Editora Fórum A Lei dos Crimes Ambientais, Comentada Artigo por Artigo (1ª parte

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Gina Copola Advogada

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Sumário: 1 Introdução ao tema - 2 O que é crime ambiental? - 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais - 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. 3º - 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. 4º - 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais - 7 As circunstâncias que atenuam a pena — art. 14 - 8 As circunstâncias que agravam a pena — art. 15 - 9 Da suspensão condicional da pena - 10 Da pena de multa - 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas - 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime art. 25 - 13 Da ação e do processo penal arts. 26 a 28 1 Introdução ao tema É sabido que grande problema mundial, da atualidade, diz respeito aos crimes praticados contra o meio ambiente, que se tornam cada dia mais freqüentes, e mais danosos e impactantes ao meio ambiente como um todo, e, conseqüentemente, a toda coletividade, que é a titular do bem ambiental. No Brasil, esse panorama ensejou a edição da Lei federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, o chamado Código Penal Ambiental, que sistematizou as leis extravagantes que existiam, sem, contudo, no que seria a melhor técnica, revogá-las expressamente, para apenas revogar disposições em contrário. Tal diploma, apesar de em alguns pontos se revelar omisso, revela grande relevância para o direito ambiental brasileiro, na medida em que prevê diversas hipóteses criminosas, com aplicação de penas restritivas de direito, ou de prestação de serviços à comunidade, ou de multa, dependendo do potencial ofensivo do crime praticado. 2 O que é crime ambiental? Damásio E. de Jesus conceitua crime nos seguintes termos: "crime é um fato típico e antijurídico."1 O crime ambiental, portanto, pode ser conceituado como um fato típico e antijurídico que cause danos ao meio ambiente. De tal sorte, e partindo do pressuposto constitucional que reza não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal (art. 5º, inc. XXXIX, da CF/88), para uma conduta ser enquadrada como crime ambiental, deve estar expressamente prevista na Lei dos Crimes Ambientais. Dessa forma, e exemplificativamente, o ato de exportar peles e couros, por mais danosa e perniciosa que possa ser ao meio ambiente, não constitui crime se praticada com autorização da autoridade ambiental competente. Conclui-se, portanto, que nem toda atividade que causa danos ao meio ambiente será, forçosamente, crime ambiental, uma vez que tal qualificação depende do enquadramento aos termos da legislação ambiental. Analisemos, portanto, a chamada Lei dos Crimes Ambientais, artigo por artigo. 3 Os sujeitos ativo e passivo nos crimes ambientais Art. 1º O art. 1º, da Lei, conforme é sabido, foi vetado. Art. 2º O art. 2º, por sua vez, reza que quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos na Lei, incide nas penas cominadas, na medida de sua culpabilidade. O sujeito ativo dos crimes ambientais, de tal sorte, pode ser qualquer pessoa física ou jurídica. Dentre os sujeitos ativos estão o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, conforme se lê do art. 2º, da Lei nº 9.605/98. A culpabilidade destes últimos é caracterizada por omissão, uma vez que o art. 2º é cristalino ao dispor que são eles culpados se deixarem de impedir a prática de crimes, quando podiam agir para evitá-la.

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do art. co-autoras ou partícipes do mesmo fato. que fora. 29. de forma sistemática. é no sentido de que a responsabilidade penal das pessoas jurídicas está sempre condicionada a dois fatores ditados pelo supracitado art. plenamente aplicável. no interesse ou benefício da pessoa jurídica. as pessoas jurídicas são também responsáveis por crimes praticados contra o meio ambiente. confirmada expressamente por lei específica que. preenchidos esses dois requisitos. 225. por sua vez. portanto. o fato de não ser possível o encarceramento da pessoa jurídica óbice a construção de sua criminalidade. incide nas penas e ele cominadas. da Lei nº 9. (Grifamos) A condenação das pessoas jurídicas por dano ambiental. todos nós somos sujeitos passivos do crime ambiental. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Sobre o tema da responsabilidade penal das pessoas jurídicas por crime ambiental. ensina. com a cominação de penas compatíveis com sua natureza. de qualquer modo. De tal sorte.) Não é. A grande celeuma.605/98.. regulou a matéria. dispôs no sentido de que as pessoas jurídicas passaram a ser responsáveis.. entende que a responsabilidade dessas pessoas jurídicas é baseada exclusivamente na culpa. De tal sorte. por fim. em entendimento do qual perfilhamos. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. na seara penal. 30/9/2005 . conforme se depreende do art. civil e penalmente. É de império ressaltar que a responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas. da Lei federal nº 9. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. portanto. com absoluta propriedade. portanto. ou de seu colegiado. ao rezar que o meio ambiente é bem de uso comum do povo.605/98.. entretanto. 2º tem inspiração no art. 3º Reza o art. Tal disposição constitucional foi posteriormente confirmada pela Lei nº 9. porque existe uma corrente majoritária no sentido de que a responsabilidade da pessoa jurídica de direito público é objetiva. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. que.) §3º. A única ressalva que se faz. 3º. de tal sorte. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. ao rezar que quem. que O Direito Penal vem sendo cada vez menos encarcerador e mais restritivo de direitos e pecuniário. e conforme já tivemos ensejo de dizer. da Constituição Federal.. Coordenador do 4º CREADIN _ Centro Regional de Apoio Administrativo e Institucional do Ministério Público. Sávio Renato Bittencourt Silva.605/98. ou de órgão colegiado. da Constituição Federal.3 se refere a responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público.2 A única ilação possível até aqui. e b) que a infração tenha sido cometida no interesse ou em benefício da pessoa jurídica. §3º.editoraforum. As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores.. 225. pessoas físicas ou jurídicas. que são: a) que a infração seja cometida por decisão do representante legal ou contratual da pessoal jurídica.. 3º. Conforme se lê do dispositivo legal. 4 As pessoas jurídicas nos crimes ambientais — art. resta perfeitamente constitucional e. autoras. 3º. 37. Tal determinação surgiu com o advento da Constituição de 1988. conforme se lê do parágrafo único. entretanto. do Código Penal. em seu art.com. por danos causados ao meio ambiente. que as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. conforme expressamente determinado por norma de eficácia plena contida na Constituição Federal. Reza o indigitado dispositivo constitucional: Art. O sujeito passivo dos crimes ambientais é sempre a coletividade. do art. ao rezar que as http://www.Editora Fórum Página 2 de 10 Toda a disposição contida neste art. é a no sentido de que as pessoas jurídicas podem perfeitamente ser condenadas por crime ambiental.br/produtos/produtos_listagem. O fundamento constitucional para nossa ilação está contido no §6°.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. da Lei nº 9. na medida de sua culpabilidade. assim. a pessoa jurídica pode perfeitamente ser responsabilidade por crime ambiental. (. e outra corrente existente. (.605/98. concorre para a prática de crime. 225. a sanções penais e administrativas.

reza que as penas restritivas de direito são autônomas e substituem as privativas de liberdade. 44. da Lei dos Crimes Ambientais. levando-se em conta os motivos que levaram à pratica da infração e as suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente. A aplicação e imposição de pena ou gradação.605/98. 4º. 7º. bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente. 5º. possibilita a aplicação da penalidade de desconsideração da pessoa jurídica sempre que sua personalidade constituir obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. (Grifamos) Esse dispositivo foi repetido pelo art. do Código Penal. de 25 de novembro de 1998. de 11 de setembro de 1990. no caso de multa. de 11 de setembro de 1990. na forma prevista neste Código. facultando-lhes o direito de ação regressiva contra os responsáveis pelo dano causado ao meio ambiente. deve considerar a gravidade do fato. da Lei dos Crimes Ambientais. 7º. ao rezar que "serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. por sua vez.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04." (Grifamos) 5 A desconsideração da personalidade da pessoa jurídica — art. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas de direito público. 28. os antecedentes. de 11 de junho de 1994. que.884. da Lei nº 9. com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9. confirma o texto constitucional. Art. 6 Da aplicação das penas na lei dos crimes ambientais Art. também do Código Penal. ou for aplicada pena privativa de liberdade inferior a quatro anos. que é o Código de Defesa do Consumidor. 18. a multa em valor maior pode perfeitamente ser aplicada. foi vetado. Pela leitura do art. nas seguintes hipóteses: a) tratar-se de crime culposo. que é a Lei federal nº 8. dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica e dá outras providências. a conduta social e a personalidade do condenado. 7º O art. do Código de Defesa do Consumidor. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. as entidades jurídicas continuam a ser distintas e separadas de seus membros. excesso de poder. Tal dispositivo é reprodução do art. portanto. da Lei federal nº 8.714. 59. houver abuso de direito. que alcança grande lucro com a extração de madeira. Tal disposição tem alicerce no disposto no art.. do art. 22. que para a imposição e a gradação da penalidade. sua situação econômica. A verificação da condição econômica do infrator para a penalidade de multa resta absolutamente necessária. ao rezar que Art. portanto.Editora Fórum Página 3 de 10 pessoas jurídicas de direito público respondem diretamente pelos danos causados a terceiros. por sua vez.078. e b) a culpabilidade. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.br/produtos/produtos_listagem. cuida dos critérios especiais da pena de multa. 28. por exemplo."4 O art. uma vez que não se pode aplicar uma multa em valor exorbitante ao simples cidadão desafortunado que simplesmente expunge parte do tronco de uma árvore para extrair-lhe substância apropriada para a produção de uma infusão destinada ao tratamento de enfermos. é obrigatória. 6º. Tal dispositivo tem inspiração no art. http://www. ensina Édis Milaré que "Assim. e c) a situação econômica do infrator.com. ao passo que. que estabelece as condições para a fixação da pena..editoraforum. da Lei nº 9.078. e no art. da Lei dos Crimes Ambientais. mas tal distinção e separação podem ser desconsideradas sempre que a personalidade jurídica for utilizada como anteparo da fraude e abuso de direito. ao dono de madeireira no Pará. do Código Penal. e não em "podem substituir". O parágrafo único. que transforma o Conselho Administrativo de Defesa Econômica _ CADE em Autarquia. b) os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação ambiental. e não constitui mera faculdade judicial. a autoridade competente observará: a) a gravidade do fato. a conduta pregressa do infrator em relação ao meio ambiente. 30/9/2005 . 60. da Lei federal nº 8. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. Sobre o tema. em detrimento do consumidor. e no caso de multa. 4º O art. estado de insolvência. se presentes as condições estabelecidas pelo dispositivo. infração da lei. 6º Reza o art. Revela-se evidente.605/98. é forçoso concluir que a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito. uma vez que o dispositivo reza expressamente em "substituem".

que com o término do cumprimento da pena.985. 8º. contratar com o poder público. e águas. b) interdição temporária de direitos. d) prestação pecuniária. e pelo prazo de três anos. §§2º e 3º. 9º. podendo. a pena consiste na restauração desta. elenca quais são as penas restritivas de direitos que podem ser aplicadas em matéria ambiental. que terá a mesma duração da substituída. termina. Art. com propriedade que Assim.Editora Fórum Página 4 de 10 As penas restritivas de direitos são autônomas. se possível. Tal interdição temporária de direitos difere sensivelmente da prevista no Código Penal. a pena constitui na restauração dele. com objetivos de conservação e limites definidos. 7º. c) suspensão parcial ou total de atividades.. Se o bem danificado for particular. no caso de crimes dolosos. a interdição temporária a que o condenado é submetido. e. prevista pelo art. ou aplica a pena privativa de liberdade. em primeiro lugar. Além disso. da Lei federal nº 9. porque não tem sentido condenar em algo que não se refira ao meio ambiente. do art. e) recolhimento domiciliar. também. pública. 7º. conforme se lê do dispositivo legal. §2º. o juiz. público ou tombado. e com garantias especiais de proteção. porém diversa da prisão. Art. pelo prazo de cinco anos. ainda. segundo o sistema da nova lei. e. ficando reservadas as penas privativas de liberdade para casos excepcionais. bem como de participar de licitações. e. aplicada que seja a pena máxima estabelecida para o crime. 54.editoraforum.605/98. Art. 12. após. 10. da Lei dos Crimes Ambientais.605/98. conforme se lê do art. 2º. dessa forma. será aplicada quando estas não estiverem obedecendo às prescrições legais. 9º A prestação de serviços à comunidade. e unidades de conservação. São elas: a) prestação de serviços à comunidade. da Lei dos Crimes Ambientais. não podem ser aplicadas em conjunto com as privativas de liberdade. e 56. Para a aplicação da pena. em hipótese alguma.com. e consiste no pagamento em dinheiro à vítima http://www. em seu art. mas. se atendidos os requisitos da lei. no caso de crimes culposos. e sem qualquer vinculação com estabelecimento prisional. consiste na proibição do condenado contratar com o Poder Público. É também pena alternativa. as duas em conjunto. ou tombada. da Lei dos Crimes Ambientais. consiste na atribuição ao condenado de tarefas gratuitas realizadas em parques e jardins públicos e unidades de conservação. A pena de prestação de serviços à comunidade pela prática de crime ambiental é sempre cumprida em parques. da Lei nº 9. 47. ou seja. É de império destacar. sendo que estas são espaços territoriais e seus recursos ambientais. a substitui pela restritiva de direitos. daí a necessidade de serem adequadas ao crime praticado. 8º O art. fixa a pena privativa de liberdade. Sobre o art. ou seja. as penas alternativas passaram a constituir a regra. 35. ensina Édis Milaré. é sanção de natureza criminal. Art.br/produtos/produtos_listagem. inc. as penas restritivas de direito possuem caráter educacional. de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios. aplica-se a restrita de direitos. é executada em liberdade. no caso de dano ambiental praticado contra coisa particular. com características naturais relevantes.. da Lei dos Crimes Ambientais. não admitiriam a substituição da pena de prisão pela restritiva de direitos. 12 A prestação pecuniária está prevista pelo art. reza que a pena restritiva de direitos terá a mesma duração da privativa de liberdade substituída. ou. 10 A interdição temporária de direitos. 30/9/2005 . uma vez que a intenção em educar o infrator. se possível. de 18 de julho de 2000. A prestação de serviços à comunidade consiste em pena não institucional. e. legalmente instituídos pelo Poder Público. 11 A suspensão parcial ou total de atividades. da Lei nº 9. 40. e participar de licitações.5 O parágrafo único. por fim. conforme se lê do art. jardins.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. apenas os tipos descritos nos arts. Art. sob regime especial de administração. receber incentivos fiscais. conforme se lê do art. portanto. Com todo efeito. I. Com efeito. 11. que prevê outras hipóteses de interdição temporária de direitos.

portanto. 13 O recolhimento domiciliar. para demonstrar a aplicação obrigatória das circunstâncias.br/produtos/produtos_listagem. freqüentar curso ou exercer atividade autorizada. p) no interesse de pessoa jurídica mantida. 14 As circunstâncias que atenuam a pena em crimes ambientais. A prestação pecuniária consiste no pagamento de multa.ter o agente cometido a infração: a) para obter vantagem pecuniária. d) concorrendo para danos à propriedade alheia.605/98. e são as seguintes: a) baixo grau de instrução ou escolaridade do agente. ou do impacto sofrido pelo meio ambiente. somente em lugares pequenos e interioranos. manifestado pela espontânea reparação do dano.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. h) em domingos ou feriados. http://www. permissão ou autorização ambiental. entre 1 e 360 salários mínimos. em matéria ambiental as circunstâncias atenuantes são aplicadas a critério do juiz. não pagar a multa cumulativamente aplicada. se frustrar os fins de execução. ou em sua moradia habitual. é impossível de ser fiscalizada em cidades como São Paulo. 15. trabalhar. que a aplicará sobre a pena-base. a saúde pública ou o meio ambiente. listadas em relatórios oficiais das autoridades competentes. n) mediante fraude ou abuso de confiança. Tais circunstâncias que incidem sobre os crimes ambientais estão expressamente previstas em extenso rol constante do art. 13. conforme se lê do art. 8 As circunstâncias que agravam a pena — art. que reza: Art. por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais. conforme determina o art.Editora Fórum Página 5 de 10 ou à entidade pública ou privada com fim social. da chamada Lei nº 9. uma vez que se a circunstância já constitui elemento do tipo. porque o dispositivo da Lei dos Crimes Ambientais reza apenas em "São circunstâncias que atenuam a pena".. ou limitação significativa da degradação ambiental causada. f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos. r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções. da Lei nº 9. l) no interior do espaço territorial especialmente protegido.605/98. em razão de prática de dano ambiental. m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais. quando não constituem ou qualificam o crime: I . as circunstâncias acima elencadas agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime." (negritos nossos) Conforme consta do dispositivo legal. por ato do Poder Público. sem vigilância.São circunstâncias que agravam a pena.editoraforum. tornando-a aplicável. Art. é baseado na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. da Lei nº 9. diversamente do Código Penal que reza: "São circunstâncias que sempre atenuam a pena" (grifamos). i) à noite. O condenado será transferido do regime aberto ou domiciliar se praticar crime doloso. que é aplicado subsidiariamente nos crimes ambientais. de maneira grave. c) afetando ou expondo a perigo. da Lei dos Crimes Ambientais. Ao contrário dos demais crimes. 15 As circunstâncias que agravam a pena constituem matéria delicada. e que. e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas. §2º. precisa ser analisada de forma detida e minuciosa pelo aplicador do direito.. 30/9/2005 . b) arrependimento do infrator. o que é proibido em direito penal pelo princípio non bis in idem — não se devem aplicar duas penas sobre a mesma infração.605/98. sendo que o valor da prestação pecuniária será deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator. j) em épocas de seca ou inundações. que deverá. Tal pena. c) comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de degradação ambiental. q) atingindo espécies ameaçadas. O quantum da atenuação fica a critério do juiz. a nosso ver. 14.reincidência nos crimes de natureza ambiental. 15 . ou circunstância que o qualifique.com. o) mediante abuso do direito de licença. g) em período de defeso à fauna. de importância fixada pelo juiz. não pode servir também para agravar a pena. e permanecer recolhido nos dias e horários de folga na própria residência. estão expressamente previstas pelo art. do Código Penal. nos termos do art. 79. a regime especial de uso. ou se podendo. 7 As circunstâncias que atenuam a pena — art. total ou parcialmente. que é fixada de acordo com o dano causado. para sua aplicação. 36. e d) colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental. II . b) coagindo outrem para a execução material da infração.

O indigitado art. aos sábados e domingos. de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.Editora Fórum Página 6 de 10 Exemplificando.A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. A suspensão condicional da pena é o chamado sursis. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado.. nos termos da lei. inc. porque. para informar e justificar suas atividades. reza que a suspensão condicional da pena pode ser aplicada aos crimes de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos. de 11 de julho de 1984: Art. 10 Da pena de multa Art. inc. 78. com redação dada pela Lei nº 7. da Lei dos Crimes Ambientais. 49 . sendo que a expressão poderá autoriza a aplicação ou não do sursis especial pelo juiz. 77. do Código Penal. 34. ainda. 78. e a critério do juiz. com a hipótese qualificadora em que o crime é praticado em unidade de conservação. conforme entende a doutrina especializada. O §2º. que no dizer de Damásio E. por cinco horas diárias. §2º. desse art. o crime seria aumentado duas vezes em razão do mesmo fato. ou b) proibição de ausentar-se da comarca onde reside. 16 O art.editoraforum. que prevê crime contra a fauna. por sua vez. 49. sob pena de bis in idem. Art. da Lei dos Crimes Ambientais. 17. que consiste na obrigação do condenado permanecer. ou submeter-se à limitação do fim de semana. Dessa forma. c) comparecimento pessoal e obrigatório a juízo. 18. sem autorização do juiz. 15.br/produtos/produtos_listagem. poderá ser aumentada até 3 (três) vezes. a prática do crime em período de defeso já constitui elemento do tipo previsto pelo art. sofrer incidência da agravação prevista pelo art. O §1º.209. que são: a) proibição de freqüentar determinados lugares. do Código Penal. nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. da Lei dos Crimes Ambientais. V. se isso ocorresse. será realizada mediante laudo de reparação do dano ambiental. Será. mensalmente. Os critérios para a fixação de pena de multa estão previstos pelos arts. no máximo. tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida. §2º. e as condições a serem impostas pelo juiz deverão relacionarse com a proteção do meio ambiente. do Código Penal. portanto. é sempre realizada de acordo com as circunstâncias do caso concreto. 9 Da suspensão condicional da pena Art. e se presentes todos os requisitos legais necessários para a sua concessão.com. no primeiro ano da suspensão. II. dessa forma. II. da mesma Lei. para tal crime. §4º. 15. Reza o art. deverá prestar serviços à comunidade. e "permite que o condenado não se sujeite à execução de pena privativa de liberdade de pequena duração. A substituição prevista no art. Outro exemplo: o art.605/98. se revela-se ineficaz. que significa suspender. ou. inc. 78. de Jesus6 deriva de surseoir. diz que a verificação da reparação a que se refere o art. no mínimo. a prática do crime "em unidade de conservação" já constitui circunstância qualificadora do tipo penal. tendo em vista a subsidiariedade do Código Penal. não se aplica a agravante prevista no art.. O dispositivo cuida do sursis especial. http://www. 30/9/2005 . reza que a pena será calculada segundo os critérios do Código Penal. §1º . do Código Penal. 29. e não pode. 78. e. alínea g. 49 a 52.O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato. alínea e. do mesmo art. 17 O art. dessa forma. 78. Dessa forma. de 10 (dez) e. da Lei nº 9. dispõe sobre a situação do condenado que repara o dano causado. da Lei dos Crimes Ambientais. diante do juízo de apreciação.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 18 O art. tem-se o art. o que é proibido. 16. 34. reza que o condenado. ainda que aplicada no valor máximo. da mesma Lei." Os requisitos para a aplicação dos sursis estão previstos no art. reza que é crime pescar em período no qual a pesca seja proibida. dispõe sobre as exigências a que o condenado se submete durante o prazo de suspensão. situação em que o juiz poderá substituir a exigência contida no §1º por outras condições. do Código Penal.

Para a aplicação da penalidade multa. 20 O art. fato que tem ensejado muita discussão. com redação dada pela Lei nº 9. mas. da Lei dos Crimes Ambientais. d) liqüidação forçada. 30/9/2005 . a requerimento do condenado. cuida do modo de conversão da multa. e. do art. pode ser realizado em parcelas mensais. para dizer que a multa deve ser paga dentro de dez dias depois de transitada em julgado a sentença. O parágrafo único. conforme se lê do §2º. do art. a mesma pena pecuniária é aplicada para todos. a execução poderá efetuar-se pelo valor fixado nos termos do caput. perfeitamente admitida em direito processual. da Lei nº 9. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido ou pelo meio ambiente..605/98. de 1º de abril de 1996. conforme reza o §1º. e e) desconsideração da pessoa jurídica. 22. que ocorre quando não estão sendo obedecidas as disposições legais ou regulamentares relativas à proteção do meio ambiente. com redação dada pela Lei nº 7. O art. 50. sendo que tal pagamento. por sua vez. Art. http://www. são aplicadas às pessoas jurídicas as seguintes penas: a) multa. e de sua família. fixará o montante do prejuízo causado para efeitos de prestação de fiança e cálculo de multa. O parágrafo único. II. 326. são as seguintes: a) suspensão parcial ou total de atividades. 19. sim. O art. e. que deverá fixar o valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. e com redação dada pela Lei nº 7. as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado. e reza que a multa será considerada dívida de valor. Tal dispositivo deve ser aplicado em conjunto com o art.O valor da multa será atualizado. 20. b) interdição temporária de estabelecimento. 21. entretanto. 21. ambos da Lei federal nº 9.. do Código de Processo Penal. 22 As penas restritivas de direitos aplicadas às pessoas jurídicas. do art. preceitua que a perícia de constatação do dano ambiental.605/98.209/84. inc. previstas pelo art. até final julgamento. da citada Lei nº 9. XLVI. não pode incidir sobre os recursos indispensáveis ao sustento do condenado. 5º. 21.Editora Fórum §2º .605/98. por fim. Tal pagamento pode ser realizado mediante desconto no vencimento ou salário do condenado. se sobrevém ao condenado doença mental. para a fixação o valor da fiança. inc. 11 Das penas aplicadas às pessoas jurídicas Art. do art. utiliza-se a regra determinada pelo art. da Lei dos Crimes Ambientais. 20. Tal previsão refere-se à prova emprestada. bem como a importância provável das custas do processo. 21 No âmbito do direito penal. 18. o juiz não pode analisar exclusivamente a gravidade objetiva da infração. e circunstâncias indicativas de sua periculosidade. letra c. Página 7 de 10 Reza o art. quando da execução.br/produtos/produtos_listagem. reza que é suspensa a execução da pena de multa. A pena de multa está prevista no art. perfeitamente autorizada pelo art. a autoridade levará em consideração a natureza da infração. 51. 19 O art. I. uma vez que a vantagem obtida através do crime ambiental pelas pessoas jurídicas é sempre muito maior do que o obtido por uma pessoa física.editoraforum. que é aplicável para pessoas físicas e jurídicas indistintamente. todas as circunstâncias previstas no dispositivo processual.268. da Lei dos Crimes Ambientais. Tal desconto. Ou seja. da Constituição Federal. ao rezar que para determinar o valor da fiança. conforme se depreende do art. sempre que possível. sobre o pagamento da multa. c) prestação de serviços à comunidade. ainda. para atender ao princípio da economia processual. cuida da sentença penal condenatória. 50.com. da Lei nº 9. Art. a multa aplicada às primeiras deveria ser sempre em maior valor. pelos índices de correção monetária. instaurando-se o contraditório. dessa forma. e art. b) restritiva de direito.605/98. determina que transitada em julgado a sentença condenatória. sem prejuízo da liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido. e com permissão do juiz.209/84. aplicando-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. 19. reza que a perícia produzida no inquérito civil ou no juízo cível poderá ser aproveitada no processo penal. 52. inc. 50. Art. De tal sorte.

da Lei dos Crimes Ambientais. Vejamos o que reza a ementa do indigitado r. a nosso ver. de modo a resguardar o bem estar social. 25. inc. tratandose de produtos perecíveis. 25.605/98. do Código de Processo Penal. 1. E. Isso não significa. prevê como espécie de pena a perda de bens. XLVI. publicado in DJ de 15. conforme preceitua o art. e no art. 25. 21. nos termos ditados pela Constituição Federal. é perfeitamente constitucional. tratando-se de http://www. uma vez que o art. XLVI. mediante atuação conjunta do IBAMA e do Exército Brasileiro. ambos da Lei nº 9. revelam-se as mais acertadas. facilitar ou ocultar a prática de crime ambiental. do art. preponderantemente. inc.01. mantenham espaços públicos. entretanto. a nosso ver.00. que serão destruídos ou doados às instituições científicas. 2. com o fim de permitir. Art. uma vez que proporcionam auxílio a programas ambientais. conforme se lê do r. de 23 de agosto de 2002. Tal pena também é restritiva de direito. desde que. Art. assim como a recuperação de áreas degradadas. 6º. com isso. do art. 25. rel. da Lei nº 9. executem obras de recuperação. também é restritiva de direito. lavrando-se. hipótese em que o patrimônio da pessoa jurídica será considerado instrumento do crime. não causem danos ao meio ambiente. RESTITUIÇÃO. ou contribuam para entidades ambientais. por sua vez. da Carta. acórdão: PROCESSUAL PENAL. os respectivos autos. b) execução de obras de recuperação de áreas degradadas. 24. Incumbe ao Poder Público. 25. 5º. Pedido de restituição indeferido. causadora de graves danos ao meio ambiente. e outras com fins beneficentes. Os produtos e instrumentos apreendidos não podem ser devolvidos ao infrator. com inspiração no art. do art. por fim. de modo a atender as necessidades não só da atual mas também das futuras gerações. fundações ou entidades assemelhadas. culturais ou educacionais. Juiz Mário César Ribeiro. futuramente. letra d. 12 Da apreensão do produto e do instrumento de infração administrativa ou de crime _ art. reza que os instrumentos utilizados na prática da infração serão vendidos. serão apreendidos seus produtos e instrumentos. que as empresas possuem "carta branca" para degradar. que não poderá exceder o prazo de 10 (dez) anos. letra b. hospitalares. assim como as demais acima elencadas. ACR 1998. ou com violação de disposição legal ou regulamentar. não poluam. custeiem programas. Tal pena. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados.040401-4/AM. 194. 24 A liqüidação forçada. penais. reza que. 4ª Turma. p. preceitua que verificada a infração.br/produtos/produtos_listagem. 23. BENS APREENDIDOS. III. O §4º. 3. 25 O art. 25. Tribunal Regional Federal da 1º Região. com rompimento dos respectivos lacres.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. de 23 de agosto de 2002. O §3º. acórdão proferido pelo e. entre outros. 30/9/2005 . consiste em: a) custeio de programas e de projetos ambientais. deve ser reprimida energicamente. FIEL DEPOSITÁRIO..Editora Fórum Página 8 de 10 obra ou atividade. e d) contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas. 4. e c) proibição de contratar com o Poder Público. compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico e zelar pela exploração equilibrada dos recursos naturais. dentre todas as cabíveis contra pessoas jurídicas. ou em desacordo com a concedida. c) manutenção de espaços públicos. A atividade garimpeira clandestina. e. inc. incluído pela Medida Provisória nº 62.605/98. 5º. bem como dele obter subsídios. o §5º. dessa forma. garantida a sua descaracterização por meio da reciclagem. do art. preceitua que. será perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional. que. O objetivo da lei. O §2º. 25.editoraforum. subvenções ou doações. que constituem prestação social alternativa. que ocorre no caso de funcionamento sem a devida autorização. DRAGAS.01. Caso em que foram apreendidas 13 (treze) DRAGAS. Art. é decretada à pessoa jurídica constituída ou utilizada. INDEFERIMENTO. §§1º a 5º O §1º. 23 A pena de prestação de serviços à comunidade. em seu art. está prevista no art. do art. por imperativo constitucional. é óbvio. Tais referidas penas de prestação de serviços à comunidade.. com a redação que lhe foi dada pela Medida Provisória nº 62.02.com. reza que os animais serão libertados em seu habitat ou entregues a jardins zoológicos. cuida dos produtos e subprodutos da fauna não perecíveis. conforme é cediço em direito penal. é o de que tais empresas não degradem. serão eles avaliados e doados a instituições científicas.

77. A ação penal pública é aquela cuja titularidade pertence ao Estado. aplicam-se aos crimes de menor potencial ofensivo definidos na lei. e o valor arrecadado. da Constituição Federal. o rol de testemunhas. de 26 de setembro de 1995. 13 Da ação e do processo penal _ arts. 2º. Promotor deverá propor a transação penal. a ação pode ser iniciada sem a representação do ofendido. 30/9/2005 . De tal sorte. o prazo de suspensão do processo será prorrogado. previstas no art. 76 da Lei nº 9. do Código de Processo Penal. I a V. 27. por denúncia. a classificação do crime. sempre que atendidos os requisitos legais. É cediço que incumbe sempre ao d. o art. III e IV do § 1° do artigo http://www. do Código Penal. todos os requisitos determinados pelo art. Dessa forma. por dois a quatro anos. que são aquelas expressamente previstas nos incs. Ministério Público. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. de que trata o art. com suspensão do prazo da prescrição. serão elas levadas a leilão. o d. porém. Existem. até o período máximo previsto no artigo referido no caput.Editora Fórum Página 9 de 10 madeiras os produtos apreendidos. 100. salvo em caso de comprovada impossibilidade." (Grifamos) Os crimes de menor potencial ofensivo foram definidos pelo art. Ministério Público. 24.no período de prorrogação. presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena. de 12 de julho de 2. representante do e. Art. 89. ou multa —. A peça de denúncia deve conter. Resta imperioso consignar que se a composição do dano ambiental estiver comprovada. Art. e é promovida pelo e. do Código de Processo Penal. 27 O art. ou multa. conforme determinam expressamente o art. ao oferecer a denúncia.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. algumas ressalvas a tal benefício.br/produtos/produtos_listagem. A prévia composição do dano ambiental constitui na possibilidade de transação pelo d. para a celebração de compromisso por parte do infrator de recuperar o meio ambiente que degradou de forma criminosa. revertido ao órgão ambiental responsável por sua apreensão. ressalvada a impossibilidade prevista no inciso I do § 1° do mesmo artigo. como aqueles em que a pena máxima cominada pela lei é não superior a dois anos. com todas as suas circunstâncias. para os crimes capitulados na Lei dos Crimes Ambientais.editoraforum. 129.na hipótese de o laudo de constatação comprovar não ter sido completa a reparação. 41.com. com menor potencial ofensivo — que são aqueles com pena prevista não superior a dois anos. da Lei federal nº 10.099.001. não se aplicarão as condições dos incisos II.995.7 As contravenções também constituem infrações penais consideradas como de menor potencial ofensivo. 74 da mesma lei. da Lei dos Crimes Ambientais. da Lei nº 9. da Lei dos Crimes Ambientais. dependerá de laudo de constatação de reparação do dano ambiental.099.259. quando necessário.. 28 reza que as disposições contidas no art. parágrafo único. que são: a exposição do fato criminoso. antes mesmo de oferecer a denúncia. III . 26 a 28 Art. e o art. do Código Penal. propor o referido compromisso ao infrator. Promotor. da Lei nº 9. 28. II . 28 O art. desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. prevista no art. obrigatoriamente.a declaração de extinção de punibilidade. antes mesmo de formular qualquer pleito de aplicação de pena. representante do e. a ação penal é a pública incondicionada. de que trata o § 5° do artigo referido no caput _ que é o 89. Ministério Público. Parquet a postulação de reparação do dano ambiental. somente poderá ser formulada desde que tenha havido a prévia composição do dano ambiental.. o e. §1º. de 26 de setembro de 1. 26 que nas infrações penais previstas na Lei dos Crimes Ambientais. 26 Reza o art. reza que nos "crimes ambientais de menor potencial ofensivo. poderá propor a suspensão do processo. e. ou seja.099/95 _ . acrescido de mais um ano. deverá o d. a proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa. e que rezam: I . e sem a requisição do Ministro da Justiça. A ação penal pública no caso dos crimes ambientais é incondicionada. porque seu exercício não se subordina a nenhum requisito. do art.

as disposições do Código Penal e Código de Processo Penal”. e. aplica-se o procedimento previsto na Lei n. Página 10 de 10 IV . 23. a declaração de extinção de punibilidade dependerá de laudo de constatação que comprove ter o acusado tomado as providências necessárias à reparação integral do dano. podendo. 613. 659. cit. apenas a título de curiosidade. 94. observado o disposto no inciso III. 2003. ao oferecer a denúncia. devem ser reputados infrações de menor potencial ofensivo. p. 218.esgotado o prazo máximo de prorrogação. p.Parte Geral. previu em seu art. de 26 de setembro de 1995. com procedimento previsto na Lei nº 9.editoraforum.099/95. com grifos originais..Editora Fórum mencionado no caput. p. Belo Horizonte. 30/9/2005 . que a Lei federal nº 10. 2003. 6 Op. Agosto de 2005.findo o prazo de prorrogação.. 1 Direito Penal . Tais ressalvas devem sempre ser consideradas pelo d.. p. 5 Op./fev. 457. 4 Direito do Ambiente. jan. representante do e. São Paulo: Saraiva. p. 1999.º 9. 453. ed. Rio de Janeiro: Temas e Idéias.asp?CodProduto=FDUA&Edicao=04. São Paulo: Revista dos Tribunais. 3 Elementos de Direito Ambiental. que instituiu o Estatuto do Idoso.. e. V . dessa forma. 151. p. 2001. no que couber.741/03. que “Aos crimes previstos nesta Lei. cit. 7 Resta imperioso ressaltar. Ministério Público. os crimes capitulados no Estatuto do Idoso. http://www. 2 Revista Fórum de Direito Urbano e Ambiental. cujas penas máximas não ultrapassem quatro anos.099. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. até o máximo previsto no inciso II deste artigo. ser novamente prorrogado o período de suspensão.com. proceder-se-á à lavratura de novo laudo de constatação de reparação do dano ambiental. 2. conforme seu resultado.br/produtos/produtos_listagem. ed.

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