P. 1
MODELO-DE-RELATORIO-DE-ESTÁGIO-vi

MODELO-DE-RELATORIO-DE-ESTÁGIO-vi

|Views: 2.603|Likes:
Publicado porFabricio Fernandes

More info:

Published by: Fabricio Fernandes on Nov 29, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/05/2013

pdf

text

original

CENTRO SUPERIOR DE ENSINO E DESENVOLVIMENTO – CESED FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE CAMPINA GRANDE – FCM CURSO DE ENFERMAGEM

FABRÍCIO MENDES FERNANDES

ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI

CAMPINA GRANDE-PB 2011/1

FABRÍCIO MENDES FERNANDES

ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI

Relatório do Estágio Supervisionado VI apresentado à Coordenação do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande

CAMPINA GRANDE-PB 2011/1

2 PARTO 3. INTRODUÇÃO 2.SUMÁRIO 1. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 3. PARTO E PUERPÉRIO NO BRASIL 3.4 NEONATO NA SALA DE PARTO E UTI 4. REFERÊNCIAS 6.1 PRÉ-NATAL 3.1 CONSULTA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL . CONSIDERAÇÕES FINAIS 5.3 PUERPÉRIO 3. ATENÇÃO À MULHER NO PRÉ-NATAL. ANEXOS 6.

local. carga horária do estágio.1. . período e preceptores. INTRODUÇÃO Descreva o objetivo do Estágio Supervisionado VII.

Aborto e Puerpério – Assistência Humanizada à Mulher (MS. a mulher se transforma numa pessoa totalmente passiva. estabeleceu-se então um modelo de atenção pré-natal visando o nascimento de crianças saudáveis e justificando-se a institucionalização do parto (MS. O Ministério da Saúde (2000) reforça que as atividades educativas (pelas quais as gestantes constituem o foco do processo de aprendiza- .2. Reconhece que a mulher é ativa no seu processo de gestar e parir e não apenas coadjuvante de sua própria experiência. Propõe a individualidade no atendimento e a introdução dos conceitos de humanização nos serviços. A política de humanização do atendimento culminou com a elaboração do Manual sobre atenção ao Parto. encontramos exemplos do controle masculino na atitude da mulher. mas apenas em 1960 houve a implantação de ações prioritárias para assistência à mulher. Esse modelo traduzia uma visão restrita sobre a mulher. 2000). Nele. eqüidade e abordagem global em todas as fases do seu ciclo vital (MS. O sistema de saúde do Brasil passou por constantes modificações ao longo do século XX. ATENÇÃO À MULHER NO PRÉ-NATAL. 2001). prevenção e assistência à saúde da gestante e do recém-nascido. Com o discurso de proteção à mulher dos riscos à sua saúde. a Atenção Básica à Saúde sofreu por vários ciclos. permitindo ao profissional de saúde estabelecer maior vínculo afetivo. como experiência humana extremamente significativa e enriquecedora. mediante implantação de ações destinadas à proteção à saúde da criança. do poder excessivo dos profissionais de saúde e do processo cultural de discriminação e dominação sobre as mulheres (Halbe. houve a elaboração de políticas públicas prioritárias e de manuais para a padronização de condutas dos profissionais de saúde. perpetuou-se a relação de poder entre os sexos. PARTO E PUERPÉRIO NO BRASIL * Relate a história da Atenção à Saúde da Mulher no pré-natal. Conforme foi sendo organizada a atenção à saúde da mulher. com ênfase às demandas relativas a gravidez e ao parto. 2001). estimula a formação da consciência crítica e a autonomia do seu próprio corpo com ações que integrem todos os níveis da atenção: promoção. educação e cuidado com a saúde dos filhos e dos demais familiares. Tal situação é conseqüência da falta de informação. Em geral. 2001). marca-se uma ruptura conceitual com os princípios até então norteadores da política de saúde das mulheres e as prioridades nessa área. na medida em que propõe ações voltadas a sua integridade. durante a consulta médica. e à criança. Esse Manual descreve a gravidez e o parto como eventos sociais que integram a vivência reprodutiva de homens e mulheres. parto e puerpério (como era a assistência à mulher no passado e o que o Ministério da Saúde propõe nos dias atuais). apesar de as informações e condutas serem do seu interesse. responsável pela criação. Com a publicação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). da educação formal. baseada em sua especificidade biológica e no papel social de mãe e doméstica.

edu. cuidados com o recém-nascido.gem) a serem realizadas em grupo ou individualmente devem conter uma linguagem clara e compreensível. d i á l o g ospossíveis janeiro/junho 2007 www. Para Eduardo Stotz (1993). As influências que as mulheres recebiam na infância e adolescência. ganha mais saúde e liberdade. medo.fsba. aleitamento. fixam e ocultam o valor e o poder desses sujeitos. por muito tempo. vergonha relacionados à vivência da sua sexualidade. parto como evento médico e cirúrgico. Gravidez. atribuindo-lhe sentimentos de culpa. por meio da linguagem verbal e não-verbal. menopausa e a sexualidade feminina foram regulados conforme as normas e procedimentos do modelo hegemônico. o ser consciente da sua cidadania exerce influência sobre os demais. sobre o significado do corpo feminino e do sexo resultaram em distanciamento e desvalorização. a vivência da gestação e do parto foi de domínio exclusivo das mulheres. parto. atuando de forma mais consciente e positiva no seu gestar (MS.br/dialogospossiveis 148 favorece o desenvolvimento da autonomia e empodera a mulher que toma decisões baseadas nas suas necessidades. onde o homem exerce domínio sobre a mulher. contribuiu para o fortalecimento de mitos e histórias. Essa visão. amamentação e planejamento familiar. religiosas ou mulheres experientes da família (Michelle Perrot. 2002). culturais e históricos que restringem. necessário ao atendimento da mulher que vivencia o processo de gestar e parir e os condicionantes sociais. invalidando os saberes femininos inatos (Elizabeth Vieira. e a sexualidade feminina excluída das discussões pelos profissionais de saúde (Ministério da Saúde. A mulher aos poucos se distanciou do seu saber instintivo e natural à medida que se submeteu às rotinas hospitalares. A educação em saúde necessita o olhar para o conceito de gênero em sua dimensão social. comadres. assim como envolver o pai. A história mostra que. respeitando a cultura e o saber popular para facilitar a participação ativa no parto. que restringiram o valor e o poder feminino. ou seja. gravidez e menopausa como eventos patológicos que devem sofrer intervenções médicas e tecnológicas. A parturição como um fenômeno feminino tinha como auxiliares as parteiras. conseqüentemente. As ciências biomédicas evoluíram a partir do processo de indus- . perdendo o conhecimento do potencial funcional do seu corpo para viver o processo parturitivo. alterações fisiológicas e emocionais. aleitamento materno visando apenas à diminuição da mortalidade infantil. 2002). a fim de promover orientações gerais sobre os cuidados na gestação. A promoção à saúde no pré-natal ocorre quando possibilitamos à mulher conhecimento sobre seu corpo e compreensão das alterações ocorridas. histórica e política. ao assumir posição passiva no momento do parto. nos seus saberes e. uma das características da sociedade patriarcal. 2001). 2003).

pressionado pelos profissionais de saúde. 2004). As modificações do corpo. movimentos de mulheres e outras instituições da sociedade civil organizada.edu. hospitais transformados em centros de diagnóstico. questionamos se este proporciona ações educativas para a promoção da . A interferência do Estado na sistematização da atenção pré-natal apoiava o movimento de medicalização da gestação e hospitalização do parto (MS. favorecem a compreensão da maternidade envolvendo emoções e valores relacionados a si. 2000). Refletindo no modelo atual de atenção à saúde da mulher. favorecendo o empoderamento e cidadania (Hans Halbe. A tecnologia trouxe contribuições para a prática cirúrgica.d i á l o g o s p o s s í v e i s janeiro/junho 2007 www. diagnosticadas e rotuladas. 1982). amplia sua percepção corporal para a sua capacidade de gestar. A partir do acesso às informações coletadas por meio de revisão sistemática das abordagens educativas implementadas no Brasil desde a implantação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM). o governo brasileiro não apresentava posição explícita frente à questão da saúde da mulher.trialização com o surgimento de novos instrumentos de diagnóstico. de terapia e de ensino (Frijot Capra. 2001). A partir dos anos 80. 2001). como o microscópio e o estetoscópio. A obstetrícia firmou-se como matéria médica na formação profissional e institucionalizou-se.fsba. Esses avanços deixam evidente a relação de poder dos profissionais de saúde sobre as mulheres. isto é. entre o fisiológico e o passível de intervenção médica (Santos. enfocamos a abordagem educativa como um diferencial efetivo na promoção à saúde da mulher (MS.br/dialogospossiveis 144 medicina. iniciaram-se algumas mudanças relacionadas à forma de atendimento à mulher. o parto hospitalar intensificando sua intervenção (Oliveira. modificando o conceito de normal e patológico. 2003). promovidas pelo desenvolvimento da criança. parir e maternar. p. Após intensas discussões e reflexões sobre a assistência à mulher no pré-natal. e seu aperfeiçoamento. à criança e à família (Oliveira. patologias foram mia bem localizadas. considerando as diferentes formas de ações educativas no pré-natal. assim. 2001). apud Milles 1991. informação e consciência dos seus direitos. Durante muitos anos. um consenso sobre a maior receptividade das gestantes às estratégias de atenção à saúde reforça a participação efetiva da mulher no pré-natal que possibilita a aquisição de novos conhecimentos. Na visão de Elizabeth Nagahama & Sílvia Santiago (2005. que valorizavam a maior participação. de forma a assegurar conformidade às normas sociais”. medicalização significa “O processo de transformar aspectos da vida cotidiana em objetos da 1 Universidade de Brasília – Departamento de Saúde Coletiva.655).

saúde e a implementação de ações de prevenção no âmbito da atenção básica que se estabelece por meio da diversificação das ações educativas. Este artigo tem. com o intuito de integrar as informações coletadas nos estudos publicados. portanto. como objetivo geral descrever o pré-natal como processo educativo e de promoção da saúde. .

3. 3.3 PUERPÉRIO Descrever a assistência de enfermagem no puerpério na maternidade e na atenção básica de saúde. 3. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 3. . 3.3.2 PARTO Descrever a assistência de enfermagem prestada à mulher no parto durante o estágio.4 NEONATO Descrever a assistência de enfermagem ao neonato na maternidade.5 NEONATO NA UTI Descrever a assistência ao neonato na maternidade.1 PRÉ-NATAL Descrever a assistência de enfermagem na assistência pré-natal observada no estágio.

* Faça comentários crítico-reflexivos e construtivos acerca da assistência ao binômio mãe-filho na maternidade e atenção básica.4. CONSIDERAÇÕES FINAIS * Relate a importância do estágio para sua formação profissional. * Sugestões para os próximos grupos .

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .5.

.

.

.

ed.Brasil. 2000. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde. 3. Ministério da Saúde. . Assistência Pré-Natal: normas e manuais técnicos.

Brasil. Ministério da Saúde. Parto. Aborto e puerpério: assistên- .

cia humanizada à mulher. Brasília. . 2001.

HALBE . 1. Hans Wolfgang. São . 3. ed. V. Tratado de Ginecologia.

2000.Paulo: Rocca. . p. 65-80.

.

ANEXOS Anexar 01 (uma) consulta de enfermagem à gestante que deve ser realizada durante o campo de estágio .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->