MICROBIOLOGIA GERAL

DOENÇAS CAUSADAS POR MICROORGANISMOS: FUNGOS, BACTÉRIAS E VÍRUS
[Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento. Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento.] MIAGAUWA 1/11/2011

com parede celular contendo celulose ou quitina. cujas pústulas têm uma coloração amarelo-alaranjada. DISSEMINAÇÃO Os esporos são disseminados a longas distâncias pelo vento. enquanto uma bactéria ou vírus necessita de uma planta hospedeira para subsistir. Os prejuízos desta enfermidade para o cafeeiro são a desfolha prematura. à água. atacam as zonas mais sensíveis – os rebentos ou as áreas já danificadas pelos insetos. se não conseguem penetrar a cutícula e a epiderme. na medida em que rapidamente degrade as células das plantas. em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável. com redução entre 20 a 45%. que ataca as folhas do cafeeiro. Existe m mais de 10 mil tipos de fungos que. os fungos e os vírus. CONTROLE O controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedad es resistentes ou quimicamente por três sistemas: preventivo. Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos minúsculos que produzem enormes quantidades de esporos. que se reproduzem sexuada e assexuadamente e cujas estruturas somáticas são geralmente filamentosas e ramificadas. Na mesma plantação. afetando o florescimento. à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar. mas diferem num aspecto – um fungo sobrevive perfeitamente no solo. produzindo. pelos insetos. em 1970. toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo. Enfermidade grave na cafeicultura brasileira a partir da sua constatação. com conseqüente seca dos ramos laterais. que são rapidamente propagados graças ao vento. a maior disseminação da doença ocorre pelas gotas de chuva. curativo e preventivo-curativo . ou ambos. aclorofilados. aos insetos ou aos animais. BACTÉRIAS E VÍRUS As doenças causadas pelos microorganismos é um processo dinâmico no qual hospedeiro e patógeno em íntima relação com o ambiente. confundindo muitas vezes o próprio agricultor que nem sempre consegue distinguir os sintomas das principais doenças que afetam as plantas: as bactérias. pelo homem e por outros animais. Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo. Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos. são distúrbios da planta causados por um determinado agente. o pegamento dos frutos e a produção no ano seguinte. de planta em planta e de folha em folha. uma quantidade difícil de combater.DOENÇAS CAUSADAS POR MICROORGANISMOS: FUNGOS. Os microorganismos infiltram-se na lavoura sob os mais variados disfarces. FUNGOS São organismos eucariontes. heterotróficos. ou seja. FERRUGEM DO CAFEEIRO (Hemileia vastatrix) A ferrugem do cafeeiro é uma doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix. se influenciam mutuamente do que resultam modificações morfológicas e fisiológicas. ataca plantas todos os tipos de plantas. em simultâneo.

os produtos curativos podem ser aplicados com no máximo 15% de incidência de ferrugem. Se as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento do patógeno. quando então uma região clorótica desenvolve-se ao lado das manchas necróticas e as folhas tendem a curvar-se para baixo. Umidade relativa do ar (solo) acima de 91%. CONTROLE Químico (fungicidas. podendo ocorrer o estrangulamento do hipocótilo e morte da plântula. Pode também ser transmitido pelo vento e por respingos de água de chuva. Controle Cultural (Rotação de cultura. além de provocar a depreciação da qualidade dos grãos. Curativo via foliar: pode-se empregar o Bayleton (1Kg/ha) ou o Bayfidan CE (1 l/ha). A doença ocorre com maior freqüência durante e após o florescimento.7 Kg/ha) ou o cyproconazole (alto 100).050 a 0. a 0. Às vezes estas lesões podem ser vistas na face superior das folhas. inseticidas. de coloração marrom. nutrientes. aração e gradagem. As perdas causadas pela antracnose são mais severas quando a doença ocorre no início da cultura. Contudo. roguing eliminação dos restos culturais OÍDIO DO FEIJÃO (Erysiphe polygoni) Doença causada pelo fungo Erysiphe polygoni. que apresenta ampla distribuição no Brasil. Cultivares que apresentam resistência genética (Ex: IAPAR 31). No fruto. circundados por um anel pardoavermelhado. as lesões podem coalescer e cobrir parcialmente as vagens e na raiz. por no mínimo 1 ano. para controle de insetos vetores): Tratamento de sementes com produtos como benomyl + thiram. ou seja. SINTOMAS Folhas com lesões necróticas de coloração marrom-escura nas nervuras na face inferior da folha. sendo favorável para o seu desenvolvimento regiões com temperatura em torno de 21°C. espaçamento. escuras e às vezes deprimidas. bactericidas.5 l/há. que são as mais suscetíveis ao patógeno. DISSEMINAÇÃO O patógeno sobrevive em restos de cultura e no interior das sementes. Temperatura favorável moderada e baixa umidade relativa do ar (solo). ANTRACNOSE DO FEIJÃO (Colletotrichum lindemuthianum) A antracnose é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum.A/há. compostagem. as perdas podem chegar a 100%. com 5% de ferrugem. resultando em necrose de parte do tecido foliar. As lesões estendem-se ao limbo foliar ao redor das áreas afetadas nas nervuras. 0. Podem apresentar o centro de coloração mais clara ou rosada. . regiões de clima temperado e subtropical.075 Kg do I. Hidróxido de cobre (1. o Tilt. superficiais ou deprimidas. com os bordos escuros e salientes. especialmente quando se utilizam cultivares de grãos grandes. No ca ule.Preventivo: utiliza-se fungicidas cúpricos. o hipocótilo pode apresentar lesões alongadas. pH. nas vagens as lesões são circulares e deprimidas. pode se tornar uma doença importante na safra da "seca". captan e tiofanato metílico.75 l/ha e o Oppus 0. o que possibilita sua transmissão de um plantio para outro e para longas distâncias. nematicidas. como o oxicloreto de cobre (3 a 4 Kg/ha). devido à esporulação do fungo. lesões alongadas.

roguing ou eliminação dos restos culturais etc. a folha inteira pode ser coberta pelo micélio branco. bactericidas.Tempo prolongado de temperatura baixa (5 a 10º C) e alta umidade relativa do solo favorecem o desenvolvimento do fungo e da doença. Controle Cultural: Rotação com espécies não hospedeiras como cereais e milho. CONTROLE Quimico: uso de produtos mais específicos (fluazinam e procimidone). SINTOMAS Folha: pequenas manchas ligeiramente mais escuras na face superior da folha. aração e gradagem. nematicidas. Épocas de temperaturas baixas e chuvosas favorecem o desenvolvimento da doença. O enchimento das vagens localizadas acima das lesões do caule é reduzido. quando o crescimento pulverulento do fungo é removido. MOFO BRANCO DA SOJA (Sclerotinia sclerotiorum) O mofo branco causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum é. Temperatura favorável é de 8 a 10º C. Crescimento micelial pode ser visto nas lesões dando o aspecto cotonoso apodrecendo o caule. O fungo tolera uma ampla gama de temperatura do solo. Os ventos favorecem a disseminação dos ascósporos. uma das principais doenças da cultura da soja pelos prejuízos ocasionados nas últimas safras e pela dificuldade de controle. Nutrientes balanceados. Controle Cultural. inseticidas. para controle de insetos vetores (EX: triforine. a ocorrência de chuva e a irrigação são desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Fruto: ataca vagens tornando-as mal formadas e menores.DISSEMINAÇÃO Como o patógeno se desenvolve externamente ao tecido do hospedeiro. CONTROLE: Químico: uso de fungicidas. DISSEMINAÇÃO A disseminação se dá principalmente pelas sementes. espalhando-se para baixo e para cima do mesmo. SINTOMAS Murcha das folhas novas e a subseqüente seca e morte. que em seguida ficam cobertas por um crescimento branco e pulverulento. Aspecto cotonoso (micélio) envolve as vagens apodrecendo-as. causando senescência prematura. atualmente. solanáceas etc). o tecido afetado apresenta coloração parda ou púrpura. em plantios adensados a doença pode ocorrer mesma sem chuvas. esbranquiçadas desenvolvem-se na região do nó do caule. A disseminação dos esporos do fungo ocorre principalmente pela ação do vento e insetos. que podem estar infectadas com o micélio do fungo. ou por meio da contaminação. compostagem. evitar plantar soja logo após o plantio de feijão e outras espécies de plantas susceptíveis (plantas das famílias leguminosas. maior espaçamento. pH. devida à presença de estruturas de sobrevivência denominadas de escleródios. Evitar plantio adensados em . tiofanato metílico + chlorothalonil e tebuconazole. Lesões encharcadas.

locais onde a doença já tinha ocorrida. A incidência e a severidade do ataque estão associados às condições do solo e a seqüência de culturas cultivadas na área. rotação de cultura com milho. o feijão. As plantas mortas prematuramente ficam com as folhas pendentes ao longo da haste.sp.Esse fungo ocorre em diversas culturas de importância econômica.20 (DOKO -RC). Época de plantio . EMGOPA – 304 e BR 9 (SAVANA). orvalho.evitar populações maiores que a recomendada. causando podridões radiculares no início do desenvolvimento da plântula e provocando redução no vigor e na germinação da semente. meridionalis) Doença causada pelo fungo Diaporthe phaseolorum f. Evitar irrigação excessiva durante florescimento. neblina. evitar solos mal drenados.meridionalis (Phomopsis phoseoli f.sp. manchas elípticas ou alongadas de coloração castanha-avermelhada Os sintomas também podem ser vistos nos ramos laterais e nos pecíolos (anelamento) e acamamento devido à quebra do haste no local da lesão e medula descolorida. Lavouras altamente infectadas podem ser. Sclerotium rolfsii agente causal da podridão do colo e tombamento. Densidade de plantio . Eliminação de plantas daninhas. Macrophomina phaseolina causadora da podridão negra da raiz e Rosellinia SP. CONTROLE Uso de cultivares resistentes (Ex: EMGOPA – 302 e EMBRAPA . causadora da morte em reboleira. o milho e a soja. o fumo. nevoeiro. como a batata.sp. CANCRO DA HASTE (Diaporthe phaseolorum f. Na região do entrenó. SINTOMAS Folhas murchas e clorose inter nerval. e cultivares moderadamente resistentes: Ex. molhamento foliar nos primeiros dias de plantio aumenta a quantidade de esporos liberados dos restos de cultura. principalmente as de folhas largas.sp. cevada ou trigo). o nível de infecção das sementes é baixo. devida a degradação dos vasos condutores. plantas severamente infectadas sofrem quebra da haste e severo acamamento. Normalmente.evitar a coincidência das chuvas com a fase antes da floração e aração após a colheita para destruição dos restos culturais. Aparecimento de estrias ou pontuações de cor negra a castanha-avermelhada na haste. totalmente dizimadas. sucessão de cultura com gramíneas de inverno (aveia. meridionalis. . DISSEMINAÇÃO Chuva. em poucos dias. semelhante ao que ocorre na falta de umidade. Evitar o plantio de cultivares de soja que tendem a acamar. Uso de sementes de boa qualidade certificadas e fiscalizada. onde. DAMPING-OFF (Rhizoctonia solani) O fungo Rhizoctonia solani.meridionalis (Phomopsis phoseoli f. em torno de 1. Usar espaçamento maior entre linhas.5%. adubação equilibrada com ênfase ao potássio. Usar densidade menor (250 a 300 mil plantas/ha) em cultivares tardias. Usar sementes sadias.

tais como. deformação e descoloração dos caules. Com o incremento da severidade da doença. necrose do tecido vascular e pigmentações púrpuras nas fo lhas. . batateira e tomateiro devido aumentar a população do fungo. As lesões também podem ser encontradas nos pecíolos. o atraso no desenvolvimento da planta. Lesões mais velhas podem se tornar escuras formando teliósporos eventualmente. podendo viajar grandes distâncias. Danos na produtividade na ordem de 30 a 80% já foram relatados. Fazer aração profunda para diminuir o inóculo perto da superfície do solo e promover a rápida decomposição dos resíduos infestados. provavelmente estas viagens ocorrem em sistemas de tempestade aonde as nuvens protegem os esporos do sol. Os esporos são disseminados pelo vento. O tratamento das sementes é recomendado. coloração marrom claro a escura e forma poligonal. pela reutilização de sementeiras. É atualmente um dos maiores problemas da cultura na região dos Cerrados Brasileiros. pois aumenta o tempo para a emergência e prolonga a exposição de tecidos susce tíveis ao patógeno. FERRUGEM ASIATICA (Phakopsora pachyrhizi) A ferrugem asiática da soja e uma das doenças de maior importância desta cultura na atualidade. o plantio deve ser feito em épocas quentes. CONTROLE Uso de variedades resistentes.DISSEMINAÇÃO O aparecimento da doença é favorecido por solos infestados. Recomenda-se sucessão de cultura com trigo e aveia e rotação com soja de modo a reduzir o inóculo presente na área. o ataque é severo durante a primavera e verão. algodão. feijão. pelo excesso de umidade (chuvas contínuas. ocorrem comumente desfolhas e maturação prematura das plantas atacadas. vagens e ramos. especialmente em Mato Grosso. SINTOMAS Surgem inicialmente nas folhas mais baixas do dossel durante ou após a floração com de 2 a 5 mm de diâmetro. devido à abundância de chuvas e às altas temperaturas. Evitar o plantio seguido de milho. pelo grande potencial perdas na produtividade. para que haja rápida emergência e desenvolvimento das plantas. irrigação excessiva ou local mal drenado) e pelo excesso de sombra no viveiro. O estrangulamento parcial dos caules pode originar grande diversidade de sintomas. DISSEMINAÇÃO A ferrugem-asiática possui diversos hospedeiros alternativos e assim há uma grande quantidade de fontes de inóculo. No campo. Evitar semeadura profunda. porém o volume dos danos depende de quando a doença se inicia e quão rápido ela progride. SINTOMAS Os sintomas mais graves na planta aparecem na primavera. onde têm sido necessárias excessivas pulverizações de fungicidas para controlar a doença. Sempre que possível. Em cada lesão existem uma ou várias pústulas (urédias) de forma globosa que produzem um grande volume de uredinósporos que são liberados pelo ostíolo circular. Por serem sensíveis à radiação ultravioleta. pouco depois da plantação.

CONTROLE Controle Quimico: o uso de Fungicidas tem sido a principal medida de controle da ferrugem. normalmente associado à infecção por patógenos secundários. Alta umidade do solo influi na incidência da doença. Podem ser aplicados preventivamente. que são plantadas de 15 a 20 dias antes do plantio normal. ou seja. por uma simples razão – para crescerem e se multiplicarem as bactérias necessitam de água e de calor. porém não se consegue isolá-la a partir deste mesmo solo. Pode ser observada ainda. Temperaturas menores de 21ºC ocorre a infecção sem o desenvolvimento dos sintomas. senão também de outras espécies da família Solanacea. Para a confirmação de que a murcha da planta é de origem bacteriana. insetos ou animais. sobrevivência do patógeno. como até 1% de severidade. murcha unilateral na mesma rama ou até de folíolos na mesma folha. inoculação e desenvolvimento do processo patogênico. SINTOMAS Murcha dos folíolos da parte superior das plantas. até a ausência de qualquer sintoma. MURCHA BACTERIANA OU MURCHADEIRA (Pseudomonas solanacearum) Presente em praticamente todo território nacional é uma das doenças de maior importância na cultura do tomateiro. Em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença (alta temperatura e umidade do solo) a murcha atinge toda a planta e é irreversível. berinjela e pimentão. Se a doença for detectada na parcela. . recuperando a turgidez a noite ou nas horas mais frescas do dia. Descoloração vascular na região do xilema. podendo causar desde danos puramente superficiais. Recentemente tem se comprovado a ocorrência de um fenômeno com chamado de “Viable but not countable (VBNC)”. BACTÉRIAS As doenças provocadas em plantas por bactérias são as menos frequentes. como batata. por ser simples e de diagnóstico rápido e eficaz. Transportadas pela água. em áreas de maior risco para a doença como aquelas em que a ferrugem sempre ocorre de maneira agressiva. Usa se parcelas armadilhas. as bactérias infiltram-se através de uma flor ou um corte numa folha ou no pé. DISSEMINAÇÃO O patógeno pode ser disseminado através de enxurradas provenientes de campo de produção contaminados. Assim sendo. estão mais dependentes de climas quentes e húmidos para contaminarem as plantas. a bactéria está presente no solo e causando murcha nas plantas. No tubérculo os sintomas variam desde apodrecimento total dos tecidos. jiló. A doença pode ser controlada racionalmente quando aplicações são feitas logo após a detecção da doença em baixíssimos níveis. Monitoramento da dispersão da doença tem sido uma importante ferramenta para alertar quanto ao risco da doença em determinadas regiões. à murchidão ou mesmo a sua morte. é rotineiro à utilização do “teste do copo”. é indicativo da presença do inóculo na região e de que ocorreram condições favoráveis a infecção. A Infecção e o desenvolvimento da doença são favorecidos por temperaturas do solo elevadas em torno de 30 a 35ºC.

No fruto: nas maçãs a doença ocorre em qualquer estágio de desenvolvimento. O caule apresenta lesões deprimidas e de coloração preta. se mais desenvolvidas.negativa. CRESTAMENTO BACTERIANO DO ALGODÃO (Xanthomonas campestris pv.CONTROLE O controle desta doença é extremamente difícil. Evitar plantios em terrenos sujeitos a receber águas de superfície. Controle Cultural: Fazer rotação de cultura com gramíneas. Plantio em áreas novas. Há queda de folhas quando se segue um período seco. sendo a alternância de temperaturas altas durante o dia com noites de temperaturas mais amenas associada à ocorrência mais severa da doença. para controle de insetos vetores e de antibióticos. inseticidas. Enxertia da variedade comercial sobre portoenxertos tolerantes. formato de bastão e provida de flagelo. nas folhas mais novas e naquelas que ainda não se abriram. malvacearum) Temperatura elevada é um fator importante na severidade da doença. aspecto oleoso ou encharcamento delimitadas pelas nervuras. principalmente em . molhamento foliar: a água da chuva e o orvalho intenso são importantes na disseminação dentro da lavoura. A maioria das medidas de controle são preventivas. C38-D é recomendada para a região Nordeste). zeae é uma bactéria gram. alta umidade é fator de severidade da doença. morte prematura e tombamento de plantas. Controle Cultural Deslintamento e rotação de culturas PODRIDÃO DO CARTUCHO DO MILHO (Erwinia chrysantemi) Erwinia chrysanthemi pv. Vento é fator importante no desenvolvimento de epidemias e na matéria orgânica a bactéria permanece viável em restos culturais. se jovens elas podem morrer e cair. Quando as cultivares atacadas são suscetíveis ao patógeno os reflexos sobre a produtividade da lavoura podem ser significativos. SINTOMAS Pequenas manchas de formato anguloso. DISSEMINAÇÃO Chuva. deprimidas e pretas CONTROLE Químico: com uso de fungicidas cúpricos. Evitar plantar em época de temperatura e umidade elevada. neblina. Resistência Genética: utilização de variedades com resistência é a única forma efetiva de controle. As lesões tendem a se localizar nas nervuras principais. Usar batata-semente sadia. (ex. orvalho. nevoeiro.: IAC 18 e IAC 20). bactericidas. Manejar corretamente a água para evitar irrigações excessivas e com água que vem de locais infectados. Eliminação de plantas daninhas. nematicidas. são de coloração pardo-escura e podem coalescer formando manchas bem maiores. abrangendo uma pequena faixa do tecido do mesófilo adjacente e estendendo-se ao longo dos pecíolos. podendo se estender longitudinalmente e transversalmente. apresentando-se com o decorrer do tempo. Resistência Genética: não existem cultivares comerciais com bons níveis de resistência (Ex: a cultivar. mais ou menos circulares. formam-se lesões inicialmente encharcadas. A podridão do colmo estão entre as mais sérias doenças do milho e causam perdas na produção pela redução do enchimento de grãos.

Temperaturas entre 26 a 30º C favorecem o desenvolvimento da doença. espalhadas no limbo foliar ou concentradas nas bordas. MANCHA BACTERIANA (Xanthomonas campestris pv. Odores desagradáveis exalados pelos tecidos afetados. assim como a seca prematura de plantas. que provoca o tombamento das plantas. . DISSEMINAÇÃO Em regiões que apresentam chuvas associadas a ventos fortes.campos de produção de sementes. como também a penetração do patógeno. A sementes é o principal veículo de disseminação do patógeno à longas distâncias. o halo desaparece e as lesões tomam coloração marrom-claro com as bordas ligeiramente elevadas. Em fases mais adiantadas da doença. A disseminação à curtas distancias pode ocorrer pelo uso de impleme ntos contaminados e pela água de irrigação. Lesões alongadas de cor marrom são observadas no pecíolo e no caule. gramnegativos. SINTOMAS Plantas tombadas na lavoura. São bactérias aeróbias estritas que apresentam como uma das suas principais características. vesicatoria) Bactérias Xanthomonas campestris pv. sistema de drenagem do solo e uso de cultivares resistentes. As lesões apresentam tecidos encharcados sob condições de alta umidade e podem coalescer provocando a seca das folhas. móveis através de flagelos monotríquios. Condições de chuvas abundantes ou de irrigações com altas lâminas de água favorecem a doença. Com a disseminação da bactéria por vento ou respingos estas infectam plantas de milho através de aberturas naturais ou ferimentos como os causados por insetos e granizo. o que favorece a disseminação a curtas distâncias. CONTROLE: Controle Cultural: rotação de culturas. DISSEMINAÇÃO As bactérias são saprófitas e sobrevivem em restos culturais de milho e sorgo. como também na produção do fruto para processamento industrial. Os sintomas nos entrenós atacados são o encharcamento dos tecidos e a perda de firmeza ou rigidez dos tecidos do colmo. Nos frutos jovens as lesões novas apresentam um halo branco. utilização de sementes resistentes e manejar adequadamente a irrigação. O patógeno coloniza os vasos por onde pode ser transportado pela planta. O patógeno se alcançar as espigas pode causar a podridão. os tecidos necrosados nos entrenós apresentam-se marrom-claros. SINTOMAS Lesões circulares de cor marrom. A água acumulada no cartucho da folha favorece a ocorrência da podridão na espiga. e a medida que elas crescem . Vesicatoria tem a forma de bastonetes.mole. Ocasiona prejuízos na produção de tomate para consumo in natura. em quantidade e qualidade da água. sendo que os sintomas típicos nestas são a murcha e a seca das folhas do cartucho decorrentes de uma podridão aquosa na base. devido à deformação dos frutos pelas manchas. a produção de xantomonadinas. onde a doença é encontrada com maior freqüência.

o que não é típico na maioria das outras doenças e pragas. DISSEMINAÇÃO A bactéria se dissemina facilmente. com bactericida. um dos mais importantes agentes de disseminação. a sobrevivência da bactéria é mais curta. A infecção ocorre por ferimentos. bactericidas. no entanto sem deformá. incorporar restos de cultura logo após a colheita e controle de plantas daninhas que podem servir como hospedeiro alternativo para o patógeno. Pulverizar enxadas. fazer irrigações pesadas e espaçadas ao em vez de leves e freqüentes e controle físico através do tratamento das sementes com água quente (50 a 52ºC/25 minutos). sacolas). evitando o replantio por um período de dois anos. evitar plantios próximos a lavouras velhas de tomate e pimentão. que surgem em ambos os lados das folhas. com centro marrom e halo amarelo claro. veículos. para controle de insetos vetores): Uso alternado de antibióticos. possui um flagelo polar e é aeróbica. Tratamento de sementes com sulfato de estreptomicina ou dihidroestreptomicina. Quando cultivada em meio ágar. sendo o homem .las. Evitar irrigação por aspersão que favorece a disseminação e desenvolvimento da doença. São lesões inicialmente amarelas que se tornam marrom. Quando esta não for possível. fazer rotação de cultura de preferência com gramíneas por 2 a 3 anos. as colônias apresentam-se amarelas e são visíveis de dois a três dias de incubação a 28°C. onde concentram-se em maior quantidade do que em frutos e ramos. veículos que podem trazer a bactéria ou provocar ferimentos. pelo minador dos citros. baciliforme. SINTOMAS Apresenta lesões salientes. . materiais de colheita. o primeiro sintoma visível é o aparecimento de pequenas lesões salientes. plástico. CANCRO-CÍTRICO (Xanthomonas citri) O patógeno é uma bactéria gram-negativa. Deve se eliminar também as rebrotas que surgem na área onde se realizou a erradicação. Em outros materiais. geralmente de dias a semanas. inseticidas. por meio do trânsito indiscriminado de pessoas pelos pomares. Em estágios avançados. causados normalmente por material de colheita (escadas. lavar e desinfestar implementos que tiveram contato com plantas doentes. madeira e tecido. Pulverização das mudas com fungicida cúpricos mais estreptomicina e pulverização das plantas com fungicidas. Uma das mais importantes doenças da citricultura brasileira por atacar todas as variedades e espécies de citros. sendo a única forma de eliminar o cancro cítrico através da erradicação de todo o material vegetal contaminado. principalmente. nematicidas. Nestas. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas. como metal.CONTROLE Químico (fungicidas. pelo vento e. as lesões nas folhas ficam corticosas. Controle Cultural: plantar sementes de boa qualidade. A bactéria pode sobreviver por vários anos em material vegetal contaminado mesmo destacado da planta. A área erradicada deve ficar temporariamente interditada. as quais podem surgir contaminadas. CONTROLE Não existe controle curativo para a doença. mudas e outros materiais cítricos contaminados. máquinas e implementos usados na eliminação das rebrotas.

A escaldadura provoca baixa germinação das mudas. entrenós curtos e baixo rendimento em sacarose. CONTROLE Químico: fungicidas. é uma podridão tipo aquosa.ESCALDADURA (Xantomonas albilineans) Doença de ação sistêmica. substratos. Pontuações avermelhadas são observadas na região do nó. ocorre geralmente o tombamento das plantas. para controle de insetos vetores. podendo também aparecer manchas cloróticas no limbo foliar e brotações laterais de baixo para cima no colmo doente. mudas e implementos agrícolas contaminados SINTOMAS No caule a podridão do colmo ocorre tipicamente no primeiro entrenó acima do solo. bactericidas. CONTROLE O controle é feito por meio de variedades resistentes. ao contrário das bacterioses. Tratamento das sementes em regiões frias. advêm a seca e a morte das plantas. PODRIDÃO DE PYTHIUM (Pythium aphanidermatum) Temperatura favorável elevada e alta umidade relativa. Ariz pode ocorrer podridão. duras. subdesenvolvidas e eretas. fica restrita a um entrenó. . quando o colmo é seccionado longitudinalmente. lembrando uma bacteriose. eliminação dos restos culturais e pela desinfecção do podão ou outro instrumento utilizado na colheita e corte dos colmos. Controle Cultural: rotação de culturas. DISSEMINAÇÃO A facilidade de disseminação via água de irrigação. SINTOMAS Os sintomas são determinados por duas estrias clorótica e finas nas folhas e bainhas. nematicidas. As folhas tornam-se anormais. Com o avanço da doença. causada pela bactéria Xantomonas albilineans DISSEMINAÇÃO É transmitida pelo plantio de mudas doentes ou qualquer instrumento de corte contaminado. inseticidas. plantio de mudas sadias. morte dos rebentos ou de toda a touceira. drenagem do solo e manejo adequado da água de irrigação. desenvolvimento subnormal das plantas doentes.

os vírus apenas conseguem reproduzir-se a partir das células da própria planta. provocando doenças que contaminam o organismo da planta. DISSEMINAÇÃO O vírus é transmitido pela mosca branca (Bemisia tabaci e B. argentifolii). Com o tempo. o látex escorrido oxida-se adquirindo um aspecto borrado ou . A exsudação também ocorre nas ext remidades das folhas mais novas. movimenta-se através dos vasos vasculares. Em plantas infectadas. sendo que as plantas podem ser atacadas por mais do que um vírus em simultâneo. MOSAICO COMUM DO ALGODÃO (AbMV vírus) Doença causada pelo AbMV (vírus) e pode ser encontrada em todas as regiões produtoras e sua incidência pode chegar a 50%. podendo acarretar em uma queima das pontas. que se tornam amarronzadas. Infiltram-se nas plantas a partir das folhas ou do pé. CONTROLE: Controle Cultural: Rotação de culturas. Sabe-se que a mosca-branca Bemisia tabaci biótipo B é capaz de transmitir o vírus da meleira-do-mamoeiro. Segundo o estado de desenvo lvimento a planta pode apresentar nanismo e torna-se parcial ou totalmente estéril. Estudos de campo indicaram a associação de um vetor na transmissão da doença. DISSEMINAÇÃO O ciclo da doença ainda não está totalmente elucidado. SINTOMAS O sintoma característico é uma intensa exsudação de látex dos frutos infectados. aquoso e escorre com mais facilidade do que o látex das plantas sadias. o pólen ou algumas sementes infectadas. SINTOMAS Manchas alternadas de coloração diferente (mosaico) são caracterizadas por manchas amarelas. eliminação de plantas hospedeiras nas áreas próximas à lavoura. que pode ser um inseto. mas precisam de um meio de transporte. Uma vez infiltrado. além do fato des ta virose favorecer o aumento da população de moscas-das-frutas. evitando proximidade da cultura de soja e usar cultivares resistentes MELEIRA (Papaya meleira vírus) A meleira-do-mamoeiro é considerada como o principal problema fitossanitário da cultura no Brasil. o vírus. maturação da planta a coloração amarela fica mais clara e os sintomas menos evidentes. normalmente por zonas já feridas por insetos. o látex apresenta um aspecto mais translúcido. Em alguns aparece coloração avermelhada. escolha da época ou local de plantio.VÍRUS Ainda mais pequenos do que as bactérias. A doença pode causar sérios danos na produção.

as folhas ficam descoloridas. instalação de viveiros e pomares novos o mais distante possível de outros e eliminação de pomares velhos e abandonados. bronzeadas. em que as plantas de citros são infectadas com uma estirpe fraca de tristeza que acaba por proteger estas contra as estirpes fortes. Amarelecimento do pé de franco: Neste tipo. a troca do porta-enxerto da planta por outro tolerante. Aphis. entre eles. que apresentam. mas pulgões de outras espécies também podem transmitir a doença. impedindo manifestações severas da doença. quando nove milhões de plantas. como o limão Galego e algumas outras rutáceas. O CTV é limitado pelo floema e também pode ser transmitido por enxertia. foram mortas pelo ataque do vírus. No Brasil foi responsável por dizimar pomares no Estado de São Paulo na década de 40. Posteriormente. Galhos apresentam-se secos a partir das extremidades. que se mostram translúcidas quando observadas contra a luz. coquinhos. Ocorrem degradação e superprodução de células do floema. há uma clorose severa associada com nanismo da planta. em alguns casos. . a polpa adquire um aspecto esponjoso e com sabor alterado. CONTROLE A principal medida de controle para a meleira é a realização de inspeções semanais nos pomares e eliminação das plantas doentes assim que os primeiros sintomas sejam detectados. Dactynotus e Myzus. Nas folhas das limas ácidas. uma linha marrom na região da enxertia quando a casca é retirada. que interrompem o fluxo de seiva e acabam por apodrecer e matar as radicelas. com amarelecimento da nervura principal. isto é. Outras medidas consistem na obtenção de mudas provenientes de sementes de plantas sadias. A pré-imunização vem sendo um método de controle das caneluras. acúmulo e invasão de floema não funcional no córtex. observa-se palidez das nervuras. algumas vezes. sobre porta-enxerto de laranja Azeda. é o principal vetor do vírus da tristeza.melado. A doença conhecida como tristeza dos citros é considerada a virose de maior importância econômica para a citricultura mundial. Há a formação de células cromáticas. colapso e morte dos tubos crivados. DISSEMINAÇÃO O pulgão preto dos citros. O transporte de sementes e mudas provenientes dos estados do Espírito Santo e da Bahia deve ser interceptado para retardar a disseminação do patógeno para áreas onde a doença ainda não ocorre. Há um rápido declínio das plantas. pulgões dos gêneros Tocoptrea. quebradiças. CONTROLE O manejo do declínio rápido é feito através da utilização de combinações em portaenxertos tolerantes ou resistentes. TRISTEZA (CTV Citrus tristeza virus) O CTV é um vírus do gênero dos Closterovirus. de formato defeituoso. Pode-se fazer a subenxertia. elevada acidez e baixo teor de suco. Toxoptera citricida. ou amarelecimento total das folhas velhas. Os frutos tornam-se diminutos. Os frutos infectados apresentam mancha clara e deformados e. SINTOMAS Tristeza clássica ou declínio rápido: Profundas mudanças anatômicas na região da enxertia é a característica principal nesse tipo. com albedo espesso.

conhecimento do histórico da doença e distribuição das linhas da cultura. aspecto liso e com uma coloração variando de verde-pálida a marrom no centro. sendo Frankliniella occidentalis a mais importante. passando para outras células e chegando até as glândulas salivares. Perdas relacionadas com a leprose resultam dos altos custo com acaricidas para o controle do seu vetor. A produção de tomate perde em qualidade e em quantidade. os quais uma vez infectados são capazes de transmitir o vírus durante toda sua vida. e o controle ou evasão do vetor. abobrinha. Em estágios avançados. CONTROLE Uso de variedades com resistência genética. como períodos de seca entre os meses de abril e setembro. O sintoma mais comum e severo em plântulas é o enfezamento. ninfas e adultos do ácaro são capazes de transmitir o vírus. alface. ficando . Painéis refletores colocados antes do plantio desorientam o trips e inibem a alimentação. O ácaro da leprose apresenta inúmeras plantas hospedeiras. tendo frutos cítricos como locais preferenciais à sua multiplicação. deformação foliar. com um halo amarelo. as populações do vetor aumentam. na planta. pimentão. SINTOMAS As lesões em folhas ocorrem em ambas as faces e apresentam formato arredondado. Sementes apresentam-se descoloridas. LEPROSE (CiLV Citrus leprosis virus) A leprose é uma das principais doenças da citricultura e que ocorre principalmente na laranja doce. atingindo um pico em setembro e outubro e diminuindo com as chuvas de verão e com a colheita dos frutos. aplicação de inseticidas. de morte da planta. Estratégia de controle integrado envolve cultivar resistente. data de plantio adequado. Além do tomate. pepino e cebola. pela saliva. verifica-se desfolha prematura das folhas. DISSEMINAÇÃO O TSWV tem como vetor oito espécies de trips. A eliminação de trips é possível usando filtragem do ar e uso de portas de entrada em cultivos protegidos. freqüentemente. de onde são secretados. Lesões amareladas surgem em ramos novos e evoluem para a cor marrom-avermelhada. O vírus também causa doença e é replicado nos vetores. jiló. população de plantas. que podem ser facilmente superada.VIRA CABEÇA (Tomato spotted wilt vírus TSWV) Esta doença foi descrita em 1915 na Austrália e identificado como vírus 15 anos depois. A partir de julho. infectando inicialmente o seu intestino. como amendoim. este vírus também afeta outras culturas. SINTOMAS Anéis necróticos ou cloróticos nas folhas e frutos. necrose severa das hastes e das folhas seguida. Larvas. DISSEMINAÇÃO O vírus da leprose tem o ácaro Brevipalpus phoenocis comovetor. nanismo. mosaico. O progresso do vírus da leprose está relacionado com o aumento da população de ácaros da leprose e as condições climáticas favoráveis ao vetor.

estacas.escamadas com uma casca grossa. é importante adquirir mudas sadias. ou eliminá. deve se evitar o uso de um mesmo princípio ativo e classe química nas pulverizações. do minador do citros cujas lesões servem de abrigo ao ácaro. independentemente do método de enxer tia. Com a evolução dos sintomas e o amadurecimento dos frutos as lesões tornam-se escuras e profundas. Para tal. . pois quanto mais tempo os frutos forem mantidos na planta. Quando em grande número. para que não haja seleção de ácaros resistentes ao acaricida empregado. possivelmente pelas espécies de cochonilhas que ocorrem em nossos vinhedos. CONTROLE Quando uma planta está contaminada por vírus. observado com relativa facilidade nas cultivares viníferas tintas e brancas. Durante o inverno é importante realizar a poda de limpeza dos ramos afetados. Antecipação da colheita e retirada de todos os frutos da planta. peso e tamanho dos cachos. embora cada um dos vírus do complexo possa ocorrer de forma isolada. estacas e gemas) do porta-enxerto e da produtora. SINTOMAS O sintoma mais característico da doença é o enrolamento dos bordos da folha para baixo. através da utilização de material propagativo sadio (mudas. Ataques intensos podem levar à queda dos frutos.la. assim como de plantas daninhas que são hospedeiras. enquanto produtiva. A pulverização deve ser feita de modo a obter uma boa cobertura da planta e a erradicação é necessária quando as lesões atingem toda a planta. ENROLAMENTO DA FOLHA (Grapevine leafroll-associated virus. com sintomas e temporões. Devem-se retirar frutos caídos. Inspeção regular da presença do ácaro no pomar. tem se verificado significativa disseminação da doença no campo. Essa doença causa sérios prejuízos podendo afetar o número . além de diminuir o teor de açúcar da uva e a longevidade da planta. no vinhedo não há meio de controle.la. canivete). CONTROLE Basicamente deve-se fazer o controle dos vetores e a diminuição das fontes do vírus. O controle das viroses da videira somente é viável. ocasiona a seca dos ramos e morte dos ponteiros. GLRaV). GLRaV) Doença não letal que é causada por um complexo de nove vírus (Grapevine leafrollassociated virus. embora possa ocorrer infecção sem ocorrer enrolamento dos bordos. Controle quimico com acaricida deve ser iniciado quando 5% a 10% dos frutos ou ramos examinados apresentam um ou mais ácaros. livres de ácaros e de vírus. No Brasil. DISSEMINAÇÃO A disseminação do vírus ocorre por meio do material propagativo infectado (mudas. Frutos doentes possuem lesões distribuídas irregularmente em sua superfície. maior será multiplicação dos ácaros. no campo. Controle da verrugose. Deve-se mantê. Quebra ventos servem como meios de reduzir a disseminação do ácaro. Não há informação de transmissão desse vírus por meio de ferramentas (tesoura de poda. gemas) na formação das mudas. No período de um ano. ou seja. Lesões em frutos verdes também apresentam-se com um halo amarelo. a ssunto que está em estudo atualmente.

Não há transmissão por sementes. Folhas apresentam mosaico.imunização. As fontes de inóculo podem ser mamoeiros doentes ou cucurbitáceas que também são colonizadas por este vírus. deformações e bolhas que caracterizam-se como áreas elevadas de coloração verde-escura em contraste acentuado com o restante da folha de cor amarelada. Existem mamoeiros geneticamente modificados resistentes ao vírus. também reduz a incidência da doença. . redução na vida econômica do pomar.MOSAICO DO MAMOEIRO (Papaya ringspot vírus) O mosaico do mamoeiro é considerado uma das doenças mais danosas à cultura. Frutos verdes podem apresentar-se com manchas anelares e oleosas. como cana-de-açucar. é bastante rápida. A doença causa prejuízos que resultam da redução no vigor das plantas e queda na produção. melhoramento genético para tolerância e pré. práticas culturais. mas há restrições legais ao uso destes organismos no Brasil até o presente momento (ano de 2007). que se tornam menos evidente a medida que os mesmos amadurecem. DISSEMINAÇÃO A transmissão do Papaya ringspot vírus pode ser mecânica ou naturalmente por meio de afídeos. A velocidade de disseminação desse vírus. As plantas também apresentam manchas alongadas de coloração verde-escura ou de aparência oleosa na parte nova da haste e nos pecíolos das folhas. depreciação dos frutos para o comércio e impossibilidade de plantios novos em área s afastadas. sendo um fator limitante à produção de mamão. CONTROLE Realização de medidas preventivas para retardar ou reduzir sua disseminação. tão logo as primeiras plantas de um pomar tornam-se infectadas. SINTOMAS Clorose nas plantas afetadas. O uso de barreira física natural. como erradicação sistêmica de plantas apresentando sintomas do mosaico.

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