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Trabalho de Direito Tributário - Imposto de Renda

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CURSO DE DIREITO

RONALDO DE SOUSA VASCONCELOS MAT.: 10813539

IMPOSTO DE RENDA

JOÃO PESSOA 2011

ÍNDICE 1 – CONCEITO: 2 – HISTORICIDADE: 3 – ASPECTOS DO IMPOSTO DE RENDA: 4 – PRINCÍPIOS APLICÁVEIS: 5 – BASE DE CÁLCULO: 6 – IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA: 7 – ISENÇÕES E RESTITUIÇÕES: 8 – QUESTÕES IMPORTANTES: 9 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE: 10 – CONCLUSÃO: .

definindo o objeto do imposto através do seu fato gerador (a aquisição de disponibilidade econômica oriunda do produto do capital. o produto de crime.de renda. o imposto de renda é cobrado (ou pago) mensalmente (existem alguns casos que a mensalidade é opcional pelo contribuinte) e no ano seguinte o contribuinte prepara uma declaração de ajuste anual de quanto deve do imposto (ou tem restituição de valores pagos a mais). conforme Brasil: “Art. Em virtude do princípio de moralidade pública. ilícitas.de proventos de qualquer natureza. mas deve combatê-lo. de competência da União. sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica. devem ser punidas e combatidas pelo Estado. a renda tem sentido restrito. pois é considerada produto do capital. criminosas. o IR em atendimento à Constituição de 1988. I. podem ser objeto de incidência do imposto. como tal. Apenas atividades lícitas. atividades ilícitas são crime e. do trabalho ou de ambos e outros acréscimos patrimoniais). já que é muito grande o número de contribuintes. No Brasil.CONCEITO: O conceito legal de renda e proventos de qualquer natureza está especificado da seguinte forma no CTN. . assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Os contribuintes se dividem em: Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) Imposto sobre Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) Apesar de ser um imposto com custo administrativo de arrecadação mais elevado que os impostos indiretos.IMPOSTO DE RENDA 1 . definitivamente. pois. O imposto. 43. que exige que a Lei Complementar complete a discriminação de rendas tributárias. Na norma do artigo 43 do CTN. Proventos têm sentido residual: outros acréscimos patrimoniais não decorrentes do capital nem do trabalho. assim entendido o produto do capital. que não pode delas se beneficiar. Uma situação não está. porque o governo não pode ser beneficiário. sendo que esses valores deverão ser homologados pelas autoridades tributárias. de atividades ilícitas ou de delinqüência não é fato gerador de IR. parceiro ou co-autor de crime. Atividades lícitas são fato gerador de imposto de renda. incluída como fato gerador do IR: as rendas oriundas de fontes ilegais. do trabalho ou da combinação de ambos. do capital ou de ambos. a base de cálculo (o montante da renda ou dos proventos tributáveis) e o contribuinte do imposto (o titular do imposto). do trabalho ou de ambos. O CTN define. ele é o imposto mais importante e rentável do sistema tributário nacional. produto do trabalho. II.

2 . Mas existe quem afirme existir o IR no Brasil desde a época do Império.783. de 1969 e a Constituição de 1988 mantiveram a competência da União para legislar sobre o imposto e conservaram a mesma denominação dada pela Constituição de 1965: Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. pela Lei 4. As isenções de pagamento e as restituições de imposto de renda retido na fonte são alguns dos meios de que se vale o Estado para corrigir algumas injustiças na tributação. ele foi instituído pela Lei nº. Isto ocorre por haver muita sonegação. o que foi feito pela União em 1923. adequando-o à situação do contribuinte. a ser reduzido a pouco mais de 10% da arrecadação total. ordenados. capitais e valores mobiliários. definitivamente. O IRPF é o imposto mais importante da União. aumentaram sua importância e mantiveram-no em patamar mais ou menos estável com relação à receita federal. Essa lei não especificava os rendimentos tributáveis. exercício de profissões não comerciais. de 25 de outubro de 1966. situação conservada após a criação do CTN e a promulgação da Constituição de 1988. As novas constituições mantiveram a competência tributária relativamente ao imposto e alteraram sua denominação até que a Lei 5. agricultura. e deixava ao Estado e à União a alçada para criar novas receitas.172. indústria. aperfeiçoou o imposto e traçou novas diretrizes para o sistema tributário. A Constituição de 1934 incorporou. de 31 de dezembro de 1922. do trabalho ou da combinação de ambos. mas é um imposto injusto. a Emenda Constitucional nº. O imposto de renda no Brasil possui três fases: . Nesse decreto já se consideravam rendimentos brutos os ganhos derivados do capital. mas ainda não cogitava em imposto de renda.CTN. inicialmente. o Código Tributário Nacional . Sofreu. queda considerável. gratificações. Várias alterações na regulamentação. a arrecadação do IR correspondeu a 35% da receita tributária do Governo Federal. embora. grande expansão nos 15 anos seguintes ao de sua criação. no Brasil.625. a qual dividia os rendimentos tributáveis em rendimentos oriundos de comércio. por isso foi corrigida antes mesmo de ser o imposto efetivamente cobrado. 4. feitas a partir de 1966. deu início à arrecadação deste imposto. chegando. 1. o IR no sistema tributário nacional. em 1962. 17. depois. remunerações. emolumentos. na competência da União. A Constituição de 1967. pensões. fosse um tributo avulso sobre determinados rendimentos. quando alterou a lei do imposto geral sobre a renda.390. A Constituição Federal de 1891 discriminava as rendas tributárias. de 31 de dezembro de 1923. Este imposto experimentou. O Decreto nº.HISTORICIDADE: No Brasil. Um exemplo desta afirmação é ser a arrecadação proveniente das pessoas físicas superior à arrecadação proveniente das pessoas jurídicas. Em 1943. de 26 de julho de 1926.

Terceira fase: a incidência do imposto de renda avançou para proventos de qualquer natureza. Não configura disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos a simples posse de numerário alheio. c) sujeito passivo: pessoa física ou jurídica que registra acréscimos em seu patrimônio. p. Acréscimo patrimonial é o elemento comum e nuclear dos conceitos de renda e de proventos. A incidência do IR independe da denominação da receita ou do rendimento. gera uma receita tributável para a empresa beneficiada pela indenização. conforme disposto no artigo 43 do CTN. O legislador não pode extrapolar a amplitude do conceito de renda ou de proventos. condição jurídica ou nacionalidade da fonte. está superada pela jurisprudência do STF. como no caso de indenização (recomposição de prévio desfalque patrimonial). Segunda fase: o imposto de renda incidia sobre qualquer renda. sob pena de inconstitucionalidade. contribuinte. no sentido de ser considerado renda aquilo que a lei ordinária do imposto estabelecer. O conceito legalista (fiscalista) de renda. são apenas aquelas reparativas atinentes às pessoas jurídicas. O fato gerador do IR não alcança a mera expectativa de ganho futuro ou em potencial. conforme o artigo 153. o responsável pela retenção. 2005. Na jurisprudência brasileira as indenizações intributáveis. b) fato gerador: aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda. como nos leading. Na pessoa jurídica prevalece a teoria do balanço. 3 . . De igual modo.ASPECTOS DO IMPOSTO DE RENDA NO ÂMBITO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO BRASILEIRO E DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) tem as seguintes características (Führer e Führer. casos de desapropriação (não incidência do imposto). uma discussão contratual que redunde em pagamento de lucros cessantes. renda e proventos constituem os rendimentos tributáveis. da não-tributação das variações monetárias (ganho nominal e não real) e da não-tributação adicional pelo Imposto de Renda com relação aos lucros distribuídos. pressupostos na CF. em razão até mesmo de condenação judicial. aquele que deve pagar o tributo. da origem e da forma de percepção. da Constituição Federal. não pode ser tributado pelo IR. ou seja. III. O que não representar acréscimo patrimonial.• • • Primeira fase: O imposto de renda incidia apenas sobre os salários. o sujeito passivo também pode ser aquele que tem a obrigação de reter o imposto na fonte. relativos a indenização. da localização. 90-91): a) competência: da União.

. irretroatividade. 7. mais elevado o quantum devido como imposto. regular as limitações constitucionais ao poder de tributar e estabelecer normas gerais de direito tributário”. III. concede à União o poder de instituir tributos sobre a renda e proventos de qualquer natureza. c) progressividade: quanto maior a renda auferida. não podendo se eximir dessa obrigação por critérios pessoais ou outros. 97): a) universalidade: a tributação do IR alcança todos. instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos. mas de todos os impostos brasileiros.] dispor sobre conflitos de competência. renda ou serviços uns dos outros ou de partidos políticos e suas fundações. contudo. p. É o que se chama de tributação em bases universais ou tributação em base global. I. anterioridade. VI. o aumento do imposto. ou seja. § 2º. ou seja. aceitando como exceção apenas as desonerações tributárias previstas no artigo 150. b. periódicos e papel destinado à sua impressão). p. É sujeito à anterioridade apenas de exercício. afastando privilégios. sobre livros. a definição legal do aspecto temporal da hipótese de incidência tributária. sem selecionar pessoas ou profissões. deve ser maior para quem pode contribuir mais d) anterioridade e irretroatividade da lei: o IR não pode ser exigido com relação a fatos acontecidos antes do início de vigência da lei que os houver instituído ou aumentado e nem no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada esta lei. sobre templos. leis fiscais e suas alterações. a base de cálculo e o contribuinte não apenas do Imposto de Renda. 2000. O artigo 153. regulamento do IR. ou seja. o IR aumenta à medida que aumenta o acréscimo patrimonial. definir o fato gerador. 2003b. jornais. 233-234. conforme autorizado pelo artigo 146 da Constituição Federal de 1988. artigos 43 a 45 do CTN. não é proporcional ao aumento da renda. em matéria tributária. c. Mas cabe à legislação complementar. b) generalidade: todos que recebem algum provento estão sujeitos à tributação. determinados pelo artigo 153. o que exige a definição legal do momento em que se deva considerar ocorrido o fato gerador. Andrade. 2005. igualdade) e princípios específicos. da Constituição Federal. O IR é sujeito ao princípio da capacidade contributiva. a. por alcançar fatos geradores ocorridos não apenas no território nacional. f) Critério temporal: É imposto cujo fato gerador é complexivo.BASE DE CÁLCULO: . não da de 90 dias (NONAGESINAL). da Constituição Federal de 1988. sobre entidades sindicais. 5 . já que a alíquota vai aumentando à medida que aumenta a base de cálculo. da Constituição de 1988 (Cassone. II. Brasil..d) legislação aplicável: Artigo 153. “[. d da Constituição Federal (vedado à União instituir impostos sobre patrimônio. p. 4 – PRINCÍPOS APLICAVÉIS: Ao IR são aplicados os princípios constitucionais gerais (legalidade. e) Critério espacial: Caracteriza-se o IR pela extraterritorialidade.

911. .95 6 . sem prejuízo das demais deduções autorizadas. fazem-se as adequações necessárias (adições.58 De R$ 3. a tabela de imposto de renda pessoa física é a seguinte: De R$ 2. No ano de 2011. Existem três formas de apuração: A) Lucro real = lucro contábil + adições legais – exclusões legais Não se deve confundir o lucro líquido (contábil) com o lucro real. e as despesas médicas.63 Acima de R$ 3.347. contabilizadas. que não se sujeitam a limite de valor.1 – IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA (IRPJ): As pessoas jurídicas são tributadas com base no chamado princípio do balanço. que diminui a base de cálculo do IR – lucro real em períodos futuros até se esgotar. Imposto de renda – Pessoa Física. excluem-se também os valores cuja tributação pode ser diferida. a compensação refere-se ao prejuízo fiscal. Obtido o lucro líquido. conforme o patamar dos rendimentos auferidos. A legislação estabelece o montante a ser deduzido para a apuração da base de cálculo. as exclusões são representadas pelas receitas não tributáveis.52 até 3.63 22. é determinado legalmente como sendo certo percentual do faturamento (ex.130. ou seja. como as relativas à educação.51 15% R$ 293.37 27. 6. arbitrado ou presumido da renda ou proventos tributáveis.86 até R$ 3.: hospitais têm o lucro arbitrado em 8% do faturamento.Base de cálculo: montante real. exclusões e compensações) para apuração do lucro real. As deduções e compensações admissíveis para apuração do lucro líquido não correspondem exatamente àquelas admitidas para fins de apuração da base de cálculo do IRPJ. As adições são representadas por despesas contabilizadas e não dedutíveis para apuração do lucro real.130. B) Lucro presumido: Opcional para a empresa.IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA E IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA: O imposto de renda se divide em: Imposto de renda – Pessoa Jurídica. observado o limite individual por dependente.911.5% R$ 723. do lucro real.5% R$ 528.

houver fraude ou vícios que comprometam a idoneidade da apuração realizada. apurando-se. Nem todas as pessoas físicas pagam IR porque existem casos de isenção. pois é intributável. então. Muitos contribuintes imaginam. compensando-se o montante que já foi objeto de adiantamentos mensais (carnê – leão ou retenção). O prazo para pagamento é o mesmo daquele para o cumprimento da obrigação acessória consistente na apresentação da declaração de ajuste e de bens. tiver ocorrido opção indevida pelo lucro presumido. ficando dispensadas da apuração do lucro real e das formalidades correlatas. aí incluído o mínimo vital para uma existência digna. os quais determinam quem está obrigado ou dispensado de declarar. por falta de informação ou de compreensão das instruções. no anual. em 31/12 do ano-calendário. com antecipações mensais. a pessoa que pagar com base no lucro real. 7 . abaixo do qual a renda não revela capacidade contributiva. Existem vários requisitos estabelecidos pela Receita Federal. o saldo a restituir ou a pagar. E muitos pagam imposto de renda na fonte e recebem devolução de parte do mesmo. que apenas o valor do rendimento anual determina a obrigação ou a dispensa da apresentação da declaração de ajuste. considera-se ocorrido o fato gerador no dia 31/12 do ano-calendário. verifica-se o imposto sobre a renda e proventos efetivamente devido. C) Lucro arbitrado: É utilizado quando a escrita contábil da empresa é imprestável. acrescido das despesas da auto-manutenção. tem-se período de apuração trimestral. 6.montante que será a base de cálculo para o IRPJ). ou a combinação de ambos. considera-se ocorrido o fato gerador ao final de cada trimestre civil. Até 30 de abril do subseqüente. efetuando-se o recolhimento. . podendo. e o que gastaram para obter os rendimentos. em virtude das deduções a que têm direito. muitas vezes. sejam os rendimentos decorrentes do capital ou do trabalho. pagando multa por deixar de declarar. optar pelo período anual. No IRPF. O IRPJ só será apurado sobre o lucro arbitrado quando a pessoa jurídica tributada com base no lucro real não cumprir corretamente suas obrigações acessórias. Empresas com receita até determinado patamar podem optar pelo lucro presumido.ISENÇÕES E RESTITUIÇÕES: O tema Isenção e Restituição de Imposto de Renda é bastante complexo. As pessoas jurídicas estão obrigadas à apresentação da Declaração de IRPJ até o último dia do mês de março do ano subseqüente. à vista ou parceladamente. supõem-se isentos da obrigação e acabam.2 – IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA (IRPF): As pessoas físicas apuram a renda tributável pelo saldo entre o que ganharam durante o período de um ano. No IRPJ. No imposto trimestral. Por estarem mal informados.

b) benefícios recebidos de entidades privadas: valores recebidos em decorrência de morte. reforma ou concessão de pensão). reforma ou pensão. mesmo se contraídas após a aposentadoria. lucros distribuídos ou incorporados ao capital pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real. esclerose múltipla e outras doenças previstas em lei. Rendimentos isentos são aqueles rendimentos que estão referidos no artigo 6º da Lei nº 7. os valores oriundos do PIS/PASEP e os benefícios recebidos de entidades de previdência privada por motivo de morte ou invalidez permanente do participante. entre outras situações. for igual ou inferior a 25. moléstia profissional e as pensões e proventos de aposentadoria ou reforma recebidos por portadores de tuberculose.058. indenização por acidente de trabalho.b. no mês de sua efetivação. valor recebido do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. dentre os quais estão a alimentação. c) lucro na alienação de bens ou direitos de pequeno valor: aqueles cujo preço unitário de venda ou cessão. d) parcela isenta correspondente à atividade rural: apurada conforme formulário Anexo da Atividade Rural. fornecido pela Receita Federal. os transportes.d. hospitalares e dentários mantidos ou pagos pelo empregador. concedida por lei especificando as condições e requisitos necessários. p. diversas indenizações. as diárias. Aqui também se incluem os serviços médicos. Estes rendimentos podem ser classificados da seguinte forma (Almeida. recebidos por contribuinte a partir do mês em que completou 65 anos: limitada a R$ 1. nos quatro primeiros anos. . Os rendimentos isentos e não tributáveis devem ser conhecidos pelos contribuintes a fim de prestar declaração correta. o aviso prévio.FGTS. ocorre o fato gerador do tributo. p. Brasil. mas a lei desobriga ao pagamento. os uniformes e vestimentas especiais de trabalho. e) parcela isenta dos rendimentos de ausentes no exterior: isenção correspondente a 75% do valor dos rendimentos recebidos por contribuintes funcionários do governo ou isenção total. g) rendimentos recebidos por aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço. 21-24. alienação mental. de invalidez permanente do participante causada por acidente em serviço ou moléstia grave. dos rendimentos auferidos por motivo de estudo em estabelecimentos de ensino superior ou técnico. 2005. bolsas de estudo e pesquisa caracterizadas como doação. correspondentes às contribuições cujo ônus tenha sido do participante. de rendimentos de aposentadoria. valores recebidos por deficiente mental da previdência social ou privada. o valor dos bens adquiridos por doação ou herança. f) parcela isenta.a.Isenção é a dispensa legal do pagamento de determinado tributo. rendimentos auferidos em contas de poupança. Nos casos de isenção. 4-5 e s.000 UFIR do trimestre da alienação ou de único imóvel e valor da redução do ganho de capital. as indenizações por acidente de trabalho.d.713/88. reserva remunerada. 27-32): a) verbas indenizatórias: aviso prévio.00 mensais. s. p.

pensão ou reforma (outros rendimentos não são isentos). § 2º. 2005. mas não gozam isenção os seus rendimentos de outra natureza. pecúlio ou montepio recebidos por portador de deficiência mental quando decorrentes de prestações da previdência social ou privada. o) quotas recebidas por parlamentares para serviços postais. 153. inclusive retroativa. .AIDS. 1. Um caso muito comum de isenção do IRPF é a isenção concedida aos portadores de doenças graves que recebam rendimentos de aposentadoria.h) juros e correção monetária das cadernetas de poupança. telefônicos e passagens aéreas. como aluguéis. nefropatia grave. paralisia irreversível e incapacitante. acréscimo de remuneração referente à incidência de CPMF. cegueira. ou quando a mesma se manifestar e enquanto estiver se manifestando. doença de Parkinson. l) pensão. neoplasia maligna. p. cardiopatia grave. Se já tiver IR retido. A isenção a que fazem direito inclui os rendimentos de aposentadoria. m) indenização paga a anistiados políticos ou a seus sucessores. tuberculose. espondiloartrose anquilosante. salário-família. do Distrito Federal ou dos Municípios a pessoas com idade superior a 65 anos e renda proveniente exclusivamente de rendimentos do trabalho está prevista no art. fibrose cística (mucoviscidose). A não-incidência do IR sobre proventos de aposentadoria e pensão. i) valores recebidos no exercício anterior por doação. pensão ou reforma a que fazem jus os portadores de doenças graves. bolsa de estudo e pesquisa caracterizada como doação e recebidas para proceder a estudo ou pesquisa. É possível requerer a isenção tanto no momento da aposentadoria. moléstia profissional incapacitante. dos rendimentos de letras hipotecárias. Virgínia. doença de Paget em estados avançados (osteíte deformante). n) rendimentos do PIS/PASEP. herança ou doação em adiantamento da legítima ou meação. item II da Constituição. se for o caso (Diarionet. A solicitação da isenção é feita a partir de um laudo pericial emitido pelo serviço médico oficial da União e de um requerimento do contribuinte solicitando a isenção. p. incluindo complementação recebida de entidade privada e pensão alimentícia. 2005. deve solicitar restituição. alienação mental. dos Estados. contaminação por radiação. se o contribuinte já for portador da doença. j) outros valores: apólices de seguro ou pecúlio pagos por morte do segurado. esclerose múltipla. hanseníase. dos Depósitos Especiais Remunerados. 1). prêmios de seguros restituídos em virtude de sinistro. furto ou roubo do objeto segurado (informar valor recebido menos o custo de aquisição informado na declaração de bens e direitos). As doenças que dão direito a esta isenção são: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. quando pagos pela previdência social da União.

de 1986 a 1988) sobre a base de cálculo do imposto.000. Portanto.00.000. e os adquiridos antes desta data já constam na declaração com o custo de aquisição corrigido.000.00). O restante da declaração é preenchido normalmente (Virgínia. Como a economia foi desindexada com o Plano Real. se o segundo contribuinte vender seu imóvel por R$ 400.000. A alienação de imóveis de pequeno valor (atualmente valor igual ou inferior a R$ 20. Se o primeiro contribuinte vender o seu imóvel que vale R$ 20.Mas a isenção por moléstia grave não desobriga o contribuinte aposentado de apresentar sua declaração de IR. p. A restituição é feita através de crédito em conta corrente ou em conta de poupança do contribuinte. ele também pode se beneficiar de isenção tributária. 2005a. Esta isenção foi suprimida.00. em caso de venda.00. Existe um exemplo interessante sobre alienação de bens imóveis: o caso de dois contribuintes. o código 62.000. O segundo contribuinte possui apenas um imóvel de R$ 300. conforme a legislação vigente em cada ano.00 ao mês) está isenta de imposto de renda. ele terá um Ganho de Capital de R$ 8. não sendo possível o crédito em conta de terceiros (Brasil.00 por R$ 28. um sendo possuidor de dois imóveis. mas ainda permanece válida para imóveis adquiridos até a data de sua supressão.00. Assim sendo.200. de R$ 20. p. p. Um tipo de abatimento não muito conhecido é o que se refere a imposto sobre alienação de imóveis adquiridos até 31 de dezembro de 1988.00 e o segundo. Ao fazer a declaração. 2005a. o qual vai gerar um IR de R$ 1. os bens adquiridos a partir de 1º de janeiro de 1996 não têm mais atualização monetária. um imóvel adquirido em 1986 tem direito a um desconto de 15% (5% para cada ano.000. o primeiro no valor de R$ 10. 2005. .IRPF precisa haver um ou outro dos seguintes requisitos: a) ser o contribuinte portador de moléstia grave (requisito que diz respeito à pessoa do contribuinte). que identifica contribuinte aposentado.000.00. No caso do contribuinte possuir um único imóvel e não ter alienado nenhum outro imóvel nos últimos cinco anos. 54). militar reformado ou pensionista portador de moléstia grave e declara seus rendimentos de aposentadoria ou pensão no campo 8. obtendo um Ganho de Capital de R$ 100. este ganho seria isento de IR porque o contribuinte teria direito à isenção – desde que não tenha vendido nenhum imóvel nos últimos cinco anos (Fernandes.696. 3-4). no subitem “ocupação principal”. caso receba anualmente mais de R$ 12.a.000.000.00 (15% sobre R$ 8. 2-3). 2003a. p.00.000.00. Mas. até 1988. independentemente do valor deste imóvel (Fernandes. As aquisições feitas a partir de 1970 dão direito a desconto de 5% a. em 1988. 1-2). para haver isenção total do Imposto de Renda Pessoa Física. Há restituição quando houver pagamento a maior ou indevido feito pelo contribuinte. b) tratar-se de rendimentos da inatividade (requisito que diz respeito ao tipo de rendimento). ele indica sua situação escolhendo.

tratamentos dentários e psicológicos.058. ao Fundo Nacional de Cultura. irmão. p. p. ou universitário até 24 anos. Este artigo dá ao sujeito passivo do tributo o direito à restituição total ou parcial quando houver cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou cobrado/pago a maior. até 21 anos. terapia ocupacional. quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho.00. revogada ou rescindida (Brasil. 5): a) pagamento de pensão alimentícia. para comprovação. quando necessária. Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Campos. obtendo uma economia de R$ 117. 2005. p.00 por dependente.998. cirurgias estéticas. c) contribuições para Previdência Social ou para entidades de previdência complementar domiciliadas no Brasil e para o Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI. hospitais. neto ou bisneto se declarado dependente por despacho judicial). aulas de esporte e de dança. quando houver erro na determinação do sujeito passivo. o contribuinte pode abater R$ 1. mas devem ser guardados pelo prazo de cinco anos.00 por mês da base de cálculo do imposto retido. Para cada dependente (cônjuge ou companheiro com quem o contribuinte viva há mais de 5 anos. 6). na aplicação da alíquota. O contribuinte tem direito a várias deduções. próteses. desde que observados alguns limites (Campos. academia de ginástica e medicina alternativa. 2005a.5). Os gastos com educação são limitados a R$ 1. 66-67). a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos.FNC ou aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais. ou em qualquer idade.272. no cálculo do montante ou na elaboração e conferência de documento ou quando a decisão condenatória for reformada. consultas. 2005. b) quantia de R$ 1. tratamento fonoaudiológicos.A restituição está prevista no artigo 165 do CTN. .00. despesas com instrução de deficientes físicos e mentais. pensão alimentícia. fisioterapia. Instituto Nacional do Seguro Social.00 mensais como parcela isenta de rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão. anulada. 2005. Os recibos não precisam ser anexados. exames de laboratório. livros.272. p. não incluindo cursos de idiomas. d) até R$ 1. cuja existência diminui o IR a pagar e pode gerar devolução (Campos. As despesas com previdência privada estão limitadas a 12% dos rendimentos tributáveis e 6% do imposto devido as doações a projetos culturais. as quais podem levar à restituição do IR ou a um pagamento menor. Com saúde podem ser abatidas despesas com planos de saúde. O contribuinte tem direito aos seguintes descontos. Mas não podem ser incluídas as despesas com remédios.INSS. As despesas com saúde. dependentes e previdência privada podem ser abatidas integralmente da renda bruta do contribuinte. educação. filho ou enteado ou pessoa com guarda judicial.

142/SC.QUESTÕES IMPORTANTES: O judiciário já entendeu que não cabe a ele fazer a correção da tabela do IRPF. Aquele que entrar como dependente. Min. o mundo muda a todo instante. uma questão de dias e depois disso o órgão vai regulamentar situação dos casais gays. Repartição de receitas: Pertencem aos Estados. . Viver o dia-a-dia juntos é o que significa a idéia de família. porém o nãorecolhimento não exclui a responsabilidade do contribuinte do pagamento do imposto. Franciulli netto. em formulário próprio disponível na página da Receita Federal na Internet. b) demora na comunicação à fonte pagadora do direito à isenção ou demora no procedimento da fonte pagadora destinado a cessar as retenções. Francisco Falcão – DJU 28. Precedentes: RESP nº 373. ocorreria se tivesse havido o desconto na fonte. a qualquer tipo. pensão. Cabe à fonte pagadora o recolhimento. do imposto de renda sobre a ajuda de custo e a verba de gabinete. terão que provar uma vivência de cinco anos no minímo e a melhor maneira de fazer é pelo cartório. CASAIS GAYS E IMPOSTO DE RENDA: Pode abater do IR os casais homossexuais. 8 .052/SC. ainda que acarrete a responsabilidade do retentor omisso. que auferiu a renda.” (STJ – AARESP 200401527132 – (698260 AL) – 1ª T. que fica obrigado a declarar o valor recebido na sua declaração de ajuste anual. Assim deve ser. anterior à emissão do laudo. incidente na fonte. de minha relatoria. Eliana calmon. DJ de 25/04/05 e RESP nº 573. Rel. na fonte. sobre rendimentos pagos. Rel. como aliás. Ausência de retenção na fonte e responsabilidade: a falta de cumprimento do dever de recolher na fonte.284/SC. a data da doença deve ser interior à de emissão do laudo. A união gay pode ser registrada em cartório de notas. os direitos devem ser permitidos para todos. Min. deverá ter renda no limite da isenção ou nenhuma.11. sem testemunhas. pagas a deputado estadual. Resta apenas sair em DO diz a Receita Federal.2005 – p. RESP nº 439. reforma ou inatividade pode ser requerida. DJ de 01/07/05.A restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF sobre proventos de aposentadoria. – Rel. por eles. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. de oferecê-la à tributação. 00210). desde que a fonte pagadora não efetue ela mesma a devolução ao contribuinte do imposto retido indevidamente. em duas hipóteses: a) emissão de laudo médico indicando a data de aquisição da moléstia grave. não exclui a obrigação do contribuinte. DJ de 18/04/05. ao Distrito Federal e aos Municípios o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. Já valia para quem é hetero e não é casado no civil. A base é dada pela Constituição brasileira. Min. ajudando também sobre a partilha de bens dentre outros direitos. ela não condena nada e não tem preconceitos por lares onde os casais sejam do mesmo sexo.

estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. II .dispor sobre conflitos de competência. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. em matéria tributária. I e §§ 12 e 13. prescrição e decadência tributários. dos Estados. inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados. de 19. de 19. os Estados.será opcional para o contribuinte.12. de 19.2003) I . crédito.regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. de 19.a arrecadação.2003) II .2003) III . 146.9 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE: CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art.12. o Distrito Federal e os Municípios. vedada qualquer retenção ou condicionamento.12. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. bases de cálculo e contribuintes. 239. III .12. de 19. a dos respectivos fatos geradores. II.2003) Parágrafo único. e da contribuição a que se refere o art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata. de 19. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. bem como. d.12.12. 195. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies. lançamento. Cabe à lei complementar: I . das contribuições previstas no art.2003) DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR . também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União. A lei complementar de que trata o inciso III. 155.poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado.2003) IV . observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. entre a União. adotado cadastro nacional único de contribuintes. b) obrigação.

II . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. e a vedação do inciso III. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. § 1º A vedação do inciso III. nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 150. I. I. das entidades sindicais dos trabalhadores. sem fins lucrativos. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.Art. b. à renda e aos serviços. uns dos outros. e 154. jornais. e 154. b) templos de qualquer culto. II. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. IV e V.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. "a". periódicos e o papel destinado a sua impressão. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. VI .instituir impostos sobre: a) patrimônio. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. aos Estados. c) patrimônio. 148. II. . b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 153. de 19. observado o disposto na alínea b. no que se refere ao patrimônio.12. atendidos os requisitos da lei.utilizar tributo com efeito de confisco. de 19.estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. I. à renda e aos serviços. II. é vedado à União. títulos ou direitos. § 3º .A vedação do inciso VI. e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. 148. das instituições de educação e de assistência social. c. V . I.As vedações do inciso VI. inclusive suas fundações. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. II.2003) § 2º . d) livros. I. "a". não se aplica aos tributos previstos nos arts.12. renda ou serviços. III. renda ou serviços dos partidos políticos. e 156. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. 153. III . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42.2003) IV . III e V. 155. não se aplica aos tributos previstos nos arts.

não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.grandes fortunas.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. de 1993) Art.O imposto previsto no inciso IV: I . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 3. de produtos nacionais ou nacionalizados. 155. § 6. na forma da lei. V . IV e V. VI . sem prejuízo do disposto no art. relativos a impostos. . § 3º . em função da essencialidade do produto.exportação. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. a renda e os serviços. XII. para o exterior. II .º. § 1º . concessão de crédito presumido. caso não se realize o fato gerador presumido.será seletivo. III . que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição.O imposto previsto no inciso III: I . § 2º . estadual ou municipal. II .As vedações expressas no inciso VI. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.será informado pelos critérios da generalidade. compreendem somente o patrimônio.§ 4º . da universalidade e da progressividade.º Qualquer subsídio ou isenção. VII . II. g. nos termos de lei complementar. § 2. alíneas "b" e "c". § 5º .produtos industrializados. Compete à União instituir impostos sobre: I .A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. federal. alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I.É facultado ao Poder Executivo. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. só poderá ser concedido mediante lei específica.será não-cumulativo. redução de base de cálculo. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. III . câmbio e seguro.renda e proventos de qualquer natureza.operações de crédito. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.importação de produtos estrangeiros. de 1993) § 7.propriedade territorial rural. 153. taxas ou contribuições. anistia ou remissão. IV .

2003) I .terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do imposto.12. II . de 19.de proventos de qualquer natureza. § 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento.2001) . sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I . assim entendido o produto do capital. O imposto. da origem e da forma de percepção. do trabalho ou da combinação de ambos. a alíquota mínima será de um por cento.será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem.não incidirá sobre pequenas glebas rurais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.12. de 19. de 19. 43. a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade. quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. definidas em lei. de 19.será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas.O ouro.12. de 10. conforme a origem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.12.2003) (Regulamento) § 5º . sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do "caput" deste artigo.2001) § 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior. II . (Parágrafo incluído pela Lcp nº 104.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.1. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.1. para fins de incidência do imposto referido neste artigo. desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. na forma da lei. o Distrito Federal ou o Território. na forma da lei.de renda.2003) II .12. condição jurídica ou nacionalidade da fonte. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza Art. quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel.IV . de 10.setenta por cento para o Município de origem.2003) III . devido na operação de origem. da localização. assegurada a transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos: I .trinta por cento para o Estado. (Parágrafo incluído pela Lcp nº 104. assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. de competência da União.2003) § 4º O imposto previsto no inciso VI do caput:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. de 19.

anulação. real. a qualquer título. devido ao valor arrecadado e o artigo 43 do CTN especifica que seu fato gerador é a aquisição de disponibilidade econômica e jurídica por parte do contribuinte. 10 – CONCLUSÃO: Nem sempre todos os contribuintes conhecem os critérios estabelecidos pela Receita.Ao Imposto de Renda calculado sobre os rendimentos do ano-base. STF. 587 .Art. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam. 44. dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis. II . 584 . Pagamento Indevido Art.Não incide o Imposto de Renda sobre a remessa de divisas para pagamento de serviços prestados no exterior. A base de cálculo do imposto é o montante. III . à restituição total ou parcial do tributo.reforma. ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. STF. 586 . SÚMULAS: STF.cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável. 585 . independentemente de prévio protesto. STF.erro na edificação do sujeito passivo. 45. nos seguintes casos: I . ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o artigo 43. aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a declaração. revogação ou rescisão de decisão condenatória. Parágrafo único. 165. por empresa que não opera no Brasil. O sujeito passivo tem direito.Incide Imposto de Renda sobre o pagamento de serviços técnicos contratados no exterior prestados no Brasil. no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento. com base em contrato de mútuo. referentes ao IR. arbitrado ou presumido. O IR é um imposto importante para o governo. na determinação da alíquota aplicável.Incide Imposto de Renda sobre os juros remetidos para o exterior. da renda ou dos proventos tributáveis. seja qual for a modalidade do seu pagamento. sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor. . Art.

as quais ocasionam devolução do imposto já pago. . As deduções e isenções procuram tornar o IR um imposto mais justo. obrigações e particularidades do contribuinte e precisam ser conhecidas por ele a fim de serem utilizadas com propriedade. São várias as deduções e as parcelas isentas. suas isenções e suas deduções. levando a uma restituição correta.Somente a leitura e o estudo do Manual do IR proporcionam conhecimento sobre os vários aspectos desse tributo. também. que é necessário conhecer para declarar corretamente e evitar cair na malha fina. casos de contribuintes isentos. mais adequado às disponibilidades. havendo. As alíquotas de cálculo do imposto de renda devido também necessitam ser conhecidas pois variam em função da renda.

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