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Sistema de Producao de Quelonios

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL

SISTEMA DE PRODUÇÃO DE QUELÔNIOS: ESPÉCIES, CARACTERÍSTICAS DE ABATE, COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO.

Clayton de Andrade Orientador: Prof. Dr. Marcos Barcellos Café

GOIÂNIA 2010

ii

CLAYTON DE ANDRADE

SISTEMA DE PRODUÇÃO DE QUELÔNIOS: ESPÉCIES, CARACTERÍSTICAS DE ABATE, COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO.

Seminário apresentado junto à Disciplina Seminários Aplicados do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás. Nível: Mestrado

Área de concentração: Produção Animal

Orientador: Prof. Dr. Marcos Barcellos Café - UFG

Comitê de Orientação: Profa. Dra. Luciana Batalha de Miranda - UFG Profa. Dra. Valéria de Sá Jayme - UFG

GOIÂNIA 2010

.................4 2..................6............2............................. REFERÊNCIAS....... REVISÃO DE LITERATURA............................................................................................10 2.... INTRODUÇÃO......................1...........3 2............................. Manejo Alimentar.............................. Podocnemis unifilis (tracajá).............iii SUMÁRIO 1................................... Características de Abate.................1....................1 2.... Comercialização.................................................2..........................3 2..2...............1...................4................20 .....................2.............................13 2..................................3 2.............................. CONCLUSÃO........3...............4 2....................5............ Espécies.......6 2................................................... Consumo...........................................................3.............. Sistemas de criação – sistema intensivo / sistema semi-intensivo............................................................1......................................................1...............................................10 2............................17 3................ Sistemas de Produção...1...........16 2...............2........ Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia)..19 4.................... Podocnemis sextuberculata (pitiú/iaçá)...................................... Obtenção do Plantel Inicial..............................3 2...............

.................................……………… 14 Tabela 2 Valores médios de rendimento da carcaça com e sem vísceras de Podocnemis expansa com idade entre 23 e 29 meses......................iv LISTA DE TABELAS Tabela 1 Valores nutricionais da carne da tartaruga-da-amazônia (P..……… 15 ............... expansa).... provenientes de 8 criadouros comerciais...........................

encontram-se as espécies do gênero Podocnemis. No aspecto sócio-econômico. expansa). além do consumo de animais adultos. resultando em um grande impacto nas populações selvagens. Dentre elas temos: Podocnemis expansa (tartaruga-da-Amazônia). esses animais são comparados a “galinhas caipiras” e constantemente consumidos por ribeirinhos. que vivem às margens dos rios. A venda aos restaurantes das capitais ocorre a valores altíssimos. Brasília. carapaça para confecção de artesanato. ocorre também o de ovos. O tráfico de animais e os criadouros comerciais registrados junto ao IBAMA são as vias que abastecem este consumo. carne. ovos. Podocnemis unifilis (tracajá) e Podocnemis sextuberculata (pitiú ou iaçá). regulamentada pela lei 5197/67. comunidades extrativistas e indígenas na região norte do Brasil. A captura dessas espécies ocorre principalmente por populações carentes. por ser a de maior distribuição geográfica e tamanho corpóreo. também é considerável. dentre outros. Ela é facilmente encontrada nos rios durante o período de desova (setembro a outubro) e nos lagos após este período. a mais consumida é a tartaruga-da-Amazônia (P. Sobre o aspecto cultural e social. como elemento de cura e tratamento de diversas moléstias. A utilização desses animais na medicina tradicional. Dentre as três espécies de Podocnemis. No período de desova. Esse consumo ilegal . as quais são contratadas por traficantes de fauna e recebem valores irrisórios pelos animais coletados. Grande parte dos animais consumidos são extraídos de forma ilegal da natureza. A legislação de fauna brasileira. Entre os possíveis produtos originários das três espécies podemos encontrar: óleos para fabricação de cosméticos. sobre o ponto de vista cultural. Dentre as mais importantes. Goiânia. econômico e social. são consumidos nas diversas cidades do norte do país e nas grandes capitais como: Belém. INTRODUÇÃO Diversas espécies de quelônios são encontrados na bacia amazônica.1 1. permite o consumo desses animais pelas populações que dependam dela como meio de subsistência e a criação comercial em criadouros legalizados para o abastecimento da população em geral. Manaus e São Paulo.

criação das espécies em cativeiro. tamanho de população e tamanho corpóreo dessas espécies. programas de educação ambiental envolvendo crianças. como o manejo extrativista por populações tradicionais e em reservas. São várias as tentativas de diminuir este consumo. intensificação da fiscalização. O assunto é carente de literatura científica e sabe-se muito pouco sobre os aspectos de manejo alimentar. Objetivou-se através do presente trabalho abordar de forma geral o tema “criação e manejo em cativeiro” dessas espécies.2 provoca uma diminuição na distribuição geográfica. reprodutivo e comportamental dessas espécies. .

2002). Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia) Tartaruga-da-Amazônia – Podocnemis expansa – é a espécie mais conhecida do gênero Podocnemis. é encontrada na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins (LIMA. 1992. 2007). 2007). É um animal onívoro oportunista e sua dieta na natureza constitui-se principalmente de vegetais (plantas aquáticas. Atingem sua maturidade sexual . Podocnemis unifilis (tracajá) Possui ampla distribuição geográfica. moluscos e pequenos peixes (PORTAL et al. frutos. RAN. nas praias expostas pelas secas e são postos em torno de 100 ovos (IVERSON. raízes e talos encontrados nas margens dos rios e lagos) e esporadicamente de insetos.. Os machos são relativamente menores e podem medir até 50 cm de comprimento. entre 300 e 500 cm a cima do nível da água (LIMA. RAN.1. 2007). As fêmeas podem alcançar em média até 89 cm de comprimento de carapaça e 60 kg de peso. 1998. Seu habitat natural é formado por rios que possuem águas escuras com correntes fracas. Espécies 2.1. É o maior quelônio de águadoce da América do Sul.2. Sua postura ocorre no período de setembro a outubro (depende da localidade). semente.. A eclosão dos ovos está compreendida em torno de 80 % e o período de incubação em torno de sessenta dias (BONACH et al. flores.1. folhas. É de menor porte em relação à Tartaruga-da-Amazônia. As fêmeas podem alcançar em torno de 8 kg e até 68 centímetros de comprimento de carapaça e os machos até 35 cm de comprimento de carapaça (BONIN. algas. sendo encontrada no Brasil nas bacias hidrográficas Amazônica e do Orinoco. Na região centro-oeste. A preferência dos locais no momento da postura é por praias altas. 2010). crustáceos. 2. 2010).1. REVISÃO DE LITERATURA 2.3 2. ocorrendo nos rios das regiões Norte e Centro Oeste do Brasil.

Floresta Nacional. 1998. alimentando-se de plantas aquáticas.1. Quando adulta. em covas de aproximadamente 30 cm de profundidade e põem em média 15 a 25 ovos (BONIM.2. expansa (tartaruga-da-Amazônia) e P. É amplamente distribuído ao longo dos rios amazônicos do Brasil. é menos exigente com a qualidade de seu habitat. RAN. crustáceos e moluscos (RAN. É onívora. 2. Podocnemis sextuberculata (pitiú/iaçá) Os animais desta espécie alcançam um tamanho máximo de 32 cm de comprimento da carapaça. 2. o Amazonas e o Purus e de águas claras como o Tapajós e Trombetas (RAN.4 após os sete anos de idade (RAN. Sistemas de Produção Considerando a importância sócio-econômica das espécies de quelônios da Amazônia às comunidades tradicionais e a comercialização ilegal desses animais. RAN. 2004). resolveu normatizar a criação das espécies P. frutos. raízes e ocasionalmente insetos. Ao contrário da P. unifilis (tracajá). semi-intensivo. Apresenta período de nidificação de junho a setembro e postura de 8 a 20 ovos. Perú e Bolívia. em barrancos. As formas de manejo desses animais podem ocorrer das seguintes formas: criatório intensivo. às margens dos rios e lagos. 2010). 2010) e a reprodução é anual. desovam isoladamente. expansa.3. consumindo 89.. a desova e a incubação ocorrem nos meses de junho a outubro. 2010). Entretanto o manejo nas . a partir da Lei nº 5197/67 de 1967. como o Solimões. 2010).5% de sementes. Reserva de Fauna e Reserva de Desenvolvimento Sustentável) (ANDRADE et al. 2010). é principalmente herbívora. de casca mole (BONIN. extensivo e manejo em Reservas (Reserva Extrativista. através da portaria nº 142/92 de 1992. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). 1998. anfíbios e de invertebrados. sendo o pico em setembro e outubro durante a época de estiagem. ocorrendo em rios de águas barrentas. peixes.

citado por ANDRADE et al. No entanto. não havendo nenhum investimento significativo na reprodução ou crescimento dos animais. O uso da fauna pode ser classificado em relação aos investimentos necessários a sua implantação. 2004a). percebe-se que ainda há pouco desenvolvimento desta atividade. o preconceito contra o uso da fauna como recurso natural renovável. podendo-se optar por uma maior ou menor intensificação em função desses aspectos (VERDADE. semi-intensivo e intensivo (VERDADE. ocorrem investimentos não apenas na coleta do produto. manejo e manutenção. a escolha do sistema de exploração de uma espécie com potencial econômico deve levar em conta aspectos intrínsecos e específicos. pela falta de pesquisas que possam oferecer subsídios científicos para tecnologias adequadas e eficientes de manejo (MAGNUSSON & MARIANO. as características são intermediárias entre os extremos. custo da exploração. o abuso da criação em cativeiro e a noção de que o país não é capaz de implantar com sucesso um programa de fiscalização podem ser mudados através da formação adequada de recursos humanos.5 reservas pode ocorrer apenas por populações tradicionais ou locais . podemos expressar a relação existente entre abundância. valor econômico. De acordo com VERDADE (2004). principalmente. mas também na reprodução e crescimento dos animais. no qual possam implantar programas de conservação e manejo de vida silvestre. 2004). os investimentos restringem-se à coleta e processamento dos produtos. No sistema extensivo ou manejo sustentável. No entanto. em que a produção dá-se inteiramente em ciclo fechado.lei nº 9985 de 2000. Na figura 1. 2004). área necessária para criação e valor conservacionista do sistema de exploração nos sistemas de manejo extensivo. problemas como a ausência de uma categoria de profissionais específicos. 1993. .. No sistema intensivo de manejo. produtividade alcançada. da descentralização da pesquisa e do uso da infra-estrutura já existente de extensão para a implantação de um Serviço de Fauna. O manejo de animais silvestres traz benefícios para a conservação e para o desenvolvimento de regiões consumidoras desses recursos. Nos sistemas semi-intensivos.

os sistemas de criação devem atender aos seguintes critérios: • proporcionar relativa facilidade de manejo. Tracajá (Podocnemis unifilis) e Pitiú/Iaçá (Podocnemis extuberculata). . • tornar possível a captura/recaptura. em lugar seco.6 Figura 1. Nível Fator Manejo Manejo Extensivo Semi(Caça intensivo seletiva) Alta Alta Manejo Intensivo (Criação em cativeiro) Baixa Espécie/População Abundância Natural (Requisitos básicos para a escolha do método de manejo Valor Econômico Produtividade Sistema de Manejo Custo (Característica Produtividade básicas Alcançada de cada método) Área Valor Conservacionista Baixo Alta Baixo Baixa Médio Alta Médio Média Alto Alta Alto Alta Grande Alto Grande Médio Pequena Baixo 2. Sistemas de criação – sistema intensivo / sistema semi-intensivo Segundo as diretrizes para a criação de quelônios-de-água-doce das espécies Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). • permitir um bom aproveitamento e rendimento da dieta administrada. visando regular o metabolismo corporal.1. Fatores relacionados à elaboração e ao sucesso ou fracasso de um sistema de exploração de espécies silvestres (VERDADE. onde os animais possam tomar sol. • adotar sistema de controle de fuga dos animais. proposta pelo IBAMA (2010) . • manter a qualidade adequada da água.2. •manter a temperatura adequada da água por meio de represamento e canalização. • proporcionar estruturas adequadas. 2004). quando for necessário.

Segundo COSTA (1999) e DUARTE (1998). facilita o manejo e proporciona um adequado condicionamento dos animais (ANDRADE. citado por ANDRADE et al.. II . os escavados na . em sistema misto (intensivo e semi-intensivo). 2010). a tartaruga-da-amazônia criada em cativeiro em regime intensivo. 2010). citados por ANDRADE (2004a). IBAMA. 2004a. A profundidade deve proporcionar diferentes gradientes de temperaturas aos animais. tradicionalmente relacionados com atividades produtivas e/ou extrativistas não predatórias. ANDRADE. cria. 1998. As dimensões devem estar adequadas à quantidade de animais solicitada no projeto e à fase de criação (IBAMA.142/92.2m na mais profunda. Os filhotes devem ser mantidos em recintos de cria ou berçários durante um período que pode variar de seis meses a um ano (ANDRADE. 2010). 2004a. 2010) A densidade de estocagem está entre 20 e 35 animais / m2 segundo IBAMA (2010) e ANDRADE (2004b) e devem ser criados isolados de outro animais. Podemos ter vários tipos de tanques.5 kg de peso vivo no primeiro ano de cultivo. em sistema intensivo e semi-intensivo de criação. 2004a. Para um eficiente manejo de criação de quelônios. podem alcançar 1. manejados por empresa.manejo com fins econômicos e industriais. os recintos devem possuir características como: abastecimento de água de boa qualidade e isenta de produtos poluentes. recria.7 Os mesmos devem se enquadrar nas seguintes categorias: “I manejo com fins econômicos e industriais. associação ou cooperativa constituída por pequenos produtores. vazão suficiente para manter um nível adequado de água nos tanques. As instalações precisam seguir um padrão conforme a Portaria n. com origem e organização singulares. IBAMA.5m na parte mais rasa e 1. IBAMA. para as fases de reprodução. A construção dos berçários na fase de cria evita de forma significativa os índices de mortalidade nos primeiros meses de vida. dependendo do manejo. a predação por aves e outros predadores. sistema de drenagem localizado na parte mais profunda que promova esvaziamento total e possuir um sistema que evite fuga dos animais. 2004b. 2010). atendidos ou não por programas específicos de governo” (IBAMA. alimentação e manutenção (DUARTE. da disponibilidade e qualidade do alimento utilizado. manejado por micro empresa ou produtor rural e empresa pública ou privada. sendo recomendadas medidas entre 0.

os animais são transferidos para recintos de recria ou engorda. com altura aproximada de 1. O recinto de reprodução pode ser mantido juntamente com o de engorda. o TSD promove a ocorrência de fêmeas em altas temperaturas e de machos em temperaturas menores (ALHO et al.5 metros. que poderá ser de madeira. 2010). Os animais devem ser sexados e recomenda-se uma proporção sexual de 2 a 3 fêmeas para 1 macho (IBAMA. havendo a necessidade de possuir estruturas que possam proporcionar a desova das fêmeas. comedouros submersos ou fora d’água e sistemas de proteção contra a predação dos filhotes. Após o período de cria.8 terra com fundos e laterais compactados.. LANCE et al.00 metro (IBAMA. até 3 animais/m2. 1984. Os mesmo devem possuir locais ou rampas para que os animais tomem banho de sol. local utilizado como equilíbrio térmico. 2010). dependendo da espécie criada (IBAMA. a criação poderá ser conduzida semi-intensivamente e o recinto deverá possuir dimensões comparáveis à densidade recomendada para esta etapa. A praia para postura deve ser localizada no local de maior ensolação do recinto e sugere-se que a camada de areia tenha uma profundidade de 1. nas praias de desova. . sendo todos os animais devidamente marcados e numerados. A incubação dos ovos pode ocorrer de forma natural. Deve conter ainda as adaptações para os sistemas de abastecimento de água. 1998). De acordo com a Portaria nº 142/92 o criadouro deve manter obrigatoriamente um lote de reprodutores de no mínimo 10% do número de animais recebidos visando a auto-sustentação da criação.. Esta fase compreende o período que vai da transferência do plantel do berçário para um recinto maior até a comercialização dos lotes. 1992 citados por VALENZUELA 2001). sistema de drenagem que permita o seu esvaziamento e cercamento do perímetro. A temperatura de incubação exerce efeito no período de incubação dos ovos e na determinação sexual dos embriões (TSD – Temperature-dependent Sex Determination) (CIOFI & SWINGLAND. 1997. Para a Tartaruga-da-Amazônia. BOOTH. tanques-redes e gaiolas. tanques de alvenaria. Nesta fase. 2010). e não há necessidade de telamento aéreo. ou artificialmente. tela galvanizada. A densidade sugerida para esta fase é de um indivíduo/m2.

1999). A umidade no início da incubação não interfere no tamanho dos filhotes. 2000). 2010). TUCKER & PAUKSTIS. as quais são zootecnicamente desejáveis devido ao tamanho avantajado em relação ao macho e filhotes maiores. .. pois o ovo apresenta reservas suficientes de água e o consumo é pequeno.. Ele está relacionado com o sucesso de eclosão. anormalidades nos escudos e no tamanho dos filhotes (PACKARD & PACKARD. distorções na carapaça. eles desidratam-se. Até o presente momento. no ambiente seco. taxa de desenvolvimento embrionário e tamanho dos filhotes (FOLEY et al. A influência do ambiente hídrico no tamanho dos filhotes é restrita aos últimos dois terços da incubação. De acordo com GUTZKE & PACKARD (1986). A incubação artificial dos ovos pode proporcionar aos criadores uma produção maior de fêmeas. A inibição do metabolismo provocada pela baixa umidade nos ninhos produz diferenças nas taxas de desenvolvimento embrionário. 1986).9 Outro fator ambiental importante na incubação de ovos de quelônios é o ambiente hídrico. os criadouros não têm utilizado a incubação artificial como recurso de aprimoramento da criação e poucos criadouros possuem animais se reproduzindo em cativeiro (IBAMA. Com isso. no ambiente úmido. os ovos absorvem água e. 2000. Embriões que absorvem mais água consomem mais vitelo e crescem mais que aqueles oriundos de ovos que perdem água (PACKARD et al. os ovos do ambiente úmido geram filhotes maiores que aqueles do ambiente seco. havendo um período crítico quanto à redução da umidade. A disponibilidade de água tem efeito múltiplo na fisiologia dos embriões de quelônios.

expansa e P. À medida que ocorre o crescimento de P. até completar a quantidade aprovada (IBAMA. unifilis são espécies onívoras. Em cativeiro. Poderá ser fornecido até 10% da produção anual das áreas de desova de tartaruga-da-amazônia e 20% da produção anual das áreas de desova de tracajá. 2010). O plantel poderá ser formado ainda a partir de animais oriundos de apreensões. Obtenção do plantel inicial O plantel inicial pode ser proveniente de filhotes ou ovos fornecidos pelo RAN/IBAMA. 2. expansa. 2003). o repasse dos filhotes ou ovos estará condicionado à disponibilidade nas áreas de produção. sextuberculata demonstra-se predominantemente carnívora na fase juvenil. IBAMA.10 2. As espécies P. Manejo alimentar O tipo de alimento fornecido e o manejo adotado numa criação comercial de quelônios são fatores de grande importância para que os animais venham atingir o peso vivo mínimo exigido para à venda em menor tempo. Contudo. 2004. aumenta-se o consumo de alimentos de origem vegetal. O criador poderá formar o plantel a partir de lote único ou em parcelas anuais. at al. . conforme determina a Portaria nº 142/92. As despesas relativas ao transporte. desde as áreas naturais de produção até as dependências do criadouro. doações ou criadouros comerciais registrados junto ao IBAMA. expansa (MALVASIO et al. Em P. Na natureza. 2010). unifilis. oriundos de áreas naturais de desova. e com representação em torno de 70% dos custos de produção (COSTA et al. esses animais possuem grande diversidade alimentar (COSTA. em todas as fases de desenvolvimento (MALVASIO et al. 2003). ocorre o consumo de maiores quantidades de alimentos de origem animal que P. 2010). de filhotes ou ovos. Nesta espécie.2.3. esse aumento não ocorre. com a adequação da infra-estrutura. deverá apresentar solicitação justificando o pedido e um projeto complementar. a espécie P. Quando o criador desejar receber lotes adicionais ao plantel aprovado. 2004).2. ficarão às expensas do criador (IBAMA.

baseados na relação corporal com o TGI vazio (LUZ et al. expansa jovens. e o intestino grosso. A elevação da temperatura acarreta aumento no consumo de alimentos. 2004).48%. Dependendo da espécie e da maneira que é fornecida essa alimentação. podemos ter uma diminuição do consumo alimentar (MALVASIO. sendo que a quantidade de alimento ingerido e a conversão alimentar são incrementadas com o aumento da temperatura a níveis adequados (próximo a 30º C) (IBAMA. SÁ et al. eles se alimentam dentro da água. no metabolismo da digestão e na eficiência digestiva onde dietas com alto nível de proteína bruta.11 Os alimentos podem ser fornecidos aos animais em cativeiro por duas formas: diretamente na água ou em área seca. com 44. Na natureza. 2003a). sendo esta espécie menos sensível a esta alteração (MALVASIO. Esses animais possuem o olfato como um dos principais sentidos para a localização e apreensão da alimentação. acentuando-se quando se trata de alimento de origem animal. Para tartaruga-da-Amazônia. há uma diminuição de consumo quando o alimento é fornecido em área seca. proporcionaram os melhores resultados quanto ao crescimento (SÁ et al. Apesar da maior facilidade de manejo e higiene da água quando a alimentação é colocada em área seca. 2003). seguido pelo intestino delgado. podemos ter um maior ou menor consumo. 28. 2003). O metabolismo da digestão dos quelônios está estritamente ligado à temperatura ambiente.93%. em cativeiro (LUZ et al. sendo que em temperaturas mais baixas existe um menor aproveitamento da ração. 2010). O tracajá não tem seu consumo diminuído quando a alimentação é colocada fora da água. . Análises das relações corporais indicam que o estômago e o intestino delgado apresentam maiores capacidades de armazenamento. aliadas as temperaturas elevadas. Em relação à anatomia do trato gastrointestinal (TGI) da tartarugada-Amazônia. com 20.20%. 2003a). o estômago representa maior percentual do trato digestório. (2004) sugerem um manejo diferenciado para as diversas alterações anuais do clima. sugerindo uma importante função na digestão de alimentos consumidos por P. evitando-se perdas econômicas.

até a fase juvenil. o crescimento dos quelônios é melhor com o fornecimento de alimentos à base de proteína animal. nos dez primeiros meses. em muitos casos. farinha de vísceras de aves e farinha de peixe como ingredientes de origem animal para confecção de rações para filhotes de quelônios encontrou: a farinha de peixe apresenta um bom coeficiente de digestibilidade da MS. PB e EB.12 ALMEIDA & ABE (2009) relata um melhor aproveitamento de matéria seca. Alguns criadouros têm adotado. 2004). possuem taxas de crescimento distintas ao longo da vida. extrato etéreo e energia bruta pela tartaruga-daamazônia em comparação à maioria das outras espécies justificado pelo seu trato gastrointestinal mais desenvolvido. COSTA et al. segundo alimento mais digestível. em geral. Em trabalhos realizados por ALMEIDA & ABE (2009) com farinha de carne e ossos. 1998. devem ser alimentados com dietas contendo percentuais de proteína bruta acima de 27% (SÁ et al. expansa. “Em animais com crescimento contínuo. Nos primeiros anos. a taxa de crescimento é maior em relação aos adultos” (BATAUS. A granulometria da ração deve ser compatível com a . (2004) encontraram maior crescimento em rações com 40% de PB e 3. principalmente no que diz respeito à quantidade e ao ajuste nos teores de proteínas. 2004). proteína bruta. 2004. 2004). o tamanho corporal está relacionado à idade e ao tipo de alimentação. Filhotes de P. As tartarugas.500 kcal de EB/kg. 2010). podendo. a farinha de vísceras de aves. sobretudo nas fases iniciais de crescimento. com níveis protéicos variando de 22 a 28% (IBAMA. com aproveitamento maior do EE. a ração para peixes. devido a um maior nível protéico e uma concentração de aminoácidos essenciais superior (COSTA et al. No primeiro ano de vida. e a farinha de carne e ossos apresenta menor aproveitamento da energia e digestibilidade dos nutrientes quando comparada as demais. SÁ et al. encontra-se ainda em investigação. provavelmente. apresenta coeficientes de digestibilidade da MS. PB e EB um pouco inferior a farinha de peixe. A utilização de rações na criação de quelônios. a taxa de crescimento ser definida pela relação com a idade do animal. como o melhor alimento. com estômago e intestino delgado desempenhando importante função na digestão dos alimentos. citado por SÁ et al.

A desmielinização consiste na introdução de um arame no interior do canal medular até que o animal se apresente completamente imóvel (AZEVEDO. 2010). a degola como método de abate e a desmielinização para paralisação dos reflexos musculares. 2010). devidamente regulamentados pelo Ministério da Agricultura. o ciclo produtivo ficaria em aberto. Pecuária e Abastecimento (MAPA). 2005). milho. Contudo. sobras de restaurantes e casca de ovo moída (SÁ et al. “Para os animais . a maioria dos criadouros alimenta os animais com produtos e subprodutos acessíveis regionalmente. foi utilizado o gelo para a insensibilização dos animais. 2010). Apesar da ração ser a melhor escolha para a alimentação dos quelônios. antes de serem abatidos. 2. o que possibilitará a obtenção do Serviço de Inspeção Federal (SIF) da carne. motivo pelo qual os grânulos devem possuir dimensões entre 0. contendo 5 ppm de cloro residual (GASPAR. Características de abate Atualmente.5 a 1. constituídos. e suas respectivas Secretarias Estaduais. legumes e frutas diversas. Neste caso. que é o principal produto. 2007). vísceras de peixe. verduras.4. Em abates experimentais realizados por GASPAR (2005) e RODRIGUES & MOURA (2007). Em relação à quantidade e freqüência alimentar aconselha-se que esses quelônios sejam alimentados diariamente. 2004.13 capacidade de apreensão do alimento pelo quelônio. eram condicionados em caixas de água e higienizados com água pressurizada. principalmente. Em trabalhos realizados por GASPAR (2005). 2004. IBAMA. impossibilitando a comercialização (IBAMA. Os animais. pois sem isso. os criadores deverão estar cientes que essa técnica constitui fator primordial para o sucesso da atividade. sangue de boi coagulado.5 a 4% da biomassa alojada (COSTA et al. numa proporção aproximada de 1. por mandioca. vísceras de aves. os estudos sobre a metodologia de abate encontra-se em andamento. não existe uma tecnologia de abate e processamento de quelônios.0 cm (IBAMA. vísceras bovina. compararam-se dois métodos de insensibilização: pelo frio com gelo e com CO2. IBAMA. 2010).

17 10.14 insensibilizados com gelo.44 55.13 8.46 3. 2007).63 89.00 79. Foi observado ainda por GASPAR (2005) que tanto os animais insensibilizados com gelo ou com CO2 apresentam pouco líquido no interior da bexiga.65 99. No processo de retirada do plastão e evisceração.40 13. realizando-se a oclusão da cloaca. Nesse processo observa-se que a gordura é facilmente removível e se encontra armazenada na parte externa da massa muscular. Componentes Nutricionais Média Medidas Máxima Mínima Desvio Padrão Matéria seca (%) Umidade (%) Cinza (%) Proteína Bruta (%) Gordura (%) Energia Bruta (kcal/kg) 93.61 0.61 1.33 1. a abertura da musculatura peitoral e abdominal pode ser realizada com o auxílio de uma faca. Para evisceração. do esôfago e a retirada de todo o conjunto (GASPAR. evitando-se cortes nas vísceras.43 2. verifica-se que a carne dessa espécie contém um baixo teor de gordura – 5. 2005). expansa) segundo RODRIGUES & MOURA (2007). Para a retirada do plastão.99 . pode ser utilizada serra elétrica do tipo circular ou faca auxiliada por marreta.49 53.27 5. assemelhandose à carne de frango.77 43. a bexiga deve apresentar pouco líquido no seu interior.30 9. Durante o processo de separação das estruturas internas de P. Tabela 1 – Valores nutricionais da carne da tartaruga-da-amazônia (P.66 77. A carne é considerada magra. de coloração mais clara que a carne bovina. reduzindo o risco de ruptura e contaminação da carcaça. Os valores nutricionais para a carne de tartaruga-daamazônia pode ser encontrado na tabela 1 (RODRIGUES & MOURA. 2005).37 128.04 8.42 2.61 5.73 5.73%.01) que o dos animais insensibilizados com CO2” (GASPAR. o tempo de insensibilização foi significativamente maior (p<0.92 7. expansa.

Alcantilhado Média CV (%) .31 26.36 4. Rios dos Bois Faz.71 29.95 28. São Romão Faz.80 33.55 46. 29. Lambari Faz.92 48. Campo Redondo Faz. 2003b). Lambari Faz.92 27.53 28.41 30.08 43.10 27.44 29.96 30. Alcantilhado Média CV (%) Idade (meses) 23 25 27 29 Rendimento de carcaça com vísceras 44.55 28.86 42. podemos encontrar valores médios de rendimento da carcaça com e sem vísceras de Podocnemis expansa com idade entre 23 e 29 meses (LUZ et al.02 49. Vale da Serra Pró-Fauna Agrotec Faz. Criadouros Faz.40 30.44 47. São Romão Faz.60 36.97 30.39 30.11 48.25 26.24 48. atingindo rendimento de até 60% (IBAMA. acompanhada do fígado e coração.38 51.90 2.79 37.75 45.40 49. respectivamente.48 49.23 28.54 27.43 29. A tendência é a comercialização da carne junto com a carapaça.07 26. Campo Redondo Faz.87 e 30%.36 48.54 46.12 52.93 48.66 46.97 26.13 47.01 Faz.04 48.92 39.76 26.17 4.89 46.18 46.96 29.01 32.10 49.59 40.09 32.Valores médios de rendimento da carcaça com e sem vísceras de Podocnemis expansa com idade entre 23 e 29 meses.71 Rendimento da carcaça sem vísceras (%) 30.84 31. LUZ et al.34 29. provenientes de 8 criadouros comerciais (LUZ et al.89 31.60 4.28 46. GASPAR (2005).87 51.15 Para o rendimento de carcaça da tartaruga-da-Amazônia sem vísceras.21 53.86 53. (2003b) e GASPAR & RANGEL (2001) encontraram valores de 39.39 48.87 46.45 48. Tabela 2 . 2003b).17 31. 2010).78 40.98 30.10 35.30 27.96 28.17 3. Vale da Serra Pró-Fauna Agrotec Faz.99 30. Na tabela 2.71 5.39 38.45 46.78 4.22 24. Rios dos Bois Faz.45 3.

sob a forma de venda ao produtor. Os lacres serão adquiridos no RAN/IBAMA. pentes. 2010). • Para o tracajá e o pitiú/iaçá – a comercialização somente poderá ser iniciada com animais a partir de 1. Os animais devem conter lacres de identificação e controle fixados em escudo posterior da carapaça. e a carapaça – usada na fabricação de botões. deverão ser obedecidas as normas da Vigilância Sanitária Estadual.que pode ser utilizada em cosméticos. como a gordura .16 Há ainda a possibilidade de se aproveitar alguns subprodutos. Quando se tratar de animal vivo (para o abate). de forma a permitir a verificação da regularidade do criadouro e emissão da licença de transporte(IBAMA. os empreendimentos deverão atender os seguintes pré-requisitos: • Para a tartaruga-da-amazônia – a comercialização somente poderá ser iniciada com animais a partir de 1.5. As formas de comercialização permitidas pelo IBAMA são: a) Comércio Estadual de exemplar abatido ou para o abate: quando se tratar de animal abatido. Comercialização Segundo o IBAMA. Para fins de vistoria. os lotes devem estar separados em ambientes de fácil observação e captura.0 kg de peso vivo. O criador deverá solicitar a liberação do lote para comercialização. . à Superintendência do IBAMA do Estado onde se localiza o criadouro. para que ocorra a comercialização dos quelônios. peças artesanais e rações (IBAMA. o mesmo deverá estar devidamente identificado e acompanhado do Certificado de Propriedade. Os criadouros devem ser registrados como comerciante da fauna silvestre.5 kg de peso vivo. 2010). conforme valor especificado na Tabela de Preços do IBAMA. 2. com antecedência mínima de 30 dias. junto ao IBAMA (IBAMA. 2010).

c) Comércio Internacional: somente animal abatido. Nesse caso. A carne é considerada uma iguaria da culinária local. o criadouro ou comerciante deverá solicitar ao IBAMA a licença de exportação CITES .“Tartaruga: Algumas Informações e Dicas: No passado. nº da nota fiscal. de produtos ou subprodutos. nº da licença(s) IBAMA. pescados e seus ovos colhidos há muitas gerações na Amazônia. extraído a partir dos ovos. foi um produto importante para cozinha e iluminação. o óleo. Para que ocorra o transporte dos animais abatidos. Atualmente há criatórios de quelônios para atender a demanda de seus .Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção. Porém.6. Consumo Tartarugas e outros quelônios têm sido caçados. destino. origem/criadouro.MAPA. Podemos encontrar no Livro O SABOR DA AMAZÔNIA diversas receitas regionais. mostrando a importância da fauna na culinária regional . Pecuária e Abastecimento . Quando se tratar de animal vivo (encaminhado somente para abatedouros). acompanhado do Certificado de Propriedade e licença de transporte. entre elas as de quelônios. e ainda é base importante para a produção local de cosméticos (REBÊLO & PEZZUTI. contendo dados do exportador e do importador. nº da licença(s) CITES (no caso de exportação) e quantidade ou peso produto (IBAMA. as populações diminuíram e a matança desses animais foi suspensa. devido a caça predatória. 2.17 b) Comércio Interestadual de exemplar abatido ou para o abate: quando se tratar de animal abatido. o mesmo deverá estar devidamente identificado. nº de registro no IBAMA. 2010). 2000). os lotes ou volumes deverão estar acompanhados da nota fiscal e rotulados com as seguintes informações: produto. deverão ser obedecidas as normas do Ministério da Agricultura. os quelônios fizeram parte da dieta indígena e por algum tempo enriqueceram a mesa cabocla por possuírem uma das carnes mais deliciosas.

Entre os consumidores de carne de quelônios.Guisado de Tartaruga .Picadinho de Tartaruga . dependendo do nicho populacional abordado. programas de criação e extrativismo organizado podem reduzir o numero de animais capturados ilegalmente. O consumo de ovos ocorre nas épocas de desova pelos ribeirinhos e não é comum nas cidades (REBÊLO & PEZZUTI. 2000). melhorando. O consumo de carne pode ser regular ou esporádico. provavelmente pelo maior valor econômico (REBÊLO & PEZZUTI. Mudanças na estrutura do mercado. Apesar do conhecimento da ilegalidade. suas rendas. com isso. 2000). Exemplos de receitas: “.Filé de Tartaruga . sendo consumido de forma regular pelos ribeirinhos e de forma esporádica nas populações das cidades do norte do país. Estes são considerados como benfeitores pelas populações rurais e como traficantes pelas populações urbanas. Os comerciantes das carnes de quelônios são denominados regionalmente como “regatões” (pequenos e médios comerciantes das zonas urbanas). . Em relação à freqüência de consumo.18 apreciadores. temos: consumo intensivo de carne de tracajá pelas populações ribeirinhas e consumo esporádico de carne de tartaruga-da-amazônia pelas populações urbanas. as populações urbanas consomem as carnes desses animais e aceitam preços elevados pelos produtos (REBÊLO & PEZZUTI. podemos destacar a preferência pelas carnes de tartaruga-da-amazônia e de grandes fêmeas de tracajá. 2000). legalizando assim o consumo deste prato típico” (CLEMENT et al.Paxicá de Tartaruga .Sarapatel de Tartatura” O gosto do amazônida pela carne e ovos de quelônios é generalizado. 2007) . alem de poder oferecer uma possibilidade de maior rentabilidade para as populações detentoras destes recursos.

proporcionando o fechamento do ciclo produtivo e intensificar pesquisas sobre o consumo de quelônios por populações urbanas. conclui-se que é preciso executar mais estudos em relação às espécies P. Revisar a legislação em relação à criação de tartaruga-da-Amazônia com ênfase na incubação e engorda de filhotes. .19 3. uma vez que apresentam maior crescimento e aproveitamento nutricional em relação aos adultos. Conferir maior importância aos estudos das fases juvenis das espécies relatadas. Aprimorar e utilizar técnicas como incubação artificial para obtenção de animais com melhores índices zootécnicos. unifillis e P sextuberculata devido ao consumo constante destes animais pelas populações regionais da Amazônia. CONCLUSÃO Com base no presente trabalho. Regulamentar as técnicas de abate. levando em conta que as fêmeas adultas não se reproduzem satisfatoriamente em cativeiros.

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