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Projeto - A pedagogia e o papel do coordenador pedagógico

Projeto - A pedagogia e o papel do coordenador pedagógico

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CAPA

Tema: A pedagogia e o papel do coordenador pedagógico

2

FOLHA DE ROSTO

...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..............7 4................................................................7 5 JUSTIFICATIVA............................2 Objetivos específicos.............................................................................................................................................................................................................8 7 METODOLOGIA........1 Objetivo Geral..............................................................................6 4.....................................................................................17 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........3 2 PROBLEMÁTICA DA PESQUISA....................................................................................................7 6 REVISÃO LITERÁRIA............................4 3 HIPÓTESES....................16 8 CRONOGRAMA..............5 4 OBJETIVOS.............................18 1 INTRODUÇÃO ................................................................................

4 A realidade atual encontra-se marcada por profundas mudanças. No contexto em que se defendia a autonomia da escola. sobretudo quando nos deparamos com o processo de globalização e dos seus reflexos no campo da educação. a importância do desenvolvimento profissional dos professores. sem desconsiderar. gerando a necessidade de adaptações. 2 PROBLEMÁTICA DA PESQUISA . Quando falamos sobre um contexto de mudanças. Essa perspectiva pressupõe analisar o coordenador pedagógico dentro de um contexto que envolve um trabalho cotidiano marcado pelas determinações centralizadoras e burocráticas. políticos e econômicos que determinam respostas diversas a diferentes situações. mas também pela mobilização de saberes que têm grande importância no exercício da função. contudo os aspectos históricos. o professor-reflexivo e a escola como lócus da formação. fez-se necessário a presença dos coordenadores pedagógicos para garantir a implementação e o acompanhamento das reformas educacionais. momento que veio suceder um longo período de ditadura e de centralização política. grande parte das reformas e das mudanças que atualmente são vivenciadas pelos “atores” da educação teve início nas décadas finais do século XX. sociais. a sociedade conheceu um processo de mobilização popular e uma grande valorização da educação como forma de superação da dominação política. dando início também ao processo de redemocratização do país. especificamente a partir da década de 1980. Nesta mesma década. No Brasil.

5 A questão que norteou este estudo foi: qual o papel do coordenador pedagógico e sua atuação no fenômeno educativo? 3 HIPÓTESES .

Todavia. 2. O coordenador pedagógico. 3. O coordenador pedagógico atua no desenvolvimento de ações articuladas e comprometidas com a multidimensionalidade humana. na medida do possível. 4 OBJETIVOS . realize intervenções no processo de ensino e aprendizado. é o capaz de propor um encaminhamento para suas orientações pedagógicas. A formação do coordenador pedagógico pressupõe conhecimentos pedagógicos como prioritários tendo em vista que a base da sua atividade é a prática pedagógica. Essas intervenções devem acontecer de maneira que a realidade conduza suas mudanças no sentido de um aumento das condições de atendimento das demandas coletivas. oriundas das tomadas de decisão de forma democrática e participativa. administrativos e até mesmo políticos. as competências exigidas de um coordenador pedagógico apontam para além desses saberes. consciente das transformações da realidade.6 1. no sentido de que o mesmo possa atua de modo integrado com a comunidade escolar como um todo. de maneira que. aprofundando outros conhecimentos ligados aos problemas educativos. sejam eles escolares.

7 4. Discorrer sobre o papel do coordenador pedagógico na formação dos professores. Para tanto além do .2 Objetivos específicos • • • • Relacionar a pedagogia à coordenação pedagógica. 4. 5 JUSTIFICATIVA O estudo se justifica e se faz relevante pois em tempos de exigência de responsabilidade. Discorrer sobre o papel do coordenador pedagógico. todos estão implicados na construção da escola ideal. Analisar o coordenador na construção do projeto político-pedagógico.1 Objetivo Geral • Analisar o papel do coordenador pedagógico e sua atuação no fenômeno educativo.

no sentido de melhor ministrar suas aulas. atualização e até mesmo a avaliação dos mesmos. 6 REVISÃO LITERÁRIA De acordo com Libâneo (1999. p. viva. deverá a escola esclarecer a todos os seus métodos e planejamentos. isto é. A idéia de compromisso com uma escola transformada.8 preparo do quadro docente. formação. coletivizada e participativa implica num coordenador pedagógico capaz de atender às novas demandas sendo a formação continuada de professores um mecanismo importante para tanto. através de um processo de acompanhamento. Novas formas de planejar. organizar o conhecimento são exigidas sendo a capacitação e atualização dos professores algo primordial. do ato educativo. na busca da superação de dificuldades por parte destes. da prática educativa . ensinar.22) a pedagogia é o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação.

e estuda os conteúdos científicos. 98). Na verdade. em parte. A Pedagogia implica no conhecimento de um amplo leque de práticas educativas e a docência é uma forma peculiar do trabalho pedagógico assumido na escola. Essa perspectiva aponta para que o Pedagogo seja um profissional especializado em estudos e ações relacionados com a ciência pedagógica. A Pedagogia enquanto ciência da educação. O Pedagogo atenta-se para os fundamentos básicos das ciências humanas. Então o fenômeno educativo se expressa através dos interesses sociais em conflito na sociedade. são ideológicas e têm uma relação íntima com as questões de poder. pois elas podem subsidiá-lo na compreensão do fenômeno educativo. o pedagogo trata das finalidades do processo educativo. as teorias educacionais. O autor afirma ainda que: A pedagogia é. Segundo Giroux (1999) a pedagogia está sempre ligada ao poder. .9 concreta que se realiza na sociedade como um dos ingredientes básicos da configuração da atividade humana. Essas visões jamais são inocentes e estão sempre implicadas no discurso e nas relações de ética e poder. Por isso. implicando em objetivos sócio-políticos a partir dos quais se estabelecem formas organizativas e metodológicas da ação educativa. a psicologia e a filosofia da educação são ciências da educação que instrumentalizam o Pedagogo a uma prática educativa calcada nas relações histórico-sociais. filosóficos. uma tecnologia do poder. político e pedagógico. a sociologia. mas também como os educadores (no sentido mais amplo do termo) constroem as posições ideológicas e políticas a partir das quais eles falam. que aborda o fenômeno educativo em sua multidimensionalidade. aborda os fenômenos educativos. A história. Está em questão aqui um discurso que ao mesmo tempo situa os seres humanos dentro de uma história e torna visíveis os limites de suas ideologias e valores (GIROUX. os quais são explicitados através de objetivos de cunho ético. como qualquer filosofia. a Pedagogia é uma ciência que atua na atividade transformadora da realidade educativa. da linguagem e da prática que produz e legitima formas de regulamentação moral e política. Nesse sentido. Invocar a importância da pedagogia é suscitar questões não apenas sobre a maneira como os alunos aprendem. p. Ele pode atuar em várias instâncias da prática educativa. que constrói e oferece aos seres humanos visões particulares de si próprios e do mundo. tendo em vista objetivos de formação humana previamente definidos em sua contextualização histórica. 1999. Nesses objetivos está presente uma intencionalidade nas formas de intervenção organizativa e metodológica do ato educativo.

A educação tem como tarefa estratégica contribuir para a formação humana pelas vias da produção.10 Freitas (1987) afirma que o projeto histórico enuncia o tipo de organização social que se pretende para a atual sociedade e os meios a serem colocados em prática para sua consecução. Essa tarefa exige uma compreensão do homem como ser ativo e criativo. Além disso. difundiram-se e definharam continuamente. Com o passar do tempo. Nesse contexto consolida-se o trabalho do Inspetor Escolar. que se transforma na medida em que transforma o mundo por sua ação material e social. apoio técnico ou planejamento. à medida que criava instâncias externas ao trabalho docente. pois. 1995. p. sejam elas denominadas de controle. da apropriação crítica e da socialização do conhecimento científico. orientação ou assistência pedagógica aparece na legislação escolar a partir de 1942 quando o Serviço de Inspeção passa a englobar tanto os aspectos administrativos como pedagógicos. responsáveis pelo planejamento e controle. ajustadas ao seu contexto sócio-político e confundiram-se ao longo da história descontínua de suas atuações. fazendo frente assim aos movimentos populares de educação que surgiam na época. põe em evidência “seu papel de homogeneizadora de propostas que tentam neutralizar oposições. Esses meios são concretos e. provável ancestral de nosso atual coordenador. p. . como os fins. hierarquizar competências. vinculam-se às condições existentes. De acordo com Elias (1983. De acordo com Mate (1995). sobretudo. burocratizar e catalogar práticas pedagógicas” (MATE. tal estruturação teria representado o início da dicotomização do trabalho pedagógico. de uma escola única que condicionasse o hábito das massas. nessa ocasião houve a estruturação das políticas públicas de educação a fim de unificar a escola.128). A obrigatoriedade do ensino e.41). prático. cuja função consistia em controlar a presença dos alunos e o trabalho do professor. A função de coordenação pedagógica na escola pública recebeu várias designações no decorrer de sua história e seus primórdios provavelmente remontam à reforma educacional que teve início na década de 1920. as funções externas ao trabalho docente. foram retomadas com outros nomes. restringia este último ao plano da mera execução e colocava-o sob o jugo dos agentes hierarquicamente superiores. a função supervisora expressa em termos de coordenação. estando ou não ligadas diretamente ao cotidiano escolar e elegendo cada qual seu espaço e objeto específico de intervenção.

o trabalho escolar implica uma coordenação (LIBÂNEO. Gestão educacional é uma das competências da coordenação pedagógica. previu a criação de Institutos Superiores de Educação com responsabilidades. de promover a formação de docentes para atuação na educação básica. voltou-se a questionar qual seria a função do pedagogo.11 Refletindo as linhas mestras do movimento de 1964. trabalhando nesta última. a liderança e modos de exercício de poder e o estabelecimento como organização instrutora. na fragmentação e na especialização do trabalho (ELIAS. p. p.115). além das universidades. na ‘despolitização’ dos membros da comunidade de ensino. pela sua natureza. sendo que o que vigora. para o curso de Pedagogia é a formação de profissionais de educação para administração. para se implementar um processo de gestão da instituição de ensino. as relações profissionais. inspeção. nascia a habilitação em Supervisão Escolar. Desta forma. para a educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental. os aspectos gerenciais e técnico-administrativos. planejamento. a cultura e identidade coletiva. previstas pelo artigo 64 da LDB. que formava o profissional para trabalhar tanto nos órgãos técnico-administrativos quanto na unidade escolar. Segundo Thurler (2001). basicamente. aprovada em 1996. De acordo com Libâneo (2001). correspondendo à articulação da atividade educacional nas diferentes formas de gestão educacional. Sua adequada estruturação e seu ótimo funcionamento constituem fatores essenciais para se atingir eficazmente os objetivos de formação. a utilização do nome Coordenador Pedagógico para o profissional que desempenha a função supervisora na unidade escolar aparece em lei apenas no ano de 1976 (Decreto nº 7709). no planejamento. sobretudo. O processo educativo. a gestão consiste em uma atividade pela qual são mobilizados meios e procedimentos para se atingir os objetivos da organização. na organização do trabalho pedagógico escolar. quais sejam: a organização do trabalho. a capacidade de projetar-se no futuro. execução e avaliação de propostas pedagógicas da escola. 1983. 42). na reprodução a-crítica do conhecimento adquirido. envolvendo. no desestímulo à reflexão. o profissional passaria a ser denominado Coordenador Pedagógico. inclui o conceito de coordenação. A nova LDB. é necessário pensar em seis dimensões. 2001. . atualmente. Ou seja. na formação voltada para o mercado de trabalho. De acordo com Andreucci (1989). supervisão e orientação educacional.

do plano de aula e também a forma como executa o plano. 182). sendo um eterno aprendiz que pode aproveitar todos os espaços de trabalho coletivos na escola. as escolas ou as instituições educacionais devem ter espaços permanentes de formação de sua equipe. definindo formas de hierarquia. a coordenação é centralizada numa pessoa. é a escola em movimento. as relações e os procedimentos administrativos. é o currículo em ação. Segundo Vasconcellos. deve basear-se num trabalho coletivo e participativo: Consideramos que o espaço de trabalho coletivo constante é o mais decisivo na formação permanente. bem como o reconhecimento das diferentes etapas do ciclo de vida profissional do professor (com suas respectivas necessidades) (VASCONCELLOS. incluindo a coordenação. ou seja. que por sua vez está vinculada a uma concepção de educação. na medida em que a escola passa a ser um lócus privilegiado de formação. p. como as reuniões pedagógicas ou as reuniões do colegiado. assumem diferentes significados conforme a concepção que se tenha dos objetivos da educação em relação à sociedade e à formação dos alunos.12 Outrossim. Está relacionado com a forma como a comunidade escolar se coloca para a elaboração do planejamento da ação. especialistas e usuários da escola (LIBÂNEO. controle e . 2001. tendo como pressupostos o reconhecimento do saber docente como referência fundamental (dado que o conhecimento novo se dá a partir d prévio). como espaços formativos e de participação ativa dos integrantes da comunidade escolar. As opções relacionadas à gestão escolar delineiam as formas mais amplas de organização do trabalho no interior da escola: as finalidades. ainda. Essa visão aponta para que todo profissional da educação adote uma postura de aprender a aprender. Essas opções dizem respeito à escolha que se faz para a organização do trabalho pedagógico. bastando cumprir um plano previamente elaborado. Podem optar por articular as atividades educativas ao projeto político pedagógico ou podem deixar livre para que cada educador se organize como quiser. sem participação de professores. Entende-se que a organização do trabalho pedagógico refere-se aos princípios e procedimentos adotados pela instituição para a organização da ação pedagógica. As instituições educacionais ou as Direções e Coordenações podem escolher a forma individual ou coletiva para a organização do trabalho pedagógico. p. numa concepção tecnicista de escola. as decisões vêm de cima para baixo. Por exemplo. 2001. a estrutura.79). ao como a instituição se mobiliza para implementar o seu projeto pedagógico. ou seja. Refere-se. a organização e os processos de trabalho de gestão.

Portanto. É através da linha filosófica e dos eixos estratégicos contemplados no projeto da escola que se organiza o trabalho pedagógico. Essa cultura pode ser projetada em todas as instâncias da instituição. nas atividades pedagógicas. bem como uma mudança na concepção do papel da escola no mundo contemporâneo. nas normas e regras da entidade. existe um consenso ao afirmar que a formação inicial que os professores recebem não se apresenta como sendo suficiente para propiciar o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos necessários para uma atuação consciente. reproduzindo a prática de seus antigos professores. Nas últimas décadas. seus acertos e seus erros. da estrutura organizacional e de sua dinâmica. e favorece uma aproximação maior entre os professores. p. 2001. os mecanismos de participação da totalidade dos envolvidos no processo de decisão (VEIGA. p. Entende-se que a organização do trabalho pedagógico deve ser coletiva. A reflexão sobre esse tema aponta para a criação de mecanismos que permitam a permanência do trabalho coletivo nas instituições educativas. como também na forma de se compreender a significação do “ser professor”. das relações da escola com a comunidade. tendo como foco o projeto político pedagógico da instituição. 79-80). principalmente. afirma Franco (2000. 2001. alunos ou professores. de experimentar formas nãoautoritárias de exercício do poder.) há aí um sentido mais forte de prática da democracia. Dessa forma. Na área educacional. da mesma maneira a profissão docente passou por transformações. as transformações sofridas pela sociedade implicaram em uma série de reformulações dos processos educacionais. afirma Libâneo que a organização coletiva do trabalho pedagógico: Proporciona um melhor conhecimento dos objetivos e metas. Nesse sentido.13 acompanhamento do processo e. alunos e pais (. Nesse sentido. que pressupõe serem construídos coletivamente e compartilhados com a comunidade escolar. o que dificulta sua . dentro desse contexto.79). sejam nas reuniões com pais.. de intervir nas decisões da organização e definir coletivamente o rumo dos trabalhos (LIBÂNEO. não somente no que diz respeito aos valores sociais e pessoais nos quais a profissão se fundamenta. envolvendo a equipe com o projeto da escola. a organização do trabalho é a travessia para se alcançar os objetivos propostos no projeto da instituição. na opção metodológica. e.35) que: Sem ter com quem compartilhar suas dúvidas. a organização do trabalho pedagógico aponta para a reflexão dos objetivos da instituição. p. a Coordenação pode criar uma cultura organizacional que seja coletiva e compartilhada. o professor acaba apoiando sua prática em ações que vivenciou na época de estudante.. Portanto. nas relações que são estabelecidas no ambiente da instituição.

ainda. p. a reflexão sobre o momento histórico. conteúdos. as estratégias e os recursos disponíveis para empreender atividades educativas. Esse sentimento é ainda agravado quando. as forças políticas e sociais e as concepções e valores presentes na sociedade. O papel do coordenador pedagógico implica em dispor e organizar. b) a implementação de ações pro-ativas procurando evitar situações . de maneira simultânea. quando não se reconhece a importância social do seu trabalho. linguagem. o coordenador pedagógico necessita conhecer de forma plena e segura as seguintes dimensões: A dimensão subjetiva que consiste na história de cada sujeito envolvido no processo educativo. sentidos e significados. Por fim. p. A dimensão institucional na qual residem as formas de organização do trabalho pedagógico. a dimensão sócio-política local onde se dá a contextualização social e política na qual acontece a prática educativa.14 transformação na busca de uma atuação mais significativa e inovadora em sua atividade docente. em três frentes: a) a resolução de problemas instaurados.97). o contexto de constante transformação pelo qual passa a escola implica numa situação de constante desequilíbrio entre as práticas docentes e as expectativas acerca do papel da escola na atualidade. tendo em vistas as novas funções que lhes são atribuídas. as políticas. os níveis de participação dos diferentes agentes. bem como os recursos materiais e humanos. em face de tantas exigências. seus valores. Outrossim. por si só. objetivos. além de transitar pelas dimensões acima descritas. de maneira sistemática. 1995. Diante disso. as estruturas de poder e decisão. provocando com isso. gerando com isso um sentimento de malestar vivenciado pelos professores (ESTEVE. A dimensão instrucional ou pedagógica onde ocorrem as situações de ensino. comunicação e métodos e procedimentos de avaliação. já demanda a presença de professores mais experientes para orientarem os menos experientes. em conformidade com determinada ordem e método. não são fornecidos aos professores instrumentos que possibilitem um bom desempenho por parte dos mesmos. o coordenador pedagógico também deve atuar. quando não se lhes dar o devido valor e. se tal situação. Segundo Guimarães et al (2000. Ademais. material didático. um sentimento generalizado de que os professores falham na realização de sua atividade.16). a compreensão das dimensões presentes em contextos formais ou informais em que ocorrem relações de ensino-aprendizagem é suficiente para gerar convicção acerca da necessidade das atividades docentes serem acompanhadas. por coordenadores pedagógicos.

Ademais. De acordo com Freire (1996. integrar. o fato do indivíduo deter um conjunto de conhecimentos. Para Dutra (2001) a noção de competência encontra-se associada à idéia de entrega. b) possibilitar o trabalho coletivo. p. a fim de que as referidas atribuições sejam desempenhadas com sucesso. possibilitando com isso o processo de educação continuada entre os docentes. valorizados e respeitados. Segundo Zarifian (2001). faz-se necessária a presença de um fórum desobstruído de relações de poder autoritárias e hierárquicas. sobretudo no que diz respeito à responsabilidade em garantir o processo de educação continuada. o que o indivíduo pode e quer dar à organização. possibilitando com isso a percepção das próprias ações. Segundo Fleury (apud DUTRA. os procedimentos didáticos. bem como os compromissos que o professor assume como cidadão e profissional. d) desenvolver habilidades ligadas à coleta e análise de dados. seguidas de auto-avaliações e reposicionamentos. é fundamental que compreenda a noção de inconclusão do ser humano. recursos. as transformações sofridas pelo mundo do trabalho não mais permitem que ele seja concebido como um conjunto de tarefas associadas descritivamente ao cargo. . uma vez que as necessidades tornam a situação profissional cada vez mais mutável e complexa. partindo da concepção de que a cada dia são mais evidentes as dificuldades e a ineficácia de atuações isoladas. também. transferir conhecimentos. havendo então a necessidade da entrega. ou seja. a competência significa saber agir de maneira responsável. as metas educacionais.15 problemáticas previsíveis e. o coordenador pedagógico necessita ter consciência acerca de que constitui o principal responsável por tais atribuições. na qual o imprevisto é cada vez mais cotidiano e rotineiro. de responsabilidade dos professores ou de equipes técnicas e administrativas. Assim sendo. habilidades. c) promover a troca de conhecimentos sobre os alunos. Dentre as principais atribuições do coordenador pedagógico pode-se destacar: a) manter o professor atualizado acerca dos conhecimentos técnico-científicos de sua área. no qual os professores sejam ouvidos. sejam estas individuais ou coletivas. 2001). 2000). implica mobilizar. habilidades e atitudes não implica que a organização se beneficie diretamente dele. levantamento de hipóteses e encaminhamento de propostas de solução para problemas educacionais. c) a promoção de situações saudáveis do ponto de vista educativo e sócio-afetivo (GUIMARÃES et al. prevalecendo uma relação de colaboração e confiança. Por outro lado. mesmo quando elas são. e) incentivar atividades de natureza crítico-reflexiva. as questões afetivo-emocionais. que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.14).

atendendo às necessidades de saber restritas ao campo teórico. emergindo no contexto profissional. refletindo o dinamismo da área em que atua repleta de idéias. no sentido de tornar comum o conhecimento que todos os sujeitos envolvidos no processo educativo possuem acerca da instituição. d) líder. fatos. estando sempre aberto.87-88). aspirações e angústias. ancoradas no trabalho grupal. conhecimentos. disponível e capaz de inspirar o crescimento pessoal e profissional e o surgimento de propostas inovadoras. das práticas e dos princípios e normas que norteiam o fazer. concomitantemente. b) articulador. na ação. procurando reconhecer direitos e deveres. 7 METODOLOGIA . g) dinâmico. expectativas e conflitos que permeiam as relações institucionais e pessoais. aproximando esses diferentes sujeitos na busca de objetivos pessoais. grupais e institucionais. e experiências. Além da capacidade técnica. coerentes com o papel de educadores. p. 2003. pode-se destacar: a) comunicador. c) negociador.16 Assim sendo. muitas vezes. e) catalisador. questionamentos. capacidade de renovação e lutar contra a rotina (BRUNO. reproduzindo-a e transformando-a. i) mediador. dos alunos. h) compromisso social e político. f) organizador. procurando harmonizar e otimizar processos e recursos materiais e humanos. profissionais e pessoais. o coordenador pedagógico necessita estar capacitado para reconhecer que a escola mantém uma relação dialética com a sociedade. energia. em seus aspectos políticos e culturais. fracassos e sucessos. procurando conciliar os interesses institucionais. a competência não pode ser tida como um estado ou um conhecimento que se tem e nem resulta exclusivamente de treinamentos. favorecendo relações amistosas e produtivas. em práticas contraditórias. dos profissionais. procurando transitar com facilidade por meio de todos os cenários e espaços formais e informais da rede na qual está inserido. j) entusiasta. incorrendo. Dentre as competências necessárias ao coordenador pedagógico. técnicas. sendo capaz de reunir recursos materiais e humanos adequados para a realização de suas atribuições. com a predisposição para afrontar a atividade com curiosidade.

optou-se pela pesquisa bibliográfica em livros e artigos pertinentes à temática abordada.17 Para o desenvolvimento desta pesquisa. (d) organização dos dados levantados e (e) elaboração do relatório final. a saber: (a) levantamento do referencial teórico. 2009 Nov. tema ou problema. 2009 Out. 8 CRONOGRAMA Fev. 2009 Mai. 2009 Dez. 2009 Ago. 2009 Mar. O presente estudo será dividido em 5 etapas. 2009 Set. 2009 Jun. 2009 . (c) leitura crítico-analítica do referencial selecionado. (b) seleção do referencial teórico apropriado a presente investigação. 2009 Jul. 2009 Abr. buscando conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto. A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas.

. B. 1989. Dissertação (Mestrado). A gestão da educação: seu significado a partir de propostas pedagógicas institucionais. O coordenador pedagógico na rede oficial de ensino em São Paulo: relato de uma experiência de alfabetização. L. de S. Pontifícia Universidade Católica. São Paulo: Unicamp. São Paulo. ANDREUCCI. E. Faculdade de Psicologia.18 Escolha do tema Pesquisa bibliográfica Elaboração do ante -projeto Entrega do projeto Desenvolvimento da Monografia Entrega da Monografia x x x x x x x x x x x x x x 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUILAR. 1997. S.

S. Dissertação (Mestrado). Eliane Bambini Gorgueira et al. Porto Alegre: Artmed. 2004. 1999. funções sociais e políticas da escola reflexiva e emancipadora: algumas aproximações. CHRISTOV. O coordenador pedagógico e a formação docente. E. (Orgs. FERREIRA. In: ALARCÃO Isabel (Org. António (Org)..).). Disponível em: www. L. Dos indicadores às condições do projeto educativo. ESTEVE. Gente. DUTRA. Campinas: Autores Associados. Transgressão e Mudança na Educação: Os Projetos de Trabalho. Trad. GIROUX. 2 ed.Escola reflexiva e nova racionalidade. (Org. São Paulo: Edições Loyola. In: BONDIOLI. Projeto histórico: ciência pedagógica e “didática”.M. REALI. BRUNO. O coordenador pedagógico e o cotidiano da escola.A. Fundamentos sociológicos.. A questão da autoridade no desempenho da função de coordenação pedagógica. 1998. GUIMARÃES. Porto Alegre: Artes Médicas Sul.br/28/textos/gt08/gt08183int. Moacir. Educação em Revista. Mudanças Sociais e Função Docente. Jean-Pierre. ano III. C. 2001. In NÓVOA. Coleção Ciências da Educação. 2002.ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO. Laurinda Ramalho de. . MATE. Projeto Político. Eliane Bambini Gorgueira. Porto. n. BOUTINET.org. O coordenador pedagógico e o professor iniciante. 27.) O projeto pedagógico da creche e a sua avaliação: a qualidade negociada. 2000. 2003.R. FRANCO. 2001. 5. Profissão Professor. BRZEZINSKI.1998. In: BRUNO. O coordenador pedagógico e a educação continuada. CHRISTOV. ALMEIDA. Educação e Sociedade. José M. FREITAS. São Paulo. Ana Archangelo. ed.M. Luiza Helena da Silva (Org. Caxambu. 1998.rtf. Iria. Pontifícia Universidade Católica. 1987. Joel Souza (org). F.. Porto Alegre. Campinas. R. 2005. ALMEIDA. São Paulo. B. del C. ELIAS. Porto Alegre: ArtMed. 1995. A. L. A. A. Cecília Hanna. Acesso em 11 de abril de 2007. n:3. In: ANPED . HERNÁNDEZ. Cruzando as Fronteiras do Discurso Educacional: Novas Políticas em Educação. Henry A. H. v.). Porto Alegre: Artmed Editora. Porto. Faculdade de Educação. Fernando. Patrícia Chitonni Ramos.anped. L. Aprendendo a ensinar e a ser professor: contribuições e desafios de um programa de iniciação à docência para professores de Educação Física. GADOTTI.1983.19 BONDIOLI. Luiz Carlos de. M. G. Antropologia do projeto. 28. 3. BRUNO. São Paulo: Edições Loyola. Gestão de pessoas com base em competências. São Paulo: Loyola.

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