CONTABILIDADE PÚBLICA 1- O PATRIMONIO PÚBLICO CONCEITO DE PATRIMÔNIO: Em termos contábeis, o patrimônio das entidades, sejam elas públicas ou privadas

, compreende o conjunto de seus bens, direitos e obrigações, avaliado em moeda corrente, destinado à realização de seus fins. 1.1 Bens Públicos Conceito: Bens Públicos são todos aqueles que integram o patrimônio da Administração Pública direta e indireta. Todos os demais são considerados particulares. “São públicos os bens de domínio nacional pertencentes as pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual fora pessoa a que pertencerem” (art. 98 do CC). – As empresas públicas e as sociedades de economia, embora sejam pessoas jurídicas de direito privado, integram as pessoas jurídicas de direito público interno, assim os bens destas pessoas também são públicos. Classificação: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério da destinação do bem para classificar os bens públicos. • Bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. Ex: Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I do CC). O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou oneroso, conforme for estabelecido por meio da lei da pessoa jurídica a qual o bem pertencer (art. 103 CC). Ex: Zona azul nas ruas e zoológico. O uso desses bens públicos é oneroso. Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições publicas em geral (art. 99, II do CC). Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III do CC). Os bens dominicais representam o patrimônio disponível do Estado, pois não estão destinados e em razão disso o Estado figura como proprietário desses bens. Ex: Terras devolutas. Afetação e desafetação:

3.

Afetação consiste em conferir ao bem público uma destinação. Desafetação (desconsagração) consiste em retirar do bem aquela destinação anteriormente conferida a ele, ou seja a desafetação é uma expressão usada no direito administrativo para denominar o ato pelo qual o estado torna um bem público apropriável. Por exemplo: ocorre quando a administração determina que um imóvel destinado a instalação de uma escola deixa de ter essa função, passando a ser um bem disponível. OBS: Os bens dominicais não apresentam nenhuma destinação pública, ou seja, não estão afetados. Assim, são os únicos que não precisam ser desafetados para que ocorra sua alienação. Regime Jurídico dos Bens Públicos 1. Noções Gerais: A concessão desse regime jurídico decorre dos interesses que o Poder Público representa quando atua. • Inalienabilidade • Imprescritibilidade • Impenhorabilidade 2. Inalienabilidade:

I. “b” da Lei 8666/93). “e” da Lei 8666/93). Os bens dominicais não precisam de desafetação para que sejam alienados. 183 e 191. Para bens móveis não há essa necessidade. Alienação. Imprescritibilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam adquiridos por usucapião. enquanto conservarem a sua qualificação. Exceção: Os bens públicos podem ser alienados se atenderem aos seguintes requisitos: Caracterização do interesse público. Se vender abaixo do preço causando atos lesivos ao patrimônio público cabe ação popular. após a avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. “c” da Lei 8666/93). que poderão ser negociadas na bolsa. II. . 17. concessão de direito real de uso. 17. Doação. 17. Permuta. não podem ser adquiridos por usucapião. I. “Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião” (art. Necessidade de autorização legislativa em se tratando de bens imóveis (art. “f” da Lei 8666/93). permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública (art. o o o o o 3. II. Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. permutados ou doados). 100 do CC).• • Regra geral: Os bens públicos não podem ser alienados (vendidos. sem utilização previsível por quem deles dispõe (art. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública. 101 do CC). II. Venda de ações. por outro imóvel que atende os requisitos constantes do inciso X do art. “a” da Lei 8666/93). . permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. I. Venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública. II. 24 desta lei (art. observadas as exigências da lei” (art.“Os bens públicos dominicais podem ser alienados. “e” da Lei 8666/93). 17. Desafetação dos bens de uso comum e de uso especial: Os bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis enquanto estiverem afetados. Abertura de licitação na modalidade de concorrência ou leilão: O legislador trouxe no artigo 17 algumas hipóteses de dispensa de licitação: Dispensa de licitação para imóveis: o o Dação em pagamento (art. de qualquer esfera de governo (art. o o o o Dispensa de licitação para móveis: o Doação. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de interesse social. Os imóveis públicos. por órgãos ou entidades da Administração Pública especificamente criados para esse fim (art. 17 da lei 8666/93). 17. “a” da Lei 8666/93). Investidura (art. “d” da Lei 8666/93). 17. 17. . 17. na forma que a lei determinar” (art. Permuta. 101 do CC).“Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. II. observada a legislação específica (art. I. parágrafo único da CF). em virtude de suas finalidades (art. “f” da Lei 8666/93). 17. “d” da Lei 8666/93). relativamente à escolha de outra forma de alienação (art. “Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião” (art. I. urbanos ou rurais. 17. Venda de títulos. de qualquer esfera de Governo (art. II. Venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. I. “c” da Lei 8666/93). 17. na forma da legislação pertinente (art. 17. Realização de pesquisa prévia de preços. “b” da Lei 8666/93).

Tal transferência se da através de autorização. serviços e instalações. Box em mercados públicos. Impenhorabilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam eles oferecidos em garantia para cumprimento das obrigações contraídas pela Administração junto a terceiros. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. proventos. ou Municipal. §1º da CF).“Desde a vigência do Código Civil (CC/16). instalação de Bancas de jornal. concessão e permissão de uso. Fechamento de ruas por um final de semana. “À exceção dos créditos de natureza alimentícia. Difere-se da permissão de uso de bem público. Exceção: Créditos alimentares: “Os débitos de natureza alimentar compreendem aqueles decorrentes de salários. em virtude de sentença judiciária. 144. do Distrito Federal e dos Municípios zelar pela guarda da Constituição. Feira do livro). Estadual. 2. Concessão de uso: • . não podem ser adquiridos por usucapião” (súmula 340 do STF). fundadas na responsabilidade civil. em virtude de sentença transitada em julgado” (art. dos Estados. dos Estados. pois nesta o uso é permanente (Ex: Banca de Jornal) e na autorização o prazo máximo estabelecido na Lei Orgânica do Município é de 90 dias (Ex: Circo. 100. quando for transferido o uso do bem público. Ex: Para se fazer uma passeata não é necessário autorização. Só serão incluídos no orçamento os precatórios apresentados até 01/07. • Autorização de uso: É o ato administrativo unilateral. 100. 4. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. Os bens públicos não podem ser penhorados. Instrumentos para transferência do uso do bem publico para particulares: O uso dos bens públicos pode ser feito pela própria pessoa que detém a propriedade ou por particulares. Noções gerais: As regras sobre o uso do bem público são de competência daquele que detém a sua propriedade. 100 da CF). • Uso dos Bens Públicos 1. em que irá instalar provisoriamente o seu canteiro de obra. isto é da União. Colocação de mesas e cadeiras em calçadas. como os demais bens públicos. pois é nesta data que começa a discussão do orçamento para o ano seguinte (art. os bens dominicais. conforme dispuser a lei” (art. proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim” (art. §8º da CF). “Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. 100. pois a execução contra a Fazenda Pública se faz de forma diferente. 23. vencimento. §3º da CF). Ex: Instalação de barracas em feiras livres. Ex: Empreiteira que esta construindo uma obra pede para usar uma área publica. mas deve-se avisar o Poder Público para preservação dos bens dos quais tenha titularidade. discricionário e precário através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período maior que o previsto para a autorização. Créditos de pequeno valor: “O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. §1º-A da CF). pensões e suas complementações. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público” (art. • Regra geral: A execução contra a Fazenda se faz através da expedição de precatórios (títulos emitidos a partir de sentença com trânsito em julgado que o torna legitimo credor da Administração Pública). Distrital ou Municipal deve fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado” (art. Estadual. Fechamento de ruas do Município para transportar determinada carga. • Permissão de uso: É o ato administrativo unilateral. Libera-se o exercício de uma atividade material sobre um bem público. “É competência comum da União. Municípios e Distrito Federal. discricionário e precaríssimo através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período de curtíssima duração. I da CF).

em contas individualizadas. 1. débitos de tesouraria.3) etc. Ex: Área para parque de diversão. São representadas pelos restos a pagar. Delega-se o direito real de uso do bem.Concessão comum de uso ou Concessão administrativa de uso: É o contrato por meio do qual delega-se o uso de um bem público ao concessionário por prazo determinado.2 DIREITO DAS ENTIDADES PÚBLICAS Os direitos das entidades públicas são os valores representativos dos créditos realizáveis a curto prazo ou a longo prazo registrados. mas cuja movimentação atenderá a disposições legais ou contratuais. Segue a descrição de cada grupo detalhadamente: que deverão ser convertidos em bens .1) Caixa: representando os bens numerários em poder da Tesouraria da entidade pública. industrialização. Por ser direito pessoal não pode ser transferida. ATIVO PERMANENTE: São todos os bens. 1.1) Diversos Devedores. em contas individualizadas. provenientes de depósitos bancários. Área para restaurantes em Aeroportos. c. a seguir. CONSOLIDAÇÃO PATRIMONIAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS: Descreveremos. “inter vivos” ou “causa mortis”. depósitos.2) Diversos Responsáveis. conforme o caso. na posse de bancos e caixas econômicas. cada componente do patrimônio público até sua consolidação num quadro demonstrativo: ATIVO ATIVO FINANCEIRO As contas do Ativo Financeiro abrem os componentes do patrimônio público e têm sua movimentação dentro do exercício. os bens numerários depositados em contas bancárias. quando de curto prazo e fundada. 2. os valores numerários da entidade pública que poderão ser utilizadas sem prévio aviso. na posse de outros órgãos recebedores ou pagadores da entidade pública. Concessão de direito real de uso: É o contrato por meio do qual delega-se se o uso em imóvel não edificado para fins de edificação. Cessão de uso: É o contrato administrativo através do qual transfere-se o uso de bem público de um órgão da Administração para outro na mesma esfera de governo ou em outra. a. que serão objeto de cobrança amigável ou judicial. REALIZÁVEL: representa os créditos financeiros da entidade pública numerários e que constarão de contas apropriadas . cultivo da terra. quando de longo prazo. b) c) VINCULADO EM CONTAS CORRENTES BANCÁRIAS: representa. (Decreto-lei 271/67). na Contabilidade Financeira. que deverão ser pagas conforme os seus prazos de vencimentos e normas regulamentares. c. tais como: c. credores. A título de reconhecimento de cada grupo e de sua natureza. Instalação de lanchonetes em zoológico. tais como: a.3) Exatores: representando os bens numerários fora da Tesouraria.2) Bancos: representando os depósitos à vista. a terceiros. serviços prestados pelas entidades públicas e ainda da inscrição da dívida ativa de origem tributária ou origem diversa. dívida fundada interna e dívida fundada externa. seus saldos constarão também por lançamentos de incorporação nas contas patrimoniais. No final do exercício. urbanização. a. sacáveis sem prévio aviso pela entidade pública. temos: a) DISPONÍVEL: representa.3 OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES PÚBLICAS As obrigações das entidades públicas são os valores correspondentes às suas dívidas flutuante. direitos e valores cuja mobilização ou alienação dependam de autorizaçãpo legislativa.

podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “. d. c. a.2) Veículos. c. a. metais e moedas. por sua natureza ou destino. como mesas. etc.4) Almoxarifado. classificadas. b. bibliotecas. das escolas agrotécnias. máquinas de escrever. e.1) Créditos Fiscais Inscritos (Dívida Ativa): compreendendo os tributos e multas.8) Culturas Permanentes. c. entre outras.. materiais.4) etc. por sua natureza ou destino. aplicados em atividades produtivas. lançados e não arrecadados pela Administração Pública. c.2) Terrenos Urbanos. c.7) Museus. não podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “. PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO .2) Créditos Diversos Inscritos: compreendendo os aluguéis. a. b) BENS IMÓVEIS: ainda voltando ao Direito. a.5) Móveis e Utensílios. classificados em contas como: a. produtos ou prestação de serviços pela entidade pública. sendo então. c. b. c. d) CRÉDITOS: representam as receitas lançadas e não arrecadadas dentro do exercício financeiro. os serviços da imprensa oficial. pertencentes à entidade pública. móveis e imóveis.4) etc. sejam industriais.10) Produtos Acabados.7) Maquinismos e Acessórios. benfeitorias. c.a) BENS MÓVEIS: conforme a definição do Direito.3) Edificações. as terras. Sua classificação individualizada.9) Semoventes.1) Terras. cadeiras. e) VALORES: representam as ações das sociedades de economia mista.1) Móveis e Utensílios. envolvendo. c) BENS DE NATUREZA INDUSTRIAL: são todos os bens. diferenciando-se das contas dos Bens Móveis e dos Bens Imóveis.1) Ações de Sociedades Anônimas. por exemplo. edificações.5) Semoventes. veículos.8) etc.3) Créditos por Fornecimentos e Serviços Prestados: compreendendo os originários de fornecimento de materiais. da Casa da Moeda. b. e. obras em andamento. c. e. identificados conforme abaixo: d. debêntures adquiridas. etc. nas contas: b.4) Maquinismos e Acessórios. d. “ são todos aqueles que.6) Bibliotecas.6) Veículos. etc. a. a. etc. apenas pela sua aplicação.1) Terras.13) etc. portanto. ou seja.3) Almoxarifado.3) Fazendas. contratos e outros créditos de natureza não fiscal. c. c. laudêmios. a. agrícolas. c. classificados em contas como: e.4) etc. é semelhante: c. d.12) Bibliotecas.2) Títulos da Dívida Pública. “ são todos os bens que. todos os móveis destinados aos serviços da entidade pública. pecuárias.11) Redes de Água.3) Jóias.2) Edificações. Moedas e Outros Objetos.

juros sobre depósitos. nos termos da legislação pertinente: . diferenciando-se as “processadas” das “não processadas”. decorrentes de atos da administração pública. temos os valores sem caráter financeiro e que dependem de autorização legislativa. Esses controles procedem-se. cauções. prêmios e títulos da dívida fundada até o último dia do exercício. Porém. a) b) c) DÍVIDA FUNDADA INTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no país para fazer face à execução de obras de interesse público. recebendo a crédito o mesmo valor do débito registrado nesse grupo. sendo classificadas como: a) b) ATIVO COMPENSADO: registra os bens. correspondente a valores de tributos a serem restituídos por recolhimento indevido ou a maior a contribuintes e com autorização já concedida e que não foram restituídos até o último dia do exercício. PASSIVO COMPENDADO: tecnicamente e a rigor.1) como processadas. Até aqui. A seguir. b) RESTITUIÇÕES A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. entende-se as despesas não liquidadas e não pagas no exercício. a. embora não pagas. DÍVIDA FUNDADA EXTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no exterior para fins específicos. também chamadas de compromissos exigíveis. mas conforme estabelecido pelo artigo 87 da Lei nº 4. produzem variação patrimonial. correspondente à soma das despesas regularmente empenhadas e não pagas até o último dia do exercício.1) Ógãos da Administração Indireta Conta Passivo: representa o Passivo das autarquias e órgãos estatais tutelados pela entidade pública. sendo incluídos em contas apropriadas. assim. entende-se as despesas liquidadas no exercício. é composto de contrapartidas das contas do Ativo Compensado. mas que podem vir a afetar futuramente seu patrimônio. valores. retenções na fonte pagadora.2) Outras Obrigações: representa as demais obrigações contraídas pela endidade pública e que não possam ser classificadas nas contas anteriores.As contas do Passivo Financeiro são as representativas das obrigações. c. DÉBITOS DE TESOURARIA: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira.320/1964. os seus principais grupos e naturezas: a) RESTOS A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. c) d) e) PASSIVO PERMANENTE: No Passivo Permanente. etc. A seguir apresentamos o quadro demonstrativo da consolidação do patrimônio público. existem atos que não produzem variações no patrimônio das entidades públicas por terem efeitos futuros. obrigações e situações não compreendidos no Ativo e Passivo das entidades públicas. DÉBITOS DIVERSOS: representa diversos valores passivos que não são passíveis de classificação nos grupos anteriores. correspondente a obrigações por depósitos. correspondente a compromissos financeiros assumidos pela entidade pública em operações de curto prazo. contribuições. descontos em folhas de pagamento. fianças. a. SERVIÇOS DA DÍVIDA A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. foram apresentados os principais componentes do patrimônio das entidades públicas. como: c. DEPÓSITOS DE DIVERSAS ORIGENS: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira.2) como não processadas. e cujas variações. correspondente a restos a resgatar de juros. pensões alimentícias. haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte. de contas denominadas “Contas de Compensação”.

Assim.Exatores VINCULADO EM C/C BANCÁRIAS .Bens Imóveis .Débitos Diversos PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO . Desincorporação ou Baixa: é a exclusão. São classificadas em: a. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS: Variação Patrimonial é a alteração de valor. de qualquer elemento do patrimônio público. b. Exemplo: obtenção de empréstimos e financiamentos. Exemplo: b) . insubsistência.Créditos Diversos Inscritos .2) Variações Ativas . a.Restos a Pagar .2) Desincorporação Passiva: é a baixa de elementos que causem a diminuição do patrimônio público.Dívida Fundada Interna .Mutações Patrimoniais: são as decorrentes da troca. depreciação ou valorização. a. As alterações no patrimônio público são efetuadas por incorporações e desincorporações ou baixas.Valores TOTAL DO ATIVO REAL ATIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO ATIVO PASSIVO PERMANENTE . dívida liquidada.Bancos .1) Incorporação Ativa: quando o patrimônio público é aumentado. encerrando-se as as contas de receita orçamentária.Diversos Responsáveis ATIVO PERMANENTE .Fundos de Participação REALIZÁVEL .Débitos de Tesouraria TOTAL DO PASSIVO REAL PASSIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO PASSIVO 3. temos que as variações patrimoniais podem ser classificadas como: a) VARIAÇÕES ATIVAS: são alterações nos valores dos elementos do patrimônio público que aumentam a situação patrimonial.1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício. aquisição. por alienação.Diversos Devedores . por bens ou valores de caráter permenente. retirada ou desagregação de elementos constantes do patrimônio público. b.Créditos Fiscais Inscritos .1) Desincorporação Ativa: é a baixa de elementos que causem o aumento do patrimônio público. superveniência. dívida contraída.Caixa . e também pode originar-se de foma ativa ou passiva.QUADRO DEMONSTRATIVO DA CONSOLIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO ATIVO ATIVO FINANCEIRO DISPONÍVEL . de Serviços . para comporem as variações patrimoniais que aumentam o patrimônio público. Exemplo: amortização de dívidas.Serviços da Dívida a Pagar . Exemplo: baixa de um bem sem condições de uso. efeitos da execução orçamentária e resultado do exercício financeiro. sendo: a) Incorporação: é a agregação de novos elementos ao patrimônio público e podem originar-se de forma ativa ou passiva.Bens de Natureza Industrial . Exemplo: aquisição de um bem.2) Incorporação Passiva: quando o patrimônio público é diminuído. a.Dívida Fundada Externa .Bens Móveis .Créditos por Fornec. amortização.Restituições a Pagar .Depósitos de Diversas Origens . permuta entre os elementos do Ativo. transferindo-se os seus saldos. e originam-se sempre da execução orçamentária.

Empréstimos Concedidos . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: . .Receitas de Capital DESPESA ORÇAMENTÁRIA .Diversas INDEPENDENTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA SUPERVENIÊNCIAS ATIVAS .br/ccivil_03/LEIS/L4320. dos Municípios e do Distrito Federal]. b.Despesas de Capital MUTAÇÕES PATRIMONIAIS . e Aquis. para comporem as variações patrimoniais que diminuem o patrimônio público.planalto.Indevida Inscrição .Cobrança da Dívida Ativa . permuta de bens permanentes.Despesas Correntes .Baixa de Bens .gov. São classificadas em: b.compra de móveis.Cancelamento de Dívidas . transferindo-se os seus saldos.Constr. onde há a entrada de dinheiro. da Lei nº 4. b) VARIAÇÕES PASSIVAS: são as alterações nos valores do patrimônio público que diminuem a situação patrimonial. Ática : São Paulo.Aquisição de Bens Móveis . Industrial .Venda. b. apresentamos um quadro demonstrativo das variações patrimoniais.3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio público. Hélio. Contabilidade pública.Construção e Aquisição de Bens Imóveis .320/1964 consolidada [Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. onde há a saída de dinheiro da conta Caixa e há entrada de valores na conta Móveis e Utensílios.Baixa de Créditos Fiscais . e há a saída de um valor na conta de Imóveis. conforme o Anexo nº 15.Inscrição de Créditos Fiscais .Inscrição de Dívidas .Lei nº 4. Doação ou Permuta .320/1964: DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS VARIAÇÕES ATIVAS VARIAÇÕES PASSIVAS RESULTANTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA RECEITA ORÇAMENTÁRIA .Resgate de Dívidas TOTAL GERAL INSUBSISTÊNCIAS ATIVAS .Valorização para efeito de alienação . encerrando-se as contas de despesa orçamentária.Construção. 1989. Atlas : São Paulo.Receitas Correntes .KOHAMA. Compra. . 1993.Diversos SUPERVENIÊNCIAS PASSIVAS . Exemplo: venda de um imóvel.Diversas . Contabilidade pública.1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício. na conta Caixa. de Bens de Nat.Aumento de Dívidas TOTAL GERAL 5.Alienação de Bens Móveis .Recebimentos de Créditos .Alienação de Bens de Natureza Industrial .JACINTHO.Mutações Patrimoniais: são as deccorrentes da troca.Incorporação de Bens . originadas por fatos de insubsistências ativas ou superveniências passivas. Abaixo.Inscrição de Outros Créditos .Heranças Vacantes . através de alienação ou constituição de dívidas passivas.Alienação de Títulos e Valores . Roque.Baixa de Outros Créditos . https://www. Doação ou Permuta .Depreciação para efeito de alienação . por um bem numerário e originam-se sempre da execução orçamentária.Demolição ou Sinistro .2) Variações Passivas .Empréstimos Tomados .3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio originados por fatos de superveniências ativas ou de insubsistências passivas. dos Estados. a.Diversos INSUBSISTÊNCIAS PASSIVAS . .htm.