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Estudo da Comunidade

Cristiane A. Antonio
Érica Piantoni
Introdução
 Estudo da comunidade é uma investigação
de primeira mão, uma análise e
coordenação dos aspectos econômicos,
sociais e de outros aspectos
interrelacionados de um grupo selecionado.

Este estudo envolve dois elementos:


d) as características da comunidade;
e) o significado dessas características.
 Existem 3 maneiras pelas quais a biblioteca
pode se tornar parte integral da população à
qual ela serve:
b) estudo contínuo ou periódico da
comunidade;
c) participação dos bibliotecários na vida da
comunidade;
d) integração dos programas da biblioteca com
outros realizados na comunidade.
Biblioteca Pública
 Deve constantemente examinar e re-
examinar a missão e os objetivos de sua
instituição, como por exemplo:
b) os processos de mercadologia (marketing);
c) e a metodologia para levantamento de
situações que são métodos já testados, que
poderiam ser utilizados para entender
melhor o ambiente da biblioteca.
Estudos de Comunidade
 O estudo de comunidade refere-se:
b) necessidades de informação;
c) o ambiente social;

 Esse estudo possibilita conhecer como são usadas


as fontes de informação pelo cidadão:
f) fonte de informação mais usada (família e amigos);
g) As fontes de comunicação em massa não fornecem
toda informação que o usuário necessita;
c) o cidadão tem pouco conhecimento das fontes de
informação, sendo estas utilizadas em caso de
emergência;
d) lei do mínimo esforço;
Históricos de estudos da comunidade
1° estudo 1908
Estudos não científicos, baseados
2° estudo 1919 apenas na observação

1929 Gray e Munroe


Primeiros estudos científicos
1931 Wapees e Taylor
Históricos de estudos da comunidade
 Dentre os estudos citados houveram 4 muito importantes que
vieram da escola de Chicago:

1) Estudo de Wight:
d) Definição dos propósitos e limites do estudo;
e) Preparação de um esboço da organização do relatório final;
f) Determinação do tipo de dados e métodos de coleta;
g) Preparação das tabelas, formulários e impressos para coleta e
tabulação dos dados;
h) Preparação, revisão crítica e preparação final do relatório.

2) McMillen:
Este também relaciona os passos para fazer o levantamento de
informações, porém em sua concepção há distinção entre
levantamento de comunidade e estudos chamados por ele
apropriadamente de “administrativos”.
Históricos de estudos da comunidade
3) Mc Diarmid:
Discute o estudo dos não usuários da
biblioteca, procurando descobrir quem não a
utiliza e porque.
4) Martin:
chama atenção para a falta de conhecimento
entre as características sociais e a falta de
leitura dos indivíduos.
Exemplos de Estudos da Comunidade
 O estudo a seguir envolveu cinco bibliotecas
públicas em comunidades da Pensilvânia.

c) indentificação dos usuários, dos serviços da


biblioteca, frequência com que usam a biblioteca e
com que finalidade;
d) atitudes dos usuários e não-usuários para com a
biblioteca;
e) nível e tipo de assistência financeira recebida pela
biblioteca, e atitudes de pessoas da comunidade
acerca destes arranjos financeiros;
f) como a biblioteca satisfaz as necessidades dos
usuários;
g) onde a biblioteca se enquadra na estrutura geral de
serviços governamentais.
Exemplos de Estudos da Comunidade
 Em resposta a estas questões utilizou-se:
b) Questionários (enviados duas vezes);
c) Entrevista com uma amostra da população;
d) Foram examinados procedimentos da
bibliotecas, e suas estruturas
administrativas;
e) Diretores do estudo entrevistaram
bibliotecários, membros do conselho da
biblioteca, líderes políticos e do governo.
Exemplos de Estudos da Comunidade
 Resultados:
b) Os usuários ativos da biblioteca não mudaram e
estes, geralmente estavam satisfeitos com os
serviços prestados pela mesma;
c) Pareceu não haver oposição aos serviços da
biblioteca e mesmo os que não tinham o hábito de
frequentá-la a enxergavam com respeito;
d) Poucos perceberam a biblioteca como uma parte do
sistema local de serviço público, porém pareceu não
haver barreiras para um apoio público maior à
biblioteca.
 Conclusão: a força para a mudança deve vir do
bibliotecário profissional, pois o usuário não parece
ser o motivador para melhorar serviços existentes e
sugerir novos.
Coleta de dados em Estudos da
Comunidade
 Estas coletas de dados podem ser feitas através de
censos e relatórios previamente preparados por
outras organizações.

Indicadores para o planejamento da biblioteca

 Análise sistemática do usuário


 Análise de Mercado (segmentação do mercado);
 Tipos de segmentação: geográfica, demográfica
(idade, renda, ocupação, sexo...), segmentação
baseada em volume, segmentação dos benefícios.
Limitações e perspectivas dos Estudos
da Comunidade
 Zweizig e Dervin classificam os Estudos de
Comunidade em Bibliotecas Públicas em dois tipos:
b) Estudos “normativos” com descrição de princípios e
programas, consistindo apenas em relatos não
teóricos e de comentários;
c) Estudos Empíricos, base para a justificativa
financeira, extraídos de estatísticas de circulação.
 Como tais estudos nada dizem sobre o usuário em
potencial, ocorre um crescimento de estudos com
enfoque no usuário (surgiram investigações
baseadas nas pessoas adultas que freqüentam a
biblioteca).
Limitações e perspectivas dos Estudos
da Comunidade
 Os autores identificaram dois tipos desses
estudos:
b) Os que abordam variável por variável (sexo,
idade, etnia, etc.) e relacionavam cada uma
por sua vez, com a quantidade do uso da
biblioteca;
c) Estudo de características compostas
abordam o grupo de características que
descrevem o usuário freqüente da biblioteca
do não freqüente.
Considerações Finais
Vários autores criticam estes estudos por se
basearem em suposições “limitadoras”, pois as
questões por eles levantadas em nada ajudaram
para se atingirem metas. Os resultados obtidos por
esses estudos foram muito vagos, e no máximo
delimitaram quem é usuário e quem não é usuário
da biblioteca, quando a principal precupação destes
deveria ser:

c) Saber para qual propósito a biblioteca está sendo


usada;
d) Que informação foi usada e o quanto ela ajudou?
Nos afastando assim dos estudos de usuários, para
estudos do uso para o qual As bibliotecas servem.
Referências

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