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Anatomia e Fisiologia as

Anatomia e Fisiologia as

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06/25/2013

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Sections

  • ANATOMIA HUMANA
  • PRÓLOGO
  • O ESQUELETO
  • CONSTITUIÇÃO: OS OSSOS
  • CONSTITUIÇÃO INTERNA DOS OSSOS
  • CARTILAGENS
  • VARIEDADES DE TECIDO ÓSSEO
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS
  • A CABEÇA ÓSSEA CRÂNIO E FACE
  • CONFIGURAÇÃO EXTERNA DO CRÂNIO
  • CONFIGURAÇÃO INTERNA DO CRÂNIO
  • Radiografias anatômicas
  • O OSSO HIÓIDE
  • COLUNA VERTEBRAL
  • O TÓRAX
  • O MEMBRO SUPERIOR OU TORÁCICO
  • MEMBRO INFERIOR OU PÉLVICO
  • A PELVE
  • ARTICULAÇÕES
  • SISTEMA MUSCULAR
  • MUSCULOS DE FIBRA ESTRIADA
  • MÚSCULOS DE FIBRA LISA
  • SISTEMA CIRCULATÓRIO
  • CORAÇÃO E PERICÃRDIO
  • APARELHO CIRCULATÓRIO SANGUÍNEO
  • CIRCULAÇAO INTRACARDÍACA
  • CIRCUITOS CIRCULATÓRIOS
  • AUTOMATISMO CARDÍACO
  • ELETROCARDIOGRAMA
  • ARTÉRIAS, VEIAS E CAPILARES
  • VASOS E GÂNGLIOS LINFÁTICOS
  • O BAÇO
  • O APARELHO DA RESPIRAÇÃO
  • AS PLEURAS
  • A LARINGE COMO ÓRGAO DA FONAÇÃO
  • RELAÇÃO CARDIOPULMONAR
  • CONSTITUIÇÂO ANATÔMICA DOS PULMÕES
  • OS MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS
  • O APARELHO DIGESTIVO TUBO DIGESTIVO, BOCA FARINGE
  • ESÔFAGO, ESTÔMAGO, INTESTINO DELGADO
  • INTESTINO GROSSO (CECO, CÓLON, RETO)
  • ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO
  • O APAREÇHO UROGENITAL ÓRGÂOS URINÁRIOS
  • ORGÃOS GENITAIS MASCULINOS
  • OS ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS
  • O PERITÔNIO MEMBRANAS SEROSAS
  • O SISTEMA NERVOSO (CCREBRO-ESPINHAL)
  • OS SENTIDOS
  • SENTIDO DO OLFATO
  • SENTIDO DO PALADAR
  • SENTIDO DO TATO
  • SENTIDO DA VISÂO (O olho e seus anexos)
  • Constituição anatômica da retina
  • Os meios transparentes e refringentes do olho
  • Anexos do olho
  • Aparelho lacrimal
  • Músculos da órbita
  • SENTIDO DA AUDIÇÃO
  • SISTEMA HUMORAL OU ENDÓCRINO
  • BIBLIOGRAFIA
  • Parte I
  • A Célula e Fisiologia Geral
  • Uma sociedade de células
  • Células: as unidades básicas
  • Tecidos
  • Órgãos e sistemas de órgãos
  • O meio interno
  • Os compartimento hídricos do organismo
  • Justificativa e explanação
  • Mecanismo e causalidade
  • PARTE II
  • 3: O sistema nervoso
  • O impulso nervoso
  • Potencial de repouso
  • Potencial de ação
  • Lei do tudo ou nada
  • Mediadores, químicos
  • Gânglios e nervos
  • Fibras sensitivas e motoras
  • Anatomia e fisiologia do sistema nervoso
  • Neurônios associativos
  • O sistema nervoso periférico autônomo
  • PARTE III
  • Função das Sinápses Nervosas e das Junções Mioneurais
  • A Coordenação nervosa
  • 1 - Coordenação nervosa nos invertebrados
  • 2 - O sistema nervoso dos vertebrados
  • A organização do encéfalo
  • A evolução do encéfalo
  • As funções do encéfalo
  • O eletroencefalograma
  • A medula
  • O Sistema nervoso periférico
  • PARTE VI
  • O coração: excitação e contração rítmica Circulação
  • 1. Circulação nos vertebrados
  • 2. O funcionamento do coração
  • PARTE V
  • Circulação: hemodinâmica
  • Circulação
  • O transporte da seiva na planta
  • A subida da seiva bruta
  • O transporte da seiva elaborada
  • A circulação nos invertebrados
  • A circulação nos vertebrados
  • Peixes
  • Anfíbios
  • Répteis
  • Aves e mamíferos
  • A circulação humana
  • O coração
  • Sopros cardíacos
  • A grande e a pequena circulação
  • A arteriosclerose
  • Branco de Susto e roxo de frio
  • A volta do sangue pelas veias
  • As trocas entre o sangue e os tecidos
  • A circulação linfática
  • RESUMO DAS IDÉIAS BÁSICAS
  • ROTEIRO PARA REVISÃO DO CAPITULO
  • Parte VI
  • Líquidos Orgânicos
  • Linfa, nódulos linfáticos e Iinfócitos
  • O aparelho urinário
  • O trabalho do néfron: filtrações e reabsorção
  • Resumo das idéias Básicas
  • PARTE VII
  • A RESPIRAÇÃO
  • Trocas gasosas nos vegetais
  • Os estômatos
  • A respiração nos invertebrados
  • Brânquias, traquéias e pulmões primitivos
  • A respiração nos vertebrados Peixes
  • Anfíbio
  • Aves
  • A respiração nos mamíferos: o homem
  • As vias respiratórias
  • Os pulmões
  • O transporte de gases pelo sangue
  • O transporte do oxigênio
  • O transporte do gás carbônico
  • BIOLOGIA ONTEM E HOJE Problemas do aparelho respiratório Poluição
  • Fumo
  • Gripes e resfriados
  • PARTE VIII
  • O Sistema Nervoso e os Sentidos Especiais Coordenação e Regulação
  • 1. Introdução
  • 2. O sistema nervoso dos vertebrados
  • 3. O encéfalo dos vertebrados
  • 4. O Sistema nervoso Central dos vertebrados
  • 5. O sistema nervoso periférico dos vertebrados
  • 8. Regulação hormonal nos vertebrados
  • 8 -1- Hipófise
  • 8.2. Tireóide
  • 8.3. Paratireóídes
  • 8.4. Supra-renais
  • 8.5. Pâncreas
  • 8.6. Gônadas
  • 9. Regulação hormonal dos processos sexuais
  • PARTE IX O trato Alimentar Função Hepática
  • A digestão humana
  • Modificação do alimento na boca
  • Modificações do alimento no estômago
  • Funções do fígado
  • Modificações do alimento no intestino delgado
  • O fim da digestão e a absorção do alimento
  • Modificações do alimento no intestino grosso
  • Digestão em outros vertebrados
  • A variação nos tipos de dentes
  • O estômago das aves e dos ruminantes
  • O intestino dos outros vertebrados
  • Nutrição e saúde
  • A desnutrição
  • PARTE X Endocrinologia e Reprodução
  • As principais glândulas endócrinas Hipófise
  • Harmônios da adeno-hipófise
  • Hormônios liberados pela neuro-hipófise
  • Diabete insípido
  • Tireóide
  • Bócio endêmico
  • Bócio exoftálmico
  • Mixedema e cretinismo
  • Paratireóides
  • Pâncreas
  • Diabete melito
  • Supra-renais
  • Adrenalina
  • O mecanismo de auto-regulação hormonal
  • O mecanismo de “feedback”
  • Homeostase
  • Reprodução humana
  • Aparelho reprodutor masculino
  • A formação dos espermatozóides
  • A formação dos óvulos
  • Folículos ovarianos
  • Ovulação
  • A fecundação
  • A sobrevivência dos gametas
  • Inicio do desenvolvimento embrionário
  • 4. Hormônios envolvidos na reprodução
  • Hormônios sexuais masculinos
  • Hormônios hipofisários gonadotróficos
  • Hormônios sexuais femininos
  • O ciclo menstrual
  • Menopausa
  • 5. Gravidez e parto
  • O desenvolvimento do embrião
  • A formação da placenta
  • O parto

FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ

DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD

ANATOMIA E FISIOLOGIA COMPARADAS

ANATOMIA HUMANA PRÓLOGO Desde o aparecimento do Atlas de Anatomia Humana temos recebido constantemente solicitações quanto a uma possível ampliação do mesmo, devido ao enorme interesse que desperta a matéria. Desejosos de sempre satisfazer a nossos leitores, lhes oferecemos agora este novo Atlas Anatômico do Corpo Humano que vem a ser um valioso complemento para todos os que já conheciam o Atlas de Anatomia Humana e para as pessoas desejosas de ampliar seus conhecimentos sobre esta ciência. O leitor encontrará neste volume a descrição sucinta, embora nem por isto menos completa e cientificamente rigorosa, dos grandes capítulos em que podemos dividir a Anatomia Humana. Sem dúvida, uma das mais apaixonantes aventuras intelectuais que o homem pode empreender é adentrar-se no estudo de seu próprio corpo. A medida que avançamos neste campo de conhecimentos vamos fazendo descobertas sempre interessantes e às vezes surpreendentes. Estamos certos de que este novo volume que vem enriquecer nossa “Coleção Atlas” encontrará uma boa acolhida no público em geral, e em particular entre aqueles leitores para quem estas páginas serão seu primeiro cantata com um conhecimento mais profundo da matéria. Os Editores O ESQUELETO CONSTITUIÇÃO: OS OSSOS O exame de um osso solado pode levar à reconstrução da totalidade do esqueleto do vertebrado a que pertencia. Esta estreita relação entre os ossos e a estrutura geral do corpo explica perfeitamente que o conhecimento daqueles constitua a base dos estudos de anatomia e que o primeiro passo obrigatório, ao iniciá-los seja o exame e a descrição das peças ósseas cujo conjunto forma o esqueleto. Uma ligeira olhada a um esqueleto nos indica a variada forma dos ossos que o integram: vemos ossos largos, escavados ou chatos (cabeça quadril); longos (membros); curtos (coluna vertebral mãos, pés). Essencialmente o esqueleto compõe-se de um eixo central, a coluna vertebral, constituída por elementos semelhantes e superpostos, as vértebras. Por sua extremidade superior, este eixo sustenta a cabeça, e de sua parte inferior sobressaem lateralmente duas peças largas, os ossos ilíacos, ou ossos do quadril. Da parte média da coluna vertebral se projetam para a frente uns arcos ósseos, em número de doze as costelas. que por sua extremidade anterior se unem a uma peça alongada e chata o esterno. A cavidade limitada pela coluna vertebral as costelas e o esterno constitui o tórax, Por sua vez, os ossos ilíacos, articulados entre si por diante e por trás com a última peça vertebral, limitam outro espaço ósseo, a pelve. A descrição do esqueleto ficará completa com a menção das chamadas cinturas; são elas a cintura escapular e a pélvica. A cintura escapular, formada pela clavícula e a omoplata (ou escapula) está situada na parte superior e lateral do tórax; da escápula pende o membro superior ou torácico. Na cintura pélvica mais simples, existe o osso ilíaco, já citado, de cujo lado pende o membro inferior ou pélvico. Mencionamos as diferentes partes que compõem o esqueleto ao unir-se ou articular-se entre si os ossos que o formam: a coluna vertebral, o tórax a cabeça e os membros. Mais adiante nos ocuparemos de cada um dos ossos que formam estes conjuntos. CONSTITUIÇÃO INTERNA DOS OSSOS Vejamos agora utilizando o microscópio, a constituição interna dos ossos, mas antes convém advertir que é preciso diferenciar o osso fresco do osso seco. A diferença consiste em que as

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cavidades e galerias características do sino, que neste aparecem vazias, no fresco estão ocupadas por elementos moles que desaparecem com a processo de decomposição e secamento. Canais de Havers. São canalículos de curso retilíneo unidos entre si para formar galerias que atravessam o tecido ósseo. Osteoplastos ou lacunas ósseas. São cavidades esculpidas nas lamínulas ósseas, de cujo contorno nascem em forma radiada os canalículos. Células ósseas ou osteoblastos. São corpúsculos celulares que se amoldam ao espaço das lacunas ósseas e emitem prolongamentos que penetram nos canalículos. Medula óssea. É uma substância mole que ocupa as cavidades do tecido ósseo, o canal medular e os espaços do tecido esponjoso. Existem dois tipos: a medula vermelha (tecido esponjoso) e a medula amarela (canal medular); ambas produzem elementos sanguíneos. Periósteo. Ë uma lâmina fibrosa resistente estendida como um envoltório continuo pela superfície do osso, só interrompido a nível das inserções tendinosas e das articulações. O perióteo gera internamente camadas concêntricas de matéria óssea e fornece vasos e nervos ao osso subjacente. CARTILAGENS O esqueleto se compõe não só de ossos, como também de cartilagens. A cartilagem é parte integrante de muito à ossos, sendo inclusive totalmente cartilaginosos alguns elementos esqueléticos, como as cartilagens costais, que se descrevem com o esqueleto. VARIEDADES DE TECIDO ÓSSEO À simples vista o corte de um osso seco ou fresco nos mostra a substância óssea sob dois aspectos, o tecido compacto e o esponjoso. COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS São formados em cerca de 30 % por uma substância orgânica osteína, e em 70% por uma substância mineral (compostos de fosfato de cálcio); a seu grande conteúdo mineral se deve sua opacidade aos raios X. A CABEÇA ÓSSEA CRÂNIO E FACE O estudo especializado dos ossos, que não é próprio certamente desta obra elementar, requer a representação de cada um deles desarticulado e isolado; para nós bastará representa-los em posição e articulados com seus vizinhos. Uma seção sagital da cabeça nos servirá para mostrar os ossos que não são visíveis de outro modo. Na cabeça se distinguem duas partes bem diferenciadas: o crânio e a face. O crânio é uma caixa ovóide que ocupa a parte superior e posterior da cabeça é está formada por oito Ossos: frontal, parietal (par) temporal (par), occipital, esfenóide e etmóide. Os quatro primeiros contribuem para estabelecer extensas superfícies do crânio, muito bem delimitáveis externamente; do etmóide e do esfenóide fica oculta grande parte que só se torna visível ao seccionar ou desarticular o crânio. Temos aqui uns quantos detalhes anatômicos importantes dos ossos citados. O frontal forma o esqueleto da testa convexo por sua parte anterior e côncavo pela posterior, apresenta uma borda superior articular e uma face inferior com uma chanfradura central, a qual separa as duas porções que constituem as abóbodas orbitárias. O parietal, articulado com o lado oposto, constitui a abóbada craniana tem forma quadrilátera; sua face interna é côncava e a externa convexa; apresenta duas linhas curvas (linhas temporais). O occipital contribui para edificar a base do crânio; em sua parte anterior se acha o forame occipital, que em estado fresco dá passagem à medula; a cada lado daquele se encontram duas saliências ovaladas (côndilos do crânio) que se articulam com a primeira vértebra cervical. O temporal contém o órgão da audição; em sua parte

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a apófise estilóide. Os ossos da face. maxilar superior. O maxilar superior compõe por cima parte do assoalho da órbita: por sua parte anterior e média circunscreve as fossas nasais. CONFIGURAÇÃO INTERNA DO CRÂNIO Observam-se duas regiões: abóbada e base. O malar constitui o limite lateral da face: por sua borda interna contribui para a reborda orbitária e por fora e por trás. que na página precedente mal foram enunciados. Na parte interior do maxilar superior se encontra uma grande 4 . por baixo deste. contribui para formar o palato ósseo. Radiografias anatômicas Com o propósito. O etmóide. o orifício do conduto auditiva externo. em sua parte superior tem uma depressão que aloja em estado fresco uma importantíssima glândula (a hipófise). cometo inferior.externa apresenta o orifício do conduto auditivo. a nível. uma cavidade articular para o maxilar inferior e uma eminência mamilonada (apófise mastóide). divide-se em três zonas: anterior. forma por baixo. encravado intracranialmente como uma cunha entre os ossos vizinhos pode-se dizer que se articula com todos os ossos do crânio. região temporal e base. palatino. se prestam a um exame mais completo na apresentação frontal da cabeça. por baixo e por dentro apresenta uma lâmina horizontal que ao unir-se com a oposto do outro maxilar. a apófise mastóide e muito para dentro. em sua parte inferior há outra formação óssea em forma de estilete (apófise estilóide). A inferior consta de um único osso: o maxilar inferior. CONFIGURAÇÃO EXTERNA DO CRÂNIO Distinguem-se nele três regiões: abóbada. vômer e cometo inferior). sobre as quais repousam o cérebro. cujo valor é reconhecido hoje com unanimidade. a borda superior das fossas nasais. Como osso anexo á face há que citar o hióide. respectivamente. malar. O cometo inferior. por cima do qual se projeta para a frente um prolongamento ósseo (apófise zigomática) que se articula com o malar. naturalmente desta obra de iniciar o leitor no conhecimento das imagens radiográficas anatômicas. O corte sagital da cabeça óssea descobre os ossos que na cabeça integra permanecem ocultos ou só se mostram parcialmente através de cavidades (esfenóide etmóide. delimita inferiormente o meato inferior. unido por sua borda interna com seu homônimo. úngüe. esta por sua vez. A base do crânio só pode ser examinada se se coloca a abóbada para baixo. A abóbada é limitada inferiormente a cada lado. Todos esses ossos. chamadas mandíbula superior e inferior. por sua borda externa se articula com uma porção ascendente do maxilar superior. a articulação com o maxilar inferior. contém os cometos superiores e médios direitos e esquerdos com seus meatos respectivos. média e occipital. divide-se em três pisos ou fossas. situado à frente do esfenóide contribui para formar a parede interna da órbita e constitui o teta e parte das paredes das fossas nasais. reinem-se ao redor dos dois maxilares superiores e constituem a primeira porção da face ou mandíbula superior. parte média importa citar o arco zigomático. descrito no texto de lâmina A/3. situado dentro das fossas nasais compõe com o etmóide o septo nasal. se articula com um osso do crânio (temporal). A face se divide em duas partes. A superior é um conglomerado ósseo composto por treze ossos (todos pares exceto um) e que agora só enumeraremos: nasal. vômer (ímpar) e palatino. O vômer (impar). A região temporal está limitada por cima e por trás pela linha temporal e por baixo pelo arco zigomático. também contido nas fossas nasais e aplicado à sua parede externa (maxilar superior). de sua parte média desce uma lâmina perpendicular que se articula com o vômer para formar o septo ósseo nasal. Da região lateral do crânio. a protuberância o bulbo e o cerebelo. O nasal. O úngüe forma parte da órbita e está escavado por um canal destinado ao saco lacrimal. O esfenóide. com seus pares correspondentes do lado oposto. pela linha temporal. incorporamos a estas páginas alguns dos exemplares mais representativos.

Ao ser articulado. uns e outros pertencentes ao etmóide. A borda inferior de cada maxilar superior descreve meio arco: ao unir-se na linha média com o oposto. aproximando ou distanciando seu arco dentário do superior. Os discos ósseos fiem características comuns que os diferenciam dos demais ossos. não se articula com nenhum outro e parece suspenso na parte anterior do pescoço. o maxilar inferior pode subir ou descer. por cima se acham os cornetos médios e mais acima os superiores. de cada lado. dá lugar a uma alta coluna que desde a base do crânio até as partes posterior e inferior da pelve vai armando sucessivamente o eixo ósseo do pescoço. a superposição destes discos. ao número de 33 ou 34.cavidade o seio maxilar. alcança tal complexidade estrutural e funcional que se lhe chama aparelho hióide. Pode-se considerar o tifóide como um resto atrofiado do que. O OSSO HIÓIDE Pequeno e independente. o aspecto de ferradura com a concavidade dirigida para trás. No vértice dos pequemos se insere um ligamento que por sua vez. porém. Dentro das fossas nasais. órgão de um dos sentidos mais complexos: a visão. No fundo da órbita se percebem fendas. entre estas por sua vez se percebem diferenças conforme pertençam à região do pescoço 5 . entre eles os que integram a língua razão pela qual se já que esse osso forma seu esqueleto. A segunda porção óssea da face é o maxilar inferior. que se projetam para trás e para cima. artérias. talvez o mais importante do ponto de vista arquitetural posto que sobre esta coluna óssea descansa a cabeça em sua parte média presta apoio à armação que é o tórax e mais abaixo. de contorno triangular e que separa os dois maxilares superiores. A coluna vertebral é constituída por ósseas discais. Na formação de suas paredes intervêm sete ossos da face e dois do crânio. frente ao osso occipital. formado por duas lâminas soldadas em ângulo roto. consta de uma parte média ou corro e dois prolongamentos desiguais. nos quais se doíam as raízes dos dentes superiores. A cavidade central que apresenta a face. ou mandíbula inferior. oculto atrás da porção traseira da face: é um osso pequeno. de cada lado. pela outra extremidade o faz na apófise estilóide do temporal: os dois camas grandes se unem por uma membrana à primeira cartilagem laríngea. tendões. como estes também apresenta alvéolos para a implantação das raízes das peças dentárias inferiores. As duas cavidades que separam a abóbada craniana da face são as órbitas. formado acima pela lâmina perpendicular do etmóide e abaixo pelo vômer. o ramo horizontal continua brevemente a lâmina óssea do maxilar superior que constitui a abóbada do palato. entre o maxilar inferior e a primeira cartilagem da laringe. chanfraduras orifícios e canais por onde passam. sua borda superior se corresponde exatamente com o arqueado formado pelos dois maxilares superiores. Na formação de suas paredes intervêm cinco ossos da face e dois do crânio. No osso tifóide se inserem treze músculos. em estado fresco. como aquele. constituem ambos um arco completo. na maioria dos mamíferos. dirigidos para trás. pode-se ver os cometes inferiores. COLUNA VERTEBRAL Consiste num eixo ósseo que ocupa a parte dorsal e central do corpo um conjunto essencial da armadura que forma o esqueleto. que delimitam estreitas galerias. mas ao crânio). se encurvam para cima. chamados camas. corresponde à abertura anterior das fossas nasais. Outras cavidades que se encontram dentro dos ossos do crânio são os selos frontal. Aplicado à parte posterior do maxilar superior está o palatino. esfenoidal e etmoidal. aos ossos que formara a pelve. do dorso e da região tombar e que na pelve é sua parte posterior. tem. e cada um termina numa eminência arredondada (côndilos) que se articula com o temporal (que não pertence á face. veias e nervos. que são duas: direita e esquerda respectivamente separadas por um septo médio. cujo contorno é quadrangular. o que permite reuni-los num grupo com o nome de vértebras. Esta borda apresenta uma série de pequenas fossas ou alvéolos. como corresponde a uma região ocupada pelo olho. semelhante a uma ferradura seus dois ramos. cuja abertura posterior desemboca na parte posterior do maciço facial.

comuns todas elas: carpo vertebral. importantes porque estabelecem aberturas ao longo do canal raquídeo. 6 . só nos vamos ocupar agora da descrição das costelas. Corpo vertebral Se há superfícies articulares é vertebral uma vértebra dorsal. e nelas se vão alternando as trajetórias convexas com as côncavas. é uma vértebra dorsal ou lombar. pelas quais saem os nervos deste nome.(vértebras cervicais. Apófise espinhosa curta. Vértebras cervicais. a cujas faces se aderem intimamente. dorsal. Forame vertebral triangular. chamados por isso forames intervertebrais. que sustenta a cabeça carece de corpo e de apófise espinhosa e apresenta duas superfícies articulares que se articulam com os côndilos do occipital. Os discos intervertebrais. na realidade trata-se de quatro ou cinco vértebras atrofiadas. 9 ou 10). de um eixo ósseo ao redor do qual se verifica a rotação do atlas e por conseguinte. No homem constitui um rudimento da cauda dos mamíferos. abreviados. destaca a coluna cilíndrica formada pela superposição dos corpos vertebrais. Lateralmente são visíveis os orifícios que resultam da superposição dos corpos vertebrais. forame ou canal vertebral. Forame vertebral triangular. Em toda vértebra se notam. as quatro apófises articulares. O cóccix é o segmento inferior da coluna vertebral e está aplicado ao vértice do sacro. lâminas e os dois pedículos. A coluna vertebral como conjunto. da cabeça que repousa sobre esta vértebra. só mencionaremos como mais destacadas as que mereceram nomes próprios: as duas primaras vértebras cervicais. A face posterior apresenta na linha média a crista espinhal (que justifica o nome de espinhaço com que vulgarmente se designa esta região) composta pela sucessão das apófises espinhosas. da qual sobressaem as apófises transversas. portanto. O TÓRAX É o espaço circunscrito pela coluna vertebral (vértebras torácicas) na parte posterior. Vértebras lombares. Vértebras da região pélvica ou vértebras sacrococcígeas. A coluna vertebral apresenta umas curvaturas ou inflexões destinadas a aumentar sua resistência. Trata-se portanto. 5) ou à região pélvica (sacrococcigeas. da trás as seguintes características. 12) à região tombar (lombares. 7) à região dorsal (dorsais. Corpo alongado transversalmente. conjunto de cinco vértebras soldadas. O áxis possui um apêndice ósseo semelhante a um dente que se eleva desde o corpo da vértebra e se introduz na parte posterior do arco ósseo da dianteira do forame vertebral do atlas. Forame raquídeo pequeno e circular. também chamados meniscos. Corpo muito desenvolvido. com a qual se articula. é uma pirâmide do vértice inferior. Apófises transversas caiu orifícios. Examinada por sua face anterior. que descreve uma concavidade anterior. O atlas. Deste conjunto de ossos já descrevemos a coluna vertebral. pelas doze costelas e suas correspondentes cartilagens na parte lateral e pelo esterno na parte anterior. lombar e sacra. observando a apófise transversa ou corpo vertebral Apófise transversa Se tem orifício é uma vértebra cervical. são lâminas discóides biconvexas. situadas entre dois corpos vertebrais. que funcionam ainda como amortecedores. os que expomos a seguir. é uma vértebra Iombar. É possível classificar uma vértebra (Testut). encontramse soldadas entre si formando dois ossos: o sacro e o cóccix. Lateralmente se articula com os ossos lacas. e apófise espinhosa. Se não as há. Em número de 9 ou 10. Lateralmente vêem-se as apófises versas. lados iguais. Os caracteres próprios das vértebras pertencem ás distintas regiões são. estas recebem o nome da região em que se acham localizadas: curvaturas cervical. Dentro de cada região existem vértebras com características peculiares. O sacro. Se não o tem. Constituem as articulações fibrocartilaginosas intervertebrais. ou disco ósseo. Vértebras dorsais. Apófise horizontal volumosa. Corpo alto com superfícies articulares (para as costelas). das cartilagens costais e do esterno. chamadas altas e áxis.

As costelas em número de 24. das cinco últimas (costelas falsas). A configuração das cartilagens costais é análoga à das costelas. chamados também cintura escapular ou torácica constituída por dois ossos articulados entre si. assim como as incurvações e disposição das costelas. Ao examinar lateralmente o tórax comprova-se a obliquidade dos arcos costais e dos espaços que os separam. Aloja os vértices dos pulmões e através dela passam todos os órgãos que descem do pescoço para a cavidade torácica ou viceversa. A cavidade torácica tem duas aberturas. é um recinto em parte ósseo e em parte cartilaginoso. uma para cada pulmão. e o membro torácico. a clavícula. que na parte superior do tórax se encontram os ossos do ombro. 12 de cada lado. unem o membro superior ao tórax. e a omoplata ou escápula. A constituição mista óssea por suas partes posterior e lateral. da escápula pende o membro superior ou torácico. a externa penetra nas depressões das extremidades anteriores das costelas. seu número e pois também de 24.Digamos antes já que não nos ocuparemos desta parte até que estudemos o membro superior ou torácico. são ossos longos. as três primeiras (falsas costelas propriamente ditas) se unem à cartilagem costal da que está acima e as duas últimas (costelas flutuantes). O aumento do diâmetro ântero-posterior do tórax e o rebaixamento do diafragma próprios da inspiração profunda permitem que os movimentos da caixa torácica sejam então mais extensos. seu tamanho é muito variável e a partir da primeira que é a mais curta seu comprimento vai aumentando até a sétima logo diminui gradualmente até a décima segunda. Com efeito. que tem sido comparado a uma jaula (jauta torácica). De suas duas extremidades a posterior se articula com dois corpos vertebrais e tem. No superior existem superfícies articulares laterais para articular-se com as clavículas. e cuja forma tem sido comparada tradicionalmente com a de uma espada romana. a extremidade inferior se articula com a cartilagem costal que lhe corresponde. pois arcos ósseos que se dirigem desde a coluna vertebral até o esterno. todas as costelas se inclinam de cima para baixo e de trás para a frente sendo esta inclinação tanto mais notária quanto mais inferiores forem. uma superfície articular para a apófise transversa da vértebra inferior. o médio (corpo) e o inferior (apêndice xifóide). as mais curtas permanecem livres entre as massas musculares. A abertura torácica inferior. Por sua parte interior. formado por dois ossos que a modo de raiz. além disso. composto pelo 7 . simétrico. As sete primeiras (costelas verdadeiras) se articulam diretamente com aquele osso mediante uma curta cartilagem. das quais são continuação. uma superior e outra inferior a primeira de forma elíptica é pequena e está orientada para baixo e para a frente. As costelas são. muito importante separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. ascenso e descenso que sendo exíguos na respiração normal (poucos milímetros para a frente para cima e para fora) são suficientes para aumentar o volume da caixa torácica e sua capacidade em mais de meio litro. que divide a cavidade torácica em outras duas secundários. Pode ser decomposto em três segmentos: o superior (manúbrio). planos e arqueados. tal como foi descrito. Nas bordas do corpo do esterno distinguem-se sete chanfraduras destinadas a alojar a extremidade interna das sete primeiras cartilagens costais. O MEMBRO SUPERIOR OU TORÁCICO Na extremidade superior se distinguem duas partes essenciais: o ombro. O tórax. situado na parte anterior e central do tórax. e cartilaginosa e óssea pela anterior. O esterno é um osso piano. o tórax possui uma proeminência formada pela coluna vertebral. que se articula por sua vez com o esterno. Os espaços intercostais seguem naturalmente a mesma inclinação e sua largura e comprimento variam de uns para outros. que se aplica á face posterior e superior do tórax. muito ampla é ocupada pelo músculo diafragma que se aplica à face interna das sós últimas costelas. A extremidade interna de cada cartilagem se aloja dentro das chanfraduras do esterno. permite a toda a armação torácica realizar movimentos de expansão. este músculo. As sete primeiras prolongam as costelas até o «temo: as três seguintes se inserem na cartilagem situada acima e as duas últimas (que correspondem às costelas flutuantes) se perdem entre os músculos do abdome. alongado.

se articula com o trapézio. tem a parte inferior mais grossa que a superior. dá-se que o antebraço se encontra em pronação. o úmero. superfícies articulares para o rádio. O metacarpo forma o esqueleto da palma da mão e é constituído por cinco ossos longos que se dispõem como a armação de um leque aberto. Como todos os ossos longos. ao redor da cabeça do cúbito. formando um xis ambos os ossos produz-se um movimento de rotação que coloca a palma da mão voltada para trás. Os dedos são os apêndices mais móveis da mão. Porém convém acrescentar que quando a parte superior do rádio gira ao redor do côdilo umeral. indicador. que de cima para baixo se chamam falange. O carpo é composto por oito ossinhos agrupados em duas filas. se relaciona com um pequeno osso da mão. Este primeiro segmento do membro superior é constituído por dois ossos: a clavícula e a omoplata ou escápula. metacarpo e dedos. A escápula é um osso largo. Sua extremidade inferior. segundo. piramidal e pisiforme. achatado. achatada da frente para trás. adelgaçada (cabeça do cúbito). outra à palma da mão e as restantes servem para articular-se entre si. A clavícula é um osso longo. e de sua parte superior sobressai um grande apêndice em forma de bico de corvo (apófise coracóide) no qual se inserem importantes músculos do braço. ao contrário do cúbito. São designados com os nomes de polegar. semilunar. são designados simplesmente com os nomes de primeiro. terceiro. O esqueleto de cada dedo é formado por três ossos (exceto o polegar. que corresponde ao polegar. Sua face posterior está dividida em duas zonas desiguais por uma crista óssea (espinha da omoplata). com os restantes ossos da segunda fila do carpo e também entre si. Ossos do ombro. que só tem dois). que se articulam acima com os da rua superior e abaixo com os do metacarpo. O primeiro. São o cúbito (interno) e o rádio (externo). tem uma eminência arredondada (côndilo) por fora e uma polé (tróclea) por dentro. quarto e quinto metacarpianos. Ossos do braço. tem um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). A extremidade superior de cada falange se articula com o rnetacarpiano correspondente. e a parte inferior. A fila superior compreende o escafóide. com a palma da mão dirigida para a frente. médio. que se articulam com os dois ossos do antebraço. fim está em contato com a parte posterior e superior do tórax (de cujo esqueleto se acha separada por planos musculares). osso grande e ganchoso. na segunda em supinação. A extremidade inferior. nesta abertura que é a cavidade articular (cavidade sigmóide). articulados entre si. Ossos do antebraço. falanginha e falangeta. Por seu lado externo tem em sua parte inferior e na superior. está ocupado por uma cavidade articular (cavidade glenóide) para o úmero. têm formas irregulares mas em todos se percebem seis faces. O rádio. O cúbito é mais volumoso em sua extremidade superior. anular e mínimo. A extremidade superior (cabeça do úmero) esférica se articula com a cavidade articular (cavidade glenóide) da escápula. que lembra una chave inglesa aberta. e seguem a direção dos rnetacarpianos. a extremidade inferior. A posição correta chamada anatômica para a descrição dos ossos da extremidade superior é a de extensão. Ossos da mão. ossos longos colocados paralelamente e articulados por cima com o úmero e também entre si. os demais o fazem. Um só osso forma seu esqueleto. Na primeira posição. A mão é formada por três grupos de ossos: carpo.braça. urna delas corresponde ao dorso. Os dois primeiros se articulam com o rádio e formam a articulação do punho. em cuja extremidade articular apresenta uma escavação arredondada para o condito do úmero. triangular. a extremidade inferior da falangeta é contornada por uma reborda em forma de ferradura. larga e plana se articula com a fila superior de dois ossinhos da mão. trapezóide. 8 . Na rua inferior há o trapézio. encaixa a tróclea do úmero. o antebraço e a mão. Por seu lado interno tem as duas superfícies articulares que se correspondem com as facetas articulares do cúbito. O ângulo anterior. rombo. em forma de —. sua face anterior. que se interpõe transversalmente como um arco que apoia sua extremidade interna no manúbrio do esterno e a externa na omoplata.

que se corresponde com a do outro ilíaco (sínfise pubiana). Centrada neste ponte. dois ossos formam o esqueleto da perna: a tíbia e o perônio. alongada forma o maléolo externo e por sua parte interna se articula com a tíbia e com um osso do pé. entre ambas as tuberosidades. sua face posterior se articula com o calcâneo e a anterior com os últimos metatarsianos. Compõem o tarso sete ossos curtos muito irregulares.MEMBRO INFERIOR OU PÉLVICO Como no membro superior. Osso da coxa. A extremidade inferior da tíbia por na parte interna prolonga para baixo uma apófise volumosa (maléolo interno). e a anterior com o escafóide. o cubóide e os três cuneiformes. assimétrico. é um osso curto. O astrágalo e o calcâneo formam a primeira rua. aos quais há que acrescentar a rótula. Como no antebraço. O astrágalo está encaixado por sua parte superior no arco que tem por pilares os dois maléolos e por abóbada a face inferior da tíbia. A rótula completa o esqueleto da perna. Sua extremidade inferior. Por sua parte interna o ilíaco apresenta na parte posterior uma face articular (face auricular) para o sacro e outra no púbis. que está colocado seguindo uma direção obliqua ou seja num esqueleto montado os dois mures aproximam suas extremidades inferiores. por sua parte externa se acha uma grande cavidade articular (cavidade cotilóidea) para o fêmur. ou cintura pélvica formada por um só osso. o tendão de Aquiles. Ossos da perna. nas quais se inserem potentes músculos. o ilíaco. o pé é formado por três grupos de ossos: tarso. anterior (púbis). Sua extremidade superior (cabeça do perônio) apresenta em sua parte interna uma face articular para a que possui a tíbia a este nível. dispostos em duas ruas. de cada lado. e era sua parte externa outra superfície articular inferior do perônio. osso longo. na posterior se insere um robusto tendão. com os vértices arredondados. ao lado do cubóide e se articula por trás com a cabeça do astrágalo e pela frente com os três cuneiformes. Corno a extremidade inferior do fêmur. composto pela coxa. O escafóide ocupa a parte interna do pé. Osso do quadril. Ossos do pé. se encontra uma eminência óssea na qual se inserem músculos da região anterior da perna e na sua parte externa urna face articular para o perônio. A superior apresenta urna cabeça esférica (cabeça do fêmur) que se articula com o ilíaco e que se une ao corpo do fêmur por um curto e oblíquo talo ósseo (colo do fêmur). Corno a mão. Os cuneiformes assim chamados por sua forma de cunha são três ossos encravados entre os três primeiros metatarsianos e o escafóide. metatarso e dedos. de outra tuberosa posterior (isquio). plano. O metatarso consta de cinco ossos longos. O perônio é uru osso delgado situado na parte externa da perna paralelo à tíbia e um pouco atrás desta. sua face anterior se articula com o cubóide. e o membro inferior propriamente dito. Sua face inferior se articula com o calcâneo. massas ósseas arredondadas (côndilos do fêmur). 9 . O calcâneo é o osso do calcanhar. a segunda fila. Da extremidade inferior se separam. que se articula por sua parte posterior com os côndilos do fêmur. sua face interna se articula com o escafóide e o terceiro cuneiforme. É o fêmur. Na parte externa deste se encontram duas proeminentes eminências (trocanter maior e trocanter menor). por cima da qual se estende urna extensa superfície óssea (ílio) e por baixo um orifício triangular (orifício obturador) que separa uma porção angular. estrangulada em sua parte média por duas chanfraduras. observamos no inferior duas partes fundamentais: o quadril. A tíbia é um osso longo situado na parte interna da perna. com a qual se articula a extremidade superior da libra possui duas tuberosidades. de forma triangular. O escafóide. cuja parte superior ou articular é escavada formando duas cavidades (cavidades glenóides) que se articulam com os côndilos do fêmur. Na parte anterior. cuja extremidade posterior se articula com algum dos ossos do tarso (cuneiformes ou cubóide) a extremidade anterior o faz com a extremidade posterior do primeiro osso que forma o esqueleto de cada dedo. É o ilíaco ou coxal de forma quadrilátera muito irregular. que descansa diretamente no chão. O cubóide tem urna face superior que forma parte do dorso do pé. a perna e o pé.

por baixo. Por sua parte interna. A PELVE Ao estudar o esqueleto do membro inferior. e à inferior pelve menor. por trás. a totalidade do aparelho reprodutor. Existe também um estreito inferior. O contorno do osso ilíaco apresenta numerosas. ou pélvico. com o isquio e o cóccix. com o sacro. o isquio abaixo e a parte posterior do sacro e do cóccix. falanginha e falangeta. diâmetros e eixos dos estreitos: com efeito. outra menor. ou assoalho da pelve. de cada lado. são muito importantes determinados caracteres específicos. inserida nos extremos do mesmo. vasos e nervos. encontraremos estes elementos: sínfise pubiana. porém. pelos planos músculo . amplamente aberta. Assim. encontra alojamento e sustentação grande parte da massa intestinal. o sacro e o cóccix. à abertura inferior. Para o estudo da pelve consideraremos sucessivamente a superfície externa. pelve maior. articulado pela frente (púbis) com o outro ilíaco e. A borda anterior forma um ângulo obtuso muito aberto que por cima é fechado por uma faixa fibrosa (arco crural). a pelve é um amplo recinto fechado em suas partes posterior e média pelo sacro. chanfraduras grandes e pequenas. quando existem as partes. moles. à cavidade superior. que corresponde aproximadamente à parte média do corpo. tanto em sua borda anterior como na posterior: estas chanfraduras (às vezes convertidas em orifícios por meio de ligamentos) dão passagem a tendões.membranosos que fornam o períneo. Em sua pane inferior se encontram o ísquio e os ramos púbicos. De modo que este osso isolado forma o primeiro segmento do membro inferior. do qual resulta circunscrito um espaço triangular que se localiza precisamente na união do abdome com a coxa e que exteriormente se corresponde com a prega da virilha esta região é importante porque nela se estabelece comunicação entre o abdome e a parte superior da coxa. formado por uma tinha irregularmente circular que une de forma imaginária a parte inferior da sínfise pubiana a borda inferior dos ramos isquiopubianos. esta fechada. tais como planos de inclinação. que descreveremos contornando a pelve desde sua parte média anterior até. na mulher. assim como atravessar os estreitos. segundo. estão constituídos por falante. Conformação da pelve. A esta cornija irregular que estreita a parte média da pelve se denomina estreito superior. e se encontra situada na parte inferior do tronco. além de passarem por seu interior importantes nervos. a média posterior. cavidade cotilóidea. Há que esclarecer que o estreito superior corresponde à abertura superior da pelve. terceiro.Os dedos. Pela função que a pelve feminina desempenha durante a gravidez e o parto. Na superfície externa. contribui para formar um cinturão ósseo se conhece por pelve. músculos. a interna e as aberturas ou estreitos superior e inferior. especialmente a porção terminal do tubo digestivo e o último trecho do aparelho urogenital e. Em sua parte média. também conhecido pelo nome de diafragma pélvico. fossas ilíacas externas acima. descrevemos o osso ilíaco que também é conhecido por osso do quadril ou cintura pélvica. assim como vasos arteriais e venosos que se dirigem às extremidades ou que procedem delas. 10 . Na pelve. pelas superfícies ósseas que correspondem às regiões ilíacas (fossas lacas internas) e pela frente e pelos lados se encontra aberto (abertura que no estado natural é fechada pela parede abdominal). a pelve é formada pelos dois essas ilíacos. seta impedimentos nem fricções violentas. ramos púbicos (horizontal e descendente) forame obturador. a cavidade pélvica apresenta um estreitamento anular horizontal. o qual delimita por cima uma cavidade grande e. e o estreito inferior. as cavidades pélvicas formam um canal curvo pelo qual devem deslizar e girar. quarto e quinto. a cabeça e o corpo do feto durante o parto. exceto o maior (hálux) que tem apenas a primeira e a última. primeiro. razão pela qual é de suma transcendência que a pelve esteja normalmente configurada. A redução de um ou mais diâmetros ou a deformação pélvica supõem serias dificuldades para o parto.

11 . Agora completaremos o conhecimento desta mediante o estudo dos elementos não ósseos. Delas. partes moles interpostas entre aquelas e outras colocadas ao seu redor. A variedade de movimentos articulares depende da estrutura das superfícies articulares. de cilindro ósseo por um e de anel osteofíbroso por outro e. As segundas articulam ossos endocranianos. As partes constituintes de uma articulação móvel ou diartrose são: as superfícies articulares. segregam uma substância viscosa. Existem muitos tipos de diartroses. a sinóvia. finalmente. ou sinartrose. amplos e variados como assegurar todo o contrário: a imobilidade mais absoluta entre os ossos vizinhos. Em anatomia. Não obstante. às quais se adapta uma espécie de rodete (rodete anular). os meios de união e os de deslizamento. que lubrifica as superfícies em contato. como clara de ovo. para obter os melhores resultados quanto à amplitude de movimentos e á facilidade de sua realização. que em certas articulações (joelho) cobrem as superfícies articulares contíguas. possui estruturas muito especializadas. Em toda articulação há que considerar superfícies ósseas articulares. na qual se produzem movimentos de deslizamento. que intervêm na estrutura de toda articulação. o que facilita seu deslizamento. Por sua parte articular. cuja face interna revestem. chamadas suturas. na abóbada craniana. Para ter uma idéia delas. de faces planas por ambos os lados. cabe destacar as fibrocartilagens próprias das superfícies côncavas de algumas diartroses (ombro). podem estar fora da articulação (ligamentos periféricos)como o ligamento capsular ou cápsula ou então dentro dela (ligamentos interósseos). Deve ficar claro que articulação não significa necessariamente mobilidade. A cada articulação correspondem umas determinadas funções e. Entre as diartroses mais móveis. Tais adaptações articulares permitem a realização de variados e extensos movimentos. Curva fibrocartilagem. existem superfícies articulares. em geral denteadas. De acordo com sua dinâmica nula. média ou ampla. ou então de superfícies côncavas e convexas que se correspondem reciprocamente. tanto por parte dos ossos como pela dos elementos moles articulares. As superfícies articulares dos ossos vizinhos já se viu que podem ter formas muito variadas. As primeiras. outorga-se o nome de articulação ao conjunto de partes duras e moles que estabelecem uma conexão entre dois ou mais ossos imediatos. as articulações foram classificadas em imóveis. Os meios de união ou ligamentos. semimóveis ou anfiartrose e móveis ou diartrose. ou fibrocartilagens interarticulares. são membranas tão finas e aderentes que é impossível separá-las dos ligamentos. bastante citada nas descrições médicas das lesões que costumam acometer os jogadores de futebol é a dos meniscos. Dentro da articulação pode haver outras cartilagens e fibrocartilagens. ou de polia (tróclea) por um lado e crista por outro. portanto. por sua grande variedade não é possível escolher nenhuma como tipo para uma descrição generalizada. a conexão óssea tanto pode permitir movimentos fáceis. Sinartroses localizadas nos ossos do crânio e da face: os ossos ficam unidos mediante membranas fibrosas ou cartilaginosas. cuja finalidade é aumentar a profundidade e extensão da cavidade. segundo os elementos articulares. mas entre as mesmas se interpõe uma cartilagem que adere fortemente às superfícies ósseas e o movimento articular se reduz a curtos deslocamentos laterais. ou gêneros. cabe encontrar nelas elementos e características funcionais comuns. Os meios de deslizamento (sinoviais). Anfiartroses também denominadas semiarticulações. as autênticas só se encontram na coluna vertebral. que determina os de supinação e pronação). aparecem como linhas sinuosas. Diartroses: nestas existem as condições ótimas. flexão. mas sim moles. A cartilagem que as recobre se caracteriza por sua solidez e grande flexibilidade. merece ser citada a do cotovelo. a cartilagem que as recobre.ARTICULAÇÕES Nos ossos que examinamos foram assinaladas de maneira especial as relações que mantinham entre si por meio das superfícies articulares que constituem uma parte da articulação. assim como à segurança e solidez que uma articulação tão móvel exige. rotação. extensão e translação (do rádio. encontraremos as que adotam a forma de cabeça por uma parte e de cavidade por outra. são faixas e cordões fibrosos muito resistentes. Se se atende à morfologia das superfícies que se articulam.

que evitam desvios e roturas durante sua contração e se dispõem como manguitos que desempenham o papel de uma meia elástica. São classificados tradicionalmente segundo um método topográfico que prescinde de sua fisiologia para atender somente à sua situação no esqueleto (Testut). alguns sensitivos (feixe neuromuscular) e outros motores (placa terminal). Na outra classe. cobre a fibra muscular. que se estendem de um extremo a outro. O número de músculos do corpo humano excede os 400 (50% da massa do corpo). Os mastigadores. Classificam-se em músculos da mímica e músculos mastigadores. Existem duas classes deles: os que se contraem por intervenção da vontade. as aponeuroses ou fáscias. Em todo músculo há que distinguir uma parte contrátil. as fibras conjuntivas convergem nos extremos para formar os tendões. de cujos acoplamentos resulta uma grossa capa carnosa que se dispõe ao redor dos ossos: são os órgãos ativos da locomoção. se reúnem os que são totalmente independentes da vontade. sem estrias. enrugamento da pele frontal. Por isto também são denominados músculos viscerais. em número par. as fibrilas musculares. ou seja. As fibras musculares contêm uma substância protoplasmática (sarcoplasma) e uns elementos filiformes. com inserção na pele e ação sobre ela. Os da vida vegetativa constam de fibras fusiformes. os músculos voluntários se compõem de fibras musculares em que se destacam claramente umas características estrias: por isto são chamados músculos estriados. ou músculos lisos. os músculos da vida vegetativa ou orgânica. delgados. Músculos da cabeça. que constituem unidades isoláveis de variadas formas. Do ponto de vista anatômico. por um extremo se une ao corpo muscular e pelo outro a um osso. mais numeroso. branca e muito resistente. No músculo existe uma rica vascularização e nervação. e outra não contrátil. Os músculos estão envoltos por membranas. é capaz de contrair-se bruscamente para logo recuperar suas dimensões. providas de numerosos núcleos.SISTEMA MUSCULAR O músculo é um órgão que sob o efeito de um estimulo. nervos motores e sensitivos. do nariz e da boca. Os tendões possuem como os músculos. e outro. 12 . As fibras musculares aderem suas extremidades a pequenas depressões existentes no tendão. cujos filetes se ramificam dentro d pequenos corpos fusiformes (corpúsculos músculo-tendinosos de Golgi). que se estende do ocipital ao frontal. pode diminuir seu comprimento. paralelos ao eixo da fibra muscular: a elas se devem as estrias longitudinais: cada fibrila se compõe de discos superpostos cuja justaposição origina. dilatação transversal da fenda bucal (sorriso) e tantos outros que são causa da cambiante expressão facial humana. a uma cartilagem ou a uma membrana fibrosa. O tendão é de natureza fibrosa. formado por vários que se distribuem ao redor da cavidade orbitária. Os primeiros são cutâneos. por sua vez. etc. A sua ação se devem os seguintes movimentos: elevação das sobrancelhas. vermelha o músculo propriamente dito. que se dividem e subdividem para formar departamentos cada vez menores. as estrias transversais. fechamento ou abertura dos olhos e a boca. costuma-se dividi-los em dois grupos: um formado por um único músculo. o tendão. respiratório. o miolema ou sarcolema. As fibras musculares se alojam entre as malhas de uma armação de tecido conjuntivo dispostas como septos. indispensável para a sua intensa atividade funcional. dai serem chamados músculos de fibralisa. situados na parte lateral do crânio e da face. os músculos voluntários ou da vida animal. Vamos expor sucintamente os planos mais superficiais destes grupos musculares cuja complexissima ação nos veremos obrigados a sintetizar: Grupo I. O músculo e o tendão se unem por continuidade da cobertura conjuntiva que envolve o corpo muscular com os elementos conjuntivos do mesmo tendão. Por esta armação passam os vasos e os nervos. O músculo é constituído fundamentalmente por elementos cilindróides longados: são as fibras musculares. deste modo se chega a descrever até sete grupos. e formam membranas nos aparelhos digestivo. circulatório. elevam o maxilar inferior e mantêm encostadas ambas as bordas alveolares. Uma membrana fina e transparente. As fibras musculares possuem microdispositivos especiais.

Sua função é variada e compreende as funções de trepar. essenciais para a marcha e o salto e extensores do pé (outros mais profundos dobram a perna e os dedos do pé) 4º. A região lombar é ocupada por uma extensa lâmina aponeurótica romboidal que se estende até o sacro e que. cujas paredes contribuem para formar. Grupo VII. A primeira é formada por um só músculo. que se estendem desde a clavícula e a omoplata até o úmero: elevam o braço. Distinguem-se os intrinsecamente torácicos. Dispostos simetricamente ao redor a coluna vertebral. a região posterior. arco crural). na qual se encontram os orifícios que estabelecem comunicação entre a cavidade abdominal e as regiões vizinhas (canal inguinal’. São importantes as aponeuroses inferiores. que se agrupam em três regiões: anterior. os da mão. onde se encontram os da panturrilha. Os primeiros se estendem longitudinalmente a cada lado da linha média do abdome e estão separados por uma porção aponeurótica chamada linha alba. Podem ser longos ou largos. que compreende aqueles que colocam o braço em pronação. costumam ser curtos. dirigir o braço para trás e para baixo e elevar ou baixar as costelas. situados num plano mais profundo. 1º. flexionam. Músculos do pescoço. por outro. Grupo III. e que se reúnem no grupo dos músculos da 13 . os da coxa. Este grupo compreende os que fecham a cavidade abdominal. figuram nele: 1º. que se inserem no osso ilíaco. os da parte posterior correspondem à nuca. à divisão admitida para a mão). excepto os da região dorsal. os músculos do ombro.Grupo lI. na qual se encontram os que dobram o pé sobre a perna. MUSCULOS DE FIBRA ESTRIADA Além dos que vimos nas páginas anteriores. que se dispõem ao redor do cúbito e do rádio e formam: a região anterior. Músculos do membro inferior. os segundos movem o braço e a região do ombro. 3º os da perna. inclinam ou giram a cabeça para um lado ou outro. cujos músculos trabalham como extensores dos dedos. Pertencem a este grupo aqueles que fixam suas duas inserções no esqueleto do membro superior. os do pé. especialmente as inserções iliopubianas que correspondem à virilha. Sua função reside em dobrar o tórax e comprimir as vísceras abdominais. e a região posterior. que endireitam a pelve e comunicam ao fêmur movimentos de rotação. que compreende os que movem as falange dos demais dedos. os do antebraço. os da pelve: no grupo mais superficial e posterior se encontram os três grandes músculos da região das nádegas. 3º. Os largos são uns planos musculares que ocupam a parte anterior e lateral do abdome. Músculos do tórax. 2º. outros dobram a perna e a coxa. Músculos da nuca e da região posterior do tronco. que se dispõem alguns na região anterior (que dobram o antebraço sobre o braço) e outros na posterior (que estendem o antebraço sobre o braço). os do braço. 2º. o que estende os dedos. na qual se consideram a região palmar externa. Músculos do membro superior. Os primeiros intervêm na função respiratória. Grupo V. Inclui músculos largos que se dispõem de cada lado da coluna vertebral. 4º. cujas duas inserções são costais daqueles que por um extremo se inserem no tórax e. A plantar compreende todos aqueles que se distribuem pelas partes interna. Os músculos anteriores e laterais flexionam a cabeça e a dirigem a um e outro lado. na região póstero-interna figuram os que dobram a perna. aproximam a coxa para dentro e comunicam ao fêmur um movimento de rotação. Grupo IV. o aproximam á linha média e estendem os dedos. externa e média (que correspondem. que se distribuem em várias regiões: uma para o dorso do pé e três para a face plantar. Os da nuca. Grupo VI. nalgum osso da cintura escapular. a região externa. onde atuam como extensores da mão ou colocam o antebraço em supinação. Músculos do abdome. e a região palmar média. que contém os que acionam o polegar. que estendem a perna. que se distribuem uns numa região ânteroexterna e entre eles figuram os mais robustos do membro inferior. na realidade. e outros cruzam ambas as extremidades. a externa reúne aqueles que estendem o pé e dirigem sua face plantar para fora. flexionam os dedos ou dobram a mão sobre o antebraço. é um grande tendão que contém fibras procedentes de diversos músculos. dirigem-no para a frente e para trás e fazem girar o úmero.

e profundo. Encontram-se diminutos músculos. localizados ao redor dos folículos pilosos. A independência de sua atividade já adverte que se encontram situados precisamente naqueles aparelhos e sistemas sobre cuja função o homem não tem domínio algum. as fibras musculares adotam duas direções: as mais internas são circulares. Útero. Reto. o miocárdio. e as externas. uns fascículos anulares de fibras lisas (esfíncteres) que regulam a excreção da bile e do suco pancreático. Possui :rês camadas concêntricas de fibras: as da externa são longitudinais. e sua contração ou dilatação influi no calibre destes vasos. se acham ao redor da uretra (esfíncter vesical interno) e as da interna voltam a ser longitudinais. 14 . que nas proximidades do anus se torna mais grossa e gera um anel muscular (esfíncter interno). pertencem a um tipo especial. Vamos expor alguns deles cujas funções são realmente importantes. Músculos da língua. São o do martelo e o do estribo. Músculo largo. embora estriadas. Esôfago. É definido como um músculo oco. no duodeno (ampola de Vater). Os feixes musculares se dispõem debaixo das peças cartilaginosas dos canais brônquicos e se organizam predominantemente como fascículos circulares que se estendem a modo de uma camada contínua. As fibras musculares lisas formam aqui uma capa (túnica média) que se dispõe circularmente. variadas funções (mastigação. Estes canais possuem. O coração. em sua parte terminal. Bexiga urinária. mais grossas. Músculos da faringe. de fibras circulares.locomoção. citamos alguns órgãos em cuja estrutura intervêm os músculos de fibra lisa. e as da interna são circulares e longitudinais. são estudados em outros capítulos da anatomia. isto é. Estes músculos fecham a pelve por sua parte inferior e constituem um dispositivo diafragmático. Períneo. A seguir. mu to grossa. Músculos eretores do pêlo. agrupados em feixes cilíndricos. também de fibra estriada. na média. Grupo numeroso que desde pontos diversos. na média. convergem na cavidade bucal. de fibras oblíquas. e do mesmo modo recuperam suas dimensões. Suas fibras musculares. que contribuem para formar um largo conduto músculo membranoso que intervém principalmente na deglutição. Músculos do olho. sobre as vísceras. disposto em forma de abóbada. MÚSCULOS DE FIBRA LISA Sua característica é que funcionam de maneira totalmente livre da influência da vontade: sua contração se verifica com lentidão. Situados na órbita. que por serem parte de órgãos ou sistemas distintos. locução). Canais excretores do fígado (colédoco) e do pâncreas (canal de Wirsung). de fibras longitudinais. vasos e canais. estas se acham dispostas em todas as direções. Muito importantes. Músculos do ouvido. Tem uma camada superficial de fibras longitudinais e outra profunda de circulares. à qual mobiliza em sua. que atuam sobre a cadeia de ossículos na fase da transmissão mecânica da onda sonora. respectivamente. longitudinais Estômago. pela motilidade que desenvolve este órgão. Nele. Alcança maior espessura nas artérias. Artérias e veias. médio. suas fibras musculares se distribuem em três planos: superficial. Músculos da laringe. por fora do globo ocular (músculos extrínsecos). deglutição. Brônquios. onde constituem a massa carnosa da língua. (diafragma pélvico) guardam estreita relação com o aparelho gênito-urinário e com a região anal. separa a cavidade torácica da abdominal e torna parte nos movimentos respiratórios. são os fatores de sua mobilidade. que se compõe de três camadas de fibras: na externa são longitudinais. Na quase totalidade de sua espessura está formado pela túnica muscular (miométrio). que relacionam entre si as cartilagens que a formam e participam de modo indireto ou direto (cordas vocais) na fonação. Diafragma. existem outros músculos.

e as membranas que o envolvem por sua parte externa. veias e capilares) e aquela que trata do sistema linfático (gânglios e vasos). além da válvula tricúspide. Tanto a regulação da luz como a acomodação são funções automáticas. os ventrículos. Compõe-se de duas partes: a massa contrátil. que apresenta os quatro orifícios das veias pulmonares e o orifício atrioventricular esquerdo. fecham a abertura. ou o revestem por sua parte interna. suspensas da parede do vaso. os átrios. o orifício atrioventricular direito. Vemos nele. onde se localizam as válvulas sigmóides. podemos ver a disposição das valvas: triocúspide. umas do átrio ao ventrículo. Nas válvulas mitral e tricúspide a abertura se deve ao aumento da pressão intra-atrial e à tração dos pilares. Cada valva tem uma borda aderida ao contorno do orifício atrioventricular e outra livre. que fecha ou abre a passagem entre ambas as cavidades. a mitral constituída por apenas duas. Os orifícios das artérias pulmonar e aórtica apresentam três valvas sigmóides cada um. artérias. Eis aqui as características de cada cavidade: Átrio direito. que e mononuclear.Íris e músculo olhar (intrínsecos do olho). que regulam a passagem do sangue. formada por três delas. Contém a válvula mitral e o orifício da artéria aorta. que paira dentro da cavidade ventricular e na qual se inserem as cordas tendinosas que por seu outro extremo se unem aos músculos papilares. só existindo comunicação entre átrio e ventrículo por meio dos orifícios atrioventriculares. Átrio esquerdo. que junta fortemente as bordas livres de ambas as valvas que. com sua válvula mitral. com suas válvulas sigmóides. A tensão das 15 . outras do ventrículo aos troncos vasculares. endocárdio. entre as quais destacam seu pouco comprimento. Ventrículo direito. pericárdio. semelhantes a ninhos de pombo. e as inferiores. As paredes ventriculares projetam para o centro da cavidade pequenos mamilos musculares (músculos papilares ou pilares). O exame interno do coração permite distinguir quatro cavidades: as duas superiores. SISTEMA CIRCULATÓRIO CORAÇÃO E PERICÃRDIO O estudo dos órgãos destinados à circulação do sangue. Ventrículo esquerdo. cuja extremidade livre se prolonga com umas delgadas cordas tendinosas que se inserem nas bordas livres das válvulas mitral e triocúspide. através das artérias. Admite-se por tudo isto que existe um coração direito (venoso) e outro esquerdo (arterial) totalmente isolados um do outro. da linfa e do quilo abrange duas partes: a que se ocupa do aparelho circulatório sanguíneo (coração. no qual se acham os orifícios das veias cava superior e cava inferior. O músculo ciliar retifica a curvatura do cristalino. sua imagem histológica mostra que. ou miocárdio. a todas as medes capilares. Todas as válvulas cardíacas são formadas por membranas delgadas. Num coração que nos mostre por cima o plano que contém os orifícios citados. ao abaular-se para o átrio. O miocárdio é formado por fibras musculares. que consistem em pregas membranosas. que fecha ou abre a comunicação entre ambas as cavidades. que também abarca os vasos quiliferos. flexíveis. APARELHO CIRCULATÓRIO SANGUÍNEO O coração é um músculo oco que atua como uma bomba aspirante-impelente: por aspiração introduz em suas cavidades o sangue procedente das veias e por impulsão o envia. A íris consta de fibras radiais e circulares que permitem a contração e dilatação da pupila. o orifício da artéria pulmonar. ao aumento de pressão intraventricular. que confere ao conjunto o aspecto de malhas de uma rede. o fechamento. ocupado pela válvula tricúspide. Um septo separa as cavidades da direita das da esquerda. menores. apresenta características diferenciais. e sua ramificação. ainda pertencendo ao tipo estriado.

os capilares de todos os parênquimas e o sistema venoso. a artéria pulmonar. o interno se estende sobre e superfície do miocárdio e se dispõe como um manguito sobre os troncos arteriais. o peso da coluna de sangue injetada nos vasos gravita sobre suas cavidades. seu vértice. logo. A massa de sangue venoso chega pelas veias cava superior e inferior e flui diretamente ao átrio direito. convertido em arterial. concretamente no átrio esquerdo o qual. ao cessar a tensão intraventricular. que o devolve ao coração. utilizando um esquema que mostre a chegada de uma massa de sangue isolada que vá percorrendo cada uma das cavidades. o sangue ingressa nas veias pulmonares que o retomam ao coração. se contrai e o injeta através da válvula mitral no ventrículo esquerdo . duplo saco sem abertura. suas bordas voltam a juntar-se. O endocárdio é uma membrana (endotélio) que reveste as cavidades.cordas tendinosas e a contração dos músculos papilares contêm em seus justos limites o abaulamento. fechando-se a abertura. O pericárdio é um saco fibroseroso. que se continuam com as fibras musculares do átrio e estão inervadas por outras autônomas. no coração existem fibras musculares especializadas na condução de impulsos isto é. que têm forma de ninho e. orifícios e vasos. Situado no ponto de união da veia cava superior e o átrio. pelo sistema venoso. AUTOMATISMO CARDÍACO O músculo cardíaco é de fibra muscular estriada de caracteres próprios (miocárdio) que o diferenciam das fibras do músculo somático. de fibras cardíacas especializadas. que se enche totalmente. outro. e o sangue passa através dela ao ventrículo direito até enchê-lo. o pericárdio seroso. contrai-se o átrio e se abre a válvula tricúspide. e uma membrana interna. o seroso (que contém um líquido viscoso) facilita os movimentos cardíacos. válvulas e vasos é simultâneo e as fases de contração e dilatação se produzem ao mesmo tempo no coração direito e no esquerdo. distribuindo-o seu ramo direito ao pulmão direito e seu ramo esquerdo ao pulmão esquerdo. O segundo circuito constitui a grande circulação. na qual intervêm o ventrículo esquerdo. Quando este está cheio. uma vez repleto. por ser o mais importante gerador de impulsos recebe o nome de 16 . seguido pelo sangue que do coração direito vai aos pulmões e retoma ao coração esquerdo. a artéria aorta e suas ramificações. Além isso. Endocárdio e pericárdio. consta de uma camada externa. o sistema de condução. abraça os grandes vasos. O pericárdio seroso. que o conduz aos pulmões. ao preenchê-las. percorrido por aquele que do coração esquerdo se dirige pelo sistema arterial a todos os parênquimas e logo. que envolve o coração sem contê-lo. aberto. razão pela qual os movimentos cardíacos são sincrônicos. ou feixe. que envolve o coração e a parte inicial dos grandes vasos. este se contrai e o sangue é impelido através das válvulas sigmóides à artéria pulmonar. que desembocam no átrio esquerdo. válvulas e cordas tendinosas e se continua com a túnica interna dos grandes vasos. também está rodeado de células ganglionares parassimpáticas. em ambos se realiza sua oxigenação e. A intervenção das válvulas sigmóides é simplesmente passiva: a pressão da corrente sanguínea ascendente as dobra e encosta às paredes das artérias. A base do pericárdio fibroso se adere ao diafragma. O primeiro constitui a pequena circulação (da qual já em 1553 Miguel Servet teve clara intuição) e se realiza entre o ventrículo direito. O funcionamento das cavidades. CIRCULAÇAO INTRACARDÍACA A explicação da circulação sanguínea. o pericárdio fibroso. o qual compreende dois nodos e um fascículo. é formado por dois folhetos muito finos: o externo corresponde ao pericárdio fibroso. contrai-se por sua vez e impele o sangue através das válvulas sigmóides na artéria aorta. os capilares pulmonares e as veias pulmonares. completará com uma visão de conjunto a relação anatômica e funcional que mantêm entre si as distintas partes do coração e que já examinamos em separado. O nodo sinoatrial é fusiforme. CIRCUITOS CIRCULATÓRIOS São dois: um. reingressa no coração direito. O pericárdio fibroso é um envoltório protetor.

ilíaca externa). o estômago (gástrica).e extrapélvicos (para a bexiga. 2º. músculos e genitais) a externa dá um ramo ascendente (epigástrica) e se continua pela coxa (femoral. logo se reúnem numa só veia (adiar. onde formam os capilares dos quais se originam as veias. pulmões). está localizado no átrio direito. ao braço (umeral). VEIAS E CAPILARES Os tubos membranosos por onde circula o sangue são chamados vasos sanguíneos e são as artérias. direito e esquerdo). antebraço e braço seguem o trajeto das artérias e recebem seus mesmos nomes. onde reproduzem o ritmo dos diversos detectar com o eletrocardiógrafo. radial. Os capilares são vasos finíssimos formados simplesmente por células endoteliais soldadas entre si. Cada um recebe afluentes da cabeça (intracraniais. endotelial. cefálica). subclávio). -tibial posterior). pericárdio. etc. composto também de uma rede de fibras cardíacas especializadas. uterovariana) e o intestino grosso (mesentérica). constituído pelas veias pulmonares. por repetidas divisões e anastomoses destes vasos se formam as redes capilares. As veias só possuem uma túnica externa de fibras musculares e elásticas e outra interna endotelial. a interna dá ramos intra. chegam à superfície tempos da contração cardíaca. ao oco axilar (subclávia (1). intercostais). a aorta torácica. da medula espinhal e do membro superior: neste. ao propagar-se do corpo. a outra (tibioperoneira) dá dois ramos (peroneira. poplítea) e a perna (tibial anterior e tibioperoneira). axiliar). Sua inervação também se deve a fibras nervosas autônomas. cajado da aorta. de uso muito frequente nos 17 . que nasce do ventrículo direito e se divide em dois ramos (pulmonares direita e esquerda). pleura. O sistema arterial consta de: o sistema da artéria pulmonar. do tórax (pericárdio. o rim (capsulares. reto. a mais interna. de outra média muscular e de outra interna. que descem cavalgando sobre o septo interventricular e terminam subdividindo-se cada uma para formar respectivas redes (de Purkinje) que se distribuem por ambos os ventrículos. que se pode uma fita da marcha da excitação do coração exames clínicos. as veias profundas da mão. e o sistema de veias que corresponde à artéria aorta: veias cardíacas (coronários e outras) veia cava superior. à qual segue uma segunda bifurcação (ilíaca interna. ELETROCARDIOGRAMA A contração cardíaca se acompanha de em todas as direções. uma delas (tibial anterior) termina irrigando o dorso do pé (pediosa). onde forma um arco (arco dorsal) do qual nascem as artérias para os dedos. o sistema da artéria aorta. As veias superficiais da mão e antebraço acabam constituindo três ramos (cubital. O sistema venoso é formado pelo sistema de veias que corresponde á artéria pulmonar. esôfago. ao chegar ao pé. da qual nascem artérias para o diafragma. renais). cubital) e que na mão formam uns arcos (arcos palmares). o atrioventricular. Além deste sistema autoregulador que o torna autônomo. As artérias conduzem o sangue aos órgãos. Todas elas desembocam direta ou indiretamente no tronco (braquiocefálico) originário da veia variações do potencial elétrico que. esôfago. o registro sobre é o eletrocardiograma. e um tronco (tronco celíaco) que dá artérias para o fígado (hepática). mediana) e dois no braço (basílica. dos quais nascem as artérias para os dedos (digitais e colaterais dos dedos) . irriga a região plantar. o intestino (mesentérica). o baço (esplênica). a aorta abdominal. do pescoço (jugular e outras). que devolvem o sangue ao coração. O outro nodo. mediastino. no qual nascem as artérias que irrigam o coração (coronárias) e as que se dirigem para a cabeça (carótidas)(1). As artérias se compõem de uma túnica externa conjuntiva. ao antebraço (radial. rosto.marcador do passo ou marcapasso. os capilares e as veias.). da qual partem as artérias que se distribuem pelo tórax (pulmão. Os ramos terminais da aorta começam a partir de uma primeira bifurcação (ilíacas primitivas direita e esquerda). que nascem nos pulmões e desembocam no coração. o coração se encontra submetido à ação aceleradora do sistema simpático e à freadora do parasimpático. os genitais (espermática. 3º. O feixe atrioventricular se bifurca em dois ramos. que se divide nas seguintes partes: 1º. que se continuam com outras atriais musculares. ARTÉRIAS. formada por dois troncos (braquiocefálicos.

onde cujas anfractuosidades circula a linfa. flexura do cotovelo. atravessa o diafragma e desemboca no átrio direito. etc. Tanto a cisterna de Pecquet como o ducto torácico recebem a linfa proveniente de um território que se circunscreve à parte esquerda do corpo. que se cruzam e 18 . umas parietais e outras viscerais (capsulares. cria um dos dois ramos (ilíacas primitivas. o faz no átrio direito. desde as que se estendem pelo mesentério (prega do peritôneo que une o intestino delgado à coluna vertebral) para desembocar num reservatório. o qual. saem os vasos eferentes. de cada gânglio. Gânglios linfáticos. cujos extremos (dorsal externa e dorsal interna). a cisterna de Pecquet. cuja distribuição é análoga à das artérias. O trajeto dos vasos linfáticos se encontra interrompido por massas globosas. Os vasos quiliferos são capilares linfáticos que partem das vilosidades intestinais. descrevendo um trajeto paralelo entre si. Anatomicamente.cava superior que. unindo-se a outro (ilíaca. espermáticas ou uterovarianas). femoral). virilha. está situada no lado direito do corpo e desemboca entre as veias jugular interna e subclávia direita. partes laterais do pescoço. por canalículos semelhantes aos capilares sanguíneos. porta. assim como nas ésceras. dão dois ramos ascendentes (safena externa e safena interna). onde convergem: o ducto torácico e a grande veia linfática. ainda que muito mais grossos e de aspecto nodoso. em qualquer caso se dirigem sempre para os grandes coletores. penetra no tórax e na parte superior deste se encurva para a frende para desembocar na veia subclávia esquerda. pescoço. acompanhados dos sanguíneos. da passagem aos vasos e nervos esplênicos (hilo). as superficiais compõem na região plantar uma rede venosa e na dorsal um arco venoso. suas extremidades arredondadas recebem o nome de cabeça do baço. por sua vez. interna). e de cauda do baço. Sua face anterior. Veias do membro inferior. pelve e abdome (onde se encontram repartidos na maioria das vísceras). exceto por alguns pontos (palma da mão. As veias profundas do pé seguem o trajeto das artérias. grande tronco venoso que sobe pelo abdome. mediastino. onde desembocam. tibioperoneiras) e logo se continua com um tronco (femoral). apresenta dois envoltórios: o mais externo é uma serosa dependente do peritônio. Os vasos linfáticos distribuem-se em planos superficiais e profundos pela cabeça. e dela partem para o interior numerosas prolongações laninares. Nela confluem todos os vasos linfáticos que não são tributários do ducto torácico e que pertencem a um território circunscrito à direita. Este tronco recebe veias da pelve. que desemboca cada um em outra veia mais profunda (poplitea. de cor vermelho escura. cuja união origina a veia cava inferior. escavada. renais. parte posterior do joelho. A grande veia linfática. a inferior. direita e esquerda). ao chegar à perna. O ducto torácico nasce na cisterna de Pecquet. O BAÇO É um órgão ovóide. Em cada gânglio desembocam os vasos linfáticos aferentes que desde os territórios onde nascem se vão estendendo até chegar ao grupo do qual são tributários. e podem desembocar nos grupos vizinhos. com poucas anastomoses. da mesma forma ingressam nele as veias do abdome. De forma e volume muito variáveis. e podem ser superficiais ou profundos. muito mais curta. VASOS E GÂNGLIOS LINFÁTICOS Os vasos linfáticos são canais por cujo. e a estes. Originam-se rio seio dos tecidos. cujo centro alberga outra (substância medular). a mais inferior (poplítea) resulta da união de ramos profundos (tibiais. a superior. Os gânglios distribuem-se como um conjunto continuo e existem na axila. desde cuja extremidade superior se prolonga para cima e para a esquerda. que por sua vez o faz com um ramo (ilíaca externa). recebem por um pólo os vasos aferentes e emitem pelo oposto (hilo) os vasos eferentes. planta do pé). Aos capilares seguem os vasos coletores. tronco e membros. os gânglios linfáticos. A secção de um gânglio mostra uma cápsula que envolve uma massa periférica (substância cortical). os troncos linfáticos. por sua vez. a interna é de natureza fibrosa. interior circula a linfa desde seu lugar de procedência até o sistema venoso. supra-hepáticas. a modo de septos.

e por fora. onde apresenta quatro prolongamentos: os dois superiores se unem ao hióide e as inferiores se articulam com a cricóide. no hipocôndrio esquerdo. parecida com um anel de sinete. portanto. a traquéia e os brônquios. que corresponde ao mediastino. que é composto de polpa branca e polpa vermelha.anastomosam em todos os sentidos. que dá passagem ao pedículo pulmonar. O pulmão direito apresenta três lobos separados por cissuras. direito e esquerdo. formando compartimentos que se encontram repletos do tecido próprio do baço. independentes de membrana deslizante. nascem da bifurcação da traquéia e reproduzem a configuração anular desta. gera glóbulos brancos: pela ação das células fagocitárias (macrófagos). acompanhados de vasos e nervos. apresenta a placa orientada para trás. A faringe será descrita com o aparelho digestivo. o hilo. Por sua face interna. graças à rede vascular. A LARINGE COMO ÓRGAO DA FONAÇÃO Mencionou-se a laringe como parte das vias aéreas. AS PLEURAS São dois sacos serosos. da laringe nos ocuparemos quando a examinarmos como aparelho fonador. destrói as hemácias envelhecidas e. O baço compõe-se em grande parte de tecido linfático: a polpa branca que rodeia a vermelha é formada por folículos linfáticos. com sua membrana envolvente. Descansam sobre o diafragma e estão separados entre si por um espaço que aloja outros órgãos torácicos (mediastino). como vimos. A cartilagem tiróide. o segundo reveste as paredes do tórax: por cima cobre o pulmão. Entre ambos os folhetos existe uma cavidade virtual que contém uma pequena quantidade de liquido seroso.hióide. As veias. revestidas por células fagocitárias (sistema retículo-endotelial). cricóide. situado profundamente na parte superior do abdome. elásticos e cônicos. com a convexidade dirigida para a frente. é larga. Os brônquios. sem abertura. vai acompanhado de um ramo da artéria pulmonar. A polpa vermelha é constituída por seios venosos e uma rede de fibras reticuladas. que revestem os pulmões. situam-se na parte superior e posterior da cricóide e. localizada atrás da tiróide. situados na cavidade torácica. por baixo. e o esquerdo. dois lobos separados por uma cissura. A porção condutora começa no nariz e acessoriamente na boca e segue com a cavidade nasal. O primeiro adere intimamente ao pulmão. o canal traqueal só é cilíndrico por sua parte anterior e plano pela posterior. 19 . a face interna das costelas (seio costodiafragmático). penetram nos pulmões respectivos. feixe de todos os canais. Cada pleura compõe-se de dois folhetos: o visceral e o parietal. enquanto diminui seu calibre e se ramificam para formar as árvores brônquicas direita e esquerda. a laringe. por dentro reveste a face mediastinica. exceto seu centro. não são visíveis numa projeção anterior da laringe. e como tal vamos examiná-lo a seguir. A epiglote é uma lâmina ovalada. Este órgão. a pleura. atuando corno um reservatório de sangue. é capaz de dilatar-se enormemente. mas é também um aparelho fonador. as aritenóides. portanto. cada pulmão oferece um orifício. qualquer que seja seu calibre. o diafragma. A traquéia se estende desde a laringe até a origem dos brônquios. seguem um trajeto inverso. vasos e nervos que entram no pulmão ou saem dele. Cada brônquio. que está coberta por uma membrana. a faringe. é um tubo composto de anéis em forma de C. proeminente à frente e aberta por trás. Os pulmões consistem em dois sacos esponjosos. por cima do orifício superior da laringe. Outras duas pequenas cartilagens. descem obliquamente. situada imediatamente abaixo do osso . aritenóide e epiglote. Seu volume varia durante os movimentos de inspiração ou expiração e sua capacidade é de uns três litros e meio. realiza três funções importantes: pelo tecido linfóide. O APARELHO DA RESPIRAÇÃO Consta de uma parte condutora do ar e de outra respiratória propriamente dita. A parte respiratória é constituída pelos pulmões. Consta das seguintes peças cartilaginosas. Depois de um curto trajeto. articuladas e unidos por ligamentos e movidas por músculos: tiróide. esta cartilagem.

convém esclarecer que a artéria pulmonar. os brônquios direito e esquerdo. duas de cada lado. a estes conjuntos se lhes chama ácinos. e para evitar a confusão que pode advir da identidade nominal dos grandes troncos arteriais (artéria pulmonar e artéria aorta). recebe o nome de artéria por seu funcionamento. dizer que “a artéria pulmonar une o ventrículo direito aos pulmões” (Soula) e se ramifica profusamente em ambos. embora a ventilação pulmonar se realize naqueles órgãos. Atravessa o vértice de cada lóbulo um canal brônquico. Resultava imprescindível esta prolixa descrição para chegar ao elemento fundamental do pulmão. Por outro lado. constringem ou dilatam a glote ou deprimem a epiglote. que ao chegar ao hilo respectivo penetram no pulmão. as veias pulmonares. Delas. os que se dispõem na periferia do pulmão apresentam na face externa deste suas bases e dirigem seus vértices para o interior do mesmo. No espaço acanalado compreendido entre os troncos venosos e os arteriais pulmonares se alojam. RELAÇÃO CARDIOPULMONAR Antes de iniciar o estudo das relações existentes onde o coração e os pulmões. fenda de amplitude muito variável. O exame da parte posterior do fragmento anterior de uma laringe cortada frontalmente permite ver a porção mais importante do conduto laríngeo em relação. que se ramifica. Esta relação anatômica tão estreita entre os pulmões e o coração se explica porque. se bifurca. chamado feixe da corda vocal. CONSTITUIÇÂO ANATÔMICA DOS PULMÕES Os pulmões estão formados por sáculos membranosos em cujas delgadas paredes se ramificam os vasos através dos quais se verifica o intercâmbio gasoso: são os lóbulos pulmonares. transmitida à coluna de ar expirado. sua ação proporciona a esta corda a possibilidade de experimentar uma especialíssima tensão que distingue de todas as demais esta bem chamada “lingueta viva”. as cordas vocais. Os movimentos básicos para a produção do som são os de aproximação ou separação das cordas vocais. no ato da deglutição. Do mesmo modo. apesar de conter sangue venoso. a modo de opérculo. A laringe se une pela tiróide ao hióide (membrana tiro-hióidea) e pela cricóide. Os músculos intrinsecamente laríngeos mobilizam as cartilagens. Pode-se. em cuja espessura se aloja um feixe muscular (do músculo tiroaritenóideo). está a cargo do coração. e às vesículas. formando ali o bronquiolo intralobular.sobre a qual desce. que atravessam o hilo correspondente e penetram no pulmão respectivo. com a função fonética: a glote. dá se dirigem ao átrio esquerdo. infundibulos. uma parte alheia ao intercâmbio gasoso. que se devem a delicados deslocamentos pendulares das cartilagens laríngeas. onde se subdividem seguindo as ramificações da artéria pulmonar. O aparelho respiratório e o circulatório apresentam estreitas relações. limitada por quatro pregas. onde se unem para formar vasos cada vez mais grossos e menos numerosos. como fazem todas as artérias. do qual parece pender como uma fruta de seu talo: é o bronquíolo supralobular. de um lado e do outro. pois. as inferiores são as verdadeiras cordas vocais. depois de um breve trajeto. à traquéia. cuja vibração. em cuja parede superior desembocam. e cada ramo terminal desemboca num conjunto de três a seis vesículas lobuladas. A primeira se dirige para cima e. embora contenham sangue arterial recebem o nome de veias porque convergem para o coração. o alvéolo pulmonar. tensionam as cordas vocais. de forma piramidal. o importante trânsito ininterrupto do sangue pelos capilares pulmonares. outras membranas e ligamentos mantêm relacionadas as distintas peças pelas superfícies articulares. como ocorre com todas as veias. dando um ramo direito e outro esquerdo. produz a voz. já que conduz o sangue para fora do coração. vimos também que de cada ventrículo do coração nascem duas grossas artérias: a pulmonar e a aorta. assim como os de tensão. e devido a esta semelhança receberam o nome de alvéolo. Cada pulmão está unido ao coração pelo pedículo pulmonar. Estes apresentam por fora umas empolas que lembram as células ou alvéolos com seu opérculo de um favo de mel. cuja parede é uma 20 . até ficarem reduzidos a dois troncos para cada pulmão. que se continua dentro do lóbulo. das redes capilares dos lóbulos e das últimas ramificações brônquicas nascem vênulas que convergem e se dirigem para o hilo pulmonar.

ou da segunda dentição. representado deste modo pela parede alveolar. 8). raiz única (pré-molares. O número de dentes varia com a idade: até os sete ou oito anos chegam a 20 (10 para cada mandíbula): são os dentes da primeira dentição. A ventilação pulmonar é realizada mediante movimentos inspiratórios e expiratórios. de cada lado. que 21 . amígdalas e istmo das fauces. a porção inicial. No adulto seu número ascende a 32 (16 para cada mandíbula): são os dentes permanentes. Todos eles possuem: coroa ou corpo. O palato. e o aparelho circulatório. 8). estômago. a dentina ou marfim. os pulmões descem. Quanto à sua configuração interna (fig. de natureza fibromuscular. No assoalho da boca esta a língua. órgão musculoso coberto por uma mucosa. dentes. a ventilação pulmonar e a respiração celular. 4) coroa larga. 4). A boca é. Ao crescer o espaço intratorácico. O tórax realiza movimentos alternados. de cor branca brilhante. na qual termina uma ramificação da artéria pulmonar acompanhante do bronquiolo intralobular. parte que sobressai do alvéolo. úvula. coroa com quatro cúspides. As veias que seguem estes capilares passam pelas paredes interlobulares e se dirigem para a periferia do lóbulo. com duas cúspides. este. A nível da coroa. OS MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS As duas fases da função respiratória. A expiração é um ato passivo. deglutição e locução. abóbada palatina. As gengivas são as bordas alveolares. se dilatam e aspiram o ar. parte implantada no alvéolo. uma série de órgãos: gengivas. compõe-se de palato duro e palato mole. que separa a coroa da raiz. orifício que comunica com a faringe. Os dois pilares anteriores formam um arco que circunscreve o istmo das fauces. intestino grosso e ânus. língua. raiz única (incisivos. móvel e contrátil. 12). apresenta na parte média de sua borda livre a úvula ou campainha e se continua lateralmente. pelo cemento. reduz a cavidade torácica e expulsa o ar. órgãos linfóides em forma de amêndoa. ou céu da boca. umas dobras chamadas pilares.finíssima membrana que “separa o ar do sangue” (Soula) e constitui precisamente o ponto de intima união entre o aparelho respiratório. intestino delgado. BOCA FARINGE O aparelho digestivo compõe-se do tubo digestivo propriamente dito e de vários órgãos glandulares que vertem nele suas secreções ou sucos digestivos. estas são: coroa cortada a bisei. Afora estas características comuns. os músculos intercostais e a pleura. faringe. o corte de um dente permite distinguir uma parte periférica. muito dura. ou véu do paladar. entre os quais se alojam as amígdalas. Os dentes. raiz múltipla (molares. O APARELHO DIGESTIVO TUBO DIGESTIVO. coroa pontiaguda. No centro da peça dentária se observa uma cavidade que contém a polpa dentária. matéria mole na qual se distribuem artérias. o maxilar inferior: descobrem-se então. elementos duros. veias. Compreende as seguintes porções: boca. e colo. raiz. em seu interior. raiz única (caninos. existem outras que os diferenciam entre si e que se devem às variações que a coroa e a raiz mostram. Nela reside. estão implantados nos alvéolos dos maxilares. recobertas pela mucosa bucal. o diafragma. Intervém em ambos os atos a caixa torácica. e a nível da raiz. com os dois pilares. devido à elasticidade do pulmão e ao relaxamento do diafragma que. esôfago. bordeado pelos lábios. e aos quais se conhecem como glandulares anexas ou simplesmente como anexos do tubo digestivo. anterior e posterior. portanto. especialmente pela ação do diafragma. a dentina esta coberta pelo esmalte. Imediatamente atrás da boca se encontra a faringe segunda porção do tubo digestivo. Este se estende desde a boca até o ânus e alcança um comprimento de dez a doze metros. para formar as veias pulmonares. que só se converte em uma cavidade real quando desce. durante a inspiração se produz o aumento dos diâmetros intratorácicos. o sentido do paladar. linfáticos e nervos que penetram por uns orifícios que perfuram o vértice da raiz. que intervém na mastigação. ou dentes de leite. mas o exame da intervenção física de alguns dos órgãos descritos até aqui pode ser interessante do ponto de vista da mecânica respiratória. além disso. ao recuperar a forma abobadada. representado pela rede capilar que o envolve. pertencem à fisiologia.

órgãos especialmente dedicados a atuar mecânica e quimicamente sobre a massa alimentar. O estômago é constituído por quatro túnicas superpostas: túnica 22 . Por sua parte anterior se acha coberto por uma grande dobra peritoneal (grande epiploo). Por sua parte anterior e superior se comunica com as fossas nasais e a boca. e a inferior ao de saída. a superior. que fecha a laringe. comunica com o esôfago. acarreta o da laringe. uma encruzilhada onde se entrecruzam a via digestiva e a respiratória. ao orifício de entrada ou cárdia. Divide-se em duas partes: duodeno e jejuno-íleo. corno a faringe e o esôfago. não deixa de sê-lo no intestino delgado. efetua-se o retrocesso da língua e o descenso da epiglote. nele desemboca o estômago. O duodeno (chamado assim por medir aproximadamente umas 12 polegadas) é a porção inicial do intestino delgado. a faringe deve ser considerada como um conduto misto. O jejuno-iléo . Constituição anatômica. não é uma simples via de passagem. ESTÔMAGO. e para impedir que se desvie para o conduto aéreo. cilíndrico. especialmente a subida ou descida durante a deglutição. que se abre para o duodeno e está provido de uma válvula e um esfíncter. e nela se destacam estas partes: como. onde os alimentos experimentam ainda a ação mecânica dos movimentos peristálticos e a ação química dos sucos secretados pelas próprias paredes intestinais ou por glândulas vizinhas. destinado à passagem do bolo alimentar por um lado e do ar para a respiração pelo outro. para evitar seu desvio para as fossas nasais. portanto. que. a cuja parede posterior está aderido por uma dobra do peritônio (mesentério) que lhe permite executar amplos movimentos: ao se abrir o abdome se apreciam as circunvoluções ou alças do jejuno-íleo. é. desliza pelas fauces. e as extremidades (grande e pequena tuberosidade) que correspondem. em forma de C. Por isso interessa conhecer a estrutura íntima do estômago e a do intestino delgado. INTESTINO DELGADO O esôfago é como um tubo músculo-membranoso de 24 a 28 cm. com estreitamentos e segmentos alargados. achatada. que atravessa o tórax de cima a baixo. a elevação do véu palatino oclui a parte posterior destas. a porção diafragmática. em cuja concavidade se aloja a cabeça do pâncreas. Alguns deles se inserem no osso hióide e nas cartilagens laríngeas. ou piloro. bordas. é sim um órgão muito mais complexo. que se estende desde o estômago ao intestino grosso e pode medir até sete metros. Segue regularmente todas as inflexões da coluna vertebral e tem forma cilíndrica. estes sobretudo na parte inferior. e a porção abdominal que ocupa um curto espaço do abdome. a cuja grande mobilidade se devem suas variações de forma e orientação. No ato da deglutição o bolo alimentar. formado pela união da parede anterior com a posterior.consiste num conduto músculo . A ação mecânica estriba em produzir ondas contráteis anulares que avançam para o piloro e fazem progredir o conteúdo alimentar (movimentos peristálticos). se abre perpendicularmente no ceco. O extremo termina do jejuno-íleo. chamado cárdia. como se indicou. Atendendo a seu funcionamento. muito importante no estômago. chamadas também pequena e grande curvatura. cujo extremo superior é continuação da faringe e o inferior desemboca no estômago por meio de um orifício. situado na fossa ilíaca direita. parecido com um funil. O intestino delgada é também um tubo músculo-membranoso. que atravessa o músculo diafragma. localizada na parte inferior do pescoço. ao ser comprimido pela língua contra o palato. dos quais uns atuam como constritores e outros como elevadores. Tal ação. Ocupa a maior parte do abdome inferior. que atua seletivamente sobre os alimentos e os converte em quimo. seu extremo inferior desemboca por diante no conduto respiratório e por sua região posterior continua a via digestiva ao prolongar-se com o esôfago. por cuja razão seu deslocamento.membranoso. De comprimento. O estômago e o intestino delgado deixam de ser exclusivamente vias de trânsito para ser. O estômago. que retém os alimentos e sobre eles atua mecânica e quimicamente. Consta de: a porção cervical. ESÔFAGO. A ação química consiste na secreção do suco gástrico. direita e esquerda. envolta por uma camada muscular de dez músculos. e cujo teto corresponde ao occipital. além disso. a porção média ou torácica. desde o duodeno ao intestino grosso. Sua imagem radiológica lembra a de um J. O bolo é dirigido para baixo. Este anatômicamente é constituído por uma armação fibrosa. aberto pela frente. órgão saciforme.

INTESTINO GROSSO (CECO. seccionado longitudinalmente. apêndices epiplóicos e faixas ou fitas longitudinais. túnica submucosa. em número de três. CÓLON. Internamente. No interior do ceco.40 a 1. elevação ovalada que consta de uma prega superior e outra inferior. termina abrindo-se ao exterior na região perineal O intestino grosso se considera formado por três partes ou porções: ceco. mostra macroscopicamente pregas e orifícios das glândulas. compõe-se das mesmas túnicas que o estômago. o qual se dirige transversalmente para a parte inferior do baço. apresenta três elementos anatômicos característicos: abaulamentos com os sulcos que os limitam. e a partir dai desce até ocupar a fossa ilíaca esquerda. que se dirige para baixo e se prolonga com o cólon ileopélvico. continuação do ceco. orientadas em sentido perpendicular ao eixo. que nascem formando um T invertido na parte posterior do ceco para dirigir-se para cima. O intestino delgado. na interposição das faixas musculares nasce o apêndice vermicular. que termina no orifício anal. também chamado cólon ilíaco. ou celular. túnica mucosa. que compreende uma camada de fibras longitudinais. com uma cavidade central muito estreita. que correspondem respectivamente aos abaulamentos e aos sulcos externos. que reveste a superfície interna do estômago e se dispõe em pregas onduladas paralelas ao eixo maior do órgão. seu comprimento chega até 1. As faixas são fitas de 1 cm. túnica muscular. ou haustrações. Origina-se na fossa ilíaca direita desde onde sobe verticalmente e se introduz debaixo do fígado. como um fundo de saco. mas 23 . em cujo ponto torce em ângulo reto (ângulo esplênico) para continuar-se com o cólon descendente. líquidas e gasosas do intestino delgado ao grosso. em cujo interior. O trajeto deste. formada por fascículos conjuntivos pelos quais passam vasos e nervos. laterais. dependência de peritônio. para desaparecer na parte rural do cólon descendente. que o aborda em ângulo reto. o intestino grosso oferece umas formações ampotares separadas por pregas falciformes. RETO) O segmento terminal do tubo digestivo alcança até sete centímetros de diâmetro (intestino delgado. a mais curta. cólon. transversalmente. muito desenvolvidos no ceco e cólon. a qual percorre obliquamente para introduzir-se na pequena pelve. que é a origem dos linfáticos intestinais. o reto carece deles. são eminências arredondadas ou separadas por sulcos transversais. O cêco é a parte do intestino grosso que. Elemento característico do intestino delgado é a vilosidade intestinal. observa-se a abertura do conduto apendicular e. Os abaulamentos. Ë um resto de dependências intestinais que se atrofiam durante o período fetal. Descansa sobre a fossa ilíaca direita e apresenta muito desenvolvidos os abaulamentos. no centro.70 m. 25-30 mm). á diferença de seus precedentes. entre as quais se abre uma fenda tipo urna botoeira: esta válvula regula a passagem de matérias sólidas. pequenos apêndices que interiormente contêm uma rede capilar disposta ao redor de um vaso linfático ou quilífero. por cima. colado ao sacro. das quais existem dois tipos : fúndicas e pilóricas.serosa. não é retilíneo. às quais corresponde a secreção do muco lubrificante e do suco gástrico (pepsina e ácido clorídrico) que atuam sobre os alimentos. a válvula ileocecal. a mais longa. para dirigir-se então. que termina debaixo do fígado (ângulo hepático) e se prolonga com o cólon transverso. O cólon. de largura. e reto. outra de fibras circulares e uma terceira de fibras em S. e as outras duas. na espessura desta túnica se acham as glândulas gástricas. Externamente. último segmento. Na túnica mucosa se encontram glândulas especiais que segregam o suco intestinal (glândula de Lieberkühn). para a esquerda e chegar à zona inferior do baço. recoberta por uma mucosa muito rica em tecido lirifóide. S ilíaca do cólon ou alça sigmóide. Quanto à sua constituição microscópica . cilindróide e flexuoso. e impede seu retorno. Suas variações de direção dão nome a suas partes: cólon ascendente. e que externamente está revestida por um epitélio. O intestino grosso aparece como um tubo de considerável calibre que constitui um marco dentro do qual se acha o volume intestinal. está situado por baixo da desembocadura do jejuno-ileo. entre as cavidades ampolares e as pregas falciformes. Os apêndices epiplóicos são prolongamentos adiposos peritoneais com um pedículo aderido à borda da faixa. urna passa a ser anterior.

Glândulas salivares. periforme. 24 . que ocupa a totalidade do hipocôndrio direito. que passa sob a mucosa bucal da maçã do rosto e se abre atrás do segundo molar. o resto do corpo se continua como colo. á qual ultrapassa em sua parte inferior (ampola retal). submaxilares e sublinguais. vertem sua secreção. intestino delgado). as válvulas semilunares. o transversal é o hilo do fígado. células hepáticas. dispostas em circulo. Em direção à sua parte interior há umas pregas verticais. túnica submucosa e túnica mucosa. Aparelho excretor da bile. A vesícula biliar é um receptáculo membranoso. ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO Fazem parte do tubo digestivo alguns órgãos glandulares. muito próxima ao conduto auditivo externo. por sua vez. com fibras longitudinais e circulares. se prolonga com o canal cístico. que por sua parte aderente envia septos conjuntivos ao interior. dispostos em diferentes pontos de seu trajeto. limitam espaços ovalados. O fígado. as quais. localiza-se no espaço compreendido entre o arco zigomático e o ângulo do maxilar inferior. Carece de abaulamentos. se introduz na pequena pelve para continuar-se com o reto. O reto. desaguam na veia cava inferior. O reto se abre ao exterior na região perineal posterior. As mais volumosas formam. Da união dos canais biliares direito e esquerdo nasce o canal hepático. No lóbulo hepático se reúnem. nos quais as células hepáticas. Constituição anatômica. Mede de 12 a 14 cm e está sobreposto à coluna sacrococcígea. Constituição anatômica. A face visceral é côncava e fendida por três sulcos que delineiam um H. A glândula sublingual está no assoalho da boca. A parôtida é a maior. É um órgão volumoso. Os capilares biliares formam canalículos aos quais seguem ductos intra-hepáticos. elaboradoras da bile. e esquerdo. No apêndice tem especial importância a estrutura linfóide. os canais coletores convergem para um único ducto (de Warton). muito menor. que limitam uns nichos curvos de concavidade superior. O intestino grosso compõe-se de quatro túnicas concêntricas: túnica serosa. mas ostenta uns sulcos transversais que interiormente correspondem a três pregas (válvulas retais. As lâminas conjuntivas. e por ele passam as veias. o conduto excretor desemboca muito perto do da submaxilar. direito. liso. artérias e canais biliares. se adapta à face côncava do diafragma e está dividida por um ligamento (suspensório) em dois lobos. As células recebem sangue arterial (da artéria hepática) e sangue venoso (da veia porta) que se drena através de veias (supra-hepáticas). termina em dois ramos. por baixo de cuja borda anterior assoma sua extremidade mais volumosa (fundo). dependência peritoneal. é a glândula de maior volume do corpo. e este. muito tênues. o fígado e o pâncreas. nos quais desembocam seus canais excretores. parte do epigástrio e chega ao hipocôndrio esquerdo.sim flexuoso. três grupos de dois pares cada um: parótidas. que representam a unidade estrutural do fígado. por sua vez. vasos sanguíneos e capilares biliares. A primeira. Nele se distinguem a face diafragmática e a face visceral. A glândula submaxilar ocupa a região supra-hióidea. convexa e lisa. finalmente. depois de formar uma alça de concavidade superior. os lóbulos hepáticos. composta de folículos fechados que alcançam seu máximo desenvolvimento durante a juventude. o qual se une ao conduto hepático para formar o colédoco. pelo orifício anal. a nível da ponta da língua. por sua vez. diante do cóccix. Sua denominação se deve a que seu trajeto deixa de ser flexuoso para tornar-se mais retilíneo. que apesar do nome não podem ser consideradas como tais). Toda a víscera está envolta por uma cápsula fibrosa (cápsula de Glisson). formando uma complicada estrutura. situado na face inferior do fígado. que se abre de cada lado do frênulo da língua. e estes. segue uma direção descendente e desemboca na terceira porção do duodeno (ampola de Vater). ocupa em sua origem a fossa ilíaca esquerda e. Estas glândulas anexas são as salivares. continuação. do hepático e do cístico. os canais biliares direito e esquerdo. que emergem do fígado. entre o maxilar inferior e o hióide. pelos quais vertem os líquidos que complementam a ação dos excretados em certos trechos pelo próprio tubo digestivo (estômago. Uns canalículos recolhem a saliva secretada e a vertem num grande canal (de Stenon). grande. túnica muscular. procedentes da cápsula de Glisson. o colédoco é o último trecho das vias biliares.

recebe a urina e a retém até o momento da micção. os corpúsculos de Malpighi. os cálices. Num corte de rim se distinguem duas substâncias distintas: uma central ou medular. em sua parte média. o orifício posterior da 25 . onde se assoma como uma papila. por trás do estômago.O fígado é um órgão muito vascularizado. a insulina. metabolismo intermediário. bexiga urinária e uretra). mais pálida. Está situada na cavidade pélvica e descansa no púbis. veia porta) e emite outros (veias supra-hepáticas) que terminam na veia cava inferior. Os rins. até o baço. onde aparece entre uma papila e outra (colunas de Bertin). esférica. A bexiga urinária. cujo colo se continua com o ureter. Começa com uns pequenos coletores. as pirâmides de Malpighi. o estroma conjuntivo. com a próstata. que recebe grandes vasos (artéria hepática. A substância cortical se estende até o seio renal. Externamente é liso. ao mesmo tempo. entre os quais se distinguem umas granulações. Internamente. necessária para o metabolismo dos hidratos de carbono. uma glândula de secreção externa (exócrina) e interna (endócrina). uma vez livre. dando um canal acessório. cujo vértice truncado se dirige para o seio do rim. à qual aborda por sua parte póstero-inferior. são muito importantes a produção de bile (necessária para a digestão das gorduras) o armazenamento do glicogênio e sua transformação em glicose. Da substância cortical. o qual se bifurca antes de emergir do pâncreas. une-se ao colédoco.. que pertencem ao aparelho reprodutor. tubo membranoso que se estende até a bexiga. No homem se relaciona especialmente com as vesículas seminais e. cuja abertura superior abraça o contorno da papila e a inferior se une à pelve renal. O APAREÇHO UROGENITAL ÓRGÂOS URINÁRIOS O aparelho urinário consta de duas partes. sua cúspide (área crivosa) apresenta uns poros. o seio do rim. o tecido próprio e um tecido de sustentação. Aparelho excretor dos rins. gorduras e hidrocarbonetos. O glomérulo é um novelo de capilares cujo extremo aferente procede de uma arteriola que penetra pelo pólo vascular. de cor vermelha. procedentes daquela. onde as células descarregam um importante hormônio. sua borda côncava é. e entre ambos passam os grandes vasos abdominais. reservatório membranoso semelhante a um funil. urna fenda que conduz a uma cavidade. O corpúsculo de Malpighi é formado por uma cobertura (cápsula de Bowman) que aloja um novelo vascular (glomérulo). têm forma de feijão. na qual desemboca. pelve renal. sua extremidade superior ou pólo renal sustenta um órgão totalmente alheio à função renal. é uma glândula alongada que aloja sua extremidade direita na alça duodenal e estende sua extremidade esquerda. Sua capacidade é de 250 g. Intervém ainda nos seguintes processos: síntese das proteínas. ou hilo. o extremo eferente emerge pelo mesmo pólo e acaba por unir-se a uma rede capilar. no centro. por sua base. tem um pólo vascular e um urinário. Formam o rim uma cobertura fibrosa. Ë. a veia cava inferior à direita e a aorta à esquerda. reserva de vitaminas e desintoxicação sanguínea. outra parte da substância cortical (labirinto) se interpõe entre cada duas destas pequenas pirâmides e nela se aloja um emaranhado de túbulos uriníferos contornados. Exteriormente apresenta paredes lisas) em sua parte posterior se encontra a desembocadura dos ureteres. a cada lado da coluna vertebral. O suco pancreático contém enzimas que atuam sobre as proteínas. Os órgãos pares deste conjunto se acham situados na região lombar. ureteres. coagulação sangüínea. os quais formam a estrutura interna da pirâmide de Malpighi. A bexiga e a uretra se localizam na pelve. A medular é constituída por espaços a que o corte confere um aspecto triangular. Como glândula endócrina compõe-se das chamadas ilhotas de Langerhans. formadas por cordões celulares e capilares sanguíneos. O pâncreas. Em número de dois. Entre as funções que realiza. e outra periférica ou cortical. A cápsula. suas paredes têm aspecto areolar e em sua parte inferior há os orifícios da desembocadura dos ureteres e. a secretora (rins) e a escretora (cálices. e ambos perfuram o duodeno numa pequena cavidade (ampola de Vater). uma parte se dispõe como pequenas pirâmides (de Ferrem). receptáculo músculo-membranoso. a glândula ou cápsula suprarenal. Sua porção exócrina é formada por células glandulares cuja secreção (suco pancreático) se verte em canalículos que desembocam num longo canal (de Wirsung). cuja base descansa na pirâmide de Malpighi e contém prolongamentos dos túbulos uriníferos retos. que são os orifícios terminais dos túbulas uriníferos retos.

está ricamente vascularizado pela artéria renal. em cujo vértice se abre o meato urinário. entre o clitóris e o orifício vaginal. da capilarização reticular consecutiva nascem as veias. ORGÃOS GENITAIS MASCULINOS Compõe-se destas partes: órgão glandular. considera-se nele um corpo que. que desembocam no interior do epidídimo. engrossando-se progressivamente. A esta porção geradora do ducto seguem os secretores. Da união do canal deferente e o colo da vesícula seminal nasce o canal ejaculador. neste ponto recebe o colo da vesícula seminal. por trás se separam e aderem firmemente aos ramos isquiopubianos (raiz do pênis). nervos e linfáticos. por diante se introduzem sob a glande. se acha o esfíncter liso da uretra. de comprimento. envolto numa capa fibrosa. Atendendo a seu funcionamento. Pertencem ao primeiro grupo os corpos cavernosos e o corpo esponjoso. que lhe está estreitamente justaposto desde seu pólo superior (cabeça) até o inferior (cauda). nasce no colo da bexiga. recebe o nome de cordão espermático. num coletor comum. ou seja. introduz-se na cavidade pélvica e se faz outra vez externo. ingressa no pênis e termina (meato) na glande. último segmento das vias urinárias. Como órgãos complementares. A uretra feminina mede 4 cm. dissociando-se ali de seus acompanhantes. O testículo mede de 40 a 45 mm. a glande. armazenamento e expulsão dos produtos sexuais que elabora. Testículos. à produção. Intervêm em sua constituição as formações eréteis e os envoltórios. os canais ejaculadores e a uretra. atravessa o diafragma pélvico e se abre (meato) no vestíbulo. O corpo esponjoso. a próstata e as glândulas de Cowper. há que acrescentar as glândulas anexas. que. que penetra na espessura da próstata e se abre na uretra prostática. Na parte superior de ambas as uretras. se encontra inserido nos ramos pubianos. deste modo podem-se. este conduto fibromuscular. Constituição anatômica. o qual atravessa o conduto inguinal. corri os quais forma um só feixe que. permite a passagem da urina desde a bexiga até o exterior. o canal deferente descreve uma curva para chegar à face posterior da bexiga. alojando-se entre as porções posteriores daqueles (raiz do pênis). o epidídimo. Há que diferenciar a uretra masculina. origina-se no colo vesical. as vesículas seminais. a este nível juntam-se a ele dois feixes de vasos. impar. no homem. polpa semifluida de canalículos muito finos (ductos seminferos). se situa entre ambos os cavernosos: por diante forma a glande e por dás se espessa (bulbo). Órgão masculino da cópula. A porção livre. constituindo o canal deferente. sob o qual se encontra a bolsa escrotal que contém os testículos. existe o esfíncter estriado. próximo ao colo vesical. cuja luz é revestida pelo epitélio produtor dos espermatozóides. dá passagem também ao liquido seminal. da qual emerge. o prepúcio. de cujas ramificações terminais procedem as arteríolas aferentes dos glomérulos. O primeiro oclui o orifício que estabelece comunicação entre bexiga e uretra e favorece a acumulação de urina: o segundo fecha a uretra posterior e prolonga a resistência á micção para além da ação do esfíncter liso. que logo rica interno. por fora deste. justapostos à parede vesical. da qual partem lamínulas que formam septos na massa interna ou núcleo central. justapostos entre si como os canos de um fuzil. Os primeiros são cilíndricos. Constituição anatômica. São as glândulas distintivas do aparelho genital masculino.uretra. recoberta pela pele. que formam o pênis. que se inicia na cabeça e termina na cauda. Em quase toda a sua extensão está atravessado pela uretra. conduto urogenital. cuja porção terminal se projeta ao exterior envolta por formações eréteis e tegumentares. introduz-se na cavidade pélvica e. por sua extremidade posterior (raiz). o canal deferente. Os corpos cavernosos e o esponjoso estão 26 . Pênis. da feminina. que é exclusivamente urinário: a uretra masculina mede 20 cm. sacos membranosos ou reservatórios. formam a veia renal. glândulas anexas e órgão copulador. Estão constituídos por um envoltório fibroso (albugínea). tem um formato ovóide e em sua parte posterior apresenta um corpo alongado. descrever como porção externa os testículos e parte das vias que neles se iniciam. se poderia dizer que o aparelho reprodutor masculino se inicia no exterior. Ao redor da glande se dispõe uma dobra tegumentar. o canal epididimário. por ser o principal aparelho da depuração sanguínea. O rim. vias genitais. termina por sua extremidade anterior numa eminência conóide. atravessa a próstata e o diafragma pélvico.

a mucosa (endométrio). O corte transversal mostra uma membrana externa. integrada por vasos. De formato comparável ao de uma amêndoa. a interna.revestidos por um envoltório resistente (albuginea). a franja mais comprida está aderida como ligamento ao ovário. que contêm o óvulo. depois. os folículos de Graaf em diversos estádios de desenvolvimento. que reveste toda a superfície interna do órgão. a base se justapõe à da bexiga urinária e o vértice se prolonga com a uretra. do sangue acumulado nas aréolas. formam uma só bolsa. separados por um estreitamento (istmo). A habilitação do pénis para sua incumbência sexual (ereção) está determinada mecanicamente. Internamente apresenta umas pregas longitudinais que se estendem entre ambos os orifícios. ímpar e meio situado sob a bexiga urinária e atravessado pela uretra. achatado da frente para trás. por diante e debaixo do púbis. Constituição anatômica São formados pela substância medular. que envolve completamente a medular. O pênis tem uns envoltórios concêntricos. Ao pavilhão se segue o corpo da trompa. trompas uterinas (formações pares). unida ao útero por um ligamento. exteriormente. entre a bexiga e o reto. constituída por fibras lisas (miométrio). ao redor do qual se insere ao orifício superior da vagina. dispostas em três camadas de fibras longitudinais. existem no ovário células especializadas na produção de hormônios sexuais (glândula intersticial). Glândulas anexas. Os ovários. O núcleo central está atravessado pelos ductos ejaculadores e pela uretra. dos quais alguns são continuação das paredes testiculares. e sua direção é oblíqua de cima abaixo e de diante para trás. trompas e útero se encontram na cavidade pélvica. de cuja parte interna se desprendem numerosos septos que se entrecruzam e originam pequenas cavidades chamadas aréolas. os externos designam-se com o nome de vulva. lnteriormente o útero apresenta uma Cavidade. primeiro. Medem de 10 a 12 cm. O corpo tem uma extremidade superior (fundo do útero) e outra inferior que se prolonga com o colo. do tamanho de urna ervilha. As glândulas de Cowper. Três túnicas compõem o útero: perimétrio. dependência do peritônio. que se estreita progressivamente até chegar ao útero. Os ovários são às órgãos essenciais do aparelho sexual feminino. E um órgão glandular. por seu estancamento nas. A extremidade externa esta coberta pela trompa uterina. que corresponde ao ovário. fibras conjuntivas e musculares e a substância cortical. muscular. A próstata. e a vulva. pela afluência de sangue arterial e. septos radiados que convergem para um núcleo central. perto do ovário. ou seja a pele. Além disso. Os primeiros estão 27 . aréolas pelo efeito secundário da compressão das veias. finalmente. Ligamentos do útero. mas que um septo interno subdivide em duas. em plena cavidade peritoneal. cuja parede atravessa para desembocar em seu interior (orifício uterino). a vagina está situada em parte naquela e em parte no períneo. onde se acha o orifício inferior do colo. Ocupa a parte média da cavidade pélvica. OS ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS Os genitais internos constam destes órgãos: ovários. piriforme. Naquela se encontram os elementos essenciais do ovário. pares. em cujo centro se situa um orifício (orifício abdominal) que se abre. ampla no fundo (onde se encontram os orifícios de desembocadura das trompas). é formado por um corpo e um colo. adota a forma de um funil encurvado e a circunferência de sua abertura se mostra festonada por umas franjas denteadas com aspecto de coroa. transversais e entrecruzadas (camada plexiforme) e. são dois tubos estendidos transversalmente desde a extremidade externa do ovário até a parte superior do útero. se localizam atrás do bulbo da uretra e nela se abre seu conduto excretor. seu comprimento é de 4 cm. útero e vagina (formações ímpares). O útero ou matriz é um órgão muscular. As trompas uterinas. se chama escroto. cujos ductos desembocam na uretra prostática. Constituição anatômica. anteriores e posteriores. Por cima da substância cortical se estende uma camada epitelial. as quais. Ovário. com o pólo mais abaulado dirigido para cima. e que delimitam espaços nos quais se acumulam os elementos glandulares. através destas. o que obstaculiza a drenagem. O extremo externo. a cobertura mais externa. oco. ou de Falópio. Tem formato conóide. mais estreita na direção do istmo. Dividem-se em laterais.

etc. e o reto. o que une um ou outro cólon à parede posterior do abdome. Vertem secreções lubrificantes nos órgãos respectivos. Um grande espaço intraperitoneal. As dobras peritoneais estendidas entre a cavidade e órgão que não pertencem ao tubo digestivo se chamam ligamentos (duodeno-hepático. peritônio visceral. seu conjunto recebe o nome de vulva. Sob os pequenos lábios existe outra formação erétil (bulbos vaginais). a dobra peritoneal que une o intestino delgado à coluna lombar se chama mesentério. Estas dobras recebem nomes diferentes segundo se relacionem ou não com o aparelho digestivo. Está situada entre a uretra. gastroesplênico. que se estende desde a parte 28 . por sua vez. a que cobre as vísceras. descrevem uma curva. O peritônio é uma membrana serosa que reveste a face interna de toda a cavidade abdominal e se estende pela superfície externa das vísceras que contêm. exceto nos pontos de entrada ou saída de vasos e nervos. a conjunção das quais delimita uma fenda alongada. com outra pequena cavidade. Sua direção é obliqua de cima abaixo e de trás para a frente. O primeiro reveste a superfície continente. E um canal cilíndrico. Sua missão. pregas cutâneas menores que. no útero. é fino e transparente e adere a toda a víscera. chamada transcavidade dos epíloos. reduz-se a um espaço quase capilar. A grande cavidade se comunica. dirigidas da frente atrás. ao deslizarem uma parede sobre a outra. dois pequenos corpos cavernosos fixados por sua parte posterior aos ramos isquipubianos. Orgãos genitais externos. ou mesocólon transverso. devido à apertada disposição das vísceras. chamado grande cavidade. O segundo reveste o órgão móvel ou contido. ao saírem. Glândulas anexas. uretrais e vulvovaginais. através de um orifício (hiato de Winslow). e sob os ligamentos largos. por trás. epiploos (epiploos gastro-hepático. a aracnóide e a vaginal testicular. A parede das serosas.formados por folhetos peritoneais que cobrem o útero por suas duas faces e ao chegar a cada uma de suas bordas se soldam e formam septos (ligamentos largos direito e esquerdo) que vão inserir-se nas paredes laterais da pelve. No vértice do vestíbulo se situa um órgão médio. os grandes lábios. as pleuras.). seu orifício superior abraça o colo uterino e o inferior se abre na vulva. músculo. Separando-se os grandes lábios ficam à mostra os pequenas lábios. sem deixar de ser contínua. pode ser comparado a um ‘saco sem abertura. sua superfície interna está sulcada por pregas transversais. não assim na mulher posto que as trompas uterinas se abrem pelo lado do pavilhão na cavidade peritoneal e por seu extremo interno. cobrem um espaço (vestíbulo) no qual desembocam a uretra e a vagina. que se forma entre duas dobras peritoneais (epiploo gastro-hepático e ligamento hepato-renal). o peritônio. mesocólon descendente. resistente e fortalece as paredes das cavidades que alojam as vísceras. Neste grupo se reúnem as denominadas serosas esplâncnicas. externamente. se estende desde o diafragma até o fragma pélvico. as chamadas serosas verdadeiras constam de dois tecidos fundamentais. a qual desemboca na vulva.” que se continua com a vagina. por diante. etc. No homem é realmente um saco totalmente fechado. consta de dois folhetos. falciforme. Como todas as serosas. pregas tegumentares prolongadas. como o pericárdio. é a de suavizar o atrito das superfícies dos órgãos que recobrem. ocupado por uma delgada película de liquido seroso. que envolve as vísceras sem contê-las em sua cavidade” (Bichat).). Entre as funções do peritônio está a de aderir as vísceras à parede abdominal e pélvica por pregas formadas pelos dois folhetos serosos. Fazem parte dela. composto por. A parte da serosa que reveste a parede abdominal chama-se peritônio parietal. Os ligamentos anteriores são dois cordões fibrosos (ligamentos redondos direito e esquerdo) que. A vagina. o parietal e o visceral. desde a parte superior e lateral do útero. se repartem em filamentos que se perdem sob os tegumentos do púbis. as pregas peritoneais que unem uma víscera com outra. O PERITÔNIO MEMBRANAS SEROSAS As serosas são sacos fechados compostos de duas paredes entre as quais fica um espaço virtual ocupado por um líquido lubrificante. é fibroso. A cavidade peritoneal. erétil. o clitóris. Dentro desta cavidade pende uma grande dobra peritoneal (grande epíploo) que desde o estômago chega ao púbis para subir em seguida e aderir-se ao cólon transverso. o epitelial e o conjuntivo.membranoso muito distensível. penetram por seu orifício interno no conduto inguinal respectivo e.

o istmo do encéfalo. fossas e recessos). chamadas neurônios. constitui o córtex cerebral. logo o peritônio se estende por cima do reto e se continua com o mesocólon ileopélvico que se adere à face anterior do sacro. o peritônio se dispõe sobre o reto e o cólon do mesmo modo que no homem. as células. e um corpo volumoso em sua extremidade superior. o cerebelo. e o visceral com a face externa da pia-máter. que serve para o isolamento e a formação de cicatrizes e a micróglia. membrana celulovascular que se adapta intimamente à superfície externa do órgão que recobre. As meninges têm uma porção cranial e outra raquídeo que chega até a parte média do sacro. ligamentos. cerebelo e istmo do encéfalo. e está localizado no canal ósseo cramiorraquidiano: é designado com o nome de eixo cérebro-espinhal ou neuroeixo. Pela parte posterior do útero o peritônio forma outras pregas que unem aquele ao sacro. no canal raqueal semelha um cilindro oco que se estende desde o bulbo até o extremo terminal da medula. a substância cinzenta situada perifericamente. comparável a uma teia de aranha por sua delgadez. conjunto de células fagocitárias. que envolvem o neuroeixo. com efeito. a mais superficial. depois de estender-se sobre a bexiga urinária. A primeira procede da reunião de células e fibras nervosas. no homem o peritônio. ao qual ultrapassa (fundo de saco dural). Além das dobras (mesos. se reflete na metade superior do útero (fundo de saco vésicouterino). A aracnóide. a medula. O SISTEMA NERVOSO (CCREBRO-ESPINHAL) O sistema nervoso se mostra claramente dividido em duas partes: sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. nervos.póstero-inferior do fígado até a porção inferior do epiploo maior. cobre seu pólo superior. A massa encefálica divide-se em três partes: cérebro. o bulbo raquidiano. os chamados ligamentos uterossacros. Como veremos em seguida. uma comprida haste. que se vai inserir nas paredes laterais pélvicas direita e esquerda. A dura-máter reveste a caixa craniana óssea e estabelece septos sobre o cerebelo. O primeiro tem a forma de uma longa haste com um espaçamento em seu extremo superior. a aracnóide é uma serosa situada na parte média. No encéfalo. Os centros nervosos constam de substância cinzenta e substância branca. A disposição do peritônio na cavidade pélvica é diferente em um e outro sexo. os folhetos pentoneais que o revestem por sua parte anterior e posterior se unem para estabelecer de cada lado um só folheto. A substância branca (fig. desce por trás e Constitui o fundo de saco retovaginal a nível das bordas laterais do útero. de natureza fibrosa e também a mais grossa e resistente. que partem do neuroeixo e se ramificam por todos os sistemas e aparelhos. é uma serosa com seu folheto parietal relacionado com a dura-máter. todo o neuroeixo está protegido por envoltórios membranosos. e também sobre a hipófise na porção raquidiana. o peritônio. Além destes elementos fundamentais existe a neuróglia. 3) consiste numa associação de fibras que são continuação do axônio. ao chegar à bexiga urinária. são os ligamentos largos já descritos. são corpúsculos providos de numerosas expansões protoplasmáticas ramificadas (dendritos) e um prolongamento alongado (axônio) que se relacionam com elementos procedentes de células vizinhas. entre os dois hemisférios cerebrais e cerebelares. a partir deste ponto. São unidades independentes que atuam como centros receptores de estímulos motores e como centros elaboradores de fenômenos psíquicos: constituem o elemento fundamental do neuroeixo. epiploos) são importantes outras formações que resultam da fiel e complexa adaptação do peritônio aos relevos e cavidades que formam as vísceras (hiatos. o encéfalo. A pia-máter contém os vasos destinados ao encéfalo e à medula (membrana nutriz): cobre diretamente a massa 29 . O sistema nervoso periférico é constituído por cordões nervosos. O neuroeixo está tornado por: o cérebro. Na mulher. Estas membranas são a dura-máter. cobre sua parte superior e ao ultrapassá-la para trás forma um fundo de saco (fundo de saco vésico-renal). como se disse. as meninges. unidos por um curto segmento intermediário. de tecido não nervoso. e a mais profunda é a pia máter. As meninges são membranas concêntricas. formando uma bainha que envolve a aguçada extremidade medular (filo terminal). Compõem o sistema nervoso central. na parte craniana seu aspecto é o de uma esfera oca. Ambas substâncias cinzenta e branca distribuem-se diversamente nos centros nervosos. o bulbo raquidiano e a medula.

a parte inferior (base) descansa. porque este órgão é o ponto de reunião dos feixes que passam pelo eixo nervoso e que em tais textos se estudam simultaneamente com a morfologia externa dos órgãos que os contêm.cerebral. Este é uma cavidade rombóide. massa ovóide de eixo. que se relaciona com os dois ventrículos laterais e se prolonga para trás e para baixo com um delgado canal. O cérebro. a de Rolando e a perpendicular externa. uma cavidade curva que ocupa um hemisfério . unidos em sua parte média por uma lâmina horizontal. As extremidades mais proeminentes dos hemisférios são os pólos frontal e occipital. Entre a aracnóide e a pia-máter existe um espaço.encefálica e desce ao fundo de todos os sulcos do cérebro e do cerebelo. sobre o cerebelo. Na linha média da convexidade se observa um sulco profundo. que se adapta de modo direto à substância nervosa. respectivamente. com as correspondentes circunvoluções. o que só pode efetuar-se às expensas da parte mais maleável que precisa encolher-se e dobrar-se sobre si mesma. de adaptar-se a um continente (o crânio) que o fez em muito menor proporção. se relaciona com a abóbada craniana. muito convexa. occipital. na medula forma um revestimento cilíndrico. Comunicam-se com o ventrículo médio ou III ventrículo. Situado na caixa craniana a ocupa quase em sua totalidade. importantíssima glândula. cheios de líquido cefalorraquidiano ou cérebro-espinhal. subdividido por trabéculas que limitam um sistema de cavidades (espaços aracnóides). as cissuras. o bulbo e a protuberância. os hemisférios cerebrais. pela ordem. o aqueduto de Silvio. chamadas ventrículos. Na face inferior de cada hemisfério se distingue a parte interna da cissura de Silvio e os lobos orbitários e têmporo-occipital. Na face externa do cérebro onde se encontram a maior parte dos centros corticais motores ou sensitivos. que nasce por duas raízes posteriores e que termina por diante no bulbo olfatório. encontram-se a cissura de Silvio. lâmina quadrangular de cujos ângulos anteriores partem os nervos ópticos e dos posteriores as cintas ópticas. Atualmente se aproveita a disposição destas cavidades encefálicas para se fazerem exames 30 . pela metade anterior. cada um. ambos se estendem desde o lobo frontal ao occipital. os tubérculos mamilares e o espaço perfurado posterior. parietal e da ínsula. constitui a parte superior e anterior do encéfalo. Examinado por sua face inferior apresenta a parte interna da cissura de Silvio aparentemente prolongada para trás por uma fenda (de Bichat). A parte superior. continua-se diretamente por cima com o aqueduto de Silvio e por baixo com o canal do epêndimo. O córtex cerebral apresenta numerosas proeminências alongadas. iniciaremos a exposição do neuroeixo pelo cérebro e a iremos completando com a dos órgãos que. descreve-se o neuroeixo de baixo para cima. venham a aparecer. ântero-posterior. cujo pólo mais grosso está colocado para trás. Os ventrículos laterais (I-II). separadas por sulcos profundos. em número par. O significado destas pregas poderia ser explicado pela necessidade que tem um conteúdo mole (substância cinzenta). terminando pelo cérebro. na primeira se encontra a cinta olfatória. que experimentou fiogeneticamente um desenvolvimento progressivo. um prolongamento inferior se dirige ao lobo temporal. são. nas fossas anterior e média da base do crânio e. e de cada lado a seção dos pedúnculos cerebrais. que se estende por toda a altura do centro nervoso. A pia-máter apresenta no cérebro lâminas e cordões vasculares (tela coróidea e plexo coróide) que intervêm na gênese do liquido cefalorraquidiano. que limitam cinco lobos: frontal. Como este não é o caso da presente obra. que se estendem a diferentes órgãos vizinhos e que se designam com números e também com nomes que se referem a sua situação. o espaço perfurado anterior dá passagem a vasos arteriais e venosos: o tuber cinereum. simétricas. Dentro dos ventrículos se observam estruturas vasculares da dura-máter que já foram mencionadas com o nome de telas e plexos coróides ao se descrever as meninges. do pedúnculo pituitário pende a hipófise. que determina um importante desnível entre a porção anterior e a posterior. a cissura inter-hemisférica. temporal. lnteriormente o encéfalo apresenta umas cavidades irregulares. por trás. as circunvoluções. Nos textos de ensino superior. situada entre o cérebro. pelo qual se une ao ventrículo bulbocerebeloso ou IV ventrículo. O considerável volume que alcança no homem é um dos distintivos mais característicos da espécie humana. de cima para baixo. fenda entre os dois tálamos. Os dois hemisférios estão unidos pelas chamadas formações inter-hemisféricas: corpo caloso e quiasma óptico. sinuosas. que divide o cérebro em duas metades laterais. o corpo caloso.

O istmo do encéfalo dá passagem às vias nervosas que estabelecem conexões com os diversos centros nervosos. que são descritos com o cerebelo. a primeira se apresenta sob a forma de uma eminência proeminente e segmentada. órgão impar. Prolongados lateralmente seus extremos. os tubérculos quadrigêminos. consta de dois núcleos de substância cinzenta. forma o segmento inferior posterior da massa encefálica. A cada lado deste sulco aparecem dois cordões 31 . Situado no canal craniorraquidiano. importantíssima glândula de secreção interna. limitam um espaço em forma de V invertido. Sua face anterior apresenta um sulco médio. separados por diante e por trás por chanfraduras: da anterior sobressaem seis robustos cordões. o hipotáltamo. os pedúnculos cerebrais. o entrecruzamento. A substância branca se dispõe no centro e desenha ramificações cujo aspecto arborescente lhe valeu o nome de “árvore da vida”. por sua parte anterior se apoia sobre o canal basilar. O corte do cérebro pela cissura inter-hemisférica mostra: o corpo caloso. quatro semiesferas de substância cinzenta relacionadas com as vias ópticas e as auditivas. está totalmente coberto pelo lobo occipital. os pedúnculos cerebelares superiores. cérebro. comparável ao plasma. das pirâmides. e o entrecruzamento das pirâmides. Por cima se observam quatro eminências arredondadas. a hipófise. O estudo das características hidrodinâmicas (pressão) e de sua composição química e celular constitui um valioso método para o diagnóstico de muitos distúrbios neurológicos. septo transparente que separa as porções frontais de ambos os ventrículos laterais. também com função provavelmente endócrina. claro. Sua quantidade chega aos 100-150 ml. ou decussação. atrás da protuberância e por cima do bulbo. o cerebelo e o bulbo. é a protuberância anular ou ponte de Varoglio. O istmo do encéfalo é uma porção da massa encefálica que une entre si o cérebro. e está contido nos espaços subaracnóideos do crânio. pneumencefalografia) mediante a injeção de gás. De cada lado do mesmo se dispõem os hemisférios ou lobos cerebelares. os pedúnculos cerebelares superfícies. forma-se nos plexos coróides e circula pela superfície cerebral. o septum lucidum. situados a cada lado do III ventrículo: contém múltiplos núcleos e fibras e realiza as funções de um importante centro sensitivo.(ventriculografia. regulares e concêntricos que lhe conferem uma característica segmentação: por sua parte interior mostra a substância cinzenta distribuída perifericamente. com o que se obtêm imagens radiográficas úteis para a localização de tumores ou de processos expansivos ou retráteis do encéfalo. médios e inferiores. Outros prolongamentos superiores constituem os pedúnculos cerebrais. cerebelo e nervos bulbares. O líquido cefalorraquidiano ou cérebro-espinhal é incolor. Sua drenagem faz-se através das vilosidades aracnóides. de reduzido tamanho (12 a 15 mm) o que não impede que reuna fibras procedentes dos seguintes órgãos: medula. os tubérculos quadrigêminos. Também se costuma injetar anestésicos nos espaços aracnóideos para a anestesia medular. o aqueduto de Sílvio. é um cilindro achatado de diante para trás. Existem outros pedúnculos cerebelares inferiores. que num corte sagital aparece como a seção de uma abóbada. que põem em relação todos os departamentos do neuroeixo com a parte mais nobre do encéfalo. Por sua parte exterior este apresenta uns sulcos curvilíneos. que põem em comunicação os demais componentes do eixo com o cerebelo. A protuberância anular é o limite superior. Compõe-se de uma parte média e duas laterais. formam os pedúnculos cerebelares médios. relacionada com funções viscerais. canal estreito e curto que une os ventrículos III e IV. O bulbo raquidiano ou medula oblonga une a medula espinhal com o istmo e o cérebro. lâmina de substância branca estendida transversalmente de um a outro hemisfério. simétrico. Vista por diante aparece como um largo e grosso cordão achatado. o limite inferior. Também se a encontra formando inclusões centrais. que por sua semelhança com um verme é chamada vermis. parte anterior do III ventrículo. pobre em proteínas e contém sais e linfócitos. alcalino. aos seios venosos cranianos. em número par. e seja um dos segmentos mais importantes do neuroeixo. a glândula pineal ou epífise. estendida entre os dois hemisférios cerebelares. O cerebelo. Por sua parte superior. o tálamo. Situado na base do crânio. nos ventrículos e na raque. interrompido em seu terço inferior pelo entrecruzamento de uns curtos feixes estendidos obliquamente da direita para a esquerda. Vista por sua face posterior se mostra bem mais acidentada: dois prolongamentos.

o cervical. tem a forma de um eixo cilíndrico. Antes de tudo. com o feixe de nervos raquidianos. A substância branca rodeia por completo a cinzenta e forma externamente os cordões anteriores. insere-se na base do cóccix. dispostas. A face posterior apresenta o sulco médio posterior. e separado de suas paredes ósseas por uma distância de 3 a 8 mm. As superfícies alares anteriores se chamam cornos anteriores. recebeu o nome de “cauda equina”. A aracnóide (serosa) é formada por dois folhetos separados pelo espaço subdural. Por sua face posterior e superior se observa uma fenda em forma de V. e da inferior de cada sulco lateral. alongado. vêem-se as raízes posteriores dos nervos raquidianos. a cada lado do qual. A medula segue as inflexões da coluna vertebral e apresenta um curvatura cervical de convexidade anterior e outra dorsal. A medula fica fixa no interior do canal raqueal mediante ligamentos que a unem à pia-máter em toda a sua altura e por baixo à base do cóccix (ligamento coccígeo). O cordão lateral se encontra entre as raízes anteriores e as posteriores. O bulbo raquidiano contém centros nervosos dos quais dependem funções tão importantes como a respiração e a circulação. não um plexo. o sulco médio anterior que separa os chamados cordões anteriores da medula. e as posteriores. que também se reúnem num único fascículo. o tronco radicular posterior. O espaço que existe entre ela e a parede interna do canal raquidiano é ocupado pelas meninges. com dois espessamentos. formam um retículo. posteriores e laterais. nota-se a diferença entre as substâncias cinzenta e branca. A medula é um cordão nervoso. cujo vértice se prolonga com um filamento (filo terminal) que. Entre a dura-máter e as paredes ósseas existe outro espaço. A substância branca está representada 32 . constituídas por axônios. as fibras. Este tronco contém umas massas ovóides.. cujo fundo forma a metade do IV ventrículo. por sua parte inferior termina em um cone (cone terminal). ambos se fundem e formam o nervo raquidiano. a comissura cinzenta. do seguinte modo: pia-máter (aderida à superfície externa da medula). ao saírem deste orifício. se dispõe por cima. por sua parte anterior. envolto pelas membranas meninges. achatado de diante para trás. também em forma de V. respectivamente. por fora dos quais emergem as raízes anteriores dos nervos raquidianos. Por sua parte superior se continua diretamente com o bulbo. entre o sulco médio posterior e o nascimento das raízes se acha o cordão posterior. contido dentro do canal raquidiano. em seu centro. aracnóide e dura-máter. junto com o tronco radicular anterior. porque jamais se anastomosam. do qual só ocupa os dois terços superiores. que se alojam precisamente no forame intervertebral.brancos. lembra o modo de implantação das crinas na cauda de um cavalo: por sua semelhança a esta. e seu limite convencional se situa num plano que passa pela articulação do atlas com os côndilos do occipital. Lateralmente se distinguem um par de sulcos de direção vertical. esta porção medular. Conformação externa da medula: apresenta. inversa. do qual nascem os nervos que se dirigem para o membro inferior. de dentro para fora. a outra metade. Da parte superior de cada cordão. As células são neurônios multipolares que alcançam tamanhos gigantescos e das quais existem três tipos que se agrupam no como anterior. ao unirem. o epidural. Entre as aracnóides e a pia-máter se aloja o líquido cefalorraquidiano. e as alares posteriores. e estão unidas por um segmento transversal. O filo terminal ocupa a parte média de um feixe formado pelos últimos nervos raquidianos que desde o espessamento Iombar da medula descem verticalmente para os orifícios sacros dos quais emergem. constituem um tronco radicular anterior. a face superior da medula seccionada. cornos posteriores. por sua parte externa. (O conjunto dos nervos raquidianos ou espinhais será estudado no texto da lâmina 1/6. corresponde à protuberância e entre ambas limitam um espaço rombóide em cujo fundo se albergam formações nervosas diversas. nascem os filetes que formam O VI e XII par. A secção transversal permite ver o canal raquidiano e. limitados lateralmente por outros dois sulcos. Um cone transversal da medula permite observar sua conformação interna. mas invertida.) A substância cinzenta compõe-se de fibras e de células nervosas. Da medula espinhal nascem dois tipos de fibras radiculares: as anteriores. como as asas estendidas de uma borboleta. no posterior e na comissura. direito e esquerdo. e o lombar. que contém plexos venosos. dos quais emergem os pares cranianos VII e VIII.se. A primeira se dispõe centralmente. os gânglios espinhais. do qual emergem os nervos que se dirigem para o membro superior.

A medula. colaterais e terminais. a motilidade. As fibras se agrupam em sistemas autônomos. nervos espinhais e nervos do sistema autônomo. como já se disse. os nervos dividem-se em nervos cranianos. O tecido conjuntivo. lateral e posterior e consta de fibras com mielina. como as artérias. quase sempre o nervo contém fibras sensitivas e motoras. emergem atravessando a parede óssea por orifícios osteofibrosos da base do crânio. ou seja. pela substância cinzenta. além disso. que continua mantendo-se ainda hoje. o pneumogástrico ou vago. A parte central da fibra nervosa é constituída pelo axônio que emana de uma célula nervosa (prolongamento protoplasmático). Os nervos nascem do encéfalo e da medula a distintas alturas e tanto uns como Outros atravessam canais ósseos. Do ponto de vista estritamente anatômico tem mais valor a sistematização em nervos que procedem do neuroeixo e se distribuem pelos órgãos da vida de relação (sistema nervoso da vida animal ou de relação) e em nervos que nascem das cadeias ganglionares situadas a cada lado da coluna vertebral (sistema nervoso da vida vegetativa). Os espaçamentos ou gânglios que se costumam perceber no trajeto dos nervos se distinguem em que possuem fibras e células nervosas. posto que não existe diferença no aspecto externo de uns a outros e. o que permite sistematizar em cada cordão diversos feixes constituintes. por exemplo. estão formados. também existem nervos de procedência neuroaxial que estendem sua ação a alguma víscera. Encontram-se indistintamente nos nervos cérebro-espinhais e nos simpáticos. lhe proporciona os vasos sanguíneos. Com respeito a esta classificação. embora muito importante nos estudos de fisiologia e de clínica. de espessura variável. Esta dupla função. pois a missão de umas é conduzir a sensibilidade e a de Outras. o que envolve os fascículos formados pela associação de fibras nervosas se denomina perineuro. As fibras de Remak não diferem em nada essencial das mielínicas e só se distinguem delas porque estes nervos formam verdadeiros plexos. O sistema nervoso periférico é constituído pelos nervos. depois de atravessar as membranas do encéfalo. permite classificálos em nervos centrifugas ou sensitivos e nervos centrípetos ou motores: esta divisão. que estudaremos em outro capítulo com o nome de sistema nervoso autônomo. dispostas paralelamente ao eixo e misturadas com elementos conjuntivos. posteriores e laterais) é um condutor de estimulas sensitivos e motores. Neles se dão com freqüência as anastomoses. como os tácteis. Do ponto de vista descritivo. por outro lado. os nervos oferecem o aspecto de cordões de cor branca brilhante e de espessura variável. não o é tanto em anatomia. juntas umas às outras e unidas por tecido conjuntivo. em seu trajeto dividem-se em ramos mais ou menos numerosos que. convém advertir que não é de um rigor absoluto.pelos cordões anterior. Assim. posto que a nervação do sistema autônomo não se reduz de um modo estrito às vísceras e. além de proteger as fibras nervosas e dar consistência ao tronco nervoso. que corresponde ao 33 . porém nos nervos tais uniões devem ser consideradas um simples ajuntamento de dois ramos de origem diferente. por fibras nervosas. as fibras são funcionalmente distintas. separadas por delgados septos compostos por feixes. são de dois tipos. que se refere á superfície externa donde se projeta e a origem real. o nervo na realidade é um feixe de fibras nervosas com e sem mielina. pela substância branca (cordões anteriores. As que não o estão se chamam fibras amielínicas ou de Remak. Apesar de sua constituição idêntica. o que rodeia cada fibra nervosa se chama endoneuro. A fibra nervosa pode estar rodeada de uma substância gordurosa. a mielina fibras mielínicas). é um nervo misto. A terminação dos nervos no seio dos territórios que põem em relação com os centros nervosos se efetua livremente entre os elementos celulares. nos quais cabe distinguir sua origem aparente. Os nervos desempenham uma dupla função: conduzem aos centros nervosos as sensações recebidas na periferia ou transportam a ela as incitações motrizes ou secretoras elaboradas por aqueles. Os nervos cranianos nascem por pares simétricos do encéfalo ou do bulbo e. Quanto à sua estrutura. é um complicado centro elaborador de reflexos. cordões formados por centenas de milhares de fibras nervosas envoltas por tecido conjuntivo. Existem 12 pares deles. ou então mediante micro aparelhos de grande complexidade.

sacro e sacro-coccigeo. as anteriores são mataras. motor ocular comum. os genitais e a região glútea e um ramo que chega ao joelho. O plexo braquial (B). Existem cinco plexos. um deles inerva os músculos da face anterior da coxa (nervo crural) e dá ramificações para ajoelho. nervo patético). do que resultam formados três arcos nervosos que se superpõem em sentido vertical. Nascem de duas raízes. Está localizado a nível da clavícula e se divide em ramos anteriores e posteriores. respectivamente. Depois de atravessar a dura-máter (conduto dural) penetram no forame intervertebral e na saída se unem para formar um tronco único. Como nos nervos cranianos. o nervo trigêmeo (sensibilidade da cabeça e do rosto). A saída deste. O plexo sacro (D). Está situado bem no interior da pequena pelve. bordeando o pulmão e o coração (nervo frênico). aos quais há que acrescentar os nervos intercostais. cuja base descansa sobre os corpos vertebrais da região lombar e seu vértice se dirige para a crista do ilíaco. É o conjunto de ramificações anastomosadas procedentes dos ramos anteriores dos quatro primeiros pares lombares de aspecto triangular. o nervo hipoglosso. o nervo auditivo. Encontra-se à altura do músculo esternoocleidomastóideo. coração. o nervo facial ou da mímica. Está situado profundamente entre os corpos vertebrais e as apófises transversas da região lombar. que. lombares (5). Ë o entrecruzamento dos ramos anteriores do último par lombar com os quatro primeiros pares sacros. os nervos espinhais se dividem e dão dois ramos: o posterior ou dorsal. as posteriores. e sua origem real. radial). dorsais (12). dá ramos colaterais para as paredes abdominais. tem a forma de um vasto triângulo com a base aplicada à linha que une imaginariamente o último forame intervertebral ao quarto forame sacro e cujo vértice corresponde a uma grande chanfradura da borda inferior do osso ilíaco. e dois ramos descendentes. são os seguintes: cervical. que inervam os músculos de ambas regiões. portanto. enumerados de cima para baixo. o nervo espinhal (acessório do vago). o nervo óptico. que desce até o diafragma. As fibras da raiz anterior se reúnem num feixe. e da porção axilar se desprendem três ramos que chegam à mão (músculos cutâneo. Os nervos raquidianos ou espinhais nascem por pares. que se distribui pelos seguintes órgãos: laringe. mediano. o nervo vago ou pneumogástrico. braquial. finalmente. onde se ramificam para dar os colaterais da palma e dos dedos. É constituído pelo entrecruzamento dos quatro últimos nervos cervicais e o primeiro dorsal. as da raiz posterior formam o tronco radicular posterior. estômago e fígado e. o gânglio espinhal. que se encontra dentro do forame intervetebral. que é o ponto em que emergem da medula. cubital. lombar. um ramo terminal (nervo ciática maior) desce pela parte posterior da coxa até o joelho. Existem 31 pares deles. que não formam plexos. É de constituição intrincada. nervos mistos. sacros (5) e coccígeos (1). O plexo cervical (A).núcleo de substância cinzenta intracerebral do qual nasce. apenas se distribuem pelos espaços intercostais. os três nervos motores oculares (motor ocular externo. dos ramos terminais. irregular e variável. a cada lado da coluna espinhal. o tronco radicular anterior. Seus ramos terminais fazem o mesmo com o músculo do ombro. pulmões. do qual depende a motilidade da língua. que é o de seu nascimento nos cornos medulares. Os nervos espinhais se dividem em cervicais (8 de cada lado). O plexo lombar (C). unindo-se e entrelaçando-se para formar plexos. sensitivas. onde se 34 . É formado pelo entrecruzamento dos quatro primeiros nervos cervicais . que se pode esquematizar como um triângulo de vértice truncado. Nervos intercostais. A raiz posterior apresenta um pequeno alargamento ovóide. o nervo glossofaríngeo (do gosto). Os nervos cranianos saem do crânio ou entram nele segundo sejam motores. aos quais se deve a motilidade do globo ocular. Seus ramos colaterais se distribuem pelos órgãos pélvicos e o períneo. a garganta do pé e a raiz do hálux. Contêm fibras sensitivas e mataras: são. o ramo anterior se subdivide. ocupa o oco axilar e sua base corresponde à fila de forames intervertebrais que dão saída aos ramos iniciais. um deles de excepcional importância. sensitivos ou sensoriais e são: quatro pares para os órgãos dos sentidos: o nervo olfatório. Dá ramos superficiais e profundos para a pele e os músculos. há que distinguir sua origem externa. Os ramos anteriores dos nervos dorsais não formam plexos. atravessam os forames intervertebrais e se distribuem pelos órgãos que inervam. faringe. que mantém sua independência em todo seu trajeto e termina na pele e nos músculos dorsais.

íris. situados na demarcação de tal nervo. bifurcados). de forma muito irregular (de oliva. pode-se. É formado pelas anastonioses entre os dois últimos nervos sacros e o nervo coccígeo. As fibras saem pelas raízes anteriores dos nervos espinhais e passam. este sistema nervoso não se reduza exclusivamente a inervar as vísceras. que vão desde o encéfalo ou a medula ao gânglio. Apresenta duas alças superpostas situadas diante da porção terminal do sacro e do cóccix. formado por fibras pre-ganglionares. receberam o nome de ramos comunicantes. para diferenciá-los dos outros situados fora da cadeia ganglionar) são de volume variável. Seu nome indica claramente que seu raio de ação se estende ao território visceral. A cápsula supra-renal recebe um ramo direto. ambos participam na nervação da maioria das vísceras que recebem a influência antagônica de um ou outro. glândulas sudoríparas e músculos horripiladores. cuja atividade escapa da regulação voluntária. tibial anterior). piramidal. e um segundo trecho. As fibras pré-ganglionares correm pelo tronco simpático e ingressam no gânglio celíaco ou nos mesentéricos. a túnica muscular das artérias (ação vasoconstritora e vasodilatadora). triangular. algumas fibras reingressam pelos ramos comunicantes cinzentos no nervo espinhal. um sistema independente: há que assinalar a existência de numerosas fibras que estabelecem comunicação com os nervos raquidianos e que. dez ou onze são dorsais. ainda que. pois. aos gânglios que formam a cadeia ganglionar paraverterbral. remontam à cadeia de gânglios cervicais e. por exemplo. de tal modo que ao estimulo do simpático se opõe a inibição do parassimpático. mas o faça também em outros órgãos. baço. chegam à garganta do pé e se distribuem em ramos que inervam o dorso do pé e os dedos. desde os centros encefálicos. as fibras pós-ganglionares ingressam nos nervos espinhais. As cadeias estão situadas a cada lado da coluna vertebral e se estendem desde a primeira vértebra cervical até a última sacra. por esta razão. quatro lombares e quatro sacros. O sistema nervoso autônomo se diferencia fundamentalmente do sistema nervoso cérebroespinhal pela existência no trajeto das vias nervosas de uma estação ganglionar situada fora do sistema nervoso central e que atua como centro efetor. neste ponto. glândulas salivares. fígado. Por carecerem de independência anatômica. as de origem pélvica utilizam o nervo pélvico. ou então se individualizam como nervos independentes e se dirigem a inervar diferentes órgãos (glândulas lacrimais. de modo algum. intestino e bexiga urinária. Delas nascem os ramos que se distribuem pelos músculos e a pele da região coccígea. desde o qual se estendem por suas ramificações a inervar vasos. O sistema nervoso simpático está representado anatômicamente pelas cadeias nervosas (cadeia simpático) e pelos gânglios. glossofaringeo). O simpático não é. dizer que os órgãos cujo funcionamento não depende de nossa vontade recebem sua nervação centrífuga de um centro alheio ao sistema nervoso central. O nervo tibial posterior percorre a parte posterior da perna e dá ramos terminais (plantares interno e externo) para esta região do pé. O sistema nervoso parassimpático não tem individualidade anatômica: seus centros se encontram uns no encéfalo e outros na região sacra. O plexo sacrococcigeo (E). pulmões. que emergem do gânglio e terminam nos músculos ou glândulas aos quais se destinam. pelos ramos comunicantes brancos. O sistema vegetativo ou sistema nervoso autônomo (visceral) é o conjunto de novos cujo funcionamento regula as atividades viscerais de modo automático e involuntário. O sistema nervoso autônomo se divide em duas unidades bem diferenciadas anatômica e fisiologicamente: o sistema nervoso simpático e o parassimpático. como as que antes descrevemos. que dão colaterais para os músculos e a pele da perna. Portanto. as fibras.bifurca em dois ramos (ciática popliteo externo e ciática popliteo interno). músculo ciliar. Os gânglios simpáticos (chamados centrais. nesta via de nervação autônoma há um trecho. Outras fibras seguem uma orientação ascendente. facial. como já se disse em páginas anteriores. a íris (iridodilatação) e as glândulas sudoríparas (ação secretora). Os ramos terminais (músculo cutâneo. as que se incorporam ao 35 . Estas fibras se repartem do seguinte modo: as que se distribuem formando parte do motor ocular comum (II par) inervam o músculo esfíncter da pupila e o músculo ciliar. coração). formado pelas fibras pós-ganglionares. motor ocular comum. ponto de partida de fibras que inervam estômago. se unem a certos nervos cranianos (pneumogástrico. Seu número não coincide com o dos segmentos ósseos da coluna vertebral: na região cervical se reduzem a três gânglios volumosos.

que com o tempo foram chamadas sentidos corporais e cuja percepção se atribuiu à atividade especifica de cinco classes de receptores designados com o nome de órgãos dos sentidos.. Cada fossa nasal é um estreito corredor. a pele. visuais. os cometas superior. Mais tarde. pâncreas. desde tempos imemoriais ficaram bem diferenciadas cinco classes de sensações: táteis. Revestidas por suas partes moles. a destruição da área sensitiva visual produz indefectivelmente a cegueira. As fossas nasais se projetam para trás. Além dos cinco citados. calor. Cada departamento sensorial tem sua zona cerebral correspondente. por outro lado. OS SENTIDOS O homem ignorou. sensibilidade espacial dos canais semicirculares. olfato. reto. 36 . que podia diferenciar e localizar não menos naturalmente. para a qual possui receptores específicos. a ciência admitiu como fisiológica esta divisão e decidiu que devia ser conservada e completada (Hedon). o mesmo acontece com todos os demais sentidos. o funcionamento e a utilidade da maioria de suas vísceras ou fantasiou sobre elas. as cartilagens e um revestimento muscular e cutâneo. óssea. Cada um destes órgãos está especializado na percepção de uma só classe de sensações. Nas fossas nasais desemboca o canal nasal. O nervo pélvico conduz fibras parassimpáticas que se distribuem pelo cólon. rins e primeiro trecho do cólon. a lâmina vertical do etmóide por cima e o vômer por baixo. frio e dor: é o sentido do tato. articular. O centro regulador da atividade funcional do sistema nervoso autônomo reside na região hipotalâmica. acercava seu corpo ao fogo ou ao sol quando sentia frio. formado pelos ossos nasais. pelo sabor ou o cheiro.). as possibilidades de algum achado aparentemente apetitoso. de cor rósea e consistência muito frágil.nervo facial (VII par) inervam as glândulas lacrimais e salivares.. que percebe os sabores: é o sentido do paladar. as narinas. a pituitária. A parte anterior é completada pela cartilagem nasal. utilizava a língua ou o nariz quando indagava. existem outros fenômenos da sensibilidade que são comuns a todas as partes do corpo e alheios à consciência (sensibilidade muscular. que percebe os sons: é o sentido da audição. e o ouvido. que consta de dois ossos. que percebe a luz: é o sentido da visão. as que se unem ao vago ou pneumogástrico (X par) chegam ao coração. onde são elaboradas as sensações. e também soube evitar com cuidado qualquer contingência que sabia lhe produziria dor. e buscava a sombra ou mergulhava na água quando lhe incomodava o calor. ainda que se conservem integras o globo ocular e o nervo óptico. Assim. as fossas nasais se completam por diante pelo nariz. assim. de cuja parede externa se desprendem três lâminas ósseas. órgão do paladar. que limitam três espaços. olfativas e auditivas. Toda a superfície das cavidades nasais está revestida por uma mucosa. que percebem os odores: é o sentido do. acima da cavidade bucal que aloja a língua. entre ambos os sentidos existe estreita relação. isto é. que percebe as sensações de tato. e uma lesão neles pode provocar a perda da sensação de que se trate. ânus e aparelho geniturinário. estômago. como teremos ocasião de ver. que in vivo aloja o canal lacrimal. que comunicam diretamente com as fossas nasais: estas são duas. a língua. os meatos superior. os fenômenos de consciência que se agregam aos reflexos nascidos de uma excitação dos receptores sensoriais. muito cedo descobriu com toda a naturalidade a relação existente entre a percepção de fenômenos externos e determinados órgãos ou zonas de seu próprio corpo. SENTIDO DO OLFATO Está situado nas paredes das fossas nasais. gustativas. fígado. durante muito tempo. Pela importância dos fenômenos psíquicos que os acompanham. que recobre a cavidade e meatos. o olho. Os órgãos dos sentidos são as fossas nasais. faringe. onde formam a porção superior da. intestino delgado. pertencem ao âmbito da fisiologia do córtex cerebral. médio e inferior. na parte baixa apresenta dois orifícios. situadas na parte média do conglomerado ósseo da face. respectivamente. separadas pelo septo nasal. brônquios. médio e inferior. Aprendeu que devia aguçar a vista ou o ouvido quando se tratava de perceber com clareza uma imagem ou som. direita e esquerda.

Estes músculos constituem os elementos básicos da língua. que chega a dezessete. mas convém fazer uma importante distinção entre elas: as papilas filiformes só contêm corpúsculos táteis e térmicos. SENTIDO DO PALADAR Os receptores que são impressionados pelos sabores se encontram espalhados pela superfície externa da língua. As papilas caliciformes. normalmente rosada. As papilas foliadas. situados na camada epitelial da língua. desde ambas as bordas livres. em número de 9 a 11. onde. visíveis com uma lupa e até mesmo à vista desarmada. unida a um curto pedículo. pequena massa ovóide de substância cinzenta que descansa sobre a lâmina crivosa e que se prolonga para trás com a cinta olfatória. Todas as papilas linguais são órgãos sensitivos. Tem uma porção anterior ou bucal e outra posterior (base da língua). cujas quatro raízes alcançam por diferentes trajetos o córtex cerebral. e entre ela e o anel que a rodeia existe um sulco ou fossa. assim chamadas por sua grande semelhança com um cogumelo. que a reveste totalmente. Esta está situada no assoalho da cavidade bucal. sobretudo.Nas fossas nasais há que considerar a zona respiratória. Suas formas são variadas e se as têm designado com diferentes nomes. próximas à base. só são na face dorsal da língua. rodeado por uma formação anular. pouco numerosas. mas também por seu número. pois intervém na mastigação e deglutição dos alimentos e. por sua vez. O aspecto dos botões gustativos lembra bastante o de uma garrafa com o corpo 37 . o esqueleto da língua. que atravessam a lâmina crivosa do etmóide e estabelecem conexões com as células olfativas (mitrais) do bulbo olfatório. além de ser o órgão essencial do paladar. Este órgão tem uma armação osteofibrosa. sua espessura é variável e sua coloração. botões ou corpúsculos gustativos. continuação da mucosa orofaríngea. a reunião de cujas fibras (axônios) constituem os nervos olfatórios. as outras são as propriamente gustativas. não só porque conferem a este órgão sua peculiar consistência e a mobilidade necessária para realizar suas funções. se altera e adquire tonalidades esbranquiçadas ou amareladas no começo ou no curso de certas doenças. formes). e uma região olfatória. dai o nome de papila caliciforme. As papilas fungiformes. constituídas por pregas verticais da mucosa. limitada ao cometo superior e terço superior do septo nasal. formado pelo osso hióide e umas lâminas fibrosas nas quais se inserem os músculos que. lhe comunicam o aspecto aveludado característico desde órgão. são de cor avermelhada. aparecem como diminutos apêndices cilíndricos ou cônicos. na articulação dos sons. inserem-se por seu outro extremo no maxilar inferior. São as mais volumosas e também as mais importantes por sua estrutura e funções. convergem em sua parte posterior e delineiam o chamado V lingual. O mamilo é a papila propriamente dita. observam-se umas pequenas elevações que receberam o nome de papilas linguais. Este considerável grupo muscular adota a forma de um cone com o vértice (ponta da língua) dirigido para a frente. com um remate formado por um pincel de prolongamentos filiformes que lhe conferem uma aparência de carola (papilas coroli. agrupadas em duas ‘séries lineares que. de modo que a papila parece contida dentro de um cálice. na apófise estilóide e na armação fibrosa da faringe. o epitélio que reveste esta zona contém as células olfativas periféricas. Vista com lupa. os bulbos. As papilas filiformes são as mais numerosas. separadas por sulcos mais ou menos profundos. desempenha outras importantes funções. recoberta por uma mucosa. sobressaem por sua extremidade livre. são rudimentares e se encontram na borda da língua. graças à presença de uns peculiares microrreceptores. Estas papilas ocupam o dorso da língua e se dispõem em filas paralelas que seguem uma direção oblíqua desde a linha média à borda da língua. As papilas caliciformes são formadas por um mamilo central. espalhadas pela superfície da língua. em número de 150 a 200. acondicionada para aquecer e umedecer o ar inspirado. Na superfície livre da mucosa lingual. alargada. As papilas fungiformes. células nervosas que são os autênticos elementos sensoriais da pituitária. distribuem-se preferentemente pelas bordas e a ponta da língua. órgãos especificas do paladar.

A camada córnea se compõe de células laminares. ao qual assoma um pincelzinho de apêndices filiformes. Nas células da de Malpighi se acumula o pigmento que confere cor à pele. de calor. opalinos. A pele é. SENTIDO DO TATO O tato proporciona sensações de diversas naturezas: táteis. de frio). eminências pequenas. se desprendem da epiderme como elementos mortos (descamação fisiológica). Os nervos da pele terminam nos corpúsculos sensitivos que a seguir expomos. Nela há que considerar uma face externa livre ou superficial e outra aderente ou profunda que se une aos órgãos subjacentes mediante uma camada de tecido conjuntivo que engloba lóbulos de gordura (tecido celular subcutâneo). portanto. Logo. de forma elipsoidal. o sistema tegumentar ou pele recobre todo o corpo e o interior das aberturas naturais. tendões e ligamentos e as resultantes de modificações dos órgãos internos. e o gargalo que se prolonga pelas camadas superficiais epiteliais para abrir-se na superfície livre da mucosa por um orifício. A derma ou camada profunda oferece duas faces: a profunda é a derme reticular. que se encontram distribuídos por toda a superfície cutânea. devem-se à estimulação de receptores específicos para cada uma destas sensações. as unhas e os pelos. além da natureza do excitante. as glândulas sebáceas. formados por lâminas concêntricas em cujo interior se ramifica uma fibra nervosa.arredondado. e uma camada superficial. térmicas e dolorosas. as mais superficiais das quais. divide-se em duas camadas. enfiado na parte profunda do epitélio (cório). Encontram-se no tecido celular subcutâneo e também nas articulações e no mesentério. os primeiros são chamados corpúsculos de Pacini. Os corpúsculos táteis podem ser divididos em órgãos da sensibilidade à pressão (cutânea e profunda) e órgãos da sensibilidade tátil propriamente dita. As modalidades das sensações táteis e térmicas. a camada profunda de Malpighi e a camada superficial ou camada córnea. nas bordas da língua e em outros dois terços anteriores de sua face dorsal e na região do V lingual. exteriormente este corpúsculo mostra um tubo nervoso que descreve um trajeto em espiral para introduzir-se finalmente em seu interior. que são as glândulas sudoríparas. as pestanas gustativas. a epiderme. o sentido do gosto reside precisamente nas regiões onde se acham aquelas papilas. quase sempre cónicas. onde muda sua configuração para constituir as mucosas. portanto. e está em relação com o tecido celular subcutâneo: a superficial é a derma papilar e se relaciona com a epiderme. perpendiculares à superfície da derme. Há que acrescentar às citadas a sensibilidade própria de músculos. chamados anexos cutâneos. ou seja. Constituição anatômica A pele compõe-se de duas camadas superpostas: uma camada profunda. onde ocupam zonas diferentes perfeitamente delimitadas (pontos de pressão. estão constituídos também por tecido conjuntivo. cuja excitação origina precisamente a sensação correspondente e não outra. formada por células epiteliais (células epidérmicas) cuja forma e propriedades biológicas se modificam à medida que se tornam superficiais. que podem ser de dois tipos: vasculares e nervosas. Os bulbos do paladar só se encontram nas papilas caliciformes e nas fungiformes. onde se ramifica entre as células intersticiais 38 . Os corpúsculos de Meissner. encontrando-se repartido por todo o tegumento externo ou pele e também nas mucosas externas. será proveitoso conhecer a constituição da pele antes de examinar a estrutura e a localização daqueles. além do envoltório geral do corpo que protege os órgãos subjacentes e que desempenha funções muito importantes. A derme papilar contém as chamadas papilas dérmicas. deformadas e inúteis. órgãos de natureza conjuntiva. Na pele se localizam três tipos de órgãos. o poro gustativo. A camada de Malpighi descansa sobre outra de células (camada basal ou matriz) em continua atividade: dela derivam todas as outras células epidérmicas. ovóides. a derme ou cório. o suporte destes microrreceptores táteis que em sua espessura se encontram alojados.

a esclerótica. por diante. outras radiadas. Nesta esfera se descrevem dois pólos. sendo simplesmente terminações nervosas livres que se ramificam nos interstícios do epitélio cutâneo. dispostas meridianamente. em virtude de estar constituído pelos segmentos de duas esferas de diâmetro desigual. constam de células e fibras conjuntivas e elásticas. a seção aparece como um triângulo. que se destaca por sua cor negra do restante da íris. seu limite anterior constitui um anel festonado chamado ora serrata. A coróide é um segmento de esfera com uma abertura posterior que dá passagem ao nervo óptico. outro vertical e uma série indefinida de meridianos oblíquos. simétrico. SENTIDO DA VISÂO (O olho e seus anexos) O sentido da visão nos proporciona as sensações de luz e de cor e seu órgão essencial é o globo ocular. e por sua parte posterior é atravessada pelo nervo óptico. côncava. Encontram-se no tecido celular subcutâneo. respectivamente. a média. órgão par. Encontram-se em toda a derme. de natureza fibrosa. Os processos cifrares são umas pregas de configuração piramidal. se corresponde em toda a sua extensão com a túnica média. A porção coróide (retina 39 . Como as demais. A íris. chamados anexos do olho. A superfície interna. um anterior e outro posterior. A retina é a túnica interna do olho. as membranas envolventes. por sua vez. ou porção coróide. estendida verticalmente como um diafragma no círculo formado pela união da córnea com a esclerótica. é composta por três partes: posterior. a íris. que consta do músculo ciliar. e por uns meios líquidos ou sólidos.nervosas. . é um segmento de esfera oco que em sua parte anterior apresenta uma larga abertura onde se encaixa a córnea. Os órgãos da sensibilidade térmica se classificam nos receptores sensíveis ao frio. e os processos ciliares. e a anterior. das quais algumas se dispõem circularmente e constituem o esfíncter pupilar. quanto à forma: de todos os demais: são órgãos fusiformes. são formados. de diâmetro variável. por uma membrana conjuntiva que engloba uma massa de células. é um segmento de esfera oca com uma face externa aplicada à coróide e uma face interna que se amolda a um dos meios transparentes (humor vítreo). a pupila. Na retina se distinguem três zonas: a posterior. vascular e muscular. nervosa. os meios transparentes e refringentes. formando uma rede inextricável. Entre as camadas que formam a íris existe uma de fibras musculares lisas. a córnea (que correspondem aos dois segmentos de esfera desiguais a que nos referimos). de forma esférica. Encontram-se no cimo das papilas dérmicas. estão constituídos por maços de vasos capilares. em união com outros órgãos diversos. anterior e posterior. e anterior. que separa esta porção coróidea posterior da média ou zona ciliar. e outra anterior. entre as quais se ramifica profusamente a fibra nervosa. a esclerótica. e túnica interna. cujo estudo compreende o exame do globo ocular e também o dos citados órgãos. umas circulares. os corpúsculos de Krause. um meridiano horizontal. que envolvem as divisões e subdivisões da fibra nervosa. Os corpúsculos de Krause. como uma coroa (corpo chiar). e num cone meridiano. média. a coróide propriamente dita. O músculo ciliar é semelhante a um anel achatado. Os corpúsculos de Ruffini diferem notavelmente. alojado nas órbitas. de cor branca. ao redor da íris. não adoram formas diferenciadas de modo particular. Anatomicamente. forma o aparelho visual. outras são radiais e formam o músculo dilatador da pupila. dos quais o anterior é o menor. por trás do músculo ciliar. O globo ocular tem a forma de uma esfera irregular. como todos. de natureza nervosa. cuja tonalidade varia com os indivíduos. muito alongadas. com ramificações arredondadas e aspecto irregular. grossa e resistente. ou porção irídea. é formado por fibras musculares lisas. um equador. segmento anterior da túnica vascular. por trás. Apresenta um orifício central. As membranas envolventes são três : túnica externa. se encontra formado por três túnicas concêntricas. e os receptores sensíveis ao calor. que a divide em dois hemisférios. túnica média. A túnica externa consta de uma porção posterior. ou porção ciliar. diante do cristalino. ou zona ciliar. Os órgãos da sensibilidade dolorosa receptores específicos para a dor. os corpúsculos de Ruffini. que. é unia membrana circular.

chamada rodopsina. Essencialmente se compõe de uma camada externa. que constitui o mais importante dos meios transparentes e está situado imediatamente atrás da pupila. observam-se nela dez camadas. de uma expansão do nervo óptico. que corresponde ao ponto de expansão do nervo (ponto cego) e a mácula. de modo que algumas camadas desapareceram e Outras se adelgaçaram de tal modo que os raios luminosos chegam és células visuais de um modo mais direto e nítido: assim resulta que sua sensibilidade é 150 vezes maior que a nível das regiões mais anteriores da retina. A primeira é formada por células poligonais pigmentares. além disso. dispostas em fileiras. Deles. Completam este conjunto de células nervosas as células da neuróglia. A estrutura da retina se acha profundamente modificada na mancha amarela. alongadas. por três zonas: a primeira contém as células visuais. por sua vez. cujos dendritos estão em conexão com o prolongamento dos neurônios da camada intermediária: seus axônios formam as fibras de cujo agrupamento nascerá o nervo óptico. das quais partem as fibras que formarão o nervo óptico. neurônios horizontais ou transversais. nervosa. e outra camada interna. o humor aquoso. Na segunda zona se encontram. que simplificaremos em nossa descrição. mais reduzida e rudimentar.propriamente dita) se estende desde o nervo óptico até a ora serrata: em sua parte posterior se observa a papila. situada entre o cristalino e a retina. Tanto os cones como os bastonetes. análogos aos que se encontram no cérebro. como as estacas de uma paliçada. as células deste epitélio vão se prolongando a partir de um ponto para formar as fibras do cristalino. O corpo vítreo é uma massa transparente. multipolares. o cristalino e o corpo vítreo. às quais segue a terceira zona. ponto de maior acuidade visual. os outros três ocupam o espaço interior circunscrito pelas três túnicas opacas. por baixo dela se acha a segunda zona com as células bipolares. a das células ganglionares. esferóide. Constituição anatômica da retina Trata-se. Os bastões possuem uma matéria Corante sensível à luz. carente de axônio (célula amácrina). Esta lente mantém-se em posição mediante um aparelho suspensor membranoso chamado zônula ou zona de Zinn. atuam como intermediários com os da Camada seguinte. e também se encontra um tipo especial de célula nervosa. por isto se disse que o olhar sempre fixa a imagem sobre a fávea’ (Soula). Os meios transparentes e refringentes do olho Constituem o aparelho de retração do olho e compreendem a córnea. disposto em forma de gomos e atravessado em sua parte central por um canal 40 . ou mancha amarela. já se descreveu a córnea. são os elementos impressionáveis da retina especializados na recepção da energia luminosa. finalmente. os cones e os bastonetes. por sua vez. termina revestindo a face posterior da íris transparente. pigmentar. cuja união determina uma circunferência ou equador que está em relação com as fibras de uma membrana elástica que o sustenta. A porção ciliar é uma delgada película que perdeu seus elementos essenciais e se estende desde a ora serrata até os processos ciliares. possa recobrar rapidamente sua forma primitiva. na realidade. que associam várias células da primeira camada. ou camada nervosa. continuação da anterior. consta de uma membrana (hialóide) e um conteúdo gelatinoso (humor vítreo). é constituída. entre o humor aquoso pela frente e o humor vítreo por trás. embora se deforme facilmente. Consta de duas faces convexas. células epiteliais diferenciadas. ou púrpura retiniana. um pouco mais denso que a clara de ovo. aderidas por sua base à coróide. ou neurônios intermediários. A terceira camada é de grandes células ganglionares. Em sua constituição intervêm um envoltório elástico ou cápsula e um epitélio que reveste a face posterior da parede capsular anterior. Sua natureza elástica faz com que. integrado por fibras que seguem uma direção meridiana e que se estendem desde a ora serrata e os processos ciliares até o equador do cristalino. elementos de sustentação. A segunda. O cristalino é uma lente biconvexa. a porção irídea. Ambos os elementos emitem uns prolongamentos que se põem em comunicação com os neurônios bipolares da segunda zona que. e nela se combinam os elementos propriamente nervosos com os que formam a armação que os sustenta.

e outra inferior. ou sobrancelhas. a glândula lacrimal se compõe de uma porção superior. que mantém estirado e achatado o cristalino. consideradas como o esqueleto das pálpebras. e então se aumenta a convexidade de suas curvaturas. atrai a coróide para a frente. uma superior e outra inferior por olho. As pálpebras são dobras músculo-fibrosas. a abertura palpebral. Uma parte da pálpebra se continua com a pele vizinha. o saco lacrimal e o conduto nasal. e as vias lacrimais. A conjuntiva é uma membrana que reveste o dorso das pálpebras e a zona anterior do olho. da qual emerge por canalículos que o drenam para as veias. as duas bordas livres se encontram separadas quando o olho está aberto.forma de fundo de saco. estão relacionados com sua função. os canalículos excretores abrem-se no fundo de saco conjuntival superior. acomoda o olho para a visão distante (se achata) ou próxima (se alarga) . aos quais seguem os condutos lacrimais. do que resulta que o espaço compreendido entre ambas é na realidade capilar. as paredes se encontram estreitamente coladas uma à outra. encontramos primeiro os supercílios. pálpebras. Ambas estão cheias de humor aquoso. móveis em sentido ascendente e descendente. ou pestanas. os cílios. com o que se relaxa o ligamento suspensor. Esta mucosa se estende desde a borda livre de cada pálpebra até o equador do globo ocular. lavrado no úngüe. isto é. através da pupila. que emana do corpo ciliar e que. a situada entre a córnea e a íris é a câmara anterior e a compreendida entre a íris e o cristalino. Localizada numa pequena cavidade situada na parte externa do teto da órbita. portanto. Os condutos lacrimais são prolongamento dos pontos lacrimais e. Entre a córnea e o cristalino existe um espaço. recoberta por uma mucosa face conjuntival).(canal hialóide). cutânea. e uma camada posterior. eminências arqueadas que correspondem à borda superior das órbitas. orbitária. Assim disposta. Na zona cutânea da região orbitária (figura 1). a conjuntiva forma um saco (saco conjuntival) cuja abertura corresponde à fenda palpebral. consta de um órgão secretor. situadas diante do globo ocular. o resto segue uma direção descendente e se continua sem limites precisos com o 41 . As vias lacrimais se iniciam nos pontos lacrimais. A pele está provida de pêlos implantados obliquamente: sua função é desviar para as têmporas o suor ou a água que resvala da testa. O cristalino intervém no ato de enfocar os objetos que se olham isto é. dai seu nome. sua extremidade superior se dispõe em . os társios. Aparelho lacrimal Lubrifica constantemente a conjuntiva com as lágrimas. de um modo ou de outro. liquido incolor. Os primeiros são dois pequenos orifícios situados na parte mais interna da borda livre de cada pálpebra. que se ajusta ao canal lácrimo-nasal. convergem e se abrem por um orifício comum no saco lacrimal. a conjuntiva forma uma prega (semilunar) sobre a qual se aplica a carúncula lacrimal. de forma cilindróide. Entre as camadas que formam a pálpebra figuram umas lâminas fibrosas. e uma camada de fibras musculares estriadas (músculo elevador da pálpebra). transparente. há um conduto lacrimal superior e outro inferior que. este mecanismo é absolutamente involuntário e inconsciente e ocorre com a intervenção indireta do músculo ciliar que. Cada pálpebra apresenta uma face anterior. em cujo lugar se une ao epitélio corneal. depois de um pequeno acotovelamento. a câmara posterior. onde se reflete sobre si mesma e cobre a face anterior deste até o centro da córnea. ao contrair-se. pequeno reservatório membranoso. circula da câmara posterior para a anterior. no resto da borda se implantam uns pêlos curvos. limitando um espaço alongado transversalmente. une o globo ocular às pálpebras. que têm por missão proteger o olho contra a introdução de corpos estranhos dispersos flutuantes no ar. que conduzem o excesso das lágrimas para as fossas nasais. rígidos e sedosos. A parte mais interna de cada borda livre contém em seu interior canalículos que serão estudados com o aparelho lacrimal. Anexos do olho Os órgãos dispostos ao redor do globo ocular fazem parte do aparelho visual. a glândula lacrimal. que a íris divide em duas partes. No ângulo interno do olho. São em número de duas. já que.

conduto nasal, que desemboca no meato inferior. Músculos da órbita Também são chamados músculos extrínsecos para diferencia-los dos contidos no globo ocular (músculos ciliar, dilatador e esfíncter da pupila). Os músculos do olho se agrupam por pares: quatro músculos retos e dois oblíquos. Os retos se inserem por dentro no vértice da órbita, de onde se dirigem a inserir-se nos pontos do contorno equatorial da esclerótica que correspondem à sua denominação: são o reto superior, o inferior, o interno e o externo. Os oblíquos, assim chamados porque rodeiam transversalmente a esfera ocular, são dois: o maior se estende desde o vértice da órbita até a parede interna, onde se reflete para inserir-se no hemisfério posterior, O obliquo menor se insere na parede interna da órbita e no hemisfério posterior. Os músculos do olho só lhe comunicam movimentos de rotação ao redor de um eixo sempre fixo; aos retos se devem os movimentos para cima, para baixo e para os lados; aos músculos oblíquos, os deslocamentos que dirigem a córnea para fora e para baixo ou para fora e para dentro. SENTIDO DA AUDIÇÃO Ë O sentido que nos permite perceber os sons. O aparelho destinado a recebê-los e ser impressionado por eles está localizado em ossos pares de cada lado do crânio, os temporais. Divide-se em três segmentos: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno ou labirinto. O ouvido externo é constituído pelo pavilhão da orelha, lâmina cartilaginosa em forma de concha, com pregas curvilíneas na superfície côncava e um orifício central que se continua com o conduto auditivo externo, cuja parte mais externa é cartilaginosa, e a mais interna, óssea. O ouvido médio é uma cavidade óssea, estreita e alta, cuja parede externa apresenta uma membrana fibrosa, delgada e transparente de forma circular, abaulada para dentro, o tímpano, que separa o conduto auditivo externo da caixa do tímpano; a parede interna óssea separa o ouvido médio, ou caixa do tímpano, do ouvido interno e apresenta dois orifícios ou janelas, a janela oval e a redonda, que põem em comunicação a caixa do tímpano com o ouvido interno. A parede anterior oferece um orifício que corresponde à abertura interna de um canal em forma de trompa que comunica o ouvido médio com a faringe: é a trompa de Eustáquio. Na caixa do tímpano se aloja a cadeia de ossículos do ouvido, estendida transversalmente desde o tímpano até a janela oval: estes ossículos, em número de três, se chamam martelo, bigorna e estribo e estão suspensos por ligamentos às paredes da caixa e unidos entre si por articulações que lhes prestam grande mobilidade. A parte do martelo que corresponde ao cabo está englobada na membrana do tímpano; a base do estribo se aplica à membrana da janela oval. Nestes dois ossículos se inserem dois músculos, chamados do martelo e do estribo, aos quais mobilizam, como logo veremos. O ouvido interno contém a parte essencial, constituída por uma série de cavidades que formam um complexo conjunto, designado com o nome de labirinto ósseo, dentro das quais se localizara, in vivo, outros elementos moles e membranosos, o labirinto membranoso. Entre as paredes de ambos os labirintos se encontra um liquido, a perilinfa; da mesma forma, no interior do labirinto membranoso há outro líquido, a endolinfa. O labirinto ósseo consta de uma câmara central: o vestíbulo ósseo, que se relaciona por trás com umas galerias curvilineas, os canais semicirculares ósseos, e por sua parte anterior com outra galeria, de trajeto helicoidal, o caracol ósseo. Os canais semicirculares e o caracol ósseo, com seus componentes membranosos que logo veremos, constituem dois aparelhos: o vestibular e o coclear, que funcionalmente nada têm em comum. O primeiro intervém nos reflexos posturais, da estação normal e do equilíbrio, e o segundo, na audição. O caracol ósseo, também chamado cóclea por sua semelhança com uma concha de caracol, consta de um núcleo ósseo ou coluneta central (columela), ao redor da qual se enrola em espiral um tubo cônico (lâmina dos contornos), cujo vértice, que corresponde ao do caracol, está fechado e cuja base está aberta. lnteriormente, este tubo é percorrido por uma lâmina que descreve um trajeto em espiral (lâmina espiral), junta à columela por uma borda, enquanto a outra fica livre e,

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portanto, não entra em contato com a parede interna do tubo: deste modo a parte interna do caracol se encontra dividida em duas rampas, uma superior (rampa vestibular), que se abre no vestíbulo, e outra inferior (rampa timpânica), que termina na janela redonda. À borda livre da lâmina espiral se aplica, desde a base ao vértice, um canal membranoso, o canal coclear ou caracol membranoso que não é cilíndrico, mas sim prismático triangular e ocupa precisamente o espaço que existe entre a borda livre da lâmina espiral e a parede do tubo ósseo. A descrição da parte interna do caracol membranoso se completará com a do órgão de Corti. Vimos que o órgão do ouvido se compõe efetivamente, de fora para dentro, de uma parte receptora do som, o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo; de uma parte transmissora, formada pela cadeia de ossículos, e de uma parte receptora, o ouvido interno, constituída pelo caracol ósseo e o membranoso. A parte receptora recebe e canaliza a onda sonora sobre o tímpano (fase aérea), que transmite a vibração à cadeia de ossículos e à membrana da janela oval (fase mecânica); sobre esta se apoia a base do, estribo e todos os movimentos oscilatórios da cadeia de ossículos se manifestam por variações da pressão da perilinfa primeiro, e da endolinfa depois. SISTEMA HUMORAL OU ENDÓCRINO Ë o conjunto de glândulas especializadas na elaboração de substâncias que são vertidas no sangue ou que atuam diretamente sobre os centros nervosos. Estas secreções compõem-se de corpos químicos definidos, cuja reunião constitui a secreção interna própria de cada glândula e que recebe o nome de hormônio. Existe uma relação muito estreita entre o sistema humoral e o nervoso, de modo que os impulsos nervosos e a função hormonal não representam mecanismos diferentes podendo-se inclusive falar de uma ação única neuro-hormonal (correlação neuro-hormonal). Os hormônios se transformam no sangue, ao qual proporcionam qualidades especiais que fazem reagir de modo diferente o sistema nervoso, que é, definitivamente, o que atua sobre o tecido terminal (Marañón). Em algum caso (hipófise e talvez outros) à hormônio atua diretamente sobre as centros nervosos (neurocrinia). Convém acrescentar que também existem hormônios elaborados par órgãos não especializados, ou difusos (neuróglia, conjuntivo), e também par estruturas não permanentes (placenta, corpo lúteo). Deixando de lado a verossímil porém não demonstrada, atividade endócrina de alguns órgãos que logo citaremos, expomos a seguir as glândulas consideradas hoje como de secreção interna. A hipófise ou glândula pituitária é um órgão ovóide situado numa depressão do esfenóide (sela turca), sob o encéfalo; está unida ao cérebro mediante um pedúnculo (pedúnculo hipofisário). Divide-se em duas porções: um segmento anterior (adenohipófise) e outro posterior (neuro-hipófise). Admite-se também que a parte intermediária entre ambos as segmentos constitua uma terceira porção (lobo intermediário, ou médio). A hipófise segrega um hormônio (somatotropina) que estimula o crescimento do corpo e outros dois (gonadotropinas) que estimulam a atividade das glândulas sexuais. É, além disso, um centro de conexão entre os sistemas nervoso e endócrino. A tiróide é um órgão volumoso, situado sob a laringe, diante da traquéia. É formada por dois lobos unidos em sua parte inferior por um istmo, do qual nasce um terceiro lobo muito delgado. A tiróide estimula a atividade metabólica geral influi na morfogênse e no crescimento e intervém nos intercâmbios minerais (cálcio, fósforo). As paratiróides, em número de quatro, do tamanho de um via de trigo, estão situadas na parte posterior da tiróide, perto de suas bordas. As glândulas paratiróides regulam a concentração do cálcio no sangue (aumento ou diminuição da calcemia). O pâncreas é uma glândula exócrina e endócrina. Como exócrina foi descrita ao se tratar concretamente dos anexos do aparelho digestivo. Conhecemos, pois, sua forma e situação e acrescentaremos agora que entre as células produtoras do suco pancreático existem as chamadas ilhotas de Langerhans, formadas por acúmulos de células ricamente irrigadas por capilares que recebem os hormônios elaborados por aquelas. O pâncreas intervém na regulação da glicose no sangue (glicemia) mediante dois hormônios: a insulina, que diminui seu nível, e o glucagon, que o aumenta.

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As cápsulas supra-renais são dois órgãos de forma piramidal que se encontram sobrepostos sobre cada um dos pólos superiores renais. Ao corte se distinguem duas parte bem diferenciadas, o córtex e a medula. O primeiro é formado por três camadas de células que se dispõem concentricamente e que segregam hormônios de diferentes tipos. A medula, por sua vez, consta de cordões celulares, vasos venosos e fibras nevosas. Os hormônios segregados são a adrenalina e a noradrenalina por parte da medula; o córtex elabora a aldosterona e a cortisona. As primeiras atuam sobre o metabolismo dos glicídios e sobre as vísceras em ação comparável ao estímulo do simpático; as segundas regulam o metabolismo do sódio e do potássio. Hormônios sexuais. O testículo e o ovário contém, entre as componentes celulares que produzem as gametas, outras agrupações, chamadas células intersticiais, especializadas na secreção de hormônios masculinos e femininos, respectivamente, que entram em atividade ao se iniciar a puberdade e operam favorecendo o desenvolvimento sexual e as caracteres típicos de cada sexo. A ação endócrina da epífise é discutida: alguns descartam sua atividade endócrina, outros defendem sua intervenção hormonal baseando-se em dados histológicos, clínicos e experimentais. É um órgão reduzido situado na entrada do ventrículo médio; a partir da puberdade se torna inativa. Quanto ao time existe discordância nos resultados experimentais no que diz respeito à sua função endócrina, embora ultimamente se fale de um fator humoral timico. Está situado entre o pescoço e o tórax e alcança seu maior desenvolvimento na adolescência. FIG. 1. MEMBRO INFERIOR FIG. 2. SINARTROSE FIG. 3. ANFIARTROSE FIG. 4. ORGÃO GENITAL FEMININO ( REPRESENTAÇÃO FRONTAL) FIG. 5. O SISTEMA SIMPÁTICO E O PARASSIMPÁTICO FIG. 6. O OLFATO FIG. 7. O PALADAR FIG. 8. O TATO FIG. 9. A VISÃO (ANEXOS DO OLHO) BIBLIOGRAFIA ATLAS FOTOGRÁFICOS DE ANATOMIA SISTÊMICA E REGIONAL. São Paulo: Manole, 1987 CASTRO, S. U. Anatomia fundamental. São Paulo: Makron Books, 1985 RASH, Phillip J. Cinesiologia e anatomia aplicada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991 SOBOTTA, Johannes. Atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan SÁ, 2v, 1993 VANDER, Arthur et alii. Anatomia e fisiologia humana. São Paulo: Makron Books, 1990.

UNIDADE II: FISIOLOGIA COMPARADA
Apresentação O trabalho que apresentamos como material de apoio para as aulas nos cursos de graduação, não é original nosso, é uma compilação de textos escolhidos. Esperamos que seja de grande utilidade, mas que não seja o único material a ser consultado. Parte I A Célula e Fisiologia Geral Ë impossível analisar significativamente as complexas atividades do corpo humano sem uma organização a partir da qual se possa construir um conjunto de conceitos que oriente nosso pensamento. Este capitulo tem por objetivo fornecer uma orientação para a fisiologia humana - os

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para sintetizar proteínas complexas e para duplicarem-se. As células diferenciadas de um mesmo tipo são organizadas em tecidos. apesar de distintas umas das outras. Todas estas especializações. Conseqüentemente.mecanismos pelos quais funciona o organismo. e sua contração modifica os diâmetros dos mesmos. todas têm a habilidade especial para gerar forças. o óvulo fertilizado. as células do organismo tomam-se arranjadas em várias combinações. a excitabilidade das células nervosas representa uma especialização de fenômenos elétricos comuns às membranas de virtualmente todas as células. Isto não quer dizer que não existem diferenças significativas entre uma ameba e uma célula hepática ou entre esta última e uma nervosa. como no caso do coração ou na eliminação de urina da bexiga. ou podem circundar cavidades de tal modo que sua contração expulsa os conteúdos das mesmas. Uma das generalizações unificadoras da biologia é que certas atividades fundamentais são comuns a quase todas as células e representam as necessidades mínimas para manter a integridade e a vida das mesmas.o músculo. outros processos que ocorrem simultaneamente fazem com que as células do embrião se tornem alteradas e dispostas em uma variedade de configurações. como a apresentada pelas células nervosas para conduzir sinais elétricos. realizam funções gerais semelhantes: por exemplo. todavia. que se divide em outras duas. como no caso das 45 . Por exemplo. Se a multiplicação celular fosse o único evento que ocorre. as células musculares esqueléticas. embrionárias. formar órgãos. as cardíacas e as lisas. fazem parte da evolução e resultaram na adaptação de certas células para desempenhar papéis específicos. as quais por sua vez resultam em outras quatro. Assim. As células musculares são também encontradas em muitos órgãos tubulares no organismo. e assim por diante prosseguem as repetidas divisões celulares. enquanto diferentes tecidos são combinados para. a secreção de hormônios protéicos por algumas glândulas do organismo é uma forma especializada de síntese de proteínas. Uma segunda generalização crucial. Na dependência de função geral que desempenham. para obter energia de substâncias orgânicas. A diferenciação celular é o processo pelo qual células idênticas durante os estágios iniciais de desenvolvimento sofrem não somente alteração anatômica mas também adquirem propriedades funcionais especializadas. no entanto. Muitas delas. que ocorreram durante a diferenciação celular. (3) células epiteliais e (4) células do tecido conjuntivo. encontrada em todas as células. Desta maneira. Todavia. é a que considera estas diferenças na função celular como que representando geralmente especializações de uma ou mais das propriedades fundamentais comuns. Outros processos no desenvolvimento embrionário incluem a migração celular para novas localizações e a adesão seletiva de vários tipos de células. os quais se reúnem para construir os sistemas de órgãos. As células musculares geram forças e produzem movimento. Aproximadamente 200 espécies distintas de células podem ser identificadas no organismo humano. geneticamente controlada. O organismo humano tem origem de uma célula única. estes três tipos de células compreendem juntamente uma categoria funcional especializada . para formar uma hierarquia de estruturas organizadas. uma célula hepática humana e uma ameba são acentuadamente semelhantes quanto aos meios que utilizam para permutar nutrientes com seus ambientes. Uma sociedade de células Células: as unidades básicas As células são as unidades básicas tanto da estrutura quanto da função dos seres vivos. aumentando o número de unidades no embrião em desenvolvimento. quatro categorias de células diferenciadas são reconhecidas. (2) células nervosas. ou casos por suas origens. Elas podem estar unidas aos ossos e produzir movimentos dos membros ou do tronco. o resultado final seria a formação de uma massa esférica de células idênticas. o transporte de moleculas alimentares através dos constituintes da parede intestinal resulta de uma orientação especializada de mecanismos de troca grandemente similares na maioria das células. tendo cada uma delas um número de variações relacionadas a um tema comum: (1) células musculares.

os tendões e ligamentos inetásticos que unem os ossos entre si ou com os músculos. o intestino é um órgão tubular longo e oco cuja superfície interna é revestida com uma camada de células epiteliais. passar informação de uma para outra célula nervosa. tiras. as células epiteliais na superfície da pele formam uma barreira que impede que a maioria das substâncias do meio externo penetrem no organismo . cada um dos quais é em realidade constituído de todos os quatro tipos especializados de células. Deve-se notar que o termo tecido’ é empregado freqüentemente sob diversas maneiras. sustentar e apoiar as estruturas do organismo. (2) tecido nervoso. que conferem as propriedades elásticas encontradas em vários órgãos. tecido pulmonar. que consiste em vários tipos de fibras embebidas em uma substância fundamental. cuja atividade contrátil confere ao órgão forças para mover os conteúdos luminais ao longo do tubo digestivo. há uma de células musculares lisas. Por exemplo. camadas. ou pode dar início à secreção em uma célula glandular ou à contração em uma célula muscular. os revestimentos epiteliais dos pulmões. As células do tecido conjuntivo. Finalmente. Tais agregados de células similares formam unidades multicelulares.células musculares lisas que circundam os vasos sanguíneos. do trato gastrointestinal e dos rins regulam a troca de moléculas entre o sangue e o ambiente. Correspondendo às quatro categorias gerais dos tipos de células diferenciadas. Alguns tipos de células do tecido conjuntivo formam uma frouxa malha de células e fibras subjacentes da maioria das camadas epiteliais. que proporciona a matriz de sustentação na qual se apoiam outros tipos de células. que são conhecidas como tecidos. Sua definição formal é aquela que acaba de ser mencionada. há uma fina camada de material extracelular protéico conhecido como membrana basal. as células nervosas fornecem um dos principais meios de controle da atividade de outras células. isto é. por exemplo. tem como principal função unir. (3) tecido epitelial e (4) tecido conjuntivo. Subjacente e ligada a estas células. desta maneira. elementos do tecido conjuntivo são encontrados distribuídos em todos os órgãos do organismo. feixes. muitas vezes sob a forma de uma fina rede de fibras. abaixo desta há uma camada de tecido conjuntivo através da qual passam os vasos sanguíneos e os feixes de fibras nervosas. Esta matriz pode variar em consistência. armazenam gorduras (células adiposas). tubos. no entanto. Estas células constituem os limites entre compartimentos e funcionam como barreiras seletivas que regulam a permuta de moléculas através destas superfícies. As células nervosas têm a habilidade de iniciar sinais elétricos e de propaga-los ao longo de seus processos. Muitas das células do tecido conjuntivo secretam no fluido que as circunda moléculas que formam uma matriz.. as dos ossos. Circundando a camada de tecido conjuntivo. como sugere sua denominação. etc. Por exemplo. tecido renal. é também empregado comumente para denotar a estrutura celular geral de qualquer órgão. existem quatro classes gerais de tecidos: (1) tecido muscular. as vermelhas e brancas do sangue também pertencem a esta categoria. desde um gel semifluido até um sólido cristalino da estrutura óssea. As células epiteliais estão localizadas nas superfícies que revestem o organismo ou órgãos individuais. mas outros tipos tão diversos. Assim. Órgãos e sistemas de órgãos Os órgãos do organismo são compostos das quatro classes de tecidos arranjados em lâminas. semelhantes a tiras de borracha. etc. Um agregado de um único tipo de célula especializada. que se prolongam de uma à outra área do organismo. circundando todo o 46 . como. Tecidos A maioria das células diferenciadas no organismo estão organizadas em grupos celulares do mesmo tipo. As fibras extracelulares formadas por estas células incluem. As glândulas formadas pela invaginação da camada epitelial superficial estão também localizadas nesta lâmina de tecido conjuntivo e estão ligadas através de dutos com a superfície luminal do trato intestinal. ou nas paredes de diversas estruturas tubulares e ocas no interior do corpo. como os das células que. O sinal elétrico pode iniciar um segundo sinal em outra célula nervosa e. como também as fibras de elastina.

sendo a função total dos mesmos o resultado da somatória das contribuições feitas por cada uma delas. os rins também regulam as a concentrações de água e de muitos minerais essenciais no plasma. que banha cada uma das células do corpo. Mas. Pode-se. ou no interior. para que sejam excretados para o exterior. quais o eliminam para o exterior. Cada néfron é um tufo de capilares e um tubo contorcido de células epiteliais circundadas por uma camada de tecido conjuntivo que encerra os vasos sanguíneos e nervos. os rins. não se encontra em contato direto com o meio externo? O suprimento de oxigênio ao fígado é função tanto do sistema respiratório (compreendendo pulmões e vias aéreas). o sistema circulatório conduz o dióxido de carbono originado na célula hepática e nas demais do organismo até os pulmões. diferentemente desta. do organismo o ambiente necessário para que todas as células funcionem. que capta o oxigênio do meio ambiente. a ultima ordem na classificação é aquela de um sistema de órgãos. mas sim o liquido extracelular ao redor de cada uma delas. com a finalidade de executar as funções indispensáveis para que o organismo sobreviva como um todo. uma coleção de órgãos que juntamente servem a uma função global. Um organismo multicelular pode sobreviver 47 . Desta maneira. em verdade. Os catabolitos. A urina é formada pelo movimento de moléculas através dos capilares e células epiteliais. o efeito global das atividades dos sistemas de órgãos é o de criar dentro. possibilitam que nutrientes provenientes do exterior sejam ofertados às células. De forma idêntica. ser considerado como uma complexa sociedade de células de tipos muito diversos e que estão associadas e inter-relacionadas estrutural e funcionalmente em uma enorme variedade de meios. o liquido “fora das células”). Por exemplo. a bexiga e os tubos que os unem. remover do organismo muitos dos diferentes tipos de células e mante-Ias em tubos de ensaio com vida independente: Há um paradoxo explícito nesta análise. como pode a célula hepática executar os dois processos da mesma forma que a ameba se. os. constituem o sistema urinário. Inversamente. os sistemas digestivo e circulatório. É deste liquido que as células recebem nutrientes e no qual excretam seus catabolitos. as reações químicas envolvidas nestes processos intracelulares são acentuadamente similares nos dois tipos de células e incluem a utilização de oxigênio e a produção de dióxido de carbono. que distribui nutrientes a todas as partes do organismo. Em outras palavras. elimina o gás carbônico. O volume total de urina excretada pelos rins é a soma das quantidades formadas por cada um dos néfrons individuais. Por exemplo. Uma ameba e uma célula hepática obtêm ambas a maior parte da energia de que necessitam pela degradação de certos nutrientes orgânicos. outros que não o gás carbônico. são conduzidos pelo sistema circulatório desde as células que os produziram até os rins (e fígado). o ambiente no qual cada célula viva não é o “meio externo” que circunda o organismo. quanto do sistema circulatório. No entanto. qual a contribuição feita pelos diferentes sistemas de órgãos? Como nós podemos referir às funções de um sistema como sendo ‘essencial para que um organismo sobreviva como um todo “quando cada célula do organismo encerra em si mesma todas as capacidades para realizar suas atividades fundamentais? A resolução deste paradoxo é encontrada no isolamento da maioria das células de um organismo multicelular do ambiente circundante e imediato ambiente ou meio externo).órgão há tecido conjuntivo. cooperando entre si. permanece o fato de que células individualizadas ainda constituem as unidades básicas desta sociedade e que quase todas estas células exibem individualmente as atividades fundamentais comuns a todas as formas e vida. neste. mas pode ser identificado muito especialmente em termos anatômicos: o meio interno do organismo é o liquido extracelular (literalmente. que o fixa à outras estruturas. A ameba capta o oxigênio necessário diretamente do seu ambiente e. os rins consistem em 2 milhões de unidades funcionais simulares conhecidas como néfrons. Se cada célula pode individualmente realizar as atividades fundamentais necessárias para sua própria sobrevivência. Muitos órgãos são compostos de grande número de subunidades similares. mais aqueles que da bexiga se orientam ao exterior. Finalmente. em sua essência. O meio interno O organismo humano pode. O “meio interno” não e meramente um conceito fisiológico teórico.

o fluido das células do organismo. Dois terços da água corporal total (28 L) estão localizados no interior das células: o líquido intracelular.sociedade complexa deve realizar para si mesma um conjunto de atividade fundamentais (comer. Como será visto no Capitulo 11. respiração. cada indivíduo participa na realização de uma destas operações e suprimentoliberaçao necessárias para a sobrevida de todos os seus componentes. por todas as partes do organismo e representa a porção dinâmica do liquido extracelular. em 1857. como o humano. Estas últimas atividades especializadas constituem. o plasma. o de preservar constantes as condições de vida no meio interno”. etc). em comum e cooperativamente com outras células de seu tecido ou sistema de órgãos. a atividade total da célula no organismo pode ser incluída em duas categorias: (1) cada célula realiza para si mesma todos aqueles processos fundamentais básicos (troca de substâncias através de sua membrana. excretar. Com esta principal exceção.somente enquanto é capaz de manter a composição de seu meio interno em estado compatível com a sobrevivência de suas células individuais. os processos coordenados do organismo (circulação. O terço restante da água corporal total 14 L) constitui os dois líquidos extracelulares: 80% são intersticiais (11 L) e 20% são plasma (3 L). Devido às trocas que se dão nos capilares. Os compartimento hídricos do organismo O liquido extracelular está dividido entre dois compartimentos ou localizações gerais. uma vez que a complexidade de uma sociedade organizada torna virtualmente impossível que cada indivíduo consiga seu próprio alimento.) que são típicos dos organismos multicelulares. em conjunto. síntese de proteínas. o plasma permuta oxigênio. e assim por diante. (2) cada célula simultaneamente realiza uma ou mais atividades especializadas que. ou 42 L. Para resumir. etc. extração de energia. pode-se considerar que o organismo humano contém três compartimentos hídricos: (1) o plasma sanguíneo. contribuem para a sobrevida do organismo auxiliando a manter o meio interno estável requerido por todas as células. o liquido extracelular todo pode ser considerado como tendo uma composição homogênea. Este conceito de um meio interno e a necessidade de manter sua composição relativamente constante é a idéia unificadora mais importante a ser mantida em mente sempre que tentamos descobrir e entender as funções e as inter-relações dos sistemas de órgãos.) que representam as exigências mínimas para manter sua integridade e vida individualizada. etc. exceto para as proteínas. Uma atividade especializada. dormir. O principal componente molecular de todos os três compartimentos é a água. nutrientes. Sem dúvida. têm um único objetivo. a sociedade de células que constitui o organismo humano apresenta surpreendentes similaridades a uma sociedade de pessoas (se bem que a analogia não deva ser levada muito a sério). intersticial. mais freqüentemente. as concentrações de soluto no plasma e no líquido intersticial são virtualmente idênticas. 48 . arranje para dispor seus detritos. portanto. embora nunca permita que o indivíduo cesse ou reduza sua dedicação às atividades fundamentais necessárias à própria sobrevivência. a importância central do fluido extracelular do organismo: “é a constância do meio interno que proporciona a condição de vida livre e independente. (2) o liquido intersticial e (3) o liquido intracelular. Todos os mecanismos vitais. Aproximadamente 80% do fluido extracelular circunda as células do organismo e. Para generalizar um pouco mais. Cada pessoa em uma . detritos e outros produtos do metabolismo com o liquido intersticial à medida que o sangue passa através dos capilares do organismo. é conhecido como fluido ou liquido intercelular ou. por estar situado entre as células e tecidos. às quais são virtualmente as mesmas para todas as pessoas. O fisiologista francês Claude Bernard foi o primeiro a descrever claramente. torna-se uma parte adicional de sua rotina diária. Em adição. em um indivíduo médio. por mais variados que sejam. O plasma sanguíneo circula continuamente. digestão. Os restantes 20% do liquido extracelular constituem a porção fluida do sangue. pela ação do coração. a qual é responsável por aproximadamente 60% do peso corporal normal.

caso uma modificação esteja por ocorrer. será utilizado como energia ou transformado em gordura ou proteína? Quanta proteína de cada tipo será sintetizada e em que momento? Que tamanho deverá a célula atingir durante seu crescimento e quando deverá dividir-se? A lista é quase interminável. Sem dúvida nenhuma. Independentemente do seu’ nível de complexidade organizacional. como o do homem. nenhum sistema vivo pode existir sem que possua mecanismos precisos para controlar suas diversas atividades. uma vez que a análise dos fenômenos celulares em termos de princípios físico-químicos mostrou. esta informação deve ser integrada e. Em verdade.A importância do controle Implícito na vida está o controle. a terceira parte do livro descreve como as diversas funções coordenadas do organismo (circulação. estes dois sistemas contribuem para a manutenção da vida do organismo através do controle das atividades de seus componentes. De maneira idêntica. Portanto. para proceder a uma análise da fisiologia celular básica. quando (por qualquer razão) a concentração de oxigênio no organismo diminui significativamente abaixo do normal. alcançar grande sucesso. mas também dos mecanismos que os controlam. ultimamente. a maior parte da biologia celular é anualmente referida como biologia molecular em reconhecimento do objetivo final. O exemplo acima é análogo ao de certos sistemas em engenharia como o que mantém constante a concentração de oxigênio em um submarino. Em qualquer organismo multicelular. a temperatura corporal é regulada por um sistema cujos princípios básicos são quase iguais aos de um sistema controlado por termostato. uma vez no interior da célula. Esta transmissão e integração de informação é realizada principalmente (se bem que não exclusivamente) pelos sistemas nervoso e hormonal. o resultado é um aumento compensatório na captação de oxigênio pelo organismo e a restauração ao normal da concentração interna. ‘instruções’ devem ser enviadas às células dos diversos tecidos e órgãos (particularmente células musculares e glandulares) no sentido de orientá-las para que aumentem ou diminuam suas atividades. que é explicar todos os processos celulares em termos de interações entre moléculas de estrutura conhecida. Por exemplo. com base em seu conteúdo. Assim. de tal maneira que qualquer modificação (ou modificação iminente) no meio interno automaticamente desencadeia uma série de eventos. a organização global e a abordagem empregada neste livro poderiam ser facilmente entendidas. Também enfatizamos a fisiologia celular desde o inicio. os dois conhecimentos são inseparáveis. A informação sobre todos os aspectos importantes dos meios externos e interno deve ser continuamente monitorizada. Justificativa e explanação Com este ponto de referência em mente. que culminam com a remoção da alteração ou conduzem a um estado de preparação antecipada. constituem as bases sob as quais Se desenvolve a especialização dedicamos a primeira parte deste texto sobre o animal humano. um entendimento da fisiologia celular requer que tenhamos não somente conhecimento dos processos básicos. mas a existência de uma multidão de diferentes células organizadas em tecidos e órgãos especializados obviamente impõe a necessidade de mecanismos regulatórios globais. Em um outro extremo do espectro organizacional. respiração. etc. O que determina a quantidade de açúcar a ser transportado através da membrana celular? Que proporção deste açúcar.) resultam de atividades precisamente controladas e integradas de células especializadas agrupadas em tecidos e órgãos. Visto que os aspectos fundamentais da função celular são compartilhados por virtualmente todas as células e além disso. Estes são conhecidos como sistemas de controle. estes reguladores intracelulares básicos permanecem. que mantém uma casa a uma temperatura especifica. O tema destas descrições é o de que cada uma destas funções coordenadas (com a óbvia exceção 49 . o sistema nervoso detecta a alteração e aumenta suas informações ou instruções para os músculos esqueléticos responsáveis pelos movimentos respiratórios. Cada um dos processos fundamentais realizados pela célula (ameba ou célula hepática) deve ser cuidadosamente regulado.

enfatizaremos como um processo particular contribui para a sobrevivência. por ter caído abaixo do ponto de referência do termostato. opinião oposto ao mecanicismo. que estimulara as glândulas sudoríparas as quais aumentara a produção de suor.a manutenção de um meio interno estável. não sendo de surpreender que relute em permanecer em áreas como a neurofisiologia. independentemente da complexidade dos fenômenos. uma explicação no sentido científico da palavra. explicá-los em seus mínimos detalhes com base em leis físicas e químicas e nega a necessidade de utilizar qualquer “força vital” diferente da matéria e energia para explicar a vida. a ocorrência automática de uma seqüência de eventos iniciados pelo aumento da produção de calor: o aumento da produção de calor aumentou a temperatura do sangue aumentou a atividade de células nervosas especificas no cérebro aumentou a atividade de uma série de células nervosas. o fato de um fenômeno ser benéfico para a pessoa torna-o de considerável interesse e importância. mas é totalmente diferente da afirmação de que uma necessidade para evitar a injúria causou a sudorese. a maior parte desta seção é destinada aos principais componentes dos sistemas de controle (células nervosas. A evolução é a chave para entender porque a maioria das atividades do organismo parecem ter indubitavelmente um propósito. Infelizmente. mas simplesmente porque a temperatura.uma máquina enormemente complexa. causaria uma enfermidade ou mesmo a morte? Está correto. na qual a explanação dos eventos é feita em termos de propósitos. explicar um fenômeno exige sua redução a uma seqüência de acontecimentos físico-químicos. Finalmente. as necessidades da casa. É claro que a caldeira está acesa não porque perceba. mas considerarmos também que seria pouco científico com base nos conhecimentos atuais exclui-la. A segunda parte do livro dá os princípios e a informação necessários para reduzir a distância entre estes dois níveis organizacionais. são salientadas também as bases físico-químicas das atividades celulares especializadas e as intenções entre elas.o feitor poderá sentir-se livre para seguir as linhas ou trajetórias especificas . Mecanismo e causalidade A opinião mecanicista procura. a afirmação de que “durante o exercício uma pessoa transpira porque seu organismo necessita liberar-se do excesso de calor produzido”. nas quais estamos quase totalmente desprovidos de hipóteses para explicar fenômenos como o pensamento e a consciência em base físico-química. Não seria correto dizer que a sudorese serve realmente a um propósito útil.da reprodução) serve para manter algum aspecto importante do meio interno relativamente constante e pode ser descrito. portanto. uma vez que o excesso de calor. resultou na ligação da corrente elétrica para acionar o aquecedor. a célula e o corpo. Este tipo de afirmação constitui um exemplo de teleologia. o vitalismo. Todavia. Esta opinião predominou no Século XX porque quase toda a informação obtida através da observação e experimentação concordava com ela. na verdade. a origem evolucionária e a composição físico-química do meio interno são apresentadas. em termos de um sistema de controle similar àqueles mais familiares em engenharia. É a mesma coisa que dizer “a caldeira está ligada porque a casa necessita ser aquecida”. de alguma forma mística. Uma vez familiarizado com a importância dos caracteres principais . Considere.células nervosas. No decorrer das apresentações que analisaremos neste livro. mas o leitor não deve nunca confundir este 50 . A causa da sudorese foi. Por outro lado. é fácil interpretar erroneamente esta relação. fisiológicos é sua contribuição para a sobrevivência. os quais resultam na seleção daquelas respostas que tenham valor para a sobrevivência. Temos destacado que o denominador comum dos processos. com a finalidade de enfatizar que os princípios básicos que governam virtualmente todos eles são os mesmos. O homem é uma máquina . por exemplo. Em ciência. Mas ela não é. da palavra ‘porque”. Se não fosse eliminado. Em Segundo lugar. os sistemas de controle são analisados em termos gerais. musculares e glandulares).circulação respiração etc. Este é o significado científico de causalidade. musculares e glandulares . Cada um destes passos ocorre por meio de alterações físico-químicas nas células envolvidas. Isto é atribuível aos processos evolucionários. não está completamente abandonado.e o tema ou tópico central . mas apesar de tudo apenas uma máquina. Primeiro. através da interação destes caracteres . Acreditamos que mesmo essa área terá um dia uma análise físico-química.

A linha Z é.valor de sobrevivência de um processo com a explicação dos mecanismos pelos quais o processo ocorre. os quais representariam as moléculas filamentosas de actina.. O citoplasma de uma fibra muscular é totalmente preenchido por uma enorme quantidade de filamentos. a unidade de contração A região compreendida entre duas linhas z é a unidade estrutural do músculo estriado. em sua porção mais central. as quais são muito alongadas e multinucleadas. Ela é denominada sarcômero. 51 . que as efetuam. A banda A possui. sincícios celulares. A coordenação e integração entre esses sistemas é que lhes garante a sobrevivência. uma zona mais clara chamada zona H. 2. Ela compreende os músculos que estão ligados ao esqueleto e que são responsáveis pela movimentação do corpo. bem como a sua interação no sentido de coordenar e integrar os movimentos do corpo. na verdade. Nesse contexto. Sentidos aguçados percebem o ambiente. ainda. dependendo do grau de contração do músculo. excitação e ritmicidade. A banda I apresenta em sua região central uma linha bem evidente. nervoso e sensorial. 1. Esses filamentos são chamados de fibrilas musculares ou miofibrilas. denominada linha Z. Essa zona pode aparecer mais estreita ou mais larga. por sua vez. que se alternam ao longo de seu comprimento. Os carnívoros. são elas que conferem o aspecto estriado típico dos músculos esqueléticos. Potenciais de ação. Sarcômero. A fibra muscular estriada O músculo estriado esquelético é formado pelas fibras musculares estriadas. Introdução A estratégia evolutiva dos animais desenvolveu-se no sentido de aprimorar cada vez mais a capacidade de localizar e capturar alimento. Os herbívoros desenvolveram. o tecido muscular estriado cardíaco e o tecido muscular estriado esquelético A estrutura do músculo estriado esquelético A musculatura estriada esquelética constitui a maior parte do volume muscular corpóreo. O sistema muscular Os vertebrados são dotados de três tipos de tecidos musculares: o tecido muscular liso. a capacidade de fugir de seus predadores. Os músculos esqueléticos têm contração voluntária. Estudaremos também o sistema endócrino. isto é. dentre as quais destaca-se a reprodução. Neste capítulo estudaremos a estrutura dos Sistemas muscular. As estrias mais claras das fibras musculares são conhecidas como bandas (ou faixas) I e as mais escuras como bandas (ou faixas) A. na realidade. As miofibrilas apresentam faixas transversais claras e escuras. responsável pelo controle de muitas das atividades dos vertebrados. um disco onde se inserem filamentos de actina. evoluíram no sentido de localizar e caçar suas presas cada vez com maior eficiência. PARTE II Potenciais de Membranas. estruturas resultantes da fusão de inúmeras células. passando as informações ao sistema nervoso. do sistema nervoso e dos músculos desses animais. ocorreu um grande desenvolvimento dos órgãos dos sentidos. Ela pode ser comparada a um disco de madeira cravado de pregos. Essas faixas resultam de uma disposição altamente organizada das moléculas de actina e miosina. constituídos principalmente por moléculas das proteínas actina e miosina. Este analisa as informações e envia ordens para os músculos. Essas fibras são.

É exatamente isso que ocasiona a contração muscular. a chamada banda A.muscular A contração de um músculo estriado ocorre quando o comprimento de suas fibras musculares diminui. 3: O sistema nervoso O impulso nervoso Os neurônios são células especializadas na condução do impulso nervoso através do corpo dos animais. sua superfície externa é positiva em relação à interna. transformando-o em ATP. Creatina-fosfato. Isso é causado pelo encurtamento das miofibrilas. o disparador da contração muscular. É isso que causa a rigidez do corpo logo após a morte (rigormortis). todas as miofibrilas presentes no interior da fibra muscular contraem-se simultaneamente. graças a uma substância denominada fosfato de creatina ou fosfocreatina. reservatório secundário de energia O ATP gasto durante a contração muscular é rapidamente reposto. Nesse caso. O músculo então enrijece e não mais se movimenta. provocando seu encurtamento e a consequente contração do músculo. portanto. 52 .No centro do sarcômero. Essa substância transfere seu grupo fosfato energético para o ADP. Nessa condição. as placas Z se aproximam. O aumento da concentração de íons de cálcio no interior do sarcômero é. O impulso nervoso é de natureza elétrica. Fatores necessários para a contração Duas condições são necessárias para que os filamentos de miosina deslizem sobre os de actina e a contração muscular ocorra: a presença de ATP e de íons de cálcio. A presença de íons de cálcio livres no citoplasma da fibra muscular faz com que as miosinas quebrem moléculas de ATP ligadas a elas. ou creatina-fosfato. estão os filamentos de miosina. As extremidades de cada filamento de miosina ficam entre as pontas dos filamentos de actina. A fisiologia da contração. A energia liberada nessa reação é utilizada para “puxar” os filamentos de actina em direção ao centro do sarcômero. O estímulo para a contração (impulso nervoso) chega à fibra muscular e estimula as bolsas do retículo endoplasmático (sarcoplasmático) a liberarem íons de cálcio. os filamentos podem deslizar livremente uns sobre os outros e os músculos podem se contrair ou se distender. Potencial de repouso Em um neurônio em repouso. ele resulta de alterações nas cargas elétricas das superfícies interna e externa da membrana plasmática da célula nervosa. de reservatório secundário de energia para a contração muscular. Quando o ATP está disponível. Essa diferença de potencial entre os lados externo e interno da membrana é chamado potencial despouso. Nessa condição. partir do ATP produzido na respiração celular A creatina-fosfato desempenha o papel. isto é. fonte direta de energia para a contração A falta de ATP faz com que as moléculas de miosina se unam fortemente às de actina. São eles que aparecem no microscópio como uma faixa mais escura. O deslizamento dessas moléculas umas sobre as outras faz com que a distância entre os dois discos Z (que delimitam o sarcômero) diminua. a membrana é polarizada. agora sem fosfato. ele se une às moléculas de miosina. será logo refosfatada a. dependendo da presença ou não do cálcio. que acontece pelo estreitamento do sarcômero. portanto. evitando que elas se liguem às actinas. A creatina. ATP. decorrente do deslizamento das moléculas de miosina sobre as de actina. causando a diminuição do tamanho do sarcômero.

abaixo da qual a célula nervosa não respondera. que estimulam os dendritos da célula seguinte. que levam o impulso nervoso do cérebro. por isso. isto é despolariza-se ficando o exterior negativo em relação ao interior. apresentando tanto fibras sensitivas quanto motoras.a medula espinal ou o cérebro. ou responde de maneira plena. que partem do cérebro. que se propaga até a extremidade do axônio. alguns atingindo mais de 1 metro de comprimento. da medula ou de um gânglio até os órgãos efetuadores. o sistema nervoso compreende também os nervos. Essas fibras ligam-se à medula separadamente: as motoras formam a raiz ventral e as sensitivas. uma pequena região de sua membrana inverte a polaridade. até a extremidade do axônio. 53 . Nesses casos eles se encontram agrupados nos chamados gânglios nervosos. Fibras sensitivas e motoras Alguns nervos contem apenas fibras sensitivas isto e dendritos que trazem o impulso nervoso ate o gânglio . corpos de neurônios fora do cérebro e da medula espinal. Lei do tudo ou nada Não importa qual a intensidade do estímulo.Potencial de ação Quando um neurônio é estimulado. A diferença de potencial entre os lados externo e interno e nesse caso de potencial de ação. As raízes sensitiva e motora juntam-se em um único nervo. axônios. Além disso. o impulso deixa. ou ambos) envolvidos por um tecido conjuntivo que contém vasos sanguíneos para sua nutrição. Para gerar um impulso nervoso. Nervos são conjuntos de fibras nervosas (dendritos. Gânglios e nervos A maioria dos corpos das células nervosas dos animais vertebrados encontra-se agrupada no cérebro e na medula espiral. O potencial de ação e a velocidade de transmissão do impulso gerado no neurônio são sempre os mesmos. da medula e dos gânglios nervosos. Os nervos que partem do cérebro são denominados nervos cranianos e os que saem da medula são chamados nervos espinais. Nas sinapses nervosas. e necessário que o estimulo tenha uma intensidade mínima (limiar). axônios. a raiz dorsal. isto é. Já a substância branca é formada por fibras nervosas. A despolarização de cada região particular da membrana plasmática dura apenas cerca de 1. Outros nervos contêm apenas fibras motoras. Existem ainda os nervos que contêm os dois tipos de fibras. O impulso nervoso gerado nos dendritos propaga-se pelo neurônio. em lei do tudo ou nada: ou o neurônio não responde ao estímulo. Os nervos podem ser muito longos. espalhando-se por todo o. de ser elétrico e passa a ser químico. químicos O impulso nervoso. Os nervos espinais são mistos. Mediadores. que são os axônios e os dendritos. portanto. ao chegar às terminações de um axônio. no entanto. corpo do indivíduo. faz com que sejam liberadas substâncias.5 milésimo de segundo e provoca a despolarização em uma região imediatamente adjacente. gerando nela um novo impulso. chamadas mediadores químicos. na forma de uma onda de despolarização. Dessa maneira o impulso propaga-se ao longo da célula nervosa. ramificando-se nas proximidades do local que irão inervar. Existem. A região acinzentada desses órgãos é constituída por corpos celulares dos neurônios. Qualquer estímulo acima dessa intensidade (limiar de excitação) gera um impulso nervoso. Falase. desde que seja acima do limiar.

quando nos espetamos ou quando tocamos uma superfície quente. Os gânglios e os nervos constituem o sistema nervoso periférico (SNP).As raízes dorsais dos nervos espinais apresentam. O arco reflexo simples. As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas distribuem-se por todo o corpo. que o transmitem às extremidades sensitivas de nervos espinais. cada uma delas. Neurônios associativos As terminações das fibras sensitivas que penetram na medula fazem sinapse com pequenos neurônios chamados de associativos. O arco reflexo: um exemplo de ação do SNP somático O arco reflexo é uma ação nervosa medular. Vias simpáticas e parassimpáticas A diferença entre uma via nervosa simpática e uma parassimpática está na posição do gânglio nervoso que as vias autônomas sempre possuem. Richard 54 . O sistema nervoso periférico autônomo O SNP autônomo (SNPA) é dividido em dois ramos chamados simpático e parassimpático. Ela acontece. é mais rápido do que a resposta cerebral. A função desses neurônios é estabelecer a relação entre as fibras sensitivas (ou aferentes) e as fibras motoras (ou eferentes). em geral. por ser medular. o qual é dividido em somático (ou voluntário) e visceral (ou autônomo). Através desses nervos. Ele é de grande importância em casos que exijam reações rápidas em situações potencialmente perigosas. são músculos. um pequeno gânglio (gânglio espinal). que se comunicam com os neurônios associativos. O SNP somático controla a musculatura voluntária. no interior do qual se situam os corpos celulares dos neurônios sensitivos. por exemplo. afasta-se do agente que desencadeou a reação. inervando a musculatura involuntária. pela caixa craniana e pelas vértebras. perto (ou mesmo dentro) do órgão nervado. Anatomia e fisiologia do sistema nervoso O cérebro e a medula espinal constituem o sistema nervoso central (SNC) e estão protegidos. Embora a resposta rápida seja inconsciente. No caso do SNPA simpático. PARTE III Função das Sinápses Nervosas e das Junções Mioneurais A Coordenação nervosa Cientistas norte-americanas anunciaram a confirmação da teoria de que o cérebro armazena memórias através de conexões entre as células nervosas ligadas aos órgãos dos sentidos. num reflexo inconsciente. inconsciente e muito rápida. o gânglio localiza-se longe do SNC. Já no SNPA parassimpático. As fibras motoras que partem da medula conduzem o impulso até os órgãos efetuadores que. o gânglio localiza-se perto do SNC (cérebro e medula). O estímulo é percebido por células sensoriais da pele. estando ligado aos músculos estriados esqueléticos. Os músculos então se contraem e o indivíduo. de onde passam para a medula. O responsável pela transmissão do estimulo ao cérebro são os neurônios medulares. Isso ocorre quando o estímulo chega ao cérebro. o indivíduo logo toma consciência do que lhe aconteceu. os impulsos chegam até um gânglio espinal. principalmente a dos órgãos viscerais. respectivamente.

Folha de São Paulo. Nos animais superiores. há dois cordões nervosos . o sistema nervoso é peça importante para que seres vivos . essas mensagens são interpretadas e armazenadas no cérebro. Assim. os gânglios cerebrais. as meninges (dura-máter. utilizaram 15 coelhos em seu trabalho. o sistema nervoso da maioria dos invertebrados é duplo. não há perfeita continuidade entre as membranas de ambas. da Universidade de Illinois (nordeste dos EUA). Como esses mediadores estão acumulados somente no final do axônio a transmissão do impulso ocorre ‘sempre do axônio de um neurônio para o dendrito ou para corpo celular do neurônio seguinte. Entre as meninges e as cavidades do sistema nervoso circula o liquido cefalorraquidiano. Há apenas algumas células musculares que guarnecem os poros de seu corpo e que são capazes de se contrair quando estimuladas.Thompsom. além de coordenar as diversas funções. fechando esses poros. A centralização do sistema nervoso Nos outros invertebrados. A passagem do impulso nervoso nessa região é feita por substâncias químicas. com uma dilatação o encéfalo. isto é. Já os cnidiários apresentam um sistema nervoso difuso. formando uma cadeia ganglionar ventral. exclusivo dos animais.Coordenação nervosa nos invertebrados As esponjas não apresentam células nervosas típicas. os neuro-hormônios ou mediadores químicos. sempre começam nos dendritos e caminham do corpo celular para o axônio. com a acetilcolina e a noradrenalina. o sistema nervoso segue mais ou menos o mesmo padrão. e William Greenough. Essas alterações.como os animais -. pois já possuem uma rede de neurônios. Os cientistas constataram que havia mais conexões entre os neurônios dos coelhos que haviam aprendido a pestanejar em resposta ao som.O sistema nervoso dos vertebrados Nos vertebrados o sistema nervosos é centralizado. Na planária (platelminto). pois vale-se de mensagens elétricas. Esses animais são fixos ou com pouca mobilidade e apresentam simetria radiada. Quando um neurônio é estimulado. Desse modo. que facilita o deslocamento Esta simetria é acompanhada pela formação do sistema nervoso centralizado: os órgãos dos sentidos se concentram na região anterior do corpo. 1 . Essas duas partes estão protegidas por ossos (o crânio e a coluna vertebral) e por três membranas conjuntivas. 2 . formando uma cabeça que recolhe informações do ambiente. mas ainda não há um controle central das mensagens. a cabeça possui olhos primitivos e gânglios bem desenvolvidos. que emitem nervos para o resto do corpo. há uma pequena distância entre as duas células envolvidas. aracnóide e piamáter). causadas pela entrada de íons sódio e pela saída de íons potássio. e um prolongamento dorsal. da Universidade do Sul da Califórnia (oeste dos EUA). com órgãos sensoriais distribuídos pela periferia do corpo. a medula. região de contato entre dois neurônios. que caminham por nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue.e o sistema nervoso central não possui cavidades em seu interior. Nos outros invertebrados.dotados de nutrição heterotrófica e mobilidade. encontramos uma simetria bilateral. que constituem o impulso nervoso. contribuindo para o equilíbrio do organismo. 2/11/89 O sistema nervoso. Desses gânglios saem dois cordões nervosos ventrais. 55 . Alguns dos animais foram condicionados a pestanejar cada vez que uma campainha era acionada. constitui um meio mais rápido de comunicação do que o sistema hormonal. surge uma série de alterações elétricas em sua membrana. que recolhem informações vindas de todas as direções.ventral e maciço . os cordões apresentam pares de gânglios que se repetem ao longo do corpo. mas nos artrópodes e anelídeos. possam reagir de modo rápido a estímulos do meio ambiente. à medida que o animal se desloca. Na sinapse.

O tálamo funciona como centro de retransmissão de impulsos que vêm dos órgãos dos sentidos para os hemisférios cerebrais. enquanto a camada inferior é branca.que funciona como proteção adicional. produzem dobras e sofrem espessamentos em certos locais. que saem da medula. E justamente esse aumento que faz com que os mamíferos. nos vertebrados superiores esta região desenvolve-se cada vez mais. O espessamento de algumas áreas produz o tálamo e o hipotálamo. dos tendões. O córtex passa a ser o local de controle dos atos conscientes e voluntários. O encéfalo e a medula formam o que se chama sistemia nervosa central. O conjunto desses nervos e os gânglios nervosos formam o sistema nervoso periférico. e do cérebro posterior surgem o bulbo. que é pouco desenvolvido nesses animais. Enquanto nos primeiros vertebrados. pode-se observar uma camada externa. Enquanto o córtex dos répteis e aves é liso. Do cérebro médio formam-se duas projeções. Dele partem os nervos cranianos que saem do encéfalo e os nervos raquianos. os hemisférios cerebrais. O oposto acontece com o cérebro. Além disso. ele próprio. amortecendo os movimentos do corpo. além de controlar os batimentos cardíacos. É o caso das aves. alguns hormônios que são armazenados na neurohipófise antes de serem lançados no sangue. fome. a produção de suor. Do cérebro anterior saem duas protuberâncias. as sensações de sede. nos quais o olfato é o sentido mais importante e pouco desenvolvidos nos vertebrados superiores. o bulbo funciona como um centro de controle dos movimentos respiratórios e do tubo digestivo. os lobos ópticos. que recebem nervos do nariz. Os impulsos motores que saem do cérebro passam pelo cerebelo. formado por um grande número de corpos celulares de neurônios. os hemisférios cerebrais estão especializados principalmente em receber sensações olfativas. os lobos olfativos. formando sulcos e circunvoluções. As funções do encéfalo Nos mamíferos. regressão dos lobas olfativos. onde ele é importante no controle dos movimentos do vôo. como é o caso dos peixes. que têm movimentos rápidos e precisos. ponte ou cerebelo. por sua vez. A evolução do encéfalo O desenvolvimento de cada uma das partes do encéfalo varia em cada grupo de vertebrados. o que aumenta sua área em relação às das outras camadas. Essas dilatações. formando-se assim as diversas partes do encéfalo. a conservação da água do corpo. Há. assumindo o controle de quase todas as atividades do organismo. o dos mamíferos é enrugado. a ponte ou protuberância e o cerebelo. muito desenvolvidos nos primeiros vertebrados. controlados pelo bulbo. que promove os ajustes necessários aos movimentos do corpo. e duas dilatações. Além disso. A organização do encéfalo E Durante o desenvolvimento do embrião o encéfalo produz três dilatações: o cérebro anterior ou prosencéfaio. nas aves e mamíferos. a partir dos répteis. o córtex. O cerebelo é muito desenvolvido em vertebrados superiores. especialmente o homem. a temperatura do corpo. O cerebelo trabalha em conjunto com o cérebro. recebendo impulsos dos músculos. o hipotálamo controla a produção dos hormônios da hipófise anterior e produz. estejam à frente dos outros 56 . raiva e prazer e. formada por prolongamentos dos neurônios que saem do córtex ou que chegam até ele. o cérebro médio ou mesencéfalo e o cérebro posterior ou romboencéfalo. coordenando os movimentos do corpo e o tônus muscular. que lhe conferem cor cinzenta. No hipotálamo há centros nervosos que controlam a pressão do sangue. uma vez que a maior parte de suas atividades é formada por atos reflexos simples. por exemplo. das articulações e dos órgãos de equilíbrio.

chamado eletroencefalograma (EEG). podendo ou não ir depois para a memória a longo prazo. OP mais ou menos. a memória consistiria de circuitos especiais de neurônios: ao se aprender algo. utiliza-se o EEG para detectar tumores e certas doenças como epilepsia. por intermédio dos neurônios de associação. encontram-se neurônios sensitivos encarregados de receber os estímulos externos. em casos de anormalidade grave. Na medula. de causa desconhecida. relacionadas ao pensamento simbólico. o que não costuma ocorrer fora desses períodos. Nos órgãos sensoriais. discute-se qual a verdadeira função dos sonhos. a cada noventa minutos. e o tipo de resposta involuntária e automática que ocorre quando um impulso segue este caminho denomina- 57 . seria relativamente permanente. como no encéfalo. Pela região dorsal. isto é. de modo que cada coisa aprendida seria armazenada em uma sub-rede dentro da imensa rede dos dez bilhões de neurônios do cérebro. Através desses dados foi possível “mapear” grandes regiões do córtex.animais em inteligência. ocorrem diversas sinapses entre neurônios que chegam e saem do sistema nervoso central. há prolongamentos dos neurônios sensitivos. pois o Córtex pode assumir novas funções. que. No entanto. Quando certos locais eram estimulados. Os mamíferos têm dois tipos de memória: na memória de curto prazo a informação é estocada temporariamente no cérebro e nos permite lembrar algo apenas por algumas horas ou menos . observando-se então que eleitos isso produzia nos animais. Por exemplo. de modo semelhante à vigília. Embora se aceite que o sono seja importante para a recuperação física e concentração mental. à linguagem e ao raciocínio lógico. A medula A medula possui uma substância cinzenta situada internamente e uma substância branca em posição externa Pela região ventral da substância branca saem prolongamentos dos neurônios motores. fornece uma idéia bastante grosseira do que ocorre no cérebro. suspeita-se. O conhecimento das regiões do córtex que comandam cada parte do corpo tornou-se possível graças a experiências com animais: nessas experiências eram removidas ou danificadas certas regiões. que é uma doença. em que a atividade elétrica aumenta. o uso de anestesia local permitiu que se estimulasse com eletrodos certas regiões do cérebro. são levados ao cérebro ou à medula. os neurônios envolvidos formariam novas ligações ou sinapses entre si. como olhos e ouvidos. que pode ser um músculo ou uma glândula. já na memória a longo prazo. O EEG mostra que a atividade elétrica do cérebro persiste durante o sono. Além disso durante certas cirurgias no cérebro humano. Esse registro. onde passam para o neurônio motor. O indivíduo afetado por epilepsia pode ter convulsões ou perder temporariamente a consciência. caracterizada por uma atividade excessiva e incontrolada de uma parte do encéfalo. Mesmo assim o EEG pode ser útil. que duram de cinco a vinte minutos. leva a resposta do estímulo a um órgão efetor. Para alguns. Além disso ela é a sede de diversos atos reflexos e via sensitiva e motora dos impulsos que se dirigem ao encéfalo ou que saem dele. O eletroencefalograma Através de eletrodos presos ao couro cabeludo pode-se registrar a atividade elétrica do cérebro. Nesses períodos ocorrem rápidos movimentos dos olhos e. O neurônio motor. Não se sabe. transformados em impulsos nervosos. embora com ondas mais lentas que na vigília. cujos corpos celulares se acham no interior de gânglios. ou experimentava a sensação de ouvir um ruído ou de perceber luz.um número de telefone que discaremos daqui a pouco. Os dois tipos funcionam de forma integrada: um evento tem que ser estocado primeiro na memória a curto prazo. a informação poderia ser armazenada por tempo definitivo. por exemplo. o paciente movia determinadas partes do corpo. quando há uma grande alteração no funcionamento do cérebro. ela sempre consegue relatar o que estava sonhando. os sonhos: se uma pessoa for acordada nesse momento. então. que mecanismos estariam envolvidos nestes processos. há curtos episódios. Esse encadeamento de neurônios chama-se arco reflexo. porém.

O sistema nervoso autônomo. esse sistema nervoso controla nossas respostas ao ambiente externo. Numa situação de perigo ou considerada perigosa pelo animal. De modo geral. que produz adrenalina e noradrenalina. no joelho (reflexo patelar). nervos sensitivos. por sua vez. secreção de glândulas etc. há doze pares. é formado pelos neurônios que recebem mensagens de receptores situados em nossos órgãos internos. geralmente voluntárias. produzido no córtex das supra-renais) reforçam a ação do 58 . Desse modo. Outros passam primeiro por gânglios nervosos situados de cada lado da coluna vertebral. Em outras palavras: o sistema nervoso autônomo é responsável. Cada nervo é formado por dezenas e até centenas de prolongamentos de neuróticos. O coração por exemplo é estimulado pelo simpático e inibido pelo parassimpático. Esses hormônios (juntamente com o cortisol. Há. pelo controle da homeostase. levando-os ao sistema nervoso central e depois aos músculos lisos. excreção. Todos esses neurônios estão organizados na forma de arcos reflexos. o sistema nervoso simpático libera noradrenalina. glândulas e músculos cardíacos.se ato reflexo. pressão arterial. como vimos. portanto. por se contraem e o indivíduo fica pálido de medo). as fibras nervosas (dendritos ou axônios) que levam e trazem impulsos do encéfalo da medula e dos gânglios. no qual apenas dois neurônios estão em jogo. como a pele ou os rins (as arteríolas da pele. Há dez pares de nervos cranianos nos peixes e anfíbios. o sistema nervoso simpático transforma o glicogênio armazenado no fígado e nos músculos em glicose. Nos gânglios encontram-se neurônios localizados fora do sistema nervoso central. pode-se dizer que o sistema simpático estimula os órgãos que preparam um animal para enfrentar um perigo deixando-o pronto para lutar ou fugir. o sistema nervoso autônomo controla. um mediador químico que aumenta a pressão sanguínea e desvia sangue para os músculos e para o cérebro. O efeito de cada um desses sistemas varia de órgão para órgão. Alguns nervos saem da medula ou do cérebro e se dirigem diretamente para os órgãos. O sistema nervoso periférico pode ser dividido em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo ou vegetativo O sistema nervoso somático é formado por receptores que captam as mensagens do ambiente externo e por neurônios que recebem e levam essa mensagem ao sistema nervoso central e depois aos músculos esqueléticos. Já com a musculatura do tubo digestivo ocorre o contrário. com outros neurônios encarregados de levar a mensagem aos órgãos. são locais em que os prolongamentos dos neurônios que vem do cérebro e medula entram em contato. por meio de sinapses. isto é. batimentos cardíacos. O número de nervos raquianos varia para cada grupo de vertebrados. No homem. com os hormônios. O Sistema nervoso periférico O sistema nervoso periférico forma-se por gânglios nervosos e por nervos cranianos e raquianos que saem do encéfalo e da medula. Esse antagonismo permite um controle mais preciso do funcionamento de cada órgão. nos répteis. Os nervos simpáticos originam-se na região mediana da medula. de forma involuntária nossa vida vegetativa: digestão. por contração das arteríolas. Algumas fibras do sistema nervoso simpático estimulam também a medula da supra-renal. motores e mistos (estes últimos contêm tanto fibras sensitivas quanto motoras). Esses gânglios funcionam como pequenas estações nervosas. respectivamente. Um exemplo conhecido é o do arco reflexo simples. há 31 pares de nervos raquianos. ou então no interior dos próprios órgãos. Em outras palavras: o sistema nervoso somático controla nossa vida de relação com o ambiente. nas aves e nos mamíferos. Portanto. o sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e parassimpático --um funciona como “chicote” e o outro como “freio”. ao mesmo tempo que. liberando-a no sangue. Além disso. diminui a irrigação em órgãos que não necessitam de muito sangue durante o perigo. os nervos parassimpáticos saem do bulho e da extremidade final da medula. A maioria dos órgãos controlados pelo sistema nervoso autônomo recebe dois tipos de nervos: um que estimula e outro que inibe o funcionamento do órgão. Assim.

submete o homem diariamente a tensões e a problemas. Portanto. o sangue passa 59 .sistema nervoso simpático. a. Também com exceção do que acontece com os crocodilianos. por sua vez. vasos de diâmetro microscópico. Nos peixes. onde é oxigenado. exceto nos crocodilianos. nesses animais. O sangue proveniente das várias partes do corpo é conduzido ao coração através das veias. Dos pulmões o sangue arterializado retorna ao coração através das veias pulmonares. É um órgão muscular que impulsiona o sangue para vasos denominados artérias que. conduzem o sangue às várias partes do corpo. Na pequena circulação. Os anfíbios possuem coração com três câmaras: dois átrios e um ventrículo. agora. por sua vez. pois o sangue passa uma só vez no coração em cada ciclo. Isso provoca stress constante e excessivo que pode acarretar muitos problemas. só ocorre sangue venoso. Somente então o sangue arterial é bombeado para o corpo todo pela artéria aorta. Através dele. frustrações. Os ventrículos. úlceras e hipertensão tenham forte influência do stress. circulação das aves e dos mamíferos é completa. enquanto as veias são vasos que chegam ao coração. PARTE VI O coração: excitação e contração rítmica Circulação 1. e os produtos do metabolismo destas são recolhidos. alimento e oxigênio são levados para as células. No coração dos répteis existem dois átrios e dois ventrículos. O sistema circulatório dos vertebrados é fechado. As principais modificações que ocorrem no sistema circulatório dos vertebrados referem-se ao coração e aos vasos que partem dele. Ë característico dos vertebrados terrestres a dupla circulação: a pequena e a grande circulação. que possuem dois ventrículos bem diferenciados. existem os capilares. Ocorrem as trocas gasosas nas brânquias e. retorna ao coração pela veia cava. A circulação nesses animais realiza-se do seguinte modo: do ventrículo o sangue é impulsionado para uma artéria que se ramifica em 4 ou 5 pares de artérias branquiais que. pois não há mistura de sangue arterial com venoso no coração. Presume-se que neuroses. o coração como órgão central da circulação. como outros animais. A vida moderna. reiniciando o ciclo. o coração consiste em duas câmaras: o átrio e o ventrículo. o sangue arterial é reunido em uma artéria aórtica única e conduzido para todo o corpo. No resto do corpo. nos répteis ainda há mistura de sangue arterial e venoso no coração. o sangue circula sempre no interior de vasos sanguíneos. ou circulação pulmonar. as artérias são vasos que saem do coração. A circulação é simples. iniciando a grande circulação. e completa. ou circulação sistêmica. Unindo veias e artérias de menor calibre. retornando ao coração como sangue venoso. também se ramificam. havendo nele mistura de sangue arterial e venoso. Na dupla circulação dos vertebrados. A circulação em que há essa mistura de sangue no coração é chamada de incompleta. tomando-se arterial. mas em menor quantidade do que nos anfíbios. indo para os pulmões. No coração dos peixes. através dos quais ocorrem as trocas de substâncias entre o sangue e as células dos tecidos. Como não há mistura de sangue arterial e venoso no coração. e nele não há mistura de sangue. aumentando a duração do estado de alerta e a resistência física. o que está relacionado à endotermia. Distingue-se. isto é. o coração possui quatro câmaras distintas: dois átrios e dois ventrículos. preparando o animal para enfrentar o perigo. formando capilares nas brânquias. Nas aves e nos mamíferos. portanto. As modificações que surgem no corpo devido ao estado de alerta ou de tensão não podem ser mantidas por muito tempo sem grande prejuízo para o organismo. o sangue sai venoso do coração pelas artérias pulmonares. entretanto. são incompletamente divididos. rnuitos dos quais não se pode resolver. tanto mentais quanto físicos. porém. o sangue arterial transforma-se em venoso. lutando ou fugindo. Circulação nos vertebrados O sistema circulatório tem como função primordial o transporte de substâncias no interior do corpo dos animais.

existem inúmeras válvulas responsáveis pela impulsão da linfa.o feixe de His. originados por estímulos nervosos. Apesar desse automatismo da contração. libera acetílcolina como mediador químico. Esses valores podem sofrer variações. é da ordem de 12 mmHg. é da ordem de 70 contrações por minuto. nos artrópodes. que provocam aceleração da freqüência cardíaca. em um homem normal. que transmite o impulso a fibras musculares cardíacas modificadas . Nos vasos linfáticos. No momento em que a musculatura cardíaca se contrai (sístole). Batimentos cardíacos controlados por nervos ocorrem. haver alterações provocadas por estímulos nervosos. A circulação nas aves é semelhante à dos mamíferos. Além da circulação sangüínea. a linfa retirada pelo sistema linfático é “reposta” pela contida no sangue. que ocorre através de veias e capilares linfáticos. Desse modo. ainda dentro de padrões considerados normais. que são os originados no próprio músculo cardíaco. falando-se em pressão diastólica. O coração dos vertebrados continua a bater mesmo quando cortamos as nervações que possuem. nas aves e nos mamíferos é dupla e completa. existe nos vertebrados a circulação linfática. O nervo vago. o número de vezes que o coração sofre contrações por minuto corresponde à frequência cardíaca que. jovem. que provoca diminuição da freqüência cardíaca. e dos nervos cardíacos. que são cardioaceleradores. jovem. atuando como um marcapasso que determina a contração dos átrios. O funcionamento do coração Os movimentos de contração do coração são denominados sístoles e os de relaxamento. os batimentos cardíacos obedecem ao ritmo de impulsos oriundos de um nódulo especial do músculo cardíaco. é da ordem de 8 mmHg. podendo. Os elementos que compõem a linfa nos vertebrados são: plasma (parte líquida) e Iinfócitos (parte celular). que. a circulação é dupla e incompleta. um dos tipos de glóbulos brancos do sangue.duas vezes pelo coração em cada ciclo. que é cardiomoderador. Nos anfíbios e répteis. os batimentos cardíacos têm mecanismos reguladores relacionados com o sistema nervoso autônomo. Estes têm fundo cego e recebem a linfa dos tecidos. vasos maiores que desembocam em determinadas veias do sistema circulatório sanguíneo. para a esquerda. mas nas aves. Indivíduos que possuem pressão constantemente alta são considerados hipertensos. provando que o estimulo da contração é de origem miogênica do próprio coração. enquanto os nervos cardíacos. diástoles. Ë então que ocorre a contração ou sístole do ventrículo. liberam adrenalina. impulsionando-a em direção às veias linfáticas. Além da pressão sanguínea. em um homem normal. que. ou por fenômenos neurogênicos. 2. nos mamíferos. por exemplo. entretanto. através do nervo vago. onde há intensa produção de linfócitos. A pressão medida nesse momento é chamada de pressão sistólica. denominado nódulo sino-atrial. Quando a musculatura cardíaca sofre relaxamento. A atuação desses nervos permite ajustes nas frequências cardíacas de acordo com as necessidades do animal. Nos vertebrados. em um homem normal. especialmente nos mamíferos. é exercida pressão no sistema de vasos arteriais relacionados com o ventrículo. os vasos linfáticos atravessam nódulos glandulares denominados gânglios linfáticos. 60 . em função de fatores como a idade. o batimento é miogênico. A linfa que os capilares linfáticos retiram dos tecidos provem do sangue. o atrioventricular. O controle desses batimentos cardíacos pode ser determinado por fenômenos miogênicos. em repouso. encontrados também na linfa. Em certas regiões do corpo. A composição química do plasma linfático varia de acordo como tipo de alimentação. Nos vertebrados. Desse nódulo partem impulsos que vão para outro nódulo. a pressão diminui. a artéria aorta é dirigida para a direita e.

Dixon. garantindo a continuidade desse processo. formam os vasos lenhosos. por onde circula a seiva bruta ou mineral (água e sais retirados do solo). as raízes e os tecidos abaixo da lesão morrem. O floema ou liber é formado principalmente por células vivas. que as substâncias orgânicas fabricadas nas folhas pela fotossíntese são levadas tanto para baixo . Isto ocorre porque.PARTE V Circulação: hemodinâmica Circulação Nos organismos mais complexos e de maior tamanho. 1) Em consequência. que. então. dispostas em cadeia. Na realidade. A subida da seiva bruta A absorção de sais minerais do solo. encadeadas.como para cima . fazendo com que a coluna líquida forme um fio continuo e não se arrebente. as células ficam mais afastadas da superfície e mais distantes de uma região para outra do corpo. para que a planta efetue uma boa fotossíntese os estômatos das folhas devem abrir-se ocorrendo então uma inevitável perda de água por transpiração. A absorção de água do solo pelas raízes repõe a quantidade perdida na transpiração.que resolvem este problema. mostrando que essas partes deixaram de receber as substâncias orgânicas da seiva elaborada. juntamente com sais minerais. por onde circula a seiva ‘elaborada ou orgânica (substâncias orgânicas produzidas nas folhas). que se ligam umas nas extremidades das outras. gases. Conseqüentemente. por osmose. formam os vasos liberianos. pode-se acompanhar a t-adiatividade pelo corpo da planta. principalmente. Em entrada gera uma pressão que eleva a seiva bruta vários centímetros pela planta. em homenagem a um de seus autores. alimentando- 61 . que. por transporte ativo. por exemplo passaram a apresentar um sistema de transporte – aparelho circulatório (nos animais) e vasos condutores de seiva (nos vegetais) . então. hormônios e outras substâncias entre essas regiões. as células das folhas tornam-se mais concentradas e. Outra experiência comprova que o transporte da seiva orgânica ocorre pelo floema: se removermos a casca do caule de uma planta (região onde está o floema). Observa-se. Como a água é uma substância polar (ou seja. Essa absorção de água cria uma constante tensão na coluna líquida. o botânico irlandês A. O xilema ou lenho constitui-se. a atração elétrica entre os hidrogênios de uma molécula e o oxigênio de outra (ponte de hidrogênio) mantém a coesão entre as moléculas de água. o problema de transporte de alimentos.à raiz e ao caule . hipertonifica as células da raiz. Existem dois tipos de sistemas condutores: o xilema e o floema. é a transpiração nas folhas que constitui o fator mais importante nessa subida. absorvem água dos vasos lenhosos próximos. os organismos de maior porte só conseguiram sobreviver quando. Surge. Encerrando a planta numa câmara de vidro e fornecendo gás carbônico com carbono 14 (radioativo). puxando-a para cima. provocando a entrada de água por osmose. A análise químico das substâncias contidas no floema pode ser feito através de um artifício curioso: sabe-se que os pulgões inserem sua tromba sugadora nos vasos do floema. Esta teoria recebeu o nome de teoria da tensão-coesão ou teoria de Dixon.até o ápice da planta. O transporte da seiva na planta Nas plantas há tecidos que se compõem de células alongadas. a carga elétrica dos hidrogênios é positiva e a do oxigênio é negativa). mas que é insuficiente para conduzi-la até o topo de árvores de grande porte. formando vasos por onde circulam as seivas da planta. de células mortas.

as substâncias orgânicas do floema se deslocam -graças a um fluxo osmótico de água vindo dos vasos lenhosos -. irrigando todas as células. se passar duas vezes. • Os vasos liberianos. entrando nas células da raiz ou nos vasos lenhosos. A circulação nos vertebrados Nos vertebrados a circulação é fechada e a hemoglobina toda concentra-se dentro de células especiais. o que limita o tamanho do corpo do animal. Conseqüentemente.. como o caule e a raiz. entrando nos vasos liberianos. o botânico alemão Ernst Munch elaborou uma hipótese chamada fluxo por pressão. que é aceita atualmente com algumas modificações. como aminoácidos e açúcares. • A pressão da água. Vimos que em muitos animais o sangue costuma apresentar pigmentos respiratórios dissolvidos.dos locais onde elas são produzidas (folhas) para os locais onde são consumidas (raiz. Decapitou-se então um pulgão.se assim da seiva elaborada. cria uma corrente de água que arrasta os açúcares para outras partes da planta. Ao sair do vaso. e. A circulação nos invertebrados O sistema circulatório dos artrópodes e dos moluscos compõe-se de alguns vasos e um coração. como em muitos invertebrados. ficam mais concentrados que os vasos lenhosos. o sangue perde velocidade. é dupla. a água sai dos vasos lenhosos e entra nos vasos liberianos. Quando não há lacunas. caule). a circulação torna-se mais lenta. Os vasos que levam sangue do coração a todos os órgãos chamam-se artérias. Os vasos despejam sangue em cavidades que alojam os órgãos. o sangue mantém boa velocidade e. conseqüentemente. a circulação é simples. A água acompanha o açúcar por osmose. No caso dos anelídeos -. • As células do caule e da raiz absorvem por transporte ativo o açúcar do floema. Isso permite a existência de maior quantidade de pigmento respiratório sem “engrossar” muito o sangue. além de íons minerais. que penetram nos órgãos. No caso dos insetos porém. as hemácias. Essa circulação chama-se circulação aberta ou lacunar. dissolvidos na água. utilizando-o como fonte de energia ou armazenando-o como amido. O coração dos vertebrados tem sempre posição ventral e não dorsal. Por isso. um aumento do corpo do animal. o sangue desses animais é incolor. o sangue não tem função respiratória. enquanto os que devolvem o sangue ao coração denominam-se veias. o sangue passar apenas uma vez pelo coração. apenas transporta alimentos. Ela propõe o seguinte mecanismo: açúcar fabricado pelas células da folha é bombeado. num circuito completo pelo corpo. há várias substâncias orgânicas. ramificando-se em capilares. se o órgão cresce. então.primeiros invertebrados a apresentarem um aparelho circulatório -e moluscos cefalópodes (polvo e lula). e os órgãos são apenas banhados pelo sangue. O sangue vermelho que sai de um mosquito ou de uma pulga é sangue humano que estava em seu intestino. excretas e hormônios. e recolheu-se o líquido que continuava o sair pelo tromba. • 62 . há uma circulação fechada: o sangue corre sempre no interior dos vasos. deixando o estilete preso ao vegetal. A análise químico nivelou que. O transporte da seiva elaborada Como as substâncias orgânicas são levadas pelo floema das folhas para toda a planta? Em 1927. por osmose. as ramificações aumentam. através de transporte ativo para dentro dos vasos liberianos. Se. Isso permite o desenvolvimento de órgãos maiores e. de acordo com esta teoria. Portanto.

mas em vez de ser enviado ao corpo volta ao coração pela aurícula esquerda. diminuindo o poder de oxigenação dos tecidos. vindo de todas as partes do corpo. o sangue perde velocidade. O sangue bombeado percorre todo o corpo em cerca de um minuto. mesmo quando o septo é completo dividindo o ventrículo em duas cavidades. A circulação dos mamíferos será abordada mais extensamente no estudo da circulação humana. como ocorre mistura de sangue venoso e arterial. o sangue passa para o ventrículo e é rebombeado para o corpo Como há apenas um ventrículo o sangue venoso mistura-se ao arterial. indo um para cada brânquia: são os chamados arcos aórticos. O sangue venoso que chega à aurícula direita passa para o ventrículo e é bombeado para o pulmão e a pele onde é oxigenada. Mas o ventrículo é parcialmente dividido por um septo -. Isso acontece devido ao forâmen de Panizza. como ocorre com os répteis crocodilianos (jacaré). Do bulbo arterial origina-se uma artéria. Nas brânquias ocorre a hematose: o sangue venoso perde gás carbônico e recebe oxigênio transformando-se em sangue arterial. a circulação é simples. A circulação humana O coração O coração funciona como uma bomba que se contrai e se relaxa ritmicamente. persiste uma pequena mistura de sangue. o coração atinge maior aperfeiçoamento.sangue venoso --. a aorta ventral. e por isso os tecidos passam a receber uma taxa maior de oxigênio. Ao passar pelas ramificações desses órgãos. Nos mamíferos o esquema é semelhante. um orifício que comunica as duas aortas que saem dos ventrículos. que é distribuído para o corpo. Graças à separação completa entre os dois ventrículos e à presença de uma só aorta a circulação é dupla e completa: o sangue venoso e o arterial não se misturam. porém. contribuindo para a homeotermia (manutenção de temperatura constante) desses animais. é levado pelas veias para uma pequena antecâmara da aurícula. o coração apresenta três cavidades: duas aurículas e um ventrículo. o seio venoso. o qual se comunica com uma pequena dilatação o bulbo arterial. que bombeia sangue para uma cavidade mais musculosa. possuindo duas aurículas e dois ventrículos. diástole. Nos adultos. A aorta se ramifica em quatro pares de vasos.o septo de Sabatier -. Como vemos. A fase de contração chama-se sístole e a de relaxamento. e desce. Aves e mamíferos Nestes grupos. emitindo várias artérias a diversos órgãos. 63 . porque nas cavidades do coração só passa sangue venoso. chama-se incompleta. Além disso. após sair do coração as duas aortas sofrem uma união.que diminui a proporção de sangue venoso que se mistura ao arterial.Peixes O coração dos peixes possui duas dilatações principais: uma aurícula e um ventrículo. o ventrículo. A aorta das aves toma direção ascendente. faz uma curva para a direita. Répteis Os répteis possuem um coração de três cavidades. que leva sangue para as brânquias. chamada crossa da aorta. A circulação é dupla e. Anfíbios As larvas de anfíbios possuem circulação semelhante à dos peixes. O sangue contendo gás carbônico -. denominada venosa. mas a aorta é voltada para o lado esquerdo. Porém. Em seguida.

causando fluxos de sangue irregulares de um lado para o outro do coração. e o segundo. até formarem vênulas e veias. inclusive. O músculo cardíaco ou miocárdio é capaz de funcionar independentemente do sistema nervoso. Duas grandes veias recolhem o sangue venoso e o lançam na aurícula direita: a veia cava superior que recolhe o sangue das partes situadas acima do coração (braços. o sangue arterial transforma-se em sangue venoso. A grande e a pequena circulação O sangue arterial sai do ventrículo esquerdo pela aorta (a maior de todas as artérias). apesar de ser um órgão autônomo. finalmente. O sangue arterial volta ao coração pela veia pulmonar entrando na aurícula esquerda e recomeçando o trajeto. essas válvulas fazem vibrar as paredes do coração.o feixe de Hiss --. permitindo um retorno de sangue. vão-se concentrando em vasos cada vez maiores. que leva sangue venoso aos pulmões e devolve sangue arterial ao coração. abaixo da pele. fica a válvula mitral. Certas doenças podem afetar a transmissão dos impulsos elétricos gerados no nódulo sino-a trial. envia impulsos para o ventrículo. Nesses capilares. Neste caso. Podem também existir orifícios que comuniquem os ventrículos ou as aurículas entre si. Isso ocorre porque. determinando sua contração. o nódulo aurículo-ventricular onde um segundo impulso é levado aos ventrículos. e também dirige-se a outro grupo de células. onde se situam as válvulas semilunares: ao se fecharem. o marcapasso artificial. que. provocando então as contrações. através de um condutor elétrico. Essa artéria se ramifica. As ramificações vão se tornando cada vez menores e mais finas. que se ramifica pelo corpo. podem impedir seu fechamento completo. Situação semelhante ocorre na passagem dos ventrículos para as artérias. Essas atividades elétricas podem ser registradas por um aparelho especial. sob condições normais e em repouso. onde ocorrerá a hematose. os capilares. passando então a controlar o ritmo do coração. O impulso elétrico que aí surge dirige-se às aurículas. um pequeno aparelho dotado de uma pilha. Essa circulação. que acusa possíveis defeitos cardíacos. devido à presença de um grupo de células musculares especiais. Sopros cardíacos As doenças cardíacas podem alterar os ruídos normais do coração. Após exercício intenso ou emoção forte. O primeiro corresponde ao fechamento da tricúspide e da mitral. pode ser necessário implantar no abdome. pescoço). por exemplo. Esses ruídos anormais são chamados sopros cardíacos e são importantes para o diagnóstico de anormalidades cardíacas. na do lado esquerdo. e a veia cava inferior que recolhe sangue do resto do corpo. cabeça.As duas aurículas comunicam-se com os respectivos ventrículos por meio de orifícios protegidos por válvulas. Na passagem do lado direito localiza-se a válvula tricúspide. formando as arteríolas e. O marcapasso situa-se na aurícula direita. que determina o ritmo das contrações. As ramificações dos capilares. é de aproximadamente setenta vezes por minuta. o marcapasso ou nódulo sino-atrial. que alimentam o próprio coração. pois a pressão do próprio sangue fecha a passagem em sentido contrário. 64 . prejudicando o ritmo normal do coração. Lesões nas válvulas. Da aorta saem. o coração também sofre influência do sistema nervoso e de hormônios como a adrenalina. O sangue venoso passa da aurícula para o ventrículo direito e dai é bombeado para a artéria pulmonar. o coração bate mais rápido e com mais força. as artérias coronárias. A freqüência das batidas cardíacas. constituindo o que se chama eletrocardiograma. por um feixe de fibras -. Esta circulação que leva sangue arterial aos tecidos e traz de volta sangue venoso é a grande circulação ou circulação sistêmica. ao das semilunares. causando dois ruídos característicos. levando sangue venoso para os pulmões. é a pequena circulação ou circulação pulmonar. O sangue atravessa essas válvulas da aurícula para o ventrículo apenas.

enquanto o sangue venoso é arroxeado. Tais coágulos podem também ser carregados para longe pela circulação. mais sangue é retido nas artérias e a pressão arterial aumenta. fumo e doenças como o diabetes. os sangue exerce uma pressão contra a parede das artérias. Cerca de 80% dos hipertensos normalizam o pressão apenas com a adoção de medidas profiláticas e dietéticas. pode ser seriamente afetado pela arteriosclerose das coronárias. por exemplo. Quando levamos um susto. principalmente nas pernas. a pressão máxima. vulgarmente. Entretanto. conhecida como hipertensão arterial ou. vários fatores -. trazendo problemas ao organismo. O indivíduo afetado pode sentir dores no peito. na parte interna da parede arterial. há uma tendência para a formação de coágulos. que não são de todo conhecidas.como a artéria braquial (do braço) -. a adrenalina. entupindo artérias menores e causando a morte de alguns tecidos. Graças a esse mecanismo. A pressão mínima. devido à combinação da hemoglobina com o oxigênio. com o tempo. Esses vasos estreitos e musculosos podem contrair-se. a pressão arterial. Esse controle permite aumentar a irrigação de uma região do corpo. Sabe-se que sua freqüência aumenta com a idade e que tensão nervosa. alimentação rica em gorduras animais e açúcares. Suspeita-se que vários fatores possam predispor o organismo a essa doença. é de 80 milímetros de mercúrio. medida durante a sístole ventricular nas grandes artérias próximas ao coração -. Com isso. Além disso. podem influir no aparecimento da doença. que se irradiam para o ombro e para o braço esquerdo (angina pectoris ou angina do peito). Esta doença pode ter vários causas. as paredes das artérias perdem a elasticidade. Só os restantes 20% necessitam de medicação. 65 . ficando endurecidas (esclero = duro). que parte do músculo cardíaco morre (enfarte do miocárdio).O sangue arterial é vermelho vivo. músculos fracos e ocupações em que o indivíduo fica muito tempo em pé ou sentado podem fazer com que o sangue se acumule nos veias. Em indivíduos jovens. como a eliminação do fumo. Sabe-se hoje que. supõe-se também que haja uma certa predisposição hereditária. diminuindo a quantidade de sangue que estava destinada a outra. ela aparece quando a capacidade dos rins é afetada. vida sedentária. A contração das arteríolas é controlada por uma parte do sistema nervoso e por um hormônio. Outra doença importante é a subida anormal e constante da pressão arterial. dificultando a passagem do sangue. dieta. A arteriosclerose Na doença conhecida como arteriosclerose. um volume maior de sangue poderá ser usado pelos músculos e pelo cérebro. que se calcificam. obesidade. Branco de Susto e roxo de frio Quando impulsionado pelo coração. dizemos que a pressão normal é de 12 por 8 (em centímetros). O estreitamento dos vasos diminui o fluxo sanguíneo e os órgãos irrigados passam a receber menos oxigênio e alimento. prática de exercícios físicos e eliminação de contraceptivos orais (no caso dos mulheres). O coração.equivale à de uma coluna de 120 milímetros de mercúrio. a maioria dos enfartes ocorre porque. que entopem esses vasos e interrompem o fluxo sanguíneo (trombose). medida durante a diástole ventricular. na maioria dos casos. Finalmente. em repouso. levando a uma insuficiência cardíaca (insuficiência do coração para bombear quantidades adequadas de sangue). A pressão arterial depende da qualidade de sangue nas artérias e do diâmetro das arteríolas. preparando assim o organismo para enfrentar uma situação de perigo. De forma simplificada. provocando o aparecimento de varizes. “pressão alta’. O estreitamento pode levar a tal diminuição do sangue.como a tendência hereditária para desenvolver defeitos nas válvulas. As causas diretas da arteriosclerose não são bem conhecidas. Esse fenômeno é causado geralmente por depósitos de placas gordurosas. por exemplo as arteríolas da pele se contraem e o indivíduo “fica pálido de susto”. redução da ingestão de sal (que retém água no organismo). nos vasos com arteriosclerose.

lançam a linfa nas veias próximas ao coração. Os vasos linfáticos de todo o corpo (sistema linfático). Sem oxigênio. o que diminui também a perda de calor pela pele. e como fluxo de sangue é lento nesse período. é mais prolongada que a anterior. Ë então que entra em ação a transpiração nas folhas: ao perderem água. oxigênio e pequenas moléculas presentes no sangue arterial passem para os tecidos. diminuindo o fluxo de sangue na superfície do corpo. A pressão sanguínea dos capilares tende a expulsar água para os tecidos. Após uma refeição rica em gorduras. que lançam linfócitos – células que transportam anticorpos para a defesa do organismo. não saindo aos jatos. ocorre o oposto arteríolas se dilatam. a linfa fica com aspecto leitoso. RESUMO DAS IDÉIAS BÁSICAS • Ao absorver sais minerais por transporte ativo e água por osmose. Esta teoria da subida da seiva 66 . e assim ela retorna à circulação sanguínea. O excesso de líquido intersticial é recolhido pelos vasos linfáticos e passa a se chamar linha. A coesão entre as moléculas de água impede que a coluna líquida arrebente. Mais importante: os vasos linfáticos atravessam dilatações no nosso corpo os gânglios linfáticos. quando cortamos uma veia. fazendo o sangue subir. No final do capilar a pressão sangüínea torna-se menor que a pressão osmótica. Por isso. uma coloração azulada ou roxa. a quantidade de líquido que sai do capilar é maior do que a quantidade que volta. a pressão do sangue é muito baixa e a parede desses vasos é bem mais fina que a das artérias.Num ambiente de frio moderado. as células da folha puxam água dos vasos lenhosos por osmose. Esse líquido que banha os tecidos levando água. Como as veias possuem válvulas que só se abrem no sentido da volta ao coração. As trocas entre o sangue e os tecidos. Além disso. Por exemplo recolhem algumas proteínas que conseguem vazar dos capilares. Esta contração. Esta baixa pressão provoca uma pergunta: como o sangue das partes inferiores do corpo consegue subir de volta ao coração? A resposta é esta: graças ao trabalho dos músculos do esqueleto e da respiração. o que da uma tonalidade avermelhada à pele. A volta do sangue pelas veias Nas veias. devolvendo-as ao sangue. A circulação linfática A diferença de pressão na parte do capilar que conduz o sangue arterial é maior que a diferença do lado venoso. quando expiramos o ar dos pulmões. a hemoglobina adquire uma cor azul escura e a pele. o sangue simplesmente escorre. as veias que estão próximas se comprimem. provocando uma diferença de pressão que dilata as veias. permitindo que o excesso de calor seja perdido mais facilmente pela pele. mas que não é suficientemente forte para levar água ao topo de árvores de grande porte. formando o sangue venoso. confluindo em dois grandes vasos. os tecidos removem mais oxigênio das hemácias. a pressão sanguínea é maior que a pressão osmótica isso faz com que parte da água. oxigênio e alimento chama-se líquido intersticial. enquanto as proteínas do sangue exercem uma pressão osmótica em sentido contrário. Quando esses músculos se contraem. além dessa. as raízes criam uma pressão que faz a seiva bruta subir. impulsionando o sangue. as arteríolas da pele se contraem. porém. a cavidade abdominal aumenta. fica garantido o fluxo nesse sentido. Assim sendo. como na hemorragia arterial. Então a água volta para o capilar com carbônico e excretas produzidos pelas células. No início do capilar. o fluxo é mais rápido e com mais oxigênio. pois uma de suas funções é absorver gorduras do intestino. Num dia quente ou durante um exercício físico. Os vasos linfáticos tem outras funções.

completa. O sangue venoso entra pela aurícula direita e o arterial. ROTEIRO PARA REVISÃO DO CAPITULO 1. indicando as principais artérias e veias. Como o sangue consegue subir pelas veias dos membros inferiores? Parte VI Líquidos Orgânicos A circulação linfática O sistema linfático é formado por um conjunto de vasos de diversos calibres. o aparelho circulatório é fechado. ou seja. Parte do plasma que sai para o tecido. Que tipo de circulação (dupla. A circulação é simples e venosa. Os capilares linfáticos estão presentes em todos os tecidos do corpo. muito semelhantes às veias. Esquematize a circulação humana. Segundo Munch. devido à comunicação entre as aortas. é uma hipótese ainda discutida. 6. o que tornaria ineficiente o transporte apenas por difusão. ele possui glóbulos brancos. é indispensável nos animais de grande porte. no entanto tubos de fundo cego. as cavidades cardíacas e o tipo de sangue (venoso ou arterial) em cada vaso e cavidade.ao nível dos capilares com os tecidos . Os capilares linfáticos fundem-se uns aos outros formando vasos de calibre cada vez maiores. Nos anfíbios e na maioria dos répteis. nos quais as substâncias devem percorrer grandes distâncias. Qual a diferença entre o aparelho circulatório dos vertebrados e o da maioria dos invertebrados? 4. que terminam por desembocar nas veias cavas.são feitas por diferenças entre pressão arterial e pressão osmótica do sangue. Linfa. o coração tem três cavidades: duas aurículas e um ventrículo e a circulação é dupla e incompleta. onde reabsorvem o liquido tissular que não voltou aos capilares sanguíneos. Já nos répteis crocodilianos. já nos artrópodes e outros moluscos. a pressão osmótica da água que sai dos vasos lenhosos empurra a seiva orgânica dos lugares de produção de substâncias orgânicas (folhas) para os locais de consumo (raiz e caule). isto é. nódulos linfáticos e Iinfócitos O líquido que circula dentro dos vasos linfáticos é chamado linfa. O aparelho circulatório. a circulação é aberta (o sangue sai dos vasos e banha as células). responsável pelo transporte de substâncias no interior do corpo dos animais. o coração apresenta duas aurículas e dois ventrículos e a circulação é dupla e completa. incompleta etc) ocorre em cada grupo de vertebrados? Quantas cavidades tem o coração da cada um desses grupos? 5. e os órgãos ficam mergulhados em lacunas cheias de sangue (hemoceles). é recolhida pelo sistema linfático e devolvida à circulação venosa. Sua principal diferença em relação ao sangue é não possuir hemácias. não se comunicando com outros vasos. Como se chama esta teoria? 3. O que é seiva bruta? E seiva elaborada? 2. Indique também a grande e pequena circulação. Explique como a seiva bruta é transportada pelos vasos lenhosos. pela aurícula esquerda. O transporte da seiva elaborada é mais complexo. o sangue circula sem sair dos vasos.• • • • • chama-se teoria da tensão-coesão ou teoria de Dixon. A circulação dos vertebrados é fechada. Entretanto. As trocas . o líquido intersticial. Nas aves e nos mamíferos. 67 . No entanto. há dois ventrículos e pequena mistura de sangue. O coração dos peixes tem duas cavidades: uma aurícula e um ventrículo. sua extremidade é fechada. Nos anelídeos e em alguns moluscos (cefalópodes). Os capilares linfáticos.

As pedras ou cálculos renais formam-se pelo acúmulo de cristais de sais minerais nos rins. Além de filtrar e reabsorver. os aminoácidos e parte dos sais. principalmente. mais íons sódio são reabsorvidos ativamente seguidos de água. absorvida por osmose. enquanto os túbulos estão parte no córtex e parte na medula. Este processo. o córtex. As células da parte inicial do túbulo . é um hábito importante para o bom funcionamento dos rins. Além de certa predisposição genética. Na filtração. Através da rede de capilares que envolve o túbulo a água e as substâncias úteis. a água e as pequenas moléculas dissolvidas no plasma (sais. Na parte final do tubo (tubo distal). especialmente se o tempo estiver muito quente. são reabsorvidas. Esses túbulos vão confluindo até formar canais maiores os túbulos coletores. uma alta ingestão de cálcio proteína. O trabalho do néfron: filtrações e reabsorção O néfron funciona em duas etapas : a filtração e a reabsorção. os nódulos linfáticos entram em grande atividade. Quando ocorre uma infecção em nosso corpo. Os glóbulos sanguíneos e as grandes proteínas do plasma não passam para a cápsula A segunda etapa . O tecido que compõe os nódulos linfáticos produz glóbulos brancos chamados Iinfócitos. se o corpo tiver necessidade de reter água. continua a ocorrer a reabsorção ativa dos sais. elas tomam-se menos permeáveis. um saco muscular que acumula a urina e a lança ao exterior através da uretra. O aparelho urinário Os rins recebem sangue pelas artérias renais. chamado secreção tubular 4 ajuda a regular o pH do sangue. Essa cápsula se prolonga formando o túbulo. que tinham sido filtradas para a cápsula. que é a unidade excretora do rim. Ao longo da alça de Henle.produzidos e lançados na circulação pelos nódulos linfáticos ou linfonodos. do glomérulo para a cápsula. Processo semelhante ocorre no tubo coletor. Bloqueios dos vasos linfáticos produzem edemas linfáticos (inchaços). as células do túbulo retiram do sangue íons hidrogênio (H+) e íons amônio (NH + ) lançando-os na cavidade do túbulo. O primeiro é formado pelo glomérulo de Malpighi e pela cápsula de Bowman. sódio e. tanto produzindo glóbulos brancos quanto filtrando partículas e micróbios invasores. a pressão do sangue expulsa.a reabsorção . Beber grande quantidade de água. as paredes do tubo tornam-se mais permeáveis e mais água sai do tubo para o sangue por osmose. Além disso. por transporte ativo toda a glicose. Além da produção de glóbulos brancos.túbulo proximal . Do bacinete sai o ureter que conduz a urina até a bexiga urinário. causados pelo acúmulo de liquido tissular entre os tecidos.ocorre ao longo do restante do túbulo. por exemplo. moléculas orgânicas simples e uréia). em caso contrário. Essa grande atividade provoca o crescimento dos nódulos linfáticos. removendo íons hidrogênio (ácidos) ou íons NH + (básicos). que lançam a urina em cavidades denominadas cálices renais. Os glomérulos e as cápsulas concentram-se na região externa do rim. Assim. Os cálices se reúnem no bacinete ou pelve renal. lançando-os no sangue. Cada arteríola se dirige a um néfron. retendo partículas estranhas e restos de células mortas. voltando para o sangue. os quais passam para os condutos linfáticos. que se ramificam em seu interior em muitas arteríolas. que faz uma curva (alça de Henle) envolta por capilares. as paredes do tubo têm permeabilidade variável em relação à água. são fatores que tendem a aumentar a chance do aparecimento de cálculos. o qual não está sendo convenientemente drenado. os nódulos linfáticos agem como verdadeiros filtros. Existem cerca de um milhão dessas unidades em cada rim. o sangue toma-se mais concentrado que o liquido do túbulo fazendo com que parte da água também seja reabsorvida. formando-se então as ínguas. eliminando-as da circulação.absorvem. agora por osmose e não por transporte ativo. uma baixa ingestão de água. O néfron é composto de duas partes: o corpúsculo de Malpighi e o túbulo renal . 4 68 . A uréia e outros produtos tóxicos ou em excesso não voltarão ao sangue e serão eliminados com a urina. Ao receber de volta essas substâncias.

em que ocorre uma inflamação dos glomérulos. 2% de uréia. O pronefro (larvas de peixes e de anfíbios) é um tubo com abertura apenas para o celoma. outro hormônio. respectivamente. por exemplo. Assim. 1% de cloreto de sódio e 2% de outros sais e produtos nitrogenados. de sais e da acidez do sangue. as nefrídias (anelídeos e moluscos). Finalmente. Nos animais aquáticos. produzem o harmônio antidiurético. o mínimo de água necessário para diluir os produtos de excreção. O rim humano é formado por cerca de um milhão de néfrons (metanefro). diminuindo a permeabilidade do túbulo e a reabsorção de água. Os problemas renais podem acarretar aumento da pressão. Essa economia de água tem um importante valor adaptativo para os animais terrestres. aves e mamíferos) tem comunicação apenas com o sangue. os tubos de Malpighi (insetos). as principais estruturas excretoras são: as células-flamas (platelmintos). O principal produto nitrogenado de excreção dos animais é o NH3 (amônia). Ao chegar ao tubo coletor a urina é formada por cerca de 95 % de água. mas se comunica também com o sangue. Isto significa que quase 99 % do líquido filtrado foram reabsorvidos. que é insolúvel e não intoxica o embrião dentro do ovo. mesonegro e metanefro. como. ao controlar a concentração de água. elevação da taxa de uréia no sangue (uremia). Uma delas é glomerulonefrite. que causa inchações nos tecidos (edema). retenção de água e sal. Assim. o mesonefro (peixes e anfíbios adultos) está aberto no celoma. o que explica o conhecido efeito diurético dessa bebida. ajudando. assim. causando insuficiência renal e afetando todo o organismo. também aumenta a reabsorção de água por osmose. o que. Nos invertebrados. Seu funcionamento se dá em duas etapas: a filtração e a reabsorção. nossa urina torna-se clara e abundante. a amônia e a creatinina. fazendo com que a urina seja produzida em menor quantidade e se torne mais concentrada e. Essa doença pode surgir em conseqüência de infecções por estreptococos em outras partes do corpo. Como resultado. o t4H~ é eliminado diretamente na água. Nos animais que não dispõem de muita água (anfíbios adultos e mamíferos). a aldosterona. O caso inverso ocorre quando bebemos muita água: a produção do hormônio fica inibida. Nos vertebrados. Entretanto o ser humano produz diariamente cerca de apenas 1 litro e meio de urina. o rim é um dos mais importantes agentes da homeostase no corpo. aumento da acidez do sangue (acidose) e outros problemas de sérias repercussões no funcionamento do organismo. o NH3 é transformado em ácido úrico. a reabsorção de água por osmose aumenta. nos peixes e nas larvas de anfíbios. Nos répteis e aves. conseqüentemente. produzido pelas glândulas suprarenais. Eliminamos. o sistema excretor é formado de três tipos de néfrons: pronefro. o hipotálamo. o metanefro (répteis. proveniente do metabolismo dos aminoácidos. em vários invertebrados. a manutenção do equilíbrio interno do corpo. a homeostáse. o NH3 deve ser transformado (no fígado) em produtos menos tóxicos. Diversas doenças podem prejudicar o funcionamento dos rins. Os rins filtram cerca de 180 litros de líquido por dia. como o ácido úrico. aumenta a reabsorção de sócio. • • • 69 . certas infecções da garganta. em dias quentes. A quantidade de água reabsorvida pode variar ligeiramente. Portanto nosso rim tem um grande poder de concentração pois acumula a uréia e outros produtos de um dia inteiro em pouco mais de um litro de urina. Resumo das idéias Básicas • • A excreção elimina certos produtos tóxicos ou que estão em excesso. quando perdemos muita água pelo suor as células de uma região do encéfalo. como a uréia. Quando tomamos cerveja. que aumenta a permeabilidade do tubo distal e do tubo coletor à água. portanto mais escura. O álcool também inibe a produção de hormônio antidiurético. isto é.conforme o pH diminua ou aumente. assim. por sua vez. por exemplo estamos ingerindo álcool e muita água. de acordo com a quantidade total de água do corpo.

A uréia. á variação da acidez causada pelo aumento ou pela diminuição de gás carbônico e 70 . por onde o oxigênio e o gás carbônico podem entrar ou sair mais facilmente No entanto se os estômatos estiverem sempre abertos. Embora o estado de hidratação da planta seja o principal fator que determina a abertura e o fechamento dos estômatos. do sangue do glomérulo para a cápsula de Bowman.às vezes associado ao aparelho circulatório -encarregado dessa tarefa. porém. e a perda de água diminuirá à noite. o que permite. depende do fornecimento de oxigênio e produz gás carbônico CO2 Neste capitulo estudaremos o mecanismo através do qual as células recebem oxigênio do ambiente e eliminam o gás carbônico produzido. fechando a abertura e reduzindo assim a perda de água. A reabsorção ocorre ao longo do túbulo. Este processo . os sais e as moléculas orgânicas voltam ao sangue. se o abastecimento de água da planta não estiver compensando essa perda por transpiração. as células estomáticas perdem água e murcham. puxa água do túbulo. por osmose.e também nos fungos esta troca de gases ocorre por simples difusão através da membrana plasmática. os outros produtos tóxicos em substâncias em excesso (principalmente água e sais) não voltam ao sangue. sais e pequenas moléculas dissolvidas (glicose. determinando a abertura ou o fechamento do estômato. em seres maiores e mais complexos. que é realizado pelas células da parede do túbulo. Desse modo. a camada protetora e impermeável de cutina --que evita a perda excessiva de água pela planta -.• • A filtração corresponde à passagem de grande quantidade de água. E claro que a água também começa a sair na forma de vapor. Este retorno ao sangue depende de um transporte ativo de sais e moléculas orgânicas. Trocas gasosas nos vegetais Além de realizar a respiração. 1). a planta pode realizar as trocas gasosas necessárias. Devido à ramificação do corpo e à presença de folhas . em princípio. Tal fato não acontece porque quando a planta está com bom suprimento de água. Há hipóteses relacionando este movimento à concentração de substâncias produzidas pela fotossíntese. aminoácidos uréia). PARTE VII A RESPIRAÇÃO Uma das funções do alimento é fornecer energia para o metabolismo celular. os estômatos. Em algumas espécies.dificulta a troca de gases com o exterior. Porém.chamado respiração celular . tornando-se túrgidas e fazendo os estômatos se abrirem (figura. quando a maior parte da água. Então. por exemplo eles regularmente abrem-se pela manhã e fecham-se à noite. outros fatores também podem influir neste processo. O problema é resolvido pela presença de aberturas na epiderme das folhas. quando ocorre a fotossíntese. Tal processo é chamado respiração externa ou orgânica. uma boa absorção de oxigênio (na respiração) ou de gás carbônico (na fotossíntese). as células estomáticas absorvem água das células vizinhas. as plantas retiram gás carbônico para realizar a fotossíntese. O sangue recebendo esse soluto torna-se mais concentrado e. Nos seres unicelulares do reino Protista e Monera -. a superfície de contato das plantas com o ambiente é extensa. há um aparelho respiratório -.ocorre no interior das células. Os estômatos Nos vegetais terrestres. mesmo quando não houver alterações no estado de hidratação da planta. No entanto. constituindo a urina. Elas continuam o trajeto de excreção.onde ocorre a maior parte das trocas gasosas --. a planta perderá muito água por transpiração. o gás carbônico será absorvido principalmente de dia.

em todos os representantes. elas estão protegidas por um opérculo que. as fendas branquiais são expostas. como a pirambóia. como os caracóis.a superfície do corpo é bastante 9rande em relação a seu volume e permite que oxigênio em quantidade suficiente penetre por difusão pela pele. crustáceos e moluscos. que se difunde em sentido inverso. Esse tipo de respiração denomina-se respiração cutânea direta e está presente nos animais mais primitivos. cujas paredes contém ar e capilares sanguíneos — a filotraquéias ou pulmões foliáceos. A traquéia . que são dobras da pela ricas em capilares sanguíneos. Nos condríctes -. As aranhas apresentam um pulmão primitivo. Nos animais aquáticos. Nos anelídeos oligoquetos (minhoca). os peixes possuem brânquias. com grande superfície relativa que absorve oxigênio (O~) do ar ou dissolvido na água. permite que o animal tenha o corpo um pouco mais volumoso. que não são formadas por dobras da pele. acionado por um músculo promove a circulação da água mesmo com o animal parado. mais comumente brânquias e pulmões. Nos animais terrestres. Em alguns moluscos. com superfície relativa pequena.que formam as traquéias e os pulmões — crescem para dentro do corpo pois. poliquetas. mas por ramificações da parede das fendas branquiais da faringe. traquéias e pulmões primitivos Os animais mais volumosos. A respiração nos invertebrados Nos animais muito pequenos ou “finos” .possui filamentos de quitina que impedem seu achatamento durante o fluxo de ar produzido pela dilatação do abdome. essa estrutura ramificada fica fora do corpo. Essa bolsa. miriápodes e alguns aracnídeos . Além disso. cnidários. chamada bexiga natatória. como os poríferos. Nos osteíctes (maioria dos peixes). se ficassem em contato com o ar provocariam a desidratação do animal. há um aparelho circulatório que transporta os gases da pele às células (e vice-versa) com maior velocidade que na difusão simples. formado por câmaras que derivam das traquéias. ela é um sistema de tubos que se abrem na parte lateral do corpo e se ramificam até os tecidos. surgiram apenas a partir do momento em que uma série de mutações promoveu o aparecimento de um aparelho respiratório O aparelho respiratório é sempre uma estrutura ramificada. Nos vertebrados encontram-se aparelhos respiratórios. é muito comum nos peixes ósseos. Brânquias. onde ocorre a troca de gases. a cavidade do manto funciona como um pulmão primitivo. O movimento do corpo faz com que a água entre pela boca e saia pelas brânquias. na forma de brânquias. atingindo diretamente todas as células. ajustar sua densidade às diversas profundidades. Em alguns peixes. A partir desse pulmão primitivo pode ter-se originado o pulmão dos anfíbios. O mesmo ocorre com o gás carbônico.típica dos insetos. porém com função diferente: o peixe pode bombear gases do sangue para a bexiga natatória e vice-versa. como anelídeos. Entretanto ainda não foi possível chegar a conclusões inteiramente satisfatórias sobre o fenômeno. Deles sairiam 71 . por isso chamadas de brônquios internos. há uma bolsa com capilares que pode absorver oxigênio do ar atmosférico funcionando como um pulmão primitivo. essas ramificações .formados por poucas camadas de células . A respiração nos vertebrados Peixes A semelhança de alguns vertebrados aquáticos. onde o oxigênio é fornecido diretamente às células sem passar pelo sangue.ainda a alterações na concentração de potássio.tubarão e raia --. conseguindo assim. platelmintos e asquelmintos. Este tipo de respiração conhecida como respiração cutânea indireta.

responsáveis pela voz. bronquíolos e. As vias respiratórias A cavidade nasal. Isto permite que eles vivam em ambiente seco. alvéolos.os répteis que. que impede a entrada de impurezas existentes no ar. traquéia. tem poucas dobras (pulmão saculiforme) e sua superfície é insuficiente para capturar todo o oxigênio consumido pelo animal. finalmente. o ar é expelido para fora com alta pressão e grande velocidade. passando para a faringe. Quando o ar é expirado. desencadeiase o reflexo da tosse: há uma rápida inspiração de ar seguida do fechamento da epiglote e das cordas vocais. aumentando ainda mais a capacidade respiratória. diminuem a densidade do corpo e atuam também como meio de refrigeração: o grande consumo de energia no vôo libera uma grande quantidade de calor. Anfíbio A larva dos anfíbios . Aves Nas aves o grau de pregueamento do pulmão é muito mais acentuado. o ar frio retirado do ambiente é armazenado nos sacos aéreos. cuja abertura é protegida pela epiglote. cilios e um muco pegajoso. nos répteis há uma musculatura que puxa as costelas. Répteis Nos répteis a superfície do pulmão é maior que nos anfíbios devido ao aumento de dobras (pulmão parenquimatoso). Então os músculos das costelas e do abdome se contraem fortemente e subitamente as cordas vocais e a epiglote se abrem. Além disso enquanto nos anfíbios o ar é engolido por movimentos dos músculos do assoalho da boca. na traquéia ou nos brônquios. O restante do oxigênio é absorvido pela pele. O pulmão. a pele é mantida sempre úmida. absorve o excesso de calor do corpo e é eliminado na forma de ar quente. Desse modo. além de umedecer. tem seu revestimento formado por pêlos. onde ocorrem as trocas gasosas. onde causa uma 72 .desenvolve-se na água e respira por brânquias. durante a metamorfose para adulto serão substituídas por pulmões. Por não ter muita proteção . eliminando um corpo estranho que poderia provocar até mesmo asfixia e morte. Da cavidade nasal. uma importante função respiratória. passa pelas cordas vocais. brônquios. Isto faz com que o ar circule mais rapidamente. A respiração nos mamíferos: o homem Nos mamíferos atinge-se. o maior grau de ramificações do pulmão e a musculatura relacionada à respiração aperfeiçoou-se pela presença de um músculo. que possui terminações nervosas especializadas em perceber odores. O ar penetra pelo nariz. que. Os germes e as partículas estranhas aderem ao muco e são arrastados para fora pelo movimento dos cílios.o girino . Além disso elas possuem sacos aéreos. Quando um corpo estranho penetra na laringe. aquecer e filtrar o ar. não ocorrendo nesses animas a respiração cutânea. originária aves e mamíferos. que se comunicam com os pulmões e com cavidades cheias de ar nos ossos. porém. laringe. que é protegida por peças cartilaginosas e apresenta as cordas vocais. que tem. Os sacos aéreos servem como reservatório suplementar de ar. Da faringe sai a traquéia. finalmente. dilatando e contraindo o tórax. assim. o ar vai para a faringe. tornando a respiração pulmonar mais eficiente. por sua vez. impedindo que esses animais se afastem muito da água. o diafragma. Na parte anterior da traquéia fica a laringe. região comum ao tubo digestivo e ao aparelho respiratório.o que seria incompatível com sua função respiratória -.

Cada molécula de hemoglobina pode combinarse com quatro moléculas de oxigênio. O ar entra e sai dos pulmões graças à contração do diafragma .um músculo que separa a caixa torácica da cavidade abdominal . Os brônquios ramificam-se no interior dos pulmões como galhos de uma árvore. caso mais comum nos invertebrados. Os alvéolos são formados por uma fina camada de células envolvidas por uma rede de capilares. ou seja. a um aparelho respiratório com grande superfície relativa. por terem afinidade com o oxigênio.Há cerca de setecentos milhões de alvéolos nos pulmões. cada vez mais finos. que consiste na troca do sangue venoso (rico CO2 por sangue arterial (rico em O2). uma parte do sistema nervoso estimula os movimentos respiratórios independentemente de nossa vontade (por isso é impossível se suicidar parando de respirar). Isso faz com que o ar penetre nos pulmões. O pigmento mais eficiente é a hemoglobina. estamos diante de algo bem mais eficiente que a respiração cutânea. os glóbulos vermelhos. O transporte do oxigênio O mecanismo de transporte pela hemoglobina ocorre assim: na cavidade dos alvéolos a 73 .fenômeno chamado hematose. que. sua temperatura mantém-se constante. Esse movimenta somado ao dos músculos intercostais. nos vertebrados. obteríamos uma superfície de cerca de 100m2.e dos músculos intercostais.3 ml de oxigênio em solução. Isto é possível graças. que impedem seu achatamento. Nossos pulmões. Como sabemos. revestidos por uma membrana protetora dupla chamada pleura. que acusam variações no nível do gás carbônico e do oxigênio no sangue. aumenta o volume da caixa torácica. fazendo com que a pressão interna nessa cavidade diminua e se torne menor que a pressão do ar atmosférico. os alvéolos. Ao se contrair. formam os bronquíolos. que provê grande quantidade de oxigênio e. equivalente uma área cinquenta vezes maior que a da nosso pele. Esses pigmentos podem ficar dissolvidos no plasma (quadro abaixo). Os ramos. Assim enquanto 100 ml de plasma puro podem transportar apenas 0. O transporte de gases pelo sangue O transporte de oxigênio pelo sangue depende de pigmentos respiratórios que são proteínas associadas a um metal. Até certo ponto podemos controlar nossa respiração mas o bulbo. Na expiração os músculos se relaxam. onde será utilizado na produção de energia. ocupam quase toda a caixa torácica. o diafragma se abaixa. Se estendêssemos todas essas bolsas. Cada bronquíolo termina num cacho de pequeníssimos sacos. Como nos insetos o sangue não tem ele não possui pigmentos respiratórios. aumentam bastante a capacidade do sangue para transportar esse gás. como a traquéia. são protegidos por anéis cartilaginosos. O bulbo é estimulado por impulsos de estruturas quimiorreceptoras localizadas na parede das artérias aorta e carótida. Os pigmentos respiratórios são substâncias que. É nos alvéolos que ocorrem as trocas de gases entre o ar e o sangue . produzindo o som. entre outras adaptações. conseqüentemente. Realmente. o mesmo volume com hemácias contendo hemoglobina pode transportar 20 ml de oxigênio. formando a oxi-hemoglobina (HbO2) Este oxigênio é transportado pelo sangue e liberado nos tecidos. mamíferos e aves são animais de sangue quente. A traquéia bifurca-se e forma os brônquios. apesar das variações do ambiente. Os pulmões vibração. maior produção de energia. ou se concentrar em células sanguíneas. reduzindo o volume torácico e empurrando para fora o ar usado.

com a conseqüente deficiência de oxigenação em órgãos vitais. como o coração. Outra pequena parte permanece no plasma. Gripes e resfriados Quando a mucosa das vias respiratórias é irritada pela penetração de partículas estranhas. um composto altamente tóxico. Ao se combinar com a hemoglobina. Fumo O fumo inibe o movimento dos cílios que limpam as vias respiratórias e destrói. a ponto de dificultar a respiração. Ao mesmo tempo que consome oxigênio a célula produz gás carbônico. o gás carbônico passa das células ao sangue. O ácido carbônico se dissocia em íons H+ e íons bicarbonato. BIOLOGIA ONTEM E HOJE Problemas do aparelho respiratório Poluição A poluição do ar nas zonas urbanas. formando a carbo-hemoglobina. A maior parte. Nos tecidos. 74 . a eficiência respiratória diminui. Ë o que ocorre. Durante uma infecção ou reação alérgica. e abrindo-se caminho para a instalação de doenças infecciosas bronquite crônica e enfisema (destruição dos alvéolos dos pulmões) . a anidrase carbônica. O resultado é um gradativo acúmulo de resíduos que acabam causando várias doenças respiratórias ou predispondo o organismo a essas doenças. Uma pequena parcela de oxigênio permanece dissolvida no plasma. Apenas uma parte (cerca de 1/5 do total) se prende à hemoglobina. doença que afeta pessoas muito sensíveis a partículas encontradas no ar como o pólen das plantas ou a poeira doméstica. O transporte do gás carbônico O transporte de gás carbônico é um pouco diferente. em virtude de sua grande afinidade com a hemoglobina. O monóxido de carbono (CO). ocorre o espirro. o cérebro e os músculos. porém. infelizmente. havendo produção de gás carbônico. por exemplo. é. Em conseqüência. o gás carbônico reage com a água produzindo ácido carbônico.concentração de oxigênio é superior à dos capilares sanguíneos. A mucosa reage de modo ainda mais violento à penetração e proliferação de vírus. encontrado em pequena proporção no gás de cozinha e produzido pelas descargas dos automóveis. O íon bicarbonato sai da hemácia por difusão e é transportado dissolvido no plasma. combinando-se com a hemoglobina e sendo transportada aos tecidos do corpo . inchando e produzindo um intenso fluxo de muco. esse gás impede o transporte de oxigênio podendo causar a morte do indivíduo. Logo por difusão o gás passa ao sangue. os músculos circulares que envolvem os bronquíolos podem se contrair prejudicando a respiração. muitas vezes ultrapassa a capacidade de defesa de nossas vias respiratórias. Ao penetrar na hemácia. devido ao consumo continuo desse gás pela respiração celular. é carregada na forma de íon bicarbonato. durante um ataque de asma. progressivamente. o oxigênio passa do sangue para as células. Esta reação é acelerada por uma enzima. São os incômodos característicos da gripe ou do resfriado. surgindo a tosse e o pigarro típico dos fumantes. Com isso. um reflexo para eliminar o corpo estranho. Essa difusão ocorre porque a concentração de oxigênio no interior da célula é baixa. No pulmão ocorre o processo inverso. dissolvido no plasma. mas a maioria penetra nos glóbulos vermelhos. que passa do sangue ao alvéolo. fazendo com que este fique mais concentrado do que no meio extracelular. os alvéolos.

corresponde ao conjunto de reações de liberação de energia no interior da célula. Introdução Os sistemas envolvidos na coordenação e na regulação das funções dos corpos dos animais são os sistemas nervoso e endócrino. Nos anfíbios. Ao receber um estimulo. a respiração é feita por partes. Nos insetos. os pulmões possuem ramificações . o pigmento respiratório está quase dissolvido no sangue e.pequenos sacos se dá a hematose (troca de CO2 por 02) Nos invertebrados. ou neurônio. aparece dentro das hemácias. crustáceos e anelídeos do grupo dos poliquetas) respiram por brânquias. principalmente. combinado com a hemoglobina. A respiração celular ou interna. cnidários. o CO2 é levado. onde está o núcleo.aberturas variáveis situadas na folha -. Nos anfíbios. Quando multicelulares. estruturas uni ou pluricelulares. Os dendritos são geralmente muito ramificados e atuam como receptores de estímulos. à medida que aumenta a desidratação da planta. As unidades morfológicas do sistema endócrino são as glândulas endócrinas. Os animais de grande superfície relativa. e os axônios são pouco ramificados.feita por meio de tubos (traquéias) que se ramificam para dentro do corpo até os tecidos. Quando em repouso. Nos peixes e larvas de anfíbios. sofre modificações. e internamente. por sua vez. Certos invertebrados aquáticos (moluscos. No sistema nervoso a unidade morfológica e funcional é a célula nervosa. a respiração é feita por brânquias que são ramificações provenientes da faringe. principalmente. automaticamente.os sacos aéreos diminuem o peso específico e refrigeram o animal. ela se despolariza. na forma de bicarbonato dissolvido no plasma. insetos. podem formar estruturas individualizadas. O percurso do impulso nervoso no neurônio é sempre no sentido dendrito axônio. determinando resposta imediata do órgão receptor da mensagem. Mamíferos possuem o diafragma. a respiração cutânea também é importante nas aves. como a tireóide dos vertebrados. O 02 é transportado. O neurônio é uma célula composta de um corpo celular. A inversão vai sendo transmitida ao longo do axônio. e atuam como condutores dos impulsos nervosos. ou constituir grupos de células que participam da formação de outros órgãos. a membrana celular do axônio está polarizada. e todo esse processo é considerado o impulso nervoso. havendo inversão das cargas elétricas: externamente. e de finos prolongamentos celulares. as positivas. que podem ser dendritos ou axônios. a respiração é traqueal -. que lançam seus produtos (secreções) diretamente na corrente sangüínea. A troca de gases nas plantas terrestres é facilitada pelos estômatos . ramificações ricamente vascularizadas da pele dirigidas para fora do corpo. como as ilhotas de Langerhans no interior do pâncreas. 75 . têm respiração cutânea direta e nas minhocas (anelídeo) já existem capilares embaixo da pele para o transporte de gases (respiração cutânea indireta). isto é.RESUMO DAS IDÉIAS BÁSICAS • • • • A respiração orgânica ou externa é o conjunto de mecanismos encarregados de levar O2 do ambiente até as células. como poríferos. isto é. Este é uma “mensagem elétrica” transmitida com rapidez e eficiência. que se fecham. ficam as cargas negativas. que recebe e transmite o impulso nervoso. que bombeia o ar para dentro e para fora dos pulmões e dos alvéolos . • • • • • PARTE VIII O Sistema Nervoso e os Sentidos Especiais Coordenação e Regulação 1. nos vertebrados. aves e mamíferos. longos. possui carga elétrica positiva do lado externo e carga elétrica negativa do lado interno. répteis. platelmintos e nematelmintos.

assim como a consciência. verifica-se que. o tubo neural dá origem à medula espinhal. a partir da vesícula única que constitui o encéfalo primitivo. São glândulas exócrinas. mesencéfalo e a terceira. Estas continuam pela medula espinhal. Sua parede externa. O hipotálamo exerce efeito controlador sobre a hipófise e. produzem neuro-secreções que ficam acumuladas no lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise). Nas aves e mamíferos. rombencéfalo.As secreções produzidas pelas glândulas endócrinas são chamadas hormônios e podem ser consideradas as unidades funcionais do sistema endócrino. une-se ao cérebro uma importante glândula endócrina: a hipófise. diencéfalo (decorrentes da divisão do prosencéfalo). chamados órgãos-alvo. Esta se forma a partir do teto da cavidade bucal e comunica-se com o hipotálamo por meio de vários nervos e vasos sanguíneos. que controlam muitas atividades musculares e glandulares. a segunda. Em vertebrados inferiores. Desse modo. pela ordem: telencéfalo. metencéfalo e mielencéfalo (decorrentes da divisão do rombencéfalo). denominadas exócrinas. o hormônio pode levar segundos ou até minutos para atingir o órgão-alvo. verificou-se que alguns neurônios podem produzir hormônios denominados neurosecreções. O canal neural persiste nos vertebrados adultos. existem outros tipos de glândulas. Em sua região anterior. o sono. O prosencéfalo e o rombencéfalo sofrem estrangulamento. As secreções que produzem não são hormônios. cruzam-se e depois dirigem-se para o cérebro. indo atuar em órgãos específicos. e dá origem às circunvoluções cerebrais. seu tamanho é grande em relação às demais vesículas e os hemisférios cerebrais são bastante desenvolvidos. No corpo dos animais. Esse cruzamento denomina-se quiasma óptico. através dela. Sua característica básica está em serem produzidos em uma glândula endócrina. Nos hemisférios cerebrais. dos mamíferos. é basicamente o centro do olfato. O mesencéfalo não se divide. dos vertebrados. Devido a essa característica. Este possui uma cavidade interna cheia de líquido: o canal neural. denominada pálio. apresenta grande aumento de superfície. o encéfalo do embrião de vertebrado é constituído por cinco vesículas dispostas em linha reta. Os hormônios são substâncias químicas com composição variada. ou cérebro. correspondendo aos ventrículos cerebrais no interior do encéfalo. Em sua região posterior. O sistema endócrino difere funcionalmente do sistema nervoso pela rapidez da resposta: enquanto um impulso nervoso pode percorrer o como em milésimos de segundo. transportados pela corrente sangüínea. e ao canal do epêndimo. os hormônios são também denominados mensageiros químicos. por exemplo. essa disposição em linha das vesículas cerebrais persiste no adulto. É nele que os nervos ópticos. dando origem à goteira neural. Logo após o quiasma. sobre várias atividades do organismos. O diencéfalo possui dois centros nervosos principais. o tubo neural sofre dilatação. situam-se as sedes da memória e dos centros sensitivos e motores. Durante o desenvolvimento embrionário dos cordados. que se fecha. O encéfalo dos vertebrados O telencéfalo. 2. dando origem ao encéfalo primitivo. Alguns neurônios do hipotálamo dos mamíferos. e as digestivas. 3. por exemplo. mesencéfalo (que não sofreu divisão). O sistema nervoso dos vertebrados O sistema nervoso dos vertebrados origina-se da ectoderme embrionária e se localiza na região dorsal. a duas outras vesículas. cada um deles. Nos demais vertebrados. 76 . Eles podem atuar inibindo ou produzindo estímulos no órgão-alvo. dando origem. denominada prosencéfalo. no interior da medula. é bem desenvolvido nas aves e nos mamíferos. as sudoríparas. o apetite e as emoções. que diferem das endócrinas por possuírem dutos que conduzem a secreção para o exterior da glândula. Durante o desenvolvimento embrionário dos vertebrados. As vesículas são. Apesar dessas diferenças anatômicas e funcionais entre esses sistemas. o tálamo e o hipotálamo. procedentes dos olhos. formando o tubo neural. a ectoderme sofre uma invaginação longitudinal dorsal. são formadas três outras vesículas: a primeira.

nervo raquidiano. No bulbo e na medula a disposição é a contrária. Neste. Nos vertebrados muito ativos. Desse modo. na medula espinhal. situados dorsalmente. a substância cinzenta ocorre mais externamente e a substância branca. Na base do cerebelo. também. o lado esquerdo do encéfalo controla o lado direito do corpo e o lado direito. influência em certos atos reflexos. mais internamente. O número de glândulas endócrinas que o formam é muito superior ao verificado nos invertebrados. 5. Os nervos parassimpáticos não se comunicam com os gânglios centrais do sistema simpático nem com os nervos raquidianos. Exerce o controle do equilíbrio corporal. com exceção dos mamíferos. O conjunto dos nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso periférico (SNP). nervo simpático e órgão. Sob a proteção esquelética estão as meninges: dura-máter (a externa). é encarregado de coordenar funções motoras que exijam grande precisão e rapidez. ele é bem desenvolvido. além de determinar alterações nos batimentos cardíacos. forma o sistema nervoso cefalorraquidiano. que correspondem apenas a uma região de passagem dos nervos ópticos. portanto. Da medula espinhal dos vertebrados partem 31 pares de nervos raquidianos. Em todos os vertebrados. A substância cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a branca. como a deglutição. portanto. existem as substâncias cinzenta e branca. o vômito. Os órgãos do SNC são protegidos por estruturas esqueléticas e por membranas denominadas meninges. a sucção e a tosse. eles não possuem comunicantes. esses lóbulos são o centro da visão. o mesencéfalo não é o centro visual. No encéfalo. ao lado esquerdo do corpo. A maioria desses nervos parte do bulbo. Nos mamíferos. que passam a ocupar. Os centros nervosos do sistema parassimpático situam-se no encéfalo e na porção inferior da medula. Diretamente desses centros partem os nervos que se dirigem a diversos órgãos de nutrição. Os hormônios 77 . O sistema parassimpático é formado por nervos parassimpáticos e não apresenta gânglios. 8. enquanto do dos répteis. Estes. gânglio central.O mesencéfalo possui basicamente dois grandes lóbulos ópticos. O mielencéfalo. do tônus e do vigor muscular. 4. ou cerebelo. Nesta estrutura. aracnóide (a do meio) e pia-máter (a interna). o lado contrário do que ocupavam no encéfalo: se estavam no lado direito passam para o esquerdo e vice-versa. é considerado um centro vital. Este. aves e mamíferos. existe um par de feixes nervosos. Entre a meninge aracnóide e a pia-máter há um espaço preenchido por um liquido denominado líquido cefalorraquidiano ou líquor. ramo comunicante. estando mais relacionado à adição. O Sistema nervoso Central dos vertebrados O conjunto encéfalo e medula forma o chamado sistema nervoso central (SNC). Nos mamíferos. Dada a um órgão de nutrição segue o seguinte trajeto: centro nervoso. onde terminam os feixes nervosos provenientes dos olhos. pela coluna vertebral. os lóbulos formam os tubérculos quadrigêmeos. associado ao SNC. ocorre o cruzamento das vias sensitivas e motoras. como peixes bons nadadores. ou bulbo. como é o caso da locomoção. pois controla a respiração e a digestão. Exerce. que forma a ponte de Varolio. também denominada raque. Desse modo. podem ser considerados também centros nervosos do sistema simpático. O sistema nervoso periférico dos vertebrados Do encéfalo dos peixes e anfíbios derivam dez pares de nervos cranianos. com exceção do bulbo. aves e mamíferos derivam doze pares. Além das ordenes dadas pelos centros nervosos da medula. os quais vão terminar na parte posterior dos hemisférios cerebrais. Regulação hormonal nos vertebrados O sistema endócrino dos vertebrados é bastante complexo. O metencéfalo. por seus prolongamentos. os órgãos de nutrição podem receber ordens também dos glânglios centrais. O encéfalo é protegido pela caixa craniana e a medula.

Na fase adulta. gônadas. na fase de crescimento. ou adeno-hipófise. o hipotálamo produz aproximadamente nove outros. que estimula a secreção de leite nos mamíferos. comandando a secreção de outros hormônios: algumas glândulas. por exemplo. A ocitocina. e a manutenção de sua produção deve-se aos estímulos nervosos decorrentes da sucção da mama pelo bebê. A adeno-hipófise produz seis hormônios. que são gonadotrópicos. Além desses hormônios. tireóide. liberada por influência do sistema nervoso. Tireóide A tireóide está localizada na porção anterior do pescoço e produz. sendo quatro deles trópicos: o folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH). o que aumenta a absorção desta. o adrenocorticotrópico(ACTH) e o tireoideotrópico (TSH). Tem o tamanho aproximado de uma ervilha e liga-se ao hipotálamo por um pedúnculo. tomando como exemplo o homem. como mandíbula. Os principais hormônios trópicos dos vertebrados são produzidos pela hipófise. são denominados hormônios trópicos. só produzem hormônios quando estimuladas por hormônios produzidos por outras glândulas. localiza-se na base do crânio. podem ser sensíveis.Hipófise A hipófise. logo após o parto. e o posterior. Entretanto. em uma depressão do osso esfenóide chamada sela túrcica. formando mecanismos reguladores bastante precisos. 8. o excesso não produz gigantismo. Este promove o crescimento de ossos e de músculos. ou glândula pituitária. supra-renais. e a falta. Possui dois lobos bem desenvolvidos: o anterior. sendo que seu excesso ou falta. é o hormônio do crescimento ou somatotropina. Sua 78 . atua acelerando as contrações uterinas no momento do parto. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo. excessivo. ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. O excesso determina o gigantismo. ou neuro-hipófise. pois os tecidos adultos não mais respondem a ele.produzidos por essas glândulas influenciam praticamente todas as funções dos demais sistemas não-endócrinos do organismo. pâncreas. mãos e pés. São eles: • tereoidotrópicos: atuam sobre a glândula endócrina tireóide. Além de exercerem efeitos sobre órgãos não-endócrinos. a tireóide é também conhecida como glândula do temperamento. sob influência do hormônio tireoideotrópico da hipófise outro hormônio.2. Outro hormônio não-trópico produzido pela adeno-hipófise é a prolactina. algumas regiões do corpo. são: hipófise. que estimulam a secreção de hormônios em outras glândulas endócrinas. produzidos pela adeno-hipófise. anomalia que é chamada de acromegalia. Esses hormônios. • andrenocortitrópicos: atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (ou suprarenal). a tiroxina. 8 -1. apenas armazena dois dos hormônios produzidos pelos neurônios do hipotálamo (neuro-secreções). o nanismo. A neuro-hipófise não secreta hormônios. alguns hormônios dos vertebrados atuam sobre outras glândulas endócrinas. Freqüentemente o sistema nervoso interage com o endócrino. Esta atua no temperamento das pessoas e. que atuam sobre a adeno-hipófise. respondendo com um armamento anormal. pode provocar doenças. Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios nos vertebrados. produzindo urina mais concentrada. • gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas. estimulando ou inibindo suas secreções. paratireóides. Um dos hormônios não-trópicos. O ADH aumenta a permeabilidade das membranas das células dos túbulos renais à água. Estes hormônios são denominados hormônios de liberação. por esse motivo. Esse hormônio começa a ser produzido na mãe. Esses hormônios são a ocitocina e o hormônio antidiurético (ADH).

9. O hipotireoidismo na infância pode impedir o bom desenvolvimento psíquico e corporal. são produzidos os corticosteróides. ou epinefrina. aumento do ritmo cardíaco e perda de peso. quando são muito baixos. respectivamente. ovários. caracterizada por deficiência mental e nanismo. intolerância ao frio e cansaço. a produção de gametas nas gônadas e o aparecimento de caracteres 79 . fala-se em hipotireoidismo. Os glicorticóides estão relacionados com o metabolismo de glicose. Tem efeito. Na região cortical. além de hormônios sexuais. Os diabéticos precisam tomar doses diárias de insulina para compensar sua deficiência. entre os quais a aldosterona é o principal. portanto. a tireóide produz outro hormônio: a calcitonina. Gônadas As gônadas são também chamadas de glândulas sexuais e produzem. 8. Produzem hormônio paratireoidiano. podem promover sua remoção dos ossos ou aumentar sua absorção pelo intestino e reduzir sua excreção pelos rins. a produção de tiroxina à hiper ou à hipoatividade da tireóide. localizam-se sobre os rins. dando origem ao bócio. Dependendo da concentração de cálcio no sangue. e a central.5. ou medular. Regulação hormonal dos processos sexuais Na espécie humana. ou paratormônio. é produzido o hormônio adrenalina. 8. cujas secreções formam o suco pancreático (liberado no duodeno e que participa da digestão). relacionam-se com a regulação da concentração dos íons sódio e potássio’ no sangue. que inibe a remoção de cálcio dos ossos. que mantém constante o nível de cálcio no sangue. A causa do hipotireoidismo pode ser a carência de iodo. Além da tiroxina. e uma região endócrina. Os mineralocorticóides. determina pele seca. Para evitar o bócio. Nesses casos. A deficiência na produção de insulina provoca aumento na taxa de açúcar no sangue.3. o excesso desses hormônios pode provocar o aparecimento de barba e de outras características masculinas secundárias na mulher. os gametas. O hipertireoidismo determina nervosismo excessivo.produção é maior nos indivíduos mais agitados do que nos indivíduos mais calmos. A insulina reduz e o glucagon aumenta o nível de glicose no sangue. ou cortical. é prática comum adicionar iodo ao sal de cozinha. representada pelas ilhotas de Langerhans.6. que produzem hormônios relacionados com o metabolismo da glicose Esses hormônios são: insulina e glucagon. Supra-renais As supra-renais. o que é característico da doença Diabete mellitus. sendo formadas por duas regiões distintas: a periférica. relacionando. mantendo constante o nível de glicose no sangue. Paratireóídes As paratireóides localizam-se sobre a tireóide. fala-se em hipertireoidismo e. ou adrenais. Na região medular. Pâncreas O pâncreas é uma glândula mista. composta por uma região exócrina. a glândula tireóide apresenta grande aumento. provocando a doença conhecida como cretinismo. 8. Quando os níveis de tiroxina são muito elevados. Os hormônios sexuais masculinos produzidos no córtex da adrenal afetam caracteres sexuais secundários. As gônadas masculinas denominam-se testículos e as femininas. mineralocorticóides e hormônios sexuais masculinos. hormônios que são funcionalmente classificados em glicorticóides. elemento que faz parte da molécula de tiroxina e cuja falta não permite sua síntese. consistindo em quatro glândulas pequenas. que determina vasoconstrição periférica e taquicardia (aumento da freqüência cardíaca). 8. No adulto. e atuam como anti-inflamatórios.4. na retenção ou perda de água no organismo.

Os hormônios gonadotrópicos na mulher interagem com os produzidos pelo ovário. Este estimula as glândulas do endométrio a secretarem seus produtos. Nessas condições. Na mulher. A progesterona é importante também para manter dentro do útero o endométrio desenvolvido. É importante frisar que nem todas as mulheres têm ciclos menstruais de 28 dias e que as que têm nem sempre ovulam no décimo quarto. com isso. há grande probabilidade de ocorrer a fecundação do óvulo. No primeiro dia do ciclo. cuja concentração aumenta rapidamente.sexuais secundários estão relacionados a hormônios sexuais. Se ela mantiver relações sexuais nesse período. Entre os andrógenos. onde se iniciam as primeiras etapas do desenvolvimento embrionário. Durante esse período. Uma mulher com um ciclo de 28 dias e com ovulação no décimo quarto dia tem como período fértil do décimo ao décimo oitavo dia do ciclo. sendo que o baixo nível de progesterona representa a eliminação do estímulo que mantém o endométrio desenvolvido. o corpo lúteo inicia a produção de um outro hormônio: a progesterona. também ao redor do sétimo dia. passa a ter alta concentração no sangue. O HCG começa a 80 . está bem desenvolvida. No vigésimo oitavo dia os níveis de progesterona. Após a ovulação. A duração média do ciclo menstrual é de 28 dias. Como se pode notar. O FSH induz os folículos ovarianos a produzirem óvulos. em geral. as famosas “tabelinhas” anticoncepcionais têm alto índice de falhas. em geral apenas um óvulo por mês. o dia da ovulação pode variar de um ciclo para outro. O aumento de sua concentração inibe a produção de LH pela hipófise (feedback negativo) e. A placenta secreta um hormônio chamado gonadotropina coriônica (HCG) que atua sobre o corpo lúteo. que. reiniciando o ciclo. A mulher produz. Os altos níveis de esfrógenos do sexto ao décimo quarto dia do ciclo estimulam o crescimento do endométrio. No homem. Essa concentração de estrógeno começa a inibir a produção de FSH pela hipófise. A adeno-hipófise produz dois hormônios gonadotrópicos: o hormônio luteinizante (LH) e o folículo estimulante (FSH). a hipófise aumenta a produção de FSH. o corpo amarelo começa a regredir e. ao mesmo tempo que estimula a hipófise a secretar LH. que dura em geral cinco dias. Por isso. inicia-se a formação da placenta. o hormônio luteinizante atua sobre células intersticiais do testículo (localizadas entre os túbulos seminais). há redução dos níveis de progesterona e de estrógeno. o FSH estimula os folículos ovarianos a produzirem óvulos e esses folículos em desenvolvimento secretam o estrógeno. a parede do útero. Logo em seguida. passa para a cavidade uterina e fixa-se à parede do útero. assim. dando origem ao ciclo menstrual. iniciando-se então a gravidez. O óvulo pode ser fecundado até três a quatro dias após haver sido eliminado do ovário e ter penetrado na trompa de Falópio. sendo este o estimulo hormonal para a ovulação. O folículo em desenvolvimento inicia a secreção do estrógeno que. os espermatozóides permanecem no interior do útero por três a quatro dias em condições de fecundar o óvulo. estrógenos e LH são muito baixos. estimulando a produção de andrôgenos (hormônios sexuais masculinos). sendo que. é responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários. o período fértil da mulher compreende quatro dias antes e quatro dias depois da ovulação. que atinge concentração máxima ao redor o sétimo dia do ciclo. a alta concentração de LH estimula a formação de corpo lúteo ou corpo amarelo no folículo que eliminou o óvulo. Sob a influência do LH. Ao redor do vigésimo segundo dia do ciclo. espessa e muito vascularizada. formado por um pequeno número de células. de modo que uns controlam a produção dos outros. apenas um dos folículos atinge desenvolvimento maior que os outros. denominada endométrio. o mais importante é a testosterona. Nesse local. A interação desses hormônios determina uma série de alterações no sistema reprodutor feminino. O óvulo é fecundado na trompa de Falópio. Além disso. e começa a descarnar. o embrião. Por outro lado. O hormônio folículo estimulante também estimula a espermatogênese. Os andrógenos regulam o aparecimento de caracteres sexuais secundários e estimulam a espermatogênese (formação de espermatozóides). estimulando-o a produzir a progesterona que manterá a gravidez. dando origem ao sangramento menstrual. a concentração de LH decresce. que geralmente ocorre no décimo quarto dia do ciclo. então. o endométrio está na iminência de uma nova descamação (menstruação). sendo que o primeiro dia do ciclo corresponde ao primeiro dia da menstruação. na puberdade..

pois é uma substância tóxica. em substâncias de reserva. ou em ácido úrico. As proteínas ingeridas pelo animal são degradadas em seus elementos constituintes: os aminoácidos. São animais ureotélicos: os condrícties. que poderão participar dos mecanismos CO2 e oxidativos (liberando energia. A amônia é muito tóxica e muito solúvel em água. que é transformado em amônia (NH3) um dos produtos nitrogenados da excreção. As dosagens desse hormônio no sangue e na urina são os principais testes clínicos de gravidez. A excreção de uréia pelos condrícties está relacionada a problemas osmóticos. os animais podem ser classificados em: • animais amoniotélicos: que excretam principalmente amônia. Os animais terrestres são ureotélicos ou uricotélicos. pois atuam como fornecedores de energia para o metabolismo celular. têm particular interesse no estudo da excreção. • animais ureotélicos: que excretam principalmente uréia. O ácido úrico é atóxico e praticamente insolúvel em água. ou ser transformados. assim. e função energética. sendo formado através do ciclo do ácido úrico. quando a água do meio seca. • animais uricotélicos: que excretam principalmente ácido úrico. mesmo em baixa concentração. havendo necessidade de volume considerável de água para sua eliminação. liberando energia através da respiração celular. como os girinos. em parte. As proteínas têm portanto. A amônia deve ser eliminada do corpo do animal. De acordo com o produto de excreção nitrogenada predominante. como gorduras. como é o caso dos anfíbios adultos. Esse grupamento amina é que dá origem aos excretas nitrogenados. os mamíferos e os animais ainda relacionados de algum modo ao ambiente aquático. passando a excretar principalmente uréia. função plástica. PARTE IX O trato Alimentar Função Hepática Os excretas nitrogenados são os resultantes do metabolismo das proteínas. facilitada a dispersão da amônia. O primeiro estágio da decomposição dos aminoácidos é denominado desaminação e consiste na remoção do grupo amina. como matéria-prima para sintetizarem outras proteínas e. Os aminoácidos. Estes são utilizados pelos animais. quando ingeridos em excesso. A uréia é menos tóxica e menos solúvel em água que a amônia. podendo ser detectado no sangue e na urina da mulher durante a gestação. os animais aquáticos têm. daí o nome aminoácido). que ocorre no fígado. em parte. Os peixes pulmonados deixam de ter a amônia como excreta predominante. H20). A excreção predominante de um desses produtos está relacionada com o ambiente em que o animal vive. Antes de participarem dos mecanismos oxidativos eles passam por mecanismos de remoção do grupo amina (NH2) (os aminoácidos são substâncias que têm um grupamento amina e um grupamento ácido. Os aminoácidos sem o grupo nitrogenado dão origem a cetoácidos. também mais complexo que o da uréia e que ocorre igualmente no fígado. Os animais aquáticos são amoniotélicos. São animais amoniotélicos: os peixes (com exceção dos condrícties) e as larvas aquáticas de animais terrestres. e é necessário um volume menor de água para sua eliminação. utilizados como combustível. que tem estrutura mais complexa do que a da uréia. que serão 81 . como combustível celular. Estando circundados por grande volume de água. pois participam da “construção” do corpo dos animais. Os uricotélicos o eliminam como uma pasta espessa ou como bolotas sólidas e não têm necessidade de água para isso. A amônia pode ser transformada em uréia através do ciclo da uréia ou ciclo da ornitina.ser formado logo no inicio da formação da placenta. Resumo do metabolismo dos aminoácidos.

que secretam grandes quantidades de enzimas digestivas. não havendo necessidade de água para sua eliminação. A saliva contém uma enzima. No caso dos mamíferos. A língua. a amílase salivar ou ptialina. havendo troca de substâncias entre o sangue da mãe e o do feto através da placenta. A amílase age no pH neutro da boca. Diariamente. A vantagem desse tipo de excreção.discutidos posteriormente. que formam a lantema-dearistóteles. O odor característico do peixe morto é decorrente do aumento da concentração dessa substância na carne desses animais. eliminam a base nitrogenada guanina como principal produto de excreção. mas é inibida ao chegar no estômago devido à acidez do suco gástrica. aumentando a velocidade da digestão. Os moluscos . transformando-os em maltose. O ácido úrico. Nas minhocas há uma prega dorsal no intestino. Graças a essas glândulas. Eles são ovíparos e seus embriões se desenvolvem no interior de ovos revestidos por cascas. que inicia a digestão do amido e do glicogênio. lubrifica e dilui o alimento facilitando a deglutição.com exceção dos pelecípodes (ostras e mariscos) . produzida pelas glândulas salivares. que serve para ralar os alimentos. o que não ocorreria com os outros produtos de excreção nitrogenada. e as sublinguais. Mas somente nos artrópodes e moluscos aparecem glândulas como o fígado e o pâncreas. manipula o alimento misturando-o à saliva. eles podem digerir maior quantidade de alimento sem ocupar grande superfície da parede intestinal. Além disso. adquire maior superfície de contato com as enzimas digestivas. Sendo a uréia menos tóxica do que a amônia. pode ser armazenado no interior do ovo. 82 . que com isso. Tais adaptações. uma pessoa produz cerca de 1 litro de saliva.possuem uma língua denteada e protátil. sendo provocada por um vírus). embaixo da língua. os embriões geralmente desenvolvem-se no útero materno. O intestino recebe as substâncias secretadas pelo fígado e pelo pâncreas. A digestão humana O aparelho digestivo do homem compõe-se de boca. A saliva. Nesses animais. que aumenta a superfície de produção de enzimas e de absorção de alimento. especialmente para o feto. além da economia de água. Já no ouriço-do-mar (equinoderma). intestino e ânus. o tiflossole. as submaxilares. a mastigação e a gustação. esôfago estômago. língua e glândulas salivares. A guanina é ainda menos solúvel do que o ácido úrico. como as aranhas. sem causar prejuízo ao embrião. juntamente com outras ligadas à respiração e à excreção permitiram que animais maiores e mais complexos tivessem boas condições de sobrevivência. Modificação do alimento na boca Os dentes encarregam-se de cortar e triturar o alimento. alguns animais excretam outros tipos. refere-se também ao tipo de desenvolvimento desses animais. que pode ser melhor aproveitada para absorver o alimento digerido. órgão de grande mobilidade dotado de corpúsculos sensoriais que captam o sabor. São animais uricotélicos: os répteis e as aves. chamada rádula. um dissacarideo. Na boca há dentes. Além desses principais produtos nitrogenados de excreção. substância praticamente insolúvel em água. que são terrestres na imensa maioria. substância solúvel mas atóxica. Alguns invertebrados excretam aminoácidos e outros. na base posterior do maxilar inferior. Ela é produzida por três pares de glândulas salivares: as parótidas situadas atrás dos ouvidos(a conhecida caxumba. o alimento é raspado por cinco dentes calcários. a excreção de uréia está provavelmente relacionada à viviparidade. protege a boca contra as bactérias e umedece sua mucosa. não há prejuízo para nenhum deles. Os peixes ósseos marinhos excretam quantidades consideráveis de óxido de trimetilamina.

• • • • • Retira o excesso de glicose do sangue. Para evitar que sua própria parede seja destruída. que determina a coagulação do leite. facilitando a ação da pepsina. Pela ação do ácido clorídrico o pepsinogênio transforma-se em pepsina e começa a quebrar as ligações químicas entre certos aminoácidos das proteínas. a renina. a pepsina. impedindo que ele siga pelo aparelho respiratório (figura. removendo-os da circulação. captados pelas terminações nervosas do nariz e da língua. Porém. há um controle hormonal da secreção: o contato do alimento com a parte final do estômago estimula as células desse órgão a produzirem um hormônio. armazenando-a na forma de glicogênio e devolvendo-a depois ao sangue. Nesse momento uma pequena “tampa” . o quimo. Por isso pode-se comer ou beber mesmo de cabeça para baixo. peptonas e polpeptideos. Há também uma enzima. o alimento é engolido passando ao esôfago. a epiglote. fecha automaticamente a traquéia. A hemoglobina desses glóbulos é transformada em pigmentos de cor parda. desobstruindo o aparelho respiratório. há no suco gástrico uma lipase. 6). que. com pouca atuação sobre os lipídios. Funções do fígado O fígado não atua apenas na digestão. corrói o cimento intercelular dos alimentos ingeridos e destrói bactérias. os movimentos peristálticos. tais como. Funciona como um complexo laboratório químico e realiza diversas funções vitais ao organismo. Pode transformar o excesso de glicídios e proteínas em lipídios. portanto que dizemos “fiquei com água na bocas”. que é transformado prontamente em uréia (substância menos tóxica). estimulam a maior produção de saliva. encontrada em mamíferos de pouca idade. inativando substâncias prejudiciais ao organismo. O ácido clorídrico facilita a ação das enzimas do suco gástrico. que são eliminados pela biIe e • • • 83 . um novo reflexo provoca a tosse. fibrino gênio etc. passa a estimular todo o estômago na fabricação do suco gástrico. Tem ação desintoxicante. Após a mastigação. A uréia é lançada no sangue e eliminada pelos rins. de acordo com as necessidades do organismo. Ele é um dos órgãos mais importantes e versáteis do nosso como. Fabrica várias proteínas do sangue (albumina. Destrói glóbulos vermelhos “velhos”. onde o alimento é armazenado e sofre a ação do suco gástrico. um composto muito tóxico. Além de um estimulo nervoso. Não é à toa.O cheiro e o sabor dos alimentos. nós nos engasgamos.ou até mesmo a imagem que formamos dele podem estimular a secreção gástrica. lançado no sangue. Modificações do alimento no estômago O estômago é uma região dilatada e musculosa do canal alimentar. A partir dos aminoácidos essenciais fabrica os demais aminoácidos do corpo. que contém ácido clorídrico (HCI). que serão depois armazenados no tecido adiposo do organismo. formando-se uma massa ácida branca e pastosa.). D e B12) Vem daí seu valor nutritivo como alimento. A principal enzima do suco gástrico. o estômago fabrica um muco protetor. a gastrina. responsável pela extrema acidez do estômago (pH em torno de 2). Quando há descontrole dos reflexos que fecham a traquéia. é produzida na forma inativa de pepsinogênio. A proteína é então fragmentada em moléculas menores: proteoses. Faz a desaminação de aminoácidos (retirada de nitrogênio) para que possam ser queimados ou transformados em glicídios ou lipídios. A simples visão do alimento ou a percepção de seu odor . A desaminação produz amoníaco. Armazena diversas vitaminas (vitaminas A. Do esôfago até o estômago o alimento é ativamente transportado por contrações musculares. A digestão dura de duas a quatro horas. Além da pepsina.

As moléculas simples são absorvidas pela parede intestinal e lançadas no sangue. transformando-as em minúsculas gotículas que se misturam com a água e formam uma emulsão. Após a digestão. o quilo. produzem vitaminas importantes para o homem. como a vitamina K. que completa a ação da amilase salivar. O intestino delgado divide-se em duas regiões: duodeno e jejuno-íleo. sendo absorvida na forma de gotículas microscópicas que são lançadas nos vasos linfáticos. Essas duas enzimas são produzidas em formas inativas: o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio. a biotina e o ácido fólico. eventualmente. sacarase (transforma a sacarose em glicose e frutose). o alimento transforma-se em um líquido branco. A bile. que atuam como “detergentes” emulsionando as gorduras. dipeptidases e tripeptidases (transformam os peptídeos em aminoácidos) e lipases (transformam gorduras em ácidos graxos e glicerol). que digere as gorduras em glicerol e ácidos graxos. Tal fato aumenta muito a superfície de contato dos lipídios com a lipase. e a carboxipeptidase. Essas bactérias. O fim da digestão e a absorção do alimento A digestão termina na parte mais longa do intestino delgado o jejuno-ileo que produz o suco intestinal. que formam boa parte das fezes. erepsina. Como no caso do estômago essas secreções são controladas por mensagens nervosas e hormônios. facilitando a sua ação. que fragmentam ácidos nucléicos em nucleotídeos. as nucleases. Quando o quimo entra em contato com a parede intestinal. Nos animais herbívoros o ceco é bem 84 . Atlas doses de antibióticos podem. que corresponde aos 25 centímetros iniciais. resultando peptídeos menores. produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar não possui enzimas digestivas. matar essas bactérias e provocar diarréia. No duodeno. que aumentam mais ainda a área de absorção do alimento. ele estimula a produção de hormônios (colecistocinina e secretina) que agem sobre o pâncreas e a vesícula biliar fazendo-os lançar no duodeno o suco pancreático e a bile. Modificações do alimento no intestino grosso O intestino grosso é formado por três partes: o ceco. aminopeptidases. O suco pancreático contém água e bicarbonato de sódio que. Além disso cada célula possui pequenas projeções. Parte das gorduras não é ingerida. No ceco encontra-se uma projeção denominada apêndice. com a bile. que quebra mais algumas ligações dos peptídeos. Na espécie humana. A primeira transforma-se em tripsina por uma enzima produzida no duodeno . Além dessas substâncias.a enteroquinase e a segunda é ativada pela ação da própria tripsina produzida. existem as enzimas tripsina e quimiotripsina que quebram os fragmentos de proteína produzidos pela pepsina.determinam a cor perda das fezes Modificações do alimento no intestino delgado O bolo alimentar (quimo) passa do estômago para o intestino delgado. o cólon e o reto. isto é. são lançadas as secreções do fígado e do pâncreas. composto de enzimas que terminam a digestão dos alimentos: maltase (transforma a maltose em glicose). O pâncreas produz ainda a amílase pancreática. Ë produzida também uma lipase. há dobras na parede intestinal. o intestino mede cerca de 6 metros de comprimento e no seu interior ocorre a principal parte da digestão e da absorção do alimento pelo organismo. as microvilosidades. as vilosidades. lactase (transforma a glactose em glicose e glalactose). Facilitando o trabalho de absorção pelo intestino. diminui a acidez do quimo. mas sais biliares. Recentemente evidenciou-se que no intestino grosso ocorre alguma digestão e absorção de alimentos devido à ação das numerosas bactérias que vivem nesse órgão. respectivamente.

indo para o folhoso. o que está de acordo com nossa alimentação. Aí ocorre a absorção da água e dos sais minerais que não foram absorvidos pelo intestino delgado.peixes cartilaginosos. as aves possuem um bico côrneo. os tipos de dentes variam de acordo com os hábitos alimentares do animal. folhoso (ou omaso) e coagulador (ou abomaso). denominada cloaca. restos não digeridos de alimentos . onde há glândulas salivares semelhantes às da boca. As fezes. barrete (ou retículo). mas não têm dentes: a trituração do alimento é feita no estômago. com grossas paredes musculares que trituram o alimento O estômago de mamíferos ruminantes (boi. anfíbios. que formam as presas. Porém os peixes ósseos e a maioria dos 85 . segue para o coagulador.e um grande número de bactérias. têm molares mais desenvolvidos etc. como veremos a seguir. são elimina das pelo reto. finalmente. répteis. O cólon é a parte maior do intestino. Nosso apêndice pode ser considerado um vestígio do ceco desenvolvido dos herbívoros. onde os grãos são armazenados e amolecidos antes de irem para o estômago. em vez de dentes. o papo. urinário e reprodutor terminam numa bolsa única. carnívoros têm caninos. que pode capturar insetos e outras presas. Digestão em outros vertebrados A digestão está adaptada aos diferentes modos de vida em cada grupo de vertebrados. além de possuírem ligamentos elásticos na mandíbula que permitem a ingestão de presas volumosas.desenvolvido funcionando como um reservatório onde ocorre parte da digestão dos alimentos. aves e mamíferos que põem ovos. como o ornitorrinco . As cobras podem ter dois dentes que se transformam em presas inoculadoras de veneno. que se divide em duas partes: a que produz enzimas digestivas. que se abre para fora. que serão mastigadas na boca vagarosamente. herbívoros como o boi e o cavalo. que comem grãos ou folhas. veado camelo etc. Os dentes humanos são menos especializados que os dentes desses mamíferos. O intestino dos outros vertebrados O intestino dos animais herbívoros é muito maior do que o do homem e de outros animais carnívoros. carneiro girafa. chamada estômago químico ou proventrículo e a moela ou estômago mecânico. e. possuem dobras em forma de espiral. A seguir o alimento vai para o barrete. os dentes são iguais entre si (várias fileiras.) é muito desenvolvido e divide-se em quatro partes: pança (ou rúmen). lâminas fortes que servem para esmagar o alimento. As tartarugas têm. formadas por água.os aparelhos digestivo. Depois o alimento é deglutido outra vez. O alimento é rapidamente mastigado e engolido indo se acumular na pança. que absorve a água. Aí a celulose é atacada por bactérias e protozoários. Então o alimento mistura-se à saliva e é regurgitado em pequenas porções. Nos peixes. apesar de serem muito pequenos. Em muitos vertebrados . Finalmente. no tubarão). que produz enzimas digestivas. O intestino dos peixes cartilaginosos (tubarão) e dos agnatos (lampréia). O estômago das aves e dos ruminantes A maioria das aves possui uma dilatação no esôfago. Assim. enquanto os anfíbios não possuem dentes mas têm a língua bastante desenvolvida. podendo medir até 40 m de comprimento. A variação nos tipos de dentes Nos mamíferos. formando a válvula espiral ou tiflosole. roedores têm incisivos bem desenvolvidos. um tubo musculoso que se abre para o exterior através do ânus.como a celulose . que é muito mais variada. que aumenta a superfície de absorção.

Os glicídios. não há a menor necessidade de tomar remédios à base de vitaminas. isto é.) com leguminosas (feijão soja. Os lipídios são nutrientes com função energética e plástica: servem como reserva de energia e tomam parte na formação das membranas das células. Normalmente. aumente a ingestão de verduras. nas frutas. além de ferro e algumas vitaminas do complexo B ao nosso organismo. massas etc. coma alguns alimentos de cada um dos quatro grupos básicos por dia. pois. Têm principalmente uma função plástica ou estrutural. lentilhas. Neles.mamíferos não têm cloaca. Um homem com profissão de pouca atividade física precisa consumir cerca de 3 000 calorias por dia. Um grama de lipídio produz cerca de 9 calorias. das aves e dos peixes. a idade. é necessário ter uma dieta variada. Entretanto. ave ou peixe. pois constituem a principal fonte de energia para o organismo. da carne.) e o milho. macarrão. que fornece sais minerais. como as do ovo. Finalmente. A necessidade de glicídios varia com a atividade física da pessoa. do queijo. Os alimentos podem ser divididos em quatro grupos: o do leite (que inclui derivados como o iogurte e o queijo). nas raízes e nos tubérculos (batata. Glicídios. podemos dizer que um adulto precisa consumir cerca de 70 gramas de proteína por dia. porco. que fornece proteínas. trigo e derivados. pão. que fornece cálcio proteína e algumas vitaminas e sais minerais o da carne (que inclui carne de vaca. mas pode ser substituído por ovos ou queijo ou ainda por feijão. sendo portanto indispensáveis para o bom desempenho das funções orgânicas. Coma menos alimentos açucarados (principalmente entre as refeições) e alimentos ricos em gorduras animais. Como sabemos. São encontrados no leite e em seus derivados (principalmente a manteiga). óleo de soja. com os quais ele sintetiza os outros dez. chamados aminoácidos essenciais. ervilhas. São abundantes nos cereais. conseguimos uma mistura equilibrada de aminoácidos essenciais. pois nosso 86 . no ovo (gema). beterraba). é necessário suplementar a dieta com um pouco de proteína animal). como o abacate. isto é. o aparelho digestivo abre-se para o exterior separadamente dos outros. De modo geral. Um grama de glicidio produz 4 calorias. frutas e cereais. no toucinho. pois não têm todos os aminoácidos essenciais em boa quantidade. vitaminas e fibras (importantes para o bom funcionamento dos intestinos) e o grupo dos cereais e tubérculos (que inclui arroz. como o arroz. na carne. São nutrientes reguladores. ervilha ou lentilha. nosso corpo necessita apenas de dez tipos. a noz etc. Lipídios. Para adquirirmos todos os nutrientes. do leite. ferro e algumas vitaminas. constituem o principal componente de construção da célula. Apesar de existirem vinte aminoácidos diferentes na natureza. batata ou mandioca). Vitaminas. no açúcar comum e na rapadura. hidratos de carbono ou carboidratos são nutrientes energéticos por excelência. neste caso. açúcares. na qual a deficiência de um nutriente em certo alimento seja compensada por sua presença em outro. Assim. Vejamos como cada grupo de substâncias químicas alimentares atua em relação a essas três funções: Proteínas. dos legumes e das frutas. de milho etc) e em frutas. enquanto um trabalhador com grande atividade física gasta em média 3 800 calorias por dia. ao misturarmos cereais (arroz. mandioca. o trigo (e seus derivados: pão farinha. são completas. Nutrição e saúde As substâncias químicas presentes nos alimentos são chamadas nutrientes e exercem três funções principais em nosso organismo: função plástica. soja. sendo que. juntamente com as enzimas. amendoim). o peso etc. possuem todos os aminoácidos essenciais na proporção ideal para nosso organismo já as proteínas vegetais são em geral incompletas. As proteínas animais. controlam as reações químicas do corpo. função energética e função reguladora. aveia etc. as proteínas são macromoléculas formadas pela união de muitos aminoácidos. que fornece glicídios. no mel. o grupo das hortaliças. em certos produtos de origem vegetal (margarina. pois os aminoácidos que faltam no cereal estão presentes na leguminosa e vice-versa.

instala-se uma doença conhecida como kwashiorkor que se caracteriza por estatura abaixo do normal. apresentam deficiências de proteínas. É o caso das vitaminas A. pois o leite materno possui maior valor nutritivo para o bebê e tem digestão mais fácil que o leite em pó. mas ter uma dieta variada e equilibrada. verduras e frutas. pois isso facilita o trabalho de eliminação pelos rins das substâncias tóxicas que penetram em nosso organismo através da poluição ou dos alimentos. As vitaminas lipossolúveis dissolvem-se bem em gorduras e predominam nos alimentos gordurosos. São metabolizadas pelo fígado: por isso. É importante estimular a amamentação natural. O excesso de vitaminas hidrossolúveis é eliminado pela urina. o ideal é comer as frutas cruas. As hidrossolúveis. legumes e cereais. para evitar a perda de vitaminas e faça o cozimento com a panela bem tampada. D. frutas. podem trazer problemas ao organismo. escolha sempre as frutas e verduras mais frescas e não compre as já picadas. facilitando a instalação de doenças infecciosas. Através do estudo da nutrição podemos concluir em síntese.corpo é automaticamente suprido delas caso receba uma dieta variada. Cozinhe o vegetal inteiro ou cortado em pedaços grandes. acarretando retardo e altura e peso inferiores ao normal. Agua e sais minerais. sempre que puder os doces por frutas e os refrigerantes por sucos de. B6. Substitua. porque elas perdem mais facilmente as vitaminas. Cozinhe as batatas e cenouras com casca e ferva a água antes de colocar nela qualquer vegetal. Finalmente. Além disso. provocando diarréias freqüentes. 87 . É importante beber muita água diariamente. possui anticorpos que protegem a criança e cria maior vínculo emocional entre a mãe e o filho. a criança pode morrer se não receber uma alimentação equilibrada. deixando para picá-lo depois. atraso no desenvolvimento mental e infecções no tubo digestivo. Além disso. quando ingeridas em demasia (hipervitaminoses). pois funciona como solvente. após o desmame. verduras e frutas. como leite. Sabe-se. Use também pouca água. que a desnutrição da gestante ou da criança nos primeiros anos de vida pode causar lesões permanentes no cérebro da criança. o que poderá prejudicar sua capacidade de aprendizagem para o resto da vida. Como conseqüência. Cozinhe apenas o tempo suficiente para que os vegetais fiquem tenros. E e K. A carência simultânea de proteínas e calorias provoca o marasmo. carne (ave ou peixe). A desnutrição pode provocar atraso no desenvolvimento mental e físico. Nas populações mais pobres. a desnutrição enfraquece as defesas do indivíduo. lesões na pele. ovos. embora recebam a quota normal de glicídios. permitindo as reações químicas do metabolismo e impedindo grandes variações de temperatura. elas podem perder parte do valor nutritivo com o transporte e o estoque: quanto mais amassada ou murcha uma verdura estiver mais vitaminas ela deve ter perdido. Embora as frutas e verduras frescas sejam a melhor fonte de vitaminas entre os alimentos. B2. Como vimos. para que os nutrientes não se percam com o vapor reaproveitando a água do cozimento para fazer arroz ou sopas. É o caso da vitamina C e das vitaminas do complexo B (vitaminas B1. no vapor. Por isso. legumes. de preferência. que comer bem não é comer muito. Em ambos os casos. a água é importante para a vida. são encontradas em cereais. com sintomas semelhantes aos do kwashiorkor. por exemplo. A desnutrição Dizemos que ocorre desnutrição quando é insuficiente o consumo ou o aproveitamento pelo organismo de um ou mais nutrientes. é isento de bactérias. é comum encontrar crianças que. frutas. que se dissolvem em água. com leite. verduras. enquanto as vitaminas lipossolúveis. em que estejam presentes leite (ou derivados). B12 e niacina). ovos e queijo.

PARTE X Endocrinologia e Reprodução Hormônios são substâncias químicas, produzidas por células especializadas do como, e que atuam sobre outras células, modificando seu metabolismo de maneira específica. Os hormônios são, em geral, moléculas de proteínas ou esteróides. Eles são produzidos por glândulas chamadas endócrinas ou de secreção interna . As glândulas endócrinas lançam sua secreção no sangue e é através da corrente sanguínea que os hormônios atingem as células sobre as quais irão atuar. Embora todas as células do como sejam atingidas pelos hormônios presentes no sangue, apenas alguns tipos celulares são capazes de responder a eles. As principais glândulas endócrinas Hipófise A hipófise, também chamada pituitária, é a glândula responsável pela produção de uma série de hormônios que atuam sobre diversas partes do corpo, inclusive controlando outras glândulas endócrinas. A hipófise é constituída por três partes, ou lobos, os quais produzem hormônios distintos. Os lobos anterior e médio originam-se da epiderme do teto da boca do embrião, ou seja, têm origem epitelial. O lobo posterior da hipófise é uma projeção da base do cérebro (hipotálamo), sendo de origem nervosa. Harmônios da adeno-hipófise Os principais hormônios produzidos pelo lobo anterior da hipófise, também conhecido como adeno-hipófise, estão relacionados a seguir. O harmônio somatotrófico ou hormônio de crescimento, também conhecido pela sigla GH (do inglês Growth Hormone), regula o crescimento geral do corpo. Sua produção excessiva, em caso de disfunção glandular, pode causar o gigantismo. Sua deficiência causa o nanismo. O hormônio tireotrófico ou tireóide-estimulante, também conhecido pela sigla TSH, regula o desenvolvimento e a atividade da glândula tireóide. O hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) regula a atividade da porção mais externa (córtex) das glândulas supra-renais ou adrenais. O hormônio folículo estimulante (FSH) atua sobre os órgãos reprodutivos. Nos machos, estimula a produção de espermatozóides. Nas fêmeas, promove o amadurecimento dos folículos ovarianos, onde estão contidas as células sexuais femininas. O hormônio luteinizante (LH) também atua sobre o aparelho reprodutor. Induz a ovulação e a produção do hormônio progesterona pelos ovários. Nos machos, induz a produção do hormônio testosterona por células especializadas do testículo. O hormônio Iactogênico regula a produção de leite pelas glândulas mamárias dos mamíferos. O lobo mediano da hipófise é pouco desenvolvido nos mamíferos. Nos peixes, répteis e anfíbios, no entanto, ele é responsável pela síntese de um hormônio chamado de intermedina, que atua sobre as células da pele, os cromatóforos, tornando-as mais claras ou mais escuras. Hormônios liberados pela neuro-hipófise A porção posterior da hipófise, conhecida como neuro-hipófise, é responsável pela liberação de dois importantes hormônios produzidos no hipotálamo: a vasopressina e a ocitocina. A vasopressina, também conhecida como hormônio antídiurético (ADH), atua sobre os túbulos dos néfrons renais. Sua ação nos rins dá-se no sentido de aumentar a reabsorção de grande parte da água filtrada nos glomérulos.

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Diabete insípido Uma deficiência de vasopressina ocasiona uma menor reabsorção de água pelos néfrons. Isso faz com que o indivíduo produza uma grande quantidade de urina muito diluída. O indivíduo fica com tendência a desidratação e tem sede exagerada. Esse quadro de sintomas caracteriza o diabete insípido, uma doença causada, portanto, pela insuficiência hipofisária na secreção de ADH. A ocitocina é um hormônio importantíssimo por ocasião do parto. Ela determina as contrações rítmicas da musculatura lisa do útero as quais levam à expulsão do filhote. Ela atua também sobre a musculatura lisa das glândulas mamárias, provocando a expulsão do leite, facilitando assim a amamentação. Tireóide A tireóide é uma glândula localizada na região em frente à laringe. Seus hormônios mais conhecidos são a tiroxina e a diodotironina, substâncias que contêm iodo na sua estrutura. A ausência de iodo na alimentação humana pode levar a tireóide a aumentar muito em tamanho, formando um inchaço no pescoço (papo) chamado bócio. Isso decorre de uma tentativa da glândula de absorver o máximo possível de iodo, necessário á síntese da tiroxina. Bócio endêmico Em certas regiões interioranas do Brasil, a carência de iodo na dieta provoca o aumento da tireóide de vários indivíduos da população. Nesse caso, fala-se em bócio endêmico. A tiroxina regula o metabolismo de praticamente todas as células do corpo. Quando em excesso, ela provoca uma elevação da atividade celular, enquanto sua falta leva a uma diminuição do metabolismo das células. Bócio exoftálmico O hiperfuncionamento da tireóide, conhecido como hipertireoidismo, aumenta de maneira generalizada a atividade corporal. O indivíduo afetado por essa doença é magro, muito agitado e tem grande apetite. Ele pode apresentar um crescimento anormal da glândula (bócio) e olhos arregalados e saltados da órbita (exoftalmia). Esse quadro gerou a denominação de bócio exoftálmico para essa doença. Mixedema e cretinismo O hipotireoidismo ou mixedema é resultante da diminuição da atividade da tireóide. Seus sintomas são o inverso dos do hipertireoidismol A pessoa afetada tende a engordar, ser pouco ativa e apresenta pele fria e ressecada. Quando o hipotireoidismo se manifesta na infância, o indivíduo pode vir a ter retardamento físico e mental, produzindo-se um quadro clínico conhecido como cretinismo. A tireóide produz ainda a calcitonina, um hormônio que atua no metabolismo do cálcio. Seu principal efeito é dificultar a passagem de cálcio dos ossos para o sangue. Como você verá a seguir, a calcitonina exerce um efeito contrário ao do paratormônio, um hormônio produzido pelas paratireóides. Paratireóides Essas glândulas, em número de quatro e localizadas atrás da tireóide, são responsáveis pela produção do paratormônio. Esse hormônio regula o metabolismo do cálcio no corpo. Sua presença na circulação induz a retirada de cálcio dos ossos e dos dentes, mobilizando-o para o sangue. Na sua ausência ocorre o processo inverso, o cálcio passa a se depositar nos ossos e nos dentes, diminuindo sua

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concentração no sangue. A manutenção de uma quantidade normal de cálcio no sangue é de grande importância para o funcionamento do corpo. Esse elemento participa dos processos de contração muscular e transmissão dos impulsos nervosos. Além disso, ele tem papel fundamental na coagulação do sangue. Pâncreas O pâncreas, como já vimos, é um órgão do aparelho digestivo. No entanto, em meio às células que secretam o suco pancreático, existem grupos isolados de células com função endócrina, as chamadas ilhotas de Langerhans. Elas produzem dois importantes hormônios, a insulina e o glucagon. Diabete melito A função mais conhecida da insulina é diminuir a taxa de glicose no sangue circulante, facilitando o seu armazenamento no fígado, na forma de glicogênio. A diminuição da insulina no sangue de um indivíduo, decorrente de uma disfunção do pâncreas, causa o diabete melito. Essa condição faz com que o nível de glicose no sangue aumente e parte desse açúcar passe a ser excretada na urina. A deficiência de insulina tem inúmeras consequências para o organismo. Em alguns casos pode ocorrer o estado de coma diabético, em que ocorre perda de consciência e outras complicações. O glucagon tem ação inversa à da insulina, sendo responsável pela liberação de glicose pelo fígado, e conseqüente elevação da taxa desse açúcar no sangue circulante. Supra-renais Existe uma glândula supra-renal localizada sobre cada rim. A supra-renal apresenta-se formada por duas porções: a mais externa é denominada córtex e a mais interna é denominada medula. Ambas as porções produzem importantes hormônios. O córtex da supra-renal secreta hormônios esturdies conhecidos genericamente como corticosteróides. Os corticosteróides podem ser divididos em três categorias: mineralocor ticóides, glicocorticóides e androgenios. Os mineralocorticóides atuam na manutenção do equilíbrio hidrossalino do corpo, regulando as taxas de sódio, potássio, cloro e a quantidade de água no sangue. Os glicocorticóides atuam na formação de glicose a partir de proteínas e de gorduras. Isso é importante para manter estável a taxa de glicose no sangue pois, nos intervalos grandes entre as refeições, proteínas e gorduras dos tecidos corporais são convertidos em glicose. Os androgênios são hormônios sexuais masculinos, e atuam na produção dos caracteres sexuais secundários. Alterações nos hormônios androgênicos das supra-renais podem resultar em malformação de órgãos genitais masculinos (pênis e escroto mal desenvolvidos) e femininos. Adrenalina O principal hormônio da medula da suprarenal é a adrenalina. Esse hormônio, também conhecido como epinefrina, atua sobre o fígado acelerando a transformação de glicogênio na glicose, a qual é lançada no sangue. Não podemos esquecer que a adrenalina é dos mediadores químicos presentes nas sínteses nervosas, sendo responsável pela passagem do estimulo nervoso nas sinopses entre neurônios do sistema nervoso simpático. A separação da adrenalina no sangue estimula os nervos do sistema nervoso simpático. Sob a ação da adrenalina, os vasos sanguíneos da pele contraem-se -- o que leva á palidez - e o sangue se concentra nos músculos nos órgãos localizados mais internamente, ocorre também taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial e excitação geral do corpo.

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). Reprodução humana 1. Esse mecanismo de alimentação pelo produto é denominado retroalimentação ou “feedback” positivo. tem . Nesse caso. Como já estudamos. Quando um alimento chega ao estômago. O maior teor de cálcio. com mais produção de gastrina. Tomemos dois exemplos: a regulação da tarde gastrina. sofre a ação do suco gástrico. A presença de paratormônio no sangue leva ao aumento do teor de cálcio no plasma sanguíneo. e a regulação do para hormônio.a digestão de proteínas e conseqüentemente a produção de oligopeptídios. o que é chamado de retroinibição ou “feedback” negativo. Esse ajustamento. Aumenta. ele continuará enquanto houver proteína sendo digerida. “realimentada” (embora indiretamente) pelo próprio produto de sua atuação: quanto mais gastrina. que é liberado no sangue. O mecanismo de auto-regulação hormonal Ao analisarmos a atuação de diversos hormônios no controle dos processos metabólicos. hormônio que atua sobre a promoção de suco gástrico. estas serão digeridas e transformadas em oligopeptídios (pedaços protéicos com poucos aminoácidos) A presença de oligopeptídios estimula células especiais da parede do estômago a produzirem o hormônio gastrina. quanto o ataque e a defesa. mais oligopeptidios e mais gastrina. Tais mecanismos permitem que o organismo se ajuste tanto às condições do seu ambiente externo quanto ao meio interno de seu corpo. de modo que a concentração desse hormônio no sangue declina. Se o alimento for rico em proteínas (moléculas polipeptídicas).efeito inibidor sobre a produção de paratormônio pelas paratireóides. percebemos um interessante mecanismo de auto-regulação das concentrações hormonais no corpo. Em poucos minutos a gastrina chega. No caso. Introdução A função primordial do aparelho reprodutor é perpetuar a espécie. Essa resposta pode tanto ser a fuga. O mecanismo de “feedback” A produção de gastrina é. fala-se em inibição pelo produto.A adrenalina é liberada no sangue em situações de emergência (susto. há grande variação nos processos reprodutivos dos vertebrados. Há animais que simplesmente lançam seus gametas na água e outros que realizam o ato sexual. por exemplo). Homeostase Mecanismos como esses estão presentes em várias situações do metabolismo animal. onde induz a produção de mais suco gástrico. que atua sobre o teor de cálcio no plasma sanguíneo. é o que os biólogos denominam homeostase. portanto. Ele é o responsável pela produção dos gametas e pela secreção de hormônios que determinam as características sexuais secundárias e controlam inclusive o impulso sexual. mastigação etc. o teor de cálcio também irá diminuir. mais suco gástrico. Assim. envolvendo não somente hormônios como também diversos tipos de substâncias e reações químicas. o aumento da taxa de glicose no sangue e a maior irrigação dos órgãos internos nos músculos são uma preparação para uma reposta rápida ao estimulo externo. visão do alimento. ao estômago. assim . ou equilibração. que teve sua produção iniciada pelos estímulos sensoriais pré-refeição (olfato. Nesses casos. por sua vez. pela circulação. Neste capítulo centraremos nossa 91 . o que aumenta grandemente a chance de a fecundação ocorrer. cessando a inibição sobre as paratireóides que voltam a produzir paratormônio.

que é um canal musculoso que se abre para o exterior. Os espermatozóides e o fluido nutritivo secretado pelas glândulas anexas formam o esperma 92 . canais deferentes e uretra. Ativados e nutridos por essas secreções. eles entram em contato com as secreções das vesículas seminais e da próstata. entre as coxas. em posição próxima às virilhas. Os testículos são os órgãos produtores dos espermatozóides. As vesículas seminais lançam suas secreções nos canais deferentes. trompas de Falópio. um canal enovelado que se prolonga pelo chamado canal deferente. entre os lábios vaginais. passando por cima da bexiga urinária.células que darão origem aos óvulos. Cada espermatócito. epidídimos. As paredes desses túbulos são formadas por diversos tipos de células. as ovogônias -. os espermatozóides passam para os epididimos e dai para os canais deferentes. Em seu interior existem milhares de minúsculos tubos. ao sofrer meiose. Além disso. O escroto está localizado na região do baixo-ventre. ocorrendo em função das contrações das paredes dos túbulos e do fluxo do líquido existente em seu interior. com tamanho e forma de uma pêra. dentro de uma bolsa de pele denominada escroto ou saco escrotal. internamente. As trompas de Falópio ou ovidutos são dois tubos que partem das proximidades dos ovários e desembocam no útero. Aparelho reprodutor masculino O aparelho reprodutor masculino é constituído. Os testículos estão localizados fora da cavidade do corpo. pouco antes da união deles com a uretra. Os espermatozóides. 2. Esse canal sai do saco escrotal e penetra na cavidade do corpo. Os órgãos reprodutivos humanos Aparelho reprodutor feminino O aparelho reprodutor feminino é constituído pelos ovários. a qual está localizada sob a bexiga. Estudaremos também os principais mecanismos que garantem a perpetuação de nossa espécie. origina quatro espermatozóides. assim que se formam. em sua porção mais externa. a próstata e as glândulas bulbo-uretrais. No interior dos canais deferentes. O nome trompa deve-se à sua semelhança com o instrumento musical de mesmo nome. comunica-se com a vagina. os gametas masculinos iniciam o batimento de suas caudas. A uretra percorre o pênis e se abre para o exterior em sua extremidade. dai seguindo para o pênis. Os gametas e a fecundação A formação dos espermatozóides O testículo é um órgão globóide revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo. entre as quais destacam-se as espermatogônias . Eles medem cerca de 5 cm em seu diâmetro maior e apresentam.células que darão origem aos espermatozóides. como as vesículas seminais.atenção no aparelho reprodutor da espécie humana. Os dois ovários da mulher estão localizados no abdome. desembocam na uretra pouco depois de ela sair da próstata. 3. Do testículo parte o epidídimo. fazem parte desse aparelho diversas glândulas. caem na cavidade interna dos túbulos seminiferos e passam a se deslocar em seu interior. A partir da puberdade. As glândulas bulbo-uretrais. chamados túbulos seminíferos. ou de Cowper. pelos testículos. útero e vagina. as espermatogônias passam a se multiplicar intensamente e vão se transformando nos espermatócitos primários. denominada colo uterino. A uretra passa por dentro da próstata. O útero é uma estrutura musculosa e oca. Esse deslocamento é passivo. Dos túbulos seminíferos. Sua porção inferior.

vindo a liberar os ovócitos que contém em seu interior. Daí eles nadam ativamente para o interior do útero. por sua vez. constituindo o chamado folículo de Graaf. A fecundação Os gametas masculinos são depositados no fundo da vagina por ocasião do ato sexual. Inicio do desenvolvimento embrionário Ao encontrar o óvulo. atingindo a sua membrana. 93 . Ovulação O folículo em amadurecimento cresce pelo acúmulo de um liquido secretado pelas células foliculares. o óvulo pode encontrar milhões de espermatozóides. o esperma é expulso por meio de contrações rítmicas da parede uretral. mantêm sua capacidade fecundante no interior do organismo feminino por cerca de 3 dias. o foliculo maduro rompe-se e liberta o gameta feminino nele contido. Os espermatozóides. penetra na trompa e passa a se deslocar no interior do oviduto. Essas células estão estacionadas nas fases iniciais da meiose e são denominadas ovócitos primários. Destes. Um espermatozóide consegue então fecundar o óvulo.ou sêmen. Esse processo é chamado ovulação. Acredita-se que um óvulo mantém-se capaz de ser fecundado com sucesso apenas nas primeiras 24 horas após sua liberação pelo ovário. os 50 anos. Isso ocorre até. Dessa forma. o corpo do jovem adolescente passa por profundas mudanças. A expulsão do esperma é chamada de ejaculação. Por volta do 14º dia do início de seu desenvolvimento. aproximadamente. em rápido caminho para a plena maturidade física e reprodutiva. Na mulher a partir de 11 a 13 anos de idade. a cada 28 dias. quando o processo é interrompido pela menopausa. Esse deslocamento dá-se à custa do batimento dos cílios presentes nas células que recobrem internamente o oviduto e pelas contrações rítmicas de suas paredes. ao ser liberado do ovário. Hormônios envolvidos na reprodução Hormônios sexuais masculinos Na puberdade. Folículos ovarianos Cada ovócito primário está rodeado por diversas camadas de células foliculares. apenas alguns (entre 300 e 400) atingirão a maturidade durante a vida fértil da mulher. o óvulo caminha em direção ao útero. 4. existem cerca de 400 mil folículos. em geral. um foliculo amadurece liberando seu óvulo. Em um ovário humano. em sua região mais externa (córtex ovariano). A formação dos óvulos Os ovários possuem. de onde sobem pelos ovidutos. Ao penetrar no oviduto. no primeiro terço do oviduto. A sobrevivência dos gametas A fecundação ocorre. No clímax do ato sexual. muitas células precursoras de óvulos. os espermatozóides atravessam a camada de células foliculares que o envolve. aproximadamente. O óvulo. o que bloqueia imediatamente a penetração de qualquer outro.

sobre o nervoso. Durante esse período. provocando a inibição da produção de FSH e estimulando a liberação do LH. ocorre a produção de espermatozóides (espermatogênese) e a produção e liberação do hormônio teotosterona pelos testículos. Esse foliculo passa a lançar estrógeno na circulação sanguínea. o LH atua sobre o foliculo rompido transformando-o em uma estrutura denominada corpo lúteo ou amarelo. regridem. a hipófise reinicia a produção do FSH. Esse efeito prepara o útero para receber um possível embrião que se forme durante o ciclo. chamados de ciclos menstruais. ocorre a menstruação. um hormônio de importância fundamental no processo reprodutivo. são determinados por hormônios da hipófise e do ovário. produzido pela hipófise. O homem não experimenta.Hormônios hipofisários gonadotróficos O processo de amadurecimento sexual tem início com a produção do hormônio folículo estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH). e os órgãos genitais completam seu desenvolvimento. como a mulher. O aumento do FSH no sangue induz alguns folículos ovarianos a entrarem em processo de amadurecimento. A testosterona atua. ciclos de atividade reprodutora. A testosterona é responsável pelo aparecimento das características sexuais secundarias masculinas. pela vagina. determinando o impulso sexual e. de sangue e resíduos de mucosa uterina. Uma vez que o desenvolvimento do corpo amarelo é mantido por indução do LH. os estrógenos atuam sobre o sistema nervoso. A progesterona induz o crescimento da parede uterina (endométrio). que é a eliminação. a partir da puberdade. ciclos repetidos de atividade reprodutoras. o lobo anterior da hipófise passa a secretar o hormônio folículo estimulante (FSH). a queda desse hormônio provoca a regressão daquele órgão. Cada ciclo menstrual é contado a partir do 1º dia de menstruação. durante a vida fértil da mulher. então. Além disso. Por volta do 14º dia do inicio do ciclo. acentuando o impulso sexual. a musculatura desenvolve-se. O hormônio luteinizante. Sob a ação desse hormônio. por exemplo. os folículos do ovário são estimulados a se desenvolver. A menstruação ocorre quando a taxa de hormônios sexuais no sangue se torna baixa. que pode durar de 3 a 7 dias. chamados genericamente de gonadotróficos. juntamente com o FSH hipofisário. Além disso. a taxa de LH está muito alta e ocorre então a ovulação. Um foliculo em desenvolvimento suplanta os demais que. Com a regressão do corpo amarelo diminuem 94 . Hormônios sexuais femininos As mulheres apresentam. é responsável pelo rompimento do foliculo maduro e conseqüente ovulação. Esse hormônio é responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias da mulher como. eles permaneceram até praticamente o fim da vida do indivíduo. O ciclo menstrual A cada 28 dias. Uma vez iniciados esses processos. as cordas vocais espessam-se. Esse hormônio induz o crescimento da parede uterina e passa a inibir a produção do LH. os pêlos no rosto e em outras partes do corpo crescem. Esses ciclos. ambos liberados pelo lobo anterior da hipófise. o mesmo produzido pelo homem. O corpo lúteo é responsável pela produção da progesterona. O folículo ovariano em desenvolvimento produz estrógeno. tornando mais grave o timbre voz. Sob seu efeito. o desenvolvimento dos seios e o alargamento dos quadris. Na puberdade. O estrógeno atua sobre a hipófise. que se torna espessa e bastante irrigada por vasos sanguíneos. estimula a formação de espermatozóides. Sob a ação desses hormônios. As células do foliculo rompido transformam-se no corpo amarelo e passam a secretar progesterona. ainda.

que circula nas lacunas. o embrião humano tem perto de 1 centímetro de comprimento. Aos 7 meses. 5. no interior da qual fica mergulhado. o embrião tem cerca de 2. o feto já está bem desenvolvido e apresenta boas chances de sobrevivência. que atua sobre o corpo amarelo do ovário. o embrião. Gravidez e parto O desenvolvimento do embrião Logo após a fecundação. o feto humano tem cerca de 20 centímetros e pesa por volta de 500 gramas. através da placenta. as taxas de hormônios sexuais no sangue estão muito baixas. Na região de sua implantação mais profunda. e já ocorrem contrações de seus músculos. Esse período. o embrião percorre o oviduto em direção ao útero. podem ocorrer as trocas entre o sangue do embrião —que circula nas vilosidades -e o sangue materno. o embrião continua seu desenvolvimento. A formação da placenta A partir de uma determinada etapa do desenvolvimento. enquanto as excreções e o gás carbônico fazem o caminho inverso. elas aumentam muito e dão origem a uma estrutura chamada placenta. Por volta do 28º dia do início do ciclo. A partir de uma dada época a placenta passa a produzir progesterona. é chamado de menopausa. As vilosidades coriônicas produzem um hormônio. Essas projeções embrionárias são chamadas vilosidadeo coriônicas. A partir de então. chamado gonadotrofina coriônica. são eliminados pela vagina. Os resíduos da parede uterina. formam-se lacunas onde passa a circular sangue materno.5 centímetros de comprimento e já possui forma humana: nesse estágio ele passa a ser chamado de feto. o endométrio do útero regride e descarna-se. Aos 5 meses.as taxas de estrógeno e de progesterona no sangue. Na 5 semana. até cessarem por completo. os esboços dos braços e das pernas já são bem evidentes. Enquanto ocorrem os processos de fixação no útero. Seus olhos estão em formação e seu coração começa a funcionar. lá chegando após 4 dias. Nas imediações das vilosidades. O alimento passa do sangue materno para o do filho. As diversas partes de seu corpo começam a se diferenciar e aparece uma membrana (âmnio) que o envolve totalmente. É isso o que evita a descamação da parede uterina quando o corpo amarelo do ovário regride e deixa de produzir hormônios. As trocas entre mãe e filho passam a ocorrer. juntamente com o sangue resultante do rompimento de vasos sanguíneos. com a qual ele se comunica através do cordão umbilical. Cerca de 4 semanas após a fecundação. os ciclos menstruais tornam-se irregulares. Dessa forma. O sangue do embrião é purificado na placenta. constituindo a menstruação. Menopausa A produção dos hormônios sexuais femininos declina significativamente por volta dos 50 anos. a maior parte das vilosidades coriônicas regride. é chamada bolsa amniótica. quando se encerra a atividade reprodutiva da mulher. o zigoto começa a sofrer as primeiras clivagens ou segmentações. Na falta de progesterona e de estrógeno. induzindo-o a produzir mais progesterona. o embrião penetra na mucosa uterina e passa a lançar projeções que se introduzem entre os tecidos daquele órgão. Ao chegar no útero. Essa bolsa cheia de liquido. então. se porventura ocorrer o nascimento. Enquanto as clivagens vão ocorrendo. 95 . no entanto. Na 8’ semana.

O feto. com a cabeça voltada para baixo. e é conduzido para fora do corpo da mãe. o colo do útero dilata-se e a membrana que envolve o embrião (bolsa amniótica) se rompe. Fisiologia e bioquímica da célula.4. acontece ao fim do 9º mês de gravidez. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. processo esse que só terminará com a morte do indivíduo. No momento do parto. S. São Paulo: Editora Harba.16. 2ª edição. William David. cerca de 38 a 40 semanas após à fecundação. ESQUEMA DE CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA FIG. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.10. O CORAÇÃO HUMANO FIG. O. O TRANSPORTE DA SEIVA ELABORADA FIG. H. O TRANSPORTE DA SEIVA BRUTA NO VEGETAL FIG. Nesse momento. O líquido contido na bolsa extravasa pela vagina. 1980 MC ELROY.7. a concentração desse gás na circulação torna-se alta o suficiente para o aparelho respiratório do recém-nascido a começar a funcionar. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.19. 1988 SMITH. o cordão umbilical que liga o feto à placenta deve ser cortado. O SANGUE DAS VEIAS SOBE PARA O CORAÇÃO GRAÇAS ÀS CONTRAÇÕES DOS MÚSCULOS ESQUÉLITICOS FIG.. ALGUMAS FUNÇÕES E ÓRGÃOS CONTROLADOS PELO CÉREBRO FIG.8. Fisiopatologia clínica. Um fato importante que resulta do desprendimento da placenta é a indução da respiração do recém-nascido. Franklyn G.15.12. THIER. juntamente com o sangue perdido pela ruptura de vasos sanguíneos maternos. A DIGESTÃO DO AMIDO NA BOCA FIG. A placenta desprende-se da parede do útero e é também expulsa pela vagina. 1990. Em questão de segundos. Fisiologia.13. 1997 _______. entra na vagina. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO CELULAR FIG.5 quilogramas. Fisiopatologia: os princípios biológicos da doença. E A FORMAÇÃO DE PULMÕES E DE BEXIGA NATATÓRIA ATRAVÉS DA EVOLUÇÃO FIG.11.1. PIRAMBÓIA.14.20. A AÇÃO DA EPIGLOTE IMPEDINDO QUE O ALIMENTO CAIA NO APARELHO RESPIRATÓRIO FIG. H. O APARELHO DISGETIVO HUMANO (E A PARTE DO APARELHO RESPIRATÓRIO) FIG. A PASSAGEM DO IMPULSO NERVOSO ENTRE DOIS NEURONIOS FIG. BRÂNQUIAS DE PEIXES ÓSSEOS E DE PEIXES CARTILAGINOSOS FIG. UM PEIXE PULMONADO.6. Espanha Editora Acribia. ASPECTO ESQUEMÁTICO DO SISTEMA LINFÁTICO DO HOMEM FIG. São Paulo: Editorial Médica Panamericana. pois não há mais como ser eliminado para o sangue da mãe. O ESTÔMAGO DOS RUMINANTES BIBLIOGRAFIA AIRES. 96 . que se dilata enormemente. M. FIG. como é chamada a expulsão do feto do útero. H. Fisiologia médica.18. 1989 GUITON. 1991 BEVILACQUA. Nessa época. STUNZI. 1969.O parto O parto. São Paulo: Edgar Blücher. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Fisiopatologia veterinária. O APARELHO DIGESTIVO DAS AVES FIG.3. O útero sofre contrações rítmicas que empurram o feto para fora dele.2. ESQUEMA DE CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA FIG. ESQUEMA SIMPLIFICADO DO ENCÉFALO DE VERTEBRADO FIG.9. SPORRI. ESQUEMA DE CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA FIG.17. 1992 KNOX. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Fisiopatologia rural.5. L. A EVOLUÇÃO DO ENCÉFALO AO LONGO DOS VERTEBRADOS FIG. O CO2 produzido pelas células do bebê acumula-se em seu sangue. o feto humano mede cerca de 50 centímetros de comprimento e pesa por volta de 3 a 3.

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