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TREINAMENTO DE LUBRIFICAÇÃO Geral

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Treinamento em lubrificação Industrial
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Conceitos Básicos de Lubrificação

FERNANDO BOICO
Tecnólogo Mecânico
Esp. Gestão Industrial

SENAI - Almirante Tamandaré

Formação Continuada
Curso de Mecânico de Usinagem São Bernardo do Campo 2011.

Temas
 Conceitos sobres os óleos lubrificantes  Conceitos sobre as graxas lubrificantes  Características dos lubrificantes  Lubrificantes para Indústria Alimentícia  Técnicas e aplicações

Por que Lubrificar?

Estudo do Atrito

Tribologia
Tribologia

Investigação do Atrito

Triboengenharia

Engenharia de Lubrificação

Ciência

Aplicação

TriboTribo-Sistema
Fatores de carga
Estrutura Contra Corpo Substância intermediária Corpo Base Meio-ambiente

Alterações na superfície (sintomas de desgaste)

Desgaste

Perda de Material (valores mensuráveis)

Condições de Atrito – 1
Atrito seco:
As superfícies dos corpos em atrito se encontram em intenso contato, completamente limpos e não estão cobertos por nenhum lubrificante.

Atrito na camada superficial:
As superfícies dos corpos em atrito se encontram em intenso contato e estão cobertas com camadas de reação e/ou lubrificantes sólidos.

Condições de Atrito – 2
Atrito misto:
As superfícies dos corpos em atrito se encontram parcialmente em contato (não completamente separadas). O desgaste normalmente se apresenta dentro dos limites aceitáveis.

Atrito limite:
As superfícies dos corpos em atrito se encontram em intenso contato e estão cobertas com uma fina camada lubrificante. O desgaste é excessivamente elevado.

Atrito fluido:
As superfícies dos corpos em atrito se encontram completamente separadas por um filme lubrificante.

Tipos de Atrito

Deslizamento

Rolamento e deslizamento

Rolamento

Perfuração

Tipos de Lubrificantes
 Óleos minerais aditivados convencionais EP  Óleos minerais aditivados especiais  Óleos sintéticos  Graxas minerais convencionais  Graxas minerais Especiais  Graxas sintéticas    

Pastas de montagem Pós lubrificantes Aditivos Especiais Protetivos

Tipos de Lubrificantes
Óleos Graxas Pastas Lubrificantes Sólidos 1. Óleo em água
2. Água em óleo

Emulsões

Óleo base Espessante

- 90 %

- 80 %

- 70 %

1. < 50 %

-

- 30 %

-6%

2. > 50 %

Aditivos

- 10 %

-5%

-5%

2-5% - com/sem estrutura de camada reticulada - mat. sintéticos - metais

Lubrificantes sólidos

- 10%

-2%

10 - 50 %

Lubrificantes Sólidos
Lubrificantes Sólidos

com camada reticulada

sem camada reticulada

termoplásticos

metais macios

com / sem meio transportador

pastas, revest. lubrificantes, suspensões, graxas, pós

mancais, buchas

filmes e pastas metálicas

Lubrificantes Sólidos

Em velocidades periféricas altas, óleo e graxa formam um filme hidrodinâmico que separa as superfícies deslizantes entre si, impedindo o desgaste.

Em baixas velocidades de deslizamento e rotações, em partidas e paradas ou em altas pressões, este filme lubrificante pode não resistir

Os Lubrificantes sólidos são utilizados onde uma lubrificação oleosa (óleo e graxas) não é desejável. Exemplos de Sólidos: MoS2 - GRAFITE - PTFE - COBRE

Lubrificantes Sólidos

Os lubrificantes sólidos incorporados a graxa, geram a formação de um revestimento deslizante, que cobre todas as asperezas superficiais, protegendo contra o inevitável atrito metal – metal, mesmo sob as maiores cargas.

Devido as lamelas dos sólidos ainda estarem desordenadas sobre a superfície, a pressão promove uma acomodação das lamelas lubrificantes, posicionando-se paralelamente a superfície de deslizamento.Com isto o coeficiente de atrito é consideravelmente reduzido.

Óleos Lubrificantes

Óleos Aditivados Convencionais EP
 São óleos puros, provenientes da destilação do Petróleo.  Podem ser PARAFÍNICOS, NAFTÊNICOS.

CARACTERISTICAS Ponto de Fluidez Índice de Viscosidade

PARAFÍNICOS ALTO ALTO

NAFTÊNICOS BAIXO BAIXO PEQUENA PEQUENO GRANDE

Resistência à Oxidação GRANDE Resíduo de Carbono Oleosidade GRANDE PEQUENA

Óleos Minerais Aditivados Especiais
 São óleos puros, nos quais foram adicionadas substância

comumente  chamadas de aditivos, com a finalidade de reforçar ou acrescentar  determinadas propriedades ADITIVO Inibidores de Oxidação Inibidores de Corrosão Extrema Pressão Anti-Desgaste CARACTERISTICAS Evitar a Oxidação Inibir a Corrosão Evitar a Grimpagem Reduzir o Desgaste

Óleos Sintéticos
Ao contrário dos óleos minerais, os óleos sintéticos não são obtidos da destilação do Petróleo. São compostos feitos por reações químicas (síntese), alguns sintetizado de derivados do Petróleo, como etileno, etc.. Tipos de óleos Sintéticos
    

Silicone Éster Poliglicol Polialfaolefina Fluorado

Óleos Minerais – Óleos Sintéticos
Propriedades Densidade a 20 ºC g/ml Indice de Viscosidade(IV) Ponto de Fluidez ºC Ponto de Inflamação ºC Estabilidade a Oxidação Poder Lubrificante Preço Base Poliglicol Silicone 0.9...1.1 0.9...1.05 190...500 -80 150...350 Excelente Satisfatório 40 a 800

Mineral 0.9

Ester 0.9

Fluorado 1.9 50...140 -30 Não Inflamável Excelente Bom 400 a 1000

80...100 140...175 150...270 -10 < 250 Pouca Bom 1 -70 -56 200...230 150...300 Boa Bom 5 a 10 Boa Excelente 7 a 10

Do Petróleo Bruto até o Óleo Base
Destilação atmosférica
Petróleo Gases –– Gasolinas –– Querosene destilada –– Óleo diesel –– Querosene (pesada) Petróleo

destilação à vácuo

–– óleo diesel

Refino

Óleo de fuso Óleo máquina Óleo cilindros

–– resíduos

Òleo base

Processo de Fabricação dos Óleos
ÓLEO MINERAL E/OU ÓLEO SINTÉTICO ADITIVOS  ANTICORROSIVO  ANTIOXIDANTE  ANTIESPUMANTE  ADESIVIDADE  EXTREMA PRESSÃO  SÓLIDOS

MISTURADOR

REATOR

Lubrificante Acabado

Óleos – Classes de Viscosidade
GRADO ISO VG 2 3 5 7 10 15 22 32 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500 Viscosidad Cinematica a 40°C, cSt Minimo Maximo 1.98 2.88 4.14 6.12 9.00 13.5 19.8 28.8 41.4 61.2 90.0 135 198 288 414 612 900 1350 2.40 3.52 5.06 7.48 11.0 16.5 21.2 35.2 50.6 74.8 110 165 142 352 506 748 1100 1650

Óleos – Classes de Viscosidade
Viscosidade média ( 40 ºC) e viscosidade aprox. ISO VG mm².s -¹ (cSt) a temperatura de: 20 ºC 40 ºC 50 ºC 100 ºC Classificação Motores Engrenagem SAE SAE

5 7 10 15 22 32 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500

8 12 21 34 55 88 137 219 345 550 865 1340 2060 3270 5170 8400

4,6 6,8 10 15 22 32 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500

4 5 8 11 15 21 30 43 61 90 125 180 250 360 510 740

1,5 2 2,5 3,5 4,5 5,5 6,5 8,5 11 15 19 24 30 40 50 65

5W 10 W 15 W 20 W 20 30 40 50 85 W 90 70 W 75 W 80 W

140 250

Filme Lubrificante Conforme Viscosidade do Óleo
ISO-VG Tolerância (DIN 51 519) Viscosidade 150 220 320
135

SAE

165 198 242 288 352

90

Graxas Lubrificantes

Graxas Lubrificantes
São óleos básicos misturados com espessantes, aditivos e sólidos que podem ter dois tipos: Sabão  simples, misto e complexo. ex. Lítio (Li), Sódio (Na), Cálcio (Ca), Bário(Ba), Alumínio (Al), etc... Não Sabão  Substâncias sólidas orgânicas e inorgânicas ex. Argila (Bentonita), Gel de Sílica, Poliuréria, Plásticos (PTFE)

Funções das Graxas Lubrificantes
Deveriam ...
ter boa capacidade sustentadora de cargas ... ser suficientemente resistentes aos impactos mecânicos, à água, às partículas sólidas e às influências do ambiente quando usadas em mancais … proteger contra a corrosão

Composição das Graxas Lubrificantes
Óleo Base Aditivos…

Espessantes
… contra oxidação corrosão outros aditivos … para melhorar resistência à pressão

Propriedades dos espessantes a base de sabão
Tipo
Al

Vantagens

Desvantagens

melhor resistência à água do é gradualmente hidrolisado que o sabão de sódio pela água indicado até aproximadamente 100 °C baixa estabilidade ao cisalhamento dificuldade de produção custo elevado comportamento deficiente a baixa temperatura restrições ambientais – legislação local

Bário

resistente à água indicado até aproximadamente 100 °C boa proteção contra a corrosão baixa separação de óleo

Propriedades dos espessantes a base de sabão
Tipo Vantagens Desvantagens
indicado somente até 60 °C ponto de gota  100 °C Cálcio macio a baixas temperaturas boa resistência à água bom comportamento a baixa temperatura boa adesividade Sódio textura fibrosa ponto de gota  200 °C custo reduzido não resistente à água indicado somente até 80/100 °C

Sabão de Lítio
   Indicado até 120 °C Resistente à água até 80 / 90 °C Boa resistência ao trabalho

vapor

Sabão Complexo de Lítio
 Indicado até 150 °C  Boa resistência à água  Bom comportamento à baixa temperatura

 Difícil de produzir

Sabão Complexo de Alumínio
 Indicado até 160 °C  Bombeável  Boas propriedade adesivas  Apropriado para lubrificantes de Grau Alimentício

 Pode ser decomposto por água quente após um longo período de tempo  Estabilidade ao trabalho não é tão boa  se torna macio

Sabão Complexo de Bário
 Indicado até 150 °C  Resistente à água e ao vapor  Resistente às soluções alcalinas e de ácido fraco  Excelente proteção contra corrosão  Elevada capacidade sustentadora de carga

 Difícil de produzir / grandes quantidade de sabão são necessárias  Problemas de toxicologia em alguns Países

§§

Sabão Complexo de Cálcio
 Indicado até 150 °C  Resistente à água e ao vapor  Boa proteção contra corrosão  Excelente capacidade sustentadora de carga  Bombeável  Indicado para uso em lubrificantes rapidamente biodegradáveis  Pode endurecer a temperaturas elevadas  Tendência a endurecer durante estocagem

Sabão Complexo de Sódio
 Resistente até 160/180 °C  Resistente à água até 90 °C  Baixa separação de óleo  Boas propriedades adesivas  Boa proteção contra corrosão

vapor

Espessantes Inorgânicos
Estes incluem substâncias orgânicas e inorgânicas as quais, graças à superfície porosa, retêm o óleo base. Os principais espessantes a base de não sabão, usados na fabricação das graxas são:

  

argilas (bentonita) e sílica-gel poliuréia materiais sintéticos (PTFE)

Bentonita
 Indicado até 160 °C  Também indicado para uso em baixas temperaturas  Boa resistência à água, ácidos e soluções alcalinas  Pode ser usado em lubrificantes de Grau Alimentício  Não resistente ao trabalho

Poliuréia
 Indicado até 180 / 200 °C  Resistente à água e ao vapor  Boa bombeabilidade  Apropriado para os lubrificantes rapidamente biodegradáveis

PTFE
 Indicado até 260 °C  Afinidade com óleos fluorados (óleos PFPE)  Quimicamente inerte  Boa lubricidade  Boas propriedades para lubrificação de emergência

 Elevada quantidade de espessante é necessária  Não indicado para médias e altas velocidades

$$

Aditivos
Aditivo
Anti-oxidantes

Ação
O aditivo oxida no lugar do lubrificante Variação da solubilidade a altas e baixas temperaturas

Objetivo
Prevenir a modificação do lubrificante Diminuição da dependência da viscosidade em relação à temperatura Redução do ponto de fluidez

Otimizador do índice de viscosidade

Otimizador do Prevenir a cristalização das ponto de fluidez moléculas de parafina Detergentes/ dispersantes Manter os resíduos de oxidação em solução

Melhorar a suspensão das impurezas

Aditivos

Aditivo
Aditivos EP (extrema pressão) Inibidores de corrosão

Ação
A superfície metálica é "quimicamente polida"

Objetivo
Melhorar a capacidade em suportar cargas

Formação de um filme protetivo Prevenir a formação de na superfície do metal ferrugem Aumentar a tensão superficial Prevenir a formação de espuma (capacidade de suportar carga)

Aditivos antiespumantes

Processo de Fabricação das Graxas

ESPESSANTE ÓLEO MINERAL E/OU ÓLEO SINTÉTICO MISTURADOR ADITIVOS  ANTICORROSIVO  ANTIOXIDANTE  ADESIVIDADE  EXTREMA PRESSÃO

REATOR

 SÓLIDOS Lubrificante Acabado

Fabricação de Graxas Lubrificantes Processo de De-aeração De-

Atuação da Graxa

 O espessante tem a finalidade de

conter o lubrificante (óleo base)
 O sabão se comporta como uma

malha de fibras, com suas cavidades totalmente cheias de óleo

Graxas – Classe das Consistências
Classe NLGI ¹
000 00 0 1 2 3 4 5 6 Penetração Trabalhada DIN 51804/1 (0,1 mm) 445...475 400...430 355...395 310...340 265...295 220...250 175...205 130...160 85...115

Estrutura
Fluida Quase Fluida Extremamente macia Muito macia Macia Regular Consistente Muito consistente Extremamente consistente

Aplicação
Geralmente para a lubrificação de engrenagens Lubrificação de rolamentos e mancais de rolamentos Graxas de vedação e bloqueio para labirintos e/ou torneiras

¹ NLGI = National Lubricating Grease Institute

Ensaio de Consistência de Graxa
Dispositivo de leitura da profundidade de penetração ( 1/10 mm )

Duração 5 s Cone de ensaio

Profundidade de penetração

Graxas – Propriedades

ESPESANTE

Temp. Gota °C

Temp. Servicio °C

Resistencia al lavado por Agua a 80°C 8 5 7 12 5 1 5 5 5

Corrosion Emcor

Carga Timken, lb

Litio Complejo Litio Bentona Calcio Complejo de Calcio Compl Sulfonato de Calcio Complejo de Aluminio Poliurea Poliurea - Comp. Aluminio

180 260 110 260 280 250 240 240

120 160 180 70 160 200 180 160 180

Regular Regular Mala Regular Regular Excelente Buena Buena Buena

40 45 45 30 50 60 45 45 45

Extrema Presion Cuatro Bolas 200 250 200 100 250 450 300 300 300

Desgaste Cuatro Bolas

0.4 0.4 0.5 2 0.6 0.2 0.4 0.4 0.4

Miscibilidade dos Lubrificantes
ÓLEO SILICONE SILICONE MINERAL ESTER POLIGLICOL FLUORADO BÁSICO Metil Fenil MINERAL + + ESTER + + + POLIGLICOL + SILICONE METIL + SILICONE FENIL + + FLUORADO -

+ MISCÍVEL - NÃO MISCÍVEL

Miscibilidade dos Lubrificantes
ESPESSANTE POLIURÉIA BENTONA LÍTIO SÓDIO COMPLEXO ALUMÍNIO COMPLEXO BÁRIO COMPLEXO SÓDIO BENTONA POLIURÉIA + + + + + + + + + + + + + COMPLEXO COMPLEXO COMPLEXO SÓDIO SÓDIO BÁRIO ALUMÍNIO + + + + + + + + + + + + LÍTIO + + + +

+ MISCÍVEL - NÃO MISCÍVEL

Pastas – Lubrificantes Consistentes
São óleos básicos misturados com espessante, aditivos e uma quantidade de sólidos maior de 30%.

MoS2 COR TEMPERATURA CARGA UMIDADE CONDUTIBILIDADE
PRETO 450 ºC XXX XX

GRAFITE PTFE
PRETO 450 ºC XX XXX XXX BRANCO 260 ºC X

COBRE
COBRE 1100ºC XX X XXXX

Laudo Internacional para Indústria Alimentícia

Os Estados Unidos da América é o único país no mundo que especifica os lubrificantes e concede homologações que são reconhecidas internacionalmente. Atualmente é a Fundação Sanitária Nacional (NSF) que homologa os lubrificantes internacionalmente.

Certificados Válidos Atualmente no Brasil

Fundação Sanitária Nacional

Autorização para Utilização de Produto - Divisão de Produtos de Origem Animal

Laudo Internacional para Indústria Alimentícia
• Processo de Homologação de Produtos NSF H1 ou NSF H 2

FDA (NSF) Administração de Alimento e Medicamento Lubrificante Grau Alimentício NSF H 1

Lista Positiva USDA (NSF) Departamento de Agricultura dos Estados Unidos Lista Negativa

Lubrificante Grau Alimentício NSF H 2

Laudo Internacional para Indústria Alimentícia
Homologação Conforme NSF H1 e NSF H 2

NSF H1 - Lubrificantes com contato ocasional São produtos que podem ser utilizados como lubrificantes ou como película protetora antioxidante em máquinas e aparelhos em todos os pontos onde possa existir um contato ocasional, tecnicamente inevitável, com os alimentos. NSF H2 - Lubrificantes sem contato ocasional São produtos que podem ser utilizados como lubrificantes, desmoldantes ou como película protetora antioxidante em máquinas, aparelhos ou sistemas fechados em todos os pontos onde não exista um contato direto entre o lubrificante e os alimentos.

Componentes da Formulação de Lubrificantes
Componentes de Lubrificação Óleos Base Óleo Mineral Óleo Branco Polealfaolefina Ester Silicone Poliglicol Sim Sim* Sim Sim Sim Sim Não Sim Sim** Sim** Sim** Sim** Sim Sim* Sim Sim Sim Sim Lubrificantes Industriais NSF H1 NSF H2

* Tecnicamente não aconselhável

* * Somente tipos especiais

Componentes da Formulação de Lubrificantes
Componentes de Lubrificação Espessante Lítio Complexo - Al Bentonita Sódio Poliuréia Cálcio Bário Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Sim Sim Não Não Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Lubrificantes Industriais NSF H1 NSF H2

Componentes da Formulação de Lubrificantes
Componentes de Lubrificação Aditivos Cloro Enxofre Chumbo Molibdênio Cádmio Grafite Níquel PTFE Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Sim Não Sim Lubrificantes Industriais NSF H1 NSF H2

Aplicação do Lubrificante Atóxico
Se possível, aplicar em local / equipamento / peça: TOTALMENTE LIMPO (Rolamentos novos, retirar inclusive o óleo protetivo) protetivo) Caso não tenha como limpar préviamente: préviamente: • Bombar Graxa até verificar que o produto novo esteja saindo pelo respiro; • Reduzir em 50% o período previsto de relubrificação • Para Óleos sugere-se escoar totalmente o produto antigo e adotar a redução Óleos, do período em 50%, também.

Organização
• Elaborar plano de lubrificação para cada elemento de máquina individual com tipo de lubrificante e freqüência de lubrificação. Identificar os pontos de lubrificação e contaminação potencial Elaborar procedimentos que descrevem normas e metodologias de aplicação dos lubrificantes para serem seguidas Identificar os diversos tipos de lubrificante com etiquetas, utilizar-se da cor para diferenciação Estocar os lubrificantes em área coberta para evitar a oxidação dos tambores metálicos • Manter o chão da sala de lubrificação e da máquina totalmente limpos

• •

Organização
• Não utilizar estopa na limpeza de reservatórios de graxa ou cárter de óleo • Não deixar o balde de graxa aberto no ambiente • Limpar o funil de óleo com solvente sempre após a sua utilização • Ao abastecer um reservatório de óleo observar o nível de poeira em suspensão no ambiente e evitar exposição • Aplicar a graxa com espátula, bomba ou pincel, jamais utilizar as mãos. • Lavar e Limpar os regadores de óleo freqüentemente • Limpar os resíduos de lubrificante nos alemites ou bicos graxeiros

Organização
• Descartar o lubrificante usado em tambores, devidamente identificados para posterior coleta e segregação, corretamente ecológica Não direcionar jato d’água sobre os mancais de rolamento Trocar os filtros de graxa e óleo dentro da especificação do plano de lubrificação Verificar periodicamente os sistemas de vedação dos elementos de máquina Corrigir vazamentos de óleo com prioridade Inspecionar regularmente o nível dos reservatórios Analisar a condição técnica do lubrificante esporadicamente através de ensaios de Ferrografia

• •

• • •

Armazenagem, Manuseio Embalagens de Lubrificantes
Aconselhável:
• Armazenar as Embalagens em Local Coberto, Seco e Ventilado • Mantê-las Fechadas, durante e após o uso dos Lubrificantes • Evitar o uso de Ferramentas sujas ou contaminadas • Produtos de Grau Alimentício: Dispor de Bomba de Lubrificação específica

Temperatura (ºC)

Deve ser medida exatamente no Ponto que receberá o Lubrificante O Ambiente exerce influência A Condição de Operação exerce Influência As Condições do Equipamento exercem Influência Utilizar Equipamento Adequado (Termômetro Infravermelho) Cada incremento de 15ºC na temperatura reduz em 50% o período definido de relubrificação

Temperatura (ºC)

ALTA
Graxas Óleos Pastas 260ºC 250ºC 1200ºC

BAIXA
Graxas Óleos Pastas -60ºC -60ºC -40ºC

Rotação (rpm)

A influência da ROTAÇÃO para definição do Lubrificante adequado deve ser avaliada levandolevando-se em consideração o chamado:

“Fator de Rotação”

Fator de Rotação
DETERMINAÇÃO DO FATOR DE ROTAÇÃO (ndm): O limite de rotações para utilização de Graxas em Rolamentos se determina mediante do chamado: “Fator de Rotação” Este é calculado multiplicando-se o diâmetro médio do Rolamento pela Rotação de trabalho (rpm). Portanto: Fórmula: ((D + d) / 2) x n, onde: D = Diâmetro Externo do Rolamento em milímetros d = Diâmetro Interno do Rolamento em milímetros n = Número de Rotações (rpm) B = Largura da Pista

Fator de Rotação
Exemplo: Rolamento: Fixo de Esferas 6206

D= d =

62 (mm) 30 (mm)

rpm = 3600

(( 62 + 30 ) / 2 ) x 3600 =

165.600

Período de Lubrificação
Período de Lubrificação / Intervalos de Relubrificação
Tipo de Mancal Rolamento radial rígido 1 fila 2 filas Rolamento esferas com contato angular Rolamento de parafuso 1 fila 2 filas  = 15°  = 25° Rolamento de 4 pontos Rolamento rodízios articulado Rolamento radial rígido Rolamento esferas angular 2 filas Kf 0,9...1,1 1,5 1,6 2 0,75 0,9 1,6 1,3...1,6 5...6 1,4 Rolamento rod. cil. axial Rolamento de agulhas Rolamento de rodízios cônicos Rolamento de rolos Rolamento rod. art.sem borda (“E”) Rolamento rod. art.com borda médio Tipo de Mancal Rolamento rod. cilíndricos 1 fila 2 filas rodízios desliz. 25 90 3,5 4 10 7...9 9...12 Kf 3...3,5 3,5

kf . n . dm [ min-1 . mm ]

Período de Lubrificação

Lubrificação de Correntes

Lubrificante Comum

Lubrificante Especial

Lubrificação de Correntes
Pincel ≤ 3 m/s Gotejamento ≤ 6 m/s Banho ou Circulação ≤ 12 m/s Pulverização > 12 m/s

Devemos sempre levar em consideração o tipo de corrente, sua velocidade, temperatura de trabalho e outras influências externas

Lubrificação de Compressores
Óleo Mineral Óleo Sintético 10.000 horas de Trabalho

Pastas Lubrificantes
Altas e Baixas Temperaturas Cargas Elevadas Coloração Clara Montagem e Desmontagem Condutibilidade Elétrica Atóxicas Fluídas Longos Períodos Inerte Frente à Elastômeros

        

Lubrificando com Pasta de Montagem

Lubrificação de Redutores
160

140 130 Poliglicol
Temperatura °C

120 110 100 90 80 70 300 500 Mineral PAO / Éster

1000
Tempo Horas

5000

10 000

30 000

Lubrificação de Engrenagens Abertas

Limpeza e Cuidados
Aconselhável: • Produto com alto poder de evaporação (Volátil) • Alto poder de Solvência Não Aconselhável: Derivados de Petróleo: Querosene, Thiner, Diesel (Devido deixarem resíduos oleosos)

Ensaio de Viscosidade nos Óleos

Ponto de Gota da Graxa
Temperatura na qual se aquece uma graxa e surge a primeira gota de óleo base da graxa . É importante esta prova para poder determinar a capacidade que a graxa tem, ao trabajar em presença de altas temperaturas.

Sistemas Lubrificação Centralizado
Máquina Lubrificação da máquina

Sistema Centralizado • Óleo ou Graxa

Sistema Manual • Graxa

Óleo de Classe I S O V G 220 ou 320 Norma DIN CLP

Graxa Classe Consistência NLGI 00 ou NLGI 000

Graxa Classe de Consistência NLGI 2

Lubrificante Atóxico – NSF (USDA H1)

Sistema Hidráulico
Máquina Lubrificação Sistema Hidráulico

• Viscosidades dos óleos: ISO VG 32, 46 e 68 Cst Norma DIN HLP • Óleos devem atender o grau de pureza conforme exigência dos equipamentos. •A Viscosidade conforme a recomendação do fabricante

Bomba de Palhetas Válvula Direcional Bomba de Pistões Axiais

Sistema Hidráulico

Temperatura

Viscosidades

40 C 50 C 100 C

46 30 6.5

68 43 8,5

Plano de Lubrificação

SENAI Almirante Tamandar´ Profº Fernando Boico E-mail:V8.Boico@gmail.com

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