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01. Dir. Administrativo - Fernanda Marinela - Aula Digitada

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Direito Administrativo Fernanda Marinela

Noções introdutórias: Direito é um conjunto de normas coativas impostas pelo Estado e que servem para fazer a coexistência pacífica dos seres em sociedade. Direito posto é o direito vigente em dado momento histórico. Interno: aplicação da regra no território nacional; externo: relações exteriores com estados e instituições; público: atuação do estado na busca do interesse público; privado: regras aplicáveis entre os particulares. Regra de ordem pública é aquela imposta coativamente, que não pode ser modificada pelo particular e é também de direito público. Toda regra de ordem pública é também de direito público, mas há regras de ordem pública no direito privado. Ex: impedimentos para o casamento; capacidade civil etc. Direito administrativo é ramo do direito público. Há várias teorias que visam elaborar seu conceito: 1ª) Critério do serviço público: direito administrativo só se preocupa com o serviço público prestado pelo estado. Para essa teoria o serviço público representava toda a atuação do estado. Não é compatível com nosso ordenamento, está superada. 2ª) Critério do poder executivo: só se preocupava com o poder executivo. Também inadequada. Há uma preocupação com os três poderes quando está exercendo função administrativa. 3ª) Critério das relações do estado: todas as relações do estado são estudadas pelo direito administrativo. Só a função administrativa do estado é que ele tem que se preocupar. 4ª) Critério teleológico: conjunto de princípios e regras que se preocupam com a função administrativa do estado. É critério insuficiente. 5ª) Critério residual ou negativo: por exclusão se retira a função legislativa e a jurisdicional, o que sobrar é função administrativa. Também é insuficiente. 6ª) Critério que distingue relações jurídicas das relações sociais do Estado: não há preocupação com a atuação social do estado, apenas com a jurídica. Está correta, mas é insuficiente. 1

7ª) Critério da administração pública*: conjunto harmônico de princípios e regras que disciplina os agentes, órgãos e patrimônio público tendentes a realizar de forma concreta, direta e imediata os fins desejados pelo estado. É o conceito que preponderou sobre os demais (Hely Lopes Meireles). Atuação concreta: diferente da abstrata, que não é estudada pelo direito administrativo. Exclui a função abstrata (legislativa do estado). Atuação direta: aquela que não precisa de provocação, diferente da função jurisdicional (que é inerte). Atuação imediata: diferente da função mediata do estado, que é social. Fins desejados pelo estado: o direito constitucional define os fins e o administrativo só implementa, realiza o que foi definido. Fontes do direito administrativo (O que pode dar origem a uma regra de direito administrativo): 1. Lei: toda e qualquer espécie normativa. Lei em sentido amplo (norma posta pelo Estado). É a fonte primária ou imediata. 2. Doutrina: sistema teórico de princípios aplicáveis ao direito positivo; 3. Jurisprudências (julgamento reiterado, sempre no mesmo sentido, serve como orientação, não vinculam) e súmulas vinculantes (EC/45) 4. Costumes: prática habitual acreditando ser ela obrigatória. Direito consuetudinário só serve como fonte, nem cria, nem exige obrigação, apenas orienta. 5. Princípios gerais do direito: não tem que estar expresso, são alicerces do ordenamento jurídico, percebidos pela lógica ou indução – observância obrigatória. *Sistemas administrativos: são mecanismos de controle dos atos praticados pelo poder público. Sistema do contencioso administrativo ou sistema francês: todo ato praticado pelo administrador só pode ser revisto pela própria administração. Exceção: julgamento pelo Judiciário quando: *Atividade pública de caráter privado (ex: locação feita pela Adm. Pública); *Atividade ligada ao estado e à capacidade das pessoas; *Atos ligados à repressão penal; *Ações ligadas à propriedade privada. Sistema da jurisdição única ou judiciário ou inglês: sempre foi o adotado pelo Brasil (só em 1977 a EC 7/77 tentou introduzir o contencioso 2

administrativo, sem êxito). A regra é que a última palavra é do judiciário. Neste sistema também há julgamento pela administração, mas a decisão pode ser revista pelo judiciário. Sistema administrativo misto: doutrina diz não ser possível, a mistura é natural em ambos os sistemas. Estado: pessoa jurídica de direito público. Antes a doutrina dizia que o Estado tinha dupla personalidade: pública e privada (superado). Composto por 3 elementos: * povo; * território; * governo. Administração: estrutura, máquina administrativa, agentes, órgãos, pessoas jurídicas, entidades. Governo: comando, direção. Tem que ser soberano para a existência de um estado independente. Soberania: independência na ordem internacional e supremacia na ordem interna. Os Estados – Membros não gozam de soberania, mas sim de autonomia. Funções do estado: típica e atípica; principal e secundária. Tripartição de Montesquieu: sistema de pesos e contrapesos (checks and balances): 1. Função legislativa: função geral do estado (erga omnes), é abstrata, somente ela inova no ordenamento jurídico, criando e revogando regras; direta, independe da provocação. 2. Função judiciária: função concreta e individual - regra (exceção: controle de constitucionalidade), não inova o ordenamento jurídico, apenas aplica o ordenamento vigente, tem intangibilidade – função própria (imutabilidade, coisa julgada, impossibilidade de mudança). Indireta (inerte); Individual/concreta (controle). 3. Função administrativa: função concreta e em regra individual ,direta (não depende de provocação), é revisível pelo poder judiciário ainda que tenha produzido coisa julgada administrativa (imutabilidade dentro da administração), não produz coisa julgada, não tem intangibilidade jurídica. * Todo ato praticado pela Adm. Pode ser revisto pelo Judiciário, no que tange à sua legalidade. Conceito formal, orgânico ou subjetivo – estrutura estatal (agentes, entidades), máquina administrativa (letra maiúscula). Conceito material ou objetivo – atividade desenvolvida pela adm. pública (letra minúscula). É o instrumento que tem o Estado para desenvolver as atividades. 3

o interesse não é do administrador. Não é superioridade do interesse do administrador. A prática é diferente (por razões de políticas públicas – inércia do legislador). Se o servidor insiste na greve. depende de lei. exercer o direito de greve. Conjunto sistematizado de Princípios e normas que lhe dão identidade. necessidade da manutenção do serviço. *Todo o fundamento para limitar a greve está no princípio da continuidade do serviço público. A lei 7783/89 (regulamenta o direito de greve para qualquer trabalhador) não é aplicável já que ela é do trabalhador em geral. Instrumentos para que a atividade seja contínua e conseqüências: Direito de Greve: a) Servidor público: Art. o interesse é alheio. Não pode interromper os serviços essenciais. Ex: exercício do poder de polícia. vigas mestras” do direito administrativo. é possível fazer greve desde já e futuramente lei poderá restringi-lo. Regime jurídico porque visa uniformizar os princípios administrativos. Ele exerce uma função pública. menos prejudicar o interesse público. 142. Continuidade: o exercício da atividade administrativa é obrigatório. A doutrina denomina esses dois primeiros princípios de “pedra de toque. logo. cabe demissão. divergência: uma minoria entende que direito de greve é norma constitucional de eficácia contida. VII. Quando ao militar estadual. São eles: 1. nos termos do Art. Deve ser contínuo.*Regime jurídico administrativo ou Princípios do Direito Adm: são os princípios que regem o direito administrativo. abrir mão. É pressuposto lógico para a vida social. ele não pode dispor. CF. direito de greve é norma constitucional de eficácia limitada. sem interrupções. CF. se verificada infração funcional. 3. logo. 37. é possível o desconto do ponto e em algumas circunstâncias é possível a aplicação de penalidades. b) Trabalhador em geral: já regulamentado pela lei 7783/89. a greve será declarada ilegal. Princípio da indisponibilidade do interesse público: o administrador pode quase tudo. assim. depende do caso concreto. atividade em nome e interesse do povo. logo. Princípio da supremacia do interesse público: sobreposição do interesse público em face do privado. Uma vez verificado o interesse público ele não pode dele dispor. mas sim do interesse coletivo. Ele pode quase tudo. c) Militares: não pode o militar federal. Conjunto harmônico de princípios que guardam uma correlação lógica (não aleatórios). a regulamentação deve constar da constituição estadual. Para a maioria da doutrina. não é possível fazer greve. tendo ela o dever de prestá-lo sempre. 2. desapropriação. 4 . requisição de bens de particulares. É o fundamento de praticamente todos os institutos.

666: pelo prazo de 90 dias o contratado tem que continuar prestando o serviço. XV. Uma das partes não cumpriu com a sua obrigação. observando a supremacia do interesse público para não causar um prejuízo maior (ex: corte de energia de um hospital). da lei 8. pode suspendê-lo se a administração não cumprir com o contrato. Os requisitos de inadimplência e prévio aviso são cumulativos e visam proteger o usuário adimplente.987/95 (concessão permissão). atestados). temporária (férias. *Corrente moderna: cláusula aplicável aos contratos administrativos. promove a reversão dos bens da ex-contratada. depois.Institutos de suplência e substituição: suprir a ausência quando ela é provisória. mas para a maioria aplica-se o Art. Reversão é a aquisição do patrimônio do contratado pelo poder público para a manutenção do serviço. caducidade é a retomada do serviço público quando o contratado descumpre cláusula contratual. 78. 6º da lei 8987. com a possibilidade de reversão. assim. não podendo. Contratos administrativos: exceptio non adimplete contratus: exceção do contrato não cumprido. exigir que a outra o faça. mas de forma diferenciada. a administração. Só não a aplica desde logo em razão do princípio da continuidade (não seria exorbitante). O poder público pode extinguir o contrato e retomar o serviço público para a continuidade (por encampação ou caducidade). Antes de extinguir o contrato entra na posse dos bens da contratada para manter o serviço. além de estar sujeita a indenização. 5 . Sem o prévio aviso a prestadora do serviço deve voltá-lo imediatamente. Encampação é retomada do serviço público por razões de interesse público. 6º da lei 8. decidida a extinção do contrato. a cláusula é aplicável a partir dos 90 dias. Para a efetivação dessas medidas é necessário um processo administrativo sempre. A jurisprudência reconhece que cada caso concreto tem que ser analisado. Assim. há contraditório e ampla defesa. se tiver interesse. Art. O ato administrativo é resultado do processo administrativo Serviços públicos: Art. e Não haverá descontinuidade do serviço se não preenchidos os requisitos de inadimplência e prévio aviso da suspensão. Ex: CEB – suspensão do serviço em razão do inadimplemento. mediante o pagamento de indenização. logo. É aplicável nos contratos administrativos (poder público e particular)? *Corrente tradicional: cláusula não aplicável aos contratos administrativos (seria considerada exorbitante se presente) Hely Lopes Meirelles.

a qual a pessoa jurídica estará vinculada. em que o conteúdo do ato impede a revogação (ex: não é possível revogação de ato administrativo que produziu direito adquirido. Em caso de ato ilegal o administrador deve anular o ato. Princípio da especialidade: num primeiro momento surgiu para os entes da administração indireta. em todos os casos. Excepcionalmente a lei poderá dar outra finalidade.4. 6. porque deles não se originam direitos. compromisso. ela tem o prazo de 5 anos (limite temporal – lei 9. Súmula 346/STF: a administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. mesmo quando o ato é ilegal. Súmula 473/STF: a administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornam ilegais. convalidando-o. é presunção administrativo obedece a moralidade. O órgão (para a doutrina minoritária) também estaria vinculado à finalidade para qual foi criado (o raciocínio é o mesmo. a apreciação judicial. Não será possível modificar esta finalidade. nem de ato administrativo vinculado. Princípio da legitimidade. com a lei e ser presunção de legitimidade: é mais do que de legalidade. 6 . Há apenas limites materiais. O ato regras morais. legitimidade e veracidade. e quando a lei cria ou autoriza a sua criação ela deve prever a finalidade do ente. ou revogá-los. já que revogação é liberdade e no ato vinculado o administrador não tem liberdade). tudo de acordo com o interesse público e desde que o vício seja quanto à forma ou competência (anuláveis). por motivos de conveniência ou oportunidade.784: processo administrativo). é uma faculdade). No judiciário o ato pode ser anulado a qualquer tempo. Para que a administração anule os atos ilegais. o interesse não é do administrador (princípio da indisponibilidade). Maria Silvia de Pietro menciona um tratamento especial. Princípio da autotutela: a administração pública pode rever os seus atos para anular quando ilegais (a Adm DEVE) ou revogar quando inconvenientes (a Adm PODE. causaria mais prejuízos. o administrador deve sopesar as conseqüências da anulação. logo. e se ela causar mais danos do que a manutenção do ato ilegal. é melhor manter o ato ilegal. Para a revogação (conveniência e oportunidade) a decisão é discricionária do administrador e não tem limite temporal. Há casos em que anular o ato administrativo não é “conveniente”. ele deve ser compatível com a verdadeiro (até que se prove o contrário). só que para a própria administração direta). respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. Para que a administração direta crie a administração indireta é necessário previsão legal. mas apenas por lei. um dever de cuidado do seu próprio patrimônio. 5. proteção.

Impessoalidade: proibição à subjetividade por parte do administrador. que inseriu o princípio da eficiência. Este princípio administrativa. com exceção do que estiver vedado pela lei. mas será anulado. que é o politicamente organizado e que obedece as suas próprias leis. Legalidade em sentido restrito é a obediência à lei. Legalidade para o administrador público significa que ele só pode fazer o que a lei autoriza e determina. O administrador não é um mero aplicador da lei. que é a dispensa de prévia autorização do poder judiciário para a prática de atos.A presunção é relativa. O princípio da presunção dá ao ato a sua aplicação imediata. É mais restrito do que o princípio da legalidade. Se o administrador praticar ato ilegal estará ainda sujeito ao controle judicial. é juris tantum. CF. inclusive as regras constitucionais. O administrador não pode buscar interesses próprios. O ato praticado pelo agente não é pessoal. 2. A conduta tem que estar na lei. afastada. 1. Ele significa reservar uma determinada matéria a uma espécie normativa predefinida (ex: lei complementar). não o impede de analisar a conveniência e oportunidade. A presunção para o ato administrativo é razoável porque eles obedecem a procedimentos e formalidades legais. não apenas leis. Legalidade em sentido amplo é toda e qualquer regra do ordenamento jurídico. A doutrina chama de critério de não contradição à lei. 37. é da entidade a que ele pertence. Legalidade para o particular: o particular pode tudo. mas isso não afasta a discricionariedade do administrador. Princípio da reserva legal não é sinônimo de princípio da legalidade. O administrador não pode criar situações benéficas em um pequeno grupo nem situações detrimentosas (Celso Antonio)  muito similar ao princípio da isonomia. coletivo. o que é diferente da auto-executoriedade. mas apenas o público. depende de previsão legal que autorize o ato. ele pode até durar certo tempo. a execução é imediata. também se presta à celeridade da atividade *Princípios constitucionais do direito administrativo: Art. 7 . por isso a doutrina chama de critério de subordinação à lei. pode ser discutida. Alterado pela EC 19/98. caput. Princípio da legalidade: é o alicerce do estado de direito. Como a presunção é relativa o ônus da prova cabe a quem alega e normalmente é do administrado. Até prova em contrário o ato é válido e produz efeitos.

61. a melhor possível. improbidade é bem mais amplo que imoralidade. Publicidade: publicidade é diferente de publicação em diário oficial (no convite não tem publicação. sob pena de responder por improbidade administrativa. não havia expressamente.784/99. 4. Corrente moderna (Celso Antonio): o princípio da finalidade é um princípio autônomo e não se confunde com o princípio da impessoalidade. não se pode criar situações benéficas ou detrimentosas (cuidado na questão. 37. Divergência no princípio da impessoalidade: ligado ao princípio da finalidade. Improbidade administrativa: desrespeito ao princípio da moralidade. Moralidade comum # moralidade administrativa. Nem todo ato depende de publicação em diário oficial. A primeira conseqüência jurídica é o conhecimento público. Publicação no Diário Oficial não é sinônimo de publicidade. É indispensável para o próprio exercício da democracia. pode ser princípio da isonomia ou impessoalidade). Corrente tradicional (Hely Lopes): o princípio da impessoalidade é o antigo princípio da finalidade ou da imparcialidade. ciência aos interessados. Tem conceito indeterminado. ética. pelo fato de não ter conceito firmado. Os atos administrativos só têm o inicio da produção de efeitos a partir da publicação (Art. 3. parágrafo único. mas todo ato precisa de publicidade. II e XXI). do conhecimento. se exige o conhecimento geral. Todos os prazos só começarão a correr a partir da publicação. por isso a tendência é a doutrina moderna. mas não produzirá efeitos. os contratos precisam ser publicados. Art. ao titular do direito que é o povo. buscar a vontade maior da lei. O princípio da finalidade significa cumprir a finalidade prevista na lei. O contrato não publicado é válido. Exemplos: concurso público e procedimento licitatório – qualquer um pode participar desde que preencha as condições do edital. Está ligado ao princípio da legalidade.666). na licitação (Art. o espírito da lei. boa conduta. mas tem publicidade). salvo algumas exceções. não há como separar. boa-fé etc. A jurisprudência ainda não se respaldou somente neste princípio para retirar o ato do ordenamento jurídico. moral. não pode buscar interesses pessoais. Cumprir a finalidade é um elemento da própria lei. 2º. na busca do interesse coletivo. já que não há como cumprir a finalidade da lei sem observá-la. Segundo a lei 9. vago. apesar de ambos estarem ligados à idéia de honestidade. Aquele é regra moral do dia-a-dia. III e XIII (lei de processo administrativo) os princípios da finalidade e impessoalidade são autônomos. Moralidade (probidade administrativa): é novidade da CF/88. Esta significa boa administração. correção de atitude. que 8 . parágrafo único da lei 8. para ele são sinônimos. São sinônimos: imoralidade e improbidade? Não. mas a doutrina reconhece que ele está ligado a honestidade. Publicidade é condição de eficácia do contrato e não de validade. além de ser legal ele tem que fazer uma boa administração. mas já era observado tradicionalmente.Celso Antonio aproximou demais os dois princípios. Também há exercício da impessoalidade no concurso público. Nepotismo: tem que observar o princípio da impessoalidade. assim como o da moralidade.

ação popular etc). 5º. 37. A partir do conhecimento. daí a divergência. A maioria considera: • Não se aplica quando há violação à intimidade. 11. com ela. vida privada. a publicidade permite a fiscalização. Publicidade não é um princípio absoluto. Celso Antonio diz que a única exceção é o Art. XXXIII). o simples fato de constar o nome não é improbidade. lei 8429/92. informativo não é. 9 . Mandado de Segurança  informações de interesse próprio. a própria CF estabelece exceções.é muito mais ampla. honra e imagem das pessoas (Art. só se houver o caráter de promoção pessoal (indícios) é que será improbidade administrativa. Isso é improbidade administrativa. 5º XXXIII. 5. Ex: processo ético disciplinar. Antes da emenda era princípio implícito. ganhou roupagem de princípio constitucional expresso. sobre a pessoa do interessado para obter ou corrigir informação. Há projeto para que a punição pela promoção pessoal seja estendida a terceiros que dela participem. O administrador não tem que ficar divulgando as obras realizadas em placas pela cidade. por processo judicial com trânsito em julgado e por meio da avaliação periódica. • Segurança da sociedade e do Estado (Art. Para ele o sigilo só cabe aos processos judiciais. § 1º: vedação de vinculação de nomes. CF. quando for conveniente para a instrução do processo ele pode ser sigiloso em nome do interesse público (8112). Opinião minoritária. alterada pela lei 11107/05). nomeação para cargo efetivo e pela avaliação de desempenho. Caso o administrador não publique seus atos praticados poderá ser punido por improbidade administrativa (Art. Eficiência: produzido pela EC 19/98. A informação pode não ser publicada (regra mais aceita pela doutrina). Publicação é espécie de publicidade. Art. direito líquido e certo de informação. 6º da lei 8987/95). o cidadão pode acompanhar os atos administrativos. imagens ou símbolos de administrador como propaganda pessoal. X). o servidor público pode perder a estabilidade em razão de processo administrativo com contraditório e ampla defesa. administrativos não. Art. A doutrina é divergente em relação às exceções. 41: o servidor público para adquirir estabilidade precisa passar pela aprovação. A jurisprudência diz que é preciso bom senso. Ainda que estável. não fez nada mais que sua obrigação. 5º. Habeas Data  conhecimento de informação pessoal. Existia expressamente em lei ordinária (Art. 5º. O servidor que não respeita a eficiência poderá perder a estabilidade em razão da avaliação periódica. • Atos processuais que correm em sigilo na forma da lei (Art. Sendo apenas educativo. o controle por parte do administrado (MS. ele tem que ser eficiente para adquiri-la. tem que ficar demonstrada a promoção pessoal. LX).

Racionalização da máquina administrativa (Art. 169, CF), gastar até o limite previsto na LC 101, Art. 19 (LRF) para demonstrar eficiência (União: 50%; estados e municípios: 60% do que arrecada com folha de pagamento). O administrador gastando mais tem que começar a cortar pelos cargos em comissão até o máximo de 20%; se continua com excesso de gasto, procede aos cortes dos servidores não estáveis, quantos forem necessários e os que sejam dispensáveis para o serviço; não sendo suficiente, há a dispensa dos servidores estáveis (mediante indenização). O cargo é extinto e só pode ser recriado 4 anos após para novas contratações (mesmo cargo com mesmas funções). A eficiência para o serviço é eficiência quanto aos meios e quanto aos resultados. Gastar pouco (ausência de desperdício) e obtenção do melhor resultado possível. Para os serviços públicos também há eficiência na quantidade e qualidade necessária suficiente (sem desperdícios). A doutrina diz que este princípio é utopia, pouco resultado, é desabafo do constituinte. 6. Princípio da isonomia: não está no Art. 37, CF, mas em todo o texto constitucional. Tratar os iguais de forma igual, e os desiguais de forma desigual na medida de suas desigualdades (o problema é preencher o conteúdo). Fator de exclusão compatível com o objetivo da norma, não há qualquer violação. A doutrina diz que deve analisar o fator de discriminação com o objetivo da norma. Se compatível, não ofende a isonomia. Ex: proibição de deficientes físicos prestar concurso de salva-vidas, não há violação. Limite de idade em concurso público: hoje há súmula do STF (683) dizendo que é possível quando a complexidade do cargo permitir. Na verdade não resolveu o problema da divergência. Tanto o limite mínimo quanto o máximo de idade seriam inconstitucionais, tem que agora esclarecer sobre a complexidade do cargo. Outro exemplo que não ofende o princípio da isonomia é o estabelecimento de política tarifária diferenciado na concessão de serviço. 7. Contraditório e ampla defesa: contraditório é ciência não só da existência do processo, mas de todos os atos praticados no decorrer desse processo, tem 2 bases: 1º) lógica: bilateralidade da relação processual; 2º) política: ninguém pode ser processado, nem punido sem conhecimento desse processo adm.. Ampla defesa é a oportunidade para defesa, mesmo que não queira exercê-la.* 5 exigências para o seu cumprimento: 1- Defesa Prévia; 2- Direito de informação dentro desse processo adm; 3- STJ se o processo for disciplinar exige-se a defesa técnica (não é pacifico); 4 – Produção de provas; 5 – interposição de recurso, independente de previsão legal. Para a via administrativa há alto índice de ilegalidade e violação a estes princípios. Na via judicial estão mais bem sedimentados. Estão muito presentes nos processos administrativos. 10

Desdobramentos da ampla defesa: *Defesa prévia, sendo necessários procedimentos e penalidades predefinidos. *Não é preciso a presença do advogado, mas o administrador não pode impedir a defesa técnica, dá qualidade ao processo. *O direito de informação é imprescindível para o processo, para a ampla defesa. *Direito à interposição de recursos administrativos em lei. No processo administrativo não há forma ou recurso especial, é apenas recurso da decisão administrativa em até três instancias administrativas. Em regra o efeito é só devolutivo. *Produção de provas não só formalmente, mas efetivamente interferir no convencimento. 8. Razoabilidade e proporcionalidade: são limites ao administrador. Razoabilidade é coerência nas atitudes, no comportamento, de acordo com a lógica, de forma equilibrada. De acordo com o critério do homem médio. Proíbe incoerências na administração pública. Para a doutrina majoritária o princípio da proporcionalidade está incluído no da razoabilidade. Para quem diferencia, proporcionalidade seria uma espécie do gênero razoabilidade. É o equilíbrio entre a extensão e a gravidade da medida. Entre o benefício e o prejuízo (custo-benefício – proporcionalidade em sentido estrito). Ato administrativo discricionário revisto pelo judiciário quando lhe falta razoabilidade: hoje o judiciário reconhece que se não se observa os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade o ato ofende princípio constitucional, logo, é ilegal (sentido amplo), podendo ser revisto pelo judiciário (ADPF 45). São sub-princípios da proporcionalidade: adequação, necessidade e custo-benefício. Deles afere-se se há equilíbrio. A medida adotada era adequada? Há outro meio menos gravoso que pode ser utilizado? A medida vale a pena? A observância de princípio constitucional representa legalidade em sentido amplo. Controlar princípio constitucional é controlar legalidade (constitucionalidade – legalidade em sentido amplo). Controle de mérito é conveniência e oportunidade, juízo de valor é mérito do ato administrativo que só existe nos atos discricionários. O judiciário poderá rever fazendo controle de legalidade (sentido amplo) e acaba atingindo o mérito, mas não qualquer um, apenas o mérito não 11

razoável. Em regra não pode rever o mérito do ato administrativo, apenas decisão que viola a legalidade. ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO É a estruturação das entidades e órgãos que irão desempenhar as funções através dos Agentes Públicos. Formas de prestação da atividade administrativa: a responsabilidade maior de prestação é da administração direta, que é a centralizada. Centralizada: quem presta é a administração direta, exercida pelo próprio Estado, é a administração central, núcleo. Na busca da eficiência do serviço público a administração transfere a prestação de atividade administrativa, descentralizando (atividade mediata). Descentralizada: criação de pessoas jurídicas. Retira do centro para outras pessoas jurídicas, outro ente político (para estados, municípios, DF, administração indireta – autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista; ou ainda para particulares – concessionários e permissionários de serviços públicos). Essa descentralização é administrativa, diferente de descentralização política (estabelecida pela CF, divisão entre entes políticos), Dec Lei 200/67.. A administração transfere somente o exercício da atividade administrativa. Desconcentração: criação de órgãos. Forma desconcentrada de prestação da atividade administrativa (atividade imediata). É o deslocamento, distribuição dentro da mesma pessoa jurídica, se há uma nova pessoa jurídica trata-se de descentralização. A desconcentração pode se dar por matéria (ex: ministérios), geográfica/territorial ou hierárquica. Sendo uma nova pessoa jurídica não há hierarquia (descentralização), o que existe é um controle, fiscalização. Na desconcentração, na mesma pessoa jurídica existe hierarquia entre órgãos maiores e menores, chefe e subordinado. Aspectos da descentralização: transferência da atividade para outra pessoa jurídica por outorga ou delegação. Outorga: descentralização funcional. A transferência de titularidade e execução do serviço, a administração direta transfere para outras pessoas jurídicas. A titularidade está presa nas mãos da administração, logo, só se pode descentralizar por outorga para as pessoas da administração indireta e para as de direito público, autarquias e fundações públicas. A outorga é feita por meio de lei (é muito grave a transferência de titularidade). Delegação: o deslocamento é somente da execução do serviço. A administração retém a titularidade. Há delegação legal e contratual. Legal: recebem a delegação por lei as empresas públicas e as sociedades de 12

são uma coisa só. mas esta obrigatoriedade não decorre da personalidade jurídica. Pode ir à juízo. de ir à juízo não depende de personalidade jurídica. cada um com uma finalidade específica. desde que esteja ligado à sua prerrogativa funcional ele poderá ir à juízo. logo. É a teoria adotada pelo Brasil. mas há (Lei 9784/99. são os entes políticos. como por exemplo. Dec Lei 200/67. ele precisa de um representante. em número menor. Teoria do mandato: o agente exerce suas atividades por meio de um mandato (como se tivesse recebido o poder por mandato. O Estado sozinho sem o agente não manifesta vontade. não pode celebrar contratos (é NULO). as concessionárias e as permissionárias de serviço público e as parcerias público-privadas. – autorizatária (autorização) de serviço público. mas podem ter representação própria. Contratual: recebem a delegação os particulares por meio de um contrato administrativo. Classificação dos órgãos públicos: 13 . o Estado é responsável. não tem como conceder mandato. não responde pelos danos causados. sujeito próprio. mas de exigência para controle da Receita Federal (IN n. estados. Órgão público é um centro especializado de competência acreditando na eficiência da atividade. Não tem aptidão para se sujeito de direitos e obrigações. Na administração indireta também é possível a existência de órgãos. ela que contrata e não o órgão. 200 da RF).economia mista (pessoas jurídicas de direito privado). Capacidade de agir. representação e manifestação de vontade. Administração Direta: composta pela União. procuração). O agente só manifesta a vontade do Estado. Teoria do órgão ou da imputação direta: toda atuação do agente decorre da lei. buscando prerrogativa funcional em caráter excepcional. capaz. que é dada por lei. Órgão público tem CNPJ. como na tutela e curatela. Na busca da eficiência a administração é dividida em núcleos especializados. Teoria da representação: o estado é tratado como se fosse incapaz. Existem algumas teorias que explicam a relação agente-estado: 1.Delegação por Ato Adm. É teoria superada. Art. Na administração direta há vários que a dividem. Órgão público não tem personalidade jurídica. 2º). quem responde é a entidade a que ele pertence. quando se tratar de sujeito ativo. logo. em órgãos públicos. municípios e DF. A vontade do agente e a do Estado se confundem. Também superada porque não compatível com a CF/88. que responde pelos atos dos agentes. 2. Vai. 3. segundo a maioria da doutrina.

governadorias. Criação: é preciso lei autorizando (Art. Ex: gabinetes.Em razão da posição estatal: Independentes: é aquele que goza de independência. empresas públicas e sociedades de economia mista. Subalternos: somente executam. CF). está subordinado aos independentes.Em razão da estrutura dos órgãos: Simples: não tem outros órgãos agregados à sua estrutura. Em regra. unipessoal. congresso nacional. Ex: procuradorias e gabinetes. tribunais. prefeituras. fundações públicas. Ex: sessões administrativas. não sofre de qualquer relação hierárquica em face de outros órgãos. Características comuns a todas as pessoas jurídicas da administração indireta: 1. comissões. A lei específica cria a autarquia e autoriza a criação de fundações públicas. zeladorias. governadorias. Compostos: têm outros órgãos agregados à sua estrutura. recursos humanos. depende da estrutura e do tamanho dela. Autônomos: goza de autonomia. 14 . Ex: presidência. É o topo de cada estrutura estatal. 37. Ex: ministérios. *II . é chefia d cada um dos poderes. esta lei é ordinária específica. Ex: congresso nacional. * III . Existe somente controle. Superiores: ainda tem poder de decisão. XIX. mas está subordinado aos autônomos e independentes. Colegiados: vários agentes compõem o órgão. secretarias. Aqueles diretamente ligados aos órgãos independentes. Previsão legal criando ou autorizando a criação. prefeituras. Ex: presidência. câmaras municipais. São órgãos menores que realizam atividades meio ou fim. Autarquias. Administração Indireta: execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada.Em razão da atuação funcional: Singulares ou Unipessoal: composto por um único agente. assembléias legislativas. empresas públicas e sociedades de economia mista (Decreto-lei 200/67 – organização da administração). conselhos. Ex: delegacia de ensino e escolas vinculadas. delegacias. almoxarifados etc. tem ramificação. câmaras municipais. não têm poder de decisão.* I . O que se impõe é a decisão da maioria do colegiado.

Lei complementar cuidará das finalidades. Tudo isso decorre da personalidade jurídica. é sujeito de direitos e obrigações. próprio ele serve para garantia maneira passou a ser dela. O que se faz por lei não pode ser desfeito por simples ato administrativo. Não interessa a fonte da receita. 15 . A doutrina majoritária diz que a fundação pública de direito público nada mais é do que uma espécie de autarquia. Quando apenas autoriza. É preciso ter muito cuidado com a questão. 3. se do orçamento ou de sua atividade. então basta a lei que ela já existe. Como conseqüência patrimônio próprio. 4. a lei cria também a fundação pública de direito público. dependendo da natureza jurídica da pessoa). O constituinte complementa dizendo que lei complementar definirá as finalidades possíveis da fundação. a receita é dela. podem até ter. Não foram criadas para a obtenção de lucro. logo. Não tem autonomia POLITICA. Quando também transfere patrimônio. a lei não dá origem à pessoa jurídica. mesmo nas empresas públicas ou sociedades de economia mista. administrativa e financeira: cuida e gasta de acordo com as necessidades. As pessoas jurídicas da administração indireta gozam de personalidade jurídica própria. Cria a autarquia e autoriza a criação das demais pessoas jurídicas. Autarquias e fundações públicas  sem fins lucrativos. não jurídica ela tem cria a indireta ela adquirido. ou seja. A lei ordinária cuidará apenas da criação e não tratará de outros assuntos. Sem fins lucrativos: pois as pessoas da indireta são criadas para melhorar o interesse público e não para ter lucro. dessa personalidade a administração direta que também pode ser de suas obrigações. A CF diz que a lei cria. própria e vai gastar de acordo com as suas necessidades. Empresas públicas e sociedades de economia mista: Prestadoras de serviço público  sem fins lucrativos. é necessário o registro dos atos constitutivos no órgão competente (junta comercial. Se ele é interessando de que A receita delas também é própria. Autonomia técnica. Ela responde pelos seus atos. E a lei autorizaria a criação da fundação pública de direito privado (a CF não especifica se a fundação é pública ou privada). 2. ver se ela quer posição da doutrina. mas não é esse o objetivo. cartório. A extinção também se dá por lei. já que têm personalidade jurídica. paralelismo das formas: lei para extinguir ou lei autorizando a extinção.

O fim quanto à sua criação não é o lucro. ação popular etc. mas teoricamente não há hierarquia). Controle externo: não há hierarquia. de outra pessoa jurídica. denunciar infração funcional. 173. Regra para as pessoas jurídicas da administração indireta. Criada uma autarquia com uma determinada finalidade ela só poderá ser modificada também por meio de lei. chamado controle finalístico. na prática seria uma relação de hierarquia por via indireta. o ministro. Vem da direta para a indireta. Desenvolve atividade típica de Estado. Criada por lei. Feito pelo poder legislativo: pelas CPIs e pelos tribunais de contas (auxiliar do legislativo). Ele pode ser realizado pela administração direta controlando a indireta: pelo poder executivo via supervisão ministerial. Não tem autonomia política. nem o poder de legislar Regime jurídico: Regime de pessoal: com a EC 19 houve a eliminação do RJU (um só regime dentro da mesma pessoa jurídica). Feito pelo poder judiciário: pelas diversas ações judiciais. mas elas podem via a tê-lo. haverá um ministério controlando. O chefe do executivo. faz a verificação no cumprimento das finalidades. Transferência do serviço. Princípio da especialidade. Tem como base a finalidade. está sujeita a controle e responde por suas obrigações. O controle interno é baseado na hierarquia. o celetista e o estatutário dentro da mesma pessoa jurídica. quando o chefe fiscaliza o subordinado. só podem ser criadas para a garantia da segurança nacional ou para assegurar interesse coletivo. pode haver os dois regimes ao mesmo tempo. De acordo com a finalidade da pessoa jurídica. e fará também a nomeação de dirigentes (neste caso. das receitas e despesas. O cidadão também é responsável pelo controle externo por vários mecanismos: representação em caso de improbidade administrativa. só existe controle entre a administração direta e a indireta. CF)  a idéia não é o lucro. Controla-se a finalidade. 6. Isso é que vai fundamentar a criação da empresa pública ou sociedade de economia mista. Controle interno: é aquele que ocorre dentro da própria estrutura. só gera controle.Exploradoras de atividade econômica (Art. desenvolve tutela administrativa. com finalidade específica. pelos ministérios. não tem fins lucrativos. ou seja. elas estão vinculadas às finalidades que elas foram criadas. 16 . 5. AUTARQUIAS É pessoa jurídica de direito público criada por lei que mais se aproxima da administração direta. Controle: a descentralização não gera hierarquia. O controle pode ser interno e externo. Não existe hierarquia. da própria pessoa jurídica.

Pode seguir o regime de cargo público, adotando o estatutário; ou emprego, cujo regime é o celetista. Tanto o regime de cargo como o de emprego depende de lei para ser criado. O STF e a doutrina defendem que é possível os dois regimes, mas preferencialmente o regime deve ser o estatutário, mas não há obrigatoriedade. A CLT fica em caráter excepcional. Responsabilidade: a doutrina e jurisprudência admitem tanto a objetiva quanto a subjetiva. Art. 37, § 6º, CF: via de regra a responsabilidade é objetiva quando se tratar de ação, conduta comissiva. Quando tratar-se de omissão a responsabilidade será subjetiva (cuidado! Nem todos aceitam ainda, só se responde subjetiva se a questão deixar claro a omissão). O Estado poderá ser responsabilizado pelos atos das autarquias subsidiariamente, é serviço público, é dever dele, mesmo que ele não esteja prestando. Excepcionalmente nos casos das PPPs a responsabilidade será solidária, mas via de regra ela será subsidiária nos serviços delegados. Ser subsidiária não significa que deixará de ser objetiva. Bens: os bens autárquicos são bens públicos, logo, seu regime é de bem público, ou seja, são em regra inalienáveis (mas preenchendo algumas condições serão alienáveis – são alienáveis de forma condicionada – doutrina moderna), ou melhor, são inalienáveis de forma relativa ou alienáveis de forma condicionada. São impenhoráveis: não podem ser objeto de penhora (restrição judicial para a garantia do juízo), arresto (cautelar típica para a restrição de bens indeterminados, quantos forem necessários) e seqüestro (cautelar típica para a restrição de bens determinados). Os bens públicos são ainda imprescritíveis, não podem ser usucapidos (prescrição aquisitiva). Não podem ser onerados, ou seja, não podem ser dados como direito real de garantia (penhor e hipoteca – restrições fora do juízo para móveis e imóveis). A garantia que a administração dá aos seus credores de que um dia a dívida será paga são os precatórios. Pagamento de débitos judiciais da fazenda pública segue o regime de precatórios (Art. 100, CF). Pagamento de acordo com uma ordem cronológica de apresentação, salvo no caso de alimentos, que também segue ordem cronológica, só que em fila própria. O precatório constituído até 1º/07 será pago no exercício financeiro seguinte, só que de acordo com a disponibilidade orçamentária. Havendo desrespeito à ordem de classificação é possível a ordem de seqüestro de valores por parte do presidente do tribunal. Mesmo na desapropriação paga-se por precatório o valor a mais reconhecido judicialmente, o reconhecido pela própria administração é pago de imediato e em dinheiro. As autarquias têm a sua própria fila de precatórios. Privilégios: no que tange ao regime tributário e processual. Para o regime tributário (Art. 150, § 2º, CF): vedação da criação de impostos sobre o patrimônio, renda e serviços uns dos outros (imunidade recíproca) estendida às autarquias, mas somente tocante às finalidades específicas delas, pela qual foram criadas. Paga imposto sobre patrimônio, renda e serviços afetados a finalidade não específica. Privilégios processuais: como fazenda pública ela tem prazo diferenciado (Art. 188, CPC): em quádruplo para 17

contestar e dobro para recorrer. Há reexame necessário como regra (mesmo com processo sem recurso voluntário o processo tem que subir ao tribunal), mas há exceções: para valor inferior a 60 salários mínimos e quando a matéria já foi julgada pelo pleno do tribunal. Se não há reexame necessário, a conseqüência jurídica é a ausência de trânsito em julgado enquanto não for levada ao tribunal. Prazo prescricional: como é fazenda pública, a regra é que o prazo é de 5 anos (Dec. 20910/32). Procedimentos financeiros: são procedimentos públicos (Lei 4320/64 e Lei de Responsabilidade Fiscal – LC 101/00). Licitação: autarquias estão sujeitas à Lei 8666/93. Art. 37, XXI, CF. Autarquias: INSS (previdenciária), Universidades (culturais), INCRA (assistenciais), IMETRO, IBAMA (administrativas), Agencias Reguladoras (controle). Profissionais: conselhos de classe (profissionais). Num primeiro momento, o conselho de classe tinha natureza de autarquia sem discussão até 1998. Com a lei 9649, Art. 58, os conselhos receberam a natureza de direito privado. O artigo foi objeto da ADI 1717, o STF decidiu que as autarquias profissionais não podem ser pessoas jurídicas de direito privado. Elas exercem o poder de polícia sobre os profissionais, ele limita o interesse do particular em nome do poder público, e o particular não pode ter esse poder nas mãos. Particular frenando a atividade de outro particular é inadmissível. O poder de polícia não pode ser exercido por pessoa privada. O mesmo ocorreu com relação às empresas privadas aplicando multa por radares eletrônicos, não é possível deter esse poder de polícia. Com a ADI, o conselho de classe voltou a ter natureza de autarquia. A cobrança por parte dos conselhos tem natureza tributária (contribuição), cobrança via execução fiscal, salvo no caso da OAB, a anuidade não tem natureza tributária, o seu estatuto define que a sua execução é comum. Existem alguns doutrinadores que dizem que todos os conselhos deveriam seguir a OAB, mas não é o que prevalece, a OAB ainda é exceção. Como o conselho cobra contribuição, está sujeito ao controle do tribunal de contas, a OAB, que não tem cobrança tributária, não está sujeita a controle pelo tribunal de contas (cabe execução contra devedor solvente). Autarquias Territoriais: conceito criado para definir os territórios. Os territórios não são entes da administração, sua natureza jurídica é de autarquia, a que mais se aproxima da administração direta. Não é uma autarquia para a prestação de atividade administrativa, apenas uma criação para dar o regime jurídico de autarquia, sua natureza é política. Autarquias de regime especial: Criadas no contexto de reforma administrativa a partir de 1995. Surgiu num primeiro momento para definição de universidades públicas. O regime especial confere mais liberdade, mais autonomia: a escolha do dirigente se dá por meio de eleição, por mandato fixo, e em regra geral o dirigente de uma autarquia é nomeado pelo chefe do executivo, é regra diferenciada; liberdade quanto à estrutura pedagógica, 18

disciplinar, grade, currículo. Mais liberdade que as demais pessoas jurídicas, e mais autonomia. Após também para as agências reguladoras passou-se a adotar o regime especial. Necessidade de controle e redução das atividades do Estado (1995). Dentro do contexto de que o estado tem que ser mínimo, há a necessidade de descentralização do serviço. O serviço prestado pelas entidades privadas são mais eficientes, surge a idéia de privatização. O governo percebe que privatização não é o termo correto (estaria dando totalmente o poder sobre o serviço) e diz que o termo correto é a desestatização, o Estado continua titular do serviço (ex: telefonia). Com a desestatização surge a necessidade de um órgão controlador, para regular e fiscalizar o serviço. Surge então a agência reguladora como mecanismo mediador. AGÊNCIAS REGULADORAS Sua natureza jurídica é de autarquia de regime especial. É especial em razão de três elementos: mais liberdade, mais autonomia que as demais pessoas jurídicas na própria atividade desenvolvida. Sua função é fiscalizar, controlar, regular as atividades prestadas pelos particulares. A autarquia não pode legislar, esta regulamentação é quanto a questões técnicas complementar à lei. Regula o que está em lei. Essa atividade não é novidade, o Estado já desempenhava esse controle. Não havia uma autarquia só para desempenhar essas atividades. O novo é o nome, agência reguladora (cópia do direito dos Estados Unidos). A idéia é a mesma para as universidades: mais autonomia, mais liberdade para exercer a fiscalização com eficiência. O regime especial também se justifica em relação à nomeação dos dirigentes. Para a nomeação dos dirigentes das agências há regra: é feita pelo presidente com prévia aprovação do Senado. É nomeação especial, investidura especial, não é livre. Em geral, a nomeação de dirigente de autarquia é livre para o chefe do executivo. Exceção: BACEN (art. 52, III, d CF) não é agência reguladora, é uma autarquia comum, mas possui a nomeação igual à das agências reguladoras: prévia aprovação do senado, é uma exceção constitucional. Dirigente de agência reguladora tem mandato de prazo certo, determinado (a lei criadora define o prazo do mandato, é livre – doutrina critica muito o superior a 4 anos). Na autarquia comum o dirigente é de livre nomeação e exoneração, não há mandato. Há um projeto que tenta fixar o prazo em quatro anos não coincidentes com o do presidente, o dirigente começa no 2º ano do presidente e fica até o ano seguinte, quando encerra a sua legislatura. Com justificativa é possível que o dirigente saia antes do término do mandato (improbidade, por exemplo). Administrador dirigente engessado pela quarentena quando deixa o mandato, o dirigente tem que ficar afastado do ramo da atividade. O prazo da quarentena é de quatro meses, regra, mas algumas agências falam em quarentena de 12 19

XXI. Somente após é que o pregão foi reconhecido para ser aplicado a todos os entes da federação (Lei 10520/02). A modalidade específica das agências é só a consulta. Lei 9472/97. 37. que nunca foi feito. Prevê pregão e consulta como modalidades de licitação. Seria burla ao concurso público. Agências que controlam bens públicos: ANA 20 . que também tentou burlar a regra de licitação. Regime de pessoal: Lei 9986/00 (define o regime de pessoal das agências reguladoras) diz que quem atua em agência reguladora será contratado temporariamente. Diz que agência reguladora não se submete à lei 8666/93.meses (a lei que cria define a regra também. Regime Jurídico: Segue o regime das autarquias. Só que o STF não declarou inconstitucional a previsão de pregão e consulta. convertida na lei 10871/04 e hoje o regime é o estatutário. Agência reguladora tem modalidade própria de licitação. como as subalternas (serviços gerais. segurança. Licitação de agência reguladora: ela tem que licitar. CF diz que as autarquias estão sujeitas a licitação e lei ordinária não pode afastar as regras que davam à agência regulamento próprio. mas o presidente já os criou pela MP 155/03. quem já estava no exercício da função continua até que findo o prazo do contrato temporário. mas o estatuto tem preferência e emprego só em caráter excepcional). ANAC. Desde 1998 se admite os dois regimes (estatutário e celetista. e se é contrato. assim como o prazo do mandato). salvo no que tange a dois aspectos: licitação e regime de pessoal. Estabeleceu regra especial para a PETROBRÁS. O STF disse ser essa regra inconstitucional: as agências têm que seguira a lei 8666/93. excepcionais. ADI 1668. ANVISA. O STF declarou inconstitucional tanto o regime temporário como o celetista (só é aplicado em segundo plano. Lei 9478/97 instituiu a ANP. porque contratação temporária se faz por mero processo seletivo. O Art. declarou constitucionais as modalidades específicas criadas. A declaração de inconstitucionalidade é para os próximos. A justificativa é que ela exerce monopólio e precisa de tratamento especial. Nem tudo que tem nome de agência é agência reguladora. ANS. o regime é o celetista. lei geral das telecomunicações. ANATEL. São agências reguladoras prestadoras de serviços públicos: ANEEL. Os cargos públicos devem ser criados por lei. cria regras para a ANATEL. não pode ser instituído como regra). procedimento licitatório especial que será definido pelo presidente por meio de decreto. telefonista etc). e a necessidade de manutenção de pessoal nas agências é constante. Em 1997 não havia nem pregão. funções que não comprometem o serviço. A regra foi objeto de controle. Contratação temporária apenas para situações anormais. e a agência é que define o seu procedimento. vai definir procedimento próprio. Regra declarada inconstitucional na ADI 2310. nem consulta. ANTT. O regime celetista só pode ser adotado para funções que não exijam alta qualificação. ANTAQ.

estão dentro da Administração Pública. substituiu a SUDENE). Autarquias que ganharam a denominação de agência: ADA (agência de desenvolvimento da Amazônia. Constituição (empresa publica se constitui sobre qualquer modalidade. ambos são só serviços sociais autônomos. ABNT. Ec. Não têm regime especial. Empresa Pública: a lei autoriza. só pode ser constituída na forma de Sociedade Anônima (S/A). 173 parágrafo 1º CF # Empresas Paraestatais. ao lado das autarquias. Consórcios públicos foram introduzidos pela lei 11107/05 compõem a administração indireta quando tiverem personalidade jurídica de direito público. A ABIN é órgão da administração direta (segurança nacional). São associações públicas. são só autarquias. DIFERENÇAS:Capital (empresa publica é publico. mais o registro dos atos constitutivos. que estão fora da Adm. finalidade prestação de serviço público ou explorar a atividade econômica.(criada a partir do momento que a água passou a ter valor econômico). Art. ANCINE (criada para fomentar a iniciativa privada). APEX do Brasil e ABDI (agência de produção e exportação do Brasil e agência brasileira de desenvolvimento da indústria). Publica. Mista – Justiça Estadual. substituindo a SUDAN) e ANENE (agência de desenvolvimento do nordeste. AEB (agência espacial brasileira). capital misto (público e privado). EMPRESAS ESTATAIS – Empresa Publica e Sociedade de Economia Mista. soc d economia mista apenas como sociedade anônima). 2) Controle: feito pelo Tribunal de Contas (STF) 21 . soc de econ. art 109CF). prestação de serviço publico ou explorar atividade econômica. Mista é misto). Sociedade de Economia Mista: pessoa jurídica de direito privado. Competência para julgamento das ações (Soc. e para a criação das subempresas também precisa de lei para autorizar. capital exclusivamente publico. Conceito: Pessoa jurídica de direito privado. Regras aplicáveis as Empresas Estatais 1) Regime jurídico: a lei autoriza a sua criação e a sua extinção. pode ser constituída de qualquer modalidade empresarial. ANP. CVM é agência reguladora e não recebeu o nome de agência (criado em 2002).

regra geral. são titulares de emprego (celetistas). XXI CF) estão sujeitos a licitação. III CF ) estatuto próprio com lei especifica. sío tem os privilégios extensivos aos do setor privado. Pessoa jurídica de direito privado não tem cargo. salvo se não receberem dinheiro para custeio. o Estado não responde. Exploração de atividade econômica – CC.3) Falência: Art 2º da Lei 11101/05 – não estão sujeitas a falência. (art 173 δ 1º. 2º setor: iniciativa privada. mercado. 37. para mandar embora não precisa de nada – dispensa imotivada – Súmula 390 TST (não gozam da estabilidade do art 41 CF). Ativ. objetiva – subsidiaria (Primeiro a empresa. Art 173. Equiparam aos servidores públicos 1) 2) Concurso público. ao lado do Estado. ENTES DE COOPERAÇÃO Estão fora da administração. 4) 5) 6) Está sujeito a Improbidade Administrativa (Lei 8429/02) É funcionário público para o código penal (art 327) Está sujeito a remédio constitucional (interposição) 7) Competência da justiça do Trabalho. δ 2º CF. 5) Licitação: Serviço Público (art. Econ. Regime de não acumulação 3) Estão sujeitos a teto remuneratório. De acordo com a organização da economia brasileira há a seguinte divisão: 1º setor: Estado. 4) Responsabilidade Civil: Serviço Público – art 37 parágrafo 6º CF. estão ao lado dela. responsabilidade subjetiva. regra geral – resp. Exp. Atividade fim: hipótese de inexigibilidade de licitação 6) Privilégios: não gozam de privilégios processuais. 22 . cooperando. Orientação doutrinaria diz que tem orientação privado e deveria estar sujeito a falência. É o 3º setor. depois o Estado). 7) Regime de Pessoal: emprego.

Muitas vezes funcionam dentro da universidade ou hospital. associação. Não é aplicado o rigor de entidade pública. SEBRAE. todavia. somente ajuda. transferência da aptidão para cobrar tributos). Entidades de Apoio: são constituídas por servidores públicos. Há crítica doutrinária tocante ao regime. Pessoa jurídica de direito privado. recebe dotação orçamentária. Há lazer. Como têm dinheiro público. incentivar. Fora da administração pública. por exemplo. Quando o SSA está fazendo licitação. cursos. cooperando com pesquisas. Elas cobram contribuições parafiscais ou gerais (natureza tributária). Como há tributo. entidades não governamentais. coopera. ajudas às categorias profissionais. Não tem privilégios processuais. Os trabalhadores são celetistas e a escolha é feita por processo seletivo simplificado. Entidade de apoio celebra com a universidade ou hospital um convênio (vínculo). entretanto. o TCU diz que este serviço seguirá procedimento especial de licitação definido pelo próprio TCU. Ao lado do Estado. mesmo que a pessoa seja de direito privado ou esteja fora da administração. nem tributários. para perseguir os interesses desses servidores. mas nada impede que o tenha. SENAC. 3. a aplicação do seu dinheiro é privado. estão sujeitos às conseqüências da improbidade. Características comuns a todos os entes paraestatais: 1. (ex: análise de currículos). SESC. podendo ter natureza de fundação. Sem fins lucrativos. prestação de interesse público. inclusive a criminalidade (pirataria). o tribunal de contas fiscaliza. Serviços Sociais Autônomos: servem para fomentar. mesmo sendo pessoa jurídica de direito privado. 3º setor ou entre paraestatal (aquele que está ao lado do Estado cooperando). mas não há qualquer legislação a respeito. 2. Geralmente são comuns ao lado de hospitais públicos e universidades. também estão sujeitos à licitação. tem controle. não foi criada para ter. É constituído pela confederação da classe com prévia autorização legislativa. Nas universidades a lei é a 8958/94 que regulamenta as entidades de apoio 23 . Como o SSA tem controle. apoiar determinadas categorias profissionais. 4º setor: economia informal.3º setor: entes de cooperação. que deveria ser igual aos dos serviços sociais autônomos. cessão de servidores. Regime jurídico: benefício da parafiscalidade (delegação da capacidade tributária. Ex: todo o sistema “S”: SESI. Já foram criados serviços sociais que não começam com “S”: APEX e ABDI. estrutura do ente público.

servidores públicos e permissão de uso de bens públicos. Surgiram a partir da reforma administrativa (1995). Prestam serviços públicos não exclusivos do Estado. Nos contratos secundários há dispensa de licitação. hoje o conceito está desvirtuado – a exemplo do contrato celebrado entre a administração e o particular na OS. Os serviços são parecidos com os da OS. A OS não está completamente livre da licitação. pesquisa científica. cultura. Como pessoa de direito privado ela acaba tendo lucro.junto a elas. bens públicos e estrutura porque só foge do regime público. isso porque ela primeiro celebra contrato de gestão para depois existir juridicamente. A OS é composta por um conselho de administração que vai resolver os problemas da organização social. 24 . Um pouco menos criticada que a OS por ter um pouco mais de credibilidade. ter credibilidade. já que os serviços são importantes. A idéia surgiu a partir da extinção de velhos órgãos. Servem para a prestação de serviços públicos. meio ambiente. O vínculo jurídico se dá por contrato de gestão (em princípio contrato de gestão era definido como contrato celebrado entre administração e administração. 24. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP: servem para prestação de alguns serviços públicos. Saúde. o que também significa que a organização social não precisa preexistir no mercado. Organização Social: é pessoa jurídica de direito privado. Há doutrinadores que a apelidaram de “entes fantasmas”. A OS surge da extinção de um antigo órgão ou antiga entidade. associação religiosa. Os da OSCIP estão na lei 9790/99. Como recebe dinheiro público. 2º da lei 9790). o antigo dirigente do órgão extinto continua participando da administração da OS. diferentes dos da OS. sindicato. apesar de ser pessoa jurídica de direito privado. A lei arrola os serviços que podem ser prestados (Lei 9637/98). XXIV da lei 8666: as organizações sociais estão dispensadas da licitação no que tange aos contratos decorrentes do contrato de gestão. A doutrina critica este aproveitamento de servidores. tem que ter controle pelo tribunal de contas e licitação. mas não têm o controle do poder público. Têm o benefício público. ou seja. Esse conselho é composto por particulares e administradores públicos. transferindo o serviço para a iniciativa privada. dando a eles natureza de direito privado e transferindo tudo para as organizações sociais. ensino. entretanto. São organizações não governamentais. mas a entidade não pode ser OS. não tem peculiaridade especial). Ela pode receber via contrato de gestão dotação orçamentária. É uma pessoa jurídica de direito privado que já existe no mercado há pelo menos um ano no ramo de atividade. Art. a doutrina critica porque não há rigor especial. sociedade comercial (vedações do Art.

É como se fosse uma terceirização. 3. 2. É um instrumento que precisa ser materializado por meio de um ato material. Ela realiza um plano de modernização. mas não participa da dotação orçamentária. não participa diretamente do orçamento. servidores e bens públicos. Não há previsão de licitação. Vem sendo utilizada como fraude a concursos. legislativo. O Estado não deixa de prestar o serviço público. Conselho de administração da OS tem participação de servidores públicos. 4. Não recebe servidores. OS não existe antes do contrato. mas a doutrina diz que ela tem que seguir a regra dos demais entes e por ter natureza de contrato. Características: 1. Diferenças entre OS e OSCIP: 1. O que ocorre é que geralmente estão fazendo o termo de parceria para a prestação de serviços de necessidades permanentes por contratação direta sem a criação de cargos e realização de concurso. Instrumentos ou prerrogativas que tem a administração para perseguir o interesse público. Ela recebe dinheiro da administração. OSCIP precisa estar no ramo da atividade há no mínimo 1 ano para existir como OSCIP.Vínculo jurídico: recebe a prestação desses serviços por meio de termo de parceria (a maioria da doutrina diz que a natureza jurídica é contratual). Terminado o serviço de modernização a OSCIP deixa o serviço designado. via depósito. OS: dotação orçamentária. ao contrário da OS. Celso Antonio diz que na 25 . reestrutura a administração e busca isso em uma OSCIP. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO Poderes da Administração ou poderes administrativos (são sinônimos). O poder é abstrato. Exercício obrigatório sempre que caracterizado o interesse público. ela irá auxiliar o serviço. quando o Estado extingue o órgão e deixa de prestar o serviço. sem a administração mista do particular com o administrador. administrativo. Não há controle direto do TC porque tem dinheiro público. recebe recurso público diretamente sem participar da dotação orçamentária. conselhos de administração da OSCIP não têm servidores públicos (empresa realmente privada). OSCIP não recebe nada disso. que é o elemento concreto. O poder se materializa por meio de um ato administrativo. há exigência de licitação (é divergente). É uma prerrogativa que tem o Estado. É um poder-dever de agir do Estado. já que a OSCIP contrata diretamente servidores. O conselho de administração é composto apenas por particulares. é uma prerrogativa para praticar um ato. OSCIP  termo de parceria. Vínculo jurídico: OS  contrato de gestão. dotação orçamentária e bens (ao contrário das OS).

é o disciplinar determinado assunto. Não há diferença na denominação. conveniência e oportunidade nos limites que a lei concede. resoluções. No entanto. Poder vinculado: é aquele que o administrador não tem liberdade de escolha. Sempre que o administrador ultrapassa os limites está sujeito a responsabilização. Regra de competência prevista na lei. resta no mínimo liberdade temporal ao administrador. Esse poder não fala só de regulamento. 1. Tudo praticado fora é arbitrário. Regulamento é o conteúdo. Se não é competente o ato é ilegal. ora o poder pode ser vinculado ora pode ser discricionário. 2. Poder Regulamentar: é aquele que disciplina. Ex: permissão de uso. Quanto ao grau de liberdade. não tem conveniência e oportunidade. Ex: complemento que diz o que é substância entorpecente. por isso Maria Sílvia diz que ele se chama poder normativo. Ainda que se trate de ato vinculado. Decretos e regulamentos autônomos: quanto ao conteúdo se chama regulamento. instruções. Por isso se fala em decretoregulamentar. juízo de valor. no exercício do poder há atos que são vinculados e atos que são discricionários. 4. deliberações.verdade é dever-poder e não poder-dever porque a obrigação é mais importante. regulamenta. Nem todo decreto é regulamentar. abrir mão dele (o administrador). Dizem que um poder não pode ser completamente vinculado ou inteiramente discricionário (Maria Sílvia e Celso Antonio). O correto seria decreto-regulamentar. é do povo. é obrigatório. obedecendo ao trinômio: necessidade. é alheio. não pode dispor do que não lhe pertence. 3. Ex: aposentadoria. preenchidos os requisitos legais ele tem que exercer o ato. juízo de valor. extensão e proporcionalidade da medida. Responsabilização: o exercício do poder de modo extrapolado pode gerar responsabilização por ação ou omissão. Autoridade competente para o exercício do poder. O que importa é que não é mera faculdade do administrador. É a lei que dá a liberdade. Irrenunciável: não pode renunciar ao poder. para o concurso vale o tradicional (Hely Lopes). Princípio da indisponibilidade do interesse público. A doutrina moderna não classifica mais poder vinculado e discricionário. Há um princípio geral de que o administrador não pode criar entraves ao futuro administrador (regra também prevista na LRF). 26 . especialmente quando se fala em poder de polícia. portarias. Não constitui obrigação nova. mas quanto à forma é um decreto. normatiza determinado assunto permitindo a fiel aplicação da lei. apenas complementa via decretos e regulamentos. mas a divulgação do regulamento se dá na forma de decreto. Dizer que está nos estritos limites da lei não é absoluto. Poder discricionário: o administrador tem liberdade de escolha. Existem limites.

logo. Decreto regulamentar autônomo: faz o próprio papel da lei. CF é possível a definição de decreto regulamentar autônomo no Brasil (para a doutrina majoritária – Maria Sílvia. CF – necessidade de lei). através de decreto organizar a estrutura (o quadro) da administração desde que não gere aumento de despesa e extinguir cargo vago. para ser 27 . Diz que nos casos do Art. 84. não é cabível em hipótese alguma. mas para o concurso por enquanto não é. Hely Lopes diz ser possível decreto autônomo em qualquer caso. é possível. Regulamento é feito pelo chefe do executivo e não tem publicidade.Art. regulamento não pode fazer o que faz uma lei. Celso Antonio diz ser impossível. é ou não possível o regulamento autônomo? Sim. e a CF não diz de forma clara que o decreto é autônomo.Regulamento # Lei: lei é feita pelo congresso nacional composto por representantes do povo. por isso a doutrina diz que esse decreto exerce o papel de lei. VI o administrador deverá fazer nos limites da lei. 49. que continua no ordenamento . Diógenes Gasparini). Seria poder demais na mão do administrador para uma democracia que ainda não está totalmente consolidada (já basta a MP). A doutrina é divergente. Ele pode criar ou eximir obrigação. 2. Mas a CF diz que excepcionalmente o decreto poderá extinguir cargo vago. É a regra. Existem duas grandes modalidades de regulamento: Decreto regulamentar executivo: é aquele que serve para dar fiel execução à lei. pelo paralelismo das formas a extinção também deveria ser por lei. VI. ainda que no plano teórico. Poder Disciplinar: é aquela prerrogativa que permite à administração aplicar sanção em razão de infração funcional. e não tem nada de autônomo nisso. Não cria situação nova. se ultrapassa a previsão legal o ato é ilegal. Cargo é criado por meio de lei. Art. V). Alguns começam a defender que no Art. mas não é lei. sujeito ao controle do Judiciário pelas várias ações judiciais. é resultado da vontade popular. logo. A publicidade da lei é nacional. VI da CF: o presidente da república poderá. independentemente de previsão legal. 84. geral. A CF/88 no texto original vedava o regulamento autônomo (Art. ele complementa o que já está previsto em lei. É possível o controle pelo próprio poder Executivo em razão do princípio da auto-tutela. dizendo que ele é inerente à função administrativa. 223 da CF (criação das áreas de preservação ambiental) também seria caso de decreto autônomo. O legislativo também faz o controle sobre o poder regulamentar (o CN pode sustar os atos normativos do executivo que exorbitem o poder regulamentar – suspensão dos efeitos do ato. 61. Poder regulamentar está sujeito a controle. Somente nos casos do Art. No Brasil. 84. ou seja. Só é possível falar em poder disciplinar para aqueles que exercem função pública. 25 da ADCT. A EC 32 alterou o Art. Posição majoritária.

Sempre que verificada uma infração deve-se instaurar processo). Nossa legislação exige discricionariedade porque existem definições sem conceitos fechados ou conceitos indeterminados. O superior pode reanalisar ato praticado pelo subordinado. é indeterminado. Prerrogativa que tem a administração para estruturar o quadro da administração com a presença de uma hierarquia. É um poder sujeito a controle pelo judiciário em casos de ilegalidade. limitar a atuação do particular em nome do interesse público. Nenhum poder é absolutamente discricionário ou vinculado. A discricionariedade está na definição da infração. Compatibilizar a atividade particular com o interesse público. ora é discricionário (a aplicação da pena depende de valoração. Apesar da liberdade e autonomia dos membros do MP e da magistratura o poder disciplinar os atinge em razão de infração funcional para a aplicação de sanção. é obrigação. delegar e avocar funções. frenar. O poder hierárquico também está presente na fiscalização dentro da estrutura da administração. porque não há “tipo” como no penal. 4. Em alguns conceitos vagos ou indeterminados também é preciso se valer de discricionariedade (ex: conduta escandalosa. O superior pode dar ordens. depende da hierarquia. Poder de Polícia: prerrogativa do administrador de restringir. É preciso avaliar uma situação concreta – juízo de valor). é fixada nos limites da lei. 28 . ineficiência – depende de valoração). Poder Hierárquico: Celso Antonio fala de poder do hierarca. O poder disciplinar decorre do poder hierárquico. e aplicar a sanção valendo-se de juízo de valor (a que ele considerar conveniente). O poder disciplinar só pode atingir particular que estiver no exercício da função pública. Revisão por parte do superior para revogar ou anular. Assim. O poder disciplinar ora é vinculado (superior hierárquico instaura um processo com a notícia da infração necessariamente. 3. são todos os agentes públicos. A liberdade para aplicar a pena não é plena. Uma vez “tipificada” a infração ele tem o dever de instaurar o processo. decisão vinculada e não faculdade. Punição a particular por meio de outros instrumentos (poder de polícia).sujeito do poder disciplinar é preciso estar na intimidade da administração pública. Definir uma hierarquia de forma escalonada dentro da administração. que surge em razão de uma hierarquia. a 8112 já define qual é a pena aplicável em cada infração funcional. O poder disciplinar é discricionário em regra (maioria da doutrina). Proteção do bem-estar social. Aplicar a pena A ou B é vinculada. A própria lei 8112 diz que o administrador deve considerar ainda a gravidade do ato e o prejuízo causado pela conduta  valoração discricionária para o administrador. a aplicação da pena é discricionária porque não há definição de “tipo”.

Características ou atributos do poder de polícia: 1. de acordo com o interesse nacional. o poder de polícia tem regras específicas a depender da conduta. Não atinge diretamente a pessoa. No que diz respeito à competência. a aplicação de uma sanção não é exercício de um poder de polícia). repressiva e fiscalizadora. negativo e depende de definição quanto a competência. O fundamento teórico para o poder de polícia é a supremacia geral. Os três principais traços do poder de polícia é que ele é preventivo. O poder de polícia deve agir em nome do bem-estar da coletividade. não é absoluto. não impede ou retira o exercício desses direitos. atinge os seus direitos. bens. O legislar e a conduta material podem ter competências diferentes. porque via de regra haverá um dever de abstenção. caso contrário haveria a necessidade de indenização. Não é entendido como uma restrição a um direito constitucional. O poder não atinge a pessoa. é regra geral. coisas. O poder de polícia não atinge a pessoa do particular. É uma atividade administrativa do Estado que pode ser exercida por meio de atos normativos ou de atos concretos (ex: definição de regras sanitárias e aplicação de multa). depende do que estiver em lei. é normatização do direito à liberdade e à propriedade. conveniência e oportunidade. O que se deseja com o poder de polícia é o bem-estar social da coletividade com a compatibilização de comportamentos entre a administração e o particular. determinando condutas devidas a garantir os direitos de propriedade e liberdade (disciplinando). atinge seus direitos (liberdade. É uma atividade administrativa que pode ser preventiva. regional ou local. bens e interesses).O CTN traz todo o conceito de poder de policia (Art. A supremacia especial é a que o poder público exerce em razão de um vínculo jurídico. Poder de polícia é um poder negativo. Às 29 . não há gravame. 78) – gera taxa de polícia. hipótese de incidência tributária. o poder de polícia não significa restrição a direito da pessoa particular (que gera indenização). interesses e atividades. que vai atingir a liberdade e a propriedade do particular. Ele representa um exercício de supremacia geral. Para tipificar o poder de polícia é preciso a presença de supremacia geral em relação à coletividade como um todo. sem vínculo específico. Não há direito à indenização. de uma relação específica de prestação de um serviço público (aluno em relação à direção de uma escola pública. Valoração do caso concreto. É regra geral. Discricionariedade: nem todo poder de polícia é discricionário.

Em atos materiais que antecedem ou posteriores ao poder de polícia podem ser delegados (radar – empresa privada – ato material – a multa é poder de polícia não delegável). preenchidos os requisitos legais o direito é subjetivo (licença para construir). Polícia administrativa exerce o poder de polícia em busca do bemestar social. proteção da ordem pública. 2.vezes pode ser decisão vinculada. é o meio indireto de coerção. dependendo do ato certo órgão irá atuar. pesos e medidas. tráfego. por exemplo. A delegação do poder de polícia foi discutida na ADI 1717 (órgão de classe como particular é muito arriscado – segurança jurídica – não é possível a delegação). pesca florestal. Executar aplicando meios diretos de coerção. mas pode faltar executoriedade. restringe a propriedade e a liberdade em nome da coletividade. Ela se subdivide em exigibilidade e executoriedade. O poder de polícia é encontrado em regras de caça. tem que conceder. Exercem apenas órgãos com atuação específica e não qualquer órgão. obrigatório e até decisão em sentido contrário ele precisa ser aplicado. A multa aplicada não é auto-executável em caso de não pagamento pelo particular. Exigibilidade significa a decisão. Imperatividade ou Coercibilidade: o ato de poder de polícia é coercitivo. Após a prática do ato obviamente o poder judiciário pode ser acionado. edilícia. a ordem. demolição. sanitárias. Auto-executoriedade é dispensa do judiciário. não é liberdade para praticar o ato. Executoriedade nem todo ato tem. ilícito penal. Auto-executoriedade: atuação sem a intervenção do judiciário. executar sem o judiciário nem sempre é possível. divertimento público. Executoriedade é efetivamente executar o que foi decidido. O administrador não tem liberdade. dispensada a intervenção do judiciário. condições de higiene. Ex: sanção pecuniária – é preciso o judiciário. Já a autorização. apenas os atos materiais podem ser delegados a particulares (radar. quando na verdade é autorização. Tanto a licença quanto a autorização têm por objeto material o alvará (de licença ou de autorização). que também é exercício de poder de polícia é discricionária. ATOS ADMINISTRATIVOS 30 . Nem todo poder de polícia tem auto-executoriedade. parquímetro). O poder de polícia não é delegável. Ex: porte de arma – a lei fala em licença. ela só existe quando a lei expressamente autorizar ou quando tratar-se de situação urgente. Cuidado! Às vezes falta técnica na lei. não há dispensa das formalidades. a administração não pode restringir o patrimônio do particular para o pagamento da multa. licenças. Todo ato administrativo tem exigibilidade. Polícia judiciária está ligada ao crime. todas as regras têm que ser observadas. 3. Para agir o poder público não precisa de prévia autorização do judiciário. é vinculado. é a regra geral.

Atos que são ao mesmo tempo atos da administração e administrativos (atos administrativos praticados pelo Executivo). Atos administrativos que estão fora do Executivo. licitação. Os atos podem ser divididos em jurídicos e administrativos. mas são atos administrativos (regidos pelo direito público). Ato que produz efeitos para o direito administrativo fala-se em ato administrativo (meu provimento para o cargo de juiz). praticados pelo Judiciário e Legislativo (concessionárias e permissionárias inclusive) não são atos da administração. chuva). Atos regidos pelo direito público ou privado (ex: contratos privados). Fato administrativo para Diógenes Gasparini é o mesmo que ato jurídico.Fato é um acontecimento do mundo em que nós vivemos (nascimento. buscando sempre o interesse público complementando a previsão legal (é infralegal) seguindo o regime de direito público. execução de uma demolição). Se este fato produz efeitos para o mundo jurídico é considerado um fato jurídico (nascimento). É 31 . falecimento de um servidor público – cargo vago. Ato que produz efeitos no mundo jurídico é ato jurídico (casamento). revogação. Ato Administrativo (regido pelo direito público): manifestação de vontade do Estado ou de quem o represente (concessionários e permissionários) para criar. mais especificamente pelo Executivo. Fato não tem este mesmo controle. destruindo uma escola pública municipal – reformar. Ato admite presunção de legitimidade e de legalidade. por mera conduta administrativa material ou fenômeno da natureza. O conceito de fato é mais abrangente (fenômeno da natureza ou mera conduta administrativa) que o conceito de ato administrativo (manifestação de vontade). casamento). mas gera direitos. Ato da administração regido pelo direito público é também um ato administrativo. pois para ele fato administrativo não tem manifestação de vontade. Há atos que são só atos da administração. servidor dirigindo carro da administração. falecimento. nomeação etc). por isso é mera conduta administrativa (mudança de uma repartição pública. modificar ou extinguir direitos. presunção ou invalidação de fato. No Executivo. Têm o nome de ato administrativo. não há de se falar em anulação. Legislativo e Judiciário. concurso. Admite controle de legalidade. Há atos que são só administrativos. Fato que decorre de mera conduta material não há qualquer manifestação de vontade. contrato etc. Este fato pode se dar por uma manifestação de vontade. Se o acontecimento decorre de manifestação de vontade é chamado de ato (posse em cargo. Se o acontecimento produz efeitos para o direito administrativo é considerado um fato administrativo (choveu demais. Ato da Administração: todo aquele praticado pela administração pública. Fato não se presume.

nada no mundo administrativo. O que está dentro é elemento. motivo. Para que exista ato jurídico é imprescindível a presença desses dois elementos. punitivo. finalidade). se não há exteriorização da vontade não há elemento. Para Hely um contrato administrativo não é ato administrativo. caso contrário não existirá nada no mundo jurídico. Celso Antonio: só se pode chamar de elemento o que está dentro do ato. forma. Todo ato administrativo está sujeito a controle pelo judiciário (diferente da função jurisdicional do Estado) em casos de ilegalidade (restrito). Maioria da doutrina: cinco elementos do ato administrativo: competência. Tudo o que não é condição para o mundo jurídico é chamado de pressuposto. Esses elementos decorrem da lei de ação popular (Art. Seguindo a posição da doutrina majoritária: 32 . Pressuposto é condição de existência para o ato administrativo. Se o Executivo estiver legislando não é ato administrativo. É posição minoritária. Hely Lopes considera os atos administrativos em sentido amplo para conceituá-los. mas o correto é elemento). o assunto tem que ser de interesse administrativo). é complementar à lei. Goza de regime de direito público. finalidade). Todos os outros elementos são condições de validade (sujeito competente.manifestação inferior à lei. individual ou geral. serve para executá-la. nem um ato abstrato. Sujeito: pressuposto subjetivo. concreto ou abstrato. O que está fora é chamado de pressuposto do ato (motivo. Só podem ser chamados de elementos a decisão (conteúdo) e a exteriorização de vontade. Hoje em sentido amplo o ato administrativo pode ser unilateral ou bilateral. Praticamente todas as condutas da administração são consideradas atos administrativos. Em sentido estrito ele depende de unilateralidade e concretude. normativo ou convencional. finalidade: pressuposto teleológico. forma. (ex: contrato é ato administrativo bilateral e concreto) Elementos do ato administrativo (alguns chamam de requisitos. mas não é válido. Faltando pressuposto de validade o ato existe. motivo. Segundo ele a manifestação da vontade é elemento. logo. forma: pressuposto formalístico. 2º da lei 4717/65). objeto e finalidade. Ato administrativo em sentido estrito: tem que haver unilateralidade e concretude. O que não é decisão ou manifestação de vontade é pressuposto. Faltando pressuposto de existência tem ato. mas não administrativo (objeto – sobre o que se decide. Elemento é condição de existência para o ato jurídico. de existência ou de validade. motivo: pressuposto objetivo. Não é lei.

o interesse é público (múnus publico). mesmo que temporariamente. É improrrogável. Ex: gestos. Regra geral tem que ser feito por escrito (Prin. Competência primária  vem sempre da lei. 33 . Forma: é aquela prevista na lei. Delegação de competência: transferir o que recebeu por meio de lei. A competência é de exercício obrigatório (DEVER). pois está dentro do ato. A competência pode ser material. Sujeito Competente: quem manifesta a vontade é o agente público. ele tem que ser competente para o ato. mas excepcionalmente a lei autoriza a fazer por outra maneira. Art. funcional. EXCEÇÃO: É possível a delegação e a avocação da competência. julgamento de recurso administrativo. só é possível quando expressamente justificada. Não se admite transação de competência. O atributo ligado a este poder é a imperatividade]. local. Ato não modifica lei. territorial ou temporal.1. A autoridade administrativa incompetente não se prorroga. é imodificável. Além de agente público. Por ato administrativo ela não pode ser modificada. mas não é só. ninguém mais pode estipular. 60 parágrafo único da Lei 8666/93 E obedecer formalidades específicas daquele ato. não se perde. com ou sem remuneração. 2. função pública. da Solenidade). Se uma competência exclusiva é delegada e o agente que recebeu a delegação pratica atos todos são considerados ilegais pela falta de competência. (Celso Antônio chama de elemento. Ela é irrenunciável. Regra geral delegação de competência acontece no exercício de poder hierárquico (superior delegando aos seus subordinados). é condição de existência jurídica). Lei 9784/99  processo administrativo (Arts. É imprescritível. Competência derivada decorre da primária. Arts. Se delega algo proibido ela é ilegal. Ato decisório de processo não pode ser delegado. Tem que haver exteriorização da vontade tem que manifestá-la. Aquele que exerce. A lei definindo a competência poderá ainda se restringida para maior definição. só é possivel quando devidamente justificada (Lei 9784/99. Competência exclusiva também não pode ser delegada. ele não pode dispor dela. A fonte da competência é a lei ou excepcionalmente a constituição. 11 a 15) [Poder extroverso: é aquele que permite aplicar obrigações imperativas de forma unilateral aos administrados ao contrário do direito privado. Estabelece proibição de delegação em certos casos: competência para atos normativos. A competência privativa admite delegação. é exceção. A lei tem que autorizar expressamente a delegação de competência. 11 a 15  delegação). Celso Antônio chama essas formalidades específicas de pressuposto formalístico do ato (pressuposto de validade).

pronto pagamento ou até R$ 4. sob pena de multa. da lei 8666). só significa alguma coisa quando a lei expressamente lhe conferir algum efeito.000. CF  cabe inclusive MS – direito líquido e certo de petição). praticar de outra maneira (verbal. Silêncio do poder público significa como resposta um “nada jurídico”. Ele não pode decidir no lugar do administrador. Tipos de Vícios: Meras irregularidades: quando descumpre uma condição de forma. justificativa. Falta de motivo/ descumprimento de lei – ANULAÇÃO. O ato administrativo pode ainda exigir formalidades específicas definidas por lei: notificação. que é inerente ao ato administrativo. tem que estar autorizado por lei. Celso Antonio entende que quando se tratar de ato estritamente vinculado pode o Judiciário decidir em concreto (posição minoritária). Tudo isso decorre do princípio da solenidade. vai determinar um prazo para que o administrador o faça.Para que o ato administrativo preencha o requisito da forma ele deve ser resultado de um processo administrativo (Celso Antonio: pressuposto procedimental que é pressuposto de validade). Gera controle pelo Poder Judiciário. Em regra não produz efeito algum. Insanável – ato ilegal (porque a forma é a prevista em lei) – ANULAÇÂO Motivação também é requisito quanto à forma. gestos). é exceção. o ato não pode permanecer no ordenamento. Celso Antônio diz que se a decisão for 34 . Vícios = Invalidação: Sanável – convalidação. não é elemento. O que for diferente do escrito. 5º. intimação. Ato administrativo se faz por escrito em regra em razão do princípio da solenidade. XXXIV. publicação etc. por isso é possível (Art. esta é a regra geral.00. Tem que ter processo administrativo prévio ao ato para atender à forma. o que permite levar a questão ao Judiciário (é o direito de pedir e de ter uma resposta violado) (Art. Os demais são nulos de pleno direito. Em qualquer dessas circunstâncias. padronização – não invalida o ato. O juiz não vai resolver in concreto. Ele apenas ordena que ele se manifeste em certo prazo. para uniformização. é muito mais. é a fundamentação. Contrato administrativo verbal somente é possível em caráter excepcional nos casos de pronta entrega. É o único caso expresso na lei. Segundo a maioria da doutrina o juiz não pode suprir a decisão do administrador. é possível Mandado de Segurança e Direito de Petição. faltando um requisito. Não precisa estar escrito na lei. O silêncio pode resultar violação ao direito de petição. Celso Antonio: é pressuposto objetivo de validade do ato administrativo. 60. Motivo ilegal – ANULAÇÃO. explicação do que leva à prática do ato. É diferente de motivo. parágrafo único. que pode vim com pena de multa (Regra – posição majoritária). Ele existe. logo.

O motivo tem que ser verdadeiro. se o defeito é sanável. Se for falso ele tem defeito grave que leva à ilegalidade do ato. O motivo tem que ser compatível com o resultado do ato. Ele pode ser mera irregularidade do ato (idéia de uniformização) que não gera nulidade para o ato administrativo. (ex: fechamento de uma fábrica poluente – fato é a poluição. enquanto o móvel está dentro da cabeça do administrador. Celso Antonio chama este vínculo de causa do ato administrativo. 3. Gera a nulidade do ato é ilegal e regra geral deve ser retirado do ordenamento. pode ser inclusive implícito. ele tem que ser legal e compatível com o ordenamento legal. Diferente de finalidade. É minoria. Não é o dispositivo necessariamente. Móvel é intenção. o fundamento jurídico é a proteção ao meio ambiente). Motivo inexistente ou não compatível com a realidade: vício de materialidade – ato ilegal. O motivo antecede a prática do ato administrativo. o juiz mesmo poderá definir o caso em concreto. Para Celso Antonio motivo é pressuposto objetivo de validade. Motivo: é o fato e o fundamento jurídico que levam à prática do ato. Motivação (divergência): (a) José dos Santos Carvalho Filho: motivação é obrigatória em alguns casos. Nem todo e qualquer vício de forma gera invalidação do ato. Esse vício no móvel gera ainda a ilegalidade do ato administrativo pelo desvio de finalidade. pressuposto lógico de validade do ato administrativo. mas excepcionalmente. Legalidade do motivo. Intenção viciada do administrador é vício no móvel. CF e lei enumeram as 35 . ele só é relevante nos atos discricionários em razão da necessidade de juízo de valoração. Motivo vem de fora. Sendo discricionário de forma alguma. mas acaba gerando vício no motivo. há a possibilidade de convalidação. Uma ligação entre o motivo declarado e o resultado do ato. Vício de forma material prejudica todo o conteúdo (ex: falta de licitação). é a materialidade do motivo. não é do motivo. Se não forem compatíveis ele será (o ato) ilegal. Para ele regra geral ela não é obrigatória. O motivo declarado tem que ser sempre coerente com o motivo previsto pela lei. vontade do administrador. O móvel gera vício de legalidade do motivo e na finalidade do ato. Se não houver há ilegalidade do motivo. conveniência e oportunidade. Motivo (fato e fundamento jurídico). Fundamento jurídico é a regra do ordenamento que permite a prática do ato administrativo.vinculada em que basta conferir os requisitos. Fato é o acontecimento com relevância jurídica. Seria violação ao princípio da separação dos poderes. depende do juízo de valor do administrador.

Tratando-se de ato discricionário exige-se motivação a fim de se aferir a razoabilidade. Art. 93. após nunca. é mais que fato e fundamento (motivo). ele tem que ser verdadeiro. ele será convalidado e será válido. caso contrário não obriga. o motivo. 50. 50 da lei 9784/99). CF. Poder é do povo. Pode mudar a finalidade. portanto. é chamado de tredestinação (mudança lícita de destino). Desapropria para fazer escola e constrói prefeitura: única exceção à teoria dos motivos determinantes. Teoria dos motivos determinantes: a obrigação que o administrador tem de obedecer ao motivo declarado. mas caso apresente motivo. (Todo ato administrativo precisa de motivação – (V) – a doutrina diz que no tocante à exoneração ad nutum a dispensa é quanto ao motivo e não quanto à motivação) É de livre nomeação e exoneração. Está vinculado ao motivo legal declarado. fica vinculado a ele pela teoria dos motivos determinantes. Art. (b) Maioria da doutrina: motivação é obrigatória. com mais razão. precisa de 36 . legal. proporcionalidade. Art. 1º. não precisa de juízo de valor. Se o motivo é falso há violação à teoria dos motivos determinantes? Não. Única Exceção: dispensa de pessoa em cargo em comissão: exoneração ad nutum  o ato administrativo não precisa de motivo e consequentemente de motivação. É minoria. XXXV: o Judiciário só pode apreciar se souber a motivação (mais que o motivo). Ato praticado por louco: se é vinculado. Justificativa do que leva à prática do ato. Art. Ato vinculado precisa de motivação. resultado do ato e a lei. CF explicita a necessidade de motivação nas decisões administrativas por analogia à necessidade de motivação nos atos administrativos do Judiciário (que é exceção). Uma vez declarado o motivo ele terá que ser cumprido. mas alguns doutrinadores dizem que quando o ato é vinculado a motivação está implícita no dispositivo legal (indicação do artigo). 93. eficiência etc. desde que mantido o interesse público. II e parágrafo único da CF: cidadania – conhecer a motivação para o exercício da cidadania. ele precisa ter conhecimento do que está sendo feito ou porque está se praticando tal ato.hipóteses que precisam de motivação (Art. XXXIII: direito de informação. senão não vincula. lei 9784/99: a doutrina explica que ele abrange praticamente todos os atos administrativos. A vinculação só ocorre ao motivo declarado verdadeiro. 5º. Motivação é uma correlação lógica entre o motivo. Art. é mais abrangente. 5º. A doutrina diz que o Art. Motivo e motivação devem declarados antes ou durante a prática do ato. A teoria dos motivos determinantes atinge todos os atos administrativos. Se o ato é discricionário.

O objeto é sobre o que ele decide. Para Celso Antônio finalidade pressuposto teleológico de validade. forma. Vicia a finalidade. mas também o motivo (pode viciar o motivo. Se o ato é discricionário: Competência  vinculada sempre Forma  vinculada (relativo) Motivo  discricionário 37 é pressuposto de validade ou . O objeto também precisa determinado (não genérico). buscar o interesse público. Motivo antecede. Finalidade: proteger o interesse geral. não pode manifestar vontade válida. é o assunto. Desvio de finalidade é vício ideológico. Desvio: a vontade do administrador está voltada para interesse que não o público. 5. Mérito do ato administrativo: Se o ato é vinculado os elementos também serão vinculados. ou seja o que estiver autorizado por lei. fechamento da fábrica poluente. Se não tem decisão alguma. porque essencialmente o vício é na finalidade como regra geral). 4. se não tem não tem ato administrativo. não tem ato jurídico. Ele tem que ser lícito. Objeto: dissolver. dissolução da passeata. Efeito jurídico imediato. Efeito mediato do ato administrativo. Sujeito. objeto. é o resultado prático do ato administrativo. Conteúdo é o que o ato faz. subjetivo do administrador. é o decidir. Ex: Dissolver passeata com tumulto. Ex: concessão da licença. e tem que ser de interesse público. ser possível no mundo fático e Celso Antonio divide em conteúdo e objeto. a vontade dele para o futuro. apenas ato jurídico (elementos) e o interesse público é pressuposto de existência do ato administrativo. Muitas vezes decorre de um vício no móvel. ao contrário do direito privado (possível tudo aquilo que não está vedado em lei). motivo vinculados. Finalidade: é o que o administrador busca. Pode ter além da finalidade pública (geral) uma específica: deve atender as duas para ser lícita. somente o que estiver previsto na lei. nomeação etc. Contrariando uma das duas finalidades há desvio de finalidade (a geral ou a específica prevista na lei). Se não for de interesse público não há ato administrativo.valoração o vício é no móvel e não pode ser convalidado. São elementos: exteriorização da vontade e decisão. Objeto: é o que o ato faz em si mesmo. motivo: tumulto. É o ato considerado em si mesmo. mais especificamente manter a ordem e a segurança pública. é elemento do ato administrativo. finalidade.

Quando se trata de sanção pecuniária será necessária a intervenção do Judiciário. mas não dispensa as formalidades (notificação. Obrigatoriedade.Objeto Finalidade  discricionário  vinculada (relativo) O mérito do ato administrativo discricionário está na conveniência e oportunidade. logo. mas há alguns que não gozam deste atributo. Atributos do ato administrativo: 1. mas se a lei der alternativa eles podem ser discricionários (ex: Art. Auto-Executoriedade: significa ausência do Judiciário. 62 da lei 8666). Mérito é a conveniência e oportunidade e não no motivo e objeto. não precisa aguardar qualquer verificação. A imperatividade está relacionada a ato que prevê uma obrigação. contraditório) exigidas pela norma legal. Até prova em contrário ele produz todos os seus efeitos. Seja nos atos vinculados ou discricionários a lei pode permitir excepcionalmente o contrário. Essa presunção é relativa. Executoriedade: executar o que foi decidido por meios coercitivos diretos (materiais). admite prova em contrário. por isso se diz discricionário. atos que concedem direitos não são imperativos. Imperatividade é a regra. Imperatividade: quando há obrigação. Exigibilidade: decidir sem o Judiciário é o poder de decisão por parte do poder público. 2. O seu fundamento é o princípio da legalidade. o ato é imposto de forma coercitiva. A administração não pode tocar no patrimônio do particular (pode aplicar a multa. 38 . há liberdade de escolha. tudo o que ele faz presumivelmente está compatível com a lei. Significa obediência às regras morais. reconhece uma situação já existente). Dividida em exigibilidade e executoriedade. A autoexecutoriedade há a dispensa do juiz. Exige-se a prática do ato por meios coercitivos indiretos. Forma e finalidade no ato discricionário não são sempre vinculados. A forma e a finalidade são em regra vinculados. às leis e o ato administrativo verdadeiro. mas no ato vinculado também pode se dizer que haverá mérito excepcionalmente (CESPE). Dispensa de controle prévio pelo Judiciário. por isso o Judiciário poderá rever motivo e objeto do ato no que tange à sua legalidade. 3. Ex: atos enunciativos (certidão – só declara. Motivo e mérito além de conveniência e oportunidade têm também legalidade. Se mantido o interesse público o administrador pode escolher outra finalidade ou forma quando a lei estabelecer. não está presente em todos os atos administrativos. Só não pode rever o mérito. mas não pode executá-la). anuncia. Presunção de legitimidade: + presunção de legalidade + presunção de veracidade. uma vez que o administrador só pode fazer o que a lei autoriza e determina. ampla defesa. A presunção traz para o ato administrativo a sua aplicação imediata. coercibilidade. atos que conferem direitos. Não é regra geral. mas nada impede que ocorra o controle posterior. só é possível quando a lei autorizar ou quando a situação for urgente. Em regra todo ato administrativo tem.

Individual: destinatário determinado. lei estabelece conceito vago. A precursora é Maria Sílvia. concessão de autorizações. Ex: expediente que muda de horário para atendimento.4. resoluções. Quanto aos destinatários: Geral: atinge a coletividade como um todo. Ex: servidores da administração deverão trabalhar uniformizados. expressão indeterminada (conceito aberto. preenchidos os requisitos o administrador está obrigado. Eles precisam de divulgação externa (por qualquer forma). que é praticado fora dos limites da lei. Classificação dos atos administrativos: 1. Se não há nenhum destes elementos o ato é vinculado. Havendo dois atos. produzem efeitos erga omnes. Tem aplicação certa para determinada situação. Todo ato administrativo tem uma aplicação predeterminada por lei. Quanto ao grau de liberdade: Vinculados: não há liberdade. Externos: produz efeitos para fora da administração. como por exemplo. Alguns autores chamam de ato regrado como sinônimo. 3. Ex: licenças. Sendo mais de um destinatário o ato é chamado plúrimo. juízo de valor. Como só produz efeito dentro da administração não precisa de publicação no Diário Oficial. no caso de omissão legal). sob pena de ilegalidade. conveniência e oportunidade. Sendo um único destinatário é chamado de singular. conduta escandalosa – exige valoração). Discricionários: o administrador tem liberdade. Ato discricionário também é praticado nos limites da lei e se difere do ato arbitrário. mas não diz a forma de exercê-la. Ex: permissão de uso de bem público. há o direito subjetivo à prática do ato. Quanto ao alcance: Internos: aquele que produz efeitos somente dentro da administração. Não têm destinatário determinado. Tipicidade: não reconhecido por todos como atributo dos atos. Não pode usar o ato administrativo para outra finalidade predeterminada na lei. lei define competência. uma aplicação específica. um geral e um individual sobre o mesmo direito de forma contraditória. 2. São regulamentos. Ele aparece na lei de quatro formas: a lei estabelece mais de uma alternativa. mas também dentro (nascem dentro e acabam atingindo a administração). podendo ser mais de um. 39 . prevalecerá o ato geral. concessão de aposentadoria. deliberações. É praticado nos estritos limites da lei. juízo de conveniência e oportunidade. omissão da lei (não diz como o ato deve ser praticado e o administrador só vai agir se a lei autoriza. Ex: administrador determina o sentido de uma rua.

ou seja. requisição. Composto: é aquele que se torna perfeito e acabado com mais de uma manifestação de vontade em patamar de desigualdade. Quanto ao objeto ou prerrogativas: para a doutrina moderna essa classificação não deve mais ser utilizada. Ex: desapropriação. lei etc). Vários agentes: simples colegiado ou colegial. presidente nomeia com prévia aprovação do senado. Essa manifestação pode se dar por um colegiado. Ex: nomeação de dirigente de agência reguladora. A doutrina moderna desconsidera essa divisão. Ato de império: o poder público se utiliza da sua supremacia. de confirmação. Alguns doutrinadores têm divergência sobre isso (e quanto ao exemplo de composto e complexo). ora ele era público (ato de império) ora privado (ato de gestão). Pratica o ato em desigualdade com o particular.Atos vinculado e discricionário estão sujeitos a controle pelo Judiciário no que tange à sua legalidade. 6. sendo que as manifestações estão em patamar de igualdade. Quanto à estrutura: 40 . apenas quanto à legalidade (lei em sentido amplo – CF. O que o juiz não pode rever é o mérito. Essas manifestações ocorrem dentro de um mesmo órgão. Instaurar inquérito administrativo é ato vinculado. o Estado é pessoa jurídica de direito público. ao argumento de que todo ato é sempre praticado em razão da supremacia. salvo se o ato ofender princípio constitucional. O juiz não poderá fazer o juízo de conveniência e oportunidade (estaria invadindo). Antigamente existia a teoria de dupla personalidade do Estado. Atos que dependem de homologação da autoridade superior. a manifestação será uma só. de visto. 5. Essa teoria não existe. De único agente: simples singular. a primeira é principal enquanto a segunda é secundária. mas ainda cai no concurso. A teoria que fundamenta a distinção é a teoria da dupla personalidade. 4. o Estado é sempre pessoa jurídica de direito público. Ato de expediente: não tem conteúdo decisório. já a aplicação da sanção é discricionária. nestes caso o Judiciário poderá intervir no mérito. que está superada. Ato de gestão: o poder público participa em patamar de igualdade com o particular. Complexo: é aquele que também depende de duas manifestações de vontade. só dá andamento aos processos da administração. Quanto à sua formação: Simples: ato que tem uma única manifestação de vontade para se tornar perfeito. Ex: locação. Ocorrem em órgãos diferentes.

emite uma opinião. Atos abstratos: normatização. e do poder de polícia em caso de infração ao bem-estar social. Ex: certidão. É complementação da lei. Ex: desapropriação. na lei 8112 – relatório no processo disciplinar vincula. Formação e efeitos do ato administrativo: Ato perfeito: é aquele que já concluiu o seu ciclo de formação. Ex: licença para construir. Ex: regulamento. Hely Lopes diz que é aquele que cumpre todas as exigências legais (conceito superado). regimento. Enunciativos: é ato que enuncia. não tem conteúdo decisório. disciplina regra geral para permitir a fiel execução da lei. decreto. Ato inválido é o que contém vícios. atestado. É exercício do poder normativo da administração ou poder regulamentar. são os que não têm destinatários certos e não têm aplicação imediata. que atinge o mundo fático. memorandos. 7. É ato vinculado. Para a doutrina moderna ato imperfeito é o que não conclui a sua formação. estrutura. dependem de futura realização. que contém vício. excepcionalmente admite-se decretos – nas reservas ambientais. Quanto à modalidade: Normativos: ato que regulamenta. Para ele há ato imperfeito. licença para construir. particular. demissão. escalona. apenas declara situação já estabelecida. Ex: avisos. disciplina o quadro da administração. CF). Lembrando que sempre será observado o contraditório e a ampla defesa. destruição. Atos que disciplinam situações concretas. também é possível ato normativo. defeitos. salvo se contrário às provas dos autos). normatiza. interdição. Não é sinônimo de ato inexistente. Disciplina a situação em abstrato. que atinge diretamente. logo ele sequer existe no mundo jurídico. regulamentos. Parecer não vincula (regra geral). VI. resolução. Ordinatórios: é ato que organiza. 41 . Punitivos: é ato que aplica penalidade. ofícios. permissão.Ato concreto: é aquele que produz efeitos concretos. Decreto regulamentar autônomo só em hipóteses excepcionais (Art. exceto se a lei assim estabelecer (por exemplo. ordens de serviço. Art 225 CF. Ato válido: requisitos legais devidamente preenchidos. Ato administrativo em sentido estrito é concreto e unilateral e o contrato é bilateral (maioria). Negociais: é ato em que as vontades do poder público e particular são coincidentes. 84. Geralmente no poder de polícia (regras sanitárias). sanção. É exercício do poder disciplinar em caso de infração funcional. segundo a doutrina moderna. É exercício do poder hierárquico. Ex: multa administrativa. portarias. Alguns doutrinadores colocam como exemplo o contrato administrativo (minoria). Não gozam de imperatividade. parecer.

Ex: nomeado a ministro de estado abre mão. Execução material. desaparece o terreno de marinha e fica extinta a enfiteuse (desapareceu com o NCC). Alguns autores ainda falam que o ato tem que ser exeqüível. Típicos são os efeitos normais. Administrador inventa dispensa de licitação. 61. Ex: gozo das férias. alegando urgência que não existe (desobedeceu requisito legal) e ainda não foi publicado. advento de termo de contrato ele é extinto. Quando declarados inválidos os efeitos serão ex tunc. o nomeado que se valeu da fraude vai trabalhar normalmente até a declaração da ilegalidade. Extinção ou desfazimento do ato administrativo: Cumprimento dos efeitos: se o ato cumpre o seu objeto. pronto para ser executado se dependia de condição ou termo (minoria). Perfeito/inválido/eficaz: ato de aposentadoria mediante falsificação. Efeitos reflexos. não preencheu requisitos. mas os efeitos serão ex tunc. Súmulas 346 e 473 do STF dizem que o ato administrativo ilegal deve ser retirado do ordenamento jurídico não produzindo efeito algum  cuidado. Efeito prodrômico ou preliminar (Celso Antônio): é efeito preliminar. é o efeito principal (ex: demissão  desligamento). Renúncia: abrir mão de um direito. Atípicos são efeitos não principais. Perfeito/válido/ineficaz: contrato administrativo realizado. mas após descobre-se que o gabarito havia circulado (fraude). sua finalidade. É aquele que antecipa a conclusão do ato. esperados. a pessoa que mora nesta área mora com enfiteuse. produziu efeitos. parágrafo único da lei 8666. demolição da obra. nomeação. Os efeitos desaparecem com a declaração. Ex: dever de manifestação do presidente sobre a aprovação do senado do dirigente (ato composto ou complexo). existem enquanto perdura a situação de pendência do ato.Ato eficaz: ato pronto para produzir efeitos. produz todos os efeitos até a declaração de ilegalidade. Perfeito/inválido/ineficaz: contrato sem licitação. Concurso realizado. se o mar avança. não são esperados. mas até a sua declaração de invalidade ele produziu efeitos. durante o ciclo de manifestação do ato. 42 . mas ainda não publicado (condição de eficácia: publicação). A maioria inclui na eficácia. Art. Desaparecimento do sujeito e do objeto: nomeado para cargo público vem a falecer. podem atingir terceiras pessoas que não têm nada a ver com o ato (ex: desapropriação  desocupação do imóvel pelo locatário). Outras hipóteses não são aceitas pela maioria da doutrina. Esses efeitos podem ser típicos ou atípicos. no terreno de marinha (33m a beira-mar).

retroativos desde a edição do ato. Celso Antonio diverge dizendo que a anulação pode produzir efeitos ex tunc (ato restritivo) que foi ampliado com a anulação. Contraposição ou derrubada: É a retirada de um ato administrativo em razão da superveniência de outro ato administrativo. Ex: nomeação e exoneração. mas pode haver convalidação). STF: teoria do funcionário de fato  nomeação de servidor por concurso fraudulento ou sem concurso – nomeação ilegal – anulação com efeitos ex tunc – atos praticados pelo “nomeado” serão válidos em nome da 43 . O Judiciário também pode anular seus próprios atos ou no controle de legalidade. Anulação: retirada do ato em razão da ilegalidade. ampliativo ilegal: ex nunc (minoria). A Administração pública tem a obrigação de manter a legalidade. cassação. sendo que o segundo elimina os efeitos do primeiro.Invalidação: retirada do ato por meio da atuação do poder público. Formas de invalidação do ato: Cassação: retirada do ato em razão do descumprimento das condições inicialmente impostas. Caducidade: retirada do ato administrativo em razão da superveniência de uma norma jurídica que é com ele incompatível. mas também ex nunc (ato original ampliativo e anulação que diminui não retroage). mas não estará fazendo controle. mas nada impede que o Judiciário faça a anulação. O judiciário não pode revogar – feriria o princípio da separação de poderes. caducidade e contraposição. Ato restritivo de direitos ilegal: ex tunc. Revogação: retirada em razão de uma inconveniência. revogação. Ex: Cassação de uma licença para a instalação de um hotel que se transformou em motel. ela deve anular os seus próprios atos no prazo decadencial de 5 anos. logo. inoportunidade. em nome do princípio da auto-tutela (súmulas 346 e 473/STF). Se ela não o fizer no prazo de 5 anos decairá no direito de fazê-lo. nomeação e demissão. A administração pode revogar e o fundamento também é o princípio da auto-tutela (súmula 346 e 473 do STF). Dois atos administrativos de competências diferentes. Se fosse uma lei e superveniência de outra seria revogação e não caducidade. produzindo efeitos ex tunc. Quem pode anular? A administração deve anular (regra. O judiciário só poderá revogar seus próprios atos administrativos. É gênero do qual são espécies a anulação. A anulação nada mais é do que um novo ato administrativo que vai retirar o ato ilegal. Tem que ser ato + lei.

segurança jurídica. que é ato vinculado. Anulável geralmente tem vício na competência e forma. ato enunciativo. de padronização. não produz efeito algum no ordenamento. A remuneração não será devolvida: dias trabalhados efetivamente devem ser remunerados A revogação é ato que retira outro ato produzindo efeitos ex nunc – não é conveniente a partir da revogação apenas. “um defeitinho”. Ato irregular possui defeito na uniformização dos atos. É valido. Lei 9784/99 (lei de processo administrativo). 44 . Art. Havendo um dos demais defeitos são atos nulos não sujeitos a convalidação. 54. Convalidação do ato administrativo: só se admite para ato anulável – corrigir o defeito é possível. Se o ato preenche todos os requisitos é válido. Todavia. se não preenche o ato pode ser nulo ou anulável. apenas material (conteúdo): não se admite revogação de ato vinculado. devendo ser retirado do ordenamento. não havendo de se falar em direito adquirido e sem direito a indenização (RE 105634). Celso complementa dizendo que além do ato válido. produz efeitos. Ratificação: mesma autoridade que emanou o ato viciado. Alvará para construção é licença. o defeito sanável deve estar na forma ou na competência. pode ser ratificado ou corrigido. Para revogar não há limite temporal. Hoje esta orientação está superada. o vício é tão grave que não precisa nem de anulação. poderá faze-lo via Judiciário. Não reconhecia a possibilidade de ato anulável. que não precisa ser anulado porque não prejudica o ato administrativo (ex: tinha que ser caneta azul e foi de caneta preta). mas após. o ato não se convalida. competência. não admitindo revogação. não produz efeito algum. direito adquirido. O Judiciário pode rever a qualquer tempo. Cuidado! Licença antes de iniciada a obra pode ser revogada. Ato inexistente é aquele que traz em seu conteúdo uma conduta criminosa. Ato nulo é aquele que tem vício que não admite convalidação. pode ser convalidado. Saneamento: ato de particular. nulo e anulável há o ato inexistente e o ato irregular. o ato pode ter defeito sanável. Celso Antonio trata da teoria dos atos inexistentes. Não prescreve. nem se convalida. Lei 9784/99 prevê expressamente a possibilidade de convalidação (Art. Confirmação: outra autoridade. ou seja. 53 e seguintes). Limites materiais (revogação) e temporais (anulação): a administração para anular seus atos tem prazo decadencial de 5 anos. Nulo não em como corrigir. se já exauriu seus efeitos. Teoria dos atos inexistentes: para Hely ou o ato tem todos os requisitos e são atos válidos ou não preenche e são nulos.

Princípio do exercício obrigatório (dever irrenunciável do Estado): é dever inafastável do Estado prestar o serviço (Celso Antonio). Generalidade ou universalidade: prestação à coletividade como um todo – erga omnes: na verdade o que ocorre é um serviço a uma classe. Ex: telefonia. O Estado assume por regra constitucional ou legal (previsão). entretanto. Art. Modicidade: serviço público prestado da forma mais barata possível. Saber o que é serviço público depende muito do momento histórico (ex: serviço de bonde já foi). por isso não se trata de uma verdadeira coisa julgada. telefonia. Atualidade: serviço prestado de acordo com o estado da técnica.Coisa julgada administrativa significa somente uma imutabilidade dentro da administração. Cortesia: bom tratamento na prestação do serviço. pois nada impede que o Judiciário a analise. 3. Ex: inscrição de concurso. energia – nada é barato! 7. X. São elementos definidores dos serviços públicos o substrato material (utilidade ou comodidade material prestada à coletividade em geral que o Estado assume como seu de forma direta ou indireta) e traço formal (regime jurídico de direito público). prestandoo de forma direta ou indireta. o interesse tem que ser coletivo e não para atendera a apenas um pequeno grupo. ele não precisa prestar diretamente (comodidade material). Se a CF não estabelece a possibilidade de delegação o Estado não pode transferir para ente privado (ex: Art. CF – 45 . de acordo com as técnicas mais modernas. 8. Determinação constitucional para os serviços públicos: 1. energia elétrica. comodidades que melhoram a vida em sociedade. Eficiência: prestação dos serviços sem desperdícios. não existe um rol . cujo regime tem que ser parcial ou totalmente público. Princípios aplicáveis: Art. 6º da lei 9897/95 1. Serviços exclusivos do Estado: ele não pode delegar. e tem que fazê-lo de forma direta. Segurança: serviço público não pode colocar em risco a vida dos administrados. 6º da lei 8987 – concessão e permissão de serviços públicos – traz vários princípios entre eles: 2. 6. 5. 4. é muito mutável. 21. SERVIÇOS PÚBLICOS Serviço público é a utilidade ou comodidade material prestada à coletividade em geral e que o Estado assume como obrigação sua. Continuidade: o serviço não pode parar.

Serviços de prestação e outorga obrigatória: o Estado tem o dever de transferir ao particular. Não admite delegação (norma incoerente!). ensino. Classificação de serviço público: Quanto à essencialidade do serviço: a) Públicos propriamente ditos ou serviços próprios: é o serviço essencial. Respeitada esta ordem de interesse. impróprio os demais: transporte coletivo. 4. Crítica: hoje vários serviços essências (transporte coletivo. Está sujeito a MS. entram na classificação de agente público (particular em colaboração). A CF lhe permitiu este serviço público. Próprio é o serviço público real. Presta saúde. 21 – União. Serviços em que a titularidade está com o Estado e particular: ao mesmo tempo ambos são titulares. Serviços em que o Estado tem a obrigação de promover a sua prestação: o Estado tem que conceder o serviço. Hely Lopes diz que próprio só segurança nacional. O particular não exerce por concessão ou permissão. Impróprios são os serviços industriais e comerciais prestados pelo estado (são atividades econômicas e não serviços públicos!). Serviços ligados à segurança nacional.ECT). 46 . Se nacional: União. O que não está na lista da CF. Ex: serviços de rádio e TV (art. Maria Sylvia dá os conceitos de próprio e impróprio outra conotação. energia elétrica etc. 2. telefonia. ainda dependerá de lei do ente competente que disciplina o serviço respectivo. telefonia) são delegados – incoerência ao dizer delega e não delega o próprio e o impróprio. Ex: ensino particular e ensino público. A CF é que dá. maior parte no Art. telefonia. se não está expresso. independe de um contrato. indispensáveis à sociedade. seja direta ou indiretamente. regional: estados. Competência para a prestação do serviço: regra geral está na CF.serviço de correio – empresa pública com tratamento de fazenda pública justamente porque é exclusiva prestação do Estado – na verdade não deveria estar sendo prestado por empresa pública . dependerá do interesse. Pode contratar alguém que o faça: concessão e permissão de serviços públicos. representando função pública. local: municípios. para a prova adotar a posição de Hely. Pode ser delegado. Rol exemplificativo. Haverá uma fiscalização do Estado. doutrina moderna diz que a norma é incoerente. Serviço de transporte coletivo. que não é essencial (!). b) Utilidade pública ou serviços impróprios: é o serviço secundário. 3. energia. 223 CF).

ainda não julgado inconstitucional. mas cobram taxa – pagar por algo que não foi prestado. Hoje o que há é contribuição de iluminação pública – contribuição também é vinculada a contraprestação estatal. TIP  taxa de iluminação pública: não tem que ser taxa. Especial: parceria público-privada (PPP). mesmo que não use. Facultativo: só paga pelo uso e a cobrança é por tarifa. não pode ser taxa. não há como medir e calcular o quanto cada um utiliza. enquanto a nova introduzida pela 11079/04 (PPP) é a concessão especial. Alterada novamente pela lei 11. Ex: segurança nacional. CF: serviços públicos prestados de forma direta ou indireta. O CN definiu que a PPP nada mais é que uma espécie de concessão. só pela cobrança de impostos. ficou como a taxa era. Arrecadação de impostos. Autorização de serviço público não tem fundamento legal. deve ser mantida pela receita geral do Estado. tem fundamento constitucional: Art. Concessão de serviço público: Comum: é a que está na lei 8987/95 (lei de âmbito nacional). por isso as ações. Há a concessão comum de serviço e a concessão comum de serviço precedida de obra pública (8987). b) Individual: específico ou divisível. telefonia etc. É inconstitucional também. Permissão de serviço público: lei 8987 (Arts. Receita geral do Estado. Taxa é tributo vinculado a contraprestação estatal. Compulsório é aquele imposto. Não tem que obedecer aos princípios tributários. XXVII. o específico compulsório cobra. DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: transferência da execução dos serviços públicos. 2º e 40). O estado aumenta e diminui quando quiser (ou a concessionária). Taxa do buraco: também não tem como medir. Esse serviço tem que ser mantido pela receita geral do Estado. Para distinguir o CN disse que a velha concessão de 1995 é a concessão comum.Quanto aos destinatários: a) Geral: é aquele prestado à coletividade como um todo. não é tributo. 22. Não confundir concessão e permissão de serviço com concessão e permissão de uso de bem público. não é cobrada especificamente. Lei 11079/04. Telefonia: só pode cobrar tarifa. 175. afastando alguns serviços do rigor estabelecido pela lei 8987. mas ainda não declarada. Só paga o que usar. Serviço geral não pode cobrar por taxa. espécie taxa. permissão e autorização de serviços públicos. É prestado erga omnes. Cobrado por tributo. possibilidade de concessão. Destinatário determinado. Ele se mantém: dependendo se ele será compulsório ou facultativo. Ex: energia. não tem como medir e calcular. Lei 9074/95 criou exceções à lei 8987/95. 47 . é preço público. Tem como medir e calcular o quanto cada um utiliza. Art. tem que pagar só por ele estar à disposição.196/05. CF – compete à União legislar sobre normas gerais sobre licitação e contratos administrativos.

mas há situações em que fica difícil definir se é ou não usuário e se será objetiva ou subjetiva a responsabilidade (não é posição majoritária. por exemplo. Contrato administrativo sempre terá prazo determinado (art. na concessão tem outras peculiaridades. estados e a própria União formando uma nova pessoa jurídica. técnica e preço. 37. 5º da lei 8987). estado. sem maiores problemas. Outorga transfere a titularidade e execução. 2º da lei 8987 – nada mais é que a delegação do serviço público. A responsabilidade civil da empresa concessionária é objetiva. mas para a Cespe é válida. A palavra outorga às vezes é utilizada genericamente. CF). 15) amplia para adaptar. também admite lances verbais. Critério para julgamento também é diferente (Art. Art. ela é objetiva no que tange ao usuário do serviço. Excepcionalmente será subjetiva em caso de omissão. § 6º. melhor tarifa e melhor preço – a lei 8987 (Art. melhor técnica. como delegação. A lei 11107/05. Não é uma posição pacífica. pois ainda é muito discutido). em regra (Art. § 3º. mas terá que estar previsto no edital ou no contrato e ainda previsto é necessário observar o limite previsto pela lei. logo. Pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente enquanto estiverem prestando serviço. Quem recebe é apenas pessoa jurídica ou consórcio de empresas. Se já contrata no máximo não pode prorrogar. DF – titulares do serviço). Ônibus que colide contra carro de terceiro é subjetiva.CONCESSÃO COMUM Conceito: Art. 2º. município. Delegação é transferência somente da execução do serviço. pessoa física nunca. No programa nacional de desestatização (lei 9074) a modalidade não é a concorrência. Quando se fala em não usuário do serviço a responsabilidade não segue a regra geral (objetiva). 48 . a responsabilidade será subjetiva. O prazo do serviço depende da lei que disciplina o serviço (depende do investimento). Só que a concorrência com procedimento invertido. é o leilão (ex: telefonia) para todos os serviços lá previstos. 2º da lei 8987). não tecnicamente (concessão é delegada e não outorgada). da lei 8666 e Art. mais um sujeito como poder concedente. A concessão se formaliza por contrato administrativo: via de regra necessita de licitação na modalidade concorrência. criou o consórcio público. Também é necessária autorização legislativa específica expressa. Este prazo pode ser prorrogado. Sujeitos: o poder concedente (ente político competente – União. Na concorrência para concessão: melhor técnica. Pessoa jurídica constituída por consórcio público: união de municípios. nova modalidade de pessoa jurídica que também pode ser poder concedente.57. Na concorrência comum (8666) avalia-se o melhor preço.

é possível subcontratação. É usuário. legalidade (Art. se tiver anuência da administração ou por meio da idoneidade. assim. Ofende o dever de licitar. Uma responsabilidade não exclui a outra.Como é serviço público o estado não pode se eximir. Também é possível. Os serviços públicos devem observar a modicidade. Em algumas concessões não há cobrança de tarifa. quem mantém é a empresa que irá fazer a propaganda. a administração escolhe outra empresa com novo contrato e vínculo jurídico. o princípio da isonomia. É forma alternativa para a arrecadação. porque B prestará o serviço sem passar pelo rigor da licitação. Para a prova vale o texto da lei. Se ela celebra contrato com terceiros o estado não tem qualquer responsabilidade. mas não paga o serviço. Diferenciação de tarifa baseado na capacidade do usuário é possível segundo a lei 8987. 37. Art. Transferência do contrato de concessão (sub-concessão): Administração licita e contrata A  transfere para B – responsabilidade solidária entre A e B. XXXI. Extinção da concessão de serviço público: 1) Advento do termo contratual: prazo final do contrato. não é obrigatória a presença de recurso público. serve para permitir a modicidade das tarifas. 49 . 26. a lei diz ser possível a sub-concessão. Receita alternativa: ajuda na arrecadação da receita. Diante da não declaração da inconstitucionalidade a doutrina diz que só é possível se houver previsão no contrato ou edital. ele responde subsidiariamente. § 1º da lei 8987: para fazer subconcessão tem que fazer nova concorrência  neste caso não é subconcessão. Transferência do controle acionário da empresa é possível: a empresa continua sendo a mesma (a administração terá que ter cuidado com as fraudes – empresas laranjas só para a licitação). logo. é apenas possível (na concessão especial é diferente) para manter a modicidade. Não fere a isonomia – tratar os desiguais de forma desigual. o Estado responde objetivamente e subsidiariamente. Na concessão comum. Aquele que transferiu continua sendo responsável solidário em face do poder concedente. assumir o compromisso de cumprir todo o contrato. mas a doutrina critica. na especial é diferente. o Estado poderá contribuir com recurso público (facultativo) para proporcionar tarifa barata. Remuneração da concessão: arrecadação com cobrança de tarifa do usuário. Toda a política tarifária é definida dentro do procedimento licitatório (tarifa alta é culpa do Estado – escolheu mal ou não fiscaliza o contrato – a responsabilidade é da administração). não terá solidariedade. seria pela doutrina até admissível. conferência e obediência dos requisitos (mesmos da habilitação da licitação). Ex: serviço de rádio e TV. É subsidiária para o usuário do serviço – responsabilidade em face dos administrados. CF). Assim. Receita alternativa deve estar prevista no próprio contrato.

e para isso é preciso estar previsto no edital de licitação (introduzido pela lei 11079). É possível arbitragem na administração pública. Encampação é a extinção feita pelo poder público por ato unilateral em que ele irá extinguir o contrato sob o fundamento de razões de interesse público. A “velha” ficou convencionado ser a comum e a “nova” é especial. mas é diferente. que gera indenização. 50 . mas só os bens necessários à continuidade do serviço. Qualquer conflito a respeito da concessão comum pode ser solucionado por meio da arbitragem. CONCESSÃO ESPECIAL (PPP) Parceria público-privada (lei 11079). Será liberada se não deu causa à ilegalidade. logo. Nestes casos (desigualdade entre as partes – supremacia) gera para a administração o dever de indenizar no caso da encampação. Se pelo descumprimento de cláusula contratual chama-se caducidade ou decadência. 5) Extinção de pleno direito: decorre de circunstâncias alheia à vontade das partes.2) Extinção administrativa ou por ato unilateral do poder público: a administração extingue o contrato unilateralmente por razões de interesse público ou pelo descumprimento dos termos contratuais. A natureza dela é de concessão (contrato administrativo). A encampação depende de lei autorizativa. Enquanto estiver em andamento o processo de extinção a administração pode ocupar os bens da concessionária (chama para si o serviço) e extinto o processo a administração poderá promover a reversão dos bens da contratada. Após os 90 dias há a suspensão do serviço. incapacidade civil (? Empresas? – falência). que só é possível por decisão judicial. É possível indenizar. mas não se trata de rescisão. Ex: falecimento. Quando por interesse público chama-se encampação ou resgate. ela está sujeita ao contraditório e ampla defesa (nos casos de extinção). Em caso de caducidade não gera direito à indenização a ser paga pelo Estado. A ocupação e reversão poderão ser onerosas. 3) Extinção pela via judicial: o contratado pede em juízo. Ela é resultado de um processo administrativo. A empresa deve observar o princípio da continuidade. 4) Extinção amigável ou consensual. Até 90 sem pagamento (Estado inadimplente) tem que continuar prestando o serviço. Não exime a administração do dever de indenizar se foi ela que deu causa. 6) Extinção por anulação: ilegalidade. quem terá que indenizar é a própria empresa ao Estado.

execução de obra e fornecimento). não tem como ser parceria. Além desse objetivo. É diferente de contrato comum porque tem grande financiamento privado e não é só serviço. Objetivo: conseguir junto à iniciativa privada o financiamento de um projeto. com suaves prestações. na obra contratada o Estado tem que pagar de imediato. logo. como se fosse investimento a longo prazo). busca no parceiro privado o financiamento. logo. Contrato comum é só serviço. tem que ter participação do poder público (na comum a participação é facultativa). buscando o cumprimento dos objetivos. busca o estado ainda a eficiência da iniciativa privada (telefonia???). Modalidades de PPP: Concessão patrocinada: é a comum da lei 8987 com a exceção de que a empresa tem como remuneração a tarifa somada à receita pública. No contrato não é assim. O estado não tem dinheiro para investimento. Esse tipo de investimento traz muita segurança para o parceiro privado com as garantias prestadas no contrato. é serviço + obra + fornecimento etc. 51 . Características das PPPs: Necessidade de financiamento privado: as empresas privadas terão garantias (Art. Infraestrutura do Estado é um exemplo. A regra própria da União é só para a União. A administração deveria realizar a obra ou o serviço. mas por falta de dinheiro faz PPP e entrega (ex: construção de presídios). há quem diga que não passa de um simples contrato de obra ou serviço. 56 da lei 8666). É uma concessão comum mais especialidades. A lei prevê as duas normas. Crítica: se é concessão é contrato. só que a diferença está justamente na presença do financiamento privado (receber após. Na verdade. Investimento privado. Concessão administrativa: serve para a concessão comum. sendo que a administração é a própria usuária direta ou indiretamente (não seria um contrato direto?). Ainda que ela não use o bem diretamente ela recebe o bem ou serviço. O particular quer o dinheiro e a administração o serviço – divergência nas vontades/interesses – o nome é equivocado. indiretamente usuária. admitindo nesse caso o compartilhamento dos riscos e das vantagens.É um contrato administrativo para a busca de um financiamento privado para o exercício de necessidades públicas (prestação de serviços. mas não é taxativo (exposição de motivos) o rol de serviços que podem ser feitos por PPP. O poder público paga em suaves prestações – a longo prazo. As regras gerais são parâmetros para todos os entes.

oportunidade de as partes complementarem o que estiver faltando. Exige-se ainda a consulta pública. exclui-se a pequena e média empresa. CF). Estendeu-se à concessão comum em 2005. idéia que nasceu com a 11079 e que se estendeu à concessão comum. O valor mínimo é de 20 milhões. transferindo créditos nãotributários. utilização de bens públicos dominicais. Tem que haver a mistura entre esses elementos e não apenas um deles. Pluralidade ou variabilidade compensatória: várias formas para pagar. implementar a parceria. impacto ambiental e autorização legislativa. Vedações: prazo. O procedimento invertido para a concessão comum e especial surgiu com a lei da PPP. 52 . chamado solo criado – Estatuto da cidade. desde que prevista no contrato.Responsabilidade civil  compartilhamento dos riscos: se o projeto não foi bem escolhido há responsabilidade solidária entre empresa e Estado. A autorização legislativa só é exigida nos contratos em que a participação do poder público é superior a 70% do investimento. O Estado pode pagar por ordem bancária. Pode assumir a forma de sociedade aberta. Mas o administrador pode fazer concorrência em procedimento invertido (fases de habilitação e julgamento invertidas). transferência de direitos (ex: outorga onerosa – pagar para construir acima do coeficiente permitido. não foi com a lei 8987. e quem acaba pagando é o povo. A idéia é boa. É nova pessoa jurídica formada pelo poder público e concessionária. Formalização da PPP: contrato com licitação na modalidade concorrência. com algumas peculiaridades. O Prazo mínimo da PPP é de 5 anos e o máximo é de 35 anos. A lei criou a sociedade de propósitos específicos: constituída antes da celebração do contrato da PPP e recebe personalidade jurídica de direito privado e serve para fiscalizar. qualquer problema no processo a comissão pode suspender o procedimento e determinar o saneamento.257). e nova modalidade só com lei específica – absurdo). Também é admitida a arbitragem. inclusive com lances verbais previstos no edital (não é propriamente concorrência. e a fiscalização terá que ser intensa. LDO e LOA – Art. Lei 10. valor e objeto. Dessas peculiaridades o que há de mais importante é a inversão do procedimento e a possibilidade de lances verbais (é possibilidade. Quem vai prestar o serviço é o particular. mas para controlar é difícil. 166 e segs. Ela tem que estar prevista no plano plurianual (compatível com o PPA. Esse instrumento utilizado de forma inadequada é forma de fraudar a licitação. É como se fosse a própria fiscal da PPP. Observa as regras da 8666 em parte. pois a responsabilidade do Estado será solidária (preocupação porque o povo pode acabar pagando). Exige a mistura de pelo menos dois desses objetos. Há ainda a possibilidade de sanear os defeitos. O Objeto deve ser serviço + obra + fornecimento. não é obrigatório).

que somente pode ser a pessoa jurídica ou consórcio de empresas). o ato unilateral foi retirado. haverá indenização e se houver dano. e a conseqüência jurídica da retomada é a indenização. O Art. pode-se desfazer a qualquer tempo por razões de interesse público. mantendo o aspecto precário. É liberdade para conceder e liberdade para retomar quando bem entender. A permissão não precisa de autorização legislativa específica. Inicialmente. A administração retém a titularidade. uso de bem: ato unilateral. A transferência é feita por licitação em qualquer modalidade (na concessão apenas pela concorrência) dependendo do valor. § 3º. A precariedade ficou reduzida a quase nada. Na verdade todo contrato administrativo é de adesão. Retomando antes do prazo. A sua formalização é por contrato de adesão. mas com a lei 8987 ela passou a exigir contrato na formalização. É possível rescindir antes de findo o prazo. A permissão de uso de bem público não há lei disciplinando ou prevendo contrato – aí é ato unilateral (como era a permissão de serviço público). Formalizada por contrato de adesão (uma das partes tem o domínio da situação – antes da lei 8987 era ato precário e unilateral). Não gera indenização para a administração. 53 . Precário é o ato que não goza de segurança. mas se antes. não há discussão de suas cláusulas. Pode ser feita pelo poder concedente a pessoa jurídica e física (diverso da concessão. 40 que exige contrato é inconstitucional. é ato precário (revogável). Contradição entre precário e contrato – quando a permissão surgiu era ato unilateral. passando a prever contrato. já que todos os contratos administrativos são de adesão. não precisa indenizar. 40 da lei 8987). antes da lei 8987 o ato era unilateral e precário (compatível). só o que resta é que a administração pode reaver a qualquer tempo (é assunto divergente).PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO (Arts. 40. 57. Contrato exige prazo determinado e licitação. 2º e 40 da lei 8987) Não confundir com permissão de uso de bem público. Para concurso ficar com a lei. Não declarado inconstitucional. Celso Antônio diz que não precisava estar no Art. Para a maioria da doutrina a natureza jurídica da permissão é de contrato e a precariedade fica mitigada (art. É forma de delegação do serviço (transferência da execução). Com a lei. Mesmo tendo prazo pode ser desfeito a qualquer tempo com liberdade. É preciso compatibilizar: precário + contrato + prazo determinado. A doutrina é muito divergente: Celso Antônio diz que permissão de serviço é ato unilateral por ter natureza precária. Todo contrato administrativo tem prazo determinado (Art. lei 8666). Uso de serviço público: contrato. é posto. mas gera o direito de indenização. Ela goza de precariedade.

As regras aplicadas à concessão. mas prevista na CF nos Arts. quando será qualificada. A autorização é feita por ato unilateral. O que se aplica à concessão serve para a permissão e autorização no que for compatível. Também o serviço de despachante. mas a maioria diz ter que aceitar porque está na CF. A lei nem fala de autorização e quanto à permissão são só dois artigos. poderão ser aplicadas à permissão. se couber). Se a administração “quiser” ela poderá licitar (sendo possível. mas a regra é que não exige licitação. no que couber. Permissão de uso de bem se faz por ato unilateral. Alguns doutrinadores dizem que foi abolida. AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO Para a maioria da doutrina só é utilizada em caráter excepcional. A lei é silente quanto à tarifação. Autorização para utilização de serviço de táxi é o exemplo mais comum. pode fixar. Diferenças entre a permissão e a concessão Permissão Pessoa física ou jurídica Qualquer modalidade licitatória Concessão Pessoa jurídica empresas ou consórcio de Apenas concorrência Autorização legislativa geral (lei 8987) Autorização legislativa específica Baixo investimento Alto investimento A administração escolhe entre as duas e é decisão discricionária. mas se a administração “quiser”. por exemplo).Permissão simples e qualificada diz respeito a uso de bem e não de serviço. O próprio mercado exclui em face da precariedade. É muito pouco usada. não compatível com a impessoalidade. O administrador tem muita liberdade. Fofocas de 31/03: 54 . Depende do caso. Alto investimento dificilmente será por permissão. Não existe critério objetivo para definir entre um e outro. A CF/88 presou muito pela impessoalidade (licitação. 175 e 21 ainda. discricionário e precário. por isso é muito criticada. O administrador tem liberdade. Aplicar apenas em duas situações: para pequenos serviços e questões urgentes. Neste não tem prazo determinado – simples.

A lei é que cria o cargo ou o emprego. há divergência. mas para a maioria é agente político. com a justiça eleitoral. MS em sede de liminar apenas. O CNJ fixou o teto para a justiça federal em R$ 24. estaduais. Servidor Estatal: é aquele que atua no Estado. Quando a escolha depende de eleição. contratual ou designação.{Acima do teto: acumulação como professor. para que possa competir ela precisa ter a liberdade na licitação.100. Titular de emprego público obedece à CLT. Do Legislativo: senadores. É conceito muito amplo. prefeito (também sem discussão). estatutário. 2. Não importa o vínculo jurídico. secretários municipais. deputados federais. fundações públicas de direito público. Não significa que todos obedecerão a 8. Os servidores podem ser celetistas ou estatutários (regime legal. a EC 19. vereadores (estes ninguém discute).00. Não existe um rol de agentes políticos. Ex: membros da magistratura e Ministério Público: critério não é político. governador. autarquias. Até 1998 o servidor público tinha que obedecer ao regime jurídico único. legal. Espécies/Modalidades: 1. seja na administração direta ou indireta. aboliu o regime único. benefícios previdenciários e verbas indenizatórias. Só pessoa jurídica de direito público. EC 09 deu à PETROBRAS a atividade econômica.  Servidores públicos: é aquele que atua na administração direta. regime contratual. a lei 8112 é o estatuto dos servidores públicos da União. obedecem a lei (chamada de estatuto em sentido amplo). Essa é a lista mais aceita.} {A PETROBRAS pode adotar procedimento simplificado para a licitação. Também os ministros e conselheiros dos tribunais de contas e agentes diplomáticos. auxiliares imediatos do executivo também.: ministros. mas há vários outros). Quando é por concurso é que complica. secretários estaduais. não podendo se submeter à lei 8666. STF 55 . formam a vontade estatal. titular de cargo público. Regime: obedece ao regime legal. remunerada ou não (naquele momento ele é agente público). todos celetistas ou todos estatutários. Do Executivo: presidente da república. ela é que irá definir. critério político é tranqüilo.00 e para a justiça estadual em R$ 22.112. passando a admitir os dois ao mesmo tempo. O STF concedeu liminar à PETROBRAS para continuar utilizando procedimento simplificado de licitação (lei 9478/97). está no topo de cada poder. Em 1998. passando a disputar com as concessionárias ligadas ao petróleo.} AGENTES PÚBLICOS É todo aquele que exerce função pública temporária ou permanente. Agente Político: cargos estruturais do Estado. logo. Ligado à chefia do país. Pode estar na administração de direito público e de direito privado e para cada um há uma regra. o critério é meritório e não simplesmente político.500.

de hospital) são titulares do serviço público junto com o poder público em razão da regra constitucional. Incluem-se ainda os prestadores de serviço público (concessionárias e permissionárias – cabe MS contra o ato). não é obrigatório. Para o direito administrativo funcionário público era usado como sinônimo de servidor público (estatutário). regras de acumulação. não se retira. Equiparam-se aos servidores públicos em alguns aspectos: sujeitos a concurso público. não constitui direito adquirido (STF). O servidor é titular de emprego apenas. Os que prestam serviços públicos em razão de locação civil. quem disciplina é a lei e não há como impedir que se modifique a lei. mas é preferencial. regras de improbidade administrativa. (No concurso depende). não precisam de processo e nem de motivação. de contratação temporária e ainda para os remanescentes do regime anterior. vale a lei vigente atual. Já preenchidos os requisitos (para aposentadoria. Ex: amigos da escola. prestando concurso público não significa que o regime da época é imutável. por exemplo) assegura-se o direito. Serviços notariais. Quem exerce atos oficiais (ex: dono de universidade. especialmente quanto aos cargos que exigem formação técnica especial. de segurança. jurados. Para serem “dispensados” precisam de processo administrativo (motivação). ou seja. Não há direito adquirido em face do regime.confirma a orientação da doutrina de que o regime é em regra o do estatuto. São requisitados. convocados. Pode também exercer a função pública porque quer. A jurisprudência do TST diz que como não gozam de estabilidade. são os voluntários ou sponte propria. sociedade de economia mista e fundação pública de direito privado. logo. Ex: mesário. Ele pode ser mudado a qualquer tempo. telefonista etc). teto remuneratório (quando tem dinheiro para custeio).  Servidor de ente governamental de direito privado: administração indireta: empresa pública. A CLT pode ser utilizada quando tratar-se de função subalterna. Todos sujeitos a regras de agentes públicos. Direito adquirido em face do regime jurídico: assunto discutido em razão da EC 19. 56 . só restou no CP. OAB) porque não recebem nada por isso. Só se fala em servidor titular de cargo e emprego. sujeitos à lei penal como se fossem funcionários públicos. Sujeitos a remédios constitucionais. O regime é contratual (celetista). Funcionário público não existe mais. No CP funcionário público significa agente público. Particular em colaboração: não perde a qualidade de particular. agentes honoríficos. obrigados: particulares compulsórios. que não exige qualificação técnica especial (não é termo pejorativo – serviços gerais. Quando preenchidos os requisitos há direito adquirido. mas a partir daí não há garantia de manutenção do regime (é incerto). hoje não mais. serviço militar obrigatório. não se admite cargo público para pessoa jurídica de direito privado. sujeito a remédios constitucionais. Para Hely Lopes também são os presidentes dos conselhos (CRM. 3. mas naquele momento exerce função pública.

especialmente quanto aos cargos que exigem formação técnica especial. não é obrigatório. Direcionados para direção. regido pela CLT. ou seja. 57 . Função de confiança: cargo + função  atribuições + responsabilidades + posto + (atribuições + responsabilidades). podendo-se modificar a qualquer tempo. Compreende o conjunto de atribuições + responsabilidades + um posto na administração (alguns doutrinadores não concordam com o posto “material”. Emprego: é regime contratual. quando o serviço ficaria parado (mínimo reservado a efetivos. Tem que se respeitar um número mínimo de quem já está no cargo para evitar a troca geral. Cargo. na sua estrutura). chefia e assessoramento. É de livre nomeação e livre exoneração. Todo cargo público tem uma função. Os cargos de assessoria do legislativo não são criados por lei. Crítica: contrato – regime de emprego – CLT. não há lugar no quadro. 19 do ADCT celetista. de contratação temporária e ainda para os remanescentes do regime anterior (deveria ser nos termos do Art. A CLT pode ser utilizada quando tratar-se de função subalterna. por isso se justifica a gratificação. porque função pública não existe. são criados por meio de resolução da própria casa. Segue algumas regras do regime de direito público. não tem posto no quadro da administração. cuidado!). mas é preferencial. Cargo em comissão ou de confiança: aquele baseado na confiança. A criação não é feita por lei. aquilo que o constituinte não estabeleceu. mas cada ente terá seu próprio estatuto. Também é criada por meio de lei. físico na administração. CARGO. Também é criado por lei. função e emprego são criados por lei. É criado por lei. O federal é a lei 8112/90 (foi alterada nesse ano. É a única que persiste. contratação temporária também é função pública. Gera direito adquirido. questão do direito do trabalho. mas definição de salário somente por lei. 243 de lei 8112 deu a este pessoal o regime de cargo. Qualquer pessoa pode ser nomeada para o cargo. mas o Art. que definirá o número e o nome. EMPREGO E FUNÇÃO PÚBLICA Cargo: para o regime estatutário ou legal. Função de confiança só pode ser atribuída a quem detém cargo efetivo. Há divergência a respeito da função: Maria Sílvia: além da função de confiança. É “posto” como “lugar” no quadro da administração. mas não foi declarado inconstitucional. a depender do número criado pela lei). telefonista etc).STF confirma a orientação da doutrina de que o regime é em regra o do estatuto. permanece até hoje normalmente). que não exige qualificação técnica especial (não é termo pejorativo – serviços gerais. de segurança. Função comissionada ou de confiança: também baseado na confiança. Função: conjunto de atribuições + responsabilidades.

243) disse que o remanescente de regime anterior passaria de empregado a detentor de cargo. mas um apenas poderia ser adotado.STF: com a EC 19 pode ter os dois regimes: emprego e cargo ao mesmo tempo. preferência pelo estatutário. não há nenhuma garantia de permanência. O STF confirmou na ADIN 2310 que o regime de pessoal das agências reguladoras é o estatutário. como vai sair mesmo. deveriam ser celetistas. tornaram-se titulares de cargo e estabilidade. Cargo em comissão: livre nomeação e exoneração. Preferencialmente deve-se escolher cargo. Criação de cargo se dá por lei. presumese que ele não vai querer trocar a toda hora. são titulares de cargo. não tem prejuízo. regime jurídico era único. remanescentes do regime anterior (5 anos anteriores a 05/10/1988 – 05/10/1983 estes servidores tornaram-se titulares de emprego sem estabilidade (Art. A EC 19 aboliu o regime único e os dois podem ser adotados ao mesmo tempo. logo. antes de 05/10/1983. pois é função pública que exige qualificação técnica. contratação temporária  tempo determinado. Mais favorável ao servidor e também à administração. 19 do ADCT) (Collor deu a esses servidores o que a CF não tinha feito. dando a eles o regime de cargo. 243 da lei 8112). Em suma. O emprego será adotado em situações excepcionais: função subalterna  atividade que não depende de muita preparação. Exoneração ad nutum. pois são várias regras de garantia para o servidor. ou seja. Cargo público (8112/90) Classificação: Quanto à permanência ou retenção: 1. CLT só para temporário e função subalterna. Até 1998 poderia ser um ou outro regime. aposentando-se com a remuneração igual à da atividade. Collor deu aos remanescentes o regime próprio de previdência social – aposentadoria integral para eles (razão da quebra do sistema previdenciário). Foi julgado inconstitucional. valia no serviço público a regra da integralidade. mas a remuneração é fixada por lei. salvo os que atuam no legislativo – auxiliares do legislativo: criado por resolução da própria casa. Entretanto. segundo o regime estatutário e não o celetista. mas ganharam cargo – quando ganhou o cargo. O administrador para escolher entre estatutário e celetista é discricionário? Depende. obedecendo ao regime geral de previdência (INSS). aqueles que já estavam no serviço público há mais de cinco anos. é aconselhável que se escolha o cargo (doutrina ratificada pelo STF). a lei 8112 (art. 58 . isso justifica a falência do regime previdenciário – Art. se ele deixa não vai prejudicar a continuidade do serviço. Com a lei 10871/04 a discussão foi resolvida e foram criados os cargos e o regime é o estatutário para as agências reguladoras. A regra é o cargo.

segue a investidura (compõe a relação jurídica). É a aceitação do cargo e o compromisso de bem-servir e cumprir as responsabilidades do cargo (no prazo máximo de 30 dias). quando se chama provimento horizontal. é automática. é só deslocamento do servidor não está na lista de provimento da 8112. Originário: entra pela primeira vez na carreira (técnico judiciário é um. Cargos isolados: toda vida profissional no mesmo posto. forma de provimento vertical tem que observar a regra do concurso 59 . Exige concurso público. hierarquizada. Organizado em uma estrutura escalonada. analista é outro). O único exemplo de provimento horizontal é a readaptação: recolocação do servidor em razão de limitação física. Após a vitaliciedade só pode ser afastado por processo judicial. Garante após três anos estabilidade.2. Caso não entre em exercício no prazo. continua sempre na mesma carreira). não existe mais. sem possibilidade de ascensão. Se a invalidez for permanente é caso de aposentadoria e não de readaptação. Cargo vitalício: maior garantia de permanência. Esta exoneração é chamada de exoneração “de ofício”. Cargo efetivo: efetividade é uma qualidade do cargo em que o servidor é nomeado por meio de concurso e em caráter definitivo. A transferência era forma de deslocamento. Alguns impedimentos podem prorrogar este prazo (doença. Nomeado e não toma posse a nomeação é tida como sem efeito. mas hoje também nem existe mais. 3. Estabilidade é qualidade do servidor e não do cargo. 2. independe de motivação (doutrina). Derivado: já está na carreira e assume outro cargo e isso é provimento (novo cargo atribuído na mesma carreira) Ex: magistrados que passam de entrância para entrância. Ele pode ser no mesmo plano. terá que entrar em exercício no prazo de 15 dias e é a partir daí que se inicia a contagem de prazo para tudo: salário etc. Tomando posse. judicial ou avaliação periódica. Ex: magistratura (passa de entrância para entrância. O sujeito nomeado precisa completar sua relação jurídica com a posse. com a possibilidade de ascensão funcional. Só perderá o cargo por processo administrativo. não muda de cargo. Pode ser originário e derivado. Quanto à estrutura ou posição estatal: 1. Já existiu acesso: ia de uma carreira para outra. Caso o provimento se dê com promoção é hipótese de ascensão profissional. Cargo é efetivo. Finalmente. ocorre a desinvestidura com a exoneração. A única modalidade de provimento originário é a nomeação (atribuir um cargo a um servidor que entra pela primeira vez na carreira). Remoção não é forma de provimento horizontal. por exemplo). Provimento de cargo público: atribuição de um cargo a uma pessoa. Cargo de carreira: tem plano de ascensão.

4. O atual ocupante é reconduzido. Art. Formas de reingresso: 1. Reversão: é a volta do inativo que volta à atividade. tem que ter lugar na administração. estável etc. mas sendo de outra carreira é obrigatório o concurso. 60 . Anula a desinvestidura – efeitos ex tunc – e volta ao serviço. Neste último caso. ao resultante de transformação ou fica em disponibilidade remunerada caso o cargo tenha sido extinto. Reingresso é também forma de provimento derivado: o retorno na mesma carreira é provimento derivado. Aproveitamento: forma de provimento derivado por reingresso em que o servidor em disponibilidade volta ao serviço. 3.público. Acesso e ascensão não existem mais. Reintegração: retorno do servidor quando comprovada a ilegalidade da sua desinvestidura (exonerado ou demitido). Surgindo vaga ele retorna. salário que não recebeu. tem que ter se aposentado voluntariamente há no máximo 5 anos da solicitação. Em caso de nova posse ele pode pedir afastamento ou é exonerado. Em ambas as hipóteses só cabe a recondução se tinha estabilidade. Servidor em disponibilidade é remunerado proporcionalmente ao tempo de serviço e não de contribuição (é o único tempo de serviço que remanesceu com a reforma administrativa). a volta de um reintegrado pode acarretar a exoneração do servidor não estável. retorna para um cargo equivalente se existir vago ou fica em disponibilidade. Portanto. Deve retornar ao cargo de origem. Só quem tem a garantia de voltar para o cargo de origem é o reintegrado. 2. Pode até ser o mesmo cargo. Este servidor que retorna já quebrou o vínculo e acaba retirando uma vaga que seria provida por concurso  crítica doutrinária  frauda o concurso público  é inconstitucional. Voltando ao cargo de origem o seu ocupante poderá voltar também para o seu original se estiver vago ou para um equivalente. gratificações etc). Recondução: forma de provimento derivado por reingresso que se dá com o retorno do servidor por duas razões. na mesma escolaridade. Juiz e promotor em disponibilidade ganham integralmente. Volta com direito a todas as vantagens do período que esteve afastado (tempo de aposentadoria. Quando há reintegração do anterior ocupante do cargo ou quando o servidor é inabilitado em estágio probatório de outro cargo. A única hipótese é a de promoção. 25 da 8112 – a administração neste caso concede se quiser. Tem o direito de retornar ao cargo de origem. O servidor indevidamente demitido volta ao cargo de origem ainda que tenha sofrido transformação. (Súmula 685/STF – vedada a promoção para cargo de outra carreira). Quando insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez (fica como excedente se não tiver vaga) ou em caso de pedido do interessado e de interesse da administração. Só cabe recondução se ele era estável no cargo anterior. O reconduzido tem três opções: ele pode retornar para o cargo de origem se estiver vago.

se não escolher até o prazo para defesa (quando ainda caracteriza boa-fé e haverá também exoneração). exoneração.Vacância: o cargo fica vago (Art. 169. Se ocupa cargo em comissão ou função de confiança a pena é chamada de destituição. se for com esse intuito é ato ilegal. Em síntese. Falecimento. Celso Antônio diz que a “de ofício” só é possível em cargo em comissão. É a mesma pena. fundamentos que geram absolvição no cível e administrativo. 4º. Caso o sujeito já esteja aposentado e descobre-se infração administrativa a pena será a cassação (também se estiver em disponibilidade). do que não escolher ele será exonerado. CF). demissão. 33. 8112). processo penal e processo civil (ex: improbidade administrativa). Extinção da relação jurídica: duas formas de desinvestidura: exoneração (não é pena) e demissão (penalidade – existe uma lista na lei. Não havendo pena nem processo é exoneração. as infrações podem dar margem a demissão. suspensão. aposentadoria. Há a desocupação da vaga. * Inabilitação na avaliação periódica (após a estabilidade – Art. 1º. incapacidade. Exoneração: não tem natureza de sanção. 133: acumulação ilegal de cargos  irá escolher. é simples quebra de relação. Art. Remoção não é penalidade. Ex: abandono por mais de 30 dias. se gasta mais inicia a dispensa dos cargos em comissão até o limite de 20%. Há independência das instâncias inclusive com decisões diferentes. CF): poder público só pode gastar até o limite (princípio da eficiência). 8112): absolvido no processo penal por negativa de autoria ou inexistência do fato. 132. 8112). Para punir alguém só havendo contraditório. não estáveis sem limitação. as demais sempre serão motivadas. cassação e destituição. Demissão é sanção. * Inabilitação em estágio probatório. §. 126. CF) durante ou ao final do estágio probatório. cassação ou destituição (que geram vacância). salvo (Art. instaura-se o processo administrativo e será demitido de todos os cargos que acumula ilegalmente (três de professor. por exemplo) (só se fala em exoneração até o prazo para a defesa). 41. * Exoneração motivada ou ex officio (quem faz é a própria Administração): ad nutum de cargo em comissão ou se não entra em exercício nos 15 dias. demissão. Pode-se instaurar ao mesmo tempo processo administrativo. reprovado na avaliação de desempenho (41. inassiduidade habitual (60 dias interpolados em 1 ano). ampla defesa e processo administrativo. §. * Art. * Excesso de despesa (Art. Penalidades: advertência. Pode ser: * A pedido do servidor. Demissão: é a penalidade por falta grave (Art. É exceção 61 . 132). e por fim os estáveis poderão ser exonerados.

membros do Legislativo (senadores. auxiliares imediatos – ministro de estado. não há parcela variável. do MP. O congresso fixa a remuneração do próprio presidente da república e do seu vice. membros da magistratura. Eventuais aumentos salariais incidem sobre a parcela fixa e não sobre a variável. com a EC 19 o constituinte criou o subsídio. Regra geral são independentes. ajudas de custo em caso de remoção do servidor por interesse público – três vezes o salário). são pagas fora da parcela única). mas o que interessa é que é única.de comunicabilidade. SISTEMA REMUNERATÓRIO Desde a EC 19 o sistema está em constante mudança. dos auxiliares imediatos do Executivo na ordem federal (ministros). que por decreto legislativo fixa a remuneração dos vereadores. Pegadinha: os deputados estaduais têm a remuneração fixada por lei.. CF (garantias comuns do empregado: férias. dos senadores e dos deputados federais (!). deputados federais. após existem as modalidades de: Remuneração ou vencimentos: é composta por duas parcelas. pois se é parcela não pode ser única. A parcela variável são as vantagens e acréscimos pessoais que se somam à parcela fixa: abono. o que deu margem a inúmeras críticas à terminologia. por isso não é justo ao servidor. José dos Santos Carvalho Filho diz que não é decreto. uma fixa e uma variável. mas a fixação da remuneração depende de lei. secretários estaduais e municipais). 13º salário. A segunda exceção está na Câmara Municipal. governadores e prefeitos e vices respectivos. é resolução.. é parte de alguma coisa. estaduais e vereadores).. Em 1999. a CF completa dizendo que todo cargo organizado em carreira pode ser remunerado por subsídio. O cargo se cria por lei e a remuneração igualmente será definida por lei. Lembre-se que lei prevê sanção e veto do presidente enquanto o decreto legislativo independe de sanção e veto do presidente (essa é a grande facilidade). 39. A doutrina novamente critica o termo. policiais (todos. Significa parcela única. 62 . vantagens. uma decisão não vincula a outra. No Brasil. Os cargos dos assessores do legislativo são criados por resolução. A parcela fixa é o chamado salário base ou vencimento. É possível ultrapassar essa parcela única em algumas possibilidades (exceções): garantias do Art. ministros e conselheiros dos tribunais de contas. § 3º. A busca é sempre para evitar essa parcela variável. verbas indenizatórias (diárias. recebem subsídios: chefes do Poder Executivo (presidente. Subsídio: em latim significa ajuda de sobrevivência. auxílios etc. só que no Brasil quem recebe subsídio é apenas a cúpula. o procuradores e defensores públicos federais e estaduais (excluídos os municipais). salvo a guarda municipal). gratificações. da AGU. Exceções: Congresso Nacional poderá fixar por decreto legislativo (maioria). Modalidades do sistema remuneratório até a EC 19 não havia essa preocupação.

* Nos estados existem três sub-tetos: para o Executivo ninguém ganha mais do que o governador. ninguém obedecia. A matéria ainda não é definitiva. 143. O MP está vinculado ao Executivo. porque o atual vereador fixará para a legislatura seguinte e não o seu próprio salário. O CNJ baixou duas resoluções (13 e 14): o ministro do STF tem como teto remuneratório R$ 24. Julgado remuneratório: o MS dos ex-ministros do STF que discutia o teto CF/88: estabelecia remuneração irredutível. Mas o CNJ nas resoluções supra criou exceções: é possível ganhar mais no caso de recebimento de verbas indenizatórias. para o Legislativo.500. No âmbito municipal é diferente. não deveria ter sido necessário a publicação de resoluções. tem como teto o do governador. o CNJ tomará as providências. O teto do desembargador também é aplicável aos membros do MP (promotor e procurador de justiça). desembargador.100. EC 19/98: irredutível.25% do ministro do STF (CF). por isso o do governador.No âmbito federal o Congresso fixa a remuneração da própria legislatura. quando exercer justiça eleitoral ou quando se tratar de benefícios previdenciários. está sendo discutida no STF. acumular com magistério. A lei é a 11. Desembargador pode ganhar até 90. Iniciativa para apresentar o projeto de lei é do próprio poder (harmonia entre os poderes). restaram ainda problemas. O CNJ também estabelece que os desembargadores só podem ganhar até R$ 22. A regra do teto é norma de eficácia limitada. Caso não seja feito. Ocorre que a EC 41 criou ainda subtetos: * Na União ninguém ganha mais que ministro do STF. A partir da EC 19 foi fixado um limite de remuneração no serviço público: teto remuneratório. Por enquanto esta é a questão posta. Até o mês de junho de 2006 a regra deve ser implementada. salvo se for para se adequar ao teto. Apesar de a lei ter definido o teto. A lei não foi elaborada. mas de iniciativa do próprio STF e não de iniciativa conjunta (EC19). Quem define o teto? A emenda 41 mudou para dizer que para fixar a remuneração do ministro do STF precisa de lei. Após a EC 41 houve mudança do teto. * Nos municípios o teto é o do prefeito. 63 . a partir de julho já devem comunicar a adequação à regra. Dependia de lei de iniciativa conjunta.00. Cuidado! Auxiliar administrativo do MP não é membro do MP. Parece falta de credibilidade da própria constituição. procuradores e defensores públicos. que é o de ministro do STF (teto único). deputado estadual. para o Judiciário estadual. além da criação de sub-tetos.00 (teto geral).

mas há hipóteses que não exigem a prestação do concurso: cargo em comissão (nomeado com base na confiança).EC 41/03: além de criar subtetos. MS 24875: julgado pelo STF em 11/05/2006. não significa dizer que ele continuará recebendo 20%. Súmula 683/STF: é possível a limitação de idade para a inscrição em concurso público quando possa ser justificado pela natureza do cargo a ser exercido e obedecido o Art. A garantia é apenas nominal. XXX.. é vantagem pessoal e ultrapassa o teto (vedada expressamente no Art. mas a CF dispensa. Essa regra foi introduzida pela EC 19.eliminada a iniciativa conjunta. Mas não é a única. Pesquisadores e professores estrangeiros antes da emenda não poderiam ser incluídos no serviço público. Servidores antigos tecnicamente deveriam ter o mesmo direito. contratados temporariamente (a seleção é feita por processo seletivo simplificado). A hipótese regulamentada de estrangeiros é só a dos pesquisadores e professores. querendo pode fazer concurso. quando se tratar de agentes comunitário de saúde e de combate às endemias (EC 51/06. poderão ser servidores públicos. se a gratificação de 20% não existe mais no ordenamento não há como garantir a manutenção. os ex-ministros não têm direito. Art. Terá direito à gratificação até que o salário o “engula” e desapareça um dia. empresas públicas e as sociedades de economia mista quando o concurso prejudicar a finalidade principal (em regra têm que fazer concurso – Celso Antônio). CF. a súmula fala expressamente de cargo e 64 . criou o teto provisório enquanto não viesse a lei . na forma da lei. mas cada um deles terá que ingressar com ação. permitindo a redução do que suplantar o teto. estados e municípios podem disciplinar outras por lei. Neste momento foi ajuizado o MS pelo ex-ministros do STF que se aposentaram ganhando mais. assim. mas os aposentados podem continuar recebendo as vantagens pessoais. Se a gratificação fica garantida e há o direito à irredutibilidade nominal. MS 24875: a remuneração dos servidores deve observar o teto. 198). Gratificação que estava estabelecida na lei 1711/52 (aumento de 20% por ocasião da aposentadoria) não está proibida no texto constitucional e esta os exministros poderão continuar recebendo acima do teto remuneratório. Depende só de lei de iniciativa do STF. o STF não garantiu o direito adquirido em face do regime legal. exceções constitucionais (ministro e conselheiro do tribunal de contas. Concurso público é a regra. Enquanto não aprovada a lei serve como teto o que ganham hoje. garante apenas hoje o valor nominal. esta vantagem pessoal fica mantida e continuará sendo paga. Aquela vantagem que foi adquirida de forma legal. O STF entendeu que em relação ao adicional por tempo de serviço. 7º. mas com as mudanças na moeda esses 20% poderão ser “engolidos” pela inflação e chegará a ganhar o mesmo que os atuais ministros (teto). regra do 5º constitucional). 8º da EC 41). Este MS só serve para os que ajuizaram a ação (ex-ministros). CONCURSO PÚBLICO Acessibilidade no serviço público: brasileiros e os estrangeiros. legítima ele continuará recebendo. Alegaram direito adquirido. O ex-ministro tem direito a uma irredutibilidade nominal do salário e não real.

Provado que tinha interesse e necessidade de nomeação e não o fez por interesses próprios. motivado de indeferimento de Súmula 686/STF: somente por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Assim. prorrogável uma única vez por igual período. O nomeado sai. A condição é para o exercício do cargo. os atos por ele praticados não serão anulados (mas 65 . Pela teoria não obstante o efeito ex tunc da anulação. Findo o prazo de validade do primeiro concurso. Em 2004 e 2005 há algumas decisões do STJ reconhecendo o direito subjetivo de nomeação sob o argumento de que o edital é ato vinculado (previsão de 3 vagas. e preenchidas as condições o administrador terá que cumprir. Súmula 684/STF: veto não participação em concurso é inconstitucional. Súmula 266/STJ: apresentação de diploma ou habilitação legal apenas por ocasião da posse e não da inscrição. Mas a lei 8112 é de 1990. O administrador pode revogar o ato de prorrogação até o início do prazo de prorrogação. é possível a realização de novo concurso? Segundo a lei 8112 não seria possível. não subsiste o direito à nomeação pela ordem de classificação. O ato de prorrogação pode ser retirado do ordenamento jurídico por revogação quando for inconveniente ou anulação quando existir ilegalidade. por exemplo). o direito subsiste (o impossível é provar). passa-se à lista do segundo concurso. ela é mera expectativa de direito. que modificou dizendo ser possível durante o prazo de validade fazer novo concurso. quando haverá direito adquirido. só deve ser exigida na posse. Ocorre que o STF em sede de ADIN (2931) (Inf. Quem define a complexidade do cargo é o próprio administrador. Concurso anterior ainda válido. Os três anos de atividade jurídica (Resolução 11 do CNJ) devem ser exigidos de acordo com o que estiver previsto na lei da carreira e quando não houver previsão. Candidato aprovado em concurso público não tem direito subjetivo à nomeação. 377) reconhece a inexistência do direito à nomeação. Nomeação para cargo público sem concurso é ato ilegal retirado do ordenamento por anulação e produzindo efeitos ex tunc. portanto. A doutrina em questão o critério utilizado pelo psicólogo que realiza o teste. mas a maioria da doutrina estende aos empregos. anterior à EC 19. a vedação de limite de idade no Brasil não é absoluta. Súmula 15/STF: se desrespeitada a ordem de classificação há o direito à nomeação. Teoria do funcionário de fato: reconhecida pelo STF. Prazo de validade: até 2 anos. O critério deve ser objetivo e os testes psicotécnicos têm carga de subjetividade. Prorrogar é decisão discricionária do administrador. A lei 8112 não foi recepcionada pelo novo texto constitucional. deve se ter como norte a súmula (posse).não de emprego. Se ele contrata temporariamente (só para não nomear) fica tipificada a necessidade. desde que respeitada a ordem de classificação do concurso anterior.

iniciativa privada não interessa. a acumulação é ilegal. b) Teto remuneratório. 37. mas para o servidor público não. sob pena de enriquecimento ilícito por parte da administração. 2. Aposentadoria + Aposentadoria: nas mesmas condições permitidas à atividade. Por si só greve não é infração. somente se tipificar alguma infração funcional (ex: abandono de cargo e com o animus de abandono para alguns doutrinadores). b) Aposentado + cargo em comissão.os requisitos são cumulativos. A vedação é aplicável à administração direta e indireta. GREVE Servidor público tem direito de greve na forma da lei (Art. A pena é de demissão de todos os cargos se ele não escolhe (Art. O problema é definir se esse dispositivo é norma de eficácia plena. uma de professor + uma de técnico ou científico (aquele que depende de uma qualificação técnica). Os governantes acabam “permitindo” por conta da inefetividade de vários direitos da CF. duas de saúde com profissão regulamentada em lei. contida ou limitada. mas na teoria não pode. VII. 66 . fora. 37. segundo a corrente majoritária está contido em norma de eficácia limitada. Atividade + Atividade: Art. Por isso sempre são reconhecidas como greves ilegais – permite descontar os dias não trabalhados. ACUMULAÇÃO DE CARGO. CF). EMPREGO E FUNÇÃO O regime no Brasil é o da não-acumulação e se refere a função publica. Para uma minoria é norma de eficácia contida. 3. O administrador que nomeou sem o concurso responderá por improbidade administrativa (lei 8429/92). não pode gerar demissão. já que o serviço foi prestado. Existe no ordenamento jurídico lei que disciplina a greve dos trabalhadores (lei 7783/89). Na saúde não necessariamente médico. Em nome da segurança jurídica os atos praticados serão considerados válidos e não terá que devolver o salário. Ocorre que esta lei ainda não foi aprovada. O direito de greve.em regra o acessório segue o principal). 132. XVI e XVII: a) Compatibilidade de horários. c) Hipóteses constitucionais: duas de professor. Só se fala em cargo. lei 8112). Existem quatro hipóteses constitucionais: 1. Aposentadoria + Atividade: a) Hipóteses constitucionais. emprego ou função pública.

a CF fala claramente em exercício para estabilidade e não de estágio probatório. desde que em um deles esteja aposentado. Nomeação em caráter definitivo mediante aprovação em concurso público. é qualidade do servidor. Assume a nova remuneração. Estabilidade é garantia do servidor. 67 . passou de 2 para 3 anos. A 1ª posição que surgiu foi a de que a lei 8112 não foi recepcionada pela EC 19. 20. estadual ou distrital: servidor se afasta do cargo de origem para assumir o novo cargo. 38. A lei 8112. e o prazo para estágio também seria de 3 anos. O STJ. Efetividade é característica do cargo público. 4. assume o novo cargo e pode escolher a remuneração. CF: trata da aquisição e perda da estabilidade. A EC 19 alterou o prazo de exercício para aquisição da estabilidade. Mandato de prefeito: afasta do cargo de origem. d) Regra da EC 20. que é avaliada a partir da avaliação de desempenho. A acumulação nesse caso não tinha restrições. veio dizer que o estágio probatório é de 24 meses (a CF não fala em estágio. Houve uma coincidência entre os prazos. enquanto efetividade é qualidade do cargo. três anos de exercício (e não de estágio probatório) e aprovação na avaliação de desempenho. só em estabilidade).c) Mandato eletivo. Estágio probatório: a CF/88 em seu texto original dizia que a estabilidade era adquirida com dois anos de exercício. Foi alterado pela EC 19/98 – observância do princípio da eficiência. Em atividade. 41. Mandado de vereador: havendo compatibilidade de horários pode acumular a remuneração. Estabilidade não se confunde com efetividade. Art. CF: Acumulação de atividade + atividade eletiva: Mandato federal. Requisitos para a aquisição da estabilidade no serviço público: nomeação para cargo efetivo (a efetividade é pré-requisito para a estabilidade). ESTABILIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO Art. Após a emenda só é possível a acumulação nas hipóteses supra. em 08/2004. Art. somente no caso de vereador e com o horário compatível. Em caso de mandato eletivo ele pode acumular. A proibição de acumulação não abrange quem já acumulava anteriormente à emenda. Estabilidade é certeza de permanência no serviço público e é adquirida. A regra está no texto da emenda e não na CF. Se o horário for incompatível vale a regra do prefeito (afasta e escolhe a remuneração).

Excesso de quadro: gastou acima do limite fixado na lei de responsabilidade fiscal. estados e municípios). contratados temporariamente. O tempo é contado de uma só vez. O tempo contribuído no público é aceito na aposentadoria privada. servidor público titular de emprego público. APOSENTADORIA Há dois regimes no Brasil: regime geral da previdência social e regime próprio de previdência social. 3. cada um tem seu regime próprio (Art. 169. RGPS mantido pelo INSS. dizendo que a regra constitucional se limita à estabilidade e a lei 8112 continua valendo no tocante ao prazo de 24 meses para estágio probatório (MS 9373). Proventos: remuneração de inativo. Arts. só será dispensado em caso de processo judicial e com trânsito em julgado. objeto do direito previdenciário. Adquirida a estabilidade o servidor poderá perdê-la por: 1. Seguem os servidores ocupantes de cargo em comissão. CF/88 texto original: não importava a idade do servidor. 2. duas pode só se completar (acumulação de 35 anos em ambos). Racionalização da máquina. CF. servidores de entes governamentais de direito privado. por exemplo. CF) (União. É o que prevalece hoje. 201 e seguintes. Processo administrativo com contraditório e ampla defesa. 10 anos público e privado ao mesmo tempo – deixa o privado – 10 anos perdidos (só seria aproveitado se completasse). Dica: questão em “anos”  1ª posição (3 anos para ambos). CF). Dispensa-se 20% dos comissionados. questão em “meses”  2ª posição (STJ – 24 meses para estágio probatório). só importava o tempo de serviço. para gozar licença (peculiar à estabilidade). mas a lei 8112 diz que só é vedada em estágio probatório.manifestou-se contrariamente. 40. Regra: o tempo contribuído no privado é aceito na aposentadoria pública. 68 . servidores estáveis (Art. todos os servidores não-estáveis. Vitalício tem mais garantias que o estável. Seguem os servidores de cargos efetivos e de cargo vitalício. Marinela: há incongruência. RPPS: mantido por cada ente da federação. De 1988 a 1998 trabalhou em cargo e emprego público ao mesmo tempo: total de 10 anos e não de 20 para aposentadoria. Processo judicial com trânsito em julgado. Para magistratura e MP há vitaliciedade e não estabilidade no prazo de 2 anos. Todo o tempo trabalhado será aproveitado para aposentar.

* Aquele que já está no serviço. não há direito adquirido  regra de transição (Art. O que o ativo ganhava o inativo também ganhava. Pode ser: regime de repartição simples (Brasil) e regime de capitalização (fundo próprio como uma poupança). Foi substituído pelo princípio da média da vida laboral – é uma média do que ele ganhou por toda a vida laboral. Revogou também o princípio da paridade que dizia que o servidor inativo ganhava todas as qualidades (vantagens) que ele gozava na atividade. o constituinte fixou: *Aquele que já estavam no serviço e preenchia os requisitos tem direito adquirido. 8º da EC 20). Substituído pelo princípio da preservação do valor real – preservação do valor real da moeda. Regime contributivo – vale o tempo de pagamento de contribuição. Com a mudança. Abono de permanência: para aquele servidor que já preenche os requisitos para aposentar.56 (portaria 119/06 do INSS). mas só será implementado após a criação do regime complementar que depende de lei ordinária (EC 20 falava em regime complementar. a alíquota é a mesma. aplica-se a regra nova a partir de 15/12/1998. Teto de proventos: é o teto dos aposentados. mas para definir suas regras é necessário lei complementar. O Brasil adota o regime contributivo no sistema de repartição simples.EC 20/98: criou limite de idade e substituiu o regime de tempo de serviço pelo de tempo de contribuição. e não o que ganhou por último. A contribuição do inativo incide sobre o que ultrapassar o teto (R$ 2. Só serve para a média se ele pagou contribuição. Todo inativo que ganha mais que o teto tem que contribuir. EC 41/03: revoga o princípio da integralidade que dizia que o que o servidor ganha trabalhando é o que vai ganhar na aposentadoria. Quando o teto for implementado (R$ 2. mas dependia de lei complementar). A contribuição dos ativos continua sendo sobre tudo o que ele ganha para calcular a média da vida laboral. Inativos anteriores à EC 41 terão que pagar mais que os inativos posteriores  na ADI 3105 o STF igualou as contribuições. mas não preenche os requisitos. do poder aquisitivo de compra. em troca de 11% de abono – desconta 11% de contribuição e recebe de volta 11% . Já existe. 801.801.56) só haverá contribuição sobre esse valor. para que ele continue trabalhando. Problema: para criar basta lei ordinária. * Quem vai entrar.801. mas este é o mínimo. na remuneração teve incidência da contribuição.não tem natureza de isenção (na EC 20 o abono de permanência tinha natureza de isenção – não servia para a média da vida laboral – é considerado como 69 . 56). Contribuição dos inativos: estado e município podem fixar alíquota maior que 11%. Hoje já existe e é igual ao teto do RGPS (INSS) e é de R$ 2.

O que a EC 20 colocou continua no texto constitucional. EC 47/05: resultado das emendas que o congresso iria fazer à PEC da EC 41/05. além da do professor. Ainda depende de regulamentação. Modalidades: Invalidez: somente na invalidez permanente. Excepcionalmente é possível proventos integrais (moléstia do serviço. 6º da EC 41): revogou a regra do Art. CF. Se tiver 70 anos e já cumpriu o tempo de contribuição aposenta com proventos integrais. médio e fundamental. mulher (60 anos de idade). Aposentadoria especial: rol ampliado. 8º da EC 20 com a regra do Art. 6º da EC 41 só se aplica para quem entrou antes da EC 41/03.contribuição. Professor: exclusividade de magistério no ensino infantil. também aquela que representa atividade de risco. 40. A especialidade é somente para proventos integrais. Serve para quem entrou antes da EC 20 de 1998. Voluntária: 10 anos de serviço público + 5 anos no cargo. sendo computado para a média da vida laboral. mulher (55 anos de idade + 30 de contribuição). prejudica a integridade e a saúde do servidor e para os deficientes físicos. doença profissional grã vê e incurável e contagiosa). Muita gente continua no serviço. ou seja. Se quiser aposentar voluntariamente terá que observar a regra comum. A única que já tem regulamentação é a do professor. Professor universitário não tem aposentadoria especial. proventos: regra geral: proporcional ao tempo de contribuição. Regras de transição: Art. Direito a proventos proporcionais. regra comum com 5 anos a menos. para se aposentar com proventos integrais o homem precisa contar com 55 anos de idade + 30 de contribuição. Compulsória: aos 70 anos de idade. Proventos integrais: homem (60 anos de idade + 35 de contribuição). enquanto a mulher deve ter 50 anos de idade + 25 de contribuição. Só serve para os que entraram antes de 1998 (EC 20). Há uma tentativa de alterar para 75 anos. Requisitos para aposentar: Art. Criou uma nova e alterou uma já existente (e ainda está por vir mais emenda para alterar aposentadoria). portanto). Direito a se aposentar voluntariamente. simplesmente altera a EC 41. Sobre o abono de 11% haverá incidência de IR. 2º da EC 41. A regra do Art. Regra de transição (Art. 3º da EC 47. Proventos proporcionais: homem (65 anos de idade). Cenário atual: 70 .

10 anos na carreira e 5 anos no cargo. Quem entrou antes da EC 20 aplica-se então o Art. 20 anos no serviço público. 2º. muito desvantajosa. O dever de indenizar está ainda fundado no princípio da isonomia (prejuízo de um particular em nome de um benefício de interesse geral  gera indenização ao prejudicado pelos beneficiados – indeniza com recursos públicos para recompor a isonomia). 6º da EC 41: quem entrou antes da EC 41/03 (31/12/03). Quem entrou antes da EC 20 tem direito de escolher entre uma e outra. 2. Agora a paridade é total. com integralidade e com paridade desde que preenchidos os requisitos supra. Regra de transição: Art. obedecendo às regras do Art. logo. portanto. EC 41 (era a transição da EC 20 – alterada pela EC 41). o rei não erra. nunca admitia erro. exige-se maior rigor na sua responsabilidade civil. diminui a idade de 60 anos (2 = 58). todos respondem e têm obrigações. Evolução da responsabilidade civil do Estado: No princípio os monarcas ditavam as regras. também fundamento do pagamento de indenização por parte do Estado.1. Quem já estava. Regra nova após a EC 41 (1º/01/2004). RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO A responsabilidade civil do Estado tem princípios e regras próprias. Aumenta o tempo de contribuição de 35 (+ 2 = 37). mas não preenchia os requisitos de transição (decisão facultativa do agente). É um fundamento reconhecido pela doutrina mais moderna. responde por seus próprios atos. mulher  55 anos de idade + 30 de contribuição. 40 da CF. Restabelecer o princípio da isonomia é. Esta garante proventos integrais. como é uno. 3º da EC 47: 25 anos no serviço público. Para se aposentar com integralidade e paridade: homem  60 anos de idade + 35 de contribuição. sujeito a obrigações. Fundamento: o Estado é sujeito responsável. não se responsabilizava. Regra velha para os que já estavam e já tinham preenchidos os requisitos  direito adquirido. O ordenamento. Teoria da irresponsabilidade do Estado: o 71 . 3. Até o limite de 53 anos para homens e 45 para mulheres. logo. 15 anos na carreira e 5 anos no cargo. Não utilizada. Esta é a mais benéfica para quem já é servidor há muito tempo. Média da vida laboral. Sem integralidade e sem paridade. Este serve para quem entrou antes da EC 20 (1998). Antes da EC 47 a paridade era parcial (EC 41). Art. o Estado também tem que ser sujeito responsável.

No Brasil surgiu com o Código Civil de 1916. tem que ter prejuízo (se não tiver é enriquecimento ilícito). basta caracterizar: serviço não foi prestado. Dispensa comprovação de culpa ou dolo. Posteriormente surgiu a teoria da responsabilidade subjetiva. Hoje é aplicada a teoria da responsabilidade objetiva. da pessoa física. a voz do monarca é a própria verdade. dano. A culpa ou dolo da teoria subjetiva é do agente. No Brasil surgiu com a CF de 1946. não interessa quem praticou o ato. O fundamento da responsabilidade para a conduta lícita é o princípio da isonomia. logo. foi de forma ineficiente ou atrasado. nexo. nexo causal. a conduta poderá ser lícita ou ilícita que gerará responsabilidade por parte do Estado. culpa anônima. foi atrasado. foi ineficiente. Teoria do risco integral: não há como afastar a responsabilidade do Estado. precisa ter nexo causal entre a conduta e o dano. E para a conduta ilícita é o princípio da legalidade. para resultar comprovada a culpa. desde que haja conduta. A responsabilidade subjetiva depende de um elemento subjetivo: culpa ou dolo do agente. Basta provar que o serviço não foi prestado. A responsabilidade foi se aperfeiçoando a partir daí. Sempre acontece quando há ilícito praticado pelo administrador. se ele descumpre surge uma conduta ilícita). A responsabilidade evoluiu e passou-se a admitir não só a responsabilidade pessoal. e a CF de 1988 trouxe novidade reconhecendo a responsabilidade do estado tanto para o dano material quanto para o dano moral. Cuidado com o concurso! 72 . O Brasil não passa por essa teoria. A responsabilidade subjetiva decorre necessariamente de uma conduta ilícita. Três elementos: conduta. nexo ou culpa/dolo). Daí a responsabilidade evoluiu novamente. mas não é preciso. o Estado não é entendido como sujeito responsável. mas existem duas teorias a respeito: teoria do risco integral e a teoria do risco administrativo. Pode ser afastada quando inexistir um dos elementos: conduta. da pessoa física. dano ou nexo. dano. Hely Lopes reconhece essa teoria nos casos de material bélico e substância nuclear. Essa é. tinha que ser provada. O Estado tem o dever de agir e não age: é necessário uma conduta do Estado (ação ou omissão) e essa conduta tem que gerar um dano para ter responsabilidade subjetiva. Excludente da responsabilidade: para afastar a responsabilidade do Estado tem que inexistir conduta. culpa ou dolo. em regra.Estado não responde. a adotada por nosso sistema. Além disso. nexo. mas também a responsabilidade anônima: culpa do serviço. dano. Decorre de um ilícito. A vítima pode provar quem (pessoa física) foi o responsável. Ele tem que indenizar sempre. dano. Decorre da culpa ou dolo do agente. o Estado passa a ser responsável quando a lei determinasse expressamente por normas específicas. Conduta ilícita (o administrador só pode fazer o que a lei autoriza. O fundamento para essa responsabilidade é o princípio da legalidade. A doutrina moderna não admite em nenhuma hipótese. descumpre um dever legal de agir. Para o administrado é difícil provar quem foi o agente responsável pelo dano. Em um segundo momento. A excludente da responsabilidade surge quando falta um dos quatro elementos formadores da responsabilidade (conduta.

O estado responde pelos atos de seus agentes. É um rol exemplificativo. podendo haver. Responsabilidade civil no Brasil: Art. responsabilidade subsidiária: o Estado responde por um agente de uma outra pessoa jurídica (de uma autarquia. Excepcionalmente haverá comunicação (Art. Conduta omissiva  responsabilidade subjetiva (doutrina e jurisprudência). Art. Será absolvido também no cível e administrativo. Em caso de excludentes não significa “absolvição” para os demais processos. indireta: autarquias e fundações públicas) e privado (administração indireta: empresa pública e sociedade de economia mista. a responsabilidade é subsidiária. em algumas circunstâncias podem gerar responsabilidade subjetiva. Responsabilidade primária: agentes próprios do Estado. Código Civil). § 6º. Conduta comissiva  responsabilidade objetiva. 37. é impessoal. culpa exclusiva da vítima. CF (aquiliana). Como o agente não é do Estado. CPP: reconhecida uma excludente penal. 65. Sujeitos: pessoas jurídicas de direito público (administração direta. ainda que a nomeação do agente seja ilegal: princípio da aparência. Se a culpa é concorrente o Estado responde. A hipótese existente no ordenamento de responsabilidade solidária é nas PPPs (concessão especial de serviço público). excluindo a ordem de preferência. 935. ela será objetiva. somente as excludentes é que não poderão mais serem discutidas. por exemplo). desde que prestadoras de serviços públicos. força maior. 73 . O ato do agente pode gerar responsabilidade civil. O Estado responde pelos atos praticados por seus agentes. As únicas hipóteses em que a absolvição no penal comunica-se à civil e administrativa são as de negativa de autoria e inexistência do fato. Responsabilidades são independentes. estado de necessidade etc – não se discute mais este fato). 126.Teoria do risco administrativo: admite excludente. ela faz coisa julgada no processo civil e administrativo (ex: legítima defesa. entes de cooperação – OS e OSCIP – quando estão prestando serviços públicos). Em regra. portanto. mas a conduta do prejudicado será considerada para a fixação do quantum indenizatório (jurisprudência: 50% para cada. dano ou nexo). mas dependerá da culpa de cada um). Lei 8112/90): processo penal absolver em razão da negativa de autoria e/ou inexistência do fato (falta de materialidade) (Art. Em alguns casos pode-se afastar essa responsabilidade (não há conduta. mas há uma ordem de preferência  primeiro a pessoa jurídica e depois o Estado. A CF/88 é clara para reconhecer a responsabilidade por dano material e moral. Em algumas circunstâncias a nossa lei já reconhece a responsabilidade solidária. se é exploradora da atividade econômica a responsabilidade não é objetiva. concessionárias e permissionárias de serviços públicos. penal e administrativa. uma condenação no cível ou no administrativo. Excludentes da responsabilidade: caso fortuito.

porque se o lugar exigia segurança redobrada. A indenização terá uma natureza em cada situação. Decorrente de ato lícito: fundamento jurídico é o princípio da isonomia. Conduta lesiva: conduta comissiva (ação) responsabilidade objetiva (conduta + dano + nexo). Se a responsabilidade é do agente de concessionária. A responsabilidade do Estado depende de agente público. Não há direito à manutenção de regra urbanística. vaza material nuclear). indenizar neste caso significa enriquecimento ilícito. ou havia polícia que nada fez. Conduta omissiva: responsabilidade subjetiva. A jurisprudência diz que o Estado cria o risco. bombas no armazém explodem. Presos em briga. Agente: a responsabilidade poderá ser primária ou subsidiária. outra pessoa jurídica ela será subsidiária. 3. Diferente de indenização por desapropriação. Dano: se não há dano. se não há lesão a direito. Fuga de preso que invade casa vizinha: responsabilidade objetiva. não há dever de indenizar. Três elementos: ilícito + dever de prestação legal + dentro do padrão normal (STF: princípio da reserva do possível). Risco criado pelo Estado: a responsabilidade é objetiva. Com contrato a responsabilidade é a contratual. autarquia. A indenização não é o elemento principal. Conduta que decorre de risco: para Hely Lopes. O dano tem que ser jurídico (lesão a um direito). de agente público no exercício da função pública. o estado sempre responde. e não pelo risco administrativo (minoria). O agente tem que estar nesta qualidade. 2. que desempenhe função pública para gerar a responsabilidade. não há 74 . ele faz algo que cria o risco (ex: semáforo deu defeito. Decorrente de ato ilícito: fundamento é o princípio da legalidade (administrador faz o que não está autorizado por lei – isso tanto para atos jurídicos quanto para atos materiais). ela é um sub-produto da responsabilidade quando decorre de atos que não visam prejudicar alguém. Elementos: 1. ele não responde em regra. a responsabilidade por material nuclear e bélico é responsabilidade por risco integral. um morre: responsabilidade objetiva. faltou com o dever de vigilância (responsabilidade subjetiva – conduta ilícita). pode indenizar (era possível impedir). Ex: Estado indenizar por furto de veículo ocorrido em via pública. não basta ter prejuízo. não dispensada a teoria da aparência (aparência de servidor – nomeado ilegalmente). mas se pratica com uma arma: responde. Preso que pratica suicídio com lenço: não responde.Responsabilidade civil do Estado é a extracontratual ou aquiliana. não basta ser econômico. ela é primária. Se quem indeniza é a própria pessoa jurídica a que o agente pertence. Se o preso invade casa distante do presídio: responsabilidade subjetiva. Decorrente apenas de ilícito: fundamento é o princípio da legalidade. depende da culpa do agente ou serviço  omissão na cautela no presídio (segurança).

70 do CPC: denunciação da lide obrigatória quando há regresso. não gera direito a indenização. Dano normal não gera direito de indenização. se o Estado não faz. O dano deve ser certo. Art. Da mesma forma pode cobrar dos dois em litisconsórcio passivo. Para o STJ a denunciação da lide é discricionária. porque teria que se discutir a culpa. mas com denunciação da lide. O Estado contra a vítima. mas estará abrindo mão da responsabilidade objetiva. ela pode escolher. Na verdade. Isso criaria enorme tumulto ao processo. Se é prejuízo geral não há direito de indenização. assim. a responsabilidade é subjetiva. Se vai além do necessário o dano passa a ser indenizável. Dano especial: é aquele que tem particularização. Por isso a decisão do STJ é bastante coerente. Ação regressiva em face do agente: depende da identificação do agente e verificação de sua culpa ou dolo. Em modificação de regra urbanística só há dano econômico. 75 . Dano: anormal. logo. o Estado irá alegar culpa ou dolo do seu próprio agente. provando a culpa novamente. perde o direito de regresso? O STJ diz que não. Este dano precisa ser anormal. Ação da vítima X Estado cabe denunciação da lide (agente)? Para os administrativistas é vedada a denunciação da lide. anormal. jurídico não. é decisão facultativa do Estado. Ação da vítima X Estado a responsabilidade é objetiva (regra). identifica-se a vítima do evento. não inovando completamente no processo. em nome da economia e celeridade processuais a denunciação da lide é admitida. Os elementos são cumulativos. determinado ou determinável (dano emergente ou lucro cessante). certo e especial  indenização. O Estado. A vítima pode cobrar direto em face do agente? A jurisprudência diz que é um privilégio da vítima se valer da responsabilidade objetiva. Para o STJ. O direito de regresso do Estado é constitucional. atrasando o processo e prejudicando a vítima. não há qualquer nulidade ou prejuízo. O Estado contra a vítima só poderá alegar alguma excludente (culpa exclusiva. a vítima não perde nada. Ela traria fato novo ao processo (discussão da culpa ou dolo). não havendo qualquer nulidade no processo caso não faça. assumindo a responsabilidade (só poderá cobrar em ação de regresso se o agente agiu com culpa ou dolo). 70. pode cobrar depois em regresso. da vítima X agente depende a comprovação da culpa dele. caso fortuito ou força maior). o Estado confessa e afasta inclusive qualquer excludente contra a vítima. não traduzindo efeito procrastinatório em prejuízo dela. não poderia retirar esse direito dizendo que a denunciação da lide é obrigatória sob pena de perda do direito de regresso. Para algumas decisões do STJ. trazendo o agente ao processo. terá que provar a culpa (responsabilidade subjetiva). neste caso ela não é obrigatória. está reconhecendo a sua responsabilidade. a vítima deve ter tocado no assunto de culpa ou dolo na inicial. para que a denunciação da lide seja possível.responsabilidade. Art. o CPC. jurídico.

imóveis. o particular pode utilizar livremente. CF). A justificativa é o princípio da continuidade (ex: se penhorados prejudicam a continuidade do serviço. Pode ser entendido em sentido amplo ou restrito. Minoria (José dos Santos Carvalho Filho): não segue o decreto: 3 anos do Código Civil. atuação que o estado exerce sobre os seus próprios bens. nem todos os bens serão públicos. Celso Antônio e a jurisprudência (posição que prevalece) dizem que também são bens públicos aqueles pertencentes a empresa pública. é o mesmo que bem de uso comum do povo (bem de domínio público = bem de uso comum do povo). 76 . sobre os bens dos particulares e sobre os bens insuscetíveis de apropriação. Concessionária prestadora de serviço público em regra os bens são penhoráveis. Domínio amplo é o controle. Só é possível dizer que bem de empresa pública e de sociedade de economia mista é impenhorável quando for indispensável e estiver diretamente ligado á prestação de um serviço público. 28). Lei 8987/95 (concessão e permissão) impediu que as concessionárias dessem seus bens utilizados para o serviço público em garantia (Art. mas não é a posição majoritária. corpóreos e incorpóreos. Pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público: entendimento de que prevalecem os 3 anos do Código Civil (Art. V) para reparação de danos. logo. Bens que seguem o regime de bens públicos: móveis. §. os bens têm que ser protegidos da mesma forma). BENS PÚBLICOS Domínio público: definir os bens que pertencem ao Estado. Para saber se o bem é público deve-se verificar a quem pertence. Prescrição: responsabilidade com prazo prescricional de 5 anos em face da Fazenda Pública para a maioria (Decreto 20910/32). Bem público é aquele pertencente a pessoa jurídica de direito público (administração direta.ninguém discorda que é público). Bens protegidos. 37. A doutrina então raciocina: se a concessionária tem essa proteção porque as empresas públicas e sociedades de economia mista não teriam? Merecem tratamento de bens públicos por meio da analogia. 206.Hoje a jurisprudência diz que para que o estado ajuíze ação de regresso contra o agente é preciso ter sido condenado. autarquias e fundações públicas de direito público . Bens das empresas públicas são em regra penhoráveis (muito cuidado!). pois são imprescindíveis à continuidade do serviço público. 5º. direitos e ações. mas dispensa-se o trânsito em julgado para o ajuizamento. comando. § 3º. Em face do agente a ação de reparação civil do Estado é imprescritível (Art. Domínio público em sentido estrito significa bens que estão à disposição da coletividade. Para José dos Santos Carvalho Filho os bens públicos pertencem apenas a essas pessoas. sociedade de economia mista desde que estejam diretamente ligados ao serviço público (são pessoas jurídicas de direito privado). semoventes.

desnecessária a motivação para a dispensa – OJ 247. Faixa de fronteira: não é bem da União. por isso deverá ser objeto de controle no STF. é especial por prestar serviço postal que é de competência da União.ECT tem natureza de empresa pública. O TST ultimamente tem entendido que se a ECT quer ser Fazenda Pública. mas não é proprietária. não interessando se a bicicleta está ou não diretamente ligada ao serviço público. regime de precatórios. Plataforma continental e zona econômica exclusiva a União não é proprietária. ela só ira regular a sua utilização e ocupação. mas isso em relação à central da ECT e não às franquias. CF. alterado pela EC 46/05 (IV – município situado em ilha. é terra de ninguém. 21. CF). Penhora de bicicleta da ECT: não é possível. Zona contígua: 12 a 24 milhas a União exerce somente poder de polícia. após o Código Civil não existe mais (há o direito de superfície). se a água recua. tem apenas os recursos naturais. a ECT tem tratamento especial de Fazenda Pública por ser serviço exclusivo do Estado. 77 . Classificação dos bens públicos: Em razão da titularidade: • Federal: Art. sem a possibilidade de concessão. X. na mesma faixa (de 12 a 200 milhas). Mar territorial: primeiras 12 milhas e pertence à União (tudo). mas é sui generis. por isso é entendido como sendo um serviço exclusivo da União (ADPF 46 discutindo a matéria). 100 da CF. em regra as ilhas pertencem à União). ADPF 46: acompanhar a solução no STF da discussão sobre o serviço postal (retirar a exclusividade da ECT – mudará o regime da ECT). Fruto da falência do regime das capitanias hereditárias. Zona econômica exclusiva: 12 a 200 milhas e corresponde à parte que está na superfície. as terras devolutas são aquelas sem demarcação. rol taxativo. se delimita passa a ser mera terra pública. Foi demarcado em 1850 e continua até hoje. servidor celetista selecionado por concurso e não goza de estabilidade. Altomar: de 200 milhas para frente e é res nullius. não pertence à União. imunidade tributária. A garantia nesse caso. de outro lado. deve afastar então a dispensa imotivada. não precisa licitar*). *De 1988 para cá a ECT os correios distribuídos pela cidade são transferidos a particulares por meio de franchinsing. há acrescido de terreno de marinha (pertencente à União). O TCU decidiu (maio de 2006) então que os contratos de franchinsing já existentes permanecem. Se a água avança. sem delimitação. Jurisprudência pacífica do STF e STJ de que a ECT tem tratamento de Fazenda Pública (bens impenhoráveis. 20. a terra que está em baixo da água é a plataforma continental. O TCU fez controle de constitucionalidade em concreto. desaparece o terreno de marinha. Terreno de marinha: faixa de 33 metros a contar da preamar (maré alta) média. sem licitação e sem contrato administrativo (muito espertos!). mas terão a partir de agora 90 dias para reorganizar e somente poderão contratar mediante licitação. permissão ou autorização (Art. segundo o TST. Decreto-lei 9760/46. A enfiteuse ainda prevalece naquelas que preexistiam ao NCC. é o regime de precatórios do Art. O bem é impenhorável. mas a decisão está produzindo efeitos erga omnes.

de uso especial ou dominical. Para seu uso normal não precisa de autorização. mas a reunião terá que ter a mesma repercussão. Para a prova são sinônimos. pública. Cretela Júnior os distingue: dominial é o que está sob o domínio do Estado. Em ambos. Também podem regulamentação. Ex: ruas. concordância.• • Estadual: não há rol taxativo. o administrador terá que viabilizar). A doutrina moderna chama de alienabilidade condicionada. • Bens dominicais: encontrados por exclusão dos demais. é gênero. utilização de forma indistinta. hora. são instrumentos indispensáveis para a prestação serviço público. 78 . São os bens utilizados para a prestação serviços público. podendo ser de uso comum do povo. Municipal: não há rol taxativo. terras devolutas (eram terras sem dono). o mesmo resultado. mas não absoluta. a regra é que são inalienáveis. Não têm destinação pública. O poder público conserva como se fosse um particular. mas nada impede que o Estado discipline o uso. • Bens de uso especial: também são chamados de bens patrimônio administrativo. A comunicação não impede a reunião (o direito de reunião também não pode prejudicar o interesse público. sem discriminação. praças etc. preenchidas algumas condições poderão ser alienados. é espécie. Ex: terrenos de marinha. pode ser preciso autorização. Dominical: só o que não tem destinação pública (é minoria). Utilização de bem público e direito de reunião: a comunicação é necessária se o uso não é normal. A jurisprudência diz que o administrador terá que viabilizar. Se a supremacia exige o poder público pode impedir. É aquele que está à disposição da coletividade. Dominical e dominial: para a maioria da doutrina são sinônimos. para o uso geral. • Distrital: acumula os bens dos estados e municípios e o rol e também exemplificativo. por exemplo: pode impedir reunião às 18h na Avenida Paulista – não pode gerar gravame ao interesse público. qualquer um. Está à disposição. aconselhar outro dia. Em razão da destinação: • Bens de uso comum do povo: ou bem de domínio público (em sentido estrito). local. praias. Regime jurídico dos bens públicos: Alienabilidade: inalienabilidade é relativa. escola. mas a do de do ter Tanto os bens de uso comum como os de uso especial têm finalidade Hely Lopes dizia serem inalienáveis (regra). Significa só que não tem finalidade pública e não que seguirão regime de privado (é protegido). repartições etc. Ex: hospital.

Bens dominicais são alienáveis. O simples não uso não desafeta o bem. Bem de uso comum  bem dominical: Celso Antônio e Hely Lopes: só a lei poderá promover a desafetação ou no mínimo ato administrativo quando expressamente autorizado por lei. ato administrativo. Divergência: Maria Sílvia e Carvalho Filho (minoria): as formalidades são dispensáveis. Ocorre que um bem dominical pode ser transformado em bem de uso comum e vice-versa: bem de uso comum transformado em bem dominical. por ato administrativo ou por simples destinação (uso). bem desafetado. Se bem que era de uso comum ou especial e fica sem destinação passa a ser dominical. A mudança de destinação influi na alienabilidade. Bem dominical é alienável. perde a finalidade específica). será inalienável. ou seja. mas de forma condicionada. A afetação do bem. pode ser feita por lei. Essa é a posição de Celso Antônio (maioria). É necessário lei ou por ato administrativo quando expressamente autorizado por lei. Diógenes Gasparini chama desafetação de desconsagração e afetação de consagração como sinônimos. dar-lhe mais proteção. A preocupação é a destinação (não adotar para a prova). O não uso não desafeta o bem. uso etc. mas está condicionado a alguns requisitos: Arts. Doutrina moderna: alienabilidade condicionada. Essa mudança é chamada de afetação e desafetação (ou consagração e desconsagração – Diógenes Gasparini). 17 da Lei 8666. Bem dominical  bem de uso especial: o simples uso é suficiente para configurar afetação. 17 a 19 da Lei 8666/93 (essas regras foram objeto de controle de constitucionalidade). pode ser lei. desde que preenchidos os requisitos do Art. podendo ser feito por meio de lei ou ato administrativo (sem autorização expressa de lei) ou ainda fato da natureza (ex: desabamento de escola – o bem desapareceu. Exceção: bens dominicais. Bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis (tem finalidade específica pública). O simples uso gera afetação? Sim. Bem de uso especial  bem dominical: a doutrina flexibiliza um pouco mais. 79 . Se ganha destinação específica o instituto é chamado de afetação. não precisa de rigor.A doutrina tradicional fala em inalienabilidade relativa. A simples mudança de destino ou retirada já é afetação ou desafetação. pois será retirada proteção do bem. alienável. porque será dado maior proteção. A contrario sensu. para desafetar a doutrina exige maior rigor. mas essa não é a posição majoritária. Transformação de bem de uso comum em bem de uso especial: desafeta e afeta pelo simples fato de mudar a finalidade para Celso Antônio Bandeira de Melo.

O Art. 17. 8666): valor dos bens ou conjunto de até R$ 650. 17.196/05 e recentemente pela MP 292 (ainda não convertida em lei – é de maio de 2006). Os requisitos do art. 80 . XXVII.  Avaliação prévia.  Licitação na modalidade de concorrência (necessariamente) como regra geral. Há circunstâncias em que a licitação é dispensada: doação. mas a lei só será de âmbito federal. §. 17 precisa de interpretação conforme. ou seja.00 na modalidade de leilão. Estados e municípios legislam sobre normas específicas. O STF fez interpretação conforme. 8666)  O bem tem que estar desafetado. permuta (Art. É lei de âmbito nacional. da 8666.  É necessária declaração de interesse público (princípio da indisponibilidade). Na dispensável tem. não declarou a inconstitucionalidade do Art. ele não tem liberdade de escolha. A União foi além da norma geral. 17. Excepcionalmente se o bem imóvel for decorrente de decisão judicial ou dação em pagamento poderá ser leilão ou concorrência (Art. CF). Decreto-lei 25/1937. o tombamento persegue o bem. 8666). 19. Alienação de bens móveis (Art. I. Avaliação prévia. II. Se for de pessoa jurídica de direito privado não há necessidade de autorização legislativa. Alienação de bens imóveis (Art.  Licitação (Art. 17. 8666):    Desafetação. Há circunstâncias em que a licitação é dispensada: doação. 8666).  Autorização legislativa para venda de imóvel pertencente a pessoa jurídica de direito público. A doutrina admite duas possibilidades em que o bem público é inalienável de forma absoluta: Art. Bem tombado privado é alienável. A União também poderá legislar sobre norma específica. 22. O administrador não pode dispensar se quiser. apreendidos e penhorados também se faz por leilão. Acima do limite a modalidade será a da concorrência. aplicável apenas para a União. 225. I.000. é regra específica (ADIN 927). Bens móveis inservíveis. 17 da lei 8666 foi alterado pela lei 11. 8666). permuta (Art. § 5º da CF (bens indispensáveis à manutenção dos ecossistemas) e os bens públicos tombados. 17. 6º. STF  Art. “b” e “c”. 17. 17 só se aplicam à União. O Art. Declaração de interesse público. 17.União legisla sobre normas gerais de licitação (Art.

Art. 183. É possível a usucapião do domínio útil. Não oneração: impossibilidade de oneração. Penhor: garantia fora da ação. Não podem ser usucapidos. Porque não penhorar bem público? Estaria se admitindo transferência pela via comum e essa transferência tem requisitos próprios dos bens públicos. Se a penhora é a garantia do juízo qual a garantia que o poder público pagará suas dívidas? Regime de precatórios (Art. não poderá ser alienado livremente (a alienação é condicionada). 17. Bem público não pode ser objeto de penhor. ele tem o domínio útil. Seqüestro: sobre bens determinados. É possível usucapião de domínio útil de bem público? Domínio útil é instituto que existe dentro da enfiteuse (deixou de existir a partir do NCC). 81 . O enfiteuta é como se fosse o proprietário. Hoje nem mesmo esses. 100. Penhora: restrição judicial para a garantia do juízo. nomenclatura moderna): admitia-se para os bens dominicais. Art. 8666: aquele que tem posse legítima de área remanescente à usina hidrelétrica – dispensa o dever de licitar. já que ao final o bem que sofreu a constrição não poderá ser alienado livremente. § 3º e Art. Só ele tem interesse. Bens públicos não podem ser objeto de penhor e hipoteca porque futuramente será convertido em penhora e. Imprescritibilidade: impossibilidade de sujeição à prescrição aquisitiva (usucapião). Aplicável tanto para os bens das pessoas jurídicas de direito público como para as prestadoras de serviço público. Impenhorabilidade: bens públicos não podem ser objeto de penhora. Arresto e seqüestro enquanto cautelares típicas acabam resultando em penhora. constituição de direito real de garantia (fora de juízo). 102. Formas de investidura: área inaproveitável e remanescente de obra pública – alienar para o imóvel lindeiro (vizinho). Arresto: sobre bens indeterminados. Usucapião pro labore (ou usucapião especial. é aquisição de particular sobre particular. Código Civil. hipoteca. os bens necessários para a garantia. §. O poder público continua sendo o proprietário (senhorio). Art. igualmente. O enfiteuta perdeu para outro particular. I e II. É forma especial da Lei 8666. Nem todo débito judicial está sujeito ao regime de precatório: débitos de pequeno valor (até 60 salários mínimos). Fundamento: CF. Precatório constituído até 1º/07 é pago no exercício seguinte. 3º. parágrafo único. CF). Em caso de preterição da ordem cronológica de precatórios admitese o seqüestro do dinheiro (ordenado pelo presidente do tribunal que proferiu a decisão exeqüenda)  é o chamado seqüestro constitucional. mas têm fila própria. O simples decurso do tempo não dispensa o atendimento aos requisitos relacionados à transferência de bem público. arresto e seqüestro. É direito real de garantia sobre bens móveis. Débitos de natureza alimentar estão sujeitos a precatórios. Hipoteca: direito real de garantia sobre bens imóveis. nem mesmo os dominicais. 191.Investidura: forma de alienação de bem público sem licitação. nenhum bem.

mas o que ocorre é que ele concede ao particular uma utilização especial do bem). O primeiro da lista é o município. Esse rol é somente exemplificativo. CP: objetos de crime transferidos ao poder público (pena de perdimento de bens ou confisco).O poder público pode usucapir o patrimônio de particular? Sim. 82 . tratando-se de licitação dispensável (pequeno valor) é possível a aquisição de bens pelo poder público pela arrematação ou pela adjudicação (numa ação de execução). * Abandono de bem. automaticamente passam ao poder público) (área comum em condomínio também é transferida automaticamente ao poder público. avulsão (um bloco inteiro que se desloca. permuta. São contratos regidos pelo direito privado. 91. Somente se existir a intenção de abandonar (deixar de cumprir as obrigações tributárias gera presunção absoluta de abandono). São formas de acessão natural. doação. * Desapropriação. Seria desrespeito à regra da imprescritibilidade. dação em pagamento (ex: pagar tributo com bens vende por leilão ou concorrência. só é possível em face do patrimônio do particular. * Aluvião (pequena quantidade de terras que vão cumulando. Forma de aquisição originária da propriedade. Lei 8429/92 (improbidade administrativa): devolução dos acrescidos do que auferiu ilicitamente. parcelamento do solo urbano. * Adjudicação e arrematação em execução. Não desapropria porque na desapropriação é necessário indenizar. I. também chamado de pena de perdimento de bens ou confisco. o que não significa que não tem que licitar. Regras para aquisição de bens públicos: Formas de aquisição: * Contratos regidos pelo direito privado: contrato de compra e venda.com indenização). Um ente público pode usucapir bem de outro ente público? Não. praças. * Legais: Art. contrato constituído pela administração que estabelece a dação em pagamento como forma de adimplemento). descendo dos imóveis superiores aos inferiores e dispensa indenização). sendo possível fazer a usucapião (atendidos os requisitos) é possível. as ruas. * Usucapião. * Direito hereditário: por meio da herança jacente (não deixa herdeiros para os bens). por meio de testamento. gera indenização ou direito de o prejudicado retirar a porção deslocada) e álveo abandonado. reversão (transferência dentro da concessão dos bens da contratada para a continuidade do serviço . loteamento – Lei 6766/79 (ao fazer o registro. Está sujeito ao procedimento licitatório. assim.

há dever de indenizar. É gratuita. logo. parques etc). passagem de fiação elétrica etc).Gestão de bens públicos. discricionário e precário. exige licitação e regra geral por concorrência e deve ter prazo determinado (como todo contrato administrativo). Permissão: é utilizada para situações mais permanentes. na lata de lixo. com dever de indenizar. mas não é proibida) e a modalidade dependerá do valor do contrato. Em razão do uso remunerado. A retomada antes do prazo é possível. arrendamento. A concessão depende de autorização legislativa. Bem público utilizado pelo particular: ele ganha o controle. é chamada de permissão simples em que o poder público pode retomar o bem a qualquer tempo independentemente de indenização. Concessão de uso de bem público: constituída em situações solenes permanentes em razão do interesse público. Ex: restaurantes do Fórum. são reversíveis (bancas. placas. Utilização pode se comum ou especial: comum  todos utilizam. É a utilização especial de bem público. concessão. Autorização: eventos ocasionais e temporários. permissão e autorização. A doutrina diz que a permissão condicionada deve ser constituída por contrato (excepcional). No uso normal se dispensa autorização. Acontece no interesse do particular. utilização remunerada de bens públicos (pedágios. A doutrina hoje admite excepcionalmente permissão com prazo. Regra geral não tem prazo. condomínio fechado etc. cobrar. permissão e autorização de uso). Destinação dos bens públicos: uso normal ou uso anormal. É ato unilateral. orelhões. Por ser ato precário. vale a generalidade do uso de forma indiscriminada. pagamento em estacionamento público – é de uso discriminado e não de generalidade). chamada de permissão condicionada e a retomada antes de findo o prazo. Excepcionalmente o bem é retirado do uso indiscriminado e passa a ser utilizado de forma privativa. escapa da destinação normal. calçadas de bar. Transferência da utilização de bem público. em razão do uso privativo (utilização privativa – ex: banca de revistas. Não pode restringir. No interesse público e no interesse privado. instalação de circo. o poder público pode retomar a qualquer tempo e não há obrigação de indenizar. Realiza-se por contrato administrativo. enfiteuse etc. tornar exclusivo. Garantem ao particular a utilização especial de bens: locação. Há institutos específicos de direito público: concessão. mas não definitivas. Não é obrigatória a realização de licitação. uso de calçada. comodato. mas se existir competitividade é possível a realização (não é o comum. É feita por ato unilateral discricionário e precário (a de serviço público é por contrato). uso compartilhado (tanto o público quanto o particular utilizam) (ex: propaganda permitida na via pública. Institutos próprios do direito privado. 83 . No uso anormal é preciso autorização. Ex: festa na rua. Especial  necessitam de autorização especial. em universidade ou hospital público (estabelecimentos comerciais em geral que funcionam dentro de repartições públicas).

A intervenção é exceção. não há exclusão dele. usufruir. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE Regra geral não será possível a intervenção do Estado na propriedade particular. em regra não intervirá. por isso a importância de saber qual instituto é. quem irá decidir no caso concreto qual deles será utilizado é o poder público. Na verdade. limitar a atuação do particular em face do interesse público) na busca do bem estar social. Direito de propriedade: direito de usar. Ela atinge o direito de propriedade. Para Hely Lopes (doutrina tradicional) só a limitação é poder de polícia (o admite apenas como o exercício de uma obrigação de não-fazer). 243. ora no exclusivo. Absoluto: sem qualquer limitação alheia. Sempre que é desapropriação o Estado tem que indenizar. dispor e reaver o bem com quem quer que ele esteja.Casuisticamente podem ser encontradas divergências sobre ser um ou outro instituto. só ocorrerá nas hipóteses expressamente permitidas em lei. CF a área será expropriada sem direito a indenização para o assentamento de colonos para a plantação de alimentícios e medicamentosos – desapropriação sancionatória ou desapropriação por confisco). limitação – o poder público interfere de tal maneira que elimina o direito de propriedade – neste caso é chamada de desapropriação indireta). Também é possível intervir em razão da prática de ilegalidade (ex: plantação de maconha – Art. Há limitação à liberdade do dono. Limitação Administrativa: é atuação geral e abstrata do poder público. exclusivo: ninguém usa além do proprietário. exclusivo e perpétuo (três elementos do direito de propriedade). liberdade de utilizar. perpétuo: para sempre. a restrição à propriedade representa exercício do poder de polícia (em seu sentido amplo. Esta ninguém discute que é exercício do poder de polícia (restringir. Assim o poder de polícia é justificativa para todas as formas de intervenção. Para Celso Antônio e Maria Sílvia (doutrina moderna). salvo a desapropriação. Intervenção: seu fundamento maior é a supremacia do interesse público. ora no caráter absoluto. Não tem destinatário determinado (proprietários indeterminados). os outros não são verdadeiro poder de polícia. gozar. só poderá fazê-lo quando expressamente autorizado por lei. Compatibilização do interesse público com o particular. há a exclusão do direito. como exercício de obrigação de fazer ou obrigação de não-fazer). Alguns institutos interferem na propriedade. A única hipótese que retira a propriedade do particular é a desapropriação (pode estar disfarçada de servidão. Modalidade de intervenção: 1. apenas restringe o direito do proprietário. frenar. no seu caráter absoluto. Proteção do 84 . que é chamada de sacrifício de direito: não é simples exercício do poder de polícia.

independentemente da ordem: União  estado. caso contrário. e serviente – cede). Ela produz efeitos para o futuro. estado  União etc. 2. Goza de caráter perpétuo. vai perdurar enquanto houver interesse público (perpetuidade relativa). Por acordo entre a administração e o particular. Normalmente atinge o direito de construir. desaparece. Limitação é restrição ao caráter absoluto da propriedade – atinge a liberdade de utilização. Seja o Estado ou o servidor delegado serão os titulares. Quem é usado é o bem (serviente). A concessionária será titular se autorizada por lei ou contrato. Relação de dominação: no direito civil acontece de um bem sobre outro bem (dominante – usa. Ela é concreta e com proprietário determinado. Quem usa é o serviço (dominante). Normalmente a perpetuidade de direito real é absoluta. Ex: só pode construir até 6º andar.interesse público. ela é geral e abstrata. Depende da competência para prestar o serviço. Ela restringe o caráter exclusivo da propriedade. Para legislativa. 2. É específica e tem proprietário determinado. diferente do direito privado. Pode ser constituída de três formas: 1. É possível a servidão entre entes públicos e pela posição majoritária. a servidão perde o seu objeto. Não gera dever de indenizar. Há o direito de seqüela por ser direito real. Uma minoria que a ordem “hierárquica” deve ser obedecida. No direito civil: bem  bem. Servidão Administrativa: É um direito real sobre coisa alheia. Proteção do interesse público. que protege o particular. para as próximas situações. Se situação anterior exigir que se adeqüe terá que indenizar (mas a limitação por si só não gera indenização). mas a sua perpetuidade não é absoluta. Por lei constituindo efeitos concretos. Finalidade: prestação de serviços e para utilidade pública. É utilizada para a prestação de serviços público. Na servidão administrativa a relação de dominação é diferente: serviço  bem. Não tem relação de dominação. O Judiciário poderá controlar em caso de violação da legalidade. A coisa tem que ser alheia. 85 fazer servidão administrativa é necessária autorização .

ela depende de registro (proteção em face de terceiros. devolve outro da mesma qualidade e quantidade. e na falta de bens ele pode ocupar provisoriamente para manter a continuidade do serviço (é a reversão da concessão que Maria Sílvia chama de ocupação temporária). Há o dever de indenizar por parte do poder público. Havendo caráter individual é desapropriação. devolve-se o imóvel com indenização. 3. é temporário. Não tem caráter perpétuo. Requisição é específica. Essa é uma das modalidades de ocupação temporária. XXV. se não devolve. Sendo encontrado algo. a hipótese é de requisição (ex: frangos de frigorífico. ocorrendo a reversão. 4. Por ordem judicial: sentença. em face de prejuízo. Não pode ser oneroso demais para o particular. Forma de intervenção pela qual o poder público utiliza transitoriamente imóveis privados. Só é possível indenização se ocorrer dano efetivo. publicidade) quando constituída por acordo e sentença. A ocupação atinge o caráter exclusivo da propriedade do particular. É divergente. Para a prova é reversão (no contrato administrativo). que tem caráter permanente. ao contrário da servidão. o particular tem que pedir judicialmente por ação de reintegração. Cessado o iminente perigo a administração tem que devolver.3. na verdade é desapropriação e tem que indenizar (desapropriação indireta – a administração sempre foge da indenização). Se o bem for fungível. Ocupação Temporária: é a utilização transitória da propriedade particular. Pode ser gratuita ou remunerada. havendo prejuízo para o particular. desde que o terreno seja não edificado (e não utilizado – doutrina). converte os bens para sua propriedade. CF. Requisição Administrativa: fundamento: Art. É a ocupação provisória. Como sua natureza é de direito real. É a utilização do imóvel vizinho para guardar materiais da obra pública. A segunda modalidade de intervenção o poder público irá utilizar para a pesquisa de minério e arqueológica. Requisição atinge o caráter exclusivo da propriedade. como meio de apoio à execução de obras e serviços públicos. 5º. enquanto estiver em andamento processo administrativo de rescisão do contrato de prestação de serviços o poder público vale-se dos bens do particular. Há indenização ulterior somente se houver dano. 86 . Se por lei. Utilização da propriedade particular quando presente iminente perigo. Maria Sílvia considera ocupação também a situação em que o contrato (concessão) é rompido e o poder público retoma o serviço. roupas de fábrica). o terreno será desapropriado. não precisa do registro porque a publicidade já está realizada. caso contrário. Ao final a administração resolvendo rescindir o contrato. Se restringe tudo.

ele deve ser visível aos olhos do povo. limita a liberdade do proprietário. a situação atual é crítica e o descaso do poder público é grande). É uma intervenção perpétua.5. Se o tombamento é de bem público. Direito de preferência do poder público (do ente que tombou). que tipifica crime (Art. mas na prática é desastroso (não há estrutura para a conservação. Não fazer  não danificar o patrimônio tombado. Via de regra patrimônio tombado não pode sair do país. não-fazer ou de tolerar. 87 . Tombamento é restrição parcial. Tolerar  o poder público pode fiscalizar a conservação do patrimônio tombado. Tombamento é conservação do patrimônio histórico. Pode ser tombado tanto bem móvel quanto imóvel. Vizinho do patrimônio tombado não pode construir ou instalar placas ou cartazes que prejudiquem a visibilidade do bem. há dever de indenizar. Fazer  conservação (com prévia autorização do poder público que tombou). ele é inalienável em caráter absoluto (geralmente os bens públicos são inalienáveis relativamente). Se o proprietário não tiver condições financeiras ele tem que comunicar ao poder público da necessidade de reparos. Como ele serve para contar a história. 165. é desapropriação indireta. É restrição em caráter absoluto da propriedade. Na teoria é um instituto fácil. apenas o bem público tombado. Nem todo bem tombado é inalienável. Caso o poder público não autorize a conservação e mesmo assim o particular faz a obra. e sendo de fato desapropriação. Não pode exportar patrimônio tombado. é dano ao patrimônio. Tombamento: fundamento no Decreto-Lei 25/37. o patrimônio particular tombado. Obrigações: de fazer. CP). é alienável. Caso o poder público não tiver sido comunicado da alienação para exercer o direito de preferência. O poder público pode mandar fazer. cultural e paisagístico. 22 do Decreto-lei 25/37). artístico. O particular deve comunicar o poder público de eventual alienação do bem para que possa exercer o direito de preferência na aquisição (Art. ele pode mandar seqüestrar o bem e o negócio jurídico será nulo. O tombamento por si só não gera direito a indenização. não será tombamento. da história). assim como de bem público ou privado. mas excepcionalmente pode retirar o bem (móvel) do país por curto espaço de tempo e por razões de interesse público (intercâmbio da informação. quando terá que indenizar. mas se a restrição é absoluta. Conservar a identidade de um povo. que vai mandar fazer o serviço (paga). uma vez constituída perseguirá o bem com quem quer que esteja.

Administração indireta: fase executiva. É a única modalidade de intervenção que o poder público adquire a propriedade. Não existe vínculo entre administrado e administração. os entes da administração indireta. 23. enquanto os estados e DF legislam em competência suplementar. CF). A União fica com normas gerais. A competência legislativa é concorrente (Art. 22. Administração direta: fase declaratória + executiva. Se o interesse é nacional. artístico. registrado (transcrito em livro próprio – livro do tombo: histórico. concessionárias e permissionárias não podem constituir a fase declaratória. A administração vai adquirir de qualquer jeito. produzindo todos os efeitos. Competência material (para efetivar a desapropriação) é de todos os entes (regra geral): administração direta. Competência legislativa é privativa da União (Art. a depender da natureza do bem). Modalidades: Quanto à eficácia o tombamento pode ser provisório ou definitivo. III. Ao final. Quanto à constituição. VII. Dependem da 88 . CF). Olinda). Tocante aos destinatários. paisagístico e cultural. pode ser voluntário ou de ofício (o próprio proprietário indica o interesse no tombamento ou quando fizer anuência por escrito) ou compulsório (não há manifestação do proprietário. ou individual. administração direta para a constituição do decreto. é aquisição originária da propriedade. mas deve-se interpretar como aqueles que receberam a descentralização de serviço) (Decreto-lei 3365/41). CF). A competência para conservar patrimônio é cumulativa dos três entes (Art. O mesmo bem pode ser tombado pelos três entes. se regional: estados. o tombamento é geral se tomba todo um município/cidade/bairro (ex: Ouro Preto/MG. passa a ser tombamento definitivo e perpétuo. todos podem constituir tombamento. administração indireta. poderá também legislar (Art. bem determinado. Na aquisição derivada há relação jurídica com o antigo dono (ex: compra e venda). concessionárias e permissionárias de serviços públicos (o decreto só falava em delegados de serviços. individualizado.A competência material é comum aos entes públicos. apenas a executiva. O provisório ocorre enquanto o procedimento administrativo corre. Desapropriação: é forma de aquisição originária de bem (não tem negociação. Pode ser só da parte externa (fachada) ou da totalidade. 6. quando normalmente é uma verdadeira desapropriação. II. local: municípios. 24. sendo assunto de interesse local. quem tomba é a União. quando tem é derivada). CF). iniciativa do poder público que impõe o tombamento). salvo o da transcrição. Na competência concorrente o município. Na fase declaratória o poder público declara a desapropriação por decreto expropriatório e decreto só pode ser feito pelo chefe do poder executivo. independentemente do antigo dono. Sendo assim. 30.

quem decreta é o Poder Executivo. não desapropria bem público. Estado apenas de município de seu território. só não podem fazer o procedimento integral. Não estão sujeitos à desapropriação os direitos personalidade. Bem público da União não pode ser desapropriado. Para o ente que irá desapropriar bem de outro ente é necessária autorização legislativa. basta ter fundamento para desapropriar. Comum ou ordinária: é a desapropriação regular. créditos. Desapropriação: Fase declaratória: via decreto expropriatório em regra feito pelo Poder Executivo. a resposta é que os entes da administração indireta podem fazer a desapropriação. feita por necessidade. utilidade e interesse social. Legislativo só tem competência para declarar. imagem. mas só fazem a fase executiva. quanto aos demais entes é possível. Pode quase tudo. É um procedimento eminentemente administrativo. concessionárias podem desapropriar. Delegados de serviços públicos podem desapropriar. 89 . Fase executiva: pagamento + entrada no bem pelo poder público. Modalidades de Desapropriação: o que muda de uma modalidade para outra é a forma de indenização (se é pena ou não) e não o fundamento propriamente dito. a mais simples. ligados à Bem público pode ser desapropriado. mas não todos. Isso quando autorizados por lei ou por contrato. corpóreos/incorpóreos. Também é possível o Legislativo declarar a desapropriação por lei de efeitos concretos. Objeto da desapropriação: na regra geral podem bens móveis/imóveis/semoventes. Não tem natureza de sanção. Executivo declara e executa. alimentos e autorais. direito à vida. armas etc. Legislativo só declara. O fato é que há transferência da propriedade. No direito civil se fala em perda da propriedade (particular ou não). A União pode desapropriar bens dos estados. executivo. só vai à via judicial em caráter excepcional. Respeitada a seqüência pode. DF e municípios. No administrativo é aquisição da propriedade. Decreto-Lei 3365/41: legislativo. E município só de particular.Cuidado! Em geral. Caso município desaproprie bem da União o vício é de objeto. ninguém pode. 1. Concessionárias e permissionárias apenas executam. livros.

Interesse social: ligado a questões de interesse social. Geralmente não há consenso sobre o que é justo (ação judicial). 184 e 191 da CF).1) Em razão da função social da propriedade: da propriedade rural ou urbana. Art. justa e em dinheiro – desapropriação comum ou ordinária) ou por sanção (indenização em TDA ou TDP). a jurisprudência diz que não é desapropriação. sem produzir nada. Se a propriedade é pequena ou média. 2.Os fundamentos são diferentes (na motivação da desapropriação será um ou outro): necessidade e utilidade pública  Decreto-Lei 3365/41. será utilidade se não houver urgência (Art. respeito às regras ambientais e respeito às relações de trabalho (impedir o trabalho escravo). Sancionatória ou extraordinária: é penalidade. Na CF: Art. desrespeita regra ambiental ou utiliza para trabalho escravo. Desapropriação florística: é aquela que acontece para a reserva/proteção ambiental. é a única e para o uso da família não pode desapropriar (não tem outra). Na outra não há que deixar o bem. para reforma agrária. a) Propriedade rural: a função social neste caso significa ser a propriedade produtiva. produtiva. mas terá que preservá-lo. não é o que o administrador entende como função social. não pode. 5º. Utiliza mal. A doutrina é que faz a distinção. nos casos em que o poder público não vai entrar no bem. só é conservação é limitação administrativa. que reduzem as desigualdades etc  Lei 4132/62. restrição ambiental. porque as “benfeitorias” (acessão artificial) são pagas em dinheiro. A mesma justificativa de reforma agrária e plano diretor pode ser por interesse social (cumpre a função social da propriedade rural ou urbana e ainda assim pode ser desapropriada – indenização prévia. Só é florística se o poder público for tomar posse da área. A indenização é feita por TDA (título da dívida agrária) resgatável em até 20 anos (é pena) para a terra nua. 90 . justa e em dinheiro. todos os entes podem desapropriar e todos os bens podem ser objeto de desapropriação. XXIV para ambos. Caso o proprietário for desconhecido a desapropriação terá que ser feita via judicial (necessariamente). A hipótese de penalidade decorre da função social da propriedade que está na lei. 5º). Aqui não há restrição. 5º (trata como se fossem sinônimos). Destina-se à reforma agrária (LC 76/93) (Arts. Divide-se em duas modalidades (função social da propriedade e tráfico de entorpecentes): 2. No perímetro urbano. mas o fundamento será necessidade havendo urgência. 2º (rol de interesse social). A indenização é prévia. O rol é o mesmo. situações que melhoram a vida em sociedade. Art. Para a reforma agrária só a União pode desapropriar bens imóveis rurais (competência material). Os fundamentos objetivos.

Incorporado basta estar em mãos do poder público. O prazo prescricional para interposição da ação de desapropriação indireta é de 5 anos (DL 3365/45. 10). proíbe tudo e impede a propriedade). A ação de desapropriação indireta e não de reintegração de posse. O poder público tenta fazer com que se cumpra a função social da propriedade. só condena em indenização. bens de valor econômico. Poder público pode desapropriar para alienar o bem. STF declarou inconstitucional (ADIN 91 . A área destinada à plantação da droga será expropriada e porque não tem indenização. desobedecendo a função social da propriedade (não edifica. Desapropria a área. sem obedecer ao formalismo da desapropriação. A administração desrespeita o procedimento da desapropriação. mera intervenção sem indenização (intervenções parciais). o juiz não manda devolver. Impetra-se ação judicial para que seja reconhecida a desapropriação indireta. obrigatório àqueles com mais de 20. O poder público engana. mandando edificar ou parcelar o solo compulsoriamente (edificação compulsória -1 ano para apresentar o projeto e mais 2 anos para começar a construção = 3 anos). tombamento. não urbaniza). Expropriação é sinônimo de desapropriação sancionatória sem indenização. Neste caso. colocar algumas máquinas. A indenização (sanção) é por TDP (título da dívida pública) resgatável em até 10 anos. gleba de terra usada para a plantação ilegal. porque no fundo ele impede que o dono tenha a propriedade (disfarçada de servidão e tombamento. como servidão. caso o proprietário desobedeça. Art. e a destinação será para instrumentalizar a investigação de tóxicos (implementar a fiscalização) ou para recuperação de viciados. 243. ainda assim não edifica: desapropria. 2. será instituído o IPTU com alíquotas progressivas. caso contrário poderá ocorrer a retrocessão (o sujeito pode readquirir o bem). em imóvel urbano ou rural e o destino da terra será para assentamento de colonos para a plantação de alimentícios e medicamentosos. também serão confiscados. 3. Faz como se não passasse de mera limitação administrativa. Fundamento: Lei 10257/01 (estatuto da cidade) e Art.000 habitantes). Indireta: a administração pública entra no bem sem declarar a desapropriação.b) Propriedade urbana: também se faz a sancionatória quando o proprietário descumpre o plano diretor (lei que organiza o município. Bens utilizados (bens móveis e imóveis) para a comercialização de psicotrópicos. CF. essa ação tem natureza de direito real e se o patrimônio já estiver incorporado pelo poder público. é confiscatória.2) Confiscatória ou em razão de psicotrópicos proibidos: Art. Só o município (e DF) pode desapropriar neste caso e só bem imóvel urbano. por exemplo.182. CF e a competência é do município e DF. A pena é gradativa. até o limite de 15% (por 5 anos). mas terá que dizer expressamente no decreto.

ressalvadas as necessárias e as úteis. concessionárias. por outro é possível. Decorrido este prazo a desapropriação é declarada sem efeitos. Tratando-se de desapropriação por necessidade ou utilidade pública o prazo será de 5 anos. É possível mudar a destinação declarada. impede que benfeitorias construídas após a decretação sejam indenizáveis. só executam. Alguns doutrinadores (minoria) defendem que seria um decreto legislativo que não depende do Executivo. tudo. ela vem logo após o recebimento da inicial para que o juiz conheça o local e a situação. Ação judicial especial.2260) e o prazo para a maioria passou para 10 anos com o NCC (Art. necessidade ou interesse social. inicia com a declaração de Fase declaratória: demonstrar a necessidade. valor. caracterizar o imóvel. Sendo pelo Legislativo ele pode declarar por meio de lei de efeitos concretos (com destinatários determinados). sob pena de nulidade. o restante é o executivo. O intervalo entre as fases declaratória e a executiva é chamado de prazo de caducidade. Fase executiva: pagamento + entrada no bem. A via judicial é excepcional. Interesse social: 2 anos e nesse caso não se admite nove decretação pelo mesmo fundamento. utilidade ou interesse (o poder público). É hipótese de mudança de destino autorizada pela lei. porque trata-se de direito real. formalidades. Como é lei ela tem que passar por sanção ou veto (o Poder Executivo pode vetar). Quando o proprietário é desconhecido é necessário ir a juízo para a desapropriação (para não ter que pagar duas vezes) e se não há acordo quanto ao valor também depende da via judicial. destino. definir benfeitorias. Procedimento administrativo: utilidade. Peculiaridades que tornam o procedimento especial: a) Na ação há uma antecipação de prova pericial. independente da oitiva da parte contrária o juiz já pode 92 de desapropriação: é ação de procedimento . O legislativo só declara. Uma vez decretada a desapropriação. Na declaração tem que constar tudo: qual é o bem. previamente autorizadas. 205). permissionárias não declaram. com a discriminação minuciosa dos bens no decreto. Tem que descrever tudo na declaração. Administração indireta. Indeniza para só então entrar no bem. No recebimento da inicial. Se faz em regra por decreto expropriatório pelo chefe do Executivo. desde que mantido o interesse público (tredestinação). Súmula 119/STJ fala em 20 anos e no STJ mantémse válida a súmula (na prova escolher entre 10 e 20 anos!). é quase um ato administrativo (o conteúdo é de ato) a desapropriação não está subordinada ao Executivo. mas poderá decretar novamente após de 1 ano (carência).

00 serão levantados ao final da ação. Sendo desapropriação indireta os juros começam da ocupação do bem.000. juros moratórios e compensatórios  Súmula 12/STJ diz que podem ser cobrados os dois cumulados.000.determinar a perícia (o peticionário autor da ação já deve pedir na inicial a nomeação de assistente técnico e enumeração de quesitos). b) A ação só discute dois assuntos: valor (discórdia quanto ao quantum) e nulidades do processo (formalidades).000. oriunda de decisão judicial. A diferença de R$ 400. condenação em R$ 500. Incidirão a partir do dia 1º/01 do exercício financeiro seguinte ao que ele deveria pagar com precatórios: já inicia no ano seguinte e então os juros começarão a correr somente no outro. O proprietário poderá levantar 80% do depósito. O proprietário já levantou R$ 80. caso o valor seja irrisório. normalmente o valor venal do imóvel considerado para o cadastro do IPTU. correção monetária a partir da avaliação. Os outros R$ 20. O valor é o de mercado. Ex: condenação em 2004. Incidem a partir da imissão da posse (provisória) para compensar a perda da posse desde o início. sem precatório: 01/01/2005 correm os juros.000.00. com a condenação. 93 . Ex: administração depositou R$ 100. Incidirão entre o que o juiz deu e o depositado (sobre a diferença). 15-A do DL 3365/45. soma ainda danos emergentes e lucros cessantes (o que perdeu e o que deixou de ganhar).000.000. precatório em 01/01/2005: juros a partir de 01/01/2006. será paga em precatórios.00.00. Ao final. a fim de beneficiar quem perdeu a posse. ADIN 2332  12% . sobre a mora. honorários e custas judiciais se o processo for para a via judicial.000.00. o restante somente ao final do processo. antes do julgamento final. Juros moratórios e compensatórios antes e depois da MP 2183/01 que incluiu dois artigos no DL 3365/45: Juros compensatórios: Art. proprietário reivindica R$ 1.00. Honorários só incidirão sobre a diferença de R$ 400.000. Valor da indenização: valor de mercado do bem (normalmente o valor venal utilizado no IPTU). Juros moratórios: incidem sobre o atraso no pagamento. a diferença do que não tiver sido depositado é paga por precatórios. c) A ação permite o incidente de imissão provisória da posse: antecipar a entrada do poder público no bem. Só se fala em imissão em caso de urgência e havendo o depósito do valor justo por parte do administrador. Súmula 618/STF: independentemente de propriedade produtiva ou não. LICITAÇÃO É o procedimento administrativo prévio que antecede o contrato administrativo.00 (débito judicial) e não sobre a totalidade. o juiz poderá fixar valor diverso.

Em 1997. III. 22. Agências reguladoras têm modalidade específica de licitação. Sujeitos à licitação: Art. O STF declarou inconstitucional todas as regras que escapavam à licitação. A União na Lei 8666/93 fez muito mais que norma geral. a União pode ter dois tipos de normas: gerais e específicas (de âmbito nacional e federal). Empresa pública e sociedade de economia mista prestadoras de serviço público têm que licitar. fazendo o controle. O pregão foi introduzido pela Lei 10. O pregão (Lei 10520) foi generalizado (aplicado para as licitações em geral). A única que só se aplica às agências reguladoras é a consulta. 94 . é possível a escolha pela melhor técnica. declarou que alguns dispositivos são apenas federais (ex: Art. Competência Legislativa para licitação e contratos administrativos: Art. As normas gerais são a Lei 8666/93 (alterada pela lei 1196/05 e pela MP 292/06) e a Lei 10520/02 (lei do pregão). a Lei 9472 veio dizer que agência reguladora não obedeceria à Lei 8666. CF) poderão ter estatuto próprio que discipline licitação e contratos. DF e municípios podem legislar sobre normas específicas: estadual. da Lei 8666:  Administração Direta. A União também poderá ditar suas próprias normas específicas e será uma lei federal que só se aplica a ela (União). ao lado da Lei 8666 (ela não esgotou a competência). Nem sempre tem como seleção a proposta mais barata. fundações. Institutos que permitem a aplicação da impessoalidade: concurso público e licitação. Enquanto não vier o estatuto também estão sujeitas à 8666. empresas públicas e sociedades de economia mista). mas declarou constitucional o pregão e a consulta (ADIN 668).  Fundo especial: é uma impropriedade do legislador. O STF. que já estavam incluídos no texto. § 1º.520 no status de norma geral. Os estados. 173. mas a consulta ninguém sabe como funciona (é específica das agências reguladoras). XXVI.As finalidades são: selecionar a proposta mais vantajosa para o poder público. específicos que só se aplicam à União. A doutrina colocou a Lei 10. em duas modalidades: pregão e consulta. Assim. 17). e também serve para dar a oportunidade a todos os que preencham os requisitos legais de participar e celebrar contratos com o poder público  exercício do princípio da impessoalidade.  Administração Indireta (autarquias.520/02: modalidade que não estava prevista na lei geral da União (8666/93) (questionou-se inicialmente a constitucionalidade do instituto criado). distrital e municipal. na prática não é usada. fez normas específicas também. dizendo que seguiria seu próprio procedimento. Pele pode ter natureza ou de órgão ou de fundação. 1º. CF – competência privativa da União para legislar sobre normas gerais – lei de âmbito nacional (Lei 8666/93). Hoje elas fazem o pregão. parágrafo único. Se exploradoras de atividade econômica (Art.

Para isso terá que iniciar o procedimento novamente. 3. 95 . Sempre que faltar um dos pressupostos para licitar a licitação será inexigível. é irrelevante para o processo.  Demais entes controlados direta ou indiretamente pelo poder público – entes de cooperação (OS. faltando. O procedimento tem etapas próprias. logo. O STJ disse que só deve levar em consideração a formalidade necessária. jurídico (falta de interesse público) e fático (falta de interesse de mercado). ela é verbal. 10. Lei 8429/92). 93 e 94 da Lei 8666) e também improbidade administrativa (Art. Para licitar sempre se exige pressupostos. é uma maneira de organizar o dinheiro para assistência (não tinha necessidade de estar destacado). então o processo padecerá de nulidade. Se a administração dispensa um requisito já no andamento do processo licitatório ela viola a isonomia. corrigindo o edital. 2. Envelopes devem vir lacrados. o processo será prejudicado. 4. só pode fazer o que estiver previsto em lei. Lei 8666). técnica. Julgamento objetivo: o edital tem que estabelecer de forma clara e precisa o critério de julgamento (Art. ou seja. nem menos. OSCIP etc). É um procedimento vinculado. quais sejam: pressupostos lógico (falta de pluralidade). 4º da Lei 8666. 3º da Lei 8666 elenca os demais. No leilão não há preocupação quanto ao sigilo de proposta. O edital é a lei da licitação (Art. No pregão há proposta escrita. ela será sigilosa. Procedimento formal: Art. Servem para assistência. criar modalidades. O Art. Princípios da Licitação Todos os princípios aplicáveis ao direito administrativo são aplicáveis à licitação. 25 da Lei 8666 (rol exemplificativo). Lei 8666) pelos tipos de licitação: preço. O que é importante esta no edital. por isso não se exige nem mais. Art. Não pode levar em consideração nada mais. Se ausente não gerar prejuízo. não pode misturar fases. técnica e preço ou maior lance para o leilão. por exemplo) Pode ser tão somente uma fundação (que já estava na administração indireta!) ou um simples órgão da Administração. Sigilo de proposta: as propostas devem ser sigilosas até o momento de sua abertura em sessão pública. nenhum outro aspecto que não esteja no edital. 1.Normalmente é mecanismo de assistência a determinados grupos sociais (fundo especial de assistência aos produtores da seca. 41. DISPENSA E INEXIGIBILIDADE *Inexigibilidade: ocorre quando for impossível competir. A fraude ao sigilo configura crime (Arts. próprios da licitação. ou ainda somente um número no orçamento (um código no orçamento). 45. Vinculação ao instrumento convocatório: edital e carta convite.

trabalhos artísticos. Sempre que a licitação prejudicar a atividade fim ela estará prejudicando a finalidade pela qual a empresa foi criada. Sempre que ela prejudicar o interesse público falta pressuposto jurídico. mas não aparecem interessados é caso de dispensa e não de inexigibilidade (ausência). guerra etc (Art. logo. 96 . É um rol taxativo). Ainda assim a empresa pública e a sociedade de economia mista ainda gozam de dispensa (na prática nunca licitam. também protegem o interesse público. fornecedor exclusivo. apesar de sujeitas à lei).Pressuposto lógico: a licitação só é possível se houver pluralidade (para permitir a competição) (produtor. A licitação não é um fim em si mesmo. pode licitar. ela será inexigível. Singularidade no serviço: só gera inexigibilidade se presente no rol do Art. Caso esteja ligado à atividade fim (e prejudicando). logo. Nestes casos (objeto singular e singularidade no serviço) há inexigibilidade da licitação por ausência do pressuposto lógico (pluralidade). é um instrumento para a perseguição do interesse público. A lei é que traz a possibilidade de dispensa. Pressuposto jurídico: a licitação serve para buscar o interesse público. neste caso. mas o legislador diz que não precisa licitar. Dispensável: o administrador tem liberdade para escolher. Sempre que o objeto da licitação for singular. *Dispensa: neste caso a competição é possível. A dispensa da licitação pode ser: Dispensada: o administrador não tem liberdade de escolha (Art. Exploradoras de atividade econômica são criadas para preservar a segurança nacional e em razão do interesse público. Pressuposto fático: não há licitação se não há interesse de mercado. 17 da Lei 8666 – alienação de bens públicos). O que não estiver ligado à atividade fim exigirá a licitação (empresa pública e sociedade de economia mista – enquanto não existir estatuto próprio). for notória a especialização (todos reconhecem que é o melhor no meio – neste caso tem sempre um pouco de subjetividade). Se o objeto é bom. 24 da Lei 8666 – até inciso XXVI – alterado pela Lei 11107/05. serviço de notória especialização). Objeto singular: em razão do seu caráter absoluto (quando o fabricante só fabrica um) ou em razão de um evento externo (ex: capacete do Sena – se tornou singular) ou ainda em razão do caráter pessoal. logo. 13 da Lei 8666. Ex: calamidade pública. e quando falta pressuposto jurídico a licitação é inexigível. for relevante. querendo. estará prejudicando o interesse público. ela é inexigível. a licitação será inexigível. Empresa pública e sociedade de economia mista prestadoras de serviço público perseguem o interesse público.

Licitação Fracassada: no final do procedimento não sobressai nenhum vencedor. tomada de preços e convite. 26 da Lei 8666) e não alegar depois de feito (exemplo das xícaras do presidente). o que importa é a qualidade do objeto. A alegação de urgência leva à dispensa. pode licitar. 97 . querendo. 22 da Lei 8666) De acordo com o valor do contrato: concorrência. Exceção: concorrência pelo critério de objeto (imóvel).000. Em síntese: Dispensa: há possibilidade de competição. Só gera dispensa de licitação quando todos os licitantes forem inabilitados ou desclassificados.00. mas a lei dispensa. mas é preciso procedimento próprio prévio (Art.Licitação Deserta: quando não aparecem interessados. mas nos termos publicados no 1º edital. Sendo todos inabilitados há necessidade de nova licitação. concurso e pregão. então poderá contratar direto. Inexigibilidade: não há competição. Tanto a dispensa quanto a inexigibilidade devem ser justificadas e devidamente fundamentadas. Nestas modalidades não interessa o valor. CONCORRÊNCIA Para contratos de valor alto (Art. Dispensa e inexigibilidade exigem o procedimento.500. O administrador não pode licitar. porque quando realiza nova licitação pode gerar danos. permitindo a contratação direta. 23 da lei 8666): Obras e serviços de engenharia: acima de R$ 1. Falta dos pressupostos: Lógico: pluralidade (singularidade do objeto e do serviço) Jurídico: interesse público (atividade fim prejudicada) Fático: interesse de mercado MODALIDADES LICITATÓRIAS (Art. Ela é dispensável. e leilão para selecionar em razão do valor. Licitação dispensável. Só permite a contratação direta quando todos forem desclassificados. De acordo com a natureza do objeto: leilão. Licitação dispensada. O administrador.

000. tem que ser acima de R$ 1.000. Licitação Internacional: a licitação internacional ocorre quando há interesse de empresa estrangeira.000.000. TOMADA DE PREÇOS Adotado o critério de valor médio do contrato.000. Obras e serviços de engenharia: de R$ 150. Bem decorrente de decisão judicial ou dação em pagamento a modalidade poderá ser concorrência ou leilão (para alienação) (Art. que não os de engenharia: acima de R$ 650.000. Nem toda licitação internacional segue a modalidade de concorrência. É período em que o licitante irá preparar os seus documentos e elaborar a sua proposta. é o seguinte: sendo do tipo técnica ou técnica e preço o prazo será de 45 dias. Exceção: programa nacional de desestatização. e se o valor é de convite e não houver fornecedor no Brasil. sendo apenas pelo critério preço.00 a R$ 1. Concessão especial (PPP) também se faz por concorrência.500.00. Cuidado. 21 da lei 8666.00 é convite).00 e de R$ 650. que se faz por leilão (Lei 9074/95). Prazo de intervalo mínimo: é o prazo entre a publicação do edital e entrega dos envelopes (ou propostas).00 é convite).00.00 (R$ 80.000. Os dias são corridos e não úteis. É o máximo do convite e o mínimo da concorrência.Outros bens e serviços. o prazo será de 30 dias. Concessão de direito real de uso de bens ou serviços públicos a modalidade será a concorrência. é possível fazer a licitação por convite. Instrumento convocatório: edital. 6º da Lei 8666): contratar obra + equipamentos necessários para que ela entre em funcionamento. A lei só ressalva em duas circunstâncias (exceções): se o valor for o da tomada de preços e a administração tiver cadastro internacional a modalidade poderá ser a de tomada de preços.00 a R$ 650. Exceções: Ela também será a modalidade obrigatória em razão da qualidade do objeto: compra e venda de imóvel sempre será a concorrência. Outros bens e serviços: de R$ 80.00 (R$ 150.000.500. segundo o Art. Participam da tomada de preços os licitantes cadastrados e aqueles que preencherem os requisitos para cadastramento até o 3º dia 98 .000. mas ela é a regra geral. Empreitada integral (Art. 19 da Lei 8666). O prazo de intervalo mínimo na concorrência.

000. sejam eles cadastrados ou não. 99 .00 a R$ 150. 21 da Lei 8666): tipo técnica e técnica e preço: 30 dias. Para quem preenche os requisitos até o 3º dia anterior à entrega dos envelopes é preciso que o interessado apresente um requerimento demonstrando a documentação. Convida sempre o número mínimo de três. a modalidade será a do convite. Instrumento convocatório: edital. Convidando três licitantes e só aparecem dois: é possível continuar a licitação.00.anterior à entrega das propostas (envelopes). julga que é preciso pelo menos três propostas válidas. Quando o valor é pequeno a licitação é dispensável.000. Pode convidar mais de três. Se não é cadastrado poderá participar da licitação quando for convidado e até o 3º dia anterior à entrega das propostas (interpretação doutrinária – analogia ao procedimento da tomada de preços). tipo preço: 15 dias. Instrumento que a administração se vale. Obras e serviços de engenharia: de R$ 0. Participam do convite os licitantes convidados em número mínimo de três. mas não há publicação (divulgação no DO do instrumento convocatório). Há publicidade. mas para o concurso é possível).00. dispensa publicação em diário oficial. mas se ele quiser licitar. CONVITE Para contratos de pequeno valor. Prazo de intervalo mínimo: 5 dias úteis para todos os tipos (técnica ou técnica e preço ou só preço). mas o administrador tem que justificar para prosseguir com número inferior – segue o convite (TCU não concorda. Para os já cadastrados basta apresentar o certificado de registro cadastral. Cadastro é um banco de dados da administração que facilita o processo licitatório. adiantando o serviço. só assim o cadastrado não convidado poderá tomar conhecimento. arquivando os documentos da empresas. entre os três é preciso haver rodízio entre todos os cadastrados. Também podem participar os demais licitantes cadastrados que manifestarem interesse de participar com 24 horas de antecedência. Outros bens e serviços: de R$ 0. não precisa apresentar todos os documentos de novo. O instrumento convocatório será fixado no átrio da administração.00 a R$ 80. O instrumento convocatório do convite é a carta convite que é encaminhada aos convidados e fixada no átrio da repartição. como se fosse uma habilitação prévia. Prazo de intervalo mínimo (Art.

00 (exceção ao critério objeto). Intervalo mínimo entre a publicação do edital e a realização do evento: 15 dias corridos. 24. * Este pequeno valor poderá ser dobrado (20%) quando se tratar de empresa pública. LEILÃO Utilizado apenas para alienação de bens. sociedade de economia mista. 17. por isso é alienado (por leilão). No concurso tem que escolher a melhor resposta. Até R$ 30. Para bens imóveis decorrentes de decisão judicial e dação em pagamento.000. ele segue a praxe administrativa. parágrafo único.00 para bens e serviços de engenharia e até R$ 16.000.00 para obras e serviços de engenharia e até R$ 8. caso o consórcio tenha mais de 3 entes os valores serão triplicados (Art.§ 6º da Lei 8666). * Lembrar que tratando-se de consórcio público composto de até 3 entes os valores (gerais de todas as modalidades) serão dobrados.00 para outros bens e serviços. apreendidos e penhorados. 100 . o contrário nunca. porque o bem penhorado. * É dispensável a licitação para pequenos valores (Art. salvo quando o quadro for pequeno (um só servidor) para não prejudicar a continuidade do serviço. O procedimento não está previsto na lei 8666. É opcional ao administrador fazer o leilão ou a concorrência (Art.000. pode servir a outros. não se nomeia comissão.000. Inservível é aquele bem que não serve mais. O critério é o do objeto e excepcionalmente em razão do valor (Art. é leiloado por hasta pública do processo civil. § 8º. É o consórcio que tem personalidade jurídica. Se a lei exige convite pode fazer tomada de preços ou concorrência. da lei 8666). da Lei 8666 – parágrafo único alterado pela Lei 11107 para incluir os consórcios públicos). não importando o valor (só a qualidade do objeto). agências executivas (autarquia e fundação qualificada como agência executiva apenas) e os consórcios públicos (Art.Convite se faz com uma comissão de servidores (três membros). Para bens móveis inservíveis. Para bens móveis servíveis de até R$ 650. 19 da Lei 8666). Se a lei exige tomada de preços pode fazer concorrência. I e II da Lei 8666): 10% do valor do convite: até R$ 15. Bem penhorado: a doutrina diz que o legislador queria se referir a bens empenhados (objetos de penhor).00 para outros bens e serviços. mas não significa necessariamente sucata. Pode substituir a modalidade mais simples pela mais rigorosa. 23.000. Quem faz o leilão é o leiloeiro. na verdade. 24.

tomada de preços e convite). O pregão tem o procedimento invertido. O pregão é realizado pelo pregoeiro e equipe de apoio. O que muda de uma modalidade para a outra é apenas o prazo (concorrência. e não apenas servidores.CONCURSO Realizado para a escolha do trabalho técnico. terão regras próprias nos seus instrumentos. para a União. o critério é o objeto. PROCEDIMENTO DA LICITAÇÃO A Lei 8666 não cuida do procedimento do concurso e leilão. O pregão só existe no tipo preço. artístico ou científico tendo como contrapartida um prêmio ou remuneração em espécie. Sempre a escolha se dá pelo menor preço. mas no concurso há uma comissão especial. 101 . por medida provisória (2026/00) que foi convertida na Lei 10520/02. não se admite no tipo técnica ou técnica e preço. chamado chave) (Decreto 5450). Prazo de intervalo mínimo: 8 dias úteis. definidos com expressão simples e usual de mercado. A lei de licitação não define o procedimento do concurso. Na ordem federal a determinação é que seja utilizado sempre que possível. Não se trata de concurso público. desde que idôneas e tenham conhecimento na área. especial porque qualquer pessoa pode participar. O valor da compra não interessa. papel ofício). Após. a fase interna (toda a preparação do processo licitatório) e a fase externa (da publicação do instrumento em diante). O procedimento é dividido em duas grandes etapas. quem define o procedimento é o seu próprio regulamento. Só é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns. Prazo de intervalo mínimo: 45 dias. Tem um procedimento invertido. Ele pode ser presencial (com a presença dos interessados no pregão) ou eletrônico (ocorre a licitação pela internet e o licitante para participar precisa de um código. Regra geral a comissão é composta de pelo menos três servidores. Existe uma lista no Decreto 3555/00 dos bens e serviços comuns para a ordem federal. PREGÃO Primeira vez que apareceu foi em 1997 na Lei 9472/97 das agências reguladoras. em 2000. dispensa qualificação especial (ex: aquisição de canetas. que previa as modalidades de pregão e consulta.

só judicialmente (caducará do direito de impugnar). Nomeada a comissão ela deve elaborar o edital. irá autorizar deflagração do certame. Licitante também é parte legítima para impugnar o edital até o 2º dia útil anterior. o licitante já tem ciência do contrato ao receber o edital. já que não há prazo). dar um número a ele). antes da publicação do edital ou envio dos convites. Caso não o faça administrativamente neste momento (impugnando tudo o que julgar necessário) não poderá mais fazer. nasce o direito de impugná-lo (Art. 2. Quem não “compra” o edital pode participar. Identificação do recurso orçamentário (indicar previamente a verba que será utilizada para custear o contrato). A impugnação não tem efeito suspensivo e nem tem natureza de recurso. É parte do edital a minuta do contrato. 8666): não pé possível comercializar o edital. O chefe. então. Não necessariamente tem que se seguir essa ordem. o que se exige é que conheça as condições. 41.1. Se condicionar é ilegal. *Formalização do processo: Autuação do processo (colocar capa. Neste caso. 40 da 8666 (requisitos). O edital é submetido a uma análise jurídica para parecer (a comissão nem sempre tem conhecimento jurídico). observando o Art. 8666). 102 . Fase Externa: Publicação do edital (Art. mas tudo tem que ocorrer antes da autorização do certame.  Impugnação: publicado o edital. porque se tiver que corrigir algo é bom que seja antes de receber os envelopes. não pode condicionar à aquisição do edital. permitindo a publicação do edital para o início da fase externa do procedimento licitatório. reprodução. a comissão da administração tem 3 dias úteis para julgar a impugnação. numerar o processo. Nesse caso (impugnação pelo licitante) a lei não estabelece prazo para a comissão julgar. Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar o edital até 5 dias úteis anteriores à entrega de propostas. o máximo que a administração pode cobrar é a despesa. o custo para a realização. O procedimento segue normalmente (o quanto antes julgar é melhor. Fase Interna: dentro da administração. caracterizando o interesse público. Demonstrar a necessidade do objeto do contrato. Nomeação da comissão de licitação por autoridade superior (a mesma que irá homologar e adjudicar ao final do processo). 21.

Classificação e Julgamento das propostas: para classificar analisa-se se a proposta obedece às formalidades do edital e se o preço é aquele compatível com o praticado no mercado. 45. Habilitação: os interessados comparecem para entregar os envelopes (vai depender do edital o número de envelopes. Todos os envelopes e todos os documentos dos envelopes devem ser rubricados pelos licitantes e pelos membros da comissão. O primeiro envelope a ser aberto é o que contem os documentos da empresa: se preencher os requisitos ele estará habilitado. § 4º. será inabilitado ou desqualificado (alguns doutrinadores preferem chamar essa fase de qualificação). § 2º. produzidos no Brasil. serão dois ou três). Se todos forem inabilitados procede-se à diligência do Art. 21. parte-se ao julgamento da melhor proposta. Se surge uma obrigação nova. que deve ser publicado da mesma forma (condições e requisitos) que foi publicado o edital. 8666). 8666). Proferido o julgamento da habilitação os licitantes terão oportunidade para recurso e com efeito suspensivo (excepcionalmente o procedimento pára até o julgamento do recurso) em 5 dias úteis (regra geral). O licitante não precisa estar presente na entrega. e no terceiro a proposta de técnica e preço se a licitação for do tipo técnica e preço. Requisitos: Art. far-se-á nova classificação. da lei 8666 – rol taxativo. ou dispensa uma outra é preciso recomeçar a contagem do prazo de intervalo mínimo do zero. salvo no caso do convite que o prazo poderá ser reduzido para até 3 dias úteis. faz-se sorteio (Art.27 e seg. 109. com efeito suspensivo (Art. não se admite um envelope só. § 3º da lei 8666: suspende o procedimento e concede mais 8 dias úteis para complementarem os documentos. Havendo empate: Art. a proposta de preço ou de técnica. reinicia o processo licitatório. Se ainda assim os licitantes continuarem inabilitados. o licitante será desclassificado (Art. 8666). 8666 – prioridade para bens de empresa brasileira. Proferido o julgamento novamente há prazo para recurso em 5 dias úteis (ou 2 dias úteis para convite). Dos que sobrarem. 103 . colocando em ordem de classificação. 3º. mas os envelopes têm chegar na hora. se não atender. no segundo. Caso não seja. 2 dias úteis para o convite. Isso é segurança para evitar que documentos sejam incluídos ou substituídos. Dentre as propostas. § 2º. o atraso não é tolerado caso a comissão não esteja mais recebendo os envelopes. Se a alteração não é substancial não precisa reabrir o prazo de intervalo mínimo (Art. publicando o que foi alterado (da mesma forma inicial). de capital nacional. 44).Alteração do edital: se a comissão percebe que o edital tem erro.48. A alteração do edital é feita por aditamento. ela poderá corrigi-lo. Caso continue empatado. No primeiro envelope constam a documentação pessoal.

é dar ao vencedor o status de vencedor. 2ª etapa é a fase externa com a publicação do edital. sendo que entre essas é preciso de pelo menos três. para só após habilitar. 8666: suspende a licitação e abrem-se novos 8 dias úteis para propostas. Não preenchidos os requisitos a licitação é anulável. a mesma que autorizou a deflagração do certame. primeiro se faz a classificação e julgamento. e continua tudo igual. mas se for assinar. E se não aceitarem. Se o vencedor ganha a licitação. Passado o prazo de 60 dias a contar da entrega dos envelopes não há obrigação e qualquer penalidade. Não querendo celebrar. Se ainda assim continuarem desclassificados a licitação é fracassada. Pelo lance verbal é selecionada a melhor proposta. além da melhor. A adjudicação é o resultado oficial. Ele está obrigado? Não. esse é o mínimo legal). ele será penalizado (Art.Se todos os licitantes forem desclassificados faz-se a diligência do Art. Não assinando. O vencedor tem mera expectativa do direito de assinar o contrato. Como o procedimento é invertido. são chamados os subseqüentes. O trabalho da comissão de licitação vai até este ponto. já que ilegal. A autoridade superior é a competente para homologar. Não tem direito subjetivo à assinatura. que permite a contratação direta com dispensa de licitação. está desobrigado. chama-se o 2º colocado. Na pré-seleção das propostas escritas ganha o licitante primeiro colocado e todas as demais que não excedam a 10% da terceira colocada. terá que ser com ele. 48. § 3º. Não há recurso. Esses passam à fase de proposta verbal. mas para assinar o contrato nos termos da proposta vencedora. 87 da lei 8666). Homologação e Adjudicação: a homologação nada mais é que verificação de regularidade do procedimento. o licitante está obrigado a assinar o contrato (vinculado à proposta). Classificação e julgamento: há duas sub-etapas: análise da proposta escrita e análise da proposta verbal. e ela também adjudica. PREGÃO: 1ª etapa é a fase interna de formalização do processo: a mesma coisa do procedimento das demais modalidades. podendo ser reduzido para até 3 dias no convite. dispensa-se os 10% e fica com os três melhores. 104 . Não havendo. o procedimento terá que ser reiniciado. mas não quiser assinar o contrato: pelo prazo de 60 dias a contar da entrega dos envelopes (se não houver outro fixado no edital.

Contrato administrativo tem que ter sempre a presença do poder público. o licitante não tem o direito de discutir as cláusulas contratuais. parágrafo único. criando. Regra geral o contrato tem que ser escrito. O contrato administrativo é regido pelo direito público. porque as prestações são equilibradas e predeterminadas (diferente do contrato aleatório). O conceito é o mesmo do contrato de direito privado. É consensual. que depende da entrega do bem (isso é só adimplemento).Habilitação: só se habilita a proposta vencedora da etapa anterior. não há escolha pelo tipo técnica.00 (Art. 60 a 62). 62 da lei 8666): quando o valor do contrato for 105 . CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Lei 8666 – 1ª parte: licitação. Excepcionalmente será verbal quando for de pronta entrega. perseguindo o interesse público e regido pelo direito público. Licitação prévia é um deles. a administração dita as regras e a empresa contratada adere ou não. se torna perfeito e acabado com a simples manifestação de vontade (como no contrato de compra e venda).000. pronto pagamento e de valores de até R$ 4. É o vínculo jurídico em que sujeito ativo e sujeito passivo se comprometem a uma prestação e contraprestação estatal. 60. modificando ou extinguindo direitos. Com o edital já vai junto o contrato. É contrato formal. É indispensável a presença do licitante ou no máximo um procurador constituído (não pode pelo correio ou motoboy). é chamado de contrato da administração. ou seja. Oportunidade para recurso: feita a habilitação os recursos devem ser apresentados na hora (todos podem recorrer na hora. tem formalidades previstas na 8666 (Arts. mas a administração também celebra contratos regidos pelo direito privado. Adjudicação (invertido) Homologação No pregão só se escolhe preço. 8666). É contrato de adesão. É também comutativo. Se não preencher analisa os documentos da 2ª colocada. Diferente de contrato real. ou seja. Quem nomeia o pregoeiro é quem homologa e adjudica (autoridade superior). Em alguns casos o instrumento de contrato (detalhamento em cláusulas) será obrigatório (Art. sendo que as razões podem ser apresentadas em até 3 dias corridos). 2ª parte: contrato.

*Duração do contrato administrativo: todo contrato administrativo precisa ter prazo determinado (Art. alta complexidade e de riscos financeiros para a administração. Essa é a regra geral. A administração não pode correr riscos. §. parágrafo único. Contrato não publicado é válido. tem que ter a anuência da administração e apenas de parte do contrato (se fizer da totalidade é fraude à licitação). Pode ser exigida pela administração. cuidado!). O administrador pode escolher a forma. 8666. Todo contrato administrativo tem que ter prazo determinado e em regra a duração é a do crédito orçamentário (tem como base a lei orçamentária que prevê o prazo máximo de 12 meses). 61. mas não é eficaz (Art. 55. Cláusulas necessárias (Art. 57. objeto. 8666). A publicação é condição de eficácia. garantia. Pelo Art. 57 da lei 106 . título da dívida pública e seguro garantia (contrato de seguro do contrato. pagamento. A garantia corresponde até 5% do valor do contrato (Art. É personalíssimo. precisa exigir a garantia. há exceções: Às vezes pode superar o crédito orçamentário se o objeto estiver previsto no PPA (plano plurianual). Excepcionalmente a doutrina admite a subcontratação quando prevista no contrato ou no edital. consideram-se as qualidades das partes. A lei também exige como formalidade a publicação do contrato administrativo no Diário Oficial. Também poderá ser facultativo quando for possível realizar o contrato de outra maneira e quando o valor for correspondente ao do convite: carta de contrato. entre quatro opções previstas na lei: caução em dinheiro. dificultando a subcontratação. Quem escolhe a forma de prestar a garantia é o contratado. *Garantia: Art. a doutrina diz que é poder-dever (“pode” – é assim que está na lei. duração etc. 56. 57. ela é discricionária (normalmente é vinculada). ordem de serviço. 8666. contrato de “seguro do seguro”). 8666): partes. fiança bancária. além de uma prorrogação por mais 12 meses). nota de empenho. Também se for contrato de prestação contínua (quanto maior o contrato.correspondente ao valor da concorrência e da tomada de preços. deve ser aquele do crédito orçamentário. 56. A LRF diz que quando o contrato administrativo não tiver desembolso para a Administração não precisa observar a regra do Art. mesmo que a licitação seja inexigível ou dispensada (contratação direta). que tem duração maior (4 anos). Aluguel de programas e equipamentos de informática pode ter prazo de até 48 meses (são três exceções que o prazo é maior). melhor o preço – até 60 meses pela lei. podendo chegar até 10% quando o contrato for de grande vulto. § 3º). 8666). 2º.

independente do ente que aplicou a pena. Outros permitem também que somente em face de conduta criminosa aplica-se a pena de suspensão. não precisar observar o prazo do crédito orçamentário. 8666) (reversão: retomada definitiva do contrato e patrimônio). O prazo máximo é de até 2 anos. • Ocupação provisória dos bens da contratada – para a continuidade do serviço durante o processo administrativo visando a extinção do contrato (Art. traz para a administração uma desigualdade. suspensão de contratar com o poder público pelo período de até 2 anos e declaração de inidoneidade). a decisão é discricionária. 65. 107 . Alteração do contrato (Art. São elas: • • • Rescisão unilateral do contrato.8666 (crédito orçamentário). 8666. mesmo a provisória ensejará indenização ao contratado. uma supremacia. Pela declaração de inidoneidade. Aquela que exorbita o comum nos contratos. Quem decide qual é a pena é o administrador. Unilateral: alteração das especificações do projeto (alteração qualitativa) e do valor do contrato em razão da alteração do objeto (alteração quantitativa) – pode aumentar até 25% (ou diminuir). a empresa não poderá contratar com nenhum outro ente público. Havendo danos. os acréscimos podem chegar até 50%. Modificação unilateral. 8666): unilateral (exorbitante) e bilateral (não exorbitante). pagando o correspondente ao que recebeu. Fiscalização do contrato. Quando a hipótese for de reforma de edifícios ou de equipamentos. multa. Na permissão e na concessão é preciso observar a lei específica do serviço que trará o prazo a ser observado. O estado não irá pagar nada. • Penalidades pelo descumprimento total ou parcial (advertência. A supressão continua em 25%. Penalidades: a suspensão de contratar atinge o ente que aplicou a pena (sendo o município. 58. não há contrato administrativo sem prazo determinado. A empresa só volta a ser idônea (reabilitada) após decorridos os 2 anos e quando indenizar os prejuízos causados à administração. pode contratar com o estado. Tanto a ocupação quanto a reversão estão sujeitas a indenização. terá que pagar pela totalidade. Cláusulas exorbitantes: Art. salvo quando tratar-se de supressão e a mercadoria já foi entregue. Mas a doutrina diz que a declaração de inidoneidade quando a conduta do contratado for criminosa (por ser penalidade muito grave). 58. Esses requisitos são cumulativos. por exemplo). mas precisa ter prazo.

Corrente moderna: a “exceção” é aplicada de forma diferenciada. necessitando de alteração. Essa alteração não impede a execução do objeto diretamente. nos casos de interesse público (com indenização) e descumprimento de cláusula contratual (com indenização) (caducidade ou encampação só na concessão!). principal). *Rescisão consensual. para manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato (teoria da imprevisão ou cláusula rebus sic stantibus: fato superveniente imprevisto e imprevisível que onera demais o contrato para uma das partes). mas que só se pode descobrir ao tempo da execução. XV. Interferência imprevista: circunstâncias que já existem ao tempo da celebração do contrato. do regime de execução. 108 . é aplicável. Ex: aumento de imposto. 90 dias sem pagamento a contratada pode suspender o serviço. Ex: impedimento na desapropriação. Caso fortuito e força maior.  Teoria da Imprevisão: é o fato superveniente imprevisto ou imprevisível (álea extraordinária: atinge de forma imprevista) que desequilibra o contrato. Fato do príncipe: atuação do poder público geral e abstrata e que onera demais o contrato para uma das partes. o seu objeto principal.Bilateral: alteração da forma de pagamento (na administração não se paga antes de receber a mercadoria ou serviço). Extinção do contrato administrativo: *Rescisão administrativa: é aquela feita unilateralmente pelo poder público. o que ocorre em duas hipóteses. 8666). que atinge de forma direta o contrato. a parti de 90 dias (Art. A “exceção” neste caso não é cláusula exorbitante. Fato da administração: atuação específica do poder público. da substituição da garantia. 78. *Rescisão judicial: o contratado não quer mais. atinge de forma secundária. A exceção do contrato não cumprido se aplica aos contratos administrativos? Depende: Corrente tradicional: quando a administração não paga o serviço a empresa contratada tem que continuar a prestação. *Quando há conclusão do objeto. Ela não é aplicável aos contratos administrativos (exceção do contrato não cumprido). atingindo de forma indireta ou reflexa (não atinge o objeto direto. Sua ausência é cláusula exorbitante (doutrina moderna).

109 . incapacidade civil etc). mas a extinção do contrato só se dá pela via judicial. exigir que a outra o faça. assim. já que aplicável). mas de forma diferenciada. pode suspendê-lo se a administração não cumprir com o contrato. Assim. Contratos administrativos: exceptio non adimplete contratus: exceção do contrato não cumprido. a cláusula é aplicável a partir dos 90 dias. *Extinção de pleno direito: circunstâncias alheias à vontade das partes (falecimento. não podendo. 78. Só não a aplica desde logo em razão do princípio da continuidade (não seria exorbitante. Art. É aplicável nos contratos administrativos? *Corrente tradicional: cláusula não aplicável administrativos (seria considerada exorbitante se presente). XV. O contratado pode suspender a prestação do serviço.*Anulação: por ilegalidade. Uma das partes não cumpriu com a sua obrigação. da lei 8666: pelo prazo de 90 dias o contratado tem que continuar prestando o serviço. depois. aos contratos *Corrente moderna: cláusula aplicável aos contratos administrativos.

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