Figuras de Linguagem - revisão

Comparação Quando tem expresso o termo comparativo. Geralmente aparece a conjunção “como”. Metáfora Comparação mental ou abreviada, prevalecendo a relação de semelhança. Não aparece a conjunção “como”. Catacrese É uma metáfora que caiu no uso popular, corriqueira, muito comum. O poema está no pé da página. / As pernas da mesa estão bambas. Personificação ou prosopopeia Atribuição de ações, qualidades ou sentimentos a seres inanimados. “O tempo passou na janela e só Carolina não viu.” (Chico Buarque) Hipérbole Afirmação exagerada. Falei trezentas vezes para você! Sinestesia Interpretação de planos sensoriais, Mistura de sensações de sentidos diferentes. Como na metáfora, relaciona elementos de universos diferentes. Metonímia Relação de proximidade entre os elementos escolhidos, os quais apresentam certa interdependência. Comer o pão (por alimento) que o diabo amassou (por sofrimento). Efeito pela causa: Sócrates tomou a morte. (por veneno) Autor pela obra: Lemos Machado com interesse. Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice da salvação. Parte pelo todo: A choupana não suportou quatro invernos. Singular pelo plural: O homem, que é mortal, imortaliza-se por meio de suas conquistas. Gradação Sequência de palavras, cujo sentido vai se intensificando ou atenuando gradativamente. Antítese Contraposição de uma palavra ou frase a outra de sentido oposto. Eufemismo Substituição de uma palavra ou expressão desagradável ou áspera por outra mais amena. Ironia Sugerir pela entonação e pelo contexto algo contrário ao que pensamos, geralmente com intenção sarcástica. Perífrase/ antonomásia Expressão que designa os seres por um de seus atributos. “O rei dos animais rugia alto diante da ameaça.” Aliteração Repetição dos mesmos fonemas consonantais. Assonância Repetição dos mesmos fonemas vocálicos. Paronomásia (trocadilho) Vocábulos foneticamente parecidos, resultando em um trocadilho ou jogo de palavras. “Levou seu retrato / Seu trapo, seu prato...” (Chico Buarque) Onomatopeia Palavras cuja sonoridade imita a voz ou o ruído de seres ou coisas. Elipse Omissão de um termo facilmente subentendido. Dito ou não anteriormente. Pleonasmo Reforço estilístico da expressão. Consiste na repetição de uma ideia anteriormente sugerida ou na repetição de um termo já expresso. “Ele admirava menos a tela que a pintora, ela menos o espetáculo que o admirador, e eu via-os com estes olhos que a terra há de comer.” (Machado de Assis)

“ (Euclides da Cunha) 7.. me escute.Silepse Concordância com um termo subentendido que temos em mente. Silepse de pessoa: Você e os que pensam assim. apesar de interessante. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.”(Chico Buarque) 11. ( ) “Este prefácio.”(Olavo Bilac) 12.”(Guimarães Rosa) 9. porém. da outra banda. apanhou uma brasa com a colher. “Essas empregadas de hoje.”(Martinho da Vila) 15.” (Gilberto Gil) Anacoluto Mudança de construção sintática. ( ) V.” (Guimarães Rosa) 5. ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime. no meio do enunciado.” (Mário Andrade) 4. a gente vamos chegar lá.”(Alexandre Herculano) 10. pombas voando. ( ) “Era véspera de Natal.. ( ) “Wilfredo foge. ( ) “Aquela mina de ouro. as horas passavam. inclemente. inútil. aplaudiam e acreditavam. Anáfora repetição da mesma palavra no começo de cada um dos membros da frase. deslizavam melhor.”(Machado de Assis) 2..” (Graciliano Ramos) 13. ( ) “Mas. acendeu o cachimbo. Exa. o Zé-Povinho de chapéu erguido. E levantase.” (Aníbal Machado) 6.” (Aurélio Buarque de Holanda) 16.. ( ) “Grande parte.” (José Lins do Rego) 3. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. e foge alucinadamente. Como comem!” (Aníbal Machado) 14. dos membros daquela assembléia estavam longe destas ideias. não teremos muitas surpresas. em sua casa deles dois. a salvo. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes. atiçou o fogo. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. O horror vai com ele. está cansado? 8.” (Vinícius de Morais) Faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinestesia b) comparação g) onomatopeia c) prosopopeia h) aliteração d) antonomásia i) catacrese e) metonímia . Silepse de gênero: A grande e concorrida São Paulo. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. ( ) “Em volta: leões deitados. na Lapa-Laje. Assíndeto Omissão intencional da conjunção. ( ) “Agachou-se. os sertanejos emboscados. Foge. ( ) “E brinquei.. “Eu quase não saio Eu quase não tenho amigo Eu quase não consigo Ficar na cidade sem viver contrariado. não se pode confiar nelas” (Alcântara Machado) Exercícios de revisão Faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse f) anacoluto b) pleonasmo g) silepse de gênero c) polissíndeto h) silepse de número d) assíndeto i) silepse de pessoa e) hipérbato 1. ramalhetes de flores com laços de fitas. e dancei e fui / Vestido de rei. Silepse de número: A multidão assistia satisfeita.. ou tinham mais invioláveis esconderijos. geralmente depois de uma pausa. Inversão/ hipérbato Inversão da ordem natural das palavras na frase ou de oração no período “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas” Polissíndeto Repetição intencional de conjunções. e tropeça e resvala. e vacila. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado. corre.

( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova / Soluça. Não quero ser amado. 37... “Belo belo belo. ( ) “Eu era pobre. e não dura mais que um dia. “(Machado de Assis) 31. Era subalterno. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 29. “Lá vem o vaqueiro..” (Fernando Namora) 25. Tenho tudo quanto quero. “ (Cecília Meireles) Faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b)eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 28. blém. Era nada.. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura.” (Guimarães Rosa) 22.”(Carlos de Laet) 32.” ( Adonias Filho) 24. tangendo as reses para os currais. nem ilumina” (Carlos Drummond de Andrade.) 27.” (Camões) 20.. ( ) “Moça linda. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa.. cantam os chocalhos dos tristes bodes patriarcais.. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela. bomba atômica. geme a brisa folhagem. assombrosa.”(Manuel Bandeira) 41.. “Bomba atômica que aterra! Pomba atônita da paz! Pomba tonta. onipotente.17. ( ) “O meu abraço te informará de mim. ( ) “Nasce o sol.” ( Olavo Bilac) 36.” (Monteiro Lobato) 33. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados. três séculos de família. Blém. o mesmo silêncio anela de opresso. se segue a noite escura.” (Manuel Bandeira) 35. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. “dúvida sombra Sem dúvida na sombra Na dúvida. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos. a alegria. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda.” (Gregório de Matos) 30. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (João Cabral de Melo Neto) 18. a vida é um sol estático Não aquece. sem sombra. “Não quero amar..” (Vinícius de Morais) 39. Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas.” 23.” (José de |Alencar) 21. pelos atalhos. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe.” (Alcântara Machado) 26.” (Olavo Bilac) 34.” (Manuel Bandeira) 40.” (Ascenso Ferreira).” (Haroldo de Campos) . ( ) “Avista-se o grito das araras.” (Mário de Andrade) Identifique nos textos abaixo os tipos de recursos expressivos que ocorrem. 19. ( ) “Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. toda vida se tece de mil mortes. burra como uma porta: um amor. bem tratada. Depois de luz. Blém. “Olha a bolha d’água no galho Olha o orvalho!” (Cecília Meireles) 38. 42. Não quero combater Não quero ser soldado. ( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza.

..” (Drummond) .” (Cassiano Ricardo) 47. Lua morta.) Divindade do duro totem futuro total” (Caetano Veloso) 50...“ (Cruz e Souza) 44..” (Guilherme de Almeida) 48. ( ) “Do amor morto motor da saudade (.. áspera asa risca o ar. “A onda anda aonde anda a onda? a onde ainda ainda onda ainda onda aonde? aonde? a onda a onda. se você dormisse se você cansasse se você morresse Mas você não morre. E brilha. se você tocasse a valsa vienense. ( ) “Adeus: vamos para a frente.. frouxa claridade Flutua como as brumas de um letargo. ( ) “É pleno dia. Vidraça arisca.. O zumbido da mosca embalança de sede. ( ) “Diamante.. José!” (Drummond) 46.”(Mário de Andrade) 49. O ar cheira a passarinho. E passa.43. ( ) “Se você gritasse Se você gemesse. O lábio se dissolve em açúcares breves. recuando de olhos acesos. Assurbanipa!. Tua porta. você é duro.. fluente. . “E fria. ( ) Rua torta.” (Manuel Bandeira) Estabeleça a correlação: a) assonância b) paronomásia c) onomatopeia d) aliteração e) anáfora 45..