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Didier - Coisa Julgada e Recursos

Didier - Coisa Julgada e Recursos

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COISA JULGADA: Conceito: a Coisa Julgada é a indiscutibilidade da decisão (dispositivo), que não recai sobre a fundamentação, e sim dentro

do processo onde ela foi proferida ou em qualquer outro lugar. A decisão torna-se definitiva, indiscutível, dentro e fora do processo. Alguns chamam isso de coisa julgada material. Mas, a CF/88 só fala na coisa julgada. Chamam de material para distinguir da coisa julgada formal. Que é uma classificação que não está na lei. A CJ Formal é a preclusão da decisão. É a impossibilidade de discutir a decisão no processo. A material é a indiscutibilidade no processo em que a decisão foi proferida. Portanto, bem diferente. Perceba que qualquer decisão se torna indiscutível pela coisa julgada formal. Agora, a coisa julgada material, só algumas decisões ficam indiscutíveis pela coisa julgada material. Porque a coisa julgada formal é a preclusão. Assim, vamos estudar então a coisa julgada material. Quais são os pressupostos para que uma decisão se torne indiscutível pela coisa julgada (material)? Respostas: 1. Só faz coisa julgada material a DECISÃO JURISDICIONAL. Só ela tem essa aptidão. 2. Só há coisa julgada material se antes ela fez COISA JULGADA FORMAL, porque este é o seu pressuposto. 3. É preciso que seja uma DECISÃO DE MÉRITO. 4. É preciso que seja uma decisão fundada em COGNIÇÃO EXAURIENTE, ou melhor, EXAUSTIVA. # Tutela antecipada faz coisa julgada? Segundo Fredie, não, porque não tem cognição exauriente, e sim, sumária. # Despacho faz coisa julgada? Não, porque é não é de mérito. A coisa julgada parcial faz coisa julgada material, na parte que já fez coisa julgada formal. Assim, um acórdão, uma sentença, uma decisão interlocutória...ainda não se pode afirmar que só sentença faz coisa julgada, a não ser que se diga que é em sentido amplo. É melhor então dizer que a DECISÃO FAZ COISA JULGADA. EFEITOS DA COISA JULGADA: São 3: 1. Efeito Negativo ou Impeditivo da Coisa Julgada: é o efeito que a CJ tem de impedir que se decida de novo aquilo que já foi decidido. Assim, nenhum juiz vai poder decidir de novo. 2. Efeito Positivo da Coisa Julgada: muitas vezes a coisa julgada é utilizada com um fundamento de outra demanda. Ex.: entra-se com uma ação de investigação de paternidade e o autor ganha. E depois, ele entra com uma ação de alimentos com base nessa condenação sobre o seu pai assim reconhecido. E junta ao processo a decisão que fez a coisa julgada. Quando isso acontece, o juiz deste 2º processo tem que levar em consideração essa decisão que foi juntada. Ele pode até negar os alimentos, mas não vai mais poder discutir ou negar a paternidade do réu ao autor. Por isso que tem efeito positivo, essa CJ, porque impõe ao processo o dever de observação do juiz sobre esta decisão. 3. Efeito Preclusivo da CJ ou Eficácia Preclusiva da CJ: a coisa julgada torna a preclusa a possibilidade de se alegar questões que pudessem interferir para o acolhimento ou a rejeição do pedido. Com a coisa julgada, a decisão se torna inexpugnável. Com

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a coisa julgada, tudo aquilo que poderia ter sido deduzido, mas não foi, considera-se deduzido e repelido. Coma coisa julgada, é como se tivesse sido deduzido, e ainda, repelido. Ou seja: o que é a regra do deduzível e do deduzido? R: Com a CJ tem esse efeito. Art. 474 do CPC. A CJ pode atingir aquilo que foi deduzido. Fatos supervenientes a CJ, que sobrevenham à CJ estão fora da eficácia preclusiva, porque são posteriores. Isso ajuda a compreender o seguinte: toda Coisa Julgada é “Rebus Sic Stantibus.”. Ou seja, a CJ vai se manter permanecidas as mesmas circunstância de fato. Problema: a CJ envolvendo situação jurídica continuativa ou permanente: Esta relação é aquela que se prolonga no tempo, que se projeta no tempo, como é no caso da relação jurídica de família, tributária, locatícia, previdenciária, de família,...o juiz condena em

alimentos, por exemplo. As pessoas dizem que essa sentença não faz coisa julgada porque se trata de assunto de família. No entanto, eu posso rever essa sentença tendo em vista fatos novos. Assim, com relação aqueles fatos velhos, fez coisa julgada. Assim, quem colocar em prova de concurso que sentença de alimentos não faz coisa julgada não passa no concurso. Ela faz coisa julgada sim, desde que diante de uma nova situação. Não vai se re-decidir uma situação passada. Isso ocorre em qualquer decisão que envolva relação continuativa. Ex.: Súmula 239 do STF – quer dizer que a decisão dada hoje não alcança as posteriores, se houver mudança na relação fática. Se nada mudar, se tudo continuar como da épica da sentença, a coisa julgada pode valer de um ano para outro, desde que as circunstâncias se mantenham as mesmas. Essa súmula comete o mesmo erro daqueles que dizer que a sentença de alimentos não faz coisa julgada, porque faz sim, bastando que uma nova posição se imponha. REGIME JURÍDICO DA COISA JULGADA: 1ª parte do regime: Limites Objetivos da CJ: É saber aquilo da decisão que fica indiscutível com a coisa julgada, ou seja, qual é a parte da decisão que se torna indiscutível, que é o dispositivo da decisão. Pegar a tabela que está no site do Professor (331) Já vimos que a sentença tem a fundamentação e o dispositivo. Sobre a fundamentação recaem a eficácia da intervenção e a eficácia como precedente. E recai sobre o dispositivo a coisa julgada. O que cai sobre a fundamentação não faz CJ, porque o limite objetivo da CJ é o dispositivo. Quando estudarmos a Ação Declaratória Incidental, que é a 1ª aula do curso avançado, nós iremos estudar a CJ e questões prejudiciais. 2ª parte do regime: Limites Subjetivos da CJ: Quer-se saber aqui quem se submete à coisa julgada. E pode ser qualquer dessas 3 variações abaixo: a) Inter partes b) Ultra partes c) Erga Omnes Existem 3 modelos de limites subjetivos da CJ. a) Ou a CJ é inter partes, ou seja, a CJ que vincula apenas que participou do processo, quem foi parte do processo. Esta é a regra: art. 472 do CPC. b) Ou a CJ pode ser ultra partes, que é a CJ que além de vincular as partes do processo extrapola e atinge outros sujeitos distintos (terceiros) de quem está litigando. São excepcionais, mas existem. São aquelas que geram substituição processual, vão atingir outra parte. Ex.: A coisa julgada coletiva, envolvendo direitos coletivos, também é CJ envolvendo outras (ultra) partes (art. 103, II do CDC). Ex.: A coisa julgada proveniente de um processo conduzido por um substituto processual. Porque quando um processo é conduzido por um substituto, produz CJ ultra partes. c) E a Coisa julgada ainda pode ser erga omnes. Ou seja, é aquela que vincula a todos. Nem apenas que está no processo nem apenas se limita a atingir alguns que estão fora do processo, porque na verdade, ele atinge a todos. Ex.: ADI, ADC, ADPF. Ex.: Coisa Julgada Coletiva que envolva direitos difusos (art. 103, I do CDC) ou individuais homogêneos (art. 103, III do CDC). Obs.: na prática, há pouca diferença entre ultra partes ou erga omnes, porque neste a decisão envolve todos e na ultra, envolve algumas pessoas. MODO DE PRODUÇÃO DE COISA JULGADA: É a última parte do estudo da coisa julgada, que nos mostra como a coisa julgada se apresenta. São 3: 1. CJ “Pro Et Contra” – Esta é a regra. A CJ acontecerá, neste caso, qualquer que seja o resultado do processo ou da

I do CPC. Mas. 3. Há mecanismos de revisão da coisa julgada previstos e regulados em lei. Ovídio Batista. III do CDC. Assim. 103. 475 – L.causa. Art.: Terminamos aqui a aula de coisa julgada. do mandado de segurança (individual ou coletivo). Ela não surge em qualquer resultado. 741. Art. a improcedência por falta de provas não se torna indiscutível. Este MOVIMENTO DE REVISÃO DA COISA JULGADA é para relativizar ainda mais a coisa julgada. Já há decisões do STJ aplicando este ideal. Argumento: a injustiça é um mal que deve ser combatido.: a coisa julgada relativa a direitos individuais homogêneos. RECURSOS . que possui: Barbosa Moreira. Só haverá CJ quando houver esgotamento da prova. É o que acontece no âmbito penal. discute a CJ por questão material. (sem prazo/ formal = citação) 3. se o juiz concluir pela improcedência pela falta de prova. INSTRUMENTOS DE REVISÃO DA COISA JULGADA: A coisa julgada entre nós não é uma coisa julgada absoluta. A Querela Nullitatis – ela não tem prazo e discute a CJ por questão formal (falta de citação). não. 09/01/07 – 17ª AULA CONTINUAÇÃO: Há uns anos. Art. CJ “Secundum Eventum Probationis” – é a CJ da moda. Obs. 10000. A Revisão de Sentenças Inconstitucionais – não tem prazo. ou seja. 741. 1. porém. pouco importa os instrumentos que já existem. Ex. 103. ela só surge em determinados resultados. haverá coisa julgada. para direitos difusos e coletivos (art. surgiu um movimento de relativização da coisa julgada. O que esse movimento quer é mais meios de se rever a coisa julgada. que é um contra movimento.. § único do CPC. Ora por questões formais. 485 do CPC (2 anos – justiça/ formais). ora por questões materiais (ou substanciais). Isso pode ser revisto a qualquer tempo. Leonardo Greco e o próprio professor. ele colocou. Nelson Nery Jr. permitindo que ela seja revista de mais maneiras. Que torna a coisa julgada relativizada. da ação popular. Estes defendem que não se deve criar meios atípicos de revisão da coisa julgada. além das 4 estudadas acima. A Correção de Erros Materiais – erros materiais podem ser corrigidos a qualquer tempo. Ex. Ou uma letra. ou movimento contrário. Humberto Theodoro Jr e o Min. 2. Essa CJ é a CJ das ações coletivas. e o juiz concedeu 1000. Isto é a regra. se ela é injusta. porque não há provas para isso.: a coisa julgada penal. Nós estudaremos a Ação Rescisória no avançado. Está regulado no art. Só fazem CJ se houver esgotamento da prova. A sentença de absolvição faz esse efeito. José Delgado (STJ). não se pode relativizá-la de forma atípica. Marinoni. (Estudaremos isso na execução) 4. mas no dispositivo. e sim. São 4 os instrumentos. por engano. A condenatória não faz CJ. § 1º e art. Há.: O autor pediu 1000. CJ “Secundum Eventum Litis” – é o contrário da primeira acima.. 98 2. Este movimento deve ter uns 10 anos. por meio da revisão atípica. Defensores: Dinamarco. seja esta favorável ou não ao autor ou ao réu. Terminamos também o 2º livro. Este movimento defende uma relativização atípica (a utilização de critérios não previstos em lei) da coisa julgada. Ex. por critério de justiça ou de validade. porque pode ser revista a qualquer tempo. mas o professor entende que é o 3º. independentemente do seu resultado. É aquela que vincula as partes. não faz coisa julgada. I e II do CDC). mas a condenatória. A Ação Rescisória – ela pode rever a coisa julgada em 2 anos. Ela não é indestrutível. mas a absolutória faz. inclusive de ofício. O legislador opta por este resultado. a equipe adversária. Ou seja. Vai depender do que aconteceu. É a CJ julgada que só ocorre a depender do que tiver acontecido no processo.. respeitar tão somente os meios já oferecidos pela lei. I do CPC e art. O nosso modo adotado é o 1º. 475 – L.

porque isso não é preliminar da causa. é preciso saber quais são os meios de impugnar as decisões judiciais. Na verdade. Quanto ao pedido de integrar. ou é um pedido para invalidar a decisão. E isso não é o mérito da causa. O pedido de um recurso. a 1ª instância já acabou. entendendo isso. os embargos de terceiro. a causa de pedir é a OMISSÃO. o mandado de segurança contra ato judicial. pois. Estudaremos agora só os recursos: RECURSO / CONCEITO: é um meio de impugnação previsto em lei1. evitase erros crassos. a invalidação. o pedido de suspensão de segurança. obter a reforma4. toda demanda tem uma causa de pedir. aquilo que faz “às vezes de recursos”. Além disso. que não é fácil para a maioria. porque não existe recurso “ex officio”. se pede alguma coisa. Identificando essa diferença de pedidos. já é um grande avanço. 3 – “no mesmo processo”: Porque o recuso não gera um recuso novo. com o objetivo de impugnar aquela decisão. que é em relação ao pedido de invalidar. ele solucionou equivocadamente. para. onde se pede para esclarecer. é o “error in procedendo”. ele restabelece o curso do processo. marque como certa. a integração ou o esclarecimento de uma decisão judicial.“é um meio de impugnação voluntário”: Porque para o nosso sistema. é o resto. Sabendo disso. Sempre que se alegar o “error in iudicando”. 4 – “para obter a reforma. Por que a rescisória é um sucedâneo recursal? (isso foi perguntado erroneamente na prova do TJMG) R: Porque serve para impugnar uma decisão. no mesmo processo3. O recuso tem uma pretensão. errada. e como o recurso é uma demanda. “o recuso prolonga a litispendência”. ou é um pedido para reformar uma decisão. por exemplo). Tanto é assim que o REEXAME NECESSÁRIO não é considerado recuso. . Estes meios de impugnação dão origem a um novo processo. a integração ou o esclarecimento de uma decisão judicial”: Porque o recurso é uma demanda. isto não deve vir nas “Preliminares”. se no recuso eu discuto a competência ou não do juiz. onde se quer alegar a incompetência do juiz. às vezes existem causas em que se discutem o mérito do recurso e não mérito da causa. é o “sucedâneo”. pois o recurso é um meio de imposição que depende da vontade. mesmo ganhando nova capa. ou é para integrar ou é para esclarecer. a querela nullitatis. é preciso que o interessado recorra. Se cair esta frase. é a substituição). E estes meios se dividem em 3 partes: a) Recurso. o recuso tem de estar previsto em lei. E sendo a decisão obscura ou contraditória. agora em outra instância. Assim. o reexame necessário. O “error in iudicando” quer dizer que o juiz deu uma decisão injusta. a invalidação. Ou seja. só há recuso se alguém recorre. Pois é isso que distingue os recursos das ações autônomas de impugnação. o que foi decidido. Ex. Assim. b) Ação Autônoma de Impugnação. quando se faz um recuso. Em suma. é o que ficou excluído. Exemplos de Sucedâneos Recursais: a correição parcial. 99 c) Sucedâneos Recursais. obscuridade e contradição ensejam o recurso de Embargos de Declaração. Tanto as causas de pedir de omissão. Porque prolonga a vida do processo. pede-se uma providência. assim. cada um desses pedidos recursais correspondem a uma causa de pedir recursal. a causa de pedir é a obscuridade e a contradição. entende-se que uma coisa é o mérito da causa e outra coisa é o mérito do recuso. O 1º é o pedido da causa e o 2º é o pedido do recurso. o mérito do meu recuso será este. E o pedido do recurso NÃO é igual ao pedido feito na petição inicial (que é outro. ele tem um pedido. Instaura-se um processo novo. bem como é um meio de impugnação voluntário2. O pedido de reforma corresponde aquilo que se chama de “error in iudicando” (que não se deve traduzir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) a 2ª causa de pedir. se estamos no recuso. pelo recurso. é o erro de julgamento. que é para condenar o réu. ele prolonga um processo que já existe. Ora. ele também tem causa de pedir. de maneira injusta aquela decisão. Porque. Quer dizer que o juiz decidiu mal.Primeiramente. pois o mérito da causa não é saber se o juiz é competente ou não. isso é o mérito do recurso. está se optando em discutir o conteúdo da decisão. ERROR IN IUDICANDO: É o erro de análise. (que é todo que sirva para impugnar uma decisão que não seja enquadrado nem na hipótese A e nem na B. ele é um sucedâneo recursal. Análise: 1 – “é um meio de impugnação previsto em lei: Ou seja. de ação autônoma de impugnação: ação rescisória. 2 .

porque as decisões de concessão. É a DECISÃO QUE NÃO ADMITE A APELAÇÃO. Ex. Ora. este recurso é para reformar. que alguns chamam de RECURSO INOMINADO. revogação ou negação deste benefício são de natureza interlocutória. é “error in procedendo”. 2. que é a Lei 1. apesar da bizarrice. ALEGANDO ISSO. A Decisão sobre o pedido de revogação da Justiça Gratuita.: Nos JECs não cabe agravo de decisão interlocutória. Reformar é aprimorar. e se não for possível. Aqui. Eu posso fazer cumulação própria nos recursos. Este argumento doutrinário é muito criativo! Até existem algumas decisões previstas na LAJ que são tomadas em autos apartados.: o juiz indeferiu a petição inicial por inépcia. 524 e art. logo. e quase todos se lembrar dela.: das decisões que não admitem apelação. quero a reforma da decisão. Ex.Ex. pelo princípio da fungibilidade. 17 da Lei de Assistência Judiciária. que são: 1. Este recurso é para reformar ou invalidar. que é um advogado que atua na banca examinadora do MPF. o advogado de boa-fé agrava. este artigo é esdrúxulo. esquisitíssimo. Ex. e cabe um recurso que nem tem nome. desta vez. 529 do CPC) IMPUGNAÇÃO DA SENTENÇA: Cabe APELAÇÃO. então está se discutindo o conteúdo da decisão. cabe AGRAVO RETIDO (art. EU ESTOU DIZENDO QUE A DECISÃO É INJUSTA OU ELA É NULA?” Se eu responder que ela é nula. Decisão sobre pedido superveniente de Justiça Gratuita (que é autuado em separado) e 2. um agravo. não se está discutindo o conteúdo da decisão e sim a sua forma. que lei estranha! Para o professor. QUEBRAS DE PARADIGMAS: 1. pode impugnar as duas decisões. humildemente: “RECORRENDO. Ao alegar erro in procedendo. quando juiz decidiu isso. ele errou.seja do Relator ou . claro que não. que é o art. . ERROR IN PROCEDENDO: (não é erro no processo!!! É um defeito na decisão!)) É um defeito da decisão. Na prática. pelo Tribunal. Nestes casos. Para anular seria se eu recorresse para dizer ao Tribunal que o juiz julgou a minha petição inepta e não fundamentou. O autor recorre e diz ao tribunal que a petição é apta. Obs. recebe.Obs.: existe um artigo.: “Simplesmente. pois é causa de “error in procedendo”. pois ela não consegue ser nem interlocutória e nem é sentença (porque a sentença já ocorreu). sem problemas. como essas decisões são dadas em autos apartados. porém. Ex. contra a sentença não cabe apelação. Deve-se reformar a decisão. A decisão é nula ou é injusta? Ela é nula ou ela é errada? Está se discutindo a decisão que o juiz deu? Sim. cabe apelação disso? Na prática existe isso? E quando o juiz revoga o benefício? Alguém apela? Ora.060/50. E nos JECs. Quebra o nosso paradigma novamente.: quero a nulidade.: Tribunal. Este artigo diz que caberá apelação das decisões proferidas em conseqüência desta lei.: Dizer que faltou a fundamentação da decisão causa a sua invalidade ou a sua nulidade? R: Causa a sua nulidade. Quase ninguém se lembra dela. a impugnação das mesmas se faz por APELAÇÃO. por exemplo. que infelizmente é a que prevalece. E pedir para reformar é pedir para julgar de novo.. E nos JEFs só cabe agravo de decisão interlocutória sobre tutela de urgência. é corrigir a injustiça. segundo o qual só cabe apelação se a decisão proferida com base da LAJ tiver sido tomada em autos apartados. discute-se validade ou invalidade. porque há um “error in procedendo”. ela é “error in iudicando”. se o juiz nega o benefício. Diz-se ao tribunal que ela deve ser nula. Se eu responder que é injusta. A cumulação imprópria também é possível. na sua tese de Doutorado. ATOS SUJEITOS A RECURSO: JUIZ: POR DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS OU SENTENÇA EM TRIBUNAL: POR DECISÕES MONOCRÁTICAS .seja do Presidente ou Vice-Presidente* OU POR ACÓRDÃOS • (depende da organização do Tribunal) Obs. e o juiz. pouco importa o que foi decidido.Maria” = Simplesmente Recurso.. IMPUGNAÇÃO DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS: Contra essas decisões.: Delosmar Mendonça.Obs. cabem agravo de instrumento. pergunte-se. O professor chama apenas de recurso. defende que as decisões do juiz se dividem em 3 e não em 2. é re-decidir. Ora. 522 do CPC) ou AGRAVO DE INSTRUMENTO (art. Há uma interpretação. É possível pedir ao Tribunal que se reforme e que se anule? Cumulando pedidos? R: Sim! Um mesmo recurso. Para saber quando é “error in procedendo” ou “error in iudicando”.

este fenômeno é inevitável. para que ela não exista mais. 34 da Lei 6830/80 ou LEF). destinado ao STJ. com o mesmo nome. .: A sentença que julga a liquidação da sentença. em várias hipóteses. não são os EI que estão no CPC. para todos os processos. § único do CPC.. Mas. mas foi dito agora há pouco que recurso só deve ser considerado recurso se ele for proveniente de lei? Como se pode admitir um recurso proveniente de estatuto. Ex. pois quem julga estes EI é o próprio juiz de 1º grau. E nem vai para o tribunal.: Existem situações no ordenamento processual brasileiro de SENTENÇAS AGRAVÁVEIS. que ajuíza uma causa contra um Estado Estrangeiro ou Organismo Internacional. • Há um artigo (530 do CPC) que afirma que cabe Embargos Infringentes contra acórdão que julga a Apelação. perceba que a Turma estará julgando a apelação.. desde que o Agravo Interno seja da natureza de Apelação. E cabe contra decisão que julga Agravo Interno? Caiu na prova do PFN: R: Sim. a natureza jurídica do acórdão que julga o agravo interno É A NATUREZA JURÍDICA DAQUILO QUE FOI JULGADO MONOCRATICAMENTE. Ex. “inagravável” (“baianês” do Professor Didier). Ao julgar o Agravo Interno. ou um recurso especial. Isto está no art. 4. isso quebra a idéias que as decisões dos Tribunais devam ser COLEGIADAS.00) – Obrigação do Tesouro Nacional. esta lei veio tanto para os processos do STJ e do STF. Ou seja. 475 – H do CPC) Ex. Há uns 20 anos. Não cuida dos processos dos outros Tribunais. Ex. e os poderes do Relator só agigantam. E a que não decreta é apelável. nos Tribunais. que não existe mais. ou reforma o que o relator disse.: poderia ter sido uma apelação. Estes EI é um outro recurso. ou Agravo Interno de Apelação. • Atenção: Têm surgido algumas situações na jurisprudência onde a decisão de Relator é impugnável. porém. Ou para manter o que o Relator já julgou ou para julgar de nova maneira. Mas.. o agravo interno será chamado: Agravo Interno de Recurso Especial. no processo civil. 39.: Pessoa residente no Brasil ou município. Ora. esta decisão é. onde uma impugnação da decisão do juiz de 1º grau vai parar diretamente no STF (art. mais poder para inclusive. são causas de competência da Justiça Federal.: Súmula 622 do STF.: o Relator. (ROC) Ele faz às vezes de agravo (quando for contra decisão interlocutória) ou de apelação (quando for contra a sentença). Cuidado! Chame-o de EMBARGOS INFRINGENTES EM EXECUÇÃO FISCAL OU EMBARGOS INFRINGENTES DE ALÇADA (para não se confundir).: Nas execuções fiscais cujo valor não exceda mais que 50 OTN (+ ou – R$ 500.Obs.3. Por isso que.: A sentença que decreta a falência é agravável. Mas. decidir sozinho.. da Lei 8038/90. Contra esta decisão cabe agravo interno. veio o STJ dizendo que este artigo tem aplicação GERAL para todos os casos de impugnação genérica contra as decisões do Relator. Assim. Ela é agravável (art. o acórdão do agravo interno absorve a natureza do que foi julgado internamente. para o órgão competente. E cabem Embargo de Divergência contra acórdão que julga Agravo Interno que julga Recurso Especial? R: Sim! Desde que o Agravo Interno tenha a mesma natureza de Recurso Especial. de regimento? R: o professor explica que ele é proveniente da lei. dando ao Relator. 5. Ao julgar o agravo interno. • E quanto à decisão do Relator que converte o Agravo de Instrumento em Agravo Retido. A Turma vai julgar este agravo interno. o CPC foi bastante alterado. julgando a apelação de maneira diversa. Quando o juiz profere uma sentença de execução fiscal de até 50 OTN. RECURSOS NO TRIBUNAL: Quando o recurso destina-se a impugnar as decisões do Relator. o STF está revendo esta súmula. 527. contra esta sentença não cabe apelação. pela lei.Obs. Mas. E da decisão desses EI cabe Recurso Extraordinário para o STF! Pasmem! Tem súmula: 640 do STF. caberá RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. Ora. cabe AGRAVO INTERNO ou AGRAVO REGIMENTAL. a Turma tem 2 opções: ou mantém o que o relator disse. como explicado acima. É a única hipótese. • É certo que cabem Embargos de Divergência de acórdão que julga Recurso Especial ou Extraordinário. Para facilitar a nossa vida. ou ela mantém o que o Relator disse ou ela dá uma nova decisão. Veja a súmula 316 do STJ. monocraticamente julga uma apelação. embora tenha ele ganho o nome de “regimental”. Cabem Embargos Infringentes.Obs. assim. • Natureza Jurídica da decisão que julga o Agravo Interno: Ex. O STJ não aplica esta súmula. impugnável. Ou melhor. Ver art. Contra as decisões proferidas nestas causas.

veja que todos os agravos são cabíveis ou interpostos contra uma decisão de UMA PESSOA SÓ. CONTRA AS DECISÕES DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL OU DO VICE-PRESIDENTE. ele pode ser mitigado. O professor acha isso uma bobeira. porque eu só recorri um capítulo da decisão. Ex. o agravo. Mas. Este princípio não está previsto na CF/88.: Embargos de Declaração cabem contra QUALQUER DECISÃO. Ex. A e B. 1ª Classificação: Recurso Total ou Recurso Parcial. 2ª Classificação: Recurso de Fundamentação Livre e Recurso de Fundamentação Vinculada. o meu recurso é parcial. Segundo Barbosa Moreira.: Contra Suspensão de Segurança – cabe agravo! O mais famoso deles é o agravo do art. o sentido é outro: o Recurso é total quando impugna toda decisão. é um recurso parcial. que foi o que eu perdi.: Embargos de Declaração. para BM. Assim. Por isso que a fundamentação é vinculada. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO: É aquele que garante às partes a submeterem uma decisão a um novo exame.: Recurso Especial e Recurso Extraordinário. o Recurso é Total quando impugna tudo quanto pode ser impugnado. Ex. Se eu deixo uma parte sem recorrer. que determinadas decisões sejam irrecorríveis (Ex. Já para CD. Segundo Cândido Dinamarco. Assim.. Ex. Assim. Embargos Infringentes (os legítimos do CPC) 2. se eu impugnei tudo o que eu poderia impugnar. Quem examina a postulação 1º faz o exame sobre a possibilidade de se examinar o que foi possível (fazer um controle sobre a possibilidade de se examinar aquilo que foi pedido). Se o recurso não impugnar toda a decisão ele é parcial. Perceba que agravo é um nome muito comum em tema de recuso. o meu recurso é total ou parcial? R: É total. Ora. GERALMENTE CABE ALGUM TIPO DE AGRAVO. (que é a possibilidade de se examinar determinada demanda) . Recurso Ordinário Constitucional Obs. também se aplica ao recurso extraordinário. Os recursos cabíveis contra os acórdãos são 5: 1. O RFL é aquele onde eu posso alegar qualquer causa de pedir. porque causa confusão. 11/01/08 – 18ª AULA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS: 103 Toda demanda. • A Súmula 599 do STF está certa? Ela está em contradição com a súmula 316 do STJ? R: Sim!!!!!!!!!!!!!! Ela foi até cancelada! Cuidado com o seu código! O que vale é a súmula 316 do STJ. Se porventura se concluir que é possível examinar o que foi pedido. a parte não recorrida transita em julgado.Onde se lê recurso especial.. Eu perdi o capítulo B. Embargos de Divergência 3.: Decisão de homologa acórdão é irrecorrível no JEC. Recurso Extraordinário 5. 544 do CPC. porque é um erro escandaloso. ganhei o A. qualquer problema contra a decisão. CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS. Mas. Há agravo dos mais variados tipos. Ex. Por isso. toda postulação se submete a um duplo juízo. todos são de fundamentação livre. qual a diferença entre ele e o BM? R: Imagine uma sentença com 2 capítulos. porque eu impugnei tudo que eu poderia impugnar. Isso é importante porque. mas ele é considerado um corolário do Devido Processo Legal. Eu só posso me valer daquele recurso alegando determinada causa de pedir que a lei prevê. JAMAIS e em HIPÓTESE ALGUMA coloque em uma prova um agravo contra acórdão.: decisões do STF) Isso porque o DPL é um Gremlin. meu recurso é total. fazendo assim. Recurso Especial 4.: a apelação. . Ele tem um nome muito grande: É O AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA DECISÃO QUE NÃO ADMITE RECURSO ESPECIAL OU EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. Eu vou recorrer sobre o B.: Contra um HSE (HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA) – cabe agravo! Ex. ele é uma usina de vários outros princípios. Ou colocar apelação de acórdão. ela formula um 2º juízo que é o Juízo de Admissibilidade de um Pedido ser Acolhido. O RFV é aquele que tem causa de pedir típica. O 1º juízo é o Juízo de Admissibilidade.

E se o a quo se retratar. porque desta forma está correta . se o a quo não conhece do recurso. Então. NATUREZA JURÍDICA DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: Convém separarmos aqui que o juízo pode ser positivo ou negativo. porém. O ad quem não fica vinculado ao que o a quo disse. é do ad quem. prevalece a regra de que o recurso tem que ser interposto perante o órgão “A quo”. o juízo ad quem poderá REVER o juízo feito pelo juízo a quo. ele nem examina o mérito. fala-se sobre em CONHECER (ADMITIR O RECURSO) ou NÃO CONHECER O RECURSO (NÃO ADMITIR O RECURSO). O positivo é indiscutível na doutrina. ou o juízo de inadmissibilidade. Quando não se conhece o recurso. ou melhor. é preciso entender que quando se fala em “Juízo A quo” é o juízo que proferiu a decisão recorrida. Cabe ao ad quem julgar o mérito do recurso. porque é feito pelo a quo e pelo ad quem. Alguns exemplos de recurso que permitem juízo de retratação: a) Os agravos. Ex. é porque o Tribunal examinou o mérito. O efeito regressivo é o efeito de permitir o juízo de retratação.O 2º juízo é o Juízo de Mérito. de mérito. Assim. ou seja. este é o único recurso que é interposto diretamente perante o Juízo Ad Quem. Ele próprio é o Juízo ad quem e o a quo. ou ele conhece ou não conhece o recurso. O Juízo de Mérito. Isso é a regra. aquele que vai receber o recurso. 1º) No Agravo de Instrumento. se o Tribunal conheceu do recurso (admitiu o recurso). o recurso será encaminhado ao ad quem. se o Tribunal não conhece do Recurso. Se o juízo a quo conhecer o recurso. fala-se que o Juízo foi positivo de admissibilidade. houve preclusão) A idéia é a de que o ad quem tem que controlar o que o juízo a quo faz.: Se o juiz não receber a apelação – cabe agravo de instrumento. jamais escreva na prova “não conheceu e negou provimento”. já era. neste caso. para onde o recurso deve ir. o juízo que vai julgar é o mesmo que foi recorrido. ele mesmo estará fazer o juízo de admissibilidade. fala-se em DAR ou NEGAR PROVIMENTO. ou melhor. Assim. (se não agravar. Se ele deu provimento. Assim. é o juízo de origem. Já no âmbito do Juízo de Mérito. porque ele é o órgão competente para recebê-lo. O problema está na caracterização do juízo de admissibilidade negativa. o juízo a quo vai fazer o reexame do mérito da sua própria decisão. É uma peculiaridade do agravo de instrumento. c) A apelação do ECA. Uma vez encaminhado a este. Porque os Embargos de Declaração são julgados pelo mesmo Juízo que proferiu a decisão atacada. E aqui. a situação é diferente: Porque aqui. E o recurso também tem isso. que a decisão que conhece do recurso é uma decisão declaratória com eficácia retroativa. ele nem viu o mérito. POR ISSO QUE SE DIZ QUE O JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE É DUPLO. COMPETÊNCIA PARA FAZER O JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: Para que se compreenda como se estrutura o juízo de admissibilidade. então. Aqui. sempre caberá um recurso para esta decisão (que não recebeu o recurso). Mas. Já o “Juízo Ad quem” é o Juízo de destino. Por isso é que se diz que o juízo de admissibilidade é duplo. A partir desta distinção. perante o órgão que proferiu a decisão recorrida. Agora. 2º) Os Embargos de Declaração também fogem a essa regra geral. ele não vai nem remeter o recurso para o órgão ad quem. 3º) Alguns recursos têm aquilo que se chama de EFEITO REGRESSIVO. No âmbito do juízo de admissibilidade. aí sim se pode falar em “Conheceu para dar provimento” ou “Conheceu para negar provimento”. Assim. porque se não conheceu. o A quo não faz juízo de admissibilidade. cabe ao Juízo A Quo fazer o 1º juízo de admissibilidade. pode-se estabelecer algumas regras: No direito brasileiro. (que é a possibilidade de se acolher o que foi demandado) Por isso que toda demanda passa por um juízo de admissibilidade e depois. que tem qual natureza? . Ele pode REFAZER o juízo. b) A apelação contra sentença que indefere a petição inicial. fala-se que o juízo foi negativo de admissibilidade. Quando se conhece do recurso.

porque isso geraria uma insegurança muito grande. e a Ação rescisória tem o prazo de 2 anos. .Aqui está o problema. E se o Tribunal tiver levado 3 anos para julgar esta apelação que não foi conhecida? Quer dizer que a parte perde até mesmo o direito de propor Ação Rescisória? R: Para Barbosa Moreira sim. COM EFICÁCIA RETROATIVA. não tem eficácia retroativa. Ocorre quando: se o juízo de inadmissibilidade tiver sido pela intempestividade do recurso. tudo aquilo que deve ser observado para que o recurso seja admissível. Porque se ele diz que o juízo é invalidante. • CUIDADO: alguns autores colocam este requisito como extrínseco. ela só pode ser desconstitutiva. o trânsito em julgado já teria ocorrido. INTERESSE e INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO/EXTINTIVO. E para este tema. para esta corrente. para Barbosa. E seus critérios são objetivos. o Tribunal não vai conhecer do recurso. Se o recurso que se quer interpor contra aquela decisão é o adequado? Se a decisão é recorrível e o recurso é o adequado. ou pelo manifesto descabimento do recurso. tem eficácia retroativa. Ela defende que o Juízo de Admissibilidade Negativo é Declaratório. Esta posição é isolada do Fredie Didier. o juízo de admissibilidade negativo é caso de desconstitutivo. Ela é temperada porque ela é mista. porque já houve coisa julgada. a causa já havia transitado em julgado lá atrás no tempo. É como se o Tribunal estivesse dizendo que desde aquela data ele não conhece o recurso. É como se o recurso. ressalvadas 2 situações. PREPARO E REGULARIDADE FORMAL. 3ª corrente – MAJORITÁRIA: é a corrente temperada. esta decisão de não conhecimento retroage à data da interposição da apelação. uma apelação que não foi conhecida. isso importa para saber em que momento se faz a coisa julgada.* Requisitos Extrínsecos (relacionados ao exercício do recurso): TEMPESTIVIDADE. Para o professor. por isso que o professor colocou este na zona de fronteira entre os requisitos intrínsecos e os extrínsecos. depois de 3 anos da sua interposição. Só há um julgado de 2005 com esse posicionamento. Este pensamento de BM é um entendimento isolado que não dá para sustentar. em duas situações. nestes 2 casos. que não tem eficácia retroativa (como forma de proteger a boa-fé). (basta ver aquela “tabuada” dada na aula passada) Há 3 princípios sobre a teoria dos recursos que giram sobre o cabimento dos recursos: 1. Não tem eficácia retroativa. Esta súmula é a positivização mais clara do que existe sobre este tema. esta 4ª corrente é isolada. Nem o efeito suspensivo. Se a decisão é recorrível? 2. por isso. OU SEJA. É como se o recurso nem tivesse existido. desde a data em que se causou a inadmissibilidade. ele chama de uma tese. LEGITIMIDADE. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE DO RECURSO: os recursos cabíveis são aqueles taxativamente previstos em lei. Durante este lapso de tempo. Porque para BM. recurso inadmissível não produz nenhum efeito. então. é preciso saber 2 perguntas: 1. 2ª corrente – Diz que o juízo de admissibilidade negativo é declaratório mas. o juízo de admissibilidade negativo pode ter eficácia retroativa. Na prática. Assim. Para BM. o recurso é cabível. o juízo de admissibilidade negativo é DECLARATÓRIO. Perceba que as súmulas do TST são tão grandes que possuem incisos. 4ª corrente – para o Professor. Ou seja. desde lá de trás. Por isso. É como se não tivesse havido recurso. desde quando ele foi interposto. não fosse conhecido. bastam os 3 primeiros incisos. Esse é o pensamento adotado pelo TST na súmula 100 do TST. Ex. OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS: Ou seja. quando Tribunal diz que não conhece o recurso. R: Há várias correntes: 1ª corrente (Barbosa Moreira) – Para ele.: imagine que houve uma sentença e após ela. Isso será visto por nós quando estudarmos a Ação Rescisória. ou concepção. CABIMENTO: Para se saber se o recurso é cabível. A tradicional classificação de requisitos é a seguinte: Requisitos de Admissibilidade: Requisitos Intrínsecos (relacionadas ao direito de recorrer): CABIMENTO. não é o entendimento que prevalece.

Além da parte e do MP. podem recorrer também o 3º prejudicado. em determinadas situações. O prazo para o recurso de 3º é o prazo de que dispõe a parte para recorrer. Obs. quase 60 anos depois. Este princípio é mitigado com relação aos acórdãos. ele se torna 3º. além de exigir a constatação de erro grosseiro. Por isso que se diz: para que não haja erro grosseiro é preciso que exista uma dúvida objetiva quanto ao cabimento do recurso. 106 Tem um sujeito que poderia ter intervindo e não interveio e que não pode mais recorrer como 3º. PRINCÍPIO DA SINGULARIDADE OU UNIRRECORRIBILIDADE: de acordo com este princípio. então. porque ele havia reestruturado tudo.. Senão. É o mesmo prazo. mas não interveio.. INTERESSE: O recurso precisa ser útil e necessário. Mas. Mas. ela exige também o respeito ao prazo do recurso correto. Mas. assim como acontecia no CPP. é possível a fungibilidade hoje ainda. se não há regra expressa. ou seja. só se pode utilizar UM RECURSO POR VEZ. Por isso que o recurso de 3º é um exemplo de Intervenção de Terceiro. Esta dúvida que se constata na jurisprudência ou na doutrina. entendeu que não havia mais dúvidas. admitia-se a fungibilidade se não houvesse erro grosseiro ou má-fé de quem intentou a peça processual equivocadamente. veio agora. É aquele que poderia ter sido OPOENTE e não foi. E o prazo para ele. expressamente. . não há sentido em se admitir a fungibilidade (pois se estaria dando com uma mão e tirando com a outra). a fungibilidade? R: Segundo o professor. a jurisprudência atual. o recorrente tem que demonstrar que o recurso pode lhe propiciar algum proveito. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE DOS RECURSOS: é possível aceitar um recurso indevido como se fosse devido. AINDA QUE NÃO HAJA RECURSO DA PARTE. ele teria virado parte. Súmula: 99 O MINISTERIO PUBLICO TEM LEGITIMIDADE PARA RECORRER NO PROCESSO EM QUE OFICIOU COMO FISCAL DA LEI. este princípio da fungibilidade. conta a partir da intimação da parte. daria problema quanto aos prazos desconexos destes 2 recursos. de boa-fé. apto a recorrer. ou denunciado. Ela entende que se entrou com recurso errado. Este princípio está intimamente relacionado com o PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. já é parte. É o que poderia ter sido assistente. Ex. naquela época. O que seria erro grosseiro? R: É aquele erro que não tem respaldo na doutrina e na jurisprudência. exatamente porque ele é o 3º (não está no processo). Aquela discussão sobre se cabe apelação ou agravo de uma sentença. É possível interpor um recurso indevido e o juiz o converter em outro. porque era um sistema que gerava muitas dúvidas nos processualistas. E ele não pode mais ser aceito neste momento porque ele estaria levando uma demanda nova ao tribunal. Hoje. mas no prazo certo. Ex. se aceitarmos que a fungibilidade decorre da instrumentalidade das formas. que é aquele sujeito que poderia ter intervindo no processo. a coisa está relativamente tranqüila. Ou seja. é possível ainda. ele não pode ser prejudicado porque não respeitou o prazo correto. ou chamado. 3. salvar erros processuais que poder ser corrigidos. Como ele não interveio. o MP (Custos Legis) – e o MP pode recorrer. Não pode. A doutrina não gosta disso. é preciso que a parte tenha entrado com o recurso errado. A sutileza é apenas o fato de que o 3º não é intimado.: apelação – 15 dias e o agravo – 10 dias. Porque o CPC de 73 tentou acertar o CPC de 39.: Alexandre Câmara defende que aquele que poderia ter sido opoente pode recorrer como terceiro. Porque aquele que já é opoente. LEGITIMIDADE: O CPC afirma que pode recorrer: a parte vencida. cada um desses recursos deve ter um objetivo distinto.2. mesmo que as partes não recorram (Súmula 99 do STJ).: Conversão do Negócio Nulo (Civil – Aula do Pablo) – ele pode ser entendido como se fosse outro. Não se pode impugnar a mesma decisão com 2 recursos simultaneamente. inovando em tribunal. Então. Veio o CPC de 73 e não repetiu a regra que permitia a fungibilidade. e não veio antes. Se ele tivesse intervindo. e ao fazer isso. quais são os requisitos da fungibilidade hoje? R: A doutrina responde dizendo que continua sendo a inexistência de erro grosseiro para se ter o pressuposto da fungibilidade. o próprio código previa. Mas. hoje. Por quê? R: Porque eu posso impugnar um acórdão ao mesmo tempo que eu interponho um Recurso Especial ou Extraordinário. . Assim. se for para pedir a anulação da decisão. No CPC de 39.

a necessidade disso. o que não se admite.: o cumprimento espontâneo da decisão. que se aplica aos recursos desta maneira. E não precisa do consentimento da outra parte. E se um tem fundamento legal e outro constitucional. porque para o recorrente. Obs. veja que cabe recurso para discutir só o fundamento. sem questionar o que foi decidido (a parte dispositiva).Ex. POR SI SÓ. Aqui. Neste caso. que tem até súmula (126 do STJ).: O MP (Custos Legis) não sucumbiu e pode recorrer. eu não poderei recorrer de novo.: Se o juiz recebe uma ação monitória. Começou a votar. a ele recorrer: ele vai dizer que é improcedente mesmo. o juiz já manda o réu pagar. . É interessante para ele mudar isso. pois qual a diferença que isso faz na vida prática? Ora. Contra esta decisão. porque assim. que é o momento que a parte pode renunciar. é possível. porque este meu recurso será inadmissível. Imagine um acórdão com 2 fundamentos: um legal e outro constitucional. Porque eles são os 2 pilares da decisão. porque é o mesmo que se comportar contraditoriamente. Mas. A renúncia não depende da aceitação da outra parte. Os Exemplos de fatos (que não podem existir para que o recurso exista) são dados pela doutrina: a) A Renúncia ao Recurso – a renúncia da parte extingue o direito de recorrer. c) Se eu já recorri e desisto do meu recurso. Ex. porque aqui a coisa julgada é secundum eventum probationis. Ex. Porque é possível que haja recurso de quem não sucumbiu. Esta súmula tem tudo a ver com o interesse recursal. E A PARTE VENCIDA NÃO MANIFESTA RECURSO EXTRAORDINARIO. É inútil o recurso em que se pede apenas a mudança no que está na fundamentação da decisão. Um recurso sobre a fundamentação é algo inútil. eu tenho que derrubar os dois fundamentos. Há 2 questões problemáticas aqui: 1. Porque alguns fatos não podem existir para que o recurso seja.: O 3º não sucumbiu e pode recorrer. Ex. Se eu entrar com um recurso só. A desistência do recurso não precisa ser homologada pelo juiz. Agravo Interno: 5 dias. o proveito que se quer ter é desnecessário se feito por recurso. admissível. A desistência do recurso pode ser oferecida até o início da votação no Tribunal. porque é um direito potestativo do possível recorrente. eu tenho que interpor tanto o Recurso Especial como o Recurso Extraordinário. a utilidade. TEMPESTIVIDADE: O recurso tem que ser interposto dentro do prazo. Vimos na aula passada que se o juiz conclui pela improcedência do pedido. pedindo ao tribunal que se mantenha a improcedência para que se mude o fundamento (de falta de provas para falta de direito). para o réu. Porque tudo o que o réu precisa fazer para se defender é com a sua DEFESA. então. eu não ganho nada com isso. A renúncia se dá antes de recorrer. Embargos de Declaração: 5 dias Agravos em 1ª Instância: 10 dias.: Proibir o recurso para quem já aceitou a condenação tem a ver com a Proibição do “Venire Contra Factum Próprium”. ele terá coisa julgada. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DE RECORRER: Este é um dos primeiros requisitos de natureza negativa. É claro que quem sucumbiu pode recorrer. a fundamentação nem faz coisa julgada! Veja que não é apenas quem sucumbiu que tem interesse recursal. Apelação: 15 dias. neste caso. a decisão está certa. b) Um segundo ato que não pode ocorrer para que o recurso seja admissível é A Aceitação da Decisão. mas também pode recorrer quem não sucumbiu. não pode mais desistir. Isso pode vir na prova envolvendo direito coletivo. porque o máximo que eu vou destruir é um dos pilares desse acórdão. para se derrubar este acórdão. Súmula: 126 É INADMISSIVEL RECURSO ESPECIAL. a coisa julgada é aquela “Secundum Eventum Probationis”. é desnecessário que o réu recorra. que ganhou. 2. neste caso. PARA MANTE-LO. Qualquer um deles está apto a sustentar a decisão. QUALQUER DELES SUFICIENTE. se demonstrar o proveito. QUANDO O ACORDÃO RECORRIDO ASSENTA EM FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. ele será inútil. Mas não por falta de prova e sim por falta de direito. porque se eu recorrer apenas de um fundamento. Isso é um exemplo clássico de recurso inútil. Por isso. por falta de prova. Esta desistência me impede de recorrer. Quem aceita a decisão não pode recorrer depois. A desistência pressupõe que o recurso já tenha sido interposto.

ou ocorrer motivo de força maior. meses depois. Mas. É a lei de custas do STJ. o § único do art. não existia. 547.636/07). o sujeito deve se deslocar de avião para protocolar o seu recurso. Outro problema dentro do tema da tempestividade está relacionado à Súmula 256 do STJ – para que seja possível protocolar as petições e facilitar o acesso à Justiça. ainda mais sendo um tribunal que se diz ser da Cidadania). Os autos remetidos ao tribunal serão registrados no protocolo no dia de sua entrada. Mas esse sistema de protocolo descentralizado não poderia ser aplicado ao STJ porque o argumento deles é que não havia lei prevendo esta possibilidade. com unanimidade. No entanto. O prazo não é devolvido pelo que sobra. O art. No entanto. isto se o avião chegar. do herdeiro ou do sucessor. o que antes. mas hoje ele acompanha a doutrina. com isso. na súmula 216. SÚMULA Nº 641 NÃO SE CONTA EM DOBRO O PRAZO PARA RECORRER. o prazo será simples. Aqueles que estão acompanhados de Defensor Público também têm prazo em dobro para recorrer. que suspenda o curso do processo. o preparo se faz antes e depois se interpõe o recurso. dia 31/12/07 surgiu uma lei que alterou a legislação processual civil (11. você se dá por intimado. a aplicação do princípio do livre acesso à justiça. será tal prazo restituído em proveito da parte. O valor do preparo corresponde à soma das taxas + as despesas de remessa + as despesas de retorno dos autos. No entanto. O STJ já acompanhou o STF. Súmula: 216 A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da secretaria e não pela data da entrega na agência do correio. a critério do tribunal. O STJ traz mais um problema para a tempestividade. Outro problema aqui é o Recurso Prematuro ou Recurso Precoce – que é o recurso interposto antes do início do prazo. sem problemas. QUANDO SÓ UM DOS LITISCONSORTES HAJA SUCUMBIDO. Ou seja. cabendo à secretaria verificar-lhes a numeração das folhas e ordená-los para distribuição. antes de ser intimado. sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. Se. Porque se você recorre precocemente. 507 do CPC – quer dizer que durante a fluência do prazo recursal acontece uma dessas tragédias.A Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em dobro para recorrer. esta súmula ainda não foi cancelada! Muito pelo contrário. No entanto. Porque recurso interposto sem preparo é chamado de recurso DESERTO. depois da intimação. O STF tem mais de uma decisão julgando que nestes casos o recurso é intempestivo. ser descentralizados. 507. 547 do CPC surgiu prevendo expressamente que é possível este protocolo integrado. durante o prazo para a interposição do recurso. O professor disse que tem vergonha de dizer isso. Então. vale uma ponderação: Súmula 641 do STF. Os serviços de protocolo poderão. ele será devolvido integralmente. para que no momento da interposição do recurso se possa comprovar que já pagou. o STF tem admitido este protocolo para si. E esta lei diz claramente que as custas devem ser . em Dezembro de 2001.: Quer dizer que se os Correios estiverem em greve. Este Tribunal da Cidadania considera que a tempestividade é contada quando da chegada do recurso à secretaria do Tribunal e não do seu despacho pelo correio. Súmula: 256 O sistema de "protocolo integrado" não se aplica aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal de Justiça. criaram os protocolos integrados. contra quem começará a correr novamente depois da intimação. 108 Obs. o STF considerou que o prazo é uma questão de matemática. que malha a posição do STF. Art. Parágrafo único. Litisconsortes com advogados diferentes também têm prazo em dobro para recorrer. Art. nesta época (AGO/2001). (E o STJ dificulta. Ela passou a exigir taxa no Recurso Especial. inclusive para o STJ. Se só um dos litisconsortes pode recorrer. Ela regulamenta as custas no STJ. o prazo será devolvido integralmente. o STJ vem reafirmando esta negativa de protocolo integrado. PREPARO: É o pagamento das despesas relacionadas ao processamento do recurso. E se o seu recurso não foi admitido? R: Não tem devolução de dinheiro. mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau.

11. que a comprovação do preparo deve ser feita contemporaneamente à interposição do recurso (par. composto de custas e porte de remessa e retorno. “O valor do preparo não será devolvido. o final do ano nos traz sempre uma lei que altera a legislação processual. 4º). Convém transcrever. Quando isso ocorre. Em sentido semelhante. 15 da Lei n. porventura. O juiz vai dar novo prazo para se fazer o preparo. não dispensa a parte do pagamento das custas nem lhe dá o direito à restituição”.2008 Existem 2 situações em que se pode fazer o preparo depois de recorrer: 1º) No JEC – é possível fazer o preparo até 48 h depois da interposição do recurso. 150 da Constituição Federal”. na origem. Existe também a figura da Relevação da Deserção. Nem mesmo o valor dos portes de remessa e de retorno dos autos (note que. 8º da Lei Federal n. Mas. Em 07. mediante preenchimento de guia de recolhimento de receita da União. convém transcrever o art. Note. somente pode ser feita após noventa dias da vigência da lei (art. incluindo. não será devolvido esse valor se a remessa não realizar-se). a importância das despesas de remessa e retorno dos autos”. 11. 6o Quando autor e réu recorrerem. 511 do CPC e o enunciado n. Deixou claro. nestes casos. Existe a figura do Preparo Insuficiente. 14. não há devolução de dinheiro. ratificando a exigência do art. o assistente é equiparado ao litisconsorte. Editorial nº 32) . ainda que não coincidam suas pretensões. perante as suas secretarias e no prazo da sua interposição (art. dentro do prazo de cinco dias. de conformidade com as normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda e por resolução do presidente do Superior Tribunal de Justiça” (art.636/2007 passou a prever custas nos processos que tramitem no STJ.636/2007. 14. produzindo efeitos respeitando-se o disposto nas alíneas b e c do inciso III do caput do art. quando o recorrente não recolhe. 11. ainda. mesmo se o recurso não for conhecido.636/2007: “Não haverá restituição das custas quando se declinar da competência do Superior Tribunal de Justiça para outros órgãos jurisdicionais. § 1o Se houver litisconsortes necessários. 187 da súmula do STJ: “É deserto o recurso interposto para o Superior Tribunal de Justiça. Seguindo a tradição. A propósito do assunto. Essa possibilidade de relevar-se a falta de preparo está prevista no art. 11 da mesma lei: “O abandono ou desistência do feito. que a exigência de preparo. 10). § 3o O terceiro prejudicado que recorrer fará o preparo do seu recurso. 112 do RISTJ. . 7º). que antes apenas exigia o pagamento das despesas postais (art. ou a existência de transação que lhe ponha termo. aí. bastará que um dos recursos seja preparado para que todos sejam julgados. 6º dessa lei. (Ver o site do Professor. A Lei Federal n. ún. Note que o legislador estabeleceu que quando se tratar de recurso. embora se pague antecipadamente pelas despesas com a remessa dos autos. sob pena de deserção.: Greve do Banco. 10). que agora está revogado). em qualquer fase do processo. independentemente do preparo dos recursos que. 519 do CPC. tenham sido interpostos pelo autor ou pelo réu”. que estabelece o pagamento do preparo nos casos em que há litisconsórcio.01. Fredie Didier Jr. O pagamento das custas e contribuições devidas nos feitos e nos recursos que se processam nos próprios autos efetua-se da forma seguinte: II . É um artigo de aplicação geral. pois somente o dispensou em certos processos de competência originária ou recursal (art. O juiz tem que mandar a parte completar o preparo e só se a parte não complementar é que o recurso não será admitido. 2º) Na Justiça Federal – é possível fazer o preparo do recurso contra sentença até 5 dias após a interposição. a íntegra do art.636/2007: “Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. ainda. II da Lei 9289/96. seguindo essa regra geral. cada recurso estará sujeito a preparo integral e distinto. esclarecendo que há preparo no recurso especial. será feito no tribunal de origem. Art. o art. não se aplica só a ela.aquele que recorrer da sentença pagará a outra metade das custas. Determina a mencionada lei que o “o pagamento das custas deverá ser feito em bancos oficiais. O juiz pode relevar a falta de preparo se o recorrente demonstrar que houve justo motivo para não fazê-lo. o recurso especial. Editorial 32 Lei de custas no Superior Tribunal de Justiça. Art. Tal diploma legal regulamentou o regime de custas no STJ. assistência e recurso de terceiro: “Art. composto de custas e porte de remessa e retorno. o recolhimento do preparo. § 2o Para efeito do disposto no § 1o deste artigo. Ex. Isso é o preparo feito com o valor menor. do art. Este artigo está na parte de apelação. 11. Lei n.acrescente isso no livro do professor.pagas antes e se o recurso não for conhecido. ele não pode levar à deserção imediatamente. também.

fixando-lhe prazo para efetuar o preparo. se a decisão tem 2 capítulos e a parte só devolve o capítulo A. e o quer a partir de agora. para Barbosa Moreira. por exemplo. Assim.: Os Embargos de Declaração impostos por uma parte interrompem o prazo para todas as pessoas. conforme o caso. o possível beneficiário não tinha este benefício. EFEITOS DOS RECURSOS: 1. Art. então. Daí que se fala em efeito expansivo do recurso. os Recursos no ECA. nem o de impedir o trânsito em julgado. Ele tem que ter fundamentação. O recurso tem que ter pedido. Obs. Então. Súmula: 178 O INSS NÃO GOZA DE ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE CUSTAS E EMOLUMENTOS. 2. Outro requisito é que os recursos devem ser escritos. 509 do CPC. Toda decisão tem fundamentação e dispositivo. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. porque às vezes a parte não tem dinheiro para a perícia. O RECURSO GERA O EFEITO REGRESSIVO: que é a possibilidade que o recurso traz de haver Juízo de Retratação. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial. Este efeito está intimamente relacionado à vontade do recorrente. Agravo Retido. isso é mais uma regularidade formal. E no dispositivo. Ex. Por isso. Existem sujeitos que estão dispensados de fazer o preparo. como os documentos que compõem o Agravo de Instrumento são requisitos impostos pela regularidade formal. Provando o apelante justo impedimento. Veja a súmula 178 do STJ – na Justiça Estadual. o dispositivo do acórdão se ajustará ao limite dado pelo recorrente. Alguns recursos não têm preparo: Embargos de Declaração. Parágrafo único. não há problema. por isso. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. como é a vontade do recorrente que delimita o que o Tribunal terá que redecidir. ele terá que dar um prazo para fazer o preparo que não foi feito. Art. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. recurso inadmissível é aquele que não produz efeito algum. mas tem para o preparo. se não ele é inepto. 4. no prazo de 10 (dez) dias. se o Tribunal vier a negar esse pedido. Na fundamentação o juiz examina as questões incidentes. 544. 3. Todo mundo que recorre quer a devolução de alguma questão. Os exemplos 2 e 3 estão no art. se ele pede agora no momento em que recorre. tem que requerer para determinados atos do processo. porque até então. caberá agravo de instrumento. REGULARIDADE FORMAL: Os recursos têm que preencher algumas formalidades. ele tem que pagar o preparo. por exemplo.Art. Mas há situações em que há uma expansão dos efeitos do recurso que atingem outros sujeitos que não os recorrentes que se beneficiam com o recurso. É o recorrente que delimita o que ele quer que seja devolvido (a matéria impugnada). o INSS é um ente federal. NAS AÇÕES ACIDENTARIAS E DE BENEFICIOS. Havendo solidariedade passiva. Mas. Ex.: A Justiça Gratuita deve ser pedida mesmo na Defensoria. senão ele não será conhecido.: O Recurso de um Devedor Solidário beneficia os outros se for alegado questão comum a todos eles. 544 do CPC não tem preparo. o juiz examina a questão principal (que é o pedido. para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça. o MP e o beneficiário da Justiça Gratuita. Ex. Assim. o Agravo no art. Vale aquilo que se chama de Princípio da Dialeticidade dos Recursos. Ora. quando as defesas opostas ao credor Ihes forem comuns.: O Recurso de um Litisconsorte Unitário beneficia o outro. É uma isenção objetiva. É uma expansão subjetiva também. o recurso tem o poder de devolver aquilo que foi impugnado para que seja examinado novamente. que se diz que o efeito devolutivo está relacionado ao dispositivo da nova decisão que será dada (acórdão). É o caso da Fazenda Pública. O RECURSO GERA O EFEITO DEVOLUTIVO: Aqui. e o Tribunal concede o benefício. pergunta-se: o benefício da JG pode ser pedido no próprio recurso. o juiz relevará a pena de deserção. O RECURSO GERA EFEITO EXPANSIVO SUBJETIVO: a regra é a de que o recurso só produza efeitos para o recorrente. se . 509. Embora nos JEC o agravo retido e os embargos de declaração possam ser orais. Mas. Porque o recurso tem que ter fundamentação para permitir a dialética. 519. PROPOSTAS NA JUSTIÇA ESTADUAL. O RECURSO IMPEDE QUE A DECISÃO TRANSITE EM JULGADO: Este é o efeito mais simples do recurso.

§ 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles. o efeito suspensivo será o efeito “OPE IUDICIS”. E neste caso. 515 é o efeito translativo – com questões relacionadas ao que foi impugnado. cumprida a diligência. Mas. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento.: Danos morais e danos materiais. desde que RELACIONADAS AO CAPÍTULO IMPUGNADO!!! Porque sobe ao tribunal tudo daquilo que foi impugnado. intimadas as partes. 267). e quando a lei não atribuir (sempre) automaticamente. mas. que ele chama de PROFUNDIDADE DO EFEITO DEVOLUTIVO. O efeito devolutivo é aquele que determina qual é a questão principal do recurso. O EFEITO DEVOLUTIVO BITOLA O TRANSLATIVO. E leia o livro do professor também. As questões que sobem pelo translativo sobem independentemente da vontade do recorrente. § 1o Serão. as questões de ordem pública (que podem até nem ter sido suscitadas ainda. (Incluído pela Lei nº 10.276. de 2001) § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável. o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual. quando ela própria afirma que “este recurso tem efeito suspensivo”. Essas questões são todas aquelas suscitadas no processo. . E o translativo delimita COM O QUÊ o tribunal terá que decidir. o que não foi impugnado. Se eu só recorro do capítulo preto. pelo efeito translativo. não há problema. Este efeito pode ser atribuído diretamente pela lei. Ex. (“ópe iúdicis”) EFEITO SUBSTITUTIVO: Este efeito quer dizer que o julgamento do recurso substitui a decisão recorrida. 515. Leia o art. o tribunal pode julgar desde logo a lide. Ela passa a ser a decisão que conta. porém. Se eu só recorro de metade. Uma decisão sucede a outra. é possível pedir o efeito suspensivo ao Órgão Judicial. tudo que estiver de preto no processo será examinado pelo Tribunal. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. Não é o recurso que suspende o efeito da decisão e sim o fato desta decisão ser recorrível. O §1º do art. não é ele que impede a eficácia. ela passa a ser definitiva). Quais são as questões que o Tribunal terá que examinar para decidir aquilo que foi devolvido. O Tribunal só poderá afetar aquilo que foi decidido. a sua RECORRIBILIDADE. é apenas a extensão do efeito devolutivo. a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. ou formará título executivo. Essas questões sobem pelo efeito translativo. (Fredie Didier) Barbosa Moreira não reconhece o Efeito Translativo dos Recursos. O devolutivo delimita O QUÊ o tribunal terá que decidir. O §2º do art. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 515 é o efeito translativo também – tudo isso relacionado ao que foi impugnado. Art. se tinha 5. de 2006) 14/01/08 – 19ª AULA Continuação dos Efeitos dos Recursos: EFEITO SUSPENSIVO: É o efeito que os recursos têm de impedir que a decisão recorrida produza efeitos. e ainda. E por conta deste efeito. é a que será impugnada por rescisória. porque. É aquela que vem por último. E aquilo que foi chamado de efeito devolutivo nesta aula. precluiu. ele apenas prolonga a ineficácia da decisão. Ex.ele deve acolher ou não). Quando o recurso tem efeito suspensivo. toda esta metade subirá. E quem determina isso é o recorrente. mesmo aquilo que o recorrente não queria que fosse examinado pelo Tribunal. que é o efeito “OPE LEGIS”. que por sua vez.: É inadmissível no Tribunal que o recorrente escolha os argumentos que justifiquem o seu pedido. Ex. (Incluído pela Lei nº 11. por serem de ordem pública. O RECURSO GERA O EFEITO TRANSLATIVO: É o que determina quais as questões subirão com o recurso para ser examinadas como questões incidentes deste recurso. deixa de existir. Quais serão as questões incidentes que deverão subir ao Tribunal para que ele decida a questão principal. ele prolonga a ineficácia de uma decisão. Assim.352. 515 do CPC para entender bem isso. porque ele só escolheria os seus e nunca as do adversário. para Barbosa Moreira.: Pablo ficou um ano analisando se casava ou não. a decisão que passa a ser a resposta do judiciário é a decisão que julga o recurso (se esta decisão transitar em julgado. O julgamento toma o lugar da decisão recorrida. A outra metade transita em julgado (preclui). ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. elas podem ser suscitadas a qualquer tempo). objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo. Mas ele não delimita o que o tribunal vai ter que examinar o que ele precisa para julgar o pedido do recorrente. Este só delimita a questão principal do recurso.

de 2005) IV . que a lei tira esse efeito suspensivo automático. Ver o art. 520.: inciso IV) Art. 520.925.925.julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5. É possível reformar para não dar provimento. de 1994) VI . (Incluído pela Lei nº 9. É possível invalidar para não dar provimento.decidir o processo cautelar.condenar à prestação de alimentos. de 1973) V . seja para reformar ou para invalidar a decisão atacada. de 1973) III . Faz parte da nossa tradição no Direito Processual. em execução. • Efeito Suspensivo da Apelação: Este efeito existe na apelação por força de lei. (Redação dada pela Lei nº 5. RECURSOS EM ESPÉCIE: APELAÇÃO: A apelação já foi estudada por nós. Art. E ainda quando falamos no preparo.rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. Para isso. I do CPC. Assim. E ainda. como regra. IV – a apelação contra a sentença que decidiu processo cautelar não tem efeito suspensivo. A utilidade deste art. correrá como se fosse definitiva.Atente para este efeito substitutivo: ele só ocorre se o recurso for conhecido (= julgado). se dizia que toda a execução de título extrajudicial era definitiva.950. onde um deles terá efeito suspensivo e em relação ao outro capítulo. Assim. tem que saber.(Revogado pela Lei nº 11. possam se produzir de imediato. veja . porém. Se ele não é conhecido. ao ser descongelada. e a substitui. se o efeito substitutivo só ocorre quando o recurso é conhecido. se o Tribunal negar o recurso. Ele precisa ser examinado (admitido) para adquirir este efeito. Mesmo pendente a apelação contra a sentença dos embargos à execução (que acabou deixando-a congelada). A reforma do CPC tem grande influência sobre este artigo. ou quando falamos no art. E são esses os casos que nós vamos estudar a partir de agora. que são negativas (que não dão. E o recurso pode ser provido ou improvido. Ex. IV do CPC permite que o texto legal possa ser admissível. Assim. 520. estabelecer regras gerais no capítulo da apelação. no entanto. não há essa substituição. já não concedia um direito. de 1973) I . Se o recurso não for conhecido. é preciso saber que o recurso pode ser interposto seja para reformar ou para invalidar uma decisão. 515 do CPC. Nesta época (1994). 520. Porque esta que é a grande razão de se tirar o efeito suspensivo da apelação: é permitir a execução provisória da sentença. Assim. de 1973) II . não geram efeito porque ela. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. recebida só no efeito devolutivo. é possível 4 decisões diferentes: Reformar Provido Invalidar Improvido É possível reformar para dar provimento.925. II – a sentença que condena à prestação de alimentos não tem efeito suspensivo – o motivo é permitir que os alimentos possam ser executados provisoriamente. (Redação dada pela Lei nº 8. Será. Saiba que este efeito substitutivo não tem sempre o poder se alterar a decisão anterior. não haja. em parte: quando falamos do recurso no JEC. de 1996) VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela. quer dizer que ele mantém a decisão anterior que também negou o direito. as regras servem para a apelação e para outros recursos também.homologar a divisão ou a demarcação. III – revogado.925. muito antes. É possível invalidar para dar provimento. quando interposta de sentença que: (Redação dada pela Lei nº 5. Mas. basta que se use a Teoria da Capitulação das Sentenças. Há casos. Porque neste caso não há como substituir uma decisão que não existe mais.232.307. (que é básico. – Não tem efeito suspensivo automático sobre a apelação que atacar a decisão de demarcação de terra. Este inciso o professor fica incomodado. Quer dizer que a apelação contra estas sentenças não impede que os efeitos desta sentença. ele não opera efeito substitutivo. a apelação contra essas sentenças. pode acontecer da apelação ter mais de um capítulo. A decisão de mérito que “dá provimento para o recurso para invalidar a decisão atacada” é a única decisão em que não se opera efeito substitutivo. Assim. V – a apelação contra sentença que rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgálos improcedentes não tem efeito suspensivo. que não concedem).

Na Sentença em Ação de Despejo. este posicionamento. Hoje. No entanto. Este pressuposto é a necessidade que o apelante peça o julgamento do mérito. só se falava em execução provisória de título judicial. Ou seja. É um “laxante do exame de mérito”. Porque se for para invalidar e ela for provida. 267). ela na verdade se transforma em provisória. 2. cuidado! Hoje se pode falar em execução provisória de título extrajudicial. esta sentença não confere efeito suspensivo à apelação. 587 do CPC foi reescrito – ele afirma. afirma este inciso que o juiz que deu a TA na sentença. ainda que pendente apelação contra sentença que julgue improcedentes os embargos. 2º. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. porque esta decisão é uma sentença. Obs. agora. Ele não é errado.a Súmula 317 do STJ – onde se confirma que é definitiva a execução de título extrajudicial. Na Sentença que concede o Mandado de Segurança. não tem efeito suspensivo): 1º. possa fazer este julgamento de mérito.: Saiu um livro sobre este §3º do art. No entanto. errou duas vezes. Ele é contra esta estória do apelante pedir para que o mérito seja julgado em fase de recurso. é claro que o recurso é a apelação. Na Sentença de Interdição. Ou seja. mas é complexo. o inciso VII nos ajuda porque resolve a questão do recurso que se deve utilizar quando a sentença não concede a TA. Para que isso aconteça (ou seja. Estamos aguardando a jurisprudência. Assim. 520. se a apelação tiver efeito suspensivo. Este pressuposto é adotado pelo Didier. Art. Pós-Reforma – com a reforma do CPC. 515. não adianta passar para o tribunal. TEORIA DA CAUSA MADURA . 520 em que a apelação foge à regra e só tem efeito devolutivo (ou. A doutrina diz que também nos casos em que o juiz revoga a TA na sentença. Art. porque ela diz o contrário do que afirma o art. é preciso que se cumpram alguns pressupostos: 1. O inciso VII se aplica tanto nas situações em que o juiz confirma a TA dada anteriormente quanto nas situações em que o juiz antecipa a TA na sentença. Na Sentença em Ação Civil Pública. confirmando a TA já concedida antes. Art. Isso contraria a lógica! Para o professor.A causa está pronta para ser julgada. neste ponto. 4. Tem que devolver ao juiz de 1ª instância para que ele. 4º. então. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. Portanto. VII do CPC – é problemático. 515 do CPC – de Gervásio Lopes (ex. Se o juiz não julgou. o tribunal pode julgar desde logo a lide. . Quando uma sentença penal é recorrida. A decisão deve ser recorrível – repare que o julgamento do mérito será posterior ao julgamento da apelação. 587. está superado. 3. a revogação fica suspensa. E a situação contrária? E se o juiz revoga uma tutela antecipada na sentença? R: Neste caso. Julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem é uma sentença que não confere à apelação o efeito suspensivo. Este é polêmico. não serve. 113 • A Apelação contra a Sentença Terminativa: É aquela sentença onde o mérito não foi examinado. a nova sentença não pode vir pior que a anterior – efeito prodrômico da sentença (em penal). a apelação não tem efeito suspensivo. mesmo que tenha sido interposta uma apelação: Súmula: 317 É definitiva a execução de título extrajudicial. §3º do CPC. que a apelação desobstrua o exame do mérito. A causa tem de estar madura. a súmula 317 deveria estar revogada. Há 1 hipótese em que o CPC permite que o tribunal julgue adiante e está no art.aluno do Professor) – que justifica o seu posicionamento contra esta posição do professor. E se a causa já está pronta para ser julgada. não pode ser para invalidar. Há outros casos fora do art. A sentença dos embargos confirma a execução. A apelação deve ser aquela para reformar a sentença (error in iudicando). Este tipo de sentença sempre foi tratado da seguinte maneira: se o juiz não examinou a causa. que é definitiva a execução fundada em título extrajudicial. A execução ao invés de se transformar em definitiva ao quadrado. mas ele disse que muita gente ainda não adota. Porque permite que a TA que acabou de ser revogada possa cair automaticamente. hoje. 3º. julgar o mérito em 2ª instância). Assim. o CPC continua afirmando que ela (a execução) é provisória. 520. VI do CPC – é tranqüilo. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. errou. Ele criou uma expressão que está circulando nos meios de concurso: que este §3º criou o EFEITO DESOBSTRUTIVO DA APELAÇÃO. 515 . o art. Antes.

em matéria constitucional. a parte não poderá recorrer. É o caso do “Overruling”. (Incluído pela Lei nº 11. Neste caso. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. se a sentença se baseia em súmula. a apelação será recebida. que existem só 3 até o momento. eu não estou discutindo a súmula. que é mostrar que esse caso é distinto. que é a superação. de 1994) § 1o O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. Fundamento: art. e sim. §1º do CPC – diz que o juiz não recebe o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com alguma súmula do STJ ou do STF. 518 quando a apelante quer invalidar a decisão. c) É possível admitir a apelação nestes casos se ela vier com um novo argumento para superar a súmula. mandará dar vista ao apelado para responder. São 2: O Agravo Retido e o Agravo de Instrumento. que são aquelas do STF. Apesar da regra do art. Isso é a “DISTINGUISHING”. porque neste caso. 518. 518. Se encaixar. Então. Ora. (Incluído pela Lei nº 11. Neste caso. Por isso. que o seu caso não corresponde ao precedente da súmula. é possível. § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável. Ele pode. a apelação será recebida. é AR. E a apelação também será recebida. desde de que se traga um argumento novo. Para saber isso. ao invés do Tribunal anular e mandar baixar o processo para se corrigir o erro. (ver o art.276. de 2006) AGRAVO: Estudaremos agora os agravos que atacam as decisões interlocutórias dos juízes de 1ª instância. 1ª regra básica: SITUAÇÃO DE URGÊNCIA = se o caso envolve urgência.• Novas Questões de Fato na Apelação. a parte não pode recorrer para discuti-la.950. É O DIFERENCIAMENTO. o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual. É o que se chama de SÚMULA IMPEDITIVA DO RECURSO. O juiz aplicou a súmula no caso errado. 518 se o apelante discutir a aplicação da súmula. Não confunda isso com a súmula vinculante. cumprida a diligência. 515. no entanto. §3º. 517 do CPC.276. a apelação sobe. negar a apelação (não admiti-la) ou pode intimar a outra parte para apresentar as contra-razões. Repare que ela não é obrigatória. (Renumerado pela Lei nº 11. 518. é AI. declarando os efeitos em que a recebe. sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. São 2 momentos para o juiz fazer o juízo de admissibilidade. Assim. é preciso seguir as 3 regras de cabimento do Agravo de Instrumento. o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso. salvar o processo. em cinco dias. esta apelação nem subirá. Ver o art. A idéia aqui é não anular. (Redação dada pela Lei nº 8. Porque. e ela vai para o juiz. Não precisa mandar baixar o processo para isso.276.: O MP não foi intimado para este fato. 518 não se aplica: a) Não se aplica o §1º do art. é AI. caput e §2o do CPC). Art. Art. Mas. é facultado ao juiz. o juiz tem que adotar a súmula. Mas. ele deve providenciar a sua correção lá mesmo. e se não encaixar. Apresentadas as contra-razões. de 2006) • O art. ou o atropelamento do precedente. eu estou apenas dizendo que esta súmula não é para o meu caso. o juiz não é obrigado a seguir. • Procedimento da Apelação na 1ª Instância: A parte apela. Interposta a apelação. b) Não se aplica também o §1º do art. 515. o juiz pode fazer um novo juízo de admissibilidade. se o juiz adotar a súmula. o juiz. É possível alegar novas questões de fato na apelação? R: Sim. Por isso. não se está discutindo o conteúdo da apelação. porque todas elas impedem o recurso. que podem ser citadas na apelação) bem como os fatos antigos que só se tomou conhecimento agora. Tanto as questões de fato efetivamente novas (fatos que acabaram de acontecer e que são relevantes para a causa. e por isso. e o apelante quer discutir a súmula. 1. 518. Em suma: todas as súmulas são impeditivas. de 2006) § 2o Apresentada a resposta. algumas são vinculantes. ela não pode ser aplicada. intimadas as partes. Ex. argumento ainda não examinado pelo Tribunal. Um argumento que ninguém jamais suscitou. Ou seja. §4º do CPC. o apelante diz: Tribunal. se o juiz se baseia nela. Ou cabe um OU cabe outro. de pranto. é possível inovar na apelação. Ele pode agora não receber a apelação. Quando cabe um e quando cabe o outro? R: Não há nenhuma situação em que possa caber um e outro. intima lá em 2ª instância mesmo. • Correção dos Defeitos Processuais na Apelação: Se o tribunal contata que o processo tem um defeito que pode ser sanado. . NÃO HÁ MAIS OPÇÃO. há situações (exceções) em que o §1º do art.

a impugnação tem que ser por AI (que é mais ligeiro que o AR). Se não ratificar.: Decisão que não recebe a apelação. O AI é interposto diretamente ao Órgão Ad Quem. e a decisão for oral. O agravante vai diretamente ao Ad Quem interpor o seu recurso. O AR é só de decisão de juiz. devendo ser interposto oral e imediatamente. mas o Professor excede a interpretação deste artigo para qualquer audiência. Quer dizer que a lei disse menos do que quis dizer. 457). (Redação dada pela Lei nº 9. configura o abandono do recurso (do AR). que esta audiência é a AIJ. Ele manda devolver os autos para ficar retido lá em baixo (1ª instância ). ao apelar. não se aplica aqui a conversão do AI em AR. oralmente. Ex. ou seja. (Incluído pela Lei nº 9. Um é o escrito. 523. nas razões ou na resposta da apelação. que não tem prazo. Ex. O 3º vai ficar de fora de vários atos do processo até que o AR fosse julgado. e é retirada do sistema. cabe AR ou AI? R: 1º. E o prazo é de imediato. por ocasião do julgamento da apelação. se dá com a apelação ou com as contra-razões de apelação.. E no caso do agravo oral. A urgência aqui é irrelevante. basta ficar em silêncio que o recurso nem será apreciado. de 1995) § 2o Interposto o agravo.: a decisão interlocutória que causa um dano irreparável ou de difícil reparação pode ser atacada por AI. porque se for interposto AR. o AR é incompatível nos casos em que a decisão exclui um terceiro do processo. Neste caso. Há decisões em que o AR é incompatível com esta situação. cabe o AI quando o regime do AR for incompatível com a situação. o agravo é oral. conceda TA. ele converte o AI em AR. II do CPC. Ex. pouco se importando se há ou não a urgência. É tese doutrinária do Professor de que aqui cabe MS e não o AR. quando é que se vai confirmar esta interposição do recurso (se fosse AR)? Assim. mandado de segurança contra esta decisão (art. bem como constar do respectivo termo (art. No caso do AR.(não peguei) O AR não tem preparo e é interposto diretamente no juízo “a quo”.Ex. §4º. 527. se o juiz o manda embora. a parte percebe que não interessa mais agravar. o juiz poderá reformar sua decisão. preliminarmente. Porque o seu processamento fica na dependência de uma confirmação posterior. a espera de uma confirmação posterior. AGRAVO DE INSTRUMENTO: É o recurso do dia a dia. inclui um capítulo só para confirmar o AR já interposto. então. o agravo de instrumento em execução.(Redação dada pela Lei nº 10. esta confirmação posterior. cabe AI simplesmente porque a lei impõe que assim seja. Neste caso.: Decisão que recebe a apelação em efeitos diversos. de 2001) § 3o Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento caberá agravo na forma retida. Aqui. que destrava o recurso. 3ª regra: Esta regra é implícita. O Recurso Retido é aquele que é interposto. (porque a TA sempre envolve causas urgentes) Tanto é assim que. Como no caso da impugnação da decisão interlocutória em execução. vai demorar muito ser julgado. no prazo de 10 dias. nunca de um tribunal. pedindo que ele seja ratificado e julgado antes da apelação. E há também o Agravo Retido Oral. Ora. Assim. aperfeiçoar a audiência.: Todo agravo em TA é AI.139.352. e sim. é compatível para esses casos o AI. Art. e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias.139. Ele fica preso nos autos. Assim. que deve ser interposto contra as decisões interlocutórias proferidas por escrito. sendo impugnadas por AR Escrito. sua apreciação pelo Tribunal. nele expostas sucintamente as razões do agravante. Às vezes. Ele é contra decisões orais. o juiz. no art. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça. quando é que a parte vai poder reiterar o seu pedido??? AGRAVO RETIDO: A Reforma de 2005 fez com que existisse em nosso sistema 2 espécies de Agravo Retido. só cabe o AI. Por conta disso. sob pena de preclusão. 523. Porque. Imagine que em uma audiência. se o relator do AI percebe que não há urgência. de 1995) § 1o Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente. E quais são elas? R: Aquelas que não se encaixem nas 3 regras do AI. A lei fala. 527. Contra esta decisão. mas não é processado. O agravo é feito de imediato. veja se é caso de AR. Contra esta decisão de conversão do AI em AR não cabe agravo interno. porque o juiz fala e o advogado agrava em seguida. acontece o seguinte: . § único) 2ª regra: A Lei às vezes impõe o AI. se não for “agora” a sua impugnação (e conseqüente provimento do Judiciário). Art.. E ainda. porque. o advogado. Só se pode converter o AI em AR se ele for escrito. cujo prazo é de 10 dias. como aquelas proferidas em audiência. Na prática. Porque o objetivo é dinamizar o processo.

O agravante tem o prazo de 3 dias para juntar no juízo “a quo” a prova da interposição do agravo. total ou parcialmente. É dar o que foi negado. Ele não fica retido. Essas cópias podem ser reputadas autênticas pelo próprio advogado.Peça criada pela jurisprudência: é a peça necessária de acordo com a exigência do Relator.: a decisão é do dia 20 e o recurso é do dia 25. importa inadmissibilidade do agravo.139. ou melhor. a pretensão recursal. a relevância do fundamento) ou pode o relator conceder este efeito suspensivo. 2. chamase isso hoje de ANTECIPAÇÃO DA TUTELA RECURSAL (“Relator.: Há decisões que consideram desnecessárias a certidão de intimação quando a tempestividade do recurso for manifesta. Ele prova isso em 3 dias com a cópia do agravo. o relator: III – poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. . Ou seja.Peças exigidas por lei: 1. aos autos do processo de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. e que era essencial à compreensão da causa. Mas. • É possível que no julgamento do AI.Peças que o agravante entender necessárias ou importantes para convencer o Tribunal. 3. está se ativando o efeito suspensivo. Neste caso. 527. Obs. mesmo que a sua lei não preveja. Por isso algumas pessoas passaram a chamar isso de EFEITO SUSPENSIVO ATIVO. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. requererá juntada. E quais são as peças que devem ser juntadas (pelo agravante) para instruir o seu AI? Se não juntá-los. A tempestividade é manifesta (pois o agravo é de 10 dias). Cópia da procuração do agravante e do agravado. é indiscutível que cabe AI em MS. é preciso que o agravado alegue este descumprimento do prazo. que não concede o que se pediu. 526.: Às vezes. ou seja.O AI se processa imediatamente. o conjunto de documentos que tem o objetivo de acompanhar o agravo (instrumento) para que o Tribunal possa controlar a decisão. e o Tribunal poderá extinguir o processo. me dê o que me negaram lá embaixo!” – art. o recurso nem será conhecido. 55). não há procuração do agravado ainda nos autos. o Tribunal extinga o processo.: TA negada para o Emiliano ver a filha. em antecipação de tutela. Certidão de intimação da decisão agravada. . comunicando ao juiz sua decisão. • Cabe AI em MS? R: Hoje. por exemplo. no prazo de 3 (três) dias. Art. Ver o art. Como é que o 2º grau pode saber o que está acontecendo no 1º grau? É preciso que o agravante leve ao tribunal as principais peças processuais. desde que argüido e provado pelo agravado. se a parte interpor um AI contra uma decisão que nega. O não cumprimento do disposto neste artigo. escreva que o seu AI está composto de cópia integral dos autos + a certidão de intimação. E se o agravado não fizer isso no 1º momento. (Redação dada pela Lei nº 9. E aquela indispensável para a compreensão da controvérsia. ou deferir. Às vezes a decisão interlocutória é uma decisão negativa. o agravo não será conhecido. pode o agravante pedir efeito suspensivo? Pedir efeito de uma decisão que não lhe concedeu nada? O que é suspender a negação? Ex. Se ele não fizer isso. O agravante. Obs. Art. . de 1995) Parágrafo único.: Se pede uma TA e o juiz nega. 527. seu agravo pode não ser conhecido. Cópia da decisão agravada. Assim. . o Tribunal não pode de ofício. o advogado deve tirar uma certidão de que não existe nos autos a procuração do agravado. 526 do CPC. O AI não tem efeito suspensivo automático. Se esta não for juntada. Ou seja. • A comprovação da interposição do agravo em 1ª instância. Assim. Ex. No concurso. e distribuído incontinenti. Ex. Basta imaginar que o Tribunal percebeu que a parte era ilegítima. Suspender a negação é conceder o que foi negado. III do CPC). porque ele nem foi intimado no processo ainda. Pode o agravante pedir (constatado o perigo. a cópia do protocolo de interposição e a relação de documentos. Recebido o agravo de instrumento no tribunal. E que peça é essa? R: É aquela que você não juntou. para isso. ocorre preclusão. • Efeito Suspensivo do Agravo.

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