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A Mulher No Mercado de Trabalho

A Mulher No Mercado de Trabalho

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Published by: Danillo Nunes on Nov 20, 2011
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INTRODUÇÃO

No período Neolítico (cerca de 4.000 a 8.000 atrás), foi feita uma espécie de divisão de tarefas. Para os homens foi dada a função de cumprir os trabalhos braçais e externos, enquanto para as mulheres sobravam apenas os trabalhos internos. O fato das mulheres serem responsáveis apenas pelo trabalho doméstico fez com que elas vivessem à sombra dos homens, dependendo deles para tudo, com isso, elas começaram a serem subestimadas e consideradas “seres inferiores”. Mas, tudo isso começou a mudar a partir da I e II Guerras Mundiais, quando os homens saiam de suas casas para lutar nas frentes de batalhas, com isso, as mulheres assumiam os negócios da família e passaram a representar seus maridos no mercado de trabalho, que muitas vezes morriam na guerra, ou voltavam mutilados, impossibilitados de continuar com suas ocupações convencionais. Esse foi um fator decisivo para a entrada das mulheres no mercado de trabalho, pois, elas se sentiam na obrigação de continuar com os planos e projetos de sua família.

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AS MULHERES NO MERCADO
1. O CRESCIMENTO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO SEGUNDO SUAS ESCOLHAS.

O crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho vêm aumentando de uma forma significante nesses últimos tempos. A causa disso foram às escolhas que elas tiveram que fazer para serem reconhecidas profissionalmente. A primeira escolha a ser feita, foi a de assumir a posição de líder familiar e de administrar os negócios da família quando os homens foram lutar na I e II Guerras Mundiais. Com esses acontecimentos, a mulher viu que não era um “ser inferior” e que podia administrar tão bem os negócios familiares quanto os homens. Daí veio a segunda escolha: lutar pelo direito de trabalhar de igual para igual com os homens. Para que isso acontecesse as mulheres lutaram no movimento Feminista, que defendia a igualdade de direitos entre homens e mulheres em uma sociedade. A terceira escolha foi a busca por uma melhor qualificação profissional, deixando de lado o projeto de se casar e ter filhos muito cedo. Esse foi um fator decisivo para a queda na fecundidade nas últimas décadas.

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2. ENTRE A FAMÍLIA E O TRABALHO

Um dos maiores questionamentos feitos por mulheres hoje em dia é a escolha entre dedicar seu tempo investindo na sua carreira profissional, ou em construir uma família. Esse é um dilema que “assombra” a maior parte das mulheres, pois, a vontade natural de ter filhos pode, algumas vezes, tornar-se um problema. Analisando esse pequeno trecho, vem-se a pergunta: Por que um fato natural é considerado um problema? A Resposta é bem simples: Nem nos locais de trabalho, nem na nossa sociedade, foram criadas políticas que apóiem as mães que trabalham fora do lar. Isso pode ser considerada uma injustiça para com as mulheres, mas como já dizia Newton, em sua terceira lei “toda ação tem sua reação”. Esse fato ocorre hoje em dia, devido o movimento feminista dos Estados Unidos no Século XIX, ter lutado principalmente pela igualdade formal com os homens, deixando de analisar as consequências futuras. Por causa disso, houve uma queda na fecundidade, e boa parte das mulheres bemsucedidas profissionalmente não tem filhos, cerca de 49%, contra apenas 19% dos homens. Veja o Gráfico 1:

Evolução da taxa de Fecundidade no Brasil
7

Número de Filhos

6 5 4 3 2 1 0 Década de 1960 6.28 Década de 1970 5.76 Década de 1980 4.35 Década de 1990 2.89 Década de 2000 2.38

Percentual de Fecundidade.

Gráfico 1. O Gráfico demonstra que com o passar do tempo as mulheres estão tendo menos filhos, resultado das melhores oportunidades de estudo e trabalho. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1960/2000. 3

3. DESIGUALDADE NOS POSTOS DE TRABALHO.

Depois de várias lutas vencidas e direitos conquistados, as mulheres ainda buscam um objetivo: “A Igualdade trabalhista com os homens”. Tecnicamente falando, elas já conseguiram esse direito, mas na prática a realidade é outra. Estima-se que no Brasil a diferença salarial em homens e mulheres com o mesmo grau de estudo varie de 20% a 30% para os homens. Para explicar esse fato as empresas argumentam que não existe diferença salarial entre homens e mulheres, a questão é que quem tem mais experiência tem um salário mais elevado. Mesmo usando esse argumento, algumas empresas admitem que o fato de os homens ganharem mais que as mulheres é explicado pela antiga teoria de que o homem é quem tem que sustentar a família. Fora isso, ocorre outro fenômeno de desigualdade: de cada 10 cargos executivos, apenas 01 é ocupado por uma mulher, e isso continua acontecendo nos demais cargos de chefia. Veja o Gráfico 2. Além dos cargos de chefia, os trabalhadores do sexo masculino aparecem na frente também nos cargos funcionais na maioria dos setores, Veja o gráfico 3.

Distribuição por Gênero
Homens 90 80 70 65 Mulheres

30 20 10

35

Cargos Executivos

Cargos de Gerência

Cargos de Chefia

Cargos Funcionais

Gráfico 2. O Gráfico demonstra que quanto mais alto o cargo de uma empresa menor é a porcentagem de mulheres ocupando-os, e até mesmo nos empregos funcionais a maioria é masculina. Fonte: Instituto Ethos / IBOPE

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Distribuição Percentual de Homens e Mulheres por alguns Setores de Trabalho.
120 100 80 60 40 20 0 Bens de Capital 86.4 13.6 Telecomu nicações 65.8 34.2

Alimentos 68.8 31.4

Calçados 52.8 47.2

Couro 82.1 17.9

Informática 68.2 30.8

Têxtil 53.2 46.8

Vestuário 23.9 76.1

Homens Mulheres

Gráfico 3. Como já visto no gráfico anterior, os homens dominam a maior parte dos setores no mercado de trabalho. Nesse gráfico, os homens só ficam atrás no setor de Vestuário. Fonte: PNAD / IBGE.

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4. NO MERCADO DE TRABALHO: AS MULHERES CONSEGUIRAM ASCENDER PROFISSIONALMENTE.

QUE

De uns tempos para cá, as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. A grande maioria delas sonha em ascender profissionalmente e alcançar o topo, mas apenas uma minoria consegue se infiltrar nesse meio, ainda dominado pelos homens. Sônia Hess de Souza é um exemplo de uma mulher que conseguiu ser reconhecida no mercado de trabalho. Ela é a presidente da Dudalina, uma das maiores camisarias da América Latina, com sede em Blumenau, Santa Catarina. Sônia é a sexta filha em uma família de 16 irmãos e teve que mostrar que era capaz de comandar a empresa fundada pela mãe por competência e talento, não apenas por parentesco. Em 2003, ela assumiu a presidência da companhia. A Dudalina emprega 1200 funcionários, que atuam em um complexo de quatro fábricas em Santa Catarina e uma no Paraná. Do total de colaboradores, 70% são mulheres produzindo roupas para homens. Outro exemplo de mulher que é reconhecida pelo seu trabalho é Dilma Vana Rousseff , uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a atual presidente da República Federativa do Brasil. Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil, cargos antes nunca ocupados por uma mulher. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita presidente da República Federativa do Brasil. Além do Brasil, em outros países também existem mulheres que conseguiram serem reconhecidas profissionalmente, como por exemplo, Coco Chanel, que cresceu em um orfanato e quando atingiu a maior idade buscou conquistar novos espaços de trabalho, uma mulher muito a frente de seu tempo, revolucionou o mundo da moda. Ficou conhecida em todo o mundo por sua audácia em transformar o estilo das mulheres de seu tempo.
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CONCLUSÃO

Desde os primórdios, a mulher era tida como um simples ser, incapaz de ser digno de receber confiança e muito menos cargos de chefia, mas isso está chegando ao fim, pois, elas se conscientizaram de que podem muito bem competir com os homens de igual pra igual, no mercado de trabalho. As mulheres como podemos observar, não tiveram uma evolução rápida, nem tão pouco fácil, mas nem por isso desistiram e pararam de lutar. Mesmo assim, na nossa sociedade, ainda existem tabus a serem quebrados, preconceitos a serem vencidos e espaços a serem conquistados.

REFERÊNCIAS:

PROBST, Elisiana Renata. A Evolução da Mulher no Mercado de Trabalho. Observatório Social. EmRevista, Ano 2, nº 05. Disponível em:

www.observatoriosocial.com.br Guimarães e Consoni. As Desigualdades Reestruturadas.

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ANEXO

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LISTA DE COMPONENTES
Alef Matheus Geronimo Figueiredo Mello Aleff Vieira Sampaio Amália dos Anjos Beimes Amanda Martins Silva Ancelmo Santiago Lima Anne Karoline Sena Rezende Ariana Torres Santos Arleilton de Sousa Gomes Júnior Benjamim Fernandes Brenda Celes Sousa Carvalho Brenda Nascimento Vieira Brunna Layse Santos Silva Crislane Reis Soares Daiana dos Santos Danillo Silva Nunes Denis Frazão Ferreira da Silva Edilene Sousa Henrique Emília Fernandes de Jesus Eva Rodrigues Ferreira Ewerthon Matheus Lima Sousa Silva Herbeth Diêgo Limeira Pereira Iana Sousa de França Igor Leonardo Marques Israel Costa Rodrigues Jorge Lucas Lima Moura Juliana Pinheiro França Kananda Silva da Conceição Lays de Kássia Silva Ramos Lorrana Lima de Souza Maria Patrícia da Silva Pinheiro Matheus OliveiraVidaurre Matheus Sousa Gomes Raphaelly Costa Sabrina Silva do Nascimento Suelen Cristina Lopes Pereira Valéria Cristina Lopes Silva Vanessa Vaz da Silva Grupo 3 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 1 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 1 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 1 Grupo 3 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 3

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