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ARTIGO - O LÚDICO COMO FACILITADOR DA APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA - LUZIANA

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ATENEU INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E PESQUISA O LÚDICO COMO FACILITADOR DA APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA Luziana Maria Ferreira Peixoto
FAFIA/Pedagogia.Luzianamfpeixoto@hotmail.com.br

Resumo Este artigo tem por objetivo principal analisar a importância das atividades lúdicas Como forma de contribuir para o desenvolvimento não só cognitivo da criança, mas também para o seu desenvolvimento social, físico e moral. E com o processo de trocas, confrontos, negociações e partilhas gerado com os jogos que o indivíduo gera novas conquistas individuais e coletivas. Portanto, o ato de brincar é terapêutico, prazeroso, e o prazer é o ponto fundamental da essência do equilíbrio humano. No primeiro momento procuramos abordar algumas teorias como a de Freud, Piaget e Froebel. Num segundo momento, apresentaremos a importância do lúdico não dó para o desenvolvimento das crianças, mas a sua relevância na vida social dos indivíduos apresentado também a classificação dos jogos e as fases do desenvolvimento de acordo com Piaget. Num terceiro momento relataremos a importância do lúdico como facilitador na sala de aula. Para a realização do presente estudo, de cunho bibliográfico, se fez, Wasjskop dentre outros destacados ao longo da revisão de literatura expressa no decorrer do trabalho necessário um levantamento das concepções de autores e estudiosos da área, entre os quais podemos citar Piaget, Kishimoto.

Palavras-chave: Brincar; Saber; Educar; Brincadeira; Jogos 1 Introdução Os professores percebem que o Lúdico pode estar presente também em sala de aula sendo uma importante metodologia no processo ensino-aprendizagem, pois até então, resumiam o Lúdico somente às aulas de Recreação ou Educação Física. “ O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação. “(Santo Agostinho). Ao brincar, a criança exercita o aspecto cognitivo, suas habilidades motoras (salta, corre, rola,...), seu equilíbrio emocional e autonomia que são bases fundamentais para suas aprendizagens futuras. Acima de tudo, o brincar motiva e dá prazer, proporcionando um clima especial para a aprendizagem, tornando-a diferente e interessante. As atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento da criatividade. Crianças criativas possuem melhor concentração, são menos agressivas, mais originais e interessantes e tendem a gostar mais do que fazem, levando essas experiências para todas as fases de sua vida. De acordo com Chateau (1987), faz parte da natureza humana o ato de brincar com a vantagem de favorecer o desenvolvimento da criança e mesmo dos adultos. Estes se realizam plenamente, entregandose por inteiro ao jogo. Já para a criança quase toda atividade é jogo e é pelo jogo que ela advinha e antecipa as condutas superiores. Portanto o brincar é uma atividade inerente ao ser humano. Assim, o momento de brincar possui grande importância, pois contribui para o desenvolvimento do potencial da criança. Sendo também o espaço que proporciona liberdade criadora, oportunidades de socialização, afetividade e um encontro com o seu próprio mundo, descobrindo-se de maneira prazerosa. Ao inserir a brincadeira dentro do conteúdo da inteligência, Piaget apud Kishimoto,(2001), distingue a construção de estruturas mentais da aquisição de conhecimentos. Nesse sentido, a brincadeira, enquanto processo assimilativo, participa do conteúdo da inteligência, igual a aprendizagem e também é compreendida como conduta livre, espontânea que a criança expressa por sua vontade e pelo prazer que lhe dá. Assim sendo, ao manifestar a conduta lúdica, a criança demonstra o nível de seus estágios cognitivos e constrói conhecimentos

contentamento. em suas séries iniciais. não é trivial. 1999. unificando para o mundo espiritual. Já teoria de Froebel (2001) ao ponderar o brincar como urna atividade espontânea da criança. deve estimular a inteligência e preparar os jovens para descobrir e inventar. ora como atividade livre. A criança que brinca sempre. onde o trabalho pautado em brincadeiras e jogos propicie um aprendizado dinâmico. o brincar como atividade livre e espontânea. esquecendo sua fadiga física. Faria (1995) expõe segundo a concepção piagetiana. colocou os jogos como atividade indispensável na busca do conhecimento pelo indivíduo descobriu que não é o estimulo que move o indivíduo ao aprendizado. desafiador. A educação. Froebel (2001) acentua a importância à criança. capaz de auto-sacrifício para a promoção de seu bem e dos outros. É através do jogo que a criança aprende a agir. Entende que é por meio do brinquedo que a criança adquire a primeira representação do mundo. perseverando. mostrando que aquilo que aparentemente é apenas uma forma de preencher o tempo de lazer. objetos que subsidiam atividades infantis. construir. em qualquer tempo. A brincadeira é uma atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e. perspicácia do educador levando-a a compreender que a educação é um ato institucional que requer orientação. ora orientada. que pode acontecer por meio das brincadeiras livres ou espontâneas. cognitivo. Kishimoto. concebida a partir dessa hipótese.. moral. ao mesmo tempo. 3 A Importância do Lúdico Segundo Vigotsky (1984).). agir sobre as coisas.. típico da vida humana enquanto todo — da vida natural/interna do homem e de todas as coisas. levando professores e pais a analisar as atividades lúdicas no desenvolvimento das crianças. Para ele. Vigotsky. num exercício das ações individuais já aprendidas gerando ainda. os dons ou brinquedos. Assim focamos em reconstruir a visão errônea dos jogos educativos. do pensamento e da concentração. isto revolucionou a pedagogia da época. com determinação auto-ativa. um sentimento de prazer pela ação . Luckesi dentre outros. Froebel (2001) introduz o brincar para educar e desenvolver a criança. proporciona o desenvolvimento da linguagem. Desta forma no presente estudo enfocamos o seguinte problema: o uso das atividades lúdicas propiciam uma aprendizagem qualitativa?Para tratar dessa questão. pode certamente tornar-se um homem determinado. em trabalhos de que todos participem efetivamente. liberdade. Assim. 2 Teorias sobre os jogos Várias teorias surgiram para explicar o significado dos jogos. uma prática de interação social. Nesse sentido. adquire iniciativa e autoconfiança. e paz com o mundo (. “O brincar. as razões para essas permanências culturais. propiciando sob vias lúdicas um ensino prazeroso e que oportunize interações sociais e cognitivas. Por acreditar no lúdico como facilitador da aprendizagem na sala de aula tem certeza que este estudo ampliará a discussão sobre o assunto levando aos profissionais da educação fazer uma análise mais profunda e qualitativa sobre o tema. sobretudo. O presente trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica embasada em teóricos como Piaget.2 de acordo com o seu nível de desenvolvimento. inventar estratégias. sua teoria metafísica pressupõe que o brincar permite o estabelecimento de relações entre os objetos culturais e a natureza. a inteligência se desenvolve para preencher uma necessidade. Em estudos realizados por Piaget sobre o desenvolvimento da inteligência. é altamente sério e de profunda significação” (Kishimoto.23). estabeleceu-se como objetivo geral: propiciar uma nova visão das atividades para um ensino prazeroso. enfim um aprendizado que possua como alicerce mais que a diversão e. apud Froebel. descanso externo e interno. que segundo o mesmo. sua curiosidade é estimulada. tem raízes profundas no que diz relação a vida e ao saber. é responsável pelo desenvolvimento físico. Ela dá alegria. As concepções froebelianas de educação. devem ser realizadas em cooperação com os outros. reconstruir. Entende também que a criança necessita de orientação para o seu desenvolvimento. O tema do presente estudo vincula-se diretamente a área da educação. p. homem e sociedade estão intimamente vinculados ao brincar. produzir. que os jogos consistem numa simples assimilação funcional. pensar o novo. os jogos são buscados espontaneamente pelas crianças como meio de chegar à descoberta. o educador deve desafiar a criança a produzir aquilo que ele quer transmitir. o lúdico influencia enormemente o desenvolvimento da criança. enfocando especialmente a educação infantil... concebe suporte para o ensino e permite a variação do brincar. a seus interesses e atividades e valoriza sua liberdade de expressão.

Na terceira fase que é das Operações Concretas..Sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento psíquico do ser humano Bettelheim (1984. Na brincadeira a criança assume diferentes papéis e nessa representação age. A criança já não depende só de sensações e movimentos. os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar prazer ou equilíbrio emocional a criança. mas ocupam. A segunda a Pré-Operatória o principal progresso nessa fase que vai dos 2 (dois) aos 6 (seis) anos. desejos.. É a fase da tomada de consciência compreensão do que está à sua volta. Ela é capaz de representar uma coisa por outra. o jogo é uma atividade que tem sua própria razão de ser e contém em si mesmo. (1997) afirma que. através da brincadeira simbólica e da imitação. marcado pelo funcionamento dos reflexos inatos. A criança começa a verbalizar o que só realizava motoramente. formados no período anterior. trocas de objetos ou mesmo o relacionamento afetivo com adultos.. Surge o egocentrismo que é uma característica principal nesta fase. elaborou uma classificação genética baseada na evolução das estruturas. revelando conflitos. Ao brincar a criança procura apoio nas coisas visíveis e palpáveis do mundo que a cerca. ansiedades.. Sua escolha é motivada por processos íntimos. Os jogos de faz-de-conta possibilitam à criança a realização de sonhos e fantasias. Vigotsky (1984. p. o processo de socialização transcende suas brincadeiras conjuntas. Portanto. experimentando o prazer em unir a elas seus objetivos e situações imaginárias. Através da brincadeira a criança expressa sua forma de representação da realidade. Classificando os jogos em três grandes categorias que correspondem as três fases do desenvolvimento infantil. Piaget (1978) atesta que a passagem de ação a representação. utilizando-se de objetos substitutos. a criança passa no nível neonatal. mas utiliza a imagem. pois nesta idade é o período de ingresso do aluno no ensino fundamental. É inaceitável que outra criança tome seu lugar de líder numa brincadeira ou discorde do que está pensando. Piaget apud Rizzi. o seu objetivo. de construir esquemas simbólicos. representações teatrais e outros. aceitar o outro e se ver como membro do grupo. para outro em que ela já é capaz de uma organização perceptiva e motora dos fenômenos do meio. O desenvolvimento cognitivo se inicia a partir dos reflexos que gradualmente se transformam em esquemas de ação do nascimento até os dois anos de idade aproximadamente. frente à realidade de maneira não liberal. trabalhos manuais. a palavra. distinguidas as abstrações empíricas. p. O que está acontecendo com a mente da criança determina as suas atividades lúdicas. De acordo com Piaget (1998). intervêm dois mecanismos: abstração e generalização. A Fase-Sensório Motor. coloca que os objetivos ditam a ela a ação que deve ser executada. no segundo e sobretudo no terceiro nível. Piaget apud Rizzi. construções de materiais didáticos. problemas.3 lúdica em si e pelo domínio sobre as ações. é a que nos interessa. isto é. a criança está se desenvolvendo ativamente e isso lhe dá possibilidades de se utilizar da inteligência prática decorrente dos esquemas sensoriais motores. apesar de brincar com outras crianças. 96).]é evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras. reflexiva e refletida. (1997). A criança tem a tendência de reproduzir nos jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a realidade e uma maneira de se autoexpressar. .]. Esta adaptação ocorre pelo fato da criança construir novos conceitos e aprender a relacionar-se com outros. Portanto. formar esquemas simbólicos. que devemos respeitar mesmo se não a entendermos. em relação ao sensório-motor. Contudo é relevante diferenciar as formas de jogo nas fases da infância. transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumindo. as primeiras reconstituições lingüísticas de ações surgem junto à reprodução de situações ausentes. 105) coloca que: Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo. Nesse período dos seis aos doze anos. ela é o centro das atenções. não gosta de dividir brinquedos nem suas idéias. Colocando em palavras o seu pensamento referente às brincadeiras de fantasiar. uma posição situada a meio de caminho entre o jogo e o trabalho inteligente [. medos e angústias. o simbolismo decai e começam a aparecer com mais freqüência desenhos. Ela desenvolve mais suas habilidades de comunicação passando a ouvir melhor o que os outros tem a lhe dizer e tornase capaz de emprestar o que lhe pertence. brincar é sua linguagem secreta. [. é o desenvolvimento da capacidade simbólica. aliviando tensões e frustrações.

Segundo Carneiro (2007. O professor nem sempre tem clareza das razões fundamentais pelas quais os materiais ou jogos são importantes para o ensinoaprendizagem e. Aparece com mais freqüência os jogos de competição. Os professores não sabem porque ninguém os ensinou. o problema não é dos professores. ginásticas. devendo oportunizar atividades na sala de aula. O jogo pressupõe a existência de parceiros e um conjunto de obrigações o que lhe confere um caráter eminentemente social. cabo de guerra). com vara. proporcionando um ambiente onde os educandos sejam . Os jogos de regras começam a se manifestar por volta dos cinco anos. reelaborando o saber historicamente produzido e superando. Mas um aprender significativo do qual o aluno participe raciocinando. esportes com bastões e raquetes. jogar educa. Jogos pré-desportivos do futebol: (controle. bola-de-gude. o que facilitará o próprio auto-desenvolvimento individual. Oportunizando a interação uns com os outros. o material mais apropriado. brincadeiras (pipa. jogos de perguntas e respostas. mas na verdade desconhece o efeito dos jogos no desenvolvimento cognitivo da criança. elástico. não há mais a necessidade da presença do objeto. No plano afetivo o grupo tem um papel primordial na descentralização e na conquista de seu pensamento. voleibol. Leif (1978) expõe que. nem sempre. mini-laboratório e vídeo-game. Portanto. oferecendo materiais e partilhando das brincadeiras. malha). sua visão ingênua. O que distingue o jogo de regras e a existência de um conjunto de leis impostas pelo grupo. atletismo (resistência. arremesso de peso e dardo). portanto estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este trabalho. saltos em altura e em distância. não um aprender mecânico. desenvolvendo-se principalmente na fase das operações concretas. drible. basquetebol e outro. Nesse sentido. Entretanto costuma-se justificar sua importância apenas pelo caráter motivador ou pelo simples fato de ter ouvido falar que o ensino através dos jogos é mais estimulante para o processo de ensino-aprendizagem. chute em gol. não em proporções verbais. apenas os aplicando na manipulação de objetos concretos. corrida de velocidade. carta e outros). gol a gol. boliche. O interesse por coleções e esportes aumenta nessa idade. o professor terá que se integrar da importância do lúdico na formação da criança. selecionar aquelas mais significativas para seus alunos criando condições para que estas atividades sejam concretizadas. mamãe da rua. 4 Atividade Lúdica na Escola As dificuldades encontradas por alunos e professores no processo ensino-aprendizagem são muitas. normalmente são necessários. assim como viver educa: sempre sobra alguma coisa. o professor é a figura fundamental para que isso aconteça.4 A criança demonstra a necessidade de ter um espaço agradável para brincar e encontrar amigos. bandeira). Observa-se o simbólico ainda nesta fase. e em que momento deve ser usado. queimada. pião. repetitivo e muito menos um aprender que se esvazia em brincadeiras sem significados. O aluno tem todo o direito de aprender. Pela intensidade que as relações sociais vão acontecendo na vida da criança. será o visualmente o mais bonito e nem o já construído. bobinho). triplo. durante a construção de um material proposto pelo professor se tem a oportunidade de aprender de forma mais efetiva. de adivinhação. As relações lógicas abstratas só serão possíveis a partir dos onze ou doze anos. Jogos populares: (bocha. rebatida. esportes sobre rodas. fragmentada e parcial da realidade. Esse tipo de jogo continua durante toda a vida do indivíduo. Há uma imagem mental já formada que permite a criança evocar esse objeto em sua ausência. carrinho de rolimã. tabuleiros. Jogos pré-desportivos (pique. verifica-se que as brincadeiras simbólicas vão sendo substituídas por jogos construtivos e de regras. 7). O professor acadêmico acha que o aluno já tem que ter uma capacidade de abstração e não precisa de brincadeira. As brincadeiras e brinquedos que apresentam maiores interessem as crianças nessa fase são: Jogos Esportivos (futebol. sendo que seu descumprimento é normalmente penalizado. obstáculos. jogos de montar que sejam desafiante (quebra-cabeça e outros). jogos de regra (dama. Com isso muitos professores que não conseguem alcançar resultados satisfatórios por si só estão procurando novas maneira de melhorar este quadro. as regras são mais discutidas e importantes para a criança.Jogos de construção. compreendendo. p. dois toques. assim. e uma forte competição entre os indivíduos. Muitas vezes. taco. bonecas menores. O professor deverá. xadrez. mas ela usa uma lógica e raciocina ainda de modo elementar. mas de maneira diferente. A própria universidade tem uma rejeição em relação ao brincar.

5 estimulados às pesquisas e experiências. . não constitui apenas uma necessidade biológica destinada a descarregar energia. a sociedade se mostra duplamente naquilo que é mais. acrescido da desqualificação do lúdico fazem com que as instituições escolares favoreçam uma formação. mas de transformá-las. O qual pode variar de caráter de sua mediação entre as crianças e a cultura em vários pontos: quando se estão estabelecendo as metas. 117) expõe que: O comportamento das crianças em situações cotidianas é uma relação aos seus fundamentos. para ele: Se o brinquedo é um objeto menor do ponto de vista das ciências sociais. o contrario daquele apresentado nas situações de brincadeira. O brinquedo é um dos reveladores de nossa cultura. Quanto mais as crianças virem. principalmente no que diz respeito ao brincar. porque pensam sobre suas experiências emocionais e torna (re)conhecível suas potencialidades. maior será o material disponível para as imaginações que irão se materializar em seus jogos. O jogo favorece a aquisição de condutas cognitivas e o desenvolvimento de habilidades como a coordenação. p. Na escola a função de brincar não tem sido realizada de forma adequada. quando está em processo a avaliação. incorpora nossos conhecimentos sobre a criança ou. sentirem e experimentarem. É no brincar que o indivíduo criança ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu. sendo que a brincadeira é muito mais que a lembrança de alguma coisa que de fato ocorreu. as conseqüentes modificações no contexto sócio cultural e econômico. do que uma situação fantasiosa totalmente nova. Mas. sem perceber as necessidades básicas das crianças. Na brincadeira. destreza. sobretudo naquilo que se dá a conhecer as suas crianças. ouvirem. A sua sombra. aparece tanto a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta. recriá-las de acordo com as suas necessidades de interesse e ainda entendê-las. A relação da brincadeira e o desenvolvimento da criança permitem que se conheça com mais clareza importantes funções mentais. A brincadeira cria zona de desenvolvimento proximal da criança que nela se comporta além do comportamento habitual para sua idade. Porém. Vigotsky (1984. Como não há gestos inúteis. não a reconhecem como a principal forma de interação da criança com o mundo que a cerca. que é a reprodução da situação real. produtiva e criativa será a atividade de sua imaginação. originando um novo tipo de atitude em relação ao real. pois a importância do brincar e dos brinquedos. o que pode tornar o brincar mais estimulante e mais rico em aprendizado. Assim sendo. concentração e outros. aos poucos é internalizada pela criança. quando está em andamento uma interação humana. Quando as crianças brincam é a verdade. acarretando assim mudanças metodológicas de ensino nas salas de aula. A participação do adulto nesse caso o professor na brincadeira eleva o nível de interesse pelo enriquecimento que proporcionam além de contribuir para o esclarecimento de dúvidas referentes às regras das brincadeiras. no sentido clássico do termo. Esta fantasia surge da necessidade da criança em reproduzir o cotidiano da vida do adulto da qual ela ainda não pode participar ativamente. Vigotsky (1984) coloca que ao reproduzir o comportamento social do adulto em seus jogos. Com a brincadeira a criança tem a chance não apenas de vivenciar as regras impostas. devido à exigência de se alfabetizar as crianças o quanto antes. mostra a imagem que faz da infância. quando se está processando a informação. com o desenvolvimento do raciocínio da linguagem. quanto mais aprenderem e assimilarem. Esta começa com uma situação fantasiosa. qualquer que seja a atividade lúdica conduz ao encontro da criatividade. Brougêre (2000) faz uma colocação muito importante sobre aqueles que criticam o brinquedo como uma atividade sem importância. força. A construção do real parte então do social. essa reprodução necessita de conhecimentos prévios da realidade exterior. é um objeto de profunda riqueza. deste modo. o que vem criar uma estrutura básica para as mudanças da necessidade e da consciência. ao menos. quando a criança imita o adulto e é orientada por ele. Conforme a brincadeira vai se desenvolvendo acontece uma aproximação com a realização consciente do seu propósito. rapidez. as representações largamente difundidas que circulam as imagens que nossa sociedade é capaz de segregar. tanto mais prazerosa. comprometendo o desenvolvimento da criatividade da criança. com isso sente-se desafiado e prestigiado quando o outro parceiro é um adulto. a criança está combinando situações reais com elementos de sua ação fantasiosa. como também limitando os professores acompanharem o desenvolvimento das crianças e de conhecerem o universo sócio cultural de cada um de seus alunos. quanto mais rica for a experiência humana. quanto maus elementos reais tiverem em suas experiências.

1984. 144 p. Rio de Janeiro. PIAGET. 2007. 1998. O desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget. Vigotsky (1984) coloca que. São Paulo: Editora Melhoramentos. São Paulo: Atica. A educação do homem. 110p. 6 Referência BETTELHEIM. . mas trabalhando com o processo de construção de conhecimentos. da brincadeira do jogo O lúdico é um laboratório vasto de novas experiências onde toda a atenção tanto dos pais quanto educadores é de fundamental relevância. 1997. Concluindo. Brinquedo. Já Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. São Paulo: Atica. 2000. pois é através delas que ocorrem experiências inteligentes e reflexivas. A descoberta do brincar. Leonor. 1987. 3ª ed. ou seja. As atividades lúdicas são muito variadas e a maioria delas está intimamente ligada às brincadeiras difundidas pela família. São Paulo: Pioneira. 144p. Passo Fundo: UPF. entendemos que o professor é figura fundamental para que isso aconteça. Atividades lúdicas na educação da criança. ______________Jogo. Jean. HAYDY.6 como a criação das intenções voluntárias e as formações dos planos da vida real. Zahar. com isso aprendendo novas experiências que ainda não consegue realizar de imediato no mundo real. A através das atividades do brinquedo ou da brincadeira que a criança descobre sobre si mesma e sobre o outro. ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem infantil. Rio de Janeiro.43) CARNEIRO. 94p. respeitando o estágio de desenvolvimento no qual a criança se encontra e de forma agradável e significativa para o educador. 62p. São Paulo: Artmed. RIZZI. pelos grupos de crianças da comunidade em que vivem. BROUGÈRE. A psicologia da criança. não esta colocando de lado o conteúdo formal. Agindo desta maneira estaremos construindo um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. 238 p. sendo. Maria Helena Câmara Bastos. vivencia comportamentos e papéis num espaço imaginário em que a satisfação dos seus desejos podem ocorrer. 358p. KISHIMOTO. São Paulo: Martins Fontes. 6ª. rever o tempo necessário para a execução das atividades. O jogo pelo jogo. Uma vida para seu filho. 3. e também por influências contemporâneas que colocam em evidência este ou aquele brinquedo. Bruno. 25p. O professor ao desenvolver o conteúdo programático através do ato de brincar. CHATEAU. 2001. no mais alto nível do desenvolvimento pré-escolar. (Coleção Questões da Nossa Época. É o mundo da imaginação da fantasia. Maria Ângela Barbato e DODGE. J. T M. praticadas com emoção. 1999. e Brunelle. as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo. aquisições que no futuro tornarse-ão seu nível mais básico de ação real e moralidade. do faz-deconta. 2001. o que supõe intencionalidade. 224p. v. Gilles. F. ed. Portanto devemos criar espaços. 3. 1995. Janine J. VIGOTSKY. O jogo e a educação infantil. 1978. Assim é importante que o professor insira o brincar em um projeto educativo. ed. 183 p. constituindo assim. FROEBEL. São Paulo: Cortez. Jean. 5 Conclusão O mundo do lúdico é um mundo onde a criança está em constante movimento. São Paulo: Summus. Bertrand Brasil. 144p. Brinquedo e cultura. L. prazer e seriedade. oferecendo-lhes material e partilhando das brincadeiras das crianças. Trad. São Paulo: Cortez. ed. 1984. O jogo e a criança. 179p. indispensável à prática educativa. de colegas de escola. podemos dizer que a brincadeira deve ocupar um ambiente central na educação. L S. Regina Célia. LEIF. Brincadeira e a Educação. por isso. A formação social da mente. Anália Rodrigues de. FARIA.

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