita tudo passivamente. imediatamente. ou melhor. Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . de propósito.De repente o dia se fez noite. brevemente. sem dúvida. Podem exprimir: lugar. diariamente. ou melhor. nem. lá. atrás.exclusão: exclusive. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. 3 .Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. fora. perto. de jeito nenhum.modo assim. tem bom caráter. mal. sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. logo. antes. infelizmente. não. muito. às claras. por perto. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. menos. novamente. além disso.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. mesmo. cedo. realmente. melhor pior. hoje. (direta) . 6 . ou causa. aquém. deveras. é que. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . a distância. meio. tanto.Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. alhures (= em outro lugar). um adjetivo ( Estava muito bonita). 7 dúvida acaso.menos: O candidato defendeuse muito mal. por um triz. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. soube-se do caso. devagar. 5 . rapidamente. à direta. acolá. e)Todas estão incorretas. a esmo. às vezes. quiçá. de medo. ele já se fora. 4 . . . senão. inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia.inclusão: inclusive. e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente. fora. (indireta) . 2 superlativo absoluto: analítico > mais. em vão. exceto. além. possivelmente. d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. aliás (= de outro modo ). à tarde. > sintético: melhor. (indireta) . c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados. quase. à noite.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . sintético > íssimo.tempo ainda. 5 negação absolutamente. a saber: Você. por certo. e) Embora não tenha sido divulgado. efetivamente. à esquerda. tristemente. um outro advérbio ( Falou muito bem).

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

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as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. surpresa. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. arrependimento. c) Os meninos olharam à sua volta. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. usada quando se vê alguém invadindo. se eu minto. Transforme a frase declarativa em imperativa. uma frase simples como “É ela. de forma afirmativa ou negativa. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. . as circunstâncias) em que o falante se encontra. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás. no segundo. c) As risadas não eram normais. etc.Muitas frases. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. não! 2. Dependendo de como é dita. indignação. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. pois. a) Você está bem? b) Não olhe. 3. g) Agora suma. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. ao menos. proibição. por exemplo. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. Exemplo: Tudo parado e morto. interrogativa. os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. Traduzem admiração. d) Luisinho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . na frase “Que educação!”. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . a frase é afirmativa. surpresa. Pense. Contêm uma ordem. meu filho. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. de pêlo ruço.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. 4.” pode indicar constatação. dúvida. Muitas vezes. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. por exemplo. São uma pergunta. (negativa) “Vamos. não olhe. É o caso.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. decepção. com seu carro. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. optativa ou imperativa.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado. Nesse caso. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. pedido ou súplica. (declarativa) Lusinho. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. das situações em que se explora a ironia. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. (afirmativa) Nunca te esquecerei. conforme o tom com que a proferimos.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Quanto ao sentido. a faixa de pedestres. Assinale. exclamativa. Classifique as frases em declarativa. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. fique para trás. Observe: Olavo esteve aqui. etc. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. negativa. ora ascendente ora descendente. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. de forma afirmativa ou negativa. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável. . maldição): “Esta luz me falte. No primeiro caso.

caminhem juntos!. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. sacudia as árvores. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. 46 Sujeito . f) declarativa. o ser de quem se declara algo. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo.a/b/d/g 5. qualquer palavra substantivada. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. Observe: O amor é eterno. é “O amor”. o predicado. ele se refere ao sujeito. f) imperativa. d) imperativa. que encerra a essência de sua significação. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. deve-se olhar para a cor da bandeira. é “é eterno”. Aposto e Vocativo. ou pronome substantivo ou. Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa. através de reticências. Objeto indireto e Agente da Passiva). c) exclamativa. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). Adjunto Adverbial. várias frases ou um período. i) imperativa. O sujeito é “Os rapazes”. Não têm estrutura sintática. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar. • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. o núcleo é sempre um verbo. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. exclamação e. h) declarativa 3. interrogação. Didatismo e Conhecimento . interrogativa. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. necessariamente. O tema.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). “A bênção. em alguns casos. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. só o predicado. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. excepcionalmente. d) Respeitem os limites de velocidade. portanto não são orações.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Respostas 1-“a” e “d” 2. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa.a) interrogativa. pouco siso. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. g) exclamativa. b) imperativa. Normalmente. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. Quando se trata de predicado verbal. procure os fósforos no bolso!. O predicado é “jogam futebol”. c) declarativa. olhem à sua volta! 4.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. • constituir-se de um substantivo. d) optativa. o núcleo é sempre um nome. ou seja. b) interrogativa. e) interrogativa. g) imperativa. e. “o tema do que se vai comunicar”. pronome ou verbo). a presença do verbo. e) interrogativa.a) exclamativa. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. porém há. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. capturavam os índios. b) Luisinho. ainda.a) Eugênio e Marcelo. c) Meninos. o sujeito. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. A declaração referente a “o amor”. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). h) declarativa. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa. sendo um predicado nominal. Nos exemplos seguintes. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito).

(sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. Oculto (ou elíptico) – quando está implícito.Há formigas na minha casa.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho.) Come-se bem naquele restaurante. ao passo que o predicado é o termo determinado. quando não está expresso. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. Regina trancou-se no quarto.) Crianças. Construíram-se açúdes. Exemplos: 1. o sujeito é o termo determinante. Morrer pela pátria é glorioso. como um substantivo.. (sujeito: eu. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê.As formigas invadiram minha casa. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 .” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. Isto não me agrada. ou por uma palavra ou expressão substantivada. etc. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . cujo núcleo funcione. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. isto é. soldado. Nesse caso. um substantivo ou pronome. seu núcleo é sempre um nome. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. locuções adjetivas. a palavra base) do sujeito é. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se.” (Érico Veríssimo) (o sujeito. adjetivos. não se sabe quem a atropelou. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal . na sentença. pois. (= Açúdes foram construídos. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever.” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária. etc. isto é.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. Ela tem uma educação fina.). Muitos sertanistas foram mortos pelos índios.Nós mentimos sobre nossa idade para você.nome feminino singular 2. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. sua representação pode ser feita através de um substantivo. uma sentença sem sujeito.) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. enunciado: Eu viajarei amanhã. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. mas nunca uma sentença sem predicado. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. guardem os brinquedos. na língua portuguesa. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Exemplos: O sino era grande. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome. tu. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce..” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. ele.

• Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural. .Devagar se vai ao longe.Houve algo de anormal? .” (José J.Abria a janela. . • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado. Não se trata. . . . Veiga). o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser.Há plantas venenosas. acontecer.Havia três noites que não dormia. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. • Fazer.” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato.Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. São construídas com os verbos impessoais. sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2. Ninguém lhe telefonou.É triste assistir a estas cenas repulsivas. amanhecer.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral. entre “Carolina” e “conhece”. Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. .” (Tiago de Melo) . acompanhado do pronome se. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. Na frase (1). realizar-se.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas. todavia. .” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular. . Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. Normalmente.Era à hora do jantar. .Fazia um frio intenso.Era penoso carregar aqueles fardos enormes. • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão. . por isso. sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). .Assim como o sujeito. nevar. mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. Pode ser omitido junto de infinitivos. . o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -.Havia quadros nas paredes. se estava calor.Anoiteceu rapidamente. passar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.Havia três noites que não dormia. com referência ao tempo.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado. .“Bateram palmas no portãozinho da frente. .Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. fruto de uma análise sintática. . o sujeito antecede o predicado.“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. . a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua.Hoje fez muito calor.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: .Chovia torrencialmente. . neste caso. sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores. sendo. ventar. portanto. . Exemplos: 1. através do predicado. a memória é mais vivaz. ser e estar.Onde houvesse festas e danças. ali estava ele. O pronome se.Faz dois anos que me formei. foi uma judiação matarem a moça. relampejar. . Nesse sentido. de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa. Predicado . o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases.” (Josué Guimarães) . na frase Didatismo e Conhecimento 48 .” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa.Era no mês de maio. • Chover. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. gear.Aqui vive-se bem. .Nevou no Sul do país.Na rua olhavam-no com admiração. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito.“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco. . fiquem os dedos.Carolina conhece os índios da Amazônia. é índice de indeterminação do sujeito.Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. . decorrer).“De qualquer modo. .Ventou muito durante a noite. . . .Quando se é jovem. Choveu durante o jogo.Eram trinta de maio de 1980.

relacionando o predicativo com o sujeito.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. insistiu ele.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo. por natureza. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo. sem os seus complementos. Os verbos de ligação (ser. o peixe. seguido. Exemplos: João puxou a rede..” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. ou um verbo (ou locução verbal). As folhas caem.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. Quando. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo. etc. Os animais correm. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado.Minha empregada é desastrada.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. os verbos puxou. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento. entre “nós” e “fazemos”. aspiro. tem sentido completo. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta.. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1. Exemplos: 1.” (Ciro dos Anjos) Observe que. mais contente. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. um conteúdo significativo. No primeiro caso. estar.. denominados transitivos.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. “Não invejo os ricos. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. 2. juntamente com o verbo. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme. de complemento(s) ou termos acessórios).” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos)... pois têm sentido completo. ou não. podendo. quem encerram uma noção definida. pelo contrário. Em outros casos é necessário um complemento que.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . invejo. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. existem os de ligação.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar. De qualquer forma. o povo. quando este puder ser facilmente subentendido. salvo se as cousas se complicarem. __ Em poucos dias. Há verbos que. verbos que entram na formação do predicado nominal. nem aspiro à riqueza.” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. etc.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. “Três contos bastavam. Entretanto. desciam = nova informação sobre o sujeito. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito. adjetivo. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. isto é. 2. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram. Exemplo: As flores murcharam.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há. parecer. Quanto à predicação classificam-se. Além dos verbos transitivos e intransitivos. constituem a nova informação sobre o sujeito.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. transitivos. por si mesmos.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. a ferocidade dos algozes inexcedível.Os manifestantes desciam a rua desesperados. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração.

sagrar. etc. ver. os pronomes o.“Tinha testa enrugada. nomear. interessalhe. . agradeço-lhe. • Verbos intransitivos passam. lhes.” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir.” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele. perseguir. resiste-lhe. depender dele. tremer. estimar. Julgo Marcelo incapaz disso. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente. anuir a ele. conheço-as.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. etc. chegar. adotar. convidar.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico. ter. .” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia. assistir a ela.” (Luís Jardim) ..” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo. chamado objeto indireto. declarar. mentir. cumprir com o dever.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou. brincar. entristecer. características): . etc. achar. “Trabalho honesto produz riqueza honrada. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.Cheguei atrasado. encontro-os.” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito. como quem vivera vida de contínuo pensar.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular. encontrei-a muito previnida. atentar nele. pegar de uma ferramenta.Passeamos pela cidade. sair. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. os.” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. tornar. Leandro proverá a tudo.“Morrerás morte vil da mão de um forte. Didatismo e Conhecimento 50 .” (Gonçalves Dias) . Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente.. repugna-lhe. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa. prejudicar. obedece-lhe. com preposição. ir. penetrar no mundo que já morreu..“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) .“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor. valeu-lhe. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe.” (Marquês de Maricá) “Então.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. crescer. recorrer a ele. latir.“Inútil tentativa de viajar o passado. simpatizar com ele. avisar. brilhar.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho.” (Alexandre Herculano) . designar.Fui cedo. saldar. colher. bate-lhe. socorrer.” (Graciliano Ramos) . construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. vir. em geral.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame. desagrada-lhe. lhes. investir contra ele. imitar. proclamar. elogiar.Entrei em casa aborrecido. suar. claro. considerar. abraçar.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual. comprar. nascer. O povo chamava-os de anarquistas.” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. as: convido-o.” (José Geraldo Vieira) “Dr. fazer. Inês trazia as mãos sempre limpas. desculpar. adoecer.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo. não ligar para ele.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico. deixar..“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. dizer. encontrar. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade.” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial. puxar da faca. ferir. “Deus vos fez padre e bispo. chamar.. quero-lhe (=quero-lhe bem). podem ser usados também na voz passiva.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros. ver. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar. isto é. pensará que estou atirando aos nhambus. rir. encontrar. agir. contrariar. perdôo-lhe. eleger. . coroar. apraz-lhe. ter. paga-lhe. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. sucede-lhe. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. . a. Pertencem a esse grupo: julgar. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada.” (Ciro dos Anjos) .. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto. ocasionalmente. unir. levar. receber. castigar. etc.” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição.” (Viana Moog) . tomar do lápis. um complemento sem preposição. desobedecem-lhe. achar. etc. incomodo-a.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.

aspirar(a).” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. É desagradável tratar com gente grosseira. de. carecer(de). pagar(a). pagar. Parece que vai chover. atribuir. servir. lembrarse(de). (tratar=lidar). A ilha parecia um monstro. mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. se ela me preferisse a você.” (José J. imutável. O portão permanecerá fechado. Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. cogitar(em. que admitem mais de uma preposição. interessar(a). aconselhar. A vida tornou-se insuportável. (intransitivo) O homem anda triste. • Em princípio. propor. com). Os verbos. • Verbos como aspirar. atirar(a. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. A tentativa resultou inútil. explicar. bater(em). agradar(a). Todos andam apreensivos. • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. aspecto transitório: Ele é doente. como nestes exemplos: Trate de sua vida. Esses verbos. contentarse(com. O médico é pago (perdoado.. A empresa fornece comida aos trabalhadores. chamar. O mar estava agitado. perguntar. contentar-se. concomitantemente. O verbo ser. investir(contra. Ele permaneceu sentado. proporcionar. Pedro fez-se lívido. entregar. gostar(de). informar. Perdoa-lhe tudo. pedir. A mesa era de mármore. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. aprazer(a). cuidar(de). em contra). valer(a).” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar.” (A. devolver. Eu não estava em casa. crer(em). ao qual se prende por um verbo de ligação. repugnar(a). resistir(a). querer(a). por exemplo.de). conspirar(contra). Anda com dificuldades. ofertar. verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. obedecer(a). preferir. Didatismo e Conhecimento 51 . no predicado nominal. e pouco mais. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. ansiar(por). (transitivo direto) Deram 12 horas. (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. contribuir(para). • Há verbos transitivos indiretos. O dia continuava chuvoso.” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. recorrer(a).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). doar. Minha proposta saiu vitoriosa. podem pertencer ora a um grupo. (de ligação) O cego não vê. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. ensinar. Exemplos: No inverso. De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. (tratar=cuidar). João ficou zangado. ora a outro. sem mudança de sentido.. Ceda o lugar aos mais velhos. Fiquei à sombra. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase. Dona Cléia dava roupas aos pobres. obedecido) por João. ceder. Ele está doente. relativamente à predicação. Mário encontra-se doente. A árvore ficou sem folhas. perdoar. A Lua parecia um disco. Excetuam-se pagar...” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. As crianças tornam-se rebeldes. (aspecto permanente). prevenir. etc. As águas podiam estar poluídas. lutar(contra). As crianças estavam com fome. não têm classificação fixa. Eu não sou ele. Eles devem ser irmãos. disse adeus e fui andando. relatar. obstar(a). Outros mudam de sentido com a troca da preposição. em). narrar. assistir(a). investir. (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. um estado ou modo de ser do sujeito. As matrículas acham-se abertas. atentar(em). prometer. traduz aspecto permanente e o verbo estar. dar. O fato pareceu-lhe estranho. perdoar(a). (intransitivo) A terra dá bons frutos. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria.. aludir(a). A operação resultou inútil. apresentar. anuir(a). A crisálida vira borboleta.. obedece) o médico. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. etc. obedecer. como atirar. O moço anda (=está) triste. A água está fria. outro indireto. variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. (aspecto transitório). Oferecemos flores à noiva. entram na formação do predicado nominal. A Lua ia (=estava) alta. perdoar. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. dispor. Exemplos: A Terra é móvel. zombar(de). assistir. presidir(a). Exemplo: O homem anda. precisar(de). Os premiados foram dois. confiar(em). Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. oferecer.

Esta é a casa que eu vendi. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja. O povo elegeu-o deputado. Avisamo-lo a tempo. “Vós haveis de crescer. Ele é tido por sábio. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto). às vezes vem regido de preposição.. nos. Complemento Nominal.” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto. As batalhas sagraram-no herói.. • Pelos pronomes oblíquos o.” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Sílvia olhou-se ao espelho. Exemplos: O trem chegou atrasado.. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. Ele será eleito presidente. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Que linda estava Amélia!. 3. se.. • Normalmente. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. Procuram-na em toda parte. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara. Novo ainda.” (Ferreira Castro) Procurei o livro.”. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. as. de preposição. os. Os presos tinham os pés inchados.. O professor sorriu satisfeito. Houve grandes festejos.. Julgo inoportuna essa viagem. Ela nos chama. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. Lembro-me dela com saudade. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. Esta. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel. “E até embriagado o vi muitas vezes. completam) o sentido da oração. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi. os retirantes iam passando.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. Excepcionalmente. Unimos o útil ao agradável. Nós julgamos o fato milagroso. normalmente. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta. 2. As paixões tornam os homens cegos.. Didatismo e Conhecimento 52 . eu vos amo. Ninguém me visitou. não regido.. Não me convidas?. “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. mas não o encontrei. O cosmonauta foi aclamado como herói. Exemplos: As plantas purificaram o ar. não vem regido de preposição... Alguns chamam-no (de) impostor.. vos: Espero-o na estação.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho. me. é facultativa. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal. Todos partiram alegres. Observações: • O predicativo objetivo. Silvinho acha-se um gênio. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. Meu Deus.. Ela adotou-o por filho.. (que:objeto direto de plantei). A árvore que plantei floresceu. Chamavam-lhe poeta.. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. O prisioneiro foi encontrado morto.. Quem são esses homens?. perder-vos-ei de vista. a. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. (=O trem chegou e estava atrasado. Agente da Passiva. te. Completamente feliz ninguém é. A mãe viu-o desanimado.”. Muitos consideram-no (como) um sábio. Estimo-os muito. eu não entendia certas coisas. Lentos e tristes. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. São os seguintes: 1..”. Integram (inteiram. A doença deixou-me sem apetite. em certos casos. como vemos dos exemplos acima. Raros são os verdadeiros líderes. sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. O povo aclamou o imperador e a imperatriz. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos. (=Lembro-me dela saudoso. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço.) O menino abriu a porta ansioso. Marta entrou séria. ela o faz com cuidado.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. O soldado foi julgado incapaz. pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar.” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho.

Aspiro a uma vida calma.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu.) Didatismo e Conhecimento 53 . etc. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. “Amava-a tanto como a nós.. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos.”. (no filho) Anseio pela tua volta. isto é. “Ao poeta Drummond. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus.” • Em expressões de reciprocidade. “Como fosse acanhado. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?. enfim. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres. “Também se adormece a fome. O bem.”. Aludiu ao fato. geralmente a preposição a. confessor e letrado nunca enganes. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. referentes a pessoas. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos. Representa.”. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. vem precedido de preposição.” • Com certos pronomes indefinidos. Olho Gabriela como a uma criança. A médico. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo. se faz com as formas o(s). porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela..”. “A estupefação imobilizou a todos. “E dali em diante.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências. lhes: amar a Deus (amá-lo). A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico. Disse-lhe a verdade. enfático ou redundante..: “Arrancam das espadas de aço fino. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. só ocorre com verbo transitivo direto. a harmonia da frase.”. convencer ao amigo (convencê-lo). evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito. “Abraçou a todos.. Obedeço ao regulamento. “Seus cavalos. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo. Deparei com um estranho. impedindo construções ambíguas: Convence. “Tratava-me sem cerimônia.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase. ela os montava em pêlo.”.”. muitos o louvam.”. ordinariamente.”. como a um irmão. Ele zombou de nós. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro. o complemento de verbos transitivos diretos.” • Em certas construções enfáticas. “As companheiras convidavam-se umas às outras. de plena satisfação.”. engole-os a obscuridade. “A inimigo não se poupa.. quando possível. como todos ali. por que amas a uns e odeias a outros?. “Se eu previsse que os matava a ambos. pegar da pena. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. tornando felizes também aos outros. pegou da agulha.. que mora mais além.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram.”. a Caetano. deu um beijo em Adelaide. Preciso de ti amanhã.”. (Peço desculpas ao professor. Amemos a Deus sobre todas as coisas.”. atirar com os livros sobre a mesa.” • Com nomes próprios ou comuns. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. mas poucos o seguem. a ênfase ou a força da expressão. • O objeto direto preposicionado.”. prejudicas a ti e a ela. como puxar (ou arrancar) da espada. fazendo sorrir. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. como às crianças.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava..”.. “Chegou a costureira. quando soube do caso.”. é obvio.”. “Vence o mal ao remédio. e não mulher feita.”. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. Aumente a sua felicidade. Ceda o lugar aos mais velhos. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes.) Peço-lhe desculpas. Exemplos: O dinheiro. ao pai o filho amado. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. molhou a ambos. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono. Atentou contra a vida do rei. cumprir com o dever.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor.”. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. (Disse a verdade ao moço. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. “A tudo e a todos eu culpo.”. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo. pegou do pano. Responderei à carta de Lúcia.” (Machado de Assis) “De mais a mais. O pai batia-lhe. Absteve-se de vinho. a feira deve incomodar.”.”.”. pegou da linha. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase. Deus lhe perdoe. Assistimos à missa e à festa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. Gosto de frutas e de doces. a(s) e não lhe.”. não interrogou a ninguém. enganavam é a Pedro. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia. “Diabolicamente. cantando. nos cinco outros. facultativa. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. o drama intensificava-se.. A quantos a vida ilude!.”.” • Em construções enfáticas. “Provavelmente. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial.

remeter cartas. (=Obedece a mim. Exemplos: A defesa da pátria.. te. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho...? (Machado de Assis) “E. a remessa de cartas. obediente aos pais..” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. (=Peço isto a vós. Perdôo-lhe a ofensa. Não preciso disto. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. por ênfase. útil ao homem. O filme a que assisti agradou ao público. criar impostos. recordar o passado. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. o paciente. Assistência às aulas. Devolve-lhe o dinheiro. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso. Sobram-lhe qualidades e recursos. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem. (=Devolva o dinheiro a ele. (=Não lhe devolveram o livro. (=Rogo a você. Peço-vos isto. A proposta pareceu-lhe aceitável. obedecer aos pais. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. criação de impostos. Os obstáculos contra os quais luto são muitos. resistência ao mal. com. (=Isto pretence a ti. Exemplos: Obedece-me. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. Assisti ao desenrolar da luta. a condenação da violência. Dê isto a (ou para) ele. (=O livro foi-lhe devolvido.. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. perdão das injúrias. regressar à pátria.. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. Ele só pensa em si. Falou contra nós. Esperei por ti. Conto com você. A cidade estava cercada pelo exército romano. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial. em vez de complementar verbos.) Não lhe foi devolvido o livro. se. lhes.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. A coisa de que mais gosto é pescar. A pessoa a quem me refiro você a conhece. Ela queixou-se de mim a seu pai. nos. nada me abala relativamente ao Rubião.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos. compositor de músicas. adjetivos e advérbios.. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. lhe. e a ira contra o mal.” (Rui Barbosa) “Ah. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. queima de fogos. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. complementa nomes (substantivos. amar o próximo. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries.. geralmente... remessa de cartas. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. O juiz confiou-lhe a guarda do menino. “O ódio ao mal é amor do bem. Rogo-lhe que fique.. contra. resistir ao mal. os quais. Isto te pertence. entusiasmo divino. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas.) Devolveu-se-lhe o livro. regresso à pátria. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. recordação do passado. de. verbos de mesmo radical: amor ao próximo. em.). Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. perdoar as injúrias. Contenta-se com pouco. incompleta. da beleza e do equilíbrio. basta-lhes xingarem-se à distância. o medo de assaltos. incapazes de se moverem. “Para ele nada é impossível”. de certos substantivos. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. Vem sempre regido de preposição. queimar fogos.) • Nos demais casos a preposição é expressa. As preposições que o ligam ao verbo são: a..” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. Como atestam os exemplos acima. Conheço o funcionário por quem fui atendido. Difere deste apenas porque.. expressa ou implícita. etc. Beijou as mãos ao sacerdote. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. Muitos já estavam dominados por ele. O objeto indireto é sempre regido de preposição. etc... Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil.. no caso. vos. para e por. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes.. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.).). As pessoas com quem conto são poucas. Vem regido comumente pela preposição por.. aos brigões. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 . o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. Não revelarei isto a ninguém.

modo. pertença . as mãos dele: posse. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. (=De ouvidos atentos. intensidade. árvores e plantações.” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma.). causa.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha. desenvolve ou resume outro termo da oração. empréstimo do banco.presente de rei (=régio): qualidade ..). muitas rãs. (=Naquela noite. encontramos a felicidade. o guarda. não ficaria ancorado como uma canoa. fim ou outra especificação: . Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. assunto. tempo. empréstimo de dinheiro. terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. aviso de amigo. (Expulsaram-no da cidade. especialidade .. animal feroz.). Exemplos: D. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã.. declaração do ministro.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. qual seja a de caracterizar um ser. etc.casa de ensino. amor de mãe.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. farinha de trigo.” (Povina Cavalcânti) “Ele. Errei por distração. • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. • Pelos artigos: o mundo. imperador do Brasil. exprimir alguma circunstância.. origem. Moramos aqui.. adjunto adverbial e aposto. Escureceu de repente. filho de fazendeiros: origem .nom. negação. Domingo que vem não sairei.adv. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal. gosta do mar (obj.. Pedro II. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. pertença.homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade .. Assobiavam-se as canções dele nas ruas. coisas a que era avesso. As florestas são devastadas. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad.. cheiro de petróleo. em outras palavras. ao passar para a ativa... indir. Caúla. herói de nossa gente. água do mar (adj.). pouco sal. folhas de árvores. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. Ele fala bem. aviso de perigo.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. acensorista.. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem. casa de madeira: matéria . O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação.. não dormi.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. aproximei-me da porta. ou a origem. Júlio reside em Niterói. no terreiro em frente.). país cuja história conheço. declaração de guerra. adjetivo ou advérbio. modo. etc. um rapaz.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. este lugar. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. que rua?. (=No domingo.. (voz passiva) Tu o acompanharás. foi um monarca sábio. (Devastam as florestas. Saí com meu pai. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio. destruidor de matas. determinar os substantivos. Volte bem depressa. “Nicanor. beleza das matas. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. posse. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). as ruas. “Cada casa arrumava. plantio de árvores..adn. região do ouro e dos escravos.livro do mestre.fio de aço. companhia. (errado). Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo.) ou.). que modifica o sentido de um verbo. Ouvidos atentos.. todos olham e não dizem nada. Não durma ao volante. “O pastor.. quinto ano. a casa do fazendeiro. capítulo sexto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. colheita de trigo. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. o médico. fala corretamente. Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. Compreendo sem esforço. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso. lugar.. ter medo do mar (compl.criança com febre (=febril): característica .). meio. Ande devagar. tudo foi destruído pela enchente. aulas de inglês: fim.água da fonte.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. terras férteis. descoberta de petróleo. • Pelos numerais: dois pés. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos. etc. Maria é mais alta. expôs-me seu caso de consciência.). Talvez esteja enganado. (certo). amor ao próximo.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade ..” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 .

seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. esvoaçavam num balé de cores. Didatismo e Conhecimento 56 . o teu defensor. (duas locuções verbais. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. está elíptico. nnca foi superado. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. são horas! “Olá compadre.” (Machado de Assis) “Correi. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. Exemplos: Pegou fogo no prédio. (Período simples. a Bolívia e o Paraguai. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. eh!): “Tem compaixão de nós . os dois surfistas atiraram-se às ondas. (uma locução verbal. No exemplo inicial. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. Nas frases seguintes. O dia amanheceu chuvoso. que se encerra com ponto de exclamação. não há aposto. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. a Rua Osvaldo Cruz. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. As borboletas.) Quero que você aprenda. etc. Nogueira. às vezes. de tudo ela tinha medo. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. Exemplo: Pegou fogo no prédio. oração absoluta.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). o qual. olá. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. meus amigos. ó sol de maio. é a base do governo. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). Não pertence à estrutura da oração. uma coisa real ou entidade abstrata personificada. dois pontos ou travessões. fato que me deixa atônito. refere-se a toda uma oração. da intensidade das coisas. título. O espaço é incomensurável. morcegos. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. Não havendo pausa. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. o Colégio Tiradentes. às vezes. O período é simples quando só traz uma oração. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. duas orações) Está pegando fogo no prédio. um animal. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. não são banhados pelo mar. o romance Tóia. (um verbo. chamada absoluta.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. O aposto. “Acho que adoeci disso. o rio Amazonas. O aposto que se refere a objeto indireto. o período é composto quando traz mais de uma oração. (dois verbos. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos. isto é. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. na escrita. Exemplos: Rapaz impulsivo. mande-me cá o Padilha. Mário não se conteve. O aposto não pode ser formado por adjetivos. por vírgulas.” (Raquel Jardim) De cobras. “Irmão do mar. Simão era muito espirituoso. por exemplo. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. mais alto. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. do espaço. Os apostos. Na escrita é separado por vírgula(s). ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. o escritor João Ribeiro. Só não tenho um retrato: o de minha irmã. o que me levava a preferir sua companhia. sinal de tempestade iminente. uma oração) Quero que você aprenda. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. Este escritor. filha do velho coronel Tavares. não haverá vírgula. de beleza. ponto de interrogação ou com teticências. como romancista. a saber. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. (Período composto. indicadas. que pode ser uma pessoa. ele e ela. correi. Mensageira da idéia. destacam-se por pausas. leves e graciosas. senhor de engenho.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. em geral. mas predicativo do sujeito: Audaciosos. o que me obrigou a ficar em casa. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. bichos.

Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista. As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. ou seja. por uma conjunção coordenativa adversativa. como já dissemos. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e.As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. ora. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. logo.. por uma conjunção coordenativa alternativa. Há entre elas. porém às vezes torna-se cruel. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. / sofreram. Saí da escola / e fui à lanchonete. é claro. antes.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. A espada vence. mas ainda. não só. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito. As pessoas não se mexiam nem falavam. Estudei bastante / mas não passei no teste. / vibraram. sentei-me... A doença vem a cavalo e volta a pé. mas também. quer. pois. “Jacinta não vinha à sala. O mar é generoso. porém. apanhei o embrulho e segui. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). 4. os saveiros acompanham. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. .. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas. seja. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. contudo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. ou seja. há uma paz profunda na casa deserta. o ouro infama. não mereces fé. não só. ou. ora. logo. Vives mentindo.” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior.. por exemplo. este período composto: Passeamos pela praia. entretanto. nem. se nos depara nos próprios animais. entretanto ninguém trabalhava.. / brincamos.. ou seja. Venha agora ou perderá a vez.” (Jorge Amado) . / portanto merece minha gratidão.” (Machado de Assis) “Em aviação.. por uma conjunção coordenativa aditiva.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem. mas aceitam-na.. uma não depende da outra sintaticamente. ou seja.” (Cecília Meireles) Tens razão. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem. por isso. pois. / recordamos os tempos de infância. Didatismo e Conhecimento 57 .” (Renato Inácio da Silva) Considere. 2. OCA OCA OCA “Inclinei-me. a vontade. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. O instinto social não é privilégio do homem.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. avilta. Exemplo: Os torcedores gritaram. as lanchas se movimentam lentamente. mas não convence. seja. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. Havia muito serviço. no entanto.. uma relação de sentido. “É dura a vida.ou. ou retirava-se logo. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. Ele é teu pai: respeita-lhe. Raimundo é homem são. mas. desonra. todavia. contudo não te exaltes.” (Machado de Assis) “A noite avança. portanto deve trabalhar. Pode ser: 1. por uma conjunção coordenativa conclusiva. quer.. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes.. Ele me ajudou muito.

desde que. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. tanto mais que meu filho está doente. portanto.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. Irei à sua casa / se não chover. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. 5. “Maximiano temera que o coronel o agredisse. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. de tão violento que ficara. visto que esteve doente. porque. “Se convidada. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. conversa um pouco e logo sai correndo. por uma conjunção coordenativa explicativa. Decerto alguém o agrediu. como (= porque). pois que. de justificativa em relação à oração anterior. que. Leve-lhe uma lembrança. Não fui à escola / porque fiquei doente. cidadãos. Conjunções: se. ninguém ousou reagir. pois (ou porque) o nariz dela sangra. sem. que te abençôo. temos que agir nós. agora. mesmo que.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. conquista-a. ou um minuto depois. se bem que. Você pode ir. Não mintas. Como não me atendessem. repreendi-os severamente. ainda que. pois arfava muito. apenas conheço as flores do meu tempo. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal).” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. pela simples razão que ele não existe. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. sem que estudes muito. porquanto. que não nasci ontem. no entanto. Se o conhecesses. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. caso a experiência tenha êxito. (a menina) senta no colo da gente. já brilhava intensamente. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. talvez teríamos perecido todos. ora o rasgava freneticamente. por isso que sou pobre. salvo se acontecer algum imprevisto. ele é classificado como período composto por subordinação. sendo. que ela aniversaria amanhã. visto que. Não sairei de meu consultório. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. 2. a não ser que. impedir sua realização. Não encontrei o livro em nenhuma loja. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. Poderão chegar lá ainda hoje. pois. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. Não poderás ser bom médico. “A mim ninguém engana. e tudo teria sido diferente. porquanto eu estava cumprindo o meu dever. (adjunto adverbial de causa) Veja. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). Ninguém podia queixar-se. substantivas e adjetivas. não o condenarias.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. fossem os olhos mais enviesados. Como ele estava armado. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. por mais que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação. contanto que (ou desde que) volte cedo. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. ou seja. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. apesar de. Não posso ir hoje. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. Conjunções: porque. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. contanto que. a menos que. Conjunções: embora. “Faltou à reunião. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que.” (Jorge Amado) “Velho que sou. porque é pior para ti.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. subordinada a ela.

” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. Vim hoje. como sabemos. OP OSA Temporal Formiga. passo pelas livrarias. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. O responsável deve ser punido.” (José Geraldo Vieira) 7. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos. Cumpriremos nosso dever.) Ajudava-os em tudo. quando quer se perder. que. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. fossem quais fossem as conseqüências. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. conseguiria esquecer. as casas se esvaziam. o moço ergueu-se rápido. “Nem que a gente quisesse. Por mais que gritasse. assim que. “Corria para a rua.” (Graciliano Ramos) 4. Conjunções: para que. mal (=assim que). Por incrível que pareça. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. para o trabalho. Conjunções: quando. vimos toda a extensão da catástrofe. sinceramente confesso que o admiro.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico.” (Fernando Namora) “Ainda assim.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. por mais que o cocheiro os sofreasse. não fosse o coração saltar-lhe. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. por exagerada que seja. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. sempre que.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. Conjunções: porque. segundo.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. ainda assim arriscou uma opinião. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. a estontearse. porque (=para que). que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. cria asas.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. ela se volta contra nós. “Lá pelas sete da noite. a História se repete.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . Embora não possuísse informações seguras.” (José J. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. quando escurecia.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. é um grande veículo de informação. conforme lhe prometi. há em todas as coisas um sentido filosófico. enquanto. Como diz o povo. devia ser melhor que aquilo. nem por isso o respeitava menos. eles não sabiam o nome de sua cidade. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. Ontem estive doente. Consoante opinam alguns. visto que. depois que. não me ouviram. rosto no pó. manteve-o apertado contra o peito. tristezas não pagam dívidas. Todas as vezes que agredimos a natureza. Conjunções: conforme. a fim de que. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral.” (Ramalho Ortigão) 6.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. sem que isso fosse de minha obrigação. “Chovesse ou fizesse sol. não andei tão depressa que amarrotasse as calças. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. de maneira que pude prolongar minha viagem. pois que. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença. que. todos o procuravam. Mal chegamos ao local. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa. para o tumulto. cruzou os braços no peito. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. As notícias de casa eram boas. Sempre que vou à cidade. como (= porque). Os louvores. os povos se levantam. “Digo essas coisas por alto. Fleming descobriu a penicilina por acaso. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. o Major não faltava.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. quem quer que seja. como (=conforme).” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. Júlio César resolveu passar o Rubicão.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. Um dos garimpeiros falou. enquanto os outros escutavam silenciosos. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. logo que. “Como deveis saber.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. “Fiz-lhe sinal que se calasse. segundo as ouvi narrar anos depois. O jornal. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. são ouvidos com agrado. pequenos que sejam.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse.

diz-se. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. À proporção que avançávamos. tal como. 9. as casas iam rareando..: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. ao passo que os preços sobem. Veja que horas são. num período. como o imã atrai o ferro. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). assim como.) Aconselha-o a que trabalhe mais. geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. Como a flor se abre ao Sol.: É certo que ele voltará amanhã. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente. 2. que assustava os transeuntes. Ignoro quantos são os desabrigados. Ex.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. tanto que me pediu um prazinho para a resposta. Obs. é útil.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse. O valor do salário. (= Não me oponho à sua viagem. Indaguei de quem eram aqueles quadros. Ex. cumprir. Observe: É importante sua colaboração. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude. Perguntaram quem era o dono da fábrica.depois de expressões na voz passiva. como.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho. ocorrer. .” (Graciliano Ramos) 8. que (combinado com menos ou mais). quanto menos. (sujeito) É importante / que você colabore. Elas podem ser: 60 1.: Convém que todos participem da reunião. como sabe-se. Conjunções: como.) Mariana esperou que o marido voltasse. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. Rui voltou para casa como quem vai para a prisão. Daremos o prêmio a quem o merecer. é certo. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. O fiscal verificou se tudo estava em ordem. OSA Proporcional OP À medida que se vive.depois de verbos como convir. tal qual. à proporção que. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio. etc. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. Certos cantores gesticulam mais do que cantam. Conjunções: à medida que. constar.. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . (tão). Ignoramos como se salvaram. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.depois de um verbo de ligação + predicativo. Observe: O grupo quer a sua ajuda. Didatismo e Conhecimento . (objeto direto) O grupo quer / que você ajude. Ex. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Observe: Necessito de sua ajuda. contase. podia erguê-lo ao sol. quanto mais. como no exemplo acima. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. etc. tanto como. ao passo que. urgir. (= O mestre exigia a presença de todos.: Sabe-se que ele saiu da cidade.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. exercem funções sintáticas próprias de substantivos. Não posso dizer qual delas é a mais feia.. Lembre-se de que a vida é breve. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse.” (Jônatas Serrano) 3.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. sem que a guerra o arrebatasse. vai diminuindo. é conveniente. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. . “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. mais se aprende. em construções do tipo é bom. Ela é bonita / como a mãe.. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal.

” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais..) Minha esperança era que ele desistisse. (= Sou favorável à prisão dele. quem. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. vindo sempre depois do verbo ser. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. OP OSA Restritiva Nesse exemplo. (Seu receio era a chuva. tais como quando.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro. Podem vir. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. Sê grato a quem te ensina. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam.. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. Convém que sigas uma profissão. (= Sua colaboração é necessária. desde a tarde. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. que o filho recuperasse a saúde. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. como. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore.” (Carlos Castelo Branco) 6.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos.) e podem ser classificadas em: 1. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. Não sou quem você pensa. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse. tornou-se realidade. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos. Arnaldo foi quem trabalhou menos. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome.) Estava ansioso por que voltasses. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. entre vírgulas. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Para alguns a pátria é onde se está bem. também.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. na esperança de que me chamasse. etc.” (Dom Eugênio Sales) 5. 4. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país. Observe: O importante é sua felicidade. Ficou provado que os documentos eram falsos. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que . É bom que você venha. Observe: Estou convencido de sua inocência. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Pedra que rola não cria limo. quanto.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Didatismo e Conhecimento 61 .” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos.” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. Diga-me como resolver esse problema. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. etc.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. qual. Exemplo: Seu desejo. Exemplos: Não sei quando ele chegou. Aconteceu que não o encontrei em casa. Importa que saibas isso bem.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. Não é segredo que os dois não se entendem. intercaladas à oração principal.) Parece que a situação melhorou. Não consta que ele fosse anti-religioso. cujo.

subordinada adverbial Acabado o treino.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. que é nosso pai. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. nos salvará. / encontrei o professor de inglês. gerúndio e particípio). que nasceu rico. Rosa chorou. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida. encontrei o professor de inglês. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. Exemplos: . que o poente avermelhava.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. / os jogadores foram para o vestiário. Ao entrar na escola. esclarecendo um pouco mais seu sentido. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. reduzida de infinitivo. conforme o caso. Observações: . Há casos também de orações reduzidas fixas. “Olhou a caatinga amarela. (infinitivo) .Ao entrar nas escola. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 . Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo.Precisando de ajuda. / lançou um novo livro.O infinitivo. telefone-me. telefone-me. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. reduzida de particípio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. ao lado qual estava o baú de roupas. . Quando entrei na escola. poderá ser assaltado.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. .” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. os jogadores foram para o vestiário. que cultiva com carinho. isto é. nem por isso deixam de existir. Se precisar de ajuda. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. Exemplo: O homem fechou a porta. imperativa. que passe por ali à noite. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. Precisando de ajuda.” (Inácio de Loyola Brandão) 2. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal. Valério. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. / telefone-me. reduzida de gerúndio. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. OP OSA Explicativa OP Deus.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. (gerúndio) . porque seus olhos estão vermelhos. os jogadores foram para o vestiário. Exemplos: Preciso terminar este exercício. o que não acontece com a oração adverbial causal. Alguém. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. “Há saudades que a gente nunca esquece. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. Note-se também que há pausa (vírgula.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes. Ele tem amor às plantas. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. acabou na miséria. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. Essa casa foi construída por meu pai.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. mas como o próprio nome indica. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. / que mora na Bahia. que é efeito. saindo depressa de casa. Ele está jantando na sala. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. encontrei o professor de inglês. Assim que acabou o treino.Acabado o treino. que traz o efeito. O período agora é composto por coordenação. Exemplo: O escritor Jorge Amado. muitas vezes.

(UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. nas suas flexões. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. Temos orações subordinadas. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. c) O aluno fez-se passar por doutor. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». 2. Didatismo e Conhecimento 63 . Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. objetiva direta c) objetiva direta.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. objetiva indireta 6. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. b) Não lhe tocara no assunto. Via-se muito que D. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. com valor estilístico). Não esqueças que é falível. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. objetiva direta. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. respectivamente: a) objetiva direta. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. É bom que você venha. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. coordenadas entre si e) objetos indiretos. orações subordinadas adjetivas. pela emoção que emudece e paralisa. entramos na escola. orações subordinadas adjetivas. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. adverbial temporal d) subjetiva. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. e) Não sei se o vinho está bom. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. adverbial temporal. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. EXCETO em: a. “Concordar” significa “estar de acordo com”. não há uma atitude inventada.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. subjetiva b) subjetiva. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. com as palavras de que dependem. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10. adverbial temporal. objetiva direta. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. pelo respeito. a oração «para cortar» em relação a «não bate». 3.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. d) O oficial perguntou de onde vinha. Chegados que fomos. na concordância. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. Assim. orações subordinadas adverbiais concessivas. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. não vivia no coco como a do Santa Rosa. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». objetiva direta e) predicativa. coordenadas entre si d) objetos diretos. subjetiva. 7. tanto nominal quanto verbal. e se não sabia notícias de Antônio Silvino. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). d) Precisa-se de operários. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4.

Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo. Os Lusíadas. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta. III.” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo.grande número de camareiros e camareiras nativos.. 124) Didatismo e Conhecimento .esses números nada têm de precisos. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância. Seus planos e tentativas. da clareza e do bom gosto. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos. Por que tanto ódio e perversidade?. “O céu e as árvores ficariam assombrados. com a função de adjunto adnominal. sexo e profissão. em roda.. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. A ciência e a virtude são necessárias. quando posposto. em geral.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos. algo. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.” (Carlos Povina Cavalcânti) “.. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. O dedo indicador e o médio estavam feridos.. o adjetivo concorda.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.. um e outro legítimos. Os adjetivos regidos da preposição de. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada)..” (José de Alencar) “. a tinta e a barro fresco. por atração.. apareci com o rosto e as mãos muito marcados.” (Herman Lima) “Ainda assim.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos. Concordância Verbal – variação do verbo.acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Érico Veríssimo) “... ou com o substantivo mais próximo.” (Pedro Nava) “. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila.” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas..” (Alexandre Herculano) “. Seus olhos têm algo de sedutor.). mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia. “Seu Príncipe e filhos.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma. o templo.. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso.” (Luís de Camões. que..” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos. Todavia.asas e peito matizados de riscas brancas.” (Mário de Alencar) “.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro. muito.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos. Os dedos indicador e médio estavam feridos.” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. adjetivo)... etc. “. quanto de feia. “O César e a irmã são louros. pronome.. ocorrem dois tipos de construção. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa.. Aqueles vícios e ambições. a casa.. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo. “.. com os quais fomos viver. tanto. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina. É proibida a caça nesta reserva. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. Os campos estavam floridos. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora... Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade. Estudo a língua inglesa e a francesa.toda ela (a casa) cheirando ainda a cal.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. as colheitas seriam fartas.

Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 .” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra. Foi feita a entrega dos convites. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas. e deitou-o no jazido de sua esposa”. poderá o predicativo. etc.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios. A noite torna visíveis os astros no céu límpido.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. Havendo determinação do sujeito. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso. É necessário ter muita fé. Passadas duas semanas. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada. não é mau. é necessário. Dezenas de soldados foram feridos em combate. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. Doutor Juiz. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta. às refeições. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. a corveta e o navio foram a pique. pode-se. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. “Vi setas e carcás espedaçados”. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins.. o esforço e o amor.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas. O que não é admitido é a greve abusiva. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. senhores Ministros.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores. que se fizessem e largamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. é preciso. procurei o devedor. Minhas três coleções de selos são postas à venda. a folha da tristeza. neste caso. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas. Quando o núcleo do sujeito é. eu lhe garanto. um coletivo numérico. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. como no último exemplo. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas. “Água de melissa é muito bom. em geral. são merecedores de nossa confiança. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. Vossa Alteza foi bondoso. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. quando se flexiona. “Vossa Excelência está enganado. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. Se anteposto ao objeto. Os jogadores tinham sido convocados. foram precisas treze mil estacas. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis. ou sendo preciso realçar o predicativo.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade.

Exemplos: Um e outro livro me agradaram. “Há pessoas que parecem nascer errado. estou lhe enviando algumas fotos. para se usar. ora flexionado: “A volta. por si sós. “Elas moram junto há algum tempo. vai a relação das mercadorias. A casinha ficava sob duas mangueiras. raro. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor. Remeto-lhe. este adjetivo ora aparece invariável. Usado em expressões superlativas. caro. Eles estavam sós.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. Significa visivelmente. No sentido de inteiramente. • Todo.. só [sozinho. equivalente de apenas. na sala iluminada. • A olhos vistos. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. no português de hoje. O médico atendeu o maior número de pacientes possível. A locução um e outro. leso. alto.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular. quando ele [Rubião] saiu. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. há nítida tendência. completamente. anexas. As fotos foram enviadas junto com a carta. Remeto-lhe. o maior.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. único] concorda em número com o substantivo. é invariável. incluso. Suas mãos estavam todo ensangüentadas. Como adjetivos. o adjetivo possível no plural.. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós. costuma-se flexionar. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”.. Elas só passeiam de carro.” (ledo Ivo) “. neste caso. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. o outro. uma fotocópia do recibo. inclusa. com os quais fiz boas amizades. etc. somente. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. Como palavra denotativa de limitação. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus. o menos.” (Maria José de Queirós) Junto. o menor. por interesse. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. etc. Nem um nem outro livro me agradaram. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema. Locução adverbial invariável. ficam invariáveis: Vamos falar sério. como sério. disse a secretária. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. Só eles estavam na sala. claro. referida a indivíduos de sexos diferentes. Observação: Os substantivos sendo sinônimos.” (Autren Dourado) • Só.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível. e. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca. as características do solo são as mais variadas possíveis. barato. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. Didatismo e Conhecimento 66 . duas cópias do contrato. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente.” (Autram Dourado).” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. nossa cruz. Esses dois livros. Como se vê dos exemplos citados. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente. sozinho]: Estávamos a sós. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. Como adjetivo. juntas. outro.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. Esses produtos passam a custar mais caro. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia. As meninas iam todas de branco. • Adjetivos adverbiados. Certos adjetivos.. bastariam para torná-los célebre. como se os tivesse visto. [ou mais barato] Estas aves voam alto. que a cobriam toda. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. • Possível.. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas.

esta palavra é invariável.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as. esperando pelo esconhecido.” (Carlos Povina Cavalcânti) . É palavra invariável: Gaste menos água. só restaria a árvore. sentida antes como adjetivo. de prontidão. Pela sua origem. nesse caso. Os sapatos eram meio velhos.. talvez. o ar tranqüilo com que as recebo. e a modéstia da cas. Os emissários voltaram bastante otimistas... este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. Os soldados ficaram alerta.” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam. ao qual não faltam o talento e a graça. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. esta palavra é.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. usar o verbo no plural. há menos pessoas na praça. leva geralmente este para o plural. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia. com ele concordará o verbo em número e pessoa.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. “Todos os sentidos alerta funcionam. por isso.. Fica invariável quando advérbio. uma aflição. 25) • Meio. As meninas ficaram meio nervosas. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu.” (Assis Brasil.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. olhos abertos e sentidos alertas.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos.. Exemplos: A porta estava meio aberta. novidade.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras. em estado de vigilância] é advérbio e. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha. “Levi está inquieto com a economia do Brasil.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. sendo composto e anteposto ao verbo. • Bastante.” (Martins de Aguiar) Contudo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta. À noite. apareceram um jornal e uma vela.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem. uma angústia repentina começou a me apertar à alma. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. Os Crocodilos. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento . a relva e o cestinho de morangos... flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª. “Uma sentinela de guarda.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. irmãos. p.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava. alerta [=atentamente.. atualmente. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha. a inveja que baba. portanto. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. Usada como advérbio. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples. graça. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas.” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito. invariável: Estamos alerta.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. sendo.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. Varia quando adjetivo. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. Vê que se aproximam dias bastante escuros.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. a cólera que inflama. no sentido de um pouco. mas serviam.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi. perturbou-o. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito.” (José de Alencar) “Vida.

” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos.” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto. nem a alegria das flores.Deus e tu são testemunhas. entra nela tu.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade. Nem eu nem ele o convidamos. não se recusa trabalho. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote. com dois sacerdotes.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem. atualmente. iniciou solenemente a missa. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta. nem dinheiro. no processo verbal.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime. valor relativo.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só. chegou a Paris às 5h da tarde.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm. em bons autores. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada.” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão. comumente.. “O chefe ou um dos delegados.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia... etc. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Camilo Castelo Branco) Há.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.como.) “Naquela crise.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.. do contexto. chegaram outros pretendentes. muitas vezes.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa. tua mulher e teus filhos..” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente. nem a pompa das folhas verdes. Exemplos: O bispo. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. não me lembra. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. “Na fazenda. Didatismo e Conhecimento . ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo.” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. no entanto. O presidente. tanto. nem nada a ninguém.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes.. era amigo do Andrade.. freqüentemente. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente. (Só um candidato pode ser eleito governador... “Nem o mundo. o verbo no plural. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe...” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade. mas também.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima. usa-se. isto é. com sua comitiva.. não só como também. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão. nem Deus teriam força para me constranger a tanto.

grande número de. viagens. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. quando posposto ao sujeito. fica o registro. de mulheres penetraram na caverna.. agora é cédula de Cr$ 500. espetáculos. em nome dos telespectadores. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. alguns goles de vinho. diversões.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta. o verbo concorda.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar. o protesto. nada.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo.. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática. etc. “O entusiasmo. no singular. Um bloco de foliões animava o centro da cidade. este poderá ir para o plural. Exemplos: Jogos. ninguém saiu do campo. etc.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. ninguém.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro. o gênio imperioso. o vebo.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros. expressiva. falavam de coisas da vida. seguida de substantivo ou pronome no plural.. tudo. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum.. nada. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho. contavam histórias. etc. um prato de carne e um prato de legumes. de velhos. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou. quando se quer salientar não a ação do conjunto. a maioria de. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças. parte de.. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes. árbitro.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.. baixinho. com o pronome resumidor.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. coleantes. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito. caso contrário. nada pôde satisfazê-lo...” (Gastão Cruls) “.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar. estouvado. mas a dos indivíduos. formando grupos.. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. Exemplos: O comer e o beber são necessários.” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 . efetuando-se uma concordância não gramatical. o homem do povo.” (Machado de Assis) Jogadores. o João-ninguém. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo. assistentes. grande número de.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. pode ir para o singular ou para o plural.

(Jairo é o único empregado que não sabe ler. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito.) Um dos cinco homens. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. Observações: . só Jairo não sabe ler. . quando se deseja destacar o indivíduo do grupo. no plural. o verbo da oração adjetiva flexiona-se. Essa é a concordância lógica. em regra.) Didatismo e Conhecimento 70 . Pode-se. foi chamar o pai. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. (Todos os cinco homens assistiam à cena.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém. de preferência. Na linguagem culta formal. a concordância se efetua no singular. usar o verbo no plural. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. em orações adjetivas restritivas. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível. Um e outro.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. (Só um menino estava sentado. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos. que assistiam àquela cena estupefatos.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem.” (J. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos.” (Raquel de Queirós) Um dos que.” (Herman Lima) Visitei os presos. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão. Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina.como se vê dos exemplos supracitados. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz. Dos meus empregados. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos. as duas concordâncias são igualmente legítimas. Embora o caso seja diferente.. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento. no caso em foco. nas orações adjetivas explicativas. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma.. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. Por coerência.) Ressalte-se porém.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. soltou um grito de protesto. que estava sentado à porta da casa.quando o verbo precede o sujeito. como nos dois últimos exemplos. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. é oportuno lembrar que. Ramalho Ortigão. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical.. portanto. o verbo concorda. geralmente preferida pelos escritores modernos. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler. porque têm tradição na língua. ao empregar as expressões em foco. uma das que • Quando. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava). Todavia..” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho.

. em frases do tipo: Sou eu que pago. ficar de tanga e entrar a falar capiau. “Montes Claros era um feudo daquel família.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. Eram eles que mais reclamavam. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. o verbo concordará. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos..” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo. neste caso. como sujeitos • O verbo concordará. por atração. em regra. muitos.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital. no singular.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. caso contrário. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. portanto não necessários ao enunciado. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. (= Os bombeiros a salvaram.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou.” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar.. etc.Sª. Devem ter fugido mais de vinte presos. é comum deixar o verbo no singular.. o verbo concorda no singular.” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial.” (Machado de Assis) Todavia. à maneira dos primitivistas. Tratando-se de títulos de obras. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. poucos.. Foram os bombeiros que a salvaram. que.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural. o importante é saber que. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . como eu.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. Fomos nós que o encontramos. em regra. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. ou se o numeral for superior a um. Campinas.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. Lusíadas. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos. como Estados Unidos. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos. na 3ª pessoa. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns.?” (Alexandre Herculano) “. ou. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. Andes.) Seja qual for a interpretação. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal. meu caro.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram. seguidos dos pronomes nós ou vós.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. etc. Fostes vós que o elegestes. o que é mais lógico. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe. Assim: Sou eu que pago.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa. com os pronomes quem e que.. “Espero que V. Somos nós quem leva o prejuízo. desterrados. “Fui eu que me pus a rir. com estes últimos. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz. não me faça mal. nem da Espanha.

fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. fazia quase vinte anos. porém. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista. passava das oito horas. durante muitos dias. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). não é gramatical.” (Ciro dos Anjos) “Era loura. Não pode haver rasuras neste documento. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio. (sujeito: árvores. deve haver construções históricas em Nova Iorque. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros. Há de haver. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio..” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas. Férias de El-Rei).” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas. Ressalte-se. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros. passar de (na indicação de horas). pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas. quando usados como impessoais.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . nesse caso.” (Celso Luft) A concordância. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos.. Gataram-se milhões. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros. (sujeito: ler bons livros.” (Almeida Garrett) Entretanto. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes. Vai haver grandes festas.” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas. (sujeito: cortar essas árvores.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis. mas ideológica. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. porque se efetua não com a palavra (Valkírias. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania. sem que se vissem resultados concretos.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. Começou a haver abusos na nova administração. “Chovera e nevara depois.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias.. o verbo auxiliar concordará com o sujeito. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos. neste caso.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . fazer (na indicação do tempo).” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo.” (Josué Montelo) Quando saí de casa. “Correram-se as cortinas da tribuna real. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem. Sertões. “Quando se joga..” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem.” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário. na voz passiva sintética.” (José Paulo Paes) “De preferência. sem dúvida.. de análise e de protesto. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores.” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago. chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando.. deve-se aceitar as regras. o historiador e o novelista. Assim: Não se pode cortar essas árvores. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular..” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público. “Haverá.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos. deve-se ler os dois.

senhores.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu.mas a minha riqueza eras tu. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta. existir.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter. o.Existir não é verbo impessoal. principalmente. no quintal.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 .” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter..” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites. O resto (ou o mais) são trastes velhos. é também lícita: “Tudo é flores no presente. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas.o verbo chover. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores. respondeu Ângela. era o que me pediam. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores. isso. “Quando D. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos. deixa de ser impessoal e. sempre mentiras. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos. Quem não ficou nada contente foram os camelôs. por haver.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães. no singular.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é.” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa. no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade). impessoal.” (Correia Garção) “Mentiras.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes.” (Said Ali) “. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) .” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu.” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo.” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava. Tu não és ele.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores. permanentemente. com um banco embaixo. Mas: Eu não sou ele. Quem plantou essas árvores fomos nós.” (Raquel de Queirós) . “Os bastidores é só o que me toca.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite. impessoal. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. ficou consternada. “Não. isto. Abílio era só problemas. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses. sois vós.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas. embora menos comum. Vós não sois eles.” (José J.. são duas pessoas neste mundo.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres. A concordância com o sujeito.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos. “A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.

(= Eram os astros que os guiavam. A não ser • É geralmente considerada locução invariável..” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela. Da mesma forma se diz. Bem haja.. em frases como: Quando o trem chegou. etc.) Era uma vez • Por tradição. ninguém o tratava pelo nome próprio.era perto das cinco quando saí.) Os astros é que os guiavam.: “Seis anos era muito. respectivamente.” (Said Ali) Observações: . o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de. Seis quilos de carne é mais do que precisamos..” (Celso Luft) . entretanto na linguagem espontânea.) Divertimentos é que não lhe faltavam. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas. equivalente a exceto. convertido em sujeito da oração infinitiva. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. salvo. (= olhe-se para. Exemplos: “As dissipações não produzem nada.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. etc. e não haja visto..) Nós é que trabalhávamos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito.. (= por exemplo.” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. cujo sujeito exprime quantidade.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco. A situação é preocupante.” (J. permanece invariável: A situação é preocupante.) Foi então que os dois se desentenderam. (= Então os dois se desentenderam.. Matoso Câmara Jr. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis. (= São as mães que devem educá-los. O verbo concordará normalmente com o sujeito. data ou distância: Era uma hora da tarde.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista. senão. haja vista o incidente de sábado. a não serem dívidas e desgostos. • Na indicação das horas. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas. é pouco.Haja vista os livros desse autor. referente a horas. evidentemente. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos.Pode-se.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. (= tenham vista.” (Eça de Queirós) .” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. preço. a expressão. ninguém conhecia aquela praia.” (Machado de Assis) “. (= Aqui se açoitavam os escravos. fica na 3ª pessoa do singular. A não ser alguns pescadores. medida.. passava das sete horas. mil dólares era menos que um real.. vejamse) . Pode ser construída de três modos: . Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. Sujeito: os livros. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. foi pôr o chapéu. é demais. objeto direto: vista. verbo hajam (=tenham). não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. Para ele. com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos. a não ser escombros. é menos que (ou do que).) (Hoje é dia seis de março. Doze metros de fio é demais. hajam vista os incidentes de sábado. veja) ..) “Hoje é dez de janeiro. pouca gente manuseia hoje. “Era hora e meia. é mais que (ou do que). datas e distância . concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade. é suficiente.Haja vista aos livros desse autor. Exemplos: Nada restou do edifício.O verbo passar. Seguida de substantivo (ou pronome) singular. deixar o verbo no singular. aquela obra.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui..” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco..” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. a não ser bonecos sem pescoço.Hajam vista os livros desse autor.

” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo. Outros exemplos: “Nervos. em ritmo moroso.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida.quando as estrelas. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. no sentido de ser mais de. Nesse caso. minha senhora. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro. que pode ser hora.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. deu três horas o relógio da botica. parecia que não podiam com a enxada. Em casa.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas. Não se pretende alcançar resultados imediatos. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar. levam.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério. com referência a horas. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes.” (Cecília Meireles) “Outros.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano..” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar..” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui. São problemas esses que não cabe a nós resolver. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas.” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto. para regra da vida.. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. (faltava adquirir os livros) Esses fatos.” (Alexandre Herculano) “. Anotei os livros que faltava adquirir. “Não se trata de advogados..” (Armando Fontes) Observação: Pasar. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. passava das 16 horas.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão. Exemplos. procura-se diminuir as importações. de aparência acabadiça. No momento. quando seguidos de substantivo no plural. dar e soar • Referindo-se às horas. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos.. Vamos. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep. que pareciam estourar no minuto seguinte.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. parecia caminharem no céu. Não se conseguiu conter os curiosos. Pelas contas da Petrobrás.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. levava-se doze horas.” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. o verbo ao plural. parecia não terem dado por ele.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques. fica-se mais à vontade.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela.. de preferência. Trata-se de provas. Tentou-se aumentar as exportações. já passa das oito horas – disse ela ao filho. Didatismo e Conhecimento 75 . os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. horas (claro ou oculto). é verbo impessoal. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos. importa (ou convém) não esquecê-los. a palavra irônica do mártir. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva. badaladas ou relógio: “Nisto.

) Da velha casa não sobraram senão escombros.. no feminino. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar. apertadas e confusas. incorreto usar o verbo no plural. com milhões. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora. bilhão e milhar são substantivos masculinos. etc. a não ser. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. (= Todos nós estávamos preocupados. no que se refere à concordância verbal. As duas interpretações são boas.Se o sujeito da oração for milhões. os três milhares de plantas. Não nos parece. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres). ou. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. não se viam senão edifícios queimados.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros. seguido de substantivo no plural. pode-se. quando o número fracionário. Observação: Em casos como o da última frase. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. “Para os lados do sul e poente. (Ou seja: não resta nada. seguindo o uso geral. no Brasil. .” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. Por isso. os seus amigos. no masculino.” (Eça de Queirós) Observações: .) “Ficamos por aqui.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. Foram destruídos 20% da mata. mas só a primeira tem tradição na língua. (=Nós dois vivíamos felizes. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas. Sobrou mais de uma cesta de pães. “Na União 90% dos homens andavam armados. Exercícios 1.. no masculino. costuma-se usar o verbo no plural.) Na placa estava “veiculos”. e vem seguido de substantivo no plural. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados.Milhão.. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas. sem acento.. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. a concordância efetua-se. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. devem concordar no masculino os artigos. o particípio ou o adjetivo podem concordar.” (Machado de Assis) Mais de. em tais frases.” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. mercadores não tem a força de vendilhões. por atração. Didatismo e Conhecimento 76 . Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas.) Os dois vivíamos felizes. senão ruínas.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. (= A palavra elas é um pronome pessoal. esses bilhões de criaturas. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores. (IBGE) Indique a opção correta. Concordância com numerais fracionários • De regra. tem o numerador 1. na enchente. alguns milhares de telhas. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. Um quinto dos homens eram de cor escura.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. entretanto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. “Contudo. pela lógica. insatisfeitos. ou. ocorre um milhão de acidentes de trânsito.

Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição. c) Decorrido um ano e alguns meses.. b) A casa estava meio desleixada. 12 . 15 . d) Pintou-se as paredes de verde. por: Sentia antipatia por ela. c) Deve haver bons motivos para a sua recusa. para: O acesso para a região ficou impossível. Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência. c) Os livros estão custando cada vez mais caro.1 .adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima.. 6 . 17 . 9 .2 .. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.1 .acessível a: Este cargo não é acessível a todos. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.. 4.2 b) 2 .. d) Deve existir problemas nos seus documentos. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa. 18 .aversão a.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. a) 1 .. 8 .. e) Já faz mais de dez anos que o vi... d) Decorridos um ano e alguns meses. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.. b) A maioria dos conflitos foram resolvidos. 5 . ( ) chapéu e paletó .apto a. lá voltamos.. lá voltamos. com. e) Era a mim mesma que ele se referia. e) Choveram papéis picados nos comícios... 2..afável com. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça . (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido..acesso a.2 .alusão a: O professor fez alusão à prova final.1 . por: Sempre tive aversão à política. 4 .amor a. d) De casa à escola é três quilômetros. em: A certeza de encontrálo novamente a animou. 2 . e) Ela comprou dois vestidos cinza.... em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira. 8. com: Todos estavam acostumados a ouvílo.1 .. Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. e) Nem uma nem outra questão é difícil... b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração..favorável a: Sou favorável à sua candidatura. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou..grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar.gosto de. 13 . para com: Tinha um jeito afável para com os turistas... Didatismo e Conhecimento 77 ... 14 .acostumado a.2 .1 . c) Faltava um banco e uma cadeira..dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada..1 – 2 7.. ( ) chapéu e camisa . (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5... disse a moça.1 ..1 d) 1 .2 – 2 e) 2 .. para: A reforma foi benéfica a todos... de: Sua saída não foi agradável à equipe. 16 .benéfico a... 9. por: Ele demonstrava grande amor à namorada. 7 ...1 .. 3 .2 . o templo e a vila.agradável a.. c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.. (2) velhas ( ) chapéu e calça .. 6.. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui. 11 . 10 .antipatia a. 3. b) Atendeu-se a todos os clientes.1 . (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós. (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10.. (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.. para com: Nunca deu atenção a ninguém.. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro.certeza de.1 .. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. ( ) calça e chapéu .2 c) 2 .. para: Estava apto para ocupar o cargo. 1 .atenção a...

(VTD) . (VTI) Nesse caso.Ansiava por vêlo novamente. .Atenda o telefone.Abraçouse a mim.Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. . por .D. mimar.impróprio para: O filme era impróprio para menores. 25 . por . para . (VTD) ATENDER no sentido de ouvir.análogo: a .respeito: a. . com.preferível a: Tudo era preferível à sua queixa. . Assiste em Manaus por muito tempo. título desistir.Eu ajudavaa no serviço de casa.Aspiramos um ar excelente. para com .Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço. por .útil: a. Pedro abdicou em 1831.semelhante: a .junto a. de .A banda Legião Urbana agrada aos jovens.alheio: a.Nervoso. ter direito ou razão. (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar.A professora sempre assiste aos alunos com carinho. ajudar. . de: Tinha horror a quiabo refogado.satisfeito: com.respeito a.(fechou com força) . no campo.empenho: de. em. angustiar.contíguo: a .sensível: a . em .lento: em . para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir. .vazio: de .Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa. O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos.hostil: a. a um cargo. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar. mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .Márcio agradou a esposa com um lindo presente. . A mãe abraçoua com ternura. 26 . de. . (VTD) .Lamento não poder atender à solicitação de recursos.residente: em .(VTI) . residir é intransitivo e exige a preposição em. (VTD) .A professora sempre assiste os alunos com carinho. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . entre. . por . (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento .Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária.necessárío a. era preciso bater naporta de seu quarto.Nunca abdicarei de meus direitos. para com. 27 .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 . de: Junto com o material. por favor.Deus atendeu minhas preces. . cheirar.(VTD) .inerente: a . (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos. .A vencedora abdicou o seu direto de rainha.Atenda ao telefone. (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar.passível de: As regras são passíveis de mudanças.coerente: com . presenciar. (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito.Atenderemos quaisquer pedido via internet.horror a. Todos querem assistir a ele. de.aflito: com. . BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém. (baterjunto à porta. (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar. referirse a alguém). Outras Regências . com . em. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber. (VTD) .O médico atendeu o cliente pacientemente. para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. . de .vizinho: a. 21 . 23 . por . objeto direto de pessoa.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão.fértil: de. ter por objetivo. entrou em casa e bateu a porta. (VTD) AJUDAR empregase sem preposição. . com.situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional.desprezo: a. .sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido.próximo: a.Avisaremos os clientes da mudança de endereço. 24 . . . (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz. (VI) . empregase com preposição. o verbo não aceita o pronorne lhe. encontrei este documento 22 .suspeito: de .versado: em . de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar.O filme é ótimo. 20 . (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa. chorando. .Foi logo batendo à porta.equivalente: a . satisfazer.aliado: a.A emoção ansiavame.compatível: com . para com: É necessário o respeito às leis.O direito de se defender assiste a todos. (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços. (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa. conceder.rente: a . de.

. (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar. VTD e VTI. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. / 1 Lembrei um caso interessante. Nos exemplos.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas.Nem todos ensinam as crianças. não são pronominais. (inteirarse. são transitivos indiretos e pronominais. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com. é TI.Este computador custa muito caro. .A queda do dólar implica corrida ao over. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: . .Informouse das mudanças logo cedo.Implicou em confusão. não exigem os pronomes me. exigem os pronomes. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. (VTI com preposição) . pregar.Nunca implico com meus alunos.O vizinho implicouo naquele caso de estupro. (VTD) / Chamouo de covarde. lhe. . ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. . Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. . . (VTI) / Chamoulhe de covarde. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . .Meu filho. . apelidar. . no sentido de precisar. .Chamouo covarde. No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre. é TD.Necessitávamos de seu apoio. comprometer. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar.Minha mãe ensina na FAI. o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar.Chegueime a ele. (VID) . exigem o pronome e a preposição de. ser caro.Informeio que sua aposentaria saiu. . namora Cristiane.Custoume pegar um táxi. e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória.Contentome em aplaudir daqui.(foi dificil ) . ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . . em. envolver. (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar.O carro custoume todas as economias. .O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. usase morar com a preposição em. é TD.Esquecime do endereço dele.(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de. Marcelo namora Raquel.Esqueci o endereço dele. ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre. O touro Bandido investiu contra Tião. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar. Paulo César. . Didatismo e Conhecimento 79 .Necessitávamos o seu apoio.Ela casou com o seu grande amor. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. é TD. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha.Contentamse com migalhas. é TI.Ela casou antes dos vinte anos. avenida. (VTD) MORAR antes de substantivo rua.Informeilhe que sua aposentaria.Chamoulhe covarde.O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. (VTI) . É conjugado como verbo reflexivo. INFORMAR o verbo informar possui duas construções. ou Ela casouse com seu grande amor. . (VTE) . / 3 interessante. esquecer e lembrar.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos. (VTI) . com. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros. no sentido de dar posse. de. (VTD) .Chamava por Deus nos momentos dificeis. ambos os verbos. . . ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar. . são transitivos diretos (TD). (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo .O juiz chamou o réu à sua presença.Esqueceu me seu endereço. Na língua culta. .Chegou ao aeroporto meio apressada. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. . .D. (VTI) CHEGAR como intransitivo. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto.Entretínhamonos em recordar o passado.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar./ 2 Lembreime de um caso interessante. construido com objeto + predicativo. se. NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém. (VT1 . isto é. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. na 3ª pessoa do singular. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. .

. a língua moderna tende a dispensála.. (pediu licença) .O reitor presidiu a sessão. . às vezes na voz passiva. Didatismo e Conhecimento 80 . . .Quero vêlo ainda hoje.Obedecia às irmãs e irmãos. com sujeito indeterminado. é VTI. pagar alguma coisa a alguém. no sentido de ter necessidade.Cida pagou ao padeiro. (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa. (não exige a preposição PRECISAR usase. (sem escolha) . é VTI).Sua tese não procede. RESIDIR como o verbo morar. RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém.Prefiro dançar a nadar. (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse. PERMITIR empregado com preposição.A direção pediu que todos os funcionários. amar.Não desobedecia às leis de trânsito. . muito mais. exige a preposição a.O assistente permitiulhe que entrasse. .Paguei à costureira. .O médico permitiu ao paciente que falasse. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: . (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD.Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.A paciência previne dissabores. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. quando. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. . mil vezes mais. no sentido de dar início. PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto.Paguei a costura.(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar. podese usar a preposição de. .(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. culta. . puder colocar a palavra licença. mais. comparecessem à reunião. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. no sentido de ter preferência. Na linguagem formal. é VTI.Prefiro chocolate a doce de leite. (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . é TD. com a preposição a.Perdeu muito dinheiro no jogo. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto.Precisase de funcionários competentes. à secretária. o verbo responder. .Prevenimonos para o exame final. PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. . constróise com a preposição em.Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. do que.Devemos perdoar as ofensas.Você é rico. . .Residimos em Lucélia. .O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final.Todos serão perdoados pelos pais. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para.Quero prevenilos. . . dízse pedir que.Procederemos a uma investigação rigorosa. vir de. exige objeto indireto de pessoa. .O reitor presidiu à sessão. .Prefiro dias mais quentes.A mãe perdoou ao filho a mentira. é TI. . . . (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão. não precisa trabalhar muito. .Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. (VTD) PREFERIR VTDI. (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa.Cida pagou a carne ao açougueiro. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: . PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade.Cida pagou o pão. . na Avenida Internacional . ter afeto. Caso contrário.Perdoemos aos nossos inimigos. . PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento. PREVENIR admite as construções: . (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. mas não sabe precisar aquantia.As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico. entre pedir e o para.A secretária pediu para sair mais cedo. . . .Tinha pisado o continente brasileiro. . . Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em.Preveni minha turma.

/ Subir à cabeça. ao lucro pretendido. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. donos eram traficantes.Antipatizei com ela desde o primeiro momento.Essas expressões exigem a preposição a. e) Ao assinar o contrato. / Subir ao poder. por herança. TOCAR empregase no sentido de comover. Os estudantes assistiram ao filme.Depois de aposentarse reverteu à ativa. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de.. REVERTER empregase no sentido de voltar para... a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento . ./ O cargo era visado por todos. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes. nos.Enrolou. Ninguém conhecia o traficante . apesar de. (inadequado) ./ Todos visavam ao cargo. como: Entrou e saiu de casa. tocar em alguém.“Em que pese aos inimigos do paraense. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês.Sempre simpatizei com pessoas negras. Convideias. . herança. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas.. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. poupar-se ao /o trabalho. . o usineiro visou.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. é 0I. etc. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão. . O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. A primeira é mais aceita. . que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros.. . usase com OD.Tocoulhe. empregamse com a preposição com. Obedeço lhe. 4 As formas oblíquas o. EXERCÍCIOS 1. . SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. .. Convidei as amigas. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir.” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer). 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. sinceramente confesso que o admiro. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. enquanto as formas lhe. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas. . NÃO admitem voz passiva. regidos ou não de preposição. / Obedeço ao mestre. pode vir com ou sem a preposição a. REVERTER empregase no sentido de regressar.. .O descanso sucede ao trabalho.. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte. / Assisti e gostei da peça.a posse de alguém. . REVERTER empregase no sentido de destinarse.As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais. os. isto é. . b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. uma linda fazenda. a. disporse a. se.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela.O gerente visou a correspondência. vir depois. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo... porém a segunda construção é mais freqüente. voltar ao estado primitivo. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.O garoto visou o inocente passarinho. . sensibilizar. tocar alguém. . O presidente passou a tropa em revista. / Subir ao trono. o fazendeiro negociava. 2.Não deixava tocar o / no gato doente. . Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto.O nascimento do filho tocouo profundamente. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes. enrolou e não respondeu à pergunta do professor.Simpatizei com você. caber. 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse.. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. não obstante. . VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. / Assisti à peça e gostei dela. pretender. darse ao /o luxo.. a uma pergunta. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. foram revistados.Simpatizeime com você. apenas. não exigem os pronomes me. no sentido de ter em vista.

4. e) Sempre . João. Com o pronome indefinido outra(s)... encontrei trabalhando. felicidades.. Vende-se a prazo. d) Recusei-me em fazer os exames. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s)..Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela...Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase). ... b) Espero-. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5..Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você.Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta..Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa. d) O jovem . A entrada é vedada a toda pessoa estranha.. .. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju. que é um problema de regência. pode haver crase porque ele. o rei Hubertus. vejo no mesmo lugar. rapaz.. uma mensagem de paz.. o diretor se referia.. As mulheres da noite . Vieram a pé. Traremos a Sua Majestade... Para haver crase. 6.... . lhe........ Refiro-me a uma pessoa educada. necessitamos....cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que ..... / Nunca . 8. conheço bem.....que b) a cujos . / Desejou-. 7. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. nos obrigaram são aqueles . (UNIFIC) Os encargos ..” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui. Eles queriam oferecer flores a você. . há anos. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. b) Eis a razão . e) Convenceu-se nos erros cometidos. de tolo.. no silêncio. d) Respondeu à carta no mesmo dia.. / Eu já . d) Ainda não . e) Ali está o abrigo . / Chamou-... e) Vou visitar-lhe na próxima semana. podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s). a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez. c) Informou ao cliente que o aviso chegara. Ele começou a ter alucinações. obedecia... “Eles deveriam ter comparecido àquela festa. com extrema dedicação.. Assim.. d) O poeta assistiu-a nas horas amargas.Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma. em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”..... aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. Não existe Crase .. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo.. / O filho não .. “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio. te referiste foi reprovado.. Dirigiu-se a mim com ironia.. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o. mais admiro. b) Fomos à cidade pela manhã.... (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo . Por isso. c) Nós . amo mais. Essa superposição é marcada por um acento grave (`).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3.. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não . perdoarei.... . mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase. 9... pois.. b) Avisei-lhe da mudança de horário. aquela(s) e aquilo..... “Esta blusa é igual à que compraste”. Os críticos não deram importância a essa obra. coração bate de noite... às vezes.Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho.......a que 10. a crase. c) Rui é o orador . a) de que . . . quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes.. aspiro depende de concurso.. devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”.. não compareci..... forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria...... é indispensável a presença da preposição “a”. ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”)... queremos muito bem... Didatismo e Conhecimento 82 .

devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela). etc. a crase é facultativa. A solução era aquela apresentada ontem. a crase é facultativa. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. é partícula de inclusão. às vezes. respectivamente. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. Dirigiram-se à casa das máquinas. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo. Há crase. acompanhando-se de uma expressão que a determine. passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. Refiro-me a pessoas curiosas. Enfrentaram-se cara a cara.. dirigiu-se a casa.] .Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”. Entretanto. vim de Porto Alegre). pois resolveram ir a terra. Por isso. o esforço). estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s).Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. O acento indicativo de crase é proibido porque. . Esta gravura é semelhante à nossa. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. Se ocorrer “em” ou “de”.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária./ A solução não se relaciona a estes problemas. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. quando a palavra significa “solo”. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. Enviamos um telegrama a Marisa.Antes de pronome interrogativo. = foi submetido a repouso. Pediu informações a minha secretária. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. desde que comprovada a presença de preposição. Iremos a casa à noitinha. = prefiro terninho a vestido). haverá crase porque o artigo definido estará presente. surgir a preposição “a”. Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . para até. Casos Especiais . A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles)./ Enviei cartas a esta empresa. aquilo pelos demonstrativos este(s). vim de Santa Catarina). Se não surgir a preposição “a”. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua. Voltei à terra onde nasci. Por aí se deduz que. . pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. mesmo com a presença da preposição. A Crase é Facultativa . ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido). quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. pode ocorrer crase.Pronomes demonstrativos aquele(s). Pretendo ir à Europa (estou na Europa. por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). . a tratamento prolongado. Em português. não..Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). A solução não se relaciona àqueles problemas. Se. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. Exceção feita. O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. vim da Paraíba). mesmo que a preposição esteja presente./ A solução era esta apresentada ontem. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem.Quando. quando vierem determinados. o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. vim da Europa). no masculino. antes de um nome de pessoa. Ou “Marisa é uma boa menina”). podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s).Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota. quando significa “inclusive”. Mas. no masculino. . estará negada a hipótese de crase./ Não dei atenção a isto. haverá crase com o “a” da frase original. apenas o artigo definido). isto. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa. aquela(s). não ocorre crase.Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. diante das primeiras. não ocorre crase: A que artista te referes? . vim da grande Porto Alegre). Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. aquilo. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. Portanto.” Ou: “A minha secretária é exigente”). não há crase: Chegamos alegres a casa. Mas. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba. é preposição. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. Iríamos a Madri para ficar três dias. antes destes últimos. aquela(s). tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Não dei atenção àquilo. Enviei cartas àquela empresa. diante das segundas. aquela(s).Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. O acento indicativo de crase é obrigatório porque. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. . . Quando até significa “perto de”. esta(s). deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). se não houvesse o sinal da crase.). . existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. Assim que saiu do escritório. antes do “a”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. . para maior segurança. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. mas não o exige (“Minha secretária é exigente. Os astronautas desceram a terra na hora prevista.Nomes de localidades: Dentre as localidades.Palavra “terra”: Não há crase. Os papéis estavam sob a mesa.

Não confundir devido com dado (a. há crase diante do relativo. c) Não sei como responder a essa pergunta. mesmo que a palavra subsequente seja masculina. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando.). duas horas depois. às mil maravilhas. (O escritório a que me refiro precisa de empregados. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. serviram lagosta à Termidor. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. às escuras. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. haverá crase no “a” do feminino. à medida que. Na passagem do antecedente para o masculino. b) Vou a casa de Maria. Dadas as respostas. . “vezes”. mas a guarda oficial ia à cavalo. . crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. os.).. houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem. à tarde. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. Paula saiu daqui à uma hora. Devido à discussão de ontem. o relógio marcava 1 hora). (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. “loja”. Exa. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio. A Crase é Obrigatória . Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. Pedimos um favor à diretora. Cuidado para não confundir a. “morte”. Os empregados deixam a fábrica. a muitos quilômetros daqui. às cegas. 84 . Se ocorrer “ao” no masculino. a lavoura amarelecia e murchava. c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. via-se um barco pesqueiro. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. (ao supermercado). Se o “a” se transforma em “ao”. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. à maneira de.Sempre haverá crase em locuções prepositivas. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. a algumas horas de Manaus.). as): a primeira expressão pede preposição “a”.Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. à moda de. (ao sofrimento). Didatismo e Conhecimento . d) Não cheguei a nenhuma conclusão. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo.. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). à força de. Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas. às tontas. A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. 04. às dezesseis horas. Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). haverá crase: No banquete. . b) De hoje à duas semanas estaremos longe. quando aconteceu o acidente. Exercícios 01. etc. Olhavanos a distância. d) Cheguei as doze horas.Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . à noite. (o escritório). Muitos são incensíveis à dor alheia. houve. devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. Quando o maestro falta ao ensaio.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. Mas. c) Fui a Bahia. e) A sentença foi favorável a ré. a gozar nossas merecidas férias. 03. às vezes.Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. às pressas. Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). d) Solicito à V. Mas: A distância. O professor chamou a aluna. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). Como se viu. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. pois. 02. . (a cravo). b) Os policiais chegarão a qualquer momento. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. substituímos festa por baile. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados.Quando as expressões “rua”. etc. não havendo. locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu. “estação de rádio”.. o pronome relativo não pode ser substituído. d) À qualquer distância percebia-se que.. etc. Fomos à Renner (fomos à loja Renner). mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc. à falta de cuidados. à custa de. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. “certeza”. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro).).). Nos anos 60.Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. O perfume cheira a rosa. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. (ao diretor).. O problema. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). Chegamos à uma hora. b) O presidente ia a pé. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. às oito horas.. daqui a uma hora.). . para muitos. não haverá crase no “a” do feminino. à vontade (de). (o aluno).

à c) a .a b) A . ora a nada.há . PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta.aqueles . (Senhor).a . c) Dei um presente à Mariana. a.àqueles . e) Ora aspirava a isto.a 09. “O pobre fica ___ meditar.há 13.a .àquilo c) a . Fique __ vontade. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05.a .há b) a . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua. pode combinar-se com o ponto de exclamação.a c) às .àquelas .à d) às . ora aquilo. precisamente as dez horas.à .à b) as . b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz. Também é usado nas abreviaturas: Sr.aquilo e) à .V. a) à .a .há .a .a c) À .a e) a .a e) à . Onde está seu irmão? Às vezes.a .à .à .àqueles . a) às . “Nesta oportunidade. volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V. d) Fizemos alusão à mesma teoria. 11. e) Cortou o cabelo à Gal Costa. Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas. o ponto é conhecido como final.àqueles . a) a .C. Nos casos comuns ele é chamado de simples.a d) às .à – a d) à .aquelas . radicado __ tempos em São Paulo.à .a b) ao .a d) Há . b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz. a) às .a . a) à .a .à . A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .Sª __ alguns dias”.C.há d) à .há 10.a .à .à – à e) a . (Érico Veríssimo). indiferente ___ que acontece ao seu redor”.a d) à . d. ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.a .a . Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme.à .àquilo 07.à . __ duas quadras da Avenida Central”.a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral. (antes de Cristo). a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14.aqueles . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”. a) à .à e) as . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano. Ao término de um texto.há c) as .àquelas .aquilo b) a .há c) a .há b) a . (depois de Cristo). 06.aquelas .àquelas . c) Chegou à noite.a 15. PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.a e) o .a d) o .à 08.à e) às .àquilo d) à .a b) as .a e) À .à c) ao . E. O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria.à .à 12. estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer. ___ tarde.a – a c) à .à .à – a b) à . a) o .a .a .a . A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado. a) Há .

malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher.Com certas conjunções.. Agora ela repousa. Emprega-se a vírgula: . prestem atenção!. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. PONTO E VÍRGULA . “Flor de Poemas”).Gritou o general. queria chamar Socorro. o meu amigo. etc. jornais. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: .chovia. e eu também. isenta. lracema quebrou a flecha homicida.cuspiu no chão. formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições.Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. (Meireles.Que pátria? . Cecília. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io. no meio da confusão.No vocativo e no aposto: Meninos. gírias. .“Mesmo com o tempo revoltoso . . morrendo de fome. carnes e amido.. mulher casa com “pão” e passa fome. afinal . DOIS PONTOS . isto é. .. . “A bomba não tem endereço certo. TRAVESSÃO Marca. 17 de setembro de 1989. parava outra vez. . de pêra e de abacate. Amália se volta)”. fiel”. ou serve para isolar palavras ou frases . guardando consigo a ponta farpada. achei-a “irreconhecível” naquela noite. a praia e a música são as suas diversões.” (C. . Termópilas. mais calmo.” (G. é escritor.. RETICÊNCIAS .Para indicar ironia. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. não foi suficiente para agradar o diretor. .Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia.A estrada de ferro Santos – Jundiaí. porém. .Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. deu a haste ao desconhecido. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. nos diálogos. . • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço.Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte. serena. • Títulos de obras literárias ou artísticas.Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? .Da nossa pátria.A lua foi alcançada. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela.Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu.Com certas expressões explicativas como: isto é.” . M Campos). parava. . .” (M. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 . o coração não sente. Veja como ele é “educado” . entretanto. Não achei nada “legal” aquela aula de inglês.Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. 128.A ponte Rio – Niterói. . revistas. arcaismo.Nos termos independentes entre si: O cinema. a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. . a mudança de interlocutor. o teatro. locuções ou frases exclamativas. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.cantava o poeta. • Usa-se para separar orações do tipo: .. “Sede assim qualquer coisa. resolveu o problema sozinho. (G. viajamos para o litoral.. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. ora bolas!” (P. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso.“Quais são os símbolos da pátria? .a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”. (M. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo.Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. Largo do Paissandu. . com os olhos fora das órbitas.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . por exemplo.Avante!. apressadamente. Palmério). . chovia. a festa da padroeira.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem.Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã.Nas datas e nos endereços: São Paulo. O motorista.

. assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8. melhor telefone que eu venho. d) Confessou-lhe tudo. procure-me ou. tornando-se necessária a abertura dos portos . ela. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. procure-me ou melhor. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada.O .dois pontos .. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. b) Eu tinha.. b) Em fila.. modestamente se retirou... minha avó. mas.vírgula – vírgula 4. aguardavam ansiosos. aguardavam.ponto e vírgula . os candidatos. 2... mais animada. d) Tenho esperanças. (TTN) Das redações abaixo. de mim. os imigrantes.O . Odontologia. c) Precisando. em casa de uma comadre. vírgula .. que eu venho. 7. e) Os candidatos. indiscutivelmente . ódio. ficou mais animada.O e) vírgula . c) Pouco depois.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.vírgula .dois pontos . social.. reagiram ....vírgula b) O . o resultado do concurso. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. c) Ansiosos... em fila. outras pessoas a reunião ficou mais animada.O .vírgula d) vírgula . (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. e em vão tentava emendar-me: provocava risos. telefone. aguardavam ansiosos o resultado do concurso. Na época da colonização .dois pontos d) vírgula . ansiosos. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação)..vírgula b) O . Exercícios 1. que.. quando chegaram outras pessoas. d) Precisando de mim. b) Precisando de mim procure-me.. em fila. numa sala pequena. c) Você pretende cursar Medicina. c) A estes. ciúme.vírgula . as providências serão tomadas. O indicará essa inexistência: Aos poucos . para uma outra população de trabalhadores .dois pontos e) vírgula . de mim.O .. telefone. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve.. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6.vírgula .vírgula 3. Não havendo sinal. palavrões. O indicará essa inexistência. o resultado do concurso. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação.. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. b) Ele. e) Ainda não houve tempo.vírgula c) O . que me achava lá. sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. ou melhor telefone que eu venho. isto se passava.. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma.vírgula c) vírgula. a) Pouco depois. e) Precisando. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso. a diferença social é motivo de constante preocupação. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”.. em breve. porém.dois pontos . c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE. em fila. os candidatos aguardavam... que eu venho. ou. a) O .O . o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros. inveja.ponto e vírgula . triturados soltos no ar. procure-me.dois pontos .O ... as desigualdades entre as cidades brasileiras. muxoxos. melhor telefone que eu venho. 87 Didatismo e Conhecimento . e) Estas cidades se constituem.vírgula . mas só mais tarde notei. crescerão sempre. 9. o juízo fraco. quando chegaram. a reunião ficou mais animada. em fila. de forma diferente. a) Precisando de mim procure-me. b) No Brasil. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. pois a situação econômica não demora a mudar.O . (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela. ou melhor. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos . 5..vírgula . e) Conduziram-me à rua da Conceição. é o centro do nosso sistema planetário.. como os pedaços da carta de ABC.. Não cabendo qualquer sinal. a) O . a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . o resultado do concurso. na maior parte de imigrantes alemães..

deturpamos o que ouvimos.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. trazem e cinco anos. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. mas não é o correr dos rios. 23 anos. pouco os deveres da hospitalidade. b) Era um homem de quarenta gordo. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. 13. imediatamente se lhe apagou. vive no Rio. O poema descarta a necessidade do piano. b) Prima. a bela viúva a bela viúva. vive no Rio. e) Era um homem de quarenta gordo. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. O texto abaixo é bastante apropriado. meio que mesmo sérias. e) Prima faça calar titio. c) Prima faça calar titio. o seu moleque. baixo. paulista 23 anos. de um signo. a bela viúva. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. deturpamos o que ouvimos. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. trazem e cinco anos. e cinco anos.. Que é agradável. e) Deixo ao leitor. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. constante sorriso. d) Prima.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. d) José dos Santos. faça calar titio. e) Tenha cuidado. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. b) Entra a propósito disse Alves. vive no Rio. fisionomia insinuante. destas impresso constante sorriso. “Aquela senhora tem um piano. também. a bela viúva.. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. no Rio. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. meio que. Nossa capacidade de retenção é variável . ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. paulista 23 anos vive. baixo. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística.e muitas vezes inconscientemente deturpamos. baixo. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. destas impresso constante sorriso. disse Alves. fisionomia insinuante. destas impresso. fisionomia insinuante. fisionomia insinuante. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. nossa capacidade de retenção. e cinco anos. mesmo sérias. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. o que ouvimos.muitas vezes inconscientemente. Nem o murmúrio que as árvores fazem. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. 14. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. empregou na execução do canto. meio que. e) Entra a propósito. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. deturpamos o que ouvimos. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. c) Entra a propósito. representa um bem cultural. disse Alves. fisionomia insinuante. suplicou o moço com um leve sorriso que. d) Era um homem de quarenta gordo. disse Alves. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. inconscientemente. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. 11. meio que. o seu moleque pouco. tais como tempo e espaço geográfico.Linguagem . (CESCEM) Nas questões 12 a 15.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. 23 anos vive no Rio. Neste estudo veremos: . baixo. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. a) Entra a propósito. paulista. c) Tenha cuidado. ao parafrasear o que ouvir. baixo. mesmo sérias trazem e cinco anos. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. deturpamos o que ouvimos. ao parafrasear o que ouvir. Nesse campo de estudo se analisa. é variável e . destas impresso constante sorriso. a bela viúva. e) José dos Santos. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. d) Entra a propósito. mesmo sérias. quanta paixão empregou na execução do canto. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. d) Deixo ao leitor calcular. destas impresso constante sorriso. os deveres da hospitalidade. trazem 15. a) Era um homem de quarenta gordo. b) José dos Santos paulista 23 anos. muitas vezes. Didatismo e Conhecimento 88 . c) José dos Santos. meio que mesmo sérias trazem.

frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis. Trad. mas não uma palavra. Summus. por uma nação. analisando para que serve a linguagem. por ser constituída de sons.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300. tempos.. mas também para caluniar.000 a 500. tátil.A linguagem é uma maneira de perceber o mundo. derruba reis e impérios. ao mesmo tempo.) Cecília Meireles. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. Didatismo e Conhecimento 89 . sinais.000 a 50. “Bom. para impulsionar os desejos mais grandiosos. que parecia muito úmido e sombrio. o predecessor de nossa própria espécie. auditiva. usados para representar conceitos de comunicação.. pois.. Aventuras de Alice. dentro do. símbolos ou palavras. 3ª ed. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. ai. ou. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome. A respeito das origens da linguagem humana. serve para sussurrar declarações de amor. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. Sebastião Uchôa Leite. ora!”. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. ora. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. debaixo das. palavras. . In: Obra poética. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. ai! Com letras se elabora.. insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. entrar dentro do. podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. ainda. Por extensão.. se puder. disse. Nova Aguilar. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”. Noutra acepção (anátomo-fisiológica). linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua.. fúria.. latente ou em ação ou exercício. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. que é apenas um dos sinais estudados na semiótica.A linguagem é o traço definidor do ser humano. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito.Ah. p. gestuais etc.. de qualquer modo é um alívio”. 442. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. para impor a derrota.. 1985. pensando. gráficos. palavras. para expor a raiva. . de elementos diversos.. povos. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. sois o sonho e sois a audácia. é a aptidão que o distingue dos animais. A liberdade das almas. impérios.. disse enquanto avançava em meio às árvores. significados e pensamentos. é chamado semiótica. ideias. apesar de frágil. murmurou pensativamente (Alice). “depois de tanto calor. O estudo da linguagem. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. de saber o que as coisas são. porque.. pelo vosso impulso rodam. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra. contrapondo a palavra à ação. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. que envolve os signos. p 165-166 Esse texto. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. munido de regras próprias (sua gramática). debaixo disso aqui.. outras mais complexas.. “Bom. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”..) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. constituídas. calúnia. estar debaixo das. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. que estranha potência.. exclamou: . Para que serve a linguagem? (.. de repente. São Paulo. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua.) Ai. Então. é capaz de quebrar osso. Embora os animais também se comuniquem... Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas. colocando a mão no tronco da árvore. gestos. “onde as coisas não têm nomes”. é ao mesmo tempo extremamente forte. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos... “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum.. Lewis Carroll... de uma forma geral. Os elementos constitutivos da linguagem são. “Este deve ser o bosque”. isto é. Rio de Janeiro. Mostram que a palavra. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas. mostra que a protagonista. derrota. para exprimir os sonhos. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. (. com seu significado. sons. etc. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. Posteriores alterações no aparelho fonador.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. sonoros.000 anos). Romanceiro da Inconfidência. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos. (.

Viagens de Gulliver. 130). É como se isso se devesse ao acaso. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. p. em proporção. o “risco país” passou a existir. do ponto de vista científico. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. permite até criar novas realidades. o que significa que as palavras criam conceitos.). num escandaloso placar luminoso. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. Contudo esse conceito. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. deletar. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. porque ela também é ação. criado pela linguagem. Sabemos que. não indica sua inclusão numa dada classe. expressar ideias mais gerais. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. de número (singular e plural). por exemplo. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira..).A linguagem é uma forma de interpretar a realidade. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. propôs-se que. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie.). E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. uma nova ideia exigem novas palavras.A linguagem é uma forma de ação. Por exemplo. Vive na inocência do limbo. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. e mutton. Rio de Janeiro/São Paulo. mostraria uma bolsa. no sono profundo da inexistência. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. etc. mostraria uma cadeira. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. mas realizando uma ação. segundo as particularidades de cada cultura. Em português. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade.. a caneta ou mesmo a máquina. Na segunda formulação. Observe-se que. Uma vez identificado. Por essa razão. ver-seia obrigado. Em vista disso. ..muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo. do que existe e do que não existe. banana e laranja pertencem à classe das frutas. Mostrar um objeto. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. agrupamos os nomes em classes. de gênero (masculino e feminino). Maçã. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. No entanto. o Sol não “se põe”. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. que designa o animal. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. então. Por isso. determina uma realidade que nos encanta a todos. Ao mostrar uma fruta qualquer. tem duas palavras: sheep. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. pois permite falar do que está presente e do que está ausente. Didatismo e Conhecimento 90 . O inglês. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. pera. Ediouro/Publifolha. não posso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. No léxico de uma língua. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado.) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. eles não estão constatando alguma coisa do mundo. etc. Querendo desculpar-se.. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. Uma nova realidade. criamos o conceito de pôr-do-sol. Em casos como esses. por exemplo. categorizam o mundo. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. de interpretá-lo. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. uma nova invenção.. para expressar o que denominamos carneiro. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa. compreendida em todas as nações civilizadas. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. cujo único inconveniente residia em que. Jonathan Swift. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. . no seu entender. 194-195. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. ele quebrou. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. se essa palavra não existisse. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. A linguagem é uma atividade simbólica.. .. e eles ordenam a realidade. O que não se expressa não se conhece. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”. batizado e devidamente etiquetado. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que.. mundos não existentes. articulista da Veja. ou seja. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. ao falar da expressão “risco país”. na verdade. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). a língua é uma forma de categorizar o mundo. na primeira formulação. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. exprimir diferentes modos de ver a realidade. quando.. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. por isso. o “risco naufrágio”. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. fossem elas quais fossem (..

pode-se dizer que ela modela atitudes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. Falam para nada dizer. hein? __Também. se consumirmos certos produtos. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. Para que serve a linguagem? . paixões. por exemplo. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. Pela linguagem. Por outro lado.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. armazenamos conhecimentos na memória. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. ela permite conhecer o mundo. consideradas individualmente ou como grupo social. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. que se deixam conduzir sem questionar. a súplica. isto é. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. a linguagem modela o intelecto. se a todo momento nos dizem. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente.. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. __Que calorão. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. a crer em determinadas ideias. Exprimimos a revolta e a alegria. Com essa função. admiração. emoções. que só pensam em levar vantagem. Graças à linguagem. a sentir determinadas emoções. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. não raro inconscientemente. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. o pedido. numa manchete de jornal. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial. É também exprimir emoções. comunicar não é apenas transmitir informações. dar ordens. transmitimos uma imagem nossa. dor. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. e indivíduos atemorizados. a linguagem modela tanto bons cidadãos. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. aperfeiçoa-os e transmite-os. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. desprezo. falar apenas para não haver silêncio. sentimentos. em lugar de venha. tem chovido tão pouco. quanto espertalhões. portanto. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição. de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. um ser humano recebe de outro conhecimentos. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. num tom pejorativo. a ter determinados estados de alma (amor. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. a forma vem. Para cada indivíduo. aprendemos os preconceitos contra a mulher. Por meio do tipo de linguagem que usamos. convicções. desdém. do tom de voz que empregamos. .A linguagem serve para informar: Função Referencial. desprezo. para o grupo social. . __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. Por meio dessa função. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. Com palavras. raiva. na verdade. Por isso. tristeza. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. “Isso é coisa de mulher”. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. de segunda pessoa do imperativo. etc. desdém.). diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. Condillac. No entanto. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. Muitas vezes. A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. daquele que fala.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. um pensador francês. etc. Isso está correto. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. Com a linguagem. usando.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. um pedido ou uma sugestão. com tentações e seduções. Didatismo e Conhecimento 91 . . “Vem pra Caixa você também. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e. manifestamos desespero. Inúmeras vezes.

. Por isso. ela é utilizada para informar. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. para influenciar.recebe. Oswald de Andrade. conta-se a história de uma mulher que.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros. para manter os laços sociais. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. os homens são gentis. move-se. vou dizer que “peixes se pescam. 4ª ed. etc). Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. Observe-se o uso do verbo bater.conteúdo transmitido pelo emissor. A linguagem. retirada do poema “A Cavalgada”. Exemplo: Elementos da comunicação . Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. repetem-se histórias que todos conhecem. de Raimundo Correia. pois o sentido também é criado pelo ritmo. Nele. 29. pois ele não tem função informativa: o importante é que. fala-se do tempo. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética.A linguagem serve para criar outros universos. refugia-se no cinema. e o galã é carinhoso e romântico..Canal . assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. estremece. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. /d/. . A linguagem não fala apenas daquilo que existe. etc. em expressões diversas. olhando uns para os outros. Apud: Lêdo Ivo.. pelo arranjo dos sons.Emissor . a vida não é monótona. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. a conversação é obrigatória. em seu “Manifesto antropófago”. . a sucessão dos sons oclusivos /p/. se está com problemas. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. Brincamos com as palavras.alguém espera ouvir a pergunta. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. que outros universos podem existir. Também os hinos têm a função de criar vínculos. numa festa. enquanto outro escuta em silêncio. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. /k/. nesse caso. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional. se está doente.Referente . A atividade metalinguística é inseparável da fala. fala também do que nunca existiu. Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. Rio de Janeiro. Raimundo Correia: Poesia. Divertimonos com eles. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. quando não se tem assunto. Coleção Nossos Clássicos. de fato. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. codifica a mensagem. Quando afirmamos como diz o outro. Na nomenclatura da linguística. o amor nunca diminui e assim por diante. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. “dinheiro”. o mais importante é como se diz. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela. com significados diferentes. Antigamente. É o que se dá quando dizemos. inversamente. quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. “É errado dizer ‘a gente viemos’”.meio pelo qual circula a mensagem. não estamos falando de acontecimentos do mundo.. ao cantá-lo. estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando. não podemos manter-nos em silêncio. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. homens é que se não podem pescar”. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”.Código . . É o que chama função metalinguística.emite. /b/. Na estrofe abaixo. etc. p. daí responde.” (Folha de S. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. /t/. Nessa outra realidade. .contexto relacionado a emissor e receptor. Didatismo e Conhecimento 92 . No segundo. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social. Com ela.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país. pela disposição das palavras. “Não é muito elegante usar palavrões”. saber se nosso interlocutor está bem. por exemplo. seja entre alunos de uma escola. contam-se anedotas velhas.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. imaginamos novos mundos. Nessas ocasiões. . “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”. em geral não queremos. Para melhor compreensão das funções de linguagem. Agir. Em função estética. diz “Tupi or not tupi”. . Conta-se que o poeta Emílio de Menezes.. . outras realidades. Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor.Receptor . Um dia. decodifica a mensagem. No primeiro caso.Mensagem . Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso.

Deixe que a Igreja ajude.locutor . . . a linguagem parece-nos uma coisa natural. para além da linguagem falada e escrita. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. não se pode estruturar o mundo do trabalho. (. etc. O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre. ou. As primeiras ferramentas da fala humana.quem fala (e responde). . não só para melhorar a comunicação entre surdos. Todos são mal escritos. . há frequente uso do vocativo e do imperativo. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação.” (Álvaro da Costa e Silva. p. Que é saber bem uma língua? Evidentemente.Terça-feira à noite: sopão dos pobres. com os estudos recentes dos linguistas. ou acontecimento. aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. Sem ela não se pode aprender.. palavras belas.: . Saber bem uma língua é saber usá-la bem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. nós temos uma creche no segundo andar. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente.Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. mas também para utilizar em situações especiais. Certamente. essa teoria sofreu uma modificação. .. depois oração e medicação. coerentes. admite-se um novo formato de locução. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. interlocução (diálogo interativo): . por isso a mudança (aprimoração) na teoria.locutário . embora neles não se encontrem erros de ortografia.) (Jornal da USP. expressar os sentimentos. na análise de um texto.. Portanto não é um bom texto. o emissor atua sobre o receptor. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos.quem ouve e responde.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. aprendendo pela observação de animais. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. 9. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. etc. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. não se exerce a cidadania. No entanto.33. imaginar outras realidades.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. In: Bundas.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. assim. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. Para isso. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. Sem ela. Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. 15) Didatismo e Conhecimento 93 . porque os eleitores não podem influenciar o governo. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua.Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. mas que se podem observar entre si.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. expressivas.Função poética: embeleza. construir as utopias e os sonhos. é necessário construir textos sem ambiguidades.(. Ligada a esta função está.Para aqueles que têm filhos e não sabem. afim de que este assuma determinado comportamento. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. é preciso usar um nível de língua adequado. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. Cerca-nos desde o despertar da consciência. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. é carregada de subjetividade. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório. dos “interlocutores” podem ser gestuais. . muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação). Sem a linguagem. Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem.) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”. pois. faciais etc. As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: . .. . o homem. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. por norma. o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. .diálogo As respostas. enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. a poesia lírica. do Juizado de Menores. Não prestamos muita atenção a ela. . Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo. . ainda no berço. ritmos agradáveis. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). concordância.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). Sem ela. p. sem repetições que não acrescentam nada ao sentido.interlocução . como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. não é saber descrevê-la. que permitiram o aumento do volume do cérebro. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.Não deixe a preocupação acabar com você. No entanto. mola propulsora do eleven periquito.

mas também os mecanismos de estruturação do texto. 1976. Observe os três pequenos textos abaixo: . que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. porque lá ninguém trabalha. a oração é contexto da palavra. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. Apud: Manuel Bandeira. determina a orientação argumentativa da frase. Na primeira. 1959. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. em geral. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. respectivamente. p.O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. sem se preocupar com os negros. os sargentos de exército são monistas. isto é. o sentido de cada parte não é independente. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. 30. . portanto. Rio de Janeiro Agir. os filósofos são polacos vendendo a prestações. a palavra texto significa “tecido”. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. de cor amarelada. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. José Olympio. Em síntese. Texto é um todo organizado de sentido. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. 31 e 32”. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. Vejamos outros dois períodos: . . não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. de grande porte. a Cruz e Sousa). que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. evitando as mazelas do mundo real. cubistas. Apesar de corrente. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. cubistas”. No primeiro. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). o todo em que ela está inserida. O texto é um todo organizado de sentido. No texto.Nos desertos da Arábia. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. Tomando apenas os dois primeiros versos. “Seu texto ficou muito bom”. a do solo pátrio.Marcelinho é um bom atacante. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . é solidário. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. “animal originário das regiões desérticas. p.Todos os dias ele fazia sua fezinha. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. que não é um amontoado de fios. que vivem. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. principalmente. porém. que “os sargentos do exército são monistas. e minha terra. Essa hipótese de leitura. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. na segunda. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. Gonçalves Dias: Poesia. mas um conjunto de frases costuradas entre si. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Isso significa que. mas uma trama arranjada de maneira organizada. Coleção Nossos Clássicos. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. alienados num mundo idealizado. significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. 18. Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. ou seja. mas é desagregador. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. na terceira. por conseguinte. 5. Murilo Mendes mostra. quando afirmo. mas é um bom atacante. . O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. “não quero o jogador no meu time”. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). O sentido é completamente diferente. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. Rio de Janeiro. Eu morro sufocado em terra estrangeira.Marcelinho é desagregador. Onde canta o Sabiá. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. Aliás. tudo são relações. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. No Brasil. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. “pessoa que trabalha muito”. quando digo. quadrúpede. o sentido depende do contexto. na verdade. em apoio a essa tese. Pode-se ainda acrescentar. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. 7ª ed. percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. que as características da brasilidade não têm valor positivo. O sentido não é solitário.

comprova-se que o significado das frases não é autônomo. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. lamenta a invasão estrangeira. para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. Além disso. Ao contrário. um conjunto de frases pode ser coerente e. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. estar verdes”. Num texto. Ao contrário. símbolos. cada frase tem um significado distinto. ideias. pois são dois meios de comunicação distintos. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. a expressão facial. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. portanto. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. Dessa forma. A língua falada é mais espontânea. Note. um gesto. nada contraditório. pois mesmo sem esses elementos de conexão. ou seja. . no entanto. Assim. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. O segundo fator. opiniões e sentimentos. Didatismo e Conhecimento 95 . originando a fala. por exemplo. ironiza-a. Outro. A Língua é um instrumento de comunicação. A linguagem pode ser: . pois o poeta sabe que não se tornará realidade. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. destacam-se: . não celebra ufanisticamente a pátria. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. etc. incluindo-se fisionomias. também há variações no uso da língua. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. Dentre elas estão a linguagem de sinais. de modo que não haja nada ilógico. é acompanhada pelo tom de voz.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. é menos importante que o primeiro. No Brasil. Está relacionada a fenômenos comunicativos. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. Num sentido mais genérico.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. O exílio é a própria terra. as placas e sinais de trânsito. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. Desse modo. pois. as mímicas e o tom de voz do falante. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. a compatibilidade de sentido entre elas. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. algumas vezes por mímicas. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. por exemplo). As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. diferentemente do poema gonçalvino. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. No estado do Rio Grande do Sul. dependendo do contexto em que está inserida. tais como: sinais. que não são as palavras. Dentro de uma mesma região. o significado das partes depende do todo. as quais podem agir sobre ela. uma figura. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. Os pastos não poderiam. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). em “Não chove há vários meses. entretanto. nada desconexo. sons. Por outro lado. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. a linguagem corporal. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. Dentre eles. ao mesmo tempo. Por exemplo. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. onde há comunicação. A exclamação do final é. Por isso. por exemplo.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. há linguagem. além disso. Não devemos confundir língua com escrita. mas. um todo organizado de sentido. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. todos falam a língua portuguesa.

Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. orelhas. abolir. de acordo com a situação. biólogos. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. grito. a ideia transmitida pelo signo. . Antônimos: são palavras de significação oposta. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. em nossa língua. Oposição e antítese. • Justo. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. Significado (é o conceito. mais restrito (animal e quadrúpede). imparcial. Contraveneno e antídoto. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. olhos. íntegro. • Mal e bem. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. o contexto. • Extinguir. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. pertencem à esfera da linguagem culta. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. conforme seu gosto e sua necessidade. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. para a manifestação da fala. Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. Transformação e metamorfose. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. os sinônimos diferenciam-se. Embora irmanados pelo sentido comum. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. ao utilizá-lo. uns dos outros. Desse modo. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. etc. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. certo. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. cinzento e cinéreo). Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. É um ato individual. . pois cada indivíduo. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. formando a sequência “um cachorro”. Esse nível da fala é mais espontâneo. abecedário. de numerosos pares de sinônimos. estes têm sentido mais amplo. Exemplo: • Alfabeto. aqueles. Exemplos: • Ordem e anarquia.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. a forma. . entretanto. Com efeito. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. sua personalidade. Moral e ética. desataviada. Semicírculo e hemiciclo. suas letras e seus fonemas). oculista e oftalmologista. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Devido ao caráter individual da fala.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. uns são próprios da fala corrente. ao invés. a parte concreta do signo. com pelos. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. o ambiente sociocultural em que vive. profissionais da área de direito e da informática. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. é possível observar alguns níveis: . Quando escutamos essa palavra. dentro da unidade da língua. médicos. clamor. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. Desse modo. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. Ao escutar a palavra “cachorro”. exato.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. por exemplo. suprimir. como idade e sexo.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. • Brado. principalmente em situações informais. palavra que também designa o emprego de sinônimos. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. Abundantes em termos específicos. . Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. Cada indivíduo. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. Translúcido e diáfano. além de conhecer o que fala. outros. etc. linguistas e outros especialistas. Colóquio e diálogo. Didatismo e Conhecimento 96 . Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. apagar. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. vulgar. químicos. conhece também o que os outros falam.Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. científica ou poética (orador e tribuno. literária. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. reto. Fala: uso individual da língua.

ostentação. Livre (adjetivo). vigiar. Podemos citar ainda. porém. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. mas significação diferente. • Caça (ato de caçar). Exemplos: • São (sadio). • Concerto (harmonia. emendar). Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. que têm dezenas de acepções. • Pêlo (substantivo). Cedo (verbo). • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). No primeiro exemplo. ceifar). a rigor. possui várias conotações (idéias associadas.O trem. sela (arreio) e sela (verbo selar). • Velar: cobrir com véu. • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. • Censo (recenseamento) e senso (juízo). sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). • Fulano nadava em ouro. (não: côndor) . vultoso (volumoso. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. (sentido próprio). • Pára (verbo parar) e para (preposição). pomos (verbo pôr). não são homógrafas. comprimento e cumprimento. poder. • Apreçar (determinar o preço. O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. relativo ao véu do palato. discórdia / explícito. • Hera (trepadeira) e era (época). evocações que irradiam da palavra). regredir / concórdia. pós-nupcial. árvore frutífera. implícito / ativo. (não: descarrilhou) . o verbo dar e os substantivos linha e ponto. c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). A homonímia pode ser causa de ambigüidade. sentimentos. • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. Razões de ordem didática. • Paço (palácio) e passo (andar). (não: do candidato. denotativo.O condor vive em regiões montanhosas. livre (verbo livrar). punição. corrigir). por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. osso e ouço. A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. somem (verbo sumir). às (contração) e as (artigo). No segundo exemplo. cedo (advérbio). Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. era (verbo). Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). • Cela (pequeno quarto).O avião aterrissou no horário previsto. ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto.Fiquei com muito dó daquele jogador. ocultar. cuidar. Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. na Rússia. tem o sentido conotativo. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. alude (verbo aludir). pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). (sentido figurado). infligir (aplicar) e infringir (transgredir). cesta e sesta. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. dó. glória. (não: ao meu ver) . são (forma do verbo ser) e são (santo). grande curral de gado. luxo. sessão musical) e conserto (ato de consertar). • As horas iam pingando lentamente. repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). divergir.Já é hora de o candidato dizer a verdade. antipático / progredir. • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). (sentido próprio). descarrilou mais uma vez. a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. tem sentido próprio. real. tetânico e titânico. avaliar) e apressar (acelerar). maldizer / simpático. • Colher (verbo) e colher (substantivo). • Jogo (substantivo) e jogo (verbo). (sentido figurado).A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. dar deferimento) e diferir (ser diferente. • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). cético e séptico. e às vezes a mesma grafia. (não: aterrizou) . caminhada (verbo). .Nunca encontrava empecilhos no caminho. Somem (verbo somar). (não: cabelereiro) . Exemplos: Bendizer. mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. (não: muita dó) . Exemplos: • Construí um muro de pedra. cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). assimétrico / pré-nupcial. • As águas pingavam da torneira. desesperar / comunista. • Ênio tem um coração de pedra. como exemplos de palavras polissêmicas.Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. eminente e iminente. atoar e atuar. deferir (conceder. pôr fogo) e ascender (subir). descrição e discrição. ouro sugere ou evoca riquezas. Alude (avalancha). • Aço (substantivo) e asso (verbo). (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . • Cessão (ato de ceder). inativo / esperar. b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. seção (divisão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. anticomunista / simétrico. • Pena: pluma. muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). degradar e degredar. Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. adiar). prescrever e proscrever. peça de metal para escrever. o sujeito jamais é preposicionado) . Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. Pomos (substantivo).

(inadequado) ... (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes. ..estrangeiros e) seção ..cessão . Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política.......Repetiu o ano porque não estudou o suficiente..Em princípio. a) sessão ..Em face (ou ante a) da confusão reinante...Ao persistirem os sintomas........ (se persistirem.. prescrevi e) retificar.sessão ...Depois de superados os obstáculos..” a) ratificar... proscrevi b) prescrever.. b) A catástrofe torna-se iminente.” a) seção .... a data de meu nascimento..incipiência e) seção .caçado d) mandado . cumprimento = saudação d) consertar = arrumar.O cigarro provoca o enfisema pulmonar.. o desinteresse do mestre diante da .. (não: somos em) .....seção .. (não: de ano) . na frase seguinte: “Necessitando ... nunca teve muito .. (não: prazeirosamente) . d) Ascenderam o fogo rapidamente.Naquele ínterim. (não: rúbrica) ... apresentava-se sempre ..Todos reivindicam melhores oportunidades.......caçado b) mandato ..... nos erros do passado.A maisena parece que está vencida. b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros..Meu irmão é menor de idade. d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever. plenária estudou-se a ... emigrar = entrar no país c) comprimento = medida. (FUVEST) Estava . deflagração. conflaglação...... c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche. (BAURU) Há uma alternativa errada.. a) mandado .. (não: gratuíto) .. e) A cessão de terras compete ao Estado.Vamos galera! O “show” é gratuito.insipiência Didatismo e Conhecimento 98 . incidiram e) prestes.... concertar = harmonizar e) chácara = sítio..Esta roupa não tem nada a ver com você..... (em tese) (não: a princípio) ... ....insipiência c) sessão ..fragrante . retifiquei d) proscrever. deflagração.. não deixe a garagem aberta... c) Sua ascensão foi rápida.flagrante .. científica do povo levou-o a . (ambas formas corretas) . ele voltava vitorioso... no ..A princípio tudo parecia real.casçado e) mandado . ratifiquei 9. (quando persistirem... (não: efisema) .. recindiram 2.... (PUC-MG) “Durante a .fragrante . ele voltava vitorioso. (FEB) Há uma alternativa errada..Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição.... (não: interim) .cassado c) mandato ... do prefeito foi ..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA ..... (não: fez com que) ... (obstáculos não se vencem....incipiência d) cessão .. (não: haver) nada há ver = nada a receber .. 5.Meu tempero está ruim...A persistirem os sintomas.... o número do cartão do PIS... procure um médico. (não: reinvindicar) .. superam-se) 3.... da guerra. conflagração.O látex desta confecção é de primeira qualidade....cassado 8....flagrante . xácara = verso 6..Não se esqueça de colocar sua rubrica.Somos quatro.. de direitos territoriais a . e) Reacendeu o fogo do entusiasmo... de tarefas .. (não: em face a) .. pois os homens .. demonstrada pelo político...extrangeiros d) sessão ..Depois de vencidos os obstáculos.. (não: de menor) . lá em casa.. . incidiram b) iminente...... (não garage) ....... ela refletiu sabiamente.cessão ...Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura.. (não: récorde) ....... reincidiram d) preste... de feiticeiros os .. (não: Nóbel) .... discriminei c) descriminar...Por favor... As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1.. em astronomia.Ela prefere mortadela a queijo. (MACK) Na oração: Em sua vida...... (não: mortandela) .. equivale a uma condição) . coser = costurar b) imigrar = sair do país.É um sujeito muito irrequieto..flagrante . procure um médico.O Brasil bateu recorde outra vez... a direção do presídio proibiu as visitas..” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10.... Assinale-a: a) cozer = cozinhar. a) eminente. (TRT) O . (não: previlégio) .. a .estrangeiros c) secção . (não: irriquieto) .. reincidiram c) eminente..... (não: rúim) .sessão .. (CESCEM) Na ..estrangeiros 4.. (FUVEST) “A .. flagração.. (= no começo) (não: em princípio) ... 7....... (não: latex) ... ontem.Ficamos em pé / de pé o tempo todo. equivale a tempo) .. sua proposta nos interessa.. (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas. (não: Maizena.Foi um privilégio conhecê-la. solene era ...estrangeiros b) seção ......incipiência b) sessão ..Fez que (fingir) não ouviu a advertência.. marca comercial) .

A)(10.. os sons com nitidez..E)(9..B)(3.. Podemos classificá-las em três tipos: . .Figuras de Pensamento.... o acusado. o “trabalho”).... Ocorre a metonímia quando empregamos: .B)(6.B)(11.infringiu 12.o autor ou criador pela obra.B)(8.. de entorpecentes com rigor. (fera = animal feroz: sentido próprio. na escada (arriar) (1. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”.... Brilha tranquila. tal como. Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes.... ricas em significados.. ao associar verso a sangue.eminentes b) senso . São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra.lasso .cumprimento ... Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras.. Somente após a . Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus.. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso.. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como. que subia cada vez mais.... são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve.. (descrição) b) Só seria possível . tal qual. o cofre ali mesmo.A)(4..infringiu d) descriminar . do assunto é que foi possível prendê-lo... semelhantes. (descriminar) c) As negociações só vão .tráfico . desvio).. Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo.iminentes 11... (fera = pessoa muito brava: sentido figurado. denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos...A) (12.Figuras de Palavras (ou tropos).. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera. (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada... ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 ......D)(5... Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor... intensidade e beleza. Vivo do meu trabalho. apenas a cabeça estava fora da água.infligiu e) descriminar . .infringiu c) descriminar . assim como etc.tráfego .” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns.iminentes d) senso . corretamente... (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado.laço . Quando esses conectivos aparecem na frase. assim como. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa.o efeito pela causa e vice-versa... quando se deseja atingir um efeito expressivo.comprimento .. o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras..O Diretor do presídio .. usual) Pedro era uma fera.. “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona...iminentes c) senso . “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que.. pesado castigo aos prisioneiros revoltosos. caso todos compareçam. Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras)....C)(7... vendo nelas uma relação de semelhança. .Hoje são muitos os governos que passaram a combater o . 3..eminentes e) censo . os resultados esperados.. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro.tráfico . a) discriminar ..lasso .. o “lucro”)...cumprimento .... 2. para comunicar à expressão mais força e colorido.tráfico .. temos uma comparação e não uma metáfora.Figuras de Construção (ou de sintaxe). em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva.... literal. se conseguíssemos mais provas que o inocentassem. Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto. os espaços das frases abaixo: 1.” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como..laço ..... ou seja... (sortir) d) O corpo estava ..tráfego ....B)(2. o recurso foi ..comprimento . giro. ou seja.cumprimento .....infligiu b) discriminar ...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo .Quem possui deficiência auditiva não consegue .lasso .C) No segundo exemplo. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam.

Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação. copos e garrafas vazias.o indivíduo pela classe ou espécie. poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos). não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura.o símbolo ou sinal pela coisa significada. ou seja. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves.o instrumento pela pessoa que o utiliza. Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. sobre as mesas. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. ou seja. que não têm valor de reforço. copos e garrafas vazias). Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. Exemplo: No fim da festa. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. mas eu não acho não. no entanto. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração. que era branca e linda. Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. . Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. o poder).a parte pelo todo. (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). que é “moeda”). Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. .o singular pelo plural. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). Exemplo: “Eu. enunciado no início. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque.a matéria pelo objeto.o continente pelo conteúdo. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. ou seja. “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. como por exemplo. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática.) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. Exemplo: Felizes. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. Didatismo e Conhecimento 100 . com o medo no coração. o medo no coração.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. (a palavra trono. Exemplo: Ele é bom volante. e dançavam pelas ruas. A silepse pode ser: . designando a espécie dos homens traidores). Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. o qual.de gênero. e pulavam de alegria. Exemplo: Ele não tem um níquel.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. simboliza o império. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. Os homens pararam.o abstrato pelo concreto e vice-versa. (a palavra caixa. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). a cidade do Porto).” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). . em geral. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos. . Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. . Exemplo: O homem é um animal racional. eles riam..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . o mesmo não ocorre com a catacrese. Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces. pode ser facilmente identificado. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. “a casa”). Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. e cantavam. geralmente o “e”. as construções “subir para cima”. “entrar para dentro”.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. de forma feminina. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. Exemplo: Não há teto para os necessitados. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade. (originariamente. pessoas velhas).” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. que designaria o conteúdo). desisti de ter. . Exemplos: A velhice deve ser respeitada. eis-me medonha e escura. que designa o continente ou aquilo que contém. . (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. nesse caso. etc. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. (o concreto coração está no lugar do abstrato. Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. no início da frase. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante.” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. está sendo usada no lugar da palavra doces. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. “protagonista principal”.o lugar pelo produto. utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. . Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. (a parte teto está no lugar do todo. bondade).o gênero ou a qualidade pela espécie.. Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado.Ele tem um grande coração. sobre as mesas. . destacando-a do resto.

Senhor. têm o sentido oposto ao que querem dizer. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. até que a última lâmpada se apagou. deixando-o meio velado. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. (há omissão do verbo estar na segunda oração (.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam.a praia estava cheia de gente). ideias opostas. a paixão. retumba. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste. veludosas vozes. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . vivas. Sintaticamente. vêm apenas justapostas. a praia. venci. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando. vulcanizadas.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias.” (Cecília Meireles) “Tudo. escolhia. Neologismo: criação de palavras novas. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. no âmbito da frase.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. Nelas intervêm fortemente a emoção. ela tem uma qualidade que é antagônica). ele entregou a alma a Deus. se a alegria é triste. Senhor.. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político. lept! lept! arrancou estrada afora. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. o sentimento.de número. vozes veladas. Exemplo: “Tende piedade. “Pedrinho. vi. para realçar uma ideia.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). . Exemplo: “Tende piedade. progressão: “O surdo pede que repitam. Ironia: é o emprego de palavras que.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. morre. Exemplo: Depois de muito sofrimento. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. deu rédea e. exageramos na sua representação. como nos três últimos exemplos. Exemplo: Vim. sem mais palavras. vulgarmente chamada de trocadilho. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural. Era nada. Exemplo: “Eu era pobre. que poderiam se ligar por um conectivo.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando. que repitam a última frase.” (Monteiro Lobato) “O som. vinha pra dentro da casona. É uma figura de construção muito usada em poesia. cheia de gente. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros). Os jogadores estão morrendo de sede no campo. no lugar das palavras próprias. escolhia. volúpias dos violões. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. Exemplo: A manhã estava ensolarada.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. Era subalterno. crescia. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem. a apóstrofe corresponde ao vocativo. na frase. tudo parado: parado e morto.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada.de pessoa. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere).. Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. vãs. É usada geralmente com sentido sarcástico. Exemplo: Está muito calor. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres. saía toda perfumada. mas de significados diferentes. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. escuro. mais longe.

. e foge alucinadamente... pombas voando.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19. ( ) “Avista-se o grito das araras. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz.. O síndico. “ (Euclides da Cunha) 7. Como comem!” (Aníbal Machado) 16. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura. me escute.. de santos. e vacila. a que me cativou logo foi uma. e tropeça e resvala.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz.”( Machado de Assis) 18.. ( ) “Em volta: leões deitados. . (Mário de Andrade) 9. uma preciosidade. ( ) “Rubião fez um gesto. de poetas. minto. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23. Exemplos: É uma jóia.. o mesmo silêncio anela de opresso.”(Machado de Assis) 2..” (Camilo Pessanha) 20. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. geme a brisa folhagem. ( ) “Caça.”(Chico Buarque) 12. porém. 29.”(Clarice Lispector) 25.” ( Adonias Filho) 35. ( ) “Wilfredo foge. não sei se digo. esse quadro. consiste em retificar uma afirmação anterior. apesar de interessante. as horas passavam.” (Graciliano Ramos) 14.. resignadas. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas. severas.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. inútil. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. na Lapa-Laje.”(Olavo Bilac) 13. Não. De guerreiros. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas.”(Martinho da Vila) 17. Foge. ( ) “Mas. apanhou uma brasa com a colher. Palha outro. ( ) “Aquela mina de ouro. atiçou o fogo. da outra banda. ou antes. Exa. e dancei e fui Vestido de rei. O horror vai com ele. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.. que faremos nós os mortais? “ ( V.. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe.” (Mário Andrade) 4. ou melhor.”(Alcântara Machado) 37.. ( ) “Agachou-se. fugindo nos cascos de seu cavalo.”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 . mas quão diferentes.” (Guimarães Rosa) 33. acendeu o cachimbo.”(José Cândido de Carvalho) 27. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho. Simões Lopes Neto) 21. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. a gente vamos chegar lá.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes.”(Raimundo Correa) 22. ( ) “E brinquei. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza.” (Aníbal Machado) 6. ou tinham mais invioláveis esconderijos. a salvo..” (Camões) 30. ninguém não pegava. “ (Vinícius de Morais) 28. Tanto não.” (Guimarães Rosa) 5.” (Raquel de Queiroz) “Tirou.”(Alexandre Herculano) 11. porém. foi-lhe tirado o lenço da mão. o Zé-Povinho de chapéu erguido. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos. ( ) “Asas tontas de luz. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado. Bergo) 31.” ( José de |Alencar) 32. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias. ( ) “Grande parte. ramalhetes de flores com laços de fitas.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso.” (João Cabral de Melo Neto) 26. deslizavam melhor. inclemente. ( ) “Era véspera de Natal.. ( ) “Se os deuses se vingam. e levanta-se. os sertanejos emboscados. o pistoleiro sumir de ladrão.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio.. ( ) “A cidade inteira viu assombrada. corre.” 34. ( ) “O meu abraço te informará de mim. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto.” (Fernando Namora) 36.. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem. de queixo caído. está cansado? 8. comedor de gente. uma. ( ) V. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça.”(Guimarães Rosa) 10..” (J.. em sua casa deles dois.. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim.Almas tristes.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

Didatismo e Conhecimento

Hoje.Comparação: estabelecer analogias. obriga que seja feita uma lei. É a parte maior e mais importante do texto..Narração: narrar um fato.Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas. .Características: caracterização de espaços ou aspectos.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese. (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. comunicação. . não compete a tão sonhada modernidade. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior.. para não perderem o mercado de trabalho. incentivando a reflexão de quem lê. esclarecendo o conceito ou a definição. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. . não perderão eles seu mercado de trabalho. Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80.Estatísticas: apresentação de dados estatísticos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! . .Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.Interrogação: questionamento. eletricista. defendendo o meio ambiente.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto.” .. a violência. Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial. deter. existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. aparece a verdadeira doença do século.Exemplificação: dar exemplos.Hipótese: antecipa uma previsão. Seu poder. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. cabe aos governantes desse país. . (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. .Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. principalmente a urbana. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão. o espaço privado. linha de montagem. outra que olha de fora para dentro.. . de seu prazer e de suas necessidades.Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. triunfo das massas. . eram 15.” . Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. Ex: “Ação à distância. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. desemprega milhares deles. . Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. marcenaria. confrontar situações distintas. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?. valores. Podem ser desenvolvidos de várias formas: . pois a uma nação doente.Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. um fechamento integrado de tudo que se argumentou. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” . que almeja um futuro brilhante. isto é. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. . . com isso.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). . de gastos.Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. agravou vários dos históricos problemas sociais do país. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . projeta um pensamento ou faz uma proposta. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou. o que provoca o desemprego. havia até advogado na fila de inscrição. .Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis. nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. mesmo que as empresas sejam automatizadas. “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação. .Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão. . velocidade. . cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. . .Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação. juízos. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas.Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto.Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. é arbitrário. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F). em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores.” .Oposição: abordar um assunto de forma dialética. (B) Segundo a Constituição.. Entre eles.Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. se especializando.” . aumentando. (. escreve Aristóteles. Ao todo.Definição: não basta citar. (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. Conclusão: é uma avaliação final do assunto. a classe de trabalhos informais.” . Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente.Proposição: o autor explicita seus objetivos. .. de forma organizada e progressiva. de que.Comparação: social e geográfica.)” . pois decorre exclusivamente de sua vontade.Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor.Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Em 1982. miserável e desigual.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos. apontando para prováveis resultados. são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo).

107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. . preferência. O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia.em consequência disso. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). o assunto que vai ser abordado. . porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. . . D.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. Presta-se bem à indicação de características. .A Santa Missa em seu lar. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . 3.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime. 4.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. processos. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. E. 7º Parágrafo: Conclusão F. . . . Tema: Desemprego no Brasil.Devido à expansão das igrejas evangélicas. .impõem-se sempre o raciocínio lógico. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. É fornecer argumentos. Didatismo e Conhecimento .toda dissertação é uma demonstração. . . Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. impõem-se à fidelidade ao tema. classificação ou aleatoriamente. razões a favor ou contra uma determinada tese. G. Pode-se enumerar.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação.Terço Bizantino. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. . de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. . daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. Exemplo: 1. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. uma a uma. . correta gramaticalmente. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. . denotativa. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem. Deve ser clara. . Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções.Igreja da Graça no Lar.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. C.Palavra de Vida. (ideia secundária)”. desequilíbrios sociológicos e poluição. ou seja. nobre. Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. 2. Uma possível solução é apresentada.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A. precisa. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: .a linguagem deve ser objetiva. situações. original. O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas. seguindo-se os critérios de importância. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. funções.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto. essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor.Despertar da Fé. natural.O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira.

E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. Primeiro. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. Muito depois. da interrogação e da citação. uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. o objetivo proposto na instrução. por isso é fundamental. o tema é a questão indígena. Nos climas úmidos. perde a dimensão de humanidade que abriga em si.O solo é influenciado pelo clima. . 47) Didatismo e Conhecimento . Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração. p. os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. mais escuro e desoxigenado. Se. Conclusão: é a retomada da ideia principal. todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. conter de forma sintética. recém oxigenado. da causa e da consequência. em escala mundial. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. pelo contrário. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. com seu incrível potencial destrutivo. pois. deve fazer a estruturação do texto. em outras situações. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . porém.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. se fossem usadas num conflito mundial. . pois. que só o sofrimento é real”. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa.O homem. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. Ou os homens aprendem a conviver em paz. o homem aprendeu a grunhir. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. dia a dia.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. muitas vezes. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. dos dados estatísticos.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar. que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. os solos são profundos. a camada do solo é pouco profunda. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. Depois deu um significado a cada grunhido. Contém a proposição do tema.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. corre sangue venoso. seus limites. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. da ordenação cronológica. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. a confirmação da hipótese ou da tese.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. Na artéria pulmonar. Conclusão Só resta. das definições. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma. fatos. Exemplos: . . Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. 108 . Espaço . as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. que confronta ideias. É a abertura do texto. Deve. a velhice. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. por exemplo. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. da ilustração. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. processos. daqui a algum tempo. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. Exemplos: Tempo . de pormenores. isto é. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver.

(2) Posição das correntes mais radicais. Esquema 1 . o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. crie seu objetivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução. de Dad Squarisi. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente.Desenvolvimento do argumento 2 . Por exemplo. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. Às vezes.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. (3) Ruptura da ideologia vigente. como escrever. em uma dissertação. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável. viagens. otimista. pés e cabeça. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. Didatismo e Conhecimento 109 . Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. mas não deve ser vista como tortura. Por fim. de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). A seguir. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. contadores de histórias. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação. conclui o seu pensamento inicial. Assunto: Falar em público. As evidências são o melhor argumento. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. com treino.80) aborda a redação dividida em esquemas. hidroginástica. de André (1998. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. Hildebrando A. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo. sem fugir do tema. cerâmica. do jornal Correio Braziliense. p. . Quanto à introdução.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. Por sua vez. com subjetividade. identifique o tema. no desenvolvimento. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. é habilidade melhorar depende de treino. natação. própria de textos literários como a narração e a descrição. as possíveis reações do leitor e por isso. posicionese. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. (3) Atividade física é importante.Desenvolvimento do argumento 3 . Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice.Desenvolvimento do argumento 1 . Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. perderá pontos. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. Depois. 2 e 3. Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. caso este não tenha sido explicitado. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. com base nos argumentos. caso o candidato se exprima. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado. Em primeiro lugar. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. Na dissertação. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. p.Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. independentemente da tipologia textual. Branca Granatic (1996. musculação. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. ou seja. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. clara e coerente. Nesse caso. (2) A conivência do GDF. mas se for particularizada torna-se aceitável. particular. (2) Novo conceito de liberdade. positiva. Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. (3) Soluções do governo ao MST. até sua perfeita compreensão.

concluir. é possível começar a redação. positiva. Após considerar todas essas etapas. em todo o texto. caso venha antes do verbo. em seguida. Didatismo e Conhecimento 110 . Tudo em um único parágrafo. positiva. sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. Isso também vale em relação a seus argumentos. de três a cinco linhas. e não desenvolvidos ou explicitados. Cite. Aliás. o tema e o objetivo. Por isso. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. singular ou plural). «assim». otimista. Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. dar explicações. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação. Esta é a reta final. Esquema 2 . com outras palavras. por isso.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . E não se esqueça de utilizar a vírgula.Desenvolvimento do argumento 2 . Para tal. otimista. Não inicie frase com gerúndio. siga a ordem de sua introdução. pai da Oratória. enfatizar a valorização do ser humano. oportunamente. otimista. venceram as dificuldades. desenvolver. Ele venceu até a gagueira. pela organização mais explícita da redação. que apresenta somente dois argumentos. como já sugerido. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto. Quanto ao esquema 2. apoiado em razões e evidências.Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. além de reunir dados e expôlos com pertinência. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. • interpretálos coerentemente.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . positiva. dissertativo ou expositivo. . a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». que devem apenas ser citados. encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. reescrevao com outras palavras. Texto Argumentativo.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. O principal deles: Demóstenes. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). graças ao treino. Lembrese: nada de copiálo. Nos próximos três parágrafos. Por esse motivo. baseado no que foi coletado. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. Em seguida. Esquema 2 .Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. «dessa forma». Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. desenvolver cada argumento. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. desenvolva seus três argumentos. Contudo. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. . Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. no ponto forte da redação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). obrigatórias na dissertação. usada por diversas pessoas. No entanto. Por exemplo. • ordenálos. por exemplo).Desenvolvimento do argumento 1 . abordando cada argumento em um parágrafo. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. fazendo uma relação com a observação final do texto. a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema. apresentará posicionamentos. os textos argumentativo. recomendase utilizar o esquema 1. «Sob o foco da argumentação anterior». para facilitar a redação. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». . a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto.Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. (3) Como melhorar a expressão oral. curto. pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva.impessoal. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. denotar otimismo com relação ao problema abordado. que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. Dissertação Polêmica O autor. dissertativo e expositivo têm características particulares. cite o tema e seu objetivo previamente elaborado.

no ar. além de conhecimentos razoáveis.Frase-ponte (de separação).Conclusão propriamente dita. Aqui se exige. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa.Frase-ponte de ligação. apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. depois. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. a rapidez e o conforto. mais chance de ascensão profissional. museus. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. por tantos desejada. editoriais. como o metrô. . expõem-se todos os prós e. indiscriminadamente. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. ensaios. restaurantes com comidas das mais variadas origens. Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. de atingir um “status” social. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: .Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos. melhores salários. possuindo vários teatros.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. . Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente. muitos clubes.Apresentação do assunto proposto.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. outra habilidade: capacidade de persuasão. há selecão de prós e/ou contras. . Assim. o ambiente lhe é estranho. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais. . se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. Nova Iorque. . Observações: Para maior funcionalidade. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. etc. hipermercados. Primeiro. o habitante da megalópole. por outro lado. universidades e casas de cultura. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. assume as características de uma megalópole. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. os prós e os contras. . muito só. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. o lado negativo da megalópole. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. Sendo pessoas sem tempo para dialogar. Se. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. toda sorte de detritos químicos. . embora cercado por alguns milhões de indivíduos.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam. onde a indústria prolifera.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. todos os contras (ou vice-versa). possuindo boas casas de diversão. Conclusão: .Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. alimentos prontos. Tóquio. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. o autor deve focalizar o assunto proposto. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. paradoxalmente. o meio lhe é hostil. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. Didatismo e Conhecimento 111 . Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. lançando. sente-se. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. Numa cidade. observaremos que a megalópole. . o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. artigos. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. há maiores possibilidades de emprego. reportagens. rios e mares. não se devem misturar.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: .

quando. Enquanto aquela é busca ordenada. para se autojustificar. Psicológico: o tempo interior. também chamada de prólogo). o conhecimento científico. apresenta as suas limitações.). Com relação ao primeiro. Pode ser físico ou psicológico.Fechado ou Aberto. é o seu apoio. subjetivo. dias. pesquisa pura. e não simultâneos como na descrição. A ciência fundamenta a tecnologia. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). representado no texto pelos advérbios de lugar. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. burguês etc. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. o tímido. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. Didatismo e Conhecimento 112 . pois são dois seres que se completam. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. Assim. E. estudante. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. Tudo na narrativa depende do narrador. como e com quem ocorreu o episódio. formando uma rede: a própria história contada. esta é aplicação do científico ao técnico. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. o meio. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. A segunda sem a primeira seria algo empírico. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios. concluímos que. A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. E.. Quanto ao conhecimento filosófico. Final . Esse elemento da narrativa é o tempo. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. Assim. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca..) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. A pesquisa científica exige método e coordenação. Expressa as relações entre os indivíduos. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. Por outro lado. Os personagens podem ser lineares (previsíveis).Tempo: época em que se passa a ação. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. . o “miolo” da narrativa. ou seja. Aqui. complexos. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. Elementos Estruturais (I): . obedendo a uma série de etapas e fatores. meses). Mas a ciência têm uma função explicativa. protagonistas ou antagonistas. através dele. Em se tratando. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. tendo mudança de um estado para outro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. porém. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. . tipos sociais (trabalhador. Além de contar onde. Assim. o narrador acaba sempre contando onde. o avarento etc. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. Interrogação e a dúvida geram.previsível ou imprevisível. passa por uma introdução (parte inicial da história.Espaço: local da ação.Narrador: é quem conta a história. segundo relações de sequencialidade e causalidade. A história contada. organizados por uma narração feita por um narrador.). um conflito entre o homem e o mundo. mas principalmente pelos advérbios de tempo. em última análise. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. ou seja. da voz que conta a história.. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. Cronológico: o tempo convencional (horas. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. Assim. a natureza é o objeto do conhecimento científico. constatamos que. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. assim sendo. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. sem base. Dessa forma. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. já que o cientista.. embora suporte da tecnologia. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo.) ou tipos humanos (o medroso. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. pois as duas estão intimamente ligadas. unilateral. . ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. observamos que o mesmo é orientado. Quando o narrador conta um episódio. se apreende a aparência das coisas. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada). o homem espera perplexo uma resposta. o científico e o filosófico. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. formando um todo homogêneo que. por isso. do conhecimento científico. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. de certo modo. . o filosófico. heróis ou antiheróis. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico. Aquele que conta a história é o narrador. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. utilizando situações que contêm essa vivência. sistemático e formal. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. que são os agentes do texto. por advérbios de tempo.Enredo: desenrolar dos acontecimentos.Personagens: são seres que se movimentam.

A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. afamilhado. pág.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista.” (Machado de Assis. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. Assim. estacando para amparar-me. Verifica-se. eu estava lá e vi. Não me atrevia a descer à chácara. a história é contada em 3ª pessoa. Assim.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. Assim. conforme o papel que desempenham no enredo. exceto as personagens ou o fato a ser narrado. os episódios se sucedem. à luz do Sol. Casado ou doutro jeito. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. nunca perdeu atalho. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. que não é possível compreendê-los isoladamente. Encadeados.. no texto acima. Rio de Janeiro... Quanto aos elementos da narrativa. no desmaiado da Lua. ela está logicamente implícita.Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. Existem três tipos de foco narrativo: . O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. a história é contada em 1ª pessoa. esses não estão. Não no víamos desde muito tempo. na escuridão das noites.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. na cerração das madrugadas. é porque alguém lhe deu o animalzinho. Mesmo que essa personagem não apareça no texto. Há uma relação de implicação mútua entre eles. Exemplo: “Parei na varanda. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. Estrela da vida inteira. . . (.Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor. ou seja. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. 4ª ed. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas. nunca errou vau.. são elementos vitais. . as pernas bambas. conduzindo ao clímax. ia tonto. é uma transformação de situação. podem ser apresentados direta ou indiretamente. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia.. como simples exemplos de uma narração. há basicamente. pois. José Olympio. o espaço confortável de debaixo do fogão). a partir de suas ações. muitas vezes. tornando o desfecho inevitável. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. (. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. Estrutura: .Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. ou seja.Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico.. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. pode acreditar. atordoado. .Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. se o menino ganhou um porquinhodaíndia. por exemplo. e passar ao quintal vizinho. . 1973.. Manuel Bandeira. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). Observe que. ... mas sempre teso do Jango Jorge. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. Comecei a andar de um lado para outro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. obrigatoriamente sempre presentes no discurso. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro. e andava outra vez e estacava. nunca desandou cruzada!... 110. Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. Podem ser principais ou secundários.) Didatismo e Conhecimento 113 .

Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. doutor. muita atenção nos autos. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. e se dirigem para o cômodo dos fundos.. Criei um por um. e depois?. Que é que diria a Paraná?) Andando. à espera.. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. da cara à mostra. Veja. A mula vendeu e a potranca.. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. Sempre o mais sacrificado. sentados naquela mesa. O seu coraçãozinho se apertava. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. No começo pensou num bonde. doutor. mas resolutamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. está bom? Ela não contribuiu com nada. O homem olha para os meninos. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. um prato de comida e roupa lavada. o que há de melhor. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. humanos e indestrutíveis. nem olhar muito para nada. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. fico uma jararaca. Ele ia pelas beiradas. O hominho aqui se espalhava. Fui jogado na estrada. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. __ Dobre a língua. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . os dois pães com meia almôndega cada um. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. Agora tem dois cavalos. Tenho culpa? Só quero paz. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. __ Está certo. __ Essa aí tem filho emancipado. este velho caducando. está bom? __ Se ficar doente.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. Severino. Exemplo: Festa Atrás do balcão. os prédios. doutor. A carroça e os dois cavalos. deixou morrer. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. Agora com mania de mulher. Quando em quando.. Os três atravessam o salão. O homem toma a cerveja em pequenos goles. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. onde há seis mesas desertas. Bisavô. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. e confirma o pedido. mulher. as coisas. aritmético. mais ainda. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. __Você desempregado. morrendo de vergonha da malha de cetim. sem que percebesse. __ Olho vivo – como dizia Paraná. noite e dia o hominho aqui na carroça. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. O grande homem e seus dois meninos. acompanhado de dois meninos de tênis branco.) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. __ Se quer sair de casa. Devagar. num pratinho. (. enquanto o rapaz cúmplice se retira. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta. Quase meia hora andando. Só não me pise. de forma canhestra. __ Duzentos e vinte. Por isso não pôde defender-se. àquela hora da noite. mas ambos com menos de dez anos. Os três sentam-se numa das mesas. Só deu de mamar no primeiro mês. sem lhe passar diretamente a palavra. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca.. das asas e das antenas e. na travessia das ruas. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. sem a sua interferência. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. O hominho é muito bom. __ Na sua idade. dois guaranás e dois pãezinhos. (J. cuidadosamente. E permanecem para sempre. O preto concentra-se. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. em seguida. Fica muito mais gostoso. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. assomava um guarda nas esquinas. Como fazia nos dias comuns. pague uma pensão. um neto casado. Didatismo e Conhecimento 114 . um mais velho e outro mais novo. (Nos bondes. é uma terceira pessoa. doutor.” (Ilka Laurito. Todo velho é sem-vergonha. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. Eles não têm pressa.. poderiam roubá-lo. __ Eu arranjo. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. O céu lá em cima. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca). sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. sem os cuidados de uma mulher.

Não é preciso segurá-lo. O céu baixou. por exemplo). Não! E esses tambores? Ui! Que venham. e ela efetuase porque quem a realiza pode. A narrativa é a transformação de situações. no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas. que ele não está bêbado. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). entre elas. a narrativa se desenvolve na prosa. é preciso antes conseguir o dinheiro. . Pelo jardim. mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada. o que aconteceu. a narração terá diversas abordagens. incentivouse a imigração de europeus”.uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher.Desenvolvimento: detalhes do fato. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração. Quanto à temporalidade. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. ele vai se espalhar. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. Para ter um carro. O aspecto narrativo apresenta. (. Rosinha.. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço... Assim.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons..) Ele vai tirar Rosinha da cama. pelos escuros da Alameda Cleveland. porque Rosinha não sai. Tenham paciência.. ele não larga não. No primeiro caso. Abraçá-la no alto de uma colina. preenche essa condição). Toda narrativa tem essas quatro mudanças. uma implica a outra.Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. Não acordem Rosinha. Caracterização Formal: Em geral. Didatismo e Conhecimento 115 . mas várias: uma coordenase a outra. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. Dependendo do enfoque do redator. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála. no entanto... o tempo e o lugar. para isso. Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. para apanhar uma fruta. ele seguiu. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora. as relações de anterioridade e de posterioridade. (João Antônio – Malagueta.Conclusão: consequências do fato. . Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. ou seja. . No entanto..uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). Tem ela três características: . como vimos. . querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. Largar Rosinha ali.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. alguma subjetividade. segundo. isto é.é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”. as três características explicadas acima (transformação de situações. pois elas se pressupõem logicamente. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo.. Ele está dormindo. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: ... por ter sido despejado. sabe. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão.. realizase o ato de compra.. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. temos um texto dissertativo. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. quando se diz “Depois da abolição. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou. e os castigos. É guerra. Fugir com ela. . (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. que. .. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala. Com efeito. quer ou deve fazêla. Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. .. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. Por exemplo.é um texto figurativo.. por exemplo... Larguem os seus braços. Tomemos. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa.. há a participação do narrador. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito). quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. se abriu. Resumindo: na narração. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. Rosinha está dormindo.. à noite. a sequência temporal foi modificada. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente.Introdução: citar o fato. . É um recurso relativamente recente.. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. Assim. para os maus)... apresenta um componente narrativo. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. o leitor reconstitui. Ela lhe deu. Ignorava a exatidão de seus cálculos.. uma subordinase a outra. para o fundo do País. até certo ponto. ao longo da leitura.. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . Os bondes passavam. por exemplo.. Esse temporal assim é bom. quando e onde. Por que não está malhando em sua cabeça?. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto.

para chegar primeiro. p. enquanto do outro.personagem (ou “com quem aconteceu”) .História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 . (Klink. disse a tartaruga calmamente.Relatos .Anedota . por todo o caminho”.. O segundo é uma narrativa ficcional. perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás.que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara.” “Aceito o desafio!”.Lenda . que ficou atravessado a sua frente. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo.” (Veríssimo.o texto 2 conta uma história de animais .Conto . Mas os olhos.Tempo “Sete da manhã. ouvimos histórias de nossas famílias. Comentário: .Personagens “Aboletado na varanda. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo . cheirando a fumaça. os olhos). de um lado. passava exatamente sob o barco. respondeu a lebre. Uma enorme baleia. vivemos em meio a muitas narrativas. como negarlhe a insipidez. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa. quase tocando-lhe o fundo. Ieda. tudo se alcança. contamos.Fábula . moço? Estava um caco: mal vestida. 1981. Érico. autor de vários livros sobre suas viagens. a face escalavrada. A lebre saiu a toda velocidade. Podia ser sua descomunal cauda. através de um relato de experiência vivida. e. cenas da memória do famoso navegador brasileiro . Enfim. mesmo maravilhado com o que via. não tive a menor dúvida: voei para dentro. em que um autor cria no mundo da imaginação.Romance . estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. (sempre guardam alguma coisa do passado.Parábola . O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. ouvimos.Crônica . sem céu nem estrelas. Caminhos Cruzados. como eram nossos parentes quando mais novos. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. As amazonas segundo tio Hermann. Porto Alegre: Mercado Aberto. nem me tocou. deitou-se e tirou uma soneca.espaço. Texto 1 “Noite escura.fábula . fato. Amâncio não viu a mulher chegar. passando por baixo. Porto Alegre: Movimento. Com as mãos agarradas na borda.» (Kiefer. “Cem dias entre céu e mar”. de sonhos. por exemplo. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. a redondeza escura e uniforme dos seixos. Desde muito cedo. Poderia dançar à sua volta. Seria o leito seco de algum rio. Rio de Janeiro: José Olympio. Ouvimos também histórias de medos.” (Linda. em todo o caso. 51) Exemplo . Não quer que se carpa o quintal. com o corpo todo iluminado. Mais adiante.Amir Klink. as duas partiram.acontecimento.. Estava tremendo. com muita perseverança.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas. pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados. Manobrou e voltou-se de novo.Memorialismo . recomendou a tartaruga. p. lendo Graciliano Ramos.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: . tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . Charles.o texto mostra. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr. fechei a porta e todos os respiros. assistimos. pronto para o golpe. A dentadura postiça. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . Quando a lebre acordou. com as mãos no teto. e fiquei aguardando. Uma noite de ardentia.4) Ao longo da nossa vida. para demonstrar seu desprezo pela rival. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. imaginamos histórias. 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez. deitado. Tipologia da Narrativa Ficcional: . Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. Amir. . de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco.Notícias . seguiam o corpo e a cabeça. que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção. Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . de personagens fantásticos. Eu procurava imaginar o que ela queria. Não havia. A um sinal dado pelos outros animais. lemos. “Isto parece brincadeira. Moral: Com perseverança. 5O) Exemplo . A tartaruga continuou avançando. e iluminada seguiu em frente. é bom lembrar. O Dr. p.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto.

09. — Eu pensei que tinha um quarto vago. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. 11) Didatismo e Conhecimento . Ouvir. apareceram os três Reis Magos. Foram procurar um lugar onde passar a noite. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. grávida. “Contos para um Natal brasileiro”. No hotel seguinte. dizendo coisas banais. p. eu já teria feito uma reforma aqui. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima. (“A Massagista Japonesa”.) Crônica: é uma narração. ela. quando era bebê! Aumenta. Saíram. discursos inteiros. Que disfarce? Perguntou o viajante. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê. com banho e tudo. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. O termo é atribuído. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. hospedaria.. enxarquei as botas”. e até agradeceu. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. também não havia vaga. mas estará falando para a posteridade. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. na pressa da viagem esquecera os documentos. desde que não fosse muito caro. 27/O9/98. gemidos. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. Foi adiante. como eles logo descobriram. Muda.. e talvez um tímpano. por exemplo. Jornal do Brasil. quase tiveram êxito. diga ao povo que. “Dadá”? Sou eu. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. a precisão. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . segundo a ordem temporal. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. grite. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém.. teatro e narrativas televisionadas. para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. . Essas roupas velhas que vocês estão usando. frases. já que todos os sons que emitimos? espirros. para não ficar mal. Entre suas principais características.]» (Veríssimo. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. estão a concisão. e o gerente era metido a engraçado. O viajante agradeceu. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas. se não tem documentos? — disse o encarregado.. que Napoleão era linguinha. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. . depois disse que sim. junto com as palavras dos outros. Poderia até receber delegações estrangeiras. mas em compensação não pagariam diária. são as roupas que nós temos. Você pode estar rompendo um caso de amor. Não demorou muito. a densidade. No hotel seguinte. com intervenções do ponto e comentários da platéia. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel.. Não seria fácil. o viajante achou a idéia boa. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se. Ou tossindo. disse o gerente. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante.. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. tinha voz fina. e não causaram ondas. muita excitação e emotividade. dando voltas ao mundo. por exemplo. qualquer coisa serviria. se o governo nos desse incentivos. Ainda fez um elogio. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. disse o homem. No terceiro hotel também não havia vaga.. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. Aí. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. mas parece que já foi ocupado. Hotel. Discursos do Rui Barbosa. Luís Fernando. aos noticiários dos jornais. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. O homem disse que não tinha. em prosa. da próxima vez que o senhor vier. perguntando por um casal de forasteiros. fitas gravadas e discos.. o Grande. Ali perto havia uma manjedoura. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. portanto. aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. disse. Quando os viajantes apareceram. Estavam cansados da viagem.. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. No segundo. As grandes frases da humanidade. Isso não é disfarce. Assim. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). inclusive identificando o seu lugar de origem. o próprio Shakespeare falando. como dão para os grandes hotéis. No primeiro hotel o gerente. Aquela frase. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.audiovisual: cinema.auditiva: narrativas radiofonizadas. no ouvido de alguém. que viajavam incógnitos. foi logo dizendo que não havia lugar.visual: texto escrito. comentários literários ou científicos. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. Mas até hoje não consegui nada.. — O disfarce está muito bom. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. Ou por Max para Engels. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. que o quarto já estava pronto. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. p. Se eu conhecesse alguém influente. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. homem de maus modos. Contudo. O grito do Ipiranga. 1996. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. [.. Para surpresa dele. não se sentia bem. 117 O casal foi adiante. talvez..”? Isso não interessa.

«Então.«Mas turvas. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. por conseguinte. pois eu não tenho mano.«Majestade. seus olhos cresceram. quando veio e chegou perto de casa. De caráter fantástico e/ou fictício. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. E. à noite vê tudo. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. E ele repartiu por eles a fazenda. lançou-se-lhe ao pescoço. correndo. partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. e irei ter com meu pai. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. e dir-lhe-ei: Pai. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. instava com ele. Cordeiros. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. onde o esquarteja e come sem processo. havendo ele gastado tudo. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. E. as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. Mas. hei de vingar-me» . Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. porque este meu filho estava morto e reviveu. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). Algumas vezes. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . ouviu a música e as danças. E começaram a alegrar-se. e trazei o bezerro cevado. tanto fantásticas. Sempre contém um moral por sustentação.» . faze-me como um dos teus trabalhadores. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. respondendo ele. por meio de comparação. dá-me a parte da fazenda que me pertence. foi para seu pai. não? Então deve ter sido teu irmão. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato. as lendas. e. quando ainda estava longe.pergunta assustado o cordeiro -. e todas as minhas coisas são tuas. e teu pai matou o bezerro cevado. e. mataste-lhe o bezerro cevado. tinha-se perdido e foi achado. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.«Mas como poderia» . cães. muitas vezes erroneamente definida também como fábula. houve naquela terra uma grande fome. sem nunca transgredir o teu mandamento. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. e até certo ponto aceitáveis. aventureiro inato. . Vindo. o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.» . tu sempre estás comigo. ajuntando tudo. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. É muito interessante para crianças. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. em pleno dia. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. Já não sou digno de ser chamado teu filho. de turvar.» . viu-o seu pai. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. assim. e lhe diz irritado: . mas deve ser engano. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. E ele lhe disse: Veio teu irmão. o filho mais novo. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos. pastores. pequei contra o céu e perante ti. E. É um gênero muito versátil. constatada no final da história. e se moveu de íntima compaixão. vivendo dissolutamente. e. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. perguntou-lhe que era aquilo. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. e vesti-lho. Mas ele se indignou e não queria entrar. vai tocando fogo nos campos. E o filho lhe disse: Pai. Para os índios ele é «MbaêTata». pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. quanto reais. e ninguém lhe dava nada. E.«Ah. Narração figurativa na qual. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. e mora no fundo dos rios. na qual são animais que ganham características humanas. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. vós não me poupais. poucos dias depois. este teu filho. saindo o pai. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. porque o recebeu são e salvo. de dia é quase cego.«Que ousadia a tua. porque este teu irmão estava morto e reviveu. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. E ele lhe disse: Filho. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. e começou a padecer necessidades.«Vede que estou matando a sede água a jusante. porém. enormes. Assim. e comamos e alegremo-nos. e o beijou. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto». a água que bebo! Hei de castigar-te!» .e o leva até o recesso da mata. E o seu filho mais velho estava no campo. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. .«Peço-vos perdão mais uma vez. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. e matai-o. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. E. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. por isso. ou Coisa de Fogo. . chamando um dos servos. caindo em si. algum parente: teus tios. E. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. Parábola: narrativa curta ou apólogo. e por onde passa. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. . «se eu não era nascido?» . levantandose. teus pais.

. seus significados.”. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens..” É evidente que. quando escreve. “beijo doce”.Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra. precisaremos da ajuda de adjetivos. uma cor de olhos. maravilhosa. pelo uso constante e popularizado. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”. é preciso ser didático. frequentemente. Coitada da menina. Ele deve sempre parecer um todo verossímil.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . começá-lo pelo clímax. perfeita. deixá-la de lado. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). Não seja excessivamente minucioso. meio e fim: Muita gente. mas saiba priorizá-los no uso. o texto não pode. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”. sem resistência de continuidade.. inclusive. sabemos que elas devem parecer verdadeiras. um homem misterioso de chapéu. . a não ser por escolha do autor. nada mais significam. uma mulher que lê mãos. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. por exemplo. tiques. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. deve ter traços fortes. acredite. capaz de convencer quem o leia. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos.Começo. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. ou no porão. criaturas assemelhadas que são aos humanos. Isso é uma boa dica. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa.. em dado momento. típicos. explicando-lhe a demora. Pior do que isso é começar a narrar e.) . repetir. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback. a peripécia dos acontecimentos. Estes são apenas alguns exemplos. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. a sequência que nos permita um bom fecho. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. para fazer melhor o seu texto. Não acredite nisso. ideias ou palavras que. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. ele sequer existe. “ao pôr-do-sol”. .Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados. Experimente. . como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. sem que possamos sair do lugar. Se você criá-las sem características específicas. aceitando a interferência. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. Uma personagem.Escrita circular: Rigorosamente. . então. como estilo. ao redor do mesmo tema. a interação com o leitor que pode. Este aspecto é tão importante que. parecer frágil em alguns aspectos.. . lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. por exemplo. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. ou seja. evitando abundância desnecessária. Antes de começar a escrever. preocupada. . infinitamente repetir.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. “faces rosadas”. esquecê-la. sem mais nenhuma indicação posterior. muito menos os narrativos. sobretudo a protagonista. “paixão intensa”. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor. certamente. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. para ser compreendido.. manias. particulares. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira. após citar uma personagem. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim.” Quando o corretor lê isso.Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. é interessante que jamais percamos a coerência interna. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. revela estados de espírito. Escrever circularmente é como andar em círculos. se retiradas. “inocente criança”.. gestos (passar a mão no cabelo. características psicológicas e intelectuais das personagens.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. ou seja. “fechá-lo” à sua maneira. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. em que animais ou coisas são personificados.. Didatismo e Conhecimento 119 . aborde aspectos. é imprescindível que você. Mesmo numa fábula ou num apólogo. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. “Num belo domingo de Primavera. “abraço cheio de emoção”. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. imagina que. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. “uma grande salva de palmas”. “família unida”. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. de acordo com suas vivências e experiências. apenas com a sugestão de fecho. Muitas vezes. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa. . Imitação da vida ou ultra-realidade. tais pedidos. um trecho dela: há circunstâncias que.

. Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso. o ano de 1840. O mestre era mais severo com ele do que conosco.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade.se invertêssemos a sequência dos enunciados.) Esse texto traça o perfil de Raimundo. cena. está fazendo uso da descrição. trocá-lo (pede-se. Era uma criança fina. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado.. não será para outro. . Entrava na escola depois do pai e retiravase antes. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. pois. etc. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 .ainda que se fale de ações (como entrava. sanguínea e fogosa. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. . A outra é esquecer os itens do enunciado. Exemplo: “(. está-se pensando apenas na ordem cronológica.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. no nível do relato. carnuda. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. como veremos adiante. melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso. etc.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes. raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. em imagens. cara doente.Utilizam. (Machado de Assis. Características: . Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. Grande. E antes de passar a limpo a redação. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. Normalmente. como este.Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. como ele.. pequenas surpresas entre os cipós. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido. e não traçar a cronologia de suas ações). pálida. o que será importante ser analisado para um. ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito.. Devese notar: .. ou pelas ações. por exemplo. portanto. 1974. com palavras. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. grande demais. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve.Ao fazer a descrição enumeramos características. Ao seu redor havia ruídos serenos.). Reunia a isso grande medo ao pai. . Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. Contos. os. Sempre que se expõe com detalhes um objeto.). pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .por isso. precisamos fazer certas modificações no texto. todas elas estão no pretérito imperfeito. aplicado. aquele.” (extraído de “Amor”. ambiente. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto. págs..) Ângela tinha cerca de vinte anos. Não é necessário que seja perfeita. etc. 3ed. Por isso. Raimundo tinha grande medo ao pai). Elas manifestavam todo o seu esplendor.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo. animal. “Conto de escola”. quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. Por todas essas características. Ática. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. uma narração e você faz uma dissertação. retiravase). mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. Dessa forma. verbos de ligação. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. . situação ou coisa.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação. situações. precisamos fazer algumas alterações. preferencialmente. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. . entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. . emoção vivida ou sentimento. Laços de Família. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e. 3132. na versão original. comparações e inúmeros elementos sensoriais. porém. não denota nenhuma transformação de estado. não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos. e era mole. Tudo era estranho. ao invertermos a ordem das frases.. lugar. Evidentemente. objetos. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. O Sol fazia-as brilhar. uma pessoa ou uma paisagem a alguém.. pessoa. Quando alteramos a ordem dos enunciados. Quando ele pede um determinado componente acional. São Paulo.é impossível separar narração de descrição. cheiro de árvores. para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. suave demais. o enunciado destaca o que pede como imprescindível. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. inteligência tarda. Como. . era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (.

existir. ou seja. Era feita de pau-a-pique barreado. Apesar de seu corpo rechonchudo. pele bronzeada.. aí você entrava na sala da frente. concretamente. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. o segundo.Todavia deve predominar o emprego das comparações. frio. uma grade de ferro. por ter a representação de um acontecimento. é atemporal. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. soberanos. a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. Aparência atlética. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. o presente e o pretério imperfeito do indicativo.Devemse evitar os verbos e. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. o ser. pelo contraste. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. se isso não for possível.85m.Senhora) . vestido todo de preto. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto.” (José de Alencar . fazer-transformador.” (Eça de Queiroz . Exemplo: “Era alto.Uso de advérbios de localização espacial. o ser. concretas. depois você entrava tinha um jardinzinho.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto. numa descrição. para transformá-lo em narração. . em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.. mais brilho à calva. capricho da sorte. Seu peso.e aquele preto lustroso dava. situação ou indicadores de propriedades. a passagem são apresentadas como realmente são. Ex: O dia transcorria amarelo. . podendo opinar ou expressar seus sentimentos. vasta e polida.. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. Ex: “Sua altura é 1. Pintada de roxo-claro.. que se usem então as formas nominais. ombros largos. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. muito crente. . a cena. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem.Predominância de verbos de estado. Ex: Vida simples.Emprego de figuras (metáforas. provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado.. qualidades. quando o objeto.. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: . par-defrança.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. exatas. farto. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos.Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. Roupa simples. Moreno. Na dimensão linguística. mas rolho e bojudo como um vaso chinês. estar. Exemplo: “Até os onze anos. no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. calmos. que conferem colorido ao texto. olhos negros. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . Iibertouse desse medo. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. os gestos. eu morei numa casa. situar-se.” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. a cena. 70kg. No caso do texto II inicial. próprias. mas não tingia o bigode.. Era muito pálido. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser. uma pureza de cristal. cabelos negros e lisos”. eram de um rei. . comparações.).Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.” (“O Ateneu”. metonímias.. .. dos adjetivos e dos advérbios. . de sobregoverno. ficar). Tudo simples. capaz de tomar conta deste sertão nosso. haver. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno. um pouco amolgado no alto. até mesmo ação ou movimento. desde que eles sejam sempre simultâneos. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai. sinestesias). tinha-o grisalho. Exemplo: “ A casa velha era enorme. Raul Pompéia) “(. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado. Podese apresentar. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue. e essa casa era assim: na frente. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem.) Quando conheceu Joca Ramiro. que era o lugar da bagunça. toda em largura. não tendo transformação. uma casa velha. então achou outra esperança maior: para ele. Telhado de quatro águas. Para transformar uma descrição numa narração. Tinha uma covinha no queixo. no final do corredor tinha a cozinha. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca . atitudes. magro. calmos.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . na relação situação inicial e situação final. nunca tirava as lunetas escuras. dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. Mais tarde. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (.. é marcado pela temporalidade. ausente do calor alegre do sol. mandando por lei. Joca Ramiro era único homem. com o pescoço entalado num colarinho direito. Lemos um velho de pequena estatura. O pessoal. enquanto que o enunciado descritivo.Usar o vigor e relevo de palavras fortes. não muito gordo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . caído aos cantos da boca.O Primo Basílio) . Exemplo: “Era o Sr.

meão de altura. No entanto. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. 497. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. Porto.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. 1968. . pág. triste de facha. eletrodomésticos. peso. também denominado adjetivação. . comprimento. sublinhe todos os substantivos.Desenvolvimento: características físicas (altura. Descrição de ambientes: . uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos.Introdução: comentário de caráter geral. Descrição de pessoas (I): . nariz.Conclusão: comentários de caráter geral. sugerese que o concursando. dimensões. associadas às características psicológicas (1ª parte). esculturas ou quaisquer outros objetos. material. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. .Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. Lello & Irmão.Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. após escrever seu texto. cor/ brilho. Se fizesse o inverso. É uma estrutura pictórica. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . precisa possuir certo grau de sensibilidade. peso. A descrição.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. .Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material. pessoa etc. temperamento. lugar. janelas.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. Didatismo e Conhecimento 122 .Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. textura. não supõe ação. dimensões (largura. postura. ao descrever. preferências.Desenvolvimento: análise das características físicas. boca. .Desenvolvimento: análise das características físicas. cor e brilho. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa. roupas). voz. o sentido não seria o mesmo. idade. a ordem dos enunciados na descrição é indiferente. e não pequeno.) . O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. . .. o redator. . Para facilitar o aprendizado desta técnica. olhos.Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. peso. . conforme o permita sua sensibilidade. . do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. Obras de Bocage.Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes).Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. Descrição de pessoas (II): .Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. de acordo com determinada ordem. nariz alto no meio. . textura. carão moreno. ao contrário da narrativa. . cabelos. caráter. portas. . cor da pele. pois as características físicas perderiam qualquer relevo. . de Bocage: Magro. facilmente identificáveis (descrição objetiva). apontando suas características exteriores.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. luminosidade e aroma (se houver). altura. associadas às características psicológicas (2ª parte). quadros. do ponto de vista da progressão temporal. bem servido de pés. diâmetro etc. inclinações. o mesmo de figura. .Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. O poeta descrevese das características físicas para as características morais. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: .Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. chão. ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva). associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato. Descrição de paisagens: . mais propenso ao furor do que à ternura. de olhos azuis. teto. Incapaz de assistir num só terreno. em que os aspectos sensoriais predominam. objetivos).Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis.

formando flores estilizadas. Os seus interiores são amplos. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. José de. segundo eles antigamente. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. apertando um colarinho de oito dias.. roto a espaços. mas semquefazer de menino).” (Scliar. a não ser em certas ocasiões (batizado. textura fina. Na descrição não-literária. para descrever experiências. para evitar a deformação em caso de colisão. cenários. Autran. Imaginem agora uma sobrecasaca. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. ou. com o encosto do banco traseiro rebaixado. esses e gregas. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. Machado de. o vinco perfeito. ora para o sul. o pêlo desaparecia aos poucos. processos. Moacyr. Creio que trazia também colete. tinham duas fortes joelheiras. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. ambas desmaiadas.) Ali. mas sempre muito bem passada. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. Por ser objetiva. As calças. De repente virouse e ficou boiando de costas. cumpridor. salvo o feitio. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. setas. por entre a folhagem. E tinha. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . tinha pouco mais de trinta anos. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. feitos para durar toda a vida. móbil. vidros quebrados nas vidraças. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. situações e coisas. Casa de gente de casta. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. Mas já era homem sério de velho. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. de brim pardo. que pode ser ampliada para até 1500 litros. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. cor de cobre. a pupila negra. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. Flutuava displicentemente. morte. A descarga vazava. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. de cor saudável. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores. brilhava com reflexos dourados. Dava gosto ver. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. há predominância da denotação. paisagens. ferida pela luz do sol. Cuidava muito dos trajes. no banheiro. dos oito primitivos botões restavam três. marchetado de pardo. o chapéu era contemporâneo do de Gessler. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. um colete de seda escura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.” (Alencar. Didatismo e Conhecimento 123 . Porta-malas . bem formado. Ópera dos mortos. a calça é que era como a de todos na cidade brim. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade. a desabotoado. a sua pele. Estava tão bem ali. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. que vacilei em dar a descarga.” (Assis. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação. reservado. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. da força e da inteligência. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. alto. precisa. 12. à guisa de olhos. literalmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia. magro e pálido. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. quase acetinada. Tanque . p. a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro.” (Dourado. cintilante. espaço. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. (.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. As roupas. a graciosa criatura. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. o seu funcionamento. brilhante. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. O jaquetão de casimira inglesa. os ossos da pessoa. ambientes. superfície lisa.. as peças que os compõem. mais larga do que pediam as carnes. dois grãos de milho. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. por igual). etc. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. volutas. a tez lisa. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. casamento então era parelho mesmo. 1975. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. os cabelos pretos cortados rentes. ora para o nordeste. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. descrevendo uma longa espiral. da sua aparência medida.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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que termina numa seta vermelha. Ele abre a porta de um armário. toda a informação deve ser identificada no desenho. A imagem traz uma caricatura de José Serra. de quem passa por apuros. Abaixo veremos três exemplos de charges. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. Assim. Charge da Folha de S. reconhecido pelos traços da caricatura. Enquanto isso. o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. o que lhes dificulta a compreensão. por ser careca e pertencer ao partido tucano. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. Didatismo e Conhecimento 127 . o PSDB. a charge ainda tem título. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. com expressão aborrecida. no qual está escondido José Serra. A corda. com a expressão tensa. nem sempre são assim tão amplos. porém. Após a identificação desses elementos básicos. um homem careca dentro do aparelho. Para compreendê-las. Mais uma vez. e um texto complementar. uma referência ao símbolo de um partido político. porém. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. Nele. José Serra. o que é muito frequente nas charges diárias. e. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. Paulo Criada por Glauco. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. Agora São Paulo Dos três casos. Quando são publicadas em jornais regionais. que pertence ao PSDB. grita para que Serra assuma. este é o único em que imagem e texto mesclamse. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. não possui texto verbal. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. apontando para fora do móvel. todas referentes ao mesmo tema. “Eleição para Presidente”. que Serra é pré-candidato. Serra afirma estar indeciso. ou seja. CE) Aqui também não há texto verbal. Nos jornais de grande alcance. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. para interpretar a charge. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. Os temas de charges. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. por exemplo. cujo símbolo é um tucano. tem a forma de uma escada. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. Além das falas e dos dados da pesquisa.

. e outras.Ative sua leitura. . . .. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. ininterruptamente. falsa. mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu.Ler com perspicácia. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. Este movimento.Quando duas alternativas lhe parecem corretas. . é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura.Cuidado com as opiniões pessoais. exceto. . certa. determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”). Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada).Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. . . O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Você não percebe. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. errada. ler profundamente. . às vezes.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo. parte) do texto correspondente. dependendo de quem lê o texto ou como o leu.Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado. . Exemplos: Ele morreu de fome. Este movimento apenas incrementa a falta de memória. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. vá até o fim. . com atenção e cuidado.Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta. . aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.Verificar. .Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto. . Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto. Ele morreu faminto.. . sentir.Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais.Todos os termos da análise sintática. não.Sentir. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto. O leitor deve perceber. mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de.. . Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. palavras que aparecem nas perguntas e que. acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho.Entender o vocabulário. sutileza. procurando ter uma visão geral do assunto. verdadeira.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. faminto: predicativo do sujeito. devemos observar o seguinte: . Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. porém. definindo o tema e a mensagem. cada termo tem seu valor. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. procurar um fundamento de lógica objetiva. .). correta. Didatismo e Conhecimento 128 . exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. . Por isso. . malícia nas entrelinhas. sua importância.Ler todo o texto.. . . ao final de pouco tempo.O autor defende ideias e você deve percebê-las. tranquilamente.Se encontrar palavras desconhecidas. ler o texto pelo menos umas três vezes. . expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual.Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam. criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular.Ver.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas.Viver a história. . . . . Durante a leitura apenas movimentamos os olhos. procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. . todo o contexto fica identificado. de fome: adjunto adverbial de causa. treine a leitura de charges.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. ou seja.Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor. Dicas Podemos. facilitando o trabalho de interpretação do leitor. ler bem. . partes) para melhor compreensão. incorreta. Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas. . apalpar o que se pergunta e o que se pede. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro.Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. Regressar no texto. perceber. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto.Partir o texto em pedaços (parágrafos.Ler.Quando o autor apenas sugerir ideia. o enunciado de cada questão.As orações coordenadas não têm oração principal. procurar a mais exata ou a mais completa. . apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”.As perguntas são fáceis. não interrompa a leitura. perceber a mensagem do autor. elas não existem. apenas as ideias estão coordenadas entre si. Para isso.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta.Esclarecer o vocabulário.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. . .

marca-texto e dicionário sempre à mão. Na verdade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. atualizado e bem informado.Captamos o estímulo. para ser realmente eficaz. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. o que atrapalharia a leitura. lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. se encontra alegria. Didatismo e Conhecimento 129 . interpretando os símbolos usados como registro da informação. sua experiência será de tranqüilidade. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Exercícios Este é o caminho: leitura. deve vir do lado posterior esquerdo.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. por meio da visão. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. ventilado. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. precisamos de motivação. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. mas leitores interessados. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio.Objetos necessários: para evitar que. . números. etc. assim. segundo esta citação. senão o maior. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. desde que saibam decodificar a mensagem. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. Deve ser um local tranquilo. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. Ela é uma atividade ampla e livre. na semana passada. Não adianta um desgaste físico enorme.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. então. além de necessitar de um bom léxico internalizado.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. . é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. manter-se em dia.Passamos. . Além disso. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. correção. é preciso aprender a técnica adequada. mas interpretar o mundo em que vivemos. imaginar e sonhar. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. cuja história já foi lida em um livro. observando suas crenças. Não o fazer na primeira leitura. Quanto a iluminação. mais estará aprendendo. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. a sua paisagem mutilada pelo fogo. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. Portanto. Manter-se descansado é muito importante também. ingrediente da civilização. Por outro lado. pegado à cidade do Rio de Janeiro. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. Leitura é um dos grandes. Quando lemos. esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. sua experiência básica será de terror. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. devemos colocar lápis. ou seja. não existe livro interessante. . É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. exercício. etc. para nos mantermos atualizados e competitivos. agradável. durante a leitura. Para essa etapa. Para isso. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. então. de outra forma. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. Uma alimentação adequada é muito importante. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. haveria a formação de sombra nesta página. registrando os conhecimentos. entendimento dos erros. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. . É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. ou seja. Quanto mais você entender porque errou. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. Torna-se.

de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. tudo na base do “gratificase bem”. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. e pela seca prolongada no sertão nordestino. de 18 a 25 anos. e avançou pela caatinga. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. por exemplo. Segundo o texto. Nunca pude avaliar. na Tijuca. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. d) Errado. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. por exemplo. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. quase sempre de estimação. no CentroSul. (Isto é. b) Certo. cachorrinhos desaparecidos. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. Resposta “C”. 2. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. c) Errado. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. calcinado há seis anos pela seca. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. em relação ao fato descrito. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”.”. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. dos legisladores. todos estarão. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. Objetos perdidos. pelo homem brasileiro préhistórico. documentos importantes. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. desfigurando sua paisagem. quais as suas verdadeiras intenções. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. Mas o que é gratificar bem. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. b) Errado. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. há pelo menos 31. Depreendese que o autor do texto. Abrir caminho não é provocar. e) Certo. pelo menos foram eficientes.. Se os bombeiros apagaram o fogo. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. 3.. Resposta “B”. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. Resposta “E” a) Errado. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. Três não são vinte e cinco. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. c) Errado. e) Errado. leia o texto a seguir. no sertão do Piauí.500 anos. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. pelas suas fórmulas. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. O que seria competência. Naquele dia. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. e que as vagas continuem sempre disponíveis. a) Errado. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. d) Errado. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. 221811984) 1. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país.500 anos.

pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. 110/111) 10. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. técnicos = serviços (venda). Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. Compare: letra a) anunciante – anunciante. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. faz “o futuro dos outros”. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos.. Observe que a frase “. A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). Objetos perdidos. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. um gozo celetial. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. c) anunciante – leitor. Literalmente. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez.. sublimadora. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. elevada ao absurdo. porém. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. o mito da queda. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos.. dramatizase. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . Resposta “B”. o melhor será mesmo abandonar a cidade.. 6. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. Cada vez que o paraíso é prometido. e) anunciante – leitor. Resposta “A” 8. Leon. b) Trabalham melhor que os das fábricas. Ao falar de “pequenos anúncios”. A sua eficiência. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. consistiria em fazer com que o consumidor. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. a publicidade é uma fábrica de sonhos.. um de cada vez. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas.A. represemase (ritualizase) o drama do retorno. Ano IV. O Homem ao Cubo. 7. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. ao consumir um produto.. Resposta “D”. ao montarem seus aparelhos. “por motivo de viagem”). A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. resultando disto maior economia para as montadoras. A se ressalvar e a se ressaltar. Nunca pude avaliar. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime.. Cada vez que esse retorno é frustrado. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. d) leitor – leitor. 1987/88. Humanidades. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. 6ª ed. 9. adoptado) 5.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. outra vez. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. Didatismo e Conhecimento 131 . (Eliachar. p. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. e) Somente aos anúncios de compra e venda. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. (Extraído de A promessa do paraíso já. lugar de futuro = emprego. Luís Martins. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. b) Especificamente aos que oferecem serviços. um estado nirvânico. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. Conforme o texto. “lugar de futuro”. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. nº15. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “.. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade.

Resposta “A”. dar relevo. falta de recursos ou. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). Por exclusão. sobressair. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. que a utilizam bem. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime. A publicidade. Assinale a letra que contém o enunciado falso. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. ausência de cidadania. Resposta “C”. 15. Ressalvar = corrigir. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. a) Colocadas em sequência. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. Sim.. d) As expressões “deleite sublime”. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. chega-se a esta resposta. É a única alternativa de significado negativo. político e social). por esta. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. “estado nirvânico”. só busca ressaltar o lado positivo. já que os usuários não subestimam seu potencial. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. econômico. se entender a participação plena na sociedade. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. no texto. “gozo celestial”. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. reiteram a mesma ideia. 11. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. de uma forma mais abrangente. Ressaltar = destacar. prevenir com ressalva. e) Em “sua eficiência”. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. excetuar. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. Considerando-se o contexto apresentado na charge. se. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade. “Drama do retorno” e “mito da queda”. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. Resposta “C”. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. Didatismo e Conhecimento 132 . e) Ao adquirir bens de consumo. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. cultural.. principalmente. Resposta “C”. b) O segmento . no texto. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. 14..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos.. colocadas em sequência. a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. porém. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. 13. 12.

entre outras formas. Para tal. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. o termo universalização aparece grafado entre aspas. d) ironia. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. Assim como a notícia veiculada no Estadão. independentemente de classe social. incluindo os indígenas. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição). aumentando ainda a renda distribuída. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais.estadao.htm. Adaptado) 17. para o homem. Resposta “D”. ouvinte ou interlocutor. com vista a obter uma reação do leitor. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. que dele se beneficiam sem terem direito. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). Na visão do órgão.br/nacional/not_nac377078. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. d) extinguiram as desigualdades. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. 26. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . reforma agrária. o que o distancia do assunto da charge. mas com a finalidade de desvalorizar.com. essenciais ou não.” 19. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. moradia. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. Por fim. Na Literatura. mas insistem que a injustiça social prevalece.2009. c) estar na mira de pessoas incautas. paulatinamente. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. a exclusão social. ou seja. d) ser. educação e trabalho escravo. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos.05. incluindo os indígenas. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. Resposta “B”. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. Ela pode ser utilizada. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza.º parágrafo do texto. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. De acordo com o texto. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. Há duas semanas. c) não precisarão de melhorias. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. a ser ativo durante a leitura. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. e) redundância. de criticar ou de censurar algo. (www. b) devem ser ampliados. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. Resposta “A”. a charge trata da injustiça social no país. Portanto. aumentando ainda a renda distribuída.0. 18. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. b) displicência. Na verdade. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. No 1. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. Resposta “E”. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. muitos por estarem no setor informal da economia. e) combatem eficazmente a pobreza. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. na Suíça. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. com o objetivo de denunciar. b) não mantém uma relação temática com a charge. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. c) mau humor.

“medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. d) competentes. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . Por isso. está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. Resposta “C”. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. os serviços devem ser construídos. e) amplas. “tomar por foco”. b) controladas. planejados e administrados. para isso. “Focar” significa “pôr em evidência”. E. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. c) direcionadas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. 20.

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