CONTABILIDADE PÚBLICA 1- O PATRIMONIO PÚBLICO CONCEITO DE PATRIMÔNIO: Em termos contábeis, o patrimônio das entidades, sejam elas públicas ou privadas

, compreende o conjunto de seus bens, direitos e obrigações, avaliado em moeda corrente, destinado à realização de seus fins. 1.1 Bens Públicos Conceito: Bens Públicos são todos aqueles que integram o patrimônio da Administração Pública direta e indireta. Todos os demais são considerados particulares. “São públicos os bens de domínio nacional pertencentes as pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual fora pessoa a que pertencerem” (art. 98 do CC). – As empresas públicas e as sociedades de economia, embora sejam pessoas jurídicas de direito privado, integram as pessoas jurídicas de direito público interno, assim os bens destas pessoas também são públicos. Classificação: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério da destinação do bem para classificar os bens públicos. • Bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. Ex: Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I do CC). O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou oneroso, conforme for estabelecido por meio da lei da pessoa jurídica a qual o bem pertencer (art. 103 CC). Ex: Zona azul nas ruas e zoológico. O uso desses bens públicos é oneroso. Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições publicas em geral (art. 99, II do CC). Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III do CC). Os bens dominicais representam o patrimônio disponível do Estado, pois não estão destinados e em razão disso o Estado figura como proprietário desses bens. Ex: Terras devolutas. Afetação e desafetação:

3.

Afetação consiste em conferir ao bem público uma destinação. Desafetação (desconsagração) consiste em retirar do bem aquela destinação anteriormente conferida a ele, ou seja a desafetação é uma expressão usada no direito administrativo para denominar o ato pelo qual o estado torna um bem público apropriável. Por exemplo: ocorre quando a administração determina que um imóvel destinado a instalação de uma escola deixa de ter essa função, passando a ser um bem disponível. OBS: Os bens dominicais não apresentam nenhuma destinação pública, ou seja, não estão afetados. Assim, são os únicos que não precisam ser desafetados para que ocorra sua alienação. Regime Jurídico dos Bens Públicos 1. Noções Gerais: A concessão desse regime jurídico decorre dos interesses que o Poder Público representa quando atua. • Inalienabilidade • Imprescritibilidade • Impenhorabilidade 2. Inalienabilidade:

por órgãos ou entidades da Administração Pública especificamente criados para esse fim (art. “e” da Lei 8666/93). “a” da Lei 8666/93). 17.“Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. Permuta. 17. 17. Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. . observadas as exigências da lei” (art. concessão de direito real de uso. 17. não podem ser adquiridos por usucapião. I. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de interesse social. 17. 101 do CC). I. Abertura de licitação na modalidade de concorrência ou leilão: O legislador trouxe no artigo 17 algumas hipóteses de dispensa de licitação: Dispensa de licitação para imóveis: o o Dação em pagamento (art. urbanos ou rurais. “Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião” (art. “b” da Lei 8666/93). 17. “c” da Lei 8666/93). “e” da Lei 8666/93). permutados ou doados). Permuta. Imprescritibilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam adquiridos por usucapião. Realização de pesquisa prévia de preços. na forma da legislação pertinente (art.• • Regra geral: Os bens públicos não podem ser alienados (vendidos. Necessidade de autorização legislativa em se tratando de bens imóveis (art.“Os bens públicos dominicais podem ser alienados. Os bens dominicais não precisam de desafetação para que sejam alienados. Desafetação dos bens de uso comum e de uso especial: Os bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis enquanto estiverem afetados. II. que poderão ser negociadas na bolsa. 17. II. Alienação. Investidura (art. de qualquer esfera de governo (art. “b” da Lei 8666/93). observada a legislação específica (art. Venda de títulos. “d” da Lei 8666/93). I. 100 do CC). na forma que a lei determinar” (art. “c” da Lei 8666/93). . 17. 17. . I. “f” da Lei 8666/93). enquanto conservarem a sua qualificação. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública. “f” da Lei 8666/93). 183 e 191. 17 da lei 8666/93). Os imóveis públicos. Exceção: Os bens públicos podem ser alienados se atenderem aos seguintes requisitos: Caracterização do interesse público. após a avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. I. 17. 17. I. II. em virtude de suas finalidades (art. parágrafo único da CF). II. o o o o o 3. relativamente à escolha de outra forma de alienação (art. Venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. de qualquer esfera de Governo (art. o o o o Dispensa de licitação para móveis: o Doação. Doação. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. Para bens móveis não há essa necessidade. Venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública. 17. Se vender abaixo do preço causando atos lesivos ao patrimônio público cabe ação popular. Venda de ações. 101 do CC). 24 desta lei (art. II. por outro imóvel que atende os requisitos constantes do inciso X do art. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública (art. “d” da Lei 8666/93). sem utilização previsível por quem deles dispõe (art. “a” da Lei 8666/93). “Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião” (art. II.

144. 100 da CF). pensões e suas complementações. dos Estados. ou Municipal. • Autorização de uso: É o ato administrativo unilateral. serviços e instalações. “À exceção dos créditos de natureza alimentícia. Impenhorabilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam eles oferecidos em garantia para cumprimento das obrigações contraídas pela Administração junto a terceiros. discricionário e precaríssimo através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período de curtíssima duração. Os bens públicos não podem ser penhorados. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. 100. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. Fechamento de ruas por um final de semana. “Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. Concessão de uso: • . não podem ser adquiridos por usucapião” (súmula 340 do STF). Só serão incluídos no orçamento os precatórios apresentados até 01/07. Ex: Empreiteira que esta construindo uma obra pede para usar uma área publica. discricionário e precário através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período maior que o previsto para a autorização. §1º-A da CF). Tal transferência se da através de autorização. I da CF). como os demais bens públicos. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. em que irá instalar provisoriamente o seu canteiro de obra. os bens dominicais. em virtude de sentença judiciária. Box em mercados públicos. isto é da União. • Uso dos Bens Públicos 1. pois é nesta data que começa a discussão do orçamento para o ano seguinte (art. Exceção: Créditos alimentares: “Os débitos de natureza alimentar compreendem aqueles decorrentes de salários. mas deve-se avisar o Poder Público para preservação dos bens dos quais tenha titularidade. em virtude de sentença transitada em julgado” (art. §8º da CF). Colocação de mesas e cadeiras em calçadas. §3º da CF). Noções gerais: As regras sobre o uso do bem público são de competência daquele que detém a sua propriedade. pois a execução contra a Fazenda Pública se faz de forma diferente. 2. 100. Difere-se da permissão de uso de bem público. Ex: Instalação de barracas em feiras livres. proventos. 100. quando for transferido o uso do bem público. Ex: Para se fazer uma passeata não é necessário autorização. Feira do livro). Estadual. Créditos de pequeno valor: “O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. • Regra geral: A execução contra a Fazenda se faz através da expedição de precatórios (títulos emitidos a partir de sentença com trânsito em julgado que o torna legitimo credor da Administração Pública). Fechamento de ruas do Município para transportar determinada carga. Instrumentos para transferência do uso do bem publico para particulares: O uso dos bens públicos pode ser feito pela própria pessoa que detém a propriedade ou por particulares. • Permissão de uso: É o ato administrativo unilateral. concessão e permissão de uso. instalação de Bancas de jornal. §1º da CF). Libera-se o exercício de uma atividade material sobre um bem público. Municípios e Distrito Federal. Estadual. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público” (art. conforme dispuser a lei” (art. proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim” (art. dos Estados. vencimento. 23. “É competência comum da União. do Distrito Federal e dos Municípios zelar pela guarda da Constituição. Distrital ou Municipal deve fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado” (art. pois nesta o uso é permanente (Ex: Banca de Jornal) e na autorização o prazo máximo estabelecido na Lei Orgânica do Município é de 90 dias (Ex: Circo. fundadas na responsabilidade civil. 4.“Desde a vigência do Código Civil (CC/16).

em contas individualizadas. tais como: c. Concessão de direito real de uso: É o contrato por meio do qual delega-se se o uso em imóvel não edificado para fins de edificação.2) Diversos Responsáveis. Instalação de lanchonetes em zoológico. cultivo da terra. Cessão de uso: É o contrato administrativo através do qual transfere-se o uso de bem público de um órgão da Administração para outro na mesma esfera de governo ou em outra. os bens numerários depositados em contas bancárias. na posse de bancos e caixas econômicas. No final do exercício. CONSOLIDAÇÃO PATRIMONIAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS: Descreveremos. industrialização. (Decreto-lei 271/67). depósitos. “inter vivos” ou “causa mortis”. a. seus saldos constarão também por lançamentos de incorporação nas contas patrimoniais. credores. serviços prestados pelas entidades públicas e ainda da inscrição da dívida ativa de origem tributária ou origem diversa. na posse de outros órgãos recebedores ou pagadores da entidade pública. Por ser direito pessoal não pode ser transferida. sacáveis sem prévio aviso pela entidade pública. REALIZÁVEL: representa os créditos financeiros da entidade pública numerários e que constarão de contas apropriadas . dívida fundada interna e dívida fundada externa. A título de reconhecimento de cada grupo e de sua natureza. São representadas pelos restos a pagar.3) etc. direitos e valores cuja mobilização ou alienação dependam de autorizaçãpo legislativa.1) Caixa: representando os bens numerários em poder da Tesouraria da entidade pública.2 DIREITO DAS ENTIDADES PÚBLICAS Os direitos das entidades públicas são os valores representativos dos créditos realizáveis a curto prazo ou a longo prazo registrados. quando de curto prazo e fundada.3) Exatores: representando os bens numerários fora da Tesouraria. mas cuja movimentação atenderá a disposições legais ou contratuais. c. os valores numerários da entidade pública que poderão ser utilizadas sem prévio aviso. Área para restaurantes em Aeroportos. a.2) Bancos: representando os depósitos à vista. temos: a) DISPONÍVEL: representa. débitos de tesouraria. tais como: a. Segue a descrição de cada grupo detalhadamente: que deverão ser convertidos em bens . provenientes de depósitos bancários. 2. a seguir.Concessão comum de uso ou Concessão administrativa de uso: É o contrato por meio do qual delega-se o uso de um bem público ao concessionário por prazo determinado. na Contabilidade Financeira. em contas individualizadas. quando de longo prazo. c. conforme o caso. 1. Ex: Área para parque de diversão. 1. a terceiros. b) c) VINCULADO EM CONTAS CORRENTES BANCÁRIAS: representa. Delega-se o direito real de uso do bem. que serão objeto de cobrança amigável ou judicial. urbanização. cada componente do patrimônio público até sua consolidação num quadro demonstrativo: ATIVO ATIVO FINANCEIRO As contas do Ativo Financeiro abrem os componentes do patrimônio público e têm sua movimentação dentro do exercício. ATIVO PERMANENTE: São todos os bens.1) Diversos Devedores.3 OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES PÚBLICAS As obrigações das entidades públicas são os valores correspondentes às suas dívidas flutuante. que deverão ser pagas conforme os seus prazos de vencimentos e normas regulamentares.

2) Terrenos Urbanos. por exemplo. c. aplicados em atividades produtivas. classificados em contas como: a. móveis e imóveis. c.3) Créditos por Fornecimentos e Serviços Prestados: compreendendo os originários de fornecimento de materiais. c. etc. a. apenas pela sua aplicação.1) Terras. por sua natureza ou destino.1) Terras. etc. veículos. cadeiras. benfeitorias. lançados e não arrecadados pela Administração Pública. “ são todos aqueles que.3) Almoxarifado. da Casa da Moeda. d) CRÉDITOS: representam as receitas lançadas e não arrecadadas dentro do exercício financeiro. sendo então. por sua natureza ou destino. pertencentes à entidade pública. c. c. todos os móveis destinados aos serviços da entidade pública.4) Maquinismos e Acessórios.4) Almoxarifado.10) Produtos Acabados.3) Edificações. contratos e outros créditos de natureza não fiscal. c. pecuárias. sejam industriais. etc.4) etc. classificadas. diferenciando-se das contas dos Bens Móveis e dos Bens Imóveis.7) Maquinismos e Acessórios. a. agrícolas. d. c.. d. b. a.12) Bibliotecas. laudêmios.7) Museus. a. ou seja.5) Móveis e Utensílios.1) Ações de Sociedades Anônimas. máquinas de escrever. bibliotecas.1) Créditos Fiscais Inscritos (Dívida Ativa): compreendendo os tributos e multas. portanto. d.3) Fazendas. produtos ou prestação de serviços pela entidade pública.3) Jóias. identificados conforme abaixo: d. e) VALORES: representam as ações das sociedades de economia mista. nas contas: b. a. a. como mesas. c) BENS DE NATUREZA INDUSTRIAL: são todos os bens. PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO . é semelhante: c. não podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “. podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “. metais e moedas. os serviços da imprensa oficial. classificados em contas como: e. c.2) Veículos. etc. b.4) etc. b) BENS IMÓVEIS: ainda voltando ao Direito. debêntures adquiridas.8) etc.6) Bibliotecas.2) Títulos da Dívida Pública. e.11) Redes de Água.2) Edificações.8) Culturas Permanentes. envolvendo. a. entre outras. c. e.2) Créditos Diversos Inscritos: compreendendo os aluguéis.13) etc. c. c.a) BENS MÓVEIS: conforme a definição do Direito. c. das escolas agrotécnias. b.4) etc. Moedas e Outros Objetos. e.6) Veículos. as terras.1) Móveis e Utensílios. obras em andamento. edificações. “ são todos os bens que.9) Semoventes. materiais. Sua classificação individualizada.5) Semoventes.

a) b) c) DÍVIDA FUNDADA INTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no país para fazer face à execução de obras de interesse público.1) como processadas. A seguir.As contas do Passivo Financeiro são as representativas das obrigações. como: c. PASSIVO COMPENDADO: tecnicamente e a rigor. DEPÓSITOS DE DIVERSAS ORIGENS: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. obrigações e situações não compreendidos no Ativo e Passivo das entidades públicas. correspondente à soma das despesas regularmente empenhadas e não pagas até o último dia do exercício. A seguir apresentamos o quadro demonstrativo da consolidação do patrimônio público. entende-se as despesas liquidadas no exercício. valores. juros sobre depósitos. é composto de contrapartidas das contas do Ativo Compensado. assim. decorrentes de atos da administração pública. sendo incluídos em contas apropriadas. c) d) e) PASSIVO PERMANENTE: No Passivo Permanente. Esses controles procedem-se.2) como não processadas. recebendo a crédito o mesmo valor do débito registrado nesse grupo. embora não pagas. mas conforme estabelecido pelo artigo 87 da Lei nº 4. DÍVIDA FUNDADA EXTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no exterior para fins específicos. Porém. pensões alimentícias. também chamadas de compromissos exigíveis. existem atos que não produzem variações no patrimônio das entidades públicas por terem efeitos futuros. DÉBITOS DE TESOURARIA: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira.2) Outras Obrigações: representa as demais obrigações contraídas pela endidade pública e que não possam ser classificadas nas contas anteriores.1) Ógãos da Administração Indireta Conta Passivo: representa o Passivo das autarquias e órgãos estatais tutelados pela entidade pública. DÉBITOS DIVERSOS: representa diversos valores passivos que não são passíveis de classificação nos grupos anteriores. prêmios e títulos da dívida fundada até o último dia do exercício. retenções na fonte pagadora.320/1964. Até aqui. temos os valores sem caráter financeiro e que dependem de autorização legislativa. fianças. de contas denominadas “Contas de Compensação”. nos termos da legislação pertinente: . contribuições. haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte. SERVIÇOS DA DÍVIDA A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. c. correspondente a restos a resgatar de juros. correspondente a valores de tributos a serem restituídos por recolhimento indevido ou a maior a contribuintes e com autorização já concedida e que não foram restituídos até o último dia do exercício. e cujas variações. cauções. correspondente a compromissos financeiros assumidos pela entidade pública em operações de curto prazo. correspondente a obrigações por depósitos. mas que podem vir a afetar futuramente seu patrimônio. entende-se as despesas não liquidadas e não pagas no exercício. diferenciando-se as “processadas” das “não processadas”. descontos em folhas de pagamento. sendo classificadas como: a) b) ATIVO COMPENSADO: registra os bens. b) RESTITUIÇÕES A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. foram apresentados os principais componentes do patrimônio das entidades públicas. a. os seus principais grupos e naturezas: a) RESTOS A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. a. etc. produzem variação patrimonial.

Assim. depreciação ou valorização.Dívida Fundada Externa . b.Bens Móveis . de qualquer elemento do patrimônio público.Restituições a Pagar .Serviços da Dívida a Pagar .1) Desincorporação Ativa: é a baixa de elementos que causem o aumento do patrimônio público. Desincorporação ou Baixa: é a exclusão. Exemplo: b) .1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício. retirada ou desagregação de elementos constantes do patrimônio público.Dívida Fundada Interna . São classificadas em: a. a. sendo: a) Incorporação: é a agregação de novos elementos ao patrimônio público e podem originar-se de forma ativa ou passiva. Exemplo: obtenção de empréstimos e financiamentos. superveniência. por bens ou valores de caráter permenente.Diversos Devedores . Exemplo: amortização de dívidas.Caixa .2) Desincorporação Passiva: é a baixa de elementos que causem a diminuição do patrimônio público. e originam-se sempre da execução orçamentária. dívida liquidada. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS: Variação Patrimonial é a alteração de valor.Débitos de Tesouraria TOTAL DO PASSIVO REAL PASSIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO PASSIVO 3.2) Incorporação Passiva: quando o patrimônio público é diminuído. transferindo-se os seus saldos.1) Incorporação Ativa: quando o patrimônio público é aumentado.Bens de Natureza Industrial . b.Restos a Pagar . Exemplo: baixa de um bem sem condições de uso.Diversos Responsáveis ATIVO PERMANENTE . para comporem as variações patrimoniais que aumentam o patrimônio público. permuta entre os elementos do Ativo.Fundos de Participação REALIZÁVEL .Bens Imóveis . insubsistência.Créditos Fiscais Inscritos . amortização. de Serviços . e também pode originar-se de foma ativa ou passiva. Exemplo: aquisição de um bem.Débitos Diversos PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO .Exatores VINCULADO EM C/C BANCÁRIAS .Valores TOTAL DO ATIVO REAL ATIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO ATIVO PASSIVO PERMANENTE .2) Variações Ativas . temos que as variações patrimoniais podem ser classificadas como: a) VARIAÇÕES ATIVAS: são alterações nos valores dos elementos do patrimônio público que aumentam a situação patrimonial.QUADRO DEMONSTRATIVO DA CONSOLIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO ATIVO ATIVO FINANCEIRO DISPONÍVEL .Depósitos de Diversas Origens .Créditos por Fornec. dívida contraída. por alienação.Créditos Diversos Inscritos . efeitos da execução orçamentária e resultado do exercício financeiro. aquisição. a.Bancos . encerrando-se as as contas de receita orçamentária.Mutações Patrimoniais: são as decorrentes da troca. As alterações no patrimônio público são efetuadas por incorporações e desincorporações ou baixas. a.

Empréstimos Tomados .JACINTHO. da Lei nº 4. b. .Diversas INDEPENDENTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA SUPERVENIÊNCIAS ATIVAS .Aumento de Dívidas TOTAL GERAL 5.Diversas .Inscrição de Outros Créditos . e Aquis.Recebimentos de Créditos .Construção.Inscrição de Créditos Fiscais . onde há a entrada de dinheiro. 1989.Receitas Correntes .Baixa de Bens .3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio público. a.Incorporação de Bens . na conta Caixa.KOHAMA.Heranças Vacantes .Demolição ou Sinistro .Venda. para comporem as variações patrimoniais que diminuem o patrimônio público. Doação ou Permuta .planalto.htm. Hélio.Baixa de Créditos Fiscais .Cancelamento de Dívidas .br/ccivil_03/LEIS/L4320. .Despesas Correntes . Contabilidade pública. Compra. de Bens de Nat. encerrando-se as contas de despesa orçamentária.compra de móveis. .1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício.Diversos INSUBSISTÊNCIAS PASSIVAS .Cobrança da Dívida Ativa .Despesas de Capital MUTAÇÕES PATRIMONIAIS .Indevida Inscrição . dos Municípios e do Distrito Federal].Resgate de Dívidas TOTAL GERAL INSUBSISTÊNCIAS ATIVAS .Inscrição de Dívidas .Constr.Construção e Aquisição de Bens Imóveis .Empréstimos Concedidos .320/1964: DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS VARIAÇÕES ATIVAS VARIAÇÕES PASSIVAS RESULTANTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA RECEITA ORÇAMENTÁRIA .Receitas de Capital DESPESA ORÇAMENTÁRIA . apresentamos um quadro demonstrativo das variações patrimoniais.Depreciação para efeito de alienação .Diversos SUPERVENIÊNCIAS PASSIVAS . dos Estados. originadas por fatos de insubsistências ativas ou superveniências passivas.gov. Ática : São Paulo.Mutações Patrimoniais: são as deccorrentes da troca.Alienação de Títulos e Valores . Roque.Valorização para efeito de alienação . https://www. por um bem numerário e originam-se sempre da execução orçamentária. Exemplo: venda de um imóvel.Alienação de Bens de Natureza Industrial . 1993. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: . Doação ou Permuta . permuta de bens permanentes.Baixa de Outros Créditos . Abaixo. b. Contabilidade pública. São classificadas em: b.Alienação de Bens Móveis .Aquisição de Bens Móveis . e há a saída de um valor na conta de Imóveis. Atlas : São Paulo. transferindo-se os seus saldos. conforme o Anexo nº 15. onde há a saída de dinheiro da conta Caixa e há entrada de valores na conta Móveis e Utensílios.Lei nº 4.3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio originados por fatos de superveniências ativas ou de insubsistências passivas.320/1964 consolidada [Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. Industrial . b) VARIAÇÕES PASSIVAS: são as alterações nos valores do patrimônio público que diminuem a situação patrimonial. através de alienação ou constituição de dívidas passivas.2) Variações Passivas .

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