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Agente de Telecomunicações - Português

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AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011

LÍNGUA PORTUGUESA
Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

Didatismo e Conhecimento

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

Didatismo e Conhecimento

esforços. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. ele intervém. um. pêndulo. nódua. conjunções: o. o abertos: xícara.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. lágrima. submerso. etc. polígono. . cela. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. etc. tu. . colocássemos. etc. Márcio. flores. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. espontâneo. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. que. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. eu. dólar. rapaz. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. em. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). se. abrumar. siri. compô-lo. etc. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. fôssemos. Exemplo: montanha. sublevar.sublinha. ou não.a. fáceis. Exemplos: café. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. c) sublocar. serás. sublinhar. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. e. ré. uns.ditongo crescente. seguido. árdua. sublinhar. etc. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: . queríamos.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. guem: ímã. enxáguam. nós. quilômetro. ão. México. estômago. hífen. bênçãos. 8. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . subliteratura. inúmeros. úmido. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. fórceps. em geral.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. álbuns. b) ablativo. maracujá. vendê-los. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. dó. eles mantêm. róseo. vôlei. us.i. conforme a intensidade com que se proferem. as. nos. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. Exemplo: cedo. também chamado acento de intensidade ou prosódico. ons. bônus. solo. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . heroizinho. má. pajé. etc. 9. pôr. armazéns. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. lêssemos. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. sublunar. elétrons. subdesenvolvimento. socorro. d) abrupto. . subdelegado. is. senhor. etc. látex. lógico. há.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7.Com acento agudo se a vogal tônica for i. álbum. ele mantém. jóquei. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. ps: fácil. ablegar. binóculo.ã. colecionador. te. u ou a. de s: sábio. de. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. ãos. adrede. elementos de ligação. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. abluir. x. aparelho. etc. bote. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . São palavras vazias de sentido como artigos. médico. . lhe. lápis. o. . órgão. ens: ninguém. ãs. espelho. seguidos ou não de s: xará. escritor. r. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética.em. abacaxis. etc. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. si. e podem ser pretônicas ou postônicas. régua. podem ser tônicos ou átonos. sublenhoso. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. déssemos. nó. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. imensidade. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. a. e. e. caju. avós. os. eles intervêm. sôfrego. janela. estômago. adlegar. ímãs. sonâmbulo etc. montanha. pessoa. quilômetro. vovô. n. ele convém. um. . este. janela. por exemplo. me. guam. uns: táxi. enxáguem. preposições. facilmente. dores. 10. tu conténs. esplêndido. em cedo. tatus. planície. sendo proferidos fracamente. pronomes oblíquos. término. e) sublacustre. Nela recai o acento tônico. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no.l. flores. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. lápis. pêssego. pessoa. freguês. Descabido seria o acento gráfico. ele contém. De acordo com a posição da sílaba tônica. e) coe-são / si-len-cio-so.

para diferenciar de coa. tranquilo. idéia. Grajaú. etc. Pode figurar em sílaba: . Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. juiz. ainda. apoio. etc. barões.Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). proíbem. relêem. amendoim. saíra. anéis. caí. impedir a ditongação. boléia. Compare: caí e cai. heróico. paranoia. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). éu. lagoinha. sairmos.pôr (verbo) . veem.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. céu. uísque. . juízo. Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. Exceto as de língua estrangeira: Günter.Acentuam-se em regra. feiume. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. contribuiu. chapéu. jiboia. seguidos ou não de s: há. etc. paranóico. etc. etc. cafeína. e. bênçãos. grã-fino. exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 . plateia. lêem. instruí-la. paranoico. etc. . doído e doido. boia. eletroímã. reúne. pelar) .péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) . feiúra. pá. heroico. Ficando: Assembleia. . fuinha. quando usado no passado) .para diferenciar de para (preposição).côa(s) (do verbo coar) . voo.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o.pêlo (substantivo) e pélo (v. os). saúde (sa-ú-de). Luís. jibóia. boiúna. Coreia. etc. baú. influí. as). saindo. vôo. instruiu.verbo poder (pôde. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. colmeia. . abençôo.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. deem. Coréia. abençoo. povôo. país. cãibra. coas (com + a. Gisele Bündchen. nó.pedra) . cauim. balaústre. perdôo. ruim. vêem. boleia. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi. Xuí. mês. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. Ficaram: baiuca.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. construía. . põe. constrói.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. crêem. pé. troféu. Raul. . diurno. caíra. . leem. dói. etc. colméia. müleriano. órgãos. baús. platéia. os). com + as). dêem. cristãmente. apóio.tônica: maçã. perdão.pólo (substantivo) . moinho.átona: órfãs. destruí-lo. ói. saímos. etc. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. bocaiuva. egoísta. linguístico.Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. os). tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. povoo.pôlo (substantivo . releem. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. Ficaram: enjoo. . . etc.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . o.péra (substantivo . nos seguintes casos: . som e sentido diferentes) como: . . perdoo. heroína.para diferenciar de por (preposição).pretônica: ramãzeira. o uso do acento deixa a frase mais clara. ideia.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. quando tônicos. saiu. faísca. feiura. pôs. bocaiúva. feiúme. Exercícios 01.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) .Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico. balõezinhos. bóia. creem. Em alguns casos. averiguei. paranóia. papéis. . fluído e fluido.Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha. delinquente. boiuna. etc.preposição) e pêra (substantivo).

ô): omelete. refém. condor. procurando enfatizar./ A aula iria acabar àas cinco horas.Nas alternativas. ruim.. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. sutil. tenis 09. açucar. canoa. bueiro/ boeiro .Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. ... ciclope. amor/amo. reivindicar/revindicar. barbárie. caráter b) viúvo.. .omitir fonemas: cantar/canta. grau.. Cister.. bugiganga/ bungiganga ou buginganga . timbre aberto (é.A. álibi. antídoto. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. album. Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. Didatismo e Conhecimento 6 . mesmo na língua culta. Exemplos: acrobata/acrobata. quadrúmano. Xerox/xérox e outras. ônix. poliglota.. cabeçalho/ cabeçário.substituição de fonemas: cutia/cotia.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais.. de acordo a acentuação. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. ó): omelete. recém. momento. gratuito. elétrodo. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. Hífen O hífen representa um sinal gráfico. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.bandeja/ bandeija. abacaxi. ibero.ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais.. traiu c) saudade. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. representadas pela mesóclise e ênclise. sozinho.. tulipa. Oceânia/Oceania.acréscimo de fonemas: pneu/peneu. alcoólatra. Outras assumem significados diferentes.. Alguns exemplos: .. réptil/réptil. jovens.oxítonas: cateter. flúor 10.. em alguns casos... a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. temos por finalidade evidenciá-las. Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade. olhando para trás. sótão c) baínha. orquídea d) flores. trabalhar/trabalha. muçulmano/ mulçumano . novel..troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. negus. alcova.. mister. pronúncia errada. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras. tais como: . onix. erudito.. .proparoxítonas: aeródromo. espádua e) gráfico. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07.. legua. de Almeida-Américo A. aquele. crisântemo/ crisântemo.. crosta. ureter.“Andavam devagar. freada/ freiada.” (J. timbre fechado (ê. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta.ligar palavras compostas. virus.. exceto: a) jesuíta. rubrica. oscilante.. Bagaceira).. . zéfiro. hangar. Sendo assim. lêvedo. alcova. . Vivido /Vívido.. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: . âmago. crosta. se lembrava de que o antiquário tinha o . vermífugo.. . abóbora/abóbra..Até . raiz d) Ângela. avito. e) voo.. cartomancia. Exemplo: valido/válido....pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas. assim. prostrar/prostar. mendigo/ mendingo.paroxítonas: avaro. que procurávamos. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. .. a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06..separar as sílabas de um dado vocábulo..nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. pudico.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente. bicarbonato/ bicabornato. b) ruim. Nobel. . . protótipo.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. caracteres.

pró-hidrotópico. cor-de-rosa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . Exercícios 01. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. circum-hospitalar. socioeconômico. antisocial/antissocial. “-re”. malpassado. “-aquém”. ultra-secreto/ultrassecreto. contra-atacar. auto-observação.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. . cão de guarda. bem-te-vi.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. adverbiais. expressos por: água-de-colônia. “-guaçu”. c) na terceira palavra. mas não entrei. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. cajá-mirim. adjetivas. . guarda-chuva. c) Ele tomou um belo ponta-pé. antiinflacionário/anti-inflacionário. antiamericano. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. super-resistente. inter-regional. . .Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. reeditar. extra-sensorial/ extrassensorial. pois andava seminu. d) O recém-chegado veio de além-mar. malvestido. conforme o novo Acordo. proinsulina. pimenta-de-cheiro. super-homem. entre as palavras pão duro (avarento). “-recém”. coadquirido. “-pós”. d) em todas as palavras. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. “-ex”. mal-educado. auto-estima/ autoestima. c) Era um sem-vergonha. Didatismo e Conhecimento 7 . supra-renal/ suprarrenal. auto-escola/autoescola. m.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. minissubmarino. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. . super-racista. usa-se o hífen: jacaré-açu. representados por “-açu”. aeroespacial. d) Fui ao super-mercado. intermunicipal. c) Depois de comer a sobrecoxa. “-mirim”. b) na segunda palavra. auto-ônibus. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. sub-raça. verbais.Com prefixos. 02. n ou h”.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. ultra-som/ultrassom. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação. Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. co-autor/coautor. . sub-reino. hiperacidez. “-pro”. respeitando-se o novo Acordo. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. e) na primeira e na segunda palavra. . couveflor.Com o prefixo “-sub”. super-romântico. pára-quedas/paraquedas. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. mal-intencionado. proótico. . microorganismo/micro-organismo. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. malgovernado. microondas/ micro-ondas. anti-rugas/antirrugas. . amoré-guaçu. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico.Diante dos prefixos “-além”. pronominais. anti-histórico. b) Ela é muito mal-educada. pára-quedista/paraquedista. sem-terra. diante de palavras iniciadas por “vogal. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. . coordenar. águade-coco. contracheque. subemprego. superpopulação. co-herdeiro. o hífen está presente: mal-humorado. diante de palavras iniciadas por “r”. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. pan-helenismo. e) O autodidata fez uma autoanálise.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. Segundo o novo Acordo.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. vice-diretor.Com sufixos de origem tupi-guarani. infra-estrutura/infraestrutura. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. ultramoderno. 04. contra-reforma/contrarreforma. usa-se o hífen: além-mar. recém-nascido. emprega-se o hífen: circumnavegador. minissérie. como é o caso de: minissaia. . . auto-retrato/autorretrato. “-bem”. tomou um antiácido. pan-americano. sub-bibliotecário. aquém-mar. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. café com leite.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. . . “-vice”.Diante do advérbio “mal”. autopeça. erva-doce. “-sem”. depois de prefixo terminado em vogal. maltratado. usa-se o hífen: sub-regional.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. extraforte. Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . extra-humano. 03. superinteressante. semiárido/semiárido. Assinale a alternativa em que o hífen.

hilaridade. hispânico. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.autoeducação b) bem-vindo . Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.Final e inicial. inverno. etc. e.No início de alguns vocábulos em que o h.q. hibernus e Hispania.k. quando etimológico: hábito. etc. .c.t. etc. por exemplo. 10. porque esta palavra vem do latim hodie. como é o caso de erva. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. porém. supermoda e) sobre-saia. intitular.w. o.v. hoje. Emprego das letras E. e Espanha. hibernar. mágoa.g.autoescola d) neoescolástico . nomes próprios. Emprega-se o H: . hangar. húmus. harmonia. Essas letras são usadas em unidades de medida. telha.t. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. i. “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). hum!. embora etimológico. e) Era um suboficial de uma superpotência. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. Kafka. etc. em certas interjeições: ah!. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.r. hemorragia. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. os derivados baiano. palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Vogais: a.l. a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.n.n.x. pois somente em 2013 que a antiga será abolida. c) O contrarregra comeu um contra-filé. baianada. Consoantes: b. .q. boliche.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe. /o/ e /u/ nem sempre é nítida. kafkiano.k.infra-hepático . hérnia. I. Alfabeto: a. etc. Didatismo e Conhecimento . Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . Os derivados eruditos.inter-regional e) sobre-humano . etc.x.v.z. herbicida.d.j.infravermelho . infra-som c) semi-círculo.semirreta 09. haurir.f. grafam-se com h: herbívoro.p. O e U Na língua falada.y. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita.interregional b) sobrehumano . perdoe. . Exemplos: km. hemisfério. Grafa-se. kg. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). hipótese.s. superelegante. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07.inter-regional d) sobrehumano . Escrevem-se com a letra E: . ih!. infra-vermelho. heliporto. William. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque.p.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito.Medial. etc. conservou-se apenas como símbolo.y. por força da etimologia e da tradição escrita.o. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.c. entretanto.pseudo-herói e) extraoficial . hera. semi-internato d) supervida. Emprego da letra H Esta letra.i. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras. Não se usa H: . baianinha..Inicial. a) Foi iniciada a campanha pró-leite. lh e nh: chave. hesitar. hipocrisia. em que ocorrem aquelas vogais. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. hem?.antessala . hélice. mini-saia.e. em início ou fim de palavras. não tem valor fonético.j.ultrassom . Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen.f. hibernal. hífen. flecha companhia.d. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. superssaia 08.interregional c) sobre-humano . É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase. etc.r. playground. hipocondria.l. As letras “k”. watt.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue.w. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.s.interegional 06. baião.Sem h.h. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir.super-homem . semi-humano. homenagear.g. contramestre.contra-regra c) contramestre . herói.h. respectivamente do latim. habitue.m.u. magoe.z. u.b. . herba. hematoma. . hábil. pontue. a) infraestrutura . como integrante dos dígrafos ch. bulir.m. extra-oficial b) infra-assinado.

As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. vertigem. Peru. . gengiva. . mutuca. lisonjeiro). Casimiro.As palavras terminadas em –ágio. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. . ultraje. Quepe. Lacrimogêneo. ocorrência. jerimum. entupir. jabuticaba. retribui. sai. . curtume. cerejeira. crânio. rijeza. frontispício. chefiar. atender diferir = ser diferente. boletim. anterior): antebraço. projeção. possui.Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. jeito (jeitoso. artifício. megera. massagem. loja (lojista. tabuada. cereja (cerejeira). mosquito. . tábua. manjericão. sujeira. monge. deve ser escrita com J.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . egrégio. viagem. jirau. tonitruante. jiu-jítsu. jenipapo. Jerônimo. despejar (despejei). faringite (de faringe). . cumbuca. siri. goela. Desperdício. moela. majestoso. pajé. cutucar. criador. jegue. Mimeógrafo. escárnio. incinerar. rebuliço. Disenteria. açoriano. óbolo. vertiginoso (de vertigem). financiar deferir = conceder. Orquídea. gibi. Destilar. Exemplos: gesso (do grego gypsos). auge. cúpula. gesto. gorjeio). erisipela. rabugento. íngua. cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. vagabundear. -úgio: contágio. etc. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo). gorja (gorjeta. Ifigênia. diminuir. Senão. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. lampião. Romênia. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. tribo.Os substantivos terminados em –agem. variado surtido = produzido. gorjear (gorjeia). cantiga arrear = pôr arreios. Confete. alforje. /o/ e /u/. origem. inigualável. Manuel. giz. digladiar. bem provido. tigela. chover. penicilina.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. jiboia.(contra): antiaéreo. Exceção: pajem . ojeriza. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. viajar (viajei. antedatar. cobiça. -ugem: garagem. Encarnar. enfeitar arriar = abaixar.As seguintes palavras: alfanje. antediluviano. lóbulo. concorrência. banto.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). invólucro. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. pegajento. moleque. cimento. . majestade. pátio. apogeu. varejista. . terebintina. rejeitar. repercutir suar = expelir suor pelos poros. g e j. influi. Jeremias. Escrevem-se com J: . Umedecer. lanugem.Os seguintes vocábulos: algema. estrangeiro. Sequer. requisito. pôr no chão. Anticristo. Escrevem-se com G: . jeca.Em palavras formadas com o prefixo anti. sujeito. botequim. displicente. ginete.Atenção: Moji palavra de origem indígena. berinjela. mas de acordo com a origem da palavra. mocambo. sugestão. granjense). corrói. Irrequieto. ferruginoso (de ferrugem).Nos seguintes vocábulos: aborígine. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. Cumeeira. lojeca). Didatismo e Conhecimento 9 . angico. Empecilho. antecipar. lisonja (lisonjear. Emprega-se a letra I: . camoniano. Seringa. Quase. urtiga. jérsei. -ógio. camundongo. . Grafam-se com a letra U: bulir. estágio. boate. Indígena. engolir. antiestético. etc. Cemitério. inclinar. tangerina. divergir delatar = denunciar dilatar = distender. trégua. ecoar. artimanha. rebotalho. . jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). enjeitar. gíria. relógio. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. refúgio. chuviscar. -igem. engessar (de gesso). -ígio. jabuti. antevéspera. sarja (sarjeta).Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. pontiagudo. trejeito). viajem) – (viagem é substantivo). ferrugem. feminino. hegemonia. sabujice. intrujice. Virgílio. traje. Creolina. costume. bússola. silvícola. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. crioulo. Filipe. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. Seriema. criar. jequitibá. burburinho. lajiano. prodígio. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. jiló. nódoa. herege. trajeto. nojo (nojento). etc. granja (granjeiro. gilete. privilégio. Cadeado. Grafam-se com a letra O: abolir. -égio. Mexerico. Tibiriçá. etc. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. cafajeste. selvageria (de selvagem). criação. Jericó. antitetânico. mágoa. etc. manjedoura. Sicília (ilha). bolacha. névoa. Candeeiro. canjica.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira).Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje).

apresar (de presa). . avisar. Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . condição: beleza (de belo). excesso. . consciência.X: aproximar.Substantivos abstratos em –eza. extasiar (de êxtase). obus. trouxer. quiseram. sucessivo. Heloísa. . sossego. escassez. excelso. presa. etc. próximo. três. -zinha. etc. ojeriza. milanesa. Brás. desça. paçoca. duquesa. fertilizante. freguês. obsessão. pusemos. cimento. burgueses. anoitecer. exceto. sobremesa. consciente. sebo. retrós.O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). Isaura. gracioso. cortesia. etc. dogesa. lesa. sessenta. enraizar (de raiz). surpresa. tesa. descer. imprescindível. estado. paisagem. Luísa. auxílio. açafrão. tesouro. bazar. consulesa. esvaziar (de vazio). etc. diversão. querosene. opressão. represa (prender). franqueza (de franco). . pretensioso. marquesa. cortês. Ç: acetinado. piscina. etc. censura. Isabel. suscetível. excitar. revés. derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre).XC: exceção. turquesa. Luís. vazar. cafezeiro. . Teresa.Adjetivos com os sufixos –oso.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. Garcês. presídio. remorso. Eliseu. tenso. . etc. seiscentos. heresia. etc. impuser. convés. burguês (de burgo). presépio. vigésimo. .C. dança. ascensão. cicatriz. obséquio. camponesa (de camponês). exceder. Queirós. etc. excursão. representa-se por: . muçurana. empresa.Os derivados em –zal. excessivo. ressurreição. besouro. massa.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). etc. carrossel. dançar.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. cansar. gás. francês (de França). -zito. suscitar. muçulmano. Homônimos acento = inflexão da voz. hesitar. prezar. indefesa. Teresinha.Sufixo –ÊS e –EZ . estupidez (de estúpido). néscio. prioresa. francesa (de francês). freguesa. Emprego da letra Z . camponeses. teimosa. presa (prender). baliza. endereço. sossegar. freguesia. chinês (de China). tesoura. pança. conforme o caso. ansiar. camponês. etc. mesa. burguesa. disciplina. máximo. . . frase. atrasar (de atrás). -zinho. suscetibilidade. -zita: cafezal. utensílio. milanês. ressuscitar. excêntrico. pinça. cãozito. visita. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo. excepcional. . Goiás. escasso. exceção. despesa.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. cafezinho. Baltasar. despesa (despender). montanhês (de montanha). etc. groselha. através. .Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). princesa. -osa: gostoso. etc. auxiliar. . maçaroca. Tomás. Sousa. feminino –esa: burguês. pesquisa. leveza (de leve). ganso. vasilha. raposa. fracasso. cortês (de corte). pretensão. descansar. camponesa. . chafariz. adolescente. defesa. propensão. cansado.Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). mês.SC. concessão. Usa-se –eza (com z): . contorção. surpresa (surpreender). místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . limpeza (de limpo). etc. ases. inglês.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. fascinar. assinar. manganês. SÇ: acréscimo. país. reses. azáfama. arnês. avezinha. vicissitude. colisão. . inglesa. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). oscilar. impressão.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). pêsames. maçarico. ansiedade. toesa. crescer. acidez (de ácido). rês. desço. azedo. submissão.Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. Resende. . etc. proximidade. hortênsia. ansioso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. graciosa. ás. descanso. esplêndido. -zeiro. quis. extravasar (de vaso). massagista. etc. Valdês. pêssego. xadrez. excedente. Iguaçu. fase. . avezita. buzinar. portuguesa. Didatismo e Conhecimento 10 .Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. profissional. empresa (empreender). florescer.SS: acesso. suíço. teimoso. maciço. necessário. missão. -esa: português. essencial. civilizar. almaço. civilização.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). evasiva.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. aprazível. gostosa. anis. pobreza (de pobre).S: ânsia. acessível. maço. profissão. holandesa (de holandês). fusível. excelente. vaselina. obesa. discípulo. vizinho. rapidez (de rápido). expressão. . prezado. discussão. Inês. assar. represa. etc. azeite. requisito. excelência. trouxe. etc. amizade. acessório.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. mesada. discernir. trouxeram. . espontâneo. víscera. Teresa. procissão. cresço. etc. asseio. frieza (de frio). milanesa (de milanês). alisar (de liso). proeza. Suíça. cassino. . farsa. paraíso.As seguintes palavras: azar. compôs. miçanga. usina. fregueses.

frouxo. ameixa. títulos de produções artísticas. vulgarizar (vulgar + izar). etc. reter.Nomes de ruas. xavante. excelente. Z – exame. graxa. manco Tacha = mancha. etc. enxerto. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. pesquisar (pesquisa + ar).Grafam-se com x e não com s: expectativa. mochila. S. etc. chuchu. encher e seus derivados (enchente. repisar (piso + ar). civilizar (civil + izar). girassol. excelso. recauchutar e recauchutagem. atenção. justiça. preço de serviço público. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. máximo. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. praças. enxofre. Maria Santíssima. Presidente. títulos de jornais e revistas: Medicina. datas e fatos importantes. Os Lusíadas. etc. Excepcionalmente.Escreve-se x e não ch: Em geral. ameaça. torção. enfim. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. inexcedível. seixo. charque. facção. raça. missão. Se o radical não terminar em –s. Emprego do X . faxina. República. enxurrada. astronômicos): José. retenção. próximo. Geralmente. Manchete. CÊ . Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. grisar (gris + ar). Emprego das iniciais maiúsculas . mexer.U. Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. correlação. caxinguelê. preguiça. depois de ditongo: caixa. a Morte. . Excetuamse caucho e os derivados cauchal.Nomes de artes. rixa. escravizar (escravo + izar). expirar. cicatrizar (cicatriz + izar). etc. Praça da Paz. grafam-se com ch: encharcar (de charco). Centenário da Independência do Brasil. fachada. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. enxergar. lição. texto. deslizar (deslize + izar). etc. Estado. etc. Presidente da República. abster. etc. Academia Brasileira de Letras. baixo.A primeira palavra de período ou citação. etc. abstenção. sem interposição do hífen. quando personificados ou individuados: o Amor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. conta. etc. ciências.Nomes dos pontos cardeais. experiente. CS – sexo. enxame. literárias e científicas. Dicionário Geográfico Brasileiro. edifícios. eleição. pechincha. texto. contorção. vexame. a Páscoa. geringonça. pressupor. extasiado. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. . bissemanal. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. catalisar (catálise + ar). flecha. enxaqueca. agremiações. Campinas. praxe. Brasil. . exceção. látex. . extrair. expectativa. êxodo.O. feixe.Nomes comuns. xícara. distorcer. léxico. enxugar. etc. colonizar (colono + izar). Marte. chavena. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. extensão. ficha. preencher). prego de cabeça larga e chata. Pátria. . exílio. motorizar (motor + izar). . Senhor Diretor. excessivo. topônimos. chimarrão. expoente. doença. toda vez que se trata do prefixo en. . depois da sílaba inicial en-: enxada. órgãos públicos. União. cocção.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando. o falar do Norte. caldeira. mitológicos. ferro. enxuto. xampu. lagartixa. enxamear. etc. pêssego. Nação. Renascença. enchova. analisar (análise + ar). etc.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C. Taxa = imposto. tarifa Chá = planta da família das teáceas. êxtase. nomes sagrados. distorção. Banco do Brasil. O Sol nasce a leste. enxoval. fênix. etc. festas religiosas: Idade Média. R. matizar (matiz + izar).Nomes de altos cargos e dignidades: Papa. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. Cruzeiro do Sul. improvisar (improviso + ar). frustração. etc. torcer. Tiradentes. Amazônia. entre outros os seguintes vocábulos: bucha. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. quando designam regiões: Os povos do Oriente. xaxim.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. canalizar (canal + izar). mecha. .Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. faixa. respectivamente: carro. coaxar. pisar. etc. fricção. Arquitetura. Minerva. alisar (a + liso + ar). O Ç só é usado antes de A.+ palavra iniciada por ch. Teatro Municipal. occipital. cochilo. friccionar. enchumaçar (de chumaço). rouxinol. o Jabuti (nas fábulas). o Dia das Mães.Nomes de épocas históricas. charrua. paralisar (paralisia + ar). grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). Mas: Corri o país de norte a sul. Deus. o Ódio. . estabelecimentos. contorcer. excitar. sucção. Correio da Manhã. xale. anarquizar (anarquia + izar).cedilha É a letra C que se pôs cedilha. Didatismo e Conhecimento 11 . expiar. minissaia. cobiça. frisar (friso + ar). tocha. . orixá. lixo. miçanga. . puxar. bisar (bis + ar). pequeno prego. lixa. Tupã. intervocálicos. oxalá. mexerico. etc. O Guarani. defeito. força. Nas seguintes palavras: bexiga. exceder. etc. etc. Via-Láctea. Sr. xingar. Colégio Santista. . enxagar. maxixe. SS – auxílio.Não soa nos grupos internos –xce. tóxico.Substantivos próprios (antropônimos. caxambu. etc.e –xci-: exceção. etc. o Natal. alcunhas. bruxa. vexame. excêntrico. xarope.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. amenizar (ameno + izar). S – sexto. etc: Rua do Ouvidor. Excelentíssimo Senhor Ministro. .

semelhante): Somos almas afins. nomes gentílicos. equivale a (inutilmente.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. desprezível). isto é um pleonasmo.Nomes de meses. a. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. ciente): Estamos a par das boas notícias. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. de. Este bebedouro está funcionando bem.´ Faça você a sua parte. “Chegam os magos do Oriente. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. mirra”. Todos amam sua pátria. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). incenso. No entanto. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga.Palavras. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. a baía de Guanabara. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. jovem. como: o. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. Vamos comemorar. sem razão): Andava à toa pela rua. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. com. com suas dádivas: ouro. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. “avesso”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . A par: equivale a (bem informado. Há cerca de dias resolvemos este caso. “em oposição a”. . À toa: é uma locução adverbial de modo. Observe: Em vez de conversar. Didatismo e Conhecimento 12 . etc. o que ocorre é justamente o contrário. ficou só. etc. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. as palavras átonas.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. . Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. Não há necessidade de usar atrás. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas. grafam-se com inicial minúscula. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme. Foi uma atitude à toa e precipitada. equivale a (inútil. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. De encontro a: equivale a (oposição. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. de festas pagãs ou populares. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. sem. bacanais. ingleses. . ave-maria. mas é preferível optar por “em vez de”. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores. em. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. Câmera: aparelho que fotografa. Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. carnaval. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. Porém. “inverso”. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. nomes próprios tornados comuns: maia. um havana. . esse emprego é equivocado. o pico da Neblina. uma vez que “invés” significa “contrário”. Há cerca de: equivale a (faz tempo). depois de dois pontos. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa.No interior dos títulos. pode assumir o significado de “ao invés de”. “inverso”. sem problemas. Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado.

diário. vem antes de um substantivo. distinguir. ir. cortar. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. eu próprio. na fala. elemento químico. /Os negros ainda são discriminados. enfermidade. trazer. aparece intensificando verbos. Substantivo: Os maus nunca vencem. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. No entanto. enviar. opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. no catálogo. plural=maus. equivale a ruim. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. (bem). feminino=má. nem um único. eu mesmo. opõe-se a de menos. adjetivos ou o próprio advérbio. dirigiram-se ao eroporto. Vocês falam demais. temos que ter cuidado. Chamaram mais dez candidatos. O réu foi descriminado. adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. equivale a cotidiano. é oposto de bem: Dormi mal. equivale a muito. dar. reservado: Você foi muito discreto. Discriminar: equivale a (diferençar. Seu mal é crer em tudo. levantou sozinho a tampa do poço. Dia a dia: é um substantivo. Porém. equivale a os outros. quando falamos de gramática normativa. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. Nem um: equivale a nem um sequer. meu estimado cunhado. Aja . equivale a erradamente. Portanto. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. com um mesmo sentido. Equivale a nocivo. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. Demais: é advérbio de intensidade. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. no folder. Mau: adjetivo. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. Cessão: equivale ao ato de doar. Seção/Secção: repartição pública. prejudicial. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. devemos usar “entrega em domicílio”. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. pode vir antecedido de artigo. contudo.do verbo haver . absolver de crime). Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado.do verbo agir . oposto de bom. (até 01/01/2009. Didatismo e Conhecimento 13 . equivale a porém. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. na propaganda televisa. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. Haja . Carlinhos.É preciso que não haja descuido. pois “a domicílio” não é aceita. os demais devem aguardar. seguido de artigo. equivale a diariamente. Espectador: é aquele que vê. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. obedecendo às normas gramaticais.Aja com cuidado. De mais: é locução prepositiva. no outdoor. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. que brilha no escuro: Este material é fosforescente. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. eu mesma. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Conjunção subordinativa temporal. dirigir-se. Contudo. Meu dia a dia é cheio de surpresas. no panfleto. Você é um mau exemplo (bom). Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. equivale a assim que. pra sorte dele. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. entrega algo em algum lugar. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). O álcool aumenta dia a dia. conduzir. Expectador: é aquele que está na expectativa. que faz ou acontece todo dia. Mal: advérbio de modo. uma vez que quem entrega. eu própria. fazer. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. como: levar. Era impossível discriminar os caracteres do documento. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. separar). a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la.

. 06... comprimento. casa.. b) Na.. cessão. lindo. Separe as palavras em três seções. tóxico.. rápido.. café. China.. bravo..do sapato custou muito caro... d) Na escola. (=por que motivo. h) O vestido tem um. a) O menino . êxito.. (final de frase). japonês.. g) A. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção. ora... português. homem...do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui... antes de um ponto final..) (=pela qual).. grande. exame.de cinema foi um sucesso.. pé.. ou seja. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa... __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa...muitas recomendações de seu pai...do jornaleiro é amável. certo. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. sexo.escolar indicou péssimo aproveitamento. .. c) O..estragada. conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo. Empregue as palavras acima nas frases: a) O... pé. .. chapéu.. belo. 02. Se não: equivale a (se por acaso não). problema. pois.. razão de que... preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. mercadoria..asa. das roupas é feito pela mãe do garoto.... mão. Exercícios 01... conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois. adeus. 05. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante. c) A festa.. equivale a (também não): Não compareceu.teve um bom. d) O.. 03. razão) Por quê: final de frase. Use o H quando for necessário: alucinar.. devendo.. avô. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada.meu amigo com amabilidade. pequeno. limpo... Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. equivale a para que): “Mas não julguemos.. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à... sessão. refere-se a verbos que exprimem estado. conforme o som do X... ontem. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão.a professora porque não a compreende. por enquanto): Por ora chega de trabalhar.. ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê... surdo. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento.. .. Senão: equivale a (caso contrário. caderneta. oje. flor. orrível.. lápis. existir.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está).. Forme substantivos dos adjetivos: honrado. um bom aproveitamento.. exercícios.. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve. proximidade. Oscar. êxito.Som de Z. 8. a+onde. mortadela.. bonito. pobre. disenteria. cumprimento. lúcido. Passe as palavras para o diminutivo: . estúpido.. umilde....bom... A letra X representa vários sons. permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento). magro.. reticências.... gentil. Didatismo e Conhecimento 14 . princesa. programa. farol.. esitar.e. b) . duque.. pai. élice. por isso. táxi.” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento. só. anel.flor. árido. porque não venhamos a ser julgados. .. tímido... extensão.... bom.. abitar.. e) O. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre. beneficente. o país não sairá desta situação crítica. automóvel.. experiência.festa do Dia do Índio.... Passe para o plural diminutivo: trem.”. . pai.. conserto.advérbio interrogativo (Por que você mentiu?). rei. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana.. b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um... ácido.beleza. já que. mendigo. ábil.. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. exibir-se.. cão.. de exclamação. país. auxílio.. humano.. 04.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem.. Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar...: sua.... frio. Tampouco: advérbio..Som de KS. . f) Eu. só. irônico. balão. i) Os pequenos violinistas participaram de um.” Porquê: funciona como substantivo. 07.teve. onra.. arroz... pálido.. quando ocorre: preposição por+que . exercer.do jornal. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio. pelo fato. oxigênio. duro. 9. de interrogação. em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos.muita confusão na cabeça do pequeno. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). animal...Som de S.. Por que: escreve se separado. Trás ou Atrás = indicam lugar... são advérbios Traz . óspede. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. uma vez que. papel. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos.. executarei. fraco.. rosa.. jornal... c) A criança não.. arpa. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora... tampouco apresentou qualquer justificativa. escasso. rua.porque comeu. aver.....

a.. com docilidade...... Preencha as lacunas com: HÁ ... arte......ucar.errei.. más = feminino de mau... e.... b) Talvez .. e. de casa havia um pinheiro......... b) A poluição.a Bahia.. c) Eles não vão à loja porque .......................virão seus amigos.... sintonia.......ar....ingar..eirosos... a) A loja fica .o.... d) Faça sua tarefa.....ontem.tranho......deveriam fazer reflexões para acreditar.....tortas grandes... você não limpou o tapete? d) Concordo com papai..o...a....para tocar piano.... va. pre. Atenção para as palavras: por cima..razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas..................oito dias....inho.....................to... na bondade do que no ódio.. coloni........ c) Eis os princípios ..gotar.. va.. 12. d) Mamãe fazia doces e salgados............a...to...io....ele fica limpinho.indica tempo passado... produ....... c) Quero levar. ma. torrão.. g) Todas as atitudes .. e. nacional...a....itiva......? g) Eis o motivo. aviso.consigo graves consequências...eiro.. Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros.... . Preencha as lacunas com: trás.clusivo. Haja ou aja.....ergar.viemos era tortuoso.... frou...devem ser perdoadas.. intru ....... muitos erros. 16......... da árvore...tempo para estudar... aleira.. d) Eu tenho .. Bra. mais = indica quantidade. copie as palavras na forma correta: pou.instantes li sobre o Natal..u. quanto...... atrás e traz....... .ação... e) O frio não prejudica ...iclete.o.a. A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino. salsi.....a.... Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e. bai.. h) Creio que vou melhorar.. civili. .ele tem razão.... e) .. meu filho! 19.ninguém ri agora? b) Eis..... d) ..... os índios estão revoltados? l) O caminho . monopólio...terior.... .. é difícil de ser estudado..curável.......... b) Ele ficou de. porque e porquê: a) . 21... pre....... . plêndido. Didatismo e Conhecimento 15 .tempo futuro e espaço......... Uso do S e Z.... hori......... atra...... en..... ença. en..a....te..... Use haja ou aja para completar as orações: a) ...... central. de sua vestimenta real.. que cabem todos naquela salinha....o........humor após ter agido daquela forma. civilização. b) Todos eram calmos. g) Ele estava.erica..... fle.. empregue-as nas frases: a) . A seguir.são felizes.. b) Você quer..... 14. fai...... surpre . g) As pessoas têm.. por quê ..... b) Bem. ... po.pulsar....... 18.o... e) Esse fato aconteceu ... podero...... Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise.. se preocupa em resolvê-los.. d) Carlota sofria de um. Preencha as lacunas com: mas = porém.. d) ....tender. Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive ..ação... três passos da casa de André.......... c) O rei descobriu a verdade.envolvido.. colônia... você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante.........jamais ser repetidas.... e........comprarei outro cãozinho..... pesquisa.. e. f) Ele não é um.....ar.... d) Ela não aprendeu.... de repente.. Agora....o... canal. suave. ria.....u. final..irem.é se ter afeiçoado às coisas materiais....... 15.. te....... uma bola atingiu o cenário e o derrubou... real........ c) Desejamos que .. f) Infelizmente Tico morreu...... ca. Use por que .. a) .luto.o.depois vou brincar... abaca....se vive.....tenso.. d) Não vou.......não durou muito tempo......... g) Mas o.o Tico...a.ados.. e... por isso. capri.. para podermos ir ao dentista.três dias que todos se preparam para a festa do Natal...não chegaram a um acordo........... escravi...tensão. mais de dois dias a mercadoria acabou.. é preciso que..a.. a) A mãe e o filho discutiram...... 17. c) ..todos queriam me ouvir... ... e) ..... e. e. c) O time se considera................atitudes de amizade..... Complete com X ou CH: en....o... pontâneo..precisamos cuidar dos animais de estimação........i. .. mi..... 11....ente.ocolate.. cai.. h) ......... dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.. com atenção para que não .... pouco quilômetros daqui.sanduíches do que na semana passada...onte.. d) Eu limpo... Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou...ada....... c) Ele não veio... e) Nunca tive gosto para dançar. pois.....ando.... humano..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10....preparado para tal jogo. Complete as palavras com S ou Z.... 20.....er........ me... paralisia.........ejamos..... j) ....il. pre... idente... f) Você está assustado.. e) O... fra....... de comentários bobos........ te....... devagar.. f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui ..trangeiro. 22...oportunidades! b) Tenho...anato.ceção....estudei muito.. fa... a..se aprende. . anarquia.ficou irritado.. greve... b) .mamãe.. ..... h) O governo daquele país não resolve seus problemas. c) Amarre-o por.. e. oficial.. muito tempo.. o rei usava um manto..sujeito......... depressa.. 13....o povo começou a se retirar..... 23...... ei. fraternidade nessa escola.. cuidado e atenção. f) As pessoas que não amam.. amei....... revisão.... nature............ dei.. de............. e..... e...... Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) .? e) Aproximei-me ... de. ninguém ri.. alunos...e.. i) O.. A ....er.

rosinha. Exclusivo. Vaso. Teste. Adjetivo. grandeza. lindeza. cheiro. anelzinho. Assim. boniteza. arrozinho. braveza. civilizar. honra. exibir-se. Misto. canalizar. Artigo. Torrãozinho. casinha. Frase. cafezinho. faixa. Pousando. Verbo. lucidez. pequenez. reizinho. deixar. ou seja. inh . pezinhos. flecha. 07. Espontâneo. riacho. mexerica. estranho. Chinesa. florezinhas. Som de Z: exercícios. As palavras podem ser divididas em unidades menores. rapidez. horrível. paizinhos. extensão. surdez. Surpresa. alucinar. paisinho. enxergar. jornaizinhos. dureza. machucar.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Presente. experiência e auxílio. faroisinhos. 11. hóspede. haver. monopolizar. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. 22. extensão. Intruso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. Caso. Fazer. colonizar. chuchu. bonzinho. estupidez. hora. da formação e da classificação das palavras. extenso. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. 03. frouxo. portuguesa. paralisar. harpa. chapeuzinhos. honradez. gentileza.asinha. mãozinhas. Conjunção e Interjeição. êxito. exercer. escassez. Oscarzinho. centralizar. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. portuguesinho. Horizonte. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. analisar. automoveisinhos.indica que a palavra é feminina s . Preposição. trenzinhos.belezinha. Positiva. baixa. aquele que contém o significado. humano. Vazio. Numeral. avozinho. Pronome. mercadoriazinhas. pezinho. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. Advérbio. 08. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19.florzinha. hesitar. . Desenvolvido. japonesinho. êxito e exame. encher. sintonizar. nacionalizar. Som de S: trouxemos. magreza. 10. Civilização. anarquizar. homenzinho. capricho. hábil. Exceção. acidez. Artesanato. abacaxi. sozinhos. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. Natureza. chocolate. enxada. 18. papeizinhos. Produzirem. duquesa. Atrasados. avisar. realizar. São eles: cachorr . adeusinho.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . oxigênio. executarei. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística. limpeza. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. Escravizar. pobreza. cãezinhos. oficializar. Morfologia é o estudo da estrutura. balõezinhos. Som de KS: táxi. pesquisar. finalizar. Poderoso. 23. Texto. Presença. Expulsar. suavizar. 05. Asa. irônico. animaizinhos. árido. Brasil. Colonização. timidez. 04. princesinha. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. tóxico e sexo. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. habitar. hélice. proximidade. Desejamos. frieza. palidez. revisar. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. estender. Exterior. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. chiclete. lapisinho. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16.este é o elemento base da palavra. sozinho. . paizinho. xingar. eixo. caixa. Neste estudo veremos: . fraqueza. cheirosos. certeza. hoje. Esplêndido. existir. Esgotar. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. chaleira. humilde. beleza. Presidente. ontem.Estrutura das Palavras . humanizar. ameixa. A morfologia está agrupada em dez classes. . salsicha. estrangeiro. 06. São elas: Substantivo. ruazinhas.indica que a palavra é um diminutivo a .

buscavas. comum às palavras da mesma família etimológica. na 1ª conjugação. Nos verbos citados acima. os afixos recebem o nome de prefixos. ônibus não temos desinência nominal de número. lua. Obs. São elementos mórficos: 1) Raiz. Em palavras como mesa. etc. rompemos. Exemplos: buscar. sufixos). e a ela se prendem. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. Exemplos: proibir. advérbio de modo. é uma desinência número-pessoal. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. por exemplo. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. inocentar.: uma raiz pode sofrer alterações. Exemplos: romper. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. como “-ar”. Obs. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. etc. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. Radical: elemento básico e significativo das palavras. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. pela origem comum. Observe que a. de “ama-va”.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. inócuo. tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. etc. rompe-. presente em “am-o”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. proibirá. os temas são: busca-. tribo. desinência. inocente. “-va”. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. consideradas do ângulo histórico. Exemplos: aluno-o / aluno-s. É a raiz que encerra o sentido geral. as palavras nocivo. E . Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. etc.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. alun-a / aluna-s. vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. ou seja. Já em pires. surgem depois do radical. por exemplo. A desinência “-o”. nocividade. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. lápis. preparando-o para receber as desinências. I . Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. Didatismo e Conhecimento . etc. os afixos são chamados de sufixos. De maneira semelhante. radical. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. Nos verbos.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. Quando. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. como acontece com “a-”. sol. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. telefonema. tais como: mar. como nos exemplos acima. não temos desinência nominal de gênero.

etc.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. terreiro. derivadas. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. possibilitam a formação de outras. pau-l-ada. por sua vez. será palavra derivada. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. porém. Considere o adjetivo “ triste”. que é um objeto. O mesmo não ocorre. cafe-t-eira. no processo de derivação. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. marujo enterrar. nem “tristecer”. Por isso. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Note que na linguagem popular. recebem o nome de substantivos deverbais. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. inset-i-cida. pois tais palavras não existem. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. logo.atualizar c) Adverbial. que provém de valorizar. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. são palavras derivadas.descrer ler. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. . Veja os exemplos: crer. a partir de outra já existente. mas por redução. ao contrário. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . formando substantivos e adjetivos. com a palavra âncora. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição.Se o nome denota algum objeto ou substância. podemos seguir a seguinte orientação: . formando advérbios de modo. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. Este. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. mar e terra são palavras primitivas. Por Exemplo: atual . Logo. formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. formando verbos. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. alv-i-negro. que tem o seu significado alterado. A diferença entre ambos consiste basicamente em que. cha-l-eira. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. Nessas palavras. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. pobr-e-tão. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. mas. Neste caso. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. tecn-o-cracia. e o verbo palavra primitiva. expropriar provém diretamente de próprio.Se o substantivo denota ação. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Logo. que por sua vez provém de valor. verifica-se o contrário. partimos sempre de um único radical. chamada derivada. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova.reler capaz. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. e as demais. marinheiro. chamada primitiva. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. Por derivação regressiva. ense=sufixo. pe-z-inho.

couve-flor Obs.. entre. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. No entanto.(ou en-) . muda de classe gramatical. chocalhar. o que acaba caracterizando um processo semântico. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego. sub. Outros. Exemplos: passatempo. não ocorre alteração fonética. por sua vez. quinta-feira. negação.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. an-: Afastamento.. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais. urrar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. insuficiência. Na derivação regressiva. em. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . muito frequentes na comunicação atual. es. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. o do último componente. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas. uma forma reduzida. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma. piar. Observe: auto . zumzum.. contra.por cinema micro . Por essa razão. privação. etc. ao lado de sua forma plena. O badalar dos sinos soou na cidadezinha. Didatismo e Conhecimento 19 .por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. Redução Algumas palavras apresentam. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo. girassol. Exemplos: miau. super. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. cocoricar. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado.. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. carência. O menino prodígio resolveu o problema. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. tinir.por microcomputador Zé . Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras.por automóvel cine . des. os componentes subordinam-se a um só acento tônico. a partir da junção de dois ou mais radicais. logo. (Se desejar. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido.: ao aglutinarem-se. antiPrefixos de Origem Grega a-.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs. como vocábulos autônomos.. podem ser citadas também as siglas.re. Veja os exemplos: a. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras... raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical.

: Início.: Posição aquém. passagem para um estado ou forma. Exemplos: justapor. Exemplos: progresso. Exemplos: prólogo. análise.: Negação. Exemplos: prosélito. introvertido.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo. repetição. euforia. aposto ante. es-. começo. sucessão.: Posição em frente. êxodo. separação. im.: Em redor. decair. Exemplos: protohistória. hipérbole.: Movimento para dentro. Exemplos: internacional.advogado.: Proximidade.: Anterioridade .: Anterioridade.: Oposição. projeção re.: Posição superior.: Excelência. disfasia ec-. Exemplos: percorrer. endosmose epi. ectoderma. Exemplos: cataplasma. epidemia. separação. extraordinário. Exemplos: paralelo. prever. o. concomitância.arquétipo. anagrama. ambiente. extraviar i-. interplanetário intra. perfurar.: Movimento através de.: Posição exterior. hipertrofia hipo. expelir en-. afônico ana. sota. con-. com. epílogo. Exemplos: soto-mestre. in. excelência de fato ou ação.: Movimento para dentro. elipse. su. privação. sobpor. hemiplégico hiper. sotavoga. bimestral.: Sentido contrário. metacarpo para. retrocesso. sub-. sobre.: Posição intermediária. retrógrado so-. ex. Exemplos: obstruir. injetar. duas vezes. prosseguir. perfeição. Exemplos: endovenoso. Exemplos: epiderme. diagrama dis.: Mudança. arquimilionário cata. Exemplos: prefácio. abstinência. programa pros. Exemplos: apoteose. abuso. reduzir. prosódia proto. prefixo. anfíbio. evasão. subestimar super-. Exemplos: eclipse.: Movimento para fora. epitáfio eu. Exemplos: encéfalo. Exemplos: aversão. contrapor. biscoito circu(m) . rebater. advir. paradigma peri. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . antipatia. retroagir. condutor contra. Exemplos: periferia. afastamento. em-. Exemplos: soterrar. abs.: Simultaneidade. ateu. Exemplos: metamorfose.: Movimento ou posição em torno de. paradoxo.: Duplicidade. ecto. periscópio pro. di(s). período. Exemplos: pospor. oposição. telepatia. disenteria. eufonia hemi. revestimento. escassez. excesso. apocalipse. parasita. eucaristia. separação. hemistíquio.: Movimento através. hipodérmico meta. enterrar.: Movimento de cima para baixo. diagonal. Exemplos: diálogo.: Inversão. Exemplos: circunferência. metáfora.: Movimento de baixo para cima. arcebispo.: Repetição. bondade. Exemplos: ambidestro. diafragma.: Adjunção. privação. Exemplos: intramuscular. ação contrária. Exemplos: anfiteatro. em torno. movimento para dentro. entre. importar extra. Exemplos: ilegal. embrião. negação. Exemplos: adjunto.: Movimento em torno.: Multiplicidade. exorcismo en-. anterioridade.: Oposição. perverter pos.: Metade. Exemplos: hipocrisia. hipótese. circunscrito. ofuscar. improdutivo inter-. Exemplos: arquiduque.: Posição superior.: Afastamento. preliminar pro. Exemplos: supercílio. politeísmo sin-. impossível. cisandino co-. simpatia. Exemplos: extradição. procedência. apologia arqui-. antessala. mudança. introspectivo justa. obstáculo per. protomártir poli. catarata di-: Duplicidade. ditongo. excesso. protótipo. Exemplos: hemisfério. arce. em adição a. dilema dia. dispepsia. prognóstico. ab-. ação contrária. embeber. Exemplos: decapitar. negação.: Movimento para trás. Exemplos: desventura. anfibologia anti. bisavô. sinopse tele. catálogo. antítese apo. Exemplos: polissílabo. reatar retro. excesso.: Superioridade hierárquica. de um e outro lado. endocarpo. amoral. intensidade. em-. polissíndeto.: Dificuldade.: Movimento para dentro. anteontem. Exemplos: analogia. duplicidade. movimento para junto. circulação cis. Exemplos: colégio. discórdia. perplexo.: Posterioridade. supra-. cooperativa. Exemplos: síntese.: Aproximação. Exemplos: cisalpino. posterior. discussão e-. justalinear ob-.: Posição ao lado. intravenoso. Exemplos : dispneia. Exemplos: antebraço.: Posição interior. sob-. pósgraduado pre. peripécia.: Companhia. anacrônico anfi. sinfonia. anterioridade. Exemplos: dissílabo. ex-.: Movimento de cima para baixo. Exemplos: rever. bi-: Repetição. Exemplos: hipertensão. primazia. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. separação. bendito bis-. apóstolo. ad. companhia.: Posição em frente. entusiasmo endo. intraverbal intro. profeta. sim.: Posição inferior. afastamento. in-. excesso. Exemplos: televisão. Exemplos: introduzir. movimento para. semelhança. Exemplos: retrospectiva. antever ambi. Exemplos: bisneto. reciprocidade. Exemplos: excêntrico. ambiguidade. depor de(s)-. bem. Exemplos: imergir.: Distância. Exemplos: contrapeso.: Posição inferior. antagonista.: Afastamento. ocupar. Exemplos: benefício. exportação. meio.: Movimento para fora. contradizer de. abstração a-. Exemplos: eufemismo.: Bem. supérfluo soto-.: Movimento para frente. Exemplos: antídoto.: Posição superior. exo-. promover. cisplatino. inferioridade. ambivalente ben(e)-. e-: Posição interior.

ferrenho -eno . tras-. Como o sufixo é colocado depois do radical.-(t) ação.alimentício -ico . ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite. eto. tradição ultra. doente. acrescentados a um radical.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-. tresnoitar.terreno -ício .amplitude -ura .prosaico -al .herbáceo. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 . sistemas políticos: . sulfito (sais) cafeína. pertinência ório casadouro. ultraleve.cristalino -ivo . codeína (alcaloides. formam nova palavra.: Movimento para além.formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. factício -(d)ouro. vis. tra. referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante. São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente.dormitório -or .compreensão -tude . seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento . aglomeração.ferreiro -ista .mulherio -ume . coleção: -aço .cemitério -tório . kantismo. cloreto. potássio.casario.geométrico -il . quebradiço.sensatez. qualidade. Sufixos que formam nomes de ação -ada .cruento -eo .escolar -ário .barbado -áceo(a) . -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço. a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. Dessa forma.açucareiro -or .casamento -são . movimento através.lutador -nte .civismo -mento . infantaria -edo .febril -ino . comunismo.tristonho -oso . Exemplos: vice-presidente.ismo: budismo. Exemplos: transatlântico.problemático -az .solidão -ença .róseo -esco .maníaco -ado .bondoso -udo . tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar. ultravioleta vice-.terrestre -enho .corredor -tério .negrume -io.caminhada -ança . Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua. ultrassom.emoção -dão . epitelioma.: Em lugar de. depositório: -aria . SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .ricaço -ada . modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação. ordinário -ático . semema.papelada -agem .: Posição além do limite.lucrativo -onho . vice-almirante. naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. fonema.gentame -ario(a) .herbanário -eiro . selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação.presença -ez(a) . ultrarromantismo.capinzal -ame .barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) .correria -io .arvoredo -eria . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que. álcalis artificiais) fenol. visconde. semantema (ciência linguística) sódio. doutrinas filosóficas. carcinoma (tumores) sulfato. -(t)ivo -(d)iço.secretário -eiro(a) . beleza -ismo . tres-. hepatite (inflamação) mioma. estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência.mudança -ância . liláceas -aico .diário.churrascaria -ário . excesso.manobrista Além dos sufixos acima.abundância -ção .pitoresco -este . Exemplos: ultrapassar.feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância. por exemplo.anual -ar .folhagem -al . podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo.agreste -estre .

Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. Em geral. via de regra. passional. mentis que pode significar “a mente. Voto secreto. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. 4. 5. portugues-mente. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. limpar -ear: guerrear. hidrogênio. 4. radiograf-ar. 4. 1 b) 4. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. analisar. fraca-mente. bondosa-mente. 5. etc. esburacar. visionário c) enrijecer. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . 1. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. deslealdade. 4. 4.. telefon-ar. 2. golear -entar: afugentar. e se entenderam. Exemplos: esqui-ar. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. despedaçar. (a)portugues-ar. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. tortura. 6 c) 1. Sigilo. (a)doç-ar. nivel-ar. corrupção. 4.. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. 3. (a)finar. 6 e) 2. entre outras ideias. nervosa-mente. litografar. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. 1. Bobagens. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. 4. 6. Em seguida. 6 d) 2. Os verbos exprimem. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. 1. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. Exemplos: altiva-mente. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. 8. pois esses adjetivos eram outrora uniformes. 3. 6. amamentar -ficar: dignificar. 5. 5.. Osmírio andaria desorientado. 3.) não seguem esta regra. senão bufando de raiva. 1. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. 3. Exercícios 1. 1. Veja: -ar: cruzar. macróbio. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. asteróide e) acromatismo. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. na forma feminina. bibliografia. liquidificar -izar: finalizar.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. derivado do substantivo feminino latino mens. a prática de ação. 3. especialmente a de modo. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. brava-mente. 5. vidente d) biografia.. o espírito. 6 6. amanhecer b) solução. o intento”. e) Dr.Este sufixo juntou-se a adjetivos. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. para indicar circunstâncias. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 .

– com toda a/todo o. Itália podem ser construídos sem o artigo. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. amigos de João Luís e Laurinha. o Pará. a Suíça. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. inteira. o oceano Pacífico. visitou a bela Veneza.” (A. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente. montanha. as. trata-se de um ser desconhecido. todos quatro.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. demover c) remeter. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. oceano. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. Vossa Senhoria. o pronome todo/toda vale como qualquer. determinam os substantivos. na / por + o. determinando-o ou generalizando-o.” (Veja – maio de 2005) . a Bahia.a = do.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. estes.definidos: o. Didatismo e Conhecimento 23 .” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002. empregadas com os verbos: aprender.” Mas: Sônia Salim. da / em + o. 5. umas. indicandolhe o gênero e o número.indefinidos: um. a Argentina. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. pela. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. a = no. prever e) dever. principalmente quando regidos de preposição. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer. Vossa Alteza. cursar. Lima) Emprego do Artigo 1.” / “Pelas estradas líricas de França. a. – em linguagem coloquial. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura. Os artigos podem ser: . “Viveu muito tempo em Espanha. – com a palavra outro. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. antípoda. antegozar d) irrestrito. o outro é atlético e simpático. França. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. a = pelo. conter. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. rio. Inglaterra.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos. (=cada litro) 2. a expressão que vale como totalidade. (modificado) – alguns nomes de países.” (para a frente: exige a preposição) 4. com uma taquara na mão. o rio Amazonas. predestinado. trata de um ser juá conhecido. tudo vai ser diferente. deter. pais. uma. 3. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário. amoral. os.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. dá ao substantivo valor vago: “. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.foi chegando um caboclinho magro. estudar. – com nomes próprios geográficos de estado.. lago: o Brasil. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são. minha amiga. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o.. uns. como Espanha. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. propor b) irregular. Vossa Majestade.

” Eu gosto é das cousas. animal ou cousa: João. banda – de músicos. amor. requeijão. três versos. saudade. século – de cem anos. porção. Deus. trinênio – período de três anos. água. duma. girassol. flor. milênio – de mil anos. irmandade – de religiosos. bando – de aves. passarinho. tríduo – período de três dias. sereia. criança. conclave – de cardeais. reais ou imaginários: mãe. elenco – de atores. árvore. casarão. sábios. coisas. cabeça. casa.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. Paulo. enxoval – de roupas. Exemplificava: penúria. sol. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor .deram origem a outras palavras: ferro. neste caso.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. sabiá. Estão em toda parte. assembléia – pessoas. Compostos . depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. chave. professora. sem-terra. Inclui os nomes de pessoas. juventude. complemento nominal. saci. constelação – de estrelas. aposto e vocativo. excessivo. Coletivos – os substantivos comuns que. cacho – de uva. parte. vara – de porcos. água. povo. terra. dor. mar. Os substantivos exercem. renque – de árvores. pinacoteca – de quadros. Derivados – são formados de outra palavra já existente. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. sentimentos. atlas – cartas geográficas.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. estrela. gente. covardia. queijo.referem-se a um ser em particular: Brasil. raio. iconoteca – de imagens. mês. quadro.” Didatismo e Conhecimento . miséria.são os que não têm existência própria. pessoas. água-de-colônia. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. de crianças. cáfila – camelos. justiça. fornada – de pães. coragem. raio. colméia – de abelhas. nuvem – de gafanhotos.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. designam qualidades. eu lhe responderia: -Então. pão. Deus. anjo. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. amor. confraria – de religiosos. terceto – de três pessoas. concílio – de bispos em assembléia. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. pão-de-ló. pão. Não se metem com ninguém. fé. trovão. cambada – de vadios. revistas. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. chaveiro. hemeroteca – de jornais. abraço. Próprios . [Multiplicam-se em excesso. tropilhas – de trabalhadores. galeria – de quadros. caneta. uma = num. Tudo é substantivo abstrato. respeito. chuveiro. alma. cancioneiro – de canções. cidade. mula-sem-cabeça. Pedro. fato – de cabras. constelação. As cousas são quietas. mesada. ló. Atenção: o artigo (o. com a minha experiência. mulher. coisas. (caça = ato de caçar. código – de leis. piano.. qüinqüênio – cinco anos. objeto indireto.como o nome diz. biblioteca – de livros. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. insetos. árvore. a caso. bimestre – dois meses. as funções de: sujeito. América do Norte. objeto direto. cardume – de peixes. estados dos seres: dor. 7. baixela – utensílios de mesa. Primitivos . mar. sim!. mapoteca – de mapas. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. ações. As cousas. cortejo – acompanhantes em comitiva. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. penca – de frutas. cordilheira – de montanhas. professores. malvados. banca – de examinadores. horda – de invasores. antologia – de textos escolhidos. chuva. são independentes. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. adjunto adverbial. alunos. música. repertório – de peças teatrais. tempo. videoteca – de videocassetes. fome. a. beijo. – com adjetivos como: escasso. arquipélago – ilhas. Hoje. universidade. agente da passiva. panapaná – de borboletas em bando. vieram primeiro. de lugares. plêiade – de pessoas notáveis. substantivo abstrato. um. Concretos . rio. pára-raio. discoteca – de discos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. numa. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. patifes. As pessoas atrapalham. frota. vieram depois: ferradura. casebre. dum. na frase. biblioteca. angústia. boiada – de bois. animal. padeiro. fada. refere-se ao animal.. pedreiro. miríade – de muitas estrelas.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando.são aqueles que têm existência própria. doença. De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . prole – de filhos. na favela não existe substantivo abstrato.são os que não derivam de outras palavras. alcatéia – de lobos. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. mesmo no singular. portanto. casario – de casas. criança. resma – de quinhentas folhas de papel. vento DVD.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. predicativo do sujeito. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. caravana – viajantes. guarda. Lucélia. biênio – dois anos. piquete – de grevistas. Simples . batalhão. Os substantivos classificam-se em: Comuns . quarentena – quarenta dias. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. tristeza. Bastam-se. concreto). abraço. súcia – de malandros. anjo. trovoada. sextilha – de seis versos.

a estudante / o. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. sóis / túnel.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo. sóror / rajá. el. 3. séries.a cabeça (parte do corpo). a pianista / o. pitonisa / abade. liquens / abdômen. mestra / leão. charlatã / escrivão. ilhoa / mélro. limões / portão. quer se refiram ao macho ou à fêmea. o rádio (aparelho) . o grama (peso) . idioma). a intérprete / o. mulher) / o guia (homem. dama / zangão. hífens. mãe / homem. os tórax / o ônix. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. a imigrante / o. dois fax. acrescenta S: cidadão. menina) / a testemunha (homem. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. meses. nuvens / som. Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. cadela / pigmeu. giganta / oficial. aldeã / ancião. rani / dom. a personagem / o. abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista. mulher) / a pessoa (homem. atuns. czarina / perdigão. cerzideira / frade. . povos / feira. ol. vaca / carneiro. anciã / guardião.a rádio (emissora). filha / mestre. Exceções: mal. mélroa / folião. perdiz / cão. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. canis / pernil. zinho . a gerente / o. Latim.a voga (moda). . freira / frei. o caixa (atendente) . atéia / hebreu. Z: cartaz. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. fuzis / canil. fósseis / réptil. cidadãos / irmão. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. mulher). pigméia / ateu. leoa. 2º elimina-se o S + zinhos. a motorista / o.a coma (cabeleira). mestra. São masculinos ou femininos. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . Flexionando-se o substantivo masculino: filho. o guia (acompanhante) . . faisoa / hortelão. cães. no final de final da palavra: mestre. túneis / mel. Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. os ônix / a fênix. o moral (ânimo) . presidenta / gigante. jornais / sol.a lotação (efeito de lotar). mulher / boi. cartazes / motor.il por is (oxítonas): funil. pernis. funis / fuzil. consulesa / cantor. papisa / faisão.a moral (ética). mamões. pães / charlatão. perua / cidadão.ão por ãe: pão. . hospeda / monge. motores / mês. duas Xerox / um fax. Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. Universitário) . profetiza / píton. horteloa / ilhéu. Trocam-se: . hebréia / réu. monja / presidente. . o cura (vigário) . oficiala / peru. 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero.m por ns: nuvem. ré / cerzidor. mulher) / o cônjuge (marido.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. cantora / reitor. a colega / o.a crisma (sacramento). Observe como são formados os femininos: parente. a artista / o. ul: jornal. caracteres / sênior. quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . . a cliente / o. o capital (dinheiro) . Também: líquenes. (ato de curar). égua. feiras / série. portões / mamão. mulher) / o ídolo (homem.a lente (vidro de aumento). o lente (prof.a língua (órgão. as fênix / uma Xerox.S – aos substantivos terminados em N: líquen.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). a repórter / o. méis. . escrivã / papa.zito. répteis / projétil. de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). charlatães / alemão.ÃO – aos substantivos terminados em ão. réis (antiga moeda portuguesa).a grama (relva). abadessa / czar. o cabeça (chefe.ão por ões: botão. o coma (perda dos sentidos) . vinténs / atum. a menequim / o. guardiã / charlatão. meles. dona / cavaleiro. vítima. o língua (intérprete) . projéteis. a médium / o. balões. 2. reitora. cidadã / aldeão. mãos. foliona / imperador. ovelha / cavalo. no plural: júnior.cãe + zitos: Cãezitos. autora / deus. Cão – cães . juniores / caráter. o crisma (óleo salgado) . utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. S. o voga (o remador) . abdômenes. líder) . hífenes. deusa / cônsul. . imperatriz / profeta. sons / vintém. Didatismo e Conhecimento 25 . irmãos / mão.a guia (documentação).IS – aos substantivos terminados em al. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. ou o acréscimo da vogal a. cônsules / real.a cura. a fã / o. males / cônsul. Grego e Inglês. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos. a rival / o a jornalista. parenta / hóspede.ES – aos substantivos terminados em R. botões / limão.a capital (cidade). alemães / cão. e por EIS (Paroxítonas): fóssil. . FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. possuem um terceiro gênero: o neutro. seniores. abdomens / hífen. 1 – Substantivos que mudam de sentido.a caixa (objeto).

Pode creditar em mim. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. . som de s) / látex.5 Quando o primeiro elemento for: grão. 1.palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças.1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. embora a forma singular seja preferencial. miolos (ó) / poço (ô). Outros: bem = virtude. anões.4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. (dignidade). Chama-se metafonia. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. . guardiões. anciões. guardiães. anãos. (patrimônio). som de cs). hortelões. impostos (ó) / forno (ô). substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões. corrimãos. hortelão. poços (ó) / olho (ô). corvos (ó). no plural.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica.” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno.substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. reforços. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos.. quase enloqueci mas depois. destroços. 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. eu digo sim. povos (ó) / corvo (ô). 1. ermitões. nunca o ciúmes. 1. índices (x. corrimão..1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. ermitãos.2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. meu bem. como era de costume. .A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. . prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . olhos (ó) / povo (ô). aldeãos. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres. anciãos.Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. anão. Você me olha.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. As férias foram maravilhosas. Aceita-se os ciúmes. . portos. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. (salário). obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. ermitão. fornos (ó) / miolo (ô). avôs. . afazeres.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria). algemas. apêndices / cálix o ucálice. (descanso). (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 . ancião. postos. látice ou láteces / códex ou códice. coroços (ó) / imposto (ô). grã (grande). verão. A tendência é utilizar a forma em ÕES. ermitães.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos. verãos. / Tem morrido muito pobre de fome. verões. guardião. (homenagens). “Quando você me deixou. corrimões. cálices (x. fechado) avô avós (o avô e a avó). Vamos lá. porcos. hortelãos. córtices / índex ou índice. códices / córtex ou córtice. Também são abertos no plural (ó): fogos. anciães. Houve separação de bens. ossos. ovos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Recebeu honras na solenidade. Sua honra foi exaltada. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. Conferiu a féria do dia. aldeões. Tijolos.

. Toninho. crítica. baú (hiato) = bauzinho. exagero ou diminuição. Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade. folhinha (calendário). casa pequena. rapaz = rapazinho. Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. imensa. povinho. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. narigão.Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto. mulherengo. . hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. .As palavras terminadas em s ou z. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. café (voga tônica) = cafezinho. 4. enorme. 2. supermercado. Fiz a prova dos noves. Italiano: as pizzas. herói (ditongo) = heroizinho. 9 – Plural das siglas. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. peça minúscula / saia diminuta. Pesei bem os prós e contras.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. fogão. livreco. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. beleza = belezinha.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo. são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. Didatismo e Conhecimento 27 . minicalculadora. . 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines. vão para o plural: 4. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. ditongo. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. . ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha. gentinha.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi.Em conseqüência do dinamismo da língua.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. coisinha. cartilha. cartão. rosa = rosinha.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho.1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. mãezinha. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. pequeno. minúscula.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. Atenção: . Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. maxissaia.

“O professor fez uma simples observação. Estado. Três Rios: trirriense. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. gástrica = do estômago. argente = de prata. 2. Natal: natalense ou papa-jerimum. etário = de idade. vespertino = da tarde. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. João Pessoa: pessoense. discente = de aluno. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. bucal = da boca. Japão: japonês ou nipônico. Goiás: goiano.” O adjetivo. 11. 5. auricular = da orelha. Minas Gerais: mineiro. verde garrafa. apícola = de abelha. 6. Brasil: brasileiro. abdominal = de abdômen. urbano = da cidade. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. Anglo-americano.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. filatélico = de selos. Rio Branco: rio-branquense. 10. Piauí: piauiense. Cairo: cairota. o amor. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. docente = de professor. Porto Alegre: porto-alegrense. derivados – são aqueles formados por derivação. Vitória: vitoriano. Petrópolis: petropolitano. equivale à banal. referem-se a cidades. umbilical = do umbigo. Bahia: baiano. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. Salvador: soteropolitano. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar. azul petróleo. roxo batata. atribuindo-lhe uma qualidade. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). franco-italiano. Manaus: manauense ou manauara. a vida. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. teuto-argentinos (alemão). insípido = sem gosto. cutâneo = de pele. é da pizzaria? 9. Pará: paraense. primitivos – são os que vieram primeiro. como: afro-brasileiro. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. Brasília: brasiliense. Três Corações: tricordiano. 12. cervical = do pescoço. Fortaleza: fortalezense. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. Cabo Frio: cabo-friense. estelar = de estrela. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. 4. Paraná: paranaense. amarelo ouro. Cidade. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. Novo Hamburgo: hamburguense. . estados. Didatismo e Conhecimento . têxtil = de tecido. fabril = de fábrica. Pernambuco: pernambucano. hepático = do fígado. simples – apresentam um único radical. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). Distrito Federal: candango ou brasiliense. Porto Velho: portovelhense. Recife: recifense. colocado antes do substantivo observação. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. Curitiba: curitibano. aposto: Gilberto Gil. humano = do homem. São Luís: são-luisense ou ludovicense. . Sergipe: sergipano. Rondônia: rondoniano. Mato Grosso: mato-grossense. matutino = da manhã. Anápolis: anapolino. 8. inodoro = sem cheiro. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. 3. Niterói: niteroiense. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. bélico = de guerra. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. Palmas: palmense.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Londres: londrino. continua brilhando no mundo artística. ministro e músico. Ceará: cearense. Tocantins: tocantinense. Paraíba: paraibano. já tô saindo. Nova Iorque: nova-iorquino. número e grau que modifica um substantivo. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. pluvial = da chuva. Belo Horizonte: belo-horizontino. 5. Florianópolis: florianopolitano. Florença: florentino. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. áureo = de ouro. vocativo: Mãe. Maceió: maceioense. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul. Américo-francês. Angra dos Reis: angrense. Os adjetivos classificam-se em: 1. adjunto adverbial: Alô. estado. Bélgica: belga. compostos – apresentam mais de um radical. e outros. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. Teresina: teresinense. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. sino-japonês (China e Japão). luso-brasileira. Adjetivo é a palavra variável em gênero. 7. nipo-argentina (Japão e Argentina). 4. Roraima: roraimense. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. Maranhão: maranhense. simples. Buenos Aires: buenairense ou portenho. Goiânia: goianiense. Campo Grande: campo-grandese. predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. Amazonas: amazonense ou baré. aquilino = de águia.

senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos. Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). mais bom. substantivo canário). superlativo absoluto – atribuída a um só ser.quando os dois elementos formadores são adjetivos. mais mau. imo. 1. (das duas.uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. Didatismo e Conhecimento 29 . que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo). de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar. amarelo. olhos castanho-claros. extremamente. (substantivo com valor de adjetivo). ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas . I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres. pior / grande.biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira. podemos usar as formas: mais grande. (adjetivo como advérbio: redondamente). superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade.mais pequeno. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo. . Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: . Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. melhor / mau. num processo de derivação imprópria.substantivos que funcionam como adjetivos. Semântica e sintaticamente falando. de forma absoluta. variam os dois elementos. macer (magro) = macérrimo. os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo.“O professor fez uma observação simples. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. palavra que tem o valor de outra classe gramatical. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul.2 – sintético – adjetivo + issimo. . ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. b) sintética – bom. ílimo. como palavra variável.A cerveja que desce redondo.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. isto é. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. pauper (pobre) = paupérrimo. piadas sem-sal. Atenção: . Atenção: . sofre flexões de: gênero. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo. . 3. a Many é mais) 2. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. número e grau.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores. equivale à fácil. . érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação.1 – analítico: advérbio de intensidade muito. . Atenção: . O comparativo pode ser: 1. Flexões do Adjetivo O adjetivo. 1. intensamente. maior / pequeno. ficando a ele subordinadas na frase. bastante. valem por adjetivos.As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. . substantivo petróleo). Pode ser: 1. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo.às vezes. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis.

elegantérrimo. a função de advérbio. pobre = paupérrimo. . 4. 300-CCC. 18-XVIII. invariável.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. 9-IX. 400-CD. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. dúzia: conjunto de doze coisas. . incrível = incredibilíssimo. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. 1. quíntuplo.linguagem informa.2. 14-XIV. 900-CM. célebre = celebérrimo. magérrimo. centenário: período de cem anos. magnífico = magnificentíssimo. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: . amargo = amaríssimo. vinte.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. difícil = deficílimo. 200-CC. amigo = amicíssimo. eficaz = eficacíssimo. cruel = crudelíssimo. quinto. terrível = terribilíssimo. em fez de íssimo: chiquérrimo. de veludo. O menino dorme tranquilamente. Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. 3. mil. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário./ Sua voz parecia macia.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. multiplicação e divisão.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática. / As meninas dormem tranqüilas. 19-XIX.o adjetivo assume um valor adverbial. agudo = acutíssimo. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. 7-VII.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. 100-C. pessoal = personalíssimo. milhar: conjunto de mil coisas. terço. fácil = facílimo. simpático = simpaticíssimo. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. livre = libérrimo. portanto. 4-IV. 800-DCCC. Sorriu amarelo e saiu. 17-XVII. triplo. respectivamente: 1-I. sábio = sapientíssimo. / Ficou meio chateada e calou-se.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. inimigo = inimicíssimo. jovem = juvenilíssimo. 6-VI. grosa: conjunto de doze dúzias. O menino dorme tranqüilo. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. 50-L. (ela é a mais de todas) 2. 20-XX. .Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. mau = péssimo. Pode ser: 2. 10-X. 700DCC. dois. geral = generalíssimo.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. . decúria: período de dez anos. não vai para o plural. antigo = antiqüíssimo. .Cardinal: indica número. septênio: período de sete meses. sexênio: período de seis anos. humilde = humílimo. sendo. 6. sétimo. quarto. . 11-XI. . 8-VIII. 13-XIII. resma: quinhentas folhas de papel. capaz = capacíssimo. nobre = nobilíssimo. com o acréscimo do sufixo mente. friíssimo. 3. com a mesma qualidade. . 40-XL. dezena: conjunto de dez coisas. 80-LXXX. . Daí a sua classificação.000-M. 30-XXX. assume a função de advérbio. novena: período de nove dias. 2-II. . 16-XVI. linda (=lindíssima). . dobro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . quarentena: período de quarenta dias. decálogo: conjunto de dez leis. feliz = felicíssimo.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito. semestre: período de seis meses. . ótimo. áspero = aspérrimo. segundo. agradável = agradabilíssimo. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. trinca: conjunto de três coisas. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . 5-V. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. . terceiro. bom = boníssimo. 3-III. fiel = fidelíssimo. lustro: período de cinco anos. 1.adjetivos repetidos: fofinho. quantidade: um. negro = nigérrimo. veloz = velocíssimo. doce = dulcíssimo. trezena: período de treze dias. ordinais.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico. simples = simplícimo. ao substantivo. triênio: período de três anos. 70-LXX. centésimo. multiplicativos e fracionários.o adjetivo amarelo modificou um verbo. posição em uma série. frágil = fragílimo. tenro = teneríssimo. 12-XII. . um doze avos. 60-LX. 500-D. benévolo = benevolentíssimo. miserável = miserabilíssimo. em: cardinais. negríssimo. / As meninas dormem tranquilamente. 1. sem intermediário. também. Didatismo e Conhecimento 30 . frio = frigidíssimo. pobríssimo. 90XC.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. magro = macérrimo. Atenção: usa-se também. 2. respectivamente. sagrado = sacratíssimo. chiquentérrimo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. dístico: dois versos. três.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. atroz = atrocíssimo. sufixo érrimo. terno: conjunto de três coisas. 15-XV. 600-DC. qüinqüênio: período de cinco anos. oito. . fofinho (=fofíssimo) / linda. . portanto. no superlativo: . milênio: período de mil anos. cem.

.. Emprego dos Numerais ....Aquela mulher é dez. oito. décimo oitavo. reis. folhas.Os numerais multiplicativos quíntuplo.. septingentésimo... duodécuplo. Numerais Multiplicativos: dobro.. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. milésimo.. (valor de substantivo – invariável) . quadrigentésimo. na escrita das horas. sexto. milésimo...os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular.. artigos.. terceiro. quinto. triplo...com referência ao primeiro dia do mês. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica. novecentos. Numerais Fracionários: meia.... quarenta avos.. treze avos.emprega-se o numeral cardinal. quarto. ..os numerais cardinais um.. décimo primeiro.. nove. / O texto quatro está na página sessenta e cinco. seiscentos. . sete.. oitenta avos. duzentos.os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (vigésimo século) ...os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.. décuplo... cinqüenta avos. segundo..enumeração de casa. noventa. noventa avos..Emprega-se.. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos. sétimo. décimo.. concordando com os cardinais que indicam números das partes. dois. os dois. dezoito avos.... trecentésimo.. terço. cêntuplo. quando usados com o valor de substantivos. doze.. Número .se o numeral vier antes do substantivo... . ou com o substantivo.não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.. sessenta. onze avos... estão reagindo bem. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. três quartos equivalem a 750 ml. trecentésimo. décimo sétimo... octingentésimo. quinto. quadrigentésimo. quinhentos... . dezoito.Zero é numeral cardinal. sexcentésimo. qüingentésimo... décimo quinto.. quadragésimo.. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis).. . oitavo.. ducentésimo. papas.. lá da escola.. décimo segundo. nota máxima.... circulares.. centésimo.... MAS 1. quinze.... oitenta..os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados. (sétima) ...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um.. trezentos. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão....os numerais fracionários variam em número.. no masculino.. . qüingentésimo. Por que dez? Porque vem de nota dez.. (artigo dezesseis) . milhar e bilhão.. onze. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas.Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis... empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo). nascidos em Lucélia. seis. o particípio ou adjetivo podem concordar.. (valor de adjetivo – variável) .os numerais cardinais milhão. setenta avos.... quádruplo. ducentésimo. sexagésimo. O XX século foi de descobertas científicas.o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia.. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes...Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. qüinquagésimo. ctingentésimo.. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª. centésimo. dezesseis..... quarenta.o artigo e o numeral.. décimo nono.Um quarto de litro equivale a 250 ml.. cinco. Flexão dos Numerais Gênero . dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores... dezenove avos. décimo sexto.... .. mil. Numerais Ordinais: primeiro. capítulos.... óctuplo.. apartamentos. cinqüenta. . dezessete avos... oitocentos. . (hora) / Usou apenas meias palavras.quando usados com valor de adjetivo. sêxtuplo. doze avos. nono. vinte minutos. Século XXI (vinte e um).na enumeração de leis. no feminino.. usa-se o ordinal.. décimo terceiro. usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. metade. décimo. páginas. quarto. 1. nonagésimo. nônuplo. septingentésimo. cem. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil. oitavo. quatro. trinta....os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. vinte avos. dezenove... treze.. textos. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. devem concordar no masculino: ... poltronas.. decretos.. (triplas valor de adjetivo) . ctogésimo.. nono. . quatrocentos. (portaria oitava) . septuagésimo... Canto X (décimo) / Luís IV (nono).. bilhão. trigésimo. nongentésimo...os numerais multiplicativos....Para designar séculos.. O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo..200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais .. trinta avos. nongentésimo. quartos. catorze ou quatorze....se o numeral vier antes do substantivo.. décimo quarto. portarias e outros textos oficiais.. catorze avos.... undécuplo... quinze avos. sêxtuplo. . setecentos. cantos (na poesia épica).... três. dez... Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) ... sessenta avos.. vinte. sétuplo.Ambos e ambas são numerais significam: um e outro. antes dos substantivos milhão. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua. . sexcentésimo. sétimo.. vigésimo.. emprega-se o ordinal.. com milhões. dezessete.. sexto. 2.. setenta. Didatismo e Conhecimento 31 . e outros. trilhão. / Somos 180 milhões de brasileiros. dezesseis avos.. (triplo – valor de substantivo) . quíntuplo. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”. Paulo César é adepto da 7ª Arte..

5.O número 777 é formado por três setes. teu. na. contigo. dele. / Eu ME arrumei. . Os pronomes são classificados em: pessoais. todos. Sessentas. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha. . convosco. Pronomes Pessoais. os. interrogativos e relativos. / Euj à SE arrumei. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. Põenos sobre a mesa.. (nomeia os campeões – no esporte) 5. nós mesmos).Colocados DEPOIS do verbo. (pronome reto + verbo no infinitivo).Eu dou atenção a ela. (eis. Que é santo de romaria.Ela não vai conosco. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. lhe. de tratamento. Ia. não tenho outro de pia. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. 9. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). não anda. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós.si. 10. equivalendo a meu. indefinidos.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. Lembre se de que MIM não fala. /MIM QUER. (sua. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z. apresentam sempre a forma: o. demonstrativos. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. 3.. átonos sem preposição: me. 2. (pronome recíproco.O número 1111 é formado por quatro uns. nos. õe: Deramna como vencedora. lhes. las. comigo. O tempo nos dirá.o. o. 7.” . vós. = Filos a lápis. vos. consigo.Par é coletivo.o.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Como há muitos Severinos. as terminações R.Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. têm sentido POSSESSIVO. nosso.Diz-se catorze ou quatorze. com + vós. tu.retos exercem a função de sujeito da oração: eu.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. ela (singular) eles. . seguidos de: ambos. = pagálo. (= Mandei que ele calasse). ão. = Eila. vos perdem o S) 4. nós. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança. Os pronomes pessoais dividemse em: . estou a mil por hora. . seu. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. uns são substantivos. la. possessivos. plural dois. a. vos. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. 6. MANDAR. expressão muito usada. a. Fiz os exercícios a lápis. nos. S. los. los. não escreve. . a.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo.no. conosco. outros. = nolo dirá. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. eles: Didatismo e Conhecimento .Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. se. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. nos. estou com o gás todo. 8. a. na prova final.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem.Preciso pagar ao verdureiro. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. os. 4. as. ele. o pronome é. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. PRONOME “O meu nome é Severino. noves. Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. próprios. FAZER. Z. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. 3ª pessoa: ele. setes. (o S permanece) 6. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) .” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. lhe. as.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural.Tirou a prova dos noves. Eu ME apavorei.me.lo. os. dele.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. não compra. perdendo. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno. NUNCA diga: Eu SE apavorei. o= sujeito do verbo mandar. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor. os. ti. . OUVIR. .As equivale a primeiro.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. conseqüenterriente. mesmos. plural uns. (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais .lhe. São: tônicos com preposição: mim. Deram então de me chamar Severino de Maria. Vejo os diariamente.Colocados ANTES do verbo. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. 7. assumem as formas: lo.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. significando hoje. 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. . DEIXEme sentir seu perfume. as: Eu os vi saindo do teatro. te. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. nos. te. 11.

a.-reis. 3ª pessoa: seu. eles e ela. nos. eles. inclusive para o presidente da República. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. Mag. Vossa Excelência-V.Ema-cardeais. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. te. dona. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . a senhorita. minhas. seus.Os possessivos. junto com as minhas cantigas. imperadores. você. sua. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala.Na linguagem popular. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. Singular: 1ª pessoa: meu.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. os. Eminência. e não na 2ª. pede o verbo na 3ª pessoa. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. nolo. duques. às vezes. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. Vou seguirlhe os passos. . (Nicolesujeito. viajouparaum Congresso. meus. presidente. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se. dona. (verbo transitivo indireto. O conserto da televisão foi feito por ele. sua. to. senhorita. vos. . . Vossa Senhoria-V. se nola exigissem.A.-príncipes. Pedi volo.M. . na linguagem coloquial. seus. Vossa Eminência-V. Atençao: No Brasil. Atençao: . deixeias. No caso.VTI) É comum. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as./ Já freqüentei a casa dela. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. pode entrar!.S. oficiais. te. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. eles. elas estiverem funcionando como SUJEITO. (verbo transitivo direto.O pronome seu toma o sentido ambíguo. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 . obedeceulhe. Vossa Magnificência-V. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. . Os pronomes oblíquos me. (ela sujeito de decidir. a. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. título. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. Deitos.Ex. a ambigüidade da frase. a senhora. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.a-reitores de universidades.aaltas autoridades. vos. 3ª pessoa: seu. são usadas somente em escritores mais sofisticados. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala.São também pronomes de tratamento: o senhor. você é a pessoa a quem se fala e. lhe. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. lhes (formas de objeto indireto. os. VTD) Minha saudosacomadre.Referindose a mais de um substantivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o.Respeitosamente: para autoridades superiores. teus. com o valor de possessivos. e sim título acadêmico. usar o brasileiríssimo a gente. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. 0I) juntamse a o. Majestade). do seu cargo. . Os pronomes pessoais retos ele. dela para desfazer a ambigüidade. (falando a respeito do cardeal) . . Vossa Santidade-V. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos. você. idade. nos. da 2ª pessoa. as (formas de objeto direto). elas.” (Cecília Meireles) . quase não se usam essas combinações (mo. suas. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. desenhadas nas areias. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas. lho. portanto. senhora. e houver uma preposição ANTES deles. Oferecilhas. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V.A forma VOSSA (Senhoria. que ma trouxe. às vezes. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. 2ª pessoa: teu. suas.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. chamoua. pois é uma alteração fonética da palavra senhor .Satratamento cerimonioso. minha.-Papa. tua. Vossa Majestade-V.Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. volo).Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão. Por outro lado. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho.Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. o cardeal. não tem valor possessivo. Excelência.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus.Doutor não é forma de tratamento. como os demais pronomes de tratamento senhor. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele. EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . tuas. Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. Dona Cecília. Se os pronomes pessoais retos ele. ela. ela. .A forma SUA (Senhoria. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. Nircléia. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). usase o pronome dele. querida amiga. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações. lhe.

aqueles. Este ano.dependendo do contexto. cada. Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. mas os pais. nada. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. funcionário público algum terá aumento digno. estas. Não se preocupe. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. menos. “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. a. “ (usase: no ombro.dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. quanto. os. Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora).Em frases de sentido negativo. esta (s).Certo dia perdi o controle da situação. isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala.. Depois de muito procurar.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). equivalendo a aquele. Tal atitude é inexplicável. Atenção: . por isso a palavra que é um pronome relativo. esses resolveram tirar tudo a limpo. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). Certo..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . equivale a nenhum) . AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. tanto. também são considerados pronomes demonstrativos o. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . esta (s). generaliza). semelhante. pouco. essa (s). . isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa. a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. Colocados antes do substantivo. o carro.os demonstrativos esse. Devemos sempre ter alguma esperança. próprio. achei o que queria. vário~ vários. Peço a Deus pela TUA felicidade. indetermina. mão. sérios e orgulhosos. os.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. as.” . que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). . apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. Variáveis: algum. Eles voltarão no dia certo. outros são invariáveis. Pais e mães vieram à festa de encerramento. substitui na 2 oração.) Colocados depois do substantivo. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. A festa estava desanimada.com quem se fala. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. Esse (s). (= qualquer ser. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. algo. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. sua) quando se trata de parte do corpo. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). demais. certa. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. outro. na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. essa. Percebese que o pronome relativo que. tudo. vários. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). muito. a. todo. . ninguém. qualquer. Todo. . O próprio homem destrói a natureza. quando colocados DEPOIS do substantivo: . isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. qual / quais. as. bastante. são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. outrem. Invariáveis: alguém. toda (somente no singular) sem artigo. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo. essa (s).. Estranhei semelhante coincidência. Dica: substituir que por o. Didatismo e Conhecimento 34 . Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. certos. aquilo. nisso. Ninguém ligou para o incidente. tal. aquela (s). Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem. aquela (s). um. certas. É Flex Power.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento.Não se emprega o pronome possessivo (seu. (antes do substantivo= indefinido). elegantes e risonhas. mais. quem.para retomar elementos já enunciados. ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. certo. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. várias. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. (alguma. nenhum. O professor fez a mesma observação. situandoos no espaço ou no tempo.Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. aquela. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. (depois do substantivo= adj etivo). mesmo. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. numa 2ª oração. Qualquer.

2ª conjugação: e. .Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. do qual. Atenção: Se tiramos as terminações ar. pular. . Flexionase em número (singular e plural). Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. cujo. morreu.O relativo que. onde. dispor. beijou. qual. Emprego dos Pronomes Relativos .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. (interrogativa indireta. segunda e terceira). correr.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. .O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. entreter. . todos. falou tudo quanto sabia. por ser o mais usado. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. esper é o radical do verbo esperar. Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. o tema será apenas o radical: contei = cont ei. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa. Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. a qual. Vogal Temática e Tema. a querida comadre Naldete.O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. compor. modo (indicativo. (= lugar em que) . Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. fenômenos da natureza. (o que = aquilo que). quando. Essas palavras. abrir.Quanto. formas nominais: gerúndio. explícito. dançar. movimento. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. flutuou. portanto. vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . as: Não entendi o que você quis dizer. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. esperar. . com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. tempo (presente. Os principais interrogativos são: que. Variáveis: o qual. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. reflexiva).O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. cujas. Invariáveis: que. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. ir do infinito dos verbos. cujos. 2ª conjugação – er: beber. quanto: Afinal. quem. quem. pessoa (primeira. sentou. as quais. teremos o radical desses verbos. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. a. er. infinitivo e particípio). nota-se que há uma parte que não muda. . depor. brinc é o radical do verbo brincar. é chamado de relativo universal. cuja. os quais. ergueu. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer. recebem o nome de verbos. como. como relativo indefinido. no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. estado. brincar. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . 3ª conjugação: i. e que nela está o significado real do verbo. tanto: Naquele momento. cont é o radical do verbo contar. Verbo é a palavra que indica ação.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. (cujo. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. os. quanto. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. sem a interrogação). os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. quantos. rir. mudança de estado. acabou. subjuntivo e imperativo. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. que utilizamos para exprimir ações. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. 3ª conjugação – ir: partir. é classificado. De acordo com a vogal temática. a partir de uma seqüência de ações: amou. . no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. passiva. Flexionando esses verbos. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade.

Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. vocês. partíramos. Pretérito imperfeito: partia. em vez de: tu fostes. comíeis. à suposição: . . exprime uma possibilidade. partiste. comeria. futuro do presente e futuro do pretérito. Futuro do presente: comerei. comeis. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. tu pegas. comíamos. comeríamos. futuro. partireis. partias. dançaram. . partirão. comeram. partirás. comerás. comêramos. altura de um som. . ou seja. . parte. dançariam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. dançava. pode já ter ocorrido ou não. O subjuntivo expressa uma incerteza. Apresenta presente. pulei. levais.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. comeremos. Futuro do pretérito: comeria. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. dançara. comera. partiríeis. partirias. dançaram.nós estudamos – 1ª pessoa do plural. Ex: . Futuro do Pretérito: dançaria. comeras. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. dançavam. . partiam. não concluído. um pedido. partiras. Futuro do presente: partirei. indicando ausência ou negação. Ex: Estou feliz hoje .modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza..tu estudas – 2ª pessoa do singular. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. dançamos.eu estudo – 1ª pessoa do singular. partíreis. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. dançarias. partiríamos. dançaremos. Futuro do presente: dançarei.eles estudam – 3ª pessoa do plural. Ex: Cantei. exigida pela gramática oficial. Pretérito mais que perfeito: comera.Na indicação de ações ou estados permanentes. comereis.modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. dançamos.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. Pretérito imperfeito: comia. dançastes. dançaste. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo. Didatismo e Conhecimento . dançavas. – Que surjam novos e honestos políticos. comia. uma solicitação. partes. partia. imperfeito e mais que perfeito. dançaram. Pretérito mais que perfeito: dançara. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. Ex: Tenha paciência. comeram. tu foi. são: presente. verdades universais. come. comias. dança. comerá. comerias. uma súplica. partira. dançará. Pretérito perfeito: comi. tu tens. Pretérito perfeito: parti. Essas três possibilidades básicas. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala.Algumas regiões do Brasil. . dançaras. Atenção: . pretérito. partiram. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. comerão. comeríeis. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. Pretérito mais que perfeito: partira. dançam. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. comeriam. comemos. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto.Nós comíamos pastel na feira. . comêreis. comem. é o mais usado no Brasil. tu tem. comeu. possibilidade. danças. que levam o verbo na 3ª pessoa. dançarás. Pretérito imperfeito: dançava. Pretérito perfeito: dancei. partimos. estudo. pode estar em plena ocorrência. dançáramos. São três os modos: . Portanto. . . dançareis. dancei. muitas vezes ligados ao desejo. comiam. partistes. um desejo. pretérito imperfeito e futuro. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta.Duvido de que apurem os fatos. hipótese. . de dúvida. Ex: A água é incolor.Para enunciar um fato momentâneo. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. partem. mas não únicas. partiria.Quando o vir. partirá. comeste. tu pega. dançaríeis. partimos. Ex: Nós cantáramos no congresso de música.. dançais. comestes. dormi.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza. dançou. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra.Eu cantava muito bem. Os pronomes: você. Indica uma ordem. partiu. partiram. chorei. comes. dúvida. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . partíeis. pretérito perfeito. dançávamos. precisão: o fato é ou foi uma realidade. inodora. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. Lourdes. .ele estuda – 3ª pessoa do singular. comemos. Futuro do pretérito: partiria. Apresenta presente. venderão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força. . dançáveis. dançaria. partis. deriva daí a palavra tônica. partíamos. partiremos. dançáreis.vós estudais – 2ª pessoa do singular. dançaríamos. dê lembranças minhas. insípida. uma vontade. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço.

Assim. Além dos três modos citados. . Presente do subjuntivo: que eu ame. por exemplo. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. se eles dançassem. quando tu partires. Observe que.Não apresenta a primeira pessoa do singular. não relacionado a nenhuma pessoa. que nós comamos. . se nós partíssemos. ou não. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. na voz passiva dos verbos “contentar”. (= vida é luta) .Eles não têm o direito de gritar assim. . que eles comam. que vós partais. . quando ele partir. não ameis vós. será generosamente gratificado. .Querer é poder. genérica. quando nós partirmos. que vós ameis. amai vós.Vamos pensar no seu caso. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Futuro: quando eu comer.Eu os convenci a aceitar. “tomar” e “ouvir”.Eles foram condenados a pagar pesadas multas. Por exemplo: .É indispensável combater a corrupção.Devemos sorrir ao invés de chorar. quando vós dançardes. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. não amemos nós. se tu comesses. se eles comessem. sem se referir a um sujeito determinado. que ele coma. (1ª pessoa) Para ler melhor. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . que ele parta. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal). O infinitivo impessoal é usado: . Pretérito perfeito: se eu partisse. que ele ame.Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. Imperativo afirmativo: (X). se ele partisse. voltaria à universidade.Para ler melhor. se ele dançasse. quando nós dançarmos. quando tu comeres. os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. adjetivo ou verbo da oração anterior. considera-se apenas o processo verbal. que ele ame. quando vós partirdes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. que vós comais. nós amamos.As meninas foram impedidas de participar do jogo. (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. ama tu. No entanto. tu amas. .Quando apresenta uma idéia vaga. que eles dancem. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado. que eles amem. Por exemplo: . que nós dancemos. que tu ames.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular.É proibido colar cartazes neste muro. Futuro: quando eu dançar. Por exemplo: . vós amais. Imperativo negativo: (X). se vós partísseis. eu uso estes óculos. se eles partissem. quando ele comer. amemos nós. não ames tu. não ame você. . 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta.Eles não podiam reclamar do colégio. ame você. se vós dançásseis. . Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 . quando eles dançarem. pode ou não acontecer. Imperativo Negativo: . que nós amemos. que tu dances. se nós comêssemos. Por exemplo: . Pretérito perfeito: se eu comesse. que tu partas. eles amam. Presente do subjuntivo: que eu ame. se tu partisses.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.Era preciso ter lido este livro. que tu ames.Não retira os –s do tu e do vós. . . 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. . isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. se lê comesse. Nas locuções verbais. ele ama. Por exemplo: . – Quando/Se você fizer o trabalho. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado.É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo. quando eles comerem. quando vós comerdes.Amar é sofrer. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. por sua vez. que eles partam. . se nós dançássemos. Por exemplo: Soldados. quando tu dançares. se vós comêsseis. quando ele dançar. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. gerúndio e particípio. não amem vocês.Queremos acordar bem cedo amanhã.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s.É preciso ler este livro. apresenta desinências de número e pessoa. . elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). . que eles amem. e sua forma é invariável. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal. que vós ameis. Por exemplo: . Por exemplo: . . que nós amemos.Quando tiver o valor de Imperativo. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente). que vós danceis. ela usa estes óculos.O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. quando nós comermos. Por exemplo: . que tu comas. se tu dançasses. quando eles partirem. podendo ter valor e função de substantivo.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. Pretérito perfeito: se eu dançasse. que nós partamos. amem vocês.Fumar prejudica a saúde. que ele dance. .Aqueles remédios são ruins de serem tomados.O infinitivo pessoal. Futuro: quando eu partir. marchar! (= Marchai!) . Presente do indicativo: eu amo. Por exemplo: Viver é lutar. .

etc.O guarda fez sinal para os motoristas pararem.Antes de nascerem. .. o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada. enferrujaria. assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). uma ação concluída.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”. 4.Perdôo-te por me traíres.Vios entrar atrasados. “falar” e sinônimos. “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. 3.Viajar: viajou. o gerúndio expressa uma ação em curso.Vi os alunos abraçarem-se alegremente. “sentir” e sinônimos. flexionando-se em gênero. a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo.O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. esse “j” aparecerá em todas as outras formas. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”.). assumindo a mesma forma do impessoal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . etc. Com os verbos causativos “deixar”. (Lembre. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal.Aquele exercício era para eu corrigir. pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. . . (função de advérbio) . número e grau.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso.Nas ruas. flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex.Ela me deu um relógio para eu consertar.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. Por exemplo: . . Por exemplo: . Mandei as meninas olharem-se no espelho.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova. Com os verbos sensitivos “ver”.Para estudarmos. não apresenta desinências. viajaria. não confundir com o substantivo viagem) viajarão. que se revela. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. (função adjetivo) Na forma simples. Por exemplo: . os candidatos saíram.Neste exemplo ocorre. flexionandose. . sujeito implícito = nós).Faço isso para não me acharem inútil.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.Saindo de casa. enferrujarão. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal. Por exemplo: . neste caso.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. encontrei alguns amigos. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos. . Por exemplo: . .: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. como sujeito. 2. DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”.Na esperança de sermos atendidos.Pediu para Carlos entrar (errado). sem nenhuma relação temporal. havia crianças vendendo doces.Se tu não perceberes isto. como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. Por exemplo: . Por exemplo: . enferrujem.Tendo trabalhado. . Quando o particípio exprime somente estado.Pediu para que Carlos entrasse (errado). Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex.Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. . “dizer”. . enferrujassem. aprenderás o valor do dinheiro. . .Elas parece mentirem .Pediu que Carlos entrasse (correto). na verdade.Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. Nota: Como se pode observar.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural). O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1. muito lhe agradecemos. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”. a fim de jogarem futebol. Como desdobramento dessa reduzida. Na 1ª e 3ª pessoas do singular.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação. Outros exemplos: . Didatismo e Conhecimento 38 . contudo. nas demais.Enferrujar: enferrujou. . deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.Ouvi-as dizer que não iriam à festa. Por exemplo: Terminados os exames. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. um período composto.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal..Convém vocês irem primeiro. na forma composta. já estão condenadas à fome muitas crianças.Esta salada é para eu comer? .Temos de agir assim para nos promoverem.Foram dois amigos à casa de outro. aprendeu o valor do dinheiro.O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. estaremos sempre dispostos. . como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. . . Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. Por exemplo: Trabalhando. que deve se apresentar oblíquo tônico. . Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. a preposição está ligada somente ao pronome. . “ouvir”. . viajasses.

tu ias. IR Indicativo: Presente: eu vou. que ele vá. se não me tivesse mudado de cidade. telefonarei a Manuel. se nós fôssemos. para conseguir a aprovação. se tu fosses. Imperativo Afirmativo: vai tu. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. eles foram. já terei telefonado a Manuel. Formas Nominais: Infinitivo: ir. nós íamos. teria aprendido. ele vai. eles foram. quando o dia amanhecer. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. Não têm todos os modos. que tu vás.Quando você chegar à minha casa. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. tu irias. Imperativo Negativo: não vás tu. Pretérito Imperfeito: se eu fosse.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. vós fôreis. eu caminharei 6 Km. Pretérito Perfeito: eu fui. ele irá. não vá ele. Veja os exemplos: . Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. A frase Se eu estudasse. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. não vamos nós. ir ele. Por exemplo: Amanhã. vá ele. se eles fossem. Futuro: quando eu for. que eles vão. Futuro do Presente: eu irei. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. que nós vamos. nós fomos. que vós vades. vós ireis. Pretérito Imperfeito: eu ia. tempos ou pessoas. não vão eles. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. quando tu fores. vós íeis. ele iria. nós fôramos. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes. qualquer verbo no particípio. irem eles. se ele fosse. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. Obs. tu foras. ele fora. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. eles iam. ide vós. vós iríeis. eles irão. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. vós ides. vão. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. vão eles. Subjuntivo: Presente: que eu vá. eles iriam. se não me tivesse mudado de cidade. irdes vós. se vós fôsseis. tu vais. vamos nós. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. Gerúndio: indo. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. nós iríamos. ires tu. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. quando vós fordes. ele ia. ele foi. quando nós formos. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. quando conheci Magali. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. eu já terei partido. nós iremos. vós fostes. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. tu irás. Infinitivo Pessoal: ir eu. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. Futuro do Pretérito: eu iria. irmos nós. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. tu foste. quando eles forem. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. geralmente de particípio. Particípio: ido.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 . nós vamos. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente.Quando você chegar à minha casa. quando ele for. . não vades vós.

proviste d) adverti. d) Escolheu-se.no perfeito do indicativo. ver-vos. No primeiro caso.tivéssemos impedido d)me precavi . Se todos nós .. a)intervir .. c) Só ficarei tranqüilo... quando vir o resultado... Quando você tiver terminado o trabalho.. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica. se vier a São Paulo. as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento . evitando a briga.intervieram ..não partais vós b) amai vós . vosso b) procura.precaviram .. compordes. ver-vos. dos outros.tivéssemos intervido .. provistes c) adverte. seu c) procura. mas não . seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido. b) Quando verem o Leonardo. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca.. b) Se a testemunha depor favoravelmente.. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio.. ficarão surpresos com os trajes que usava. ou. vosso e) procurais. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós . Assim.” Transpondo para a voz passiva.d. compuserdes... d) Eles se desavinham freqüentemente... praticar a minha.a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras.. dois agentes secretos viram. vê-lo.. o policial viu. compondes. respectivamente.no futuro do subjuntivo.nos precavíssemos . talvez .. telefonarei a Manuel.. pagarei a dívida. revistes. revestes..se conteve . e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.se precaveio .. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.. indicando ação passada em relação ao momento da fala.. vê-la. 4...AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. provistes b) adverti. a gente do ofício ficaria exultante. infelizmente..interveio . tantas mortes. no segundo. Por exemplo: Para você ter comprado esse carro.... e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.não ameis vós c) sede vós ... a festa terá ares aristocráticos.teríamos evitado b)me precavi ......não percais vós 8 (ITA) Vi. d) Se o Leonardo quiser. Por isso o uso do advérbio “já”. em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos. segunda pessoa do plural rever .no imperativo afirmativo. necessitou de muito dinheiro a) procurais..interviu . . e também não ... as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.. (PUC) Dê. 2 (FUVEST) .. reveis. primeiro praticarei a minha. a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê .” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência. esperarei “você” praticar a sua ação para. e não .no perfeito do indicativo.. proveste e) n.se precaveu . b) Ele antevira o desastre.. observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho... c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.contiveram ...não sejais vós d) ide vós . componhais..houvéssemos contido ... o homem errado. em ti. possuir o teu retrato.. b) Se advierem dificuldades.. diga-lhe que o advogado reteve os documentos. segunda pessoa do plural compor .não teria havido c)me contive .. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal. vosso d) procurais.não vais vós e) perdei vós .precavêssemo-nos não houvesse e)intervim .. segunda pessoa do singular a) adverti.. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. na ordem em que aparecem nesta questão.. c) Quando eu reouver o dinheiro.. mas nem sempre . segunda pessoa do plural prover .. d) Quando você vir Campinas. 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal. e) Ele trará o filho. ficará extasiado. quando menos. c) Se você o vir. já terei telefonado a Manuel. confia em Deus. o réu será absolvido... 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado.. e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas. d) Eu não intervi na contenda porque não pude... mas desejava ver-te. depois. revês.. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão.tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9. as seguintes formas verbais: advertir ..se precaveram . vê-la.duvides 3.

(indireta) . adiante. imediatamente. lentamente.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . são palavras invariáveis. às claras. aquém. por exemplo. e)Todas estão incorretas. às toa. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados. diariamente. (direta) . não. de propósito. até. fora.mais.exclusão: exclusive. o advérbio pode ser de: 1 . às escondidas. abaixo. tem bom caráter. nem. além. à direta. à tarde. possivelmente. exceto. um adjetivo ( Estava muito bonita). por ventura. agora. pouco. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas.Quero saber como os jovens vêem a natureza. tampouco (= também não). 7 dúvida acaso. unicamente: Só Deus é perfeito.dentro. é que. um outro advérbio ( Falou muito bem). devagar. logo. por perto.designação. tempo. longe. de forma alguma. algures (= em algum lugar). 3 . inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. bem. . de chofre. acima. à noite. rapidamente. apenas. 2 . por ali. indicação: eis: Eis aqui o herói da turma.lugar aqui. muito zangado. amanhã. a distância. de modo algum. quanto. ou melhor. somente.Por que o povo aceita tudo passivamente. tanto. também. demais. 4 afirmação certamente. salvo. perto. por certo. de mais a mais: Também há flores no céu.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . soube-se do caso. > sintético: melhor. acolá. efetivamente. senão.inclusão: inclusive. 6 intensidade apenas. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto.Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. 2 superlativo absoluto: analítico > mais. depois. deveras. realmente. 6 . quase.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . mesmo. 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). muito. 3 . Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . ainda bem: Ainda bem que você veio. novamente. 5 negação absolutamente.Por um triz eu não me denunciei. por um triz. infelizmente. ou causa. 8 . além disso. à esquerda. 2 . mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. de improviso. com certeza. brevemente. assaz bastante bastante. pior que: Amanhã será melhor do que hoje.explicação: por exemplo. (indireta) . às vezes. (indireta) . depressa. aliás (= de outro modo ). . d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. outrora.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. isto é. decerto. defronte. mal. de viva voz. a esmo.modo assim. e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente. ainda. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 .Sem dúvida você é o melhor. quiçá. modo. seguramente. antigamente. . 5 .limitação: só. atrás. de vez em quando. ou melhor.tempo ainda. amiúde (=sempre). sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial.Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. de medo. sim. sobretudo. lá. meio. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. sem dúvida. ele já se fora. fora. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. menos. depressa. no próximo mês.Afetividade: felizmente. breve.retificação: aliás. a pé. aquém. Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. c) Se não fosses ele.De repente o dia se fez noite. 4 . tristemente. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. érrimo: Localizeio rapídíssimo. muito. tão. hoje. talvez.menos: O candidato defendeuse muito mal. já. em vão. de cor. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas.realce: cá. antes. alhures (= em outro lugar). ali. de repente. e) Embora não tenha sido divulgado. tudo estaria perdido. De acordo com a circunstância que exprime. pouco. ao acaso. melhor pior. às pressas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. Podem exprimir: lugar. menos. . sintético > íssimo. como: Sou tão feliz quanto / como você. cedo. eventuamente. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. 2 – superlativo. bem. a saber: Você. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . de jeito nenhum.

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

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Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. não olhe. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. Classifique as frases em declarativa. . os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. Observe: Olavo esteve aqui. (negativa) “Vamos. c) As risadas não eram normais. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. ora ascendente ora descendente. Pense. Transforme a frase declarativa em imperativa. dúvida. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . 3. 4. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. g) Agora suma. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. das situações em que se explora a ironia. exclamativa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). No primeiro caso. d) Luisinho. surpresa. arrependimento. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. São uma pergunta. de forma afirmativa ou negativa. . usada quando se vê alguém invadindo.” pode indicar constatação. a) Você está bem? b) Não olhe. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais. de forma afirmativa ou negativa. com seu carro. Exemplo: Tudo parado e morto. se eu minto. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. Muitas vezes. indignação. por exemplo.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. (declarativa) Lusinho. ao menos. interrogativa. no segundo. Contêm uma ordem. Traduzem admiração.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. pois. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. uma frase simples como “É ela. optativa ou imperativa. c) Os meninos olharam à sua volta. etc. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. (afirmativa) Nunca te esquecerei. meu filho. a frase é afirmativa. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro.Muitas frases. negativa. não! 2. de pêlo ruço. Assinale. fique para trás. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. surpresa. conforme o tom com que a proferimos. Dependendo de como é dita. pedido ou súplica. Nesse caso. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. na frase “Que educação!”. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. É o caso. Quanto ao sentido.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. decepção. as circunstâncias) em que o falante se encontra. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. proibição. por exemplo. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. a faixa de pedestres. maldição): “Esta luz me falte. etc.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.

• Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. excepcionalmente.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. O sujeito é “Os rapazes”. e) interrogativa. o ser de quem se declara algo. “o tema do que se vai comunicar”. b) imperativa. h) declarativa. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. d) imperativa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. o predicado. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. através de reticências. i) imperativa. exclamação e.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. O predicado é “jogam futebol”. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado.a) interrogativa. Observe: O amor é eterno. d) optativa. ou seja. imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa. f) declarativa. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. ele se refere ao sujeito. A declaração referente a “o amor”. pouco siso. “A bênção. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). caminhem juntos!. pronome ou verbo). sacudia as árvores. capturavam os índios. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. ainda. c) Meninos. Quando se trata de predicado verbal. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito). • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. só o predicado. que encerra a essência de sua significação. a presença do verbo. 46 Sujeito . Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. interrogação. é “é eterno”. porém há. e) interrogativa. b) Luisinho. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. o núcleo é sempre um nome. d) Respeitem os limites de velocidade. Aposto e Vocativo. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. Adjunto Adverbial. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. O tema. • constituir-se de um substantivo. Objeto indireto e Agente da Passiva). não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. c) exclamativa. f) imperativa. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar.a) exclamativa. b) interrogativa. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. Respostas 1-“a” e “d” 2. olhem à sua volta! 4. o núcleo é sempre um verbo. em alguns casos. ou pronome substantivo ou. Nos exemplos seguintes. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. Normalmente. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). várias frases ou um período. portanto não são orações. procure os fósforos no bolso!. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. é “O amor”. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. Didatismo e Conhecimento .a) Eugênio e Marcelo. h) declarativa 3. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. sendo um predicado nominal. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. qualquer palavra substantivada. Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. g) exclamativa. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. necessariamente. interrogativa.a/b/d/g 5. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. g) imperativa. c) declarativa. deve-se olhar para a cor da bandeira. Não têm estrutura sintática. o sujeito.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. e.

Oculto (ou elíptico) – quando está implícito. soldado. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 .” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira.) Crianças. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Nesse caso. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. sua representação pode ser feita através de um substantivo. adjetivos. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso.Nós mentimos sobre nossa idade para você. locuções adjetivas. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. Morrer pela pátria é glorioso. seu núcleo é sempre um nome. isto é. um substantivo ou pronome. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. Exemplos: O sino era grande. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. mas nunca uma sentença sem predicado. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. na sentença. tu. ele. o sujeito é o termo determinante. a palavra base) do sujeito é. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se. ou por uma palavra ou expressão substantivada. como um substantivo. (= Açúdes foram construídos. isto é. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê. na língua portuguesa. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. cujo núcleo funcione. (sujeito: eu.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho. Ela tem uma educação fina..) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. não se sabe quem a atropelou.). ao passo que o predicado é o termo determinado.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. guardem os brinquedos. pois. (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. etc. Construíram-se açúdes. quando não está expresso. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce.) Come-se bem naquele restaurante. Regina trancou-se no quarto.As formigas invadiram minha casa. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome.. etc. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. uma sentença sem sujeito. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. Exemplos: 1.nome feminino singular 2. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal .Há formigas na minha casa. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária.” (Érico Veríssimo) (o sujeito. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito .” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. Isto não me agrada. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. enunciado: Eu viajarei amanhã.

. ventar.Nevou no Sul do país.“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia.Faz dois anos que me formei. sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2.Houve algo de anormal? . através do predicado. passar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. por isso. .Quando se é jovem. com referência ao tempo. entre “Carolina” e “conhece”. .” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: . Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. se estava calor.Onde houvesse festas e danças. fruto de uma análise sintática. • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. . .” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. ali estava ele. São construídas com os verbos impessoais.Na rua olhavam-no com admiração. . . O pronome se. acontecer.Era no mês de maio. . decorrer). o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -. o sujeito antecede o predicado. Ninguém lhe telefonou.Eram trinta de maio de 1980. neste caso. fiquem os dedos.” (Josué Guimarães) . .“Bateram palmas no portãozinho da frente. mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.Chovia torrencialmente. de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa.Havia três noites que não dormia.É triste assistir a estas cenas repulsivas.Há plantas venenosas. . realizar-se. .” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa.“De qualquer modo.Fazia um frio intenso. Pode ser omitido junto de infinitivos. ser e estar. Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. gear. Choveu durante o jogo. . foi uma judiação matarem a moça. relampejar. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. . Na frase (1). a memória é mais vivaz. • Chover. . acompanhado do pronome se. sendo.“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco.Havia três noites que não dormia.Abria a janela. .Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João.Aqui vive-se bem.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas. Normalmente.Assim como o sujeito.Devagar se vai ao longe. • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural.Carolina conhece os índios da Amazônia. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases. .Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua. . o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser. .” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato.” (Tiago de Melo) . Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito. Predicado . sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). .Havia quadros nas paredes. Nesse sentido. . é índice de indeterminação do sujeito. . .Anoiteceu rapidamente. na frase Didatismo e Conhecimento 48 .Hoje fez muito calor.Era penoso carregar aqueles fardos enormes. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. • Fazer. todavia. na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão.Ventou muito durante a noite. Veiga). amanhecer. . portanto. • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado. . nevar. . sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral. Exemplos: 1.” (José J. Não se trata. .Era à hora do jantar.” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular.

No primeiro caso. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. Os verbos de ligação (ser. etc. parecer.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. verbos que entram na formação do predicado nominal. ou um verbo (ou locução verbal). que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. salvo se as cousas se complicarem. quando este puder ser facilmente subentendido.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há. Além dos verbos transitivos e intransitivos.” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. Há verbos que. Quando. transitivos. por si mesmos.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia. desciam = nova informação sobre o sujeito. ou não.. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). Quanto à predicação classificam-se. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome. entre “nós” e “fazemos”. isto é. 2. estar. etc.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. juntamente com o verbo. nem aspiro à riqueza. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. a ferocidade dos algozes inexcedível.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. constituem a nova informação sobre o sujeito.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram. Exemplos: 1. sem os seus complementos. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme.... o povo. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. Entretanto. De qualquer forma.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar. existem os de ligação.” (Ciro dos Anjos) Observe que. Exemplos: João puxou a rede. 2. os verbos puxou. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. aspiro. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito. “Não invejo os ricos.” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. insistiu ele.Minha empregada é desastrada.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. Em outros casos é necessário um complemento que. denominados transitivos. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.Os manifestantes desciam a rua desesperados.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). adjetivo. um conteúdo significativo.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração. de complemento(s) ou termos acessórios). pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. pois têm sentido completo. podendo. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância. “Três contos bastavam. o peixe. quem encerram uma noção definida. pelo contrário. __ Em poucos dias. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você. Exemplo: As flores murcharam.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1. As folhas caem. relacionando o predicativo com o sujeito. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. tem sentido completo.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder. por natureza. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. seguido. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo..A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta. invejo. Os animais correm. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). mais contente.

” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. ver..” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos..” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual. desculpar.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou. proclamar. pensará que estou atirando aos nhambus. ocasionalmente.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição.” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial.” (Viana Moog) .” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame.“Morrerás morte vil da mão de um forte. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa. . levar. nomear.“Inútil tentativa de viajar o passado. chegar. incomodo-a.Entrei em casa aborrecido. castigar.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. ferir. coroar.. bate-lhe. Didatismo e Conhecimento 50 . conheço-as.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. crescer. eleger. simpatizar com ele. pegar de uma ferramenta. ter. desagrada-lhe. avisar. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. podem ser usados também na voz passiva. tremer. valeu-lhe. suar. resiste-lhe. comprar. obedece-lhe. Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. um complemento sem preposição. entristecer.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. socorrer. colher. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar. receber. considerar. encontrar.” (José Geraldo Vieira) “Dr. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente.” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito. encontrar. fazer. “Deus vos fez padre e bispo. perseguir.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico. deixar. depender dele. em geral. nascer. desobedecem-lhe. recorrer a ele. . a. chamar. Inês trazia as mãos sempre limpas. lhes. interessalhe. etc. . tornar. adoecer.” (Luís Jardim) .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. elogiar. características): . Pertencem a esse grupo: julgar.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer.Cheguei atrasado. os. • Verbos intransitivos passam. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. como quem vivera vida de contínuo pensar. agradeço-lhe. convidar. .” (Gonçalves Dias) . “Trabalho honesto produz riqueza honrada. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe. encontro-os.” (Alexandre Herculano) . a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. paga-lhe. sucede-lhe. perdôo-lhe. Julgo Marcelo incapaz disso. anuir a ele. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada.Fui cedo.” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. estimar.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico.“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente. designar. dizer. agir. etc. brilhar.” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele. adotar. repugna-lhe. latir. atentar nele. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo. vir. penetrar no mundo que já morreu. achar. prejudicar. unir.“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) . quero-lhe (=quero-lhe bem).” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego. puxar da faca. O povo chamava-os de anarquistas.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular. as: convido-o. ir... claro. não ligar para ele. tomar do lápis. imitar. os pronomes o. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho. etc. lhes. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea. contrariar. ver. isto é.“Tinha testa enrugada. rir. mentir. encontrei-a muito previnida. sair.” (Graciliano Ramos) .” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia. saldar. com preposição. cumprir com o dever. declarar.Passeamos pela cidade. sagrar.” (Ciro dos Anjos) . etc. apraz-lhe. chamado objeto indireto. assistir a ela. ter. Leandro proverá a tudo.” (Marquês de Maricá) “Então. achar. abraçar. brincar. etc.. investir contra ele.

” (A. ensinar. A mesa era de mármore. de. perdoar. se ela me preferisse a você. O dia continuava chuvoso. Mário encontra-se doente. resistir(a). A operação resultou inútil. agradar(a). entram na formação do predicado nominal. Eles devem ser irmãos. (tratar=lidar). (intransitivo) A terra dá bons frutos. Anda com dificuldades. cuidar(de). A vida tornou-se insuportável.. que admitem mais de uma preposição. obedece) o médico. (aspecto transitório). pagar(a). por exemplo. Exemplos: A Terra é móvel. outro indireto. assistir(a).” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. assistir. É desagradável tratar com gente grosseira. em contra). De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. querer(a). perdoar. Todos andam apreensivos. como nestes exemplos: Trate de sua vida. narrar. não têm classificação fixa. A Lua parecia um disco. Excetuam-se pagar. O fato pareceu-lhe estranho. Didatismo e Conhecimento 51 . Outros mudam de sentido com a troca da preposição. O mar estava agitado. (de ligação) O cego não vê. atribuir. obedecer. concomitantemente. aspirar(a). e pouco mais. doar.. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. investir(contra. ora a outro. (tratar=cuidar). ansiar(por). verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. aludir(a). A ilha parecia um monstro. etc. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. As matrículas acham-se abertas. Fiquei à sombra. lembrarse(de). (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. obstar(a). ceder. explicar.. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. com).. pagar. zombar(de). Os verbos. sem mudança de sentido. As crianças estavam com fome. proporcionar. perguntar. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). apresentar. disse adeus e fui andando. Minha proposta saiu vitoriosa. O médico é pago (perdoado. prometer. obedecer(a). propor. crer(em). (aspecto permanente). um estado ou modo de ser do sujeito. • Há verbos transitivos indiretos. O verbo ser. conspirar(contra).” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. pedir. mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. Esses verbos. repugnar(a). perdoar(a). lutar(contra). As águas podiam estar poluídas. Os premiados foram dois.. contentarse(com. contribuir(para). chamar. aconselhar. Exemplos: No inverso. Pedro fez-se lívido. • Em princípio. servir. A árvore ficou sem folhas. Parece que vai chover. bater(em). devolver. As crianças tornam-se rebeldes. A tentativa resultou inútil. A Lua ia (=estava) alta. podem pertencer ora a um grupo. obedecido) por João. atirar(a. atentar(em).de). • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. precisar(de). (intransitivo) O homem anda triste. Ele está doente. gostar(de).” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. Ele permaneceu sentado. prevenir. A crisálida vira borboleta.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. aspecto transitório: Ele é doente. O portão permanecerá fechado. Perdoa-lhe tudo. como atirar. ofertar. Eu não estava em casa. contentar-se. Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. ao qual se prende por um verbo de ligação. aprazer(a). A empresa fornece comida aos trabalhadores. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase. • Verbos como aspirar. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. cogitar(em. carecer(de).” (José J. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. O moço anda (=está) triste. presidir(a). dispor. entregar. traduz aspecto permanente e o verbo estar. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. no predicado nominal. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria. informar.. interessar(a). Dona Cléia dava roupas aos pobres. confiar(em). recorrer(a). (transitivo direto) Deram 12 horas. A água está fria. relativamente à predicação. relatar. Ceda o lugar aos mais velhos. imutável. variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. anuir(a). preferir. Oferecemos flores à noiva. etc. valer(a). investir. Eu não sou ele. Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. oferecer. João ficou zangado. Exemplo: O homem anda. em). dar.

pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira. Ninguém me visitou. O povo elegeu-o deputado. Ele é tido por sábio. Esta é a casa que eu vendi. 2.. em certos casos.” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto. Alguns chamam-no (de) impostor. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. eu não entendia certas coisas. Observações: • O predicativo objetivo. Didatismo e Conhecimento 52 . A doença deixou-me sem apetite. Excepcionalmente. a. O cosmonauta foi aclamado como herói. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel.. Marta entrou séria.”.” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. Completamente feliz ninguém é. é facultativa. (que:objeto direto de plantei). “E até embriagado o vi muitas vezes.. mas não o encontrei. eu vos amo. Exemplos: O trem chegou atrasado. Todos partiram alegres. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto). sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. Meu Deus. me. (=Lembro-me dela saudoso. A mãe viu-o desanimado. Procuram-na em toda parte. Não me convidas?.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. ela o faz com cuidado. Agente da Passiva. As batalhas sagraram-no herói. Integram (inteiram. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço. de preposição. Os presos tinham os pés inchados. completam) o sentido da oração.. Ela adotou-o por filho. Quem são esses homens?. O povo aclamou o imperador e a imperatriz. As paixões tornam os homens cegos. “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente. Exemplos: As plantas purificaram o ar. te. O prisioneiro foi encontrado morto. vos: Espero-o na estação. (=O trem chegou e estava atrasado.” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. como vemos dos exemplos acima. nos. Complemento Nominal. São os seguintes: 1.. A árvore que plantei floresceu.. os retirantes iam passando. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor..” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.. • Pelos pronomes oblíquos o.. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Houve grandes festejos.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. Chamavam-lhe poeta. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. • Normalmente.” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja. Silvinho acha-se um gênio.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória. Que linda estava Amélia!. não vem regido de preposição. Nós julgamos o fato milagroso. as. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta.) O menino abriu a porta ansioso. Ela nos chama. “Vós haveis de crescer.. 3. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. Estimo-os muito. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos.” (Ferreira Castro) Procurei o livro.. se. Avisamo-lo a tempo. Raros são os verdadeiros líderes.”. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara. normalmente. Lembro-me dela com saudade. Esta. não regido.. perder-vos-ei de vista. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. O professor sorriu satisfeito. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta.. Julgo inoportuna essa viagem. Sílvia olhou-se ao espelho. às vezes vem regido de preposição. Ele será eleito presidente.. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. Lentos e tristes.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. Muitos consideram-no (como) um sábio. O soldado foi julgado incapaz.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. Unimos o útil ao agradável. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. os. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal.”.. Novo ainda.

ela os montava em pêlo. Aspiro a uma vida calma. Absteve-se de vinho. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial. como puxar (ou arrancar) da espada. enganavam é a Pedro. evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito. facultativa. atirar com os livros sobre a mesa. prejudicas a ti e a ela. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.”. o drama intensificava-se. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. só ocorre com verbo transitivo direto. e não mulher feita. quando possível. “Amava-a tanto como a nós.”. • O objeto direto preposicionado. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase.” (Machado de Assis) “De mais a mais.. mas poucos o seguem. (no filho) Anseio pela tua volta. molhou a ambos.”... • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono.”.. o complemento de verbos transitivos diretos.”. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. A médico. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela.”. como a um irmão. não interrogou a ninguém.) Peço-lhe desculpas. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!. “A estupefação imobilizou a todos. Exemplos: O dinheiro.” • Em construções enfáticas. Representa.”. ordinariamente. Responderei à carta de Lúcia.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências.”. Deus lhe perdoe. enfim. como às crianças. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. impedindo construções ambíguas: Convence. “A inimigo não se poupa. Amemos a Deus sobre todas as coisas. pegou da agulha. a ênfase ou a força da expressão.”. Preciso de ti amanhã. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. “Se eu previsse que os matava a ambos. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. lhes: amar a Deus (amá-lo). Obedeço ao regulamento. “Diabolicamente. Assistimos à missa e à festa. ao pai o filho amado.”.”. A quantos a vida ilude!. referentes a pessoas. etc. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. “Vence o mal ao remédio. “Tratava-me sem cerimônia. Disse-lhe a verdade. “Abraçou a todos..”. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai.”. vem precedido de preposição.”.. “Como fosse acanhado. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos. a(s) e não lhe. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos.”. “As companheiras convidavam-se umas às outras. pegou do pano. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças. a Caetano. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes.” • Com certos pronomes indefinidos. fazendo sorrir. convencer ao amigo (convencê-lo). “E dali em diante. (Disse a verdade ao moço. a harmonia da frase. engole-os a obscuridade. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. Ceda o lugar aos mais velhos. O bem.”.”. Gosto de frutas e de doces. tornando felizes também aos outros. “Chegou a costureira.” • Em certas construções enfáticas. nos cinco outros.: “Arrancam das espadas de aço fino.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. “A tudo e a todos eu culpo. a feira deve incomodar.”.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor.) Didatismo e Conhecimento 53 .” • Com nomes próprios ou comuns. pegar da pena. geralmente a preposição a. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. quando soube do caso. que mora mais além. “Ao poeta Drummond. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros. muitos o louvam. cumprir com o dever.”. deu um beijo em Adelaide. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. “Também se adormece a fome. se faz com as formas o(s). “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia. cantando. “Provavelmente. é obvio. Olho Gabriela como a uma criança. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. Aludiu ao fato... pegou da linha. isto é.”. (Peço desculpas ao professor. de plena satisfação.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu.”. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. por que amas a uns e odeias a outros?. Deparei com um estranho.”. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo. O pai batia-lhe. como todos ali. Ele zombou de nós. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. “Seus cavalos.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram.”.”. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos.” • Em expressões de reciprocidade. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico.. confessor e letrado nunca enganes. Atentou contra a vida do rei.”. Aumente a sua felicidade.”. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro. enfático ou redundante.

O objeto indireto é sempre regido de preposição.. Perdôo-lhe a ofensa. amar o próximo. remessa de cartas. criar impostos. em vez de complementar verbos. Como atestam os exemplos acima.. Difere deste apenas porque. Isto te pertence. regresso à pátria. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. As preposições que o ligam ao verbo são: a. Os obstáculos contra os quais luto são muitos. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. queima de fogos. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries. Ela queixou-se de mim a seu pai. criação de impostos. a condenação da violência. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas. verbos de mesmo radical: amor ao próximo. nos. remeter cartas. perdoar as injúrias. por ênfase. (=Não lhe devolveram o livro.. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. entusiasmo divino.” (Rui Barbosa) “Ah. Ele só pensa em si. compositor de músicas. adjetivos e advérbios. incompleta. (=O livro foi-lhe devolvido. Peço-vos isto. expressa ou implícita.. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. regressar à pátria. no caso.. lhes. Não preciso disto. Muitos já estavam dominados por ele. resistência ao mal. (=Devolva o dinheiro a ele. basta-lhes xingarem-se à distância.? (Machado de Assis) “E. Não revelarei isto a ninguém. Exemplos: Obedece-me. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. se. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais.. Beijou as mãos ao sacerdote. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Conheço o funcionário por quem fui atendido.. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto. o paciente. perdão das injúrias. útil ao homem. em. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 . • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me. “Para ele nada é impossível”. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.. a remessa de cartas. Assisti ao desenrolar da luta. o medo de assaltos. lhe. contra... Contenta-se com pouco. Dê isto a (ou para) ele.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho. A cidade estava cercada pelo exército romano. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. com. etc. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas. Sobram-lhe qualidades e recursos. A pessoa a quem me refiro você a conhece. obediente aos pais.. de certos substantivos. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido. (=Obedece a mim. Esperei por ti. etc. Vem regido comumente pela preposição por.. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia.. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos. Vem sempre regido de preposição..” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva.. obedecer aos pais. geralmente.). complementa nomes (substantivos.) Não lhe foi devolvido o livro. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor.). Conto com você.. (=Rogo a você.). O juiz confiou-lhe a guarda do menino.” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. A proposta pareceu-lhe aceitável. As pessoas com quem conto são poucas. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. Falou contra nós. de. e a ira contra o mal.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil. para e por. (=Isto pretence a ti. O filme a que assisti agradou ao público.. aos brigões. recordar o passado. te.) • Nos demais casos a preposição é expressa. incapazes de se moverem. vos. queimar fogos. “O ódio ao mal é amor do bem. nada me abala relativamente ao Rubião. Rogo-lhe que fique.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. Assistência às aulas. os quais. Devolve-lhe o dinheiro.. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. (=Peço isto a vós. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Exemplos: A defesa da pátria.. resistir ao mal. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial.) Devolveu-se-lhe o livro. recordação do passado. da beleza e do equilíbrio.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. A coisa de que mais gosto é pescar.

pertença. coisas a que era avesso. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha.. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. Júlio reside em Niterói. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. beleza das matas. amor ao próximo. Ouvidos atentos. (=Naquela noite. região do ouro e dos escravos. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. este lugar. (Expulsaram-no da cidade. plantio de árvores. lugar. as mãos dele: posse. Domingo que vem não sairei. Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite.).). posse. pouco sal.presente de rei (=régio): qualidade . muitas rãs.nom. determinar os substantivos.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo. Volte bem depressa. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso.homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. amor de mãe. Pedro II. cheiro de petróleo.). descoberta de petróleo.. aviso de amigo. negação..” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma. animal feroz.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. o guarda.. • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. terras férteis. todos olham e não dizem nada.. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente.). herói de nossa gente. filho de fazendeiros: origem . casa de madeira: matéria . país cuja história conheço.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. aviso de perigo. não ficaria ancorado como uma canoa. Maria é mais alta. • Pelos numerais: dois pés. qual seja a de caracterizar um ser.livro do mestre.casa de ensino. especialidade . Ele fala bem. Exemplos: D. Escureceu de repente. Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. quinto ano. o médico. Talvez esteja enganado. tudo foi destruído pela enchente. etc.água da fonte. ou a origem. encontramos a felicidade.” (Povina Cavalcânti) “Ele. imperador do Brasil. declaração do ministro.fio de aço. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. intensidade. farinha de trigo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. não dormi. água do mar (adj. as ruas.. colheita de trigo.. fim ou outra especificação: . • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal. gosta do mar (obj..) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres.criança com febre (=febril): característica . ter medo do mar (compl.. modo. pertença . um rapaz. no terreiro em frente. aproximei-me da porta.” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . declaração de guerra. tempo. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. causa. (voz passiva) Tu o acompanharás. Compreendo sem esforço. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem. “O pastor. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. (certo).). Caúla. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. fala corretamente. Não durma ao volante. etc. Ande devagar.. origem. folhas de árvores.). destruidor de matas. desenvolve ou resume outro termo da oração. assunto. acensorista. companhia. “Nicanor. Errei por distração. que rua?.... empréstimo do banco. a casa do fazendeiro.) ou.adv. empréstimo de dinheiro. (Devastam as florestas. ao passar para a ativa.. “Cada casa arrumava. terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. Moramos aqui..). Assobiavam-se as canções dele nas ruas. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos. árvores e plantações. aulas de inglês: fim. (=No domingo. (=De ouvidos atentos.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. etc. em outras palavras.. As florestas são devastadas.. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). Saí com meu pai. que modifica o sentido de um verbo. adjetivo ou advérbio..” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. foi um monarca sábio. modo. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade .). (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. exprimir alguma circunstância. expôs-me seu caso de consciência. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. capítulo sexto. (errado). meio. • Pelos artigos: o mundo. adjunto adverbial e aposto. indir.adn.

Só não tenho um retrato: o de minha irmã. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. Simão era muito espirituoso. o que me levava a preferir sua companhia. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. (duas locuções verbais. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. Os apostos. oração absoluta. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. “Acho que adoeci disso. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. de tudo ela tinha medo. o que me obrigou a ficar em casa. eh!): “Tem compaixão de nós . os dois surfistas atiraram-se às ondas. O dia amanheceu chuvoso. do espaço. (Período simples.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui.) Quero que você aprenda. mas predicativo do sujeito: Audaciosos. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. destacam-se por pausas. (Período composto. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). ponto de interrogação ou com teticências. ele e ela. na escrita. refere-se a toda uma oração. uma coisa real ou entidade abstrata personificada. etc. Mensageira da idéia. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. o teu defensor. em geral. fato que me deixa atônito. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. de beleza. Não pertence à estrutura da oração. olá. Este escritor. Mário não se conteve. nnca foi superado. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. o qual. Nas frases seguintes. indicadas. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. às vezes. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. Exemplos: Pegou fogo no prédio. esvoaçavam num balé de cores. Exemplos: Rapaz impulsivo.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. a Rua Osvaldo Cruz. O período é simples quando só traz uma oração. são horas! “Olá compadre. sinal de tempestade iminente. Nogueira. As borboletas. ó sol de maio. o Colégio Tiradentes. chamada absoluta. um animal. isto é. o rio Amazonas. duas orações) Está pegando fogo no prédio. o romance Tóia. por vírgulas. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). não são banhados pelo mar. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. Exemplo: Pegou fogo no prédio. mande-me cá o Padilha. No exemplo inicial. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. Na escrita é separado por vírgula(s). está elíptico. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. às vezes. O aposto não pode ser formado por adjetivos.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. por exemplo. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. Didatismo e Conhecimento 56 . leves e graciosas. morcegos. que se encerra com ponto de exclamação. o período é composto quando traz mais de uma oração. não há aposto. (uma locução verbal. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. O espaço é incomensurável. uma oração) Quero que você aprenda. Não havendo pausa. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos.” (Raquel Jardim) De cobras. senhor de engenho. o escritor João Ribeiro. título. O aposto que se refere a objeto indireto. O aposto. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. não haverá vírgula. dois pontos ou travessões. bichos. meus amigos. a saber.” (Machado de Assis) “Correi. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. da intensidade das coisas. a Bolívia e o Paraguai. que pode ser uma pessoa. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. é a base do governo. (dois verbos. correi. mais alto. (um verbo. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. filha do velho coronel Tavares. como romancista. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. “Irmão do mar.

contudo.. / recordamos os tempos de infância.. “É dura a vida. Ele me ajudou muito. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista.” (Jorge Amado) . O instinto social não é privilégio do homem.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. não mereces fé. uma relação de sentido. não só. por uma conjunção coordenativa adversativa.. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes.. Pode ser: 1. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. A espada vence. entretanto ninguém trabalhava. OCA OCA OCA “Inclinei-me. portanto deve trabalhar.” (Renato Inácio da Silva) Considere. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior. mas ainda. seja.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. é claro. entretanto. não só. mas também. há uma paz profunda na casa deserta. Vives mentindo.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. contudo não te exaltes. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem.. pois. as lanchas se movimentam lentamente. / brincamos. a vontade. apanhei o embrulho e segui. Exemplo: Os torcedores gritaram. por exemplo. pois. Raimundo é homem são. logo. por uma conjunção coordenativa alternativa. por uma conjunção coordenativa aditiva.. mas. / portanto merece minha gratidão. ora. se nos depara nos próprios animais. por uma conjunção coordenativa conclusiva. mas aceitam-na. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). As pessoas não se mexiam nem falavam. uma não depende da outra sintaticamente. . “Jacinta não vinha à sala. Didatismo e Conhecimento 57 . 4.” (Machado de Assis) “Em aviação.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem. / vibraram. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. desonra. o ouro infama. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. nem. quer.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. Estudei bastante / mas não passei no teste. ou. os saveiros acompanham. ou seja. avilta. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e. / sofreram. este período composto: Passeamos pela praia. ou seja. Havia muito serviço. ou seja. logo. 2. todavia..” (Cecília Meireles) Tens razão....As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Ele é teu pai: respeita-lhe.ou. ou seja. por isso. Saí da escola / e fui à lanchonete. A doença vem a cavalo e volta a pé. ora. quer.” (Machado de Assis) “A noite avança. seja. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa..” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. sentei-me. ou retirava-se logo. antes. porém. Venha agora ou perderá a vez. no entanto. porém às vezes torna-se cruel. como já dissemos. Há entre elas. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior.. O mar é generoso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. mas não convence.

ainda que.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. porque. salvo se acontecer algum imprevisto. pois. contanto que. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que. “Se convidada. de justificativa em relação à oração anterior. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. impedir sua realização. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. no entanto. apenas conheço as flores do meu tempo. porquanto. Conjunções: embora. mesmo que. “A mim ninguém engana. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo. Decerto alguém o agrediu.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava. ele é classificado como período composto por subordinação. que não nasci ontem. (a menina) senta no colo da gente. pois (ou porque) o nariz dela sangra. sem que estudes muito. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. Não poderás ser bom médico. Como não me atendessem.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. talvez teríamos perecido todos. sem. tanto mais que meu filho está doente. como (= porque). porquanto eu estava cumprindo o meu dever. 5. Ninguém podia queixar-se. visto que. contanto que (ou desde que) volte cedo. Conjunções: se. ora o rasgava freneticamente. fossem os olhos mais enviesados. de tão violento que ficara. a menos que. por isso que sou pobre.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. Se o conhecesses. já brilhava intensamente. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. que ela aniversaria amanhã. caso a experiência tenha êxito. Irei à sua casa / se não chover. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . porque é pior para ti.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. temos que agir nós. repreendi-os severamente. por mais que. Como ele estava armado. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. Não mintas. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. conversa um pouco e logo sai correndo. e tudo teria sido diferente.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. pois arfava muito. portanto. por uma conjunção coordenativa explicativa. se bem que. “Maximiano temera que o coronel o agredisse. Conjunções: porque. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. visto que esteve doente. (adjunto adverbial de causa) Veja. Não fui à escola / porque fiquei doente. ninguém ousou reagir. Não posso ir hoje. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. substantivas e adjetivas. Poderão chegar lá ainda hoje. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. “Faltou à reunião. não o condenarias. Não encontrei o livro em nenhuma loja. cidadãos. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). Você pode ir.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação. que. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. ou um minuto depois. a não ser que. agora. apesar de. sendo. que te abençôo.” (Jorge Amado) “Velho que sou. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. Não sairei de meu consultório. Leve-lhe uma lembrança.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. desde que.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. pela simples razão que ele não existe. pois que. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). subordinada a ela. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. 2. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. ou seja. conquista-a.

“Como deveis saber.” (Fernando Namora) “Ainda assim.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. “Chovesse ou fizesse sol. é um grande veículo de informação. sempre que. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. sem que isso fosse de minha obrigação. quem quer que seja. pois que. Ontem estive doente. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. o moço ergueu-se rápido. “Fiz-lhe sinal que se calasse. de maneira que pude prolongar minha viagem. enquanto. segundo as ouvi narrar anos depois. por mais que o cocheiro os sofreasse. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença.” (Graciliano Ramos) 4. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. “Digo essas coisas por alto.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. para o tumulto. tristezas não pagam dívidas. não me ouviram. vimos toda a extensão da catástrofe. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Embora não possuísse informações seguras. Júlio César resolveu passar o Rubicão. como (= porque). Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. Sempre que vou à cidade. Um dos garimpeiros falou. para o trabalho. segundo.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico. Os louvores. o Major não faltava. Conjunções: conforme. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse. Cumpriremos nosso dever. Conjunções: quando. como (=conforme). assim que. cria asas. como sabemos. que.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). mal (=assim que). Por incrível que pareça.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. pequenos que sejam. Mal chegamos ao local. por exagerada que seja. rosto no pó. são ouvidos com agrado. logo que. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral. O responsável deve ser punido. O jornal. ela se volta contra nós. Por mais que gritasse.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. OP OSA Temporal Formiga. ainda assim arriscou uma opinião. sinceramente confesso que o admiro. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. Todas as vezes que agredimos a natureza. não andei tão depressa que amarrotasse as calças.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito. “Nem que a gente quisesse. Conjunções: porque. cruzou os braços no peito. depois que.” (Ramalho Ortigão) 6.” (José Geraldo Vieira) 7.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. a História se repete.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. a fim de que. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa. fossem quais fossem as conseqüências. quando quer se perder. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. quando escurecia. devia ser melhor que aquilo. manteve-o apertado contra o peito.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. porque (=para que).” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. “Lá pelas sete da noite. conseguiria esquecer. As notícias de casa eram boas. “Corria para a rua. nem por isso o respeitava menos. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. há em todas as coisas um sentido filosófico. os povos se levantam. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. enquanto os outros escutavam silenciosos. Vim hoje. Como diz o povo. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. a estontearse. conforme lhe prometi. Conjunções: para que.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. eles não sabiam o nome de sua cidade. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. Fleming descobriu a penicilina por acaso. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. visto que.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. Consoante opinam alguns.) Ajudava-os em tudo. passo pelas livrarias. que. todos o procuravam. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. as casas se esvaziam.” (José J. não fosse o coração saltar-lhe.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela.

. Ignoramos como se salvaram. (= O mestre exigia a presença de todos.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. quanto menos. Ela é bonita / como a mãe.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos.: Sabe-se que ele saiu da cidade. O fiscal verificou se tudo estava em ordem. assim como. Elas podem ser: 60 1. Conjunções: como. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho. 9. as casas iam rareando. Certos cantores gesticulam mais do que cantam.depois de um verbo de ligação + predicativo. urgir. (objeto direto) O grupo quer / que você ajude. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . etc. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. é certo. Ex.) Aconselha-o a que trabalhe mais. . é conveniente. vai diminuindo. 2. Indaguei de quem eram aqueles quadros. (= Não me oponho à sua viagem. À proporção que avançávamos. Ignoro quantos são os desabrigados. diz-se. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. Lembre-se de que a vida é breve. ao passo que os preços sobem. etc. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. exercem funções sintáticas próprias de substantivos.depois de verbos como convir. tal como. podia erguê-lo ao sol. cumprir. tanto como.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. como. O valor do salário. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. (sujeito) É importante / que você colabore. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse. Observe: O grupo quer a sua ajuda. como o imã atrai o ferro.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar. Conjunções: à medida que. Obs. em construções do tipo é bom. tanto que me pediu um prazinho para a resposta.: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo. é útil. .: É certo que ele voltará amanhã. constar. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse. Ex.. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. como sabe-se. tal qual. Didatismo e Conhecimento . Rui voltou para casa como quem vai para a prisão.. geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.” (Jônatas Serrano) 3. à proporção que. (tão).depois de expressões na voz passiva. mais se aprende. contase. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. quanto mais. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. sem que a guerra o arrebatasse. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava. Daremos o prêmio a quem o merecer. como no exemplo acima.. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. ao passo que. ocorrer.” (Graciliano Ramos) 8. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. Perguntaram quem era o dono da fábrica. que assustava os transeuntes. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é).” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. Observe: É importante sua colaboração. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. Como a flor se abre ao Sol.: Convém que todos participem da reunião. OSA Proporcional OP À medida que se vive. Ex. Veja que horas são. que (combinado com menos ou mais).” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. num período. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Não posso dizer qual delas é a mais feia. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude.) Mariana esperou que o marido voltasse.

(oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que .” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. intercaladas à oração principal. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. tais como quando. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. tornou-se realidade. como.) Minha esperança era que ele desistisse. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. cujo. na esperança de que me chamasse. desde a tarde. Exemplo: Seu desejo. também. qual. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. quem. Arnaldo foi quem trabalhou menos. Ficou provado que os documentos eram falsos. Diga-me como resolver esse problema. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. Para alguns a pátria é onde se está bem. (= Sua colaboração é necessária. (Seu receio era a chuva.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. Importa que saibas isso bem. Didatismo e Conhecimento 61 . “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. que o filho recuperasse a saúde. entre vírgulas.) Parece que a situação melhorou. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente.. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros..” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. Sê grato a quem te ensina. Observe: Estou convencido de sua inocência. Não sou quem você pensa. É bom que você venha. etc.” (Dom Eugênio Sales) 5. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. Não consta que ele fosse anti-religioso. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. quanto. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse. OP OSA Restritiva Nesse exemplo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore. Aconteceu que não o encontrei em casa. 4. Não é segredo que os dois não se entendem.) Estava ansioso por que voltasses.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Observe: O importante é sua felicidade. Exemplos: Não sei quando ele chegou. Podem vir.) e podem ser classificadas em: 1.” (Carlos Castelo Branco) 6.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro. etc. (= Sou favorável à prisão dele. Pedra que rola não cria limo. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Convém que sigas uma profissão. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome. vindo sempre depois do verbo ser.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos.

(oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. o que não acontece com a oração adverbial causal. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. Alguém. Rosa chorou. nem por isso deixam de existir. que passe por ali à noite. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. encontrei o professor de inglês. que o poente avermelhava. isto é. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. telefone-me. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. Se precisar de ajuda. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. / os jogadores foram para o vestiário. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo.” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. esclarecendo um pouco mais seu sentido. “Olhou a caatinga amarela. / encontrei o professor de inglês. ao lado qual estava o baú de roupas.O infinitivo. OP OSA Explicativa OP Deus. que é nosso pai. reduzida de infinitivo. reduzida de particípio. imperativa. os jogadores foram para o vestiário. Exemplo: O escritor Jorge Amado. Ele tem amor às plantas. . Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 . Para classificar a oração que está sob a forma reduzida.” (Inácio de Loyola Brandão) 2. reduzida de gerúndio. muitas vezes.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. Precisando de ajuda. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. Ele está jantando na sala. Note-se também que há pausa (vírgula. gerúndio e particípio). que nasceu rico. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. conforme o caso. Quando entrei na escola. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. poderá ser assaltado. que traz o efeito. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. O período agora é composto por coordenação. telefone-me.Ao entrar nas escola. . (infinitivo) . Observações: . que é efeito. Ao entrar na escola.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. Essa casa foi construída por meu pai. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. encontrei o professor de inglês. mas como o próprio nome indica. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. os jogadores foram para o vestiário. (gerúndio) . subordinada adverbial Acabado o treino. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. / telefone-me. Exemplos: . mas sem restringi-lo ou especificá-lo. que cultiva com carinho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. “Há saudades que a gente nunca esquece. nos salvará. Exemplo: O homem fechou a porta. / que mora na Bahia.Precisando de ajuda.Acabado o treino. / lançou um novo livro. Há casos também de orações reduzidas fixas. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. Exemplos: Preciso terminar este exercício. saindo depressa de casa. Assim que acabou o treino. acabou na miséria. Valério. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. porque seus olhos estão vermelhos.

objetiva indireta 6. respectivamente: a) objetiva direta. coordenadas entre si e) objetos indiretos. pelo respeito. tanto nominal quanto verbal. 3. a oração «para cortar» em relação a «não bate». subjetiva b) subjetiva. d) O oficial perguntou de onde vinha. com as palavras de que dependem. b) Não lhe tocara no assunto. Não esqueças que é falível. orações subordinadas adverbiais concessivas. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. orações subordinadas adjetivas. não vivia no coco como a do Santa Rosa. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. É bom que você venha.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». orações subordinadas adverbiais comparativas 9. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. e se não sabia notícias de Antônio Silvino. Via-se muito que D. “Concordar” significa “estar de acordo com”. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. Chegados que fomos. 7. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). EXCETO em: a. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». d) Precisa-se de operários. orações subordinadas adjetivas. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. e) Não sei se o vinho está bom.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. objetiva direta. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. objetiva direta e) predicativa. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. não há uma atitude inventada. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. subjetiva. 2. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. adverbial temporal d) subjetiva. objetiva direta. com valor estilístico). nas suas flexões.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. entramos na escola. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. Temos orações subordinadas. Assim. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. pela emoção que emudece e paralisa. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. adverbial temporal. adverbial temporal. na concordância. coordenadas entre si d) objetos diretos. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. Didatismo e Conhecimento 63 . objetiva direta c) objetiva direta. c) O aluno fez-se passar por doutor.

• Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero. a casa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo. as colheitas seriam fartas.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes.. apareci com o rosto e as mãos muito marcados. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.). em geral.” (Mário de Alencar) “.” (Luís de Camões.” (Carlos Povina Cavalcânti) “. Por que tanto ódio e perversidade?.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos. Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo.. pronome..grande número de camareiros e camareiras nativos. “... Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos. com os quais fomos viver. Seus planos e tentativas..” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere.. que. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. Aqueles vícios e ambições. O dedo indicador e o médio estavam feridos... CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo.. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.. “. É proibida a caça nesta reserva.” (Pedro Nava) “.esses números nada têm de precisos. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora. o adjetivo concorda. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. quando posposto. ocorrem dois tipos de construção. quanto de feia.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. a tinta e a barro fresco.” (Alexandre Herculano) “.” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa. muito.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes. mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia.” (Érico Veríssimo) “. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila. com a função de adjunto adnominal..toda ela (a casa) cheirando ainda a cal. “Seu Príncipe e filhos.. “O César e a irmã são louros.. 124) Didatismo e Conhecimento . que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. Os adjetivos regidos da preposição de. Estudo a língua inglesa e a francesa. em roda. Os campos estavam floridos. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos. sexo e profissão..asas e peito matizados de riscas brancas. algo. da clareza e do bom gosto. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos.. tanto. A ciência e a virtude são necessárias.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. etc.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.. um e outro legítimos..” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo. ou com o substantivo mais próximo. Os dedos indicador e médio estavam feridos. “O céu e as árvores ficariam assombrados. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância. adjetivo).” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina.. por atração. III. Concordância Verbal – variação do verbo.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas.acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta. Todavia. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada). Os Lusíadas.. Seus olhos têm algo de sedutor.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras.” (Herman Lima) “Ainda assim.. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso. o templo. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito.” (José de Alencar) “.

efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa. eu lhe garanto. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. A noite torna visíveis os astros no céu límpido.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. como no último exemplo. são merecedores de nossa confiança. ou sendo preciso realçar o predicativo. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. e deitou-o no jazido de sua esposa”. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. “Vi setas e carcás espedaçados”. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento. pode-se. Se anteposto ao objeto. Minhas três coleções de selos são postas à venda. Vossa Alteza foi bondoso.. Dezenas de soldados foram feridos em combate. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. é necessário.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso. senhores Ministros.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade. foram precisas treze mil estacas.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. a folha da tristeza. um coletivo numérico. É necessário ter muita fé. quando se flexiona. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. não é mau. O que não é admitido é a greve abusiva. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas. “Água de melissa é muito bom. o esforço e o amor. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 . concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta. poderá o predicativo.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. Quando o núcleo do sujeito é.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome. Passadas duas semanas. procurei o devedor. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. Os jogadores tinham sido convocados. Foi feita a entrega dos convites. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. “Vossa Excelência está enganado. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo. que se fizessem e largamente. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. em geral. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito. é preciso.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. Doutor Juiz. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. etc. Havendo determinação do sujeito. às refeições. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. neste caso.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. a corveta e o navio foram a pique.

quando ele [Rubião] saiu. o maior. Exemplos: Um e outro livro me agradaram. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema. o menos. Como palavra denotativa de limitação.. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. A casinha ficava sob duas mangueiras. juntas.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela. [ou mais barato] Estas aves voam alto. As fotos foram enviadas junto com a carta. que a cobriam toda. alto. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca. no português de hoje. barato.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. anexas. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. por interesse. claro. duas cópias do contrato. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. Suas mãos estavam todo ensangüentadas. ora flexionado: “A volta.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. • Possível. como se os tivesse visto. • Todo. inclusa. Usado em expressões superlativas. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. incluso. Como adjetivo. etc. é invariável. como sério. bastariam para torná-los célebre.” (Autren Dourado) • Só. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. o menor. costuma-se flexionar. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um.. Remeto-lhe.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo.” (ledo Ivo) “. vai a relação das mercadorias. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. etc. uma fotocópia do recibo. disse a secretária. outro.. referida a indivíduos de sexos diferentes. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria..” (Maria José de Queirós) Junto. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. Remeto-lhe. neste caso. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. por si sós. Esses dois livros. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis. “Há pessoas que parecem nascer errado. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente. No sentido de inteiramente. Esses produtos passam a custar mais caro. nossa cruz. e. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. as características do solo são as mais variadas possíveis. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. caro. Como adjetivos. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. somente. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. Nem um nem outro livro me agradaram. leso. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. Didatismo e Conhecimento 66 . na sala iluminada. • Adjetivos adverbiados.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor. “Elas moram junto há algum tempo. raro.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. Locução adverbial invariável.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças. Eles estavam sós. Elas só passeiam de carro. o adjetivo possível no plural. sozinho]: Estávamos a sós. equivalente de apenas. A locução um e outro.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. único] concorda em número com o substantivo. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus. As meninas iam todas de branco. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós. este adjetivo ora aparece invariável.” (Autram Dourado). O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. só [sozinho. estou lhe enviando algumas fotos. O médico atendeu o maior número de pacientes possível.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. • A olhos vistos. Significa visivelmente.. com os quais fiz boas amizades. ficam invariáveis: Vamos falar sério. Só eles estavam na sala. Como se vê dos exemplos citados. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. completamente. o outro. Certos adjetivos. há nítida tendência. para se usar.

atualmente. sendo composto e anteposto ao verbo. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas. Os Crocodilos. nesse caso.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. o ar tranqüilo com que as recebo. mas serviam.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. uma angústia repentina começou a me apertar à alma. uma aflição. a relva e o cestinho de morangos. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. Exemplos: A porta estava meio aberta. À noite.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito. com ele concordará o verbo em número e pessoa. usar o verbo no plural. esta palavra é. a inveja que baba.” (José de Alencar) “Vida. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento . o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas. 25) • Meio.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo.” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos. irmãos.. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. “Todos os sentidos alerta funcionam. esta palavra é invariável. em estado de vigilância] é advérbio e.” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam. invariável: Estamos alerta.. talvez.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. perturbou-o.. alerta [=atentamente.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. p.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava. Pela sua origem. leva geralmente este para o plural. sentida antes como adjetivo. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. “Uma sentinela de guarda. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. Varia quando adjetivo. Os sapatos eram meio velhos. sendo. Fica invariável quando advérbio. Os emissários voltaram bastante otimistas. Os soldados ficaram alerta. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples. Usada como advérbio. graça.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras. há menos pessoas na praça. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas. só restaria a árvore... que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha. • Bastante.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha.” (Carlos Povina Cavalcânti) . As meninas ficaram meio nervosas. por isso.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. portanto.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito.. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. olhos abertos e sentidos alertas. no sentido de um pouco. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu.” (Assis Brasil. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. É palavra invariável: Gaste menos água. novidade.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. “Levi está inquieto com a economia do Brasil. Vê que se aproximam dias bastante escuros. de prontidão. e a modéstia da cas.” (Martins de Aguiar) Contudo. esperando pelo esconhecido. a cólera que inflama. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade.. ao qual não faltam o talento e a graça.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. apareceram um jornal e uma vela..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar.

era amigo do Andrade. nem dinheiro. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente. atualmente.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres. nem a alegria das flores. muitas vezes.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês. entra nela tu.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes. valor relativo.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância. chegaram outros pretendentes. freqüentemente.. usa-se. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio. mas também.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm. comumente. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente. nem a pompa das folhas verdes. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima. iniciou solenemente a missa.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. o verbo no plural.. (Só um candidato pode ser eleito governador. “O chefe ou um dos delegados. com dois sacerdotes...” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte. “Na fazenda.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade. isto é. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. em bons autores.) “Naquela crise. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. nem Deus teriam força para me constranger a tanto.como..” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo. nem nada a ninguém. no processo verbal.. não me lembra..” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade.Deus e tu são testemunhas.” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul.” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira. não se recusa trabalho. não só como também. chegou a Paris às 5h da tarde. com sua comitiva. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada. no entanto. tua mulher e teus filhos.” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. tanto.. “Nem o mundo.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. Exemplos: O bispo. do contexto.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe..” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Camilo Castelo Branco) Há.. Didatismo e Conhecimento .) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende.. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. Nem eu nem ele o convidamos.. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime. O presidente. etc.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem.

conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática. estouvado. ninguém.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças.. com o pronome resumidor.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido. o vebo.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. falavam de coisas da vida. etc.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável. Um bloco de foliões animava o centro da cidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas..” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. seguida de substantivo ou pronome no plural. quando se quer salientar não a ação do conjunto. caso contrário. em nome dos telespectadores. o protesto. contavam histórias. agora é cédula de Cr$ 500. ninguém saiu do campo.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 . viagens.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular.. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum. expressiva.. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes. no singular. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. etc. parte de. pode ir para o singular ou para o plural. tudo isso me levou a fazer uma coisa única. o homem do povo. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho. espetáculos. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de. alguns goles de vinho. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar. o gênio imperioso.. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder..” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado.” (Machado de Assis) Jogadores. árbitro. fica o registro. tudo. Exemplos: Jogos. este poderá ir para o plural. nada.. o verbo concorda.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou. assistentes.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões. o João-ninguém. grande número de. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito. de mulheres penetraram na caverna. baixinho.” (Gastão Cruls) “. de velhos. diversões. “O entusiasmo. grande número de.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes. Exemplos: O comer e o beber são necessários.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés. um prato de carne e um prato de legumes.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. a maioria de. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. efetuando-se uma concordância não gramatical. quando posposto ao sujeito. nada pôde satisfazê-lo. formando grupos. nada.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta. etc. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo.. coleantes. mas a dos indivíduos..

” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio. portanto. (Jairo é o único empregado que não sabe ler... as duas concordâncias são igualmente legítimas.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda.) Ressalte-se porém. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. Embora o caso seja diferente. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise.” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém. que estava sentado à porta da casa. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. Pode-se. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler. Todavia. Por coerência.) Um dos cinco homens. geralmente preferida pelos escritores modernos.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo.quando o verbo precede o sujeito. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros. que assistiam àquela cena estupefatos. como nos dois últimos exemplos. quando se deseja destacar o indivíduo do grupo.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos.. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. (Todos os cinco homens assistiam à cena. o verbo da oração adjetiva flexiona-se.” (Raquel de Queirós) Um dos que.. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos. Dos meus empregados. (Só um menino estava sentado.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. no plural.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. o verbo concorda. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. ao empregar as expressões em foco. é oportuno lembrar que. Essa é a concordância lógica. Na linguagem culta formal.” (Herman Lima) Visitei os presos. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz. uma das que • Quando. a concordância se efetua no singular. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga. no caso em foco.) Didatismo e Conhecimento 70 . porque têm tradição na língua. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão. de preferência. foi chamar o pai.como se vê dos exemplos supracitados. só Jairo não sabe ler. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. usar o verbo no plural. Observações: . O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas.” (J. nas orações adjetivas explicativas. Um e outro. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira. Ramalho Ortigão. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. soltou um grito de protesto.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância. Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina. em orações adjetivas restritivas. em regra. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões. . Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento.

“Espero que V. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis.Sª. desterrados.. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. é comum deixar o verbo no singular.?” (Alexandre Herculano) “. Eram eles que mais reclamavam. Somos nós quem leva o prejuízo. Fomos nós que o encontramos.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos. em regra. Devem ter fugido mais de vinte presos. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. o verbo concordará.” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial. não me faça mal. “Montes Claros era um feudo daquel família. que. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. Foram os bombeiros que a salvaram.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe. ou. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa.. (= Os bombeiros a salvaram. meu caro.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me.. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. Lusíadas.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. etc. Tratando-se de títulos de obras.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. Andes. ou se o numeral for superior a um.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. como sujeitos • O verbo concordará. muitos.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens. neste caso. em frases do tipo: Sou eu que pago. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. portanto não necessários ao enunciado. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns.) Seja qual for a interpretação. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural. caso contrário.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato. como eu. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo. em regra. com estes últimos.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou. seguidos dos pronomes nós ou vós. poucos. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . como Estados Unidos. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos..” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. na 3ª pessoa. ficar de tanga e entrar a falar capiau. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. por atração. o verbo concorda no singular.. nem da Espanha. Campinas.” (Machado de Assis) Todavia. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. à maneira dos primitivistas. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. Assim: Sou eu que pago. o que é mais lógico. o importante é saber que.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos. “Fui eu que me pus a rir. com os pronomes quem e que. Fostes vós que o elegestes. etc. no singular.

. porque se efetua não com a palavra (Valkírias. Sertões. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e. Não pode haver rasuras neste documento.. fazia quase vinte anos. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros. não é gramatical.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros.” (Ciro dos Anjos) “Era loura.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando. nesse caso. “Quando se joga. (sujeito: cortar essas árvores.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. sem que se vissem resultados concretos. o verbo auxiliar concordará com o sujeito. na voz passiva sintética. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. neste caso. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas.” (Almeida Garrett) Entretanto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela. de análise e de protesto. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas. “Chovera e nevara depois. quando usados como impessoais. passava das oito horas. deve haver construções históricas em Nova Iorque. sem dúvida.” (Celso Luft) A concordância. mas ideológica.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas.” (Josué Montelo) Quando saí de casa.” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis.. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio.. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. passar de (na indicação de horas).” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem. fazer (na indicação do tempo). o historiador e o novelista. Começou a haver abusos na nova administração. chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros.. durante muitos dias. Férias de El-Rei). Vai haver grandes festas.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. “Haverá. Há de haver. deve-se aceitar as regras. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro)..” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . (sujeito: ler bons livros..” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes.” (José Paulo Paes) “De preferência. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania. deve-se ler os dois. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. “Correram-se as cortinas da tribuna real. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto. (sujeito: árvores.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores. Gataram-se milhões.” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago. Ressalte-se.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo. Assim: Não se pode cortar essas árvores.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico. porém. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público.. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio.

“Não.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves.” (Raquel de Queirós) . Vós não sois eles.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu.” (Said Ali) “. no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade). e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil.” (Correia Garção) “Mentiras. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. é também lícita: “Tudo é flores no presente. com um banco embaixo.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites. ficou consternada. Tu não és ele. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa. sempre mentiras.” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava. isso. “A maior parte dessa multidão são mendigos. “Quando D.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores. principalmente. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. existir.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos. isto. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 . embora menos comum. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó.o verbo chover. O resto (ou o mais) são trastes velhos.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros. são duas pessoas neste mundo. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite.” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo..” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é. Quem não ficou nada contente foram os camelôs.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa.” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas.” (José J. por haver.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . permanentemente.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. respondeu Ângela. impessoal.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas. no quintal. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores. era o que me pediam. no singular.Existir não é verbo impessoal. Abílio era só problemas. senhores.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu. A concordância com o sujeito. impessoal.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores.mas a minha riqueza eras tu. “Os bastidores é só o que me toca. deixa de ser impessoal e. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. Mas: Eu não sou ele.” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) . sois vós. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo. o.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto. Quem plantou essas árvores fomos nós. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses..

ninguém o tratava pelo nome próprio. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez. (= Aqui se açoitavam os escravos. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas.” (Celso Luft) .. a não ser bonecos sem pescoço. evidentemente. datas e distância . com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos. senão.) Era uma vez • Por tradição. cujo sujeito exprime quantidade. em frases como: Quando o trem chegou. Seguida de substantivo (ou pronome) singular. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo.O verbo passar.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. é suficiente.. a não serem dívidas e desgostos.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco.era perto das cinco quando saí.Pode-se.” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês.” (Said Ali) Observações: . é pouco. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. pouca gente manuseia hoje.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. Sujeito: os livros. “Era hora e meia.) Os astros é que os guiavam. • Na indicação das horas.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista. data ou distância: Era uma hora da tarde. etc.. veja) . respectivamente. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui. A não ser alguns pescadores. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida.Haja vista os livros desse autor. etc.” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco. (= olhe-se para.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. Da mesma forma se diz.: “Seis anos era muito. Doze metros de fio é demais.” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora.” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. Bem haja.) “Hoje é dez de janeiro. a expressão. haja vista o incidente de sábado.. Pode ser construída de três modos: . passava das sete horas. concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março.” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte. (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los.” (Machado de Assis) “.. fica na 3ª pessoa do singular. (= São as mães que devem educá-los. a não ser escombros. (= por exemplo.” (J. Matoso Câmara Jr. convertido em sujeito da oração infinitiva. salvo. verbo hajam (=tenham). deixar o verbo no singular.) Foi então que os dois se desentenderam.. O verbo concordará normalmente com o sujeito.. e não haja visto. A situação é preocupante. (= Eram os astros que os guiavam. é menos que (ou do que).. aquela obra. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem. Exemplos: “As dissipações não produzem nada. vejamse) . foi pôr o chapéu. permanece invariável: A situação é preocupante.. mil dólares era menos que um real.) Divertimentos é que não lhe faltavam. (= Então os dois se desentenderam. Exemplos: Nada restou do edifício. hajam vista os incidentes de sábado.” (Eça de Queirós) .. Para ele. equivalente a exceto. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo. é mais que (ou do que).” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. preço.Haja vista aos livros desse autor.Hajam vista os livros desse autor. A não ser • É geralmente considerada locução invariável. medida. (= tenham vista.. objeto direto: vista.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de. Seis quilos de carne é mais do que precisamos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito.) Nós é que trabalhávamos. entretanto na linguagem espontânea. é demais. referente a horas.) (Hoje é dia seis de março. ninguém conhecia aquela praia.

” (Cecília Meireles) “Outros.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. deu três horas o relógio da botica. no sentido de ser mais de.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério. Trata-se de provas. que pareciam estourar no minuto seguinte. badaladas ou relógio: “Nisto. Não se conseguiu conter os curiosos.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos. Vamos.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo. parecia caminharem no céu.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. dar e soar • Referindo-se às horas.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes.. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva. em ritmo moroso. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos. parecia que não podiam com a enxada. Tentou-se aumentar as exportações. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui.” (Alexandre Herculano) “.” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar. Não se pretende alcançar resultados imediatos. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes. para regra da vida. procura-se diminuir as importações.quando as estrelas. Nesse caso. parecia não terem dado por ele.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão. de preferência. levava-se doze horas.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. Em casa. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. com referência a horas. passava das 16 horas. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep. de aparência acabadiça. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar. a palavra irônica do mártir. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto. No momento. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. que pode ser hora..” (Armando Fontes) Observação: Pasar. é verbo impessoal. o verbo ao plural.. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. Pelas contas da Petrobrás. Didatismo e Conhecimento 75 . São problemas esses que não cabe a nós resolver.” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto. fica-se mais à vontade.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo.. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência. quando seguidos de substantivo no plural.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo..” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. Exemplos. “Não se trata de advogados.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida. importa (ou convém) não esquecê-los. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. (faltava adquirir os livros) Esses fatos.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas. Anotei os livros que faltava adquirir. levam. Outros exemplos: “Nervos.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. horas (claro ou oculto). já passa das oito horas – disse ela ao filho. minha senhora..

a não ser. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero.. Por isso. sem acento. mercadores não tem a força de vendilhões. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas..) “Ficamos por aqui. a concordância efetua-se. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. Exercícios 1. no feminino. Um quinto dos homens eram de cor escura. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. (IBGE) Indique a opção correta. os seus amigos. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.” (Eça de Queirós) Observações: . (=Nós dois vivíamos felizes. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. Foram destruídos 20% da mata. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. em tais frases.) Da velha casa não sobraram senão escombros. bilhão e milhar são substantivos masculinos. os três milhares de plantas. Não nos parece. na enchente. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. “Na União 90% dos homens andavam armados. “Para os lados do sul e poente. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas.) Na placa estava “veiculos”. esses bilhões de criaturas. (Ou seja: não resta nada. mas só a primeira tem tradição na língua. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. devem concordar no masculino os artigos. “Contudo. o particípio ou o adjetivo podem concordar. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.Milhão.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores. incorreto usar o verbo no plural. etc.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. seguindo o uso geral. no que se refere à concordância verbal. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar. e vem seguido de substantivo no plural. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. pode-se. entretanto. . Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. (= A palavra elas é um pronome pessoal. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas. quando o número fracionário. pela lógica. com milhões. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. alguns milhares de telhas.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora. senão ruínas. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres).” (Machado de Assis) Mais de..” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino.Se o sujeito da oração for milhões. costuma-se usar o verbo no plural. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. ou. no Brasil. ou.) Os dois vivíamos felizes. Concordância com numerais fracionários • De regra. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. Sobrou mais de uma cesta de pães.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores.. ocorre um milhão de acidentes de trânsito. no masculino.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. tem o numerador 1. (= Todos nós estávamos preocupados. seguido de substantivo no plural. insatisfeitos. por atração. apertadas e confusas. As duas interpretações são boas. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal. Didatismo e Conhecimento 76 . no masculino. Observação: Em casos como o da última frase.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. não se viam senão edifícios queimados.

. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. 9 .acesso a. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição. o templo e a vila..2 ..dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada.2 b) 2 . c) Os livros estão custando cada vez mais caro. lá voltamos... disse a moça.. 7 ..1 . 3. em: A certeza de encontrálo novamente a animou. ( ) chapéu e paletó .2 – 2 e) 2 . com.. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.acessível a: Este cargo não é acessível a todos.. por: Ele demonstrava grande amor à namorada. por: Sentia antipatia por ela...adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima. de: Sua saída não foi agradável à equipe... (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.atenção a. 6 . Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência.amor a. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro..1 . 6. 15 . 2. para: Estava apto para ocupar o cargo. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa.2 ....grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar... e) Era a mim mesma que ele se referia. 11 . (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10.. a) 1 . 17 . para: O acesso para a região ficou impossível.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.favorável a: Sou favorável à sua candidatura. 1 . 4 . para com: Tinha um jeito afável para com os turistas. 9.acostumado a. 10 ..apto a.. b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.. d) Pintou-se as paredes de verde.1 .1 d) 1 . 18 . 5 .. em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira.1 . por: Sempre tive aversão à política.1 – 2 7.2 . e) Ela comprou dois vestidos cinza. 13 . b) A maioria dos conflitos foram resolvidos. d) Decorridos um ano e alguns meses..2 c) 2 .antipatia a. para: A reforma foi benéfica a todos... ( ) calça e chapéu . (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós....1 ... d) Deve existir problemas nos seus documentos.gosto de..1 .1 . 16 .. (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5. 8 .afável com... (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema. c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.... c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.. 3 . c) Decorrido um ano e alguns meses.1 . (2) velhas ( ) chapéu e calça . 4.. 2 . e) Choveram papéis picados nos comícios... (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça . com: Todos estavam acostumados a ouvílo. lá voltamos. para com: Nunca deu atenção a ninguém. c) Faltava um banco e uma cadeira. Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. d) De casa à escola é três quilômetros. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas.1 . Didatismo e Conhecimento 77 . e) Nem uma nem outra questão é difícil. 8. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.aversão a.. 14 .alusão a: O professor fez alusão à prova final.agradável a. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.benéfico a.certeza de... (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido. ( ) chapéu e camisa .... 12 . b) Atendeu-se a todos os clientes...2 . b) A casa estava meio desleixada.. e) Já faz mais de dez anos que o vi.

. para com.suspeito: de . ter direito ou razão. . de. (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. angustiar.A professora sempre assiste aos alunos com carinho. o verbo não aceita o pronorne lhe.Lamento não poder atender à solicitação de recursos.residente: em . . (VTD) . no campo. 23 .sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido. mimar. O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos. 27 .A vencedora abdicou o seu direto de rainha. . referirse a alguém). por . (VTD) ALUDIR (=fazer alusão.respeito a.Atenderemos quaisquer pedido via internet. Todos querem assistir a ele. .junto a. de. para . . . (VTD) AJUDAR empregase sem preposição.Atenda o telefone.fértil: de. . de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar.Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. para com . (VTD) .O filme é ótimo.rente: a . . Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto.inerente: a .Aspiramos um ar excelente. com.vizinho: a. conceder. (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar. BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver. (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar.Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa.(fechou com força) .semelhante: a . (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por. de . A mãe abraçoua com ternura. (VTI) Nesse caso. em. . para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. .vazio: de .empenho: de. em . era preciso bater naporta de seu quarto. (VTD) .(VTD) . (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa. cheirar. ajudar. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . entrou em casa e bateu a porta.passível de: As regras são passíveis de mudanças.Abraçouse a mim.satisfeito: com. .análogo: a .lento: em . empregase com preposição. . (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber.Avisaremos os clientes da mudança de endereço.Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária.A banda Legião Urbana agrada aos jovens.compatível: com . ter por objetivo.situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional. por .coerente: com . Outras Regências .Nervoso. (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos. Assiste em Manaus por muito tempo. presenciar.Ansiava por vêlo novamente. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz. residir é intransitivo e exige a preposição em.respeito: a.aflito: com. a um cargo. chorando. em.(VTI) . título desistir.alheio: a.A professora sempre assiste os alunos com carinho. 25 . mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: . por favor. (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar.A emoção ansiavame.D. por . 26 . (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito. de: Tinha horror a quiabo refogado.necessárío a. (VTD) ATENDER no sentido de ouvir. satisfazer. por .hostil: a. 20 .equivalente: a .Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço.O médico atendeu o cliente pacientemente.útil: a.O direito de se defender assiste a todos. (VTD) . com. encontrei este documento 22 . (VI) .sensível: a . Pedro abdicou em 1831.versado: em .Márcio agradou a esposa com um lindo presente.Deus atendeu minhas preces.Foi logo batendo à porta. . entre. para com: É necessário o respeito às leis.preferível a: Tudo era preferível à sua queixa.Nunca abdicarei de meus direitos. por .desprezo: a. .contíguo: a . de. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 . objeto direto de pessoa. de . (baterjunto à porta. . (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços. de: Junto com o material.horror a. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir. com . . (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa. 24 .aliado: a.Eu ajudavaa no serviço de casa. 21 .impróprio para: O filme era impróprio para menores.Atenda ao telefone.próximo: a. (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento .

(VTD) MORAR antes de substantivo rua. (VTD) / Chamouo de covarde. . (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar.Custoume pegar um táxi.O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. se. (VID) .Esqueceu me seu endereço. comprometer. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. . é TD. ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória. usase morar com a preposição em.Informeio que sua aposentaria saiu. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar. pregar. .O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. Na língua culta.Necessitávamos de seu apoio. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. (VTI) CHEGAR como intransitivo. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas. é TD. Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros. esquecer e lembrar. Paulo César.Informeilhe que sua aposentaria. avenida.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos. Didatismo e Conhecimento 79 .Implicou em confusão.Necessitávamos o seu apoio. . . construido com objeto + predicativo. na 3ª pessoa do singular. INFORMAR o verbo informar possui duas construções. CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. no sentido de dar posse. apelidar. envolver. / 1 Lembrei um caso interessante. . . o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória. não são pronominais. ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. são transitivos indiretos e pronominais. / 3 interessante. . .Esqueci o endereço dele. isto é.Nunca implico com meus alunos. VTD e VTI. exigem o pronome e a preposição de.Chamava por Deus nos momentos dificeis. em. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. Marcelo namora Raquel. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha.(foi dificil ) .Minha mãe ensina na FAI. no sentido de precisar. é TI. é TI. ser caro. .A queda do dólar implica corrida ao over. (VTE) . (VTD) . . . (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar. namora Cristiane.Este computador custa muito caro.O carro custoume todas as economias. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. É conjugado como verbo reflexivo. ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: .(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de. . .Ela casou com o seu grande amor. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . Nos exemplos.O juiz chamou o réu à sua presença.Chamoulhe covarde. é TD.Entretínhamonos em recordar o passado.Informouse das mudanças logo cedo. . verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. ambos os verbos. são transitivos diretos (TD).Chegueime a ele. exigem os pronomes. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto./ 2 Lembreime de um caso interessante.Esquecime do endereço dele. (VTI) . . ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar.Nem todos ensinam as crianças. (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. (inteirarse. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . não exigem os pronomes me.Contentamse com migalhas. .O vizinho implicouo naquele caso de estupro. (VTI) / Chamoulhe de covarde. . lhe. . (VTI) . NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre.D. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. O touro Bandido investiu contra Tião. com. .Chamouo covarde. (VT1 .Ela casou antes dos vinte anos.Chegou ao aeroporto meio apressada. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: . ou Ela casouse com seu grande amor. . . . de. (VTI com preposição) .Contentome em aplaudir daqui.Meu filho.

Didatismo e Conhecimento 80 .Procederemos a uma investigação rigorosa.Paguei a costura.Quero prevenilos. é TD. ter afeto.(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar. . no sentido de ter preferência. . no sentido de dar início. (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para. .O médico permitiu ao paciente que falasse.Prefiro dançar a nadar. quando. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. . (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. amar.Cida pagou o pão. no sentido de ter necessidade.O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final.Precisase de funcionários competentes. . . exige a preposição a. é VTI). PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. com a preposição a. Na linguagem formal.Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse.Quero vêlo ainda hoje. é TI. .. Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em. (VTD) PREFERIR VTDI. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. à secretária. PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. .A secretária pediu para sair mais cedo. . (pediu licença) . pagar alguma coisa a alguém. . mas não sabe precisar aquantia. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. .Prevenimonos para o exame final. muito mais. . . .Perdeu muito dinheiro no jogo. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão. não precisa trabalhar muito. a língua moderna tende a dispensála. dízse pedir que. .Prefiro chocolate a doce de leite.Obedecia às irmãs e irmãos. RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém. . é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. com sujeito indeterminado.Perdoemos aos nossos inimigos. . .Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: .Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão.Você é rico. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: .Prefiro dias mais quentes. exige objeto indireto de pessoa. vir de. . . . (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: .Não desobedecia às leis de trânsito. é VTI. . podese usar a preposição de. na Avenida Internacional . às vezes na voz passiva. é VTI.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. .O assistente permitiulhe que entrasse.O reitor presidiu à sessão.Paguei à costureira. culta. entre pedir e o para. . PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento. do que. RESIDIR como o verbo morar. . .Todos serão perdoados pelos pais.As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico.Tinha pisado o continente brasileiro. constróise com a preposição em.Residimos em Lucélia. PERMITIR empregado com preposição. (sem escolha) .O reitor presidiu a sessão. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade.Cida pagou ao padeiro.A mãe perdoou ao filho a mentira. (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD. comparecessem à reunião.A paciência previne dissabores. . PREVENIR admite as construções: . mil vezes mais. . Caso contrário.A direção pediu que todos os funcionários. .Cida pagou a carne ao açougueiro.Sua tese não procede.Devemos perdoar as ofensas. mais. o verbo responder.Preveni minha turma. puder colocar a palavra licença. PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. (não exige a preposição PRECISAR usase. . (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa.

os. ao lucro pretendido. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. EXERCÍCIOS 1.Enrolou. .. que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. REVERTER empregase no sentido de regressar. Convidei as amigas.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela.O nascimento do filho tocouo profundamente. . / Subir ao trono.Essas expressões exigem a preposição a. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais. vir depois. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços.O garoto visou o inocente passarinho.. ./ O cargo era visado por todos. A primeira é mais aceita. REVERTER empregase no sentido de voltar para.. se. .. darse ao /o luxo.. e) Ao assinar o contrato. . usase com OD. . Os estudantes assistiram ao filme. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a.Simpatizeime com você. . uma linda fazenda. regidos ou não de preposição. TOCAR empregase no sentido de comover. no sentido de ter em vista. é 0I.” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer). etc. 2. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes.O gerente visou a correspondência. voltar ao estado primitivo. 4 As formas oblíquas o. não exigem os pronomes me. a. nos. sensibilizar. disporse a. tocar em alguém. VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. . caber. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes.Não deixava tocar o / no gato doente.“Em que pese aos inimigos do paraense. empregamse com a preposição com. a uma pergunta. apenas. (inadequado) . c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. Obedeço lhe. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. foram revistados. donos eram traficantes. / Assisti e gostei da peça. . (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. / Subir à cabeça. como: Entrou e saiu de casa. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade... ( adequado) SUBIR Subiu ao céu. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte.O descanso sucede ao trabalho. enquanto as formas lhe. . apesar de. . 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse. O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. NÃO admitem voz passiva. / Assisti à peça e gostei dela. / Subir ao poder. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir. . pode vir com ou sem a preposição a... poupar-se ao /o trabalho. . Convideias. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão. pretender. o usineiro visou. sinceramente confesso que o admiro. . VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto.a posse de alguém.Depois de aposentarse reverteu à ativa. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. REVERTER empregase no sentido de destinarse.As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono.. herança.Tocoulhe. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas.Sempre simpatizei com pessoas negras..Simpatizei com você.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta.Antipatizei com ela desde o primeiro momento. / Obedeço ao mestre. Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento .. . porém a segunda construção é mais freqüente. tocar alguém. . o fazendeiro negociava. não obstante. isto é. enrolou e não respondeu à pergunta do professor. por herança. Ninguém conhecia o traficante ./ Todos visavam ao cargo. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas. O presidente passou a tropa em revista.

uma mensagem de paz. rapaz..a que 10. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado... encontrei trabalhando.. 4. / Chamou-. .. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”.cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que . 6...... aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino. às vezes.Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio. “Eles deveriam ter comparecido àquela festa.. quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes.. no silêncio. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago..que b) a cujos . Vieram a pé. “Esta blusa é igual à que compraste”. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho. e) Vou visitar-lhe na próxima semana.. Com o pronome indefinido outra(s). nos obrigaram são aqueles .. Ele começou a ter alucinações.. Dirigiu-se a mim com ironia. Assim.. Os críticos não deram importância a essa obra.. a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez.. Para haver crase.. Traremos a Sua Majestade.. A entrada é vedada a toda pessoa estranha.. 8. de tolo. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo. / Eu já . vejo no mesmo lugar. c) Informou ao cliente que o aviso chegara. e) Convenceu-se nos erros cometidos.. c) Nós .. Vende-se a prazo. o rei Hubertus. b) Avisei-lhe da mudança de horário.... / O filho não . geralmente a preposição “a” e o artigo a(s). (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o... a) de que . d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. d) Recusei-me em fazer os exames.Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta.... não compareci. . conheço bem. devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”. d) O jovem . pois.. perdoarei. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju.. e) Sempre .. 9.... (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. queremos muito bem.... Não existe Crase ... ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”).Antes de verbo: Ficamos a admirá-los.. b) Espero-... / Nunca .... podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s). é indispensável a presença da preposição “a”.. As mulheres da noite ...” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui... . lhe. mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase.. “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo ..... mais admiro. a crase.Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você. com extrema dedicação..Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela... e) Ali está o abrigo .... Didatismo e Conhecimento 82 . que é um problema de regência.. Por isso.. .. b) Eis a razão . (UNIFIC) Os encargos . b) Fomos à cidade pela manhã.. .. Essa superposição é marcada por um acento grave (`). em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”.. forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria. Eles queriam oferecer flores a você. 7. d) Respondeu à carta no mesmo dia..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. João. o diretor se referia. há anos... obedecia.... pode haver crase porque ele.. te referiste foi reprovado. c) Rui é o orador .. ....Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma.. aspiro depende de concurso. aquela(s) e aquilo... coração bate de noite.. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase).... / Desejou-... felicidades. Refiro-me a uma pessoa educada.. necessitamos... . amo mais. d) Ainda não . (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não .

devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela)./ A solução não se relaciona a estes problemas. antes de um nome de pessoa. Enviamos um telegrama a Marisa./ Enviei cartas a esta empresa. Iríamos a Madri para ficar três dias. haverá crase com o “a” da frase original. Pretendo ir à Europa (estou na Europa. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. Casos Especiais . apenas o artigo definido). às vezes. quando a palavra significa “solo”. quando significa “inclusive”. O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. vim da Paraíba). Se ocorrer “em” ou “de”. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. Por aí se deduz que. . ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa. isto. diante das primeiras. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. no masculino. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Quando.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. Portanto. Enviei cartas àquela empresa. vim da Europa). Os papéis estavam sob a mesa. O acento indicativo de crase é obrigatório porque. Esta gravura é semelhante à nossa. a crase é facultativa. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. Se não surgir a preposição “a”. Quando até significa “perto de”. é partícula de inclusão. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua. Por isso. A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. Assim que saiu do escritório. esta(s). . acompanhando-se de uma expressão que a determine.Antes de pronome interrogativo. respectivamente. estará negada a hipótese de crase. mesmo com a presença da preposição. aquela(s). . ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido). dirigiu-se a casa. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. O acento indicativo de crase é proibido porque. Voltei à terra onde nasci. Iremos a casa à noitinha. mesmo que a preposição esteja presente. Em português.Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. tudo vale a pena quando a alma não é pequena.Pronomes demonstrativos aquele(s). A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles). aquilo pelos demonstrativos este(s). antes do “a”. não há crase: Chegamos alegres a casa.. pode ocorrer crase. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. a tratamento prolongado. vim de Porto Alegre).Palavra “terra”: Não há crase. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. é preposição..).Nomes de localidades: Dentre as localidades. Pediu informações a minha secretária. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba. A Crase é Facultativa . diante das segundas. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. pois resolveram ir a terra. Entretanto. Há crase. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. etc. = foi submetido a repouso. mas não o exige (“Minha secretária é exigente. antes destes últimos. Os astronautas desceram a terra na hora prevista. A solução não se relaciona àqueles problemas. Refiro-me a pessoas curiosas. .Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. Se. aquela(s).] . existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. haverá crase porque o artigo definido estará presente. para até.Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. .Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. . Dirigiram-se à casa das máquinas. desde que comprovada a presença de preposição. aquela(s). vim da grande Porto Alegre). Não dei atenção àquilo. Exceção feita. aquilo. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. surgir a preposição “a”. o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). ./ Não dei atenção a isto. a crase é facultativa. Mas./ A solução era esta apresentada ontem. Enfrentaram-se cara a cara. se não houvesse o sinal da crase. Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . = prefiro terninho a vestido). quando vierem determinados. não ocorre crase: A que artista te referes? . não. Ou “Marisa é uma boa menina”). no masculino. para maior segurança. vim de Santa Catarina). estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s).” Ou: “A minha secretária é exigente”).Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s). o esforço). Mas. não ocorre crase. . A solução era aquela apresentada ontem. Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre.Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”.

. O problema. 84 . e) A sentença foi favorável a ré. Quando o maestro falta ao ensaio. “loja”. às dezesseis horas. 03. à moda de. mesmo que a palavra subsequente seja masculina. “morte”. quando aconteceu o acidente.. haverá crase no “a” do feminino. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. c) Não sei como responder a essa pergunta. Muitos são incensíveis à dor alheia.). É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. b) De hoje à duas semanas estaremos longe.Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. b) O presidente ia a pé. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). Se ocorrer “ao” no masculino. às pressas. etc. Exa.. . (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem. crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. . (a cravo). “vezes”. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon.). à medida que. às vezes. às mil maravilhas.. Olhavanos a distância. d) Solicito à V. a gozar nossas merecidas férias. às oito horas. (o aluno). Fomos à Renner (fomos à loja Renner).Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. b) Vou a casa de Maria. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). via-se um barco pesqueiro. Cuidado para não confundir a. “certeza”. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. (ao sofrimento). etc. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando. para muitos. a lavoura amarelecia e murchava. à maneira de. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. c) Fui a Bahia. Nos anos 60. d) À qualquer distância percebia-se que. .Sempre haverá crase em locuções prepositivas. Mas. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta.Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). as): a primeira expressão pede preposição “a”. etc. (O escritório a que me refiro precisa de empregados. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. haverá crase: No banquete. (ao supermercado). c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio. à falta de cuidados. Didatismo e Conhecimento . há crase diante do relativo. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu.Quando as expressões “rua”.Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente.Não confundir devido com dado (a. a algumas horas de Manaus. Os empregados deixam a fábrica.). Pedimos um favor à diretora. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. à força de.). mas a guarda oficial ia à cavalo. . Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). Dadas as respostas. substituímos festa por baile. à noite.Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. duas horas depois. A Crase é Obrigatória . b) Os policiais chegarão a qualquer momento. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de. . houve. d) Cheguei as doze horas. às cegas. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. à vontade (de). A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. não havendo. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. à custa de. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). “estação de rádio”. Chegamos à uma hora. Paula saiu daqui à uma hora. 04. à tarde. o pronome relativo não pode ser substituído. Como se viu. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo. os. Exercícios 01.. pois. Devido à discussão de ontem. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. (o escritório). não haverá crase no “a” do feminino. Na passagem do antecedente para o masculino. Se o “a” se transforma em “ao”. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados. O perfume cheira a rosa. O professor chamou a aluna. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. daqui a uma hora. (ao diretor). Mas: A distância. a muitos quilômetros daqui.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa.). Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas.. serviram lagosta à Termidor. às tontas. 02. Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc. o relógio marcava 1 hora). às escuras.). c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática.

a . e) Ora aspirava a isto.à . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”.à .há . (depois de Cristo). c) Chegou à noite. Nos casos comuns ele é chamado de simples.C.aqueles . radicado __ tempos em São Paulo. a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14.há d) à . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano.a d) o . a) às .a c) às .Sª __ alguns dias”.à c) ao . “Nesta oportunidade.a d) às .a .a .V. e) Cortou o cabelo à Gal Costa. “O pobre fica ___ meditar. a) à . Ao término de um texto.a d) à . a) às . pode combinar-se com o ponto de exclamação.à b) as . a) à .a .à .a . Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme. Também é usado nas abreviaturas: Sr. b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.àquelas . PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta.a – a c) à .há b) a .àqueles . d.à .a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.a .à .a . O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria. ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.há .àqueles . __ duas quadras da Avenida Central”. (antes de Cristo).àquelas .a .a b) as . (Érico Veríssimo). Onde está seu irmão? Às vezes.à 08. estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer.à c) a .a b) A . ora aquilo. c) Dei um presente à Mariana.à d) às .à .a e) à .C. 06.à .há c) a .a e) o .à – à e) a .há c) as .aquilo e) à . Fique __ vontade.à – a d) à .aqueles .a e) À .aquelas . ___ tarde.a d) Há . volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V.aquilo b) a .à – a b) à . o ponto é conhecido como final. ora a nada. b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz.àquilo d) à .a . “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua.a 15.a . a) a .à e) às .àqueles . a) o .a b) ao .a e) a . PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa. E.há 13.a c) À . A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .à .àquilo c) a .a 09.à e) as . A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado. a) Há .há b) a .à . a) à .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. precisamente as dez horas. (Senhor).a .àquilo 07.àquelas . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas. 11.a . Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas.à . a.a . d) Fizemos alusão à mesma teoria.há 10. Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.a .à 12. indiferente ___ que acontece ao seu redor”.aquelas .

Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso. formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. ou serve para isolar palavras ou frases . Veja como ele é “educado” . a mudança de interlocutor. .Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte. parava outra vez. PONTO E VÍRGULA . “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. apressadamente. (G.” (G. . é escritor. a praia e a música são as suas diversões. lracema quebrou a flecha homicida. deu a haste ao desconhecido. não foi suficiente para agradar o diretor. • Títulos de obras literárias ou artísticas. viajamos para o litoral.“Quais são os símbolos da pátria? . resolveu o problema sozinho. . afinal .Avante!. DOIS PONTOS .” (M. achei-a “irreconhecível” naquela noite. O motorista. .Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. (M. 17 de setembro de 1989.Da nossa pátria. .. .Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. Agora ela repousa.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. 128. Não achei nada “legal” aquela aula de inglês. jornais. revistas.a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”.. parava. guardando consigo a ponta farpada. serena. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria.Para indicar ironia. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala.Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . carnes e amido. Largo do Paissandu. TRAVESSÃO Marca.cantava o poeta. o coração não sente..cuspiu no chão. nos diálogos. . (Meireles. entretanto. . M Campos). o teatro. . malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher. chovia.No vocativo e no aposto: Meninos. porém. e eu também. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela. de pêra e de abacate. RETICÊNCIAS . locuções ou frases exclamativas. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. mais calmo. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 .Gritou o general.Nos termos independentes entre si: O cinema.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições.“Mesmo com o tempo revoltoso .Que pátria? . morrendo de fome. mulher casa com “pão” e passa fome. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo.chovia. . Termópilas. Cecília.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . . “Sede assim qualquer coisa.A ponte Rio – Niterói.Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia.A estrada de ferro Santos – Jundiaí. por exemplo. .Com certas conjunções. gírias. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: . ora bolas!” (P. .. • Usa-se para separar orações do tipo: . o meu amigo.” . Palmério). a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. prestem atenção!. “Flor de Poemas”).Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã. isto é. Amália se volta)”. com os olhos fora das órbitas. arcaismo. a festa da padroeira.Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. queria chamar Socorro. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço. no meio da confusão.A lua foi alcançada.Com certas expressões explicativas como: isto é. isenta. “A bomba não tem endereço certo. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. .” (C.Nas datas e nos endereços: São Paulo. fiel”. . .. etc.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem. Emprega-se a vírgula: ..Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu.

palavrões.vírgula . isto se passava.O . Não cabendo qualquer sinal. b) Precisando de mim procure-me. social. mas só mais tarde notei. d) Precisando de mim. triturados soltos no ar. a) O .. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. d) Confessou-lhe tudo.vírgula b) O .dois pontos . b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. é o centro do nosso sistema planetário. minha avó. quando chegaram. a diferença social é motivo de constante preocupação.. o juízo fraco.vírgula ..O .. porém. em fila.. c) Precisando. os candidatos aguardavam. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso.. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”... b) Ele.vírgula c) O . ela.vírgula b) O . outras pessoas a reunião ficou mais animada. na maior parte de imigrantes alemães. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. pois a situação econômica não demora a mudar. a) O . (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. e) Estas cidades se constituem.. em fila. melhor telefone que eu venho. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela.dois pontos .ponto e vírgula ..ponto e vírgula . b) Em fila. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. 7. procure-me ou. que me achava lá. a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . Não havendo sinal. crescerão sempre.. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros. que. em fila.. O indicará essa inexistência: Aos poucos . ódio. tornando-se necessária a abertura dos portos . aguardavam ansiosos o resultado do concurso. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos . melhor telefone que eu venho. c) Pouco depois. para uma outra população de trabalhadores ...O . 9. como os pedaços da carta de ABC. o resultado do concurso... o resultado do concurso.vírgula .. e em vão tentava emendar-me: provocava risos.. aguardavam. que eu venho.dois pontos .. 87 Didatismo e Conhecimento . e) Precisando.. a) Pouco depois.O . as desigualdades entre as cidades brasileiras. de mim. o resultado do concurso.dois pontos .O . numa sala pequena. 2. e) Conduziram-me à rua da Conceição.. reagiram . vírgula . d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve. de mim.vírgula 3.. quando chegaram outras pessoas. c) Você pretende cursar Medicina.vírgula – vírgula 4. em breve. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE. assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8. Na época da colonização . ciúme. a) Precisando de mim procure-me. de forma diferente. aguardavam ansiosos.dois pontos e) vírgula . c) Ansiosos. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). em fila. mais animada. ansiosos.O . b) Eu tinha..vírgula d) vírgula . d) Tenho esperanças. ou. c) A estes. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6. ficou mais animada. e) Os candidatos. telefone. O indicará essa inexistência..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. modestamente se retirou. 5. ou melhor telefone que eu venho. procure-me. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. em casa de uma comadre.vírgula c) vírgula. Exercícios 1.. a reunião ficou mais animada.vírgula . mas... os imigrantes.. b) No Brasil. sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. e) Ainda não houve tempo. procure-me ou melhor. as providências serão tomadas. (TTN) Das redações abaixo..dois pontos d) vírgula ..O e) vírgula . inveja.. os candidatos. indiscutivelmente .vírgula . Odontologia. muxoxos. telefone. ou melhor. que eu venho.O .

Nossa capacidade de retenção é variável . Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. constante sorriso. b) Prima. fisionomia insinuante. fisionomia insinuante. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. destas impresso constante sorriso. 23 anos vive no Rio. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística. trazem 15. b) Entra a propósito disse Alves. fisionomia insinuante. e) José dos Santos. paulista.e muitas vezes inconscientemente deturpamos.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. Didatismo e Conhecimento 88 . trazem e cinco anos.. imediatamente se lhe apagou. Nesse campo de estudo se analisa. disse Alves. Nem o murmúrio que as árvores fazem. deturpamos o que ouvimos. baixo. disse Alves. dando preferência à fruição dos sons da Natureza.. pouco os deveres da hospitalidade. c) Tenha cuidado. b) José dos Santos paulista 23 anos.muitas vezes inconscientemente. tais como tempo e espaço geográfico. paulista 23 anos. destas impresso. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. e cinco anos. 14. e) Deixo ao leitor. empregou na execução do canto. vive no Rio. os deveres da hospitalidade. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. muitas vezes. meio que. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. “Aquela senhora tem um piano. o que ouvimos. a) Era um homem de quarenta gordo. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. trazem e cinco anos. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. d) Entra a propósito. disse Alves. no Rio. baixo. e cinco anos.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. faça calar titio.Linguagem . a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. c) Entra a propósito. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. 11. o seu moleque pouco. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. inconscientemente. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. a) Entra a propósito. Neste estudo veremos: . e) Prima faça calar titio. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. suplicou o moço com um leve sorriso que. a bela viúva a bela viúva. b) Era um homem de quarenta gordo. d) Prima. 13. baixo. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. ao parafrasear o que ouvir. nossa capacidade de retenção. baixo. deturpamos o que ouvimos. é variável e . deturpamos o que ouvimos. destas impresso constante sorriso. meio que. d) Deixo ao leitor calcular. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. 23 anos. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. mesmo sérias. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. d) Era um homem de quarenta gordo. também. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. meio que. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. mas não é o correr dos rios. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. (CESCEM) Nas questões 12 a 15. representa um bem cultural. O texto abaixo é bastante apropriado. destas impresso constante sorriso. e) Tenha cuidado. vive no Rio. ao parafrasear o que ouvir. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. o seu moleque. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). c) José dos Santos. d) José dos Santos. e) Era um homem de quarenta gordo. a bela viúva. baixo. c) Prima faça calar titio. e) Entra a propósito. a bela viúva. a bela viúva. vive no Rio. O poema descarta a necessidade do piano. meio que mesmo sérias trazem. paulista 23 anos vive. mesmo sérias trazem e cinco anos. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. de um signo. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. quanta paixão empregou na execução do canto. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. deturpamos o que ouvimos. mesmo sérias. destas impresso constante sorriso. fisionomia insinuante. Que é agradável. meio que mesmo sérias. fisionomia insinuante.

. para impulsionar os desejos mais grandiosos. ideias. apesar de frágil. Posteriores alterações no aparelho fonador.000 anos). alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo.Ah. Noutra acepção (anátomo-fisiológica). debaixo disso aqui. 1985. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. etc. (. sois o sonho e sois a audácia.. Mostram que a palavra. sonoros. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. Para que serve a linguagem? (. palavras.. Didatismo e Conhecimento 89 . se puder. p 165-166 Esse texto. de qualquer modo é um alívio”..000 a 50. Embora os animais também se comuniquem. pensando. insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. 442. para impor a derrota. é a aptidão que o distingue dos animais. mas não uma palavra. derrota.000 a 500. Por extensão. ora!”. é chamado semiótica.. estar debaixo das. murmurou pensativamente (Alice).) Ai.. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. latente ou em ação ou exercício. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra.. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. munido de regras próprias (sua gramática). constituídas. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. fúria. entrar dentro do. “onde as coisas não têm nomes”. para expor a raiva. disse enquanto avançava em meio às árvores. é ao mesmo tempo extremamente forte. “Este deve ser o bosque”. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum. p. debaixo das. usados para representar conceitos de comunicação.A linguagem é uma maneira de perceber o mundo. ao mesmo tempo. com seu significado. A liberdade das almas. porque. colocando a mão no tronco da árvore. ainda. contrapondo a palavra à ação. é capaz de quebrar osso. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. que parecia muito úmido e sombrio.. Lewis Carroll. Sebastião Uchôa Leite. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio.. Trad.. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. “Bom.. de uma forma geral. . chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. Os elementos constitutivos da linguagem são. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. ai. gráficos. pois. pelo vosso impulso rodam. A respeito das origens da linguagem humana. de repente. mas também para caluniar. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto... por uma nação. para exprimir os sonhos. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. São Paulo. analisando para que serve a linguagem. ou. (. ora.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300. isto é. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. símbolos ou palavras.) Cecília Meireles. In: Obra poética. gestuais etc. significados e pensamentos. Então. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. auditiva. impérios. que é apenas um dos sinais estudados na semiótica. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua. de saber o que as coisas são. ai! Com letras se elabora.. exclamou: . Nova Aguilar. 3ª ed.. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome.. palavras. Aventuras de Alice. sinais. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. disse. derruba reis e impérios. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis.. podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. gestos.. de elementos diversos. sons. serve para sussurrar declarações de amor.A linguagem é o traço definidor do ser humano. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. . tátil.. O estudo da linguagem. mostra que a protagonista. Summus. “depois de tanto calor.. que envolve os signos. que estranha potência. outras mais complexas. dentro do.. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. povos.. Romanceiro da Inconfidência. calúnia. o predecessor de nossa própria espécie. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30.. “Bom. Rio de Janeiro. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. por ser constituída de sons. tempos. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua.

categorizam o mundo. e eles ordenam a realidade. uma nova invenção. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. deletar. fossem elas quais fossem (. Em casos como esses. uma nova ideia exigem novas palavras. não indica sua inclusão numa dada classe. se essa palavra não existisse. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. Didatismo e Conhecimento 90 . na primeira formulação. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo.. num escandaloso placar luminoso..) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. na verdade. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. Vive na inocência do limbo.. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. Querendo desculpar-se.). usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. para expressar o que denominamos carneiro. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. batizado e devidamente etiquetado. Por essa razão. cujo único inconveniente residia em que. sendo as palavras apenas nomes para as coisas.. porque ela também é ação. Sabemos que. Ao mostrar uma fruta qualquer. mostraria uma bolsa. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. Uma nova realidade. A linguagem é uma atividade simbólica. de interpretá-lo.. o “risco país” passou a existir. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. No léxico de uma língua. Uma vez identificado. 194-195.. 130). ao falar da expressão “risco país”. ou seja. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. segundo as particularidades de cada cultura. o que significa que as palavras criam conceitos. pera. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. O inglês. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa. o “risco naufrágio”. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. e mutton. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. por exemplo. criado pela linguagem. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. por isso. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. mundos não existentes. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. É como se isso se devesse ao acaso.A linguagem é uma forma de ação. não posso. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. Viagens de Gulliver. . . no sono profundo da inexistência. Mostrar um objeto. de gênero (masculino e feminino). Em vista disso. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. O que não se expressa não se conhece. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. Jonathan Swift. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. banana e laranja pertencem à classe das frutas. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. do ponto de vista científico.). Não produzimos palavras somente para designar as coisas. Por exemplo.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade.). criamos o conceito de pôr-do-sol. no seu entender. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. Observe-se que. quando. ver-seia obrigado. articulista da Veja. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. No entanto. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que. pois permite falar do que está presente e do que está ausente. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. que designa o animal. então. mostraria uma cadeira. propôs-se que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. compreendida em todas as nações civilizadas. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. Rio de Janeiro/São Paulo. a caneta ou mesmo a máquina. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade. Por isso. o Sol não “se põe”. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. determina uma realidade que nos encanta a todos. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”. de número (singular e plural). em proporção. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar.. por exemplo. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira. mas realizando uma ação. Maçã. Na segunda formulação. do que existe e do que não existe. etc. eles não estão constatando alguma coisa do mundo. agrupamos os nomes em classes. Ediouro/Publifolha.. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. etc. p. ..muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. expressar ideias mais gerais. ele quebrou. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). tem duas palavras: sheep. permite até criar novas realidades. Em português. a língua é uma forma de categorizar o mundo.. Contudo esse conceito. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. exprimir diferentes modos de ver a realidade.

Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. que só pensam em levar vantagem. sentimentos. com tentações e seduções. daquele que fala. o pedido. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. pode-se dizer que ela modela atitudes. não raro inconscientemente. isto é. convicções. tristeza. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. Com essa função. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. Por meio dessa função. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. do tom de voz que empregamos. numa manchete de jornal. um pedido ou uma sugestão. emoções. a ter determinados estados de alma (amor. usando. “Vem pra Caixa você também. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. quanto espertalhões. de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. comunicar não é apenas transmitir informações. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. a forma vem. por exemplo. a linguagem modela tanto bons cidadãos. num tom pejorativo. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. se a todo momento nos dizem.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. Com palavras. aperfeiçoa-os e transmite-os. dor. Graças à linguagem. que se deixam conduzir sem questionar.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. “Isso é coisa de mulher”. Por meio do tipo de linguagem que usamos. um ser humano recebe de outro conhecimentos.. Condillac. __Que calorão. se consumirmos certos produtos. desdém. Para cada indivíduo.A linguagem serve para informar: Função Referencial. desprezo. raiva. em lugar de venha. armazenamos conhecimentos na memória. paixões. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição. falar apenas para não haver silêncio. para o grupo social. etc. A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. manifestamos desespero. a sentir determinadas emoções. É também exprimir emoções. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. Isso está correto. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. Com a linguagem. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. Falam para nada dizer. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). consideradas individualmente ou como grupo social. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. Muitas vezes. Por outro lado. a súplica.). Por isso. dar ordens. Para que serve a linguagem? . a crer em determinadas ideias. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. hein? __Também. . na verdade. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. ela permite conhecer o mundo. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. Pela linguagem. de segunda pessoa do imperativo. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. admiração. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. transmitimos uma imagem nossa. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. Inúmeras vezes. etc. . Exprimimos a revolta e a alegria. No entanto. a linguagem modela o intelecto. Didatismo e Conhecimento 91 . aprendemos os preconceitos contra a mulher. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. tem chovido tão pouco. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. desdém. . transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. um pensador francês. portanto. desprezo. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e. e indivíduos atemorizados.

Divertimonos com eles. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. conta-se a história de uma mulher que. /k/. A atividade metalinguística é inseparável da fala. Nessa outra realidade.Código . para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. Apud: Lêdo Ivo. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. . /d/. /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. quando não se tem assunto.meio pelo qual circula a mensagem. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”.emite. Para melhor compreensão das funções de linguagem. A linguagem. de fato. . seja entre alunos de uma escola. vou dizer que “peixes se pescam. move-se. . entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. decodifica a mensagem. fala-se do tempo. “dinheiro”.conteúdo transmitido pelo emissor.Canal . repetem-se histórias que todos conhecem. a conversação é obrigatória. /t/. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social. os homens são gentis. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. que outros universos podem existir. para manter os laços sociais. Rio de Janeiro. Por isso. No primeiro caso. pois ele não tem função informativa: o importante é que. em expressões diversas. quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. estremece. diz “Tupi or not tupi”. homens é que se não podem pescar”. não estamos falando de acontecimentos do mundo. fala também do que nunca existiu. No segundo. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros. Também os hinos têm a função de criar vínculos. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. Exemplo: Elementos da comunicação .conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. enquanto outro escuta em silêncio. etc). Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. daí responde. “Não é muito elegante usar palavrões”.recebe. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . 4ª ed. . nesse caso. Um dia. “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”.alguém espera ouvir a pergunta. pelo arranjo dos sons.Emissor . Brincamos com as palavras. inversamente. Antigamente. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. a sucessão dos sons oclusivos /p/. se está com problemas. Didatismo e Conhecimento 92 . pois o sentido também é criado pelo ritmo. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes. . estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando. por exemplo.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. Com ela. o mais importante é como se diz. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor. Nele.Referente . Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. etc. É o que se dá quando dizemos. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. olhando uns para os outros. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela.. p. o amor nunca diminui e assim por diante. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. imaginamos novos mundos. codifica a mensagem.. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. com significados diferentes. em geral não queremos. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. Observe-se o uso do verbo bater. outras realidades. Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. Na nomenclatura da linguística. . É o que chama função metalinguística.A linguagem serve para criar outros universos. Raimundo Correia: Poesia. em seu “Manifesto antropófago”. Em função estética. Nessas ocasiões. . para influenciar. pela disposição das palavras. 29.. Agir. contam-se anedotas velhas.contexto relacionado a emissor e receptor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. Quando afirmamos como diz o outro. /b/. de Raimundo Correia. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. Oswald de Andrade. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. numa festa. saber se nosso interlocutor está bem. ao cantá-lo. etc. retirada do poema “A Cavalgada”. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada.Receptor . Na estrofe abaixo. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. refugia-se no cinema. e o galã é carinhoso e romântico. se está doente. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional.. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. ela é utilizada para informar.” (Folha de S. a vida não é monótona. não podemos manter-nos em silêncio. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras.Mensagem . . Coleção Nossos Clássicos.

As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: .Para aqueles que têm filhos e não sabem. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório. com os estudos recentes dos linguistas.quem ouve e responde.: . mas também para utilizar em situações especiais. é necessário construir textos sem ambiguidades. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. faciais etc. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. concordância. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais. Ligada a esta função está. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. Portanto não é um bom texto.” (Álvaro da Costa e Silva. para além da linguagem falada e escrita. Sem ela. o homem. Sem ela não se pode aprender. muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação). Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua. . interlocução (diálogo interativo): . Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem. p. afim de que este assuma determinado comportamento.Não deixe a preocupação acabar com você.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). . porque os eleitores não podem influenciar o governo. (. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo. etc. desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. não se exerce a cidadania. In: Bundas.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães.Função poética: embeleza. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. a poesia lírica.) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. Sem ela. que permitiram o aumento do volume do cérebro. depois oração e medicação.Terça-feira à noite: sopão dos pobres.33.Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. No entanto. No entanto. . . do Juizado de Menores. não só para melhorar a comunicação entre surdos. não se pode estruturar o mundo do trabalho. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. expressivas. . Não prestamos muita atenção a ela. a linguagem parece-nos uma coisa natural.locutor .Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. ou. ou acontecimento.Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. As primeiras ferramentas da fala humana. Cerca-nos desde o despertar da consciência. há frequente uso do vocativo e do imperativo. por norma. enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes.locutário . . Todos são mal escritos. dos “interlocutores” podem ser gestuais. o emissor atua sobre o receptor. por isso a mudança (aprimoração) na teoria. pois. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. . mola propulsora do eleven periquito. . Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”.quem fala (e responde). ritmos agradáveis. expressar os sentimentos. ainda no berço. etc. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. é carregada de subjetividade. Sem a linguagem. essa teoria sofreu uma modificação. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. nós temos uma creche no segundo andar. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém.interlocução .. 9. o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). sem repetições que não acrescentam nada ao sentido. embora neles não se encontrem erros de ortografia. na análise de um texto..diálogo As respostas. p. . Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. Saber bem uma língua é saber usá-la bem. . O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre.) (Jornal da USP. aprendendo pela observação de animais. 15) Didatismo e Conhecimento 93 . assim. coerentes. Certamente. é preciso usar um nível de língua adequado. Para isso. Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. mas que se podem observar entre si.. construir as utopias e os sonhos. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos.(. palavras belas.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). .. Deixe que a Igreja ajude. admite-se um novo formato de locução. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente. não é saber descrevê-la. imaginar outras realidades.

No primeiro. determina a orientação argumentativa da frase. em geral. a do solo pátrio. cubistas. Aliás. “não quero o jogador no meu time”. 1959. Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. por conseguinte. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. de grande porte. evitando as mazelas do mundo real. mas uma trama arranjada de maneira organizada. José Olympio. cubistas”. 5. os sargentos de exército são monistas. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. mas um conjunto de frases costuradas entre si. Apesar de corrente. Apud: Manuel Bandeira. Rio de Janeiro.Marcelinho é um bom atacante. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido).O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. Onde canta o Sabiá. significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Pode-se ainda acrescentar. Em síntese. “pessoa que trabalha muito”. Tomando apenas os dois primeiros versos. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. a palavra texto significa “tecido”. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e.Marcelinho é desagregador. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. Rio de Janeiro Agir. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. o sentido de cada parte não é independente. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. de cor amarelada. p. isto é. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). principalmente. que as características da brasilidade não têm valor positivo. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. sem se preocupar com os negros. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. mas é desagregador. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. respectivamente. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. portanto. que vivem. Gonçalves Dias: Poesia. mas também os mecanismos de estruturação do texto. é solidário. Texto é um todo organizado de sentido. a oração é contexto da palavra.Todos os dias ele fazia sua fezinha. porque lá ninguém trabalha. na verdade. “Seu texto ficou muito bom”. 1976. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. . percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. Na primeira. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. que “os sargentos do exército são monistas. que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. Essa hipótese de leitura. Murilo Mendes mostra. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. “animal originário das regiões desérticas. 31 e 32”. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. tudo são relações. na segunda. O texto é um todo organizado de sentido. 18. Isso significa que. ou seja. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. alienados num mundo idealizado. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. No texto. . . A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. quando afirmo. No Brasil. O sentido é completamente diferente. na terceira. porém. 7ª ed. Coleção Nossos Clássicos. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. mas é um bom atacante. a Cruz e Sousa). o período é contexto da oração e assim sucessivamente. que não é um amontoado de fios. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. Observe os três pequenos textos abaixo: . Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Vejamos outros dois períodos: . Esses períodos relacionam diferentemente as orações.Nos desertos da Arábia. o todo em que ela está inserida. e minha terra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. o sentido depende do contexto. p. quadrúpede. os filósofos são polacos vendendo a prestações. quando digo. Eu morro sufocado em terra estrangeira. 30. em apoio a essa tese. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. O sentido não é solitário.

Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. . a expressão facial. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. Ao contrário. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. Por exemplo. a compatibilidade de sentido entre elas. No Brasil. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. símbolos. originando a fala. Assim. etc. é acompanhada pelo tom de voz. Desse modo. opiniões e sentimentos. nada contraditório. Por outro lado. A exclamação do final é. No estado do Rio Grande do Sul. Dentre eles. há linguagem. dependendo do contexto em que está inserida. também há variações no uso da língua. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). por exemplo. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. Os pastos não poderiam. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. Num texto. comprova-se que o significado das frases não é autônomo. Dentro de uma mesma região. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. Está relacionada a fenômenos comunicativos. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. no entanto. incluindo-se fisionomias. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. lamenta a invasão estrangeira. tais como: sinais. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira. a linguagem corporal. um gesto. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. destacam-se: . Dentre elas estão a linguagem de sinais. que não são as palavras. onde há comunicação. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. Outro. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. Num sentido mais genérico. por exemplo). Por isso. O segundo fator. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. as mímicas e o tom de voz do falante. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. cada frase tem um significado distinto. algumas vezes por mímicas. é menos importante que o primeiro. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. as placas e sinais de trânsito. um todo organizado de sentido. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. portanto. A linguagem pode ser: . ironiza-a. ou seja. Ao contrário. por exemplo. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. ao mesmo tempo. entretanto. Didatismo e Conhecimento 95 . O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. todos falam a língua portuguesa. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. uma figura. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. as quais podem agir sobre ela. mas. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. sons. um conjunto de frases pode ser coerente e. pois são dois meios de comunicação distintos. o significado das partes depende do todo. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. estar verdes”. A Língua é um instrumento de comunicação. pois mesmo sem esses elementos de conexão. Além disso. de modo que não haja nada ilógico. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. além disso. ideias. pois. Dessa forma. em “Não chove há vários meses. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. Note. O exílio é a própria terra. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. nada desconexo. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. não celebra ufanisticamente a pátria.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. Não devemos confundir língua com escrita. A língua falada é mais espontânea. diferentemente do poema gonçalvino.

Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. abolir. Com efeito. os sinônimos diferenciam-se. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. Devido ao caráter individual da fala. Exemplo: • Alfabeto. linguistas e outros especialistas. formando a sequência “um cachorro”. como idade e sexo. uns são próprios da fala corrente. o ambiente sociocultural em que vive. Fala: uso individual da língua. Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. estes têm sentido mais amplo. é possível observar alguns níveis: . orelhas. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. pois cada indivíduo. Abundantes em termos específicos. Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. íntegro.Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Significado (é o conceito. reto. entretanto. Translúcido e diáfano. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. literária. uns dos outros. Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. suprimir. o contexto. exato. com pelos. Quando escutamos essa palavra. grito. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. Ao escutar a palavra “cachorro”. • Justo. de acordo com a situação. palavra que também designa o emprego de sinônimos. Embora irmanados pelo sentido comum. Desse modo. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. além de conhecer o que fala. químicos. dentro da unidade da língua. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. conforme seu gosto e sua necessidade. em nossa língua. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. por exemplo. Antônimos: são palavras de significação oposta. imparcial. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. • Brado. Esse nível da fala é mais espontâneo. ao utilizá-lo. etc. . etc. a ideia transmitida pelo signo.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. Oposição e antítese. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. vulgar.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. outros.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. • Extinguir. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. para a manifestação da fala. Semicírculo e hemiciclo. certo. conhece também o que os outros falam. científica ou poética (orador e tribuno. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. ao invés. Cada indivíduo. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. . armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. Colóquio e diálogo. principalmente em situações informais. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. profissionais da área de direito e da informática. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. Moral e ética. sua personalidade. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. Exemplos: • Ordem e anarquia. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. . • Mal e bem.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. pertencem à esfera da linguagem culta. É um ato individual. médicos. suas letras e seus fonemas). de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. desataviada. aqueles. Transformação e metamorfose. Didatismo e Conhecimento 96 . Desse modo. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. clamor. olhos. Contraveneno e antídoto. cinzento e cinéreo). a parte concreta do signo. mais restrito (animal e quadrúpede). a forma. . oculista e oftalmologista. apagar. biólogos. abecedário.

dar deferimento) e diferir (ser diferente. • Fulano nadava em ouro. mas significação diferente. somem (verbo sumir).Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. anticomunista / simétrico. • Hera (trepadeira) e era (época). • Cela (pequeno quarto). glória. • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. Cedo (verbo). muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). (sentido próprio). sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). infligir (aplicar) e infringir (transgredir). ostentação. cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). era (verbo). Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. osso e ouço. Exemplos: Bendizer. como exemplos de palavras polissêmicas. grande curral de gado. • As horas iam pingando lentamente. divergir. deferir (conceder. caminhada (verbo). ceifar). sessão musical) e conserto (ato de consertar). No primeiro exemplo. não são homógrafas. denotativo. A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. poder. • Jogo (substantivo) e jogo (verbo).Fiquei com muito dó daquele jogador. descrição e discrição. livre (verbo livrar).O trem. cético e séptico. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. luxo. evocações que irradiam da palavra). comprimento e cumprimento. o verbo dar e os substantivos linha e ponto. (não: cabelereiro) . Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. Podemos citar ainda. atoar e atuar. avaliar) e apressar (acelerar). • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). a rigor. Razões de ordem didática. dó. O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). • Apreçar (determinar o preço. às (contração) e as (artigo). real. tem sentido próprio. Pomos (substantivo). repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). ocultar.Nunca encontrava empecilhos no caminho. cesta e sesta. prescrever e proscrever.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). punição. e às vezes a mesma grafia. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. (não: descarrilhou) . Livre (adjetivo). (não: ao meu ver) . vultoso (volumoso. • Aço (substantivo) e asso (verbo). • Velar: cobrir com véu. . • Pára (verbo parar) e para (preposição). A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. discórdia / explícito. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. desesperar / comunista. implícito / ativo. pomos (verbo pôr). assimétrico / pré-nupcial. árvore frutífera. (não: côndor) . na Rússia. Exemplos: • São (sadio). por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. (não: aterrizou) .Já é hora de o candidato dizer a verdade. tem o sentido conotativo. maldizer / simpático. eminente e iminente. • Pena: pluma. b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. Alude (avalancha). • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. peça de metal para escrever. • Caça (ato de caçar). sentimentos. cuidar. Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. (sentido figurado). vigiar. • Concerto (harmonia. Exemplos: • Construí um muro de pedra. descarrilou mais uma vez. • Pêlo (substantivo). mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. pôr fogo) e ascender (subir). a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. antipático / progredir. (não: do candidato. Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. que têm dezenas de acepções. • As águas pingavam da torneira. inativo / esperar. • Colher (verbo) e colher (substantivo). (sentido figurado).A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. pós-nupcial. • Censo (recenseamento) e senso (juízo). (não: muita dó) . • Paço (palácio) e passo (andar). seção (divisão. alude (verbo aludir). Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). o sujeito jamais é preposicionado) . porém. cedo (advérbio). adiar). degradar e degredar. regredir / concórdia. tetânico e titânico. No segundo exemplo. possui várias conotações (idéias associadas. sela (arreio) e sela (verbo selar). pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. Somem (verbo somar). corrigir).O condor vive em regiões montanhosas. emendar). c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). relativo ao véu do palato. • Ênio tem um coração de pedra. (sentido próprio). Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. • Cessão (ato de ceder). ouro sugere ou evoca riquezas. (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . A homonímia pode ser causa de ambigüidade. são (forma do verbo ser) e são (santo).O avião aterrissou no horário previsto.

. proscrevi b) prescrever......insipiência c) sessão ...flagrante .flagrante .. incidiram e) prestes.” a) seção .Ela prefere mortadela a queijo. da guerra.casçado e) mandado . em astronomia. a) sessão . não deixe a garagem aberta......Meu tempero está ruim...cassado 8. procure um médico...... nunca teve muito . recindiram 2.Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição.. As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1..Foi um privilégio conhecê-la. e) A cessão de terras compete ao Estado..incipiência e) seção .. discriminei c) descriminar......Ao persistirem os sintomas.... do prefeito foi . científica do povo levou-o a ....... .. (FUVEST) Estava .. retifiquei d) proscrever. ratifiquei 9..A persistirem os sintomas..” a) ratificar.. lá em casa.estrangeiros e) seção . (PUC-MG) “Durante a .... xácara = verso 6. e) Reacendeu o fogo do entusiasmo..... (não: Nóbel) . ele voltava vitorioso..A maisena parece que está vencida.... prescrevi e) retificar... c) Sua ascensão foi rápida... (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas.Em princípio.estrangeiros c) secção . concertar = harmonizar e) chácara = sítio..Vamos galera! O “show” é gratuito.... (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes... sua proposta nos interessa... (não: em face a) .. (FEB) Há uma alternativa errada. (inadequado) . 5.fragrante ..Não se esqueça de colocar sua rubrica... (não: prazeirosamente) . nos erros do passado.seção . (FUVEST) “A .. coser = costurar b) imigrar = sair do país....... superam-se) 3.. (se persistirem.. solene era ...Ficamos em pé / de pé o tempo todo...incipiência d) cessão .. procure um médico.. o desinteresse do mestre diante da .O látex desta confecção é de primeira qualidade..... de feiticeiros os ..Naquele ínterim..... ele voltava vitorioso......flagrante .extrangeiros d) sessão .cessão .. o número do cartão do PIS.. (obstáculos não se vencem.. a .Somos quatro.A princípio tudo parecia real. (não: irriquieto) .... b) A catástrofe torna-se iminente..Meu irmão é menor de idade.. (quando persistirem.. (não: rúim) ... (não: haver) nada há ver = nada a receber ....Esta roupa não tem nada a ver com você...caçado d) mandado .sessão . conflagração. (não: somos em) .O Brasil bateu recorde outra vez........ (não: reinvindicar) .. ontem. ..estrangeiros 4...... pois os homens .Em face (ou ante a) da confusão reinante.........sessão .....cassado c) mandato . (não: efisema) .Por favor.. d) Ascenderam o fogo rapidamente. (não: rúbrica) . (ambas formas corretas) . flagração.. Assinale-a: a) cozer = cozinhar. a direção do presídio proibiu as visitas. (não: Maizena... (não garage) . (não: de menor) .... 7.... (= no começo) (não: em princípio) . a data de meu nascimento.. deflagração. (não: de ano) ... reincidiram d) preste... na frase seguinte: “Necessitando .O cigarro provoca o enfisema pulmonar..Depois de superados os obstáculos. equivale a tempo) . de direitos territoriais a . demonstrada pelo político. (não: fez com que) .. (não: latex) ............ (MACK) Na oração: Em sua vida. (não: interim) . a) mandado . no ...Todos reivindicam melhores oportunidades. cumprimento = saudação d) consertar = arrumar. (em tese) (não: a princípio) ...Depois de vencidos os obstáculos.. marca comercial) .. (não: mortandela) . ela refletiu sabiamente.... conflaglação.. plenária estudou-se a .insipiência Didatismo e Conhecimento 98 . d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever. (BAURU) Há uma alternativa errada. equivale a uma condição) .Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura.fragrante .. emigrar = entrar no país c) comprimento = medida.Fez que (fingir) não ouviu a advertência.. b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.... a) eminente.incipiência b) sessão ..estrangeiros b) seção .... (TRT) O .....É um sujeito muito irrequieto.. deflagração.... (não: gratuíto) . (não: previlégio) .. c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.... apresentava-se sempre .” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10... (CESCEM) Na .caçado b) mandato . incidiram b) iminente.Repetiu o ano porque não estudou o suficiente.cessão ......... Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política... reincidiram c) eminente..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . (não: récorde) . de tarefas . ...

.. São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”.. tal qual. 3..tráfico ........ usual) Pedro era uma fera. de entorpecentes com rigor. Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo. na escada (arriar) (1. Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras... (fera = pessoa muito brava: sentido figurado.. desvio)..infligiu b) discriminar ..Hoje são muitos os governos que passaram a combater o .. Somente após a .infringiu c) descriminar . corretamente. “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro. ou seja.. ricas em significados.laço . do assunto é que foi possível prendê-lo...Figuras de Palavras (ou tropos)....Figuras de Pensamento.A)(4. o recurso foi .tráfico .laço ... intensidade e beleza.. Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus. os resultados esperados. (sortir) d) O corpo estava ....tráfego . Ocorre a metonímia quando empregamos: .lasso . Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. Podemos classificá-las em três tipos: .A)(10... apenas a cabeça estava fora da água. o “lucro”).. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera... .Figuras de Construção (ou de sintaxe).. Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.. tal como.C)(7.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo . ou seja. semelhantes. são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve.. Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto.tráfico ...iminentes 11.D)(5.. os espaços das frases abaixo: 1... ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 ... se conseguíssemos mais provas que o inocentassem.... Quando esses conectivos aparecem na frase... .lasso ...comprimento . que subia cada vez mais. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa.eminentes e) censo . caso todos compareçam.....A) (12....lasso . quando se deseja atingir um efeito expressivo. em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva.o efeito pela causa e vice-versa.o autor ou criador pela obra.. ao associar verso a sangue.... denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos. (descrição) b) Só seria possível ... . (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada...B)(6.infligiu e) descriminar .B)(2.cumprimento .B)(3... 2.. o acusado. pesado castigo aos prisioneiros revoltosos. “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona.infringiu 12..C) No segundo exemplo.iminentes d) senso ..iminentes c) senso .cumprimento ... (descriminar) c) As negociações só vão .O Diretor do presídio . Vivo do meu trabalho. o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras. para comunicar à expressão mais força e colorido. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado. vendo nelas uma relação de semelhança.comprimento .....tráfego ..” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns.eminentes b) senso ... a) discriminar . os sons com nitidez..B)(8.. assim como etc. o “trabalho”).B)(11...Quem possui deficiência auditiva não consegue .” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como.. o cofre ali mesmo.. temos uma comparação e não uma metáfora....infringiu d) descriminar ..E)(9. (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam.cumprimento .. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como.. giro. Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras). Brilha tranquila. assim como.. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso. (fera = animal feroz: sentido próprio. literal..

não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia. . nesse caso. que era branca e linda. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. e cantavam. ou seja. Exemplo: Ele é bom volante.a matéria pelo objeto. sobre as mesas. no início da frase. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. Exemplo: O homem é um animal racional. geralmente o “e”.o continente pelo conteúdo.” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. (a palavra trono. Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação.o lugar pelo produto.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. como por exemplo. “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. . destacando-a do resto. poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos). no entanto. . . Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. eles riam. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). está sendo usada no lugar da palavra doces.o símbolo ou sinal pela coisa significada. que designaria o conteúdo). “a casa”). A silepse pode ser: . (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). (a palavra caixa.o indivíduo pela classe ou espécie. “entrar para dentro”. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. copos e garrafas vazias. que é “moeda”). pode ser facilmente identificado. o mesmo não ocorre com a catacrese. . Exemplos: A velhice deve ser respeitada. eis-me medonha e escura. enunciado no início. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. o medo no coração.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. e pulavam de alegria. que não têm valor de reforço.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos. (originariamente.o instrumento pela pessoa que o utiliza. pessoas velhas).o singular pelo plural. com o medo no coração.” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. o qual. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. Exemplo: Os revolucionários queriam o trono.o abstrato pelo concreto e vice-versa. mas eu não acho não. em geral. desisti de ter. .. Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração.. sobre as mesas.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. copos e garrafas vazias). as construções “subir para cima”. Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. . Exemplo: “Eu.o gênero ou a qualidade pela espécie. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. . (o concreto coração está no lugar do abstrato. Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado.a parte pelo todo. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. “protagonista principal”. designando a espécie dos homens traidores). simboliza o império. Exemplo: Não há teto para os necessitados. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves. Didatismo e Conhecimento 100 . (a parte teto está no lugar do todo. Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces.) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. bondade). O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática. o poder). que designa o continente ou aquilo que contém. etc. Exemplo: Ele não tem um níquel. Os homens pararam. Exemplo: No fim da festa. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. a cidade do Porto). número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. ou seja. . e dançavam pelas ruas.Ele tem um grande coração. de forma feminina. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. Exemplo: Felizes. ou seja.de gênero. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

saía toda perfumada. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo.de número. Exemplo: A manhã estava ensolarada. cheia de gente. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste.de pessoa. Senhor. Era nada. como nos três últimos exemplos. a apóstrofe corresponde ao vocativo. Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. (há omissão do verbo estar na segunda oração (. venci. deu rédea e.a praia estava cheia de gente). É usada geralmente com sentido sarcástico. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . vinha pra dentro da casona. mas de significados diferentes.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. exageramos na sua representação. escolhia. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia.” (Monteiro Lobato) “O som. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira. progressão: “O surdo pede que repitam. no âmbito da frase. ela tem uma qualidade que é antagônica). escuro. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. Exemplo: Vim. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político. Neologismo: criação de palavras novas. “Pedrinho.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam. vozes veladas. têm o sentido oposto ao que querem dizer. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. escolhia. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres. vãs.. vivas.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes. o sentimento. Senhor. É uma figura de construção muito usada em poesia. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros). deixando-o meio velado.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando. vi.. Sintaticamente.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. vulgarmente chamada de trocadilho. volúpias dos violões. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. vulcanizadas. lept! lept! arrancou estrada afora. ideias opostas. podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). . retumba. até que a última lâmpada se apagou. veludosas vozes. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. a paixão. se a alegria é triste. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. tudo parado: parado e morto. a praia.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. Exemplo: “Tende piedade. no lugar das palavras próprias. morre. que repitam a última frase. Exemplo: Está muito calor. mais longe. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . que poderiam se ligar por um conectivo. Exemplo: “Eu era pobre. sem mais palavras. na frase.” (Cecília Meireles) “Tudo.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. Exemplo: “Tende piedade. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. Nelas intervêm fortemente a emoção. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. para realçar uma ideia. vêm apenas justapostas. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. Ironia: é o emprego de palavras que. crescia. ele entregou a alma a Deus. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. Exemplo: Depois de muito sofrimento.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. Era subalterno. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere).

“ (Vinícius de Morais) 28.” (Aníbal Machado) 6. ( ) “Coisa curiosa é gente velha.”(Guimarães Rosa) 10. ou antes.. pombas voando. fugindo nos cascos de seu cavalo. uma. atiçou o fogo.. . corre.. ( ) “Rubião fez um gesto.” ( José de |Alencar) 32. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.”(Olavo Bilac) 13. acendeu o cachimbo. “ (Euclides da Cunha) 7. ( ) “Se os deuses se vingam. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. apesar de interessante. inútil. e tropeça e resvala.Almas tristes..” (Fernando Namora) 36. ( ) “A cidade inteira viu assombrada. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem... ninguém não pegava. os sertanejos emboscados. apanhou uma brasa com a colher.. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40.. Foge..” (Camões) 30..”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 .” ( Adonias Filho) 35. ( ) “Aquela mina de ouro. minto.”(Alcântara Machado) 37. uma preciosidade.” (Mário Andrade) 4.”(Clarice Lispector) 25. de santos.” (Graciliano Ramos) 14. ( ) “Wilfredo foge. resignadas.. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19. Como comem!” (Aníbal Machado) 16. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime... severas. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias.”(Chico Buarque) 12.” (João Cabral de Melo Neto) 26. que faremos nós os mortais? “ ( V. O horror vai com ele. O síndico. ramalhetes de flores com laços de fitas. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. 29.” (Raquel de Queiroz) “Tirou. o pistoleiro sumir de ladrão.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. ( ) “Agachou-se. não sei se digo. ( ) “Grande parte.”( Machado de Assis) 18. e vacila.”(Alexandre Herculano) 11. Tanto não. Palha outro. ( ) “Em volta: leões deitados.”(Raimundo Correa) 22.. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. ( ) “E brinquei. ( ) “Era véspera de Natal. me escute.” (Guimarães Rosa) 5. deslizavam melhor. Simões Lopes Neto) 21.. Não.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas. De guerreiros. geme a brisa folhagem. comedor de gente. consiste em retificar uma afirmação anterior. e dancei e fui Vestido de rei. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho. ( ) V.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz. ou tinham mais invioláveis esconderijos. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. ( ) “Asas tontas de luz. porém. ( ) “Caça. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1. (Mário de Andrade) 9. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes.” (J. em sua casa deles dois. mas quão diferentes.”(José Cândido de Carvalho) 27. de queixo caído. da outra banda. ( ) “Mas. Exa. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz.. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. porém. ou melhor. na Lapa-Laje.” 34.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe. e levanta-se. Exemplos: É uma jóia.” (Guimarães Rosa) 33. está cansado? 8. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando.”(Martinho da Vila) 17. Bergo) 31. esse quadro. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24.. a que me cativou logo foi uma. ( ) “Avista-se o grito das araras.. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza. a salvo. de poetas. e foge alucinadamente. o mesmo silêncio anela de opresso. o Zé-Povinho de chapéu erguido. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante. foi-lhe tirado o lenço da mão.” (Camilo Pessanha) 20. as horas passavam. a gente vamos chegar lá. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura.”(Machado de Assis) 2. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. ( ) “O meu abraço te informará de mim.. inclemente.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

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não perderão eles seu mercado de trabalho. Entre eles. o espaço privado.Proposição: o autor explicita seus objetivos. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas. Conclusão: é uma avaliação final do assunto. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?. . havia até advogado na fila de inscrição. . É a parte maior e mais importante do texto. não compete a tão sonhada modernidade.Características: caracterização de espaços ou aspectos.Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! .” .. juízos. apontando para prováveis resultados. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F).Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin. de forma organizada e progressiva.Comparação: social e geográfica.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). principalmente a urbana. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . .Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. projeta um pensamento ou faz uma proposta.Comparação: estabelecer analogias.Hipótese: antecipa uma previsão.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. comunicação. obriga que seja feita uma lei.Oposição: abordar um assunto de forma dialética.Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão. o que provoca o desemprego. agravou vários dos históricos problemas sociais do país. com isso. . outra que olha de fora para dentro.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis. . marcenaria. de seu prazer e de suas necessidades. (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. é arbitrário. . esclarecendo o conceito ou a definição. . (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático. escreve Aristóteles. triunfo das massas.. . Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. . (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. Ex: “Ação à distância.Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. incentivando a reflexão de quem lê. pois a uma nação doente.” . que almeja um futuro brilhante. um fechamento integrado de tudo que se argumentou.Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto. valores.Exemplificação: dar exemplos.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese.Narração: narrar um fato. cabe aos governantes desse país. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” . existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. Hoje. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas.Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. eletricista.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas. para não perderem o mercado de trabalho. . Ex: “Em 1982. Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.. confrontar situações distintas. . Ao todo. . “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação.. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão. Podem ser desenvolvidos de várias formas: . Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80.Enumeração: enumerar as informações. Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial. . aumentando. mesmo que as empresas sejam automatizadas.Definição: não basta citar. defendendo o meio ambiente.Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos.” . Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos.)” . . aparece a verdadeira doença do século. em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores. miserável e desigual. a classe de trabalhos informais. .Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. .Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo). como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. pois decorre exclusivamente de sua vontade. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. a violência.Interrogação: questionamento.. . . de gastos. isto é.” . devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. . se especializando.Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. deter. desemprega milhares deles.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . velocidade. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. eram 15.Contestação: contestar uma idéia ou uma situação.” .Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou. Seu poder. de que. (. (B) Segundo a Constituição.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar.. linha de montagem.

O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade.Despertar da Fé. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: .O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. correta gramaticalmente. E. preferência. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. . 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. situações.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A. processos. 2. Pode-se enumerar. . .Devido à expansão das igrejas evangélicas. ou seja.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. . . Deve ser clara.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. . razões a favor ou contra uma determinada tese. (ideia secundária)”. C.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação. Presta-se bem à indicação de características. funções. . Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. denotativa. essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico.Terço Bizantino. 7º Parágrafo: Conclusão F. desequilíbrios sociológicos e poluição. . . Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão.em consequência disso. . 3. . O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas. uma a uma. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções. G. 4. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. original. seguindo-se os critérios de importância.a linguagem deve ser objetiva. o assunto que vai ser abordado. . A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto.Igreja da Graça no Lar. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).toda dissertação é uma demonstração. . classificação ou aleatoriamente.impõem-se sempre o raciocínio lógico. Exemplo: 1. D. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. . Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões. Didatismo e Conhecimento .Palavra de Vida. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício. impõem-se à fidelidade ao tema. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: . O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia.A Santa Missa em seu lar. natural. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. nobre. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. É fornecer argumentos.O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. Uma possível solução é apresentada. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. . pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. Tema: Desemprego no Brasil. . precisa. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem.

em escala mundial. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. o objetivo proposto na instrução. de pormenores. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. das definições. mais escuro e desoxigenado. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. Conclusão: é a retomada da ideia principal. Primeiro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. Na artéria pulmonar. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. fatos. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. . conter de forma sintética. deve fazer a estruturação do texto.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. recém oxigenado. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. Conclusão Só resta. pois. Espaço . muitas vezes. a confirmação da hipótese ou da tese. da ilustração.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. 47) Didatismo e Conhecimento . Deve. daqui a algum tempo. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. com seu incrível potencial destrutivo. da ordenação cronológica. dos dados estatísticos. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . isto é.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. Se. que só o sofrimento é real”. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. 108 . porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. pois. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. os solos são profundos.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. Exemplos: . (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. se fossem usadas num conflito mundial. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. o homem aprendeu a grunhir. que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. Ou os homens aprendem a conviver em paz. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. dia a dia. a camada do solo é pouco profunda. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. perde a dimensão de humanidade que abriga em si. É a abertura do texto. pelo contrário. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. Exemplos: Tempo . Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. processos. corre sangue venoso.O solo é influenciado pelo clima. Contém a proposição do tema. a velhice. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. Nos climas úmidos. . Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. por isso é fundamental. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. porém. o tema é a questão indígena.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil.O homem. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. seus limites. p. Depois deu um significado a cada grunhido. pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. . por exemplo. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). em outras situações. da interrogação e da citação. da causa e da consequência. que confronta ideias. Muito depois.

busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação. clara e coerente. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice. mas se for particularizada torna-se aceitável. como escrever.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. sem fugir do tema. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. Às vezes. . hidroginástica. que solucione o problema e apresente viés humanístíco).Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. caso este não tenha sido explicitado. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado. p. em uma dissertação. natação. identifique o tema. com base nos argumentos. ou seja. independentemente da tipologia textual. (3) Ruptura da ideologia vigente. Didatismo e Conhecimento 109 .Desenvolvimento do argumento 1 . Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. cerâmica. é habilidade melhorar depende de treino. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. As evidências são o melhor argumento. do jornal Correio Braziliense. 2 e 3. Assunto: Falar em público. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. as possíveis reações do leitor e por isso. conclui o seu pensamento inicial. caso o candidato se exprima. pés e cabeça. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. (3) Soluções do governo ao MST. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. perderá pontos. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. própria de textos literários como a narração e a descrição. particular. (2) Novo conceito de liberdade. Depois. Hildebrando A. otimista. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. posicionese. A seguir. Na dissertação. (2) A conivência do GDF. Quanto à introdução. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. contadores de histórias. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente. viagens. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. Esquema 1 . Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. mas não deve ser vista como tortura.80) aborda a redação dividida em esquemas. Por sua vez. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. Em primeiro lugar. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. no desenvolvimento. (3) Atividade física é importante. Por exemplo. (2) Posição das correntes mais radicais. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. de André (1998. positiva. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. musculação. com subjetividade. até sua perfeita compreensão. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. crie seu objetivo. p.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução.Desenvolvimento do argumento 3 . Por fim. com treino. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. de Dad Squarisi.Desenvolvimento do argumento 2 . Nesse caso. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. Branca Granatic (1996. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno.

«dessa forma». apresentará posicionamentos. usada por diversas pessoas. Quanto ao esquema 2. «assim». singular ou plural). Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. .Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. «Sob o foco da argumentação anterior». Texto Argumentativo. baseado no que foi coletado. Contudo. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». (3) Como melhorar a expressão oral. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. caso venha antes do verbo. fazendo uma relação com a observação final do texto. positiva. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». Nos próximos três parágrafos.Desenvolvimento do argumento 2 .Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema. positiva. Para tal. Cite.Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. Esta é a reta final. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. Tudo em um único parágrafo. Por exemplo. otimista.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . em seguida. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada. denotar otimismo com relação ao problema abordado. Dissertação Polêmica O autor. E não se esqueça de utilizar a vírgula. Esquema 2 . em todo o texto. otimista.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). desenvolver. • interpretálos coerentemente. Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema. Esquema 2 . positiva. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. recomendase utilizar o esquema 1. Isso também vale em relação a seus argumentos. que apresenta somente dois argumentos. no ponto forte da redação. Aliás. Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). os textos argumentativo.impessoal. desenvolver cada argumento. sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. reescrevao com outras palavras. além de reunir dados e expôlos com pertinência. oportunamente. graças ao treino. siga a ordem de sua introdução. venceram as dificuldades. encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. apoiado em razões e evidências. o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. que devem apenas ser citados. Em seguida. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto. O principal deles: Demóstenes. . Lembrese: nada de copiálo. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. abordando cada argumento em um parágrafo. obrigatórias na dissertação. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». pai da Oratória. concluir. Ele venceu até a gagueira. . cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. de três a cinco linhas.Desenvolvimento do argumento 1 . Por esse motivo. dissertativo e expositivo têm características particulares. por exemplo). e não desenvolvidos ou explicitados. como já sugerido. Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. pela organização mais explícita da redação. curto.Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. com outras palavras. a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. • ordenálos. é possível começar a redação. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. No entanto. a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. dar explicações. Após considerar todas essas etapas. dissertativo ou expositivo. Não inicie frase com gerúndio. por isso. Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. enfatizar a valorização do ser humano. otimista. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. desenvolva seus três argumentos. pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. para facilitar a redação.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . Por isso. o tema e o objetivo. Didatismo e Conhecimento 110 .

Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. . o meio lhe é hostil. possuindo boas casas de diversão. etc. Sendo pessoas sem tempo para dialogar. o ambiente lhe é estranho. não se devem misturar. um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente. . assume as características de uma megalópole. por outro lado. universidades e casas de cultura. . o habitante da megalópole.Conclusão propriamente dita. há selecão de prós e/ou contras. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. . alimentos prontos. Didatismo e Conhecimento 111 . ensaios. todos os contras (ou vice-versa). . reportagens. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. muitos clubes. Aqui se exige. editoriais. embora cercado por alguns milhões de indivíduos. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. . Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. a rapidez e o conforto. o autor deve focalizar o assunto proposto. sente-se. depois. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. observaremos que a megalópole.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa.Frase-ponte (de separação). Numa cidade. lançando. melhores salários. . podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. mais chance de ascensão profissional. outra habilidade: capacidade de persuasão. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. restaurantes com comidas das mais variadas origens. possuindo vários teatros. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. Assim.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. museus. Nova Iorque. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. Primeiro. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: .Frase-ponte de ligação. onde a indústria prolifera. expõem-se todos os prós e. artigos. além de conhecimentos razoáveis. toda sorte de detritos químicos. poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. Se. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam.Apresentação do assunto proposto. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. por tantos desejada. como o metrô. rios e mares. hipermercados. indiscriminadamente. há maiores possibilidades de emprego. os prós e os contras. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. de atingir um “status” social. no ar. muito só. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. Conclusão: . . Tóquio.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. paradoxalmente. o lado negativo da megalópole. Observações: Para maior funcionalidade.

burguês etc. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. estudante. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. Dessa forma. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). ou seja. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. Em se tratando. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. em última análise. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história.. um conflito entre o homem e o mundo. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). para se autojustificar. organizados por uma narração feita por um narrador. por isso. pesquisa pura.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. protagonistas ou antagonistas.). que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. Final . Mas a ciência têm uma função explicativa.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. sistemático e formal. Com relação ao primeiro. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. meses). observamos que o mesmo é orientado. .). dias. . é o seu apoio. Além de contar onde. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. o “miolo” da narrativa. complexos. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. assim sendo.Tempo: época em que se passa a ação.. Aquele que conta a história é o narrador. representado no texto pelos advérbios de lugar. também chamada de prólogo). o tímido. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. heróis ou antiheróis. .Personagens: são seres que se movimentam. E. segundo relações de sequencialidade e causalidade. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . de certo modo. o avarento etc. Pode ser físico ou psicológico. apresenta as suas limitações. se apreende a aparência das coisas. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. concluímos que. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. obedendo a uma série de etapas e fatores. ou seja.. já que o cientista. que são os agentes do texto. Quanto ao conhecimento filosófico.. mas principalmente pelos advérbios de tempo. por advérbios de tempo. o meio. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. o filosófico. Aqui. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico.Fechado ou Aberto. Assim. unilateral. o científico e o filosófico. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente. passa por uma introdução (parte inicial da história. Cronológico: o tempo convencional (horas. Esse elemento da narrativa é o tempo. A segunda sem a primeira seria algo empírico. Por outro lado. A ciência fundamenta a tecnologia. Assim. Tudo na narrativa depende do narrador. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. o narrador acaba sempre contando onde. tendo mudança de um estado para outro. do conhecimento científico. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios. e não simultâneos como na descrição. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. formando um todo homogêneo que. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. subjetivo. o conhecimento científico. pois as duas estão intimamente ligadas. Assim.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. constatamos que. A história contada. formando uma rede: a própria história contada. Assim. a natureza é o objeto do conhecimento científico. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. o homem espera perplexo uma resposta. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. pois são dois seres que se completam. E. Didatismo e Conhecimento 112 . Elementos Estruturais (I): . como e com quem ocorreu o episódio. Interrogação e a dúvida geram.) ou tipos humanos (o medroso.previsível ou imprevisível. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca. Quando o narrador conta um episódio. Expressa as relações entre os indivíduos. A pesquisa científica exige método e coordenação.Espaço: local da ação. tipos sociais (trabalhador. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens.Narrador: é quem conta a história. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. . A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. porém. utilizando situações que contêm essa vivência. quando. embora suporte da tecnologia. esta é aplicação do científico ao técnico. da voz que conta a história. Psicológico: o tempo interior. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada). sem base. através dele. Enquanto aquela é busca ordenada. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade.

ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. os episódios se sucedem. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. ia tonto. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. eu estava lá e vi. Não me atrevia a descer à chácara. conduzindo ao clímax. se o menino ganhou um porquinhodaíndia. na cerração das madrugadas. 1973. é porque alguém lhe deu o animalzinho. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas. pág. que não é possível compreendê-los isoladamente.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. 110. é uma transformação de situação. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). pode acreditar. podem ser apresentados direta ou indiretamente. Encadeados. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo. (. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. tornando o desfecho inevitável. Manuel Bandeira. no desmaiado da Lua. ela está logicamente implícita. Não no víamos desde muito tempo. as pernas bambas. conforme o papel que desempenham no enredo. 4ª ed. estacando para amparar-me. . a partir de suas ações. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. Assim. Exemplo: “Parei na varanda. Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo.. Verifica-se. Há uma relação de implicação mútua entre eles. Podem ser principais ou secundários. no texto acima. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. .Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. o espaço confortável de debaixo do fogão). . pois. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. mas sempre teso do Jango Jorge. atordoado. nunca perdeu atalho. muitas vezes. Existem três tipos de foco narrativo: .Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor.. Narra em 3ª pessoa e sua voz. a história é contada em 3ª pessoa.) Didatismo e Conhecimento 113 . Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. nunca desandou cruzada!. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão.Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. esses não estão. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.. José Olympio.Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. . ou seja. e passar ao quintal vizinho.” (Machado de Assis. Observe que... exceto as personagens ou o fato a ser narrado. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. (. Assim.Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. à luz do Sol.. Estrela da vida inteira. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. há basicamente.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista. e andava outra vez e estacava. Quanto aos elementos da narrativa. Rio de Janeiro. são elementos vitais. Mesmo que essa personagem não apareça no texto.. . Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. Assim. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. Estrutura: . a história é contada em 1ª pessoa. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. na escuridão das noites. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação... . Comecei a andar de um lado para outro. Casado ou doutro jeito.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. obrigatoriamente sempre presentes no discurso. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. como simples exemplos de uma narração. afamilhado.. nunca errou vau. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia.. por exemplo. ou seja.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação.

. O homem olha para os meninos. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. Por isso não pôde defender-se. O seu coraçãozinho se apertava.. sem lhe passar diretamente a palavra. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. Só não me pise. está bom? __ Se ficar doente. e depois?. Os três sentam-se numa das mesas. __Você desempregado. sem a sua interferência. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. __ Olho vivo – como dizia Paraná.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. Bisavô. Que é que diria a Paraná?) Andando. mas resolutamente. de forma canhestra. No começo pensou num bonde. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. as coisas. mulher. __ Na sua idade. num pratinho. Didatismo e Conhecimento 114 . sem os cuidados de uma mulher. e se dirigem para o cômodo dos fundos. humanos e indestrutíveis. doutor.) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.. __ Se quer sair de casa. Fica muito mais gostoso. O hominho aqui se espalhava. aritmético. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. __ Está certo. mais ainda. __ Essa aí tem filho emancipado. poderiam roubá-lo. Quando em quando. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. cuidadosamente. doutor. é uma terceira pessoa. O céu lá em cima. A mula vendeu e a potranca. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. __ Eu arranjo. O preto concentra-se. Todo velho é sem-vergonha. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. Só deu de mamar no primeiro mês. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. na travessia das ruas. __ Duzentos e vinte. O homem toma a cerveja em pequenos goles. mas ambos com menos de dez anos. Fui jogado na estrada. Tenho culpa? Só quero paz. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. Devagar. um mais velho e outro mais novo. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. os prédios. onde há seis mesas desertas. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. e confirma o pedido. A carroça e os dois cavalos. àquela hora da noite. morrendo de vergonha da malha de cetim. doutor. E permanecem para sempre. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca.. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. noite e dia o hominho aqui na carroça. doutor. nem olhar muito para nada. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta.. Veja. Criei um por um. Severino. este velho caducando. um neto casado. O hominho é muito bom. Sempre o mais sacrificado. (J. deixou morrer. __ Dobre a língua. dois guaranás e dois pãezinhos. (. das asas e das antenas e. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. acompanhado de dois meninos de tênis branco. Agora tem dois cavalos. os dois pães com meia almôndega cada um. em seguida. fico uma jararaca. Eles não têm pressa. (Nos bondes. Quase meia hora andando. muita atenção nos autos. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. Como fazia nos dias comuns. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz.” (Ilka Laurito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. sem que percebesse. da cara à mostra.. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca). O grande homem e seus dois meninos. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. está bom? Ela não contribuiu com nada. sentados naquela mesa. pague uma pensão. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . assomava um guarda nas esquinas. Agora com mania de mulher. Ele ia pelas beiradas. o que há de melhor. Exemplo: Festa Atrás do balcão. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. um prato de comida e roupa lavada. Os três atravessam o salão. à espera. enquanto o rapaz cúmplice se retira. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines.

Assim.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo).é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”. . Ele está dormindo. uma implica a outra. Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. É um recurso relativamente recente.. ao longo da leitura. . O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. ele vai se espalhar. a narrativa se desenvolve na prosa. isto é. o que aconteceu.) Ele vai tirar Rosinha da cama. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração. Largar Rosinha ali. Ignorava a exatidão de seus cálculos. O aspecto narrativo apresenta. No entanto. Tem ela três características: . Surgiu com romancistas inovadores do século XX.Conclusão: consequências do fato. Quanto à temporalidade. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála..Introdução: citar o fato. Fugir com ela. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora. uma subordinase a outra.. Não é preciso segurá-lo. por ter sido despejado. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . à noite. há a participação do narrador. quando se diz “Depois da abolição.. como vimos. incentivouse a imigração de europeus”. realizase o ato de compra. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa. Esse temporal assim é bom. Resumindo: na narração. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou.. por exemplo. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. por exemplo)... Com efeito. . . mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada. Tenham paciência. para o fundo do País. Os bondes passavam. para apanhar uma fruta.Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. pois elas se pressupõem logicamente. Não! E esses tambores? Ui! Que venham. e ela efetuase porque quem a realiza pode.. que ele não está bêbado. Para ter um carro. (. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito).. no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas. Não acordem Rosinha. Caracterização Formal: Em geral. Rosinha... quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. por exemplo. Por que não está malhando em sua cabeça?.. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim.é um texto figurativo. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador.. até certo ponto.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. O céu baixou. a sequência temporal foi modificada.Desenvolvimento: detalhes do fato.. o leitor reconstitui. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. .. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . segundo. Rosinha está dormindo.. É guerra. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. . podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço. sabe.. Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. ele seguiu. mas várias: uma coordenase a outra. as três características explicadas acima (transformação de situações. Por exemplo. quer ou deve fazêla.. preenche essa condição). Larguem os seus braços. porque Rosinha não sai. as relações de anterioridade e de posterioridade. temos um texto dissertativo. Tomemos. que. Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).. ele não larga não. no entanto. pelos escuros da Alameda Cleveland.. Didatismo e Conhecimento 115 . o tempo e o lugar. quando e onde. a narração terá diversas abordagens. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. para os maus). Assim. se abriu. entre elas.uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). (João Antônio – Malagueta. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. Toda narrativa tem essas quatro mudanças...uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo). Ela lhe deu.. Dependendo do enfoque do redator. . ou seja. alguma subjetividade. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. apresenta um componente narrativo. Pelo jardim. A narrativa é a transformação de situações... querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. . No primeiro caso. para isso.. é preciso antes conseguir o dinheiro. Abraçá-la no alto de uma colina. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. e os castigos.

Quando a lebre acordou. as duas partiram. deitou-se e tirou uma soneca. respondeu a lebre.que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. em todo o caso. contamos. Rio de Janeiro: José Olympio.Lenda . em que um autor cria no mundo da imaginação. de um lado.Anedota . Com as mãos agarradas na borda. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr.espaço. que ficou atravessado a sua frente. ouvimos histórias de nossas famílias. Não havia. A tartaruga continuou avançando.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas. Caminhos Cruzados. de personagens fantásticos. perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. passando por baixo. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás.fábula . Enfim. recomendou a tartaruga. fechei a porta e todos os respiros. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. como eram nossos parentes quando mais novos. autor de vários livros sobre suas viagens. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. Seria o leito seco de algum rio. de sonhos. mesmo maravilhado com o que via. Comentário: . Mais adiante. 51) Exemplo . Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. Eu procurava imaginar o que ela queria.Romance . vivemos em meio a muitas narrativas. que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção.personagem (ou “com quem aconteceu”) . com as mãos no teto. (Klink. quase tocando-lhe o fundo. p. moço? Estava um caco: mal vestida. Ouvimos também histórias de medos. “Cem dias entre céu e mar”.” (Linda. assistimos. Poderia dançar à sua volta.» (Kiefer. com muita perseverança. não tive a menor dúvida: voei para dentro. Porto Alegre: Mercado Aberto. por todo o caminho”. Uma noite de ardentia.Fábula .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo .. O segundo é uma narrativa ficcional. com o corpo todo iluminado. Manobrou e voltou-se de novo. cenas da memória do famoso navegador brasileiro .Tempo “Sete da manhã. Estava tremendo.História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 . os olhos). de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco.” “Aceito o desafio!”. tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . lendo Graciliano Ramos.Conto . ouvimos. tudo se alcança. imaginamos histórias. 5O) Exemplo . Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. Texto 1 “Noite escura.Amir Klink. Podia ser sua descomunal cauda. Ieda.Notícias . . para demonstrar seu desprezo pela rival. (sempre guardam alguma coisa do passado.Relatos . A dentadura postiça. para chegar primeiro. através de um relato de experiência vivida.” (Veríssimo. Porto Alegre: Movimento.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: . p. 1981. Amâncio não viu a mulher chegar. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície. pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados. e. a redondeza escura e uniforme dos seixos. Não quer que se carpa o quintal. Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. passava exatamente sob o barco. a face escalavrada. Moral: Com perseverança. A lebre saiu a toda velocidade. Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . disse a tartaruga calmamente. como negarlhe a insipidez. 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez.o texto mostra.Memorialismo . Amir. pronto para o golpe. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional. é bom lembrar. fato. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . Mas os olhos.Parábola . A um sinal dado pelos outros animais. e fiquei aguardando. p. Charles.Personagens “Aboletado na varanda.acontecimento. por exemplo.. cheirando a fumaça. nem me tocou. sem céu nem estrelas. “Isto parece brincadeira.Crônica . Desde muito cedo. O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. deitado. Érico. As amazonas segundo tio Hermann. Tipologia da Narrativa Ficcional: .4) Ao longo da nossa vida.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto. e iluminada seguiu em frente. Uma enorme baleia. enquanto do outro.o texto 2 conta uma história de animais . seguiam o corpo e a cabeça. O Dr. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa. lemos.

à procura de vozes conhecidas e frases famosas. e talvez um tímpano. são as roupas que nós temos. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê. homem de maus modos. talvez. para não ficar mal. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. Ou por Max para Engels. também não havia vaga. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. No hotel seguinte.. o viajante achou a idéia boa. Ou tossindo. perguntando por um casal de forasteiros. que Napoleão era linguinha. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel. Hotel. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. muita excitação e emotividade. dando voltas ao mundo. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. grávida. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. Estavam cansados da viagem. Poderia até receber delegações estrangeiras. estão a concisão. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. Para surpresa dele. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. Discursos do Rui Barbosa. . imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos.. Não seria fácil. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.. qualquer coisa serviria. enxarquei as botas”. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. Contudo. Você pode estar rompendo um caso de amor. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima.. o Grande. mas estará falando para a posteridade. Saíram. O grito do Ipiranga. fitas gravadas e discos. Mas até hoje não consegui nada. Que disfarce? Perguntou o viajante. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. e até agradeceu. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. . a densidade.audiovisual: cinema. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. aos noticiários dos jornais. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). O viajante agradeceu. (“A Massagista Japonesa”. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. grite.. mas em compensação não pagariam diária. hospedaria. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. “Contos para um Natal brasileiro”. na pressa da viagem esquecera os documentos. p. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. 11) Didatismo e Conhecimento . Aquela frase. Ali perto havia uma manjedoura. Foi adiante.. eu já teria feito uma reforma aqui. aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. Assim. — Eu pensei que tinha um quarto vago. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. não se sentia bem. o próprio Shakespeare falando. da próxima vez que o senhor vier. Ouvir. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. mas parece que já foi ocupado. [. se não tem documentos? — disse o encarregado. Aí. disse o gerente. desde que não fosse muito caro. já que todos os sons que emitimos? espirros. discursos inteiros. a precisão. 09. junto com as palavras dos outros. comentários literários ou científicos.. 27/O9/98. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. — O disfarce está muito bom. disse o homem. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. ela. que viajavam incógnitos. No segundo. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. como eles logo descobriram. Jornal do Brasil. Ainda fez um elogio. como dão para os grandes hotéis. diga ao povo que. Isso não é disfarce. teatro e narrativas televisionadas.) Crônica: é uma narração. Entre suas principais características.. por exemplo. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. Não demorou muito.auditiva: narrativas radiofonizadas. quando era bebê! Aumenta.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . dizendo coisas banais. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas. p. As grandes frases da humanidade. para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna.. No primeiro hotel o gerente. inclusive identificando o seu lugar de origem. que o quarto já estava pronto. e o gerente era metido a engraçado. em prosa. foi logo dizendo que não havia lugar. disse. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. No terceiro hotel também não havia vaga.. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. segundo a ordem temporal. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. quase tiveram êxito. 1996. se o governo nos desse incentivos. Luís Fernando. frases. No hotel seguinte. e não causaram ondas. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. por exemplo. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. Essas roupas velhas que vocês estão usando. apareceram os três Reis Magos. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. O termo é atribuído. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. 117 O casal foi adiante. O homem disse que não tinha.”? Isso não interessa. no ouvido de alguém. Quando os viajantes apareceram. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite. “Dadá”? Sou eu. Se eu conhecesse alguém influente. depois disse que sim. Foram procurar um lugar onde passar a noite. tinha voz fina. Muda. com intervenções do ponto e comentários da platéia. portanto. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. gemidos. com banho e tudo.. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se.visual: texto escrito..]» (Veríssimo.

A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. à noite vê tudo. e matai-o. . E ele lhe disse: Veio teu irmão. É um gênero muito versátil. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. mas deve ser engano. o filho mais novo. chamando um dos servos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. na qual são animais que ganham características humanas. constatada no final da história. poucos dias depois. E. Já não sou digno de ser chamado teu filho. e irei ter com meu pai. porém. Mas ele se indignou e não queria entrar. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. E o filho lhe disse: Pai.«Que ousadia a tua. levantandose. de dia é quase cego. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto». E ele lhe disse: Filho. respondendo ele.pergunta assustado o cordeiro -. E. em pleno dia. ouviu a música e as danças. Cordeiros. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. e. faze-me como um dos teus trabalhadores. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. Sempre contém um moral por sustentação. saindo o pai. lançou-se-lhe ao pescoço. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). e mora no fundo dos rios. e comamos e alegremo-nos. Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. E. E ele repartiu por eles a fazenda. e até certo ponto aceitáveis. E. correndo. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. as lendas. muitas vezes erroneamente definida também como fábula. . e. ou Coisa de Fogo. Para os índios ele é «MbaêTata». tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. sem nunca transgredir o teu mandamento. hei de vingar-me» .«Então. mataste-lhe o bezerro cevado. e trazei o bezerro cevado. onde o esquarteja e come sem processo. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. pequei contra o céu e perante ti. tu sempre estás comigo. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo.» . permiti-me um aparte» diz o cordeiro. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. E. vós não me poupais. perguntou-lhe que era aquilo. instava com ele. vai tocando fogo nos campos. pastores. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. tinha-se perdido e foi achado. a água que bebo! Hei de castigar-te!» . viu-o seu pai. e vesti-lho. não? Então deve ter sido teu irmão. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. vivendo dissolutamente. o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.» .«Majestade. e começou a padecer necessidades. tanto fantásticas. e lhe diz irritado: . Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. quando veio e chegou perto de casa.e o leva até o recesso da mata.«Ah. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. Narração figurativa na qual. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. Algumas vezes. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. houve naquela terra uma grande fome. Parábola: narrativa curta ou apólogo. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos. De caráter fantástico e/ou fictício.«Mas como poderia» . partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. por conseguinte. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. quanto reais. e por onde passa. Vindo. as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. enormes. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. dá-me a parte da fazenda que me pertence. aventureiro inato. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. seus olhos cresceram.» . e se moveu de íntima compaixão. E o seu filho mais velho estava no campo. foi para seu pai. porque este teu irmão estava morto e reviveu. e dir-lhe-ei: Pai. . Assim. É muito interessante para crianças. «se eu não era nascido?» . Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. E começaram a alegrar-se. e teu pai matou o bezerro cevado. quando ainda estava longe. pois eu não tenho mano. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. este teu filho.«Peço-vos perdão mais uma vez. e. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. e todas as minhas coisas são tuas. porque este meu filho estava morto e reviveu. porque o recebeu são e salvo. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. cães. algum parente: teus tios. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. por isso. por meio de comparação.«Mas turvas. assim. E. Mas. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. havendo ele gastado tudo. caindo em si.«Vede que estou matando a sede água a jusante. e o beijou. teus pais. de turvar. ajuntando tudo. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. e ninguém lhe dava nada. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. .

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . Muitas vezes. pelo uso constante e popularizado. ou seja. . aquela extraordinária jovem de cabelos longos. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. deixá-la de lado.. frequentemente. a sequência que nos permita um bom fecho.. após citar uma personagem. ou no porão. Não acredite nisso. capaz de convencer quem o leia. preocupada. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. “abraço cheio de emoção”. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. uma cor de olhos. como estilo. . sem mais nenhuma indicação posterior. parecer frágil em alguns aspectos.. “fechá-lo” à sua maneira. Não seja excessivamente minucioso. começá-lo pelo clímax. características psicológicas e intelectuais das personagens. “Num belo domingo de Primavera. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor.”. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”. em que animais ou coisas são personificados. apenas com a sugestão de fecho. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. infinitamente repetir. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas. explicando-lhe a demora. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens.. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. Mesmo numa fábula ou num apólogo. típicos. “família unida”.” É evidente que. “paixão intensa”. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. Escrever circularmente é como andar em círculos. “beijo doce”. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto.. imagina que. Experimente. particulares. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. tais pedidos. evitando abundância desnecessária.” Quando o corretor lê isso. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. aceitando a interferência. . Este aspecto é tão importante que. . deve ter traços fortes. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. ao redor do mesmo tema. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. . sem resistência de continuidade. sem que possamos sair do lugar. Uma personagem. “ao pôr-do-sol”. a peripécia dos acontecimentos. repetir. Coitada da menina. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. o texto não pode.. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto. acredite. sobretudo a protagonista.Escrita circular: Rigorosamente. Isso é uma boa dica. ideias ou palavras que. Imitação da vida ou ultra-realidade.) . um homem misterioso de chapéu. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback.Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. ele sequer existe. quando escreve. Estes são apenas alguns exemplos. é imprescindível que você. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa. “faces rosadas”. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). precisaremos da ajuda de adjetivos..Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. “uma grande salva de palmas”. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos. Antes de começar a escrever. para ser compreendido. aborde aspectos.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim.. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. então. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”. não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. muito menos os narrativos. manias. “inocente criança”. a não ser por escolha do autor. . em dado momento. Pior do que isso é começar a narrar e.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda. perfeita. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. tiques. Didatismo e Conhecimento 119 . a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. sabemos que elas devem parecer verdadeiras. Ele deve sempre parecer um todo verossímil.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. ou seja. é preciso ser didático. é interessante que jamais percamos a coerência interna. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas. criaturas assemelhadas que são aos humanos. para fazer melhor o seu texto. seus significados. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. gestos (passar a mão no cabelo. certamente. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. nada mais significam. revela estados de espírito. mas saiba priorizá-los no uso. maravilhosa. de acordo com suas vivências e experiências. esquecê-la. Se você criá-las sem características específicas.Começo. a interação com o leitor que pode. . meio e fim: Muita gente. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira.Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. inclusive. se retiradas. por exemplo. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. uma mulher que lê mãos. por exemplo. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. um trecho dela: há circunstâncias que.

Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens.” (extraído de “Amor”. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (. Contos. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. etc. Elas manifestavam todo o seu esplendor. cara doente.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido. está-se pensando apenas na ordem cronológica. situação ou coisa. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. raramente estava alegre. pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. Quando ele pede um determinado componente acional. 3ed. está fazendo uso da descrição. e não traçar a cronologia de suas ações). no nível do relato. animal. “Conto de escola”. Grande. O Sol fazia-as brilhar. inteligência tarda. pois. ao invertermos a ordem das frases. situações. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso.. não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos. cheiro de árvores. quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. 1974. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. os.) Esse texto traça o perfil de Raimundo.. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. Como. não denota nenhuma transformação de estado. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. Reunia a isso grande medo ao pai. em imagens. preferencialmente. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e. Tudo era estranho. cena. todas elas estão no pretérito imperfeito. Era uma criança fina. na versão original. ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito. como veremos adiante. Características: . entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. O mestre era mais severo com ele do que conosco.ainda que se fale de ações (como entrava. Normalmente. precisamos fazer certas modificações no texto.. comparações e inúmeros elementos sensoriais..). por exemplo. . Por todas essas características. uma narração e você faz uma dissertação. o ano de 1840. . verbos de ligação. .O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes. não será para outro. aquele. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. Devese notar: . trocá-lo (pede-se. porém. Sempre que se expõe com detalhes um objeto. (Machado de Assis. pálida. e era mole. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. aplicado. etc. etc. Laços de Família. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. ..A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. sanguínea e fogosa. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. carnuda. A outra é esquecer os itens do enunciado. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso. o que será importante ser analisado para um.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . pequenas surpresas entre os cipós. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.) Ângela tinha cerca de vinte anos. Dessa forma.). Ao seu redor havia ruídos serenos. precisamos fazer algumas alterações. com palavras. para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. objetos.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. Raimundo tinha grande medo ao pai). págs. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção.Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado.Utilizam.é impossível separar narração de descrição. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. emoção vivida ou sentimento. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. pessoa. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. . E antes de passar a limpo a redação. grande demais. ambiente. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. 3132. o enunciado destaca o que pede como imprescindível.Ao fazer a descrição enumeramos características. . Exemplo: “(. como ele. Evidentemente. São Paulo. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 . suave demais.por isso. .. Ática. portanto. . Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. Quando alteramos a ordem dos enunciados. ou pelas ações. É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado. como este. retiravase). parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo.se invertêssemos a sequência dos enunciados. Não é necessário que seja perfeita. lugar. Por isso..

. metonímias. Podese apresentar.Predominância de verbos de estado.” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto. .) Quando conheceu Joca Ramiro. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. Seu peso. concretas. soberanos. Tinha uma covinha no queixo. com o pescoço entalado num colarinho direito. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai.Devemse evitar os verbos e. uma casa velha. Moreno. Lemos um velho de pequena estatura. nunca tirava as lunetas escuras.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem. situação ou indicadores de propriedades. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. no final do corredor tinha a cozinha. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser. Raul Pompéia) “(. . dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . situar-se. frio. Exemplo: “Até os onze anos. . qualidades. 70kg. depois você entrava tinha um jardinzinho. eu morei numa casa. Pintada de roxo-claro. uma grade de ferro. olhos negros. farto.Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. exatas. Aparência atlética. . é marcado pela temporalidade. Para transformar uma descrição numa narração. O pessoal. eram de um rei. haver. de sobregoverno. estar. que se usem então as formas nominais. mas não tingia o bigode. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. ausente do calor alegre do sol. capricho da sorte. aí você entrava na sala da frente. mais brilho à calva. existir.. enquanto que o enunciado descritivo.Usar o vigor e relevo de palavras fortes. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal.. Ex: “Sua altura é 1. fazer-transformador. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado. ou seja. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (. Na dimensão linguística. No caso do texto II inicial.. a cena.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus... tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca . a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. os gestos. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos. não tendo transformação. mandando por lei.). caído aos cantos da boca.Uso de advérbios de localização espacial. desde que eles sejam sempre simultâneos.. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. Iibertouse desse medo.O Primo Basílio) . Apesar de seu corpo rechonchudo. o segundo. para transformá-lo em narração. a passagem são apresentadas como realmente são.85m.e aquele preto lustroso dava. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: .Todavia deve predominar o emprego das comparações. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. Joca Ramiro era único homem. tinha-o grisalho.. magro. mas rolho e bojudo como um vaso chinês.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . concretamente. a cena.. um pouco amolgado no alto. o ser. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. sinestesias). uma pureza de cristal. se isso não for possível. cabelos negros e lisos”. calmos. vestido todo de preto. e essa casa era assim: na frente. por ter a representação de um acontecimento. vasta e polida. quando o objeto.. dos adjetivos e dos advérbios. ombros largos. Roupa simples. próprias.Senhora) . comparações. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. então achou outra esperança maior: para ele. par-defrança. ficar). na relação situação inicial e situação final. que conferem colorido ao texto. não muito gordo. toda em largura. capaz de tomar conta deste sertão nosso. muito crente. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala.Emprego de figuras (metáforas. Exemplo: “Era o Sr. Era muito pálido. até mesmo ação ou movimento. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. o ser. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. o presente e o pretério imperfeito do indicativo. depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. atitudes. pelo contraste. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. Telhado de quatro águas.. Mais tarde. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno. Tudo simples. Ex: O dia transcorria amarelo.” (“O Ateneu”. pele bronzeada. podendo opinar ou expressar seus sentimentos. calmos. numa descrição. provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado. Ex: Vida simples. é atemporal. que era o lugar da bagunça. Exemplo: “ A casa velha era enorme.” (José de Alencar . Exemplo: “Era alto. Era feita de pau-a-pique barreado. .” (Eça de Queiroz .

pág. o sentido não seria o mesmo.Desenvolvimento: análise das características físicas.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. olhos. de acordo com determinada ordem. . 497. O poeta descrevese das características físicas para as características morais. No entanto. triste de facha.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. Se fizesse o inverso. Para facilitar o aprendizado desta técnica. É uma estrutura pictórica. ao contrário da narrativa.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. A descrição. comprimento. inclinações. o mesmo de figura. Descrição de pessoas (I): . boca. temperamento. dimensões.. janelas. . Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. .Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). ao descrever.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material.Introdução: comentário de caráter geral. do ponto de vista da progressão temporal. facilmente identificáveis (descrição objetiva). associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo.Desenvolvimento: características físicas (altura. peso.Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis. quadros.Desenvolvimento: análise das características físicas. em que os aspectos sensoriais predominam. pessoa etc. cor da pele. uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. roupas). peso. altura. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. preferências. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. . cabelos. associadas às características psicológicas (1ª parte). O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. material. dimensões (largura. postura. Obras de Bocage. caráter. ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva).Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. de olhos azuis. ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. .Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. idade. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade. pois as características físicas perderiam qualquer relevo. lugar. Incapaz de assistir num só terreno. após escrever seu texto.Conclusão: comentários de caráter geral. precisa possuir certo grau de sensibilidade. textura. cor e brilho.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). a ordem dos enunciados na descrição é indiferente. conforme o permita sua sensibilidade.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. . de Bocage: Magro.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. não supõe ação. Descrição de objetos constituídos por várias partes: .Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. também denominado adjetivação. Descrição de ambientes: . . sublinhe todos os substantivos. . textura.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: . acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. associadas às características psicológicas (2ª parte). objetivos). . . Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. portas.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. esculturas ou quaisquer outros objetos. carão moreno. diâmetro etc. Descrição de paisagens: . voz. . o redator. Porto. nariz. meão de altura. 1968. bem servido de pés. Didatismo e Conhecimento 122 . . eletrodomésticos. Descrição de pessoas (II): .Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo. luminosidade e aroma (se houver). teto. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. chão. . . sugerese que o concursando. mais propenso ao furor do que à ternura. nariz alto no meio. e não pequeno.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral.Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. .Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. Lello & Irmão.) . . apontando suas características exteriores. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos. cor/ brilho. peso.

literalmente.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. mais larga do que pediam as carnes.. precisa.” (Alencar. Dava gosto ver. mas semquefazer de menino). contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. Didatismo e Conhecimento 123 . o seu funcionamento. móbil. De repente virouse e ficou boiando de costas. Os seus interiores são amplos. Tanque . tinha pouco mais de trinta anos. segundo eles antigamente. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. para evitar a deformação em caso de colisão. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. apertando um colarinho de oito dias.) Ali. ambientes. com o encosto do banco traseiro rebaixado. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas. um colete de seda escura. ora para o sul. ambas desmaiadas. salvo o feitio.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. magro e pálido. que vacilei em dar a descarga. casamento então era parelho mesmo. superfície lisa.” (Scliar. Moacyr. Mas já era homem sério de velho. As calças.” (Assis. etc. Autran. espaço. cenários. Creio que trazia também colete. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. a desabotoado. (. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. ou. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. há predominância da denotação. para descrever experiências. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. à guisa de olhos. brilhante. feitos para durar toda a vida. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. morte. volutas. reservado. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. a tez lisa. cumpridor. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. dos oito primitivos botões restavam três. a pupila negra. As roupas. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. Por ser objetiva. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. as peças que os compõem. o vinco perfeito. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. quase acetinada. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. Casa de gente de casta. a graciosa criatura. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. por igual). Imaginem agora uma sobrecasaca. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. tinham duas fortes joelheiras.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. 12. alto. os ossos da pessoa. Ópera dos mortos. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. formando flores estilizadas. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. E tinha. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. esses e gregas. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. cintilante. a calça é que era como a de todos na cidade brim. dois grãos de milho. processos. por entre a folhagem. cor de cobre. situações e coisas. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. Flutuava displicentemente. da sua aparência medida. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. mas sempre muito bem passada. a não ser em certas ocasiões (batizado. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. José de. paisagens. o chapéu era contemporâneo do de Gessler. marchetado de pardo. de brim pardo. ora para o nordeste.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. p. Estava tão bem ali. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. ferida pela luz do sol. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. de cor saudável. os cabelos pretos cortados rentes. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. Na descrição não-literária. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade. bem formado. no banheiro. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. brilhava com reflexos dourados. roto a espaços. da força e da inteligência. O jaquetão de casimira inglesa. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. vidros quebrados nas vidraças. Porta-malas . descrevendo uma longa espiral. textura fina. A descarga vazava. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação.. setas. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. Machado de.” (Dourado. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. 1975. que pode ser ampliada para até 1500 litros. a sua pele. o pêlo desaparecia aos poucos. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores. Cuidava muito dos trajes.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. a charge ainda tem título. Mais uma vez. este é o único em que imagem e texto mesclamse. com a expressão tensa. não possui texto verbal. Nele. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. o que é muito frequente nas charges diárias. o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. José Serra. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. Paulo Criada por Glauco. que termina numa seta vermelha. e. grita para que Serra assuma. A imagem traz uma caricatura de José Serra. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. Quando são publicadas em jornais regionais. que pertence ao PSDB. uma referência ao símbolo de um partido político. e um texto complementar. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. Nos jornais de grande alcance. Assim. A corda. nem sempre são assim tão amplos. apontando para fora do móvel. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. Os temas de charges. CE) Aqui também não há texto verbal. um homem careca dentro do aparelho. Agora São Paulo Dos três casos. por exemplo. Charge da Folha de S. tem a forma de uma escada. Para compreendê-las. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. por ser careca e pertencer ao partido tucano. para interpretar a charge. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. “Eleição para Presidente”. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. Didatismo e Conhecimento 127 . toda a informação deve ser identificada no desenho. Além das falas e dos dados da pesquisa. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. de quem passa por apuros. que Serra é pré-candidato. com expressão aborrecida. Abaixo veremos três exemplos de charges. Após a identificação desses elementos básicos. cujo símbolo é um tucano. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. o que lhes dificulta a compreensão. todas referentes ao mesmo tema. reconhecido pelos traços da caricatura. Ele abre a porta de um armário. porém. porém. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. Enquanto isso. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. Serra afirma estar indeciso. ou seja. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. o PSDB. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. no qual está escondido José Serra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa.

palavras que aparecem nas perguntas e que. O leitor deve perceber. mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. e outras.Quando o autor apenas sugerir ideia.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. errada. . Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem. apalpar o que se pergunta e o que se pede. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. o enunciado de cada questão. não. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. partes) para melhor compreensão.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. . Por isso. Dicas Podemos.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo. criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular. mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. procurando ter uma visão geral do assunto. com atenção e cuidado. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de. . procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. devemos observar o seguinte: .Ver. . que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. todo o contexto fica identificado. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada). perceber.As perguntas são fáceis.Partir o texto em pedaços (parágrafos. . . apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. vá até o fim. . às vezes. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto. certa. parte) do texto correspondente. ler bem.Ler todo o texto. malícia nas entrelinhas. . dependendo de quem lê o texto ou como o leu. .Esclarecer o vocabulário. ler o texto pelo menos umas três vezes. ininterruptamente. sentir. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. . incorreta. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos..Entender o vocabulário. Regressar no texto. procurar a mais exata ou a mais completa. perceber a mensagem do autor.Ler. verdadeira.Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam. .. . determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”).Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. elas não existem. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. .Ler com perspicácia.Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra.As orações coordenadas não têm oração principal.Se encontrar palavras desconhecidas.Quando duas alternativas lhe parecem corretas.). Didatismo e Conhecimento 128 . sutileza. Este movimento apenas incrementa a falta de memória. . definindo o tema e a mensagem.O autor defende ideias e você deve percebê-las.Ative sua leitura. . acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho. falsa. .Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto. faminto: predicativo do sujeito. expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. .Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto. procurar um fundamento de lógica objetiva. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. não interrompa a leitura.Viver a história. treine a leitura de charges. . ler profundamente. . . . porém. exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais.Sentir. Você não percebe. Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. . . gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas.Todos os termos da análise sintática. cada termo tem seu valor. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. ao final de pouco tempo. . aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado..Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato.Verificar. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro. Este movimento. . . Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. Exemplos: Ele morreu de fome. Ele morreu faminto. .Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor. facilitando o trabalho de interpretação do leitor. sua importância. Para isso. de fome: adjunto adverbial de causa. . . exceto.Cuidado com as opiniões pessoais. tranquilamente.Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta. . é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. correta.. apenas as ideias estão coordenadas entre si. ou seja. .

etc. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. etc. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. Na verdade. . Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. assim. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. exercício. Exercícios Este é o caminho: leitura. para nos mantermos atualizados e competitivos. então. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. . As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. . correção. Didatismo e Conhecimento 129 . sua experiência básica será de terror. Não o fazer na primeira leitura. não existe livro interessante. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. deve vir do lado posterior esquerdo. segundo esta citação. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. Quanto mais você entender porque errou. Manter-se descansado é muito importante também. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. Por outro lado. senão o maior. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: .Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. precisamos de motivação. pegado à cidade do Rio de Janeiro. Torna-se. por meio da visão. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. ou seja. ingrediente da civilização. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. atualizado e bem informado. Para isso. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. interpretando os símbolos usados como registro da informação. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. entendimento dos erros. durante a leitura. ou seja. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. Leitura é um dos grandes. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. o que atrapalharia a leitura. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Portanto. agradável. além de necessitar de um bom léxico internalizado. é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. marca-texto e dicionário sempre à mão. a sua paisagem mutilada pelo fogo. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. . Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. números.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. devemos colocar lápis. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. sua experiência será de tranqüilidade. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país. Ela é uma atividade ampla e livre. de outra forma. Uma alimentação adequada é muito importante. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. para ser realmente eficaz.Captamos o estímulo. Para essa etapa. precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. mas leitores interessados. . É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. imaginar e sonhar. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar.Passamos. Não adianta um desgaste físico enorme. registrando os conhecimentos. mas interpretar o mundo em que vivemos. haveria a formação de sombra nesta página. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Além disso.Objetos necessários: para evitar que. Deve ser um local tranquilo. então. mais estará aprendendo. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. Quando lemos. esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. observando suas crenças. lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. é preciso aprender a técnica adequada. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. desde que saibam decodificar a mensagem. se encontra alegria. ventilado. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. cuja história já foi lida em um livro. Quanto a iluminação. na semana passada. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. manter-se em dia.

Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. quais as suas verdadeiras intenções. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. 221811984) 1.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. no sertão do Piauí. Resposta “E” a) Errado. quase sempre de estimação. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. Nunca pude avaliar. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. Abrir caminho não é provocar. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. b) Certo. e pela seca prolongada no sertão nordestino. na Tijuca. pelo menos foram eficientes. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”. cachorrinhos desaparecidos. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. Resposta “C”.500 anos. Depreendese que o autor do texto.. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. e) Errado. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. “paisagem mutilada pelo fogo” 4.500 anos. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. documentos importantes. c) Errado. Três não são vinte e cinco. por exemplo. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. e que as vagas continuem sempre disponíveis. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. dos legisladores. b) Errado. no CentroSul. d) Errado. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. Resposta “B”. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. Segundo o texto. Se os bombeiros apagaram o fogo. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. Objetos perdidos. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. por exemplo. e) Certo. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. desfigurando sua paisagem. calcinado há seis anos pela seca. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. c) Errado. 3. em relação ao fato descrito. d) Errado. de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. há pelo menos 31. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. 2.”. a) Errado. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. pelo homem brasileiro préhistórico. O que seria competência. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. leia o texto a seguir. (Isto é. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . Mas o que é gratificar bem. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. todos estarão. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. de 18 a 25 anos. pelas suas fórmulas. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. Naquele dia.. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. e avançou pela caatinga. tudo na base do “gratificase bem”.

b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. Resposta “B”. um estado nirvânico. 7.. um gozo celetial. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). b) Trabalham melhor que os das fábricas. dramatizase. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. Cada vez que o paraíso é prometido. (Eliachar. 6ª ed. Didatismo e Conhecimento 131 . p.. Nunca pude avaliar. outra vez. Resposta “A” 8. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. resultando disto maior economia para as montadoras. Objetos perdidos. porém. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. um de cada vez. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime. o mito da queda. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. Observe que a frase “. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. Ao falar de “pequenos anúncios”. técnicos = serviços (venda). e) anunciante – leitor. Ano IV.A.. 6.. pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. 1987/88. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”.. Compare: letra a) anunciante – anunciante. lugar de futuro = emprego. b) Especificamente aos que oferecem serviços. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. Cada vez que esse retorno é frustrado.. ao montarem seus aparelhos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. c) anunciante – leitor. e) Somente aos anúncios de compra e venda. O Homem ao Cubo. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos. d) leitor – leitor. o melhor será mesmo abandonar a cidade. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. “por motivo de viagem”). a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. a publicidade é uma fábrica de sonhos. Humanidades. sublimadora. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. nº15. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior.. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. A sua eficiência. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. ao consumir um produto. “lugar de futuro”. Resposta “D”. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. 9. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. Conforme o texto. elevada ao absurdo. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. (Extraído de A promessa do paraíso já. adoptado) 5. Luís Martins. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida.. Leon. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. consistiria em fazer com que o consumidor. faz “o futuro dos outros”. A se ressalvar e a se ressaltar. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. represemase (ritualizase) o drama do retorno. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. 110/111) 10. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. Literalmente.

de uma forma mais abrangente. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. excetuar. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho).. Resposta “C”. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. Considerando-se o contexto apresentado na charge. porém. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. político e social). é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. b) O segmento . a) Colocadas em sequência. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. no texto. Resposta “C”. ausência de cidadania. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. “Drama do retorno” e “mito da queda”.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. sobressair. chega-se a esta resposta. A publicidade. Resposta “A”. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. colocadas em sequência. 14. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade. 12.. 13. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. principalmente. e) Ao adquirir bens de consumo. “estado nirvânico”. falta de recursos ou. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. Ressalvar = corrigir. Por exclusão. Ressaltar = destacar. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. É a única alternativa de significado negativo. já que os usuários não subestimam seu potencial. Resposta “C”. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno. cultural. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. prevenir com ressalva. Didatismo e Conhecimento 132 .. a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. Assinale a letra que contém o enunciado falso. econômico. que a utilizam bem. “gozo celestial”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. 15. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. e) Em “sua eficiência”. se entender a participação plena na sociedade. Sim. dar relevo. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. reiteram a mesma ideia. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. 11. por esta. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. no texto. só busca ressaltar o lado positivo. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”.. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. se. d) As expressões “deleite sublime”. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude.

que dele se beneficiam sem terem direito. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. entre outras formas. Assim como a notícia veiculada no Estadão. de criticar ou de censurar algo. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. Ela pode ser utilizada.2009.º parágrafo do texto. mas com a finalidade de desvalorizar. Adaptado) 17. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem.htm. Por fim. d) extinguiram as desigualdades.com. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. c) estar na mira de pessoas incautas.” 19. ouvinte ou interlocutor. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. muitos por estarem no setor informal da economia. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. e) redundância. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. Resposta “E”. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. o que o distancia do assunto da charge. 18. d) ironia.05.br/nacional/not_nac377078.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. com o objetivo de denunciar. c) não precisarão de melhorias. Na verdade.0. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. aumentando ainda a renda distribuída. e) combatem eficazmente a pobreza. Resposta “B”. No 1. ou seja. a exclusão social. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. o termo universalização aparece grafado entre aspas. 26. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa.estadao. Na visão do órgão. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. na Suíça. b) displicência. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. c) mau humor. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. a charge trata da injustiça social no país. mas insistem que a injustiça social prevalece. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. educação e trabalho escravo. b) devem ser ampliados. Resposta “D”. paulatinamente. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. a ser ativo durante a leitura. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. com vista a obter uma reação do leitor. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição). d) ser. b) não mantém uma relação temática com a charge. essenciais ou não. moradia. independentemente de classe social. Portanto. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. Na Literatura. reforma agrária. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. Resposta “A”. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. para o homem. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. aumentando ainda a renda distribuída. incluindo os indígenas. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. incluindo os indígenas. Há duas semanas. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. Para tal. (www. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. De acordo com o texto.

Resposta “C”. Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. d) competentes. Por isso. está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. planejados e administrados. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. e) amplas. “tomar por foco”. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . c) direcionadas. para isso. b) controladas. 20. os serviços devem ser construídos. “Focar” significa “pôr em evidência”. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. E.

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