i

SUMÁRIO

1. Introdução.....................................................................................................................iii 2. Revisão Bibliográfica....................................................................................................v
2.1. DESTILAÇÃO SIMPLES....................................................................................VI 2.2. DESTILAÇÃO FRACIONADA...........................................................................VII 2.3. DESTILAÇÃO A VÁCUO (PRESSÃO REDUZIDA)...........................................IX 2.4. DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR......................................................IX 2.5. DIAGRAMA DO PONTO DE EBULIÇÃO...........................................................IX 2.6. LEI DE RAOULT................................................................................................XI 2.7. EQUACIONAMENTO PARA DESTILAÇÃO DE UMA MISTURA BINÁRIA.......XI

3. Material e Métodos.....................................................................................................xiii
3.1. MATERIAL.......................................................................................................XIII 3.2. MÉTODOS:.....................................................................................................XIII

4. Resultados e Discussão...............................................................................................xiv 5. Conclusão...................................................................................................................xxi 6. Bibliografia.................................................................................................................xxi

ÍNDICE DE FIGURAS

ii
Figura 1: Esquema de um aparato para destilação simples...........................................4 Figura 2: Aparato para destilação fracionada..................................................................5 Figura 3: Diagrama do ponto de ebulição para mistura benzeno – tolueno....................7 Figura 4: Aparato Experimental de Destilação..............................................................11 Figura 5: Diagrama de fases para benzeno..................................................................12 Figura 6: Temperatura em função das frações molares teóricas do benzeno..............13 Figura 7: Temperatura em função do tempo de destilação...........................................15 Figura 8: Frações molares do benzeno nas fases líquido e vapor em função do tempo.............................................................................................................................15 Figura 9: 1/(YA-XA) em função de XA.............................................................................16 INDICE DE TABELAS Tabela 1: Propriedades físicas, volume molar e volume utilizado de benzeno e tolueno...........................................................................................................................12 Tabela 2: Valores teóricos utilizados para a elaboração do diagrama de fases...........12 Tabela 3: Frações molares do benzeno no topo e no fundo da coluna........................13 Tabela 4: Frações liquida e de vapor do tolueno..........................................................14 Tabela 5 - Valores utilizados para a calibração do picnômetro.....................................18 Tabela 6 - Resultados da massa específica do destilado e do resíduo.......................18

LEGENDA:

1. L1: fração em gmol da mistura alimentada inicialmente. ρ dest : massa especifica do tolueno em g/cm3. Introdução . ρ A: massa específica teórica do benzeno em g/cm3. Vpic: volume do picnometro em cm3. XB: Fração molar da fase liquida do tolueno. YB: Fração molar da fase liquida do tolueno. L2: fração em gmol restante no fundo.iii XA: Fração molar da fase liquida do benzeno. mdest: massa do tolueno em g. ρ B: massa específica teórica do tolueno em g/cm3. YA: Fração molar da fase vapor do benzeno.

o que possibilita a separação de frações enriquecidas nos componentes desejados. O grau de enriquecimento pode ser préfixado. O oxigênio puro. percebe-se a importância e a necessidade de focalizar-se principalmente as misturas binárias como processo básico de destilação. pois ela constitui a base de operações mais complexas. porém a compreensão dos princípios da destilação de misturas binárias é praticamente importante sob o ponto de vista didático. a de evaporação e a de condensação. utilizando para isto as temperaturas no topo e no fundo da coluna de destilação.iv A destilação é o processo de separação de dois líquidos. Estas frações são processadas posteriormente em produtos acabados e a destilação é freqüentemente utilizada nas etapas intermediárias da obtenção dos produtos finais. nos foguetes e nas aplicações médicas. As pressões elevadas podem ser usadas para diminuir os volumes ou aumentar as temperaturas a fim de facilitar a condensação. envolvendo duas etapas. usado na fabricação do aço. os óleos em grandes colunas de destilação. o termo destilação é normalmente indicado para as operações que visam separar os componentes de misturas líquidas. pode ser que se precisem de pressões baixas para abaixar o ponto de ebulição além do ponto de decomposição térmica. pois muitos outros processos de separação requerem a adição de outro componente que deverá ser removido numa etapa posterior do processo separativo. Uma grande vantagem da destilação está em que não se precisa adicionar nenhuma substância para efetivar a separação. A temperatura e o volume dos materiais em ebulição dependem da pressão. Os objetivos dessa prática foram a separação de dois componentes (benzeno e tolueno) de uma mistura binária por destilação simples com uso de uma coluna de fracionamento. Os vapores produzidos são normalmente mais ricos nos componentes mais voláteis do que o líquido. como também encontrar estas frações por meio da picnometria. é produzido pela destilação do ar que foi previamente liquefeito. De um modo geral as destilações na prática industrial englobam misturas multicomponentes. Este tipo de extração visa separar os componentes de uma fase líquida através de sua vaporização parcial. Assim. é separado inicialmente em diversas frações. As aplicações da destilação têm a mais ampla diversidade. O petróleo cru. . com diferentes pontos de ebulição. encontrar as frações líquidas e de vapor destes componentes no destilado. Embora a destilação seja esporadicamente considerada como operação para se remover materiais voláteis encontrados em certos sólidos. com auxílio do diagrama de fase.

numa coluna de placas ou bandejas. os diversos estágios são teóricos ou de equilíbrio. uma fase vapor entra em contato com uma fase líquida e há transferência de massa do líquido para o vapor e deste para aquele. O líquido está em seu ponto de bolha e o vapor em equilíbrio. por isso. Numa solução ideal (por exemplo. As operações de destilação realizam-se em estágios. em geral. as duas correntes que deixam o estágio. Em casos mais simples. o processo de destilação não efetuará a separação. Se a composição do vapor for a mesma que a do líquido. e do vapor pela condensação.v 2. como por exemplo os dados de velocidade no interior do equipamento. O requisito básico que se deve cumprir para a separação de componentes por destilação é que a composição do vapor seja diferente da composição do líquido com o qual está em equilíbrio. O líquido. O líquido e o vapor contêm. A vaporização e a condensação envolvem os calores latentes de vaporização dos componentes. De um modo geral o vapor que sai de um estágio acha-se enriquecido nos componentes mais voláteis. o destilador é um tanque aquecido. umidificação e desumidificação. os mesmos componentes. Para o dimensionamento ideal de um equipamento de destilação. é a própria altura do recheio. e os efeitos térmicos devem. mas geralmente na indústria. por sua vez sai com menor quantidade de voláteis do que o líquido alimentado. nos quais duas correntes (um líquido e um vapor). Nas operações ideais. Há transferência simultânea de massa do líquido pela vaporização. mas em quantidades relativas diferentes. entrar nos cálculos de destilação. O efeito final é o aumento da concentração do componente mais volátil no vapor e do componente menos volátil no líquido. indicando o número de placas reais e no caso de uma coluna de enchimento. isto é. Revisão Bibliográfica Fundamentalmente a destilação se baseia na transferência de massa entre uma fase líquida e uma fase vapor. inúmeros fatores são determinantes. são utilizadas colunas de destilação que podem ser de pratos ou recheios. no seu ponto de orvalho. no caso da destilação estes dados servem para obter o número de estágios reais a partir do número de estágios teóricos. Como a separação dos constituintes está baseada nas diferenças de volatilidade. . O equipamento utilizado na destilação é basicamente o mesmo que se emprega nas outras operações de transferência de massa como extração líquidolíquido. cuja saída coincide em um condensador. cujas composições diferem das originais. estão em equilíbrio. entram em contato para produzir duas outras correntes.

controlando-as. A solução a ser destilada é aquecida no balão de destilação. O condensador é um tubo de vidro cercado por um fluxo contínuo de água termostatizada. não existe uma relação simples. 2. A destilação é amplamente usada para separar misturas líquidas de componentes mais ou menos puros. então. evitando um excesso de turbulência na ebulição. Neste resíduo é que ficam as substâncias não voláteis. Aumentando-se a temperatura da solução. existentes na sua superfície. além de ser uma técnica rápida. destilação fracionada. a formação de bolhas de vapor é facilitada pela presença de ar dissolvido no líquido ou ar que tenha aderido ao vidro devido a irregularidades. a volatilidade pode ser relacionada diretamente à pressão dos componentes puros. Este líquido é chamado destilado. ou de outros líquidos que possuem uma diferença no ponto de ebulição aproximadamente maior do que 80ºC. Nas soluções não-ideais (por exemplo. vindo do balão. eficaz. Se a destilação for de líquidos inflamáveis deve-se aquecer o balão com um banho de vapor ou com uma manta elétrica. entra em contato com as paredes frias do condensador e condensa. O vapor. Dentre as técnicas de separação. DESTILAÇÃO SIMPLES É um processo que permite a separação de um líquido de uma substância não volátil. e o líquido remanescente no balão é chamado resíduo de destilação. e deve ser usado sempre que possível. As bolhas de ar servem de núcleo para a formação de bolhas maiores de vapor. o líquido cederá vapor em quantidades relativamente . devido à alta porosidade fornecem uma grande superfície de contado para as microbolhas que se formam na solução. a destilação é a mais importante e mais utilizada para a purificação de líquidos. fácil e. e o vapor é forçado a passar pelo condensador. uma mistura de etanol e água). esta chega a ebulição. É um método rápido de destilação. recolhido no recipiente.vi uma solução de benzeno e tolueno). Quando um líquido é aquecido. Em virtude da destilação envolver a vaporização e a condensação da mistura.1. destilação a vácuo (pressão reduzida) e destilação por arraste de vapor. se respeitado seus limites. Dentro do balão são adicionadas algumas pedrinhas de porcelana. que. O líquido é. Quatro são os processos fundamentais de destilação: destilação simples. são necessárias grandes quantidades de energia. no ponto de ebulição.

DESTILAÇÃO FRACIONADA . fazendo-as aumentar de tamanho. até que finalmente sejam expelidas. Figura 1: Esquema de um aparato para destilação simples 2. A separação é tanto mais fácil quanto maiores forem as diferenças de volatilidade dos diferentes componentes da mistura. É ainda possível a separação de misturas cujos componentes tenham pontos de ebulição que difiram de 30 a 80 ºC por meio de sucessivas destilações simples. termômetro. o liquido não tiver praticamente ar dissolvido e se as paredes do balão estiverem limpas e muito lisas. diz-se então que o líquido está sobreaquecido. em que se vão redestilando distintas frações do destilado. no entanto. e diz-se que a ebulição é tumultuosa.vii grandes às bolhas de ar. balão de destilação. esta aumenta rapidamente de volume e liberta-se violentamente porque a tensão de vapor é então muito superior à soma da pressão externa com a pressão hidrostática. a ebulição processar-se-á regularmente. Se. Quando nestas condições se forma uma bolha de vapor. no líquido. as bolhas de vapor formar-se-ão com maior dificuldade e a temperatura do líquido poderá elevar-se apreciavelmente acima do ponto de ebulição. O líquido não "ferve" regularmente. recipiente coletor (erlenmeyer). constituído de condensador. sistema de entrada e saída de água. Na figura 1 pode-se observar a montagem de um equipamento para destilação simples. Se houver uma fonte de bolhas de ar ou outros núcleos.2.

acaba-se produzindo vapor puro do componente de menor ponto de ebulição. parte do mesmo condensa-se. anéis Pall ou recheios estruturados. parte evapora-se de novo e o vapor formado é mais rico no componente mais volátil. como anéis de Raschig. Simultaneamente quando o vapor cede calor ao condensado. proporcionando uma grande superfície para que se realizem trocas de calor entre os vapores ascendentes e o condensado descendente. Quando este processo se repete muitas vezes. a temperatura dos vapores que destilam eleva-se até o ponto de ebulição do componente menos volátil. sendo este condensado mais rico no componente de ponto de ebulição mais elevado do que o vapor com o qual está em equilíbrio. cuja função é promover o contato eficiente das fases. O resíduo que fica no balão de destilação vai enriquecendose no componente de maior ponto de ebulição. Figura 2: Aparato para destilação fracionada . Um aparelho mais sofisticado e um pouco mais de tempo são necessários. o qual passa através da tubulação lateral para o refrigerante. enriquecendo a fração do componente mais volátil da mistura na fase de vapor. Nas colunas de recheio o líquido e o vapor passam através de um enchimento inerte. A principal diferença no aparelho de destilação fracionada é a presença de uma coluna de fracionamento. selas Berl. O objetivo desta coluna é criar várias regiões de equilíbrio líquido-vapor.viii É empregada quando a diferença entre os pontos de ebulição dos líquidos da mistura é menor do que 80ºC. Quando o condensado em algum ponto da coluna recebe calor do vapor ascendente. Quando todo o componente de menor ponto de ebulição se separou da mistura.

2. Um líquido começa a “ferver” à temperatura para a qual a sua tensão de vapor se torna igual à pressão exterior. A destilação a pressão inferior à atmosférica tem o nome de destilação a pressão reduzida. Freqüentemente.5. DESTILAÇÃO A VÁCUO (PRESSÃO REDUZIDA) Muitas substâncias não se podem purificar por destilação à pressão normal. para isolamento e purificação de substâncias. como mostrado na figura 3. sendo considerada a composição do vapor como y e a composição do líquido como x. Esta temperatura será menor que o ponto de ebulição do componente mais volátil. as temperaturas são plotadas como ordenadas e as composições como abscissas. para um sistema benzeno-tolueno. recorre-se a este tipo de destilação.3. Portanto ao diminuir-se a pressão exterior o ponto de ebulição do líquido diminui. sendo que para a separação de misturas de multicomponentes. que geralmente são considerados completamente imiscíveis ou que são miscíveis apenas em pequeno grau. DESTILAÇÃO POR ARRASTE DE VAPOR Às vezes. 2. . Se uma mistura de dois líquidos imiscíveis for destilada. é necessário que o gráfico seja n-dimensional. porque se decompõem abaixo dos seus pontos de ebulição normais. respectivamente) e composições de equilíbrio a pressão constante de todas as misturas do líquido. Geralmente as relações de equilíbrio líquido-vapor para misturas binárias de um composto A e B são expressas em um diagrama de ponto de ebulição. Esta destilação é aplicável a líquidos.ix 2. Esta figura representa as relações entre os pontos de ebulição (aproximadamente 80ºC e 110ºC para benzeno e tolueno.4. o ponto de ebulição será a temperatura à qual a soma das pressões de vapor é igual à atmosférica. e deste modo tem-se como destilar a maioria dos líquidos orgânicos e muitos sólidos. DIAGRAMA DO PONTO DE EBULIÇÃO A separação de uma mistura binária por destilação pode ser representada em um gráfico de duas dimensões. enquanto outras possuem pontos de ebulição tais que sua destilação é difícil. tais líquidos ou sólidos podem destilar-se a pressão reduzida. Em tal diagrama.

pois uma relação de equilíbrio similar a Lei de Henry não está disponível. esta começará a ferver a T1 = 98ºC e a composição do primeiro vapor em equilíbrio será yA1 = 0.318 e aquecer a mistura. ao se começar com uma mistura de líquido frio com xA1 = 0. Se os calores sensíveis são pequenos e os latentes de ambos compostos (A e B) são iguais. então quando 1 mol de A condensa. Na figura 3.x A linha superior é denominada linha de vapor saturado. onde a corrente V 2 é de vapor e L0 de líquido. Ao se continuar fervendo. Assim. o número total de moles de vapor V2 entrando será igual a V1 saindo. quando se tiver conhecidos os valores das frações molares líquidas através do diagrama de equilíbrio e os moles de entrada e saída: L0 x A 0 +V2 y A 2 = L1 x A1 +V1 y A1 (1) . V1 = V2. o benzeno). A região onde as duas fases coexistem é a região situada entre as duas linhas. pode-se obter a fração molar de vapor do composto A. hexano-heptano e álcool etílico-álcool metílico. sendo que as duas correntes estão em contato em um único estágio de equilíbrio.532. Estas substâncias são geralmente similares umas em relação às outras. Tem-se ainda que os moles de L0 = L1 e para composição equimolar. 1 mol de B evapora. Pelo balanço de massa do componente A. Figura 3: Diagrama do ponto de ebulição para mistura benzeno – tolueno O diagrama do ponto de ebulição é típico para sistemas ideais que seguem a Lei de Raoult como sistemas benzeno-tolueno. Se um sistema líquido-vapor é considerado. a composição xA se moverá para esquerda desde que yA seja rico no componente A (no caso. o ponto de ebulição ou o diagrama de equilíbrio xy devem ser usados. e a inferior de líquido saturado.

a pressão parcial do componente varia linearmente de zero até a pressão de vapor completa enquanto sua fração molar varia de zero a um. o condensado torna-se menos rico de “A”. A primeira porção de condensado recolhido é a mais rica no componente mais volátil. uma lei ideal que pode ser definida para sistemas em equilíbrio líquido-vapor. estabelece que. onde P1 é a pressão do componente mais volátil e P 10 é a pressão de vapor do componente puro a mesma temperatura. Esta lei se aplica a poucas misturas para todas as concentrações possíveis.7. para qualquer temperatura constante. onde P2 é a pressão do componente menos volátil e P20 é a pressão de vapor do componente puro a mesma temperatura. onde o condensado ou destilado é coletado. y B = PB xB y A + yB = 1 x A + xB = 1 P2 = P2 (1 − X ) 0 (3) Se P representa a pressão total. . LEI DE RAOULT O sistema benzeno-tolueno segue a Lei de Raoult. denominado de componente “A”.xi 2.6. De acordo com esta lei. À medida que a destilação prossegue. chega-se a Equação 3. y A = PA x A P. P. 0 0 P X P 1 P = P + P2 = 0 = 1 X 1 0 P X + P2 (1 − X ) PT 1 (4) 2. P =P X 1 1 0 (2) Sabendo-se que em um estado de equilíbrio as relações independentes abaixo são válidas. a pressão parcial de um componente de uma mistura é igual a fração molar desse componente multiplicada pela sua pressão de vapor no estado puro a esta temperatura. EQUACIONAMENTO PARA DESTILAÇÃO DE UMA MISTURA BINÁRIA Na destilação de uma mistura binária. esta é fervida lentamente e os vapores são recolhidos o mais rapidamente possível a um condensador.

tem-se uma quantidade L1 mols de “A” e “B” com uma fração molar líquida x1 de “A”. Em qualquer tempo. x1 e x2 são as composições original e final do líquido.xii Originalmente. xL = ( x − dx )( L − dL ) + ydL (5) Rearranjando a Equação 5. obtém-se: dL dx = L y −x (6) Integrando a Equação 6. respectivamente. conforme Equação 9. Uma quantidade diferencial dL é vaporizada. L2 é o número de moles remanescentes. O balanço material é escrito para “A” igualando-se a quantidade original à quantidade restante no líquido mais a quantidade vaporizada. . tem-se L mols de “A” com composição x. como massa específica (ρ ) e peso molecular (PM). um balanço material é feito para o componente “A”. obtém-se a Equação 7. L1 x 1 dL L dx = ln 1 = ∫ ∫L L2 x2 y − x L2 (7) A composição média (yav) de todo material destilado pode ser obtida pelo balanço de massa. gerando um vapor com composição y de “A”. A composição do líquido varia de x à (x – dx) e a quantidade de líquido de L a (L – dL). A integração da equação 7 pode ser feita graficamente pela plotagem de [1/(y – x)] em função de x. L1 x1 = L2 x2 + ( L1 − L2 ) yav (8) Para a determinação dos volumes de benzeno e tolueno utilizados na mistura são necessários alguns dados teóricos destes componentes. A curva de equilíbrio da mistura (dados de temperatura e composição do componente mais volátil no líquido e no vapor) fornece a relação entre y e x. conforme Equação 8. Para derivar uma equação que represente o processo. tomando-se a área entre x1 e x2. onde L1 é o número de moles iniciais antes da destilação. para ser calculado o volume molar (VM).

Foi medido também o volume do resíduo. Balança digital. Manta térmica.xiii VM = PM ρ (9) 3. aguardando até a mistura entrar em ebulição. Material e Métodos 3. com o auxílio de termômetros de mercúrio. Condensador de bolas. que teve duração de 40 minutos. Fixou-se uma vazão de 3 gotas de líquido refluxado para 1 gota de líquido destilado. para aquecimento do balão e a água de circulação. com intervalos de tempo de 5 minutos. Mistura de benzeno e tolueno. Termômetros de mercúrio. anotando a temperatura da mistura neste momento. . as temperaturas de topo e de fundo da coluna de destilação. No final da operação. e medido o volume de destilado. Picnômetro. na proveta. Esta mistura foi colocada em um balão de destilação e este acoplado na coluna de destilação. 3. que permaneceu no balão. ligou-se a manta elétrica. Coluna de destilação. Recheio para a coluna de destilação. MÉTODOS: Foi preparado uma mistura binária equimolar contendo 91 mL de benzeno e 109 mL de tolueno. Proveta. Após. MATERIAL − − − − − − − − − − − Balão de destilação.2. foi recolhido. anotando-se. Esta vazão foi controlada com o auxílio de uma válvula localizada no tubo de saída de destilado. resultando em um volume total de 200 mL.1. Isolamento para a coluna de destilação.

03 108. Tabela 1: Propriedades físicas.11 92.86 106.39 195.97 200.25 Volume (cm3) 91.xiv Foi realizado um ensaio de picnometria. Figura 4: Aparato Experimental de Destilação 4.8 PM (g/mol) 78.866 VM (cm3/mol) 88.13 ρ (g/cm3) 0.1 110.00 Na Tabela 2 estão apresentados os valores teóricos das frações molares do benzeno nas fases líquida e vapor. onde primeiramente foi calibrado o picnômetro e em seguida foram anotados os pesos do picnômetro com benzeno e com tolueno. a fim de calcular a massa específica do destilado e do resíduo. para posterior cálculo das frações de líquido e de vapor do benzeno e tolueno. volume molar e volume utilizado de benzeno e tolueno T ebulição Benzeno Tolueno Mistura (°C) 80.879 0. . Resultados e Discussão Na Tabela 1 estão apresentados os dados utilizados para o cálculo do volume molar de benzeno e tolueno e o volume ocupado por cada elemento na mistura.

8 0 1 .0 0 0 .6 0 0 .6 0 0 .261 0 0 .456 0.6 Fonte: Geankoplis.0 0 115 110 105 100 95 90 85 80 75 0 .8 0 1 . 1993 XA 1.1 85 90 95 100 105 110.130 0 YA 1.900 0.0 0 X a (L ) Y a (R ) F r a ç õ e s m o la re s n a s fa s e s líq u id a s e v a p o r Figura 5: Diagrama de fases para benzeno .770 0.632 0.581 0.2 0 0 .411 0.4 0 0 .780 0.000 0.4 0 0 .xv Tabela 2: Valores teóricos utilizados para a elaboração do diagrama de fases Temperatura (ºC) 80.000 0.2 0 0 .0 0 ºT 0 .258 0.

4 0 .xvi X a = 3 .9 0.35 0.9 0.11 0.77 0.04 0.444 XA 0.0 F r a ç õ e s m o la r e s t e ó r ic a s d a f a s e liq u id a e d e v a p o r d o b e n z e n o Figura 6: Temperatura em função das frações molares teóricas do benzeno Na Tabela 3 são mostrados os valores das temperaturas no fundo e no topo da coluna de destilação.0 0 .2 1 . e os valores das frações molares da fase liquida e da fase vapor do benzeno.85 0.5 5 3 3 -0 .0 1 .94 0.16 0.06 0.6 0 .26 0.4 1 .08 0.69 0.21 0.32 0.8 1 .6 6 6 8 -0 . por diferença calculou-se as frações do tolueno (tabela 4): .71 0.0 3 2 5 * x 115 110 105 Temperatura (ºC) 100 95 90 85 80 75 0 .2 0 .98 0.6 X a (L ) Y a (R ) 1 .0 3 2 6 * x Y a = 3 . encontradas durante os 40 minutos de destilação.177 Temperatura no topo (ºC) 78 81 83 85 85 87 90 92 93 86 YA 1 0. Tabela 3: Frações molares do benzeno no topo e no fundo da coluna Tempo (min) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Média Temperatura no fundo (ºC) 97 98 100 102 104 106 107 108 109 103.86 Fonte: Aula Prática de Operações Unitárias Utilizando os valores das frações liquida e de vapor do benzeno (tabela 3).8 2 .

3 3 0 9 + 0 . A figura 7 apresenta as temperaturas do fundo e do topo da coluna de destilação em função do tempo para o benzeno e a figura 8 refere-se as frações molares do benzeno na fase líquida e vapor em função do tempo.74 0.86 e XA = 0.0 0 8 1 * x TFundo TTopo FL FV 5 10 15 20 Tem po 25 25 30 30 35 35 40 40 45 T e m p o ( m in ) Figura 8: Frações molares do benzeno nas fases líquido e vapor em função do tempo .96 YB 0 0. Figura 7: Temperatura em função do tempo de destilação T F u n d o = 1 0 2 .23 0.2 100 1 .0 2 2 7 .5 0 . calculou-se as médias das frações de benzeno no topo e no fundo da coluna de destilação.1 0.7 0 .31 Fonte: Aula prática de operações unitárias Com os valores da tabela 3.65 0.84 0 0 .8 90 0 .1 0 0 .17.84 0.92 0.89 0.03 5 1 Frações Liquída eºT Fundo edo Benzeno de Vapor Topo (ºC) 1 .72 5 0 .17.79 0. respectivamente.3 4 2 -0 .0 3 9 7 * x T T o p o = 8 1 .3 0 .6 85 0 .94 0.15 0.0 8 1 2 + 0 .45ºC no fundo e 86ºC no topo.0 0 8 3 * x F V = 1 . sendo YA = 0.68 0.06 0.4 1 .02 0.2 1 8 8 * x 115 1 .87 e XA = 0. Observa-se que para ambos os métodos os resultados são parecidos.29 0.9 0 .0 . Utilizando as temperaturas médias de 103.1 1 .0 0 5 10 15 20 F L = 0 .1 0.0 95 0 . calculou-se as frações encontrado-se YA = 0.15 0 1 .xvii Tabela 4: Frações liquida e de vapor do tolueno XB 0.

3 4 1 .3 6 1 . em quantidade maior que o tolueno.5 4 1 .xviii Na figura 7. encontrou-se o valor de L2 (equação 7). . Já na figura 8 observa-se que as frações molares diminuem ao decorrer do tempo.4463+0. A equação encontrada é substituída na equação 7 .4 0 Figura 9: 1/(YA-XA) em função de XA A equação obtida foi: 1/YA-XA = 1.1 0 0 .5 0 1 . em torno de 80ºC) vaporiza-se primeiro.453.3 0 0 . A figura 9 foi obtida através do inverso da diferença entre as frações molares de benzeno no estado vapor e líquido em função da fração molar de líquido.0 0 0 . a temperatura tende a aumentar.4 4 6 3 + 0 . pode ser observado que com o passar do tempo.3 5 0 . resolvida e por fim obtida a área total.5 6 1 . O benzeno. A temperatura aumenta até atingir a temperatura de ebulição do tolueno que é aproximadamente 110ºC.4 8 1/(YA-XA) 1 . que representa a quantidade em mols de mistura líquida restante no balão de destilação.5 2 1 .2 5 0 .4 6 1 .4 0 1 . estimada em 0.1 5 0 . que é o componente mais volátil (possui ponto de ebulição menor que o tolueno. Com o valor de L1 e da área estimada através da figura 8 (0.1 1 6 6 * x 1 .3 8 1 . 1 /(Y A -X A ) = 1 .0 5 0 .2 0 XA 0 .4 2 1 . o que torna o vapor gerado mais rico em benzeno do que o líquido original.1166*x.4 4 1 .3 2 0 .453).

5 ou menor. NA = L2 . XA = 1.51% de remoção de benzeno original. Este resultado de YA = 1. 0.02 M ln L1 = área L2 L2 = 1. L1 X 1 = L2 X 2 + ( L1 − L2 )YaV 2.177+(2.51%   Portanto. o que representa um bom rendimento.02 M L1 = 1.989g nº moles = m = 1. o tolueno pode estar presente.229 mols NA0 = L1 / 2 = 1.74g nº moles = m = 1. retirado da tabela 3 e L2.04x0.04 – 1. Com o valor de XA.02405 + 1. que é a média das frações molares de líquido. pode então ser determinado: Rendimento =   N A0 − N A  NA 0    x100 = 77. para um tempo de destilação de 40 minutos.5 = 1.041 ρtolueno = m V m = 93. .02 mols O rendimento do processo de destilação.11 pode significar que pelo fato da temperatura ter subido muito rapidamente durante a prática.06 A fração do destilado está muito alta.296 Através da equação 8 foi feito um balanço de massa para obter a composição média do material destilado YaV. houve 77.296)YA YA = 1. pois o que queríamos era uma fração próxima de 0.296x0. que é a quantidade de benzeno que restou no balão.296 .01747 = 2. calculou-se NA. A quantidade de moles de benzeno no início é expresso por NA0.177 = 0.xix m V L1  ρbenzeno = m = 79.

26 13.56 31.34 11.xx Foram calculadas as massas específicas para o destilado e resíduo através da calibração do picnômetro com água.866 XA (destilado) = 0.56 28.Valores utilizados para a calibração do picnômetro m pic (g) m pic+água (g) m água (g) ρ água a 20ºC Volume do pic (mL) 17. Determinação experimental da composição do destilado: 1 ρ destilado = X A (1 − X A ) + ρA ρB (1 X A ) 1 XA = + 0.70 17. As tabelas 5 e 6 apresentam os resultados obtidos por picnometria.7 0.879 0.07 0. Tabela 5 .99823 13.78 0.63 11.56 29.647 .80803 A composição molar do benzeno pelo método de picnometria pode ser calculado utilizando-se as massas específicas do destilado e do resíduo como mostra na tabela 6.72 Tabela 6 .85985 Residuo 106 13.Resultados da massa específica do destilado e do resíduo Volume (mL) Volume do pic (mL) m pic (g) m pic+amost (g) m amost (g) ρ da solç (g/mL) Destilado 76 13.858 0. Dividiu-se tanto a massa de destilado quanto de resíduo pelo volume de água no picnômetro à temperatura ambiente.70 17.

. GEANKOPLIS.. C. Transport Process and Unit Operations. L. J. 6. ANDERSEN. Fundamentos de Transferência de calor e de massa. 3ª edition. que no fundo a mistura ficou mais rica no menos volátil (tolueno) e mais pobre no mais volátil (benzeno).xxi XA (resíduo) = 1. . GREEN.. A.. 1993. C. São Paulo.. J. Ed. Ed. uma vez que a mistura era equimolar (0. FOUST. 6ª edição. F. Conclusão Observou-se na separação de uma mistura líquida binária (benzeno-tolueno) por meio da destilação. Princípios das Operações Unitárias. utilizando o diagrama de fases.. observa-se que por picnometria há maior precisão.. Editora LTC.. L. C. 2ª edição. Bibliografia BENNETT. 1980.5 mols) o que não ocorreu pelos métodos gráficos.647) determinadas por picnometria com as obtidas por métodos gráficos (XA = 0. MYERS. 1980. Calor e Massa. 4ª Ed. P. Livros Técnicos e Científicos..353 Pode-se comparar as frações molares de benzeno na fase líquida do destilado (XA = 0. SP. Edição do Autor. apresentando fração menor. CLUMP. L. D.. Editora McGraw Hill. DEWITT. SP. 5. São Paulo. Fenômenos de Transporte. Dessa forma.XA (destilado) = 0. MAUS. Prentice Hall International Editions. GOMIDE R. PERRY. P.. Perry’s Chemical Engineering Handbook. R.. INCROPERA. A obtenção das frações molares por picnometria apresentou maior precisão do que por métodos gráficos. WENZEL. Quantidade de Movimento. Rio de Janeiro. D.177). O. Operações Unitárias – Separações Mecânicas 3ºvol.McGraw-Hill.. E. 1978. 1984.

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