UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA

Relatório da Prática: 7 RESISTÊNCIAS NÃO-ÔHMICAS

ALUNA: Iana Evane Mota Batista CURSO: Bacharelado em Química DISCIPLINA: Física Experimental MATRICULA: 176125 TURMA: B PROFESSOR: Giovanni Cordeiro Barroso

Junho – 2011

mas a duas grandezas não variam proporcionalmente. alterando-se a ddp (V) nas extremidades destes materiais altera-se a intensidade da corrente elétrica i.Resistores não ôhmicos não obedecem à lei de Ohm . Estes resistores são denominados de resistores não ôhmicos. Fig.I – Introdução Os resistores que obedecem à equação mostrada na Figura 1 são denominados resistores ôhmicos. Fig. 1 . Consequentemente o gráfico V versus i é uma linha reta. isto é. cuja inclinação é igual o valor da resistência elétrica do material. o gráfico de V versus i não é uma reta e.2 . Para estes resistores a corrente elétrica ( i ) que os percorrem é diretamente proporcional à voltagem ou ddp (V) aplicada. em uma grande família de condutores que. como mostra o gráfico abaixo. portanto eles não obedecem à lei de Ohm.Resistores ôhmicos obedecem à lei de Ohm Observa-se.

.Determinar o ponto de trabalho de um circuito através da reta de carga.Verificar experimentalmente o comportamento de componentes não-ôhmicos. .II – Objetivos . para obter dados de elementos de um circuito. .Levantar e utilizar curvas características.

III – Material . respectivamente.Multímetro. . . . 20-Watts.Ω. .Resistor de 100. de 25-Watts e 60-Watts.Fonte de tensão alternada variável: (0 – 240) Vac (Variac).Duas lâmpadas.

alimentados por uma fonte de tensão.I) Se VRN = 0  i = E/R.3 a) Usando os valores apresentados na Figura 7. V(Volt) I(mA) Figura 7. logo i = 0.I VRN = E – (R. (R N).3 a) E = VR + VRN .3(a) e a característica de transferência (gráfico de V versus I) do resistor não-ôhmico apresentada na Figura 7. logo: VR – R.3 (b). um ôhmico ( R ) e outro não-ôhmico.IV – Procedimento Experimental Pré-Laboratório Sejam dois resistores em série. conforme o circuito apresentado na Figura 7.01/1000 = 10mA (no primeiro ponto) Quando i = 0  VRN = E = 10 V ( no segundo ponto) No Ponto Q . determine a tensão e a corrente em cada componente do circuito.3 b) Figura 7.

0 114. é possível determinar a corrente do circuito. utilizou-se a fórmula: I =(VR X 1000)/R VR  valor da tensão em R.9 8.5 46.007) = 3V Logo.4 81.6Ω.7 90. I(mA) .5 55.5 7.4 30 50 70 90 120 150 180 210 VL (máx) = 240 I 0 21.7 46. nos terminais no resistor R.7 2.1 5.7 37. Anotou-se os resultados para o valor da tensão VL a partir da qual a lâmpada começa a incandescer (Vinc).1 70. variou-se a tensão de saída Variac. 240V) VR 0 1.7 4. Tabela 7.I)  VRN = 10 – (1000.3 Para calcular o valor para a corrente.6 9.3 64. L1 (25W.1. 0.2 108.4 32.1 – Resultados para a lâmpada L1. e sabendo-se VR. Mediu-se os valores correspondentes de tensão (VR).7 3.0 3.Mediu-se o valor da resistência do Rnom 100Ω.2 7. Discussão: Foi verificado que o valor da resistência medida é de 79.1 VL V L (min) 5 10 15 V inc = 28. 2 – Montou-se o circuito como apresentado na Figura 7.4 5.4 99. E = VR + VRN  10 = VR + 3 VR = 7V Procedimento experimental e Discussão 1 .4.6 3. 3 – Aplicou-se na lâmpada Li (25W) as tensões indicadas na Tabela 7. 4 – Para variar VL.I = 7mA VRN = E – (R. R sendo um resistor ôhmico.6 6.

6 7. L2 (60W. A incandescência ocorre quando a tensão atinge 28. 240V) VR 0 3.5 11.2 30 50 70 90 120 150 180 210 VL (máx) = 233 I 0 46.3mA.4V. 6 – Associou-se L1 e L2. Ligou-se o transformador ajustando o cursor de modo a obter aproximadamente 100V na saída.Rmed = 79. O valor da incandescência obtido foi de V inc = 22. VL (máx) = 233. sem o resistor R.9 82.8 13. com corrente de 241. conforme apresentado na Figura 7.7 5.2 170.2 Para calcular o valor para a corrente.6 241. corrente 114.0 10.6 15.2. em a paralelo. Para VL (máx) = 240V.9 91.1 72. I(mA) Rmed = 79.8 18.2mA.1 131. Comparou-se a luminosidade de L1 e L2. ligando-se o circuito à saída do transformador.2 19. .7 113.8 6.9 148.1 5.5 64.2 211. em seguida utilizou-se a escala de 700 para medição da tensão 210.2 – Resultados para a lâmpada L2.0 228.2 VL V L (min) 5 10 15 V inc = 22. utilizou-se a fórmula: I = (VR X 1000)/R VR  valor da tensão em R. Utilizou-se a escala de 200V para medição da tensão na lâmpada. Tabela 7.3 9.3 16.6 Ω.6 Ω.9 192.5.

V. L2. QUESTIONÁRIO 1 – Qual a finalidade de R no circuito da figura 1? Como R é um resistor ôhmico. Assinale no gráfico as tensões para as quais o filamento começa a incandescer. A ligação em série. 3 – Levante as curvas características de cada lâmpada. 2 – Pode a tensão de saída do Variac ser maior que sua tensão de entrada (220V)? Pode. verifica-se a corrente.6. conforme a Figura 7. logo em L2. limita a corrente no circuito. Construa as duas curvas no mesmo par de eixos. pois possui resistência fixa. O tipo de ligação é em série.5 – L1 e L2 em paralelo. Aplicando-se a tensão de 100V. percorre a mesma corrente. pois O Variac é o transformador. a lâmpada de 60W mostrou uma maior luminosidade. De acordo com a fórmula P = I. sob uma tensão constante. . Figura 7.Figura 7. logo a corrente que passa na lâmpada. A lâmpada L1 apresentou maior luminosidade pois L1 tem potência menor. a potência é diretamente proporcional à corrente. de potência maior. A voltagem da saída depende do número de espiras que está presente no interior. logo ao ser ligada em série com L2. ao medir a voltagem. a um valor suficiente para incandescê-la.6 – L1 e L2 em série. comparando-se a luminosidade. desviou maior corrente em virtude de uma maior potência. é a mesma que passa na resistência R. 7 – Associou-se L1 e L2 em série.

e 772.0726 = 1377. 6 – Calcule pelos gráficos obtidos. e 182.2mA.4mA V = R. mudança na corrente.1822 = 548. Para L1: V = R. porém para qualquer ponto da curva.I. Após o ponto de incandescência.4mA Para L2: V = R.2228 = 897. e o comportamento passa a não ser mais linear.I. De acordo com o gráfico.8 Ω. As correntes que são graficamente correspondidas são 72. respectivamente. o comportamento mostra-se linear.6mA. Aplicando V = R. quando ambas são submetidas a uma tensão de 100V. R1 e R2 são 1377. qual o comportamento de cada gráfico? Até o ponto de incandescência. Usando a relação V = R.2 Ω.8 Ω.300 250 V (Volts) 200 150 100 50 0 0 50 I (mA) 100 150 V inc  V inc 4 – As resistências seguem à Lei de Ohm? Não. as resistências de L1 e L2.8mA respectivamente. são 104. Na tensão de 200V.8 e 228.I  R = 100/0.7mA .I.4 Ω e 548.8mA V = R. observa-se a não linearidade. é válida a expressão V = R. 5 – Antes e depois do ponto de incandescência.I  R = 200/0.I  R = 200/0. tem-se 1910.I  R = 100/0.1048 = 1908. e depois a uma tensão de 200V. porém obtém-se valores diferentes para cada ponto da curva.

Para resistências não-ôhmicas. não há linearidade.2mA e L2 = 161. VRN = E – (RI)  VRN = 240 – (100X0.11) = 229V. 8 – Usando os gráficos da questão 3. traçando-se uma linha horizontal. O gráfico mostra que pode-se determinar o valor da corrente. o ponto de trabalho Q. há resistência diferente. VRN = E – (R. Trace a reta de carga no gráfico da questão 3 e determine o ponto de trabalho da Lâmpada L1. Logo para cada diferença de potencial. observado o ponto em que ela intercepta as curvas das lâmpadas. é a intersecção do ponto da resistência para com a curva L1.7 – Considere que a fonte da Figura 5. calcule as correntes em cada uma das lâmpadas caso as mesmas sejam ligadas em paralelo a 110V.I) I = E/R  I = 240/100 = 2400mA. . em 110V. L1 = 78. 9 – Como você explica o fato de i depender de V não-linearmente.1 está regulada em 240V. VR = 11V.7mA. Para L1. Verifique se os valores obtidos para i e V sobre a lâmpada são compatíveis com os valores experimentais. (primeiro ponto) I = 0  VRN = E  VRN = 240V (segundo ponto) Ponto Q: I = 110mA. E = VR + VRN .

como o aumento da tensão. observou-se atenuação da corrente. e experimentalmente. Conclui-se portando que a lâmpada que ocorre incandescência.VI – Conclusão Verificou-se através do gráfico. para ambas as curvas. . o comportamento de resistores não-ôhmicos. trata-se de um resistor não-ôhmico. Com o aumento da tensão.

Eletricidade. Rio de Janeiro.Física . 1990.Livros Técnicos e Científicos. Manual: Roteiros de Práticas de Eletricidade e Magnetismo – Para a Disciplina de Física Experimental I – Prof: Nildo Loiola Dias e Giovanni Cordeiro Barroso – 2011. . 2. Magnetismo e Tópicos de Física Moderna – Volume 3 – 2ª Edição .Bibliografia 1. Sears e Zemansky .VII .

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