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SUINOCULTURA - RAÇAS NACIONAIS

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RAÇAS NACIONAIS

Edisio Do Ó Loiola Junior

• Os “porcos” não são animais originários da fauna brasileira nativa. As raças suínas brasileiras foram formadas a partir de animais descendentes daqueles introduzidos no século XVI, durante o Período Colonial. • A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou e catalogou essas raças, embora muitas delas já tenham sido extintas e substituídas pelo "bom desempenho" das raças estrangeiras.

INTRODUÇÃO

Características Gerais das Raças Nacionais
• Características Morfológicas - Animais curtos com rugas, papada, tipos de orelhas e de perfis fronto nasais variados; • Características Produtivas - Baixo rendimento e qualidade de carcaça - Baixo ganho médio diário de peso (GMDP) - Baixa conversão alimentar

• Características Reprodutivas - Baixas prolificidade e habilidade materna - Alta rusticidade - Animais tardios • Principais Representantes: - Piau, Canastra, Canastrão, Caruncho, Nilo, Macau, Sorocaba, Pirapitinga, Pereira etc...

CANASTRÃO
• Raça natural melhorada, derivada da Bizarra, portuguesa, filia-se ao tipo Céltico, de corpo grande (machos com 220 kg e fêmeas com 200 kg quando adultos). Cabeça grossa
Perfil côncavo Fronte deprimida
Focinho grosso Orelhas grandes Pescoço longo

Linha dorsolombar sinuosa e estreita Membros compridos e fortes Pelagem preta ou vermelha

O Canastrão é muito tardio, sendo engordado no segundo ano. As fêmeas são prolíficas e boas mães.

CANASTRA
• Raça do tipo Ibérico, supostamente derivada das raças portuguesas Alentejana e Transtagana. Já foi muito disseminada no Brasil sob diversas denominações, principalmente Meia-Perna. • É considerada de porte médio, tem cabeça pequena e leve, com perfil sub-côncavo, focinho curto, bochechas largas e pendentes, orelhas médias e horizontais, oblíquas para frente.

• Pescoço curto e largo, corpo de proporções médias, um pouco roliço, com a linha superior geralmente um pouco enseada, membros curtos separados, de ossatura fina. É muito utilizado na produção de banha.

CANASTRINHO
• O Canastrinho é um grupo de animais menores, de tipo Asiático, introduzido pelos colonizadores portugueses, do qual resultaram algumas variedades regionais com os nomes de Nilo, Macau, Tatu, Baé, Perna-curta, Carunchinho etc. cuja conformação é semelhante, porém podem apresentar diferenças de pelagens e de orelhas, entre outras. • Especializado na produção de banha é criado, sobretudo, por pequenos sitiantes para consumo doméstico. A pelagem pode ser preta, vermelha, malhada, de pelos abundantes, ralos ou ausentes (pelado), conforme a variedade.

PIAU
• A palavra Piau, de origem indígena, significa “malhado”, “pintado”.

• É uma raça de animais de pelagem cor-deareia com manchas preta e marrom, orelhas de tamanho médio e focinho semi-retilíneo.
• Um tipo mais fixo e mais antigo é o Caruncho Piau. Possui uma variedade vermelha, a Sorocaba, de tamanho médio e aptidão intermediária, provavelmente melhorada por cruzamento com Duroc.

• Nota-se que a formação desta raça vem sendo bem orientada para um porco fácil de criar, que possa entrar nos cruzamentos para produção de carne.

NILO - CANASTRA
• Este tipo de porco, relativamente antigo como raça natural do país, é considerado fruto do cruzamento do Nilo (porco pequeno pelado, do tipo Asiático) com o Canastra.

• É considerado um porco de tamanho médio, de corpo comprido e estreito, com pouca musculatura e ossatura, prolificidade e precocidade médias, desprovido de pelos ou com cerdas ralas, em virtude do que não é adequado para regiões frias. • É do tipo de banha, rústico; já teve grande reputação em São Paulo e Minas Gerais.

TATU
• É uma raça proveniente da Índia e são de pequeno porte que alcançam no máximo 90 quilos. São também conhecidos como Macau, Caruncho, Canastrinho, Perna-Curta e no norte e nordeste do Brasil como Baé. São geralmente pelados e se têm pelos são ralos e finos de cor preta. • Rústicos e pouco exigentes são criados no interior para a produção doméstica de carne e toucinho. • A porca de pequena prolificidade produz no máximo 8 crias por ninhada.

PEREIRA
• É considerado pelos estudiosos uma variedade do cruzamento do Canastra com Duroc-Jersey. Tem grande aptidão para produzir toucinho e de tamanho médio, pesando no máximo 180 quilos. • Tem pelagem tordilha, podendo ter pintas avermelhadas. • A formação da raça começou com o criador de Jardinópolis SP Domiciano Pereira Lima, de quem ganhou o nome. Foi muito utilizada pelos criadores paulistas em cruzamentos com raças americanas e européias para obtenção de porcos de fácil engorda.

PIRAPETINGA
• Foram desenvolvidos na Zona da Mata em Minas Gerais, na bacia do rio Pirapetinga, de onde ganhou o nome da raça. É considerado do tipo asiático. Alguns zootecnistas o consideram uma variação da raça Tatu e parecido com o Nilo. Difere do Nilo, sobretudo por caracteres da cabeça as quais vão dando lugar as de outras raças mais produtivas.

• São animais de tamanho médio, de corpo comprido e estreito, com pouca musculatura e ossatura, sem pelos ou com cerdas ralas.

CONCLUSÃO
• As raças nacionais sofreram bastante mestiçagem e são utilizadas, principalmente, para produção de banha ou para serem criadas em laboratórios para o estudo de genética e nutrição, entre outros usos; nada impede que sejam criadas para produção de carne, mas não são as mais aconselháveis. Não são difíceis de cuidar e sua presença têm diminuído bastante, uma vez que a produção de banha deixou de ser

REFERÊNCIAS
• http://www.criareplantar.com.br/pecuaria/lerTexto. php?categoria=34&id=61 • http://stravaganzastravaganza.blogspot.com/201 1/02/criacao-de-suinos-no-brasil-as-racas.html

• http://www.sossuinos.com.br/consultas.html

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