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Pesquisa Participante

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Pesquisa participante: uma introdução

por Manolo

“Eu fui entrevistada por centenas de jornalistas, historiadores, muitas pessoas da televisão e do cinema, de diferentes partes do mundo. E da mesma forma, eu sei que antropólogos, sociólogos e economistas vêm visitar o restante do país e estudá-lo. Mas, de todo esse material que eles obtém, muito pouco retorna ao seio do povo, não é? Por isso, eu gostaria de dizer a todas essas pessoas que, se pensam em colaborar conosco, façam com que esse material que eles conseguem retorne a nós (...) para que sirva ao estudo de nossa própria realidade.” Domitila, uma mulher das minas da Bolívia. Este artigo, praticamente um rascunho, pretende apresentar muito rapidamente alguns aspectos históricos e metodológicos da pesquisa participante, ou investigação-ação participativa, para que esta tradição crítica das ciências sociais surgida em países de Terceiro Mundo possa ser reapropriada pelos novos movimentos sociais de base, os chamados “movimentos alterglobalização”. É a base sobre a qual pretendo construir futuramente um artigo de maior extensão e profundidade; qualquer omissão ou contradição é resultado unicamente deste seu caráter provisório. 1 – Pressupostos do movimento de pesquisa participante Pode-se dizer que o movimento de pesquisa participante enquadra-se, nas relações históricas entre pesquisadores e pesquisados, num continuum de construção do outro que antecede e dirige o exercício da prática de pesquisa e pode ser apreendido a partir das práticas catequéticas do passado, das relações de ensino entre o professor de hoje e das práticas do pesquisador de campo. Para o catequista europeu, chegado da Europa com a missão de converter almas ao cristianismo, era preciso criar um outro subalterno, fazer dele um “como eu” através da destruição daquilo que o fazia diferente, integrá-lo num modo de produção e num sistema de valores que impunha como universal; sua condição de dominador era garantida por uma distância segura, que garantisse as relações de dominação estabelecidas (v. a controvérsia sobre a alma do “índio”). O professor escolar de hoje usa livros de História que reforçam a construção desse outro subalterno. Os sujeitos históricos com direito a nome e biografia, com falas e atos recolhidos e apresentados como principais forças motoras da História, são os senhores do poder, ou aqueles que andam a seu lado. Índios, negros, brancos pobres e mestiços têm papel reduzido nessa escrita da História, dissolvidos nestas identidades opressoras com as quais são apresentados. É difícil encontrar nas escolas professores que apontem quais etnias compuseram esta identidade colonizadora chamada “índio”, qual o seu fazer cotidiano e a diversidade cultural existente dentro dela. Da mesma forma, a riqueza da diversidade cultural africana é ocultada sob a identidade colonizadora do “negro”. O branco pobre aparece como o “desterrado”, o “imigrante”, mas negligencia-se, oculta-se sua origem de classe e sua contribuição para as lutas de classe nos países onde se estabeleceu. As figuras comuns nas quais estes setores populares surgem nos livros escolares são capoeiristas estilizados, deslocados do contexto de resistência popular em que

surgiram; os malandros, separados da situação de desemprego estrutural que foi um dos fatores de sua formação; as “mulatas sestrosas”, sem nenhuma ligação com classe, gênero, raça... O outro, na escola, é uma fantasia, um simulacro, que mascara as origens sociais e a história concreta da formação dos setores oprimidos. O pesquisador social herda práticas semelhantes: a ciência com cujo vocabulário e instrumental ele trabalha constrói-se sobre “escolas”, somatórios de trabalhos feitos por sujeitos enfurnados dentro de bibliotecas, roendo com os olhos as estatísticas, anuários, relatórios de viagem, deduções e aproximações feitas por alguém que teve muito mais contato com um determinado contexto social que ele mesmo com o seu entorno. O elemento popular por vezes nem chega a participar da pesquisa como objeto concreto: é deduzido, pressuposto, inferido, contado, calculado, medido, a partir de tipos, modelos e identidades criadas por outros sujeitos que não aqueles que o compõem – e que, em última análise, podem não guardar correspondência alguma consigo. É possível, entretanto, identificar rupturas com estas práticas. Uma primeira ruptura, que levou o pesquisador a aprender a língua, compreender a lógica, participar do mundo deste outro que busca compreender, foi a observação participante, iniciada por Bronislaw Malinowski em sua célebre viagem às Ilhas Trobriand. O pesquisador saía, enfim, da prisão armada pelos relatórios de viagem, das estatísticas oficiais, do saber apartado do contato da realidade – modelo de saber que é a proposta essencial de alguns modelos europeus de universidade – e compartilhava as vivências dos sujeitos que pretendia compreender. A proximidade, todavia, era relativa: este tipo de observação participante não implicava no interesse pelas conseqüências políticas do saber produzido, nem pelos destinos do outro que se observava: era o saber pelo saber – ou, melhor dizendo, uma produção inconseqüente de saber que servia, o mais das vezes, a interesses muito menos sobres que o “avanço da civilização”. A característica da segunda ruptura com as práticas colonizadoras herdadas é um compromisso político do pesquisador com um sujeito em situação social diferente da sua própria; sua origem está nos intelectuais voltados para o movimento socialista europeu dos séculos XIX e XX (Kropotkin, Marx, Rosa Luxemburgo, Cornelius Castoriadis, Antonio Negri, etc.). Embora muitos deles não fossem, realmente, os proletários com quem firmavam alianças políticas, estabeleciam com eles um compromisso de tal ordem que seus esforços de pesquisa foram quase que absolutamente voltados para o fortalecimento das metas e projetos desta classe social. Para eles, já não se tratava mais de se fazer operário (o “outro”), mas de estabelecer um compromisso e uma participação com suas metas e projetos; não se trata mais de compreender e explicar o outro, mas de compreendê-lo para servi-lo. Inaugurou-se então a participação da pesquisa em causas políticas. Desde então, pesquisadores têm estabelecido compromissos semelhantes com setores marginalizados e oprimidos pelo capitalismo: povos indígenas (Rodolfo Stavenhagen), países do chamado “Terceiro Mundo” (Boaventura de Souza Santos) e outros. O fato interessante é que, de certa maneira, estes intelectuais reforçaram um outro tipo de dominação: o privilégio intelectual. Uma vez que colocaram seu enorme acúmulo de conhecimento em favor dos movimentos populares, legitimaram-se dentro destes movimentos a partir deste conhecimento, chegando ao ponto, em certos casos extremos, a afirmar categoricamente que o movimento popular

não poderia avançar sem seu auxílio e direção. As posturas de participação da pesquisa e de observação participante foram postas à prova no contexto histórico da segunda metade do século XX em diante. As guerras de independência colonial, a difusão de movimentos revolucionários nos países de Terceiro Mundo, os movimentos de 1968, o questionamento à dominação européia e norte-americana, o ressurgir de movimentos de grupos oprimidos (povos indígenas, pequenos agricultores, mulheres, gays, etc.), abriu fissuras no modelo do outro subalterno, abrindo espaço para o questionamento da validade epistemológica e política dos saberes herdados da tradição européia de conhecimento. Cientistas de fora do eixo Europa-América do Norte, como Frantz Fanon, Cheikh Anta Diop e outros, denunciaram o caráter colonialista da teoria e prática científicas vigentes, e inauguraram uma tradição crítica de ciência que procura fazer emergir culturas e saberes insurgentes, questionadores do modelo racional universalista ou das verdades estabelecidas por este modelo. 2 – Origem histórica da pesquisa participante As origens da pesquisa participante podem ser detectadas em vários países, mas, no contexto latino-americano, ela surge na década de 1960, momento de transformações das bases das sociedades agrárias latino-americanas, que permitiu um certo grau de articulação dos assalariados do campo e de visibilidade social para suas demandas. É o momento, por exemplo, da Ligas Camponesas de Francisco Julião, no Nordeste do Brasil. É característico que grande parte de seus criadores tenha participado de esforços analíticos destas mudanças, ou, especialmente, de programas educacionais voltados para trabalhadores rurais: sua estratégia consistia em participar do processo de formação de consciência crítica dos camponeses para inserção em processo políticos de mudança. O primeiro pesquisador a quem se pode vincular a pesquisa participante é Paulo Freire. Seu método de alfabetização a partir da leitura pelo alfabetizando de seu próprio contexto social-histórico rompe com a tradição pedagógica da alfabetização de adultos através de cartilhas com palavras alheias ao universo simbólico dos alfabetizandos. Os conceitos de “universo vocabular”, “palavras geradoras”, “universo temático significativo” e “temas geradores” decorriam de um compromisso com um programa de estímulo à tomada de consciência dos sujeitos a respeito de sua própria situação. A apreensão destes elementos deveria permitir também o conhecimento das possibilidades reais e concretas de encontrar caminhos de solução. A divisão das etapas do processo de alfabetização segundo a metodologia freireana estabeleceu um paradigma para outros pesquisadores que desenvolveram a metodologia da pesquisa participante: num primeiro momento, o reconhecimento e compilação dos conceitos e temas do cotidiano da comunidade; em seguida, sua decodificação conjunta através de um esforço coletivo para decompor e analisar estes temas e conceitos e evidenciar os processos e relações por trás deles. Fora da vertente educativa, a linha sociológica da pesquisa participante foi inaugurada por Orlando Fals Borda, sociólogo colombiano. Sua postura, na década de 1970, era de um compromisso radical com as lutas populares contra o imperialismo e o neocolonialismo, chegando a criticar duramente as propostas de inserção em comunidades de pesquisadores que fossem deformados por suas fontes de financiamento, pela vontade de estabelecer uma “linha correta”

de pensamento ou pelo reformismo/desenvolvimentismo que buscasse fórmulas de prevenção de insurreições populares. Formulou uma divisão entre ciência dominante e ciência popular, sendo esta última “o conhecimento empírico, ou fundado no senso comum, que tem sido uma característica ancestral, cultural e ideológica dos que se acham na base da sociedade”. É com ele que tem início a postura de devolução do conhecimento aos grupos que lhe deram origem, segundo o qual tanto os saberes locais quanto as informações obtidas através de macroanálises devem ser organizados e devolvidos para análise coletiva aos grupos com quem se realiza a pesquisa em linguagem simples; esta postura pretende integrar os setores populares à deteminação do conteúdo da pesquisa e transformá-los em atores do processo de pesquisa, postura que marcará todas as elaborações posteriores em pesquisa participante. Após estes marcos iniciais, a pesquisa participante expande-se enquanto alternativa metodológica para acadêmicos e intelectuais engajados em movimentos populares. Surgem outras várias vertentes (a pesquisa-ação de Michel Thiollent, a educação libertadora revista por J. Bosco Pinto, a investigação militante de M. Acosta, A. Briceño e R. Lenz, a observação militante de Miguel e Rosiska Darcy de Oliveira), mas o núcleo metodológico da pesquisa participante estava definitivamente estabelecido. 3 - Metodologia da pesquisa participante A pesquisa participante abarca uma matriz metodológica que aproveita e reorienta o cabedal de técnicas de pesquisa das ciências sociais construído ao longo do tempo. Em sua matriz metodológica, a pesquisa participante é marcada por certas características marcantes: a autenticidade e compromisso, o antidogmatismo, a restituição sistemática do conhecimento produzido, o feedback a intelectuais orgânicos engajados – um indício da forte influência gramsciana do conceito de intelectual em Fals Borda – e a modéstia metodológica e técnica. A autenticidade e compromisso dizem respeito ao grau de comprometimento do cientista com a causa popular dentro das contribuições que possa oferecer dentro de sua própria disciplina. O antidogmatismo remete-se à experiência da aplicação prática de idéias preestabelecidas, que terminam por prejudicar o movimento popular; o conhecimento produzido no processo da pesquisa participante não deve se prender a esquemas intelectuais herdados de tradições colonialistas, que levam a copiar teses e imitar autores de países dominantes sem levar em conta o meio cultural. A restituição sistemática é o grande diferencial da pesquisa participante em relação à pesquisa tradicional, e consiste na “restituição enriquecida do conhecimento dos camponeses aos próprios camponeses”. Esta restituição se dá através de uma comunicação diferenciada, em níveis diferentes de complexidade de acordo com o grau de consciência do grupo que participa da pesquisa e dos subgrupos que o compõem; esta comunicação deve ser feita numa linguagem acessível a todos, e deve provocar a auto-investigação e o controle no grupo, de forma a inserir as técnicas de pesquisa mais simples no cotidiano dos grupos populares. As pesquisas devem sempre articular o conhecimento concreto com o conhecimento geral, o regional com o nacional, etc. Os resultados da pesquisa participante devem ser comunicados aos intelectuais orgânicos engajados com os movimentos, para que possam contribuir com outras reflexões.

Por último, este conjunto de princípios implica numa ciência modesta, numa modéstia metodológica e técnica, que pretende levar a realização das tarefas científicas mesmo nas condições mais adversas, insatisfatórias e primitivas com o uso de recursos locais, fazendo com que o intelectual abandone sua tradicional arrogância de erudito, rompa com as relações assimétricas entre pesquisadores e pesquisados e incorpore pessoas das bases sociais como indivíduos ativos e pensantes nos esforços de pesquisa. 4 – Etapas de realização da pesquisa participante A pesquisa participante compreende algumas coordenadas metodológicas já estabelecidas, mas que não formam um esquema rígido; o segredo de sua utilidade reside na flexibilidade, em sua adaptação aos mais diversos contextos e situações, que podem mudar a ordem das etapas, eliminar algumas delas, etc. Estas coordenadas decorrem de alguns pressupostos metodológicos: · A metodologia e o pesquisador não se separam. Somente ele conhece suas aptidões e como colocá-as a serviço das causas do setor popular onde está inserido. · A metodologia não se separa dos grupos sociais com quem se realiza a pesquisa. Uma metodologia para pesquisa com trabalhadores rurais será diferente da utilizada com trabalhadores urbanos, a metodologia para trabalho com diferentes grupos étnicos terá particularidades específicas; etc. · A metodologia varia, evolui e se transforma segundo as condições políticas locais ou a correlação das forças sociais. Uma metodologia para ser utilizada por um grupo popular explorado e desorganizado contra um adversário forte é diferente daquela utilizada por um grupo popular forte e organizado. · A metodologia depende da estratégia global de mudança social adotada d das táticas a curto e médio prazo. MONTAGEM INSTITUCIONAL: envolve a discussão do projeto de pesquisa com a população e seus representantes; definição do quadro teórico da pesquisa participante (objetivos, conceitos, hipóteses, métodos, etc.); delimitação da região a ser estudada; organização do processo de pesquisa participante (instituições e grupos a serem associados, distribuição das tarefas, procedimentos e partilha das decisões etc.); seleção e formação dos pesquisadores ou grupos de pesquisa; elaboração do cronograma de operações a serem realizadas. APROXIMAÇÃO: é ao mesmo tempo um reconhecimento inicial e um levantamento de lugares e grupos sociais do local. Requer um pouco de esforço organizativo por parte da equipe de pesquisadores, pois envolve coisas “chatas” como visitas aos centros de trabalho; consulta a estatísticas, planos de desenvolvimento, ruas, mapas, custo de vida regional, situação das empresas locais, etc.; conversa com profissionais que trabalham na região para compreender problemas, atividades culturais, universo simbólico, etc.; visita a sindicatos, cooperativas, associações de bairro, etc., para solicitar informações locais (atividades, filiações das entidades, quantidade de trabalhadores sindicalizados em cada ramo, trabalho informal, trabalho imigrante, etc.); conversas com sacerdotes, professores e personalidades do campo religioso ou educativo. Os objetivos da aproximação são a identificação de classes, grupos sociais ou pessoas da região que podem ajudar em curto e médio prazo; levantamento de

grupos políticos e das formas de controle ou pressão que exercem; realização de análise primária das classes, de sua história, de seus conflitos, com base na realidade local; identificação do tipo e da natureza das lutas registradas na região, atuais ou presentes, de seus atores, de seus resultados, da formação subjetiva decorrente, do papel dos grupos populares nestas lutas; análise de planos de desenvolvimento sócio-econômicos para a região em curto e médio prazo (deslocamento de bairros, construção de ruas, instalação de fontes de emprego, etc.); inventário das formas de opressão diretas ou indiretas da população, em aplicação ou em estudo; estudo das características culturais e étnicas da região. CONHECIMENTO ATRAVÉS DA AÇÃO: aqui o pesquisador vai “colocar suas técnicas e os conhecimentos adquiridos a serviço de uma causa. Esta causa é, por definição, uma transformação fundamental da sociedade envolvente, da qual o grupo, a região ou a comunidade estudada fazem parte”. Envolve a análise da estrutura de classes da região ou zona para determinar os setores e grupos importantes; o recolhimento de temas e enfoques a se estudar com prioridade; a pesquisar e estudo das raízes históricas das contradições que movem a luta de classes na região; enfim, a devolução dos resultados da pesquisa a estes setores ou grupos para reflexão, discussão e incorporação/rejeição em suas ações (Sub-item sobre feedback) Estas etapas de elaboração trazem algumas coordenadas metodológicas que não custa repetir e sistematizar: · Concepção dos trabalhos com os setores ou grupos de base e seus órgãos de ação; · Direcionamento da produção das técnicas de pesquisa para os interesses dos setores das classes populares; · Formulação das técnicas de pesquisa junto com os setores das classes populares que constroem a pesquisa; · Tradução do jargão técnico para a linguagem cotidiana dos grupos ou setores que constroem a pesquisa; · Confirmação ou rejeição de hipóteses pelo contato direto e imediato com a realidade e pela utilidade que tenham no desenvolvimento da consciência de classe do grupo ou setor que constrói a pesquisa; · Recusa de saberes herdados, produção local de saber no próprio processo de luta; · Tomada conjunta de decisões sobre a pesquisa e ação com os setores-chave efetivos ou potenciais da pesquisa. É preciso lembrar, a esta altura, que “a investigação militante, em suas diversas modalidades, não implica o abandono de técnicas de investigação comprovadamente úteis, como a pesquisa atual de grupos sociais, a análise histórica, a pesquisa de arquivo, a medição estatística, todas inseridas em marcos conceituais amplos e ágeis.” As técnicas de pesquisa tradicionais, como a observação direta, a observação clinica, a observação indireta, a observação por informadores, a entrevista livre, por perguntas rígidas, repetida ou aprofundada, os questionários estruturados e semi-estruturados, o sociodrama, não devem ser abandonadas pelo pesquisador participante; seu redirecionamento e simplificação constitui um dos pontos-chave da metodologia. Se for necessário, novas técnicas de pesquisa deverão ser inventadas, mesmo que sua validade seja absolutamente local, ad hoc, e não possam ser aplicadas em outro contexto semelhante.

Resources: Bibliography and webography --->

http://www.euromovements.info/html/pesquisa-participante.htm

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