Questão 01) Analise o fragmento do poema abaixo e os comentários que são feitos a seguir.

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas! Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incenso de turíbulos da aras... 1. 2. 3. Pelas características de sugestão e enigma, o poema se inscreve na escola simbolista. O poema se opõe às escolas naturalista e parnasiana, valorizando uma realidade subjetiva, metafísica e espiritual. O poema tem em comum com os textos parnasianos o apuro formal, a presença da métrica e da rima.

Está(ão) correta(s): a) b) c) d) e) 1 apenas 2 apenas 1 e 2 apenas 2 e 3 apenas 1, 2 e 3

Questão 02) Leia o texto abaixo e assinale, em seguida, a alternativa correta: Psicologia de um vencido Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância*, (*brilho) Sofro, desde a epigênesis* da infância, (* A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância… Sobe-me à boca uma ânsia análoga* à ânsia (*semelhante) Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das ruínas — Que o sangue podre das carnificinas Come, e à vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há-de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra! Augusto dos Anjos A partir desse soneto, é correto afirmar: Ao se definir como filho do carbono e do amoníaco, o eu lírico desce ao limite inferior da materialidade biológica pois, pensando em termos de átomos (carbono) e moléculas (amoníaco), que são estudados pela Química, constata-se uma dimensão onde não existe qualquer resquício de alma ou de espírito. II. O amoníaco, no soneto, é uma metáfora de alma, pois, segundo o eu lírico, o homem é composto de corpo (carbono) e alma (amoníaco) e, no fim da vida, o corpo (orgânico) acaba, apodrece, enquanto a alma (inorgânica) mantém-se intacta. III. O soneto principia descrevendo as origens da vida e termina descrevendo o destino final do ser humano; retrata o ciclo da vida e da morte, permeado de dor, de sofrimento e da presença constante e ameaçadora da morte inevitável. Está(ão) correta(s) a) b) c) d) e) apenas I. apenas III. apenas I e II. apenas I e III. apenas II e III. I.

Questão 03) Leia o texto de autoria de Augusto dos Anjos, intitulado “Debaixo do tamarindo”, e as afirmativas, preenchendo os parênteses com V para verdadeiro e F para falso. No tempo de meu Pai, sob estes galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos!

Hoje, esta árvore de amplos agasalhos Guarda, como uma caixa derradeira, O passado da flora brasileira E a paleontologia dos Carvalhos! Quando pararem todos os relógios De minha vida, e a voz dos necrológios Gritar nos noticiários que eu morri, Voltando à pátria da homogeneidade, Abraçada com a própria Eternidade, A minha sombra há de ficar aqui! Pela leitura do texto, conclui-se que ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) O eu lírico recorda os tempos em que, à sombra da árvore, expressava o sofrimento proveniente do árduo trabalho. A imagem da vela fúnebre na primeira estrofe está associada à idéia da passagem do tempo. O poeta atribui à árvore a capacidade de guardar a memória da flora brasileira. O tom funesto do poema sustenta-se na saudade da figura paterna. O poeta prevê que, após a morte, sua existência, representada pela própria sombra, estará em harmonia com a natureza.

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) b) c) d) e) VVFVF FVFFV VFVFV FFVFF VFVVF

Questão 04) Referir-se a um objeto pelo seu nome é suprimir a três quartas partes da fruição do poema, que consiste na felicidade de adivinhar pouco a pouco: sugeri-lo, eis o sonho. É o uso perfeito desse mistério que constitui o símbolo; evocar pouco a pouco um objeto e desprender-se dele um estado de alma, uma série de decifrações. (Mallarmé) O autor faz referência à construção da poesia simbolista e destaca-lhe características. Com base no fragmento, assinale o que for correto. I. II. III. IV. V. A sugestão predomina sobre a descrição: as imagens produzidas são vagas, diluídas, suaves. Misticismo: o simbolista busca o inatingível, o oculto e o misterioso. O jogo dos sentimentos exacerbados, com alargamento da subjetividade pela espontaneidade coloquial. Liberdade formal, com incorporação e valorização do prosaico, do vulgar, do cotidiano, e pela livre associação de idéias. Emprego de inusitadas combinações entre sons, cores e perfumes para expressar imagens e sensações pertencentes a diferentes domínios dos sentidos.

Está correto o que se sfirma em: a) b) c) d) e) I, II, III II, III, IV I, II, V I, III, IV III, IV, V

Questão 05) Leia o poema “Ismália”, de Alphonsus de Guimaraens. Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar... MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1973. p. 318- 324. Considerando que Alphonsus de Guimaraens é um dos principais representantes do Simbolismo brasileiro, é verdadeiro afirmar que, no poema transcrito: a) b) c) d) e) os versos privilegiam as lembranças, a imaginação, de onde emergem os fantasmas da infância perdida do poeta. o poeta consegue, valendo-se da loucura de Ismália, realizar a transcendência espiritual, proposta pelo movimento simbolista. o metro, exigido pela poesia tradicional, perde a importância e o rigor; a linguagem é simples e as imagens refletem fielmente a realidade. o tema do amor de Ismália e o da sua morte fundem-se em uma espécie de realismo exacerbado, próprio do movimento naturalista. a religiosidade exerce sobre o poeta uma força sobrenatural, o que o leva a valorizar o sentimento místico e a sufocar os desejos reprimidos da adolescência.

Questão 06) Para Alfredo Bosi, “O Parnaso legou aos simbolistas a paixão do efeito estético. Mas os novos poetas buscavam algo mais: transcender os seus mestres para reconquistar o sentimento de totalidade que parecia perdido desde a crise do Romantismo”. São características do Simbolismo: 1. 2. 3. 4. 5. integrar a poesia na vida cósmica. usar a poesia como arma para denunciar as injustiças sociais. contrapor-se às correntes analíticas do Realismo/ naturalismo buscar tocar, por meio da poesia, a Natureza, o Absoluto Universal e Deus. resgatar os princípios fundantes da nacionalidade.

Estão corretas apenas: a) b) c) d) e) 1, 3 e 4 1, 4 e 5 2, 3 e 4. 3, 4 e 5. 2, 4 e 5

Questão 07) São características do Simbolismo: I) Apresenta interesse maior pelo particular e individual do que pelo geral ou universal. II) Põe ênfase na imaginação e fantasia. III) Despreza a natureza em prol do sobrenatural. IV) Na narrativa, manifesta pouco interesse pelo enredo e ação. V) O interesse recai sobre o espírito íntimo das pessoas. VI) Procura selecionar elementos que apresentam a essência em vez da realidade. VII) Busca fugir da realidade e da sociedade contemporânea. Estão corretas as afirmativas: a) b) c) d) e) I, III, IV, V e VI apenas. I, II, V, VI e VII apenas. I, II, III, IV e VII apenas. III, IV, V, VI e VII apenas. todas estão corretas.

Questão 08) Sobre o Simbolismo, é correto afirmar: Mergulha no inconsciente, ali buscando imagens que se coadunam com o onírico, o irracional e o transcendente. É vago e indistinto, porém sua poesia atinge os pináculos da expressão objetiva, de onde se explicam as inúmeras referências à cor branca. III. Tem, na própria materialidade sonora da palavra, o anelo de aproximar-se da música, de onde justificarem-se os inúmeros recursos fônicos de que faz uso. I. II.

ilógica e obscura. agora. vaga. Rio de Janeiro: Aguilar. Trata-se do resultado de um desenvolvimento que se iniciou com o Romantismo. V e VI. as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.IV. apenas I. Obra completa. à noite. E vejo-o ainda. entre as grades Do calabouço olhando imensidades. estrelas. apenas I. VI. V e VI.” Digo. a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano. J. 1994. o refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais. funéreo! Nesses silêncios solitários. Que ventre produziu tão feio parto?! A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça. II. a evidente preocupação do eu lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras. 1993. com a descoberta da metáfora como célula germinal da poesia. Minh’alma se concentra. que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?! CRUZ E SOUSA. atroz. III e IV. Poesia completa. Circularmente sobre a minha rede! Pego de um pau. II. Questão 10) Texto 1 O Morcego Meia-noite. era natural que o Simbolismo a representasse de maneira imprecisa. Da Dor no calabouço. III. A. igual a um olho. apenas II. vede: Na bruta ardência orgânica da sede. Chego A tocá-lo. Ao meu quarto me recolho. de Cruz e Sousa. Ergo-me a tremer. mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas. isto é. Estão corretas as afirmações: a) b) c) d) e) apenas I. todas estão corretas.. V. Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das almas.. “Vou mandar levantar outra parede. Meu Deus! E este morcego! E. Soluçando nas trevas. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e. ele entra Imperceptivelmente em nosso quarto! ANJOS. Sendo inexplicável e misteriosa a vida. Questão 09) Cárcere das almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa. sonhando. em linguagem simples e direta. . tardes. III. são: a) b) c) d) e) a opção pela abordagem. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil. de temas filosóficos. natureza. O maior poeta simbolista brasileiro é Cruz e Souza. Morde-me a goela ígneo e escaldante molho. IV e V. a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista. e as inúmeras referências à cor branca encontradas em sua poesia se explicam pela rejeição inconsciente à própria herança genética de seus antepassados. Fecho o ferrolho E olho o teto. graves. Mares. Ó almas presas. Esforços faço.

A estrofe acima apresenta em seus versos o emprego de substantivos (brancos. física. Eu. quanto ao uso da linguagem. conseguir a atenção do leitor pela inclusão de elementos das histórias de horror e suspense na estrutura lírica da poesia. 1961. véus de neve. Tu. o reconhecimento dos recursos utilizados pelo poeta constituem um importante fator para a compreensão das idéias. delicado) que revelam subjetivismo. Rio de Janeiro: Aguilar. valendo-se de elementos textuais. por uma descrição metonímica (a parte pelo todo) por meio das palavras grinaldas. Ó meu Amor. enquanto percepção do mundo. (SOUSA. 1988 (adaptado). véus. Sentimento). enfatizar a obsessão do eu-lírico pela beleza e pelo amor. se aproximam dos parnasianos. Cruz e. representar realisticamente as dificuldades do cotidiano sem associá-lo a reflexões de cunho existencial. a sonoridade é expressiva e o ritmo é musical. Ó meu Amor. Os versos são marcados pelo uso de maiúsculas (Flores. com o gosto do macabro e do horroroso.Texto 2 O lugar-comum em que se converteu a imagem de um poeta doentio. Questão 13) Vozes da morte Agora. CUNHA. purificadores. a leveza e a delicadeza do sentimento amoroso. dificulta que se veja. a seguir. Tamarindo de minha desventura. com isso. Sentimento. assinale a alternativa correta. meu velho! E essa futura Ultrafatalidade de ossatura. na obra de Augusto dos Anjos. o olhar clínico. sim! Vamos morrer. as alvas Flores Do Sentimento delicado e leve. reunidos. elementos indicadores da pureza de sentimentos nobres. expressar o caráter doentio da sociedade moderna por meio do gosto pelo macabro. carnais. Vão as Flores carnais. que conduzem à metáfora Flores carnais (a mulher). abordar dilemas humanos universais a partir de um ponto de vista distanciado e analítico acerca do cotidiano. flores. purificadores. Grinaldas e véus brancos. que já morreste. F. Os versos são marcados pelo uso de substantivos e adjetivos expressivos: grinaldas e véus brancos. Ah! nunca mais florescerás? Ao teu esquálido esqueleto. por que. desde o início. Que tinha outrora de uma flor A graça e o encanto do amuleto Ao teu esquálido esqueleto Não voltará novo esplendor? a) b) Identifique no poema dois aspectos que remetem ao Romantismo. apresenta os recursos utilizados pelo poeta para obter ritmo e musicalidade: os versos são redondilhas maiores. véus de neve. o comportamento analítico. os poetas simbolistas. Romantismo e modernidade na poesia. angústia e paixão pelo ser amado. como Cruz e Souza. delicado e leve. Em consonância com os comentários do texto 2 acerca da poética de Augusto dos Anjos. com o envelhecimento dos tecidos! Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos! E a podridão. até mesmo certa frieza. Leia os versos abaixo e. certa impessoalidade científica. Questão 12) No estudo de um poema.) a) b) c) d) e) A estrofe acima. alvas Flores. que morta estás! Lá nessa cova a que desceste Ó meu Amor. quanto ao aspecto formal. como o único refúgio do eu-lírico. Sentimento) e aliterações (uso constante do “v” e do “s”) como recursos poéticos cujo efeito é sugerir a brancura. Obra poética. A estrofe é marcada. como forma estética capaz de: a) b) c) d) e) reencantar a vida pelo mistério com que os fatos banais são revestidos na poesia. Rio de Janeiro: Cátedra. com o envelhecimento da nervura. alvas. cujo efeito poético pretendido é materializar essa flor e situá-la em um jardim esplendoroso e. Véus e grinaldas purificadores. A que nos acharemos reduzidos! . além do uso de maiúsculas (Flores. em certa medida. referindo-se à beleza da natureza concreta. o poema O morcego apresenta-se. Questão 11) Leia os versos de Cruz e Sousa. que já morreste. Exemplifique.

e à vida em geral declara guerra..... vales.......... filho do carbono e do amoníaco... ( ) A percepção da existência é mediada pela sensação de impotência do sujeito lírico... glebas.. capaz de fundir. Na multiplicidade dos teus ramos... trilhos... num só ato perceptivo.. A alternativa que contém a seqüência correta. ( ) A concepção de vida revelada pelo eu poético é assentada no determinismo.. Monstro de escuridão e rutilância. trecho de um poema de Cruz e Sousa. A influência má dos signos do zodíaco. novas e raras. .. infere-se que o autor NÃO propõe ao poeta buscar a palavra ou a expressão: a) b) c) d) e) exata. São Paulo: Martin Claret..... selvas.... Derrama luz e cânticos e poemas no verso.. Eu e outros poemas....... ainda teremos filhos! ANJOS...... .. como o parnasiano. principal nome da poesia simbolista brasileira. em diferentes Florestas.... Põe nela todo o incêndio das auroras Para torná-la emocional e ardente....... Sofro. Vozes da morte. Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. Depois da morte....... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco.... as que não têm. é a: a) FVVF b) VFVV c) VFFV d) FVVV e) VVVF Questão 14) Embora dispensasse..... para o Futuro.. ( ) O humano e o inumano estão ligados pelo mesmo destino..Não morrerão. dentre as ondas mais pródigas. uma atenção especial ao cuidado com a linguagem..... Pelo muito que em vida nos amamos... mais vastas dos sentimentos mais maravilhosos. Este ambiente me causa repugnância. 2002... Profundissimamente hipocondríaco... Anda a espreitar meus olhos para roê-los. p.... como se o coração nessas supremas Estrofes. o poeta simbolista imprimiu ao seu texto marcas que diferenciaram esses movimentos..... conforme exemplifica empregando clarões ruidosos. evocadora de sensações e emoções indefiníveis. desde a epigênese da infância....... duas ou mais sensações. Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come. de clarões ruidosos... capaz de com a maior nitidez descrever um objeto...... Da leitura do texto.. e torna-o musical e doce. . (Coleção A obra-prima de cada autor) Identifique com V as afirmativas que têm comprovação no texto e com F. tuas sementes! E assim.......... porém.. portadora de uma musicalidade que imprima ritmo e doçura ao verso.. ( ) A crença na imortalidade espiritual do homem é reafirmada ao longo do poema. Augusto dos..... puro e diluído fosse.. Busca palavras límpidas e castas. majestosamente..... de cima para baixo. sinestésica. 63-64..... Questão 15) Psicologia de um vencido Eu.....

que originou tanto “espírito” quanto “inspirar”. em segundo plano. b) Apenas II. c) Apenas III. O Simbolismo brasileiro constituiu um retorno deliberado ao Romantismo. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. vulcanizadas. de Cruz e Sousa. sobretudo.E há de deixar-me apenas os cabelos. . o poeta não privilegia o estrato semântico. desde há muito associado ao ar e ao espírito. num riso de tormenta. vozes veladas. ri. de sofrimento e da presença constante e ameaçadora da morte inevitável. O poeta inaugura a temática do Parnasianismo. o corpo (orgânico) apodrece. 1998. valorizando o sentimento nacionalista e as idéias abolicionistas. inflado De uma ironia e de uma dor violenta.) Considere estas afirmações sobre o poema anterior. De fato. nessa estrofe o poeta privilegia o estrato fônico e. veludosas vozes. um símbolo da perfeição universal. Questão 16) O Simbolismo brasileiro ocorreu. deixa o estrato semântico. II. pois. d) Apenas I e III. I. II e V. Verifica-se na estética simbolista o culto à forma poética clássica e perfeita. permeado de dor. ed. vãs. III. O soneto retrata o ciclo da vida. ri. impreciso. Volúpias dos violões. II. Com base nessa estrofe. Augusto dos. assinale a alternativa correta. que desengonçado. I e IV. IV e V. II. Como um palhaço. em última instância. Estão corretas somente: a) b) c) d) e) I. os poetas simbolistas se opunham ao objetivismo cientificista dos realistas/naturalistas. no encalço de um significado difuso. Violões que Choram. III. V. A respeito dessa estética literária. A sinestesia foi o recurso estilístico mais usado pelos simbolistas. trata-se de uma poesia metafísica e espiritualista e o excesso de “VV” e “SS” remetem ao som e à imagem do vento. III e V. os significados. No fim da vida. Questão 17) Leia a seguinte estrofe. pode-se afirmar que: I. tem–se que as repetições dos fonemas iniciais nos vocábulos dessa estrofe apontam para o caráter volátil dos substantivos e adjetivos. de onde não se tem certeza de quase nada. Vozes veladas. privilegia o estrato semântico. O amoníaco representa uma metáfora de alma. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira. e depois responda ao que se pede. inspiradas na morte e na decomposição da matéria. que dela se valiam para expressar racionalmente a realidade. preocupando-se mais em criar. a) b) c) d) e) O Simbolismo é antipositivista. i. do poema simbolista. Olavo Bilac e Cruz e Sousa foram os dois maiores representantes dessa estética. Eu e outras poesias. na última década do século XIX. 42. mediante a exploração da sonoridade das palavras.e. apresentando imagens repulsivas. vivas. II. buscando aproximar-se da sonoridade dos “Violões que Choram”. segundo o poeta. como comprova a etimologia “inspiritus”. a qual representaria. sendo estes metonímia para os tocadores de violão. Apesar de o Simbolismo brasileiro contar com a participação de vários escritores. antideterminista e anticientificista. Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos. enquanto a alma (inorgânica) mantém-se viva na terra. Acrobata da dor Gargalha. IV. e) Apenas II e III. a imagem dos violões que choram. num riso absurdo.. III e IV. o homem é composto de corpo (carbono) e alma (amoníaco). Na frialdade inorgânica da terra! (ANJOS. Nervoso. Questão 18) Leia o poema de Cruz e Sousa. sendo o Simbolismo caracterizado por uma poesia que confere ao significado a suprema importância que sempre lhe é devida.

tristíssimo palhaço.] Vive dentro de mim a mulher do povo. Cora. Afra. Agita os guizos. Afogado em teu sangue estuoso e quente. Seu cheiro gostoso d’água e sabão. Cruz e. [. 39-40. . [. sanguinolenta. São Paulo: Ediouro. Vocabulário: gavroche: garoto de rua que brinca. ed. Melhores poemas.. presença de estrangeirismos e de barbarismos... p. “gavroche”.. Seleção de Darcy França Denófrio.] Vive dentro de mim a lavadeira do Rio Vermelho. Entre os silfos magnéticos e os gnomos Maravilhosos da paixão purpúrea.. p. 2002. (Coleção super prestígio). E embora caias sobre o chão. Minha irmãzinha. exploração de recursos musicais e figurativos. SOUSA.. biografia do poeta aplicada à ótica analítica.Da gargalhada atroz. e convulsionado Salta. que jorra Uma característica simbolista do poema acima é a: a) b) c) d) e) linguagem denotativa na composição poética. faz estripulias clown: palhaço estertor: respiração rouca típica dos doentes terminais estuoso: que ferve. Broquéis.. Todas as vidas [. Questão 19) Leia os poemas de Cora Coralina e de Cruz e Sousa. por entre assomos Da virgindade ─ casquinantes momos Rindo da carne já votada à incúria. varado Pelo estertor dessa agonia lenta. Faróis e Últimos sonetos. 2ª. Do gozo haurindo os venenosos sucos.. Afra Ressurges dos mistérios da luxúria. CORALINA. Na minha vida – a vida mera das obscuras. Aos mórbidos delíquios como ao sono. tentada pelos verdes pomos. Votada cedo ao lânguido abandono.] Vive dentro de mim a mulher da vida. fremente.. perspectiva fatalista da condição amorosa... “clown”. Pedem-te bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os músculos. Ri! Coração. (Coleção melhores poemas)...] Todas as vidas dentro de mim. [. reform. Bem proletária. 253-255. Carne explosiva em pólvoras e fúria De desejos pagãos. 2004. salta. São Paulo: Global. retesa Nessas macabras piruetas d’aço....

] SOUSA. Questão 20) Sobre o Simbolismo brasileiro.. risada de escárnio momos: ator que representa comédia incúria: falta de cuidado delíquios: desfalecimento. 2ª. Broquéis. Presença constante da morte. A proclamar. respectivamente. 2002. São Paulo: Ediouro. Sepulcros vivos de senis segredos. III e IV Questão 23) Considere os versos que seguem. III e IV I. impulso casquinantes: relativo à gargalhada. Cruz e. vivas. Questão 22) Augusto dos Anjos é um poeta único em nossa literatura. foi responsável pela afirmação de uma poesia de caráter social. desmaio haurindo: extraindo. colhendo.. quais são as que se referem a esse poeta? I. vulcanizadas.] Vozes veladas. a) b) c) d) e) Linguagem científico-filosófica. Broquéis. II. foi responsável pela produção de uma poesia de caráter essencialmente localista. (Coleção super prestígio). IV. musicalidade recorrente para a composição dos perfis e ao entrelaçamento de poesia e prosa. . 78 e 81. à: a) b) c) d) e) preocupação com a cor local e à fuga da realidade em situações espirituais. consumindo Nos poemas apresentados. [.. reformulada.] Velhinhas quedas e velhinhos quedos. por trompas Amores mais estéreis que os eunucos! SOUSA. [. veludosas vozes. c) lançou mão dos processos indiretos e da livre associação de idéias para expressar os sentimentos íntimos em sua essência. de Cruz e Sousa. reform.. Questão 21) Leia os fragmentos do poema “Violões que choram. Sua obra é a soma de todas as tendências da segunda metade do século XIX e do início do século XX. Cruz e. II. d) distanciou-se do Romantismo ao assumir uma visão materialista do mundo. Cegas. Considerando as características abaixo. vozes veladas. (Coleção Super Prestígio). III. Poesia formalmente trabalhada. ed. vãs. Com base na leitura desses fragmentos.. produziu uma poesia marcada pela plasticidade das imagens..Sonho-te a deusa das lascivas pompas.”. São Paulo: Ediouro. os autores tematizam a mulher com perspectivas diferenciadas no que diz respeito. ênfase no misticismo africano e à descrição fantástica do corpo da mulher. cegos. perspectiva referencial dada ao tema e ao enquadramento conceptista das imagens. Volúpias dos violões. 2002. Faróis e Últimos sonetos. valorização de condições sociais marginalizadas e à construção erotizada da figura feminina.. 24-25. Eternamente a caminhar sozinhos. b) ao recorrer com insistência aos processos descritivos. explicite a figura de linguagem predominante nas estrofes e explique sua função na estética simbolista. 2ª.. velhinhas e velhinhos. Vocabulário: silfos: espíritos elementares do ar assomos: ímpeto. Pessimismo em face dos problemas e distúrbios pessoais. impávida. pode-se afirmar que: a) a exemplo do que ocorria com o Parnasianismo. Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos. [. ed. apenas I e II apenas I e III apenas II e IV apenas I. p. e) assim como as correntes literárias que o antecederam. p. Faróis e Últimos sonetos.

Alphonsus de. no entanto. Questão 26) Leia o poema abaixo. como forma de expressar a perplexidade do homem face ao desconhecido. Monstro de escuridão e rutilância.. o qual. filho do carbono e do amoníaco. de nítida influência romântica. b) A temática revela a perda da ilusão e o sentimento de amargura trazidos pela velhice. Vi-me no cimo eterno da montanha.. O meu ser para o céu alcandorou-se.ed. Ouvi gritos em mim como um alarme. e) A figura da Virgem Maria confunde-se freqüentemente com a da mulher amada. Sem saber para que subi tão alto. Este ambiente me causa repugnância. p.. já utiliza com freqüência o verso livre.. Reforça a idéia do sofrimento amoroso. de acordo com a teoria parnasiana. arcadas Do violoncelo! Convulsionadas Pontes aladas De pesadelo . Verificam-se características típicas do estilo neoclássico com a presença de linguagem rebuscada. por causa da presença de versos curtos e da temática onírica. Acordei do áureo sonho em sobressalto: Do céu tombei ao caos dos meus martírios. desde a epigênesis da infância. – Lemes e mastros. d) Estando no pré-Modernismo. apesar de tais termos serem incompatíveis com o gênero lírico.. 2001. A influência má dos signos do zodíaco. Sobre o poema é correto afirmar: a) O eu lírico manifesta um rejuvenescimento diante das promessas existentes na vida comum.. a) b) c) d) e) Valoriza recursos estilísticos como o ritmo e a sonoridade... características da poesia simbolista. Tentando unir ao peito a luz dos círios Que brilhavam na paz da noite estranha. alguns anos depois. d) É uma composição de forma fixa. 4. E o meu olhar.. Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens. Retoma da poesia palaciana a redondilha maior. Nas ânsias de escalar o azul. uma visão de mundo objetiva.118. seria a tônica da prática poética. Trêmulos astros. de Augusto dos Anjos: Psicologia de um vencido Eu. tornou-se Todo em raios que vinham desolar-me.Chorai.. tipo de poema predominante na antologia Melhores poemas de Alphonsus de Guimaraens. Sofro. b) Utiliza muitos termos científicos.. . outrora suave e doce. Profundissimamente hipocondríaco. São Paulo: Global. c) Os versos reconhecidamente simbolistas traduzem.. os versos brancos e a estrutura paralelística. c) Descreve paisagens brasileiras de modo absolutamente frio. Apresenta nítida influência da poesia Modernista. Solidões lacustres. GUIMARAENS. E os alabastros Dos balaústres! (Camilo Pessanha) Indique a alternativa correta. Questão 25) Assinale a afirmativa cujo enunciado expressa uma característica da poesia de Augusto dos Anjos: a) Volta-se para a religiosidade. Questão 24) Leia atentamente o poema de Alphonsus de Guimaraens: Como se moço e não bem velho eu fosse Como se moço e não bem velho eu fosse Uma nova ilusão veio animar-me: Na minh’alma floriu um novo carme.

III. III e IV. Questão 27) Leia com atenção os fragmentos abaixo. ao mesmo tempo. É. E há de deixar-me apenas os cabelos. fazendo uma ligação entre o mundo físico e orgânico e o mundo íntimo dos sentimentos líricos. Serviu as carnes do seu próprio filho. Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come.. incapaz de reconhecer o lado bom da vida. I. profundamente amargurada. é um exemplo de uma poesia pobre em sentimentos e experiências humanas. Questão 28) O tema da “transformação” é constante na obra poética de Augusto dos Anjos.. Escarra nessa boca que te beija! (“Versos íntimos”) Assinale os fragmentos que expressam tanto a idéia de um universo biológico e orgânico quanto a de um universo íntimo e pensativo do eu lírico: a) b) c) d) e) II e V.. (“Contrastes”) II. I e V. marcada por uma linguagem referencial muito elaborada. A pirâmide real do meu orgulho. E é por isto que na minha lira . Transpõe a vida do seu corpo inerme. uma reflexão a respeito dos sentimentos mais profundos do ser humano. (“Vozes de um túmulo”) b) Falas de amor. Alegria tristonha Do que pelo mundo vai! Se um sonha e se ergue.Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. E o carpinteiro que fabrica mesas Faz também os caixões do cemitério!. sintetiza as principais características da poesia parnasiana: o culto do belo e o rigor da forma. retirados de poemas de Augusto dos Anjos. (“Barcarola”) IV. possui traços de uma psicologia doentia.. Apedreja essa mão vil que te afaga. Anda a espreitar meus olhos para roê-los. Assim Tântalo. III e V. Se a alguém causa inda pena a tua chaga. é marcado por uma linguagem cientificista. e à vida em geral declara guerra. num festim. outro se ergue e sonha. E quando esse homem se transforma em verme É essa mágoa que o acompanha ainda! (“Eterna mágoa”) V. outro cai. aos reais convivas. Na frialdade inorgânica da terra! É CORRETO afirmar que o poema: a) b) c) d) e) reúne algumas características típicas da poesia do fim do século XIX. o que se explica graças a sua linguagem científica e filosófica. e eu ouço tudo e calo! O amor da humanidade é uma mentira. I e IV. Hoje que apenas sou matéria e entulho Tenho consciência de que nada sou! (“Vozes de um túmulo”) Às alegrias juntam-se tristezas. assinale aquela que NÃO confirma esta afirmativa: a) Morri! E a Terra – a mãe comum – o brilho Destes meus olhos apagou!. embora desenvolva. Das passagens abaixo. Se um cai.

por suas vinculações com as vanguardas européias do início do século XX. São Paulo: Global. Alphonsus de. 161. não investiu na valorização do passado nacional.. tão suave e doce. promoveu a valorização objetiva do passado. transcritos abaixo. “Ah! Com certeza. Seleção de Alphonsus de Guimaraens Filho. Como seguia tranqüilamente por entre nuvens divinais! Seguia tranqüilamente como se fora a minh’Alma. Deus me castigava! Por toda a parte. 2001.se da vida contemporânea. cheia de ais. anda dentro de ti a mágoa imensa do meu olhar! GUIMARAENS. d) O Modernismo brasileiro. eu vi a lua cintilar. um movimento poético comprometido com a reflexão a respeito dos problemas sociais do País. p. diferentemente do europeu. Lua serena. no Brasil. silente. b) O Parnasianismo foi. no Brasil. (“Idealismo”) c) Creio. e) O Simbolismo caracterizou. como se fosse a mais que pura Virgem Maria. afastando. com a alma às escuras. como um réu confesso. não-conceitual da linguagem.De amores fúteis poucas vezes falo. Tu. A abóboda celeste. Que o homem universal de amanhã vença O homem particular que eu ontem fui! (“Último credo”) Subi talvez às máximas alturas. Mas. que se reveste de astros tão belos. com o envelhecimento dos tecidos! (“Vozes da morte”) d) e) Questão 29) Assinale a alternativa correta: a) O Realismo-Naturalismo. Questão 30) Com relação aos conhecidos versos de Augusto dos Anjos (do poema Cismas do destino). na tristeza do mar. formosa castelã. Tamarindo de minha desventura. era um país repleto de castelos. Havia um juiz que lia o meu processo E uma forca especial que me esperava!” a) b) c) d) e) “como” “parte” “processo” “forca” “confesso” Questão 31) ÚLTIMOS VERSOS Na tristeza do céu. sim! Vamos morrer. c) O Romantismo brasileiro. calma. oposto a toda interpretação lógica. afastou−se das questões nacionais. assinale o único item que NÃO corresponde a um homônimo perfeito de outra classe gramatical. . Melhores poemas. que perante a evolução imensa. É necessário que inda eu suba mais! (“Solilóquio de um visionário”) Agora. com o envelhecimento da nervura. do meu eterno cismar. reunidos.se pela valorização da poesia que surge do espírito irracional.. Eu. E a alva lua. se hoje volto assim. seguia envolta num sudário alvíssimo de lã.

. se o amor que a Humanidade inspira É o amor do sibarita* e da hetaíra**. ali indicada pelo vocábulo "cadáver". Questão 32) Leia a estrofe a seguir e assinale a alternativa correta. assim como o de Jesus Cristo. o sexo). O realismo cru do poema revela a filiação do seu autor à escola literária realista. cães e pajens para que não caíssem nas mãos dos inimigos) Pois é mister que.Entre as características poéticas de Alphonsus de Guimaraens. portanto. O mundo fique imaterializado – Alavanca desviada do seu fulcro – E haja só amizade verdadeira Duma caveira para outra caveira. Do meu sepulcro para o teu sepulcro?! Com base na leitura. A retomada da palavra "olhos". Tal pessimismo tem raízes filosóficas na obra de Nietzsche. poeta da segunda geração simbolista brasileira. de Augusto dos Anjos: Idealismo Falas de amor. O poema traz marcas definitivas da poética modernista. como a linguagem científica ou a recordação da agonia e da morte do pai. Apesar disso. do tema neoclássico e de palavras raras denota uma influência do parnasianismo. E é por isto que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo. como o uso de palavras coloquiais e o uso da liberdade formal. as imagens de morte. seus cavalos. oferecendo oportunidade para que o poeta revele sua independência em relação a “escolas de época”. O uso do soneto tradicional. predomina a forma de soneto. Monstro de escuridão e rutilância. Questão 34) Leia com atenção o poema abaixo. assinale a afirmativa CORRETA: a) b) c) d) e) Ao recorrer ao tema amoroso. . desde a epigênesis da infância. A estrofe é atípica de Augusto dos Anjos: nela. carrega uma gradação decrescente (olhos de homem > olhos de fera) que pode ser lida como irônica: os olhos de homem não compreenderam Cristo. por meio da qual o poeta constrói suas imagens mais marcantes. é bastante recorrente nos textos do poeta. predomina no poema acima: a) b) c) d) o diálogo com amada. que exerceu grande influência sobre o poeta. Sofro. o poema apresenta uma forte influência do romantismo. na estrofe. O amor! Quando virei por fim a amá-lo?! Quando. e o pessimismo evidenciado na estrofe são características da poesia de Augusto dos Anjos. É. Eu fui cadáver. sendo. e eu ouço tudo e calo! O amor na Humanidade é uma mentira. como as do famoso poema "Versos íntimos". baseada no exagero. Sofreu o que olhos de homem não têm visto E olhos de fera não puderam ver! (Dolências. de Augusto dos Anjos: Psicologia de um vencido Eu. Trata-se da figura de linguagem conhecida como hipérbole. A referência a "cadáver". Na estrofe em questão.. filho do carbono e do amoníaco. o poema-oração. Augusto dos Anjos) a) b) c) d) e) A comparação dos sofrimentos de Cristo com os do eu-lírico são comuns na poesia de Augusto dos Anjos. sendo AA pobre e BB rica. A morbidez. Na poesia de Augusto dos Anjos.. (* quem ama os prazeres da vida.Meu corpo. O poema é marcado por um tom mesclado. antes de viver!. no verso 1. (** sofisticadas prostitutas da Grécia) De Messalina e de Sardanapalo*?! (rei que se matou e mandou matar suas amantes. temos decassílabos com rimas ABBA. não encontramos nenhuma das características mais importantes de sua poesia. o “tom” geral e a sonoridade dos versos remetem à poesia deAugusto dos Anjos. piores que os olhos de fera. Questão 33) Leia com atenção o poema abaixo. que sequer tiveram a oportunidade de conhecer o Messias e compartilhar sua dor. o poema-profanação. para o amor sagrado.

para o Futuro. com o envelhecimento dos tecidos! Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos! E a podridão.. Questão 35) Morte e _________ são temas presentes tanto na poesia de _________ quanto na de _________.A influência má dos signos do zodíaco. Tu. E há de deixar-me apenas os cabelos Na frialdade inorgânica da terra! Assinale a alternativa que apresenta uma característica NÃO encontrada no poema acima: a) b) c) d) e) Uso de termos científicos. movimento do final do século XIX. Questão 37) TEXTO Versos a um coveiro Augusto dos Anjos Numerar sepulturas e carneiros. vales. Este ambiente me causa repugnância. trilhos. Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que escapa da boca de um cardíaco. considerados as duas principais matrizes do _________ no Brasil. glebas. porém. Na multiplicidade dos teus ramos. Eu. Entusiasmo pela vida e pela morte. e à vida em geral declara guerra. Pessimismo e ceticismo diante da vida. sem complicados silogismos.. em diferentes Florestas. A que nos acharemos reduzidos! Não morrerão. reunidos. de inspiração francesa. As lacunas podem ser correta e respectivamente preenchidas por: a) b) c) d) e) mitologia – Cruz e Souza – Eduardo Guimaraens – Parnasianismo melancolia – Alphonsus de Guimaraens – Raimundo Correa – Simbolismo religiosidade – Cruz e Souza – Alphonsus de Guimaraens – Simbolismo amor – Olavo Bilac – Raimundo Correa – Parnasianismo natureza – Cruz e Souza – Eduardo Guimaraens – Simbolismo Questão 36) Leia o poema abaixo de Augusto dos Anjos. Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come. Profundissimamente hipocondríaco. Tamarindo de minha desventura. inda teremos filhos! a) b) Cite duas características da obra de Augusto dos Anjos presentes no poema: Faça um comentário sobre cada uma dessas características. Pelo muito que em vida nos amamos. Tendência reflexiva. Depois da morte. tuas sementes! E assim. e responda às questões propostas: Vozes da morte Agora. Anda a espreitar meus olhos para roê-los. . Sentimento de melancolia. selvas. sim! Vamos morrer. meu velho! E essa futura Ultrafatalidade de ossatura. com o envelhecimento da nervura. Tal é. Reduzir carnes podres a algarismos.

) Eu queria correr.“És infeliz. flor) Sou a pétala de rosa entre as águas do rio!” E fitando-me o olhar de arcanjo sonolento. lento. quatro. Continua a contar na paz ascética Dos tábidos* carneiros sepulcrais (*podres) Tíbias. ou seja. espiando as árvores sem fruto. ir para o inferno. . cérebros. Para que. Morressem sufocadas pelo fogo Todas as impressões do mundo externo! Mas a Terra negava-me o equilíbrio. Me veio à flor do rosto. da psiquê no oculto jogo. rádios e úmeros.“Sou o cálice de lis* onde murmura o vento! (*lírio. Lançando sobre a terra o olhar em desvario*. (*loucura) . E embrenhamo-nos. Questão 39) Leia o poema abaixo: SUICIDAS DE AMOR . GUIMARÃES. Justifique essa afirmativa.. plástica e descritiva. 2001.. Na progressão dos números inteiros A gênese de todos os abismos! Oh! Pitágoras da última aritmética. Transcreva de “Versos a um coveiro” palavras e expressões científicas. em fúlgidos letreiros. estabelecendo um contraste entre o poema de Augusto dos Anjos e a tradição romântica. bem sei!” e um sorriso agoirento.. São Paulo: Global. a Ofélia doente. Ela chegou-se a mim. e como uma recusa aos valores burgueses. praticada pelo Parnasianismo.. Melhores poemas. nos caos do eterno sono.“Nada temas. Sou teu!” E gelados e mortos. Perseguiam-me os olhos dos defuntos Com a carne da esclerótica* esverdeada. O soneto é híbrido em relação ao gênero literário.. três. Questão 38) "Minha imaginação atormentada Paria absurdos.. toda a tremer de frio. dois. A tua conta não acaba mais! a) b) Os versos de Augusto dos Anjos já foram considerados “exatos como fórmulas matemáticas”. Não basta nomear as características: é preciso mostrar onde. Na Natureza. é necessário exemplificá-las com elementos do texto. a) Que elemento do texto retoma essa comunhão com o gênero dramático? b) Que sentimento resulta do jogo dramático em relação ao destino futuro? Questão 40) Como escola literária. cinco... "As cismas do destino") Leia atentamente as estrofes acima e aponte nelas duas características da poesia de Augusto dos Anjos. no que se refere à abordagem da temática da morte. p. (* membrana branca do olho) (. Porque. uma mulher de luto Cantava. Esoterismos Da Morte! E eu vejo. 126.. infinita como os próprios números. como uma penitente: . elas se encontram. Relâmpago final dalgum poente sombrio. destacando aspectos formais do Texto..A aritmética hedionda dos coveiros! Um.“Temo o teu desamor! temo o teu abandono!” . Alphonsus de.“Que podes tu temer?” E ela.. Como diabos juntos. . no poema.. Mais se chegou a mim. fiéis. A canção prostituta do ludíbrio*!" (*zombaria) (Augusto dos Anjos. o Simbolismo: ( ) apresenta-se como uma estética oposta à poesia objetiva. Seguimos para o mar que nunca teve portos. crânios. O luar surgia.

( ) revolucionou a poesia da época. já de aos deuses servir como cansada. ( ) A descrição minuciosa. ) Esta de áureos relevos trabalhada de divas mãos. b) Na vila da Usina é que fui descobrir a gente que as canas expulsaram das ribanceiras e vazantes O fácil o fóssil o míssil o físsil a arte o infarte.. um dia. hermética e misteriosa. mornos. O ocre o canopo A urna o farniente Ondas interiores de grandeza dão-lhe esta glória em frente à Natureza. por O cortiço e Aluísio Azevedo.. da terra. os sapos..... Bocas murmurejantes de lamento..). os mais vagos contornos..... Questão 43) "Leve é o pássaro.. ( ) foi um movimento de grande receptividade e repercussão junto ao público brasileiro. ( Os versos acima acentuam a musicalidade e a religiosidade características da poesia simbolista... Casmurro. tem um narrador onisciente...... explorando habilmente os efeitos da aliteração. Tristes perfis... ( ) propõe uma poesia pura. Soluços ao luar. de pleno direito..... respectivamente... Questão 41) A abstração e a solenidade dos versos simbolistas estão representadas em: a) Enfunando os papos Saem da penumbra. Aos pulos. O autor da estrofe acima cria uma atmosfera poética que caracteriza o Simbolismo.. choros ao vento.. conhecendo a alma das personagens e determinando-lhes a conduta. em nosso meio intelectual. no nível da cultura científica e histórica (. do homem e da luta situa (. c) d) e) Questão 42) Assinale como VERDADEIRAS as afirmações corretas e como FALSAS as que não o são. A luz os deslumbra.. a um novo deus servia.( ) define-se pelo antiintelectualismo e mergulha no irracional. de idéias e sensações... descobrindo um mundo estranho de associações.. E a figura invisível .. sem vento... esse esplendor.. pedantemente minuciosa. que domina toda a narrativa. dia era quente. apesar de ser um romance narrado na 1a pessoa.... brilhante copa. que usa imagens... as lacunas devem ser preenchidas. do conflito de temperamentos pessoais no tumulto instintivo de paixões que beiram o comportamento de animais – essa é a concepção naturalista de que Aluísio Azevedo se utiliza na urdidura de O cortiço. E o desejo rápido desse antigo instante... ) Um mundo que se alimenta do entrechoque de raças... com o uso de versos livres e de uma temática materialista. ( )Ah! plangentes violões dormentes.. mais leve .. (Alfredo Bosi) Para completar corretamente o excerto.. A rede entre duas mangueiras balançava no mundo profundo. mais leve...) fez geografia humana e sociologia como um espírito atilado poderia fazê-lo no começo do século. todo esse largo eflúvio. ( ( )D. vinda do Olimpo. e não conceitos.... e a sua sombra voante.

A influência do Futurismo italiano é comprovada pela presença de frases nominais curtas e temática onírica.. todas as castidades . mais leve.Lemes e mastros. . c) A preocupação formal e a presença de rimas ricas. e as emoções.. Texto II Do sonho as mais azuis diafaneidades que fuljam. que na Estrofe se levantem." (Cecília Meireles) "Mais claro e fino do que as finas pratas O som da sua voz deliciava. a) b) c) d) e) Destaca a expressão egocêntrica do sofrimento amoroso. longe de tudo O pensamento. Na dolência velada das sonatas Como um perfume a tudo perfumava. apresentando a natureza como cúmplice na tristeza. Texto I E horas sem conta passo mudo. Questão 46) Considere as estrofes abaixo. Mãos estendidas a pedir esmola Da estrada fui postar-me à beira. concretismo e realismo nas descrições. A linguagem grandiloqüente. que se caracteriza pela participação ativa da natureza nas ações narradas." (Cruz e Souza) Qual a semelhança ou o ponto de convergência entre a poesia neo-simbolista de Cecília Meireles e a de Cruz e Souza? a) A objetividade e o materialismo marcantes no estilo parnasiano. e) A impassibilidade dos elementos da natureza e a presença da própria poesia como musa... Brilhava o sol e o arco-íris era a estola Maravilhosamente no ar suspensa" Como se sabe. A olhar atento... Trêmulos astros. na cena particular e na impressão que causa. E os alabastros Dos balaústres! Camilo Pessanha Assinale a alternativa correta sobre o texto. Alphonsus de Guimaraens é tido como um dos mais importantes representantes do Simbolismo no Brasil. A trabalhar. Soidões lacustres. de nítida influência romântica. No fragmento acima. Questão 45) Chorai. b) A realidade focalizada de maneira vaga.. A valorização de recursos estilísticos relacionados ao ritmo e à sonoridade é índice do estilo simbolista.. em versos que exploram a sonoridade das palavras. tom poético melancólico.do amargo passante. intensa movimentação e alta tensão dramática. pode-se destacar a seguinte característica da escola à qual pertence: a) b) c) d) e) bucolismo. a estrutura paralelística e os versos brancos. foco no instante.. Recupera da lírica trovadoresca a redondilha maior. arcadas Do violoncelo! Convulsionadas Pontes aladas De pesadelo . as metáforas cósmicas e o pessimismo exacerbado comprovam o estilo condoreiro. d) O erotismo e o bucolismo como tema recorrente. Questão 44) Leia o fragmento a seguir do poema "Evocações" de Alphonsus de Guimaraens: "Na primavera que era a derradeira.

c) Aliteração. distante da realidade. de Cruz e Souza: Busca palavras límpidas e castas. ) A estética simbolista (texto II) apresenta certos traços estilísticos: uso de substantivos abstratos adjetivados. p. p. evidencia-se a ruptura do Simbolismo com o Romantismo. Tanta harmonia melancolizava.. pela preocupação formal dos poetas. Culto que prende os belos gregos da Arte E levarás no teu ginete. Põe nela todo o incêndio das auroras Para torná-la emocional e ardente. paisagens indefinidas. objetividade. sugestão. Limpa-as. majestosamente. ) Ambas as estrofes exemplificam a estética parnasiana. atribuem ao poeta a missão de revitalizar as palavras da língua. meramente descritivo. [. b) Clareza. in "Obras completas. Os versos metalingüísticos. . Busca também palavras velhas. ) A criação de uma atmosfera de sonho.. permite afirmar que ambas as estrofes são exemplos da estética simbolista. Na dolência velada das sonatas Como um perfume a tudo perfumava. na referência ao “culto pela Forma”. a norma Dessa transformação. Ao referir-se às “estranhas vibrações sonoras”. eram volatas Em lânguida espiral que iluminava. "Cristais". Os versos propõem uma fusão/síntese da poética romântica − do sentimento − com a poética clássica − do trabalho formal. em versos perfeitos. (SOUZA.da Alma do Verso. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. (SOUZA. Cruz e. Assinale como VERDADEIRAS as afirmações que estão corretas e como FALSAS as que não o são.." Rio de Janeiro: Nova Aguilar. dá-lhes o brilho necessário E então verás que cada qual corusca Com dobrado fulgor extraordinário. Enche de estranhas vibrações sonoras A tua Estrofe.... aliteração. que apresentam um texto contido e objetivo. objetividade. 1995. mais vastas Dos sentimentos mais maravilhosos. de clarões radiosos. por toda a parte. Dentre as ondas mais pródigas. ao enfatizar valores musicais e sinestesias. Era um som feito luz. ) longe de tudo (texto I) A afirmativa sintetiza o ideal de um poeta parnasiano: o distanciamento emotivo da realidade. perfeição formal. referindo-se ao trabalho poético.) Assinale a alternativa que NÃO traduz uma leitura possível do poema acima: a) b) c) d) e) O poema revela ressonância parnasiana. o poeta revela a sua tendência simbolista.] Assim terás um culto pela Forma.. Nas expressões “incêndio das auroras” e “emocional e ardente”. 1995. Questão 48) Leia os seguintes versos: Mais claro e fino do que as finas pratas O som da tua voz deliciava. inerente à criação estética.. Cruz e.) Assinale a alternativa que reúne as características simbolistas presentes no texto: a) Sinestesia. 86. Obra completa. para simplesmente mostrá-la. busca. Questão 47) Leia atentamente o poema “Arte”. 387. como ideal estético da Antigüidade. pelos versos cantem. ritmo constante. ( ( ( ( ( ) A afirmação de que os poetas parnasianos cultivavam a "arte pela arte" (texto I) significa que eles se deixavam levar inteiramente pela emoção subjetiva e individualista. musicalidade. Brancas sonoridades de cascatas. Novas e raras.

São Paulo: Melhoramentos. como: . Um de seus poemas é "Sinfonias do Ocaso": Musselinosas como brumas diurnas Descem do ocaso as sombras harmoniosas. vaguíssimo suspiro. é marcante pela exploração das virtualidades da palavra. Incensos de turíbulos divinos. e ao pé de um rio majestoso. Dentro um luxo funéreo. Questão 51) "Broquéis". Da Lua e das Estrelas majestosas Iluminando a escuridão das furnas.. objetividade. I. "Poesia parnasiana .. Tendo em mente que Vítor Silva foi poeta parnasiano quando o Simbolismo ou Decadentismo já começava a ser exercitado em nosso país. em torno. Vítor. Apenas.E. da Silva. espalhando um clarão cor de neve. Ouve-se. harpas. de Adoniran Barbosa (1910-1982). P. e por isso recebeu algumas influências do novo movimento. ln: RAMOS. Correm chamas sutis de um fulgor nebuloso. 1967. 245. estão presentes aspectos recorrentes na estética simbolista. II. acaso. e) Perfeição formal. p. Resvala como um sopro o vulto de um vampiro. Solar Encantado Só. sinestesia.d) Perfeição formal. Entre alcantis. bandolins.antologia. do poema parnasiano Vítor Silva (1865-1922). Neste poema. de musicalidade e de sensações difusas e indefinidas. E brilhando no chão por sobre a seiva fria. clareza. Ouve-se à noite. a) mencione duas características tipicamente parnasianas do poema. II e III. Questão 49) Sobre as estéticas literárias brasileiras são feitas três afirmativas. Os plenilúnios mórbidos vaporam. Quais afirmativas estão corretas? a) b) c) d) e) Apenas I.. E como que no Azul plangem e choram Cítaras. dispondo-os maniqueistamente entre o Bem e o Mal. O silêncio por tudo. O Romantismo brasileiro foi marcado pela idealização nos caracteres das personagens. Questão 50) As questões a seguir se baseiam no soneto "Solar Encantado". Dorme quedo na névoa o solar misterioso.. O Realismo brasileiro privilegiou os narradores em terceira pessoa. SILVA. Encerrado no horror de uma lenda sombria. I. III. em seguida. O Simbolismo brasileiro remete aos tons de mistério. uma sombra de leve Agita-se a tremer nas trevas de veludo. num fragmento de uma reportagem da revista "Casa Cláudia" (abril/1999) e na letra do samba "Saudosa Maloca". obra de Cruz e Sousa que inaugura histórica e esteticamente o Simbolismo no Brasil (1893). leia o poema "Solar Encantado" e. Ah! por estes sinfônicos ocasos A terra exala aromas de áureos vasos.. Apenas III. Sombras veladas e musselinosas Para as profundas solidões noturnas. estruge a ventania. porque deles adviria uma visão idealmente isenta de ideologias.. sinestesia. E na sala. sacrossantas urnas. b) identifique elementos do poema que denunciam certa influência simbolista. Os céus resplendem de sidéreas rosas. Apenas II. dominando no alto a alpestre serrania. Apenas I e III. então. alta noite.. Sacrários virgens. Piam aves de agouro. um clamor lamentoso. violinos..

I é verdadeira. II. o movimento também se denominou “decadentista”. intuição. vulcanizadas. I. passou ao largo dos maiores problemas da vida nacional.. Assinale a alternativa CORRETA: a) b) c) d) e) I é falsa. I. 16. relativas ao Simbolismo: I. vozes veladas. Já a literatura realista-naturalista acompanhou fielmente os modos de pensar das gerações que fizeram e viveram a Primeira República. nacionalismo e impressionismo na linguagem. nossos maiores poetas do período. enquanto atitude de espírito. Questão 52) Busca de palavras límpidas e castas. O Simbolismo. friamente moldado. vivas. Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos. a) Refere-se ao fazer poético.. sugestão e harmonia. precursora do verso livre do modernismo. deixou-se impregnar pela busca de temas ligados à identidade nacional.) Este quarteto retirado do poema Violões que choram. Volúpias dos violões. No plano temático. legou-nos uma produção poética que se caracterizou pela busca da “arte pela arte”. emprego de palavras raras e expressivas. valorização do gosto burguês.01. o simbolismo serviu de respaldo para uma poesia de extração social. uma preocupação com o verso artesanal. precursora do verso livre do modernismo. surgido contemporaneamente ao materialismo cientificista. O Simbolismo.) Vozes veladas. permite que se identifiquem algumas características da estética literária a que pertencem. isto é. sondagem da realidade oculta das coisas.. d) Apresenta musicalidade marcada pelos esquemas rítmico e rímico. (. verdadeira. e culto da imprecisão. c) Cruz e Sousa foi poeta diretamente vinculado a preocupações cientificistas da existência humana. o Simbolismo foi marcado pelo mistério e pela inquietação mística com problemas transcendentais do homem. III. b) a poesia simbolista. caracterizou-se pela musicalidade e certa quebra no ritmo do verso. e) Há equilíbrio na utilização de metáforas. em especial no que tange às classes mais humildes. II e III. O Simbolismo. relativas ao Simbolismo: No plano temático.. 08. Questão 53) Considere as afirmativas abaixo. II. musicalidade e espiritualidade. 04. Devido a essa tendência à objetividade na composição. b) Expressa sentimentos mais profundos c) Apresenta elementos sensoriais relativos a som e cor. veludosas vozes. Questão 55) Considere as alternativas abaixo. 02.. verdadeiras. com Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens. passou ao largo dos maiores problemas da vida nacional. o Simbolismo foi marcado pelo mistério e pela inquietação mística com problemas transcendentais do homem. Dentre as ondas mais pródigas mais vastas Dos sentimentos mais maravilhosos. III. Então é correto afirmar que: a) o Simbolismo Brasileiro foi marcado por um intenso trabalho com a musicalidade expressa especialmente pela assonância e pela aliteração. vãs. (Cruz e Sousa) Assinale a afirmativa IMPROCEDENTE com relação ao texto. e) um dos grandes argumentos da poesia simbolista de Cruz e Sousa foi o resgate de uma cultura popular de origem ibérica. surgido contemporaneamente ao materialismo cientificista.. . I e II são verdadeiras. enquanto atitude de espírito. tentativa de superação no transcendental e no místico. d) no Brasil. No plano formal. no Brasil. II e III são verdadeiras. II e III.. No plano formal. Já a literatura realista-naturalista acompanhou fielmente os modos de pensar das gerações que fizeram e viveram a Primeira República. de Cruz e Sousa. Novas e raras de clarões ruidosos. falsas. caracterizou-se pela musicalidade e certa quebra no ritmo do verso. I e III são falsas. Questão 54) (. II. falsa. e exploração da musicalidade das palavras.

legou-nos uma produção poética que se caracterizou pela busca da "arte em arte". ora repleta ora esvasada. Questão 56) Leia o poema "Siderações". bebo atento!" (Castro Alves) ( ) "Brandas ribeiras. Que exalas de suspiros. projetando-os para uma instância inatingível. c) I é verdadeira. Com que Fílis entoa a voz candente!" (Cláudio Manuel da Costa) ( ) Era o poeta de Teos que a suspendia Então. II. o poeta expõe a sua avaliação sobre a realidade objetiva. Dos etéreos turíbulos de neve Claro incenso aromal. isto é. o poema. A respeito do poema. é correto afirmar que: a) b) c) d) e) o poeta idealiza seus desejos.. a ovelha desgarrada Cobrai-a e não queirais. Num cortejo de cânticos alados Os arcanjos. A taça amiga aos dedos seus tinia. friamente moldado.. uma preocupação com o verso artesanal. em forma de epigrama. as cítaras ferindo. Toda de roxas pétalas colmada. o movimento também se denominou "decadentista". nossos maiores poetas do período. com Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.. Galgando azuis e siderais noivados.. III. II e III são verdadeiras.. IV. falsas. Perder na Vossa ovelha a Vossa glória" (Gregório de Matos) ( ) "Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos Treme tua alma. e) I e III são falsas. O Simbolismo. das vestes nos troféus prateados. Ondas nevoentas de visões levanta.. De nuvens brancas a amplidão vestindo. límpido e leve. V. quanto estou contente De ver-vos outra vez. b) I. se isto é verdade! Quanto me alegra ouvir a suavidade. II e III verdadeiras. Devido a essa tendência à objetividade na composição. se trata da descrição de fantasias e alucinações apresentadas nos moldes de ficção científica. o poema emprega descrições nítidas que garantem uma compreensão exata dos versos. utilizando imagens da natureza em linguagem precisa e direta. d) I e II são verdadeiras: III é falsa. Pastor Divino. como a lira ao vento. verdadeira. de Cruz e Souza. Barroco Arcadismo Romantismo Parnasianismo Simbolismo ( ) "Eu sou. II... As asas de ouro finamente abrindo." (Alberto de Oliveira) . Senhor. traduz uma visão materialista do amor e da sensualidade. Das teclas de teu seio que harmonias.III. II e III. I. Para as estrelas de cristais gelados As ânsias e os desejos vão subindo. Questão 57) Numere a segunda coluna de acordo com a primeira. E as ânsias e desejos infinitos Vão com os arcanjos formulando ritos Da eternidade que nos astros canta. Assinale a alternativa CORRETA: a) I é falsa. Passam. e.

sinestesia. III Questão 58) "O Assinalado" Tu és o louco da imortal loucura. p. Alphonsus de. A. Como é triste aqui! O fado incerto. V d) IV. I. a) b) c) d) e) Apenas a afirmativa I está correta.. I. As flores Penderam murchas. Mas essa mesma algema de amargura. Tu és o Poeta. a) I. poeta cujo centenário de morte se comemora em 1998. nos versos13-14. Obra Completa. pouco a pouco . III. Mas essa mesma Desventura extrema Faz que tu'alma suplicando gema E rebente em estrelas de ternura. Apenas as afirmativas II e III estão corretas. De belezas eternas.Rio de Janeiro: Aguilar. Consoladora és tu! Sudários rotos na mansão poeirenta… Crânios e tíbias de defunto. Quem não pensa Em doce amor. 506. E.Assinale a seqüência correta. A morte vem. o grande Assinalado Que povoas o mundo despovoado. Lutulenta e lenta. Apenas as afirmativas I e II estão corretas. O outono chega. A Terra é sempre a tua negra algema. IV b) I. A luz do céu é imensa… A adolescência é toda sonhos. Descambo o sol nas púrpuras do ocaso. II. A noite tomba. III e) IV. antítese. tudo é pó. Questão 59) AEIOU Manhã de primavera. O poeta é considerado um ser diferente cuja alma. no verso 9. II. V. III. Abre-se a cova. II. anáfora. e quem não amará? Começa a vida. I. U.. Apenas a afirmativa II está correta. mesmo algemada à Terra. os vendavais do acaso… Marulha o pranto pelas faces. Não mais beijos de amor. 1960. III. nos versos 5 e 6. Tudo. Prende-te nela a extrema Desventura. Ocorre hipérbole no verso 4. IV. Apenas a afirmativa III está correta. O luar erra nas almas. a mesma fé. in: GUIMARAENS. I. Na Natureza prodigiosa e rica Toda a audácia dos nervos justifica Os teus espasmos imortais de louco! O poema acima encontra-se na obra "Últimos sonetos". II. não mais amores… Ó sons de sinos a finados! O. As rosas morrem. de Cruz e Sousa. Olhos que vemos sob a luz da lua… A mocidade é toda lírios. . Leia as afirmativas seguintes acerca do poema e assinale a opção CORRETA. III. V c) II. rebenta "em estrelas de ternura". O louco da loucura mais suprema. Continua O mesmo sonho de oiro. O uso da letra maiúscula em substantivos comuns singulariza-os e empresta-lhes uma dimensão simbólica.

d) I e II são parnasianas." II "Do Sonho as mais azuis diafaneidades que fuljam. O poema mistura em tom veemente imagens contraditórias de riso e dor. Afogado em teu sangue estuoso e quente Ri! Coração. duas estrofes a seguir e compare-as quanto ao conteúdo e à forma. pelos versos cantem. Questão 60) Leia com atenção as. Nervoso. e convulsionado Salta gavroche. mas para assumir valores simbólicos em relação às fases da vida do homem descritas em cada estrofe. Trata-se de poema simbolista que não expressa nitidamente as emoções representadas. utilizando em diferentes metáforas a imagem do palhaço. retesa Nessas macabras piruetas d'aço. todas as castidades Da alma do Verso. Da gargalhada atroz. II. na primeira e na última estrofes. III. Cruz e Sousa ____________ gavroche: garoto: clown: palhaço Considere as seguintes afirmações em relação ao poema de Cruz e Sousa. . que desengonçado. apelavam para imagens obscuras. de neves..." Comparando as duas estrofes. salta clown. respectivamente. Releia o poema e. fremente. de neblinas!. as vogais que encerram cada uma das cinco estrofes são utilizadas não apenas para efeito de rima.No poema A E I O U. Quais estão correta? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas III d) Apenas II e III e) I. I "Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço. Agita os guizos. a seguir. E embora caias sobre o chão. simbolista. aponte: a) O valor simbólico que A e U apresentam. tristíssimo palhaço. e) I e II são simbolistas. ri. incapazes de captarem as sensações e os sentimentos humanos em sua real dimensão. Questão 61) ACROBATA DA DOR Gargalha. Como um palhaço. e responda: "Ó Formas . ri.. b) I é simbolista e II. Os poetas do Simbolismo. Formas claras De luares.. romântica. o que é incompatível com a forma do soneto. num riso de tormenta. b) Uma característica da poética do Simbolismo que explique esse efeito buscado e obtido pelo poeta. num riso absurdo. que na Estrofe se levantem e as emoções. c) I é árcade e II.. De uma ironia e de uma dor violenta. inflado. parnasiana.. conclui-se que: a) I é parnasiana e II. sanguinolenta. Pedem-se bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os músculos. de Cruz e Sousa. e a trama viva se construa De tal modo que a ninguém fique nua Rica mas sóbria. varado Pelo estertor dessa agonia lenta. II e III Questão 62) Leia o fragmento do poema "Antífona". I. como um templo grego. brancas.

concomitância de traços.Ó Formas vagas.. dinamicidade... curtas frases elegantes.. Brilhos errantes. O fragmento apresenta uma construção apoiada na justaposição de frases nominais. I... Cavemos a facúndia. pelas cintilações.. Ponde um belo nariz. os clássicos honrados. veneranda fonte Dos genuínos clássicos e soltem-se As correntes da antiga. dinamicidade. Numa formosa cara trigueirinha (Trigueiras há... como.. II e III TEXTO: 1 . no moreno rosto. Mas índoles dif’rentes têm as línguas." No poema de Cruz e Sousa. O fragmento revela a preocupação do eu lírico pelas formas caracterizadas pela cor branca... Esse trecho do poema. Reflita sobre as afirmações a seguir. Harmonias da Cor e do Perfume. II. seqüência temporal e descritor observador.Comum às questões: 63. c) explicações.... O fragmento mostra alguns procedimentos estilísticos do Simbolismo... que abre o livro BROQUÉIS.. pela vaguidade. 65 Em Defesa da Língua Lede. Abra-se a antiga. Incensos dos turíbulos das aras..... é considerado uma espécie de profissão de fé simbolista. que abasteça Nossa prosa eloqüente e culto verso.. e) invocações... cristalinas. que em francês hajam formosas Expressões.... que facúndia Orna o verso gentil. que comichona afeia O gesto airoso do idioma luso... a musicalidade das palavras... Rompam-se as minas gregas e latinas (Não cesso de o dizer. alvo de neve. está correto o que se afirma: a) apenas em I e II b) apenas em I e III c) apenas em II e III d) apenas em I e) em I. 64.. seqüência temporal e narrador personagem. Quero dar. estaticidade. ocorre o predomínio das seguintes características: a) invocações. mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas. seqüência de traços.. Horas do Ocaso.. estaticidade. Indefiníveis músicas supremas. que é tempo.... quanto sem eles É delambido e peco o pobre verso.. ausência de seqüência temporal e descritor observador. que às louras se avantajam): O nariz alvo. Que em reinos dos romanos e dos gregos Com indefesso estudo conseguiram. ... com o intuito de descrever os objetos com clareza.. Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume. estaticidade. o uso de reticências. Herdai seus bens. sã linguagem. fluidas. herdai essas conquistas. o emprego de letras maiúsculas e a identificação do referente. Nem toda a frase em toda a língua ajusta. pelo diáfano o pelo transparente. concomitância de traços... por exemplo.... ausência de conflito narrativo e ausência de narrador.. III.. Vereis então que garbo.... trêmulas.. Formas do Amor..... extremas.. De Virgens e de Santas vaporosas.. Conforme se verifica. constelarmente puras. ausência de conflito narrativo e ausência de narrador... . d) invocações. porque é urgente).. b) explicações. simultaneidade de traços.. dos escritos Toda a frase estrangeira e frandulagem Dessa tinha. seqüência de traços.. Sacudamos das falas.

Abrindo ao céu as palmas silenciosas. um elemento exterior. em função do contexto.. Nunca nariz francês na lusa cara. não a deixar disparar pelos meandros da escrita. Cruz e Sousa acaba conceituando-o com base em alguns pressupostos da própria poética do Simbolismo. quantas roseiras. a) indique uma identidade entre os três textos. eterna vida. O artista “assimilou-a” totalmente.. na linha. para a exatidão da cor. esbate e esfuminha os longes da paisagem. 23. em si mesmo. O princípio fundamental da Arte vem da Natureza. p. o que quer dizer o poeta com a frase: “O escritor é psicólogo. sofre profunda transfiguração. Dá-lhe eterna palpitação. O escritor é psicólogo. da forma e para a sensação do som e do sabor da palavra. uma nitidez visual. Tasso da.Tanto não é beleza. Cada palavra é como que um tecido do organismo do período. Obra completa. 1961. Questão 63) Os três fragmentos dados. Questão 64) Ao abordar o estilo em literatura. No éter sublime alavam-se radiosas. se constitui. palatal e acústica. Ao redor de nós dois. Inútil lembrar que tal personalíssima técnica se gera do encontro da luta do artista com o material que trabalha. a essa técnica. p.. na linguagem. em consonância com a poética do Neoclassicismo. Com base nesta observação. No seu fulgor de arcanjo proibido. de começo. domá-la. conforme o caso. e só latinas Feições lhe quadram. Diálogo com as raízes(jornal de fim de caminhada).Comum às questões: 65. tendo nascido embora da primeira. é pintor — gradua a luz. é miniaturista. As nossas almas. é pintor — gradua a luz.” TEXTO: 2 . não um “processo”. além. 1941. Ai como suave então me parecera A voz do amor que eu nunca tinha ouvido! . São feições parentas. Salvador: EdiçõesGRD-INL. é a técnica personalíssima. Toda a força e toda a profundidade do estilo está em saber apertar a frase no pulso. 66 Ficávamos sonhando horas inteiras. Depois que se integra na consciência e no instinto. Surgia a lua. A palavra tem a sua anatomia. seu instrumento de comunicação e de transfiguração da matéria. Que é filha da latina. O áureo poente coroava-nos de rosas. p. tonaliza.. do trato milenário com os materiais mais diversos. brancas. b) sintetize o principal conselho dado por Filinto Elísio. O Estilo O estilo é o sol da escrita. Poesias. No estilo há todas as gradações da luz. desta maneira. A técnica de cada artista fica sendo. toda a escala dos sons. tonaliza. Rio de Janeiro: Aguilar. Lisboa: Livraria Sá da Costa-Editora. 677-8. extraídas da longa experiência. Outras evocações. incluindo a literatura. é miniaturista. In: CRUZ E SOUSA. traço a traço. a seguir. forasteiras. a força imperativa com que ele se assenhoreia do mistério da beleza para transfundi-lo em formas no mármore. esbate e esfuminha os longes da paisagem. e é preciso uma rara percepção estética. Quase se poderia dizer que substituiu essa técnica por outra que. no colorido. O vocábulo pode ser música ou pode ser trovão. mas a substância mesma de sua originalidade. apuradíssima. In: ELÍSIO. 44 e 51. que é defeito. no que diz respeito à temática abordada. Com base nesta observação: a) aponte um fundamento do movimento simbolista presente na argumentação do poeta. de um conjunto de normas objetivas. porque um artista faz-se da Natureza. releia-os e. Só aí adquiriu seu gesto criador a autonomia necessária. In: SILVEIRA. Técnicas A técnica artística. Com os olhos cheios de visões piedosas: Éramos duas virginais palmeiras. o que significa que a transformou. b) interprete. para que um poeta consiga escrever bem. revelam bastante afinidade. embora escritos por três poetas de períodos diferentes e abordando temas distintos. Filinto. toda de cera. 1971. Era um arpejo de harpa todo o espaço: Mirava-a longamente. olfativa. na inteligência e nos nervos do artista.

brevidade da vida. Leve sombra azulando a pedra do quadrante*** Assim se escoa a hora. destruição da natureza. Fio de areia na ampulheta vigilante. TEXTO: 3 . E no ermo agreste. a) Os versos 3 e 4 expressam. . tanto ódio e tanta ameaça? Procuremos somente a Beleza. e poetas populares sem apuro gramatical e métrico. como de costume. sigo. mas fui insensivelmente depós o coração e os sentimentos da Natureza. um mais além. Palidez que ao longe cora E beijo que aos lábios desce. Tão doidas ambições.. Por entre nuvens de prece.. d) A busca de vagas sensações. há a sugestão do tempo da cena por meio do sujeito sintático. intraduzível por si mesmo. e) Os versos 9 e 12 apresentam sujeito anteposto ao verbo. ora como o Mistério. silente.. ERAS A SOMBRA DO POENTE Eras a sombra do poente Em calmarias bem calmas. que a vida É um punhado infantil de areia ressequida. Questão 66) Assinale a alternativa correta. ora conhecido como o Ideal. assim se vive e morre. (***) Pedra do quadrante: parte superior de um relógio de sol. fazendo que a poesia se aproxime da música. d) No verso 8. Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa. por meio de metáforas. exaltação da violência.Alphonsus de Guimaraens Questão 65) O texto exemplifica o seguinte princípio estético: a) Sempre haverá uma poesia popular sem arte. (**) Clepsidra: relógio de água.. b) .. jamais se deve arriscar o emprego de qualquer locução ambígua. TEXTO: 4 . uma vírgula depois de amor mantém o sentido inalterado. Questão 67) Neste poema. inutilidade do trabalho. Homem. c) Na segunda estrofe. Lentas gotas de som no relógio da torre. que não consultei Horácio nem Aristóteles. dos estados indefinidos de alma. b) No último verso. que não pelos cálculos da arte e operações combinadas do espírito. reúne um grupo de escritores para o qual o “gênio” se torna a palavra de ordem capaz de possibilitar a rejeição à disciplina e à tradição importada.Comum à questão: 67 Epígrafe* Murmúrio de água na clepsidra** gotejante. e) Porém declaro desde já que não olhei regras nem princípios. que fazes tu? Para que tanta lida. Eras a canção de outrora. tem como intuito “traduzir” um mundo de essências. na esteira de Quintiliano (. Palmeira cheia de palmas..Comum à questão: 68 As questões a seguir tomam por base um texto do poeta simbolista brasileiro Alphonsus de Guimaraens (1870-1921). "Antologia pessoal da poesia portuguesa") (*) Epígrafe: inscrição colocada no ponto mais alto.. (Eugênio de Castro. o que leva o poeta a questionar determinadas ações humanas (versos 6 e 7) é a: a) b) c) d) e) infantilidade do ser humano. nomes e verbos representam um mundo carnal. a desistência da busca de alturas. tema. versejando com o falar da gente rústica.) c) Movimento de oposição à ordem estabelecida do Iluminismo..

. 284. estrofes.in: GUIMARAENS.. no poema ajudam a exprimir uma totalidade – física. tudo quanto De suave esperança existe. sem convulsão que me alvoroce. Alegria das glândulas do choro De onde todas as lágrimas emanam. ou.. És agora a cruz que tomba À beira da tua cova. química. Alphonsus de.. És suprema! Os meus átomos se ufanam De pertencer-te. ancoradouro Dos desgraçados. (Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte. repetindo alguns elementos e fazendo variar outros. a Pomba.Comum às questões: 70. prende-te nela a extrema Desventura. embora sejam tradicionalmente prosaicos. aplicado a diferentes níveis do discurso. biológica – em que a dor se confunde com a existência humana. o escritor pode reiterar fonemas (aliterações. A crença que o amor renova. a) identifique no poema de Alphonsus um desses procedimentos.. retomar mesmas estruturas sintáticas de frases. TEXTO: 6 . assim. Minha maior ventura é estar de posse De tuas claridades absolutas! Questão 69) Quanto aos termos técnico-científicos usados no poema de Augusto dos Anjos. versos. assonâncias. Manto dos pobres e manto Com que as chagas me cobriste. emprestam ao poema uma perspectiva naturalista que exclui o homem de qualquer dimensão cósmica. POESIAS . Rio de Janeiro: Org. Eras tudo. Para tanto. rimas). o louco da loucura mais suprema. A terra é sempre a tua negra algema. oh! Dor.. Eras o Cordeiro. saúde dos seres que se fanam. p. 1923. sugerem a falência da linguagem científica como explicação única da existência humana.Eras a harmonia esparsa Em violas e violoncelos: E como um vôo de garça Em solitários castelos. ouro De que as próprias desgraças se engalanam! Sou teu amante! Ardo em teu corpo abstrato. demonstre o processo de reiteração que você identificou no item a. Simões. demonstram entusiasmo com a explicação cientificista da existência. 1955. Com os corpúsculos mágicos do tato Prendo a orquestra de chamas que executas.. permite ao poeta obter efeitos de musicalidade e ênfase semântica. Tendo em vista estas observações. 72 O ASSINALADO Tu és o louco da imortal loucura. Riqueza da alma. 71. b) servindo-se de uma passagem do texto.I. vocábulos. psíquico tesouro. E. Questão 68) A reiteração é um procedimento que. sol do cérebro. pelo processo denominado "paralelismo". pode-se afirmar que: a) b) c) d) e) apontam uma visão cientificista da vida e sugerem que a própria poesia – tendo em vista a dolorosa existência humana – pode ser reduzida a um fenômeno biológico. TEXTO: 7 .Comum à questão: 69 TEXTO V Hino à dor (Augusto dos Anjos) Dor. daí resultando um otimismo que acaba por converter a poesia numa espécie de “ufanismo” eloqüente.

reescreva os seguintes versos do texto.. às correntes estéticas do Simbolismo e do Romantismo. Poesia completa. 135) Questão 70) O título do Texto – O ASSINALADO – remete a uma concepção de poeta que se associa. LITANIA DOS POBRES Os miseráveis.Comum à questão: 73 Leia o poema a seguir. mas essa mesma Desventura extrema faz que tu’alma suplicando gema e rebente em estrelas de ternura. de belezas eternas. Perdidas na correnteza das culpas da Natureza. Questão 72) Para a análise e a interpretação de um texto. A fim de demonstrar essa compreensão. cansados braços pedindo amor aos Espaços. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura. p. cegos. São prantos negros de furnas caladas. Inúteis. mudas. a tatear nas portas. Arcas soltas ao nevoento dilúvio do Esquecimento. São os grandes visionários dos abismos tumultuários. estendidas ao vão deserto das vidas. o significado de loucura depreendido a partir da leitura do texto.) . Na Natureza prodigiosa e rica toda a audácia dos nervos justifica os teus espasmos imortais de louco! (SOUSA. Procurando o céu. os rotos são as flores dos esgotos. o grande Assinalado que povoas o mundo despovoado. Figuras que o Santo Ofício condena a feroz suplício. a um só tempo. Tu és Poeta. 1981. é fundamental a compreensão das informações transmitidas no nível das sentenças. Questão 71) Apresente. pouco a pouco. (. São espectros implacáveis os rotos. Faróis à noite apagados por ventos desesperados. soturnas. Apresente essa concepção. Cruz e. As sombras das sombras mortas.. TEXTO: 8 . substituindo exclusivamente as formas pronominais por estruturas com sintagmas nominais que explicitem os referentes: “A terra é sempre a tua negra algema / prende-te nela a extrema Desventura”. Mãos inquietas. aflitos e varando o céu de gritos. os miseráveis.Mas essa mesma algema de amargura.

V. V. F. por haver roubado os manjares dos deuses para dá-los a conhecer aos homens. e convulsionado Salta. Ser mulher. p. 1991. muito comum entre os simbolistas que se preocupavam demasiadamente com as questões sociais.. ou próprio de tântalo. ri. V. em seguida. insípida.. no ascenso espiritual aos perfeitos ideais. TEXTO: 10 . na eterna aspiração de um sonho superior. o infinito transpor. F.106) Questão 74) No Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (1986: 1647). qualificadores para definir os miseráveis. ( ) O poema é composto por dísticos rimados que lhe conferem musicalidade – característica comum do Simbolismo. e. que ser mulher no texto se relaciona à ideia de “tantálica tristeza”. como um palhaço. vir à luz trazendo a alma talhada para os gozos da vida. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial: FUNARJ. através de adjetivos. ri. V. do poeta simbolista brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898): Acrobata da Dor Gargalha. Ser mulher. Gilka. gavroche. p.. nervoso. assinale as verdadeiras (V) e as falsas (F). salta clown.(CRUZ E SOUSA. agita os guizos. V. F. que desengonçado.Comum às questões: 75 e 76 Considere o soneto Acrobata da dor.. Ser mulher. inflado de uma ironia e de uma dor violenta. ( ) Apresenta várias características típicas do Simbolismo como a subjetividade. num riso de tormenta. V. calcular todo o infinito curto para a larga expansão do desejado surto. de Cruz e Sousa e.. Da gargalhada atroz. trazendo.. A sequência correta é: a) b) c) d) e) F.89) Questão 73) Analise as afirmações sobre o poema “Litania dos pobres”. presa nos pesados grilhões dos preceitos sociais! (MACHADO.. TEXTO: 9 . ( ) A temática central gira em torno da denúncia social. que se afastava quando tentava bebêla e sob árvores que encolhiam os ramos quando lhes tentava colher os frutos. V. sentir a vida triste.. figura lendária. Poesias completas. o universalismo e a racionalidade. isolada. encontramos a seguinte informação sobre “tantálico”: “Relativo a. F. com ela. V. V. buscar um companheiro e encontrar um senhor. num riso absurdo. era estar perto de água. tentar da glória a etérea e altívola escalada.. Ser mulher. a partir de elementos textuais. cujo suplício. desejar outra alma pura e alada para poder. oh! atroz. F.” Considerando a informação acima somada ao conhecimento sobre a tradição simbolista da qual essa poesia faz parte. V. Os melhores poemas de Cruz e Sousa. varado pelo estertor dessa agonia lenta.Comum à questão: 74 Ser mulher. F. . demonstre. F. F. ( ) Ele possui alto poder sugestivo. F. a liberdade e o amor. sanguinolenta. tantálica tristeza! ficar na vida qual uma águia inerte..

e) Os poetas simbolistas tinham uma tendência doentia a utilizar temas relacionados com dor.. agonia. os conceitos relacionados com a alegria e o riso. A influência má dos signos do zodíaco. nessas macabras piruetas d’aço. c) O poema de Cruz e Sousa constitui uma alegoria da vida circense em todos os seus aspectos. filho do carbono e do amoníaco. por meio de diferentes processos de repetição de sons ao longo dos versos e em estrofes inteiras. sangue e sofrimento. d) É tradicional na literatura explorar o tema do palhaço sob os vieses da superação e da frustração. tristíssimo palhaço. Obra completa. pelo preciosismo da linguagem de inspiração parnasiana. afogado em teu sangue estuoso e quente. Sofro. Rio de Janeiro: Editora Aguilar. apresentado como um ser cuja imagem de alegria apenas disfarça tristezas.. Questão 78) . Na frialdade inorgânica da terra! Questão 77) A linguagem do poema caracteriza-se: a) b) c) d) e) pelo didatismo e pela objetividade da expressão. Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco.Pedem-te bis e um bis não se despreza! Vamos! retesa os músculos. tristeza. I. ri! Coração. o próprio homem. III e IV. característicos da imagem dos palhaços. (João da Cruz e Sousa. são aproximados de conceitos como dor. retesa. pela exploração dos sons da língua para estabelecer nos poemas uma musicalidade característica. Questão 76) No poema. pela utilização intensa da antítese e do paradoxo. I e IV. E há-de deixar-me apenas os cabelos. primeiro verso.) Questão 75) O Simbolismo se caracterizou.Comum às questões: 77 e 78 Leia o poema de Augusto dos Anjos. e à vida em geral declara guerra. entre outros aspectos. fremente. a) b) c) d) e) I e II. Anda a espreitar meus olhos para roê-los. III. I e III. II. Psicologia de um Vencido Eu.. dores. especialmente no: I. terceiro verso. TEXTO: 11 . Aponte a alternativa que melhor justifica essa aproximação de conceitos contraditórios: a) As imagens de “palhaço” e “coração” apontam a um mesmo significado. segundo verso. Profundissimamente hipocondríaco. Na primeira estrofe do soneto de Cruz e Sousa nota-se esse procedimento de repetição.. pela retomada do rebuscamento barroco. donde a ocorrência de imagens relacionadas com sangue e dor. b) O “palhaço” é comparado com o “acrobata” que caiu. sofrimentos.quarto verso. pelo uso de termos do vocabulário científico. II. 1961. Este ambiente me causa repugnância. IV. II e IV. desde a epigênesis da infância. sangue. Monstro de escuridão e rutilância. E embora caias sobre o chão. Já o verme – este operário das ruínas – Que o sangue podre das carnificinas Come.

morte e pessimismo. concebido mais como disciplina ("saber apertar a frase no pulso.. coliterações. 38) A constante referência à morte “Perseguiam-me os olhos dos defuntos”. afirma-se um vencedor para superar a angústia de se sentir vencido.b)Elementos simbolistas: clima de mistério. mas acaba morrendo. 33)E. A exploração das propriedades sonoras da palavra. 41)D. cérebros. antecipa o trágico destino final.. desgostosa e meio enlouquecida. o que revela o débito do poeta para com a preceptiva clássico-parnasiana. Filinto Elísio crê no artista que se embebe em fontes latinas ou gregas. a qual supõe tanto um destinatário da mensagem como também um “eu” que se manifesta de maneira expressiva. aliterações. assonâncias é o que resulta da proposta: "O vocábulo pode ser música ou pode ser trovão. 28)B. 18)D. não a deixar disparar pelos meandros da escrita") do que como impulso. apelar para sons. Essa ideia vem ilustrada pelo verso “.. imagens e sonoridade sugestivas. 54)A. 13)B. b) O pessimismo. / Que em reinos dos romanos e dos gregos / Com indefesso estudo conseguiram". a (re)criação da natureza. 4)C 5)B. fontes genuinamente clássicas: "Lede (. adjetivo/ "ventania". locução adverbial / "de neve".Parafraseando: o poeta (à maneira dos pintores impressionistas) gradua a luz. toda a escala dos sons. 17)D. 14)A. A busca da expressividade dos fonemas (vogais e consoantes) é uma das características centrais da poética do Simbolismo. “silogismos”. 20)C. esbate as formas e transfigura artisticamente a paisagem. b) O Simbolismo não apenas explorou o princípio da expressividade musical das vogais: ele também viu nelas a sugestão visual e semântica. através da referência de Ofêlia. Ela só se manifesta por meio da forma engenhosa e trabalhada. harmonizadas no mesmo ato da linguagem.Ao apresentar-se como “filho do carbono e do amoníaco”. 62)B. na qual o escritor infunde seu estilo. 35)C. cuja função é intensificar o caráter musical dos versos. no caos do eterno sono. apuradíssima. 45)E. apresenta as seguintes características românticas: a temática da amada morta — recorrente nos textos ultra-românticos. O soneto retoma o drama representado na peça: Hamlet quer vingar a morte de seu pai. da "psiquê" humana. que informou a estética realista.. a morte. 47)C." A exploração intensiva das sinestesias. Além disso. sempre acompanhada da ideia da decomposição da carne. quantificável. criando um efeito de sugestão/vaguidão que conota o tema do poema simbolista. sobre a noção de estilo. ou seja. adjetivo. a morte torna-se tema constante. 63) a)Os três textos apresentados versam. 22)E. como ocorre em A e U. daí procurar criar atmosferas. 36) a) Visão escatológica. rádios e úmeros”).. 44)D. 55)D. a sinestesia. expressa no fragmento transcrito e ratificada em critica a visão do corpo como uma máquina biológica. ecos. do qual não se tem como fugir: a morte dos dois. voltado para o conhecimento da alma. a intensa subjetividade — indiciada por meio dos pronomes possessivos de primeira pessoa e pela estrutura de interlocução. fica evidente na passagem: "e é preciso uma rara percepção estética. que idealiza a morte como evento transcendental. 39) a) O poema alude à obra dramática “Hamlet”. 2)D. 40) VVVFF. demonstra arrependimento por ter se afastado da religião. termos científicos crueza temática “esclerótica esverdeada”. herdai essas conquistas. dessa forma. 3)C. 29)E. presença de rimas "ricas" ou antigramaticais ("serrania".”. luzes e utilizar os mais diferentes recursos estilísticos. conforme o caso". podemos apontar o rigor formal. 32)E. assonâncias. substantivo / "fria". 15)A. e o quanto ele se afastou da vertente mais "delirante" e neoromântica do simbolismo. 52)E. 49)E. como um artista.) os clássicos honrados. locução adjetiva). b)Ao relacionar ao escritor os atributos do "psicólogo". 23)A. é possível citar: "No estilo há todas as gradações da luz. “aritmética”. das sensações simultâneas. b) O Neoclassicismo procura recuperar valores clássicos. 2 tercetos). Cruz e Souza postula que a arte deve ser a transfiguração. deve captar as nuances de cor (luz) e de som (música) das coisas que o rodeiam. para a exatidão da cor da forma e para a sensação do som e do saber da palavra" dentro da "teoria das correspondências" que Baudelaire postulava no célebre soneto "Correspondences".. 53)B. substantivo/ "sombria". através do emprego intensivo de aliterações. o esquema é aab ). 56)A. gosto do macabro. O emprego de termos técnicos racionaliza a morte. Tal perspectiva contrasta com o sentimentalismo e subjetivismo da tradição romântica. Ambos valorizam o preciosismo verbal. 48)A. domá-la. enfatiza os aspectos físico e químico da vida. 16)A. sem mistificação. de autoria do mais renomado simbolista brasileiro. cada qual à sua maneira. sinestesias. o poeta catarinense Cruz e Sousa. poderíamos citar o uso do verso octossílabo. nos quartetos as rimas obedecem ao esquema abba – rimam as últimas palavras do primeiro e quarto versos e as do segundo e terceiro versos – e nos tercetos. 34)C. 26)B. deve investigar o interior. 7)E."b) O escritor. 27)C.b) O poema faz uso de palavras e expressões do campo semântico da matemática (“algarismos”. Ofélia. 10)D. “progressão dos números inteiros”. 51) SOMA 15.. 46) FVFFV. 60)A. 61)C. tratada como realidade objetiva. crânios. No poema lido. 31)C. como um psicólogo. 11) a)O Simbolismo. "de leve". “Pitágoras”) e da biologia (“Tíbias. retoma e intensifica certos elementos do Romantismo. que se manifesta na rígida estrutura estrófica e rímica — quintilhas que seguem o esquema abaab. 59) a) O valor simbólico representado em A é o da iniciação da vida sob o estímulo do amor. tais como metáforas. 12)E. 42) VFFVF. o eu lírico a) b) c) d) e) Gabarito 1)E. 24)D. / herdai seus bens. o jogo dramático . 64) a) O movimento simbolista acredita que a literatura deva sugerir. 8)C. medida que requer pleno domínio da técnica de composição. O poema em questão. a primeira representando a vida e a segunda. no plano da linguagem há muitas conexões entre os dois movimentos. uma nitidez visual. a essência do ser. o trabalho com a harmonia musical. o forte sentimentalismo — verificado nas apóstrofes exclamativas ao cadáver. 37) a) A precisão matemática pode ser observada no rigor formal que estrutura o poema: a forma clássica do soneto (14 versos. como forma de se opor à objetividade e impassibilidade parnasianas.O texto de Cruz e Sousa é todo ele um exemplo das concepções simbolistas. a subjetividade e de forma artesanal. b) Apesar de o Simbolismo se opor tematicamente ao Parnasianismo. do artesão ("miniaturista") e do "pintor". olfativa palatal e acústica. morre afogada. valoriza a particularidade da existência individual. 21) Aliteração. 57)A. / a) O texto de Cruz e Sousa explicita duas características notórias do simbolismo: a musicalidade e o "cruzamento de sensações". 19)E. 25)B. movimento literário do final do século XIX.Vale observar que a teoria poética de Cruz e Sousa. de Sheakspeare.Cruz e Souza alude ainda à "percepção estética". dentro da concepção simbolista que se entronca na tradição verlaineana da "Ia musique avant toute chose. 2 quartetos. fieis. Tal expressividade não vem apenas da natureza das vogais. 30)D. Dessa forma. ao passo que o valor representado em U é o do final da vida humana e biológica. b) Augusto dos Anjos acredita que a cada segundo caminhamos para o fim (pessimismo/ visão escatológica). não nomear. como exemplo. embrenhamo-nos. 58)E. 9)C. 6)A. 50) a) Características parnasianas: descritivismo minucioso (poesia-pintura). colocando-se além do sensorialismo positivista. . 43)B. tentativa de "chave-de-ouro" para encerrar o soneto (ver o último verso). e métrica e rimas regulares (predominância de versos decassílabos.

é notória a aproximação entre linguagem e biologia: a palavra está para o período como o tecido está para o organismo. dotado da capacidade de indicar à humanidade. 71) O significado de loucura no texto está relacionado à condição e à própria atividade do ser poeta: louco é o poeta e loucura é a poesia.. 74) Ser mulher no texto relaciona-se à ideia de tantálica tristeza. é uma mescla "sui generis" da teoria simbolista com a formação científica de base naturalista e com o formalismo residual dos parnasianos. 68) a) O uso da anáfora. divino...muitas outras de sua autoria. verifica-se essa frustração dos desejos. 76)A. 77)D. seus ideais não alcançados. . 75)B. em passagens como as seguintes: “buscar um companheiro e encontrar um senhor. No texto.73)B. 72) A terra é sempre a negra algema do poeta / a extrema Desventura prende o poeta na terra (ou na algema) ou A terra é sempre a negra algema do poeta / prende o poeta na terra (ou na algema) a extrema Desventura. o que coumente não se percebe. 78)B Obs: Na questão 64 coloquei duas possibilidades de resposta para a e b. a mulher tem seu desejo frustrado. por intermédio da poesia.". negação explícita da "poesia-de-inspiração" dos românticos. “calcular todo o infinito curto / para a larga expansão do desejado surto”. tendo em vista que. "Cada palavra é como que um tecido do organismo do período" . inspirado. presa / nos pesados grilhões dos preceitos sociais!”. 66)D. O parentesco com o parnasianismo está na reafirmação da poesia como fruto da elaboração.”. 69)C. do esforço intelectual do "saber apertar a frase no pulso. 67)E. assim como Tântalo.. 65)D. domá-la. 70) A concepção de poeta comum às correntes estéticas do Simbolismo e do Romantismo é a de um ser iluminado.. “ficar na vida qual uma águia inerte. b)A anáfora gradativamente vai relevando os atributos da amada morta chegando à sublimação mística da mulher relacionando-a com o "Cordeiro" e a "Pomba".

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