Editora Fórum A Lei dos Crimes Ambientais, Comentada Artigo por Artigo (1ª parte

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Gina Copola Advogada

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Sumário: 1 Introdução ao tema - 2 O que é crime ambiental? - 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais - 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. 3º - 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. 4º - 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais - 7 As circunstâncias que atenuam a pena — art. 14 - 8 As circunstâncias que agravam a pena — art. 15 - 9 Da suspensão condicional da pena - 10 Da pena de multa - 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas - 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime art. 25 - 13 Da ação e do processo penal arts. 26 a 28 1 Introdução ao tema É sabido que grande problema mundial, da atualidade, diz respeito aos crimes praticados contra o meio ambiente, que se tornam cada dia mais freqüentes, e mais danosos e impactantes ao meio ambiente como um todo, e, conseqüentemente, a toda coletividade, que é a titular do bem ambiental. No Brasil, esse panorama ensejou a edição da Lei federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, o chamado Código Penal Ambiental, que sistematizou as leis extravagantes que existiam, sem, contudo, no que seria a melhor técnica, revogá-las expressamente, para apenas revogar disposições em contrário. Tal diploma, apesar de em alguns pontos se revelar omisso, revela grande relevância para o direito ambiental brasileiro, na medida em que prevê diversas hipóteses criminosas, com aplicação de penas restritivas de direito, ou de prestação de serviços à comunidade, ou de multa, dependendo do potencial ofensivo do crime praticado. 2 O que é crime ambiental? Damásio E. de Jesus conceitua crime nos seguintes termos: "crime é um fato típico e antijurídico."1 O crime ambiental, portanto, pode ser conceituado como um fato típico e antijurídico que cause danos ao meio ambiente. De tal sorte, e partindo do pressuposto constitucional que reza não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal (art. 5º, inc. XXXIX, da CF/88), para uma conduta ser enquadrada como crime ambiental, deve estar expressamente prevista na Lei dos Crimes Ambientais. Dessa forma, e exemplificativamente, o ato de exportar peles e couros, por mais danosa e perniciosa que possa ser ao meio ambiente, não constitui crime se praticada com autorização da autoridade ambiental competente. Conclui-se, portanto, que nem toda atividade que causa danos ao meio ambiente será, forçosamente, crime ambiental, uma vez que tal qualificação depende do enquadramento aos termos da legislação ambiental. Analisemos, portanto, a chamada Lei dos Crimes Ambientais, artigo por artigo. 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais Art. 1º O art. 1º, da Lei, conforme é sabido, foi vetado. Art. 2º O art. 2º, por sua vez, reza que quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos na Lei, incide nas penas cominadas, na medida de sua culpabilidade. O sujeito ativo dos crimes ambientais, de tal sorte, pode ser qualquer pessoa física ou jurídica. Dentre os sujeitos ativos estão o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, conforme se lê do art. 2º, da Lei nº 9.605/98. A culpabilidade destes últimos é caracterizada por omissão, uma vez que o art. 2º é cristalino ao dispor que são eles culpados se deixarem de impedir a prática de crimes, quando podiam agir para evitá-la.

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a pessoa jurídica pode perfeitamente ser responsabilidade por crime ambiental. portanto. e b) que a infração tenha sido cometida no interesse ou em benefício da pessoa jurídica. no interesse ou benefício da pessoa jurídica. portanto. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. autoras.605/98. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 3º. co-autoras ou partícipes do mesmo fato. conforme se depreende do art. que.. ou de seu colegiado. 3º. por sua vez. e outra corrente existente. o fato de não ser possível o encarceramento da pessoa jurídica óbice a construção de sua criminalidade. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.com. ao rezar que o meio ambiente é bem de uso comum do povo. na medida de sua culpabilidade. ao rezar que quem. preenchidos esses dois requisitos. que O Direito Penal vem sendo cada vez menos encarcerador e mais restritivo de direitos e pecuniário. ao rezar que as http://www.) Não é. O fundamento constitucional para nossa ilação está contido no §6°. da Lei federal nº 9. Reza o indigitado dispositivo constitucional: Art. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. por fim.2 A única ilação possível até aqui. que fora. De tal sorte. do Código Penal. Sobre o tema da responsabilidade penal das pessoas jurídicas por crime ambiental. 3º. Conforme se lê do dispositivo legal. porque existe uma corrente majoritária no sentido de que a responsabilidade da pessoa jurídica de direito público é objetiva. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. que são: a) que a infração seja cometida por decisão do representante legal ou contratual da pessoal jurídica. 2º tem inspiração no art. 30/9/2005 .605/98. a sanções penais e administrativas. da Constituição Federal. (Grifamos) A condenação das pessoas jurídicas por dano ambiental. conforme se lê do parágrafo único. conforme expressamente determinado por norma de eficácia plena contida na Constituição Federal. em seu art. de qualquer modo. 225. 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. todos nós somos sujeitos passivos do crime ambiental. em entendimento do qual perfilhamos. civil e penalmente. regulou a matéria. confirmada expressamente por lei específica que. ou de órgão colegiado. O sujeito passivo dos crimes ambientais é sempre a coletividade. da Constituição Federal. da Lei nº 9. Sávio Renato Bittencourt Silva. A grande celeuma. entretanto. é no sentido de que a responsabilidade penal das pessoas jurídicas está sempre condicionada a dois fatores ditados pelo supracitado art. §3º. de tal sorte. plenamente aplicável. resta perfeitamente constitucional e. concorre para a prática de crime.. é a no sentido de que as pessoas jurídicas podem perfeitamente ser condenadas por crime ambiental. do art. (.. com absoluta propriedade. com a cominação de penas compatíveis com sua natureza. entende que a responsabilidade dessas pessoas jurídicas é baseada exclusivamente na culpa. e conforme já tivemos ensejo de dizer..asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04.editoraforum. De tal sorte. de forma sistemática.605/98.. 225. por danos causados ao meio ambiente. assim. dispôs no sentido de que as pessoas jurídicas passaram a ser responsáveis. as pessoas jurídicas são também responsáveis por crimes praticados contra o meio ambiente. portanto.605/98. que as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. pessoas físicas ou jurídicas. É de império ressaltar que a responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas.. ensina. 225. da Lei nº 9. (. Tal disposição constitucional foi posteriormente confirmada pela Lei nº 9.) §3º.3 se refere a responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público.br/produtos/produtos_listagem. 29. incide nas penas e ele cominadas. 3º Reza o art. Tal determinação surgiu com o advento da Constituição de 1988. As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. entretanto. A única ressalva que se faz. Coordenador do 4º CREADIN _ Centro Regional de Apoio Administrativo e Institucional do Ministério Público. do art. 37.Editora Fórum Página 2 de 10 Toda a disposição contida neste art. na seara penal.

28. de 11 de setembro de 1990. O parágrafo único. cuida dos critérios especiais da pena de multa. 22. ou for aplicada pena privativa de liberdade inferior a quatro anos. houver abuso de direito. em detrimento do consumidor. Art. possibilita a aplicação da penalidade de desconsideração da pessoa jurídica sempre que sua personalidade constituir obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente." (Grifamos) 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. que. bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. http://www. uma vez que o dispositivo reza expressamente em "substituem". ao passo que. de 11 de setembro de 1990. e no art.605/98. 18.714. 60. por exemplo. da Lei nº 9. deve considerar a gravidade do fato. 7º O art. estado de insolvência. e c) a situação econômica do infrator.Editora Fórum Página 3 de 10 pessoas jurídicas de direito público respondem diretamente pelos danos causados a terceiros. se presentes as condições estabelecidas pelo dispositivo. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. do Código de Defesa do Consumidor. da Lei dos Crimes Ambientais. a multa em valor maior pode perfeitamente ser aplicada. ensina Édis Milaré que "Assim. da Lei federal nº 8.br/produtos/produtos_listagem. levando-se em conta os motivos que levaram à pratica da infração e as suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente. e não em "podem substituir".editoraforum. no caso de multa. da Lei dos Crimes Ambientais. que para a imposição e a gradação da penalidade. mas tal distinção e separação podem ser desconsideradas sempre que a personalidade jurídica for utilizada como anteparo da fraude e abuso de direito..605/98. ao dono de madeireira no Pará. da Lei federal nº 8. dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica e dá outras providências. a conduta social e a personalidade do condenado. 7º. de 25 de novembro de 1998. 6º.com. a autoridade competente observará: a) a gravidade do fato. do Código Penal. 4º. Pela leitura do art. por sua vez. e no caso de multa. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. por sua vez. 4º O art. de 11 de junho de 1994. (Grifamos) Esse dispositivo foi repetido pelo art. 30/9/2005 . da Lei dos Crimes Ambientais. excesso de poder. também do Código Penal. Tal disposição tem alicerce no disposto no art. e não constitui mera faculdade judicial. as entidades jurídicas continuam a ser distintas e separadas de seus membros. é obrigatória. que estabelece as condições para a fixação da pena. uma vez que não se pode aplicar uma multa em valor exorbitante ao simples cidadão desafortunado que simplesmente expunge parte do tronco de uma árvore para extrair-lhe substância apropriada para a produção de uma infusão destinada ao tratamento de enfermos. os antecedentes. que é o Código de Defesa do Consumidor.884. a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas de direito público. A aplicação e imposição de pena ou gradação. Tal dispositivo tem inspiração no art. que é a Lei federal nº 8. que alcança grande lucro com a extração de madeira. 59. foi vetado. é forçoso concluir que a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito. a conduta pregressa do infrator em relação ao meio ambiente. portanto. b) os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação ambiental. ao rezar que "serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. 28.078. portanto. facultando-lhes o direito de ação regressiva contra os responsáveis pelo dano causado ao meio ambiente.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. Revela-se evidente. confirma o texto constitucional. A verificação da condição econômica do infrator para a penalidade de multa resta absolutamente necessária. 5º. nas seguintes hipóteses: a) tratar-se de crime culposo.078. do art. 6º Reza o art. infração da lei. ao rezar que Art. 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais Art. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. Sobre o tema. sua situação econômica. 44. da Lei nº 9. na forma prevista neste Código. Tal dispositivo é reprodução do art. e b) a culpabilidade. que transforma o Conselho Administrativo de Defesa Econômica _ CADE em Autarquia. do Código Penal."4 O art. com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.. 7º. reza que as penas restritivas de direito são autônomas e substituem as privativas de liberdade.

. 7º. 11. 40. em hipótese alguma. uma vez que a intenção em educar o infrator. fixa a pena privativa de liberdade. por fim.Editora Fórum Página 4 de 10 As penas restritivas de direitos são autônomas. Art. d) prestação pecuniária. bem como de participar de licitações. inc. da Lei dos Crimes Ambientais. sob regime especial de administração. ensina Édis Milaré. no caso de crimes culposos. 8º O art. é sanção de natureza criminal. e 56.605/98. Com efeito. público ou tombado. ainda. 10 A interdição temporária de direitos. conforme se lê do art. será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às prescrições legais. ou seja. porém diversa da prisão. Art. pública. e unidades de conservação. se atendidos os requisitos da lei. da Lei dos Crimes Ambientais. receber incentivos fiscais. É de império destacar. aplicada que seja a pena máxima estabelecida para o crime. São elas: a) prestação de serviços à comunidade.com. 54. termina. e participar de licitações. de 18 de julho de 2000. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. ficando reservadas as penas privativas de liberdade para casos excepcionais. com propriedade que Assim. e águas. consiste na proibição do condenado contratar com o Poder Público. reza que a pena restritiva de direitos terá a mesma duração da privativa de liberdade substituída. Sobre o art.editoraforum. Se o bem danificado for particular. consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas realizadas em parques e jardins públicos e unidades de conservação. mas. dessa forma. que com o término do cumprimento da pena.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. o juiz. ou. 10. e consiste no pagamento em dinheiro à vítima http://www. da Lei federal nº 9. as duas em conjunto. 12. do art. da Lei nº 9. a pena consiste na restauração desta. A pena de prestação de serviços à comunidade pela prática de crime ambiental é sempre cumprida em parques. a substitui pela restritiva de direitos.br/produtos/produtos_listagem.5 O parágrafo único. ou aplica a pena privativa de liberdade. a interdição temporária a que o condenado é submetido. 35. 9º A prestação de serviços à comunidade. 11 A suspensão parcial ou total de atividades. no caso de crimes dolosos. com objetivos de conservação e limites definidos. podendo. b) interdição temporária de direitos. Além disso. 7º. e. apenas os tipos descritos nos arts. conforme se lê do dispositivo legal. ou tombada. ou seja. aplica-se a restrita de direitos. a pena constitui na restauração dele. e) recolhimento domiciliar. daí a necessidade de serem adequadas ao crime praticado. É também pena alternativa.985. da Lei dos Crimes Ambientais. e pelo prazo de três anos. §2º. no caso de dano ambiental praticado contra coisa particular. porque não tem sentido condenar em algo que não se refira ao meio ambiente. 2º. as penas alternativas passaram a constituir a regra. prevista pelo art. jardins. elenca quais são as penas restritivas de direitos que podem ser aplicadas em matéria ambiental. Art.. Para a aplicação da pena. também. não podem ser aplicadas em conjunto com as privativas de liberdade. conforme se lê do art. 30/9/2005 . e com garantias especiais de proteção. sendo que estas são espaços territoriais e seus recursos ambientais. após. conforme se lê do art. se possível. e. legalmente instituídos pelo Poder Público. com características naturais relevantes. segundo o sistema da nova lei. e sem qualquer vinculação com estabelecimento prisional. as penas restritivas de direito possuem caráter educacional. da Lei nº 9. que terá a mesma duração da substituída.605/98. contratar com o poder público. §§2º e 3º. 47. é executada em liberdade. em primeiro lugar. e. não admitiriam a substituição da pena de prisão pela restritiva de direitos. A prestação de serviços à comunidade consiste em pena não institucional. 8º. portanto. e. 9º. pelo prazo de cinco anos. Tal interdição temporária de direitos difere sensivelmente da prevista no Código Penal. da Lei dos Crimes Ambientais. I. Art. em seu art. se possível. Com todo efeito. 12 A prestação pecuniária está prevista pelo art. que prevê outras hipóteses de interdição temporária de direitos. Art. c) suspensão parcial ou total de atividades.

15. que é aplicado subsidiariamente nos crimes ambientais. 15 As circunstâncias que agravam a pena constituem matéria delicada. que é fixada de acordo com o dano causado. somente em lugares pequenos e interioranos. r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções.605/98. m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais. b) coagindo outrem para a execução material da infração. listadas em relatórios oficiais das autoridades competentes. 13. tornando-a aplicável. por ato do Poder Público. não pode servir também para agravar a pena. da Lei nº 9. para sua aplicação. 14 As circunstâncias que atenuam a pena em crimes ambientais. ou limitação significativa da degradação ambiental causada. manifestado pela espontânea reparação do dano. q) atingindo espécies ameaçadas. em matéria ambiental as circunstâncias atenuantes são aplicadas a critério do juiz. porque o dispositivo da Lei dos Crimes Ambientais reza apenas em "São circunstâncias que atenuam a pena". a nosso ver. e d) colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. permissão ou autorização ambiental. e são as seguintes: a) baixo grau de instrução ou escolaridade do agente. em razão de prática de dano ambiental. e que. não pagar a multa cumulativamente aplicada. conforme se lê do art. e permanecer recolhido nos dias e horários de folga na própria residência. http://www. 7 As circunstâncias que atenuam a pena — art.Editora Fórum Página 5 de 10 ou à entidade pública ou privada com fim social. §2º. conforme determina o art. entre 1 e 360 salários mínimos. por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais. precisa ser analisada de forma detida e minuciosa pelo aplicador do direito. da chamada Lei nº 9. Tais circunstâncias que incidem sobre os crimes ambientais estão expressamente previstas em extenso rol constante do art. as circunstâncias acima elencadas agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime. Ao contrário dos demais crimes. o que é proibido em direito penal pelo princípio non bis in idem — não se devem aplicar duas penas sobre a mesma infração.. que reza: Art. portanto. 36. Art. 79.São circunstâncias que agravam a pena. que a aplicará sobre a pena-base. para demonstrar a aplicação obrigatória das circunstâncias.reincidência nos crimes de natureza ambiental. ou do impacto sofrido pelo meio ambiente. quando não constituem ou qualificam o crime: I . ou se podendo. i) à noite.br/produtos/produtos_listagem. ou em sua moradia habitual. é baseado na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado.605/98. de importância fixada pelo juiz.ter o agente cometido a infração: a) para obter vantagem pecuniária.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. b) arrependimento do infrator. diversamente do Código Penal que reza: "São circunstâncias que sempre atenuam a pena" (grifamos). estão expressamente previstas pelo art. de maneira grave. é impossível de ser fiscalizada em cidades como São Paulo. p) no interesse de pessoa jurídica mantida. se frustrar os fins de execução. a regime especial de uso. sem vigilância. do Código Penal. 14.605/98. c) afetando ou expondo a perigo. f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos.. uma vez que se a circunstância já constitui elemento do tipo. Tal pena. freqüentar curso ou exercer atividade autorizada. 13 O recolhimento domiciliar. O quantum da atenuação fica a critério do juiz. trabalhar. 8 As circunstâncias que agravam a pena — art. 30/9/2005 .editoraforum. l) no interior do espaço territorial especialmente protegido. ou circunstância que o qualifique. da Lei dos Crimes Ambientais." (negritos nossos) Conforme consta do dispositivo legal. sendo que o valor da prestação pecuniária será deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator. O condenado será transferido do regime aberto ou domiciliar se praticar crime doloso. g) em período de defeso à fauna. nos termos do art. total ou parcialmente. c) comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental. A prestação pecuniária consiste no pagamento de multa. d) concorrendo para danos à propriedade alheia. II . j) em épocas de seca ou inundações.com. e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas. n) mediante fraude ou abuso de confiança. a saúde pública ou o meio ambiente. que deverá. da Lei nº 9. 15 . h) em domingos ou feriados. o) mediante abuso do direito de licença.

V. para informar e justificar suas atividades.A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. o que é proibido. 49. alínea e. não se aplica a agravante prevista no art.Editora Fórum Página 6 de 10 Exemplificando. porque. 15. Será. de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. 17. Outro exemplo: o art. será realizada mediante laudo de reparação do dano ambiental. de Jesus6 deriva de surseoir. diante do juízo de apreciação. reza que é crime pescar em período no qual a pesca seja proibida. o crime seria aumentado duas vezes em razão do mesmo fato. ou submeter-se à limitação do fim de semana. para tal crime.209. deverá prestar serviços à comunidade. O §2º. A substituição prevista no art. da Lei nº 9. nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. 10 Da pena de multa Art. que consiste na obrigação do condenado permanecer. 78. Reza o art. do Código Penal. da Lei dos Crimes Ambientais. ainda que aplicada no valor máximo. no primeiro ano da suspensão. se isso ocorresse. de 11 de julho de 1984: Art. Os critérios para a fixação de pena de multa estão previstos pelos arts. no máximo. da Lei dos Crimes Ambientais. http://www. dessa forma. 17 O art. da Lei dos Crimes Ambientais. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. do mesmo art. O indigitado art. de 10 (dez) e. §4º. A suspensão condicional da pena é o chamado sursis. situação em que o juiz poderá substituir a exigência contida no §1º por outras condições. reza que o condenado." Os requisitos para a aplicação dos sursis estão previstos no art. da Lei dos Crimes Ambientais. é sempre realizada de acordo com as circunstâncias do caso concreto. 29. ou b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside. se revela-se ineficaz. que são: a) proibição de freqüentar determinados lugares. que significa suspender. da mesma Lei. 9 Da suspensão condicional da pena Art. ainda. e a critério do juiz.O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. 16 O art. Dessa forma. 78. do Código Penal. da mesma Lei. dispõe sobre as exigências a que o condenado se submete durante o prazo de suspensão. 77.. portanto. sofrer incidência da agravação prevista pelo art. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. aos sábados e domingos.br/produtos/produtos_listagem. 15. 78. sendo que a expressão poderá autoriza a aplicação ou não do sursis especial pelo juiz. dessa forma. dispõe sobre a situação do condenado que repara o dano causado.editoraforum. por cinco horas diárias.605/98.com. §2º. 34. 18 O art. com redação dada pela Lei nº 7. §2º. que no dizer de Damásio E.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. por sua vez. II. 16. e. 78. Dessa forma. 18. 78. do Código Penal. ou. e se presentes todos os requisitos legais necessários para a sua concessão. alínea g. O §1º. inc. com a hipótese qualificadora em que o crime é praticado em unidade de conservação. nos termos da lei. sem autorização do juiz. no mínimo. 49 a 52. reza que a suspensão condicional da pena pode ser aplicada aos crimes de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. reza que a pena será calculada segundo os critérios do Código Penal. e não pode. O dispositivo cuida do sursis especial. diz que a verificação da reparação a que se refere o art. inc. conforme entende a doutrina especializada. c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. a prática do crime em período de defeso já constitui elemento do tipo previsto pelo art. tem-se o art. desse art. mensalmente. §1º . Art. 49 . II. 34. do Código Penal. 30/9/2005 . tendo em vista a subsidiariedade do Código Penal. e "permite que o condenado não se sujeite à execução de pena privativa de liberdade de pequena duração. que prevê crime contra a fauna. do Código Penal. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionarse com a proteção do meio ambiente. a prática do crime "em unidade de conservação" já constitui circunstância qualificadora do tipo penal. sob pena de bis in idem. inc. poderá ser aumentada até 3 (três) vezes..

aplicando-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. conforme se lê do §2º. que deverá fixar o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. da citada Lei nº 9. sobre o pagamento da multa. Art.209/84. O art. e circunstâncias indicativas de sua periculosidade. por fim. e. a requerimento do condenado. do Código de Processo Penal. e art. utiliza-se a regra determinada pelo art. 20. e e) desconsideração da pessoa jurídica. inc. a multa aplicada às primeiras deveria ser sempre em maior valor. Art.209/84. preceitua que a perícia de constatação do dano ambiental. Tal pagamento pode ser realizado mediante desconto no vencimento ou salário do condenado. todas as circunstâncias previstas no dispositivo processual. da Lei dos Crimes Ambientais. Tal dispositivo deve ser aplicado em conjunto com o art. 21. fato que tem ensejado muita discussão. 52. sem prejuízo da liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido. e reza que a multa será considerada dívida de valor.O valor da multa será atualizado. 18. a autoridade levará em consideração a natureza da infração. do art. bem como a importância provável das custas do processo. ambos da Lei federal nº 9. dessa forma. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. a execução poderá efetuar-se pelo valor fixado nos termos do caput. previstas pelo art. 21. reza que a perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. não pode incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado. perfeitamente autorizada pelo art. sim. 19. O parágrafo único. determina que transitada em julgado a sentença condenatória. são as seguintes: a) suspensão parcial ou total de atividades. e de sua família. cuida do modo de conversão da multa. do art.com. Página 7 de 10 Reza o art. 50. pelos índices de correção monetária. II. A pena de multa está prevista no art. para a fixação o valor da fiança. inc. com redação dada pela Lei nº 9. 20. sempre que possível. ao rezar que para determinar o valor da fiança. 19 O art. para atender ao princípio da economia processual.br/produtos/produtos_listagem. da Lei nº 9. do art. 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas Art. as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado. b) restritiva de direito. 19. são aplicadas às pessoas jurídicas as seguintes penas: a) multa. pode ser realizado em parcelas mensais. De tal sorte. Para a aplicação da penalidade multa.605/98. e com redação dada pela Lei nº 7. até final julgamento. 21. para dizer que a multa deve ser paga dentro de dez dias depois de transitada em julgado a sentença.605/98. com redação dada pela Lei nº 7. que é aplicável para pessoas físicas e jurídicas indistintamente. da Lei dos Crimes Ambientais. que ocorre quando não estão sendo obedecidas as disposições legais ou regulamentares relativas à proteção do meio ambiente. da Lei nº 9. I. b) interdição temporária de estabelecimento. Tal desconto. e.605/98. reza que é suspensa a execução da pena de multa. 50. e com permissão do juiz. letra c. se sobrevém ao condenado doença mental. uma vez que a vantagem obtida através do crime ambiental pelas pessoas jurídicas é sempre muito maior do que o obtido por uma pessoa física. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente. O parágrafo único. quando da execução. inc. 30/9/2005 .268. 22 As penas restritivas de direitos aplicadas às pessoas jurídicas.editoraforum. O art. cuida da sentença penal condenatória. 22. 20 O art. d) liqüidação forçada.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 21 No âmbito do direito penal. 326. conforme se depreende do art. c) prestação de serviços à comunidade. Art. da Constituição Federal. Tal previsão refere-se à prova emprestada.Editora Fórum §2º . instaurando-se o contraditório. entretanto. de 1º de abril de 1996. ainda. perfeitamente admitida em direito processual..605/98. 5º. conforme reza o §1º. a mesma pena pecuniária é aplicada para todos. do art. o juiz não pode analisar exclusivamente a gravidade objetiva da infração. http://www. da Lei dos Crimes Ambientais. XLVI. Ou seja. 51. por sua vez. sendo que tal pagamento. 50. mas..

editoraforum.605/98. E. uma vez que proporcionam auxílio a programas ambientais. 25. do art. FIEL DEPOSITÁRIO. 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime _ art. XLVI. cuida dos produtos e subprodutos da fauna não perecíveis. com rompimento dos respectivos lacres. fundações ou entidades assemelhadas. Tais referidas penas de prestação de serviços à comunidade. que ocorre no caso de funcionamento sem a devida autorização. preceitua que. culturais ou educacionais. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. a nosso ver. por imperativo constitucional. Pedido de restituição indeferido. Vejamos o que reza a ementa do indigitado r. 25. do art. do art. os respectivos autos. 25. compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico e zelar pela exploração equilibrada dos recursos naturais. que. da Carta. Incumbe ao Poder Público. acórdão: PROCESSUAL PENAL. conforme é cediço em direito penal. inc. que serão destruídos ou doados às instituições científicas. é perfeitamente constitucional. 21. A atividade garimpeira clandestina. acórdão proferido pelo e. de modo a atender as necessidades não só da atual mas também das futuras gerações. O objetivo da lei. de modo a resguardar o bem estar social.br/produtos/produtos_listagem. mediante atuação conjunta do IBAMA e do Exército Brasileiro. consiste em: a) custeio de programas e de projetos ambientais. Art. bem como dele obter subsídios. penais. assim como a recuperação de áreas degradadas. e no art. 25. que as empresas possuem "carta branca" para degradar. inc. O §3º.040401-4/AM. 3. tratando-se de http://www. 6º. letra d. letra b. reza que os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. lavrando-se. §§1º a 5º O §1º. com a redação que lhe foi dada pela Medida Provisória nº 62. 4ª Turma. Caso em que foram apreendidas 13 (treze) DRAGAS. é óbvio. dentre todas as cabíveis contra pessoas jurídicas. e d) contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas.. do art. 4. BENS APREENDIDOS.00. reza que. uma vez que o art. do art. conforme se lê do r. III. do Código de Processo Penal. 24 A liqüidação forçada. será perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. e c) proibição de contratar com o Poder Público. subvenções ou doações. não causem danos ao meio ambiente. causadora de graves danos ao meio ambiente. 25. por sua vez. deve ser reprimida energicamente.. da Lei nº 9. 5º. assim como as demais acima elencadas. O §4º. 5º. serão eles avaliados e doados a instituições científicas. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados.02. reza que os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos. com o fim de permitir. custeiem programas. de 23 de agosto de 2002. 25. é o de que tais empresas não degradem. entretanto. Art. Juiz Mário César Ribeiro. ambos da Lei nº 9. e outras com fins beneficentes. em seu art. e. inc. Tribunal Regional Federal da 1º Região. por fim. rel. Isso não significa. com inspiração no art. hospitalares. 194. 24. o §5º. Art. dessa forma. hipótese em que o patrimônio da pessoa jurídica será considerado instrumento do crime. conforme preceitua o art.Editora Fórum Página 8 de 10 obra ou atividade.605/98. nos termos ditados pela Constituição Federal. com isso.01. também é restritiva de direito. b) execução de obras de recuperação de áreas degradadas. que constituem prestação social alternativa.com. de 23 de agosto de 2002. ou contribuam para entidades ambientais. XLVI. preponderantemente. Tal pena também é restritiva de direito. RESTITUIÇÃO. incluído pela Medida Provisória nº 62. que não poderá exceder o prazo de 10 (dez) anos. revelam-se as mais acertadas. O §2º. Tal pena. preceitua que verificada a infração. ACR 1998. futuramente. 1. 23 A pena de prestação de serviços à comunidade. mantenham espaços públicos. 23. é decretada à pessoa jurídica constituída ou utilizada. 2. DRAGAS. entre outros. a nosso ver.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 25 O art. c) manutenção de espaços públicos.01. publicado in DJ de 15. da Lei dos Crimes Ambientais. está prevista no art. 25. Os produtos e instrumentos apreendidos não podem ser devolvidos ao infrator. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. ou em desacordo com a concedida. facilitar ou ocultar a prática de crime ambiental. INDEFERIMENTO. executem obras de recuperação. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. p. tratandose de produtos perecíveis. prevê como espécie de pena a perda de bens. 30/9/2005 . desde que. não poluam.

Editora Fórum Página 9 de 10 madeiras os produtos apreendidos. e o art.099. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental.7 As contravenções também constituem infrações penais consideradas como de menor potencial ofensivo." (Grifamos) Os crimes de menor potencial ofensivo foram definidos pelo art.a declaração de extinção de punibilidade. 129. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. e que rezam: I . Ministério Público. o rol de testemunhas. com suspensão do prazo da prescrição. parágrafo único. 100.995. da Lei nº 9. 30/9/2005 .na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação. e o valor arrecadado. ou multa. o art. do Código Penal. Dessa forma. antes mesmo de formular qualquer pleito de aplicação de pena. da Lei dos Crimes Ambientais. obrigatoriamente.br/produtos/produtos_listagem. Promotor deverá propor a transação penal. a classificação do crime. porque seu exercício não se subordina a nenhum requisito. É cediço que incumbe sempre ao d. de 26 de setembro de 1. da Lei federal nº 10.editoraforum. como aqueles em que a pena máxima cominada pela lei é não superior a dois anos. 89. Art. 26 a 28 Art. propor o referido compromisso ao infrator. I a V.099/95 _ . representante do e. de que trata o art. e é promovida pelo e.. ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo. 41. III . Ministério Público. Resta imperioso consignar que se a composição do dano ambiental estiver comprovada. antes mesmo de oferecer a denúncia. 77. 13 Da ação e do processo penal _ arts.no período de prorrogação. somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental. acrescido de mais um ano. do art. A prévia composição do dano ambiental constitui na possibilidade de transação pelo d. A peça de denúncia deve conter.099. ao oferecer a denúncia. de que trata o § 5° do artigo referido no caput _ que é o 89. que são: a exposição do fato criminoso. 74 da mesma lei. Ministério Público. II . não se aplicarão as condições dos incisos II. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo definidos na lei. De tal sorte. 27. §1º.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. previstas no art. e sem a requisição do Ministro da Justiça. III e IV do § 1° do artigo http://www. 26 que nas infrações penais previstas na Lei dos Crimes Ambientais. 28 O art. para os crimes capitulados na Lei dos Crimes Ambientais. todos os requisitos determinados pelo art. 28. 2º. para a celebração de compromisso por parte do infrator de recuperar o meio ambiente que degradou de forma criminosa. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. Parquet a postulação de reparação do dano ambiental. 27 O art. Art. sempre que atendidos os requisitos legais. salvo em caso de comprovada impossibilidade. do Código Penal.259. 24. ou multa —.. até o período máximo previsto no artigo referido no caput. Promotor. de 12 de julho de 2. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. representante do e. 76 da Lei nº 9. da Lei nº 9. ou seja.com. poderá propor a suspensão do processo. o d. e. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena. deverá o d. 26 Reza o art. A ação penal pública no caso dos crimes ambientais é incondicionada. da Lei dos Crimes Ambientais. a ação pode ser iniciada sem a representação do ofendido. do Código de Processo Penal. conforme determinam expressamente o art. reza que nos "crimes ambientais de menor potencial ofensivo. por dois a quatro anos. o e. revertido ao órgão ambiental responsável por sua apreensão. serão elas levadas a leilão. quando necessário. que são aquelas expressamente previstas nos incs.001. com todas as suas circunstâncias. Existem. algumas ressalvas a tal benefício. de 26 de setembro de 1995. prevista no art. por denúncia. 28 reza que as disposições contidas no art. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. porém. A ação penal pública é aquela cuja titularidade pertence ao Estado. da Constituição Federal. do Código de Processo Penal. a ação penal é a pública incondicionada. com menor potencial ofensivo — que são aqueles com pena prevista não superior a dois anos.

30/9/2005 . São Paulo: Revista dos Tribunais. 151.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 94./fev.099/95. com procedimento previsto na Lei nº 9. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. Tais ressalvas devem sempre ser consideradas pelo d..099. apenas a título de curiosidade. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos.º 9. as disposições do Código Penal e Código de Processo Penal”. 2. V . p. p..Editora Fórum mencionado no caput. 613. Agosto de 2005. 457. cit. e. 7 Resta imperioso ressaltar.br/produtos/produtos_listagem. que a Lei federal nº 10. p. até o máximo previsto no inciso II deste artigo. 5 Op. e. ed. 4 Direito do Ambiente. jan.741/03.Parte Geral. São Paulo: Saraiva. ser novamente prorrogado o período de suspensão. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. conforme seu resultado. Ministério Público. p. p. cit. com grifos originais. observado o disposto no inciso III. ed. http://www. Página 10 de 10 IV . 453. 2003. 6 Op. podendo.com. 659. Belo Horizonte.findo o prazo de prorrogação. previu em seu art. p. dessa forma.editoraforum. no que couber. representante do e. 2003. Rio de Janeiro: Temas e Idéias.. 2 Revista Fórum de Direito Urbano e Ambiental. cujas penas máximas não ultrapassem quatro anos. 218. 2001. 3 Elementos de Direito Ambiental.esgotado o prazo máximo de prorrogação. que instituiu o Estatuto do Idoso. aplica-se o procedimento previsto na Lei n. devem ser reputados infrações de menor potencial ofensivo. 23. 1999. de 26 de setembro de 1995.. ao oferecer a denúncia. 1 Direito Penal . os crimes capitulados no Estatuto do Idoso. que “Aos crimes previstos nesta Lei.