CONTABILIDADE PÚBLICA 1- O PATRIMONIO PÚBLICO CONCEITO DE PATRIMÔNIO: Em termos contábeis, o patrimônio das entidades, sejam elas públicas ou privadas

, compreende o conjunto de seus bens, direitos e obrigações, avaliado em moeda corrente, destinado à realização de seus fins. 1.1 Bens Públicos Conceito: Bens Públicos são todos aqueles que integram o patrimônio da Administração Pública direta e indireta. Todos os demais são considerados particulares. “São públicos os bens de domínio nacional pertencentes as pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual fora pessoa a que pertencerem” (art. 98 do CC). – As empresas públicas e as sociedades de economia, embora sejam pessoas jurídicas de direito privado, integram as pessoas jurídicas de direito público interno, assim os bens destas pessoas também são públicos. Classificação: O artigo 99 do Código Civil utilizou o critério da destinação do bem para classificar os bens públicos. • Bens de uso comum: São aqueles destinados ao uso indistinto de toda a população. Ex: Mar, rio, rua, praça, estradas, parques (art. 99, I do CC). O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou oneroso, conforme for estabelecido por meio da lei da pessoa jurídica a qual o bem pertencer (art. 103 CC). Ex: Zona azul nas ruas e zoológico. O uso desses bens públicos é oneroso. Bens de uso especial: São aqueles destinados a uma finalidade específica. Ex: Bibliotecas, teatros, escolas, fóruns, quartel, museu, repartições publicas em geral (art. 99, II do CC). Bens dominicais: Não estão destinados nem a uma finalidade comum e nem a uma especial. “Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades” (art. 99, III do CC). Os bens dominicais representam o patrimônio disponível do Estado, pois não estão destinados e em razão disso o Estado figura como proprietário desses bens. Ex: Terras devolutas. Afetação e desafetação:

3.

Afetação consiste em conferir ao bem público uma destinação. Desafetação (desconsagração) consiste em retirar do bem aquela destinação anteriormente conferida a ele, ou seja a desafetação é uma expressão usada no direito administrativo para denominar o ato pelo qual o estado torna um bem público apropriável. Por exemplo: ocorre quando a administração determina que um imóvel destinado a instalação de uma escola deixa de ter essa função, passando a ser um bem disponível. OBS: Os bens dominicais não apresentam nenhuma destinação pública, ou seja, não estão afetados. Assim, são os únicos que não precisam ser desafetados para que ocorra sua alienação. Regime Jurídico dos Bens Públicos 1. Noções Gerais: A concessão desse regime jurídico decorre dos interesses que o Poder Público representa quando atua. • Inalienabilidade • Imprescritibilidade • Impenhorabilidade 2. Inalienabilidade:

por órgãos ou entidades da Administração Pública especificamente criados para esse fim (art. “a” da Lei 8666/93). Os bens dominicais não precisam de desafetação para que sejam alienados. II. Venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública. II. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de interesse social. em virtude de suas finalidades (art. Investidura (art. 17 da lei 8666/93).• • Regra geral: Os bens públicos não podem ser alienados (vendidos. . “e” da Lei 8666/93). “d” da Lei 8666/93). por outro imóvel que atende os requisitos constantes do inciso X do art. Alienação. I. II. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. I. I. Realização de pesquisa prévia de preços. Exceção: Os bens públicos podem ser alienados se atenderem aos seguintes requisitos: Caracterização do interesse público. 17. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública (art. observadas as exigências da lei” (art. 17. Desafetação dos bens de uso comum e de uso especial: Os bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis enquanto estiverem afetados. I. 17. “a” da Lei 8666/93). “e” da Lei 8666/93). na forma da legislação pertinente (art. . 17. 17. após a avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. II. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública. o o o o o 3. Doação. Necessidade de autorização legislativa em se tratando de bens imóveis (art. Para bens móveis não há essa necessidade. Venda de ações. o o o o Dispensa de licitação para móveis: o Doação. “Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião” (art. concessão de direito real de uso. sem utilização previsível por quem deles dispõe (art. relativamente à escolha de outra forma de alienação (art.“Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. “Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião” (art. 183 e 191. de qualquer esfera de governo (art. 101 do CC). Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. II.“Os bens públicos dominicais podem ser alienados. “c” da Lei 8666/93). 17. enquanto conservarem a sua qualificação. . 17. Se vender abaixo do preço causando atos lesivos ao patrimônio público cabe ação popular. 24 desta lei (art. Venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. na forma que a lei determinar” (art. Permuta. 17. parágrafo único da CF). Venda de títulos. “c” da Lei 8666/93). “b” da Lei 8666/93). urbanos ou rurais. “f” da Lei 8666/93). Permuta. “f” da Lei 8666/93). permutados ou doados). que poderão ser negociadas na bolsa. “b” da Lei 8666/93). Os imóveis públicos. observada a legislação específica (art. I. 101 do CC). de qualquer esfera de Governo (art. 17. não podem ser adquiridos por usucapião. “d” da Lei 8666/93). 17. Imprescritibilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam adquiridos por usucapião. 17. II. Abertura de licitação na modalidade de concorrência ou leilão: O legislador trouxe no artigo 17 algumas hipóteses de dispensa de licitação: Dispensa de licitação para imóveis: o o Dação em pagamento (art. 100 do CC). I. 17.

“À exceção dos créditos de natureza alimentícia. fundadas na responsabilidade civil. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. 144. proventos. Exceção: Créditos alimentares: “Os débitos de natureza alimentar compreendem aqueles decorrentes de salários. Noções gerais: As regras sobre o uso do bem público são de competência daquele que detém a sua propriedade. em virtude de sentença judiciária. Fechamento de ruas do Município para transportar determinada carga. Distrital ou Municipal deve fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado” (art. • Permissão de uso: É o ato administrativo unilateral. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. do Distrito Federal e dos Municípios zelar pela guarda da Constituição. Os bens públicos não podem ser penhorados. • Uso dos Bens Públicos 1. Estadual. Ex: Para se fazer uma passeata não é necessário autorização. os bens dominicais. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. serviços e instalações. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público” (art. Colocação de mesas e cadeiras em calçadas. 2. §1º-A da CF). Concessão de uso: • . dos Estados. • Autorização de uso: É o ato administrativo unilateral. não podem ser adquiridos por usucapião” (súmula 340 do STF). vencimento. 100. I da CF). Municípios e Distrito Federal. 23. §1º da CF). Estadual. isto é da União. conforme dispuser a lei” (art. Tal transferência se da através de autorização. pensões e suas complementações. Box em mercados públicos. Libera-se o exercício de uma atividade material sobre um bem público. ou Municipal. 100. “É competência comum da União. Ex: Empreiteira que esta construindo uma obra pede para usar uma área publica. Instrumentos para transferência do uso do bem publico para particulares: O uso dos bens públicos pode ser feito pela própria pessoa que detém a propriedade ou por particulares.“Desde a vigência do Código Civil (CC/16). Impenhorabilidade: É a característica dos bens públicos que impedem que sejam eles oferecidos em garantia para cumprimento das obrigações contraídas pela Administração junto a terceiros. como os demais bens públicos. concessão e permissão de uso. Difere-se da permissão de uso de bem público. Ex: Instalação de barracas em feiras livres. Créditos de pequeno valor: “O disposto no caput deste artigo relativamente à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. mas deve-se avisar o Poder Público para preservação dos bens dos quais tenha titularidade. discricionário e precário através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período maior que o previsto para a autorização. proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim” (art. “Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. dos Estados. §3º da CF). quando for transferido o uso do bem público. discricionário e precaríssimo através do qual transfere-se o uso do bem público para particulares por um período de curtíssima duração. instalação de Bancas de jornal. • Regra geral: A execução contra a Fazenda se faz através da expedição de precatórios (títulos emitidos a partir de sentença com trânsito em julgado que o torna legitimo credor da Administração Pública). pois é nesta data que começa a discussão do orçamento para o ano seguinte (art. Só serão incluídos no orçamento os precatórios apresentados até 01/07. 4. Fechamento de ruas por um final de semana. §8º da CF). pois nesta o uso é permanente (Ex: Banca de Jornal) e na autorização o prazo máximo estabelecido na Lei Orgânica do Município é de 90 dias (Ex: Circo. 100. pois a execução contra a Fazenda Pública se faz de forma diferente. 100 da CF). em que irá instalar provisoriamente o seu canteiro de obra. em virtude de sentença transitada em julgado” (art. Feira do livro).

mas cuja movimentação atenderá a disposições legais ou contratuais. na posse de bancos e caixas econômicas. a seguir. em contas individualizadas. REALIZÁVEL: representa os créditos financeiros da entidade pública numerários e que constarão de contas apropriadas .3) Exatores: representando os bens numerários fora da Tesouraria. “inter vivos” ou “causa mortis”. em contas individualizadas. os bens numerários depositados em contas bancárias. Delega-se o direito real de uso do bem. dívida fundada interna e dívida fundada externa. c. quando de curto prazo e fundada. tais como: a. CONSOLIDAÇÃO PATRIMONIAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS: Descreveremos. a. que deverão ser pagas conforme os seus prazos de vencimentos e normas regulamentares. na Contabilidade Financeira. ATIVO PERMANENTE: São todos os bens. b) c) VINCULADO EM CONTAS CORRENTES BANCÁRIAS: representa. industrialização. Área para restaurantes em Aeroportos. direitos e valores cuja mobilização ou alienação dependam de autorizaçãpo legislativa. 2. seus saldos constarão também por lançamentos de incorporação nas contas patrimoniais. os valores numerários da entidade pública que poderão ser utilizadas sem prévio aviso. São representadas pelos restos a pagar. provenientes de depósitos bancários.2) Bancos: representando os depósitos à vista.3) etc. 1. que serão objeto de cobrança amigável ou judicial. 1. (Decreto-lei 271/67). a terceiros.1) Caixa: representando os bens numerários em poder da Tesouraria da entidade pública.2 DIREITO DAS ENTIDADES PÚBLICAS Os direitos das entidades públicas são os valores representativos dos créditos realizáveis a curto prazo ou a longo prazo registrados.1) Diversos Devedores. serviços prestados pelas entidades públicas e ainda da inscrição da dívida ativa de origem tributária ou origem diversa. sacáveis sem prévio aviso pela entidade pública.2) Diversos Responsáveis. Concessão de direito real de uso: É o contrato por meio do qual delega-se se o uso em imóvel não edificado para fins de edificação. Por ser direito pessoal não pode ser transferida. na posse de outros órgãos recebedores ou pagadores da entidade pública. Ex: Área para parque de diversão. débitos de tesouraria. temos: a) DISPONÍVEL: representa.Concessão comum de uso ou Concessão administrativa de uso: É o contrato por meio do qual delega-se o uso de um bem público ao concessionário por prazo determinado. No final do exercício. tais como: c. cada componente do patrimônio público até sua consolidação num quadro demonstrativo: ATIVO ATIVO FINANCEIRO As contas do Ativo Financeiro abrem os componentes do patrimônio público e têm sua movimentação dentro do exercício. Instalação de lanchonetes em zoológico. Segue a descrição de cada grupo detalhadamente: que deverão ser convertidos em bens . depósitos. urbanização.3 OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES PÚBLICAS As obrigações das entidades públicas são os valores correspondentes às suas dívidas flutuante. quando de longo prazo. a. Cessão de uso: É o contrato administrativo através do qual transfere-se o uso de bem público de um órgão da Administração para outro na mesma esfera de governo ou em outra. credores. c. A título de reconhecimento de cada grupo e de sua natureza. cultivo da terra. conforme o caso.

2) Edificações. entre outras. a. PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO .4) Maquinismos e Acessórios. d. por sua natureza ou destino. contratos e outros créditos de natureza não fiscal. os serviços da imprensa oficial.5) Móveis e Utensílios. materiais. sendo então. benfeitorias. envolvendo. aplicados em atividades produtivas.13) etc. classificados em contas como: a. etc.1) Terras. d. e. e) VALORES: representam as ações das sociedades de economia mista.2) Créditos Diversos Inscritos: compreendendo os aluguéis. móveis e imóveis.2) Terrenos Urbanos. máquinas de escrever. portanto. c. d. e.1) Ações de Sociedades Anônimas. a. Moedas e Outros Objetos. b) BENS IMÓVEIS: ainda voltando ao Direito.5) Semoventes. sejam industriais.11) Redes de Água. c. ou seja.2) Títulos da Dívida Pública. apenas pela sua aplicação. e.7) Maquinismos e Acessórios.8) Culturas Permanentes. classificados em contas como: e.. c.3) Fazendas.1) Móveis e Utensílios. c. a. c. edificações. debêntures adquiridas. identificados conforme abaixo: d.2) Veículos. podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “. agrícolas. a. metais e moedas. cadeiras.8) etc. lançados e não arrecadados pela Administração Pública.1) Créditos Fiscais Inscritos (Dívida Ativa): compreendendo os tributos e multas. c.10) Produtos Acabados.6) Bibliotecas.6) Veículos.3) Créditos por Fornecimentos e Serviços Prestados: compreendendo os originários de fornecimento de materiais.4) etc. c.4) etc. c. por exemplo. as terras. c.3) Almoxarifado. pecuárias. nas contas: b. a. b. b. etc. da Casa da Moeda. é semelhante: c. etc. diferenciando-se das contas dos Bens Móveis e dos Bens Imóveis. pertencentes à entidade pública. obras em andamento. etc. produtos ou prestação de serviços pela entidade pública. todos os móveis destinados aos serviços da entidade pública. c. c. a.3) Edificações. Sua classificação individualizada. a. como mesas.9) Semoventes.1) Terras. das escolas agrotécnias.12) Bibliotecas. laudêmios.4) Almoxarifado.3) Jóias. bibliotecas. “ são todos aqueles que. veículos. “ são todos os bens que. d) CRÉDITOS: representam as receitas lançadas e não arrecadadas dentro do exercício financeiro.a) BENS MÓVEIS: conforme a definição do Direito. b. não podem ser removidos de um lugar para outro sem perda da sua forma ou substância original “.7) Museus. c. por sua natureza ou destino.4) etc. classificadas. c) BENS DE NATUREZA INDUSTRIAL: são todos os bens.

nos termos da legislação pertinente: . retenções na fonte pagadora. correspondente a restos a resgatar de juros. de contas denominadas “Contas de Compensação”. DÉBITOS DE TESOURARIA: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. A seguir. correspondente a obrigações por depósitos. mas que podem vir a afetar futuramente seu patrimônio. assim. produzem variação patrimonial. b) RESTITUIÇÕES A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. Porém. SERVIÇOS DA DÍVIDA A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. prêmios e títulos da dívida fundada até o último dia do exercício. é composto de contrapartidas das contas do Ativo Compensado.2) Outras Obrigações: representa as demais obrigações contraídas pela endidade pública e que não possam ser classificadas nas contas anteriores.1) como processadas. correspondente a valores de tributos a serem restituídos por recolhimento indevido ou a maior a contribuintes e com autorização já concedida e que não foram restituídos até o último dia do exercício.1) Ógãos da Administração Indireta Conta Passivo: representa o Passivo das autarquias e órgãos estatais tutelados pela entidade pública. etc. pensões alimentícias. temos os valores sem caráter financeiro e que dependem de autorização legislativa. contribuições. embora não pagas.As contas do Passivo Financeiro são as representativas das obrigações. sendo incluídos em contas apropriadas. foram apresentados os principais componentes do patrimônio das entidades públicas. DÉBITOS DIVERSOS: representa diversos valores passivos que não são passíveis de classificação nos grupos anteriores. a. também chamadas de compromissos exigíveis. sendo classificadas como: a) b) ATIVO COMPENSADO: registra os bens. obrigações e situações não compreendidos no Ativo e Passivo das entidades públicas. e cujas variações. Até aqui. existem atos que não produzem variações no patrimônio das entidades públicas por terem efeitos futuros. c. DÍVIDA FUNDADA EXTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no exterior para fins específicos. como: c. mas conforme estabelecido pelo artigo 87 da Lei nº 4.2) como não processadas. os seus principais grupos e naturezas: a) RESTOS A PAGAR: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. juros sobre depósitos. cauções. a. descontos em folhas de pagamento. Esses controles procedem-se.320/1964. fianças. entende-se as despesas liquidadas no exercício. c) d) e) PASSIVO PERMANENTE: No Passivo Permanente. PASSIVO COMPENDADO: tecnicamente e a rigor. entende-se as despesas não liquidadas e não pagas no exercício. A seguir apresentamos o quadro demonstrativo da consolidação do patrimônio público. decorrentes de atos da administração pública. a) b) c) DÍVIDA FUNDADA INTERNA: corresponde ao total de empréstimos contraídos no país para fazer face à execução de obras de interesse público. diferenciando-se as “processadas” das “não processadas”. DEPÓSITOS DE DIVERSAS ORIGENS: representa o saldo da respectiva conta da Contabilidade Financeira. haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte. correspondente à soma das despesas regularmente empenhadas e não pagas até o último dia do exercício. recebendo a crédito o mesmo valor do débito registrado nesse grupo. valores. correspondente a compromissos financeiros assumidos pela entidade pública em operações de curto prazo.

Assim. encerrando-se as as contas de receita orçamentária.Restos a Pagar .Créditos Fiscais Inscritos . Desincorporação ou Baixa: é a exclusão.Bens Imóveis .Diversos Devedores . temos que as variações patrimoniais podem ser classificadas como: a) VARIAÇÕES ATIVAS: são alterações nos valores dos elementos do patrimônio público que aumentam a situação patrimonial. por bens ou valores de caráter permenente.Bens de Natureza Industrial . Exemplo: baixa de um bem sem condições de uso.Mutações Patrimoniais: são as decorrentes da troca. e também pode originar-se de foma ativa ou passiva. de Serviços .Caixa . As alterações no patrimônio público são efetuadas por incorporações e desincorporações ou baixas. Exemplo: aquisição de um bem.Depósitos de Diversas Origens . de qualquer elemento do patrimônio público. permuta entre os elementos do Ativo.2) Desincorporação Passiva: é a baixa de elementos que causem a diminuição do patrimônio público.Dívida Fundada Interna .Restituições a Pagar .2) Incorporação Passiva: quando o patrimônio público é diminuído.Serviços da Dívida a Pagar . b. Exemplo: amortização de dívidas. Exemplo: obtenção de empréstimos e financiamentos. amortização. b.Créditos Diversos Inscritos . retirada ou desagregação de elementos constantes do patrimônio público.Bens Móveis .1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício.1) Desincorporação Ativa: é a baixa de elementos que causem o aumento do patrimônio público.Débitos Diversos PASSIVO PASSIVO FINANCEIRO .Exatores VINCULADO EM C/C BANCÁRIAS . São classificadas em: a. a. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS: Variação Patrimonial é a alteração de valor. por alienação. sendo: a) Incorporação: é a agregação de novos elementos ao patrimônio público e podem originar-se de forma ativa ou passiva. e originam-se sempre da execução orçamentária.Dívida Fundada Externa .Bancos .Diversos Responsáveis ATIVO PERMANENTE .Créditos por Fornec. a. para comporem as variações patrimoniais que aumentam o patrimônio público.Débitos de Tesouraria TOTAL DO PASSIVO REAL PASSIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO PASSIVO 3. superveniência. a. transferindo-se os seus saldos. depreciação ou valorização. dívida contraída.Fundos de Participação REALIZÁVEL . dívida liquidada. Exemplo: b) . efeitos da execução orçamentária e resultado do exercício financeiro. insubsistência.2) Variações Ativas .1) Incorporação Ativa: quando o patrimônio público é aumentado.QUADRO DEMONSTRATIVO DA CONSOLIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO ATIVO ATIVO FINANCEIRO DISPONÍVEL .Valores TOTAL DO ATIVO REAL ATIVO COMPENSADO TOTAL GERAL DO ATIVO PASSIVO PERMANENTE . aquisição.

2) Variações Passivas .Alienação de Bens Móveis .Constr. para comporem as variações patrimoniais que diminuem o patrimônio público. permuta de bens permanentes. por um bem numerário e originam-se sempre da execução orçamentária. dos Municípios e do Distrito Federal].320/1964 consolidada [Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União.br/ccivil_03/LEIS/L4320. 1993.Aquisição de Bens Móveis . Atlas : São Paulo.320/1964: DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS VARIAÇÕES ATIVAS VARIAÇÕES PASSIVAS RESULTANTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA RECEITA ORÇAMENTÁRIA . 1989.Aumento de Dívidas TOTAL GERAL 5.Alienação de Bens de Natureza Industrial . e Aquis.Diversas INDEPENDENTE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA SUPERVENIÊNCIAS ATIVAS . Exemplo: venda de um imóvel. Doação ou Permuta .Construção e Aquisição de Bens Imóveis .Resgate de Dívidas TOTAL GERAL INSUBSISTÊNCIAS ATIVAS .Diversas .Venda. dos Estados.Construção.Inscrição de Outros Créditos . onde há a saída de dinheiro da conta Caixa e há entrada de valores na conta Móveis e Utensílios.Empréstimos Concedidos . https://www.JACINTHO. Hélio. Abaixo. Doação ou Permuta .KOHAMA. através de alienação ou constituição de dívidas passivas. transferindo-se os seus saldos. da Lei nº 4. Compra.compra de móveis.Inscrição de Dívidas .3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio público.Receitas de Capital DESPESA ORÇAMENTÁRIA .Demolição ou Sinistro .Cancelamento de Dívidas .Despesas Correntes . São classificadas em: b. na conta Caixa.Despesas de Capital MUTAÇÕES PATRIMONIAIS . Contabilidade pública.Empréstimos Tomados .htm. b.3) Variações Independentes da Execução Orçamentária: são as que provocam modificação no patrimônio originados por fatos de superveniências ativas ou de insubsistências passivas.Baixa de Outros Créditos .Lei nº 4.Alienação de Títulos e Valores .Baixa de Créditos Fiscais .Receitas Correntes .Valorização para efeito de alienação . b) VARIAÇÕES PASSIVAS: são as alterações nos valores do patrimônio público que diminuem a situação patrimonial. .Diversos INSUBSISTÊNCIAS PASSIVAS .Baixa de Bens .Indevida Inscrição .Depreciação para efeito de alienação . Roque. . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .Inscrição de Créditos Fiscais . encerrando-se as contas de despesa orçamentária.planalto. . Ática : São Paulo. apresentamos um quadro demonstrativo das variações patrimoniais.Cobrança da Dívida Ativa . a.Heranças Vacantes .Recebimentos de Créditos . Contabilidade pública. e há a saída de um valor na conta de Imóveis. de Bens de Nat. b. originadas por fatos de insubsistências ativas ou superveniências passivas. conforme o Anexo nº 15. onde há a entrada de dinheiro.Incorporação de Bens .Mutações Patrimoniais: são as deccorrentes da troca.Diversos SUPERVENIÊNCIAS PASSIVAS .1) Variações Resultantes da Execução Orçamentária: são feitas no final do exercício. Industrial .gov.

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