INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO CAMPUS RECIFE

DEPARTAMENTO DE MECÂNICA DISCIPLINA: BIOLOGIA II PROFESSOR: Dr. GILBERTO DE SOUZA E SILVA JÚNIOR

DANIEL ALVES LEYVISON JOSÉ MÁRCIO TORRES NATHÁLIA BRIANO PÁDULA SAYMON RODRIGO AUGUSTO VÁGNER SILVA

O SISTEMA RESPIRATÓRIO

RECIFE, NOVEMBRO DE 2010

DANIEL ALVES LEYVISON JOSÉ MÁRCIO TORRES NATHÁLIA BRIANO PÁDULA SAYMON RODRIGO AUGUSTO VÁGNER SILVA

O SISTEMA RESPIRATÓRIO

Trabalho apresentado ao Professor Dr. Gilberto de Souza e Silva Júnior, da matéria de Biologia, como requisito da nota da I Unidade do 2º Período do curso de Mecânica, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.

RECIFE, NOVEMBRO DE 2010

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO............................................................................................... 04 2. SISTEMA RESPIRATÓRIO........................................................................... 05 2.1 Conceito, aspectos gerais e função..................................................... 05 2.2 Órgãos e partes do sistema respiratório............................................................................................. 06 2.2.1 Nariz.............................................................................................. 06 2.2.2 Faringe.......................................................................................... 07 2.2.3 Laringe.......................................................................................... 07 2.2.4 Traqueia........................................................................................ 09 2.2.5 Brônquios, bronquíolos e alvéolos................................................ 09 2.2.6 Pulmões........................................................................................ 10 2.2.7 Diafragma..................................................................................... 12 2.3 Chegada do oxigênio nas células...................................................... 13 2.3.1 Combinação do oxigênio com a hemoglobina............................. 14 2.4 Respiração Intracelular....................................................................... 15 2.5 Fisiologia da respiração..................................................................... 15 2.5.1 Hematose..................................................................................... 15 2.5.2 Inspiração e expiração................................................................. 15 2.5.3 Transporte dos gases................................................................... 16 2.5.4 Controle da respiração................................................................. 16 2.5.5 Utilização de O₂ pelas células...................................................... 18 2.5.6 Combinação da Hemoglobina com o CO..................................... 18 2.5.7 Transporte do CO₂ no sangue...................................................... 19 2.5.8 Difusão do CO₂ pelos pulmões..................................................... 20 2.6 Capacidade e volumes respiratórios.................................................. 20 2.7 Distúrbios do sistema respiratório..................................................... 21 2.7.1 Pneumonia................................................................................... 22 2.7.2 Tuberculose................................................................................. 23 2.7.3 Bronquite Crônica........................................................................ 26 2.7.4 Câncer de Pulmão....................................................................... 27

.............. 33 4..............7....................................................... 34 ............ CONCLUSÃO.........................................................................................6 Enfisema pulmonar.....5 Rinite Alérgica............. 30 3..................................................7.....2........................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..... 29 2...........................

um dos sistemas componentes do nosso organismo. Gilberto Júnior.INTRODUÇÃO Neste trabalho. solicitado pelo Professor Dr. explicar sobre as doenças que implicam nestes órgãos. iremos abordar o sistema respiratório. que tem como função principal as trocas gasosas entre o nosso organismo e o meio ambiente. como a bronquite e o enfisema. além de falar sobre os órgãos. Iremos também. .

O ar entra no organismo através de duas aberturas chamadas narinas. aquecimento. faringe. isto é.2 Órgãos e partes do sistema respiratório 1. a cavidade nasal contém células receptoras para o olfato. laringe. Bem. que resultam dessas reações e que são representadas pelo gás carbônico. sendo sua parte exterior denominada nariz externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal (fossas nasais). Em seguida. A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz. possibilitando a respiração celular. que estão revestidas por mucosa respiratória. Este epitélio é responsável pela filtração. e umidificação do ar inspirado. traquéia. Cada compartimento dispõe de um orifício . já o aquecimento é garantido pela rica vascularização do tecido. bronquíolos.1 Nariz O nariz é uma saliência situada no centro da face. pulmões. impedindo a entrada de partículas estranhas no pulmão. assegurando a concentração de oxigênio no sangue. ela é subdividida em direito e esquerdo. Além disso. aspectos gerais e função O sistema respiratório é um conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas entre o meio ambiente e os seres vivos (hematose pulmonar). SISTEMA RESPIRATÓRIO 1.1 Conceito. O septo nasal separa essas duas cavidades. brônquios. A filtração é possível graças à presença de muco secretado pelas células e dos cílios. O tipo de tecido que constitui o sistema respiratório é o epitélio pseudoestratificado ciliado não-queratinizado. basicamente a função do sistema respiratório é facilitar a troca de gases do organismo com o ar atmosférico. Os pêlos do interior das narinas filtram grandes partículas de poeira que podem ser inaladas. necessária para as reações metabólicas. O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior. já as faces laterais do nariz apresentam uma saliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz.1. uma mucosa que a reveste das fossas nasais até os brônquios. e servindo também como via de eliminação de gases residuais.2. Estes órgãos são: nariz. sai pelas cavidades nasais direita e esquerda. 1. e alvéolos pulmonares.

A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tuba auditiva. A faringe é dividida em três regiões: nasofaringe. a nasofaringe. ou seja. tem as seguintes comunicações: duas com as coanas. umidecido e aquecido. é filtrado. A parte intermediária da faringe. A faringe funciona como uma passagem de ar e alimento. pelas quais o muco dos seios paranasais é drenado.2. a orofaringe.2 Faringe A faringe é um tubo que começa nas coanas e vai até para baixo no pescoço. ossos nasais e maxilares. A cavidade nasal contêm várias aberturas de drenagem. A parte da orofaringe tem comunicação com a boca e serve de passagem tanto para o ar como para o alimento. A laringofaringe estende-se para baixo a partir do osso hióide. Como a parte oral da faringe. Sua parede é composta de músculos esqueléticos e revestida de túnica mucosa. dois óstios faringeos das tubas auditivas e com a orofaringe. etmoidal e o esfenoidal. O esqueleto ósseo do nariz é formado pelo osso frontal. Ela se situa na linha mediana do pescoço. Os seios paranasais compreendem os seios maxilares.anterior que é a narina e um posterior denominado coana.3 Laringe A laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traquéia. e conecta-se com o esôfago e posteriormente com a. orofaringe e laringofaringe. diante da quarta. 1. A porção superior da faringe. 1.2. quinta e sexta vértebra cervicais. É na cavidade nasal que o ar torna-se condicionado. média e inferior. a laringofaringe é uma via respiratória e também uma via digestória. frontal. . Na parede lateral da cavidade nasal encontramos as conchas nasais (cornetos) que são divididas em superior. As coanas fazem a comunicação da cavidade nasal com a faringe. que por sua vez conecta a parte nasal da farínge com a cavidade média timpânica do ouvido. situa-se atrás da cavidade oral e estende-se do palato mole até o nível do hióide.

A cartilagem aritenóide articula-se com a cartilagem cricóide. • Produz som. denominados cornos superiores e inferiores. A laringe é uma estrutura triangular constituída principalmente de cartilagens. A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. que possui duas pregas: prega vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocais verdadeiras). . A laringe desempenha função na produção de som. Na sua superfície interna.A laringe tem três funções: • Atua como passagem para o ar durante a respiração. porque influenciam as posições e tensões das pregas vocais (cordas vocais verdadeiras). pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esôfago. A epiglote se fixa no osso hióide e na cartilagem tireóide. cricóidea e epiglótica) e três são pares (cartilagem aritenóidea. A cartilagem cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente à cartilagem corniculada correspondente. A cartilagem corniculada situa-se acima da cartilagem aritenóide. músculos e ligamentos. A cartilagem cricóide localiza-se logo abaixo da cartilagem tireóide e antecede a traquéia. Já substâncias líquidas e sólidas não entram no pulmão. Três são ímpares (cartilagem tireóidea. a voz. encontramos uma fenda ântero-posterior denominada vestíbulo da laringe. ligando cada aritenóide à epiglote. A cartilagem tireóidea consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior e lateral da laringe. ou seja. • Impede que o alimento e objetos estranhos entrem nas estruturas respiratórias. é maior nos homens devido à influência dos hormônios durante a fase da puberdade. cuneiforme e corniculada). estabelecendo uma articulação do tipo diartrose. As margens posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em formas de estiletes grossos e curtos. onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. A epiglote é uma espécie de "porta" para o pulmão. As cartilagens aritenóides são as mais importantes.

A traquéia e os brônquios são constituídos de aneis incompletos de cartilagem hialina. Ao atingirem os pulmões correspondentes. mais curto e mais largo do que o esquerdo. Os brônquios lobares subdividem-se em brônquios segmentares. É um tubo de 10 a 12. Estes ductos terminam em estruturas microscópicas com forma de uva chamados alvéolos. Internamente a traquéia é forrada por mucosa.5cm de comprimento e 2. facilitando a expulsão de mucosidades e corpos estranhos. nos brônquios e nos bronquíolos. Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada hilo.1. mucosa e glândulas.4 Traqueia A traquéia é basicamente um tubo que liga a laringe aos brônquios. onde abundam glândulas. Os brônquios se dividem entre principais e lobares. cada um destes distribuindo-se a um segmento pulmonar. Também estão presentes na traquéia os cílios e um muco. tecido fibroso. Estes anéis estão presentes na traquéia.5cm de diâmetro. 1. e têm basicamente a função de dividir o ar entre os pulmões. bronquíolos e alvéolos Os brônquios são resultado da divisão da traquéia. As paredes dos bronquíolos contém músculo liso e não possuem cartilagem.5 Brônquios. Inferiormente se subdivide e dá origem a dois brônquios que penetram no pulmão pelo hilo do pulmão. são considerados um direito e outro esquerdo. e o epitélio é ciliado. fibras musculares. os brônquios principais subdividem-se nos brônquios lobares. Os bronquíolos continuam a se ramificar. Os brônquios dividem-se respectivamente em tubos cada vez menores denominados bronquíolos. O brônquio principal direito é mais vertical. . Esta não se fecha graças à anéis de cartilagem em forma de C. Os brônquios principais fazem a ligação da traquéia com os pulmões. Possíveis sujeiras grudam nesse muco e são levadas pelos cílios para a laringe onde são engolidos (passam para o esôfago).2.2. e dão origem a microtúbulos denominados ductos alveolares.

Os pulmões têm em média o peso de 700 gramas.6 Pulmões Os pulmões são órgãos essenciais na respiração. Eles estendem-se do diafragma até um pouco acima das clavículas e estão justapostos às costelas. Cada pulmão têm uma forma que lembra uma pirâmide com um ápice. A borda . apoiando-se sobre a face superior do diafragma. O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo. pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. as trocas gasosas. três bordas e três faces. denominado sulco da artéria subclávia. A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda que a do esquerdo (devido à presença do fígado). uma base.2. no interior do tórax e onde se dá o encontro do ar atmosférico com o sangue circulante. O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca. 1. A função dos alvéolos é trocar oxigênio e dióxido de carbono através da membrana capilar alvéolo-pulmonar (hematose). Ápice do Pulmão: Tem forma levemente arredondada. Base do Pulmão: A base do pulmão apresenta uma forma côncava. o ápice do pulmão atinge o nível da articulação esterno-clavicular. os pulmões têm em média a altura de 25 centímetros. Ele também é um pouco mais curto. Apresenta um sulco percorrido pela artéria subclávia. uma posterior e uma inferior.Os alvéolos são minúsculos sacos de ar que constituem o final das vias respiratórias. A borda anterior é delgada e estende-se à face ventral do coração. Um capilar pulmonar envolve cada alvéolo. Margens do Pulmão: Os pulmões apresentam três margens: uma anterior. São duas vísceras situadas uma de cada lado. No corpo. ocorrendo então.

que separa o lobo superior do lobo médio. voltada para a superfície interna da cavidade torácica.outra que é mais arredondada e projeta-se no mediastino.uma que é delgada e projeta-se no recesso costofrênico. O pulmão esquerdo é dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura oblíqua. O pulmão direito apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas fissuras. anterior e posterior * Lobo Médio: medial e lateral . Anteriormente e inferiormente o lobo superior do pulmão esquerdo apresenta uma estrutura que representa resquícios do desenvolvimento embrionário do lobo médio. c) Face Mediastínica (face medial): é a face que possui uma região côncava onde se acomoda o coração. A borda posterior é romba e projeta-se na superfície posterior da cavidade torácica. O pulmão apresenta três faces: a) Face Costal (face lateral): é a face relativamente lisa e convexa. que constituem unidades pulmonares completas. pulmonar. Cada lobo pulmonar é subdividido em segmentos pulmonares.anterior do pulmão esquerdo apresenta uma incisura produzida pelo coração. consideradas autônomas sob o ponto de vista anatômico. Dorsalmente encontra-se a região denominada hilo ou raiz do pulmão. 2 . Uma fissura obliqua que separa lobo inferior dos lobos médio e superior e uma fissura horizontal. b) Face Diafragmática (face inferior): é a face côncava que assenta sobre a cúpula diafragmática. a língula do pulmão. A borda inferior apresenta duas porções: 1 . Pulmão Direito * Lobo Superior: apical. a incisura cardíaca.

a Pleura Visceral reveste os próprios pulmões (adere-se intimamente à superfície do pulmão e penetra nas fissuras entre os lobos). basal posterior. basal posterior. basal medial e basal lateral Pulmão Esquerdo * Lobo Superior: Apicoposterior.* Lobo Inferior: apical (superior). Esse líquido reduz o atrito entre as túnicas. permitindo que elas deslizem facilmente uma sobre a outra. A camada externa é aderida à parede da cavidade torácica e ao diafragma. veias pulmonares. Entre as pleuras visceral e parietal encontra-se um pequeno espaço. A camada interna. Hilo do Pulmão: A região do hilo localiza-se na face mediastinal de cada pulmão sendo formado pelas estruturas que chegam e saem dele. e é denominada Pleura Parietal (reflete-se na região do hilo pulmonar para formar a pleura visceral).2. secretado pelas túnicas. que contém pequena quantidade de líquido lubrificante. 1. anterior. Ele é muito importante no processo de respiração . basal anterior.7 Diafragma O diafragma é um músculo estriado esquelético extenso que separa a cavidade torácica da abdominal. basal anterior. artérias e veias bronquiais e vasos linfáticos. onde temos: os brônquios principais. durante a respiração. artérias pulmonares. lingular superior e lingular inferior * Lobo Inferior: apical (superior). basal medial e basal lateral Pleuras: É uma membrana serosa de dupla camada que envolve e protege cada pulmão. a cavidade pleural.

Neste processo o ar tende a entrar nos pulmões para compensar o vazio gerado. este músculo se contrai e ao distender-se aumenta a capacidade do tórax. o diafragma possui formato de abóbada. acontece o contrário: por difusão o CO₂ sai da célula (meio mais concentrado) e vai para o sangue (meio menos concentrado). o meio mais concentrado (chamado hipertônico) vai perder parte de sua concentração para o meio menos concentrado (chamado hipotônico). Ao contrair-se. essa ligação ocorre devido difusão. Como o ar do alvéolo é mais rico em O₂ do que o sangue. O oxigênio e o gás carbônico se ligam à hemoglobina. também . Com o CO₂ ocorre o contrário. Nos seres humanos. artéria aorta. o diafragma localiza-se junto às vértebras lombares. o CO (monóxido de carbono). em que os meios tendem a se igualar. O O₂ então sai do sangue (meio mais concentrado) e entra na célula (meio menos concentrado). o ar acumulado é expulso.3 Chegada do oxigênio nas células O oxigênio sai dos alvéolos e se liga a células chamadas hemácias (ou glóbulos vermelhos).dos seres humanos. sendo assim. vasos do sistema linfático e vasos do tórax. O diafragma é encontrado em todos os mamíferos e também em algumas espécies de aves. Conta com três aberturas principais que possibilitam a passagem do esôfago. 1. Quando o sangue (agora rico em O₂) chega nas células. espirro. nervos. o sangue é mais rico em CO₂ do que o alvéolo né. a hemácia possui uma substância chamada hemoglobina. No momento em que este músculo entra em relaxamento. o diafragma faz pressão sobre o abdômen. Os movimentos do diafragma também são importantes para: tosse. então o O₂ do alvéolo vai para o sangue onde se liga com a hemoglobina. sendo que sua parte anterior está mais elevada que a posterior. Outra importante característica do diafragma é sua ajuda no processo de digestão dos alimentos. parto e no processo de defecação. as costelas inferiores e ao esterno. Durante a inspiração. Quando em estado de relaxamento. Então o CO₂ sai do sangue entra no alvéolo (processo chamado de hematose). Este músculo possui aspecto rugoso e está voltado para cima. Outro gás.

porque a ligação ente o CO e a hemoglobina é mais forte. menos CO₂ e O₂ seu sangue pode transportar. é capaz de transportar no máximo 4 moléculas de O2. Assim.3.1 Combinação do oxigênio com a hemoglobina A molécula de O₂ combina-se frouxa e reversivelmente com a porção heme da hemoglobina. etc) é extremamente grave. o CO dificilmente se despreende da molécula e impede que um oxigênio ou um dióxido de carbono se ligue a ela. Quando a PO₂ é alta. por isso. a intoxicação pelo CO (fumaça de cigarro. presente nos indivíduos portadores de anemia falciforme. gases de motores à explosão. A doença recebe esse nome porque a hemoglobina adquire a forma de foice quando se desoxigena e. A esse íon ferroso que o O₂ se associa. como nos capilares teciduais. anormalmente. a hemoglobina apresenta um grupamento heme ligado a cada uma das 4 cadeias. Além das 4 cadeias polipeptídicas. o oxigênio liga-se com a hemoglobina. A afinidade da hemoglobina pelo CO é cerca de 200 a 300 vezes maior do que pelo O₂. mas quando a PO₂ é baixa. em comparação com a HbA. formando a oxiemoglobina (HbO₂). Já as hemoglobinas anormais diferem da HbA por um único aminoácido na cadeia alfa ou beta. Quando isso acontece. A seqüência desses aminoácidos é extremamente importante para determinar as propriedades da hemoglobina. É também neste ponto que o monóxido de carbono se liga a hemoglobina formando a carboxiemoglobina (HbCO). 1. temos um sério problema. A hemoglobina fetal (HbF) é formada por 2 cadeias alfa e 2 cadeias gama e apresenta uma afinidade muito maior pelo O₂. A mais conhecida é a HbS.pode se ligar à hemoglobina. . há a substituição de um único aminoácido nas cadeias beta. A porção polipeptídica da molécula de hemoglobina normal do adulto (HbA) é composta por 4 cadeias de aminoácidos: 2 cadeias alfa e 2 cadeias beta. cristaliza-se. impedindo a ligação do O₂. como nos capilares pulmonares. um distúrbio de origem genética. Cada molécula de hemoglobina. Isso diminui a capacidade transportadora do sangue: quando mais CO você inspira. pois o CO ocupa o heme. O grupamento é formado por uma protoporfirina e um átomo de ferro. Na anemia falciforme. o oxigênio é liberado da hemoglobina.

com conseqüente redução da pressão interna (em relação à externa). finalmente.5 Fisiologia da respiração 1. forçando o ar a entrar nos pulmões. alvéolo pulmonar. dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. brônquio.oxigênio x gás carbônico . A trajetória do oxigênio pelas vias respiratórias do ser humano inicia-se na boca ou fossas nasais. logo em todos ocorre a hematose pulmonar.1. vai pro sangue. Como existe pulmão em todos os vertebrados. traqueia. pro pulmão e por fim para o ambiente. bronquíolo e. que se torna arterial. Equação da respiração: O2 + C6H12O6 (glicose) -> CO2 + H2O + ENERGIA (em forma de ATP) 1. permitindo a oxigenação do sangue venoso. o oxigênio vai reagir com a glicose (dentro da mitocôndria) e vai surgir a energia e o gás carbônico. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se.5. entre o ar e o sangue. o que diminui o volume da caixa torácica. É as trocas gasosa que ocorrem nos alvéolos. laringe.2 Inspiração e expiração A inspiração. portanto.1 Hematose A hematose pulmonar é um processo químico-molecular que visa a estabilização das trocas gasosas . 1. forçando o ar a sair dos pulmões. consequentemente há o aumento da pressão interna. dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. que promove a saída de ar dos pulmões. A energia é aproveitada e o CO₂ sai da célula. É. promovendo o aumento da caixa torácica. A hematose é uma consequência da respiração aeróbia. o intercâmbio de oxigênio e dióxido de carbono nas paredes dos alvéolos pulmonares.a fim de manter o equilíbrio ácido básico.4 Respiração Intracelular Uma vez dentro da célula. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam. que promove a entrada de ar nos pulmões. seguindo-se para a faringe. . A expiração.5.

que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo. A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado no bulbo. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração. para os nervos espinhais que inervam os músculos. O restante dissolve-se no plasma. Nos tecidos ocorre um processo inverso: o gás oxigênio dissocia-se da hemoglobina e difunde-se pelo líquido tissular. especialmente os músculos abdominais. são transmitidos para a porção baixa da medula espinhal. formando a oxi-hemoglobina.5. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio. 1. onde se combina com a hemoglobina.1. Em condições normais. Os sinais para os músculos expiratórios. a freqüência respiratória é da ordem de 10 a 15 movimentos por minuto. a cada 5 segundos. A maior parte do gás carbônico (cerca de 70%) liberado pelas células no líquido tissular penetra nas hemácias e reage com a água. difundindo-se para o plasma sangüíneo. formando a carboemoglobina. um impulso nervoso . o centro respiratório (CR) produz. O mais importante músculo da respiração. Cerca de 23% do gás carbônico liberado pelos tecidos associam-se à própria hemoglobina. onde ajudam a manter o grau de acidez do sangue. para o ar (processo chamado hematose).4 Controle da respiração Em relativo repouso. o nervo frênico. enquanto o gás carbônico (CO₂) é liberado. recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial. Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração. atingindo as células. através do tórax até o diafragma. proteína presente nas hemácias. formando o ácido carbônico. que logo se dissocia e dá origem a íons H+ e bicarbonato (HCO3-). Desse centro partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios (diafragma e músculos intercostais). o diafragma.3 Transporte dos gases O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina.5. Nos alvéolos pulmonares o gás oxigênio do ar difunde-se para os capilares sangüíneos e penetra nas hemácias.

O aumento da ventilação pulmonar determina eliminação de maior quantidade de CO₂. contrações dos músculos de todo o corpo. tanto a freqüência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR. Dessa forma. diminuindo a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. Dessa forma. .que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma. algumas vezes de tal intensidade que o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos). o que determina queda no pH plasmático até seus valores normais. Em situação contrária. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a freqüência como a amplitude dos movimentos respiratórios. fazendo-nos inspirar. O aumento da concentração de CO₂ desloca a reação para a direita. o que eleva o pH do plasma ao seu valor normal. A respiração é ainda o principal mecanismo de controle do pH do sangue. pois possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. eliminando grande quantidade de dióxido de carbono. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam. ocorre diminuição da freqüência e amplitude respiratórias. freqüentemente levam também à hiperventilação. Caso o pH do plasma esteja acima do normal (alcalose). aumentando a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. Se a concentração de CO₂ diminui. o pH do plasma sangüíneo tende a se tornar mais básico (ou alcalino). precipitando. o centro respiratório é excitado. com a depressão do CR. Com a diminuição na ventilação pulmonar. o centro respiratório é deprimido. enquanto sua redução desloca para a esquerda. o aumento da concentração de CO₂ no sangue provoca aumento de íons H+ e o plasma tende ao pH ácido. além de remover adequadamente o gás carbônico. Se o pH está abaixo do normal (acidose). há retenção de CO₂ e maior produção de íons H+. assim. A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico. o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios.

possibilita ao CO competir igualmente com o O₂ para se combinar com a hemoglobina. A concentração crescente de ADP aumenta a utilização metabólica tanto do O₂ como dos outros nutrientes que se combinam com o O₂ para liberarem energia. como o desenvolvimento de um quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso.5 mmHg (a PO₂ nos alvéolos é de 100 mmHg.5 Utilização de o₂ pelas células Em condições normais. Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a valores muito baixos. o CO combina-se com a hemoglobina com uma afinidade aproximadamente 200 vezes maior do que o O₂. Uma PCO de 0. Mínimas pressões de O₂ são necessárias nas células para que se efetuem as reações químicas intracelulares normais. Além disso. em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou mesmo convulsões epilépticas. a taxa de utilização de O₂ pelas células é controlada pela taxa de gasto de energia no seu interior. 0.7mmHg é letal.6 Combinação da hemoglobina com o CO O CO combina-se com a hemoglobina no mesmo local em que a molécula de hemoglobina se combina com o O₂. e não pela quantidade de O₂ oferecido à célula. . Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos. por exemplo. 1. onde a concentração de oxigênio na atmosfera é muito baixa ou quando uma pessoa contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos.5. quando o ATP (trifosfato de adenosina) é utilizado pelas células para fornecer energia. fazendo com que metade da hemoglobina do sangue se ligue com CO ao invés de ligar-se ao O₂. 1. Uma pressão alveolar de CO de. Um indivíduo envenenado com CO pode ser tratado com a administração de oxigênio puro. outras conseqüências extremamente danosas podem ocorrer. Como já foi visto em respiração celular. algumas vezes. porque o O₂ em altas pressões alveolares desloca o CO da sua combinação com a hemoglobina com mais rapidez do que se estivesse com a pressão atmosférica.Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos. ele é convertido em ADP (difosfato de adenosina).5. resultando.

permitindo sua liberação do sangue. pois a membrana plasmática é menos permeável ao bicarbonato do que ao gás dissolvido. Isto permite que grandes quantidades de CO₂ dos tecidos reajam com a água das hemácias antes mesmo que o sangue deixe os capilares teciduais. a anidrase carbônica catalisa a reação entre o CO₂ e a água. em geral.Podem ser administrado simultaneamente pequenas quantidades de CO₂. sem dúvida. No interior das hemácias. o método mais importante de transporte. Este meio de transporte do CO₂ é.5. O ácido carbônico (H₂CO₃) formado nas hemácias dissocia-se em íons de hidrogênio (H -) e bicarbonato (HCO₃ -).O CO₂ pode ser transportado na forma de bicarbonato (HCO₃ -). A variação da quantidade de CO₂ no sangue tem influência no equilíbrio ácido-básico dos líquidos dos organismos. 2 . A maior parte dos íons de hidrogênio formados reage rapidamente com a hemoglobina. pois este estimula o centro respiratório.7 Transporte do CO₂ no sangue O CO₂ pode.para equilibrar o movimento do bicarbonato é . O CO₂ difunde-se para fora das células na forma gasosa. 60 a 90% de todo o CO2 é transportado dos tecidos para os pulmões. 1. A partir da combinação reversível do CO2 com a água no interior das hemácias e sob a ação da enzima anidrase carbônica. tornando-a muito mais rápida. Esse movimento do Cl. Com uso intensivo de O2 e de CO₂. O aumento da ventilação alveolar reduz a concentração de CO. O CO₂ pode ser transportado de três formas químicas diferentes: 1 . o CO pode ser removido do sangue 10 a 20 vezes mais rápido do que sem qualquer ajuda. enquanto íons de cloro (Cl -) se difundem para o interior das hemácias. porém uma quantidade muito pequena difunde-se sob a forma de bicarbonato. formando um poderoso tampão ácido-base.uma pequena quantidade (cerca de 7%) de CO₂ é transportada no estado dissolvido na água plasmática para os pulmões. ser transportado pelo sangue em quantidades maiores que o O₂. Os bicarbonatos formados difundem-se para o plasma.

o que corresponde à capacidade vital. o que faz com que o CO₂ se difunda do sangue para o interior dos alvéolos.denominado "fuga de cloreto". O CO₂ não se liga à hemoglobina no mesmo ponto do O₂. impediria a dissociação de mais CO2. Por este motivo. a PCO₂ dos alvéolos é levemente menor que a do sangue. apenas meio litro é renovado em cada respiração tranqüila. se não fosse por isso. e. reações diversas ocorrem nos capilares pulmonares. volta a transformar-se em água e CO₂.dentro das hemácias. já que todas as reações para o transporte de CO₂ são reversíveis. A combinação do CO₂ com a hemoglobina é uma reação reversível que ocorre com uma ligação muito frouxa. somente uma pequena quantidade de CO₂ reage com a hemoglobina. 1.6 Capacidade e volumes respiratórios O sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5 litros de ar – a capacidade pulmonar total. por isso a hemoglobina pode combinar-se ao mesmo tempo com o O₂ e o CO₂. Ele impede o acúmulo de HCO₃ . . Contudo. esta reação é bem mais lenta que a reação entre o CO₂ e a água dentro das hemácias. cerca de 30% da quantidade total transportada. sendo que a carbaminoemoglobina libera o CO₂. O composto formado por esta reação é chamado carbaminoemoglobina. 1. e é dentro de seus limites que a respiração pode acontecer. Desse volume. Com isso.5. de forma que o ácido carbônico das células. conseguiremos retirar dos pulmões uma quantidade de aproximadamente 4 litros de ar. Esse volume renovado é o volume corrente Se no final de uma inspiração forçada.7 Difusão do CO₂ pelos pulmões Nos pulmões. 3. Ou seja. o CO₂ também reage diretamente com a hemoglobina. sob a ação da anidrase carbônica. diminui a PCO₂ das hemácias.Transporte do CO₂ pela Hemoglobina: além de reagir com a água. executarmos uma expiração forçada. de repouso.

câncer de pulmão.5 = 6 litros/minuto Os atletas costumam utilizar o chamado “segundo fôlego”. 1. contraem os músculos intercostais internos.Mesmo no final de uma expiração forçada. resta nas vias aéreas cerca de 1 litro de ar. fatores genéticos. tuberculose e pneumonia.5 litros Portanto: volume-minuto respiratório = 12 x 0. que abaixam as costelas e eliminam mais ar dos pulmões. O monóxido de carbono e o dióxido de carbono são gases poluentes originados da queima de combustíveis fósseis (gasolina e diesel) e são muito prejudiciais ao . Em um adulto em repouso. boca. portanto. No final de cada expiração. infecção por vírus e respiração em ambientes poluídos estão entre as principais causas destas doenças. Fumo. laringe. já que mesmo no final de uma expiração forçada o volume residual permanece no sistema respiratório. colocado em seu interior O volume de ar renovado por minuto (ou volume-minuto respiratório) é obtido pelo produto da freqüência respiratória (FR) pelo volume corrente (VC): VMR = FR x VC. A ventilação pulmonar. diafragma.7 Distúrbios/doenças do sistema respiratório Doenças respiratórias são aquelas que atingem órgãos do sistema respiratório (pulmões. bronquiolos e alvéolos pulmonares). faringite. dilui esse ar residual no ar renovado. As doenças mais frequentes são: bronquite. aumentando a renovação. alergias (provocada por substâncias químicas ou ácaros). o volume residual. enfisema pulmonar. faringe. traquéia. brônquios. asma. fossas nasais. temos: FR = 12 movimentos por minuto VC = 0. Nunca se consegue encher os pulmões com ar completamente renovado. rinite. As causas destas doenças podem ser diversas.

calafrios. perda do apetite e desânimo. Nas crianças. Normalmente. confusão mental pode ser um sintoma freqüente. com febre.7. choro.1 Pneumonia A pneumonia é uma doença infecciosa que provoca inflamação dos pulmões. Em idosos. Geralmente é causada por bactérias. se há ou não necessidade de internação. A pneumonia bacteriana deverá ser tratada com antibióticos. até mesmo a internação na UTI . A tosse pode ser seca no início. Com isso. até mesmo. espirros. náuseas e sintomas do trato respiratório superior como dor de garganta. Nos casos graves. O diagnóstico pode ser feito apenas baseado no exame físico alterado e na conversa que o médico teve com seu paciente que relata sinais e sintomas compatíveis com a doença. febre). o médico utiliza-se dos exames de imagem (raios-X de tórax ou. vômitos. o curso da doença e também definir o antibiótico mais adequado para cada caso. O exame do escarro também é muito importante para tentar identificar o germe causador da pneumonia. da tomografia computadorizada de tórax) e de exames de sangue como auxílio para o diagnóstico. nos casos mais graves. 1. na maioria dos casos. vírus e fungos. coriza e dor de cabeça. pode ocorrer dor abdominal. Cada caso é avaliado individualmente e se definirá. os sintomas podem ser vagos (diminuição do apetite. A inalação destes gases pode provocar o surgimento de algumas destas doenças. A pneumonia bacteriana clássica inicia abruptamente.aparelho respiratório do ser humano. além do tipo de antibiótico. a pessoa pode ter falta de ar e em torno dos lábios a coloração da pele pode ficar azulada. além da piora do estado geral (fraqueza. A respiração pode ficar mais curta e dolorosa. Em alguns casos. dor no tórax e tosse catarro que pode ter um pouco de sangue misturado à secreção. por estar o sistema imune debilitado. por exemplo). Os exames complementares são importantes para corroborar o diagnóstico e ajudarão a definir o tratamento mais adequado para cada caso. o médico poderá prever. Outra alteração que pode ocorrer é o surgimento de lesões de herpes nos lábios.

Medidas simples para prevenção de pneumonias incluem cuidados com a higiene. Devemos lembrar que estas vacinas devem ser feitas antes do início do inverno. oxigênio (se for necessário) e medicações para dor ou febre. Na maioria dos casos de pneumonias virais o tratamento é só de suporte. vacinas foram criadas. alcoolistas ou outras condições que debilitem o sistema de defesa do organismo. Como já foi mencionado anteriormente. A vacina contra o pneumococo deverá ser feita em idosos e naquelas pessoas com o vírus do HIV. muitas vezes uma gripe ou resfriado podem preceder uma pneumonia. doença renal. Os fisioterapeutas podem utilizar exercícios respiratórios. que podem ser na veia ou no músculo. que podem diminuir as chances do aparecimento das doenças causadas por estes germes. Visa melhorar as condições do organismo para que este combata a infecção. 1. Existe no mercado a vacina contra o vírus influenza e outra contra o pneumococo. como a lavagem de mãos com sabonetes simples. Uma dieta rica em frutas e vegetais. Utilizase uma dieta apropriada. Esta vacina tem a duração de aproximadamente cinco anos. Os antibióticos e demais medicações podem ser utilizados por via oral ou através de injeções. A vacina contra o vírus influenza deverá ser feita anualmente em idosos e naquelas pessoas com maior risco de ter uma pneumonia. vibradores no tórax e tapotagem (percussão do tórax com os punhos) com o intuito de retirar as secreções que estão dentro dos pulmões.7. preferencialmente. órgão que também ajuda na defesa do corpo). que possuem vitaminas. ajudam a reforçar o sistema de defesa do organismo às infecções. Para tentar evitar isso. agilizando o processo de cura dos pacientes. asplênicos (pessoas que não tem o baço. Além das medicações.2 Tuberculose . Nos casos de pneumonia por parasitas ou fungos. podemos utilizar a fisioterapia respiratória como auxiliar no tratamento. antimicrobianos específicos são utilizados.poderá ser necessária.

mas pode. ocorrer em outros órgãos do corpo. Mas. É o primeiro contato do germe com o organismo. Esta doença ocorre em todo mundo. pega-se a doença pelo ar contaminado eliminado pelo indivíduo com a tuberculose nos pulmões. má condição de higiene e uma saúde pública deficitária. também há a possibilidade da pessoa adquirir a doença no primeiro contato com o germe. Devemos lembrar que a intensidade do contato é importante. A tuberculose é mais comum nas áreas do mundo onde há muita pobreza. este sistema de defesa diminuir. ao tossir. espirrar ou falar. promiscuidade. Se. de secreção respiratória do indivíduo doente. Em poucas semanas. uma pequena inflamação ocorrerá na zona de implantação. Geralmente. A Organização Mundial de Saúde estimou a presença de 8 milhões de novos casos de tuberculose ativa no mundo somente no ano de 1990.É uma infecção causada por um microorganismo chamadoMycobacterium tuberculosis. está mais propensa a adquirir a doença do que outra que tem contato eventual ou ao ar livre com um doente. A pessoa sadia. também. desnutrição.6 milhões de mortes naquele ano. acaba inalando esta microbactéria que se implantará num local do pulmão. que podem sobreviver. com aproximadamente 2. o número de casos da doença aumentou bastante. Depois disso. ficará sem atividade. Com o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Humana (SIDA) no início da década de 80. Não é ainda uma doença. dispersas no ar. Este. também conhecido por bacilo de Koch. Se o sistema de defesa do organismo estiver com uma boa vigilância. A pessoa sadia inala gotículas. a bactéria não causará doença. em algum momento da vida. A doença costuma afetar os pulmões. dispersas no ar. A pessoa de baixa renda que vive no mesmo quarto de uma casa pequena e mal ventilada com uma pessoa com tuberculose pulmonar. a bactéria que estava no período latente poderá entrar em atividade e vir a causar doença. desde que não tenham contato com a luz solar. mesmo sem causar dano pulmonar. espalha no ambiente as gotículas contaminadas. esta bactéria pode se espalhar e se alojar em vários locais do corpo. . respirando no ambiente contaminado. na maioria dos casos. por horas.

copos. Fatores que ajudam na contaminação da doença: Ser negro – a raça negra parece ser mais suscetível à infecção pelo bacilo da tuberculose. todos os dias. aproxima-se de 100% quando a medicação é utilizada de forma regular. 25% tinham cura espontânea e 25% tornavamse doentes crônicos. isoniazida(H) e pirazinamida(Z). roupas. A cura usando o esquema RHZ por 6 meses. Encontrando o Mycobacterium tuberculosis está confirmada a doença. 50% dos indivíduos morriam sem tratamento. Alcoolismo. ou seja. Já o diagnóstico de certeza é feito através da coleta de secreção do pulmão. os bacilos que são depositados pelo doente em toalhas.Por outro lado. associados a uma radiografia do tórax que mostre alterações compatíveis com tuberculose pulmonar. É muito eficaz. . Uso de drogas ilícitas. O tratamento inicial (preferencial) chama-se RHZ e inclui três medicações: rifampicina(R). O exame físico pode ser de pouco auxílio para o médico. Predisposição genética. São sintomas da tuberculose: pode ter sangue no escarro ou tosse com sangue puro febre perda de peso perda do apetite fraqueza O diagnóstico presuntivo é feito baseado nos sinais e sintomas relatados pelo paciente. que é preconizado pelo sistema público de saúde. Antes da existência de medicamentos efetivos para o combate da doença. pratos e outros não representam um risco para transmissão da doença. Desnutrição.

às pessoas sadias. expectoração de muco (catarro). Todas estas alterações determinam os sintomas e sinais da doença. 1. Quase todos os casos da doença ocorrem pelo efeito nocivo do fumo nos pulmões por vários anos. mas. pois elas. Sintomas da bronquinte: tosse. ou seja. geralmente. Atualmente. O doente durante as duas primeiras semanas de tratamento pode contagiar ainda outros indivíduos. por dois anos sucessivos. encurtamento da respiração (falta de ar). deve proteger a boca com a mão ao tossir ou espirrar. em 3 meses do ano. para identificar precocemente os doentes. evitando que novos casos apareçam. aquelas com mais de 45 anos. Portanto. é muito importante um bom sistema público de controle da doença.7. o mais importante é detectar e tratar todos os pacientes bacilíferos. principalmente em lugares fechados. . o que determina uma inflamação da mucosa dos brônquios (tubos que espalham o ar dentro dos pulmões). Ela afeta pessoas de todas as idades. febre pode ocorrer quando a pessoa com bronquite crônica estiver com uma infecção respiratória associada. coexistem no mesmo doente e apresentam obstrução ao fluxo de ar. sem outra doença que explique a tosse. usamos mais o termo doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) quando nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.3 Broquite Crônica Esta doença é definida quando há presença de tosse com catarro na maioria dos dias do mês. geralmente.Para uma boa prevenção. A bronquite crônica pode preceder ou acompanhar o enfisema. Também deverá procurar não ficar próximo. Na bronquite crônica . todos aqueles com o bacilo de Koch nos pulmões. ocorre uma hipertrofia (aumento) nas glândulas que fazem o muco e uma inflamação nos bronquíolos que limita o fluxo de ar. Estes são cuidados simples para que a doença não contamine outros indivíduos. Para isso.

a principal medida preventiva é não fumar. 1. Além disso. Assim. A reposição de nicotina seja por gomas. Parar de fumar para aquelas pessoas com uma bronquite crônica bem estabelecida. Entre 80% e 90% dos casos de bronquite crônica. além de aumentar a expectativa de vida. Alguns pacientes podem beneficiar-se com o tratamento com corticóides. quando resultam de uma infecção nos brônquios. pois naquela pessoa que fuma há vários anos e não nota nenhuma alteração no seu dia-a-dia e possui uma radiografia normal (ou praticamente normal). se o indivíduo abandonar o fumo quando ficar constatado no exame a perda de função pulmonar em curso. resultam do tabagismo. que são medicamentos utilizados na tentativa de controlar a inflamação crônica dos brônquios e. podendo ou não usar medicações auxiliares. uma vez que esta pode piorar a doença. Além disso. A espirometria também pode fazer isso. pode-se evitar o surgimento de casos da doença. também poderá melhorar os sintomas dos doentes.4 Câncer de Pulmão . além de também poder indicar a sua gravidade. certamente. adesivos ou outros recursos podem ser utilizados. a espirometria pode acusar uma diminuição no fluxo de ar. quando necessária. em decorrência de uma bronquite muito grave.7. é importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe. ajudará a desacelerar sua progressão. não fará com que a doença melhore. mas. além de excluir outras doenças. o médico poderá solicitar uma radiografia do tórax que costuma demonstrar alterações compatíveis com a bronquite crônica. É o exame mais importante. Exames de sangue podem auxiliar no diagnóstico da doença. O médico deverá oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido. Na bronquite crônica. Com isso. A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa). o grande número de antibióticos disponíveis ajudam muito nos casos de exacerbação da doença. assim. minimizar os sintomas da doença.inchaço nos pés e nas pernas pode ocorrer pela piora nas condições de trabalho do coração.

Às vezes. encurtamento da respiração. Os não pequenas células geralmente se disseminam lentamente para outros órgãos no corpo e pode ser difícil detectá-los em estágios precoces. os sintomas poderão se tornar óbvios apenas quando a doença estiver bem avançada. Existem muitos sintomas de câncer de pulmão. Esses incluem o adenocarcinoma. apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. O risco de morte por câncer de pulmão é 22 vezes maior entre os fumantes do que entre os não fumantes. as pessoas afetadas podem sentir mal-estar ou cansaço. O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. . pneumonias de repetição. Poderá haver também perda de peso ou apetite. Entretanto. enquanto que o número de casos em homens está caindo. A mortalidade por esse tumor é muito elevada e o prognóstico dessa doença está relacionado à fase em que é diagnosticada. o carcinoma de células escamosas e o carcinoma de grandes células. Às vezes. essa doença se desenvolve em indivíduos que nunca fumaram e a causa é desconhecida. Ele é responsável por 90% dos casos desse tumor. Mais homens que mulheres desenvolvem o câncer de pulmão. algumas vezes. Eles se disseminam muito rapidamente nos pulmões e para outros órgãos. dor torácica persistente ou aguda quando o indivíduo respira profundamente. Os sinais e sintomas de câncer de pulmão podem incluir: tosse persistente ou mudança na tosse usual do fumante.O câncer de pulmão é o mais comum dos tumores malignos. Já os cânceres de pequenas células são responsáveis por 20% dos casos de câncer de pulmão. Os cânceres de não pequenas células representam 80% de todos os casos. mas o número de casos em mulheres está aumentando.

A rinite alérgica é uma doença imunológica. seu estágio e com as condições do paciente. Há vários casos em que.tratamento com medicações que combatem os tumores também é utilizada em conjunto com a cirurgia. essas modalidades terapêuticas podem ser combinadas. em algum momento da vida. 1. A radioterapia é freqüentemente utilizada em conjunto com a cirurgia. é introduzido pela boca ou pela narina. Por exemplo. por onde passam pinças e escovas. seja para ajudar a destruir as células cancerosas no local do tumor. desenvolver um tumor maligno do pulmão. No entanto para pessoas alérgicas. O rendimento da fibrobroncoscopia é maior nos casos de tumores centrais. Todo esse material obtido (lavado.5 Rinite Alérgica A rinite alérgica é uma inflamação das mucosas nasais e pode ser considerada uma reação exagerada a fatores ou substâncias geralmente não muito nocivos. escovado e biópsia brônquica) é enviado para exame no laboratório de patologia. Os tumores malignos do pulmão podem ser tratados com cirurgia. que é um exame em que um aparelho flexível dotado de fibras ópticas e canal de instrumentação. A quimioterapia . facilitando a cirurgia. então. chegando até o pulmão. São feitas lâminas com o esfregaço desse material da escova. o organismo interpreta tais fatores ou substâncias como agressores. ao invés de se fazer a cirurgia.7. a radioterapia é combinada com a quimioterapia. seja para tornar os tumores menores. com . A única maneira eficaz de prevenir é a cessação do fumo. Ou. quimioterapia ou radioterapia. é realizada uma lavagem da área da lesão (lavado brônquico) e uma pequena escova é esfregada na lesão ou próxima dessa. Uma pessoa que nunca fumou poderá.Existem outros procedimentos que têm o objetivo de fazer o diagnóstico da doença ou esclarecer a extensão dessa. são obtidos pequenos pedaços da lesão. Através de pinças. O médico decidirá o tratamento de acordo com o tipo celular do tumor. a fibrobroncospia. Dentro do pulmão.

como otites (inflamação dos ouvidos). em diversos graus. por isso. carpetes e cortinas pesadas. a pessoa passa a sentir falta de ar para realizar tarefas ou exercitar-se.7. Como resultado. A obstrução nasal bloqueia a passagem do agente agressor. mas com o tratamento adequado pode ser controlada. é recomendado sempre tentar evitar uma crise alérgica do que começar um tratamento quando ela já começou a ocorrer. • Dor de cabeça frontal. • Tosse irritativa. por exemplo. sinusites (inflamação dos seios da face) e roncos (devido ao nariz obstruído). • Obstrução e prurido nasal. na qual os tecidos dos pulmões são gradualmente destruídos. • Procure limpar a casa com um pano úmido com frequência. como gatos e cachorros. Os pulmões também perdem a elasticidade.6 Enfisema Pulmonar É uma doença crônica. ela pode causar outros problemas. • Evite tapetes. Se não for bem cuidada. nos olhos e no céu da boca. pois facilitam o alojamento de ácaros (principais causadores da rinite). • Evite animais de estimação com pêlo. . • Utilize capa protetora no colchão e nos travesseiros. O tratamento da rinite alérgica é feito com antialérgicos orais e tópicos que ajudam a cortar e prevenir crises. • Coceira no nariz. • Espirros sucessivos. onde acontece a troca gasosa do oxigênio pelo dióxido de carbono.grande particiapação genética. Os sinais e sintomas da rinite normalmente são: • Olhos ardentes e lacrimejantes. não contagiosa e bastante comum: cerca de uma em cada sete pessoas sofrem com esse mal. e os espirros e secreções surgem para tentar remover a substância. A rinite alérgica não tem cura. 1. Esta destruição ocorre nos alvéolos. Ás vezes são necessárias várias tentativas até encontrar a medicação ideal.

mas são mais freqüentes nos fumantes. . Neste momento. poderão chegar a uma fase mais avançada da doença. em torno dos 65 anos de idade. Em casos selecionados. e não o enfisema pulmonar. A meta do tratamento é aliviar os sintomas do doente e prevenir a progressão da doença. melhorando a expectativa de vida em vários casos. são tabagistas de longa data. Na maioria das vezes. Pode haver o auxílio de exames complementares. O médico faz o diagnóstico. por exemplo. poderão ser realizadas as cirurgias redutoras de volume pulmonar. associada às queixas e às alterações detectadas no exame físico. Os fumantes. Cerca de 10-15% dos fumantes mais suscetíveis ao efeito nocivo do fumo é que desenvolvem a doença. na maioria dos casos. se vestir ou se pentear. A falta de ar no início só é notada para os grandes e médios esforços (subir escadas ou caminhar são exemplos). Alguns casos podem ter melhora parcial com o uso de medicações. baseado na longa exposição ao tabaco referida pelo paciente. Nas emergências. A pessoa poderá também experimentar a necessidade de dormir com travesseiros mais altos por causa da falta de ar. exames de sangue e espirometria. resultando numa melhora dos sintomas e no dia a dia das pessoas. São removidas áreas mais comprometidas de um ou ambos pulmões. A quase totalidade dos casos é causada pelo tabagismo. em que falta de ar surge com tarefas simples como tomar banho. as medicações através de injeções também podem ser utilizadas. A tosse e o chiado no peito também podem ocorrer. muitos tornam-se incapacitados para o trabalho e passam a maior parte do tempo na cama ou sentados para não sentir falta de ar. dando uma boa idéia do seu funcionamento. passam a sentir as alterações causadas pela doença só após vários anos. na maioria das vezes. Mantendo o hábito do fumo. com o intuito de melhorar a mecânica respiratória. que. vão piorando a sua capacidade pulmonar. Este é um teste de função pulmonar que mede a capacidade de ar de pulmões.tornando mais difícil a saída do ar após cada inspiração. especialmente naqueles com doença avançada. A terapia com oxigênio (oxigenoterapia) também beneficia muitas pessoas. À medida que vão fumando. como exames de imagem (radiografia e tomografia computadorizada do tórax). passam a sentir falta de ar para fazer esforços. nos quais predomina a bronquite crônica.

identificar a perda de função pulmonar nas pessoas que fumam e aconselha-las a parar. Além de evitar o tabagismo. . através da espirometria.Não há maneira. até agora. outra forma de se prevenir é reduzir a exposição a poluição do ar. Só podemos. capaz de definir os indivíduos que serão suscetíveis ao desenvolvimento da doença com o hábito do fumo.

tem o seu papel fundamental em nosso organismo.CONCLUSÃO Podemos concluir neste trabalho que o sistema respiratório. É de importância também saber um pouco mais sobre algumas doenças envolvidas nesse sistema. cada característica é de extrema importância para o bom funcionamento deste sistema. assim como os demais sistemas. e possivelmente cuidado para evitá-las. . porque assim teremos mais informações. afinal o que seria de nós sem a respiração? Cada órgão.

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