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Radioterapia

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Radioterapia (Cristian Hirsch): A radioterapia é baseada na irradiação com radiação ionizante, que é aquela que durante sua absorção

tem a capacidade de ejetar um ou mais elétrons orbitais do átomo ou molécula, devido a sua alta energia e com isso formar um íon. Essa radiação pode danificar diretamente o DNA modificando sua estrutura ou atuar indiretamente, danificando a célula através da interação com radicais livres formados. A RT pode ser utilizada como tratamento curativo ou paliativo. Geralmente é utilizada em associação com outras terapias, como cirurgia, quimioterapia e/ou hormônio terapia. Associada à cirurgia, a RT pode ser utilizada antes da mesma, para reduzir a massa tumoral e facilitar a ressecção, ou após, com o objetivo de eliminar as células tumorais residuais diminuindo assim a taxa de recidiva local e regional. A RT paliativa também pode ser combinada com outras técnicas e é utilizada sobretudo em cânceres de mama recidivados e com metástases. Radioterapia no Carcinoma in situ: Carcinoma ductal in situ: Cerca de 50% das pacientes com CDIS sem tratamento após o diagnóstico evoluirão para uma forma invasora dentro de 10 anos. Ensaios clínicos cooperativos, como entre a NSABRP e a EORTC, demonstraram que em pacientes que realizaram ressecção com e sem radioterapia tiveram recidivas em, respectivamente, 12,1 e 26,8% (p=0,01), segundo Fischer, 1991. Outros dois estudos, um realizado por Fisher, 1998, e outro por Julien, 2000, demonstraram que o índice de recidivas em mulheres com CDIS com e sem radioterapia são, respectivamente, 13 e 27% no 1º estudo e nove e 16% no segundo. A conclusão de ambos os estudos é de que a radioterapia pós-operatória aumenta significativamente o controle local nas pacientes com CDIS. A radioterapia adjuvante pode ser indicada nas pacientes com CDIS ressecado conservadoramente e com margens negativas. Carcinoma lobular in situ: Aconselha-se a retirada completa da lesão e um seguimento rigoroso, uma vez que é também considerada uma lesão precursora e um marcador de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Nesse caso, a radioterapia não possui evidências suficientes para ser recomendada. Radioterapia nos estágios iniciais: O benefício da radioterapia no tratamento conservador ficou definido a partir do estudo NSABP-06, onde foram comparados a nodulectomia com esvaziamento axilar e radioterapia versus nodulectomia com esvaziamento axilar. O resultado foi que ocorreu recidiva, respectivamente, em 1,1 e 8,8% das pacientes. Porém, metanálise realizada pelo EBCTCG

Estudos com muitos vieses. principalmente no alivio da dor ou de maus odores provocados por um tumor ulcerado ou necrótico. carcinoma inflamatório e N2 ou N3. a RT por 2 semanas costuma proporcionar um alivio duradouro da dor. relacionada a um tumor oculto de mama. tem indicado que a radioterapia reduz o índice de recidivas locais no câncer de mama estádios I e II tratado com cirurgia conservadora. a saber.avaliou sete estudos onde a taxa de sobrevida dos pacientes foi de 71% em 10 anos. A RT paliativa de mama está indicada em pacientes sintomáticas. As contra-indicações são em mulheres grávidas e portadoras de colagenoses. ainda que os resultados se mostrem modestos. Se há metástases ósseas. a radioterapia deve ser considerada componente formal do tratamento em todas as pacientes com tumores iniciais que realizam cirurgias conservadoras. . o que envolve 6-8 ciclos de QT. primeiro de faz uma indução com QT e após a mastectomia. essas pacientes são tratadas como qualquer tumor no estádio III. Então. em ambos os grupos. Radioterapia paliativa: Pacientes inoperáveis recebem RT da mama. ou seja. seguida por QT adicional e. tumores localmente avançados compreendem os estádios IIIA e IIIB. o uso de QT seguida de cirurgia e RT é a seqüência mais comum. Radioterapia após mastectomia radical em tumores localmente avançados: Segundo a classificação TNM. Nas pacientes com lesões inicialmente irressecáveis. fossa supraclavicular e complementação axilar posterior. Todos os ensaios clínicos realizados até hoje. tratamento conservador versus MRM. Portanto. Caso a doença possa ser ressecada com margens livres. Atualmente. ressecção cirúrgica e RT da mama e circuito linfático. usualmente. QT e RT podem ser empregadas no pós-operatório. Radioterapia do carcinoma inflamatório: A RT pode ainda ser utilizada no tratamento do carcinoma inflamatório juntamente com cirurgia. visando aumentar a ressecabilidade. Neste tipo de carcinoma a adição de QT mostrou ser favorável. Nas pacientes com longa expectativa de vida. Radioterapia no carcinoma oculto (T0N1-2MO): A rara apresentação de metastases axilares de adenocarcinoma sem um tumor primário evidente é. por fim. Radioterapia na recidiva locorregional após mastectomia: Ressecção completa da lesão e a radioterapia constituem hoje o padrão de tratamento. são usadas doses pequenas por um longo período de tempo. por RT. porem costuma ser iniciada após seis semanas do termino da quimioterapia. tumores com diâmetro maior que 5 cm acompanhados de metástases ganglionares.

d) Carcinoma lubular in situ. devendo-se. Artmed. Contra-indicações à RT: Absoluta: Doença multicêntrica (dois ou mais tumores primários em quadrantes separados). necrose dos tecidos moles. porém depende da técnica. fraturas de costelas. edema membros superiores. e) Pacientes assintomáticos com lesão >2. 584p. considerar o risco-benefício. c) Metástases cerebrais. pneumonite por radiações. O período de latência entre a exposição e a detecção de câncer induzido é pelo menos cinco anos. Questões Radioterapia: 1) Qual é a maior indicação para o uso de radioterapia paliativa? a) Carcinoma inflamatório. 2) Em relação às contra-indicações à RT: a) A gravidez é uma contra-indicação relativa para o seu uso. Relativa: algumas doenças reumáticas (baixa tolerância à irradiação. Prejuízo para o coração é uma complicação possível após a RT.br Rotinas em ginecologia. Outra possível complicação da RT para câncer de mama é a indução de outro câncer de mama. Já os sarcomas e tumores ósseos têm uma latência média de 11 anos e apresentam uma baixa sobrevida. Bibliografia: INCA: WWW. 5ª edição. gravidez e margem de excisão persistentemente positiva após uma re-excisão razoável. Complicações: Raras. eritema e aumento da sensibilidade na pele da parede torácica). exemplos: LES.gov. esclerodermia) e também o tamanho do tumor em relação ao tamanho da mama (como por exemplo. Porto Alegre. microcalcificações aparentemente malignas difusas. câncer de mama contralateral e sarcoma) e doenças cardíacas relacionadas à radiação.As metástases ósseas dolorosas e/ou com risco de fratura e as metástases cerebrais são as principais indicações da radioterapia paliativa.inca. mas este risco persiste por muitas décadas e de acordo com estudos o risco é maior em pacientes do sexo feminino expostos com menos de 45 anos.5cm. . diminuição da mobilidade do braço. um tumor pequeno em uma mama grande ou pendente). porém esses possíveis efeitos incluem toxicidade aguda (por exemplo. podendo potencialmente iniciar a carcinogênese. então. 2006. plexopatia braquial. O tecido mamário é conhecido por ser sensível à radiação. história de radioterapia prévia incluindo uma porção da mama afetada. b) Metástases ósseas com presença ou ausência de dor. carcinogênese (por exemplo.

como artrite reumatóide. d) A associação entre quimioterapia e radioterapia é contra-indicada. 3) Sobre as complicações da radioterapia no câncer de mama é correto afirmar que: a) Plexopatia braquial e edema no membro superior podem ser algumas das complicações da irradiação de linfonodos axilares. e) O sistema respiratório nunca é acometido pela radioterapia aplicada na região da mama e da axila. .b) Doenças reumáticas. e) Mais de dois tumores primários em quadrantes separados é considerado contra-indicação relativa. c) Microcalcificações malignas difusas são consideradas contraindicações absolutas. são consideradas contraindicações relativas. b) O aparecimento de doenças cardíacas em pacientes com câncer de mama prévio e que usaram RT não podem estar relacionadas à radiação. d) O aparecimento de câncer de mama induzido pela RT prévia é mais comum em pacientes acima dos 45 anos. c) A RT não pode ser associada ao aparecimento de câncer mamário na outra mama que não a irradiada previamente.

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