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projeto de intervenção estagio currivular 2 completo final

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO CURSO SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL RAFAEL BARBOSA DE MORAES

Produção textual avaliativa pertinente ao Estágio Curricular II; Projeto de Intervenção:
Eu conheço, eu aceito

Quixeramobim 2011

eu aceito Quixeramobim 2011 .RAFAEL BARBOSA DE MORAES Projeto de Intervenção: Eu conheço.

...................................................... REFERENCIA BIBLIOGRAFICA ..9 6.................................................................. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO...........SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...................11 8.......................................................12 11........................................................................................................8 4...............11 9.................................................... PUBLICO ALVO ......................... RECURUSOS HUMANOS...8 5.............................................................................................4 JUSTIFICATIVA ......... OBJETIVOS 3........... ..5 3......................PARCEROS OU INTIUIÇÕES APOIADORAS.... .........................1 GERAIS......................8 3...........................2 ESPECIFICOS.............9 7...... METAS A ATINGIR...................................................................................... AVLIAÇÃO........12 10............................................................................................................................................................. .......................................... ...................................................................................... METODOLOGIA.......................................................................................................13 ..

3 .

O projeto será desenvolvido no Centro de Atenção Psicossocial – Antonio Rodrigues de Oliveira – CAPS I de Pedra Branca – CE. APRESENTAÇÃO: Este projeto configura-se na avaliação primordial da disciplina estágio supervisionado II do curso de serviço social. estágio para os cursos de graduação “é ato educativo escolar supervisionado. Partindo da premissa que em muitos casos saber é poder. munir teoricamente as pessoas de informações sobre os vários tipos de transtornos mentais e os novos dispositivos alternativos em saúde mental. que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior [. Conforme a lei 11. realizada na primeira fase do estágio supervisionado. e buscará compreender as particularidades.4 1...788 de 25 de setembro de 2008. desenvolvido no ambiente de trabalho. singularidades e potencialidades observadas a partir da elaboração da caracterização sócio-institucional. .]”. busca-se com esse projeto de intervenção. Visa à criação de mobilizações socio-educativas que busca minimizar os impactos de ações preconceituosas da sociedade em relação ao portador de transtorno mental.

não é exclusivo da sociedade brasileira. olhando o sujeito como um todo. Este modelo era curativo e tinha como foco a doença em si. (http://PT. juntamente com mendigos. Este período corresponde a grande internação (século XVII e XVIII).org/wiki/Preconceito).5 2. com o objetivo de manter a segurança e a ordem social. que pautava-se no afastamento e isolamento do portador de transtorno mental (PTM). sob a roupagem da Psiquiatria Social. A visão do louco na sociedade brasileira é acompanhada de exclusão e preconceito. A assistência psiquiátrica no Brasil vislumbrado na primeira metade do século.559. que dá ênfase ao social. criminosos. Este pensamento em relação ao “louco”. lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". ético e político do individuo. manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas. ou de um grupo social. busca dar uma importância ao contexto social. Segundo Foulcalt. de 3 de julho de 19341. . Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém. pois em todo o mundo desde o inicio dos tempos o louco é visto como algo estanho à sociedade. a incapacidade ao trabalho leva os loucos. fundamentado no Decreto 24. excluindo do tratamento qualquer viés social. era centrado no modelo hospitalocêntrico. velhos. Na década de 1960 é iniciado um movimento que almeja um tratamento mais humanizado ao PTM. ao que lhe é diferente.wikipedia. 1 Dispõe sobre a profilaxia mental. além de afastá-los do convívio familiar e social. a fiscalização dos serviços psiquiátricos e dá outras providências. JUSTIFICATIVA: Preconceito é um "juízo" preconcebido. o que acabava por gerar uma cronicidade. a assistência e proteção á pessoa e aos bens dos psicopatas. agitadores e demais excluídos da sociedade a ocupar o lugar nos antigos leprosários. não contribuindo para uma melhora. pensamento este que vai além da medicalização. por longos períodos foi ostentado no Brasil esse modelo de atendimento psiquiátrico. local que permaneceriam até a morte. para pessoas com transtornos mentais.

que atualmente são regulamentados pela portaria nº 336/GM. dos trabalhadores em saúde mental. podemos notar as primeiras ações do movimento de reforma psiquiátrica no Brasil. e hoje existem vários outros. adotando em seu discurso um lócus de modernização e racionalização. A partir de tais ações o número de hospitais psiquiátricos no país cresce deliberadamente. e os interesses dos empresários por lucros. sendo este atendimento realizado pela rede previdenciária privada. A partir do final da década de 1970. Os CAPS são instituições que visam acolher o PTM.6 Com o advento da Ditadura Militar no Brasil. no ano de 1964. Hospital – Dia. e dar-lhe um tratamento mais humanizado reabilitando-o e estimulando sua inserção na família e comunidade. são exemplos: Centro de Atenção Diária (CAD). modificação do modelo hospitalocêntrico em saúde mental. Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS). A criação desses serviços é fruto de um intenso movimento social. de 19 de fevereiro de 2002 e fazem parte. da rede do Sistema Único de Saúde. . com o objetivo da desinstitucionalização da loucura. O primeiro CAPS do Brasil foi criado em São Paulo em 1987. SUS. Oficinas Terapêuticas e os Centros De Atenção Psicossocial (CAPS). no ano de 1989 é levado à votação na câmara dos deputados o projeto de Lei nº 3657-a que propunha a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos por serviços alternativos. De autoria do Deputado Paulo Delgado. O estado busca conciliar no setor da saúde as pressões sociais por melhorias nesse setor. o governo procede à reforma no sistema de saúde e previdência brasileiro. ou seja. o qual se mostrava incompatível com as novas visões e anseios da vindoura ordem política e social da saúde mental. Centro de Atividades Integradas em Saúde Mental (CAIS). que lutavam por uma melhoria na assistência e denunciavam a situação em que se encontravam os hospitais psiquiátricos.

de que trata esta Lei. Secretaria de Atenção à Saúde. idade. o respeito à diversidade. este projeto de intervenção vem através do uso de tecnologias da informação e meios alternativos. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. São. preferencialmente. ou seja. recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno. pessoas com grave comprometimento psíquico. em seu artigo primeiro: Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental. pessoas com transtornos mentais severos e/ou persistentes. a participação de grupos socialmente descriminados e a discussão das diferenças. ou qualquer outra. incluindo os transtornos relacionados às substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) e também crianças e adolescentes com transtornos mentais. em seu sexto principio fundamental: Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito. são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça. 2004. família. – Brasília: Ministério da Saúde. que lhes impossibilita de viver e realizar seus projetos de vida. este tem que pautar sua atuação em princípios éticos e deve mobilizar ações que visem à amenização das situações de preconceitos. sexo. As pessoas atendidas nos CAPS são aquelas que apresentam intenso sofrimento psíquico. nacionalidade. opção política. (Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial / Ministério da Saúde. que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.7 Sendo o assistente social um dos profissionais que compõem a equipe multiprofissional do CAPS. minimizar as ações preconceituosas da sociedade com o usuário do CAPS. orientação sexual. cor. Reforçando o que esta disposto na lei 10. como refere o código de ética profissional do assistente social.216 de 2001. religião. Buscando atender ao que está exposto nos argumentos acima.pag 15) .

na família e comunidade. o Assistente Social realiza ações que visam um atendimento humanizado.8 Colocando-se como mediador fundamental. . tornando-o sujeito de sua ação. 4. 3.1 GERAL Contribuir para minimizar atos preconceituosos contra usuários do CAPS.  Propagar informações sobre a rotina institucional do CAPS. que atinjam o objetivo mor da missão a que o CAPS 1 de Pedra Branca – CE se destina: Incentivar a redução de danos causados pelo intenso sofrimento psíquico para uma inserção e reinserção psicossocial do individuo. 3. intersetorial e universal. que diariamente expõe ações preconceituosas contra os usuários que realizam tratamento no CAPS. PÚBLICO ALVO: Constitui público alvo direto deste projeto de intervenção a comunidade em geral. integral. OBJETIVOS: 3.2 ESPECÍFICOS  Reduzir ações preconceituosas contra portadores de transtorno mental usuários do CAPS.

Em longo prazo é intenção da intervenção uma significativa melhora do quadro clínico e social do portador de transtorno mental. pois na medida em que se ameniza a problemática em questão o portador de transtorno mental. minimizando a resistência a proposta terapêutica. enfatizando o papel do CAPS. tornando-o autor de sua própria historia. o CAPS e os portadores de transtorno mental. reafirmando seus direitos e deveres para com a sociedade e desta com o portador de transtorno mental. como dispositivo alternativo em saúde mental com bases na reforma psiquiátrica do Brasil. Em curto prazo buscará compreender pelo menos 50% ( cinqüenta por cento).Prática Investigativa . da população do bairro em que prevalece o maior número de pessoas que fazem tratamento no CAPS. METODOLOGIA: Para materializar o projeto “Eu conheço. reforçando a questão de sua autonomia. serão articuladas algumas etapas como detalhado a seguir: 1ª Etapa . reinserindo-se conseqüentemente na família e sociedade em geral. consegue uma melhor adequação ao tratamento proposto pela instituição.9 Configura-se como público alvo indireto. METAS A ATINGIR: Este projeto pretende fazer com que as informações sobre as diversas formas de ações do CAPS. cheguem a uma grande parcela da população municipal. melhorando seu relacionamento na família e na comunidade. 6. eu aceito”. 5.

Após isso é o momento de ir ao campo. Através de reuniões com o orientador de campo serão elaborados os assuntos que vão compor toda a cartilha informativa. e iniciará com a mobilização de colaboradores para apoiar na elaboração da cartilha informativa sobre o CAPS. observando nesse momento o bairro que contem o maior numero de usuários ativos do CAPS. 2ª etapa . De volta à instituição o Assistente Social e o estagiário. através de pesquisa/investigativa no banco de dados do CAPS. a parte prática terá a duração de um mês (30 dias). para verificar o numero de casos de preconceitos a que usuários do CAPS foram submetidos.10 Durante duas semanas (14 dias) será realizado levantamento de dados. . irão realizar a tabulação dos dados para confirmar ou negar a prevalência da problemática em questão. através da aplicação de questionário explorativo. assim serão confeccionadas certa quantidade para distribuição no bairro. realizando nessa mobilização a distribuição da cartilha informativa. selecionado na etapa anterior realizar. também serão realizadas orientações verbais a respeito de toda a rotina da Instituição. Após elaboração e confecção da cartilha o estagiário e os colaboradores irão ao campo para organizar uma passeada temática com os portadores de transtorno mental e seus familiares. uma pesquisa.Pratica da ação Após a confirmação da proporção de casos existentes no bairro investigado. estagiário irá ao bairro. Com os dados em mão é agendada reunião com o orientador de campo para elaboração de um questionário a ser aplicado no bairro escolhido.

na reabilitação e reinserção do mesmo. 8. caixa amplificada. PARCEIROS OU INSTITUIÇÕES APOIADORAS: Secretaria Municipal de Saúde . com ênfase no trabalho desenvolvido pelo CAPS. RECURSOS: HUMANOS: 1 Assistente Social (Orientador Acadêmico) 1 Estagiário 1 Colaborador MATERIAIS: Material de escritório (papel oficio. e até mesmo mobilizações em outros bairros da cidade. faixa de pano. combustível. com foco na promoção da saúde mental. microcomputador. microfone.11 Sendo observado um impacto positivo poderá ser pensado a elaboração de uma campanha mais intensa na mídia eletrônica. borracha). caneta. 7. impressora. maquina fotográfica. motocicleta. água. buscando retratar os benefícios que a instituição trás para o novo modo de assistir o portador de transtorno mental.

Com os dados levantados. durante duas semanas.12 9. para verificar o impacto da ação proposta. o estagiário voltará ao bairro. e se metodologia utilizada contribuiu para atingir as metas. se os objetivos foram alcançados. será elaborado um relatório que poderá ser exposto para todos os beneficiados (CAPS. familiares e portadores de transtorno mental). 10. AVALIAÇÃO: Três semanas após a prática da ação. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO: . aplicará questionário para verificar a quantidade de pessoas que tiveram acesso a cartilha informativa e o que mudou na concepção das pessoas em relação ao CAPS e a quem o freqüenta.

Claudia Maria Ferreira. – São Paulo: Pearson Prentice Hall. Domingos. Oficina de formação: projeto de intervenção: serviço social VII / Amanda Boza Gonçalves. Cultura. 2005. Eduardo Mourão Vasconcelos (org). Sergio de Goes Barbosa.org/wiki/Preconceito . Rosane Aparecida Belieiro Malvezzi.—São Paulo: Pearson Prentice Hall. – 96p.Política nacional da saúde mental.]. BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA: Armani.action?id=232459&titulo=L EI%2010216%20de%2006/04/2001%20%20-%20LEI%20ORDIN%C3%81RIA Braun. Boza. Amanda Boza. – São Paulo: Pearson Prentice Hall.senado. Ed. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 2008.br/legislacao/DetalhaDocumento.216.gov. José Augusto Bisneto. Como elaborar projetos? : guia pratico para elaboração e gestão de projetos sociais / Domingos Armani. Site_______O que é preconceito. Gonçalves. Ivana Carla Garcia Pereira. – São Paulo: Cortez. 2010. 2010. 2009. – Brasília: Ministério da Saúde. 2011. Brasil. 2004. Amanda. disponivel em http://PT. família e sociedade / Amanda Boza. Clarice da Luz Kernkamp. – Porto Alegre: Tomo Editorial. 10.[et al.. Edna. de 6 de abril de 2001. Rosa.wikipedia. Secretaria de Atenção à Saúde. – 4. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial / Ministério da Saúde. disponívelem: http://www6. A realidade regional e o serviço social: serviço social VI / Edna Braun. M294 Um manual para o CAPS / Antonio Reinaldo Rabelo. – (Coleção amencar).. – Salvador Departamento de Neuro´siquiatria da UFBA. Lucia Cristina do Santos. Vilma Aparecida Gimenes da Cruz. Saúde mental e serviço social: o desafio da subjetividade e da interdisciplinaridade / Lúcia Cristina dos Santos Rosa. lei n.13 11.

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