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TCC Gildacio 2011

TCC Gildacio 2011

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em fevereiro de 1958. A partir daí. um grupo de soldados deficientes devido ao conflito se reuniu para praticar tiro. o caminho traçado pelas clínicas de reabilitação com a iniciativa do carioca Robson Sampaio de Almeida e do paulistano Sérgio Serafim Del Grande. basicamente. a primeira competição de basquete em cadeira de rodas reuniria as equipes do Rio e de São Paulo. na capital paulista. iniciaram-se as práticas esportivas para pessoas com deficiência. nos Estados Unidos. timidamente. o esporte adaptado foi idealizado pelo médico inglês neurologista e neurocirurgião Sir Ludwig Guttmann. foram fundados o Clube do Otimismo. e entre as modalidades oferecidas ele escolheu o basquete em cadeira de rodas. por meio do basquete. cuja equipe foi formada pelo próprio Del Grande. em 1918. No Hospital de Stoke Mandeville. o esporte adaptado começou a ser usado. e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo. Ao retornar ao Brasil. na capital fluminense. arco e flecha. . Anos mais tarde. buscou apoio de várias pessoas para iniciar. Uma das atividades da reabilitação era o esporte. o treinamento de basquete. na década de 1950. Costa et all (2002). a atividade física passou a ser reconhecida no auxílio à reabilitação e o desporto para deficientes tornou-se uma realidade. no ano de 1944. o desenvolvimento do esporte adaptado seguiu. Segundo Bagnara (2010). na Inglaterra. Nesse mesmo ano. Itani (2004) comenta que há indícios que a prática de desportos por pessoas portadoras de deficiência existe desde a antiguidade. o mesmo desenvolveu suas atividades profissionais no centro de lesados medulares e apresentou um programa de recuperação para seus pacientes. com o tempo. Os primeiros registros do esporte adaptado para deficientes físicos mostram que. incorporaram outras modalidades. em Nova Jérsei. mas somente após a 1ª Guerra Mundial. o desporto para deficientes físicos surgiu com a necessidade de a sociedade reabilitar seus indivíduos traumatizados vertebromedulares pela 1ª e 2ª Guerra Mundial. formou-se uma associação de jogadores de golfe com lesões/amputações de um dos membros superiores.1 Esporte Adaptado De acordo com Cidade e Freitas (2002). Assim. Em 1959. INTRODUÇÃO 2. no Brasil. na Alemanha do pós-guerra.10 2. em 1932. envolvendo uma série de modalidades desportivas. Após ficar paraplégico. a fim de reabilitar pessoas com certo grau de incapacidade. Del Grande buscou tratamento no Institute for Rehabilitation Kesle.

a ANDE lançou o Projeto Boccia para Portadores de Paralisia Cerebral Severa. principalmente. por ser uma modalidade direcionada a pessoas que apresentam um quadro severo de disfunção motora. como por exemplo. propiciando uma verdadeira condição de inclusão e igualdade de participação com outros alunos sem deficiência. A grande participação de pessoas deficientes no esporte. No Brasil. brasileiros paraplégicos e tetraplégicos (respectivamente Robson Sampaio de Almeida e Sergio Serafim Del Grande). ABDA – Associação Brasileira de Desportos para Amputados. dessa maneira atendendo a necessidade da prática desportiva para esses indivíduos.11 Itani (2004) afirma que por volta de 1958. dando prosseguimento ao Programa de Fomento Esportivo. da competição de bocha visando à aprendizagem para posterior implantação da modalidade. ABRADECAR – Associação Nacional de Desportos de Cadeira de Rodas. retornavam dos tratamentos realizados em hospitais americanos e. Segundo Freitas e Cidade (2000).2 Bocha Adaptada “A modalidade desportiva bocha representa um dos esportes mais desafiadores e de significativo desenvolvimento em todo o mundo. que foi fundada em 18 de agosto de 1975. a bocha para pessoas com paralisia cerebral. aceitaram participar.”(CAMPEÃO 2003). inscritos para o atletismo nos Jogos Pan–americanos de Mar Del Plata. aproveitando suas experiências que foram adquiridas por meio dos mesmos criaram clubes com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos que envolviam desportos lá desenvolvidos. Em junho de 1996. CBDS – Confederação Brasileira de Desportos para Surdos. e compreendia todos os tipos de deficiências. em Curitiba. assim foram criadas mais cinco Associações Nacionais compreendendo cada uma. Eles obtiveram o 10 lugar em duas categorias. que hoje são divididas da seguinte forma: ABDC – Associação Nacional de Desporto para Cegos. 2. de improviso. o paradesporto foi organizado nacionalmente pela ANDE (Associação Nacional de Desporto para Excepcionais). Atualmente existem modalidades específicas para portadores de deficiência física e estas foram desenvolvidas para atender uma determinada população. o jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995 quando dois atletas. surpreendentemente. tipos específicos de desporto para tipos específicos de deficiências. quando se fizeram . a ANDE foi sendo desagregada.

existem vários autores que defendem seu conteúdo pedagógico. o respeito ao outro como igual. a cooperação. com duas entidades. e não é diferente da bocha adaptada. a respeito do jogo enquanto valor pedagógico. a solidariedade.. 1999). o estigma. Enfim. Rio de Janeiro. Minas Gerais e São Paulo com uma entidade cada (Cunha et al. a repetição. Quanto ao jogo. Retondar (2000) diz que. . Nele se constrói a auto-estima. o individualismo. o jogo é um lugar de produção simbólica”. a trapaça. com cinco entidades e Mato Grosso do Sul. da mesma forma que inveja. “O jogo é um espaço de criação.12 representar cinco Estados: Paraná.

PARALISIA CELEBRAL O termo paralisia cerebral (PC) designa uma interferência na maturação do sistema nervoso central que acarreta distúrbios motores. Sendo. 85% dos casos de paralisia cerebral ocorrem durante a gestação ou no momento do parto e os 15% restantes. a paralisia cerebral pode estar ligada há um erro hereditário do desenvolvimento. Segundo Shepherd (1996). e Levitt (2001) a PC é o resultado de um mau desenvolvimento ou de uma lesão do cérebro. 2003). um problema não progressivo que pode ter origem antes. problemas placentárias. Segundo Bax (2000). prematuridade ou traumas durante o período perinatal provocam lesões no cérebro infantil. incapacidades permanentes. Winnnick (2003) define paralisia cerebral como um grupo de sintômas. pode ocorrer por influência posteriores ao nascimento da criança durante os primeiros anos de vida onde o cérebro ainda está em desenvolvimento rápido. os acidentes que ocorrem com a mãe como o uso de drogas e seus abusos e doenças. sendo esse processo chamado de Delft adquirido. A PC desencadeia a falta de coordenação do cérebro. equilíbrio e movimento desorganizado devido à rigidez ou fraqueza muscular. . não progressivos e que são tipicamente diferenciados e classificados clinicamente de acordo com a parte comprometida do corpo (hemiplegia. espástica. durante ou logo após o nascimento manifestando-se na perda ou comprometimento do controle sobre a musculatura voluntária. resultantes de dano nas áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor. atáxica e atetóide) (SCHOEN. mas seu quadro clínico não é um conjunto estático de sinais e sintomas. a lesão vai interferir na postura. Bobath (1989). pode acontecer devido à suscetibilidade hereditária diante a outros fatores de risco. associados com tônus postural anormal. diplegia e quadriplegia).13 3. A PC se caracteriza como um grande descontrole da postura e dos movimentos que aparece desde a lactância devido uma lesão secundária no sistema nervoso central e não resultado da degeneração do cérebro doente ou da reorganização progressiva ( RUSSMAM 1998 e MACEDO. De acordo com Ratliffe (2000). com as características clínicas do tônus muscular e com os movimentos involuntários (hipotônica. existente desde a infância e com caráter não progressivo cujas manifestações mudam de acordo com o amadurecimento do sistema nervoso. ou seja. 2000). A lesão que atinge o cérebro ainda imaturo interfere com o desenvolvimento motor normal da criança.

para compreender a PC.416.937 1. ´´Precisamos considerar que o desenvolvimento neurológico se inicia na concepção e o processo de mielinização do sistema nervoso central começa no período fetal e continua até a vida adulta.842 5. incluindo deficiências físicas ou mentais. 1998). durante a gestação ou no momento do parto.5% da população total. Veja na tabela abaixo os tipos de deficiência declarados no Censo: População residente por tipo de deficiência . devido os danos cerebrais no sistema nervoso central (SNC) no período de .939.784 Segundo Ratliffe (2000). Devido à progressão casual. É um dos casos mais freqüentes que ocorre devidos problemas neurológicos. Qualquer alteração nesses períodos pode resultar em lesões do encéfalo.Brasil – 2000 Tipo de deficiência Mental Física Visual Auditiva Motora População residente 2. As mais rápidas mudanças no grau de mielinização ocorrem nos primeiros 8 meses de vida e em algumas áreas.14 Em 2000. apesar de estar quase completo nos dois primeiros anos de vida. Paralisia cerebral é uma seqüela do mau desenvolvimento no encéfalo. quando ocorrem cerca de 80% deste processo.060 16. cerca de 24.644.844. a etiologia da paralisia cerebral pode ocorrer principalmente em dois períodos significantes para o desenvolvimento cerebral. pesquisa realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). tal processo se estende até o final do segundo ano de idade. Apesar de não ter resultados concretos estima-se que a cada mil crianças nascidas vivas seis nascem com deficiência (SOUZA.099 7. lesão que ocorre devidos vários fatores que agridem o sistema nervoso e prejudicam seu processo normal de maturação. prosseguindo até a vida adulta em outros casos. a paralisia cerebral tem sido definida como perturbação de função. Este número corresponde a 14.6 milhões de pessoas se declararam portadoras de alguma deficiência. em um ritmo bastante lento`` (2004).735. Segundo Cândido.

Sage (1997) nos diz que: ´´As causas da paralisia cerebral podem ser subdivididas em três subgrupos: pré-natal. (1992). mesmo sendo a PC um distúrbio não progressivo sua clínica pode mudar de acordo com a maturação cerebral onde os sintomas podem diminuir com o tempo sendo resultado de uma reorganização neurológica. (1983). tais como as infecções uterinas no pré-natal. na paralisia cerebral ocorre mudanças incluindo-se em um grupo não desenvolvido. têm alguns fatores como possíveis causas da paralisia cerebral. BRANDÃO. . Também enfatizam a síndrome da angústia respiratória como fator de risco no pós-natal. a paralisia cerebral ocorre devido à lesão no encéfalo imaturo. Segundo Hardy et al (2002). determinado por distúrbios (tônus e postura). Segundo Lorenzini (2000). perinatal e pos-natais `` (Lefévre e Diament. durante parto (natais). parto prolongado ou prematuro no período perinatal ou convulsões no pós-natal. NERY. como a abertura prematura da membrana e a gravidez de gêmeos com uma única placenta. Burguet et al (1999). o cérebro pode ser lesionado por múltiplas patologias de uma maneira irreversível durante o desenvolvimento fetal. as causas mais recentes de paralisia cerebral é devido a acidentes de parto. Segundo Figueiredo (1983). entre outros. (1987). A capacidade de se limitar o momento exato desta lesão é muito limitada.15 progressão (MACHADO. não são suficientes para a diminuição dos casos de paralisia cerebral. a paralisia tem um conjunto de afecções encefálicas da primeira infância por causas diversas e tendo como substrato anatômico. 1990). Machado et al (1987). após o parto (pós-natais). apontam alguns fatores de risco para paralisia cerebral no período pré-natal. De acordo com Larguía et al (2000). anomalias de progressão do encéfalo. Outro fator importante que mesmo com grande aumento dos números de cesarianas. secundário a lesão do cérebro em progressão. Estudos de genoma têm revelado o numero de doenças gênicas que cursam com o mesmo quadro da paralisia cerebral. Esta lesão ocorre antes do desenvolvimento funcional completo da motricidade e pode ocorrer em três períodos: na gestação (pré-natais). Para Souza e Ferraretto (1998). Para Cabral (1994). FACUNDES E ASSIS.

LOURENÇO MASIERO e PINTO. e entre essas influências podemos citar infecções como sífilis e rubéola que na gestante podem ter leves efeitos exercendo os efeitos mais sérios no feto. Entre outras causas podemos incluir lesões cerebrais hipoxemicas decorrentes de anemia da gestante. não conseguindo ficar independente nas atividades diárias e quase nunca chegam a deambular. prolapso de cordão umbilical e as anoxias. 2000) diz em que . A paralisia cerebral pós-natal possui várias causa como infecções como a meningite ou encefalite. 1990. As causas perinatais ocorrem com maior freqüência e quando desencadeiam o sofrimento fetal. Já segundo Castanho e Ribeiro (2002) salientam que a causa mais comum de paralisia cerebral peri-natal é a anoxia devido os partos prolongados. Causas peri-natais são aquelas que circulam o nascimento de uma criança contribuindo para a paralisia cerebral (RATLIFFE. porém elas são mais fáceis de ser evitadas ou minimizadas quando seguidas de uma assistência medica adequada (VOLPON. . 2000).1997) já (LOURENÇO. 2000). Segundo (Volpon. 1997) as causas pos-natais ocorrem com menos freqüência e essas causas levam a anoxia no recém-nascido que sem apoio. parada cardíaca e espancamento infantil (RATLIFFE. traumatismo craniano. MASIEIRO e PINTO.entre as principais causas de paralisia perinatal estão os trabalhos de parto prolongados.16 No período pré-natal as influências ambientais têm um papel marcante. 2000 e RATLIFFE. 2000). hemorragias durante gravidez causando risco de aborto (DIAMENT e LEFÉVRE. 2000 e RATLIFFE.

ganhando controle crescente sobre sua musculatura em oposição à gravidade. exigindo do indivíduo adaptação continua relativa à capacidade de movimento. para se compreender a origem das dificuldades motoras de uma criança com lesão cerebral deve-se estudar desenvolvimento motor normal quanto a evolução das reações posturais automáticas. agarrar. movimentos rudimentares (comportamentos determinados pela maturação) e os movimentos fundamentais que são as habilidades básicas do movimento: andar. Nesta fase compreendida dos dois ao sete anos é quando a criança esta mais envolvida na exploração e experimentação da capacidade do movimento do corpo. base da postura e do movimento. DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Bobath(1989). saltar e pular. Bobath (1989) explica que. Ozmun (2005) fazem um breve comentário da historia do desenvolvimento motor colocando que as primeiras tentativas de estudo foram feitas a partir da perspectiva descrita por Arnold Gessel (1928) e Myrtle McGraw (1935) que dizem que o desenvolvimento é a função dos processos biológicos inatos que conseqüentemente resultam na aquisição de habilidade motora infantil. Winnick (2003). Sendo assim. falou que o desenvolvimento é um processo contínuo onde ocorrem mudanças a todo tempo. controle motor e competência de movimento. Tecklin (2002) ao definir desenvolvimento motor diz que este é uma mudança no comportamento motor relacionado com a idade refletindo em mudanças da postura e do movimento. arremessar. controlando sua estabilidade e por fim estão desenvolvendo habilidade de fazer contato controlado e preciso com objetos com a da manipulação mais aprimorada. hereditariedade. sendo isto resultado de sua maturação. requerem do indivíduo equilíbrio e controle de força. Gallahue. . Gallahue. o desenvolvimento refere-se as modificações que os humano sofrem ao longo de sua vida.17 4. Segundo Winnick (2003) o desenvolvimento motor é dividido em fases: movimentos reflexos (involuntários). Ozmum (2005) complementam o pensamento de Winnick dizendo que nesta fase as crianças são capazes de explorar os potenciais motores do corpo por meio da locomoção. iniciadas na concepção e finalizadas na morte. que a criança educação e aprendizagem. entendese que o desenvolvimento motor é uma mudança progressiva no comportamento do movimento ao longo da vida. correr. As habilidades locomotoras como correr.

que inter-relacionados determinam quando e como cada criança amadurece. rolar. dificuldades do controle do seu próprio corpo. verificado no mau controle da cabeça. físicos. em casos mais graves em que a criança possui todo seu corpo afetado. Uma criança com retardo no desenvolvimento dos reflexos posturais como a falta de equilíbrio. Para Bobath (1989). Geralis (2007) complementa Bobath (1989) ao explanar que o processo de desenvolvimento motor é diferente para cada criança porque está relacionado e depende da constituição genética individual sendo influenciado também pelos fatores culturais. sentar ou engatinhar (RATLIFFE. ficar de Pé e andar. Os sinais da atividade postural anormal ou libertação dos reflexos tônicos surgirão cedo ou tarde dependendo da severidade do caso. ocorrem pequenas alterações ocasionando posturas e movimentos anormais com padrões bem definidos de coordenações incompatíveis com habilidade motora normal. emocionais. Que é o desenvolvimento de um mecanismo reflexo postural normal não presente na criança. Podendo causar incapacidade de rolar. Quando ela nasce e conforme vai ocorrendo seu desenvolvimento maturacional. Incluindo-se neste grupo as reações de equilíbrio e de tônus postural normal que permite a manutenção da posição contra gravidade e execução dos movimentos normais. pode ter um efeito profundo no desenvolvimento motor. 4. O mesmo ressalta que o desenvolvimento motor normal é caracterizado por dois conjuntos de processos relacionados entre si e dependentes um do outro.18 adquire quando aprende a executar atividades específicas como: sentar e manter-se sentada. ainda que na PC a lesão interferá na seqüência do desenvolvimento resultando no retardo ou parada do desenvolvimento com mecanismo reflexo-postural insuficiente desenvolvido.1 Desenvolvimento Motor em Paralisia Cerebral Segundo Bobath (1989) as crianças com paralisia cerebral (PC) atingem seus marcos e desenvolvimento mais tarde que as crianças que não apresentam comprometimento neuromotor. 2000). . neurológicos e ambientais. tornando esse mecanismo mais complexo e variado. na falta de rotação no eixo do corpo e falta de equilíbrio.

quando tenta se sentar ereta há flexão quadril excessiva. não tendo como segurar com os braços e com as pernas. anterior e posterior. 1979). 2000 e BOBATH.19 Quanto mais a criança tenta se movimentar maiores serão os movimentos involuntários. . a criança não consegue sentar sem apoio. não dão a mão quando puxadas para sentar. com extensão do joelho e a criança cai para trás. rolam de supino para prono principalmente para o lado menos afetado (RATLIFFE. Não conseguem utilizar braços para apoio lateral. não estendem braços para agarrar um objeto à frente.

com o objetivo de avaliar melhor a condição funcional do atleta. 2007 APUD FREITAS. para a paralisia cerebral os mais usados são: teste de equilíbrio. do padrão de comprometimento motor e pela a sua gravidade”. A gravidade da paralisia cerebral está sendo classificada de acordo com as capacidades funcionais da criança. pois eles ajudarão a encontrar a classe certa para cada indivíduo (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. aprimeria os membros afetados. visando suas deficiências em geral como tetraplegia. que são a Médica. teste de espasticidade e teste de coordenação. Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular. a PC pode ser classificada de maneiras diferentes como: de acordo com o tipo. sendo que as habilidades funcionais vão estar diminuídas com a gravidade da doença (RATLIFFE. hiperreflexia. a segunda tem a ver com a época de instalação. com presença de movimentos involuntários atetose. . havendo necessidade de aplicar vários testes para conseguir classificar corretamente esse atleta. Cada classe tem características específicas e o atleta que nela se enquadra é chamado de perfil de classe. 2008). 2000). Segundo Winnick (2003). Dentre os vários testes. hemiplegia. Segundo Ratliffe (2000). existem situações diversas. diplegia e quadriplegia é realizada em três estágios. nos atletas com paralisia cerebral. distonia e ataxia. a Funcional e a Técnica e. a terceira com o grau de comprometimento e por fim a quarta que compreende extensão e natureza da lesão cerebral. atetósica onde ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. “a paralisia celebral foi classificada de acordo com a qualidade do tônus muscular e do movimento. hipotônica quando apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. padrões motores anormais. os testes são muito importantes.20 5. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PARALISIA CERABRAL A classificação avaliando os indivíduos com Paralisa cerebral (PC). porém. atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações que é raro no PC.

Se a espasticidade for grave ela irá manter a criança fixada em algumas posturas que a impedem de ser funcional. 1990 e EKMAN. A espasticidade é gerada através da alteração do mecanismo inibitório supra-espinhal do reflexo miotático que constitui a resposta reflexa da musculatura esquelética desencadeada pela estimulação de terminações neuromusculares sensíveis ao estiramento do músculo e suas manifestações clinicas se apresentam através de várias patologias e traumas que acometem o sistema nervoso central (CASALIS e GREVE. exigiu que cada um de seus comitês dos esportes desenvolvesse um sistema de classificação específico de cada esporte. para classificar a paralisia cerebral além da distribuição topográfica deve-se observar os padrões de movimento que são identificados por espasticidade. 1990. houve a necessidade de separação das deficiências distintas em classes diversas. atetose. 2000). ALVES. incluindo reações associadas e padrão extensor ou flexor de . A espasticidade muscular é caracterizada pelo aumento da resistência do músculo ao estiramento. dando início à organização da classificação funcional. ou seja. hipotonicidade e atáxia. apud FREITAS. com isso. que diminuíssem significativamente o número das classes e. em Barcelona (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. De acordo com Britton (2000) a espasticidade seria apenas um fenômeno de liberação ocasionado pela retirada das influências inibitórios descendentes da medula. e que a remoção das influencias inibitórios descendentes é importantes. 2002). que é diretamente proporcional à velocidade do estiramento. um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva. ha uma diminuição brusca da resistência porque há uma distribuição desigual do território muscular afetado (CASALIS e GREVE. colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado (STROHKEND. Depois de um período de discussões em relação da classificação funcional. 2002 e AVAPE. vem crescendo também o número de pessoas não só com paralisia cerebral. mas o mesmo salienta que isto esta errado. e pela diminuição da resistência muscular apos um certo grau de estiramento. que o sistema novo fosse executado a tempo para os jogos Paraolímpico de 1992. Com a melhoria da qualidade da reabilitação. 1996). que apos a contração muscular reflexa provocada pelo alongamento seja mantido. o Comitê Paraolímpico Internacional (CPI). mas com diversas deficiências procurando a prática esportiva. quanto mais rapidamente for o alongamento muscular maior será sua reação de oposição através do reflexo miotático.21 Para Phelps apud Umphred (1994). mas a espasticidade também ocorre na presença de influências descendentes facilitatórias. 2008).

RATLIFE. e todos os grupos espásticos pertencem às crianças diplégicas. De acordo com Umphred (1994). Segundo Gusmam (1999). os pacientes apresentam tônus flutuante pelo fato de haver um controle postural contra a gravidade descontinuo e instável (Gusmam. 2001. Franco et al. controle e adequação dos movimentos. 1993. A atetose é causada por lesão nos núcleos da base. menor acometimento. putâmem. ataxia constitui de distúrbio cerebelar cujas reações são observadas na marcha do individuo atetóide e está freqüentemente associada à cirurgia de retirada de tumores localizados no cerebelo. ocasionando postura de cruzamento dos membros inferiores e marcha em tesouro. existem dois tipos de atetóides: os discinéticos. que é agravado pelo cansaço e emoções. que são responsáveis pelo inicio dos movimentos suaves e sincronizados e regulam os movimentos intencionais. Schoen (2003) definiu diplegia quando os membros superiores apresentam melhor função (melhor coordenação motora) que os menbros inferiores que são mais afetados . JAIN e FRANSCISCO. Esse distúrbio dependendo da intensidade de comprometimento poderá possibilitar uma recuperação e prognóstico para marcha funcional. a espacidade tem geralmente a distribuição mais ou menos simétrica e. 1999). onde há movimentações excessivas e a criança não consegue controlar os movimentos e os distônicos. Atetose significa sem postura fixa. sinuosos e incapacidade de manter principalmente antebraço e mão em uma única posição (BRITTON. que apresentam mudança repentina do tônus em amplos graus. ou seja. MASSON e DEHEN. (2006) ainda completa que a diplegia é um comprometimento dos membros superiores e inferiores (sendo estes mais acometidos) que ocasiona hipertonia dos adutores. 2000. 2002 e DOUGLAS. 2000 e KODA. diminuindo no repouso e desaparecendo durante o sono (CAMBIER. todo o corpo é afetado. mais exatamente no corpo estriado que é constituído pelo núcleo caudado. 2002). 1988). Geralmente. Atetose apresenta-se com forma de movimentos com forma de movimentos excessivos das extremidades. . 2000). as crianças têm um controle bom das cabeças e um comprometimento dos membros superiores de leve a moderado. MACHADO. este padrão de movimentação evidencia com movimentos involuntários e incessantes.22 movimento com esforço podendo também causar deformidades (LACERDA. Bobath (1989) explica que na Diplegia as pernas são mais afetadas do que os braços. A lesão no corpo estriado causa movimentos involuntários lentos.

2000). 1990). A hemi-atetose é raramente encontrada e verdadeira (BOBATH 1989. Nas quadriplegias espásticas. . o processo de reabilitação será fundamental para definir o desempenho desse atleta. geralmente todas elas espásticas. DOBASHI. Gradativamente. a presença de acetábulos mais rasos que o normal. Bobath (1989) define quadriplegia como o corpo todo afetado. (JOSÉ ANTONIO PINTO. mas é percebida pelos pais geralmente aos após seis meses. ocasionado comprometimento torsionais e angulares nas estruturas ósseas e cartilaginosas. em alguns casos. desta maneira. O controle da cabeça comprometido e a fala com a coordenação ocular são prejudicados. na quadriplegia conforme Shoen (2003) são afetados os quatros membros do corpo. EDUARDO A.23 Pinto et al (1996) fizeram uma avaliação tomográfica em quadris de pacientes diplégicos e confirmou a localização anterior de uma insuficiência acetabular e. mas. Já. porém. o que torna o equilíbrio difícil. a base de apoio do diplégico na posição ereta e no andar é pequena. resultando numa diferença considerável no comportamento dos dois lados do corpo da criança. EIFFEL T. Este tipo de paralisia mais comum nos prematuros (DIAMENT E LEFÉVRE. há grande predomínio dos distúrbios motores e do tônus nestes membros. 2000. portanto a marcha é pouco afetada. as pernas podem estar comprometidas no mesmo grau que os braços. Segundo Bobath (1989). devido a perda do equilíbrio muscular irá ocorrer mudanças nos meios de força do quadril imaturo. CARLOS MILANI. A coordenação ocular e a fala são comprometidas e o controle da cabeça é deficiente. FERRARETTO 1998). algumas poucas podem desenvolver certa atetose distal posteriormente. Diparesia é uma disfunção das quatro extremidades onde os membros inferiores são mais afetados. por outro lado à capacidade de manuseio de objetos com lado afetado é muito comprometido (FINNIE. Nas quadriplegias atetóides os membros inferiores estão menos afetados que o tronco e os membros superiores. SAAD. 1990 e RATLIFFE. Hemiparesia esta deveria ser notada desde os primeiros anos de vida. Hemiplegia é apenas um lado do corpo comprometido. SHEPHERD 1996. DANILO MASIERO. Dezembro – 1996). A espasticidade atinge mais no membro superior que nas pernas. DIAMENT e LEFÉVRE. onde se percebe principalmente durante o reflexo de moro que se apresenta de modo assimétrico. AKIRA ISHIDA.

que são afetadas basicamente por atetose ou ataxia. . são pessoas que apresentam um quadro minimamente afetado de diplegia espásticas. hemiplegia espásticas ou monoplegia.24 Jerônimo (2006) define a classe C8 como a menos afetada da paralisia cerebral.

dos portadores de paralisia cerebral. Verificar fatores de risco que interferem no desenvolvimento motor. Verificar as vantagens que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral. sobre o aspecto da coordenação motora. .25 OBJETIVO GERAL Verificar a coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptado. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar o desenvolvimento motor em pessoas com Paralisia Cerebral. de acordo com os autores estudados.

1 Material Foi realizada uma pesquisa por meio dos sites: Google Acadêmico. foi utilizado como referenciais teóricos os conceitos. . de acordo com os autores estudados. idéias e contribuições de autores sobre coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptada.2 Procedimentos Por meio de revisão bibliográfica. Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Níveis Superior (CAPES) as palavras chave: Portadores de Necessidades Especiais.26 6. Jogos paraolimpicos e referencial bibliografico nos quais foi utilizados 45 artigos para análise dos dados. MÉTODO 6. 6. realizou-se uma análise e discussão sobre os autores a fim de verificar as vantagem que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral. Após verificar os conceitos sobre o tema proposto. sobre o aspecto da coordenação motora. Inclusão.

A prática desportiva em crianças com paralisia cerebral é antes de tudo uma reformulação positiva da imagem do corpo. A prática de atividade física e esportes por pessoas com paralisia cerebral tem se mostrado mais do que uma opção de vida. A pratica do jogo de bocha necessita de um planejamento. é de tornar público e poder dividir com profissionais da área de Educação Física e pessoas interessadas. o desporto. Como objetivo específico. concordam que a bocha adaptada pode ser praticada por indivíduos com deficiência visual e que possui um auto-grau de comprometimento motor. foi realizada uma revisão bibliográfica. utilizando-se cadeira de roda. a bocha adaptada foi criada inicialmente para atender as pessoas com paralisia cerebral com alto grau de comprometimento motor nos quatro membros e que se utilizava de cadeira de rodas.27 7. Finalmente. o processo de coordenação motora para pessoas com paralisia cerebral praticantes de bocha. Nesta pesquisa. (1996). maior embasamento para compreensão de todo o conteúdo desenvolvido. desenvolvendo e aumentando. Richter et al. citando vários autores. desde que inseridas na mesma classe no grau da deficiência. Campeão (2003) e Campeão e Oliveira (2006). para o desenvolvimento máximo das capacidades que o indivíduo possui. isto é. indivíduos com grau de deficiência motora grave podem participar e desenvolver habilidades motoras (CAMPEÃO e OLIVEIRA 2006). RESULTADOS E DISCUSSÕES. E como o principal objetivo desse trabalho. Assim a aprendizagem de gestos técnicos deve ser acompanhada ou .. mostraram a importância do esporte para pessoas com paralisia cerebral e enfatizaram dois pontos de vista: físico e psicológico. Usando de informações vindas dos Jogos Paraolímpicos de Seul. a bocha adaptada é uma atividade na qual. sobretudo deve ser efetivamente gratificante para quem o pratica. num quadro de objetivos gerais. concluíram que o esporte é um excelente meio de modificar as atitudes da sociedade em relação às pessoas com deficiência. com a intenção de oferecer ao leitor. mas principalmente. Segundo Campeão (2003) que. Já para Rodrigues (1983). a capacidade visual-motora. a prática desportiva deve contribuir com todas as outras ações educativas para reabilitação. entre outras funções. na discussão foi dada uma ênfase aos aspectos que influenciaram no processo de realização do trabalho. um meio de conscientização do problema que envolve e é vivido por essas pessoas no seu dia a dia. estratégia na tentativa de colocar o maior número de bolas próximas da bola-alvo. Atualmente outras pessoas com deficiência também podem competir.

nomeadamente (imagem corporal. hipotônica apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. com sinais clínicos como. Deve reconhecer. atáxia e hipotônica. Brandão (1992) e Shepherd (1996) concordam quando se entende que a paralisia possui diferentes tipos de definições. Brandão (1992). atetósica ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. gestos motores e a socialização. devido à impropriedade da designação PC (que induz que seus portadores tenham perdido a capacidade de executar seus movimentos). Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular. coordenação perceptivo-motora). porque tem uma importância do desenvolvimento psicológico dos portadores de PC. é ao contrário. e “Ontogenética” . atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações é raro no PC. que existe interação entre a composição biológica do indivíduo e suas circunstâncias ambientais peculiares. organização do tempo e do espaço. . Segundo Tecklin (2002) a Paralisia Cerebral não é uma doença.28 precedida por um trabalho centrado nas aptidões psicomotoras. seus sintomas característicos. onde explica que PC é uma alteração da motricidade. espástica. com presença de movimentos involuntários atetose. propõe o enunciado do conceito de Dismotria Cerebral Ontogenética (DCO). a biologia do indivíduo e as condições do ambiente.para expressar que são alterações da motricidade e do tono. “Dismotria” . é um meio de inclusão para os portadores de deficiência física com a sociedade. Já para Tecklin (2002) a paralisia não é uma doença sim uma anomalia das funções do aparelho locomotor. “Cerebral” . hiperreflexia. Segundo Gallahue e Ozmun (2002). Rodrigues (1983) Richter et al (1996) explicam que a pratica esportiva contribui para o desenvolvimento das capacidades físicas. distonia e ataxia. no mínimo. O estudo do desenvolvimento deve ser analisado a partir da perspectiva da totalidade da espécie humana. o desenvolvimento motor é a contínua alteração no comportamento ao longo do ciclo da vida. alteração do cérebro e uma anormalidade no desenvolvimento. uma categoria de deficiências que inclui pacientes com um tipo de problema: distúrbios crônicos não progressivos do movimento ou da postura com início precoce. pois também.para significar que estas alterações são conseqüentes às lesões do cérebro. atetósica. padrões motores anormais.porque as alterações apresentadas são decorrentes da anormalização do desenvolvimento funcional da motricidade. realizado pela interação entre as necessidades da tarefa.

.C. porém os movimentos são afetados devido à lesão dificultando seu movimento motor. na capacidade sensorial e nas suas habilidades motoras são toda parte do desenvolvimento físico e podem influenciar outros aspectos do desenvolvimento. Para Papalia e Olds (2000). e Papalia e Olds (2000) discorda dos dois autores citados acima dizendo que o desenvolvimento motor são mudanças na capacidade sensoriais e cognitivas.F. fornece um modelo que expande o gradiente de tempo no qual o movimento é estudado. como aprendizagem. a deficiência motora se dá em padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal. De acordo com Gallahue e Ozmun (2002) refere-se que o desenvolvimento motor é uma alteração biológica e ambiental que ocorre no decorrer da vida. diretamente relacionado com a idade do indivíduo”. 2006). referindo-se que o desenvolvimento motor esta relacionado com a idade do indivíduo. Bobath (1989) diz que devido à paralisia cerebral ser uma lesão ou mau desenvolvimento do cérebro de caráter não progressivo desde a infância. intelectuais e culturais. Gontijo (1998).29 Em seu estudo. Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais. O estudo do desenvolvimento motor promove uma perspectiva para o entendimento do movimento humano. raciocínio.C. Devido á existência da dificuldade motora ocasionado pela paralisia cerebral à criança se refugia do meio ao qual não domina deixando de realizar ou realizando com pouca freqüência as atividades motoras diárias (OLIVEIRA O. OLIVEIRA K.R. memória.F. o estudo do desenvolvimento humano é extremamente complexo. Já as mudanças na capacidade mental. pensamento e linguagem. não nos fatores citados acima. pois está sujeito a muitas influências. mais especificamente. As mudanças no indivíduo. constituem o desenvolvimento cognitivo. Segundo Oliveira (2006) e Bobath (1989) o desenvolvimento motor em PC se da desde a infância agravando suas habilidades motoras. já Gontijo (1998) discorda com o autor. afirma que o “desenvolvimento motor refere-se a um conjunto de mudanças no comportamento motor..

tais como levantar um dos braços. chutar com uma das pernas. (peri-natal) e. após o parto (pós-natal). independente de suas limitações. O desenvolvimento motor em indivíduos com paralisia cerebral. levando a um comprometimento em suas habilidades funcionais. desencostar do encosto. . flexionar e estender uma das mãos (punho). por cima. flexionar o joelho. flexionar e estender um dos pés (tornozelo). No que se trata nas vantagens oferecidas pela bocha aos praticantes. é capaz de sofrer vários fatores de risco que interferem em seu desenvolvimento motor. CONCLUSÃO E SUGESTÃO A prática de atividades esportivas é efetivamente. resultam em uma melhora significativa do trabalhar a precisão e coordenação visual e motora. um instrumento mediador com dupla função: é o esporte e a atividade espontânea que proporciona prazer e divertimento e. esticar os dedos de uma das mãos. verificou-se que as dificuldades que as pessoas com paralisia cerebral encontram. além do impacto da própria lesão cerebral.variando as formas de lançar (rasteiro. porém suas limitações ainda presente. abrir e fechar os dedos. permite a aquisição de habilidades motoras necessárias para o desenvolvimento completo da criança e até mesmo do adolescente e adulto com paralisia cerebral.30 8. fazer abdução dos braços. abrir e fechar a mão (uma de cada vez) e depois simultaneamente. a falta de equilíbrio e a falta de rotação do tronco. adquirindo condições necessárias para tornarem-se pessoas integradas à sociedade. eles conseguem desenvolver a pratica esportiva. Após levantamento bibliográfico verificou-se que quanto a coordenação de portadores de paralisia cerebral (PC) praticantes de bocha adaptada. como a má postura. identificou-se que devido a lesão ou mau desenvolvimento do cérebro. lateralmente). em acertar os alvos. Entre os fatores de risco que interferem no desenvolvimento destacam-se que a criança com paralisia cerebral. durante o parto. mesmo com o grau de comprometimento motor apresentado. olhar para o lado. não apenas no âmbito físico e biológico. mas principalmente para o processo de desenvolvimento motor. a deficiência motora se dá a padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal que vem desde a sua infância. que é decorrente das causas na gestação (prénatais). elevar o corpo da cadeira. favorecendo relações com o meio ambiente. levar o tronco em frente. flexionar os dedos dos pés. ao mesmo tempo.

.31 Sugerimos que os Educadores Físicos procurem se especializar na área dando continuidade deste trabalho como pesquisa de campo para avaliar essa melhora física e psicológica dos praticantes de Bocha Adaptada com Paralisia Cerebral.

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