P. 1
Ponto dos Concursos - SENADO - Matemática e Raciocínio Lógico

Ponto dos Concursos - SENADO - Matemática e Raciocínio Lógico

|Views: 10.176|Likes:
Publicado porneideconcurseira
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

More info:

Published by: neideconcurseira on Dec 06, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/13/2015

pdf

text

original

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO

PROFESSOR: GUILHERME NEVES
1
www.pontodosconcursos.com.br
Conteúdo
1. Apresentação . ........................................................................................................ 2
2. Progressão Aritmética . ........................................................................................... 2
3. Relação das questões comentadas . .................................................................... 21
4. Gabaritos . ............................................................................................................. 27

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
2
www.pontodosconcursos.com.br
1. Apresentação
Seja bem vindo ao Ponto dos Concursos. Esta é a aula demonstrativa de
Matemática e Raciocínio Lógico do curso voltado para o Senado Federal
(Analista e Consultor Legislativo).
Meu nome é Guilherme Neves. Sou matemático e comecei a lecionar em
cursos preparatórios para concursos aos 17 anos de idade, antes mesmo de
iniciar o meu curso de Bacharelado em Matemática na UFPE. Minha vida como
professor sempre esteve conectada com os concursos públicos nas matérias
de índole matemática (matemática financeira, estatística e raciocínio lógico).
Sou autor do livro Raciocínio Lógico Essencial – Editora Campus-Elsevier.
A banca organizadora do último concurso foi a FGV. Desta forma, daremos
preferência na resolução de questões da referida banca e toda a teoria será
explicada em minuciosos detalhes. Nosso curso seguirá o seguinte cronograma
baseado no último edital.
Aula 0 (demonstrativa) Sequências numéricas. Progressões aritméticas.
Aula 1 Progressão Geométrica. Números inteiros, racionais
e reais. Sistema legal de medidas. Razões e
proporções. Regras de três simples e compostas.
Aula 2 Porcentagens. Equações e inequações de 1.°e de
2.°graus. Funções e gráficos.
Aula 3 Geometria Básica
Aula 4 Juros simples e compostos
Aula 5 Conceitos básicos de probabilidade e estatística.
Aula 6 Estruturas lógicas, lógica da argumentação,
diagramas lógico. (parte 1)
Aula 7 Estruturas lógicas, lógica da argumentação,
diagramas lógico. (parte 2)
2. Progressão Aritmética
Progressão aritmética é uma sequência formada por números e que obedece
determinada lei de formação.
Considere uma sequência de números reais (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
).
Esta sequência será chamada de Progressão Aritmética (P.A.) se cada termo,
a partir do segundo, for igual à soma do anterior com uma constante real r.
O número real r é denominado razão da progressão aritmética.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
3
www.pontodosconcursos.com.br
o
1
é o primeiro termo, o
2
é o segundo termo, e assim por diante. O termo o
n
de
ordem n é chamado n-ésimo termo.
Exemplos:
Progressão Aritmética
Primeiro termo (o
1
) Razão (r)
(2, S, 8, 11, 14, … ) 2 S
(14, 11, 8, S, 2, -1, -4, … ) 14 -S
(2, 2, 2, 2, 2, … ) 2 u
Para calcular a razão de uma progressão aritmética basta calcular a diferença
entre dois termos consecutivos.
No nosso primeiro exemplo,
No segundo exemplo,
r = S - 2 = 8 - S = · = S
No terceiro exemplo,
r = 11 - 14 = 8 - 11 = · = -S
Classificação
r = 2 - 2 = 2 - 2 = · = u
i) A progressão aritmética é crescente se e somente se a razão é positiva. Este
caso corresponde ao nosso primeiro exemplo.
ii) A progressão aritmética é decrescente se e somente se a razão é negativa.
Este caso corresponde ao nosso segundo exemplo.
iii) A progressão aritmética é constante se e somente se razão é igual a 0. Este
caso corresponde ao nosso terceiro exemplo.


Fórmula do Termo Geral
Considere a progressão aritmética (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
). Existe uma expressão que
permite calcular qualquer termo da progressão conhecidos um termo qualquer
e a razão.
Comecemos com a expressão básica que relaciona um termo qualquer com o
primeiro termo e a razão.
P. A. crcsccntc = r > u
P. A. Jccrcsccntc = r < u
P. A. constontc = r = u
Resumo
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
4
www.pontodosconcursos.com.br
o
n
= o
1
+(n -1) · r
Em que o
1
é o primeiro termo, r é a razão da progressão e o
n
é o termo de
ordem n (n-ésimo termo).
Voltemos àquela P.A. do nosso exemplo inicial: (2, 5, 8, 11, 14,...).
Se quisermos calcular o próximo termo, basta efetuar 14 +3 = 17. E o próximo?
17 + 3 = 20. E assim podemos ir calculando termo a termo.
O problema surge assim: Qual o milésimo termo dessa progressão?
Se queremos calcular o milésimo termo, deveremos efetuar:
o
1.000
= o
1
+ (1.uuu - 1) · r
o
1.000
= o
1
+ 999 · r
o
1.000
= 2 + 999 · S
o
1.000
= 2.999
O empecilho desta fórmula é que ficamos “presos” a só poder calcular os
termos da progressão se soubermos quem é o primeiro termo. Porém,
podemos fazer uma modificação nesta fórmula de forma que conhecendo um
termo qualquer da progressão e a razão, poderemos calcular qualquer outro
termo da progressão.
Vejamos um exemplo: Suponha que o décimo termo (o
10
) de uma progressão
aritmética seja igual a 25 e a razão seja igual a 4. Qual o vigésimo sétimo
termo dessa progressão?
Se você prestar bem atenção à fórmula o
n
= o
1
+(n -1) · r perceberá que não
poderemos utilizá-la da forma como está disposta. Pois só podemos utilizá-la
se soubermos o valor do primeiro termo.
Vamos fazer uma analogia. Imagine que você se encontra no décimo andar de
um prédio e precisa subir para o vigésimo sétimo andar. Quantos andares é
preciso subir? A resposta é 17 andares. É o mesmo que acontece com os
termos de uma P.A.: Se “estamos” no décimo termo e preciso me deslocar até
o vigésimo sétimo termo, é preciso avançar 17 termos
(27 – 10 = 17). E para avançar cada termo, devemos adicionar a razão. Assim,
o
27
= o
10
+17 · r
o
27
= 2S + 17 · 4 = 9S.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
5
www.pontodosconcursos.com.br
Ainda fazendo a analogia da P.A. com os andares de um prédio, para descer
do vigésimo sétimo andar para o décimo andar, deveremos descer 17 andares.
Na P.A. deveremos subtrair 17 vezes a razão (pois estamos voltando na P.A.).
o
10
= o
27
- 17r
Soma dos termos de uma Progressão Aritmética
o
10
= 9S -17 · 4 = 2S
Considere uma progressão aritmética de n termos, a saber: (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
)
A soma dos n termos desta progressão é igual a:
S
n
=
(o
1
+o
n
) · n
2
Exemplo: Qual a soma dos mil primeiros termos da progressão aritmética (2, 5,
8, 11, ...).
O primeiro passo é calcular o milésimo termo: este cálculo foi efetuado
anteriormente e sabemos que o
1.000
= 2.999.
Assim, a soma dos mil primeiros termos é dada por:
S
n
=
(o
1
+o
n
) · n
2
S
1.000
=
(o
1
+o
1.000
) · 1.uuu
2
S
1.000
=
(2 + 2.999) · 1.uuu
2
S
1.000
=
(2 + 2.999) · 1.uuu
2
= 1.Suu.Suu
Resolveremos agora questões envolvendo sequências numéricas em geral e
questões sobre progressões aritméticas. Vale a pena notar que das grandes
bancas que organizam concursos públicos, duas se destacam em relação à
sequências numéricas: FGV e FCC. Vamos em frente.
01. (MPU 2007 FCC) Considere todos os números inteiros e positivos
dispostos, sucessivamente, em linhas e colunas, da forma como é mostrado
abaixo.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
6
www.pontodosconcursos.com.br
Se fosse possível completar essa tabela, então, na terceira coluna e na
tricentésima quadragésima sexta linha apareceria o número
a) 2326
b) 2418
c) 2422
d) 3452
e) 3626
Resolução
Observe os números da terceira coluna: (3, 10, 17, ...). Temos uma
progressão aritmética em que o primeiro termo é igual a 3 e a razão é
igual a 7. Queremos calcular o tricentésimo quadragésimo sexto termo.
Devemos utilizar a fórmula do termo geral de uma progressão aritmética.
Assim, o termo de ordem 346 é dado por:
o
346
= o
1
+ S4S · r = S + S4S · 7 = 2.418
Letra B
02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo.
Quando terminarmos a figura 20, o número total de bolinhas utilizadas terá sido
de:
a) 720
b) 840
c) 780
d) 680
e) 880
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
7
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
A figura 1 possui 4 bolinhas, a figura 2 possui 8 bolinhas, a figura 3 possui 12
bolinhas...
Temos uma P.A. com primeiro termo igual a 4 e razão igual a 4. Para
calcularmos o total de bolinhas utilizadas ao terminar a figura 20, devemos
calcular o vigésimo termo.
o
20
= o
1
+19 · r
Assim, a soma dos vinte primeiros termos da progressão é igual a
o
20
= 4 +19 · 4 = 8u
S
20
=
(o
1
+o
20
) · 1u
2
=
(4 + 8u) · 2u
2
= 84u
Letra B
03. (Senado Federal/2008/FGV) Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3,
6, ... .
O 60º número triangular é:
a) 1830
b) 1885
c) 1891
d) 1953
e) 2016
Resolução
A FGV foi generosa em colocar a figura para que possamos entender o
processo de formação dos números triangulares.
O primeiro número triangular é igual a 1.
O segundo número triangular é igual a 1 + 2, ou seja, 3.
O terceiro número triangular é igual a 1 + 2 + 3, ou seja, 6.
I
1
= 1 +2 = S
I
3
= 1 + 2 + S = 6
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
8
www.pontodosconcursos.com.br
Para calcular o sexagésimo número triangular, devemos calcular a soma
1 +2 +S +4 +·+S8 +S9 +6u.
Trata-se da soma de uma progressão aritmética de 60 termos em que o
primeiro termo é igual a 1 o último termo é igual a 60.
I
60
= 1 + 2 + S + 4 + · + S8 + S9 + 6u =
(o
1
+o
60
) · n
2
=
(1 + 6u) · 6u
2
= 1.8Su
Letra A
04. (TCE/PB/2006/FCC) Usando palitos de fósforos inteiros é possível construir
a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos:
25 1
24 3 24 2 51
Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para obter uma figura
composta de 25 triângulos, o total de palitos de fósforo que deverão ser usados
é:
a) 45
b) 49
c) 51
d) 57
e) 61
Resolução
Observe a quantidade de palitos em cada figura 3,5,7,9, ... . Temos uma
progressão aritmética de primeiro termo igual a 3 e razão igual a 2. Temos que
calcular o vigésimo quinto termo.
a a r = + ⋅ = + ⋅ = palitos.
Letra C
05. (Senado Federal/2008/FGV) Os números naturais são colocados em um
quadro, organizados como se mostra abaixo:
O número 2008 está na coluna:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
9
www.pontodosconcursos.com.br
a) F
b) B
c) C
d) I
e) A
Resolução
Observe a lei de formação de cada uma das colunas.
A Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 1.
C Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 2.
E Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 3.
G Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 4.
I Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 5.
H Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 6.
F Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 7.
D Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 8.
B Æ números que divididos por 9 deixam resto igual a 0.
Para descobrir em qual coluna encontra-se o número 2008, devemos dividir
2008 por 9.
2uu8 | 9
1 22S
Como o resto da divisão é igual a 1, concluímos que o número 2008 está na
coluna A.
Letra E
06. (CODESP 2010/FGV) Observe a sequência numérica a seguir:
“13527911413151761921238...”. Mantida a lei de formação, os dois próximos
algarismos na sequência serão
a) 25
b) 37
c) 27
d) 15
e) 05
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10
www.pontodosconcursos.com.br
A lei de formação é a seguinte: escreva 3 números ímpares, escreva um
número par. Observe:
1 3 5 2 7 9 11 4 13 15 17 6 19 21 23 8...
O próximo número ímpar a ser escrito é 25.
Letra A
07. (CAERN 2010/FGV) Considere a sequência de números definida abaixo:
- o primeiro termo vale 7;
- o segundo termo vale 4;
- do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos
anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.
O 8º termo dessa sequência vale
a) 2
b) 3
c) 4
d) 1
e) 0
Resolução
O primeiro termo é 7 e o segundo termo é 4.
(7,4, … )
Do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos
anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.
O terceiro termo é 7 -4 = S.
(7,4,S, … )
O quarto termo é 4 -S = 1.
(7,4,S,1, … )
O quinto termo é S -1 = 2.
(7,4,S,1,2, … )
O sexto termo é 2 -1 = 1.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11
www.pontodosconcursos.com.br
(7,4,S,1,2,1 … )
O sétimo termo é 2 -1 = 1.
(7,4,S,1,2,1,1, … )
O oitavo termo é 1 -1 = u.
(7,4,S,1,2,1,1,u … )
Letra E
08. (FNDE/2007/FGV) Na sequência numérica 3, 10, 19, 30, 43, 58, ... , o
termo seguinte ao 58 é:
a) 75
b) 77
c) 76
d) 78
e) 79
Resolução
3 ,10 ,19 ,30 ,43 , 58,...
+7 +9 +11 +13 +15
Para manter o padrão, devemos somar 17 ao número 58. Assim, o próximo
número é 58 + 17 = 75.
Letra A
09. (FNDE/2007/FGV) Na sequência de algarismos
1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3, ... , o 2007º algarismo é:
a) 1
b) 2
c) 4
d) 5
e) 3
Resolução
Observe a periodicidade da sequência acima. Há uma repetição dos
algarismos 1,2,3,4,5,4,3,2, retornando novamente para o algarismo 1. Temos
então uma repetição a cada 8 algarismos. Temos que 2007 250 8 7 = ⋅ + (obtém-
se este resultado dividindo 2007 por 8). Isso quer dizer que o grupo
1,2,3,4,5,4,3,2 se repete 250 vezes e ainda restam 7 algarismos. Os próximos
7 algarismos são 1,2,3,4,5,4,3. Portanto o 2007º algarismo é 3.
Letra E
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12
www.pontodosconcursos.com.br
10. (EBDA 2006/CETRO) As formigas, quanto mais próximo o inverno, mais
elas trabalham. Em uma colônia, a cada dia que passa, elas trazem 3 folhas a
mais que o dia anterior, que servirão de alimento para todas. No primeiro dia as
formigas trouxeram 20 folhas, no segundo dia, 23 e assim por diante até o
trigésimo dia, então o total de folhas armazenadas por essa colônia, foi de:
(A) 920
(B) 905
(C) 1.905
(D) 1.920
(E) 1.915
Resolução
A quantidade de folhas trazidas pelas formigas ao longo dos dias formam uma
progressão aritmética de razão 3.
(2u, 2S, 26, … )
O problema pede o total de folhas armazenadas por essa colônia até o
trigésimo dia. Ou seja, queremos saber a soma dos 30 primeiros termos desta
progressão aritmética. Para isto, devemos calcular o trigésimo termo.
o
30
= o
1
+29 · r
Assim, a soma dos trinta primeiros termos será
o
30
= 2u + 29 · S = 1u7
S
30
=
(o
1
+o
30
) · Su
2
=
(2u + 1u7) · Su
2
= 1.9uS
Letra C
11. (IMBEL 2004/CETRO) O 24º termo da P.A. (1/2, 2, 7/2,. ....) é
(A) 38
(B) 28
(C) 45
(D) 35
(E) 73/2
Resolução
O primeiro passo é calcular a razão da progressão. Para isto,devemos calcular
a diferença entre dois termos consecutivos.
r = 2 -
1
2
=
4 -1
2
=
S
2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13
www.pontodosconcursos.com.br
Sabemos que o primeiro termo é igual a 1/2 e a razão é igual a 3/2. Queremos
calcular o 24º termo.
Do 1º ao 24º termo deveremos avançar 23 termos. Assim,
o
24
= o
1
+2S · r
o
24
=
1
2
+2S ·
S
2
=
1
2
+
69
2
=
7u
2
= SS
Letra D
12. (Pref. Municipal de Barueri 2006/CETRO) A distância entre as placas na
estrada da figura abaixo é sempre a mesma. Uma das alternativas apresenta
valores corretos e organização em ordem crescente, no distanciamento entre
as placas de quilometragens indicadas, que podem substituir as letras A, B e C
observadas no desenho, assinale-a.
a) km 23, km 25 e km 10.
b) km 21,25 ; km 21,5 e km 220/12
c) km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12
d) km 85/4 ; km 21 e km 200/10
e) km 21, km 22 e km 23.
Resolução
Se a distância entre as placas na estrada da figura é a mesma, então os
valores que serão escritos nas placas formarão uma Progressão Aritmética
crescente.
O primeiro termo da progressão é igual a 21 e o quinto termo da progressão é
igual a 22.
Sabemos que
o
5
= o
1
+4 · r
Dessa forma,
22 = 21 + 4 · r
1 = 4 · r
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14
www.pontodosconcursos.com.br
Assim, a progressão aritmética será:
r = u,2S
(21; 21,25; 21,5; 21,75; 22)
A resposta é a alternativa c) km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12, pois
85/4 = 21,25 e 261/12=21,75.
Letra C
13. (TCE PB 2006 FCC) Considere que a seguinte sequência de figuras foi
construída segundo determinado padrão.
Mantido tal padrão, o total de pontos da figura de número 25 deverá ser igual a
a) 97
b) 99
c) 101
d) 103
e) 105
Resolução
A primeira figura possui 5 pontos, a segunda figura possui 9 pontos, a terceira
figura possui 13 pontos, e assim sucessivamente. Temos uma progressão
aritmética com primeiro termos igual a 5 e razão igual a 4.
O vigésimo quinto termo é dado por:
o
25
= o
1
+ 24 · r = S + 24 · 4 = 1u1
Letra C
14. (TRT – SC 2005/FEPESE) Tisiu ficou sem parceiro para jogar bola de
gude; então pegou sua coleção de bolas de gude e formou uma sequência de
“T” (a inicial de seu nome), conforme a figura
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15
www.pontodosconcursos.com.br
Supondo que o guri conseguiu formar 10 “T” completos, pode-se, seguindo o
mesmo padrão, afirmar que ele possuía:
a) exatamente 41 bolas de gude.
b) menos de 220 bolas de gude.
c) pelo menos 230 bolas de gude.
d) mais de 300 bolas de gude.
e) exatamente 300 bolas de gude.
Resolução
A primeira figura possui 5 pontos, a segunda figura possui 9 pontos, a terceira
figura possui 13 pontos, e assim sucessivamente. Temos uma progressão
aritmética com primeiro termos igual a 5 e razão igual a 4.
Quantas bolinhas Tisiu utilizou ao completar o décimo T?
Devemos somar os 10 primeiros termos desta progressão aritmética.
o
10
= o
1
+9 · r
Dessa forma, a soma dos dez primeiros termos da P.A. é dada por:
o
10
= S +9 · 4 = 41
S
10
=
(o
1
+o
10
) · 1u
2
=
(S + 41) · 1u
2
= 2Su
Como o problema não afirmou que ele utilizou TODAS as suas bolinhas de
gude, podemos afirmar que Tisiu tem NO MÍNIMO 230 bolas de gude.
Letra C
15. (Agente Administrativo DNOCS 2010/FCC) Os termos da sequência (12,
15, 9, 18, 21, 15, 30, 33, 27, 54, 57, . . .) são sucessivamente obtidos através
de uma lei de formação. Se x e y são, respectivamente, o décimo terceiro e o
décimo quarto termos dessa sequência, então:
(A) x . y = 1.530
(B) y = x + 3
(C) x = y + 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16
www.pontodosconcursos.com.br
(D) y = 2x
(E) x/y = 33/34
Resolução
Observe que o raciocínio é o seguinte: Adiciona-se 3, subtrai-se 6,
multiplica-se por 2.
12 +3 = 15
15 -ó = 9
9 × 2 = 18
18 +3 = 21
21 -ó = 15
15 × 2 = 3û
3û +3 = 33
33 -ó = 27
27 × 2 = 54
54 +3 = 57
57 -ó = 51
51 × 2 = 1û2
1û2 +3 = 1û5
O décimo terceiro termo é 102 e o décimo quarto termo é 105.
x = 1û2 e y = 1û5
Letra B
16. (Agente de Estação – Metro – SP 2007/FCC) Considere que os termos da
sequência (820, 824, 412, 416, 208, 212, 106, ...) são obtidos sucessivamente
segundo determinado padrão. Mantido esse padrão, obtêm-se o décimo e o
décimo primeiro termos dessa seqüência, cuja soma é um número
compreendido entre
(A) 0 e 40.
(B) 40 e 80.
(C) 80 e 120.
(D) 120 e 160.
(E) 160 e 200.
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17
www.pontodosconcursos.com.br
Observe que utilizamos o seguinte raciocínio: adiciona-se 4, divide-se por
2.
82û +4 = 824
824 ÷2 = 412
412 +4 = 41ó
41ó ÷2 = 2û8
2û8 +4 = 212
212 ÷2 = 1ûó
1ûó +4 = 11û
11û ÷2 = 55
55 +4 = 59
59 ÷2 = 29, 5
O décimo termo é 59 e o décimo primeiro termo é 29,5. A soma destes
termos é igual a 88,5.
Letra C
17. (PM-BA 2009/FCC) Os termos da sequência (25; 22; 11; 33; 30; 15; 45; 42;
21; 63; . . .) são obtidos segundo um determinado padrão. De acordo com esse
padrão o décimo terceiro termo da sequência deverá ser um número
(A) não inteiro.
(B) ímpar.
(C) maior do que 80.
(D) divisível por 4.
(E) múltiplo de 11.
Resolução
O padrão adota é o seguinte: subtrai-se 3, divide-se por 2 e multiplica-se por 3.
25 -3 = 22
22 ÷2 = 11
11 × 3 = 33
33 -3 = 3û
3û ÷2 = 15
15 × 3 = 45
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18
www.pontodosconcursos.com.br
45 -3 = 42
42 ÷2 = 21
21 × 3 = ó3
ó3 -3 = óû
Como 60 é divisível por 4, a resposta é a letra D.
18. (AGPP – Pref. de São Paulo 2008/FCC) Considere a seguinte seqüência de
igualdades:
35 × 35 = 1 225
335 × 335 = 112 225
3335 × 3 335 = 11 122 225
33 335 × 33 335 = 1 111 222 225
. . .
Com base na análise dos termos dessa seqüência, é correto afirmar que a
soma dos algarismos do produto 33 333 335 × 33 333 335 é
(A) 28
(B) 29
(C) 30
(D) 31
(E) 33
Resolução
Seguindo o padrão, observa-se que:
i) O último algarismo é 5.
ii) A quantidade de algarismos 1 é igual a quantidade de algarismos 3.
iii) A quantidade de algarismos 2 é uma unidade maior que a quantidade
de algarismos 1.
33 333 335 × 33 333 335
Como há 7 algarismos 3, concluímos que há 7 algarismos 1 e 8 algarismos 2.
Portanto:
33 333 335 × 33 333 335 = 1.111.111.222.222.225
A soma dos algarismos é igual a 7 × 1 +8 × 2 +S = 7 +16 +S = 28
Letra A
19. (TCE-SP 2010/FCC) Considere que os números inteiros e positivos que
aparecem no quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19
www.pontodosconcursos.com.br
Completando corretamente esse quadro de acordo com tal critério, a soma dos
números que estão faltando é
(A) maior que 19.
(B) 19.
(C) 16.
(D) 14.
(E) menor que 14.
Resolução
Esta é uma questão “de olho”. Quem perceber que o raciocínio está nas
diagonais, rapidamente resolve a questão.
Continuando, teremos:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20
www.pontodosconcursos.com.br
A soma dos números que estão faltando é:
1 +2 +S +4 +1 +2 +S +1 +2 +1 = 2u
Letra A

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21
www.pontodosconcursos.com.br
3. Relação das questões comentadas
01. (MPU 2007 FCC) Considere todos os números inteiros e positivos
dispostos, sucessivamente, em linhas e colunas, da forma como é mostrado
abaixo.
Se fosse possível completar essa tabela, então, na terceira coluna e na
tricentésima quadragésima sexta linha apareceria o número
a) 2326
b) 2418
c) 2422
d) 3452
e) 3626
02. (FNDE 2007 FGV) Observe a sequência de figuras abaixo.
Quando terminarmos a figura 20, o número total de bolinhas utilizadas terá sido
de:
a) 720
b) 840
c) 780
d) 680
e) 880
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22
www.pontodosconcursos.com.br
03. (Senado Federal/2008/FGV) Você vê abaixo os números triangulares: 1, 3,
6, ... .
O 60º número triangular é:
a) 1830
b) 1885
c) 1891
d) 1953
e) 2016
04. (TCE/PB/2006/FCC) Usando palitos de fósforos inteiros é possível construir
a seguinte sucessão de figuras compostas por triângulos:
Seguindo o mesmo padrão de construção, então, para obter uma figura
composta de 25 triângulos, o total de palitos de fósforo que deverão ser usados
é:
a) 45
b) 49
c) 51
d) 57
e) 61
05. (Senado Federal/2008/FGV) Os números naturais são colocados em um
quadro, organizados como se mostra abaixo:
O número 2008 está na coluna:
a) F
b) B
c) C
d) I
e) A
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23
www.pontodosconcursos.com.br
06. (CODESP 2010/FGV) Observe a sequência numérica a seguir:
“13527911413151761921238...”. Mantida a lei de formação, os dois próximos
algarismos na sequência serão
a) 25
b) 37
c) 27
d) 15
e) 05
07. (CAERN 2010/FGV) Considere a sequência de números definida abaixo:
- o primeiro termo vale 7;
- o segundo termo vale 4;
- do terceiro em diante, cada termo será a diferença entre os dois termos
anteriores, sendo essa diferença sempre expressa com sinal positivo.
O 8º termo dessa sequência vale
a) 2
b) 3
c) 4
d) 1
e) 0
08. (FNDE/2007/FGV) Na sequência numérica 3, 10, 19, 30, 43, 58, ... , o
termo seguinte ao 58 é:
a) 75
b) 77
c) 76
d) 78
e) 79
09. (FNDE/2007/FGV) Na sequência de algarismos
1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3,4,5,4,3,2,1,2,3, ... , o 2007º algarismo é:
a) 1
b) 2
c) 4
d) 5
e) 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24
www.pontodosconcursos.com.br
10. (EBDA 2006/CETRO) As formigas, quanto mais próximo o inverno, mais
elas trabalham. Em uma colônia, a cada dia que passa, elas trazem 3 folhas a
mais que o dia anterior, que servirão de alimento para todas. No primeiro dia as
formigas trouxeram 20 folhas, no segundo dia, 23 e assim por diante até o tri-
gésimo dia, então o total de folhas armazenadas por essa colônia, foi de:
(A) 920
(B) 905
(C) 1.905
(D) 1.920
(E) 1.915
11. (IMBEL 2004/CETRO) O 24º termo da P.A. (1/2, 2, 7/2,. ....) é
(A) 38
(B) 28
(C) 45
(D) 35
(E) 73/2
12. (Pref. Municipal de Barueri 2006/CETRO) A distância entre as placas na
estrada da figura abaixo é sempre a mesma. Uma das alternativas apresenta
valores corretos e organização em ordem crescente, no distanciamento entre
as placas de quilometragens indicadas, que podem substituir as letras A, B e C
observadas no desenho, assinale-a.
a) km 23, km 25 e km 10.
b) km 21,25 ; km 21,5 e km 220/12
c) km 85/4 ; km 21,5 e km 261/12
d) km 85/4 ; km 21 e km 200/10
e) km 21, km 22 e km 23.
13. (TCE PB 2006 FCC) Considere que a seguinte sequência de figuras foi
construída segundo determinado padrão.
Mantido tal padrão, o total de pontos da figura de número 25 deverá ser igual a
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25
www.pontodosconcursos.com.br
a) 97
b) 99
c) 101
d) 103
e) 105
14. (TRT – SC 2005/FEPESE) Tisiu ficou sem parceiro para jogar bola de
gude; então pegou sua coleção de bolas de gude e formou uma sequência de
“T” (a inicial de seu nome), conforme a figura
Supondo que o guri conseguiu formar 10 “T” completos, pode-se, seguindo o
mesmo padrão, afirmar que ele possuía:
a) exatamente 41 bolas de gude.
b) menos de 220 bolas de gude.
c) pelo menos 230 bolas de gude.
d) mais de 300 bolas de gude.
e) exatamente 300 bolas de gude.
15. (Agente Administrativo DNOCS 2010/FCC) Os termos da sequência (12,
15, 9, 18, 21, 15, 30, 33, 27, 54, 57, . . .) são sucessivamente obtidos através
de uma lei de formação. Se x e y são, respectivamente, o décimo terceiro e o
décimo quarto termos dessa sequência, então:
(A) x . y = 1.530
(B) y = x + 3
(C) x = y + 3
(D) y = 2x
(E) x/y = 33/34
16. (Agente de Estação – Metro – SP 2007/FCC) Considere que os termos da
sequência (820, 824, 412, 416, 208, 212, 106, ...) são obtidos sucessivamente
segundo determinado padrão. Mantido esse padrão, obtêm-se o décimo e o
décimo primeiro termos dessa seqüência, cuja soma é um número
compreendido entre
(A) 0 e 40.
(B) 40 e 80.
(C) 80 e 120.
(D) 120 e 160.
(E) 160 e 200.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26
www.pontodosconcursos.com.br
17. (PM-BA 2009/FCC) Os termos da sequência (25; 22; 11; 33; 30; 15; 45; 42;
21; 63; . . .) são obtidos segundo um determinado padrão. De acordo com esse
padrão o décimo terceiro termo da sequência deverá ser um número
(A) não inteiro.
(B) ímpar.
(C) maior do que 80.
(D) divisível por 4.
(E) múltiplo de 11.
18. (AGPP – Pref. de São Paulo 2008/FCC) Considere a seguinte seqüência de
igualdades:
35 × 35 = 1 225
335 × 335 = 112 225
3335 × 3 335 = 11 122 225
33 335 × 33 335 = 1 111 222 225
. . .
Com base na análise dos termos dessa seqüência, é correto afirmar que a
soma dos algarismos do produto 33 333 335 × 33 333 335 é
(A) 28
(B) 29
(C) 30
(D) 31
(E) 33
19. (TCE-SP 2010/FCC) Considere que os números inteiros e positivos que
aparecem no quadro abaixo foram dispostos segundo determinado critério.
Completando corretamente esse quadro de acordo com tal critério, a soma dos
números que estão faltando é
(A) maior que 19.
(B) 19.
(C) 16.
(D) 14.
(E) menor que 14.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27
www.pontodosconcursos.com.br
4. Gabaritos
01. B
02. B
03. A
04. C
05. E
06. A
07. E
08. A
09. E
10. C
11. D
12. C
13. C
14. C
15. B
16. C
17. D
18. A
19. A
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Aula 2 – Senado Federal 
1.  Apresentação ........................................................................................................................ 2 
2.  Introdução ............................................................................................................................. 2 
3.  Juros ...................................................................................................................................... 3 
4.  Formas de Representação da Taxa de Juros ......................................................................... 4 
5.  Elementos da Operação de Juros .......................................................................................... 5 
6.  Regimes de Capitalização ...................................................................................................... 6 
7.  Capitalização Simples ............................................................................................................ 6 
8.  Capitalização Composta ........................................................................................................ 7 
9.  Juros Simples ......................................................................................................................... 8 
10.  Homogeneização entre a taxa e o prazo de capitalização .................................................. 10 
11.  Taxas Proporcionais ............................................................................................................ 10 
12.  Juros Simples Ordinários (Comerciais) e Exatos .................................................................. 12 
13.  Prazo, Taxa e Capital Médios .............................................................................................. 39 
14.  Juros Compostos ................................................................................................................. 47 
Fórmula do Montante Composto ............................................................................................ 48 
Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta ............................................. 48 
Convenção Linear e Convenção Exponencial ..................................................................... 49 
15.  Relação das questões comentadas ..................................................................................... 55 
16.  Gabaritos ............................................................................................................................. 62 
 

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
1. Apresentação 
 
Olá pessoal!
Bem vindo ao nosso curso de Matemática e Raciocínio Lógico para o Senado
Federal.
Uma pequena modificação será feita em nosso cronograma.
Doravante, seguiremos o seguinte:
Aula 0 (demonstrativa) Sequências numéricas. Progressões aritméticas.
Aula 1 Juros Simples e Compostos
Aula 2 Progressão Geométrica. Números inteiros, racionais
e reais. Sistema legal de medidas. Razões e
proporções. Regras de três simples e compostas.
Aula 3 Porcentagens. Equações e inequações de 1.°e de
2.°graus. Funções e gráficos.
Aula 4 Geometria Básica
Aula 5 Conceitos básicos de probabilidade e estatística.

Aula 6 Estruturas lógicas, lógica da argumentação,
diagramas lógico. (parte 1)
Aula 7 Estruturas lógicas, lógica da argumentação,
diagramas lógico. (parte 2)

2. Introdução 
 
A Matemática Financeira é uma ciência que não se preocupa apenas com o
cálculo dos juros simples e compostos. Esta é a função de um dos capítulos
iniciais da matemática comercial. A Matemática Financeira é o elo entre os
métodos matemáticos e os fenômenos financeiro-econômicos. É uma ciência
que se preocupa com a construção de modelos gerais, representação de
variáveis monetárias na linha do tempo. Matemática Financeira é a disciplina
que estuda o entendimento dos modelos de aplicação, avaliação de
investimentos e captação de recursos.
A operação básica da matemática financeira é a operação de empréstimo.
Alguém dispõe de certo capital, empresta-o por certo período de tempo. Após
esse período, recebe o seu capital acrescido de uma remuneração pelo
empréstimo. A essa remuneração denominamos juro.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Existem diversas razões que justificam o pagamento dos juros na operação de
empréstimo. O primeiro deles é o custo de oportunidade. Obviamente, quando
alguém disponibiliza certa quantia para ser emprestada, deixará de investir o
capital em outros projetos. Portanto, o não-uso deste capital deverá ser
remunerado.
Deve-se levar em consideração a perda do poder de compra na linha do
tempo. Com o aumento generalizado de preços causado pela inflação, quem
empresta o dinheiro quer preservar o poder de compra. O elemento que será
responsável por preservar o valor do dinheiro no tempo é o juro.
Os bancos em geral têm despesas administrativas e obviamente têm o
interesse de repassar essas despesas para os devedores.
Um aspecto de destaque é o de considerar os valores em seu momento no
tempo. A valoração que fazemos de algo está diretamente associada ao
momento em que ocorre.
3. Juros 
 
O juro é o dinheiro pago pelo dinheiro emprestado. É o custo do capital de
terceiros colocado à nossa disposição.

Alguém que dispõe de um capital C (denominado principal, capital inicial, valor
atual), empresta-o a outrem por certo período de tempo, e após esse período
recebe o seu capital de volta. Esse capital ao ser devolvido deverá ser
remunerado. Essa remuneração é chamada de juro.

Ao emprestarmos uma quantia em dinheiro, por determinado período de tempo,
costumamos cobrar o juro, de tal modo que, no fim do prazo estipulado,
disponhamos não só da quantia emprestada, como também de um acréscimo
que compense a não-utilização do capital financeiro, por nossa parte, durante o
período em que foi emprestado.

A soma capital + juros é chamada de montante e será representada por M.

Hontontc = Copitol +[uros

Os juros são fixados através de uma taxa percentual que sempre se refere a
uma unidade de tempo: dia, mês, bimestre, trimestre, semestre, ano,... .
Utilizamos, usualmente, a letra i para denotar a taxa de juros. A letra i é a
inicial da palavra inglesa interest, que significa juros.
O elemento que faz a equivalência dos valores ao longo do tempo é o juro, que
representa a remuneração do capital.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Exemplo:
i = 24% oo ono = 24% o. o.
i = 6% oo trimcstrc = 6% o. t.
i = S,S% oo Jio = S,S% o. J.
Veremos ao longo deste curso, que não é permitido em Matemática Financeira
operar com quantias em épocas diferentes.
O objetivo da Matemática Financeira é permitir a comparação de valores em
diversas datas de pagamento ou recebimento e o elemento chave para a
comparação destes valores é a taxa de juros.
Imagine que o Banco X cobra uma taxa de 6% ao mês no uso do cheque
especial. E em determinado mês, João precisou pegar emprestado do banco
R$ 2.000,00. Que valor João deve depositar na sua conta daqui a um mês para
saldar a dívida?
Vimos anteriormente que ao pegar alguma quantia emprestada, além de
devolver o principal, deve-se remunerar o capital.
E quanto será a remuneração? Quem responderá essa pergunta é a taxa de
juros.
Se a taxa de juros é de 6% ao mês e a quantia emprestada é de R$ 2.000,00,
então para saldar a dívida deve-se pagar os R$ 2.000,00 e mais os juros
cobrados pelo banco. O juro que deverá ser pago daqui a um mês será 6% de
R$ 2.000,00.
Ou seja,
] = 6% Jc 2.uuu =
6
1uu
· 2.uuu = 12u
O valor total que João deve depositar na sua conta para saldar a dívida é igual
a 2.000+120=2.120.
4. Formas de Representação da Taxa de Juros 
 
É importante observar que no cálculo anterior, a taxa de juros 6% foi
transformada em fração decimal para permitir a operação. Assim, as taxas de
juros terão duas representações:
i) Sob a forma de porcentagem (taxa percentual): 6% ao ano = 6% a.a.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
ii) Sob a forma de fração decimal (taxa unitária):
6
100
= u,u6
A representação em percentagem é a comumente utilizada; entretanto,
todos os cálculos e desenvolvimentos de fórmulas serão feitos através da
notação em fração decimal.

5. Elementos da Operação de Juros 
 
Na situação descrita acima, podemos perceber os principais elementos de uma
operação de juros.
Imagine que o Banco X cobra uma taxa de 6% ao mês no uso do cheque
especial. E em determinado mês, João precisou pegar emprestado do
banco R$ 2.000,00. Que valor João deve depositar na sua conta daqui a
um mês para saldar a dívida?
Capital (C) → Pode ser chamado de principal, capital inicial, valor presente,
valor atual, montante inicial, valor de aquisição, valor à vista. No nosso
exemplo, é o dinheiro que João pegou emprestado do banco. Temos então, no
nosso problema, que o capital é igual a R$ 2.000,00.
Juros (J) → Também chamado de rendimento. Quando uma pessoa
empresta a outra um valor monetário, durante certo tempo, é cobrado um valor
pelo uso do dinheiro. Esse valor é denominado juro.
Taxa de juros (i) → A taxa de juros representa os juros numa certa unidade de
tempo. A taxa obrigatoriamente deverá explicitar a unidade de tempo. Por
exemplo, se João vai ao banco tomar um empréstimo e o gerente diz:
- Ok! O seu empréstimo foi liberado! E a taxa de juros que nós cobramos é de
apenas 8%.
Ora, a informação desse gerente está incompleta. Pois se os juros forem de
8% ao ano... Ótimo! E se essa taxa de juros for ao dia? PÉSSIMO! Portanto,
perceba que a indicação da unidade da taxa de juros é FUNDAMENTAL.
Tempo (n) → Quando falamos em tempo, leia-se NÚMERO DE PERÍODOS.
No nosso exemplo, se João ficasse devendo ao banco por 3 meses, o número
de períodos seria igual a 3. Agora, imagine a seguinte situação. Toma-se um
empréstimo com a taxa de 7,5% a.b. (ao bimestre). Se João demorar 6 meses
para efetuar o pagamento da dívida, o seu “n”, ou seja, o seu tempo não será
igual a 6. O seu tempo será igual a 3!!! Pois a taxa é bimestral, e em um
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
período de 6 meses temos 3 bimestres. No nosso exemplo, a taxa era mensal
e João usou o cheque especial durante apenas um mês.
Montante (M) → Pode ser chamado de montante, montante final, valor
futuro. É o valor de resgate. Obviamente o montante é maior do que o capital
inicial. O montante é, em suma, o capital mais os juros.
Podemos então escrever que M = C + J.
As operações de empréstimo são feitas geralmente por intermédio de um
banco que, de um lado, capta dinheiro de interessados em aplicar seus
recursos e, de outro, empresta esse dinheiro aos tomadores interessados no
empréstimo.
6. Regimes de Capitalização 
 
Denominamos regimes de capitalização aos diferentes processos como os
juros são gerados e agregados ao capital aplicado.
Os juros são normalmente classificados em simples ou compostos,
dependendo do processo de cálculo utilizado. Ou seja, se um capital for
aplicado a certa taxa por período, por vários intervalos ou períodos de tempo, o
valor do montante pode ser calculado segundo duas convenções de cálculo,
chamadas de regimes de capitalização: capitalização simples (juros
simples) e capitalização composta (juros compostos). Vejamos dois
exemplos para entender os esses dois tipos de capitalização.
7. Capitalização Simples 
 
De acordo com esse regime, os juros gerados em cada período são sempre
os mesmos.
Nessa hipótese, os juros pagos de cada período são calculados sempre em
função do capital inicial empregado. Vejamos um exemplo numérico visando a
fixação desse conceito.
Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros simples durante 5 anos à taxa de 20%
a.a. Vamos calcular os juros gerados em cada período e o montante após o
período de aplicação.
Como a própria leitura da taxa indica: 20% ao ano (vinte por cento ao ano).
Cada ano, de juros, receberei 20%. 20% de quem? Do capital aplicado – R$
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
10.000,00. A taxa de juros, no regime simples, sempre incide sobre o capital
inicial.
Os juros gerados no primeiro ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu.
Os juros gerados no segundo ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu.
Os juros gerados no terceiro ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu.
Os juros gerados no quarto ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu.
Os juros gerados no quinto ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu.
Na CAPITALIZAÇÃO SIMPLES os juros gerados em cada período são
sempre os mesmos, ou seja, a taxa incide apenas sobre o capital inicial.
Dessa forma, o montante após os 5 anos vale R$ 10.000,00 (capital aplicado)
mais 5 vezes R$ 2.000,00 (juros). Conclusão: o montante é igual a R$
20.000,00 (lembre-se que o montante é o capital inicial mais o juro).
8. Capitalização Composta 
 
No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período
agrega-se ao capital, e essa soma passa a render juros para o próximo
período. Daí que surge a expressão “juros sobre juros”.
Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros
compostos durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados
em cada período e o montante após o período de cada aplicação.
Os juros gerados no primeiro ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu e o montante após
o primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000.
Os juros gerados no segundo ano são
20
100
· 12.uuu = 2.4uu e o montante
após o segundo ano é 12.000+2.400=14.400.
Os juros gerados no terceiro ano são
20
100
· 14.4uu = 2.88u e o montante após
o terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280.
Os juros gerados no quarto ano são
20
100
· 17.28u = S.4S6 e o montante após o
quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Os juros gerados no quinto ano são
20
100
· 2u.7S6 = 4.147,2u e o montante
após o quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.
Observação: Se a operação de juros for efetuada em apenas um período, o
montante será igual nos dois regimes. No nosso exemplo, se parássemos a
aplicação no primeiro mês, teríamos um montante de R$ 12.000,00 nos dois
regimes de capitalização.
Observe ainda que o dinheiro cresce mais rapidamente a juros compostos do
que a juros simples.
9. Juros Simples 
 
Como vimos anteriormente, juros simples são aqueles calculados sempre
sobre o capital inicial, sem incorporar à sua base de cálculo os juros auferidos
nos períodos anteriores. Ou seja, os juros não são capitalizados.
Vejamos outro exemplo para entendermos bem a fórmula de juros simples.
Imagine que você aplique R$ 5.000,00 à taxa de juros simples de 3% ao mês.
Então, ao final do primeiro mês de aplicação, o juro produzido será:
S% Jc S.uuu =
S
1uu
· S.uuu = 1Su
Ou seja, para calcular o juro produzido no primeiro mês, basta multiplicar
a taxa de juros pelo capital inicial. Como, sob o regime de capitalização
simples, os juros produzidos em cada período são sempre iguais, podemos
concluir que, se esse capital fosse aplicado por 10 meses, produziria juros de:
150 x 10 = 1.500.
A partir desse exemplo, é fácil compreender a fórmula para o cálculo do juro
simples.
Adotaremos as seguintes notações:





O juro produzido no primeiro período de aplicação é igual ao produto do
C → Capital inicial
i → taxa de juros simples
n → tempo de aplicação
J → juro simples produzido durante o período de aplicação.
M → montante ao final da aplicação
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
capital inicial (C) pela taxa de juros (i), como foi feito no nosso exemplo. E,
consequentemente, o juro produzido em n períodos de aplicação será:
J C i n = ⋅ ⋅
(1)
E, lembrando também que o montante é a soma do capital com os juros
produzidos, temos a seguinte fórmula abaixo:
M C J = +
(2)
Substituindo a fórmula (1) na fórmula (2), temos então a seguinte expressão:
M C C i n = + ⋅ ⋅


Em álgebra, C significa 1 C ⋅ , portanto,
1 M C C i n = ⋅ + ⋅ ⋅

Colocando o C em evidência,
(1 ) M C i n = ⋅ + ⋅
(3)
É de suma importância memorizar as três fórmulas abaixo.
J C i n = ⋅ ⋅
(1)
M C J = +
(2)
(1 ) M C i n = ⋅ + ⋅
(3)
E devemos estar atentos ao seguinte fato:
Deve-se utilizar a taxa na forma unitária. Assim, por exemplo, se a taxa for de
30% , utilizamos
30
100
= u,Su.


J
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10 
www.pontodosconcursos.com.br
10. Homogeneização entre a taxa e o prazo de capitalização 
 
A taxa de juros deverá estar explicitada na mesma unidade de tempo
apresentada pelo prazo de capitalização. Ou seja, deve existir concordância
entre as unidades da taxa de juros e do tempo.
Assim, se a taxa for mensal, o tempo deverá ser expresso em meses;
Se a taxa for bimestral, o tempo deverá ser expresso em bimestres;
E assim sucessivamente.
Exemplos
i=3% a.m.
n=150 dias.
A taxa está expressa em meses e o tempo em dias. Para que haja
concordância entre as unidades, deveremos escolher uma unidade comum e
transformar um dos objetos.
O mês comercial é de 30 dias. Portanto, para transformar o tempo de 150 dias
para meses, basta dividir por 30.
i=3% a.m.
n= 5 meses
Para efetuar a transformação da taxa, no regime de juros simples, utilizaremos
o conceito de taxas proporcionais.
Transformar a taxa significa encontrar uma taxa equivalente, ou seja, que para
um mesmo período, os juros gerados sejam o mesmo. No regime de
capitalização simples, taxas proporcionais são equivalentes.
11. Taxas Proporcionais 
 
Duas taxas são proporcionais quando a razão entre elas é igual à razão entre
os respectivos períodos expressos na mesma unidade de tempo.
A definição de taxas proporcionais não está condicionada ao regime de
capitalização. Portanto, teremos taxas proporcionais tanto no regime de
capitalização simples quanto no regime de capitalização composta. O fato
importante é que no regime de capitalização simples as taxas
proporcionais são equivalentes.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11 
www.pontodosconcursos.com.br
Simbolicamente, dizemos que a taxa i
1
referente ao período t
1
é proporcional à
taxa i
2
referente ao período t
2
se
i
1
i
2
=
t
1
t
2

Para exemplificar, no regime de juros simples, um capital aplicado por 1 ano
(12 meses) a uma taxa de 36% ao ano produz o mesmo montante quando o
mesmo capital é aplicado a uma taxa de 3% ao mês por 12 meses.
Neste exemplo,dizemos que 3% ao mês é proporcional a 36% ao ano, pois
como 1 ano é o mesmo que 12 meses, tem-se:
2%
24%
=
1 mês
12 mcscs

Poderíamos ter adotado a seguinte linha de raciocínio. Como 1 ano é 12 vezes
maior do que o período de 1 mês, então a taxa anual proporcional é 12 vezes
maior do que a taxa mensal.
Exemplo: Determinar a taxa diária proporcional a 3% ao mês.
Aplicando a definição de taxas proporcionais (lembre-se que o mês comercial
possui 30 dias).
i
m
i
d
=
Su Jios
1 Jio

S%
i
d
=
Su Jios
1 Jio

Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.
i
d
· Su = S%· 1
i
d
=
S%
Su
= u,1% oo Jio
Poderíamos ter adotado a seguinte linha de raciocínio. Como 1 dia é 30 vezes
menor do que o período de 1 mês, então a taxa diária proporcional é 30 vezes
menor.
i
d
=
i
m
Su
=
S%
Su
= u,1% oo Jio


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12 
www.pontodosconcursos.com.br
12. Juros Simples Ordinários (Comerciais) e Exatos 
 
Na prática, usualmente, é adotado o juro simples ordinário (utiliza o ano
comercial com 360 dias e meses com 30 dias). O juro simples exato (utiliza o
ano civil com 365 dias) somente é usado quando para isso for expresso
explicitamente na operação.
Os juros são considerados ordinários ou comerciais quando utilizam o ano
comercial para estabelecer a homogeneidade entre a taxa e o tempo. Logo,
em juros ordinários, consideramos que todos os meses têm 30 dias e o ano
tem 360 dias.

Juros exatos são aqueles em que se utiliza o calendário civil para
verificarmos a quantidade de dias entre duas datas. Logo, quando o mês tem
31 dias deveremos considerar o total e não 30 dias.

Para facilitar o cálculo de juros nestas modalidades, é fundamental efetuarmos
o cálculo com taxa anual e o tempo expresso em dias. Para calcular a taxa
equivalente diária devemos dividir a taxa anual pelo número total de dias do
ano comercial (360 dias) ou ano exato (365 ou 366 dias).

Devemos ficar atentos ao fato de o ano ser ou não bissexto no caso de juros
exatos.

Podemos “criar” dois processos mnemônicos para saber quais anos são
bissextos ou não.
Para começar, os anos bissextos obrigatoriamente são pares.

Um ano é dito bissexto se for múltiplo de 4, exceto os que são múltiplos de 100,
a não ser que sejam múltiplos de 400.

Dica: Para verificar se um número é divisível por 4 basta dividir os últimos dois
dígitos do número por 4.

Assim, 1998 não é divisível por 4 e, portanto, não é bissexto.

Uma maneira mais “lúdica” de memorizar é o seguinte:

Os anos pares ou são anos de Olimpíada ou são anos de Copa do Mundo.

Os anos bissextos são os anos de Olimpíadas!!!

Como em 1998 houve a Copa do Mundo da França, o ano não foi bissexto.


 
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13 
www.pontodosconcursos.com.br
01. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) O valor a ser pago por um empréstimo de R$
4.500,00, a uma taxa de juros simples de 0,5% ao dia, ao final de 78 dias é de:

a) R$ 6.255,00
b) R$ 5.500,00
c) R$ 6.500,00
d) R$ 4.855,00
e) R$ 4.675,00

Resolução

Temos todas as informações necessárias para o cálculo dos juros simples: o
capital, a taxa e o tempo. Além disso, a taxa e o tempo já conformidade em
relação à unidade.

Lembremos a fórmula de juros simples:

[ = C · i · n
Temos que o capital é igual a R$ 4.500,00, a taxa é igual a
u,S% = u,S¡1uu = u,uuS ao dia e o tempo é igual a 78 dias.
[ = 4.Suu · u,uuS · 78
[ = 1.7SS

O valor a ser pago é o montante (capital + juros).

H = C + [

H = 4.Suu + 1.7SS

H = 6.2SS

Letra A

02. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) Um capital é aplicado durante 120 dias a uma taxa
de juros simples ordinários de 15% ao ano, produzindo um montante de R$
8.400,00. Nestas condições, o capital aplicado, desprezando os centavos é:
a) R$ 6.500,00
b) R$ 7.850,00
c) R$ 8.017,00
d) R$ 8.820,00
e) R$ 8.000,00
Resolução

As unidades de tempo de referência do período de aplicação e da taxa devem
ser iguais, porém a taxa de juros e o período de aplicação não estão expressos
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14 
www.pontodosconcursos.com.br
na mesma unidade. Devemos traçar a nossa estratégia: escolher uma unidade
comum para a taxa e para o período de capitalização.
Lembre-se que juro ordinário é um sinônimo de juro comercial. Desta forma,
consideramos que cada mês tem 30 dias e o ano possui 360 (12 x 30) dias.
Ora, se o ano comercial possui 360 dias, então os 120 dias do problema
representam:
12u
S6u
=
1
S
Jo ono
Agora temos homogeneidade entre as unidades. A taxa de juros é igual a 15%
= 0,15 ao ano e o tempo de aplicação é igual a 1/3 do ano. Lembremos a
fórmula do montante simples:
H = C · (1 + i · n)
O montante fornecido é igual a R$ 8.400,00.
8.4uu = C · _1 + u,1S ·
1
S
]
8.4uu = C · (1 + u,uS)

8.4uu = C · 1,uS

C =
8.4uu
1,uS
= 8.uuu

Desta forma, o capital aplicado é igual a R$ 8.000,00.

Letra E

03. (Vestibular FGV 2002) Um capital aplicado a juros simples, à taxa de 2,5%
ao mês, triplica em:
a) 75 meses
b) 80 meses
c) 85 meses
d) 90 meses
e) 95 meses
Resolução
Dizer que um capital triplica é o mesmo que dizer que o montante final é igual
ao triplo do capital inicial.

H = S · C
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15 
www.pontodosconcursos.com.br

Lembrando que o montante é a soma do juro com o capital:

C + [ = S · C

[ = 2 · C

Vamos substituir na expressão acima a fórmula de juros simples.

C · i · n = 2 · C

i · n = 2

A taxa fornecida pelo enunciado é igual a 2,5% ao mês.

2,S
1uu
· n = 2

u,u2S · n = 2

n =
2
u,u2S


Como efetuar esta divisão? Ora, o denominador possui 3 casas decimais.
Vamos então igualar a quantidade de casas decimais e, em seguida, apagar as
vírgulas.

n =
2,uuu
u,u2S
=
2.uuu
2S
= 8u mcscs

Letra B



04. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) A taxa de juros simples de 0,05% ao dia equivale à
taxa semestral de:
a) 15,00%
b) 1,50%
c) 18,00%
d) 9,00%
e) 12,00%
Resolução

No regime de capitalização simples as taxas proporcionais são
equivalentes.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16 
www.pontodosconcursos.com.br
Duas taxas são proporcionais quando a razão entre elas é igual à razão entre
os respectivos períodos expressos na mesma unidade de tempo.
Simbolicamente, dizemos que a taxa i
1
referente ao período t
1
é proporcional à
taxa i
2
referente ao período t
2
se
i
1
i
2
=
t
1
t
2

Queremos comparar a taxa diária com a taxa semestral. Lembre-se que um
semestre é a metade de um ano. Como o ano comercial tem 360 dias, um
semestre tem 180 dias.
i
d
i
s
=
1 Jio
18u Jios

u,uS%
i
s
=
1
18u

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.
1 · i
s
= 18u · u,uS%
i
s
= 9%
Poderíamos ter resolvido utilizando o raciocínio seguinte: como um semestre
tem 180 dias, então a taxa semestral será igual a taxa diária multiplicada por
180.
i
s
= 18u · u,uS%
i
s
= 9%
Letra D
05. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) Um montante inicial foi aplicado a uma taxa de juros
simples de 5% ao mês durante 2 meses e depois reaplicado a uma taxa de
juros simples de 10% ao mês durante 2 meses, resultando em R$ 13.200,00. O
valor do montante inicial era de:

a) R$ 18.500,00
b) R$ 13.000,00
c) R$ 12.330,00
d) R$ 11.000,00
e) R$ 10.000,00

Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17 
www.pontodosconcursos.com.br
Têm-se duas aplicações a juros simples sucessivas. Digamos que o capital
inicial aplicado seja igual a C. Desta forma, aplicando C reais durante 2 meses
a uma taxa de 5% ao mês, o montante será igual a:
H
1
= C · (1 +i
1
· n
1
)
H
1
= C · (1 + u,uS · 2)
H
1
= C · 1,1
Este montante M
1
será o capital de uma nova aplicação. Aplicaremos M
1
reais
durante dois meses a uma taxa de 10% ao mês. O novo montante será igual a:
H
2
= H
1
· (1 + i
2
· n
2
)
H
2
= C · 1,1 · (1 +u,1u · 2)
H
2
= C · 1,1 · 1,2
H
2
= 1,S2 · C
O montante final é igual a R$ 13.200,00. Portanto:
1,S2 · C = 1S.2uu
C =
1S.2uu
1,S2
= 1u.uuu
O capital inicial é de R$ 10.000,00.
Letra E
06. (Vestibular FGV 2001) Um vidro de perfume é vendido à vista por R$48,00
ou a prazo, em dois pagamentos de R$25,00 cada um, o primeiro no ato da
compra e o outro um mês depois. A taxa mensal de juros do financiamento é
aproximadamente igual a:
A) 6,7%
B) 7,7%
C) 8,7%
D) 9,7%
E) 10,7%
Resolução
O valor à vista é de R$ 48,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 25,00,
então ficou devendo R$ 23,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de R$
25,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 2,00. Observe que a taxa de juros só
incide no valor devido e não sobre o valor já pago.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18 
www.pontodosconcursos.com.br
[ = C · i · n

2 = 2S · i · 1

i =
2
2S
÷ u,u869 ÷ 8,7%

Letra C

07. (BESC 2004/FGV) Um artigo é vendido, à vista, por R$ 150,00 ou em dois
pagamentos de R$ 80,00 cada um: o primeiro, no ato da compra e o segundo,
um mês após a compra. Os que optam pelo pagamento parcelado pagam juros
mensais de taxa aproximadamente igual a:
a) 14,29%
b) 13,33%
c) 9,86%
d) 7,14%
e) 6,67%
Resolução
O valor à vista é de R$ 150,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 80,00,
então ficou devendo R$ 70,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de R$
80,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 10,00.

[ = C · i · n

1u = 7u · i · 1

i =
1u
7u
÷ u,1428S7 ÷ 14,29%

Letra A

08. (SEFAZ-MS 2006/FGV) Um artigo custa, à vista, R$ 200,00 e pode ser
comprado a prazo com uma entrada de R$ 100,00 e um pagamento de R$
120,00 um mês após a compra. Os que compram a prazo pagam juros mensais
de taxa:
a) 5%
b) 10%
c) 20%
d) 25%
e) 30%
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
O valor à vista é de R$ 200,00. Se o indivíduo dá uma entrada de R$ 100,00,
então ficou devendo R$ 100,00. Mas o pagamento feito um mês depois foi de
R$ 120,00. Assim, o juro cobrado foi de R$ 20,00.

[ = C · i · n

2u = 1uu · i · 1

i =
2u
1uu
= 2u%

Letra C

09. (Prefeitura de Ituporanga – 2009 – FEPESE) Quais são os juros simples de
R$ 12.600,00, à taxa de 7,5% ao ano, em 4 anos e 9 meses?

a) R$ 4.488,75
b) R$ 1.023,75
c) R$ 3.780,00
d) R$ 1.496,25
e) R$ 5.386,50

Resolução
As unidades de tempo de referência do período de aplicação e da taxa
devem ser iguais.
Temos todas as informações necessárias para o cálculo dos juros
simples: o capital, a taxa e o tempo. O único problema é que a taxa de juros e o
período de aplicação não estão expressos na mesma unidade. Devemos traçar
a nossa estratégia: escolher uma unidade comum para a taxa e para o período
de capitalização.
Sabemos que um ano é o mesmo que 12 meses. Logo, 4 anos são o
mesmo que 4 x 12 = 48 meses. Portanto, o período de capitalização é
igual a 48 + 9 = 57 meses. Já a taxa é igual a 7,5% ao ano ou 0,075 ao ano.
Para calcular a taxa equivalente ao mês, basta-nos dividir essa taxa por 12
(taxas proporcionais). Portanto a taxa de juros mensal será igual a 0,075/12.
Agora estamos prontos para aplicar a fórmula de juros simples.
[ = C · i · n
Temos que o capital é igual a R$ 12.600,00, a taxa é igual a
u, u7S
12
, ao mês e o tempo é igual a 57 meses.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20 
www.pontodosconcursos.com.br
[ = 12.6uu ·
u,u7S
12
· S7
Como 12.600 dividido por 12 é igual a 1.050,
[ = 1.uSu · u,u7S · S7
[ = 4.488,7S
Letra A

10. (AFRE-PB 2006 FCC) Certas operações podem ocorrer por um período de
apenas alguns dias, tornando conveniente utilizar a taxa diária e obtendo os
juros segundo a convenção do ano civil ou do ano comercial. Então, se um
capital de R$ 15.000,00 foi aplicado por 5 dias à taxa de juros simples de 9,3%
ao mês, em um mês de 31 dias, o módulo da diferença entre os valores dos
juros comerciais e dos juros exatos é

a) R$ 37,50
b) R$ 30,00
c) R$ 22,50
d) R$ 15,00
e) R$ 7,50

Resolução

Juros Comerciais

O capital de R$ 15.000,00 foi aplicado durante 5 dias à taxa de juros simples
de 9,3% ao mês. Para calcularmos a taxa equivalente diária, neste caso,
devemos dividir por 30.

i =
9,S%
Su
= u,S1% oo Jio = u,uuS1 oo Jio

O juro comercial é dado por:

[
C
= C · i · n = 1S.uuu · u,uuS1 · S = 2S2,Su

Juros Exatos

O capital de R$ 15.000,00 foi aplicado durante 5 dias à taxa de juros simples
de 9,3% ao mês. Para calcularmos a taxa equivalente diária, neste caso,
devemos dividir por 31.

i =
9,S%
S1
= u,S% oo Jio = u,uuS oo Jio

O juro exato é dado por:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21 
www.pontodosconcursos.com.br

[
L
= C · i · n = 1S.uuu · u,uuS · S = 22S,uu

A questão pede o módulo da diferença entre os juros comerciais e os juros
exatos.

[
C
-[
L
= 2S2,Su - 22S,uu = 7,Su

Letra E

11. (BACEN 2010 CESGRANRIO) Um aplicador vai obter de resgate em um
título o valor de R$ 30.000,00. Sabendo-se que a operação rendeu juros
simples de 5% ao mês, por um período de 6 meses, o valor original da
aplicação foi, em reais, de
a) 21.066,67
b) 21.500,00
c) 22.222,66
d) 23.076,93
e) 23.599,99
Resolução
Observe que o período de aplicação e taxa de juros já estão em conformidade
em termos de unidade.
Sabemos que o montante no regime de capitalização simples é dado por
H = C · (1 + i · n)
O montante é igual a R$ 30.000,00, a taxa de juros é de 5% = 0,05 ao mês e o
tempo de aplicação é de 6 meses.
Su.uuu = C · (1 + u,uS · 6)
Su.uuu = C · 1,S
C = 2S.u76,9S
Letra D
12. (AFRE-CE 2006 ESAF) Qual o capital que aplicado a juros simples à taxa
de 2,4% ao mês rende R$ 1 608,00 em 100 dias?
a) R$ 20 000,00.
b) R$ 20 100,00.
c) R$ 20 420,00.
d) R$ 22 000,00.
e) R$ 21 400,00.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
O enunciado forneceu a taxa, o juro e o tempo. Está faltando apenas o capital
que foi aplicado.
Para começar, a taxa e o tempo devem ser expressos na mesma unidade!
Já que a taxa é de 2,4% = 0,024 ao mês, devemos dividir a taxa mensal por 30
para calcular a taxa diária (isso porque o mês comercial é composto por 30
dias e em juros simples usamos o conceito de taxas proporcionais).
Logo,
0, 024
. .
30
i a d =

O rendimento (juro) é igual a R$1.608,00 e o tempo é igual a 100 dias.

Lembremos a fórmula do juro simples.
J C i n = ⋅ ⋅

De acordo com o enunciado: J = 1.608, i = 0,024/30 e n = 100. Logo,
0, 024
1.608 100
30
C = ⋅ ⋅

Observe que 0,024.100 = 2,4.
2, 4
1.608
30
C = ⋅

E já que 2,4/30 = 0,08;
1.608 0, 08 C = ⋅

1.608
0, 08
C =

20.100 C =

Letra B
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23 
www.pontodosconcursos.com.br
13. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Um capital no valor de R$ 12.500,00 é
aplicado a juros simples, durante 12 meses, apresentando um montante igual a
R$ 15.000,00. Um outro capital é aplicado, durante 15 meses, a juros simples a
uma taxa igual à da aplicação anterior, produzindo juros no total de R$
5.250,00. O valor do segundo capital supera o valor do primeiro em
a) R$ 10.000,00
b) R$ 8.500,00
c) R$ 7.500,00
d) R$ 6.000,00
e) R$ 5.850,00
Resolução
Primeira aplicação:
Um capital de R$ 12.500,00 gera um montante de R$ 15.000,00, logo o juro
do período é de R$ 2.500,00.
Sabemos a relação de juro simples:
]
1
= C
1
· | · n
1

2. 5ûû = 12. 5ûû · | · 12
2. 5ûû = 15û. ûûû · |
2. 5ûû = 15û. ûûû · |
| =
2. 5ûû
15û. ûûû
=
25
1. 5ûû
=
1
óû

Segunda aplicação:
]
2
= C
2
· | · n
2

5. 25û = C
2
·
1
óû
· 15
5. 25û = C
2
·
1
4

C
2
= 21. ûûû
O segundo capital supera o primeiro em 21.000 – 12.500 = 8.500
Letra B
14. (AFRE-PB 2006 ESAF) Um investidor aplica em um determinado banco R$
10.000,00 a juros simples. Após 6 meses, resgata totalmente o montante de R$
10.900,00 referente a esta operação e o aplica em outro banco, durante 5
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24 
www.pontodosconcursos.com.br
meses, a uma taxa de juros simples igual ao dobro da correspondente à
primeira aplicação. O montante no final do segundo período é igual a
a) R$ 12.535,00
b) R$ 12.550,00
c) R$ 12.650,00
d) R$ 12.750,00
e) R$ 12.862,00
Resolução
Temos duas aplicações em regime simples. A taxa da segunda aplicação é
igual ao dobro da taxa da primeira aplicação. Portanto, o primeiro passo é
determinar a taxa da primeira aplicação.
1ª aplicação:
O capital é igual a R$ 10.000,00 e o montante é igual a R$ 10.900,00. Portanto
o juro é igual a J = 10.900 – 10.000 = 900.
O tempo de aplicação é de 6 meses. Assim, podemos aplicar a fórmula de
juros simples.
J C i n = ⋅ ⋅

900 10.000 6 i = ⋅ ⋅

900 60.000 i = ⋅

900
60.000
i =

0, 015 i =

2ª aplicação:
Lembrando que a taxa da segunda aplicação é o dobro da taxa da primeira
aplicação, concluímos que a segunda taxa é igual a 0,015 x 2 = 0,03.
O capital aplicado da segunda aplicação é o montante da primeira
aplicação. Portanto, o capital aplicado é igual a R$ 10.900,00. O tempo de
aplicação é igual a 5 meses. Logo, o montante será dado por
(1 ) M C i n = ⋅ + ⋅

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25 
www.pontodosconcursos.com.br
10.900 (1 0, 03 5) M = ⋅ + ⋅

10.900 1,15 M = ⋅

12.535 M =

Letra A
(UnB / CESPE – DOCAS / PA -2004) Mário dispunha de um capital de R$
10.000,00. Parte desse capital ele aplicou no banco BD, por 1 ano, à taxa de
juros simples de 3% ao mês. O restante, Mário aplicou no banco BM, também
pelo período de 1 ano, à taxa de juros simples de 5% ao mês. Considerando
que, ao final do período, Mário obteve R$ 4.500,00 de juros das duas
aplicações, julgue os itens seguintes.

15. A quantia aplicada no banco BM foi superior a R$ 4.000,00.

16. Os juros obtidos pela aplicação no banco BM superaram em mais de R$
500,00 os juros obtidos pela aplicação no banco BD.

17. Ao final do ano, o montante obtido pela aplicação no banco BD foi superior
a R$ 8.000,00.

Resolução
Vamos analisar a situação do enunciado e depois avaliar cada item.
Mário dispunha de um capital de R$ 10.000,00 para aplicar em dois bancos:
BD e BM. Chamemos o capital aplicado no banco BD de “D” e o capital
aplicado no banco BM de “M”.
É importante que você utilize letras que façam referência aos nomes que
foram usados no enunciado da questão. Seria ruim utilizar, por exemplo,
utilizar as letras x e y, pois, no final, teríamos que procurar quem é x e
quem é y!
Se o capital total é R$ 10.000, então a nossa primeira equação é D + M =
10.000.
Aplicação no Banco BD
A taxa de juros e o tempo de aplicação devem sempre estar na mesma
unidade! Assim, se a taxa de juros no banco BD é de 3% ao mês, então o
tempo de aplicação que é de 1 ano será escrito como 12 meses.
Temos os seguintes dados:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26 
www.pontodosconcursos.com.br
Capital aplicado no Banco BD: D
Taxa de juros: 3% ao mês = 0,03 ao mês.
Tempo de aplicação: 12 meses.
Temos todas as informações necessárias para utilizar a expressão do juro
simples!
J C i n = ⋅ ⋅

Já que nessa questão temos aplicações em dois bancos, para não confundir
colocaremos índices nos dados das fórmulas.
BD BD BD BD
J C i n = ⋅ ⋅

Assim,
0, 03 12
BD
J D = ⋅ ⋅

0, 36
BD
J D = ⋅

Aplicação no Banco BM
A taxa de juros e o tempo de aplicação devem sempre estar na mesma
unidade! Assim, se a taxa de juros no banco BM é de 5% ao mês, então o
tempo de aplicação que é de 1 ano será escrita como 12 meses.
Temos os seguintes dados:
Capital aplicado no Banco BM: M
Taxa de juros: 5% ao mês = 0,05 ao mês.
Tempo de aplicação: 12 meses.
Temos todas as informações necessárias para utilizar a expressão do juro
simples!
J C i n = ⋅ ⋅

BM BM BM BM
J C i n = ⋅ ⋅

Assim,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27 
www.pontodosconcursos.com.br
0, 05 12
BM
J M = ⋅ ⋅

0, 60
BM
J M = ⋅

O enunciado também informa que ao final do período, Mário obteve R$
4.500,00 de juros das duas aplicações.
Ou seja, o juro obtido no Banco BD mais o juro obtido no Banco BM totalizam
R$ 4.500,00.
4.500
BD BM
J J + =

0, 36 0, 60 4.500 D M ⋅ + ⋅ =

Para não trabalhar com números decimais, podemos multiplicar ambos os
membros da equação por 100!
36 60 450.000 D M ⋅ + ⋅ =

Temos, então, um sistema linear com duas equações e duas incógnitas. A
outra equação foi escrita no início da resolução. O capital total aplicado nos
dois bancos (BD e BM) é igual a R$ 10.000,00.
10.000 D M + =

Eis o sistema:
36 60 450.000
10.000
D M
D M
⋅ + ⋅ =


+ =


Existem diversos métodos para resolver esse sistema linear. Faremos de duas
maneiras.
Método I – Substituição
Nesse método, devemos isolar uma das incógnitas em uma das equações e
substituir esse valor na outra equação. Claramente, nesse caso, é mais fácil
isolar qualquer uma das incógnitas na segunda equação. Vamos isolar o “D”.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
28 
www.pontodosconcursos.com.br
10.000 D M + =

10.000 D M = −

Devemos substituir essa expressão na primeira equação!
36 60 450.000 D M ⋅ + ⋅ =

36 (10.000 ) 60 450.000 M M ⋅ − + ⋅ =

360.000 36 60 450.000 M M − ⋅ + ⋅ =

360.000 24 450.000 M + ⋅ =

24 90.000 M ⋅ =

3.750 M =

E como o capital total aplicado é igual a 10.000, o capital aplicado no banco BD
é igual a 10.000 – 3.750 = 6.250.
6.250 D =

Método II – Adição
Voltemos ao sistema linear.
36 60 450.000
10.000 ( 36)
D M
D M
⋅ + ⋅ =


+ = ⋅ −


Nesse método, devemos multiplicar ambos os membros de uma equação por
algum fator, de modo que possamos “somar as equações” para que uma das
incógnitas seja cancelada.
Podemos, por exemplo, multiplicar ambos os membros da segunda equação
por - 36, pois dessa forma, ao somarmos as duas equações, a incógnita D será
cancelada.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
29 
www.pontodosconcursos.com.br
36 60 450.000
36 36 360.000
D M
D M
⋅ + ⋅ =


− ⋅ − ⋅ = −


Ao somarmos as duas equações membro a membro teremos:
36 36 0 D D ⋅ − ⋅ =
,
60 36 24 M M M ⋅ − ⋅ = ⋅

450.000 360.000 90.000 − =

Ou seja,
36 60 450.000
36 36 360.000
24 90.000
D M
D M
M
⋅ + ⋅ =


− ⋅ − ⋅ = −

⋅ =


3.750 M =

E como o capital total aplicado é igual a 10.000, o capital aplicado no banco BD
é igual a 10.000 – 3.750 = 6.250.
6.250 D =

Vamos analisar cada um dos itens de per si.
15. A quantia aplicada no banco BM foi superior a R$ 4.000,00.

Já que M = 3.750,00, esse item está ERRADO.

16. Os juros obtidos pela aplicação no banco BM superaram em mais de
R$ 500,00 os juros obtidos pela aplicação no banco BD.

Vamos calcular cada um dos juros.
BD BD BD BD
J C i n = ⋅ ⋅

6.250 0, 03 12 2.250
BD
J = ⋅ ⋅ =

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
30 
www.pontodosconcursos.com.br
BM BM BM BM
J C i n = ⋅ ⋅

3750 0, 05 12 2.250
BM
J = ⋅ ⋅ =

Como os juros obtidos nos dois bancos são iguais, o item está ERRADO.
17. Ao final do ano, o montante obtido pela aplicação no banco BD foi
superior a R$ 8.000,00.

Basta lembrar que o montante é a soma do capital aplicado com o juro obtido.

M C J = +

6.250 2.250 M = +

8.500 M =

Assim, o item está CERTO.

18. (UnB / CESPE – CHESF 2002) Uma pessoa recebeu R$ 6.000,00 de
herança, sob a condição de investir todo o dinheiro em dois tipos particulares
de ações, X e Y. As ações do tipo X pagam 7% a.a. e as ações do tipo Y
pagam 9% a.a. A maior quantia que a pessoa pode investir nas ações X, de
modo a obter R$ 500,00 de juros em um ano, é

A) inferior a R$ 1.800,00.
B) superior a R$ 1.800,00 e inferior a R$ 1.950,00.
C) superior a R$ 1.950,00 e inferior a R$ 2.100,00.
D) superior a R$ 2.100,00 e inferior a R$ 2.250,00.
E) superior a R$ 2.250,00.

Resolução

Se o capital total é R$ 6.000,00, então a nossa primeira equação é X + Y =
6.000.
Aplicação na ação X
A taxa de juros e o tempo de aplicação devem sempre estar na mesma
unidade! Assim, se a taxa de juros na ação X é de 7% ao ano e o tempo de
aplicação é de 1 ano, nada precisamos modificar nesses dados.
Temos os seguintes dados:
Capital aplicado na ação X: X
Taxa de juros: 7% ao ano = 0,07 ao ano.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
31 
www.pontodosconcursos.com.br
Tempo de aplicação: 1 ano.
Temos todas as informações necessárias para utilizar a expressão do juro
simples!
J C i n = ⋅ ⋅

Já que nessa questão temos aplicações em duas ações, para não confundir
colocaremos índices nos dados das fórmulas.
X X X X
J C i n = ⋅ ⋅

Assim,
0, 07 1
X
J X = ⋅ ⋅

0, 07
X
J X = ⋅

Aplicação na ação Y
A taxa de juros e o tempo de aplicação devem sempre estar na mesma
unidade! Assim, se a taxa de juros na ação Y é de 9% ao ano e o tempo de
aplicação é de 1 ano, nada precisamos modificar nesses dados.
Temos os seguintes dados:
Capital aplicado na ação Y : Y
Taxa de juros: 9% ao ano = 0,09 ao ano.
Tempo de aplicação: 1 ano.
Temos todas as informações necessárias para utilizar a expressão do juro
simples!
J C i n = ⋅ ⋅

Y Y Y Y
J C i n = ⋅ ⋅

Assim,
0, 09 1
Y
J Y = ⋅ ⋅

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
32 
www.pontodosconcursos.com.br
0, 09
Y
J Y = ⋅

O enunciado também informa que ao final do período, a pessoa obteve R$
500,00 de juros das duas aplicações.
Ou seja, o juro obtido na ação X mais o juro obtido na ação Y totalizam R$
500,00.
500
X Y
J J + =

0, 07 0, 09 500 X Y ⋅ + ⋅ =

Para não trabalhar com números decimais, podemos multiplicar ambos os
membros da equação por 100!
7 9 50.000 X Y ⋅ + ⋅ =

Temos, então, um sistema linear com duas equações e duas incógnitas. A
outra equação foi escrita no início da resolução. O capital total aplicado nas
duas ações (X e Y) é igual a R$ 6.000,00.
6.000 X Y + =

Eis o sistema:
7 9 50.000
6.000
X Y
X Y
⋅ + ⋅ =


+ =


Novamente os dois métodos descritos na questão anterior.
Método I – Substituição
Nesse método, devemos isolar uma das incógnitas em uma das equações e
substituir esse valor na outra equação. Claramente, nesse caso, é mais fácil
isolar qualquer uma das incógnitas na segunda equação. Vamos isolar o “Y”, já
que estamos querendo calcular o valor de “X”.
6.000 X Y + =

6.000 Y X = −

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
33 
www.pontodosconcursos.com.br
Devemos substituir essa expressão na primeira equação!
7 9 50.000 X Y ⋅ + ⋅ =

7 9 (6.000 ) 50.000 X X ⋅ + ⋅ − =

7 54.000 9 50.000 X X ⋅ + − ⋅ =

2 4.000 X − ⋅ = −

2 4.000 X ⋅ =

2.000 X =

Letra C
Método II – Adição
Voltemos ao sistema linear.
7 9 50.000
6.000 ( 9)
X Y
X Y
⋅ + ⋅ =


+ = ⋅ −


Nesse método, devemos multiplicar ambos os membros de uma equação por
algum fator, de modo que possamos “somar as equações” para que uma das
incógnitas seja cancelada.
Podemos, por exemplo, multiplicar ambos os membros da segunda equação
por - 9, pois dessa forma, ao somarmos as duas equações, a incógnita Y será
cancelada (cancelamos o “Y” pois queremos calcular o valor de “X”).
7 9 50.000
9 9 54.000
X Y
X Y
⋅ + ⋅ =


− ⋅ − ⋅ = −


Ao somarmos as duas equações membro a membro teremos:
7 9 2 X X X ⋅ − ⋅ = − ⋅
,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
34 
www.pontodosconcursos.com.br
9 9 0 Y Y ⋅ − ⋅ =

50.000 54.000 4.000 − = −

Ou seja,
7 9 50.000
9 9 54.000
2 4.000
2.000
X Y
X Y
X
X
⋅ + ⋅ =


− ⋅ − ⋅ = −

− ⋅ = −
=

Letra C
19. (UnB / CESPE – CHESF 2002) Um capital acrescido dos seus juros
simples de 21 meses soma R$ 7.050,00. O mesmo capital, diminuído dos seus
juros simples de 13 meses, reduz-se a R$ 5.350,00. O valor desse capital é

A) inferior a R$ 5.600,00.
B) superior a R$ 5.600,00 e inferior a R$ 5.750,00.
C) superior a R$ 5.750,00 e inferior a R$ 5.900,00.
D) superior a R$ 5.900,00 e inferior a R$ 6.100,00.
E) superior a R$ 6.100,00.

Resolução

Sabemos que o juro simples é dado por
J C i n = ⋅ ⋅


Assim, o juro simples de 21 meses é
21 21 J C i J Ci = ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅


O juro simples de 13 meses é
13 13 J C i J Ci = ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅


“Um capital acrescido dos seus juros simples de 21 meses soma R$ 7.050,00”
pode ser escrito algebricamente
21 7.050 C Ci + ⋅ =
.

“O mesmo capital, diminuído dos seus juros simples de 13 meses, reduz-se a
R$ 5.350,00” pode ser escrito algebricamente
13 5.350 C Ci − ⋅ =
.

Temos o seguinte sistema de equações:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
35 
www.pontodosconcursos.com.br
21 7.050
13 5.350
C Ci
C Ci
+ ⋅ =


− ⋅ =



Podemos novamente resolver pelo método da adição ou pelo método da
substituição.

Método da Substituição

Da segunda equação, podemos concluir que
5.350 13 C Ci = + ⋅
.
Substituindo essa expressão na primeira equação do sistema:

21 7.050 C Ci + ⋅ =

5.350 13 21 7.050 Ci Ci + ⋅ + ⋅ =

34 7.050 5.350 Ci ⋅ = −

34 1.700 Ci ⋅ =

1.700
50
34
Ci Ci = ⇒ =

De posse do valor C.i, podemos substituir em qualquer uma das equações do
sistema.

Substituindo na primeira equação, obtemos:

21 7.050 C Ci + ⋅ =


21 50 7.050 C + ⋅ =


1.050 7.050 C + =


6.000 C =
Letra D

20. (AFTE-RO 2010 FCC) Dois capitais foram aplicados a uma taxa de juros
simples de 2% ao mês. O primeiro capital ficou aplicado durante o prazo de um
ano e o segundo, durante 8 meses. A soma dos dois capitais e a soma dos
correspondentes juros são iguais a R$ 27.000,00 e R$ 5.280,00,
respectivamente. O valor do módulo da diferença entre os dois capitais é igual
a

a) R$ 2.000,00
b) R$ 2.500,00
c) R$ 3.000,00
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
36 
www.pontodosconcursos.com.br
d) R$ 4.000,00
e) R$ 5.000,00

Resolução

Chamemos o primeiro capital de C
1
e o segundo capital de C
2
. Já que a soma
dos dois capitais é igual a R$ 27.000,00, podemos escrever que
1 2
27.000 C C + =


Lembre-se que o juro simples é calculado de acordo com a fórmula
J C i n = ⋅ ⋅
, em que C é o capital aplicado, i é a taxa de juros e n é o
número de períodos.

Assim, o juro do primeiro capital será
1 1 1 1
0, 02 12 0, 24 J C J C = ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅


E o juro do segundo capital será
2 2 2 2
0, 02 8 0,16 J C J C = ⋅ ⋅ ⇒ = ⋅

A segunda equação pode ser escrita da seguinte forma:
1 2
5.280 J J + =

1 2
0, 24 0,16 5.280 C C ⋅ + ⋅ =

Para não trabalhar com números decimais (e facilitar um pouco nossas contas),
podemos multiplicar ambos os membros dessa equação por 100.

1 2
24 16 528.000 C C ⋅ + ⋅ =


Acabamos de formar o seguinte sistema linear:

1 2
1 2
27.000
24 16 528.000
C C
C C
+ =


⋅ + ⋅ =



Faremos, por exemplo, pelo método da substituição. Basta isolar na primeira
equação o termo C
2
.
2 1
27.000 C C = −

Substitui-se essa expressão na segunda equação:

1 1
24 16 (27.000 ) 528.000 C C ⋅ + ⋅ − =

1 1
24 432.000 16 528.000 C C ⋅ + − ⋅ =

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
37 
www.pontodosconcursos.com.br
1
8 528.000 432.000 C ⋅ = −

1
8 96.000 C ⋅ =

1
12.000 C =

E como a soma dos dois capitais é igual a 27.000, o segundo capital será:

2
27.000 12.000 C = −

2
15.000 C =

O valor do módulo da diferença entre os dois capitais é igual a 15.000 – 12.000
= 3.000.
Letra C





21. (Esp-Adm-Orç-Fin-Púb Pref. de São Paulo 2010/FCC) Um investidor aplica
um capital a juros simples, durante 10 meses, apresentando montante no valor
de R$ 30.000,00 no final do período. Caso este capital tivesse sido aplicado
durante 16 meses a juros simples, e com a mesma taxa de juros anterior, o
valor do montante no final deste período teria sido de R$ 33.600,00. O valor do
capital aplicado pelo investidor é igual a
(A) R$ 21.000,00.
(B) R$ 22.500,00.
(C) R$ 23.600,00.
(D) R$ 24.000,00.
(E) R$ 25.000,00.
Resolução
Sabemos que o montante é a soma do capital com os juros. Logo,
H = C + [
No regime simples, o juro é calculado da seguinte maneira:
[ = C · i · n
Vejamos a primeira aplicação:
1ª aplicação:
C + [ = Su.uuu
C + C · i · n = Su.uuu
C + C · i · n = Su.uuu
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
38 
www.pontodosconcursos.com.br
Como n = 10 meses,
C + C · i · 1u = Su.uuu
Lembre-se que em álgebra C significa C vezes 1.
C · 1 + C · i · 1u = Su.uuu
Podemos colocar o C em evidência.
C · (1 + 1u · i) = Su.uuu
C =
Su.uuu
1 + 1u · i

Vamos guardar esta equação.
2ª aplicação:
C + [ = SS.6uu
C + C · i · n = SS.6uu
C + C · i · n = SS.6uu
Como n = 16 meses,
C + C · i · 16 = SS.6uu
Lembre-se que em álgebra C significa C vezes 1.
C · 1 + C · i · 16 = SS.6uu
Podemos colocar o C em evidência.
C · (1 + 16 · i) = SS.6uu
C =
SS.6uu
1 + 16 · i

Na primeira aplicação, descobrimos que
C =
Su.uuu
1 + 1u · i

Podemos igualar as expressões:
SS.6uu
1 + 16 · i
=
Su.uuu
1 +1u · i

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos:
Su.uuu · (1 + 16 · i) = SS.6uu · (1 + 1u · i)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
39 
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos dividir ambos os membros por 100 para simplificar.
Suu · (1 + 16 · i) = SS6 · (1 + 1u · i)
Suu + 4.8uu · i = SS6 + S.S6u · i
1.44u · i = S6
i =
S6
1.44u
· 1uu% = 2,S% = u,u2S
Voltando à equação descrita acima:
C =
Su.uuu
1 + 1u · i

C =
Su.uuu
1 + 1u · u,u2S
= 24.uuu
Letra D
13. Prazo, Taxa e Capital Médios 
 
Apesar de este tópico não estar presente explicitamente no edital da FGV, esta
banca já colocou este assunto em provas mesmo sem explicitá-lo no edital
(como aconteceu no concurso SEFAZ-RJ 2008).
Vejamos alguns exemplos numéricos para um bom entendimento dos
conceitos deste tópico para em seguida apresentarmos as fórmulas de prazo,
taxa e capital médio.
Prazo Médio 
Imagine a seguinte situação: João fez 2 empréstimos, a juros simples, de um
mesmo credor. O primeiro foi de R$ 4.000,00 a uma taxa de 10% ao mês
durante 4 meses. O segundo foi de R$ 2.000,00 a uma taxa de 5% ao mês
durante 8 meses. O credor e João decidem substituir os prazos de vencimento
dos dois empréstimos por um único prazo, de forma que não haja prejuízo para
o credor nem para o devedor João. Qual é esse prazo?
A condição de não haver prejuízo para o credor nem para o devedor se deve
ao fato de os juros pagos nas duas situações serem os mesmos.
Vejamos os juros pagos nos dois empréstimos:
1º empréstimo
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
40 
www.pontodosconcursos.com.br
[
1
= 4.uuu ·
1u
1uu
· 4 = 1.6uu 
2º empréstimo
[
2
= 2.uuu ·
S
1uu
· 8 = 8uu
Dessa forma, João pagará R$ 1.600,00 referentes ao primeiro empréstimo e
R$ 800,00 referentes ao segundo empréstimo, totalizando R$ 2.400,00 de
juros.
Nosso objetivo é trocar o prazo de 4 meses do primeiro empréstimo e o
prazo de 8 meses do segundo empréstimo de forma que o juro total
permaneça o mesmo (R$ 2.400,00).
O prazo que substituirá todos os outros sem alterar o juro total é
denominado prazo médio.
4.uuu ·
1u
1uu
· n
m
+ 2.uuu ·
S
1uu
· n
m
= 2.4uu
4uu · n
m
+ 1uu · n
m
= 2.4uu
Suu · n
m
= 2.4uu
n
m
=
24
S
mcscs
Devemos dividir 24 meses por 5. Ora, 24 meses dividido por 5 é igual a 4
meses e resto igual a 4 meses. Como o mês comercial possui 30 dias, os 4
meses de resto equivalem a 4 · Su = 12u Jios. Devemos dividir 120 dias por 5
que é igual a 24 dias.
24 mcscs | S
4 mcscs 4 mcscs
12u Jios | S
u 24 Jios

Assim, o prazo médio é igual a 4 meses e 24 dias.
Taxa Média
 
Imagine a seguinte situação: João fez 2 empréstimos, a juros simples, de
um mesmo credor. O primeiro foi de R$ 4.000,00 a uma taxa de 10% ao
mês durante 4 meses. O segundo foi de R$ 2.000,00 a uma taxa de 5% ao
mês durante 8 meses. O credor e João decidem substituir as taxas de
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
41 
www.pontodosconcursos.com.br
juros dos dois empréstimos por uma única taxa, de forma que não haja
prejuízo para o credor nem para o devedor João. Qual é essa taxa?
A condição de não haver prejuízo para o credor nem para o devedor se
deve ao fato de os juros pagos nas duas situações serem os mesmos.
Vejamos os juros pagos nos dois empréstimos:
1º empréstimo
 
[
1
= 4.uuu ·
1u
1uu
· 4 = 1.6uu 
2º empréstimo
[
2
= 2.uuu ·
S
1uu
· 8 = 8uu
Dessa forma, João pagará R$ 1.600,00 referentes ao primeiro empréstimo e
R$ 800,00 referentes ao segundo empréstimo, totalizando R$ 2.400,00 de
juros.
A taxa que substituirá todas as outras sem alterar o juro total é
denominado taxa média.
4.uuu · i
m
· 4 + 2.uuu · i
m
· 8 = 2.4uu
16.uuu · i
m
+ 16.uuu · i
m
= 2.4uu
S2.uuu · i
m
= 2.4uu
i
m
=
2.4uu
S2.uuu
· 1uu% = 7,S%
Assim, a taxa média é de 7,5% ao mês.

Capital Médio
 
Imagine a seguinte situação: João fez 2 empréstimos, a juros simples, de um
mesmo credor. O primeiro foi de R$ 4.000,00 a uma taxa de 10% ao mês
durante 4 meses. O segundo foi de R$ 2.000,00 a uma taxa de 5% ao mês
durante 8 meses. O credor e João decidem substituir os capitais dos dois
empréstimos por um único capital, de forma que não haja prejuízo para o
credor nem para o devedor João. Qual é esse capital?
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
42 
www.pontodosconcursos.com.br
A condição de não haver prejuízo para o credor nem para o devedor se deve
ao fato de os juros pagos nas duas situações serem os mesmos.
Vejamos os juros pagos nos dois empréstimos:
1º empréstimo
 
[
1
= 4.uuu ·
1u
1uu
· 4 = 1.6uu 
2º empréstimo
[
2
= 2.uuu ·
S
1uu
· 8 = 8uu
Dessa forma, João pagará R$ 1.600,00 referentes ao primeiro empréstimo e
R$ 800,00 referentes ao segundo empréstimo, totalizando R$ 2.400,00 de
juros.
O capital que substituirá todos os outros sem alterar o juro total é
denominado capital médio.
C
m
·
1u
1uu
· 4 + C
m
·
S
1uu
· 8 = 2.4uu
u,4 · C
m
+ u,4 · C
m
= 2.4uu
u,8 · C
m
= 2.4uu
C
m
= S.uuu

Assim, o capital médio é de R$ 3.000,00.
Fórmulas do Prazo Médio, Taxa Média e Capital Médio
 
Neste tópico demonstraremos as fórmulas de Prazo Médio, Taxa Média e
Capital Médio e em seguida resolveremos diversas questões de concursos. A
demonstração será feita para um caso particular de três aplicações, mas pode
ser generalizada para um número qualquer de aplicações.
Fórmula do Prazo Médio

Considere três capitais C
1,
C
2
e C
3,
, aplicados às taxas simples |
1,
|
2
e |
3,
,
pelos prazos n
1,
n
2
e n
3,
.
O juro total obtidos com essas três aplicações é de:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
43 
www.pontodosconcursos.com.br
[
t
= C
1
· i
1
· n
1
+ C
2
· i
2
· n
2
+ C
3
· i
3
· n
3

Nosso objetivo é substituir os três prazos por um único prazo n
m
denominado
prazo médio de forma que o juro total permaneça constante.
[
t
= C
1
· i
1
· n
m
+ C
2
· i
2
· n
m
+ C
3
· i
3
· n
m

Dessa forma:
C
1
· i
1
· n
m
+ C
2
· i
2
· n
m
+ C
3
· i
3
· n
m
= C
1
· i
1
· n
1
+ C
2
· i
2
· n
2
+ C
3
· i
3
· n
3

n
m
· (C
1
· i
1
+C
2
· i
2
+ C
3
· i
3
) = C
1
· i
1
· n
1
+ C
2
· i
2
· n
2
+ C
3
· i
3
· n
3

n
m
=
C
1
· i
1
· n
1
+ C
2
· i
2
· n
2
+ C
3
· i
3
· n
3
C
1
· i
1
+ C
2
· i
2
+ C
3
· i
3

n
m
=
[
1
+ [
2
+ [
3
C
1
· i
1
+ C
2
· i
2
+ C
3
· i
3

A partir desta fórmula, podemos concluir que o prazo médio é a média
ponderada dos prazos com fatores de ponderação os capitais e as taxas.
Fórmula da Taxa Média
 
Procedendo da mesma maneira que o item 3.5.4.1 (Fórmula do Prazo Médio), conclui‐
se que a taxa média é a média aritmética das taxas, tendo como fatores de 
ponderação os capitais e os prazos. 
i
m
=
[
1
+ [
2
+[
3
C
1
· n
1
+ C
2
· n
2
+ C
3
· n
3
 
Fórmula do Capital Médio
 
Analogamente aos casos anteriores. O capital  médio é a média aritmética dos capitais, 
tendo como fatores de ponderação os as taxas e os prazos. 
C
m
=
[
1
+ [
2
+ [
3
i
1
· n
1
+i
2
· n
2
+ i
3
· n
3
 
Exemplo
João fez 2 empréstimos, a juros simples, de um mesmo credor. O primeiro foi
de R$ 4.000,00 a uma taxa de 10% ao mês durante 4 meses. O segundo foi de
R$ 2.000,00 a uma taxa de 5% ao mês durante 8 meses. Determine o prazo
médio, a taxa média e o capital médio.
Resolução 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
44 
www.pontodosconcursos.com.br
Vejamos os juros pagos nos dois empréstimos:
1º empréstimo
 
[
1
= 4.uuu ·
1u
1uu
· 4 = 1.6uu 
2º empréstimo
[
2
= 2.uuu ·
S
1uu
· 8 = 8uu
Prazo médio
n
m
=
[
1
+[
2
C
1
· i
1
+ C
2
· i
2
 
n
m
=
1.6uu + 8uu
4.uuu · u,1u + 2.uuu · u,uS
=
2.4uu
Suu
=
24
S
mcscs = 4 mcscs c 24 Jios 
 
Taxa Média 
i
m
=
[
1
+ [
2
C
1
· n
1
+ C
2
· n
2
 
i
m
=
1.6uu + 8uu
4.uuu · 4 + 2.uuu · 8
=
2.4uu
S2.uuu
· 1uu% = 7,S% oo mês 
 
Capital Médio 
C
m
=
[
1
+ [
2
i
1
· n
1
+ i
2
· n
2
 
C
m
=
1.6uu + 8uu
u,1u · 4 + u,uS · 8
=
2.4uu
u,8
= S.uuu rcois 
22. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) Os valores de R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00 foram
aplicados à mesma taxa de juros simples durante 12 e 6 meses,
respectivamente. O prazo médio da aplicação conjunta desses capitais, em
meses é:
a) 12
b) 8
c) 10
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
45 
www.pontodosconcursos.com.br
d) 9,2
e) 7,5
Resolução
Já que as taxas das quatro aplicações são iguais, podemos dizer que todas as
taxas são iguais a i.
Vamos calcular os juros obtidos em cada uma das aplicações.
[
1
= Su.uuu · i · 12 = 6uu.uuu · i
[
2
= 1uu.uuu · 6 · i = 6uu.uuu · i
Apliquemos a fórmula do prazo médio.
n
m
=
[
1
+[
2
C
1
· i
1
+ C
2
· i
2

n
m
=
6uu.uuu · i + 6uu.uuu · i
Su.uuu · i + 1uu.uuu · i

n
m
=
1.2uu.uuu · i
1Su.uuu · i
= 8 mcscs
Letra B

23. (AFRF 2003/ESAF) Os capitais de R$ 2.500,00, R$ 3.500,00, R$ 4.000,00
e R$ 3.000,00 são aplicados a juros simples durante o mesmo prazo às taxas
mensais de 6%, 4%, 3% e 1,5%, respectivamente. Obtenha a taxa média
mensal de aplicação destes capitais.

a) 2,9%
b) 3%
c) 3,138%
d) 3,25%
e) 3,5%
Resolução
Já que os prazos das quatro aplicações são iguais, podemos dizer que todos
os prazos são iguais a n.
Vamos calcular os juros obtidos em cada uma das aplicações.
[
1
= 2.Suu · u,u6 · n = 1Su · n
[
2
= S.Suu · u,u4 · n = 14u · n
[
3
= 4.uuu · u,uS · n = 12u · n
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
46 
www.pontodosconcursos.com.br
[
4
= S.uuu · u,u1S · n = 4S · n
Apliquemos a fórmula da taxa média.
i
m
=
[
1
+ [
2
+ [
3
+ [
4
C
1
· n
1
+ C
2
· n
2
+ C
3
· n
3
+ C
4
· n
4

i
m
=
1Su · n +14u · n +12u · n +4S · n
2.Suu · n + S.Suu · n + 4.uuu · n + S.uuu · n

i
m
=
4SS · n
1S.uuu · n
=
4SS
1S.uuu
· 1uu% = S,S% oo mês.
Letra E




24. (AFRF 2002.2/ESAF) Os capitais de R$ 7.000,00, R$ 6.000,00, R$
3.000,00 e R$ 4.000,00 são aplicados respectivamente às taxas de 6%, 3%,
4% e 2% ao mês, no regime de juros simples durante o mesmo prazo. Calcule
a taxa média proporcional anual de aplicação destes capitais.
a) 4%
b) 8%
c) 12%
d) 24%
e) 48%
Resolução
Digamos que os prazos das aplicações sejam todos iguais a n meses. Vamos
calcular o juro simples de cada aplicação.
[
1
= 7.uuu · u,u6 · n = 42u · n
[
2
= 6.uuu · u,uS · n = 18u · n
[
3
= S.uuu · u,u4 · n = 12u · n
[
4
= 4.uuu · u,u2 · n = 8u · n
Apliquemos a fórmula da taxa média.
i
m
=
[
1
+ [
2
+ [
3
+ [
4
C
1
· n
1
+ C
2
· n
2
+ C
3
· n
3
+ C
4
· n
4

i
m
=
42u · n +18u · n +12u · n +8u · n
7.uuu · n + 6.uuu · n + S.uuu · n + 4.uuu · n

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
47 
www.pontodosconcursos.com.br
i
m
=
8uu · n
2u.uuu · n
=
i
m
=
8uu
2u.uuu
=
8uu
2u.uuu
· 1uu% = 4% oo mês.
Como um ano é o mesmo que 12 meses, então para calcular a taxa
proporcional anual basta multiplicar a taxa mensal por 12.
i
m
= 4%· 12 oo ono = 48% oo ono
Letra E

14. Juros Compostos 
 
No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período agrega-se ao
capital, e essa soma passa a render juros para o próximo período. Daí que surge a
expressão “juros sobre juros”.
Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros compostos
durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados em cada período
e o montante após o período de cada aplicação.
Os juros gerados no primeiro ano são
20
100
· 1u.uuu = 2.uuu e o montante após o
primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000.
Os juros gerados no segundo ano são
20
100
· 12.uuu = 2.4uu e o montante após o
segundo ano é 12.000+2.400=14.400.
Os juros gerados no terceiro ano são
20
100
· 14.4uu = 2.88u e o montante após o
terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280.
Os juros gerados no quarto ano são
20
100
· 17.28u = S.4S6 e o montante após o
quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736.
Os juros gerados no quinto ano são
20
100
· 2u.7S6 = 4.147,2u e o montante após o
quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.

Î Período de Capitalização

O intervalo de tempo em que os juros são incorporados ao capital é chamado de
período de capitalização.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
48 
www.pontodosconcursos.com.br
Dessa forma, se o problema nos diz que a capitalização é mensal, então os juros são
calculados todo mês e imediatamente incorporados ao capital.
Capitalização trimestral: os juros são calculados e incorporados ao capital uma vez por
trimestre.
E assim por diante.
Caso a periodicidade da taxa e do número de períodos não estiverem na mesma
unidade de tempo, deverá ser efetuado um “ajuste prévio” para a mesma unidade
antes de efetuarmos qualquer cálculo. Abordaremos este assunto em seções
posteriores (taxas de juros).
Fórmula do Montante Composto

Para calcular o montante de uma capitalização composta utilizaremos a seguinte
fórmula básica:
H = C · (1 + i)
n

M → montante (capital + juros).
C → Capital inicial aplicado.
i → taxa de juros
n → número de períodos.
Observe que se a capitalização é bimestral e aplicação será feita durante 8 meses,
então o número de períodos é igual a 4 bimestres.
Não utilizaremos uma fórmula específica para o cálculo dos juros compostos. Se por
acaso em alguma questão precisarmos calcular o juro composto, utilizaremos a
relação:
H = [ + C = [ = H -C
Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta

Considere a seguinte situação: João aplicará a quantia de R$ 1.000,00 a uma taxa de
10% ao mês. Calcule os montantes simples e compostos para os seguintes períodos
de capitalização:
a) 1 mês
b) 15 dias (meio mês)
c) 2 meses
Resolução
a) Capitalização Simples
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
49 
www.pontodosconcursos.com.br
H
S
= C · (1 +i · n)
H
S
= 1.uuu · (1 +u,1 · 1) = 1.1uu
Capitalização Composta
H
C
= C · (1 + i)
n

H
C
= 1.uuu · (1 + u,1)
1
= 1.1uu
Observe que, para n = 1, o montante simples é igual ao montante composto.
b) Capitalização Simples
H
S
= C · (1 +i · n)
H
S
= 1.uuu · (1 + u,1 · u,S) = 1.uSu
Capitalização Composta
H
C
= C · (1 + i)
n

H
C
= 1.uuu · (1 +u,1)
0,5
= 1.u48,81
Observe que, para n = u,S, o montante simples é maior do que o montante composto.
c) Capitalização Simples
H
S
= C · (1 +i · n)
H
S
= 1.uuu · (1 +u,1 · 2) = 1.2uu
Capitalização Composta
H
C
= C · (1 + i)
n

H
C
= 1.uuu · (1 + u,1)
2
= 1.21u
Observe que, para n = 2, o montante simples é menor do que o montante composto.
Em resumo, temos as seguintes relações
n = 1 O montante simples é igual ao montante composto.
u < n < 1 O montante simples é maior do que o montante
composto.
n > 1 O montante simples é menor do que o montante
composto.

Convenção Linear e Convenção Exponencial

Vimos que se o número de períodos for menor do que 1, é mais vantajoso para o
credor cobrar juros simples.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
50 
www.pontodosconcursos.com.br
Utilizaremos esse fato a favor do credor quando, na capitalização composta, o número
de períodos for fracionário.
Por exemplo, estamos fazendo uma aplicação a juros compostos durante 3 meses e
meio. Podemos dizer que o tempo 3,5 meses é igual a 3 meses + 0,5 meses. Assim,
poderíamos calcular o montante no período fracionário sob o regime simples (para
ganhar mais dinheiro obviamente).
Em Matemática Financeira, quando o número de períodos é fracionário, podemos
calcular o montante de duas maneiras:
- Convenção Exponencial
- Convenção Linear
Um capital de R$ 10.000,00 será aplicado por 3 meses e meio à taxa de 10% ao mês,
juros compostos, em que se deseja saber o montante gerado.
- Convenção Exponencial
A convenção exponencial diz que o período, mesmo fracionário, será utilizado no
expoente da expressão do montante.
Assim,
(1 )
n
M C i = ⋅ +

3,5
10.000 (1 0,10) M = ⋅ +

3,5
10.000 1,10 M = ⋅

O valor 1,10
3,5
= 1,395964 deverá ser fornecido pela questão.
10.000 1, 395964 M = ⋅

13.959, 64 M =

- Convenção Linear
A convenção linear considera juros compostos na parte inteira do período e, sobre o
montante assim gerado, aplica juros simples no período fracionário.
Podemos resumir a seguinte fórmula para a convenção linear:
(1 ) (1 )
Int
frac
M C i i n = ⋅ + ⋅ + ⋅

Nessa formula “Int” significa a parte inteira do período e n
frac
a parte fracionária do
período.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
51 
www.pontodosconcursos.com.br
3
10.000 (1 0,10) (1 0,10 0, 5) M = ⋅ + ⋅ + ⋅

3
10.000 1,10 1, 05 M = ⋅ ⋅

13.975, 50 M =

Como era de se esperar, o montante da convenção linear foi maior do que o montante
da convenção exponencial.
25. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) O valor de um investimento de R$ 20
000,00, a uma taxa de juros compostos de 50% ao ano, ao final de dois anos é

a) R$ 45.000,00
b) R$ 47.500,00
c) R$ 60.000,00
d) R$ 90.000,00
e) R$ 50.000,00

Resolução

H = C · (1 + i)
n


H = 2u.uuu · (1 +u,Su)
2
= 4S.uuu,uu

Letra A

26. (BACEN 2010/CESGRANRIO) Um investidor aplicou R$ 20.000,00 num CDB com
vencimento para 3 meses depois, a uma taxa composta de 4% ao mês. O valor de
resgate dessa operação foi, em reais, de (Nota: efetue as operações com 4 casas
decimais)
a) 20.999,66
b) 21.985,34
c) 22.111,33
d) 22.400,00
e) 22.498,00

Resolução
H = C · (1 + i)
n


H = 2u.uuu · 1,u4
3


O enunciado mandou efetuar as operações com 4 casas decimais.

1,u4 × 1,u4 = 1,u816
1,u816 × 1,u4 = 1,124864 ÷ 1,1249

H = 2u.uuu · 1,u4
3
= 2u.uuu · 1,1249 = 22.498,uu
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
52 
www.pontodosconcursos.com.br
Letra E
27. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Os juros auferidos pela aplicação de um capital no
valor de R$ 12.500,00, durante dois anos, a uma taxa de juros compostos de 8% ao
ano, são iguais aos da aplicação de um outro capital no valor R$ 10.400,00, a juros
simples, à taxa de 15% ao ano. O tempo em que o segundo capital ficou aplicado foi
igual a
a) 22 meses
b) 20 meses
c) 18 meses
d) 16 meses
e) 15 meses
Resolução
Aplicação a juros compostos:
H = C · (1 + i)
n

H = 12.Suu · (1 + u,u8)
2

H = 14.S8u
Assim, o juro composto é a diferença entre o montante e o capital aplicado
14.580 – 12.500 = 2.080.
Esse juro é igual ao da aplicação à taxa simples. A resposta do tempo de aplicação
será dada em meses. Como a taxa é de 15% ao ano, a taxa equivalente mensal é
15%/12 = 1,25%=0,0125 ao mês.
[ = C · i · n
2.u8u = 1u.4uu · u,u12S · n
2.u8u = 1Su · n
n = 16 mcscs
Letra D
28. (CEF 2008 CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa as evoluções no tempo
do Montante a Juros Simples e do Montante a Juros Compostos, ambos à mesma taxa
de juros. M é dado em unidades monetárias e t, na mesma unidade de tempo a que se
refere à taxa de juros utilizada.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
53 
www.pontodosconcursos.com.br
Analisando-se o gráfico, conclui-se que para o credor é mais vantajoso emprestar a
juros
a) compostos, sempre.
b) compostos, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.
c) simples, sempre.
d) simples, se o período do empréstimo for maior do que a unidade de tempo.
e) simples, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.
Resolução
O gráfico acima descreve bem o exemplo que fizemos anteriormente (aquele em que o
montante simples foi maior do que o montante composto).
Quando o número de períodos da capitalização for menor do que 1 o juro simples será
maior do que o juro composto.
Letra E
29. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A fração de período pela convenção linear produz uma
renda a e pela convenção exponencial produz uma renda b. Pode-se afirmar que:
a) o = log
n
b
b) o < b
c) o = b
d) o = √b
n

e) o > b
Resolução
Vimos que:
n = 1 O montante simples é igual ao montante composto.
u < n < 1 O montante simples é maior do que o montante
composto.
n > 1 O montante simples é menor do que o montante
composto.

Assim, a fração de período pela convenção linear produz uma renda maior do que a
convenção exponencial.
Letra E
30. (BESC 2004/FGV) O montante de um principal de R$ 300,00 em 2 meses e 10
dias, a juros de 10% ao mês pela convenção linear, é igual a:

a) R$ 370,00
b) R$ 372,00
c) R$ 373,00
d) R$ 375,10
e) R$ 377,10
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
54 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
De acordo com a convenção linear, a parte inteira do período será aplicada a juros
compostos enquanto que a parte fracionária será aplicada a juros simples. O período
de 10 dias equivale a 1/3 do mês.
H = C · (1 +i)
IN1
· (1 + i · n
]¡uc
)
H = Suu · (1 + u,1u)
2
· _1 + u,1u ·
1
S
]
H = Suu · 1,21 · _1 +
1
Su
] = S6S · _1 +
1
Su
]
H = S6S +
S6S
Su
= S6S + 12,1 = S7S,1u
Letra D
31. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) José dispõe de R$ 10.000,00 para aplicar durante seis
meses. Consultando determinado banco, recebeu as seguintes propostas de
investimento:
I – Juros simples de 2% ao mês.
II – Juros compostos de 1% ao mês.
III – Resgate de R$ 12.000,00, ao final de um período de seis meses.
Assinale:
a) se todas apresentarem o mesmo retorno.
b) se a proposta I for a melhor alternativa de investimento.
c) se a proposta II for a melhor alternativa de investimento.
d) se a proposta III for a melhor alternativa de investimento.
e) se as propostas I e III apresentarem o mesmo retorno.
Resolução
I – Juros simples de 2% ao mês durante 6 meses.
H = C · (1 +i · n) = 1u.uuu · (1 +u,u2 · 6) = 11.2uu
II - Juros compostos de 1% ao mês durante 6 meses.
H = C · (1 + i)
n
= 1u.uuu · (1 +u,u1)
6
= 1u.61S,2u
Portanto, a proposta III é a melhor alternativa de investimento.
Letra D


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
55 
www.pontodosconcursos.com.br
15. Relação das questões comentadas 
 
01. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) O valor a ser pago por um empréstimo de R$
4.500,00, a uma taxa de juros simples de 0,5% ao dia, ao final de 78 dias é de:

a) R$ 6.255,00
b) R$ 5.500,00
c) R$ 6.500,00
d) R$ 4.855,00
e) R$ 4.675,00

02. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) Um capital é aplicado durante 120 dias a uma taxa
de juros simples ordinários de 15% ao ano, produzindo um montante de R$
8.400,00. Nestas condições, o capital aplicado, desprezando os centavos é:
a) R$ 6.500,00
b) R$ 7.850,00
c) R$ 8.017,00
d) R$ 8.820,00
e) R$ 8.000,00
03. (Vestibular FGV 2002) Um capital aplicado a juros simples, à taxa de 2,5%
ao mês, triplica em:
a) 75 meses
b) 80 meses
c) 85 meses
d) 90 meses
e) 95 meses
04. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) A taxa de juros simples de 0,05% ao dia equivale à
taxa semestral de:
a) 15,00%
b) 1,50%
c) 18,00%
d) 9,00%
e) 12,00%
05. (SEFAZ-RJ 2009/FGV) Um montante inicial foi aplicado a uma taxa de juros
simples de 5% ao mês durante 2 meses e depois reaplicado a uma taxa de
juros simples de 10% ao mês durante 2 meses, resultando em R$ 13.200,00. O
valor do montante inicial era de:

a) R$ 18.500,00
b) R$ 13.000,00
c) R$ 12.330,00
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
56 
www.pontodosconcursos.com.br
d) R$ 11.000,00
e) R$ 10.000,00

06. (Vestibular FGV 2001) Um vidro de perfume é vendido à vista por R$48,00
ou a prazo, em dois pagamentos de R$25,00 cada um, o primeiro no ato da
compra e o outro um mês depois. A taxa mensal de juros do financiamento é
aproximadamente igual a:
A) 6,7%
B) 7,7%
C) 8,7%
D) 9,7%
E) 10,7%
07. (BESC 2004/FGV) Um artigo é vendido, à vista, por R$ 150,00 ou em dois
pagamentos de R$ 80,00 cada um: o primeiro, no ato da compra e o segundo,
um mês após a compra. Os que optam pelo pagamento parcelado pagam juros
mensais de taxa aproximadamente igual a:
a) 14,29%
b) 13,33%
c) 9,86%
d) 7,14%
e) 6,67%
08. (SEFAZ-MS 2006/FGV) Um artigo custa, à vista, R$ 200,00 e pode ser
comprado a prazo com uma entrada de R$ 100,00 e um pagamento de R$
120,00 um mês após a compra. Os que compram a prazo pagam juros mensais
de taxa:
a) 5%
b) 10%
c) 20%
d) 25%
e) 30%
09. (Prefeitura de Ituporanga – 2009 – FEPESE) Quais são os juros simples de
R$ 12.600,00, à taxa de 7,5% ao ano, em 4 anos e 9 meses?

a) R$ 4.488,75
b) R$ 1.023,75
c) R$ 3.780,00
d) R$ 1.496,25
e) R$ 5.386,50


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
57 
www.pontodosconcursos.com.br
10. (AFRE-PB 2006 FCC) Certas operações podem ocorrer por um período de
apenas alguns dias, tornando conveniente utilizar a taxa diária e obtendo os
juros segundo a convenção do ano civil ou do ano comercial. Então, se um
capital de R$ 15.000,00 foi aplicado por 5 dias à taxa de juros simples de 9,3%
ao mês, em um mês de 31 dias, o módulo da diferença entre os valores dos
juros comerciais e dos juros exatos é

a) R$ 37,50
b) R$ 30,00
c) R$ 22,50
d) R$ 15,00
e) R$ 7,50

11. (BACEN 2010 CESGRANRIO) Um aplicador vai obter de resgate em um
título o valor de R$ 30.000,00. Sabendo-se que a operação rendeu juros
simples de 5% ao mês, por um período de 6 meses, o valor original da
aplicação foi, em reais, de
a) 21.066,67
b) 21.500,00
c) 22.222,66
d) 23.076,93
e) 23.599,99
12. (AFRE-CE 2006 ESAF) Qual o capital que aplicado a juros simples à taxa
de 2,4% ao mês rende R$ 1 608,00 em 100 dias?
a) R$ 20 000,00.
b) R$ 20 100,00.
c) R$ 20 420,00.
d) R$ 22 000,00.
e) R$ 21 400,00.
13. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Um capital no valor de R$ 12.500,00 é
aplicado a juros simples, durante 12 meses, apresentando um montante igual a
R$ 15.000,00. Um outro capital é aplicado, durante 15 meses, a juros simples a
uma taxa igual à da aplicação anterior, produzindo juros no total de R$
5.250,00. O valor do segundo capital supera o valor do primeiro em
a) R$ 10.000,00
b) R$ 8.500,00
c) R$ 7.500,00
d) R$ 6.000,00
e) R$ 5.850,00


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
58 
www.pontodosconcursos.com.br
14. (AFRE-PB 2006 ESAF) Um investidor aplica em um determinado banco R$
10.000,00 a juros simples. Após 6 meses, resgata totalmente o montante de R$
10.900,00 referente a esta operação e o aplica em outro banco, durante 5
meses, a uma taxa de juros simples igual ao dobro da correspondente à
primeira aplicação. O montante no final do segundo período é igual a
a) R$ 12.535,00
b) R$ 12.550,00
c) R$ 12.650,00
d) R$ 12.750,00
e) R$ 12.862,00
(UnB / CESPE – DOCAS / PA -2004) Mário dispunha de um capital de R$
10.000,00. Parte desse capital ele aplicou no banco BD, por 1 ano, à taxa de
juros simples de 3% ao mês. O restante, Mário aplicou no banco BM, também
pelo período de 1 ano, à taxa de juros simples de 5% ao mês. Considerando
que, ao final do período, Mário obteve R$ 4.500,00 de juros das duas
aplicações, julgue os itens seguintes.

15. A quantia aplicada no banco BM foi superior a R$ 4.000,00.

16. Os juros obtidos pela aplicação no banco BM superaram em mais de R$
500,00 os juros obtidos pela aplicação no banco BD.

17. Ao final do ano, o montante obtido pela aplicação no banco BD foi superior
a R$ 8.000,00.

18. (UnB / CESPE – CHESF 2002) Uma pessoa recebeu R$ 6.000,00 de
herança, sob a condição de investir todo o dinheiro em dois tipos particulares
de ações, X e Y. As ações do tipo X pagam 7% a.a. e as ações do tipo Y
pagam 9% a.a. A maior quantia que a pessoa pode investir nas ações X, de
modo a obter R$ 500,00 de juros em um ano, é

A) inferior a R$ 1.800,00.
B) superior a R$ 1.800,00 e inferior a R$ 1.950,00.
C) superior a R$ 1.950,00 e inferior a R$ 2.100,00.
D) superior a R$ 2.100,00 e inferior a R$ 2.250,00.
E) superior a R$ 2.250,00.

19. (UnB / CESPE – CHESF 2002) Um capital acrescido dos seus juros
simples de 21 meses soma R$ 7.050,00. O mesmo capital, diminuído dos seus
juros simples de 13 meses, reduz-se a R$ 5.350,00. O valor desse capital é

A) inferior a R$ 5.600,00.
B) superior a R$ 5.600,00 e inferior a R$ 5.750,00.
C) superior a R$ 5.750,00 e inferior a R$ 5.900,00.
D) superior a R$ 5.900,00 e inferior a R$ 6.100,00.
E) superior a R$ 6.100,00.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
59 
www.pontodosconcursos.com.br
20. (AFTE-RO 2010 FCC) Dois capitais foram aplicados a uma taxa de juros
simples de 2% ao mês. O primeiro capital ficou aplicado durante o prazo de um
ano e o segundo, durante 8 meses. A soma dos dois capitais e a soma dos
correspondentes juros são iguais a R$ 27.000,00 e R$ 5.280,00,
respectivamente. O valor do módulo da diferença entre os dois capitais é igual
a

a) R$ 2.000,00
b) R$ 2.500,00
c) R$ 3.000,00
d) R$ 4.000,00
e) R$ 5.000,00

21. (Esp-Adm-Orç-Fin-Púb Pref. de São Paulo 2010/FCC) Um investidor aplica
um capital a juros simples, durante 10 meses, apresentando montante no valor
de R$ 30.000,00 no final do período. Caso este capital tivesse sido aplicado
durante 16 meses a juros simples, e com a mesma taxa de juros anterior, o
valor do montante no final deste período teria sido de R$ 33.600,00. O valor do
capital aplicado pelo investidor é igual a
(A) R$ 21.000,00.
(B) R$ 22.500,00.
(C) R$ 23.600,00.
(D) R$ 24.000,00.
(E) R$ 25.000,00.
22. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) Os valores de R$ 50.000,00 e R$ 100.000,00 foram
aplicados à mesma taxa de juros simples durante 12 e 6 meses,
respectivamente. O prazo médio da aplicação conjunta desses capitais, em
meses é:
a) 12
b) 8
c) 10
d) 9,2
e) 7,5
23. (AFRF 2003/ESAF) Os capitais de R$ 2.500,00, R$ 3.500,00, R$ 4.000,00
e R$ 3.000,00 são aplicados a juros simples durante o mesmo prazo às taxas
mensais de 6%, 4%, 3% e 1,5%, respectivamente. Obtenha a taxa média
mensal de aplicação destes capitais.

a) 2,9%
b) 3%
c) 3,138%
d) 3,25%
e) 3,5%

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
60 
www.pontodosconcursos.com.br
24. (AFRF 2002.2/ESAF) Os capitais de R$ 7.000,00, R$ 6.000,00, R$
3.000,00 e R$ 4.000,00 são aplicados respectivamente às taxas de 6%, 3%,
4% e 2% ao mês, no regime de juros simples durante o mesmo prazo. Calcule
a taxa média proporcional anual de aplicação destes capitais.
a) 4%
b) 8%
c) 12%
d) 24%
e) 48%
25. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) O valor de um investimento de R$ 20
000,00, a uma taxa de juros compostos de 50% ao ano, ao final de dois anos é

a) R$ 45.000,00
b) R$ 47.500,00
c) R$ 60.000,00
d) R$ 90.000,00
e) R$ 50.000,00

26. (BACEN 2010/CESGRANRIO) Um investidor aplicou R$ 20.000,00 num CDB com
vencimento para 3 meses depois, a uma taxa composta de 4% ao mês. O valor de
resgate dessa operação foi, em reais, de (Nota: efetue as operações com 4 casas
decimais)
a) 20.999,66
b) 21.985,34
c) 22.111,33
d) 22.400,00
e) 22.498,00

27. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Os juros auferidos pela aplicação de um capital no
valor de R$ 12.500,00, durante dois anos, a uma taxa de juros compostos de 8% ao
ano, são iguais aos da aplicação de um outro capital no valor R$ 10.400,00, a juros
simples, à taxa de 15% ao ano. O tempo em que o segundo capital ficou aplicado foi
igual a
a) 22 meses
b) 20 meses
c) 18 meses
d) 16 meses
e) 15 meses





CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
61 
www.pontodosconcursos.com.br
28. (CEF 2008 CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa as evoluções no tempo
do Montante a Juros Simples e do Montante a Juros Compostos, ambos à mesma taxa
de juros. M é dado em unidades monetárias e t, na mesma unidade de tempo a que se
refere à taxa de juros utilizada.

Analisando-se o gráfico, conclui-se que para o credor é mais vantajoso emprestar a
juros
a) compostos, sempre.
b) compostos, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.
c) simples, sempre.
d) simples, se o período do empréstimo for maior do que a unidade de tempo.
e) simples, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.
29. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A fração de período pela convenção linear produz uma
renda a e pela convenção exponencial produz uma renda b. Pode-se afirmar que:
a) o = log
n
b
b) o < b
c) o = b
d) o = √b
n

e) o > b
30. (BESC 2004/FGV) O montante de um principal de R$ 300,00 em 2 meses e 10
dias, a juros de 10% ao mês pela convenção linear, é igual a:

a) R$ 370,00
b) R$ 372,00
c) R$ 373,00
d) R$ 375,10
e) R$ 377,10
31. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) José dispõe de R$ 10.000,00 para aplicar durante seis
meses. Consultando determinado banco, recebeu as seguintes propostas de
investimento:
I – Juros simples de 2% ao mês.
II – Juros compostos de 1% ao mês.
III – Resgate de R$ 12.000,00, ao final de um período de seis meses.
Assinale:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
62 
www.pontodosconcursos.com.br
a) se todas apresentarem o mesmo retorno.
b) se a proposta I for a melhor alternativa de investimento.
c) se a proposta II for a melhor alternativa de investimento.
d) se a proposta III for a melhor alternativa de investimento.
e) se as propostas I e III apresentarem o mesmo retorno.
16. Gabaritos 
 
01. A 
02. E 
03. B 
04. D 
05. E 
06. C 
07. A 
08. C 
09. A 
10. E 
11. D 
12. B 
13. B 
14. A 
15. Errado 
16. Errado 
17. Certo 
18. C 
19. D 
20. C 
21. D 
22. B 
23. E 
24. E 
25. A 
26. E 
27. D 
28. E 
29. E 
30. D 
31. D 
 


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Aula 2 – Senado Federal 
RAZÃO E PROPORÇÃO ................................................................................................................... 2 
GRANDEZAS DIRETAMENTE/INVERSAMENTE PROPORCIONAIS ................................................. 22 
REGRA DE TRÊS............................................................................................................................ 25 
Conjuntos Numéricos .................................................................................................................. 34 
Conjunto dos Números Naturais ................................................................................................. 35 
Operações com números naturais .............................................................................................. 36 
Conjunto dos números inteiros ................................................................................................... 43 
Regras dos sinais com números inteiros ..................................................................................... 45 
Conjunto dos números racionais ................................................................................................ 47 
Conjunto dos números irracionais .............................................................................................. 54 
Números reais ............................................................................................................................. 55 
Reta real ...................................................................................................................................... 55 
Potências ..................................................................................................................................... 60 
Radicais ........................................................................................................................................ 66 
Comparação de radicais .............................................................................................................. 72 
Progressão Geométrica ........................................................................................................... 73 
Cálculo da razão ....................................................................................................................... 74 
Termo Geral .............................................................................................................................. 74 
Soma dos termos de uma Progressão Geométrica finita .................................................. 75 
Soma dos termos de uma Progressão Geométrica Infinita ............................................... 75 
Relação das questões comentadas ............................................................................................. 80 
Gabaritos ..................................................................................................................................... 97 
 
   

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
RAZÃO E PROPORÇÃO 
Razão de um número a para um número b, sendo b diferente de zero, é o
quociente de a por b.
Denotamos por a : b = a / b a razão entre os números a e b. O número a é
chamado de antecedente e o número b de consequente.
O conceito de razão nos permite fazer comparações de grandeza entre dois
números.
Há, por exemplo, um tipo especial de razão: a escala.
A escala é a relação entre as distâncias representadas num mapa e as
correspondentes distâncias reais. Escala é a razão entre a medida no desenho
e o correspondente na medida real.
real Medida
desenho do Medida
Escala =
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre
d
c
e
b
a
é a
igualdade:
d
c

b
a
= . Podemos escrever
o
b
=
c
J
= o¡b = c¡J
Com a notação da esquerda, dizemos que a e c são os antecedentes; b e d
são os conseqüentes.
Com a notação da direita, dizemos que a e d são os extremos, e que b e c são
os meios.
Em toda proporção, é válida a seguinte propriedade (chamada de Propriedade
Fundamental das Proporções): o produto dos meios é igual ao produto dos
extremos.
o
b
=
c
J
= b · c = o · J
Por exemplo,
4
6
=
8
12
= 6 · 8 = 4 · 12 = 48

É importantíssima a seguinte propriedade: A soma dos antecedentes está para
a soma dos consequentes assim como qualquer antecedente está para o seu
consequente.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
o
b
=
c
J
=
o +c
b +J


Por exemplo,
4
6
=
8
12
=
4 +8
6 +12
=
12
18

Ou seja, podemos “prolongar” toda proporção, somando os numeradores das
frações e somando os denominadores. Utilizaremos diversas vezes esta
propriedade na resolução de questões envolvendo divisão proporcional.
Isso é o básico que devemos saber para resolver questões sobre razões,
proporções e divisão proporcional. Ao longo da resolução das questões,
colocarei mais algumas propriedades e definições.
01. (Pref. de Barueri 2006/CETRO) A definição de densidade demográfica é
dada pela razão entre o número de habitantes de uma região e a área dessa
região. Pedro fez uma pesquisa, em sua cidade, para calcular qual seria a
densidade demográfica da região onde mora. Ele conseguiu, junto à prefeitura,
as seguintes informações: a área da cidade era de 2.651 km
2
e a quantidade
de pessoas que residiam na localidade era de 151.107 habitantes. De posse
dessas informações, ele concluiu que a densidade demográfica de sua cidade
é de:
(A) 57 habitantes / km
2

(B) 58 habitantes / km
2

(C) 59 habitantes / km
2

(D) 15 habitantes / km
2

(E) 155 habitantes / km
2
Resolução
De acordo com o enunciado,
ÐcnsiJoJc Jcmográ¡ico =
númcro Jc bobitontcs
árco Jo rcgião
=
1S1.1u7 bobitontcs
2.6S1 km
2

ÐcnsiJoJc Jcmográ¡ico = S7 bobitontcs¡km
2

Letra A
02. (SEMAE de Piracicaba 2006/CETRO) Em uma fábrica trabalham 216
funcionários, sendo que 135 são do sexo masculino e 81 pertencem ao sexo

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
feminino. Calcule a razão entre o número de funcionários do sexo masculino e
o número do sexo feminino.
(A) 4/3
(B) 3/5
(C) 3/7
(D) 2/5
(E) 5/3

Resolução
Para calcular a razão entre o número de funcionários do sexo masculino e o
número do sexo feminino basta dividir o número de homens pelo número de
mulheres.

Eomcns
Hulbcrcs
=
1SS
81
=
4S
27
=
1S
9
=
S
S


A fração 135/81 foi simplificada por 3, por 3, e por 3. Se você já tivesse
percebido que 135 e 81 são divisíveis por 27, poderia ter simplificado direto.
Letra E
03. (AFC 2002/ESAF) Os números A, B e C são inteiros positivos tais que A <
B < C. Se B é a média aritmética simples entre A e C, então necessariamente a
razão (B - A) / (C - B) é igual a:
a) A / A
b) A / B
c) A / C
d) B / C
e) - (B/B)
Resolução
Se B é a média aritmética entre A e C, podemos escrever:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
B =
A +C
2
= 2B = A +C = A = 2B -C
Queremos calcular o valor de (B - A) / (C - B):
B -A
C -B
=
B -(2B -C)
C -B
=
B -2B +C
C -B
=
C -B
C -B
= 1
Analisando as alternativas, temos que
A
A
= 1
Portanto, a resposta é a letra A.
04. (SEMAE de Piracicaba 2006/CETRO) A razão entre o comprimento e a
largura de um retângulo é 3/2. Sabendo que a largura é 10 cm, qual é a área
desse retângulo em centímetros quadrados?
(A) 120
(B) 150
(C) 80
(D) 180
(E) 340

Resolução
Algebricamente, a frase “A razão entre o comprimento e a largura de um
retângulo é 3/2” pode ser escrita como
C
I
=
S
2

Como a largura é igual a 10 cm, temos que
C
1u
=
S
2

Lembrando que o produto dos meios é igual a produto dos extremos,
2 · C = S · 1u
2 · C = Su
C = 1S
A área do retângulo é o produto do comprimento pela largura, assim:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
A = C · I = 1S · 1u = 1Su cm
2

Letra B

05. (Pref. Rio Claro 2006/CETRO) Em uma proporção contínua, a terceira
proporcional dos números 1 e 5 é igual a
(A) 15.
(B) 20.
(C) 25.
(D) 30.
(E) 35.
Resolução
Uma proporção é contínua quando os meios são iguais. Ou seja, é uma
proporção do tipo
o
b
=
b
c

E o número c é chamado de terceira proporcional dos números a e b.
Assim,
1
S
=
S
c

1 · c = S · S
c = 2S
Portanto, 25 é a terceira proporcional dos números 1 e 5.
Letra C
O momento é oportuno para lembrar que na proporção
o
b
=
c
J

O número d é a quarta proporcional dos números a, b, c.
06. (EBDA 2006/CETRO) A razão entre dois segmentos de reta x e y é 2/5,
então a razão entre o quíntuplo do segmento x e a metade do segmento y é
igual a:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(A) 1/2
(B) 1/4
(C) 4
(D) 2
(E) 4/5
Resolução
Pelo enunciado, podemos escrever que
x
y
=
2
S

Queremos calcular a seguinte razão:
Sx
y
2

Lembre-se que para dividir frações, repetimos a fração do numerador,
invertemos a fração do denominador e multiplicamos. Dessa forma,
Sx
y
2
= Sx ·
2
y
= 1u ·
x
y
= 1u ·
2
S
=
2u
S
= 4
Letra C
07. (Câmara Municipal de Araçatuba 2008/CETRO) Um carro faz, na cidade, 14
Km por litro de combustível. No tanque do carro cabem, ao todo, 40 litros de
combustível, portanto, na cidade, ele consegue andar, com um tanque cheio,
(A) 360 Km.
(B) 420 Km.
(C) 460 Km.
(D) 560 Km.
(E) 600 Km.
Resolução
A razão entre a quantidade de quilômetros rodados e a quantidade de litros de
combustível é constante e igual a 14 quilômetros por um litro.
Assim,

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x km
4u litros
=
14 km
1 litro

Sabemos que em toda proporção o produto dos meios é igual ao produto dos
extremos.
Dessa forma,
x · 1 = 14 · 4u
x = S6u
Letra D

08. (Pref. Taquarivaí 2006/CETRO) Na proporção x/y = 2/5. Sabendo-se que
x+y=49, o valor de x e y será de:
(A) x = 20; y = 29
(B) x = 14; y = 35
(C) x = 29; y = 20
(D) x = 35; y = 14
(E) x = 15; y = 34

Resolução
x
y
=
2
S

Dica: É preferível que você coloque as incógnitas no numerador e os números
no denominador. Você poderá fazendo isso trocando os meios de lugar, ou
trocando os extremos. Por exemplo, podemos trocar o y com o 2. Essa troca é
válida porque o produto dos meios é igual ao produto dos extremos, e a ordem
dos fatores não altera o produto.
Assim, a mesma proporção pode ser escrita como
x
2
=
y
S

Vamos agora utilizar uma propriedade que mencionei no início da aula.
Podemos “prolongar” toda proporção, somando os numeradores das frações e
somando os denominadores.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x
2
=
y
S
=
x +y
2 +S
=
49
7
= 7
Dessa forma,
x
2
= 7 = x = 14 c
y
S
= 7 = y = SS
Letra B
09. (CRP 4ª 2006/CETRO) Considere dois números x e y que sejam
diretamente proporcionais a 8 e 3 e cuja diferença entre eles seja 60.
Determine o valor de ( x + y ).
(A) 92
(B) 123
(C) 132
(D) 154
(E) 166
Resolução
Se os números x e y são diretamente proporcionais a 8 e 3, podemos
escrever
x
8
=
y
S

E da mesma forma que podemos “prolongar” a proporção somando os
numeradores e os denominadores, podemos também subtrair. Assim,
x
8
=
y
S
=
x -y
8 -S
=
6u
S
= 12
x
8
= 12 = x = 96 c
y
S
= 12 = y = S6
Portanto,
x +y = 96 +S6 = 1S2
Letra C
10. (Pref. Pinheiral 2006/CETRO) Em uma festa, a razão entre o número de
moças e o de rapazes, é de 3/2. A porcentagem de rapazes na festa é:
(A) 25%
(B) 30%
(C) 33%
(D) 38%
10 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(E) 40%
Resolução
Se a razão entre o número de moças e o de rapazes é 3/2, então
m
r
=
S
2

Falamos anteriormente que é preferível que você coloque as incógnitas no
numerador e os números no denominador. Você poderá fazendo isso trocando
os meios de lugar, ou trocando os extremos.
m
S
=
r
2


Queremos saber o percentual de rapazes. Podemos supor que o total de
pessoas é igual a 100. Se o total de pessoas (m+r) for igual a 100, então
quantos serão rapazes?
m
S
=
r
2
=
m+r
S + 2
=
1uu
S
= 2u
r
2
= 2u = r = 4u
Ou seja, se fossem 100 pessoas no total, 40 seriam rapazes. Portanto, o
percentual de rapazes é 40%.
Letra E
11. (PRODESP 2003/CETRO) Se a razão entre dois números é 5 e a soma
entre eles é 30, pode-se afirmar que a diferença entre eles é
(A) 10
(B) 12
(C) 15
(D) 20
(E) 25

Resolução

Sejam x e y os números.
11 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x
y
= S = x = Sy
Como a soma deles é 30,
x +y = Su
Sy +y = Su = 6y = Su = y = S
Como x = Sy, cntão x = S · S = 2S
A diferença entre eles é 25 – 5 = 20.
Letra D
12. (Pref. Estância Turística de Embu 2006/CETRO) Paulo tem três filhos,
Rodrigo de 15 anos, Ricardo de 20 anos e Renato de 25 anos. Paulo pretende
dividir R$ 3.000,00 para os três filhos em valores proporcionais as suas idades.
É correto afirmar que o valor que Rodrigo deve receber é:
(A) R$ 1.500,00
(B) R$ 1.250,00
(C) R$ 1.000,00
(D) R$ 750,00
(E) R$ 500,00
Resolução
Queremos dividir R$ 3.000,00 em três partes diretamente proporcionais a 15,
20 e 25 anos, que são as idades de Rodrigo, Ricardo e Renato,
respectivamente.
Assim,
Ro
1S
=
Ri
2u
=
Rc
2S

Obviamente Ro +Ri +Rc = S.uuu.
Assim, somando os numeradores e somando os denominadores, podemos
prolongar a proporção.
Ro
1S
=
Ri
2u
=
Rc
2S
=
Ro +Ri +Rc
1S +2u +2S
=
S.uuu
6u
= Su

Temos então:
12 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Ro
1S
= Su = Ro = 1S · Su = 7Su
Letra D


13. (CAERN 2010/FGV) Dividindo-se 11.700 em partes proporcionais a 1, 3 e 5,
a diferença entre a maior das partes e a menor delas é
a) 6.500.
b) 5.500.
c) 5.800.
d) 5.200.
e) 5.000

Resolução
Devemos dividir 11.700 em partes diretamente proporcionais a 1,3 e 5 dias.
Assim, temos a seguinte proporção:
o
1
=
b
S
=
c
S

Obviamente, a soma das três partes (a+b+c) é igual a 11.7000. Dessa forma,
o
1
=
b
S
=
c
S
=
o +b +c
1 +S + S
=
11.7uu
9
= 1.Suu
Assim:
o = 1 · 1.Suu = 1.Suu
b = S · 1.Suu = S.9uu
c = S · 1.Suu = 6.Suu
A diferença entre a maior das partes e a menor delas é 6.Suu -1.Suu = S.2uu.
Letra D

14. (Pref. de Mairinque 2009/CETRO) Três técnicos receberam, ao todo, por
um serviço R$3.540,00. Um deles trabalhou 2 dias, o outro 4 dias e o outro 6
dias. Sabendo-se que a divisão do valor é proporcional ao tempo que cada um
trabalhou, o técnico que trabalhou mais dias recebeu
13 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(A) R$590,00.
(B) R$680,00.
(C) R$1.180,00.
(D) R$1.770,00.
(E) R$2.420,00.
Resolução
Devemos dividir R$ 3.540,00 em partes diretamente proporcionais a 2,4 e 6
dias. Assim, temos a seguinte proporção:
o
2
=
b
4
=
c
6

Obviamente, a soma das três partes (a+b+c) é igual a R$ 3.540,00. Dessa
forma,
o
2
=
b
4
=
c
6
=
o +b +c
2 +4 +6
=
S.S4u
12
= 29S
O técnico que mais trabalhou (6 dias) recebeu
c
6
= 29S = c = 6 · 29S = 1.77u rcois
Letra D
15. (TCM SP 2006/CETRO) Uma gratificação de R$ 5.280,00 será dividida
entre três funcionários de uma empresa na razão direta do número de filhos e
na razão inversa das idades de cada um. André tem 30 anos e possui 2 filhos;
Bruno com 36 anos tem 3 filhos e Carlos tem 48 anos e 6 filhos. É correto que
o mais velho receberá
(A) R$1 200,00.
(B) R$1 280,00.
(C) R$1 600,00.
(D) R$2 200,00.
(E) R$2 400,00.

Resolução
14 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Temos agora uma divisão diretamente proporcional ao número de filhos e
inversamente proporcional às idades.
Em divisões desse tipo, a proporção tomará a seguinte forma:
o
Jircto
in:crso
=
b
Jircto
in:crso
=
c
Jircto
in:crso

No nosso exemplo, a divisão será diretamente proporcional a 2, 3 e 6
(ficam no numerador) e será inversamente proporcional a 30, 36 e 48
(ficam no denominador).
o
2
Su
=
b
S
S6
=
c
6
48

Podemos simplificar as frações:
o
1
1S
=
b
1
12
=
c
1
8

Podemos facilitar nossas vidas adotando o seguinte procedimento:
Sempre que numa proporção houver frações nos denominadores, devemos
calcular o m.m.c dos denominadores das frações.
No caso, o m.m.c. entre 8,12 e 15 é igual a 120. Devemos agora dividir 120 por
15 e multiplicar por 1. Devemos dividir 120 por 12 e multiplicar por 1. Devemos
dividir 120 por 8 e multiplicar por 1.
o
8
=
b
1u
=
c
1S

Agora temos uma proporção muito parecida com às dos quesitos anteriores.
Devemos somar os numeradores e os denominadores.
o
8
=
b
1u
=
c
1S
=
o +b +c
8 +1u +1S
=
S.28u
SS
= 16u

O mais velho, Carlos, receberá:
c
1S
= 16u = c = 1S · 16u = 2.4uu rcois
Letra E
16. (FCC-- TRF-1a-Região 2001) Dois funcionários de uma Repartição Pública
foram incumbidos de arquivar 164 processos e dividiram esse total na razão
15 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
direta de suas respectivas idades e inversa de seus respectivos tempos de
serviço público. Se um deles tem 27 anos e 3 anos de tempo de serviço e o
outro 42 anos e está há 9 anos no serviço público, então a diferença positiva
entre os números de processos que cada um arquivou é

(A) 48
(B) 50
(C) 52
(D) 54
(E) 56
Resolução
Temos novamente uma divisão diretamente proporcional às idades e divisão
inversamente proporcional aos tempos de serviços.
A proporção terá a seguinte forma:
o
Jircto
in:crso
=
b
Jircto
in:crso

27 42
9 3
a b
=

O m.m.c entre 3 e 9 é igual a 9. Para facilitar nossas vidas, devemos dividir 9
por 3 e multiplicar por 27, resultando 81. Devemos dividir 9 por 9 e multiplicar
por 42, resultando 42.
164 4
81 42 81 42 123 3
a b a b +
= = = =
+

4
81 108
3
4
42 56
3
108 56 52
a
b
a b
= ⋅ =
= ⋅ =
− = − =

Letra C
16 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
17. (Vestibular FGV 2003) Em uma sala de aula, a razão entre o número de
homens e o de mulheres é 3/4. Seja N o número total de pessoas (número de
homens mais o de mulheres). Um possível valor para N é:
A) 46
B) 47
C) 48
D) 49
E) 50
Resolução
N = b +m
A razão entre o número de homens e o de mulheres é 3/4, logo:
b
m
=
S
4
=
b
S
=
m
4
=
b +m
S +4
=
n
7

Portanto, n é um número divisível por 7. Dentre as alternativas, o único número
divisível por 7 é 49.
Letra D
18. (ESAF) Ao dividir a quantia de R$ 10.000,00 em duas partes inversamente
proporcionais a 2 e 3, nessa ordem, a primeira e a segunda parte são,
respectivamente:
a) R$ 4.000,00 e R$ 6.000,00
b) R$ 6.000,00 e R$ 4.000,00
c) R$ 5.000,00 e R$ 5.000,00
d) R$ 8.000,00 e R$ 2.000,00
e) R$ 2.000,00 e R$ 8.000,00
Resolução
Quando a divisão for inversamente proporcional, a proporção seguirá a
seguinte forma:
a
1
|nuerxa
=
h
1
|nuerxa

Temos então que:
o
1
2
=
b
1
S

17 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br

O m.m.c. entre 2 e 3 é 6. Assim, devemos dividir 6 por 2 e multiplicar por 1
(obtemos 3). Dividimos 6 por 3 e multiplicamos por 1 (obtemos 2).
o
S
=
b
2
=
o +b
S +2
=
1u.uuu
S
= 2.uuu
Assim,
o
S
= 2.uuu = o = 6.uuu c
b
2
= 2.uuu = b = 4.uuu
Letra B
19. (AFC/CGU 2004/ESAF) Os ângulos de um triângulo encontram-se na razão
2:3:4. O ângulo maior do triângulo, portanto, é igual a:
a) 40°
b) 70°
c) 75°
d) 80°
e) 90°
Resolução
Sejam a,b,c os ângulos do triângulos. Veremos na aula de geometria que a
soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º. Portanto, o +b +c = 18u
o
.
o
2
=
b
S
=
c
4
=
o +b +c
2 +S +4
=
18u
o
9
= 2u
o


O maior ângulo é c.
c
4
= 2u
o
= c = 8u
o

Letra D
20. (SUSEP 2010/ESAF) Um pai deseja dividir uma fazenda de 500 alqueires
entre seus três filhos, na razão direta da quantidade de filhos que cada um tem
e na razão inversa de suas rendas. Sabendo-se que a renda do filho mais
velho é duas vezes a renda do filho mais novo e que a renda do filho do
meio é três vezes a renda do mais novo, e que, além disso, o filho mais
velho tem três filhos, o filho do meio tem dois filhos e o filho mais novo
tem dois filhos, quantos alqueires receberá o filho do meio?
18 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
a) 80
b) 100
c) 120
d) 160
e) 180
Resolução
Digamos que a renda do filho mais novo seja igual a 1. Portanto a renda do
filho mais velho será igual a 2 e a renda do filho do meio será igual a 3.
Temos a seguinte proporção:
u
3
2
=
m
2
3
=
n
2
1

O mínimo múltiplo comum entre 2, 3 e 1 é igual a 6. Podemos desenvolver a
proporção da seguinte maneira: dividimos pelo denominador e multiplicamos
pelo numerador (com as frações que se encontram no denominador). Por
exemplo, olhe para a primeira fração: 3/2. Dividimos 6 (m.m.c.) por 2 e
multiplicamos por 3. Obtemos o número 9. A segunda fração: 6 dividido por 3,
vezes 2: obtemos o número 4. Finalmente a última fração: 6 dividido por 1,
vezes 2: obtemos o número 12. A proporção ficará:
u
9
=
m
4
=
n
12

Temos uma divisão diretamente proporcional aos números 9, 4 e 12.
u
9
=
m
4
=
n
12
=
u +m+n
9 +4 +12
=
5ûû
25
= 2û
Assim, o filho do meio receberá 4 x 20 = 80 alqueires.
Letra A

21. (TJPA 2006/CESPE-UnB)
19 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br

O mapa do estado do Pará ilustrado acima está desenhado na escala
1:17.000.000, ou seja, uma distância de 1 cm no mapa corresponde à distância
real, em linha reta, de 17 milhões de centímetros. Ao medir, com a régua, a
distância no mapa entre Jacareacanga e Belém, um estudante encontrou 6,7
cm. Com base apenas nessas informações, é correto o estudante concluir que
a distância real, em linha reta, entre essas duas cidades é
A) inferior a 1.000 km.
B) superior a 1.000 km e inferior a 1.080 km.
C) superior a 1.080 km e inferior a 1.150 km.
D) superior a 1.150 km.
Resolução
A escala de um mapa é, por definição:
Escolo =
HcJiJo Jo Jcscnbo
HcJiJo Rcol

A escala do mapa é de 1: 17.000.000 e a medida encontrada no desenho entre
as duas cidades é de 6,7 cm.
HcJiJo Jo Jcscnbo
HcJiJo Rcol
=
1
17.uuu.uuu

20 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Como o produto dos meios é igual ao produto dos extremos:
HcJiJo Rcol = 17.uuu.uuu · (HcJiJo Jo Jcscnbo)
HcJiJo Rcol = 17.uuu.uuu · 6,7 cm
HcJiJo Rcol = 11S.9uu.uuu cm
Temos os seguintes múltiplos e submúltiplos do metro.
Múltiplos: Decâmetro (dam), hectômetro (hm) e quilômetro (km).
Submúltiplos: Decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).
km hm dam m dm cm mm

Para transformar as unidades da esquerda para a direita, multiplicamos por 10
a cada passagem. Para transformar as unidades da direita para esquerda
devemos dividir por 10 a cada passagem.
Como queremos expressar 113.900.000 cm em quilômetros, devemos dividir
esta medida por 100.000 (5 casas correspondem a 5 zeros).
11S.9uu.uuu cm =
11S.9uu.uuu
1uu.uuu
km = 1.1S9 km
C) superior a 1.080 km e inferior a 1.150 km.

Letra C
22. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Alexandre, Jaime e Vítor são empregados de
uma empresa e recebem, respectivamente, salários que são diretamente
proporcionais aos números 5, 7 e 9. A soma dos salários desses 3 empregados
corresponde a R$ 4.200,00. Nessa situação, após efetuar os cálculos, conclui-
se corretamente que
A) a soma do salário de Alexandre com o de Vítor é igual ao dobro do salário
de Jaime.
B) Alexandre recebe salário superior a R$ 1.200,00.
C) o salário de Jaime é maior que R$ 1.600,00.
D) o salário de Vítor é 90% maior do que o de Alexandre.
Resolução
21 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Digamos que os salários de Alexandre, Jaime e Vítor são, respectivamente,
iguais a A, [ c I.
Como esses valores são diretamente proporcionais a 5,7 e 9. Podemos
escrever a seguinte proporção:
A
S
=
[
7
=
I
9

Sabemos também que a soma dos salários dos 3 empregados é igual a
R$ 4.200,00. Prolongaremos a proporção somando os antecedentes e
somando os consequentes.
A
S
=
[
7
=
I
9
=
A +[ +I
S +7 +9
=
4.2uu
21
= 2uu
Assim:
A = S · 2uu = 1.uuu rcois
[ = 7 · 2uu = 1.4uu rcois
I = 9 · 2uu = 1.8uu rcois
Vejamos cada uma das alternativas de per si.
A) a soma do salário de Alexandre com o de Vítor é igual ao dobro do salário
de Jaime. (VERDADEIRO)
A +I = 1.uuu +1.8uu = 2.8uu = 2[

B) Alexandre recebe salário superior a R$ 1.200,00. (FALSO)
A = 1.uuu < 1.2uu
C) o salário de Jaime é maior que R$ 1.600,00.
[ = 1.4uu < 1.6uu

D) o salário de Vítor é 90% maior do que o de Alexandre. (FALSO).
O salário de Vítor é 80% maior do que o de Alexandre
Letra A
23. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) Antônio era viúvo e tinha três filhos:
um com 13 anos, outro com 14 anos e, o mais velho, com 18 anos. Um dia,
Antônio chamou seus filhos e disse que tinha feito seu testamento deixando
para eles a quantia que tinha acumulado na caderneta de poupança.
22 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
“Quando eu morrer”, disse ele, “o montante deverá ser dividido em partes
diretamente proporcionais às idades de vocês no dia de minha morte”.
Antônio morreu cinco anos depois desse dia e, na caderneta de poupança,
havia exatos R$ 450.000,00. A quantia que o filho mais velho recebeu foi:
a) R$ 142.500,00
b) R$ 154.000,00
c) R$ 165.500,00
d) R$ 168.000,00
e) R$ 172.500,00
Resolução
Cinco anos depois da realização do testamento os filhos têm 18, 19 e 23 anos.
Devemos, portanto, dividir R$ 450.000,00 em partes diretamente proporcionais
a 18, 19 e 23. Temos a seguinte proporção:
o
18
=
b
19
=
c
2S


Obviamente o +b +c = 4Su.uuu.
Assim, somando os numeradores e somando os denominadores, podemos
prolongar a proporção.
o
18
=
b
19
=
c
2S
=
o +b +c
18 +19 +2S
=
4Su.uuu
6u
= 7.Suu
O mais velho recebeu 2S × 7.Suu = 172.Suu rcois.
Letra E

GRANDEZAS DIRETAMENTE/INVERSAMENTE PROPORCIONAIS 
Duas sequências de números são ditas diretamente proporcionais se o
quociente entre os elementos correspondentes for constante.
Ou seja, as sequências (o
1
, o
2
, …, o
n
) e (b
1
, b
2
, …, b
n
) são diretamente
proporcionais se
23 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
o
1
b
1
=
o
2
b
2
= · =
o
n
b
n
= k
O número k é a chamada constante de proporcionalidade.
Duas sequências de números são ditas inversamente proporcionais se o
produto entre os elementos correspondentes for constante.
Ou seja, as sequências (o
1
, o
2
, …, o
n
) e (b
1
, b
2
, …, b
n
) são inversamente
proporcionais se
o
1
· b
1
= o
2
· b
2
= · = o
n
· b
n
= k
O número k é a chamada constante de proporcionalidade.

24. (AFC-STN 2000/ESAF) Em um processo de fabricação, o custo total é
inversamente proporcional ao quadrado das quantidades produzidas. Quando
são produzidas 5 unidades, o custo total é igual a 225. Assim, quando forem
produzidas 12 unidades, o custo total será igual a:
a) 625/25
b) 625/24
c) 625/16
d) 625/15
e) 625/12
Resolução
Chamemos a grandeza custo de C e a grandeza quantidade produzida de Q.
Sabemos que o custo total é inversamente proporcional ao quadrado das
quantidades produzidas.
Quando duas grandezas são inversamente proporcionais, o produto entre os
valores correspondentes é constante. Assim,
C
1
· µ
1
2
= C
2
· µ
2
2

22S · S
2
= C
2
· 12
2

C
2
=
22S · 2S
144

Podemos simplificar 225 e 144 por 9.
C
2
=
2S · 2S
16
=
62S
16

24 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Letra C
25. (Vestibular FGV 2002) Uma variável y é inversamente proporcional ao
quadrado de outra variável x. Para x = 3, y vale 15. Então, se x = 4, y deverá
valer:
a) 1/16
b) 15/16
c) 45/16
d) 135/16
e) 625/16
Resolução
Grandezas inversamente proporcionais variam a produto constante.
y
1
· x
1
2
= y
2
· x
2
2

1S · S
2
= y
2
· 4
2

1SS = 16 · y
2

y
2
=
1SS
16

Letra D
26. (FNDE 2007/FGV) A grandeza x é diretamente proporcional às grandezas o
e b e inversamente proporcional à grandeza c. Quando o = 2u, b = 12 e c =
Su, o valor de x é 42. Então, quando os valores de o, b e c forem
respectivamente 25, 8 e 70, o valor de x será:
a) 15
b) 21
c) 30
d) 56
e) 35

Resolução
Grandezas diretamente proporcionais variam a quociente constante e
grandezas inversamente proporcionais variam a produto constante. Portanto:

25 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x
1
· c
1
o
1
· b
1
=
x
2
· c
2
o
2
· b
2


Vamos substituir os valores:

42 · Su
2u · 12
=
x
2
· 7u
2S · 8

1.26u
24u
=
x
2
· 7u
2uu


O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, portanto:

24u · x
2
· 7u = 1.26u · 2uu
Assim,
x
2
=
1.26u · 2uu
24u · 7u
= 1S
Letra A
 REGRA DE TRÊS 
Chama-se “Regra de Três” a certos problemas nos quais, sendo dados valores
de várias grandezas, sempre em número ímpar de, no mínimo três, propôs-se
determinar o valor de uma, e somente uma grandeza desconhecida.
Lembremos que para resolver questões de Regra de Três, devemos construir
uma tabela agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e
mantendo na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em
correspondência. Em seguida devemos determinar se as grandezas são direta
ou inversamente proporcionais. O último passo é montar a proporção.
27. (Câmara Itapeva 2006/CETRO) Uma torneira aberta completamente enche
um recipiente de 40 litros em 33 segundos, em quanto tempo esta mesma
torneira, aberta completamente, encherá um reservatório de 1.240 litros?
(A) 13minutos e 15 segundos
(B) 14 minutos e 10 segundos
(C) 10 minutos e 14 segundos
(D) 20 minutos
(E) 17 minutos e 3 segundos
26 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução

Litros Segundos
40 33
1.240 x
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª
coluna).
Aumentando a quantidade de litros do reservatório, o tempo para enchê-lo
também aumentará. Portanto as grandezas são diretamente proporcionais.
Colocamos uma seta no mesmo sentido.
Litros Segundos
40 33
1.240 x

4u
1.24u
=
SS
x

4u · x = SS · 1.24u
x =
SS · 1.24u
4u
= 1.u2S scgunJos.
Dividindo por 60 (para passar para minutos), 1.023 segundos = 17 minutos e 3
segundos.
Letra E
28. (FNDE 2007/FGV) Uma fábrica de roupas recebeu uma encomenda para
confeccionar uma grande quantidade de uniformes. Designou então 15
costureiras (todas com a mesma capacidade de trabalho) para realizar a tarefa,
e o trabalho ficou pronto em 12 dias. Se tivesse designado 20 costureiras, o
trabalho seria realizado em:
a) 10 dias
b) 9 dias
c) 8 dias
d) 15 dias
e) 16 dias

Resolução
Vamos montar uma tabela com os dados.
27 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Costureiras Dias
15 12
20 x
Aumentando a quantidade de costureiras, o número de dias diminui. Portanto,
as grandezas são inversamente proporcionais.

Costureiras Dias
15 12
20 x
Vamos montar a proporção. Como as grandezas são inversamente
proporcionais, devemos inverter a coluna das costureiras.
12
x
=
2u
1S

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.
2u · x = 12 · 1S
2ux = 18u
x = 9 Jios
Letra B

29. (CAERN 2010/FGV) Cinco máquinas com a mesma capacidade de trabalho
enchem 30 garrafas de 250 mL em 12 minutos. Três dessas máquinas serão
utilizadas para encher 15 garrafas de 500 mL. Para realizar essa tarefa, serão
necessários
a) 18 minutos.
b) 24 minutos.
c) 20 minutos.
d) 15 minutos.
e) 30 minutos.

Resolução

Vamos montar uma tabela com os dados do problema.

Máquinas Garrafas mL Minutos
5 30 250 12
28 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
3 15 500 x

Antes de analisar as grandezas, vamos simplificar as colunas. A primeira
coluna pode ser simplificada por 15 e a terceira coluna pode ser simplificada
por 250.
Máquinas Garrafas mL Minutos
5 2 1 12
3 1 2 x
Diminuindo a quantidade de máquinas, serão gastos mais minutos. Portanto,
as grandezas são inversamente proporcionais.
Diminuindo a quantidade de garrafas, diminuirá a quantidade de minutos
necessários. As grandezas são diretamente proporcionais.
Aumentando a capacidade de cada garrafa, serão gastos mais minutos. As
grandezas são diretamente proporcionais.

Máquinas Garrafas mL Minutos
5 2 1 12
3 1 2 x
A proporção ficará:
12
x
=
S
S
·
2
1
·
1
2

As duas últimas frações são canceladas.

12
x
=
S
S

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.
Sx = 12 · S
Sx = 6u
x = 2u
Letra C

30. (MINC 2006/FGV) Trabalhando 8 horas por dia, 5 homens constroem um
galpão em 6 dias. Em quantos dias 4 homens, trabalhando 6 horas por dia,
construiriam o mesmo galpão?
(A) 8
(B) 9
(C) 10
29 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(D) 12
(E) 15

Resolução

Vamos montar uma tabela com os dados do problema.

Horas por dia Homens Dias
8 5 6
6 4 x
Vejamos:
Diminuindo a quantidade de horas por dia, então aumentaremos a quantidade
de dias. Portanto, as grandezas são inversamente proporcionais.
Diminuindo a quantidade de homens, serão necessários mais dias. Portanto, as
grandezas são inversamente proporcionais.

Horas por dia Homens Dias
8 5 6
6 4 x

A proporção ficará:
6
x
=
6
8
·
4
S


6
x
=
24
4u

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, portanto:
24x = 6 · 4u
24x = 24u
x = 1u Jios
Letra C

31. (FCC) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12h. Outra pessoa
y, é 50% mais eficiente que x. Nessas condições, o número de horas
necessárias para que y realize essa tarefa é:
a) 4
30 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8

Resolução

Digamos que a eficiência de x tenha valor numérico igual a 100. Portanto,
a eficiência de y será 150.


Eficiência Horas
100 12
150 x

Observe que, porque y é mais eficiente do que x, y gastará menos horas do
que x. Portanto, as grandezas são inversamente proporcionais. Colocaremos
uma seta para cima.

Eficiência Horas
100 12
150 x

Na montagem da proporção, deveremos inverter a coluna da eficiência.

1Su
1uu
=
12
x

1Sux = 1.2uu
x = 8 boros.
Letra E
32. (Câmara Itapeva 2006/CETRO) Uma fábrica de motocicletas demora 10
dias de trabalho, numa jornada de 9 horas por dia, para produzir 250
motocicletas. Quantos dias serão necessários para produzir 300 motocicletas,
trabalhando 12 horas por dia?
31 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(A) 12 dias
(B) 10 dias
(C) 15 dias
(D) 9 dias
(E) 6 dias
Resolução
Dias Horas por dia Motocicletas
10 9 250
x 12 300
Antes de começar a resolução, podemos simplificar os números que estão na
mesma coluna. Podemos simplificar 9 e 12 por 3. Podemos simplificar 250 e
300 por 50.

Dias Horas por dia Motocicletas
10 3 5
x 4 6
Aumentando a quantidade de horas trabalhadas por dia, a quantidade de dias
diminuirá (seta para cima, pois as grandezas são inversamente proporcionais).
Aumentando o número de motocicletas a serem produzidas, o número de dias
aumentará (seta para baixo, pois as grandezas são diretamente proporcionais).

Dias Horas por dia Motocicletas
10 3 5
x 4 6

A proporção ficará:
1u
x
=
4
3
·
S
6

1u
x
=
2u
18

2ux = 18u = x = 9 Jios.
Letra D
32 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
33. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Considere que uma equipe formada por 5
empregados cataloga 360 livros em 2 horas. Nesse caso, o número de livros a
mais que poderão ser catalogados por uma equipe formada por 7 empregados
que trabalhem durante 2 horas, com a mesma eficiência da equipe anterior, é
igual a
A) 118.
B) 124.
C) 138.
D) 144.
Resolução
Vamos resumir os dados da questão em uma tabela.
Empregados Livros Horas
5 360 2
7 x 2
Ora, já que a quantidade de horas nas duas situações é a mesma, podemos
concluir que esta não vai influenciar no resultado.
Empregados Livros
5 360
7 x
Aumentando a quantidade de empregados, a quantidade de livros catalogados
também aumentará (as grandezas são diretamente proporcionais).
S
7
=
S6u
x

S · x = 7 · S6u
x =
7 · S6u
S
= Su4 li:ros
A questão pergunta quantos livros a mais poderão ser catalogados:
Su4 -S6u = 144 li:ros
Letra D
34. (TJBA 2003/CESPE-UnB) Considerando que os servidores de uma
repartição pública sejam igualmente eficientes, julgue os itens que se seguem.

33 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Se 7 deles analisam 42 processos em um dia, então 5 servidores analisarão,
em um dia, menos de 35 processos.

Resolução

Servidores Processos em um dia
7 42
5 x

Diminuindo a quantidade de servidores, a quantidade de processos analisados
em um dia também diminuirá. Desta forma, as grandezas são diretamente
proporcionais.
7
S
=
42
x

7x = S · 42
7x = 21u
x = Su proccssos cm um Jio
Poderíamos ter pensado da seguinte maneira:
Se 7 deles analisam 42 processos, então 1 servidor analisa 6 processos
(42/7=6). Ora, se 1 servidor analisa 6 processos, então 5 servidores analisam
30 processos (5 x 6 = 30).
O item está certo.

35. Se 20 servidores, trabalhando 4 horas por dia, levam 6 dias para concluir
determinada tarefa, então serão necessários menos de 6 servidores para
completarem, em 12 dias, a mesma tarefa, trabalhando 8 horas por dia.

Resolução
Servidores Horas por dia Dias
20 4 6
x 8 12

Podemos simplificar as colunas. A segunda coluna é simplificável por 4 e a
terceira coluna é simplificável por 6.

Servidores Horas por dia Dias
20 1 1
34 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x 2 2

Aumentando a quantidade de horas trabalhadas (aumentando a carga horária),
a quantidade de servidores pode diminuir. As grandezas são inversamente
proporcionais.

Servidores Horas por dia Dias
20 1 1
x 2 2

Aumento o prazo, ou seja, aumentando a quantidade de dias, a quantidade de
servidores pode diminuir. As grandezas são inversamente proporcionais.

Servidores Horas por dia Dias
20 1 1
x 2 2

2u
x
=
2
1
·
2
1

2u
x
= 4
4x = 2u = x = S scr:iJorcs
O item está certo.
Conjuntos Numéricos 
 
Não podemos estudar Matemática sem falar sobre números. O engraçado é
que definir o que é um número está fora do escopo deste curso. Para falar a
verdade, é bem complicado definir o que são números...
O professor Giuseppe Peano (1858-1932) era um matemático notável.
Na introdução de seu trabalho intitulado Sul concetto de numero (1891),
escreveu: Uma criança, desde tenra idade, usa as palavras um, dois, três, etc.,
posteriormente usa a palavra número; somente muito mais tarde a palavra
agregado aparece em seu vocabulário. E como a filologia nos ensina, o
desenvolvimento dessas palavras ocorre na mesma ordem nas línguas indo-
européias. Portanto, do ponto de vista prático, a questão me parece resolvida;
35 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
ou seja, não há vantagem, no ensino, definir número. Esta ideia é muito clara
para os alunos e qualquer definição iria somente confundi-los.
Por outro lado, mesmo sem definir os “números”, todos nós temos uma noção
bem definida sobre esses objetos matemáticos. E não precisamos falar que os
números estão ao nosso redor como bem disse Pitágoras:
“Os números governam o mundo”.
Nesta parte da aula, apresentaremos os chamados conjuntos numéricos e suas
propriedades.
Conjunto dos Números Naturais 
 
A noção de um número natural surge com a pura contagem de objetos. Ao
contar, por exemplo, os livros de uma estante, temos como resultado um
número do tipo:
H = {u,1,2,S…]
Obviamente não poderíamos ter um número negativo de livros. Também não
poderíamos imaginar alguém falando: “Tenho 3,4231 livros na minha estante”.
A este conjunto H denominamos conjunto dos números naturais.
Se por acaso houver a necessidade de excluir o número 0 (zero), indicaremos
com um asterisco sobrescrito à letra N.
N
-
= {1,2,S,4…]
Este conjunto é chamado conjunto dos números naturais não-nulos.
No conjunto dos números naturais, podemos definir apenas duas operações
básicas: adição e multiplicação.
Você deve estar se perguntando: “E por que não subtração e divisão?”
A questão é a seguinte: dizemos que uma operação está bem definida quando
sempre podemos operar naquele conjunto. Por exemplo: Será que é sempre
possível somar dois números naturais? É claro que sim!!
Podemos efetuar 2+3=5, 3+0=3 e assim por diante.
Ou seja, a soma de dois números naturais também é um número natural. Por
isso, dizemos que o conjunto dos números naturais é FECHADO em relação à
adição.
Será que é sempre possível multiplicar dois números naturais? É claro que
sim!!
36 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Podemos efetuar 3 x 5 = 15, 4 x 1 = 4, 8 x 0 = 0...
Podemos então concluir que o produto de dois números naturais é também um
número natural. Ou seja, o conjunto dos números naturais é FECHADO em
relação à multiplicação.
Será que é sempre possível subtrair dois números naturais? Agora
respondemos em alto e bom tom... NÃO!!!
Podemos efetuar 5 – 3 = 2. Por outro lado, não podemos efetuar (no conjunto
dos números naturais) 3 – 5. Isto porque o resultado desta operação é um
número negativo. Podemos então dizer que o conjunto dos números naturais
NÂO É FECHADO em relação à subtração.
Da mesma maneira sabemos que o conjunto dos números naturais NÃO É
FECHADO em relação à divisão. Podemos efetuar 8 : 2 = 4, mas não podemos
efetuar 2 : 8 (o resultado desta operação, como iremos ver adiante, é uma
fração que não é um número natural).
Observe que falamos algumas expressões tipicamente matemáticas como
soma, adição, multiplicação, produto, etc.
Qual é a diferença entre soma e adição? É a mesma coisa? Vejamos...
Operações com números naturais 
 
Como bem já dissemos, podemos definir apenas duas operações no conjunto
dos números naturais: adição e multiplicação.
Vamos aprender detalhadamente cada uma dessas operações.
Considere o seguinte cálculo: 3 + 5 = 8.
O símbolo “+” representa a operação de adição. O resultado da adição é
chamado de soma.
Portanto “adição” e “soma” não têm o mesmo significado. Adição é o nome da
operação. Soma é o resultado da adição.
Definimos então a operação de adição:
a,b parcelas

c soma
a b c
→ ⎡
+ =




No nosso exemplo, os números 3 e 5 são as parcelas e 8 é a soma.
Vejamos algumas propriedades importantes da adição.
37 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
1 Propriedade comutativa
Esta propriedade afirma que alterar a ordem das parcelas não altera a soma.
Em símbolos:
para todos a,b N a b b a + = + ∈
Obviamente sabemos que 3 + 5 = 8 e 5 +3 = 8, portanto 3 + 5 = 5 + 3.
Ex.:
4 5 5 4
9 4 5
9 5 4
+ = +



= +
= +

2 Propriedade associativa
A adição de três números naturais pode ser feita associando-se as duas
primeiras ou as duas últimas parcelas. Aqui, devemos obedecer à regra de que
devemos primeiro efetuar as operações que se encontram dentro dos
parêntesis.


5) (3 2 5 3) (2
10 8 2 5) (3 2
10 5 5 5 3) 2 (
+ + = + +



= + = + +
= + = + +



3 Existência do elemento neutro da adição
Existe o número 0 (zero) que possui a seguinte propriedade.
o +u = u +o = o
Desta forma, 5 + 0 = 0 + 5 = 5. Por esta razão, o número zero é chamado de
elemento neutro da adição.
4 Propriedade do fechamento
A soma de dois números naturais é um número natural.
Como bem já explicamos acima, é por esta razão que dizemos que a adição é
uma operação bem definida no conjunto dos números naturais. Vai adicionar
dois números naturais? Com certeza o resultado (a soma) será um número
natural!! Não tem como a soma ser um número negativo, um número irracional,
etc.
Vamos falar um pouquinho agora sobre a multiplicação. Observe o seguinte
cálculo:
S × 4 = 12
38 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Podemos representar a operação da multiplicação por dois símbolos (ou
nenhum como veremos adiante). Usualmente, utilizamos o × ou ·.
Assim, S × 4 = S · 4 = 12.
Quando estamos trabalhando com letras ou com expressões dentro de
parêntesis é muito comum não utilizamos símbolo algum para representar a
multiplicação. Assim,
So signi¡ico S :czcs o.
Ou seja, So = S · o = S × o.
Vamos nos deparar muitas vezes com expressões do tipo: (x +2)(x -1).
Observe que não há símbolo algum entre os parêntesis do meio. Esta
expressão significa que devemos multiplicar as expressões que estão nos
parêntesis.
(x +2)(x -1) = (x +2) · (x -1) = (x +2) × (x -1)
Daqui por diante usaremos indistintamente os símbolos × c ·. Normalmente
utilizaremos × quando estivermos trabalhando exclusivamente com números e
utilizaremos · quando houver letras na expressão. Mas não se preocupe... Você
pode utilizar qualquer um dos dois símbolos. Veja o que fica melhor
esteticamente e utilize... Ok?
Podemos agora definir a operação da multiplicação, suas propriedades e
nomenclaturas.
a,b fatores

c produto
a b c


× =




Da mesma maneira que foi comentado na operação de adição, convém
observar a diferença entre “multiplicação” e “produto”. Multiplicação é o nome
da operação e produto é o resultado da multiplicação.
5 Propriedade comutativa
A ordem dos fatores não altera o produto.
É-me indiferente efetuar 3 x 4 ou efetuar 4 x 3. O resultado (produto) será o
mesmo 12.
Desta forma, podemos afirmar que para todos a,b ab ba N = ∈ .
Lembre-se que ob significa a vezes b. Ou seja,
ob = bo = o · b = b · o = o × b = b × o
39 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
2 7 7 2
14 2 7
14 7 2
⋅ = ⋅



= ⋅
= ⋅

6 Propriedade associativa

A multiplicação de três números naturais pode ser feita associando-se os dois
primeiros ou os dois últimos fatores.


5) (4 3 5 4) (3
60 20 3 5) (4 3
60 5 12 5 4) 3 (
⋅ ⋅ = ⋅ ⋅



= ⋅ = ⋅ ⋅
= ⋅ = ⋅ ⋅


7 Existência do elemento neutro da multiplicação
Existe o número 1 (um) que possui a seguinte propriedade:
o · 1 = 1 · o = o
Ou seja, tanto faz efetuar 4 vezes 1 ou 1 vezes 4: o resultado é igual a 4.
Por essa razão, o número 1 é chamado elemento neutro da multiplicação.

8 Propriedade do fechamento
O produto de dois números naturais é um número natural.
Como bem já explicamos acima, é por esta razão que dizemos que a
multiplicação é uma operação bem definida no conjunto dos números naturais.
Vai multiplicar dois números naturais? Com certeza o resultado (o produto)
será um número natural!! Não tem como o produto ser um número negativo,
um número irracional, etc.
Temos ainda uma propriedade que relaciona a multiplicação e a adição. É a
chamada propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição ou
simplesmente propriedade distributiva.

9 Propriedade Distributiva
40 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Antes de enunciar a propriedade seja com palavras seja com símbolos,
vejamos um exemplo. Efetue 2 · (S +S).
Existe uma hierarquia entre as operações matemáticas. Se não estivessem
escritos os parêntesis, no caso, 2 · S +S, deveríamos efetuar primeiramente
2 · S = 6 e em seguida adicionar o 5. No caso, 2 · S +S = 6 +S = 11.
Mas no nosso caso há os parêntesis. Devemos, portanto, ignorar a hierarquia
das operações, pois devemos efetuar obrigatoriamente as operações que estão
dentro dos parêntesis.
2 · (S +S) = 2 · 8 = 16
A propriedade distributiva nos diz que na multiplicação de uma soma por um
número natural, multiplicam-se cada um dos termos por esse número e em
seguida somamos os resultados. No caso, para efetuar 2 · (S +S) podemos
multiplicar 2 por 3, multiplicar 2 por 5 e finalmente somar os dois resultados.
2 · (S +S) = 2 · S +2 · S = 6 +1u = 16
Utilizaremos bastante este fato ao trabalhar com “letras”... Por exemplo, a
expressão 2 · (x +S) pode ser desenvolvida da seguinte maneira:
2 · (x +S) = 2 · x +2 · S = 2 · x +6
Ou simplesmente:
2 · (x +S) = 2x +6
36. (TCE/PB/2006/FCC) Perguntado sobre a quantidade de livros do acervo de
uma biblioteca do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, o funcionário
responsável pelo setor, que era aficionado em matemática, deu a seguinte
resposta: “O total de livros do acervo é o resultado da adição de dois números
naturais que, no esquema abaixo, comparecem com seus algarismos
substituídos por letras.”
M A R R A
+ M A R R A
T O R T A
Considerando que letras distintas correspondem a algarismos distintos, então,
ao ser decifrado corretamente, o código permitirá concluir que o total de livros
do acervo dessa biblioteca é um número
a) menor que 70000.
b) compreendido entre 70000 e 75000.
c) compreendido entre 75000 e 80000.
d) compreendido entre 80000 e 85000.
e) maior que 85000.
Resolução
41 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos entender o enunciado. Ele simplesmente efetuou uma adição e trocou
os algarismos por letras. Letras iguais correspondem a números iguais e letras
distintas correspondem a algarismos distintos.
Olhemos inicialmente para os algarismos das unidades. Devemos descobrir um
número tal que A A A + = . Ou seja, qual é o número que somado com ele
mesmo, é igual a ele mesmo?? Só pode ser o número zero!! Tem-se, então,
que 0 A= . Observe que 0 + 0 = 0 (lembre-se que o número zero é o elemento
neutro da adição). Já podemos substituir as letras A por 0.
M 0 R R 0
M 0 R R 0
T O R T 0
Observe os algarismos das dezenas e das centenas. Aparentemente
realizamos a mesma operação R R + e obtemos dois resultados distintos. Isso
se deve ao fato de a soma ser maior do que 10 e somos obrigados a
acrescentar uma unidade na casa das centenas. Devemos testar R para o
seguinte conjunto de valores: {5,6,7,8,9} (pois a soma deve ser maior do que
10).
Será que R = 5? Rapidamente concluímos que R não pode ser 5, pois ao
efetuar R + R = 10, temos que T = 0. Mas lembre-se que letras distintas
correspondem a algarismos distintos. E como A = 0, T não pode ser 0 e
consequentemente R não pode ser 5.
Será que R = 6? Vejamos o que acontece... Lembre-se que 6 + 6 =12.
M 0 R=6 R=6 0
M 0 R=6 R=6 0
T O=1 R=3 T=2 0
Observe o absurdo. Ao efetuarmos 6 + 6 obtemos 12. Escrevemos o algarismo
das unidades 2 no resultado e “subimos 1”. Na coluna do meio devemos
efetuar R + R + 1 (este 1 é aquele que “subiu”). Temos que 6 + 6 + 1 = 13,
então escrevemos o algarismo das unidades 3 e subimos 1. Temos agora que
R = 3. Absurdo, já que estávamos supondo que R = 6.
Da mesma maneira, testando R = 7 e R = 8 chegamos a absurdos parecidos
com o caso R = 6.
Chega-se a conclusão de que R=9.
42 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
0 9 9 0
0 9 9 0
9 8 0
Desse modo, sabemos que T=8. Logo, a soma será escrita da seguinte forma:
4 0 9 9 0
4 0 9 9 0
8 1 9 8 0
Logo, MARRA=81980.
Letra D
37. (Senado Federal/2008/FGV) Na operação de multiplicação abaixo, cada
letra representa um algarismo

O valor de A+B+C é:
a) 10
b) 11
c) 12
d) 13
e) 14
Resolução
3 1 3, 3 2 6, 3 3 9
3 4 12, 3 5 15, 3 6 18
3 7 21, 3 8 24, 3 9 27
× = × = × =
× = × = × =
× = × = × =

Ao multiplicarmos o algarismo C pelo número 3, obtemos um número cujo
algarismo das unidades é igual a 4. Logo, . Como , ao
efetuarmos o produto do número 3 pelo algarismo B, devemos adicionar 2 ao
resultado.
1 A B 8
8 C = 3 8 24 × =
43 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
x 3
A B 8 4
O produto 3 B ⋅ deverá ser um número cujo algarismo das unidades seja igual a
6, pois ao adicionarmos 2 teremos como resultado um número cujo algarismo
das unidades é igual a 8. Logo, B=2, pois 3 2 6 × = .
1 A 2 8
X 3
A 2 8 4
Finalmente, o número A deve ser tal que 3 A ⋅ termine em 2. Portanto, 4 A = .
1 4 2 8
X 3
4 2 8 4

Como
4 A =
,
2 B =
e 8 C = , temos que 14 A B C + + = .
Letra E

Conjunto dos números inteiros 
 
Vimos anteriormente que o conjunto dos números naturais é fechado em
relação à adição e à multiplicação. Com o intuito de definir a operação
“subtração” ampliaremos o conjunto dos números naturais.
Criamos, portanto, o conjunto dos números inteiros que é representado pela
letra Z (inicial de zahl - número em alemão).
Chama-se conjunto dos números inteiros o conjunto
Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}
Dizemos que o número – x é o simétrico ou oposto do número x.
44 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Por exemplo, o número -S é o simétrico de 5 e reciprocamente: 5 é o simétrico
de -S.
Neste conjunto Z destacam-se os seguintes subconjuntos:
(1) Conjunto Z
-
dos inteiros não nulos (diferentes de zero):
Z
-
= {x e Z|x = u] = {…-S, -2, -1,1,2,S, …]
(2) Conjunto Z
-
dos inteiros não positivos (menores ou iguais a zero):
Z
-
= {x e Z|x ¸ u] = {…-S, -2, -1,u]

(3) Conjunto Z
+
dos inteiros não negativos (maiores ou iguais a zero):
Z
+
= {x e Z|x ¸ u] = {u,1,2,S,4…]
(4) Conjunto Z
-
-
dos inteiros negativos (menores que zero):
Z
-
-
= {x e Z|x < u] = {…-S, -2, -1]
(5) Conjunto Z
+
-
dos inteiros positivos (maiores que zero):
Z
+
-
= {x e Z|x > u] = {1,2,S,4…]
Observe que o número 0 não pertence ao conjunto dos inteiros positivos
e não pertence ao conjunto dos inteiros negativos. Portanto, o número 0
(zero) não é positivo e não é negativo. Dizemos que zero é neutro.
Observe que sempre que efetuarmos a adição de um número com o seu
oposto (simétrico) o resultado será igual a 0. Desta forma:
S +(-S) = u
2 +(-2) = u
-S +S = u
Podemos então definir a operação “subtração” da seguinte maneira:
o -b = o +(-b)
a minuendo
b subtraendo
c diferença
a b c
→ ⎡

− = →

⎢ →


45 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Rapidamente percebemos que a subtração não é uma operação comutativa.
Basta olhar, por exemplo, que 5 – 3 = 2 e 3 – 5 = - 2. A subtração também não
goza da propriedade associativa e não possui elemento neutro.
Podemos afirmar que o conjunto dos números inteiros é FECHADO em relação
à subtração. Ou seja, se você vai calcular a diferença entre dois números
inteiros, com certeza o resultado será um número inteiro.
Observe ainda que todos os números naturais são números inteiros, mas nem
todos os números inteiros são naturais. Dizemos que o conjunto dos números
naturais é subconjunto dos números inteiros.

Regras dos sinais com números inteiros 
 
( ) a a − − =
( ) ( ) ( ) a b a b a b ab ⋅ − = − ⋅ = − ⋅ = −
( ) ( ) a b ab − ⋅ − =
As observações acima são conhecidas como “Regra dos sinais” para a
multiplicação (e divisão) de inteiros.
Sinais dos números Resultado
iguais positivo
diferentes negativo

Exemplos:

46 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Vejamos como operar a adição e a subtração com números inteiros.
Se os números possuírem sinais iguais, devemos adicionar os números e
repetir o sinal.
+2 +S = +S
-2 -S = -S
Se os números possuírem sinais opostos, devemos subtrair os números e
repetir o sinal do maior.
+S -2 = +S
-S +2 = -S
38. (TRT/2006/FCC) O esquema abaixo representa a subtração de dois
números inteiros, na qual alguns algarismos foram substituídos pelas letras X,
Y, Z e T.

Obtido o resultado correto, a soma X+Y+Z+T é igual a:
a) 12
b) 14
c) 15
d) 18
e) 21
Resolução
Podemos reescrever o enunciado da seguinte maneira:





Onde a primeira linha representa o minuendo, a segunda linha o subtraendo e
a terceira linha representa a diferença.
Para descobrirmos o valor de Z, devemos perceber que 6 2 4 − = . Portanto,
2 Z = .
4 9 6
0 9
3 8 4
47 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Para descobrirmos o valor de X, devemos perceber que 17 9 8 − = . Portanto,
7 X = .


Concluído esse raciocínio inicial, temos plenas condições de terminar a
subtração.


7, 1, 2, 8
18
X Y Z T
X Y Z T
= = = =
+ + + =

Letra D
Conjunto dos números racionais 
 
Até o presente momento, conseguimos definir 3 operações básicas: adição,
multiplicação e subtração. Com os números expostos não temos condições de
definir a divisão. Isto porque com números inteiros podemos dividir 8 por 2,
mas não podemos dividir 2 por 8. Para resolver este impasse, vamos definir o
conjunto dos números racionais que é representado pela letra Q.
Q = _
p
q
_p e L c q e L
-
_
O número p é chamado numerador da fração e o número q é chamado
denominador da fração.
O conjunto dos racionais é formado por todas as frações em que o numerador
é inteiro e o denominador é um inteiro não-nulo e também por todos os
números que podem ser representados desta forma. Todo número na forma de
decimal finito ou de dízima periódica pode ser convertido à forma de fração.
Todos os números naturais são números racionais, pois todos podem ser
escritos na forma de fração. Basta colocar o denominador igual a 1.
2 =
2
1

Todos os números inteiros são números racionais, pois todos podem ser
escritos na forma de fração. Basta colocar o denominador igual a 1.
4 9 7 6
0 9 2
3 8 4
4 9 7 6
1 0 9 2
3 8 8 4
48 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
-2 =
-2
1

Observe que o sinal – pode ser colocado em qualquer lugar da fração. Desta
forma:
-2
1
=
2
-1
= -
2
1
= -2
Além dos números naturais e números inteiros, todos os números decimais
finitos e as dízimas periódicas também são números racionais.
Números decimais finitos são números como 1,47 ; 2, S1S ; -S,u1S4.
Para transformar números decimais finitos na forma de fração devemos seguir
os seguintes passos:
i) Colocar no numerador todo o número sem a vírgula.
ii) Colocar no denominador o número 1 seguido de tantos zeros quantas forem
as casas decimais.
1,47 =
147
1uu

2,S1S =
2.S1S
1.uuu

-S,u1S4 =
-Su.1S4
1u.uuu

Finalmente as dízimas periódicas. O que são dízimas periódicas? São números
decimais com infinitas casas decimais. Só isso? Não...
É preciso que exista certo conjunto de números que se repitam periodicamente
infinitas vezes. Vejamos alguns exemplos:
u,14141414141414141414141414141414141414141414….
Observe que o conjunto de dígitos 14 se repete infinitas vezes.
S2,u2154ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó…
Observe que o conjunto de dígitos 546 se repete infinitas vezes.
Pense em uma raça preguiçosa... pensou?
A raça mais preguiçosa que existe é a dos MATEMÁTICOS!
Os Matemáticos são tão preguiçosos que adoram inventar abreviações,
notações e símbolos... Tudo para escrever pouco.
49 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Imagine se estivéssemos dando esta aula em um quadro...Teríamos uma
preguiça enorme de escrever
S2,u2154ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó54ó…
(Aqui no computador é muito fácil... Basta utilizar CTRL+C e CTRL+V!!)
A notação é a seguinte: utiliza-se uma barra em cima dos dígitos que se
repetem, ou seja, do período. Portanto,
S2,u21S46S46S46S46S46… = S2,u21S46

Muito mais simples, não?
A pergunta que surge é a seguinte: se afirmamos que as dízimas periódicas
são números racionais e os números racionais são representados por frações,
como transformamos as dízimas periódicas em frações?
Existem diversos métodos para fazer esta transformação. Há livros que
costumam separar as dízimas periódicas em simples e compostas. Há livros
que fazem esta transformação utilizando sistemas de equações. Há outros que
utilizam P.G. (progressão geométrica). Pela experiência que temos, julgamos o
método abaixo como o mais simples por diversas razões.
i) Qual a utilidade de separar as dízimas periódicas em simples e compostas?
ii) Você gosta armar sistemas de equações e resolvê-los? Um pouco
trabalhoso para resolver uma simples questão de dízima periódica, não?
iii) É realmente necessário aprender Progressão Geométrica para resolver uma
simples questão de dízima periódica?
Vejamos um exemplo: transformar em fração o número S,128S18S18S1…
O primeiro passo é colocar naquela notação da barra que falamos
anteriormente.
S,128S18S18S1… = S,128S1

Denominaremos “Número Completo” e abreviaremos por NC o número da
dízima periódica sem a vírgula e sem a barra. No nosso exemplo,
NC = S12.8S1.
Denominaremos “Número fora da barra” e abreviaremos por NFB os números
que estão fora da barra. No nosso exemplo, NFB = S12.
Meio caminho já foi andado. O numerador da fração é o número NC -NFB.
Por enquanto, nossa fração está assim:
50 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
S,128S1

=
S12.8S1 -S12

E como fica o denominador?
Você deve contar quantos algarismos estão embaixo da barra. No nosso caso,
há 3 números embaixo da barra. A regra nos diz que devemos colocar no
denominador tantos 9’s (noves) quantos forem os números embaixo da barra.
Como são 3 números embaixo da barra, devemos colocar 3 noves no
denominador.
S,12851

=
S12.8S1 -S12
999


Pronto? Ainda não!! Falta só uma coisinha para terminar...
Vamos olhar agora para os números que estão “entre a vírgula e a barra”.
Quantos são eles? 2!!!
A regra nos diz que devemos colocar tantos zeros quantos forem os algarismos
entre a vírgula e a barra.
S, 12851

=
S12.8S1 -S12
999ûû

Pronto!!!
S,128S1

=
S12.8S1 -S12
99.9uu
=
S12.SS9
99.9uu

Se você só acredita vendo... pegue uma calculadora e divida 312.539 por
99.900.
Muito fácil não??
E olhe que já colocamos como primeiro exemplo um número bem difícil.
Vamos praticar um pouco mais.
Transforme em fração o número u,666666…
Vamos colocar na notação da barra.
u,666… = u, 6

NC - númcro complcto = 6
NFB - númcro ¡oro Jo borro = u
51 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Quantos algarismos há na barra? Apenas um!! Portanto, colocamos apenas um
9 no denominador.
Quantos algarismos há entre a barra e a vírgula? Nenhum!! Portanto, não
colocamos zeros no denominador.
u,666… =
6 -u
9
=
6
9
=
2
S

Transforme em fração o número u,1S4S4S4S4S4…
Vamos colocar na notação da barra.
u,1S4S4S4… = u,1S4

NC - númcro complcto = 1S4
NFB - númcro ¡oro Jo borro = 1
Quantos algarismos há na barra? Dois!! Portanto, colocamos dois 9’s no
denominador.
Quantos algarismos há entre a barra e a vírgula? Apenas um!! Portanto,
colocamos um zero no denominador..
u,1S4S4S4… =
1S4 -1
99u
=
1SS
99u

Transforme em fração o número u,999…
Vamos colocar na notação da barra.
u,999… = u, 9

NC - númcro complcto = 9
NFB - númcro ¡oro Jo borro = u
Quantos algarismos há na barra? Apenas um!! Portanto, colocamos apenas um
9 no denominador.
Quantos algarismos há entre a barra e a vírgula? Nenhum!! Portanto, não
colocamos zeros no denominador.
u,999… =
9 -u
9
=
9
9
= 1
Portanto, u,999… = 1
Observe que 0,99999999999... não é APROXIMADAMENTE 1!! É IGUAL a 1!!
52 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
A bem da verdade, u,999…c 1 representam o mesmo número. Apenas estão
escritos de maneiras diferentes.
39. (BNB 2003/ACEP) A expressão decimal 0,011363636... é uma dízima
periódica composta e representa um número racional x. Se a geratriz desta
dízima for escrita sob a forma de uma fração irredutível m/n, então m + n é
igual a:

A) 88
B) 89
C) 90
D) 91
E) 92
Resolução
Para transformar a expressão decimal 0,011363636... em uma fração o
primeiro passo é escrever na notação da barra.
u,u11S6S6S6… = u,u11S6

NC - númcro complcto = 1.1S6
NFB - númcro ¡oro Jo borro = 11
Quantos algarismos há na barra? Dois!! Portanto, colocamos dois 9’s no
denominador.
Quantos algarismos há entre a barra e a vírgula? Três!! Portanto, colocamos
três zeros no denominador.
u,u11S6

=
1.1S6 -11
99.uuu
=
1.12S
99.uuu


A questão pede que coloquemos a resposta na forma de fração irredutível.
Fração irredutível é aquela que não pode mais ser simplificada. Claramente
podemos simplificar o numerador e o denominador por 5.
1.12S
99.uuu
=
22S
19.8uu

Na realidade, podemos simplificar o numerador e o denominador por 5 várias
vezes.
22S
19.8uu
=
4S
S.96u
=
9
792

Agora podemos simplificar o numerador e o denominador por 9.
53 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
9
792
=
1
88

Agora não dá para simplificar mais. Temos, portanto, uma fração irredutível.
u,u11S6S6S6… =
1
88

A questão pede para efetuar m+n onde m = 1 c n = 88.
m +n = 1 +88 = 89
Letra B
Agora que já definimos o conjunto dos números racionais, podemos falar na
divisão propriamente dita.











+ ⋅ =
resto r
quociente q
divisor d
dividendo D
r q d D ou d | D
q r

Exemplo:
S8 | ___9__
2 4

Ou seja, 38 dividido por 9 é igual a 4 e resto 2. Isto porque 9 · 4 +2 = S8.
Quando o resto de uma divisão é zero, dizemos que a divisão é exata.
É importante frisar que é impossível dividir por 0. Ou seja, o divisor nunca pode
ser 0.
Assim, não há sentido na fração S¡u.
40. (ANVISA 2010/CETRO) Considere o = u,uuuuS e b = S.6uu.uuu. Desse
modo, b/a vale
a) cento e vinte trilhões.
b) cento e vinte bilhões.
c) um bilhão e duzentos milhões.
d) cento e vinte milhões.
e) um milhão, cento e vinte mil.
54 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
Para efetuar a divisão, devemos igualar a quantidade de casas decimais e em
seguida “apagar as vírgulas”.
b
o
=
S.6uu.uuu,uuuuu
u,uuuuS
=
S6u.uuu.uuu.uuu
S
= 12u.uuu.uuu.uuu
Letra B
Subconjuntos Notáveis dos Racionais
Analogamente ao conjunto dos números inteiros, há certos subconjuntos do
conjunto dos números racionais que merecem destaque. Ei-los:
(1) Conjunto µ
-
dos racionais não nulos (diferentes de zero):
µ
-
= {x e µ|x = u]
(2) Conjunto µ
-
dos racionais não positivos (menores ou iguais a zero):
µ
-
= {x e µ|x ¸ u]
(3) Conjunto µ
+
dos racionais não negativos (maiores ou iguais a zero):
µ
+
= {x e µ|x ¸ u]
(4) Conjunto µ
-
-
dos racionais negativos (menores que zero):
µ
-
-
= {x e µ|x < u]
(5) Conjunto µ
+
-
dos racionais positivos (maiores que zero):
µ
+
-
= {x e µ|x > u]
Conjunto dos números irracionais 
 
Não há unanimidade quanto ao símbolo para representar o conjunto dos
irracionais.
Existem números cuja representação decimal com infinitas casas decimais não
é periódica. Tais números não são racionais e são denominados irracionais.
Alguns exemplos famosos:
√2 = 1,41421SS…
n = S,141S926SSS…
c = 2,718281…
55 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Constontc Jc Cbompcrnownc = u,12S4S67891u11121S141S16…
A constante de Champernowne é a concatenação dos números naturais nas
casas decimais.
Constontc Jc CopcrlonJ -ErJos = u,2SS7111S1719…
A constante de Coperland-Erdös é a concatenação dos números primos nas
casas decimais.
Constontc Jc Eulcr -Hoscbcroni = y = u,S7721S6649…
Tais números não podem ser expressos como uma fração com numerador e
denominador inteiros.

Números reais 
 
Chama-se conjunto dos números reais - R - aquele formado por todos os
números com representação decimal (finita, ou infinita periódica ou infinita não
periódica). Podemos dizer que o conjunto dos números reais é a união do
conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais.
Reta real 
 
Os números reais podem ser representados por pontos em uma reta orientada
denominada Reta Real.
 
41. (CAERN 2010/FGV) Analise as afirmativas a seguir:
I - √6 é maior do que 5/2.
II – 0,555... é um número racional.
III – Todo número inteiro tem antecessor.
Assinale
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
56 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa I estiver correta.
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Resolução

Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.

Queremos comparar o número √6 com 5/2. Vamos elevar os dois números ao
quadrado para compará-los.
(√6)
2
= 6
_
S
2
]
2
=
2S
4
= 6,2S
Como o quadrado do número 5/2 é maior que o quadrado do número √6,
concluímos que S¡2 > √6. A frase I está errada.
II – O número 0,555... é uma dízima periódica e, portanto, é um número
racional. A frase II está correta.
III – O conjunto dos números inteiros é Z = {…, -S, -2, -1, u, 1, 2, S…]. Como o
conjunto dos inteiros não é limitado à esquerda, concluímos que todo número
inteiro possui antecessor. A frase III está correta.

Letra E

42. (TRT-SC 2007/CETRO) Considere os conjuntos:
N, dos números naturais.
Z, dos números inteiros.
Q, dos números racionais.
R, dos números reais.
Assinale a alternativa correta.
(A) a, b e N temos a - b e N
(B) Existe um elemento em Z que é menor que qualquer número inteiro.
(C) N cZ c Q c R
57 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(D) a e Z, b e Z e b =0 = a/b e Z
(E) A equação 3x -1 = 0 não tem solução em Q.
Resolução
a) Falsa. A subtração não é uma operação nos Naturais, isto porque nem
sempre a – b e N. A subtração só é definida quando o minuendo (a) for maior
ou igual ao subtraendo (b). Por exemplo, 3 – 5 = -2 e
-2 e N.
b) Falsa. O conjunto Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...} não possui um menor
elemento nem um maior elemento.
c) Verdadeiro. Todo número natural é um número inteiro, todo número inteiro é
um número racional e todo número racional é um número real.
d) Falsa. Se a e Z, b e Z e b =0, nem sempre a/b e Z. Por exemplo, 8 e Z, 5e Z
e 8/5 = 1,6 e Z.
e) Vamos resolver a equação 3x -1 = 0.
Sx = 1
x =
1
S
e µ
Portanto, a alternativa E é falsa.
Letra C
43. (Agente Administrativo – Ministério dos Transportes 2010/CETRO) Em
relação ao estudo dos Conjuntos Numéricos, considere as seguintes
afirmações:
I. R = QU Ir
II. N cZ c Q c R
III. QU Ir = ø
IV. Qr Ir = R
V. Ir = R -Q
Considere:
Ir = Conjunto dos números irracionais.
N = Conjunto dos números naturais.
58 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Q = Conjunto dos números racionais.
R = Conjunto dos números reais.
Z = Conjunto dos números inteiros.
As afirmações verdadeiras estão contidas em
a) I apenas.
b) I e III apenas.
c) I, II e V apenas.
d) II, III, IV e V apenas.
e) I, II, III, IV e V.
Resolução
Nenhum número racional é irracional. Os números racionais são aqueles que
podem ser escritos na forma a/b, onde a é inteiro e b é um inteiro diferente de
zero. A união do conjunto dos números racionais (Q) com o conjunto dos
números irracionais (Ir) é o conjunto dos números reais.
Como vimos na questão anterior, N cZ c Q c R.
Assim,
I é verdadeira, II é verdadeira. III é falsa, pois QU Ir = R . IV é falsa, pois
Qr Ir = ø. V é verdadeira pois o conjunto dos números irracionais é formado
por todos os números reais que não são racionais.
Letra C
44. (Tribunal Regional do Trabalho, 12a Região • Santa Catarina
2005/FEPESE) Considere os conjuntos:

N dos números naturais,
Q dos números racionais,
Q+ números racionais não-negativos,
R dos números reais.
O número que expressa
a) a quantidade de habitantes de uma cidade é um elemento de Q+, mas não
de N.
59 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
b) o valor pago, em reais, por um sorvete é um elemento de Q+.
c) a medida da altura de uma pessoa é um elemento de N.
d) a velocidade média de um veículo é um elemento de Q, mas não de Q+.
e) a medida do lado de um triângulo é um elemento de Q.

Resolução

a) Falso, pois a quantidade de habitantes de uma cidade é um elemento de N.
b) Verdadeiro, pois o valor pago por um sorvete é um racional não-negativo.
Por exemplo, 2,37 reais.
c) Falso, pois a medida da altura de uma pessoa não necessariamente é um
elemento de N, pode ser um racional não-natural. Por exemplo, 1,72m.
d) Falsa, pois, teoricamente, a velocidade média de um veículo pode ser um
número irracional.
e) Falsa, pois a medida do lado de um triângulo pode ser irracional.
Letra B

45. (TCE-MG FCC 2007) Considere o número inteiro e positivo X4Y, em que X
e Y representam os algarismos das centenas e das unidades, respectivamente.
Sabendo que 15 480 : (X4Y) = 24, então X4Y é um número compreendido
entre
a) 800 e 1 000
b) 600 e 800
c) 400 e 600
d) 200 e 400
e) 100 e 200
Resolução
A expressão 15.480 : (X4Y) pode ser escrita assim:
1S.48u
(X4¥)

60 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Temos então:
1S.48u
(X4¥)
= 24
O número (X4Y) que está dividindo, pode “passar para o segundo membro”
multiplicando.
15.480
24 24 ( 4 ) 15.480 ( 4 ) 645
( 4 )
X Y X Y
X Y
= ⇒ ⋅ = ⇒ =
Letra B
Vamos resolver uma série de questões envolvendo as quatro operações
fundamentais.

46. (TCE-PB 2007/FCC) Quantos algarismos são usados para numerar de 1 a
150 todas as páginas de um livro?
a) 327
b) 339
c) 342
d) 345
e) 350
Resolução
Da página 1 até a página 9 são usados 9 x 1 = 9 algarismos.
Da página 10 até a página 99 são usados 90 x 2 = 180 algarismos.
Da página 100 até a página 150 são usados quantos algarismos?
Cada página tem 3 algarismos. Da página 100 até a página 150 são 51
páginas!
Portanto, teremos 51 x 3 = 153 algarismos.
Total: 9 + 180 + 153 = 342 algarismos.
Letra C
Potências 
 
61 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
A multiplicação de fatores iguais pode ser escrita na forma de potência. Observe:
4
5
= 4 · 4 · 4 · 4 · 4 = 1.u24
Na potência 4
5
- 4 é a base (fator que se repete) e S é o expoente (número de vezes
que o fator se repete).
Sendo o um número real e n um número inteiro maior que 1, define-se:
o
n
= o · o · …· o (n ¡otorcs)
Exemplos:
S
3
= S · S · S = 12S
(-8)
2
= (-8) · (-8) = 64
_-
2
S
]
2
= _-
2
S
] · _-
2
S
] =
4
9

(-2)
3
= (-2) · (-2) · (-2) = -8

 
 
 
 
 
• Toda potência de expoente 1 é igual a base.
o
1
= o
• Toda potência de expoente 0 é igual a 1.
o
0
= 1, scnJo o = u
Observação: u
0
é umo inJctcrminoção motcmático.
• Toda potência de expoente negativo é igual ao inverso da potência de
expoente positivo.
o
-n
=
1
o
n

Exemplos:
S
1
= S
IMPORTANTE 
Se o expoente é um número par, o resultado da potência é positivo. 
Se  o  expoente  é  ímpar  e  a  base  é  um  número  negativo,  o  resultado  da 
potência é negativo. 
Se a base é positiva, o resultado da potência é positivo. 
62 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
_
S
4
]
0
= 1
_
2
S
]
-3
= _
S
2
]
3
=
12S
8

S
-1
= _
1
S
]
1
=
1
S

Propriedades Operatórias
x
u
· x
b
= x
u+b

x
u
x
b
= x
u-b

(x
m
)
n
= x
mn

Em palavras:
• Para multiplicar potências de mesma base, conserva-se a base e os expoentes
são adicionados.
• Para dividir potências de mesma base, conserva-se a base e os expoentes são
subtraídos.
• Para elevar uma potência a outra potência, conserva-se a base e os expoentes
são multiplicados.
Exemplos
S
2
· S
4
= S
2+4
= S
6

S
6
S
2
= S
6-2
= S
4

(S
2
)
6
= S
2·6
= S
12

47. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) A soma dos algarismos do número 1u
10
- S
é:
a) 88
b) 89
c) 91
d) 95
e) 97
Resolução
Qual o significado de x
10
= x · x · x · x · x · x · x · x · x · x
Com dez fatores “x”.
63 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Portanto, 1u
10
= 1u.uuu.uuu.uuu
1u
10
- S = 1u.uuu.uuu.uuu - S = 9.999.999.997
A soma dos algarismos é 9 +9 +9 +9 +9 +9 +9 +9 +9 +7 = 88.
Letra A
48. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Simplificando
2
20
+2
19
2
18
, encontra-se:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8
e) 2
21

Resolução
Vamos relembrar algumas propriedades das potências.
Lembre-se que para multiplicar duas potências de mesma base, repetimos a
base e somamos os expoentes. Para dividir potências de mesma base,
repetimos a base e subtraímos os expoentes. Assim,
x
a
· x
h
= x
a+h

x
a
¡x
h
= x
a-h

E da mesma forma que x
a
· x
h
= x
a+h
, temos que x
a+h
= x
a
· x
h
(óbvio não?).
Como podemos utilizar estas propriedades para resolver esta questão?
Observe que 20 = 18+2 e 19 = 18 +1. Portanto:
2
20
= 2
18+2
= 2
18
· 2
2

2
19
= 2
18+1
= 2
18
· 2
1

2
20
+ 2
19
2
18
=
2
18
· 2
2
+ 2
18
· 2
1
2
18

Podemos colocar 2
18
em evidência:
2
18
· 2
2
+ 2
18
· 2
1
2
18
=
2
18
· (2
2
+2
1
)
2
18
= 2
2
+2
1
= 4 +2 = 6
Letra C
49. (Pref. de Cantagalo 2010/CEPERJ) Simplificando a expressão
3
n-1
+3
n-2
+3
n-3
3
n+2
+3
n+1
+3
n
onde
n pertence ao conjunto dos números inteiros, obtém-se o seguinte resultado:
64 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
a) 1/3
b) 1/27
c) 3
d) 27
e) 1/9
Resolução
Vamos resolver de duas maneiras. A primeira, utilizando as propriedades vistas na
questão anterior.
S
n-1
+ S
n-2
+S
n-3
S
n+2
+ S
n+1
+S
n
=
S
n
· S
-1
+ S
n
· S
-2
+ S
n
· S
-3
S
n
· S
2
+ S
n
· S
1
+ S
n
· S
0

Vamos colocar 3
n
em evidência no numerador e no denominador.
S
n
· S
-1
+ S
n
· S
-2
+ S
n
· S
-3
S
n
· S
2
+S
n
· S
1
+S
n
· S
0
=
S
n
· (S
-1
+ S
-2
+ S
-3
)
S
n
· (S
2
+ S
1
+S
0
)
=
S
-1
+ S
-2
+S
-3
S
2
+ S
1
+ S
0

S
-1
+S
-2
+ S
-3
S
2
+ S
1
+ S
0
=
1
S
+
1
9
+
1
27
9 +S +1
=
9 +S +1
27
1S
=
1S
27
1S¡1
=
1S
27
·
1
1S
=
1
27

Ufa! Trabalhoso... Vejamos uma maneira bem mais fácil!
Dê uma olhada para as alternativas. Percebeu que o valor de n não influencia na
resposta? Desta maneira, vamos escolher um valor arbitrário. É óbvio que vamos
escolher um número bom! E qual seria um número bom? Eu escolheria o número 3
porque todos os expoentes deixam de ser negativos.
S
n-1
+S
n-2
+ S
n-3
S
n+2
+S
n+1
+ S
n

Esta é a expressão. Vamos substituir n por 3.
S
3-1
+ S
3-2
+ S
3-3
S
3+2
+ S
3+1
+ S
3
=
S
2
+ S
1
+ S
0
S
5
+ S
4
+ S
3
=
9 +S +1
24S + 81 + 27
=
1S
SS1

Simplificando por 13...
1S
SS1
=
1
27

Bem melhor, não?!
Letra B
50. (Pref. de Resende 2007/CEPERJ) Considere-se que 1u
0,477
= S . O valor de x tal
que 1u
x
= 9.uuu é:
a) 3,628
b) 3,746
65 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) 3,882
d) 3,015
e) 3,954
Resolução
Perceba que 9.uuu = 9 · 1.uuu = S
2
· 1u
3

Mas o enunciado nos disse que S = 1u
0,477
.
Portanto:
9.uuu = 9 · 1.uuu = S
2
· 1u
3
= (1u
0,477
)
2
· 1u
3

Lembre-se que para elevar uma potência a outra potência, devemos conservar a base
e multiplicar os expoentes.
9.uuu = (1u
0,477
)
2
· 1u
3
= 1u
0,477×2
· 1u
3
= 1u
0,954
· 1u
3
= 1u
0,954+3
= 1u
3,954

1u
x
= 9.uuu
1u
x
= 1u
3,954

x = S,9S4
Letra E
51. (FNDE 2007/FGV) O valor da expressão
4
10
-2

2

-16
4
é:
a) 4
b) 16
c) 14
d) 12
e) 6
Resolução
4
10
- 2
17
2
17
-16
4

O primeiro passo é reduzir todas as potências para base 2.
Observe que 4 = 2
2
, portanto 4
10
= (2
2
)
10
= 2
20
.
Temos ainda que 16 = 2
4
, portanto 16
4
= (2
4
)
4
= 2
16

A expressão ficará assim:
4
10
- 2
17
2
17
-16
4
=
2
20
- 2
17
2
17
- 2
16
=
2
17
· 2
3
- 2
17
2
16
· 2
1
- 2
16
=
2
17
· (2
3
- 1)
2
16
· (2
1
- 1)

66 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Para dividir potências de mesma base, conservamos a base e subtraímos os
expoentes.
2
17
· (2
3
-1)
2
16
· (2
1
-1)
=
2
17-16
· (2
3
-1)
(2
1
-1)
=
2
1
· (2
3
-1)
(2
1
- 1)
=
2 · (8 -1)
2 -1
=
2 · 7
1
= 14
Letra C

Radicais 
 
Se o é um número não‐negativo (o ¸ u) e n é um número natural maior que 1, então a raiz 
enésima de o é um número b não‐negativo (b ¸ u) tal que b
n
= o. 
Vamos recordar o resultado de algumas raízes para fixar o conceito. 
√9 = S porquc S
2
= 9. 
√S2
S
= 2 porquc 2
5
= S2. 
√u
6
= u porquc u
6
= u. 
√o
n
= b - n é o inJicc, o é o roJiconJo c b é o roiz.  
Raízes de índice par 
Quando elevamos um número positivo ou negativo ao quadrado (ou a qualquer outro
expoente par), o resultado é sempre um número positivo. Veja os exemplos:
(+S)
2
= 2S
(-S)
2
= 2S
Mas isso não implica dizer que o número 25 tem duas raízes quadradas: 5 e -5.
Na definição dada, foi dito que a raiz enésima de um número positivo é um número
positivo.
Portanto:
√2S = S (IcrJoJciro)
√2S = -S (Folso)
Desta maneira, é falso afirmar que √49 = _7.
67 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Por outro lado, podemos escrever que -√2S = -S. Não é o radical que “causa” o
sinal, e sim o sinal que o antecede.

É importante saber que não existe raiz de um número negativo se o índice do radical
for par (trabalhando com números reais).
Por exemplo, √-16 não existe porque não há um número real que elevado ao
quadrado dê -16. Até porque todo número elevado ao quadrado não pode ser
negativo.
Note a diferença:
-√16 = -4
√-16 - não cxistc cm R
Raízes de índice ímpar 
Se o índice do radical é ímpar, admite-se a existência de raízes com radicando
negativo.
√8
3
= 2 porquc 2
3
= 8
√-8
3
= -2 porquc (-2)
3
= -8
RoJiconJo positi:o - roiz positi:o
RoJiconJo ncgoti:o - roiz ncgoti:o

Propriedades
Considere o, b números reais não-negativos (o ¸ u c b ¸ u), n um número
natural maior que 1 e m um número inteiro qualquer.
√o
n
· √b
n
= √ob
n

√o
n
√b
n
= _
o
b
n
- oqui Jc:cmos consiJcror quc b = u
( √o
n
)
m
= √o
m
n

_
√o
n
m
= √o
mn

Efetue √S · (√12 -2√27 +S√7S)
68 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
√S · √12 -2√S · √27 +S√S · √7S = √S · 12 -2√S · 27 +S√S · 7S =
= √S6 -2√81 +S√22S = 6 -2 · 9 +S · 1S = SS
Estas propriedades ajudam a simplificar radicais, por exemplo:
√28 = √4 · 7 = √4 · √7 = 2√7
√Suu = √1uu · S = √1uu · √S = 1u√S
¸u,444… =
_
4
9
=
√4
√9
=
2
S

Potência de expoente racional
Se a é um número real positivo, m é um número inteiro e n é um número
natural não nulo, temos:
√o
m
n
= o
m
n

Observe:


 
Exemplos:
S
1
2
=
¸
S
1
2
= √S
S
2
3
=
¸
S
2
3
= √2S
3

27
0,3333…
= 27
1
3
= √27
3
= S
Racionalização de Denominadores
Racionalizar o denominador de uma fração significa eliminar os radicais que aparecem
nesse denominador, sem alterar o valor da fração.
Grosso modo, racionalizar é “tirar” o radical do denominador.
Para racionalizar, devemos multiplicar o numerador e o denominador da fração por um
número chamado fator racionalizante do denominador.
1º caso - Racionalizando quando o denominador é um radical de índice 2
√o
m
n
= o
m
n
 

69 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Para racionalizar frações em que o denominador é uma raiz quadrada, multiplicamos
ambos os termos da fração por essa mesma raiz quadrada e, assim, obtemos uma
fração equivalente com denominador radical.
Lembre-se que se o é um número não-negativo, √o · √o = √o
2
= o.
Veja os exemplos:
8
√2
=
8 · √2
√2 · √2
=
8√2
2
= 4√2
1u
2√S
=
1u · √5
2√S · √5
=
1u√S
2 · S
=
1u√S
1u
= √S
O NÚMERO NÃO MUDOU!! MUDOU APENAS A FORMA DE ESCREVÊ-LO!!
2º caso - Racionalizando quando o denominador é um radical de índice diferente de 2
Lembre-se que se a é um número não-negativo, √o
n
n
= o.
8
√2
3
S
=
8 · √2
2
5
√2
3
S
· √2
2
5
=
8√4
S
√2
5
S
=
8√4
S
2
= 4√4
S

Observe que o expoente do fator racionalizante foi obtido assim: S -S = 2
3º caso - Racionalizando quando o denominador é uma soma ou diferença de dois
termos, sendo pelo menos um dos termos um radical
Para ensinar este 3º caso, falarei sobre um “produto notável”.
(o +b) · (o -b) = o
2
-b
2
 
Concluímos que o produto da soma pela diferença de dois termos é igual ao quadrado 
do primeiro termo, menos o quadrado do segundo termo. 
(primciro +scgunJo) · (primciro -scgunJo) = (primciro)
2
- (scgunJo)
2
 
Pois bem, vamos ver um exemplo:
6
√S + √2
=
6 · (√5 - √2)
(√S +√2) · (√5 - √2)
=
6 · (√S - √2)
(√S)
2
- (√2)
2
=
6 · (√S -√2)
S -2
=
6 · (√S - √2)
S
=
= 2 · (√S - √2) = 2√S - 2√2
7
4 - √S
=
7 · (4 +√3)
(4 - √S) · (4 + √3)
=
7 · (4 + √S)
(4)
2
- (√S)
2
=
7 · (4 +√S)
16 - S
=
7 · (4 +√S)
1S

Observe que o fator racionalizante de √S + √2 é √5 - √2 (troca o sinal).
70 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
O fator racionalizante de 4 -√S é 4 + √3.
52. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Na igualdade
√7+√5
√7-√5
= o +√b , o valor de o
2
-b é:
a) 1
b) 3
c) 3
d) 5
e) 7
Vejamos alguns exemplos de racionalização de denominadores. Racionalizar o
denominador significa transformar o denominador em um número racional. Ou
seja, se o denominador apresenta um radical, nosso objetivo é eliminar o
radical.

4
√2

Observe que o denominador é um número irracional. Racionalizar o
denominador significar “acabar com o número irracional do denominador”.
Neste caso, a saída é multiplicar o numerador e o denominador por √2.
4
√2
·
√2
√2
=
4√2
2
= 2√2
Desta forma:
4
√2
= 2√2
Vamos lembrar o seguinte produto notável:
(o +b) · (o -b) = o
2
-b
2

Este produto notável nos ajudará na racionalização de denominadores como o
do enunciado.
Sempre que tivermos uma soma de radicais no denominador, devemos
multiplicar o numerador e o denominador pela diferença dos radicais. Sempre
que tivermos uma diferença de radicais no denominador, devemos multiplicar o
numerador e o denominador pela soma dos radicais.
71 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
√7 +√S
√7 -√S
·
√7 +√S
√7 +√S
=
√49 +√SS +√SS +√2S
(√7)
2
-(√S)
2
=
7 +2√SS +S
7 -S
=
12 +2√SS
2

√7 +√S
√7 -√S
= 6 + √SS
Como
√7+√5
√7-√5
= o +√b , concluímos que o = 6 c b = SS
O valor de o
2
-b é 6
2
-SS = S6 -SS = 1
Letra A
53. (APO/MPOG – 2008 – ESAF) Sabe-se que os números x,y e z são números
racionais. Sabe-se, também, que
z =
x - 2√S
S -y√S

Com essas informações, conclui‐se que: 
a) x · y = -6
b) x + y = 6 
c) x · y = u 
d) x¡y = 6 
e) x · y = 6 
Resolução 
Racionalizando o denominador: 
z =
x - 2√S
S -y√S
·
S +y√S
S +y√S
 
z =
Sx + xy√S -6√S -6y
9 -Sy
2
 
z =
(Sx - 6y) + (xy - 6) · √S
9 -Sy
2
 
Para que z seja racional, o número que multiplica √S deve ser igual a 0. Portanto, 
xy -6 = u 
xy = 6 
Letra E
72 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Comparação de radicais 
 
Para comparar radicais (decidir quem é o maior ou o menor) devemos utilizar a
seguinte propriedade:
√o
m
n
= √o
mp
np

Isto significa que podemos alterar o índice da raiz. Para tanto, devemos
multiplicar (ou dividir) o índice por certo número p e, para não alterar o valor da
raiz, devemos multiplicar (ou dividir) o expoente do radicando pelo mesmo
número p.
Exemplo:
¸
2
4
3
=
¸
2
4·2
3·2
=
¸
2
8
6

Exemplo: Quem é maior: √2
S
ou √S
4
?
Ora, os índices são diferentes. Para fazer a comparação, devemos reduzir os
radicais ao mesmo índice. Devemos pensar em um número que seja múltiplo
de 4 e de 5. Que tal 20?
Devemos raciocinar da seguinte maneira: Qual o número que multiplicado por 5
é igual a 20? Este número é 4. Portanto, devemos multiplicar o índice e o
expoente do primeiro radical por 4.
√2
S
=
¸
2
4
S·4
= √16
20

Vejamos o segundo radical. Qual o número que multiplicado por 4 é igual a 20?
Este número é 5. Portanto, devemos multiplicar o índice e o expoente do
segundo radical por 5.
¸
S
5
4·S
= √24S
20

Desta forma: perguntar quem é maior: √2
S
ou √S
4
é o mesmo que perguntar
quem é maior: √16
20
ou √24S
20
?
Como √24S
20
> √16
20
, então √S
4
> √2
S

54. (Secretaria Municipal de Fazenda 2005/FJG) Os valores √4
2
, √8
6
c √16
3
,
quando ordenados de modo decrescente, têm a seguinte apresentação:
a) √4
2
> √16
3
> √8
6

b) √4
2
> √8
6
> √16
3

73 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) √16
3
> √4
2
> √8
6

d) √8
6
> √4
2
> √16
3

Resolução
Para comparar os radicais, devemos reduzi-los ao mesmo índice. Para
começar, devemos pensar em um número que seja múltiplo dos índices.
Qual um múltiplo comum de 2, 6 e 3? Que tal 6?
Devemos multiplicar 2 por 3 para obter 6.
Devemos multiplicar 6 por 1 para obter 6.
Devemos multiplicar 3 por 2 para obter 6.
Desta forma:
√4
2
=
¸
4
3
2·3
= √64
6

√16
3
=
¸
16
2
3·2
= √2S6
6

Facilmente percebemos que:
√2S6
6
> √64
6
> √8
6

Portanto:
√16
3
> √4
2
> √8
6

Letra C
Progressão Geométrica

Considere uma sequência de números reais (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
).
Esta sequência será chamada de Progressão Geométrica (P.G.) se cada termo, a
partir do segundo, for igual ao produto do anterior com uma constante real q.
O número real q é denominado razão da progressão geométrica.
o
1
é o primeiro termo, o
2
é o segundo termo, e assim por diante. O termo o
n
de ordem
n é chamado n-ésimo termo.
Exemplos:
Progressão Geométrica Primeiro termo (o
1
) Razão (q)
(S, 6, 12, 24, 48, 96, …) S 2
74 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(96, 48, 24, 12, 6, S, …) 96
1
2

(2, 2, 2, 2, 2, …) 2 1
(1, -2, 4, -8, 16, -S2, …) 1 -2
(S, u, u, u, u, …) 5 0

Cálculo da razão

Considere uma progressão geométrica não-estacionária, ou seja, cuja razão é
diferente de 0 (ver último exemplo do tópico anterior).
Para calcular a razão de uma P.G., basta calcular o cociente entre dois termos
consecutivos.
No nosso primeiro exemplo, q =
6
S
, =
12
6
, = · = 2.
No nosso segundo exemplo, q =
48
96
, =
24
48
, = · =
1
2
, .
No nosso terceiro exemplo, q =
2
2
, =
2
2
, = · = 1.
No nosso quarto exemplo, q =
-2
1
, =
4
-2
, = · = -2.
Termo Geral

Considere a progressão geométrica (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
). Existe uma expressão que
permite calcular qualquer termo da progressão conhecidos um termo qualquer e a
razão.
Comecemos com a expressão básica que relaciona um termo qualquer com o primeiro
termo e a razão.
o
n
= o
1
· q
n-1

Em que o
1
é o primeiro termo, q é a razão da progressão e o
n
é o termo de ordem n
(n-ésimo termo).
Exemplo: Qual o décimo primeiro termo da progressão geométrica (S, 6, 12, 24, …).
Resolução
Queremos calcular o décimo primeiro termo, e, portanto, n = 11.
Utilizemos a fórmula do termo geral:
o
11
= o
1
· q
11-1
= o
1
· q
10

o
11
= S · 2
10
= S.u72
75 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Î Obviamente não seremos a ficar presos a esta fórmula. Ou seja, não somos
obrigados a conhecer o primeiro termo para calcular um termo qualquer da
P.G. Vejamos um exemplo análogo ao da progressão aritmética.
Exemplo: O décimo termo de uma progressão geométrica é igual a 4. Calcule o
décimo sexto termo sabendo que a razão da progressão é 3.
Resolução
Devemos avançar 6 termos do décimo ao décimo sexto termo.
Assim, a expressão do termo geral ficará:
o
16
= o
10
· q
6

o
16
= 4 · S
6
= 2.916
Soma dos termos de uma Progressão Geométrica finita

A soma dos n termos iniciais de uma progressão geométrica é:
S
n
=
o
1
· (q
n
-1)
q - 1

Exemplo: Calcule a soma dos 10 primeiros termos da P.G. (S, 6, 12, 24, …).
Resolução
A razão, como já vimos, é igual a 2.
S
10
=
o
1
· (q
10
- 1)
q - 1

S
10
=
S · (2
10
-1)
2 -1
=
S · (1.u24 - 1)
1
= S · 1.u2S
S
10
= S.u69
Soma dos termos de uma Progressão Geométrica Infinita

Se (o
1
, o
2
, o
3
, …, o
n
, …) é uma P.G. com razão -1 < q < 1, então:
S = o
1
+ o
2
+ ·+o
n
+· =
o
1
1 -q

Exemplo
Calcular a soma dos infinitos termos da P.G. (9, 6, 4, …).
Resolução
76 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Para calcular a razão basta dividir o segundo termo pelo primeiro:
q =
6
9
=
2
S

Assim,
S =
o
1
1 -q
=
9
1 -
2
S
=
9
1¡S
= 9 ·
S
1
= 27
55. (EBDA 2006/CETRO) Numa P.G, de termos positivos, O primeiro termo é igual a 5
e o sétimo termo é 320. Somando os dez primeiros termos dessa PG, obtém-se:

(A) 5.000
(B) 5.115
(C) 4.995
(D) 5.015
(E) 4.895
Resolução
Ora, o problema nos forneceu o primeiro e o sétimo termos de uma P.G. e nos pede a
soma dos dez primeiros termos. Para calcular a soma dos termos de uma P.G.
precisamos apenas do primeiro termo e da razão. A relação entre o primeiro e o
sétimo termos de acordo com a fórmula do termo geral é a seguinte:
o
7
= o
1
· q
6

S2u = S · q
6

q
6
= 64 = q
6
= 2
6
= q = 2
Dessa forma, a soma dos dez primeiros termos será:
S
n
=
o
1
· (q
n
- 1)
q - 1
= S
10
=
o
1
· (q
10
-1)
q -1

S
10
=
S · (2
10
- 1)
2 -1

S
10
= S · 1u2S = S.11S
Letra B
56. (TRT-SC 2005/FEPESE) Numa plantação de eucaliptos, as árvores são atacadas
por uma praga, semana após semana. De acordo com observações feitas, uma árvore
adoeceu na primeira semana; outras duas, na segunda semana; mais quatro, na
terceira semana e, assim por diante, até que, na décima semana, praticamente toda a
plantação ficou doente, exceto sete árvores. Pode-se afirmar que o número total de
árvores dessa plantação é:
a) menor que 824
b) igual a 1024
77 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) igual a 1030
d) igual a 1320
e) maior que 1502
Resolução
Eis o número de árvores atacadas ao longo das semanas:
(1, 2, 4, 8, …)
Temos uma progressão geométrica de razão igual a 2, pois cada termo é igual ao
anterior multiplicado por 2.
O total de árvores atacadas nas 10 semanas é igual à soma dos 10 primeiros termos
desta progressão geométrica.
S
n
=
o
1
· (q
n
- 1)
q - 1
= S
10
=
o
1
· (q
10
-1)
q -1

S
10
=
1 · (2
10
- 1)
2 -1

S
10
= 1 · 1u2S = 1.u2S
Assim, o total de árvores é igual a 1.023 + 7 = 1.030 (7 árvores não foram atacadas).
Letra C
57. (Analista Administrativo – ANEEL 2006/ESAF) Os números A,B e 10 formam,
nessa ordem, uma progressão aritmética. Os números 1, A e B formam, nessa ordem,
uma progressão geométrica. Com essas informações, pode-se afirmar que um
possível valor para o produto das razões dessas progressões é igual a:
a) -12
b) -15
c) 10
d) 12
e) 8
Resolução
Vimos anteriormente que dados três números em P.A. (progressão aritmética), o termo
do meio sempre será a média aritmética dos outros dois. Então, se os números A,B e
10 formam, nessa ordem, uma progressão aritmética, temos que:
B =
A +1u
2
= 2B = A + 1u (I)
Sempre que tivermos três números em P.G., o quadrado do termo central será igual
ao produto dos extremos. Então, se Os números 1, A e B formam, nessa ordem, uma
progressão geométrica, temos que:
78 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
A
2
= 1 · B = B = A
2
(II)
Substituindo (II) em (I),
2B = A +1u
2A
2
= A + 1u
2A
2
- A -1u = u
A =
-b _ √b
2
-4oc
2o

A =
-(-1) _ ¸(-1)
2
- 4 · 2 · (-1u)
2 · 2

A =
1 _ √81
4
= A =
1 _9
4

Logo, A=10/4=5/2 ou A = - 2.
Como B = A
2
,
Se A = 5/2 = 2,5, então B = 25/4 = 6,25
Se A = -2, então B = 4.
Temos duas possibilidades para as progressões:
i) (2,5; 6,25; 10) é uma progressão aritmética de razão igual a 3,75.
(1; 2,5; 6,25) é uma progressão geométrica de razão 2,5.
O produto das razões é igual a 3,75 x 2,5 = 9,375.
ii) (-2, 4, 10) é uma progressão aritmética de razão igual a 6.
(1, -2, 4) é uma progressão geométrica de razão igual a -2.
O produto das razões é igual a -2 x 6 = -12.
Letra A
58. (FUVEST 1ª fase 2001) Uma progressão aritmética e uma progressão geométrica
têm, ambas, o primeiro termo igual a 4, sendo que os seus terceiros termos são
estritamente positivos e coincidem. Sabe-se ainda que o segundo termo da
progressão aritmética excede o segundo termo da progressão geométrica em 2.
Então, o terceiro termo das progressões é:
a) 10
b) 12
c) 14
79 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
d) 16
e) 18
Resolução
Chamarei o terceiro termo das progressões de y (já que coincidem). Se o segundo
termo da P.G. for igual a x, então o segundo termo da P.A. será igual a x+2.
Temos então a P.A. (4, x+2, y) e a P.G. (4, x, y).
Dados três números em P.A. (progressão aritmética), o termo do meio sempre será a
média aritmética dos outros dois. Então, se os números 4, x+2 e y formam, nessa
ordem, uma progressão aritmética, temos que:
x +2 =
4 +y
2
= 2x + 4 = 4 +y
y = 2x (I)
Sempre que tivermos três números em P.G., o quadrado do termo central será igual
ao produto dos extremos. Então, se Os números 4, x e y formam, nessa ordem, uma
progressão geométrica, temos que:
x
2
= 4 · y (II)
Substituindo (I) em (II),
x
2
= 4 · 2x
x
2
-8x = u
Daí podemos concluir que x = 0 ou x = 8.
Mas se x = 0, então y = 0, o que é um absurdo visto que o terceiro termo é
estritamente positivo.
Concluímos que x = 8.
Então y = 2 x 8 = 16.
O terceiro termo das progressões é y = 16.
Letra D
   
80 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Relação das questões comentadas 
 
01. (Pref. de Barueri 2006/CETRO) A definição de densidade demográfica é
dada pela razão entre o número de habitantes de uma região e a área dessa
região. Pedro fez uma pesquisa, em sua cidade, para calcular qual seria a
densidade demográfica da região onde mora. Ele conseguiu, junto à prefeitura,
as seguintes informações: a área da cidade era de 2.651 km
2
e a quantidade
de pessoas que residiam na localidade era de 151.107 habitantes. De posse
dessas informações, ele concluiu que a densidade demográfica de sua cidade
é de:
(A) 57 habitantes / km
2

(B) 58 habitantes / km
2

(C) 59 habitantes / km
2

(D) 15 habitantes / km
2

(E) 155 habitantes / km
2
02. (SEMAE de Piracicaba 2006/CETRO) Em uma fábrica trabalham 216
funcionários, sendo que 135 são do sexo masculino e 81 pertencem ao sexo
feminino. Calcule a razão entre o número de funcionários do sexo masculino e
o número do sexo feminino.
(A) 4/3
(B) 3/5
(C) 3/7
(D) 2/5
(E) 5/3
03. (AFC 2002/ESAF) Os números A, B e C são inteiros positivos tais que A <
B < C. Se B é a média aritmética simples entre A e C, então necessariamente a
razão (B - A) / (C - B) é igual a:
a) A / A
b) A / B
c) A / C
d) B / C
e) - (B/B)
81 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
04. (SEMAE de Piracicaba 2006/CETRO) A razão entre o comprimento e a
largura de um retângulo é 3/2. Sabendo que a largura é 10 cm, qual é a área
desse retângulo em centímetros quadrados?
(A) 120
(B) 150
(C) 80
(D) 180
(E) 340
05. (Pref. Rio Claro 2006/CETRO) Em uma proporção contínua, a terceira
proporcional dos números 1 e 5 é igual a
(A) 15.
(B) 20.
(C) 25.
(D) 30.
(E) 35.
06. (EBDA 2006/CETRO) A razão entre dois segmentos de reta x e y é 2/5,
então a razão entre o quíntuplo do segmento x e a metade do segmento y é
igual a:
(A) 1/2
(B) 1/4
(C) 4
(D) 2
(E) 4/5
07. (Câmara Municipal de Araçatuba 2008/CETRO) Um carro faz, na cidade, 14
Km por litro de combustível. No tanque do carro cabem, ao todo, 40 litros de
combustível, portanto, na cidade, ele consegue andar, com um tanque cheio,
(A) 360 Km.
(B) 420 Km.
(C) 460 Km.
(D) 560 Km.
82 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(E) 600 Km.
08. (Pref. Taquarivaí 2006/CETRO) Na proporção x/y = 2/5. Sabendo-se que
x+y=49, o valor de x e y será de:
(A) x = 20; y = 29
(B) x = 14; y = 35
(C) x = 29; y = 20
(D) x = 35; y = 14
(E) x = 15; y = 34
09. (CRP 4ª 2006/CETRO) Considere dois números x e y que sejam
diretamente proporcionais a 8 e 3 e cuja diferença entre eles seja 60.
Determine o valor de ( x + y ).
(A) 92
(B) 123
(C) 132
(D) 154
(E) 166
10. (Pref. Pinheiral 2006/CETRO) Em uma festa, a razão entre o número de
moças e o de rapazes, é de 3/2. A porcentagem de rapazes na festa é:
(A) 25%
(B) 30%
(C) 33%
(D) 38%
(E) 40%
11. (PRODESP 2003/CETRO) Se a razão entre dois números é 5 e a soma
entre eles é 30, pode-se afirmar que a diferença entre eles é
(A) 10
(B) 12
(C) 15
(D) 20
(E) 25

83 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
12. (Pref. Estância Turística de Embu 2006/CETRO) Paulo tem três filhos,
Rodrigo de 15 anos, Ricardo de 20 anos e Renato de 25 anos. Paulo pretende
dividir R$ 3.000,00 para os três filhos em valores proporcionais as suas idades.
É correto afirmar que o valor que Rodrigo deve receber é:
(A) R$ 1.500,00
(B) R$ 1.250,00
(C) R$ 1.000,00
(D) R$ 750,00
(E) R$ 500,00
13. (CAERN 2010/FGV) Dividindo-se 11.700 em partes proporcionais a 1, 3 e 5,
a diferença entre a maior das partes e a menor delas é
a) 6.500.
b) 5.500.
c) 5.800.
d) 5.200.
e) 5.000

14. (Pref. de Mairinque 2009/CETRO) Três técnicos receberam, ao todo, por
um serviço R$3.540,00. Um deles trabalhou 2 dias, o outro 4 dias e o outro 6
dias. Sabendo-se que a divisão do valor é proporcional ao tempo que cada um
trabalhou, o técnico que trabalhou mais dias recebeu
(A) R$590,00.
(B) R$680,00.
(C) R$1.180,00.
(D) R$1.770,00.
(E) R$2.420,00.
15. (TCM SP 2006/CETRO) Uma gratificação de R$ 5.280,00 será dividida
entre três funcionários de uma empresa na razão direta do número de filhos e
na razão inversa das idades de cada um. André tem 30 anos e possui 2 filhos;
Bruno com 36 anos tem 3 filhos e Carlos tem 48 anos e 6 filhos. É correto que
o mais velho receberá
(A) R$1 200,00.
(B) R$1 280,00.
84 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(C) R$1 600,00.
(D) R$2 200,00.
(E) R$2 400,00.
16. (FCC-- TRF-1a-Região 2001) Dois funcionários de uma Repartição Pública
foram incumbidos de arquivar 164 processos e dividiram esse total na razão
direta de suas respectivas idades e inversa de seus respectivos tempos de
serviço público. Se um deles tem 27 anos e 3 anos de tempo de serviço e o
outro 42 anos e está há 9 anos no serviço público, então a diferença positiva
entre os números de processos que cada um arquivou é

(A) 48
(B) 50
(C) 52
(D) 54
(E) 56
17. (Vestibular FGV 2003) Em uma sala de aula, a razão entre o número de
homens e o de mulheres é 3/4. Seja N o número total de pessoas (número de
homens mais o de mulheres). Um possível valor para N é:
A) 46
B) 47
C) 48
D) 49
E) 50
18. (ESAF) Ao dividir a quantia de R$ 10.000,00 em duas partes inversamente
proporcionais a 2 e 3, nessa ordem, a primeira e a segunda parte são,
respectivamente:
a) R$ 4.000,00 e R$ 6.000,00
b) R$ 6.000,00 e R$ 4.000,00
c) R$ 5.000,00 e R$ 5.000,00
d) R$ 8.000,00 e R$ 2.000,00
e) R$ 2.000,00 e R$ 8.000,00
19. (AFC/CGU 2004/ESAF) Os ângulos de um triângulo encontram-se na razão
2:3:4. O ângulo maior do triângulo, portanto, é igual a:
85 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
a) 40°
b) 70°
c) 75°
d) 80°
e) 90°
20. (SUSEP 2010/ESAF) Um pai deseja dividir uma fazenda de 500 alqueires
entre seus três filhos, na razão direta da quantidade de filhos que cada um tem
e na razão inversa de suas rendas. Sabendo-se que a renda do filho mais
velho é duas vezes a renda do filho mais novo e que a renda do filho do meio é
três vezes a renda do mais novo, e que, além disso, o filho mais velho tem três
filhos, o filho do meio tem dois filhos e o filho mais novo tem dois filhos,
quantos alqueires receberá o filho do meio?
a) 80
b) 100
c) 120
d) 160
e) 180
21. (TJPA 2006/CESPE-UnB)

86 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
O mapa do estado do Pará ilustrado acima está desenhado na escala
1:17.000.000, ou seja, uma distância de 1 cm no mapa corresponde à distância
real, em linha reta, de 17 milhões de centímetros. Ao medir, com a régua, a
distância no mapa entre Jacareacanga e Belém, um estudante encontrou 6,7
cm. Com base apenas nessas informações, é correto o estudante concluir que
a distância real, em linha reta, entre essas duas cidades é
A) inferior a 1.000 km.
B) superior a 1.000 km e inferior a 1.080 km.
C) superior a 1.080 km e inferior a 1.150 km.
D) superior a 1.150 km.
22. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Alexandre, Jaime e Vítor são empregados de
uma empresa e recebem, respectivamente, salários que são diretamente
proporcionais aos números 5, 7 e 9. A soma dos salários desses 3 empregados
corresponde a R$ 4.200,00. Nessa situação, após efetuar os cálculos, conclui-
se corretamente que
A) a soma do salário de Alexandre com o de Vítor é igual ao dobro do salário
de Jaime.
B) Alexandre recebe salário superior a R$ 1.200,00.
C) o salário de Jaime é maior que R$ 1.600,00.
D) o salário de Vítor é 90% maior do que o de Alexandre.
23. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) Antônio era viúvo e tinha três filhos:
um com 13 anos, outro com 14 anos e, o mais velho, com 18 anos. Um dia,
Antônio chamou seus filhos e disse que tinha feito seu testamento deixando
para eles a quantia que tinha acumulado na caderneta de poupança.
“Quando eu morrer”, disse ele, “o montante deverá ser dividido em partes
diretamente proporcionais às idades de vocês no dia de minha morte”.
Antônio morreu cinco anos depois desse dia e, na caderneta de poupança,
havia exatos R$ 450.000,00. A quantia que o filho mais velho recebeu foi:
a) R$ 142.500,00
b) R$ 154.000,00
c) R$ 165.500,00
d) R$ 168.000,00
e) R$ 172.500,00
87 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
24. (AFC-STN 2000/ESAF) Em um processo de fabricação, o custo total é
inversamente proporcional ao quadrado das quantidades produzidas. Quando
são produzidas 5 unidades, o custo total é igual a 225. Assim, quando forem
produzidas 12 unidades, o custo total será igual a:
a) 625/25
b) 625/24
c) 625/16
d) 625/15
e) 625/12
25. (Vestibular FGV 2002) Uma variável y é inversamente proporcional ao
quadrado de outra variável x. Para x = 3, y vale 15. Então, se x = 4, y deverá
valer:
a) 1/16
b) 15/16
c) 45/16
d) 135/16
e) 625/16
26. (FNDE 2007/FGV) A grandeza x é diretamente proporcional às grandezas o
e b e inversamente proporcional à grandeza c. Quando o = 2u, b = 12 e c =
Su, o valor de x é 42. Então, quando os valores de o, b e c forem
respectivamente 25, 8 e 70, o valor de x será:
a) 15
b) 21
c) 30
d) 56
e) 35

27. (Câmara Itapeva 2006/CETRO) Uma torneira aberta completamente enche
um recipiente de 40 litros em 33 segundos, em quanto tempo esta mesma
torneira, aberta completamente, encherá um reservatório de 1.240 litros?
(A) 13minutos e 15 segundos
(B) 14 minutos e 10 segundos
(C) 10 minutos e 14 segundos
88 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(D) 20 minutos
(E) 17 minutos e 3 segundos
28. (FNDE 2007/FGV) Uma fábrica de roupas recebeu uma encomenda para
confeccionar uma grande quantidade de uniformes. Designou então 15
costureiras (todas com a mesma capacidade de trabalho) para realizar a tarefa,
e o trabalho ficou pronto em 12 dias. Se tivesse designado 20 costureiras, o
trabalho seria realizado em:
a) 10 dias
b) 9 dias
c) 8 dias
d) 15 dias
e) 16 dias

29. (CAERN 2010/FGV) Cinco máquinas com a mesma capacidade de trabalho
enchem 30 garrafas de 250 mL em 12 minutos. Três dessas máquinas serão
utilizadas para encher 15 garrafas de 500 mL. Para realizar essa tarefa, serão
necessários
a) 18 minutos.
b) 24 minutos.
c) 20 minutos.
d) 15 minutos.
e) 30 minutos.

30. (MINC 2006/FGV) Trabalhando 8 horas por dia, 5 homens constroem um
galpão em 6 dias. Em quantos dias 4 homens, trabalhando 6 horas por dia,
construiriam o mesmo galpão?
(A) 8
(B) 9
(C) 10
(D) 12
(E) 15


31. (FCC) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12h. Outra pessoa
y, é 50% mais eficiente que x. Nessas condições, o número de horas
necessárias para que y realize essa tarefa é:
a) 4
b) 5
89 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) 6
d) 7
e) 8
32. (Câmara Itapeva 2006/CETRO) Uma fábrica de motocicletas demora 10
dias de trabalho, numa jornada de 9 horas por dia, para produzir 250
motocicletas. Quantos dias serão necessários para produzir 300 motocicletas,
trabalhando 12 horas por dia?
(A) 12 dias
(B) 10 dias
(C) 15 dias
(D) 9 dias
(E) 6 dias
33. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Considere que uma equipe formada por 5
empregados cataloga 360 livros em 2 horas. Nesse caso, o número de livros a
mais que poderão ser catalogados por uma equipe formada por 7 empregados
que trabalhem durante 2 horas, com a mesma eficiência da equipe anterior, é
igual a
A) 118.
B) 124.
C) 138.
D) 144.
(TJBA 2003/CESPE-UnB) Considerando que os servidores de uma repartição
pública sejam igualmente eficientes, julgue os itens que se seguem.

34. Se 7 deles analisam 42 processos em um dia, então 5 servidores
analisarão, em um dia, menos de 35 processos.
35. Se 20 servidores, trabalhando 4 horas por dia, levam 6 dias para concluir
determinada tarefa, então serão necessários menos de 6 servidores para
completarem, em 12 dias, a mesma tarefa, trabalhando 8 horas por dia.

36. TCE/PB/2006/FCC) Perguntado sobre a quantidade de livros do acervo de
uma biblioteca do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, o funcionário
responsável pelo setor, que era aficionado em matemática, deu a seguinte
resposta: “O total de livros do acervo é o resultado da adição de dois números
90 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
naturais que, no esquema abaixo, comparecem com seus algarismos
substituídos por letras.”
M A R R A
+ M A R R A
T O R T A
Considerando que letras distintas correspondem a algarismos distintos, então,
ao ser decifrado corretamente, o código permitirá concluir que o total de livros
do acervo dessa biblioteca é um número
a) menor que 70000.
b) compreendido entre 70000 e 75000.
c) compreendido entre 75000 e 80000.
d) compreendido entre 80000 e 85000.
e) maior que 85000.

37. (Senado Federal/2008/FGV) Na operação de multiplicação abaixo, cada
letra representa um algarismo

O valor de A+B+C é:
a) 10
b) 11
c) 12
d) 13
e) 14
38. (TRT/2006/FCC) O esquema abaixo representa a subtração de dois
números inteiros, na qual alguns algarismos foram substituídos pelas letras X,
Y, Z e T.

Obtido o resultado correto, a soma X+Y+Z+T é igual a:
a) 12
b) 14
c) 15
d) 18
e) 21
39. (BNB 2003/ACEP) A expressão decimal 0,011363636... é uma dízima
periódica composta e representa um número racional x. Se a geratriz desta
91 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
dízima for escrita sob a forma de uma fração irredutível m/n, então m + n é
igual a:

A) 88
B) 89
C) 90
D) 91
E) 92
40. (ANVISA 2010/CETRO) Considere o = u,uuuuS e b = S.6uu.uuu. Desse
modo, b/a vale
a) cento e vinte trilhões.
b) cento e vinte bilhões.
c) um bilhão e duzentos milhões.
d) cento e vinte milhões.
e) um milhão, cento e vinte mil.
41. (CAERN 2010/FGV) Analise as afirmativas a seguir:
I - √6 é maior do que 5/2.
II – 0,555... é um número racional.
III – Todo número inteiro tem antecessor.
Assinale
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa I estiver correta.
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

42. (TRT-SC 2007/CETRO) Considere os conjuntos:
N, dos números naturais.
Z, dos números inteiros.
Q, dos números racionais.
R, dos números reais.
Assinale a alternativa correta.
92 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
(A) a, b e N temos a - b e N
(B) Existe um elemento em Z que é menor que qualquer número inteiro.
(C) N cZ c Q c R
(D) a e Z, b e Z e b =0 = a/b e Z
(E) A equação 3x -1 = 0 não tem solução em Q.
43. (Agente Administrativo – Ministério dos Transportes 2010/CETRO) Em
relação ao estudo dos Conjuntos Numéricos, considere as seguintes
afirmações:
I. R = QU Ir
II. N cZ c Q c R
III. QU Ir = ø
IV. Qr Ir = R
V. Ir = R -Q
Considere:
Ir = Conjunto dos números irracionais.
N = Conjunto dos números naturais.
Q = Conjunto dos números racionais.
R = Conjunto dos números reais.
Z = Conjunto dos números inteiros.
As afirmações verdadeiras estão contidas em
a) I apenas.
b) I e III apenas.
c) I, II e V apenas.
d) II, III, IV e V apenas.
e) I, II, III, IV e V.
44. (Tribunal Regional do Trabalho, 12a Região • Santa Catarina
2005/FEPESE) Considere os conjuntos:

93 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
N dos números naturais,
Q dos números racionais,
Q+ números racionais não-negativos,
R dos números reais.
O número que expressa
a) a quantidade de habitantes de uma cidade é um elemento de Q+, mas não
de N.
b) o valor pago, em reais, por um sorvete é um elemento de Q+.
c) a medida da altura de uma pessoa é um elemento de N.
d) a velocidade média de um veículo é um elemento de Q, mas não de Q+.
e) a medida do lado de um triângulo é um elemento de Q.
45. (TCE-MG FCC 2007) Considere o número inteiro e positivo X4Y, em que X
e Y representam os algarismos das centenas e das unidades, respectivamente.
Sabendo que 15 480 : (X4Y) = 24, então X4Y é um número compreendido
entre
a) 800 e 1 000
b) 600 e 800
c) 400 e 600
d) 200 e 400
e) 100 e 200


46. (TCE-PB 2007/FCC) Quantos algarismos são usados para numerar de 1 a
150 todas as páginas de um livro?
a) 327
b) 339
c) 342
d) 345
e) 350
94 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
47. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) A soma dos algarismos do número 1u
10
- S
é:
a) 88
b) 89
c) 91
d) 95
e) 97

48. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Simplificando
2
20
+2
19
2
18
, encontra-se:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8
e) 2
21

49. (Pref. de Cantagalo 2010/CEPERJ) Simplificando a expressão
3
n-1
+3
n-2
+3
n-3
3
n+2
+3
n+1
+3
n
onde
n pertence ao conjunto dos números inteiros, obtém-se o seguinte resultado:
a) 1/3
b) 1/27
c) 3
d) 27
e) 1/9
50. (Pref. de Resende 2007/CEPERJ) Considere-se que 1u
0,477
= S . O valor de x tal
que 1u
x
= 9.uuu é:
a) 3,628
b) 3,746
c) 3,882
d) 3,015
e) 3,954

51. (FNDE 2007/FGV) O valor da expressão
4
10
-2

2

-16
4
é:
a) 4
b) 16
c) 14
d) 12
e) 6
52. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Na igualdade
√7+√5
√7-√5
= o +√b , o valor de o
2
-b é:
95 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
a) 1
b) 3
c) 3
d) 5
e) 7


53. (APO/MPOG – 2008 – ESAF) Sabe-se que os números x,y e z são números
racionais. Sabe-se, também, que
z =
x - 2√S
S -y√S

Com essas informações, conclui‐se que: 
a) x · y = -6
b) x + y = 6 
c) x · y = u 
d) x¡y = 6 
e) x · y = 6 
54. (Secretaria Municipal de Fazenda 2005/FJG) Os valores √4
2
, √8
6
c √16
3
,
quando ordenados de modo decrescente, têm a seguinte apresentação:
a) √4
2
> √16
3
> √8
6

b) √4
2
> √8
6
> √16
3

c) √16
3
> √4
2
> √8
6

d) √8
6
> √4
2
> √16
3

55. (EBDA 2006/CETRO) Numa P.G, de termos positivos, O primeiro termo é igual a 5
e o sétimo termo é 320. Somando os dez primeiros termos dessa PG, obtém-se:

(A) 5.000
(B) 5.115
(C) 4.995
(D) 5.015
(E) 4.895
56. (TRT-SC 2005/FEPESE) Numa plantação de eucaliptos, as árvores são atacadas
por uma praga, semana após semana. De acordo com observações feitas, uma árvore
adoeceu na primeira semana; outras duas, na segunda semana; mais quatro, na
terceira semana e, assim por diante, até que, na décima semana, praticamente toda a
plantação ficou doente, exceto sete árvores. Pode-se afirmar que o número total de
árvores dessa plantação é:
a) menor que 824
b) igual a 1024
96 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
c) igual a 1030
d) igual a 1320
e) maior que 1502
57. (Analista Administrativo – ANEEL 2006/ESAF) Os números A,B e 10 formam,
nessa ordem, uma progressão aritmética. Os números 1, A e B formam, nessa ordem,
uma progressão geométrica. Com essas informações, pode-se afirmar que um
possível valor para o produto das razões dessas progressões é igual a:
a) -12
b) -15
c) 10
d) 12
e) 8
58. (FUVEST 1ª fase 2001) Uma progressão aritmética e uma progressão geométrica
têm, ambas, o primeiro termo igual a 4, sendo que os seus terceiros termos são
estritamente positivos e coincidem. Sabe-se ainda que o segundo termo da
progressão aritmética excede o segundo termo da progressão geométrica em 2.
Então, o terceiro termo das progressões é:
a) 10
b) 12
c) 14
d) 16
e) 18
 
   
97 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
Gabaritos 
01. A 
02. E 
03. A 
04. B 
05. C 
06. C 
07. D 
08. B 
09. C 
10. E 
11. D 
12. D 
13. D 
14. D 
15. E 
16. C 
17. D 
18. B 
19. D 
20. A 
21. C 
22. A 
23. E 
24. C 
25. D 
26. A 
27. E 
28. B 
29. C 
30. C 
31. E 
32. D 
33. D 
34. Certo 
35. Certo 
36. D 
37. E 
38. D 
39. B 
40. B 
41. E 
42. C 
98 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
www.pontodosconcursos.com.br
43. C 
44. B 
45. B 
46. C 
47. A 
48. C 
49. B 
50. E 
51. C 
52. A 
53. E 
54. C 
55. B 
56. C 
57. A 
58. D 
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
Aula 3 – Matemática e Raciocínio Lógico – Senado Federal 
Porcentagem ................................................................................................................................. 2 
Exercícios Resolvidos – Porcentagem ........................................................................................... 6 
Problemas do primeiro grau ....................................................................................................... 24 
Equação do 2º grau ..................................................................................................................... 43 
Relações de Girard ...................................................................................................................... 53 
Pares Ordenados ......................................................................................................................... 58 
Plano Cartesiano ......................................................................................................................... 58 
Funções ....................................................................................................................................... 60 
Domínio e Imagem ...................................................................................................................... 63 
Reconhecimento gráfico de uma função .................................................................................... 63 
Imagem de um elemento ............................................................................................................ 65 
Zero de uma função .................................................................................................................... 68 
Função Afim e Inequação do 1º grau .......................................................................................... 69 
Função Quadrática e Inequação do 2º grau ................................................................................ 82 
Metrologia: sistemas de numeração, sistemas de unidades e medidas..................................... 98 
Relação das questões comentadas ........................................................................................... 104 
Gabaritos ................................................................................................................................... 123 
 

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
Olá pessoal!
Vamos dar continuidade ao nosso curso de Matemática e Raciocínio Lógico para o
Senado Federal. De acordo com a nossa programação:
Aula 3: Porcentagens. Equações e inequações de 1.° e de 2.° graus. Funções e
gráficos.
A aula passada foi muito longa e acabei esquecendo de colocar a exposição teórica
sobre metrologia (sistemas de numeração e medidas). Peço desculpas. Este material
se encontra no final desta aula. Obrigado pelos alunos que me avisaram!
Porcentagem 
As razões de denominador 100 são chamadas taxas percentuais, razões
centesimais, percentagem ou porcentagem.
Em geral, podemos trocar o denominador 100 pelo símbolo % (por cento).
Ou seja,
p
1uu
= p%
Podemos expressar as porcentagens sob a forma decimal (taxa unitária). Para
obter a taxa unitária, basta dividir o numerador por 100.
7S% =
7S
1uu
= u,7S
SS% =
SS
1uu
= u,SS
1uu% =
1uu
1uu
= 1
SSu% =
SSu
1uu
= S,S
1 Percentual de um valor
Para calcular x% de um valor, basta multiplicar o valor pelo número x/100.

Exemplo: Calcular 30% de 500.
Resolução
Su% Jc Suu =
Su
1uu
· Suu = 1Su
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br

2 Transformação de uma fração ordinária em taxa percentual

Para transformar uma fração ordinária qualquer em taxa percentual, basta
multiplicá-la por 100%.
Esse fato é matematicamente correto, pois 1uu% = 1 e o número 1 é o
elemento neutro da multiplicação. Ou seja, multiplicar por 100% não altera o
resultado.
Exemplo: Transformar a fração 3/4 em taxa percentual.
Resolução
S
4
=
S
4
· 1uu% =
Suu
4
% = 7S%
Exemplo: Transformar a fração 5/8 em taxa percentual.
Resolução
5
8
=
5
8
· 1ûû% =
5ûû
8
% = ó2, 5%
Exemplo: Transformar o número 0,352 em forma de taxa percentual.
Resolução
û, 352 = û, 352 · 1ûû% = 35, 2%
Lembre-se que para multiplicar um número decimal por 100 basta deslocar a
vírgula duas casas decimais para a direita. Se não houver casas decimais,
então deveremos adicionar zeros a direita.
3 Variação Percentual
i) Imagine a seguinte situação. Chegou o mês de Dezembro e você resolve
presentear a sua esposa com uma bolsa. Vai ao Shopping Center e encontra a
bolsa dos sonhos da sua mulher por apenas R$ 200,00. Lástima! Esqueceu a
carteira em casa. Resolve então comprar a bolsa no final de semana. Quando
você retorna ao Shopping Center, encontra a mesma bolsa por
R$ 280,00. Obviamente o valor da bolsa aumentou em R$ 80,00.
ii) Imagine agora outra situação. Chegou o mês de Dezembro e você resolve
presentear a sua esposa com um anel de brilhantes. Vai à joalheria e encontra
o anel dos sonhos da sua mulher por “apenas” R$ 4.000,00. Lástima!
Esqueceu a carteira em casa. Resolve então comprar o anel no final de
semana. Quando você retorna à joalheria, encontra o mesmo anel por R$
4.080,00. Obviamente o valor do anel aumentou em R$ 80,00.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 


Em valores absolutos, o aumento do valor da bolsa foi igual ao aumento do
valor do anel. Qual dos dois aumentos foi mais significativo em relação ao valor
inicial do objeto? Obviamente um aumento de R$ 80,00 em um produto que
custa R$ 200,00 é bem mais representativo do que um aumento de R$ 80,00
em um produto que custa R$ 4.000,00. Uma maneira de comparar esses
aumentos é a chamada variação percentual.
Definição
A razão entre o aumento e o preço inicial, expressa em forma de porcentagem,
é chamada variação percentual.
Generalizemos: Considere um objeto com valor inicial I
ìnìcìuI
na data 0 e valor
final I
]ìnuI
em uma data futura t. A variação percentual dessa grandeza entre
as datas consideradas é o número i (expresso em porcentagem) dado por:
i =
I
]ìnuI
- I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI

Voltemos aos nossos exemplos:
i) I
ìnìcìuI
= 2uu,uu e I
]ìnuI
= 28u,uu
Assim, a taxa percentual é:
i =
28u - 2uu
2uu
=
8u
2uu

Devemos escrever i em forma percentual. Vimos anteriormente que temos que
multiplicar a fração por 100%.
i =
8u
2uu
=
8u
2uu
· 1uu% = 4u%

ii) I
ìnìcìuI
= 4.uuu,uu e I
]ìnuI
= 4.u8u,uu
Assim, a taxa percentual é:
i =
4.u8u - 4.uuu
4.uuu
=
8u
4.uuu

Devemos escrever i em forma percentual. Vimos anteriormente que temos que
multiplicar a fração por 100%.
i =
8u
4.uuu
=
8u
4.uuu
· 1uu% = 2%

Atenção! 
Se  , a taxa percentual é de crescimento. 
Se  , o módulo da taxa percentual é de decrescimento (desconto). 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br



Exemplo: João decidiu comprar uma calça no valor de R$ 160,00. O vendedor
informou que se o pagamento fosse feito à vista, então a calça seria vendida
por R$ 140,00. Qual a taxa percentual de desconto?
i =
14u - 16u
16u
=
-2u
16u
=
-2u
16u
· 1uu% = -12,S%

Portanto, o desconto foi de 12,5%.
4 Variações percentuais sucessivas

Suponha que uma mercadoria recebeu um desconto de 30%. Se você fosse
pagar essa mercadoria sem o desconto, você iria desembolsar 100%. Porém,
com o desconto concedido, você irá pagar 100% - 30% = 70%. Assim, para
calcular o valor após o desconto, devemos multiplicar o valor original por
70%=70/100.
Em geral, ao diminuir p%, para calcular o valor final, devemos multiplicar por
100% - p%.
Da mesma forma, para aumentar p% de certo valor, devemos multiplicá-lo por
100% + p%. Por exemplo, se uma mercadoria aumenta 20%, você irá pagar
100% + 20% = 120%.
Exemplo: Uma mercadoria custa R$ 300,00. Em uma primeira ocasião, sofreu
um aumento de 40%. Dois meses depois, a loja anunciou uma liquidação e a
mercadoria sofreu um desconto de 25%. Qual o valor final da mercadoria? Qual
a variação percentual acumulada?
Resolução
Quando a mercadoria sofre um aumento de 40%, o cliente além de ter que
pagar os 100% (valor da mercadoria) terá que pagar os 40% de aumento.
Pagará, portanto, 140% do valor da mercadoria. Dessa forma, a mercadoria,
após o aumento, vale:
14u% Jc R$Suu,uu =
14u
1uu
· Suu = 42u rcois.
A mercadoria (que agora vale R$ 420,00) sofre um desconto de 25%. Você não
pagará o valor total da mercadoria (100%), já que foi concedido um desconto.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
O cliente pagará 100% - 25% = 75% do valor da mercadoria. Dessa forma, a
mercadoria, após o desconto, vale:
7S% Jc R$ 42u,uu =
7S
1uu
· 42u = R$ S1S,uu
Portanto, o valor final da mercadoria é igual a R$ 315,00.
Poderíamos ter efetuado este cálculo de uma maneira mais “objetiva”. Toma-se
o valor da mercadoria e multiplica-se pelas taxas de aumentos e de descontos.
Assim,
I
]ìnuI
= Suu ·
14u
1uu
·
7S
1uu
= S1S rcois.
Inicialmente a mercadoria valia R$ 300,00 e após as variações seu valor é de
R$ 315,00. Ou seja:
I
ìnìcìuI
= Suu c I
]ìnuI
= S1S
A taxa de variação acumulada é de:
i =
I
]ìnuI
- I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI
=
S1S - Suu
Suu

i =
1S
Suu
=
1S
Suu
· 1uu% = S%
Assim, o aumento de 40% seguido do desconto de 25% equivale a um único
aumento de 5%.
Exercícios Resolvidos – Porcentagem 
 
01. (MINC 2006/FGV) A fração 5/8 equivale a:
(A) 50%
(B) 54%
(C) 56%
(D) 60%
(E) 62,5%
Resolução
Para transformar uma fração ordinária qualquer em taxa percentual, basta
multiplicá-la por 100%.
5
8
=
5
8
· 1ûû% =
5ûû
8
% = ó2, 5%
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
Letra E
02. (ESAF-AFC/CGU-2004) Durante uma viagem para visitar familiares com
diferentes hábitos alimentares, Alice apresentou sucessivas mudanças em seu
peso. Primeiro, ao visitar uma tia vegetariana, Alice perdeu 20% de seu peso. A
seguir, passou alguns dias na casa de um tio, dono de uma pizzaria, o que fez
Alice ganhar 20% de peso. Após, ela visitou uma sobrinha que estava fazendo
um rígido regime de emagrecimento. Acompanhando a sobrinha em seu
regime, Alice também emagreceu, perdendo 25% de peso. Finalmente, visitou
um sobrinho, dono de uma renomada confeitaria, visita que acarretou, para
Alice, um ganho de peso de 25%. O peso final de Alice, após essas visitas a
esses quatro familiares, com relação ao peso imediatamente anterior ao início
dessa seqüência de visitas, ficou:
a) exatamente igual
b) 5% maior
c) 5% menor
d) 10% menor
e) 10% maior
Resolução
Suponha que Alice tinha 100 kg antes das mudanças em seu peso.
Primeiro, ao visitar uma tia vegetariana, Alice perdeu 20% de seu peso. Se ela
perdeu 20% de peso, então para calcular o peso que ela ficou após essa
mudança, devemos multiplicar o valor original por 100% - 20% = 80% = 80/100.
A seguir, passou alguns dias na casa de um tio, dono de uma pizzaria, o que
fez Alice ganhar 20% de peso. Se ela ganhou 20% de peso, para calcular o seu
peso final, devemos multiplicar o valor por 100% + 20% = 120% = 120/100.
Após, ela visitou uma sobrinha que estava fazendo um rígido regime de
emagrecimento. Acompanhando a sobrinha em seu regime, Alice também
emagreceu, perdendo 25% de peso. Se ela perdeu 25% de peso, devemos
multiplicar o valor do peso por 100% - 25% = 75% = 75/100.
Finalmente, visitou um sobrinho, dono de uma renomada confeitaria, visita que
acarretou, para Alice, um ganho de peso de 25%. Devemos multiplicar por
100% + 25% = 125% = 125/100.
Assim, o peso final de Alice será calculado da seguinte maneira:
Seu peso final será:
1uu ·
8u
1uu
·
12u
1uu
·
7S
1uu
·
12S
1uu
= 9u kg
Então, já que Alice possuía 100 kg, ficou com um peso 10% menor.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
Letra D
03. (Agente Executivo – SUSEP 2006/ESAF) Um indivíduo tinha uma dívida de
R$ 1.200,00 três meses atrás. Considerando que o valor dessa dívida hoje é
R$ 1.440,00, calcule a porcentagem de aumento da dívida no período.
a) 12%
b) 15%
c) 20%
d) 25%
e) 30%
Resolução
Para qualquer questão em que precisemos calcular o aumento ou desconto
percentual, dados o valor inicial e o final, podemos utilizar a seguinte fórmula:
i =
I
]ìnuI
- I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI

Valor inicial: R$ 1200,00
Valor final: R$ 1440,00
Diferença entre os valores: R$ 1440,00 – R$ 1200,00 = R$ 240,00.
i =
24u
12uu
· 1uu% =
24u
12
% = 2u%
Letra C
04. (Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão – MA
2005/FCC) Em 02/01/2005, a fiscalização em certa reserva florestal acusou
que o número de espécies nativas havia diminuído de 60%, em relação a
02/01/2004. Para que, em 02/01/2006, o número de espécies nativas volte a
ser o mesmo observado em 02-01-2004, então, relativamente a 02/01/2005,
será necessário um aumento de
a) 60%
b) 80%
c) 150%
d) 160%
e) 180%
Resolução
Considere que o número inicial de espécies nativas em 02/01/2004 foi de 100.
Como esse número diminuiu 60%, então em 02/01/2005 havia 40 espécies.
Queremos que em 02/01/2006, o número de espécies nativas volte a ser o
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 

www.pontodosconcursos.com.br
mesmo observado em 02-01-2004. Portanto o número de espécies nativas em
02/01/2006 será igual a 100.
02/01/2004 02/01/2005 02/01/2006
100 40 100

Para qualquer questão em que precisemos calcular o aumento ou desconto
percentual, dados o valor inicial e o final, podemos utilizar a seguinte fórmula:
i =
I
]ìnuI
- I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI


Valor inicial (02/01/2005): 40 espécies nativas.
Valor final (02/01/2006): 100 espécies nativas.
Diferença entre os valores: 100 – 40 = 60
i =
6u
4u
· 1uu% =
6uuu
4u
% = 1Su%
Letra C
05. (DOCAS-SP 2010/FGV) Três amigos foram a um restaurante, e a conta, já
incluídos os 10% de gorjeta, foi de R$ 105,60. Se eles resolveram não pagar os 10%
de gorjeta pois acharam que foram mal atendidos, e dividiram o pagamento
igualmente pelos três, cada um deles pagou a quantia de
a) R$ 31,68
b) R$ 30,60
c) R$ 32,00
d) R$ 35,20
e) R$ 33,00
Resolução
Vamos supor que o valor da conta (sem a gorjeta) tenha sido de x reais. Para incluir
os 10% da gorjeta, devemos multiplicar o valor da conta por 100% + 10% = 110%.
11u% Jc x = 1uS,6u
11u
1uu
· x = 1uS,6u
1,1x = 1uS,6u
x =
1uS,6u
1,1
= 96 rcois
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
10 
www.pontodosconcursos.com.br
Desta forma, o valor da conta sem a gorjeta é igual a 96 reais. Como são três amigos,
então cada um deles pagou:
96
S
= S2 rcois
Letra C

06. (CAERN 2010/FGV) Um restaurante cobra 10% sobre o valor consumido. Assim,
quando a conta é apresentada ao cliente, o valor a ser pago já vem com os 10%
incluídos. Ao receber a conta no valor de R$ 27,72, Marcelo percebeu que haviam
cobrado a sobremesa, que custa R$ 3,50, sem que ele a tivesse consumido. O
gerente prontamente corrigiu o valor cobrado. Assim, depois dessa correção, Marcelo
pagou
a) R$ 21,70.
b) R$ 22,50.
c) R$ 23,87.
d) R$ 24,22.
e) R$ 52,20.
Resolução
Ao perceber que a sobremesa tinha sido cobrada indevidamente, Marcelo deve pedir
que seja cancelado o valor da sobremesa e o valor da gorjeta em função desta
sobremesa. Como o restaurante cobra 10% do consumo, então além dos R$ 3,50 da
sobremesa, o restaurante deve descontar:
1u% Jc S,Su = u,SS
Feita a correção, o valor da conta será:
27,72 - S,Su -u,SS = 2S,87
Letra C

07. (MEC 2009/FGV) Em uma sala há homens, mulheres e crianças. Se todos os
homens fossem retirados da sala, as mulheres passariam a representar 80% dos
restantes. Se, ao contrário, fossem retiradas todas as mulheres, os homens passariam
a representar 75% dos presentes na sala. Com relação ao número total de pessoas na
sala, as crianças correspondem a:
a) 12,5%
b) 17,5%
c) 20%
d) 22,5%
e) 25%
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
11 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
“Em uma sala há homens, mulheres e crianças. Se todos os homens fossem
retirados da sala, as mulheres passariam a representar 80% dos restantes.”
Vamos considerar que há h homens, m mulheres e c crianças.
Quando todos os homens são retirados, então o total de pessoas é igual a m +c, ou
seja, restam apenas as mulheres e as crianças. Como as mulheres representam 80%,
m = 8u% Jc (c + m)
m = u,8u · (c + m)
m = u,8c + u,8m
m -u,8m = u,8c
u,2m = u,8c
m =
u,8c
u,2

m = 4c
Vamos guardar esta expressão...
“Se, ao contrário, fossem retiradas todas as mulheres, os homens passariam a
representar 75% dos presentes na sala.”
Quando todos as mulheres são retirados, então o total de pessoas é igual a b + c, ou
seja, restam apenas os homens e as crianças. Como os homens representam 75%,
b = 7S% Jc (b + c)
b = u,7S · (b +c)
b = u,7Sb + u,7Sc
u,2Sb = u,7Sc
b =
u,7Sc
u,2S

b = Sc
Queremos saber o percentual de crianças em relação ao total de pessoas. Basta
dividir o número de crianças pelo total de pessoas. Lembre-se que m = 4c e b = Sc.
c
c + m + b
=
c
c + 4c + Sc
=
c
8c
=
1
8

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
12 
www.pontodosconcursos.com.br
Para transformar esta fração ordinária em percentagem, devemos multiplicá-la por
100%.
1
8
=
1
8
· 1uu% = 12,S%
Letra A



(MINC 2006/FGV) O enunciado a seguir refere-se às questões de números 08 e 09.

Em uma escola, 10% dos alunos são canhotos, e, destes, 30% usam óculos. Além
disso, 12% dos alunos dessa escola usam óculos.

08. Qual é a porcentagem dos alunos dessa escola que são canhotos e usam óculos?
(A) 3%
(B) 5%
(C) 15%
(D) 20%
(E) 25%

Resolução

30% dos canhotos usam óculos. Como os canhotos representam 10% dos alunos da
escola, então a porcentagem dos alunos que são canhotos e usam óculos é igual a:

Su% Jc 1u% =
Su
1uu
· 1u% = S%
Letra A

09. Qual é a porcentagem de canhotos entre os alunos dessa escola que usam
óculos?
(A) 3%
(B) 5%
(C) 15%
(D) 20%
(E) 25%

Resolução

Para calcular a porcentagem pedida, devemos dividir o número de canhotos que usam
óculos (calculado na questão passada) pelo total de pessoas que usam óculos.

S%
12%
=
S
12
=
1
4
=
1
4
· 1uu% = 2S%
Letra E


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
13 
www.pontodosconcursos.com.br
10. (CAERN 2010/FGV) Em um saquinho há balas. Quinze delas são de coco. As
balas de mel correspondem a 55% do total de balas no saquinho. As 12 restantes são
de tamarindo. Quantas balas há no saquinho?
a) 54
b) 33
c) 48
d) 60
e) 63
Resolução
As balas de mel correspondem a 55% do total de balas no saquinho. Portanto, as
restantes (coco e tamarindo) representam 45% do total de balas.
As balas de coco e tamarindo totalizam 15 + 12 = 27.
Se o total de balas é igual a x, então:
4S% Jc x = 27
u,4Sx = 27
x =
27
u,4S

Para efetuar esta divisão, devemos igualar a quantidade de casas decimais e apagar
as vírgulas.
x =
27,uu
u,4S
=
2.7uu
4S

x = 6u
Letra D
11. (SERC/MS 2006/FGV) Gastava 20% do meu salário com aluguel. Recebi um
aumento de salário de 50%, porém o aluguel aumentou de 20%. Quanto passei a
gastar com aluguel?
(A) 18%
(B) 16%
(C) 14%
(D) 12%
(E) 10%
Resolução
Vamos considerar que o salário da pessoa seja de R$ 100,00. Como ele gastava 20%
com aluguel, então o aluguel correspondia a R$ 20,00. Ele recebeu um aumento de
50% no salário. Para calcular o novo salário, devemos multiplicar o antigo por 100%
+50% = 150%.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
14 
www.pontodosconcursos.com.br
1uu ·
1Su
1uu
= 1Su rcois - no:o solário
O aluguel aumentou 20%. Para calcular o novo valor, devemos multiplicar o antigo por
100% + 20% = 120%.
2u ·
12u
1uu
= 24 rcois - no:o olugucl
Para saber o percentual gasto com o aluguel, devemos dividir o valor do aluguel pelo
total do salário.
24
1Su
· 1uu% = 16%
Letra B
12. (BADESC 2010/FGV) Um número N acrescido de 20% vale 36, o mesmo
que um número P reduzido de 10%. A soma de N e P é:
(A) 60
(B) 65
(C) 70
(D) 75
(E) 80
Resolução
Para que N seja acrescido de 20%, devemos multiplicar o seu valor por
100% +20% = 120%.
12u% Jc N = S6
12u
1uu
· N = S6
N = S6 ·
1uu
12u
= Su
Para que P seja reduzido de 10%, devemos multiplicar o seu valor por
100% - 10% = 90%.
9u% Jc P = S6
9u
1uu
· P = S6
P = S6 ·
1uu
9u
= 4u
Portanto, N + P = Su + 4u = 7u.
Letra C
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
15 
www.pontodosconcursos.com.br
13. (Senado Federal 2008/FGV) Guido fez um investimento em um fundo de ações e,
a cada 30 dias, recebe um relatório mostrando a valorização ou desvalorização das
cotas do fundo nesse período. No primeiro mês o fundo teve uma valorização de 8% e,
no segundo mês de 25%. O terceiro mês foi de crise e todas as ações caíram.
Entretanto, no fim do terceiro mês, Guido verificou, com certo alívio, que tinha quase
que exatamente o mesmo dinheiro que investiu. A desvalorização no terceiro mês foi
de cerca de:
(A) 22%.
(B) 26%.
(C) 30%.
(D) 33%.
(E) 37%.
Resolução
Vamos considerar que o seu investimento inicial foi de R$ 100,00.
No primeiro mês houve uma valorização de 8%. Para calcular o valor das cotas,
devemos multiplicar o valor do investimento por 100% + 8% = 108%.
No segundo mês houve uma valorização de 25%. Devemos multiplicar o último valor
por 100% + 25% = 125%.
1uu ·
1u8
1uu
·
12S
1uu
= 1SS rcois
No terceiro mês, houve uma desvalorização de forma que as cotas de Guido valiam
aproximadamente R$ 100,00.
Para qualquer questão em que precisemos calcular o aumento ou redução percentual,
dados o valor inicial e o final, podemos utilizar a seguinte fórmula:
i =
I
]ìnuI
- I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI

i =
1uu - 1SS
1SS
= -
SS
1SS
· 1uu% ÷ -2S,92%
Letra B
14. (Assistente Administrativo – CRP 4ª – 2006/CETRO) Para obter um número
20% maior que ele próprio, devo multiplicá-lo pela fração:
(A) Dois terços
(B) Cinco quartos
(C) Seis quintos
(D) Sete quintos
(E) Oito sextos
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
16 
www.pontodosconcursos.com.br
Vimos anteriormente que para dar um aumento de 20%, devemos multiplicar o
valor por 100% + 20% = 120% = 120/100.
Simplificando a fração 120/100 obtemos 6/5.
Letra C
15. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Flávio ganhou R$ 720,00 de salário. Desse valor,
ele gastou 25% pagando dívidas e 1/3 com alimentação. Nesse caso, o que
sobrou do salário de Flávio foi
A) inferior a R$ 180,00.
B) superior a R$ 180,00 e inferior a R$ 230,00.
C) superior a R$ 230,00 e inferior a R$ 280,00.
D) superior a R$ 280,00.
Resolução
Flávio gastou 25% pagando dívidas, portanto ele gastou:
2S
1uu
· 72u =
1
4
· 72u = 18u rcois.
Flávio gastou 1/3 com alimentação, portanto ele gastou:
1
S
· 72u = 24u rcois.
Total dos gastos: 18u +24u = 42u rcois.
Quanto sobrou para Flávio?
R$ 72u,uu - R$ 42u,uu = R$ Suu,uu
Letra D

16. (TJPA 2006/CESPE-UnB)

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
17 
www.pontodosconcursos.com.br
De acordo com o anúncio acima, o total do pagamento a prazo na compra da
lavadora de roupas supera o valor do pagamento à vista em
A) exatamente 25% do valor à vista.
B) mais de 25% e menos de 30% do valor à vista.
C) exatamente 30% do valor à vista.
D) mais de 30% do valor à vista.
Resolução
O valor total do pagamento a prazo na compra da lavadora é de:
1u × 162,Su = 1.62S rcois
Este valor supera o valor do pagamento à vista em:
1.62S -1.Suu = S2S rcois.
Para saber qual o percentual deste valor em relação ao valor à vista, devemos
efetuar a divisão entre os valores:
S2S
1.Suu
= u,2S = 2S%
Letra A
(TJBA 2003/CESPE-UnB)

Os dados acima representam a evolução da quantidade de processos
analisados em uma repartição pública e do número de servidores que
analisaram esses processos, em uma semana de expediente. A produtividade
em um dia é o resultado do quociente entre a quantidade de processos
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
18 
www.pontodosconcursos.com.br
analisados naquele dia e a quantidade de servidores que analisaram esses
processos. Com base nesses dados, julgue os seguintes itens.

17. Na sexta-feira, o número de servidores que analisaram processos
aumentou mais de 50% em relação ao número dos que fizeram essa atividade
na segunda-feira.

Resolução

i =
v
]incl
-v
inicicl
v
inicicl

Foram 5 funcionários na segunda-feira e 8 funcionários na sexta-feira. O
percentual de aumento é:
i =
8 -S
S
= u,6 = 6u%
O item está certo.

18. Se, na quarta-feira, a produtividade foi de 24 processos por servidor, então
menos de 70 processos foram analisados nesse dia.

Resolução

O texto definiu a produtividade como o cociente entre a quantidade de
processos analisados naquele dia e a quantidade de servidores que analisaram
esses processos.

ProJuti:iJoJc =
quantiuaue ue piocessos analisauos
quantiuaue ue seiviuoies que analisaiam esses piocessos

24 =
x
S

x = S · 24 = 72 proccssos.
O item está errado.

19. Na sexta-feira, a produtividade foi 80% maior que na segunda-feira.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
19 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução

ProJuti:iJoJc =
quantiuaue ue piocessos analisauos
quantiuaue ue seiviuoies que analisaiam esses piocessos

Na segunda-feira, 75 processos foram analisados por 5 funcionários. A
produtividade da segunda-feira é igual a:
7S
S
= 1S proccssos¡¡uncionário
Na sexta-feira, 216 processos foram analisados por 8 funcionários. A
produtividade da sexta-feira é igual a:
216
8
= 27 proccssos¡¡uncionário
O percentual de aumento é dado por:
i =
I
]ìnuI
-I
ìnìcìuI
I
ìnìcìuI
=
27 - 1S
1S
=
12
1S
= u,8 = 8u%
O item está certo.

20. Considere que 81 processos ficaram sem ser analisados nessa semana e
que deveriam ser analisados mantendo-se a mesma produtividade da sexta-
feira. Nessa situação, seriam necessários mais de 12 servidores para cumprir
essa tarefa.

Resolução

A produtividade da sexta-feira foi calculada na questão 10. Vimos que é igual a
27 processos/funcionário. Queremos analisar 81 processos com esta
produtividade.
ProJuti:iJoJc =
quantiuaue ue piocessos analisauos
quantiuaue ue seiviuoies que analisaiam esses piocessos


27 =
81
x


27x = 81 = x = S ¡uncionários
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
20 
www.pontodosconcursos.com.br
O item está errado.

21. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) O consumo de energia elétrica na
casa de Regina, em novembro de 2009, aumentou em 30% em relação ao de
outubro, por causa do calor. Entretanto, em dezembro, Regina reparou que o
consumo de energia elétrica diminuiu 10% em relação ao mês anterior. Então,
o consumo de dezembro em relação ao de outubro é maior em:
a) 15%
b) 17%
c) 18%
d) 20%
e) 22%
Resolução
Vamos colocar um valor de referência inicial (outubro) igual a 100. Temos um
aumento de 30%, portanto devemos multiplicar por 100% + 30% = 130%. Em
seguida temos uma diminuição de 10% e devemos multiplicar por 100% - 10%
= 90%.
1uu ·
1Su
1uu
·
9u
1uu
= 117
Como o valor inicial do consumo em outubro foi igual a 100 e o consumo em
dezembro foi igual a 117, o aumento foi de 17%.
Letra B
22. (Câmara Municipal de Vassouras 2006/CEPERJ) Em uma loja de roupas,
as vendas em fevereiro superaram as de janeiro em 20% e as vendas em
março superaram as de fevereiro em 60%. De janeiro a março, o aumento nas
vendas desta loja foi de:
A) 80%
B) 86%
C) 92%
D) 120%
Resolução
Temos dois aumentos sucessivos: 20% (devemos multiplicar por 100% + 20%
= 120%) e 60% (devemos multiplicar por 100% + 60% = 160%).
Sempre que não for dado uma referência inicial, vale a pena utilizar o valor
100. Então, vamos supor que o valor inicial das vendas em janeiro foi igual a
100. O valor das vendas em março será igual a:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
21 
www.pontodosconcursos.com.br
1uu ·
12u
1uu
·
16u
1uu
= 192
Temos, portanto, um aumento de 92%.
Letra C
23. (Câmara Municipal de Vassouras 2006/CEPERJ) Dois descontos
sucessivos de 30% e 40% são equivalentes a um único desconto de:
A) 58%
B) 62%
C) 66%
D) 70%
Resolução
Temos agora dois descontos sucessivos. Vamos adotar a mesma estratégia de
utilizar o valor inicial igual a 100.
Para calcular o valor final depois do desconto de 30%, devemos multiplicar o
valor inicial por 100% - 30% = 70%. Da mesma maneira, para dar o desconto
de 40%, devemos multiplicar o valor por 100% - 40% = 60%.
1uu ·
7u
1uu
·
6u
1uu
= 42
Ora, se uma hipotética mercadoria custava 100 e agora custa 42, então o
desconto total dado foi de 100 – 42 = 58.
Desta forma, o desconto percentual foi de 58% (porque o valor inicial é igual a
100).
Letra A
24. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Durante a noite, o dono de uma loja aumentou
todos os preços em 20% e, no dia seguinte, anunciou um desconto de 30% em
todos os produtos. O desconto real que ele está oferecendo é de:
a) 10%
b) 12%
c) 14%
d) 16%
e) 18%
Resolução
Continuando com a mesma estratégia. Digamos que todos os preços sejam
iguais a 100. O dono da loja aumentou os preços em 20% (devemos multiplicar
por 100% + 20% = 120%) e em seguida anunciou um desconto de 30%
(devemos multiplicar por 100% - 30% = 70%).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
22 
www.pontodosconcursos.com.br
1uu ·
12u
1uu
·
7u
1uu
= 84
Ora, se as mercadorias custavam 100 e agora custam 84, então o desconto
dado foi de 100 – 84 = 16. Como o valor inicial adotado foi igual a 100, o
desconto percentual é de 16%.
Letra D
25. (SEE/RJ 2007/CEPERJ) Em uma semana, as ações de certa companhia
valorizaram 20% e, na semana seguinte, desvalorizaram 20%. O valor das
ações é:
A) o mesmo que o valor inicial
B) maior em 2% que o valor inicial
C) menor em 2% que o valor inicial
D) maior em 4% que o valor inicial
E) menor em 4% que o valor inicial
Resolução
Vamos assumir que o valor inicial das ações é igual a 100. Se as ações
valorizaram 20%, devemos multiplicar o valor de cada ação por 100% + 20% =
120%. Com a desvalorização de 20%, devemos multiplicar por 100% - 20% =
80%.
1uu ·
12u
1uu
·
8u
1uu
= 96
Ora, se as ações valiam 100 e agora valem 96, elas desvalorizaram 4%.
Letra E

26. (Pref. de Cantagalo 2010/CEPERJ) Um trabalhador gasta com o aluguel de
sua casa 25% do seu salário. Se o salário é corrigido com um aumento de 25%
e o aluguel com um aumento de 35%, então o novo aluguel passará a consumir
a seguinte porcentagem do novo salário do trabalhador:
a) 25%
b) 35%
c) 27%
d) 37%
e) 50%
Resolução
Digamos que o salário inicial do trabalhador é igual a 100. Como o aluguel
consome 25% do seu salário, então o aluguel é igual a 25.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
23 
www.pontodosconcursos.com.br
O salário aumentou 25%. Devemos, então, multiplicar o salário por 100% +
25% = 125%.
1uu ·
12S
1uu
= 12S
O aluguel sofreu um aumento de 35%. Devemos, portanto, multiplicá-lo por
100% + 35% = 135%.
2S ·
1SS
1uu
= SS,7S
Para saber qual a porcentagem do salário consumida pelo aluguel, devemos
dividir o valor do aluguel pelo salário do trabalhador e multiplicar por 100%
(sempre que quisermos transformar uma fração em porcentagem devemos
multiplicar por 100%).
SS,7S
12S
· 1uu% =
S.S7S
12S
% = 27%
Letra C
27. (SEE/RJ 2007/CEPERJ) Pedro investiu certa quantia comprando ações de
uma indústria. No final do primeiro ano, ele verificou que as ações tinham
valorizado 25%, mas no final do ano seguinte ele disse: “Puxa, eu tenho hoje o
dobro do dinheiro que investi”. A valorização dessas ações no segundo ano foi
de:
A) 50%
B) 55%
C) 60%
D) 70%
E) 75%
Resolução
Digamos que o valor inicial das ações de Pedro é igual a 100. Se elas
valorizaram 25%, devemos multiplicar seu valor por 100% + 25% = 125%.
1uu ·
12S
1uu
= 12S
No final do ano seguinte ele disse: “Puxa, eu tenho hoje o dobro do dinheiro
que investi”. Ora, como o valor inicial era igual a 100 e seu valor foi dobrado,
então o valor final é igual a 200.
Queremos saber a valorização das ações no segundo ano. O valor inicial das
ações no segundo ano era igual a 125. Para calcular a variação percentual
utilizaremos a seguinte fórmula:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
24 
www.pontodosconcursos.com.br
i =
Ji¡crcnço cntrc os :olorcs iniciol c ¡inol
:olor iniciol
· 1uu%

Valor inicial: R$ 125,00.
Valor final: R$ 200,00 .
Diferença entre os valores: 200 – 125 = 75
i =
75
125
· 100% =
7.500
125
% = 60%
Letra C

Vamos  agora  resolver  uma  série  de  exercícios  em  que  tenhamos  que  construir  uma 
equação do 1º grau ou um sistema de equações. 
Problemas do primeiro grau 

28. (RIOPREVIDÊNCIA 2010/CEPERJ) Considere um número real x e faça
com ele as seguintes operações sucessivas: multiplique por 2, em seguida
some 1, multiplique por 3 e subtraia 5. Se o resultado foi 220, o valor de x está
entre:
a) 30 e 35
b) 35 e 40
c) 40 e 45
d) 45 e 50
e) 50 e 55
Resolução
Considere um número real x.
Multiplicando-o por 2, obtemos 2 · x.
Somando 1 ao resultado, obtemos 2 · x + 1.
Em seguida, multiplicamos o resultado por 3. Assim, tem-se S · (2 · x +1).
Finalmente subtrai-se 5 e obtemos: S · (2 · x + 1) - S.
Este resultado é igual a 220.
S · (2 · x +1) -S = 22u
Vamos aplicar a propriedade distributiva.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
25 
www.pontodosconcursos.com.br
6 · x + S - S = 22u
6x -2 = 22u
6x = 22u + 2
6x = 222 = x =
222
6
= S7
Letra B
29. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) Considere um número real x e faça
com ele as seguintes operações sucessivas: multiplique por 4, depois some 31,
em seguida divida por 3, multiplique por 5 e subtraia 23. Se o resultado foi 222,
o valor de x é:
a) um número múltiplo de 7.
b) um número entre 30 e 40.
c) um número par.
d) um número cuja soma dos dígitos é 10.
e) um número primo.
Resolução
Multiplicando o número x obtemos 4 · x.
Em seguida some 31 - 4 · x +S1.
Depois divida por 3 -
4x+31
3

Multiplique por 5 - S · [
4x+31
3
¸
Subtraia 23 - S · [
4x+31
3
¸ - 2S
O resultado é igual a 222.
S · _
4x +S1
S
] - 2S = 222 = S · _
4x + S1
S
] = 222 + 2S
S · _
4x + S1
S
] = 24S =
4x + S1
S
=
24S
S

4x + S1
S
= 49 = 4x + S1 = S · 49
4x + S1 = 147 = 4x = 147 - S1
4x = 116 = x =
116
4
= 29
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
26 
www.pontodosconcursos.com.br
Como o número 29 é primo (número primo é aquele que possui apenas dois divisores
naturais).
Letra E
30. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) No sistema
_
u,Sx + 1,2y = 2,4
u,Sx -u,8y = -u,9

O valor de x é:
a) 1
b) -1
c) 0
d) 2
e) 2/3
Resolução
Para deixar o sistema um pouco mais “limpo”, podemos multiplicar as duas
equações por 10 com o intuito de eliminar as casas decimais.
_
u,Sx +1,2y = 2,4 · (1u)
u,Sx - u,8y = -u,9 · (1u)

_
Sx +12y = 24
Sx -8y = -9

Olhemos para a primeira equação: Sx + 12y = 24
Podemos, para simplificar, dividir ambos os membros da equação por 3.
x + 4y = 8
x = 8 - 4y
Vamos substituir esta expressão na segunda equação. Ou seja, trocaremos x
por 8 -4y.
Sx - 8y = -9
S · (8 -4y) - 8y = -9
4u - 2uy -8y = -9
-28y = -9 - 4u
-28y = -49
Multiplicando os dois membros da equação por (-1):
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
27 
www.pontodosconcursos.com.br
28y = 49 = y =
49
28

Vamos simplificar esta fração por 7. Para simplificar, devemos dividir o
numerador e o denominador por 7.
y =
49¡7
28¡7
=
7
4

Como x = 8 - 4y:
x = 8 -4 ·
7
4
= 8 - 7 = 1
Letra A
31. (TCE-RN 2000/ESAF) Um homem caridoso observou alguns mendigos em
uma praça e pensou: “Se eu der R$ 5,00 a cada mendigo, sobrar-me-ão R$
3,00. Ah, mas se eu tivesse apenas mais R$ 5,00, eu teria a quantia exata para
poder dar a cada um deles R$ 6,00”. O número de mendigos era, portanto:
a) 5
b) 6
c) 7
d) 8
e) 9
Resolução
Digamos que o homem caridoso possua x reais e que existam m mendigos.
Vejamos a primeira situação. “Se eu der R$ 5,00 a cada mendigo, sobrar-me-ão R$
3,00.”
O homem entrega 5 reais para cada um dos m mendigos. Portanto, ele gastou Sm
reais. Ele ainda ficou com 3 reais. Desta forma, a quantia que o homem possui é igual
a Sm + S rcois.
x = Sm + S
“Se eu tivesse apenas mais R$ 5,00, eu teria a quantia exata para poder dar a cada
um deles R$ 6,00.”
O homem possui x reais. Se ele tivesse mais R$ 5,00, então ele teria x + S reais. Esta
quantia daria para entregar exatamente 6 reais para cada um dos m mendigos.
x + S = 6m
x = 6m - S
Ora, se x = Sm + S e x = 6m - S, então Sm + S = 6m - S
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
28 
www.pontodosconcursos.com.br
Sm +S = 6m - S
Sm - 6m = -S - S
-m = -8
· m = 8
São 8 mendigos.
Letra D
32. (Prefeitura Municipal de Pinheiral 2006/CETRO) Hoje a idade de João é a
metade da idade de sua mãe. Há quatro anos, a idade de João era a terça
parte da idade de seu pai. Se a soma das idades dos três é 100 anos hoje,
calcule quantos anos o pai de João é mais velho que sua mãe.
a) 8
b) 10
c) 12
d) 13
e) 15
Resolução
Uma dica: procure sempre utilizar letras que façam referência ao nome das
pessoas envolvidas. Esqueça essa “mania” de sempre usar x,y,z... Pois ao
terminar a questão você terá que procurar quem é x,y,z...
Por exemplo: a idade de João é J, a idade da mãe é M e a idade do pai é P.
Hoje a idade de João é a metade da idade de sua mãe. Assim, [ =
M
2
. Assim, H = 2 · [.
Há quatro anos, a idade de João era a terça parte da idade de seu pai.
Ora, há quatros anos, João tinha (J – 4) anos e o seu pai tinha (P – 4) anos. A idade
João era a terça parte da idade de seu pai.
Idade de ]uãu =
Idade du pa|
3

] - 4 =
P - 4
3

P - 4 = 3 · (] -4)
P -4 = 3 · ] -12
P = 3 · ] -12 + 4
P = 3 · ] - 8
A soma das idades dos três é 100 anos hoje.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
29 
www.pontodosconcursos.com.br
] +M +P = 1ûû
] + 2 · ] + 3 · ] - 8 = 1ûû
ó · ] = 1û8
] = 18
Assim, a mãe de João tem M = 2 · ] = 3ó.
O pai de João tem P = 3 · ] - 8 = 3 · 18 - 8 = 4ó.
O pai de João é 10 anos mais velho do que a sua mãe.
Letra B
33. (AFC/SEPLAG-GDF 2009/FUNIVERSA) A diferença entre as idades de dois
irmãos é de três anos. Após três anos do nascimento do segundo, nasceu o
terceiro e assim foi acontecendo até se formar uma família com cinco irmãos.
Sabendo-se que, hoje, a idade do último irmão que nasceu é a metade da
idade do primeiro irmão nascido, é correto afirmar que, hoje, o irmão mais
velho está com idade igual a
a) 18 anos.
b) 20 anos.
c) 22 anos.
d) 24 anos.
e) 26 anos.
Resolução
Considere que o irmão mais novo tem x anos. Portanto, as idades dos outros irmãos
são iguais a x + S, x + 6, x +9 c x +12.
A idade do irmão mais novo é a metade da idade do irmão mais velho.
IJoJc Jo irmão mois no:o =
IJoJc Jo irmão mois :clbo
2

x =
x + 12
2

2x = x +12
x = 12
Assim, as idades dos irmãos são 12, 15, 18, 21, 24.
O irmão mais velho está com 24 anos.
Letra D
34. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Uma pessoa terá no ano de 2012 o triplo
da idade que tinha em 1994. Essa pessoa tem hoje:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
30 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 22 anos.
b) 23 anos.
c) 24 anos.
d) 25 anos.
e) 26 anos.
Resolução
Prestemos atenção ao fato de que a prova foi realizada no ano de 2009. Digamos que
a pessoa tenha x anos em 2009. Dessa maneira, terá x + S anos em 2012 e x - 1S
anos em 1994. Isso porque 2012 – 2009 = 3 e 2009 – 1994 = 15.

Ano 1994 2009 2012
Idade x - 1S x x + S

A idade da pessoa em 2012 é o triplo da idade da mesma pessoa em 1994.
IJoJc Jo pcssoo cm 2u12 = S · (IJoJc Jo pcssoo cm 1994)
x + S = S · (x - 1S)
x + S = Sx -4S
x -Sx = -4S -S
-2x = -48
x = 24 onos
Letra C
35. (TRF 1ªR 2001/FCC) No almoxarifado de certa empresa há 68 pacotes de
papel sulfite, dispostos em 4 prateleiras. Se as quantidades de pacotes em
cada prateleira correspondem a 4 números pares sucessivos, então, dos
números seguintes, o que representa uma dessas quantidades é o:
a) 8
b) 12
c) 18
d) 22
e) 24

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
31 
www.pontodosconcursos.com.br
Se o primeiro número par for x,então os próximos números pares sucessivos serão
x + 2, x + 4 c x + 6. A soma destes 4 números deve ser igual a 68.

x + x + 2 + x +4 + x + 6 = 68
4x +12 = 68
4x = S6 = x = 14
Desta maneira, se na primeira prateleira há 14 pacotes, nas outras prateleiras haverá
16, 18 e 20 pacotes.
Letra C
36. (Prefeitura Municipal de Arujá 2006/CETRO) Três números pares e
consecutivos têm por soma 90. A divisão do menor deles por 7 nos dá um
quociente igual a:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6
Resolução
Seja x o primeiro número par. Os próximos números pares serão x+2 e x+4. A
soma dos três é igual a 90. Assim,
x +x +2 + x + 4 = 9û
3 · x + ó = 9û
3 · x = 84
x = 28
O quociente da divisão de 28 por 7 é igual a 4.
Letra C
37. (MF 2009/ESAF) Existem duas torneiras para encher um tanque vazio. Se
apenas a primeira torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá em 24
horas. Se apenas a segunda torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá
em 48 horas. Se as duas torneiras forem abertas ao mesmo tempo, ao
máximo, em quanto tempo o tanque encherá?
a) 12 horas
b) 30 horas
c) 20 horas
d) 24 horas
e) 16 horas

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
32 
www.pontodosconcursos.com.br
Existe uma tática muito boa para resolver problemas envolvendo produção e
tempo. A tática é a seguinte: perguntar o que cada objeto produz na unidade de
tempo.

A primeira torneira enche o tanque em 24 horas. Isto significa que eu posso
dividir o tanque em 24 partes iguais e a torneira enche cada parte em 1 hora.
























Desta maneira, a primeira torneira enche 1/24 do tanque em 1 hora.

A segunda torneira enche o tanque em 48 horas. Isto significa que eu posso
dividir o tanque em 48 partes iguais e a torneira enche cada parte em 1 hora.
Como o tanque foi dividido em 48 partes, cada parte representa 1/48 do
tanque. Ou seja, a segunda torneira enche 1/48 do tanque em 1 hora.

Ora, se a primeira torneira em 1 hora enche 1/24 do tanque e a segunda
torneira em 1 hora enche 1/48 do tanque, então juntas em 1 hora encherão:

1
24
+
1
48
=
2 +1
48
=
S
48
=
1
16


Analogamente, se juntas as torneiras enchem o tanque completamente em x
horas, em 1 hora encherão 1/x.

Assim:

O tanque foi dividido em 24 partes iguais. A torneira 
enche cada parte em 1 hora, totalizando 24 horas. 
Cada parte representa  
1
24
  do tanque. 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
33 
www.pontodosconcursos.com.br
1
x
=
1
16


x = 16 boros.
Letra E

Vamos agora criar uma resolução geral para problemas de produção e tempo?

Considere que um objeto execute um serviço em o horas, outro objeto execute
um serviço o mesmo serviço em b horas, outro objeto execute o mesmo serviço
em c horas e assim por diante. Considere ainda que juntos, os objetos
executem o serviço em x horas. Temos a seguinte relação:

1
o
+
1
b
+ · =
1
x


No nosso caso, a primeira torneira enche o tanque em 24 horas e a segunda
torneira enche o tanque em 48 horas. Elas enchem o tanque em x boros.

1
24
+
1
48
=
1
x


2 +1
48
=
1
x
=
S
48
=
1
x


Como o produto dos meios é igual ao produto dos extremos:

S · x = 1 · 48

x =
48
S
= 16 boros.

38. (Oficial de Chancelaria – MRE 2009/FCC) Certo dia, Alfeu e Gema foram
incumbidos de, no dia seguinte, trabalharem juntos a fim de cumprir uma certa
tarefa; entretanto, como Alfeu faltou ao serviço no dia marcado para a
execução de tal tarefa, Gema cumpriu-a sozinha. Considerando que, juntos,
eles executariam a tarefa em 3 horas e que, sozinho, Alfeu seria capaz de
executá-la em 5 horas, o esperado é que, sozinha, Gema a tenha cumprido em
a) 6 horas e 30 minutos.
b) 7 horas e 30 minutos.
c) 6 horas.
d) 7 horas.
e) 8 horas.

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
34 
www.pontodosconcursos.com.br
Alfeu executa o serviço sozinho em 5 horas. Gema executa o serviço sozinha
em g horas. Juntos, executariam o serviço em 3 horas.

1
S
+
1
g
=
1
S

1
g
=
1
S
-
1
S
=
1
g
=
S -S
1S


1
g
=
2
1S

Como o produto dos meios é igual ao produto dos extremos:

2 · g = 1 · 1S

x =
1S
2
= 7,S boros = 7 boros c Su minutos

Letra B

39. (ANEEL 2004/ESAF) Para x = S, a simplificação da expressão
1ux - Su
2S - Sx

é dada por:
a) -2
b) 2
c) -S
d) 5
e) 2S
Resolução
Vejamos o numerador:
1ux - Su = 1u · (x - S)
Vejamos o denominador:
2S - Sx = S · (S -x) = -S · (x - S)
Desta forma:
1ux - Su
2S - Sx
=
1u · (x - S)
-S · (x - S)

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
35 
www.pontodosconcursos.com.br
Como x = S, podemos cortar os fatores (x - S).
1ux - Su
2S - Sx
=
1u · (x - S)
-S · (x - S)
=
1u
-S
= -2
Dê uma olhada nas alternativas. A resposta não depende do valor de x.
Portanto, podemos escolher um valor arbitrário para x. Vamos, por exemplo,
substituir x por 1.
1ux - Su
2S - Sx
=
1u · 1 - Su
2S - S · 1
=
1u - Su
2S - S
=
-4u
2u
= -2
Bem melhor, não?
Letra A
40. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Carlos e Márcio são irmãos. Carlos dá a Márcio
tantos reais quantos Márcio possui e, em seguida, Márcio dá a Carlos tantos
reais quantos Carlos possui. Se terminaram com 16 reais cada um, a quantia
que Carlos tinha inicialmente era de:

a) 12 reais
b) 15 reais
c) 18 reais
d) 20 reais
e) 24 reais
Resolução
Uma dica: procure sempre utilizar letras que façam referência ao nome das
pessoas envolvidas. Esqueça essa “mania” de sempre usar x,y,z...
No nosso caso, Carlos tem c reais e Márcio tem m reais.
1ª informação: Carlos dá a Márcio tantos reais quantos Márcio possui.
Já que Márcio possui m reais, Carlos dará m reais para Márcio. Vejamos o que
acontece com as quantias de cada um:

Carlos Márcio
Início c m
Carlos dá m reais para
Márcio
c -m m + m = 2m

É óbvio notar que se Carlos dá m reais para Márcio, então Carlos perde m reais e
Márcio ganha m rcois.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
36 
www.pontodosconcursos.com.br
1ª informação: Márcio dá a Carlos tantos reais quantos Carlos possui.
Atualmente, Carlos possui (c - m) rcois. Portanto, Márcio dará a Carlos (c -m) rcois.
Carlos Márcio
Início c m
Carlos dá m
reais para
Márcio
c -m m + m = 2m
Márcio dá
(c -m) reais a
Carlos
c - m +(c - m) = 2c - 2m 2m - (c -m) = 3m -c

As duas quantias são iguais a 16 reais.
]
2c -2m = 16
Sm - c = 16

Olhemos para a primeira equação:
2c - 2m = 16
Podemos dividir os dois membros da equação por 2.
c -m = 8
c = m + 8
Vamos substituir esta expressão na segunda equação.
Sm - c = 16
Sm - (m + 8) = 16
Sm - m - 8 = 16
2m = 16 +8 = 2m = 24 = m = 12
Como c = m + 8:
c = 12 + 8 = 2u rcois.
Letra D
41. (SERPRO 2001/ESAF) Três meninas, cada uma delas com algum dinheiro,
redistribuem o que possuem da seguinte maneira: Alice dá a Bela e a Cátia
dinheiro suficiente para duplicar a quantia que cada uma possui. A seguir, Bela
dá a Alice e a Cátia o suficiente para que cada uma duplique a quantia que
possui. Finalmente, Cátia faz o mesmo, isto é, dá a Alice e a Bela o suficiente
para que cada uma duplique a quantia que possui. Se Cátia possuía R$ 36,00
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
37 
www.pontodosconcursos.com.br
tanto no início quanto no final da distribuição, a quantia total que as três
meninas possuem juntas é igual a:
a) R$ 214,00
b) R$ 252,00
c) R$ 278,00
d) R$ 282,00
e) R$ 296,00

Resolução

Vamos montar uma tabela com a evolução da quantia que cada pessoa possui.

Alice Bela Cátia
Início o b S6

Alice dá a Bela e a Cátia dinheiro suficiente para duplicar a quantia que cada uma
possui.

Para que Bela duplique sua quantia, ela deve receber b reais. Para que Cátia duplique
sua quantia, ela deve receber 36 reais.

Alice Bela Cátia
o b S6


o - b - S6


b + b = 2b


S6 + S6 = 72

Bela dá a Alice e a Cátia o suficiente para que cada uma duplique a quantia que
possui.

Para que Alice duplique sua quantia, ela deve receber o - b -S6. Para que Cátia
duplique a sua quantia, ela deve receber 72 reais.

Alice Bela Cátia
2 · (o -b -S6) 2b - (o -b -S6) - 72 2 · 72 = 144

Manipulando a expressão da quantia de Bela:



Alice Bela Cátia
2 · (o -b -S6) Sb - o - S6 2 · 72 = 144

Cátia faz o mesmo, isto é, dá a Alice e a Bela o suficiente para que cada uma duplique
a quantia que possui.

Para que Alice duplique a sua quantia, ela deve receber 2 · (o - b - S6). Para que
Bela duplique a sua quantia, ela deve receber Sb -o -S6.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
38 
www.pontodosconcursos.com.br

Cátia possuía 144 reais. Como deu 2 · (o - b - S6) para Alice e Sb - o - S6 para Bela,
então ficou com:

144 - 2 · (o - b -S6)– (Sb -o - S6)

No final, Cátia ficou com 36 reais. Portanto,

144 - 2 · (o - b -S6)– (Sb - o - S6) = S6

144 - 2o + 2b +72 - Sb + o + S6 = S6

-o - b = -216

Multiplicando os dois membros por (-1):

o + b = 216

A quantia total que as três meninas possuem juntas é igual a:

o + b +c = 216 +S6 = 2S2
Letra B

42. (CEAGESP 2006/CONSULPLAN) Rui diz a Pedro: Se você me der 1/5 do
dinheiro que possui, eu ficarei com uma quantia igual ao dobro do que lhe
restará. Por outro lado, se eu lhe der R$ 6,00 do meu dinheiro, nós ficaremos
com quantias iguais. Quanto de dinheiro possui Rui?
a) R$ 42,00
b) R$ 31,00
c) R$ 25,00
d) R$ 28,00
e) R$ 47,00
Resolução

Vamos assumir que Rui possui r reais e que Pedro possui p reais.

“Rui diz a Pedro: Se você me der 1/5 do dinheiro que possui, eu ficarei com uma
quantia igual ao dobro do que lhe restará.”

Se Pedro der 1/5 do seu dinheiro, ficará com 4/5 da sua quantia.

Ou seja, se Pedro possuía p rcois, ficará com
4
5
· p.
Rui receberá 1/5 da quantia de Pedro. Como Rui possuía r rcois, ficará com r +
1
5
· p.

Sabemos que a quantia que Rui fica é o dobro da quantia de Pedro.

r +
1
S
· p = 2 ·
4
S
· p

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
39 
www.pontodosconcursos.com.br
r +
1
S
· p =
8
S
· p

r =
8
S
· p -
1
S
· p

r =
7
S
· p

Sr = 7p


Rui diz a Pedro:  
“Por outro lado, se eu lhe der R$ 6,00 do meu dinheiro, nós ficaremos com quantias
iguais.”
Pedro ficará com p + 6 reais e Rui ficará com r -6 reais. Estas duas quantias devem
ser iguais.
p + 6 = r - 6 
p = r -12 
Substituindo esta expressão na equação obtida acima:

Sr = 7p

Sr = 7 · (r - 12)

Sr = 7r - 84

-2r = -84 = 2r = 84 = r = 42 rcois.

Letra A

43. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) Antônio, Bruno e Carlos compraram
um barco por R$ 600,00. Antônio pagou a metade do que os outros dois juntos
pagaram. Bruno pagou a terça parte do que os outros dois juntos pagaram.
Então Carlos pagou:

a) R$150,00
b) R$200,00
c) R$250,00
d) R$300,00
e) R$350,00

Resolução

Vamos utilizar as letras o, b, c para indicar as quantias pagas por Antônio, Bruno e
Carlos, respectivamente.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
40 
www.pontodosconcursos.com.br

1ª informação - Antônio, Bruno e Carlos compraram um barco por R$ 600,00.

o +b + c = 6uu
2ª informação - Antônio pagou a metade do que os outros dois juntos pagaram.

o =
b + c
2
= h + c = 2a

3ª informação - Bruno pagou a terça parte do que os outros dois juntos pagaram.

b =
o + c
S
= o +c = Sb

Voltemos à primeira equação:

o + h + c = 6uu

Sabemos que h + c = 2a. Portanto,

o +2a = 6uu

So = 6uu

o = 2uu

Vamos utilizar o mesmo artifício com a terceira informação.

Sabemos que a + c = 3h e que a + b + c = 6uu.

b + 3h = 6uu

4b = 6uu

b = 1Su
o +b + c = 6uu

2uu + 1Su + c = 6uu

SSu + c = 6uu

c = 2Su

Letra C


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
41 
www.pontodosconcursos.com.br



44. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Em cada quadradinho da figura abaixo
há um número escondido.
Nas figuras a seguir, está escrita, abaixo de cada uma, a soma dos números dos
quadradinhos sombreados.

16 21 11
O número que está no primeiro quadradinho é:
a) 3
b) 5
c) 8
d) 11
e) 13
Resolução
Chamemos o número escondido no primeiro quadrado de x, o segundo número de y e
o terceiro de z.
x y z

Concluímos que:
x + y = 16
x + z = 21
y +z = 11
Este é um sistema linear muito famoso em questões de matemática. É um sistema
com 3 incógnitas. Só que em cada equação aparece a soma de duas das três
incógnitas. O processo mais rápido para resolver esse tipo de sistema é o seguinte:
i) Escolha a incógnita que você quer calcular.
ii) Multiplique por (-1) os dois membros da equação que não tem a incógnita escolhida
por você.
iii) Some as três equações.
Como queremos calcular o número do primeiro quadradinho, então a incógnita
escolhida é x.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
42 
www.pontodosconcursos.com.br
A equação que não aparece o x é a terceira. Portanto, vamos multiplicar os dois
membros da terceira equação por -1.
x + y = 16
x + z = 21
-y - z = -11
Ao somar as três equações, y c z serão cancelados.
Ficamos com:
x + x = 16 + 21 - 11
2x = 26
x = 1S
Letra E
45. (Assistente Administrativo – SERGIPE GAS 2010/FCC) Três equipes, X, Y
e Z, trabalham em obras de canalização e distribuição de gás natural.
Considere que, em certo período, a soma dos comprimentos dos dutos
montados por X e Y foi 8,2 km, por Y e Z foi 8,9 km e por X e Z foi 9,7 km. O
comprimento dos dutos montados pela equipe

(A) X foi 4 200 m.
(B) X foi 4 500 m.
(C) Y foi 3 500 m.
(D) Y foi 3 900 m.
(E) Z foi 5 000 m.
Resolução
De acordo com o enunciado temos:
x + y = 8,2
y + z = 8,9
x + z = 9,7
O processo mais rápido para resolver esse tipo de sistema é o seguinte:
i) Escolha a incógnita que você quer calcular.
ii) Multiplique por (-1) os dois membros da equação que não tem a incógnita escolhida
por você.
iii) Some as três equações.
Vamos multiplicar a última equação por (-1).
x + y = 8,2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
43 
www.pontodosconcursos.com.br
y + z = 8,9
-x - z = -9,7
o somar as três equações, x c z serão cancelados.
Ficamos com:
y + y = 8,2 + 8,9 - 9,7
2y = 7,4
y = S,7
Substituindo este valor na primeira equação:
x + S,7 = 8,2
x = 4,S
Como y + z = 8,9:
S,7 +z = 8,9
z = S,2
Desta maneira, comprimento dos dutos montados pela equipe:
X foi x = 4,S km = 4.Suu m
¥ foi y = S,7 km = S.7uu m
Z foi z = S,2 km = S.2uu m
Letra B
Equação do 2º grau 

Denomina-se equação do 2º grau toda equação na forma ax
2
+ bx + c = 0, onde a, b
e c são números reais e a ≠ 0.
Para calcular os possíveis valores que satisfazem a equação acima, devemos utilizar a
fórmula abaixo:
2
4
2
b b ac
x
a
− ± −
=
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
44 
www.pontodosconcursos.com.br
Denominamos discriminante o número real
2
4 b ac Δ = − , podemos reescrever a
fórmula resolutiva da equação do segundo grau da seguinte maneira,
2
b
x
a
− ± Δ
=
Resolva as equações abaixo:
( )
2
2
) 2 10 12 0
2, 10, c 12
10 4 2 12
4
( 10) 4 10 2
2 2 4
2 ou 3
{2;3}
a x x
a b
x
x x
S
− + =
= = − =
Δ = − − ⋅ ⋅
Δ =
− − ± ±
= =

= =
=
               
( )
2
2
b) 6 9 0
1, 6, c 9
6 4 ( 1) ( 9)
0
6 0 6 0
2 ( 1) 2
3 ou 3
{3}
x x
a b
x
x x
S
− + − =
= − = = −
Δ = − ⋅ − ⋅ −
Δ =
− ± − ±
= =
⋅ − −
= =
=
               
( )
2
2
) 4 7 0
1, 4, c 7
4 4 1 7
12
12
c x x
a b
R
S φ
− + =
= = − =
Δ = − − ⋅ ⋅
Δ = −
Δ = − ∉
=
 
Observe  que  no  terceiro  exemplo  o  discriminante  é  negativo.  Em  casos  como  este,  o 
conjunto solução sempre será o conjunto vazio, isto porque as raízes quadradas de números 
negativos não podem ser calculadas com  números reais. 
Observando os exemplos acima resolvidos, verificamos que há três casos a considerar. 
 
0 Duas raízes reais e distintas
0 Duas raízes reais e iguais
0 Não há raízes reais
Δ > ⇔
Δ = ⇔
Δ < ⇔
 
46. (CAERN 2010/FGV) A soma de dois números inteiros é 17, e o produto deles vale
52. A diferença entre esses números é
a) 9
b) 8
c) 10
d) 12
e) 11
Resolução
Vamos considerar que os números são x e y. A soma deles é 17 e o produto é 52.
Alguns rapidamente percebem que os números são 4 e 13. Desta forma a diferença
entre eles é 9. Letra A
Quem não perceber, deverá resolver o seguinte sistema:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
45 
www.pontodosconcursos.com.br
_
x + y = 17
xy = S2

Da primeira equação, concluímos que y = 17 - x. Substituindo esta expressão na
segunda equação, temos:
xy = S2
x · (17 - x) = S2
17x - x
2
= S2
-x
2
+17x - S2 = u
Desta forma, o = -1, b = 17 e c = -S2.
As raízes podem ser calculadas com o auxílio da seguinte fórmula

x =
-b _ √b
2
- 4oc
2o


x =
-17 _ ¸17
2
-4 · (-1) · (-S2)
2 · (-1)


x =
-17 _ √81
-2
=
-17 _ 9
-2

Desta forma,
x = 4 ou x = 1S.

Como y = 17 -x, então:

Se x = 4, então y = 1S.
Se x = 1S, então y = 4.

Os números procurados são 4 e 13.

A diferença entre eles é igual a 9.

Letra A

47. (Pref. Municipal de Cruzeiro 2006/CETRO) Quais as raízes da equação:
x² - 8x + 7 = 0
a) (1,-1)
b) (-7,-1)
c) (7,1)
d) (-7,1)
e) (-1,0)

Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
46 
www.pontodosconcursos.com.br

Considere uma equação do 2º grau ox
2
+ bx +c = u, com o = u. As raízes
podem ser calculadas com o auxílio da seguinte fórmula

x =
-b _ √b
2
- 4oc
2o


Na equação dada, temos que a = 1, b = - 8 e c = 7. Logo,

x =
-(-8) _ ¸(-8)
2
-4 · 1 · 7
2 · 1


x =
8 _ √64 - 28
2


x =
8 _6
2


Assim, x = 7 ou x = 1.

Letra C
 
48. (Assistente Administrativo IMBEL 2004/CETRO) Indique a alternativa que
represente o conjunto solução em R, para a equação: x
4
+13x
2
+36 =0

a) S={-2,2,-3,3}
b) conjunto vazio
c) S={-2,-3}
d) S={2,3}
e) S={-2,-3,-1,1}

Resolução

A equação dada é chamada de biquadrada e pode ser resolvida com a ajuda
de uma mudança de variável. Chamemos x
2
de y. Ou seja,
x
2
= y. Assim, x
4
= y
2
. A equação ficará
y
2
+ 1Sy + S6 = u

Ou seja, temos agora uma equação do segundo grau em y. Para resolver uma
equação do segundo grau com coeficientes a,b e c (na nossa equação a = 1, b
= 13 e c = 36) devemos utilizar a seguinte fórmula:
y =
-b _ √b
2
- 4oc
2o

y =
-1S _ √1S
2
-4 · 1 · S6
2 · 1

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
47 
www.pontodosconcursos.com.br
y =
-1S _ √169 - 144
2

y =
-1S _S
2

Assim,

y =
-1S + S
2
= -4
ou

y =
-1S - S
2
= -9

Como x
2
=y, então x
2
= -4 (x não pertence aos reais, pois não há número real
que elevado ao quadrado seja igual a -4, porque todo número real elevado ao
quadrado é não-negativo) ou x
2
= -9 (x não pertence aos reais pelo mesmo
motivo). Assim, o conjunto-solução da equação é o conjunto vazio.

Letra B


49. (TTN 1997/ESAF) A soma de todas as raízes da equação
x
4
- 25x
2
+ 144 = 0 é igual a
a) 0
b) 16
c) 9
d) 49
e) 25
Resolução

A equação dada é chamada de biquadrada e pode ser resolvida com a ajuda
de uma mudança de variável. Chamemos x
2
de y. Ou seja,
x
2
= y. Assim, x
4
= y
2
. A equação ficará
y
2
- 2Sy + 144 = u

Ou seja, temos agora uma equação do segundo grau em y. Para resolver uma
equação do segundo grau com coeficientes a,b e c (na nossa equação a = 1,
b = -25 e c = 144) devemos utilizar a seguinte fórmula:
y =
-b _ √b
2
- 4oc
2o

y =
-(-2S) _¸(-2S)
2
-4 · 1 · 144
2 · 1

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
48 
www.pontodosconcursos.com.br
y =
2S _ √62S - S76
2

y =
2S _ 7
2

Assim,

y =
2S + 7
2
= 16
ou

y =
2S - 7
2
= 9

Como x
2
=y, então x
2
= 16 ou x
2
= 9.

x
2
= 16 ou x
2
= 9

x = 4 ou x = -4 ou x = S ou x = -S

A soma de todas as raízes da equação é 4 + (-4) +S + (-S) = u.


Letra A
 
50. (AFC-STN 2002/ESAF) A soma dos valores reais de x
x
2
+ x + 1 =
1S6
x
2
+ x

é igual a:
a) -6
b) -2
c) -1
d) 6
e) 1S
Resolução
Vamos utilizar um artifício para facilitar os cálculos. Fazendo x
2
+x = y, a
equação ficará:
y +1 =
1S6
y

y · (y +1) = 1S6
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
49 
www.pontodosconcursos.com.br
y
2
+y = 1S6
y
2
+ y - 1S6 = u
y =
-b _ √b
2
- 4oc
2o
=
-1 _ ¸1
2
- 4 · 1 · (-1S6)
2 · 1
=
-1 _ √62S
2
=
-1 _ 2S
2

y =
-1 - 2S
2
= -1S ou y =
-1 + 2S
2
= 12
i) y = -1S
x
2
+ x = -1S
x
2
+ x + 1S = u
x =
-1 _ √1
2
-4 · 1 · 1S
2 · 1
=
-1 _ √-S1
2

Como o problema pede para trabalhar com raízes reais, não podemos
continuar neste caso, pois a raiz quadrada de -S1 não é um número real.
ii) y = 12
x
2
+ x = 12
x
2
+ x - 12 = u
x =
-1 _ ¸1
2
-4 · 1 · (-12)
2 · 1
=
-1 _ 7
2

x =
-1 - 7
2
= -4 ou x =
-1 + 7
2
= S
A soma dos valores reais de x é igual a -4 +S = -1.
Letra C

51. (TFC 2000/ESAF) Determinar o de modo que a equação
4x
2
+ (o - 4)x +1 -o = u tenha duas raízes iguais:
a) o = u
b) o = -8 ou o = u
c) o = 8
d) -8 < o < u
e) o < u ou o > 8
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
50 
www.pontodosconcursos.com.br
Uma equação do tipo ox
2
+ bx + c = u tem raízes iguais se e somente se o
discriminante Δ = b
2
- 4oc for igual a 0.
4x
2
+ (o - 4)x + 1 - o = u
(o -4)
2
- 4 · 4 · (1 - o) = u
o
2
-8o + 16 - 16 + 16o = u
o
2
+ 8o = u
Vamos colocar o em evidência.
o · (o + 8) = u
Devemos pensar o seguinte: quando é que multiplicamos dois números e o resultado é
igual a 0? Quando qualquer um dos fatores for igual a 0.
Portanto, o = u ou o + 8 = u
Ou seja, o = u ou o = -8.
Letra B

52. (SEA-AP 2002/FCC) Em certo momento, o número X de soldados em um
policiamento ostensivo era tal que subtraindo-se do seu quadrado o seu
quádruplo, obtinha-se 1.845. O valor de X é:
a) 42
b) 45
c) 48
d) 50
e) 52
Resolução
De acordo com o enunciado, x
2
- 4x = 1.84S.
x
2
- 4x -1.84S = u
Vamos calcular o discriminante:
Δ = b
2
- 4oc = (-4)
2
-4 · 1 · (-1.84S) = 7.S96
Temos que calcular a raiz quadrada de 7.396.
Observe o seguinte fato:
Su
2
= 2.Suu
6u
2
= S.6uu
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
51 
www.pontodosconcursos.com.br
7u
2
= 4.9uu
8u
2
= 6.4uu
9u
2
= 8.1uu
Como 6.4uu < 7.S96 < 8.1uu, então a raiz quadrada de 7.396 é um número que está
entre 80 e 90. Como o algarismo das unidades de 7.396 é igual a 6 concluímos que a
raiz quadrada só pode ser 84 ou 86 (isto porque 4 x 4 = 16 e 6 x 6 = 36).
84
2
= 7.uS6
Deu errado... Só pode ser 86!
86
2
= 7.S96
Voltando à equação:
x
2
- 4x -1.84S = u
x =
-(-4) _ 86
2 · 1
=
4 _86
2

Como x representa o número de soldados, obviamente x > u, portanto, devemos
utilizar apenas o + na fórmula.
x =
4 +86
2
= 4S soluauos
Letra B
53. (TRT 2ª Região 2004/FCC) Alguns técnicos judiciários combinaram dividir
igualmente entre si 108 processos a serem arquivados. Entretanto, no dia em que o
trabalho seria realizado, dois técnicos faltaram ao serviço e, assim, coube a cada um
dos outros arquivar 9 processos a mais que o inicialmente previsto. O número de
processos que cada técnico arquivou foi:
a) 16
b) 18
c) 21
d) 25
e) 27

Resolução
Digamos que há n funcionários e que cada um arquivará p processos.
O total de processos é dado pelo produto do número de funcionários pelo número de
processos que cada um arquivará. Desta forma:
n · p = 1u8
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
52 
www.pontodosconcursos.com.br
p =
1u8
n

No dia em que o trabalho seria realizado, dois técnicos faltaram ao serviço e, assim,
coube a cada um dos outros arquivar 9 processos a mais que o inicialmente previsto.
Ou seja, cada um dos (n - 2) funcionários arquivará (p +9) processos.

(n - 2) · (p + 9) = 1u8

n · p + 9n -2p - 18 = 1u8
Sabemos que n · p = 1u8, logo:
1u8 +9n - 2p - 18 = 1u8
1u8 +9n - 2p - 18 -1u8 = u
9n - 2p - 18 = u
Vamos substituir o valor de p por
108
n
.
9n - 2 ·
1u8
n
- 18 = u
9n -
216
n
-18 = u
Vamos multiplicar os dois membros da equação por n.
9n · n -
216
n
· n -18 · n = u · n
9n
2
- 18n -216 = u
Para simplificar as contas, vamos dividir os dois membros por 9.
n
2
-2n - 24 = u
n =
-b _ √b
2
- 4oc
2o
=
-(-2) _ ¸(-2)
2
- 4 · 1 · (-24)
2 · 1
=
2 _ 1u
2

Como o número de funcionários é positivo, devemos utilizar apenas o +.
n =
2 + 1u
2
=
12
2
= 6 funcionáiios.
p =
1u8
n
=
1u8
6
= 18 proccssos poro coJo ¡uncionário
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
53 
www.pontodosconcursos.com.br
Essa é a situação inicial: 6 funcionários, cada um arquiva 18 processos. Faltaram 2
funcionários, portanto apenas 4 funcionários trabalharam. Cada um deles arquivou 9
processos a mais, portanto, cada um deles arquivou 27 processos.
Letra E
Relações de Girard 
 
Vamos resolver a equação 12x
2
-1ux + 2 = u. 
Considerando a notação usual ox
2
+ bx +c = u, temos que o = 12, b = -1u c c = 2.
x =
-b _√b
2
-4oc
2o
=
-(-1u) _ ¸(-1u)
2
- 4 · 12 · 2
2 · 12

x =
1u _ 2
24

Assim:
x
1
=
1u + 2
24
=
12
24
=
1
2
ou x
2
=
1u - 2
24
=
8
24
=
1
S

Vamos calcular a soma das raízes:
S = x
1
+x
2
=
1
2
+
1
S
=
S +2
6
=
S
6

Vamos calcular o produto das raízes:
P = x
1
· x
2
=
1
2
·
1
S
=
1
6

Pronto! Todo este trabalho para calcular a soma e o produto das raízes da equação do
segundo grau. Será que existe uma forma mais rápida? Sim... Existe! É sobre este
assunto que falaremos agora: As Relações de Girard.
São duas fórmulas que nos ajudam a calcular a soma e o produto.
Vejamos: Chamaremos de x
1
c x
2
as raízes da equação ox
2
+ bx + c = u.
Desta maneira:
1 2
e
2 2
b b
x x
a a
− + Δ − − Δ
= =  
Vamos multiplicar e somar estes dois números: 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
54 
www.pontodosconcursos.com.br
 
 
Vamos voltar ao nosso exemplo:  
12x
2
- 1ux +2 = u. 
o = 12, b = -1u c c = 2
Pois bem, de acordo com as relações de Girard, a soma das raízes é dada por:
S =
-b
o
=
-(-1u)
12
=
1u
12
=
S
6

O produto das raízes é dado por:
P =
c
o
=
2
12
=
1
6

54. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) O valor de m para que a
soma das raízes da equação de segundo grau mx
2
– 7x + 10 = 0 seja igual a 7
é:
a) - 7
b) - 2
c) 1
d) - 1
e) 7

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
55 
www.pontodosconcursos.com.br
Lembremos o que dizem as Relações de Girard. Considere uma equação do 2º grau
ox
2
+bx + c = u, com o = u cujas raízes podem ser calculadas com o auxílio da
seguinte fórmula

x =
-b _√b
2
- 4oc
2o


A soma das raízes dessa equação é dada por

S =
-b
o


e o produto das raízes é dado por

P =
c
o


Voltemos ao problema. Na equação mx
2
– 7x + 10 = 0, temos que a = m, b = - 7 e c =
10.

A soma das raízes é igual a 7, logo

-b
o
= 7

7
m
= 7

7m = 7

m = 1

Letra C

55. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) Na equação de segundo
grau 5x
2
– 10x + 2m – 4 = 0, a soma das raízes é igual ao produto das
mesmas, nessas condições, o valor de m é igual a:
a) -2
b) -1
c) 5
d) 7
e) 2

Resolução

Na questão anterior vimos que na equação ox
2
+bx + c = u, a soma das raízes é
dada por

S =
-b
o


e o produto das raízes é dado por
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
56 
www.pontodosconcursos.com.br

P =
c
o


Na equação dada, temos que a = 5, b = -10 e c = 2m – 4.

Como a soma das raízes é igual ao produto das raízes,

S = P

-b
o
=
c
o


-b = c

-(-1u) = 2m - 4

2m - 4 = 1u

2m = 14

m = 7

Letra D

56. (Tribunal Regional do Trabalho, 12a Região • Santa Catarina
2005/FEPESE) As raízes da função quadrática y = 2x
2
+mx + 1 são positivas e
uma é o dobro da outra. A soma dessas raízes é:
a) 2,4
b) 2,1
c) 1,8
d) 1,5
e) 1,2

Resolução

Sejam x
1
e x
2
as raízes da equação dada. Temos que a = 2, b = m e c = 1.

O texto nos informa que uma raiz é o dobro da outra. Ou seja, x
1
= 2x
2
.

Sabendo os valores de “a” e “c”, temos condições de calcular o produto das raízes.

x
1
· x
2
=
c
o

Como x
1
= 2x
2
,

2 · x
2
· x
2
=
1
2


x
2
2
=
1
4


Como as raízes são positivas, então
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
57 
www.pontodosconcursos.com.br

x
2
=
1
2


Consequentemente

x
1
= 2 · x
2
= 2 ·
1
2
= 1

Assim, a soma das raízes será igual a

x
1
+x
2
= 1 +
1
2
=
2 + 1
2
=
S
2
= 1,S

Letra D

57. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) A equação x
2
+ bx + c = u possui raízes 3 e 5.
Então, b + c é igual a:
a) 7
b) 10
c) 15
d) 19
e) 23
Resolução
Lembremos o que dizem as Relações de Girard. Considere uma equação do 2º grau
ox
2
+bx + c = u, com o = u.  
A soma das raízes dessa equação é dada por

S =
-b
o


e o produto das raízes é dado por

P =
c
o


Sabemos que o = 1. Como as duas raízes são 3 e 5, então a soma das raízes é
S = S +S = 8 e o produto das raízes é P = S × S = 1S.
S =
-b
o
=
-b
1
= 8
b = -8
P =
c
o
=
c
1
= 1S
c = 1S
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
58 
www.pontodosconcursos.com.br
b +c = -8 +1S = 7
Letra A
Pares Ordenados 
 
Dados dois elementos a e b, podemos formar com eles o conjunto {a,b}, no qual é
irrelevante a ordem dos elementos. Adotaremos como noção primitiva o conceito de
par ordenado, um ente matemático que depende da ordem em que os números a e b
são considerados. Um par ordenado é indicado entre parêntesis e os elementos são
separados por vírgula (ou ponto e vírgula).
Considere o par ordenado (o, b). O número o é chamado abscissa do par e o número
b é chamado ordenada do par. Dois pares ordenados são iguais se e somente se
possuírem a mesma abscissa e a mesma ordenada.
(o, b) = (c, J) = o = c c b = J
Exemplo:
Os pares ordenados (2, S) c [√4,
6
2
¸ são iguais porque:
2 = 4 c S =
6
2

Observe que em geral (o, b) = (b, o). Só teremos a igualdade (o, b) = (b, o) nos casos
em que o = b.
Plano Cartesiano 
 
Considere duas retas orientadas x e y. Chamaremos estas retas de eixos coordenados. 
Considere ainda que as duas retas sejam perpendiculares (formam um ângulo de 90
o
) e se 
cortam no ponto O. 
 
 
 

 


y
Ponto O - Origem do plano cartesiano 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
59 
www.pontodoscon com.br








O eixo x é o eixo das abscissas. O eixo y é o eixo das ordenadas. A origem do plano
cartesiano é o ponto O. O plano fica dividido em 4 regiões chamadas de quadrantes.
A numeração dos quadrantes é feita no sentido anti-horário.







Como representamos o par ordenado (o, b) no plano cartesiano?
- Localizamos o número o no eixo x e desenhamos uma reta vertical passando pelo
ponto encontrado.
- Localizamos o número b no eixo y e desenhamos uma reta horizontal pelo ponto
encontrado.
- O ponto de encontro das duas retas desenhadas é o ponto (o, b).
Localize no mesmo plano cartesiano os pontos A(2,4), B(-1, -S), C(S,u) c Ð(u,2).




C(S,u)
A(2,4)

y
2 Ð(u,2)
S
-1
4
2
1º quadrante  2º quadrante 
3º quadrante  4º quadrante 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
60 
www.pontodosconcursos.com.br






Observações
i) O ponto C(3,0) está sobre o eixo das abscissas. Todos os pontos do
eixo x possuem a ordenada igual a 0. De outra forma, dizemos que os
pontos que pertencem ao eixo x possuem y = û.
ii) O ponto D(0,2) está sobre o eixo das ordenadas. Todos os pontos do
eixo y possuem a abscissa igual a 0. De outra forma, dizemos que os
pontos que pertencem ao eixo y possuem x = û.
Funções 
 
João estava muito cansado para dirigir e decidiu ir para o trabalho de táxi. Como ele é um bom 
aluno  de  matemática,  pediu  para  o  taxista  explicar  como  funciona  a  lei  que  calcula  o  valor  a 
ser pago pela corrida de táxi. O taxista explicou que ele deve pagar uma bandeira de R$  3,50 – 
valor inicial a ser pago em qualquer corrida de táxi – e mais R$ 0,50 por quilômetro rodado. 
Como  a  distância  da  casa  de  João  até  o  seu  trabalho  é  de  9  quilômetros,  então  ele  pagará  9 
vezes  R$  0,50  mais  R$  3,50.  Portanto,  João  pagará  R$  8,00  para  fazer  o  percurso  de  9 
quilômetros.  João  achou  caro  e  começou  a  fazer  as  contas  de  quanto  pagaria  na  corrida 
dependendo da quantidade de quilômetros rodados – decidiu que faria o restante do percurso 
andando. 
8 quilômetros - S,Su +8 × u,Su = 7,Su 
7 quilômetros - S,Su +7 × u,Su = 7,uu 
6 quilômetros - S,Su +6 × u,Su = 6,Su 
5 quilômetros - S,Su +S × u,Su = 6,uu 
4 quilômetros - S,Su +4 × u,Su = S,Su 
 
 
está em função 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
61 
www.pontodosconcursos.com.br
João  percebeu  que  o  valor  a  ser  pago  pela  corrida  depende  da  quantidade  de  quilômetros 
rodados. 
Quilômetros rodados  Valor a ser pago 
??  2,00 
??  2,50 
4  5,50 
5  6,00 
6  6,50 
7  7,00 
8  7,50 
9  8,00 
 
Observe  que  a  cada  quantidade  dada  de  quilômetros  rodados,  podemos  calcular  o  valor 
correspondente  a  ser  pago.  Obviamente  todas  as  quilometragens  possuem  um,  e  apenas  um 
valor  a  ser  pago.  Nem  todos  os  valores  “a  serem  pagos”  possuem  uma  quilometragem 
correspondente.  No  exemplo  dado,  não  tem  como  uma  pessoa  andar  no  táxi  e  pagar  apenas 
R$ 2,00 ou R$ 2,50. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O  diagrama  acima  relaciona  os  elementos  de  A  (possíveis  quilometragens)  com  os  elementos 
de B (possíveis valores a serem pagos). 
Observe que cada elemento de A corresponde a um único elemento de B. 
Esta  relação  é  denominada  função  de  A  em  B.  Podemos  garantir,  matematicamente,  que  se 
trata de uma função porque: 
i) Todos os elementos de A participam da relação (mandam flecha). 

4





2,uu
2,Su 
S,Su 
6,uu 
6,Su 
7,uu 
7,Su 
8,uu

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
62 
www.ponto
ii) Os  elementos  de  A  participam  da  relação  apenas  uma  vez  (mandam  apenas  uma 
flecha). 
Ou  seja,  podem  acontecer  duas  coisas  para  que  uma  relação  entre  dois  conjuntos  não  seja 
função: 
i) Algum elemento de A não participar da relação (não mandar flecha). 
ii) Algum elemento de A participar da relação mais de uma vez (mandar mais de uma 
flecha). 
A definição afirma que todos os elementos do conjunto de partida deve se relacionar
com um elemento do conjunto imagem, e esse elemento deve ser único.





Quais das seguintes relações binárias de A em B também são funções?


 




 














A  B 
Não é função, pois existe elemento de A que não 
se relaciona. 


É função, pois todos os elementos de A se 
relacionam apenas uma vez. 


É função, pois todos os elementos de A se 
relacionam apenas uma vez. 
Não é função, pois existe elemento de A que se 
relaciona mais de uma vez. 
A  B 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
63 
www.pontodosconcursos.com.br




Domínio e Imagem 
 
No exemplo anterior, o conjunto A é chamado domínio da função e o conjunto B é
chamado contradomínio da função (ou conjunto de chegada). Os elementos de B que
recebem as flechas formam o conjunto imagem. Desta forma:
Ðominio Jc ¡: Ð
]
= A = {4,S,6,7,8,9]
ControJominio Jc ¡: CÐ
]
= B = {2,uu ; 2,Su; S,Su; 6,uu; 6,Su; 7,uu; 7,Su; 8,uu]
Imogcm Jc ¡: Im
]
= {S,Su; 6,uu; 6,Su; 7,uu; 7,Su; 8,uu]
Observe que o conjunto imagem é um subconjunto do contradomínio, ou seja, todos
os elementos do conjunto imagem são elementos do contradomínio.
Reconhecimento gráfico de uma função 
 
Para determinar se determinado gráfico de uma relação de A em B é uma
função de A em B devemos traçar retas perpendiculares ao eixo x passando por todos
os pontos do conjunto partida (A). Se todas as retas encontrarem o gráfico em apenas
um ponto, então a dada relação binária é uma função.
Exemplos
¡: A - R cm quc A = |-1,2| 
 
A  curva  acima  representa  uma  função  já  que  todas  as  retas  verticais  encontram  o  gráfico 
apenas uma vez. 
g: B - R cm quc B = |u,6| 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
64 
www.pontodosconcursos.com.br
 
A curva acima não representa uma função já que existem retas verticais que encontram o 
gráfico mais de uma vez.  
 
 
 
 
 
 
 
58. (TRT-SC 2007/CETRO) Assinale a alternativa que não representa gráfico
de uma função y = f(x).


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
65 
www.pontodosconcursos.com.br

Resolução

O gráfico de uma função não pode possuir mais de um ponto na mesma vertical.
Portanto, o gráfico da letra C não representa uma função.

Letra C

Imagem de um elemento 
 
Considere um par ordenado (x,y) pertencente a uma função ¡. O elemento y é
chamado valor de f do elemento x e escrevemos dessa forma: y = ¡(x).
Exemplo
Dada a função real definida por ¡(x) = x² +1calcule:
¡(u) = u
2
+ 1 = 1

¡(-1) = (-1)
2
+ 1 = 2

¡(√2) = (√2)
2
+ 1 = S
Isto significa que o gráfico da função ¡ passa pelos pontos (u,1), (-1,2), (√2, S).
Podemos também dizer que o número 0 manda uma flecha para o número 1, o
número -1 manda uma flecha para o número 2 e o número √2 manda uma flecha para
o número 3.
59. (SUFRAMA 2008/FUNRIO) Seja ¡ uma função que tem como domínio o
conjunto A={Ana, José, Maria, Paulo, Pedro} e como contradomínio o conjunto
B={1,2,3,4,5}. A função f associa a cada elemento x em A o número de letras
distintas desse elemento x . Com base nessas informações, pode-se afirmar
que
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
66 
www.pontodosconcursos.com.br
a) elementos distintos no domínio estão associados a distintos elementos no
contradomínio.
b) todo elemento do contradomínio está associado a algum elemento do domínio.
c) f não é uma função.
d) ¡(Horio) = S
e) ¡(PcJro) = ¡(Poulo)
Resolução
A função ¡ associa a cada elemendo x em A o número de letras distintas desse
elemento x.
Ana Æ possui 2 letras distintas.
José Æ possui 4 letras distintas.
Maria Æ possui 4 letras distintas.
Paulo Æ possui 5 letras distintas.
Pedro Æ possui 5 letras distintas.



Desta maneira, podemos afirmar que:
¡(Ano) = 2
¡([osé) = ¡(Horio) = 4
¡(Poulo) = ¡(PcJro) = S
Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.
a) elementos distintos no domínio estão associados a distintos elementos no
contradomínio.
Esta alternativa é falsa, pois há elementos no domínio que estão associados ao
mesmo elemento no contradomínio. Por exemplo, ¡([osé) = ¡(Horio) = 4.
b) todo elemento do contradomínio está associado a algum elemento do domínio.
Esta alternativa é falsa, pois há elemento no contradomínio que não está associado
com algum elemento do domínio. Por exemplo, o número 3 não está associado.

c) f não é uma função.
Ano
[osé 
Horio 
Poulo 
PcJro 
A





B
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
67 
www.pontodosconcursos.com.br
Esta alternativa é falsa, pois ¡ é uma função. Todos os elementos de A se
relacionam uma única vez com algum elemento de B. Não sobram elementos em A e
ninguém manda mais de uma flecha.

d) ¡(Horio) = S
Falso. Maria tem 4 letras distintas. ¡(Horio) = 4.

e) ¡(PcJro) = ¡(Poulo)
Verdadeiro. Como foi visto, ¡(Poulo) = ¡(PcJro) = S.
Letra E
60. (AFTN 1996/ESAF) Em um laboratório de experiências veterinárias foi
observado que o tempo requerido para um coelho percorrer um labirinto, na
enésima tentativa, era dado pela função C(n) = (3+12/n) minutos. Com relação
a essa experiência pode-se afirmar, então, que um coelho:
a) consegue percorrer o labirinto em menos de três minutos.
b) gasta cinco minutos e quarenta segundos para percorrer o labirinto na quinta
tentativa.
c) gasta oito minutos para percorrer o labirinto na terceira tentativa.
d) percorre o labirinto em quatro minutos na décima tentativa.
e) percorre o labirinto numa das tentativas, em três minutos e trinta segundos.
Resolução
a) O número n representa o número de tentativas para o coelho percorrer o labirinto.
Obviamente, este número n é inteiro e positivo (número natural). Dividindo o número
12 por um número natural, obtemos um número positivo. Portanto, o número 3+ 12/n é
positivo e maior que 3.
Desta maneira, a letra A é falsa.
b) Para calcular o tempo gasto para percorrer o labirinto na quinta tentativa, devemos
substituir n por 5.
C(n) = S +
12
n

C(S) = S +
12
S
= S,4 minutos = S minutos +u,4 minuto
= S minutos + u,4 · 6u scgunJos
C(S) = S minutos c 24 scgunJos
A alternativa B é falsa.
c) Para calcular o tempo gasto na terceira tentativa devemos substituir o valor de n por
3.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
68 
www.pontodosconcursos.com.br
C(n) = S +
12
n

C(S) = S +
12
S
= 7 minutos
A alternativa C é falsa.
d) Para calcular o tempo gasto na décima tentativa devemos substituir o valor de n por
10.
C(n) = S +
12
n

C(1u) = S +
12
1u
= 4,2 minutos
A alternativa D é falsa.
e) Queremos que o tempo seja igual a 3 minutos e 30 segundos = 3,5 minutos.
S +
12
n
= S,S
12
n
= u,S
u,Sn = 12
n =
12
u,S
=
12u
S
= 24
Ou seja, o percurso é feito em 3 minutos e 30 segundos na 24ª tentativa.
Letra E
Zero de uma função 
 
Zero ou raiz de uma função é todo elemento do domínio tal que a sua imagem seja
igual a 0, i.e., números tais que f(x)=0. Geometricamente, determinamos os zeros de
uma função obtendo a interseção do gráfico com o eixo dos x.


 



y
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
69 
www.pontodosconcursos.com.br






Exemplo: Determine os zeros da função definida por ¡(x) = x
2
- Sx + 6.
Resolução
Basta resolver a equação ¡(x) = u.
x
2
-Sx +6 = u
x =
-b _√b
2
- 4oc
2o
=
-(-S) _¸(-S)
2
-4 · 1 · 6
2 · 1
=
S _ 1
2

x = 2 ou x = S
Isto significa que o gráfico da função ¡(x) = x
2
- Sx + 6 toca o eixo x nos pontos de
abscissa 2 e 3 (veremos isto com mais detalhes ainda nesta aula na teoria sobre
função quadrática).
 
 
 
Função Afim e Inequação do 1º grau 
 
A função afim também é chamada de função polinomial do 1º grau (no cotidiano
muitas pessoas, erradamente, falam função do primeiro grau).
Uma função ¡ é chamada de função afim quando for do tipo:
¡: R - R 
¡(x) = ox +b , o = u. 
Vejamos alguns exemplos:
o b ¡(x)
2 4 ¡(x) = 2x +4
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
70 
www.pontodosconcursos.com.br
S -2 ¡(x) = Sx -2
-1 S ¡(x) = -x + S
2 0 ¡(x) = 2x
1 0 ¡(x) = x

O coeficiente o é chamado de coeficiente angular, taxa de variação, coeficiente
dominante ou coeficiente líder.
O coeficiente b é chamado de coeficiente linear ou termo independente.
Dependendo dos valores de o e b, a função afim pode receber alguns nomes
especiais.

Sempre que b = u, a função afim é chamada de função linear.

A função linear ¡(x) = x é chamada de função identidade. Ou seja, quando o = 1 e
b = u, a função é chamada de identidade.

• Gráfico - o gráfico da função afim é uma reta inclinada aos eixos
coordenados.
Veremos na aula de Geometria Plana que dois pontos distintos determinam uma reta.
Desta maneira, para construir o gráfico da função afim devemos seguir os seguintes
passos:
i) Escolher dois valores arbitrários para x.
ii) Calcular os valores correspondentes de y.
iii) Marcar os dois pontos no plano cartesiano.
iv) Traçar a reta que passa pelos dois pontos marcados.
Vamos construir o gráfico do primeiro exemplo: ¡(x) = 2x + 4.
Vamos utilizar x = 1 c x = -1.
Quando x = 1, temos ¡(1) = 2 · 1 +4 = 6. Ou seja, a reta passa pelo ponto (1,6).
Quando x = -1, temos ¡(-1) = 2 · (-1) +4 = 2. Ou seja, a reta passa pelo ponto (-
1,2).






x
y
1
‐1
2
6
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
71 
www.pontodosconcursos.com.br

Uma pergunta natural que surge é: como determinar os pontos em que a reta corta os
eixos coordenados?
Vimos que (na seção sobre zeros da função) para determinar o intercepto do gráfico
com o eixo x, devemos resolver a equação ¡(x) = u.
2x + 4 = u
2x = -4
x = -2






Vamos aprender agora uma técnica que podemos utilizar em qualquer função, seja ela
afim, quadrática, exponencial, trigonométrica, etc.
Como determinar o intercepto do gráfico com o eixo y?
Basta calcular ¡(u), ou seja, substituir x por 0.




¡(x) = 2x +4
¡(u) = 2 · u + 4 = 4







y
1
‐1
2
6
-2
-2 
x
y
1
‐1
2
6
4
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
72 
www.pontodosconcursos.com.br

















Construa o gráfico da função real definida por ¡(x) = -Sx + 6.
Resolução
Agora que já temos um pouco mais de bagagem teórica, vamos construir o gráfico
com um pouco mais de velocidade.
b = 6, logo o gráfico corta o eixo y no ponto de ordenada igual a 6.
Para determinar o intercepto do gráfico com o eixo x, devemos resolver a equação
¡(x) = u.
-Sx +6 = u
-Sx = -6
Sx = 6
x = 2

Resumindo: a reta corta o eixo x no ponto de abscissa igual a 2 e corta o eixo y no
ponto de ordenada igual a 6.


IMPORTANTE 
Vimos que para calcular o intercepto do gráfico com o eixo y basta calcular ¡(u). Ora, a função 
afim  é  definida  por  ¡(x) = ox +b.  Desta  maneira,  ¡(u) = o · u + b = b.  Resumindo:  a 
ordenada  do  ponto  em  que  a  reta  toca  o  eixo  y  é  igual  a  b.  Note  que  no  exemplo  anterior,  o 
valor de b é igual a 4 : exatamente o valor em que a reta toca o eixo y. 
IMPORTANTE 
Vimos  que  a  função  afim  é  chamada  de  função  linear  quando  b = u.  Como  o  valor  de  b  é  o 
intercepto  do  gráfico  com  o  eixo  y,  concluímos  que  o  gráfico  de  uma  função  linear  é  uma  reta 
que passa pela origem do plano cartesiano. 
y
2
6
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
73 
www.pontodosconcursos.com.br






Vamos comparar os dois gráficos construídos.








Observe que:
Quando o > u, a função afim é crescente (gráfico da esquerda).
Quando o < u, a função afim é decrescente (gráfico da direita).

Construa o gráfico da função real definida por ¡(x) = -Sx.
Resolução
Trata-se de uma função linear. Sabemos que a função linear passa pela origem do
plano cartesiano. Além disso, como o = -S < u, a função é decrescente.
Vamos calcular o valor da função para x = 1.
¡(1) = -S · 1 = -S
Isso quer dizer que o gráfico passa pelo ponto (1, -S).


-2 
x


‐1 
2


y
x
2
6
y = 2x + 4
y = -Sx + 6 
y
x
3
1
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
74 
www.pontodosconcursos.com.br






Determine a lei de formação da função afim que passa pelos pontos (2,S) e (-1, -4).
Resolução









Há uma maneira muito fácil de calcular o coeficiente angular (o).
Quando são dados dois pontos (x
1
,y
1
) e (x
2
,y
2
), o coeficiente angular pode ser
calculado como o quociente entre a variação de y e a variação de x. Ou seja,
o =
∆y
∆x
=
y
2
- y
1
x
2
- x
1

Já que o gráfico passa pelos pontos (2,S) e (-1, -4), então o coeficiente “a” é dado
por

o =
∆y
∆x
=
-4 -S
-1 -2
=
-9
-S
= +S
Lembre-se que a lei de formação da função afim é do tipo y = ox +b.
Bom, tendo calculado o coeficiente “a”, a lei de formação da função afim torna-se
y = Sx + b. Podemos agora utilizar qualquer um dos pontos fornecido pelo enunciado
para calcular o coeficiente “b”.
O coeficiente “b” é denominado coeficiente linear ou termo independente. Ele é o
intercepto do gráfico com o eixo y.
Vale a pena lembrar!
O coeficiente “ a” é denominado coeficiente angular, taxa de
variação, coeficiente dominante ou coeficiente líder. Este
coeficiente é responsável pela inclinação da reta. Quando a > 0 ,
a função é crescente (reta ascendente) e quando a < 0, a função
é decrescente (reta descendente).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
75 
www.pontodosconcursos.com.br
Utilizemos por exemplo o ponto (2,S). Este ponto nos informa que quando
x = 2, y = 5. Já que a lei de formação é y = Sx + b, devemos substituir esses valores
na lei.
S · 2 + b = S
6 + b = S
b = -1
Assim, a lei de formação da função é y = Sx - 1.
61. (LIQUIGÁS 2008/CETRO) A função f de 1º grau, cujo gráfico passa pelos
pontos A(-1, -5) e B(5, 7) é
(A) f(x) = 3x + 2
(B) f(x) = 2x – 3
(C) f(x) = x – 4
(D) f(x) = x + 3
(E) f(x) = 3x + 3
Resolução
Lembremos alguns fatos importantes sobre a função polinomial do 1º grau, também
chamada de função afim e coloquialmente denominada função do 1º grau.
Amplamente definida, seu gráfico é uma reta.
Sua lei de formação é do tipo y = o · x + b.
O coeficiente “a” é denominado coeficiente angular, taxa de variação, coeficiente
dominante ou coeficiente líder. Este coeficiente é responsável pela inclinação da reta.
Quando a > 0 , a função é crescente (reta ascendente) e quando a < 0, a função é
decrescente (reta descendente).

Quando são dados dois pontos (x
1
,y
1
) e (x
2
,y
2
), o coeficiente angular pode ser
calculado como o quociente entre a variação de y e a variação de x. Ou seja,
o =
∆y
∆x
=
y
2
-y
1
x
2
-x
1

Já que o gráfico passa pelos pontos A(-1, -5) e B(5, 7), então o coeficiente “a” é dado
por

o =
∆y
∆x
=
7 -(-S)
S -(-1)
=
12
6
= 2
Com essa informação já poderíamos responder a questão marcando a alternativa B.
Bom, tendo calculado o coeficiente “a”, a lei de formação da função afim torna-se
y = 2x + b. Podemos agora utilizar qualquer um dos pontos fornecido pelo enunciado
para calcular o coeficiente “b”.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
76 
www.pontodosconcursos.com.br
O coeficiente “b” é denominado coeficiente linear ou termo independente. Ele é o
intercepto do gráfico com o eixo y.
Utilizemos por exemplo o ponto B(5,7). Esse ponto nos informa que quando
x = 5, y = 7. Já que a lei de formação é y = 2x + b, devemos substituir esses valores
na lei.
2 · S + b = 7
1u +b = 7
b = -S
Assim, a lei de formação da função é y = 2x - S.
Letra B
62. (Senado Federal 2008/FGV) A função ¡, para cada real x, associa o menor
entre os números
x+5
2
e 2u - x. Por exemplo, ¡(1) = S e ¡(1S) = S. O valor
máximo de f:
a) 8
b) 17/2
c) 25/3
d) 35/4
e) 44/5

Resolução
Já que a função associa o menor entre os números
x+5
2
e 2u -x, o valor
máximo da função é dado quando os números são iguais.
x + S
2
= 2u - x
x + S = 2 · (2u -x)
x + S = 4u - 2x
x + 2x = 4u - S
Sx = SS
x =
SS
S

O valor da função f é máximo quando x = 35/3. Podemos substituir este valor
em qualquer uma das duas expressões (já que são iguais para x = 35/3).

¡ _
SS
S
] = 2u -
SS
S
=
6u - SS
S
=
2S
S

Letra C
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
77 
www.pontodosconcursos.com.br

63. (Pref. Mairinque/SP 2009/CETRO) Para saber o número do calçado de uma
pessoa, utiliza-se a fórmula C =
5p+28
4
, em que C é o número do calçado e p é
o comprimento do pé em centímetros. Se uma pessoa calça um sapato
tamanho 36, significa que o comprimento de seu pé é
(A) 24,1cm.
(B) 23,6cm.
(C) 23,2cm.
(D) 22,4cm.
(E) 21,3cm.
Resolução
O enunciado nos informa que o número do calçado C é uma função polinomial do 1º
grau do comprimento do pé.
Onde o coeficiente angular a = 5/4 e o coeficiente linear b = 28/4 = 7.
Uma pessoa calça um sapato tamanho 36, logo C = 36.
S6 =
Sp + 28
4

O 4 que está dividindo o segundo membro, “passa multiplicando o 1º membro”. Assim,
Sp +28 = 144
Sp = 116
p = 2S,2
Letra C
64. (Pref. de Araçatuba 2008/CETRO) A figura a seguir representa o gráfico de
uma função do tipo f (x) = ax + b.


Sobre a natureza do gráfico desta função representada acima, é correto afirmar que

(A) possui duas raízes reais.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
78 
www.pontodosconcursos.com.br
(B) a < 0.
(C) b > 0.
(D) ab < 0.
(E) não possui raízes reais.

Resolução


Sua lei de formação é do tipo y = o · x + b.
O coeficiente “a” é denominado coeficiente angular, taxa de variação, coeficiente
dominante ou coeficiente líder. Este coeficiente é responsável pela inclinação da reta.
Quando a > 0 , a função é crescente (reta ascendente) e quando a < 0, a função é
decrescente (reta descendente).
O coeficiente “b” é denominado coeficiente linear ou termo independente. Ele é o
intercepto do gráfico com o eixo y.
Agora um conceito que é geral, ou seja, é válido para todas as funções. O ponto em
que o gráfico intercepta o eixo x é denominado zero ou raiz da função. Para
determinar o zero ou raiz da função basta resolver a equação f(x) = 0.

Já que a função é crescente, podemos concluir que a > 0 (a alternativa B é falsa).
Como a reta corta o eixo y acima da origem, podemos concluir que
b > 0 (a alternativa C é verdadeira).
Como a > 0 e b > 0, então ab > 0 (a alternativa D é falsa).
Como a reta toca o eixo x em apenas um ponto, a função possui apenas uma raiz real
(as alternativas A e E são falsas).
Letra C


65. (AFC-SFC 2000/ESAF) Sabe-se que as retas de equações r
1
= αx e
r
2
= -2x +β interceptam-se em um ponto P(x<0; y<0). Logo,
a) α > 0 e β > 0
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
79 
www.pontodosconcursos.com.br
b) α > 0 e β < 0
c) α < 0 e β < 0
d) α < -1 e β < 0
e) α > -1 e β > 0
Resolução
Já que o ponto de encontro tem abscissa negativa (x < 0) e ordenada negativa (y < 0),
concluímos que o ponto de encontro das retas está no terceiro quadrante.
Vejamos a reta r
1
. Seu coeficiente linear (b) é igual a 0. Portanto, seu gráfico passa
pela origem do plano cartesiano (trata-se de uma função linear). Temos duas
possibilidades.
Se o > u, a função é crescente.
Se o < u, a função é decrescente.







Como o ponto de encontro das retas é no 3º quadrante, a reta r
1
deve ser ascendente
(função crescente).
Portanto, o > u.







Vejamos agora a segunda reta. Sua equação é r
2
= -2x +β. Seu coeficiente angular é
negativo e, portanto, a reta é descendente.
x
y y 
x
3º quadrante 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
80 
www.pontodosconcursos.com.br










Sabemos que [ é o coeficiente linear da reta r
2
. O coeficiente linear indica onde a reta
corta o eixo y. Para que as duas retas se encontrem no terceiro quadrante, a reta r
2

deve cortar o eixo y abaixo da origem, portanto, [ < u.
Letra B
66. (CAERN 2010/FGV) O conjunto de todas as soluções reais da inequação
2x + 1 < Sx + 2 é
a) ] - ∞, -1|.
b) ] - ∞, 1|.
c) ] -1, +∞|.
d) ]1, +∞|.
e) ] - 1,1|.
Resolução
Resolver uma inequação do 1º grau é muito parecido com resolver equações do
primeiro grau. Há um detalhe que devemos ter atenção.
i) Ao multiplicar uma inequação por um número negativo, devemos inverter o sentido
da desigualdade.
2x +1 < Sx + 2
2x -Sx < 2 - 1
-x < 1
Neste momento, devemos multiplicar a desigualdade por -1. Para isto, devemos
inverter o sentido da desigualdade.
x > -1
r

y
x
[
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
81 
www.pontodosconcursos.com.br
Na reta real, este intervalo fica assim representado:


E agora, como marcar a resposta?
As alternativas estão escritas na forma de intervalo. Queremos assinalar todos os
números que são maiores do que -1 (sem incluir, é claro, o -1).
Quando queremos incluir determinado valor no intervalo, utilizamos colchetes voltados
para “dentro”. Quando queremos excluir determinado número, utilizamos colchetes
virados para “fora”.
Como os números são MAIORES que -1, o limite superior do intervalo vai para +∞
(mais infinito).
Letra c) ] - 1, +∞|.
67. (SERC/MS 2006/FGV) O número de soluções inteiras do sistema de
inequações
]
2x + S < 4x + 6
Sx - 1 < x + 7
é:
a) 0
b) 1
c) 3
d) 5
e) infinito
Resolução
Trata-se de um sistema de inequações do 1º grau. Devemos resolvê-las
separadamente e, em seguida, calcular a interseção dos intervalos.
Vamos resolver cada uma das inequações de per si.
2x +S < 4x + 6
2x -4x < 6 - S
-2x < S
Multiplicando a inequação por -1, devemos inverter o sentido da desigualdade.
2x > -S
x >
-S
2

x > -1,S
‐1 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
82 
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos resolver a segunda agora:
Sx - 1 < x +7
Sx - x < 7 +1
2x < 8
x < 4
Assim, o nosso conjunto solução é formado por todos os números maiores que -1,S e
menores que 4. Como o problema pede apenas as soluções inteiras, devemos
selecionar os números inteiros maiores que -1,S e menores que 4.
{-1,u,1,2,S]
São 5 elementos no conjunto solução.
Letra D
Função Quadrática e Inequação do 2º grau 
 
A função quadrática também é chamada de função polinomial do 2º grau (muitos no
cotidiano falam, erradamente, função do 2º grau).
Uma função ¡ é chamada de função quadrática quando for do tipo ¡: R - R definida
por
¡(x) = ox² +bx + c , o = u
O coeficiente o é chamado coeficiente dominante ou coeficiente líder. O coeficiente b
é o coeficiente do primeiro grau e o coeficiente c é o termo independente.
A curva representativa da função quadrática é uma parábola. Uma parábola é uma
curva com o seguinte aspecto (não vamos nos preocupar aqui com definições formais
sobre a parábola).

 
 
 
 
 
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
83 
www.pontodosconcursos.com.br
A concavidade da parábola pode estar voltada para cima ou voltada para baixo. Quem
decide isso é o coeficiente dominante o. Se o > u, a concavidade da parábola está
voltada para cima. Se o < u, a concavidade da parábola está voltada para baixo.

 
 
 
 
 
 
Sabemos que para calcular o intercepto do gráfico de qualquer função com o eixo y,
basta calcular o valor de ¡(u).
Como a função quadrática é regida pela lei ¡(x) = ox² +bx + c :
f(u) = a. u² + b. u + c
· f(u) = c
Temos a mesma conclusão que tivemos na teoria da função afim. O termo
independente nos informa a ordenada do ponto em que o gráfico corta o eixo y.








Nesta aula, aprendemos a resolver equações do segundo grau. Também aprendemos
nesta aula que para descobrir onde o gráfico toca o eixo x devemos resolver a
equação ¡(x) = u.
Desta forma, para descobrir onde a parábola toca (se é que toca) o eixo x devemos
resolver a equação
o > u 
o < u
c
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
84 
www.pontodosconcursos.com.br
ox² +bx + c = u
x =
-b _√b
2
- 4oc
2o

Vimos que há três casos a considerar:
0 Duas raízes reais e distintas
0 Duas raízes reais e iguais
0 Não há raízes reais
Δ > ⇔
Δ = ⇔
Δ < ⇔
 

Assim, a parábola pode cortar o eixo x em dois pontos distintos, pode tangenciar
(“encostar”) o eixo x ou pode não tocar o eixo x.
São 6 possibilidades.







Vértice da Parábola










O ponto V representado acima é chamado vértice da parábola. Quando o > u, a
concavidade da parábola está voltada para cima e o vértice é um ponto de mínimo.
Quando o < u, a concavidade da parábola está voltada para baixo e o vértice é um
ponto de máximo.
x
x
x
x


o < u 
Δ < u 
o < u 
Δ = u
o < u 
Δ > u
o > u 
Δ < u  o > u 
Δ = u
o > u 
Δ > u 
V

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
85 
www.pontodosconcursos.com.br
Como todo ponto, o vértice tem um par ordenado correspondente (x, y). As
coordenadas do vértice são dadas pelas fórmulas:
x =
-b
2o
c y =

4o

Quando o > u, a função quadrática admite um ponto de mínimo. Neste caso a
coordenada y é chamada de valor mínimo e a coordenada x é chamada de
minimante.
Quando o < u, a função quadrática admite um ponto de máximo. Neste caso a
coordenada y é chamada de valor máximo e a coordenada x é chamada de
maximante.
Com essas informações, estamos prontos para construir gráficos de funções
quadráticas. Em geral, vamos seguir os seguintes passos.
i) Desenhar o eixo x.
ii) Calcular o valor do discriminante Δ e as raízes (se houver).
iii) De acordo com o valor de o e Δ desenhar um esboço da parábola.









iv) Calcular as coordenadas do vértice.
x =
-b
2o
c y =

4o

v) Traçar o eixo y.
vi) Determinar o intercepto da parábola com o eixo y (lembre-se que este
intercepto é dado pelo valor do termo independente).

Construa o gráfico da função real definida por ¡(x) = x
2
- 6x + 8
Resolução
x
x
x
x


o < u 
Δ < u 
o < u 
Δ = u
o < u 
Δ > u 
o > u 
Δ < u  o > u 
Δ = u
o > u 
Δ > u 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
86 
www.pontodosconcursos.com.br
Temos que o = 1, b = -6 c c = 8.
Como o > u, a concavidade da parábola está voltada para cima.
Vamos calcular o valor do discriminante:
Δ = b
2
-4oc = (-6)
2
- 4 · 1 · 8 = 4
Como Δ > u, a parábola corta o eixo x em dois pontos distintos. Vamos, então, calcular
as raízes:
x =
-b _ √Δ
2o
=
-(-6) _ √4
2 · 1
=
6 _2
2

x = 2 ou x = 4
Por enquanto, o gráfico tem o seguinte aspecto:






Vamos calcular as coordenadas do vértice:
x =
-b
2o
=
-(-6)
2 · 1
= S c y =

4o
=
-4
4 · 1
= -1

Outra maneira de calcular a abscissa do vértice (x do vértice) é a seguinte: somar as
raízes e dividir por 2. Ou seja, a abscissa do vértice é a média aritmética das raízes.
Como as raízes são 2 e 4, o x do vértice é dado por:
x =
2 +4
2
= S





4 2
-1

4 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
87 
www.pontodosconcursos.com.br





Lembrando agora que o coeficiente c = 8 é o intercepto do gráfico com o eixo y.










68. (SERC/MS 2006/FGV) A ordenada do vértice da parábola y = 4x -x
2
é:
a) -4
b) -2
c) u
d) 2
e) 4
Resolução
A ordenada do vértice da parábola é o y
¡
.
Nesta parábola, temos que b = 4, o = -1 e c = u.
O discriminante é igual a ∆= b
2
- 4oc = 4
2
- 4 · (-1) · u = 16.
Basta aplicar a fórmula:
y
¡
=

4o
=
-16
4 · (-1)
= 4
Letra E

69. (Secretaria de Estado da Administração – Santa Catarina 2006/FEPESE) O
lucro obtido na venda de mouses é dado pela função L(x) = –x
2
+ 90x – 800, sendo L o
lucro do fabricante e x o preço de venda do mouse. O gráfico da função lucro é
representado na figura abaixo.
x


-1

4 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
88 
www.pontodosconcursos.com.br



Assinale a alternativa que indica o maior lucro do fabricante.
a) R$ 45,00
b) R$ 80,00
c) R$ 1.000,00
d) R$ 1.225,00
e) R$ 1.400,00

Resolução

Lembremos outros fatos importantes acerca da função quadrática ¡(x) = ox
2
+ bx + c
com o = u.

Se a > 0, a concavidade da parábola está voltada para cima e a função admite um
ponto de mínimo.

Se a < 0, a concavidade da parábola está voltada para baixo e a função admite um
ponto de máximo.

Se a < 0, a função quadrática ¡(x) = ox
2
+ bx +c admite o valor máximo
y
máx
=

4o
poro x
máx
=
-b
2o


Neste caso o valor

4u
é denominado valor máximo da função e o valor
-b
2u
é
denominado maximante.

Se a > 0, a função quadrática ¡(x) = ox
2
+ bx +c admite o valor mínimo
y
mín
=

4o
poro x
mín
=
-b
2o


Neste caso o valor

4u
é denominado valor mínimo da função e o valor
-b
2u
é
denominado minimante.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
89 
www.pontodosconcursos.com.br

O ponto I [
-b
2u
,

4u
¸ é chamado vértice da parábola representativa da função
quadrática.

Voltemos à questão. A questão chegava até ser interessante, mas o gráfico estragou
tudo e o candidato poderia responder a questão sem tocar no lápis.


Obviamente, o lucro máximo é maior do que 1.200 e menor do que 1.400. Assim, a
resposta só pode ser a letra D.

Mas nosso papel não é apenas marcar o gabarito. Vamos esquecer o gráfico.

O valor máximo da função é dado por

y
máx
=

4o


Lembrando que Δ = b
2
-4oc.
A função lucro é dada por L(x) = –x
2
+ 90x – 800.

Então Δ = b
2
- 4oc = (9u)
2
- 4 · (-1) · (-8uu) = 4.9uu

Assim, o valor máximo (lucro máximo) é

y
máx
=

4o
=
-4.9uu
4 · (-1)
=
4.9uu
4
= 1.22S

Letra D

Se quiséssemos calcular o valor do mouse a ser vendido que torna o lucro máximo
bastaríamos calcular x
máx.

x
máx
=
-b
2o
=
-9u
2 · (-1)
= 4S

Esse valor foi explicitado no gráfico (eixo x).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
90 
www.pontodosconcursos.com.br

Observe outra coisa: o x
máx
pode ser calculado como a média aritmética das raízes. As
raízes são os pontos em que o gráfico toca o eixo x. Analisando o gráfico, vemos que
a parábola toca o eixo x em
x = 10 e em x = 80.

Assim,

x
máx
=
1u +8u
2
= 4S

E, sabendo o x
máx
podemos calcular y
máx
substituindo o x na função por 45.

I(x) = – x
2
+ 9ux – 8uu

I(4S) = – (4S)
2
+ 9u · 4S – 8uu = 1.22S

70. (AFRFB 2009/ESAF) Considere as inequações dadas por:
¡(x) = x
2
- 2x + 1 ¸ u c g(x) = -2x
2
+ Sx + 2 ¸ u.
Sabendo que A é o conjunto solução de ¡(x) e B o conjunto solução de g(x),
então o conjunto ¥ = A r B é igual a:

a) ¥ = ]x e R¡-
1
2
< x ¸ 2¿
b) ¥ = ]x e R¡-
1
2
¸ x ¸ 2¿
c ) ¥ = {x e R|x = 1]
d) ¥ = {x e R|x ¸ u]
e) ¥ = {x e R|x ¸ u]
Resolução

Relembremos alguns fatos importantes sobre a função quadrática definida nos
reais pela lei ¡(x) = ox
2
+ bx + c com o = u.

Seu gráfico é uma parábola com eixo de simetria vertical. Se a > 0, a
concavidade da parábola está voltada para cima, se a < 0, a concavidade da
parábola está voltada para baixo.

As raízes da função são dadas pela fórmula

x =
-b _ √b
2
- 4oc
2o


O número ∆= b
2
- 4oc é chamado de discriminante.

Se ∆> u, então a função possui duas raízes reais e distintas e o gráfico
intercepta o eixo x em dois pontos distintos.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
91 
www.pontodosconcursos.com.br
Se ∆= u, então a função possui duas raízes reais e iguais (ou 1 raiz dupla) e o
gráfico tangencia o eixo x.

Se ∆< u, então a função não possui raízes reais e o gráfico não intercepta o
eixo x.

Considere a função ¡(x) = x
2
- 2x +1. O gráfico é uma parábola com a
concavidade voltada para cima. Calculemos suas supostas raízes.

x =
-(-2) _ ¸(-2)
2
-4 · 1 · 1
2 · 1


x =
2 _u
2
= 1

Ou seja, a função possui duas raízes reais e iguais (raiz dupla).


Resolver a inequação ¡(x) = x
2
- 2x + 1 ¸ u, significa responder quando é
que a função ¡(x) = x
2
- 2x +1 é menor que ou igual a 0. De acordo com o
gráfico exposto acima, a função nunca é menor do que 0. A função é igual a 0
apenas para x = 1. Assim, o conjunto solução da inequação é {x e R|x = 1].

Olhemos a segunda inequação. g(x) = -2x
2
+ Sx + 2 ¸ u. O gráfico da função
g é uma parábola com a concavidade voltada para baixo. Calculemos as
raízes:

x =
-S _ ¸S
2
- 4 · (-2) · 2
2 · (-2)


x =
-S _ S
-4


x =
-S + S
-4
= -
1
2
ou x =
-S - S
-4
= 2

Temos o seguinte gráfico.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
92 
www.pontodosconcursos.com.br


Resolver a inequação g(x) = -2x
2
+ Sx + 2 ¸ u significar responder quando a
função g é maior do que ou igual a 0. Pelo gráfico vemos que o conjunto
solução dessa inequação é o conjunto B = ]x e R¡-
1
2
< x ¸ 2¿.

O enunciado pede o conjunto ¥ = A r B.






A interseção resume-se ao ponto x=1. ¥ = {x e R|x = 1]

Letra C

71. (ANVISA 2010/CETRO) Considere as seguintes funções
¡(x) = x
2
-4x + 4 e g(x) = -x + 6x - S. Assinale a alternativa que apresenta
a solução da inequação definida por ¡(x) · g(x) ¸ u.
a) S = {x e R|x = 2]
b) S = {x e R|x ¸ 1 ou x = 2]
c) S = {x e R|1 ¸ x ¸ S ou x = 2]
d) S = {x e R|x ¸ 1 ou x ¸ S ou x = 2]
e) S = {x e R|x ¸ 1 ou x ¸ S ou x = 2]
Resolução
Vamos estudar separadamente o sinal de cada uma das funções.
i) ¡(x) = x
2
-4x + 4
Cálculo das raízes:
x
2
- 4x + 4 = u
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
93 
www.pontodosconcursos.com.br
x =
-b _ √b
2
- 4oc
2o

x =
-(-4) _ ¸(-4)
2
-4 · 1 · 4
2 · 1
=
4 _u
2
= 2

Temos, portanto, uma raiz real dupla igual a 4. O gráfico de ¡ é uma parábola
com a concavidade voltada para cima e que tangencia o eixo x no ponto de
abscissa igual a 4.





ii) g(x) = -x + 6x - S = Sx -S
Cálculo da raiz:
Sx - S = u
x = 1


Portanto, o gráfico é uma reta com coeficiente angular positivo (função
crescente) e que intercepta o eixo x no ponto de abscissa 1.










2

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
94 
www.pontodosconcursos.com.br
Vejamos a solução da inequação ¡(x) · g(x) ¸ u lembrando as regras dos
sinais na multiplicação.















Assim, a solução da inequação é o conjunto S = {x e R|x ¸ 1 ou x = 2].
Letra B
ATENÇÃO!!!
Quem achou que o CETRO cometeu um erro de digitação na função g e
achava que o correto era g(x) = -x
2
+ 6x - S iria marcar a letra D!!!!!
Sinceramente, isso não se faz!! Não adianta brigar...
Eles colocaram g(x) = -x + 6x - S para que você usasse g(x) = Sx -S.
72. (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo 2010/FCC) O gráfico a
seguir representa a função ¡, de domínio real, dada pela lei ¡(x) = ox
2
+ bx +
c.
2

¡(x) 
g(x) 
¡(x) · g(x) 

2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
95 
www.pontodosconcursos.com.br

Sabendo que a, b e c são constantes, é correto concluir que
(A) a < 0, b < 0 e c < 0
(B) a < 0, b < 0 e c > 0
(C) a < 0, b > 0 e c < 0
(D) a < 0, b > 0 e c > 0
(E) a > 0, b < 0 e c < 0
Resolução
Como a concavidade está voltada para baixo, concluímos que o < u.
A parábola corta o eixo y abaixo da origem do plano, portanto c < u.
Precisamos descobrir o sinal do coeficiente b.

Obviamente a coordenada x do vértice é negativa.
-b
2o
< u
Multiplicando os dois membros por (-1) devemos inverter o sentido da desigualdade.
b
2o
> u
x
¡
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
96 
www.pontodosconcursos.com.br
Como o < u, então o denominador é negativo. Para que a divisão seja positiva, o
numerador também deve ser negativo. Portanto, b < u.
Letra A
Observação: Resolvi esta questão de uma maneira um pouco mais
interessante na parte aberta do Ponto dos Concursos. Basta acessar o
link http://www.pontodosconcursos.com.br/admin/imagens/upload/5909 D.pdf

73. (SERC/MS 2006/FGV) Se a parábola y = ox
2
+bx + c contém os pontos (-1,12),
(u,S) e (2, -S), quanto vale o + b + c.
a) -4
b) -2
c) 0
d) 1
e) 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
97 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
O ponto (-1,12) indica que quando x = -1, y = 12.
O ponto (u,S) indica que quando x = u, y = S.
O ponto (2, -S) indica que quando x = 2, y = -S.

Vamos começar utilizando o ponto (u,S).
o · u
2
+b · u +c = S
u + u + c = S
c = S
A equação da parábola é y = ox
2
+ bx + S.
Vamos substituir x por -1 e y por 12.
o · (-1)
2
+ b · (-1) + S = 12
o -b = 7
o = b + 7
Finalmente vamos substituir x por 2 e y por -S.
o · 2
2
+ b · 2 +S = -S

4o + 2b = -8
Sabemos que o = b + 7.
4 · (b + 7) + 2b = -8
4b + 28 + 2b = -8
6b = -S6
b = -6
Como o = b + 7, então:
o = -6 + 7
o = 1
O valor de o + b + c é:
1 -6 +S = u
Letra C
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
98 
www.pontodosconcursos.com.br
Metrologia: sistemas de numeração, sistemas de unidades e 
medidas. 

Nosso próprio sistema de numeração (base dez ou decimal) é um exemplo de um
sistema de numeração posicional.
Assim, por exemplo, o número 324 significa 300 + 20 + 4. Ou equivalentemente
324 = 3.100 + 2.10 + 4 = 3.10
2
+ 2.10
1
+4.10
0
.
Vejamos outro exemplo ainda na base 10. O número 23.405 significa 20.000 + 3000 +
400 + 5. Ou seja, 23.405 = 2.10
4
+3.10
3
+4.10
2
+ 5.10
0
.
Resumindo a história: qualquer número na base 10 é uma soma de forma que cada
parcela é igual ao dígito da posição vezes uma potência de dez. E qual o expoente da
base 10? Justamente a posição, de forma que o algarismo das unidades tem posição
0, o algarismo das dezenas tem posição 1, o algarismo das centenas tem posição 2 e
assim sucessivamente.
4231= 4.10
3
+ 2.10
2
+ 3.10
1
+ 1.10
0

E esse fato será verdadeiro em qualquer base de numeração, mudando portanto
apenas a base das potências convenientemente. Por exemplo, o número 324
(3)
(o
índice
(3)
significa que o número está representado na base 3) será escrito da seguinte
forma no sistema decimal:
221
(3)
= 2.3
2
+2.3
1
+1.3
0
221
(3)
= 18 + 6 +1 = 25.
O número 221 na base 3 é igual a 25 no sistema decimal.
Observe que no sistema de base 3, apenas utilizamos 3 algarismos – 0,1,2. No
sistema de base 4, apenas utilizamos 4 algarismos – 0,1,2,3.
No sistema de base 10, utilizamos 10 algarismos – 0,1,2,3,4,5,6,7,8,9.
Para efetuar o processo inverso, ou seja, transformar o número 25 da base 10 para a
base 3, devemos efetuar sucessivas divisões por 3, de acordo com o seguinte
algoritmo.





25  3
8 1 


2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
99 
www.pontodosconcursos.com.br

Quando não pudermos mais continuar a divisão devemos parar. Então olharemos os
números em vermelho (os restos das divisões e o último quociente) da direita para a
esquerda. Ou seja, 25
(10)
= 221
(3).
Os números na base 10 não necessitam de índice,
por convenção. Ou seja, 25
(10)
= 25.
74. (MEC 2008/FGV) No sistema de numeração na base 5, só são utilizados os
algarismos 0, 1, 2, 3 e 4. Os números naturais, normalmente representados na base
decimal, podem ser também escritos nessa base como mostrado:

De acordo com esse padrão lógico, o número 151 na base decimal, ao ser
representado na base cinco, corresponderá a:
(A) 111
(B) 1011
(C) 1101
(D) 1110
(E) 1111
Resolução
Para efetuar o processo inverso, ou seja, transformar o número 25 da base 10 para a
base 3, devemos efetuar sucessivas divisões por 3, de acordo com o seguinte
algoritmo.
1S1 | S
1 Su | S
0 6 | S
1 1


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
100 
www.pontodosconcursos.com.br
Quando não pudermos mais continuar a divisão devemos parar. Então olharemos os
números em vermelho (os restos das divisões e o último quociente) da direita para a
esquerda.
Desta forma, 151
(10)
= 1101
(5)
Letra C
75. (AFRE-PB 2006 FCC) O sistema básico de registro de informações em um
computador é o binário. Sendo assim, o número binário 0011011101 corresponde ao
decimal
(A) 301.
(B) 221.
(C) 201.
(D) 121.
(E) 91.
Resolução
O sistema binário é o de base 2. Só são utilizados dois algarismos: 0 e 1.
0011011101
(2)
= 11011101
(2)
= 1.2
7
+1.2
6
+0.2
5
+ 1.2
4
+1.2
3
+1.2
2
+0.2
1
+1.2
0
11011101
(2)
=128 + 64 + 0 + 16 + 8 + 4 + 0 +1 = 221.
Letra B
76. (ISS-RJ 2010/ESAF) A seguir estão representados pelo sistema binário, formado
apenas pelos algarismos 0 e 1, os números naturais de 0 a 16 em ordem crescente: 0,
1, 10, 11, 100, 101, 110, 111, 1000, 1001, 1010, 1011, 1100, 1101, 1110, 1111, 10000.
Qual é o número que corresponde ao binário 111011?
a) 59
b) 60
c) 58
d) 61
e) 62
Resolução
O sistema binário é o de base 2. Só são utilizados dois algarismos: 0 e 1.
111011
(2)
= 1.2
5
+ 1.2
4
+1.2
3
+0.2
2
+1.2
1
+1.2
0
= 32 + 16 + 8 + 2 + 1 = 59.
Letra A
77. (TTN – 1997 ESAF) Nos sistemas de numeração posicional, cada dígito da
sequência que representa o número pode ser interpretado como o coeficiente de uma
potência da base, onde o valor do expoente depende da posição do dígito na
sequência. Entre tais sistemas, um dos mais importantes é o binário, ou de base 2,
que utiliza apenas os dígitos 0 e 1 na notação dos números. Por exemplo, o número
que corresponde ao 11 do sistema decimal, é indicado por 1011 no sistema binário,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
101 
www.pontodosconcursos.com.br
pois 11 (decimal) é igual a (1 x 2
3
) + (0 x 2
2
) + (1 x 2
1
) + (1 x 2
0
) Assim, o resultado,
expresso no sistema decimal, da adição dos números binários 1011 e 101 será igual a
a) 15
b) 13
c) 14
d) 12
e) 16
Número Binário = 1011
Número Decimal = 1.2
3
+ 0.2
2
+ 1.2
1
+ 1.2
0
= 8 + 0 + 2 + 1 = 11
Número Binário = 101
Número Decimal = 1.2
2
+ 0.2
1
+ 1.2
0
= 4 + 0 + 1 = 5
Resposta: 11 + 5 = 16
Letra E

Sistema Legal de Medidas
Temos os seguintes múltiplos e submúltiplos do metro.
Múltiplos: Decâmetro (dam), hectômetro (hm) e quilômetro (km).
Submúltiplos: Decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).

km hm dam m dm cm mm

Para transformar as unidades da esquerda para a direita, multiplicamos por 10 a cada
passagem. Para transformar as unidades da direita para esquerda devemos dividir por
10 a cada passagem.

Então para 914.440 cm serem transformados em quilômetros, devemos dividir por
100.000 (5 casas). 914.440 cm = 9,14440 km.
Significados dos prefixos:

k Æ quilo (1000)
h Æ hecto (100)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
102 
www.pontodosconcursos.com.br
da Æ deca (10)
d Æ deci (1/10)
c Æ centi (1/100)
m Æ mili (1/1000)

O mesmo processo pode ser usado para os múltiplos e submúltiplos do litro e
grama.
kl hl dal l dl cl ml
kg hg dag g dg cg mg
Para transformar as unidades da esquerda para a direita, multiplicamos por 10 a cada
passagem. Para transformar as unidades da direita para esquerda devemos dividir por
10 a cada passagem.
Por exemplo: Transformar 8.432 dg (decigramas) para dag (decagramas). Devemos
andar duas casas para a esquerda, assim devemos dividir 8.432 por 100 obtendo
84,32 dag.
Se estivermos trabalhando com unidades de área (múltiplos e submúltiplos de m
2
), a
cada passagem devemos multiplicar ou dividir por 100.
Se estivermos trabalhando com unidades de volume (múltiplos e submúltiplos de m
3
),
a cada passagem devemos multiplicar ou dividir por 1.000.
78. (PUC-MG) Em metrologia, pé é uma unidade de medida linear equivalente a cerca
de 30,48 cm. Um avião que trafega a 30000 pés do solo está voando a uma altura
mais próxima de:
a) 6km
b) 7km
c) 8km
d) 9km
e) 10km
Resolução
30.000 pés = 30.000 x 30,48 cm = 914.440 cm. Para transformar de centímetro
para metro devemos dividir o resultado por 100. Assim, 914.440 cm = 9.144,40
m. E para transformar de metro para quilometro devemos dividir o resultado por
mil. Dessa forma, 9.144,40 m = 9,14440 km.
Letra D
79. (COVEST 2003) Uma empresa de exportação de gasolina comunicou à ANP o
desaparecimento de 7,2 milhões de litros de gasolina dos seus depósitos. Se um
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
103 
www.pontodosconcursos.com.br
caminhão-tanque tem capacidade de 32m
3
, quantos caminhões seriam necessários
para transportar a gasolina desaparecida? (obs.: 1m
3
=1000 litros)
a) 205
b) 210
c) 215
d) 220
e) 225
Resolução
O texto nos informou que 1m
3
=1000 litros. 7,2 milhões de litros = 7.200.000 litros. Pela
relação dada temos que 7.200.000 litros = 7.200m
3
. Como cada caminhão transporta
32 m
3
, o total de caminhões desaparecidos é 7.200/32 = 225.
Letra E
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
104 
www.pontodosconcursos.com.br
Relação das questões comentadas 
 
01. (MINC 2006/FGV) A fração 5/8 equivale a:
(A) 50%
(B) 54%
(C) 56%
(D) 60%
(E) 62,5%
02. (ESAF-AFC/CGU-2004) Durante uma viagem para visitar familiares com
diferentes hábitos alimentares, Alice apresentou sucessivas mudanças em seu
peso. Primeiro, ao visitar uma tia vegetariana, Alice perdeu 20% de seu peso. A
seguir, passou alguns dias na casa de um tio, dono de uma pizzaria, o que fez
Alice ganhar 20% de peso. Após, ela visitou uma sobrinha que estava fazendo
um rígido regime de emagrecimento. Acompanhando a sobrinha em seu
regime, Alice também emagreceu, perdendo 25% de peso. Finalmente, visitou
um sobrinho, dono de uma renomada confeitaria, visita que acarretou, para
Alice, um ganho de peso de 25%. O peso final de Alice, após essas visitas a
esses quatro familiares, com relação ao peso imediatamente anterior ao início
dessa seqüência de visitas, ficou:
a) exatamente igual
b) 5% maior
c) 5% menor
d) 10% menor
e) 10% maior
03. (Agente Executivo – SUSEP 2006/ESAF) Um indivíduo tinha uma dívida de
R$ 1.200,00 três meses atrás. Considerando que o valor dessa dívida hoje é
R$ 1.440,00, calcule a porcentagem de aumento da dívida no período.
a) 12%
b) 15%
c) 20%
d) 25%
e) 30%
04. (Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão – MA
2005/FCC) Em 02/01/2005, a fiscalização em certa reserva florestal acusou
que o número de espécies nativas havia diminuído de 60%, em relação a
02/01/2004. Para que, em 02/01/2006, o número de espécies nativas volte a
ser o mesmo observado em 02-01-2004, então, relativamente a 02/01/2005,
será necessário um aumento de
a) 60%
b) 80%
c) 150%
d) 160%
e) 180%
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
105 
www.pontodosconcursos.com.br
05. (DOCAS-SP 2010/FGV) Três amigos foram a um restaurante, e a conta, já
incluídos os 10% de gorjeta, foi de R$ 105,60. Se eles resolveram não pagar os 10%
de gorjeta pois acharam que foram mal atendidos, e dividiram o pagamento
igualmente pelos três, cada um deles pagou a quantia de
a) R$ 31,68
b) R$ 30,60
c) R$ 32,00
d) R$ 35,20
e) R$ 33,00
06. (CAERN 2010/FGV) Um restaurante cobra 10% sobre o valor consumido. Assim,
quando a conta é apresentada ao cliente, o valor a ser pago já vem com os 10%
incluídos. Ao receber a conta no valor de R$ 27,72, Marcelo percebeu que haviam
cobrado a sobremesa, que custa R$ 3,50, sem que ele a tivesse consumido. O
gerente prontamente corrigiu o valor cobrado. Assim, depois dessa correção, Marcelo
pagou
a) R$ 21,70.
b) R$ 22,50.
c) R$ 23,87.
d) R$ 24,22.
e) R$ 52,20.
07. (MEC 2009/FGV) Em uma sala há homens, mulheres e crianças. Se todos os
homens fossem retirados da sala, as mulheres passariam a representar 80% dos
restantes. Se, ao contrário, fossem retiradas todas as mulheres, os homens passariam
a representar 75% dos presentes na sala. Com relação ao número total de pessoas na
sala, as crianças correspondem a:
a) 12,5%
b) 17,5%
c) 20%
d) 22,5%
e) 25%
(MINC 2006/FGV) O enunciado a seguir refere-se às questões de números 08 e 09.

Em uma escola, 10% dos alunos são canhotos, e, destes, 30% usam óculos. Além
disso, 12% dos alunos dessa escola usam óculos.

08. Qual é a porcentagem dos alunos dessa escola que são canhotos e usam óculos?
(A) 3%
(B) 5%
(C) 15%
(D) 20%
(E) 25%


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
106 
www.pontodosconcursos.com.br

09. Qual é a porcentagem de canhotos entre os alunos dessa escola que usam
óculos?
(A) 3%
(B) 5%
(C) 15%
(D) 20%
(E) 25%

10. (CAERN 2010/FGV) Em um saquinho há balas. Quinze delas são de coco. As
balas de mel correspondem a 55% do total de balas no saquinho. As 12 restantes são
de tamarindo. Quantas balas há no saquinho?
a) 54
b) 33
c) 48
d) 60
e) 63
11. (SERC/MS 2006/FGV) Gastava 20% do meu salário com aluguel. Recebi um
aumento de salário de 50%, porém o aluguel aumentou de 20%. Quanto passei a
gastar com aluguel?
(A) 18%
(B) 16%
(C) 14%
(D) 12%
(E) 10%
12. (BADESC 2010/FGV) Um número N acrescido de 20% vale 36, o mesmo
que um número P reduzido de 10%. A soma de N e P é:
(A) 60
(B) 65
(C) 70
(D) 75
(E) 80
13. (Senado Federal 2008/FGV) Guido fez um investimento em um fundo de ações e,
a cada 30 dias, recebe um relatório mostrando a valorização ou desvalorização das
cotas do fundo nesse período. No primeiro mês o fundo teve uma valorização de 8% e,
no segundo mês de 25%. O terceiro mês foi de crise e todas as ações caíram.
Entretanto, no fim do terceiro mês, Guido verificou, com certo alívio, que tinha quase
que exatamente o mesmo dinheiro que investiu. A desvalorização no terceiro mês foi
de cerca de:
(A) 22%.
(B) 26%.
(C) 30%.
(D) 33%.
(E) 37%.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
107 
www.pontodosconcursos.com.br

14. (Assistente Administrativo – CRP 4ª – 2006/CETRO) Para obter um número
20% maior que ele próprio, devo multiplicá-lo pela fração:
(A) Dois terços
(B) Cinco quartos
(C) Seis quintos
(D) Sete quintos
(E) Oito sextos
15. (TJPA 2006/CESPE-UnB) Flávio ganhou R$ 720,00 de salário. Desse valor,
ele gastou 25% pagando dívidas e 1/3 com alimentação. Nesse caso, o que
sobrou do salário de Flávio foi
A) inferior a R$ 180,00.
B) superior a R$ 180,00 e inferior a R$ 230,00.
C) superior a R$ 230,00 e inferior a R$ 280,00.
D) superior a R$ 280,00.
16. (TJPA 2006/CESPE-UnB)

De acordo com o anúncio acima, o total do pagamento a prazo na compra da
lavadora de roupas supera o valor do pagamento à vista em
A) exatamente 25% do valor à vista.
B) mais de 25% e menos de 30% do valor à vista.
C) exatamente 30% do valor à vista.
D) mais de 30% do valor à vista.




CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
108 
www.pontodosconcursos.com.br


(TJBA 2003/CESPE-UnB)

Os dados acima representam a evolução da quantidade de processos
analisados em uma repartição pública e do número de servidores que
analisaram esses processos, em uma semana de expediente. A produtividade
em um dia é o resultado do quociente entre a quantidade de processos
analisados naquele dia e a quantidade de servidores que analisaram esses
processos. Com base nesses dados, julgue os seguintes itens.

17. Na sexta-feira, o número de servidores que analisaram processos
aumentou mais de 50% em relação ao número dos que fizeram essa atividade
na segunda-feira.
18. Se, na quarta-feira, a produtividade foi de 24 processos por servidor, então
menos de 70 processos foram analisados nesse dia.
19. Na sexta-feira, a produtividade foi 80% maior que na segunda-feira.
20. Considere que 81 processos ficaram sem ser analisados nessa semana e
que deveriam ser analisados mantendo-se a mesma produtividade da sexta-
feira. Nessa situação, seriam necessários mais de 12 servidores para cumprir
essa tarefa.
21. (RIO PREVIDENCIA 2010/CEPERJ) O consumo de energia elétrica na casa
de Regina, em novembro de 2009, aumentou em 30% em relação ao de
outubro, por causa do calor. Entretanto, em dezembro, Regina reparou que o
consumo de energia elétrica diminuiu 10% em relação ao mês anterior. Então,
o consumo de dezembro em relação ao de outubro é maior em:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
109 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 15%
b) 17%
c) 18%
d) 20%
e) 22%
22. (Câmara Municipal de Vassouras 2006/CEPERJ) Em uma loja de roupas,
as vendas em fevereiro superaram as de janeiro em 20% e as vendas em
março superaram as de fevereiro em 60%. De janeiro a março, o aumento nas
vendas desta loja foi de:
A) 80%
B) 86%
C) 92%
D) 120%
23. (Câmara Municipal de Vassouras 2006/CEPERJ) Dois descontos
sucessivos de 30% e 40% são equivalentes a um único desconto de:
A) 58%
B) 62%
C) 66%
D) 70%
24. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Durante a noite, o dono de uma loja aumentou
todos os preços em 20% e, no dia seguinte, anunciou um desconto de 30% em
todos os produtos. O desconto real que ele está oferecendo é de:
a) 10%
b) 12%
c) 14%
d) 16%
e) 18%
25. (SEE/RJ 2007/CEPERJ) Em uma semana, as ações de certa companhia
valorizaram 20% e, na semana seguinte, desvalorizaram 20%. O valor das
ações é:
A) o mesmo que o valor inicial
B) maior em 2% que o valor inicial
C) menor em 2% que o valor inicial
D) maior em 4% que o valor inicial
E) menor em 4% que o valor inicial
26. (Pref. de Cantagalo 2010/CEPERJ) Um trabalhador gasta com o aluguel de
sua casa 25% do seu salário. Se o salário é corrigido com um aumento de 25%
e o aluguel com um aumento de 35%, então o novo aluguel passará a consumir
a seguinte porcentagem do novo salário do trabalhador:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
110 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 25%
b) 35%
c) 27%
d) 37%
e) 50%
27. (SEE/RJ 2007/CEPERJ) Pedro investiu certa quantia comprando ações de
uma indústria. No final do primeiro ano, ele verificou que as ações tinham
valorizado 25%, mas no final do ano seguinte ele disse: “Puxa, eu tenho hoje o
dobro do dinheiro que investi”. A valorização dessas ações no segundo ano foi
de:
A) 50%
B) 55%
C) 60%
D) 70%
E) 75%
28. (RIOPREVIDÊNCIA 2010/CEPERJ) Considere um número real x e faça
com ele as seguintes operações sucessivas: multiplique por 2, em seguida
some 1, multiplique por 3 e subtraia 5. Se o resultado foi 220, o valor de x está
entre:
a) 30 e 35
b) 35 e 40
c) 40 e 45
d) 45 e 50
e) 50 e 55
29. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) Considere um número real x e faça
com ele as seguintes operações sucessivas: multiplique por 4, depois some 31,
em seguida divida por 3, multiplique por 5 e subtraia 23. Se o resultado foi 222,
o valor de x é:
a) um número múltiplo de 7.
b) um número entre 30 e 40.
c) um número par.
d) um número cuja soma dos dígitos é 10.
e) um número primo.
30. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) No sistema
_
u,Sx + 1,2y = 2,4
u,Sx -u,8y = -u,9

O valor de x é:
a) 1
b) -1
c) 0
d) 2
e) 2/3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
111 
www.pontodosconcursos.com.br
31. (TCE-RN 2000/ESAF) Um homem caridoso observou alguns mendigos em
uma praça e pensou: “Se eu der R$ 5,00 a cada mendigo, sobrar-me-ão R$
3,00. Ah, mas se eu tivesse apenas mais R$ 5,00, eu teria a quantia exata para
poder dar a cada um deles R$ 6,00”. O número de mendigos era, portanto:
a) 5
b) 6
c) 7
d) 8
e) 9
32. (Prefeitura Municipal de Pinheiral 2006/CETRO) Hoje a idade de João é a
metade da idade de sua mãe. Há quatro anos, a idade de João era a terça
parte da idade de seu pai. Se a soma das idades dos três é 100 anos hoje,
calcule quantos anos o pai de João é mais velho que sua mãe.
a) 8
b) 10
c) 12
d) 13
e) 15
33. (AFC/SEPLAG-GDF 2009/FUNIVERSA) A diferença entre as idades de dois
irmãos é de três anos. Após três anos do nascimento do segundo, nasceu o
terceiro e assim foi acontecendo até se formar uma família com cinco irmãos.
Sabendo-se que, hoje, a idade do último irmão que nasceu é a metade da
idade do primeiro irmão nascido, é correto afirmar que, hoje, o irmão mais
velho está com idade igual a
a) 18 anos.
b) 20 anos.
c) 22 anos.
d) 24 anos.
e) 26 anos.
34. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Uma pessoa terá no ano de 2012 o triplo
da idade que tinha em 1994. Essa pessoa tem hoje:
a) 22 anos.
b) 23 anos.
c) 24 anos.
d) 25 anos.
e) 26 anos.
35. (TRF 1ªR 2001/FCC) No almoxarifado de certa empresa há 68 pacotes de
papel sulfite, dispostos em 4 prateleiras. Se as quantidades de pacotes em
cada prateleira correspondem a 4 números pares sucessivos, então, dos
números seguintes, o que representa uma dessas quantidades é o:
a) 8
b) 12
c) 18
d) 22
e) 24
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
112 
www.pontodosconcursos.com.br
36. (Prefeitura Municipal de Arujá 2006/CETRO) Três números pares e
consecutivos têm por soma 90. A divisão do menor deles por 7 nos dá um
quociente igual a:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6
37. (MF 2009/ESAF) Existem duas torneiras para encher um tanque vazio. Se
apenas a primeira torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá em 24
horas. Se apenas a segunda torneira for aberta, ao máximo, o tanque encherá
em 48 horas. Se as duas torneiras forem abertas ao mesmo tempo, ao
máximo, em quanto tempo o tanque encherá?
a) 12 horas
b) 30 horas
c) 20 horas
d) 24 horas
e) 16 horas
38. (Oficial de Chancelaria – MRE 2009/FCC) Certo dia, Alfeu e Gema foram
incumbidos de, no dia seguinte, trabalharem juntos a fim de cumprir uma certa
tarefa; entretanto, como Alfeu faltou ao serviço no dia marcado para a
execução de tal tarefa, Gema cumpriu-a sozinha. Considerando que, juntos,
eles executariam a tarefa em 3 horas e que, sozinho, Alfeu seria capaz de
executá-la em 5 horas, o esperado é que, sozinha, Gema a tenha cumprido em
a) 6 horas e 30 minutos.
b) 7 horas e 30 minutos.
c) 6 horas.
d) 7 horas.
e) 8 horas.
39. (ANEEL 2004/ESAF) Para x = S, a simplificação da expressão
1ux - Su
2S - Sx

é dada por:
a) -2
b) 2
c) -S
d) 5
e) 2S
40. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) Carlos e Márcio são irmãos. Carlos dá a Márcio
tantos reais quantos Márcio possui e, em seguida, Márcio dá a Carlos tantos
reais quantos Carlos possui. Se terminaram com 16 reais cada um, a quantia
que Carlos tinha inicialmente era de:

a) 12 reais
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
113 
www.pontodosconcursos.com.br
b) 15 reais
c) 18 reais
d) 20 reais
e) 24 reais
41. (SERPRO 2001/ESAF) Três meninas, cada uma delas com algum dinheiro,
redistribuem o que possuem da seguinte maneira: Alice dá a Bela e a Cátia
dinheiro suficiente para duplicar a quantia que cada uma possui. A seguir, Bela
dá a Alice e a Cátia o suficiente para que cada uma duplique a quantia que
possui. Finalmente, Cátia faz o mesmo, isto é, dá a Alice e a Bela o suficiente
para que cada uma duplique a quantia que possui. Se Cátia possuía R$ 36,00
tanto no início quanto no final da distribuição, a quantia total que as três
meninas possuem juntas é igual a:
a) R$ 214,00
b) R$ 252,00
c) R$ 278,00
d) R$ 282,00
e) R$ 296,00
42. (CEAGESP 2006/CONSULPLAN) Rui diz a Pedro: Se você me der 1/5 do
dinheiro que possui, eu ficarei com uma quantia igual ao dobro do que lhe
restará. Por outro lado, se eu lhe der R$ 6,00 do meu dinheiro, nós ficaremos
com quantias iguais. Quanto de dinheiro possui Rui?
a) R$ 42,00
b) R$ 31,00
c) R$ 25,00
d) R$ 28,00
e) R$ 47,00
43. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) Antônio, Bruno e Carlos compraram
um barco por R$ 600,00. Antônio pagou a metade do que os outros dois juntos
pagaram. Bruno pagou a terça parte do que os outros dois juntos pagaram.
Então Carlos pagou:

a) R$150,00
b) R$200,00
c) R$250,00
d) R$300,00
e) R$350,00
44. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Em cada quadradinho da figura abaixo
há um número escondido.
Nas figuras a seguir, está escrita, abaixo de cada uma, a soma dos números dos
quadradinhos sombreados.

16 21 11
O número que está no primeiro quadradinho é:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
114 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 3
b) 5
c) 8
d) 11
e) 13
45. (Assistente Administrativo – SERGIPE GAS 2010/FCC) Três equipes, X, Y
e Z, trabalham em obras de canalização e distribuição de gás natural.
Considere que, em certo período, a soma dos comprimentos dos dutos
montados por X e Y foi 8,2 km, por Y e Z foi 8,9 km e por X e Z foi 9,7 km. O
comprimento dos dutos montados pela equipe

(A) X foi 4 200 m.
(B) X foi 4 500 m.
(C) Y foi 3 500 m.
(D) Y foi 3 900 m.
(E) Z foi 5 000 m.
46. (CAERN 2010/FGV) A soma de dois números inteiros é 17, e o produto deles vale
52. A diferença entre esses números é
a) 9
b) 8
c) 10
d) 12
e) 11
47. (Pref. Municipal de Cruzeiro 2006/CETRO) Quais as raízes da equação:
x² - 8x + 7 = 0
a) (1,-1)
b) (-7,-1)
c) (7,1)
d) (-7,1)
e) (-1,0)
48. (Assistente Administrativo IMBEL 2004/CETRO) Indique a alternativa que
represente o conjunto solução em R, para a equação: x
4
+13x
2
+36 =0

a) S={-2,2,-3,3}
b) conjunto vazio
c) S={-2,-3}
d) S={2,3}
e) S={-2,-3,-1,1}
49. (TTN 1997/ESAF) A soma de todas as raízes da equação
x
4
- 25x
2
+ 144 = 0 é igual a
a) 0
b) 16
c) 9
d) 49
e) 25
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
115 
www.pontodosconcursos.com.br
50. (AFC-STN 2002/ESAF) A soma dos valores reais de x
x
2
+ x + 1 =
1S6
x
2
+ x

é igual a:
a) -6
b) -2
c) -1
d) 6
e) 1S
51. (TFC 2000/ESAF) Determinar o de modo que a equação
4x
2
+ (o - 4)x +1 -o = u tenha duas raízes iguais:
a) o = u
b) o = -8 ou o = u
c) o = 8
d) -8 < o < u
e) o < u ou o > 8
52. (SEA-AP 2002/FCC) Em certo momento, o número X de soldados em um
policiamento ostensivo era tal que subtraindo-se do seu quadrado o seu
quádruplo, obtinha-se 1.845. O valor de X é:
f) 42
g) 45
h) 48
i) 50
j) 52
53. (TRT 2ª Região 2004/FCC) Alguns técnicos judiciários combinaram dividir
igualmente entre si 108 processos a serem arquivados. Entretanto, no dia em que o
trabalho seria realizado, dois técnicos faltaram ao serviço e, assim, coube a cada um
dos outros arquivar 9 processos a mais que o inicialmente previsto. O número de
processos que cada técnico arquivou foi:
a) 16
b) 18
c) 21
d) 25
e) 27
54. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) O valor de m para que a
soma das raízes da equação de segundo grau mx
2
– 7x + 10 = 0 seja igual a 7
é:
a) - 7
b) - 2
c) 1
d) - 1
e) 7
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
116 
www.pontodosconcursos.com.br
55. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) Na equação de segundo
grau 5x
2
– 10x + 2m – 4 = 0, a soma das raízes é igual ao produto das
mesmas, nessas condições, o valor de m é igual a:
a) -2
b) -1
c) 5
d) 7
e) 2
56. (Tribunal Regional do Trabalho, 12a Região • Santa Catarina
2005/FEPESE) As raízes da função quadrática y = 2x
2
+mx + 1 são positivas e
uma é o dobro da outra. A soma dessas raízes é:
a) 2,4
b) 2,1
c) 1,8
d) 1,5
e) 1,2
57. (SEE/RJ 2010/CEPERJ) A equação x
2
+ bx + c = u possui raízes 3 e 5.
Então, b + c é igual a:
a) 7
b) 10
c) 15
d) 19
e) 23
58. (TRT-SC 2007/CETRO) Assinale a alternativa que não representa gráfico
de uma função y = f(x).


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
117 
www.pontodosconcursos.com.br
59. (SUFRAMA 2008/FUNRIO) Seja ¡ uma função que tem como domínio o
conjunto A={Ana, José, Maria, Paulo, Pedro} e como contradomínio o conjunto
B={1,2,3,4,5}. A função f associa a cada elemento x em A o número de letras
distintas desse elemento x . Com base nessas informações, pode-se afirmar
que
a) elementos distintos no domínio estão associados a distintos elementos no
contradomínio.
b) todo elemento do contradomínio está associado a algum elemento do domínio.
c) f não é uma função.
d) ¡(Horio) = S
e) ¡(PcJro) = ¡(Poulo)
60. (AFTN 1996/ESAF) Em um laboratório de experiências veterinárias foi
observado que o tempo requerido para um coelho percorrer um labirinto, na
enésima tentativa, era dado pela função C(n) = (3+12/n) minutos. Com relação
a essa experiência pode-se afirmar, então, que um coelho:
a) consegue percorrer o labirinto em menos de três minutos.
b) gasta cinco minutos e quarenta segundos para percorrer o labirinto na quinta
tentativa.
c) gasta oito minutos para percorrer o labirinto na terceira tentativa.
d) percorre o labirinto em quatro minutos na décima tentativa.
e) percorre o labirinto numa das tentativas, em três minutos e trinta segundos.
61. (LIQUIGÁS 2008/CETRO) A função f de 1º grau, cujo gráfico passa pelos
pontos A(-1, -5) e B(5, 7) é
(A) f(x) = 3x + 2
(B) f(x) = 2x – 3
(C) f(x) = x – 4
(D) f(x) = x + 3
(E) f(x) = 3x + 3
62. (Senado Federal 2008/FGV) A função ¡, para cada real x, associa o menor
entre os números
x+5
2
e 2u - x. Por exemplo, ¡(1) = S e ¡(1S) = S. O valor
máximo de f:
a) 8
b) 17/2
c) 25/3
d) 35/4
e) 44/5

63. (Pref. Mairinque/SP 2009/CETRO) Para saber o número do calçado de uma
pessoa, utiliza-se a fórmula C =
5p+28
4
, em que C é o número do calçado e p é
o comprimento do pé em centímetros. Se uma pessoa calça um sapato
tamanho 36, significa que o comprimento de seu pé é
(A) 24,1cm.
(B) 23,6cm.
(C) 23,2cm.
(D) 22,4cm.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
118 
www.pontodosconcursos.com.br
(E) 21,3cm.
64. (Pref. de Araçatuba 2008/CETRO) A figura a seguir representa o gráfico de
uma função do tipo f (x) = ax + b.


Sobre a natureza do gráfico desta função representada acima, é correto afirmar que

(A) possui duas raízes reais.
(B) a < 0.
(C) b > 0.
(D) ab < 0.
(E) não possui raízes reais.
65. (AFC-SFC 2000/ESAF) Sabe-se que as retas de equações r
1
= αx e r
2
= -
2x +β interceptam-se em um ponto P(x<0; y<0). Logo,
a) α > 0 e β > 0
b) α > 0 e β < 0
c) α < 0 e β < 0
d) α < -1 e β < 0
e) α > -1 e β > 0
66. (CAERN 2010/FGV) O conjunto de todas as soluções reais da inequação
2x + 1 < Sx + 2 é
a) ] - ∞, -1|.
b) ] - ∞, 1|.
c) ] -1, +∞|.
d) ]1, +∞|.
e) ] - 1,1|.
67. (SERC/MS 2006/FGV) O número de soluções inteiras do sistema de
inequações
]
2x + S < 4x + 6
Sx - 1 < x + 7
é:
a) 0
b) 1
c) 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
119 
www.pontodosconcursos.com.br
d) 5
e) infinito
68. (SERC/MS 2006/FGV) A ordenada do vértice da parábola y = 4x -x
2
é:
a) -4
b) -2
c) u
d) 2
e) 4
69. (Secretaria de Estado da Administração – Santa Catarina 2006/FEPESE) O
lucro obtido na venda de mouses é dado pela função L(x) = –x
2
+ 90x – 800, sendo L o
lucro do fabricante e x o preço de venda do mouse. O gráfico da função lucro é
representado na figura abaixo.



Assinale a alternativa que indica o maior lucro do fabricante.
a) R$ 45,00
b) R$ 80,00
c) R$ 1.000,00
d) R$ 1.225,00
e) R$ 1.400,00

70. (AFRFB 2009/ESAF) Considere as inequações dadas por:
¡(x) = x
2
- 2x + 1 ¸ u c g(x) = -2x
2
+ Sx + 2 ¸ u.
Sabendo que A é o conjunto solução de ¡(x) e B o conjunto solução de g(x),
então o conjunto ¥ = A r B é igual a:

a) ¥ = ]x e R¡-
1
2
< x ¸ 2¿
b) ¥ = ]x e R¡-
1
2
¸ x ¸ 2¿
c ) ¥ = {x e R|x = 1]
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
120 
www.pontodosconcursos.com.br
d) ¥ = {x e R|x ¸ u]
e) ¥ = {x e R|x ¸ u]
71. (ANVISA 2010/CETRO) Considere as seguintes funções
¡(x) = x
2
-4x + 4 e g(x) = -x + 6x - S. Assinale a alternativa que apresenta
a solução da inequação definida por ¡(x) · g(x) ¸ u.
a) S = {x e R|x = 2]
b) S = {x e R|x ¸ 1 ou x = 2]
c) S = {x e R|1 ¸ x ¸ S ou x = 2]
d) S = {x e R|x ¸ 1 ou x ¸ S ou x = 2]
e) S = {x e R|x ¸ 1 ou x ¸ S ou x = 2]
72. (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo 2010/FCC) O gráfico a
seguir representa a função ¡, de domínio real, dada pela lei ¡(x) = ox
2
+ bx +
c.

Sabendo que a, b e c são constantes, é correto concluir que
(A) a < 0, b < 0 e c < 0
(B) a < 0, b < 0 e c > 0
(C) a < 0, b > 0 e c < 0
(D) a < 0, b > 0 e c > 0
(E) a > 0, b < 0 e c < 0
73. (SERC/MS 2006/FGV) Se a parábola y = ox
2
+bx + c contém os pontos (-1,12),
(u,S) e (2, -S), quanto vale o + b + c.
a) -4
b) -2
c) 0
d) 1
e) 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
121 
www.pontodosconcursos.com.br
74. (MEC 2008/FGV) No sistema de numeração na base 5, só são utilizados os
algarismos 0, 1, 2, 3 e 4. Os números naturais, normalmente representados na base
decimal, podem ser também escritos nessa base como mostrado:

De acordo com esse padrão lógico, o número 151 na base decimal, ao ser
representado na base cinco, corresponderá a:
(A) 111
(B) 1011
(C) 1101
(D) 1110
(E) 1111
75. (AFRE-PB 2006 FCC) O sistema básico de registro de informações em um
computador é o binário. Sendo assim, o número binário 0011011101 corresponde ao
decimal
(A) 301.
(B) 221.
(C) 201.
(D) 121.
(E) 91.
76. (ISS-RJ 2010/ESAF) A seguir estão representados pelo sistema binário, formado
apenas pelos algarismos 0 e 1, os números naturais de 0 a 16 em ordem crescente: 0,
1, 10, 11, 100, 101, 110, 111, 1000, 1001, 1010, 1011, 1100, 1101, 1110, 1111, 10000.
Qual é o número que corresponde ao binário 111011?
a) 59
b) 60
c) 58
d) 61
e) 62
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
122 
www.pontodosconcursos.com.br
77. (TTN – 1997 ESAF) Nos sistemas de numeração posicional, cada dígito da
sequência que representa o número pode ser interpretado como o coeficiente de uma
potência da base, onde o valor do expoente depende da posição do dígito na
sequência. Entre tais sistemas, um dos mais importantes é o binário, ou de base 2,
que utiliza apenas os dígitos 0 e 1 na notação dos números. Por exemplo, o número
que corresponde ao 11 do sistema decimal, é indicado por 1011 no sistema binário,
pois 11 (decimal) é igual a (1 x 2
3
) + (0 x 2
2
) + (1 x 2
1
) + (1 x 2
0
) Assim, o resultado,
expresso no sistema decimal, da adição dos números binários 1011 e 101 será igual a
a) 15
b) 13
c) 14
d) 12
e) 16
78. (PUC-MG) Em metrologia, pé é uma unidade de medida linear equivalente a cerca
de 30,48 cm. Um avião que trafega a 30000 pés do solo está voando a uma altura
mais próxima de:
a) 6km
b) 7km
c) 8km
d) 9km
e) 10km
79. (COVEST 2003) Uma empresa de exportação de gasolina comunicou à ANP o
desaparecimento de 7,2 milhões de litros de gasolina dos seus depósitos. Se um
caminhão-tanque tem capacidade de 32m
3
, quantos caminhões seriam necessários
para transportar a gasolina desaparecida? (obs.: 1m
3
=1000 litros)
a) 205
b) 210
c) 215
d) 220
e) 225
   
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
123 
www.pontodosconcursos.com.br
Gabaritos 
 
01. E 
02. D 
03. C 
04. C 
05. C 
06. C 
07. A 
08. A 
09. E 
10. D 
11. B 
12. C 
13. B 
14. C 
15. D 
16. A 
17. Certo 
18. Errado 
19. Certo 
20. Errado 
21. B 
22. C 
23. A 
24. D 
25. E 
26. C 
27. C 
28. B 
29. E 
30. A 
31. D 
32. B 
33. D 
34. C 
35. C 
36. C 
37. E 
38. B 
39. A 
40. D 
41. B 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
 
124 
www.pontodosconcursos.com.br
42. A 
43. C 
44. E 
45. B 
46. A 
47. C 
48. B 
49. A 
50. C 
51. B 
52. B 
53. E 
54. C 
55. D 
56. D 
57. A 
58. C 
59. E 
60. E 
61. B 
62. C 
63. C 
64. C 
65. B 
66. C 
67. D 
68. E 
69. D 
70. C 
71. B 
72. A 
73. C 
74. C 
75. B 
76. A 
77. E 
78. D 
79. E 
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Aula 4 – Matemática e Raciocínio Lógico – Senado Federal 
1.  Comentários .......................................................................................................................... 2 
2.  Ângulos .................................................................................................................................. 2 
I.  Ângulo reto, agudo, obtuso .............................................................................................. 2 
II.  Bissetriz de um ângulo ...................................................................................................... 3 
III.  Ângulos complementares, suplementares e replementares ........................................ 4 
IV.  Ângulos opostos pelo vértice ........................................................................................ 4 
3.  Paralelismo ............................................................................................................................ 7 
I.  Lei Angular de Tales .......................................................................................................... 9 
4.  Polígonos ............................................................................................................................. 11 
I.  Polígono Regular ............................................................................................................. 12 
II.  Número de diagonais de um polígono de n lados .......................................................... 13 
III.  Soma dos ângulos internos de um polígono convexo ................................................. 17 
5.  Classificação dos Triângulos ................................................................................................ 24 
I.  Síntese de Clairaut ........................................................................................................... 26 
6.  Teorema de Tales ................................................................................................................ 29 
7.  Teorema de Pitágoras e suas aplicações ............................................................................. 33 
I.  Diagonal do quadrado ..................................................................................................... 33 
II.  Altura do triângulo equilátero ......................................................................................... 34 
8.  Semelhança de Triângulos .................................................................................................. 43 
9.  Quadriláteros ...................................................................................................................... 48 
I.  Trapézios ......................................................................................................................... 49 
II.  Paralelogramo ................................................................................................................. 50 
III.  Losango ....................................................................................................................... 51 
IV.  Retângulo .................................................................................................................... 51 
V.  Quadrado ........................................................................................................................ 52 
10.  Circunferência e Círculo ...................................................................................................... 58 
I.  Corda, diâmetro e tangentes .......................................................................................... 72 
II.  Relações entre cordas e secantes ................................................................................... 80 
11.  Triângulos, circunferências e áreas ..................................................................................... 82 
12.  Questões FGV ...................................................................................................................... 86 
13.  Relação das questões comentadas ..................................................................................... 90 
14.  Gabaritos ........................................................................................................................... 104 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
1. Comentários 
 
Olá pessoal!
Vamos iniciar a aula 4 do nosso curso de Raciocínio Lógico e Matemática para o
Senado Federal. Apesar de este assunto aparecer explicitamente no edital
(geometria), não encontrei muitas questões de concursos da FGV, exceto em provas
de concursos para Professor de Matemática. Por se tratar de um concurso com
Matemática como matéria específica, deixei para comentar tais questões no final da
aula como um “extra”. Mesmo assim, não resolverei algumas questões desta prova por
estarem envolvidos assuntos avançados de Geometria como Teorema de Menelaus,
Teorema de Pappus, tópicos de Geometria Espacial (troncos de cone), dentre outros.
Sem mais delongas, vamos começar.
2. Ângulos 
 
Ângulo é a reunião de duas semi-retas de mesma origem. Essas semi-retas são os
lados do ângulo e a origem comum das semi-retas é o vértice do ângulo.

 
 
 
O vértice do ângulo é o ponto O. Os lados do ângulo são as semi-retas AO e OB.
I. Ângulo reto, agudo, obtuso 
 
Os ângulos são medidos em graus ou em radianos. Nesta aula trabalharemos apenas
com graus. Na próxima aula (trigonometria) trabalharemos com os ângulos medidos
em radianos.
Quando as semi-retas que formam o ângulo são opostas, dizemos que o ângulo é raso
e sua medida é, por definição, 180º (180 graus).






Pois bem, a partir da figura anterior, vamos traçar uma semi-reta que divida
A
B

O
180º
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
exatamente o ângulo ao meio. Teremos dois ângulos de 90º que são chamados de
ângulos retos.







Ângulo agudo é um ângulo menor que um ângulo reto.
Ângulo obtuso é um ângulo maior que um ângulo reto e menor que um ângulo raso.





Podemos dizer que o ângulo de 1 grau (1º) é um ângulo reto dividido em 90 partes
iguais.
O ângulo reto tem 90 graus (90º).
Existem ainda submúltiplos do grau. Dizemos que um grau (1º) é igual a um ângulo de
60 minutos (60’).
1° = 6u'
Podemos ainda dizer que o ângulo de um minuto (1’) é igual a um ângulo de 60
segundos (60’’).
1
i
= 6u''
II. Bissetriz de um ângulo 
 
Considere um ângulo de vértice O. Uma semi-reta interna ao ângulo e que o divide em
dois ângulos congruentes.



Quando este símbolo aparecer em 
alguma  figura,  estará  indicado 
que se trata de um ângulo reto. 
O
Ângulo agudo 
Ângulo obtuso

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br

III. Ângulos complementares, suplementares e replementares 
 
Dois ângulos são complementares se e somente se a soma de suas medidas é 90º.
Um deles é o complemento do outro.
Se um dos ângulos mede x, diremos que a medida do outro é comp(x) = 9u° - x.
Por exemplo, o complemento de 30º é comp(Su°) = 9u° -Su° = 6u°.
Dois ângulos são suplementares se e somente se a soma de suas medidas é 180º.
Um deles é o suplemento do outro.
Se um dos ângulos mede x, diremos que a medida do outro é sup(x) = 18u° - x.
Por exemplo, o suplemento de 30º é sup(Su°) = 18u° -Su° = 1Su°.
Dois ângulos são replementares se e somente se a soma de suas medidas é 360º. Um
deles é o replemento do outro.
Se um dos ângulos mede x, diremos que a medida do outro é rcp(x) = S6u° - x.
Por exemplo, o replemento de 30º é rcp(Su°) = S6u° - Su° = SSu°.
IV. Ângulos opostos pelo vértice 

Dois ângulos são opostos pelo vértice quando os lados de um são as semi-retas
opostas dos lados do outro.
Dois ângulos opostos pelo vértice são congruentes (têm a mesma medida).








o  o
Ângulos opostos pelo vértice 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
01. (Prefeitura Municipal de São José – FEPESE/2007) Se dois ângulos são
suplementares e a medida do maior é 35º inferior ao quádruplo do menor,
assinale a alternativa que indica a medida do menor desses dois ângulos:
a) 25º
b) 36º
c) 43º
d) 65º
e) 137º
Resolução
Dois ângulos são suplementares se a soma de suas medidas é 180º. Em
tempo, dois ângulos são complementares se a soma de suas medidas é 90º e
dois ângulos são replementares se a soma de suas medidas é 360º.
Se um ângulo mede xº, o seu suplemento é denotado por sup (x), o seu
complemento é denotado por comp(x) e o seu replemento é denotado por
rcp(x).
Assim, tem-se as seguintes relações:
sup(x) = 18u
o
- x
comp(x) = 9u
o
- x
iep(x) = S6u
o
- x
Voltemos ao enunciado: Dois ângulos são suplementares. Digamos que o
maior meça x graus. Assim, o menor medirá (180 – x) graus.
A medida do maior é 35º inferior ao quádruplo do menor.
x = 4 · (18u - x) - SS
x = 72u - 4x - SS
Sx = 68S
x = 1S7
o

Atenção!!! A resposta não é a letra E!!! O problema pede o menor dos ângulos.
Como os ângulos são suplementares, o menor ângulo será 18u
o
-1S7
o
= 4S
o
.
Letra C


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
02. (Agente de Trânsito – Pref. de Mairinque 2006/CETRO) Na figura
abaixo, as duas aberturas angulares apresentadas são suplementares. Qual o
valor da medida do ângulo X?


(A) 100º 45’
(B) 106º 37’
(C) 98º 99’
(D) 360º
(E) 111º 11’

Resolução

Vimos na questão passada que dois ângulos são suplementares se a soma de
suas medidas é 180º. Se um ângulo mede xº, o seu suplemento é denotado por
sup (x) e

sup(x) = 18u
o
- x

sup(72
o
8S′) = 18u
o
- 72
o
8S′

Lembremos que 1º é o mesmo que 60’ (60 minutos). Assim, 180º = 179º60’ e
72º83’=73º23’

sup(72
o
8S′) = 179
o
6u′ - 7S
o
2S′

sup(72
o
8S′) = 1u6
o
S7′
Letra B

EP 1. Qual é o ângulo que excede o seu complemento em 58º?
Resolução
Vamos considerar que o ângulo mede x graus. Desta forma, seu complemento é igual
a 9u° -x.
Podemos reescrever o enunciado assim:
Ângulo mcnos o scu complcmcnto é iguol o S8°
x - (9u° -x) = S8°
x - 9u° +x = S8°
2x = 148°
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
x = 74°
O ângulo procurado é 74º.
EP 2. Determine dois ângulos suplementares, sabendo que um deles é o triplo do
outro.
Resolução
Se um dos ângulos mede x graus, então o outro medirá 18u° - x.
x = S · (18u° - x)
x = S4u° - Sx
4x = S4u°
x = 1SS°
O outro ângulo é 18u° - 1SS° = 4S°.
Resposta: Os ângulos são 135º e 45º.
3. Paralelismo 
 
Duas retas são paralelas se são coincidentes (iguais) ou se são coplanares
(pertencem ao mesmo plano) e não possuem pontos comuns.
Para os nossos objetivos, vamos trabalhar apenas com retas paralelas distintas.







As retas r e s são paralelas e indicamos assim: r | s.
Vamos agora considerar duas retas paralelas distintas r e s, e uma reta t concorrente
com r e s.
Desta forma, 8 ângulos importantes ficam determinados.




r
s
8  7 
6  5 
4  3 
2  1 



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br


Vamos considerar dois grupos de ângulos:
Grupo I - 1
`
, S
`
, S
`
, 7
`
.
Grupo II - 2
`
, 4
`
, 6
`
, 8
`
.
Todos os ângulos do grupo I são congruentes entre si.
Todos os ângulos do grupo II são congruentes entre si.
Escolhendo-se um ângulo qualquer do grupo I e um ângulo qualquer do grupo II,
certamente eles serão suplementares (a soma é igual a 180º).
Se a reta t for perpendicular às retas r e s, então os oito ângulos serão congruentes.
Resumindo:
Vamos considerar que a reta t é concorrente obliqua. Então dos oito ângulos
determinados, 4 são agudos e 4 são obtusos.
Escolhendo-se 2 ângulos dentre os agudos, então eles são congruentes (têm a
mesma medida).
Escolhendo-se 2 ângulos dentre os obtusos, então eles são congruentes (têm a
mesma medida).
Escolhendo-se 1 ângulo agudo e 1 ângulo obtuso, então eles são suplementares (a
soma é igual a 180º).
03. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Na figura abaixo, as retas r e s são
paralelas.

Se o ângulo a mede 44°30’ e o ângulo q mede 55°30’, então a medida do ângulo b é:
a) 100°.
b) 55°30’.
c) 60°.
d) 44°30”.
e) 80°.
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Tracemos uma reta paralela às retas “r” e “s” pelo ponto de interseção dos segmentos
inclinados. O ângulo que fica acima da reta vermelha é igual a o e o ângulo que fica
abaixo da reta vermelha é igual a 0. Isso é verdade pois quando temos duas retas
paralelas cortadas por uma transversal, os ângulos agudos são congruentes.

Assim, [ = o +0
[ = 44
o
Su

+ SS
o
Su

= 99
o
6u

= 1uu
o

Letra A

I. Lei Angular de Tales 
 
A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é igual a 180º.

04. (CGU 2003-2004/ESAF) Os ângulos de um triângulo encontram-se na razão
2:3:4. O ângulo maior do triângulo, portanto, é igual a:

a) 40°
b) 70°
c) 75°
d) 80°
e) 90°
Resolução
Se os ângulos do triângulo encontram-se na razão 2:3:4, podemos chamá-los de 2x,
3x e 4x. Lembremos da Lei Angular de Tales: a soma dos ângulos de um triângulo
qualquer é sempre 180º.
Assim, 2x + Sx + 4x = 18u
o

9x = 18u
o

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10 
www.pontodosconcursos.com.br
x = 2u
o

O maior ângulo é 4x = 4 · 2u
o
= 8u
o

Letra D
05. (Assistente de Chancelaria – MRE 2002/ESAF) Num triângulo ABC, o ângulo
interno de vértice A mede 60º. O maior ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos
internos de vértices B e C mede:

a) 45º
b) 60º
c) 90º
d) 120º
e) 150º

Resolução

A Lei Angular de Tales garante que A + B +C = 18u°. Como A = 6u°, então:

6u° + B +C = 18u°

B +C = 12u°

Vamos traçar as bissetrizes dos ângulos B e C. Lembre-se que uma bissetriz é uma
semi-reta interna ao ângulo que o divide em duas partes de mesma medida. A
bissetriz do ângulo B o divide em dois ângulos de medida B/2. A bissetriz do ângulo C
o divide em dois ângulos de medida C/2.











Vamos aplicar novamente a Lei Angular de Tales:
X +
B
2
+
C
2
= 18u°
X +
B + C
2
= 18u°
Como B + C = 12u°:
X +
12u°
2
= 18u°
X + 6u° = 18u°

C/2  B/2 
60º
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11 
www.pontodosconcursos.com.br
X = 12u°
Letra D
4. Polígonos 
 
De acordo com o número n de lados, os polígonos recebem nomes especiais.
Número de Lados Nome do polígono
3 Triângulo ou Trilátero
4 Quadrilátero
5 Pentágono
6 Hexágono
7 Heptágono
8 Octógono
9 Eneágono
10 Decágono
11 Undecágono
12 Dodecágono
15 Pentadecágono
20 Icoságono

O perímetro de um polígono é a soma dos seus lados. Temos o costume de indicar o
perímetro de um polígono por 2p e o seu semiperímetro (metade do perímetro) por p.
06. (Prefeitura Municipal de Cruzeiro 2006/CETRO) Calcule o perímetro de
um terreno retangular de medida 94 m e 36 m.
(A) 320 m
(B) 280 m
(C) 260 m
(D) 270 m
(E) 300 m
Resolução

Temos o costume de denotar o perímetro (soma das medidas de todos os
lados de um polígono) por 2p.

Assim, 2p = 94 + 94 +S6 + S6 = 26um.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12 
www.pontodosconcursos.com.br

Letra C

07. (Agente de Trânsito – Pref. de Mairinque 2006/CETRO) Um pedreiro construiu
um muro ao redor de um terreno retangular que tinha um perímetro de 96 metros. O
comprimento desse terreno equivale ao triplo de sua largura. As dimensões desse
terreno valem
(A) 12 m por 36 m.
(B) 25 m por 50 m.
(C) 1 km por 12 km.
(D) 15 m por 32 m.
(E) 18 m por 36 m.
Resolução
Denotando a largura por x, o comprimento será 3x.

O perímetro é igual a 96m.
Assim, x + x + Sx + Sx = 96
8x = 96
x = 12m
Assim, a largura é 12m e o comprimento 3 x 12 = 36m.
Letra A

I. Polígono Regular 
 
Um polígono que possui todos os lados congruentes (com mesma medida) é dito
equilátero.
Um polígono que possui todos os ângulos congruentes (com mesma medida) é dito
equiângulo.


Polígono equilátero  Polígono equiângulo 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13 
www.po s.com.br



Um polígono convexo é regular se e somente se é equilátero e equiângulo.








É muito importante observar o seguinte fato:
O único polígono que se é equilátero, então é equiângulo e se é equiângulo, então é
equilátero é o triângulo.
Como a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º, podemos concluir que
cada ângulo interno de um triângulo equilátero mede:
18u°
S
= 6u°










II. Número de diagonais de um polígono de n lados 
 
Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades são vértices não
consecutivos do polígono.




60º
60º
60º
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14 
www.pontodosconcursos.com.br


Um pentágono e suas 5 diagonais.
Vamos deduzir a fórmula que fornece o número de diagonais de um polígono de duas
maneiras:
i) Argumento combinatório
Um polígono de n lados possui n vértices. Para determinar uma diagonal devemos
escolher dois dos n vértices. Observe que uma diagonal AB é igual a uma diagonal
BA. Portanto, não é relevante a ordem dos vértices. A priori, o número de diagonais
seria igual a C
n
2
.
Destas C
n
2
há alguns segmentos que são “pseudo-diagonais”. São os lados do
polígono. Devemos das C
n
2
“pseudo-diagonais” retirar os n lados.
Portanto, o número de diagonais é igual a:
Ð = C
n
2
-n
Ð =
n · (n - 1)
2 · 1
- n
Ð =
n
2
- n
2
-n =
n
2
- n - 2n
2
=
n
2
- Sn
2

Ð =
n · (n -S)
2

ii) Argumento geométrico
Considere um polígono com n lados. De cada vértice partem n -S diagonais.
Subtraímos o número 3, porque não podemos “mandar” uma diagonal para o próprio
vértice e nem para os vértices que estão “ao lado”.

Vamos ver, por exemplo, um heptágono (polígono de 7 lados).
Observe que cada vértice “manda” 4 diagonais (7 – 3).





CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15 
www.pontodosconcursos.com.br



Pois bem, então de cada vértice partem n -S diagonais. Isso é importantíssimo e já foi
perguntado em prova!!
Como são n vértices, “então”o total de diagonais seria igual a n · (n - S).
Porém, nesta conta cada diagonal é contada duas vezes, pois tem extremidades em 2
vértices. Portanto, o número de diagonais é igual a:
Ð =
n · (n -S)
2

08. (Prefeitura Municipal de Eldorado do Sul 2008/CONESUL) Assinale a
alternativa que corresponde ao número de diagonais de um icoságono.
a) 340
b) 190.
c) 170.
d) 380.
e) 95.
Resolução
Vamos lembrar os nomes dos polígonos em função do número de lados.

Número de
Lados
Nome do polígono
3 Triângulo ou Trilátero
4 Quadrilátero
5 Pentágono
6 Hexágono
7 Heptágono
8 Octógono
9 Eneágono
10 Decágono
11 Undecágono
12 Dodecágono
15 Pentadecágono
20 Icoságono

Portanto, o icoságono é um polígono com 20 lados. O número de diagonais de um
polígono com n lados é igual a
Ð =
n · (n -S)
2

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16 
www.pontodosconcursos.com.br
Assim, o número de diagonais do icoságono é igual a
Ð =
2u · (2u -S)
2
= 17u Jiogonois.
Letra C
09. (AFT 2006/ESAF) Em um polígono de n lados, o número de diagonais
determinadas a partir de um de seus vértices é igual ao número de diagonais de um
hexágono. Desse modo, n é igual a:

a) 11
b) 12
c) 10
d) 15
e) 18

Resolução

Mostramos anteriormente a fórmula que fornece o número de diagonais de um
polígono convexo.

Ð =
n · (n -S)
2


De cada vértice partem (n – 3) diagonais. Isso porque não podemos traçar diagonais
para o próprio vértice nem para os vértices adjacentes.

Um hexágono possui

Ð =
6 · (6 -S)
2
= 9 Jiogonois.

Assim, se o polígono possui n lados, de cada vértice partem n – 3 diagonais. Dessa
forma,

n - S = 9

n = 12

Letra B

10. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Um joalheiro recebe uma encomenda para uma jóia poligonal. O
comprador exige que o número de lados seja igual ao número de diagonais. Sendo
assim, o joalheiro deve produzir uma jóia
(A) triangular.
(B) quadrangular.
(C) pentagonal.
(D) hexagonal.
(E) decagonal.

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17 
www.pontodosconcursos.com.br
O número de diagonais é igual ao número de lados.

Ð = n

n · (n - S)
2
= n

n · (n -S) = 2n

Como n > 0, podemos “cortar n em ambos os membros”.

n - S = 2

n = S





Trata-se, portanto, de um pentágono. O pentágono possui 5 diagonais.











Letra C

III. Soma dos ângulos internos de um polígono convexo 
 
A soma dos ângulos internos de um polígono convexo com n lados é
S
ì
= 18u° · (n - 2)
Quem sabe que a soma dos ângulos internos de um triângulo é de 180° pode
facilmente entender a fórmula acima. Ou seja, saber o valor da soma dos ângulos
internos de um triângulo permite calcular a soma dos ângulos de qualquer outro
polígono convexo.
Como exemplo, considere o polígono de cinco lados disposto abaixo (pentágono).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18 
www.pontodosconcursos.com.br

Vamos tomar o vértice de cima como referência. A partir deste vértice, quantas
diagonais podemos traçar?
Diagonal é qualquer segmento de reta que une dois vértices de um polígono.
Embora eu tenha dito “qualquer”, este “qualquer” tem exceção. Cada lado do polígono
liga dois vértices. Só que os lados não são diagonais.
Então uma diagonal seria qualquer segmento de reta que liga dois vértices não
adjacentes de um polígono.
Para exemplificarmos, vamos tomar como referência o vértice de cima (destacado em
vermelho na figura abaixo).

Queremos construir diagonais a partir deste vértice. As diagonais devem ligar este
vértice aos demais.
Não podemos ter diagonais ligando este vértice aos dois vizinhos, pois aí teríamos
lados. Não podemos ter diagonal ligando este vértice a ele próprio.
Assim, dos 5 vértices do pentágono, este vértice em destaque só pode formar diagonal
quando ligado a dois dos demais vértices. Ou seja, só é possível construirmos 2
diagonais a partir dele.
Abaixo detalhamos as duas diagonais:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19 
www.pontodosconcursos.com.br

Você pode guardar isso como regra. A partir de um vértice, sempre conseguiremos
traçar 3 − n diagonais (onde n é o número de vértices do polígono).
Por que precisamos subtrair 3?
Porque não podemos formar diagonais com os dois vértices vizinhos, nem com o
próprio vértice em análise.

Número de diagonais que partem de um dado vértice do polígono de n
lados:
3 − n
Muito bem, traçadas as duas diagonais, nós conseguimos dividir o pentágono em 3
triângulos. Ora, se a soma dos ângulos internos do triângulo é 180 e com 3 triângulos
nós formamos um pentágono, então a soma dos ângulos internos de um pentágono
fica:
º 540 º 180 3 = ×
E nós podemos fazer isto para qualquer figura.
Para um polígono de n lados ficaria assim. Partindo de um dos vértices nós
conseguimos traçar 3 − n diagonais. Com isso, dividimos a figura em 2 − n triângulos.
Logo, a soma dos ângulos internos de um polígono de n lados é dada por:
º 180 ) 2 ( × − n

Soma dos ângulos internos de um polígono de n lados
º 180 ) 2 ( × − n

Observe que quando um polígono é regular, todos os seus ângulos têm a mesma
medida. Portanto, a medida de cada ângulo interno de um polígono convexo de
n lados é igual a:
A
ì
=
18u° · (n - 2)
n

Vamos determinar a soma dos ângulos internos de alguns polígonos para exercitar.
n = S - triângulo
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20 
www.pontodosconcursos.com.br
S
3
= 18u° · (S - 2) = 18u° · 1 = 18u°
Que já sabíamos através da Lei Angular de Tales
n = 4 - quoJrilátcro
S
4
= 18u° · (4 - 2) = 18u° · 2 = S6u°
n = S - pcntágono
S
5
= 18u° · (S - 2) = 18u° · S = S4u°
11. (SUSEP 2010/ESAF) A soma S
1
dos ângulos internos de um polígono convexo
de n lados, com n ≥ 3, é dada por S
i
=(n-2).180
0
. O número de lados de três polígonos
convexos, P
1
, P
2
, e P
3
, são representados, respectivamente, por (x-3), x e (x+3).
Sabendo-se que a soma de todos os ângulos internos dos três polígonos é igual a
3240
0
, então o número de lados do polígono P
2
e o total de diagonais do polígono P
3

são, respectivamente, iguais a:
a) 5 e 5
b) 5 e 44
c) 11 e 44
d) 5 e 11
e) 11 e 5

Resolução

O enunciado foi muito generoso já fornecendo a fórmula da soma dos ângulos internos
de um polígono. O primeiro polígono tem (x – 3) lados. Assim, na fórmula devemos
substituir o “n” por “x – 3” obtendo (x - S - 2) · 18u
o
. O segundo polígono tem “x”
lados, e, portanto, devemos substituir o “n” por “x” obtendo (x - 2) · 18u
o
. Por fim, o
terceiro polígono tem (x+3) lados e a soma dos seus ângulos internos será (x +S -
2
)
· 18u
o
. Já que a soma de todos os ângulos internos é 3240º, temos a seguinte
equação:

(x - S - 2) · 18u
o
+ (x - 2) · 18u
o
+ (x + S - 2) · 18u
o
= S.24u
o


(x - S) · 18u
o
+ (x - 2) · 18u
o
+ (x + 1) · 18u
o
= S.24u
o


18u
o
· x - 9uu
o
+ 18u
o
· x - S6u
o
+ 18u
o
· x +18u
o
= S.24u
o


S4u
o
· x -1.u8u
o
= S.24u
o


S4u
o
· x -1.u8u
o
= S.24u
o


S4u
o
· x = 4.S2u
o


x = 8

Portanto, o número de lados de P
2
é 8.

O primeiro polígono P
1
possui 8 – 3 = 5 lados.

O polígono P
3
possui 8+3 = 11 lados. O número de diagonais de um polígono de n
lados é dado por
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21 
www.pontodosconcursos.com.br

Ð =
n · (n -S)
2


Assim, o número de diagonais de P
3
é

Ð =
11 · (11 - S)
2
= 44

A questão não tem resposta e foi anulada pela ESAF.


12. (APO-MPOG 2008/ESAF) Dois polígonos regulares, X e Y, possuem,
respectivamente, (n+1) lados e n lados. Sabe-se que o ângulo interno do polígono A
excede o ângulo interno do polígono B em 5º (cinco graus). Desse modo, o número de
lados dos polígonos X e Y são, respectivamente, iguais a:
a) 9 e 8
b) 8 e 9
c) 9 e 10
d) 10 e 11
e) 10 e 12

Resolução

Esta questão foi anulada porque no início falava-se em polígonos X e Y e em seguida
falava-se em polígonos A e B. Mas não vamos perder uma questão aqui só por causa
disso. Vamos considerar que o polígono X é o polígono A e o polígono Y é o polígono
B (esta era a intenção da ESAF).

Vimos anteriormente que quando um polígono é regular, todos os seus ângulos têm a
mesma medida. Portanto, a medida de cada ângulo interno de um polígono convexo
de n lados é igual a:
A
ì
=
18u° · (n - 2)
n

O enunciado diz que o ângulo interno do polígono A excede o ângulo interno do
polígono B em 5º (cinco graus).
A
ì
A
= A
ì
B
+ S°
18u° · (n
A
- 2)
n
A
=
18u° · (n
B
- 2)
n
B
+ S°
18u° · (n + 1 - 2)
n + 1
=
18u° · (n - 2)
n
+ S°
18u° · (n - 1)
n + 1
=
18u° · (n - 2)
n
+ S°
18u° · (n - 1)
n + 1
=
18u° · (n - 2) + S° · n
n

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22 
www.pontodosconcursos.com.br
18u° · n -18u°
n + 1
=
18u° · n - S6u° + S° · n
n

18u° · n - 18u°
n + 1
=
18S° · n - S6u°
n

Como o produto dos meios é igual ao produto dos extremos:
(18S° · n - S6u°) · (n +1) = (18u° · n -18u°) · n
18S° · n
2
+18S° · n - S6u° · n - S6u° = 18u° · n
2
-18u° · n
Para evitar uma poluição visual, vamos deixar de escrever o símbolo do grau.
Sn
2
+Sn - S6u = u
Vamos dividir os dois membros da equação por 5.
n
2
+ n - 72 = u
n =
-b _ √b
2
-4oc
2o

n =
-1 _ ¸1
2
- 4 · 1 · (-72)
2 · 1

n =
-1 _ √289
2
=
-1 _ 17
2

Como n é positivo, só devemos usar o +.
n =
-1 + 17
2
=
16
2
= 8
Como o polígono X tem n + 1 lados, então ele possui 9 lados.
O polígono Y tem n lados, então ele possui 8 lados.
Poderíamos ter resolvido a equação do segundo grau da seguinte maneira:
72
2
= + n n
72 ) 1 ( = + × n n
Um produto entre dois naturais seguidos que dá 72, só poderia ser 8 e 9.
Letra A
Questão anulada
Mesmo que o candidato não soubesse como resolver a questão, dava para marcar a
alternativa certa. Sabemos que X tem 1 + n lados. Sabemos que Y tem n lados. Logo,
X tem 1 lado a mais que Y.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23 
www.pontodosconcursos.com.br
A única alternativa que prevê isso é a letra A. Em todas as outras, Y tem mais lados
que X, o que é falso.

13. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) A figura abaixo mostra dois pentágonos
regulares colados.

O valor do ângulo ABC é:
A) 18
o

B) 20
o

C) 22
o

D) 24
o

E) 26
o

Resolução
Para calcular a soma dos ângulos internos de um polígono com n lados utilizamos a
fórmula:
S
n
= 18u° · (n -2)
Desta forma, a soma dos ângulos internos de um pentágono é igual a:
S
5
= 18u° · (S - 2) = 18u° · S
S
5
= S4u°
Como os pentágonos do problema são regulares, então os pentágonos são
eqüiângulos (têm todos os ângulos com as mesmas medidas).
Para calcular a medida de cada ângulo dos pentágonos, devemos dividir S4u° por S.
A =
S4u°
S
= 1u8°

Vamos calcular a medida do ângulo x:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24 
www.pontodosconcursos.com.br
x +1u8° +1u8° = S6u°
x +216° = S6u°
x = 144°

A soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180º.
Como o triângulo ABC é isósceles, então os ângulos B e C são congruentes.
Vamos chamar os ângulos B e C de y.
y + y + x = 18u°
2y +144° = 18u°
2y = S6°
y = 18°
Letra A
5. Classificação dos Triângulos 
 
Os triângulos podem ser classificados:
i) Quanto aos lados
Triângulo Equilátero Triângulo Isósceles Triângulo Escaleno












Tem os três lados
congruentes.
Tem dois lados congruentes. Tem os três lados não-
congruentes.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25 
www.pontodosconcursos.com.br
Quanto aos ângulos:
Triângulo Acutângulo Triângulo Retângulo Triângulo Obtusângulo














Tem três ângulos agudos. Tem um ângulo reto.
Lados menores: catetos
Lado maior (oposto ao
ângulo reto): hipotenusa
Tem um ângulo obtuso.

Observe que todo triângulo equilátero é isósceles, mas nem todo triângulo isósceles é
equilátero.
Um triângulo com dois lados congruentes é isósceles; o outro lado é chamado base e
o ângulo oposto é o ângulo do vértice.
Os ângulos da base de um triângulo isósceles são congruentes (este teorema é
conhecido como Pons Asinorum).








O triângulo equilátero também é equiângulo (possui os três ângulos congruentes) e
seus ângulos medem 60º.
Como classificar um triângulo quanto aos lados sabendo apenas os valores dos
ângulos?
BASE
Ângulos Congruentes 
Ângulo do vértice 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26 
www.pontodosconcursos.com.br
Se os três ângulos forem congruentes (o triângulo for equiângulo), então o triângulo
será equilátero.
Se apenas dois ângulos forem congruentes, então ele é isósceles (Pons Asinorum que
foi visto no início desta página).
Se os três ângulos forem diferentes, então o triângulo é escaleno.
E como classificar um triângulo quanto aos ângulos, sabendo a medida de seus lados?
Neste caso devemos utilizar a Síntese de Clairaut.





I. Síntese de Clairaut 
 
Em geometria nós consideramos que o lado a é oposto ao ângulo A, o lado b é oposto
ao ângulo B e o lado c é oposto ao ângulo C.





Vamos considerar que o lado a é o maior lado do triângulo.
O triângulo é acutângulo se e somente se o
2
< b
2
+ c
2
.
O triângulo é obtusângulo se e somente se o
2
> b
2
+ c
2
.
O triângulo é retângulo se e somente se o
2
= b
2
+c
2
(esta parte da Síntese de
Clairaut é conhecida como TEOREMA DE PITÁGORAS).
14. (Prefeitura de São José 2009/FEPESE) Relacione as colunas 1 e 2. Cada
número pode ser usado apenas uma vez.
Coluna 1
1. Triângulo retângulo
2. Triângulo acutângulo
3. Triângulo obtusângulo
C B 
A
a
b c
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27 
www.pontodosconcursos.com.br
Coluna 2
( ) Triângulo cujos lados medem 6, 12 e 13
( ) Triângulo cujos lados medem 5, 12 e 13
( ) Triângulo cujos lados medem 6, 10 e 12
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, assinalada de cima para baixo.
a) 1, 2, 3
b) 3, 2, 1
c) 2, 3, 1
d) 3, 1, 2
e) 2, 1, 3
Resolução
Foram dados os lados de três triângulos e devemos classificá-los quanto aos
ângulos.
Para resolver esse problema utilizaremos a conhecida Síntese de Clairaut.
Seja um triângulo de lados “a”, “b” e “c”. Consideraremos “a” como o maior lado.
O triângulo é acutângulo se e somente se o
2
< b
2
+ c
2
.
O triângulo é retângulo se e somente se o
2
= b
2
+c
2
(Teorema de Pitágoras).
O triângulo é obtusângulo se e somente se o
2
> b
2
+ c
2
.
Coluna 1
1. Triângulo retângulo
2. Triângulo acutângulo
3. Triângulo obtusângulo
Coluna 2
( ) Triângulo cujos lados medem 6, 12 e 13
1S
2
. 6
2
+ 12
2

169 . S6 + 144
169 < 18u
O triângulo é acutângulo (2).

( ) Triângulo cujos lados medem 5, 12 e 13

1S
2
. S
2
+ 12
2

169 . 2S + 144
169 = 169
O triângulo é retângulo (1).

( ) Triângulo cujos lados medem 6, 10 e 12

12
2
. 6
2
+ 1u
2

144 . S6 + 1uu
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
28 
www.pontodosconcursos.com.br
144 > 1S6
O triângulo é obtusângulo (3).

Letra E

15. (Pref. Municipal de Serra Negra 2006/CETRO) Um triângulo equilátero possui
(A) os três lados com medidas diferentes.
(B) dois lados com medidas iguais.
(C) os três lados com medidas iguais.
(D) um ângulo reto.
(E) dois ângulos obtusos.
Resolução
Vimos no resumo anterior que um triângulo equilátero possui os três lados com
medidas iguais. O gabarito oficial é a letra C.
Por outro lado, quem possui três lados com medidas iguais também possui dois
lados com medidas iguais. Ou seja, todo triângulo equilátero também é
isósceles. A banca também deveria aceitar a letra B.
Obviamente, o objetivo nosso é passar no concurso e não brigar com a banca
organizadora. Facilmente se percebe que o objetivo da banca é fazer com que o
candidato marque a alternativa C.
16. (Assistente Administrativo IMBEL 2004/CETRO) Um triângulo que possui os
três lados com a mesma medida, é chamado de triângulo
(A) isósceles
(B) retângulo
(C) equilátero
(D) normal
(E) escaleno
Resolução
Aqui não há discussão. O triângulo é chamado de equilátero.
Letra C

17. (EPPGG – MPOG 2000/ESAF) Os catetos de um triângulo retângulo medem,
respectivamente, o + x e o + y, onde o, x c y, são números reais. Sabendo que o
ângulo oposto ao cateto que mede o +x é igual a 45º, segue-se que:

a) y = -2x
b) y = [S
1
2
¸ 2x
c) y = S
1
2
x
d) y = x
e) y = 2x

Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
29 
www.pontodosconcursos.com.br
O triângulo é retângulo e um dos ângulos agudos mede 45º. Vamos considerar que a
medida do terceiro ângulo é x. Pela Lei Angular de Tales,
x + 4S° +9u° = 18u°
x = 4S°
Portanto, os ângulos do triângulo são 45º, 45º e 90º.
Como o triângulo possui dois ângulos congruentes, então ele é isósceles (também
possui dois lados congruentes). Como a hipotenusa é o maior lado de um triângulo
retângulo, podemos concluir que os catetos são iguais.
o +x = o +y
x = y
Letra D


6. Teorema de Tales 
 
Antes de enunciar o Teorema de Tales propriamente dito, vamos definir algumas
coisas...
Feixe de retas paralelas é um conjunto de retas paralelas (em um mesmo plano) entre
si. Uma reta é transversal a este feixe se concorre com todas as retas do feixe.











d
c


Feixe de retas 
paralelas 
Transversais 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
30 
www.pontodosconcursos.com.br
Pois bem, o Teorema de Tales afirma que se duas retas são transversais de um feixe
de retas paralelas, então a razão entre dois segmentos quaisquer de uma delas é igual
à razão entre os respectivos segmentos correspondentes da outra.
Na figura anterior, podemos afirmar, por exemplo, que:
o
b
=
c
J

18. (Pref. de Taquarivaí 2006/CETRO) Na figura abaixo, as retas R, S e T são
paralelas. Então o valor de X será de:

(A) 6
(B) 5
(C) 3
(D) 4
(E) 2

Resolução

O Teorema de Tales diz que se duas retas são transversais de um feixe de retas
paralelas, então a razão entre dois segmentos quaisquer de uma delas é igual à
razão entre os respectivos segmentos correspondentes da outra.
Assim,

4
8
=
2x +2
Sx -1


4 · (Sx -1) = 8 · (2x + 2)

2ux - 4 = 16x + 16

4x = 2u

x = S
Letra B

19. (Prefeitura Municipal de São José – FEPESE/2007) Tales de Mileto foi um
grande matemático grego que conseguia calcular a altura de pirâmides. O famoso
Teorema de Tales poderá ajudar você a encontrar as medidas indicadas na figura,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
31 
www.pontodosconcursos.com.br
sendo que as retas r, s e t são paralelas e a distância entre os pontos A e B é igual a
21.

Assinale a alternativa que represente o produto dos valores x e y.
a) 36.
b) 42.
c) 49.
d) 96.
e) 98.
Resolução
O Teorema de Tales diz que se duas retas são transversais de um feixe de retas
paralelas, então a razão entre dois segmentos quaisquer de uma delas é igual à
razão entre os respectivos segmentos correspondentes da outra.
Observe que o segmento de comprimento 10 na reta da esquerda corresponde ao
segmento de comprimento y na reta da direita. O segmento de comprimento 30
(10+20) na reta da esquerda corresponde ao segmento AB de comprimento 21 (este
valor encontra-se no enunciado). Assim,
1u
Su
=
y
21

Em toda proporção, o produto dos meios (30 e y) é igual ao produto dos extremos (10
e 21).
Su · y = 1u · 21
Su · y = 21u
y = 7
Como o segmento AB mede 21 e y=7, então o segmento de comprimento 2x+2 mede
14.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
32 
www.pontodosconcursos.com.br
2x + 2 = 14
2x = 12
x = 6

O produto dos valores x e y é 6 x 7 = 42.

Letra B

20. (AFC 2005/ESAF) Um feixe de 4 retas paralelas determina sobre uma reta
transversal, A, segmentos que medem 2 cm, 10 cm e 18 cm, respectivamente. Esse
mesmo feixe de retas paralelas determina sobre uma reta transversal, B, outros três
segmentos. Sabe-se que o segmento da transversal B, compreendido entre a primeira
e a quarta paralela, mede 90 cm. Desse modo, as medidas, em centímetros, dos
segmentos sobre a transversal B são iguais a:
a) 6, 30 e 54
b) 6, 34 e 50
c) 10, 30 e 50
d) 14, 26 e 50
e) 14, 20 e 56




Resolução

Vamos construir uma figura que descreva bem a situação acima.

















O Teorema de Tales diz que se duas retas são transversais de um feixe de retas
paralelas, então a razão entre dois segmentos quaisquer de uma delas é igual à
razão entre os respectivos segmentos correspondentes da outra.
Observe que, na reta A, o segmento compreendido entre a primeira e a quarta reta
paralela do feixe mede 2 + 1u +18 = Su. O seu segmento correspondente na reta B
mede 90 cm (exatamente o triplo). Então os segmentos correspondentes na reta B de
2, 10 e 18 serão exatamente o triplo.

Podemos afirmar que:
90 



30 
18 
10 



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
33 
www.pontodosconcursos.com.br
o = S · 2 = 6
b = S · 1u = Su
c = S · 18 = S4
Letra A
7. Teorema de Pitágoras e suas aplicações 

Vamos considerar um triângulo retângulo.







O maior lado de um triângulo retângulo sempre fica oposto ao ângulo reto e é
chamado de hipotenusa. Na figura acima, a hipotenusa é o lado a. Os outros lados são
chamados de catetos.
Vimos anteriormente que o Teorema de Pitágoras afirma que um triângulo é retângulo
se e somente se o
2
= b
2
+ c
2
.
Vamos ver duas aplicações imediatas do Teorema de Pitágoras e em seguida resolver
alguns problemas envolvendo diretamente este assunto.
I. Diagonal do quadrado 
 
Vamos considerar um quadrado de lado ℓ.
Um quadrado, por definição, é um quadrilátero regular, ou seja, possui todos os lados
congruentes e todos os ângulos congruentes (retos).









Pelo Teorema de Pitágoras:
J
2
= ℓ
2
+ℓ
2
 
J
2
= 2ℓ
2
 
c  a 



ℓ  J

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
34 
www.pontodosconcursos.com.br
J = ℓ√2 
Desta forma, a diagonal de um quadrado de lado S cm mede S√2 cm.

II. Altura do triângulo equilátero 
 
Por definição, a altura de um triângulo equilátero é um segmento que parte de um
vértice e atinge o lado oposto formando um ângulo reto.
Há uma propriedade que diz que a altura de um triângulo equilátero divide o lado
oposto em dois segmentos de mesmo comprimento. Então se considerarmos que o
lado do triângulo equilátero é igual a ℓ, então o lado oposto fica dividido em dois
segmentos de comprimento ℓ¡2.




Pelo Teorema de Pitágoras, podemos afirmar que:

2
= b
2
+ _

2
]
2


2
= b
2
+

2
4

Vamos multiplicar os dois membros da equação por 4 para eliminar o denominador.
4ℓ
2
= 4b
2
+ℓ
2

Sℓ
2
= 4b
2

b
2
=
Sℓ
2
4
 
b =
ℓ√S
2
 
Desta forma, a altura de um triângulo equilátero com 4 cm de lado é igual a:
b =
4√S
2
= 2√S cm
21. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Os catetos de um triângulo
retângulo medem 9 cm e 12 cm. O perímetro desse triângulo é igual a:
ℓ¡2

b

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
35 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 36 cm
b) 38 cm
c) 40 cm
d) 42 cm
e) 44 cm
Resolução
“O teorema de Pitágoras fora impresso em milhões, se não bilhões, de
mentes humanas. É o teorema fundamental que toda criança inocente é
forçada a aprender.”
Simon Singh
O Último Teorema de Fermat – Editora Record
O teorema de Pitágoras nos diz que em todo triângulo retângulo, o quadrado
da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos. Vamos decodificar
esta frase.



Tem um triângulo retângulo na história. Ei-lo:



A hipotenusa de um triângulo retângulo é o lado oposto ao ângulo reto. É
sempre o maior lado do triângulo retângulo. No nosso exemplo, é o lado de
medida a. Os outros lados, adjacentes ao ângulo reto, são chamados de
catetos. O teorema de Pitágoras afirma que:
o
2
= b
2
+ c
2

Os catetos do problema medem 9 cm e 12 cm. Podemos calcular a hipotenusa
com o auxílio do teorema de Pitágoras.
o
2
= 9
2
+ 12
2

o
2
= 81 + 144
a

c
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
36 
www.pontodosconcursos.com.br
o
2
= 22S
o = 1S
O perímetro de um polígono é a soma das medidas dos seus lados. É comum
em geometria plana indicar o perímetro por 2p (desta forma o semiperímetro é
indicado por p).
2p = 9 + 12 + 1S = S6 cm
Letra A
22. (ATRFB 2009/ESAF) Duas estradas retas se cruzam formando um ângulo de
90º uma com a outra. Qual é o valor mais próximo da distância cartesiana entre um
carro que se encontra na primeira estrada, a 3 km do cruzamento, com outro que se
encontra na segunda estrada, a 4 km do cruzamento?
a) 5 km
b) 4 km
c) 2 4 km
d) 3 km
e) 2 5 km

Resolução.
A figura abaixo representa a situação dada:

Vamos chamar a distância entre os dois carros de x.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
37 
www.pontodosconcursos.com.br

O triângulo de lados 3, 4, e x é retângulo. A hipotenusa, que é o maior lado, vale x.
Aplicando o teorema de Pitágoras, temos:
2 2 2
4 3 + = x
25 16 9
2
= + = x
5 = x
Letra A

23. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Durante um vendaval, um poste de iluminação de 18 metros de altura
quebrou-se em um ponto a certa altura do solo. A parte do poste acima da fratura,
inclinou-se, e sua extremidade superior encostou no solo a uma distância de 12
metros da base dele. Calcule a quantos metros de altura do solo quebrou-se o poste.
(A) 6
(B) 5
(C) 4
(D) 3
(E) 2
Resolução

O poste quebrado está mais espesso no desenho. Se o segmento vertical mede x
metros, então o segmento inclinado medirá 18 – x, já que a soma dos dois segmentos
deve ser 18 m (altura do poste).
Apliquemos o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
38 
www.pontodosconcursos.com.br
x
2
+ 12
2
= (18 - x)
2

x
2
+ 12
2
= (18 - x)
2

x
2
+ 144 = S24 -S6x + x
2

S6x = S24 - 144
S6x = 18u
x = S
Letra B
24. (ENAP 2006/ESAF) A base de um triângulo isósceles é 2 metros menor do que
a altura relativa à base. Sabendo-se que o perímetro deste triângulo é igual a 36
metros, então a altura e a base medem, respectivamente
a) 8 m e 10 m.
b) 12 m e 10 m.
c) 6 m e 8 m.
d) 14 m e 12 m.
e) 16 m e 14 m.
Resolução

Todo triângulo isósceles possui dois lados congruentes. O lado não-congruente é
chamado de base. A altura relativa à base divide-a em dois segmentos de mesmo
comprimento: chamemo-los de x. Assim, a base mede 2x. Como a base de um
triângulo isósceles é 2 metros menor do que a altura relativa à base, então essa altura
mede 2x+2. Chamaremos os lados congruentes de y.
O enunciado nos informou que o perímetro do triângulo é igual a 36. Assim,
y + y +2x = S6
2y + 2x = S6
Dividindo ambos os membros por 2, temos
y + x = 18
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
39 
www.pontodosconcursos.com.br
y = 18 - x (cquoção I)
Ao traçarmos a altura relativa a base, obtemos dois triângulos retângulos que
podemos aplicar o Teorema de Pitágoras.
x
2
+(2x + 2)
2
= y
2
(cquoção II)
Agora precisaríamos resolver este sistema de duas equações.
Os valores de x e y que atenderem às duas equações simultaneamente são a nossa
solução.
Só que estas equações não são nada amigáveis. Dá certo trabalho resolvê-las.
Então vamos parar um pouco para analisar as alternativas.
Como a altura é maior que a base (informação dada no próprio enunciado), já
podemos descartar algumas alternativas:
a) 8 m e 10 m.
b) 12 m e 10 m.
c) 6 m e 8 m.
d) 14 m e 12 m.
e) 16 m e 14 m.
Vamos testar a letra B. A base seria 10 m. Logo, metade da base valeria 5 m.
5 = x
Da equação I, temos:
x y − =18 13 = ⇒ y
Vamos substituir estes valores de x e y na equação II, para ver se ela é obedecida.
2 2 2
) 2 2 ( x x y + + =
2 2 2
5 ) 2 5 2 ( 13 + + × =
25 144 169 + =
169 169 =
As duas equações foram obedecidas. Logo, esta é a alternativa correta.

Vamos agora resolver o sistema utilizando a força braçal.

y = 18 - x (cquoção I)
x
2
+(2x + 2)
2
= y
2
(cquoção II)

Como y = 18 - x,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
40 
www.pontodosconcursos.com.br
x
2
+ (2x + 2)
2
= (18 - x)
2

x
2
+ 4x
2
+8x +4 = S24 - S6x + x
2

4x
2
+ 44x -S2u = u
Dividindo ambos os membros por 4, obtemos:
x
2
+ 11x -8u = u
x =
-b _√b
2
- 4oc
2o

x =
-11 _ ¸11
2
- 4 · 1 · (-8u)
2 · 1

x =
-11 _ √441
2

x =
-11 _ 21
2

Como x > 0, então

x =
-11 + 21
2
= S

A base é 2x, logo a base é

b = 2x = 2 · S = 1u

Como a altura é 2x+2, então
b = 2 · S + 2 = 12

Letra B



25. (RIOPREVIDENCIA 2010/CEPERJ) Na figura abaixo, os ângulos de vértices B
e C são retos, AB = 9m, BC = 11m e CD = 4m.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
41 
www.pontodosconcursos.com.br
Então, entre as alternativas abaixo, a que mais se aproxima da distância entre os
pontos A e D é:
a) 15m
b) 16m
c) 17m
d) 19m
e) 21m
Resolução
Já que o objetivo é calcular a distância entre os pontos A e D, o primeiro passo é
traçar um segmento que ligue estes dois pontos.


Vamos também prolongar o segmento AB para a direita até o ponto E, de forma que
BE = CD.
Vamos ligar o ponto D ao ponto E. Obviamente ÐE = BC = 11.
Está formado o triângulo retângulo ADE.
O cateto AE mede 13, o cateto DE mede 11 e queremos calcular a hipotenusa AD.
Vamos aplicar o Teorema de Pitágoras que diz que o quadrado da hipotenusa é igual
à soma dos quadrados dos catetos.
(AÐ)
2
= 11
2
+ 1S
2

(AÐ)
2
= 29u
O problema pede o valor mais próximo da medida de AD. Observe que 17
2
= 289,
portanto:
AÐ ÷ 17
Letra C
26. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) O terreno de uma grande fazenda é muito plano.
Certo dia, o fazendeiro saiu de casa com seu jipe e andou 11 km para o norte. Em
4
9
4
E
11 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
42 
www.pontodosconcursos.com.br
seguida, andou 6 km para o leste, 3 km para o sul e 2 km para oeste. Neste ponto, a
distância do fazendeiro à sua casa é de, aproximadamente:
a) 7 km
b) 8 km
c) 9 km
d) 10 km
e) 11 km
Resolução
O trajeto feito pelo fazendeiro é o seguinte:







Para calcular a distância do fazendeiro até sua casa, devemos ligar o ponto inicial e o
ponto final do trajeto. Podemos formar um triângulo retângulo como é feito na figura
abaixo.

Devemos aplicar o Teorema de Pitágoras no triângulo vermelho.
x
2
= 8
2
+ 4
2

x
2
= 8u
Como 9
2
= 81, então:
2 km
11 km
S km
6 km
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
43 
www.pontodosconcursos.com.br
x ÷ 9
Letra C
8. Semelhança de Triângulos 
 
Observem os dois triângulos da figura abaixo:

Eles são muito parecidos. Pegamos o triângulo menor, da esquerda, e demos um
zoom. Com isso, chegamos ao triângulo da direita. Quando isso acontece, dizemos
que os triângulos são semelhantes. Um é o outro “aumentado”.
Explicação meio “grosseira” esta que nós demos, né?
Bom, melhorando um pouquinho a definição, dizemos que dois triângulos são
semelhantes se e somente se possuem os três ângulos ordenadamente congruentes e
os lados homólogos (correspondentes) proporcionais.
 
Dois triângulos são semelhantes se e somente se possuem os três ângulos
ordenadamente congruentes e os lados homólogos (correspondentes) proporcionais.











Os segmentos correspondentes são proporcionais. Isto é:
o
o'
=
b
b'
=
c
c'
= k
A constante de proporcionalidade k é a chamada razão de semelhança.
Esta constante indica em quantas vezes precisamos aumentar o triângulo menor para
chegar no maior. Ou seja, ela nos diz de quantas vezes foi o “zoom”.
a  a’
b' 
c'


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
44 
www.pontodosconcursos.com.br
Exemplo: se a razão de semelhança é 3, isto significa que pegamos cada lado do
triângulo pequeno e triplicamos. Com isso, obteremos o triângulo grande.

Se a razão entre os segmentos correspondentes dos triângulos é k, pode-se afirmar
que a razão entre as áreas dos triângulos é k
2
.
Isto significa que se multiplicamos os lados de um triângulo por 4, então a área será
multiplicada por 16 = 4².
27. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Em um terreno plano, a sombra de um prédio, em determinada hora do
dia, mede 15m. Próximo ao prédio, e no mesmo instante, um poste de 5m. de altura,
produz uma sombra que mede 3m. A altura do prédio, em metros, é:
(A) 75
(B) 45
(C) 30
(D) 29
(E) 25
Resolução

Os dois triângulos acima são semelhantes, assim:
x
1S
=
S
S

Sx = 7S
x = 2Sm
Letra E
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
45 
www.pontodosconcursos.com.br
28. (Prefeitura Municipal de Mairinque 2009/CETRO) Uma criança está ao lado de
um poste. Sabe-se que ela mede 80cm e que a medida da sombra do poste é de 5,4
metros. Se a sombra da criança mede 60cm, então, a altura do poste é de
(A) 6,2 metros.
(B) 6,6 metros.
(C) 6,8 metros.
(D) 7,0 metros.
(E) 7,2 metros.
Resolução

Os dois triângulos acima são semelhantes, assim:
x
S,4
=
8u
6u

6ux = 4S2
x = 7,2m
Letra E
29. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Um poste de 8m de altura tem no
alto uma forte lâmpada. Certa noite, uma criança de 1,60m de altura ficou
parada a uma distância de 6m do poste. O comprimento da sombra dessa
criança no chão era de:
a) 1,5m
b) 1,6m
c) 1,75m
d) 1,92m
e) 2,00m
Resolução




1,6 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
46 
www.pontodosconcursos.com.br


Usemos a semelhança dos triângulos:
Bosc Jo triângulo moior
Bosc Jo triângulo mcnor
=
Alturo Jo triângulo moior
Alturo Jo triângulo mcnor

x + 6
x
=
8
1,6

x + 6
x
= S
Sx = x + 6
4x = 6
x = 1,S mctros
Letra A
30. (ENAP 2006/ESAF) A razão de semelhança entre dois triângulos, T
1
, e T
2
, é
igual a 8. Sabe-se que a área do triângulo T
1
é igual a 128 m
2
. Assim, a área do
triângulo T
2
é igual a
a) 4 m
2
.
b) 16 m
2
.
c) 32 m
2
.
d) 64 m
2
.
e) 2 m
2
.
Resolução
Relembremos uma propriedade importantíssima:
A razão entre as áreas de duas superfícies semelhantes é igual ao quadrado da razão
de semelhança.
Assim,
128
A
12
= 8
2

128
A
12
= 64
64 · A
12
= 128
A
12
= 2
6  x 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
47 
www.pontodosconcursos.com.br
Letra E
31. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) O triângulo retângulo ABC da figura abaixo tem
catetos AB = 8 e AC = 6. Pelo ponto M, médio da hipotenusa, traçou-se o segmento
MN perpendicular a BC. O segmento AN mede:

a) 7/4
b) 2
c) 9/4
d) 5/2
e) 11/4
Resolução
Vamos calcular o valor da hipotenusa do triângulo retângulo ABC.
(BC)
2
= (AB)
2
+(AC)
2

(BC)
2
= 8
2
+6
2

(BC)
2
= 1uu
BC = 1u
Observe que os triângulos ABC e MNB são semelhantes: ambos são triângulos
retângulos e têm um ângulo em comum B. Vamos chamar o ângulo B de [. O outro
ângulo agudo do triângulo ABC e o outro ângulo agudo do triângulo MNB serão
chamados de o.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
48 
www.pontodosconcursos.com.br

Como o ponto M é o ponto médio da hipotenusa BC, então CH = HB = S.
Os triângulos ABC e MNB são semelhantes.
Eipotcnuso Jo triângulo HNB
Eipotcnuso Jo triângulo ABC
=
IoJo oposto o o no triângulo HNB
IoJo oposto o o no triângulo ABC

BN
BC
=
HB
AB

BN
1u
=
S
8

8 · BN = S · 1u
BN =
Su
8
= 6,2S

AN +BN = AB
AN + 6,2S = 8
AN = 1,7S =
17S
1uu
=
7
4

Letra A
9. Quadriláteros 
 
De acordo com a teoria já vista, os quadriláteros (polígonos com 4 lados) possuem 2
diagonais a soma dos ângulos internos é igual a 360º.

o
[
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
49 
www.pontodosconcursos.com.br
Os quadriláteros notáveis são os trapézios, os paralelogramos, os retângulos, os
losangos e os quadrados.
I. Trapézios 
 
Um quadrilátero é um trapézio se e somente se possui dois lados paralelos. Os lados
paralelos do trapézio são as bases.







De acordo com os dois lados que não são bases, temos:
- trapézio escaleno (como o da figura acima), se estes lados não são congruentes.
- trapézio isósceles (como o da figura abaixo), se estes lados são congruentes.










O trapézio é retângulo quando possui dois ângulos retos.






Base Menor (b) 
Base Maior (B) 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
50 
www.pontodosconcursos.com.br
Em qualquer trapézio, os ângulos opostos são suplementares (a soma é 180º).





o + b = c +J = 18u°
Se o trapézio é isósceles, então os ângulos da base são congruentes.






O segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio é
chamado de base média e a sua medida é igual à média aritmética das bases.






B
M
=
B +b
2

A área de um trapézio qualquer é calculada da seguinte forma:
A =
(B + b) · b
2

Onde b é a altura do trapézio. A altura do trapézio é a distância entre as bases.
II. Paralelogramo 
 
Um quadrilátero é paralelogramo se e somente se possui os lados opostos paralelos.
 
 
 
c  b 


a  a 
b  b 
Base Menor (b) 
Base Maior (B) 
B
M
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
51 
www.pontodosconcursos.com.br
 
Os ângulos opostos de um paralelogramo são congruentes e os ângulos adjacentes
são suplementares (a soma é 180º).
Os lados opostos de um paralelogramo são congruentes.
As diagonais de um paralelogramo cortam-se ao meio.
A área do paralelogramo é o produto da base pela altura. A altura é a distância entre
as bases.
A = b · b
III. Losango 
 
Um quadrilátero é losango se e somente possui os quatro lados congruentes
(quadrilátero equilátero).
Todo losango é um paralelogramo.
As diagonais de um losango são perpendiculares (formam quatro ângulos retos.



 
 
 
 
 
Como todo losango é um paralelogramo, então os losangos possuem todas as
propriedades dos paralelogramos.
A área do losango é o semi-produto das diagonais.
A =
Ð × J
2

IV. Retângulo 
 
Um quadrilátero é um retângulo se e somente se possui os quatro ângulos retos.
O retângulo é um quadrilátero equiângulo (ângulos com mesma medida).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
52 
www.pontodosconcursos.com.br

Todos os retângulos são paralelogramos.
As diagonais do retângulo são congruentes e podem ser calculadas com o auxílio do
Teorema de Pitágoras.





J
2
= o
2
+b
2

A área de um retângulo é igual ao produto dos lados (base vezes altura).
A = o × b
V. Quadrado 
 
Um quadrilátero é um quadrado se e somente se é equilátero e equiângulo
(quadrilátero regular).
Seus quatro ângulos são retos e os quatro lados são congruentes.
Podemos afirmar que o quadrado é um quadrilátero que é simultaneamente retângulo
e losango.
Já vimos que um quadrado de lado ℓ tem diagonal com medida ℓ√2.
A área de um quadrado é igual ao quadrado do lado.
A = ℓ
2




32. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) Para construir um jardim, um
jardineiro recebeu as seguintes recomendações da dona da casa: o jardim tem que
ocupar uma área de 36m
2
, perímetro de 26m e formato retangular. As dimensões
desse jardim são de:

(A) 2m e 18m
(B) 20m e 6m
(C) 4m e 9m



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
53 
www.pontodosconcursos.com.br
(D) 3m e 12m
(E) 10m e 16m
Resolução

A área é o produto do comprimento da base pelo comprimento da altura. Assim, temos
que x · y = S6 (I)
Como o perímetro é igual a 26m, então
2x +2y = 26
Dividindo ambos os membros por 2, temos
x +y = 1S
Devemos pensar em dois números cuja soma é 13 e o produto é 36. Podemos testar
as alternativas ou resolver o sistema. Rapidamente verificamos que a alternativa C
satisfaz as condições do problema.
x +y = 1S
y = 1S - x
Substituindo essa expressão na equação (I):
x · y = S6 (I)
x · (1S - x) = S6
1S · x - x
2
= S6
x
2
- 1Sx +S6 = u
x =
-b _√b
2
- 4oc
2o

x =
-(-1S) _ ¸(-1S)
2
- 4 · 1 · S6
2 · 1

x =
1S _ √169 -144
2

x =
1S _S
2

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
54 
www.pontodosconcursos.com.br
Assim, x = 9 = y = 1S - 9 = 4
Ou x = 4 = y = 1S - 4 = 9.
Logo, as dimensões são 4m e 9m.
Letra C
33. (Assistente de Informática – Pref. de Itapeva 2006/CETRO) A soma das áreas
de dois quadrados é de 25 m
2
e a soma dos seus perímetros é igual a 28m. Portanto,
as medidas dos lados x e y desses quadrados são, respectivamente:

Obs.:Figuras fora de escala.
(A) 3m e 4m
(B) 3,5m e 3,5m
(C) 5m e 2m
(D) 7m e 7m
(E) 20m e 8m
Resolução
A área de um quadrado é igual ao quadrado do seu lado.
Assim, um quadrado de lado ℓ tem área ℓ
2
.
A soma das áreas é igual a 25 m
2
. Podemos escrever que
x
2
+ y
2
= 2S
Os quatro lados de um quadrado têm a mesma medida. Assim, o perímetro do
primeiro quadrado é 4x e o perímetro do segundo quadrado é 4y. Como a soma dos
perímetros é 28m, temos que
4x +4y = 28
Dividindo ambos os membros por 4, temos
x + y = 7
Neste ponto, podemos testar as alternativas e marcar a letra A.
Isolando o y:
y = 7 - x
Devemos agora substituir na primeira equação para encontrarmos os valores das
incógnitas:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
55 
www.pontodosconcursos.com.br
x
2
+ y
2
= 2S
x
2
+ (7 - x)
2
= 2S
x
2
+ 49 - 14x + x
2
= 2S
2x
2
- 14x + 24 = u
Dividindo ambos os membros por 2,
x
2
- 7x + 12 = u
x =
-b _√b
2
- 4oc
2o

x =
-(-7) _ ¸(-7)
2
- 4 · 1 · 12
2 · 1

x =
7 _ 1
2

Assim, x = 4 = y = S
Ou x = S = y = 4
Assim, as dimensões são 3m e 4m.
Letra A
34. (Analista de Sistemas – UDESC – FEPESE/2010) Seja ABCD o paralelogramo
abaixo, e seja E um ponto no segmento AD, conforme descrito na figura abaixo:

Sabendo que AB = 5, AE = 3 e AD = 8, a área do paralelogramo
ABCD é:
a) 15.
b) 24.
c) 30.
d) 32.
e) 40.

Resolução

A área de um paralelogramo é o produto do comprimento da base pelo comprimento
da altura. O comprimento da base AD já foi fornecido: 8.
Precisamos calcular o comprimento da altura do paralelogramo. A altura é a distância
entre as bases: o segmento BE.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
56 
www.pontodosconcursos.com.br
Para calcularmos o comprimento de BE, podemos aplicar o Teorema de Pitágoras (já
visto na aula passada) no triângulo ABE.

Os valores 5 e 3 foram fornecidos no enunciado. O Teorema de Pitágoras diz que um
triângulo é retângulo se e somente se a soma dos quadrados dos catetos é igual
ao quadrado da hipotenusa.

Assim,
x
2
+ S
2
= S
2

x
2
+ 9 = 2S
x
2
= 16
x = 4
Assim, a área do paralelogramo é dada por
Árco = (comprimcnto Jo bosc) · (comprimcnto Jo olturo) = 8 · 4 = S2
Letra D
35. (Pref. Municipal de Arujá 2006/CETRO) Em um trapézio, os lados paralelos
medem 16m e 44m, e os lados não paralelos, 17m e 25m. A área do trapézio, em m
2
,
é:
(A) 600.
(B) 550.
(C) 500.
(D) 450.
(E) 400
Resolução
Um quadrilátero plano convexo é um trapézio se e somente se possui dois lados
paralelos.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
57 
www.pontodosconcursos.com.br

Lembremos a fórmula da área de um trapézio:
A =
(B + b) · b
2

Onde B é a base maior, b é a base menor e h é a altura. Para calcularmos a altura,
devemos projetar a base menor sobre a base maior.

A base maior ficou dividida em três segmentos. O da esquerda foi chamado de x. O do
meio é igual à base menor: 16. Já que a base maior mede 44, então o segmento da
esquerda mede 44 – x – 16 = 28 – x.
Apliquemos o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo da esquerda:
x
2
+ b
2
= 17
2

x
2
+b
2
= 289 (I)
Apliquemos o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo da direita:
(28 - x)
2
+b
2
= 2S
2

784 - S6x +x
2
+ b
2
= 62S
Sabemos por (I) que x
2
+ b
2
= 289.
Assim,
784 - S6x + 289 = 62S
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
58 
www.pontodosconcursos.com.br
1.u7S - S6x = 62S
S6x = 448
x = 8
Voltemos para (I).
x
2
+b
2
= 289 (I)

8
2
+b
2
= 289

b
2
= 289 - 64

b
2
= 22S

b = 1S m

A fórmula da área de um trapézio:
A =
(B + b) · b
2


A =
(44 + 16) · 1S
2
=
6u · 1S
2
= 4Su m
2

Letra D
10. Circunferência e Círculo 
 
Circunferência é um conjunto dos pontos de um plano cuja distância a um
ponto dado (centro) desse plano é igual a uma distância dada (raio). O dobro
do raio é denominado diâmetro. Portanto, um diâmetro é um segmento que tem
as duas extremidades no círculo e que passa pelo seu centro.








Círculo é a reunião da circunferência com o seu interior. Portanto, o círculo é
uma região do plano e a circunferência é apenas a linha que delimita o círculo.
Como a circunferência é uma linha, podemos calcular o seu comprimento.
r
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
59 
www.pontodosconcursos.com.br
Como o círculo é uma região, podemos calcular a sua área.
Existe um número muito famoso em matemática chamado n (pi). Este é um
número irracional e suas primeiras casas decimais são:
n = S,141S926SSS…
Pois bem, o comprimento da circunferência é dado por:
C = 2nr
A área do círculo é dada por:
A = nr
2

36. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) A figura a seguir mostra três
circunferências com centros em A,B e C, tangentes entre si duas a duas.

As distâncias entre os centros são conhecidas: AB = 34, BC = 18 e CA = 30. O
raio da circunferência de centro A é:
a) 24
b) 23
c) 22
d) 21
e) 20
Resolução
Havendo circunferências tangentes, é importantíssimo ligar os centros.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
60 
www.pontodosconcursos.com.br

AB = 34, BC = 18 e CA = 30
Temos o seguinte sistema:
o + b = S4
b +c = 18
o + c = Su
Este é um sistema linear muito famoso em questões de matemática. É um
sistema com 3 incógnitas. Só que em cada equação aparece a soma de
duas das três incógnitas. O processo mais rápido para resolver esse tipo
de sistema é o seguinte:
i) Escolha a incógnita que você quer calcular.
ii) Multiplique por (-1) os dois membros da equação que não tem a
incógnita escolhida por você.
iii) Some as três equações.
Nosso objetivo é calcular o raio da circunferência de centro A. Logo, queremos
calcular o valor de o.
O termo o não aparece na segunda equação. Portanto, multiplicaremos os dois
membros da segunda equação por -1. Em seguida somaremos as três
equações. Desta forma, b c c serão cancelados.
o + b = S4
-b -c = -18
o + c = Su
o + o = S4 - 18 + Su
2o = 46
o = 2S
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
61 
www.pontodosconcursos.com.br
Letra B
37. (TRT-SC 2005/FEPESE) Um círculo de área 16π está inscrito em um
quadrado. O perímetro do quadrado é igual a:
a) 32
b) 28
c) 24
d) 20
e) 16
Resolução
A área de um círculo de raio r é igual a A = nr
2
.
Como a área é igual a 16n, então
nr
2
= 16n
r
2
= 16
r = 4
O círculo está inscrito em um quadrado.

Observe que o lado do quadrado é igual ao dobro do raio do círculo (diâmetro).
Assim, ℓ = 2 · 4 = 8.
O perímetro do quadrado é igual a
2p = ℓ +ℓ + ℓ + ℓ = 4 · ℓ = 4 · 8 = S2
Letra A
38. (LIQUIGÁS 2008/CETRO) A figura abaixo é formada por um quadrado de lado
6m “cortado” por um arco de circunferência.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
62 
www.pontodosconcursos.com.br

Considerando n=3,14, a área da região pintada de preto é
de
(A) 7,74m²
(B) 7,98m²
(C) 8,42m²
(D) 8,86m²
(E) 9,12m²

Resolução

A área de um quadrado de lado I é igual a I
2
. A área de uma circunferência de
raio r é igual a ar
2
.

Observe que a região branca é um quarto de círculo. Portanto, a área da região
pintada de preto é igual à área do quadrado menos a área branca. Lembrando
que a área branca é igual à área do círculo dividida por 4.

A = A
quud¡udo
-A
cí¡cuIo¡4
= ℓ
2
-
nr
2
4
= 6
2
-
S,14 · 6
2
4
= 7,74

Letra A

39. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Um ladrilho branco quadrado com
8 cm de lado tem no seu interior um círculo cinza de 2 cm de raio.


A porcentagem da superfície do ladrilho que está pintada de cinza é,
aproximadamente:
a) 11%
b) 14%
c) 17%
d) 20%
e) 24%
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
63 
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução
Vamos lembrar as fórmulas das áreas do quadrado e do círculo.
A área de um quadrado de lado l é igual a l
2
.
Portanto, a área do quadrado é igual a 8
2
= 64 cm
2
.
A área de um círculo de raio r é igual a nr
2
. (n = S,141S926SSS…)
Portanto, a área do círculo é igual a n · 2
2
= 4n ÷ 4 · S,14 = 12,S6cm
2

Para calcular a porcentagem da superfície do ladrilho que está pintada de cinza
devemos dividir a área do círculo pela área do quadrado e multiplicar por
100%.
12,S6
64
· 1uu% =
12S6
64
% = 19,62S%
Letra D
40. (BADESC 2010/FGV) Uma circunferência de centro em O está inscrita
em um quadrado de vértices A, B, C e D, como ilustrado. P, Q e R são pontos
em que a circunferência toca o quadrado.

Com relação à figura, analise as afirmativas a seguir:
I. A área interior ao quadrado e exterior à circunferência é menor do que a
metade da área total do quadrado.
II. A distância de A até O é menor do que a metade da medida do lado do
quadrado.
III. O percurso PRQ, quando feito por cima da circunferência, é mais curto do
que o feito por sobre os lados do quadrado. Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
64 
www.pontodosconcursos.com.br
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
Resolução
Se o raio da circunferência for igual a r, então o lado do quadrado é igual a 2r.
Comprimento da circunferência: C = 2ni
Área do círculo: A
c
= nr
2

Área do quadrado: A
q
= ℓ
2
= (2r)
2
= 4r
2

Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.
I. A área interior ao quadrado e exterior à circunferência é menor do que a
metade da área total do quadrado.

Para calcular a área interior ao quadrado e exterior à circunferência, devemos
calcular a diferença entre a área do quadrado e a área do círculo.
A
Rcgìão
= A
q
- A
c

A
Rcgìão
= 4r
2
- nr
2

Usando uma boa aproximação para o número n = S,14:
A
Rcgìão
÷ 4r
2
- S,14r
2
= u,86r
2

Como á área do quadrado é 4r
2
, então a metade da área do quadrado é 2r
2
.
Portanto, a área interior ao quadrado e exterior à circunferência é menor do
que a metade da área total do quadrado.
u,86r
2
< 2r
2

O item é verdadeiro.
II. A distância de A até O é menor do que a metade da medida do lado do
quadrado.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
65 
www.pontodosconcursos.com.br

O triângulo em destaque na figura é retângulo de catetos iguais a r. A distância
AO pode ser calculada pelo Teorema de Pitágoras:
(A0

)
2
= r
2
+ r
2

(A0

)
2
= 2r
2

A0

= r√2
Portanto, a distância de A até O é maior do que a metade da medida do lado
do quadrado. Isto porque a metade da medida do lado do quadrado é igual ao
raio da circunferência e r√2 > r.
O item é falso.
III. O percurso PRQ, quando feito por cima da circunferência, é mais curto do
que o feito por sobre os lados do quadrado.

r
r
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
66 
www.pontodosconcursos.com.br
O percurso PQR feito por cima da circunferência equivale a 1/2 do
comprimento da circunferência.
1
2
· 2nr =
2nr
2
÷ S,14 · r
O mesmo percurso feito pelos lados do quadrado:

Este comprimento é igual a r +r +r +r = 4r.
Como S,14r < 4r, o percurso PRQ, quando feito por cima da circunferência, é
mais curto do que o feito por sobre os lados do quadrado. O item é verdadeiro.
Letra D
41. (SEE-RJ 2007/CEPERJ) A figura abaixo mostra duas semicircunferências de
diâmetros AB e AC.

Se AB = 2 e BC = 1, a razão R/S entre as áreas das regiões R e S mostradas na figura
é:
A) 0,5
B) 0,6
C) 0,8
D) 1
E) 1,2
Resolução
r  r
r
r
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
67 
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos calcular a área da região R que é uma semicircunferência.
Seu diâmetro AB mede 2, portanto seu raio mede 1. A área de uma semicircunferência
é a metade da área de uma circunferência.
R =
nr
1
2
2
=
n · 1
2
2

R =
n
2

Vamos calcular o raio da semicircunferência maior. Seu diâmetro é igual a:
AB + BC = 2 + 1 = S
Como o raio é a metade do diâmetro, então o raio da semicircunferência maior é igual
a 3/2.
A área da região S é igual à área da semicircunferência maior menos a área da região
R.
S =
nr
2
2
2
- R
S =
n · [
S
2
¸
2
2
-
n
2
=
n ·
9
4
2
-
n
2

S =
9n
8
-
n
2
=
9n -4n
8

S =
Sn
8

A razão R/S entre as áreas das regiões R e S mostradas na figura é:
R
S
=
n
2
Sn
8
=
n
2
·
8
Sn
=
8
1u
= u,8
Letra C
42. (ATRFB 2009/ESAF) Em uma superfície plana horizontal, uma esfera de 5 cm
de raio está encostada em um cone circular reto em pé com raio da base de 5 cm e 5
cm de altura. De quantos cm é a distância entre o centro da base do cone e o ponto
onde a esfera toca na superfície?
a) 5
b) 7,5
c) 5 + 2 / 2 5
d) 2 5
e) 10.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
68 
www.pontodosconcursos.com.br

Resolução.
Uma esfera é uma figura com formato de uma bola de futebol. Um cone é uma figura
com formato daqueles “chapéus de palhaço” que vemos em festa de aniversário de
criança.
Segue o desenho de um cone:

A base de um cone é uma circunferência. Seu perfil é de um triângulo.
A figura abaixo representa uma esfera, encostada num cone, ambos sobre uma
superfície horizontal.

A esfera foi desenhada de modo que seu raio é igual à altura do cone (ambas valem
5).

Seja d a distância perguntada (entre o centro da base do cone e o ponto em que a
esfera toca o solo).
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
69 
www.pontodosconcursos.com.br
Como os pontos P e Q estão a uma mesma distância em relação ao solo, então eles
estão ao longo de uma mesma horizontal.
Com isso, o segmento PQ tem medida igual à d.

Seja R o ponto em que a circunferência toca o cone:

O ângulo entre o raio da circunferência e o segmento de reta tangente à circunferência
é de 90º. Assim, o ângulo destacado em vermelho na figura abaixo é de 90º:

Agora vamos observar o triângulo PST na figura abaixo:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
70 
www.pontodosconcursos.com.br

O segmento PS é altura. Portanto, é perpendicular ao solo. Logo, o triângulo é
retângulo. O ângulo PST, também destacado em vermelho, é de 90º.

O segmento ST corresponde ao raio da base do cone. Logo, seu comprimento é 5.
Com isso, o triângulo PST é isóceles, pois possui dois lados iguais entre si, com
ambos valendo 5 cm.
Como o triângulo PST é isóceles, então os outros dois ângulos deste triângulo devem
ser iguais entre si. Lembrando que a soma dos ângulos internos do triângulo é 180º,
temos que cada um dos ângulos restantes, destacados em azul, valem 45º.

O ângulo entre os segmentos PS e PQ é de 90º (pois é um ângulo entre uma vertical e
uma horizontal).
Como o ângulo SPR é de 45º (ver figura acima), o ângulo restante, RPQ, também é de
45º, para que a soma entre ambos seja de 90º.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
71 
www.pontodosconcursos.com.br

Agora vamos analisar o triângulo PRQ. Ele também é retângulo. Já sabemos dois de
seus ângulos. Um vale 45º e outro vale 90º (ver figura acima).
Logo, o ângulo restante deve ser de 45º, para que a soma dê 180º.

Disto resulta que o triângulo PQR tem dois ângulos de 45º. Logo, é um triângulo
isósceles. Apresenta dois lados iguais. Portanto, os segmentos RQ e RP têm a mesma
medida.
Como RQ é raio da circunferência, vale 5 cm.

O triângulo PQR é retângulo. Portanto, obedece ao teorema de Pitágoras:
2 2 2
5 5 d = +
2
25 2 d = ×
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
72 
www.pontodosconcursos.com.br
2 5 = d
Letra D
I. Corda, diâmetro e tangentes 
 
Corda de uma circunferência é um segmento cujas extremidades pertencem à
circunferência.




O diâmetro de uma circunferência é uma corda que passa pelo seu centro (ver
segmento em azul na figura acima). O comprimento do diâmetro é o dobro do
comprimento do raio.
Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência em
um único ponto. A reta “toca” a circunferência.
As retas tangentes são perpendiculares aos raios traçados no ponto de tangência.







Há uma propriedade muito importante referente à retas tangentes.
Considere uma circunferência qualquer e marque um ponto P fora dela. A partir deste
ponto P, trace duas retas tangentes à circunferência.





CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
73 
www.pontodosconcursos.com.br
Pois bem, estas duas retas tangentes tocam a circunferência em dois pontos distintos
A e B. O teorema afirma que PA é igual a PB, ou seja, a distância de P até A é igual à
distância de P até B.






Em suma, o segmento azul tem o mesmo comprimento do segmento vermelho.
Pois bem, a partir deste teorema, podemos inferir outro teorema (corolário) que é
imediato.
Vamos traçar uma circunferência. A partir desta circunferência vamos desenhar um
quadrilátero de forma que todos os lados do quadrilátero sejam tangentes à
circunferência. Dizemos que o quadrilátero é circunscrito à circunferência. Da mesma
forma, podemos dizer que a circunferência é inscrita ao quadrilátero.
Bom, a figura fica assim:









Os segmentos tangentes que forem congruentes, vamos colocar com cores iguais.





Vamos somar os pares de lados opostos: AB com CD e AD com BC.
Lembre-se que os segmentos de mesma cor são congruentes, ou seja, têm a mesma
medida.
B
A

C


D
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
74 
www.pontodosconcursos.com.br
AB + CÐ = ozul + :crmclbo + :crJc +roxo
AÐ +BC = ozul + roxo + :crmclbo + :crJc
Portanto,
AB + CÐ = AÐ + BC
Resumindo o teorema diz o seguinte: um quadrilátero convexo é circunscrito a uma
circunferência se e somente se a soma de dois lados opostos é igual à soma dos
outros dois.
Esses dois teoremas já apareceram na ESAF...
Vamos ver como foi!
43. (MPOG 2005/ESAF) Se de um ponto P qualquer forem traçados dois
segmentos tangentes a uma circunferência, então as medidas dos segmentos
determinados pelo ponto P e os respectivos pontos de tangência serão iguais. Sabe-
se que o raio de um círculo inscrito em um triângulo retângulo mede 1 cm. Se a
hipotenusa desse triângulo for igual a 20 cm, então seu perímetro será igual a:
a) 40 cm
b) 35 cm
c) 23 cm
d) 42 cm
e) 45 cm

Resolução.
Um círculo é inscrito ao triângulo quando ele está dentro do triângulo, tangenciando
todos os seus lados. A figura abaixo representa as informações do enunciado:

O raio do círculo mede 1 cm. O raio é o segmento de reta que parte do centro do
círculo e termina na sua extremidade.
Abaixo desenhamos dois raios:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
75 
www.pontodosconcursos.com.br

O ângulo entre o raio e o lado do triângulo, no ponto de tangência, é 90º. Logo, os dois
ângulos destacados em vermelho, abaixo, são de 90º:

Como o triângulo é retângulo, o ângulo destacado em azul também é de 90º. Por fim,
como a soma dos ângulos de um quadrilátero é 360º, o ângulo destacado em verde é
também de 90º.
Com isso, podemos concluir que os dois segmentos abaixo medem 1 cm:

Agora vem a informação dada pela questão. Observem os segmentos a e b acima.
Eles partem de um mesmo ponto. E ambos tangenciam a circunferência. Quando isso
acontece, os dois segmentos têm a mesma medida.
Repetindo:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
76 
www.pontodosconcursos.com.br
- dados dois segmentos, de medidas a e b, que partem de um mesmo ponto
- ambos terminam sobre a circunferência, tangenciando-a.
Logo:
b a =
Isto vale sempre, para qualquer circunferência.
Com o mesmo raciocínio, temos que d c = . Nossa figura fica assim:

A hipotenusa do triângulo vale 20 cm. Logo:
20 = + c a
A questão pede o perímetro do triângulo. O perímetro é dado pela soma de todos os
seus lados. O perímetro fica:
Perímetro = ? ) 1 ( ) 1 ( ) ( = + + + + + c a a c
= 2 2 2 + + c a
Lembrando que 20 = + c a , temos:
Perímetro = 2 ) ( 2 + + × c a
= 42 2 20 2 = + ×
Letra D

44. (Enap 2006/ESAF) Considere um triângulo ABC cujos lados, AB, AC e BC
medem, em metros, c, b e a, respectivamente. Uma circunferência inscrita neste
triângulo é tangenciada pelos lados BC, AC e AB nos pontos P, Q e R,
respectivamente. Sabe-se que os segmentos AR , BP e CQ medem x, y e z metros,
respectivamente. Sabe-se, também, que o perímetro do triângulo ABC é igual a 36
metros. Assim, a medida do segmento CQ, em metros, é igual a
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
77 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 18 - c.
b) 18 - x.
c) 36 - a.
d) 36 - c.
e) 36 - x.
Resolução.
A figura abaixo representa a situação dada.

Os segmentos BR e BP partem do mesmo ponto B e terminam tangenciando a mesma
circunferência. Logo, estes dois segmentos têm o mesmo comprimento. Assim, o
segmento BR também mede y.

Com o mesmo raciocínio, temos que PC mede z e AQ mede x.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
78 
www.pontodosconcursos.com.br

O exercício pede a medida do segmento CQ. Ou seja, pede-se o valor de z.
O perímetro do triângulo é igual a 36. Ou seja, a soma de todos os lados é 36.
36 ) ( ) ( ) ( = + + + + + y z z x x y
36 ) ( 2 = + + z y x
18 = + + z y x
) ( 18 y x z + − =
O enunciado disse que o lado AB mede c metros. Portanto, concluímos que:
c y x = +
Deste modo:
) ( 18 y x z + − =
c z − =18
Letra A
45. (CGU 2008/ESAF) Um quadrilátero convexo circunscrito a uma circunferência
possui os lados a, b, c e d, medindo (4 x - 9), (3 x + 3), 3 x e 2 x, respectivamente.
Sabendo-se que os lados a e b são lados opostos, então o perímetro do quadrilátero é
igual a:
a) 25
b) 30
c) 35
d) 40
e) 50

Resolução.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
79 
www.pontodosconcursos.com.br
A figura abaixo representa um quadrilátero circunscrito a uma circunferência. Ou seja,
o quadrilátero está do lado de fora e seus lados tangenciam a circunferência.
Podemos também dizer que a circunferência está inscrita ao quadrilátero.

Vamos dar nomes aos pontos:

Já vimos que, se dois segmentos de reta partem de um mesmo ponto e terminam
tangenciando a mesma circunferência, eles têm a mesma medida. Assim, os
segmentos PD e PA têm a mesma medida. O mesmo vale para QA e QB. Ou para RC
e RB. E também para SD e SC.

Na figura acima, estamos dizendo que PD e PA medem p. Estamos dizendo que QA e
QB medem s. E assim por diante.
Vamos agora somar as medidas dos lados opostos.
PQ e SR são opostos. Somando-os, temos:
) ( ) ( r q s p + + +
= s r q p + + +
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
80 
www.pontodosconcursos.com.br
PS e QR são opostos. Somando suas medidas, temos:
) ( ) ( r s q p + + +
= s r q p + + +
Disto, concluímos que a soma dos lados opostos é constante. Isto vale sempre.
Em outras palavras: sempre que um quadrilátero for circunscrito a uma circunferência,
as somas de seus lados opostos serão iguais entre si.
Nesta questão da CGU, os lados que medem a e b são opostos entre si.
Consequentemente, c e d também são opostos entre si. Vamos somar os lados
opostos.
6 7 ) 3 3 ( ) 9 4 ( − = + + − = + x x x b a
x x x d c 5 2 3 = + = +
Como este quadrilátero está circunscrito a uma circunferência, as duas somas acima
são iguais entre si.
3 5 6 7 = ⇒ = − x x x
O perímetro do quadrilátero fica:
30 6 36 6 12 = − = − = + + + x d c b a
Letra B

II. Relações entre cordas e secantes 
 
Vejamos a relação entre cordas que existe em uma circunferência e a relação que
existe entre os segmentos que cortam uma circunferência a partir de um ponto
exterior.

“Se duas cordas de uma mesma circunferência se interceptam, então o produto das
medidas das duas partes de uma é igual ao produto das medidas das duas partes da
outra”.
Em suma, xy = ob.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
81 
www.pontodosconcursos.com.br

“Se por um ponto (P) exterior a uma circunferência conduzimos dois “segmentos
secantes” (PB e PD), então o produto da medida do primeiro (PB) pela de sua parte
exterior (PA) é igual ao produto do segundo (PD) pela de sua parte exterior (PD).”
Em suma, PB · PA = PÐ · PC.

46. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Na circunferência abaixo:

Determine a medida x indicada.
a) 3
b) 6
c) 7
d) 10
e) 12
Resolução
Pela teoria exposta,
6 · x = S · (x +2)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
82 
www.pontodosconcursos.com.br
6x = Sx + 1u
x = 1u
Letra D
11. Triângulos, circunferências e áreas 
 
Já falamos sobre as áreas dos quadriláteros e do círculo. Neste tópico, vamos falar
sobre área de triângulos.
Podemos expressar a área do triângulo em função dos lados e suas respectivas
alturas (os segmentos tracejados na figura abaixo são as alturas do triângulo).








Pois bem, a área do triângulo é igual a:
A =
o · b
u
2

A área do triângulo é igual à metade do produto do lado tomado como base pela altura
referente a esta base.
Há uma fórmula conhecida como Fórmula de Heron (ou Herão) que fornece a área de
um triângulo conhecendo-se apenas os seus lados.
No início da aula, falamos que o perímetro de um polígono, em geometria, é
representado por 2p. O semi-perímetro, ou seja, a soma dos lados dividido por 2 é
representado por p.
Se os lados de um triângulo são iguais a o, b, c, então:
p =
o + b + c
2

A fórmula de Heron afirma que a área do triângulo é dada por:
A = ¸p · (p -o) · (p -b) · (p - c)


a

b
h
a
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
83 
www.pontodosconcursos.com.br
Há também uma importante fórmula da área do triângulo que expressa a sua área em
função do raio da circunferência inscrita. E o que é uma circunferência inscrita?
É uma circunferência que fica dentro do triângulo de forma que os lados do triângulo
sejam tangentes à circunferência. Bem parecido com aquele quadrilátero que
mostramos anteriormente.




Pois bem, a fórmula da área do triângulo em função do raio da circunferência inscrita é
a seguinte:
A = p · r
Onde p é o semi-perímetro e r é o raio da circunferência inscrita.
47. (Secretaria de Administração – Balneário Camboriú – FEPESE/2007) Um
terreno tem a forma triangular, e seus lados medem 40 m, 90 m e 110 m. A área desse
terreno, em metros quadrados, é:
a) 1800√2
b) 2200
c) 1950
d) 1200√2
e) 240
Resolução
Existem diversas formas para calcular a área de um triângulo, a depender dos dados
fornecidos. Já vimos duas: i) A metade do produto da base pela altura. ii) Produto do
semiperímetro pelo raio da circunferência inscrita. Vejamos outra maneira: quando
forem dados os três lados, calculamos a área utilizando a fórmula de Heron.
Denotemos por “p” o semiperímetro. A área é dada por:
A = ¸p · (p - o) · (p - b) · (p - c)
O semiperímetro é a semi-soma dos lados.
p =
4u + 9u +11u
2
= 12u
A área é igual a
A = ¸12u · (12u -4u) · (12u - 9u) · (12u -11u)
A = √12u · 8u · Su · 1u
A = √12 · 8 · S · 1uuuu
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
84 
www.pontodosconcursos.com.br
A = √288 · 1uuuu
A = √2 · 144 · 1uuuu
A = 12 · 1uu√2
A = 12uu√2
Letra D
48. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Se em um triângulo os lados medem
12 cm, 16 cm e 20 cm, então a altura relativa ao maior lado mede:
a) 10,3 cm.
b) 6,0 cm.
c) 7,2 cm.
d) 5,6 cm.
e) 9,6 cm.
Resolução
Sabemos que quando são dados os três lados de um triângulo, podemos calcular a
área pela fórmula de Heron. Sabemos também que a área é a metade do produto da
base pela altura (qualquer lado pode ser a base, e utilizamos a altura relativa a esse
lado). O semiperímetro é dado por
p =
12 + 16 + 2u
2
= 24
A área é igual a
A = ¸24 · (24 -12) · (24 - 16) · (24 - 2u)
A = √24 · 12 · 8 · 4
Como 24 = 12 x 2,
A = √12 · 2 · 12 · 8 · 4
E 2 x 8 = 16,
A = √12 · 12 · 16 · 4
A = √144 · 16 · 4
A = 12 · 4 · 2 = 96
A área é igual a 96 e pode ser calculada como a metade do produto da base pela
altura. Como queremos calcular a altura relativa ao maior lado, tomaremos o lado de
comprimento 20 como base.
b · b
2
= 96
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
85 
www.pontodosconcursos.com.br
2u · b
2
= 96
1u · b = 96
b = 9,6
Letra E
49. (SUSEP 2010/ESAF) Um círculo está inscrito em um triângulo isósceles de
base 6 e altura 4. Calcule o raio desse círculo.
a) 1,50
b) 1,25
c) 1,00
d) 1,75
e) 2,00

Resolução


Pelo Teorema de Pitágoras, os lados congruentes do triângulo isósceles medem 5.

Pois, se os lados congruentes medem x, então

x
2
= S
2
+ 4
2

x
2
= 2S
x = S

A área do triângulo é igual à metade do produto da base pela altura.

Assim,
A =
b · b
2
=
6 · 4
2
= 12

A área do triângulo pode ser expressa como o produto do semiperímetro (p) pelo raio
da circunferência inscrita ao triângulo. Assim,
p · r = 12

S +S +6
2
· r = 12

8 · r = 12 = r = 1,Su

Letra A
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
86 
www.pontodosconcursos.com.br

12. Questões FGV 
 
50. (Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) A figura abaixo mostra
um triângulo ABC e o ponto D sobre o lado AC.

Sabendo que AB = BC = CÐ e que ÐB
`
A = 18°, então o ângulo CB
`
Ð mede:
a) 58º
b) 60º
c) 62º
d) 64º
e) 66º
Resolução
Vamos marcar na figura os segmentos congruentes (mesma medida).

Os ângulos da base de um triângulo isósceles são congruentes.
Portanto, os ângulos A e C têm a mesma medida, pois o triângulo ABC é isósceles.
Os ângulos CBD e BDC também são congruentes, pois o triângulo BCD é isósceles.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
87 
www.pontodosconcursos.com.br

Sabemos ainda que o ângulo DBA mede 18º.

Queremos calcular o ângulo CDB = y.
A Lei Angular de Tales afirma que a soma dos ângulos internos de um triângulo
qualquer é 180º.
Pois bem, olhemos o triângulo CBD, de ângulos x, y e y.
x + y +y = 18u°
x +2y = 18u°
x = 18u° - 2y
Olhemos agora o triângulo ABC de ângulos x, x, e y+18º.
x +x + y + 18° = 18u°
2x + y = 162°
Como x = 18u° - 2y, então:
2 · (18u° - 2y) + y = 162°
S6u° - 4y + y = 162
-Sy = -198°
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
88 
www.pontodosconcursos.com.br
y = 66°
Letra E
51. (Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) A órbita da Terra em
torno do Sol é quase circular com raio aproximado de 150 milhões de quilômetros. A
velocidade do nosso planeta em seu eterno percurso em volta do Sol é cerca de:
(A) 2.000km/h.
(B) 10.000km/h.
(C) 50.000km/h.
(D) 100.000km/h.
(E) 200.000km/h.
Resolução
Para calcular tal velocidade, basta dividir a distância percorrida pelo tempo gasto.
O tempo é de 1 ono = S6S Jios = S6S × 24b = 8.76u boros
A distância é o comprimento de uma circunferência de raio 150 milhões de
quilômetros. O comprimento da circunferência é 2nr. Vamos utilizar a aproximação
n ÷ S,14.
C = 2 · S,14 · 1Su.uuu.uuu = 942.uuu.uuu quilômctros
A velocidade é aproximadamente:
942.uuu.uuu km
8.76u b
÷ 1u7.uuu km¡b
Letra D
52. (Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) Em um jardim há um
gramado com a forma de um quadrilátero OABC. Esse gramado será ampliado
tomando a forma do quadrilátero OA'B’C’, semelhante ao anterior, como mostra a
figura abaixo.

Sabendo que a área do quadrilátero OABC é de 108 m², que OA =15 m e que AA’ =
5m, a área de grama nova (parte sombreada da figura que será plantada) é de:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
89 
www.pontodosconcursos.com.br
a) 36 m²
b) 48 m²
c) 58 m²
d) 76 m²
e) 84 m²
Resolução
Na questão 30, vimos que:
A razão entre as áreas de duas superfícies semelhantes é igual ao quadrado da razão
de semelhança.
O lado horizontal do quadrilátero menor mede OA = 15 m e o lado horizontal do
quadrilátero maior mede OA'= OA + AA’ = 15m + 5m = 20 m.
A razão de semelhança (do menor para o maior) é:
1S
2u
=
S
4

A razão de semelhança entre as áreas é o quadrado desta razão calculada.
_
S
4
]
2
=
9
16

Arco Jo quoJrilátcro 0ABC
Arco Jo quoJrilátcro 0A'B'C'
=
9
16

1u8
x
=
9
16

9x = 1u8 · 16
x = 192
Esta é a área do quadrilátero maior. A área da região sombreada é a diferença entre a
área do quadrilátero maior e a área do quadrilátero menor.
Arco sombrcoJo = 192 - 1u8 = 84m
2

Letra E


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
90 
www.pontodosconcursos.com.br
13. Relação das questões comentadas 
 
01. (Prefeitura Municipal de São José – FEPESE/2007) Se dois ângulos são
suplementares e a medida do maior é 35º inferior ao quádruplo do menor,
assinale a alternativa que indica a medida do menor desses dois ângulos:
a) 25º
b) 36º
c) 43º
d) 65º
e) 137º
02. (Agente de Trânsito – Pref. de Mairinque 2006/CETRO) Na figura
abaixo, as duas aberturas angulares apresentadas são suplementares. Qual o
valor da medida do ângulo X?


(A) 100º 45’
(B) 106º 37’
(C) 98º 99’
(D) 360º
(E) 111º 11’

03. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Na figura abaixo, as retas r e s são
paralelas.

Se o ângulo a mede 44°30’ e o ângulo q mede 55°30’, então a medida do ângulo b é:
a) 100°.
b) 55°30’.
c) 60°.
d) 44°30”.
e) 80°.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
91 
www.pontodosconcursos.com.br
04. (CGU 2003-2004/ESAF) Os ângulos de um triângulo encontram-se na razão
2:3:4. O ângulo maior do triângulo, portanto, é igual a:

a) 40°
b) 70°
c) 75°
d) 80°
e) 90°
05. (Assistente de Chancelaria – MRE 2002/ESAF) Num triângulo ABC, o ângulo
interno de vértice A mede 60º. O maior ângulo formado pelas bissetrizes dos ângulos
internos de vértices B e C mede:

a) 45º
b) 60º
c) 90º
d) 120º
e) 150º
 
06. (Prefeitura Municipal de Cruzeiro 2006/CETRO) Calcule o perímetro de
um terreno retangular de medida 94 m e 36 m.
(A) 320 m
(B) 280 m
(C) 260 m
(D) 270 m
(E) 300 m
07. (Agente de Trânsito – Pref. de Mairinque 2006/CETRO) Um pedreiro construiu
um muro ao redor de um terreno retangular que tinha um perímetro de 96 metros. O
comprimento desse terreno equivale ao triplo de sua largura. As dimensões desse
terreno valem
(A) 12 m por 36 m.
(B) 25 m por 50 m.
(C) 1 km por 12 km.
(D) 15 m por 32 m.
(E) 18 m por 36 m.
08. (Prefeitura Municipal de Eldorado do Sul 2008/CONESUL) Assinale a
alternativa que corresponde ao número de diagonais de um icoságono.
a) 340
b) 190.
c) 170.
d) 380.
e) 95.
09. (AFT 2006/ESAF) Em um polígono de n lados, o número de diagonais
determinadas a partir de um de seus vértices é igual ao número de diagonais de um
hexágono. Desse modo, n é igual a:

a) 11
b) 12
c) 10
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
92 
www.pontodosconcursos.com.br
d) 15
e) 18

10. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Um joalheiro recebe uma encomenda para uma jóia poligonal. O
comprador exige que o número de lados seja igual ao número de diagonais. Sendo
assim, o joalheiro deve produzir uma jóia
(A) triangular.
(B) quadrangular.
(C) pentagonal.
(D) hexagonal.
(E) decagonal.

11. (SUSEP 2010/ESAF) A soma S
1
dos ângulos internos de um polígono convexo
de n lados, com n ≥ 3, é dada por S
i
=(n-2).180
0
. O número de lados de três polígonos
convexos, P
1
, P
2
, e P
3
, são representados, respectivamente, por (x-3), x e (x+3).
Sabendo-se que a soma de todos os ângulos internos dos três polígonos é igual a
3240
0
, então o número de lados do polígono P
2
e o total de diagonais do polígono P
3

são, respectivamente, iguais a:
a) 5 e 5
b) 5 e 44
c) 11 e 44
d) 5 e 11
e) 11 e 5

12. (APO-MPOG 2008/ESAF) Dois polígonos regulares, X e Y, possuem,
respectivamente, (n+1) lados e n lados. Sabe-se que o ângulo interno do polígono A
excede o ângulo interno do polígono B em 5º (cinco graus). Desse modo, o número de
lados dos polígonos X e Y são, respectivamente, iguais a:
a) 9 e 8
b) 8 e 9
c) 9 e 10
d) 10 e 11
e) 10 e 12

13. (Pref. de São Gonçalo 2007/CEPERJ) A figura abaixo mostra dois pentágonos
regulares colados.

O valor do ângulo ABC é:
A) 18
o

B) 20
o

C) 22
o

D) 24
o

E) 26
o

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
93 
www.pontodosconcursos.com.br
14. (Prefeitura de São José 2009/FEPESE) Relacione as colunas 1 e 2. Cada
número pode ser usado apenas uma vez.
Coluna 1
1. Triângulo retângulo
2. Triângulo acutângulo
3. Triângulo obtusângulo
Coluna 2
( ) Triângulo cujos lados medem 6, 12 e 13
( ) Triângulo cujos lados medem 5, 12 e 13
( ) Triângulo cujos lados medem 6, 10 e 12
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, assinalada de cima para baixo.
a) 1, 2, 3
b) 3, 2, 1
c) 2, 3, 1
d) 3, 1, 2
e) 2, 1, 3
15. (Pref. Municipal de Serra Negra 2006/CETRO) Um triângulo equilátero possui
(A) os três lados com medidas diferentes.
(B) dois lados com medidas iguais.
(C) os três lados com medidas iguais.
(D) um ângulo reto.
(E) dois ângulos obtusos.
16. (Assistente Administrativo IMBEL 2004/CETRO) Um triângulo que possui os
três lados com a mesma medida, é chamado de triângulo
(A) isósceles
(B) retângulo
(C) equilátero
(D) normal
(E) escaleno
17. (EPPGG – MPOG 2000/ESAF) Os catetos de um triângulo retângulo medem,
respectivamente, o + x e o + y, onde o, x c y, são números reais. Sabendo que o
ângulo oposto ao cateto que mede o +x é igual a 45º, segue-se que:

a) y = -2x
b) y = [S
1
2
¸ 2x
c) y = S
1
2
x
d) y = x
e) y = 2x






CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
94 
www.pontodosconcursos.com.br
18. (Pref. de Taquarivaí 2006/CETRO) Na figura abaixo, as retas R, S e T são
paralelas. Então o valor de X será de:

(A) 6
(B) 5
(C) 3
(D) 4
(E) 2

19. (Prefeitura Municipal de São José – FEPESE/2007) Tales de Mileto foi um
grande matemático grego que conseguia calcular a altura de pirâmides. O famoso
Teorema de Tales poderá ajudar você a encontrar as medidas indicadas na figura,
sendo que as retas r, s e t são paralelas e a distância entre os pontos A e B é igual a
21.

Assinale a alternativa que represente o produto dos valores x e y.
a) 36.
b) 42.
c) 49.
d) 96.
e) 98.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
95 
www.pontodosconcursos.com.br
20. (AFC 2005/ESAF) Um feixe de 4 retas paralelas determina sobre uma reta
transversal, A, segmentos que medem 2 cm, 10 cm e 18 cm, respectivamente. Esse
mesmo feixe de retas paralelas determina sobre uma reta transversal, B, outros três
segmentos. Sabe-se que o segmento da transversal B, compreendido entre a primeira
e a quarta paralela, mede 90 cm. Desse modo, as medidas, em centímetros, dos
segmentos sobre a transversal B são iguais a:
a) 6, 30 e 54
b) 6, 34 e 50
c) 10, 30 e 50
d) 14, 26 e 50
e) 14, 20 e 56

21. (EPPGG – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Os catetos de um triângulo
retângulo medem 9 cm e 12 cm. O perímetro desse triângulo é igual a:
a) 36 cm
b) 38 cm
c) 40 cm
d) 42 cm
e) 44 cm
22. (ATRFB 2009/ESAF) Duas estradas retas se cruzam formando um ângulo de
90º uma com a outra. Qual é o valor mais próximo da distância cartesiana entre um
carro que se encontra na primeira estrada, a 3 km do cruzamento, com outro que se
encontra na segunda estrada, a 4 km do cruzamento?
a) 5 km
b) 4 km
c) 2 4 km
d) 3 km
e) 2 5 km

23. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Durante um vendaval, um poste de iluminação de 18 metros de altura
quebrou-se em um ponto a certa altura do solo. A parte do poste acima da fratura,
inclinou-se, e sua extremidade superior encostou no solo a uma distância de 12
metros da base dele. Calcule a quantos metros de altura do solo quebrou-se o poste.
(A) 6
(B) 5
(C) 4
(D) 3
(E) 2
24. (ENAP 2006/ESAF) A base de um triângulo isósceles é 2 metros menor do que
a altura relativa à base. Sabendo-se que o perímetro deste triângulo é igual a 36
metros, então a altura e a base medem, respectivamente
a) 8 m e 10 m.
b) 12 m e 10 m.
c) 6 m e 8 m.
d) 14 m e 12 m.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
96 
www.pontodosconcursos.com.br
e) 16 m e 14 m.
25. (RIOPREVIDENCIA 2010/CEPERJ) Na figura abaixo, os ângulos de vértices B
e C são retos, AB = 9m, BC = 11m e CD = 4m.

Então, entre as alternativas abaixo, a que mais se aproxima da distância entre os
pontos A e D é:
a) 15m
b) 16m
c) 17m
d) 19m
e) 21m

26. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) O terreno de uma grande fazenda é muito plano.
Certo dia, o fazendeiro saiu de casa com seu jipe e andou 11 km para o norte. Em
seguida, andou 6 km para o leste, 3 km para o sul e 2 km para oeste. Neste ponto, a
distância do fazendeiro à sua casa é de, aproximadamente:
a) 7 km
b) 8 km
c) 9 km
d) 10 km
e) 11 km
27. (Agente Administrativo Municipal- Prefeitura Municipal de Pinheiral
2006/CETRO) Em um terreno plano, a sombra de um prédio, em determinada hora do
dia, mede 15m. Próximo ao prédio, e no mesmo instante, um poste de 5m. de altura,
produz uma sombra que mede 3m. A altura do prédio, em metros, é:
(A) 75
(B) 45
(C) 30
(D) 29
(E) 25
28. (Prefeitura Municipal de Mairinque 2009/CETRO) Uma criança está ao lado de
um poste. Sabe-se que ela mede 80cm e que a medida da sombra do poste é de 5,4
metros. Se a sombra da criança mede 60cm, então, a altura do poste é de
(A) 6,2 metros.
(B) 6,6 metros.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
97 
www.pontodosconcursos.com.br
(C) 6,8 metros.
(D) 7,0 metros.
(E) 7,2 metros.
29. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Um poste de 8m de altura tem no
alto uma forte lâmpada. Certa noite, uma criança de 1,60m de altura ficou
parada a uma distância de 6m do poste. O comprimento da sombra dessa
criança no chão era de:
a) 1,5m
b) 1,6m
c) 1,75m
d) 1,92m
e) 2,00m
30. (ENAP 2006/ESAF) A razão de semelhança entre dois triângulos, T
1
, e T
2
, é
igual a 8. Sabe-se que a área do triângulo T
1
é igual a 128 m
2
. Assim, a área do
triângulo T
2
é igual a
a) 4 m
2
.
b) 16 m
2
.
c) 32 m
2
.
d) 64 m
2
.
e) 2 m
2
.
31. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) O triângulo retângulo ABC da figura abaixo tem catetos
AB = 8 e AC = 6. Pelo ponto M, médio da hipotenusa, traçou-se o segmento MN
perpendicular a BC. O segmento AN mede:

a) 7/4
b) 2
c) 9/4
d) 5/2
e) 11/4
32. (Assistente Administrativo EBDA 2006/CETRO) Para construir um jardim, um
jardineiro recebeu as seguintes recomendações da dona da casa: o jardim tem que
ocupar uma área de 36m
2
, perímetro de 26m e formato retangular. As dimensões
desse jardim são de:

(A) 2m e 18m
(B) 20m e 6m
(C) 4m e 9m
(D) 3m e 12m
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
98 
www.pontodosconcursos.com.br
(E) 10m e 16m

33. (Assistente de Informática – Pref. de Itapeva 2006/CETRO) A soma das áreas de
dois quadrados é de 25 m
2
e a soma dos seus perímetros é igual a 28m. Portanto,
as medidas dos lados x e y desses quadrados são, respectivamente:

Obs.:Figuras fora de escala.
(A) 3m e 4m
(B) 3,5m e 3,5m
(C) 5m e 2m
(D) 7m e 7m
(E) 20m e 8m
34. (Analista de Sistemas – UDESC – FEPESE/2010) Seja ABCD o paralelogramo
abaixo, e seja E um ponto no segmento AD, conforme descrito na figura abaixo:

Sabendo que AB = 5, AE = 3 e AD = 8, a área do paralelogramo
ABCD é:
a) 15.
b) 24.
c) 30.
d) 32.
e) 40.

35. (Pref. Municipal de Arujá 2006/CETRO) Em um trapézio, os lados paralelos
medem 16m e 44m, e os lados não paralelos, 17m e 25m. A área do trapézio, em
m
2
, é:
(A) 600.
(B) 550.
(C) 500.
(D) 450.
(E) 400




CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
99 
www.pontodosconcursos.com.br


36. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) A figura a seguir mostra três
circunferências com centros em A,B e C, tangentes entre si duas a duas.

As distâncias entre os centros são conhecidas: AB = 34, BC = 18 e CA = 30. O
raio da circunferência de centro A é:
a) 24
b) 23
c) 22
d) 21
e) 20
37. (TRT-SC 2005/FEPESE) Um círculo de área 16π está inscrito em um quadrado. O
perímetro do quadrado é igual a:
a) 32
b) 28
c) 24
d) 20
e) 16
38. (LIQUIGÁS 2008/CETRO) A figura abaixo é formada por um quadrado de lado 6m
“cortado” por um arco de circunferência.

Considerando n=3,14, a área da região pintada de preto é
de
(A) 7,74m²
(B) 7,98m²
(C) 8,42m²
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
100 
www.pontodosconcursos.com.br
(D) 8,86m²
(E) 9,12m²


39. (APO – SEPLAG/RJ 2009 – CEPERJ) Um ladrilho branco quadrado com 8
cm de lado tem no seu interior um círculo cinza de 2 cm de raio.


A porcentagem da superfície do ladrilho que está pintada de cinza é,
aproximadamente:
a) 11%
b) 14%
c) 17%
d) 20%
e) 24%
40. (BADESC 2010/FGV) Uma circunferência de centro em O está inscrita em
um quadrado de vértices A, B, C e D, como ilustrado. P, Q e R são pontos
em que a circunferência toca o quadrado.

Com relação à figura, analise as afirmativas a seguir:
I. A área interior ao quadrado e exterior à circunferência é menor do que a
metade da área total do quadrado.
II. A distância de A até O é menor do que a metade da medida do lado do
quadrado.
III. O percurso PRQ, quando feito por cima da circunferência, é mais curto do
que o feito por sobre os lados do quadrado. Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
101 
www.pontodosconcursos.com.br
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
41. (SEE-RJ 2007/CEPERJ) A figura abaixo mostra duas semicircunferências de
diâmetros AB e AC.

Se AB = 2 e BC = 1, a razão R/S entre as áreas das regiões R e S mostradas na figura
é:
A) 0,5
B) 0,6
C) 0,8
D) 1
E) 1,2
42. (ATRFB 2009/ESAF) Em uma superfície plana horizontal, uma esfera de 5 cm de
raio está encostada em um cone circular reto em pé com raio da base de 5 cm e 5
cm de altura. De quantos cm é a distância entre o centro da base do cone e o
ponto onde a esfera toca na superfície?
a) 5
b) 7,5
c) 5 + 2 / 2 5
d) 2 5
e) 10.

43. (MPOG 2005/ESAF) Se de um ponto P qualquer forem traçados dois segmentos
tangentes a uma circunferência, então as medidas dos segmentos determinados
pelo ponto P e os respectivos pontos de tangência serão iguais. Sabe-se que o
raio de um círculo inscrito em um triângulo retângulo mede 1 cm. Se a hipotenusa
desse triângulo for igual a 20 cm, então seu perímetro será igual a:
a) 40 cm
b) 35 cm
c) 23 cm
d) 42 cm
e) 45 cm
44. (Enap 2006/ESAF) Considere um triângulo ABC cujos lados, AB, AC e BC medem,
em metros, c, b e a, respectivamente. Uma circunferência inscrita neste triângulo é
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
102 
www.pontodosconcursos.com.br
tangenciada pelos lados BC, AC e AB nos pontos P, Q e R, respectivamente.
Sabe-se que os segmentos AR , BP e CQ medem x, y e z metros,
respectivamente. Sabe-se, também, que o perímetro do triângulo ABC é igual a 36
metros. Assim, a medida do segmento CQ, em metros, é igual a
a) 18 - c.
b) 18 - x.
c) 36 - a.
d) 36 - c.
e) 36 - x.
45. (CGU 2008/ESAF) Um quadrilátero convexo circunscrito a uma circunferência
possui os lados a, b, c e d, medindo (4 x - 9), (3 x + 3), 3 x e 2 x, respectivamente.
Sabendo-se que os lados a e b são lados opostos, então o perímetro do
quadrilátero é igual a:
a) 25
b) 30
c) 35
d) 40
e) 50

46. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Na circunferência abaixo:

Determine a medida x indicada.
a) 3
b) 6
c) 7
d) 10
e) 12
47. (Secretaria de Administração – Balneário Camboriú – FEPESE/2007) Um
terreno tem a forma triangular, e seus lados medem 40 m, 90 m e 110 m. A área desse
terreno, em metros quadrados, é:
a) 1800√2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
103 
www.pontodosconcursos.com.br
b) 2200
c) 1950
d) 1200√2
e) 240
48. (Prefeitura de Ituporanga 2009/FEPESE) Se em um triângulo os lados medem 12
cm, 16 cm e 20 cm, então a altura relativa ao maior lado mede:
a) 10,3 cm.
b) 6,0 cm.
c) 7,2 cm.
d) 5,6 cm.
e) 9,6 cm.
49. (SUSEP 2010/ESAF) Um círculo está inscrito em um triângulo isósceles de base 6
e altura 4. Calcule o raio desse círculo.
a) 1,50
b) 1,25
c) 1,00
d) 1,75
e) 2,00
 
50. (Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) A figura abaixo mostra
um triângulo ABC e o ponto D sobre o lado AC.

Sabendo que AB = BC = CÐ e que ÐB
`
A = 18°, então o ângulo CB
`
Ð mede:
a) 58º
b) 60º
c) 62º
d) 64º
e) 66º
51. (Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) A órbita da Terra em
torno do Sol é quase circular com raio aproximado de 150 milhões de quilômetros. A
velocidade do nosso planeta em seu eterno percurso em volta do Sol é cerca de:
(A) 2.000km/h.
(B) 10.000km/h.
(C) 50.000km/h.
(D) 100.000km/h.
(E) 200.000km/h.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
104 
www.pontodosconcursos.com.br
52. Professor de Matemática – Pref. de Campinas 2008/FGV) Em um jardim há um
gramado com a forma de um quadrilátero OABC. Esse gramado será ampliado
tomando a forma do quadrilátero OA'B’C’, semelhante ao anterior, como mostra a
figura abaixo.

Sabendo que a área do quadrilátero OABC é de 108 m², que OA =15 m e que AA’ =
5m, a área de grama nova (parte sombreada da figura que será plantada) é de:
a) 36 m²
b) 48 m²
c) 58 m²
d) 76 m²
e) 84 m²
14. Gabaritos 
 
01. C 
02. B 
03. A 
04. D 
05. D 
06. C 
07. A 
08. C 
09. B 
10. C 
11. ANULADA 
12. ANULADA 
13. A 
14. E 
15. C 
16. C 
17. D 
18. B 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
105 
www.pontodosconcursos.com.br
19. B 
20. A 
21. A 
22. A 
23. B 
24. B 
25. C 
26. C 
27. E 
28. E 
29. A 
30. E 
31. A 
32. C 
33. A 
34. D 
35. D 
36. B 
37. A 
38. A 
39. D 
40. D 
41. C 
42. D 
43. D 
44. A 
45. B 
46. D 
47. D 
48. E 
49. A 
50. E 
51. D 
52. E 

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
1
www.pontodosconcursos.com.br
Aula 5 – Senado Federal – Parte 1 
1.  Probabilidade ............................................................................................................. 2 
2.  Espaço Amostral ....................................................................................................... 2 
3.  Evento ....................................................................................................................... 3 
4.  Probabilidade de Laplace .......................................................................................... 4 
5.  Combinações de eventos ........................................................................................... 4 
6.  Propriedades sobre probabilidades ............................................................................ 6 
7.  Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 8 
8.  Probabilidade Condicional ...................................................................................... 19 
9.  Exercícios ................................................................................................................ 22 
10.  Questões FGV ..................................................................................................... 36 
11.  Relação das questões comentadas ....................................................................... 41 
12.  Gabaritos .............................................................................................................. 50 


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
2
www.pontodosconcursos.com.br
1. Probabilidade 

“A teoria do azar consiste em reduzir todos os acontecimentos do mesmo
gênero a um certo número de casos igualmente possíveis, ou seja, tais que
estejamos igualmente inseguros sobre sua existência, e em determinar o
número de casos favoráveis ao acontecimento cuja probabilidade é buscada.
A razão deste número para o de todos os casos possíveis é a medida desta
probabilidade, a qual é portanto uma fração cujo numerador é o número de
casos favoráveis e cujo denominador é o número de todos os casos possíveis”.
Pierre Simon Laplace, Ensaio filosófico sobre as Probabilidades
A Teoria das Probabilidades é o ramo da Matemática que cria modelos que são
utilizados para estudar experimentos aleatórios.

Um experimento é dito aleatório quando ele pode ser repetido sob as mesmas
condições inúmeras vezes e os resultados não podem ser previstos com
absoluta certeza.

Embora não possamos afirmar qual é o resultado do experimento aleatório, em
geral podemos descrever o conjunto que “abriga” todos os resultados
possíveis.

Quando é possível fazer uma “previsão” do resultado de um experimento, ele é
chamado de determinístico.

Experimentos ou fenômenos aleatórios acontecem com bastante frequência em
nossas vidas. Diariamente ouvimos perguntas do tipo: Choverá próxima
semana? Qual a minha chance de ganhar na Mega Sena?

Vejamos alguns exemplos de experimentos aleatórios:

i) Jogue um dado e observe o número mostrado na face de cima.
ii) Jogue uma moeda e observe a face de cima.

O que os experimentos acima têm em comum? As seguintes características
definem um experimento aleatório.

Î Cada experimento poderá ser repetido indefinidamente sob condições
essencialmente inalteradas.
Î Embora não possamos afirmar qual é o resultado do experimento,
somos capazes de descrever o conjunto de todos os resultados
possíveis do experimento.

2. Espaço Amostral 

Para cada experimento do tipo que estamos considerando (aleatório),
definiremos o espaço amostral como o conjunto de todos os resultados
possíveis do experimento. Denotaremos este conjunto pela letra U.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
3
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos considerar os experimentos acima e descrever um espaço amostral
para cada um deles.


i) Jogue um dado e observe o número mostrado na face de cima.

Quando jogamos um dado, o resultado pode ser 1,2,3,4,5 ou 6. Portanto:

u
1
= {1,2,S,4,S,6]

ii) Jogue uma moeda e observe a face de cima.

u
2
= {Coro, Coroo]

Resumindo: ao efetuar um experimento aleatório, o primeiro passo consiste em
descrever todos os resultados possíveis, ou seja, explicitar o conjunto de
possíveis resultados e calcular o número de elementos que pertencem a ele.

Este conjunto é chamado de Espaço Amostral.

3. Evento 


Chamaremos de evento todo subconjunto do espaço amostral. Voltemos ao
lançamento do dado.

Jogue um dado e observe o número mostrado na face de cima.

u
1
= {1,2,S,4,S,6]

Por exemplo, o subconjunto

A = {2,S,S]

é o evento que acontece se o número mostrado na face de cima é um número
primo.

Vejamos outros eventos relativos a este espaço amostral.

B: ocorrência de número menor que 5. B = {1,2,S,4].
C: ocorrência de número menor que 8. C = {1,2,S,4,S,6] = u
1

D: ocorrência de número maior que 8. Ð = ø (conjunto vazio).
Quando o evento é igual ao espaço amostral, dizemos que o evento é
certo.

Quando o evento é igual ao conjunto vazio, dizemos que o evento é
impossível.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
4
www.pontodosconcursos.com.br
4. Probabilidade de Laplace 

Passemos agora à segunda etapa: calcular a probabilidade de um evento.
Consideremos o caso do evento A = {2,S,S] que vimos anteriormente. Como
são 6 resultados possíveis no lançamento de um dado e são 3 números primos
nas faces, intuitivamente percebemos que se repetimos o experimento um
grande número de vezes obteremos um número primo em aproximadamente a
metade das vezes.

O que está por trás do nosso raciocínio intuitivo é o seguinte:

i) Cada um dos elementos que compõem o espaço amostral são igualmente
“prováveis”.

ii) O número de elementos do evento (n(A) = S) é justamente a metade dos
elementos do espaço amostral (n(u
1
) = 6).

Estas considerações motivam a definição de probabilidade de um evento A da
seguinte forma:

P(A) =
n(A)
n(u)
=
S
6
=
1
2


Como vimos o texto no início da aula, Laplace referia-se aos elementos do
evento como os casos favoráveis (ou desejados). Os elementos do espaço
amostral são chamados de casos possíveis. Desta forma:

ProbobiliJoJc =
Númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
Númcro Jc cosos possi:cis


5. Combinações de eventos 

Podemos empregar as várias técnicas de combinar conjuntos (eventos) para
formar novos conjuntos (eventos).

Î União de dois eventos

Considere dois eventos A e B. O evento união é denotado por A U B e ocorre
se e somente se ao menos um dos eventos ocorrerem. Podemos dizer que
A U B ocorre se e somente se A ou B (ou ambos) ocorrerem.

Î Interseção de dois eventos

Considere dois eventos A e B. O evento interseção é denotado por A r B e
ocorre se e somente se os dois eventos ocorrerem (A e B ocorrerem).

Î Complementar de um evento
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
5
www.pontodosconcursos.com.br
Considere um evento A. O evento complementar de A é denotado por A

e
ocorre se e somente se não ocorre A.

Vejamos alguns exemplos:

Jogue um dado e observe o número mostrado na face de cima.

u = {1,2,S,4,S,6]

Considere os seguintes eventos.

A: ocorrência de um número ímpar. A = {1,S,S].
B: ocorrência de um número par: B = {2,4,6].
C: ocorrência de um número menor ou igual a 3. C = {1,2,S]

Desta forma, temos os seguintes eventos.

A U B: ocorrência de um número ímpar ou número par.

A U B = {1,2,S,4,S,6]

A U C: ocorrência de um número ímpar ou de um número menor ou igual a 3.

A U C = {1,2,S,S]

B U C: ocorrência de um número par ou de um número menor ou igual a 3.

B U C = {1,2,S,4,6]


A r B: ocorrência de um número ímpar e par.

A r B = ø

O resultado foi o conjunto vazio porque não existe número que seja
simultaneamente par e ímpar. Neste caso dizemos que os eventos A e B são
mutuamente exclusivos.

A r C: ocorrência de um número ímpar e menor ou igual a 3.

A r C = {1,S]

B r C: ocorrência de um número par e menor ou igual a 3.

B r C = {2]

A

: não ocorrer um número ímpar.

A

= {2,4,6]
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
6
www.pontodosconcursos.com.br

B

: não ocorrer um número par.
B

= {1,S,S]

C

: não ocorrer um número menor ou igual a 3.

C

= {4,S,6]

6. Propriedades sobre probabilidades 

Î A probabilidade do evento impossível é 0 e a probabilidade do evento
certo é igual a 1.

Vamos lembrar:

Quando o evento é igual ao espaço amostral, dizemos que o evento é
certo.

Quando o evento é igual ao conjunto vazio, dizemos que o evento é
impossível.

Para ilustrar esta propriedade, vamos voltar ao exemplo do dado.

Jogue um dado e observe o número mostrado na face de cima.

u = {1,2,S,4,S,6]

Considere os eventos.

A: ocorrência de número menor que 8. A = {1,2,S,4,S,6] = u
B: ocorrência de número maior que 8. B = ø (conjunto vazio).

Já sabemos que:

ProbobiliJoJc =
númcro Jc clcmcntos Jo c:cnto
númcro Jc clcmcntos Jo cspoço omostrol


Desta forma,

P(A) =
n(A)
n(u)
=
6
6
= 1

P(B) =
n(B)
n(u)
=
u
6
= u


Î Se A é um evento qualquer, então u ¸ P(A) ¸ 1.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
7
www.pontodosconcursos.com.br

Esta propriedade afirma que qualquer probabilidade é um número maior ou
igual a 0 e menor ou igual a 1. A probabilidade será igual a 0 se o evento for
impossível e a probabilidade será igual a 1 se o evento for certo. Se o evento A
nem for o evento certo nem o evento impossível, então a probabilidade é um
número positivo e menor que 1.

Î Se A é um evento qualquer, então P(A) + P(A

) = 1.

É muito fácil ilustrar esta propriedade. Imagine que alguém te informa que a
probabilidade de chover amanhã seja de 30%. Você rapidamente conclui que a
probabilidade de não chover é de 70%. Isto porque a soma das probabilidades
de eventos complementares é igual a 1.

Lembre-se que o símbolo % significa dividir por 100. Desta forma, podemos
dizer que a soma das probabilidades de eventos complementares é igual a 1
ou 100%. Já que:

1uu% =
1uu
1uu
= 1

Î Probabilidade do evento união

Se A e B forem dois eventos quaisquer, então

P(A U B) = P(A) + P(B) -P(A r B)

Podemos ilustrar esta propriedade utilizando conjuntos.



O evento interseção é aquele formado pelos elementos comuns entre A e B.

O evento união é o representado abaixo.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
8
www.pontodosconcursos.com.br


Quando somamos P(A) + P(B) as probabilidades dos eventos contidos em
A r B são computadas duas vezes (uma por estarem em A e outra vez por
estarem em B). Para eliminar esta “dupla contagem”, subtraímos P(A r B) para
que nenhum elemento seja contado mais de uma vez.

Falei anteriormente que quando a interseção de dois conjuntos é o conjunto
vazio eles são chamados de mutuamente excludentes.



Neste caso, quando A r B = ø, tem-se que P(A U B) = P(A) + P(B).

7. Exercícios Resolvidos 

01. (INSS 2009/FUNRIO) João encontrou uma urna com bolas brancas, pretas
e vermelhas. Ele verificou que a quantidade de bolas pretas é igual à metade
da quantidade de bolas vermelhas e ao dobro da quantidade de bolas brancas.
João, então, colocou outras bolas pretas na urna, e a probabilidade de se
escolher, ao acaso, uma bola preta do referido recipiente tornou-se igual a 0,5.
Diante disso, a quantidade de bolas colocadas por João na urna é igual a(o)
A) quantidade de bolas brancas.
B) dobro da quantidade de bolas brancas.
C) quantidade de bolas vermelhas.
D) triplo da quantidade de bolas brancas.
E) dobro da quantidade de bolas vermelhas.

Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
9
www.pontodosconcursos.com.br

João verificou que a quantidade de bolas pretas é igual à metade da
quantidade de bolas vermelhas e ao dobro da quantidade de bolas brancas.

Vamos considerar que a urna contém x bolas brancas. A quantidade de bolas
pretas é o dobro da quantidade de bolas brancas. Desta forma, tem-se 2x
bolas pretas. Sabemos ainda que a quantidade de bolas pretas é a metade da
quantidade de bolas vermelhas. Concluímos que são 4x bolas vermelhas.

Resumindo:

x bolas brancas.
2x bolas pretas.
4x bolas vermelhas.

João colocar mais bolas pretas na urna. Vamos considerar que João
acrescentou p bolas pretas na urna. O nosso quadro com a quantidade de
bolas ficará assim:

x bolas brancas.
2x + p bolas pretas.
4x bolas vermelhas.

Total de bolas: x + 2x +p +4x = 7x +p

A probabilidade de se escolher, ao acaso, uma bola preta do referido recipiente
tornou-se igual a 0,5.

ProbobiliJoJc = u,S

ProbobiliJoJc =
1
2


Sabemos que probabilidade é a razão entre o número de casos favoráveis e o
número de casos possíveis.

númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
númcro Jc cosos possi:cis
=
1
2


Há um total de 2x + p bolas pretas (número de casos favoráveis) e um total de
7x + p bolas na urna (número de casos possíveis.

2x +p
7x +p
=
1
2


O produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

2 · (2x + p) = 1 · (7x + p)

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10
www.pontodosconcursos.com.br
4x + 2p = 7x + p

2p - p = 7x - 4x

p = Sx

O número de bolas pretas acrescentadas por João é igual a Sx. Como o
número de bolas brancas é igual a x, então o número de bolas pretas
acrescentadas por João é o triplo do número de bolas brancas.

Letra D



(PRF 2003/CESPE-UnB) Considere que a tabela abaixo mostra o número de
vítimas fatais em acidentes de trânsito ocorridos em quatro estados brasileiros,
de janeiro a junho de 2003.


A fim de fazer um estudo de causas, a PRF elaborou 1.405 relatórios, um para
cada uma das vítimas fatais mencionadas na tabela acima, contendo o perfil da
vítima e as condições em que ocorreu o acidente. Com base nessas
informações, julgue os itens que se seguem, acerca de um relatório escolhido
aleatoriamente entre os citados acima.

02. A probabilidade de que esse relatório corresponda a uma vítima de um
acidente ocorrido no estado do Maranhão é superior a 0,2.

Resolução

Há um total de 1.405 relatórios. Este é o número de casos possíveis.
Queremos calcular a probabilidade de que esse relatório corresponda a uma
vítima de um acidente ocorrido no estado do Maranhão.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11
www.pontodosconcursos.com.br

De acordo com a tabela, ocorreram 22S + 81 = Su6 acidentes no estado do
Maranhão. A probabilidade de que esse relatório corresponda a uma vítima
de um acidente ocorrido no estado do Maranhão é:

ProbobiliJoJc =
númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
númcro Jc cosos possi:cis
=
Su6
1.4uS
= u,21…

Portanto, a probabilidade pedida é superior a 0,2 e o item está certo.

03. A chance de que esse relatório corresponda a uma vítima do sexo
feminino é superior a 23%.

Resolução

Há um total de 1.405 relatórios. Este é o número de casos possíveis.
Queremos calcular a probabilidade de que esse relatório corresponda a uma
vítima do sexo feminino.


De acordo com a tabela fornecida, há um total de 81 + 42 + 142 + 42 = Su7
acidentes ocorridos com mulheres. A probabilidade de que esse relatório
corresponda a uma vítima do sexo feminino é:

ProbobiliJoJc =
númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
númcro Jc cosos possi:cis
=
Su7
1.4uS
= u,218… ÷ 22%

A probabilidade pedida é inferior a 23% e o item está errado.


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12
www.pontodosconcursos.com.br
04. Considerando que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do
sexo masculino, a probabilidade de que o acidente nele mencionado
tenha ocorrido no estado do Paraná é superior a 0,5.

Resolução

Neste caso, o número de casos possíveis não é 1.405. O enunciado nos
manda considerar que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do sexo
masculino. Devemos, portanto, desconsiderar os acidentes com pessoas do
sexo feminino.

O nosso espaço amostral (casos possíveis) está representado na tabela
abaixo.


Desta forma, o número de casos possíveis será igual a 22S + 1SS + SS2 +
188 = 1.u98.

Queremos calcular a probabilidade de que o acidente mencionado no relatório
tenha ocorrido no estado do Paraná. Lembre-se que devemos olhar apenas
para os acidentes ocorridos com vítimas do sexo masculino!!


O número de casos desejados (favoráveis) é, portanto, igual a 532.

A probabilidade pedida é igual a:
SS2
1.u98
= u,48…
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13
www.pontodosconcursos.com.br

Que é inferior a 0,5. Portanto, o item está errado.


05. Considerando que o relatório escolhido corresponda a uma vítima de
um acidente que não ocorreu no Paraná, a probabilidade de que ela seja
do sexo masculino e de que o acidente tenha ocorrido no estado do
Maranhão é superior a 0,27.

Resolução

O enunciado nos manda considerar que o relatório escolhido corresponda a
uma vítima de um acidente que não ocorreu no Paraná. Desta forma, o nosso
espaço amostral será reduzido.

Eis o nosso espaço amostral:



O total de elementos do nosso espaço amostral (casos possíveis) é igual
a 1. 4û5 - 532 - 142 = 731.
Estamos interessados em calcular a probabilidade de o acidente ser com uma
vítima do sexo masculino no estado do Maranhão. Eis o nosso evento (em
verde).


A probabilidade pedida é igual a:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14
www.pontodosconcursos.com.br
22S
7S1
= u,S…

A probabilidade calcular é superior a 0,27 e o item está certo.

06. A chance de que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do
sexo feminino ou a um acidente ocorrido em um dos estados da região
Sul do Brasil listados na tabela é inferior a 70%.

Resolução

Voltamos a considerar o nosso espaço amostral com 1.405 relatórios.

Queremos calcular a probabilidade de que o relatório escolhido corresponda a
uma vítima do sexo feminino ou a um acidente ocorrido em um dos estados da
região Sul do Brasil listados na tabela.

Vamos selecionar as vítimas do sexo feminino.


Vamos agora selecionar as vítimas da região Sul.


Queremos calcular a probabilidade do evento união (ou). Há um total de
SS2 + 188 + 42 + 142 +42 + 81 = 1.u27 casos desejados.

A probabilidade pedida é igual a:

1.u27
1.4uS

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15
www.pontodosconcursos.com.br
Poderíamos ter utilizado a fórmula da probabilidade do evento união.

P(Sul U ¡cminino) = P(Sul) + P(¡cminino) - P(Sul r ¡cminino)

Onde:

P(Sul) =
SS2 + 188 +142 + 42
1.4uS
=
9u4
1.4uS


P(¡cminino) =
Su7
1.4uS
(csto probobiliJoJc ¡oi rcsol:iJo no qucstão S).

P(Sul r ¡cminino) =
142 + 42
1.4uS
=
184
1.4uS


Desta forma:

P(Sul U ¡cminino) =
9u4
1.4uS
+
Su7
1.4uS
-
184
1.4uS
=
1.u27
1.4uS


A fórmula não foi útil na questão, por haver cálculos em demasia.

Bom, a probabilidade é pedida é:

1.u27
1.4uS
= u,7S… ÷ 7S%

Portanto, o item está errado.

07. (SEFAZ-SP 2009/ESAF) Considere que numa cidade 40% da população
adulta é fumante, 40% dos adultos fumantes são mulheres e 60% dos adultos
não-fumantes são mulheres. Qual a probabilidade de uma pessoa adulta da
cidade escolhida ao acaso ser mulher?
a) 44%
b) 52%
c) 50%
d) 48%
e) 56%

Resolução
Para facilitar a resolução do exercício, vamos supor que a cidade tenha 100
adultos.

Fumantes Não-fumantes Total
Homem
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16
www.pontodosconcursos.com.br
Mulher
Total 100
O enunciado nos diz que 40% dos adultos são fumantes.
4u% Jc 1uu =
4u
1uu
× 1uu = 4u
Logo, temos 40 fumantes.

Fumantes Não-fumantes Total
Homem
Mulher
Total 40 100
40% dos fumantes são mulheres.
4u% Jc 4u =
4u
1uu
× 4u = 16
São 16 mulheres fumantes.

Fumantes Não-fumantes Total
Homem
Mulher 16
Total 40 100
Se, das 100 pessoas, 40 são fumantes, então há 60 não-fumantes.

Fumantes Não-fumantes Total
Homem
Mulher 16
Total 40 60 100
O enunciado informa que 60% dos não-fumantes são mulheres.
6u% Jc 6u =
6u
1uu
× 6u = S6 mulbcrcs não - ¡umontcs

Fumantes Não-fumantes Total
Homem
Mulher 16 36
Total 40 60 100
Ao todo, temos 52 mulheres.

Fumantes Não-
fumantes
Total
Homem
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17
www.pontodosconcursos.com.br
Mulher 16 36 52
Total 40 60 100
Como estamos considerando que a cidade possui 100 adultos, então o número
de casos possíveis é igual a 100. Queremos calcular a probabilidade de a
pessoa escolhida ser uma mulher. Como há 52 mulheres, então o número de
casos desejados é igual a 52.

ProbobiliJoJc =
númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
númcro Jc cosos possi:cis
=
S2
1uu
= S2%

Letra B

(SEBRAE-BA 2008/CESPE-UnB) Na eleição para prefeito de uma cidade de
10.000 eleitores legalmente aptos a votar, concorrem os candidatos A e B.
Uma pesquisa de opinião revela que 1.500 eleitores não votariam em nenhum
desses candidatos. A pesquisa mostrou ainda que o número de eleitores
indecisos — isto é, que, apesar de não terem ainda decidido, votarão em algum
dos dois candidatos —, que votariam apenas no candidato A ou que votariam
apenas no candidato B são números diretamente proporcionais a 2, 3 e 5.
Nessa situação, com base nessa pesquisa, escolhendo-se ao acaso um
desses eleitores, é correto afirmar que a probabilidade dele

08. votar em algum dos candidatos é superior a 80%

09. ser um eleitor indeciso é inferior a 15%.

10. já estar decidido em qual dos candidatos vai votar é superior a 65% e
inferior a 70%.

Resolução

Vamos analisar o enunciado e, em seguida, avaliar cada um dos itens.

Há um total de 10.000 eleitores. Como 1.500 eleitores não votariam nos
candidatos A e B, então os dois candidatos juntos computarão um total de
1u.uuu - 1.Suu = 8.Suu votos.

A quantidade de candidatos indecisos, dos que votarão em A e dos que
votarão em B são diretamente proporcionais a 2, 3 e 5.

Se a constante de proporcionalidade for igual a k, então:

2k pessoas estão indecisas.
Sk pessoas votarão em A.
Sk pessoas votarão em B.

Somando estas quantidades temos 8.500 pessoas.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18
www.pontodosconcursos.com.br

2k + Sk + Sk = 8.Suu

1uk = 8.Suu

k = 8Su

Desta forma:

2k = 2 · 8Su = 1.7uu pessoas estão indecisas.
Sk = S · 8Su = 2.SSu pessoas votarão em A.
Sk = S · 8Su = 4.2Su pessoas votarão em B.

É correto afirmar que a probabilidade dele

08. votar em algum dos candidatos é superior a 80%

Sabemos que 8.500 pessoas votarão nos candidatos A e B. Temos 8.500
casos favoráveis e 10.000 casos possíveis. A probabilidade pedida é igual a

8.Suu
1u.uuu
= u,8S = 8S%

O item está certo.

09. ser um eleitor indeciso é inferior a 15%.
Sabemos que 1.700 pessoas estão indecisas. Como há um total de 10.000
eleitores, a probabilidade pedida é igual a:

1.7uu
1u.uuu
= u,17 = 17%

O item está errado.

10. já estar decidido em qual dos candidatos vai votar é superior a 65% e
inferior a 70%.
Sabemos que 2.550 pessoas votarão em A e 4.250 pessoas votarão em B. O
total de decididos é igual a 2.SSu + 4.2Su = 6.8uu. A probabilidade pedida é
igual a
6.8uu
1u.uuu
= u,68 = 68%
O item está certo.

11. (MPOG 2010/ESAF) Em uma pequena localidade, os amigos Arnor, Bruce,
Carlão, Denílson e Eleonora são moradores de um bairro muito antigo que está
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19
www.pontodosconcursos.com.br
comemorando 100 anos de existência. Dona Matilde, uma antiga moradora,
ficou encarregada de formar uma comissão que será a responsável pela
decoração da festa. Para tanto, Dona Matilde selecionou, ao acaso, três
pessoas entre os amigos Arnor, Bruce, Carlão, Denílson e Eleonora. Sabendo-
se que Denílson não pertence à comissão formada, então a probabilidade de
Carlão pertencer à comissão é, em termos percentuais, igual a:
a) 30 %
b) 80 %
c) 62 %
d) 25 %
e) 75 %

Resolução
Vamos listar todas as comissões, excluindo Denílson:
- Arnor, Bruce, Carlão
- Arnor, Bruce, Eleonora
- Arnor, Carlão, Eleonora
- Bruce, Carlão, Eleonora
São 4 comissões possíveis. Em três delas nós temos a participação de Carlão.
São 3 casos favoráveis em 4 possíveis.
Logo: % 75
4
3
= = P
Letra E

8. Probabilidade Condicional 

Imagine a seguinte situação: você está sentado em um teatro assistindo a uma
peça. Há 400 homens e 600 mulheres no teatro. De repente, é anunciado que
será sorteado um carro entre os espectadores. Desta forma, como há 1.000
pessoas na platéia, então a probabilidade de um homem ser sorteado é igual a

4uu
1.uuu
= u,4 = 4u%

e a probabilidade de uma mulher ser sorteada é igual a

6uu
1.uuu
= u,6 = 6u%

Se eu, Guilherme, estivesse sentado neste teatro, a minha chance de ganhar
este carro seria de

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20
www.pontodosconcursos.com.br
1
1.uuu
= u,uu1 = u,1%

Estas são as probabilidades a priori, quer dizer, antes que o experimento se
realize. Suponhamos que o apresentador do sorteio realize o experimento e
resolve fazer um tipo de suspense. Ele então informa que a pessoa sorteada é
um homem. Ocorre uma frustração geral entre as mulheres. Por quê? Porque a
chance de alguma mulher vencer agora é igual a 0. Esta é uma probabilidade a
posteriori, isto é, depois de realizado o experimento.

Por outro lado, os ânimos dos homens se exaltam. Suas chances
aumentaram!!

Ora, não temos mais 1.000 concorrentes, e sim 400. Os casos possíveis agora
totalizam 400 pessoas. A minha chance que antes era de 0,1%, agora será de:

1
4uu
= u,uu2S = u,2S%

A minha chance de ganhar o carro aumentou! Observe que o espaço amostral
foi “reduzido”. Isto já foi trabalhado um pouco nas questões 05 e 06.

Vejamos outro exemplo.

Consideremos o experimento que consiste em jogar um dado não-viciado.
Sejam o espaço amostral u = {1,2,S,4,S,6] e os eventos A = {2,4,6] e
B = {1,2,S].

Temos que a probabilidade de ocorrer o evento B é igual a:

P(B) =
n(B)
n(u)
=
S
6
=
1
2


Esta é a probabilidade de B a priori, quer dizer, antes que o experimento se
realize.

Suponhamos que, uma vez realizado o experimento, alguém nos informe que o
resultado do mesmo é um número par, isto é, que o evento A ocorreu. A nossa
opinião sobre a ocorrência do evento B se modifica com esta informação, já
que, então, somente poderá ter ocorrido B se o resultado do experimento tiver
sido o número 2.

Esta opinião é quantificada com a introdução de uma “probabilidade a
posteriori” ou, como vamos chamá-la doravante, probabilidade condicional de B
dado A, definida por.

P(B|A) =
n(A r B)
n(A)
=
1
S

Vamos ilustrar esta situação com um diagrama.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21
www.pontodosconcursos.com.br



Sabemos que ocorreu um número par. O nosso espaço amostral (casos
possíveis) deixa de ser U e passa a ser A.

cosos possi:cis = A

Vamos representar o espaço amostral com a cor vermelha.


O número de casos possíveis agora é igual a 3.

ProbobiliJoJc Jc ocorrcr B sobcnJo quc A ocorrcu =
cosos Jcsc]oJos
cosos possi:cis


ProbobiliJoJc Jc ocorrcr B sobcnJo quc A ocorrcu =
cosos Jcsc]oJos
n(A)


Para calcular a probabilidade de ocorrer o evento B, devemos nos restringir aos
elementos comuns de A e B. Portanto, os casos desejados são os elementos
da interseção entre A e B.

ProbobiliJoJc Jc ocorrcr B sobcnJo quc A ocorrcu =
n(A r B)
n(A)


Finalmente, a expressão “probabilidade de ocorrer B sabendo que A ocorreu” é
expressa assim:

P(B|A)

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22
www.pontodosconcursos.com.br
Chegamos à fórmula:

P(B|A) =
n(A r B)
n(A)


A noção geral é a seguinte:

P(B|A) =
P(A r B)
P(A)


Que pode ser expressa da seguinte forma:

P(A r B) = P(A) · P(B|A)

Esta fórmula é chamada de Teorema da Multiplicação e pode ser lida assim:

A probabilidade de ocorrerem os eventos A e B é igual a probabilidade de A
vezes a probabilidade de B depois que A ocorreu.

Se a ocorrência do evento A não influir no cálculo da probabilidade do evento
B, os eventos são ditos independentes e neste caso, tem-se

P(A r B) = P(A) · P(B)

Vamos resolver alguns exercícios para por a teoria em prática.

9. Exercícios 

12. (IJSN 2010/CESPE-UNB) A probabilidade de se obter um número menor
que 5 no lançamento de um dado, sabendo que o dado não é defeituoso e que
o resultado é um número ímpar, é igual a 2/3.

Resolução

CUIDADO!!! O problema nos informou que o resultado é um número ímpar.
Devemos descartar os números pares.

Casos possíveis: 1, 2, 3, 4, 5, 6

Nosso novo espaço amostral (casos possíveis) é {1, 3, 5}.

Queremos calcular a probabilidade de se obter um número menor que 5. Há 2
casos desejados.

Portanto, a probabilidade pedida é igual a
P =
2
S

O item está certo.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23
www.pontodosconcursos.com.br

(Paraná Previdência 2002/CESPE/UnB) Texto IV
Uma empresa adotou uma política de contratação de deficientes físicos. Para
avaliar se as deficiências afetam o desempenho desses empregados no
trabalho, foi gerado o seguinte quadro, a partir de uma avaliação dos 400
empregados dessa empresa.

Desempenho Tipo de deficiência Total
Surdez Cegueira Outras Sem
deficiência
Bom 35 40 2 123 200
Regular 5 20 18 157 200
Total 40 60 20 280 400
Com relação aos dados do texto IV, julgue os seguintes itens.
13. Se um empregado for escolhido ao acaso, a probabilidade de ele ser
considerado como tendo bom desempenho será igual a 0,50.
14. Se um empregado for escolhido ao acaso entre os empregados
considerados como tendo bom desempenho, a probabilidade de ele ser cego
será de 0,20.
15. Considere A o evento “o empregado é surdo” e B o evento “o empregado
tem desempenho regular”. Se um empregado for escolhido ao acaso entre os
400 avaliados, a probabilidade de ele ser surdo e ter sido avaliado como tendo
desempenho regular, P(A ∩ B), será igual a P(A) × P(B) = 0,05.
16. Considere C o evento “o empregado é cego” e B o evento “o empregado
tem desempenho regular”. Se um empregado for escolhido ao acaso, a
probabilidade condicional será 1 , 0
) (
) (
) | ( =

=
B P
C B P
C B P .
17. Considere B o evento “o empregado tem desempenho regular” e D o
evento “o empregado tem desempenho bom”. Os eventos B e D são
independentes, pois 0 ) ( = ∩ D B P .

Resolução
13. O objetivo é calcular a probabilidade de um empregado, escolhido ao
acaso, ter bom desempenho.
Há um total de 400 funcionários com a mesma probabilidade de serem
escolhidos.
Como estamos interessados em um dos 200 empregados que têm bom
desempenho, então são 200 casos favoráveis.
ProbobiliJoJc =
cosos ¡o:orá:cis
cosos possi:cis
=
2uu
4uu
= u,S
O item está certo.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24
www.pontodosconcursos.com.br

14.
Estamos considerando apenas os empregados com bom desempenho (este é
o nosso espaço amostral). Dessa forma, o número de casos possíveis é igual a
200.
Destes 200 empregados com bom desempenho, 40 são cegos. Assim sendo,
o número de casos favoráveis é igual a 40.
ProbobiliJoJc =
cosos ¡o:orá:cis
cosos possi:cis
=
4u
2uu
= u,2

O item está certo.


15.
O objetivo é calcular a probabilidade da intersecção de dois eventos. O
empregado simultaneamente deve ser surdo e ter desempenho regular. De
acordo com a tabela, há 5 funcionários surdos e com desempenho regular.
ProbobiliJoJc =
cosos ¡o:orá:cis
cosos possi:cis
=
S
4uu
= u,u12S
.
O item está errado.

16.
Queremos a probabilidade de o evento B acontecer dado que ocorreu o evento
C ocorreu. Trata-se de cálculo de probabilidade condicional.
Vejamos: P(B|C) é lido como “probabilidade de ocorrer B sabendo que C
ocorreu. Se C ocorreu, então o nosso espaço amostral é C e não B. O
denominador deveria ser P(C). A fórmula dada no enunciado está errada!! O
correto seria:
P(B|C) =
P(B r C)
P(C)


Primeiro calculamos a probabilidade de os eventos B e C ocorrerem
simultaneamente.
Cegos com desempenho regular são apenas 20.
Portanto:
P(B r C) =
2u
4uu
= u,uS
A probabilidade de um cego ser escolhido é:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25
www.pontodosconcursos.com.br
P(C) =
6u
4uu
= u,1S
Portanto, a probabilidade de ser escolhido um empregado com desempenho
regular, dado que foi escolhido um cego, é de:
P(B|C) =
P(B r C)
P(C)
=
u,uS
u,1S
=
S
1S
=
1
S


Item errado.

17.
Não há funcionário que tenha, ao mesmo tempo, um desempenho bom e um
desempenho regular. Portanto:
0 ) ( = ∩ D B P
A probabilidade de um funcionário escolhido aleatoriamente ter um
desempenho regular é:
5 , 0
400
200
) ( = = B P
A probabilidade de um funcionário escolhido aleatoriamente ter um
desempenho bom é:
5 , 0
400
200
) ( = = D P
Concluímos que:
) ( ) ( ) ( D P B P D B P × ≠ ∩
Portanto, os dois eventos não são independentes. Item errado.
Note que o CESPE tentou confundir EVENTOS MUTUAMENTE
EXCLUDENTES com EVENTOS INDEPENDENTES.
Eventos mutuamente excludentes são aqueles cuja interseção é o
conjunto vazio.

Se a ocorrência do evento A não influir no cálculo da probabilidade do evento
B, os eventos são ditos independentes e neste caso, tem-se

P(A r B) = P(A) · P(B)

18. (CGU 2008/ESAF) A e B são eventos independentes se:
a) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P + = ∩
b) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P ÷ = ∩
c) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P − = ∩
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26
www.pontodosconcursos.com.br
d) ) ( ) ( ) ( A B P A P B A P + = ∩
e) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P × = ∩

Resolução
Aplicação direta da fórmula vista.
Letra E
19. (STN 2008/ESAF) Dois eventos A e B são ditos eventos independentes se
e somente se:
a) a probabilidade de ocorrência conjunta de A e B for nula
b) a ocorrência de B alterar a probabilidade de ocorrência de A.
c) a ocorrência de A alterar a probabilidade de ocorrência de B.
d) a ocorrência de B não alterar a probabilidade de ocorrência de A.
e) a probabilidade de ocorrência conjunta de A e B for igual a 1.

Resolução:
Aplicação direta do conceito visto acima.
Letra D

20. (Administrador FUNAI 2009/FUNRIO) O vírus X aparece nas formas X
1
e
X
2
. Se um indivíduo tem

esse vírus, a probabilidade de ser na forma X
1
é 3/5.
Se o indivíduo tem o vírus na forma X
1
, a probabilidade desse indivíduo
sobreviver é 2/3; mas, se o indivíduo tem o vírus na forma X
2
, a probabilidade
dele sobreviver é 5/6. Nessas condições, a probabilidade do indivíduo portador
do vírus X sobreviver é

a) 11/15
b) 2/3
c) 3/5
d) 7/15
e) 1/3

Resolução

Se o indivíduo tem o vírus X, a probabilidade de ser na forma X
1
é 3/5.

P(X
1
) =
S
S


Como o vírus só aparece nas formas X
1
e X
2
, então a probabilidade de
aparecer na forma X
2
é:

P(X
2
) =
2
S


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27
www.pontodosconcursos.com.br
Isto porque a soma das probabilidades deve ser igual a 1.

Se o indivíduo tem o vírus na forma X
1
, a probabilidade desse indivíduo
sobreviver é 2/3; mas, se o indivíduo tem o vírus na forma X
2
, a probabilidade
dele sobreviver é 5/6.

Queremos calcular a probabilidade de um portador do vírus X sobreviver.










Há dois casos a considerar. Os portadores na forma X
1
e os portadores na
forma X
2
.



















P =
S
S
·
2
S
+
2
S
·
S
6
=
6
1S
+
1u
Su
=
12 + 1u
Su
=
22
Su
=
11
1S


Letra A

21. (TCE-ES 2004/CESPE-UnB) Considere que dois controladores de recursos
públicos de um tribunal de contas estadual serão escolhidos para auditar as
contas de determinada empresa estatal e que, devido às suas qualificações
técnicas, a probabilidade de José ser escolhido para essa tarefa seja de 3/8,
enquanto a probabilidade de Carlos ser escolhido seja de 5/8. Em face dessas
considerações, julgue os itens subseqüentes.
Probabilidade de ser portador do
vírus na forma X
1

P(X
1
c sobrc:i:cr, ou X
2
c sobrc:i:cr) =
S
S
·
2
S
+
2
S
·
S
6

Probabilidade de sobreviver com
o vírus na forma X
1

Probabilidade de ser portador do
vírus na forma X
2

Probabilidade de sobreviver com
o vírus na forma X
2

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
28
www.pontodosconcursos.com.br
1. Considere que, na certeza de que Carlos tenha sido escolhido, a
probabilidade de José ser escolhido é 1/5. Nessas condições, a probabilidade
de José e Carlos serem ambos escolhidos é menor que 1/4 .

Resolução.
Temos os seguintes dados:
P([osé) =
S
8

P(Corlos) =
S
8

P([osé _Corlos) =
1
S

E queremos calcular:
? ) ( = ∩Carlos Jose P

Aplicando a fórmula da probabilidade da intersecção, temos:
) ( ) ( ) ( Carlos Jose P Carlos P Carlos Jose P × = ∩
8
1
5
1
8
5
) ( = × = ∩Carlos Jose P
O item está certo.

22. (Petrobras 2005/CESGRANRIO) Os eventos A e B são independentes e
suas probabilidades são P(A) = 0,5 e P (B) = 0,4. Quanto vale P(A∪B)?
(A) 0,5
(B) 0,6
(C) 0,7
(D) 0,8
(E) 0,9

Resolução.
Vimos anteriormente que quando dois eventos são independentes:
P(A r B) = P(A) · P(B) = u,S · u,4 = u,2
Aplicando a fórmula da união...
P(A U B) = P(A) + P(B) -P(A r B)
P(A U B) = u,S +u,4 - u,2 = u,7
Letra C

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
29
www.pontodosconcursos.com.br
23. (CGU 2008/ESAF) Quando Paulo vai ao futebol, a probabilidade de ele
encontrar Ricardo é 0,4; a probabilidade de ele encontrar Fernando é igual a
0,10; a probabilidade de ele encontrar ambos, Ricardo e Fernando, é igual a
0,05. Assim, a probabilidade de Paulo encontrar Ricardo ou Fernando é igual a:
a) 0,04
b) 0,40
c) 0,50
d) 0,45
e) 0,95

Resolução:
Seja R o evento que ocorre quando, escolhendo-se ao acaso um dia em que
Paulo vai ao futebol, ele encontra Ricardo. Seja F o evento que ocorre quando
Paulo encontra Fernando.
Temos:
4 , 0 ) ( = R P
1 , 0 ) ( = F P
05 , 0 ) ( = ∩ F R P
Queremos calcular a probabilidade da união: P(R U F)

Basta aplicar a fórmula diretamente:
P(A U B) = P(A) + P(B) -P(A r B)
P(A U B) = u,4 + u,1 - u,uS = u,4S

Letra D

24. (Ministério da Fazenda 2009/ESAF) Ao se jogar um determinado dado
viciado, a probabilidade de sair o número 6 é de 20%, enquanto as
probabilidades de sair qualquer outro número são iguais entre si. Ao se jogar
este dado duas vezes, qual o valor mais próximo da probabilidade de um
número par sair duas vezes?
a) 20%
b) 27%
c) 25%
d) 23%
e) 50%

Resolução.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
30
www.pontodosconcursos.com.br
A probabilidade de sair 6 é 20%
P(6) = 2u% = u,2
Sobram 80%. Para calcular a probabilidade de sair cada um dos números
restantes, devemos dividir os 80% por 5.
16 , 0 % 16
5
% 80
= =
Queremos calcular a probabilidade de, em um dado lançamento, sair par.
P(por) = P(2 ou 4 ou 6)
Os eventos “sair 2”, “sair 4” e “sair 6” são mutuamente excludentes. A
probabilidade da união é a soma das probabilidades.
P(por) = P(2) + P(4) +P(6) = u,16 + u,16 + u,2 = u,S2
Queremos que dois números pares ocorram em dois lançamentos.
Seja A o evento que ocorre quando, no primeiro lançamento, o resultado é par.
Seja B o evento que ocorre quando, no segundo lançamento, o resultado é par.
Para que tenhamos dois números pares, A e B devem ocorrer.
? ) ( = ∩B A P
Ora, o resultado do primeiro lançamento não interfere no resultado do segundo
lançamento, portanto os eventos são independentes.
Como os dois eventos são independentes, a probabilidade da intersecção é o
produto das probabilidades.
P(A r B) = P(A) · P(B) = u,S2 · u,S2 = u,27u4 = 27,u4%
Letra B

25. (IJSN 2010/CESPE-UNB) Considere que de uma urna contendo 2 bolas
azuis e 6 bolas brancas retira-se ao acaso uma bola, anota-se sua cor e repõe-
se a bola na urna. Em seguida retira-se novamente uma bola da urna e anota-
se sua cor. Nessas condições, a probabilidade das duas bolas retiradas serem
azuis é 1/4.

Resolução

Como a primeira bola retirada é colocada de volta na urna, então os eventos
são independentes (a cor da bola retirada na primeira vez não vai influenciar na
cor da bola retirada na segunda vez).

Neste caso,

P(1" ozul c 2" ozul) = P(ozul) × P(ozul) =
2
8
×
2
8
=
4
S2
=
1
8


O item está errado.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
31
www.pontodosconcursos.com.br
26. (SUSEP 2010/ESAF) Uma urna contém bolas vermelhas, azuis, amarelas e
pretas. O número de bolas pretas é duas vezes o número de bolas azuis, o
número de bolas amarelas é cinco vezes o número de bolas vermelhas, e o
número de bolas azuis é duas vezes o número de bolas amarelas. Se as bolas
diferem apenas na cor, ao se retirar ao acaso três bolas da urna, com
reposição, qual a probabilidade de exatamente duas bolas serem pretas?
a) 100/729.
b) 100/243.
c) 10/27.
d) 115/243.
e) 25/81.

Resolução

Suponha que temos apenas uma bola vermelha.

O número de bolas amarelas é cinco vezes o número de bolas vermelhas, logo
temos 5 bolas amarelas.

O número de bolas azuis é duas vezes o número de bolas amarelas, logo
temos 10 bolas azuis.

O número de bolas pretas é duas vezes o número de bolas azuis, logo temos
20 bolas pretas.

Total de bolas: 1 + 5 + 10 + 20 = 36 bolas.

20 bolas pretas e 16 não-pretas.


Ao se retirar ao acaso três bolas da urna, com reposição, qual a probabilidade
de exatamente duas bolas serem pretas?
Temos as seguintes possibilidades:
- não preta, preta, preta.
- preta, não preta, preta
- preta, preta, não preta

Seja X uma bola de cor não-preta.

P(XPP, PXP, PPX) = S ·
16
S6
·
2u
S6
·
2u
S6
=
1uu
24S


Letra B

27. (Administrador DNOCS 2010/FCC) Em uma loja, as unidades vendidas por
dia de um determinado eletrodoméstico apresentam a seguinte distribuição de
probabilidades de ocorrência de venda:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
32
www.pontodosconcursos.com.br

A probabilidade de que em um determinado dia tenham sido vendidas mais que
uma unidade do eletrodoméstico é igual a
(A) 87,5%.
(B) 80,0%.
(C) 75,0%.
(D) 60,0%.
(E) 50,0%.

Resolução

O somatório de todas as probabilidades deve ser igual a 1. Desta forma:
P + P + SP +2P +P = 1
8P = 1
P =
1
8

A probabilidade de que em um determinado dia tenham sido vendidas mais que
uma unidade do eletrodoméstico é igual a

SP + 2P + P = 6P = 6 ·
1
8
=
6
8
=
S
4
= u,7S = 7S%
Letra C

28. (Analista ANEEL 2006/ESAF) Ana tem o estranho costume de somente
usar blusas brancas ou pretas. Por ocasião de seu aniversário, Ana ganhou de
sua mãe quatro blusas pretas e cinco brancas. Na mesma ocasião, o pai de
Ana a presenteou com quatro blusas pretas e duas brancas. Vítor, namorado
de Ana, a presenteou com duas blusas brancas e três pretas. Ana guardou
todas essas blusas - e apenas essas - em uma mesma gaveta. Uma tarde,
arrumando-se para ir ao parque com Vítor, Ana retira, ao acaso, uma blusa
dessa gaveta. A probabilidade de a blusa retirada por Ana ser uma das blusas
pretas que ganhou de sua mãe ou uma das blusas brancas que ganhou de seu
pai é igual a:
a) 4/5
b) 7/10
c) 3/5
d) 3/10
e) 2/3

Resolução

Vamos resumir os dados do problema.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
33
www.pontodosconcursos.com.br
Mãe Æ 4 blusas pretas e 5 brancas.
Pai Æ 4 blusas pretas e 2 blusas brancas.
Namorado Æ 2 blusas brancas e 3 blusas pretas.

Na gaveta de Ana há, portanto, 20 blusas.

Como queremos calcular a probabilidade de a blusa retirada por Ana ser uma
das blusas pretas que ganhou de sua mãe ou uma das blusas brancas que
ganhou de seu pai, então o número de casos desejados é igual a 6.
P(A) =
6
2u
=
S
1u

Letra D

29. (Técnico – MPU 2004/ESAF) Maria ganhou de João nove pulseiras, quatro
delas de prata e cinco delas de ouro. Maria ganhou de Pedro onze pulseiras,
oito delas de prata e três delas de ouro. Maria guarda todas essas pulseiras – e
apenas essas – em sua pequena caixa de jóias. Uma noite, arrumando-se
apressadamente para ir ao cinema com João, Maria retira, ao acaso, uma
pulseira de sua pequena caixa de jóias. Ela vê, então, que retirou uma pulseira
de prata. Levando em conta tais informações, a probabilidade de que a pulseira
de prata que Maria retirou seja uma das pulseiras que ganhou de João é igual
a
a) 1/3
b) 1/5.
c) 9/20.
d) 4/5.
e) 3/5.

Resolução

Pulseiras de João Æ 4 de prata e 5 de ouro.
Pulseiras de Pedro Æ 8 de prata e 3 de ouro.

Maria retirou uma pulseira de prata. Ela tem 12 pulseiras de prata (casos
possíveis). Queremos saber a probabilidade de essa pulseira ser uma das que
ganhou de João. Ela ganhou 4 pulseiras de prata de João (casos desejados)
Assim, a probabilidade pedida é
P(A) =
4
12
=
1
S

Letra A

30. (TCE-RN 2000/ESAF) A probabilidade de um gato estar vivo daqui a 5 anos
é 3/5. A probabilidade de um cão estar vivo daqui a 5 anos é 4/5. Considerando
os eventos independentes, a probabilidade de somente o cão estar vivo daqui a
5 anos é de:
a) 2/25
b) 8/25
c) 2/5
d) 3/25
e) 4/5
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
34
www.pontodosconcursos.com.br
Resolução

Se os eventos são independentes, a probabilidade de os dois eventos
acontecerem simultaneamente é igual ao produto das probabilidades.

Lembre-se que P(A) + P(A

) = 1, onde A

é o evento complementar do evento A.
Por exemplo, se a probabilidade de chover é 40% = 0,4, então a probabilidade
de não chover é 60% = 0,6, pois 0,4+0,6 =1.
Calcular a probabilidade de somente o cão estar vivo é o mesmo que calcular a
probabilidade de o cão estar vivo e o gato estar morto (coitado!).
Se a probabilidade de o gato estar vivo daqui a 5 anos é igual a 3/5, então a
probabilidade de ele não estar vivo é igual a 2/5.
Assim,
P(Cão cstor :i:o c o goto cstor morto) =
4
S
·
2
S
=
8
2S
.
Letra B

31. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) Uma urna contém duas bolas brancas e três bolas
pretas, todas de mesmo tamanho e peso. Sacando ao acaso duas bolas da
urna, a probabilidade de que sejam da mesma cor é de:
a) 20%
b) 30%
c) 40%
d) 50%
e) 60%
Resolução

São 5 bolas das quais 2 são brancas e 3 são pretas.
Queremos calcular a probabilidade de sacar ao acaso duas bolas e as duas
serem brancas ou as duas serem pretas.
P(BB ou PP)

A probabilidade de a primeira bola ser branca é igual a 2/5 (pois são 2 bolas
brancas num total de 5 bolas). A probabilidade de a segunda ser branca é igual
a 1/4 (pois agora há apenas uma branca e 4 bolas no total).
A probabilidade de a primeira bola ser preta é igual a 3/5 (pois são 3 bolas
pretas num total de 5 bolas). A probabilidade de a segunda ser preta é igual a
2/4 (pois agora há 2 bolas pretas e 4 bolas no total).

P(BB ou PP) =
2
S
·
1
4
+
S
S
·
2
4
=
2
2u
+
6
2u
=
8
2u
= u,4 = 4u%

Letra C

32. (UNIPAMPA 2009/CESPE-UnB) Considerando duas moedas viciadas A e
B, de modo que, jogando a moeda A, a probabilidade de dar cara é 0,7, e a
moeda B tem probabilidade 0,5 de dar coroa, então a probabilidade de se
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
35
www.pontodosconcursos.com.br
obterem duas coroas ao se jogarem as moedas A e B simultaneamente é igual
a 0,2.

Resolução

Vejamos a moeda A. Se a probabilidade de dar cara é 0,7, então a
probabilidade de dar coroa deve ser 0,3, pois a soma das probabilidades deve
ser igual a 1.

O resultado de uma moeda não interfere no resultado da outra moeda, portanto
os eventos são independentes. A probabilidade de se obterem duas coroas ao
se jogarem as moedas A e B simultaneamente é igual a:

P = u,S × u,S = u,1S

O item está errado.

(FUB 2009/CESPE-UnB) A probabilidade de um edifício desmoronar é de 0,5 nos
primeiros três anos após a sua construção, caso o planejamento do arquiteto tenha
sido incorreto. No caso de planejamento correto, a probabilidade é de 0,1.
Considerando que, na construção de um edifício, a probabilidade de o arquiteto errar
seja igual a 0,1, julgue o item a seguir.

33. A probabilidade do edifício em questão desmoronar nos primeiros três anos
após a sua construção é de 0,05.

Resolução

A probabilidade de o arquiteto errar o planejamento é de 0,1. Portanto, a probabilidade
de o arquiteto acertar o planejamento é de 0,9 (a soma das probabilidades
complementares deve ser igual a 1).

Se o arquiteto erra o planejamento, a probabilidade de o prédio desmoronar é de 0,5.
A chance de isto acontecer é igual a:

P(orquitcto crror c préJio Jcsmoronor) = u,1 · u,S = u,uS

Se o arquiteto acerta o planejamento, a probabilidade de o prédio desmoronar é igual
a 0,1. A chance de isto acontecer é igual a:

P(orquitcto occrtor c préJio Jcsmoronor) = u,9 · u,1 = u,u9

Portanto, a probabilidade de um prédio desmoronar nos seus três primeiros anos é
igual a:

u,uS + u,u9 = u,14

O item está errado.

 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
36
www.pontodosconcursos.com.br
10. Questões FGV 

34. (MPE Amazonas 2002/FGV) A análise dos dados obtidos das Declarações de
Ajuste do Imposto de Renda, em um sistema econômico hipotético, mostrou o
seguinte resultado, relativamente à renda anual dos contribuintes:

Se uma pessoa for selecionada aleatoriamente para verificação de suas informações
pela autoridade fiscal, a probabilidade de que essa pessoa tenha renda anual superior
a R$ 8 000,00 será igual a:
(A) 0,03
(B) 0,05
(C) 0,25
(D) 0,30
(E) 0,70

Resolução
São casos favoráveis os contribuintes com renda superior a 8.000. Estão nessa
situação os 15.000 contribuintes da segunda classe e os 3.000 contribuintes da
terceira classe.
Casos favoráveis: 15.000 + 3.000 = 18.000

O número de casos possíveis é dado por:
000 . 60 000 . 3 000 . 15 000 . 42 = + +
A probabilidade pedida é:
P =
18.uuu
6u.uuu
=
18
6u
=
S
1u
= u,S
Letra D

35. (MINC 2006/FGV) Lança-se um dado não-tendencioso. Se o resultado é par, qual
é a probabilidade de que tenha sido um "quatro"?
(A) 1/2
(B) 1/3
(C) 1/4
(D) 1/5
(E) 1/6

Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
37
www.pontodosconcursos.com.br
A pergunta pode ser resumida como: qual a probabilidade de sair o número 4, dado
que o resultado é par.
Inicialmente temos o seguinte:
- caso favorável: 4
- casos possíveis: 1, 2, 3, 4, 5, 6.
Mas temos uma condição a ser obedecida. É dado que o resultado é par. Assim,
precisamos rever nossa lista de casos possíveis e favoráveis. Devemos excluir todos
os resultados que são ímpares.
- caso favorável: 4
- casos possíveis: 1, 2, 3, 4, 5, 6.

E a probabilidade pedida é:
P =
númcro Jc cosos ¡o:orá:cis
númcro Jc cosos possi:cis
=
1
S

Letra B
36. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) Sejam A e B dois eventos definidos em um espaço
amostral S de modo que P(A) = 0,70, P(B) = 0,20 e P(A ∩ B) = 0,14. Então, pode-se
dizer que A e B são eventos:
(A) mutuamente exclusivos.
(B) complementares.
(C) independentes.
(D) condicionais.
(E) elementares.

Resolução
Letra A: Para que A e B sejam mutuamente exclusivos, a intersecção deveria ser nula
(o que implica em probabilidade zero). Não é o que ocorre, pois P(A ∩ B) = 0,14.

Se A e B são complementares, então a soma de suas probabilidades é igual a 100%.
Não é o que ocorre (0,7 + 0,2 = 0,9).

Letra C: Para que A e B sejam independentes, a probabilidade da intersecção é igual
ao produto das probabilidades.
P(A) · P(B) = u,7 · u,2 = u,14 = P(A r B)
Concluímos que os dois eventos são independentes.
Letra D: não faz sentido falar em eventos condicionais.

Letra E: Se A e B fossem elementares, eles não poderiam ser divididos em outros
eventos menores. Mas, como a própria questão informou, existe o evento B A∩ , com
probabilidade não nula. Este evento tem probabilidade inferior às probabilidades de A
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
38
www.pontodosconcursos.com.br
e de B. Logo, é um evento contido nos anteriores. Isso já permite concluir que A e B
não são elementares.
Letra C

37. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A tabela abaixo apresenta a distribuição de 1.000 pessoas
classificadas por Sexo (Masculino e Feminino) e Estado Civil (Solteiro, Casado e
Viúvo).

Uma pessoa é selecionada ao acaso. A probabilidade de que ela seja do sexo
Feminino ou Viúva é igual a:
(A) 0,6.
(B) 0,2.
(C) 0,4.
(D) 0,7.
(E) 0,5.

Resolução
Seja A o evento que ocorre quando, selecionando aleatoriamente uma pessoa, ela é
do sexo feminino.
Seja B o evento que ocorre quando, selecionando aleatoriamente uma pessoa, ela é
viúva.
A partir da tabela, temos:
000 . 1
400
) ( = A P
000 . 1
200
) ( = B P
000 . 1
100
) ( = ∩ B A P
Logo:
) ( ) ( ) ( ) ( B A P B P A P B A P ∩ − + = ∪
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
39
www.pontodosconcursos.com.br
5 , 0
000 . 1
100 200 400
) ( =
− +
= ∪ B A P
Letra E
38. (Senado Federal 2008/FGV) A tabela a seguir apresenta o número estimado da
população em cada região brasileira no ano de 2007 (fonte: IBGE), a porcentagem
estimada de pessoas por região que possuem aparelho de telefone celular (fonte: TIC
Domicílios do NIC.br), e a multiplicação dessas duas quantidades por região (pop x
cel), com duas casas decimais de precisão:

De acordo com a tabela acima, a probabilidade aproximada de um brasileiro que
possui aparelho celular viver na região Norte ou na região Sul é:
(A) 12,4%.
(B) 20,2%.
(C) 24,1%.
(D) 35,8%.
(E) 42,6%.

Resolução
É dado que o brasileiro escolhido tem aparelho celular. Ou seja, os casos possíveis
são os 93,66 milhões de brasileiros que possuem celular.
Os casos favoráveis são aqueles que possuem celular e moram na região Norte ou
Sul. Estão nesta condição:
= + 29 , 16 28 , 6 22,57 milhões de habitantes.
A probabilidade fica:
= =
66 , 93
57 , 22
P 0,241
Letra C

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
40
www.pontodosconcursos.com.br
39.(BESC 2004/FGV) Dois jogadores, X e Y, apostaram em um jogo de cara-e-coroa,
combinando que o primeiro a conseguir 6 vitórias ganharia a aposta. X já obteve 5
vitórias e Y, apenas 3. Qual é a probabilidade de X ganhar o jogo?
(A) 7/8
(B) 4/5
(C) 3/4
(D) 3/5
(E) 1/2

Resolução
Para que X ganhe o jogo, há várias combinações possíveis. Dá um certo trabalho
calcular a probabilidade para todas elas.
Vamos então focar em Y, que é bem mais fácil. Para que Y ganhe o jogo, ele
necessariamente deve ganhar as três próximas jogadas. A probabilidade de se ganhar
uma jogada é de 1/2. Como os lançamentos da moeda são independentes, a
probabilidade da intersecção é o produto das probabilidades.
Com isso, a probabilidade de Y ganhar a aposta é de:
8
1
2
1
2
1
2
1
= × ×
Sabemos que ou X ganha a aposta, ou Y ganha a aposta. Não tem outra opção. São
dois eventos complementares. Se a probabilidade de Y ganhar é de 1/8, então a
probabilidade de X ganhar a aposta é de 7/8.
Letra A


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
41
www.pontodosconcursos.com.br
11. Relação das questões comentadas 


01. (INSS 2009/FUNRIO) João encontrou uma urna com bolas brancas, pretas
e vermelhas. Ele verificou que a quantidade de bolas pretas é igual à metade
da quantidade de bolas vermelhas e ao dobro da quantidade de bolas brancas.
João, então, colocou outras bolas pretas na urna, e a probabilidade de se
escolher, ao acaso, uma bola preta do referido recipiente tornou-se igual a 0,5.
Diante disso, a quantidade de bolas colocadas por João na urna é igual a(o)
A) quantidade de bolas brancas.
B) dobro da quantidade de bolas brancas.
C) quantidade de bolas vermelhas.
D) triplo da quantidade de bolas brancas.
E) dobro da quantidade de bolas vermelhas.

(PRF 2003/CESPE-UnB) Considere que a tabela abaixo mostra o número de
vítimas fatais em acidentes de trânsito ocorridos em quatro estados brasileiros,
de janeiro a junho de 2003.


A fim de fazer um estudo de causas, a PRF elaborou 1.405 relatórios, um para
cada uma das vítimas fatais mencionadas na tabela acima, contendo o perfil da
vítima e as condições em que ocorreu o acidente. Com base nessas
informações, julgue os itens que se seguem, acerca de um relatório escolhido
aleatoriamente entre os citados acima.

02. A probabilidade de que esse relatório corresponda a uma vítima de um
acidente ocorrido no estado do Maranhão é superior a 0,2.

03. A chance de que esse relatório corresponda a uma vítima do sexo
feminino é superior a 23%.

04. Considerando que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do
sexo masculino, a probabilidade de que o acidente nele mencionado
tenha ocorrido no estado do Paraná é superior a 0,5.

05. Considerando que o relatório escolhido corresponda a uma vítima de
um acidente que não ocorreu no Paraná, a probabilidade de que ela seja
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
42
www.pontodosconcursos.com.br
do sexo masculino e de que o acidente tenha ocorrido no estado do
Maranhão é superior a 0,27.

06. A chance de que o relatório escolhido corresponda a uma vítima do
sexo feminino ou a um acidente ocorrido em um dos estados da região
Sul do Brasil listados na tabela é inferior a 70%.

07. (SEFAZ-SP 2009/ESAF) Considere que numa cidade 40% da população
adulta é fumante, 40% dos adultos fumantes são mulheres e 60% dos adultos
não-fumantes são mulheres. Qual a probabilidade de uma pessoa adulta da
cidade escolhida ao acaso ser mulher?
a) 44%
b) 52%
c) 50%
d) 48%
e) 56%

(SEBRAE-BA 2008/CESPE-UnB) Na eleição para prefeito de uma cidade de
10.000 eleitores legalmente aptos a votar, concorrem os candidatos A e B.
Uma pesquisa de opinião revela que 1.500 eleitores não votariam em nenhum
desses candidatos. A pesquisa mostrou ainda que o número de eleitores
indecisos — isto é, que, apesar de não terem ainda decidido, votarão em algum
dos dois candidatos —, que votariam apenas no candidato A ou que votariam
apenas no candidato B são números diretamente proporcionais a 2, 3 e 5.
Nessa situação, com base nessa pesquisa, escolhendo-se ao acaso um
desses eleitores, é correto afirmar que a probabilidade dele

08. votar em algum dos candidatos é superior a 80%

09. ser um eleitor indeciso é inferior a 15%.

10. já estar decidido em qual dos candidatos vai votar é superior a 65% e
inferior a 70%.

11. (MPOG 2010/ESAF) Em uma pequena localidade, os amigos Arnor, Bruce,
Carlão, Denílson e Eleonora são moradores de um bairro muito antigo que está
comemorando 100 anos de existência. Dona Matilde, uma antiga moradora,
ficou encarregada de formar uma comissão que será a responsável pela
decoração da festa. Para tanto, Dona Matilde selecionou, ao acaso, três
pessoas entre os amigos Arnor, Bruce, Carlão, Denílson e Eleonora. Sabendo-
se que Denílson não pertence à comissão formada, então a probabilidade de
Carlão pertencer à comissão é, em termos percentuais, igual a:
a) 30 %
b) 80 %
c) 62 %
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
43
www.pontodosconcursos.com.br
d) 25 %
e) 75 %

12. (IJSN 2010/CESPE-UNB) A probabilidade de se obter um número menor
que 5 no lançamento de um dado, sabendo que o dado não é defeituoso e que
o resultado é um número ímpar, é igual a 2/3.
(Paraná Previdência 2002/CESPE/UnB) Texto IV
Uma empresa adotou uma política de contratação de deficientes físicos. Para
avaliar se as deficiências afetam o desempenho desses empregados no
trabalho, foi gerado o seguinte quadro, a partir de uma avaliação dos 400
empregados dessa empresa.

Desempenho Tipo de deficiência Total
Surdez Cegueira Outras Sem
deficiência
Bom 35 40 2 123 200
Regular 5 20 18 157 200
Total 40 60 20 280 400
Com relação aos dados do texto IV, julgue os seguintes itens.
13. Se um empregado for escolhido ao acaso, a probabilidade de ele ser
considerado como tendo bom desempenho será igual a 0,50.
14. Se um empregado for escolhido ao acaso entre os empregados
considerados como tendo bom desempenho, a probabilidade de ele ser cego
será de 0,20.
15. Considere A o evento “o empregado é surdo” e B o evento “o empregado
tem desempenho regular”. Se um empregado for escolhido ao acaso entre os
400 avaliados, a probabilidade de ele ser surdo e ter sido avaliado como tendo
desempenho regular, P(A ∩ B), será igual a P(A) × P(B) = 0,05.
16. Considere C o evento “o empregado é cego” e B o evento “o empregado
tem desempenho regular”. Se um empregado for escolhido ao acaso, a
probabilidade condicional será 1 , 0
) (
) (
) | ( =

=
B P
C B P
C B P .
17. Considere B o evento “o empregado tem desempenho regular” e D o
evento “o empregado tem desempenho bom”. Os eventos B e D são
independentes, pois 0 ) ( = ∩ D B P .
18. (CGU 2008/ESAF) A e B são eventos independentes se:
a) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P + = ∩
b) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P ÷ = ∩
c) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P − = ∩
d) ) ( ) ( ) ( A B P A P B A P + = ∩
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
44
www.pontodosconcursos.com.br
e) ) ( ) ( ) ( B P A P B A P × = ∩

19. (STN 2008/ESAF) Dois eventos A e B são ditos eventos independentes se
e somente se:
a) a probabilidade de ocorrência conjunta de A e B for nula
b) a ocorrência de B alterar a probabilidade de ocorrência de A.
c) a ocorrência de A alterar a probabilidade de ocorrência de B.
d) a ocorrência de B não alterar a probabilidade de ocorrência de A.
e) a probabilidade de ocorrência conjunta de A e B for igual a 1.

20. (Administrador FUNAI 2009/FUNRIO) O vírus X aparece nas formas X
1
e
X
2
. Se um indivíduo tem

esse vírus, a probabilidade de ser na forma X
1
é 3/5.
Se o indivíduo tem o vírus na forma X
1
, a probabilidade desse indivíduo
sobreviver é 2/3; mas, se o indivíduo tem o vírus na forma X
2
, a probabilidade
dele sobreviver é 5/6. Nessas condições, a probabilidade do indivíduo portador
do vírus X sobreviver é

a) 11/15
b) 2/3
c) 3/5
d) 7/15
e) 1/3
21. (TCE-ES 2004/CESPE-UnB) Considere que dois controladores de recursos
públicos de um tribunal de contas estadual serão escolhidos para auditar as
contas de determinada empresa estatal e que, devido às suas qualificações
técnicas, a probabilidade de José ser escolhido para essa tarefa seja de 3/8,
enquanto a probabilidade de Carlos ser escolhido seja de 5/8. Em face dessas
considerações, julgue o itens subseqüente.
Considere que, na certeza de que Carlos tenha sido escolhido, a probabilidade
de José ser escolhido é 1/5. Nessas condições, a probabilidade de José e
Carlos serem ambos escolhidos é menor que 1/4 .

22. (Petrobras 2005/CESGRANRIO) Os eventos A e B são independentes e
suas probabilidades são P(A) = 0,5 e P (B) = 0,4. Quanto vale P(A∪B)?
(A) 0,5
(B) 0,6
(C) 0,7
(D) 0,8
(E) 0,9


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
45
www.pontodosconcursos.com.br


23. (CGU 2008/ESAF) Quando Paulo vai ao futebol, a probabilidade de ele
encontrar Ricardo é 0,4; a probabilidade de ele encontrar Fernando é igual a
0,10; a probabilidade de ele encontrar ambos, Ricardo e Fernando, é igual a
0,05. Assim, a probabilidade de Paulo encontrar Ricardo ou Fernando é igual a:
a) 0,04
b) 0,40
c) 0,50
d) 0,45
e) 0,95

24. (Ministério da Fazenda 2009/ESAF) Ao se jogar um determinado dado
viciado, a probabilidade de sair o número 6 é de 20%, enquanto as
probabilidades de sair qualquer outro número são iguais entre si. Ao se jogar
este dado duas vezes, qual o valor mais próximo da probabilidade de um
número par sair duas vezes?
a) 20%
b) 27%
c) 25%
d) 23%
e) 50%

25. (IJSN 2010/CESPE-UNB) Considere que de uma urna contendo 2 bolas
azuis e 6 bolas brancas retira-se ao acaso uma bola, anota-se sua cor e repõe-
se a bola na urna. Em seguida retira-se novamente uma bola da urna e anota-
se sua cor. Nessas condições, a probabilidade das duas bolas retiradas serem
azuis é 1/4.

26. (SUSEP 2010/ESAF) Uma urna contém bolas vermelhas, azuis, amarelas e
pretas. O número de bolas pretas é duas vezes o número de bolas azuis, o
número de bolas amarelas é cinco vezes o número de bolas vermelhas, e o
número de bolas azuis é duas vezes o número de bolas amarelas. Se as bolas
diferem apenas na cor, ao se retirar ao acaso três bolas da urna, com
reposição, qual a probabilidade de exatamente duas bolas serem pretas?
a) 100/729.
b) 100/243.
c) 10/27.
d) 115/243.
e) 25/81.



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
46
www.pontodosconcursos.com.br


27. (Administrador DNOCS 2010/FCC) Em uma loja, as unidades vendidas por
dia de um determinado eletrodoméstico apresentam a seguinte distribuição de
probabilidades de ocorrência de venda:

A probabilidade de que em um determinado dia tenham sido vendidas mais que
uma unidade do eletrodoméstico é igual a
(A) 87,5%.
(B) 80,0%.
(C) 75,0%.
(D) 60,0%.
(E) 50,0%.

28. (Analista ANEEL 2006/ESAF) Ana tem o estranho costume de somente
usar blusas brancas ou pretas. Por ocasião de seu aniversário, Ana ganhou de
sua mãe quatro blusas pretas e cinco brancas. Na mesma ocasião, o pai de
Ana a presenteou com quatro blusas pretas e duas brancas. Vítor, namorado
de Ana, a presenteou com duas blusas brancas e três pretas. Ana guardou
todas essas blusas - e apenas essas - em uma mesma gaveta. Uma tarde,
arrumando-se para ir ao parque com Vítor, Ana retira, ao acaso, uma blusa
dessa gaveta. A probabilidade de a blusa retirada por Ana ser uma das blusas
pretas que ganhou de sua mãe ou uma das blusas brancas que ganhou de seu
pai é igual a:
a) 4/5
b) 7/10
c) 3/5
d) 3/10
e) 2/3

29. (Técnico – MPU 2004/ESAF) Maria ganhou de João nove pulseiras, quatro
delas de prata e cinco delas de ouro. Maria ganhou de Pedro onze pulseiras,
oito delas de prata e três delas de ouro. Maria guarda todas essas pulseiras – e
apenas essas – em sua pequena caixa de jóias. Uma noite, arrumando-se
apressadamente para ir ao cinema com João, Maria retira, ao acaso, uma
pulseira de sua pequena caixa de jóias. Ela vê, então, que retirou uma pulseira
de prata. Levando em conta tais informações, a probabilidade de que a pulseira
de prata que Maria retirou seja uma das pulseiras que ganhou de João é igual
a
a) 1/3
b) 1/5.
c) 9/20.
d) 4/5.
e) 3/5.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
47
www.pontodosconcursos.com.br


30. (TCE-RN 2000/ESAF) A probabilidade de um gato estar vivo daqui a 5 anos
é 3/5. A probabilidade de um cão estar vivo daqui a 5 anos é 4/5. Considerando
os eventos independentes, a probabilidade de somente o cão estar vivo daqui a
5 anos é de:
a) 2/25
b) 8/25
c) 2/5
d) 3/25
e) 4/5

31. (SEE-RJ 2010/CEPERJ) Uma urna contém duas bolas brancas e três bolas
pretas, todas de mesmo tamanho e peso. Sacando ao acaso duas bolas da
urna, a probabilidade de que sejam da mesma cor é de:
a) 20%
b) 30%
c) 40%
d) 50%
e) 60%
32. (UNIPAMPA 2009/CESPE-UnB) Considerando duas moedas viciadas A e
B, de modo que, jogando a moeda A, a probabilidade de dar cara é 0,7, e a
moeda B tem probabilidade 0,5 de dar coroa, então a probabilidade de se
obterem duas coroas ao se jogarem as moedas A e B simultaneamente é igual
a 0,2.

(FUB 2009/CESPE-UnB) A probabilidade de um edifício desmoronar é de 0,5 nos
primeiros três anos após a sua construção, caso o planejamento do arquiteto tenha
sido incorreto. No caso de planejamento correto, a probabilidade é de 0,1.
Considerando que, na construção de um edifício, a probabilidade de o arquiteto errar
seja igual a 0,1, julgue o item a seguir.

33. A probabilidade do edifício em questão desmoronar nos primeiros três anos
após a sua construção é de 0,05.

34. (MPE Amazonas 2002/FGV) A análise dos dados obtidos das Declarações de
Ajuste do Imposto de Renda, em um sistema econômico hipotético, mostrou o
seguinte resultado, relativamente à renda anual dos contribuintes:

Se uma pessoa for selecionada aleatoriamente para verificação de suas informações
pela autoridade fiscal, a probabilidade de que essa pessoa tenha renda anual superior
a R$ 8 000,00 será igual a:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
48
www.pontodosconcursos.com.br
(A) 0,03
(B) 0,05
(C) 0,25
(D) 0,30
(E) 0,70
35. (MINC 2006/FGV) Lança-se um dado não-tendencioso. Se o resultado é par, qual
é a probabilidade de que tenha sido um "quatro"?
(A) 1/2
(B) 1/3
(C) 1/4
(D) 1/5
(E) 1/6

36. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) Sejam A e B dois eventos definidos em um espaço
amostral S de modo que P(A) = 0,70, P(B) = 0,20 e P(A ∩ B) = 0,14. Então, pode-se
dizer que A e B são eventos:
(A) mutuamente exclusivos.
(B) complementares.
(C) independentes.
(D) condicionais.
(E) elementares.

37. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A tabela abaixo apresenta a distribuição de 1.000 pessoas
classificadas por Sexo (Masculino e Feminino) e Estado Civil (Solteiro, Casado e
Viúvo).

Uma pessoa é selecionada ao acaso. A probabilidade de que ela seja do sexo
Feminino ou Viúva é igual a:
(A) 0,6.
(B) 0,2.
(C) 0,4.
(D) 0,7.
(E) 0,5.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
49
www.pontodosconcursos.com.br
38. (Senado Federal 2008/FGV) A tabela a seguir apresenta o número estimado da
população em cada região brasileira no ano de 2007 (fonte: IBGE), a porcentagem
estimada de pessoas por região que possuem aparelho de telefone celular (fonte: TIC
Domicílios do NIC.br), e a multiplicação dessas duas quantidades por região (pop x
cel), com duas casas decimais de precisão:

De acordo com a tabela acima, a probabilidade aproximada de um brasileiro que
possui aparelho celular viver na região Norte ou na região Sul é:
(A) 12,4%.
(B) 20,2%.
(C) 24,1%.
(D) 35,8%.
(E) 42,6%.
39.(BESC 2004/FGV) Dois jogadores, X e Y, apostaram em um jogo de cara-e-coroa,
combinando que o primeiro a conseguir 6 vitórias ganharia a aposta. X já obteve 5
vitórias e Y, apenas 3. Qual é a probabilidade de X ganhar o jogo?
(A) 7/8
(B) 4/5
(C) 3/4
(D) 3/5
(E) 1/2



 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
50
www.pontodosconcursos.com.br
12. Gabaritos 

01. D
02. CERTO
03. ERRADO
04. ERRADO
05. CERTO
06. ERRADO
07. B
08. CERTO
09. ERRADO
10. CERTO
11. E
12. CERTO
13. CERTO
14. CERTO
15. ERRADO
16. ERRADO
17. ERRADO
18. E
19. D
20. A
21. CERTO
22. C
23. D
24. B
25. ERRADO
26. B
27. C
28. D
29. A
30. B
31. C
32. ERRADO
33. ERRADO
34. D
35. B
36. C
37. E
38. C
39. A


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Aula 5 – Senado Federal – Parte 2 
Estatística ...................................................................................................................................... 2 
Classe ............................................................................................................................................. 8 
Limites de classe ............................................................................................................................ 8 
Amplitude de um intervalo de classe ............................................................................................ 9 
Amplitude total da Distribuição .................................................................................................... 9 
Ponto médio de uma classe .......................................................................................................... 9 
Tipos de frequências ................................................................................................................... 10 
Medidas de Posição ..................................................................................................................... 15 
Médias ......................................................................................................................................... 15 
Propriedades da média aritmética .............................................................................................. 19 
Cálculo Simplificado da Média Aritmética .................................................................................. 21 
Mediana (Md) .............................................................................................................................. 35 
Moda ........................................................................................................................................... 49 
Moda Bruta ................................................................................................................................. 51 
Processo de Czuber ..................................................................................................................... 51 
Processo de King ......................................................................................................................... 52 
Propriedades da Moda ................................................................................................................ 53 
Medidas de dispersão ou variabilidade ...................................................................................... 55 
Desvio Absoluto Médio (Dm) ...................................................................................................... 56 
Desvio padrão e Variância ........................................................................................................... 61 
Propriedades da Variância .......................................................................................................... 68 
Propriedades do Desvio‐padrão .................................................................................................. 69 
Método simplificado para o desvio padrão e variância .............................................................. 71 
Medida de dispersão relativa ...................................................................................................... 77 
Coeficiente de Variação de Pearson (CV
P
) .................................................................................. 77 
Relação das questões comentadas nesta aula ............................................................................ 80 
Gabaritos ..................................................................................................................................... 93 
 

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Estatística 
 
A Estatística, ramo da Matemática Aplicada, teve origem na história
do homem. Desde a Antiguidade, vários povos registravam o número de
habitantes, de nascimentos, de óbitos, distribuíam equitativamente terras ao
povo. Na Idade Média colhiam-se informações, geralmente com finalidades
tributárias ou bélicas. No início do século XVIII o estudo de tais fatos foi
adquirindo feição verdadeiramente científica. A palavra foi proposta pela
primeira vez no século XVII, em latim, por Schmeitzel na Universidade de Lena
e adotada pelo acadêmico alemão Godofredo Achenwall.
As tabelas tornaram-se mais completas, surgiram as representações
gráficas e o cálculo das probabilidades, e a Estatística deixou de ser uma
simples catalogação de dados numéricos para se tornar o estudo de “como
chegar a conclusões sobre o todo (população), partindo da observação
de partes do todo (amostras)”.
Podemos dizer, então, que a Estatística é uma parte da Matemática
Aplicada que fornece métodos para a coleta, organização, descrição, análise
e interpretação de dados para a utilização dos mesmos na tomada de
decisões.
A coleta, organização e a descrição dos dados estão a cargo da
Estatística Descritiva. A análise e a interpretação dos dados ficam a cargo da
Estatística Inferencial.
O aspecto essencial da Estatística é o de proporcionar métodos inferenciais,
que permitam obter conclusões que transcendam os dados obtidos
inicialmente.
Vamos à primeira fase de um processo estatístico. Imagine que você foi o
encarregado para fazer uma pesquisa sobre a altura dos alunos do Ponto dos
Concursos. Como são muitos alunos, você decidiu realizar uma pesquisa com
apenas 40 alunos. Suponhamos termos feito uma coleta de dados relativos às
estaturas de quarenta alunos, que compõem uma amostra dos alunos do
Ponto, resultando a seguinte tabela de valores:

166 160 161 150 162 160 165 167
164 160 162 161 168 163 156 173
160 155 164 168 155 152 163 160
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
155 155 169 151 170 164 154 161
156 172 153 157 156 158 158 161

Obviamente, quando você começa a sua pesquisa, os seus dados não estão
organizados. A esses dados desorganizados denominamos dados brutos.
A esse tipo de tabela, cujos elementos não foram numericamente organizados,
denominamos tabela primitiva.
O próximo passo, após realizar a coleta dos dados, é organizar esses dados
em ordem crescente ou decrescente. Denominamos os dados dispostos em
ordem crescente ou decrescente de rol.
Em suma, um rol é um arranjo de dados numéricos brutos em ordem crescente
ou decrescente. Colocar os dados brutos em rol é uma das fases da
Estatística Descritiva.
À diferença entre o maior e o menor número do rol chama-se amplitude total
dos dados.
Então vamos lá... Coloquemos os dados em ordem crescente!

150 155 156 160 161 162 164 168
151 155 156 160 161 163 165 169
152 155 157 160 161 163 166 170
153 155 158 160 161 164 167 172
154 156 158 160 162 164 168 173

Um pouco melhor ou não?
Agora, podemos saber, com relativa facilidade, qual a menor estatura (150 cm)
e qual a maior (173 cm); que a amplitude total de variação foi de 173 – 150 =
23 cm.
01. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Verifique os conjuntos A, B, C e D abaixo, no formato de rol e
assinale a alternativa correta.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br

a) A amplitude total do conjunto C é igual a 0,28.
b) Não é possível calcular a amplitude total do conjunto D, pois estamos diante
de um rol decrescente.
c) A amplitude de todos os conjuntos é igual a 7.
d) A amplitude total do conjunto A é 2,1.
e) A amplitude total do conjunto B é o dobro da amplitude total do conjunto A.
Resolução
O primeiro passo é organizar os conjuntos A, B, C e D em formato de rol. Tanto
faz organizar em ordem crescente ou decrescente. Por questão de costume,
organizarei em ordem crescente.
A 0,05 0,5 1 2 3 5 5,1
B 0,25 0,5 1 3 7 10 10,35
C 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07
D 1 2 2 3 3 4 5
A amplitude total de um conjunto é a diferença entre o maior elemento e o
menor elemento. Assim:

a) A amplitude total do conjunto C é igual a 0,07 – 0,01 = 0,06. A letra A é,
portanto, falsa.

b) A amplitude total do conjunto D é 5 – 1 = 4. A letra B é, portanto, falsa.

c) A amplitude de todos os conjuntos é igual a 10,35 – 0,01 =10,34. A letra C é,
portanto, falsa.

d) A amplitude total do conjunto A é igual a 5,1 – 0,05 = 5,05. A letra D é,
portanto, falsa.

e) A amplitude total do conjunto B é igual a 10,35 – 0,25 = 10,1. Portanto a
amplitude total do conjunto B é o dobro da amplitude total do conjunto A e a
alternativa E é verdadeira.

Letra E
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
02. (Auditor Interno do Poder Executivo- Secretarias de Estado da Fazenda e
da Administração – 2005 – FEPESE) Os pesos de 80 pacientes internados em
um hospital estão relacionados na tabela abaixo.

Com referência a essa tabela, determine a amplitude total. Assinale a única
alternativa correta.
a) 49
b) 53
c) 79
d) 80
e) 97

Resolução

A amplitude total de um conjunto é a diferença entre o maior elemento e o
menor elemento.

O maior elemento desse conjunto é 99 (4ª coluna e 6ª linha) e o menor
elemento é 50 (9ª coluna e 7ª linha). Assim a amplitude total é
99 – 50 = 49.

Letra A

Vamos começar um estudo pormenorizado das distribuições de frequências,
seus elementos e propriedades.
Voltemos ao exemplo inicial de nossa aula para entendermos as próximas
explicações.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Imagine que você foi o encarregado de fazer uma pesquisa sobre a altura dos
alunos do Ponto dos Concursos. Como são muitos alunos, você decidiu realizar
uma pesquisa com apenas 40 alunos. Suponhamos termos feito uma coleta de
dados relativos às estaturas de quarenta alunos, que compõem uma amostra
dos alunos do Ponto, resultando a seguinte tabela de valores:

166 160 161 150 162 160 165 167
164 160 162 161 168 163 156 173
160 155 164 168 155 152 163 160
155 155 169 151 170 164 154 161
156 172 153 157 156 158 158 161

Denominamos os dados dispostos em ordem crescente ou decrescente de rol.
150 155 156 160 161 162 164 168
151 155 156 160 161 163 165 169
152 155 157 160 161 163 166 170
153 155 158 160 161 164 167 172
154 156 158 160 162 164 168 173

Denominamos frequência o número de alunos que fica relacionado a um
determinado valor da variável. Obtemos, assim, uma tabela que recebe o nome
de distribuição de frequência.
Por exemplo, temos 4 alunos com 161 cm de altura. Portanto 4 é a frequência
do dado 161 cm.
Vamos relacionar cada dado com a sua frequência correspondente.

Estat. (cm) Freq. Estat. (cm) Freq. Estat. (cm) Freq.
150 1 158 2 167 1
151 1 160 5 168 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
152 1 161 4 169 1
153 1 162 2 170 1
154 1 163 2 172 1
155 4 164 3 173 1
156 3 165 1
157 1 166 1 Total 40

O processo dado é ainda inconveniente, já que exige muito espaço, mesmo
quando o número de valores da variável é de tamanho razoável. Sendo
possível, a solução mais aceitável, pela própria natureza da variável contínua,
é o agrupamento em vários intervalos.
Assim, se um dos intervalos for, por exemplo, 154 158 (154 ≤ x< 158), em vez
de dizermos que a estatura de 1 aluno é 154 cm; de 4 alunos, 155 cm; de 3
alunos, 156 cm; e de 1 aluno, 157 cm, diremos que 9 alunos têm estaturas
entre 154, inclusive, e 158 cm, exclusive. Deste modo, estaremos agrupando
os valores da variável em intervalos, sendo que, em Estatística, preferimos
chamar os intervalos de classes.
O símbolo ì será muito utilizado e significa que incluímos o limite inferior
do intervalo e excluímos o limite superior do intervalo.
Chamando de frequência de uma classe o número de valores da variável
pertencentes à classe, os dados da tabela acima podem ser dispostos como na
próxima tabela, denominada distribuição de frequência com intervalos de
classe:
Estaturas de 40 alunos do Ponto dos Concursos
Estaturas (cm) Frequência
150 154 4
154 158 9
158 162 11
162 166 8
166 170 5
170 174 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
Total 40

Ao agruparmos os valores da variável em classes, ganhamos em simplicidade,
mas perdemos em pormenores. Não sabemos mais qual a altura exata de cada
um dos alunos.
O que pretendemos com a construção dessa nova tabela, é realçar o que há de
essencial nos dados e, também tornar possível o uso de técnicas analíticas
para sua total descrição, até porque a Estatística tem por finalidade específica
analisar o conjunto de valores, desinteressando-se por casos isolados.
Analisemos, agora, detalhadamente, cada um dos elementos de uma
distribuição de frequências.
Elementos de uma distribuição de frequência
Estaturas de 40 alunos Ponto dos Concursos
Estaturas (cm) Frequência
150ì154 4
154ì158 9
158ì162 11
162ì166 8
166ì170 5
170ì174 3
Total 40

Classe 
É cada um dos grupos ou intervalos obtidos a partir do agrupamento ou
conjunto de dados.
Por exemplo, a terceira classe é 158ì162.
Limites de classe 
Denominamos limites de classe os extremos de cada classe. O menor
número é o limite inferior da classe (
inf
l ) e o maior número, o limite superior
da classe (
sup
l ). Na segunda classe, por exemplo, temos:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

www.pontodosconcursos.com.br
inf
154 l = e
sup
158 l =
Amplitude de um intervalo de classe 
 
Amplitude de um intervalo de classe ou, simplesmente, intervalo de classe
é a medida do intervalo que define a classe. É obtida pela diferença entre os
limites superior e inferior dessa classe e designamos por h . Assim,
sup inf
h l l = −

Por exemplo, na terceira classe da tabela acima, temos:
162 158 4 h = − =
Amplitude total da Distribuição 
 
Amplitude total da distribuição (AT) é a diferença entre o limite superior da
última classe (limite superior máximo) e o limite inferior da primeira classe
(limite inferior mínimo).
máx mín
AT l l = −
Em nosso exemplo, temos:
174 150 24 24 AT AT cm = − = ⇒ =
É evidente que, se as classes possuem o mesmo intervalo, verificamos a rela
AT K h = ⋅ . Essa expressão é de fácil compreensão, visto que são 6 classes e
que a amplitude de cada classe é igual a 4. Assim, a amplitude total é igual a 6
x 4 = 24.

Ponto médio de uma classe 
 
Ponto médio de uma classe (
i
x ) é, como o próprio nome indica, o ponto que
divide o intervalo de classe em duas partes iguais. Para obtermos o ponto
médio de uma classe, calculamos a média aritmética dos limites da classe.
inf sup
lim lim
2
i i
i
x
+
=
Assim, o ponto médio da quarta classe, em nosso exemplo é:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10 
www.pontodosconcursos.com.br
4 4
inf sup
4 4
lim lim
162 166
164
2 2
x x
+
+
= ⇒ = =
4
164 x cm =
O ponto médio de uma classe é o valor que a representa.
Se as amplitudes dos intervalos de classes forem constantes (como
aconteceu no nosso exemplo), podemos calcular os pontos médios das
classes da seguinte maneira:
i) Calculamos o primeiro ponto médio.
ii) Para calcular os próximos pontos médios, basta adicionar a amplitude
de cada classe ao ponto médio da classe anterior.
Dessa forma, como o primeiro ponto médio é 152 cm, o próximo ponto
médio é 152 + 4 = 156. O terceiro ponto médio é 156 + 4 = 160 cm.
Estaturas (cm) X
i
150ì154 152
154ì158 156
158ì162 160
162ì166 164
166ì170 168
170ì174 172

Tipos de frequências 
 
Frequências simples ou absolutas (
i
f )
São os valores que realmente representam o número de dados de cada classe.
A soma das freqüências simples é igual ao número total dos dados.
1
k
i
i
f n
=
=

O símbolo ∑ significa somatório. Nesse caso, como k = 6 (número de classes),
então
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11 
www.pontodosconcursos.com.br
¡
ì
6
ì=1
signi¡ico quc o ínJicc i :orio Jc 1 o 6.
¡
ì
6
ì=1
= ¡
1
+ ¡
2

3
+ ¡
4
+ ¡
5
+ ¡
6
= 4 + 9 + 11 + 8 + S + S = 4u
Frequências relativas (
i
fr )
São os valores das razões entre as frequências simples e a frequência total,
normalmente expressas em porcentagem.
i
i
f
fr
n
=
Lembre-se que para transformar qualquer fração para a forma percentual
devemos multiplicá-la por 100%.
No nosso exemplo, a freqüência relativa da terceira classe é:
3
3 3
11
100% 27, 5% 27, 5%
40 40
f
fr fr = = ⋅ = ∴ =

Evidentemente o somatório das frequências relativas é igual a 1 (100%). O
propósito das frequências relativas é o de permitir a análise ou facilitar as
comparações de cada classe com o total de observações.
Frequência absoluta acumulada crescente – “abaixo de” ( fac )
É o total das frequências de todos os valores inferiores ao limite superior do
intervalo de uma dada classe.
1 2
...
i i
fac f f f = + + +

O procedimento para o cálculo desta frequência é o seguinte:
i) Repete-se a frequência absoluta da primeira classe.
ii) Para calcular a próxima frequência acumulada, devemos somar a frequência
acumulada anterior com a frequência absoluta da classe correspondente.



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12 
www.pontodosconcursos.com.br
Estaturas
(cm)
i
f
fac
150 154 4 4
154 158 9 13
158 162 11 24
162 166 8 32
166 170 5 37
170 174 3 40
Total 40

O que significa existirem 24 alunos com estatura abaixo de 162 cm (limite
superior da terceira classe).
Frequência absoluta acumulada decrescente ( fad )
É o total das frequências de todos os valores superiores ao limite inferior do
intervalo de uma dada classe.
1
...
i i i k
fad f f f
+
= + + +
O procedimento para o cálculo desta frequência é o seguinte:
i) Repete-se a frequência absoluta da última classe.
ii) Para calcular a próxima frequência acumulada (de baixo para cima),
devemos somar a frequência acumulada anterior com a frequência absoluta da
classe correspondente.







CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13 
www.pontodosconcursos.com.br
Estaturas
(cm)
i
f
fad
150 154 4 40
154 158 9 36
158 162 11 27
162 166 8 16
166 170 5 8
170 174 3 3
Total 40

O que significa existirem 27 alunos com estatura igual ou superior a 158 cm
(limite inferior da terceira classe).
Podemos representar essas frequências acumuladas na forma percentual
(frequência relativa acumulada) dividindo pelo total de observações (n) e
multiplicando por 100%.
03. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Em uma pesquisa realizada em uma empresa prestadora de
serviços de limpeza, obteve-se a distribuição de freqüência apresentada na
tabela que segue. Analise os dados e assinale a alternativa correta.


a) Somente 5% dos empregados recebem o salário com valor superior a R$
1.400,00.
b) O valor médio de salário da empresa é de R$ 799,00.
c) A porcentagem de empregados que ganham salários dentro da primeira
classe estabelecida é de 10%.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14 
www.pontodosconcursos.com.br
d) A porcentagem de empregados que ganham menos que R$ 1.100,00 por
mês é de 50 %.
e) 25% dos empregados recebem um salário entre R$ 1.100,00 e R$ 1.200,00.
Resolução
O total de empregados é igual a 96 (basta somar as frequências das classes).
a) Quantos empregados recebem salário com valor superior a
R$ 1.400,00?
A resposta dessa pergunta é a frequência da última classe: quatro.
Como queremos expressar essa quantidade em termos percentuais, devemos
dividi-la pelo total de empregados.
4
96
· 1uu% ÷ 4,17%
Falsa
b) Ainda não estudamos “valor médio”. Esta alternativa também é falsa.
c) Para calcular a porcentagem de empregados que ganham salários dentro da
primeira classe, devemos dividir a frequência da primeira classe por 96 e
multiplicar por 100%.
8
96
· 1uu% ÷ 8,S4%
Falsa
d) Os empregados que ganham menos que R$ 1.100,00 pertencem à primeira,
segunda, terceira e quarta classes.

Temos 8 + 10 + 16 + 14 = 48 empregados (frequência acumulada crescente).
Para expressar esse número em termos percentuais, devemos dividir por 96 e
multiplicar por 100%.
48
96
· 1uu% = Su%
Verdadeiro!
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15 
www.pontodosconcursos.com.br
e) São 25 empregados que recebem o salário entre R$ 1.100,00 e R$ 1.200,00
e esse número, em termos percentuais é
2S
96
· 1uu% ÷ 26,u4%
Falsa
Letra D
Medidas de Posição 
 
Nos itens anteriores, vimos como resumir um conjunto de dados em tabelas de
frequência e também como representá-los graficamente. Agora, a partir dos
valores assumidos por uma variável quantitativa, vamos estabelecer medidas
correspondentes a um resumo da distribuição de tais valores. Estabeleceremos
um valor médio ou central e um valor indicativo do grau de variabilidade ou
dispersão em torno do valor central. Como valores centrais vamos estudar a
média, a mediana (e outras medidas separatrizes como o decil, quartil,
percentil, etc) e a moda.
Médias 
 
Uma ideia bastante importante é a de média. Estudaremos apenas a média
aritmética.
Vejamos um exemplo.
Sabendo-se que a produção leiteira diária de uma vaca, durante uma semana,
foi de 10, 14, 13, 15, 16, 18 e 12 litros, temos para produção média da semana:

10 14 13 15 16 18 12 98
14
7 7
x
+ + + + + +
= = =
Logo, 14 litros x = .
Ou seja, para calcular a média aritmética de uma lista de números, devemos
somar os valores e dividir pela quantidade de dados.
1 2 3
...
n
x x x x
x
n
+ + + +
=
Em suma, média aritmética para o rol é o quociente da divisão da soma dos
valores da variável pelo número deles:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16 
www.pontodosconcursos.com.br
i
x
x
n
=


Dados agrupados
●Sem intervalos de classe
Consideramos a distribuição relativa a 34 famílias de quatro filhos, tomando
para variável o número de filhos do sexo masculino.
Nº de
meninos
f
i
0 2
1 6
2 10
3 12
4 4

Neste caso, como as frequências são números indicadores da intensidade de
cada valor da variável, elas funcionam como fatores de ponderação, o que nos
leva a calcular a média aritmética ponderada, dada pela fórmula:
i i
x f
x
n

=


O modo mais prático de obtenção da média ponderada é abrir, na tabela, uma
coluna correspondente aos produtos
i i
x f .
i
x

i
f

i i
x f
0 2 0
1 6 6
2 10 20
3 12 36
4 4 16

78
i i
x f =

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17 
www.pontodosconcursos.com.br

A primeira linha nos diz que existem 2 famílias com nenhum filho
homem, totalizando 0 filhos.
A segunda linha nos diz que existem 6 famílias com 1 filho homem,
totalizando 6 filhos homens.
A terceira linha nos diz que existem 10 famílias com 2 filhos homens,
totalizando 20 filhos homens.
E assim sucessivamente. No total, essas 34 famílias, possuem juntas 78 filhos
homens.
Temos, então:
78
2, 3
34
i i
x f
x
n
= = =


Isto é,
2, 3 meninos x =
Observação: Sendo x uma variável discreta, como interpretar o resultado
obtido, 2 meninos e 3 décimos de menino? O valor médio 2,3 meninos sugere,
neste caso, que o maior número de famílias tem 2 meninos e 2 meninas,
sendo, porém, a tendência geral de uma leve superioridade numérica em
relação ao número de meninos.
● Com intervalos de classe
Neste caso, convencionamos que todos os valores incluídos em um
determinado intervalo de classe coincidem com o seu ponto médio, e
determinamos a média aritmética ponderada por meio da fórmula
i i
x f
x
n
=


Onde x
i
é o ponto médio da classe.
Ora, quando temos dados distribuídos em classes perdemos informações. Não
temos mais as alturas exatas de cada um dos alunos. Olhe, por exemplo, para
a segunda classe da tabela seguinte. Temos 9 alunos com a altura entre 154
(inclusive) e 158 cm. Não sabemos a altura de cada um dos 9 alunos.
Convencionamos que os 9 alunos possuem 156 cm (ponto médio da classe).



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18 
www.pontodosconcursos.com.br


Estaturas de 40 alunos do Ponto dos Concursos
Estaturas
(cm)
Frequência
150 154 4
154 158 9
158 162 11
162 166 8
166 170 5
170 174 3
Total 40

Vamos, inicialmente, abrir uma coluna para os pontos médios e outra para os
produtos
i i
x f .
Estaturas
(cm)
i
f
i
x
i i
x f
150 154 4 152 608
154 158 9 156 1404
158 162 11 160 1760
162 166 8 164 1312
166 170 5 168 840
170 174 3 172 516
Total 40
6440
i i
x f =

Neste caso,

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19 
www.pontodosconcursos.com.br
6440
161 cm
40
i i
x f
x
n
= = =



Vamos agora conhecer algumas propriedades importantíssimas sobre média
aritmética para que possamos garantir alguma eventual questão teórica sobre
este assunto e aproveitar para aprendermos um método mais fácil para calcular
média aritmética em distribuições de frequências.
Propriedades da média aritmética 
 
i) A média aritmética sempre existe e é única.
ii) Somando-se (ou subtraindo-se) uma constante c de todos os valores de
uma variável, a média do conjunto fica aumentada (ou diminuída) dessa
constante.
iii) Multiplicando-se (ou dividindo-se) todos os valores de uma variável por
uma constante c , a média do conjunto fica multiplicada (ou dividida) por
essa constante.
iv) A soma algébrica dos desvios tomados em relação à média é nula.
v) A soma dos quadrados dos desvios tomados em relação à média
aritmética é um valor mínimo.

Vamos verificar essas propriedades através de exemplos.
Consideremos a sequência de dados (2,4,6,8,10,10,12,12), calculemos sua
média e verifiquemos as propriedades acima:
2 4 6 8 10 10 12 12
8
x
+ + + + + + +
=
8 x ∴ =
Consideremos uma constante c=2. Adicionando essa constante a todos os
valores da sequência acima, temos a sequência (4,6,8,10,12,12,14,14).
E a nova média será:
4 6 8 10 12 12 14 14
'
8
x
+ + + + + + +
=
' 10 x ∴ =
Observe que ' 2 x x = + .
Multipliquemos agora a constante c=2 e obtemos a sequência
(4,8,12,16,20,20,24,24) cuja média é:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20 
www.pontodosconcursos.com.br
4 8 12 16 20 20 24 24
''
8
x
+ + + + + + +
=
'' 16 x ∴ =
Observe que '' 2 x x = ⋅ .
Ainda trabalhando na sequência (2,4,6,8,10,10,12,12).
Sabemos que a média aritmética desse conjunto de dados é 8 x = .
Denominamos desvio em relação à média a diferença entre cada elemento de
um conjunto de valores e a média aritmética. Para o exemplo dado, temos:
1 1 5 5
2 2 6 6
3 3 7 7
4 4 8 8
6 2
4 2
2 4
0 4
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = = − =

Facilmente verificamos que a soma dos desvios em relação à média é igual a
zero. De fato,
6 4 2 0 2 2 4 0
i
d =− − − + + + + =


Finalmente, verifiquemos a 5ª propriedade.
Calculemos a soma dos quadrados dos desvios em relação à média aritmética:
2 2 2 2 2 2 2 2 2
( 6) ( 4) ( 2) 0 2 2 4 4
i
d = − + − + − + + + + +


2
96
i
d =


A propriedade nos diz que, para este conjunto A, o valor 96 é um valor mínimo.
Isso porque, se construirmos um conjunto dos desvios '
i
d formado pela
diferença entre os elementos
i
x do conjunto e uma constante que não seja a
média, ou seja, um conjunto dos desvios em torno de um valor qualquer
diferente da média e, feito isso, acharmos o conjunto
2
( ')
i
d e em seguida
calcularmos o seu somatório
2
( ')
i
d

, este último valor será maior do que 96.
Por exemplo, calculemos a soma dos quadrados dos desvios em relação ao
número 5 (diferente da média aritmética 8).
2 2 2 2 2 2 2 2 2
( ') ( 3) ( 1) 1 3 5 5 7 7
i
d = − + − + + + + + +


2
( ') 168
i
d =


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21 
www.pontodosconcursos.com.br
Assim,
2 2
( ') ( )
i i
d d >
∑ ∑
.
De posse dessas propriedades, vamos aprender um método simplificado
(através de uma questão resolvida) para o cálculo da média aritmética em
distribuições de frequências. Esse método só é válido nos casos em que as
amplitudes das classes são constantes!
Cálculo Simplificado da Média Aritmética 
 
04. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) A tabela
abaixo apresenta os pesos de um grupo de pessoas e suas respectivas
frequências. Não há observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes (em kgf) Frequências
40 – 50 2
50 – 60 5
60 – 70 7
70 – 80 8
80 – 90 3

O peso médio do conjunto de pessoas, em kgf, é
(A) 60
(B) 65
(C) 67
(D) 70
(E) 75
Resolução I
Para calcular a média aritmética de uma distribuição de frequências,
convencionamos que todos os valores incluídos em um determinado
intervalo de classe coincidem com o seu ponto médio.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22 
www.pontodosconcursos.com.br
Abriremos inicialmente uma coluna para os pontos médios das classes
(x
i
) e em seguida multiplicaremos esses valores pelas suas respectivas
frequências.
O ponto médio é a média aritmética dos extremos da classe. Por exemplo, o
ponto médio da primeira classe é
40 50 90
45
2 2
+
= =
.

Classes (em kgf) Frequências x
i
x
i
.f
i
40 – 50 2 45 90
50 – 60 5 55 275
60 – 70 7 65 455
70 – 80 8 75 600
80 – 90 3 85 255

Basta-nos agora somar os valores da coluna
i i
x f e dividir pela quantidade de
observações.


90 275 455 600 255 1675
67
2 5 7 8 3 25
i i
x f
x kgf
n
+ + + +
= = = =
+ + + +


Letra C
Resolução II
Baseado nas propriedades da média aritmética que descrevi na anteriormente,
podemos agora resolver essa questão usando um artifício: calcular a média
com o auxílio da variável transformada.
Este método que irei descrever só poderá ser utilizado se as amplitudes
de TODAS classes forem iguais. No nosso exemplo, as amplitudes de
todas as classes são iguais a 10 kgf (50 – 40 = 60 – 50 = ... = 90 – 80 = 10).
Média aritmética
i) Somando-se (ou subtraindo-se) uma constante qualquer de todos os
valores de uma variável, a média do conjunto fica aumentada (ou
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23 
www.pontodosconcursos.com.br
diminuída) dessa constante.
ii) Multiplicando-se (ou dividindo-se) todos os valores de uma variável por
uma constante qualquer, a média do conjunto fica multiplicada (ou
dividida) por essa constante.

A mudança de variável será feita da seguinte forma: subtrairemos
certa constante a todos os valores da variável. Assim, a média aritmética
também será subtraída. Em seguida, dividiremos por outra constante
todos os valores obtidos. Assim, a média aritmética será dividida por
essa constante.
A constante que iremos subtrair será qualquer um dos pontos
médios. A constante que iremos dividir será a amplitude das classes.
Daremos origem a uma variável Y definida por
i
X X
Y
h

=
, onde X
i
é o
ponto médio de uma classe qualquer e h é amplitude das classes.
Daremos preferência ao ponto médio da primeira classe! Dessa forma, a
variável transformada será
45
10
X
Y

=
.
Assim,
1
45 45
0
10
Y

= =

2
55 45
1
10
Y

= =

3
65 45
2
10
Y

= =

4
75 45
3
10
Y

= =

5
85 45
4
10
Y

= =

Não foi coincidência!! Se fizermos essa mudança de variável (subtrair o
ponto médio da primeira classe e dividir pela amplitude das classes), a
variável transformada sempre assumirá os valores 0,1,2,3,4,...
Construímos a seguinte tabela:
y
i
Frequências
0 2
1 5
2 7
3 8
4 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24 
www.pontodosconcursos.com.br

Calcularemos a média aritmética da variável transformada Y. Para isso,
multiplicaremos os valores obtidos pelas suas respectivas frequências:
y
i
Frequências y
i
.f
i
0 2 0
1 5 5
2 7 14
3 8 24
4 3 12

A média será
0 5 14 24 12 55
2, 2
2 5 7 8 3 25
i i
y f
y kgf
n
+ + + +
= = = =
+ + + +

.

Essa é a média da variável transformada Y!
Se
45
10
X
Y

=
, então concluímos que 10 45 X Y = ⋅ + .
Agora aplicamos as propriedades da média aritmética. A média de X será
a média de Y multiplicada por 10 e adicionada 45 unidades.
Se
X aY b = +
, então
X aY b = +


10 2, 2 45 67 X kgf = ⋅ + =
.
Letra C
Deixe-me resumir o método (admitindo que escolheremos o primeiro
ponto médio para a mudança de variável e que as amplitudes de todas as
classes são iguais):
i) Construa a coluna da variável transformada Y, constituída pelos
números naturais 0,1,2,3,4,5... (Você não precisa fazer o cálculo
para descobrir os valores da variável Y. Eles sempre assumirão
esses valores.)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25 
www.pontodosconcursos.com.br
ii) Multiplique os valores da variável transformada pelas respectivas
frequências, some os valores e divida por n (n é o somatório das
frequências). Assim, calculamos a média da variável transformada.
iii) Para calcular a média da variável original, devemos multiplicar a
média aritmética encontrada pela amplitude e somar o ponto
médio da primeira classe.

Vamos resolver novamente a questão utilizando o dispositivo prático.
Classes (em kgf) Frequências
40 – 50 2
50 – 60 5
60 – 70 7
70 – 80 8
80 – 90 3

Abrimos a coluna da variável transformada e multiplicamos pelas
respectivas frequências.
Classes (em kgf) Frequências y
i
y
i
.f
i
40 – 50 2 0 2x0=0
50 – 60 5 1 5x1=5
60 – 70 7 2 7x2=14
70 – 80 8 3 8x3=24
80 – 90 3 4 3x4=12

0 5 14 24 12 55
2, 2
2 5 7 8 3 25
i i
y f
y kgf
n
+ + + +
= = = =
+ + + +


Agora, multiplicamos esse valor pela amplitude dos intervalos (10) e
adicionamos o ponto médio da primeira classe (45).
10 2, 2 45 67 X kgf = ⋅ + =

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26 
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos calcular novamente a média aritmética das estaturas dos 40
alunos do Ponto dos Concursos.

Estaturas de 40 alunos do Ponto dos Concursos
Estaturas (cm) Frequência
150 154 4
154 158 9
158 162 11
162 166 8
166 170 5
170 174 3
Total 40

Já que as amplitudes são constantes (154 – 150 = ... = 174 -170 = 4 ),
podemos aplicar o dispositivo prático com o auxílio da variável
transformada.
Abrimos a coluna da variável transformada e multiplicamos pelas
respectivas frequências.
Estaturas
(cm)
i
f
i
y
i i
y f ⋅
150 154 4 0 4 x 0 = 0
154 158 9 1 9 x 1 = 9
158 162 11 2 11 x 2 = 22
162 166 8 3 8 x 3 = 24
166 170 5 4 5 x 4 = 20
170 174 3 5 3 x 5 =15
Total 40
90
i i
y f ⋅ =


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27 
www.pontodosconcursos.com.br
90
2, 25
40
i i
y f
y
n
= = =



Agora, multiplicamos esse valor pela amplitude dos intervalos (4) e
adicionamos o ponto médio da primeira classe (
150 154
152
2
+
=
).
4 2, 25 152 161 X cm = ⋅ + =
.
05. (Auditor IBGE – CESGRANRIO 2010) A tabela abaixo apresenta a
distribuição de frequências das idades de um grupo de crianças.

Classes (em anos) f
i
0 - 2 5
2 - 4 2
4 - 6 4
6 - 8 2
8 - 10 7

A média das idades dessas crianças, em anos, é
(A) 5,0
(B) 5,2
(C) 5,4
(D) 5,6
(E) 5,8

Resolução
Já que as amplitudes são constantes (2 – 0 = 4 – 2 = ... = 10 – 8 = 2), podemos
calcular a média aritmética com o auxílio da variável transformada.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
28 
www.pontodosconcursos.com.br
i) Construa a coluna da variável transformada Y, constituída pelos
números naturais 0,1,2,3,4,5...
ii) Multiplique os valores da variável transformada pelas respectivas
frequências, some os valores e divida por n (n é o somatório das
frequências). Assim, calculamos a média da variável transformada.
iii) Para calcular a média da variável original, devemos multiplicar a
média aritmética encontrada pela amplitude e somar o ponto médio
da primeira classe.

y
i
f
i
i i
y f ⋅
0 5 0
1 2 2
2 4 8
3 2 6
4 7 28
Total 20 44

44
2, 2
20
i i
y f
y
n
= = =



Agora, multiplicamos esse valor pela amplitude dos intervalos (2) e
adicionamos o ponto médio da primeira classe (
0 2
1
2
+
=
).
2 2, 2 1 5, 4 X = ⋅ + =
.
Letra C
06. (Estatístico – Pref. Manaus 2004 CESGRANRIO) Analise as afirmativas a
seguir, a respeito da média aritmética.
I - a soma dos resíduos em relação à média aritmética é sempre igual a zero;
II - é em relação à média aritmética que a soma dos valores absolutos dos
resíduos é mínima;
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
29 
www.pontodosconcursos.com.br
III - é em relação à média aritmética que a soma dos quadrados dos resíduos é
mínima.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

(A) II, somente.
(B) I e II somente.
(C) I e III somente.
(D) II e III somente.
(E) I, II e III.
Resolução
Questão puramente teórica! Uma digna aula sobre média aritmética. Vamos
analisar cada um dos itens:
I. A soma dos resíduos em relação à média aritmética é sempre igual a zero.
(VERDADEIRO)
Já justifiquei essa propriedade com um exemplo. Ei-lo novamente.
Consideremos a sequência de dados (2,4,6,8,10,10,12,12).
A média aritmética é dada por
2 4 6 8 10 10 12 12
8
x
+ + + + + + +
=

8 x ∴ =

Sabemos que a média aritmética desse conjunto de dados é 8 x = .
Denominamos desvio ou resíduo em relação à média a diferença entre cada
elemento de um conjunto de valores e a média aritmética. Para o exemplo
dado, temos:
1 1 5 5
2 2 6 6
3 3 7 7
4 4 8 8
6 2
4 2
2 4
0 4
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = = − =

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
30 
www.pontodosconcursos.com.br
Facilmente verificamos que a soma dos desvios em relação à média é igual a
zero. De fato,
6 4 2 0 2 2 4 0
i
d =− − − + + + + =
∑ .

Obviamente essa não foi uma demonstração matemática. Apenas ilustrei a
propriedade através de um exemplo. De fato, qualquer que seja a distribuição
de dados, a soma dos desvios em relação à média sempre é igual a zero!
II - é em relação à média aritmética que a soma dos valores absolutos dos
resíduos é mínima. (FALSO)
A proposição é falsa, pois é em relação à mediana (estudaremos ainda nesta
aula) que a soma dos valores absolutos dos resíduos é mínima.
III - é em relação à média aritmética que a soma dos quadrados dos resíduos
é mínima. (VERDADEIRO)
Voltemos ao nosso exemplo: a sequência (2,4,6,8,10,10,12,12).
Os desvios em relação à media já foram calculados. Para calcular a soma dos
quadrados, devemos elevar cada resíduo ao quadrado e depois somar.
2 2 2 2 2 2 2 2 2
( 6) ( 4) ( 2) 0 2 2 4 4
i
d = − + − + − + + + + +


2
96
i
d =


A propriedade nos diz que, para este conjunto A, o valor 96 é um valor mínimo.
Isso porque, se construirmos um conjunto dos desvios '
i
d formado pela
diferença entre os elementos
i
x do conjunto e uma constante que não seja a
média, ou seja, um conjunto dos desvios em torno de um valor qualquer
diferente da média e, feito isso, acharmos o conjunto
2
( ')
i
d e em seguida
calcularmos o seu somatório
2
( ')
i
d

, este último valor será maior do que 96.
Por exemplo, calculemos a soma dos quadrados dos desvios em relação ao
número 5 (diferente da média aritmética 8).
2 2 2 2 2 2 2 2 2
( ') ( 3) ( 1) 1 3 5 5 7 7
i
d = − + − + + + + + +


2
( ') 168
i
d =


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
31 
www.pontodosconcursos.com.br
Assim,
2 2
( ') ( )
i i
d d >
∑ ∑
.
Letra C


07. (MPE-RO CESGRANRIO 2005) A tabela apresenta uma distribuição de
frequência dos salários dos 200 empregados de certa empresa.

Salário (R$) Frequência
260 – 520 50
520 – 1040 100
1040 – 1560 30
1560 - 2600 20

O salário médio, aproximadamente, vale:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1430,00
Nessa questão as amplitudes não são constantes!! Portanto, não poderemos
calcular a média aritmética com o auxílio da variável transformada.
Para calcular a média aritmética de uma distribuição de frequências,
convencionamos que todos os valores incluídos em um determinado
intervalo de classe coincidem com o seu ponto médio.
Abriremos inicialmente uma coluna para os pontos médios das classes
(x
i
) e em seguida multiplicaremos esses valores pelas suas respectivas
frequências.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
32 
www.pontodosconcursos.com.br
Lembre-se que para calcular o ponto médio das classes, basta calcular a média
aritmética dos extremos das classes, por exemplo, o primeiro ponto médio é
260 520
390
2
+
= .









19.500 78.000 39.000 41.600 178.100
890, 50
200 200
i i
x f
x
n
+ + +
= = = =


Letra C
08. (TCE/SC 2006 – FEPESE) Para um estudo sobre bolsas escolares a serem
distribuídas em determinada região realizou-se uma pesquisa com 50 famílias,
apurando-se o número de filhos de cada uma delas. Os dados estão
representados na tabela abaixo:



Assinale a alternativa que representa a média do número de filhos na pesquisa
realizada.
a) 1,94
Salário (R$) x
i
f
i
x
i
.f
i
260 – 520 390 50 19.500
520 – 1040 780 100 78.000
1040 – 1560 1300 30 39.000
1560 - 2600 2080 20 41.600
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
33 
www.pontodosconcursos.com.br
b) 0,34
c) 1,62
d) 0,62
e) 1,34

Resolução

Neste caso, como as frequências são números indicadores da intensidade de
cada valor da variável, elas funcionam como fatores de ponderação, o que nos
leva a calcular a média aritmética ponderada, dada pela fórmula:
i i
x f
x
n

=


O modo mais prático de obtenção da média ponderada é abrir, na tabela, uma
coluna correspondente aos produtos
i i
x f .
i
x

i
f

i i
x f
0 14 0
1 16 16
2 11 22
3 7 21
4 2 8

x
ì
¡
ì
= 67

A primeira linha nos diz que existem 14 famílias com nenhum filho,
totalizando 0 filhos.
A segunda linha nos diz que existem 16 famílias com 1 filho, totalizando
16 filhos.
A terceira linha nos diz que existem 11 famílias com 2 filhos, totalizando
22 filhos homens.
E assim sucessivamente. No total, essas 50 famílias, possuem juntas 67 filhos .
Temos, então:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
34 
www.pontodosconcursos.com.br
x =
∑x
ì
¡
ì
n
=
67
Su
= 1,S4
Letra E
09. (TCE/SC 2006 – FEPESE) Na Figura 1 é possível visualizar o resultado de
uma pesquisa sobre o tempo despendido pelos funcionários de uma empresa
no deslocamento de suas residências até o local de trabalho.


Assinale a alternativa que representa o tempo médio que os funcionários levam
para se deslocarem de suas residências até a empresa.
a) 9,84 minutos
b) 7,84 minutos
c) 5,84 minutos
d) 8 minutos
e) 4 minutos
Resolução
Podemos resolver essa questão pelo “método tradicional” (pelos pontos
médios) ou pelo método simplificado. Nesta questão, os valores são tão
“pequenos” (e, além disso, são inteiros) que não vale a pena fazer pelo método
simplificado. Teríamos apenas trabalho em construir a distribuição de
frequências.
O ponto médio da
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
35 
www.pontodosconcursos.com.br
primeira classe é 2.
segunda classe é 6.
terceira classe é 10.
quarta classe é 14.

Devemos multiplicar cada ponto médio pela sua frequência, somar esses
valores e dividir pelo total de observações (19+32+33+16=100).
Assim,
x =
2 · 19 + 6 · S2 + 1u · SS + 14 · 16
1uu
= 7,84
Letra B
Mediana (Md) 
 
A mediana é outra medida de posição definida como número que se encontra
no centro de uma série de números, estando estes dispostos segundo uma
ordem. Em outras palavras, a mediana de um conjunto de valores, ordenados
segundo uma ordem de grandeza, é o valor situado de tal forma no conjunto
que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de elementos.
Dados não-agrupados
Dada uma série de valores, como, por exemplo:
5,10,13,12,7,8,4,3,9.
De acordo com a definição de mediana, o primeiro passo a ser dado é o da
ordenação (colocar os dados brutos em rol) dos valores.
3,4,5,7,8,9,10,12,13.
Em seguida, tomamos aquele valor central que apresenta o mesmo número de
elementos à direita e à esquerda. Em nosso exemplo, esse valor é o número 8,
já que, nessa série, há 4 elementos acima dele e quatro abaixo.
Temos então,
Md=8.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
36 
www.pontodosconcursos.com.br
Se, porém a série dada tiver um número par de termos, a mediana será, por
definição, qualquer dos números compreendidos entre os dois valores centrais
da série. Convencionou-se utilizar o ponto médio.
Assim, a série de valores 2,6,7,10,12,13,18,21 tem para mediana a média
aritmética entre 10 e 12.
Logo,
10 12
11
2
11
Md
Md
+
= =
∴ =


Verificamos que, estando ordenados os valores de uma série e sendo n o
número de elementos da série, o valor mediano será:
- o termo de ordem
1
2
n +
, se n for ímpar.
- a média aritmética dos termos de ordem e 1
2 2
n n
+ , se n for par.
Observações:
i) O valor da mediana pode coincidir ou não com um elemento da série.
Quando o número de elementos da série é ímpar, há coincidência. O
mesmo não acontece, porém, quando esse número é par.
ii) A mediana depende da posição e não dos valores dos elementos na
série ordenada. Essa é uma das diferenças marcantes entre a mediana
e a média (que se deixa influenciar, e muito, pelos valores extremos).
iii) A mediana é também designada por valor mediano.

Dados Agrupados
Sem intervalos de classe
Neste caso, é o bastante identificar a frequência acumulada imediatamente
superior à metade da soma das freqüências. A mediana será aquele valor da
variável que corresponde a tal frequência acumulada.
Xi f
i
fac
2 2 2
4 6 8
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
37 
www.pontodosconcursos.com.br
6 10 18
8 12 30
10 9 39

Verificamos facilmente que o número de elementos da distribuição é ímpar.
Desta forma, temos apenas uma posição central.
Posição central:
39 1
20
2
+
=
Temos então que a mediana será o termo da 20ª posição. Através da
frequência acumulada temos que Md=8.

Xi f
i
fac
2 2 2
4 6 8
6 10 18
8 12 30
10 10 40

Neste segundo exemplo, o número de elementos da distribuição é par, e, como
vimos, teremos duas posições centrais:
40
=20 e 20 1 21
2
+ =
Novamente, através da frequência acumulada verificamos que as duas
posições centrais são iguais a 8.
Assim,
8 8
8
2
Md
+
= = .
E como último exemplo:
Xi f
i
fac
2 2 2
4 6 8
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
38 
www.pontodosconcursos.com.br
6 10 18
8 12 30
10 6 36

Como o número de elementos é par, teremos duas posições centrais.
36
=18 e 18 1 19
2
+ = .
O termo de posição 18 é igual a 6 e o termo de posição 19 é igual a 8. Temos
então que a mediana será

6 8
7
2
Md
+
= = .
10. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Ao fazer um levantamento amostral do preço de combustível
em 5 postos de abastecimento, foram obtidos os seguintes valores (em reais)
para o litro da gasolina: 2,57; 2,36; 2,60; 2,37 e 2,44. Diante desses dados
assinale a frase correta:
a) A diferença entre a média e a mediana é de R$ 0,03.
b) A média é uma medida que não leva em contra todos os valores do conjunto
que está sendo analisado, entretanto, para os dados apresentados é uma
alternativa para a análise estatística dos resultados, pois a amplitude total do
conjunto de dados é bastante pequena.
c) A mediana dos dados obtidos é R$ 2,60.
d) A média é uma medida preferida nos estudos estatísticos, pois ela não é
afetada pelos maiores valores do conjunto de valores dados.
e) Como todos os valores obtidos são diferentes pode-se afirmar que os dados
obtidos tem 5 valores modais.

Resolução
Para calcular a média aritmética basta somar os valores e dividir por 5.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
39 
www.pontodosconcursos.com.br
x =
2,S7 +2,S6 + 2,6u + 2,S7 + 2,44
S
= 2,468

Para calcular a mediana devemos dispor os dados em rol (ordem
crescente ou decrescente) e verificar o termo que fica “no meio”.

Rol: 2,36 ; 2,37 ; 2,44 ; 2,57 ; 2,60
Logo, a mediana é 2,44.
a) A diferença entre a média e a mediana é de 2,468 – 2,44 = 0,028.
A alternativa A é falsa. Porém, o gabarito oficial foi justamente esta alternativa.
Considerando que a moeda Real trabalha com 2 casas decimais,
“considerando” a média 2,47, então a diferença seria
2,47 - 2,44 = 0,03. Esta é a alternativa menos errada.
b) O cálculo da média leva em consideração todos os valores do conjunto.
Falsa
c) Falsa, pois a mediana é 2,44.
d) Falsa. A média é afetada pelos maiores valores do conjunto de valores
dados. Por exemplo, temos os salários de 5 pessoas:
R$ 200,00 ; R$ 150,00 ; R$ 400,00 ; R$ 550,00 ; R$ 24.700,00
A média é igual a R$ 5.200,00 (valor bastante afetado pelo valor extremo R$
24.700,00).
“Estatística: a ciência que diz que se eu comi um frango e tu não comestes
nenhum, teremos comido, em média, meio frango cada um.”
Pitigrilli – Italiano (1893-1975)-Escritor
e) Ainda não estudamos moda estatística. Mas já adiantando: quando todos os
dados são diferentes, a distribuição é denominada amodal (sem moda). Falsa.
Em tempo: moda é o termo que aparece com maior frequência em um rol.
Letra A (gabarito oficial (menos errada)).
E quanto ao cálculo da mediana em distribuições de frequências?
Vejamos através das próximas questões resolvidas.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
40 
www.pontodosconcursos.com.br
11. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) A tabela
abaixo apresenta os pesos de um grupo de pessoas e suas respectivas
frequências. Não há observações coincidentes com os extremos das classes.



O valor aproximado, em
kgf, do peso mediano do
conjunto de pessoas é
(A) 67
(B) 68
(C) 69
(D) 70
(E) 71
Resolução
A mediana é outra medida de posição definida como número que se encontra
no centro de uma série de números, estando estes dispostos segundo uma
ordem. Em outras palavras, a mediana de um conjunto de valores, ordenados
segundo uma ordem de grandeza, é o valor situado de tal forma no conjunto
que o separa em dois subconjuntos de mesmo número de elementos.
No cálculo da mediana em uma distribuição de frequência não teremos a
preocupação de determinarmos se o número de elementos é par ou ímpar. Os
passos básicos para determinar a mediana de uma distribuição serão:
i) Descobrir a classe mediana.
ii) Aplicar a fórmula da mediana para distribuição de frequências.
Para determinarmos a classe mediana, deveremos calcular o valor
2
n
. Em
seguida comparamos esse valor com os valores da frequência absoluta
acumulada crescente. Procuraremos a classe cuja frequência acumulada seja
maior ou igual ao valor de
2
n
.
No nosso caso, n=2+5+7+8+3=25. Assim,
25
12, 5
2 2
n
= = . Devemos construir a
coluna de frequência absoluta acumulada crescente.
Classes (em kgf) Frequências
40 – 50 2
50 – 60 5
60 – 70 7
70 – 80 8
80 – 90 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
41 
www.pontodosconcursos.com.br
E como se constrói essa coluna? Para a primeira classe devemos
simplesmente repetir a frequência absoluta. Para as outras, devemos somar a
frequência absoluta da classe com a frequência acumulada anterior. Deixe-me
mostrar no exemplo:











Ou seja,







Para determinar a classe mediana, devemos comparar cada uma das
frequências acumuladas com o valor 12,5. Quando encontrarmos o primeiro
valor que for maior ou igual a 12,5 teremos determinado a classe mediana.

Classes (em kgf) Frequências Fac
40 – 50 2 2
50 – 60 5 2+5=7
60 – 70 7 7+7=14
70 – 80 8 8+14=22
80 – 90 3 3+22=25
Classes (em kgf) Frequências Fac
40 – 50 2 2
50 – 60 5 7
60 – 70 7 14
70 – 80 8 22
80 – 90 3 25
Classes (em kgf) Frequências Fac
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
42 
www.pontodosconcursos.com.br










Estamos prontos para aplicarmos a fórmula da mediana.
inf
2
ANT
i
n
fac
Md l h
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= + ⋅
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦

Precisaremos dos seguintes valores:
Limite inferior da classe mediana (
inf
60 l = ).
12, 5
2
n
=
Frequência acumulada da classe anterior à classe mediana ( 7
ANT
fac = ).
Frequência absoluta da classe mediana ( 7
i
f = )
Amplitude da classe mediana ( 70 60 10 h = − = )
A mediana é dada por:
inf
12, 5 7
2
60 10 67, 85 68
7
ANT
i
n
fac
Md l h cm
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥

⎡ ⎤
= + ⋅ = + ⋅ ≅ ≅
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎣ ⎦

Letra B
12. (Auditor IBGE – CESGRANRIO 2010) A tabela abaixo apresenta a
distribuição de frequências das idades de um grupo de crianças.

40 – 50 2 2
50 – 60 5 7
60 – 70 7 14
70 – 80 8 22
80 – 90 3 25
Classe mediana
(14 > 12,5)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
43 
www.pontodosconcursos.com.br
Classes (em anos) f
i
0 - 2 5
2 - 4 2
4 - 6 4
6 - 8 2
8 - 10 7

A mediana da distribuição de frequências apresentada é
(A) 5,5
(B) 5,6
(C) 5,7
(D) 5,8
(E) 5,9
Resolução
Os passos básicos para determinar a mediana de uma distribuição serão:
i) Descobrir a classe mediana.
ii) Aplicar a fórmula da mediana para distribuição de frequências.
Para determinarmos a classe mediana, deveremos calcular o valor
2
n
. Em
seguida comparamos esse valor com os valores da frequência absoluta
acumulada crescente. Procuraremos a classe cuja frequência acumulada seja
maior ou igual ao valor de
2
n
. No nosso caso, n = 20. Logo,
20
10
2 2
n
= = .
Devemos construir a coluna de frequência absoluta acumulada crescente.

Classes (em anos) f
i
Fac
0 - 2 5 5
2 - 4 2 7
4 - 6 4 11
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
44 
www.pontodosconcursos.com.br







Vamos procurar a classe mediana. Basta olhar para a coluna de frequências
acumuladas e comparar com o valor 10
2
n
= . A primeira frequência acumulada
que for maior ou igual a 10 caracterizará a classe mediana. Verificamos
facilmente que 11>10.










Coloquei em vermelho os valores que utilizaremos na fórmula da mediana.
Precisaremos dos seguintes valores:
Limite inferior da classe mediana (
inf
4 l = ).
10
2
n
=
Frequência acumulada da classe anterior à classe mediana ( 7
ANT
fac = ).
6 - 8 2 13
8 - 10 7 20
Classes (em anos) f
i
Fac
0 - 2 5 5
2 - 4 2 7
4 - 6 4 11
6 - 8 2 13
8 - 10 7 20
Classe mediana
(11 > 10)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
45 
www.pontodosconcursos.com.br
Frequência absoluta da classe mediana ( 4
i
f = )
Amplitude da classe mediana ( 6 4 2 h = − = )
A mediana é dada por:
inf
10 7
2
4 2 5, 5
4
ANT
i
n
fac
Md l h
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥

⎡ ⎤
= + ⋅ = + ⋅ =
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎣ ⎦

Letra A






(MPE-RO CESGRANRIO 2005) O enunciado a seguir refere-se às
questões de números 13 e 14.
A tabela apresenta uma distribuição de frequência dos salários dos 200
empregados de certa empresa.

Salário (R$) Frequência
260 – 520 50
520 – 1040 100
1040 – 1560 30
1560 - 2600 20
13. O salário mediano vale, aproximadamente:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
46 
www.pontodosconcursos.com.br
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1 430,00
Resolução
Os passos básicos para determinar a mediana de uma distribuição serão:
i) Descobrir a classe mediana.
ii) Aplicar a fórmula da mediana para distribuição de frequências.

Para descobrir a classe mediana devemos calcular
2
n
. Como n = 200, temos
que 100
2
n
= . E o que fazer agora? Construir a coluna das frequências
acumuladas.




Salário (R$) Frequência fac
260 – 520 50 50
520 – 1040 100 150
1040 – 1560 30 180
1560 - 2600 20 200

Novamente em vermelho os valores que utilizaremos na fórmula da mediana.
Precisaremos dos seguintes valores:
Limite inferior da classe mediana (
inf
520 l = ).
100
2
n
=
Frequência acumulada da classe anterior à classe mediana ( 50
ANT
fac = ).
Frequência absoluta da classe mediana ( 100
i
f = )
Classe mediana
(150 > 100)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
47 
www.pontodosconcursos.com.br
Amplitude da classe mediana ( 1040 520 520 h = − = ). Observe que nessa
questão as amplitudes não são constantes. Para o cálculo da mediana
deveremos utilizar a amplitude da classe mediana!! Cuidado...
A mediana é dada por:
inf
100 50
2
520 520 780
100
ANT
i
n
fac
Md l h
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥

⎡ ⎤
= + ⋅ = + ⋅ =
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎣ ⎦

Letra B
14. O terceiro quartil, aproximadamente, vale:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1 430,00

Resolução
O método para calcular o terceiro quartil (e as outras medidas separatrizes
como decis, percentis e os outros quartis) é muito parecido com o da mediana.
Em tempo: os decis dividem a distribuição em 10 partes de mesma frequência.
Os percentis dividem a distribuição em 100 partes de mesma frequência. Os
quartis dividem a distribuição em 4 partes de mesma frequência. A mediana
divide a distribuição em 2 partes de mesma frequência.
Diferença: ao invés de calcularmos o valor
2
n
calcularemos
3
4
n
. O
denominador é igual a 4 porque trata-se de um quartil (dividimos a distribuição
em quatros partes). O numerador é 3n porque estamos calculando o terceiro
quartil. Então, a única coisa que vai mudar na fórmula, é que ao invés de
utilizarmos
2
n
utilizaremos
3
4
n
. E para calcular a classe do terceiro quartil
deveremos procurar a frequência acumulada que é maior ou igual a
3
4
n
. A
fórmula do terceiro quartil ficará
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
48 
www.pontodosconcursos.com.br
3 inf
3
4
ANT
i
n
fac
Q l h
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= + ⋅
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦


Já que n = 200, então
3 3 200
150
4 4
n ⋅
= = .








E o que fazer agora? Construir a coluna das frequências acumuladas.

Salário (R$) Frequência fac
260 – 520 50 50
520 – 1040 100 150
1040 – 1560 30 180
1560 - 2600 20 200

Novamente em vermelho os valores que utilizaremos na fórmula da mediana.
Precisaremos dos seguintes valores:
Limite inferior da classe mediana (
inf
520 l = ).

3
150
4
n
=
Classe do terceiro
quartil
(150=150)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
49 
www.pontodosconcursos.com.br
Frequência acumulada da classe anterior à classe do terceiro quartil (
50
ANT
fac = ).
Frequência absoluta da classe do terceiro quartil ( 100
i
f = )
Amplitude da classe do terceiro quartil ( 1040 520 520 h = − = ). Observe que
nessa questão as amplitudes não são constantes. Para o cálculo do
terceiro quartil deveremos utilizar a amplitude da classe do terceiro
quartil!! Cuidado...
O terceiro quartil é dado por:
3 inf
3
150 50
4
520 520 1040
100
ANT
i
n
fac
Q l h
f
⎡ ⎤

⎢ ⎥

⎡ ⎤
= + ⋅ = + ⋅ =
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎣ ⎦

Letra D


Moda 
 
Foi Karl Pearson quem introduziu em Estatística pela primeira vez,no século
XIX, o conceito de moda, talvez baseado no próprio significado da palavra.
A moda é definida como sendo aquele valor ou valores que ocorrem com maior
frequência em um rol. Baseado neste contexto, um conjunto de valores pode
apresentar mais de uma moda. Neste caso dizemos ser plurimodal, caso
contrário, será unimodal, ou ainda, amodal (quando todos os valores das
variáveis em estudo apresentarem uma mesma frequência).
i) Para dados não agrupados em classe

Para a identificação da moda em um conjunto ordenado de valores não
agrupados em classe, basta verificar, no conjunto, aquele valore que
aparece com maior frequência.
Exemplos:
X
1
={1,2,3,4,5,6} (Conjunto amodal)
X
2
={10,10,12,13,18} M
o
=10 (Conjunto Unimodal)
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
50 
www.pontodosconcursos.com.br
X
3
={100,100,200,200,300,600} M
o
=100 e M
o
=200
(Conjunto bimodal)
ii) Para dados agrupados – não agrupados em classe

Quando os dados estiverem dispostos em uma Tabela de Frequência, não
agrupados em classe, a localização da moda é imediata, bastando para isso,
verificar na tabela, qual o valor predominante.
Estatura
(m)
Freq.
1,60 3
1,62 8
1,64 12
1,70 20
1,73 10
1,80 7
1,83 3
1,88 1

Na tabela o valor modal é 1,70m, isto porque é o resultado que apresenta o
maior número de alunos (20).
iii) Dados agrupados em classe

Tratando-se de dados agrupados em classe, a moda não é percebida tão
facilmente como nos casos anteriores. Para tal, utilizamos diversos processos
na sua obtenção. Mas qualquer que seja o processo adotado, o primeiro passo
é identificar a classe que contém a maior frequência. A esta classe
denominamos classe-modal.
Aprenderemos a determinar a moda da distribuição de frequências pelo método
da moda bruta, pelo Método de Czuber e pelo Método de King.
Se a questão não especificar qual das fórmulas a ser empregada, pedindo
apenas que se calcule a moda, usaremos a fórmula de Czuber.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
51 
www.pontodosconcursos.com.br
Consequentemente, só empregaremos a fórmula de King quando assim for
solicitado expressamente.
Moda Bruta 
 
De todos os processos, este é o mais elementar, bastando, para isso, tomar o
ponto médio da classe modal (aquela que contém a maior frequência).
Na próxima tabela, verificamos, de imediato, que a distribuição possui apenas
uma Moda e, que ela está contida na classe 4 6 chamada Classe Modal.
Logo, o ponto médio da classe modal o caso, Nota 5, é conhecida como Moda
Bruta.
Notas Classe f
i
0 2 27
2 4 16
4 6 34
6 8 17
8 10 16

110
i
f =


Processo de Czuber 
 
O processo utilizado por Czuber leva em consideração as frequências anterior
e posterior à Classe Modal.
M
oc
= Moda (Processos de Czuber)
1 máx ant
f f Δ = −

2 máx post
f f Δ = −

h = amplitude do intervalo de classe
i
l = Limite inferior da classe modal
Assim, a moda de Czuber é dada por
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
52 
www.pontodosconcursos.com.br
1
1 2
C i
Mo l h
⎡ ⎤ Δ
= + ⋅
⎢ ⎥
Δ + Δ
⎣ ⎦

Observação: A demonstração desta fórmula foi colocada por mim no site do
Ponto dos Concursos no link
http://www.pontodosconcursos.com.br/artigos3.asp?prof=249&art=5103&idpag=4
No nosso exemplo,
1
2
34 16 18
34 17 17
2
4
i
h
l
Δ = − =
Δ = − =
=
=

Logo,
18
4 2 5, 0285
18 17
5, 0285
C
C
Mo
Mo
⎡ ⎤
= + ⋅ =
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦
∴ =

Processo de King 
 
No processo proposto por King, é considerada a influência sobre a classe
modal das freqüências das classes anterior e posterior. A inconveniência deste
processo é justamente não levar em consideração a frequência da classe
modal.

post
K i
ant post
f
Mo l h
f f
⎡ ⎤
= + ⋅
⎢ ⎥
+
⎢ ⎥
⎣ ⎦

No nosso exemplo,
17
16
2
4
post
ant
i
f
f
h
l
=
=
=
=

Logo,
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
53 
www.pontodosconcursos.com.br
17
4 2 5, 0303
17 16
5, 0303
K
K
Mo
Mo
⎡ ⎤
= + ⋅ =
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦
∴ =

Propriedades da Moda 
 
Somando-se (ou subtraindo-se) uma constante c de todos os valores de uma
variável, a moda do conjunto fica aumentada (ou diminuída) dessa constante.
Multiplicando-se (ou dividindo-se) todos os valores de uma variável por uma
constante c , a moda do conjunto fica multiplicada (ou dividida) por essa
constante.
15. (AFRFB 2009 ESAF) Considere a seguinte amostra aleatória das idades
em anos completos dos alunos em um curso preparatório. Com relação a essa
amostra, marque a única opção correta:
29, 27, 25, 39, 29, 27, 41, 31, 25, 33, 27, 25, 25, 23, 27, 27, 32, 26, 24, 36, 32,
26, 28, 24, 28, 27, 24, 26, 30, 26, 35, 26, 28, 34, 29, 23, 28.
a) A média e a mediana das idades são iguais a 27.
b) A moda e a média das idades são iguais a 27.
c) A mediana das idades é 27 e a média é 26,08.
d) A média das idades é 27 e o desvio-padrão é 1,074.
e) A moda e a mediana das idades são iguais a 27.

Resolução
Média aritmética:



Rol: 23, 23, 24, 24, 24, 25, 25, 25, 25, 26, 26, 26, 26, 26, 27, 27, 27, 27, 27, 27,
28, 28, 28, 28, 29, 29, 29, 30, 31, 32, 32, 33, 34, 35, 36, 39, 41.
A mediana será o termo de ordem
37 1
19º
2
+
= . Logo, a mediana é 27.
i
x
x
n
=

1052
28, 43
37
x = ≅
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
54 
www.pontodosconcursos.com.br
A moda é definida como sendo aquele valor ou valores que ocorrem com
maior frequência em um rol.
A moda é 27.
Letra E
16. (AFRF 1998) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior,
foram obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações,
tomadas numa bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o
dólar americano.
4,5,5,6,6,6,6,7,7,7,7,7,7,8,8,8,8,8,8,8,8,8,9,9,9,9,9,9,10,10,10,10,10,10,10,10,1
1,11,12,12,13,13,14, 15,15,15,16,16,18,23.
Assinale a opção que corresponde ao preço modal.
a) 8
b) 23
c) 7
d) 10
e) 9

Resolução
Questão muito fácil!
Basta verificar o valor de maior frequência. Facilmente verifica-se que a moda é
8, pois ele tem a maior frequência (aparece mais vezes).
Letra A
17. (AFRF/ESAF/1996) Para efeito desta questão, considere os seguintes
dados.

DISTRIBUIÇÃO DE FREQUENCIAS DAS IDADES DOS FUNCIONÁRIOS DA
EMPRESA ALFA, EM 01.01.90
Classes de Idades (anos)
i
f Pontos Médios (PM)
19,5 24,5 2 22
24,5 29,5 9 27
29,5 34,5 23 32
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
55 
www.pontodosconcursos.com.br
34,5 39,5 29 37
39,5 44,5 18 42
44,5 49,5 12 47
49,5 54,5 7 52
Total 100

Marque a opção que representa a moda das idades dos funcionários em
1º/01/90.
a) 35,97
b) 36,26
c) 36,76
d) 37,03
e) 37,31

Resolução
O primeiro passo é determinar a classe modal (maior frequência). A classe
modal é a quarta classe 34,5 39,5, cuja frequência é 29. A frequência anterior
à classe modal é 23, e temos que Δ
1
=29 – 23 = 6. A frequência posterior à
classe modal é 18 e temos que Δ
2
=29 – 18 = 11.
O limite inferior da classe modal é 34,5 e a amplitude da classe modal é 5.
Assim, a moda de Czuber será


Letra B

Medidas de dispersão ou variabilidade 
Discutimos diversas maneiras de obter um valor que fosse representativo para
os demais em um dado conjunto. Muitas vezes apenas os cálculos ou
apresentações de um valor específico para um conjunto qualquer não são
suficientes para caracterizar uma distribuição ou um conjunto de valores.
O grau ao qual os dados numéricos tendem a dispersar-se (afastar-se) em
torno de um valor chama-se variação ou dispersão dos dados. Dispõe-se de
várias medidas de dispersão. Estudaremos as mais importantes.
1
1 2
C i
Mo l h
⎡ ⎤
Δ
= + ⋅
⎢ ⎥
Δ + Δ
⎣ ⎦
6
34, 5 5 36, 26
6 11
C
Mo
⎡ ⎤
= + ⋅ =
⎢ ⎥
+
⎣ ⎦
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
56 
www.pontodosconcursos.com.br
Desvio Absoluto Médio (Dm) 
 
Aprendemos que a soma algébrica dos desvios tomados em relação à média é
nula.
Assim, não nos importaria “criar” uma medida de dispersão que utilize a soma
algébrica dos desvios, pois essa, como sabemos, é sempre zero.
Temos duas alternativas a tomar: trocar o sinal dos desvios negativos (calcular
o módulo dos desvios) ou elevar os desvios negativos ao quadrado (pois todo
número elevado ao quadrado não é negativo).
Ao tomar a primeira posição, damos origem ao desvio absoluto médio e ao
tomar a segunda posição damos origem à variância.
O desvio absoluto médio também é chamado apenas de desvio médio ou
desvio absoluto.
Desvio médio é a média aritmética dos valores absolutos dos desvios da
distribuição, em relação a uma medida de tendência central: média ou
mediana. Na presente aula limitar-nos-emos apenas em relação à média
aritmética.
1
n
i
i
X X
Dm
n
=

=


Quando os dados se apresentarem ordenados em uma tabela de frequência
com dados agrupados em classe ou dados isolados ponderados, utilizaremos a
seguinte fórmula:
1
n
i i
i
X X f
Dm
n
=
− ⋅
=


Denominamos desvio em relação à média a diferença entre cada elemento de
um conjunto de valores e a média aritmética.
(2,4,6,8,10,10,12,12)
A média aritmética dessa lista de números é igual a 8. Por exemplo, o desvio
em relação à média do primeiro número é 2 – 8 = - 6.


1 1 5 5
2 2 6 6
3 3 7 7
4 4 8 8
6 2
4 2
2 4
0 4
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
d x x d x x
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = − = − =
= − = = − =
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
57 
www.pontodosconcursos.com.br



Para calcular o desvio absoluto médio, devemos considerar o valor absoluto
(módulo) dos valores acima obtidos.






Onde d
i
é a diferença entre cada valor e a média aritmética.





Vejamos um exemplo do cálculo do desvio absoluto médio em uma distribuição
de frequências. O primeiro passo é calcular a média aritmética da distribuição
(se possível utilizando o método simplificado). Em seguida, devemos calcular
cada desvio em relação à média, tomar seus valores absolutos, multiplicar
cada resultado pela frequência da classe, somar todos os valores e dividir por
n.

Quando os dados se apresentarem ordenados em uma tabela de frequência
com dados agrupados em classe ou dados isolados ponderados, utilizaremos a
seguinte fórmula:



1 5
2 6
3 7
4 8
6 2
4 2
2 4
0 4
d d
d d
d d
d d
= =
= =
= =
= =
i
d
Dam
n
=

6 4 2 0 2 2 4 4
8
Dam
+ + + + + + +
=
3 Dam =
1
n
i i
i
X X f
Dam
n
=
− ⋅
=

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
58 
www.pontodosconcursos.com.br
18. (AFRF 2002.2/ESAF) O atributo do tipo contínuo X, observado como
um inteiro, numa amostra de tamanho 100, obtida de uma população de
1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Frequência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo
X.
a) 16,0
b) 17,0
c) 16,6
d) 18,1
e) 13,0

Resolução
O primeiro passo, como foi dito, é calcular a média aritmética da distribuição.
Já que as amplitudes são constantes (iguais a 10), então poderemos utilizar o
método breve. Lembrando que devemos abrir uma coluna para a variável
transformada y, que é formada pela sequência dos números naturais.
Classes (f) yi
29,5-39,5 4 0
39,5-49,5 8 1
49,5-59,5 14 2
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
59 
www.pontodosconcursos.com.br
59,5-69,5 20 3
69,5-79,5 26 4
79,5-89,5 18 5
89,5-99,5 10 6

Para calcular a média aritmética, devemos multiplicar os valores da variável
transformada pelas suas respectivas frequências. Somar os valores e dividir
por “n”.

Classes (f) yi yi.f
29,5-39,5 4 0 0
39,5-49,5 8 1 8
49,5-59,5 14 2 28
59,5-69,5 20 3 60
69,5-79,5 26 4 104
79,5-89,5 18 5 90
89,5-99,5 10 6 60





Essa é a média da variável transformada. Para calcular a média da variável
original, devemos multiplicar a média aritmética encontrada pela
amplitude e somar o ponto médio da primeira classe.






350
3, 5
100
y = =
1
x y h x = ⋅ +
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
60 
www.pontodosconcursos.com.br



Para calcular o desvio absoluto médio, devemos calcular o módulo da diferença
entre cada ponto médio e a média aritmética.
Calculamos o primeiro ponto médio, que é a média aritmética entre 29,5 e 39,5.
Logo, o primeiro ponto médio é igual a 34,5.
Para calcular os próximos pontos médios, basta adicionar a amplitude das
classes. Ou seja, o próximo ponto médio é igual a 34,5 + 10 = 44,5.
Classes (f) Xi
29,5-39,5 4 34,5
39,5-49,5 8 44,5
49,5-59,5 14 54,5
59,5-69,5 20 64,5
69,5-79,5 26 74,5
79,5-89,5 18 84,5
89,5-99,5 10 94,5

A média aritmética é igual a 69,5. O desvio da primeira classe é
34,5 – 69,5 = - 35. O módulo desse desvio é 35. Faremos da mesma maneira o
cálculo nas próximas classes.

Classes (f) Xi │Xi-X│
29,5-39,5 4 34,5 35
39,5-49,5 8 44,5 25
49,5-59,5 14 54,5 15
59,5-69,5 20 64,5 5
69,5-79,5 26 74,5 5
3, 5 10 34, 5 x = ⋅ +
69, 5 x =
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
61 
www.pontodosconcursos.com.br
79,5-89,5 18 84,5 15
89,5-99,5 10 94,5 25

O próximo passo é multiplicar cada desvio pela sua respectiva frequência.

Classes (f) Xi │Xi-X│ │Xi-X│.f
29,5-39,5 4 34,5 35 140
39,5-49,5 8 44,5 25 200
49,5-59,5 14 54,5 15 210
59,5-69,5 20 64,5 5 100
69,5-79,5 26 74,5 5 130
79,5-89,5 18 84,5 15 270
89,5-99,5 10 94,5 25 250

Estamos prontos para calcular o desvio absoluto médio. Basta somar os
valores da última coluna e dividir por n.



Letra E
Desvio padrão e Variância 
 
De todas as medidas de dispersão apresentadas até aqui, o Desvio Padrão é o
mais utilizado, e cuja definição nada mais é do que a raiz quadrada da média
aritmética dos quadrados dos desvios.
O conceito de desvio padrão está intimamente ligado ao estudo da
variância. Essas duas medidas de dispersão apresentam uma
1300
13
100
Dam = =
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
62 
www.pontodosconcursos.com.br
peculiaridade: teremos que prestar atenção se questão será com
amostras ou com a população.
Suponhamos que desejamos conhecer alguma coisa sobre determinada
população – por exemplo, a média salarial, o desvio padrão das alturas, o
percentual de intenções de voto para um determinado candidato - e essa
população é composta de milhares (talvez milhões) de elementos, de tal modo
que seria muito difícil pesquisar o valor correto, pois seria inviável pesquisar
todos os elementos. Nesse caso, temo de recorrer aos valores encontrados em
uma amostra!!
Seja qual for o caso, o fato é que, em muitas situações, precisamos obter as
informações de uma amostra. O valor da população, chamado de parâmetro
populacional, é desconhecido. O que é possível de se obter é um valor da
amostra, que supostamente nos dá uma ideia do valor correto (populacional)
do parâmetro. Esse valor amostral é chamado de estimador do parâmetro
populacional. Por exemplo, queremos saber a média de idade dos estudantes
do Ponto dos Concursos. Como há muitos estudantes, recorremos a uma
amostra de, digamos 150 alunos. A média da amostra encontrada foi de 24
anos. Essa é a nossa estimativa! Mas a média de idade dos estudantes do
Ponto dos Concursos é realmente 24 anos? Não dá para saber, a não ser
que todos os estudantes do Ponto fossem pesquisados.
Portanto, são coisas diferentes o parâmetro populacional e o estimador e,
portanto, devem ser representados de maneiras diferentes, por exemplo:
( )
( )
X média amostral estimador
média populacional parâmetro populacional μ
=
=

E não é só uma diferença de valores!! O parâmetro populacional é, em geral,
um valor fixo. O estimador depende da amostra.
A principal propriedade desejável de um estimador é a de que esse estimador,
na média, acerte o valor correto. Ou seja, se pudéssemos repetir a experiência
infinitas vezes, o valor médio das estimativas encontradas em cada
experimento seria o valor correto do parâmetro populacional.

A esperança (trataremos a esperança com detalhes neste curso) do
estimador deve ser o parâmetro populacional. Se isso ocorre, dizemos que o
estimador é não viesado (não viciado). Se, entretanto, o estimador erra, em
média, dizemos que ele é viesado (viciado).
Pois bem, o desvio padrão é a raiz quadrada da média aritmética dos
quadrados dos desvios.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
63 
www.pontodosconcursos.com.br
No caso do rol (população), aplicaremos a seguinte fórmula:
o =
_
∑(X
ì
-X

)
2
n

Quando os dados se apresentarem ordenados em uma tabela de frequência
com dados agrupados em classe ou dados isolados ponderados, utilizaremos a
seguinte fórmula:
o =
_
∑(X
ì
- X

)
2
· ¡
ì
n

São fórmulas muito parecidas com a do desvio absoluto médio. A diferença é
que no lugar de tomar os valores absolutos dos desvios, devemos elevar os
desvios ao quadrado. E do resultado final, extrair a raiz quadrada.
E se estivermos trabalhando com amostras. A única diferença é que o
denominador da fórmula não será “n”! Será “n-1”!!
s = _
∑(X
i
-X
)
2
·]
i
n-1
é um estimador não viciado (não viesado) da variância.
Utilizaremos a seguinte notação: se estivermos trabalhando com população, a
letra indicadora do desvio padrão será a letra grega sigma σ. O desvio padrão
amostral será designado pela letra latina s.
Lembrando mais uma vez: se estivermos trabalhando com amostras, na
fórmula do desvio padrão (e também da variância que veremos adiante) o
denominador deverá ser trocado por n-1.
E quanto as fórmulas da variância??
Se você sabe como calcular o desvio padrão, automaticamente já sabe
calcular a variância. Basta não extrair a raiz quadrada.
Variância populacional
o
2
=
∑(X
ì
- X

)
2
· ¡
ì
n

Variância Amostral
s
2
=
∑(X
ì
- X

)
2
· ¡
ì
n - 1

Em suma, a variância é o quadrado do desvio padrão e o desvio padrão é
a raiz quadrada da variância!!!
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
64 
www.pontodosconcursos.com.br
Vejamos alguns exemplos.
19. (Auditor IBGE - CESGRANRIO 2010) No último mês, Alípio fez apenas 8
ligações de seu telefone celular cujas durações, em minutos, estão
apresentadas no rol abaixo.
5 2 11 8 3 8 7 4
O valor aproximado do desvio padrão desse conjunto de tempos, em minutos,
é
(A) 3,1
(B) 2,8
(C) 2,5
(D) 2,2
(E) 2,0
Resolução
Nesse caso, não estamos trabalhando com uma amostra. Pois Alípio fez
apenas 8 ligações de seu telefone celular. Então, na fórmula do desvio-padrão
o denominador será o próprio n (o número de elementos da população).
Estamos trabalhando com um parâmetro populacional.
2
2
( )
i
x x
n
σ

=


Devemos, portanto, calcular a média aritmética dos elementos da população e
finalmente aplicarmos a fórmula do desvio-padrão populacional.
5 2 11 8 3 8 7 4
6
8
μ
+ + + + + + +
= =

x
i
i
x x −
( )
2
i
x x −
5 5 – 6 = -1 (-1)
2
= 1
2 2 – 6 = -4 (-4)
2
= 16
11 11 – 6 = 5 5
2
= 25
8 8 – 6 = 2 2
2
= 4
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
65 
www.pontodosconcursos.com.br
3 3 – 6 = -3 (-3)
2
= 9
8 8 – 6 = 2 2
2
= 4
7 7 – 6 = 1 1
2
= 1
4 4 – 6 = -2 (-2)
2
= 4

E o desvio-padrão será
2
1 16 25 4 9 4 1 4 64
8
8 8
σ
+ + + + + + +
= = =
.
Podemos calcular o valor aproximado da 8 utilizando o método de Newton-
Raphson. Para aprender com detalhes o método de Newton-Raphson basta
acessar o link que disponibilizei no site do Ponto:
http://www.pontodosconcursos.com.br/artigos3.asp?prof=249&art=4951&idpag=4.
Em resumo, o método de Newton-Raphson diz que toda raiz quadrada pode
ser aproximada por uma fração em que o numerador é formado por uma
soma de dois números: o próprio número e o quadrado perfeito mais
próximo. Já no denominador, você vai multiplicar a raiz quadrada do
quadrado perfeito por 2.
No nosso caso, o quadrado perfeito mais próximo de 8 é 9 (3
2
). Então o
numerador será 8+9. E no denominador sempre devemos multiplicar a raiz
quadrada do quadrado perfeito por 2.
2
8 9 17
8 2, 83
2 3 6
σ
+
= ≅ = ≅


Letra B
20. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) Do total de
funcionários de uma empresa, foi retirada uma amostra de seis indivíduos. A
tabela abaixo apresenta o tempo trabalhado na empresa, em anos completos,
por cada um deles.
X
1
X
2
X
3
X
4
X
5
X
6
3 7 2 2 3 1

A variância dessa amostra é
(A) 3,7
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
66 
www.pontodosconcursos.com.br
(B) 4,0
(C) 4,4
(D) 5,0
(E) 5,5
Resolução
2
2
( )
1
i
x x
s
n

=


é um estimador não viciado (não viesado) da variância.
Lembre-se que quando trabalhamos com amostras (desvio padrão e variância)
o denominador das fórmulas serão sempre n-1.
Voltemos agora à nossa questão.
X
1
X
2
X
3
X
4
X
5
X
6
3 7 2 2 3 1

Queremos calcular a variância dessa amostra.
Primeiramente calculemos a média dessa amostra.
3 7 2 2 3 1
3
6
x
+ + + + +
= =

Calculemos agora os quadrados dos desvios dos valores da amostra em
relação à média.



x
i
i
x x −
( )
2
i
x x −
3 3 - 3 = 0 0
2
= 0
7 7 - 3 = 4 4
2
= 16
2 2 - 3 = -1 (-1)
2
= 1
2 2 - 3 = -1 (-1)
2
= 1
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
67 
www.pontodosconcursos.com.br
3 3 - 3 = 0 0
2
= 0
1 1 – 3 = -2 (-2)
2
= 4

Assim, a variância amostral é dada por:

2
2
( )
0 16 1 1 0 4 22
4, 4
1 6 1 5
i
x x
s
n

+ + + + +
= = = =
− −


Letra C
Está lembrado da nossa pesquisa com uma amostra de 40 alunos do
Ponto, em que pesquisamos a estatura deles?
Vamos calcular o desvio padrão e a variância dessa amostra.
Estaturas de 40 alunos do Ponto
Estaturas
(cm)
i
f
i
x
150 154 4 152
154 158 9 156
158 162 11 160
162 166 8 164
166 170 5 168
170 174 3 172
Total 40

Já tivemos a oportunidade de calcular a média aritmética 161 cm x = .
Para calcular o desvio padrão e a variância, devemos calcular o quadrado
dos desvios em relação a média. Por exemplo: o primeiro ponto médio é
igual a 152, portanto seu desvio é igual a 152 – 161 = -9. Devemos calcular
(-9)
2
= 81. Em seguida devemos multiplicar esses valores pelas suas
respectivas frequências. Obtemos a seguinte tabela:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
68 
www.pontodosconcursos.com.br
i
f
i
x
( )
2
i
x X −
( )
2
i i
x X f − ⋅
4 152 81 324
9 156 25 225
11 160 1 11
8 164 9 72
5 168 49 245
3 172 121 363
40
1240 =



Lembrando que no cálculo dessas duas medidas de dispersão, ao
trabalhar com amostras, devemos colocar n-1 no denominador.
( )
2
2 1
1240
31, 79
1 40 1
n
i i
i
X X f
S
n
=
− ⋅
= = =
− −


31, 79 5, 638 S = =
(Tente calcular um valor aproximado do desvio padrão utilizando o método de
Newton-Raphson).
Esse exemplo foi um pouco trabalhoso!! Por isso, aprenderemos algumas
propriedades do desvio padrão e da variância e um método simplificado para o
cálculo dessas medidas.
O desvio padrão goza de algumas propriedades parecidas com as da média
aritmética.

Propriedades da Variância 
 
i) Somando-se ou subtraindo-se uma constante qualquer a cada elemento
de um conjunto de valores, a variância não se altera.
ii) Se multiplicarmos ou dividirmos uma constante qualquer a cada
elemento de um conjunto de valores, a variância ficará multiplicada ou
dividida por essa constante.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
69 
www.pontodosconcursos.com.br
Por exemplo, se os valores triplicam, a variância é multiplicada por 9 (3
2
). Se os
valores são quadruplicados, a variância é multiplicada por 16 (4
2
).
Em relação à adição e à subtração, tem-se que a variância não é influenciada.
Isso porque a variância é uma medida de dispersão – se somarmos o mesmo
valor a todos os valores de X, eles continuarão dispersos, espalhados da
mesma forma, apenas mudarão de posição.
É válida, portanto, a seguinte relação:
2
var( ) var( ) aX b a X + = ⋅

Temos propriedades muito parecidas o desvio padrão.
Propriedades do Desvio­padrão 
 
i) Somando-se ou subtraindo-se uma constante qualquer a cada elemento
de um conjunto de valores, o desvio padrão não se altera.

ii) Se multiplicarmos ou dividirmos uma constante qualquer a cada
elemento de um conjunto de valores, o desvio padrão ficará multiplicado
ou dividido por essa constante.

Isso porque o desvio-padrão, da mesma forma que a variância, é uma medida
de dispersão.
Por exemplo, imagine que a média aritmética das idades de 100 pessoas é
igual a 20 anos. Daqui a 5 anos, todas as pessoas ficarão 5 anos mais velhas.
Ou seja, nós adicionamos 5 às idades de todas as 100 pessoas. Dessa forma,
a média aritmética que hoje é igual a 20 anos, daqui a 5 anos será 20+5=25
anos.
Da mesma maneira, se triplicarmos as idades de todas as 100 pessoas, ou
seja, se multiplicamos todas as idades por 3, a média aritmética também será
multiplicada por 3. A média que originalmente era igual a 20 anos será igual a
20x3=60 anos.

Nesse exemplo das 100 pessoas, daqui a 5 anos as idades estarão igualmente
espalhadas. Por exemplo, se seu irmão é 4 anos mais velho do que você, ele
sempre será 4 anos mais velho do que você. Suas idades estarão sempre com
o mesmo grau de afastamento. Assim, a adição e a subtração não alteram o
desvio-padrão e a variância.
São válidas, então, as seguintes expressões:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
70 
www.pontodosconcursos.com.br
i)
( ) ( ) dp aX b a dp X + = ⋅

21. (PETROBRAS 2006 – Administrador Pleno – CESGRANRIO) Se Y = 2X+1
e a variância de X vale 2, a variância de Y é igual a:
(A) 2
(B) 4
(C) 5
(D) 8
(E) 9
Resolução
É importantíssimo conhecermos algumas propriedades da variância:
i) Somando-se ou subtraindo-se uma constante qualquer a cada elemento
de um conjunto de valores, a variância não se altera.
ii) Se multiplicarmos ou dividirmos uma constante qualquer a cada
elemento de um conjunto de valores, a variância ficará multiplicada ou
dividida por essa constante.
Por exemplo, se os valores triplicam, a variância é multiplicada por 9 (3
2
). Se os
valores são quadruplicados, a variância é multiplicada por 16 (4
2
).
Em relação à adição e à subtração, tem-se que a variância não é influenciada.
Isso porque a variância é uma medida de dispersão – se somarmos o mesmo
valor a todos os valores de X, eles continuarão dispersos, espalhados da
mesma forma, apenas mudarão de posição.
É válida, portanto, a seguinte relação:
2
var( ) var( ) aX b a X + = ⋅


Assim,
2
var(2 1) 2 var( ) 4 2 8 X X + = ⋅ = ⋅ =
.
Poderíamos raciocinar da seguinte maneira:
Como chegamos à variável Y a partir da variável X? Multiplicamos os valores
de X por 2 e em seguida adicionamos 1 ao resultado encontrado.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
71 
www.pontodosconcursos.com.br

Assim, a variância (que é igual a 2) multiplicada por 4 é igual a 8.
Letra D
Método simplificado para o desvio padrão e variância 
 
Há casos em que é muito trabalhoso calcular a média aritmética, em
seguida calcular os desvios em relação à média, elevar esses valores ao
quadrado, etc. Ufa! Cansou só de ler...
Por isso, existe um método simplificado para o cálculos dessas medidas
de dispersão. Esse método dispensa o cálculo dos desvios!! O método é
descrito a partir das seguintes fórmulas:
Fórmula Desenvolvida do desvio padrão para distribuição de frequências
No caso de estarmos trabalhando com os elementos uma população:

o = _
1
n
· _X
ì
2
· ¡
ì
-
(∑X
ì
· ¡
ì
)
2
n
_


No caso de estarmos trabalhando com os elementos de uma amostra:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
72 
www.pontodosconcursos.com.br
( )
2
2
1
1
i i
i i
X f
S X f
n n
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= ⋅ −
⎢ ⎥ −
⎣ ⎦



Simplificado????? Este método está parecendo muito complicado!!!! Calma...
Se não fosse simplificado eu nem falaria nele... ☺
Para começar: qual a diferença entre ∑X
ì
2
· ¡
ì
e (∑X
ì
· ¡
ì
)
2
?
∑X
ì
2
· ¡
ì
Você deve elevar o ponto médio (valor da variável) ao quadrado,
multiplicar pela frequência e em seguida somar os valores.
(∑X
ì
· ¡
ì
)
2
Você deve multiplicar o ponto médio (valor da variável) pela
frequência, somar esses valores e elevar o resultado ao quadrado.
Como é que vamos utilizar essas fórmulas? No lugar de trabalhar com a
variável original, trabalharemos com a variável transformada. Sim, aquela
mesma da média aritmética, que é formada pela sucessão dos números
naturais. Então, na fórmula, no lugar de trabalhar com a variável X,
trabalharemos com a variável transformada Y (0,1,2,3,4...). Calculamos o
desvio padrão e a variância da variável transformada.
Na média aritmética, para fazer o caminho da volta, nós multiplicávamos a
média da variável transformada pela amplitude da classe e depois
adicionávamos o primeiro ponto médio.
Aqui é bem mais fácil!!
O caminho da volta:
Desvio padrão: basta multiplicar pela amplitude.
Variância: basta multiplicar pelo quadrado da amplitude.

Vamos calcular novamente o desvio padrão e a variância dos 40 alunos do
ponto com o método simplificado.
Utilizaremos a fórmula desenvolvida juntamente com a variável transformada:

( )
2
2
1
1
i i
i i
X f
S X f
n n
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= ⋅ −
⎢ ⎥ −
⎣ ⎦



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
73 
www.pontodosconcursos.com.br
No lugar da variável X, utilizaremos a variável Y formada pela sucessão
dos números naturais.
Estaturas de 40 alunos do Ponto
Estaturas
(cm)
i
f
i
x
150ì154 4 152
154ì158 9 156
158ì162 11 160
162ì166 8 164
166ì170 5 168
170ì174 3 172
Total 40

i
f
i
x
i
y
i i
y f ⋅
2
i
y
2
i i
y f ⋅
4 152 0 0 0 0
9 156 1 9 1 9
11 160 2 22 4 44
8 164 3 24 9 72
5 168 4 20 16 80
3 172 5 15 25 75
40
90 =


280 =


Qual o significado de cada uma das colunas desta tabela? Dê uma olhada na
fórmula:

( )
2
2
1
1
i i
i i
X f
S X f
n n
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= ⋅ −
⎢ ⎥ −
⎣ ⎦



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
74 
www.pontodosconcursos.com.br
∑X
ì
2
· ¡
ì
Você deve elevar o ponto médio (valor da variável) ao quadrado,
multiplicar pela frequência e em seguida somar os valores.
(∑X
ì
· ¡
ì
)
2
Você deve multiplicar o ponto médio (valor da variável) pela
frequência, somar esses valores e elevar o resultado ao quadrado.
Já que estamos trabalhando com a variável transformada:
∑¥
ì
2
· ¡
ì
Você deve elevar Y ao quadrado (coluna 5), multiplicar pela
frequência (coluna 6) e em seguida somar os valores (coluna 6 – última linha).
(∑¥
ì
· ¡
ì
)
2
Você deve multiplicar Y pela frequência (coluna 4), somar esses
valores (coluna 4 – última linha) e elevar o resultado ao quadrado.
Cálculo da Variância da Variável Transformada y

( )
2
2 2
1
1
i i
y i i
y f
S y f
n n
⎡ ⎤

⎢ ⎥
= ⋅ −
⎢ ⎥ −
⎣ ⎦



[ ]
2
1
280 202, 5 1, 9871
39
y
S = − =

O valor 202,5 foi obtido elevando 90 ao quadrado e dividindo o resultado por
40.
O caminho da volta:
Variância: basta multiplicar pelo quadrado da amplitude.

Assim,
2 2
1, 9871 4 31, 79 S = × =
E o desvio padrão é a raiz quadrada da variância.
31, 79 5, 638 S = =
22. (Auditor do Governo do Estado do Amapá – FGV/ 2010) Os dados a seguir
são as quantidades de empregados de cinco pequenas empresas: 6, 5, 8, 5, 6.
A variância da quantidade de empregados dessas cinco empresas é igual a:
(A) 0,8.
(B) 1,2.
(C) 1,6.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
75 
www.pontodosconcursos.com.br
(D) 2,0.
(E) 2,4.
Resolução
Podemos calcular a variância dessa população pelo método tradicional
ou pelo método simplificado.
Método Simplificado
o
2
=
1
n
· _X
ì
2
· ¡
ì
-
(∑X
ì
· ¡
ì
)
2
n
_
∑X
ì
2
· ¡
ì
Você deve elevar o ponto médio (valor da variável) ao quadrado,
multiplicar pela frequência e em seguida somar os valores.
(∑X
ì
· ¡
ì
)
2
Você deve multiplicar o ponto médio (valor da variável) pela
frequência, somar esses valores e elevar o resultado ao quadrado.
Nesse caso, as frequências são todas iguais a 1. Logo, a fórmula fica assim:
o
2
=
1
n
· _X
ì
2
-
(∑X
ì
)
2
n
_
∑X
ì
2
Você deve elevar o ponto médio (valor da variável) ao quadrado, em
seguida somar os valores.
(∑X
ì
)
2
Você deve somar os valores e elevar o resultado ao quadrado.
X
ì
2
= 6
2
+ S
2
+8
2
+ S
2
+ 6
2
= 186
[X
ì
¸
2
= (6 + S + 8 + S + 6)
2
= 9uu
Assim,
o
2
=
1
S
· _186 -
9uu
S
_ =
1
S
· 6 = 1,2
Letra B
23. (AFRF 1998/ESAF) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior,
foram obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomadas
numa bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4,5,5,6,6,6,6,7,7,7,7,7,7,8,8,8,8,8,8,8,8,8,9,9,9,9,9,9,10,10,10,10,10,10,10,10,
11,11,12,12, 13,13,14, 15,15,15,16,16,18,23.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
76 
www.pontodosconcursos.com.br
Os valores seguintes foram calculados para a amostra:
490
i
X =

e
( )
2
2
668
50
i
i
X
X − =


.
Assinale a opção que corresponde à mediana e à variância amostral,
respectivamente (com aproximação de uma casa decimal).
a) 9,0 e 14,0
b) 9,5 e 14,0
c) 9,0 e 13,6
d) 8,0 e 13,6
e) 8,0 e 15,0

Resolução
Quanto à mediana não há problema: são 50 preços (número par). Assim, a
mediana será a média aritmética entre o 25º e o 26º termos. A mediana é igual
a 9.
E quanto à variância amostral? A ESAF foi muito generosa!! Privilegiou quem
sabia a fórmula desenvolvida. Quem não sabia... Sinto muito! Pois calcular os
desvios, elevá-los ao quadrado, depois somar...Acabou o tempo da prova!



Esse foi o presente da ESAF!!


Agora, lembre-se que tratando de amostras o denominador deve ser
n-1.




Letra C
( )
2
2
668
50
i
i
X
X − =


( )
2
2 2
1
1
i
i
X
S X
n n
⎡ ⎤
⎢ ⎥
= −
⎢ ⎥ −
⎣ ⎦


2
1
668
50 1
S = ⋅

2
13, 6 S =
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
77 
www.pontodosconcursos.com.br
Uma observação importante: já que a variância é o quadrado do desvio
padrão, então a sua unidade de medida será o quadrado da medida do
desvio padrão. Logo, se estamos trabalhando com alturas em metros,
então a unidade da variância será m
2
; se estamos trabalhando com
massas em kg, a unidade da variância será kg
2
,...
24. (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Economista – 2006 –
FEPESE) Sobre medidas de dispersão, é correto afirmar:
a) O desvio padrão é medido em quadrados da unidade da variável original.
b) O desvio padrão é a raiz quadrada da covariância entre duas variáveis.
c) A variância tem relação linear com os afastamentos da média.
d) Maior variância significa que a média da amostra é mais elevada.
e) A variância não é expressa em unidades da variável original.
Resolução
a) O desvio padrão é medido na mesma unidade da variável. Falso.
b) O desvio padrão é a raiz quadrada da variância da variável original.
Falso.
c) A variância não tem relação linear com os afastamentos (desvios) da
média, pois elevamos os desvios ao quadrado. Falso.
d) Maior variância significa maior afastamento em relação à média. Falso.
e) Verdadeiro.

Letra E
Medida de dispersão relativa 
 
De uma maneira geral, as medidas de dispersão relativas nos oferecem um
grau maior de confiabilidade do que as absolutas. Além disso, permite-nos
comparar diversas distribuições, mesmo sendo referentes a fenômenos
distintos. E os resultados analíticos são efetuados entre uma Medida de
Dispersão Absoluta e uma medida de tendência central (média, mediana,...), e
seu resultado final é expresso em termos relativos ou percentuais.
Coeficiente de Variação de Pearson (CV
P

P
S
CV
X
=

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
78 
www.pontodosconcursos.com.br
Esta medida de variação relativa ou percentual proposta por Pearson nada
mais é do que um quociente entre o desvio padrão de cada distribuição com
suas respectivas médias aritméticas. O coeficiente de variação de Pearson tem
uma relação direta com a característica de homogeneidade de um conjunto. Se
estivermos realizando uma comparação entre duas distribuições distintas,
aquele que apresentar menor coeficiente de variação será o conjunto mais
homogêneo.
Exemplo: Suponhamos que determinado fornecedor “A” de parafusos tenha
enviado ao Departamento de Compras de uma empresa uma amostra de 2000
parafusos, com medidas de seu comprimento em milímetros variando entre 101
e 113 milímetros. O Departamento de Compras efetuou uma análise em suas
médias e calculou seu respectivo desvio padrão, encontrando as seguintes
especificações:
a) Comprimento médio do parafuso: 107,9 mm
b) Desvio Padrão: 2,72 mm
Admitindo-se um fornecedor “B”, que apresentou um lote deste mesmo
parafuso com o mesmo número de peças, com média de 108 milímetros e
desvio padrão de 1,08 milímetros, qual o lote que você escolheria se fosse o
comprador?
Resolução
Aplicando-se o Coeficiente de Variação de Pearson, temos:
2, 72
2, 52%
107, 9
1, 08
1%
108
PA
PB
CV
CV
= =
= =

O resultado final denota claramente que o lote do Fornecedor “B” apresenta
menor dispersão relativa do que do Fornecedor “A”. Logo, pela análise do
coeficiente de variação, o lote escolhido seria do fornecedor “B”, pois ele é
mais homogêneo.
25. (Analista Financeiro – Badesc – 2006 – FEPESE) Com base nas
informações abaixo, assinale a alternativa verdadeira:

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
79 
www.pontodosconcursos.com.br


a) a média aritmética de y é menor do que a moda de y.
b) a mediana de x é menor do que a mediana de y.
c) a variabilidade, medida pelo desvio-padrão das séries, é menor na série x do
que na y.
d) a variabilidade, medida pelo coeficiente de variação das séries, é menor na
série x do que na série y.
Resolução
A média aritmética de y é 25/5=5. A moda de y é igual a 4. A mediana de y é
igual 4. A mediana de x é igual a 5. A média de x é igual a 30/5=6.

a) Falsa, pois 5 > 4.
b) Falsa, pois 5 > 4.
c) Falsa, pois o desvio padrão de x é maior do que o desvio padrão de y.
d) Verdadeira. O coeficiente de variação é obtido dividindo o desvio
padrão pela média aritmética. Assim, o coeficiente de variação de x é
igual a 3,2/6=0,533... e o coeficiente de variação de y é igual a 3/5=0,6.

Letra D


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
80 
www.pontodosconcursos.com.br
Relação das questões comentadas nesta aula 

01. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Verifique os conjuntos A, B, C e D abaixo, no formato de rol e
assinale a alternativa correta.

a) A amplitude total do conjunto C é igual a 0,28.
b) Não é possível calcular a amplitude total do conjunto D, pois estamos diante
de um rol decrescente.
c) A amplitude de todos os conjuntos é igual a 7.
d) A amplitude total do conjunto A é 2,1.
e) A amplitude total do conjunto B é o dobro da amplitude total do conjunto A.
02. (Auditor Interno do Poder Executivo- Secretarias de Estado da Fazenda e
da Administração – 2005 – FEPESE) Os pesos de 80 pacientes internados em
um hospital estão relacionados na tabela abaixo.

Com referência a essa tabela, determine a amplitude total. Assinale a única
alternativa correta.
a) 49
b) 53
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
81 
www.pontodosconcursos.com.br
c) 79
d) 80
e) 97
03. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Em uma pesquisa realizada em uma empresa prestadora de
serviços de limpeza, obteve-se a distribuição de freqüência apresentada na
tabela que segue. Analise os dados e assinale a alternativa correta.


a) Somente 5% dos empregados recebem o salário com valor superior a R$
1.400,00.
b) O valor médio de salário da empresa é de R$ 799,00.
c) A porcentagem de empregados que ganham salários dentro da primeira
classe estabelecida é de 10%.
d) A porcentagem de empregados que ganham menos que R$ 1.100,00 por
mês é de 50 %.
e) 25% dos empregados recebem um salário entre R$ 1.100,00 e R$ 1.200,00.
04. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) A tabela
abaixo apresenta os pesos de um grupo de pessoas e suas respectivas
frequências. Não há observações coincidentes com os extremos das classes.

Classes (em kgf) Frequências
40 – 50 2
50 – 60 5
60 – 70 7
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
82 
www.pontodosconcursos.com.br
70 – 80 8
80 – 90 3

O peso médio do conjunto de pessoas, em kgf, é
(A) 60
(B) 65
(C) 67
(D) 70
(E) 75
05. (Auditor IBGE – CESGRANRIO 2010) A tabela abaixo apresenta a
distribuição de frequências das idades de um grupo de crianças.

Classes (em anos) f
i
0 - 2 5
2 - 4 2
4 - 6 4
6 - 8 2
8 - 10 7

A média das idades dessas crianças, em anos, é
(A) 5,0
(B) 5,2
(C) 5,4
(D) 5,6
(E) 5,8
06. (Estatístico – Pref. Manaus 2004 CESGRANRIO) Analise as afirmativas a
seguir, a respeito da média aritmética.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
83 
www.pontodosconcursos.com.br
I - a soma dos resíduos em relação à média aritmética é sempre igual a zero;
II - é em relação à média aritmética que a soma dos valores absolutos dos
resíduos é mínima;
III - é em relação à média aritmética que a soma dos quadrados dos resíduos é
mínima.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

(A) II, somente.
(B) I e II somente.
(C) I e III somente.
(D) II e III somente.
(E) I, II e III.
07. (MPE-RO CESGRANRIO 2005) A tabela apresenta uma distribuição de
frequência dos salários dos 200 empregados de certa empresa.

Salário (R$) Frequência
260 – 520 50
520 – 1040 100
1040 – 1560 30
1560 - 2600 20

O salário médio, aproximadamente, vale:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1430,00
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
84 
www.pontodosconcursos.com.br
08. (TCE/SC 2006 – FEPESE) Para um estudo sobre bolsas escolares a serem
distribuídas em determinada região realizou-se uma pesquisa com 50 famílias,
apurando-se o número de filhos de cada uma delas. Os dados estão
representados na tabela abaixo:



Assinale a alternativa que representa a média do número de filhos na pesquisa
realizada.
a) 1,94
b) 0,34
c) 1,62
d) 0,62
e) 1,34
09. (TCE/SC 2006 – FEPESE) Na Figura 1 é possível visualizar o resultado de
uma pesquisa sobre o tempo despendido pelos funcionários de uma empresa
no deslocamento de suas residências até o local de trabalho.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
85 
www.pontodosconcursos.com.br

Assinale a alternativa que representa o tempo médio que os funcionários levam
para se deslocarem de suas residências até a empresa.
a) 9,84 minutos
b) 7,84 minutos
c) 5,84 minutos
d) 8 minutos
e) 4 minutos
10. (Economista - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina –
FEPESE/2006) Ao fazer um levantamento amostral do preço de combustível
em 5 postos de abastecimento, foram obtidos os seguintes valores (em reais)
para o litro da gasolina: 2,57; 2,36; 2,60; 2,37 e 2,44. Diante desses dados
assinale a frase correta:
a) A diferença entre a média e a mediana é de R$ 0,03.
b) A média é uma medida que não leva em contra todos os valores do conjunto
que está sendo analisado, entretanto, para os dados apresentados é uma
alternativa para a análise estatística dos resultados, pois a amplitude total do
conjunto de dados é bastante pequena.
c) A mediana dos dados obtidos é R$ 2,60.
d) A média é uma medida preferida nos estudos estatísticos, pois ela não é
afetada pelos maiores valores do conjunto de valores dados.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
86 
www.pontodosconcursos.com.br
e) Como todos os valores obtidos são diferentes pode-se afirmar que os dados
obtidos tem 5 valores modais.
11. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) A tabela
abaixo apresenta os pesos de um grupo de pessoas e suas respectivas
frequências. Não há observações coincidentes com os extremos das classes.



O valor aproximado, em
kgf, do peso mediano do
conjunto de pessoas é
(A) 67
(B) 68
(C) 69
(D) 70
(E) 71
12. (Auditor IBGE – CESGRANRIO 2010) A tabela abaixo apresenta a
distribuição de frequências das idades de um grupo de crianças.

Classes (em anos) f
i
0 - 2 5
2 - 4 2
4 - 6 4
6 - 8 2
8 - 10 7

A mediana da distribuição de frequências apresentada é
(A) 5,5
(B) 5,6
Classes (em kgf) Frequências
40 – 50 2
50 – 60 5
60 – 70 7
70 – 80 8
80 – 90 3
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
87 
www.pontodosconcursos.com.br
(C) 5,7
(D) 5,8
(E) 5,9
(MPE-RO CESGRANRIO 2005) O enunciado a seguir refere-se às
questões de números 13 e 14.
A tabela apresenta uma distribuição de frequência dos salários dos 200
empregados de certa empresa.

Salário (R$) Frequência
260 – 520 50
520 – 1040 100
1040 – 1560 30
1560 - 2600 20
13. O salário mediano vale, aproximadamente:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1 430,00
14. O terceiro quartil, aproximadamente, vale:
(A) R$ 600,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 890,50
(D) R$ 1 040,00
(E) R$ 1 430,00
15. (AFRFB 2009 ESAF) Considere a seguinte amostra aleatória das idades
em anos completos dos alunos em um curso preparatório. Com relação a essa
amostra, marque a única opção correta:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
88 
www.pontodosconcursos.com.br
29, 27, 25, 39, 29, 27, 41, 31, 25, 33, 27, 25, 25, 23, 27, 27, 32, 26, 24, 36, 32,
26, 28, 24, 28, 27, 24, 26, 30, 26, 35, 26, 28, 34, 29, 23, 28.
a) A média e a mediana das idades são iguais a 27.
b) A moda e a média das idades são iguais a 27.
c) A mediana das idades é 27 e a média é 26,08.
d) A média das idades é 27 e o desvio-padrão é 1,074.
e) A moda e a mediana das idades são iguais a 27.
16. (AFRF 1998) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior,
foram obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações,
tomadas numa bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o
dólar americano.
4,5,5,6,6,6,6,7,7,7,7,7,7,8,8,8,8,8,8,8,8,8,9,9,9,9,9,9,10,10,10,10,10,10,10,10,1
1,11,12,12,13,13,14, 15,15,15,16,16,18,23.
Assinale a opção que corresponde ao preço modal.
a) 8
b) 23
c) 7
d) 10
e) 9

17. (AFRF/ESAF/1996) Para efeito desta questão, considere os seguintes
dados.
DISTRIBUIÇÃO DE FREQUENCIAS DAS IDADES DOS FUNCIONÁRIOS DA
EMPRESA ALFA, EM 01.01.90
Classes de Idades (anos)
i
f Pontos Médios (PM)
19,5 24,5 2 22
24,5 29,5 9 27
29,5 34,5 23 32
34,5 39,5 29 37
39,5 44,5 18 42
44,5 49,5 12 47
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
89 
www.pontodosconcursos.com.br
49,5 54,5 7 52
Total 100

Marque a opção que representa a moda das idades dos funcionários em
1º/01/90.
a) 35,97
b) 36,26
c) 36,76
d) 37,03
e) 37,31
18. (AFRF 2002.2/ESAF) O atributo do tipo contínuo X, observado como
um inteiro, numa amostra de tamanho 100, obtida de uma população de
1000 indivíduos, produziu a tabela de freqüências seguinte:

Classes Frequência (f)
29,5-39,5 4
39,5-49,5 8
49,5-59,5 14
59,5-69,5 20
69,5-79,5 26
79,5-89,5 18
89,5-99,5 10

Assinale a opção que corresponde ao desvio absoluto médio do atributo
X.
a) 16,0
b) 17,0
c) 16,6
d) 18,1
e) 13,0

19. (Auditor IBGE - CESGRANRIO 2010) No último mês, Alípio fez apenas 8
ligações de seu telefone celular cujas durações, em minutos, estão
apresentadas no rol abaixo.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
90 
www.pontodosconcursos.com.br
5 2 11 8 3 8 7 4
O valor aproximado do desvio padrão desse conjunto de tempos, em minutos,
é
(A) 3,1
(B) 2,8
(C) 2,5
(D) 2,2
(E) 2,0
20. (PETROBRAS 2008 – Administrador Júnior – CESGRANRIO) Do total de
funcionários de uma empresa, foi retirada uma amostra de seis indivíduos. A
tabela abaixo apresenta o tempo trabalhado na empresa, em anos completos,
por cada um deles.
X
1
X
2
X
3
X
4
X
5
X
6
3 7 2 2 3 1

A variância dessa amostra é
(A) 3,7
(B) 4,0
(C) 4,4
(D) 5,0
(E) 5,5
21. (PETROBRAS 2006 – Administrador Pleno – CESGRANRIO) Se Y = 2X+1
e a variância de X vale 2, a variância de Y é igual a:
(A) 2
(B) 4
(C) 5
(D) 8
(E) 9
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
91 
www.pontodosconcursos.com.br
22. (Auditor do Governo do Estado do Amapá – FGV/ 2010) Os dados a seguir
são as quantidades de empregados de cinco pequenas empresas: 6, 5, 8, 5, 6.
A variância da quantidade de empregados dessas cinco empresas é igual a:
(A) 0,8.
(B) 1,2.
(C) 1,6.
(D) 2,0.
(E) 2,4.
23. (AFRF 1998/ESAF) Os dados seguintes, ordenados do menor para o maior,
foram obtidos de uma amostra aleatória, de 50 preços (Xi) de ações, tomadas
numa bolsa de valores internacional. A unidade monetária é o dólar americano.
4,5,5,6,6,6,6,7,7,7,7,7,7,8,8,8,8,8,8,8,8,8,9,9,9,9,9,9,10,10,10,10,10,10,10,10,
11,11,12,12, 13,13,14, 15,15,15,16,16,18,23.
Os valores seguintes foram calculados para a amostra:
490
i
X =

e
( )
2
2
668
50
i
i
X
X − =


.
Assinale a opção que corresponde à mediana e à variância amostral,
respectivamente (com aproximação de uma casa decimal).
a) 9,0 e 14,0
b) 9,5 e 14,0
c) 9,0 e 13,6
d) 8,0 e 13,6
e) 8,0 e 15,0

24. (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Economista – 2006 –
FEPESE) Sobre medidas de dispersão, é correto afirmar:
a) O desvio padrão é medido em quadrados da unidade da variável original.
b) O desvio padrão é a raiz quadrada da covariância entre duas variáveis.
c) A variância tem relação linear com os afastamentos da média.
d) Maior variância significa que a média da amostra é mais elevada.
e) A variância não é expressa em unidades da variável original.
25. (Analista Financeiro – Badesc – 2006 – FEPESE) Com base nas
informações abaixo, assinale a alternativa verdadeira:
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
92 
www.pontodosconcursos.com.br



a) a média aritmética de y é menor do que a moda de y.
b) a mediana de x é menor do que a mediana de y.
c) a variabilidade, medida pelo desvio-padrão das séries, é menor na série x do
que na y.
d) a variabilidade, medida pelo coeficiente de variação das séries, é menor na
série x do que na série y.


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
93 
www.pontodosconcursos.com.br
Gabaritos 
01. E
02. A
03. D
04. C
05. C
06. C
07. C
08. E
09. B
10. A
11. B
12. A
13. B
14. D
15. E
16. A
17. B
18. E
19. B
20. C
21. D
22. B
23. C
24. E
25. D
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
1
www.pontodosconcursos.com.br
Aula 6 – Senado Federal 
Diagramas de Euler‐Venn .............................................................................................................. 2 
Verdades e Mentiras ................................................................................................................... 13 
Problemas de Associação Lógica ................................................................................................. 45 
Problemas Gerais de Raciocínio Lógico – FGV ............................................................................ 63 
Relação das questões comentadas ............................................................................................. 67 
Gabaritos ..................................................................................................................................... 79 
 
   
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
2
www.pontodosconcursos.com.br
Olá pessoal!
Estudaremos hoje os diagramas lógicos e problemas gerais de Raciocínio Lógico tais
como verdades/mentiras, problemas de associação lógica, dentre outros.
Na nossa última aula que será na próxima semana, estudaremos as estruturas lógicas
(conectivos, argumentos, negação, equivalências, etc.).
Diagramas de Euler­Venn 
 
O estudo das proposições categóricas pode ser feito utilizando os diagramas de Euler-
Venn. É habitual representar um conjunto por uma linha fechada e não entrelaçada.

A

Relembremos o significado, na linguagem de conjuntos, de cada uma das proposições
categóricas.
Todo A é B ↔ Todo elemento de A também é elemento de B.
Nenhum A é B ↔ A e B são conjuntos disjuntos, ou seja, não possuem elementos
comuns.
Algum A é B ↔ Os conjuntos A e B possuem pelo menos 1 elemento em comum.
Algum A não é B ↔ O conjunto A tem pelo menos 1 elemento que não é elemento de
B.
Vejamos como representar cada uma das proposições categóricas utilizando os
diagramas de Euler-Venn.

Todo A é B

A proposição categórica “Todo A é B” é equivalente a:
A é subconjunto de B.
A é parte de B.
A está contido em B.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
3
www.pontodosconcursos.com.br
B contém A.
B é universo de A.
B é superconjunto de A.
Se sabemos que a proposição “Todo A é B” é verdadeira, qual será o valor lógico das
demais proposições categóricas?
“Algum A é B” é necessariamente verdadeira.
“Nenhum A é B” é necessariamente falsa.
“Algum A não é B” é necessariamente falsa.
Algum A é B

A proposição categórica “Algum A é B” equivale a “Algum B é A”.
Se “algum A é B” é uma proposição verdadeira, qual será o valor lógico das demais
proposições categóricas?
“Nenhum A é B” é necessariamente falsa.
“Todo A é B” e “Algum A não é B” são indeterminadas.
Observe que quando afirmamos que “Algum A é B” estamos dizendo que existe pelo
menos um elemento de A que também é elemento de B.
Nenhum A é B

A proposição categórica “Nenhum A é B” equivale a:
Nenhum B é A.
Todo A não é B.
Todo B não é A.
A e B são conjuntos disjuntos.
Se “nenhum A é B” é uma proposição verdadeira, qual será o valor lógico das demais
proposições categóricas?
“Todo A é B” é necessariamente falsa.
“Algum A não é B” é necessariamente verdadeira.
“Algum A é B” é necessariamente falsa.
Algum A não é B
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
4
www.pontodosconcursos.com.br

Observe que “Algum A não é B” não equivale a “Algum B não é A”. Por exemplo,
dizer que “Algum brasileiro não é pernambucano” não equivale a dizer que “Algum
pernambucano não é brasileiro”.
Se “algum A não é B” é uma proposição verdadeira, qual será o valor lógico das
demais proposições categóricas?
“Nenhum A é B” é indeterminada, pois poderia haver elementos na interseção dos
conjuntos A e B.
“Algum A é B” é indeterminada, pois pode haver ou não elementos na interseção
dos conjuntos A e B.
“Todo A é B” é necessariamente falsa.
01. (FNDE/2007/FGV) Considere a afirmação “Todo corintiano é feliz”. A partir dessa
afirmação, pode-se concluir que:
a) todo homem feliz é corintiano.
b) todo palmeirense é infeliz.
c) toda pessoa que não é corintiana não é feliz.
d) um infeliz certamente não é corintiano.
e) existem infelizes que são corintianos.
Resolução
A expressão “Todo corintiano é feliz” pode assim ser representada:

A alternativa A é falsa, pois podem existir pessoas felizes que não são corintianas.
A alternativa B é falsa, pois nada podemos afirmar sobre os palmeirenses.
A alternativa C é falsa, pois podem existir pessoas que não são corintianas e são
felizes.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
5
www.pontodosconcursos.com.br
A alternativa D é verdadeira, pois o infelizes estão “fora” do conjunto das pessoas
felizes. E como todo corintiano é feliz, podemos afirmar que os infelizes não são
corintianos.
A alternativa E é falsa, pois os infelizes não são corintianos.
Letra D
02. (SAD/PE/2008/FGV) Considere a afirmação: “Toda cobra venenosa é listrada”.
Podemos concluir que:

a) Toda cobra listrada é venenosa.
b) Toda cobra que não é listrada não é venenosa.
c) Toda cobra que não é venenosa não é listrada.
d) Algumas cobras venenosas não são listradas.
e) Algumas cobras que não são listradas podem ser venenosas.
Resolução
Questões idênticas! Mesma banca e anos consecutivos.
A expressão “Toda cobra venenosa é listrada” pode assim ser representada:

Desenhei algumas cobras. Obviamente as cobras que não são listradas estão fora do
conjunto das cobras listradas.
Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.
a) Toda cobra listrada é venenosa.

A alternativa A é falsa, pois podem existir cobras listradas que não são venenosas (por
exemplo, a cobra 2).
b) Toda cobra que não é listrada não é venenosa.

A alternativa B é verdadeira. Por exemplo, as cobras 3 e 4.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
6
www.pontodosconcursos.com.br
c) Toda cobra que não é venenosa não é listrada.
A alternativa C é falsa, pois existem cobras que não são venenosas e que são
listradas (por exemplo, a cobra 2).

d) Algumas cobras venenosas não são listradas.

Esta alternativa é falsa, já que todas as cobras venenosas são listradas.

e) Algumas cobras que não são listradas podem ser venenosas.
Esta alternativa é falsa, já que nenhuma cobra não-listrada pode ser venenosa.

Letra B

03. (TRF 2004/FCC) Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição
verdadeira, é correto inferir que:
a) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
b) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
c) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
d) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira ou falsa.
e) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição necessariamente verdadeira.
Resolução

Diante do diagrama e da teoria exposta, concluímos facilmente que a resposta correta
é a letra B. Se todo livro é instrutivo, podemos afirmar que algum livro é instrutivo.
04. (IPEA 2004/FCC) Considerando “toda prova de Lógica é difícil” uma proposição
verdadeira, é correto inferir que:

a) “nenhuma prova de Lógica é difícil” é uma proposição necessariamente verdadeira.
b) “alguma prova de Lógica é difícil” é uma proposição necessariamente verdadeira.
c) “alguma prova de Lógica é difícil” é uma proposição verdadeira ou falsa.
d) “alguma prova de Lógica não é difícil” é uma proposição necessariamente
verdadeira.
e) “alguma prova de Lógica não é difícil” é uma proposição verdadeira ou falsa.

Resolução

Questão idêntica à anterior.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
7
www.pontodosconcursos.com.br

Ora, se todas as provas de lógica são difíceis, podemos garantir que alguma prova de
lógica é difícil.
Letra B
05. (TRT/2006/FCC) As afirmações seguintes são resultados de uma pesquisa feita
entre os funcionários de certa empresa. “Todo indivíduo que fuma tem bronquite”.
“Todo indivíduo que tem bronquite costuma faltar ao trabalho”. Relativamente a esses
resultados, é correto concluir que:
a) existem funcionários fumantes que não faltam ao trabalho.
b) todo funcionário que tem bronquite é fumante.
c) todo funcionário fumante costuma faltar ao trabalho.
d) é possível que exista algum funcionário que tenha bronquite e não falte
habitualmente ao trabalho.
e) é possível que exista algum funcionário que seja fumante e não tenha bronquite.
Resolução

Pelo diagrama exposto, percebemos que todo funcionário fumante costuma faltar ao
trabalho.
Letra C
06. (TRT-PR 2004/FCC) Sabe-se que existem pessoas desonestas e que existem
corruptos. Admitindo-se verdadeira a frase "Todos os corruptos são desonestos", é
correto concluir que:

a) quem não é corrupto é honesto.
b) existem corruptos honestos.
c) alguns honestos podem ser corruptos.
d) existem mais corruptos do que desonestos.
e) existem desonestos que são corruptos.

Resolução

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
8
www.pontodosconcursos.com.br

Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.

a) Esta alternativa é falsa, pois podem existir pessoas que não são corruptas e que
são desonestas.

b) Esta alternativa é falsa, pois todo corrupto é desonesto.

c) Esta alternativa é falsa, pois todo corrupto é desonesto.

d) Esta alternativa é falsa, pois podem existir pessoas que não são corruptas e que
são desonestas.

e) Esta alternativa é verdadeira, pois todos os corruptos são desonestos e, portanto,
existem desonestos corruptos.

Letra E

07. (TCE-PB 2006/FCC) Sobre as consultas feitas a três livros X, Y e Z, um
bibliotecário constatou que:
Æ Todas as pessoas que haviam consultado Y também consultaram X.
Æ Algumas pessoas que consultaram Z também consultaram X.
De acordo com suas constatações, é correto afirmar que, com certeza:

a) pelo menos uma pessoa que consultou Z também consultou Y.
b) se alguma pessoa consultou Z e Y, então ela também consultou X.
c) toda pessoa que consultou X também consultou Y.
d) existem pessoas que consultaram Y e Z.
e) existem pessoas que consultaram Y e não consultaram X.

Resolução

A proposição “Todas as pessoas que haviam consultado Y também consultaram X” é
representada assim:



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
9
www.pontodosconcursos.com.br
Algumas pessoas que consultaram Z também consultaram X. Isto significa que há
elementos comuns aos conjuntos X e Z. Porém, não sabemos qual a relação que
existe entre o conjunto Z e o conjunto Y. Por essa razão, deixaremos uma parte do
conjunto Z pontilhada para demonstrar esta incerteza.



Observe que não sabemos se o conjunto Z e o conjunto Y possuem elementos
comuns. Vamos analisar as alternativas.

a) pelo menos uma pessoa que consultou Z também consultou Y.

Não temos certeza se os conjuntos Z e Y possuem elementos comuns. Esta
alternativa é falsa.

b) se alguma pessoa consultou Z e Y, então ela também consultou X.

Esta alternativa é verdadeira. Se alguma pessoa consultou Z e Y, então esta
pessoa consultou Y. Se esta pessoa consultou Y, então ela também consultou X.
Concluímos que se alguma pessoa consultou Z e Y, então ela também consultou
X.

c) toda pessoa que consultou X também consultou Y.

Esta alternativa é falsa. Podemos apenas afirmar que toda pessoa que consultou Y
também consultou X.


d) existem pessoas que consultaram Y e Z.

Não temos certeza se os conjuntos Z e Y possuem elementos comuns. Esta
alternativa é falsa.

e) existem pessoas que consultaram Y e não consultaram X.

Esta alternativa é falsa, pois todas as pessoas que haviam consultado Y também
consultaram X.

Resposta: Letra B


08. (SEFAZ-SP 2009/FCC) Considere o diagrama a seguir, em que U é o conjunto de
todos os professores universitários que só lecionam em faculdades da cidade X, A é o
conjunto de todos os professores que lecionam na faculdade A, B é o conjunto de
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
10
www.pontodosconcursos.com.br
todos os professores que lecionam na faculdade B e M é o conjunto de todos os
médicos que trabalham na cidade X.

Em todas as regiões do diagrama, é correto representar pelo menos um habitante da
cidade X. A respeito do diagrama, foram feitas quatro afirmações:

I. Todos os médicos que trabalham na cidade X e são professores universitários
lecionam na faculdade A.

II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é médico.

III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X, mas
não lecione nem na faculdade A e nem na faculdade B, é médico.

IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona, simultaneamente,
nas faculdades A e B, mas não é médico.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I.
(B) I e III.
(C) I, III e IV.
(D) II e IV.
(E) IV.
Resolução
Vamos analisar cada uma das alternativas de per si.
I. Todos os médicos que trabalham na cidade X e são professores universitários
lecionam na faculdade A.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
11
www.pontodosconcursos.com.br

O item I é falso, como pode bem ser visto no diagrama acima. A região pintada de
vermelho possui pelo menos um elemento que é médico que trabalha na cidade X
(pois é elemento de M), é professor universitário que só leciona em faculdades da
cidade X e não leciona na faculdade A.
II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é
médico.


O item II é falso, como pode ser visto no diagrama acima. A região pintada de
vermelho possui pelo menos um elemento que leciona na faculdade A, não leciona na
faculdade B e não é médico.
III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X,
mas não lecione nem na faculdade A e nem na faculdade B, é médico.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
12
www.pontodosconcursos.com.br

A região pintada de vermelho indica o conjunto das pessoas que só lecionam em
faculdades da cidade X (elementos de U), não leciona nem na faculdade A e nem na
faculdade B e não são médicos. O item III é falso.
IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona,
simultaneamente, nas faculdades A e B, mas não é médico.


De acordo com a região pintada de vermelho, percebemos que todos os professores
universitários que trabalham na cidade X e que lecionam simultaneamente nas
faculdades A e B não são médicos. O item IV é verdadeiro.
Letra E
 
 
 
 
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
13
www.pontodosconcursos.com.br
Verdades e Mentiras 
 
É muito comum em provas de concursos ocasiões envolvendo pessoas verazes e
mentirosas, ou situações em que ocorreu, por exemplo, um crime em que há culpados
e inocentes. Faremos uma breve exposição de algumas dicas que poderão ajudar o
estudante a descobrir quem é quem em cada uma das questões.
Vamos começar com a situação preferida da FGV. Depois colocarei uma exposição
geral da matéria para que tenhamos condições de resolver qualquer questão.
Guilherme diz: “Thiago é culpado”.
Vitor diz: “Guilherme está mentindo”.
Ora, se Guilherme estiver dizendo a verdade, Vitor estará mentindo ao chamar
Guilherme de mentiroso. Se Guilherme estiver mentindo, Vitor estará dizendo a
verdade ao chamar Guilherme de mentiroso.
Conclusão: Se em alguma questão uma pessoa A chamar a pessoa B de mentirosa,
ou dizer que ela não tem razão, ou que está enganada, teremos uma pessoa veraz e
uma pessoa mentirosa. É impossível termos dois verazes ou dois mentirosos.
Esta é sem dúvida a maior dica para resolver questões da FGV sobre verdades e
mentiras.
09. (MEC/2008/FGV) Perguntou-se a três pessoas qual delas se chamava Antônio. A
primeira pessoa respondeu: “Eu sou Antônio”. A seguir, a segunda pessoa respondeu:
“Eu não sou Antônio”. Finalmente,
a terceira respondeu: “A primeira pessoa a responder não disse a verdade”. Sabendo-
se que apenas uma delas se chama Antônio e que duas delas mentiram, é correto
concluir que Antônio:

a) foi o primeiro a responder e que somente ele disse a verdade.
b) foi o primeiro a responder e que a segunda pessoa foi a única a dizer a verdade.
c) foi o primeiro a responder e que a terceira pessoa foi a única a dizer a verdade.
d) foi o segundo a responder e que somente ele disse a verdade.
e) foi o segundo a responder e que a terceira pessoa foi a única a dizer a verdade.

Resolução

Temos o seguinte texto:

Primeiro: “Eu sou Antônio”.
Segundo: “Eu não sou Antônio”.
Terceiro: “A primeira pessoa a responder não disse a verdade”.

A terceira pessoa chamou a primeira de mentirosa. Ora, vimos que quando esse fato
ocorre é impossível que ambos sejam mentirosos ou ambos sejam verazes. Dessa
forma, ou o primeiro é mentiroso, ou o terceiro é mentiroso, mas não ambos.



CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
14
www.pontodosconcursos.com.br
Primeira pessoa Terceira pessoa
1ª possibilidade Veraz Mentirosa
2ª possibilidade Mentirosa Veraz

O texto nos informou que das três pessoas apenas duas mentiram. Sabemos que
entre o primeiro e o terceiro há apenas um mentiroso. Concluímos então que o outro
mentiroso, com certeza, é o segundo.
Segundo: “Eu não sou Antônio”.

Sabemos que o segundo é mentiroso, portanto ele se chama Antônio.
Consequentemente, o primeiro também é mentiroso, pois ele não se chama Antônio
(Antônio é o segundo) e o terceiro diz a verdade.

Primeira pessoa Segunda pessoa
(Antônio)
Terceira pessoa
Mentirosa Mentiroso Veraz

Letra E
10. (Senado Federal/2008/FGV) Um crime é cometido por uma pessoa e há quatro
suspeitos: André, Eduardo, Rafael e João. Interrogados, eles fazem as seguintes
declarações:
André: “Eduardo é o culpado”.
Eduardo: “João é o culpado”.
Rafael: “Eu não sou culpado”.
João: “Eduardo mente quando diz que eu sou culpado”.
Sabendo que apenas um dos quatros disse a verdade, o culpado:
a) é certamente André.
b) é certamente Eduardo.
c) é certamente Rafael.
d) é certamente João.
e) não pode ser determinado com essas informações.
Resolução
Vejamos a frase de João...
João: “Eduardo mente quando diz que eu sou culpado”.
Como João afirma que Eduardo mente, podemos concluir que um dos dois diz a
verdade enquanto o outro mente.


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
15
www.pontodosconcursos.com.br
1ª possibilidade 2ª possibilidade
André
Eduardo Mentira Verdade
Rafael
João Verdade Mentira

Como o texto afirma que apenas um dos quatro disse a verdade, concluímos que
André e Rafael são mentirosos.
1ª possibilidade 2ª possibilidade
André Mentira Mentira
Eduardo Mentira Verdade
Rafael Mentira Mentira
João Verdade Mentira

Rafael é mentiroso!! Vejamos o que ele diz...
Rafael: “Eu não sou culpado”.

Como ele é mentiroso e ele afirma que não é o culpado, concluímos que ele é o
culpado.
Letra C
11. (FNDE/2007/FGV) Quatro irmãos, André, Bernardo, Carlos e Daniel, reparam que
seu pai, quando chegou em casa, colocou em cima da mesa da sala quatro bombons.
Logo ao retornar à sala, o pai viu que um dos bombons tinha desaparecido e
perguntou às crianças quem tinha sido o autor do delito.
André disse: “Não fui eu”.
Bernardo disse: “Foi Carlos quem pegou o bombom”.
Carlos: “Daniel é o ladrão do bombom”.
Daniel: “Bernardo não tem razão”.
Sabe-se que apenas um deles mentiu. Então:
a) André pegou o bombom.
b) Bernardo pegou o bombom.
c) Carlos pegou o bombom.
d) Daniel pegou o bombom.
e) não é possível saber quem pegou o bombom.
Resolução
Daniel diz que Bernardo não tem razão (está chamando Bernardo de mentiroso).
Desta forma, concluímos que um dentre eles é veraz enquanto o outro é mentiroso.


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
16
www.pontodosconcursos.com.br
1ª possibilidade 2ª possibilidade
André
Bernardo Mentira Verdade
Carlos
Daniel Verdade Mentira

Nesta questão temos apenas um mentiroso. Concluímos então que André e Carlos
falam a verdade.
1ª possibilidade 2ª possibilidade
André Verdade Verdade
Bernardo Mentira Verdade
Carlos Verdade Verdade
Daniel Verdade Mentira

Carlos diz a verdade e vejamos o que ele disse:
“Daniel é o ladrão do bombom”.
A resposta é: Daniel é o ladrão do bombom.
Letra D

Vejamos agora a situação geral sobre problemas envolvendo verdades e
mentiras.
Neste tipo de exercício temos o seguinte:
· Um tipo de pessoa que sempre diz a verdade
· Um tipo de pessoa que sempre mente
· Um tipo de pessoa que pode tanto mentir quanto falar a verdade (este terceiro tipo
de pessoa não está presente em todos os problemas)
Geralmente pretende-se descobrir informações como:
· Quem está mentindo e quem está dizendo a verdade;
· Quantas pessoas estão mentindo e quantas estão dizendo a verdade;
· Outras informações, independentemente de quem esteja mentindo e de quem
esteja dizendo a verdade.
As bancas costumam colocar dois tipos de problema de “mentira e verdade”. No
primeiro tipo de problema, cada uma das pessoas que mente/fala a verdade faz uma
declaração sobre sua própria natureza ou sobre a natureza de outra pessoa.
Geralmente a resolução do problema passa por uma consideração inicial sobre uma
das pessoas (ou seja: damos um “chute”, para termos um ponto de partida).
No segundo tipo de problema, é possível detectarmos as chamadas “respostas-
chave”. São respostas que, de imediato, nos permitem tirar conclusões úteis.
Verdade e mentira: exercícios do primeiro tipo
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
17
www.pontodosconcursos.com.br

12. (CGU 2004/ESAF) Três homens são levados à presença de um jovem lógico.
Sabe-se que um deles é um honesto marceneiro, que sempre diz a verdade. Sabe-se,
também, que um outro é um pedreiro, igualmente honesto e trabalhador, mas que tem
o estranho costume de sempre mentir, de jamais dizer a verdade. Sabe-se, ainda, que
o restante é um vulgar ladrão que ora mente, ora diz a verdade. O problema é que não
se sabe quem, entre eles, é quem. À frente do jovem lógico, esses três homens fazem,
ordenadamente, as seguintes declarações:
O primeiro diz: “Eu sou o ladrão.”
O segundo diz: “É verdade; ele, o que acabou de falar, é o ladrão.”
O terceiro diz: “Eu sou o ladrão.”
Com base nestas informações, o jovem lógico pode, então, concluir corretamente que:
a) O ladrão é o primeiro e o marceneiro é o terceiro.
b) O ladrão é o primeiro e o marceneiro é o segundo.
c) O pedreiro é o primeiro e o ladrão é o segundo.
d) O pedreiro é o primeiro e o ladrão é o terceiro.
e) O marceneiro é o primeiro e o ladrão é o segundo

Resolução:
Este exercício acima é o padrão deste tipo de problema. A resolução é sempre da
mesma forma. Precisamos fazer uma consideração sobre uma das pessoas. Um
chute. Isto mesmo, vamos “chutar”.
Dados do enunciado:
· O marceneiro sempre diz a verdade.
· O pedreiro sempre mente.
· O ladrão pode tanto mentir quanto dizer a verdade.

Vamos criar uma lista das conclusões a que conseguirmos chegar. Estas conclusões
serão a base para avaliarmos cada informação do enunciado, permitindo que tiremos
novas conclusões.
Inicialmente, nossa lista está em branco:
Conclusões


CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
18
www.pontodosconcursos.com.br
Vamos fazer uma consideração sobre a primeira pessoa. Vamos supor que ela seja
mentirosa.
Hipótese: o primeiro homem é mentiroso.
Tudo que fizermos daqui pra frente será com base nessa consideração. É como se já
soubéssemos que o primeiro homem mentiu.
Podemos atualizar a listagem de conclusões.
Conclusões
Premissa O primeiro homem é mentiroso
Na verdade, não é bem correto dizer que esta é nossa primeira conclusão. Não
sabemos se, de fato, o primeiro homem é mentiroso. É apenas uma hipótese.
Simplesmente decidimos tomar isso como verdade.
Vamos começar a ler as informações da questão. A primeira informação do enunciado
é:
1. O primeiro diz: “Eu sou o ladrão.”

Análise: Sabemos que o primeiro homem é mentiroso (esta é nossa premissa).
Conclusão: o primeiro homem não é o ladrão.
Conclusões
Premissa O primeiro homem é mentiroso
1ª conclusão O primeiro homem não é o ladrão

Voltemos ao enunciado. A segunda informação é:
2. O segundo diz: “É verdade; ele, o que acabou de falar, é o ladrão.”
Análise: Sabemos que o primeiro homem não é o ladrão (ver 1ª conclusão). Portanto,
o segundo homem está mentindo.
Conclusões
Premissa O primeiro homem é mentiroso
1ª conclusão O primeiro homem não é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está mentindo

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
19
www.pontodosconcursos.com.br
Se os dois primeiros mentiram, então nenhum deles é o marceneiro (que sempre diz a
verdade). O marceneiro só pode ser a terceira pessoa.
Conclusões: o terceiro homem fala a verdade e é o marceneiro
Conclusões
Premissa O primeiro homem é mentiroso
1ª conclusão O primeiro homem não é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está mentindo
3ª conclusão O terceiro homem fala a verdade
4ª conclusão O terceiro homem é o marceneiro

A terceira informação dada é:
3. O terceiro diz: “Eu sou o ladrão.”
Análise: Sabemos que o terceiro homem diz a verdade (com base na 3ª conclusão).
Portanto, o terceiro homem é o ladrão.
Conclusões
Premissa O primeiro homem é mentiroso
1ª conclusão O primeiro homem não é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está mentindo
3ª conclusão O terceiro homem fala a verdade
4ª conclusão O terceiro homem é o marceneiro
5ª conclusão O terceiro homem é o ladrão

Disto, chegamos a uma contradição. Nossa quarta conclusão foi que o terceiro
homem é o marceneiro. E nossa quinta conclusão foi que o terceiro homem é o ladrão.
Isto é um absurdo. O terceiro homem não pode ser marceneiro e ladrão ao mesmo
tempo.
Só chegamos a um absurdo porque a suposição inicial não foi correta.
Vamos mudar a hipótese inicial?
Bom, se o primeiro homem não mentiu, só temos uma opção: ele disse a verdade.
Agora nossa hipótese é: o primeiro homem disse a verdade.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
20
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese O primeiro homem é verdadeiro

Vamos reler as informações do enunciado.
1. O primeiro diz: “Eu sou o ladrão.”
Análise: Sabemos que o primeiro homem é verdadeiro (esta é nossa nova premissa).
Conclusão: o primeiro homem é o ladrão.
Conclusões
Hipótese O primeiro homem é verdadeiro
1ª conclusão O primeiro homem é o ladrão

Segunda informação:
2. O segundo diz: “É verdade; ele, o que acabou de falar, é o ladrão.”
Análise: Sabemos que primeiro homem é o ladrão (ver primeira conclusão). Portanto,
o segundo homem está falando a verdade.
Conclusões
Hipótese O primeiro homem é verdadeiro
1ª conclusão O primeiro homem é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está falando a verdade

Se os dois primeiros disseram a verdade, então nenhum deles é o pedreiro (que
sempre mente). O pedreiro só pode ser a terceira pessoa. Conclusão: o terceiro
homem é mentiroso e é o pedreiro.
Conclusões
Hipótese O primeiro homem é verdadeiro
1ª conclusão O primeiro homem é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está falando a verdade
3ª conclusão O terceiro homem é mentiroso
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
21
www.pontodosconcursos.com.br
4ª conclusão O terceiro homem é o pedreiro

Por exclusão, o segundo homem é o marceneiro.
Conclusões
Hipótese O primeiro homem é verdadeiro
1ª conclusão O primeiro homem é o ladrão
2ª conclusão O segundo homem está falando a verdade
3ª conclusão O terceiro homem é mentiroso
4ª conclusão O terceiro homem é o pedreiro
5ª conclusão O segundo homem é o marceneiro

Terceira informação:
O terceiro diz: “Eu sou o ladrão.”
Análise: Sabemos que esta afirmação é falsa, pois o ladrão é o primeiro (ver 1ª
conclusão). E realmente era para ser algo falso, pois o terceiro homem é mentiroso,
conforme a 3ª conclusão.
Nesta segunda hipótese não chegamos a nenhum absurdo. Ela representa a resposta
correta:
· O ladrão é o primeiro
· O marceneiro é o segundo
· O pedreiro é o terceiro
Letra B
13. (AFC CGU 2006/ESAF) Pedro encontra-se à frente de três caixas, numeradas de 1
a 3. Cada uma das três caixas contém um e somente um objeto. Uma delas contém
um livro; outra, uma caneta; outra, um diamante. Em cada uma das caixas existe uma
inscrição, a saber:
Caixa 1: “O livro está na caixa 3.”
Caixa 2: “A caneta está na caixa 1.”
Caixa 3: “O livro está aqui.”
Pedro sabe que a inscrição da caixa que contém o livro pode ser verdadeira ou falsa.
Sabe, ainda, que a inscrição da caixa que contém a caneta é falsa, e que a inscrição
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
22
www.pontodosconcursos.com.br
da caixa que contém o diamante é verdadeira. Com tais informações, Pedro conclui
corretamente que nas caixas 1, 2 e 3 estão, respectivamente,
a) a caneta, o diamante, o livro.
b) o livro, o diamante, a caneta.
c) o diamante, a caneta, o livro.
d) o diamante, o livro, a caneta.
e) o livro, a caneta, o diamante.
Resolução
Aqui não temos exatamente pessoas que mentem/falam a verdade. Temos inscrições
que podem ser verdadeiras ou falsas. Mas a idéia de resolução é a mesma.
Dados do exercício:
· A caixa com o diamante tem inscrição verdadeira
· A caixa com a caneta tem inscrição falsa
· A caixa com o livro tem uma inscrição que pode ser verdadeira ou falsa

Nossa lista de conclusões, inicialmente, está em branco.
Conclusões


E vamos ao nosso “chute inicial”. Vamos supor que a inscrição da caixa 1 seja
verdadeira.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é verdadeira.

A primeira informação dada foi:
1. Inscrição da caixa 1: “O livro está na caixa 3.”
Análise: Sabemos que a caixa 1 é verdadeira (essa é nossa premissa). Conclusão: o
livro está na caixa 3.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
23
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é verdadeira.
1ª conclusão O livro está na caixa 3

Segunda informação:
2. Inscrição da caixa 2: “A caneta está na caixa 1.”
Até daria para, já agora, tirarmos uma conclusão sobre esta informação acima. Mas
vamos deixá-la para depois. Vocês verão que, com isso, nossa análise ficará bem
fácil.
Terceira informação:
3. Inscrição da caixa 3: “O livro está aqui.”
Análise: sabemos que, realmente, o livro está na caixa 3 (ver 1ª conclusão). Portanto,
a inscrição da caixa 3 é verdadeira.
Observem que foi mais fácil passar direto para a informação 3, pois ela, a exemplo da
informação 1, já analisada, também se refere à caixa 3. E para a caixa 3 nós já temos
uma conclusão.

Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é verdadeira.
1ª conclusão O livro está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é verdadeira

Como as inscrições das caixas 1 e 3 são verdadeiras, nenhuma delas contém a
caneta (pois a caixa com a caneta tem inscrição falsa). A caixa com a caneta só pode
ser a caixa 2. Conclusão: a caixa 2 contém a caneta e tem uma inscrição falsa.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
24
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é verdadeira.
1ª conclusão O livro está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é verdadeira
3ª conclusão A caneta está na caixa 2
4ª conclusão A inscrição da caixa 2 é falsa.

Por exclusão, a caixa 1 contém o diamante.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é verdadeira.
1ª conclusão O livro está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é verdadeira
3ª conclusão A caneta está na caixa 2
4ª conclusão A inscrição da caixa 2 é falsa.
5ª conclusão O diamante está na caixa 1

Agora sim, vamos voltar à segunda informação.
2. Inscrição da caixa 2: “A caneta está na caixa 1.”
Análise: agora que já descobrimos o que tem em cada caixa, fica fácil dizer que esta
afirmação acima é falsa (pois, de acordo com a 5ª conclusão, na caixa 1 está o
diamante). E, realmente, era para ser uma informação falsa, pois a inscrição da caixa
2 é falsa (ver 3ª conclusão).
Reparem que não chegamos a nenhum absurdo.
O conteúdo de cada caixa é:
· Caixa 3: livro
· Caixa 2: caneta
· Caixa 1: diamante.
Letra: C
Aí vem a pergunta: mas Professor, e se a gente tivesse chutado que a inscrição da
caixa 1 é falsa?
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
25
www.pontodosconcursos.com.br
Bom, aí chegaríamos a um absurdo.
Caso esta fosse nossa hipótese, teríamos:
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa

Primeira informação:
1. Inscrição da caixa 1: “O livro está na caixa 3.”
Análise: Sabemos que a inscrição da caixa 1 é falsa. Conclusão: o livro não está na
caixa 3.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa
1ª conclusão O livro não está na caixa 3

Novamente, vamos pular a segunda informação.
Terceira informação:
3. Inscrição da caixa 3: “O livro está aqui.”
Análise: Sabemos que o livro não está na caixa 3. Portanto, a inscrição da caixa 3
também é falsa.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa
1ª conclusão O livro não está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é falsa
Como as caixas 1 e 3 são falsas, nenhuma delas pode ser a caixa que contém o
diamante (pois a caixa com o diamante tem uma inscrição verdadeira). Logo, o
diamante só pode estar na caixa 2. Conclusão: o diamante está na caixa 2 e a caixa 2
tem uma inscrição verdadeira.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
26
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa
1ª conclusão O livro não está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é falsa
3ª conclusão O diamante está na caixa 2
4ª conclusão A inscrição da caixa 2 é verdadeira

Segunda informação:
2. Inscrição da caixa 2: “A caneta está na caixa 1.”
Análise: sabemos que a caixa 2 é verdadeira. Então, de fato, a caneta está na caixa 1.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa
1ª conclusão O livro não está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é falsa
3ª conclusão O diamante está na caixa 2
4ª conclusão A inscrição da caixa 2 é verdadeira
5ª conclusão A caneta está na caixa 1
Por exclusão, a caixa 3 só pode conter o livro.
Conclusões
Hipótese A inscrição da caixa 1 é falsa
1ª conclusão O livro não está na caixa 3
2ª conclusão A inscrição da caixa 3 é falsa
3ª conclusão O diamante está na caixa 2
4ª conclusão A inscrição da caixa 2 é verdadeira
5ª conclusão A caneta está na caixa 1
6ª conclusão O livro está na caixa 3

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
27
www.pontodosconcursos.com.br
E chegamos a uma contradição. Nossa primeira conclusão foi de que o livro não está
na caixa 3. E nossa última conclusão foi que o livro está na caixa 3. Esta situação é
absurda. E só chegamos a uma situação absurda quando a hipótese inicial é
errada!
14. (CVM 2001/ESAF) Cinco colegas foram a um parque de diversões e um deles
entrou sem pagar. Apanhados por um funcionário do parque, que queria saber qual
deles entrou sem pagar, eles informaram:
– “Não fui eu, nem o Manuel”, disse Marcos.
– “Foi o Manuel ou a Maria”, disse Mário.
– “Foi a Mara”, disse Manuel.
– “O Mário está mentindo”, disse Mara.
– “Foi a Mara ou o Marcos”, disse Maria.
Sabendo-se que um e somente um dos cinco colegas mentiu, conclui-se logicamente
que quem entrou sem pagar foi:
a) Mário
b) Marcos
c) Mara
d) Manuel
e) Maria
Resolução:
Somente uma pessoa mentiu. Observem que a afirmação de Manuel é a mais simples
de ser analisada. Ele se refere apenas à Mara. Ele diz que Mara foi quem entrou sem
pagar. Por este motivo, vamos fazer nossas hipóteses sobre Manuel.
Hipótese: Manuel está mentindo e os demais estão dizendo a verdade.
Conclusões
Hipótese Manuel é o único mentiroso

Como só sabemos algo a respeito de Manuel, vamos analisar sua declaração. Manuel
afirma que Mara entrou sem pagar. Sabemos que Manuel é mentiroso. Logo, Mara
pagou para entrar.
Conclusões
Hipótese Manuel é o único mentiroso
1ª conclusão Mara pagou para entrar

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
28
www.pontodosconcursos.com.br
Mara afirma que Mário está mentindo. Sabemos que Mara é verdadeira (pois Manuel é
o único mentiroso). Logo, Mário está mentindo.
Conclusões
Hipótese Manuel é o único mentiroso
1ª conclusão Mara pagou para entrar
2ª conclusão Mário está mentindo

E chegamos a uma contradição. Segundo nossa hipótese, o único mentiroso é o
Manuel. E nossa segunda conclusão foi que Mário está mentindo. Isto é absurdo.

Portanto, nossa hipótese está errada. Na verdade, Manuel está dizendo a verdade.
Ora, se Manuel está dizendo a verdade, então Mara entrou sem pagar.
Letra: C
Interessante observar que, nesta segunda hipótese, não chegamos a nenhuma
contradição. Para não deixar dúvidas, seguem as demais conclusões:
· Marcos diz que não foi ele nem o Manuel que entraram sem pagar. Sabemos que
Mara entrou sem pagar. Marcos está dizendo a verdade.
· Mário diz que foi o Manuel ou a Maria que entrou sem pagar. Sabemos que quem
entrou sem pagar foi Mara. Conclusão: Mário está mentindo.
· Mara diz que Mário está mentindo. Sabemos que realmente ele é mentiroso.
Conclusão: Mara diz a verdade.
· Maria diz que foi o Marcos ou a Mara. Sabemos que foi a Mara quem entrou sem
pagar. Conclusão: Maria diz a verdade.
Notem que apenas Mário mentiu, o que está de acordo com o enunciado (há apenas 1
mentiroso).

Outra forma de resolução, um pouco mais demorada, seria a seguinte. Poderíamos
chutar quem entrou sem pagar e ver quantas pessoas estariam mentindo. Primeiro,
chutaríamos que Marcos entrou sem pagar. Concluiríamos que haveria mais de 1
mentiroso (absurdo).
Depois, chutaríamos que Mário entrou sem pagar. Concluiríamos que haveria mais de
1 mentiroso (absurdo).
E assim por diante.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
29
www.pontodosconcursos.com.br
15. (MTE 2003/ESAF) Um professor de Lógica percorre uma estrada que liga, em
linha reta, as vilas Alfa, Beta e Gama. Em Alfa, ele avista dois sinais com as seguintes
indicações:
“Beta a 5 km” e “Gama a 7 km”. Depois, já em Beta, encontra dois sinais com as
indicações: “Alfa a 4 km” e “Gama a 6 km”. Ao chegar a Gama, encontra mais dois
sinais: “Alfa a 7 km” e “Beta a 3 km”. Soube, então, que, em uma das três vilas, todos
os sinais têm indicações erradas; em outra, todos os sinais têm indicações corretas; e
na outra um sinal tem indicação correta e outro sinal tem indicação errada (não
necessariamente nesta ordem). O professor de Lógica pode concluir, portanto, que as
verdadeiras distâncias, em quilômetros, entre Alfa e Beta, e entre Beta e Gama, são,
respectivamente:
a) 5 e 3
b) 5 e 6
c) 4 e 6
d) 4 e 3
e) 5 e 2

Resolução:

As indicações de placa são:
Alfa: beta a 5 km e gama a 7 km
Beta: alfa a 4 km e gama a 6 km
Gama: alfa a 7 km e beta a 3 km

Hipótese: as placas de alfa são verdadeiras.
Conclusões
Hipótese As duas placas de Alfa são verdadeiras

Como as placas de alfa são verdadeiras, então: a distância entre alfa a beta é de 5
km; a distância entre alfa e gama é de 7 km; por diferença, a distância entre beta é
gama é de 2 km.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
30
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese As duas placas de Alfa são verdadeiras
1ª conclusão Distância de alfa a beta: x = 5 km
2ª conclusão Distância de alfa a gama: x+y = 7 km
3ª conclusão Distância de beta a gama: y = 2 km

A primeira placa de beta afirma que a distância entre alfa e beta é de 4 km, o que é
falso. A segunda placa de beta afirma que a distância entre beta e gama é de 6 km, o
que é falso. Conclusão: as duas placas de beta são falsas
Conclusões
Hipótese As duas placas de Alfa são verdadeiras
1ª conclusão Distância de alfa a beta: x = 5 km
2ª conclusão Distância de alfa a gama: x+y = 7 km
3ª conclusão Distância de beta a gama: y = 2 km
4ª conclusão As duas placas de Beta são falsas

A primeira placa de gama afirma que a distância entre alfa e gama é de 7 km, o que é
verdadeiro. A segunda placa de gama afirma que a distância entre beta e gama é de 3
km, o que é falso. Conclusão: gama tem uma placa verdadeira e uma falsa
Conclusões
Hipótese As duas placas de Alfa são verdadeiras
1ª conclusão Distância de alfa a beta: x = 5 km
2ª conclusão Distância de alfa a gama: x+y = 7 km
3ª conclusão Distância de beta a gama: y = 2 km
4ª conclusão As duas placas de Beta são falsas
5ª conclusão Gama tem uma placa verdadeira e uma falsa

Não chegamos a nenhuma contradição. Obtivemos 1 cidade com duas placas
verdadeiras (alfa), 1 cidade com duas placas falsas (beta) e 1 cidade com uma placa
falsa e outra verdadeira (gama). Foi exatamente a condição imposta no enunciado.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
31
www.pontodosconcursos.com.br
Qualquer outra hipótese feita quanto às placas de alfa resultaria em contradição.
Letra: E

16. (MPU 2004/ESAF) Fernanda atrasou-se e chega ao estádio da Ulbra quando o
jogo de vôlei já está em andamento. Ela pergunta às suas amigas, que estão
assistindo à partida, desde o início, qual o resultado até o momento. Suas amigas
dizem-lhe:
Amanda: “Neste set, o escore está 13 a 12”.
Berenice: “O escore não está 13 a 12, e a Ulbra já ganhou o primeiro set”.
Camila: “Este set está 13 a 12, a favor da Ulbra”.
Denise: “O escore não está 13 a 12, a Ulbra está perdendo este set, e quem vai sacar
é a equipe visitante”.
Eunice: “Quem vai sacar é a equipe visitante, e a Ulbra está ganhando este set”.
Conhecendo suas amigas, Fernanda sabe que duas delas estão mentindo e que as
demais estão dizendo a verdade. Conclui, então, corretamente, que
a) o escore está 13 a 12, e a Ulbra está perdendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
b) o escore está 13 a 12, e a Ulbra está vencendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
c) o escore não está 13 a 12, e a Ulbra está vencendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
d) o escore não está 13 a 12, e a Ulbra não está vencendo este set, e a Ulbra venceu
o primeiro set.
e) o escore está 13 a 12, e a Ulbra vai sacar, e a Ulbra venceu o primeiro set.

Resolução:
Chute: Amanda é mentirosa.
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa

Vamos avaliar a frase de Amanda. Ela diz que o escore está 13 a 12. Como Amanda
mente, então o escore não está 13 a 12.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
32
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12

Vamos agora para a frase de Camila.
Camila: “Este set está 13 a 12, a favor da Ulbra”.

Sabemos que o escore não está 13 a 12. Portanto, Camila está mentindo, pois afirma
justamente o contrário.
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12
2ª Conclusão Camila está mentindo

Pronto. Já achamos as duas amigas mentirosas. Concluímos que as demais falam a
verdade.
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12
2ª Conclusão Camila está mentindo
3ª Conclusão Berenice, Denise e Eunice falam a verdade

Vejamos a frase de Berenice:
Berenice: “O escore não está 13 a 12, e a Ulbra já ganhou o primeiro set”.
Como Berenice fala a verdade (ver 3ª conclusão), então tudo que ela disse acima é
correto. Ou seja, o escore não está 13 a 12 (o que já sabíamos) e Ulbra ganhou o
primeiro set.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
33
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12
2ª Conclusão Camila está mentindo
3ª Conclusão Berenice, Denise e Eunice falam a verdade
4ª Conclusão Ulbra ganhou o primeiro set

Agora vamos para Denise.
Denise: “O escore não está 13 a 12, a Ulbra está perdendo este set, e quem vai sacar
é a equipe visitante”.

Denise também fala a verdade. Logo, tudo que ela disse acima é correto.
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12
2ª Conclusão Camila está mentindo
3ª Conclusão Berenice, Denise e Eunice falam a verdade
4ª Conclusão Ulbra ganhou o primeiro set
5ª Conclusão Ulbra está perdendo este set
6ª Conclusão Quem vai sacar é a equipe visitante
Por fim, a frase de Eunice.
Eunice: “Quem vai sacar é a equipe visitante, e a Ulbra está ganhando este set”.

Eunice também fala a verdade. Logo, tudo o que ela disse acima está correto.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
34
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese Amanda é mentirosa
1ª conclusão O escore não está 13 a 12
2ª conclusão Camila está mentindo
3ª conclusão Berenice, Denise e Eunice falam a verdade
4ª conclusão Ulbra ganhou o primeiro set
5ª conclusão Ulbra está perdendo este set
6ª conclusão Quem vai sacar é a equipe visitante
7ª conclusão Ulbra está ganhando este set
E chegamos a uma contradição! A 5ª conclusão foi que Ulbra está perdendo este set.
A última conclusão foi que Ulbra está ganhando este set.
Só chegamos a uma conclusão porque a hipótese inicial foi errada. Devemos alterar
nosso chute.

Nova hipótese: Amanda é verdadeira.
Conclusões
Hipótese Amanda é verdadeira

Vamos avaliar a frase de Amanda. Ela diz que o escore está 13 a 12. Como Amanda
diz a verdade, então o escore realmente está 13 a 12.
Conclusões
Hipótese Amanda é verdadeira
1ª conclusão O escore está 13 a 12

Berenice e Denise dizem que o escore não está 13 a 12. Mas sabemos que é
justamente o contrário. Logo, Berenice e Denise mentem.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
35
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
Hipótese Amanda é verdadeira
1ª conclusão O escore está 13 a 12
2ª conclusão Berenice mente
3ª conclusão Denise mente
Pronto, achamos as duas mentirosas. As demais amigas são todas verdadeiras.
E o que é que as demais amigas falam? Elas falam o seguinte:
Camila: “Este set está 13 a 12, a favor da Ulbra”.
Eunice: “Quem vai sacar é a equipe visitante, e a Ulbra está ganhando este set”.
Como elas são verdadeiras, tudo o que está dito acima é correto.
Hipótese Amanda é verdadeira
1ª conclusão O escore está 13 a 12
2ª conclusão Berenice mente
3ª conclusão Denise mente
4ª conclusão Ulbra está ganhando este set
5ª conclusão A equipe visitante vai sacar.
Não chegamos a nenhuma contradição. O quadro acima representa a resposta
correta.
Letra: B

Resoluções Alternativas
Uma das maiores dificuldades que os alunos encontram ao estudar Raciocínio Lógico
é a falta de sistematização das resoluções. Talvez por isso muita gente ache que,
dentre as matérias de exatas que caem em concursos, RL é a mais difícil.
Em matemática financeira, por exemplo, temos exercícios cujas resoluções são mais
“padronizadas”. Grosso modo, se a questão é de juros compostos, aplicamos a
fórmula de juros compostos. Se a questão é de juros simples, aplicamos a fórmula de
juros simples. E assim por diante. Cada tipo de questão tem sua fórmula associada.
Em RL isso nem sempre acontece. Há questões que apresentam diversas formas de
resolução. Por isso, nas questões acima, tentamos mostrar resoluções que seguem
certos padrões.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
36
www.pontodosconcursos.com.br
Qual a vantagem disso? A vantagem é dar ao aluno um pouco mais de segurança
para resolver a questão.
Qual a desvantagem? Muitas vezes, a solução “padronizada” não é a mais rápida.
Nas questões de verdade/mentira isso acontece muito. É meio demorado ficar
testando hipóteses.
Assim, para aqueles com um pouco mais de facilidade na matéria, vamos agora
apresentar algumas soluções alternativas, mais rápidas, que dispensam o chute inicial.

Solução alternativa para o exercício 12
Três homens são levados à presença de um jovem lógico. Sabe-se que um deles é um
honesto marceneiro, que sempre diz a verdade. Sabe-se, também, que um outro é um
pedreiro, igualmente honesto e trabalhador, mas que tem o estranho costume de
sempre mentir, de jamais dizer a verdade. Sabe-se, ainda, que o restante é um vulgar
ladrão que ora mente, ora diz a verdade. O problema é que não se sabe quem, entre
eles, é quem. À frente do jovem lógico, esses três homens fazem, ordenadamente, as
seguintes declarações:
O primeiro diz: “Eu sou o ladrão.”
O segundo diz: “É verdade; ele, o que acabou de falar, é o ladrão.”
O terceiro diz: “Eu sou o ladrão.”
Com base nestas informações, o jovem lógico pode, então, concluir corretamente que:
a) O ladrão é o primeiro e o marceneiro é o terceiro.
b) O ladrão é o primeiro e o marceneiro é o segundo.
c) O pedreiro é o primeiro e o ladrão é o segundo.
d) O pedreiro é o primeiro e o ladrão é o terceiro.
e) O marceneiro é o primeiro e o ladrão é o segundo

Observem que o primeiro e o segundo homens fazem declarações iguais. Portanto, ou
ambos mentem, ou ambos dizem a verdade. Já o terceiro homem faz uma declaração
oposta às dos demais. Sua natureza é diferente da natureza dos dois primeiros.
Ou o terceiro homem é o único verdadeiro ou é o único mentiroso.
Se tivéssemos um único verdadeiro, este seria o marceneiro, que diria “eu sou o
marceneiro”. O marceneiro nunca diria “eu sou o ladrão”.
Como o terceiro homem disse “eu sou o ladrão”, então o terceiro homem é o único
mentiroso. Por conseqüência, os dois primeiros são verdadeiros.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
37
www.pontodosconcursos.com.br
Se só há um mentiroso, ele é o pedreiro. Portanto, o terceiro homem é o pedreiro.
Como o primeiro homem disse a verdade, então ele é o ladrão. Por exclusão, o
segundo homem é o marceneiro.
Notem que, se o candidato visualizasse logo de início que, necessariamente, o
primeiro e o segundo homens têm a mesma natureza, a resolução ficaria bem mais
rápida.
Solução alternativa para o exercício 14
Cinco colegas foram a um parque de diversões e um deles entrou sem pagar.
Apanhados por um funcionário do parque, que queria saber qual deles entrou sem
pagar, eles informaram:
– “Não fui eu, nem o Manuel”, disse Marcos.
– “Foi o Manuel ou a Maria”, disse Mário.
– “Foi a Mara”, disse Manuel.
– “O Mário está mentindo”, disse Mara.
– “Foi a Mara ou o Marcos”, disse Maria.
Sabendo-se que um e somente um dos cinco colegas mentiu, conclui-se logicamente
que quem entrou sem pagar foi:
a) Mário
b) Marcos
c) Mara
d) Manuel
e) Maria

Note que Mara acusa Mário de estar mentindo. Como só há um mentiroso, então um
dos dois deve ser o mentiroso. Ou Mara mente ou Mário mente.
E aqui está o detalhe: mesmo sem sabermos quem dos dois é o mentiroso, já
podemos concluir que é um deles. Logo, todos os demais estão dizendo a verdade.
Portanto, concluímos que Manuel diz a verdade.
Manuel afirma que a Mara entrou sem pagar. Como Manuel diz a verdade, concluímos
que Mara entrou sem pagar.

Solução alternativa para o exercício 15
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
38
www.pontodosconcursos.com.br
Um professor de Lógica percorre uma estrada que liga, em linha reta, as vilas Alfa,
Beta e Gama. Em Alfa, ele avista dois sinais com as seguintes indicações:
“Beta a 5 km” e “Gama a 7 km”. Depois, já em Beta, encontra dois sinais com as
indicações: “Alfa a 4 km” e “Gama a 6 km”. Ao chegar a Gama, encontra mais dois
sinais: “Alfa a 7 km” e “Beta a 3 km”. Soube, então, que, em uma das três vilas, todos
os sinais têm indicações erradas; em outra, todos os sinais têm indicações corretas; e
na outra um sinal tem indicação correta e outro sinal tem indicação errada (não
necessariamente nesta ordem). O professor de Lógica pode concluir, portanto, que as
verdadeiras distâncias, em quilômetros, entre Alfa e Beta, e entre Beta e Gama, são,
respectivamente:
a) 5 e 3
b) 5 e 6
c) 4 e 6
d) 4 e 3
e) 5 e 2

Aqui ainda vamos usar a técnica do chute inicial. Só vamos direcionar um pouco o
chute.
Podemos montar a seguinte tabela:
Cidade Alfa – Beta Beta – Gama Alfa – Gama
Alfa 5 2 7
Beta 4 6 10
Gama 4 3 7
Os números em azul representam as indicações das placas. Os números em vermelho
representam distâncias deduzidas a partir das demais placas da cidade.

Observem que a placa com a indicação de 7 km, referente ao trecho Alfa-Gama,
repete. Ela aparece tanto na cidade Alfa quanto na cidade Gama. Então vamos centrar
nossa análise justamente nesta placa.
Vamos supor que esta placa é falsa (chute inicial!)
Se ela for falsa, então a cidade Beta é quem apresenta duas placas verdadeiras.
Como conseqüência, as cidades Alfa e Gama só apresentam placas falsas, o que vai
contra ao disposto no comando da questão.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
39
www.pontodosconcursos.com.br
A vantagem desse procedimento é que rapidamente concluímos que nosso chute
inicial foi errado. Ou seja, não perdemos muito tempo com uma hipótese errada.

Continuando a resolução.
Concluímos que a distância entre Alfa e Gama é de 7 km. Com isso, Alfa e Gama
apresentam placas verdadeiras. Portanto, as duas placas de Beta são falsas.
Se as duas placas de Beta são falsas, então a distância entre Alfa e Beta não é de 4
km. Logo, a distância entre Beta e Gama não é de 3 km. Portanto, a segunda placa de
Gama é falsa.
Como uma das cidades apresenta duas placas verdadeiras, por exclusão, concluímos
que a segunda placa de Alfa é verdadeira.

Solução alternativa para o exercício 16.
Fernanda atrasou-se e chega ao estádio da Ulbra quando o jogo de vôlei já está em
andamento. Ela pergunta às suas amigas, que estão assistindo à partida, desde o
início, qual o resultado até o momento. Suas amigas dizem-lhe:
Amanda: “Neste set, o escore está 13 a 12”.
Berenice: “O escore não está 13 a 12, e a Ulbra já ganhou o primeiro set”.
Camila: “Este set está 13 a 12, a favor da Ulbra”.
Denise: “O escore não está 13 a 12, a Ulbra está perdendo este set, e quem vai sacar
é a equipe visitante”.
Eunice: “Quem vai sacar é a equipe visitante, e a Ulbra está ganhando este set”.
Conhecendo suas amigas, Fernanda sabe que duas delas estão mentindo e que as
demais estão dizendo a verdade. Conclui, então, corretamente, que
a) o escore está 13 a 12, e a Ulbra está perdendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
b) o escore está 13 a 12, e a Ulbra está vencendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
c) o escore não está 13 a 12, e a Ulbra está vencendo este set, e quem vai sacar é a
equipe visitante.
d) o escore não está 13 a 12, e a Ulbra não está vencendo este set, e a Ulbra venceu
o primeiro set.
e) o escore está 13 a 12, e a Ulbra vai sacar, e a Ulbra venceu o primeiro set.

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
40
www.pontodosconcursos.com.br
Quase todas as amigas se pronunciam sobre o escore deste set. Amanda e Camila
dizem que o escore está 13 a 12. Berenice e Denise afirmam que o escore não está
13 a 12.
Se o escore estiver realmente 13 a 12, então Berenice e Denise são as duas
mentirosas.
Se o escore não estiver 13 a 12, então Amanda e Camila são as duas mentirosas.
Seja qual for o escore, portanto, as mentirosas serão duas destas quatro amigas
acima mencionadas (ou Amanda e Camila; ou Berenice e Denise). Conclusão: Eunice,
que não se manifestou sobre o escore, diz a verdade.
Conclusões
1ª conclusão Eunice diz a verdade

Se Eunice diz a verdade, então, a partir de sua afirmação, temos as seguintes
conclusões:
· Quem vai sacar é a equipe visitante
· Ulbra está ganhando este set.
Conclusões
1ª conclusão Eunice diz a verdade
2ª conclusão Quem vai sacar é a equipe visitante
3ª conclusão Ulbra está ganhando este set

Agora, reparem que Denise afirma que a Ulbra está perdendo este set. Sabemos que
isto é falso. Denise está mentindo. Conclusão: as mentirosas são Denise e Berenice.
Conclusões
1ª conclusão Eunice diz a verdade
2ª conclusão Quem vai sacar é a equipe visitante
3ª conclusão Ulbra está ganhando este set
4ª conclusão As duas mentirosas são Denise e Berenice

Descobertas as mentirosas, temos que Amanda e Camila também dizem a verdade.
Com base nas suas afirmações, concluímos que o escore está 13 a 12 neste set
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
41
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusões
1ª conclusão Eunice diz a verdade
2ª conclusão Quem vai sacar é a equipe visitante
3ª conclusão Ulbra está ganhando este set
4ª conclusão As duas mentirosas são Denise e Berenice
5ª conclusão O escore está 13 a 12 neste set.

1 Verdade e mentira: exercícios do segundo tipo
Ainda vamos trabalhar com exercícios de mentira e verdade. Eles poderiam muito bem
ser resolvidos a partir de “chutes”. Mas uma forma de encurtar a resolução é identificar
as “respostas-chave”. São respostas que nos darão conclusões imediatas.

17. (MPU 2004/ESAF) Sócrates encontra-se em viagem por um distante e estranho
país, formado por apenas duas aldeias, uma grande e outra pequena. Os habitantes
entendem perfeitamente o português, mas falam apenas no idioma local,
desconhecido por Sócrates. Ele sabe, contudo, que os habitantes da aldeia menor
sempre dizem a verdade, e os da aldeia maior sempre mentem. Sabe, também, que
“Milango” e “Nabungo” são as palavras no idioma local que significam “sim” e “não”,
mas não sabe qual delas significa “sim” e nem, conseqüentemente, qual significa
“não”. Um dia, Sócrates encontra um casal acompanhado de um jovem. Dirigindo-se a
ele, e apontando para o casal, Sócrates pergunta:
– Meu bom jovem, é a aldeia desse homem maior do que a dessa mulher?
– Milango –, responde o jovem.
– E a tua aldeia é maior do que a desse homem? –, voltou Sócrates a perguntar.
– Milango –, tornou o jovem a responder.
– E, dize-me ainda, és tu da aldeia maior? – perguntou Sócrates.
– Nabungo –, disse o jovem.
Sócrates, sorrindo, concluiu corretamente que
a) o jovem diz a verdade, e o homem é da aldeia grande e a mulher da grande.
b) o jovem mente, e o homem é da aldeia grande e a mulher da pequena.
c) o jovem mente, e o homem é da aldeia pequena e a mulher da pequena.
d) o jovem diz a verdade, e o homem é da aldeia pequena e a mulher da pequena.
e) o jovem mente, e o homem é da aldeia grande e a mulher da grande.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
42
www.pontodosconcursos.com.br

Resolução:
Observe atentamente a terceira pergunta. Sócrates pergunta ao jovem se ele é da
aldeia maior. Acontece que os habitantes da aldeia maior sempre mentem. Portanto,
perguntar ao jovem se ele é da aldeia maior é o mesmo que perguntar: Você é
mentiroso?
Neste exercício, a resposta a esta pergunta é uma “resposta chave”. Por quê? Porque
ela vai permitir que tiremos uma conclusão imediata, como veremos a seguir.
A pergunta é: jovem, você é mentiroso?
Se o jovem só disser a verdade, ele responderá que não, ele não é mentiroso. Ele
estará sendo sincero ao responder negativamente.
Se o jovem for mentiroso, ele também responderá “não”. Ele estará mentindo. Ele dirá
que não é mentiroso, embora o seja.
Deste modo, não importa se o jovem é verdadeiro ou mentiroso. Ele, com certeza,
responderá que “não”.
ATENÇÃO:
Perguntas do tipo: “você é mentiroso?”
Não importa se a pessoa é verdadeira ou mentirosa. Ela sempre responderá:
NÃO
Continuando com o problema. Sabemos que a resposta à terceira pergunta é: não.
Disto, tiramos duas conclusões imediatas:
· Nabungo = não
· Milango = sim
Com estas informações, podemos analisar as demais respostas do jovem. Ele faz as
seguintes afirmações:
· O homem é de uma aldeia maior que a da mulher (ver primeira resposta)
· A aldeia do jovem é maior que a do homem (ver segunda resposta)
· O jovem é da aldeia menor (ver terceira resposta)
O enunciado deixa bem claro que só existem duas aldeias: a maior e a menor (ou
ainda: a grande e a pequena). Portanto, fica evidente que o jovem está mentindo. Não
é possível que ele seja da aldeia pequena e, ao mesmo tempo, sua aldeia seja maior
que a do homem.
Conclusão: o jovem mente e, consequentemente, é da aldeia grande.
Já sabendo que o jovem é da aldeia grande, vamos analisar a segunda resposta.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
43
www.pontodosconcursos.com.br
Na segunda resposta, o jovem afirma que sua aldeia é maior que a aldeia do homem.
Ou seja, ele afirma que o homem é da aldeia pequena.
Como o jovem é mentiroso, então, na verdade, o homem é da aldeia grande.
Já sabendo que o homem e o jovem são da aldeia grande, vamos analisar a primeira
resposta.
Na primeira resposta, o jovem afirma que a aldeia do homem é maior que a aldeia da
mulher. Ou seja, ele afirma que a mulher é da aldeia pequena.
Como o jovem é mentiroso, então a mulher é da aldeia grande.
Letra E



18. (CGU 2006 /ESAF) Um professor de lógica encontra-se em viajem em um país
distante, habitado pelos verdamanos e pelos mentimanos. O que os distingue é que os
verdamanos sempre dizem a verdade, enquanto os mentimanos sempre mentem.
Certo dia, o professor depara-se com um grupo de cinco habitantes locais. Chamemo-
los de Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon. O professor sabe que um e apenas um no
grupo é verdamano, mas não sabe qual deles o é. Pergunta, então, a cada um do
grupo quem entre eles é verdamano e obtém as seguintes respostas:
Alfa: “Beta é mentimano”
Beta: “Gama é mentimano”
Gama: “Delta é verdamano”
Delta: “Épsilon é verdamano”
Épsilon, afônico, fala tão baixo que o professor não consegue ouvir sua resposta.
Mesmo assim, o professor de lógica conclui corretamente que o verdamano é:
a) Delta
b) Alfa
c) Gama
d) Beta
e) Épsilon
Resolução
Observe a resposta de Gama. Ela é uma resposta chave.
Só existe 1 verdamano. Este verdamano, quando for se referir a qualquer outro
habitante, vai, corretamente, informar que se trata de um mentimano.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
44
www.pontodosconcursos.com.br
Conclusão: um verdamano nunca vai apontar para um outro habitante e dizer que se
trata de um verdamano (já que só ele é verdamano, de acordo com o enunciado).
Portanto, a partir da resposta de Gama, concluímos que ele é mentiroso.
Ora, se Gama é mentiroso, então Beta diz a verdade, uma vez que Beta afirma que
Gama é mentimano.
Logo, o verdamano é Beta.
Letra D
19. (MPU 2004-2/ESAF) Uma empresa produz andróides de dois tipos: os de tipo V,
que sempre dizem a verdade, e os de tipo M, que sempre mentem. Dr. Turing, um
especialista em Inteligência Artificial, está examinando um grupo de cinco andróides –
rotulados de Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon –, fabricados por essa empresa, para
determinar quantos entre os cinco são do tipo V. Ele pergunta a Alfa: “Você é do tipo
M?” Alfa responde, mas Dr. Turing, distraído, não ouve a resposta. Os andróides
restantes fazem, então, as seguintes declarações:
Beta: “Alfa respondeu que sim”.
Gama: “Beta está mentindo”.
Delta: “Gama está mentindo”.
Épsilon: “Alfa é do tipo M”.
Mesmo sem ter prestado atenção à resposta de Alfa, Dr. Turing pôde, então, concluir
corretamente que o número de andróides do tipo V, naquele grupo, era igual a
a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5.

Resolução:
Dr. Turing perguntou a Alfa se ele é mentiroso. A resposta a esta pergunta é uma
resposta “chave”.
Mesmo sem que ele tenha ouvido o que o andróide disse, pôde concluir que a
resposta foi “não”. A resposta para este tipo de pergunta é sempre “não” (não importa
se o indivíduo sempre mente ou sempre diz a verdade).
Disto, temos:
· Beta diz que Alfa respondeu “sim”. Sabemos que Alfa respondeu “não”. Conclusão:
Beta está mentindo.
· Gama diz que Beta está mentindo. Sabemos que Beta realmente está mentindo.
Conclusão: Gama diz a verdade.
· Delta diz que Gama está mentindo. Sabemos que Gama diz a verdade. Conclusão:
Delta está mentindo
· Épsilon diz que Alfa é mentiroso. Não temos como concluir nada.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
45
www.pontodosconcursos.com.br

Agora vem o grande detalhe desta questão! Não se pediu para identificar quem
mente e quem diz a verdade. A pergunta foi: quantos são os andróides do tipo V.
Apenas isto. Não precisamos descobrir quais são eles.
Entre os andróides Beta, Gama e Delta, apenas Gama diz a verdade.
Faltam ainda os andróides Alfa e Épsilon pra gente analisar.
Se Alfa for do tipo V, então Épsilon mentiu. Conclusão: Épsilon é do tipo M.
Caso contrário, se Alfa for do tipo M, então Épsilon disse a verdade. Conclusão:
Épsilon é do tipo V.
Tanto em um caso como no outro, Alfa e Épsilon são de tipos diferentes. Um deles é V
e o outro é M. Não sabemos quem é quem.
Portanto, são dois andróides do tipo V. Um deles é Gama. O outro é Alfa ou Épsilon.
Letra B

Problemas de Associação Lógica 

São questões envolvendo um grupo de pessoas ou objetos, cada um com uma
determinada característica. Nosso papel será determinar quem tem qual
característica. Por essa razão, apelidaremos tais questões de “Dá a César o
que é de César”. Veremos as principais técnicas durante a resolução das
questões.
20. (FNDE/2007/FGV) Três amigas encontram-se em uma festa. O vestido de
uma delas é azul, o de outra é preto, e o da outra é branco. Elas calçam
sapatos dessas mesmas cores, mas somente Ana está com vestido e sapatos
de mesma cor. Nem o vestido nem os sapatos de Júlia são brancos. Márcia
está com sapatos azuis. Desse modo:
a) o vestido de Júlia é azul e o de Ana é preto.
b) o vestido de Júlia é branco e seus sapatos são pretos.
c) os sapatos de Júlia são pretos e o vestido de Márcia é branco.
d) o vestido de Márcia é preto e os sapatos de Ana são brancos.
e) o vestido de Ana é azul e os sapatos de Júlia são brancos.
Resolução
Faremos novamente uma tabela para associar cada mulher à cor do seu
vestido e à cor do seu sapato.
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
46
www.pontodosconcursos.com.br
Vestido Sapato
Ana
Júlia
Márcia

Márcia está com sapatos azuis. Sabemos que o sapato de Júlia não é branco.
Concluímos que os sapatos brancos são de Ana. Ora, Ana possui sapatos e
vestido de mesma cor. Assim, o seu vestido também é branco. Por exclusão,
os sapatos de Júlia são pretos. Como somente Ana possui sapato e vestido de
mesma cor, o vestido de Júlia é azul e o vestido de Márcia é preto.
Vestido Sapato
Ana Branco Branco
Júlia Azul Preto
Márcia Preto Azul

Letra D Æ O vestido de Márcia é preto e os sapatos de Ana são brancos.
21. (TRT-24ª Região 2006/FCC) Alice, Bruna e Carla, cujas profissões são
advogada, dentista e professora, não necessariamente nesta ordem, tiveram
grandes oportunidades para progredir em sua carreira: uma delas foi aprovada
em um concurso público; outra recebeu uma ótima oferta de emprego e a
terceira, uma proposta para fazer um curso de especialização no exterior.
Considerando que:
- Carla é professora.
- Alice recebeu proposta para fazer o curso de especialização no exterior.
- A advogada foi aprovada em um concurso público.
É correto afirmar que:
a) Alice é advogada.
b) Bruna é advogada.
c) Carla foi aprovada no concurso público.
d) Bruna recebeu a oferta de emprego.
e) Bruna é dentista.
Resolução
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
47
www.pontodosconcursos.com.br
Construiremos uma tabela para associar cada mulher à sua profissão e à sua
oportunidade para progredir na carreira.
Profissão Oportunidade
Alice
Bruna
Carla

Com as duas primeiras informações, podemos preencher a profissão de Carla
e a oportunidade de Alice.
Profissão Oportunidade
Alice Curso de
especialização
Bruna
Carla Professora

A terceira frase nos diz que a advogada foi aprovada em concurso público.
Sabemos que Alice não foi aprovada em concurso público e que Carla não é
advogada. Portanto, a terceira frase se refere a Bruna.
Profissão Oportunidade
Alice Curso de
especialização
Bruna Advogada Concurso
público
Carla Professora

Por exclusão, temos que Alice é dentista e Carla recebeu uma ótima oferta de
emprego.
Profissão Oportunidade
Alice Dentista Curso de
especialização
Bruna Advogada Concurso
público
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
48
www.pontodosconcursos.com.br
Carla Professora Oferta de
emprego

Letra B Æ Bruna é advogada.
22. (Prefeitura de Jaboatão 2006/FCC) As afirmações abaixo referem-se às
praias que 5 amigos pernambucanos costumam frequentar:
- Antônio e João não frequentam a praia de Boa Viagem.
- Maurício e Francisco não frequentam a praia de Maria Farinha nem a de
Piedade.
- Duarte não frequenta a praia do Pina nem a de Candeias.
- Antônio não frequenta a praia de Maria Farinha.
- Duarte não frequenta a praia de Maria Farinha nem a de Piedade.
- Francisco não frequenta a praia de Candeias.
Nessas condições, considerando que cada um deles frequenta uma única
praia, aquele que frequenta a praia:
a) de Piedade é Antônio.
b) do Pina é Duarte.
c) de Boa Viagem é Francisco.
d) de Candeias é João.
e) de Maria Farinha é Maurício.
Resolução
Seguiremos uma estratégia um pouco diferente. Não vale a pena utilizarmos
uma tabela semelhante às das questões anteriores. Temos muitas informações
sobre as praias que eles não frequentam. A tabela que faremos terá o seguinte
aspecto: escreveremos na primeira coluna os nomes dos personagens e na
primeira linha o nome das praias frequentadas.
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
Maurício
Francisco
Duarte

CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
49
www.pontodosconcursos.com.br
Usaremos a seguinte notação: quando não houver associação entre o
personagem e a característica (no caso, a praia frequentada), marcaremos
uma bolinha. Se houver associação entre o personagem e a característica,
marcaremos um X.
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
Maurício
Francisco
Duarte

Acabamos de preencher todas as informações do texto. Perceba que Duarte,
por exclusão, frequenta Boa Viagem (marcaremos um X). Maria Farinha só
pode ser frequentada por João (marcaremos um X).
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
Maurício
Francisco
Duarte

A praia de Boa Viagem é frequentada por Duarte. Concluímos que nem
Maurício nem Francisco frequentam Boa Viagem (preenchemos com bolinhas).
João frequenta Maria Farinha e, portanto, não frequenta nem Piedade, nem
Pina, nem Candeias (preenchemos com bolinhas).
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
50
www.pontodosconcursos.com.br
Maurício
Francisco
Duarte

Desta nova tabela, concluímos que Piedade é frequentada por Antônio (logo,
ele não frequenta nem Pina nem Candeias) e Francisco frequenta o Pina (logo,
Maurício não frequenta o Pina).
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
Maurício
Francisco
Duarte

Para finalizar, temos que Maurício frequenta Candeias.
Boa
Viagem
Maria
Farinha
Piedade Pina Candeias
Antônio
João
Maurício
Francisco
Duarte

Letra A Æ Antônio frequenta a praia de Piedade.
23. (Agente Administrativo DNOCS 2010/FCC) Três Agentes Administrativos −
Almir, Noronha e Creuza − trabalham no Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas: um, no setor de atendimento ao público, outro no setor de
compras e o terceiro no almoxarifado. Sabe-se que:
− esses Agentes estão lotados no Ceará, em Pernambuco e na Bahia;
− Almir não está lotado na Bahia e nem trabalha no setor de compras;
− Creuza trabalha no almoxarifado;
CURSO ON-LINE – MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO - SENADO
PROFESSOR: GUILHERME NEVES
51
www.pontodosconcursos.com.br
− o Agente lotado no Ceará trabalha no setor de compras.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o Agente lotado no Ceará
e o Agente que trabalha no setor de atendimento ao público são,
respectivamente,
(A) Almir e Noronha.
(B) Creuza e Noronha.
(C) Noronha e Creuza.
(D) Creuza e Almir.
(E) Noronha e Almir.
Resolução
Construiremos uma tabela para associar cada agente administrativo com o seu
setor e o seu estado de lotação.
Setor Estado
Almir
Noronha
Creuza

Cre