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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

Didatismo e Conhecimento

adlegar. órgão. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. se. socorro. um. Exemplo: montanha. siri. etc. estômago. fôssemos. e) sublacustre. lápis. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. escritor. . estômago. espelho. montanha. x. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . hífen.Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. vôlei. em cedo. 10. sublunar. por exemplo. dores. imensidade. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. e) coe-são / si-len-cio-so. janela. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. etc. ou não. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. eles mantêm. rapaz. um. abacaxis. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. sonâmbulo etc. dó. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. us. b) ablativo. róseo. janela.ditongo crescente. sendo proferidos fracamente. maracujá. os. tu. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. De acordo com a posição da sílaba tônica.sublinha. Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). déssemos. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. São palavras vazias de sentido como artigos. guem: ímã. abluir. fáceis. . árdua. serás. etc.Com acento agudo se a vogal tônica for i. régua. Nela recai o acento tônico. etc. ons. pêssego. lhe. d) abrupto. bênçãos. álbuns. . vovô. jóquei. etc. ãs. esplêndido. colocássemos. ele intervém. armazéns. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café. quilômetro. flores. fórceps. uns. preposições. lápis. que. avós. senhor.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. binóculo. solo. caju. conforme a intensidade com que se proferem. c) sublocar. ablegar. de. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. facilmente. .l. 9. . em. aparelho. pessoa. subliteratura. sôfrego. nós. término. ímãs. e. sublinhar. me. podem ser tônicos ou átonos. esforços. o. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. lêssemos. n. eu. r. etc. heroizinho. lágrima.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. pessoa. etc. Descabido seria o acento gráfico. pôr. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. e. ele contém. flores. e podem ser pretônicas ou postônicas. enxáguem. is. úmido. as. ps: fácil. eles intervêm. . espontâneo. este. a. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. médico. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. nó. seguidos ou não de s: xará. e. látex. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 . ele mantém. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . bônus. também chamado acento de intensidade ou prosódico. a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012.A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to. ré. pajé. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: . de s: sábio. u ou a.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. há. compô-lo. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. seguido. ãos. te.em. bote. sublenhoso. dólar. cela. etc. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. subdesenvolvimento. elementos de ligação. ens: ninguém. adrede. guam. colecionador. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. Exemplos: café. nódua. Márcio. pêndulo. Exemplo: cedo.a. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. queríamos.ã. lógico. pronomes oblíquos. submerso. elétrons. sublevar. quilômetro.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. nos.i. enxáguam. México. em geral. ão. tatus. conjunções: o. planície. etc. ele convém. abrumar. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. tu conténs. 8. má. freguês. sublinhar. polígono. álbum. si. vendê-los. o abertos: xícara. subdelegado. inúmeros. uns: táxi. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. Monossílabos são palavras de uma só sílaba.

Em alguns casos. caíra. . Ficaram: baiuca. paranoia. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal. Ficando: Assembleia. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. nó. jiboia. boiúna. jibóia. anéis. etc.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a. pé. Pode figurar em sílaba: . deem.para diferenciar de coa. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o. vôo. impedir a ditongação.tônica: maçã. com + as).Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha. coas (com + a. lagoinha. bocaiúva.Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. doído e doido. uísque. delinquente. povoo. paranóico. etc. boia. veem. vêem. . etc. pelar) . Luís. juiz. averiguei. Raul. o. heroína. quando usado no passado) . etc.Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. põe. balõezinhos. seguidos ou não de s: há. construía. bóia. ruim.para diferenciar de por (preposição). . som e sentido diferentes) como: . balaústre. .pôlo (substantivo . crêem. relêem. pá. proíbem. os). grã-fino. éu. Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. feiura.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. pôs.átona: órfãs. etc.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça. mês. idéia. influí. saíra. e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). papéis. o uso do acento deixa a frase mais clara. . quando tônicos. apoio. müleriano. moinho. faísca. boléia. fluído e fluido.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. e.para diferenciar de para (preposição). Xuí. paranoico. plateia. colmeia. . cafeína. céu. lêem. fuinha. tranquilo. platéia. perdão. cristãmente. contribuiu. feiúra. exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 .pôr (verbo) . etc. colméia. etc. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. amendoim. reúne. feiúme. órgãos.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. leem. povôo.pedra) . feiume. Compare: caí e cai. . os). ainda. as). linguístico. . Exercícios 01. etc. ói. dêem. creem. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. Ficaram: enjoo. releem. troféu.côa(s) (do verbo coar) . país. instruí-la. chapéu. barões. dói. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). ideia. . heróico. etc. baús. boleia. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. sairmos. saúde (sa-ú-de). saindo. abençôo. abençoo. bocaiuva. apóio. instruiu. . Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. diurno.pêlo (substantivo) e pélo (v. Exceto as de língua estrangeira: Günter.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Coreia. juízo. os).Acentuam-se em regra. nos seguintes casos: . perdôo. voo.verbo poder (pôde. eletroímã. cãibra. Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. destruí-lo. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) . baú. . Gisele Bündchen. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia. Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi. Grajaú.preposição) e pêra (substantivo).péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) .pólo (substantivo) . paranóia. caí. etc. saiu. constrói.péra (substantivo . etc. saímos. heroico.pretônica: ramãzeira. egoísta. cauim.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . perdoo. Coréia.gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. boiuna. bênçãos.

ó): omelete. Xerox/xérox e outras. abóbora/abóbra. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras.. ... pronúncia errada.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. tulipa.. . condor. Outras assumem significados diferentes. .. gratuito. crisântemo/ crisântemo.. erudito. de Almeida-Américo A.” (J. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07. .acréscimo de fonemas: pneu/peneu.. trabalhar/trabalha. barbárie..ligar palavras compostas. de acordo a acentuação. sozinho.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. Nobel. âmago. Sendo assim. Didatismo e Conhecimento 6 . canoa. réptil/réptil.. Exemplos: acrobata/acrobata. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. virus. Alguns exemplos: . cabeçalho/ cabeçário.pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas. .separar as sílabas de um dado vocábulo. bueiro/ boeiro . momento. oscilante. jovens. timbre aberto (é. hangar. que procurávamos. onix.proparoxítonas: aeródromo..oxítonas: cateter. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.. timbre fechado (ê... Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.. representadas pela mesóclise e ênclise...substituição de fonemas: cutia/cotia. ibero.. Bagaceira). abacaxi.A.. em alguns casos. caráter b) viúvo. sótão c) baínha. sutil.ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas.bandeja/ bandeija. bugiganga/ bungiganga ou buginganga . espádua e) gráfico.“Andavam devagar.. crosta. negus. ciclope. rubrica. caracteres. .. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto. e) voo.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. ônix. mendigo/ mendingo. exceto: a) jesuíta. . amor/amo. aquele. mesmo na língua culta. b) ruim. olhando para trás. a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia.. Oceânia/Oceania. assim. pudico. ureter. muçulmano/ mulçumano .troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta. prostrar/prostar.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. Hífen O hífen representa um sinal gráfico. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. antídoto. flúor 10. temos por finalidade evidenciá-las.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. tenis 09. reivindicar/revindicar.. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: . freada/ freiada. alcova.. ô): omelete. ruim.. Cister.. traiu c) saudade.omitir fonemas: cantar/canta. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. alcova. recém. bicarbonato/ bicabornato. Exemplo: valido/válido. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. protótipo.Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade. .Nas alternativas. zéfiro. cartomancia. crosta.. lêvedo. álibi. Vivido /Vívido.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. quadrúmano. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08. . grau... mister. album. vermífugo. novel. Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. se lembrava de que o antiquário tinha o . açucar. refém. orquídea d) flores. raiz d) Ângela.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente.Até .. poliglota. a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06. . legua. alcoólatra. avito. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.. Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. procurando enfatizar.../ A aula iria acabar àas cinco horas. elétrodo. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais. tais como: .paroxítonas: avaro..

c) Ele tomou um belo ponta-pé. . . semiárido/semiárido. malpassado. erva-doce. infra-estrutura/infraestrutura. contracheque. b) na segunda palavra. c) na terceira palavra. mas não entrei. d) em todas as palavras. . cor-de-rosa. pimenta-de-cheiro. auto-observação. usa-se o hífen: além-mar. reeditar. subemprego. .O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. “-mirim”. entre as palavras pão duro (avarento). “-vice”. contra-reforma/contrarreforma. bem-te-vi. coordenar. super-homem. “-aquém”. diante de palavras iniciadas por “vogal. malgovernado.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. guarda-chuva. 02. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. e) na primeira e na segunda palavra. co-autor/coautor. superinteressante. super-resistente. “-guaçu”. contra-atacar. verbais. aeroespacial. “-sem”. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva.Com prefixos. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. microondas/ micro-ondas. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato. “-pro”. . “-ex”. adjetivas. antisocial/antissocial. pára-quedista/paraquedista. pois andava seminu.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. 03. . sub-reino. anti-histórico. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. amoré-guaçu. extraforte. . pan-americano. superpopulação. proinsulina. b) Ela é muito mal-educada. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. super-racista. vice-diretor. conforme o novo Acordo. . Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . emprega-se o hífen: circumnavegador. anti-rugas/antirrugas. c) Depois de comer a sobrecoxa. diante de palavras iniciadas por “r”. . cajá-mirim. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. sem-terra. n ou h”. coadquirido. proótico. . pára-quedas/paraquedas. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. extra-humano. pró-hidrotópico.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. “-re”. “-bem”.Diante do advérbio “mal”. antiamericano. ultra-som/ultrassom. . 04.Diante dos prefixos “-além”. extra-sensorial/ extrassensorial. usa-se o hífen: sub-regional. . e) O autodidata fez uma autoanálise. a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. tomou um antiácido. adverbiais. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação. d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. antiinflacionário/anti-inflacionário. mal-intencionado. hiperacidez. “-recém”.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. mal-educado. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. sub-bibliotecário. quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. auto-retrato/autorretrato.Com sufixos de origem tupi-guarani. Didatismo e Conhecimento 7 . c) Era um sem-vergonha. microorganismo/micro-organismo. “-pós”. minissérie. recém-nascido. sub-raça. Assinale a alternativa em que o hífen. usa-se o hífen: jacaré-açu. ultramoderno. prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. d) O recém-chegado veio de além-mar. depois de prefixo terminado em vogal. circum-hospitalar. co-herdeiro. como é o caso de: minissaia. pronominais. ultra-secreto/ultrassecreto. águade-coco. o hífen está presente: mal-humorado. intermunicipal. respeitando-se o novo Acordo. pan-helenismo. auto-estima/ autoestima. couveflor.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional.Com o prefixo “-sub”.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. maltratado. aquém-mar. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. inter-regional. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. . socioeconômico.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . representados por “-açu”. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo.Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. malvestido. super-romântico. auto-ônibus. Exercícios 01. autopeça. Segundo o novo Acordo. expressos por: água-de-colônia. minissubmarino. supra-renal/ suprarrenal. auto-escola/autoescola. . café com leite. d) Fui ao super-mercado. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. cão de guarda. m.

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. heliporto. mini-saia.w. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. playground. pontue.n. hesitar. e. por exemplo.u.f. superelegante. húmus. os derivados baiano.k.y.infravermelho . magoe. hibernus e Hispania. . hipocrisia.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe. hoje. homenagear.c.d.s.pseudo-herói e) extraoficial . hibernal. supermoda e) sobre-saia. Grafa-se. porém. hemisfério.t.f. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. Consoantes: b.Inicial. I. u. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. contramestre.interregional c) sobre-humano . i. inverno. hábil. pois somente em 2013 que a antiga será abolida.o. semi-internato d) supervida.p. hem?.l.s. quando etimológico: hábito. e Espanha. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. hemorragia.b. etc. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.z.contra-regra c) contramestre .r. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.g.inter-regional e) sobre-humano . a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal.interregional b) sobrehumano . ih!. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita..k. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. Escrevem-se com a letra E: . o. etc. conservou-se apenas como símbolo. grafam-se com h: herbívoro. As letras “k”. como integrante dos dígrafos ch. O e U Na língua falada. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. kg. em certas interjeições: ah!. extra-oficial b) infra-assinado. 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. a) infraestrutura .y. habitue.antessala . herbicida. hangar.Medial. Não se usa H: . etc. entretanto. hera. a) Foi iniciada a campanha pró-leite. Emprego da letra H Esta letra.autoescola d) neoescolástico . por força da etimologia e da tradição escrita. Vogais: a. c) O contrarregra comeu um contra-filé. haurir.m. superssaia 08. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. .v. baião.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. hematoma. hélice. herba.x. hibernar. . “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). hérnia. telha. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano .infra-hepático .q. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. Os derivados eruditos. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas. Emprego das letras E. /o/ e /u/ nem sempre é nítida.c. herói. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). hipocondria.autoeducação b) bem-vindo . e) Era um suboficial de uma superpotência.z.j. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque. boliche. hispânico. palavras estrangeiras e outras palavras em geral.j. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. etc. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen. kafkiano. infra-vermelho.l.interegional 06. Emprega-se o H: . como é o caso de erva. baianinha.Final e inicial. .h.inter-regional d) sobrehumano . Kafka.e. não tem valor fonético. Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. Essas letras são usadas em unidades de medida. em que ocorrem aquelas vogais.r. harmonia. watt. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras.t. nomes próprios.d. bulir. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen.i. Didatismo e Conhecimento . etc. mágoa.x.v.m.semirreta 09.g. etc. baianada. .Sem h. perdoe. respectivamente do latim. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. etc.n.super-homem .A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. etc. hipótese.No início de alguns vocábulos em que o h. É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase.q. Exemplos: km. intitular. hilaridade. 10.p.ultrassom . infra-som c) semi-círculo. hífen.h. lh e nh: chave. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto. hum!.w. porque esta palavra vem do latim hodie. em início ou fim de palavras. flecha companhia. William. Alfabeto: a. embora etimológico. a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. semi-humano.

. divergir delatar = denunciar dilatar = distender. -ígio. vagabundear. auge. escárnio.As seguintes palavras: alfanje.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . erisipela. diminuir. jérsei. pátio. ferruginoso (de ferrugem). cereja (cerejeira). Escrevem-se com G: . -égio. Cadeado. .Nos seguintes vocábulos: aborígine. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. nódoa. . costume. invólucro. cerejeira. . Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. urtiga. antedatar. gengiva. tangerina. jeito (jeitoso. engolir. monge. Disenteria. massagem. jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). prodígio. cantiga arrear = pôr arreios. berinjela. bolacha. gesto. rebuliço. açoriano. etc. inclinar. bem provido. tribo. gorjear (gorjeia). Jerônimo. tábua. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. concorrência. Candeeiro. boletim. Quepe.Atenção: Moji palavra de origem indígena. antevéspera. gíria. antitetânico. displicente. etc. ginete. cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. canjica. engessar (de gesso). manjedoura. g e j.As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. etc. gorjeio). projeção. cobiça. chover. mocambo. rejeitar. etc. granjense). Lacrimogêneo. viagem. sujeito. burburinho. Exemplos: gesso (do grego gypsos). íngua.Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje). inigualável. Romênia. traje. antiestético. Irrequieto. Virgílio. Mimeógrafo. gibi. Grafam-se com a letra U: bulir. Casimiro. goela. hegemonia. egrégio. despejar (despejei). manjericão. . vertigem. feminino. financiar deferir = conceder. lisonjeiro). Sicília (ilha). viajar (viajei.(contra): antiaéreo. variado surtido = produzido. silvícola. loja (lojista. . Seriema.Os seguintes vocábulos: Arrepiar. Destilar. boate. jiu-jítsu. jequitibá. tonitruante. faringite (de faringe). jegue.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai.As palavras terminadas em –ágio. pôr no chão. criação. jerimum. atender diferir = ser diferente. Escrevem-se com J: . refúgio. jeca. mutuca. . Grafam-se com a letra O: abolir. crânio. influi. névoa.Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. Manuel. bússola. moela. Cemitério. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. moleque. jabuticaba. . enjeitar. jiló. artimanha. ojeriza. ecoar. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. jiboia. Creolina. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. Cumeeira. Senão. cutucar. selvageria (de selvagem). pajé. deve ser escrita com J.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). pegajento. cúpula. artifício. trejeito). -ógio. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. Quase. terebintina. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. curtume. tabuada. mas de acordo com a origem da palavra.Os substantivos terminados em –agem.Em palavras formadas com o prefixo anti. mágoa. Emprega-se a letra I: . pontiagudo. sai. antediluviano. herege. óbolo. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. chefiar. vertiginoso (de vertigem). ultraje. -igem. ferrugem. majestoso.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo). lojeca). lisonja (lisonjear. estágio. /o/ e /u/. Confete. -úgio: contágio. Sequer. criar. mosquito. sugestão. Anticristo. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado.Os seguintes vocábulos: algema. trégua. camoniano. nojo (nojento). Orquídea. cafajeste. granja (granjeiro. jirau. apogeu. rijeza. penicilina. incinerar. estrangeiro. Encarnar. Tibiriçá. lóbulo. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. Empecilho. ocorrência. etc. varejista. Filipe. -ugem: garagem. jabuti. Ifigênia. Exceção: pajem . cumbuca. sarja (sarjeta). antecipar. corrói. digladiar. Peru. botequim. majestade. intrujice. requisito. jenipapo. frontispício. gilete. entupir. rabugento. camundongo. alforje. Didatismo e Conhecimento 9 . lajiano. Jericó. angico. criador. repercutir suar = expelir suor pelos poros.Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). Desperdício. possui. privilégio. . chuviscar. retribui. rebotalho. trajeto. cimento. Umedecer. viajem) – (viagem é substantivo). giz. enfeitar arriar = abaixar. banto. siri. lanugem. anterior): antebraço. megera. relógio. tigela. . lampião. Indígena. gorja (gorjeta. Mexerico. origem. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. Seringa. Jeremias. sujeira. sabujice. crioulo.

Ç: acetinado. -zito. sebo. mesa.Os derivados em –zal. Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): .SC.Sufixo –ÊS e –EZ . místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . Resende. profissão. montanhês (de montanha). marquesa. avezita. querosene. descansar. condição: beleza (de belo). etc. limpeza (de limpo). chinês (de China). requisito. . almaço. pança. pêssego. atrasar (de atrás). Inês.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. cimento. consulesa. gracioso. exceção. . profissional. víscera. etc. farsa. ojeriza.Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). SÇ: acréscimo. vizinho.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. etc. etc. . obséquio. etc. teimosa. azeite. oscilar. ressurreição. sossego. ganso. Tomás. impressão. ressuscitar. alisar (de liso). necessário. cansar. vazar. suscetibilidade. vaselina. assar.XC: exceção. sucessivo. avezinha. mesada. excessivo. concessão. indefesa. remorso.Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). fusível. chafariz. lesa. defesa. excitar. Teresa. cortês (de corte). sossegar. Luís. groselha. prezado. obsessão. fase. anoitecer. açafrão. tesouro. arnês. paisagem. quiseram. missão. vigésimo. suscitar. Garcês. Teresa. Homônimos acento = inflexão da voz. miçanga. etc. . avisar. francês (de França). tesoura. baliza. etc. inglesa. auxiliar. proeza. quis. opressão. obus. Eliseu. sobremesa. Brás.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa. turquesa.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). etc. heresia. Sousa. frase. muçulmano.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. teimoso. acidez (de ácido). Didatismo e Conhecimento 10 . feminino –esa: burguês. extravasar (de vaso). trouxeram. pinça. francesa (de francês).Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). portuguesa. bazar. rês. fregueses. excelência. pusemos. duquesa. represa.S: ânsia. camponesa. cafezinho. tesa. . etc. . graciosa. azedo. exceder. etc. excêntrico. azáfama. burgueses. propensão. . muçurana. descanso. Emprego da letra Z . ascensão. crescer. suscetível.SS: acesso. excelso. maçarico. máximo. etc. auxílio. utensílio. -zeiro. aprazível. .Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. holandesa (de holandês). frieza (de frio). vasilha. ás. cresço. florescer. . desço. leveza (de leve). -osa: gostoso. maciço. Iguaçu.As seguintes palavras: azar. Isabel. compôs. piscina. mês. desça. censura. manganês. imprescindível. presa.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás. ansioso. rapidez (de rápido). consciente. Isaura. -zinha.Substantivos abstratos em –eza. represa (prender). prezar. próximo. presépio. trouxer. empresa. cafezeiro. através.Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. freguês. derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). etc. pêsames. . usina. enraizar (de raiz). sessenta. massa. excedente. expressão. evasiva. excursão. discípulo. anis. besouro. néscio. procissão. esplêndido. essencial. adolescente. . Teresinha. massagista. dançar. paçoca. excesso. país. princesa. Suíça. pesquisa. visita. freguesia. ansiedade. obesa. cortesia. apresar (de presa). . hesitar. Goiás. gás. estado. Usa-se –eza (com z): . buzinar. . trouxe. camponeses. cansado. maçaroca. -esa: português. Valdês. representa-se por: . cortês. despesa. prioresa. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo. vicissitude. pobreza (de pobre). tenso. três. etc. cãozito. inglês. cicatriz. toesa. presa (prender). freguesa. . camponês. paraíso.C.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. surpresa. . burguesa.X: aproximar. maço. submissão. esvaziar (de vazio). xadrez. ansiar. seiscentos. escassez. suíço. -zita: cafezal. hortênsia. reses. civilizar.Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). carrossel. revés. acessível. escasso. dogesa. fertilizante. . fracasso. dança. etc. despesa (despender). burguês (de burgo).O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). espontâneo. ases. descer. . . contorção. etc. milanesa (de milanês). amizade.Adjetivos com os sufixos –oso. disciplina. camponesa (de camponês). colisão. civilização. assinar. gostosa. discernir. cassino. Luísa. Baltasar. milanesa.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). impuser. surpresa (surpreender). Heloísa. endereço. excelente. conforme o caso. consciência. etc. acessório. asseio. etc. retrós. empresa (empreender). . franqueza (de franco). convés. excepcional. pretensão. extasiar (de êxtase). presídio. estupidez (de estúpido). etc. raposa.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. pretensioso. Queirós. proximidade. milanês. fascinar. discussão. diversão. -zinho. exceto.

seixo. repisar (piso + ar). etc.Não soa nos grupos internos –xce. raça. etc. grafam-se com ch: encharcar (de charco). xarope. enxofre. pressupor. pêssego. extrair. o falar do Norte. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. caxambu. Colégio Santista. Manchete. vulgarizar (vulgar + izar). Emprego das iniciais maiúsculas . atenção. amenizar (ameno + izar). etc. etc. ameaça. preço de serviço público. Brasil. reter. etc. xavante. estabelecimentos. Amazônia. O Sol nasce a leste. etc. Os Lusíadas. entre outros os seguintes vocábulos: bucha. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. vexame. Didatismo e Conhecimento 11 . expoente. matizar (matiz + izar). cocção. Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. frustração. chuchu. . abstenção. quando personificados ou individuados: o Amor. Estado. exceção. torcer. flecha. enfim. etc. Banco do Brasil. charque. Academia Brasileira de Letras. enchumaçar (de chumaço). máximo. pisar. Nas seguintes palavras: bexiga. manco Tacha = mancha. eleição. sucção. exílio. . intervocálicos. mochila. frouxo. Via-Láctea. improvisar (improviso + ar). etc. fênix. friccionar. O Guarani. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . etc: Rua do Ouvidor. praxe. pechincha. xingar. enxerto.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. Mas: Corri o país de norte a sul.U. etc. tóxico. distorcer. chimarrão. o Dia das Mães. Presidente. astronômicos): José. Arquitetura. escravizar (escravo + izar). CS – sexo. cicatrizar (cicatriz + izar). títulos de produções artísticas. Sr. contorção. enxamear. êxtase. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. S. alisar (a + liso + ar). a Morte. miçanga. Tupã.Nomes de artes. faxina. vexame. colonizar (colono + izar). baixo. enchova. Z – exame. Nação. extensão. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. enxurrada. xampu. Tiradentes. excelso. êxodo. chavena. canalizar (canal + izar). extasiado. tocha. . depois de ditongo: caixa.Nomes comuns. xale. força. Dicionário Geográfico Brasileiro. Cruzeiro do Sul. fricção. girassol. enxaqueca. inexcedível. paralisar (paralisia + ar).Nomes de ruas. caxinguelê. o Jabuti (nas fábulas). . etc. feixe. conta. enxuto. etc. Excetuamse caucho e os derivados cauchal. cochilo. oxalá. etc. Pátria. recauchutar e recauchutagem. distorção. enxergar. S – sexto. próximo. Emprego do X . geringonça. contorcer. lição. literárias e científicas. expiar. expectativa. festas religiosas: Idade Média. etc. Correio da Manhã.Substantivos próprios (antropônimos. facção. etc. praças. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. bisar (bis + ar). defeito. Excepcionalmente. preguiça.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. orixá. Maria Santíssima. ameixa. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. etc. abster. Se o radical não terminar em –s. ferro. correlação. . maxixe. Excelentíssimo Senhor Ministro. títulos de jornais e revistas: Medicina. Deus. minissaia. puxar. tarifa Chá = planta da família das teáceas. Minerva. excitar. o Ódio. . cobiça. . analisar (análise + ar). Centenário da Independência do Brasil. enxugar.+ palavra iniciada por ch.Nomes dos pontos cardeais. anarquizar (anarquia + izar). retenção. enxagar. catalisar (catálise + ar). depois da sílaba inicial en-: enxada. SS – auxílio. missão. texto. torção. Renascença. . etc. . etc. nomes sagrados. topônimos. quando designam regiões: Os povos do Oriente. Teatro Municipal. motorizar (motor + izar). caldeira. ciências. graxa. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. excêntrico. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. civilizar (civil + izar).e –xci-: exceção. mexer. Senhor Diretor. faixa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s.A primeira palavra de período ou citação. xícara. União. expirar. etc. fachada. pesquisar (pesquisa + ar). bissemanal. Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. experiente. Campinas.Escreve-se x e não ch: Em geral. texto. bruxa. pequeno prego. ficha. mecha. lagartixa. charrua. República. alcunhas. Marte. lixa. justiça. etc. a Páscoa. lixo. látex. R. O Ç só é usado antes de A. Taxa = imposto. . xaxim. enxame. etc. coaxar. mitológicos. Geralmente.Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C.Grafam-se com x e não com s: expectativa. o Natal. occipital. órgãos públicos. rixa. sem interposição do hífen. Presidente da República. respectivamente: carro. CÊ . preencher). agremiações. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar).Nomes de épocas históricas. edifícios. datas e fatos importantes. léxico.Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção.O. enxoval. grisar (gris + ar). . . rouxinol. doença. etc. toda vez que se trata do prefixo en. encher e seus derivados (enchente. deslizar (deslize + izar). frisar (friso + ar). excessivo. exceder. prego de cabeça larga e chata. Praça da Paz.cedilha É a letra C que se pôs cedilha. excelente.Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa. . mexerico.

uma vez que “invés” significa “contrário”. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. desprezível).Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. o que ocorre é justamente o contrário. jovem. ave-maria. etc. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual. Didatismo e Conhecimento 12 . De encontro a: equivale a (oposição. Todos amam sua pátria.No interior dos títulos. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga.Palavras. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. depois de dois pontos. Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. Câmera: aparelho que fotografa. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”. a. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. equivale a (inútil. sem razão): Andava à toa pela rua. menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. “em oposição a”. À toa: é uma locução adverbial de modo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . ciente): Estamos a par das boas notícias. grafam-se com inicial minúscula. Este bebedouro está funcionando bem. nomes gentílicos. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. Não há necessidade de usar atrás. Observe: Em vez de conversar. pode assumir o significado de “ao invés de”. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. com. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. a baía de Guanabara. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. . com suas dádivas: ouro. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. “inverso”. Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. esse emprego é equivocado. mirra”. A par: equivale a (bem informado. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). Foi uma atitude à toa e precipitada. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. o pico da Neblina. em. ficou só. Há cerca de: equivale a (faz tempo). Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. equivale a (inutilmente. semelhante): Somos almas afins. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade.Nomes de meses.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. incenso. No entanto. “avesso”. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme. um havana. Vamos comemorar. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. . de. “inverso”. sem problemas. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. ingleses. . mas é preferível optar por “em vez de”. como: o. as palavras átonas. . deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). Há cerca de dias resolvemos este caso. bacanais.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado. “Chegam os magos do Oriente. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores.´ Faça você a sua parte. Porém. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. nomes próprios tornados comuns: maia. de festas pagãs ou populares. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. isto é um pleonasmo. sem. etc. carnaval. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas.

Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. pois “a domicílio” não é aceita. plural=maus. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas. diário. Equivale a nocivo. que faz ou acontece todo dia. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. equivale a muito. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Mal: advérbio de modo. feminino=má. equivale a diariamente. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. Carlinhos. pode vir antecedido de artigo. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. Mau: adjetivo. Meu dia a dia é cheio de surpresas. De mais: é locução prepositiva. Chamaram mais dez candidatos. devemos usar “entrega em domicílio”. uma vez que quem entrega. Haja . reservado: Você foi muito discreto. Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. equivale a erradamente. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado.Aja com cuidado. elemento químico. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. Vocês falam demais. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. oposto de bom.É preciso que não haja descuido. Dia a dia: é um substantivo. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. enfermidade. vem antes de um substantivo. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. levantou sozinho a tampa do poço. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. obedecendo às normas gramaticais. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. Seção/Secção: repartição pública. dirigir-se. /Os negros ainda são discriminados. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. contudo. conduzir. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. dirigiram-se ao eroporto. opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. eu própria. O réu foi descriminado.do verbo haver . é oposto de bem: Dormi mal. no catálogo. equivale a assim que. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. nem um único. quando falamos de gramática normativa. ir. Didatismo e Conhecimento 13 . Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. adjetivos ou o próprio advérbio. (até 01/01/2009. (bem). trazer. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. enviar. meu estimado cunhado. Portanto. Aja . equivale a ruim. com um mesmo sentido. como: levar. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. Espectador: é aquele que vê. adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor. Demais: é advérbio de intensidade. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. na propaganda televisa. assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. opõe-se a de menos. os demais devem aguardar. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. dar. prejudicial. na fala. O álcool aumenta dia a dia. separar). Cessão: equivale ao ato de doar. eu mesmo. temos que ter cuidado. que brilha no escuro: Este material é fosforescente. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso. seguido de artigo. no folder. cortar. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. Você é um mau exemplo (bom). eu mesma. distinguir. fazer. no outdoor. Porém. equivale a cotidiano.do verbo agir . Seu mal é crer em tudo. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. Era impossível discriminar os caracteres do documento. Substantivo: Os maus nunca vencem. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. Nem um: equivale a nem um sequer. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. no panfleto. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. Expectador: é aquele que está na expectativa. aparece intensificando verbos. equivale a porém. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. entrega algo em algum lugar. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). absolver de crime). equivale a os outros. eu próprio. No entanto. Conjunção subordinativa temporal. pra sorte dele. Discriminar: equivale a (diferençar. Contudo.

a professora porque não a compreende. Oscar.: sua. mercadoria. irônico... oje. f) Eu.. Separe as palavras em três seções.do jornaleiro é amável. país. japonês. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos.... 04.. êxito. fraco. orrível.. mão.... belo... pé.. gentil... e) O.. anel.. conserto. ábil. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. ora.” Porquê: funciona como substantivo.) (=pela qual).porque comeu.. lindo. mortadela. Use o H quando for necessário: alucinar.. Trás ou Atrás = indicam lugar. . árido. Empregue as palavras acima nas frases: a) O.. conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois..e. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. preposição por+que – conjunção subordinativa integrante. balão. problema. duro..asa.do sapato custou muito caro.. casa. duque.. i) Os pequenos violinistas participaram de um.. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento. arpa. a+onde. de exclamação. bravo. cumprimento.... automóvel. exercer.flor..de cinema foi um sucesso. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora. rosa... programa. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa... português.. d) Na escola...teve um bom. um bom aproveitamento..teve. ontem.. existir. lúcido.. pai.. já que... Passe para o plural diminutivo: trem. . o país não sairá desta situação crítica. devendo. c) A festa. princesa.. Exercícios 01. Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio.muitas recomendações de seu pai. razão de que. esitar.” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento..Som de S. sexo.. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. disenteria. Didatismo e Conhecimento 14 ... (final de frase).. exibir-se. por enquanto): Por ora chega de trabalhar. 9.. animal.. ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê. pequeno.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está). chapéu. frio. Passe as palavras para o diminutivo: . homem. beneficente.. antes de um ponto final. b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um. pálido. porque não venhamos a ser julgados. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana. rei. __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa. auxílio. Tampouco: advérbio. proximidade... pobre. A letra X representa vários sons. cão. . 07. Senão: equivale a (caso contrário.do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui... umilde. ..bom. só. de interrogação.. flor..... Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar. equivale a (também não): Não compareceu.escolar indicou péssimo aproveitamento. táxi.. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à.. pai.”.. 8. pois... oxigênio. equivale a para que): “Mas não julguemos.musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem.. sessão.advérbio interrogativo (Por que você mentiu?). .... avô. êxito. ou seja... uma vez que....Som de KS. b) Na.. escasso. mendigo. Por que: escreve se separado. jornal.. certo. exercícios. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve. élice. China... estúpido. (=por que motivo. Forme substantivos dos adjetivos: honrado.meu amigo com amabilidade...... executarei. razão) Por quê: final de frase. bonito. cessão.. das roupas é feito pela mãe do garoto. pé.. comprimento. . c) A criança não. tímido. a) O menino .. quando ocorre: preposição por+que .. humano. pelo fato. reticências. c) O... 06. só.. 02... conforme o som do X. caderneta. 05. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. limpo. surdo.Som de Z.... papel. conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção.... aver..... farol.. b) .muita confusão na cabeça do pequeno.... experiência.festa do Dia do Índio... por isso. d) O. magro.. permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento).beleza. adeus. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada. bom. rápido.... tóxico. Se não: equivale a (se por acaso não).. grande. g) A. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. 03.. são advérbios Traz . h) O vestido tem um. abitar....do jornal.... em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos. café. exame.. vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre. extensão. onra...estragada. rua. arroz. ácido.. tampouco apresentou qualquer justificativa. refere-se a verbos que exprimem estado. lápis. óspede.

.....tranho.o..... pre...to............são felizes... aleira.. de repente... ninguém ri.. c) Amarre-o por... va..........? g) Eis o motivo.. produ....onte...precisamos cuidar dos animais de estimação.....ada... e................. Preencha as lacunas com: mas = porém..... b) Ele ficou de... c) . plêndido.... Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros..eirosos..erica..... Uso do S e Z........... é difícil de ser estudado... amei... idente.a Bahia. pesquisa.. va. 12......todos queriam me ouvir. .............ceção...a...... d) Ela não aprendeu..... ca... en. e.. pouco quilômetros daqui. d) Mamãe fazia doces e salgados.......... h) ...... 22. de casa havia um pinheiro..... frou..... e..te.... 20. d) ....ando..........deveriam fazer reflexões para acreditar... c) Quero levar.........é se ter afeiçoado às coisas materiais...ergar. civilização.. de sua vestimenta real..tortas grandes. três passos da casa de André.......terior.. me. te... quanto....... d) Eu tenho ... cai.ar.eiro. mais = indica quantidade....... por quê .errei. e) ..ingar.. os índios estão revoltados? l) O caminho . hori. b) . d) Eu limpo.instantes li sobre o Natal...atitudes de amizade.. mais de dois dias a mercadoria acabou. Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive ..a..o..e. depressa....... c) Eles não vão à loja porque ... atra..........oportunidades! b) Tenho... anarquia. nacional..iclete........ fai.... e) Nunca tive gosto para dançar... e) O.................. ...o. 11. pre. fraternidade nessa escola. atrás e traz.. central. real...inho....consigo graves consequências. b) Você quer.. com docilidade...... Didatismo e Conhecimento 15 .. Bra.. de....... copie as palavras na forma correta: pou. Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) . que cabem todos naquela salinha..... você não limpou o tapete? d) Concordo com papai..... civili.. d) . humano.........curável.il.. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou. Agora........ontem... Preencha as lacunas com: trás..três dias que todos se preparam para a festa do Natal... 17..razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas. d) Não vou.... alunos...... muito tempo... f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui ...jamais ser repetidas.... e........ cuidado e atenção. 16. en. d) Carlota sofria de um..sujeito..para tocar piano.....er.. e.. sintonia..... ......a. surpre . Complete as palavras com S ou Z...... g) As pessoas têm... .... uma bola atingiu o cenário e o derrubou... pontâneo.................ninguém ri agora? b) Eis.....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. c) O time se considera......o. Complete com X ou CH: en.ação..u..o povo começou a se retirar.................. pre. meu filho! 19...... porque e porquê: a) .. c) Desejamos que . e.indica tempo passado... b) Bem.... e........ por isso. Use haja ou aja para completar as orações: a) .clusivo. escravi.ejamos..tempo futuro e espaço.....trangeiro...o... de comentários bobos.anato.a..ente.. a) .. f) Ele não é um........... Use por que ... dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal. dei. suave. h) O governo daquele país não resolve seus problemas. se preocupa em resolvê-los. fle...comprarei outro cãozinho... coloni.. e) .. podero. e) Esse fato aconteceu ... g) Mas o....ados..er.i. para podermos ir ao dentista.. 18.. greve.....irem....? e) Aproximei-me . final....ocolate. empregue-as nas frases: a) . f) Você está assustado... Preencha as lacunas com: HÁ ....... abaca.... e.....to.. te... de.. ...io.o Tico...não chegaram a um acordo... e........tenso.. você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante.... pois........... 15.... o rei usava um manto.virão seus amigos. po... i) O..ar.luto.. 21....preparado para tal jogo....... colônia...a..se aprende... ei.. Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise. é preciso que....... ença...... com atenção para que não ........ capri... Atenção para as palavras: por cima.humor após ter agido daquela forma.a.u.o...gotar.... e.. salsi.. devagar..ucar. .. arte......a....... muitos erros. fra..ele fica limpinho.. .......estudei muito..... fa. oficial.. más = feminino de mau..... .a. e..devem ser perdoadas.. mi....... intru . na bondade do que no ódio.... c) Ele não veio.... g) Ele estava...se vive........... 13..... torrão.....sanduíches do que na semana passada...envolvido. a...tender...viemos era tortuoso. c) O rei descobriu a verdade.. d) Faça sua tarefa.itiva......... 14.... b) A poluição. g) Todas as atitudes . e) O frio não prejudica .....o.depois vou brincar. A .. Haja ou aja.ele tem razão....tensão... b) Talvez ... revisão.......... b) Todos eram calmos........ ma......tempo para estudar.... canal....... h) Creio que vou melhorar....o..ficou irritado..... a) A loja fica ..... c) Eis os princípios .não durou muito tempo..... ria.. Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e.... ...... A seguir....oito dias....a..ação...........pulsar. 23...... A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino......... paralisia. a) A mãe e o filho discutiram... da árvore... f) Infelizmente Tico morreu....... aviso.... nature.. f) As pessoas que não amam. j) . bai..mamãe. . monopólio.

inh . Teste. alucinar. Expulsar. extensão. A morfologia está agrupada em dez classes.belezinha. honradez. Atrasados. 22. riacho. cafezinho. 18. árido. Civilização. Brasil. automoveisinhos. Produzirem. Som de Z: exercícios. Presença. portuguesinho. acidez. lucidez. Som de KS: táxi. experiência e auxílio. Desenvolvido. Esgotar. faroisinhos. lapisinho. ontem.florzinha. Texto. cheirosos. mercadoriazinhas.asinha. . . hélice. Presidente. 07. Neste estudo veremos: . eixo.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. pesquisar. aquele que contém o significado. caixa. pezinhos. avozinho. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. anelzinho. xingar. machucar. oxigênio. humanizar. paizinhos. paisinho. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. Som de S: trouxemos. civilizar. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. honra. frouxo. fraqueza. Misto. extenso. Poderoso. Asa. tóxico e sexo. rapidez. hábil. chocolate. trenzinhos. anarquizar. encher. chapeuzinhos. portuguesa. adeusinho. braveza. Assim. palidez. frieza. Pronome. humilde. homenzinho. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. surdez. extensão. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. canalizar. centralizar. escassez. Pousando. Escravizar. faixa. ruazinhas. Esplêndido. sozinhos. hoje. Natureza. 03. humano. hesitar. salsicha. 06. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. 10. cãezinhos. colonizar. grandeza. São elas: Substantivo. ou seja. pobreza. habitar.indica que a palavra é feminina s . Morfologia é o estudo da estrutura. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. limpeza. sozinho. enxergar. casinha. êxito. revisar. estranho. certeza. Surpresa. cheiro. estender. finalizar. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. Exclusivo. Numeral. Caso. bonzinho. duquesa. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. hora. Oscarzinho. nacionalizar. Advérbio. Adjetivo. irônico.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. capricho. monopolizar. chaleira. 11. Vazio. Chinesa. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15.Estrutura das Palavras .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. As palavras podem ser divididas em unidades menores. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. paralisar. Vaso. 04. oficializar. harpa. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. Torrãozinho. Conjunção e Interjeição. hóspede. estupidez. Artigo. abacaxi. . jornaizinhos. 08. pequenez. Positiva. japonesinho. Frase. baixa. lindeza. exercer. realizar. avisar. Desejamos. deixar. paizinho. 05. mãozinhas. enxada. Preposição. balõezinhos. executarei. Espontâneo. arrozinho. mexerica. Artesanato. princesinha. Presente. reizinho. Horizonte. magreza.este é o elemento base da palavra. beleza. timidez. a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística. existir. rosinha. Fazer. Exceção. Intruso. ameixa. São eles: cachorr . horrível. Exterior. analisar. pezinho. chiclete. sintonizar. Colonização. proximidade. êxito e exame. animaizinhos. dureza. exibir-se. haver. 23. estrangeiro. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. gentileza. suavizar. flecha. da formação e da classificação das palavras. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19. boniteza. chuchu. Verbo.indica que a palavra é um diminutivo a . florezinhas. papeizinhos.

e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. sufixos).: uma raiz pode sofrer alterações. etc. tribo. Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. “-va”. Nos verbos citados acima. como acontece com “a-”. inócuo. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. lápis. E . de “ama-va”. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. desinência. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. presente em “am-o”. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. Radical: elemento básico e significativo das palavras. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. os afixos recebem o nome de prefixos. A desinência “-o”. I . vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. buscavas. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. São elementos mórficos: 1) Raiz. como “-ar”. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. na 1ª conjugação. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. Obs. os temas são: busca-. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. Em palavras como mesa. radical. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. etc. É a raiz que encerra o sentido geral.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. Exemplos: romper. ou seja. é uma desinência número-pessoal. não temos desinência nominal de gênero. Exemplos: aluno-o / aluno-s. Obs. advérbio de modo. nocividade. sol. Quando. comum às palavras da mesma família etimológica. Exemplos: proibir. rompemos. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. Observe que a. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. telefonema. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. etc. lua. inocente. Exemplos: buscar.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. por exemplo. proibirá. surgem depois do radical. inocentar. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). os afixos são chamados de sufixos. preparando-o para receber as desinências. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática. pela origem comum. alun-a / aluna-s. ônibus não temos desinência nominal de número. De maneira semelhante. etc. e a ela se prendem. consideradas do ângulo histórico. Já em pires. por exemplo. Nos verbos. as palavras nocivo. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. rompe-. como nos exemplos acima. tais como: mar. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. Didatismo e Conhecimento . tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. etc.

Por isso. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. são palavras derivadas. marinheiro. alv-i-negro. marujo enterrar. ao contrário. e o verbo palavra primitiva. e as demais. com a palavra âncora. Note que na linguagem popular. A diferença entre ambos consiste basicamente em que. Logo. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. formando advérbios de modo. formando substantivos e adjetivos. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova.descrer ler. que por sua vez provém de valor. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. que é um objeto. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . tecn-o-cracia. derivadas. O mesmo não ocorre. cafe-t-eira. a partir de outra já existente. cha-l-eira. chamada derivada. formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. etc. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. expropriar provém diretamente de próprio. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. inset-i-cida. . Nessas palavras. mas. nem “tristecer”. que provém de valorizar. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. Logo. pois tais palavras não existem. pau-l-ada. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. formando verbos. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. Veja os exemplos: crer. partimos sempre de um único radical. Por derivação regressiva. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. Por Exemplo: atual .Se o nome denota algum objeto ou substância. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. pe-z-inho. logo. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. por sua vez. possibilitam a formação de outras. verifica-se o contrário.Se o substantivo denota ação. Este. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. recebem o nome de substantivos deverbais. que tem o seu significado alterado.atualizar c) Adverbial. Neste caso. pobr-e-tão. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal.reler capaz. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. Considere o adjetivo “ triste”. porém. podemos seguir a seguinte orientação: . mas por redução. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. terreiro. chamada primitiva. será palavra derivada. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. no processo de derivação. ense=sufixo. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. mar e terra são palavras primitivas.

muda de classe gramatical.por microcomputador Zé . tinir. an-: Afastamento. girassol. urrar. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. Observe: auto . o do último componente. entre. Outros. os componentes subordinam-se a um só acento tônico. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. logo. privação. quinta-feira. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. uma forma reduzida. O badalar dos sinos soou na cidadezinha.. Exemplos: miau. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza.. antiPrefixos de Origem Grega a-. es. Didatismo e Conhecimento 19 . Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras. couve-flor Obs. carência. muito frequentes na comunicação atual. a partir da junção de dois ou mais radicais. em. por sua vez.re. Redução Algumas palavras apresentam. Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra.. 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. O menino prodígio resolveu o problema. ao lado de sua forma plena. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego.. piar.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. cocoricar. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. chocalhar. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. Por essa razão. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”. (Se desejar. como vocábulos autônomos. o que acaba caracterizando um processo semântico. super.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs. etc. des. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo. a derivação imprópria lida basicamente com seu significado. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. insuficiência. negação. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. Veja os exemplos: a. podem ser citadas também as siglas. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas.: ao aglutinarem-se. zumzum. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante.(ou en-) . contra. não ocorre alteração fonética.por cinema micro ... Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical.. No entanto. Na derivação regressiva.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. Exemplos: passatempo. sub.por automóvel cine .

de um e outro lado. Exemplos: antebraço. paradoxo. interplanetário intra. eucaristia. rebater. Exemplos: desventura. di(s). introvertido. concomitância. Exemplos: introduzir. Exemplos: arquiduque.: Excelência. abs. Exemplos: prefácio.: Posição interior. hipodérmico meta. Exemplos: epiderme. arce. prefixo. sobpor.: Movimento de cima para baixo. embeber. procedência. perverter pos. antítese apo. Exemplos: supercílio. êxodo.: Movimento através. Exemplos: protohistória.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo.: Sentido contrário.: Bem. ação contrária. perplexo. Exemplos: obstruir. Exemplos: diálogo. epidemia. Exemplos: televisão.: Movimento para fora. cisandino co-. Exemplos: encéfalo. exo-. em torno. ectoderma. extraordinário. prever.: Posição inferior. parasita. o. antipatia. abstinência. dispepsia.: Posição em frente.: Mudança. metáfora. Exemplos: prólogo. enterrar. epitáfio eu. abuso. movimento para dentro. perfeição. diafragma. ex-. excesso. com.: Metade. em-.: Superioridade hierárquica. catálogo. amoral. negação. anacrônico anfi. introspectivo justa. excesso.: Posição intermediária. peripécia. Exemplos: paralelo. apologia arqui-. decair. Exemplos: internacional. sim. Exemplos: aversão. antever ambi.: Movimento de cima para baixo.: Oposição. período. contrapor. hipertrofia hipo.: Inversão. começo. anterioridade. escassez. excesso. sota. Exemplos: dissílabo. Exemplos: extradição. Exemplos: hipertensão. politeísmo sin-. Exemplos: eufemismo.: Aproximação. Exemplos: progresso. extraviar i-. embrião. ex. passagem para um estado ou forma. em-. projeção re. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-. su. repetição.: Simultaneidade. entusiasmo endo. separação. justalinear ob-.advogado. metacarpo para. prosseguir. Exemplos: cisalpino.: Posição superior. hipérbole. Exemplos: bisneto. oposição. Exemplos: hipocrisia.: Multiplicidade. elipse. supra-. inferioridade. exorcismo en-.: Posição superior. perfurar. impossível.: Movimento de baixo para cima. polissíndeto. Exemplos: imergir. diagonal. anfibologia anti. expelir en-. revestimento. Exemplos: anfiteatro. preliminar pro.: Posição aquém. afônico ana. sinfonia. ambiente. Exemplos: polissílabo. Exemplos: apoteose. antagonista.: Afastamento. discussão e-. cooperativa. negação. retroagir. con-.: Duplicidade. ateu. em adição a. posterior. disfasia ec-. es-. sobre.: Posição exterior. ad. Exemplos: pospor. hemiplégico hiper. in-. endosmose epi.: Afastamento. semelhança. retrógrado so-. Exemplos: decapitar. ambivalente ben(e)-. Exemplos: periferia. ambiguidade.: Repetição. bondade.: Posição em frente. intraverbal intro. meio. excesso. obstáculo per. cisplatino. depor de(s)-. afastamento.: Em redor.: Movimento através de. separação.: Distância. privação. sob-. catarata di-: Duplicidade. circulação cis. biscoito circu(m) . Exemplos: intramuscular. privação. separação. afastamento. discórdia. excelência de fato ou ação. duplicidade. Exemplos: eclipse.: Movimento em torno. reduzir. epílogo. eufonia hemi. Exemplos: analogia. Exemplos: colégio. hemistíquio. ofuscar.: Posição inferior.: Posição ao lado. simpatia.: Anterioridade. dilema dia.: Movimento ou posição em torno de.: Adjunção. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . duas vezes. Exemplos: ilegal. retrocesso. bi-: Repetição. protótipo.: Início. movimento para. bisavô. reatar retro. Exemplos: retrospectiva. importar extra. ab-. condutor contra. sotavoga. arquimilionário cata. Exemplos: percorrer. telepatia. Exemplos: síntese. disenteria. ditongo. ecto.: Companhia.: Movimento para dentro.: Movimento para dentro. antessala. sucessão. Exemplos: antídoto. mudança. subestimar super-. abstração a-. Exemplos: benefício. endocarpo. bimestral. Exemplos: metamorfose. sub-. Exemplos: excêntrico. reciprocidade.: Movimento para frente. in. movimento para junto.: Posição superior. evasão. sinopse tele. contradizer de. pósgraduado pre. separação. diagrama dis. bem. anterioridade.: Dificuldade. intravenoso. circunscrito. ocupar.: Movimento para fora. prosódia proto. Exemplos: cataplasma. análise. Exemplos: circunferência. prognóstico.: Movimento para trás.: Anterioridade . Exemplos: rever. programa pros. aposto ante. companhia. Exemplos: hemisfério.arquétipo. exportação. bendito bis-. arcebispo. promover. im. euforia. Exemplos: justapor. Exemplos : dispneia.: Posterioridade.: Oposição. Exemplos: soterrar.: Proximidade. anfíbio. Exemplos: adjunto. hipótese. Exemplos: ambidestro. improdutivo inter-. ação contrária. Exemplos: endovenoso. intensidade. Exemplos: contrapeso.: Movimento para dentro. Exemplos: soto-mestre. periscópio pro. primazia. anteontem. apóstolo. e-: Posição interior. supérfluo soto-. apocalipse. protomártir poli.: Negação. injetar. entre. anagrama. advir. paradigma peri. profeta. Exemplos: prosélito.

emoção -dão . excesso.caminhada -ança .formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato.diário. pertinência ório casadouro.gentame -ario(a) . SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco .arvoredo -eria .barbado -áceo(a) . São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. Sufixos que formam nomes de ação -ada . Dessa forma. sulfito (sais) cafeína.problemático -az . -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço.açucareiro -or . cloreto. sistemas políticos: .geométrico -il .mudança -ância . naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema. tresnoitar.churrascaria -ário .cruento -eo .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-.róseo -esco .febril -ino . Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera.solidão -ença .-(t) ação.terrestre -enho .terreno -ício .lutador -nte . vice-almirante. estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência.ferreiro -ista .correria -io . infantaria -edo .capinzal -ame . referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante.folhagem -al .escolar -ário .ferrenho -eno . ultrassom.prosaico -al .barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) . tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar. liláceas -aico .cristalino -ivo .: Movimento para além. ultrarromantismo. carcinoma (tumores) sulfato.: Em lugar de. depositório: -aria .abundância -ção . álcalis artificiais) fenol. doente. vis.maníaco -ado .papelada -agem . fonema.dormitório -or . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que.civismo -mento . ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite. tres-.pitoresco -este .: Posição além do limite. epitelioma.mulherio -ume . Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua.herbanário -eiro .bondoso -udo .compreensão -tude . modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação. a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis.presença -ez(a) . seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento . codeína (alcaloides. qualidade. tras-.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação. por exemplo. Exemplos: vice-presidente.ricaço -ada . aglomeração.negrume -io. Exemplos: ultrapassar. doutrinas filosóficas.ismo: budismo. acrescentados a um radical. quebradiço. ordinário -ático .alimentício -ico . factício -(d)ouro. tradição ultra. eto. Como o sufixo é colocado depois do radical. ultraleve. podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo.sensatez. formam nova palavra.amplitude -ura .herbáceo. coleção: -aço .secretário -eiro(a) . -(t)ivo -(d)iço.casamento -são . Exemplos: transatlântico.casario.corredor -tério .anual -ar . tra.tristonho -oso . visconde.feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância.lucrativo -onho . semantema (ciência linguística) sódio. selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião. hepatite (inflamação) mioma. ultravioleta vice-. potássio. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 .agreste -estre . semema. movimento através. comunismo.manobrista Além dos sufixos acima.cemitério -tório . beleza -ismo . kantismo.

6 e) 2. e se entenderam. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. via de regra. litografar. 4. 5. 3. radiograf-ar. amamentar -ficar: dignificar. 1. mentis que pode significar “a mente. analisar. na forma feminina. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. 4. fraca-mente. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. (a)portugues-ar. corrupção. despedaçar. Em seguida. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. 6... 3.. Bobagens. derivado do substantivo feminino latino mens. especialmente a de modo. hidrogênio. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. 6 d) 2. 1. pois esses adjetivos eram outrora uniformes.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. Exemplos: esqui-ar. visionário c) enrijecer. 4. 6 6. 3. 5. o espírito. vidente d) biografia. bibliografia. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. limpar -ear: guerrear. 4. Sigilo.Este sufixo juntou-se a adjetivos. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. 3. Veja: -ar: cruzar. o intento”. bondosa-mente. brava-mente. 2. passional. deslealdade. telefon-ar. Exercícios 1. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. Osmírio andaria desorientado. 4.. tortura. 6 c) 1. macróbio. etc. 4.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. 1 b) 4. Os verbos exprimem. 1. entre outras ideias. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. nivel-ar. 4. a prática de ação. senão bufando de raiva. Em geral. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. 6. 5. asteróide e) acromatismo. 8. amanhecer b) solução. liquidificar -izar: finalizar. 1. Exemplos: altiva-mente. Voto secreto. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . para indicar circunstâncias. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3.) não seguem esta regra. e) Dr. 5. golear -entar: afugentar. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. portugues-mente. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. (a)doç-ar. 1. (a)finar. 5. esburacar. nervosa-mente. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. 3.

visitou a bela Veneza. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio. umas.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário. empregadas com os verbos: aprender. montanha.indefinidos: um. a expressão que vale como totalidade. tudo vai ser diferente.” (Veja – maio de 2005) .Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. Vossa Alteza. a. principalmente quando regidos de preposição.a = do. estes. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario.. – com toda a/todo o.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o. Didatismo e Conhecimento 23 . Inglaterra. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer.. o outro é atlético e simpático. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. conter. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. oceano. predestinado. propor b) irregular.” Mas: Sônia Salim. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. o pronome todo/toda vale como qualquer.” / “Pelas estradas líricas de França. uns. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. – com nomes próprios geográficos de estado. (modificado) – alguns nomes de países. cursar. a Suíça. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente. as. a Bahia. deter.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante. Lima) Emprego do Artigo 1. a = pelo. o oceano Pacífico.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002. rio. uma. Itália podem ser construídos sem o artigo. amoral. Vossa Majestade. a = no. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. amigos de João Luís e Laurinha. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. determinam os substantivos. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. (=cada litro) 2. antegozar d) irrestrito. dá ao substantivo valor vago: “. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. pela. o rio Amazonas. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. a Argentina. o Pará. estudar. – em linguagem coloquial. todos quatro. Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora. da / em + o. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. determinando-o ou generalizando-o. trata de um ser juá conhecido. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são. na / por + o. Os artigos podem ser: . (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura.definidos: o. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. prever e) dever. – com a palavra outro. Vossa Senhoria. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. minha amiga. demover c) remeter. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. 5. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo. trata-se de um ser desconhecido.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. antípoda. os. como Espanha. pais. “Viveu muito tempo em Espanha. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. inteira. 3. lago: o Brasil.” (A. França. com uma taquara na mão.” (para a frente: exige a preposição) 4. indicandolhe o gênero e o número.foi chegando um caboclinho magro.

chuva. designam qualidades. cardume – de peixes. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. sabiá. – com adjetivos como: escasso. duma. As pessoas atrapalham. constelação. trovão. milênio – de mil anos. cancioneiro – de canções. Os substantivos classificam-se em: Comuns . caneta. baixela – utensílios de mesa. sem-terra. beijo. porção. flor. chave. século – de cem anos.deram origem a outras palavras: ferro. covardia. casarão. mesada. parte. pedreiro. trinênio – período de três anos. água. mar. vento DVD. Simples . criança. Próprios . constelação – de estrelas. doença. saci. malvados. quadro. enxoval – de roupas. cambada – de vadios. cabeça.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. pára-raio. cacho – de uva. sim!. aposto e vocativo. videoteca – de videocassetes. respeito. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. renque – de árvores. fornada – de pães. nuvem – de gafanhotos. raio. girassol. adjunto adverbial. Não se metem com ninguém. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. refere-se ao animal. saudade. Bastam-se. predicativo do sujeito. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor .nomeiam os seres da mesma espécie: menina.são aqueles que têm existência própria. amor. Derivados – são formados de outra palavra já existente. As cousas são quietas. fada. professores. bimestre – dois meses. cortejo – acompanhantes em comitiva.” Eu gosto é das cousas. música. ações. tropilhas – de trabalhadores. árvore. alma. cordilheira – de montanhas. prole – de filhos. discoteca – de discos. banda – de músicos. fome. sextilha – de seis versos. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. piquete – de grevistas. irmandade – de religiosos. alunos. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. Paulo. na frase. colméia – de abelhas. agente da passiva. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. trovoada. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. anjo. a.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. juventude. amor. mesmo no singular. frota. As cousas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. padeiro. caravana – viajantes. dum. pessoas. justiça. horda – de invasores. Coletivos – os substantivos comuns que. objeto direto. sábios. plêiade – de pessoas notáveis. povo. neste caso. América do Norte. mulher. O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. objeto indireto. biênio – dois anos. iconoteca – de imagens. substantivo abstrato. Inclui os nomes de pessoas. Concretos . pão. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. animal ou cousa: João. hemeroteca – de jornais. fé. excessivo. vieram primeiro.” Didatismo e Conhecimento . angústia.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. biblioteca – de livros. animal. Estão em toda parte. miséria. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos.como o nome diz. cidade. ló. assembléia – pessoas. miríade – de muitas estrelas. universidade. eu lhe responderia: -Então. concílio – de bispos em assembléia. coisas. De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . estrela. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. Pedro. sentimentos. revistas. batalhão. estados dos seres: dor. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. reais ou imaginários: mãe. com a minha experiência. panapaná – de borboletas em bando. árvore. Hoje. Lucélia. arquipélago – ilhas. dor. um. biblioteca. numa. casebre. sol. mar. concreto). cáfila – camelos. confraria – de religiosos. professora. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando. Deus. Compostos . anjo. passarinho. Primitivos . tríduo – período de três dias. fato – de cabras. são independentes. criança. (caça = ato de caçar.são os que não têm existência própria. súcia – de malandros. mês. repertório – de peças teatrais. conclave – de cardeais. quarentena – quarenta dias. de crianças. terra. resma – de quinhentas folhas de papel. água-de-colônia. mapoteca – de mapas. abraço. Deus. galeria – de quadros. uma = num. alcatéia – de lobos. chuveiro.. bando – de aves. Atenção: o artigo (o. antologia – de textos escolhidos. rio. elenco – de atores. banca – de examinadores. coragem. casario – de casas.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. três versos. complemento nominal. penca – de frutas. gente. [Multiplicam-se em excesso. coisas. portanto. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. água. boiada – de bois. 7. queijo. qüinqüênio – cinco anos. atlas – cartas geográficas. insetos. Exemplificava: penúria. as funções de: sujeito. abraço. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. código – de leis. a caso. vieram depois: ferradura. piano. terceto – de três pessoas. na favela não existe substantivo abstrato. de lugares. guarda. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. pão. raio. requeijão. tempo.são os que não derivam de outras palavras. chaveiro. casa. sereia. vara – de porcos.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa.referem-se a um ser em particular: Brasil.. tristeza. patifes. Tudo é substantivo abstrato. pão-de-ló. Os substantivos exercem. pinacoteca – de quadros. mula-sem-cabeça.

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). sóis / túnel.il por is (oxítonas): funil. dona / cavaleiro. répteis / projétil. cartazes / motor. zinho . perdiz / cão. Também: líquenes. pernis. mulher) / o cônjuge (marido. Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. foliona / imperador. e por EIS (Paroxítonas): fóssil. hífenes. mulher / boi.a coma (cabeleira). cerzideira / frade. imperatriz / profeta.ão por ões: botão. balões. canis / pernil. meles. botões / limão. monja / presidente. seniores. cônsules / real. faisoa / hortelão. motores / mês. ou o acréscimo da vogal a. a colega / o.a guia (documentação). consulesa / cantor. abdomens / hífen. Observe como são formados os femininos: parente. caracteres / sênior. pães / charlatão. a artista / o. cantora / reitor. liquens / abdômen. os ônix / a fênix. possuem um terceiro gênero: o neutro. anciã / guardião. freira / frei. hífens. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. leoa.ÃO – aos substantivos terminados em ão. oficiala / peru. deusa / cônsul. el. Grego e Inglês. 2º elimina-se o S + zinhos. autora / deus. o caixa (atendente) . nuvens / som. a imigrante / o. atéia / hebreu. charlatães / alemão. o voga (o remador) . abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista. a motorista / o. a cliente / o. profetiza / píton.a capital (cidade). . os tórax / o ônix.ES – aos substantivos terminados em R. hebréia / réu. Trocam-se: .1º coloca-se o substantivo no plural: balão. jornais / sol. Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. escrivã / papa. mulher) / o ídolo (homem.S – aos substantivos terminados em N: líquen. parenta / hóspede.a lotação (efeito de lotar). Flexionando-se o substantivo masculino: filho. males / cônsul. mamões. horteloa / ilhéu. mulher) / o guia (homem. projéteis. méis. ul: jornal. Z: cartaz. papisa / faisão. túneis / mel.a grama (relva). acrescenta S: cidadão. a pianista / o. idioma). réis (antiga moeda portuguesa). povos / feira.a crisma (sacramento). vítima. meses.a língua (órgão. quer se refiram ao macho ou à fêmea. o moral (ânimo) . duas Xerox / um fax. mãe / homem. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. Exceções: mal. portões / mamão.a cabeça (parte do corpo). rani / dom.a cura. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos. alemães / cão. czarina / perdigão.ão por ãe: pão. cidadãos / irmão. o cabeça (chefe. as fênix / uma Xerox. juniores / caráter. a médium / o.a voga (moda).a lente (vidro de aumento). séries. giganta / oficial. a personagem / o. hospeda / monge.a caixa (objeto).S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. ol. atuns. Latim. mélroa / folião. guardiã / charlatão. o coma (perda dos sentidos) . quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . o lente (prof. abdômenes. cães. feiras / série. a rival / o a jornalista. aldeã / ancião. de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). cadela / pigmeu. perua / cidadão. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. o guia (acompanhante) . S. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea.a rádio (emissora). a menequim / o. Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. a intérprete / o. pitonisa / abade. .a moral (ética). égua. Universitário) . ovelha / cavalo. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. a gerente / o. pigméia / ateu. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. presidenta / gigante. cidadã / aldeão. fuzis / canil. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . a fã / o. o língua (intérprete) .cãe + zitos: Cãezitos. 3. 1 – Substantivos que mudam de sentido. filha / mestre. charlatã / escrivão. irmãos / mão. menina) / a testemunha (homem. . São masculinos ou femininos. abadessa / czar. a repórter / o. (ato de curar).m por ns: nuvem. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. mulher). mestra / leão. funis / fuzil. fósseis / réptil. utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. o grama (peso) . reitora.IS – aos substantivos terminados em al. vaca / carneiro. .zito. dama / zangão. Didatismo e Conhecimento 25 . . dois fax. o capital (dinheiro) . vinténs / atum. mulher) / a pessoa (homem. no plural: júnior. líder) . mestra. a estudante / o. 2. 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. . sons / vintém. . mãos. o crisma (óleo salgado) . ré / cerzidor. no final de final da palavra: mestre. sóror / rajá. Cão – cães . Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. . o rádio (aparelho) . . limões / portão. o cura (vigário) . ilhoa / mélro.

destroços. ermitões. ovos. índices (x. ermitães. impostos (ó) / forno (ô).Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. cálices (x.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria). Outros: bem = virtude. eu digo sim. verões. meu bem. Sua honra foi exaltada. hortelãos. fornos (ó) / miolo (ô). finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. Tijolos. porcos. hortelões. . Aceita-se os ciúmes. guardiões. anãos. corrimões. quase enloqueci mas depois. . Chama-se metafonia.A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. verão. (patrimônio). 1.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. corrimãos. . Recebeu honras na solenidade.substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. Pode creditar em mim. reforços. afazeres. / Tem morrido muito pobre de fome. coroços (ó) / imposto (ô). substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões. (salário). anões. povos (ó) / corvo (ô).” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno. Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). no plural. anciães. nunca o ciúmes. embora a forma singular seja preferencial. 1. olhos (ó) / povo (ô). como era de costume.1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. As férias foram maravilhosas. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. (dignidade). códices / córtex ou córtice. miolos (ó) / poço (ô). aldeãos. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres.5 Quando o primeiro elemento for: grão. poços (ó) / olho (ô).palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças. aldeões. algemas. (descanso). avôs. grã (grande). corvos (ó). ossos. “Quando você me deixou.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. apêndices / cálix o ucálice. Você me olha. látice ou láteces / códex ou códice. hortelão.Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. fechado) avô avós (o avô e a avó). . Vamos lá. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: .2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. verãos. . Conferiu a féria do dia. A tendência é utilizar a forma em ÕES.4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. som de cs).. corrimão. ancião. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. anciões. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme. som de s) / látex. postos. córtices / índex ou índice. (homenagens). portos. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam.. . (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 .Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. guardião. anão. anciãos. 1. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. ermitãos. ermitão.1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições. Houve separação de bens. Também são abertos no plural (ó): fogos. guardiães.

coisinha. exagero ou diminuição. maxissaia. . Fiz a prova dos noves. Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. enorme. café (voga tônica) = cafezinho. 2. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha. folhinha (calendário). . gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. peça minúscula / saia diminuta.As palavras terminadas em s ou z. . sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. mãezinha. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente. 9 – Plural das siglas.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. vão para o plural: 4.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e.Em conseqüência do dinamismo da língua. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. . rapaz = rapazinho. baú (hiato) = bauzinho. hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. cartilha. imensa. cartão. crítica. Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). casa pequena. . ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. fogão. herói (ditongo) = heroizinho. 4. 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal.Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. rosa = rosinha.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho. narigão. Italiano: as pizzas. minicalculadora.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4.1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. Atenção: . povinho. Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1. Pesei bem os prós e contras. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto. Toninho. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. minúscula. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho. Didatismo e Conhecimento 27 . ditongo. supermercado. são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. gentinha. mulherengo. beleza = belezinha. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra. pequeno. livreco.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo.

inodoro = sem cheiro. Cidade. Sergipe: sergipano. Salvador: soteropolitano. Três Corações: tricordiano. Nova Iorque: nova-iorquino. Bélgica: belga. Florença: florentino. vocativo: Mãe. Porto Velho: portovelhense. hepático = do fígado. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. pluvial = da chuva. simples. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar.“O professor fez uma simples observação. auricular = da orelha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Aracajú: aracajuano ou aracajuense.” O adjetivo. referem-se a cidades. Buenos Aires: buenairense ou portenho. Tocantins: tocantinense. Três Rios: trirriense. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. têxtil = de tecido. Palmas: palmense. áureo = de ouro. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul. estelar = de estrela. Fortaleza: fortalezense. Paraíba: paraibano. discente = de aluno. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). Mato Grosso: mato-grossense.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. Ceará: cearense. Piauí: piauiense. 5. cervical = do pescoço. Japão: japonês ou nipônico. equivale à banal. é da pizzaria? 9. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. aquilino = de águia. Petrópolis: petropolitano. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. como: afro-brasileiro. 7. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. a vida. 2. Curitiba: curitibano. adjunto adverbial: Alô. Florianópolis: florianopolitano. humano = do homem. Américo-francês. colocado antes do substantivo observação. Goiás: goiano. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. Rio Branco: rio-branquense. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. . nipo-argentina (Japão e Argentina). Adjetivo é a palavra variável em gênero. abdominal = de abdômen. Recife: recifense. roxo batata. simples – apresentam um único radical. 8. Cairo: cairota. Anápolis: anapolino. Maranhão: maranhense. Goiânia: goianiense. Distrito Federal: candango ou brasiliense. azul petróleo. aposto: Gilberto Gil. amarelo ouro. 6. vespertino = da tarde. etário = de idade. ministro e músico. Bahia: baiano. Teresina: teresinense. docente = de professor. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. estados. insípido = sem gosto. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. teuto-argentinos (alemão). Angra dos Reis: angrense. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. 5. gástrica = do estômago. luso-brasileira. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. Brasil: brasileiro. São Luís: são-luisense ou ludovicense. primitivos – são os que vieram primeiro. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. Minas Gerais: mineiro. Amazonas: amazonense ou baré. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. Rondônia: rondoniano. Natal: natalense ou papa-jerimum.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. apícola = de abelha. Pernambuco: pernambucano.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. Maceió: maceioense. Novo Hamburgo: hamburguense. Didatismo e Conhecimento . filatélico = de selos. João Pessoa: pessoense. Vitória: vitoriano. Porto Alegre: porto-alegrense. bucal = da boca. Manaus: manauense ou manauara. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. 12. continua brilhando no mundo artística. Cabo Frio: cabo-friense. Brasília: brasiliense. fabril = de fábrica. derivados – são aqueles formados por derivação. argente = de prata. franco-italiano. matutino = da manhã. cutâneo = de pele. . predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão. bélico = de guerra. Anglo-americano. 4. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). Os adjetivos classificam-se em: 1. verde garrafa. 10. compostos – apresentam mais de um radical. sino-japonês (China e Japão). número e grau que modifica um substantivo. Niterói: niteroiense. umbilical = do umbigo. urbano = da cidade. e outros. 4. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. Estado. Campo Grande: campo-grandese. Pará: paraense. o amor. estado. Roraima: roraimense. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. atribuindo-lhe uma qualidade. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. 3. Londres: londrino. Belo Horizonte: belo-horizontino. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. 11. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. Paraná: paranaense. já tô saindo.

mais pequeno. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. ficando a ele subordinadas na frase. I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres.2 – sintético – adjetivo + issimo. excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. isto é. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela.substantivos que funcionam como adjetivos. II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis. Semântica e sintaticamente falando.quando os dois elementos formadores são adjetivos. melhor / mau. os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. macer (magro) = macérrimo.1 – analítico: advérbio de intensidade muito. 3. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos. sofre flexões de: gênero. . 1. (adjetivo como advérbio: redondamente). número e grau. ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. substantivo canário). amarelo. . olhos castanho-claros. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. Atenção: . podemos usar as formas: mais grande. equivale à fácil.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. piadas sem-sal.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas . Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: . (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo). . érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima. Didatismo e Conhecimento 29 .uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. a Many é mais) 2. pauper (pobre) = paupérrimo. intensamente. mais bom. (das duas. imo. superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar.“O professor fez uma observação simples. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. Atenção: . de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes. Flexões do Adjetivo O adjetivo.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação. variam os dois elementos. bastante. num processo de derivação imprópria. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. 1. não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul. valem por adjetivos. O comparativo pode ser: 1. palavra que tem o valor de outra classe gramatical.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo.o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo. mais mau. pior / grande.às vezes. como palavra variável.As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. . ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. extremamente. Atenção: . . Pode ser: 1. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. .biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira.A cerveja que desce redondo. (substantivo com valor de adjetivo). de forma absoluta. maior / pequeno. b) sintética – bom. ílimo. substantivo petróleo). Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .

O menino dorme tranqüilo. amargo = amaríssimo. simpático = simpaticíssimo. célebre = celebérrimo. magro = macérrimo. ao substantivo. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: . Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. 7-VII. / As meninas dormem tranquilamente. segundo. feliz = felicíssimo. sem intermediário. com a mesma qualidade. resma: quinhentas folhas de papel. nobre = nobilíssimo. grosa: conjunto de doze dúzias. quarentena: período de quarenta dias. / As meninas dormem tranqüilas. 18-XVIII. pobre = paupérrimo. doce = dulcíssimo. bom = boníssimo. agudo = acutíssimo. milhar: conjunto de mil coisas. decúria: período de dez anos. quinto. não vai para o plural. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. ótimo. incrível = incredibilíssimo. .prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . magérrimo. 900-CM. terrível = terribilíssimo. negro = nigérrimo. a função de advérbio. fácil = facílimo. oito. centésimo. agradável = agradabilíssimo.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. áspero = aspérrimo. quíntuplo. 19-XIX. frio = frigidíssimo. . Daí a sua classificação. dobro. em: cardinais. Didatismo e Conhecimento 30 . 6. dúzia: conjunto de doze coisas. linda (=lindíssima). . magnífico = magnificentíssimo. miserável = miserabilíssimo. . 60-LX. mil. frágil = fragílimo.Cardinal: indica número. dois.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito. dezena: conjunto de dez coisas. sábio = sapientíssimo. 17-XVII. elegantérrimo. tenro = teneríssimo. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. geral = generalíssimo.o adjetivo assume um valor adverbial.Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. 10-X. sendo. respectivamente. friíssimo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. antigo = antiqüíssimo. 800-DCCC. 3. atroz = atrocíssimo. capaz = capacíssimo. 1. de veludo.linguagem informa. respectivamente: 1-I. 90XC. três.o adjetivo amarelo modificou um verbo. centenário: período de cem anos. . livre = libérrimo.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. terceiro. lustro: período de cinco anos. 3-III. cem. pessoal = personalíssimo. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . também. . 16-XVI. eficaz = eficacíssimo. 14-XIV. Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações. 2-II. trinca: conjunto de três coisas. dístico: dois versos. ordinais. 50-L. um doze avos. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites. fiel = fidelíssimo. amigo = amicíssimo. 6-VI.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão.2. veloz = velocíssimo. 12-XII./ Sua voz parecia macia. humilde = humílimo. . posição em uma série. invariável. pobríssimo. 15-XV.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. mau = péssimo. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. no superlativo: . novena: período de nove dias. 5-V. . sufixo érrimo. . simples = simplícimo. trezena: período de treze dias.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. 20-XX. chiquentérrimo. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos. negríssimo. . . 80-LXXX. 1. 40-XL. 30-XXX. milênio: período de mil anos.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico. 500-D. com o acréscimo do sufixo mente.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. 3. O menino dorme tranquilamente. 100-C. em fez de íssimo: chiquérrimo. 9-IX. septênio: período de sete meses.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. / Ficou meio chateada e calou-se. assume a função de advérbio. triênio: período de três anos. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. vinte. sagrado = sacratíssimo. terno: conjunto de três coisas. qüinqüênio: período de cinco anos. 4. Sorriu amarelo e saiu.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. sexênio: período de seis anos.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. . Pode ser: 2. .expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. fofinho (=fofíssimo) / linda. 11-XI. semestre: período de seis meses. (ela é a mais de todas) 2. quantidade: um. . 1.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. benévolo = benevolentíssimo. 13-XIII. . decálogo: conjunto de dez leis.000-M. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. 700DCC. jovem = juvenilíssimo. 4-IV. 200-CC. 300-CCC. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. portanto. . difícil = deficílimo. cruel = crudelíssimo. inimigo = inimicíssimo. 400-CD. 600-DC.adjetivos repetidos: fofinho. terço. sétimo. 8-VIII. Atenção: usa-se também. multiplicativos e fracionários. triplo. multiplicação e divisão. 70-LXX. portanto. 2. quarto.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas.

onze.. Flexão dos Numerais Gênero .. Emprego dos Numerais .. capítulos. trezentos.Zero é numeral cardinal. septingentésimo...o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia.. sexto. (triplas valor de adjetivo) . décimo sétimo.. .Emprega-se.. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua.. décimo. folhas... setecentos. nongentésimo... (vigésimo século) ... Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) . dez.... óctuplo. dezenove avos.. oitavo. centésimo. Por que dez? Porque vem de nota dez. MAS 1. quinhentos. (sétima) . décimo sexto.. duodécuplo. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes. dezoito avos. catorze ou quatorze. quarenta avos... quarto..os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. sessenta avos.. qüingentésimo. milhar e bilhão.. undécuplo.... (artigo dezesseis) . Numerais Multiplicativos: dobro. décimo.. .. dezenove.. vinte minutos. O XX século foi de descobertas científicas. dois. Numerais Fracionários: meia.não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais . quando usados com o valor de substantivos.. décimo quarto.. dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. terceiro.. centésimo. treze avos.. bilhão.. antes dos substantivos milhão... variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. dezesseis avos. ducentésimo. dezessete. segundo. quarto.na enumeração de leis.. duzentos. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”.... sétimo. no feminino... oito.. décimo oitavo..Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. sêxtuplo. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis). décimo quinto....se o numeral vier antes do substantivo. lá da escola. / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas. ..enumeração de casa.os numerais multiplicativos. trilhão. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica. oitenta. décimo nono.. O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo.. trinta.... nongentésimo. cinqüenta..Ambos e ambas são numerais significam: um e outro.. . metade. sexto.os numerais cardinais um. sexcentésimo... dezessete avos. (triplo – valor de substantivo) . apartamentos.... quinze. cantos (na poesia épica).. concordando com os cardinais que indicam números das partes... nove. cêntuplo. treze. mil... trecentésimo.Um quarto de litro equivale a 250 ml.. cem.. três. nota máxima. usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. setenta avos. ... sexagésimo... decretos. nascidos em Lucélia.. Século XXI (vinte e um). (valor de substantivo – invariável) ...... na escrita das horas.. Numerais Ordinais: primeiro. (hora) / Usou apenas meias palavras. nonagésimo... . artigos.. quadrigentésimo. septuagésimo. ctogésimo.. papas.os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª..... quatrocentos. quadragésimo..com referência ao primeiro dia do mês. seiscentos.... reis.... noventa avos. milésimo.. novecentos. quíntuplo.. Canto X (décimo) / Luís IV (nono)... textos... circulares. quádruplo.... / Somos 180 milhões de brasileiros. décuplo.. oitenta avos. com milhões. portarias e outros textos oficiais. . três quartos equivalem a 750 ml..o artigo e o numeral. qüingentésimo. trigésimo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um.os numerais cardinais milhão. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado. (valor de adjetivo – variável) . ducentésimo.. quartos..... emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito...os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados... o particípio ou adjetivo podem concordar.. sétimo. octingentésimo. doze. sêxtuplo. .Os numerais multiplicativos quíntuplo.. oitocentos. . quinto. quarenta. décimo segundo. sétuplo. (portaria oitava) . ou com o substantivo. milésimo. poltronas. quinto.os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos. os dois.. dezoito.. dezesseis... páginas... trecentésimo. no masculino. nono. devem concordar no masculino: . quinze avos. Didatismo e Conhecimento 31 .quando usados com valor de adjetivo. nônuplo. 1.emprega-se o numeral cardinal.. .... oitavo.Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis. sete. empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo)....Aquela mulher é dez.. 2. vigésimo.. setenta... usa-se o ordinal. quatro.os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular.. décimo terceiro. doze avos.. ..os numerais fracionários variam em número. cinco... catorze avos..... cinqüenta avos. emprega-se o ordinal. qüinquagésimo. noventa.. / O texto quatro está na página sessenta e cinco. septingentésimo. ctingentésimo.. sessenta. trinta avos. triplo. nono.. Paulo César é adepto da 7ª Arte.Para designar séculos... Número . quadrigentésimo. estão reagindo bem. décimo primeiro. apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil.. . vinte. sexcentésimo. vinte avos... terço. onze avos. e outros. seis.se o numeral vier antes do substantivo..

Z. FAZER. perdendo. / Euj à SE arrumei. os. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. setes. expressão muito usada. 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. vos perdem o S) 4. a. S. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. nosso. 9. 3ª pessoa: ele. conosco. São: tônicos com preposição: mim.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. (pronome reto + verbo no infinitivo).O número 777 é formado por três setes. as. la. Eu ME apavorei. próprios. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. Vejo os diariamente. = pagálo. OUVIR. consigo. contigo. Sessentas. seu.Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. 10. quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. Pronomes Pessoais.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três.Par é coletivo. uns são substantivos. Como há muitos Severinos.Preciso pagar ao verdureiro. conseqüenterriente. /MIM QUER. 7. seguidos de: ambos. estou com o gás todo. 7. têm sentido POSSESSIVO. nos. noves. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. Lembre se de que MIM não fala. 5. a. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. . se. mesmos. O tempo nos dirá.. vos. ão. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar. na. ele. na prova final. Os pronomes pessoais dividemse em: . (nomeia os campeões – no esporte) 5. = Filos a lápis. não compra. vós. todos. ti. teu. . (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais .Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z. interrogativos e relativos. . DEIXEme sentir seu perfume.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. plural uns. Deram então de me chamar Severino de Maria. o pronome é. = nolo dirá.Eu dou atenção a ela. õe: Deramna como vencedora. não escreve. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. MANDAR.lo. . os. los. átonos sem preposição: me. nos.Colocados DEPOIS do verbo. o.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. lhe. os. nos. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. as: Eu os vi saindo do teatro. 4.” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. demonstrativos. PRONOME “O meu nome é Severino.retos exercem a função de sujeito da oração: eu. convosco. Que é santo de romaria. / Eu ME arrumei. nos. tu. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança. eles: Didatismo e Conhecimento . Põenos sobre a mesa.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. assumem as formas: lo.oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal.As equivale a primeiro. (pronome recíproco. 11. as. Os pronomes são classificados em: pessoais. significando hoje. te. nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós. los.O número 1111 é formado por quatro uns. não tenho outro de pia. não anda. te. . 2. 8. (o S permanece) 6.o. las. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa.si. dele. dele. vos. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno.Tirou a prova dos noves.no. lhe. 3. possessivos.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. Ia. NUNCA diga: Eu SE apavorei. . 6.lhe. a. nós. estou a mil por hora. a. os. outros.me. Fiz os exercícios a lápis. com + vós. Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome.o. nós mesmos). ela (singular) eles.” . lhes.Ela não vai conosco. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo. . as terminações R. de tratamento. indefinidos. apresentam sempre a forma: o. (= Mandei que ele calasse). e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. = Eila. (eis. equivalendo a meu. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . elas (plural): aquela de quem se fala ou referente.Diz-se catorze ou quatorze. . plural dois. comigo..Colocados ANTES do verbo. o= sujeito do verbo mandar. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. (sua.

você é a pessoa a quem se fala e. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho. suas.Doutor não é forma de tratamento. não tem valor possessivo. (falando a respeito do cardeal) . tuas. eles. 3ª pessoa: seu. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 . quase não se usam essas combinações (mo.O pronome seu toma o sentido ambíguo. os. te. Vossa Senhoria-V. elas. Majestade). eles e ela. e não na 2ª. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. Vossa Eminência-V. (Nicolesujeito. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o. usar o brasileiríssimo a gente. Os pronomes pessoais retos ele.Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. Vou seguirlhe os passos. lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. deixeias.Ex.Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão.A forma VOSSA (Senhoria. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. . com o valor de possessivos. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição. os. nos. chamoua. são usadas somente em escritores mais sofisticados.aaltas autoridades.São também pronomes de tratamento: o senhor. às vezes. Atençao: No Brasil. imperadores. oficiais. O conserto da televisão foi feito por ele.Respeitosamente: para autoridades superiores. teus. você.a-reitores de universidades. viajouparaum Congresso. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. o cardeal. . sua. portanto. idade. substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas.Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. às vezes. querida amiga. a senhorita. . obedeceulhe. Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações. na linguagem coloquial. (verbo transitivo indireto. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho.-príncipes. que ma trouxe. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa. você. lhe. Atençao: . Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos. ela. Singular: 1ª pessoa: meu. vos. VTD) Minha saudosacomadre. EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. Eminência.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus. . Por outro lado.-Papa. Vossa Majestade-V. . pois é uma alteração fonética da palavra senhor . Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. meus. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. Oferecilhas. e sim título acadêmico. minha. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele. No caso. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. lhes (formas de objeto indireto. dona. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. seus. senhorita. 0I) juntamse a o. Pedi volo. nolo. te. junto com as minhas cantigas.A. te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias. duques.VTI) É comum. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). 3ª pessoa: seu. Os pronomes oblíquos me.O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. nos. lho. desenhadas nas areias.” (Cecília Meireles) . cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. do seu cargo.Referindose a mais de um substantivo. Nircléia. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. Se os pronomes pessoais retos ele. Vossa Excelência-V. as (formas de objeto direto). usase o pronome dele. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se.S. minhas. se nola exigissem. Deitos. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. Mag. Vossa Santidade-V. elas estiverem funcionando como SUJEITO.Ema-cardeais.Na linguagem popular. dela para desfazer a ambigüidade.Os possessivos. to.M. tua. . pede o verbo na 3ª pessoa. e houver uma preposição ANTES deles. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala. Excelência. inclusive para o presidente da República. a. . Vossa Magnificência-V. a.A forma SUA (Senhoria. lhe. presidente. a senhora. como os demais pronomes de tratamento senhor./ Já freqüentei a casa dela. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. sua. 2ª pessoa: teu.Satratamento cerimonioso. (verbo transitivo direto. vos. (ela sujeito de decidir. da 2ª pessoa. dona. a ambigüidade da frase. título. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. ela. suas. seus. eles. Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . Dona Cecília.-reis. senhora. pode entrar!. volo).

apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. equivale a nenhum) . qual / quais. Tal atitude é inexplicável. A festa estava desanimada.para retomar elementos já enunciados. Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). Dica: substituir que por o. certos. sua) quando se trata de parte do corpo. (= qualquer ser. numa 2ª oração.. O professor fez a mesma observação. Não se preocupe. pouco. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala. a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. muito. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. Eles voltarão no dia certo. cada. a. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios. ninguém. outrem. tanto. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. todo. . nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. Todo. estas. sérios e orgulhosos. mão. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . (antes do substantivo= indefinido). Qualquer. vários. mas os pais. tudo. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. várias. mais. alguma palavra que já apareceu na oração anterior. Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. tal. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. as. aquela (s). Invariáveis: alguém. nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento.dependendo do contexto.Não se emprega o pronome possessivo (seu. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. funcionário público algum terá aumento digno. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). indetermina. bastante. também são considerados pronomes demonstrativos o. vário~ vários. (alguma. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. aquilo.com quem se fala. são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos.Certo dia perdi o controle da situação. esta (s). os.. outros são invariáveis. Depois de muito procurar. algo. É Flex Power. quanto. quando colocados DEPOIS do substantivo: . por isso a palavra que é um pronome relativo. Pais e mães vieram à festa de encerramento. situandoos no espaço ou no tempo. o carro. nada. aquela (s). . Devemos sempre ter alguma esperança. isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala.dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza.os demonstrativos esse. elegantes e risonhas. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. esses resolveram tirar tudo a limpo. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa. esta (s). menos. Percebese que o pronome relativo que. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. achei o que queria. O próprio homem destrói a natureza. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. os. aqueles. quem. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. outro. Peço a Deus pela TUA felicidade. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). . Colocados antes do substantivo. substitui na 2 oração. Variáveis: algum.” . semelhante. Atenção: . mesmo. essa (s). Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). nisso. um. demais. “ (usase: no ombro. certo. nenhum.) Colocados depois do substantivo. essa (s).O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. certas. Estranhei semelhante coincidência. Didatismo e Conhecimento 34 . toda (somente no singular) sem artigo.. (depois do substantivo= adj etivo). Ninguém ligou para o incidente. “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. qualquer. Este ano. generaliza).Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos. essa. equivalendo a aquele. na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo. Esse (s). ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. próprio. certa. Certo.Em frases de sentido negativo. as. a. aquela.

a partir de uma seqüência de ações: amou. qual. cujo. subjuntivo e imperativo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. e que nela está o significado real do verbo. infinitivo e particípio). por ser o mais usado. entreter. . cujas. (= lugar em que) . o tema será apenas o radical: contei = cont ei. Invariáveis: que. morreu. rir. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar. depor.O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. Verbo é a palavra que indica ação. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. quanto: Afinal. as quais. as: Não entendi o que você quis dizer. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. sentou. . brinc é o radical do verbo brincar. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa. os. Os principais interrogativos são: que. . a.Quanto. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade. segunda e terceira). .O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais.Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. 2ª conjugação: e. Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. acabou. flutuou. mudança de estado. passiva. do qual.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. reflexiva). estado. Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. pessoa (primeira. 3ª conjugação: i. (interrogativa indireta. Flexionase em número (singular e plural). formas nominais: gerúndio. cont é o radical do verbo contar. a qual. . Atenção: Se tiramos as terminações ar. que utilizamos para exprimir ações. é classificado. Flexionando esses verbos. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. . modo (indicativo. Emprego dos Pronomes Relativos . vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . pular. cuja. 2ª conjugação – er: beber. brincar. Variáveis: o qual. beijou. todos. tempo (presente. (o que = aquilo que). quem. teremos o radical desses verbos. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. compor.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. . correr. quantos. 3ª conjugação – ir: partir. abrir. Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . er.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. como relativo indefinido.O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. portanto. dispor. dançar. é chamado de relativo universal. fenômenos da natureza. no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. recebem o nome de verbos. a querida comadre Naldete. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. explícito. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. Vogal Temática e Tema. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. De acordo com a vogal temática. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. quem. Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a. tanto: Naquele momento. esperar. cujos. movimento. ir do infinito dos verbos. esper é o radical do verbo esperar.O relativo que. quanto. (cujo. ergueu. falou tudo quanto sabia. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. como. quando. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. Essas palavras. nota-se que há uma parte que não muda. onde. sem a interrogação). os quais.

à suposição: .Nós comíamos pastel na feira.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. comera. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. dançávamos. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala.Algumas regiões do Brasil. Pretérito mais que perfeito: comera. O subjuntivo expressa uma incerteza. dançáramos. é o mais usado no Brasil. pretérito perfeito. Didatismo e Conhecimento . partíeis. . São três os modos: . pretérito imperfeito e futuro. levais. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. Apresenta presente. futuro. Futuro do presente: partirei. futuro do presente e futuro do pretérito. pode estar em plena ocorrência. comerão. possibilidade. comia. mas não únicas. Futuro do presente: dançarei. uma solicitação. comeremos. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei. dançaríeis.ele estuda – 3ª pessoa do singular. partira. Pretérito perfeito: parti. partias. Apresenta presente. . dançavas. comias. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. dançáreis. dançarias.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza. pulei. Pretérito perfeito: dancei. comeram. partis. comerás. inodora. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. muitas vezes ligados ao desejo. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. Ex: Nós cantáramos no congresso de música. comeis. Ex: Tenha paciência. que levam o verbo na 3ª pessoa. partem. Indica uma ordem. de dúvida. comem. dê lembranças minhas. dançaria.Na indicação de ações ou estados permanentes. altura de um som. precisão: o fato é ou foi uma realidade. Ex: Cantei. partirão.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza.Quando o vir. dançará. dançaram. Os pronomes: você. dançastes. Pretérito perfeito: comi. dançaríamos. parte. partiríamos. . partiremos. comeu. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto. Ex: . comeríamos. Pretérito mais que perfeito: dançara. partiras. dormi.Duvido de que apurem os fatos. partiste. comeras. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força. partiríeis. comeram. dançou. partíramos. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. partistes. . um pedido. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço. dançarás. comereis. . tu pega. tu tens. . .Para enunciar um fato momentâneo. partirás. dançaremos. dançaste. Pretérito imperfeito: partia. estudo. . Futuro do presente: comerei. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. partes. dançaram. indicando ausência ou negação. dançariam. Atenção: . dançam. dançavam. . partimos. são: presente. em vez de: tu fostes. partiria. dançáveis. Futuro do Pretérito: dançaria. exprime uma possibilidade. Ex: A água é incolor. ou seja.. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. hipótese. partiram. dançareis. Essas três possibilidades básicas. Lourdes. Portanto. comeriam. tu pegas. dançaras. pretérito. partimos.vós estudais – 2ª pessoa do singular. comíamos. partiram. dançais. comeria. vocês. dançamos. partireis. comerá. comemos. comes.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. exigida pela gramática oficial. comeste. insípida. dançaram. dúvida. dançara. partirias. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . imperfeito e mais que perfeito. Pretérito mais que perfeito: partira. tu tem. comerias. Pretérito imperfeito: comia. comêramos. Futuro do pretérito: comeria. comiam. pode já ter ocorrido ou não. Ex: Estou feliz hoje . – Que surjam novos e honestos políticos. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. não concluído. deriva daí a palavra tônica.nós estudamos – 1ª pessoa do plural. . dançamos. partíreis. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. partiu. venderão. dancei.tu estudas – 2ª pessoa do singular.eu estudo – 1ª pessoa do singular. Pretérito imperfeito: dançava. comíeis. dança. dançava. uma súplica. comeríeis. comestes. partia. . Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. um desejo.eles estudam – 3ª pessoa do plural. partíamos. chorei. comêreis. uma vontade. danças. partirá.modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. Futuro do pretérito: partiria. tu foi. partiam.. come. comemos. .Eu cantava muito bem. verdades universais.

na voz passiva dos verbos “contentar”. não amem vocês. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . quando ele comer. . Por exemplo: Viver é lutar. Pretérito perfeito: se eu comesse. genérica. se nós partíssemos.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. Por exemplo: . voltaria à universidade. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. . se vós partísseis. . Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal. os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. quando tu comeres. Por exemplo: Soldados.Vamos pensar no seu caso.Quando apresenta uma idéia vaga. . quando tu partires. que eles dancem. recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase. Observe que.Fumar prejudica a saúde. . . Imperativo negativo: (X).Era preciso ter lido este livro. 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. Presente do subjuntivo: que eu ame. por exemplo. se vós dançásseis.É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. quando eles comerem. . .Amar é sofrer. quando nós dançarmos. que vós partais. Por exemplo: . que ele parta. quando vós partirdes. Observação: Quando o infinitivo preposicionado. que eles amem. tu amas. que eles partam.O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s. quando ele dançar. (1ª pessoa) Para ler melhor.É proibido colar cartazes neste muro. Nas locuções verbais. vós amais. se tu dançasses.Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. amem vocês. que vós ameis. Por exemplo: . 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. não ameis vós. quando nós comermos. No entanto. se eles partissem. Futuro: quando eu dançar. . quando vós comerdes. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. considera-se apenas o processo verbal. . Por exemplo: .Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. Futuro: quando eu comer. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). que tu partas. ama tu. isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. Imperativo Negativo: . . eles amam. . se vós comêsseis. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. gerúndio e particípio.Aqueles remédios são ruins de serem tomados. ela usa estes óculos. não ame você. quando eles partirem.É preciso ler este livro. marchar! (= Marchai!) . o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. que vós ameis. não amemos nós. quando nós partirmos. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente). quando ele partir. se tu comesses. O infinitivo impessoal é usado: . Presente do subjuntivo: que eu ame. se tu partisses. ou não. será generosamente gratificado.Eu os convenci a aceitar. que ele ame. que nós amemos.Não retira os –s do tu e do vós. se lê comesse. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. que vós danceis. Futuro: quando eu partir. “tomar” e “ouvir”.Querer é poder. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. que nós dancemos.Para ler melhor. elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase). . sem se referir a um sujeito determinado.O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. que ele ame. nós amamos. se eles dançassem. Por exemplo: . que eles comam. não relacionado a nenhuma pessoa. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. ele ama. que ele dance.Queremos acordar bem cedo amanhã. . que ele coma. que tu comas. que nós comamos. se eles comessem. Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 . Pretérito perfeito: se eu partisse.Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos. quando eles dançarem.Não apresenta a primeira pessoa do singular. Pretérito perfeito: se eu dançasse. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal). amemos nós. Além dos três modos citados. que nós amemos. se ele partisse.O infinitivo pessoal.Eles não têm o direito de gritar assim. se nós comêssemos. ame você. e sua forma é invariável.As meninas foram impedidas de participar do jogo. Imperativo afirmativo: (X).Devemos sorrir ao invés de chorar. apresenta desinências de número e pessoa. adjetivo ou verbo da oração anterior. pode ou não acontecer. que tu dances. quando tu dançares. se ele dançasse.É indispensável combater a corrupção.Eles foram condenados a pagar pesadas multas. podendo ter valor e função de substantivo.Eles não podiam reclamar do colégio. que eles amem. . e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado. que tu ames. Presente do indicativo: eu amo. que tu ames. Por exemplo: . se nós dançássemos.Quando tiver o valor de Imperativo. Por exemplo: . . Assim. . eu uso estes óculos. (= vida é luta) . por sua vez. que nós partamos. quando vós dançardes. não ames tu. que vós comais. amai vós. – Quando/Se você fizer o trabalho. Por exemplo: .

.Esta salada é para eu comer? . flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex.O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação. . .O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural).Viajar: viajou.O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. . Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”. Por exemplo: . Por exemplo: Terminados os exames. .Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. uma ação concluída.O guarda fez sinal para os motoristas pararem. “sentir” e sinônimos. . havia crianças vendendo doces..Elas parece mentirem . assumindo a mesma forma do impessoal. . o gerúndio expressa uma ação em curso. estaremos sempre dispostos. que se revela. a fim de jogarem futebol. na forma composta.Neste exemplo ocorre.Ela me deu um relógio para eu consertar. . Quando o particípio exprime somente estado. “dizer”. . viajaria.Ouvi-as dizer que não iriam à festa. .Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. contudo.). Por exemplo: . sem nenhuma relação temporal. Por exemplo: .Vios entrar atrasados. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo. “falar” e sinônimos. Didatismo e Conhecimento 38 . O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1.Aquele exercício era para eu corrigir.. 2. .Para estudarmos. Por exemplo: Trabalhando. Outros exemplos: . .Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso. a preposição está ligada somente ao pronome. Nota: Como se pode observar. assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). um período composto. o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex.: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. enferrujem. enferrujaria. (Lembre.Enferrujar: enferrujou.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. Como desdobramento dessa reduzida. etc. Mandei as meninas olharem-se no espelho. Por exemplo: .Temos de agir assim para nos promoverem.Convém vocês irem primeiro.Na esperança de sermos atendidos. .Faço isso para não me acharem inútil. deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. enferrujarão. . Por exemplo: .Foram dois amigos à casa de outro. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. sujeito implícito = nós). como sujeito. na verdade. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”. (função de advérbio) . como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. .Pediu para Carlos entrar (errado). aprendeu o valor do dinheiro. não confundir com o substantivo viagem) viajarão. encontrei alguns amigos. neste caso. etc. flexionandose. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. aprenderás o valor do dinheiro. esse “j” aparecerá em todas as outras formas. Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal. enferrujassem.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal. que deve se apresentar oblíquo tônico. “ouvir”. a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. nas demais.Se tu não perceberes isto. número e grau. (função adjetivo) Na forma simples.Pediu que Carlos entrasse (correto). DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”. Por exemplo: . .Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. Por exemplo: . pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”.Pediu para que Carlos entrasse (errado). .Antes de nascerem.Saindo de casa. flexionando-se em gênero.Nas ruas. já estão condenadas à fome muitas crianças. viajasses. Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. Com os verbos causativos “deixar”.Perdôo-te por me traíres. Na 1ª e 3ª pessoas do singular. 3.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. os candidatos saíram. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .Tendo trabalhado. . não apresenta desinências. . Com os verbos sensitivos “ver”. b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”.Vi os alunos abraçarem-se alegremente. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo. . muito lhe agradecemos. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo. 4.

ele fora. Pretérito Imperfeito: eu ia. ide vós. Subjuntivo: Presente: que eu vá. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. vós fostes. que ele vá. quando eles forem. quando o dia amanhecer. tu ias. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. ele vai. eles iriam. tu vais. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio. vá ele. tu foras. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. eles iam. vós ireis. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. não vamos nós. eles irão. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. se vós fôsseis. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. vós ides. tu foste.Quando você chegar à minha casa. se nós fôssemos. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. irem eles. IR Indicativo: Presente: eu vou. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. vamos nós. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 . Particípio: ido. ele iria.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. ele irá. tu irás. que vós vades. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. eles foram. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. vós iríeis. irmos nós. já terei telefonado a Manuel. vão eles. se eles fossem. para conseguir a aprovação. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. vão. eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. Obs. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. ir ele. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. Futuro do Presente: eu irei. vós fôreis. nós iremos. Não têm todos os modos. teria aprendido. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. se tu fosses. Formas Nominais: Infinitivo: ir. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. Veja os exemplos: . Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. nós vamos. Imperativo Negativo: não vás tu. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. não vades vós. irdes vós. eu caminharei 6 Km. Futuro do Pretérito: eu iria. nós íamos. quando tu fores. vós íeis. se ele fosse. eles foram. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. quando vós fordes. Pretérito Perfeito: eu fui. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. . se não me tivesse mudado de cidade. geralmente de particípio. Infinitivo Pessoal: ir eu. nós iríamos. não vá ele. ires tu.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. se não me tivesse mudado de cidade. Futuro: quando eu for. que nós vamos. quando ele for. ele ia. tu irias.Quando você chegar à minha casa. quando nós formos. não vão eles. quando conheci Magali. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. que tu vás. A frase Se eu estudasse. nós fomos. nós fôramos. qualquer verbo no particípio. eu já terei partido. que eles vão. ele foi. Imperativo Afirmativo: vai tu. Gerúndio: indo. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. telefonarei a Manuel. tempos ou pessoas. Por exemplo: Amanhã.

necessitou de muito dinheiro a) procurais.precaviram . depois. vê-la.não vais vós e) perdei vós . vê-lo.teríamos evitado b)me precavi . observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho.no perfeito do indicativo. se vier a São Paulo.. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.. revestes.. esperarei “você” praticar a sua ação para.. d) Se o Leonardo quiser. o homem errado. o réu será absolvido... dois agentes secretos viram.. c) Só ficarei tranqüilo. em ti. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. ou.... quando menos. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes. b) Ele antevira o desastre.. pagarei a dívida.interviu . já terei telefonado a Manuel.. em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos.... b) Se advierem dificuldades.não partais vós b) amai vós .d.. seu c) procura. revês.. telefonarei a Manuel. Por exemplo: Para você ter comprado esse carro. 4. mas desejava ver-te. e não . compondes.tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9. e também não .. a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê . proveste e) n. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.. mas nem sempre . o policial viu.. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio. no segundo.. (PUC) Dê.. ver-vos.. provistes b) adverti. ficará extasiado.no futuro do subjuntivo. evitando a briga... 2 (FUVEST) .contiveram . as seguintes formas verbais: advertir . 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca. possuir o teu retrato.. componhais.não sejais vós d) ide vós . confia em Deus.duvides 3. d) Quando você vir Campinas.. b) Quando verem o Leonardo.. c) Quando eu reouver o dinheiro.no perfeito do indicativo. primeiro praticarei a minha. talvez . diga-lhe que o advogado reteve os documentos..precavêssemo-nos não houvesse e)intervim ..se precaveu . a festa terá ares aristocráticos.houvéssemos contido .. proviste d) adverti. na ordem em que aparecem nesta questão.. vosso b) procura.tivéssemos impedido d)me precavi . No primeiro caso. segunda pessoa do singular a) adverti.não ameis vós c) sede vós .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. vosso e) procurais.tivéssemos intervido ..” Transpondo para a voz passiva. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós .. d) Eles se desavinham freqüentemente...no imperativo afirmativo.. e) Ele trará o filho... c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.....intervieram . reveis. segunda pessoa do plural compor ....nos precavíssemos . Assim. mas não .não percais vós 8 (ITA) Vi.. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão. as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato. respectivamente. a)intervir .. ficarão surpresos com os trajes que usava.. Quando você tiver terminado o trabalho.. indicando ação passada em relação ao momento da fala..” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência. ver-vos. quando vir o resultado. c) Se você o vir. tantas mortes. dos outros. d) Escolheu-se.. compuserdes.a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras. d) Eu não intervi na contenda porque não pude. praticar a minha.. . vosso d) procurais. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal... e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas.se precaveio . (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica. Se todos nós . provistes c) adverte. seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido.. a gente do ofício ficaria exultante. segunda pessoa do plural rever . Por isso o uso do advérbio “já”. compordes.. segunda pessoa do plural prover .... vê-la. 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado. infelizmente. as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento . b) Se a testemunha depor favoravelmente.não teria havido c)me contive . revistes.se conteve .interveio .......se precaveram ..

Resposta Didatismo e Conhecimento 41 .retificação: aliás. . o advérbio pode ser de: 1 . sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. sintético > íssimo. à tarde. 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). agora. longe. outrora. tem bom caráter. (indireta) . Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. devagar. salvo. > sintético: melhor.exclusão: exclusive. assaz bastante bastante. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. com certeza. possivelmente. quase. além. tão. ele já se fora. senão. sim. apenas. 2 superlativo absoluto: analítico > mais. bem. Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. por ali. de chofre. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal.designação. a esmo. De acordo com a circunstância que exprime. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. por certo. tempo. infelizmente. decerto. às escondidas. brevemente. demais. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. por um triz.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. ainda bem: Ainda bem que você veio. fora. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. nem. antes. novamente. não. muito. 6 intensidade apenas. a pé. 2 – superlativo. meio.Sem dúvida você é o melhor. fora. 2 . lentamente. mesmo. de improviso. ainda. .Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. unicamente: Só Deus é perfeito. quiçá.De repente o dia se fez noite. 4 . acima. no próximo mês. logo.limitação: só. abaixo.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . 5 . e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente. muito zangado. pouco. às toa. alhures (= em outro lugar). algures (= em algum lugar). talvez. . antigamente. de repente. bem. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . ou causa.modo assim.lugar aqui. a distância. às vezes. 2 . amiúde (=sempre). mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. e) Embora não tenha sido divulgado. de propósito. de mais a mais: Também há flores no céu. 8 . e)Todas estão incorretas.Afetividade: felizmente. 7 dúvida acaso. rapidamente. (indireta) .Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. Podem exprimir: lugar. mal. depressa. tanto. ou melhor. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados.Por um triz eu não me denunciei. diariamente. sobretudo.realce: cá. 3 . é que. 3 . melhor pior. ali. depois. cedo. aquém. a saber: Você.tempo ainda. em vão. modo. hoje. acolá. efetivamente. 4 afirmação certamente. também. breve.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) .Por que o povo aceita tudo passivamente. às pressas. além disso. ao acaso. por ventura. amanhã. 5 negação absolutamente. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. aquém. perto.dentro.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas. c) Se não fosses ele. de medo. realmente. indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. exceto. à esquerda. de modo algum. ou melhor. seguramente. d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado. lá.explicação: por exemplo. quanto. imediatamente. por perto. de jeito nenhum. à noite. (direta) . . atrás. deveras.mais. menos. à direta. érrimo: Localizeio rapídíssimo.Quero saber como os jovens vêem a natureza. um outro advérbio ( Falou muito bem). de viva voz. muito.inclusão: inclusive. até. eventuamente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. por exemplo. de forma alguma. às claras. tudo estaria perdido. 6 . tristemente. de vez em quando. de cor. menos. soube-se do caso. isto é. um adjetivo ( Estava muito bonita). sem dúvida. somente. como: Sou tão feliz quanto / como você. pouco. Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. defronte.menos: O candidato defendeuse muito mal. depressa. são palavras invariáveis. tampouco (= também não). adiante. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. (indireta) . já. aliás (= de outro modo ).

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

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pois. de forma afirmativa ou negativa. Transforme a frase declarativa em imperativa. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. Muitas vezes. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. uma frase simples como “É ela. conforme o tom com que a proferimos. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. ao menos. 4.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. g) Agora suma.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. Dependendo de como é dita. Exemplo: Tudo parado e morto. Assinale. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são. as circunstâncias) em que o falante se encontra.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. a frase é afirmativa. É o caso. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado. não olhe. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). por exemplo. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. . pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. no segundo.” pode indicar constatação. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. na frase “Que educação!”. meu filho. Quanto ao sentido. exclamativa. a faixa de pedestres. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. Traduzem admiração. Observe: Olavo esteve aqui.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. etc. pedido ou súplica. Nesse caso. maldição): “Esta luz me falte. 3. dúvida. decepção. de pêlo ruço. fique para trás. (declarativa) Lusinho. d) Luisinho. proibição. interrogativa. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. não! 2. c) As risadas não eram normais. h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . se eu minto. das situações em que se explora a ironia. São uma pergunta. por exemplo. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. surpresa. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. usada quando se vê alguém invadindo. a) Você está bem? b) Não olhe. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. Classifique as frases em declarativa. surpresa.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. . No primeiro caso. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. indignação. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho. negativa. (negativa) “Vamos. etc. de forma afirmativa ou negativa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. (afirmativa) Nunca te esquecerei. ora ascendente ora descendente.Muitas frases. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável. Contêm uma ordem. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. com seu carro. arrependimento. Pense. optativa ou imperativa. c) Os meninos olharam à sua volta.

Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. qualquer palavra substantivada. só o predicado. Adjunto Adverbial. b) Luisinho. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa. Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. f) imperativa. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase). Objeto indireto e Agente da Passiva). ou pronome substantivo ou. h) declarativa. ou seja. i) imperativa. Não têm estrutura sintática. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. necessariamente. g) imperativa. Aposto e Vocativo. A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. b) interrogativa. que encerra a essência de sua significação. g) exclamativa. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito). o sujeito. olhem à sua volta! 4. o predicado. sacudia as árvores. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. capturavam os índios. e. c) exclamativa. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. caminhem juntos!. 46 Sujeito . “A bênção. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa. O sujeito é “Os rapazes”. interrogação. as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. é “O amor”. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. várias frases ou um período. porém há. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. excepcionalmente. A declaração referente a “o amor”.a) interrogativa. c) Meninos. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). “o tema do que se vai comunicar”. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. d) optativa. pronome ou verbo). a presença do verbo.a/b/d/g 5. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. pouco siso. o núcleo é sempre um nome. b) imperativa. O tema. Quando se trata de predicado verbal. Normalmente. interrogativa. procure os fósforos no bolso!. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). c) declarativa. ele se refere ao sujeito.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. f) declarativa.a) Eugênio e Marcelo. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. d) Respeitem os limites de velocidade. e) interrogativa.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. Respostas 1-“a” e “d” 2. é “é eterno”. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). Didatismo e Conhecimento . O predicado é “jogam futebol”. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. Observe: O amor é eterno. exclamação e. o ser de quem se declara algo. • constituir-se de um substantivo. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido.a) exclamativa. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. h) declarativa 3. e) interrogativa. Nos exemplos seguintes. ainda. o núcleo é sempre um verbo. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar. sendo um predicado nominal. através de reticências.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. portanto não são orações. em alguns casos. deve-se olhar para a cor da bandeira. • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. d) imperativa.

” (Érico Veríssimo) (o sujeito.Nós mentimos sobre nossa idade para você..” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos. seu núcleo é sempre um nome. Exemplos: 1.” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina.Há formigas na minha casa. mas nunca uma sentença sem predicado. soldado. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho. ou por uma palavra ou expressão substantivada.” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. locuções adjetivas. um substantivo ou pronome. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. ele. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. uma sentença sem sujeito. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.) Come-se bem naquele restaurante. como um substantivo. não se sabe quem a atropelou. Regina trancou-se no quarto. (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. ao passo que o predicado é o termo determinado. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal .nome feminino singular 2. na sentença. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . Isto não me agrada. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. etc.) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. (= Açúdes foram construídos. isto é. adjetivos. quando não está expresso. Ela tem uma educação fina. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. na língua portuguesa. Oculto (ou elíptico) – quando está implícito. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios. Exemplos: O sino era grande. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária. Construíram-se açúdes. isto é. Morrer pela pátria é glorioso. (sujeito: eu. mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. cujo núcleo funcione. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. a palavra base) do sujeito é.). O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. Nesse caso. guardem os brinquedos. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê. enunciado: Eu viajarei amanhã. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 . está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se..) Crianças.As formigas invadiram minha casa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. etc. pois. as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. o sujeito é o termo determinante. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. sua representação pode ser feita através de um substantivo. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso. tu.

portanto. nevar. . sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores. . Ninguém lhe telefonou. . de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa.” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas. Veiga).Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. . Normalmente. .Era à hora do jantar.Devagar se vai ao longe. . na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão. • Fazer. . .Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde.Era no mês de maio.Eram trinta de maio de 1980. . . . sendo.Faz dois anos que me formei.Onde houvesse festas e danças. entre “Carolina” e “conhece”. . o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases. . Nesse sentido. • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural. . mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. acompanhado do pronome se. passar.Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. . foi uma judiação matarem a moça.Nevou no Sul do país.Chovia torrencialmente. Choveu durante o jogo. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito.Há plantas venenosas.“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco.Havia quadros nas paredes. . • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.Carolina conhece os índios da Amazônia. sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).Na rua olhavam-no com admiração.Havia três noites que não dormia. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. relampejar. todavia.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: . sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2. decorrer).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. ali estava ele.” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular. Pode ser omitido junto de infinitivos.“De qualquer modo.Fazia um frio intenso.Havia três noites que não dormia. se estava calor. na frase Didatismo e Conhecimento 48 .Hoje fez muito calor. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. • Chover. com referência ao tempo. . o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser. . Não se trata. ventar. .Anoiteceu rapidamente.“Bateram palmas no portãozinho da frente. gear.” (Josué Guimarães) . . • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado.Ventou muito durante a noite. a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua. realizar-se. fiquem os dedos. o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -. . amanhecer. Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. Predicado .” (José J.É triste assistir a estas cenas repulsivas.Houve algo de anormal? . .” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. São construídas com os verbos impessoais.Assim como o sujeito. fruto de uma análise sintática. . a memória é mais vivaz. .“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. através do predicado.” (Tiago de Melo) . acontecer.Quando se é jovem.Aqui vive-se bem. . ser e estar. é índice de indeterminação do sujeito.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.Era penoso carregar aqueles fardos enormes. Exemplos: 1.Abria a janela. neste caso. . O pronome se.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral.” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato. o sujeito antecede o predicado. por isso. Na frase (1).

quando este puder ser facilmente subentendido. ou não.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo).” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há.. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia. aspiro. por natureza. transitivos. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). “Três contos bastavam. juntamente com o verbo.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito.. adjetivo. que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. Em outros casos é necessário um complemento que. pois têm sentido completo.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. nem aspiro à riqueza.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 . ou um verbo (ou locução verbal). 2. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo. Além dos verbos transitivos e intransitivos. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). mais contente.. constituem a nova informação sobre o sujeito. estar. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos.” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta.. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram. insistiu ele. pelo contrário.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme. etc. por si mesmos. denominados transitivos.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. Quanto à predicação classificam-se. etc.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. seguido. existem os de ligação. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento.Minha empregada é desastrada. isto é. Os verbos de ligação (ser. As folhas caem. Exemplos: 1. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1.” (Ciro dos Anjos) Observe que. “Não invejo os ricos. Há verbos que. invejo.. relacionando o predicativo com o sujeito. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. podendo.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. desciam = nova informação sobre o sujeito. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. Quando. __ Em poucos dias.Os manifestantes desciam a rua desesperados. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. entre “nós” e “fazemos”. o povo. o peixe. a ferocidade dos algozes inexcedível.” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias.” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. Exemplos: João puxou a rede. sem os seus complementos. um conteúdo significativo. os verbos puxou. Entretanto. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior. De qualquer forma. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento. Os animais correm.” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder. de complemento(s) ou termos acessórios). No primeiro caso. salvo se as cousas se complicarem. parecer. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. 2.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. verbos que entram na formação do predicado nominal. tem sentido completo. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração. Exemplo: As flores murcharam. quem encerram uma noção definida. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome.

chamar. simpatizar com ele. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição.” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele. Didatismo e Conhecimento 50 . Julgo Marcelo incapaz disso. assistir a ela. socorrer. agir. recorrer a ele. podem ser usados também na voz passiva.” (Gonçalves Dias) . os. resiste-lhe. Inês trazia as mãos sempre limpas. ferir. desagrada-lhe. fazer.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.. vir. proclamar.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo.. com preposição.” (Ciro dos Anjos) . unir. penetrar no mundo que já morreu.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico. • Verbos intransitivos passam. agradeço-lhe.” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial.. convidar.“Morrerás morte vil da mão de um forte. crescer.” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos. obedece-lhe. Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. conheço-as. encontro-os. desobedecem-lhe.” (José Geraldo Vieira) “Dr. . Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente. prejudicar. sair.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros. sagrar.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. avisar. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa.“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico. ver.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. suar.” (Graciliano Ramos) . repugna-lhe. investir contra ele.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto. quero-lhe (=quero-lhe bem). em geral. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe. valeu-lhe..“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes. brincar. chamado objeto indireto. ver. chegar. bate-lhe. considerar. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado. características): .” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea. puxar da faca. levar. ter.“Tinha testa enrugada.” (Marquês de Maricá) “Então. achar. . lhes. latir.Entrei em casa aborrecido. estimar. abraçar. paga-lhe. castigar.” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou. Leandro proverá a tudo.“Inútil tentativa de viajar o passado. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto. Pertencem a esse grupo: julgar.” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. etc. as: convido-o. sucede-lhe. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar. deixar. achar. tomar do lápis. não ligar para ele. atentar nele. nascer. O povo chamava-os de anarquistas. um complemento sem preposição. apraz-lhe. colher. mentir. incomodo-a. ter. a. elogiar. encontrar. adoecer.” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito.. perseguir.Cheguei atrasado. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente. tremer. como quem vivera vida de contínuo pensar. anuir a ele. . tornar. etc.. brilhar. desculpar.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer. dizer. etc. declarar.” (Alexandre Herculano) .” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. etc. comprar. imitar. saldar. perdôo-lhe. claro. rir. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. ir. pensará que estou atirando aos nhambus. etc. adotar. cumprir com o dever.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. lhes. receber.” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia. pegar de uma ferramenta.“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) . os pronomes o.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele. eleger.” (Viana Moog) . • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva.” (Luís Jardim) . designar. isto é. encontrar.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. depender dele. interessalhe. encontrei-a muito previnida.Fui cedo. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe. entristecer. “Deus vos fez padre e bispo. ocasionalmente.Passeamos pela cidade. contrariar. “Trabalho honesto produz riqueza honrada. nomear. . coroar.” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo.

A crisálida vira borboleta. contribuir(para). pedir. crer(em). servir. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. dar. um estado ou modo de ser do sujeito. ensinar. que admitem mais de uma preposição. entregar. (tratar=lidar).” (A. Pedro fez-se lívido. relativamente à predicação. Esses verbos. em). Minha proposta saiu vitoriosa. podem pertencer ora a um grupo. carecer(de). (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos. em contra). obedecer. lutar(contra). De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo. prometer. outro indireto. etc. atentar(em). variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. relatar. mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. disse adeus e fui andando. Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase. anuir(a). A mesa era de mármore. Dona Cléia dava roupas aos pobres. A empresa fornece comida aos trabalhadores.” (José J. imutável. sem mudança de sentido. lembrarse(de). atribuir. aspecto transitório: Ele é doente. • Há verbos transitivos indiretos. como atirar. Os verbos. concomitantemente. Mário encontra-se doente.. se ela me preferisse a você. João ficou zangado. Oferecemos flores à noiva. A operação resultou inútil. Fiquei à sombra. agradar(a). • Verbos como aspirar. O verbo ser. O dia continuava chuvoso. Exemplos: No inverso. repugnar(a). contentar-se. etc. apresentar. com). (aspecto permanente). investir. obedecido) por João. Exemplo: O homem anda. ora a outro. É desagradável tratar com gente grosseira.de). (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. narrar. pagar.” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô.. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. chamar. no predicado nominal. Anda com dificuldades. perdoar(a). dispor. As águas podiam estar poluídas. doar. As crianças estavam com fome. ansiar(por). As matrículas acham-se abertas. recorrer(a). (intransitivo) O cego não vê o obstáculo. As crianças tornam-se rebeldes. atirar(a. Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. O mar estava agitado. querer(a). Excetuam-se pagar. Perdoa-lhe tudo. de. Outros mudam de sentido com a troca da preposição. A ilha parecia um monstro. Parece que vai chover. prevenir. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. aprazer(a). informar. (tratar=cuidar). O moço anda (=está) triste. resistir(a). verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva. assistir(a). • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. Eu não sou ele. Ele permaneceu sentado. perdoar. não têm classificação fixa. (aspecto transitório). Todos andam apreensivos. explicar. perdoar. aludir(a). ceder. cogitar(em. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. obedecer(a). proporcionar..” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. (transitivo direto) Deram 12 horas. (intransitivo) O homem anda triste.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). (de ligação) O cego não vê. pagar(a). perguntar. obedece) o médico. A tentativa resultou inútil. zombar(de). entram na formação do predicado nominal.” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. aconselhar. presidir(a).. Ceda o lugar aos mais velhos. Eu não estava em casa.. por exemplo. investir(contra. (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. O fato pareceu-lhe estranho. assistir. como nestes exemplos: Trate de sua vida. A Lua parecia um disco. confiar(em). oferecer. bater(em). Eles devem ser irmãos. cuidar(de). propor. A vida tornou-se insuportável. traduz aspecto permanente e o verbo estar. contentarse(com. A árvore ficou sem folhas. O portão permanecerá fechado. precisar(de). Didatismo e Conhecimento 51 . A água está fria. interessar(a). Ele está doente. ofertar. obstar(a). e pouco mais. Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina.. conspirar(contra). ao qual se prende por um verbo de ligação. devolver. preferir. aspirar(a). gostar(de). Exemplos: A Terra é móvel. (intransitivo) A terra dá bons frutos. Os premiados foram dois. A Lua ia (=estava) alta. valer(a). O médico é pago (perdoado. • Em princípio. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria.

” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. normalmente.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza. Raros são os verdadeiros líderes. mas não o encontrei. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.. Esta é a casa que eu vendi. não regido. • Normalmente..” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto. Quem são esses homens?.. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. “E até embriagado o vi muitas vezes. Complemento Nominal. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. A doença deixou-me sem apetite. Ninguém me visitou. Exemplos: As plantas purificaram o ar. 3. A mãe viu-o desanimado. A árvore que plantei floresceu. perder-vos-ei de vista. Esta. Didatismo e Conhecimento 52 . “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente. Alguns chamam-no (de) impostor.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi. Muitos consideram-no (como) um sábio. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira. Nós julgamos o fato milagroso.. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta.”. Estimo-os muito. Julgo inoportuna essa viagem.. os. O povo aclamou o imperador e a imperatriz.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. Marta entrou séria. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto. Chamavam-lhe poeta. “Vós haveis de crescer. me. Ele é tido por sábio...” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja. é facultativa. Unimos o útil ao agradável. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. vos: Espero-o na estação. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal. eu vos amo. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal. Não me convidas?. Observações: • O predicativo objetivo. Exemplos: O trem chegou atrasado. O prisioneiro foi encontrado morto. as.”. • Pelos pronomes oblíquos o. Excepcionalmente. não vem regido de preposição.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória. As paixões tornam os homens cegos. Integram (inteiram. Avisamo-lo a tempo.. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto). pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Silvinho acha-se um gênio. completam) o sentido da oração.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho. os retirantes iam passando. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço. Os presos tinham os pés inchados. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. ela o faz com cuidado. São os seguintes: 1.) O menino abriu a porta ansioso. Sílvia olhou-se ao espelho. Meu Deus. Houve grandes festejos. Que linda estava Amélia!. Lentos e tristes.” (Ferreira Castro) Procurei o livro.. nos.. (que:objeto direto de plantei).. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. Ela nos chama. Todos partiram alegres. Ela adotou-o por filho.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. Ele será eleito presidente. O professor sorriu satisfeito. Agente da Passiva. (=O trem chegou e estava atrasado. de preposição. te. 2. em certos casos. O povo elegeu-o deputado. como vemos dos exemplos acima. Lembro-me dela com saudade. a.. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. Procuram-na em toda parte.. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos. O soldado foi julgado incapaz. sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. Completamente feliz ninguém é. O cosmonauta foi aclamado como herói. eu não entendia certas coisas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel... se. às vezes vem regido de preposição. As batalhas sagraram-no herói. (=Lembro-me dela saudoso. Novo ainda.” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes.”.. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor.

“Vence o mal ao remédio. geralmente a preposição a. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros. como às crianças. ela os montava em pêlo. Ceda o lugar aos mais velhos. (no filho) Anseio pela tua volta. e não mulher feita. o drama intensificava-se.” • Com certos pronomes indefinidos.” (Machado de Assis) “De mais a mais. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. molhou a ambos. evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase.) Didatismo e Conhecimento 53 . pegou da agulha. prejudicas a ti e a ela. “Ao poeta Drummond. convencer ao amigo (convencê-lo).”.) Peço-lhe desculpas. enfim. como a um irmão. A quantos a vida ilude!. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. pegou do pano. “A tudo e a todos eu culpo. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo. “E dali em diante.: “Arrancam das espadas de aço fino. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. engole-os a obscuridade.”.” • Em construções enfáticas.”. ordinariamente. Olho Gabriela como a uma criança.”. como todos ali. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. Atentou contra a vida do rei.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu. muitos o louvam. “Provavelmente. Assistimos à missa e à festa. confessor e letrado nunca enganes.”. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. por que amas a uns e odeias a outros?. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos.”. “Seus cavalos. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial. deu um beijo em Adelaide. que mora mais além. facultativa. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase. mas poucos o seguem.. Responderei à carta de Lúcia. atirar com os livros sobre a mesa. o complemento de verbos transitivos diretos. • O objeto direto preposicionado. Amemos a Deus sobre todas as coisas.”. “Abraçou a todos. Deparei com um estranho.”. enfático ou redundante.” • Em certas construções enfáticas. Deus lhe perdoe.”. Representa. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. O pai batia-lhe.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo. referentes a pessoas. quando soube do caso.”. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra.”. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro. nos cinco outros. “Se eu previsse que os matava a ambos.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. “Como fosse acanhado. (Peço desculpas ao professor. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos. “Tratava-me sem cerimônia. de plena satisfação. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres. a harmonia da frase. Obedeço ao regulamento. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono.”. vem precedido de preposição. ao pai o filho amado. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia.” • Com nomes próprios ou comuns.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram. “A inimigo não se poupa. “Também se adormece a fome. O bem. como puxar (ou arrancar) da espada. é obvio.”..”. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos. “Imagina-se a consternação de Itaguaí. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!.”. a(s) e não lhe. pegar da pena. se faz com as formas o(s). Gosto de frutas e de doces.”. “Chegou a costureira.”.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências. lhes: amar a Deus (amá-lo).. pegou da linha. Exemplos: O dinheiro.. (Disse a verdade ao moço. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela..”.. enganavam é a Pedro. não interrogou a ninguém.”. Absteve-se de vinho. a Caetano. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço.” • Em expressões de reciprocidade.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava. “Amava-a tanto como a nós. etc. Aludiu ao fato. “A estupefação imobilizou a todos. impedindo construções ambíguas: Convence.”.. Aspiro a uma vida calma. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças.”. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. “Diabolicamente. cumprir com o dever. só ocorre com verbo transitivo direto. cantando. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. Aumente a sua felicidade. Ele zombou de nós. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo.”. quando possível. a feira deve incomodar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. “As companheiras convidavam-se umas às outras. A médico. Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico. a ênfase ou a força da expressão.”.”.”. tornando felizes também aos outros. isto é. fazendo sorrir.”.. Disse-lhe a verdade.. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. Preciso de ti amanhã.

(=Devolva o dinheiro a ele. perdoar as injúrias. etc. de certos substantivos. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Ela queixou-se de mim a seu pai. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto. A pessoa a quem me refiro você a conhece. Assisti ao desenrolar da luta. recordação do passado.” (Rui Barbosa) “Ah. Assistência às aulas. nos. Contenta-se com pouco. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto. regresso à pátria.. Exemplos: A defesa da pátria. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”. verbos de mesmo radical: amor ao próximo... Como atestam os exemplos acima. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. no caso. (=Rogo a você. incapazes de se moverem.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos. a condenação da violência.? (Machado de Assis) “E. entusiasmo divino. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido. te. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. resistir ao mal.. A proposta pareceu-lhe aceitável. obediente aos pais. em vez de complementar verbos. lhes. contra.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica.. resistência ao mal. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. Dê isto a (ou para) ele. Perdôo-lhe a ofensa.. remeter cartas. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. o paciente. (=Isto pretence a ti. (=Não lhe devolveram o livro... adjetivos) e alguns advérbios em –mente... aos brigões. O juiz confiou-lhe a guarda do menino. Exemplos: Obedece-me. compositor de músicas. queima de fogos. criação de impostos. Rogo-lhe que fique. Ele só pensa em si. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. adjetivos e advérbios.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil.” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem. perdão das injúrias. regressar à pátria. A coisa de que mais gosto é pescar. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso.) Não lhe foi devolvido o livro. Conheço o funcionário por quem fui atendido. Sobram-lhe qualidades e recursos. A cidade estava cercada pelo exército romano. Peço-vos isto. expressa ou implícita... incompleta. queimar fogos.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força. Vem regido comumente pela preposição por. vos. Não revelarei isto a ninguém.. recordar o passado.). Devolve-lhe o dinheiro. Beijou as mãos ao sacerdote. geralmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta.) • Nos demais casos a preposição é expressa. e a ira contra o mal. Muitos já estavam dominados por ele. O filme a que assisti agradou ao público. em. para e por. amar o próximo. a remessa de cartas. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial. Falou contra nós. com. Difere deste apenas porque. da beleza e do equilíbrio.. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. etc. “Para ele nada é impossível”. As preposições que o ligam ao verbo são: a. o medo de assaltos.. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. obedecer aos pais.) Devolveu-se-lhe o livro. criar impostos. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem. “O ódio ao mal é amor do bem. (=Peço isto a vós.. nada me abala relativamente ao Rubião. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. complementa nomes (substantivos. lhe. Isto te pertence. por ênfase. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós. O objeto indireto é sempre regido de preposição. útil ao homem. (=Obedece a mim. se. (=O livro foi-lhe devolvido. As pessoas com quem conto são poucas.). de.. remessa de cartas.” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. Esperei por ti. Não preciso disto. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. Os obstáculos contra os quais luto são muitos. os quais. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 .). basta-lhes xingarem-se à distância.. Conto com você. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries.. Vem sempre regido de preposição.

Não durma ao volante.criança com febre (=febril): característica . Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. Ele fala bem.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade . as ruas.)... (=De ouvidos atentos.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal. animal feroz. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem.. (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). um rapaz. que rua?.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas..homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . Júlio reside em Niterói. O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. acensorista. Talvez esteja enganado. ter medo do mar (compl. aulas de inglês: fim. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha. pertença ... qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. (=No domingo. muitas rãs. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. destruidor de matas. não ficaria ancorado como uma canoa. farinha de trigo. “Nicanor. desenvolve ou resume outro termo da oração.) ou. modo. (Devastam as florestas. companhia. árvores e plantações. declaração de guerra. “Cada casa arrumava.). aproximei-me da porta. adjetivo ou advérbio. As florestas são devastadas. tempo. Exemplos: D. • Pelos artigos: o mundo. indir. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos. aviso de perigo... declaração do ministro.). empréstimo do banco. amor de mãe. país cuja história conheço.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. Ande devagar.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo. água do mar (adj. expôs-me seu caso de consciência. negação.fio de aço. Compreendo sem esforço.” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. fim ou outra especificação: . • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. origem. Moramos aqui. etc. (=Naquela noite. determinar os substantivos.. filho de fazendeiros: origem . especialidade . ao passar para a ativa. Caúla. em outras palavras.. exprimir alguma circunstância. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. fala corretamente.presente de rei (=régio): qualidade ..” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . Errei por distração. de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. posse..adn. as mãos dele: posse. pouco sal. (Expulsaram-no da cidade.. imperador do Brasil. encontramos a felicidade.). Escureceu de repente.” (Povina Cavalcânti) “Ele.casa de ensino. ou a origem.). beleza das matas. terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. Maria é mais alta. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. empréstimo de dinheiro. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. este lugar..).). • Pelos numerais: dois pés. coisas a que era avesso. (errado). Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. adjunto adverbial e aposto. (certo).” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma.água da fonte. no terreiro em frente. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. pertença. Domingo que vem não sairei. folhas de árvores. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. “O pastor.. amor ao próximo. meio. região do ouro e dos escravos. herói de nossa gente.).. Saí com meu pai. assunto. Assobiavam-se as canções dele nas ruas.. foi um monarca sábio. Volte bem depressa. não dormi. capítulo sexto. a casa do fazendeiro. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. Ouvidos atentos.adv. (voz passiva) Tu o acompanharás. casa de madeira: matéria . cheiro de petróleo. o médico. Pedro II. etc. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal. aviso de amigo. terras férteis. modo.livro do mestre.. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. o guarda. descoberta de petróleo. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso. gosta do mar (obj. colheita de trigo. qual seja a de caracterizar um ser. intensidade. quinto ano.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. todos olham e não dizem nada. tudo foi destruído pela enchente. etc.nom. que modifica o sentido de um verbo.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. plantio de árvores. causa. lugar.

em geral. um animal. Não havendo pausa. é a base do governo. O aposto que se refere a objeto indireto.” (Raquel Jardim) De cobras. meus amigos. que se encerra com ponto de exclamação. sinal de tempestade iminente. Na escrita é separado por vírgula(s). seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. os dois surfistas atiraram-se às ondas. o que me levava a preferir sua companhia. (duas locuções verbais. por exemplo. As borboletas. chamada absoluta. “Acho que adoeci disso. está elíptico. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. morcegos. de beleza. O aposto. O espaço é incomensurável. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. ele e ela. destacam-se por pausas. Não pertence à estrutura da oração. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. nnca foi superado. O dia amanheceu chuvoso. leves e graciosas. Simão era muito espirituoso. a saber.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. são horas! “Olá compadre. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. não são banhados pelo mar. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. o romance Tóia. na escrita. de tudo ela tinha medo. título. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. bichos. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. Os apostos. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. (um verbo. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. indicadas. O aposto não pode ser formado por adjetivos.” (Machado de Assis) “Correi. a Rua Osvaldo Cruz. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos. (dois verbos. do espaço. etc. eh!): “Tem compaixão de nós . Didatismo e Conhecimento 56 . mande-me cá o Padilha. fato que me deixa atônito. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. uma coisa real ou entidade abstrata personificada. olá. não há aposto. o período é composto quando traz mais de uma oração. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. o escritor João Ribeiro. o teu defensor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. senhor de engenho. Exemplos: Rapaz impulsivo. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (uma locução verbal. da intensidade das coisas. Só não tenho um retrato: o de minha irmã. (Período simples. oração absoluta. Exemplos: Pegou fogo no prédio. dois pontos ou travessões. ponto de interrogação ou com teticências. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. como romancista. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. Mário não se conteve.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). O período é simples quando só traz uma oração. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. duas orações) Está pegando fogo no prédio. não haverá vírgula. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. “Irmão do mar. isto é. (Período composto. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. o Colégio Tiradentes. correi. uma oração) Quero que você aprenda. o que me obrigou a ficar em casa. filha do velho coronel Tavares. às vezes. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. às vezes. por vírgulas. refere-se a toda uma oração. que pode ser uma pessoa. Nogueira. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. a Bolívia e o Paraguai. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. ó sol de maio. Este escritor. esvoaçavam num balé de cores. mas predicativo do sujeito: Audaciosos.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Mensageira da idéia. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. Nas frases seguintes. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. o rio Amazonas. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. mais alto. o qual.) Quero que você aprenda. No exemplo inicial.

todavia.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. a vontade. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa. Ele é teu pai: respeita-lhe. ou seja. porém. ou retirava-se logo. logo. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. se nos depara nos próprios animais. apanhei o embrulho e segui. ora.” (Cecília Meireles) Tens razão.” (Machado de Assis) “Em aviação.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem. Havia muito serviço. pois. há uma paz profunda na casa deserta. 4. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador. antes. mas. . desonra.. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). no entanto. seja. pois. Há entre elas. mas ainda. mas aceitam-na.” (Jorge Amado) . sentei-me.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e. Exemplo: Os torcedores gritaram. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação.. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto. mas não convence. este período composto: Passeamos pela praia.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas.. seja.. O mar é generoso. ou..As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. porém às vezes torna-se cruel. contudo não te exaltes. contudo. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior.. não mereces fé. não só.. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. Ele me ajudou muito.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. o ouro infama. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior. avilta... ou seja. / recordamos os tempos de infância. / vibraram. O instinto social não é privilégio do homem. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem. Venha agora ou perderá a vez. por isso. As pessoas não se mexiam nem falavam. Estudei bastante / mas não passei no teste. por uma conjunção coordenativa conclusiva. logo. OCA OCA OCA “Inclinei-me. ou seja. Saí da escola / e fui à lanchonete. entretanto ninguém trabalhava. ora. As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas.” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. por uma conjunção coordenativa alternativa.ou. / brincamos. por uma conjunção coordenativa adversativa. / sofreram. quer. A doença vem a cavalo e volta a pé. por exemplo. as lanchas se movimentam lentamente. nem. uma relação de sentido. 2. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior.. Raimundo é homem são. portanto deve trabalhar. Didatismo e Conhecimento 57 . os saveiros acompanham. como já dissemos. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. entretanto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. “É dura a vida. / portanto merece minha gratidão. mas também. é claro. Pode ser: 1. “Jacinta não vinha à sala. por uma conjunção coordenativa aditiva.” (Renato Inácio da Silva) Considere. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou.” (Machado de Assis) “A noite avança. uma não depende da outra sintaticamente. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista. Vives mentindo.. ou seja. não só. A espada vence.. quer.

por mais que. Conjunções: se. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes. “Maximiano temera que o coronel o agredisse. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. conversa um pouco e logo sai correndo. Se o conhecesses. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. Ninguém podia queixar-se. pois (ou porque) o nariz dela sangra. Não fui à escola / porque fiquei doente. pela simples razão que ele não existe. que. talvez teríamos perecido todos. substantivas e adjetivas. por uma conjunção coordenativa explicativa. ainda que. sem que estudes muito. cidadãos. (adjunto adverbial de causa) Veja. e tudo teria sido diferente. como (= porque). como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. já brilhava intensamente. Como ele estava armado. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo.” (Jorge Amado) “Velho que sou. pois que. “Se convidada. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. Irei à sua casa / se não chover. visto que esteve doente. Não posso ir hoje. que não nasci ontem. (a menina) senta no colo da gente. “A mim ninguém engana.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. mesmo que. ele é classificado como período composto por subordinação. 5. apesar de. tanto mais que meu filho está doente. ninguém ousou reagir. ou seja. Decerto alguém o agrediu. visto que. caso a experiência tenha êxito. temos que agir nós. contanto que. Não sairei de meu consultório. de justificativa em relação à oração anterior. Leve-lhe uma lembrança.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. fossem os olhos mais enviesados. Poderão chegar lá ainda hoje. Você pode ir. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. porque é pior para ti. por isso que sou pobre. subordinada a ela. apenas conheço as flores do meu tempo.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. repreendi-os severamente. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação. que ela aniversaria amanhã. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. “Faltou à reunião. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. salvo se acontecer algum imprevisto. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). porquanto eu estava cumprindo o meu dever. Não poderás ser bom médico. Não mintas.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. no entanto. agora. sem. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. sendo. ou um minuto depois. que te abençôo. Conjunções: porque. portanto. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. impedir sua realização.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. pois arfava muito.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste. de tão violento que ficara. a não ser que. pois. contanto que (ou desde que) volte cedo. se bem que. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . Conjunções: embora. desde que. porquanto. a menos que. Não encontrei o livro em nenhuma loja. 2. Como não me atendessem.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). ora o rasgava freneticamente. conquista-a. porque. não o condenarias. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que.

não fosse o coração saltar-lhe. o moço ergueu-se rápido. Cumpriremos nosso dever. quando quer se perder.” (Graciliano Ramos) 4. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense. O jornal. como sabemos. a História se repete. como (=conforme). Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. visto que. enquanto os outros escutavam silenciosos. “Fiz-lhe sinal que se calasse. há em todas as coisas um sentido filosófico. mal (=assim que). Como diz o povo. que. nem por isso o respeitava menos. vimos toda a extensão da catástrofe. OP OSA Temporal Formiga. Fleming descobriu a penicilina por acaso. de maneira que pude prolongar minha viagem. não me ouviram. porque (=para que). Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. quando escurecia. pois que. Conjunções: quando.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. “Lá pelas sete da noite. Vim hoje. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral. depois que. Por incrível que pareça. por mais que o cocheiro os sofreasse. “Nem que a gente quisesse. Um dos garimpeiros falou. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença. Todas as vezes que agredimos a natureza. logo que. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos. segundo. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. sinceramente confesso que o admiro. a fim de que. rosto no pó. sempre que.” (Fernando Namora) “Ainda assim. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. “Corria para a rua. como (= porque).” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. Por mais que gritasse.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. a estontearse.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa.) Ajudava-os em tudo. “Digo essas coisas por alto. Sempre que vou à cidade.” (José Geraldo Vieira) 7. pequenos que sejam.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. não andei tão depressa que amarrotasse as calças. Conjunções: para que. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. “Como deveis saber. eles não sabiam o nome de sua cidade. Conjunções: porque. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos. são ouvidos com agrado. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. ainda assim arriscou uma opinião. O responsável deve ser punido. cria asas.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5.” (Ramalho Ortigão) 6.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Ontem estive doente. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico. As notícias de casa eram boas. Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. todos o procuravam. para o tumulto. sem que isso fosse de minha obrigação. é um grande veículo de informação.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. as casas se esvaziam. conforme lhe prometi.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . o Major não faltava.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. ela se volta contra nós.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. passo pelas livrarias. que.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro. fossem quais fossem as conseqüências. Júlio César resolveu passar o Rubicão. cruzou os braços no peito. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra. enquanto. assim que. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. para o trabalho. de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. “Chovesse ou fizesse sol.” (José J.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. quem quer que seja. manteve-o apertado contra o peito. segundo as ouvi narrar anos depois. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. Embora não possuísse informações seguras. Consoante opinam alguns. os povos se levantam. Mal chegamos ao local. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. Os louvores. conseguiria esquecer.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). por exagerada que seja. devia ser melhor que aquilo. tristezas não pagam dívidas. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. Conjunções: conforme.

ao passo que os preços sobem. Veja que horas são. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: .. as casas iam rareando. Indaguei de quem eram aqueles quadros. Não posso dizer qual delas é a mais feia. diz-se. como no exemplo acima.depois de um verbo de ligação + predicativo. como o imã atrai o ferro. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. . num período... Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio. ocorrer. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude. tanto que me pediu um prazinho para a resposta.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse.” (Graciliano Ramos) 8. Ex. Ignoramos como se salvaram. sem que a guerra o arrebatasse. cumprir. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos. como sabe-se. 9. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.) Aconselha-o a que trabalhe mais.: Convém que todos participem da reunião. Ex. é certo. OSA Proporcional OP À medida que se vive. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. (= O mestre exigia a presença de todos. Observe: É importante sua colaboração. Perguntaram quem era o dono da fábrica. contase.: Sabe-se que ele saiu da cidade.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos. O valor do salário. ao passo que. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. quanto mais. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. (= Não me oponho à sua viagem.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. etc. (sujeito) É importante / que você colabore. Ex. quanto menos. Didatismo e Conhecimento . etc. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Observe: Necessito de sua ajuda. Rui voltou para casa como quem vai para a prisão. vai diminuindo. em construções do tipo é bom. que (combinado com menos ou mais). À proporção que avançávamos. assim como. Ignoro quantos são os desabrigados. geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. Conjunções: como. (tão). urgir. exercem funções sintáticas próprias de substantivos. tal como.depois de expressões na voz passiva. Conjunções: à medida que. mais se aprende. como. que assustava os transeuntes. Elas podem ser: 60 1. podia erguê-lo ao sol. Ela é bonita / como a mãe. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse.depois de verbos como convir. Observe: O grupo quer a sua ajuda. 2. Certos cantores gesticulam mais do que cantam. é conveniente.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar.) Mariana esperou que o marido voltasse.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. constar. Obs. é útil. tanto como. Lembre-se de que a vida é breve.” (Jônatas Serrano) 3. Como a flor se abre ao Sol. tal qual. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). assim minha alma se abriu à luz daquele olhar.: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo.. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. (objeto direto) O grupo quer / que você ajude. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus.: É certo que ele voltará amanhã. Daremos o prêmio a quem o merecer. . à proporção que.

4.) Parece que a situação melhorou. Exemplo: Seu desejo. Didatismo e Conhecimento 61 ..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore.) Minha esperança era que ele desistisse.” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. Não sou quem você pensa. Ficou provado que os documentos eram falsos.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. vindo sempre depois do verbo ser. (= Sou favorável à prisão dele.” (Dom Eugênio Sales) 5.. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes. qual. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. Importa que saibas isso bem. como. OP OSA Restritiva Nesse exemplo. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. Exemplos: Não sei quando ele chegou. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal.) e podem ser classificadas em: 1. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que . tornou-se realidade. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure. quem. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem. É bom que você venha.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. (Seu receio era a chuva. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. (= Sua colaboração é necessária. na esperança de que me chamasse. também. etc. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente. Arnaldo foi quem trabalhou menos. entre vírgulas. Para alguns a pátria é onde se está bem. desde a tarde. (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. Pedra que rola não cria limo. cujo. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. Observe: Estou convencido de sua inocência.” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. Não é segredo que os dois não se entendem.) Estava ansioso por que voltasses. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Convém que sigas uma profissão.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos. Não consta que ele fosse anti-religioso. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. quanto. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. Observe: O importante é sua felicidade. que o filho recuperasse a saúde.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer. intercaladas à oração principal. etc. Diga-me como resolver esse problema. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. Sê grato a quem te ensina. Podem vir. Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. Aconteceu que não o encontrei em casa.” (Carlos Castelo Branco) 6. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. tais como quando. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome.

Exemplos: . O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. . O período agora é composto por coordenação. .Precisando de ajuda.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. / telefone-me. acabou na miséria. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. reduzida de infinitivo. / encontrei o professor de inglês. que o poente avermelhava. Observações: . Note-se também que há pausa (vírgula. que passe por ali à noite. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 .” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. Precisando de ajuda. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo.” (Inácio de Loyola Brandão) 2. o que não acontece com a oração adverbial causal. / que mora na Bahia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. que é nosso pai. porque seus olhos estão vermelhos. subordinada adverbial Acabado o treino. que traz o efeito.O infinitivo. saindo depressa de casa. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. os jogadores foram para o vestiário. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. Ao entrar na escola. Rosa chorou. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. telefone-me. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. Se precisar de ajuda. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. nos salvará. que cultiva com carinho. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. Exemplos: Preciso terminar este exercício. imperativa.Acabado o treino.Ao entrar nas escola. reduzida de gerúndio. os jogadores foram para o vestiário.” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. mas como o próprio nome indica. muitas vezes. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. Alguém. nem por isso deixam de existir. Ele está jantando na sala. Há casos também de orações reduzidas fixas. Exemplo: O escritor Jorge Amado.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. “Há saudades que a gente nunca esquece. que é efeito. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. poderá ser assaltado. esclarecendo um pouco mais seu sentido. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. Essa casa foi construída por meu pai. Quando entrei na escola. isto é.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento. que nasceu rico. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. Ele tem amor às plantas. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. / os jogadores foram para o vestiário. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. “Olhou a caatinga amarela. telefone-me. Valério. OP OSA Explicativa OP Deus. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes. conforme o caso. (infinitivo) . Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade. (gerúndio) . Assim que acabou o treino. reduzida de particípio. encontrei o professor de inglês. gerúndio e particípio). ao lado qual estava o baú de roupas. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. Exemplo: O homem fechou a porta. encontrei o professor de inglês. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. / lançou um novo livro. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.

c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. entramos na escola. tanto nominal quanto verbal. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. objetiva direta c) objetiva direta. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. EXCETO em: a. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. É bom que você venha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. d) O oficial perguntou de onde vinha. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. (SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. na concordância. coordenadas entre si e) objetos indiretos. objetiva direta. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5. e) Não sei se o vinho está bom. objetiva indireta 6. adverbial temporal. não vivia no coco como a do Santa Rosa. e se não sabia notícias de Antônio Silvino. objetiva direta. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 3. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. 2. pela emoção que emudece e paralisa. respectivamente: a) objetiva direta. subjetiva.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. Temos orações subordinadas. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». não há uma atitude inventada. pelo respeito. com valor estilístico). Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). Via-se muito que D. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. adverbial temporal. orações subordinadas adverbiais concessivas. nas suas flexões. Não esqueças que é falível. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. b) Não lhe tocara no assunto. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. “Concordar” significa “estar de acordo com”. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. com as palavras de que dependem. coordenadas entre si d) objetos diretos. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». (MACK) «Na ‘Partida Monção’. c) O aluno fez-se passar por doutor. subjetiva b) subjetiva. orações subordinadas adjetivas. adverbial temporal d) subjetiva. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. d) Precisa-se de operários. Chegados que fomos. orações subordinadas adjetivas. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. a oração «para cortar» em relação a «não bate». 7. objetiva direta e) predicativa. Assim. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. Didatismo e Conhecimento 63 .

.esperavam-nos alguns tios e tias maternos. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo.” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros.acerca do possível ladrão ou ladrões.. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso. Estudo a língua inglesa e a francesa.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos.grande número de camareiros e camareiras nativos.. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados. “. muito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada). “Seu Príncipe e filhos. Os campos estavam floridos.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos. “O César e a irmã são louros...” (Érico Veríssimo) “. etc.” (Carlos Povina Cavalcânti) “.. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância.” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos.” (Alexandre Herculano) “. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito.toda ela (a casa) cheirando ainda a cal.. a tinta e a barro fresco. A ciência e a virtude são necessárias. “..” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos.” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa. o adjetivo concorda. algo. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade.esses números nada têm de precisos. “O céu e as árvores ficariam assombrados.. III. ou com o substantivo mais próximo. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos.” (Pedro Nava) “..” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas..” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.. da clareza e do bom gosto.” (José de Alencar) “.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma. as colheitas seriam fartas. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila. em geral. a casa. pronome.asas e peito matizados de riscas brancas. por atração. Aqueles vícios e ambições.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta. quanto de feia. Seus planos e tentativas. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada..” (Mário de Alencar) “. com os quais fomos viver. apareci com o rosto e as mãos muito marcados. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero. É proibida a caça nesta reserva.).” (Luís de Camões. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora. Seus olhos têm algo de sedutor. 124) Didatismo e Conhecimento . adjetivo). Os Lusíadas..um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora. Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo..” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes. ocorrem dois tipos de construção. mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia.. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa. o templo. Todavia. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. tanto. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. Os adjetivos regidos da preposição de. com a função de adjunto adnominal.” (Herman Lima) “Ainda assim.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos. Por que tanto ódio e perversidade?.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos.. sexo e profissão.. O dedo indicador e o médio estavam feridos. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes. quando posposto.. em roda. Concordância Verbal – variação do verbo. que. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. um e outro legítimos. Os dedos indicador e médio estavam feridos...

” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes. Se anteposto ao objeto. não é mau. a folha da tristeza. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. em geral. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. eu lhe garanto. “Vi setas e carcás espedaçados”. Vossa Alteza foi bondoso. Havendo determinação do sujeito. a corveta e o navio foram a pique. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. etc. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. como no último exemplo. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome. são merecedores de nossa confiança. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão. Passadas duas semanas. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. poderá o predicativo.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas. às refeições. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. (= indispensável) “Se eram necessárias obras.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. neste caso.. “Vossa Excelência está enganado. o esforço e o amor. É necessário ter muita fé. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. é preciso. Dezenas de soldados foram feridos em combate. é necessário. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. Os jogadores tinham sido convocados. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa. procurei o devedor. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. O que não é admitido é a greve abusiva. um coletivo numérico. Foi feita a entrega dos convites. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 . o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. Quando o núcleo do sujeito é. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso. ou sendo preciso realçar o predicativo.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores. A noite torna visíveis os astros no céu límpido. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas. quando se flexiona.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom. que se fizessem e largamente.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo. Minhas três coleções de selos são postas à venda. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. foram precisas treze mil estacas. pode-se. Doutor Juiz. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito. “Água de melissa é muito bom. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios. senhores Ministros.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento. e deitou-o no jazido de sua esposa”.

” (Autren Dourado) • Só. o menor. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. No sentido de inteiramente. Significa visivelmente. Como palavra denotativa de limitação. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. como se os tivesse visto. O médico atendeu o maior número de pacientes possível. há nítida tendência. quando ele [Rubião] saiu. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais. na sala iluminada. como sério. Exemplos: Um e outro livro me agradaram. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. • A olhos vistos. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus. As meninas iam todas de branco. inclusa. nossa cruz. incluso. Como adjetivos.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. Usado em expressões superlativas. A casinha ficava sob duas mangueiras.. por si sós. raro. alto. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito. e. claro. que a cobriam toda. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis. só [sozinho.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. o adjetivo possível no plural. para se usar. juntas. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. Só eles estavam na sala. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. Como se vê dos exemplos citados.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo. Como adjetivo. o menos. costuma-se flexionar. etc. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca.” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. Elas só passeiam de carro. vai a relação das mercadorias. Remeto-lhe. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo. este adjetivo ora aparece invariável. com os quais fiz boas amizades. completamente. referida a indivíduos de sexos diferentes. uma fotocópia do recibo. • Adjetivos adverbiados. • Todo. único] concorda em número com o substantivo. ora flexionado: “A volta.” (ledo Ivo) “.” (Maria José de Queirós) Junto. etc. “Há pessoas que parecem nascer errado. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. outro. Esses produtos passam a custar mais caro.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. [ou mais barato] Estas aves voam alto. bastariam para torná-los célebre. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema. disse a secretária. estou lhe enviando algumas fotos. Certos adjetivos. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. leso... As fotos foram enviadas junto com a carta. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria.. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. anexas. Eles estavam sós. as características do solo são as mais variadas possíveis. • Possível. sozinho]: Estávamos a sós. ficam invariáveis: Vamos falar sério. o outro. Remeto-lhe. “Elas moram junto há algum tempo.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível. é invariável. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. no português de hoje.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente. por interesse. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. Locução adverbial invariável. caro. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia. Nem um nem outro livro me agradaram. neste caso.. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo. Suas mãos estavam todo ensangüentadas.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. o maior. duas cópias do contrato. equivalente de apenas. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. barato.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela.” (Autram Dourado). Esses dois livros. somente. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. Didatismo e Conhecimento 66 . A locução um e outro.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças.

Os Crocodilos.” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento .” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. olhos abertos e sentidos alertas. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. nesse caso. À noite. só restaria a árvore. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas. portanto.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. invariável: Estamos alerta. o ar tranqüilo com que as recebo. uma aflição.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª. e a modéstia da cas. Usada como advérbio.” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. uma angústia repentina começou a me apertar à alma. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. É palavra invariável: Gaste menos água. “Levi está inquieto com a economia do Brasil.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. Pela sua origem. no sentido de um pouco..” (José de Alencar) “Vida. atualmente.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu. a relva e o cestinho de morangos. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz. esperando pelo esconhecido. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso.” (Carlos Povina Cavalcânti) .” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo.. de prontidão.. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga. apareceram um jornal e uma vela. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. sendo. alerta [=atentamente. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha..” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi. Fica invariável quando advérbio. graça.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. há menos pessoas na praça.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. p. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia. “Todos os sentidos alerta funcionam. Vê que se aproximam dias bastante escuros. perturbou-o.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava. esta palavra é. • Bastante. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples. por isso.. esta palavra é invariável. a inveja que baba. As meninas ficaram meio nervosas. Exemplos: A porta estava meio aberta. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo. Os sapatos eram meio velhos. mas serviam.. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade. leva geralmente este para o plural. irmãos. em estado de vigilância] é advérbio e. Varia quando adjetivo. sendo composto e anteposto ao verbo.” (Martins de Aguiar) Contudo.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. Os soldados ficaram alerta..” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. 25) • Meio.. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. sentida antes como adjetivo. talvez. novidade. com ele concordará o verbo em número e pessoa. ao qual não faltam o talento e a graça. a cólera que inflama.” (Assis Brasil. Os emissários voltaram bastante otimistas. usar o verbo no plural. “Uma sentinela de guarda. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito.

nem dinheiro.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos. com sua comitiva.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. do contexto.) “Naquela crise. iniciou solenemente a missa.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só..” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês.” (Camilo Castelo Branco) Há.como.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem. freqüentemente. “O chefe ou um dos delegados.” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “.” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão.. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte. mas também. Nem eu nem ele o convidamos. valor relativo....” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique.. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende.” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. era amigo do Andrade. chegou a Paris às 5h da tarde. Didatismo e Conhecimento . nem nada a ninguém. atualmente. no entanto. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com. nem a alegria das flores. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo. isto é. no processo verbal. não só como também. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão.. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm.” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada. usa-se.” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. chegaram outros pretendentes. O presidente. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais. tanto. nem a pompa das folhas verdes..” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira... em bons autores.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência.. entra nela tu.” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa. tua mulher e teus filhos..” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação. “Na fazenda. etc. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta.” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos. o verbo no plural. nem Deus teriam força para me constranger a tanto. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade.” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância. Exemplos: O bispo. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto. com dois sacerdotes. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres. “Nem o mundo.Deus e tu são testemunhas.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem. comumente. não se recusa trabalho. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. muitas vezes. não me lembra. (Só um candidato pode ser eleito governador.

. a maioria de. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito. nada pôde satisfazê-lo. fica o registro.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está.. viagens..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas. grande número de.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar.” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado. em nome dos telespectadores. o gênio imperioso.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum. seguida de substantivo ou pronome no plural.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de. quando se quer salientar não a ação do conjunto. espetáculos.” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo.” (Machado de Assis) Jogadores.. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. efetuando-se uma concordância não gramatical..” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas. no singular..” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. falavam de coisas da vida. ninguém saiu do campo.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo. de mulheres penetraram na caverna.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 . assistentes.. o João-ninguém. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho. etc.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. Um bloco de foliões animava o centro da cidade. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes. etc. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. ninguém. o protesto.. agora é cédula de Cr$ 500.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos. baixinho. expressiva.. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes. o homem do povo. mas a dos indivíduos. com o pronome resumidor. coleantes. árbitro. Exemplos: Jogos. diversões. etc. quando posposto ao sujeito. o verbo concorda. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés. nada. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. nada. tudo isso me levou a fazer uma coisa única.” (Gastão Cruls) “. estouvado. contavam histórias. o vebo. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino. pode ir para o singular ou para o plural. de velhos.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre. caso contrário. “O entusiasmo. um prato de carne e um prato de legumes. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. parte de. Exemplos: O comer e o beber são necessários. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. este poderá ir para o plural. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta.” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo. formando grupos.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. alguns goles de vinho. grande número de. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou. tudo.

nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. uma das que • Quando.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho. Essa é a concordância lógica.” (Herman Lima) Visitei os presos.” (J. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical.” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância. geralmente preferida pelos escritores modernos. no caso em foco. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões. (Só um menino estava sentado.) Didatismo e Conhecimento 70 . . a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. usar o verbo no plural. Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. que assistiam àquela cena estupefatos. foi chamar o pai. (Jairo é o único empregado que não sabe ler. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. que estava sentado à porta da casa.quando o verbo precede o sujeito.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos. Um e outro.) Um dos cinco homens. Embora o caso seja diferente.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.como se vê dos exemplos supracitados. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala. como nos dois últimos exemplos. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. as duas concordâncias são igualmente legítimas. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. quando se deseja destacar o indivíduo do grupo. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. o verbo da oração adjetiva flexiona-se.) Ressalte-se porém. Por coerência. só Jairo não sabe ler. porque têm tradição na língua. no plural. (Todos os cinco homens assistiam à cena.. Pode-se. em orações adjetivas restritivas. soltou um grito de protesto. o verbo concorda. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros.. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). em regra. a concordância se efetua no singular. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler. Na linguagem culta formal.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível. é oportuno lembrar que.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma. ao empregar as expressões em foco. Todavia.” (Raquel de Queirós) Um dos que. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que. Observações: .” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. Dos meus empregados.” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito. Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda.. de preferência. nas orações adjetivas explicativas. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo. Ramalho Ortigão. Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina. portanto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria..” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.

o importante é saber que.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos.. Andes. em regra. à maneira dos primitivistas. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. Fostes vós que o elegestes. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.. etc.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. ficar de tanga e entrar a falar capiau. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. é comum deixar o verbo no singular. com estes últimos. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos.” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial. Lusíadas. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo. o verbo concordará. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. seguidos dos pronomes nós ou vós. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. meu caro. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz. muitos.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos.” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra.” (Machado de Assis) Todavia. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade. como Estados Unidos. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. Somos nós quem leva o prejuízo. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. que. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. com os pronomes quem e que.. desterrados.) Seja qual for a interpretação. em regra. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . por atração.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. poucos. o verbo concorda no singular. ou. (= Os bombeiros a salvaram.?” (Alexandre Herculano) “. como sujeitos • O verbo concordará. Devem ter fugido mais de vinte presos. em frases do tipo: Sou eu que pago. ou se o numeral for superior a um. na 3ª pessoa. Eram eles que mais reclamavam. neste caso. não me faça mal. Foram os bombeiros que a salvaram.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. como eu. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto.” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato.Sª. etc.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou. portanto não necessários ao enunciado.. “Fui eu que me pus a rir. nem da Espanha. no singular. “Espero que V. Assim: Sou eu que pago.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural. Fomos nós que o encontramos.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. Campinas. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos. o que é mais lógico. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis.. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me. “Montes Claros era um feudo daquel família.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa. quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram. Tratando-se de títulos de obras. caso contrário.

” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas. não é gramatical. sem que se vissem resultados concretos.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos.” (Almeida Garrett) Entretanto. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e. Sertões. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas. fazia quase vinte anos.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão.” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto.. Não pode haver rasuras neste documento.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. Assim: Não se pode cortar essas árvores. durante muitos dias. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania.” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros. o historiador e o novelista.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico.” (Josué Montelo) Quando saí de casa. “Chovera e nevara depois..” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. deve haver construções históricas em Nova Iorque.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos. predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher.Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista. deve-se aceitar as regras. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público. porém. Há de haver.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever. “Correram-se as cortinas da tribuna real. o verbo auxiliar concordará com o sujeito. Férias de El-Rei).” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas...” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário. Gataram-se milhões..” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando.” (Celso Luft) A concordância. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas. fazer (na indicação do tempo). tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural. nesse caso. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores.” (José Paulo Paes) “De preferência.. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros.” (Ciro dos Anjos) “Era loura. passar de (na indicação de horas). mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio.” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim. de análise e de protesto.” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas. “Haverá.” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago. quando usados como impessoais. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro).” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. neste caso. sem dúvida. passava das oito horas.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias. porque se efetua não com a palavra (Valkírias.” (Camilo Castelo Branco) Observações: . (sujeito: cortar essas árvores. (sujeito: árvores. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo. “Quando se joga. deve-se ler os dois... na voz passiva sintética.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver. Começou a haver abusos na nova administração. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo. mas ideológica.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos. (sujeito: ler bons livros. Ressalte-se. Vai haver grandes festas. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto.

” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo. Vós não sois eles. O resto (ou o mais) são trastes velhos.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa. Quem plantou essas árvores fomos nós.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos. é também lícita: “Tudo é flores no presente.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. deixa de ser impessoal e. isso. “Quando D.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses.” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter. no singular. no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade). Quem não ficou nada contente foram os camelôs.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas. permanentemente. respondeu Ângela.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites. ficou consternada.Existir não é verbo impessoal.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu.. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.” (Said Ali) “. senhores.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava. “Não. Mas: Eu não sou ele.” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores. no quintal. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta. era o que me pediam.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.o verbo chover. isto. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. o.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos. sempre mentiras. “Os bastidores é só o que me toca. Tu não és ele. são duas pessoas neste mundo.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros.” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 .” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo. por haver.” (Raquel de Queirós) .mas a minha riqueza eras tu. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) . principalmente.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos. impessoal.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres. Abílio era só problemas.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . impessoal.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas. “A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores.” (José J. A concordância com o sujeito. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó. sois vós.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. existir.” (Correia Garção) “Mentiras.. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa. com um banco embaixo. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores. embora menos comum.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu.

” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural...” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. equivalente a exceto... é demais. em frases como: Quando o trem chegou.. permanece invariável: A situação é preocupante.) (Hoje é dia seis de março.) Divertimentos é que não lhe faltavam. passava das sete horas. Matoso Câmara Jr.Hajam vista os livros desse autor.” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco. etc.. pouca gente manuseia hoje. a não ser escombros. • Na indicação das horas. “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis. Bem haja. é menos que (ou do que).Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de. a expressão.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista.. medida.” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. Seis quilos de carne é mais do que precisamos. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez.” (Machado de Assis) “. verbo hajam (=tenham). mil dólares era menos que um real. Exemplos: “As dissipações não produzem nada. concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março. fica na 3ª pessoa do singular. (= tenham vista. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo. o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora. é suficiente. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas. veja) . Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco. (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los. haja vista o incidente de sábado. (= São as mães que devem educá-los. Da mesma forma se diz. Seguida de substantivo (ou pronome) singular. evidentemente. convertido em sujeito da oração infinitiva. (= Então os dois se desentenderam.” (Eça de Queirós) . é mais que (ou do que).Haja vista aos livros desse autor. aquela obra.” (Celso Luft) .” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. a não serem dívidas e desgostos. entretanto na linguagem espontânea. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo. salvo.: “Seis anos era muito. (= olhe-se para. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes. A não ser • É geralmente considerada locução invariável. A não ser alguns pescadores. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui. cujo sujeito exprime quantidade. (= Eram os astros que os guiavam. senão. etc. Sujeito: os livros. Pode ser construída de três modos: .Pode-se. O verbo concordará normalmente com o sujeito. A situação é preocupante.) Nós é que trabalhávamos.Haja vista os livros desse autor. preço. objeto direto: vista.) Foi então que os dois se desentenderam... é pouco. ninguém conhecia aquela praia. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas. “Era hora e meia. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida. datas e distância .) Era uma vez • Por tradição.” (Said Ali) Observações: . vejamse) . respectivamente. com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos.) Os astros é que os guiavam.era perto das cinco quando saí.. foi pôr o chapéu..” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde.” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. deixar o verbo no singular.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito. data ou distância: Era uma hora da tarde. a não ser bonecos sem pescoço.” (J.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . Doze metros de fio é demais. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte. Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. (= Aqui se açoitavam os escravos. (= por exemplo. referente a horas.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. e não haja visto. ninguém o tratava pelo nome próprio. Exemplos: Nada restou do edifício.) “Hoje é dez de janeiro. Para ele.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade.O verbo passar. hajam vista os incidentes de sábado.

” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. Tentou-se aumentar as exportações.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão. parecia que não podiam com a enxada.. fica-se mais à vontade. Trata-se de provas. minha senhora.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar. com referência a horas. em ritmo moroso. Vamos. para regra da vida. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos. deu três horas o relógio da botica. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo. Pelas contas da Petrobrás.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência. no sentido de ser mais de. badaladas ou relógio: “Nisto. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. o verbo ao plural. No momento.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta. Outros exemplos: “Nervos.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano.. Não se conseguiu conter os curiosos.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva. horas (claro ou oculto). parecia caminharem no céu. Nesse caso.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. importa (ou convém) não esquecê-los. Não se pretende alcançar resultados imediatos..” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima.” (Alexandre Herculano) “.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores. parecia não terem dado por ele. Didatismo e Conhecimento 75 .” (José Américo) “As notícias parece que têm asas. já passa das oito horas – disse ela ao filho. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto.” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer. que pode ser hora. passava das 16 horas.” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério.” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. de aparência acabadiça.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo. Em casa.” (Armando Fontes) Observação: Pasar. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool. São problemas esses que não cabe a nós resolver. (faltava adquirir os livros) Esses fatos. Anotei os livros que faltava adquirir.. dar e soar • Referindo-se às horas. a palavra irônica do mártir. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. de preferência.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro.” (Cecília Meireles) “Outros. Exemplos. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida. que pareciam estourar no minuto seguinte. é verbo impessoal. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. “Não se trata de advogados. levam. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui. quando seguidos de substantivo no plural. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos. procura-se diminuir as importações. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques.. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças.quando as estrelas.. levava-se doze horas. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças.

(= Todos nós estávamos preocupados. os três milhares de plantas. (=Nós dois vivíamos felizes. com milhões. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal.. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar. Foram destruídos 20% da mata. Didatismo e Conhecimento 76 . “Contudo. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas. na enchente. seguindo o uso geral. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero.” (Machado de Assis) Mais de.) “Ficamos por aqui.) Na placa estava “veiculos”. Por isso. insatisfeitos. em tais frases. Exercícios 1.) Da velha casa não sobraram senão escombros. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas. alguns milhares de telhas. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores.. incorreto usar o verbo no plural. ou.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura. Sobrou mais de uma cesta de pães.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. seguido de substantivo no plural. (Ou seja: não resta nada. no masculino.Milhão. (= A palavra elas é um pronome pessoal. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano. o particípio ou o adjetivo podem concordar. bilhão e milhar são substantivos masculinos. mas só a primeira tem tradição na língua. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo. etc. Um quinto dos homens eram de cor escura. “Na União 90% dos homens andavam armados. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. Concordância com numerais fracionários • De regra.” (Eça de Queirós) Observações: .” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. no feminino.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. quando o número fracionário. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. por atração. senão ruínas. ou. ocorre um milhão de acidentes de trânsito. pela lógica. devem concordar no masculino os artigos. costuma-se usar o verbo no plural. e vem seguido de substantivo no plural. tem o numerador 1.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos.Se o sujeito da oração for milhões. Observação: Em casos como o da última frase. não se viam senão edifícios queimados. mercadores não tem a força de vendilhões. “Para os lados do sul e poente. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. a concordância do verbo efetua-se com o numerador. a concordância efetua-se. apertadas e confusas. pode-se.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. os seus amigos. sem acento.) Os dois vivíamos felizes. a não ser. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. no que se refere à concordância verbal. Não nos parece. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará. esses bilhões de criaturas. .. no Brasil. As duas interpretações são boas. (IBGE) Indique a opção correta. no masculino. entretanto.. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres).

b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. para: Estava apto para ocupar o cargo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça . (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa. 6.antipatia a.. d) Pintou-se as paredes de verde. 8.2 b) 2 ... c) Os livros estão custando cada vez mais caro. 8 .. d) Deve existir problemas nos seus documentos. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.. 16 .. disse a moça. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.... b) A casa estava meio desleixada.. 17 . de: Sua saída não foi agradável à equipe. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.1 . 5 . 9..atenção a. e) Já faz mais de dez anos que o vi.aversão a.2 – 2 e) 2 . 2. c) Faltava um banco e uma cadeira.. 11 . e) Nem uma nem outra questão é difícil.1 .acostumado a. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição.acesso a.dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada. com: Todos estavam acostumados a ouvílo..afável com.acessível a: Este cargo não é acessível a todos....2 . para: A reforma foi benéfica a todos.1 ..agradável a.. para com: Nunca deu atenção a ninguém. (2) velhas ( ) chapéu e calça . e) Choveram papéis picados nos comícios. em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira. lá voltamos.... o templo e a vila.1 . por: Sempre tive aversão à política. para: O acesso para a região ficou impossível. (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido. c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.. Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência.. 2 . e) Era a mim mesma que ele se referia. 3.1 . ( ) chapéu e paletó . 18 . 10 . por: Sentia antipatia por ela... (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5... 9 . 14 . c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada... 1 .amor a. 4 ..certeza de..2 . e) Ela comprou dois vestidos cinza. 15 . para com: Tinha um jeito afável para com os turistas...alusão a: O professor fez alusão à prova final. 6 . (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós. 7 . 13 .gosto de. (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10. Didatismo e Conhecimento 77 . Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns.1 . 3 . ( ) calça e chapéu . a) 1 . d) Decorridos um ano e alguns meses. d) De casa à escola é três quilômetros..1 ..1 . (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema. em: A certeza de encontrálo novamente a animou.... 4.2 . lá voltamos. por: Ele demonstrava grande amor à namorada..1 .... c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.1 – 2 7. b) Atendeu-se a todos os clientes.2 c) 2 ..adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima.grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar.1 d) 1 . 12 . com...apto a... (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro. ( ) chapéu e camisa ..benéfico a... d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. c) Decorrido um ano e alguns meses.2 ..favorável a: Sou favorável à sua candidatura.

21 .Nervoso. . (VTD) .útil: a. ter direito ou razão. a um cargo. para .respeito a. título desistir.passível de: As regras são passíveis de mudanças. Todos querem assistir a ele. de: Junto com o material.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 .vazio: de .Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas.Lamento não poder atender à solicitação de recursos. . A mãe abraçoua com ternura. com . o verbo não aceita o pronorne lhe. (VTI) Nesse caso. .Eu ajudavaa no serviço de casa.suspeito: de . de. (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por. (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) . entre. .O filme é ótimo. (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços. satisfazer.coerente: com .vizinho: a. em. entrou em casa e bateu a porta. (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer.Nunca abdicarei de meus direitos. (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar.versado: em . . (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito. (VI) . Pedro abdicou em 1831. com. Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder. (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto. ajudar. residir é intransitivo e exige a preposição em.preferível a: Tudo era preferível à sua queixa.alheio: a.inerente: a .Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa.impróprio para: O filme era impróprio para menores. (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa.satisfeito: com.compatível: com . 27 . . conceder. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir.A emoção ansiavame. empregase com preposição. (VTD) . por . (VTD) .Aspiramos um ar excelente. 24 . (baterjunto à porta. no campo. de . 23 . cheirar. Assiste em Manaus por muito tempo.junto a. . mimar. de. em . com. de .Atenderemos quaisquer pedido via internet. para com. 26 . (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber. para com . ter por objetivo. (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos. . .sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido.Avisaremos os clientes da mudança de endereço. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém.residente: em . (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz. referirse a alguém).A professora sempre assiste os alunos com carinho. (VTD) AJUDAR empregase sem preposição.horror a.Deus atendeu minhas preces. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver.(VTI) .contíguo: a . (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção. por . mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .Abraçouse a mim. em. (VTD) ATENDER no sentido de ouvir.A banda Legião Urbana agrada aos jovens. objeto direto de pessoa.O médico atendeu o cliente pacientemente.aliado: a.A professora sempre assiste aos alunos com carinho. por favor.Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar.Márcio agradou a esposa com um lindo presente.rente: a .desprezo: a. por .Ansiava por vêlo novamente. de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar.necessárío a. .sensível: a . por .Atenda o telefone. . . . . angustiar. 25 .D. O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos.Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. .respeito: a. para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão. (VTD) .empenho: de. (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar.lento: em .situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional.análogo: a .hostil: a. para com: É necessário o respeito às leis. de. presenciar.A vencedora abdicou o seu direto de rainha.Foi logo batendo à porta. por .semelhante: a . chorando.(fechou com força) .fértil: de.O direito de se defender assiste a todos. BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém. era preciso bater naporta de seu quarto.(VTD) . .próximo: a. . Outras Regências . de: Tinha horror a quiabo refogado. encontrei este documento 22 .Atenda ao telefone. .aflito: com. 20 . (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento .equivalente: a .

Informeilhe que sua aposentaria.Informeio que sua aposentaria saiu. isto é. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. INFORMAR o verbo informar possui duas construções.Chamoulhe covarde.O carro custoume todas as economias. . (VTE) .D. . na 3ª pessoa do singular. não exigem os pronomes me. em. . (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar. . . são transitivos diretos (TD). ambos os verbos. ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . (VTD) . Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros.Ela casou antes dos vinte anos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre. .Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas.Chegou ao aeroporto meio apressada.Chamouo covarde.O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. no sentido de dar posse.Esquecime do endereço dele.Entretínhamonos em recordar o passado. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI. / 3 interessante. apelidar.O vizinho implicouo naquele caso de estupro.Minha mãe ensina na FAI. . de. (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar. Paulo César. . (inteirarse.O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. ser caro. construido com objeto + predicativo.(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de. . verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. (VTI) . com. .Nunca implico com meus alunos. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . / 1 Lembrei um caso interessante. .A queda do dólar implica corrida ao over. usase morar com a preposição em. é TD. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. no sentido de precisar. É conjugado como verbo reflexivo. . CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. pregar. . ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar. (VTD) / Chamouo de covarde.Esqueceu me seu endereço. Didatismo e Conhecimento 79 . ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto.Necessitávamos de seu apoio. é TD. esquecer e lembrar. . envolver.Esqueci o endereço dele.(foi dificil ) . VTD e VTI. exigem o pronome e a preposição de. (VTI) CHEGAR como intransitivo. avenida. (VTI) . (VID) . ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre. não são pronominais. O touro Bandido investiu contra Tião.Contentome em aplaudir daqui.Este computador custa muito caro.O juiz chamou o réu à sua presença. Marcelo namora Raquel. INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. Nos exemplos.Meu filho. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. é TI. (VTD) MORAR antes de substantivo rua.Contentamse com migalhas. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com. . No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha./ 2 Lembreime de um caso interessante. . e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar. ou Ela casouse com seu grande amor. NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém.Ela casou com o seu grande amor. o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. . (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar. (VTI com preposição) . se. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: . (VTI) / Chamoulhe de covarde. exigem os pronomes. . são transitivos indiretos e pronominais. é TI.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos.Necessitávamos o seu apoio.Chamava por Deus nos momentos dificeis. lhe.Custoume pegar um táxi. . é TD. .Nem todos ensinam as crianças.Implicou em confusão. Na língua culta. Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar.Informouse das mudanças logo cedo. . . (VT1 . . namora Cristiane.Chegueime a ele. comprometer.

RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém.Não desobedecia às leis de trânsito. com a preposição a. (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD. . no sentido de ter preferência. .Você é rico. é TD. .Perdeu muito dinheiro no jogo. . (pediu licença) .Procederemos a uma investigação rigorosa. do que. . PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. . . PERMITIR empregado com preposição. . . entre pedir e o para.Tinha pisado o continente brasileiro. exige objeto indireto de pessoa. mais. puder colocar a palavra licença.Obedecia às irmãs e irmãos. . .Cida pagou ao padeiro. . .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. o verbo responder.Prevenimonos para o exame final. não precisa trabalhar muito.Quero vêlo ainda hoje. é VTI).Cida pagou a carne ao açougueiro. . .. . PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: .O assistente permitiulhe que entrasse. (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse. muito mais. no sentido de dar início. (não exige a preposição PRECISAR usase. . PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa.Devemos perdoar as ofensas. é VTI. (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão.A mãe perdoou ao filho a mentira.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência.Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça. . . quando. PREVENIR admite as construções: . à secretária. PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento. (VTD) PREFERIR VTDI.O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final.(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar. (sem escolha) . às vezes na voz passiva.Cida pagou o pão. . .Prefiro dançar a nadar. Na linguagem formal. exige a preposição a. mas não sabe precisar aquantia. .Perdoemos aos nossos inimigos. RESIDIR como o verbo morar.Paguei a costura.O reitor presidiu à sessão. .O reitor presidiu a sessão.Sua tese não procede. (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para. pagar alguma coisa a alguém. (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . Caso contrário. comparecessem à reunião.A secretária pediu para sair mais cedo. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. com sujeito indeterminado.Residimos em Lucélia. . (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. . na Avenida Internacional . dízse pedir que. (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa. no sentido de ter necessidade. . podese usar a preposição de. . Didatismo e Conhecimento 80 .Todos serão perdoados pelos pais.A paciência previne dissabores.Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. a língua moderna tende a dispensála. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. constróise com a preposição em.O médico permitiu ao paciente que falasse. .Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. é TI. (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa.Prefiro chocolate a doce de leite. vir de. ter afeto.Quero prevenilos. PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: .Paguei à costureira.Prefiro dias mais quentes. mil vezes mais. PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a. . amar.As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico.A direção pediu que todos os funcionários. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade. . . é VTI. culta.Preveni minha turma.Precisase de funcionários competentes.

Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. tocar em alguém. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. O presidente passou a tropa em revista. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu. não exigem os pronomes me. . (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta.O nascimento do filho tocouo profundamente. que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. no sentido de ter em vista. caber. . voltar ao estado primitivo.. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. . . / Assisti e gostei da peça./ Todos visavam ao cargo.O gerente visou a correspondência.Tocoulhe.Simpatizeime com você. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo.. o usineiro visou.. . sensibilizar. e) Ao assinar o contrato. pode vir com ou sem a preposição a. 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir./ O cargo era visado por todos. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela.Depois de aposentarse reverteu à ativa. / Subir ao poder...O garoto visou o inocente passarinho. não obstante. Convidei as amigas. . disporse a.As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. . 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes. se. . d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. . lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. foram revistados. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. uma linda fazenda. / Subir à cabeça. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas.. REVERTER empregase no sentido de destinarse. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte. . REVERTER empregase no sentido de regressar. . ao lucro pretendido. isto é. como: Entrou e saiu de casa. . por herança. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais.Simpatizei com você.. etc. regidos ou não de preposição. sinceramente confesso que o admiro. tocar alguém. Ninguém conhecia o traficante .Essas expressões exigem a preposição a. Obedeço lhe.Enrolou. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. a uma pergunta. a. / Subir ao trono. porém a segunda construção é mais freqüente. / Obedeço ao mestre. usase com OD. . TOCAR empregase no sentido de comover..“Em que pese aos inimigos do paraense. (inadequado) .A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. EXERCÍCIOS 1.O descanso sucede ao trabalho.. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. / Assisti à peça e gostei dela. apesar de. 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse. .a posse de alguém. é 0I. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento .. apenas.. os. nos. Convideias. enquanto as formas lhe. poupar-se ao /o trabalho. empregamse com a preposição com.Sempre simpatizei com pessoas negras.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. . pretender.. . VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas. Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto. 2. Os estudantes assistiram ao filme. NÃO admitem voz passiva.Não deixava tocar o / no gato doente. vir depois. A primeira é mais aceita. herança.” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer). 4 As formas oblíquas o. darse ao /o luxo. TOCAR empregase no sentido de pôr a mão. donos eram traficantes. enrolou e não respondeu à pergunta do professor.Antipatizei com ela desde o primeiro momento. REVERTER empregase no sentido de voltar para. O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes. o fazendeiro negociava.

.... o rei Hubertus.. queremos muito bem. 7... b) Espero-. e) Ali está o abrigo ... a crase.Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela..... há anos.. . Com o pronome indefinido outra(s)..... em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”... te referiste foi reprovado... Essa superposição é marcada por um acento grave (`). com extrema dedicação. o diretor se referia. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s). “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”.. “Esta blusa é igual à que compraste”.Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. d) O jovem . / Chamou-.. ... 6. vejo no mesmo lugar.. podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s). Assim.Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas. de tolo. ..Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma. Eles queriam oferecer flores a você.. nos obrigaram são aqueles . mais admiro. Dirigiu-se a mim com ironia.. pode haver crase porque ele. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não .Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. Refiro-me a uma pessoa educada. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o. c) Nós .cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que . João... amo mais.” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5.. perdoarei. aquela(s) e aquilo. no silêncio. A entrada é vedada a toda pessoa estranha.. c) Informou ao cliente que o aviso chegara.a que 10. e) Vou visitar-lhe na próxima semana. / Desejou-... quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes.. c) Rui é o orador . / Nunca ...Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta.. aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino. / O filho não . / Eu já . d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. Didatismo e Conhecimento 82 . d) Ainda não .. é indispensável a presença da preposição “a”. b) Avisei-lhe da mudança de horário. d) Recusei-me em fazer os exames. conheço bem. obedecia.. (UNIFIC) Os encargos . e) Sempre .... Ele começou a ter alucinações..... 9.... rapaz. b) Eis a razão . aspiro depende de concurso.... Não existe Crase . 4. 8... (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo ....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. não compareci... mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase. felicidades.Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa..... lhe..que b) a cujos ..... e) Convenceu-se nos erros cometidos. encontrei trabalhando. Para haver crase. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. pois.. . . (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado. Vende-se a prazo.. necessitamos. . As mulheres da noite . Vieram a pé. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase)... a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez.. que é um problema de regência. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio... Por isso. Traremos a Sua Majestade. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju. forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria. devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”. b) Fomos à cidade pela manhã.. “Eles deveriam ter comparecido àquela festa.... coração bate de noite. uma mensagem de paz... .. a) de que .. às vezes.. Os críticos não deram importância a essa obra.... ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”)... d) Respondeu à carta no mesmo dia. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo...

” Ou: “A minha secretária é exigente”). diante das segundas. . desde que comprovada a presença de preposição. ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido).Antes de pronome interrogativo. quando a palavra significa “solo”. Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. Se não surgir a preposição “a”. respectivamente. . Quando até significa “perto de”. não. Enviamos um telegrama a Marisa. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. a crase é facultativa. . . no masculino. não ocorre crase. aquela(s). a crase é facultativa. o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. Mas. estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Se. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa. tudo vale a pena quando a alma não é pequena. . Casos Especiais . podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s). Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. Em português./ A solução era esta apresentada ontem. quando vierem determinados. vim da grande Porto Alegre). A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba. .Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. antes do “a”. Enviei cartas àquela empresa. A Crase é Facultativa . Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. dirigiu-se a casa. pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo. se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. = prefiro terninho a vestido). Iríamos a Madri para ficar três dias. Portanto. . Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. Exceção feita.Pronomes demonstrativos aquele(s).Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine. Se ocorrer “em” ou “de”. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. Entretanto..Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”. Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 .Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício./ A solução não se relaciona a estes problemas. vim de Santa Catarina). etc. antes destes últimos.. haverá crase com o “a” da frase original. A solução não se relaciona àqueles problemas. Por isso.Nomes de localidades: Dentre as localidades. apenas o artigo definido). pois resolveram ir a terra.Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota.] . é partícula de inclusão. existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa.Quando. surgir a preposição “a”. se não houvesse o sinal da crase. Esta gravura é semelhante à nossa. aquilo. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição. há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. às vezes. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. vim da Europa). não ocorre crase: A que artista te referes? . a tratamento prolongado. “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. Pediu informações a minha secretária. Assim que saiu do escritório. é preposição. para até. Enfrentaram-se cara a cara. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. vim de Porto Alegre). aquilo pelos demonstrativos este(s). mesmo com a presença da preposição. diante das primeiras. Dirigiram-se à casa das máquinas. = foi submetido a repouso. no masculino. não há crase: Chegamos alegres a casa. quando a palavra terra significa o oposto a “mar”. Não dei atenção àquilo. Voltei à terra onde nasci. haverá crase porque o artigo definido estará presente. Refiro-me a pessoas curiosas.). O acento indicativo de crase é obrigatório porque.Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. antes de um nome de pessoa.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. A solução era aquela apresentada ontem. passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. quando significa “inclusive”. aquela(s). Não dei atenção àquilo (= a + aquilo). mas não o exige (“Minha secretária é exigente. O acento indicativo de crase é proibido porque. Por aí se deduz que. deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir./ Enviei cartas a esta empresa.Palavra “terra”: Não há crase. o esforço). A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles). Pretendo ir à Europa (estou na Europa. Mas. acompanhando-se de uma expressão que a determine. vim da Paraíba). Ou “Marisa é uma boa menina”). Os papéis estavam sob a mesa. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. isto. devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela). o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua. . Iremos a casa à noitinha. esta(s). Há crase. por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). para maior segurança. aquela(s). pode ocorrer crase. Os astronautas desceram a terra na hora prevista. estará negada a hipótese de crase. mesmo que a preposição esteja presente./ Não dei atenção a isto.

Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. Olhavanos a distância. Muitos são incensíveis à dor alheia.. etc. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores.. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo. às dezesseis horas.). o relógio marcava 1 hora). “certeza”. Mas. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”.Quando as expressões “rua”. substituímos festa por baile. o pronome relativo não pode ser substituído. etc. à tarde. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. às mil maravilhas. os. haverá crase no “a” do feminino. c) Não sei como responder a essa pergunta.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. b) Os policiais chegarão a qualquer momento. O perfume cheira a rosa. às vezes. 04. Se ocorrer “ao” no masculino. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). à noite. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano). serviram lagosta à Termidor.. “morte”. A Crase é Obrigatória . d) Solicito à V. às escuras. . (ao diretor). devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. duas horas depois. Dadas as respostas. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido. Paula saiu daqui à uma hora.). “vezes”. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). Pedimos um favor à diretora. etc. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. O problema. Chegamos à uma hora.). A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. b) Vou a casa de Maria. b) O presidente ia a pé.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio. d) Cheguei as doze horas. b) De hoje à duas semanas estaremos longe. houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem. Quando o maestro falta ao ensaio. Como se viu. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). não havendo. Fomos à Renner (fomos à loja Renner). .. (O escritório a que me refiro precisa de empregados. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. 03. “estação de rádio”. mas a guarda oficial ia à cavalo. O professor chamou a aluna. (a cravo). não haverá crase no “a” do feminino. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. à custa de. . a muitos quilômetros daqui. a algumas horas de Manaus. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. às pressas. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino.Não confundir devido com dado (a. há crase diante do relativo. (ao sofrimento).Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. “loja”. mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados. já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu.). crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. daqui a uma hora.Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. à força de. (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. (ao supermercado). para muitos.Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). pois. 84 . quando aconteceu o acidente. c) Fui a Bahia. via-se um barco pesqueiro. a lavoura amarelecia e murchava. à moda de. Nos anos 60. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. e) A sentença foi favorável a ré. à vontade (de). Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). as): a primeira expressão pede preposição “a”.Sempre haverá crase em locuções prepositivas. . Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas.). Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). d) À qualquer distância percebia-se que. houve. Exa.. a gozar nossas merecidas férias. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados. à medida que. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino. Se o “a” se transforma em “ao”. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando. Na passagem do antecedente para o masculino. às cegas. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. Exercícios 01. Mas: A distância. à maneira de. Didatismo e Conhecimento . (o aluno). às oito horas. (o escritório). Devido à discussão de ontem. Cuidado para não confundir a. haverá crase: No banquete. às tontas. .. Os empregados deixam a fábrica.). à falta de cuidados. 02. mesmo que a palavra subsequente seja masculina.

estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer. (Érico Veríssimo). “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano.à 08. precisamente as dez horas. indiferente ___ que acontece ao seu redor”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. e) Ora aspirava a isto.à e) às . a) à . A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado. Também é usado nas abreviaturas: Sr.C.a b) A .aquilo e) à . ___ tarde.a . pode combinar-se com o ponto de exclamação.a 09.V.aqueles .há d) à .C.a .aqueles .à .à – à e) a . o ponto é conhecido como final.à d) às .Sª __ alguns dias”. Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme.a c) À . (depois de Cristo). Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.a d) o . a) à .à . a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14. b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz. b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz. a) às .àquelas . “A casa fica ___ direita de quem sobe a rua. “O pobre fica ___ meditar.a .à b) as .a e) à .àqueles .a . d) Fizemos alusão à mesma teoria. PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta. “Nesta oportunidade. a) Há . A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 .aquelas .a b) as . a) às .há . __ duas quadras da Avenida Central”.a .à c) a .à .a .a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.há .à e) as . c) Dei um presente à Mariana.há c) as . e) Cortou o cabelo à Gal Costa. a.a b) ao . (antes de Cristo).a e) a . ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.à . a) a .a c) às .àqueles .à .há 13.a .à c) ao . Nos casos comuns ele é chamado de simples.à .a .a .a . O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria. c) Chegou à noite.àquilo 07.a d) Há . Onde está seu irmão? Às vezes.aquilo b) a .a – a c) à . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”.há c) a .há 10.à . a) à . 11.à . d.àquelas .à .à – a b) à .àquilo d) à .àquelas .a .a e) o .a d) às . a) o .a e) À . (Senhor).a .a . volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V. Ao término de um texto.àquilo c) a . Fique __ vontade. radicado __ tempos em São Paulo.há b) a .à – a d) à . ora aquilo. 06.a 15. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas.à . ora a nada.a d) à . PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.àqueles . E.a .há b) a . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.à 12.aquelas .

apressadamente.Com certas expressões explicativas como: isto é. • Títulos de obras literárias ou artísticas.No vocativo e no aposto: Meninos. jornais. . “A bomba não tem endereço certo.Que pátria? . isenta.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que .cantava o poeta. . (M.Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia. parava outra vez.Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 . achei-a “irreconhecível” naquela noite.Com certas conjunções. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. • Usa-se para separar orações do tipo: .Nos termos independentes entre si: O cinema. “Sede assim qualquer coisa.Nas datas e nos endereços: São Paulo. deu a haste ao desconhecido. . morrendo de fome. TRAVESSÃO Marca.a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”. .A estrada de ferro Santos – Jundiaí.Para indicar ironia. o teatro. Emprega-se a vírgula: . (G. . PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas. Largo do Paissandu.Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher. com os olhos fora das órbitas. .Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte. Termópilas. viajamos para o litoral. formas populares: Há quem goste de “jazz-band”. Agora ela repousa. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. carnes e amido.“Quais são os símbolos da pátria? . de pêra e de abacate. Cecília. arcaismo. Amália se volta)”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições.cuspiu no chão. mulher casa com “pão” e passa fome. fiel”. porém.. ora bolas!” (P. “Flor de Poemas”). chovia. . é escritor. locuções ou frases exclamativas. mais calmo. o meu amigo.Gritou o general. Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. . parava.Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã.“Mesmo com o tempo revoltoso . a praia e a música são as suas diversões.Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. queria chamar Socorro.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.” (G.. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço.Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu. 17 de setembro de 1989. PONTO E VÍRGULA . a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”. ou serve para isolar palavras ou frases . etc. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo. . .A ponte Rio – Niterói. gírias. por exemplo.Da nossa pátria. afinal . RETICÊNCIAS . .A lua foi alcançada. isto é. . Veja como ele é “educado” .Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. 128. o coração não sente.Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io. lracema quebrou a flecha homicida. resolveu o problema sozinho. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: .” (C. a festa da padroeira. prestem atenção!. • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente. M Campos). DOIS PONTOS . entretanto. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. revistas. a mudança de interlocutor. Palmério). e eu também. guardando consigo a ponta farpada. no meio da confusão.” . . Não achei nada “legal” aquela aula de inglês. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela. .chovia.. (Meireles. serena. . . não foi suficiente para agradar o diretor.” (M.. nos diálogos.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem.Avante!.. O motorista..

e) Ainda não houve tempo.. o resultado do concurso. a) O ..O . procure-me ou melhor. que eu venho. a diferença social é motivo de constante preocupação. os candidatos aguardavam. melhor telefone que eu venho. b) Precisando de mim procure-me.dois pontos d) vírgula .dois pontos .vírgula c) O ..vírgula .O . ou melhor.vírgula – vírgula 4.. para uma outra população de trabalhadores . em fila. 7.. indiscutivelmente . aguardavam. em fila.. triturados soltos no ar. 5. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas. Exercícios 1... d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve.. O indicará essa inexistência: Aos poucos . quando chegaram. Na época da colonização . ou.O . ansiosos... (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo.. os imigrantes. as desigualdades entre as cidades brasileiras.O .O . a) O . minha avó. 2. social. c) Ansiosos. em fila. mais animada. a) Precisando de mim procure-me. d) Tenho esperanças. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou. 9. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. tornando-se necessária a abertura dos portos . 87 Didatismo e Conhecimento .O .. (TTN) Das redações abaixo. e) Os candidatos. e) Conduziram-me à rua da Conceição. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse.vírgula . como os pedaços da carta de ABC. telefone. ou melhor telefone que eu venho. O indicará essa inexistência. o resultado do concurso..vírgula b) O .dois pontos . a reunião ficou mais animada. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela.vírgula . b) Em fila. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada.. (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”. aguardavam ansiosos.dois pontos .. ficou mais animada. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.. que eu venho. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso.ponto e vírgula .vírgula c) vírgula.. ciúme. palavrões. modestamente se retirou. o resultado do concurso. o juízo fraco. e em vão tentava emendar-me: provocava risos.dois pontos e) vírgula .dois pontos .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.. procure-me ou. reagiram . é o centro do nosso sistema planetário. que. melhor telefone que eu venho. as providências serão tomadas. outras pessoas a reunião ficou mais animada. b) No Brasil. de mim. mas só mais tarde notei. aguardavam ansiosos o resultado do concurso. a) Pouco depois. pois a situação econômica não demora a mudar.vírgula b) O . c) Pouco depois. c) A estes. c) Precisando.. sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8. Odontologia. na maior parte de imigrantes alemães. assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos. b) Ele. e) Estas cidades se constituem. inveja. d) Confessou-lhe tudo. que me achava lá. isto se passava. Não cabendo qualquer sinal.. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros.vírgula . em casa de uma comadre. d) Precisando de mim. Não havendo sinal.vírgula 3. quando chegaram outras pessoas. c) Você pretende cursar Medicina. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião. ódio. mas. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6... b) Eu tinha. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação.vírgula .. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. numa sala pequena. de mim. em breve.. muxoxos.. crescerão sempre... ela.. de forma diferente. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).O . os candidatos. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos .O e) vírgula .vírgula d) vírgula ..ponto e vírgula .. em fila. vírgula . porém. e) Precisando. a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . procure-me. telefone.

também. vive no Rio. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. baixo. destas impresso constante sorriso. trazem e cinco anos. fisionomia insinuante. meio que mesmo sérias. d) José dos Santos. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. Nossa capacidade de retenção é variável . Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. os deveres da hospitalidade. no Rio. mesmo sérias. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. imediatamente se lhe apagou. ao parafrasear o que ouvir. pouco os deveres da hospitalidade. O poema descarta a necessidade do piano. e) Prima faça calar titio. a bela viúva. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. fisionomia insinuante. o seu moleque. o seu moleque pouco. paulista. d) Deixo ao leitor calcular. destas impresso constante sorriso. deturpamos o que ouvimos. suplicou o moço com um leve sorriso que. e cinco anos. quanta paixão empregou na execução do canto. disse Alves. (CESCEM) Nas questões 12 a 15. meio que. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam. e cinco anos. meio que. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. fisionomia insinuante. representa um bem cultural. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. a bela viúva a bela viúva. vive no Rio.. é variável e . o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. deturpamos o que ouvimos.muitas vezes inconscientemente. a) Era um homem de quarenta gordo. baixo. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. nossa capacidade de retenção. mas não é o correr dos rios. e) José dos Santos.. O texto abaixo é bastante apropriado. 14. baixo. e) Era um homem de quarenta gordo. 11. tais como tempo e espaço geográfico. vive no Rio. deturpamos o que ouvimos. baixo. ao parafrasear o que ouvir. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. destas impresso. a bela viúva. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. mesmo sérias trazem e cinco anos. baixo. e) Deixo ao leitor. fisionomia insinuante. 13. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. Nesse campo de estudo se analisa. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. “Aquela senhora tem um piano. c) Prima faça calar titio. c) José dos Santos. b) José dos Santos paulista 23 anos.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. 23 anos vive no Rio. fisionomia insinuante.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. destas impresso constante sorriso. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. d) Entra a propósito. d) Era um homem de quarenta gordo. paulista 23 anos. a) Entra a propósito. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. paulista 23 anos vive. de um signo. d) Prima. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores.Linguagem . trazem e cinco anos. inconscientemente. 23 anos. a bela viúva. empregou na execução do canto. meio que. constante sorriso. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. Que é agradável. Nem o murmúrio que as árvores fazem. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. b) Era um homem de quarenta gordo. c) Entra a propósito. e) Tenha cuidado. c) Tenha cuidado. b) Prima.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. destas impresso constante sorriso. Didatismo e Conhecimento 88 . disse Alves. trazem 15. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística.e muitas vezes inconscientemente deturpamos. deturpamos o que ouvimos. o que ouvimos. disse Alves. Neste estudo veremos: . b) Entra a propósito disse Alves. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. faça calar titio. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. e) Entra a propósito. mesmo sérias. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. muitas vezes. meio que mesmo sérias trazem.

A linguagem é uma maneira de perceber o mundo. exclamou: .. símbolos ou palavras. de elementos diversos. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos.. Trad.A linguagem é o traço definidor do ser humano. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. Mostram que a palavra. se puder. (. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. Romanceiro da Inconfidência.. outras mais complexas. latente ou em ação ou exercício. murmurou pensativamente (Alice). Lewis Carroll.. ideias.) Cecília Meireles. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”.. podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos... insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. . Para que serve a linguagem? (. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua. para expor a raiva. de uma forma geral. Posteriores alterações no aparelho fonador. Sebastião Uchôa Leite. “depois de tanto calor.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque.. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. 3ª ed. pelo vosso impulso rodam. disse enquanto avançava em meio às árvores. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30. isto é. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. Por extensão. usados para representar conceitos de comunicação. sois o sonho e sois a audácia.. ora.. que parecia muito úmido e sombrio. constituídas. p 165-166 Esse texto. (. Summus. Então. mostra que a protagonista. dentro do. Aventuras de Alice. ao mesmo tempo. por uma nação. 442. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome. significados e pensamentos. é capaz de quebrar osso.) Ai.000 a 500. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra.. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. serve para sussurrar declarações de amor. “onde as coisas não têm nomes”.. sons. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto. impérios. palavras.. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas.. é a aptidão que o distingue dos animais.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300. analisando para que serve a linguagem. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta.. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis. ou. palavras. São Paulo. “Bom. que é apenas um dos sinais estudados na semiótica. Didatismo e Conhecimento 89 . tátil. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. fúria. disse.. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum. debaixo das. auditiva. estar debaixo das. porque. 1985. apesar de frágil. contrapondo a palavra à ação. povos. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. In: Obra poética. ai! Com letras se elabora. de saber o que as coisas são. ainda. Embora os animais também se comuniquem. que estranha potência.. para exprimir os sonhos.. pensando. sonoros.. ai. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. Os elementos constitutivos da linguagem são.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. A respeito das origens da linguagem humana. o predecessor de nossa própria espécie. debaixo disso aqui.000 anos). derruba reis e impérios. para impor a derrota. “Este deve ser o bosque”. entrar dentro do. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. que envolve os signos. derrota. Rio de Janeiro. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. gráficos. é chamado semiótica. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua. por ser constituída de sons. etc. . gestuais etc. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. para impulsionar os desejos mais grandiosos. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. colocando a mão no tronco da árvore. mas não uma palavra. calúnia. munido de regras próprias (sua gramática).. de qualquer modo é um alívio”. Noutra acepção (anátomo-fisiológica).. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas.Ah. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. com seu significado.. O estudo da linguagem. tempos. ora!”. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem.. Nova Aguilar. é ao mesmo tempo extremamente forte. p. “Bom.000 a 50. sinais. pois. gestos. A liberdade das almas. de repente. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. mas também para caluniar..

. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. ver-seia obrigado. Mostrar um objeto. Rio de Janeiro/São Paulo.. Uma nova realidade..). Em vista disso. de número (singular e plural).. . No léxico de uma língua. Observe-se que. para expressar o que denominamos carneiro. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade. deletar. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. banana e laranja pertencem à classe das frutas. tem duas palavras: sheep. comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. ele quebrou. em proporção. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira. Didatismo e Conhecimento 90 . A linguagem é uma atividade simbólica. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado. exprimir diferentes modos de ver a realidade. num escandaloso placar luminoso. porque ela também é ação. por exemplo. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. compreendida em todas as nações civilizadas. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. na primeira formulação.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade. permite até criar novas realidades. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. expressar ideias mais gerais. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. No entanto. criamos o conceito de pôr-do-sol.. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”. Jonathan Swift.muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. Por exemplo. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. ao falar da expressão “risco país”. pera. que designa o animal. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. criado pela linguagem. O inglês. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem.. por isso. mostraria uma cadeira.. É como se isso se devesse ao acaso. ou seja. O que não se expressa não se conhece. de gênero (masculino e feminino). p. Maçã. do ponto de vista científico. Por essa razão. e eles ordenam a realidade. Por isso.A linguagem é uma forma de ação. no sono profundo da inexistência. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto. na verdade. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. Querendo desculpar-se.. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. A língua não é um sistema de demonstração de objetos. o que significa que as palavras criam conceitos. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. no seu entender.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. Contudo esse conceito. e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. Sabemos que. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. mostraria uma bolsa.. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. . Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. Ao mostrar uma fruta qualquer. uma nova ideia exigem novas palavras. pois permite falar do que está presente e do que está ausente.. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. o “risco naufrágio”. de interpretá-lo.). Em casos como esses. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. por exemplo. não posso. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”.). então. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa. etc. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. 130). o “risco país” passou a existir. Ediouro/Publifolha. eles não estão constatando alguma coisa do mundo. se essa palavra não existisse. mas realizando uma ação. agrupamos os nomes em classes. fossem elas quais fossem (. a língua é uma forma de categorizar o mundo. etc. 194-195. quando. Uma vez identificado. categorizam o mundo. uma nova invenção. e mutton. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. batizado e devidamente etiquetado. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. articulista da Veja. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. mundos não existentes. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. . determina uma realidade que nos encanta a todos. Em português. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). segundo as particularidades de cada cultura. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. cujo único inconveniente residia em que. Viagens de Gulliver. a caneta ou mesmo a máquina. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. Na segunda formulação. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. não indica sua inclusão numa dada classe. do que existe e do que não existe.) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. o Sol não “se põe”. Vive na inocência do limbo. propôs-se que.

um pensador francês. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. um pedido ou uma sugestão. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. Pela linguagem. do tom de voz que empregamos. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. Exprimimos a revolta e a alegria. Para que serve a linguagem? . armazenamos conhecimentos na memória.. que só pensam em levar vantagem. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. de segunda pessoa do imperativo.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. o pedido. tem chovido tão pouco. pode-se dizer que ela modela atitudes. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. dor. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. falar apenas para não haver silêncio. comunicar não é apenas transmitir informações. na verdade. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. desdém. etc. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. . e indivíduos atemorizados. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. Graças à linguagem. Com essa função. . Isso está correto. Falam para nada dizer. . a crer em determinadas ideias. Condillac. um ser humano recebe de outro conhecimentos. Por meio dessa função. desprezo. Para cada indivíduo. “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. a sentir determinadas emoções. desdém. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. hein? __Também. dar ordens. isto é. a ter determinados estados de alma (amor. No entanto. “Vem pra Caixa você também.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva. Muitas vezes. numa manchete de jornal. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. portanto. convicções. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. em lugar de venha. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. por exemplo. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. Por meio do tipo de linguagem que usamos. É também exprimir emoções. quanto espertalhões. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. usando. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial. para o grupo social. que se deixam conduzir sem questionar. transmitimos uma imagem nossa. aperfeiçoa-os e transmite-os. daquele que fala. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição. sentimentos. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. admiração. a linguagem modela tanto bons cidadãos. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e. ela permite conhecer o mundo. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. Por isso. a forma vem. Por outro lado. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. paixões. Didatismo e Conhecimento 91 . Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. com tentações e seduções. desprezo. __Que calorão. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. manifestamos desespero. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. a linguagem modela o intelecto. se a todo momento nos dizem. tristeza. emoções. Com a linguagem. “Isso é coisa de mulher”. se consumirmos certos produtos. aprendemos os preconceitos contra a mulher. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo.). Com palavras. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. raiva. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. não raro inconscientemente. consideradas individualmente ou como grupo social. etc. a súplica. A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. Inúmeras vezes.A linguagem serve para informar: Função Referencial. de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. num tom pejorativo.

de fato. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social.Receptor . outras realidades. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. pela disposição das palavras. a sucessão dos sons oclusivos /p/. . A atividade metalinguística é inseparável da fala. Didatismo e Conhecimento 92 . . /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. No segundo. Exemplo: Elementos da comunicação . retirada do poema “A Cavalgada”. imaginamos novos mundos. Observe-se o uso do verbo bater.emite. diz “Tupi or not tupi”. não podemos manter-nos em silêncio. com significados diferentes. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. homens é que se não podem pescar”. não estamos falando de acontecimentos do mundo. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros. e o galã é carinhoso e romântico. se está doente. Nessa outra realidade. . Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. em expressões diversas. etc). os homens são gentis.alguém espera ouvir a pergunta. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. “Não é muito elegante usar palavrões”. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação. p.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada. fala também do que nunca existiu. olhando uns para os outros. 4ª ed. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. Na estrofe abaixo. Antigamente. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional. etc.contexto relacionado a emissor e receptor.. “dinheiro”. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela. Agir. conta-se a história de uma mulher que. Em função estética. Para melhor compreensão das funções de linguagem. saber se nosso interlocutor está bem. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. Nessas ocasiões. em geral não queremos. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. ela é utilizada para informar. /t/. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. ao cantá-lo. contam-se anedotas velhas. . que outros universos podem existir. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras. etc..Emissor . Quando afirmamos como diz o outro.Canal . Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. refugia-se no cinema.Mensagem . Apud: Lêdo Ivo. estremece. repetem-se histórias que todos conhecem. a vida não é monótona. inversamente. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. . Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando.” (Folha de S.. numa festa. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. daí responde. o amor nunca diminui e assim por diante. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica.Código . 29. . não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. /d/. para manter os laços sociais. A linguagem.meio pelo qual circula a mensagem. decodifica a mensagem. Na nomenclatura da linguística.Referente . . fala-se do tempo. Por isso. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta . quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. vou dizer que “peixes se pescam. nesse caso. move-se. pelo arranjo dos sons. /b/. em seu “Manifesto antropófago”. o mais importante é como se diz. de Raimundo Correia. quando não se tem assunto. A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. Oswald de Andrade. Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. Nele. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país.recebe. Brincamos com as palavras. Raimundo Correia: Poesia. Coleção Nossos Clássicos. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros.A linguagem serve para criar outros universos. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor.conteúdo transmitido pelo emissor. É o que se dá quando dizemos. Um dia. seja entre alunos de uma escola. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. Também os hinos têm a função de criar vínculos. Divertimonos com eles. codifica a mensagem. /k/. “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”. se está com problemas. Com ela. enquanto outro escuta em silêncio. a conversação é obrigatória.. No primeiro caso. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. pois o sentido também é criado pelo ritmo. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. para influenciar. É o que chama função metalinguística. . bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. pois ele não tem função informativa: o importante é que. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes. Rio de Janeiro. por exemplo.

.(. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). não se exerce a cidadania. imaginar outras realidades.Função poética: embeleza. 15) Didatismo e Conhecimento 93 . aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes.locutor . a poesia lírica.. não se pode estruturar o mundo do trabalho. depois oração e medicação.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). dos “interlocutores” podem ser gestuais. . Sem ela.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). na análise de um texto. há frequente uso do vocativo e do imperativo. é carregada de subjetividade. nós temos uma creche no segundo andar. porque os eleitores não podem influenciar o governo. é necessário construir textos sem ambiguidades. (.. . construir as utopias e os sonhos. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação. por isso a mudança (aprimoração) na teoria. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório.. In: Bundas. Para isso. etc. do Juizado de Menores. assim. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. expressar os sentimentos. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. 9. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. . Cerca-nos desde o despertar da consciência.locutário . Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre. concordância. Todos são mal escritos. não é saber descrevê-la.Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. p. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais.interlocução . expressivas.Terça-feira à noite: sopão dos pobres. a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. . No entanto. Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade.) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. Certamente. para além da linguagem falada e escrita.quem ouve e responde. p.Para aqueles que têm filhos e não sabem. . que permitiram o aumento do volume do cérebro. não só para melhorar a comunicação entre surdos. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua. interlocução (diálogo interativo): . Sem a linguagem. Sem ela.quem fala (e responde). que proíbe que as casas de vídeo aluguem. As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: . admite-se um novo formato de locução. com os estudos recentes dos linguistas. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. mas que se podem observar entre si.) (Jornal da USP. ou. embora neles não se encontrem erros de ortografia. o homem. afim de que este assuma determinado comportamento.Não deixe a preocupação acabar com você. . Saber bem uma língua é saber usá-la bem. Sem ela não se pode aprender.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães. . enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. é preciso usar um nível de língua adequado. . Não prestamos muita atenção a ela. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. ou acontecimento. . palavras belas. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe. por norma. sem repetições que não acrescentam nada ao sentido. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. mas também para utilizar em situações especiais. jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. . essa teoria sofreu uma modificação. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”.Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. Ligada a esta função está. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos. Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem.” (Álvaro da Costa e Silva. ainda no berço.. mola propulsora do eleven periquito. ritmos agradáveis. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole. a linguagem parece-nos uma coisa natural. conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. pois. As primeiras ferramentas da fala humana.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. o emissor atua sobre o receptor. Portanto não é um bom texto. o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo. No entanto.diálogo As respostas. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. faciais etc. coerentes. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente.33.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. Deixe que a Igreja ajude. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. aprendendo pela observação de animais. etc.: . muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).

de grande porte. não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. em apoio a essa tese. a Cruz e Sousa). isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. Pode-se ainda acrescentar. Vejamos outros dois períodos: . . Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. O sentido não é solitário. percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. No primeiro. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. Texto é um todo organizado de sentido. “não quero o jogador no meu time”. Gonçalves Dias: Poesia. mas uma trama arranjada de maneira organizada. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 . A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. na verdade. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). em geral. o sentido depende do contexto. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. . que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. No Brasil. o sentido de cada parte não é independente. a oração é contexto da palavra.Marcelinho é desagregador. principalmente. que as características da brasilidade não têm valor positivo. que vivem. porém. sem se preocupar com os negros. Isso significa que. O sentido é completamente diferente. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. 5. que “os sargentos do exército são monistas. na terceira.Nos desertos da Arábia. significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. “pessoa que trabalha muito”. quando digo. Em síntese. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. portanto. Tomando apenas os dois primeiros versos. Rio de Janeiro. de cor amarelada. 1976. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. ou seja. alienados num mundo idealizado. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. na segunda. Essa hipótese de leitura. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. Eu morro sufocado em terra estrangeira. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. . Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. e minha terra. Apesar de corrente. que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. No texto. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. p. Coleção Nossos Clássicos. Na primeira. Onde canta o Sabiá. isto é. 30. tudo são relações. quando afirmo. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. mas também os mecanismos de estruturação do texto.Marcelinho é um bom atacante. os filósofos são polacos vendendo a prestações. 31 e 32”. que não é um amontoado de fios. a do solo pátrio. Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. Murilo Mendes mostra. determina a orientação argumentativa da frase. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). Observe os três pequenos textos abaixo: . Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. “animal originário das regiões desérticas. evitando as mazelas do mundo real. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. a palavra texto significa “tecido”. Rio de Janeiro Agir. mas um conjunto de frases costuradas entre si. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal.O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. Apud: Manuel Bandeira. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. por conseguinte. o todo em que ela está inserida. José Olympio. 18. mas é desagregador. porque lá ninguém trabalha. os sargentos de exército são monistas. cubistas”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua. quadrúpede. 1959. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. 7ª ed. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. respectivamente. p. O texto é um todo organizado de sentido. mas é um bom atacante. é solidário. cubistas. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. “Seu texto ficou muito bom”.Todos os dias ele fazia sua fezinha. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. Aliás.

estar verdes”. todos falam a língua portuguesa. símbolos. onde há comunicação. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. um conjunto de frases pode ser coerente e. as quais podem agir sobre ela. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. Ao contrário. de modo que não haja nada ilógico. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. não celebra ufanisticamente a pátria. pois. por exemplo). ao mesmo tempo. Por exemplo. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. nada contraditório. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. O exílio é a própria terra. ideias. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. destacam-se: . uma vez que não conta com o jogo fisionômico. Além disso. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. lamenta a invasão estrangeira. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. Ao contrário. Os pastos não poderiam. incluindo-se fisionomias. que não são as palavras. Didatismo e Conhecimento 95 . comprova-se que o significado das frases não é autônomo. por exemplo. também há variações no uso da língua. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. além disso. Assim. a expressão facial. A linguagem pode ser: . diferentemente do poema gonçalvino. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. Está relacionada a fenômenos comunicativos. uma figura. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. A Língua é um instrumento de comunicação. entretanto. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. Num sentido mais genérico. tais como: sinais.Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. No estado do Rio Grande do Sul. Dentro de uma mesma região. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. A língua falada é mais espontânea. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. . que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. as mímicas e o tom de voz do falante. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. Por outro lado. As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). as placas e sinais de trânsito. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. Num texto. Dentre elas estão a linguagem de sinais. o significado das partes depende do todo. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. há linguagem. etc. Outro. originando a fala. é menos importante que o primeiro. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. Dessa forma. cada frase tem um significado distinto. é acompanhada pelo tom de voz. sons. ou seja. pois mesmo sem esses elementos de conexão. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. mas. Note. Não devemos confundir língua com escrita. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. algumas vezes por mímicas. em “Não chove há vários meses. um todo organizado de sentido. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. O segundo fator. no entanto. ironiza-a. portanto. opiniões e sentimentos. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. a linguagem corporal. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira. Desse modo. um gesto. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. Dentre eles. pois são dois meios de comunicação distintos. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. a compatibilidade de sentido entre elas. por exemplo. No Brasil. dependendo do contexto em que está inserida. nada desconexo. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. A exclamação do final é. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. Por isso. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade.

dentro da unidade da língua. embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. Embora irmanados pelo sentido comum. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. etc. Semicírculo e hemiciclo. exato. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. clamor. íntegro. aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. os sinônimos diferenciam-se. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. biólogos. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. para a manifestação da fala. grito. o ambiente sociocultural em que vive. aqueles.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. de numerosos pares de sinônimos. o contexto. certo. é possível observar alguns níveis: . o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. Moral e ética. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. sua personalidade. outros. uns dos outros. desataviada. entretanto. cinzento e cinéreo). Esse nível da fala é mais espontâneo. a ideia transmitida pelo signo. Antônimos: são palavras de significação oposta. pois cada indivíduo. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. Devido ao caráter individual da fala. imparcial. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. além de conhecer o que fala. Exemplos: • Ordem e anarquia. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. formando a sequência “um cachorro”. por exemplo. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. Com efeito. Ao escutar a palavra “cachorro”. Significado (é o conceito. a parte concreta do signo. linguistas e outros especialistas. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. Translúcido e diáfano. palavra que também designa o emprego de sinônimos. Didatismo e Conhecimento 96 . Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. conhece também o que os outros falam.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. Quando escutamos essa palavra. a forma. Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. Abundantes em termos específicos. Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. uns são próprios da fala corrente. abolir. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. • Justo. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. abecedário. mais restrito (animal e quadrúpede). Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala.Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. científica ou poética (orador e tribuno. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. em nossa língua. ao invés. . pertencem à esfera da linguagem culta. literária. é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. • Brado. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. Oposição e antítese. suprimir. de acordo com a situação. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. Contraveneno e antídoto. . oculista e oftalmologista. Transformação e metamorfose.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. estes têm sentido mais amplo. Colóquio e diálogo. suas letras e seus fonemas). com pelos. conforme seu gosto e sua necessidade. . reto. orelhas. Exemplo: • Alfabeto. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. • Extinguir. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. • Mal e bem.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. Desse modo. olhos. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . químicos. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa. como idade e sexo. médicos. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. etc. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. Cada indivíduo. vulgar. Fala: uso individual da língua. ao utilizá-lo. É um ato individual. Desse modo. principalmente em situações informais. .Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. apagar. profissionais da área de direito e da informática. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua.

(não: cabelereiro) . Exemplos: Bendizer. o sujeito jamais é preposicionado) . anticomunista / simétrico. (sentido figurado). Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios. • Cegar (tornar cego) e segar (cortar.Já é hora de o candidato dizer a verdade. • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). Razões de ordem didática. maldizer / simpático. divergir. na Rússia. nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. Podemos citar ainda. • Concerto (harmonia. discórdia / explícito. tem sentido próprio. antipático / progredir. desesperar / comunista. • Ênio tem um coração de pedra. mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras.Nunca encontrava empecilhos no caminho. vigiar. ceifar). • As horas iam pingando lentamente. Cedo (verbo). A homonímia pode ser causa de ambigüidade.A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . regredir / concórdia. dar deferimento) e diferir (ser diferente. c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. Pomos (substantivo). • Jogo (substantivo) e jogo (verbo). repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). prescrever e proscrever. como exemplos de palavras polissêmicas. comprimento e cumprimento. inativo / esperar. Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. sessão musical) e conserto (ato de consertar). Somem (verbo somar). poder. • Pena: pluma. vultoso (volumoso. Livre (adjetivo). • Colher (verbo) e colher (substantivo). atoar e atuar. • Caça (ato de caçar). • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). pomos (verbo pôr). (não: côndor) . • As águas pingavam da torneira. que têm dezenas de acepções. • Pêlo (substantivo). ostentação. era (verbo). implícito / ativo. não são homógrafas. seção (divisão. ocultar. deferir (conceder. cesta e sesta. muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). dó. o verbo dar e os substantivos linha e ponto. • Velar: cobrir com véu. • Apreçar (determinar o preço. • Cela (pequeno quarto). • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). • Cessão (ato de ceder). são (forma do verbo ser) e são (santo). O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). (não: muita dó) . descrição e discrição. peça de metal para escrever. pélo (verbo) e pelo (contração de per+o). árvore frutífera. Exemplos: • São (sadio).O condor vive em regiões montanhosas. evocações que irradiam da palavra). a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. livre (verbo livrar). corrigir). cedo (advérbio). somem (verbo sumir). • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. sela (arreio) e sela (verbo selar). osso e ouço. a rigor. (sentido figurado). • Aço (substantivo) e asso (verbo). Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. • Censo (recenseamento) e senso (juízo). pôr fogo) e ascender (subir). denotativo. assimétrico / pré-nupcial. caminhada (verbo). cético e séptico. adiar). (não: descarrilhou) . sentimentos. pós-nupcial. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia.O trem.Fiquei com muito dó daquele jogador. luxo. emendar). eminente e iminente. tetânico e titânico. Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. degradar e degredar.Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. No primeiro exemplo. . avaliar) e apressar (acelerar). A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. No segundo exemplo. • Pára (verbo parar) e para (preposição). (não: ao meu ver) . alude (verbo aludir). grande curral de gado. • Paço (palácio) e passo (andar). (não: aterrizou) . e às vezes a mesma grafia. punição. relativo ao véu do palato. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. • Fulano nadava em ouro. cuidar. descarrilou mais uma vez. infligir (aplicar) e infringir (transgredir). Alude (avalancha). ouro sugere ou evoca riquezas. • Hera (trepadeira) e era (época). tem o sentido conotativo. por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. real. possui várias conotações (idéias associadas. sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). (sentido próprio). Exemplos: • Construí um muro de pedra. às (contração) e as (artigo).O avião aterrissou no horário previsto. glória. (sentido próprio). (não: do candidato. cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). porém. mas significação diferente. Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.

. nos erros do passado. retifiquei d) proscrever... no .. (não: de menor) . ratifiquei 9. coser = costurar b) imigrar = sair do país.. (se persistirem.flagrante . em astronomia. (em tese) (não: a princípio) ..... apresentava-se sempre . ela refletiu sabiamente.fragrante .. lá em casa......sessão ... superam-se) 3........É um sujeito muito irrequieto. reincidiram d) preste...Naquele ínterim... (obstáculos não se vencem...estrangeiros 4. o desinteresse do mestre diante da .insipiência c) sessão . (não: fez com que) .sessão ... ... recindiram 2.flagrante ... o número do cartão do PIS. (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas. d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever.estrangeiros e) seção .. (inadequado) .. a data de meu nascimento......” a) ratificar....... de direitos territoriais a .Não se esqueça de colocar sua rubrica.... incidiram e) prestes...incipiência b) sessão . de feiticeiros os .. (= no começo) (não: em princípio) .... (não garage) ...... Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política.. marca comercial) ...Todos reivindicam melhores oportunidades..... 5. e) A cessão de terras compete ao Estado.. de tarefas . (não: prazeirosamente) . solene era . a ..cessão ....incipiência e) seção .. As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1.” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10... xácara = verso 6... (quando persistirem......Ela prefere mortadela a queijo.. (não: somos em) . (não: Maizena.Em princípio.fragrante .... a) sessão ....A princípio tudo parecia real.. (não: haver) nada há ver = nada a receber .. Assinale-a: a) cozer = cozinhar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA ..... ele voltava vitorioso.. (não: irriquieto) . . emigrar = entrar no país c) comprimento = medida. ele voltava vitorioso...estrangeiros c) secção . da guerra.A maisena parece que está vencida.... incidiram b) iminente... (não: efisema) ..... (não: em face a) .. flagração. proscrevi b) prescrever.Por favor....O cigarro provoca o enfisema pulmonar. equivale a uma condição) ..... c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche... conflaglação..... d) Ascenderam o fogo rapidamente...incipiência d) cessão . (FUVEST) “A ... 7... (não: interim) . na frase seguinte: “Necessitando . equivale a tempo) .A persistirem os sintomas.Fez que (fingir) não ouviu a advertência. prescrevi e) retificar. plenária estudou-se a ..casçado e) mandado . (não: reinvindicar) . b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.Ao persistirem os sintomas.... (PUC-MG) “Durante a .. (não: rúbrica) ... deflagração.. (CESCEM) Na .. a) eminente.. concertar = harmonizar e) chácara = sítio.Foi um privilégio conhecê-la. (não: previlégio) ... nunca teve muito .. cumprimento = saudação d) consertar = arrumar. (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes.extrangeiros d) sessão . (não: latex) ..Somos quatro..O Brasil bateu recorde outra vez..Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição... e) Reacendeu o fogo do entusiasmo... conflagração. deflagração..insipiência Didatismo e Conhecimento 98 .... a direção do presídio proibiu as visitas.. (não: de ano) .....” a) seção . procure um médico.. (não: mortandela) .cessão ....Ficamos em pé / de pé o tempo todo......caçado d) mandado .Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura. (MACK) Na oração: Em sua vida.Depois de superados os obstáculos... demonstrada pelo político... sua proposta nos interessa..Meu irmão é menor de idade... reincidiram c) eminente....estrangeiros b) seção . (não: rúim) . (não: gratuíto) .. (FUVEST) Estava ..... não deixe a garagem aberta..cassado c) mandato ...Meu tempero está ruim..caçado b) mandato . b) A catástrofe torna-se iminente. ..Depois de vencidos os obstáculos... (não: récorde) ... (BAURU) Há uma alternativa errada. científica do povo levou-o a ... do prefeito foi . (ambas formas corretas) ....seção .. procure um médico.. (FEB) Há uma alternativa errada...........Em face (ou ante a) da confusão reinante. (não: Nóbel) .Esta roupa não tem nada a ver com você. (TRT) O ..Vamos galera! O “show” é gratuito......O látex desta confecção é de primeira qualidade..cassado 8. a) mandado . ontem. c) Sua ascensão foi rápida.flagrante .Repetiu o ano porque não estudou o suficiente. discriminei c) descriminar. pois os homens .

lasso ...... Vivo do meu trabalho. São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra.. apenas a cabeça estava fora da água. ao associar verso a sangue. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera.B)(3. ou seja.. do assunto é que foi possível prendê-lo.... caso todos compareçam.. ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 .” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como... os sons com nitidez..infringiu d) descriminar . . (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada.cumprimento .infligiu b) discriminar .cumprimento .. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.. Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso.....iminentes 11.Hoje são muitos os governos que passaram a combater o . Quando esses conectivos aparecem na frase. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”.infringiu 12... Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. os resultados esperados....eminentes e) censo .. o cofre ali mesmo... desvio). ou seja.... pesado castigo aos prisioneiros revoltosos. quando se deseja atingir um efeito expressivo.laço .laço .o efeito pela causa e vice-versa... “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona... Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras.. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa.iminentes d) senso .A)(10.... Brilha tranquila.infligiu e) descriminar ..O Diretor do presídio .. (descrição) b) Só seria possível .. 2.comprimento . (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam.... “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que... Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras). a) discriminar .. temos uma comparação e não uma metáfora.. Podemos classificá-las em três tipos: .E)(9. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como.. usual) Pedro era uma fera.. (descriminar) c) As negociações só vão ..A)(4. assim como. o “trabalho”).lasso . .B)(6. (fera = animal feroz: sentido próprio.A) (12.. o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras.. o recurso foi ..tráfego .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo . se conseguíssemos mais provas que o inocentassem. giro.D)(5...... denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos..C)(7. em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva.Quem possui deficiência auditiva não consegue . Somente após a .. são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve.lasso .eminentes b) senso . os espaços das frases abaixo: 1... vendo nelas uma relação de semelhança...C) No segundo exemplo. . Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.B)(2. o acusado..tráfego .. o “lucro”).B)(8.. Ocorre a metonímia quando empregamos: .infringiu c) descriminar . para comunicar à expressão mais força e colorido. (fera = pessoa muito brava: sentido figurado. assim como etc.. 3..Figuras de Pensamento.. intensidade e beleza.... literal.. Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto... Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo.tráfico .B)(11.... (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado.” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns. (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro.. tal qual.iminentes c) senso ... na escada (arriar) (1..Figuras de Construção (ou de sintaxe). corretamente....o autor ou criador pela obra.. semelhantes... (sortir) d) O corpo estava .tráfico .. de entorpecentes com rigor. que subia cada vez mais. ricas em significados.Figuras de Palavras (ou tropos). Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus. tal como.comprimento .cumprimento .tráfico ...

Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos.o indivíduo pela classe ou espécie. Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). enunciado no início.” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. A silepse pode ser: .o instrumento pela pessoa que o utiliza. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. (o concreto coração está no lugar do abstrato. que designa o continente ou aquilo que contém. e pulavam de alegria. destacando-a do resto. . em geral. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade. não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. “a casa”). Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. “entrar para dentro”. Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. que é “moeda”). Exemplos: A velhice deve ser respeitada. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). pode ser facilmente identificado. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia.de gênero.o abstrato pelo concreto e vice-versa. etc. Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias. (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces. . Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação. . Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. (a palavra caixa. (a parte teto está no lugar do todo. Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia.. o mesmo não ocorre com a catacrese. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. “protagonista principal”. Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. . nesse caso. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase. as construções “subir para cima”. Exemplo: O homem é um animal racional. Exemplo: Felizes.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei.a matéria pelo objeto.o lugar pelo produto. o medo no coração. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. no início da frase. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos. (originariamente. está sendo usada no lugar da palavra doces.o singular pelo plural. como por exemplo. simboliza o império.o continente pelo conteúdo. pessoas velhas).Ele tem um grande coração. desisti de ter. a cidade do Porto).” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. no entanto. ou seja. poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos).o gênero ou a qualidade pela espécie. sobre as mesas. o qual. ou seja. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração. Exemplo: Ele não tem um níquel. Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo.a parte pelo todo. Exemplo: “Eu. . . com o medo no coração.. que não têm valor de reforço. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. Exemplo: Ele é bom volante. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto. utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. mas eu não acho não. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. o poder). Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. que era branca e linda. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática. Didatismo e Conhecimento 100 . Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. e dançavam pelas ruas. Exemplo: No fim da festa.o símbolo ou sinal pela coisa significada. bondade). a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). sobre as mesas. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. que designaria o conteúdo). Os homens pararam. (a palavra trono. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. copos e garrafas vazias. eis-me medonha e escura. designando a espécie dos homens traidores). de forma feminina.) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. Exemplo: Não há teto para os necessitados. e cantavam.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . ou seja. Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. copos e garrafas vazias). eles riam. geralmente o “e”. . (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). .

” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. sem mais palavras. escolhia. Era nada. Exemplo: Vim. a praia. para realçar uma ideia. que poderiam se ligar por um conectivo. Exemplo: Depois de muito sofrimento. Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. que repitam a última frase. . deixando-o meio velado. vinha pra dentro da casona. vivas. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres. até que a última lâmpada se apagou.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias.” (Monteiro Lobato) “O som. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. Sintaticamente. vulcanizadas.. ele entregou a alma a Deus. Exemplo: “Eu era pobre. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural. Era subalterno. retumba. Senhor. vãs. exageramos na sua representação. ela tem uma qualidade que é antagônica).” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada. vulgarmente chamada de trocadilho. como nos três últimos exemplos. podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso). É uma figura de construção muito usada em poesia. Neologismo: criação de palavras novas. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. cheia de gente. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. progressão: “O surdo pede que repitam. no âmbito da frase..” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. crescia. mais longe. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. saía toda perfumada. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. escuro. a apóstrofe corresponde ao vocativo. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político.de pessoa. a paixão. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. Ironia: é o emprego de palavras que. veludosas vozes.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. vi. Exemplo: Está muito calor. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . mas de significados diferentes. ideias opostas. volúpias dos violões. morre. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras.” (Cecília Meireles) “Tudo. no lugar das palavras próprias. deu rédea e. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. Exemplo: “Tende piedade. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros). se a alegria é triste. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando. Nelas intervêm fortemente a emoção.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .a praia estava cheia de gente). vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. tudo parado: parado e morto.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando. têm o sentido oposto ao que querem dizer.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. (há omissão do verbo estar na segunda oração (. vozes veladas. o sentimento. lept! lept! arrancou estrada afora. venci. É usada geralmente com sentido sarcástico. Exemplo: A manhã estava ensolarada.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira. Exemplo: “Tende piedade. Senhor. vêm apenas justapostas. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere). “Pedrinho.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. na frase.” (Raimundo Correia) “Vozes veladas. escolhia.de número.

( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz. Foge. em sua casa deles dois.” (Graciliano Ramos) 14. ( ) “O meu abraço te informará de mim.” 34... aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe.” ( José de |Alencar) 32.. “ (Euclides da Cunha) 7.”(Alexandre Herculano) 11. ( ) “A cidade inteira viu assombrada. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem. O horror vai com ele. e dancei e fui Vestido de rei. Exemplos: É uma jóia. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. as horas passavam. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. Simões Lopes Neto) 21.”( Machado de Assis) 18.. O síndico.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19.. a gente vamos chegar lá. Exa.”(Olavo Bilac) 13. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho. Palha outro. de queixo caído.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz.”(José Cândido de Carvalho) 27. porém.Almas tristes.” (Camilo Pessanha) 20.. ( ) “Grande parte.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. ( ) “Aquela mina de ouro. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. o Zé-Povinho de chapéu erguido.”(Alcântara Machado) 37. os sertanejos emboscados.” (Raquel de Queiroz) “Tirou. “ (Vinícius de Morais) 28. porém. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos. a que me cativou logo foi uma. ( ) “Coisa curiosa é gente velha.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã.. minto. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. 29. me escute. foi-lhe tirado o lenço da mão. deslizavam melhor. Bergo) 31. ( ) “Caça. Não. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando. comedor de gente. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura.”(Clarice Lispector) 25.. está cansado? 8. acendeu o cachimbo. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. a salvo. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora.” (João Cabral de Melo Neto) 26.” (Fernando Namora) 36. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23. uma preciosidade.. ( ) “Mas.. da outra banda. geme a brisa folhagem. ( ) “Avista-se o grito das araras. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. Como comem!” (Aníbal Machado) 16. apanhou uma brasa com a colher. consiste em retificar uma afirmação anterior. apesar de interessante. ( ) “Rubião fez um gesto. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias. atiçou o fogo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio. resignadas..” (Guimarães Rosa) 5. ( ) “Asas tontas de luz. ( ) “Era véspera de Natal. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa. ninguém não pegava.” (J. severas. o mesmo silêncio anela de opresso. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes. corre. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza.” (Mário Andrade) 4. ( ) “E brinquei. de santos. .. ( ) “Em volta: leões deitados.. ou melhor. na Lapa-Laje. o pistoleiro sumir de ladrão. não sei se digo. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1. De guerreiros.. ramalhetes de flores com laços de fitas. e levanta-se. Tanto não. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. ou tinham mais invioláveis esconderijos. ou antes.”(Raimundo Correa) 22..” (Guimarães Rosa) 33. ( ) “Wilfredo foge. ( ) “Se os deuses se vingam. mas quão diferentes. ( ) V.”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. e tropeça e resvala..” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe. inclemente. e foge alucinadamente.”(Martinho da Vila) 17. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. pombas voando. esse quadro. fugindo nos cascos de seu cavalo. de poetas. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim.”(Guimarães Rosa) 10. ( ) “Agachou-se. uma.” (Camões) 30.. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime.” ( Adonias Filho) 35.” (Aníbal Machado) 6..”(Machado de Assis) 2.. (Mário de Andrade) 9.”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 . inútil. e vacila. que faremos nós os mortais? “ ( V. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.”(Chico Buarque) 12. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

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obriga que seja feita uma lei. são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo). Podem ser desenvolvidos de várias formas: .Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. de seu prazer e de suas necessidades. esclarecendo o conceito ou a definição. isto é.Comparação: social e geográfica.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . .Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. um fechamento integrado de tudo que se argumentou. . . Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! . Hoje. havia até advogado na fila de inscrição. . em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores. com isso. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas.Definição: não basta citar. . Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese.. mesmo que as empresas sejam automatizadas. velocidade. .Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. de gastos.Comparação: estabelecer analogias. triunfo das massas. escreve Aristóteles.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis. (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático. Entre eles. Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas. (G) Didatismo e Conhecimento 106 .Características: caracterização de espaços ou aspectos. .Interrogação: questionamento. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”. o que provoca o desemprego. valores. agravou vários dos históricos problemas sociais do país. . . “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação. outra que olha de fora para dentro. deter. Ex: “Em 1982. para se diferenciarem e ainda estão desempregados?.Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas. a classe de trabalhos informais. . aparece a verdadeira doença do século.Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. . Conclusão: é uma avaliação final do assunto. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F). (B) Segundo a Constituição..Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. desemprega milhares deles. é arbitrário. Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos. Ex: “Ação à distância.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. eletricista.” .Estatísticas: apresentação de dados estatísticos.Hipótese: antecipa uma previsão.” .)” . aumentando. se especializando. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança. de forma organizada e progressiva. nasce um novo modelo econômico: o capitalismo.Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação. (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior. . Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira. comunicação.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. Seu poder. eram 15. confrontar situações distintas.Enumeração: enumerar as informações. Ao todo. principalmente a urbana. miserável e desigual. de que. Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. .Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. defendendo o meio ambiente.Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. .Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. pois a uma nação doente. não perderão eles seu mercado de trabalho.” . .Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos. apontando para prováveis resultados. existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. . o espaço privado. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” .. incentivando a reflexão de quem lê. que almeja um futuro brilhante.” .Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.Oposição: abordar um assunto de forma dialética.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto. marcenaria.Exemplificação: dar exemplos.Narração: narrar um fato. juízos. para não perderem o mercado de trabalho. cabe aos governantes desse país.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). .Proposição: o autor explicita seus objetivos. .” . projeta um pensamento ou faz uma proposta. não compete a tão sonhada modernidade. pois decorre exclusivamente de sua vontade. É a parte maior e mais importante do texto. a violência. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas.. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou.Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. linha de montagem. que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão. (... .

sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: . natural. 7º Parágrafo: Conclusão F. . . classificação ou aleatoriamente.impõem-se sempre o raciocínio lógico.toda dissertação é uma demonstração.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. nobre. O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas. 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. . uma a uma. funções. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido. O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. 4. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções. Tema: Desemprego no Brasil. . é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas. essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. 3. pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Presta-se bem à indicação de características.Igreja da Graça no Lar.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. . original.O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.em consequência disso. razões a favor ou contra uma determinada tese. É fornecer argumentos.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. . .a linguagem deve ser objetiva. processos. correta gramaticalmente. . (ideia secundária)”. . precisa. sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto.O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. . o assunto que vai ser abordado. C. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).Despertar da Fé. D. seguindo-se os critérios de importância. desequilíbrios sociológicos e poluição. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . .Terço Bizantino. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. Pode-se enumerar.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime. Deve ser clara. Didatismo e Conhecimento .Devido à expansão das igrejas evangélicas. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. . Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. situações. Uma possível solução é apresentada. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. preferência. 2. denotativa. . 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. E. . falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A.Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico. .A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem. impõem-se à fidelidade ao tema.A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. Exemplo: 1.Palavra de Vida. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação. G.A Santa Missa em seu lar. . ou seja. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões.

O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. Nos climas úmidos. . em outras situações. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. É a abertura do texto. daqui a algum tempo. das definições. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. da ilustração. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. Contém a proposição do tema. todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. se fossem usadas num conflito mundial. dos dados estatísticos. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. recém oxigenado. Exemplos: Tempo . Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar. os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. Espaço . pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. em escala mundial. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. da causa e da consequência. dia a dia. o homem aprendeu a grunhir. isto é. da ordenação cronológica. Muito depois. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. Exemplos: .O homem.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. Deve. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). que confronta ideias. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. Depois deu um significado a cada grunhido. Conclusão: é a retomada da ideia principal. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. seus limites. a camada do solo é pouco profunda. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração. deve fazer a estruturação do texto. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. Se. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. Conclusão Só resta. da interrogação e da citação. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. p. que só o sofrimento é real”. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares. de pormenores.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas.O solo é influenciado pelo clima.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. por exemplo. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. 47) Didatismo e Conhecimento . . de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa. com seu incrível potencial destrutivo. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. muitas vezes. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. a velhice. processos. . corre sangue venoso. Na artéria pulmonar. a confirmação da hipótese ou da tese. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. pelo contrário. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. Ou os homens aprendem a conviver em paz. o tema é a questão indígena. mais escuro e desoxigenado. o objetivo proposto na instrução. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. conter de forma sintética. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. pois. uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. pois. fatos. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma. porém. por isso é fundamental.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. Primeiro. 108 . A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). perde a dimensão de humanidade que abriga em si. os solos são profundos.

hidroginástica. com treino. musculação. posicionese. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. (3) Atividade física é importante.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. Por sua vez. ou seja. Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. de Dad Squarisi. . sem fugir do tema. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. (2) A conivência do GDF. contadores de histórias. clara e coerente. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. do jornal Correio Braziliense.Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. caso o candidato se exprima. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. conclui o seu pensamento inicial. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação.Desenvolvimento do argumento 1 . otimista. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. até sua perfeita compreensão. de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. Em primeiro lugar. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. perderá pontos. caso este não tenha sido explicitado. Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo. p. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. Assunto: Falar em público. 2 e 3. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. Hildebrando A. p. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. viagens.80) aborda a redação dividida em esquemas. particular. mas não deve ser vista como tortura.Desenvolvimento do argumento 3 . Por exemplo. Didatismo e Conhecimento 109 . mas se for particularizada torna-se aceitável. as possíveis reações do leitor e por isso. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). no desenvolvimento. Às vezes. (3) Soluções do governo ao MST. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. crie seu objetivo. de André (1998. independentemente da tipologia textual. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. com base nos argumentos. é habilidade melhorar depende de treino. pés e cabeça. Na dissertação. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). com subjetividade. cerâmica. Esquema 1 .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução.Desenvolvimento do argumento 2 . como escrever. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. positiva. identifique o tema. Depois. Branca Granatic (1996. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. Nesse caso. Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. A seguir. (2) Posição das correntes mais radicais. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. (3) Ruptura da ideologia vigente. Quanto à introdução. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. natação. (2) Novo conceito de liberdade. Por fim. própria de textos literários como a narração e a descrição. Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. As evidências são o melhor argumento. em uma dissertação. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente.

sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. pela organização mais explícita da redação. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada. O principal deles: Demóstenes. • interpretálos coerentemente. siga a ordem de sua introdução. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto.Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. otimista. é possível começar a redação. reescrevao com outras palavras. de três a cinco linhas. abordando cada argumento em um parágrafo.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . . como já sugerido. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». Dissertação Polêmica O autor. o tema e o objetivo. que solucione o problema e apresente viés humanístíco).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 .Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . recomendase utilizar o esquema 1. (3) Como melhorar a expressão oral.Desenvolvimento do argumento 1 . dissertativo e expositivo têm características particulares. que apresenta somente dois argumentos. caso venha antes do verbo. Por esse motivo. dar explicações. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. que solucione o problema e apresente viés humanístíco).Desenvolvimento do argumento 2 . Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). Esquema 2 . graças ao treino. Didatismo e Conhecimento 110 . que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. desenvolver. Esquema 2 .impessoal. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». para facilitar a redação. preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação. com outras palavras. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. singular ou plural). Quanto ao esquema 2. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. Por exemplo. Por isso. curto. concluir. baseado no que foi coletado. Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. Esta é a reta final. Aliás. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. e não desenvolvidos ou explicitados. Nos próximos três parágrafos. otimista. • ordenálos. . «assim». apoiado em razões e evidências. venceram as dificuldades. Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto. Ele venceu até a gagueira. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. Em seguida. os textos argumentativo. Cite. «Sob o foco da argumentação anterior». encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. Tudo em um único parágrafo. que devem apenas ser citados. fazendo uma relação com a observação final do texto. no ponto forte da redação.Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. apresentará posicionamentos. a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. por isso. usada por diversas pessoas. positiva. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. otimista. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. E não se esqueça de utilizar a vírgula. a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema. positiva. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». Não inicie frase com gerúndio. Para tal. Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema.Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. No entanto. desenvolva seus três argumentos. . o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. por exemplo). Texto Argumentativo. Lembrese: nada de copiálo.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. além de reunir dados e expôlos com pertinência. Isso também vale em relação a seus argumentos. obrigatórias na dissertação. Contudo. positiva. dissertativo ou expositivo. em todo o texto. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. denotar otimismo com relação ao problema abordado. Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. desenvolver cada argumento. enfatizar a valorização do ser humano. «dessa forma». Após considerar todas essas etapas. em seguida. oportunamente. pai da Oratória.

Nova Iorque. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos. os prós e os contras. Sendo pessoas sem tempo para dialogar. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. todos os contras (ou vice-versa).Conclusão propriamente dita. além de conhecimentos razoáveis. Primeiro. ensaios. embora cercado por alguns milhões de indivíduos. possuindo vários teatros. depois. . etc. muito só. poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. Se. como o metrô. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam. editoriais. . . se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. há maiores possibilidades de emprego. Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. museus. podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. Observações: Para maior funcionalidade. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. de atingir um “status” social. um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente. paradoxalmente. rios e mares. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém. Tóquio.Apresentação do assunto proposto. sente-se.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos. .Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . . Didatismo e Conhecimento 111 . hipermercados. há selecão de prós e/ou contras. toda sorte de detritos químicos. expõem-se todos os prós e. muitos clubes. lançando. Aqui se exige. onde a indústria prolifera. melhores salários. artigos. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. observaremos que a megalópole. o habitante da megalópole. Numa cidade. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. mais chance de ascensão profissional. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. indiscriminadamente. no ar. o lado negativo da megalópole. Conclusão: . a rapidez e o conforto. apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. por outro lado. Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: .Frase-ponte (de separação).Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. por tantos desejada. possuindo boas casas de diversão.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. alimentos prontos. o meio lhe é hostil. Assim. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais.Frase-ponte de ligação. podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica. não se devem misturar. . Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. reportagens. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. . restaurantes com comidas das mais variadas origens. . outra habilidade: capacidade de persuasão. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. o autor deve focalizar o assunto proposto. o ambiente lhe é estranho. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. universidades e casas de cultura. assume as características de uma megalópole. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer.

Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente.. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. . A história contada. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. formando uma rede: a própria história contada. porém. A pesquisa científica exige método e coordenação. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. tipos sociais (trabalhador. sistemático e formal. complexos..). aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. para se autojustificar. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). heróis ou antiheróis. Com relação ao primeiro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. unilateral. o filosófico. A segunda sem a primeira seria algo empírico.) ou tipos humanos (o medroso. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. ou seja. dias. pois são dois seres que se completam. se apreende a aparência das coisas. Assim. concluímos que. o homem espera perplexo uma resposta. constatamos que.Narrador: é quem conta a história. um conflito entre o homem e o mundo. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. também chamada de prólogo). O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. Assim. o avarento etc. o científico e o filosófico. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço.. Enquanto aquela é busca ordenada. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca.. ou seja. Mas a ciência têm uma função explicativa. embora suporte da tecnologia. observamos que o mesmo é orientado. . do conhecimento científico. A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática. Por outro lado. o conhecimento científico. A ciência fundamenta a tecnologia. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. Assim. Didatismo e Conhecimento 112 . Interrogação e a dúvida geram. representado no texto pelos advérbios de lugar.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. já que o cientista.Tempo: época em que se passa a ação. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. obedendo a uma série de etapas e fatores. o “miolo” da narrativa. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. segundo relações de sequencialidade e causalidade.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. estudante. pois as duas estão intimamente ligadas. . o tímido. Pode ser físico ou psicológico. mas principalmente pelos advérbios de tempo. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico. Expressa as relações entre os indivíduos. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. Psicológico: o tempo interior. subjetivo. o meio.Personagens: são seres que se movimentam. apresenta as suas limitações. Esse elemento da narrativa é o tempo. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). sem base. esta é aplicação do científico ao técnico. e não simultâneos como na descrição. Além de contar onde. E. Quando o narrador conta um episódio. por advérbios de tempo. assim sendo. o narrador acaba sempre contando onde. formando um todo homogêneo que. Dessa forma. que são os agentes do texto. utilizando situações que contêm essa vivência. Em se tratando. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. através dele. Aqui. Aquele que conta a história é o narrador. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada). As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. quando. é o seu apoio. Assim. Cronológico: o tempo convencional (horas. passa por uma introdução (parte inicial da história. Quanto ao conhecimento filosófico. de certo modo. pesquisa pura. Elementos Estruturais (I): . As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios.previsível ou imprevisível. Final . Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. Tudo na narrativa depende do narrador. a natureza é o objeto do conhecimento científico. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. E. por isso. tendo mudança de um estado para outro. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. em última análise. burguês etc. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo.Fechado ou Aberto. . que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. da voz que conta a história. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. meses). observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa.Espaço: local da ação. Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. organizados por uma narração feita por um narrador.). desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . protagonistas ou antagonistas. como e com quem ocorreu o episódio.

Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo. aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). Exemplo: “Parei na varanda. o espaço confortável de debaixo do fogão). José Olympio... afamilhado. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. pois. Assim. a partir de suas ações. Estrela da vida inteira. exceto as personagens ou o fato a ser narrado. as pernas bambas. Manuel Bandeira.Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. 4ª ed. Casado ou doutro jeito. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. Mesmo que essa personagem não apareça no texto. ou seja.. conduzindo ao clímax. . Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas. 110. podem ser apresentados direta ou indiretamente. ou seja. Não me atrevia a descer à chácara. Narra em 3ª pessoa e sua voz.) Didatismo e Conhecimento 113 . nunca perdeu atalho.. . (. mas sempre teso do Jango Jorge. Assim. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia. por exemplo. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo. Estrutura: . que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. nunca desandou cruzada!... a história é contada em 1ª pessoa. 1973. que não é possível compreendê-los isoladamente. a história é contada em 3ª pessoa. Assim. Podem ser principais ou secundários. . É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí.Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens. na cerração das madrugadas.. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. Não no víamos desde muito tempo. retratando suas características físicas e/ou psicológicas.. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. há basicamente. Encadeados. é uma transformação de situação. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. . ia tonto. os episódios se sucedem. no desmaiado da Lua. nunca errou vau. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. Comecei a andar de um lado para outro. Quanto aos elementos da narrativa. (.. muitas vezes. é porque alguém lhe deu o animalzinho. obrigatoriamente sempre presentes no discurso. no texto acima. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. esses não estão. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. conforme o papel que desempenham no enredo. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. . pág. tornando o desfecho inevitável. Há uma relação de implicação mútua entre eles. Observe que. .. são elementos vitais.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista. estacando para amparar-me. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira.. Verifica-se.Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação.Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. atordoado. Rio de Janeiro. ela está logicamente implícita.Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor.Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens.” (Machado de Assis. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo. como simples exemplos de uma narração. à luz do Sol. pode acreditar. Existem três tipos de foco narrativo: . eu estava lá e vi. na escuridão das noites. e passar ao quintal vizinho. e andava outra vez e estacava. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. se o menino ganhou um porquinhodaíndia.

__ Se quer sair de casa. doutor. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. Como fazia nos dias comuns. muita atenção nos autos. Fui jogado na estrada. O homem toma a cerveja em pequenos goles.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. sem que percebesse. mas ambos com menos de dez anos. os prédios. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. O grande homem e seus dois meninos. __ Eu arranjo. da cara à mostra. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. em seguida. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca).. das asas e das antenas e. de forma canhestra. está bom? __ Se ficar doente. assomava um guarda nas esquinas. e confirma o pedido. pague uma pensão. fico uma jararaca. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. o que há de melhor. O homem olha para os meninos. Veja. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. noite e dia o hominho aqui na carroça. __ Duzentos e vinte. aritmético. um neto casado. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. àquela hora da noite. deixou morrer. (J. na travessia das ruas. à espera. (. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. __Você desempregado. morrendo de vergonha da malha de cetim. é uma terceira pessoa.) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. Quase meia hora andando. cuidadosamente. O seu coraçãozinho se apertava. Agora com mania de mulher. doutor. e se dirigem para o cômodo dos fundos. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. mas resolutamente. __ Essa aí tem filho emancipado. O hominho aqui se espalhava. Só deu de mamar no primeiro mês.. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. __ Olho vivo – como dizia Paraná. A mula vendeu e a potranca. as coisas.. Que é que diria a Paraná?) Andando. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . mulher. e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. e depois?. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. __ Na sua idade. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. Fica muito mais gostoso. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta.” (Ilka Laurito. O hominho é muito bom. Todo velho é sem-vergonha.. Ele ia pelas beiradas. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. doutor. Eles não têm pressa. onde há seis mesas desertas. Didatismo e Conhecimento 114 . nem olhar muito para nada. __ Dobre a língua. enquanto o rapaz cúmplice se retira. um prato de comida e roupa lavada. sentados naquela mesa. Os três sentam-se numa das mesas. sem os cuidados de uma mulher. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. doutor. os dois pães com meia almôndega cada um. está bom? Ela não contribuiu com nada. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. Tenho culpa? Só quero paz.. Só não me pise. Criei um por um. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. dois guaranás e dois pãezinhos. E permanecem para sempre. __ Está certo. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. Por isso não pôde defender-se. O céu lá em cima. A carroça e os dois cavalos. Agora tem dois cavalos. Sempre o mais sacrificado. poderiam roubá-lo. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. Severino. Bisavô. num pratinho. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca.. Quando em quando. Exemplo: Festa Atrás do balcão. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. Devagar. sem a sua interferência. humanos e indestrutíveis. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. O preto concentra-se. um mais velho e outro mais novo. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. (Nos bondes. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. Os três atravessam o salão. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. este velho caducando. sem lhe passar diretamente a palavra. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. No começo pensou num bonde. mais ainda. acompanhado de dois meninos de tênis branco.

quando se diz “Depois da abolição.. incentivouse a imigração de europeus”. mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada.. a sequência temporal foi modificada... há a participação do narrador. Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. mas várias: uma coordenase a outra. como vimos. para os maus). Com efeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher. as três características explicadas acima (transformação de situações.. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço. Os bondes passavam. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito).. realizase o ato de compra. No entanto. .. segundo. (. as relações de anterioridade e de posterioridade. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála. quer ou deve fazêla. é preciso antes conseguir o dinheiro. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). (João Antônio – Malagueta.uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo). temos um texto dissertativo.Conclusão: consequências do fato. . O céu baixou. ou seja. ele não larga não. Não! E esses tambores? Ui! Que venham. . Ignorava a exatidão de seus cálculos. que ele não está bêbado.Introdução: citar o fato. sabe. Fugir com ela.) Ele vai tirar Rosinha da cama. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. Assim.Desenvolvimento: detalhes do fato. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. a narrativa se desenvolve na prosa. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora. O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. É guerra.. No primeiro caso. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. Larguem os seus braços..... por ter sido despejado.. .uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa). Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. à noite. Largar Rosinha ali. alguma subjetividade. Abraçá-la no alto de uma colina. para apanhar uma fruta. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali.. o que aconteceu. pelos escuros da Alameda Cleveland. que. ao longo da leitura.. Quanto à temporalidade. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração. uma implica a outra.. É um recurso relativamente recente. o que é narração? A narração é um tipo de narrativa. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.. pois elas se pressupõem logicamente. Não é preciso segurá-lo.. no entanto. Didatismo e Conhecimento 115 . quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. apresenta um componente narrativo.. Rosinha. até certo ponto. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. se abriu. Não acordem Rosinha.. O aspecto narrativo apresenta. para o fundo do País. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. Esse temporal assim é bom. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . Tomemos. porque Rosinha não sai. Tem ela três características: .uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. Dependendo do enfoque do redator. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou. ele vai se espalhar. Assim. por exemplo). e os castigos. A narrativa é a transformação de situações. Pelo jardim. o leitor reconstitui. . uma subordinase a outra. Por exemplo. Toda narrativa tem essas quatro mudanças. entre elas. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. Tenham paciência.é um texto figurativo. querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. o tempo e o lugar. Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. Rosinha está dormindo. para isso.uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. por exemplo. Para ter um carro.. ... Caracterização Formal: Em geral.é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”.Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . por exemplo.as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. Ele está dormindo. isto é. a narração terá diversas abordagens. ele seguiu. . e ela efetuase porque quem a realiza pode. . é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente. preenche essa condição). Resumindo: na narração... no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas.. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. quando e onde. Por que não está malhando em sua cabeça?. Ela lhe deu.

p. com as mãos no teto. (Klink. pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . Estava tremendo. com muita perseverança. pronto para o golpe. tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) .espaço. O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. 1981.” “Aceito o desafio!”. Rio de Janeiro: José Olympio. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr.Personagens “Aboletado na varanda. quase tocando-lhe o fundo.o texto 2 conta uma história de animais . é bom lembrar. Érico. ouvimos histórias de nossas famílias. cenas da memória do famoso navegador brasileiro .Relatos .. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. Com as mãos agarradas na borda. A tartaruga continuou avançando. como eram nossos parentes quando mais novos. de sonhos. recomendou a tartaruga. perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. 5O) Exemplo .que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. Não quer que se carpa o quintal.Romance . a redondeza escura e uniforme dos seixos. como negarlhe a insipidez. Ieda. mesmo maravilhado com o que via. Mais adiante. Comentário: . Texto 1 “Noite escura. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. os olhos).personagem (ou “com quem aconteceu”) .Parábola . Mas os olhos. Quando a lebre acordou. p. Caminhos Cruzados. mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional. fechei a porta e todos os respiros. Uma enorme baleia. (sempre guardam alguma coisa do passado.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto. e fiquei aguardando. lendo Graciliano Ramos.Notícias . em que um autor cria no mundo da imaginação. As amazonas segundo tio Hermann.” (Linda. de um lado. Podia ser sua descomunal cauda. Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . disse a tartaruga calmamente. Porto Alegre: Movimento. respondeu a lebre. em todo o caso.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: . Desde muito cedo.Tempo “Sete da manhã. ouvimos. e iluminada seguiu em frente. para chegar primeiro.” (Veríssimo. de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. que ficou atravessado a sua frente. Ouvimos também histórias de medos.Anedota . Enfim. por exemplo. deitou-se e tirou uma soneca. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície.4) Ao longo da nossa vida. contamos. por todo o caminho”.Fábula . passava exatamente sob o barco. imaginamos histórias. de personagens fantásticos. . A um sinal dado pelos outros animais. através de um relato de experiência vivida. não tive a menor dúvida: voei para dentro. Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite.o texto mostra.» (Kiefer. “Cem dias entre céu e mar”. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás.Conto . seguiam o corpo e a cabeça. Seria o leito seco de algum rio. Uma noite de ardentia.Amir Klink. Poderia dançar à sua volta. O segundo é uma narrativa ficcional. O Dr.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo . Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. as duas partiram. Amir. Charles. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa.acontecimento. nem me tocou. estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. sem céu nem estrelas. Porto Alegre: Mercado Aberto. que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção. assistimos. 51) Exemplo . a face escalavrada. Tipologia da Narrativa Ficcional: . tudo se alcança. moço? Estava um caco: mal vestida. Moral: Com perseverança. deitado.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas.História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 . vivemos em meio a muitas narrativas. A lebre saiu a toda velocidade. lemos. Manobrou e voltou-se de novo. “Isto parece brincadeira. autor de vários livros sobre suas viagens. para demonstrar seu desprezo pela rival. Amâncio não viu a mulher chegar.fábula .Lenda . A dentadura postiça. 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez.. com o corpo todo iluminado. passando por baixo. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. enquanto do outro.Memorialismo . cheirando a fumaça. fato. p. e. Não havia. Eu procurava imaginar o que ela queria.Crônica .

O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas. que viajavam incógnitos. estão a concisão. o Grande. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. Hotel. Aquela frase.”? Isso não interessa. gemidos.. que o quarto já estava pronto. Saíram. eu já teria feito uma reforma aqui. perguntando por um casal de forasteiros. 27/O9/98. Ou por Max para Engels.) Crônica: é uma narração. As grandes frases da humanidade. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. aos noticiários dos jornais. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe.. “Dadá”? Sou eu. Não demorou muito. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. hospedaria. foi logo dizendo que não havia lugar. Se eu conhecesse alguém influente. “Contos para um Natal brasileiro”. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. Isso não é disfarce.. e o gerente era metido a engraçado.. junto com as palavras dos outros. Poderia até receber delegações estrangeiras. . teatro e narrativas televisionadas. se não tem documentos? — disse o encarregado. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. O viajante agradeceu. disse o gerente. 09. O grito do Ipiranga. Assim. para não ficar mal. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. Estavam cansados da viagem. Entre suas principais características. inclusive identificando o seu lugar de origem. desde que não fosse muito caro. talvez. depois disse que sim. — O disfarce está muito bom. Contudo. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. com banho e tudo. a precisão. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha. por exemplo. 11) Didatismo e Conhecimento . aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. segundo a ordem temporal. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. como dão para os grandes hotéis. O homem disse que não tinha. Ali perto havia uma manjedoura.. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. No terceiro hotel também não havia vaga. Ou tossindo. Aí. disse o homem. o próprio Shakespeare falando. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. e até agradeceu. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. ela. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho).. fitas gravadas e discos. Você pode estar rompendo um caso de amor. [. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. apareceram os três Reis Magos. Para surpresa dele. não se sentia bem. também não havia vaga. são as roupas que nós temos.]» (Veríssimo. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite. se o governo nos desse incentivos. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. mas parece que já foi ocupado. Quando os viajantes apareceram. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. na pressa da viagem esquecera os documentos. e talvez um tímpano. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê. homem de maus modos. no ouvido de alguém. com intervenções do ponto e comentários da platéia.audiovisual: cinema. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima. tinha voz fina. Muda. da próxima vez que o senhor vier. — Eu pensei que tinha um quarto vago. Discursos do Rui Barbosa. enxarquei as botas”.. 117 O casal foi adiante. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. por exemplo. já que todos os sons que emitimos? espirros. o viajante achou a idéia boa. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas. Ouvir. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se. Jornal do Brasil. Que disfarce? Perguntou o viajante. 1996. dizendo coisas banais. diga ao povo que. p. muita excitação e emotividade. grite. quase tiveram êxito. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles.. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. No hotel seguinte. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. No segundo. No primeiro hotel o gerente. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. grávida. como eles logo descobriram. Mas até hoje não consegui nada.. discursos inteiros. dando voltas ao mundo.. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. p. (“A Massagista Japonesa”. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa.auditiva: narrativas radiofonizadas. Não seria fácil. disse. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. Essas roupas velhas que vocês estão usando.. quando era bebê! Aumenta. . Ainda fez um elogio. mas em compensação não pagariam diária. mas estará falando para a posteridade. que Napoleão era linguinha. a densidade. comentários literários ou científicos. Foi adiante.. Foram procurar um lugar onde passar a noite.visual: texto escrito. No hotel seguinte. e não causaram ondas. O termo é atribuído. portanto. em prosa. Luís Fernando. qualquer coisa serviria. frases.

viu-o seu pai. partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. caindo em si. levantandose. poucos dias depois. de turvar. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. quanto reais. muitas vezes erroneamente definida também como fábula.«Mas turvas. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. havendo ele gastado tudo. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Assim. e lhe diz irritado: . porque o recebeu são e salvo. Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto».pergunta assustado o cordeiro -. . E. este teu filho. lançou-se-lhe ao pescoço.«Majestade. e até certo ponto aceitáveis. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. algum parente: teus tios. por meio de comparação. E o filho lhe disse: Pai. E começaram a alegrar-se. e por onde passa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. porém. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas. E. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. e mora no fundo dos rios. pastores. Para os índios ele é «MbaêTata».» . e trazei o bezerro cevado. dá-me a parte da fazenda que me pertence. o filho mais novo. em pleno dia. pois eu não tenho mano.«Então. Cordeiros. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. teus pais. tinha-se perdido e foi achado. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). E.e o leva até o recesso da mata. hei de vingar-me» . e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. e. chamando um dos servos. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. porque este meu filho estava morto e reviveu. Já não sou digno de ser chamado teu filho. a água que bebo! Hei de castigar-te!» . Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. à noite vê tudo. . É um gênero muito versátil. ou Coisa de Fogo. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos.«Mas como poderia» . e teu pai matou o bezerro cevado. E ele repartiu por eles a fazenda. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. houve naquela terra uma grande fome. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. perguntou-lhe que era aquilo. instava com ele. Mas ele se indignou e não queria entrar. tanto fantásticas. o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. Algumas vezes. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. respondendo ele. as lendas.«Peço-vos perdão mais uma vez. É muito interessante para crianças. mas deve ser engano. onde o esquarteja e come sem processo. Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. vai tocando fogo nos campos. correndo. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . e todas as minhas coisas são tuas. e. cães. e. constatada no final da história. e dir-lhe-ei: Pai. De caráter fantástico e/ou fictício. E. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. «se eu não era nascido?» . Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. seus olhos cresceram. pequei contra o céu e perante ti. ouviu a música e as danças. aventureiro inato. e irei ter com meu pai. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. E ele lhe disse: Filho. saindo o pai. e começou a padecer necessidades. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato. e se moveu de íntima compaixão. de dia é quase cego. Mas. as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. Vindo. porque este teu irmão estava morto e reviveu. E. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. . vivendo dissolutamente. e o beijou. e matai-o. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. por isso. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra.«Ah. Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. assim. E ele lhe disse: Veio teu irmão. sem nunca transgredir o teu mandamento. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. .«Vede que estou matando a sede água a jusante. foi para seu pai. mataste-lhe o bezerro cevado. por conseguinte. faze-me como um dos teus trabalhadores. ajuntando tudo. E o seu filho mais velho estava no campo.«Que ousadia a tua.» . Sempre contém um moral por sustentação. na qual são animais que ganham características humanas. quando ainda estava longe. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. tu sempre estás comigo. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. Narração figurativa na qual. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». e comamos e alegremo-nos. Parábola: narrativa curta ou apólogo. disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. e vesti-lho. E. vós não me poupais.» . Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. enormes. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. não? Então deve ter sido teu irmão. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. e ninguém lhe dava nada. quando veio e chegou perto de casa.

Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. “inocente criança”. para ser compreendido. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens. mas saiba priorizá-los no uso. repetir. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”. “paixão intensa”. “beijo doce”. . típicos. para fazer melhor o seu texto. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim. “uma grande salva de palmas”.. ele sequer existe. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. Isso é uma boa dica. deixá-la de lado. acredite. como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. por exemplo. muito menos os narrativos. sem resistência de continuidade. capaz de convencer quem o leia. . preocupada. tiques. após citar uma personagem. uma mulher que lê mãos.Começo. Este aspecto é tão importante que. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. Uma personagem. imagina que. Coitada da menina. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. “família unida”. deve ter traços fortes.. é preciso ser didático. . meio e fim: Muita gente. um homem misterioso de chapéu.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . Escrever circularmente é como andar em círculos.) . não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. explicando-lhe a demora. Experimente. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. a sequência que nos permita um bom fecho. características psicológicas e intelectuais das personagens. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. um trecho dela: há circunstâncias que. precisaremos da ajuda de adjetivos. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). Não acredite nisso. então. Se você criá-las sem características específicas. em dado momento. uma cor de olhos. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. gestos (passar a mão no cabelo. parecer frágil em alguns aspectos. perfeita. “fechá-lo” à sua maneira. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. pelo uso constante e popularizado. a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. inclusive. Muitas vezes. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. aceitando a interferência. “ao pôr-do-sol”. lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. em que animais ou coisas são personificados. como estilo. aborde aspectos. a peripécia dos acontecimentos. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. começá-lo pelo clímax. sem que possamos sair do lugar. certamente. Mesmo numa fábula ou num apólogo. seus significados. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real.” É evidente que. Ele deve sempre parecer um todo verossímil. Antes de começar a escrever. esquecê-la. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira. Estes são apenas alguns exemplos. ou no porão.. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. sem mais nenhuma indicação posterior. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. criaturas assemelhadas que são aos humanos. “faces rosadas”.Escrita circular: Rigorosamente. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. revela estados de espírito. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. ideias ou palavras que. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. Didatismo e Conhecimento 119 . ao redor do mesmo tema. infinitamente repetir. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa..Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens.. Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. o texto não pode. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. nada mais significam.Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão.. . a não ser por escolha do autor. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”. quando escreve. Não seja excessivamente minucioso. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. “Num belo domingo de Primavera. . não há tamanho exato para nenhum tipo de texto.. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. é imprescindível que você. apenas com a sugestão de fecho.. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra. por exemplo. a interação com o leitor que pode. tais pedidos.” Quando o corretor lê isso. ou seja. . evitando abundância desnecessária.”. Pior do que isso é começar a narrar e. Imitação da vida ou ultra-realidade. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. de acordo com suas vivências e experiências. “abraço cheio de emoção”. maravilhosa. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. frequentemente. se retiradas. ou seja. circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. particulares. manias. . Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. sobretudo a protagonista. é interessante que jamais percamos a coerência interna. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos. sabemos que elas devem parecer verdadeiras.

não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos.. em imagens. portanto. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. . se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. todas elas estão no pretérito imperfeito. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. . Ao seu redor havia ruídos serenos. com palavras. pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. o que será importante ser analisado para um. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. etc. pálida.) Esse texto traça o perfil de Raimundo. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. está-se pensando apenas na ordem cronológica. verbos de ligação. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. . precisamos fazer algumas alterações. . Normalmente.) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. 3132.. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. e era mole. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido.Utilizam.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação.. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo.). melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso. etc. Grande. retiravase). É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado.) Ângela tinha cerca de vinte anos. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. 1974. Ática. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. (Machado de Assis. Exemplo: “(. para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. Por isso. cena. por exemplo. págs. como ele. Não é necessário que seja perfeita. O mestre era mais severo com ele do que conosco. aplicado. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto. comparações e inúmeros elementos sensoriais.por isso. situações.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. inteligência tarda. preferencialmente. grande demais. animal. 3ed. Dessa forma. carnuda. pois. Características: . sanguínea e fogosa. ou pelas ações. ambiente. uma narração e você faz uma dissertação. Contos. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda. cara doente. aquele. na versão original. Quando alteramos a ordem dos enunciados. e não traçar a cronologia de suas ações). Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino. O Sol fazia-as brilhar.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 . trocá-lo (pede-se. cheiro de árvores. Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. . vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens. Por todas essas características. emoção vivida ou sentimento. . ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito. objetos. Raimundo tinha grande medo ao pai). como veremos adiante. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. Laços de Família. o filho do professor da escola que o escritor frequentava.). não será para outro. Reunia a isso grande medo ao pai.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . pessoa. não denota nenhuma transformação de estado. ao invertermos a ordem das frases. . Como.ainda que se fale de ações (como entrava. o ano de 1840..é impossível separar narração de descrição.. Tudo era estranho. E antes de passar a limpo a redação. raramente estava alegre. A outra é esquecer os itens do enunciado. lugar. o enunciado destaca o que pede como imprescindível. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e.Ao fazer a descrição enumeramos características. mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza.” (extraído de “Amor”.se invertêssemos a sequência dos enunciados. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. Era uma criança fina. situação ou coisa.. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. como este.. está fazendo uso da descrição. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes. “Conto de escola”. suave demais. Devese notar: . Quando ele pede um determinado componente acional. precisamos fazer certas modificações no texto. os. etc. porém. no nível do relato.Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. . quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. Elas manifestavam todo o seu esplendor. São Paulo. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. pequenas surpresas entre os cipós. Sempre que se expõe com detalhes um objeto. Evidentemente.

O Primo Basílio) . Joca Ramiro era único homem..Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. o ser. concretas.” (Eça de Queiroz . concretamente. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. exatas. Tudo simples. . uma grade de ferro. por ter a representação de um acontecimento. situar-se. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. os gestos. . e essa casa era assim: na frente.Usar o vigor e relevo de palavras fortes. que conferem colorido ao texto. é atemporal. mandando por lei. . Seu peso.” (“O Ateneu”. Exemplo: “Era o Sr. de sobregoverno. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser.. . A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto. calmos. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. numa descrição. sinestesias). Telhado de quatro águas. desde que eles sejam sempre simultâneos. estar. olhos negros. ficar). soberanos. Pintada de roxo-claro. depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. o presente e o pretério imperfeito do indicativo. Apesar de seu corpo rechonchudo. quando o objeto..As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem.. pelo contraste. um pouco amolgado no alto. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai. o ser. Era muito pálido. uma pureza de cristal. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. Roupa simples. metonímias. Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.. depois você entrava tinha um jardinzinho. atitudes. . Iibertouse desse medo. uma casa velha. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno. Exemplo: “ A casa velha era enorme.Uso de advérbios de localização espacial. dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. No caso do texto II inicial. situação ou indicadores de propriedades.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior.. Tinha uma covinha no queixo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . haver. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. fazer-transformador. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. não tendo transformação. farto. existir.Emprego de figuras (metáforas. pele bronzeada. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. nunca tirava as lunetas escuras. que se usem então as formas nominais. no final do corredor tinha a cozinha.. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. . Podese apresentar. 70kg. a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. magro.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . Raul Pompéia) “(. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: . calmos. então achou outra esperança maior: para ele. cabelos negros e lisos”.. tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca .). Ex: O dia transcorria amarelo. Lemos um velho de pequena estatura. toda em largura.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo. ausente do calor alegre do sol. provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado. se isso não for possível.Senhora) . mas não tingia o bigode. Era feita de pau-a-pique barreado. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. Aparência atlética.. Ex: Vida simples. podendo opinar ou expressar seus sentimentos. que era o lugar da bagunça. até mesmo ação ou movimento. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. Moreno. para transformá-lo em narração. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio..Todavia deve predominar o emprego das comparações. vestido todo de preto.” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado.” (José de Alencar . muito crente. é marcado pela temporalidade. aí você entrava na sala da frente. mas rolho e bojudo como um vaso chinês.e aquele preto lustroso dava. comparações. a cena. Mais tarde.Devemse evitar os verbos e. Exemplo: “Era alto. a cena. ou seja. tinha-o grisalho.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: .A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (. Para transformar uma descrição numa narração. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. O pessoal.85m. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. capaz de tomar conta deste sertão nosso. Na dimensão linguística. vasta e polida. frio. na relação situação inicial e situação final. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. caído aos cantos da boca. com o pescoço entalado num colarinho direito. próprias. o segundo. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue.) Quando conheceu Joca Ramiro. par-defrança. Exemplo: “Até os onze anos. mais brilho à calva. capricho da sorte. enquanto que o enunciado descritivo. eu morei numa casa. qualidades. Ex: “Sua altura é 1. eram de um rei. no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. não muito gordo. dos adjetivos e dos advérbios.Predominância de verbos de estado. ombros largos. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. a passagem são apresentadas como realmente são.

uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. esculturas ou quaisquer outros objetos. de Bocage: Magro. No entanto. o mesmo de figura. peso. . . pág. altura. dimensões. boca. nariz. do ponto de vista da progressão temporal. e não pequeno. o redator. caráter. . textura. 497. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. triste de facha.Conclusão: comentários de caráter geral. . . após escrever seu texto. chão.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral.Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. peso. . olhos.Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato. .Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes.Desenvolvimento: análise das características físicas. teto. textura. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade. ao descrever. de acordo com determinada ordem. postura. meão de altura. associadas às características psicológicas (1ª parte). voz.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. facilmente identificáveis (descrição objetiva). Descrição de paisagens: . inclinações. bem servido de pés. idade.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. diâmetro etc. 1968. ao contrário da narrativa. carão moreno. Incapaz de assistir num só terreno. em que os aspectos sensoriais predominam. O poeta descrevese das características físicas para as características morais. A descrição. . associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo. mais propenso ao furor do que à ternura. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. quadros. preferências. Se fizesse o inverso.) .Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. lugar.Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. portas. ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa.Desenvolvimento: análise das características físicas. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos. peso. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. Lello & Irmão.Introdução: comentário de caráter geral. conforme o permita sua sensibilidade.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. de olhos azuis. cabelos. material. . o sentido não seria o mesmo. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: . objetivos). precisa possuir certo grau de sensibilidade.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . também denominado adjetivação. Didatismo e Conhecimento 122 . apontando suas características exteriores. associadas às características psicológicas (2ª parte).Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). roupas). a ordem dos enunciados na descrição é indiferente. Para facilitar o aprendizado desta técnica. cor e brilho. eletrodomésticos. sugerese que o concursando. Descrição de pessoas (I): .Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis. . do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. . Porto. nariz alto no meio.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. cor/ brilho. temperamento. Descrição de ambientes: . ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva). acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. . não supõe ação. . . luminosidade e aroma (se houver). pessoa etc. janelas. Obras de Bocage. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. .Desenvolvimento: características físicas (altura.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. sublinhe todos os substantivos.Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. comprimento. cor da pele. dimensões (largura. pois as características físicas perderiam qualquer relevo.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). . o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. É uma estrutura pictórica.Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem.. Descrição de pessoas (II): .

Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. a pupila negra. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. para evitar a deformação em caso de colisão. roto a espaços.” (Scliar. o seu funcionamento. Casa de gente de casta. alto. há predominância da denotação. E tinha. Cuidava muito dos trajes. processos. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. brilhante. Mas já era homem sério de velho. Os seus interiores são amplos. a tez lisa. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. mas sempre muito bem passada. Machado de. por igual). esses e gregas. bem formado. Na descrição não-literária. apertando um colarinho de oito dias. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. precisa. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. ou. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. espaço.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. Imaginem agora uma sobrecasaca. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia. de brim pardo. por entre a folhagem. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. a sua pele. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. ora para o sul. os cabelos pretos cortados rentes. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. Ópera dos mortos. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado. Autran.. de cor saudável.” (Assis. situações e coisas. O jaquetão de casimira inglesa. no banheiro. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. da força e da inteligência.” (Dourado. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores. a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. Tanque . Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. etc. formando flores estilizadas. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. descrevendo uma longa espiral. dois grãos de milho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. As roupas. vidros quebrados nas vidraças. ambas desmaiadas. ferida pela luz do sol. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. casamento então era parelho mesmo. José de. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. superfície lisa. o vinco perfeito. setas. cor de cobre. salvo o feitio. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade.” (Alencar. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé.. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. ora para o nordeste. marchetado de pardo. literalmente. brilhava com reflexos dourados. que pode ser ampliada para até 1500 litros. Moacyr. as peças que os compõem. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. Por ser objetiva. mas semquefazer de menino). volutas. As calças. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. reservado. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. da sua aparência medida. De repente virouse e ficou boiando de costas. 1975. (. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. Estava tão bem ali. p. textura fina. a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos. dos oito primitivos botões restavam três. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. cintilante. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. morte. tinham duas fortes joelheiras. um colete de seda escura. com o encosto do banco traseiro rebaixado. feitos para durar toda a vida. à guisa de olhos. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. tinha pouco mais de trinta anos.) Ali. 12. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. segundo eles antigamente. os ossos da pessoa. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno . móbil. Dava gosto ver. para descrever experiências. Creio que trazia também colete. o pêlo desaparecia aos poucos. ambientes. que vacilei em dar a descarga. a desabotoado. Didatismo e Conhecimento 123 . que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. quase acetinada. Porta-malas . a graciosa criatura. a não ser em certas ocasiões (batizado. Flutuava displicentemente. mais larga do que pediam as carnes. a calça é que era como a de todos na cidade brim. cumpridor. cenários. paisagens. o chapéu era contemporâneo do de Gessler. A descarga vazava. magro e pálido. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas.

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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este é o único em que imagem e texto mesclamse. não possui texto verbal. e um texto complementar. Didatismo e Conhecimento 127 . porém. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. por exemplo. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. Agora São Paulo Dos três casos. e. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. Mais uma vez. com a expressão tensa. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. Assim. de quem passa por apuros. Quando são publicadas em jornais regionais. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. Ele abre a porta de um armário. tem a forma de uma escada. com expressão aborrecida. Serra afirma estar indeciso. toda a informação deve ser identificada no desenho. o PSDB. para interpretar a charge. grita para que Serra assuma. Paulo Criada por Glauco. Nele. que termina numa seta vermelha. o que é muito frequente nas charges diárias. Charge da Folha de S. nem sempre são assim tão amplos. que Serra é pré-candidato. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. José Serra. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. porém. reconhecido pelos traços da caricatura. todas referentes ao mesmo tema. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local. uma referência ao símbolo de um partido político. que pertence ao PSDB. apontando para fora do móvel. cujo símbolo é um tucano. e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. por ser careca e pertencer ao partido tucano. Enquanto isso. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Após a identificação desses elementos básicos. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. ou seja. o que lhes dificulta a compreensão. um homem careca dentro do aparelho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. Nos jornais de grande alcance. no qual está escondido José Serra. Para compreendê-las. Abaixo veremos três exemplos de charges. “Eleição para Presidente”. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. A imagem traz uma caricatura de José Serra. CE) Aqui também não há texto verbal. A corda. o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. Além das falas e dos dados da pesquisa. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. a charge ainda tem título. Os temas de charges.

. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de. . perceber. .Ler todo o texto. . Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. procurando ter uma visão geral do assunto. não. às vezes.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. partes) para melhor compreensão. certa.Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor.. dependendo de quem lê o texto ou como o leu. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo.As perguntas são fáceis.Partir o texto em pedaços (parágrafos.Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam.Todos os termos da análise sintática. . Didatismo e Conhecimento 128 .). falsa. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. com atenção e cuidado. . . treine a leitura de charges.Ler com perspicácia. ou seja.Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. . Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem. procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. correta. Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. incorreta. . procurar um fundamento de lógica objetiva.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. Por isso. todo o contexto fica identificado. não interrompa a leitura. . . Ele morreu faminto.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos. sentir.Quando duas alternativas lhe parecem corretas. Você não percebe. Regressar no texto. mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. exceto. palavras que aparecem nas perguntas e que. sutileza. . ao final de pouco tempo.Verificar. exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais. mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. ler profundamente. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. Para isso. facilitando o trabalho de interpretação do leitor. O leitor deve perceber. Este movimento apenas incrementa a falta de memória. apalpar o que se pergunta e o que se pede. procurar a mais exata ou a mais completa. ler bem. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto. aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Exemplos: Ele morreu de fome. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido.Ler.Sentir. . elas não existem. .Ver.Se encontrar palavras desconhecidas. tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. .Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. faminto: predicativo do sujeito. de fome: adjunto adverbial de causa.As orações coordenadas não têm oração principal. é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. verdadeira. e outras. .. errada. . acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho. devemos observar o seguinte: .Cuidado com as opiniões pessoais. Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto.Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto. criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê. Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas. parte) do texto correspondente. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro. sua importância.Ative sua leitura.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. perceber a mensagem do autor. .Entender o vocabulário.. . Dicas Podemos. .Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta. . tranquilamente. .Viver a história. . . . cada termo tem seu valor. . . A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto.Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor.Esclarecer o vocabulário. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. . . apenas as ideias estão coordenadas entre si. porém. vá até o fim. Este movimento. . ler o texto pelo menos umas três vezes.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado.Quando o autor apenas sugerir ideia. . o enunciado de cada questão.O autor defende ideias e você deve percebê-las.. expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. . definindo o tema e a mensagem.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo.Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada). malícia nas entrelinhas. ininterruptamente. determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”).

Além disso. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. interpretando os símbolos usados como registro da informação. Não adianta um desgaste físico enorme. Portanto. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro. Na verdade. o que atrapalharia a leitura.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. etc. Quanto mais você entender porque errou. sua experiência básica será de terror. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. de outra forma. entendimento dos erros. ventilado. se encontra alegria. Não o fazer na primeira leitura. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. haveria a formação de sombra nesta página. Didatismo e Conhecimento 129 . ou seja. deve vir do lado posterior esquerdo. Leitura é um dos grandes. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. Quando lemos.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores. Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. mas leitores interessados. . . precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. mais estará aprendendo. exercício. assim.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . marca-texto e dicionário sempre à mão. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. então. Exercícios Este é o caminho: leitura. então. . na semana passada. correção. etc. imaginar e sonhar. para nos mantermos atualizados e competitivos. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. . por meio da visão. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. não existe livro interessante. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. a sua paisagem mutilada pelo fogo. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. números. além de necessitar de um bom léxico internalizado. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. registrando os conhecimentos. Por outro lado. esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. ingrediente da civilização. devemos colocar lápis.Captamos o estímulo. precisamos de motivação. mas interpretar o mundo em que vivemos. para ser realmente eficaz. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. Torna-se. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. é preciso aprender a técnica adequada. atualizado e bem informado. Deve ser um local tranquilo. segundo esta citação. lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. pegado à cidade do Rio de Janeiro.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano.Objetos necessários: para evitar que. . manter-se em dia. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. senão o maior. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. Quanto a iluminação. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. Ela é uma atividade ampla e livre. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. Uma alimentação adequada é muito importante. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país.Passamos. agradável. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. cuja história já foi lida em um livro. Para isso. desde que saibam decodificar a mensagem. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. observando suas crenças. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Manter-se descansado é muito importante também. sua experiência será de tranqüilidade. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. Para essa etapa. durante a leitura. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. ou seja.

Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. e) Certo. e que as vagas continuem sempre disponíveis. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. Três não são vinte e cinco. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. na Tijuca. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. documentos importantes. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. e) Errado. quais as suas verdadeiras intenções. no sertão do Piauí. cachorrinhos desaparecidos. há pelo menos 31. b) Errado. 221811984) 1. de 18 a 25 anos. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. quase sempre de estimação. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. Nunca pude avaliar. c) Errado. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques.500 anos. em relação ao fato descrito. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. 3. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. Abrir caminho não é provocar. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . O que seria competência. Se os bombeiros apagaram o fogo. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. pelas suas fórmulas. (Isto é. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. Depreendese que o autor do texto. Objetos perdidos. Resposta “B”. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. d) Errado. todos estarão.. e avançou pela caatinga. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. c) Errado. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. por exemplo. Segundo o texto. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. no CentroSul. pelo homem brasileiro préhistórico. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. b) Certo. desfigurando sua paisagem. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. a) Errado. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. dos legisladores. leia o texto a seguir..”. Naquele dia. calcinado há seis anos pela seca. pelo menos foram eficientes. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”.500 anos. e pela seca prolongada no sertão nordestino. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. por exemplo. tudo na base do “gratificase bem”. d) Errado. 2. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. Resposta “C”. Mas o que é gratificar bem. Resposta “E” a) Errado.

c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. A se ressalvar e a se ressaltar.A. Compare: letra a) anunciante – anunciante. lugar de futuro = emprego. Literalmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. “por motivo de viagem”). “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. adoptado) 5. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. “lugar de futuro”. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). Ano IV. Resposta “A” 8... técnicos = serviços (venda). resultando disto maior economia para as montadoras. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio». O Homem ao Cubo. sublimadora. pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. Nunca pude avaliar. um de cada vez. Leon. se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. 9. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos. Cada vez que esse retorno é frustrado. nº15. faz “o futuro dos outros”. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. c) anunciante – leitor. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo.. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. um estado nirvânico. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. d) leitor – leitor. Ao falar de “pequenos anúncios”. a publicidade é uma fábrica de sonhos. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. e) anunciante – leitor. um gozo celetial. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. o mito da queda. (Eliachar. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas. 7. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. Luís Martins. Resposta “B”. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. p. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. Objetos perdidos.. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. 6. Cada vez que o paraíso é prometido. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime. o melhor será mesmo abandonar a cidade. Didatismo e Conhecimento 131 . A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio. e) Somente aos anúncios de compra e venda. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. ao consumir um produto. Resposta “D”. A sua eficiência.. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. b) Especificamente aos que oferecem serviços.. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias. b) Trabalham melhor que os das fábricas. outra vez. elevada ao absurdo. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. dramatizase. 1987/88.. 110/111) 10. c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. represemase (ritualizase) o drama do retorno. Conforme o texto.. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. ao montarem seus aparelhos. consistiria em fazer com que o consumidor. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. (Extraído de A promessa do paraíso já. porém. Observe que a frase “. 6ª ed. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . Humanidades.

cultural.. no texto. d) As expressões “deleite sublime”. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade. 13. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. Sim. só busca ressaltar o lado positivo. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. prevenir com ressalva. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. 15. Didatismo e Conhecimento 132 . que a utilizam bem. Assinale a letra que contém o enunciado falso. É a única alternativa de significado negativo. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno. político e social). Resposta “A”. econômico. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime.. reiteram a mesma ideia.. por esta. Ressaltar = destacar. já que os usuários não subestimam seu potencial. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. a) Colocadas em sequência. “estado nirvânico”. e) Em “sua eficiência”. se entender a participação plena na sociedade. Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. Resposta “C”. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. dar relevo. chega-se a esta resposta. colocadas em sequência. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. A publicidade. “gozo celestial”. Resposta “C”. 14. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. “Drama do retorno” e “mito da queda”. excetuar.. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. porém. b) O segmento . Resposta “C”. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. falta de recursos ou. sobressair. Ressalvar = corrigir. e) Ao adquirir bens de consumo. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. 12. principalmente. no texto. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. ausência de cidadania. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. de uma forma mais abrangente. Por exclusão. Considerando-se o contexto apresentado na charge. se. 11.

o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. e) redundância.º parágrafo do texto. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. b) não mantém uma relação temática com a charge. c) não precisarão de melhorias. c) mau humor. não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . essenciais ou não. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. com vista a obter uma reação do leitor. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. Adaptado) 17. a ser ativo durante a leitura. Na visão do órgão. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. paulatinamente. No 1. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. incluindo os indígenas. Na Literatura. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. Na verdade. mas insistem que a injustiça social prevalece. aumentando ainda a renda distribuída. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. que dele se beneficiam sem terem direito. 18. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. entre outras formas. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. o que o distancia do assunto da charge. a exclusão social. c) estar na mira de pessoas incautas. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais.htm. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. Assim como a notícia veiculada no Estadão. aumentando ainda a renda distribuída. De acordo com o texto.” 19. A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. o termo universalização aparece grafado entre aspas. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. Para tal. para o homem. e) combatem eficazmente a pobreza. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. na Suíça. b) devem ser ampliados. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. Por fim. moradia. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. ou seja. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. Resposta “E”. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. Portanto. educação e trabalho escravo. d) extinguiram as desigualdades. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). d) ironia. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. independentemente de classe social. d) ser. reforma agrária. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo.estadao. incluindo os indígenas. muitos por estarem no setor informal da economia.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. (www.2009. a charge trata da injustiça social no país. ouvinte ou interlocutor. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”. mas com a finalidade de desvalorizar. b) displicência. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. com o objetivo de denunciar. Ela pode ser utilizada.com. Resposta “D”.05. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. 26. de criticar ou de censurar algo.0.br/nacional/not_nac377078. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. Resposta “B”. Há duas semanas. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. Resposta “A”. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição).

para isso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. planejados e administrados. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. “Focar” significa “pôr em evidência”. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. os serviços devem ser construídos. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. Por isso. c) direcionadas. d) competentes. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. “tomar por foco”. “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). Resposta “C”. está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. b) controladas. E. 20. e) amplas.

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