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cespe-2009-ms-medico-clinica-da-dor-prova

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Em paciente com quadro de claudicação neurogênica intermitente. que são sensibilizadas pelo processo inflamatório. os radicais ácidos. os tumores de bacia e os de costela. 68 69 70 Com relação aos bloqueios analgésicos e neurolíticos. incluindo vasodilatação. em amplitude e duração. julgue os itens subsequentes. podendo começar debaixo das nádegas e se apresentar na face posterior da coxa ou na face posterior ou lateral da perna. contém fibras parassimpáticas que se originam das raízes ventrais de S2 a S4. É liberada no corno dorsal da medula e estimula os neurônios nociceptivos de segunda ordem. sensação. para dor perineal. o fator de necrose tumoral. estímulos de baixa intensidade. memória e perpetuação da dor. IL8). difusa. as prostaglandinas. Os exames complementares pouco ajudam. Os bloqueios nervosos simpáticos são indicados para pacientes que apresentem dores que tenham um componente simpático e dores causadas por insuficiência vascular e visceral. fenômeno conhecido como alodinia. rubor e tumor. quando já há comprometimento das funções urinária e fecal. Ao exame físico. Na dor crônica. calor. denominadas algiogênicas. a decrescente. o fator de crescimento nervoso e o monofosfato-cíclico de adenosina (AMPc).UnB/CESPE – MS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir acerca da fisiopatologia e do tratamento da dor. 71 72 73 Em pacientes com lombociatalgia devida à hérnia discal lombar. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). ação na dor facial crônica associada a disfunção da articulação temporomandibular. a bradicinina. como consequência. a chamada hiperalgesia. a histamina. A serotonina é liberada pelas plaquetas e pelos mastócitos durante a lesão tecidual. não tem. A dor referida é de menor intensidade e mais difusa. Os receptores sensitivos podem ser classificados como terminações nervosas livres das fibras A-* e C e terminações nociceptivas. A injeção de toxina botulínica tipo A é um tratamento para hiperidrose axilar primária e prevenção da migrânea. O diagnóstico dessa síndrome é confirmado quando ocorre alívio da sintomatologia dolorosa. o médico deve fazer o diagnóstico diferencial entre estenose do canal lombar e cervical com o quadro de esclerose múltipla. presentes no ambiente tecidual. o tratamento da dor deve respeitar a escada analgésica: inicia-se o tratamento com analgésicos comuns até chegar ao uso de opioides fortes. O trauma na região facetária produz sinovite aguda. a associação de medicações adjuvantes. sendo o processo transverso o local de eleição. Seu bloqueio pode ser eficaz no tratamento de dores pélvicas de origem oncológica. 51 Com relação à síndrome facetária. Pode ser confundida com a dor oriunda de coxoartrose do quadril. a substância P (SP). A substância P é um neuropeptídeo composto por 11 aminoácidos e sintetizado pelos aferentes nociceptivos. Entre elas. que deve ser realizado em pacientes que apresentam dor facial severa. na ordem de incidência. Cada ramo do nervo espinhal inerva duas facetas. O plexo hipogástrico inferior. interleucinas (IL1 $. percepção e avaliação à reação (resposta). Nessa situação. enquanto estímulos nocivos resultam em resposta dolorosa aumentada. As facetas são inervadas pelo ramo articular da divisão primária posterior do nervo facetário e recebem também ramos do nível acima. além de terminações de aferentes A-* de baixo limiar. originárias principalmente do núcleo magno da rafe. sua resposta ao estímulo sensorial é facilitada. O bloqueio do plexo celíaco é indicado para dor abdominal. os íons potássio. Esclerótomo é definido como tecido somático. condução. A via de condução da dor aguda está relacionada ao trato neoespinotalâmico. Nas metástases que ocorrem no esqueleto. o aparecimento de síndrome da cauda equina é indicação absoluta para cirurgia de urgência. Ela é liberada pelos terminais periféricos de fibras A-* e contribui para os mecanismos de inflamação neurogênica local. dependendo da intensidade da dor. 65 66 67 É uma das maiores causas de lombalgia crônica baixa. também. Prevê. ao agirem sobre fibras aferentes de baixo limiar. após o bloqueio anestésico facetário. é preconizada a forma crescente. A dor esclerotômica caracteriza-se por ser profunda. Com relação às síndromes dolorosas vertebrais. entre outros. a serotonina. surda. distúrbio da marcha e um quadro misto de mielopatia e radiculopatia nas extremidades superiores e inferiores. com história de dor lombar baixa. locus cerúleos e núcleos reticulares gigantocelular e paragigantocelular — e serotoninérgicas. contudo. Acerca dos mecanismos de sensibilização. Seguem-se. –1– Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor . profundo. atua de modo variável nos neurônios sensitivos e aumenta o limiar dos aferentes primários aos estímulos nociceptivos. julgue os itens a seguir. modulação. 63 64 52 53 54 55 56 57 Os eventos do fenômeno doloroso acontecem na seguinte sequência: estímulo (liberação de substâncias químicas pelas células lesadas). Sensibilização central é o estado em que a excitabilidade do corno dorsal está aumentada e. julgue os itens que se seguem. O sistema endógeno de controle da dor depende da ativação de fibras descendentes dopaminérgicas — originárias do núcleo parabraquial. tromboxana. o leucotrieno. geram dor. julgue os itens seguintes. tem aumentado gradualmente. Seu diagnóstico é eminentemente clínico. o fator de ativação plaquetário. a maior incidência está na coluna vertebral (40%). formado pela confluência da cadeia simpática lombar e dos ramos do plexo aórtico. na dor aguda pósoperatória. inervado por uma raiz anterior do nervo espinhal. ao trato paleoespinotalâmico. Os receptores nociceptivos são sensibilizados pela ação de substâncias químicas. mal localizada. É igualmente recomendada para dor prostática e síndrome miofascial. o bloqueio do plexo hipogástrico superior. enquanto a via da dor crônica. e cada faceta é inervada por ramificações originárias de dois nervos. IL6. que respondem à sensibilização central. O sinal de Lasegue está geralmente presente. 58 59 60 61 62 A indicação de bloqueio do gânglio de Gasser. o paciente refere dor à extensão lombar e à palpação facetária. e o bloqueio intratecal em sela. para dor pélvica. prolongada. destacam-se a acetilcolina.

no controle da dor secundária à plexopatia actínica. Esses hiperfenômenos são causados pela ação do glutamato sobre os receptores AMPA. podem ser efetivas em condições dolorosas envolvendo disfunção das fibras não mielinizadas. que corresponde a 10% dos casos de algias craniocervicais. caracteriza-se por sensações agudas. hipertrofia prostática sintomática ou não e glaucoma de ângulo aberto são contraindicações ao uso de antidepressivos tricíclicos. modula a hiperalgesia nociceptiva induzida. É considerada uma droga de primeira linha no controle da dor neuropática em pacientes oncológicos e debilitados. Na analgesia pós-operatória. reduzindo a dor pósoperatória residual. tórax e escápula. A cetamina. do supraespinhoso e do infraespinhoso. de forma não competitiva. é o fato de o estímulo da atividade vagal provocar bradicardia e hipotensão na crise de dor. A cetamina. aumento da agregação plaquetária. age por meio do estímulo de receptor próprio nos terminais sensitivos primários. 82 75 Uma característica da neuralgia do glossofaríngeo. O conceito de analgesia pré-emptiva consiste no controle da dor crônica tão logo ela se instale. um agonista "-2-adrenérgico. possui ação analgésica por meio da ativação das vias inibitórias descendentes noradrenérgicas. 78 86 A primeira escolha para o tratamento farmacológico da neuralgia do trigêmeo são as drogas anticonvulsivantes. Com base nas síndromes dolorosas crônicas. O uso desse opioide é contraindicado na analgesia pósoperatória de pacientes portadores de insuficiência renal. As técnicas analgésicas mais eficazes incluem a associação de bloqueios anestésicos préoperatórios com doses generosas de analgésicos opioides. grandemente absorvida pela via oral. 80 Preparações tópicas contendo capsaicina. Os efeitos colaterais mais importantes da clonidina são sedação. utilizada em associação com opioides na analgesia pré-emptiva. hipotensão e bradicardia dose-dependentes. A clonidina. De acordo com os mecanismos fisiopatológicos. É uma droga cujo metabolismo é hepático e eliminação renal. além de fraqueza do deltoide. com consequente entrada maciça de cálcio intracelular. com meia-vida de duração em torno de 3 horas. mas revela-se como persistente. neuralgia do laríngeo superior. como aumento da atividade simpática. cujos metabólitos ativos (morfina 6-glicuronídeo e morfina 3-glicuronídeo) são eliminados integralmente pelos rins. a farmacologia e o tratamento da dor pós-operatória. julgue os itens que se seguem. A morfina é a droga de escolha. descritas algumas vezes como se fossem de natureza elétrica. de ação não seletiva. Cefaleia em salvas ou cluster. dor neuropática. na distribuição de um ou mais ramos do nervo trigêmeo. 76 77 A neuralgia do trigêmeo. demoram poucos segundos e são entremeados por intervalos indolores. observa-se dor na face externa de ombro. Seu mecanismo de ação consiste no aumento da liberação do ácido glutâmico graças ao desvio do metabolismo desse neurotransmissor para a síntese de GABA. julgue os itens subsequentes. a ativação desses canais de sódio voltagem-dependente pelo glutamato. Seu uso espinhal potencializa o efeito analgésico dos opioides. complicações cardiopulmonares e baixa satisfação do paciente. 87 79 A gabapentina é amplamente utilizada no controle das dores neuropáticas. é uma droga antagonista do receptor NMDA.UnB/CESPE – MS Considerando as algias craniocervicais. anormal. localizados nos corpos de 1. Os ataques são breves. A dor aguda pós-operatória gera consequências deletérias ao paciente. 90 81 A capsaicina. 74 Nas síndromes radiculares cervicais C4-C5. o uso de anti-inflamatórios não hormonais diminui a demanda do uso de opioides. uma neurotoxina de ação seletiva e irreversível em nociceptores. –2– Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor . neuralgia mais frequente no segmento craniocervical. abscessos tonsilares. induzido por alterações nos mecanismos de modulação de dor da medula espinhal. 85 lancinantes. carcinoma nasofaríngeo e síndrome de Eagle fazem parte do diagnóstico diferencial da neuralgia do trigêmeo. com dificuldade de abdução do braço e flexão do bíceps (nervo musculocutâneo) e ausência do reflexo tricipital. julgue os itens seguintes. 88 89 Acerca do uso da capsaicina no tratamento da dor. O anestesiologista tem papel fundamental no controle da dor pósoperatória. A carbamazepina é eficaz em 95% dos pacientes com verdadeira neuralgia do trigêmeo. 91 A sintomatologia dolorosa é extremamente frequente nos pacientes portadores de neoplasia. Arritmias cardíacas. braço. O fenômeno de hipersensibilização. podendo causar assistolia com síncope. 84 83 A morfina é um analgésico opioide potente. que suprimem as descargas ectópicas e estabilizam as membranas neuronais. substância de uso tópico. e bloqueia. julgue os itens a seguir. depleção maciça de substância P e destruição do terminal sensitivo periférico. é agravado em alguns pacientes e não regride. como normalmente deveria. em uso isolado.º neurônio sensitivo. quando utilizada no intraoperatório.

desencadeada aos estímulos táteis na mão. acupuntura. neurocirurgiões. tipo queimação e alfinetadas. a acupuntura passou a ser reconhecida como um método eficiente para o controle da dor. Estudos experimentais em animais comprovaram que a expressão da proteína c-fos. Refere também dor espontânea. psicólogos. julgue os itens de 94 a 98. Com relação ao caso clínico descrito acima. cinesioterapia. Nas últimas décadas. O diagnóstico diferencial entre síndrome compartimental e lesão nervosa traumática (axonotimese) deveria ter sido realizado precocemente. ortopedistas. que trabalham de uma forma colaborativa e interdisciplinar. dor intensa e cianose no membro acometido. é suprimida por acupuntura de alta ou baixa frequência. Evoluiu rapidamente com edema. episódios de palidez intercalados com cianose na mão direita. 98 Dependendo das fibras nervosas e dos centros de modulação envolvidos. nutricionistas. oncologistas. no corno posterior da medula espinhal. 97 A eletroacupuntura é capaz de produzir analgesia em amplos territórios do organismo. juntamente com outros profissionais da saúde. uso de agonistas $ -1-adrenérgicos (guanetidina). reumatologistas. que consistiu de fasciotomia e. Considerando esses mecanismos neurofisiológicos. e inibição da aferência nociceptiva por meio da ativação de sistemas supressores de dor segmentares e suprassegmentares. julgue os itens a seguir. 92 95 A eletroacupuntura constitui forma de terapia física. caiu da própria altura e apresentou fratura fechada do antebraço direito durante jogo de futebol. radioterapeutas. devido ao efeito mecânico produzido pela introdução da agulha e ao efeito magnético da passagem da corrente elétrica. Apresentou melhora completa do quadro após intervenção cirúrgica. drogas com ação antagonista de receptores NMDA (cetamina). A palpação do pulso radial revelou-se débil no lado da lesão. quimioterapeutas. 94 100 A equipe multidisciplinar de tratamento de dor crônica é composta por médicos de várias especialidades. 93 Acerca da clínica da dor. segundo mecanismo de comporta. anestesiologistas. por meio de eletroneuromiografia do membro acometido. em seguida. fisiatras. A dor pós-operatória foi intensa e debilmente controlada. de 33 anos de idade. o paciente comparece para avaliação. entre elas bloqueios anestésicos seriados do simpático cervical. diferenciando-se deste por não incluir atividades de pesquisa e ensino em seu programa regular. Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor –3– . julgue os itens a seguir. terapeutas ocupacionais. provocada por estímulo nocivo. tais como enfermeiros. psiquiatras. pele brilhante e fina e aumento do crescimento dos fâneros desse lado. queixando-se de alterações térmicas. no mesmo dia do evento. opioides e antidepressivos tricíclicos. 99 A clínica multidisciplinar de dor em tudo se assemelha a um centro multidisciplinar de dor.UnB/CESPE – MS Um atleta. osteossíntese. graças ao avanço no conhecimento dos mecanismos neurofisiológicos envolvidos na gênese do fenômeno doloroso e da antinocicepção. uma vez que a dor patológica de origem somática está sempre confinada em limites segmentares. 96 A eletroacupuntura pode bloquear a aferência dolorosa por pelo menos dois mecanismos: inibição da atividade de neurônios transmissores de dor em nível medular. fisioterapeutas. Após 3 meses do evento. assistentes sociais e dentistas. intensa. entre eles clínicos. a estimulação de uma agulha de acupuntura pode ter efeitos segmentares ou mais ou menos segmentares. O tratamento da síndrome dolorosa regional complexa do tipo I envolve medidas multidisciplinares. edema de mão e punho.

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