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  • APRESENTAÇÃO
  • 2 - DISPOSIÇÕES GERAIS, CONCEITOS E ROTEIRO
  • 2.1 - OBJETIVO:
  • 2.2 - CONCEITOS BÁSICOS:
  • 2.3 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS:
  • 3 - OBTENÇÃO DOS DADOS PRELIMINARES:
  • 3.1 - MAPAS E PLANTAS:
  • 3.2 - TIPOS DE PROJETOS:
  • 3.3 - PLANOS E PROJETOS EXISTENTES:
  • 3.4 - PLANEJAMENTO BÁSICO:
  • 4 - OBTENÇÃO DOS DADOS DE CARGA:
  • 4.1 - LEVANTAMENTO DE CARGA:
  • 4.2 - DETERMINAÇÃO DA DEMANDA - PROCESSOS
  • 5 - ANTEPROJETO
  • 5.2 - DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO DOS CONDUTORES:
  • 5.3 - PROTEÇÃO E SECCIONAMENTO:
  • 6 - PROJETO DEFINITIVO
  • 6.2 - DIMENSIONAMENTO MECÂNICO - PARÂMETROS
  • 6.3 - CÁLCULO MECÂNICO DA REDE
  • ILUMINAÇÃO PÚBLICA (IP)
  • 7.1 - CAMPO DE APLICAÇÃO:
  • 7.4 - FONTES DE LUZ
  • 7.6 - COMANDO:
  • 7.7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  • 8 - RECURSOS ESPECIAIS DE PROJETO
  • 8.2 - COMPENSAÇÃO DE REATIVOS:
  • 9 - APRESENTAÇÃO DO PROJETO
  • •••• Cálculo de queda de tensão;
  • 9.1 - MEMORIAL DESCRITIVO:
  • 9.2 - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO:
  • 9.3 - PLANTA E DESENHO DO PROJETO:
  • 9.4 - DESENHO DE DETALHES COMPLEMENTARES DO PROJETO:
  • 9.5 - RELAÇÃO DE MATERIAIS:
  • ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
  • Tabela 03 : Fatores de Demanda de Aparelhos de Aquecimento
  • Tabela 06: Características Mecânicas de Condutores de Alumínio - CA
  • Tabela 07: Características Elétricas de Condutores de Alumínio - CA
  • Tabela 08 : CRUZETA - Distância equivalente entre fases
  • Tabela 11: Elos Fusíveis para Transformadores 13,8 KV
  • Tabela 12: Interligação do Transformador com a Rede Secundária
  • Tabela 13: Capacidade Nominal dos Postes (daN)
  • Tabela 14: Trações de Projeto para AT e BT (AL - CA)
  • Tabela 15: Trações de Projeto para Cabo CA 4 AWG (50-80 m)
  • Tabela 25: Tráfego de pedestres
  • Tabela 26: ILUMINAMENTOS MÉDIOS HORIZONTAIS FINAIS
  • Tabela 27: ALTURAS DE MONTAGEM DE FONTES DE LUZ

NTD - 04

Norma Técnica de Distribuição




















Critérios para Projeto de Critérios para Projeto de Critérios para Projeto de Critérios para Projeto de
Redes Aéreas Urbanas Convencionais Redes Aéreas Urbanas Convencionais Redes Aéreas Urbanas Convencionais Redes Aéreas Urbanas Convencionais
(Redes Aéreas Nuas) (Redes Aéreas Nuas) (Redes Aéreas Nuas) (Redes Aéreas Nuas)





1ª EDIÇÃO


Abril - 2007





DT – Diretoria Técnica
DEN – Divisão de Engenharia
SEEP- Seção de Estudos e Projetos



Manual de Uso Interno

2











NTD - 04
Norma Técnica de Distribuição

Critérios para Projeto de
Redes Aéreas Urbanas Convencionais
(Redes Aéreas Nuas)


1ª Edição


Abril/2007



Preparado/Revisado Recomendado Aprovado



Eng. Cleonilson - Matr.781



Eng. Otávio - DEN



Eng. Luiz Eugênio - DT


3

SUMÁRIO

CAPÍTULO TÍTULO PÁG.


01 APRESENTAÇÃO 05

02 DISPOSIÇÕES GERAIS, CONCEITOS E ROTEIRO 06
2.1 - Objetivo 06
2.2 - Conceitos Básicos 06
2.3 - Roteiro para Elaboração de Projetos 08

03 OBTENÇÃO DOS DADOS PRELIMINARES 10
3.1 - Mapas e plantas 10
3.2 - Tipos de Projetos 11
3.3 - Planos e Projetos Existentes 11
3.4 - Planejamento Básico 12

04 OBTENÇÃO DOS DADOS DE CARGA 12
4.1 - Levantamento de Carga 12
4.2 - Determinação da Demanda - Processos 14

05 ANTEPROJETO 22
5.1 - Configuração Básica e Traçado das Redes de Distribuição 22
5.2 - Dimensionamento Elétrico dos Condutores 25
5.3 - Proteção e Seccionamento 28

06 PROJETO DEFINITIVO 34
6.1 - Locação e Inspeção 34
6.2 - Dimensionamento Mecânico - Parâmetros 36
6.3 - Cálculo Mecânico da rede 39

07 ILUMINAÇÃO PÚBLICA 45
7.1 - Campo de Aplicação 45
7.2 - Classificação das Vias e dos Tráfegos 45
7.3 - Iluminância 46
7.4 - Fontes de Luz 46
7.5 - Posteação 47
7.6 - Comando 47
7.7 - Considerações Finais 48

08 RECURSOS ESPECIAIS DE PROJETO 49
8.1 - Correção de Níveis de Tensão 49
8.2 - Compensação de Reativos 50

09 APRESENTAÇÃO DO PROJETO 51
9.1 - Memorial Descritivo 51
9.2 - Cálculo de Queda de Tensão 51
9.3 - Planta e Desenho do Projeto 52
9.4 - Desenho de Detalhes Complementares do Projeto 53
9.5 - Relação de Materiais 53

10 ANEXO I - SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO 56

11 ANEXO II - FORMULÁRIOS 61
Formulário 01 - Levantamento de Cargas Especiais - BT 61
Formulário 02 - Medição de Carga (Transformador e Consumidor
com Carga Significativa) 62

4
CAPÍTULO TÍTULO PAG.

12 ANEXO III - GRÁFICO DE FATORES DE CORREÇÃO POR
MELHORIA DE TENSÃO 63

13 ANEXO IV - TABELAS 64
Tabela 01 - Fatores típicos de carga e demanda para consumidores
ligados em AT 64
Tabela 02 - Carga mínima e demanda para instalações de
Iluminação e tomadas 65
Tabela 03 - Fatores de demanda de aparelhos de aquecimento 66
Tabela 04 - Pot. de aparelhos eletrodomésticos e eletroprofissionais 67
Tabela 05 - Conversão de “HP” em “kVA” 68
Tabela 06 - Caract. mecânicas de condutores de alumínio - CA 68
Tabela 07 - Caract. elétricas de condutores de alumínio - CA 69
Tabela 08 - Cruzeta : Distância equivalente entre fases 70
Tabela 09 - Coeficientes de queda de tensão - rede primária
(13,8 kV e 34,5 kV) 70
Tabela 10 - Coeficientes de queda de tensão - rede secundária
380/220V - Valores em % / kVA x 100 m 71
Tabela 11 - Elos fusíveis para transformadores 72
Tabela 12 - Interligação do transformador com a rede secundária 72
Tabela 13 - Capacidade nominal de postes (daN) 73
Tabela 14 - Trações de projeto para AT e BT (AL - CA) 73
Tabela 15 - Trações de projeto para cabo 4 AWG (50-80m) 73
Tabela 16 - Comprimento/resistência mínimos de poste para
instalação de equipamentos 74
Tabela 17 - Esforço devido ao vento sobre o poste circular - R2 75
Tabela 18 - Esforço devido ao vento sobre o poste duplo-“T”-R2 76
Tabela 19 - Esforço devido à pressão do vento sobre condutores
secundários - AL CA (R1s) 77
Tabela 20 - Esforço devido à pressão do vento sobre condutores
primários - AL CA (R1p) 77
Tabela 21 - Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e
condutores e, da tração dos condutores - B.T. (AL CA) 78
Tabela 22 - Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e
condutores e, da tração dos condutores - A.T. (AL CA) 79
Tabela 23 - Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e
condutores e, da tração dos cond.-RD mista (AL CA) 80
Tabela 24 - Tráfego de veículos motorizados 81
Tabela 25 - Tráfego de pedestres 81
Tabela 26 - Iluminamentos médios horizontais finais 82
Tabela 27 - Alturas de montagem de fontes de luz 83
Tabela 28 - Critérios para uniformização das instalações de IP
(ex. para localidades até 200.000 hab.) 84

14 ANEXO V - CONFIG. ÓTIMAS PARA REDES SECUND. 85

15 APÊNDICE I - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO 88

16 APÊNDICE II - EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE
TENSÕES PARA FIM-DE-LINHA 89

17 APÊNDICE III- EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE
TENSÕES PARA ÂNGULO 92

18 BIBLIOGRAFIA 95

5



APRESENTAÇÃO





Esta norma fixa os critérios básicos para elaboração dos projetos de Redes Aéreas
Convencionais (nuas), destinadas à Distribuição de Energia Elétrica na tensão primária de 13.800 volts
e secundária de 127/220 volts, em área de concessão da Companhia de Eletricidade do Amapá - CEA,
cujas características sejam tipicamente urbanas, de forma a garantir as condições técnicas mínimas,
economicamente viáveis e com condições de segurança necessárias, a um fornecimento de energia
elétrica adequado ao perfil dos clientes da Empresa.

Nesta norma são abordados os critérios básicos para dimensionamento, projeto e
seccionamento de redes primárias e secundárias, dimensionamento de Iluminação Pública, instalação e
dimensionamento de postes e estruturas, além da metodologia para elaboração e apresentação dos
projetos, aplicáveis à redes novas, extensões, modificações, reformas e melhorias.

As instalações básicas das redes devem ainda obedecer aos critérios de montagem
definidos nas NBR 5434/82 E 5433/82, bem como os definidos pela ABNT - PNB-429.

Esta Norma passa a vigorar a partir desta data, tornando sem efeito o que dispõe a versões
anteriores, naquilo que esteja em desacordo com esta edição.


Macapá-AP, 02 de Abril de 2007






LUIZ EUGÊNIO MACHADO DE SOUZA
Diretor Técnico












6




2 - DISPOSIÇÕES GERAIS, CONCEITOS E ROTEIRO




2.1 - OBJETIVO:

Esta norma tem por objetivo estabelecer os critérios básicos a serem obedecidos na
elaboração de Projetos de Redes Aéreas Convencionais de Distribuição (redes nuas), em áreas de
características urbanas, nas tensões primárias de 13.800 volts e secundárias de 127/220 volts,
localizadas na área de concessão da Companhia De Eletricidade do Amapá - CEA.



2.2 - CONCEITOS BÁSICOS:


2.2.1 - Alimentador de Distribuição: Parte de uma rede primária numa determinada área de
uma localidade, que alimenta, diretamente ou por intermédio de seus ramais,
transformadores de distribuição do concessionário e/ou de consumidores.(NBR 5460)


2.2.2 - Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos de uma unidade de
consumo que, após concluídos os trabalhos de instalação, estão em condições de entrar
em funcionamento.(NBR 5460)


2.2.3 - Demanda: Média das potências elétricas instantâneas solicitadas por consumidor ou
concessionário, durante um período especificado.(NBR 5460 e 5463)


2.2.4 - Demanda Máxima: Maior demanda verificada num intervalo de tempo
especificado.(NBR 5460)


2.2.5 - Demanda Média: Razão da quantidade de energia elétrica consumida durante um
intervalo de tempo especificado, para esse intervalo.(NBR 5460)


2.2.6 - Demanda Diversificada: Demanda resultante da carga tomada em conjunto, de um grupo
de consumidores.


2.2.7 - Demanda Simultânea: Soma das demandas verificadas no mesmo intervalo de tempo
especificado.(NBR 5460)


7

2.2.8 - Demanda Simultânea Máxima: Maior das demandas simultâneas registradas durante um
intervalo de tempo especificado.(NBR 5460)


1.2.9 - Estação Transformadora: Subestação abaixadora ligada ao alimentador de distribuição
que faz a transição da rede primária para a secundária, podendo ser de propriedade da
concessionária ou de particular.


2.2.10- Fator de Carga: Razão da demanda média para a demanda máxima ocorridas no mesmo
intervalo de tempo especificado.(NBR 5460)

Ex.: Para o período de 01 ano:

D 8760
C
FC
× ×× ×
= == =

Sendo: C = consumo anual em kWh
D = demanda máxima anual em kW
8760 = número de horas do ano


2.2.11- Fator de Demanda: Razão da demanda máxima num determinado intervalo de tempo
especificado, para a carga instalada total.(NBR 5460)


2.2.12- Fator de Diversidade: Razão da soma das demandas máximas individuais de um
conjunto de equipamentos ou instalações elétricas, para a demanda simultânea máxima
ocorrida no mesmo intervalo de tempo especificado.(NBR 5460)


2.2.13- Fator de Potência: Razão da potência ativa para a potência aparente.(NBR 5460)


2.2.14- Fator de Utilização: Razão da demanda máxima, ocorrida num intervalo de tempo
especificado, para a potência instalada.(NBR 5460)


2.2.15- Queda de Tensão: Diferença entre as tensões existentes em dois pontos ao longo de um
circuito em que há corrente.(NBR 5456)


2.2.16- Ramal de Alimentador: Parte do alimentador de distribuição que deriva diretamente do
tronco de alimentador.(NBR 5460)




8
2.2.17- Ramal de Ligação: Conjunto de condutores e acessórios que liga uma rede de
distribuição a uma ou mais unidades de consumo.(NBR 5460)


2.2.18- Rede Primária: Parte de uma rede de distribuição que alimenta transformadores de
distribuição e/ou pontos de entrega, sob uma mesma tensão primária.(NBR 5460)


2.2.19- Rede Secundária: Parte de uma rede de distribuição alimentada pelos secundários dos
transformadores de distribuição.(NBR 5460)


2.2.20- Rede Aérea de Distribuição Urbana: Rede de distribuição aérea situada dentro do
perímetro urbano de cidades, vilas e povoados.


2.2.21- Sistema de Distribuição: Parte de um sistema de potência destinado à distribuição de
energia elétrica.(NBR 5460)


2.2.22- Subestação de Distribuição: Subestação abaixadora que alimenta um sistema de
distribuição. (NBR 5460)


2.2.23- Subestação de Consumidor: Instalação destinada à transformação de energia elétrica no
ponto de consumo.


2.2.24- Tronco de Alimentador: Parte do alimentador de distribuição que transporta a parcela
principal da carga total.(NBR 5460)


2.2.25- Vão Elétrico: Vão máximo permitido entre duas estruturas consecutivas.

(NBR 5460): ″VÃO″ - Parte de uma linha aérea compreendido entre dois pontos
consecutivos.


2.2.26- Vão Mecânico: Valor máximo da soma dos semi-vãos adjacentes e permitidos para uma
estrutura.B)


2.3 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS:

Os projetos de redes de distribuição aérea, obedecerão basicamente, as seguintes etapas,
cujo detalhamento está apresentado nesta norma:





9



2.3.1 - Dados Preliminares:

a) mapas e plantas;
b) tipos de projetos;
c) planos e projetos existentes;
d) planejamento básico.


2.3.2 - Dados de Carga:

a) levantamento de cargas;
b) cálculo de demandas.


2.3.3 - Anteprojeto:

a) configuração básica e traçado das redes;
b) dimensionamento elétrico;
c) proteção, seccionamento e aterramento.



2.3.4 - Projeto Final:

a) locação dos postes;
b) escolha de condutores;
c) dimensionamento mecânico;
d) escolha das estruturas;
e) iluminação pública;
f) apresentação do projeto.








10
3 - OBTENÇÃO DOS DADOS PRELIMINARES:

3.1 - MAPAS E PLANTAS:

3.1.1 - Simbologia e Convenções:

Na elaboração dos projetos devem ser obedecidos os símbolos e convenções constantes
do ANEXO I, fls. 1 a 7. Na necessidade de utilização de outros símbolos e convenções não previstos
no ANEXO I, é exigida a sua indicação nas respectivas plantas.

3.1.2 - Escalas:

a) Os projetos construtivos devem ser desenhados a partir de mapas precisos, na escala
1:1000 e convenientemente “amarrados” aos arruamentos, edificações ou pontos que
facilitem a atualização dos cadastros.

b) Os projetos com áreas superiores a 1 km² e as plantas-chaves para o caso de mais de 02
plantas construtivas, devem ser desenhadas na escala 1:5000, de modo a dar uma visão
de conjunto e facilitar a execução dos trabalhos.

c) Excepcionalmente, poderão ser utilizadas plantas na escala de 1:2000 para a
apresentação de orçamentos preliminares de projetos.

3.1.3 - Desenhos:

Todos os desenhos que compõem o projeto devem ser apresentados nos formatos
padronizados (A1, A2, A3 e A4), contendo outros detalhes, além dos referentes às redes primárias,
secundárias e de iluminação pública.


3.1.3.1 - Os mapas utilizados na elaboração dos projetos construtivos (escala 1:1000)
devem conter as seguintes informações complementares:

a) arruamentos e meios-fios e cotas correspondentes;
b) fachadas das edificações e respectivas numerações;
c) acidentes topográficos e/ou obstáculos existentes;
d) detalhamento das redes de distribuição de energia elétrica existentes;
e) redes de outras concessionárias, porventura existentes.

3.1.3.2 - Os mapas utilizados para as plantas-chaves e para as redes primárias (escala
1:5000), devem conter as seguintes informações complementares:

a) arruamentos sem fachadas, exceto quando tratar-se de consumidores
especiais;
b) caminhamento, localização e identificação dos principais equipamentos das
redes primárias existentes.


11
3.2 - TIPOS DE PROJETOS:

3.2.1 - Projetos de Redes Novas:

Projetos destinados ao atendimento de novas localidades e/ou de novos loteamentos, que
não disponham de energia elétrica.

Para projetos de redes novas, devem ser pesquisados o grau de urbanização, a área dos
lotes, o tipo provável de ocupação e as perspectivas de crescimento, para uma posterior
comparação com redes já implantadas e que possuam dados de carga conhecidos.


3.2.2 - Projetos de Extensão de Redes:

Projetos que impliquem no prolongamento de redes existentes, cuja finalidade é o
atendimento a consumidores específicos (prolongamento de posteação existente).

3.2.3 - Projetos de Reforma de Redes:

Projetos para substituição parcial ou total de rede existente, por motivo de segurança,
obsoletismo, condições críticas da qualidade de serviço, saturação ou adequação das
instalações ao meio ambiente.

3.2.4 - Projetos de Melhoramentos de Redes:

Projetos a serem executados em redes existentes e destinados a propiciar:
a) a ampliação da capacidade de transporte de energia, para atendimento ao crescimento
vegetativo de carga localizada;
b) o melhoramento das condições operativas e dos níveis de qualidade de fornecimento;
c) a regularização das condições operativas, de segurança e padronização.

3.2.5 - Projetos de Modificação:

Projetos específicos para atendimento a consumidores ou para adequação às exigências
urbanas e, realizados sem o aumento da projeção das redes aéreas existentes.


3.3 - PLANOS E PROJETOS EXISTENTES:

Devem ser levantadas as seguintes informações, que servirão como subsídio à elaboração
dos projetos em andamento:

a) verificar a existência de projetos elaborados para a área em estudo e que ainda não foram
executados;
b) caso o tipo ou a magnitude do projeto justifique, levar em consideração os Planos Diretores
Governamentais para a área.



12

3.4 - PLANEJAMENTO BÁSICO:


3.4.1 - Pontos de Alimentação das Cargas:

Quando da elaboração de projetos, de qualquer porte, principalmente nos casos de redes
novas e extensões de redes, deve-se atentar para o ponto do sistema onde essa nova rede
será conectada. O ponto de conexão à rede existente deverá ser indicado obrigatoriamente
em coordenadas UTM, para facilitar a sua localização.

Devem ser consideradas também, as possíveis conseqüências desse aumento de carga,
quanto ao carregamento de alimentadores, níveis de tensão, recursos de manobras etc.


3.4.2 - Grandes Projetos:

Nos casos de desenvolvimento de grandes projetos, deve ser verificado o planejamento
básico das redes de distribuição, de forma a compatibilizá-lo com as diretrizes definidas
para a área onde será implantado o projeto.

Na inexistência de um planejamento básico para a área, deverá ser providenciado um
estudo preliminar das condições locais, de forma a permitir uma análise comparativa
destas com outras de características semelhantes, cujos dados de carga e taxas de
crescimento sejam conhecidas.

4 - OBTENÇÃO DOS DADOS DE CARGA:

4.1 - LEVANTAMENTO DE CARGA:

Consiste na coleta dos dados de carga, em campo ou através de informações existentes na
Empresa, de todos os consumidores abrangidos pela área em estudo.

Os procedimentos a serem observados nesta etapa diferem para cada tipo de projeto,
conforme descrito a seguir.

4.1.1 - Levantamento de Carga para Projeto de Reforma de Rede:

4.1.1.1 - Consumidores ligados em AT

Localizar em planta todos os consumidores ligados em rede primária (AT),
anotando os seguintes dados:

a) natureza da atividade;
b) horário de funcionamento, período de carga máxima e sazonalidade, se
houver;
c) carga total (caso haja medição de demanda) e capacidade instalada;
d) possibilidade de novas ligações ou acréscimos de carga em AT.

13


4.1.1.2 - Consumidores ligados em BT

a) localizar todos os consumidores residenciais anotando em planta o tipo de
ligação existente (monofásica, bifásica ou trifásica);
b) localizar em planta todos os consumidores não residenciais, indicando a carga
total instalada e os respectivos horários de funcionamento.


Notas: 1) Os consumidores não residenciais com pequenas cargas (pequenos
bares e lojas) serão tratados como residenciais.
2) Prédios de uso coletivo ligados em BT, anotar o número de unidades e
área dos apartamentos, verificando a existência de cargas especiais (ar
condicionado, aquecimento etc.), indicando as quantidades e as
potências.
3) Anotar o número de unidades e o tipo de ligação (mono, bi ou
trifásica), dos prédios de uso coletivo, bem como as cargas das
instalações de serviço.

4.1.1.3 - Consumidores especiais

Para os consumidores especiais, localizá-los em planta anotando o horário de
funcionamento e a carga total instalada.

Existindo aparelhos que ocasionam flutuação de tensão na rede (raio X, máquina
de solda, motores etc.), indicar os dados no formulário 01 do ANEXO II.


4.1.1.4 - Iluminação Pública

Indicar na planta o tipo de iluminação a ser instalada ou prevista e as potências
das lâmpadas a serem instaladas.


4.1.2 - Levantamento de Carga para Projeto de Extensão de Rede:


4.1.2.1 - Consumidores a serem Ligados em AT

Assinalá-los em planta, anotando os seguintes dados:

a) descrição da carga e a capacidade a ser instalada;
b) ramo de atividade;
c) horário de funcionamento;
d) sazonalidade prevista.


14
4.1.2.2 - Consumidores a serem Ligados em BT

Anotá-los em planta, indicando o tipo de ligação (monofásica, bifásica ou
trifásica), em função de sua carga instalada.

Para os consumidores não residenciais, observar o disposto na alínea “b” do
subitem 4.1.1.2,

4.1.2.3 - Consumidores Especiais

Para as cargas que possam ocasionar flutuação de tensão na rede e que
necessitam de análise específica para o dimensionamento elétrico, preencher o
ANEXO II com os dados necessários, em função do tipo de aparelho.

4.1.2.4 - Iluminação Pública
Assinalar em planta o tipo e a potência das lâmpadas a serem utilizadas no
projeto, cujas características dependerão do tipo das vias a serem iluminadas,
conforme recomendações do Capítulo 7.

4.1.3 - Levantamento de Carga para Projeto de Redes Novas:

Em projetos de redes para atendimento de novas localidades ou novos loteamentos,
deverão se pesquisados o grau de urbanização, área dos lotes, tipo provável de ocupação e perspectivas
de crescimento, para posterior comparação com outras redes já implantadas e que possuam dados de
carga conhecidos.

4.2 - DETERMINAÇÃO DA DEMANDA - PROCESSOS

O procedimento para determinação dos valores de demanda estão descritos a seguir, em
função de várias situações de projetos, sendo analisados os casos em que existam ou não necessidade
de se efetuar medições.

4.2.1 - Determinação da Demanda para Projeto de Reforma de Rede - Processo por
Medição:

4.2.1.1 - Rede Primária

Pelo processo por medição, os valores de demanda do alimentador serão obtidos
diretamente através das medições simultâneas de seu tronco e ramais,
observando-se sempre a coincidência com as demandas das ligações existentes
em AT.

Confrontando-se os resultados das medições, com as respectivas cargas
instaladas, poderão ser obtidos fatores de demanda típicos, que poderão ser
utilizados como recurso na determinação de demandas, por estimativa.

Nota: Para alimentadores e ramais, as medições devem ser efetuadas com a rede
operando em sua configuração normal, em dia de carga típica, por um
período mínimo de 24 horas e, sempre que possível, pelo período de 01
(uma) semana.

15
a) Tronco de Alimentadores

A determinação da demanda máxima dos alimentadores será feita,
basicamente, através dos relatórios de acompanhamento das subestações de
distribuição (SE's da transmissão).

Na impossibilidade, efetuar medição na saída do alimentador, observando o
disposto na Nota do subitem 4.2.1.1.

b) Ramais de Alimentadores

A determinação da demanda máxima dos ramais será feita através de
registradores de corrente máxima ou registradores gráficos, que devem ser
instalados no início do ramal, observando-se o disposto na Nota do subitem
4.2.1.1.

c) Consumidores Ligados em AT

A verificação de demanda será feita através do medidor de KW (medidor de
demanda), considerando ainda a previsão de aumento de carga, se houver.

d) Edifícios de Uso Coletivo

A verificação da demanda será feita através de registradores de corrente
máxima ou registradores gráficos instalados no ramal de entrada do edifício,
durante 24 horas, no mínimo.

4.2.1.2 - Rede Secundária

A determinação das demandas, para efeito de dimensionamento de reforma de
rede secundária, será baseada em medições de uma amostragem de
transformadores (em geral de 30 a 50%) da área em estudo que, em função do
número de consumidores, determinarão o kVA médio, salvo em áreas de
características heterogêneas.

Nota: Para circuitos de carga heterogênea poderão ser feitas medições com
aparelhos instantâneos, indicadores de máxima corrente, desde que em
horário de provável demanda máxima.

a) Transformadores

Deverão ser efetuadas simultaneamente as seguintes medições na saída do
transformador, cujos resultados devem ser indicados no formulário 02 do
ANEXO II:

medição gráfica de tensão (01 fase x neutro);
medição gráfica de corrente de 01 fase;
medição do valor de máxima corrente nas demais fases.


16
O valor máximo de demanda do transformador será calculada multiplicando-
se a soma dos valores máximos de corrente de cada fase, pela tensão
verificada na hora de demanda máxima.


Em áreas sujeitas a grandes variações de demanda devido à sazonalidade, as
medições de transformadores deverão ser efetuadas no período suposto de
máxima demanda.

Na impossibilidade de efetuar as medições no período de máxima demanda,
deverá ser adotado um fator de majoração que dependerá de informações
disponíveis na região, a respeito do comportamento das cargas.

Caso se faça necessário, aos valores das demandas encontradas deverão ser
aplicados fatores de correção devido à melhoria de tensão, extraídos da curva
do ANEXO III.

b) Consumidores

Adotar a seguinte rotina:

1 - Subtrair da demanda máxima do transformador, a demanda (coincidente
com a ponta do transformador) dos consumidores não residenciais;
Dividir o resultado da subtração, pelo número de consumidores
residenciais, obtendo-se assim a demanda individual diversificada
(KVA/consumidor) dos consumidores residenciais;


2 - Se o transformador alimentar áreas de características heterogêneas (Ex:
favelas e prédios de apartamentos), efetuar medições distintas que
caracterizem as respectivas cargas.
Para a determinação de demanda total do circuito a ser projetado deve ser
observada a tendência de ocupação dos lotes vagos.


3 - Tratar a parte os consumidores não residenciais que apresentem demandas
significativas (Ex: oficinas, serrarias etc.).
A demanda desses consumidores será determinada através de medição,
procurando-se determinar a simultaneidade de funcionamento dos
equipamentos.

Os resultados obtidos devem ser indicados no formulário do ANEXO II,
reportando-se ao transformador correspondente.

4 - Os demais consumidores não residenciais (pequenos bares e lojas, etc.)
serão tratados como residenciais.

5 - As cargas devidas a iluminação pública já estão computadas
automaticamente. Os acréscimos futuros de IP deverão ser considerados
no projeto inicial.

17

6 - Para áreas predominantemente comerciais, as demandas serão
determinadas de preferência, a partir de medições de ramais de ligação.

c) Loteamentos

Para projetos de loteamentos, adotar os seguintes valores mínimos de
demanda diversificada:

. 1,5 KVA/lote, para loteamento Classe A;
. 1,0 KVA/lote, para loteamento Classe B;
. 0,5 KVA/lote, para loteamento Classe C.

sendo:

Loteamento Classe A - quando localizado em zonas nobres, de alta
valorização, com lotes de área igual ou superior a 300 m² e que dispõe de
toda a infra-estrutura básica.

Loteamento Classe B.- quando localizado em zonas de classe média, com
lotes de área igual ou superior a 300 m², de média valorização, podendo ter
serviços de infra-estrutura básica.

Loteamento Classe C - quando localizado em zonas de baixa renda, de
baixa valorização, com lotes de área não superior a 300 m² e podendo não
ter serviços de infra-estrutura básica.

quando houver previsão de consumidores não residenciais, a demanda deve
ser calculada conforme item b) - 3.

casos especiais de loteamentos de chácaras, indústrias, condomínios
horizontais, etc., os valores de demanda serão definidos com base nas
informações dos proprietários.

Nos loteamentos, quando não for definida o tipo de iluminação pública,
prever 70 W/poste (lâmpada + reator), com comando individual.

4.2.2 - Determinação da Demanda para Projeto de Reforma de Rede - Processo Estimativo:

4.2.2.1 - Rede Secundária

a) Consumidores Residenciais


Para estimativa da demanda, serão adotados valores individuais de demanda
diversificada em kVA, correlacionando o número e a classe dos consumidores
no circuito, separando-as em 04 tipos: Baixo, Médio, Alto e Altíssimo,
conforme tabela a seguir:


18

FAIXA DE CONSUMO MENSAL
BAIXO de 0 a 75 KWh
MÉDIO de 76 a 150 kWh
ALTO de 151 a 300 kWh
ALTÍSSIMO Acima de 300 kWh
* Fonte: Os valores de consumo acima deverão ser pesquisados em função das
particularidades de cada área.



DEMANDA DIVERSIFICADA POR FAIXA DE CONSUMO (kVA)
NÚMERO DE
CONSUMIDORES
NO CIRCUÍTO
BAIXO MÉDIO ALTO ALTÍSSIMO
01 a 05 0,35 0,70 1,38 4,62
06 a 10 0,33 0,62 1,28 4,04
11 a 15 0,31 0,54 1,17 3,47
16 a 20 0,29 0,49 1,07 2,90
21 a 25 0,28 0,45 0,97 2,50
26 a 30 0,27 0,42 0,87 2,13
31 a 40 0,26 0,39 0,78 1,75
Acima de 40 0,25 0,36 0,71 1,39
* Fonte: Os valores de demanda acima deverão ser pesquisados em função das
particularidades de cada área.



b) Consumidores não residenciais - 1º processo

A estimativa dos valores de demanda em função da carga total instalada, ramo
de atividade e simultaneidade de utilização dessas cargas, será calculada
através da fórmula:


FP
FD CL
D
× ×× ×
= == =

sendo:

D = Demanda máxima em KVA
CL = Carga ligada em kW

19
FD = Fator de demanda típico
FP = Fator de potência


c) Consumidores não residenciais - 2º processo

A estimativa da demanda, extraída dos dados de faturamento é calculada
através da fórmula:

FP FC 730
C
D
× ×× × × ×× ×
= == =

sendo:

D = Demanda máxima em KVA
C = Maior consumo mensal nos últimos 12 meses em kW
FC = Fator de carga (obtido através de consumidores similares)
FP = Fator de potência

d) Consumidores não residenciais - 3º processo

A demanda será estimada a partir da corrente nominal da proteção do
consumidor:

FD 10 VI 3 D
3
× × × =



sendo:

D = Demanda máxima em KVA
V = Tensão de fornecimento (Volts)
I = Corrente nominal da proteção do consumidor (Ampères)
FD = Fator de demanda típico


Esses processos determinam a demanda máxima. Seu horário de ocorrência bem
como o valor coincidente com a demanda máxima do transformador, deverão ser
obtidos na pesquisa do levantamento de carga.

4.2.2.2 - Rede Primária

a) Tronco de Alimentadores

No caso de reforma de redes, o processo estimativo não é aplicável ao tronco
de alimentadores.

A determinação da demanda será feita a partir de relatórios de
acompanhamento ou de medições.

20


b) Ramais de Alimentadores

A estimativa da demanda máxima dos ramais será feita através do confronto
da demanda máxima do alimentador e a capacidade das cargas dos
transformadores instalados ao longo dos ramais.

Analisar sempre a simultaneidade de funcionamento das cargas dos
consumidores ligados em AT.


c) Consumidores Ligados em AT

A demanda de consumidores ligados em AT será estimada aplicando-se à
carga levantada, um fator de demanda típico dependendo da atividade,
conforme Tabela 01 do ANEXO IV.


4.2.3 - Determinação da Demanda para Projeto de Extensão de Rede - Processo Estimativo:

4.2.3.1 - Rede Secundária

a) Consumidores Residenciais

A estimativa de demanda neste caso será função da carga instalada,
aplicando-se os valores de diversificação constantes das tabelas 02 a 05 do
ANEXO IV, multiplicados por um fator de redução, pré-estabelecido. Este
fator de redução será estimado com base em consumidores já ligados e com
as mesmas características.




A demanda deverá ser estimada através da fórmula:


( ) d c b a FR D + + + =

onde:

FR = Fator de redução
D = Demanda estimada, diversificada, em kVA.
a = Demanda em kVA, das potências para iluminação e tomadas.
b = Demanda em kVA de todos os aparelhos de aquecimento e
condicionamento de ar (chuveiro, aquecedores, fogões,
aquecedores de ar etc.).

21
c = Demanda em kVA de motores elétricos e máquinas de solda tipo
grupo gerador, conforme indicado abaixo:

100% da potência em kVA, do maior motor, mais
80% do 2ª maior motor, em kVA, mais
60% do 3º maior motor, em kVA, mais
40% dos demais motores.

d = Demanda em kVA, das máquinas de solda a transformador e
aparelhos de Raio X, conforme indicado abaixo:

100% da potência em kVA, do maior equipamento, mais
70% do 2º maior equipamento, em kVA, mais
50% do 3º maior equipamento, em kVA, mais
30% dos demais equipamentos.

Nota: Poderá também ser usado, o processo da alínea a) do subitem 3.2.2.1.


b) Iluminação Pública

A demanda a ser estimada para as instalações de IP, será definida em função
do tipo de vias a serem iluminadas e do tráfego, conforme recomenda o
Capítulo 6.

4.2.3.2 - Rede Primária

a) Consumidores a serem ligados em AT

Para ligações em AT, considerar a demanda contratada entre o consumidor e a
CEA.

A demanda poderá ser obtida em função da carga a ser instalada, aplicando-se
fatores de demanda conhecidos de consumidores similares, conforme
Tabela 01 do ANEXO IV.


b) Tronco e Ramais de Alimentadores

A estimativa da demanda será feita em função da demanda dos
transformadores de distribuição, observando-se a homogeneidade das áreas
atendidas e considerando-se a influência das demandas individuais dos
consumidores de AT.





22
4.2.4 - Determinação da Demanda para Projeto de Redes Novas - Processo Estimativo:

Os processos estimativos para determinação da demanda, na elaboração de projetos de
redes novas, serão semelhantes ao disposto no subitem 3.2.3.




5 - ANTEPROJETO



5.1 - CONFIGURAÇÃO BÁSICA E TRAÇADO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO:

A configuração da rede será definida em função do grau de confiabilidade desejado. A
princípio poderão ser utilizadas as configurações "radial simples" e "radial com recurso", dependendo
da importância das cargas ou das localidades a serem servidas.

O traçado das redes deverá obedecer, rigorosamente, as diretrizes e critérios definidos
nesta Norma.


5.1.1 - Configuração Básica das Redes Primárias:

5.1.1.1 - Primário Radial Simples

Esta configuração deve ser utilizada em áreas de baixa densidade de carga, onde
os circuitos primários seguem direções distintas e onde seria antieconômica a
utilização de interligações com outros circuitos.


Fig. 1 : Primário Radial Simples

5.1.1.2 - Primário Radial com Recurso

Esta configuração deve ser utilizada em áreas com maiores densidades de carga
ou que exijam uma maior confiabilidade, devido às particularidades dos
consumidores a serem atendidos (hospitais, centros comerciais, centros de
computação etc.).

23

Fig. 2 : Primário Radial com Recurso


O primário radial com recurso caracteriza-se pelos seguintes aspectos:

a) existência de interligações normalmente abertas (NA) entre alimentadores
adjacentes de uma mesma subestação ou de subestações diferentes;
b) previsão de reserva de capacidade em cada circuito, de forma a absorver carga
do outro circuito, na eventualidade de um defeito;
c) limita o número de consumidores interrompidos por defeito e diminui o tempo
de interrupção, em relação ao sistema radial simples.


5.1.2 - Traçado da Rede Primária:

5.1.2.1 - Traçado de Tronco de Alimentadores

Deve obedecer os seguintes critérios:

a) utilizar vias com arruamentos já definidos e aprovados pela Prefeitura e, se
possível, que já possuam meio-fios implantados;

b) evitar traçados com ângulos e curvas desnecessários;

c) acompanhar a distribuição das cargas (inclusive previsões), de modo a
otimizar os carregamentos;

d) procurar o equilíbrio das demandas entre alimentadores;

e) sempre que possível, dimensionar áreas semelhantes para cada alimentador;

f) evitar trechos paralelos na mesma via ou circuitos duplos;

g) evitar troca de bitola dos condutores tronco, especialmente em de circuitos
primários com recurso.

5.1.2.2 - Traçado de Ramais de Alimentadores

Devem ser observados os seguintes critérios:

a) sempre que possível, devem ter traçados paralelos, para facilitar interligações,
e orientados de modo a favorecer a expansão da área a que servem;

24

b) considerar a posição da fonte de energia de forma a se ter um caminho mais
curto e com menor queda de tensão e perdas;

c) devem ser evitadas voltas desnecessárias.


5.1.2.3 - Traçado das interligações entre alimentadores

a) sempre que possível efetuar as interligações acerca de 1/3 e 2/3 dos troncos
dos alimentadores e/ou nas extremidades dos mesmos;

b) considerar os trechos de menor extensão e a bitola do(s) tronco(s) do(s)
alimentadore(s);

c) evitar vias de tráfego intenso de veículos.


5.1.3 - Configuração da Rede Secundária:

Sempre que possível, adotar circuitos típicos de acordo com as figuras a seguir. Essas
configurações permitem o atendimento em 127/220 volts, de toda a gama de densidades
de carga característica de rede de distribuição aérea.




















q = 100 metros - Frente da quadra
( com fachada dos lados da rua )

Fig. 3 : Configurações Básicas da Rede Secundária



q
q/2
2q
q
q/2
2q
q/2
2q
q/2 q
q
q q/2 q
q/2
q
q
q/2
q
q
/
2

25
A adoção de um determinado circuito típico será função da densidade de carga inicial, da
taxa de crescimento e da configuração do arruamento.

Em cada projeto, individualmente considerado, torna-se na maioria dos casos, difícil a
aplicação de circuitos típicos caracterizados. Entretanto, essas configurações devem ser gradualmente
atendidas à medida que a integração desses projetos individuais o permitam, o que poderá ser
alcançado através de um planejamento orientado para pequenas extensões.

Em nenhum caso poderá haver rede secundária com consumidor distante mais de
250 (duzentos e cinqüenta) metros do transformador.



5.2 - DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO DOS CONDUTORES:


5.2.1 - Dimensionamento Elétrico da Rede Primária:


5.2.1.1 - Critérios Gerais

As características dos condutores a serem utilizados nos projetos de rede
primária estão apresentados nas tabelas 06 e 07 do ANEXO IV.

O dimensionamento da rede deve ser feito observando-se a queda de tensão
máxima permitida, perdas e capacidade térmica dos condutores, conforme
tabelas 07, 09 e 10 do ANEXO IV.

Entende-se como queda de tensão máxima na rede primária, a queda
compreendida entre o barramento da subestação e o ponto mais desfavorável
onde se situa um transformador de distribuição ou um consumidor primário.

O processo de cálculo é o do coeficiente de queda em % por MVA x Km, cujos
valores estão indicados na tabela 09 do ANEXO IV.

Com base no traçado da rede primária e bitola do condutor, calcula-se a queda de
tensão considerando a carga estimada no fim do horizonte de projeto. Se este
valor estiver dentro do limite do perfil de tensão adotado, o traçado é aceitável.

Em áreas de densidade de carga média ou baixa, o dimensionamento
estabelecido por queda de tensão redunda em nível de perdas consideradas
aceitáveis para o sistema.

Quanto as áreas de alta densidade de carga, caracterizadas por alimentadores de
pequena extensão, o fator limitante para o dimensionamento dos condutores, será
o nível de perdas.





26
5.2.1.2 - Limites de Queda de Tensão

Visando ficar dentro dos limites estabelecidos na Portaria nº 047 - DNAEE, a
CEA adotará os seguintes limites de queda de tensão:

a) 4,0 % para projeto (inicial)
b) 7,0 % operativo (final)


5.2.1.3 - Carregamento de Alimentadores

O carregamento será função da configuração adotada (radial simples ou radial
com recursos), que implicará ou não numa disponibilidade de reserva para
absorção de carga por ocasião de manobras e situações de emergência.

Para os alimentadores interligáveis, o carregamento máximo deve situar-se entre
50% e 60% da capacidade térmica dos condutores.

Como critério orientativo, são recomendados os seguintes números de
alimentadores para as cargas especificadas por localidade:

até 1.000 KVA : 01 alimentador
de 1.000 KVA a 3.000 KVA : 02 alimentadores
de 3.000 KVA a 6.000 KVA : 03 alimentadores
de 6.000 KVA a 10.000 KVA : 04 alimentadores

Para consumidores com demandas superiores a 1.500 KVA, recomenda-se a
utilização de um alimentador independente da rede de distribuição da localidade.


5.2.2 - Dimensionamento Elétrico da Rede Secundária:

5.2.2.1 - Critérios Gerais

A rede secundária deverá ser dimensionada de modo a minimizar os custos
anuais de investimento inicial, ampliações, modificações e perdas, dentro do
horizonte do projeto.

Na falta de maiores informações sobre o crescimento de carga da área, a rede
secundária deverá ser dimensionada para atendimento à evolução da carga
prevista até o 10º ano subsequente, prevendo, sempre que possível, uma
subdivisão do circuito no 5º ano.

Considerando uma distribuição de carga basicamente homogênea nos circuitos e,
desde que no final do 5º ano a queda de tensão não ultrapasse a 5,0%, o novo
circuito reduzido em tamanho a no máximo 60% do inicial, resultará que no
final do 10º ano não ultrapassará também os 5,0% de queda de tensão,
conservadas as mesmas bitolas dos cabos.

27

No dimensionamento elétrico deve-se considerar que o atendimento ao
crescimento da carga será feito procurando-se esgotar a capacidade da rede,
observando-se um limite de 3,0% para o projeto (inicial) e de 5,0% operativo
(final), e também os limites de capacidade térmica dos condutores (Tabela 07 do
ANEXO IV).

No cálculo elétrico das redes secundárias deverão ser utilizados os coeficientes
de queda de tensão em % por KVA x 100 m, indicados na tabela 10 do
ANEXO IV, sendo a carga sempre considerada equilibrada ou igualmente
distribuída pelos circuitos monofásicos existentes.

Apesar de se procurar o equilíbrio das cargas entre as fases, os resultados desse
dimensionamento devem ser periodicamente aferidos, de forma a determinar
possíveis fatores de correção a serem adotados em projetos futuros.


5.2.2.2 - Tipos de Projetos

A rotina a ser seguida no dimensionamento elétrico da rede secundária deve ser
feita conforme as características e finalidades do projeto, quais sejam:


a) Projeto de Reforma de Rede

Obter o valor da densidade de carga atual do circuito (kVA/poste),
multiplicando o kVA/consumidor obtido conforme subitem 3.2.2.1 pelo
número de consumidores por poste existentes.

Nota: O método baseou-se na densidade de carga por poste (kVA/poste),
no entanto, podem ser adotados também como parâmetros a
densidade linear do circuito (kVA/m) ou por superfície (kVA/m²),
obedecendo-se a mesma rotina de cálculo para dimensionamento da
rede.


Preparar os esquemas de redes secundárias típicos, de acordo com a
configuração das quadras existentes na área do projeto.

Os esquemas deverão atender o perfil da tensão adotada para a área com
valores extrapolados para o 10º ano; prevendo-se uma subdivisão do
circuito no 5º ano.

Lançar as redes típicas, técnico-economicamente recomendadas em função
da densidade de carga inicial do circuito com a respectiva taxa de
crescimento, conforme apresentado no ANEXO V.

Conferir os resultados obtidos levando-se em conta os consumidores
trifásicos de carga elevada e os de cargas especiais e calcular a queda de
tensão do circuito.


28
b) Projeto de Extensão de Rede

Multiplicar o valor da demanda diversificada média por consumidor,
definida no subitem 3.2.3.1, pelo número total de consumidores a serem
atendidos pelo circuito, inclusive lotes vagos, obtendo-se o total da carga
(kVA) residencial.

Adicionar à carga residencial, as demandas dos consumidores não
residenciais.

Se a demanda máxima prevista ocorrer no período noturno, deverá ser
acrescentada a carga da iluminação pública.

Preparar o esquema unifilar da rede secundária típica de acordo com a
configuração das quadras existentes na área do projeto.

Calcular a queda de tensão do circuito, cujo valor para o 10º ano deverá
atender ao perfil da tensão.

Nos casos dos consumidores com demanda predominantemente diurna, ao
se efetuar o cálculo da rede para demanda noturna, deverá ser pesquisada
individualmente qual a fração daquela demanda que deverá ser incluída
para o período noturno.
Inversamente, para a verificação do cálculo de demanda diurna, devida a
consumidor especial, poderá ser considerada até 30% da demanda noturna
dos consumidores residenciais. Neste caso, efetuar os cálculos para ambos
os períodos, dimensionado o transformador pela maior demanda, assim
como os trechos do circuito em função do período mais crítico.


c) Projeto de Redes Novas

Deverá ser primeiramente estimada a demanda diversificada média com
base nas áreas de características semelhantes já eletrificadas. Se houver
cargas especiais previstas, as mesmas deverão ser consideradas, bem como
o período das suas demandas.
Como exemplo de cálculo elétrico, ver o APÊNDICE I.


5.3 - PROTEÇÃO E SECCIONAMENTO:

5.3.1 - Proteção Contra Sobrecorrentes:

5.3.1.1 - Localização dos Equipamentos de Proteção Contra Sobrecorrentes

A aplicação de equipamentos de proteção contra sobrecorrentes deverá ser
condicionada a uma análise técnico-econômica de alternativas dos esquemas de
proteção de cada circuito. Em princípio, esses equipamentos devem ser
instalados nos seguintes pontos:


29
a) Em tronco de alimentadores

Próximo à saída de cada circuito da SE, no caso de subdivisão de circuito
protegido por um mesmo disjuntor, pode-se, excepcionalmente, utilizar
religadores ou seccionalizadores, levando-se em conta a coordenação
destes com o disjuntor.

Nota: Esta alternativa é válida para o caso de não existir cubículos de
saída disponíveis em SE's de localidades com baixa densidade de
cargas ou quando há necessidade de derivação de um mesmo
circuito para atendimento urbano e rural.

Após cargas, cujas características especiais exijam uma continuidade de
serviço acentuada, usar religador ou seccionalizador.

Onde o valor da corrente de curto-circuito mínimo não é suficiente para
sensibilizar dispositivos de proteção de retaguarda, deve-se utilizar
religador ou chave fusível.



b) Em ramais de alimentadores

No início de ramais que suprem áreas sujeitas a falhas, cuja probalidade
elevada de interrupções tenha sido constatada através de dados estatísticos,
deve-se utilizar religador ou seccionalizador.

Nos demais casos, não abrangidos pelo item acima, usar chave fusível.

c) Em transformadores

Todos os transformadores deverão ser protegidos através de chaves
fusíveis, com elos fusíveis de amperagem adequada à potência do
transformador, conforme tabela 11 do ANEXO IV, e observando-se o
disposto no subitem e) a seguir.




d) Em ramais de consumidores em AT

Deverão ser protegidos através de chaves fusíveis de capacidade adequada,
inclusive nos casos onde a proteção é feita por disjuntor na cabine
consumidora.

e) Em sub-ramais que alimentam apenas um transformador


30
Poderão ser protegidos por chaves fusíveis apenas no início do sub-ramal,
desde que sua extensão não ultrapasse 150 metros e não tenha nenhum
obstáculo para a visão das chaves e do sub-ramal, até o transformador.


5.3.1.2 - Critérios para Seleção dos Equipamentos de Proteção Contra Sobrecorrentes

Os equipamentos a serem instalados nas redes de distribuição urbanas (RDU),
devem ter a tensão nominal e o nível básico de isolamento compatíveis com a
classe de tensão do sistema e também atender as demais condições necessárias
em função do seu ponto de instalação.



a) Chaves e elos fusíveis - para proteção de redes primárias

A corrente nominal da chave fusível deve ser de 100 A, no mínimo igual
ou maior do que 150% do valor nominal do elo fusível a ser instalado no
ponto considerado.
Em todos os casos, o nível de curto-circuito das chaves será de 10 KA.

A capacidade de interrupção, associada ao valor X/R do circuito, no ponto
de instalação, deve ser, no mínimo, igual à máxima corrente de defeito
nesse ponto.

Para possibilitar o desligamento dos ramais sem necessidade de prejudicar
o fornecimento a outros consumidores, deverão ser utilizadas chaves
fusíveis equipadas com dispositivo para permitir a abertura em carga,
mediante a utilização de equipamento tipo "loadbuster" ou similar.

Quando o ramal alimentar apenas um consumidor, deverá ser também
utilizada chave fusível com o dispositivo para abertura em carga.

b) Chaves e elos fusíveis - para proteção de transformadores de distribuição

Os elos fusíveis de proteção do transformador de distribuição ,idealmente,
devem cumprir os seguintes requisitos:


Os elos fusíveis devem operar para curto-circuito no transformador ou rede
secundária, de modo que estes defeitos não repercutam na rede primária.

Os elos fusíveis devem suportar continuamente, sem fundir, a sobrecarga
que o transformador é capaz de suportar sem prejuízo de sua vida útil.


Os elos fusíveis devem ter ampacidade adequada à proteção do
transformador, conforme tabela 11 do ANEXO IV.


31
As chaves fusíveis de proteção dos transformadores de distribuição devem
possuir dispositivo que permita a abertura sob carga.

Deverá ser adotada para a interligação, entre os bornes do secundário do
transformador e o barramento da rede secundária, cabos isolados em PVC,
conforme tabela 12 do ANEXO IV.



c) Religadores

Os religadores deverão ser empregados em derivações de alimentadores
sujeitos a defeitos intermitentes, de forma a evitar-se que as correntes de
carga ou dos curtos fase-terra, quando elevadas a ponto de interferirem no relé
de neutro da subestação, venham a comprometer a coordenação.

d) Seccionalizadores

A instalação de seccionalizadores ficará restrita ao uso no lado da carga, em
série com o religador ou disjuntor, desde que tenham um dispositivo de
religamento automático na retaguarda, que pode ser o próprio disjuntor.


5.3.2 - Proteção Contra Sobretensões:

A proteção contra sobretensões nas RDU será feita por pára-raios projetados nos
seguintes pontos:

Em transformadores de distribuição.

Em estruturas que contenham religadores, seccionalizadores, reguladores de tensão e
capacitores.

Em estruturas de derivação de ramais de entrada de consumidores primários.

Em pontos de transição de rede aérea para subterrânea e vice-versa.

Nos fins de redes primárias.

5.3.3 - Aterramento:

Deverão ser aterradas todas as carcaças de transformadores, reguladores, capacitores,
suportes de equipamentos e chaves de manobra secas ou a gás SF-6 e, o centro da
estrela dos transformadores, tudo interligado e contínuo, para toda a área de
distribuição da cidade.

O neutro contínuo da rede primária será comum ao da rede secundária, multi-aterrado e
conectado à malha de terra da subestação.


32
Junto à transformadores e equipamentos especiais, localizados em zonas protegidas por
edificações, o aterramento deverá ter resistência máxima de 20 Ω ΩΩ Ω. Junto à zonas
desprotegidas de edificações e mais sujeitas a descargas atmosféricas, o aterramento
deverá ter resistência máxima de 10 Ω ΩΩ Ω.
Caso estes valores não sejam atingidos, deverão ser usadas tantas hastes adicionais
quantas forem necessárias, até o limite de 06 hastes. Acima deste número de hastes
deverão ser adotadas alternativas, tais como a utilização de hastes profundas,
tratamento químico do solo ou soluções mistas.

Nos demais casos, os aterramentos da RDU serão feitos com apenas 01 haste, de 300
em 300 metros e de modo que nenhum ponto da rede de distribuição secundária fique
afastado mais de 200 metros de um aterramento.

Todos os extremos da rede (primária e secundária) deverão ter seus neutros aterrados
com aterramento padrão de 20 Ω ΩΩ Ω.

Em áreas isoladas e com poucos transformadores, ou locais de elevada resistividade,
para se obter uma maior proteção, devem ser projetados poços de aterramento em
lugares convenientes e com valor de resistência de terra não superior a 10 Ω ΩΩ Ω, de modo
a garantir que a resistência de aterramento equivalente do sistema fique situada entre
0,1 e 0,3 Ω ΩΩ Ω.

5.3.4 - Seccionamento e manobra:

Poderão ser projetados os seguintes tipos de equipamentos de seccionamento nas redes
aéreas de distribuição urbanas:

a) Chave faca unipolar, com ou sem dispositivo para abertura com carga.

b) Chave faca tripolar com dispositivo para abertura com carga.

c) Corta circuito fusível para abertura sob carga.








5.3.4.1 - Localização dos equipamentos de Seccionamento


a) Chaves para operação com carga

As chaves unipolares ou tripolares para operação com carga, deverão ser
utilizadas em pontos de manobras, de modo a evitar desligamentos dos
circuitos nas SE’s e a minimização dos tempos necessários à realização das
manobras e do número de consumidores atingidos por elas.

33
As chaves deverão ser instaladas em pontos de fácil acesso e operação.


Em princípio, as chaves para operação, serão instaladas nos seguintes pontos:


Interligação de alimentadores.

Pontos de manobras, previstos para transferência de cargas, localização de
defeitos ou para desligamentos destinados à manutenção e construção de
redes.

Após a derivação, para consumidores importantes, a fim de preservar
continuidade de serviço por ocasião de manobras.

No lado da fonte, junto ao início de grandes concentrações de cargas.



b) Chaves para operação sem carga

Por não admitirem abertura em carga, deverão ser usadas em pontos onde
normalmente não estão previstas manobras.
Neste caso, as manobras só poderão ser feitas, desde que eventualmente, e
sem carga.

Em geral, estas chaves poderão ser instaladas nos seguintes pontos:


No tronco de alimentadores, alternadamente com chaves de abertura sob
carga.






34



6 - PROJETO DEFINITIVO



6.1 - LOCAÇÃO E INSPEÇÃO:


Uma vez determinados os traçados das redes primárias e secundárias e definidos os
centros de carga, deverão ser locados em planta os postes necessários à sustentação da rede de
distribuição.
Para que não surjam problemas durante a construção e a necessidade de modificações no
projeto original, sempre que possível, a posição dos postes deverá estar de acordo com as observações
previamente levantadas em campo e devidamente assinaladas em planta, obedecidos os critérios a
seguir:


a) Locar os postes preferencialmente nas divisas dos lotes, evitando a frente das garagens, guias
rebaixadas de postos de gasolina, frente de anúncios luminosos, marquises e sacadas.


b) Em ruas sem arborização, implantar as redes nas faces norte e oeste, e evitar o lado das
grandes arborizações, jardins ou praças públicas.
Normalmente, as arborizações de maior porte são feitas nas faces leste e sul, considerando a
posição do sol e a queda das folhas nas mudanças de estações, de modo a permitir sombra no
verão e aquecimento no inverno.


c) Evitar interferências com alinhamentos de galerias pluviais, esgotos e redes aéreas ou
subterrâneas de outras concessionárias.


d) Projetar vãos elétricos de baixa tensão de 30 a 40 m, podendo, quando existir somente rede
primária, adotar-se vãos primários de 60 a 80 m, prevendo-se futuras intercalações de postes.


e) Para facilitar a transposição de marquises, sacadas e anúncios luminosos, é recomendado o
uso de afastadores para redes secundárias.


f) Em ruas até 20 m de largura, incluídos passeios, projetar os postes sempre num só lado das
ruas (unilateral), observando-se a seqüência da rede existente.


g) Quando não houver posteação deverá ser escolhido o lado mais favorável, considerando o que
tenha maior número de edificações, ou seja, aquele que acarretará a execução de um menor
número de travessias de ramais de serviço (ver figura a seguir).


35





h) Em ruas com largura superior a 20 m, até 30 m, a posteação deverá ser bilateral em zigue-
zague (ver figura a seguir).






i) As ruas com largura superior a 30 m, poderão ter a posteação bilateral frontal (ver a figura a
seguir).






j) Além das larguras das ruas, deve-se considerar que os critérios de posteação citados acima
dependerão também da existência ou não de canteiros centrais, tipo de iluminação pública
adotada, necessidade de mais de um alimentador, etc.


k) Evitar o uso de postes em esquinas de ruas estreitas ou esquinas que não permitam manter o
alinhamento dos postes.


36

l) As conexões elétricas nos cruzamentos de redes poderão ser no meio do vão (FLYNG-TAP’s),
devendo evitar-se o contorno de esquinas com o uso de vários postes.
Nesses casos, a distância A e B dos postes à esquina, deverão, preferencialmente, ser iguais e
estarem entre 6 e 15 m (ver figura a seguir).






6.2 - DIMENSIONAMENTO MECÂNICO - PARÂMETROS


6.2.1 - Parâmetros Básicos:

6.2.1.1 - Condições Ambientes

Para dimensionamento mecânico dos cabos e das estruturas que os sustentam,
deverão ser respeitadas as seguintes condições:

Vento máximo: 60 km/h a 15ºC.

Pressão do vento em superfícies cilíndricas (cabos e postes circulares):

2
V 00471 , 0 P × ×× × = == =

onde:
P = daN/m²
V = km/h

Pressão do vento em superfícies planas (postes duplo-T, etc.):

2
V 00754 , 0 P × ×× × = == =

Temperatura: 0ºC a 50º C.

Vãos calculados: 5 m a 150 m (de 5 em 5 m).

Cabo básico: Alumínio 4 AWG.


37


Estado básico 1:


Temperatura: 0º C
Velocidade do vento: 0 km/h
Tração horizontal máxima: 1/7 TR do cabo básico.
TR = Tração de ruptura do cabo.



Estado básico 2:


Temperatura: 15º C
Velocidade do vento: 60 km/h
Tração horizontal máxima: 1/5 TR do cabo básico.



6.2.1.2 - Condutores

A seção mínima dos condutores a serem utilizados nos circuitos primários e
secundários, atendidos os requisitos elétricos e mecânicos, deverá ser de
21,14 mm (4 AWG).

As seções padronizadas e recomendadas estão indicadas na tabela 06 do
ANEXO IV.



6.2.1.3 - Afastamentos mínimos

O afastamento entre condutores, entre condutores e o solo e, entre condutores
e edifícios, deverão ser dimensionados de forma a atenderem os valores
estabelecidos pelas NBR 5434 E NBR 5433.



6.2.1.4 - Postes

Basicamente, os postes a serem utilizados em redes de distribuição urbanas,
serão de concreto do tipo seção circular e duplo-T, com as seguintes
características (ver tabela 13 do ANEXO IV):


38

a) comprimentos

Comprimento Utilização
9 metros
serão de uso exclusivo para redes secundárias.
11 metros
de uso geral para redes primárias e/ou de
redes secundárias.
*12/13 metros
serão utilizados em casos especiais de
cruzamentos, mais de 2 níveis de cruzetas,
etc.



b) carga útil admissível a 20 cm do topo (daN)

Comprimento Carga Útil
9 metros 150, 300 e 600
11 metros 300, 600, 1000 e 1500
*12/13 metros 300, 600, 1000 e 1500


Nota : Postes com comprimentos e esforços acima dos especificados acima,
serão considerados especiais, ficando sua utilização restrita à situações
específicas.
* Os postes de 13 metros e os de esforços para 1500 daN apesar de não
constarem das NBR 8451, 8452 e 6124, poderão ser utilizados.


6.2.1.5 - Estruturas

Serão consideradas as estruturas padronizadas pela CEA, através da NBR-5433:


a) Redes Primárias

Para redes trifásicas, utilizar cruzetas de madeira de 2.400 mm, tipos Normal
(N), Beco (B) e Meio-beco (M).


b) Redes Secundárias

Disposição vertical, com isoladores tipo roldana em armações secundárias.



39


6.3 - CÁLCULO MECÂNICO DA REDE

Consiste na determinação dos esforços resultantes que serão aplicados nos postes e, na
identificação dos meios necessários para absorção destes esforços.

O esforço resultante é obtido através da composição dos esforços dos condutores,
produzidos pela aplicação das trações de projeto indicados nas tabelas 14 e 15 do ANEXO IV, que
atuam no poste em todas as direções, transferidas a 20 cm do topo do poste e que pode ser calculado
tanto pelo método geométrico quanto pelo método analítico.

Para a instalação de transformadores e demais equipamentos em postes da RDU, deverá
ser observada a tabela 16 do ANEXO IV.

Para a instalação de transformadores deverão ser considerados os preceitos contidos no
subitem 5.3.3, relativos a engastamento dos postes.



a) Método Geométrico

As trações dos condutores obtidas através deste método, são representadas por dois
vetores em escala, de modo que suas origens coincidam, construindo um paralelogramo conforme
indicado a seguir:





onde:

R = Tração resultante
F1 e F2 = Tração dos condutores
α = Ângulo formado pelos condutores








40
,

b) Método Analítico

De posse das trações no poste e do ângulo formado pelos condutores dos circuitos, tem-se:






β ββ β ⋅ ⋅⋅ ⋅ ⋅ ⋅⋅ ⋅ ⋅ ⋅⋅ ⋅ + ++ + + ++ + = == = cos F F 2 F F R
2 1
2
2
2
1



Se F1 = F2 : R = 2.F.sen α/2

sendo : α = 180º - β
β = ângulo formado pelos condutores


6.3.1 - Utilização dos Postes:


a) Quanto ao comprimento

Basicamente os postes podem ser de:

9 m : rede de BT
11 m : rede de AT ou (AT + BT)
12 m : rede de AT com ou sem BT, em cruzamentos e/ou derivações.

Excepcionalmente, em alguns arranjos primários, uso mútuo de postes, nós de
travessias, etc., poderão ser usados postes especiais de comprimentos maiores.


b) Quanto à resistência mecânica

Será em função do esforço resultante a ser absorvido pelo poste e das resistências
mecânicas padronizadas : ENGASTAMENTO DE POSTES.

Nas tabelas 17 e 23 do ANEXO IV são fornecidos os esforços resultantes de redes
primárias e secundárias e de ação dos ventos, para os diversos ângulos.


41


6.3.2 - Escolha do Tipo de Estrutura:

A escolha das estruturas serão em função da bitola dos condutores, do vão, dos ângulos
de deflexão horizontal e do espaçamento elétrico, sendo determinadas pela -
METODOLOGIA DE CÁLCULO DE ESTRUTURAS PARA REDES AÉREAS.

6.3.3 - Engastamento:

A profundidade, em metros, de instalação ou engastamento será, para qualquer tipo de
poste, determinado pela fórmula:


60 , 0
10
L
C + ++ + = == =


Sendo: L = comprimento do poste em metros
C = engastamento (mínimo de1,5 metros)


Em função da aplicação de processos de cálculo para determinação do engastamento para
poste de distribuição, são definidos três tipos básicos de engastamento: simples, com
reforço e base concretada - ENGASTAMENTO DE POSTES.
Para tipos especiais de solos, deverão ser adotados arranjos ideais e fundações adequadas,
como por exemplo, o tipo "cava de areia com sapata concretada".


Notas: 1) Um terreno normal absorve esforço sobre o poste de até 150 daN.
2) Com a colocação de escora de subsolo a absorção alcança até 300 daN.
3) Postes com resistência nominal igual ou superior a 600 daN deverão ter base
concretada quando aplicado em áreas alagadas.



6.3.4 - Estaiamento:

Serão utilizados estaiamentos para se obter a estabilidade de postes ou estruturas sem
equilíbrio, quando o solo for excessivamente fraco ou em conseqüência de um momento
fletor solicitante elevado, provocado por um esforço mecânico externo.

Os esforços poderão ser do tipo poste a poste, cruzeta a poste ou de contra-poste em
finais de rede, ou ainda de redução de trações nos últimos postes.





42



6.3.4.1 - Estai de Cruzeta a Poste

Para a pior condição (rede trifásica com cruzeta tipo beco), o quadro a seguir
mostra os esforços atuantes. Metodologia de Dimensionamento de Estruturas
para Redes Aéreas de Distribuição Urbanas):




CONDUTOR AL (CA)
BITOLA - AWG/MCM ESFORÇOS (daN)
4 180
2 270
1/0 420
4/0 840
336,4 1350


Considerando-se os valores acima e levando-se em conta as resistências nominais
dos cabos de aço de diâmetros 6,4 mm (1/4") e 9,5 mm (3/8"), que são
usualmente empregados em redes aéreas urbanas nuas, deve-se observar o
seguinte critério para estai de cruzeta a poste:

Cabo de aço 6,4 mm : até o condutor 4/0 AWG
Cabo de aço 9,5 mm : para condutor 336,4 MCM


6.3.4.2 - Estai de Poste a Poste

O estai de poste a poste deverá absorver todo o esforço que exceder a capacidade
do poste, provocado pelos esforços resultantes dos circuitos primários e
secundários.

O esforço excedente a ser absorvido pelo cabo de aço do estai pode ser
transferido para um ou mais postes, sendo recomendável a transferência para, no
máximo, dois postes.

Apesar da grande variedade de combinações de esforços a que ficam submetidos
os postes das redes aéreas de distribuição, os esforços excedentes deverão ficar
limitados a 700 daN e 1560 daN, correspondendo respectivamente aos cabos de
aço de 6,4 mm e 9,5 mm.


43




6.3.4.3 - Estai de Poste a Contra-poste

Normalmente este tipo de estai é empregado em fins-de-linha com a finalidade
de absorver os esforços excedentes do último poste.

De acordo com estudos realizados por outras concessionárias, obedecidas as
condições abaixo, o quadro a seguir nos fornece os esforços máximos
admissíveis, que serão absorvidos pelo contra-poste.

Condições:

contra-postes de 5 m de comprimento;
taxa de compressibilidade do solo de 2000 daN/m³;
ângulo de inclinação do contra-poste com a vertical de 30º;
engastamento entre 1,5 m e 2,0 m;
diâmetro médio do contra-poste, no engastamento, de 20 a 30 cm.


CONTRA-POSTE DE 5,0 m (Esforços Absorvidos)
ENGASTAMENTO
ESFORÇOS MÁXIMOS EM daN
(m) d = 20 cm d = 25 cm d = 30 cm
1,50 312 390 468
1,60 378 472 566
1,80 539 674 809
2,00 739 924 1109


6.3.4.4 - Redução das Trações

Em situações que exijam poste acima de 1500 daN, deverá ser adotada a
montagem dos condutores com "Tração Reduzida".
Este processo, que é também utilizado para redes em ângulo, consiste em
diminuir o vão entre postes, mantendo a flecha dos condutores igual à do vão
considerado básico.

Em função destas condições, a tensão mecânica reduzida é dada pela expressão:

b
b
r
r T
2
V
V
T × ×× × | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =


44
onde:

Vr = vão reduzido em metros
Vb = vão básico em metros
Tb = tração básica ou normal, relativa ao vão básico, em daN

Nota: A tração básica (Tb) deve ser calculada em função da tração do projeto
dos condutores primários e secundários existentes na estrutura,
aplicados a 20 cm do topo.

O vão básico de um determinado trecho é calculado pela seguinte expressão:


( (( ( ) )) ) m máx m b V V
3
2
V V − −− − × ×× × + ++ + = == =

onde:

Vm = média aritmética dos vãos, em metros
Vmáx = maior vão, em metros



No poste anterior ao poste intermediário "C" da Figura B a seguir, as
estruturas de fixação dos condutores devem ser de encabeçamento, tanto para o
primário quanto para o secundário.




Figura A





45


Figura B


Este poste deverá ser dimensionado em função das diferenças das tensões
mecânicas do vão básico e do vão reduzido, que as estruturas de amarração
transmitem ao poste.


Se esta tração for muito elevada em relação ao poste que se deseja empregar, o
excesso de tração poderá ser transferido ao poste seguinte através de tirante
aéreo (o poste"B", tende a neutralizar somente o esforço do tirante).

O esforço de tração reduzida será absorvida pelo poste final das trações
reduzidas (poste"A").

Nos Apêndices II e III são apresentados exemplos de cálculo para fim-de-linha
e para ângulo, respectivamente.


ILUMINAÇÃO PÚBLICA (IP)



7.1 - CAMPO DE APLICAÇÃO:

Compreende a iluminação das vias urbanas, que se caracterizam pela existência de
edificações ao longo da via, ou a presença de tráfego motorizado e de pedestres em maior ou menor
escala, tomando por referência a NBR - 5101, em revisão na ABNT.

Não inclui a iluminação de praças, parques, passeios, monumentos, edifícios, áreas de
lazer, etc., que para efeito de projeto de redes são considerados opcionais.


7.2 - CLASSIFICAÇÃO DE VIAS E TRÁFEGOS


7.2.1 - Classificação das Vias:

As vias de tráfego de veículos, de acordo com a NBR-5101, são classificadas como:


46
a) “A” - Vias rurais/estradas (não compreendidas nestes critérios)

A1 - Artérias
A2 - Coletoras
A3 - Locais e de acesso

b) “B” - Vias de Ligação

c) “C” - Urbanas


7.2.2 - Classificação dos tráfegos:

A classificação dos tráfegos a ser considerada nos projetos, para veículos e pedestres,
deverá obedecer o estabelecido nas tabelas 24 e 25 do ANEXO IV.


7.3 - ILUMINÂNCIA:

7.3.1 - Níveis de Iluminância:

A iluminância deverá estar de acordo com os valores da tabela 26 do ANEXO IV, para
leitos carroçáveis das vias com superfícies escuras (asfalto ou similar), podendo os
valores serem divididos por 1,5 quando se tratar de superfícies claras (concreto ou
similar).

Para as vias com "tráfego muito leve" e com "tráfego muito intenso" serão consideradas
as exigências dos tráfegos "leve" e "intenso", respectivamente.


7.3.2 - Uniformidade da Iluminância:

≥ ≥≥ ≥ 1/3 , em geral.
≥ ≥≥ ≥ 1/6 , excepcionalmente para vias de tráfego leve.

7.4 - FONTES DE LUZ

7.4.1 - Altura de Montagem das Fontes de Luz:

Em geral, deverão ser respeitadas as alturas mínimas indicadas na tabela 27 do
ANEXO IV.


7.4.2 - Fontes de Luz:

Recomenda-se fazer os projetos de iluminação pública orientados em planejamentos
elaborados com base nas populações das localidades.


47
Como exemplo, para localidades até 200.000 habitantes, poderão ser utilizados os
critérios da tabela 28 do ANEXO IV, elaborada com base em pesquisa de tráfego e que
deverá ser revisada quando o desenvolvimento tecnológico o exigir.


7.5 - POSTEAÇÃO:

Em geral, deverão ser utilizados os postes da rede de distribuição, conforme os critérios
definidos no subitem 5.1 desta norma.

Desde que sejam obedecidos os valores de iluminamento, definidos na tabela 26 do
ANEXO IV, a adoção dos critérios citados dependerá ainda dos seguintes aspectos:

a) da largura da via;
b) se a via tem ou não canteiro central;
c) do tipo de iluminação adotado;
d) do vão entre os postes;
e) da possibilidade de extensão do ramal de serviço dentro dos limites de altura sobre o piso;
f) e do comprimento do ramal de serviço.


7.6 - COMANDO:

Em geral, a iluminação pública, sempre que for instalada em postes das redes de distribuição,
será controlada através de relés fotoelétricos individuais.

Os sistemas de comando em grupo, do tipo múltiplo, com comando por relé fotoelétrico e chave
magnética, só serão utilizados em sistemas específicos de IP.


Os seguintes sistemas especiais, dependerão de estudos específicos e deverão ser tratados de
acordo com as recomendações da NBR - 5101:

a) cruzamentos de nível e em dois níveis;
b) pistas convergentes e divergentes;
c) curvas e elevações.












48
7.7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

As obras de instalações e/ou reforma de IP, que impliquem em investimentos, aumento de
receita, diminuição da iluminância e/ou cobrança de participação financeira para Construção, somente
poderão ser propostas e executadas após a concordância explícita da Diretoria Executiva da CEA, em
arcar com os custos da nova instalação e em pagar a participação financeira para Construção, quando
for o caso.

Como forma de agilizar o Programa de Eficiência Energética – PEE a ser implementado
na área de concessão da CEA, a Divisão de Distribuição – DDI através da Seção de Planejamento da
Distribuição poderá efetuar em conjunto com a Assessoria de Planejamento Empresarial – ASPE
levantamento de dados referentes a iluminação pública.

49

8 - RECURSOS ESPECIAIS DE PROJETO

8.1 - CORREÇÃO DE NÍVEIS DE TENSÃO:

Quando os níveis de tensão se mantiverem fora dos limites predeterminados pelo perfil de
tensão adotado, recursos adicionais para correção do problema devem ser considerados.

As diversas alternativas a seguir, devem ser analisadas técnica e economicamente, em
função da situação específica do projeto:

8.1.1 - Regulação de Tensão:

A regulação de tensão é um dos recursos utilizados para manter o nível de tensão dentro
dos limites predeterminados e cuja possibilidade de aplicação aos diversos componentes
do sistema, dependerá de uma análise específica do sistema disponível.

8.1.1.1 - Regulação de Tensão na Subestação

A possibilidade de regulação de tensão na Subestação (SE), dependerá
exclusivamente do tipo de SE adotada para cada sistema.
Por esse critério, podemos ter SE′s dotadas de bancos de reguladores ou SE′s
com banco de capacitores, ou ainda, SE′s dotadas de transformadores com LTC
(comutação de tapes sob carga).

8.1.1.2 - Regulação na Rede Primária

De posse de um perfil de tensão onde são indicadas as diversas parcelas de
quedas de tensão correspondentes a cada componente do sistema, pode-se obter
uma maior faixa de variação da tensão na rede primária e, desde que a queda de
tensão não exceda a 15%, poderão ser usados reguladores de tensão ao longo da
rede primária.

8.1.1.3 - Mudança de "Tape" em Transformador

A mudança de tapes nos transformadores de distribuição, pode ser uma
alternativa a ser adotada para melhoria do nível de tensão da rede secundária.
Entretanto, esta solução apresenta restrições para aplicação em uma mesma área,
devido aos problemas operativos que podem surgir.
Este recurso pode ser aplicado em pequenas localidades alimentadas por redes
primárias oriundas de localidades vizinhas, onde utiliza-se tapes em tensão
superior.
O uso de tapes diferentes em uma mesma alimentação, deve ser feita
observando-se o perfil de tensão em carga mínima, pois a tensão primária pode
assumir valores elevados de forma a provocar tensões secundárias também
elevadas nos transformadores cujos tapes são de tensão inferior.
A regulação dos tapes deverá ser realizada somente após análise das medições
instantâneas ou registradas, e por técnicos qualificados e credenciados pelo setor
de controle de distribuição da empresa, apresentando relatórios específicos
existentes.

50



8.2 - COMPENSAÇÃO DE REATIVOS:

Os benefícios resultantes da instalação de bancos de capacitores na rede primária são:

a) Diminuição das perdas;
b) Correção do fator de potência;
c) Liberação da capacidade em kVA do sistema;
d) Elevação do nível de tensão;
e) Regulação de tensão.


8.2.1 - Na determinação da potência capacitiva total instalada no sistema, deve-se pesar
convenientemente os benefícios acima enumerados, face os custos envolvidos ou, em
outras palavras, determinar-se o fator de potência ótimo para o sistema.


8.2.2 - Deverão ser convenientemente conscientizados e orientados os consumidores cujas
atividades econômicas demandam o uso de motores, para que utilizem capacitores de
baixa tensão agregados aos circuitos que alimentam os mesmos, como forma de corrigir o
fator de potência a baixo custo (capacitores de AT são onerosos).

Desta forma, caberá à CEA tão somente zelar pela correção do fator de potência
resultante das reatâncias indutivas de seus transformadores e redes de distribuição.













51




9 - APRESENTAÇÃO DO PROJETO




O projeto definitivo deverá ser composto das seguintes partes:

• •• • Memorial descritivo;
• •• • Cálculo de queda de tensão;
• •• • Planta da rede primária;
• •• • Desenho do projeto;
• •• • Desenho de detalhes complementares do projeto;
• •• • Relação de materiais.



9.1 - MEMORIAL DESCRITIVO:

Deverá conter informações referentes a:

a) objetivo e necessidade da obra;
b) características técnicas;
c) número de consumidores ou áreas beneficiadas;
d) demonstrativo do custo estimado da obra (diretos e indiretos) e do auxílio para construção, se
houver;
e) resumo descritivo das quantidades dos principais itens de materiais a serem empregados
(postes, equipamentos e condutores);
f) informações complementares a serem fornecidas à ANEEL (conforme determina o Manual de
"Normas Técnicas e Procedimentos Jurídicos" da ANEEL).



9.2 - CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO:

Os cálculos de queda de tensão deverão ser apresentados, em separado, para a rede
primária e para a rede secundária, contendo diagrama unifilar e planilhas de cálculo.

Nos casos de reformas, poderão ser indicadas as medições de corrente, tensão e demanda,
efetuadas nos circuitos existentes e objeto da reforma.



52
9.3 - PLANTA E DESENHO DO PROJETO:

As plantas e desenhos, deverão ser elaborados em formato conveniente, padronizados
pela ABNT, e devem ser complementados com as seguintes informações:

a) Conter todos os arruamentos e logradouros, túneis, pontes e viadutos, rodovias, ferrovias e
acidentes naturais;
b) Mostrar a localização de todos os serviços públicos essenciais existentes na área do projeto.

Todos os desenhos deverão ser numerados, sendo que o nº correspondente deverá aparecer em
destaque, assim como seus elementos descritivos, essenciais à identificação da planta.

9.3.1 - Planta de Rede Primária:

Deverá ser apresentada na escala 1:5000, contendo:

a) Indicação do tipo e bitola dos condutores;
b) Localização da subestação, de todos os transformadores de distribuição, dos
equipamentos de manobra, proteção e regulação tais como chave-fusível, chave à óleo
ou a gás SF6, chave-faca, religador, seccionalizador, capacitor e regulador de tensão,
bem como de todos os consumidores de AT com as respectivas características
técnicas;
c) Localização das derivações aéreas e subterrâneas e dos alimentadores rurais.


9.3.2 - Desenho do Projeto:

Deverá ser apresentado em escala 1:1000 contendo:

a) A localização e a numeração de toda a posteação, com a indicação do tipo, altura e
carga nominal;
b) Indicação das estruturas primárias e secundárias, estaiamentos, aterramentos e
seccionamentos;
c) Indicação do tipo, bitolas e número de condutores primários, secundários e de IP;
d) Tipo e capacidade de todos os transformadores;
e) Chaves fusíveis - suas capacidades de ruptura e especificação do elo fusível;
f) Religadores, seccionalizadores, chaves de manobra, com suas características técnicas;
g) Potência e tipo de lâmpadas de iluminação pública e de relé de comando;
h) Reguladores de tensão;
i) Pára-raios;
j) Capacitores.




53
9.4 - DESENHO DE DETALHES COMPLEMENTARES DO PROJETO:

Deverão ser desenhados à parte, as travessias, os cruzamentos, a ocupação de faixa de
domínio e as zonas de aproximação de aeroportos, de acordo com as normas existentes.

Outros detalhes que se fizerem necessários, por imposição de circunstâncias especiais,
quando o simples desenvolvimento planimétrico não for suficiente para definir com precisão a
montagem das estruturas ou a disposição e fixação dos condutores, estaiamentos, etc.



9.5 - RELAÇÃO DE MATERIAIS:

Deve fazer parte do projeto, uma relação com a descrição de todos os materiais e
quantidades a serem empregadas, inclusive com os códigos e referências aos padrões da Empresa.


































54

ANEXO I : SÍMBOLOS PARA OS MAPAS
TIPO 1 : 1000 1 : 5000
RUA




RUA PROJETADA




PONTE




TÚNEL




VIADUTO




ESTRADA - FAIXA DE SERVIDÃO




ESTRADA DE FERRO




CERCA DE ARAME




MURO




FACHADA DE PRÉDIO



RIO (SENTIDO DA CORRENTEZA)




LAGO




TERRENO ALAGADIÇO




∗ Traço utilizado para desenhos e símbolos.


55

ANEXO I : SÍMBOLOS PARA OS MAPAS
TIPO 1 : 1000 1 : 5000
CANAL




JARDIM




IGREJA




CEMITÉRIO




PRAIA OU AREIA




EROSÃO




BARRANCO, CORTE, ATERRO




VALETAS




PONTO DE CONTROLE HORIZONTAL




X O,2
PONTO DE CONTROLE VERTICAL




TELÉGRAFO E TELEFONE




RETICULADO DE COORDENADAS


0,1 mm


0,1 mm
RETICULADO DE POSIÇÃO DE FOLHAS


0,2 mm


0,2 mm
∗ Traço utilizado para desenhos e símbolos.



56

ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
ESPECIFICAÇÃO TIPO
ESCALAS DE UTILIZAÇÃO
1 : 1000 1 : 5000
CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO


POSTE
MADEIRA





CONCRETO CIRCULAR





CONCRETO DUPLO T





AÇO (IP) - 01 PÉTALA





AÇO (IP) - 02 PÉTALAS





AÇO (IP) - 03 PÉTALAS





AÇO (IP) - 04 PÉTALAS





CONCRETO ORNAMENTAL (IP)
01 PÉTALA





CONCRETO ORNAMENTAL (IP)
02 PÉTALAS





CONCRETO ORNAMENTAL (IP)
03 PÉTALAS





CONCRETO ORNAMENTAL (IP)
04 PÉTALAS





SECCIONAMENTO
E MANOBRA

CHAVE FACA UNIPPOLAR SEM
ABERTURA EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








CHAVE FACA UNIPOLAR COM
ABERTURA EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








Nota: No projeto, a característica deverá estar contida num retângulo.
Fonte: CEA (Critérios para Projetos).


57


ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
ESPECIFICAÇÃO TIPO
ESCALAS DE UTILIZAÇÃO
1 : 1000 1 : 5000
CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO



SECCIONAMENTO
E MANOBRA
CHAVE FACA TRIPOLAR SEM
ABERTURA EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








CHAVE FACA TRIPOLAR COM
ABERTURA EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)









TRANSFORMADOR
TRANSFORMADOR DA CEA
EXISTENTE (INDICAR
CARACTERÍSTICAS)








TRANSFORMADOR
PARTICULAR
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








TRANSFORMADOR CEA EM
PROJETO (INDICAR
CARACTERÍSTICAS)








TRANSFORMADOR DA CEA EM
CABINE
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








TRANSFORMADOR PARTICULAR
EM CABINE
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO
SUBTERRÂNEA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)









PROTEÇÃO
CHAVE FUSÍVEL SEM ABERTURA
EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








CHAVE FUSÍVEL COM ABERTURA
EM CARGA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








RELIGADOR MONOFÁSICO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








RELIGADOR TRIFÁSICO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








SECCIONALIZADOR MONOFÁSICO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








Nota: No projeto, a característica deverá estar contida num retângulo.

Fonte: CEA (Critérios para Projetos).



58
ANEXO I : SIMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
ESPECIFICAÇÃO TIPO
ESCALAS DE UTILIZAÇÃO
1 : 1000 1 : 5000
CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO

PROTEÇÃO
SECCIONALIZADOR
TRIFÁSICO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








PÁRA-RAIOS








ATERRAMENTO






CONDUTOR
CONDUTOR PRIMÁRIO








CONDUTOR SECUNDÁRIO





CRUZAMENTO COM LIGAÇÃO








CRUZAMENTO SEM LIGAÇÃO








ENCABEÇAMENTO OU
MUDANÇA DE BITOLA PRIMÁRIA.
(INDICARCARACTERÍSTICAS)








ENCABEÇAMENTO OU MU-
DANÇA DE BITOLA SECUNDÁRIA.
(INDICARCARACTERÍSTICAS)





SECCIONAMENTO DO PRIMÁRIO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








SECCIONAMENTO DO
SECUNDÁRIO. ( INDICAR CARAC-
TERÍSTICAS)





SECCIONAMENTO NO MEIO
DO VÃO.










Nota: No projeto, a característica deverá estar contida num retângulo.

Fonte: CEA (Critérios para Projetos).



59
ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
ESPECIFICAÇÃO TIPO
ESCALAS DE UTILIZAÇÃO
1 : 1000 1 : 5000
CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO
REGULAÇÃO E
COMPENSAÇÃO
DE REATIVOS
REGULADOR DE TENSÃO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








REGULADOR DE TENSÃO TIPO
AUTO-BOOSTER.
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








CAPACITOR FIXO
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








CAPACITOR AUTOMÁTICO









RAMAL
RAMAL DE SERVIÇO SECUN-
DÁRIO SUBTERRÂNEO





RAMAL DE SERVIÇO SECUN-
DÁRIO AÉREO





RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO
SUBTERRÂNEO.
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO
SUBTERRÂNEO DUPLO.
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)








RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO
AÉREO.
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)









ESTAIS
ESTAI DE POSTE A POSTE
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)





ESTAI DE CONTRA-POSTE
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)





ESTAI DE CRUZETA
(INDICAR CARACTERÍSTICAS)





ESTAI DE ÂNCORA





Nota: No projeto, a característica deverá estar contida num retângulo.

Fonte: CEA (Critérios para Projetos)



60
ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO
ESPECIFICAÇÃO TIPO
ESCALAS DE UTILIZAÇÃO
1 : 1000 1 : 5000
CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO
ESTAIS ESTAI DE SUBSOLO





ILUMINAÇÃO
PÚBLICA
LUMINÁRIA





RELÉ FOTOELÉTRICO





CAIXA DE COMANDO





Nota; No projeto, a característica deverá estar contida num retângulo.

Fonte: CEA (Critérios para Projetos)


61

ANEXO II
(Formulário n° 01)


LEVANTAMENTO DE CARGAS ESPECIAIS - BT












































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62

ANEXO II
(Formulário n° 02)


MEDIÇÃO DE CARGA - TRANSFORMADOR E CONSUMIDOR C/ CARGA SIGNIFICATIVA













































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63


ANEXO III


FATOR DE CORREÇÃO POR MELHORIA DE TENSÃO
(Gráfico)












































64
ANEXO IV

Tabela 01: fatores típicos de carga e demanda p/ consumidores ligados em AT

ITEM

RAMO DE ATIVIDADE


FC%

FD%
1.
1.1
2.
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
3.
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
4.
4.1
5.
6.
6.1
7.
7.1
8.
8.1
9.
10.
10.1
11.
11.1
11.2
12.
13.
14.
14.1
15.
16.
16.1
16.2
16.3
16.4
16.5
17.
18.
19.
19.1
19.2
19.3
19.4
19.5
PRODUTOS MINERAIS
Extração de minerais metálicos
TRANSFORMAÇÃO DE MINERAIS NÃO METÁLICOS
Britamento de pedras
Fabricação de cal
Cerâmica
Fabricação de refratários
Preparação de argamassa, concreto (const. civil)
Beneficiamento.de amianto, caolim, quartzo, etc.
METALURGIA
Siderurgia
Fundição de metais ferrosos
Laminação de metais ferrosos
Fabricação de tubos, canos e estruturas de aço
Fabricação de artefato de ferro e aço trefilado
MECÂNICA
Fabricação de máquinas e aparelhos industriais
MATERIAL ELÉTRICO E DE COMUNICAÇÕES
MATERIAL DE TRANSPORTES
Manutenção de veículos ferroviários
MADEIRA
Serraria
CELULOSE - PAPEL E PAPELÃO
Fabricação de papel
BORRACHA
COUROS, PELES E PRODUTOS SIMILARES
Curtume
INDÚSTRIAS QUÍMICAS
Produção de elementos químicos
Acondicionamento de derivados de petróleo
PRODUTOS MEDICINAIS
PERFUMARIAS, SABÕES E VELAS
TEXTIL
Fiação e tecelagem
VESTUÁRIO, CALÇADOS E ARTIGOS DE TECIDOS
PRODUTOS ALIMENTARES
Beneficiamento de cereais
Abate de animais
Laticínios
Fabricação de massas alimentícias
Fabricação de rações balanceadas
BEBIDAS
EDITORIAL E GRÁFICA
COMERCIAL E SERVIÇOS
Escolas
Hospitais
Hotéis
Mecânica de veículos e máquinas
Serviços de água e esgoto
31
31
29
20
41
23
51
24
35
51
74
41
28
39
37
28
36
37
30
33
20
17
52
42
44
25
25
44
75
36
14
24
57
61
38
38
26
46
39
44
16
37
45

33
37
32
27
66
62
62
71
66
70
84
57
63
70
61
78
64
65
37
24
25
27
47
33
34
51
50
61
66
63
41
41
68
68
73
41
57
63
62
48
66
66
48
67
71
68
64
72

41
46
39
44
84
Fonte: NBR
OBS.: 1) Os valores foram calculados com base em dados de faturamento de consumidores primários.
2) FC foi calculado, considerando-se um período médio de funcionamento dos vários consumidores.
3) O valor do FD é o máximo típico para cada atividade.

65
ANEXO IV

Demandas diversificadas

Tabela 02 : Carga Mínima e Demanda para Instalações de Iluminação e Tomadas.

DESCRIÇÃO
CARGAS
MÍNIMAS
(W/m2)

FATOR DE DEMANDA (%)

Auditórios, salas para exposições e semelhantes


15

100

Bancos, lojas e semelhantes


40

100

Vitrines


500

100

Barbearias, salões de beleza e semelhantes


30

100

Clubes e semelhantes


30

100

Escolas e semelhantes

30

100 para os primeiros 12 kW
50 para o que exceder de 12 kW

Escritórios

30

100 para os primeiros 20 kW
70 para o que exceder de 20 kW

Garagens comerciais e semelhantes


5

100

Hospitais e semelhantes

20

40 para os primeiros 50 kW
20 para o que exceder de 50 kW

Hotéis e semelhantes

50 para os primeiros 20 kW
40 para o que exceder de 20 kW

Igrejas e semelhantes


15

100

Residências

30

100 para os primeiros 10 kW
35 para o que exceder de 10 kW

Restaurantes e semelhantes


20

100

Corredores e passagens


5

100

Almoxarifados, rouparias e semelhantes


5

100
OBS.: 1) A tabela se refere à carga mínima das instalações elétricas para iluminação e tomadas até 600 W, em função da área de construção.
2) Os alimentadores de recinto em que, por sua natureza, toda a carga seja utilizada simultaneamente (sala de operações, salões de baile e
recepções e semelhantes), deverão ser considerados com o fator de demanda de 100%.


66
ANEXO IV


Tabela 03 : Fatores de Demanda de Aparelhos de Aquecimento.
F A T O R D E D E M A N D A
Nº DE
APARELHOS
COM
POTÊNCIA DE
ATÉ
3,5 kW
COM
POTÊNCIA DE
3,5 kW OU
MAIS

Nº DE
APARELHOS
COM
POTÊNCIA DE
ATÉ
3,5 kW
COM
POTÊNCIA DE
3,5 kW OU
MAIS

1


80

80

16

39

28

2


75

65

17

38

28

3


70

55

18

37

28

4


66

50

19

36

28

5


62

45

20

35

28

6


59

43

21

34

26

7


56

40

22

33

26

8


53

36

23

32

26

9


51

35

24

31

26

10


49

34

25

30

26

11


47

32

26 a 30

30

24

12


45

32

31 a 40

30

22

13


43

32

41 a 50

30

20

14


41

32

51 a 60

30

18

15


40

32

61 ou mais

30

16
Fonte: ABNT

67
ANEXO IV

Tabela 04: Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos e Eletroprofissionais.
APARELHO
POTÊNCIAS
NOMINAIS
TÍPICAS

APARELHO
POTÊNCIAS
NOMINAIS
TÍPICAS
Aquecedor de água central -
(boiler) 50 a 100 l
1.000 W

Distribuidor de ar (fan coil) 250 W
Idem 150 a 200 l 1.250 W

Ebulidor 2.000 W
Idem 250 l 1.500 W

Enceradeira 300 W
Idem 300 a 350 l 2.000 W

Esterilizador 200 W
Idem 400 l 2.500 W
Exaustor de ar para cozinha (residencial) 300
a 500 VA
Aquecedor de água de passagem
4.000
a 8.000 W

Ferro de passar roupas
800
a 1.650 W
Aspirador de pó (residencial.)
500
a 1.000 W

Fogão (resid.) - por boca 2.500 W
Barbeador 8 a 12 W

Forno (resid.) - portátil
800
a 1.200 W
Batedeira
100
a 300 W

Forno (resid.) - fixo 4.500 W
Cafeteira 1.000 W

Forno de microondas (residencial) 1.200 VA
Caixa registradora 100 W

Geladeira (residencial.)
150
a 500 VA
Centrífuga
150
a 300 W

Grelha (grill) 1.200 W
Churrasqueira (resistiva) 3.000 W

Lavadora de pratos (resid.)
1.200
a 2.800 VA
Chuveiro 4.000
a 6.500 W

Lavadora de roupas (resid.) 770 VA
Condicionador de ar central
(residencial)
8.000 W

Liquidificador 270 W
Condicionador de ar tipo janela
7.100 BTU
900 W

Máquina de costura (doméstica)
60
a 150 W
Idem 8.500 BTU 1.300 W

Máquina de escrever 150 VA
Idem 10.000 BTU 1.400 W

Projetor de slides 250 W
Idem 12.000 BTU 1.600 W

Retroprojetor 1.200 W
Idem 14.000 BTU 1.900 W

Secador de cabelos (doméstico)
500
a 1.200 W
Idem 18.000 BTU 2.600 W

Secadora de roupas (residencial.)
2.500
a 6.000 W
Idem 21.000 BTU 2.800 W

Televisor
75
a 300 W
Idem 30.000 BTU 3.600 W

Torneira elétrica
2.800
a 4.500 W
Congelador (frezer) - resid.
350
a 500 VA

Torradeira (residencial.)
500
a 1.200 W
Conjunto de som 150 W

Triturador de lixo (p/pia) 300 W
Copiadora tipo Xerox
1.500
a 3.500 VA

Ventilador (circulador de ar) - portátil)
60
a 100 W
Cortador de grama
800
a 1.500 W

Ventilador (circulador de ar) - pedestal
100
a 300 W
FONTES: MANUAL PIRELLI - 1990 e GENO/CEB

68
ANEXO IV


Tabela 05 : Conversão de "HP" em "KVA"
MOTORES TRIFÁSICOS MOTORES MONOFÁSICOS
HP KVA HP KVA HP KVA HP KVA
1 1,10 7,50 6,60 1/3 0,41 1,50 1,54
2 2,00 10 8,80 1/2 0,61 2 2,10
3 2,80 15 13,20 3/4 0,85 3 3,15
5 4,50 20 17,50 1 1,05 5 4,60
Ref.: Tabela para avaliação do fator de potência para motores trifásicos e tabelas diversas para
monofásicos.

Obs.: 1) - Com motores trifásicos a tabela é valida para motores de indução, operando a 75% de sua
carga nominal.
2) - A conversão deve ser feita para cada motor e não para a soma total em HP.
3) - Para motores que não constem da tabela, pode-se determinar um resultado aproximado por
interpolação.



Tabela 06: Características Mecânicas de Condutores de Alumínio - CA
BITOLA
AWG/MCM
CONDUTORES
4 2 1/0 4/0 336,4
CÓDIGO ROSE IRIS POPPY OXLIP TULIP

Aplicável
em RDU
AT X X X X X
BT X X X X ---
FORMAÇÃO
(nº de fios)
7 7 7 7 19
DIST. MÉDIA
GEOMÉTRICA“G”
(mm)
2,13 2,69 3,39 4,81 6,40
SEÇÃO NOMINAL
(mm
2
)
21,14 33,65 63,48 107,25 170,57
DIÂMETRO TOTAL
(mm)
5,88 7,42 9,36 13,25 16,90
PESO NOMINAL
(kgf/km)
58 92,31 146,72 294,25 470,27
CARGA DE RUPTURA
(kgf)
390,1 598,7 881,1 1696,4 2722,4

Observações: 1) “G”, coluna 17, referência C-03 do Relatório SCEI – CEB -13.07
2) Peso específico do alumínio = 2,703 g/cm
3
(NBR - 7271/82)
3) Resistividade elétrica do alumínio = 28,264 Ω.mm
2
/km
4) Dados extraídos da NBR - 7271/82 e publicações ASTM B-231 e B-232 (PIRELLI)

69
ANEXO IV


Tabela 07: Características Elétricas de Condutores de Alumínio - CA
CONDUTORES
BITOLA
AWG/MCM
4 2 1/0 4/0 336,4

RESISTÊNCIA
ELÉTRICA
25ºC 1,384 0,870 0,547 0,273 0,173

60 HZ
(Ω ΩΩ Ω/km)
50ºC 1,521 0,956 0,601 0,300 0,190

200 0,342 0,325 0,307 0,281 0,259

252 0,360 0,342 0,325 0,298 0,277

REATÂNCIA
755 0,443 0,425 0,427 0,381 0,360

INDUTIVA
786 0,446 0,428 0,411 0,384 0,362

A 60 HZ
943 0,459 0,442 0,424 0,398 0,376

EM W/km
1070 0,469 0,452 0,434 0,407 0,386

1089 0,470 0,453 0,435 0,409 0,387
Para Deq
em MM
1132 0,473 0,455 0,438 0,412 0,390
(tabela 08)
1322 0,485 0,467 0,450 0,423 0,402

1323 0,485 0,467 0,450 0,423 0,402

1382 0,488 0,467 0,453 0,427 0,405
CAPACIDADE DE
CONDUÇÃO DE
CORRENTE
COM VENTO-SOL (A)
114 152 203 314 419
Observações:
1) Resistividade elétrica do alumínio = 28,264 Ω.mm²/km
2) Resistência elétrica onde:

09875 , 1 R R
C 25 C 50
0 0 × =

3) Reatância indutiva onde:


G
Deq
LOG 1736 , 0 X
10
× = (Ω/m) sendo: Deq = (ver tabela 08)

4) Imáx. - Dados extraídos da NBR 7271/82 e publicações ASTM B-231 e B-232 (Pirelli)


70
ANEXO IV


Tabela 08 : CRUZETA - Distância equivalente entre fases
ESTRUTURA
C R U Z E T A
DISTÂNCIA

EQUIVALENTE

(mm)
2,00 metros 2,40 metros
ARRANJO TIPO
DISTÂNCIA ENTRE
FASES (mm)
DISTÂNCIA
EQUIVALENTE
DISTÂNCIA ENTRE
FASES (mm)
DISTÂNCIA
EQUIVALENTE
d12 d23 d31 Deq d12 d23 d31 Deq Deq
N1 e N2 600 1200 1800 1089 700 1500 2200 1322
NORMAL
N3 e N4 850 850 1700 1070 1050 1050 2100 1323
MEIO M1 e M2 950 850 1800 1032 1200 1000 2200 1382
BECO
M3 e M4 850 850 1700 1070 1050 1050 2100 1323
B1 e B2 600 600 1200 755 800 700 1500 943
BECO
B3 e B4 650 600 1250 786 800 700 1500 943
SECUN-
3 ∅ 252
DÁRIO
1 ∅ 200

CÁLCULO:
3
31 23 12
d d d Deq × × =

Fonte: Dados extraídos da Relatório CODI - 3.2.21.02.0 (SCEI.- 08.01)



Tabela 09 : Coeficientes de Queda de Tensão - Rede Primária (13,8 kV e 34,5 kV)
COEFICIENTES DE QUEDA DE TENSÃO - VALORES EM % PARA MVA x KM - SISTEMA TRIFÁSICO

CONDUTOR
AWG/MCM
TEMPERATURA 50ºC - ee = 1,35 m TEMPERATURA 50% - ee = 1,09 m
13,8 KV 34,5 KV 13,8 KV 34,5 KV

FP=1,0 FP=0,8 FP=1,0 FP=0,8 FP=1,0 FP=0,8 FP=1,0 FP=0,8
4 0,7951 0,7891 0,1272 0,1262 0,7951 0,7841 0,1272 0,1254
2 0,5003 0,5477 0,0800 0,0876 0,5003 0,5419 0,0800 0,0867
1/0 0,3143 0,3934 0,0501 0,0629 0,3143 0,3884 0,0501 0,0621
4/0 0,1572 0,2595 0,0251 0,0415 0,1572 0,2544 0,0251 0,0407
336,4 0,0989 0,2060 0,0158 0,0329 0,0989 0,2009 0,0158 0,0321

CÁLCULO: 100
kV
sen X cos R
% V
2
×
Φ + Φ
= ∆ (MVA x km)

Fonte: ASPE/CEA

71
ANEXO IV

Tabela 10: Coeficientes de Queda de Tensão
Rede Secundária 380/220 V - Valores em % / KVA x 100 m
ALUMÍNIO SIMPLES CA
CONDUTORES
AWG/MCM
FP = 1,0 FP = 0,8
3 FASES - 50ºC - ee = 0,252 m
4 0,1053 0,0997
2 0,0662 0,0672
1/0 0,0416 0,0468
4/0 0,0208 0,0290
336,4 0,0132 0,0220

2 FASES - 50ºC - ee = 252 m
2 x 4 (4) 0,2370 0,2233
2 x 2 (4) 0,1783 0,1752
2 x 1/0 (2) 0,1121 0,1206

1 FASE - 50ºC - ee = 0,200 m
1 x 4 (4) 0,6320 0,5909
1 x 2 (4) 0,5146 0,4948
1 x 1/0 (2) 0,3235 0,3376
CÁLCULOS:

3 FASES: 000 10
V
sen XF cos RF
% V
2
⋅ ⋅⋅ ⋅ • •• •
Φ ΦΦ Φ • •• • + ++ + Φ ΦΦ Φ • •• •
= == = ∆ ∆∆ ∆

2 FASES+NEUTRO:
2
V
000 15
sen
2
XN
XF cos
2
RN
RF V%
⋅ ⋅⋅ ⋅
• •• •
( (( (
¸ ¸¸ ¸
( (( (

¸ ¸¸ ¸

• •• • | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
+ ++ + + ++ + • •• • | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
+ ++ + = == = ∆ ∆∆ ∆

1 FASE+NEUTRO: ( (( ( ) )) ) ( (( ( ) )) ) [ [[ [ ] ]] ]
2
V
000 30
sen XN XF cos RN RF % V
⋅ ⋅⋅ ⋅
• •• • Φ ΦΦ Φ + ++ + + ++ + Φ ΦΦ Φ • •• • + ++ + = == = ∆ ∆∆ ∆

RF = Resistência do condutor fase XF = Reatância indutiva do condutor fase
RN = Resistência do condutor neutro XN = Reatância indutiva do condutor neutro

Fonte: ASPE/CEA

72
ANEXO IV


Tabela 11: Elos Fusíveis para Transformadores 13,8 KV
R D U 13,8 KV

POTÊNCIA
(KVA)
TRANSFORMADORES
MONOFÁSICOS
TRANSF. TRIFÁSICOS
LIGAÇÃO FASE-NEUTRO
3 Ø
5 1H -
10 2H 1H
15 3H 1H
25 5H -
30 - 2H
37,5 6K -
45 - 3H
50 8K -
75 10K 5H
100 15K -
112,5 - 6K
150 - 8K
225 - 10K
300 - 15K



Tabela 12: Interligação do Transformador com a Rede Secundária

POTÊNCIA DO
TRANSFORMADOR
(KVA)
CABO DE COBRE ISOLADO DE 1 KV
NORMAL ALTERNATIVA
mm² A mm² A
15 70 165 35 110
30 70 165 35 110
45 70 165 35 110

75 70 165 2 x 35 220
112,5 2 x 70 330 120 240
150 2 x 70 330 240 370

225 2 x 120 480 - -
300 2 x 240 740 - -


73
ANEXO IV


Tabela 13: Capacidade Nominal dos Postes (daN)
POSTE CIRCULAR DE
CONCRETO

POSTE DUPLO-T


9 m

11 m

12 m

13 m
9 m 11 m 12 m 13 m
Face A Face B Face A Face B Face A Face B Face A Face B
150 - - - 75 150 - - - - - -
300 300 300 - 150 300 150 300 150 300 150 300
600 600 600 600 300 600 300 600 300 600 300 600
- 1000 1000 1000 - - 500 1000 500 1000 500 1000
- 1500 1500 1500 - - - - - - - -




Tabela 14: Trações de Projeto para AT e BT (AL - CA)
CONDUTOR
(AWG)
4 2 1/0 4/0 336,4
daN 56 89 142 284 452
Obs.: Valores válidos para vãos até 80 m, exceto para cabo CA 4 AWG, cujos valores de tração para vãos acima
de 50 m são dados pela tabela 03 abaixo:



Tabela 15: Trações de Projeto para Cabo CA 4 AWG (50-80 m)
VÃO (m) 55 60 65 70 75 80
daN 58 61 63 65 67 69

Observações:
1) Tabela 01 : Fonte D.GENO// NBR 8452/85

2) Tabelas 02 e 03 : Fonte CEMIG/90

3) As trações de projeto correspondem a 1/7 das trações de ruptura, calculados em função do cabo
básico.

4) Os postes de 13 metros por não constar da NBR 8452/85, serão considerados especiais.



74

ANEXO IV




Tabela 16: Comprimento/Resistência Mínimos de Poste p/Inst. de Equipamentos
EQUIPAMENTO TIPO/POTÊNCIA
COMPRIMENTO
MÍNIMO
(m)
RESISTÊNCIA
MÍNIMA
(daN)
CIRCULAR DUPLO-T
TRANSF.
MONOFÁSICO
de 5 a 37,5 KVA 11 300 300
TRANSF.
TRIFÁSICO



de 15 a 45 KVA
11
300 300
de 75 a 112,5 KVA 600 600
Acima de 112,5 KVA

600 --
RELIGADOR 400/15 KV 11 300 300
SECCIONALIZADOR 400/15 KV 11 300 300
CAPACITOR
Banco de
300 a 600 KVAR
11 600 600
REGULADOR
Monofásico
até 167 KVA
11 600 --
CHAVE FUSÍVEL Qualquer 11 200 150

PÁRA-RAIOS Qualquer 11 200 150
CHAVE-FACA
UNIPOLAR
Qualquer 11 200 150
CHAVE-FACA
TRIPOLAR
Qualquer 11 300 300
Fonte: D.GENO/CEB

Nota: Para instalação ou retirada de transformadores, religadores, capacitores, e reguladores é obrigatória a utilização
de equipamento hidráulico ou similar.



75
ANEXO IV



Tabela 17: Esforço Devido à Ação do Vento Sobre o Poste Circular - r2
POSTES
ÁREA "S" DO POSTE
ACIMA DO SOLO
(m²)
ALTURA "hcg"
DO CENTRO DE
GRAVIDADE
(m)
ESFORÇO
"Pv x S" NO CENTRO
DE GRAVIDADE
(daN)
ESFORÇO "R2"
A 20 Cm DO TOPO
(daN)
9/150 1,687 3,280 34 16
9/300 1,838 3,311 37 17
9/600 2,063 3,349 42 20
11/200 2,260 4,017 46 21
11/300 2,446 4,059 49 22
11/600 2,725 4,111 55 25
11/1000 3,004 4,154 60 28
11/1500 3,562 4,218 72 34
12/300 2,774 4,426 56 25
12/600 3,080 4,486 62 28
12/1000 3,386 4,534 68 31
12/1500 3,912 4,622 79 37
13/600 3,499 4,835 70 32
13/1000 3,974 4,843 80 36
13/1500 4,545 5,968 91 42
Fonte: D.GENO/CEB

No cálculo da tabela acima, o esforço devido à ação do vento sobre os postes, aplicado a 20 cm do topo, (R2), foi
calculado a partir de:

R2 = Esforço devido à ação do vento

Pv = Pressão do vento (considerada 20 daN)
h
hcg
S P R
V 2
• •• • • •• • = == = h = Área do poste acima do solo
hcg = Altura do centro de gravidade

h = Altura livre do poste até 20 cm do topo

Pv . S = Esforço aplicado no centro de gravidade



76
ANEXO IV

Tabela 18: Esforço Devido à Ação do Vento Sobre Poste Duplo -"T" - R2
IDENTIFICAÇÃO DOS
POSTES
ÁREA "S" DO POSTE
ACIMA DO SOLO
(m²)
ALTURA "Hcg" DO
CENTRO DE
GRAVIDADE
(m)
ESFORÇO
"Pv x S" NO CENTRO DE
GRAVIDADE
(daN)
ESFORÇO "R2"
A 20 Cm DO TOPO
(daN)

F A C E A
9/150 1,350 3,333 41 20
9/300 1,838 3,214 55 25
9/600 1,838 3,214 55 25
11/300 2,513 3,903 76 33
11/600 2,513 3,903 76 33
11/1000 2,903 4,004 87 39
12/300 2,885 4,242 87 37
12/600 2,885 4,242 87 37
12/1000 3,313 4,353 100 44
13/300 3,279 4,578 99 42
13/600 3,279 4,578 99 42
13/1000 3,745 4,698 113 49

F A C E B
9/150 1,031 3,409 31 15
9/300 1,388 3,243 42 20
9/600 1,388 3,243 42 20
11/300 1,888 3,940 57 25
11/600 1,888 3,940 57 25
11/1000 2,167 4,031 65 29
12/300 2,162 4,282 65 28
12/600 2,162 4,282 65 28
12/1000 2,468 4,383 74 33
13/300 2,453 4,621 74 32
13/600 2,453 4,621 74 32
13/1000 2,786 4,732 84 37
Fonte: D.GENO/CEB
Pv x S = esforço aplicado no centro de gravidade

Pv = pressão do vento (considerada 30 daN/m²)
h
hcg
S P R
V 2
• •• • • •• • = == = hcg = altura do centro de gravidade

h = altura livre do poste até 20 cm do topo


OBS.: Os postes de 13 metros por não constarem da NBR 8452/85 serão considerados especiais.


77
ANEXO IV

Tabela 19: Esforço devido à pressão do vento sobre condutores secundários - AL CA
R1S - ( em daN e a 20 cm do topo)
POSTE
CONDUTORES - AL CA

POSTE
CONDUTORES - AL CA
BITOLAS R1S

CONDUTORES R1S
9 m
3 # 4 (4) 18

11 m
3 # 4 (4) 15
3 # 2 (4) 22

3 # 2 (4) 17
3 # 1/0 (2) 27

3 # 1/0 (2) 22
3 # 4/0 (1/0) 37

3 # 4/0 (1/0) 30
Roteiro de cálculo do valor R1S: Fonte: D.GENO/CEB

1º) Cálculo do esforço devido ao vento, para cada cabo (fases e neutro), na altura de
instalação dos mesmos:

C P R
V
• •• • Φ ΦΦ Φ • •• • = == = onde Pv = Pressão do vento (considerada 20 daN/m²)
Ø = Diâmetro do condutor em metro
C = Comprimento do vão (considerado 40 m)

2º) Transferência de cada valor "R" calculado, para 20 cm do topo do poste:

20
20
h
h
R R • •• • = == = onde
R20 = Esforço devido ao vento a 20 cm do topo
h = Distância do condutor ao solo
h20 = Altura livre do poste até 20 cm do topo

3º) Soma dos 04 valores de R20 encontrados, resultando R1S.



Tabela 20: Esforço devido a pressão do vento sobre condutores primários - AL CA
R1P - ( em daN e a 20 cm do topo )
BITOLA
CONDUTORES - AL CA
Ø (m) S (m) R1P
3 # 4 0,00588 0,7056 15
3 # 2 0,00742 0,8904 18
3 # 1/0 0,00936 1,1232 23
3 # 4/0 0,01325 1,5900 32
3 # 336,4 0,01690 2,0280 41
Fonte: D.GENO/CEB

Para cálculo dos valores de R1P, foi utilizada a mesma equação usada para calcular a tabela de esforços sobre
condutores secundários:

( (( ( ) )) ) C P 3 R
V
• •• • Φ ΦΦ Φ • •• • • •• • = == = ou seja, S P R
V
• •• • = == =
onde: S = Área dos condutores expostos ao vento
Pv = 20 daN/m²
Ø = Diâmetro do condutor
C = 40 metros

Obs.: Para o caso dos condutores primários, a altura da instalação já é a 20 cm do topo,

logo: R R
P 1
= == =

78
ANEXO IV




Tabela 21: Esforço resultante da pressão do vento sobre postes, condutores
e da tração dos condutores - BAIXA TENSÃO ( AL CA)



POSTE CIRCULAR - 9 m
CONDUTORES
AWG
 N G U L O S
10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º
FIM DE
LINHA
em daN a 20 cm do topo

3 # 4 (4)


72

109

144

178

211

243

326

239

3 # 2 (4)


95

147

198

248

295

371

461

336

3 # 1/0 (2)


132

215

297

376

452

526

720

522

3 # 4/0 (1/0)


222

384

543

699

849

992

1374

991




POSTE CIRCULAR - 11 m
CONDUTORES
AWG/MCM
 N G U L O S
10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º
FIM DE
LINHA
em daN a 20 cm do topo

3 # 4 (4)


64

96

124

152

178

204

270

200

3 # 2 (4)


82

124

165

2204

243

279

376

275

3 # 1/0 (2)


115

182

247

311

372

431

586

425

3 # 4/0 (1/0)


189

317

444

567

688

800

1103

793

Fonte: D.GENO/CEB




79
ANEXO IV



Tabela 22: Esforço Resultante da Pressão do Vento Sobre Postes e Condutores
e, da Tração dos Condutores - ALTA TENSÃO (AL CA)


POSTE CIRCULAR 11 m


 N G U L O S
CONDUTORES

10º

20º

30

40º

50º

60º

90
FIM DE
LINHA
AWG/MCM

em daN a 20 cm do topo

3 # 4


67


95

123

151

177

202

267

198

3 # 2


87

132

177

221

263

303

409

298

3 # 1/0


122

196

266

337

404

469

642

463

3 # 4/0


209

355

499

639

775

904

1255

902

3 # 336,4


311

545

774

998

1214

1421

1974

1414



POSTE CIRCULAR - 12 m
CONDUTORES
AWG/MCM
 N G U L O S
10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º
FIM DE
LINHA
em daN a 20 cm do topo

3 # 4


69

98

126

153

180

205

270

201

3 # 2


90

135

180

224

266

309

505

304

3 # 1/0


125

199

269

340

407

475

645

469

3 # 4/0


212

358

502

642

778

907

1258

905

3 # 336,4


314

548

777

1001

1217

1424

1977

1416
Fonte: D.GENO/CEB


80
ANEXO IV


Tabela 23: esforço resultante da pressão do vento sobre postes, condutores
e da tração dos condutores - REDE MISTA (AL CA)

POSTE CIRCULAR - 11 m
CONDUTORES
ÂNGULOS
10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º
FIM DE
LINHA
AT BT em daN a 20 cm do topo
3 # 4
3 # 4 (4) 111 169 225 280 336 386 518 381
3 # 2 (4) 126 196 265 335 400 461 627 458
3 # 1/0 (2) 159 255 348 439 527 613 835 608
3 # 4/0 (1/0) 230 387 542 695 840 979 1354 979
3 #2
3 # 4 (4) 131 206 279 354 422 487 663 484
3 # 2 (4) 146 234 323 406 486 563 768 560
3 # 1/0 (2) 176 289 402 509 616 714 976 710
3 # 4/0 (1/0) 250 425 596 766 927 1083 1492 1080
3 # 1/0
3 # 4 (4) 164 266 369 467 560 653 890 648
3 # 2 (4) 179 294 409 519 628 728 996 724
3 # 1/0 (2) 209 352 489 626 754 877 1209 877
3 # 4/0 (1/0) 280 487 686 879 1071 1245 1723 1245
3 # 4/0
3 # 4 (4) 247 426 598 769 931 1092 1503 1086
3 # 2 (4) 262 453 638 818 992 1167 1609 1162
3 # 1/0 (2) 292 509 721 925 1128 1316 1816 1312
3 # 4/0 (1/0) 366 644 915 1184 1438 1682 2329 1680
3 # 336,4
3 # 4 (4) 347 609 870 1128 1370 1602 2220 1599
# 2 (4) 362 640 911 1180 1434 1678 2326 1675
3 # 1/0 (2) 392 695 990 1284 1561 1827 2534 1825
3 # 4/0 (1/0) 463 828 1190 1537 1872 2193 3047 2193
Fonte: D.GENO/CEB


81
ANEXO IV







CLASSIFICAÇÃO DOS TRÁFEGOS





Tabela 24: Tráfego motorizado (veículos)
CLASSIFICAÇÃO
TRÁFEGO NOTURNO EM AMBAS AS
DIREÇÕES (veículos/hora)
Tráfego leve < 500
Tráfego médio 500 a 1200
Tráfego intenso > 1200





Tabela 25: Tráfego de pedestres
CLASSIFICAÇÃO
PEDESTRES CRUZANDO VIAS COM TRÁFEGO
MOTORIZADO
Tráfego leve como nas ruas residenciais
Tráfego médio como nas ruas comerciais secundárias
Tráfego intenso como nas ruas comerciais principais









82
ANEXO IV








Tabela 26: ILUMINAMENTOS MÉDIOS HORIZONTAIS FINAIS

(LUX)




TRÁFEGO DE PEDESTRES
TRÁFEGO DE VEÍCULOS (VIAS CLASSE B e C)
Leve Médio Intenso
L U X
Leve 3,0 7,5 15,0
Médio 7,5 15,0 21,0
Intenso 15,0 21,0 25,5

















83
ANEXO IV






Tabela 27: ALTURAS DE MONTAGEM DE FONTES DE LUZ




Intensidade Luminosa
Máxima da Luminária
(cd)
Altura Mínima de Montagem (m)
Distribuição
Limitada
Distribuição
Semi-Limitada
Distribuição
Não Limitada

< 5.000


6.00

6.00

7.50

5.000 a 10.000

6.00

7.50

9.00


10.000 a 15.000


7.50

9.00

10.00

> 15.000


9.00

10.50

12.00

NOTAS:
1)- Distribuição Limitada - a intensidade luminosa acima da Linha Transversal das Vias
Limitantes não excede numericamente, 10% dos lumens nominais das fontes luminosas
empregadas.
As LTV limitantes para efeito de ofuscamento:
curta - 3.75 H
média - 6.00 H H = altura de montagem
longa - 8.00 H

2)- Distribuição Semi-limitada - a intensidade luminosa acima da LTV limitante, situa-se
numericamente entre 10% e 30% dos lumens nominais, da fonte empregada.

3)- Distribuição Não-limitada - não há limitação de intensidade luminosa na zona acima da
máxima intensidade luminosa, isto é, quando excede numericamente 30% dos lumens
nominais da fonte empregada.







84
ANEXO IV






Tabela 28: Critérios para Uniformização das Instalações de IP (ex. para localidades até 200.000 hab.)



POPULAÇÃO

DA

LOCALIDADE
C L A S S E S D E V I A S
A (RURAIS) - Locais
C (URBANAS)

B (LIGAÇÃO) -
Ligação


COMERCIAIS E INDUSTRIAIS

RESIDENCIAIS
C (URB.) - Expressas
PRINCIPAIS
(área central)
SECUNDÁRIAS
(área secundária)
PRINCIPAIS E
SECUNDÁRIAS
SUBURBANAS
(4)

HABITANTES

LÂMP.

LUMIN.

LÂMP.

LUMIN.

LÂMP.

LUMIN.


LAMP.

LUMIN.

LAMP.

LUMIN.


< 1.000




H-125 W
(1)


Aberta
(1)


H-125 W


Aberta






H-125 W





Aberta











H-125 W











Aberta











H-80 W











Aberta

1.000
a
5.000



H-400 W
(2)


Fechada
(2)


H-400 W



Fechada


5.000
a
50.000



H-400 W





Fechada






H-400 W






Fechada


H-400 W
(3)


Fechada
(3)

50.000
a
200.000


Na-400 W
ou
Na-360 W



H-400 W



Fechada

>200.000


P R O J E T O S E S P E C Í F I C O S

(1) - Veículos transitando em baixa velocidade; para veículos em média ou alta velocidade, utilizar H-400 W.

(2) - Para vias locais e de ligação de localidades com pouco crescimento e veículos transitando em baixa
velocidade poderá ser utilizada lâmpada H-125 W e luminária aberta.

(3) - Nas vias transversais de localidades com pouco crescimento, poderá ser utilizada a lâmpada H-125W e
luminária aberta.

(4) - Veículos transitando em baixa velocidade e tráfego muito leve, desde que outras características não
exigirem padrão superior.







85

ANEXO V

CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA
TAXA DE CRESCIMENTO - 2,5% AO ANO
DENSIDADE
DE CARGA
INICIAL
(kVA/m)
5º ANO 10º ANO
0,025




0,050




0,100




0,250






0,500






1,00







Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do período de 5 anos.



86
ANEXO V

CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA
TAXA DE CRESCIMENTO DE 5% AO ANO
DENSIDADE
DE CARGA
INICIAL
(kVA/m)
5º ANO 10º ANO
0,025




0,050




0,100




0,250




0,500




1,000






Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do
período de 5 anos.



87
ANEXO V

CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA
TAXA DE CRESCIMENTO - 10% AO ANO
DENSIDADE
DE CARGA
INICIAL
(kVA/m)
5º ANO 10º ANO
0,025




0,050




0,050
(ALTERNATIVA)




0,100




0,250




0,500





1.000




DENSIDADE DE CARGA

52 MVA/km²

REDE SUBTERRÂNEA
Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do período de 5 anos.



88
APÊNDICE I



CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO


Folha ______/______
Serviço:_________________________________________________________________________________
Transformador/Alimentador:_________________ Prim.:_________V Sec._________V F.P._______
Demanda Diurna:___________________________ Demanda Noturna:____________________________


Vão médio = 40 m
Índ.. Cresc.. = 10% a.a.
TRECHO C A R G A QUEDA DE TENSÃO

DESIGNAÇÃO

COMPRI-
MENTO

DISTR. NO
TRECHO
ACUM. NO
FIM DO
TRECHO

TOTAL

CONDU-
TORES

UNITÁRIO
NO
TRECHO


TOTAL
A B C D E=(C/2+D)B F G H=ExG I
PRIMÁRIO km MVA MVA MVAxkm
SECUNDARIO 100 m KVA KVA KVAx100m Nº AWG % % %
T - A 0,60 1,60 16,43 10,338 3#1/0(2) 0,0418 0,432 0,432
A - B 0,60 1,20 13,05 8,190 3#2(4) 0,0662 0,542 0,974
B - G 0,60 0,90 11,25 7,020 3#2(4) 0,0662 0,465 1,439
G - E 1,20 3,05 5,25 8,130 3#2(4) 0,0662 0,538 1,977
E - F 0,60 1,10 1,00 1,145 3#2(4) 0,0662 0,076 2,053

T - C 0,60 0,80 16,45 10,110 3#1/0(2) 0,0418 0,423 0,423
C - D 0,60 0,60 12,95 7,950 3#2(4) 0,0662 0,526 0,949
D - E 0,60 1,10 11,15 7,020 3#2(4) 0,0662 0,465 1,414
E - G 1,20 3,05 4,30 6,990 3#2(4) 0,0662 0,463 1,877
G - B 0,60 0,90 0,45 0,540 3#2(4) 0,0662 0,036 1,913






PREPARADO POR:

_________________________________

DATA:

_______/_____/_____

APROVADO POR:

_________________________________

DATA:

______/_____/_____

Fonte: ASPE/CEA



89

APENDICE II

EXEMPLO 1: CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA FIM-DE-LINHA


Dada uma rede com a configuração abaixo:




onde:
Rede de AT = 3 # 4/0 CA
Rede de BT = 3 # 1/0 (2) CA
Poste mais pesado disponível é o 11m x 600 daN.


A altura livre do poste será:

| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
+ ++ + − −− − = == = | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
+ ++ + − −− − = == = 6 , 0
10
11
11 6 , 0
10
L
11 h
h = 11 - 1,7 = 9,3 m


A resistência nominal dos postes é considerada a 20 cm do topo, de modo que a altura fica sendo:

h = 9,3 - 0,2 ⇒ h = 9,1 m


Cálculo da tração básica devido aos condutores e o esforço do vento sobre o poste e os
condutores (Tabela 14 - ANEXO IV):


Condutores da A.T.: 4/0 → Tc = 284 daN/condutor

O esforço dos condutores primários a 20 cm do topo será:

Tc = 3 x 284 = 852 daN


Condutores da B.T.: 1/0 → Tc = 142 daN/condutor
2 → Tc = 89 daN/conduto

90
O esforço dos condutores secundários a 20 cm do topo será:

( (( ( ) )) )
1 , 9
6 , 6 8 , 6 0 , 7 142 2 , 7 89
. und sec Tc
+ ++ + + ++ + × ×× × + ++ + × ×× ×
= == =
Tc secund. = 389 daN


O esforço total a 20 cm do topo será:

Tc = Tc prim. + Tc secund. = 852 + 389 = 1241 daN

Pressão do vento a 20 cm do topo:

Sobre poste 11m x 600 daN = 25 daN (Tabela 17 - Anexo IV)
Sobre condutores secundários = 22 daN (Tabela 18 - Anexo IV)
Sobre condutores primários = 22 daN (Tabela 19 - Anexo IV)
------------------
Total: Pv = 79 daN


A pressão do vento sendo perpendicular aos condutores, a tração básica, resultante de todos os
esforços sobre o poste será:

Tb² = 1241² + 79² ⇒ Tb = 1244 daN


Como o poste de maior resistência no topo é o de 600 daN, será intercalado um outro, entre o
último poste e a escora, visando reduzir a tensão.


A tensão reduzida (Tr) a ser aplicada no último poste é dada pela expressão:

Tb
Vb
Vr
Tr
2
× ×× × | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =

Vr = Vão reduzido. Como o vão entre o último poste e a escora é de 40 m, ao
intercalar outro poste, o vão reduzido será de 20 m.
Vb = Vão básico ⇒ ( (( ( ) )) ) Vm . Vmáx
3
2
Vm Vb − −− − × ×× × + ++ + = == =

Pelo desenho:

Vm (vão médio) =
3
42 33 37 + ++ + + ++ +
= 37,33 m
Vmáx. (vão máximo) = 42 m
Vb = ( (( ( ) )) ) 33 , 37 42
3
2
33 , 37 − −− − × ×× × + ++ + = 40,44 m

91
logo:
Tr = 1244
44 , 40
20
2
× ×× ×
| || |
| || |
¹ ¹¹ ¹
| || |


\ \\ \
| || |
⇒ Tr = 304 daN

A configuração da rede fica sendo então:



d = estai
B = poste intercalado
A = poste onde será aplicada a tensão reduzida


Dessa forma, o esforço sobre o poste A será de 304 daN.

O poste de resistência nominal imediatamente superior a 304 daN é o de 600 daN.
Portanto, o poste A deverá ser de 11m x 600 daN.


Assim, o esforço sobre o poste C fica:

Epc = 1244 - 304 = 940 daN


Sendo o poste C de 600 daN, o esforço a ser absorvido pelo tirante e transportado ao poste B será
de:

E′pc = 940 - 600 = 340 daN


Se o tirante é colocado no poste C a 50 cm do topo, a altura do ponto de aplicação do esforço fica
sendo:

h = 9,30 - 0,50 = 8,80 m


Transportando o esforço de 340 daN, que está a 20 cm do topo (9,10 m) para esse ponto,
teremos:

EPB =
80 , 8
10 , 9 340 × ×× ×
= 352 daN

Portanto, o poste B será de 11m x 600 daN.


92

APENDICE III


EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA ÂNGULO.


Nesse caso, para se aplicar a tensão reduzida, devemos intercalar um poste em cada um dos vãos
adjacentes ao ângulo, de forma a reduzirmos a tensão aplicada no poste situado no ângulo.

Dada a configuração abaixo:



onde:
Rede de AT = 3 # 4/0 CA
Rede de BT = 3 # 2 (4) CA
Poste mais pesado disponível é de 11m x 600 daN
Ângulo = 40º

Para redução de cálculos foram considerados vãos iguais a 40 metros.

Intercalando os postes B e B', mantendo constantes as flechas, a tensão no poste A será reduzida.

Como no exemplo do APÊNDICE II, as estruturas (AT e BT) dos postes C e C' deverão ser de
ancoragem.

As resistências nominais dos postes B e C serão iguais, respectivamente, a B' e C'.


Cálculo da Tensão Básica:

Condutores Primários (At) ⇒ 3 # 4/0 CA
Tensão de Projeto dos Cabos = 284 x 3 = 852 daN
Condutores Secundários (BT) ⇒ 3 # 1/0 (2) CA
3 # 1/0 ⇒ 3 x 142 = 426 daN
1 # 2 ⇒ 1 x 89 = 89 daN


93
Transportando o esforço de cada condutor para 20 cm do topo:
Tsec. =
( (( ( ) )) )
1 , 9
6 , 6 8 , 6 0 , 7 142 2 , 7 89 + ++ + + ++ + × ×× × + ++ + × ×× ×

Tsec = 389 daN


O esforço total dos condutores será:

Tc = 852 + 389 = 1241 daN

No ângulo de 40º, o esforço dos condutores será:

T = 2 x 1241 x sen 40/2 = 849 daN

Como este valor é maior que a resistência do maior poste existente, teremos de usar tensão
reduzida.

Ação do vento a 20 cm do topo:

Sobre os condutores do primário: 32 daN (Tabela 20 - ANEXO IV)
Sobre os condutores do secundário: 22 daN (Tabela 19 - ANEXO IV)
Sobre o poste 11m x 600 daN: 25 daN (Tabela 17 - ANEXO IV)
----------------
TOTAL: Pv = 79 daN

A tração básica (Tb) sobre o poste será:

Tb² = 1241² + 79² ⇒ Tb = 1244 daN


A tensão reduzida (Tr) a ser aplicada no poste é dada pela expressão:

Tb
Vb
Vr
Tb
2
× ×× × | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
= == =
Tr = 1244
40
20
2
× ×× × | || |
¹ ¹¹ ¹
| || |

\ \\ \
| || |
⇒ Tr = 311 daN

Este será o esforço devido a cada um dos lados da rede sobre o poste A.


A resultante à esquerda do poste C, será:

EPC = 1244 - 311 = 933 daN

Os postes C e C' serão, então de 11m x 600 daN (máxima resistência).


O esforço a ser transferido ao poste B pelo estai será:

E'PC = 933 - 600 = 333 daN

94

Transferindo o ponto de aplicação do estai no poste C (50 cm do topo):

h = 9,30 - 0,50 = 8,80 m
EPB =
80 , 8
30 , 9
333 × ×× × = 352 daN


O estai é aplicado no poste escora (B) acima do neutro, a 7,30 m do solo. Transferindo este
esforço para 20 cm do topo fica:

E'PB =
10 , 9
30 , 7
333 × ×× × - = 267 daN


Os postes B e B' sendo de 11m x 600 daN:

Cálculo do poste A

O esforço devido aos condutores (tensão reduzida) será igual a 311 daN.

A resultante devido aos condutores para o ângulo de 40º, será:

Rc =
2
40
sen 311 2 × ×× × × ×× × = 213 daN

O esforço devido ao vento sobre os condutores para o vão de 20 m será:

Primários = 16 daN (50% - Tabela 20 - ANEXO IV)
Secundários = 11 daN (50% - Tabela 19 - ANEXO IV)
-----------------
TOTAL = 27 daN

Como ainda não sabemos qual poste será utilizado, supomos que o poste de 11 m x 300 daN
será suficiente, uma vez que o esforço devido aos condutores é de 213 daN

Assim, a ação do vento sobre o poste, de acordo com a Tabela 17 do ANEXO IV, será de 22 daN
a 20 cm do topo.


Logo, o esforço a 20 cm do topo será:

EA = 22
20
40
cos 27 213 + ++ + × ×× × + ++ + ⇒ EA = 259 daN

Portanto, o poste de resistência nominal igual a 300 daN será suficiente.




95


BIBLIOGRAFIA


• Relatório CODI - CEB - 3.1.21.07.0 (SCEI - 09.04) - Tabelas de Trações e de Flechas para Cabos
Condutores

• Relatório CODI – CEB 3.1.21.01.0 (SCEI - 09.02) - Padronização de Estruturas para Redes Aéreas
de Distribuição Urbanas.

• Relatório CODI –CEB 3.1.21.06.0 (SCEI - 09.08) - Metodologia de Dimensionamento de Estruturas
para Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.

• Relatório CODI – CEB 3.2.21.02.0 (SCEI - 08.01) - Critérios para Projetos de Redes Aéreas de
Distribuição Urbanas.

• Tabelas de Cabos de Alumínio - PIRELLI CABOS.

• CESP (N - 6) - Projeto de Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica.

• CESP (ND - 01/01) - Materiais e Equipamentos para Redes Aéreas de Distribuição de Energia
Elétrica.

• CEMIG - Projetos de Redes de Distribuição Aéreas Urbanas.

• CEEE (NTD - 001) - Elaboração de Projetos de Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.

• CELESC (N.22/120/009) - Critérios para Projeto de Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.

• CEB - Rede de Distribuição Aérea - Critérios para Projeto.

• CEB (NTD - 3.01) - Padronização de Materiais e Equipamentos de Redes Aéreas.

• Dicionário Brasileiro de Eletricidade - COBEI

• NBR 5434/82 - Redes de Distribuição Aérea Urbana de Energia Elétrica.

• NBR 5433/82 - Redes de Distribuição Aérea Rural de Energia Elétrica.

• NBR 5410/90 (NB-3) - Instalações Elétricas de Baixa Tensão.

• NBR 8452/85 - Postes de Concreto Armado para Redes de Distribuição de Energia Elétrica -
Dimensões.

• NBR 5440/99 – Transformadores para redes aéreas de distribuição – Padronização.

NTD - 04
Norma Técnica de Distribuição

Critérios para Projeto de Redes Aéreas Urbanas Convencionais (Redes Aéreas Nuas)

1ª Edição
Abril/2007

Preparado/Revisado

Recomendado

Aprovado

Eng. Cleonilson - Matr.781

Eng. Otávio - DEN

Eng. Luiz Eugênio - DT

2

SUMÁRIO CAPÍTULO
01 02 APRESENTAÇÃO DISPOSIÇÕES GERAIS, CONCEITOS E ROTEIRO 2.1 - Objetivo 2.2 - Conceitos Básicos 2.3 - Roteiro para Elaboração de Projetos OBTENÇÃO DOS DADOS PRELIMINARES 3.1 - Mapas e plantas 3.2 - Tipos de Projetos 3.3 - Planos e Projetos Existentes 3.4 - Planejamento Básico OBTENÇÃO DOS DADOS DE CARGA 4.1 - Levantamento de Carga 4.2 - Determinação da Demanda - Processos ANTEPROJETO 5.1 - Configuração Básica e Traçado das Redes de Distribuição 5.2 - Dimensionamento Elétrico dos Condutores 5.3 - Proteção e Seccionamento PROJETO DEFINITIVO 6.1 - Locação e Inspeção 6.2 - Dimensionamento Mecânico - Parâmetros 6.3 - Cálculo Mecânico da rede ILUMINAÇÃO PÚBLICA 7.1 - Campo de Aplicação 7.2 - Classificação das Vias e dos Tráfegos 7.3 - Iluminância 7.4 - Fontes de Luz 7.5 - Posteação 7.6 - Comando 7.7 - Considerações Finais RECURSOS ESPECIAIS DE PROJETO 8.1 - Correção de Níveis de Tensão 8.2 - Compensação de Reativos APRESENTAÇÃO DO PROJETO 9.1 - Memorial Descritivo 9.2 - Cálculo de Queda de Tensão 9.3 - Planta e Desenho do Projeto 9.4 - Desenho de Detalhes Complementares do Projeto 9.5 - Relação de Materiais ANEXO I - SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ANEXO II - FORMULÁRIOS Formulário 01 - Levantamento de Cargas Especiais - BT Formulário 02 - Medição de Carga (Transformador e Consumidor com Carga Significativa)

TÍTULO

PÁG.
05 06 06 06 08 10 10 11 11 12 12 12 14 22 22 25 28 34 34 36 39 45 45 45 46 46 47 47 48 49 49 50 51 51 51 52 53 53 56 61 61 62 3

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da tração dos condutores .AL CA (R1s) Tabela 20 .CAPÍTULO 12 TÍTULO ANEXO III .Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e condutores e.Valores em % / kVA x 100 m Tabela 11 .GRÁFICO DE FATORES DE CORREÇÃO POR MELHORIA DE TENSÃO ANEXO IV .B.CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO APÊNDICE II .Coeficientes de queda de tensão .Iluminamentos médios horizontais finais Tabela 27 .Pot.000 hab.Caract.Esforço devido à pressão do vento sobre condutores primários .CA Tabela 07 .Caract.Fatores de demanda de aparelhos de aquecimento Tabela 04 .Trações de projeto para cabo 4 AWG (50-80m) Tabela 16 .TABELAS Tabela 01 . para localidades até 200.Capacidade nominal de postes (daN) Tabela 14 .Interligação do transformador com a rede secundária Tabela 13 .A.rede secundária 380/220V .Esforço devido ao vento sobre o poste circular . da tração dos cond. ÓTIMAS PARA REDES SECUND.Critérios para uniformização das instalações de IP (ex.AL CA (R1p) Tabela 21 .-RD mista (AL CA) Tabela 24 . APÊNDICE I .rede primária (13.Elos fusíveis para transformadores Tabela 12 .R2 Tabela 18 .T.Esforço devido ao vento sobre o poste duplo-“T”-R2 Tabela 19 . elétricas de condutores de alumínio .Tráfego de veículos motorizados Tabela 25 .CONFIG.Alturas de montagem de fontes de luz Tabela 28 .Conversão de “HP” em “kVA” Tabela 06 .Coeficientes de queda de tensão .Tráfego de pedestres Tabela 26 .Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e condutores e.EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA ÂNGULO BIBLIOGRAFIA PAG.T.8 kV e 34. 63 64 64 65 66 67 68 68 69 70 70 71 72 72 73 73 73 74 75 76 77 77 78 79 80 81 81 82 83 84 85 88 13 14 15 16 89 17 92 95 18 4 .EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA FIM-DE-LINHA APÊNDICE III. mecânicas de condutores de alumínio .) ANEXO V .Comprimento/resistência mínimos de poste para instalação de equipamentos Tabela 17 .CA) Tabela 15 .Esforço resultante da pressão do vento sobre postes e condutores e.Fatores típicos de carga e demanda para consumidores ligados em AT Tabela 02 . de aparelhos eletrodomésticos e eletroprofissionais Tabela 05 .Carga mínima e demanda para instalações de Iluminação e tomadas Tabela 03 .Cruzeta : Distância equivalente entre fases Tabela 09 .Esforço devido à pressão do vento sobre condutores secundários .Trações de projeto para AT e BT (AL . da tração dos condutores .5 kV) Tabela 10 . (AL CA) Tabela 22 . (AL CA) Tabela 23 .CA Tabela 08 .

CEA. Macapá-AP. bem como os definidos pela ABNT . Nesta norma são abordados os critérios básicos para dimensionamento. modificações. reformas e melhorias. tornando sem efeito o que dispõe a versões anteriores.PNB-429. dimensionamento de Iluminação Pública.APRESENTAÇÃO Esta norma fixa os critérios básicos para elaboração dos projetos de Redes Aéreas Convencionais (nuas). além da metodologia para elaboração e apresentação dos projetos. instalação e dimensionamento de postes e estruturas. de forma a garantir as condições técnicas mínimas. projeto e seccionamento de redes primárias e secundárias. Esta Norma passa a vigorar a partir desta data.800 volts e secundária de 127/220 volts. cujas características sejam tipicamente urbanas. em área de concessão da Companhia de Eletricidade do Amapá . aplicáveis à redes novas. As instalações básicas das redes devem ainda obedecer aos critérios de montagem definidos nas NBR 5434/82 E 5433/82. extensões. 02 de Abril de 2007 LUIZ EUGÊNIO MACHADO DE SOUZA Diretor Técnico 5 . naquilo que esteja em desacordo com esta edição. a um fornecimento de energia elétrica adequado ao perfil dos clientes da Empresa. economicamente viáveis e com condições de segurança necessárias. destinadas à Distribuição de Energia Elétrica na tensão primária de 13.

após concluídos os trabalhos de instalação. CONCEITOS E ROTEIRO 2. localizadas na área de concessão da Companhia De Eletricidade do Amapá .OBJETIVO: Esta norma tem por objetivo estabelecer os critérios básicos a serem obedecidos na elaboração de Projetos de Redes Aéreas Convencionais de Distribuição (redes nuas).5 .2.2. transformadores de distribuição do concessionário e/ou de consumidores. estão em condições de entrar em funcionamento. 2.CEA.Demanda Média: Razão da quantidade de energia elétrica consumida durante um intervalo de tempo especificado.2.2 .6 . durante um período especificado.2.2.1 .(NBR 5460) 2.Demanda: Média das potências elétricas instantâneas solicitadas por consumidor ou concessionário.7 .2.3 .Demanda Simultânea: Soma das demandas verificadas no mesmo intervalo de tempo especificado.Demanda Máxima: Maior especificado. diretamente ou por intermédio de seus ramais.800 volts e secundárias de 127/220 volts.Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos de uma unidade de consumo que. de um grupo de consumidores.Alimentador de Distribuição: Parte de uma rede primária numa determinada área de uma localidade.1 .(NBR 5460) demanda verificada num intervalo de tempo 2.2 .CONCEITOS BÁSICOS: 2.(NBR 5460) 6 .(NBR 5460) 2. nas tensões primárias de 13. para esse intervalo. 2.Demanda Diversificada: Demanda resultante da carga tomada em conjunto.(NBR 5460 e 5463) 2. que alimenta. em áreas de características urbanas.4 .(NBR 5460) 2.2.2 .DISPOSIÇÕES GERAIS.

ocorrida num intervalo de tempo especificado.2. 2. podendo ser de propriedade da concessionária ou de particular.Fator de Utilização: Razão da demanda máxima.2.Fator de Demanda: Razão da demanda máxima num determinado intervalo de tempo especificado.15.2.10.Fator de Potência: Razão da potência ativa para a potência aparente.12.11.2. para a demanda simultânea máxima ocorrida no mesmo intervalo de tempo especificado.(NBR 5460) Ex.16.Estação Transformadora: Subestação abaixadora ligada ao alimentador de distribuição que faz a transição da rede primária para a secundária.Fator de Diversidade: Razão da soma das demandas máximas individuais de um conjunto de equipamentos ou instalações elétricas.(NBR 5456) 2.Queda de Tensão: Diferença entre as tensões existentes em dois pontos ao longo de um circuito em que há corrente.2.2. para a carga instalada total.(NBR 5460) 2.Ramal de Alimentador: Parte do alimentador de distribuição que deriva diretamente do tronco de alimentador.(NBR 5460) 2.2.14.8 .2.: Para o período de 01 ano: FC = C 8760 × D Sendo: C = consumo anual em kWh D = demanda máxima anual em kW 8760 = número de horas do ano 2.(NBR 5460) 1. para a potência instalada.(NBR 5460) 2.(NBR 5460) 7 .2.(NBR 5460) 2.2.Demanda Simultânea Máxima: Maior das demandas simultâneas registradas durante um intervalo de tempo especificado.Fator de Carga: Razão da demanda média para a demanda máxima ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado.9 .13.

2.2.2.23. vilas e povoados.2.2.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS: Os projetos de redes de distribuição aérea.18.3 .Subestação de Consumidor: Instalação destinada à transformação de energia elétrica no ponto de consumo. sob uma mesma tensão primária. as seguintes etapas.Parte de uma linha aérea compreendido entre dois pontos consecutivos.2.Sistema de Distribuição: Parte de um sistema de potência destinado à distribuição de energia elétrica.21.Vão Elétrico: Vão máximo permitido entre duas estruturas consecutivas. cujo detalhamento está apresentado nesta norma: 8 . (NBR 5460): ″VÃO″ .24.Subestação de Distribuição: Subestação abaixadora que alimenta um sistema de distribuição.(NBR 5460) 2.20. obedecerão basicamente.17. 2.(NBR 5460) 2.2.Tronco de Alimentador: Parte do alimentador de distribuição que transporta a parcela principal da carga total.(NBR 5460) 2.(NBR 5460) 2.2.22.26.2.2.2.B) 2.2.Rede Secundária: Parte de uma rede de distribuição alimentada pelos secundários dos transformadores de distribuição.Rede Primária: Parte de uma rede de distribuição que alimenta transformadores de distribuição e/ou pontos de entrega.(NBR 5460) 2.Vão Mecânico: Valor máximo da soma dos semi-vãos adjacentes e permitidos para uma estrutura.19.25. 2.Ramal de Ligação: Conjunto de condutores e acessórios que liga uma rede de distribuição a uma ou mais unidades de consumo.Rede Aérea de Distribuição Urbana: Rede de distribuição aérea situada dentro do perímetro urbano de cidades. (NBR 5460) 2.

3.Anteprojeto: a) configuração básica e traçado das redes.3. c) dimensionamento mecânico.2 .Dados de Carga: a) levantamento de cargas. b) dimensionamento elétrico.3. b) cálculo de demandas.3 . c) planos e projetos existentes. seccionamento e aterramento. 2.Dados Preliminares: a) mapas e plantas. e) iluminação pública. f) apresentação do projeto.4 . 2. b) escolha de condutores.Projeto Final: a) locação dos postes. d) escolha das estruturas. b) tipos de projetos.1 .2. c) proteção. d) planejamento básico. 2. 9 .3.

exceto quando tratar-se de consumidores especiais. contendo outros detalhes. 3.OBTENÇÃO DOS DADOS PRELIMINARES: 3. é exigida a sua indicação nas respectivas plantas.1. 3. b) fachadas das edificações e respectivas numerações. b) Os projetos com áreas superiores a 1 km² e as plantas-chaves para o caso de mais de 02 plantas construtivas. A3 e A4). além dos referentes às redes primárias. c) Excepcionalmente.1.3.MAPAS E PLANTAS: 3.3. localização e identificação dos principais equipamentos das redes primárias existentes. de modo a dar uma visão de conjunto e facilitar a execução dos trabalhos. porventura existentes. devem ser desenhadas na escala 1:5000. b) caminhamento. devem conter as seguintes informações complementares: a) arruamentos sem fachadas.1 .Escalas: a) Os projetos construtivos devem ser desenhados a partir de mapas precisos.1. poderão ser utilizadas plantas na escala de 1:2000 para a apresentação de orçamentos preliminares de projetos.1. na escala 1:1000 e convenientemente “amarrados” aos arruamentos. e) redes de outras concessionárias. secundárias e de iluminação pública.1. 3. d) detalhamento das redes de distribuição de energia elétrica existentes. c) acidentes topográficos e/ou obstáculos existentes. A2.3 .2 . fls.Desenhos: Todos os desenhos que compõem o projeto devem ser apresentados nos formatos padronizados (A1.Os mapas utilizados na elaboração dos projetos construtivos (escala 1:1000) devem conter as seguintes informações complementares: a) arruamentos e meios-fios e cotas correspondentes. 1 a 7. Na necessidade de utilização de outros símbolos e convenções não previstos no ANEXO I.Os mapas utilizados para as plantas-chaves e para as redes primárias (escala 1:5000).Simbologia e Convenções: Na elaboração dos projetos devem ser obedecidos os símbolos e convenções constantes do ANEXO I. 3.1 .2 .3 . 10 .1 . edificações ou pontos que facilitem a atualização dos cadastros.

por motivo de segurança. de segurança e padronização. 3. 3.Projetos de Reforma de Redes: Projetos para substituição parcial ou total de rede existente.1 . que não disponham de energia elétrica. 3. o tipo provável de ocupação e as perspectivas de crescimento.TIPOS DE PROJETOS: 3.2 .2. 11 . 3.Projetos de Extensão de Redes: Projetos que impliquem no prolongamento de redes existentes. 3.2. c) a regularização das condições operativas. b) o melhoramento das condições operativas e dos níveis de qualidade de fornecimento. que servirão como subsídio à elaboração dos projetos em andamento: a) verificar a existência de projetos elaborados para a área em estudo e que ainda não foram executados.Projetos de Redes Novas: Projetos destinados ao atendimento de novas localidades e/ou de novos loteamentos.3.3 . obsoletismo.2. realizados sem o aumento da projeção das redes aéreas existentes. saturação ou adequação das instalações ao meio ambiente. devem ser pesquisados o grau de urbanização. levar em consideração os Planos Diretores Governamentais para a área.5 .3 . Para projetos de redes novas. b) caso o tipo ou a magnitude do projeto justifique. a área dos lotes. para uma posterior comparação com redes já implantadas e que possuam dados de carga conhecidos.2.2 .2. condições críticas da qualidade de serviço.Projetos de Modificação: Projetos específicos para atendimento a consumidores ou para adequação às exigências urbanas e.4 . cuja finalidade é o atendimento a consumidores específicos (prolongamento de posteação existente).Projetos de Melhoramentos de Redes: Projetos a serem executados em redes existentes e destinados a propiciar: a) a ampliação da capacidade de transporte de energia. para atendimento ao crescimento vegetativo de carga localizada.PLANOS E PROJETOS EXISTENTES: Devem ser levantadas as seguintes informações.

OBTENÇÃO DOS DADOS DE CARGA: 4. anotando os seguintes dados: a) natureza da atividade. quanto ao carregamento de alimentadores.1.1.1.Grandes Projetos: Nos casos de desenvolvimento de grandes projetos. cujos dados de carga e taxas de crescimento sejam conhecidas. Na inexistência de um planejamento básico para a área.1 .Levantamento de Carga para Projeto de Reforma de Rede: 4. 4. 4 .3.2 .LEVANTAMENTO DE CARGA: Consiste na coleta dos dados de carga.PLANEJAMENTO BÁSICO: 3. principalmente nos casos de redes novas e extensões de redes. deve ser verificado o planejamento básico das redes de distribuição. níveis de tensão. b) horário de funcionamento. Devem ser consideradas também. de forma a compatibilizá-lo com as diretrizes definidas para a área onde será implantado o projeto. conforme descrito a seguir. d) possibilidade de novas ligações ou acréscimos de carga em AT. c) carga total (caso haja medição de demanda) e capacidade instalada.1 .Consumidores ligados em AT Localizar em planta todos os consumidores ligados em rede primária (AT).4. para facilitar a sua localização. deve-se atentar para o ponto do sistema onde essa nova rede será conectada. Os procedimentos a serem observados nesta etapa diferem para cada tipo de projeto. O ponto de conexão à rede existente deverá ser indicado obrigatoriamente em coordenadas UTM.4 . em campo ou através de informações existentes na Empresa.4. as possíveis conseqüências desse aumento de carga.1 . se houver. recursos de manobras etc. 12 .1 . de qualquer porte.Pontos de Alimentação das Cargas: Quando da elaboração de projetos. 3. de todos os consumidores abrangidos pela área em estudo. de forma a permitir uma análise comparativa destas com outras de características semelhantes. deverá ser providenciado um estudo preliminar das condições locais. período de carga máxima e sazonalidade.

c) horário de funcionamento.1 . motores etc. anotar o número de unidades e área dos apartamentos.4. 13 . 4. Existindo aparelhos que ocasionam flutuação de tensão na rede (raio X.2.1. bem como as cargas das instalações de serviço. localizá-los em planta anotando o horário de funcionamento e a carga total instalada.2 . máquina de solda.1. indicando as quantidades e as potências. indicando a carga total instalada e os respectivos horários de funcionamento. anotando os seguintes dados: a) descrição da carga e a capacidade a ser instalada.Levantamento de Carga para Projeto de Extensão de Rede: 4.). d) sazonalidade prevista.1.).4 . bifásica ou trifásica).3 .Consumidores especiais Para os consumidores especiais.1. aquecimento etc. 2) Prédios de uso coletivo ligados em BT. 3) Anotar o número de unidades e o tipo de ligação (mono. bi ou trifásica).Consumidores a serem Ligados em AT Assinalá-los em planta. 4.1. b) localizar em planta todos os consumidores não residenciais. dos prédios de uso coletivo. Notas: 1) Os consumidores não residenciais com pequenas cargas (pequenos bares e lojas) serão tratados como residenciais.2 .1. indicar os dados no formulário 01 do ANEXO II.1. b) ramo de atividade. 4.Consumidores ligados em BT a) localizar todos os consumidores residenciais anotando em planta o tipo de ligação existente (monofásica. verificando a existência de cargas especiais (ar condicionado.1.Iluminação Pública Indicar na planta o tipo de iluminação a ser instalada ou prevista e as potências das lâmpadas a serem instaladas.

1. observar o disposto na alínea “b” do subitem 4. 4.Determinação da Demanda para Projeto de Reforma de Rede .4.DETERMINAÇÃO DA DEMANDA . que poderão ser utilizados como recurso na determinação de demandas.Processo por Medição: 4. 14 .1. preencher o ANEXO II com os dados necessários.2 .3 . os valores de demanda do alimentador serão obtidos diretamente através das medições simultâneas de seu tronco e ramais.Rede Primária Pelo processo por medição. conforme recomendações do Capítulo 7.Levantamento de Carga para Projeto de Redes Novas: Em projetos de redes para atendimento de novas localidades ou novos loteamentos. sendo analisados os casos em que existam ou não necessidade de se efetuar medições. para posterior comparação com outras redes já implantadas e que possuam dados de carga conhecidos.2.Consumidores a serem Ligados em BT Anotá-los em planta.2 . poderão ser obtidos fatores de demanda típicos. deverão se pesquisados o grau de urbanização.Iluminação Pública Assinalar em planta o tipo e a potência das lâmpadas a serem utilizadas no projeto. 4. em função do tipo de aparelho. observando-se sempre a coincidência com as demandas das ligações existentes em AT.1. 4. Para os consumidores não residenciais. Nota: Para alimentadores e ramais.2. as medições devem ser efetuadas com a rede operando em sua configuração normal. área dos lotes. por um período mínimo de 24 horas e.3 . Confrontando-se os resultados das medições.1.2. tipo provável de ocupação e perspectivas de crescimento. bifásica ou trifásica). pelo período de 01 (uma) semana. cujas características dependerão do tipo das vias a serem iluminadas.2.1 . indicando o tipo de ligação (monofásica. por estimativa. 4.1.1.4 . 4.2. em dia de carga típica.1 .Consumidores Especiais Para as cargas que possam ocasionar flutuação de tensão na rede e que necessitam de análise específica para o dimensionamento elétrico.2.1. em função de várias situações de projetos. sempre que possível.PROCESSOS O procedimento para determinação dos valores de demanda estão descritos a seguir. em função de sua carga instalada. com as respectivas cargas instaladas.

medição gráfica de corrente de 01 fase.1. de de do de Nota: Para circuitos de carga heterogênea poderão ser feitas medições com aparelhos instantâneos. será baseada em medições de uma amostragem transformadores (em geral de 30 a 50%) da área em estudo que. considerando ainda a previsão de aumento de carga. indicadores de máxima corrente. durante 24 horas. observando-se o disposto na Nota do subitem 4. para efeito de dimensionamento de reforma rede secundária. Na impossibilidade. determinarão o kVA médio. 15 .a) Tronco de Alimentadores A determinação da demanda máxima dos alimentadores será feita. c) Consumidores Ligados em AT A verificação de demanda será feita através do medidor de KW (medidor de demanda). b) Ramais de Alimentadores A determinação da demanda máxima dos ramais será feita através de registradores de corrente máxima ou registradores gráficos. efetuar medição na saída do alimentador. em função número de consumidores. d) Edifícios de Uso Coletivo A verificação da demanda será feita através de registradores de corrente máxima ou registradores gráficos instalados no ramal de entrada do edifício.2. 4. basicamente. cujos resultados devem ser indicados no formulário 02 do ANEXO II: medição gráfica de tensão (01 fase x neutro). se houver. medição do valor de máxima corrente nas demais fases. no mínimo.2.Rede Secundária A determinação das demandas. observando o disposto na Nota do subitem 4. desde que em horário de provável demanda máxima.2 . a) Transformadores Deverão ser efetuadas simultaneamente as seguintes medições na saída do transformador.2.1.1.1. que devem ser instalados no início do ramal.1. salvo em áreas características heterogêneas. através dos relatórios de acompanhamento das subestações de distribuição (SE's da transmissão).

Dividir o resultado da subtração.O valor máximo de demanda do transformador será calculada multiplicandose a soma dos valores máximos de corrente de cada fase. as medições de transformadores deverão ser efetuadas no período suposto de máxima demanda. aos valores das demandas encontradas deverão ser aplicados fatores de correção devido à melhoria de tensão. extraídos da curva do ANEXO III. Para a determinação de demanda total do circuito a ser projetado deve ser observada a tendência de ocupação dos lotes vagos.Se o transformador alimentar áreas de características heterogêneas (Ex: favelas e prédios de apartamentos). Os acréscimos futuros de IP deverão ser considerados no projeto inicial. 16 . deverá ser adotado um fator de majoração que dependerá de informações disponíveis na região. Em áreas sujeitas a grandes variações de demanda devido à sazonalidade.Tratar a parte os consumidores não residenciais que apresentem demandas significativas (Ex: oficinas.). Os resultados obtidos devem ser indicados no formulário do ANEXO II. b) Consumidores Adotar a seguinte rotina: 1 .Os demais consumidores não residenciais (pequenos bares e lojas.Subtrair da demanda máxima do transformador. A demanda desses consumidores será determinada através de medição. serrarias etc. efetuar medições distintas que caracterizem as respectivas cargas. 3 . obtendo-se assim a demanda individual diversificada (KVA/consumidor) dos consumidores residenciais.) serão tratados como residenciais. 2 . a respeito do comportamento das cargas. Caso se faça necessário. Na impossibilidade de efetuar as medições no período de máxima demanda. pela tensão verificada na hora de demanda máxima. a demanda (coincidente com a ponta do transformador) dos consumidores não residenciais. pelo número de consumidores residenciais. procurando-se determinar a simultaneidade de funcionamento dos equipamentos.As cargas devidas a iluminação pública já estão computadas automaticamente. 4 . reportando-se ao transformador correspondente. etc. 5 .

quando localizado em zonas de baixa renda.5 KVA/lote. conforme tabela a seguir: 17 . Loteamento Classe B.2 .0 KVA/lote. para loteamento Classe C. condomínios horizontais.2. indústrias. Médio.2. para loteamento Classe B. serão adotados valores individuais de demanda diversificada em kVA. quando houver previsão de consumidores não residenciais. . correlacionando o número e a classe dos consumidores no circuito. Loteamento Classe C . com lotes de área igual ou superior a 300 m². Nos loteamentos.3.quando localizado em zonas de classe média. as demandas serão determinadas de preferência. com comando individual.5 KVA/lote. c) Loteamentos Para projetos de loteamentos. com lotes de área não superior a 300 m² e podendo não ter serviços de infra-estrutura básica. 1. podendo ter serviços de infra-estrutura básica.1 .Determinação da Demanda para Projeto de Reforma de Rede . etc. casos especiais de loteamentos de chácaras. adotar os seguintes valores mínimos de demanda diversificada: . a demanda deve ser calculada conforme item b) . prever 70 W/poste (lâmpada + reator). os valores de demanda serão definidos com base nas informações dos proprietários. separando-as em 04 tipos: Baixo.. com lotes de área igual ou superior a 300 m² e que dispõe de toda a infra-estrutura básica. a partir de medições de ramais de ligação. para loteamento Classe A.6 . sendo: Loteamento Classe A . 1. Alto e Altíssimo. de alta valorização.Processo Estimativo: 4.Rede Secundária a) Consumidores Residenciais Para estimativa da demanda. quando não for definida o tipo de iluminação pública. de média valorização.quando localizado em zonas nobres. 0. 4.Para áreas predominantemente comerciais..2. . de baixa valorização.

70 0.31 0.97 0.90 2.39 * Fonte: Os valores de demanda acima deverão ser pesquisados em função das particularidades de cada área.42 0.35 0.78 0.13 1.45 0.17 1.75 1. DEMANDA DIVERSIFICADA POR FAIXA DE CONSUMO (kVA) NÚMERO DE CONSUMIDORES NO CIRCUÍTO BAIXO MÉDIO ALTO ALTÍSSIMO 01 a 05 06 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 25 26 a 30 31 a 40 Acima de 40 0.71 4. ramo de atividade e simultaneidade de utilização dessas cargas.1º processo A estimativa dos valores de demanda em função da carga total instalada.26 0.62 0.54 0.29 0.04 3.38 1.25 0.87 0.FAIXA DE CONSUMO MENSAL BAIXO MÉDIO ALTO ALTÍSSIMO de de de 0 76 151 a a a 75 KWh 150 kWh 300 kWh Acima de 300 kWh * Fonte: Os valores de consumo acima deverão ser pesquisados em função das particularidades de cada área.47 2.27 0.50 2.49 0. será calculada através da fórmula: CL × FD FP D= sendo: D = Demanda máxima em KVA CL = Carga ligada em kW 18 .36 1.28 0.07 0.28 1. b) Consumidores não residenciais .33 0.62 4.39 0.

3º processo A demanda será estimada a partir da corrente nominal da proteção do consumidor: D = 3 × VI × 10 −3 × FD sendo: D = Demanda máxima em KVA V = Tensão de fornecimento (Volts) I = Corrente nominal da proteção do consumidor (Ampères) FD = Fator de demanda típico Esses processos determinam a demanda máxima.FD = Fator de demanda típico FP = Fator de potência c) Consumidores não residenciais . Seu horário de ocorrência bem como o valor coincidente com a demanda máxima do transformador.2 . 19 .2. 4.2. A determinação da demanda será feita a partir de relatórios de acompanhamento ou de medições. extraída dos dados de faturamento é calculada através da fórmula: D= C 730 × FC × FP sendo: D = Demanda máxima em KVA C = Maior consumo mensal nos últimos 12 meses em kW FC = Fator de carga (obtido através de consumidores similares) FP = Fator de potência d) Consumidores não residenciais . deverão ser obtidos na pesquisa do levantamento de carga. o processo estimativo não é aplicável ao tronco de alimentadores.Rede Primária a) Tronco de Alimentadores No caso de reforma de redes.2º processo A estimativa da demanda.

pré-estabelecido.2. Este fator de redução será estimado com base em consumidores já ligados e com as mesmas características.Determinação da Demanda para Projeto de Extensão de Rede . aquecedores.3 . multiplicados por um fator de redução.Processo Estimativo: 4. das potências para iluminação e tomadas. conforme Tabela 01 do ANEXO IV.2.Rede Secundária a) Consumidores Residenciais A estimativa de demanda neste caso será função da carga instalada. diversificada. fogões. aplicando-se os valores de diversificação constantes das tabelas 02 a 05 do ANEXO IV. a = Demanda em kVA. em kVA.). c) Consumidores Ligados em AT A demanda de consumidores ligados em AT será estimada aplicando-se à carga levantada. b = Demanda em kVA de todos os aparelhos de aquecimento e condicionamento de ar (chuveiro.3.b) Ramais de Alimentadores A estimativa da demanda máxima dos ramais será feita através do confronto da demanda máxima do alimentador e a capacidade das cargas dos transformadores instalados ao longo dos ramais. um fator de demanda típico dependendo da atividade. aquecedores de ar etc. A demanda deverá ser estimada através da fórmula: D = FR (a + b + c + d) onde: FR = Fator de redução D = Demanda estimada.1 . 4. 20 . Analisar sempre a simultaneidade de funcionamento das cargas dos consumidores ligados em AT.

será definida em função do tipo de vias a serem iluminadas e do tráfego.1. b) Iluminação Pública A demanda a ser estimada para as instalações de IP. conforme indicado abaixo: 100% da potência em kVA. em kVA.Rede Primária a) Consumidores a serem ligados em AT Para ligações em AT.2. considerar a demanda contratada entre o consumidor e a CEA.2. conforme Tabela 01 do ANEXO IV.c = Demanda em kVA de motores elétricos e máquinas de solda tipo grupo gerador. em kVA. 4. mais 40% dos demais motores. Nota: Poderá também ser usado. mais 70% do 2º maior equipamento. mais 30% dos demais equipamentos. mais 50% do 3º maior equipamento. conforme recomenda o Capítulo 6. aplicando-se fatores de demanda conhecidos de consumidores similares. em kVA. observando-se a homogeneidade das áreas atendidas e considerando-se a influência das demandas individuais dos consumidores de AT. mais 80% do 2ª maior motor. 21 . A demanda poderá ser obtida em função da carga a ser instalada. das máquinas de solda a transformador e aparelhos de Raio X. do maior equipamento. d = Demanda em kVA. conforme indicado abaixo: 100% da potência em kVA.2. mais 60% do 3º maior motor. em kVA. b) Tronco e Ramais de Alimentadores A estimativa da demanda será feita em função da demanda dos transformadores de distribuição.2 . do maior motor. o processo da alínea a) do subitem 3.3.

centros comerciais. na elaboração de projetos de redes novas. Fig.Processo Estimativo: Os processos estimativos para determinação da demanda. A princípio poderão ser utilizadas as configurações "radial simples" e "radial com recurso".1. centros de computação etc. 22 .Primário Radial Simples Esta configuração deve ser utilizada em áreas de baixa densidade de carga. as diretrizes e critérios definidos nesta Norma.1.4.1. serão semelhantes ao disposto no subitem 3. dependendo da importância das cargas ou das localidades a serem servidas.1 .Primário Radial com Recurso Esta configuração deve ser utilizada em áreas com maiores densidades de carga ou que exijam uma maior confiabilidade.2 .1 .1. O traçado das redes deverá obedecer. rigorosamente.).Configuração Básica das Redes Primárias: 5.4 .Determinação da Demanda para Projeto de Redes Novas .1 . 5 . devido às particularidades dos consumidores a serem atendidos (hospitais. 5.CONFIGURAÇÃO BÁSICA E TRAÇADO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO: A configuração da rede será definida em função do grau de confiabilidade desejado. onde os circuitos primários seguem direções distintas e onde seria antieconômica a utilização de interligações com outros circuitos.2.3. 1 : Primário Radial Simples 5.2.ANTEPROJETO 5.1.

para facilitar interligações.2. 2 : Primário Radial com Recurso O primário radial com recurso caracteriza-se pelos seguintes aspectos: a) existência de interligações normalmente abertas (NA) entre alimentadores adjacentes de uma mesma subestação ou de subestações diferentes. especialmente em de circuitos primários com recurso.1. em relação ao sistema radial simples. na eventualidade de um defeito.1. c) acompanhar a distribuição das cargas (inclusive previsões). f) evitar trechos paralelos na mesma via ou circuitos duplos.Traçado da Rede Primária: 5.2 .Traçado de Ramais de Alimentadores Devem ser observados os seguintes critérios: a) sempre que possível. dimensionar áreas semelhantes para cada alimentador. b) previsão de reserva de capacidade em cada circuito.Traçado de Tronco de Alimentadores Deve obedecer os seguintes critérios: a) utilizar vias com arruamentos já definidos e aprovados pela Prefeitura e. c) limita o número de consumidores interrompidos por defeito e diminui o tempo de interrupção. g) evitar troca de bitola dos condutores tronco. se possível. 5. b) evitar traçados com ângulos e curvas desnecessários.1 . e) sempre que possível. e orientados de modo a favorecer a expansão da área a que servem.Fig. devem ter traçados paralelos. de modo a otimizar os carregamentos.1. d) procurar o equilíbrio das demandas entre alimentadores.2. que já possuam meio-fios implantados. 23 .2 . 5. de forma a absorver carga do outro circuito.

Essas configurações permitem o atendimento em 127/220 volts.Frente da quadra ( com fachada dos lados da rua ) Fig.1.3 . c) devem ser evitadas voltas desnecessárias.Configuração da Rede Secundária: Sempre que possível.1.3 . q q q q/2 q q/2 q q/2 2q q/2 q/2 2q q q q/2 q q/2 2q q/2 q q = 100 metros .b) considerar a posição da fonte de energia de forma a se ter um caminho mais curto e com menor queda de tensão e perdas. de toda a gama de densidades de carga característica de rede de distribuição aérea. adotar circuitos típicos de acordo com as figuras a seguir. c) evitar vias de tráfego intenso de veículos. b) considerar os trechos de menor extensão e a bitola do(s) tronco(s) do(s) alimentadore(s). 5.Traçado das interligações entre alimentadores a) sempre que possível efetuar as interligações acerca de 1/3 e 2/3 dos troncos dos alimentadores e/ou nas extremidades dos mesmos.2. 3 : Configurações Básicas da Rede Secundária 24 . 5.

Em cada projeto. da taxa de crescimento e da configuração do arruamento.1 .2. o fator limitante para o dimensionamento dos condutores. perdas e capacidade térmica dos condutores. 5.1.2 . conforme tabelas 07. O dimensionamento da rede deve ser feito observando-se a queda de tensão máxima permitida. difícil a aplicação de circuitos típicos caracterizados. 09 e 10 do ANEXO IV. individualmente considerado.DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO DOS CONDUTORES: 5. Em nenhum caso poderá haver rede secundária com consumidor distante mais de 250 (duzentos e cinqüenta) metros do transformador. calcula-se a queda de tensão considerando a carga estimada no fim do horizonte de projeto. o que poderá ser alcançado através de um planejamento orientado para pequenas extensões. 25 . caracterizadas por alimentadores de pequena extensão. será o nível de perdas. Quanto as áreas de alta densidade de carga. Se este valor estiver dentro do limite do perfil de tensão adotado. torna-se na maioria dos casos. cujos valores estão indicados na tabela 09 do ANEXO IV. Com base no traçado da rede primária e bitola do condutor.Critérios Gerais As características dos condutores a serem utilizados nos projetos de rede primária estão apresentados nas tabelas 06 e 07 do ANEXO IV. Em áreas de densidade de carga média ou baixa.1 . o dimensionamento estabelecido por queda de tensão redunda em nível de perdas consideradas aceitáveis para o sistema. Entretanto. essas configurações devem ser gradualmente atendidas à medida que a integração desses projetos individuais o permitam. o traçado é aceitável. a queda compreendida entre o barramento da subestação e o ponto mais desfavorável onde se situa um transformador de distribuição ou um consumidor primário.Dimensionamento Elétrico da Rede Primária: 5.A adoção de um determinado circuito típico será função da densidade de carga inicial.2. O processo de cálculo é o do coeficiente de queda em % por MVA x Km. Entende-se como queda de tensão máxima na rede primária.

5.2.1.2 - Limites de Queda de Tensão Visando ficar dentro dos limites estabelecidos na Portaria nº 047 - DNAEE, a CEA adotará os seguintes limites de queda de tensão: a) 4,0 % para projeto (inicial) b) 7,0 % operativo (final)

5.2.1.3 - Carregamento de Alimentadores O carregamento será função da configuração adotada (radial simples ou radial com recursos), que implicará ou não numa disponibilidade de reserva para absorção de carga por ocasião de manobras e situações de emergência. Para os alimentadores interligáveis, o carregamento máximo deve situar-se entre 50% e 60% da capacidade térmica dos condutores. Como critério orientativo, são recomendados os seguintes números de alimentadores para as cargas especificadas por localidade: até 1.000 KVA de 1.000 KVA a 3.000 KVA de 3.000 KVA a 6.000 KVA de 6.000 KVA a 10.000 KVA : 01 alimentador : 02 alimentadores : 03 alimentadores : 04 alimentadores

Para consumidores com demandas superiores a 1.500 KVA, recomenda-se a utilização de um alimentador independente da rede de distribuição da localidade.

5.2.2 - Dimensionamento Elétrico da Rede Secundária: 5.2.2.1 - Critérios Gerais A rede secundária deverá ser dimensionada de modo a minimizar os custos anuais de investimento inicial, ampliações, modificações e perdas, dentro do horizonte do projeto. Na falta de maiores informações sobre o crescimento de carga da área, a rede secundária deverá ser dimensionada para atendimento à evolução da carga prevista até o 10º ano subsequente, prevendo, sempre que possível, uma subdivisão do circuito no 5º ano. Considerando uma distribuição de carga basicamente homogênea nos circuitos e, desde que no final do 5º ano a queda de tensão não ultrapasse a 5,0%, o novo circuito reduzido em tamanho a no máximo 60% do inicial, resultará que no final do 10º ano não ultrapassará também os 5,0% de queda de tensão, conservadas as mesmas bitolas dos cabos.
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No dimensionamento elétrico deve-se considerar que o atendimento ao crescimento da carga será feito procurando-se esgotar a capacidade da rede, observando-se um limite de 3,0% para o projeto (inicial) e de 5,0% operativo (final), e também os limites de capacidade térmica dos condutores (Tabela 07 do ANEXO IV). No cálculo elétrico das redes secundárias deverão ser utilizados os coeficientes de queda de tensão em % por KVA x 100 m, indicados na tabela 10 do ANEXO IV, sendo a carga sempre considerada equilibrada ou igualmente distribuída pelos circuitos monofásicos existentes. Apesar de se procurar o equilíbrio das cargas entre as fases, os resultados desse dimensionamento devem ser periodicamente aferidos, de forma a determinar possíveis fatores de correção a serem adotados em projetos futuros.

5.2.2.2 - Tipos de Projetos A rotina a ser seguida no dimensionamento elétrico da rede secundária deve ser feita conforme as características e finalidades do projeto, quais sejam:

a) Projeto de Reforma de Rede Obter o valor da densidade de carga atual do circuito (kVA/poste), multiplicando o kVA/consumidor obtido conforme subitem 3.2.2.1 pelo número de consumidores por poste existentes. Nota: O método baseou-se na densidade de carga por poste (kVA/poste), no entanto, podem ser adotados também como parâmetros a densidade linear do circuito (kVA/m) ou por superfície (kVA/m²), obedecendo-se a mesma rotina de cálculo para dimensionamento da rede. Preparar os esquemas de redes secundárias típicos, de acordo com a configuração das quadras existentes na área do projeto. Os esquemas deverão atender o perfil da tensão adotada para a área com valores extrapolados para o 10º ano; prevendo-se uma subdivisão do circuito no 5º ano. Lançar as redes típicas, técnico-economicamente recomendadas em função da densidade de carga inicial do circuito com a respectiva taxa de crescimento, conforme apresentado no ANEXO V. Conferir os resultados obtidos levando-se em conta os consumidores trifásicos de carga elevada e os de cargas especiais e calcular a queda de tensão do circuito.
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b) Projeto de Extensão de Rede Multiplicar o valor da demanda diversificada média por consumidor, definida no subitem 3.2.3.1, pelo número total de consumidores a serem atendidos pelo circuito, inclusive lotes vagos, obtendo-se o total da carga (kVA) residencial. Adicionar à carga residencial, as demandas dos consumidores não residenciais. Se a demanda máxima prevista ocorrer no período noturno, deverá ser acrescentada a carga da iluminação pública. Preparar o esquema unifilar da rede secundária típica de acordo com a configuração das quadras existentes na área do projeto. Calcular a queda de tensão do circuito, cujo valor para o 10º ano deverá atender ao perfil da tensão. Nos casos dos consumidores com demanda predominantemente diurna, ao se efetuar o cálculo da rede para demanda noturna, deverá ser pesquisada individualmente qual a fração daquela demanda que deverá ser incluída para o período noturno. Inversamente, para a verificação do cálculo de demanda diurna, devida a consumidor especial, poderá ser considerada até 30% da demanda noturna dos consumidores residenciais. Neste caso, efetuar os cálculos para ambos os períodos, dimensionado o transformador pela maior demanda, assim como os trechos do circuito em função do período mais crítico.

c) Projeto de Redes Novas Deverá ser primeiramente estimada a demanda diversificada média com base nas áreas de características semelhantes já eletrificadas. Se houver cargas especiais previstas, as mesmas deverão ser consideradas, bem como o período das suas demandas. Como exemplo de cálculo elétrico, ver o APÊNDICE I.

5.3 - PROTEÇÃO E SECCIONAMENTO: 5.3.1 - Proteção Contra Sobrecorrentes: 5.3.1.1 - Localização dos Equipamentos de Proteção Contra Sobrecorrentes A aplicação de equipamentos de proteção contra sobrecorrentes deverá ser condicionada a uma análise técnico-econômica de alternativas dos esquemas de proteção de cada circuito. Em princípio, esses equipamentos devem ser instalados nos seguintes pontos:
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não abrangidos pelo item acima. b) Em ramais de alimentadores No início de ramais que suprem áreas sujeitas a falhas. e observando-se o disposto no subitem e) a seguir. Nos demais casos. no caso de subdivisão de circuito protegido por um mesmo disjuntor. usar chave fusível. conforme tabela 11 do ANEXO IV. deve-se utilizar religador ou chave fusível. usar religador ou seccionalizador. deve-se utilizar religador ou seccionalizador. Após cargas. levando-se em conta a coordenação destes com o disjuntor. Onde o valor da corrente de curto-circuito mínimo não é suficiente para sensibilizar dispositivos de proteção de retaguarda. com elos fusíveis de amperagem adequada à potência do transformador. excepcionalmente. pode-se. inclusive nos casos onde a proteção é feita por disjuntor na cabine consumidora. utilizar religadores ou seccionalizadores. d) Em ramais de consumidores em AT Deverão ser protegidos através de chaves fusíveis de capacidade adequada.a) Em tronco de alimentadores Próximo à saída de cada circuito da SE. c) Em transformadores Todos os transformadores deverão ser protegidos através de chaves fusíveis. e) Em sub-ramais que alimentam apenas um transformador 29 . cuja probalidade elevada de interrupções tenha sido constatada através de dados estatísticos. cujas características especiais exijam uma continuidade de serviço acentuada. Nota: Esta alternativa é válida para o caso de não existir cubículos de saída disponíveis em SE's de localidades com baixa densidade de cargas ou quando há necessidade de derivação de um mesmo circuito para atendimento urbano e rural.

a sobrecarga que o transformador é capaz de suportar sem prejuízo de sua vida útil. 5. até o transformador. deve ser. devem ter a tensão nominal e o nível básico de isolamento compatíveis com a classe de tensão do sistema e também atender as demais condições necessárias em função do seu ponto de instalação. deverão ser utilizadas chaves fusíveis equipadas com dispositivo para permitir a abertura em carga. a) Chaves e elos fusíveis . desde que sua extensão não ultrapasse 150 metros e não tenha nenhum obstáculo para a visão das chaves e do sub-ramal. igual à máxima corrente de defeito nesse ponto. devem cumprir os seguintes requisitos: Os elos fusíveis devem operar para curto-circuito no transformador ou rede secundária.3. deverá ser também utilizada chave fusível com o dispositivo para abertura em carga. 30 .para proteção de redes primárias A corrente nominal da chave fusível deve ser de 100 A. associada ao valor X/R do circuito.para proteção de transformadores de distribuição Os elos fusíveis de proteção do transformador de distribuição . no ponto de instalação. A capacidade de interrupção. Os elos fusíveis devem ter ampacidade adequada à proteção do transformador.1. b) Chaves e elos fusíveis . o nível de curto-circuito das chaves será de 10 KA. Os elos fusíveis devem suportar continuamente. conforme tabela 11 do ANEXO IV.Critérios para Seleção dos Equipamentos de Proteção Contra Sobrecorrentes Os equipamentos a serem instalados nas redes de distribuição urbanas (RDU). Quando o ramal alimentar apenas um consumidor.idealmente. de modo que estes defeitos não repercutam na rede primária. Em todos os casos. mediante a utilização de equipamento tipo "loadbuster" ou similar. no mínimo.Poderão ser protegidos por chaves fusíveis apenas no início do sub-ramal. no mínimo igual ou maior do que 150% do valor nominal do elo fusível a ser instalado no ponto considerado.2 . Para possibilitar o desligamento dos ramais sem necessidade de prejudicar o fornecimento a outros consumidores. sem fundir.

o centro da estrela dos transformadores.Proteção Contra Sobretensões: A proteção contra sobretensões nas RDU será feita por pára-raios projetados nos seguintes pontos: Em transformadores de distribuição. 31 . reguladores de tensão e capacitores. Em estruturas de derivação de ramais de entrada de consumidores primários. 5.As chaves fusíveis de proteção dos transformadores de distribuição devem possuir dispositivo que permita a abertura sob carga. de forma a evitar-se que as correntes de carga ou dos curtos fase-terra. conforme tabela 12 do ANEXO IV.3 .Aterramento: Deverão ser aterradas todas as carcaças de transformadores. Nos fins de redes primárias. suportes de equipamentos e chaves de manobra secas ou a gás SF-6 e. entre os bornes do secundário do transformador e o barramento da rede secundária. Em pontos de transição de rede aérea para subterrânea e vice-versa. c) Religadores Os religadores deverão ser empregados em derivações de alimentadores sujeitos a defeitos intermitentes. 5. Em estruturas que contenham religadores. para toda a área de distribuição da cidade.3. que pode ser o próprio disjuntor. em série com o religador ou disjuntor. cabos isolados em PVC. quando elevadas a ponto de interferirem no relé de neutro da subestação. reguladores. capacitores.2 . d) Seccionalizadores A instalação de seccionalizadores ficará restrita ao uso no lado da carga. seccionalizadores. tudo interligado e contínuo. venham a comprometer a coordenação. desde que tenham um dispositivo de religamento automático na retaguarda.3. multi-aterrado e conectado à malha de terra da subestação. O neutro contínuo da rede primária será comum ao da rede secundária. Deverá ser adotada para a interligação.

de modo a evitar desligamentos dos circuitos nas SE’s e a minimização dos tempos necessários à realização das manobras e do número de consumidores atingidos por elas. Acima deste número de hastes deverão ser adotadas alternativas. b) Chave faca tripolar com dispositivo para abertura com carga.4 . o aterramento deverá ter resistência máxima de 20 Ω.4. c) Corta circuito fusível para abertura sob carga. Junto à zonas desprotegidas de edificações e mais sujeitas a descargas atmosféricas.1 e 0. Nos demais casos.3 Ω. 32 . Caso estes valores não sejam atingidos. tratamento químico do solo ou soluções mistas.1 . Em áreas isoladas e com poucos transformadores. ou locais de elevada resistividade. com ou sem dispositivo para abertura com carga. devem ser projetados poços de aterramento em lugares convenientes e com valor de resistência de terra não superior a 10 Ω. os aterramentos da RDU serão feitos com apenas 01 haste. localizados em zonas protegidas por edificações. de 300 em 300 metros e de modo que nenhum ponto da rede de distribuição secundária fique afastado mais de 200 metros de um aterramento. até o limite de 06 hastes. deverão ser utilizadas em pontos de manobras.3. para se obter uma maior proteção. Todos os extremos da rede (primária e secundária) deverão ter seus neutros aterrados com aterramento padrão de 20 Ω. 5.Seccionamento e manobra: Poderão ser projetados os seguintes tipos de equipamentos de seccionamento nas redes aéreas de distribuição urbanas: a) Chave faca unipolar. deverão ser usadas tantas hastes adicionais quantas forem necessárias.Localização dos equipamentos de Seccionamento a) Chaves para operação com carga As chaves unipolares ou tripolares para operação com carga. 5. o aterramento deverá ter resistência máxima de 10 Ω.Junto à transformadores e equipamentos especiais. tais como a utilização de hastes profundas.3. de modo a garantir que a resistência de aterramento equivalente do sistema fique situada entre 0.

As chaves deverão ser instaladas em pontos de fácil acesso e operação. alternadamente com chaves de abertura sob carga. serão instaladas nos seguintes pontos: Interligação de alimentadores. Em princípio. Após a derivação. e sem carga. Pontos de manobras. as chaves para operação. previstos para transferência de cargas. desde que eventualmente. a fim de preservar continuidade de serviço por ocasião de manobras. para consumidores importantes. Em geral. as manobras só poderão ser feitas. b) Chaves para operação sem carga Por não admitirem abertura em carga. localização de defeitos ou para desligamentos destinados à manutenção e construção de redes. 33 . junto ao início de grandes concentrações de cargas. Neste caso. estas chaves poderão ser instaladas nos seguintes pontos: No tronco de alimentadores. No lado da fonte. deverão ser usadas em pontos onde normalmente não estão previstas manobras.

considerando a posição do sol e a queda das folhas nas mudanças de estações. ou seja. esgotos e redes aéreas ou subterrâneas de outras concessionárias. e evitar o lado das grandes arborizações. sacadas e anúncios luminosos. d) Projetar vãos elétricos de baixa tensão de 30 a 40 m. incluídos passeios. aquele que acarretará a execução de um menor número de travessias de ramais de serviço (ver figura a seguir). frente de anúncios luminosos. implantar as redes nas faces norte e oeste. obedecidos os critérios a seguir: a) Locar os postes preferencialmente nas divisas dos lotes.PROJETO DEFINITIVO 6.6 . c) Evitar interferências com alinhamentos de galerias pluviais. Para que não surjam problemas durante a construção e a necessidade de modificações no projeto original. g) Quando não houver posteação deverá ser escolhido o lado mais favorável. jardins ou praças públicas. 34 .LOCAÇÃO E INSPEÇÃO: Uma vez determinados os traçados das redes primárias e secundárias e definidos os centros de carga. sempre que possível. f) Em ruas até 20 m de largura. quando existir somente rede primária. observando-se a seqüência da rede existente.1 . podendo. de modo a permitir sombra no verão e aquecimento no inverno. marquises e sacadas. considerando o que tenha maior número de edificações. é recomendado o uso de afastadores para redes secundárias. prevendo-se futuras intercalações de postes. adotar-se vãos primários de 60 a 80 m. deverão ser locados em planta os postes necessários à sustentação da rede de distribuição. e) Para facilitar a transposição de marquises. evitando a frente das garagens. guias rebaixadas de postos de gasolina. projetar os postes sempre num só lado das ruas (unilateral). Normalmente. a posição dos postes deverá estar de acordo com as observações previamente levantadas em campo e devidamente assinaladas em planta. b) Em ruas sem arborização. as arborizações de maior porte são feitas nas faces leste e sul.

35 . necessidade de mais de um alimentador. a posteação deverá ser bilateral em ziguezague (ver figura a seguir). etc. j) Além das larguras das ruas. até 30 m. poderão ter a posteação bilateral frontal (ver a figura a seguir). tipo de iluminação pública adotada. deve-se considerar que os critérios de posteação citados acima dependerão também da existência ou não de canteiros centrais.h) Em ruas com largura superior a 20 m. i) As ruas com largura superior a 30 m. k) Evitar o uso de postes em esquinas de ruas estreitas ou esquinas que não permitam manter o alinhamento dos postes.

etc.): P = 0. ser iguais e estarem entre 6 e 15 m (ver figura a seguir).Condições Ambientes Para dimensionamento mecânico dos cabos e das estruturas que os sustentam. a distância A e B dos postes à esquina.1 . 36 . Pressão do vento em superfícies cilíndricas (cabos e postes circulares): P = 0.2.00471× V 2 onde: P = daN/m² V = km/h Pressão do vento em superfícies planas (postes duplo-T. deverão ser respeitadas as seguintes condições: Vento máximo: 60 km/h a 15ºC. preferencialmente.00754 × V 2 Temperatura: 0ºC a 50º C.1 .2 . Nesses casos. 6.Parâmetros Básicos: 6.l) As conexões elétricas nos cruzamentos de redes poderão ser no meio do vão (FLYNG-TAP’s).DIMENSIONAMENTO MECÂNICO . Cabo básico: Alumínio 4 AWG. Vãos calculados: 5 m a 150 m (de 5 em 5 m).1.PARÂMETROS 6. devendo evitar-se o contorno de esquinas com o uso de vários postes.2. deverão.

serão de concreto do tipo seção circular e duplo-T.2. deverá ser de 21. Estado básico 2: Temperatura: 15º C Velocidade do vento: 60 km/h Tração horizontal máxima: 1/5 TR do cabo básico. 6. entre condutores e edifícios. atendidos os requisitos elétricos e mecânicos.Condutores A seção mínima dos condutores a serem utilizados nos circuitos primários e secundários.2.Estado básico 1: Temperatura: 0º C Velocidade do vento: 0 km/h Tração horizontal máxima: 1/7 TR do cabo básico.1. deverão ser dimensionados de forma a atenderem os valores estabelecidos pelas NBR 5434 E NBR 5433.2 .Postes Basicamente.14 mm (4 AWG). 6.4 .1. As seções padronizadas e recomendadas estão indicadas na tabela 06 do ANEXO IV. 6. com as seguintes características (ver tabela 13 do ANEXO IV): 37 .1. os postes a serem utilizados em redes de distribuição urbanas.Afastamentos mínimos O afastamento entre condutores.3 .2. entre condutores e o solo e. TR = Tração de ruptura do cabo.

tipos Normal (N). Beco (B) e Meio-beco (M). de uso geral para redes primárias e/ou de redes secundárias. 38 . 300 e 600 300. * Os postes de 13 metros e os de esforços para 1500 daN apesar de não constarem das NBR 8451. b) Redes Secundárias Disposição vertical. 1000 e 1500 300.5 . b) carga útil admissível a 20 cm do topo (daN) Comprimento 9 metros 11 metros *12/13 metros Carga Útil 150. poderão ser utilizados. com isoladores tipo roldana em armações secundárias.400 mm. 1000 e 1500 Nota : Postes com comprimentos e esforços acima dos especificados acima. 6. serão utilizados em casos especiais de cruzamentos. através da NBR-5433: a) Redes Primárias Para redes trifásicas. 600. mais de 2 níveis de cruzetas. 8452 e 6124. 600.1. ficando sua utilização restrita à situações específicas.Estruturas Serão consideradas as estruturas padronizadas pela CEA.2. serão considerados especiais. etc.a) comprimentos Comprimento 9 metros 11 metros *12/13 metros Utilização serão de uso exclusivo para redes secundárias. utilizar cruzetas de madeira de 2.

são representadas por dois vetores em escala. O esforço resultante é obtido através da composição dos esforços dos condutores. Para a instalação de transformadores deverão ser considerados os preceitos contidos no subitem 5. deverá ser observada a tabela 16 do ANEXO IV. Para a instalação de transformadores e demais equipamentos em postes da RDU. que atuam no poste em todas as direções.3. produzidos pela aplicação das trações de projeto indicados nas tabelas 14 e 15 do ANEXO IV.3. na identificação dos meios necessários para absorção destes esforços.CÁLCULO MECÂNICO DA REDE Consiste na determinação dos esforços resultantes que serão aplicados nos postes e. construindo um paralelogramo conforme indicado a seguir: onde: R = Tração resultante F1 e F2 = Tração dos condutores α = Ângulo formado pelos condutores 39 . relativos a engastamento dos postes. de modo que suas origens coincidam. a) Método Geométrico As trações dos condutores obtidas através deste método. transferidas a 20 cm do topo do poste e que pode ser calculado tanto pelo método geométrico quanto pelo método analítico.6.3 .

b) Método Analítico De posse das trações no poste e do ângulo formado pelos condutores dos circuitos. uso mútuo de postes.1 .3. Excepcionalmente. nós de travessias. para os diversos ângulos..Utilização dos Postes: a) Quanto ao comprimento Basicamente os postes podem ser de: 9 m : rede de BT 11 m : rede de AT ou (AT + BT) 12 m : rede de AT com ou sem BT.β β = ângulo formado pelos condutores 6. etc. poderão ser usados postes especiais de comprimentos maiores.sen α/2 α = 180º . tem-se: R = F12 + F22 + 2 ⋅ F1 ⋅ F2 ⋅ cosβ Se F1 = F2 : sendo : R = 2. b) Quanto à resistência mecânica Será em função do esforço resultante a ser absorvido pelo poste e das resistências mecânicas padronizadas : ENGASTAMENTO DE POSTES. 40 .F.. em alguns arranjos primários. Nas tabelas 17 e 23 do ANEXO IV são fornecidos os esforços resultantes de redes primárias e secundárias e de ação dos ventos. em cruzamentos e/ou derivações.

3) Postes com resistência nominal igual ou superior a 600 daN deverão ter base concretada quando aplicado em áreas alagadas. de instalação ou engastamento será.3.3. Para tipos especiais de solos.5 metros) Em função da aplicação de processos de cálculo para determinação do engastamento para poste de distribuição. Notas: 1) Um terreno normal absorve esforço sobre o poste de até 150 daN. em metros.3.ENGASTAMENTO DE POSTES. do vão. Os esforços poderão ser do tipo poste a poste. para qualquer tipo de poste.2 . 6. cruzeta a poste ou de contra-poste em finais de rede. dos ângulos de deflexão horizontal e do espaçamento elétrico. 41 . 6.Engastamento: A profundidade. deverão ser adotados arranjos ideais e fundações adequadas. com reforço e base concretada . quando o solo for excessivamente fraco ou em conseqüência de um momento fletor solicitante elevado. o tipo "cava de areia com sapata concretada". sendo determinadas pela METODOLOGIA DE CÁLCULO DE ESTRUTURAS PARA REDES AÉREAS.6. são definidos três tipos básicos de engastamento: simples.3 . ou ainda de redução de trações nos últimos postes.Escolha do Tipo de Estrutura: A escolha das estruturas serão em função da bitola dos condutores.60 10 Sendo: L = comprimento do poste em metros C = engastamento (mínimo de1. 2) Com a colocação de escora de subsolo a absorção alcança até 300 daN.Estaiamento: Serão utilizados estaiamentos para se obter a estabilidade de postes ou estruturas sem equilíbrio.4 . como por exemplo. provocado por um esforço mecânico externo. determinado pela fórmula: C= L + 0.

4 mm e 9.5 mm : para condutor 336.3. o quadro a seguir mostra os esforços atuantes. Apesar da grande variedade de combinações de esforços a que ficam submetidos os postes das redes aéreas de distribuição.4 mm (1/4") e 9.4.AWG/MCM ESFORÇOS (daN) 4 2 1/0 4/0 336. O esforço excedente a ser absorvido pelo cabo de aço do estai pode ser transferido para um ou mais postes.3.6. sendo recomendável a transferência para.4 180 270 420 840 1350 Considerando-se os valores acima e levando-se em conta as resistências nominais dos cabos de aço de diâmetros 6.5 mm (3/8").5 mm.4 mm : até o condutor 4/0 AWG Cabo de aço 9. Metodologia de Dimensionamento de Estruturas para Redes Aéreas de Distribuição Urbanas): CONDUTOR AL (CA) BITOLA . deve-se observar o seguinte critério para estai de cruzeta a poste: Cabo de aço 6. no máximo. 42 . que são usualmente empregados em redes aéreas urbanas nuas. os esforços excedentes deverão ficar limitados a 700 daN e 1560 daN. correspondendo respectivamente aos cabos de aço de 6.Estai de Cruzeta a Poste Para a pior condição (rede trifásica com cruzeta tipo beco). dois postes.Estai de Poste a Poste O estai de poste a poste deverá absorver todo o esforço que exceder a capacidade do poste.2 . provocado pelos esforços resultantes dos circuitos primários e secundários.4.1 .4 MCM 6.

engastamento entre 1. CONTRA-POSTE DE 5.5 m e 2.Redução das Trações Em situações que exijam poste acima de 1500 daN. no engastamento. De acordo com estudos realizados por outras concessionárias. mantendo a flecha dos condutores igual à do vão considerado básico.3 . a tensão mecânica reduzida é dada pela expressão: 2  Vr  Tr =   × T b  Vb  43 .00 312 378 539 739 390 472 674 924 468 566 809 1109 6.0 m.4 . que é também utilizado para redes em ângulo.4.80 2. Este processo. ângulo de inclinação do contra-poste com a vertical de 30º. de 20 a 30 cm. o quadro a seguir nos fornece os esforços máximos admissíveis. que serão absorvidos pelo contra-poste.4.3.3.50 1. diâmetro médio do contra-poste. obedecidas as condições abaixo. Em função destas condições.60 1.Estai de Poste a Contra-poste Normalmente este tipo de estai é empregado em fins-de-linha com a finalidade de absorver os esforços excedentes do último poste. deverá ser adotada a montagem dos condutores com "Tração Reduzida". taxa de compressibilidade do solo de 2000 daN/m³. Condições: contra-postes de 5 m de comprimento.0 m (Esforços Absorvidos) ENGASTAMENTO (m) ESFORÇOS MÁXIMOS EM daN d = 20 cm d = 25 cm d = 30 cm 1.6. consiste em diminuir o vão entre postes.

O vão básico de um determinado trecho é calculado pela seguinte expressão: Vb = Vm + onde: Vm 2 × (Vmáx − Vm ) 3 = média aritmética dos vãos.onde: Vr = vão reduzido em metros Vb = vão básico em metros Tb = tração básica ou normal. em daN Nota: A tração básica (Tb) deve ser calculada em função da tração do projeto dos condutores primários e secundários existentes na estrutura. aplicados a 20 cm do topo. em metros No poste anterior ao poste intermediário "C" da Figura B a seguir. Figura A 44 . tanto para o primário quanto para o secundário. relativa ao vão básico. as estruturas de fixação dos condutores devem ser de encabeçamento. em metros Vmáx = maior vão.

Figura B

Este poste deverá ser dimensionado em função das diferenças das tensões mecânicas do vão básico e do vão reduzido, que as estruturas de amarração transmitem ao poste.

Se esta tração for muito elevada em relação ao poste que se deseja empregar, o excesso de tração poderá ser transferido ao poste seguinte através de tirante aéreo (o poste"B", tende a neutralizar somente o esforço do tirante). O esforço de tração reduzida será absorvida pelo poste final das trações reduzidas (poste"A"). Nos Apêndices II e III são apresentados exemplos de cálculo para fim-de-linha e para ângulo, respectivamente.

ILUMINAÇÃO PÚBLICA (IP)

7.1 - CAMPO DE APLICAÇÃO: Compreende a iluminação das vias urbanas, que se caracterizam pela existência de edificações ao longo da via, ou a presença de tráfego motorizado e de pedestres em maior ou menor escala, tomando por referência a NBR - 5101, em revisão na ABNT. Não inclui a iluminação de praças, parques, passeios, monumentos, edifícios, áreas de lazer, etc., que para efeito de projeto de redes são considerados opcionais.

7.2 - CLASSIFICAÇÃO DE VIAS E TRÁFEGOS

7.2.1 - Classificação das Vias: As vias de tráfego de veículos, de acordo com a NBR-5101, são classificadas como:
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a) “A” - Vias rurais/estradas (não compreendidas nestes critérios) A1 - Artérias A2 - Coletoras A3 - Locais e de acesso b) “B” - Vias de Ligação c) “C” - Urbanas

7.2.2 - Classificação dos tráfegos: A classificação dos tráfegos a ser considerada nos projetos, para veículos e pedestres, deverá obedecer o estabelecido nas tabelas 24 e 25 do ANEXO IV.

7.3 - ILUMINÂNCIA: 7.3.1 - Níveis de Iluminância: A iluminância deverá estar de acordo com os valores da tabela 26 do ANEXO IV, para leitos carroçáveis das vias com superfícies escuras (asfalto ou similar), podendo os valores serem divididos por 1,5 quando se tratar de superfícies claras (concreto ou similar). Para as vias com "tráfego muito leve" e com "tráfego muito intenso" serão consideradas as exigências dos tráfegos "leve" e "intenso", respectivamente.

7.3.2 - Uniformidade da Iluminância: ≥ 1/3 , em geral. ≥ 1/6 , excepcionalmente para vias de tráfego leve. 7.4 - FONTES DE LUZ 7.4.1 - Altura de Montagem das Fontes de Luz: Em geral, deverão ser respeitadas as alturas mínimas indicadas na tabela 27 do ANEXO IV.

7.4.2 - Fontes de Luz: Recomenda-se fazer os projetos de iluminação pública orientados em planejamentos elaborados com base nas populações das localidades.
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Como exemplo, para localidades até 200.000 habitantes, poderão ser utilizados os critérios da tabela 28 do ANEXO IV, elaborada com base em pesquisa de tráfego e que deverá ser revisada quando o desenvolvimento tecnológico o exigir.

7.5 - POSTEAÇÃO: Em geral, deverão ser utilizados os postes da rede de distribuição, conforme os critérios definidos no subitem 5.1 desta norma. Desde que sejam obedecidos os valores de iluminamento, definidos na tabela 26 do ANEXO IV, a adoção dos critérios citados dependerá ainda dos seguintes aspectos: a) da largura da via; b) se a via tem ou não canteiro central; c) do tipo de iluminação adotado; d) do vão entre os postes; e) da possibilidade de extensão do ramal de serviço dentro dos limites de altura sobre o piso; f) e do comprimento do ramal de serviço.

7.6 - COMANDO: Em geral, a iluminação pública, sempre que for instalada em postes das redes de distribuição, será controlada através de relés fotoelétricos individuais. Os sistemas de comando em grupo, do tipo múltiplo, com comando por relé fotoelétrico e chave magnética, só serão utilizados em sistemas específicos de IP.

Os seguintes sistemas especiais, dependerão de estudos específicos e deverão ser tratados de acordo com as recomendações da NBR - 5101: a) cruzamentos de nível e em dois níveis; b) pistas convergentes e divergentes; c) curvas e elevações.

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somente poderão ser propostas e executadas após a concordância explícita da Diretoria Executiva da CEA. a Divisão de Distribuição – DDI através da Seção de Planejamento da Distribuição poderá efetuar em conjunto com a Assessoria de Planejamento Empresarial – ASPE levantamento de dados referentes a iluminação pública. diminuição da iluminância e/ou cobrança de participação financeira para Construção. que impliquem em investimentos. quando for o caso. em arcar com os custos da nova instalação e em pagar a participação financeira para Construção. Como forma de agilizar o Programa de Eficiência Energética – PEE a ser implementado na área de concessão da CEA. aumento de receita.7 . 48 .CONSIDERAÇÕES FINAIS: As obras de instalações e/ou reforma de IP.7.

pode ser uma alternativa a ser adotada para melhoria do nível de tensão da rede secundária.1 .CORREÇÃO DE NÍVEIS DE TENSÃO: Quando os níveis de tensão se mantiverem fora dos limites predeterminados pelo perfil de tensão adotado.1. 49 .1 . Este recurso pode ser aplicado em pequenas localidades alimentadas por redes primárias oriundas de localidades vizinhas.1 . pois a tensão primária pode assumir valores elevados de forma a provocar tensões secundárias também elevadas nos transformadores cujos tapes são de tensão inferior. Entretanto.1. esta solução apresenta restrições para aplicação em uma mesma área.1. em função da situação específica do projeto: 8. pode-se obter uma maior faixa de variação da tensão na rede primária e. onde utiliza-se tapes em tensão superior.3 . podemos ter SE′s dotadas de bancos de reguladores ou SE′s com banco de capacitores. desde que a queda de tensão não exceda a 15%. deve ser feita observando-se o perfil de tensão em carga mínima. recursos adicionais para correção do problema devem ser considerados.1.1. A regulação dos tapes deverá ser realizada somente após análise das medições instantâneas ou registradas.Mudança de "Tape" em Transformador A mudança de tapes nos transformadores de distribuição.Regulação de Tensão: A regulação de tensão é um dos recursos utilizados para manter o nível de tensão dentro dos limites predeterminados e cuja possibilidade de aplicação aos diversos componentes do sistema.1. ou ainda. O uso de tapes diferentes em uma mesma alimentação. Por esse critério. 8. As diversas alternativas a seguir.RECURSOS ESPECIAIS DE PROJETO 8.8 . e por técnicos qualificados e credenciados pelo setor de controle de distribuição da empresa. devido aos problemas operativos que podem surgir.1. dependerá de uma análise específica do sistema disponível. SE′s dotadas de transformadores com LTC (comutação de tapes sob carga). 8.Regulação na Rede Primária De posse de um perfil de tensão onde são indicadas as diversas parcelas de quedas de tensão correspondentes a cada componente do sistema.Regulação de Tensão na Subestação A possibilidade de regulação de tensão na Subestação (SE). poderão ser usados reguladores de tensão ao longo da rede primária. 8. devem ser analisadas técnica e economicamente. dependerá exclusivamente do tipo de SE adotada para cada sistema. apresentando relatórios específicos existentes.2 .

8. caberá à CEA tão somente zelar pela correção do fator de potência resultante das reatâncias indutivas de seus transformadores e redes de distribuição. e) Regulação de tensão.2 . como forma de corrigir o fator de potência a baixo custo (capacitores de AT são onerosos).2 .Deverão ser convenientemente conscientizados e orientados os consumidores cujas atividades econômicas demandam o uso de motores. determinar-se o fator de potência ótimo para o sistema. Desta forma.1 . 8. b) Correção do fator de potência. d) Elevação do nível de tensão.COMPENSAÇÃO DE REATIVOS: Os benefícios resultantes da instalação de bancos de capacitores na rede primária são: a) Diminuição das perdas.2.Na determinação da potência capacitiva total instalada no sistema. deve-se pesar convenientemente os benefícios acima enumerados. c) Liberação da capacidade em kVA do sistema.2.8. face os custos envolvidos ou. em outras palavras. para que utilizem capacitores de baixa tensão agregados aos circuitos que alimentam os mesmos. 50 .

contendo diagrama unifilar e planilhas de cálculo.CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO: Os cálculos de queda de tensão deverão ser apresentados.APRESENTAÇÃO DO PROJETO O projeto definitivo deverá ser composto das seguintes partes: • Memorial descritivo. • Desenho do projeto. • Cálculo de queda de tensão. para a rede primária e para a rede secundária. • Relação de materiais. Nos casos de reformas. • Planta da rede primária. se houver. b) características técnicas. • Desenho de detalhes complementares do projeto. tensão e demanda. d) demonstrativo do custo estimado da obra (diretos e indiretos) e do auxílio para construção. em separado.1 .9 . c) número de consumidores ou áreas beneficiadas. efetuadas nos circuitos existentes e objeto da reforma.2 . e) resumo descritivo das quantidades dos principais itens de materiais a serem empregados (postes. poderão ser indicadas as medições de corrente.MEMORIAL DESCRITIVO: Deverá conter informações referentes a: a) objetivo e necessidade da obra. 9. equipamentos e condutores). f) informações complementares a serem fornecidas à ANEEL (conforme determina o Manual de "Normas Técnicas e Procedimentos Jurídicos" da ANEEL). 9. 51 .

proteção e regulação tais como chave-fusível. 9. chave à óleo ou a gás SF6. 9. contendo: a) Indicação do tipo e bitola dos condutores. essenciais à identificação da planta. aterramentos e seccionamentos.3 . altura e carga nominal.3. rodovias. bem como de todos os consumidores de AT com as respectivas características técnicas.1 . g) Potência e tipo de lâmpadas de iluminação pública e de relé de comando.2 . h) Reguladores de tensão. com suas características técnicas. secundários e de IP. e) Chaves fusíveis . padronizados pela ABNT. i) Pára-raios. com a indicação do tipo.suas capacidades de ruptura e especificação do elo fusível. religador. f) Religadores. seccionalizadores. sendo que o nº correspondente deverá aparecer em destaque. chave-faca. estaiamentos. seccionalizador. b) Indicação das estruturas primárias e secundárias. assim como seus elementos descritivos. Todos os desenhos deverão ser numerados. b) Mostrar a localização de todos os serviços públicos essenciais existentes na área do projeto. deverão ser elaborados em formato conveniente. c) Localização das derivações aéreas e subterrâneas e dos alimentadores rurais. pontes e viadutos. dos equipamentos de manobra. chaves de manobra. 52 .Planta de Rede Primária: Deverá ser apresentada na escala 1:5000. túneis.Desenho do Projeto: Deverá ser apresentado em escala 1:1000 contendo: a) A localização e a numeração de toda a posteação. d) Tipo e capacidade de todos os transformadores.9. e devem ser complementados com as seguintes informações: a) Conter todos os arruamentos e logradouros. de todos os transformadores de distribuição.3.PLANTA E DESENHO DO PROJETO: As plantas e desenhos. c) Indicação do tipo. j) Capacitores. b) Localização da subestação. ferrovias e acidentes naturais. bitolas e número de condutores primários. capacitor e regulador de tensão.

53 . as travessias. etc.5 .RELAÇÃO DE MATERIAIS: Deve fazer parte do projeto. estaiamentos. de acordo com as normas existentes.4 . 9. a ocupação de faixa de domínio e as zonas de aproximação de aeroportos. uma relação com a descrição de todos os materiais e quantidades a serem empregadas.DESENHO DE DETALHES COMPLEMENTARES DO PROJETO: Deverão ser desenhados à parte.9. quando o simples desenvolvimento planimétrico não for suficiente para definir com precisão a montagem das estruturas ou a disposição e fixação dos condutores. inclusive com os códigos e referências aos padrões da Empresa. Outros detalhes que se fizerem necessários. por imposição de circunstâncias especiais. os cruzamentos.

54 .FAIXA DE SERVIDÃO ESTRADA DE FERRO CERCA DE ARAME MURO FACHADA DE PRÉDIO RIO (SENTIDO DA CORRENTEZA) LAGO TERRENO ALAGADIÇO ∗ Traço utilizado para desenhos e símbolos.ANEXO I : SÍMBOLOS PARA OS MAPAS TIPO RUA 1 : 1000 1 : 5000 RUA PROJETADA PONTE TÚNEL VIADUTO ESTRADA .

ATERRO VALETAS PONTO DE CONTROLE HORIZONTAL X O.ANEXO I : SÍMBOLOS PARA OS MAPAS TIPO CANAL 1 : 1000 1 : 5000 JARDIM IGREJA CEMITÉRIO PRAIA OU AREIA EROSÃO BARRANCO.1 mm 0. CORTE.2 mm 0.2 mm 55 .1 mm RETICULADO DE POSIÇÃO DE FOLHAS ∗ Traço utilizado para desenhos e símbolos.2 PONTO DE CONTROLE VERTICAL TELÉGRAFO E TELEFONE RETICULADO DE COORDENADAS 0. 0.

02 PÉTALAS AÇO (IP) . Fonte: CEA (Critérios para Projetos). a característica deverá estar contida num retângulo.01 PÉTALA AÇO (IP) . 56 .ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ESPECIFICAÇÃO TIPO ESCALAS DE UTILIZAÇÃO 1 : 1000 1 : 5000 CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO MADEIRA CONCRETO CIRCULAR CONCRETO DUPLO T AÇO (IP) .03 PÉTALAS POSTE AÇO (IP) .04 PÉTALAS CONCRETO ORNAMENTAL (IP) 01 PÉTALA CONCRETO ORNAMENTAL (IP) 02 PÉTALAS CONCRETO ORNAMENTAL (IP) 03 PÉTALAS CONCRETO ORNAMENTAL (IP) 04 PÉTALAS CHAVE FACA UNIPPOLAR SEM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) SECCIONAMENTO E MANOBRA CHAVE FACA UNIPOLAR COM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) Nota: No projeto.

Fonte: CEA (Critérios para Projetos).ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ESPECIFICAÇÃO TIPO CHAVE FACA TRIPOLAR SEM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) CHAVE FACA TRIPOLAR COM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) TRANSFORMADOR DA CEA EXISTENTE (INDICAR CARACTERÍSTICAS) TRANSFORMADOR PARTICULAR (INDICAR CARACTERÍSTICAS) TRANSFORMADOR CEA EM PROJETO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) TRANSFORMADOR TRANSFORMADOR DA CEA EM CABINE (INDICAR CARACTERÍSTICAS) TRANSFORMADOR PARTICULAR EM CABINE (INDICAR CARACTERÍSTICAS) SUBESTAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO SUBTERRÂNEA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) CHAVE FUSÍVEL SEM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) CHAVE FUSÍVEL COM ABERTURA EM CARGA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) RELIGADOR MONOFÁSICO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) ESCALAS DE UTILIZAÇÃO 1 : 1000 1 : 5000 CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO SECCIONAMENTO E MANOBRA PROTEÇÃO RELIGADOR TRIFÁSICO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) SECCIONALIZADOR MONOFÁSICO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) Nota: No projeto. 57 . a característica deverá estar contida num retângulo.

( INDICAR CARACTERÍSTICAS) SECCIONAMENTO NO MEIO DO VÃO. a característica deverá estar contida num retângulo.ANEXO I : SIMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ESPECIFICAÇÃO TIPO SECCIONALIZADOR TRIFÁSICO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) PROTEÇÃO ESCALAS DE UTILIZAÇÃO 1 : 1000 1 : 5000 CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO PÁRA-RAIOS ATERRAMENTO CONDUTOR PRIMÁRIO CONDUTOR SECUNDÁRIO CRUZAMENTO COM LIGAÇÃO CRUZAMENTO SEM LIGAÇÃO CONDUTOR ENCABEÇAMENTO OU MUDANÇA DE BITOLA PRIMÁRIA. (INDICARCARACTERÍSTICAS) ENCABEÇAMENTO OU MUDANÇA DE BITOLA SECUNDÁRIA. Nota: No projeto. Fonte: CEA (Critérios para Projetos). (INDICARCARACTERÍSTICAS) SECCIONAMENTO DO PRIMÁRIO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) SECCIONAMENTO DO SECUNDÁRIO. 58 .

ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ESPECIFICAÇÃO TIPO REGULADOR DE TENSÃO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) REGULADOR DE TENSÃO TIPO AUTO-BOOSTER. (INDICAR CARACTERÍSTICAS) CAPACITOR FIXO (INDICAR CARACTERÍSTICAS) ESCALAS DE UTILIZAÇÃO 1 : 1000 1 : 5000 CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO REGULAÇÃO E COMPENSAÇÃO DE REATIVOS CAPACITOR AUTOMÁTICO RAMAL DE SERVIÇO SECUNDÁRIO SUBTERRÂNEO RAMAL DE SERVIÇO SECUNDÁRIO AÉREO RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO SUBTERRÂNEO. (INDICAR CARACTERÍSTICAS) ESTAI DE POSTE A POSTE (INDICAR CARACTERÍSTICAS) RAMAL ESTAI DE CONTRA-POSTE (INDICAR CARACTERÍSTICAS) ESTAIS ESTAI DE CRUZETA (INDICAR CARACTERÍSTICAS) ESTAI DE ÂNCORA Nota: No projeto. Fonte: CEA (Critérios para Projetos) 59 . (INDICAR CARACTERÍSTICAS) RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO SUBTERRÂNEO DUPLO. a característica deverá estar contida num retângulo. (INDICAR CARACTERÍSTICAS) RAMAL DE SERVIÇO PRIMÁRIO AÉREO.

No projeto.ANEXO I : SÍMBOLOS PARA CADASTRO E PROJETO ESPECIFICAÇÃO TIPO ESCALAS DE UTILIZAÇÃO 1 : 1000 1 : 5000 CADASTRO PROJETO CADASTRO PROJETO ESTAIS ESTAI DE SUBSOLO LUMINÁRIA ILUMINAÇÃO PÚBLICA RELÉ FOTOELÉTRICO CAIXA DE COMANDO Nota. a característica deverá estar contida num retângulo. Fonte: CEA (Critérios para Projetos) 60 .

BT TRANSF. POTÊNCIA MEDIÇÃO (kVA) DENSIDADE DE CARGA (kVA/m) ENDEREÇO LEVANTAMENTO DE CARGAS ESPECIAIS .02.2. POTÊNCIA MEDIÇÃO (kVA) DENSIDADE DE CARGA (kVA/m) ENDEREÇO TRANSF. POTÊNCIA MEDIÇÃO (kVA) DENSIDADE DE CARGA (kVA/m) ENDEREÇO ANEXO II (Formulário n° 01) TRANSF.0 (SCEI .3.08. POTÊNCIA MEDIÇÃO (kVA) DENSIDADE DE CARGA (kVA/m) ENDEREÇO TRANSF.01) 61 .MEDIDA (kVA) CONSUMIDORES DE BT TRANSFORMADOR ENDEREÇO ENDEREÇO TRANSF.LEVANTAMENTO DE CARGAS ESPECIAIS CONSUMIDOR N° RAMO DE ATIVIDADE TENSÃO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CARGA INSTALADA (kVA) ----DETALHE DE CARGA CORRENTE (A) DEMANDA P/PROJETO (kVA) DEMANDA MÁX. POTÊNCIA MEDIÇÃO (kVA) DENSIDADE DE CARGA (kVA/m) Fonte: Relatório CODI .21.

02.noite) de cada dia.0 (SCEI . POTÊNCIA TIPO DE MEDIÇÃO PERÍODO DIA NOITE DEMANDA (kVA) TENSÃO (V) TENSÃO (V) CORRENTE (A) PERÍODO DIA NOITE CORRENTE (A) Ia Ib Ic In Ia Ib Ic In DEMANDA (kVA) PERÍODO DIA NOITE TENSÃO (V) CORRENTE (A) Ia Ib Ic In DEMANDA (kVA) CONSUMIDOR ENDEREÇO ENDEREÇO ANEXO II (Formulário n° 02) ENDEREÇO RAMO DE NEGÓCIO AT ou BT RAMO DE NEGÓCIO AT ou BT RAMO DE NEGÓCIO AT ou BT PERÍODO DIA NOITE DEMANDA (kVA) TENSÃO (V) TENSÃO (V) CORRENTE (A) PERÍODO DIA NOITE CORRENTE (A) Ia Ib Ic In Ia Ib Ic In DEMANDA (kVA) PERÍODO DIA NOITE TENSÃO (V) CORRENTE (A) Ia Ib Ic In DEMANDA (kVA) OBS.3.08.01) 62 .TRANSFORMADOR E CONSUMIDOR C/ CARGA SIGNIFICATIVA Fonte: Relatório CODI . POTÊNCIA TIPO DE MEDIÇÃO N° TRANSF. MEDIÇÃO DE CARGA .: Nas medições gráficas considerar os valores máximos de correntes encontrados em cada período (dia .21.MEDIÇÃO TRANSFORMADOR ENDEREÇO ENDEREÇO DE CARGA ENDEREÇO N° TRANSF.2. POTÊNCIA TIPO DE MEDIÇÃO N° TRANSF.

ANEXO III FATOR DE CORREÇÃO POR MELHORIA DE TENSÃO (Gráfico) 63 .

3) O valor do FD é o máximo típico para cada atividade. etc.4 16.5 2. civil) Beneficiamento. 64 . quartzo. canos e estruturas de aço Fabricação de artefato de ferro e aço trefilado MECÂNICA Fabricação de máquinas e aparelhos industriais MATERIAL ELÉTRICO E DE COMUNICAÇÕES MATERIAL DE TRANSPORTES Manutenção de veículos ferroviários MADEIRA Serraria CELULOSE .2 16. 13.1 5.1 11.1 8.3 2. CALÇADOS E ARTIGOS DE TECIDOS PRODUTOS ALIMENTARES Beneficiamento de cereais Abate de animais Laticínios Fabricação de massas alimentícias Fabricação de rações balanceadas BEBIDAS EDITORIAL E GRÁFICA COMERCIAL E SERVIÇOS Escolas Hospitais Hotéis Mecânica de veículos e máquinas Serviços de água e esgoto FC% 31 31 29 20 41 23 51 24 35 51 74 41 28 39 37 28 36 37 30 33 20 17 52 42 44 25 25 44 75 36 14 24 57 61 38 38 26 46 39 44 16 37 45 33 37 32 27 66 FD% 62 62 71 66 70 84 57 63 70 61 78 64 65 37 24 25 27 47 33 34 51 50 61 66 63 41 41 68 68 73 41 57 63 62 48 66 66 48 67 71 68 64 72 41 46 39 44 84 Fonte: NBR OBS. SABÕES E VELAS TEXTIL Fiação e tecelagem VESTUÁRIO.1 3. caolim.3 19. 3.1 11.4 2.: 1) Os valores foram calculados com base em dados de faturamento de consumidores primários.2 3.1 15.PAPEL E PAPELÃO Fabricação de papel BORRACHA COUROS. 19.ANEXO IV Tabela 01: fatores típicos de carga e demanda p/ consumidores ligados em AT ITEM 1.1 2. 1.5 17.6 3. 16.4 19. 18.1 9. 14.2 2.5 RAMO DE ATIVIDADE PRODUTOS MINERAIS Extração de minerais metálicos TRANSFORMAÇÃO DE MINERAIS NÃO METÁLICOS Britamento de pedras Fabricação de cal Cerâmica Fabricação de refratários Preparação de argamassa.3 16. 6. 10. 6.1 2. PELES E PRODUTOS SIMILARES Curtume INDÚSTRIAS QUÍMICAS Produção de elementos químicos Acondicionamento de derivados de petróleo PRODUTOS MEDICINAIS PERFUMARIAS.2 19. 10.3 3. 14. 19. 16. concreto (const.1 7.de amianto. 8. 7. 2. 2) FC foi calculado. 4. 11. METALURGIA Siderurgia Fundição de metais ferrosos Laminação de metais ferrosos Fabricação de tubos.1 19.4 3.2 12. considerando-se um período médio de funcionamento dos vários consumidores.1 16.5 4.

em função da área de construção. salas para exposições e semelhantes 100 Bancos. DESCRIÇÃO CARGAS MÍNIMAS (W/m2) 15 FATOR DE DEMANDA (%) Auditórios. deverão ser considerados com o fator de demanda de 100%. salões de beleza e semelhantes 30 100 Clubes e semelhantes 30 100 Escolas e semelhantes 30 100 para os primeiros 12 kW 50 para o que exceder de 12 kW 100 para os primeiros 20 kW 70 para o que exceder de 20 kW 100 Escritórios 30 Garagens comerciais e semelhantes 5 Hospitais e semelhantes 20 40 para os primeiros 50 kW 20 para o que exceder de 50 kW 50 para os primeiros 20 kW 40 para o que exceder de 20 kW Hotéis e semelhantes Igrejas e semelhantes 15 100 Residências 30 100 para os primeiros 10 kW 35 para o que exceder de 10 kW 100 Restaurantes e semelhantes 20 Corredores e passagens 5 100 Almoxarifados. salões de baile e recepções e semelhantes). lojas e semelhantes 40 100 Vitrines 500 100 Barbearias. por sua natureza. toda a carga seja utilizada simultaneamente (sala de operações.ANEXO IV Demandas diversificadas Tabela 02 : Carga Mínima e Demanda para Instalações de Iluminação e Tomadas. 2) Os alimentadores de recinto em que. 65 . rouparias e semelhantes 5 100 OBS.: 1) A tabela se refere à carga mínima das instalações elétricas para iluminação e tomadas até 600 W.

FATOR DE DEMANDA COM POTÊNCIA DE ATÉ 3.5 kW OU MAIS 80 COM POTÊNCIA DE ATÉ 3.5 kW OU MAIS 28 Nº DE APARELHOS Nº DE APARELHOS 1 16 2 75 65 17 38 28 3 70 55 18 37 28 4 66 50 19 36 28 5 62 45 20 35 28 6 59 43 21 34 26 7 56 40 22 33 26 8 53 36 23 32 26 9 51 35 24 31 26 10 49 34 25 30 26 11 47 32 26 a 30 30 24 12 45 32 31 a 40 30 22 13 43 32 41 a 50 30 20 14 41 32 51 a 60 30 18 15 Fonte: ABNT 40 32 61 ou mais 30 16 66 .5 kW 80 COM POTÊNCIA DE 3.ANEXO IV Tabela 03 : Fatores de Demanda de Aparelhos de Aquecimento.5 kW 39 COM POTÊNCIA DE 3.

500 a 6.000 W 8 a 12 W a 100 300 W 1.) .) Barbeador Batedeira Cafeteira Caixa registradora Centrífuga Churrasqueira (resistiva) Chuveiro Condicionador de ar central (residencial) Condicionador de ar tipo janela 7.000 W 300 W 200 W 300 500 VA 800 a 1.portátil) Ventilador (circulador de ar) .400 W 1.) Liquidificador Máquina de costura (doméstica) Máquina de escrever Projetor de slides Retroprojetor Secador de cabelos (doméstico) Secadora de roupas (residencial.200 VA 150 500 VA 1.500 W 800 a 1.000 W 100 W a 150 300 W 3.650 W 2.) Lavadora de roupas (resid.500 a 3.resid.500 W 2.300 W 1.000 BTU 14.000 BTU 30.000 BTU 18.000 W 1.pedestal a a a a a 1.000 BTU 21.500 W 250 W 2.200 W 500 a 1.000 a 8. APARELHO Aquecedor de água central (boiler) 50 a 100 l Idem Idem Idem Idem 150 a 200 l 250 l 300 a 350 l 400 l POTÊNCIAS NOMINAIS TÍPICAS POTÊNCIAS NOMINAIS TÍPICAS APARELHO Distribuidor de ar (fan coil) Ebulidor Enceradeira Esterilizador Exaustor de ar para cozinha (residencial) Ferro de passar roupas Fogão (resid.250 W 1.600 W a 350 500 VA 150 W 1.500 W 500 a 1.500 W 4.000 W 4.) .800 a 4.800 W 3. Conjunto de som Copiadora tipo Xerox Cortador de grama FONTES: MANUAL PIRELLI .000 W 900 W 1.000 a 6.600 W 2.) Televisor Torneira elétrica Torradeira (residencial.) .500 W 1.) Triturador de lixo (p/pia) Ventilador (circulador de ar) .000 W 75 a 300 W 2.1990 e GENO/CEB 67 .500 W 8.800 VA 770 VA 270 W 60 150 W 150 VA 250 W 1.600 W 1.por boca Forno (resid.100 BTU Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem 8.) Grelha (grill) Lavadora de pratos (resid.ANEXO IV Tabela 04: Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos e Eletroprofissionais.fixo Forno de microondas (residencial) Geladeira (residencial.000 BTU Congelador (frezer) .900 W 2.200 W 2.000 BTU 12.200 a 2.200 W 4.500 BTU 10.000 W 2.000 W 500 a 1.200 W 1.500 VA 800 a 1.200 W 300 W 60 100 W 100 300 W Aquecedor de água de passagem Aspirador de pó (residencial.portátil Forno (resid.

50 2 3 5 KVA 1. MÉDIA GEOMÉTRICA“G” (mm) SEÇÃO NOMINAL (mm2) DIÂMETRO TOTAL (mm) PESO NOMINAL (kgf/km) CARGA DE RUPTURA (kgf) CONDUTORES 4 ROSE X X 7 2. 3) .50 HP 1/3 1/2 3/4 1 MOTORES MONOFÁSICOS KVA 0.1 2 IRIS X X 7 2.20 17.703 g/cm3 (NBR .80 4.: Tabela para avaliação do fator de potência para motores trifásicos e tabelas diversas para monofásicos.40 170.4 Aplicável em RDU Observações: 1) “G”.ANEXO IV Tabela 05 : Conversão de "HP" em "KVA" MOTORES TRIFÁSICOS HP 1 2 3 5 KVA 1.69 33.27 2722.85 1. referência C-03 do Relatório SCEI – CEB -13.88 58 390.61 0.81 107.72 881.80 13.42 92.mm2/km 4) Dados extraídos da NBR . Tabela 06: Características Mecânicas de Condutores de Alumínio .41 0.10 2.4 TULIP X --19 6.A conversão deve ser feita para cada motor e não para a soma total em HP.65 7.05 HP 1.00 2.90 470.1 4/0 OXLIP X X 7 4.264 Ω.7271/82 e publicações ASTM B-231 e B-232 (PIRELLI) 68 . 2) .10 3. coluna 17.Com motores trifásicos a tabela é valida para motores de indução.15 4.50 10 15 20 KVA 6. operando a 75% de sua carga nominal.7271/82) 3) Resistividade elétrica do alumínio = 28. Obs.14 5.31 598.25 294.CA BITOLA AWG/MCM CÓDIGO AT BT FORMAÇÃO (nº de fios) DIST.7 1/0 POPPY X X 7 3.50 HP 7.60 8.57 16.13 21.25 13.60 Ref.54 2.39 63.4 336.: 1) .Para motores que não constem da tabela.25 1696. pode-se determinar um resultado aproximado por interpolação.07 2) Peso específico do alumínio = 2.48 9.36 146.

423 0.459 0.423 0.438 0.467 0.601 0.435 0.450 0.1736 × LOG10 Deq (Ω/m) G sendo: Deq = (ver tabela 08) 4) Imáx.362 0.325 0.387 0.455 0.467 0.467 0.443 0.411 0.264 Ω.ANEXO IV Tabela 07: Características Elétricas de Condutores de Alumínio .402 0.412 0.384 0.390 0.342 0.407 0.307 0.325 0.CA CONDUTORES BITOLA AWG/MCM RESISTÊNCIA ELÉTRICA 60 HZ (Ω/km) Ω 25ºC 4 1.Dados extraídos da NBR 7271/82 e publicações ASTM B-231 e B-232 (Pirelli) 69 .956 0.442 0.384 2 0.298 0.273 336.485 0.409 0.300 0.mm²/km 2) Resistência elétrica onde: 314 419 R 50 0 C = R 25 0 C × 1.469 0.485 0.424 0.405 REATÂNCIA INDUTIVA A 60 HZ EM W/km 755 786 943 1070 1089 Para Deq em MM (tabela 08) 1132 1322 1323 1382 CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE 114 152 203 CORRENTE COM VENTO-SOL (A) Observações: 1) Resistividade elétrica do alumínio = 28.376 0.870 1/0 0.4 0.488 0.425 0.473 0.470 0.452 0.427 0.09875 3) Reatância indutiva onde: X = 0. .342 0.173 50ºC 200 252 1.450 0.453 0.427 0.277 0.521 0.398 0.547 4/0 0.190 0.434 0.428 0.381 0.360 0.259 0.446 0.386 0.360 0.453 0.281 0.402 0.

Distância equivalente entre fases CRUZETA ESTRUTURA 2.0621 0.0800 0.02.3143 0.0 0.0501 0.8 KV FP=1.7951 0.0867 0.3884 0.0329 4 2 1/0 4/0 336.1572 0..1254 0.0251 0.8 0.09 m 13.0321 13.0989 FP=0.0629 0.8 0.Rede Primária (13.0 FP=0.8 KV FP=1.1272 0.1572 0.0989 CÁLCULO: Fonte: ASPE/CEA ∆V % = R cos Φ kV + X sen Φ 2 × 100 (MVA x km) 70 .3.ee = 1.7951 0.7891 0.5 KV FP=1.0407 0.8 0.40 metros DISTÂNCIA ENTRE FASES (mm) d12 d23 d31 DISTÂNCIA EQUIVALENTE Deq DISTÂNCIA EQUIVALENTE (mm) Deq ARRANJO TIPO N1 e N2 NORMAL N3 e N4 600 1200 1800 1089 700 1500 2200 1322 850 850 1700 1070 1050 1050 2100 1323 MEIO BECO M1 e M2 950 850 1800 1032 1200 1000 2200 1382 M3 e M4 850 850 1700 1070 1050 1050 2100 1323 B1 e B2 BECO B3 e B4 3∅ 1∅ 600 600 1200 755 800 700 1500 943 650 600 1250 786 800 700 1500 943 SECUNDÁRIO 252 200 CÁLCULO: Deq = 3 d12 × d23 × d31 Fonte: Dados extraídos da Relatório CODI .5419 0.ANEXO IV Tabela 08 : CRUZETA .0251 0.7841 0.SISTEMA TRIFÁSICO TEMPERATURA 50ºC .21.0 (SCEI.8 0.3143 0.4 0.1262 0.01) Tabela 09 : Coeficientes de Queda de Tensão .5477 0.08.2544 0.35 m CONDUTOR AWG/MCM TEMPERATURA 50% .00 metros DISTÂNCIA ENTRE FASES (mm) d12 d23 d31 DISTÂNCIA EQUIVALENTE Deq 2.VALORES EM % PARA MVA x KM .3934 0.5003 0.0158 FP=0.2060 34.8 kV e 34.0501 0.5003 0.1272 0.2.0158 FP=0.0876 0.5 KV FP=1.ee = 1.0 0.0 0.5 kV) COEFICIENTES DE QUEDA DE TENSÃO .0415 0.2595 0.0800 0.2009 34.

ee = 0.0 FP = 0.0672 0.0997 0.1053 0.2233 0.1752 0.0290 0.ee = 0.2370 0.50ºC .1206 1 FASE .0416 0.ANEXO IV Tabela 10: Coeficientes de Queda de Tensão Rede Secundária 380/220 V .5146 0.4 FP = 1.3376 3 FASES: ∆V % = RF • cos Φ + XF • sen Φ • 10 ⋅ 000 V2 2 FASES+NEUTRO: RN  XN    ∆V% =  RF +  • cos +  XF +  • sen 2  2    ∆V % = [(RF + RN) • cos Φ + (XF + XN) sen Φ ] •  15 ⋅ 000  • V2  1 FASE+NEUTRO: 30 ⋅ 000 V2 RF = Resistência do condutor fase RN = Resistência do condutor neutro Fonte: ASPE/CEA XF = Reatância indutiva do condutor fase XN = Reatância indutiva do condutor neutro 71 .0208 0.ee = 252 m 2 x 4 (4) 2 x 2 (4) 2 x 1/0 (2) 0.4948 0.50ºC .252 m 0.1121 0.8 3 FASES .Valores em % / KVA x 100 m ALUMÍNIO SIMPLES CA CONDUTORES AWG/MCM 4 2 1/0 4/0 336.0468 0.0662 0.6320 0.200 m 1 x 4 (4) 1 x 2 (4) 1 x 1/0 (2) CÁLCULOS: 0.1783 0.5909 0.50ºC .3235 0.0132 0.0220 2 FASES .

TRIFÁSICOS 3Ø TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS LIGAÇÃO FASE-NEUTRO 5 10 15 25 30 37.8 KV TRANSF.ANEXO IV Tabela 11: Elos Fusíveis para Transformadores 13.8 KV RDU POTÊNCIA (KVA) 13.5 150 225 300 1H 2H 3H 5H 6K 8K 10K 15K - 1H 1H 2H 3H 5H 6K 8K 10K 15K Tabela 12: Interligação do Transformador com a Rede Secundária POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR (KVA) CABO DE COBRE ISOLADO DE 1 KV NORMAL mm² A ALTERNATIVA mm² A 15 30 45 75 112.5 150 225 300 70 70 70 70 2 x 70 2 x 70 2 x 120 2 x 240 165 165 165 165 330 330 480 740 35 35 35 2 x 35 120 240 - 110 110 110 220 240 370 - 72 .5 45 50 75 100 112.

: 4 56 2 89 1/0 142 4/0 284 336.GENO// NBR 8452/85 2) Tabelas 02 e 03 : Fonte CEMIG/90 3) As trações de projeto correspondem a 1/7 das trações de ruptura.4 452 Valores válidos para vãos até 80 m.CA) CONDUTOR (AWG) daN Obs. exceto para cabo CA 4 AWG. serão considerados especiais.ANEXO IV Tabela 13: Capacidade Nominal dos Postes (daN) POSTE CIRCULAR DE CONCRETO 9m 11 m 12 m 13 m Face A POSTE DUPLO-T 9m Face B 11 m Face A Face B 12 m Face A Face B 13 m Face A Face B 150 300 600 - 300 600 1000 1500 300 600 1000 1500 600 1000 1500 75 150 300 - 150 300 600 - 150 300 500 - 300 600 1000 - 150 300 500 - 300 600 1000 - 150 300 500 - 300 600 1000 - Tabela 14: Trações de Projeto para AT e BT (AL . calculados em função do cabo básico. 4) Os postes de 13 metros por não constar da NBR 8452/85. cujos valores de tração para vãos acima de 50 m são dados pela tabela 03 abaixo: Tabela 15: Trações de Projeto para Cabo CA 4 AWG (50-80 m) VÃO (m) 55 58 60 61 65 63 70 65 75 67 80 69 daN Observações: 1) Tabela 01 : Fonte D. 73 .

5 KVA 600 -- RELIGADOR 400/15 KV 11 300 300 SECCIONALIZADOR 400/15 KV Banco de 300 a 600 KVAR Monofásico até 167 KVA Qualquer 11 300 300 CAPACITOR 11 600 600 REGULADOR 11 600 -- CHAVE FUSÍVEL 11 200 150 PÁRA-RAIOS CHAVE-FACA UNIPOLAR CHAVE-FACA TRIPOLAR Fonte: D. capacitores. MONOFÁSICO de 5 a 37. 74 .GENO/CEB Qualquer 11 200 150 Qualquer 11 200 150 Qualquer 11 300 300 Nota: Para instalação ou retirada de transformadores. e reguladores é obrigatória a utilização de equipamento hidráulico ou similar.ANEXO IV Tabela 16: Comprimento/Resistência Mínimos de Poste p/Inst. religadores. TRIFÁSICO 300 300 de 75 a 112.5 KVA 11 300 300 de 15 a 45 KVA TRANSF.5 KVA 11 600 600 Acima de 112. de Equipamentos EQUIPAMENTO TIPO/POTÊNCIA COMPRIMENTO MÍNIMO (m) RESISTÊNCIA MÍNIMA (daN) CIRCULAR DUPLO-T TRANSF.

r2 POSTES ÁREA "S" DO POSTE ACIMA DO SOLO (m²) ALTURA "hcg" DO CENTRO DE GRAVIDADE (m) ESFORÇO "Pv x S" NO CENTRO DE GRAVIDADE (daN) ESFORÇO "R2" A 20 Cm DO TOPO (daN) 9/150 9/300 9/600 11/200 11/300 11/600 11/1000 11/1500 12/300 12/600 12/1000 12/1500 13/600 13/1000 13/1500 Fonte: D.486 4.843 5. S = Esforço aplicado no centro de gravidade 75 .426 4.059 4.111 4.562 2.968 34 37 42 46 49 55 60 72 56 62 68 79 70 80 91 16 17 20 21 22 25 28 34 25 28 31 37 32 36 42 No cálculo da tabela acima.622 4.280 3.260 2. aplicado a 20 cm do topo.446 2. o esforço devido à ação do vento sobre os postes.311 3.912 3.154 4.835 4.218 4.725 3.017 4.386 3.063 2.ANEXO IV Tabela 17: Esforço Devido à Ação do Vento Sobre o Poste Circular .774 3.499 3.838 2.004 3.080 3.534 4.974 4.687 1.349 4. (R2). foi calculado a partir de: R2 Pv = Esforço devido à ação do vento = Pressão do vento (considerada 20 daN) = Área do poste acima do solo = Altura do centro de gravidade = Altura livre do poste até 20 cm do topo hcg R 2 = PV • S • h h hcg h Pv .GENO/CEB 1.545 3.

786 3.: Os postes de 13 metros por não constarem da NBR 8452/85 serão considerados especiais.621 4.313 3.243 3.838 1.350 1.745 3.903 2.282 4.903 4.279 3.940 3.162 2.888 1.732 B 31 42 42 57 57 65 65 65 74 74 74 84 15 20 20 25 25 29 28 28 33 32 32 37 A 41 55 55 76 76 87 87 87 100 99 99 113 20 25 25 33 33 39 37 37 44 42 42 49 ESFORÇO "Pv x S" NO CENTRO DE GRAVIDADE (daN) ESFORÇO "R2" A 20 Cm DO TOPO (daN) Pv x S = esforço aplicado no centro de gravidade Pv = pressão do vento (considerada 30 daN/m²) = altura do centro de gravidade = altura livre do poste até 20 cm do topo R 2 = PV • S • hcg h hcg h OBS.004 4.214 3.282 4.453 2.353 4.214 3.R2 IDENTIFICAÇÃO DOS POSTES ÁREA "S" DO POSTE ACIMA DO SOLO (m²) ALTURA "Hcg" DO CENTRO DE GRAVIDADE (m) FACE 9/150 9/300 9/600 11/300 11/600 11/1000 12/300 12/600 12/1000 13/300 13/600 13/1000 1.167 2.885 2.513 2.453 2.333 3.698 FACE 9/150 9/300 9/600 11/300 11/600 11/1000 12/300 12/600 12/1000 13/300 13/600 13/1000 Fonte: D.242 4.ANEXO IV Tabela 18: Esforço Devido à Ação do Vento Sobre Poste Duplo -"T" .GENO/CEB 1.578 4.885 3.513 2.940 4.242 4.388 1.162 2.409 3.388 1.838 2.279 3. 76 .578 4.383 4.468 2.243 3.888 2.031 1.031 4.621 4.903 3.

Tabela 20: Esforço devido a pressão do vento sobre condutores primários . logo: R1P = R 77 .GENO/CEB 1º) Cálculo do esforço devido ao vento.1232 1.01690 S (m) 0.7056 0.0280 R1P 15 18 23 32 41 Para cálculo dos valores de R1P.00936 0.: Para o caso dos condutores primários. a altura da instalação já é a 20 cm do topo.AL CA R1S . na altura de instalação dos mesmos: R = PV • Φ • C onde Pv = Pressão do vento (considerada 20 daN/m²) Ø = Diâmetro do condutor em metro C = Comprimento do vão (considerado 40 m) 2º) Transferência de cada valor "R" calculado.00742 0. R = PV • S onde: S Pv Ø C = = = = Área dos condutores expostos ao vento 20 daN/m² Diâmetro do condutor 40 metros Obs. para cada cabo (fases e neutro).AL CA R1P .00588 0.AL CA POSTE CONDUTORES R1S 3 # 4 (4) 9m 3 # 2 (4) 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) Roteiro de cálculo do valor R1S: 18 22 27 37 11 m 3 # 4 (4) 3 # 2 (4) 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) 15 17 22 30 Fonte: D.5900 2. resultando R1S.GENO/CEB Ø (m) 0.4 Fonte: D.( em daN e a 20 cm do topo ) CONDUTORES .ANEXO IV Tabela 19: Esforço devido à pressão do vento sobre condutores secundários .8904 1. foi utilizada a mesma equação usada para calcular a tabela de esforços sobre condutores secundários: R = 3 • (PV • Φ • C ) ou seja.( em daN e a 20 cm do topo) CONDUTORES . para 20 cm do topo do poste: R 20 = R • h h20 onde R20 = Esforço devido ao vento a 20 cm do topo h = Distância do condutor ao solo h20 = Altura livre do poste até 20 cm do topo 3º) Soma dos 04 valores de R20 encontrados.AL CA POSTE BITOLAS R1S CONDUTORES .AL CA BITOLA 3 # 4 3 # 2 3 # 1/0 3 # 4/0 3 # 336.01325 0.

11 m ÂNGULOS CONDUTORES AWG/MCM FIM DE LINHA 10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º em daN a 20 cm do topo 3 # 4 (4) 64 96 124 152 178 204 270 200 3 # 2 (4) 82 124 165 2204 243 279 376 275 3 # 1/0 (2) 115 182 247 311 372 431 586 425 3 # 4/0 (1/0) 189 317 444 567 688 800 1103 793 Fonte: D.9 m ÂNGULOS CONDUTORES AWG FIM DE LINHA 10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º em daN a 20 cm do topo 3 # 4 (4) 72 109 144 178 211 243 326 239 3 # 2 (4) 95 147 198 248 295 371 461 336 3 # 1/0 (2) 132 215 297 376 452 526 720 522 3 # 4/0 (1/0) 222 384 543 699 849 992 1374 991 POSTE CIRCULAR .ANEXO IV Tabela 21: Esforço resultante da pressão do vento sobre postes.BAIXA TENSÃO ( AL CA) POSTE CIRCULAR . condutores e da tração dos condutores .GENO/CEB 78 .

GENO/CEB 314 548 777 1001 1217 1424 1977 1416 79 .4 Fonte: D.ALTA TENSÃO (AL CA) POSTE CIRCULAR 11 m ÂNGULOS CONDUTORES 10º AWG/MCM 20º 30 40º 50º 60º 90 FIM DE LINHA em daN a 20 cm do topo 3#4 67 95 123 151 177 202 267 198 3#2 87 132 177 221 263 303 409 298 3 # 1/0 122 196 266 337 404 469 642 463 3 # 4/0 209 355 499 639 775 904 1255 902 3 # 336.4 311 545 774 998 1214 1421 1974 1414 POSTE CIRCULAR .12 m ÂNGULOS CONDUTORES AWG/MCM FIM DE LINHA 10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º em daN a 20 cm do topo 3#4 69 98 126 153 180 205 270 201 3#2 90 135 180 224 266 309 505 304 3 # 1/0 125 199 269 340 407 475 645 469 3 # 4/0 212 358 502 642 778 907 1258 905 3 # 336.ANEXO IV Tabela 22: Esforço Resultante da Pressão do Vento Sobre Postes e Condutores e. da Tração dos Condutores .

condutores e da tração dos condutores .4 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) Fonte: D.GENO/CEB 392 463 695 828 990 1190 1284 1537 1561 1872 1827 2193 2534 3047 1825 2193 292 366 347 362 509 644 609 640 721 915 870 911 925 1184 1128 1180 1128 1438 1370 1434 1316 1682 1602 1678 1816 2329 2220 2326 1312 1680 1599 1675 209 280 247 262 352 487 426 453 489 686 598 638 626 879 769 818 754 1071 931 992 877 1245 1092 1167 1209 1723 1503 1609 877 1245 1086 1162 176 250 164 179 289 425 266 294 402 596 369 409 509 766 467 519 616 927 560 628 714 1083 653 728 976 1492 890 996 710 1080 648 724 159 230 131 146 255 387 206 234 348 542 279 323 439 695 354 406 527 840 422 486 613 979 487 563 835 1354 663 768 608 979 484 560 111 126 169 196 225 265 10º 20º 30º 40º 50º 60º 90º FIM DE LINHA em daN a 20 cm do topo 280 335 336 400 386 461 518 627 381 458 80 .ANEXO IV Tabela 23: esforço resultante da pressão do vento sobre postes.REDE MISTA (AL CA) POSTE CIRCULAR .11 m ÂNGULOS CONDUTORES AT BT 3 # 4 (4) 3 # 2 (4) 3#4 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) 3 # 4 (4) 3 # 2 (4) 3 #2 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) 3 # 4 (4) 3 # 2 (4) 3 # 1/0 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) 3 # 4 (4) 3 # 2 (4) 3 # 4/0 3 # 1/0 (2) 3 # 4/0 (1/0) 3 # 4 (4) # 2 (4) 3 # 336.

ANEXO IV CLASSIFICAÇÃO DOS TRÁFEGOS Tabela 24: Tráfego motorizado (veículos) CLASSIFICAÇÃO TRÁFEGO NOTURNO EM AMBAS AS DIREÇÕES (veículos/hora) Tráfego leve < 500 500 a 1200 Tráfego médio Tráfego intenso > 1200 Tabela 25: Tráfego de pedestres CLASSIFICAÇÃO PEDESTRES CRUZANDO VIAS COM TRÁFEGO MOTORIZADO como nas ruas residenciais Tráfego leve Tráfego médio como nas ruas comerciais secundárias Tráfego intenso como nas ruas comerciais principais 81 .

5 15.0 25.5 82 .0 7.5 15.0 21.0 21.0 Intenso 15.ANEXO IV Tabela 26: ILUMINAMENTOS MÉDIOS HORIZONTAIS FINAIS (LUX) TRÁFEGO DE VEÍCULOS (VIAS CLASSE B e C) TRÁFEGO DE PEDESTRES Leve Médio Intenso LUX Leve 3.0 Médio 7.

50 12. 83 .6.8.a intensidade luminosa acima da LTV limitante.75 H média .Distribuição Não-limitada .000 5. da fonte empregada.00 1).00 10.000 a 10.000 6.00 H 2).não há limitação de intensidade luminosa na zona acima da máxima intensidade luminosa.000 7.3.00 Distribuição Semi-Limitada 6. As LTV limitantes para efeito de ofuscamento: curta .00 Distribuição Não Limitada 7.000 a 15.000 NOTAS: 9.00 10.50 < 5.00 7.ANEXO IV Tabela 27: ALTURAS DE MONTAGEM DE FONTES DE LUZ Intensidade Luminosa Máxima da Luminária (cd) Altura Mínima de Montagem (m) Distribuição Limitada 6.Distribuição Semi-limitada .Distribuição Limitada .a intensidade luminosa acima da Linha Transversal das Vias Limitantes não excede numericamente. 3). isto é. 10% dos lumens nominais das fontes luminosas empregadas.00 > 15. situa-se numericamente entre 10% e 30% dos lumens nominais.50 9. quando excede numericamente 30% dos lumens nominais da fonte empregada.00 H H = altura de montagem longa .00 10.50 9.

000 H-125 W (1) Aberta (1) H-125 W Aberta H-125 W Aberta 1. (2) . poderá ser utilizada a lâmpada H-125W e luminária aberta.000 H-400 W H-400 W (3) Fechada (3) Fechada 50. LUMIN.000 hab.Locais B (LIGAÇÃO) Ligação C (URB.Veículos transitando em baixa velocidade.000 a 50. LUMIN. para localidades até 200. (4) .Para vias locais e de ligação de localidades com pouco crescimento e veículos transitando em baixa velocidade poderá ser utilizada lâmpada H-125 W e luminária aberta. (3) . LUMIN. SECUNDÁRIAS (área secundária) LÂMP.000 H-400 W (2) Fechada (2) H-400 W Fechada H-125 W Aberta H-80 W Aberta 5. < 1. 84 . LUMIN.ANEXO IV Tabela 28: Critérios para Uniformização das Instalações de IP (ex.000 Na-400 W ou Na-360 W H-400 W Fechada H-400 W Fechada >200. HABITANTES LÂMP. RESIDENCIAIS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS LAMP. SUBURBANAS (4) LAMP. desde que outras características não exigirem padrão superior.Veículos transitando em baixa velocidade e tráfego muito leve.Nas vias transversais de localidades com pouco crescimento.000 a 200. para veículos em média ou alta velocidade.Expressas C (URBANAS) COMERCIAIS E INDUSTRIAIS PRINCIPAIS (área central) LÂMP. LUMIN.) .) CLASSES POPULAÇÃO DA LOCALIDADE DE VIAS A (RURAIS) . utilizar H-400 W.000 a 5.000 PROJETOS ESPECÍFICOS (1) .

00 Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do período de 5 anos. 85 .250 0.500 1.050 0.100 0.ANEXO V CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA TAXA DE CRESCIMENTO .5% AO ANO DENSIDADE DE CARGA INICIAL (kVA/m) 5º ANO 10º ANO 0.025 0.2.

86 .050 0.ANEXO V CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA TAXA DE CRESCIMENTO DE 5% AO ANO DENSIDADE DE CARGA INICIAL (kVA/m) 5º ANO 10º ANO 0.100 0.025 0.250 0.500 1.000 Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do período de 5 anos.

500 DENSIDADE DE CARGA 1.050 (ALTERNATIVA) 0.025 0.ANEXO V CONFIGURAÇÃO ÓTIMA PARA REDE SECUNDÁRIA TAXA DE CRESCIMENTO .050 0.000 52 MVA/km² REDE SUBTERRÂNEA Observação: As indicações em tracejado referem-se às modificações a serem feitas na rede no final do período de 5 anos. 87 .10% AO ANO DENSIDADE DE CARGA INICIAL (kVA/m) 5º ANO 10º ANO 0.100 0.250 0.

NO TRECHO C MVA KVA CARGA ACUM.423 0.05 0.60 0.0662 0.60 0.20 0.APÊNDICE I CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO Folha ______/______ Serviço:_________________________________________________________________________________ Transformador/Alimentador:_________________ Prim.423 0..990 0.950 7.432 0.0662 0.43 13.110 7.25 1.60 1.465 0.60 1.60 1.0662 0.25 5.439 1.053 0.20 0.463 0.020 6.30 0.526 0.60 0.977 2. NO FIM DO TRECHO D MVA KVA TOTAL E=(C/2+D)B MVAxkm KVAx100m CONDUTORES F Nº AWG QUEDA DE TENSÃO UNITÁRIO G NO TRECHO H=ExG TOTAL I % % % T-A A-B B-G G-E E-F T-C C-D D-E E-G G-B 0.20 0. TRECHO DESIGNAÇÃO A PRIMÁRIO SECUNDARIO COMPRIMENTO B km 100 m DISTR.877 1.145 10._________V F.130 1.465 0.190 7.0418 0.90 16.0662 0.432 0.60 0.00 16.60 1.P.0662 0.a.0662 0.974 1.:_________V Sec.45 12.05 1.542 0.0418 0.90 3.538 0. = 10% a._______ Demanda Diurna:___________________________ Demanda Noturna:____________________________ Vão médio = 40 m Índ.036 0.10 3.414 1.05 11.338 8.020 8.0662 0.0662 0.95 11. Cresc.45 10.10 0.60 0.076 0.949 1.80 0.60 1..15 4.913 PREPARADO POR: _________________________________ Fonte: ASPE/CEA DATA: _______/_____/_____ APROVADO POR: _________________________________ DATA: ______/_____/_____ 88 .540 3#1/0(2) 3#2(4) 3#2(4) 3#2(4) 3#2(4) 3#1/0(2) 3#2(4) 3#2(4) 3#2(4) 3#2(4) 0.

1 m Cálculo da tração básica devido aos condutores e o esforço do vento sobre o poste e os condutores (Tabela 14 .3 m A resistência nominal dos postes é considerada a 20 cm do topo.6  = 11 −  + 0.3 .ANEXO IV): 4/0 → Tc = 284 daN/condutor Condutores da A.T. de modo que a altura fica sendo: h = 9. A altura livre do poste será:  L   11  h = 11 −  + 0.: O esforço dos condutores primários a 20 cm do topo será: Tc = 3 x 284 = 852 daN 1/0 → Tc = 142 daN/condutor 2 → Tc = 89 daN/conduto 89 Condutores da B.2 ⇒ h = 9.0.T.7 = 9.6  10 10     h = 11 .APENDICE II EXEMPLO 1: CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA FIM-DE-LINHA Dada uma rede com a configuração abaixo: onde: Rede de AT = 3 # 4/0 CA Rede de BT = 3 # 1/0 (2) CA Poste mais pesado disponível é o 11m x 600 daN.1.: .

Anexo IV) = 22 daN (Tabela 18 . ao intercalar outro poste. (vão máximo) = 42 m Vb = 37.33 m Vmáx. visando reduzir a tensão. = 89 × 7. = 389 daN O esforço total a 20 cm do topo será: Tc = Tc prim.Anexo IV) -----------------Pv = 79 daN A pressão do vento sendo perpendicular aos condutores. + Tc secund. será intercalado um outro. A tensão reduzida (Tr) a ser aplicada no último poste é dada pela expressão:  Vr  Tr =   × Tb  Vb  2 Vr = Vão reduzido.6 ) 9.33 + × (42 − 37.8 + 6. = 852 + 389 = 1241 daN Pressão do vento a 20 cm do topo: Sobre poste 11m x 600 daN Sobre condutores secundários Sobre condutores primários Total: = 25 daN (Tabela 17 .O esforço dos condutores secundários a 20 cm do topo será: Tc sec und. resultante de todos os esforços sobre o poste será: Tb² = 1241² + 79² ⇒ Tb = 1244 daN Como o poste de maior resistência no topo é o de 600 daN. entre o último poste e a escora.Anexo IV) = 22 daN (Tabela 19 . o vão reduzido será de 20 m.1 Tc secund.44 m 2 3 90 .2 + 142 × (7. − Vm ) 3 Vb = Vão básico Pelo desenho: Vm (vão médio) = 37 + 33 + 42 3 = 37. Como o vão entre o último poste e a escora é de 40 m.33 ) = 40.0 + 6. ⇒ Vb = Vm + 2 × (Vmáx . a tração básica.

0.304 = 940 daN Sendo o poste C de 600 daN.10 m) para esse ponto. o esforço sobre o poste A será de 304 daN.600 = 340 daN Se o tirante é colocado no poste C a 50 cm do topo. o poste B será de 11m x 600 daN.logo: Tr =  20    40.50 = 8. o poste A deverá ser de 11m x 600 daN. o esforço sobre o poste C fica: Epc = 1244 .80 = 352 daN Portanto.30 . Portanto. Assim. que está a 20 cm do topo (9. O poste de resistência nominal imediatamente superior a 304 daN é o de 600 daN. o esforço a ser absorvido pelo tirante e transportado ao poste B será de: E′pc = 940 .10 8. teremos: EPB = 340 × 9.44  × 1244    2 ⇒ Tr = 304 daN A configuração da rede fica sendo então: d = estai B = poste intercalado A = poste onde será aplicada a tensão reduzida Dessa forma.80 m Transportando o esforço de 340 daN. a altura do ponto de aplicação do esforço fica sendo: h = 9. 91 .

mantendo constantes as flechas. as estruturas (AT e BT) dos postes C e C' deverão ser de ancoragem.APENDICE III EXEMPLO DE CÁLCULO DE REDUÇÃO DE TENSÕES PARA ÂNGULO. devemos intercalar um poste em cada um dos vãos adjacentes ao ângulo. Cálculo da Tensão Básica: Condutores Primários (At) Tensão de Projeto dos Cabos Condutores Secundários (BT) 3 # 1/0 1 # 2 ⇒ = ⇒ ⇒ ⇒ 3 # 4/0 CA 284 x 3 = 852 daN 3 # 1/0 (2) CA 3 x 142 = 426 daN 1 x 89 = 89 daN 92 . Nesse caso. respectivamente. de forma a reduzirmos a tensão aplicada no poste situado no ângulo. Dada a configuração abaixo: onde: Rede de AT = 3 # 4/0 CA Rede de BT = 3 # 2 (4) CA Poste mais pesado disponível é de 11m x 600 daN Ângulo = 40º Para redução de cálculos foram considerados vãos iguais a 40 metros. para se aplicar a tensão reduzida. As resistências nominais dos postes B e C serão iguais. a tensão no poste A será reduzida. Como no exemplo do APÊNDICE II. Intercalando os postes B e B'. a B' e C'.

311 = 933 daN Os postes C e C' serão.2 + 142 × (7. o esforço dos condutores será: T = 2 x 1241 x sen 40/2 = 849 daN Como este valor é maior que a resistência do maior poste existente.Transportando o esforço de cada condutor para 20 cm do topo: Tsec.6 ) 9. então de 11m x 600 daN (máxima resistência). teremos de usar tensão reduzida. será: EPC = 1244 . = 89 × 7. Ação do vento a 20 cm do topo: Sobre os condutores do primário: Sobre o poste 11m x 600 daN: TOTAL: A tração básica (Tb) sobre o poste será: Tb² = 1241² + 79² ⇒ Tb = 1244 daN 32 daN (Tabela 20 .600 = 333 daN 93 .ANEXO IV) (Tabela 19 . A resultante à esquerda do poste C.ANEXO IV) Sobre os condutores do secundário: 22 daN 25 daN ---------------Pv = 79 daN A tensão reduzida (Tr) a ser aplicada no poste é dada pela expressão:  Vr  Tb =   × Tb  Vb   20 Tr =   × 1244   40  2 2 ⇒ Tr = 311 daN Este será o esforço devido a cada um dos lados da rede sobre o poste A.0 + 6.1 Tsec = 389 daN O esforço total dos condutores será: Tc = 852 + 389 = 1241 daN No ângulo de 40º.ANEXO IV) (Tabela 17 . O esforço a ser transferido ao poste B pelo estai será: E'PC = 933 .8 + 6.

A resultante devido aos condutores para o ângulo de 40º.10 .30 m do solo.Tabela 19 .Tabela 20 . o poste de resistência nominal igual a 300 daN será suficiente. supomos que o poste de 11 m x 300 daN será suficiente. uma vez que o esforço devido aos condutores é de 213 daN Assim. Logo.30 8.50 = 8. será: Rc = 2 × 311 × sen 40 2 = 213 daN O esforço devido ao vento sobre os condutores para o vão de 20 m será: Primários = 16 daN (50% . 94 . o esforço a 20 cm do topo será: EA = 213 + 27 × cos 40 + 22 20 ⇒ EA = 259 daN Portanto.80 m EPB = 333 × 9.= 267 daN Os postes B e B' sendo de 11m x 600 daN: Cálculo do poste A O esforço devido aos condutores (tensão reduzida) será igual a 311 daN.ANEXO IV) Secundários = 11 daN ----------------TOTAL = 27 daN Como ainda não sabemos qual poste será utilizado. será de 22 daN a 20 cm do topo. a ação do vento sobre o poste. de acordo com a Tabela 17 do ANEXO IV. Transferindo este esforço para 20 cm do topo fica: E'PB = 333 × 7.80 = 352 daN O estai é aplicado no poste escora (B) acima do neutro.ANEXO IV) (50% .30 .Transferindo o ponto de aplicação do estai no poste C (50 cm do topo): h = 9. a 7.30 9.0.

• NBR 5410/90 (NB-3) . • CEB .21.09.09.01.06.6) .0 (SCEI .Padronização de Estruturas para Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.3. • CESP (ND .21.1.21. • NBR 5433/82 . • CEMIG . • CELESC (N. • NBR 5440/99 – Transformadores para redes aéreas de distribuição – Padronização.COBEI • NBR 5434/82 .CEB .0 (SCEI . • Relatório CODI – CEB 3. • CESP (N .PIRELLI CABOS.2.3. • NBR 8452/85 .Elaboração de Projetos de Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.BIBLIOGRAFIA • Relatório CODI .Instalações Elétricas de Baixa Tensão.09.02.01) .0 (SCEI . • CEB (NTD .Materiais e Equipamentos para Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica.01) .Redes de Distribuição Aérea Rural de Energia Elétrica. • Tabelas de Cabos de Alumínio .1.04) .Rede de Distribuição Aérea .01/01) .07.Projeto de Redes Aéreas de Distribuição de Energia Elétrica. • Relatório CODI –CEB 3. • CEEE (NTD .0 (SCEI .08.Postes de Concreto Armado para Redes de Distribuição de Energia Elétrica Dimensões.Projetos de Redes de Distribuição Aéreas Urbanas. • Dicionário Brasileiro de Eletricidade .02) .Padronização de Materiais e Equipamentos de Redes Aéreas.Critérios para Projeto de Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.Metodologia de Dimensionamento de Estruturas para Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.Critérios para Projeto.22/120/009) .21. 95 .Tabelas de Trações e de Flechas para Cabos Condutores • Relatório CODI – CEB 3.Redes de Distribuição Aérea Urbana de Energia Elétrica.08) .1.Critérios para Projetos de Redes Aéreas de Distribuição Urbanas.001) .

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