Editora Fórum A Lei dos Crimes Ambientais, Comentada Artigo por Artigo (1ª parte

)
Gina Copola Advogada

Página 1 de 10

Sumário: 1 Introdução ao tema - 2 O que é crime ambiental? - 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais - 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. 3º - 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. 4º - 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais - 7 As circunstâncias que atenuam a pena — art. 14 - 8 As circunstâncias que agravam a pena — art. 15 - 9 Da suspensão condicional da pena - 10 Da pena de multa - 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas - 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime art. 25 - 13 Da ação e do processo penal arts. 26 a 28 1 Introdução ao tema É sabido que grande problema mundial, da atualidade, diz respeito aos crimes praticados contra o meio ambiente, que se tornam cada dia mais freqüentes, e mais danosos e impactantes ao meio ambiente como um todo, e, conseqüentemente, a toda coletividade, que é a titular do bem ambiental. No Brasil, esse panorama ensejou a edição da Lei federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, o chamado Código Penal Ambiental, que sistematizou as leis extravagantes que existiam, sem, contudo, no que seria a melhor técnica, revogá-las expressamente, para apenas revogar disposições em contrário. Tal diploma, apesar de em alguns pontos se revelar omisso, revela grande relevância para o direito ambiental brasileiro, na medida em que prevê diversas hipóteses criminosas, com aplicação de penas restritivas de direito, ou de prestação de serviços à comunidade, ou de multa, dependendo do potencial ofensivo do crime praticado. 2 O que é crime ambiental? Damásio E. de Jesus conceitua crime nos seguintes termos: "crime é um fato típico e antijurídico."1 O crime ambiental, portanto, pode ser conceituado como um fato típico e antijurídico que cause danos ao meio ambiente. De tal sorte, e partindo do pressuposto constitucional que reza não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal (art. 5º, inc. XXXIX, da CF/88), para uma conduta ser enquadrada como crime ambiental, deve estar expressamente prevista na Lei dos Crimes Ambientais. Dessa forma, e exemplificativamente, o ato de exportar peles e couros, por mais danosa e perniciosa que possa ser ao meio ambiente, não constitui crime se praticada com autorização da autoridade ambiental competente. Conclui-se, portanto, que nem toda atividade que causa danos ao meio ambiente será, forçosamente, crime ambiental, uma vez que tal qualificação depende do enquadramento aos termos da legislação ambiental. Analisemos, portanto, a chamada Lei dos Crimes Ambientais, artigo por artigo. 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais Art. 1º O art. 1º, da Lei, conforme é sabido, foi vetado. Art. 2º O art. 2º, por sua vez, reza que quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos na Lei, incide nas penas cominadas, na medida de sua culpabilidade. O sujeito ativo dos crimes ambientais, de tal sorte, pode ser qualquer pessoa física ou jurídica. Dentre os sujeitos ativos estão o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, conforme se lê do art. 2º, da Lei nº 9.605/98. A culpabilidade destes últimos é caracterizada por omissão, uma vez que o art. 2º é cristalino ao dispor que são eles culpados se deixarem de impedir a prática de crimes, quando podiam agir para evitá-la.

http://www.editoraforum.com.br/produtos/produtos_listagem.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04...

30/9/2005

Sávio Renato Bittencourt Silva.3 se refere a responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público. o fato de não ser possível o encarceramento da pessoa jurídica óbice a construção de sua criminalidade. entende que a responsabilidade dessas pessoas jurídicas é baseada exclusivamente na culpa. de qualquer modo. 3º. em seu art. entretanto. 29. 37. 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. 30/9/2005 . De tal sorte.. da Lei federal nº 9. Tal disposição constitucional foi posteriormente confirmada pela Lei nº 9. entretanto. Conforme se lê do dispositivo legal. conforme se lê do parágrafo único. e b) que a infração tenha sido cometida no interesse ou em benefício da pessoa jurídica. resta perfeitamente constitucional e. portanto. De tal sorte. A única ressalva que se faz. 225. a pessoa jurídica pode perfeitamente ser responsabilidade por crime ambiental. portanto. e conforme já tivemos ensejo de dizer. 225. todos nós somos sujeitos passivos do crime ambiental..) Não é. as pessoas jurídicas são também responsáveis por crimes praticados contra o meio ambiente.605/98. por sua vez.Editora Fórum Página 2 de 10 Toda a disposição contida neste art. do art. portanto. que O Direito Penal vem sendo cada vez menos encarcerador e mais restritivo de direitos e pecuniário. porque existe uma corrente majoritária no sentido de que a responsabilidade da pessoa jurídica de direito público é objetiva. do Código Penal. ensina. a sanções penais e administrativas. que fora.br/produtos/produtos_listagem. Reza o indigitado dispositivo constitucional: Art. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. por fim. ou de seu colegiado.editoraforum. Tal determinação surgiu com o advento da Constituição de 1988. preenchidos esses dois requisitos. da Constituição Federal. regulou a matéria. plenamente aplicável. conforme expressamente determinado por norma de eficácia plena contida na Constituição Federal. 2º tem inspiração no art. O sujeito passivo dos crimes ambientais é sempre a coletividade. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. ao rezar que o meio ambiente é bem de uso comum do povo. assim. que são: a) que a infração seja cometida por decisão do representante legal ou contratual da pessoal jurídica. (.com. ao rezar que as http://www. É de império ressaltar que a responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas. autoras.) §3º. por danos causados ao meio ambiente. da Lei nº 9. As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. com absoluta propriedade. O fundamento constitucional para nossa ilação está contido no §6°. que. de forma sistemática.. e outra corrente existente. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 3º Reza o art. civil e penalmente. dispôs no sentido de que as pessoas jurídicas passaram a ser responsáveis. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Coordenador do 4º CREADIN _ Centro Regional de Apoio Administrativo e Institucional do Ministério Público.. incide nas penas e ele cominadas. (Grifamos) A condenação das pessoas jurídicas por dano ambiental. 3º. da Lei nº 9. no interesse ou benefício da pessoa jurídica. em entendimento do qual perfilhamos.605/98.605/98. é a no sentido de que as pessoas jurídicas podem perfeitamente ser condenadas por crime ambiental. (. de tal sorte. §3º. do art. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. 225. é no sentido de que a responsabilidade penal das pessoas jurídicas está sempre condicionada a dois fatores ditados pelo supracitado art. ou de órgão colegiado. co-autoras ou partícipes do mesmo fato. Sobre o tema da responsabilidade penal das pessoas jurídicas por crime ambiental. ao rezar que quem. pessoas físicas ou jurídicas. conforme se depreende do art. na seara penal. 3º.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. A grande celeuma. com a cominação de penas compatíveis com sua natureza.605/98.. que as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. concorre para a prática de crime.. confirmada expressamente por lei específica que. na medida de sua culpabilidade. da Constituição Federal.2 A única ilação possível até aqui.

do Código de Defesa do Consumidor.884. com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9. Revela-se evidente. é obrigatória.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. da Lei dos Crimes Ambientais. a conduta social e a personalidade do condenado. e b) a culpabilidade. 60. do Código Penal.078. houver abuso de direito. os antecedentes. de 11 de setembro de 1990. da Lei nº 9. também do Código Penal. 28. foi vetado. se presentes as condições estabelecidas pelo dispositivo. confirma o texto constitucional. 4º. que para a imposição e a gradação da penalidade. reza que as penas restritivas de direito são autônomas e substituem as privativas de liberdade.br/produtos/produtos_listagem. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. levando-se em conta os motivos que levaram à pratica da infração e as suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente. em detrimento do consumidor. excesso de poder. as entidades jurídicas continuam a ser distintas e separadas de seus membros. Sobre o tema. que. deve considerar a gravidade do fato. uma vez que o dispositivo reza expressamente em "substituem". 18. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. 30/9/2005 . a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas de direito público. 6º Reza o art. nas seguintes hipóteses: a) tratar-se de crime culposo. que é a Lei federal nº 8. A aplicação e imposição de pena ou gradação. por exemplo. 7º. mas tal distinção e separação podem ser desconsideradas sempre que a personalidade jurídica for utilizada como anteparo da fraude e abuso de direito. e no art. da Lei dos Crimes Ambientais. http://www. que é o Código de Defesa do Consumidor. por sua vez. ao rezar que Art. uma vez que não se pode aplicar uma multa em valor exorbitante ao simples cidadão desafortunado que simplesmente expunge parte do tronco de uma árvore para extrair-lhe substância apropriada para a produção de uma infusão destinada ao tratamento de enfermos. da Lei nº 9. a autoridade competente observará: a) a gravidade do fato. 59. sua situação econômica. na forma prevista neste Código. Tal dispositivo é reprodução do art. ao dono de madeireira no Pará.. portanto. e no caso de multa. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.078. da Lei federal nº 8. estado de insolvência.605/98. 7º. Tal dispositivo tem inspiração no art. possibilita a aplicação da penalidade de desconsideração da pessoa jurídica sempre que sua personalidade constituir obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.editoraforum. da Lei federal nº 8. de 11 de junho de 1994. Pela leitura do art. ou for aplicada pena privativa de liberdade inferior a quatro anos. 5º. e c) a situação econômica do infrator. e não em "podem substituir". 6º. ao passo que. infração da lei. Art.714. dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica e dá outras providências. O parágrafo único. portanto. a conduta pregressa do infrator em relação ao meio ambiente. bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente. da Lei dos Crimes Ambientais. de 25 de novembro de 1998. ao rezar que "serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. do art.605/98. 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais Art.com. de 11 de setembro de 1990. A verificação da condição econômica do infrator para a penalidade de multa resta absolutamente necessária.. facultando-lhes o direito de ação regressiva contra os responsáveis pelo dano causado ao meio ambiente. cuida dos critérios especiais da pena de multa. do Código Penal. 22. 4º O art. no caso de multa." (Grifamos) 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. 7º O art. e não constitui mera faculdade judicial. a multa em valor maior pode perfeitamente ser aplicada. Tal disposição tem alicerce no disposto no art. 44. que estabelece as condições para a fixação da pena. que transforma o Conselho Administrativo de Defesa Econômica _ CADE em Autarquia. por sua vez. (Grifamos) Esse dispositivo foi repetido pelo art. b) os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação ambiental. que alcança grande lucro com a extração de madeira. 28."4 O art.Editora Fórum Página 3 de 10 pessoas jurídicas de direito público respondem diretamente pelos danos causados a terceiros. ensina Édis Milaré que "Assim. é forçoso concluir que a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito.

o juiz. e pelo prazo de três anos. conforme se lê do art. também. da Lei nº 9. em seu art. e. da Lei dos Crimes Ambientais. que prevê outras hipóteses de interdição temporária de direitos. se possível. inc. 9º. ou. da Lei dos Crimes Ambientais. e) recolhimento domiciliar. e unidades de conservação. não podem ser aplicadas em conjunto com as privativas de liberdade. da Lei dos Crimes Ambientais. pelo prazo de cinco anos. uma vez que a intenção em educar o infrator. É também pena alternativa. que com o término do cumprimento da pena. 8º. Com efeito. a interdição temporária a que o condenado é submetido. aplicada que seja a pena máxima estabelecida para o crime. com características naturais relevantes. com propriedade que Assim. bem como de participar de licitações. reza que a pena restritiva de direitos terá a mesma duração da privativa de liberdade substituída.. c) suspensão parcial ou total de atividades. 8º O art. Art. 47. portanto. no caso de crimes culposos. que terá a mesma duração da substituída. do art. e com garantias especiais de proteção. aplica-se a restrita de direitos. contratar com o poder público. conforme se lê do dispositivo legal. conforme se lê do art. É de império destacar. Art. porém diversa da prisão. e águas. 11 A suspensão parcial ou total de atividades. 10. por fim. b) interdição temporária de direitos. pública. 7º. e. e 56. 7º. mas. da Lei federal nº 9. jardins. ou seja. fixa a pena privativa de liberdade.605/98. é sanção de natureza criminal. em primeiro lugar. a substitui pela restritiva de direitos. público ou tombado. 12 A prestação pecuniária está prevista pelo art. Se o bem danificado for particular. 12. consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas realizadas em parques e jardins públicos e unidades de conservação. 9º A prestação de serviços à comunidade. Art. ficando reservadas as penas privativas de liberdade para casos excepcionais. Além disso.605/98. d) prestação pecuniária. consiste na proibição do condenado contratar com o Poder Público. ou aplica a pena privativa de liberdade. e sem qualquer vinculação com estabelecimento prisional. São elas: a) prestação de serviços à comunidade. Tal interdição temporária de direitos difere sensivelmente da prevista no Código Penal. da Lei dos Crimes Ambientais. conforme se lê do art. no caso de dano ambiental praticado contra coisa particular. ensina Édis Milaré. dessa forma.5 O parágrafo único. sob regime especial de administração. 54. termina. porque não tem sentido condenar em algo que não se refira ao meio ambiente.Editora Fórum Página 4 de 10 As penas restritivas de direitos são autônomas. legalmente instituídos pelo Poder Público. podendo. no caso de crimes dolosos.. ainda. é executada em liberdade.com. se atendidos os requisitos da lei. as penas alternativas passaram a constituir a regra. em hipótese alguma. a pena constitui na restauração dele. 40. ou tombada.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. após. segundo o sistema da nova lei. 35. §2º. 10 A interdição temporária de direitos. apenas os tipos descritos nos arts. e. a pena consiste na restauração desta. A prestação de serviços à comunidade consiste em pena não institucional. daí a necessidade de serem adequadas ao crime praticado. Art. e consiste no pagamento em dinheiro à vítima http://www. 30/9/2005 . Com todo efeito. 2º. as penas restritivas de direito possuem caráter educacional. com objetivos de conservação e limites definidos. e. se possível. A pena de prestação de serviços à comunidade pela prática de crime ambiental é sempre cumprida em parques. sendo que estas são espaços territoriais e seus recursos ambientais.985. prevista pelo art. Sobre o art. receber incentivos fiscais. Art. não admitiriam a substituição da pena de prisão pela restritiva de direitos.editoraforum. §§2º e 3º. 11. da Lei nº 9. será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às prescrições legais. ou seja. I. Para a aplicação da pena. elenca quais são as penas restritivas de direitos que podem ser aplicadas em matéria ambiental. e participar de licitações. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios.br/produtos/produtos_listagem. as duas em conjunto. de 18 de julho de 2000.

7 As circunstâncias que atenuam a pena — art. h) em domingos ou feriados. 8 As circunstâncias que agravam a pena — art." (negritos nossos) Conforme consta do dispositivo legal. g) em período de defeso à fauna.ter o agente cometido a infração: a) para obter vantagem pecuniária. em matéria ambiental as circunstâncias atenuantes são aplicadas a critério do juiz. se frustrar os fins de execução. A prestação pecuniária consiste no pagamento de multa. que reza: Art. i) à noite. q) atingindo espécies ameaçadas. quando não constituem ou qualificam o crime: I . ou limitação significativa da degradação ambiental causada. somente em lugares pequenos e interioranos. da Lei nº 9.. e que. nos termos do art. O quantum da atenuação fica a critério do juiz. II . b) arrependimento do infrator. não pode servir também para agravar a pena. que deverá. é impossível de ser fiscalizada em cidades como São Paulo. para sua aplicação. a nosso ver. da Lei nº 9. sem vigilância. Tal pena. 14. l) no interior do espaço territorial especialmente protegido. tornando-a aplicável. j) em épocas de seca ou inundações. que é aplicado subsidiariamente nos crimes ambientais. listadas em relatórios oficiais das autoridades competentes. ou do impacto sofrido pelo meio ambiente. permissão ou autorização ambiental. conforme se lê do art. freqüentar curso ou exercer atividade autorizada. 13. b) coagindo outrem para a execução material da infração. 15 .605/98. http://www. ou se podendo. diversamente do Código Penal que reza: "São circunstâncias que sempre atenuam a pena" (grifamos). do Código Penal.editoraforum. o que é proibido em direito penal pelo princípio non bis in idem — não se devem aplicar duas penas sobre a mesma infração. e são as seguintes: a) baixo grau de instrução ou escolaridade do agente.Editora Fórum Página 5 de 10 ou à entidade pública ou privada com fim social. §2º. trabalhar.605/98. que a aplicará sobre a pena-base. e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas. 13 O recolhimento domiciliar. total ou parcialmente. conforme determina o art.com. 15 As circunstâncias que agravam a pena constituem matéria delicada. estão expressamente previstas pelo art. portanto. d) concorrendo para danos à propriedade alheia. a regime especial de uso. 79. e d) colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. sendo que o valor da prestação pecuniária será deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator. por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais. para demonstrar a aplicação obrigatória das circunstâncias. a saúde pública ou o meio ambiente. e permanecer recolhido nos dias e horários de folga na própria residência. ou circunstância que o qualifique.São circunstâncias que agravam a pena. 30/9/2005 . uma vez que se a circunstância já constitui elemento do tipo. 15. manifestado pela espontânea reparação do dano. porque o dispositivo da Lei dos Crimes Ambientais reza apenas em "São circunstâncias que atenuam a pena". as circunstâncias acima elencadas agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime. c) comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental. da Lei dos Crimes Ambientais. da chamada Lei nº 9. o) mediante abuso do direito de licença..asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 36. não pagar a multa cumulativamente aplicada. de importância fixada pelo juiz. precisa ser analisada de forma detida e minuciosa pelo aplicador do direito. n) mediante fraude ou abuso de confiança. f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos.reincidência nos crimes de natureza ambiental.br/produtos/produtos_listagem. de maneira grave. 14 As circunstâncias que atenuam a pena em crimes ambientais. em razão de prática de dano ambiental. Art. que é fixada de acordo com o dano causado.605/98. ou em sua moradia habitual. por ato do Poder Público. r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções. m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais. Ao contrário dos demais crimes. p) no interesse de pessoa jurídica mantida. Tais circunstâncias que incidem sobre os crimes ambientais estão expressamente previstas em extenso rol constante do art. O condenado será transferido do regime aberto ou domiciliar se praticar crime doloso. é baseado na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. entre 1 e 360 salários mínimos. c) afetando ou expondo a perigo.

O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. 15. será realizada mediante laudo de reparação do dano ambiental. diante do juízo de apreciação. da Lei nº 9. nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. que no dizer de Damásio E. ainda. da mesma Lei. inc. 17. 16. A suspensão condicional da pena é o chamado sursis. conforme entende a doutrina especializada. sendo que a expressão poderá autoriza a aplicação ou não do sursis especial pelo juiz. por cinco horas diárias. no primeiro ano da suspensão. que prevê crime contra a fauna. 34. que significa suspender. e "permite que o condenado não se sujeite à execução de pena privativa de liberdade de pequena duração. sem autorização do juiz. 18 O art. do Código Penal. de 10 (dez) e. nos termos da lei. 16 O art. 78. e a critério do juiz. da Lei dos Crimes Ambientais. II. Outro exemplo: o art. ainda que aplicada no valor máximo. o que é proibido. do Código Penal. 18. desse art. e.br/produtos/produtos_listagem. A substituição prevista no art.Editora Fórum Página 6 de 10 Exemplificando. 15. do Código Penal." Os requisitos para a aplicação dos sursis estão previstos no art. O indigitado art. §1º . reza que é crime pescar em período no qual a pesca seja proibida. deverá prestar serviços à comunidade. tem-se o art. 78. O §2º. do Código Penal. inc. de Jesus6 deriva de surseoir. 9 Da suspensão condicional da pena Art. Será. portanto. 78.editoraforum. da Lei dos Crimes Ambientais. 29. ou. do Código Penal. da mesma Lei. do mesmo art. o crime seria aumentado duas vezes em razão do mesmo fato. mensalmente. é sempre realizada de acordo com as circunstâncias do caso concreto. que são: a) proibição de freqüentar determinados lugares. diz que a verificação da reparação a que se refere o art. de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. se revela-se ineficaz. O §1º. 17 O art. c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo.. se isso ocorresse. Dessa forma. da Lei dos Crimes Ambientais. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. sofrer incidência da agravação prevista pelo art. 49 . dispõe sobre as exigências a que o condenado se submete durante o prazo de suspensão.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. não se aplica a agravante prevista no art. Dessa forma. de 11 de julho de 1984: Art. 30/9/2005 . http://www. 49. porque. a prática do crime "em unidade de conservação" já constitui circunstância qualificadora do tipo penal. dispõe sobre a situação do condenado que repara o dano causado. ou submeter-se à limitação do fim de semana. aos sábados e domingos. sob pena de bis in idem. Reza o art.A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa.605/98. da Lei dos Crimes Ambientais. §2º. a prática do crime em período de defeso já constitui elemento do tipo previsto pelo art. poderá ser aumentada até 3 (três) vezes. reza que a pena será calculada segundo os critérios do Código Penal. 78.com. II. para informar e justificar suas atividades. dessa forma. tendo em vista a subsidiariedade do Código Penal. reza que o condenado. O dispositivo cuida do sursis especial. com redação dada pela Lei nº 7. 49 a 52. por sua vez. no máximo. §2º. e se presentes todos os requisitos legais necessários para a sua concessão. dessa forma. que consiste na obrigação do condenado permanecer. §4º. no mínimo. ou b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside. alínea e.. Art. 78. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionarse com a proteção do meio ambiente. 34. para tal crime.209. Os critérios para a fixação de pena de multa estão previstos pelos arts. com a hipótese qualificadora em que o crime é praticado em unidade de conservação. reza que a suspensão condicional da pena pode ser aplicada aos crimes de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. situação em que o juiz poderá substituir a exigência contida no §1º por outras condições. inc. 10 Da pena de multa Art. 77. V. alínea g. e não pode.

da Lei nº 9. Tal previsão refere-se à prova emprestada. que deverá fixar o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. do Código de Processo Penal. com redação dada pela Lei nº 7. 19 O art. da Lei nº 9. 21 No âmbito do direito penal. e art. 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas Art. e. de 1º de abril de 1996. aplicando-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. mas. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. 19. por fim. e reza que a multa será considerada dívida de valor. as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado. para dizer que a multa deve ser paga dentro de dez dias depois de transitada em julgado a sentença. sem prejuízo da liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido. 5º. instaurando-se o contraditório. O art. e.br/produtos/produtos_listagem. a autoridade levará em consideração a natureza da infração. O parágrafo único. para a fixação o valor da fiança. que é aplicável para pessoas físicas e jurídicas indistintamente. Art. o juiz não pode analisar exclusivamente a gravidade objetiva da infração. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente. dessa forma.268.Editora Fórum §2º . sim. são aplicadas às pessoas jurídicas as seguintes penas: a) multa. quando da execução. I. 52. c) prestação de serviços à comunidade. 30/9/2005 . para atender ao princípio da economia processual. inc. 20. reza que a perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. Página 7 de 10 Reza o art. XLVI.209/84. pode ser realizado em parcelas mensais. e circunstâncias indicativas de sua periculosidade.. b) interdição temporária de estabelecimento.. conforme reza o §1º. http://www. 22 As penas restritivas de direitos aplicadas às pessoas jurídicas. da Lei dos Crimes Ambientais. não pode incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado. e com redação dada pela Lei nº 7. 18. do art. Art. 50. fato que tem ensejado muita discussão. 21. conforme se lê do §2º. da Lei dos Crimes Ambientais. da citada Lei nº 9. ainda. bem como a importância provável das custas do processo. são as seguintes: a) suspensão parcial ou total de atividades. até final julgamento. a execução poderá efetuar-se pelo valor fixado nos termos do caput. sempre que possível.209/84. ambos da Lei federal nº 9. que ocorre quando não estão sendo obedecidas as disposições legais ou regulamentares relativas à proteção do meio ambiente. perfeitamente admitida em direito processual. do art. 50. 21. letra c. 326. sobre o pagamento da multa. inc. inc. cuida do modo de conversão da multa.605/98. a requerimento do condenado. uma vez que a vantagem obtida através do crime ambiental pelas pessoas jurídicas é sempre muito maior do que o obtido por uma pessoa física. pelos índices de correção monetária. 20. reza que é suspensa a execução da pena de multa. se sobrevém ao condenado doença mental. 21. previstas pelo art. d) liqüidação forçada.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 51. 19. De tal sorte.editoraforum. Para a aplicação da penalidade multa. e e) desconsideração da pessoa jurídica. conforme se depreende do art. entretanto. ao rezar que para determinar o valor da fiança.605/98. Tal desconto. Art. e de sua família. 50. O parágrafo único.605/98. 20 O art. com redação dada pela Lei nº 9.O valor da multa será atualizado. O art.605/98. por sua vez. da Constituição Federal. do art. utiliza-se a regra determinada pelo art. Tal pagamento pode ser realizado mediante desconto no vencimento ou salário do condenado. sendo que tal pagamento. Ou seja. preceitua que a perícia de constatação do dano ambiental. cuida da sentença penal condenatória. do art. da Lei dos Crimes Ambientais. perfeitamente autorizada pelo art. b) restritiva de direito. II. A pena de multa está prevista no art. todas as circunstâncias previstas no dispositivo processual. Tal dispositivo deve ser aplicado em conjunto com o art.com. determina que transitada em julgado a sentença condenatória. 22. e com permissão do juiz. a mesma pena pecuniária é aplicada para todos. a multa aplicada às primeiras deveria ser sempre em maior valor.

desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados. Caso em que foram apreendidas 13 (treze) DRAGAS. com isso.. O objetivo da lei. inc. dentre todas as cabíveis contra pessoas jurídicas. do art. letra d. 194. 25. inc. 30/9/2005 . 24. acórdão: PROCESSUAL PENAL.editoraforum. 4ª Turma. Art. ou contribuam para entidades ambientais. e d) contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. também é restritiva de direito. causadora de graves danos ao meio ambiente.com. não causem danos ao meio ambiente. fundações ou entidades assemelhadas. em seu art. e. 25. A atividade garimpeira clandestina. 25. O §2º. Art. 5º. uma vez que o art. prevê como espécie de pena a perda de bens. FIEL DEPOSITÁRIO. de modo a atender as necessidades não só da atual mas também das futuras gerações. incluído pela Medida Provisória nº 62. mantenham espaços públicos. 23. 2. facilitar ou ocultar a prática de crime ambiental. publicado in DJ de 15. 25. acórdão proferido pelo e. 25 O art. reza que os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. que não poderá exceder o prazo de 10 (dez) anos. hospitalares. 25. tratandose de produtos perecíveis. da Carta. DRAGAS.605/98. de modo a resguardar o bem estar social. e c) proibição de contratar com o Poder Público. de 23 de agosto de 2002. o §5º. por sua vez. por fim. lavrando-se. os respectivos autos. entre outros. O §3º. do art. INDEFERIMENTO.01. a nosso ver. E. que constituem prestação social alternativa. 25. e outras com fins beneficentes. preceitua que verificada a infração.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. RESTITUIÇÃO. §§1º a 5º O §1º. O §4º. conforme preceitua o art. entretanto. e no art. da Lei dos Crimes Ambientais. subvenções ou doações. 25.00. hipótese em que o patrimônio da pessoa jurídica será considerado instrumento do crime. 21. da Lei nº 9. mediante atuação conjunta do IBAMA e do Exército Brasileiro.Editora Fórum Página 8 de 10 obra ou atividade. XLVI. assim como as demais acima elencadas. cuida dos produtos e subprodutos da fauna não perecíveis. desde que. do Código de Processo Penal.02. uma vez que proporcionam auxílio a programas ambientais. reza que os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos.01. Vejamos o que reza a ementa do indigitado r. do art. a nosso ver. consiste em: a) custeio de programas e de projetos ambientais. dessa forma. não poluam. com inspiração no art. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. com a redação que lhe foi dada pela Medida Provisória nº 62. inc. compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico e zelar pela exploração equilibrada dos recursos naturais. por imperativo constitucional.. de 23 de agosto de 2002. serão eles avaliados e doados a instituições científicas. BENS APREENDIDOS. p. reza que. assim como a recuperação de áreas degradadas. conforme se lê do r. 24 A liqüidação forçada.605/98. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. revelam-se as mais acertadas.040401-4/AM. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. está prevista no art. Tal pena também é restritiva de direito. bem como dele obter subsídios. é o de que tais empresas não degradem. 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime _ art. deve ser reprimida energicamente. executem obras de recuperação. 3. que. Os produtos e instrumentos apreendidos não podem ser devolvidos ao infrator. c) manutenção de espaços públicos. preceitua que. Incumbe ao Poder Público. Isso não significa. culturais ou educacionais. XLVI.br/produtos/produtos_listagem. Juiz Mário César Ribeiro. que as empresas possuem "carta branca" para degradar. 5º. ou em desacordo com a concedida. é decretada à pessoa jurídica constituída ou utilizada. 4. nos termos ditados pela Constituição Federal. ambos da Lei nº 9. é perfeitamente constitucional. letra b. é óbvio. Tribunal Regional Federal da 1º Região. rel. Tal pena. com rompimento dos respectivos lacres. com o fim de permitir. futuramente. será perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. 6º. conforme é cediço em direito penal. custeiem programas. III. preponderantemente. do art. Pedido de restituição indeferido. que ocorre no caso de funcionamento sem a devida autorização. tratando-se de http://www. do art. Tais referidas penas de prestação de serviços à comunidade. Art. 1. b) execução de obras de recuperação de áreas degradadas. ACR 1998. penais. 23 A pena de prestação de serviços à comunidade. que serão destruídos ou doados às instituições científicas.

da Constituição Federal. 28. que são aquelas expressamente previstas nos incs. 27 O art.. do Código Penal. 26 Reza o art. da Lei nº 9. quando necessário. algumas ressalvas a tal benefício.br/produtos/produtos_listagem. a classificação do crime. I a V. ao oferecer a denúncia. ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo. 89. Promotor. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. com todas as suas circunstâncias. 28 reza que as disposições contidas no art. sempre que atendidos os requisitos legais. salvo em caso de comprovada impossibilidade.099. acrescido de mais um ano. Resta imperioso consignar que se a composição do dano ambiental estiver comprovada. Art. É cediço que incumbe sempre ao d. Ministério Público. por dois a quatro anos. somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental. ou seja. porque seu exercício não se subordina a nenhum requisito. Existem. 24. Dessa forma. da Lei dos Crimes Ambientais. Promotor deverá propor a transação penal. ou multa —. conforme determinam expressamente o art. de 26 de setembro de 1995. da Lei federal nº 10. representante do e. 129. 27. antes mesmo de oferecer a denúncia.995. III e IV do § 1° do artigo http://www. Ministério Público. de que trata o § 5° do artigo referido no caput _ que é o 89.099/95 _ . até o período máximo previsto no artigo referido no caput.099. III . a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. §1º. por denúncia. representante do e. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo definidos na lei.001. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. e o valor arrecadado. do art. o d. e é promovida pelo e. com suspensão do prazo da prescrição. da Lei dos Crimes Ambientais. a ação penal é a pública incondicionada. antes mesmo de formular qualquer pleito de aplicação de pena. 76 da Lei nº 9. para os crimes capitulados na Lei dos Crimes Ambientais. a ação pode ser iniciada sem a representação do ofendido. e. 41. 13 Da ação e do processo penal _ arts. de 12 de julho de 2. 28 O art. com menor potencial ofensivo — que são aqueles com pena prevista não superior a dois anos. previstas no art. como aqueles em que a pena máxima cominada pela lei é não superior a dois anos. Art. do Código de Processo Penal. o e.no período de prorrogação. obrigatoriamente. do Código Penal. e sem a requisição do Ministro da Justiça. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa.. e o art. De tal sorte. 2º.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. o art. todos os requisitos determinados pelo art.Editora Fórum Página 9 de 10 madeiras os produtos apreendidos. 26 a 28 Art.na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação. o rol de testemunhas. deverá o d. da Lei nº 9. A ação penal pública no caso dos crimes ambientais é incondicionada.259. reza que nos "crimes ambientais de menor potencial ofensivo. poderá propor a suspensão do processo. 100. A peça de denúncia deve conter. de que trata o art. propor o referido compromisso ao infrator. 74 da mesma lei.a declaração de extinção de punibilidade." (Grifamos) Os crimes de menor potencial ofensivo foram definidos pelo art. 77. de 26 de setembro de 1.editoraforum. do Código de Processo Penal.7 As contravenções também constituem infrações penais consideradas como de menor potencial ofensivo. II . não se aplicarão as condições dos incisos II. 26 que nas infrações penais previstas na Lei dos Crimes Ambientais. prevista no art. porém. serão elas levadas a leilão. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental.com. Parquet a postulação de reparação do dano ambiental. e que rezam: I . Ministério Público. parágrafo único. revertido ao órgão ambiental responsável por sua apreensão. que são: a exposição do fato criminoso. 30/9/2005 . ou multa. A ação penal pública é aquela cuja titularidade pertence ao Estado. para a celebração de compromisso por parte do infrator de recuperar o meio ambiente que degradou de forma criminosa. A prévia composição do dano ambiental constitui na possibilidade de transação pelo d.

º 9. as disposições do Código Penal e Código de Processo Penal”. e. Página 10 de 10 IV .Editora Fórum mencionado no caput. 2003. p. Tais ressalvas devem sempre ser consideradas pelo d. 613. que a Lei federal nº 10. p. 5 Op. 6 Op. Belo Horizonte.099/95. 457. aplica-se o procedimento previsto na Lei n. e.. 94. 1999.741/03. 2. os crimes capitulados no Estatuto do Idoso. Ministério Público. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. p. Rio de Janeiro: Temas e Idéias. cit. conforme seu resultado. São Paulo: Saraiva. 2003.com. com grifos originais. que instituiu o Estatuto do Idoso. observado o disposto no inciso III. ser novamente prorrogado o período de suspensão. devem ser reputados infrações de menor potencial ofensivo. 30/9/2005 . 4 Direito do Ambiente..br/produtos/produtos_listagem. apenas a título de curiosidade. jan. V . 151. p. ed./fev.Parte Geral.esgotado o prazo máximo de prorrogação. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais. no que couber..editoraforum.findo o prazo de prorrogação. representante do e.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04.. 659. previu em seu art. de 26 de setembro de 1995. 7 Resta imperioso ressaltar. podendo. p. ed. 2 Revista Fórum de Direito Urbano e Ambiental. http://www. 2001. cit.099. cujas penas máximas não ultrapassem quatro anos. que “Aos crimes previstos nesta Lei. 23. com procedimento previsto na Lei nº 9. dessa forma. 453. Agosto de 2005. até o máximo previsto no inciso II deste artigo. p. ao oferecer a denúncia. 1 Direito Penal . 3 Elementos de Direito Ambiental. 218.