INTRODUÇÃO Tecnopólo é um centro tecnológico que reúne, num mesmo lugar, diversas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em áreas

de alta tecnologia, como institutos, centros de pesquisa, empresas e universidades, o que facilita os contatos pessoais e institucionais entre esses meios, produzindo uma economia de aglomeração ou de concentração espacial do desenvolvimento tecnológico. Os tecnopólos, geralmente, concentram grande quantidade de mão de obra altamente qualificada, como pesquisadores e professores universitários, geralmente com pós-graduação de alto nível (doutorado, pós-doutorado ou PHD), assim como mercado consumidor. Ligados à chamada terceira revolução industrial, os tecnopólos representam, hoje, o que as grandes regiões industriais representavam na primeira revolução industrial. Devido ao alto custo e à necessidade de infra-estrura específica e à necessidade da proximidade de centros de pesquisa, os tecnopólos geralmente se organizam ao redor de universidades, que recebem subsídios do governo e de companhias privadas. Junto das universidades, surgem centros de pesquisas (sejam eles particulares ou governamentais), assim como novas empresas e indústrias de ponta. EUA Os primeiros tecnopólos foram criados nos Estados Unidos, quando a Intel, juntamente com a universidade de Stanford, na Califórnia e a UCLA, criaram um polo de desenvolvimento tecnológico na área de computação e informática que ficou conhecido como Vale do Silício (Silicon Valley). A interação entre instituições de pesquisa civis e militares, universidades e empresas foi decisiva para aglutinar os esforços empresariais de criação de um polo de alta tecnologia na Califórnia. Dentre as empresas mais importantes da região, destacam-se a Intel, IBM, Apple Inc., Cisco, Microsoft, AMD, Xerox, Lockheed, Boing, dentre outras empresas de informática, computação, robótica, de material bélico e aeroespaciais. Nas décadas seguintes, diversos polos semelhantes foram instalados em outros lugares do mundo, especialmente Europa e Japão, geralmente apoiados pelos governos locais e pelo governo federal destes países. Rota 128 (2): Localiza-se em Boston, leste dos Estados Unidos, desenvolveu-se a partir dos anos 70 ligado a demanda da indústria bélica norte americana. Possui sessenta e cinco estabelecimentos de ensino entre universidades, faculdades e institutos de pesquisa, sendo algumas universidades bastante conhecidas como Harvard. JAPÃO O Japão é o país que possui a tecnologia mais avançada do mundo, ou seja, tecnologia de ponta, pois esta sempre realizando novas pesquisas e o ensino no país é realmente levado a sério, isso de fato ocorre porque o japonês sente que o seu país se desenvolve e a qualidade de vida aumenta cada vez mais com o seu trabalho. Em muitos países, os tecnopólos foram planejados por governos, incluindo vários centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta em áreas distintas, como é o caso do principal tecnopólo japonês: Tsukuba, que reúne, na mesma cidade, a agência Nacional Espacial do Japão (Nasda), o instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) e a universidade de Tsukuba. O Japão é um grande exportador de automóveis, produtos eletrônicos em geral, navios, relógios, motocicletas, produtos fotográficos e cinematográficos, máquinas, aço etc. As principais concentrações industriais aparecem no eixo da megalópole japonesa, especialmente no sudeste da ilha de Honshu. Deve-se destacar, no entanto, as regiões de Tóquio e Osaka, que juntas concentram cerca de metade da produção industrial do país. O principal tecnopólo japonês é a Cidade da Ciência de Tsukuba, localizada a uns 60 quilômetros a nordeste de Tóquio. Sua implantação desde o início (anos 60) ficou sob a responsabilidade do governo japonês, que ao longo dos anos 70 e 80 construiu diversos centros de pesquisas. Essa é a principal diferença em comparação com o Vale do Silício, nos Estados Unidos. Enquanto Tsukuba foi um projeto governamental, no início todo bancado pelo Estado japonês, o Vale do Silício é, desde o início, um empreendimento eminentemente privado, dominado por grandes corporações norte-americanas, como a HP e a Intel. Atualmente há em Tsukuba institutos governamentais de educação e pesquisa, entre os quais estão a Agência Nacional Espacial do Japão (Nasda), o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) e a Universidade de Tsukuba. Principais setores industriais: microeletrônica, mecânica e robótica. EUROPA Tecnopólos: Cambridge: Surgiu na década de 1970 e 1980, em torno desta importante cidade universitária, localiza-se a 80 km a noroeste da capital do Reino Unido, Londres, abriga indústrias de hardware e centros de programação e desenvolvimento de softwares. Paris Axe Sud: Construído em 1983 pelo governo francês, possui grandes empresas de alta tecnologia instaladas na região. Localiza-se em Paris, próxima a Universidade de Paris. Chamada de "Vale do Silício da Europa". Munique: Localiza-se na Alemanha (Ver mapa, Germany, Munich), surgiu em meados de 1970, abriga importantes universidades e centros de pesquisa, também conhecida como Munique Valley. Lyon: Cidade francesa que esta se tornando um tecnopólo. Turim: Cidade italiana que esta se tornando um tecnopólo. Na Europa, também destacam-se os tecnopólos existentes na França, como o Sophia Antipolis, criado próximo a Nice, a partir dos anos 1970, ou o tecnopólo de Edimburgo, ligado à universidade de Edimburgo, na Escócia. Em Portugal, destaca-se o Tecnopólo da Madeira, que reúne centros de pesquisa em biotecnologia e nanotecnologia e o TagusPark, voltado para a área de tecnologia de computação e informática.

unidades de pesquisa e laboratórios da Unicamp.NA ANTIGA URSS (ATUAL COMUNIDADE DOS ESTADOS INDEPENDENTES) Uma lógica semelhante à dos modernos tecnopólos foi desenvolvida na ex-URSS. uma unidade da Embrapa. Lucent. Este tecnopólo nasceu em torno da sinergia criada entre o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). com destaque especial para os incentivos do estado em prol do desenvolvimento tecnológico. cidade que é considerada o "tecnopólo aeroespacial brasileiro". quando o governo soviético passou a reunir nos mesmos centros de pesquisa e desenvolvimento cientistas e indústrias. o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. geralmente. Um dos OKBs mais famosos é o OKB-51. universidades e empresas. somados aos centros de pesquisa e laboratórios das demais universidades públicas da região. O maior polo tecnológico na área aeronáutica e espacial do Brasil está na cidade de São José dos Campos. fazem com que o interior do estado de São Paulo represente um quarto da produção científica do país. os chamados OKBs e os institutos de Pesquisa e Desenvolvimento soviéticos. o Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nortel. e o Cedin (Centro de Desenvolvimento de Indústrias Nascentes) e o parque EcoTecnológico Damha. Solectron e Bosch. Estes tecnopólos. Outro importante tecnopólo dessa região é a cidade de São Carlos. como é o caso do maior deles. para gerar simultaneamente economia de escala e de aglomeração. O tecnopólo de Campinas reúne. como a Fundação ParqTec. reunindo pesquisadores de OKBs e envolveu os principais centros de desenvolvimento de tecnologia de ponta na exURSS. Instituto de Aeronáutica e Espaço. Samsung. tinham baixo grau de integração com outros centros (eram relativamente isolados) e. um centro de pesquisas Embrapa) e ainda duas universidades particulares. localizado em Campinas. ainda. o CEAT (Centro Empresarial de Alta Tecnologia). Estes polos tecnológicos tinham objetivos prioritariamente militares ou aeroespaciais. Sixtron Company. que reúne. os poucos tecnopolos do país estão intimamente ligados a grandes universidades públicas ou a centros de pesquisa ligados ao governo. os tecnopolos também estão diretamente ligados a processos de planejamento envolvendo governo. produziam os protótipos dos produtos no mesmo laboratório ou centro em que este era desenvolvido. Outras empresas de produtos e serviços para aeronáutica foram instaladas na cidade. empresas como a IBM. posteriormente integrados aos centros de pesquisa da Embraer e da Avibrás. o Instituto de Pesquisas Renato Archer (CenPRA). onde o cientista e projetista Pavel Sukhoi liderou um grupo de cientistas no desenvolvimento da linhagem de aviões Sukhoi. os polos tecnológicos soviéticos eram altamente especializados em um único tipo de tecnologia. Fairchild. Faber-Castell. além de vários parques industriais e incubadoras de empresas de alta tecnologia nas áreas de microeletrônica. o ITA criou o primeiro mestrado profissional em turbinas a gás do país. software e telecomunicações. Huawei. geralmente. Alguns dos mais importantes tecnopolos brasileiros estão no interior do estado de São Paulo. Compaq. produto ou serviço. integrando indústria aeronáutica e centros de pesquisa. da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Pucamp). no mesmo polo tecnológico. A cidade conta com unidades industriais da Volkswagen. Celestica. Tecumseh. além de diversas fundações e centros de pesquisa. Novos polos tecnológicos estão sendo planejados ou estão em processo de implementação em cidades onde já existem parques tecnológicos e grandes universidades. . Dell. a Universidade Federal de São Carlos UFSCar. A principal diferença desses centros de pesquisa e desenvolvimento soviéticos para os tecnopólos típicos existentes em outros países é que. assim como às instalações da Agência Espacial Brasileira localizadas na cidade. hoje transformada em uma empresa. Motorola. Texas Instruments. UNICEP e FADISC. Recentemente. o que pode transformar estes novos centros de pesquisa em tecnopolos típicos. computação. Electrolux. Opto Eletrônica]. Symetrix Corporation e o Centro Tecnológico da TAM. BRASIL No Brasil. 3M. do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações CPqD (criado pela antiga Telebrás. cujo parque tecnológico reúne importantes universidades como a USP de São Carlos. dentre outros institutos e centros de pesquisa. Outros tecnopólos de destaque no Brasil incluem o Vale do software de Blumenau (Blumenau – Santa Catarina) e o Parque Tecnológico do Vale do Sinos (Região do Vale do Rio dos Sinos – Rio Grande do Sul). que está em processo de desenvolvimento. Por isso. que ficou conhecido como "Vale do Silício brasileiro". o Cetesc (Centro de Inovação Tecnológica).

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