UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE NOVA XAVANTINA DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA

SILVICULTURA
A CULTURA DA GUEROBA [Syagrus oleracea (Mart.) Becc.]

NOVA XAVANTINA – MT SETEMBRO, 2011

CLAYTON TAVARES ROLDÃO LARISSA DA LUZ SILVA WESLEY PAULA SOUZA VLADEMIR NATANAEL FRAZÃO

A CULTURA DA GUEROBA [Syagrus oleracea (Mart.) Becc.]

Trabalho sobre A Cultura da Gueroba [Syagrus oleracea (Mart.) Becc.] apresentado à disciplina Silvicultura do 7º semestre 2011/2 do curso de bacharelado em agronomia. Este trabalho faz um breve relato da cultura da gueroba e sua utilização em sistemas silviculturais. Docente: Drª. Vanessa Cristina de Almeida Theodoro

NOVA XAVANTINA – MT SETEMBRO, 2011
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.........................................................................................................................................10 PRODUÇÃO DE MUDAS.............................................6 Tratos culturais .................................................................................................................................................................................17 ii ..........................................................................................8 Comercialização .........................................................5 Época do plantio.........................................................................................5 Adubação e calagem..........................................................11 APROVEITAMENTO DA FITOMASSA.........................12 GUARIROBA EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS NO CERRADO........................................................................................................................................................................................12 RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS COM GUARIROBA.....................................................................................................................................5 .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........Sumário INTRODUÇÃO....................8 Colheita ..............................................................................................................................................................14 RECEITA DE GUARIROBA.................................................................................................9 PRAGAS E DOENÇAS DA CULTURA DE GUARIROBA...........5 Clima ........5 Solos ...........5 Espaçamentos de plantio............4 SISTEMA DE PRODUÇÃO........6 ......................................................

iii .

Os resultados 4 . AGUIAR. varia de 15 a 20 com 2. muito apreciado na culinária regional. A guariroba é uma palmeira que possui estipe (caule ou tronco das palmeiras) ereto que pode atingir de dez a vinte metros de altura e de 20 a 30 cm de diâmetro. Mato Grosso do Sul. Está cultura representa na região Centro Oeste especificamente nos estados de Mato Grosso e Goiás ocupando uma área cultivada de 2. Mato Grosso. (NASCENTE et al. A inflorescência denomina-se espádice. gueroba.883 ha e 1. sendo essas flores de coloração creme-esbranquiçada. a “espata”. de coloração verde-escuro brilhante. e com bainha estreita.) Becc. A guariroba [Syagrus oleracea (Mart. ou seja.) Glassmam]. É uma planta monóica.2009). 1982 citado por PINTO. Seu fruto é produzido em cachos com 20 a 40 cm de comprimento e contendo em torno de 60 a 120 frutos. apresenta inflorescência com flores masculinas e femininas na mesma planta. encontrada nos Estados de Goiás. Possui folhas grandes. Tocantins e Distrito Federal. dispostas em espiral e levemente arqueadas. 2008). apresentando uma produção 4.532 ha respectivamente. 2000.784 toneladas.) e o jerivá [Syagrus ramonzoffiana (Cham. sendo esta a região com a maior produção do País. Dentro do gênero Syagrus estão as únicas espécies que apresentam palmito amargo. totalizando uma produção de 29. Floresce e frutifica o ano todo com maior intensidade entre os meses de agosto a fevereiro. na planta adulta.489 e 24..651 toneladas respectivamente. seringueira. mogno. gariroba. Segundos dados do IBGE. em SAFS. embora em outras regiões do país os sistemas agroflorestais (SAFS) tenham se difundido com êxito.] é uma espécie da família Arecaceae (família das palmeiras). Esses autores avaliaram o desempenho de guariroba. diga-se de passagem. A baixa adoção de sistemas consorciados deve-se basicamente à competição entre as plantas e as dificuldades de manejo que acarreta. Minas Gerais. esta última natural da Mata Atlântica (FERREIRA.162 hectares de espécies produtoras de palmito com uma produção de 70. este último nome devido o sabor amargo característico do seu palmito. Segundo Melo e Guimarães (2002). neem e guariroba em monocultivos e. sendo esta protegida por uma bráctea marrom em forma de canoa. 2009 o Brasil possui uma área plantada de 16.0 a 3. a guariroba (Syagrus oleracea Becc.140 toneladas. 2000). gueiroba ou ainda como coqueiro-amargoso.0 metros de comprimento.Esta é uma palmeira nativa vegetação dos cerrados. É conhecida regionalmente como guariroba.INTRODUÇÃO No Brasil várias palmeiras possui palmito comestível. constituídas por inúmeros folíolos que variam de 100 a 150 por folha. nos cerrados essa técnica é ainda incipiente. de coloração verde-amarelada (AGUIAR e ALMEIDA.

2011). sendo. o cultivo da guariroba apresenta-se como um sistema lucrativo com elevado retorno do capital investido. com textura média e não compactados para ter um bom desenvolvimento. sobre tudo como forma de extrativismo predatório que coloca essa palmeira no roll das espécies ameaçadas de extinção. deve-se basear na análise de solo elevando a saturação por bases a 60% (BOVI et al. Época do plantio Deve ser feito o mais cedo possível. visto que todas as espécies florestais estudadas melhoraram o seu desempenho quando consorciadas com a guariroba. em relação o inicio do período chuvoso (DINIZ e SÁ.. entre 800 e 1. pois.200mm/ano. para manter o solo vegetando no período de chuva e para evitar erosão (BOVI et al. Adubação e calagem Para a recomendação de correção de solo.obtidos sugerem que a utilização da guariroba em SAFS se apresenta com uma boa opção. Solos A cultura necessita de solos bem drenados. Segundo Aguiar e Almeida (2000b). O plantio deve ser em nível. Devendo ser incentivado devido a tendência de crescimento e boa aceitação no mercado regional. 1995).. SISTEMA DE PRODUÇÃO Clima A guariroba está adaptada às condições de maior insolação e baixa precipitação pluviométrica. própria de climas quentes (BOVI et al.. 2011). 5 . podendo ter déficit hídrico durante os meses de inverno. 2011).

3m (BOVI et al.5m ou 1. cinco gramas de bórax. Espaçamentos de plantio As sementes. o espaçamento ideal é 1. pode-se utilizar a fórmula 20:05:15. durante a estação chuvosa.Não tendo uma adubação básica de plantio como de outras culturas perenes tem diversas indicações. de uma maneira geral. de dois a quatro meses. 2011). na dose de 150 a 200g/planta. em sulcos de 10 cm a 15 cm de profundidade.200g/m). na base de quatro a oito kg/m e superfosfato simples no sulco (150 . quatro gramas de sulfato de manganês e quatro gramas de sulfato de zinco. recomenda matéria orgânica no sulco de plantio. aplicada de quatro a cinco vezes ao ano. a germinação será lenta. Conforme Diniz e Sá (1995). A adubação nitrogenada foi efetuada aos 20 e 50 dias após o plantio com a aplicação parcelada de 50 gramas de uréia/metro de sulco.. (2011).0m com 2 cocos por cova sendo também indicada para as mudas.5m x 0. em consorcio com milho e feijão. utiliza o formulado 04-30-16 + Zn (150 kg/ha sendo 5. o espaçamento de 2. Segundo Bovi et al. No entanto. janeiro e março 30 gramas de sulfato de amônio e 10 gramas de cloreto de potássio/planta. normalmente.0m x 0.0m x 0. provenientes de frutos recém-colhidos e devidamente despolpados (se não forem usadas sementes novas e despolpadas. Já Melo e Guimarães (2002). 350 gramas de super simples. Outra recomendação feita por Aguiar e Almeida (2000).4 gramas por covas) e seis toneladas/ha de esterco de curral no plantio da guariroba e milho.0m x 1.5m com a utilização de um coco por cova e 1. Foram aplicados anualmente em dezembro. e baixa). 20 gramas de cloreto de potássio. oito gramas de sulfato de cobre. o plantio da guariroba deve ser feito em sulcos de 40 cm de profundidade utilizando-se a seguinte adubação de plantio por metro de sulco: 300 gramas de calcário dolomítico. Utiliza-se. seja para produção de palmito seja para fins ornamentais. 6 . devem ser semeadas diretamente no campo.

no sistema agroflorestal utiliza o espaçamento 3x1 m entre plantas de guariroba e arvores 9x6 m (Fig. M - 7 . Milho e Feijão) MG . 2) utiliza o espaçamento de 1.6 m. F .Segundo Melo e Guimarães (2002).2 x 1.3 m e milho sendo 0. No primeiro ano do plantio o milho e plantando na cova com a semente da guariroba (AGUIAR E ALMEIDA. 2000).milho/guariroba.Feijão. Figura 1. Milho e G .3 x 0.6 x 0.Guariroba. 1).2 m entre plantas de guariroba. Figura 2. Consorcio (Guariroba. milho e feijão). (Fig. o feijão com espaçamento 0. Croqui de sistema agroflorestal florestal Guariroba Espécie Consorcio de (guariroba.

000 a 3. Isto acontece a parti do 3° ao 4° ano (DINIZ e SÁ.. Capação de folhas consiste na eliminação de folhas no estágio avançado de secamentos. (DINIZ.. em peças de 3 a 6 kg. Colheita Recomenda-se que a guariroba seja colhida quando estiver com tamanho com aproximadamente de 50 a 60 cm de altura ou quando a parte comestível atingir 1. A colheita da guariroba é seletiva e pode ser realizada durante o ano todo. Esse controle pode ser realizada com capinas e roçada. A comercialização é realizada com o produto “in natura”. 1995. a operação e feita com o auxílio de um enxadão cortando-se toda a planta desde a sua base e um facão para retirada das folhas. 2000). BOVI et al..000 palmitos/ano. para melhoras as condições de luminosidade e arejamento da cultura. visto que estimula o desenvolvimento da planta e leva a um aumento do peso do palmito. por ser perecível (BOVI et al. Esta pratica melhora o desenvolvimento do diâmetro da planta (DINIZ e SÁ. A cultura apresenta uma produção média de 2. principalmente de gramíneas. sendo mais importante nos períodos de déficit hídrico (BOVI et al. 2011). A irrigação também é uma prática recomendada para a cultura. 1995). para evitar a competição com a cultura.Tratos culturais É importante o controle das plantas daninhas. a partir do segundo ano. o corte das extremidades e para devida limpeza do produto para ser comercializado. 2011). 1995). 2011). Os tratos culturais com o consorcio (guariroba. e o produto deve ser utilizado até 5 a 7 dias após a colheita. A maior parte do palmito da guariroba é do tipo caulinar “estipe macio”. 8 .2 quilos de peso. milho e feijão) a preocupação e o combate contra os cupins que e feito na época da seca com a aplicação de 25 kg de sal comum misturado com um kg de cupinicida e controle de formiga e feito por iscas colocado próximo aos formigueiros sendo esta atividade feita duas vezes por mês no período da tarde (AGUIAR e ALMEIDA.

tamanho e peso encontram alternativas de mercado nos estado de Mato Grosso. Guariroba comercializada. 2000) (Fig.Comercialização O produto deve ser padronizado por diâmetro. é a parte nobre do palmito que depois de cortado em porções cilíndricas e submetida a processos industriais é envasada e comercializada. constituída de folhas jovens e tenras que se encontram entre as bainhas do estipe. creme ou miolo: é a porção interna. podendo ser vendida tanto “in natura” ou processada na forma de conserva e congelados (DINIZ e SÁ. e principalmente em Goiás no CEASA (Central de Abastecimento da Secretaria de Agricultura). 9 . central. Distrito Federal.. macia e comestível. O palmito industrializável é dividido em três partes: brotos foliares que é a parte mais apical do palmito. industrial. Figura 3. 3). supermercados e feiras. 1995). e caulinar ou coração: a porção que se situa logo abaixo da parte industrial (ALMEIDA et al.

(AGUIAR. Pode haver ainda ocorrência de praga destruidora do embrião e endosperma. cigarrinhas e pulgões (BOVI et. podem também afetar a germinação do fruto semente de guariroba se não houver a devida remoção das polpas dos frutos (BOVI et. ALVES et al. impermeável com 3 poros. 1992). Os sintomas caracterizam-se por lesões necróticas pequenas. 1995).. DINIZ et al. somente um funcional. POPINIGIS. No estado de Goias a planta de guariroba tem mostrado pouco susceptível ao ataque de pragas tendo eventual ataque de formigas.. al. O agente causal é o fungo Colletotrichum gloesporioides (Penzig) Penzig & Sacc. preferencialmente daqueles que estão no chão.. as pragas mais importantes encontradas nessa cultura são gafanhotos. 1983. lagartas. 1995).. sendo que as bactérias. acarretando perda poder germinativo e consequentemente baixa porcentagem de germinação (SILVA et al. circulares ou irregulares. Há algum tempo atrás foi identificado que a geminação das sementes pode ser prejudicada pela ação de fungos. 1985. 1987. (2002). A antracnose foi descrita na guariroba por CHARCHAR et al. 2008). composição da flora e fauna associada e das técnicas de manejo (DINIZ et... No campo.. Existem relatos de uma espécie de besouro (Ligirius huminis) que atacam o sistema radicular da planta de guariroba provocando o secamento das folhas (PEREIRA. al. 10 . LORENZI. 2011). de região para outra. AL. Estas pragas podem variar de importância. dificultando a penetração d’água e troca gasosa para o endosperma e embrião (CARVALHO et al. percevejos e brocas de sementes etc. de coloração marrom para preta. 1979). após a formação fisiológica da semente fruto (GALLO. 1988. PINHEIRO. que geralmente coalescem quando os sintomas progridem.PRAGAS E DOENÇAS DA CULTURA DE GUARIROBA Algumas pragas atacam a planta de guariroba. em Brasília-DF. 1986. tornando o endocarpo duro. cupins. Quanto às doenças existem apenas dois relatos na cultura da guariroba: a antracnose e a mancha aquosa da guariroba. e sua alta incidência no fruto semente ocasionará a contaminação do embrião durante sua retirada (PELINSON. isso dependera das condições climáticas. 1996). O coco é atacado pelo chamado Bicho-de-coco (Pachimerus nucleorum) onde que as fêmeas fazem postura nas fendas do epicarpo. sendo que este inseto constitui um dos sérios problemas para o aproveitamento de amêndoa prejudicando significativamente o vulto econômico da cultura de guariroba (GARCIA et. 2011). 1995). 2011). al.

de cerca de 20 x 10 cm previamente cheios com substrato adequado. aconselha-se que o canteiro tenha 1. e também de reguladores de crescimento na propagação in vitro (LORENZI. inicialmente encharcadas. 1996). foi publicado o primeiro relato da ocorrência da mancha aquosa da guariroba por AGUIAR et al. 2007). estas sementes apresentam dormência e grande variabilidade quanto à porcentagem de germinação. Existe ainda relato da presença de mancha foliar com alta severidade em viveiros para produção de mudas de guariroba causada por patógeno pertencente ao gênero Cladosporium. sendo um dos fatores limitantes para produção de mudas (AGUIAR et al. como a existência de praga destruidora do embrião e endosperma. das condições climáticas e da fertilidade do solo. Com relação à produção de mudas.0 a 1. sendo causada pelo fungo Cladosporium chlorocephalum (AGUIAR. têm sido utilizados frutos semente os quais apresentam inúmeros problemas. devem se fazem a repicagem das plântulas. por propagação in vitro. al. a sintomatologia da doença caracterizada pela formação de manchas. para saquinhos plásticos. PRODUÇÃO DE MUDAS Os problemas de maior importância no cultivo da guariroba estão relacionados com a propagação. exclusivamente. que evoluíram para o secamento do tecido necrosado. Para uma mistura. resumidamente. 11 . via sexuada. sugere a seguinte composição: 700 litros de solo. As embalagens são dispostas em canteiros com 1. 1997).20m de largura. A propagação da cultura é feita. à medida que emergem. Dependendo da semente. Na produção de mudas.Recentemente. Ainda não existe domínio da propagação assexuada. 2008). a perda rápida do poder germinativo e a baixa percentagem de germinação. através de sementes.0 a 1. a formação de mudas se prolonga por 4 a 5 meses. Isto se deve a falta de informes a respeito de meio de cultura adequado.20m. oliváceas. para ter condições ideais de umidade. e que seja semi-sombreado. o período de germinação fica entre 30 e 90 dias após o plantio (ABREU. recomenda-se irrigações periódicas e adubações conforme vigor das plantinhas e controle das pragas e doenças (DINIZ et. (2007). Entretanto. 300 litros de esterco e 5 kg de superfosfato simples 1 kg de cloreto de potássio. A descrição é feita. através de regas diárias. 1995).

12 . esteiras (GUARIROBA. parte mais palatável para os bovinos representam 70% do peso da folha e os 30% restantes são constituído do ráquis e bainha. 2011). A legislação ambiental determina que todas as propriedades rurais devem reservar parte de sua área com cobertura vegetal. As folhas da guariroba são consumidas pelo gado e apresentam cerca de 13% de proteína bruta e 56% de fibra em detergente neutro (FDN). 2000). contribuindo para conservação da biodiversidade e a manutenção do equilíbrio ecológico (RODRIGUES et al. 2000). no entanto esta quantidade de fitomassa dependerá do espaçamento.5 a 4 anos já se obtém esta produção de fitomassa (ALMEIDA. 2002).85% essa parte ainda não aproveitável da planta representa maior porcentagem de fitomassa do indivíduo (ALMEIDA. A quantidade de fitomassa produzida pela planta de guariroba pode chegar: 101 toneladas de fitomassa verde. 25 t de folhas. GUARIROBA EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS NO CERRADO O Cerrado brasileiro é o principal bioma que mais apresenta altos índices de desmatamento. com 45% de digestibilidade in vitro da matéria seca. o que é chamado de Reserva Florestal Legal (RFL) ou simplesmente Reserva Legal (RL). As folhas também podem ser utilizadas na confecção de vassouras e cobertura de casas.8 % e a parte não comestível do estipe 68. partes mais duras e menos palatáveis... Sendo que as folhas representam 24% de fitomassa área e o palmito 6. em razão da pouca disponibilidade de área para o cultivo e sobrevivência da família (CAMPOS et al.APROVEITAMENTO DA FITOMASSA Estudo realizado na Embrapa cerrados em 4 anos de cultivo de guariroba avaliou-se a fitomassa compartimentalizada e verificou-se que os folíolos. as fibras das folhas são aproveitadas para tecer chapéus. A Reserva Legal têm importante papel ambiental. 2007) No caso de pequenos produtores familiares. numero de plantas por covas e a quantidade de anos de implantação do palmeiral cerca de 3. cerca 7 t de palmito e em torno de 70 t de parte não comestível. esse problema tende a se agravar. A fronteira agrícola juntamente com as extensivas áreas de pastagens são os principais responsáveis pela diminuição desta biodiversidade.

motivo pela qual não apresenta altos índices de insetos e patógenos comparados pela região de origem. mas também à melhoria na qualidade dos recursos ambientais. relata que essa palmeira é bastante apreciada nos estados de São Paulo. levando à incorporação do componente arbóreo em estabelecimentos rurais.. a seringueira que é uma espécie da Floresta Amazônica. garantindo sua sobrevivência e rendimentos significativos. (2000) apud Melo et al. Este maior crescimento. Segundo Aguiar (1996) apud Melo et al. provavelmente. guerova. seringueira e neem e em sistema de monocultivo e também o crescimento das espécies florestais em consórcio e monocultivo. De acordo com Belo et al. os sistemas agroflorestais apresentam enorme potencial como fonte de soluções alternativas para os problemas enfrentados na agricultura convencional. A consorciação com guariroba favoreceu o crescimento em altura e diâmetro das espécies florestais. A integração entre espécies arbóreas e culturas agrícolas não visa somente à produção. (2002). se deve á adubação usada na guariroba. palmito amargo e amargoso. as combinações agroflorestais podem representar uma alternativa de estímulo econômico à recuperação florestal. (2002). a guariroba (Syagrus oleracea) é uma espécie que apresenta retorno econômico em consórcio com: milho e arroz.Para tal. a baixa precipitação pluviométrica e a condições de maior insolação. retornos econômicos e maior conservação dos recursos naturais (DOSSA. (2002).. (2002). demonstram efeitos significativos em sistema de cultivo agroflorestal. realizou um experimento num Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico. O mogno apresenta comportamento similar. confere proteção ao solo contra erosão e melhora o microclima local (CARVALHO et al. Melo et al.. mas é uma espécie que limita sua produção ao ataque da broca-dos-ponteiros (Hypsipyla grandela Zeller). Minas Gerais. 2000). comparando o crescimento da guariroba em sistema agroflorestal com: mogno. tem apresentado uma boa adaptação à região do cerrado. principalmente aos pequenos produtores. uma vez que a presença de árvores favorece a ciclagem de nutrientes..2004). durante seu desenvolvimento está espécie apresenta resistência ao déficit hídrico de inverno.. Goiás e nas regiões do Nordeste e que também pode ser conhecida como: guariroba. pois. Bovi et al. mogno e neem não prejudicou o crescimento nem a sobrevivência da guariroba. Os resultados mostraram que o cultivo de seringueira. Sua facilidade no pegamento de transplantio é bastante utilidade na arborização urbana.. permitindo. O Bioma Cerrado é propicio ao cultivo da guariroba. Os resultados obtidos com consórcio entre a guariroba e essas espécies florestais demonstram que 13 . Nesse sentido. gueiroba. graças às interações ecológicas e econômicas que acontecem nesse processo. Outras espécies como o neem (Azadirachta indica).

2011) . RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS COM GUARIROBA A utilização de sistemas agroflorestais apresenta importantes perspectivas para as pequenas propriedades rurais. mas desde que seja planejada de modo a não causar impactos negativos no ambiente. químicas e microbiológicas dos solos (MELLO. Dentre as vantagens de sua adoção tem-se o aproveitamento simultâneo da área para cultivos agrícolas e florestais. tais como eram antes de serem alteradas pela intervenção. Recuperação – o conceito de recuperação está associado à idéia de que o local alterado deverá ter qualidades próximas às anteriores... 1995). devolvendo o equilíbrio dos processos ambientais (BITAR et. al. Trabalhos realizados na Embrapa cerrados foram avaliados as produtividades de diferentes sistemas agroflorestais e suas interações com a textura do solo e com os tratamentos de magno. tais como a necessidade de melhorar a renda do produtor. al. 1997). sendo que são facilmente propagadas quando introduzidas com o plantio direto dos frutos sementes nas áreas a serem recuperadas (CARVALHO. consorciados com guariroba e pupunha 14 . A utilização desses sistemas representa importante alternativa para preservação dos recursos naturais e para a busca de sustentabilidade do empreendimento agrícola. 2003). neem indiano e seringueira. Um exemplo de restauração é o plantio misto de espécies nativas para regeneração da vegetação original (BITAR et. 2003). a proteção dos solos contra a erosão pela ação das chuvas e ventos. a segurança alimentar. Antes de expormos a recuperação de áreas degradadas com a palmeira de guariroba propriamente dita revisaremos alguns conceitos importantes.os sistemas agroflorestais são uma solução para grande parte dos problemas hoje enfrentados pelo meio rural. Que são: Restauração – o conceito de restauração remete ao objetivo de reproduzir as condições originais exatas do local. que vem melhorando a qualidade ambiental e a dos alimentos produzidos (SABESP. bem como a melhoria das propriedades físicas. A planta de guariroba pode ser utilizada na recuperação de cerrado e matas ciliares. Reabilitação – a reabilitação é um recurso utilizado quando a solução for o desenvolvimento de uma atividade alternativa adequada ao uso humano e não aquela de reconstituir a vegetação original. A conversão de sistemas agrícolas convencionais para o sistema agroecológico é uma forma importante de reabilitação. o desflorestamento e a degradação dos solos.

. sendo que a consorciação com a guariroba favoreceu o crescimento tanto em altura quanto em diâmetro das outras espécies florestais (MELO. Segundo Melo et. Outros interessantes dados foram resultantes da avaliação da produtividade da guariroba aos 3. (2011) as espécies florestais de seringueira. 2000). magno ou seringueira. a seringueira e o neem. al. al.5 anos de cultivo em sistemas agroflorestais também com magno. Os resultados obtidos observaram uma clara tendência de maior crescimento das espécies florestais. 15 . onde que os resultados obtidos resultaram na sobrevivência e o crescimento da guariroba e não foram afetados pelo neem. comparada com plantios puros. em associação com cultivos de café ou guariroba e pupunha e com relação ao solo a guariroba não teve sua produção afetada (GUIMARÃES et.com duas cultivares de café e milho.2000). et. al. onde não há limitação do desenvolvimento da planta de guariroba e a inserção de suas folhas. magno e neem são beneficiadas pelo consorcio de guariroba e café.

acrescente o creme de leite e o queijo ralado Com o molho pronto. 16 . coloque o cheiro-verde está pronta A montagem do prato é fácil Coloque uma camada de guariroba. despeje na panela e mexa até engrossar Para o creme ficar bem grosso coloque o caldo de galinha com um pouquinho de sal Desligue o fogo. sirva.RECEITA DE GUARIROBA Lasanha de Guariroba do Globo Rural Ingredientes • • • • • • • • • • 1 quilo de guariroba pré-cozida e picada 2 colheres de sopa de margarina ½ cebola ralada 1 caldo de galinha 1 xícara de queijo ralado 1 caixa pequena de creme de leite 2 colheres de soja de amido de milho ½ litro de leite 3 colheres de sopa de cheiro verde 250 gramas de mussarela Modo de preparo O primeiro passo é preparar o molho branco Refogue os temperos na margarina e acrescente parte do leite Quando o leite da panela esquenta o amido de milho é dissolvido no leite que ficou no copo. Depois. coloque a guariroba e deixe por cerca de cinco minutos Então. repita as camadas A lasanha vai para o forno por dez minutos para gratinar Então. uma camada de creme e uma camada de mussarela Depois. é hora de refogar a guariroba Frite a cebola.

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