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loge et connaissance (Biologia ¢ Conhecimento) stad. alema Frankfurt 1974 L. Kohlberg, “The ‘Claim to Moral Adequacy of a Highest ‘Stage of Moral Judgement” ("A Pretensio de Adequagao Mo- ral de um Mais Alo Fstédio do Juieo Moral) in: Journal of Philosophy 70, 1973, 632, 633 LL. Kohlberg, “From Is to Ought" (“Do E para o Deve’ ‘Th, Mishel (1971), 208,213. Tid. 215, id 154 i. 223. . Kobiberg, (1973), 63, Kohlberg, in: Mischel (1971), 222. hid, 136, 165, CE neste VoL, mais abaito, p. 171s, 3 — NOTAS PROGRAMATICAS PARA A FUNDAMENTACAO DE UMA ETICA DO DISCURSO 1 — Consideragdes propedéuticas. 1 A propésite da fenomenologia do fato moral 2, Abordagens objetivsta e subjetivistas da ica, 11 — 0 prinepio da universalizago como regra de argumenta- sho. 3. PretensGes de validez assertricas © normativas no agit €o- 4. O principio moral ou o eritério da universlizagéo de mixi- mas de agio. 5. Argumentagio versus participagio — um excurso. 11 — A ética do Discurso e seus fundamentos na teria da aso. 6, E necessiria e possivel uma fundamentagio do principio mo- nl? 7. Estrutura € valor posiclonal do. argumento pragmitico transcendental 8, Moralidade eetcidade. Dean etn Mey sesso ge “eae pare ae eine orang ee se en a nt ire i ear ean sa an aoe o “Reason is calculates it can assess truths of fact and mathematical relations and nothing more. In the realm of practice it can speak only of means. About ends it must be Set." (CA razio € caleladora, Ela pode avaliar verdades de fato ¢ relagées matematicas e nada mais. No Ambito a rites, s6 pose falar de meios. Sobre 0s fins, la tem QUE cecal, Desde Kant, sto €contestado peas ices cogtivsas qu, nm (ou outro sents, se aferam tia de qe te quetoes pias ‘So "pssvee de verdade™ Nessa tradi kaniana encontra-eatulmente importantes ahordagensteees tals como a de Kan Baler, Marcu Goorge Singer John Rawis, Paul Lorenzen, Est Tupendhate Kar 040 ‘Apt clas coinidem na itengao de amar an conigdes pare ms avaliago inpeca de qestcs pats, sea uncamente fm razhes, Ente esas lems, tentative Apel no €, cera: mente,» gue €desenvolvida da manera mas deaths; no obs tte, coer a tis So Discurso, que 6 pode dincemir em ‘sogo, como aboragem mas romisora na stuadade, Que form plac esa valagho do estado sta a arpumentagso {presen um programe de fundamentaao correspondent. Ab ‘Hzer isso, vou apenas de pasnagem debater uta sbordagens counts; antes de mais mada, vou me concentarmaelaborso ‘a protlemaicacomum a esas ora, que a5 daingue das abr. ‘agonsnao-ogalvsas. ‘De nici (), quero destacar a valde deta das noma ¢ as pretenses de voice que ergiemor som sos de fale gas a ovmas (ou epltives) ono Costing agile fenbmenos que Um eive footie fem que poser expla. Far claro ent @) {eas poigesfsoicsconbecda, a saber, a eos deinits- ts de pecto metafsica es eas nicionstas do valor, por um Ia, © a corso Sopris come 0 cmotvismo eo deisio tno, por out lao, deinam eacapar os fendmenos que pre Sam de expeagio, 20 assimilarem as proposiSs normalvas 0 Io ene das valraies © ops Siren ou es Seo tveneais¢ipertvas Cina semetant vale para Em rectipvnmo que se onena pelo nolo das proposes in @ tencionais.’ Os fendmenos morais descobrem-s, como procurare, mostrar na parte TI, a uma ivestigacgo formal pragmatica do agit ‘Comunicativo, no qual os atores se orienta por pretensoes de Va lidez. Deve fear claro por que a éia filosétiea — diferentemente, ‘por exemplo, da teora do conhecimento — pode assumir sem mais 2 figura de uma teoria especial da argumentagdo. Na Pare III, c0- locarei a questio fundamental da teoria moral, a saber, como © Principio da universalizaczo, que é 0 vnico a possbitar nas ques- {es prticas um acordo argumentativo pode ser ele proprio fun ‘damentado. Este €0 lugar para afundamentagio transcendental da ftca a que Apel procede a partir de pressuposies pragmaticas Uuniversais da agumentagao. ‘Todavia, veremos que esea "deriv ‘ono pode pretender o status de uma fundamentagao dltima € {ambém veremos por que uma pretensio tio forte no deveria de ‘modo algum ser erguida. O argumento transcendental pragmético ‘a forma proposta por Apel € fraco demaisalé mesmo para qUe- brar a resisténcia do e&ptico conseqiente a toda forma de moral racional. Esse problema vai, finalmente, obriga-nos a retornar, pelo menos com algumas alusdes sumaias, a ertica de Hegel 4 ‘moral Kantana, para dar ao primado da eticidade dante da moral lum sentido ndo-apcioso (imune a tentativas de ideologizasio neovarstotlicas neo-hegelanas), () A observagio de Macintyre lembra uma critica da razio instrumental que se volia contra certs concepyées unilaterais es pecifieas da moderna compreensio do mundo, em particular contra 4 tendéncia obstinada a reduzir 0 dominio das questoes que se dei- 3xam resolver com razées ao cognitivo-instrumental. Questdes mo- rabprécticas do tipo: "O que devo fazer?” so afastadas da discus- ‘io racional na medida em que nio podem ser respondidas do pponto de vista da racionalidade meio-fim. Essa patologia da cons- cincin moderna requer uma expicagéo no quadro de uma reoria dle sociedade’ a étcafilossfica, ave € incapaz de fornecé-la, tem ‘que procederlerapeuticamente e motiizar, entra 0 deslocamento dissimulador dos fendmenos moras fundamentas, as forgas de au ‘to-saneamento da refiexao. Neste sentido, a fenomenologialingiis- tica da conseitnca ica, que P. F. Strawson levou a cabo em seu célebre ensaio sobre “Preedom and Resentment” ("Liberdade © Ressentimento”), pode desenvolver uma forga maiéutica e abrir 0s ‘olhos 20 empirsta que se apresenta como céptico moral para suas ropriasintuigées morais na vida quotidiana, 6 ees ear rannae mmr et re os carey re, te ep pny corer even pe me vc ane Sarees truck re, it. toon ee sony» is, ee ra om gate Cone emer noire tn at Seon sae gn ry rr Ea coe rca rin ear oa te or te es cine ope gum oo aa che et ra firemen oe nko scent teste ceenino, Stems ch here cee bere ee aces nue, ore seen pak eames oy eae ee Serta ee oie mana apo is lo cums ane ey nt ic ae ere cong meets ei Se eee ta ei, a Se nS ete tenant pera «cient en li Fees raise 3 nC erence perenne esate excep a i desea bn sare greene cet a ie te te ee ater oe re Seger ee eet es Bet cara asec ea repre ceed coi set eaten ecreerea pene pert sr rn eo ao octet periment hd fees ee ore “The objective attitude may be emotionally toned in ‘many ways, but notin al ways: it may include repulsion fd fear, it may ince pity or even love, though not all ‘kinds of love. But it cannot include the range of reactive feelings and antiudes which belong (o involvement or par= Yicipation with others in inter-personal human relation- ships: it eannot include resentment, gratitude, forgivenes, anger, or the sort of love which two adults can sometimes be sud to feel reciprocaly for each other. If your attitude towards someone is wholly objective, then though you ‘might fight him, you cannot quarel with him, and though {You may talk 0 him, even negotiate with him, you cannot Feason with him. You can at most pretend to quarel of (0 reason, with him.” (Pode-se dat de muitas maneiras uma tonalidade emo- ional aitude objetiva, mas no de todas as maneias: cla ‘pode inclir pena ou até mesmo amor, se bem que nem tO. das as espécies de amor. Mas ela nio pode incuir a gama te sentimentos e atitudes reativos que pertencem a0 en. volvimento ou & participagéo com outros nas relagées hu ‘manas interpessons; ela nio pode incluir restentimento, ‘ratidio, perdio, raiva ou a espécie de amor do qual se Pode dizer que dois adultos is vezes sentem reciprocamen 'e, um pelo outro. Se a sua atitude dante de alguém é in- teiramente objetiva, entdo, muito embora voce. possa combaté-lo, voeé no pode discutir com ele e, muito em- bora vacé possa falar com ele e aénegociar com ele, voce ‘Bo pode argumentar com ele. Vocé poe, no maximo, fin- tir que ests discutindo, ou argumentando, com ele”) Essa consderaso leva Srawson&conclsto de qu a eases essois do ofenio, or exempl, os ressentimenton, 56 80 fos, Sivis ma atte performatva de um participant da inergaay A tude ean deum nlo-partiutetgine os paps ‘municscionss da primeira eda Segunda pessoa neutral ine ‘ito dos fendmenos morals em ger. Atte daterceia pessoa far desaparecer ese nie feomenal. {b) Essa observa também € importante por antes metodo- gc: ofilosofo mral em que sdotar una perspective parti da ual poss perecber os fendmenos moras enguanto talk. Sravson ‘mostra como diferentes senimenton mori esta entelgados nt om os autos em relagSes internas. As reages petsons do fe Aid, come vines, posem ser compensa por desulpe Inve 6s