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ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA SECUNDÁRIA POETA POETA ANTÓNIO ANTÓNIO ALEIXO ALEIXO Curso Curso Científico-Humanístico
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Curso Curso Científico-Humanístico Científico-Humanístico de de Ciências Ciências e e Tecnologia Tecnologia
Biologia Biologia e e Geologia Geologia – – 10.º 10.º Ano Ano
2008/2009 2008/2009

Ficha de Trabalho n.º 1 TEMA: Situação-problema

DOC. 1

As Nações Unidas já fizeram saber que 2008 será mais um ano do golfinho. A U.I.C.N. (World Conservation Union) também começou a espalhar a notícia que vem aí

o ano do sapo. No fundo, tanto faz. A verdade é que

poderia ser o ano de milhares de outros animais ameaçados. Há demasiados e nunca foram tão atacados.

O alucinado ritmo da ameaça trouxe-nos até ao tempo

da "sexta extinção". E confirma-se: a principal ameaça somos mesmo nós. A mesma espécie que também tenta remediar a situação. Há quem acredite que a verdadeira mudança só vai acontecer quando sentirmos a perda da biodiversidade no bolso. Mas há ainda quem admita que, no entretanto, corremos o risco da "auto-extinção". E se um dia, simplesmente, deixássemos de ser?

A mais recente Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, publicada em Setembro deste ano pela U.I.C.N. inclui 16306 casos de risco de extinção (há um ano eram 16118), 785 foram já consideradas extintas e 65 apenas são encontradas em cativeiro. Um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço dos anfíbios e 70 por cento das plantas estão em perigo. ( ) Mais, apesar da reconhecida representatividade desta listagem oficial, tudo isto pode não passar de uma mera amostra. Há mais de um milhão de espécies identificadas mas a realidade esconderá números muito maiores. ( )

"Estamos a experimentar a maior onda de extinções de espécies desde o desaparecimento dos dinossáurios. A cada hora três espécies desaparecem. A cada dia que passa extinguem-se mais de 150 espécies. A cada ano entre 18 mil e 55 mil espécies desaparecem do mundo", referiu há alguns meses o ecretário executivo da Convenção para a Diversidade Biológica da O.N.U., Ahmed Djoghlaf. "Estamos no sinal vermelho", avisa

DOC. 2

Susan Lieberman, directora do programa para as espécies do Fundo Mundial para a Vida Selvagem (W.W.F.). "O facto de os corais estarem agora na lista vermelha deveria soar como campaínha de aviso ao mundo de que os oceanos estão em sérios problemas", acrescenta Simon Cripp, director do programa marítimo

As frases soam a clichés catastróficos. Mas

da W.W.F

não são. São mesmo "só" alertas lúcidos para a real

catástrofe.

Fale-se em urbanização, desertificação,

turismo massivo, contaminação de solos, poluição, destruição de habitats, alterações climáticas, caça,

desflorestação, aquecimento global

é tudo a mesma

coisa: o Homem. Mesmo quando a "culpa" não é nossa,

não passa a ser apenas pelo facto de não termos tomado

nenhuma medida que o pudesse evitar? (

E assim

viemos parar aos terríveis tempos que alguém já quis catalogar como da sexta extinção a maior desde o desaparecimento dos dinossáurios, segundo o conhecido

paleoantropólogo Richard Leakey.( )

Mário Silva, especialista do Instituto de

Conservação da Natureza (

vai mais longe nas

possíveis consequências. "Nós estamos a ser agentes de

tão importantes como um período

alteração global (

glaciar ou como a queda de um meteorito. Temos todas as condições para promover processos de extinção catastróficos. Basta não fazer mais do que estamos a

Não tenho dúvidas que se continuarmos a fazer

fazer. (

) (

)

)

)

)

tão pouco podemos ser um agente de extinção (

Andrea Cunha Freitas in Pública, 23 de Dezembro, 2007

Milhões de anos (Ma) Centenas de géneros de seres vivos
Milhões de anos (Ma)
Centenas de géneros de seres vivos

FIG. 1 O registo fóssil dos géneros de seres vivos que sobreviveram menos de 45 milhões de anos permite verificar a existência de um ciclo de aproximadamente 62 milhões de anos em que se assiste a grandes perdas de biodiversidade. Um género é um grupo de espécies de seres vivos semelhantes.

Legenda: CmCâmbrico; OOrdovícico; SSilúrico; DDevónico; CCarbónico; PPérmico; TrTriásico; JJurássico; KCretácico; PgPaleogénico; NNeogénico.

Créditos da imagem: Robert Rohde e Richard Muller, Universidade de Berkeley, Califórnia, Estados Unidos da América.

QUESTÕES

1. Dê um título ao texto do Doc. 1.

2. Porque razão pensa a autora, no Doc. 1, que a lista de espécies em extinção publicada pelo UICN "pode não passar

de uma mera amostra"?

3. Por que razão a autora fala, no Doc. 1, de uma sexta extinção?

4. De que forma pode o ser humano constituir um agente de extinção?

5. Que outros factores, para além do Homem, são apontados no texto Doc. 1 como potenciadores de extinção?

6. Comente a seguinte afirmação: "A preservação das espécies e da biodiversidade deve ser uma área prioritária para

qualquer nação."

7. Consultando o Doc. 2, indique entre que períodos geológicos ocorreu a extinção dos dinossáurios, sabendo que a

mesma se deu há cerca de 65 Ma.

8. Entre que períodos geológicos ocorreu a extinção que provocou o desaparecimento do maior número de géneros

de seres vivos?

TÓPICOS DE CORRECÇÃO

1. Resposta pessoal

2. A resposta deverá conter a ideia de que actualmente ainda se desconhece quer o número total de espécies existente na actualidade e quer o número real de espécies em extinção.

3. A resposta deverá conter a ideia de que actualmente se assiste ao desaparecimento de várias espécies de seres vivos durante um período de tempo relativamente curto.

4. A resposta deverá conter, entre outros, os seguintes elementos: urbanização, desertificação, turismo massivo, contaminação de solos, poluição, destruição de habitats, alterações climáticas, caça, desflorestação, aquecimento global.

5. Eras glaciares e impactos meteoríticos.

6. Resposta pessoal.

7. Cretácico e Paleogénico.

8. Pérmico e Triásico.