Deontologia e princípios Éticos Princípios fundamentais da Ética

INTRODUÇÃO

Na sequência da formação modular de curta duração de cidadania e profissionalidade, o tema geral proposto para este trabalho consiste em abordar os temas da deontologia e os princípios éticos. Começamos assim por iniciar este trabalho definindo da melhor maneira possível, as noções essenciais de ética,moral,deontologia e doutrina. Assim, a ética, enquanto disciplina filosófica, tem por objectivo o estabelecimento de princípios ou critérios que possibilitem a fundamentação ou justificação racional das acções e normas morais, investigando o comportamento adequado numa determinada época e na presença de uma sociedade concreta. Por sua vez a moral consiste num conjunto de regras ou códigos que gerem os comportamentos dos indivíduos de maneira a serem conforme ao que é considerado correcto, tido como dever ou como bem, na sociedade em que vivemos. Se por um lado a moral diz respeito ao agir e á prática de comportamentos que advêm da vivência quotidiana, cabe á ética a reflexão filosófica acerca destes mesmos comportamentos. A deontologia poderá definir-se como sendo o conhecimento dos deveres, tendo por base os juízos de aprovação ou não, do correcto ou incorrecto ou condenável, do bem ou do mal, tendo em conta o ajuizamento ou críticas reais por parte da sociedade, a então chamada de ética vigente. A doutrina pode ser definida como sendo o conjunto de princípios éticos e normas jurídicas que servem como base de regulação ao exercício de uma profissão, de um sistema religioso,político,militar,entre outros.

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Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética

No contexto dos princípios éticos e morais, proponho a análise do seguinte dilema moral, em que mais adiante, veremos qual a reacção ou solução dada na óptica de um Utilitarista e de uma perspectiva deontológica da moral: “João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num país estrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivo entrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhido para comandar um carro de combate. Ao chegar á cidade alvo, os carros dispersam-se para melhor localizar os resistentes; ao avançar João pode comprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioria por mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Em determinado momento recebe por via rádio a ordem do seu tenente para disparar sobre um edifício que se encontra ao seu alcance e que, segundo informações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos. João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitas crianças. Logo comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas ao contrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.” “José Cantillo Carmona e tal, Dilemas Morales”

Ora vejamos, tendo em conta este dilema moral e depois de analisado, podemos dizer que perante o mesmo, o utilitarista ou melhor, um defensor da moral utilitarista, que se identifica com a perspectiva teleológica, á partida não acataria a ordem do seu tenente, pois de facto, tendo em conta as possíveis consequências daquela acção, disparar sobre o edifício, torna-se óbvia a escolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem que aparentemente não traz vantagens para ninguém, a não ser para o próprio João, pois uma ordem vinda de um superior hierárquico não acatada, poderá acarretar consequências.

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Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostaria de salientar que o mesmo defensor de uma moral utilitarista, e partindo para uma situação mais extrema, se pensasse que tudo aquilo seria uma fachada e que a escola, por exemplo era de facto um esconderijo para as forças inimigas e que a sua eliminação traria vantagens para o rumo da sua “Guerra “evitando assim mais mortes na população, penso que aí talvez o João optasse por acatar a tal ordem. Senão vejamos, o utilitarista faz depender a validade das suas acções da sua finalidade, ou seja das vantagens ou consequências que as mesmas podem trazer ao Homem. O defensor da moral utilitarista sabe que nem sempre as melhores opções são aquelas que acabam por ter efectivamente as melhores consequências, mas antes aquelas que apresentam a maior utilidade esperada. Numa perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a ética Kantiana, o sentido do dever de garantir e defender a vida daquelas pessoas é superior ao sentido do dever de respeitar e cumprir a ordem do seu tenente; torna-se pois claro que o João não acataria a ordem do seu superior hierárquico. Para o deontologista, as consequências dos actos não são tudo o que devemos ter em conta quando pretendemos saber como agir; para ele, certos tipos de actos são intrinsecamente errados, independentemente das suas consequências, ou seja não devemos realizá-los mesmo quando a sua realização produz os melhores resultados; logo aqui a procura do maior bem para o maior número de pessoas está sujeita a certas restrições que não podem ser violadas.

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sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio. sabendo que ela é claramente injusta. perante este dilema. 6 . tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro. independentemente das consequências que daí resultassem. daí agirá sempre de modo a que a máxima da sua acção se possa universalizar e aqui. Segundo o principio fundamental de uma ética Kantiana “age de tal maneira que uses a tua humanidade.Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã. ou lei moral e qualquer acção moral que a respeite será sempre válida. mesmo que isso sirva para evitar que outros matem várias pessoas. Ele agirá sempre por puro respeito pela lei moral e não conforme ao dever. que aceita os “Dez mandamentos” acredita que não se pode matar uma pessoa. acatar a ordem do seu superior hierárquico. não é desejável nem universalizável. pois para um deontologista a moralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela pode implicar. embora reconheça que noutras situações ou dilemas talvez optasse por um comportamento mais próximo de uma ética utilitarista. uma norma ou acção como “não matarás” assume aqui um valor absoluto quando obedece á forma do imperativo categórico.” Em relação ao meu comportamento perante este dilema julgo que seria muito semelhante ao de um defensor de uma ética Kantiana e muito provavelmente não acataria a ordem do meu superior hierárquico. Pág.

No âmbito das atitudes fundamentais salientamos:Integridade. contra todas as formas de exploração incluindo trabalho forcado e trabalho infantil. valorizam: O cumprimento rigoroso de todos os acordos estabelecidos.seriedade. respeito pelos direitos dos trabalhadores. luta contra todas as formas de corrupção. nomeadamente e como exemplo. que não é nem deve ser só tecnológica. No que diz respeito aos compromissos da empresa e seus colaboradores para com os seus clientes/fornecedores e entidades oficiais.Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética Código de ética Iremos aqui falar um pouco acerca de Códigos de ética. os seus colaboradores e o meio exterior.rigor credibilidade responsabilidade e procura permanente da qualidade. iremos ver os princípios fundamentais de um código de ética de uma determinada empresa “Quimiparque” em que se apresenta num conjunto de valores e atitudes que são traduzidos na prática e no dia-a-dia por normas de conduta que ajudam a clarificar as relações entre a empresa. responsabilidade na protecção e defesa do meio ambiente. 7 . Seguidamente vamos enumerar os principais princípios básicos orientadores deste código de ética em questão: Dentro da esfera dos valores fundamentais destacamos os seguintes: Respeito pelos Direitos Humanos e igualdade de oportunidades. na sua actividade Pág. entre outros. De realçar que este tipo de documentos não pretendem nem podem substituir a legislação em vigor mas sim funcionar como uma “consciência” da empresa no sentido de uma contribuição para a actualização e modernização.

salientamos: os colaboradores deverão proteger o património da mesma. ou seja conduta no ambiente de trabalho. esta e os seus colaboradores não efectuarão em nome da empresa contribuições monetárias ou de outro tipo a partidos políticos. entre outros. entre outros Por fim. 8 . e dentro das regras estabelecidas por esta.empresarial a empresa desenvolverá uma prática concorrencial forte mas sempre leal e dentro dos princípios éticos. Pág. em relação aos compromissos entre a empresa e os seus colaboradores. assegurando o seu uso eficiente. os colaboradores comprometem-se a não exercer qualquer actividade profissional extra que interfira com as suas atribuições ou com as actividades da empresa.

escola. A verdade é que a maioria das empresas tentam ter uma ética empresarial baseada nos conceitos básicos de ética dos seus colaboradores ou seja encontrar na personalidade dos seus trabalhadores a identidade da empresa. Sendo assim é evidente que a ética individual está relacionada com uma construção pessoal que reflecte os valores de uma sociedade. A ética pessoal ou individual é a que aplica a inteligência na procura da verdade e a vontade na busca do bem. senão vejamos. sempre com liberdade em todas as circunstâncias. 9 . em detrimento do mal. Pág. nos dias que correm uma utopia. etc. Mas a questão do conflito entre estas duas éticas parece. Mas será que existe ou não conflito entre a ética individual e ética corporativa? Podemos afirmar que sim. Ela deverá ser um modelo analítico que o ser Humano usa de forma contínua e consciente em todos os nossos processos de decisão. face á crescente falta de emprego. os trabalhadores. como a família. igreja. concordam muitas das vezes em trabalhar em empresas cujo código de ética não é compatível com o seu. pois uma vez que. começamos por referir a relação entre a ética pessoal e deontologia profissional. Esta permite que os indivíduos reconheçam uma boa acção de uma má acção. se um individuo pretender ingressar numa determinada empresa é evidente que deva conhecer de perto os valores da mesma de modo a que possa comparar os valores desta com os seus próprios valores. sem que ambas as partes percam a sua própria identidade. Logo será sempre uma construção inacabada devido ao facto de a mesma estar constantemente influenciada pela sociedade que rodeia o individuo. profissão.Códigos de ética e padrões deontológicos Em relação ao tema códigos de ética e padrões deontológicos.

Mas outras são muitas das vezes coincidentes com outros tipos de normas vigentes na sociedade: Por exemplo.Se por um lado a ética é sobretudo uma questão de liberdade e exige por isso criatividade por parte do individuo. O incumprimento das normas jurídicas leva á punição pois estas. hábitos e costumes culturais. por puro dever moral. tratar com indiferença que leva a pessoa em questão a sentir-se embaraçada ou constrangida. dispõem de autoridade. é uma norma moral mas ao mesmo tempo jurídica. Pág. os costumes sociais e hábitos carecem de suporte escrito e punição legal. Mas não têm poder coercitivo ou punitivo pois as sociedades não dispõem de castigos institucionais para as fazer cumprir. a ironia. o sarcasmo. fazendo estas. devemos distinguir normas morais. o riso. Mas. também contrariamente às normas jurídicas. A partir de certa altura. facilmente concluímos que as normas morais são ideais uma vez que valorizam a dignidade da pessoa. liberdade e que permitem aos indivíduos distinguir uma boa acção de uma má acção e só terá validade se o autor moral tenha a intenção e aja conscientemente. não roubar. ao contrário das normas morais. parte de legislação de cada País. 10 . justiça dignidade. As normas morais são á partida regras de comportamento adoptadas em sociedade e que visam a aplicação de valores como os de bem. as normas morais separam-se das normas jurídicas. temos como formas mais usuais por exemplo. pois perante a lei o roubo é considerado crime. Se analisarmos. embora neste caso é a própria sociedade que dispõe de mecanismos de “castigar” os “faltosos”. normas jurídicas. a critica.

gostaria de relembrar que cada vez mais os profissionais estão sujeitos á utilização de meios de comunicação.As normas de conduta profissional no âmbito de uma deontologia de uma profissão são inúmeras e devemos respeitá-las pois elas não são burocracias sem utilidade. no caso de a pessoa contactar de perto com clientes ou até fornecedores. sigilo e confidencialidade profissional. como uma conduta que visa burlar a política de segurança da informação da empresa. e até ter em conta a roupa que vestimos. devemos sempre optar por uma postura discreta. por parte da empresa. porem. 11 . ser sempre pontual. nem todos os colaboradores têm consciência disso e cometem equívocos que podem levar. a sites não desejados. Há que realçar aqui a relação entre responsabilidade profissional e os diferentes contextos sociais. Ainda na relação entre normas deontológicas e normas corporativas de um grupo de trabalho. mas servem para direccionar a nossa conduta profissional para um melhor desempenho dentro dos critérios da empresa da qual fazemos parte. A lista de normas organizacionais é extensa. o cuidado com a higiene pessoal também é importante. mas gostaria de realçar as mais pertinentes: Responsabilidade. todas estas posturas têm como finalidade de transparecer um bom sentido de responsabilidade. em casos extremos á demissão. entre outras. comunicação. tanto internamente com externamente. aperfeiçoamento e mérito profissional. relações com os fornecedores. mas ainda assim existem empresas que monitorizam as tentativas de acesso a esses sites bloqueados. nomeadamente á internet e do correio electrónico corporativo como ferramentas de trabalho. relações com entidades reguladoras. Uma das soluções é o bloqueamento. Pág. bom relacionamento interpessoal.

Para terminar esta análise. há um ditado antigo que encaixa neste quadro perfeitamente: “Cada macaco no seu galho” Por estes motivos é fácil de ver que a polivalência só serve o interesse das empresas. Podemos dar aqui exemplos de países da Europa do norte. neste campo as pessoas devem saber distinguir bem as coisas. Ou seja. que ao invés de optarem por esta política preferem apostar cada vez mais na especialização pois só assim se consegue alcançar a “perfeição” e consequentemente a produtividade. por vezes deparamo-nos com situações em que só são aplicados quando há interesse e não como princípios fundamentais absolutos. 12 . na maioria das empresas e profissões. falaremos um pouco da dinâmica a ter dentro destes contextos sociais. princípios básicos fundamentais que devem ser sempre respeitados por ambas as partes. Com a globalização. ter vários funcionários que executam várias funções é extraordinário.Uma das situações que também não é recomendável é o de relações amorosas no local de trabalho. Pág. na minha óptica. as empresas tentaram instituir o culto da polivalência no trabalho. ditas liberais são adoptados códigos de ética comportamental. mas tem-se visto ao longo desse tempo de implementação que esta política não é perfeita nem mesmo desejável. para uma empresa. a maior parte das vezes estes princípios não são respeitados em muitos aspectos.

A relação entre estas instituições e os indivíduos é clara. “um poder ser” isto ou aquilo. e a decisão de acatar ou seguir as normas morais será sempre um acto de liberdade. 13 . pois com seres Humanos usufruímos de livre arbítrio que nos conduz para uma imprevisibilidade. as associações profissionais. O Homem em si é uma “liberdade”. que procura sempre regular a produção.Ética e desenvolvimento Institucional Aqui iremos falar do relacionamento entre a ética e o desenvolvimento institucional. que para muitos é a base da socialização primária. exercendo até uma acção moderadora. industria. tendo por objectivo principal a promoção dos indivíduos. Mas por outro lado sabemos que esta está associada às instituições/organizações. É certo que aqui podemos incluir entre outras as empresas. Pág. Já o filósofo Jean Paul Sartre afirmava que “ o Homem está condenado a ser livre “. É então desejável que o seu funcionamento seja o mais organizado possível até porque abrangem quase todas as áreas fundamentais da organização social. Entre as diversas esferas institucionais. como é o caso da família. pois estas têm como objectivos satisfazer as necessidades e procuras da sociedade. comecemos pela economia. distribuição e consumo de produtos e serviços na sociedade. quer no plano profissional quer no plano social e pessoal. Estas instituições estão quase sempre em sintonia com a vida moral. Estas são entidades com cariz social e portanto inseridas nos costumes sociais. etc. comercio. Já aqui foi falado da ética como um conjunto de princípios ou critérios que justificam racionalmente a moral.

Em todas as estruturas existentes o Homem é o princípio ético fundamental. Logo bem destacado e explícito no seu preâmbulo lemos que: “O Homem é o fundamento. fizeram com que não se pense só na qualidade dos produtos mas se dê importância a quem os produz. cumprir e respeitar as leis do País onde a empresa está inserida. oferecer condições de trabalho dignas. e isso prova-se no dia á dia entre os conflitos. virada par a cooperação e não para gerar conflitos. etc… Já na esfera das relações interpessoais. Ainda na contínua relação entre ética individual e os padrões da ética institucionais. esta. nesse sentido é importante a responsabilidade de cada um.A ética individual nem sempre segue os padrões instituídos. dissequemos aqui um pouco os princípios fundamentais ou ética a seguir. tendo sempre como bandeira o bem para todos. informar os seus colaboradores de uma forma adequada e honesta. Mas também é verdade que cabe às instituições/empresa. Pág. As instituições/empresas pretendem ser uma comunidade Humana orientada para finalidades comuns. vamos encontrar algumas mudanças.. estabelecer uma renumeração justa. 14 . direccionada para os empresários gestores. Deve. devido a certas condutas relacionadas com a individualidade. atitudes comportamentais e no inconformismo. o sujeito e o fim de todas as instituições em que se expressa a vida social”. sobre a vida da mesma. contribuindo com as suas atitudes e comportamentos que irão reflectir-se nos outros. cabe pois a cada um na sua singularidade contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e equilibrada. Mas com o aumento da facilidade de acesso á informação e aumento dos níveis de educação. á centralização de poderes e á valorização dos produtos em detrimento às pessoas. respeitar e promover o projecto de vida do trabalhador seja a nível pessoal seja a nível familiar. com os cidadãos mais exigentes e conscientes. concluímos que o convívio pessoal sempre foi um desafio para a Humanidade.

não haveria lugar para a evolução e mudança. Como sabemos o conflito é uma situação de tensão em que pessoas ou grupos de pessoas estão envolvidas. Assim sendo é pertinente dizer que o conflito tem aspectos negativos mas também é um processo positivo na evolução global. pois se estivermos atentos facilmente concluímos que o conflito é inevitável e necessário para o desenvolvimento da humanidade. pois sem ele. A questão aqui é saber lidar e gerir de forma construtiva o conflito. num processo de incompatibilidade.Ao longo dos tempos. conflito. esta ultima é hoje um conceito que muitas empresas privilegiam e constitui uma ideologia interessada nas formas de organização e na direcção de grupos através da importância atribuída á liderança democrática. tal como na nossa vida pessoal que também evolui á custa de conflitos. e este desenvolve-se através de vários factores como a gerência partilhada. Pág. o desenvolvimento das pessoas e dinâmicas de grupo. 15 . Estamos errados se pensarmos que as sociedades se compõem de conjuntos harmoniosos e equilibrados. Mas tudo isto é necessário e benéfico. as empresas foram percebendo que o seu sucesso se encontra sobretudo no investimento do factor Humano. para isso não devemos colocar de parte o espaço para o debate de ideias e apresentar sempre argumentos validos. Estas sim desenvolvem-se á custa de incompatibilidades de valores e de ideologias. Princípios éticos e deontológicos institucionais na mediação de conflitos Sendo que a ética está sempre presente. falemos um pouco do papel dos mediadores de conflitos individuais e colectivos. o trabalho Humanizado.

A saber. estipulando os direitos e deveres relativos ao mediador”. quer nas relações deste com pessoas singulares ou colectivas (os mediados) que recorrem aos seus serviços. Mais profundamente. Temos o caso nos anos 70 em que Henry Kissinger ministro americano desenvolveu uma série de encontros entre Árabes e israelitas que resultou favoravelmente durante algum tempo. em que no seu preâmbulo sobressai a verdadeira essência deste documento: “O presente código estabelece os princípios e as normas que orientam a mediação e a acção do mediador. gostaria de fazer o seguinte reparo. Sendo um profissional independente e imparcial. 16 . deve sigilo absoluto e ter todas as competências para facilitar o diálogo entre as partes. não tomando partido de uma mas ajudando a encontrar um acordo que satisfaça as partes mutuamente. até porque estes como já afirmamos existirão sempre.Ora assim chegamos á necessidade de encontrar estratégias para resolução dos mesmos conflitos. Para terminar esta temática. Temos actualmente as nações unidas que se esforçam por amenizar conflitos a nível mundial. ao longo da história temos vários exemplos de mediadores que ficaram conhecidos Mundialmente. Igualmente Jimmy Carter fez o papel de mediador entre o presidente do Egipto Anwar Sadat e o primeiro-ministro israelita. Para isso iremos ver alguns princípios básicos implementados para uma instituição que serve para mediar e cooperar. Temos como exemplo o código de ética e deontologia dos mediadores de conflitos. no sentido de se atingir um objectivo ou acordo comum que agrade a ambas as partes. quer entre mediadores e outros profissionais. como factor de desenvolvimento da Humanidade. o problema é não estarmos disponíveis para reunir condições para a sua resolução. nos seus artigos podemos ver que a actividade do mediador baseia-se no respeito absoluto pela dignidade e direitos da pessoa Humana. o problema aqui não reside no facto de haver conflitos. precisamente por mediarem conflitos a nível global. Pág. Foi conseguido um acordo que na época terminou com uma guerra que existia desde 1948.

está presente diariamente nas nossas vidas. que praticamente teve início na idade média. como no caso dos escravos. Pág.. com os descobrimentos com as colonizações de Países até aqui desconhecidos pelos Europeus. e abertura das fronteiras para que as trocas comerciais e monetárias se efectuem. globalização. internet ou mesmo de uma ida a um restaurante ou loja de um País com culturas e hábitos diferentes. Esta fase da história ficou conhecida por revolução industrial. Com a transferência de capitais e empresas entre Países atingiu-se a fase da transnacionalização da economia. Para o início deste ciclo imparável. etc. cultural social.Comunidade Global 1-A globalização Podemos começar por dizer que a globalização resulta de um estreitamento da integração e relação dos diversos Países do Mundo. Mais tarde. nomeadamente no que se refere ao aumento do comércio e dos movimentos de capital. reforçou-se este fenómeno quando os Países começaram a trocar matérias-primas e produtos. muito contribuiu o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. Ela. fazendo chegar produtos e informações a qualquer parte do Mundo. Este período ficou conhecido como a Mundialização da economia. Por volta do século XVIII a projecção político-económica ganhou força com a revolução iniciada pelo Reino Unido. Contudo este processo. serviços e até pessoas. Verificou-se uma conjectura das relações e interdependências que se mostra a nível Mundial no campo económico. seja por exemplo através da televisão. 17 . ou seja com a eliminação de várias barreiras. ao utilizar o carvão e o vapor como energias aplicadas às máquinas de então.

se transformado numa grande potência económica.se tornado na primeira potência económica Mundial. fornecedores de produtos industriais e de capital. Foi uma fase de grande crescimento tecnológico e que originou uma grande concentração de empresas. empresas Europeias e americanas estabeleceram-se noutros continentes. A uma determinada altura os Estados Unidos tinham. aos Países industrializados. Terminada a guerra os Estados Unidos tinham. electricidade e petróleo. foi a introdução dos primeiros computadores e o advento da informática. que se aplicou na ajuda às finanças. como a Europa. concorrendo agora com os mercados mais fortes. 18 . em busca de um monopólio. Estas empresas passaram a ter necessidade de investir. e cujo a empresa mãe ou sede se mantem no País de origem. as multinacionais. O passo seguinte foi o da aplicação das novas energias. produção e investigação científica. facilitou o acesso imediato a informações por parte dos bolsistas que lhes facilitou e facilita a tomada de decisões. Com o início da primeira guerra Mundial a Europa perde terreno para os Estados Unidos. as chamadas de multinacionais. nomeadamente no desenvolvimento dos transportes. Pág. também chamada de terceira revolução industrial. que por sua vez desenvolveram a utilização das comunicações e dos motores a explosão. Ao mesmo tempo as empresas começaram a deslocarem-se para outros países. A fim de poderem explorar recursos naturais. O passo seguinte neste processo foi o do fornecimento de matérias-primas por parte das colónias. que foram os grandes beneficiários dessa situação. nomeadamente em África. de recorrer á banca e esta competitividade ocorreu entre empresas de grandes dimensões. comunicações e consequentemente na produtividade.Esta fez com que houvesse grandes mudanças. O aparecimento da internet. A etapa seguinte. que são empresas ou grupo delas juridicamente ligadas.

o fim dos regimes comunistas. entre outros.No final da segunda guerra Mundial houve novamente mais tentativas para liberalizar o comércio a nível Mundial. permitindo deste modo a livre circulação de mercadorias entre Países. Hoje em dia os Estados Unidos. 19 . Podemos concluir que a sociedade actual caracteriza-se por uma aceleração das trocas de bens e serviços a nível Mundial e um crescente aumento de fluxos internacionais de pessoas e de capitais. um exemplo é o da União Europeia.organização Mundial do comercio. Vários Países procuram regular o comércio internacional e em 1947 foi mesmo criado um acordo geral sobre comércio e tarifas (GATT). Estas pretendem formas de integração através de uma união aduaneira que consiste numa zona de livre comércio com terceiros. que através de regras fazem circular livremente os produtos entre os Países membros sem pagar impostos. Existem ainda outras organizações Mundiais e regionais. Mais tarde esta organização é substituída pela (OMC). o da livre circulação de mercadorias. O comércio vai-se intensificando entre organizações de Países-membros. o aumento da economia de mercado. globalização democrática. em que tinha por objectivo reduzir as barreiras aduaneiras. regimes de governo. o incremento de mecanismos internacionais. Pág. Na origem desta globalização estão factores como: o fim da guerra fria. Europa e Japão passaram a partilhar a hegemonia económica. todas elas com um objectivo comum.

Por este motivo assiste-se hoje a um choque de interesses entre a soberania interna das nações e as pretensões das redes transnacionais. idioma ou etnia. culturais. Cada vez mais se assiste ao aparecimento de entidades político-económicas transnacionais como é o caso das ONGs. económicas. Uma das principais fontes de identidade cultural é a ligação que o individuo tem com o meio onde está inserido e focalizado. visa acabar com as diferenças que existem no interior de uma nação. a União Europeia. entre outros. Estas. Esta identidade cultural define-se por um conjunto de crenças e representações simbólicas que conferem um significado ao conceito de cidadania. 20 . É claro que desta forma as grandes potências vêm os seus ideais nacionalistas ameaçados. -Alguns problemas éticos/ecológicos colocados pela Globalização. cujas identidades foram suprimidas sobre Estados-Nação já estabelecidos. -Perspectivas opostas acerca da Globalização. pois o seu objectivo ultrapassa a esfera nacional. o NAFTA. o Mercosul. Como o próprio nome diz. pela sua essência.2-Identidade Nacional e Globalização/Regionalismo e inserção global. Pág. poem em causa a ideologia do nacionalismo ligado a um território. identidade nacional. tentando sempre que a cultura interna seja a mais homogenia possível. Ora por aqui se se vê que criar um estado apenas politicamente sem ter em conta as esferas sociais. O debate em relação ao tema do que é o nacionalismo ou identidade nacional advêm de pequenos grupos marginalizados. religiosas e até circunstanciais é um desastre.

os cépticos e os transformistas. Os cépticos por outro lado acham que se têm dado excessiva importância á globalização e que esta só se interessa pelos aspectos económicos. implicando a internacionalização dos fluxos de produtos e o conceito de Estado-Nação. afirmam que a globalização dá origem a várias formas de estratificação. regional e global. esgotando os recursos naturais e levando á extinção de espécies animais e vegetais. que surgem a nível nacional. nomeadamente no que diz respeito á gestão de recursos. Os primeiros defendem que a globalização é inevitável e que marca uma nova era da Humanidade. bens e informação. Se isto nos parece positivo. Países. por outro lado a globalização também trás riscos no que diz respeito á preservação da natureza e saúde Humana. continua a haver uma fragmentação cultural. comunidades. o Pág.Por outro lado a globalização pode eliminar barreiras ou fronteiras no que diz respeito às finanças. pondo de parte logo aqui os Países menos desenvolvidos. mobilidade de pessoas e pelo crescente desafio e responsabilidade. A globalização nos dias de hoje pode ser dividida em três perspectivas: os hiperglobalizadores. regiões que se encontram integrados em redes globais de poder e de prosperidade em detrimento de Países mais pobres e menos desenvolvidos que ficam á partida excluídos. Também não tem trazido benefícios para uma cultura global. pois apesar de um enorme fluxo de pessoas. favorece os indivíduos. Mas apesar de tudo acham que o poder dos estados não é diminuído devido a novas formas de governo. antes pelo contrario. Por ultimo os transformistas consideram que estas mudanças feitas pela globalização não levam a uma convergência global ou ao nascimento de uma sociedade global. através de agressões á natureza e ao ambiente. a relação entre o local e global apela para uma reflexão mais efectiva sobre a tomada de decisões que são colocadas as comunidades locais. á preservação da sua identidade e á união interna. 21 . que contribui fortemente para o aquecimento global. e assim sendo. em que os governos nacionais deixam de poder controlar as questões globais.

têm também influência no apoio a polos globais e locais. o aumento do desemprego.As ambivalências da globalização. seja por motivos de sobrepopulação. desequilíbrios ambientais.poder militar e económico dos estados com poder continuam a desempenhar um papel preponderante. sociais no âmbito da globalização. etc. integridade e valorização Humana de maneira sustentável. A globalização está a desenvolver-se de forma diferente nas diversas partes do Mundo. . a precariedade de trabalho e respectivos contratos. cultural. 3 . Estes aspectos negativos. A grande riqueza económica está essencialmente concentrada nos Países desenvolvidos e industrializados. entre outras coisas. 22 .. sistemas de saúda e educação deficientes.Dimensão ética no que respeita às desigualdades económicas. social. etc. Pág. exclusão social. contribuindo assim para o desenvolvimento. uma opressão mais efectiva aos sindicatos. enquanto os Países menos desenvolvidos e desfavorecidos lutam contra uma pobreza generalizada. seja por enormes dívidas externas.. Já vimos que a globalização trouxe coisas muito benéficas mas também trouxe coisas bastante negativas em todas as esferas de acção. ecológico. De facto ela trouxe. em relação á globalização. Aqui o papel de algumas organizações que praticam o cooperativismo é fundamental. fazem com que as ameaças á paz Mundial esteja cada vez mais presente. elas fomentam através da solidariedade e incentivos a expansão da cidadania e capital social.

ou ainda. entre outros. que preferiram apoiar um grupo de radicais fanáticos em Pág. as pessoas podem ser pobres mas vão trabalhando e sobrevivendo. Para termos uma noção desta desigualdade damos conta de um relatório de desenvolvimento Humano de1999 das Nações Unidas. novos produtos e outras facilidades… Mas fica aqui esta pergunta pertinente: O que é mais importante. se por um lado esse desenvolvimento nos trás e faz ganhar muitas coisas por outro faz-nos perder. os bens dos três Homens mais ricos do Mundo ultrapassam a soma dos produtos internos brutos (PIB) de todos os países menos desenvolvidos. sem sucesso. como por exemplo o da organização terrorista “AL-QAEDA” que foi ajudada e favorecida pelos próprios Americanos. que revela que o rendimento médio da população Mundial que vive nos Países mais ricos é sete vezes mais que o rendimento médio de um quinto da população Mundial dos Países pobres. juntamente com os acontecimentos recentes devem fazer-nos reflectir acerca do Mundo que temos e do Mundo que queremos ter. qualidade de vida. aquilo que ganhamos ou aquilo que perdemos? É necessário uma profunda reflexão sobre esta questão. perdem-se valores como laços na família Humana. qualidade dos produtos e alimentos que consumimos. Por outro lado traz a melhoria nas áreas de transportes. O desenvolvimento da globalização tem dois polos dissociáveis. 23 .O pior é que esta discrepância entre Países desenvolvidos e não desenvolvidos tem aumentado em grande escala. As ambiguidades dos acontecimentos recentes. Esta temática. solidariedade. saúde. vivem agora na miséria que é um conceito diferente de pobreza. tornam-se dependentes e quase sempre humilhadas. Veja-se o caso de alguns Países em que as pessoas que trabalhavam a terra foram expulsas ou viram as suas terras expropriadas pela agricultura mecanizada/industrializada e tiveram que procurar trabalho nos grandes centros urbanos. mas na miséria as pessoas perdem a sua dignidade.

crenças e atitudes comportamentais dentro de uma sociedade. empresas tradicionais ou transnacionais. partidos políticos. devemos sempre reflectir se em algum determinado momento o sentido e a intenção daquilo que fizermos vai continuar no caminho desejado ou vai provocar um efeito contrário Devemos reflectir acerca das ambiguidades ou ambivalências da globalização e á que ter em atenção que nos dias que correm e devido a este fenómeno. 24 . aquando da invasão do Afeganistão por parte da então União Soviética. o resultado foi precisamente o contrário.Ética na competitividade. Verificou-se aqui uma alteração/influência do meio. 4. ela representa a integração do Homem na sua essência e guia o mesmo numa melhor gestão dos seus talentos. está directamente ligada ao mercado competitivo. político ou religioso. ou Pág. seja social. existem organizações extremistas e terroristas que têm mais poder e mobilidade do que instituições como o estado. A ética em termos gerais está sempre presente em qualquer organização. O pensador Edgar Morin numa palestra em 2007 explanou estes pontos de vista e aconselha que quando defendemos uma causa ou ideia. A ética.detrimento do apoio á sociedade civil Afegã. capacidades e atitudes a ter dentro de uma organização. Outro exemplo recente foi o da intervenção militar no Iraque com o intuito de reduzir o terrorismo. como um conjunto de valores.

Para melhor entendermos podemos aqui referir alguns dos critérios básicos que a ética na competitividade deverá respeitar. A comunicação externa com o público deverá ser realizada de Pág. ela mostrar-se-á como uma “bússola” orientadora e ajudando-nos a agir correctamente em todas as situações. dignidade e ausência de discriminação ou coerção. por exemplo. Daí é necessário ter uma grande maturidade. Também o património da empresa deverá ser respeitado de forma absoluta. 25 . com menos stress. uma vez que esta implica sempre uma integração com a nossa consciência. empresa e colaboradores deverão combater todas as formas de corrupção e verificar que em todos os processos estejam em conformidade com as leis que combatem as restrições á livre concorrência. para escolher a opção ética que nos conduzirá a condições de sucesso Agir eticamente é ser competitivo no sentido de um compromisso consigo mesmo. Ora por tudo isto. a qualidade das relações interpessoais têm influência fulcral para as empresas. Resultado disso. O ambiente de trabalho deverá implicar sempre respeito. logo com maior realização pessoal e profissional. Logo é correcto afirmar que quanto maior for a distância entre o comportamento/atitude e a ética maior é o nível de stress. qualquer infracção deverá ser dada a conhecer ao respectivo comité de ética da empresa. aos dados pessoais dos trabalhadores. quanto aos colaboradores setes deverão ser sempre respeitados pela empresa no que diz respeito aos direitos Humanos e às liberdades individuais. consciência e porque não coragem. levar-nos-á a viver muito mais tranquilos. tais como: Garantia de qualidade (tem com objectivo garantir padrões de qualidade na fabricação e controle dos produtos). a ética é fundamental no que respeita á nossa postura perante os negócios ou trabalho profissional. é fácil de constatar que. harmonia. ou seja se usarmos a ética em todas estas situações. os fornecedores das empresas deverão ser escolhidos a partir da qualidade dos seus produtos e serviços.seja. A privacidade deverá ser garantida referente.

.forma transparente e digna de crédito. Falar de uma cidadania Mundial inclusiva implica dissecar um pouco a nova lei da Nacionalidade. 26 .A importância de plataformas de convergência e desenvolvimento com vista a uma integração económica.Ética para a igualdade/inclusão. Pág.A construção de uma cidadania Mundial inclusiva. contrariamente a outros Países Europeus que ainda apostam numa mentalidade anti-imigração. projectos. E finalmente no âmbito da biosfera e atmosfera as empresas deverão proteger o meio ambiente. 5 . na doação de bens e serviços em caso de catástrofes naturais ou pessoas carenciadas. Portugal. . deu assim um passo importante quanto a um posicionamento intercultural. por exemplo. que foi aprovada recentemente na assembleia da República sem qualquer voto contra. etc. cumprindo todas as leis e tendo em conta a consciência moral. A confidencialidade é outro conceito a ter em conta no que respeita aos processos de produção. contratos. A filantropia deverá ser praticada. Todos ficaram conscientes e esperançados que com esta nova lei a legalização dos imigrantes tornar-se-á mais célere e diminuirá os procedimentos administrativos a que estavam sujeitos.

cultural. com esta multiculturalidade. Portugal torna-se uma nação mais rica e diversificada e que coloca as pessoas numa posição de experimentarem uma série de mudanças. Num ponto acho que todos concordamos. de forma imediata para os descendentes de terceira geração. Mas por outro lado. 27 . permite melhores condições de acolhimento aos imigrantes. Todas estas medidas por parte da política Portuguesa contribuíram para uma maior abertura á cidadania inclusiva. que deveria ser planetário. para as crianças nascidas em Portugal e que completem o primeiro ciclo básico (qualquer que seja o estatuto legal dos pais). para além dos direitos já adquiridos. assim como o respeito pelo nosso património. uma vez que alguns ainda não participam deste acordo. Um dos exemplos é o “GATT” de que já falamos e que se traduz num acordo que visa a diminuição de barreiras alfandegárias. abrem-se várias opções de acesso á nacionalidade. Quando se fala em integração económica esta deverá ter sempre em conta a não discriminação entre Países que dela participam ou não. não abrange todos os Países. facilitando deste modo a livre circulação de produtos. Em relação aos descendentes de imigrantes que nasceram em Portugal. também os prazos para pedido de naturalização aumentaram e deixa de se ter em conta a condição financeira. linguístico e civilizacional. Há a referir que este acordo.Esta nova política por parte de Portugal em relação a este aspecto. entre outras. Pág. Portugal impôs e espera destes novos cidadãos deveres. ainda se pode pedir a naturalização de um dos progenitores que complete cinco anos de residência legal. por efeito de vontade para a segunda geração com pelo menos um dos progenitores com cinco anos de residência legal no nosso País.

Um dos aspectos positivos de uma integração económica é a existência de acordos supranacionais que trazem mais-valias aos Países membros. criando desta forma enormes desequilíbrios económicos e sociais.A integração económica internacional pode definir-se em vários aspectos. que associa a união não só económica mas também monetária. 28 . unificação das barreiras alfandegárias. como já vimos ao longo deste trabalho. a existência de uma política comercial externa. ao excluir á partida os Países mais pobres e menos desenvolvidos e até os Países não participantes. o mercado comum. Todos estes exemplos expostos fazem parte do caso recente e no qual estamos inseridos actualmente que é a União Europeia. como é o caso da moeda única. a união económica onde existe a cooperação das políticas mais importantes. o conceito de integração económica internacional trás ambiguidades e muitas injustiças. a união monetária. tais como a existência de zonas de comércio livre. entre outras. possibilidade de cada País definir a sua política económica face a outros Países. Pág. Mas. que possibilita a circulação de mão-deobra. como já foi referido.

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