SENAI TAGUATINGA – DF DISCIPLINA: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO PROFESSORA: ALESSANDRA

MATERIAIS CERÂMICOS
NA CONSTRUÇÃO CIVIL

ALUNA: FERNANDA DE SOUZA

1. INTRODUÇÃO........................................................................................................ 4 1.CERÂMICA – DEFINIÇÃO..........................................................................................5 2.1 Definição Tradicional..........................................................................................5 2.2 Definição Moderna..............................................................................................5 Metais e Não Metais..................................................................................................5 Exemplo de combinações..........................................................................................6 3. MINERAIS E COMPOSTOS CERÂMICOS........................................................................6 3.1 Minerais do Grupo da Caulinita..........................................................................6 3.2 Minerais do Grupo da Montmorilonita ou Esmectita..........................................6 3.4 Minerais Micáceos ..............................................................................................6 3.5 Minerais de Alumínio Hidratado.........................................................................7 3.6 Minerais Aluminosos...........................................................................................7 3.7 Magnesita, Calcita, Dolomita e Cromita.............................................................7 3.8 Fundentes ............................................................................................................8 3.9 Minerais Para Vidros, Esmaltes e Vidrados........................................................8 3.10 Sílica .................................................................................................................8 3.7 Silicatos...............................................................................................................9 4. TIPOS DE MASSAS CERÂMICAS..............................................................................10 4.1 ARGILAS..........................................................................................................10 4.2 Caulins...............................................................................................................10 4.3 Argilas Refratárias (Fire Clays).........................................................................10 4.4 Argilas Para Cerâmica Vermelha (Ferruginosas e Calcáricas).........................11 4.5 Argilas Especiais...............................................................................................11 4.6 Massas Triaxiais das Cerâmicas Branca............................................................12 5. MÉTODOS DE CONFORMAÇÃO................................................................................14 5.1 Método de Prensagem a Seco............................................................................14 5.2 Método de Conformação por Extrusão..............................................................15 5.3 Conformação de Peças Plásticas Moles.............................................................16 5.4 Colagem (slip casting).......................................................................................17 5.5 Acabamento da Louça.......................................................................................18 6. VIDRADOS......................................................................................................... 19 6.1 Definição de Vidro............................................................................................19 6.2 Vidrados.............................................................................................................19 Exemplos de Vidrados ............................................................................................19 7. FRITAS CERÂMICAS.............................................................................................19 8. ESMALTES.........................................................................................................19 8.1 Esmaltes Para Chapas de Ferro ou Aço.............................................................20 8.2 Esmaltes Para Ferro Fundido.............................................................................20 9. FORMAÇÃO DE COR EM VIDROS E VIDRADOS............................................................20 9.1 Cores Coloidais..................................................................................................21 10. PIGMENTOS CERÂMICOS E CORES........................................................................21 10.1 Espinélios Coloridos.......................................................................................21 10.2 Outros Pigmentos Coloridos............................................................................22 11. PROCESSOS DE DECORAÇÃO...............................................................................23 11.1 Modelagem .....................................................................................................23 11.2 Métodos de Impressão da Decoração..............................................................23 12. FORNOS.........................................................................................................24 12.1 Forno Periódico...............................................................................................24

12.2 Forno de Câmara ............................................................................................25 12.3 Forno Túnel ....................................................................................................26 13. COMBUSTÍVEIS..................................................................................................26 14. QUEIMA.......................................................................................................... 26 ANEXOS................................................................................................................27 15. REVESTIMENTOS CERÂMICOS...............................................................................27 15.1 Características Físicas:....................................................................................27 16. TIPOS DE TIJOLOS.............................................................................................29 17. CONCLUSÕES...................................................................................................30 18. BIBLIOGRAFIA...................................................................................................31

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. Existe uma infinidade materiais cerâmicos. suas matérias primas. as cores desse material que variam entre amarelo. Mas nem todos os materiais cerâmicos são tão simples de serem identificados como o tijolo. tornando possível a fabricação de supercomputadores. crenças e comportamentos. revestimentos de alto-fornos. É o caso. objetos de culto.. telhados. As explicações bíblicas para a criação do homem e de como as civilizações antigas armazenavam o vinho e construíram a torre de Babel.1. preto com texturas terrosas fazem com que ele seja identificado com facilidade como sendo um material cerâmico. transformando-o em utensílios domésticos. O objetivo do nosso trabalho é discursar sobre esses materiais. com características muito diferentes daqueles que são o resultado da queima da cerâmica vermelha. Isso ocorre devido ao fato dos cerâmicos serem um dos primeiros materiais utilizados pelo homem. revestimentos. próteses dentárias. pintura. De acordo com a palavra grega “keramos”. alguns métodos de conformação. cosméticos. 4 . medicamentos. creme. Senão. arte e mais recentemente esta sendo empregando na indústria da tecnologia. louças. por exemplo. Não há uma idade da cerâmica como acontece com os metais. cerâmica quer dizer coisa queimada. vermelho. decoração e um pouco das suas infinitas aplicações na indústria da construção civil e correlacionadas. ornamentos. termo que no dia a dia é usualmente aplicado para designar revestimentos em forma de placas ou pastilhas aplicados nas fachadas e pisos de nossas casas ou ao bonito vaso de flores que enfeita a mesa de jantar. da porcelana odontológica e da porcelana elétrica. como o ouro. na construção. o fato de muitos já terem visto ou ouvido falar sobre o barro usado em olarias na fabricação dos blocos furados ou maciços utilizados nas paredes de alvenaria. cultura. INTRODUÇÃO Há séculos se manipula o barro. por vezes. semicondutores. revestimentos de naves espaciais. A história dos cerâmicos se funde com a história do homem e se torna objeto de documentação e identificação das sociedades antigas revelando a sua evolução. o cobre e o bronze que marcaram períodos distintos da evolução do homem. com diversas aplicações nas alvenarias. base para tratamentos terapêuticos. supercondutores. a telha e os bonitos vasos de cerâmica marajoara.

1. halogênios.. formando produtos heterogêneos e não-estequiométricos. I A 1 H 3 Li 11 Na 19 K 37 Rb 55 Cs 87 Fr Sólidos Elementares Metais Não-Metálicos II A 4 Be 12 Mg 20 Ca 38 Sr 56 Ba 88 Ra III A 21 Sc 39 Y * La ** Ac 61 P m 93 Np 62 S m 94 Pu IV A 22 Ti 40 Zr 72 Hf V A 23 V 41 Nb 73 Ta VI A 24 Cr 42 Mo 74 W VII A 25 Mn 43 Tc 75 Re ← VIII A  → 26 27 28 Fe Co Ni 44 Ru 76 Os 45 Rh 77 Ir 46 Pd 78 Pt I B 29 Cu 47 Ag 79 Au II B 30 Zn 48 Cd 80 Hg III B 5 B 13 Al 31 Ga 49 In 81 Tl IV B 6 C V B 7 N VI B 8 O VIII B 2 He 10 Ne 18 Ar 36 Kr 54 Xe 86 Rn Gás 71 Lu 10 3 Lw VII B 9 F 14 Si 32 Ge 50 Sn 82 Pb 15 P 33 As 51 Sb 83 Bi 16 S 34 Se 52 Te 84 Po Líquid o 69 Tm 10 1 Md 17 Cl 35 Br 53 I 85 At Sólido 57 La 89 Ac 58 Ce 90 Th 59 Pr 91 Pa 60 Nd 92 U 63 Eu 95 A m 64 Gd 96 C m 65 Tb 97 Bk 66 Dy 98 Cf 67 Ho 99 Es 68 Er 10 0 Fm * Lantanídeos ** Actinídeos 70 Yb 10 2 No Tabela 01. que duram o suficiente para permitir que reações desconhecidas ocorram de modo incompleto.2 Definição Moderna Materiais cerâmicos são compostos sólidos formados pela aplicação de calor. P. • dois sólidos elementares não-metálicos (SENM). ou • um sólido elementar não-metálico (SENM) e um não-metal (NM). O. sendo constituídos por ao menos: • um metal (M) e um sólido elementar não-metálico (SENM) ou um não-metal (NM).. Ti. • Não-metais (NM): N. Ni. Ge). gases nobres. Cr.1 Definição Tradicional Minerais de composição inconstante e pureza duvidosa que geralmente são expostos a tratamentos térmicos não-mensuráveis. S. Al... conhecidos pelo nome de materiais cerâmicos. H. 5 . Mg. C ) ou semicondutores (Si. CERÂMICA – DEFINIÇÃO 2. Fe. • Sólidos elementares não-metálicos (SENM): isolantes (B. 2. Zn. algumas vezes calor e pressão. Tabela Periódica dos Elementos Metais e Não Metais • Metais (M): Na.

apresentará uma coloração muito alva. YBa2Cu3O7. : SiC. BaTiO3. Si3N4. flexível e não é abrasiva. para a obtenção de uma série de produtos através da adição de resinas e prensagem das folhas. Micas – Na forma de filme é usada como dieletros em capacitores. principalmente. Devido a essas características. ZrB2. : SiO2. É o único mineral em que as moléculas de água penetram espontaneamente.1 Minerais do Grupo da Caulinita Caulinita – A maioria das argilas puras contém. 3. são utilizados como adensador e estabilizador na indústria de tintas. MINERAIS E COMPOSTOS CERÂMICOS 3. após lavagem e apuração de seu teor podem ser transformados em folhas de mica. aumentando sua durabilidade.. chapas para aquecedores. cerâmica e na perfuração de poços de petróleo. : TiC. o que possibilita seu uso pela indústria do papel. eletrodos.4 Minerais Micáceos Esses minerais em forma microscópicas são encontrados em muitas argilas.. como composto para aumenta a resistência e flexibilidade de cimentos à base de gesso e. Al2O3. o mineral caulinita.. argilitos. 3. além de apresentar grau de brancura de 75%. borracha e plástico. papel. A caulinita é utilizada na fabricação de porcelana.Exemplo de combinações • M + NM • M + SENM • SENM + SENM • SENM + NM : MgO. folhelhos e xisto. É caracterizado por partículas lamelares muito finas. B4C. Os fragmentos. A mica moída a seco é inerte. comprimidos e. como aditivos em lamas de perfurarão. O maior consumo de lâminas de mica (splitting) é para a produção de folhas de mica. Os fragmentos ou pó de mica. As micas são de ocorrência comum em vários tipos de rochas e tem sua composição variável. estas últimas utilizadas em motores e geradores. A mica moída é aplicada na produção de tintas e nas indústrias de materiais de transportes. chapas flexíveis e placas segmentadas. Esses minerais são de maior interesse para a mineralogia geologia do que para os cerâmicos. 6 . se possuir um grau de pureza muito alto. essa forma da mica é muito utilizada em tintas.2 Minerais do Grupo da Montmorilonita ou Esmectita Montmorilonita .Esse mineral é encontrado em bentonitas (rochas derivadas de cinzas vulcânicas). Outros Tipos de Minerais do Grupo da Montmorilonita – Há muitos minerais similares a montmorilonita que são encontrados em argilas e solos. entre as lamelas causando inchamento. das quais se faz fitas isolantes. após um processo de moagem e peneiramento. 3. chapas de modelagem. cerâmica..

É aplicada como fundente auxiliar e para minimizar o problema de trincas. 3. tais como siderurgia. esse mineral é usado como abrasivo na fabricação de rebolos de esmeril e refratários. 7 . têm inúmeras aplicações e em diversos setores. Dolomita e Cromita Devido ao alto ponto de amolecimento e estabilidade em contato com muitas escórias. na forma de tijolos queimados e também como oxido de crômio e outros compostos usados como corantes e pigmentos.7 Magnesita. cobre. em maior quantidade em vidros. Compostos de Cromo são empregados em cerâmica como pigmentos.5 Minerais de Alumínio Hidratado Os minerais gibsita e diásporo são usados na indústria cerâmica como componentes naturais em argilas. caulinita.6 Minerais Aluminosos Coríndon – Na forma pura é conhecido como esmeril. Cromita . Diásporo – Esse mineral de origem hidrotermal. Magnésia . È usada na cerâmica como refratário. vidrados. Bauxito – Esse minério comum de alumínio é antes uma mistura de gibsita. encerra na sua composição proporções variadas de óxidos de cromo. em massas para produção de corpos vítreos e semivítreos. sendo usada na forma de sinter ou de grãos eletrofundidos. ferro. Calcita. alumínio e magnésio. 3.É uma importante matéria-prima para a indústria de refratários. além de outros elementos. esmalte e. Gibsita ou Hidragilita – Esse mineral consisti numa simples estruturas lamelar. cimento e vidro. Todavia a cal e a magnésia são usadas em algumas massas da cerâmica branca. é muito importante na indústria de refratários pela facilidade em formar coríndon em temperaturas relativamente baixas.3. em suas várias formas e composições.A cromita ou minério de cromo. na composição de fritas e esmaltes (vidrados) e na fabricação de cimento aluminoso. Dumortierita – È constituinte desejável dos produtos de cerâmica branca. os materiais básicos descritos são de particular interesse para a fabricação de refratários. de ligações fracas que adquiri pelo aquecimento uma estrutura porosa. As principais fontes para obtenção destes materiais são a magnesita natural (MgCO3) e o óxido de magnésio obtido da água do mar ou salmoura. Dolomita . Os produtos a base de magnésia. terminologia usada indistintamente. muito abundante na natureza na forma de rochas dolomíticas. cal. utilizado como fonte de magnésio e para a fabricação de materiais refratários.É um mineral de Carbonato de cálcio e magnésio. Calcita – É um mineral composto de um carbonato de cálcio. limonita e outros minerais do que um mineral específico. cal para construção e em estuques. Pirofilita – Esse mineral é usado em massas cerâmicas para aumentar a resistência ao choque térmico. Topázio – Em cerâmicos tem o uso limitado a refratário.

baixa condutividade térmica e elétrica e inércia química. porém. assim. agem como fundentes em vidrados. leveza. 3.8 Fundentes Minerais de Bário – São usados em vários ramos da cerâmica. mas também participa na composição de vidros. e os feldspatos de sódio.9 Minerais Para Vidros. Talco – É um mineral filossilicato.3.10 Sílica Os depósitos de sílica são encontrados universalmente e são provenientes de várias eras geológicas. inerte e insolúvel.. Composto de Zinco – Oxido de Zinco e Carbonatos de zinco quimicamente preparados. defensivos agrícolas).. pois não é prejudicial à saúde. Suporta totalmente a vários processos de ação de agentes atmosféricos (intempéries) e é encontrado desde traços até grandes quantidades em várias rochas sedimentares. esmaltes. Os sais comumente usados são zarcão e alvaiade. sais de chumbo são preparados quimicamente e. As principais propriedades que o habilitam para uso industrial são a alta resistência ao choque térmico. para evitar manchas e inflorescências nas peças de cerâmica vermelha para uso estrutural. Fluorita – É um mineral usado em muitos vidros ópticos e esmaltes. São usados em vidros. baixo teor de umidade. quartzitos. São utilizados na fabricação de vidrados Bristol. usados na produção de cerâmica branca. Esmaltes e Vidrados Compostos de Chumbo – Em cerâmica moderna. indústria química (tintas e vernizes. Na indústria cerâmica são aplicados os feldspatos potássicos. indústria têxtil. O silicato de chumbo insolúvel é aconselhado quando possível. indústria de matérias plásticos. A areia é composta predominantemente de quartzo. Óxido de Estanho – Esse óxido é usado como um opacificante para vidrados. vidros. e em fritas para vidrados. Feldspato – É um mineral usado como fundente na indústria cerâmica e é o principal constituinte de muitas rochas ígneas. é usado em vidros. devido ao seu alto custo vem sendo substituído pelos compostos de titânio. indústria da borracha. 3. esmaltes e porcelana branca. e depósitos sedimentares como os arenitos. empregados na fabricação de vidros e vidrados. O quartzo é um mineral de natureza dura. Composto de Boro – Boro na forma de óxido ou bórax. 8 . O boro age como um formador de vidros e como um fundente. são de alta dureza. È utilizado na indústria de papel e papelão. alto poder de absorção de óleo e graxa. esmaltes e formam o sulfato de bário insolúvel. Minerais Fosfáticos – Seu principal uso é na cerâmica. A maioria dos depósitos de sílica que são minerados para obtenção das "areias de sílica" consistem de quartzo livre. vidrados e esmalte como um fundente básico.

Indústria/atividade Operação específica/tarefa Abrasivos para jateamento de estrutura. Cobertura Argila. pois. Na sua forma vítrea é muito utilizada na indústria do vidro como componente óptico. Alvenaria. Escavação e movimentação de terra. Fonte do material Areia e concreto.Comercialmente. terras diatomáceas. carbeto de silício e silicones... trabalho com concreto. devido ao seu elevado ponto de amolecimento. terras diatomáceas. Areia. constituem a base dos argilo-minerais. Ortossilicato – Essas estruturas são de interesse como refratários. acabamento. terras diatomáceas) Funis alimentadores (tripoli. 9 . argamassa e reboque. porcelana. Rocha Solo e rocha Concreto. Fabricação de ferro e aço Fabricação (manipulação) de Material refratário refratários e reparos em fornos Areia Funis alimentadores (tripoli. Aplicações da Sílica 3. e é uma importante matéria prima na produção de silicatos solúveis. A Sílica é um material básico na indústria de vidro.7 Silicatos Os silicatos são a base sobre a qual a cerâmica é construída. terras diatomáceas. Dissilicatos – Estruturas em folhas de particular interesse. esmaltes vitrificados. areia. cerâmicas e refratários. Quartzito. demolição. incluindo tijolos. terra Construção civil e Abrasivo para jateamento manutenções (reparos) Borrachas e plásticos Tintas Asfalto e alcatroado Manuseio de matéria prima Manuseio de matéria prima papelão Aplicação como granulado enchimento Tabela 02. silício e seus derivados. A unidade fundamental do silicato é o tetraedro silício-oxigênio. edifícios. diatomáceas. Areia. Argila. olaria. moldagem. vitrificada ou esmaltada. Os tetraedros independentes constituem uma estrutura de boa qualidade. esses tetraedros são agrupados de várias maneiras para formar os silicatos. a sílica é fonte do elemento silício e é usada em grande quantidade como um constituinte de materiais de construção. porcelana Misturas. areia "Shale" sanitária. telha. quartzo moído Material refratário. pedra. Construção de auto-estrada e túneis. tripoli e arenito Fabricação de Produtos Abrasivos Cerâmicas. sílica flour) e Areia e agregado. pedra calcária. refratários. Construção Vidro incluindo fibra de Vidro incluindo fibra de vidro vidro Cimento Abrasivos Processamento da matéria prima Produção de carbeto de silício.

por isso tem um elevado teor de matéria orgânica. Paraná e Rio Grande do Sul são amplamente usados na fabricação de cerâmica branca. Minas Gerais. produzido pela alteração de rochas do tipo pegmatítico.1 ARGILAS As argilas são a espinha dorsal da cerâmica. mesmo após a moagem. quando misturadas a uma argila plástica como ligante. Desenvolvem pouca plasticidade. Dentro de uma classificação geológica se dividem em secundárias e primárias. Ball Clays – De origem sedimentar. TIPOS DE MASSAS CERÂMICAS As massas cerâmicas variam amplamente em composição. Piauí e usada na fabricação de azulejos em Recife. São Paulo. é minerada em Oeiras. 4. Caulins Sedimentares – Uma grande proporção dos caulins sedimentares é usada como carga e cobertura de papel. No Brasil conhece-se argila tipicamente do tipo flint apenas em Montes Claros . pois os componentes restantes (caulim. Paraíba. às vezes com textura nodular. quartzito e feldspato) quase não contribuem à resistência mecânica. como a do papel. De um modo geral. na crosta terrestre. dependendo das propriedades requeridas do produto manufaturado. A indústria cerâmica usa o caulim secundário em composições específicas de cerâmica branca para a fabricação de refratários. ou outras indústrias. Caulins de Pernambuco. Rio Grande do Norte. As argilas variam em caráter dentro de uma larga faixa. e mesmo porcelana. as argilas cinza da margem do rio Tamanduá no município de São Simão. No Brasil são amplamente utilizadas como ball clays na fabricação de louça sanitária.4. 4. porém minúsculos. Todavia. agrupados em espécies mineralógicas bem definidas. bem como para carga em outras finalidades. 4. portanto é fundamental a importância do conhecimento de sua natureza. Essas argilas contêm propriedades bastante próximas a da ball clay. As argilas são predominantemente constituídas de cristais definidos. Rio de Janeiro. São utilizadas quase que exclusivamente em massa cerâmica branca para conferir resistência mecânica e plasticidade antes da queima. Alguns depósitos de argila são encontrados nos mesmos locais das rochas matrizes das quais foram originados. são normalmente encontradas em regiões pantanosas. 10 . que mantém a estabilidade dimensional dos tijolos refratários fabricados a partir da mistura.3 Argilas Refratárias (Fire Clays) Argilas Refratárias Tipo Flint – Essas argilas são duras. Minas Gerais e não são exploradas comercialmente. São provenientes da alteração de pegmatitos por intemperismo. enquanto outras são tão impuras que não podem ser usadas na fabricação de produtos cerâmicos.2 Caulins Caulins Residuais ou Primários – Os depósitos brasileiros de caulins são conhecidos desde nordeste até ao sul. louça doméstica. as argilas são um produto secundário. ou ainda metalúrgica. algumas são particularmente aplicáveis à indústria cerâmica. podem funcionar como chamota (argila queimada de granulometria adequada) fornecendo um esqueleto ou arcabouço. enquanto outros foram depositados a grandes distâncias do seu lugar de origem. altamente aluminosas.

uma vez que uma pedra parcialmente caulinizada de Cornwall era moída. em São Paulo. lajotas. contudo aplicadas em materiais cerâmicos e produtos estruturais onde a elevada resistência mecânica é obtida em temperatura de queima moderada. exceto o fato de se acharem nas bacias fluviais. moldada e 11 . folhelhos argilosos de Jarinu. 4. Argilas Refratárias Com Alto Teor em Alumina ou Argilas Altamente Aluminosas – Essas argilas são importantes na fabricação de tijolos refratários super duty e tijolos refratários aluminosos para serviços severos. Folhelhos de Jarinu. próximo a São Paulo. são argilas desse tipo. O Brasil possui amplos depósitos de argilas plásticas altamente aluminosas nos municípios de Uberaba e de Poços de Caldas.. Algumas dessas argilas são excelentes para tijolos refratários de revestimento e refratários plásticos. em São Paulo. Minas Gerais e nos municípios de Suzano e Moji das Cruzes. tijolos furados extrudados. São Paulo. são normalmente argilas sedimentares. e objetos como vasos ornamentais e talhas para água. próximo à cidade de Jundiaí.. usadas na fabricação de materiais refratários para revestimento de fornos rotativos usados na fabricação de cimento portland devido a sua elevada resistência a abrasão. Argilas de Pó de Pedra – O nome “Pó de Pedra” é de origem britânica. Quanto à fabricação de ladrilhos de piso de cor vermelha No estado de São Paulo. manilhas. localizada em torno dos núcleos urbanos em todo o Brasil. Os mais interessantes na indústria de produtos para a construção são: Argilas ricas em fundentes para barbotinas de esmaltes cerâmicos – São usadas em louças domésticas de corpo cerâmico avermelhado e em isoladores elétricos como esmalte cerâmico de cor marrom. lajes para cobertura. de deposição recente em várzeas e margens de rios.5 Argilas Especiais Algumas argilas especiais são alofânio. as argilas utilizadas são as argilas terciárias vermelhas creme-esverdeada do município de São Caetano. trata-se geralmente de indústria local e artesanal. como Barra Bonita.4 Argilas Para Cerâmica Vermelha (Ferruginosas e Calcáricas) Essas argilas contêm demasiado material fundente sendo impróprias para a fabricação de material refratário e demasiado ferro para a aplicação na cerâmica branca.As argilas verdes terciárias do vale do Rio Paraíba. e folhelhos dos municípios de Itu e Moji-Guaçu. Assim não há distribuição preferencial dessas argilas pelas regiões do Brasil. Muitas dessas argilas são usadas como argamassa de assentamento. halosita e argilas ricas em fundentes para barbotinas de esmalte cerâmico (slip clays) e folhelhos de Jarinu. algumas argilas não aluminosas de Poços de Caldas. refratários plásticos e refratários moldáveis. quaternárias. Caulim Refratário ou argilito de Vargem Grande do Sul. São. revestimento de paredes. municípios como Leme e Valinhos e ao longo do rio Tietê. 4. No Brasil elas são abundantes na bacia do Rio Tietê.Argilas Plásticas Refratárias – Cada argila tem um uso especifico ao qual serve melhor a indústria refratária. Itu e Moji-Guaçu. notabilizaram-se pela produção de tijolos extrudados de 6 e 8 furos e de telha de alta resistência mecânica e baixa porosidade aparente. essas argilas são utilizadas na fabricação de tijolos de alvenaria. Argilas Glaciais – No Brasil. telhas de vários tipos. contêm apreciável teor de fundentes. Muitas argilas refratárias com baixa resistência ao calor. As argilas glaciais de Moji-Guaçu são moídas e utilizadas para a fabricação de manilhas de uma grande faixa de dimensões. Itu e Moji-Guaçu . em São Paulo.

pode ser colorido. feldspato e quartzo. pobre em ferro. 4. Louça de Hotel (Hotel China) – Esse é um corpo desenvolvido nos Estados Unidos para resistir a um grande número de impactos que ocorrem no manuseio e 12 .. porém não necessariamente queimando com cor branca). Chamam-se triaxiais porque são constituídas principalmente de argilas caulinitícas. produzindo uma louça branca vitrificada conhecida pelo nome de stone ware. A. Há um extenso depósito de argila montmorilonítica com razoável teor de ferro em Boa Vista próximo a Campina Grande.6 Massas Triaxiais das Cerâmicas Branca Essas massas são as usuais para vários tipos de cerâmica branca. porém contendo fundentes). Argilas para materiais de construção civil ou cerâmica vermelha (de baixa plasticidade. como material de selamento. para elevar a resistência mecânica de refratários aluminosos. para a fabricação de sanitários. 2. a) b) C. é a existente associada às camadas de calcita no município de Ponte Alta. para a fabricação de produtos prensados como pastilhas para revestimento externo de edifícios. contendo oxido de ferro). É normalmente de cor branca.. a única bentonita pobre em ferro e bem caracterizada como proveniente da alteração de cinzas vulcânicas. composta por cinzas vulcânicas ácidas. Caulim (sedimentar) Argilas e folhelhos para manilhas Argilas e folhelhos para telhas e tijolos furados D. Minas Gerais. Argilas para terracota Tijolo comum e para revestimento F. Louça de “Pó de Pedra” Semivitrificada – Esse corpo é definido como tendo uma absorção de 4 a 10% e nenhuma transparência.queimada a cerca de 1200º C. atualmente em exploração para diversas finalidades como. além de outros usos não-cerâmicos. Argilas refratárias (tendo um ponto de fusão acima de 1600º C. porém. porém todas elas contêm pequenas quantidades de metais alcalino-terrosos como impurezas ou por exigências da massa projetada. Paraíba. Argilas que queimam com cor branca (usadas em cerâmica branca) 1. Argilas para louça de pó de pedra E. No Brasil. Argilas para tijolos (plásticas. Tem temperatura de queima entre 1225ºC e 1250ºC. Argilas Fundentes (contendo mais óxido de ferro) Tabela 3 – Classificação das Argilas Segundo o Uso 2. trabalhos em fundações para sustentação da terra na forma de lodo bentonítico. Argila Tipo Ball Clay B. Bentonita – Essa argila é constituída essencialmente por montmorilonita propriamente. Caulins a) b) Residual Sedimentar 2. na elaboração de graxas lubrificantes. Caulim (sedimentar) Argilas Refratárias Sílica (flint) Plástica 1. em construção. A tecnologia cerâmica brasileira desenvolveu a utilização de um minério muito abundante no estado de São Paulo e Minas Gerais com características semelhantes as da argila de pó de pedra.

e a queima para dar brilho (glostfire) é em temperatura alta com atmosfera redutora no fim do processo para reduzir o ferro. Amadurece a 1310ºC. Porcelana Dentária – Esse corpo é principalmente feldspático com alguma sílica e pequena porcentagem de caulim e argila.2 40 30 30 19 63 75 7 25 Tabela 4 – Composição de corpos de cerâmica branca. assim produzindo um corpo mais denso e uma cor mais branca. é translúcido em seções delgadas. Azulejos – Tem texturas porosas e vitrificadas do tipo triaxial. Os corpos mais ricos em fundentes amadurecem a 1260ºC enquanto a porcelana Copenhague é queimada entre 1485º . com absorção nula. O biscoito é queimado em temperatura baixa para adquirir resistência mecânica para manuseio.limpeza de bares e restaurantes.5% . Porcelana Elétrica – Esse corpo é usado para a maioria das porcelanas elétricas fabricadas atualmente. Louça Sanitária Vitrificada ou Grês Sanitário – Esse é um corpo cerâmico para monoqueima a temperatura de 1310ºC com uma composição semelhante a da porcelana elétrica. A composição é mostrada na tabela-4. o biscoito e o vidrado são queimados juntos (monoqueima). Recentemente tem-se usado talco para os azulejos queimado a temperatura de 1260ºC. Porcelana Dura – Esse corpo varia muito dependendo da temperatura de queima.8 7 22 35 24 13 30 35 35 30 18 18 5 50 28 13 35 15 32 10 60 15 25 25 15 20 15 30 7 7 15 35 25 81 14 10 10 5 1. o processo de manufatura é simples e tem uma absorção de 0 a 3. é autovitrificável e não poroso. MnO2 Talco Frita 13 . Como porcelana parian. Sulfato de Bário Cinza de Ossos Argila Ball Clay Tipo de Corpo Cerâmico Caulim Carbonato de Cálcio Sílica (Flint) Feldspato Cianita Fe2 O3 Louça Sanitária Isolante Elétrico Ladrilho Vitrificado Louça de Hotel Cerâmica Branca Semivitrificada Porcelana de Ossos Parian Porcelana Dura Louça de Belleek Louça de Basalto Louça de Jaspe Corpo Contendo Talco Corpo Contendo Talco Porcelana Dentária Porcelana Refratária 28 20 32 20 21 25 34 20 27 29 33 11 34.1520ºC. Uma louça mais leve chamada de louça doméstica (household china) tem empregada à mesma composição exceto pelo carbonato de cálcio.

Massas contendo apenas componentes não plásticos. por uma peneira. (b) prensado dos dois lados. Na indústria de refratários. parcialmente secos através de um pulverizador e em seguida. argilas ou talco. Preparação da Mistura – A misturas para cerâmica branca é preparada. Entretanto massas ricas em talco.5. Esses são os métodos de prensagem a seco. massas que contêm uma grande proporção de chamotas são prensados com sucesso em moldes metálicos endurecidos superficialmente. ladrilhos azulejos. baseadas na consistência da mistura. Uniformidade de Pressão – Um dos problemas na prensagem a seco é a obtenção de uma densidade uniforme dentro de todo o molde. descrito previamente. Por outro lado. de extrusão. Distribuição da densidade num molde sob várias condições de prensagem: (a) prensado de um lado. geralmente. alguns ceramistas têm empregado a mistura a seco de argilas beneficiadas por moagem no ciclone a ar (air floated clays). Figura – 1. também podem ser prensadas quando são usados plastificantes adequados. ocorrera um aumento maior da uniformidade. e a pressão é alta – centenas de quilogramas por cm².1 Método de Prensagem a Seco Esse método é usado na fabricação de pequenos isoladores elétricos. podem ser adicionados a mistura para aumentar a plasticidade ou escoamento e reduzir o atrito nas paredes do molde. de 5 a 15%. passando os “bolos do filtro prensa (filter cakes)”. O teor de água na mistura de prensagem é baixo. Por outro lado. Misturas de chamotas (mistura de alumina e sílica) são geralmente preparadas em galgas (moedor) ou em misturadores especiais. MÉTODOS DE CONFORMAÇÃO Os métodos de conformação são geralmente divididos em quatro classes. produtos derivados do milho e ceras. não é econômico para a fabricação de peças refratárias grandes uma vez que o custo do molde é elevado e a uniformidade seria muito difícil de ser obtida através de toda a massa. de moldagem plástica e de colagem. Métodos de Impacto (ramming) – O método de prensagem. Misturas Para Prensagem a Seco – As misturas para prensagem de peças de cerâmica branca são semelhantes aquelas para moldagem plástica. pequenas peças geralmente contêm um lubrificante. se for usado um lubrificante nas paredes do molde ou na mistura. principalmente quando contêm baixos teores de lubrificantes naturais. 5. como óxidos fundidos. telhas e refratários. podem ser facilmente prensadas. Lubrificantes e Plastificantes – Compostos orgânicos como amidos. Nessas condições observou-se que é melhor “socar” a mistura aos 14 . Por essa razão. (c) prensado dos dois lados com um lubrificante. as quais podem faltar à plasticidade para outros métodos de conformação.

a maromba e o bocal podem ser feitos de um metal resistente ao desgaste. Extrusão por Pistão – Algumas máquinas de extrusão. porque o parafuso de alimentação tem essa aparência. a qual pode ser cortada em comprimentos adequados. por exemplo. Pequenas peças eram feitas com prensas de parafusos ou balancim. A coluna extrudada é mais homogênea e densa após esse tratamento a vácuo. Prensas – Vários tipos de prensas são usadas na indústria. Um corte transversal é mostrado na figura . daí o nome em português para maromba. e isoladores elétricos. Em muitos casos.poucos no molde com um martelo de ar comprimido. Atualmente. Marombas (augers) – A máquina usual de extrusão é a maromba.2. porém rígida. Muitas argilas têm melhorado a sua trabalhabilidade pela desaeração. O molde ou bocal pode ser de qualquer forma para produzir a coluna ou tarugo desejado. Essa mistura. força a mistura através de um molde por meio de um pistão movimentado a vapor ou pela pressão do ar. de um modo geral. pouco usado na indústria cerâmica em geral. é forçada através de um molde para formar uma coluna contínua.2 Método de Conformação por Extrusão Esse método emprega a massa na forma de uma pasta plástica. 15 . 5. onde a massa em movimento causava um impacto. assim as marombas a vácuo são comumente usadas na indústria. O nome auger em inglês significa broca. azulejos. como estelita. Cada adição deve ser adequadamente consolidada com a anterior para evitar laminações. mesmo que o corte transversal seja complicado. Figura 2 .Seção transversal de uma coluna extrudada em uma dada maromba Se a mistura for abrasiva. Porém esse processo é intermitente. o bocal é aquecido e lubrificado para reduzir o atrito. a prensa para manilhas. as fábricas modernas usam prensas hidráulicas rápidas para a fabricação de ladrilhos.

3 Conformação de Peças Plásticas Moles Esse método é o mais antigo de conformação de argilas. misturado com cerca de 15% de resinas termoplástica e termofixa. como acontece com a porcelana de ossos e a porcelana pré-sinterizada. como também pela penetração da massa no molde. Processo “Jigger” ou por Estampo . sendo quase toda feita manualmente. O estampo e o gesso são tirados do mandril do jigger e colocados num secador contínuo. Esse molde é então colocado num mandril na extremidade superior de uma haste vertical que gira a uma velocidade de 300 a 400rpm. A operação começa com uma porção da massa plástica. formando de modo preciso à superfície. a partir de uma massa plástica. torna-se vital que o disco de massa acabada seja completamente homogêneo. quando finamente divididas. para conformação em alta velocidade de precisão na indústria de plásticos orgânicos. Esse processo é usado em peças pequenas como os corpos de alumina sinterizada para velas de ignição. a sair de uma câmara aquecida para um molde resfriado e em seguida para a operação de queima. pela eliminação do excesso de massa. Pode ser efetuado manualmente na confecção de vasos. 5. Até recentemente. podem ser extrudadas através de um molde. cuja superfície externa é moldada como a superfície superior de um prato (fig. principalmente em olarias regionais para tijolos e telhas. porém o método também é usado em alguns processos de produção. de peso adequado. Esta é moldada na forma de disco circular por batidas com instrumento de gesso ou espalhando-a num molde de gesso em revolução ou estampo com uma ferramenta de ponta que sobe e desce (fig. .Extrusão de Material Não-Plástico – Massas não plásticas. como é ainda feito em cerâmicas primitivas. O disco é em seguida transferido a um estampo de gesso. ou pode ser fundido através de uma barbotina no estampo e então moldado. ou em tornos de oleiros (potter´s whell). Conformação por Injeção – Esse processo foi desenvolvido em alto grau. tinha o emprego generalizado. 16 . Sendo essa a única etapa do processo em que a massa é consideravelmente deformada. agora lubrificado com água. porém agora muitas indústrias usam estampos automáticos para quase tudo. desde que contenham plastificantes. o disco pode ser moldado sobre um anel coberto para transferir para o molde. Atualmente ainda é usado no Brasil na cerâmica artística. 3). Os primeiros tipos de tijolos de alvenaria eram feitos manualmente através de moldes de madeira. a moldagem normal em estampos. É possível usar esse mesmo método para forçar um não-plástico finamente dividido. Uma ferramenta de perfil como a parte inferior de um prato (gabarito) é aplicada ao disco de massa plástica.Esse processo é usado amplamente na indústria de cerâmica branca para moldar pratos e alguns tipos de peças usadas em estampos.4). Nos casos em que a baixa plasticidade da massa torna impossível o manuseio do disco.

É aplicada a toda peça cerâmica que não tenha o contorno de uma superfície de revolução que seria possível obter no torno. 17 . por exemplo. Figura . com a finalidade de eliminar a água dos poros em cada ciclo. especialmente adaptada a peças finas. que são moldados manualmente a partir de argilas plásticas. sendo. Prensagem Plástica – Recentemente as massas plásticas têm sido prensadas entre moldes de gesso duros e porosos. Um fragmento de argila de tamanho adequado é colocado num molde e o excesso é cortado com um arame. Também as peças grandes de terracota são moldadas manualmente em moldes de gesso.4. a superfície interna drenada seria áspera. Seção transversal da cabeça de um torno (jigger) com um prato sendo conformado. É também usada para peças grandes da indústria de encanamentos sanitários. nesse caso. 5. Não é aconselhável para barbotinas contendo chamota de granulometria grossa. tijolo de revestimento externo de edifícios e refratários especiais. Métodos de Colagem por Drenagem – Nesse método. grandes recipientes e para blocos de revestimentos de tanques. Modelagem Manual – Há muitos produtos. portanto. como.Figura . uma vez que.4 Colagem (slip casting) Essa operação é usada para moldar diferentes tipos de peças cerâmicas. inclui também formas como as das louças domésticas e peças artísticas. Operação do torno (jigger).3. a colagem é feita a partir de uma superfície.

(e) desmontagem do molde e remoção da peça acabada.Figura . são colocadas em um torno e torneadas com ferramentas de aço até as dimensões desejadas. isto é. (b) despejamento da barbotina por fundição. Os bordos a serem reunidos são despolidos e. (d) rebarbamento da parte superior. Polimento – O aspecto brilhante de peças fabricadas por índios do sudeste dos Estados Unidos não é devido a um vidrado. Operação de colagem por drenagem: (a) montagem do molde. A peça fundida deve ter o topo aparado e cortado. que é obtido esfregando um seixo polido a superfície da peça semi-seca. Junção ou Aderência de Peças – Muitas peças cerâmicas são fabricadas em pedaços e. mas um polimento. 5. comumente chamada de sobressalente como mostra a figura . (c) drenagem. (d) peça acabada. Torneação – Algumas louças finas. Figura . então. passada uma espoja para alisar a superfície. O mesmo método pode ser aplicado de modo mais prático no torno mecânico. Atualmente esse método é utilizado para fabricar grandes isoladores de alta tensão. Alguns dos processos mais comuns serão resumidos a seguir: Eliminação de Rebarbas – Uma peça fabricada no torno deve ter os bordos aparados em um raspador e. Os pés de xícaras são moldados dessa forma. então. Operação de colagem sólida: montagem do molde: (a) montagem do molde. A fundição se processa por todos os lados simultaneamente.5. em seguida cobertos com barbotina e rapidamente 18 . Um exemplo são as asas das xícaras ou uma parte de uma peça sanitária. torneando grandes estampos de massa cerâmica semi-seca.5 Acabamento da Louça O acabamento da louça é uma operação importante na fabricação de louças de elevada qualidade. de forma que as paredes crescem até encostarem-se ao centro líquido com barbotina adicional até que a peça se torne sólida. (b) enchimento do molde. pois mesmo as melhores barbotinas tem uma retração de volume considerável. após a moldagem e enquanto secas parcialmente.5. (c) absorção da água da barbotina. são ligadas por meio de barbotina.6. removida do molde e aparada. assim como a porcelana casca de ovo desenvolvida pelos chineses. agindo como um adesivo. Colagem Sólida – Deve haver aberturas para entrada da barbotina. sendo fundida para recompensar a retração. a parte extra que mantém a barbotina para retração. respiros para o escapamento do ar e um reservatório de barbotina para suprir a peça. De outra forma resultará numa peça oca. Esse método foi muito utilizado pelos antigos gregos para moldar seus vasos de formatos especiais.

As fritas permitem flexibilidade na aplicação das matérias-primas usadas na cerâmica. geralmente. São aplicados em louças sanitárias. aplicado como uma suspensão em água dos ingredientes que entram na sua composição. carbonatos. caulins. a partir da combinação de matérias-primas de natureza mineral (quartzo. Vidrados Fritados – Esses vidrados são usados para louças semivitrificadas e louças de hotel. esmaltação e decoração dos revestimentos cerâmicos. O vidrado pode ser queimado simultaneamente com o corpo cerâmico (monoqueima) ou em uma segunda queima depois de aplicado ao biscoito. permitem uma maior uniformidade no vidrado.) e química (boratos. ESMALTES Os esmaltes cerâmicos formam uma excelente camada protetora para metais. uma definição mais precisa dada por Morey: “um vidro é uma substância inorgânica numa condição contínua e análoga ao estado líquido daquela substância. aumentam o range de queima dos esmaltes. FRITAS CERÂMICAS As fritas cerâmicas são materiais de natureza vítrea preparadas por fusão. O vidrado é. filetes e faixas decorativas para cozinha e banheiro. não há retração diferencial na secagem após a queima. não-absorvente e de fácil limpeza. em temperaturas elevadas (em torno de 1500°C). O vidrado também permite a obtenção de um número maior de texturas e superfícies coloridas.1 Definição de Vidro O vidro e definido como sendo um líquido resfriado de alta viscosidade. É importante que as peças a serem unidas tenham o mesmo teor de umidade e de perda ao fogo. porém. atingiu um grau de viscosidade tão alto que é considerada rígida para todos os fins práticos”. 6. A partir dos vidrados podemos obter superfícies de acabamento. brilhante e impermeável. O principal objetivo do vidrado é fornecer uma superfície dura. a qual seca formando uma camada fina de vidro.unidos. Observando-se essas condições. brilhantes. porém devido ao fato de ter sido resfriada de uma condição fundida.. feldspatos. São duráveis e laváveis. 6. transparentes e opacas. sob condições adequadas de queima. reduzem o aparecimento de defeitos superficiais originários do corpo cerâmico e conferem ao produto acabado uma textura superficial mais lisa..). A indústria de esmaltes cerâmicos para metais é em geral dividida em três partes: 19 . 8.2 Vidrados Um vidrado (glaze) pode ser definido como uma camada contínua de vidro sobre a superfície de um corpo cerâmico. semifoscas. foscas. podendo ser feitos em cor branca ou em outras cores. VIDRADOS 6. Vidrados Reduzidos – Esses vidrados contêm óxidos de ferro e cobre que produzem cores verdes ou vermelhas respectivamente. listelos. 7.. aveludadas.. Exemplos de Vidrados Vidrados Bristol – São usados em terracota e em louças de pó de pedra.

no processo. é uma vibração eletromagnética. ainda. segunda demão e queima 10º C a menos que a primeira. Cores cerâmicas são de uma grande variedade e. sangue-de-boi. são usados esmaltes mais estáveis pelo aumento do teor de sílica e uma mudança nos fundentes. não dá boas propriedades mecânicas. Atualmente já existem esmaltes de acabamento que dispensam o fundo. Propriedades de Luz – A luz visível é uma região muito estreita no espectro amplo das ondas eletromagnéticas ao se deslocarem no vácuo. parecem azuis.2 Esmaltes Para Ferro Fundido O ferro fundido é do tipo normal cinzento com um teor alto de sílica para dar maleabilidade e evitar coquilhamento nas espessuras finas. os macacos superiores. Muito embora o mecanismo de funcionamento dos receptores de cores da retina humana não seja. para um físico. É fato conhecido que a cor aparente de um objeto depende da luz que o ilumina. e. lagartos. esmaltação de ferro fundido e esmaltação de peças especiais e de metais tais como brochas e outros tipos de joalheria. deve ter um baixo teor de impurezas. tartarugas e peixes as possuem. para um fisiologista. um estimulo à retina. Um papel branco parece vermelho na luz vermelha. O esmalte de acabamento para peças maiores é aplicado sobre a forma de um pó seco ao ferro aquecido. O olho humano é um instrumento maravilhoso que evolui durante milhões de anos. 8. Um ceramista considera a cor de forma relativa. deve ser conformado por pressão ou por laminação e ser extremamente limpo por decapagem antes da esmaltação que começa pela aplicação de um esmalte de fundo. Esse processo produz um ótimo acabamento. Se um ou dois desses mecanismos de resposta falha. FORMAÇÃO DE COR EM VIDROS E VIDRADOS Um dos assuntos mais fascinantes no campo da cerâmica é a produção de cores. comparadas às outras cores. para um químico. são notavelmente permanentes. de composição semelhante ao dos esmaltes usados em aço laminado é aplicado em camadas finas sobre a superfície do ferro fundido. queima de três minutos de 800 a 850º C. deixando a cor amarela predominar no feixe emergente. 9. porém. pássaros. dão a sensação de cor. resulta a cegueira à cor. Definição da Cor – Cor. atravessa-o e é refletida novamente. Todas as cores. um pigmento. tendo como origem a pele de algum animal aquático. um esmalte de fundo. 8. exceto as metálicas. A visão da cor não é uma regra no reino animal. para produzir uma boa cobertura. porque a luz incidindo sobre ele. É 20 . pêssego ou papoula. de modo que atualmente. pois são iluminadas por uma luz azulada fraca.1 Esmaltes Para Chapas de Ferro ou Aço O ferro para poder ser esmaltado. o que reduz os custos da produção. Esmaltes Resistentes a Ácido – Os esmaltes de acabamento usual são facilmente manchados por suco de frutas. uma vez que ele compara o produto cerâmico colorido com alguma cor natural como indica os termos usados: lilás. vinda do céu. As peças fundidas são limpas com um jato de areia para dar uma superfície brilhante. porções das cores vermelho e azul são absorvidas. completamente compreendido. e as sombras sobre a neve recentemente caídas. em seguida a primeira demão do esmalte de acabamento. que combinadas. pois somente os homens.esmaltação de chapas de aço. sabe-se que há respostas a três regiões do espectro. são resultados da absorção relativa através de um meio transparente ou translúcido.

Alguns espinélios coloridos estão listados na tabela . Íons Coloridos nos Vidros. Isso é causado pela absorção seletiva de luz por um ou dois íons. elas parecem bem diferentes. mais agentes redutores em condições especiais. forma o cobre metálico que conferirá ao vidro uma cor verde. o íon Au+. absorvendo na região visível. Os íons absorvem a energia luminosa de três formas: (1) pela vibração do átomo com um todo. Corantes Coloidais a Base de Cobre – Íons de cobre com pequenas reduções no resfriamento. Isso é indicado por S (estável) e OS (parcialmente 21 . No Reticulado do Vidro Número de Cor Coodenação ----4 Amarelo 4 ----4 Púrpura-Azulado Púrpura Incolor Púrpura Marrom-Profundo Laranja ----Incolor Em Posição Modificadora Número de Cor Coordenação Azul 6 Verde --6 Verde-Azulado 8 Incolor 6-8 Rosa 6-8 Verde-Amarelado 8 Laranja-fraco 6 --6-8 Verde-Azulado 6 Amarelo-Fraco 6-10 Amarelo-Fraco 6 Verde 6 Azul --- Íon Cr2+ Cr3+ Cr6+ Cu2+ Cu+ Co2+ Ni2+ Mn2+ Mn3+ Fe2+ Fe3+ U6+ V3+ V4+ V5+ 4 Tabela . dando cores âmbar e marrom. em solução dos cátions. (2) pela vibração dos elétrons. (3) Pelos saltos entre órbitas. absorvendo na região ultravioleta. Cores Coloidais devidas à Prata – O íon prata juntamente com agentes redutores forma a cor amarela aos vidros. É comum também se falar em “decoração baixo esmaltes” e “decoração alto esmalte” para unglaze e overglaze. 10. Veremos que alguns deles são instáveis e revertem as cores. Cores Cádmio e Selênio – O vidro vermelho muito usado em semáforos é composto dos colóides formados por essas substâncias.1 Cores Coloidais Cores Coloidais a Base de Ouro – Em algumas composições de vidro. enquanto outros mantêm a sua tonalidade original. Colóides de Carbono e Enxofre – Acredita-se que esses elementos formem colóides em vidros.1 Espinélios Coloridos Um pigmento colorido pode ser feito a partir de cristais coloridos de solubilidade limitada no vidrado. conferem ao vidro a cor rubi. Por essa razão os espinélios muito estáveis são utilizados pelos fabricantes de cores.6. 9.uma experiência comum observarem-se duas cores aparentemente iguais a luz do dia e notar que mais tarde sob a luz artificial.5. Absorção Seletiva Por Íons – É conhecido o fato de que certos sais dissolvidos na água produzirem uma solução colorida. absorvendo na região infravermelha. PIGMENTOS CERÂMICOS E CORES 10.

willow. OS Cinza Castanho Marrom-Alaranjado Num corpo Cerâmico do Tipo Parian Azul. S Verde Verde-Discreto. algumas vezes com pequenas quantidades de fundente como feldspato. OS Cinza-esverdeado Castanho. Fosfatos – Fosfatos de cobalto calcinados com Al2O3. seguindo os cromatos. Outras Cores Cristalinas – Óxidos de cobalto e magnésio formam uma cor chamada “rosa Berzélius”. Azul-Esverdeado. Antimoniatos – O “Amarelo de Nápoles”. Verde.estável). Baixo Vidrado de Porcelana Azul-Intenso. S Marrom-Claro Marrom Castanho Cinza. Cromitas e Ferritas. S Verde-Discreto.e óxido estânico. S Marrom Castanho Cinza. é essencialmente um antimoniato de chumbo. S Castanho Marrom. È feita a partir de fluorita e óxido crômico. Cores Produzidas Pelos Aluminatos. S Cinza-esverdeado Verde . S AmareloEsverdeado. s AmareloEsverdeado. S. Essa cor é chamada de azulultramarinho.6. muito usado em cerâmica. da uma cor agradável denominada “azul de Thénard”. S Cinza-Esverdeado Verde. sílica e cal. para estabilização. S Verde-Discreto. seguindo a descrição da cor. S Azul-Esverdeado Esbranquiçado. S Cinza Castanho. mas também pode conter cal. Pigmentos Coloridos por Colóides – Os pigmentos rosa e vermelho de crômio-estanho são muito usados como corantes bastantes estáveis. Azul-Esverdeado. S Marrom Espinélio CoAl2O4 CuAl2O4 MnAl2O4 NiAl2O4 BaCr2O4 CuCr2O4 CoCrO4 MgCr2O4 MnCr2O4 NiCr2O4 SrCr2O4 ZnCr2O4 BaFe2O4 CaFe2O4 CaFe2O4 CuFe2O4 MgFe2O4 NiFe2O4 SrFe2O4 ZnFe2O4 Cor do Cristal Azul-Profundo Verde-Maçã Castanho Azul-Celeste Verde-Escuro Verde-Escuro Verde-AzuladoIntenso Verde-AzeitonaEscuro Marrom-Escuro Verde-Folha Verde-Escuro Cinza-Esverdeado Cinza-Médio Cinza-Médio Preto Marrom-Escuro Marrom-Alaranjado Preto Cinza-Médio Cinza-Escuro Tabela . 22 . S AmareloEsverdeado.2 Outros Pigmentos Coloridos Silicatos – Silicatos de cobalto obtidos pela calcinação de flint (quartzo). De um modo geral os aluminatos são os mais estáveis. 10. e algumas vezes com ZnO. Pigmentado. S. Fluoretos – Fluoreto de crômio dá uma cor verde-clara. S Marrom Marrom. sendo as ferritas as menos instáveis. é um pigmento cerâmico de cor azul. S Cinza-Esverdeado Marrom. e óxido de cobalto. Verde-Discreto. a qual é muito estável. S Esbranquiçado. S Pigmentado Verde-Discreto. “Verde Vitória” requer além de fluorita. S Castanho. OS. sèvres. S Verde-Escuro Verde-Brilhante. S. S. S Marrom Cinza-esverdeado Cinza Cinza Cinza Marrom OS Cinza Cinza Cinza Baixo Vidrado de Chumbo Azul-Brilhante Verde Castanho Amareloesverdeado. alumina. canton ou azul-marinho. muito empregada.

realmente. Após a queima a peça apresenta uma cor marrom. Nesse processo um sal solúvel de ouro é incorporado a um verniz e aplicado à superfície do vidrado. púrpura e carmim em esmaltes cerâmicos. e transferir essa tinta a um papel fino. Em 1976. sendo em geral uma camada de metal nobre. é ainda importante quando várias cores são desejadas. se torna mais finas e comercialmente mais valorizadas quando os acabamentos são de bom gosto e perfeitamente executados. na Inglaterra. no qual um conjunto de peças pode ser conformado por moldagem manual ou colagem. primeiro como um simples desenho riscado e mais tarde como relevos esculpidos. como ouro. um produzido para queima redutora outro por condições oxidantes. O brilho metálico pode ser colorido ou incolor. com uma tinta especial contendo um pigmento cerâmico. A modelagem é feita na superfície de um molde. Peças que passam por determinados processos de decoração. Há dois tipos usuais. Decalcomanias – Esse tipo de decoração vem sendo amplamente utilizado. que podia então ser aplicado à superfície da peça. paládio e platina. através de pressão e em seguida retirar o molde. sem brilho metálico e então é polida com um abrasivo macio para apresentar a propriedade desejada. a invenção de Sadler e Green. Dourado – Essa é. Lustres ou Brilhos Metálicos – Esse tipo de decoração foi usado pelos persas e mouros. porque é barato e permite múltiplas cores. 11. de um processo que consistia em cobrir um prato de cobre gravado. PROCESSOS DE DECORAÇÃO Há vários processos usados para decoração de peças cerâmicas. 23 . uma decoração sobre o vidrado. depois aplica-lo sobre a peça cerâmica.Pigmentos Coloidais de Ouro – São muito importantes para obter as cores rosa. Consiste em um filme de metal ou óxido sobre a superfície do vidrado. Mas aqui vamos nos ater a aqueles que são aplicados na produção de louças sanitárias e revestimentos. esfregado para transferir à tinta a peça cerâmica ou vidrado. o que a tornava demasiadamente cara. Esse tipo de decoração é usada em revestimentos destinados à decoração de cozinhas e banheiros. Esse princípio é inerente aos princípios mais modernos de produção de massa de decoração cerâmica. Decoração em Relevo – uma peça cerâmica modelada pode ter um relevo na superfície aplicado diretamente com uma porção da mesma argila.1 Modelagem O primeiro tipo de cerâmica decorativa foi provavelmente a gravação em relevo sobre a superfície. Apesar de estar sendo substituído pelo processo de serigrafia. bem como para uso sob o vidrado em porcelanas queimadas em altas temperaturas. 11. era pintada a mão. 11. Relevos Aplicados – Consisti na moldagem da argila ou barbotina através de um molde de biscoito ou gesso. prata. Em outro processo o ouro metálico em pó é misturado a um fundente e aplicado a um veiculo a óleo ou goma solúvel em água à peça vidrada.2 Métodos de Impressão da Decoração A cerâmica decorada primitiva.

hoje estão sendo reproduzidas artesanalmente. em um veículo insolúvel em água. usado na indústria de refratário e na indústria de material cerâmico de construção. uma outra argila colorida é comprimida no desenho ou superfície externa.1 Forno Periódico É um forno de calota ou garrafão típico. O combustível é carvão. Serigrafia (Silk Screen) – É uma das técnicas mais difundidas. A uniformidade de temperatura não é muito boa nesse tipo de forno. somente o verniz é impresso na película e o pigmento cerâmico é polvilhado sobre ela. porém. tal como um verniz que endurece sobre a película. usando até oito cores. As tintas são feitas com pigmentos para alto esmalte. Outra forma de decoração bastante utilizada é a de rolo. Após uma leve secagem do ladrilho. FORNOS 12. Esse processo é executado pela prensagem da argila colorida num molde contendo um desenho para formar o ladrilho ou tijolo e incluir o desenho abaixo da superfície. no caso de materiais cerâmicos de construção e alguns tipos de refratários. 24 . de chama invertida. A técnica consiste em imprimir a decoração por meio de uma ou mais telas que contém aberturas apenas na região do desenho a ser reproduzido e por onde as tintas penetram pela força de um rolo.As decalcomanias ou decalques são impressas em papel especial duplo. que consiste numa seqüência de três rolos por onde as peças passam e recebem a decoração. No processo de asperção. A peça é em seguida queimada para obter uma estrutura durável. queimado numa série de fornalhas. Algumas lajotas coloniais brasileiras para pavimentação eram fabricadas dessa forma. imprimindo assim a figura desejada na superfície da cerâmica. aderindo apenas ao verniz. Decoração Embutida – Alguns dos ladrilhos de piso das antigas catedrais inglesas possuem decoração embutida que tem suportado a séculos de desgaste. feito com papel-suporte grosso aderido levemente a uma película delgada de tecido ou de um alto polímero. isso não tem muita importância. a película é colada na superfície externa e a ela é aplicada a decoração por litografia normal ou pelo processo de impressão off-set. 12. devido à facilidade da aplicação nas linhas de vitrificação.

(e) forno de corrente horizontal. (f) forno mufla para terracota. porque a carga pode ser removida da câmara por meio de um carro. (b) forro de corrente ascendente para cerâmica vermelha. torna o forno de grande utilidade na indústria cerâmica.2 Forno de Câmara Têm grande vantagem sobre os demais fornos. (c) forno redondo de corrente descendente para porcelana dura. Isso adicionado ao uso de ventoinhas para acelerar o tempo de queima. (d) forno redondo de corrente descendente para tijolos refratários. 12.Figura . Tipos de fornos periódicos: (a) fornos escova para tijolos de construção. Isso permite que os tijolos sejam empilhados e descarregados em pilhas mecanicamente. reduzindo o tempo em que uma câmara fica afastada do ciclo de aquecimento.7. 25 .

Um forno túnel circular para queima de peças de cerâmica branca usa geralmente empilhamento aberto e não-muflado. COMBUSTÍVEIS Os primeiros fornos foram aquecidos pela combustão de lenha. facilidade de empilhamento e retirada numa dada posição. que para a maioria dos produtos situa-se entre 800 ºC a 1700 ºC. O carvão foi muito usado na indústria de louça doméstica. QUEIMA Nessa operação. 13. porém esta agora limitado a fornos de refratários e cerâmica estrutural. 12.3 Forno Túnel São fornos que dispõe de ventiladores. A pequena seção transversal assegura uma distribuição uniforme de temperatura. que. conhecida também por sinterização. um excelente combustível. após secagem. Os carros ficam dispostos em círculo que se movimentam lentamente como um carrossel. são submetidas a um tratamento térmico a temperaturas elevadas. Forno de câmara. para a transferência de peças cruas e queimadas. porém requisita muita mão-de-obra. É também utilizado em alto fornos para a fusão do vidro. os produtos adquirem suas propriedades finais. em fornos contínuos ou intermitentes que operam em três fases: 26 . macaco hidráulico e carrinho motorizado. onde a eficiência térmica elevada compensa o alto custo do combustível.Figura – 8. Óleo combustível é usado em muitos fornos. As peças. Gás natural é muito usado na indústria cerâmica porque produz um calor “limpo” e por ser facilmente controlável. especialmente em fornos-túneis. 14.

as características geométricas das placas cerâmicas sofrem variações devido às alterações físico-químicas sofridas pelo esmalte e pela argila. com absorção de água acima de 10%. Resfriamento até temperaturas inferiores a 200 ºC. quando o produto se destina ao revestimento de ambientes úmidos. justamente por possuírem alta absorção e. como banheiros. É importante ressaltar que as placas cerâmicas classificadas como BIII. é tanto maior. portanto. desenvolvimento de novas fases cristalinas. fachadas e saunas. REVESTIMENTOS CERÂMICOS Durante a etapa de queima do processo produtivo. Portanto. 27 . são recomendadas para serem utilizadas como revestimento de parede (azulejo). Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIII Þ acima de 10%) A informação sobre o Grupo de Absorção deve estar presente na embalagem do produto e é de fundamental importância para que os produtos se adequem às necessidades do local onde será assentado.1 Características Físicas: Absorção de Água Um dos parâmetros de classificação das placas cerâmicas é a absorção de água. resistência mecânica reduzida. Semi-Porosos: de alta absorção e resistência mecânica baixa (BIIb Þ de 6 a 10%). a curvatura. As placas cerâmicas para revestimentos são classificadas. Expansão por Umidade (EPU) Esse fator é considerado crítico. formação de fase vítrea e a soldagem dos grãos. ANEXOS 15. recomenda-se a utilização de revestimentos com absorção de água menor e vice-versa. por exemplo. Para locais mais úmidos. que tem influência direta sobre outras propriedades do produto. em função do tratamento térmico e das características das diferentes matérias-primas são obtidos produtos para as mais diversas aplicações. quanto mais baixa for à absorção. em função da absorção de água. Essas variações são previstas pela ABNT.000 graus centígrados. características relacionadas ao molde e ao corte da peça. Grês: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIb Þ de 0. O ciclo de queima compreendendo as três fases. da seguinte maneira: Porcelanatos: de baixa absorção e resistência mecânica alta (BIa Þ de 0 a 0. tais como piscinas. o empenamento e a variação de espessura das placas cerâmicas para revestimento.5 a 3%). que ocorre a mais de 1. por exemplo. A resistência mecânica do produto. que especifica as tolerâncias das dimensões e fornece os limites máximos para o esquadro. principalmente.5%). pode variar de alguns minutos até vários dias. dependendo do tipo de produto. Durante esse tratamento ocorre uma série de transformações em função dos componentes da massa. tais como: perda de massa. abaixo: 15. Apresentaremos algumas desses requisitos a serem observados.• • • Aquecimento da temperatura ambiente até a temperatura desejada. Patamar durante certo tempo na temperatura especificada. Semi-Grês: de média absorção e resistência mecânica média (BIIa Þ de 3 a 6%).

Identificações Nas Embalagens (Rotulagem) De acordo com a ABNT. outras dependências. a uma pressão cinco vezes maior que a pressão normal. Exemplo: restaurantes. depois de assentada. ou em forma de teia de aranha e é resultante da diferença de dilatação entre a massa e o esmalte. consultório. Seu formato é. com exceção das cozinhas e entradas. lanchonetes.). O ideal é que a massa dilate menos do que o esmalte. entradas. vendas e exposições abertas ao público e outras dependências. que varia de acordo com cada fabricante. A expansão por umidade é uma das causas do estufamento e da gretagem. como também a sua estética. Exemplo: restaurantes. Identificação da qualidade do produto (extra ou comercial). onde são indicados os ambientes mais adequados para sua aplicação. Índice de Resistência a Abrasão Os revestimentos cerâmicos também são classificados segundo teste de resistência do esmalte da peça ao desgaste por abrasão. Resistência ao Gretamento O termo "gretamento" refere-se às fissuras da superfície esmaltada. bancos. entradas. quando submetidos a diferenças extremas de temperatura. etc. PEI 4: Produto recomendado para ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. lojas. Esse processo acelerado reproduz a EPU (Expansão por Umidade) que a placa sofrerá ao longo dos anos. geralmente. D. Caso contrário estará comprometida. 28 . Essa classificação é conhecida como Índice PEI. ou seja. não só a eficiência do material. as informações que devem estar presentes na embalagem do produto são: Marca do fabricante ou marca comercial e o país de origem. inclusive nomenclatura diferente (B. corredores. PEI 5: Produto recomendado para ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Tipo de placa cerâmica (grupo de classificação) e referência às Normas NBR 13. PEI 2: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. circular. churrascarias. lojas. PEI 3: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia (todas as dependências residenciais). Exemplo: todas as dependências residenciais. C. Exemplo: banheiros e dormitórios residenciais sem portas para o exterior. bancos. é preciso considerar que a qualidade do revestimento cerâmico só está garantida quando for feito um bom trabalho de assentamento. Qualidade do Produto As cerâmicas de qualidade inferior são embaladas separadamente e comercializadas com preços menores.006. podem apresentar variações em suas dimensões (dilatação ou contração).818 e ISO 13. A tendência ao gretamento é medida submetendo a placa cerâmica a uma pressão de vapor de cinco atmosferas.Produtos resultantes de uma etapa de queima incompleta. No entanto. similares a um fio de cabelo. ou espiral. exposições abertas ao público. PEI 1: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. por um período de duas horas. caminhos preferenciais. possuindo. churrascarias.

Em geral se encontra os de 6 furos e de 8 furos. Suas vantagens são a rapidez na execução. e demora a esfriar durante a noite. com menor absorção de água. feito com argila enriquecida de materiais que diminuem a retração mecânica quando exposto ao forte calor. baixo peso e preço acessível. Tonalidade. O modelo mais comum tem 21 furos cilíndricos e mede aproximadamente 24 x 11. lote de fabricação.1 Como saber se o tijolo é bom? Testes mais específicos. especialmente quando se usa iluminação projetada para tirar proveito da luminosidade e características de reflexão do material. É uma evolução do tijolo de barro cru. tendo maior resistência mecânica e menos porosidade. Número de peças por caixa. para iluminar e também para conseguir determinados efeitos estéticos. Nome ou código de fabricação do produto. dimensão de fabricação e formato modular ou não modular da peça. Classe de abrasão (PEI). Metros quadrados cobertos pelas placas. Mas com um pouco de experiência e algumas dicas básicas será possível fazermos um bom exame preliminar: 29 . Funcionam também como isolantes térmicos. já foi muito utilizado na antiguidade. Tijolo refratário – Um tipo especial de tijolo cozido. Tijolo laminado – Estes. com um dos seguintes códigos: GL – esmaltado (glazed) ou UGL – não esmaltado (unglazed). Tijolo de Barro Cru – Também conhecido como “Adobe”. Código de rastreamento do produto (por exemplo: data de fabricação. Tijolo de barro cozido – Também chamados de “Tijolinho” ou “Tijolo comum”. precisam ser feitos em laboratório. para selecionar o material em obras de responsabilidade maior. devido à grande massa da parede que lhe confere inércia térmica. TIPOS DE TIJOLOS Tijolo de vidro – Devido ao preço. têm na parte externa uma série de rachaduras para facilitar a aderência da argamassa de revestimento e seu interior tem pequenos canais prismáticos ou. 16. 16. Natureza da superfície. Tijolos de Solo-Cimento – Uma boa alternativa aos blocos de concreto. são usados em locais específicos. deixando mais estável a temperatura interna. etc. ótima solução para habilitações populares. demora a esquentar durante o dia.5 x 5 cm. mas hoje praticamente caiu em desuso. pois precisa de cuidados especiais para resistir às intempéries. Construções feitas com solo-cimento resultam em ambientes com ótimo conforto térmico. turno. mas há uma grande variedade de tijolos furados. sendo indicados para alvenaria aparente Tijolo furado – Também chamados de “Tijolo baiano”. “furos”.). como se diz popularmente. por sua vez. são uma evolução do tijolo de barro cozido. Especificação de uma junta pelo fabricante.Tamanho nominal. com o sol. ou seja.

Os materiais cerâmicos têm uma extensa aplicação na construção civil. devido as suas propriedades térmicas.. carbono. suas arestas são vivas e duras. ferro. Esses minerais encontram-se espalhados pela crosta terrestre e dependendo do local de extração constituem diversas argilas. • 17. texturas. e outras massas cerâmicas de composição. tintas. lixiviação. Através da sonoridade pode-se distinguir o grau de cozimento. magnésio. pigmentos. quando mais metálico e firme for o som melhor será o tijolo. cor e texturas bastante variadas. • A superfície do bom tijolo é porosa e áspera.O tijolo bem cozido produz um som peculiar quando batido com a colher de pedreiro. oxigênio. Além das aplicações nas indústrias correlacionadas com a da construção civil como acontece nas metalúrgicas e siderúrgicas.. que deveria variar entre 2 a 3 kg. • Outro teste para saber se o tijolo é bom é quebrá-lo e verificar seu interior. abrasivos. condutores. cimentos. alumínio. • A absorção da água deve estar por volta de 7% do peso do tijolo. mecânicas e ópticas que tornam possível a fabricação e utilização de isoladores térmicos. caulins. hidrogênio encontradas nos solos constituindo inúmeros minerais formados a partir de intemperismos. • O lote de tijolos deve apresentar uniformidade de cor e diferença média de um tijolo para outro deve ser de no máximo mais ou menos 3mm. 30 . argamassas. percolação dos solos e rochas. vidros. Se o meio ainda estiver meio barrento ou com cor mais escura é sinal de que o tijolo está mal cozido. revestimentos. Quando quebrado apresenta saliências e reentrâncias. isoladores elétricos. CONCLUSÕES Os materiais cerâmicos são compostos por diversas matérias-primas derivadas do silício. mas infelizmente hoje se encontra tijolos até mesmo de 1 kg.

de fundentes.br Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia .org/ ABC – Associação Brasileira de Cerâmica . Apesar de todos esses avanços tecnológicos e da modernização das indústrias produtoras de materiais cerâmicos.wikipedia. colagem. decoração como a esmaltação.http://pt. consistem na obtenção da matéria prima adequada.abceram. plastificantes.Os métodos de fabricação de materiais cerâmicos são relativamente simples. e queima na temperatura adequada à massa cerâmica. Wikipédia – Enciclopédia livre .org. Isso explica o fato desses materiais estarem presentes em todo mundo desde as civilizações antigas até a atualidade . lubrificantes.NORTON.br/ 31 . biologia e eletrônica. os materiais cerâmicos vem sendo aplicados à nanotecnologia.gov. torneação. tijolos e telhas. são produzidos com as mesmas bases tecnológicas do passado.www. muitos produtos como os revestimentos. para produzir as propriedades desejadas ao produto de acordo com a sua aplicação. como por exemplo: por extrusão. 1986 – Introdução à Tecnologia Cerâmica. decalcomania. Devido à evolução da tecnologia em diversos setores como o de produção de materiais e pesquisa. 18. modelagem. cibernética. Nesse caso exigindo matérias-primas mais puras e processos de produção mais complexos.inmetro.http://www. conformação. adição quando necessário.H. BIBLIOGRAFIA F.

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