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UNIVERSIDADE ESTADUAL

Pastagens mais indicadas para Bovinos


DE LONDRINA-UEL (Corte e Leite) e Equinos
Curso de Medicina Veterinária

Forragicultura

Profa Dra Marcia Regina Coalho.

Introdução

-A principal fonte de alimento de animais,


que fornecem a maior parte da produção
Pastagens para
de carne, leite, couro, lã, além de outros é Bovinos de corte
baseada principalmente na utilização de
pastagens (PEDREIRA & MELLO, 2000).

EVOLUÇÃO DAS RAÇAS


Zebuínos X Taurinos

1
Efeito do estresse calórico Efeito do estresse calórico sobre o animal
sobre o animal

Sombra insuficiente Estresse Térmico

Efeito do estresse calórico Reprodução


sobre o animal
Reprodução
Machos:
O calor tropical atua com intensidade diferente nos
machos e nas fêmeas. a) Diminuição do peso dos testículos;
b) Túbulos seminíferos entram em degradação;
Machos:
c) Produção de sêmen de qualidade inferior;
A bolsa ou saco escrotal, onde os testículos ficam, tem
como função alojá-Ios, protegê-Ios e manter a temperatura d) Diminuição do volume total de sêmen;
testicular, cerca de 4°C mais baixa que a temperatura e) Diminui a concentração;
corporal. Isto facilita a espermatogênese.
O principal efeito nocivo do estresse térmico pelo calor, f) Aumento das anomalias;
nos machos, é sobre os testículos tais como: g) Diminuição da atividade metabólica do sêmen;

Reprodução Reprodução

2
Reprodução Estratégia nos Trópicos
1.2 - Manipulação do Ambiente
Fêmeas:
A redução da taxa de crescimento em ambientes quentes são
As fêmeas são afetadas com menos intensidade que os mais sentidas em animais de raças européias, do que em
machos, porém apresentam modificações no aspecto zebuínas. Todavia, existem algumas formas de
reprodutivo como: manipulação do ambiente para evitar a redução na taxa de
crescimento.
a) Atraso na puberdade; 1.2.1 - Sombra
b) Causa anestro; É a forma mais simples e econômica de se fornecer conforto
c) Diminui o índice de concepção; térmico para bovinos. O sombreamento, em criações de
pastagens, pode ser natural, como a formação de pequenos
d) Induz ao aborto; bosques nos piquetes ou próximo à área do bebedouro e
e) Aumenta a mortalidade perinatal. saleiro e, no caso de animais confinados, pode-se utilizar
coberturas artificiais.

1 - Estratégia nos Trópicos Fatores ambientais que interferem na


expressão comportamental
1.2 - Manipulação do Ambiente

1.2.2 - Nebulização ou Aspersão „ Aprendizado


É bastante eficiente para bovinos em reprodução e produção „ Hierarquia social
de leite, porém parece não apresentar grandes efeitos sobre o
crescimento (BERBIGIER, 1986). „ Pressão de cio

2.2.3 - Outras técnicas „ Raça


„ Ambiente
ƒVentilação artificial
„ Manejo
ƒÁgua fria

Efeitos da Hierarquia Social

Principais raças

3
NELORE - Padrão Nelore-mocho

BRAHMAN Guzerá

Indubrasil Tabapuã

4
ANGUS LIMOUSIN

SIMENTAL MARCHIGIANA

CARACU RED-ANGUS

5
CANCHIM
PECUÁRIA DE CORTE NO BRASIL

•O Brasil possui o maior rebanho comercial de bovinos do


mundo, com aproximadamente 195 milhões de cabeças, das
quais 80% do rebanho é constituído geneticamente por
zebuínos, principalmente da raça Nelore (MRCOALHO,
2005).

•Atualmente o Brasil é responsável por 16% da produção


mundial de carne, apresentando uma produção estimada
para o ano de 2005 de 1,6 milhão de toneladas de carcaças,
segundo previsões do Departamento de Agricultura
Americano (USDA, 2004).
Etc..

Introdução
Pastagens para gado de corte
„ Fontes:
a) Pastagens nativas e cultivadas

b) Expansão das pastagens cultivadas:


-valorização da terra;
-necessidade de maior produtividade;
-novas técnicas de plantio;
-espécies e cultivares mais adaptadas

c) Aspectos a serem considerados para a produção de bovinos de


corte:
-condições de clima e solos;
-forma de utilização da forragem;
-sistema de produção;
-pastagens para as diferentes categorias

6
MANEJO DE BOVINOS DE CORTE MANEJO DE BOVINOS DE CORTE

9Espécies Forrageiras
Forrageiras mais utilizadas em pastagens no Brasil
A escolha de boas forrageiras: potencial produtivo, persistência e
A) Colonião
adaptação a fatores ambientais, climáticos e de solos, e hábitos de
crescimentos, etc. 9No plantio por mudas o sulcos tem profundidade de 15 a 20cm, espaçados
de 1 a 2m no máximo, gastando-se 4 Ton de mudas por ha.
9Diferenciação entre gramíneas e leguminosas 9No plantio por sementes recomenda-se 15 a 20 Kg de sementes/ha. No caso
9Gramíneas: de plantio a lanço o gasto será de 30% a mais em sementes.
Estão incluídas capins e gramas. O porte rasteiras (gramas) passando 9Deve ser manejado com entrada dos animais com 60 a 80cm e retirá-los
pelos de porte médios (capins), até as porte alto (milho, sorgo, cana, quando rebaixado a 30-40cm, para não comprometer a rebrota futura.
etc.). São utilizadas na forma de pastagens, fenos, silagens e
9Deve ter período de ocupação de 7 a 10 dias, com período de descanso de
capineiras.
9Leguminosas:
35 a 40 dias nas águas, com capacidade de suporte nas águas de 2 a 3 UA/ha.

São de porte variável, muito ricas em proteínas. São também utilizadas 9Rende cerca de 40 a 50 Ton /MV/ha/ano, em 3 a 4 cortes, produz cerca de
com adubação verde, por causa do seu nível de nitrogênio dos 150 a 200 Kg de sementes/ha e 8 a 13 Ton/MS/ha/ano
nódulos de bactérias de suas raízes.

MANEJO DE BOVINOS DE CORTE


9 Tanzánia
Produção:
MV/ha/ano = 60 Ton
MS/ha/ano = 26 Ton
9 Mombaça
Produção
MV/ha/ano = 60 Ton
MS/ha/ano = 33 Ton
9 Tobiatã (+ difícil manejo)
MV/ha/ano = 60 Ton
MS/ha/ano = 30 Ton

7
Pastoreio rotacionado em Mombaça
Forrageiras mais utilizadas em pastagens de gado de corte no Brasil
B) Jaraguá
9 Vegeta bem em solos pobres, possui grande resistência ao fogo,
pisoteio e cortes rentes, porém não é muito tolerante à seca e
temperaturas baixas. Possui habito invasor.
9 O plantio é feito na primavera, a lanço ou com máquinas,
empregando-se de 15 a 20 Kg sementes/ha.
Consorcia-se bem com siratro, soja perene e centrosema.
9 Deve ser pastejado no máximo de 30 a 40 em de altura, pois em
curtos espaço de tempo torna-se fibroso e rebaixa-lo a 10 a 15cm.
Tem capacidade de suporte média para as águas 2 UA/ha.
9 O rendimento de matéria verde é cerca de 40 a 50 Ton/ha/ano em 4
a 5 cortes. O corte para a fenação deverá ser feito quando o capim
estiver com 40 a 45 dias de idade.
9 Produz 150 a 200 Kg de sementes/ha.

C) Capim Elefante (Camerom, Mineiro, Napier, Porto Rico e Taiwan) D) Brachiaria decumbens
9 Proliferação é feita por mudas e sementes, sendo a melhor por muda e 9 Adapta-se ampla faixa climática, precipitações de 800 a 1.500 mm

aquelas com 100 dias de idades (maduras). A profundidade dos sulcos anuais.
é de 15cm e espaçados de 50cm, gastando-se em média 2 a 4 Ton/ha. 9 Resistência à seca, frio, fogo, pisoteio, tolera umidade excessiva, e
9 Como pastagem deve-se dividir as parcelas de no máximo 5 ha cada não é exigente em fertilidade. Seu maior problema são as
(rodízio), ocupadas por 3 a 7 dias e descanso de 35 a 45 dias. Os cigarrinhas.
animais entram com 60 a 80cm de altura e saem quando é rebaixado a 9 O plantio da decumbens pode ser feito através de mudas e
30 a 40cm. sementes. A sementes da decumbens tem dormência de 6 meses.
9 Uma boa pastagem de capim elefante suporta 3 a 4 UA/ha nas águas. A quantidade de sementes: 240-320-480/VC, máquina-lanço-avião,
9 As capineiras devem ser cortadas com 1,30m a 1,50m de altura, à 15 a respectivamente.
20 cm do solo, proporcionando 20 a 25 Ton MV/ha/corte. Acima de
9 Pelo motivo de ser uma gramínea muito agressiva sua
1,5m seu VN será bem inferior e o teor de fibra elevado.
consorciação com leguminosas é bem difícil, mais pode se
9 Normalmente com 3 a 4 cortes por ano pode produzir 75 a 100 Ton
consorciar com leguminosa de caules arbustivos e arbóreos.
MV/ha/ano.
9 Suporta pastejo pesado com lotação para 2 a 3 UA/ha. O manejo de
9 Essa gramínea responde bem a adubação nitrogenada e orgânica à
entrada é com 30 a 40 cm e saída com 10 a 15cm e descanso de 30
base de 30 a 40 Ton de esterco por ha
a 35 dias.

E) Brachiaria brizantha - Brachiarão

9 É perene, não perfilha intensamente, forma touceiras com 1 a


1,2m de altura.
9 Adapta-se a climas menos tropicais e úmidos, resiste a seca
e tolera solos um pouco úmidos. Não é exigente em solos.
9 O plantio é feito através de mudas e sementes. Máquina
(240/VC), lanço (320/VC) e aéreo (480/VC)
9 Altura de manejo: entrada dos animais com 70-80cm e
retirada com 30-40cm
9 Produção: MV/ha/ano: 50 Ton e MS/ha de 10 a 12 Ton

8
9 Leguminosas

A) Soja perene
9 É perene, hastes finas, compridas, rasteiras, sistemas radicular
vigoroso e profundo, atingindo 3 m de profundidade.
9 As sementes devem ser escarificadas e inoculadas (inoculante
do grupo Cowpea I), semeia-se em linhas distantes uma das
outras 50 cm com 40 a 50 sementes por metro linear. Consorcia-
se bem com o capim elefante.
9 Gasto com sementes: 320/VC (consorciação) e 800/VC (banco de
proteínas)
9 O manejo é feito colocando-se os animais quando estiver com 25
a 30cm e retira-los quando rebaixados para 10 a 15cm.
9 Produção:
MV/ha/ano = 35Ton
MS/ha/ano = 5 a 6 Ton
B. decumbens

B) Leucena C) Feijão Guandú

9 Perene, arbustiva, chegando atingir 10 a 12m de altura, raízes 9 Perene, forma arbusto de 2 a 3m de altura, muito ramificado,
profundas.
sistema radicular vigoroso e profundo, isso lhe confere grande
9 É resistente a seca e excelente capacidade e fixação do nitrogênio resistência a seca, não tolera temperatura muito baixas, não é
atmosférico.
exigente em solos, por isso é denominada o zebu das
9 O plantio é na primavera com 4 a 6 Kg de sementes/ha em sulcos leguminosas.
espaçados de 2 a 3m.
9 Plantio em sulcos 30 a 40cm um dos outros, gastando-se 10 a 15
9 Registrou-se produção de 12,5 Ton/MS/há/ano com teor protéico
Kg/sementes/ha.
de 21 a 24%.
9 Para o trato no cocho corta-se a 10cm do solo com altura máxima
9 Deve-se maneja-Ia com cerca de 1,5m com corte dos ponteiros,
isso possibilitando um maior engalhamento lateral da planta. de 50cm. Fornece 12 Ton de MV/ha/corte, podendo sofrer de 3 a 4
cortes anuais e produz bastante até os 4 anos e depois regride
9 Possui um principio tóxico denominado mimosina, que pode
ocasionar perda de pêlos na anca, cauda, cabeça e ect..

9
D) Calopogônio

9 Perene, ciclo curto, rasteira, colchão de forragem de 50 a 60 cm


de altura. Seu aspecto é muito semelhante ao da soja perene.
9 É leguminosa de clima tropical e úmido, com alta tolerância à
seca e baixa tolerância a temperaturas baixas e mediana ao
encharcamento, mais não é exigente em solos, vegetando bem
em solos pobres e arenosos.
9 Altura de corte de 20 cm (retirar os animais)
9 Produção de 35 Ton/MV/há/ano com 16 a 18% PB
Indicada para pastoreio, banco de proteína e consorciação

SISTEMAS DE PASTEJO
Sistemas de piquetes rotacionados
9 Objetivos:
9 _ Proporcionar ao gado alimentação mais regular e nutritiva
durante todo o ano.
9 _ Aumentar o rendimento forrageiro por unidade de área.
9 _ Reduzir a degradação da pastagem.
9 _ Conservar a fertilidade do solo
9 Os sistemas:
9 Contínuo
9 Alternado
9 Protelado
9 Rotacionado

SUPLEMENTAÇÃO MINERAL E PROTÉICA:


Suplementação volumosa para bovinos
Em muitas regiões, é um dos principais fatores relacionados
9 Objetivo e justificativa
com o baixo desempenho produtivo e reprodutivo dos
aEstacionalidade das forrageiras
rebanhos. Em condições tropicais, o bovino de corte depende
aAlimentos de melhor qualidade durante o ano
quase exclusivamente das pastagens como fonte de nutriente
Métodos de conservação de forragens:
necessários para a sua manutenção.
9 Capineiras
O conhecimento das deficiência determinou a necessidade da
9 Silagens preparação de misturas minerais e protéicas, visando fornecer
9 Fenos ao animal todos os nutrientes que lhe são essenciais em
quantidade e qualidade.

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Deficiências minerais dos animais: Tipos de cochos
9 Sob o regime de pasto, a nutrição animal do ruminante é dado 9 Cochos para arraçoamento (volumoso mais concentrados) = cantos e
quinas arredondados, declividade 0,15% a 0,20%, largura de 0,6 a 0,8m,
pela somatória da ingestão de minerais via pastagem, água de
profundidade de 0,40 a 0,60m, superfície não ásperas. O comprimento
beber, ingestão de solo e eventualmente no cocho visando varia pelo números de animais, área de chegada por animal na média é

atender as exigências nutricionais. de 0,70m.


9 Cochos para sal = declividade de 20%, largura de 0,4 a 0,5m,
9 As funções dos minerais são: Metabolismo celular, formação
profundidade de 0,3 a 0,4m, deve conter furos a parte mais baixa para
de tecidos (ósseos, glandulares e epiteliais), pressão que não se acumule líquidos, o comprimento varia pelo números de

osmótica, excitabilidade celular, constituição de enzimas, animais e o tamanho mínimo deve ser de 1,80m. Deve possuir uma
cobertura (telha de barro, fibro cimento ou zinco) com altura de pé direito
vitaminas, secreções, hormônios e trabalham como
de 2,80m.
transportadores.

Bebedouros:

Os bebedouros podem ser de tipos diferentes, podendo ser construídos de


alvenarias, pré-fabricados de cimento ou tipo australiano.

Os bebedouros são mais convenientes pois evitam que o gado beba água
diretamente nas aguadas, devido ser a aguada uma fonte de contaminação,
pois os animais penetram nesta defecando, urinando e fazendo atoleiro.

A área de chegada no bebedouro será de 5 a 10% do numero total de


cabeça, a altura do bebedouro gira em torno de 0,5 a 0,7m, devem ter bóias
para controle do nível d'água e devem ser cercados por dentro com 1 ou 2
fios de arames para se evitar a entrada dos animais.

Os bebedouros não devem estar distantes um dos outros mais de 1 Km, isso
é prática para que o gado não ande muito.

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Defesa sanitária
Febre Aftosa
9 Principais enfermidades e Primeiros socorros

9 As doenças mais comumente conhecidas são as principais causas da


diminuição dos planteis nacionais e queda de exportações de bovinos para
países da Europa, Ásia e América, por isso devem ser conhecidas e feitas
medidas profiláticas para suas respectivas diminuições no cenário da
pecuária nacional.

Objetivo:

9 Estado clínico e sintomatologia das doenças mais comuns e tratamentos


emergenciais: (ex: anaplasmose, febre aftosa, raiva, tuberculose,
Brucelose, carbúnculo, Mastite, Intoxicações,

Febre Aftosa Raiva

Tuberculose Controle de Ecto e Endoparasitas


9 Parasitas são organismos que vivem na superfície ou no interior do
corpo de um organismo de maior porte denominado de hospedeiro. O
prejuízo ao hospedeiro pode ser insignificante, considerável ou
insuportável, isso dependerá do número de parasitas, da espécie e grau
de lesões que eles acarretem e do vigor e estado de nutrição do
hospedeiro. Dentre eles teremos:

9 Ectoparasitas: Piolhos, sarna, carrapatos, míiases (bicheiras), berne,


mosca do chifre.

9 Endoparasitas: São em números muito elevados são eles os vermes


pulmonares, estomacais e intestinais

12
INTRODUÇÃO
Principais países produtores de leite

União Européia 119,4 24,9%


Pastagens para Estados Unidos
Rússia + Ucrânia
75,1
45,2
15,6%
9,4%
gado de leite Índia 36,4 7,6%
Brasil 20,8 4,3%
Nova Zelândia 13,7 2,9%
Polônia 12,0 2,5%
Austrália 10,8 2,3%
Argentina 9,6 2,0%
Outros 137 28,5%
Total 480 100%
Fonte: USDA; CNA

Brasil Panorama Atual


„ Setor que gera mais empregos (mais que „ Migração produção → Centro-oeste
construção civil)
„ 5 milhões de pessoas empregadas em (< custos, alimento)
fazendas leiteiras
„ 6º maior produtor de leite (193 países
produtores)
„ 3º maior rebanho do mundo
„ Leite mais barato do mundo: US$
0,16/litro

Panorama Atual
„ 10 últimos anos:
„ SP ↓ 18,7%
Principais raças de
„ ↑ 78% na região leite
Norte.

13
HOLANDESA
JERSEY

RAÇA PARDO-SUIÇO (SCHWYZ) GIR

GIROLANDO SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE NO


BRASIL

INTENSIVO AMBIENTE CONTROLADO


100% ALIMENTO NO
COCHO
SEMI-EXTENSIVO COCHO + PASTO

EXTENSIVO PASTO

14
SISTEMA INTENSIVO SISTEMA SEMI-INTENSIVO

SISTEMA EXTENSIVO OBJETIVO DA CRIAÇÃO É A MAIOR


PRODUÇÃO DE LEITE

Leite de Boa Qualidade


¾ CCS < 200.000 CS/mL;
¾Ausência de antibióticos;
¾ Baixo nível de sedimentos;
¾ Sem adulterações;
¾ Bom sabor e odor;
¾ Todos os dias, o ano inteiro.

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EFEITO DO AMBIENTE SOBRE OS
BOVINOS LEITEIROS

O ambiente passou a ser alvo de estudos nos


últimos anos.

Preocupação de técnicos e produtores com o


meio ambiente físico e os reflexos desse na
produtividade.

Não Aguenta Bebe Leite!!!

EFEITO DO AMBIENTE SOBRE OS Conseqüências do estresse térmico


BOVINOS LEITEIROS para vacas em lactação.

„ Prejuízo reprodução animal;


DESEMPENHO PRODUTIVO: „ Redução na ingestão de matéria seca;

Redução no consumo alimentar „ Alteração no comportamento, e


„ Queda na produção de leite.
Consumo de água
Composição do leite

Indicativos de estresse térmico

Animal em taquipnéia
Freqüência respiratória

16
Indicativos de estresse térmico Indicativos de estresse térmico

Comportamento Comportamento

Indicativos de estresse térmico Indicativos de estresse térmico

Comportamento Comportamento

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Recursos de climatização x Produção de leite Recursos de climatização x Produção de leite

18
Recursos de climatização x Produção de leite Recursos de climatização x Produção de leite

„ Pastagens do gênero cynodon (Coast-cross, Tiftons,


Estrela afrinaca)
„ Pastagens do gênero Brachiária (Brachiária brizantha
etc..)
„ Pastagens do gênero Pennisetum purpureum (Capim
PASTAGENS MAIS INDICADAS elefante)
PARA VACAS DE LEITE „ Pastagens do gênero Panicum maximum (Mombaça,
Tanzânia, Centenário, Vencedor)
„ Aveia preta
„ Azevém

Capim Elefante cv. Pioneiro

Capim Elefante cv. Roxo

19
Silo Trincheira na terra

Silagem Pré-secada

20
Sorgo irrigado para silagem Milho para silagem

Silagem deteriorada

21
Partos Distócicos ou Difíceis
Varias são as causa que podem levar uma vaca a ter um parto difícil:
9 Problemas genéticos: podem acarretar uma má formação do bezerro,
fazendo com que este possa ficar completamente deformado
impossibilitando a sua saída pelo canal do parto.
9 Mau encaixamento do bezerro: O bezerro não se posiciona corretamente
no útero, não colocando a cabeça entre membros e encaixando-os na
saída do útero.
9 Incompatibilidade de raças: deve-se selecionar reprodutores com pesos
e tamanhos aproximadamente iguais. Touros de raças grandes dão
propensão a distócicos.
9 Falta de exercícios das vacas.
9 Deficiências minerais e vitamínicas.

História...

Pastagens
para Equinos

História Características do Cavalo

„ Todos os povos do mundo mantém uma relação apaixonada


com o cavalo. Nenhum outro animal tem ajudado tanto ao
homem em quase todas as atividades, ao longo de várias
eras.

„ Mitologia-Grécia Antiga (Centauro).

„ O cavalo desenvolveu-se até a sua forma atual, durante um


período de 58 milhões de anos. Acredita-se que os primeiros
ancestrais se originaram nas Américas na Era glacial, como
foi provado por fósseis, aproximadamente 1 milhão de anos
atrás.

22
Características Anatômicas

Principais raças

Paint Horse Árabe

Puro Sangue Inglês Andaluz

23
Percherão Apaloosa

Quarto-de-milha. Campolina

Mangalarga Mangalarga Marchador

24
Crioulo Brasileiro

CÓLICAS

Prevenção
(Grãos e farelos)

„ Que alimento fornecer ?

„ Quanto fornecer ?

„ Como fornecer ?

Pastagens mais
indicadas para
equinos

25
Hábitos do equino em pastejo
Pastagens mais indicadas:

„ Preensão do alimento:lábio superior + dentes incisivos+ „ Coast-cross, pensacola, porto rico, pasto negro,
movimentos da cabeça.
capim estrela africana, capim de rhodes.
„ Corte da pastagem: baixo, via de regra a escolha deve recair para
as espécies estoloníferas e/ou rizomatosas.
„ Pastejo: período diurno (12 horas ou mais). „ Feno (Coast-cross e alfafa)
„ Ingestão de água: (varia de 20 a 76 litros/cabeça/dia) dependendo
da categoria animal, clima, dieta, etc.
„ Defesa de território: (Demarcação com fezes, estas áreas não são „ Pastagens menos indicadas: (Brachiárias - cara
pastejadas, garanhões defecam no mesmo local sendo necessário inchada)
fazer rotação de pastejos).
„ Líder: Garanhão ou Égua mais erada.

Tipos de Modalidades

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Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

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Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

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Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

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Tipos de Modalidades Tipos de Modalidades

Tipos de Modalidades
Fim

Apêndices Construção do siIo trincheira (corte e leite)

Capacidade de suporte (gado de corte e leite) Exemplo: 100 vacas paridas, fornecer 20 Kg/cab/dia, durante 6

9 É o n° de cabeça que uma fazenda suporta. Para esse cálculo utiliza-se meses. A quantidade de silagem necessária será:
como unidade a unidade animal (UA), que em termos de quilograma Quilos de silagem = nº de vacas x quilos/cab/dia x nº de dias
corresponde a um animal de 450 Kg de peso vivo. Quando o lote possui
animais de diferentes era (heterogêneo) a transformação em UA deve
Quilos de silagem = 100 x 20 x 180
obedecer os seguintes esquemas:. Quilos de silagem = 360.000 Kg
Vaca adulta .................................1,00 UA
Considerando-se que 1m3 de silagem pesa 500 Kg:
Machos e fêmeas de 3 a 4 anos.....1,00 UA
1m3 -------------------500 Kg
Machos e fêmeas de 2 a 3 anos.....0,75 UA
Machos e fêmeas de 1 a 2 anos.....0,50 UA x ---------------------- 360.000 Kg

Machos e Fêmeas de O a 1 ano.....0,25 UA x = 720m3 de silagem


Reprodutores...................................1:25 UA

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Construção do siIo trincheira (corte e leite) A área (m2) da seção transversal será:
S=B+bxh
Dimensões: B = base maior (boca), b = base menor (fundo), h =
2
altura, C = Comprimento
S = 4 + 2.5 x 3 = 6.5 x 3 = 9,75m2
A base menor deverá ter no mínimo uma vez e meia a bitola do
2 2
trator. Portanto, b = 2,5m
O comprimento do silo, que poderá ser obtido pela formula:
Barranco permita uma altura de 3m. Portanto, h = 3m
Volume (m3) = Área (m2) x comprimento (m)
Para que a inclinação da parede do silo seja de 25%, deve-se
onde C = V/S
considerar que: B = b + 1/2 x h, portanto,

B = 2,5 + 1/2 x 3 C = 720/9,75 e C= 74m


B=4m

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