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Resumo Pronto

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Não sabe como fazer um bom resumo? Leia o nosso resumo e compreenda melhor esta arte...
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09/12/2014

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O QUE É RESUMO? Fazer resumo de textos lidos é uma técnica de grande auxílio ao estudar.

É uma boa maneira de compreender e memorizar o texto, além de facilitar o trabalho caso ele tenha que ser revisto posteriormente. É claro que, para conseguir tais resultados, o resumo deve ser eficiente. Um resumo é uma condensação fiel das idéias contidas em um texto, é uma redução do texto original. Não cabem no resumo comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido. Muitas pessoas fazem o resumo de maneira errada apenas produzindo partes ou frases do texto original, e elaborando-o à medida que lêem. Para elaborar um bom resumo é necessário compreender antes todo o conteúdo do texto, Não é possível resumir um texto a medida que se faz a primeira leitura e a reprodução de frases do texto, em geral, indica que ele não foi compreendido. Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e no encadeamento em que aparecem. Ou seja, ao fazer um resumo é importante não perder de vista três elementos:
  

As partes essenciais do texto A progressão em que elas se sucedem A correlação entre cada uma dessas partes

Fazer um bom resumo não é tão fácil quanto parece, é uma habilidade que deve ser aprendida e praticada. Existem indicações a respeito de como fazer um resumo que podem facilitar sua elaboração. Os seguintes passos podem ser recomendados: 1. Leia o texto inteiro ininterruptamente e tente responder a seguinte pergunta: Do que o texto trata? É preciso compreendê-lo e ter uma noção do conjunto antes de fazer o resumo. 2. Releia o texto e tente compreender melhor o significado das palavras difíceis. Recorra ao dicionário se necessário. Tente identificar o sentido de frases mais complexas. Você pode fazer um glossário do texto para facilitar seu trabalho e agilizar sua leitura. 3. Tente fazer uma segmentação do texto, agrupando idéias que tenham alguma unidade de significação. Se o texto for pequeno, pode dividí-lo em parágrafos; com textos maiores é aconselhável adotar um critério de segmentação mais funcional, a partir de subtítulos por exemplo. 4. Para finalizar, redija o resumo com suas palavras, procurando condensar e encadear os segmentos na progressão em que sucedem no texto e estabelecendo relações entre eles.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, há três modalidades de resumo: indicativo, informativo, crítico (ou recensão). O resumo indicativo indica as principais idéias em torno das quais o texto foi elaborado. O resumo informativo apresenta todas as informações, de forma sintética, dais quais o autor lançou mão para criar o texto. Indispensavelmente deve conter: o assunto, o problema e/ou o objetivo, a metodologia, as idéias principais em forma sintética, as conclusões, ressaltando o surgimento de fatos novos, de contradições, da teoria, das relações e dos efeitos novos verificados, bem como precisando valores numéricos brutos ou derivados, se for o caso. Há autores que utilizam a combinação das duas modalidades anteriores, isto é, o resumo indicativo e o resumo informativo. O resumo crítico é redigido por especialistas, com análise interpretativa de um documento. É uma das atividades que pode ser solicitada como exercício no meio acadêmico. Na extensão de um resumo recomenda-se: a) para notas e comunicações breves, os resumos devem ter até cem palavras; b) para artigos, trabalhos de conclusão de curso, monografias de graduação e de especialização e mestrado, até duzentos e cinqüenta palavras; c) para dissertação de mestrado, relatórios técnico-científicos e teses de doutoramento, até quinhentas palavras; d) para resumos de textos, a extensão fica condidonada à capacidade de síntese do aluno e/ou solicitação dos professores. As palavras-chave, quando empregadas no resumo, devem ter destaque especial. Devem-se evitar: a construção de mais de um parágrafo; a utilização de frases negativas; o uso de símbolos e contrações que não sejam do uso corrente; a exposição de fórmulas, equações, diagramas que não sejam absolutamente necessárias. Os resumos de textos, solicitados nos cursos de graduação, devem contemplar todas as informações sucintamente. A localização do resumo deve preceder artigos científicos, monografias, relatórios, trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses. Enfim, os resumos devem apresentar critérios de concisão, clareza, fidelidade ao texto original, flexibilidade, expressão própria, seqüência lógica, utilização de citações entre aspas, com indicação da página, facilitando, dessa forma, a evocação do texto original. A seguir serão apresentados exemplos de resumo, elaborados na forma de resumo indicativo e de resumo informativo.

EXEMPLO DE RESUMO INDICATIVO: LUCKESI, Cipriano Carlos et al. O leitor no ato de estudar a palavra escrita. Fazer universidade: uma proposta metodológica. 2. ed. São Paulo: In: Cortez, 1985. capo 3, p. 136-143. Estudar significa o ato de enfrentar a realidade. O enfrentamento da realidade pode ocorrer pelo contato direto ou indireto do sujeito que conhece com o objeto que é conhecido. As duas formas de estudar (direta ou indireta), podem ser classificadas como críticas ou a-críticas. O leitor poderá ser sujeito ou objeto, dependendo da postura que assume frente ao texto. O leitor poderá ser sujeito ou objeto da leitura, dependendo da postura que assume frente ao texto. EXEMPLO DE RESUMO INFORMATIVO: LUCKESI, Cipriano Carlos et al. (mesmo texto descrito acima) Estudar significa enfrentar a realidade para compreendê-Ia e elucidá-Ia. Este enfrentamento pode ocorrer de um lado pelo contato direto do sujeito com o objeto. Isso se dá quando o sujeito opera "com” e "sobre" a realidade. De outro lado, o enfrentamento pode ocorrer pelo contato indireto. Neste caso o sujeito recebe o conhecimento por intermédio de outra pessoa ou por símbolos orais mímicos gráficos, etc. O ato de estudar indiretamente crítico equivale à objetividade na elucidação. O ato de estudar indiretamente será crítico à medida que descreve a realidade como é, sem magnetização pela comunicação em si. A atitude a-crítica corresponde à abdicação da capacidade de investigar à alienação e à retenção mnemônica. O leitor que assume uma postura de objeto frente ao texto de leitura é verbalistal ou seja a aprendizagem não se dá pela compreensão, mas pela reprodução intacta e mnemônica das informações. O leitor sujeito por outro lado compreende e não memoriza avalia o que lê e tem uma atitude constante de questionamento. Por fim, podemos dizer que o exercício do resumo se apresenta como um desafio constante, mas com a prática continuada desse exercício, vamos adquirindo segurança para identificar os pontos necessários para a sua elaboração. Nem sempre, estão explícitos o problema e os objetivos do autor. Se o autor não explicitar qual é o problema que ele quer "resolver", temos então que "imaginar" qual teria sido seu objetivo, qual teria sido a pergunta que o autor se fez e que desencadeou a pesquisa e o texto/relatório do autor. É preciso que entendamos a função dos fatos e das idéias colocados no texto: se são argumentos não podem ser entendidos como a idéia central do autor. É possível encontrar alunos que suponham que uma única leitura do texto já forneça a “chave” da compreensão do mesmo. Em textos científicos, as coisas não se passam dessa maneira. Mas, apesar das dificuldades que possam advir dessa busca, não devemos nos assustar com a tarefa e devemos olhar os textos desta maneira: existe alguém que colocou uma questão, tentou resolvê-la e para isso realizou uma pesquisa e que, finalmente, indicou uma série de razões, por meio de dados qualitativos, quantitativos ou de idéias, pelas quais devemos aceitar a sua tese. Aliás, é esse mesmo movimento que deve inspirar todo projeto de pesquisa: uma questão, uma hipótese (solução provisória do problema) e um argumento (que pode ser uma "coleção" de idéias e/ou de "fatos concretos") que deve ser a razão para que outros aceitem nossa hipótese/tese.

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