Deontologia e princípios Éticos Princípios fundamentais da Ética

INTRODUÇÃO

Na sequência da formação modular de curta duração de cidadania e profissionalidade, o tema geral proposto para este trabalho consiste em abordar os temas da deontologia e os princípios éticos. Começamos assim por iniciar este trabalho definindo da melhor maneira possível, as noções essenciais de ética,moral,deontologia e doutrina. Assim, a ética, enquanto disciplina filosófica, tem por objectivo o estabelecimento de princípios ou critérios que possibilitem a fundamentação ou justificação racional das acções e normas morais, investigando o comportamento adequado numa determinada época e na presença de uma sociedade concreta. Por sua vez a moral consiste num conjunto de regras ou códigos que gerem os comportamentos dos indivíduos de maneira a serem conforme ao que é considerado correcto, tido como dever ou como bem, na sociedade em que vivemos. Se por um lado a moral diz respeito ao agir e á prática de comportamentos que advêm da vivência quotidiana, cabe á ética a reflexão filosófica acerca destes mesmos comportamentos. A deontologia poderá definir-se como sendo o conhecimento dos deveres, tendo por base os juízos de aprovação ou não, do correcto ou incorrecto ou condenável, do bem ou do mal, tendo em conta o ajuizamento ou críticas reais por parte da sociedade, a então chamada de ética vigente. A doutrina pode ser definida como sendo o conjunto de princípios éticos e normas jurídicas que servem como base de regulação ao exercício de uma profissão, de um sistema religioso,político,militar,entre outros.

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Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética

No contexto dos princípios éticos e morais, proponho a análise do seguinte dilema moral, em que mais adiante, veremos qual a reacção ou solução dada na óptica de um Utilitarista e de uma perspectiva deontológica da moral: “João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num país estrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivo entrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhido para comandar um carro de combate. Ao chegar á cidade alvo, os carros dispersam-se para melhor localizar os resistentes; ao avançar João pode comprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioria por mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Em determinado momento recebe por via rádio a ordem do seu tenente para disparar sobre um edifício que se encontra ao seu alcance e que, segundo informações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos. João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitas crianças. Logo comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas ao contrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.” “José Cantillo Carmona e tal, Dilemas Morales”

Ora vejamos, tendo em conta este dilema moral e depois de analisado, podemos dizer que perante o mesmo, o utilitarista ou melhor, um defensor da moral utilitarista, que se identifica com a perspectiva teleológica, á partida não acataria a ordem do seu tenente, pois de facto, tendo em conta as possíveis consequências daquela acção, disparar sobre o edifício, torna-se óbvia a escolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem que aparentemente não traz vantagens para ninguém, a não ser para o próprio João, pois uma ordem vinda de um superior hierárquico não acatada, poderá acarretar consequências.

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Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostaria de salientar que o mesmo defensor de uma moral utilitarista, e partindo para uma situação mais extrema, se pensasse que tudo aquilo seria uma fachada e que a escola, por exemplo era de facto um esconderijo para as forças inimigas e que a sua eliminação traria vantagens para o rumo da sua “Guerra “evitando assim mais mortes na população, penso que aí talvez o João optasse por acatar a tal ordem. Senão vejamos, o utilitarista faz depender a validade das suas acções da sua finalidade, ou seja das vantagens ou consequências que as mesmas podem trazer ao Homem. O defensor da moral utilitarista sabe que nem sempre as melhores opções são aquelas que acabam por ter efectivamente as melhores consequências, mas antes aquelas que apresentam a maior utilidade esperada. Numa perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a ética Kantiana, o sentido do dever de garantir e defender a vida daquelas pessoas é superior ao sentido do dever de respeitar e cumprir a ordem do seu tenente; torna-se pois claro que o João não acataria a ordem do seu superior hierárquico. Para o deontologista, as consequências dos actos não são tudo o que devemos ter em conta quando pretendemos saber como agir; para ele, certos tipos de actos são intrinsecamente errados, independentemente das suas consequências, ou seja não devemos realizá-los mesmo quando a sua realização produz os melhores resultados; logo aqui a procura do maior bem para o maior número de pessoas está sujeita a certas restrições que não podem ser violadas.

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6 . acatar a ordem do seu superior hierárquico.Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã. embora reconheça que noutras situações ou dilemas talvez optasse por um comportamento mais próximo de uma ética utilitarista. tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro. uma norma ou acção como “não matarás” assume aqui um valor absoluto quando obedece á forma do imperativo categórico. independentemente das consequências que daí resultassem.” Em relação ao meu comportamento perante este dilema julgo que seria muito semelhante ao de um defensor de uma ética Kantiana e muito provavelmente não acataria a ordem do meu superior hierárquico. Segundo o principio fundamental de uma ética Kantiana “age de tal maneira que uses a tua humanidade. daí agirá sempre de modo a que a máxima da sua acção se possa universalizar e aqui. não é desejável nem universalizável. que aceita os “Dez mandamentos” acredita que não se pode matar uma pessoa. Ele agirá sempre por puro respeito pela lei moral e não conforme ao dever. Pág. mesmo que isso sirva para evitar que outros matem várias pessoas. pois para um deontologista a moralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela pode implicar. ou lei moral e qualquer acção moral que a respeite será sempre válida. sabendo que ela é claramente injusta. perante este dilema. sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.

No que diz respeito aos compromissos da empresa e seus colaboradores para com os seus clientes/fornecedores e entidades oficiais. na sua actividade Pág. Seguidamente vamos enumerar os principais princípios básicos orientadores deste código de ética em questão: Dentro da esfera dos valores fundamentais destacamos os seguintes: Respeito pelos Direitos Humanos e igualdade de oportunidades. valorizam: O cumprimento rigoroso de todos os acordos estabelecidos. responsabilidade na protecção e defesa do meio ambiente. De realçar que este tipo de documentos não pretendem nem podem substituir a legislação em vigor mas sim funcionar como uma “consciência” da empresa no sentido de uma contribuição para a actualização e modernização.Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética Código de ética Iremos aqui falar um pouco acerca de Códigos de ética. que não é nem deve ser só tecnológica. respeito pelos direitos dos trabalhadores. No âmbito das atitudes fundamentais salientamos:Integridade. iremos ver os princípios fundamentais de um código de ética de uma determinada empresa “Quimiparque” em que se apresenta num conjunto de valores e atitudes que são traduzidos na prática e no dia-a-dia por normas de conduta que ajudam a clarificar as relações entre a empresa. 7 . entre outros.rigor credibilidade responsabilidade e procura permanente da qualidade. luta contra todas as formas de corrupção. contra todas as formas de exploração incluindo trabalho forcado e trabalho infantil. os seus colaboradores e o meio exterior. nomeadamente e como exemplo.seriedade.

Pág. os colaboradores comprometem-se a não exercer qualquer actividade profissional extra que interfira com as suas atribuições ou com as actividades da empresa. entre outros. entre outros Por fim. ou seja conduta no ambiente de trabalho. salientamos: os colaboradores deverão proteger o património da mesma. em relação aos compromissos entre a empresa e os seus colaboradores. esta e os seus colaboradores não efectuarão em nome da empresa contribuições monetárias ou de outro tipo a partidos políticos.empresarial a empresa desenvolverá uma prática concorrencial forte mas sempre leal e dentro dos princípios éticos. 8 . assegurando o seu uso eficiente. e dentro das regras estabelecidas por esta.

como a família. etc. senão vejamos. sem que ambas as partes percam a sua própria identidade. profissão. Esta permite que os indivíduos reconheçam uma boa acção de uma má acção. em detrimento do mal. escola. Logo será sempre uma construção inacabada devido ao facto de a mesma estar constantemente influenciada pela sociedade que rodeia o individuo. concordam muitas das vezes em trabalhar em empresas cujo código de ética não é compatível com o seu. igreja. os trabalhadores. Pág. Mas a questão do conflito entre estas duas éticas parece. A ética pessoal ou individual é a que aplica a inteligência na procura da verdade e a vontade na busca do bem. começamos por referir a relação entre a ética pessoal e deontologia profissional. nos dias que correm uma utopia. Mas será que existe ou não conflito entre a ética individual e ética corporativa? Podemos afirmar que sim. se um individuo pretender ingressar numa determinada empresa é evidente que deva conhecer de perto os valores da mesma de modo a que possa comparar os valores desta com os seus próprios valores. pois uma vez que. A verdade é que a maioria das empresas tentam ter uma ética empresarial baseada nos conceitos básicos de ética dos seus colaboradores ou seja encontrar na personalidade dos seus trabalhadores a identidade da empresa. 9 . Sendo assim é evidente que a ética individual está relacionada com uma construção pessoal que reflecte os valores de uma sociedade. face á crescente falta de emprego. Ela deverá ser um modelo analítico que o ser Humano usa de forma contínua e consciente em todos os nossos processos de decisão.Códigos de ética e padrões deontológicos Em relação ao tema códigos de ética e padrões deontológicos. sempre com liberdade em todas as circunstâncias.

parte de legislação de cada País. Pág. a critica. embora neste caso é a própria sociedade que dispõe de mecanismos de “castigar” os “faltosos”. não roubar. O incumprimento das normas jurídicas leva á punição pois estas.Se por um lado a ética é sobretudo uma questão de liberdade e exige por isso criatividade por parte do individuo. por puro dever moral. A partir de certa altura. também contrariamente às normas jurídicas. o riso. tratar com indiferença que leva a pessoa em questão a sentir-se embaraçada ou constrangida. temos como formas mais usuais por exemplo. devemos distinguir normas morais. As normas morais são á partida regras de comportamento adoptadas em sociedade e que visam a aplicação de valores como os de bem. liberdade e que permitem aos indivíduos distinguir uma boa acção de uma má acção e só terá validade se o autor moral tenha a intenção e aja conscientemente. pois perante a lei o roubo é considerado crime. os costumes sociais e hábitos carecem de suporte escrito e punição legal. fazendo estas. normas jurídicas. dispõem de autoridade. Mas. o sarcasmo. facilmente concluímos que as normas morais são ideais uma vez que valorizam a dignidade da pessoa. 10 . Mas outras são muitas das vezes coincidentes com outros tipos de normas vigentes na sociedade: Por exemplo. ao contrário das normas morais. as normas morais separam-se das normas jurídicas. hábitos e costumes culturais. é uma norma moral mas ao mesmo tempo jurídica. justiça dignidade. Se analisarmos. Mas não têm poder coercitivo ou punitivo pois as sociedades não dispõem de castigos institucionais para as fazer cumprir. a ironia.

em casos extremos á demissão.As normas de conduta profissional no âmbito de uma deontologia de uma profissão são inúmeras e devemos respeitá-las pois elas não são burocracias sem utilidade. mas servem para direccionar a nossa conduta profissional para um melhor desempenho dentro dos critérios da empresa da qual fazemos parte. devemos sempre optar por uma postura discreta. no caso de a pessoa contactar de perto com clientes ou até fornecedores. nem todos os colaboradores têm consciência disso e cometem equívocos que podem levar. todas estas posturas têm como finalidade de transparecer um bom sentido de responsabilidade. relações com entidades reguladoras. bom relacionamento interpessoal. a sites não desejados. sigilo e confidencialidade profissional. mas gostaria de realçar as mais pertinentes: Responsabilidade. tanto internamente com externamente. Há que realçar aqui a relação entre responsabilidade profissional e os diferentes contextos sociais. A lista de normas organizacionais é extensa. o cuidado com a higiene pessoal também é importante. por parte da empresa. mas ainda assim existem empresas que monitorizam as tentativas de acesso a esses sites bloqueados. Ainda na relação entre normas deontológicas e normas corporativas de um grupo de trabalho. gostaria de relembrar que cada vez mais os profissionais estão sujeitos á utilização de meios de comunicação. porem. nomeadamente á internet e do correio electrónico corporativo como ferramentas de trabalho. e até ter em conta a roupa que vestimos. ser sempre pontual. Uma das soluções é o bloqueamento. Pág. relações com os fornecedores. como uma conduta que visa burlar a política de segurança da informação da empresa. entre outras. comunicação. aperfeiçoamento e mérito profissional. 11 .

neste campo as pessoas devem saber distinguir bem as coisas. para uma empresa. na maioria das empresas e profissões. mas tem-se visto ao longo desse tempo de implementação que esta política não é perfeita nem mesmo desejável. que ao invés de optarem por esta política preferem apostar cada vez mais na especialização pois só assim se consegue alcançar a “perfeição” e consequentemente a produtividade. Com a globalização. Ou seja. ter vários funcionários que executam várias funções é extraordinário. por vezes deparamo-nos com situações em que só são aplicados quando há interesse e não como princípios fundamentais absolutos. princípios básicos fundamentais que devem ser sempre respeitados por ambas as partes. 12 . falaremos um pouco da dinâmica a ter dentro destes contextos sociais. há um ditado antigo que encaixa neste quadro perfeitamente: “Cada macaco no seu galho” Por estes motivos é fácil de ver que a polivalência só serve o interesse das empresas. a maior parte das vezes estes princípios não são respeitados em muitos aspectos. Para terminar esta análise. na minha óptica. as empresas tentaram instituir o culto da polivalência no trabalho.Uma das situações que também não é recomendável é o de relações amorosas no local de trabalho. Pág. ditas liberais são adoptados códigos de ética comportamental. Podemos dar aqui exemplos de países da Europa do norte.

como é o caso da família. as associações profissionais. É certo que aqui podemos incluir entre outras as empresas. “um poder ser” isto ou aquilo. pois com seres Humanos usufruímos de livre arbítrio que nos conduz para uma imprevisibilidade. Já o filósofo Jean Paul Sartre afirmava que “ o Homem está condenado a ser livre “. 13 . distribuição e consumo de produtos e serviços na sociedade. industria. A relação entre estas instituições e os indivíduos é clara. que procura sempre regular a produção. pois estas têm como objectivos satisfazer as necessidades e procuras da sociedade. Pág. tendo por objectivo principal a promoção dos indivíduos. Estas instituições estão quase sempre em sintonia com a vida moral. O Homem em si é uma “liberdade”. e a decisão de acatar ou seguir as normas morais será sempre um acto de liberdade. Estas são entidades com cariz social e portanto inseridas nos costumes sociais. que para muitos é a base da socialização primária. Já aqui foi falado da ética como um conjunto de princípios ou critérios que justificam racionalmente a moral. comecemos pela economia. etc. comercio. exercendo até uma acção moderadora. quer no plano profissional quer no plano social e pessoal. É então desejável que o seu funcionamento seja o mais organizado possível até porque abrangem quase todas as áreas fundamentais da organização social. Entre as diversas esferas institucionais.Ética e desenvolvimento Institucional Aqui iremos falar do relacionamento entre a ética e o desenvolvimento institucional. Mas por outro lado sabemos que esta está associada às instituições/organizações.

direccionada para os empresários gestores. esta. virada par a cooperação e não para gerar conflitos. contribuindo com as suas atitudes e comportamentos que irão reflectir-se nos outros. Mas também é verdade que cabe às instituições/empresa. cumprir e respeitar as leis do País onde a empresa está inserida. As instituições/empresas pretendem ser uma comunidade Humana orientada para finalidades comuns.A ética individual nem sempre segue os padrões instituídos. o sujeito e o fim de todas as instituições em que se expressa a vida social”. respeitar e promover o projecto de vida do trabalhador seja a nível pessoal seja a nível familiar. e isso prova-se no dia á dia entre os conflitos. com os cidadãos mais exigentes e conscientes. atitudes comportamentais e no inconformismo. etc… Já na esfera das relações interpessoais.. oferecer condições de trabalho dignas. Deve. fizeram com que não se pense só na qualidade dos produtos mas se dê importância a quem os produz. estabelecer uma renumeração justa. tendo sempre como bandeira o bem para todos. sobre a vida da mesma. nesse sentido é importante a responsabilidade de cada um. Mas com o aumento da facilidade de acesso á informação e aumento dos níveis de educação. Logo bem destacado e explícito no seu preâmbulo lemos que: “O Homem é o fundamento. dissequemos aqui um pouco os princípios fundamentais ou ética a seguir. concluímos que o convívio pessoal sempre foi um desafio para a Humanidade. vamos encontrar algumas mudanças. 14 . informar os seus colaboradores de uma forma adequada e honesta. á centralização de poderes e á valorização dos produtos em detrimento às pessoas. cabe pois a cada um na sua singularidade contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e equilibrada. devido a certas condutas relacionadas com a individualidade. Ainda na contínua relação entre ética individual e os padrões da ética institucionais. Pág. Em todas as estruturas existentes o Homem é o princípio ético fundamental.

Estas sim desenvolvem-se á custa de incompatibilidades de valores e de ideologias. e este desenvolve-se através de vários factores como a gerência partilhada. conflito. Mas tudo isto é necessário e benéfico. Estamos errados se pensarmos que as sociedades se compõem de conjuntos harmoniosos e equilibrados. falemos um pouco do papel dos mediadores de conflitos individuais e colectivos. A questão aqui é saber lidar e gerir de forma construtiva o conflito. Como sabemos o conflito é uma situação de tensão em que pessoas ou grupos de pessoas estão envolvidas.Ao longo dos tempos. 15 . Pág. Princípios éticos e deontológicos institucionais na mediação de conflitos Sendo que a ética está sempre presente. pois sem ele. não haveria lugar para a evolução e mudança. o desenvolvimento das pessoas e dinâmicas de grupo. o trabalho Humanizado. Assim sendo é pertinente dizer que o conflito tem aspectos negativos mas também é um processo positivo na evolução global. para isso não devemos colocar de parte o espaço para o debate de ideias e apresentar sempre argumentos validos. tal como na nossa vida pessoal que também evolui á custa de conflitos. num processo de incompatibilidade. pois se estivermos atentos facilmente concluímos que o conflito é inevitável e necessário para o desenvolvimento da humanidade. esta ultima é hoje um conceito que muitas empresas privilegiam e constitui uma ideologia interessada nas formas de organização e na direcção de grupos através da importância atribuída á liderança democrática. as empresas foram percebendo que o seu sucesso se encontra sobretudo no investimento do factor Humano.

ao longo da história temos vários exemplos de mediadores que ficaram conhecidos Mundialmente. no sentido de se atingir um objectivo ou acordo comum que agrade a ambas as partes. Temos como exemplo o código de ética e deontologia dos mediadores de conflitos. quer entre mediadores e outros profissionais. Para isso iremos ver alguns princípios básicos implementados para uma instituição que serve para mediar e cooperar. até porque estes como já afirmamos existirão sempre. 16 .Ora assim chegamos á necessidade de encontrar estratégias para resolução dos mesmos conflitos. Sendo um profissional independente e imparcial. o problema é não estarmos disponíveis para reunir condições para a sua resolução. Igualmente Jimmy Carter fez o papel de mediador entre o presidente do Egipto Anwar Sadat e o primeiro-ministro israelita. não tomando partido de uma mas ajudando a encontrar um acordo que satisfaça as partes mutuamente. como factor de desenvolvimento da Humanidade. Temos actualmente as nações unidas que se esforçam por amenizar conflitos a nível mundial. nos seus artigos podemos ver que a actividade do mediador baseia-se no respeito absoluto pela dignidade e direitos da pessoa Humana. Pág. Para terminar esta temática. Temos o caso nos anos 70 em que Henry Kissinger ministro americano desenvolveu uma série de encontros entre Árabes e israelitas que resultou favoravelmente durante algum tempo. estipulando os direitos e deveres relativos ao mediador”. quer nas relações deste com pessoas singulares ou colectivas (os mediados) que recorrem aos seus serviços. gostaria de fazer o seguinte reparo. deve sigilo absoluto e ter todas as competências para facilitar o diálogo entre as partes. Mais profundamente. A saber. Foi conseguido um acordo que na época terminou com uma guerra que existia desde 1948. precisamente por mediarem conflitos a nível global. o problema aqui não reside no facto de haver conflitos. em que no seu preâmbulo sobressai a verdadeira essência deste documento: “O presente código estabelece os princípios e as normas que orientam a mediação e a acção do mediador.

reforçou-se este fenómeno quando os Países começaram a trocar matérias-primas e produtos. Este período ficou conhecido como a Mundialização da economia. Verificou-se uma conjectura das relações e interdependências que se mostra a nível Mundial no campo económico. globalização. fazendo chegar produtos e informações a qualquer parte do Mundo. nomeadamente no que se refere ao aumento do comércio e dos movimentos de capital. seja por exemplo através da televisão. Para o início deste ciclo imparável. Esta fase da história ficou conhecida por revolução industrial. Mais tarde. ou seja com a eliminação de várias barreiras. cultural social. ao utilizar o carvão e o vapor como energias aplicadas às máquinas de então. serviços e até pessoas. muito contribuiu o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. está presente diariamente nas nossas vidas. internet ou mesmo de uma ida a um restaurante ou loja de um País com culturas e hábitos diferentes. etc. como no caso dos escravos. Contudo este processo. Pág. com os descobrimentos com as colonizações de Países até aqui desconhecidos pelos Europeus. 17 .Comunidade Global 1-A globalização Podemos começar por dizer que a globalização resulta de um estreitamento da integração e relação dos diversos Países do Mundo. que praticamente teve início na idade média.. Por volta do século XVIII a projecção político-económica ganhou força com a revolução iniciada pelo Reino Unido. Com a transferência de capitais e empresas entre Países atingiu-se a fase da transnacionalização da economia. e abertura das fronteiras para que as trocas comerciais e monetárias se efectuem. Ela.

as multinacionais. Estas empresas passaram a ter necessidade de investir. Com o início da primeira guerra Mundial a Europa perde terreno para os Estados Unidos. A uma determinada altura os Estados Unidos tinham. produção e investigação científica. que foram os grandes beneficiários dessa situação. aos Países industrializados. O passo seguinte foi o da aplicação das novas energias. Terminada a guerra os Estados Unidos tinham.se transformado numa grande potência económica.Esta fez com que houvesse grandes mudanças. fornecedores de produtos industriais e de capital. A etapa seguinte. 18 . nomeadamente em África. concorrendo agora com os mercados mais fortes. que por sua vez desenvolveram a utilização das comunicações e dos motores a explosão. O aparecimento da internet. electricidade e petróleo. as chamadas de multinacionais. que se aplicou na ajuda às finanças. e cujo a empresa mãe ou sede se mantem no País de origem. facilitou o acesso imediato a informações por parte dos bolsistas que lhes facilitou e facilita a tomada de decisões. foi a introdução dos primeiros computadores e o advento da informática. como a Europa. empresas Europeias e americanas estabeleceram-se noutros continentes. de recorrer á banca e esta competitividade ocorreu entre empresas de grandes dimensões. em busca de um monopólio. também chamada de terceira revolução industrial. O passo seguinte neste processo foi o do fornecimento de matérias-primas por parte das colónias. Foi uma fase de grande crescimento tecnológico e que originou uma grande concentração de empresas. nomeadamente no desenvolvimento dos transportes. que são empresas ou grupo delas juridicamente ligadas. Ao mesmo tempo as empresas começaram a deslocarem-se para outros países. A fim de poderem explorar recursos naturais. Pág.se tornado na primeira potência económica Mundial. comunicações e consequentemente na produtividade.

o fim dos regimes comunistas. regimes de governo.No final da segunda guerra Mundial houve novamente mais tentativas para liberalizar o comércio a nível Mundial. entre outros. o aumento da economia de mercado. todas elas com um objectivo comum. Podemos concluir que a sociedade actual caracteriza-se por uma aceleração das trocas de bens e serviços a nível Mundial e um crescente aumento de fluxos internacionais de pessoas e de capitais. Existem ainda outras organizações Mundiais e regionais. Mais tarde esta organização é substituída pela (OMC).organização Mundial do comercio. O comércio vai-se intensificando entre organizações de Países-membros. o da livre circulação de mercadorias. globalização democrática. um exemplo é o da União Europeia. em que tinha por objectivo reduzir as barreiras aduaneiras. Pág. Hoje em dia os Estados Unidos. Europa e Japão passaram a partilhar a hegemonia económica. Vários Países procuram regular o comércio internacional e em 1947 foi mesmo criado um acordo geral sobre comércio e tarifas (GATT). permitindo deste modo a livre circulação de mercadorias entre Países. Estas pretendem formas de integração através de uma união aduaneira que consiste numa zona de livre comércio com terceiros. Na origem desta globalização estão factores como: o fim da guerra fria. que através de regras fazem circular livremente os produtos entre os Países membros sem pagar impostos. 19 . o incremento de mecanismos internacionais.

cujas identidades foram suprimidas sobre Estados-Nação já estabelecidos. -Alguns problemas éticos/ecológicos colocados pela Globalização. o NAFTA. Pág. o Mercosul. entre outros.2-Identidade Nacional e Globalização/Regionalismo e inserção global. 20 . Ora por aqui se se vê que criar um estado apenas politicamente sem ter em conta as esferas sociais. O debate em relação ao tema do que é o nacionalismo ou identidade nacional advêm de pequenos grupos marginalizados. Esta identidade cultural define-se por um conjunto de crenças e representações simbólicas que conferem um significado ao conceito de cidadania. Uma das principais fontes de identidade cultural é a ligação que o individuo tem com o meio onde está inserido e focalizado. Como o próprio nome diz. culturais. tentando sempre que a cultura interna seja a mais homogenia possível. Cada vez mais se assiste ao aparecimento de entidades político-económicas transnacionais como é o caso das ONGs. poem em causa a ideologia do nacionalismo ligado a um território. -Perspectivas opostas acerca da Globalização. pois o seu objectivo ultrapassa a esfera nacional. Estas. identidade nacional. Por este motivo assiste-se hoje a um choque de interesses entre a soberania interna das nações e as pretensões das redes transnacionais. É claro que desta forma as grandes potências vêm os seus ideais nacionalistas ameaçados. a União Europeia. pela sua essência. económicas. idioma ou etnia. visa acabar com as diferenças que existem no interior de uma nação. religiosas e até circunstanciais é um desastre.

que surgem a nível nacional. favorece os indivíduos. Os cépticos por outro lado acham que se têm dado excessiva importância á globalização e que esta só se interessa pelos aspectos económicos. antes pelo contrario. Por ultimo os transformistas consideram que estas mudanças feitas pela globalização não levam a uma convergência global ou ao nascimento de uma sociedade global. regiões que se encontram integrados em redes globais de poder e de prosperidade em detrimento de Países mais pobres e menos desenvolvidos que ficam á partida excluídos. em que os governos nacionais deixam de poder controlar as questões globais. regional e global. 21 . pondo de parte logo aqui os Países menos desenvolvidos. Se isto nos parece positivo. Mas apesar de tudo acham que o poder dos estados não é diminuído devido a novas formas de governo.Por outro lado a globalização pode eliminar barreiras ou fronteiras no que diz respeito às finanças. que contribui fortemente para o aquecimento global. a relação entre o local e global apela para uma reflexão mais efectiva sobre a tomada de decisões que são colocadas as comunidades locais. mobilidade de pessoas e pelo crescente desafio e responsabilidade. A globalização nos dias de hoje pode ser dividida em três perspectivas: os hiperglobalizadores. á preservação da sua identidade e á união interna. afirmam que a globalização dá origem a várias formas de estratificação. e assim sendo. através de agressões á natureza e ao ambiente. Também não tem trazido benefícios para uma cultura global. por outro lado a globalização também trás riscos no que diz respeito á preservação da natureza e saúde Humana. comunidades. o Pág. nomeadamente no que diz respeito á gestão de recursos. os cépticos e os transformistas. pois apesar de um enorme fluxo de pessoas. esgotando os recursos naturais e levando á extinção de espécies animais e vegetais. bens e informação. implicando a internacionalização dos fluxos de produtos e o conceito de Estado-Nação. Países. continua a haver uma fragmentação cultural. Os primeiros defendem que a globalização é inevitável e que marca uma nova era da Humanidade.

elas fomentam através da solidariedade e incentivos a expansão da cidadania e capital social. a precariedade de trabalho e respectivos contratos.As ambivalências da globalização. têm também influência no apoio a polos globais e locais. 22 . etc. A globalização está a desenvolver-se de forma diferente nas diversas partes do Mundo. ecológico. exclusão social. De facto ela trouxe. Estes aspectos negativos. desequilíbrios ambientais. em relação á globalização. entre outras coisas. contribuindo assim para o desenvolvimento. social. cultural. A grande riqueza económica está essencialmente concentrada nos Países desenvolvidos e industrializados. integridade e valorização Humana de maneira sustentável. 3 .. uma opressão mais efectiva aos sindicatos. Aqui o papel de algumas organizações que praticam o cooperativismo é fundamental. o aumento do desemprego. fazem com que as ameaças á paz Mundial esteja cada vez mais presente.Dimensão ética no que respeita às desigualdades económicas. Pág.. etc. enquanto os Países menos desenvolvidos e desfavorecidos lutam contra uma pobreza generalizada. seja por motivos de sobrepopulação. . sociais no âmbito da globalização. seja por enormes dívidas externas. sistemas de saúda e educação deficientes. Já vimos que a globalização trouxe coisas muito benéficas mas também trouxe coisas bastante negativas em todas as esferas de acção.poder militar e económico dos estados com poder continuam a desempenhar um papel preponderante.

O pior é que esta discrepância entre Países desenvolvidos e não desenvolvidos tem aumentado em grande escala. solidariedade. entre outros. vivem agora na miséria que é um conceito diferente de pobreza. as pessoas podem ser pobres mas vão trabalhando e sobrevivendo. qualidade de vida. Veja-se o caso de alguns Países em que as pessoas que trabalhavam a terra foram expulsas ou viram as suas terras expropriadas pela agricultura mecanizada/industrializada e tiveram que procurar trabalho nos grandes centros urbanos. perdem-se valores como laços na família Humana. novos produtos e outras facilidades… Mas fica aqui esta pergunta pertinente: O que é mais importante. Esta temática. Por outro lado traz a melhoria nas áreas de transportes. tornam-se dependentes e quase sempre humilhadas. sem sucesso. os bens dos três Homens mais ricos do Mundo ultrapassam a soma dos produtos internos brutos (PIB) de todos os países menos desenvolvidos. O desenvolvimento da globalização tem dois polos dissociáveis. aquilo que ganhamos ou aquilo que perdemos? É necessário uma profunda reflexão sobre esta questão. ou ainda. qualidade dos produtos e alimentos que consumimos. mas na miséria as pessoas perdem a sua dignidade. 23 . que revela que o rendimento médio da população Mundial que vive nos Países mais ricos é sete vezes mais que o rendimento médio de um quinto da população Mundial dos Países pobres. que preferiram apoiar um grupo de radicais fanáticos em Pág. como por exemplo o da organização terrorista “AL-QAEDA” que foi ajudada e favorecida pelos próprios Americanos. juntamente com os acontecimentos recentes devem fazer-nos reflectir acerca do Mundo que temos e do Mundo que queremos ter. As ambiguidades dos acontecimentos recentes. se por um lado esse desenvolvimento nos trás e faz ganhar muitas coisas por outro faz-nos perder. Para termos uma noção desta desigualdade damos conta de um relatório de desenvolvimento Humano de1999 das Nações Unidas. saúde.

empresas tradicionais ou transnacionais. Verificou-se aqui uma alteração/influência do meio.Ética na competitividade. ela representa a integração do Homem na sua essência e guia o mesmo numa melhor gestão dos seus talentos.detrimento do apoio á sociedade civil Afegã. o resultado foi precisamente o contrário. político ou religioso. existem organizações extremistas e terroristas que têm mais poder e mobilidade do que instituições como o estado. capacidades e atitudes a ter dentro de uma organização. Outro exemplo recente foi o da intervenção militar no Iraque com o intuito de reduzir o terrorismo. aquando da invasão do Afeganistão por parte da então União Soviética. 24 . seja social. partidos políticos. crenças e atitudes comportamentais dentro de uma sociedade. 4. O pensador Edgar Morin numa palestra em 2007 explanou estes pontos de vista e aconselha que quando defendemos uma causa ou ideia. A ética em termos gerais está sempre presente em qualquer organização. está directamente ligada ao mercado competitivo. devemos sempre reflectir se em algum determinado momento o sentido e a intenção daquilo que fizermos vai continuar no caminho desejado ou vai provocar um efeito contrário Devemos reflectir acerca das ambiguidades ou ambivalências da globalização e á que ter em atenção que nos dias que correm e devido a este fenómeno. A ética. como um conjunto de valores. ou Pág.

A comunicação externa com o público deverá ser realizada de Pág. por exemplo. consciência e porque não coragem. para escolher a opção ética que nos conduzirá a condições de sucesso Agir eticamente é ser competitivo no sentido de um compromisso consigo mesmo. levar-nos-á a viver muito mais tranquilos. A privacidade deverá ser garantida referente. uma vez que esta implica sempre uma integração com a nossa consciência. tais como: Garantia de qualidade (tem com objectivo garantir padrões de qualidade na fabricação e controle dos produtos). harmonia. O ambiente de trabalho deverá implicar sempre respeito. ou seja se usarmos a ética em todas estas situações. 25 . Daí é necessário ter uma grande maturidade. quanto aos colaboradores setes deverão ser sempre respeitados pela empresa no que diz respeito aos direitos Humanos e às liberdades individuais. a ética é fundamental no que respeita á nossa postura perante os negócios ou trabalho profissional. ela mostrar-se-á como uma “bússola” orientadora e ajudando-nos a agir correctamente em todas as situações. Também o património da empresa deverá ser respeitado de forma absoluta. os fornecedores das empresas deverão ser escolhidos a partir da qualidade dos seus produtos e serviços. aos dados pessoais dos trabalhadores. Para melhor entendermos podemos aqui referir alguns dos critérios básicos que a ética na competitividade deverá respeitar. empresa e colaboradores deverão combater todas as formas de corrupção e verificar que em todos os processos estejam em conformidade com as leis que combatem as restrições á livre concorrência. logo com maior realização pessoal e profissional. dignidade e ausência de discriminação ou coerção. com menos stress.seja. Logo é correcto afirmar que quanto maior for a distância entre o comportamento/atitude e a ética maior é o nível de stress. Resultado disso. é fácil de constatar que. a qualidade das relações interpessoais têm influência fulcral para as empresas. qualquer infracção deverá ser dada a conhecer ao respectivo comité de ética da empresa. Ora por tudo isto.

. por exemplo. . cumprindo todas as leis e tendo em conta a consciência moral.A construção de uma cidadania Mundial inclusiva. E finalmente no âmbito da biosfera e atmosfera as empresas deverão proteger o meio ambiente. deu assim um passo importante quanto a um posicionamento intercultural. Todos ficaram conscientes e esperançados que com esta nova lei a legalização dos imigrantes tornar-se-á mais célere e diminuirá os procedimentos administrativos a que estavam sujeitos. Portugal. Falar de uma cidadania Mundial inclusiva implica dissecar um pouco a nova lei da Nacionalidade. A confidencialidade é outro conceito a ter em conta no que respeita aos processos de produção. Pág. A filantropia deverá ser praticada. contrariamente a outros Países Europeus que ainda apostam numa mentalidade anti-imigração.forma transparente e digna de crédito.A importância de plataformas de convergência e desenvolvimento com vista a uma integração económica. que foi aprovada recentemente na assembleia da República sem qualquer voto contra. 26 . contratos. etc. na doação de bens e serviços em caso de catástrofes naturais ou pessoas carenciadas. 5 . projectos.Ética para a igualdade/inclusão.

com esta multiculturalidade. Um dos exemplos é o “GATT” de que já falamos e que se traduz num acordo que visa a diminuição de barreiras alfandegárias. por efeito de vontade para a segunda geração com pelo menos um dos progenitores com cinco anos de residência legal no nosso País. Portugal torna-se uma nação mais rica e diversificada e que coloca as pessoas numa posição de experimentarem uma série de mudanças. também os prazos para pedido de naturalização aumentaram e deixa de se ter em conta a condição financeira. linguístico e civilizacional. permite melhores condições de acolhimento aos imigrantes. Num ponto acho que todos concordamos. Portugal impôs e espera destes novos cidadãos deveres. facilitando deste modo a livre circulação de produtos. Há a referir que este acordo. assim como o respeito pelo nosso património. Pág. Quando se fala em integração económica esta deverá ter sempre em conta a não discriminação entre Países que dela participam ou não. não abrange todos os Países. 27 . uma vez que alguns ainda não participam deste acordo. ainda se pode pedir a naturalização de um dos progenitores que complete cinco anos de residência legal. cultural.Esta nova política por parte de Portugal em relação a este aspecto. abrem-se várias opções de acesso á nacionalidade. para as crianças nascidas em Portugal e que completem o primeiro ciclo básico (qualquer que seja o estatuto legal dos pais). Em relação aos descendentes de imigrantes que nasceram em Portugal. para além dos direitos já adquiridos. Todas estas medidas por parte da política Portuguesa contribuíram para uma maior abertura á cidadania inclusiva. Mas por outro lado. que deveria ser planetário. entre outras. de forma imediata para os descendentes de terceira geração.

que possibilita a circulação de mão-deobra. a existência de uma política comercial externa. unificação das barreiras alfandegárias. Todos estes exemplos expostos fazem parte do caso recente e no qual estamos inseridos actualmente que é a União Europeia. a união monetária. Pág. que associa a união não só económica mas também monetária. Um dos aspectos positivos de uma integração económica é a existência de acordos supranacionais que trazem mais-valias aos Países membros. o mercado comum. 28 . a união económica onde existe a cooperação das políticas mais importantes. Mas. ao excluir á partida os Países mais pobres e menos desenvolvidos e até os Países não participantes. como é o caso da moeda única. como já vimos ao longo deste trabalho. o conceito de integração económica internacional trás ambiguidades e muitas injustiças. possibilidade de cada País definir a sua política económica face a outros Países. tais como a existência de zonas de comércio livre.A integração económica internacional pode definir-se em vários aspectos. entre outras. como já foi referido. criando desta forma enormes desequilíbrios económicos e sociais.

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