DOENÇAS CAUSADAS POR MICROORGANISMOS

MICROBIOLOGIA GERAL

DOENÇAS CAUSADAS POR MICROORGANISMOS: FUNGOS, BACTÉRIAS E VÍRUS
[Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento. Digite aqui o resumo do documento. Em geral o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento.] MIAGAUWA 1/11/2011

ou seja. Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo. confundindo muitas vezes o próprio agricultor que nem sempre consegue distinguir os sintomas das principais doenças que afetam as plantas: as bactérias. o pegamento dos frutos e a produção no ano seguinte. toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo. na medida em que rapidamente degrade as células das plantas. BACTÉRIAS E VÍRUS As doenças causadas pelos microorganismos é um processo dinâmico no qual hospedeiro e patógeno em íntima relação com o ambiente. FUNGOS São organismos eucariontes. FERRUGEM DO CAFEEIRO (Hemileia vastatrix) A ferrugem do cafeeiro é uma doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix. uma quantidade difícil de combater. ataca plantas todos os tipos de plantas. atacam as zonas mais sensíveis – os rebentos ou as áreas já danificadas pelos insetos. produzindo. à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar. em simultâneo.DOENÇAS CAUSADAS POR MICROORGANISMOS: FUNGOS. DISSEMINAÇÃO Os esporos são disseminados a longas distâncias pelo vento. mas diferem num aspecto – um fungo sobrevive perfeitamente no solo. Na mesma plantação. pelo homem e por outros animais. CONTROLE O controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedad es resistentes ou quimicamente por três sistemas: preventivo. afetando o florescimento. Enfermidade grave na cafeicultura brasileira a partir da sua constatação. se influenciam mutuamente do que resultam modificações morfológicas e fisiológicas. com parede celular contendo celulose ou quitina. Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos minúsculos que produzem enormes quantidades de esporos. curativo e preventivo-curativo . pelos insetos. que se reproduzem sexuada e assexuadamente e cujas estruturas somáticas são geralmente filamentosas e ramificadas. em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável. a maior disseminação da doença ocorre pelas gotas de chuva. que são rapidamente propagados graças ao vento. com redução entre 20 a 45%. à água. cujas pústulas têm uma coloração amarelo-alaranjada. são distúrbios da planta causados por um determinado agente. em 1970. enquanto uma bactéria ou vírus necessita de uma planta hospedeira para subsistir. Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos. aos insetos ou aos animais. Os prejuízos desta enfermidade para o cafeeiro são a desfolha prematura. heterotróficos. de planta em planta e de folha em folha. aclorofilados. os fungos e os vírus. com conseqüente seca dos ramos laterais. Existe m mais de 10 mil tipos de fungos que. Os microorganismos infiltram-se na lavoura sob os mais variados disfarces. que ataca as folhas do cafeeiro. ou ambos. se não conseguem penetrar a cutícula e a epiderme.

bactericidas.75 l/ha e o Oppus 0. os produtos curativos podem ser aplicados com no máximo 15% de incidência de ferrugem. Controle Cultural (Rotação de cultura. As lesões estendem-se ao limbo foliar ao redor das áreas afetadas nas nervuras. SINTOMAS Folhas com lesões necróticas de coloração marrom-escura nas nervuras na face inferior da folha.075 Kg do I. . nas vagens as lesões são circulares e deprimidas. resultando em necrose de parte do tecido foliar. No ca ule. especialmente quando se utilizam cultivares de grãos grandes. que apresenta ampla distribuição no Brasil. que são as mais suscetíveis ao patógeno. inseticidas. nematicidas. No fruto. compostagem. nutrientes. as lesões podem coalescer e cobrir parcialmente as vagens e na raiz. circundados por um anel pardoavermelhado. Às vezes estas lesões podem ser vistas na face superior das folhas.A/há. 0. Cultivares que apresentam resistência genética (Ex: IAPAR 31). devido à esporulação do fungo. a 0. com 5% de ferrugem. além de provocar a depreciação da qualidade dos grãos. As perdas causadas pela antracnose são mais severas quando a doença ocorre no início da cultura. espaçamento.050 a 0. Se as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento do patógeno. Hidróxido de cobre (1. Contudo. o Tilt. as perdas podem chegar a 100%. quando então uma região clorótica desenvolve-se ao lado das manchas necróticas e as folhas tendem a curvar-se para baixo. para controle de insetos vetores): Tratamento de sementes com produtos como benomyl + thiram. CONTROLE Químico (fungicidas. sendo favorável para o seu desenvolvimento regiões com temperatura em torno de 21°C. por no mínimo 1 ano.5 l/há. pH. Pode também ser transmitido pelo vento e por respingos de água de chuva. de coloração marrom. podendo ocorrer o estrangulamento do hipocótilo e morte da plântula. o hipocótilo pode apresentar lesões alongadas. A doença ocorre com maior freqüência durante e após o florescimento. ou seja. regiões de clima temperado e subtropical. com os bordos escuros e salientes. lesões alongadas. Umidade relativa do ar (solo) acima de 91%. ANTRACNOSE DO FEIJÃO (Colletotrichum lindemuthianum) A antracnose é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Podem apresentar o centro de coloração mais clara ou rosada.Preventivo: utiliza-se fungicidas cúpricos. Curativo via foliar: pode-se empregar o Bayleton (1Kg/ha) ou o Bayfidan CE (1 l/ha). aração e gradagem. como o oxicloreto de cobre (3 a 4 Kg/ha). Temperatura favorável moderada e baixa umidade relativa do ar (solo). superficiais ou deprimidas. captan e tiofanato metílico. escuras e às vezes deprimidas.7 Kg/ha) ou o cyproconazole (alto 100). pode se tornar uma doença importante na safra da "seca". o que possibilita sua transmissão de um plantio para outro e para longas distâncias. DISSEMINAÇÃO O patógeno sobrevive em restos de cultura e no interior das sementes. roguing eliminação dos restos culturais OÍDIO DO FEIJÃO (Erysiphe polygoni) Doença causada pelo fungo Erysiphe polygoni.

que em seguida ficam cobertas por um crescimento branco e pulverulento. compostagem. solanáceas etc). Épocas de temperaturas baixas e chuvosas favorecem o desenvolvimento da doença. uma das principais doenças da cultura da soja pelos prejuízos ocasionados nas últimas safras e pela dificuldade de controle.DISSEMINAÇÃO Como o patógeno se desenvolve externamente ao tecido do hospedeiro. A disseminação dos esporos do fungo ocorre principalmente pela ação do vento e insetos. Crescimento micelial pode ser visto nas lesões dando o aspecto cotonoso apodrecendo o caule. SINTOMAS Folha: pequenas manchas ligeiramente mais escuras na face superior da folha. a folha inteira pode ser coberta pelo micélio branco. Controle Cultural: Rotação com espécies não hospedeiras como cereais e milho. nematicidas. que podem estar infectadas com o micélio do fungo. aração e gradagem. Temperatura favorável é de 8 a 10º C. o tecido afetado apresenta coloração parda ou púrpura. DISSEMINAÇÃO A disseminação se dá principalmente pelas sementes. tiofanato metílico + chlorothalonil e tebuconazole. bactericidas. a ocorrência de chuva e a irrigação são desfavoráveis ao seu desenvolvimento. ou por meio da contaminação. para controle de insetos vetores (EX: triforine. SINTOMAS Murcha das folhas novas e a subseqüente seca e morte. Evitar plantio adensados em . atualmente. espalhando-se para baixo e para cima do mesmo. CONTROLE: Químico: uso de fungicidas. quando o crescimento pulverulento do fungo é removido. pH. Lesões encharcadas. maior espaçamento. esbranquiçadas desenvolvem-se na região do nó do caule. O fungo tolera uma ampla gama de temperatura do solo. evitar plantar soja logo após o plantio de feijão e outras espécies de plantas susceptíveis (plantas das famílias leguminosas. em plantios adensados a doença pode ocorrer mesma sem chuvas. Nutrientes balanceados. devida à presença de estruturas de sobrevivência denominadas de escleródios. Controle Cultural. causando senescência prematura. Os ventos favorecem a disseminação dos ascósporos. O enchimento das vagens localizadas acima das lesões do caule é reduzido. inseticidas.Tempo prolongado de temperatura baixa (5 a 10º C) e alta umidade relativa do solo favorecem o desenvolvimento do fungo e da doença. Fruto: ataca vagens tornando-as mal formadas e menores. CONTROLE Quimico: uso de produtos mais específicos (fluazinam e procimidone). MOFO BRANCO DA SOJA (Sclerotinia sclerotiorum) O mofo branco causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum é. Aspecto cotonoso (micélio) envolve as vagens apodrecendo-as. roguing ou eliminação dos restos culturais etc.

como a batata. Usar sementes sadias. totalmente dizimadas. plantas severamente infectadas sofrem quebra da haste e severo acamamento. As plantas mortas prematuramente ficam com as folhas pendentes ao longo da haste. evitar solos mal drenados. EMGOPA – 304 e BR 9 (SAVANA). SINTOMAS Folhas murchas e clorose inter nerval. Evitar irrigação excessiva durante florescimento.sp. nevoeiro. Macrophomina phaseolina causadora da podridão negra da raiz e Rosellinia SP. em poucos dias. Sclerotium rolfsii agente causal da podridão do colo e tombamento. devida a degradação dos vasos condutores. CANCRO DA HASTE (Diaporthe phaseolorum f. A incidência e a severidade do ataque estão associados às condições do solo e a seqüência de culturas cultivadas na área. em torno de 1. CONTROLE Uso de cultivares resistentes (Ex: EMGOPA – 302 e EMBRAPA . sucessão de cultura com gramíneas de inverno (aveia.evitar a coincidência das chuvas com a fase antes da floração e aração após a colheita para destruição dos restos culturais. Evitar o plantio de cultivares de soja que tendem a acamar.meridionalis (Phomopsis phoseoli f.evitar populações maiores que a recomendada. Usar espaçamento maior entre linhas. causadora da morte em reboleira. Normalmente.20 (DOKO -RC). . DISSEMINAÇÃO Chuva.Esse fungo ocorre em diversas culturas de importância econômica. DAMPING-OFF (Rhizoctonia solani) O fungo Rhizoctonia solani. orvalho. cevada ou trigo). meridionalis) Doença causada pelo fungo Diaporthe phaseolorum f. o milho e a soja. Usar densidade menor (250 a 300 mil plantas/ha) em cultivares tardias.sp. o fumo.sp. principalmente as de folhas largas. o feijão. Densidade de plantio . e cultivares moderadamente resistentes: Ex. Época de plantio . Uso de sementes de boa qualidade certificadas e fiscalizada. Lavouras altamente infectadas podem ser.5%. rotação de cultura com milho. adubação equilibrada com ênfase ao potássio.meridionalis (Phomopsis phoseoli f. neblina. manchas elípticas ou alongadas de coloração castanha-avermelhada Os sintomas também podem ser vistos nos ramos laterais e nos pecíolos (anelamento) e acamamento devido à quebra do haste no local da lesão e medula descolorida. Na região do entrenó. meridionalis. o nível de infecção das sementes é baixo. molhamento foliar nos primeiros dias de plantio aumenta a quantidade de esporos liberados dos restos de cultura. Aparecimento de estrias ou pontuações de cor negra a castanha-avermelhada na haste. causando podridões radiculares no início do desenvolvimento da plântula e provocando redução no vigor e na germinação da semente. semelhante ao que ocorre na falta de umidade. Eliminação de plantas daninhas.locais onde a doença já tinha ocorrida.sp. onde.

especialmente em Mato Grosso. algodão. pouco depois da plantação. porém o volume dos danos depende de quando a doença se inicia e quão rápido ela progride. É atualmente um dos maiores problemas da cultura na região dos Cerrados Brasileiros. o atraso no desenvolvimento da planta. pelo excesso de umidade (chuvas contínuas. vagens e ramos. o ataque é severo durante a primavera e verão. o plantio deve ser feito em épocas quentes.DISSEMINAÇÃO O aparecimento da doença é favorecido por solos infestados. necrose do tecido vascular e pigmentações púrpuras nas fo lhas. O tratamento das sementes é recomendado. ocorrem comumente desfolhas e maturação prematura das plantas atacadas. pelo grande potencial perdas na produtividade. tais como. Danos na produtividade na ordem de 30 a 80% já foram relatados. onde têm sido necessárias excessivas pulverizações de fungicidas para controlar a doença. feijão. Os esporos são disseminados pelo vento. CONTROLE Uso de variedades resistentes. SINTOMAS Surgem inicialmente nas folhas mais baixas do dossel durante ou após a floração com de 2 a 5 mm de diâmetro. Com o incremento da severidade da doença. Lesões mais velhas podem se tornar escuras formando teliósporos eventualmente. DISSEMINAÇÃO A ferrugem-asiática possui diversos hospedeiros alternativos e assim há uma grande quantidade de fontes de inóculo. coloração marrom claro a escura e forma poligonal. Recomenda-se sucessão de cultura com trigo e aveia e rotação com soja de modo a reduzir o inóculo presente na área. As lesões também podem ser encontradas nos pecíolos. Em cada lesão existem uma ou várias pústulas (urédias) de forma globosa que produzem um grande volume de uredinósporos que são liberados pelo ostíolo circular. Evitar o plantio seguido de milho. FERRUGEM ASIATICA (Phakopsora pachyrhizi) A ferrugem asiática da soja e uma das doenças de maior importância desta cultura na atualidade. pela reutilização de sementeiras. Sempre que possível. O estrangulamento parcial dos caules pode originar grande diversidade de sintomas. Evitar semeadura profunda. irrigação excessiva ou local mal drenado) e pelo excesso de sombra no viveiro. provavelmente estas viagens ocorrem em sistemas de tempestade aonde as nuvens protegem os esporos do sol. devido à abundância de chuvas e às altas temperaturas. No campo. SINTOMAS Os sintomas mais graves na planta aparecem na primavera. para que haja rápida emergência e desenvolvimento das plantas. deformação e descoloração dos caules. Fazer aração profunda para diminuir o inóculo perto da superfície do solo e promover a rápida decomposição dos resíduos infestados. podendo viajar grandes distâncias. Por serem sensíveis à radiação ultravioleta. pois aumenta o tempo para a emergência e prolonga a exposição de tecidos susce tíveis ao patógeno. batateira e tomateiro devido aumentar a população do fungo. .

Monitoramento da dispersão da doença tem sido uma importante ferramenta para alertar quanto ao risco da doença em determinadas regiões. até a ausência de qualquer sintoma. como até 1% de severidade. Em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença (alta temperatura e umidade do solo) a murcha atinge toda a planta e é irreversível. insetos ou animais. Podem ser aplicados preventivamente. senão também de outras espécies da família Solanacea. SINTOMAS Murcha dos folíolos da parte superior das plantas. que são plantadas de 15 a 20 dias antes do plantio normal. berinjela e pimentão. murcha unilateral na mesma rama ou até de folíolos na mesma folha. recuperando a turgidez a noite ou nas horas mais frescas do dia. por uma simples razão – para crescerem e se multiplicarem as bactérias necessitam de água e de calor. Recentemente tem se comprovado a ocorrência de um fenômeno com chamado de “Viable but not countable (VBNC)”. à murchidão ou mesmo a sua morte. podendo causar desde danos puramente superficiais. por ser simples e de diagnóstico rápido e eficaz. em áreas de maior risco para a doença como aquelas em que a ferrugem sempre ocorre de maneira agressiva. jiló. Se a doença for detectada na parcela. A doença pode ser controlada racionalmente quando aplicações são feitas logo após a detecção da doença em baixíssimos níveis. DISSEMINAÇÃO O patógeno pode ser disseminado através de enxurradas provenientes de campo de produção contaminados. MURCHA BACTERIANA OU MURCHADEIRA (Pseudomonas solanacearum) Presente em praticamente todo território nacional é uma das doenças de maior importância na cultura do tomateiro. Usa se parcelas armadilhas. sobrevivência do patógeno. as bactérias infiltram-se através de uma flor ou um corte numa folha ou no pé. estão mais dependentes de climas quentes e húmidos para contaminarem as plantas. A Infecção e o desenvolvimento da doença são favorecidos por temperaturas do solo elevadas em torno de 30 a 35ºC. Para a confirmação de que a murcha da planta é de origem bacteriana. Transportadas pela água. Descoloração vascular na região do xilema. .CONTROLE Controle Quimico: o uso de Fungicidas tem sido a principal medida de controle da ferrugem. normalmente associado à infecção por patógenos secundários. Temperaturas menores de 21ºC ocorre a infecção sem o desenvolvimento dos sintomas. como batata. é indicativo da presença do inóculo na região e de que ocorreram condições favoráveis a infecção. ou seja. No tubérculo os sintomas variam desde apodrecimento total dos tecidos. a bactéria está presente no solo e causando murcha nas plantas. inoculação e desenvolvimento do processo patogênico. é rotineiro à utilização do “teste do copo”. BACTÉRIAS As doenças provocadas em plantas por bactérias são as menos frequentes. Assim sendo. porém não se consegue isolá-la a partir deste mesmo solo. Alta umidade do solo influi na incidência da doença. Pode ser observada ainda.

A podridão do colmo estão entre as mais sérias doenças do milho e causam perdas na produção pela redução do enchimento de grãos. se mais desenvolvidas. Resistência Genética: utilização de variedades com resistência é a única forma efetiva de controle. nematicidas. Enxertia da variedade comercial sobre portoenxertos tolerantes. neblina. Vento é fator importante no desenvolvimento de epidemias e na matéria orgânica a bactéria permanece viável em restos culturais. sendo a alternância de temperaturas altas durante o dia com noites de temperaturas mais amenas associada à ocorrência mais severa da doença. Há queda de folhas quando se segue um período seco. malvacearum) Temperatura elevada é um fator importante na severidade da doença. nas folhas mais novas e naquelas que ainda não se abriram. principalmente em . Manejar corretamente a água para evitar irrigações excessivas e com água que vem de locais infectados. Plantio em áreas novas. CRESTAMENTO BACTERIANO DO ALGODÃO (Xanthomonas campestris pv. formam-se lesões inicialmente encharcadas. se jovens elas podem morrer e cair. Evitar plantar em época de temperatura e umidade elevada. deprimidas e pretas CONTROLE Químico: com uso de fungicidas cúpricos. formato de bastão e provida de flagelo. C38-D é recomendada para a região Nordeste). orvalho. A maioria das medidas de controle são preventivas. nevoeiro. aspecto oleoso ou encharcamento delimitadas pelas nervuras. para controle de insetos vetores e de antibióticos. Resistência Genética: não existem cultivares comerciais com bons níveis de resistência (Ex: a cultivar. (ex.CONTROLE O controle desta doença é extremamente difícil. apresentando-se com o decorrer do tempo. são de coloração pardo-escura e podem coalescer formando manchas bem maiores. O caule apresenta lesões deprimidas e de coloração preta. SINTOMAS Pequenas manchas de formato anguloso. Quando as cultivares atacadas são suscetíveis ao patógeno os reflexos sobre a produtividade da lavoura podem ser significativos. mais ou menos circulares. No fruto: nas maçãs a doença ocorre em qualquer estágio de desenvolvimento. Eliminação de plantas daninhas. podendo se estender longitudinalmente e transversalmente. alta umidade é fator de severidade da doença. inseticidas. molhamento foliar: a água da chuva e o orvalho intenso são importantes na disseminação dentro da lavoura.: IAC 18 e IAC 20). bactericidas. Controle Cultural: Fazer rotação de cultura com gramíneas. Usar batata-semente sadia. DISSEMINAÇÃO Chuva. Controle Cultural Deslintamento e rotação de culturas PODRIDÃO DO CARTUCHO DO MILHO (Erwinia chrysantemi) Erwinia chrysanthemi pv. abrangendo uma pequena faixa do tecido do mesófilo adjacente e estendendo-se ao longo dos pecíolos. zeae é uma bactéria gram.negativa. As lesões tendem a se localizar nas nervuras principais. Evitar plantios em terrenos sujeitos a receber águas de superfície. morte prematura e tombamento de plantas.

Os sintomas nos entrenós atacados são o encharcamento dos tecidos e a perda de firmeza ou rigidez dos tecidos do colmo. Odores desagradáveis exalados pelos tecidos afetados. como também a penetração do patógeno. a produção de xantomonadinas. A disseminação à curtas distancias pode ocorrer pelo uso de impleme ntos contaminados e pela água de irrigação. Lesões alongadas de cor marrom são observadas no pecíolo e no caule.Temperaturas entre 26 a 30º C favorecem o desenvolvimento da doença. vesicatoria) Bactérias Xanthomonas campestris pv. CONTROLE: Controle Cultural: rotação de culturas. assim como a seca prematura de plantas. DISSEMINAÇÃO As bactérias são saprófitas e sobrevivem em restos culturais de milho e sorgo. Ocasiona prejuízos na produção de tomate para consumo in natura. que provoca o tombamento das plantas. e a medida que elas crescem . sendo que os sintomas típicos nestas são a murcha e a seca das folhas do cartucho decorrentes de uma podridão aquosa na base. em quantidade e qualidade da água. MANCHA BACTERIANA (Xanthomonas campestris pv. Com a disseminação da bactéria por vento ou respingos estas infectam plantas de milho através de aberturas naturais ou ferimentos como os causados por insetos e granizo. Nos frutos jovens as lesões novas apresentam um halo branco. Vesicatoria tem a forma de bastonetes. Em fases mais adiantadas da doença. São bactérias aeróbias estritas que apresentam como uma das suas principais características. A água acumulada no cartucho da folha favorece a ocorrência da podridão na espiga. Condições de chuvas abundantes ou de irrigações com altas lâminas de água favorecem a doença. onde a doença é encontrada com maior freqüência.mole. móveis através de flagelos monotríquios. SINTOMAS Plantas tombadas na lavoura. A sementes é o principal veículo de disseminação do patógeno à longas distâncias. O patógeno coloniza os vasos por onde pode ser transportado pela planta. sistema de drenagem do solo e uso de cultivares resistentes. . SINTOMAS Lesões circulares de cor marrom. o que favorece a disseminação a curtas distâncias. As lesões apresentam tecidos encharcados sob condições de alta umidade e podem coalescer provocando a seca das folhas. gramnegativos. como também na produção do fruto para processamento industrial. O patógeno se alcançar as espigas pode causar a podridão. os tecidos necrosados nos entrenós apresentam-se marrom-claros. espalhadas no limbo foliar ou concentradas nas bordas. DISSEMINAÇÃO Em regiões que apresentam chuvas associadas a ventos fortes. o halo desaparece e as lesões tomam coloração marrom-claro com as bordas ligeiramente elevadas. utilização de sementes resistentes e manejar adequadamente a irrigação. devido à deformação dos frutos pelas manchas.campos de produção de sementes.

Quando esta não for possível. pelo vento e. Uma das mais importantes doenças da citricultura brasileira por atacar todas as variedades e espécies de citros. A bactéria pode sobreviver por vários anos em material vegetal contaminado mesmo destacado da planta. a sobrevivência da bactéria é mais curta. com centro marrom e halo amarelo claro. Pulverizar enxadas. possui um flagelo polar e é aeróbica. o primeiro sintoma visível é o aparecimento de pequenas lesões salientes. um dos mais importantes agentes de disseminação. São lesões inicialmente amarelas que se tornam marrom. as lesões nas folhas ficam corticosas. evitar plantios próximos a lavouras velhas de tomate e pimentão. fazer rotação de cultura de preferência com gramíneas por 2 a 3 anos. causados normalmente por material de colheita (escadas. pelo minador dos citros. onde concentram-se em maior quantidade do que em frutos e ramos. CONTROLE Não existe controle curativo para a doença. . Tratamento de sementes com sulfato de estreptomicina ou dihidroestreptomicina. Em estágios avançados. SINTOMAS Apresenta lesões salientes.las. com bactericida. Nestas. Em outros materiais. que surgem em ambos os lados das folhas. baciliforme. incorporar restos de cultura logo após a colheita e controle de plantas daninhas que podem servir como hospedeiro alternativo para o patógeno. sacolas). Pulverização das mudas com fungicida cúpricos mais estreptomicina e pulverização das plantas com fungicidas. as quais podem surgir contaminadas. A infecção ocorre por ferimentos. inseticidas. Evitar irrigação por aspersão que favorece a disseminação e desenvolvimento da doença. o que não é típico na maioria das outras doenças e pragas. Deve se eliminar também as rebrotas que surgem na área onde se realizou a erradicação. fazer irrigações pesadas e espaçadas ao em vez de leves e freqüentes e controle físico através do tratamento das sementes com água quente (50 a 52ºC/25 minutos). evitando o replantio por um período de dois anos. bactericidas. A área erradicada deve ficar temporariamente interditada. Controle Cultural: plantar sementes de boa qualidade. mudas e outros materiais cítricos contaminados. lavar e desinfestar implementos que tiveram contato com plantas doentes. veículos. máquinas e implementos usados na eliminação das rebrotas. CANCRO-CÍTRICO (Xanthomonas citri) O patógeno é uma bactéria gram-negativa. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas. no entanto sem deformá. DISSEMINAÇÃO A bactéria se dissemina facilmente. principalmente. as colônias apresentam-se amarelas e são visíveis de dois a três dias de incubação a 28°C. veículos que podem trazer a bactéria ou provocar ferimentos. por meio do trânsito indiscriminado de pessoas pelos pomares. plástico. sendo a única forma de eliminar o cancro cítrico através da erradicação de todo o material vegetal contaminado. materiais de colheita. sendo o homem .CONTROLE Químico (fungicidas. nematicidas. geralmente de dias a semanas. Quando cultivada em meio ágar. madeira e tecido. como metal. para controle de insetos vetores): Uso alternado de antibióticos.

Com o avanço da doença. mudas e implementos agrícolas contaminados SINTOMAS No caule a podridão do colmo ocorre tipicamente no primeiro entrenó acima do solo. advêm a seca e a morte das plantas. . ocorre geralmente o tombamento das plantas.ESCALDADURA (Xantomonas albilineans) Doença de ação sistêmica. lembrando uma bacteriose. bactericidas. DISSEMINAÇÃO A facilidade de disseminação via água de irrigação. causada pela bactéria Xantomonas albilineans DISSEMINAÇÃO É transmitida pelo plantio de mudas doentes ou qualquer instrumento de corte contaminado. duras. subdesenvolvidas e eretas. para controle de insetos vetores. Pontuações avermelhadas são observadas na região do nó. SINTOMAS Os sintomas são determinados por duas estrias clorótica e finas nas folhas e bainhas. nematicidas. drenagem do solo e manejo adequado da água de irrigação. desenvolvimento subnormal das plantas doentes. entrenós curtos e baixo rendimento em sacarose. quando o colmo é seccionado longitudinalmente. CONTROLE Químico: fungicidas. inseticidas. é uma podridão tipo aquosa. eliminação dos restos culturais e pela desinfecção do podão ou outro instrumento utilizado na colheita e corte dos colmos. morte dos rebentos ou de toda a touceira. substratos. Ariz pode ocorrer podridão. podendo também aparecer manchas cloróticas no limbo foliar e brotações laterais de baixo para cima no colmo doente. PODRIDÃO DE PYTHIUM (Pythium aphanidermatum) Temperatura favorável elevada e alta umidade relativa. Tratamento das sementes em regiões frias. As folhas tornam-se anormais. Controle Cultural: rotação de culturas. fica restrita a um entrenó. ao contrário das bacterioses. A escaldadura provoca baixa germinação das mudas. CONTROLE O controle é feito por meio de variedades resistentes. plantio de mudas sadias.

mas precisam de um meio de transporte. além do fato des ta virose favorecer o aumento da população de moscas-das-frutas. que pode ser um inseto. Uma vez infiltrado. DISSEMINAÇÃO O vírus é transmitido pela mosca branca (Bemisia tabaci e B. Estudos de campo indicaram a associação de um vetor na transmissão da doença. sendo que as plantas podem ser atacadas por mais do que um vírus em simultâneo. podendo acarretar em uma queima das pontas. eliminação de plantas hospedeiras nas áreas próximas à lavoura. Infiltram-se nas plantas a partir das folhas ou do pé. que se tornam amarronzadas. argentifolii). normalmente por zonas já feridas por insetos. o látex apresenta um aspecto mais translúcido. o látex escorrido oxida-se adquirindo um aspecto borrado ou . SINTOMAS O sintoma característico é uma intensa exsudação de látex dos frutos infectados. movimenta-se através dos vasos vasculares. evitando proximidade da cultura de soja e usar cultivares resistentes MELEIRA (Papaya meleira vírus) A meleira-do-mamoeiro é considerada como o principal problema fitossanitário da cultura no Brasil. Segundo o estado de desenvo lvimento a planta pode apresentar nanismo e torna-se parcial ou totalmente estéril. A doença pode causar sérios danos na produção. o vírus. Em alguns aparece coloração avermelhada. CONTROLE: Controle Cultural: Rotação de culturas.VÍRUS Ainda mais pequenos do que as bactérias. A exsudação também ocorre nas ext remidades das folhas mais novas. DISSEMINAÇÃO O ciclo da doença ainda não está totalmente elucidado. Com o tempo. provocando doenças que contaminam o organismo da planta. maturação da planta a coloração amarela fica mais clara e os sintomas menos evidentes. Em plantas infectadas. Sabe-se que a mosca-branca Bemisia tabaci biótipo B é capaz de transmitir o vírus da meleira-do-mamoeiro. o pólen ou algumas sementes infectadas. os vírus apenas conseguem reproduzir-se a partir das células da própria planta. SINTOMAS Manchas alternadas de coloração diferente (mosaico) são caracterizadas por manchas amarelas. escolha da época ou local de plantio. aquoso e escorre com mais facilidade do que o látex das plantas sadias. MOSAICO COMUM DO ALGODÃO (AbMV vírus) Doença causada pelo AbMV (vírus) e pode ser encontrada em todas as regiões produtoras e sua incidência pode chegar a 50%.

instalação de viveiros e pomares novos o mais distante possível de outros e eliminação de pomares velhos e abandonados. A pré-imunização vem sendo um método de controle das caneluras. elevada acidez e baixo teor de suco. entre eles. ou amarelecimento total das folhas velhas. em que as plantas de citros são infectadas com uma estirpe fraca de tristeza que acaba por proteger estas contra as estirpes fortes. Nas folhas das limas ácidas. isto é. SINTOMAS Tristeza clássica ou declínio rápido: Profundas mudanças anatômicas na região da enxertia é a característica principal nesse tipo. Ocorrem degradação e superprodução de células do floema. No Brasil foi responsável por dizimar pomares no Estado de São Paulo na década de 40. sobre porta-enxerto de laranja Azeda. O transporte de sementes e mudas provenientes dos estados do Espírito Santo e da Bahia deve ser interceptado para retardar a disseminação do patógeno para áreas onde a doença ainda não ocorre. Aphis. foram mortas pelo ataque do vírus. CONTROLE A principal medida de controle para a meleira é a realização de inspeções semanais nos pomares e eliminação das plantas doentes assim que os primeiros sintomas sejam detectados. pulgões dos gêneros Tocoptrea. uma linha marrom na região da enxertia quando a casca é retirada. Posteriormente. Dactynotus e Myzus. CONTROLE O manejo do declínio rápido é feito através da utilização de combinações em portaenxertos tolerantes ou resistentes. que se mostram translúcidas quando observadas contra a luz. Outras medidas consistem na obtenção de mudas provenientes de sementes de plantas sadias. há uma clorose severa associada com nanismo da planta. a polpa adquire um aspecto esponjoso e com sabor alterado. TRISTEZA (CTV Citrus tristeza virus) O CTV é um vírus do gênero dos Closterovirus. as folhas ficam descoloridas. Amarelecimento do pé de franco: Neste tipo. acúmulo e invasão de floema não funcional no córtex. Há a formação de células cromáticas. A doença conhecida como tristeza dos citros é considerada a virose de maior importância econômica para a citricultura mundial. observa-se palidez das nervuras. a troca do porta-enxerto da planta por outro tolerante. O CTV é limitado pelo floema e também pode ser transmitido por enxertia. colapso e morte dos tubos crivados. . é o principal vetor do vírus da tristeza. Galhos apresentam-se secos a partir das extremidades. mas pulgões de outras espécies também podem transmitir a doença. bronzeadas. de formato defeituoso. DISSEMINAÇÃO O pulgão preto dos citros. Pode-se fazer a subenxertia. em alguns casos. que interrompem o fluxo de seiva e acabam por apodrecer e matar as radicelas. coquinhos. Toxoptera citricida. quebradiças. Os frutos tornam-se diminutos.melado. algumas vezes. como o limão Galego e algumas outras rutáceas. impedindo manifestações severas da doença. com amarelecimento da nervura principal. Os frutos infectados apresentam mancha clara e deformados e. quando nove milhões de plantas. com albedo espesso. Há um rápido declínio das plantas. que apresentam.

ninfas e adultos do ácaro são capazes de transmitir o vírus. O sintoma mais comum e severo em plântulas é o enfezamento. como períodos de seca entre os meses de abril e setembro. passando para outras células e chegando até as glândulas salivares. O ácaro da leprose apresenta inúmeras plantas hospedeiras. LEPROSE (CiLV Citrus leprosis virus) A leprose é uma das principais doenças da citricultura e que ocorre principalmente na laranja doce. DISSEMINAÇÃO O TSWV tem como vetor oito espécies de trips. como amendoim. freqüentemente. de onde são secretados. este vírus também afeta outras culturas. Larvas. DISSEMINAÇÃO O vírus da leprose tem o ácaro Brevipalpus phoenocis comovetor. O progresso do vírus da leprose está relacionado com o aumento da população de ácaros da leprose e as condições climáticas favoráveis ao vetor. pimentão. pepino e cebola. aplicação de inseticidas. tendo frutos cítricos como locais preferenciais à sua multiplicação. Além do tomate. A eliminação de trips é possível usando filtragem do ar e uso de portas de entrada em cultivos protegidos. deformação foliar. A produção de tomate perde em qualidade e em quantidade. data de plantio adequado. SINTOMAS As lesões em folhas ocorrem em ambas as faces e apresentam formato arredondado. infectando inicialmente o seu intestino. na planta. alface. SINTOMAS Anéis necróticos ou cloróticos nas folhas e frutos. conhecimento do histórico da doença e distribuição das linhas da cultura. verifica-se desfolha prematura das folhas. mosaico. ficando . A partir de julho. as populações do vetor aumentam. jiló. abobrinha. de morte da planta. CONTROLE Uso de variedades com resistência genética. necrose severa das hastes e das folhas seguida. população de plantas. Lesões amareladas surgem em ramos novos e evoluem para a cor marrom-avermelhada. e o controle ou evasão do vetor. Estratégia de controle integrado envolve cultivar resistente. Perdas relacionadas com a leprose resultam dos altos custo com acaricidas para o controle do seu vetor. Em estágios avançados. nanismo. com um halo amarelo. os quais uma vez infectados são capazes de transmitir o vírus durante toda sua vida. atingindo um pico em setembro e outubro e diminuindo com as chuvas de verão e com a colheita dos frutos. Painéis refletores colocados antes do plantio desorientam o trips e inibem a alimentação. sendo Frankliniella occidentalis a mais importante. que podem ser facilmente superada. O vírus também causa doença e é replicado nos vetores.VIRA CABEÇA (Tomato spotted wilt vírus TSWV) Esta doença foi descrita em 1915 na Austrália e identificado como vírus 15 anos depois. Sementes apresentam-se descoloridas. aspecto liso e com uma coloração variando de verde-pálida a marrom no centro. pela saliva.

Quebra ventos servem como meios de reduzir a disseminação do ácaro. além de diminuir o teor de açúcar da uva e a longevidade da planta. Inspeção regular da presença do ácaro no pomar.la. pois quanto mais tempo os frutos forem mantidos na planta. estacas. observado com relativa facilidade nas cultivares viníferas tintas e brancas. para que não haja seleção de ácaros resistentes ao acaricida empregado. Controle da verrugose. Ataques intensos podem levar à queda dos frutos. Deve-se mantê. maior será multiplicação dos ácaros. DISSEMINAÇÃO A disseminação do vírus ocorre por meio do material propagativo infectado (mudas. estacas e gemas) do porta-enxerto e da produtora.la. A pulverização deve ser feita de modo a obter uma boa cobertura da planta e a erradicação é necessária quando as lesões atingem toda a planta. com sintomas e temporões. peso e tamanho dos cachos. independentemente do método de enxer tia. canivete). CONTROLE Quando uma planta está contaminada por vírus. através da utilização de material propagativo sadio (mudas. No Brasil. SINTOMAS O sintoma mais característico da doença é o enrolamento dos bordos da folha para baixo. No período de um ano. Com a evolução dos sintomas e o amadurecimento dos frutos as lesões tornam-se escuras e profundas. Devem-se retirar frutos caídos. possivelmente pelas espécies de cochonilhas que ocorrem em nossos vinhedos. Durante o inverno é importante realizar a poda de limpeza dos ramos afetados. no campo. O controle das viroses da videira somente é viável. a ssunto que está em estudo atualmente. ENROLAMENTO DA FOLHA (Grapevine leafroll-associated virus. do minador do citros cujas lesões servem de abrigo ao ácaro. Não há informação de transmissão desse vírus por meio de ferramentas (tesoura de poda. assim como de plantas daninhas que são hospedeiras.escamadas com uma casca grossa. CONTROLE Basicamente deve-se fazer o controle dos vetores e a diminuição das fontes do vírus. livres de ácaros e de vírus. GLRaV) Doença não letal que é causada por um complexo de nove vírus (Grapevine leafrollassociated virus. ou eliminá. enquanto produtiva. é importante adquirir mudas sadias. Controle quimico com acaricida deve ser iniciado quando 5% a 10% dos frutos ou ramos examinados apresentam um ou mais ácaros. GLRaV). embora possa ocorrer infecção sem ocorrer enrolamento dos bordos. gemas) na formação das mudas. Antecipação da colheita e retirada de todos os frutos da planta. embora cada um dos vírus do complexo possa ocorrer de forma isolada. Lesões em frutos verdes também apresentam-se com um halo amarelo. Quando em grande número. tem se verificado significativa disseminação da doença no campo. no vinhedo não há meio de controle. Frutos doentes possuem lesões distribuídas irregularmente em sua superfície. ou seja. Para tal. ocasiona a seca dos ramos e morte dos ponteiros. deve se evitar o uso de um mesmo princípio ativo e classe química nas pulverizações. . Essa doença causa sérios prejuízos podendo afetar o número .

imunização. como cana-de-açucar. A velocidade de disseminação desse vírus. práticas culturais. DISSEMINAÇÃO A transmissão do Papaya ringspot vírus pode ser mecânica ou naturalmente por meio de afídeos. deformações e bolhas que caracterizam-se como áreas elevadas de coloração verde-escura em contraste acentuado com o restante da folha de cor amarelada. também reduz a incidência da doença. tão logo as primeiras plantas de um pomar tornam-se infectadas. mas há restrições legais ao uso destes organismos no Brasil até o presente momento (ano de 2007). que se tornam menos evidente a medida que os mesmos amadurecem. Frutos verdes podem apresentar-se com manchas anelares e oleosas. As fontes de inóculo podem ser mamoeiros doentes ou cucurbitáceas que também são colonizadas por este vírus.MOSAICO DO MAMOEIRO (Papaya ringspot vírus) O mosaico do mamoeiro é considerado uma das doenças mais danosas à cultura. sendo um fator limitante à produção de mamão. Não há transmissão por sementes. é bastante rápida. O uso de barreira física natural. . Folhas apresentam mosaico. depreciação dos frutos para o comércio e impossibilidade de plantios novos em área s afastadas. melhoramento genético para tolerância e pré. como erradicação sistêmica de plantas apresentando sintomas do mosaico. As plantas também apresentam manchas alongadas de coloração verde-escura ou de aparência oleosa na parte nova da haste e nos pecíolos das folhas. CONTROLE Realização de medidas preventivas para retardar ou reduzir sua disseminação. Existem mamoeiros geneticamente modificados resistentes ao vírus. SINTOMAS Clorose nas plantas afetadas. redução na vida econômica do pomar. A doença causa prejuízos que resultam da redução no vigor das plantas e queda na produção.

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