Deontologia e princípios Éticos Princípios fundamentais da Ética

INTRODUÇÃO

Na sequência da formação modular de curta duração de cidadania e profissionalidade, o tema geral proposto para este trabalho consiste em abordar os temas da deontologia e os princípios éticos. Começamos assim por iniciar este trabalho definindo da melhor maneira possível, as noções essenciais de ética,moral,deontologia e doutrina. Assim, a ética, enquanto disciplina filosófica, tem por objectivo o estabelecimento de princípios ou critérios que possibilitem a fundamentação ou justificação racional das acções e normas morais, investigando o comportamento adequado numa determinada época e na presença de uma sociedade concreta. Por sua vez a moral consiste num conjunto de regras ou códigos que gerem os comportamentos dos indivíduos de maneira a serem conforme ao que é considerado correcto, tido como dever ou como bem, na sociedade em que vivemos. Se por um lado a moral diz respeito ao agir e á prática de comportamentos que advêm da vivência quotidiana, cabe á ética a reflexão filosófica acerca destes mesmos comportamentos. A deontologia poderá definir-se como sendo o conhecimento dos deveres, tendo por base os juízos de aprovação ou não, do correcto ou incorrecto ou condenável, do bem ou do mal, tendo em conta o ajuizamento ou críticas reais por parte da sociedade, a então chamada de ética vigente. A doutrina pode ser definida como sendo o conjunto de princípios éticos e normas jurídicas que servem como base de regulação ao exercício de uma profissão, de um sistema religioso,político,militar,entre outros.

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Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética

No contexto dos princípios éticos e morais, proponho a análise do seguinte dilema moral, em que mais adiante, veremos qual a reacção ou solução dada na óptica de um Utilitarista e de uma perspectiva deontológica da moral: “João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num país estrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivo entrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhido para comandar um carro de combate. Ao chegar á cidade alvo, os carros dispersam-se para melhor localizar os resistentes; ao avançar João pode comprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioria por mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Em determinado momento recebe por via rádio a ordem do seu tenente para disparar sobre um edifício que se encontra ao seu alcance e que, segundo informações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos. João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitas crianças. Logo comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas ao contrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.” “José Cantillo Carmona e tal, Dilemas Morales”

Ora vejamos, tendo em conta este dilema moral e depois de analisado, podemos dizer que perante o mesmo, o utilitarista ou melhor, um defensor da moral utilitarista, que se identifica com a perspectiva teleológica, á partida não acataria a ordem do seu tenente, pois de facto, tendo em conta as possíveis consequências daquela acção, disparar sobre o edifício, torna-se óbvia a escolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem que aparentemente não traz vantagens para ninguém, a não ser para o próprio João, pois uma ordem vinda de um superior hierárquico não acatada, poderá acarretar consequências.

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Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostaria de salientar que o mesmo defensor de uma moral utilitarista, e partindo para uma situação mais extrema, se pensasse que tudo aquilo seria uma fachada e que a escola, por exemplo era de facto um esconderijo para as forças inimigas e que a sua eliminação traria vantagens para o rumo da sua “Guerra “evitando assim mais mortes na população, penso que aí talvez o João optasse por acatar a tal ordem. Senão vejamos, o utilitarista faz depender a validade das suas acções da sua finalidade, ou seja das vantagens ou consequências que as mesmas podem trazer ao Homem. O defensor da moral utilitarista sabe que nem sempre as melhores opções são aquelas que acabam por ter efectivamente as melhores consequências, mas antes aquelas que apresentam a maior utilidade esperada. Numa perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a ética Kantiana, o sentido do dever de garantir e defender a vida daquelas pessoas é superior ao sentido do dever de respeitar e cumprir a ordem do seu tenente; torna-se pois claro que o João não acataria a ordem do seu superior hierárquico. Para o deontologista, as consequências dos actos não são tudo o que devemos ter em conta quando pretendemos saber como agir; para ele, certos tipos de actos são intrinsecamente errados, independentemente das suas consequências, ou seja não devemos realizá-los mesmo quando a sua realização produz os melhores resultados; logo aqui a procura do maior bem para o maior número de pessoas está sujeita a certas restrições que não podem ser violadas.

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tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro. pois para um deontologista a moralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela pode implicar. acatar a ordem do seu superior hierárquico. uma norma ou acção como “não matarás” assume aqui um valor absoluto quando obedece á forma do imperativo categórico.Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã. ou lei moral e qualquer acção moral que a respeite será sempre válida. Ele agirá sempre por puro respeito pela lei moral e não conforme ao dever. sabendo que ela é claramente injusta. que aceita os “Dez mandamentos” acredita que não se pode matar uma pessoa. independentemente das consequências que daí resultassem. sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio. embora reconheça que noutras situações ou dilemas talvez optasse por um comportamento mais próximo de uma ética utilitarista. Pág. mesmo que isso sirva para evitar que outros matem várias pessoas. Segundo o principio fundamental de uma ética Kantiana “age de tal maneira que uses a tua humanidade.” Em relação ao meu comportamento perante este dilema julgo que seria muito semelhante ao de um defensor de uma ética Kantiana e muito provavelmente não acataria a ordem do meu superior hierárquico. daí agirá sempre de modo a que a máxima da sua acção se possa universalizar e aqui. não é desejável nem universalizável. perante este dilema. 6 .

valorizam: O cumprimento rigoroso de todos os acordos estabelecidos. No que diz respeito aos compromissos da empresa e seus colaboradores para com os seus clientes/fornecedores e entidades oficiais. iremos ver os princípios fundamentais de um código de ética de uma determinada empresa “Quimiparque” em que se apresenta num conjunto de valores e atitudes que são traduzidos na prática e no dia-a-dia por normas de conduta que ajudam a clarificar as relações entre a empresa. entre outros. contra todas as formas de exploração incluindo trabalho forcado e trabalho infantil.seriedade. os seus colaboradores e o meio exterior. nomeadamente e como exemplo. Seguidamente vamos enumerar os principais princípios básicos orientadores deste código de ética em questão: Dentro da esfera dos valores fundamentais destacamos os seguintes: Respeito pelos Direitos Humanos e igualdade de oportunidades. 7 .rigor credibilidade responsabilidade e procura permanente da qualidade.Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética Código de ética Iremos aqui falar um pouco acerca de Códigos de ética. responsabilidade na protecção e defesa do meio ambiente. luta contra todas as formas de corrupção. De realçar que este tipo de documentos não pretendem nem podem substituir a legislação em vigor mas sim funcionar como uma “consciência” da empresa no sentido de uma contribuição para a actualização e modernização. que não é nem deve ser só tecnológica. na sua actividade Pág. respeito pelos direitos dos trabalhadores. No âmbito das atitudes fundamentais salientamos:Integridade.

entre outros. e dentro das regras estabelecidas por esta. Pág. entre outros Por fim. assegurando o seu uso eficiente. os colaboradores comprometem-se a não exercer qualquer actividade profissional extra que interfira com as suas atribuições ou com as actividades da empresa. 8 . em relação aos compromissos entre a empresa e os seus colaboradores. salientamos: os colaboradores deverão proteger o património da mesma. esta e os seus colaboradores não efectuarão em nome da empresa contribuições monetárias ou de outro tipo a partidos políticos. ou seja conduta no ambiente de trabalho.empresarial a empresa desenvolverá uma prática concorrencial forte mas sempre leal e dentro dos princípios éticos.

em detrimento do mal. senão vejamos. sem que ambas as partes percam a sua própria identidade. igreja. se um individuo pretender ingressar numa determinada empresa é evidente que deva conhecer de perto os valores da mesma de modo a que possa comparar os valores desta com os seus próprios valores. A verdade é que a maioria das empresas tentam ter uma ética empresarial baseada nos conceitos básicos de ética dos seus colaboradores ou seja encontrar na personalidade dos seus trabalhadores a identidade da empresa. pois uma vez que. Logo será sempre uma construção inacabada devido ao facto de a mesma estar constantemente influenciada pela sociedade que rodeia o individuo. Mas a questão do conflito entre estas duas éticas parece. Pág. começamos por referir a relação entre a ética pessoal e deontologia profissional. como a família. concordam muitas das vezes em trabalhar em empresas cujo código de ética não é compatível com o seu. Sendo assim é evidente que a ética individual está relacionada com uma construção pessoal que reflecte os valores de uma sociedade. nos dias que correm uma utopia. profissão. sempre com liberdade em todas as circunstâncias. A ética pessoal ou individual é a que aplica a inteligência na procura da verdade e a vontade na busca do bem.Códigos de ética e padrões deontológicos Em relação ao tema códigos de ética e padrões deontológicos. Esta permite que os indivíduos reconheçam uma boa acção de uma má acção. face á crescente falta de emprego. etc. os trabalhadores. escola. Mas será que existe ou não conflito entre a ética individual e ética corporativa? Podemos afirmar que sim. Ela deverá ser um modelo analítico que o ser Humano usa de forma contínua e consciente em todos os nossos processos de decisão. 9 .

As normas morais são á partida regras de comportamento adoptadas em sociedade e que visam a aplicação de valores como os de bem. hábitos e costumes culturais. temos como formas mais usuais por exemplo. Pág. liberdade e que permitem aos indivíduos distinguir uma boa acção de uma má acção e só terá validade se o autor moral tenha a intenção e aja conscientemente. as normas morais separam-se das normas jurídicas. Mas outras são muitas das vezes coincidentes com outros tipos de normas vigentes na sociedade: Por exemplo. Mas. a critica. devemos distinguir normas morais. normas jurídicas. justiça dignidade. fazendo estas. o sarcasmo. Mas não têm poder coercitivo ou punitivo pois as sociedades não dispõem de castigos institucionais para as fazer cumprir. 10 . facilmente concluímos que as normas morais são ideais uma vez que valorizam a dignidade da pessoa. embora neste caso é a própria sociedade que dispõe de mecanismos de “castigar” os “faltosos”. O incumprimento das normas jurídicas leva á punição pois estas. A partir de certa altura. é uma norma moral mas ao mesmo tempo jurídica. Se analisarmos. dispõem de autoridade.Se por um lado a ética é sobretudo uma questão de liberdade e exige por isso criatividade por parte do individuo. pois perante a lei o roubo é considerado crime. tratar com indiferença que leva a pessoa em questão a sentir-se embaraçada ou constrangida. os costumes sociais e hábitos carecem de suporte escrito e punição legal. por puro dever moral. a ironia. não roubar. o riso. parte de legislação de cada País. também contrariamente às normas jurídicas. ao contrário das normas morais.

ser sempre pontual. gostaria de relembrar que cada vez mais os profissionais estão sujeitos á utilização de meios de comunicação. devemos sempre optar por uma postura discreta. nem todos os colaboradores têm consciência disso e cometem equívocos que podem levar. nomeadamente á internet e do correio electrónico corporativo como ferramentas de trabalho. comunicação. relações com entidades reguladoras. porem. entre outras. Uma das soluções é o bloqueamento. 11 . como uma conduta que visa burlar a política de segurança da informação da empresa. e até ter em conta a roupa que vestimos. a sites não desejados. mas gostaria de realçar as mais pertinentes: Responsabilidade. mas servem para direccionar a nossa conduta profissional para um melhor desempenho dentro dos critérios da empresa da qual fazemos parte. sigilo e confidencialidade profissional. o cuidado com a higiene pessoal também é importante. no caso de a pessoa contactar de perto com clientes ou até fornecedores.As normas de conduta profissional no âmbito de uma deontologia de uma profissão são inúmeras e devemos respeitá-las pois elas não são burocracias sem utilidade. por parte da empresa. tanto internamente com externamente. Ainda na relação entre normas deontológicas e normas corporativas de um grupo de trabalho. mas ainda assim existem empresas que monitorizam as tentativas de acesso a esses sites bloqueados. em casos extremos á demissão. bom relacionamento interpessoal. Pág. todas estas posturas têm como finalidade de transparecer um bom sentido de responsabilidade. aperfeiçoamento e mérito profissional. A lista de normas organizacionais é extensa. Há que realçar aqui a relação entre responsabilidade profissional e os diferentes contextos sociais. relações com os fornecedores.

para uma empresa. Podemos dar aqui exemplos de países da Europa do norte. neste campo as pessoas devem saber distinguir bem as coisas.Uma das situações que também não é recomendável é o de relações amorosas no local de trabalho. 12 . a maior parte das vezes estes princípios não são respeitados em muitos aspectos. que ao invés de optarem por esta política preferem apostar cada vez mais na especialização pois só assim se consegue alcançar a “perfeição” e consequentemente a produtividade. as empresas tentaram instituir o culto da polivalência no trabalho. mas tem-se visto ao longo desse tempo de implementação que esta política não é perfeita nem mesmo desejável. falaremos um pouco da dinâmica a ter dentro destes contextos sociais. Pág. princípios básicos fundamentais que devem ser sempre respeitados por ambas as partes. na minha óptica. há um ditado antigo que encaixa neste quadro perfeitamente: “Cada macaco no seu galho” Por estes motivos é fácil de ver que a polivalência só serve o interesse das empresas. por vezes deparamo-nos com situações em que só são aplicados quando há interesse e não como princípios fundamentais absolutos. Ou seja. na maioria das empresas e profissões. Com a globalização. Para terminar esta análise. ditas liberais são adoptados códigos de ética comportamental. ter vários funcionários que executam várias funções é extraordinário.

Estas são entidades com cariz social e portanto inseridas nos costumes sociais. “um poder ser” isto ou aquilo. Já o filósofo Jean Paul Sartre afirmava que “ o Homem está condenado a ser livre “. Estas instituições estão quase sempre em sintonia com a vida moral.Ética e desenvolvimento Institucional Aqui iremos falar do relacionamento entre a ética e o desenvolvimento institucional. É então desejável que o seu funcionamento seja o mais organizado possível até porque abrangem quase todas as áreas fundamentais da organização social. tendo por objectivo principal a promoção dos indivíduos. pois estas têm como objectivos satisfazer as necessidades e procuras da sociedade. Já aqui foi falado da ética como um conjunto de princípios ou critérios que justificam racionalmente a moral. exercendo até uma acção moderadora. etc. comercio. 13 . Mas por outro lado sabemos que esta está associada às instituições/organizações. distribuição e consumo de produtos e serviços na sociedade. O Homem em si é uma “liberdade”. Entre as diversas esferas institucionais. A relação entre estas instituições e os indivíduos é clara. Pág. comecemos pela economia. como é o caso da família. que para muitos é a base da socialização primária. industria. as associações profissionais. e a decisão de acatar ou seguir as normas morais será sempre um acto de liberdade. É certo que aqui podemos incluir entre outras as empresas. pois com seres Humanos usufruímos de livre arbítrio que nos conduz para uma imprevisibilidade. quer no plano profissional quer no plano social e pessoal. que procura sempre regular a produção.

etc… Já na esfera das relações interpessoais. estabelecer uma renumeração justa. Logo bem destacado e explícito no seu preâmbulo lemos que: “O Homem é o fundamento. com os cidadãos mais exigentes e conscientes. tendo sempre como bandeira o bem para todos. Deve. Em todas as estruturas existentes o Homem é o princípio ético fundamental. dissequemos aqui um pouco os princípios fundamentais ou ética a seguir. cumprir e respeitar as leis do País onde a empresa está inserida. Pág. respeitar e promover o projecto de vida do trabalhador seja a nível pessoal seja a nível familiar. e isso prova-se no dia á dia entre os conflitos. virada par a cooperação e não para gerar conflitos. nesse sentido é importante a responsabilidade de cada um. 14 . o sujeito e o fim de todas as instituições em que se expressa a vida social”. devido a certas condutas relacionadas com a individualidade. sobre a vida da mesma. concluímos que o convívio pessoal sempre foi um desafio para a Humanidade. Mas com o aumento da facilidade de acesso á informação e aumento dos níveis de educação. Mas também é verdade que cabe às instituições/empresa. esta. Ainda na contínua relação entre ética individual e os padrões da ética institucionais. cabe pois a cada um na sua singularidade contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e equilibrada. atitudes comportamentais e no inconformismo. oferecer condições de trabalho dignas. á centralização de poderes e á valorização dos produtos em detrimento às pessoas. fizeram com que não se pense só na qualidade dos produtos mas se dê importância a quem os produz. vamos encontrar algumas mudanças.A ética individual nem sempre segue os padrões instituídos.. contribuindo com as suas atitudes e comportamentos que irão reflectir-se nos outros. direccionada para os empresários gestores. As instituições/empresas pretendem ser uma comunidade Humana orientada para finalidades comuns. informar os seus colaboradores de uma forma adequada e honesta.

e este desenvolve-se através de vários factores como a gerência partilhada. Estas sim desenvolvem-se á custa de incompatibilidades de valores e de ideologias. num processo de incompatibilidade. pois sem ele. A questão aqui é saber lidar e gerir de forma construtiva o conflito. 15 . o desenvolvimento das pessoas e dinâmicas de grupo. pois se estivermos atentos facilmente concluímos que o conflito é inevitável e necessário para o desenvolvimento da humanidade. esta ultima é hoje um conceito que muitas empresas privilegiam e constitui uma ideologia interessada nas formas de organização e na direcção de grupos através da importância atribuída á liderança democrática. Como sabemos o conflito é uma situação de tensão em que pessoas ou grupos de pessoas estão envolvidas. para isso não devemos colocar de parte o espaço para o debate de ideias e apresentar sempre argumentos validos. tal como na nossa vida pessoal que também evolui á custa de conflitos.Ao longo dos tempos. Assim sendo é pertinente dizer que o conflito tem aspectos negativos mas também é um processo positivo na evolução global. conflito. Princípios éticos e deontológicos institucionais na mediação de conflitos Sendo que a ética está sempre presente. o trabalho Humanizado. Mas tudo isto é necessário e benéfico. falemos um pouco do papel dos mediadores de conflitos individuais e colectivos. Estamos errados se pensarmos que as sociedades se compõem de conjuntos harmoniosos e equilibrados. Pág. não haveria lugar para a evolução e mudança. as empresas foram percebendo que o seu sucesso se encontra sobretudo no investimento do factor Humano.

em que no seu preâmbulo sobressai a verdadeira essência deste documento: “O presente código estabelece os princípios e as normas que orientam a mediação e a acção do mediador.Ora assim chegamos á necessidade de encontrar estratégias para resolução dos mesmos conflitos. A saber. o problema é não estarmos disponíveis para reunir condições para a sua resolução. quer nas relações deste com pessoas singulares ou colectivas (os mediados) que recorrem aos seus serviços. Igualmente Jimmy Carter fez o papel de mediador entre o presidente do Egipto Anwar Sadat e o primeiro-ministro israelita. Para isso iremos ver alguns princípios básicos implementados para uma instituição que serve para mediar e cooperar. Temos como exemplo o código de ética e deontologia dos mediadores de conflitos. deve sigilo absoluto e ter todas as competências para facilitar o diálogo entre as partes. gostaria de fazer o seguinte reparo. Para terminar esta temática. precisamente por mediarem conflitos a nível global. Foi conseguido um acordo que na época terminou com uma guerra que existia desde 1948. Temos actualmente as nações unidas que se esforçam por amenizar conflitos a nível mundial. Sendo um profissional independente e imparcial. como factor de desenvolvimento da Humanidade. ao longo da história temos vários exemplos de mediadores que ficaram conhecidos Mundialmente. não tomando partido de uma mas ajudando a encontrar um acordo que satisfaça as partes mutuamente. Pág. o problema aqui não reside no facto de haver conflitos. estipulando os direitos e deveres relativos ao mediador”. quer entre mediadores e outros profissionais. Mais profundamente. Temos o caso nos anos 70 em que Henry Kissinger ministro americano desenvolveu uma série de encontros entre Árabes e israelitas que resultou favoravelmente durante algum tempo. 16 . até porque estes como já afirmamos existirão sempre. nos seus artigos podemos ver que a actividade do mediador baseia-se no respeito absoluto pela dignidade e direitos da pessoa Humana. no sentido de se atingir um objectivo ou acordo comum que agrade a ambas as partes.

etc. ou seja com a eliminação de várias barreiras. 17 .. e abertura das fronteiras para que as trocas comerciais e monetárias se efectuem.Comunidade Global 1-A globalização Podemos começar por dizer que a globalização resulta de um estreitamento da integração e relação dos diversos Países do Mundo. seja por exemplo através da televisão. Por volta do século XVIII a projecção político-económica ganhou força com a revolução iniciada pelo Reino Unido. Mais tarde. nomeadamente no que se refere ao aumento do comércio e dos movimentos de capital. Este período ficou conhecido como a Mundialização da economia. que praticamente teve início na idade média. Esta fase da história ficou conhecida por revolução industrial. como no caso dos escravos. Com a transferência de capitais e empresas entre Países atingiu-se a fase da transnacionalização da economia. com os descobrimentos com as colonizações de Países até aqui desconhecidos pelos Europeus. cultural social. Ela. Pág. Verificou-se uma conjectura das relações e interdependências que se mostra a nível Mundial no campo económico. reforçou-se este fenómeno quando os Países começaram a trocar matérias-primas e produtos. Contudo este processo. globalização. Para o início deste ciclo imparável. fazendo chegar produtos e informações a qualquer parte do Mundo. muito contribuiu o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. ao utilizar o carvão e o vapor como energias aplicadas às máquinas de então. internet ou mesmo de uma ida a um restaurante ou loja de um País com culturas e hábitos diferentes. está presente diariamente nas nossas vidas. serviços e até pessoas.

facilitou o acesso imediato a informações por parte dos bolsistas que lhes facilitou e facilita a tomada de decisões. Com o início da primeira guerra Mundial a Europa perde terreno para os Estados Unidos. nomeadamente no desenvolvimento dos transportes. O aparecimento da internet. que são empresas ou grupo delas juridicamente ligadas. as chamadas de multinacionais. concorrendo agora com os mercados mais fortes. que foram os grandes beneficiários dessa situação. aos Países industrializados. em busca de um monopólio. electricidade e petróleo. Terminada a guerra os Estados Unidos tinham. A uma determinada altura os Estados Unidos tinham. que por sua vez desenvolveram a utilização das comunicações e dos motores a explosão. nomeadamente em África. de recorrer á banca e esta competitividade ocorreu entre empresas de grandes dimensões. produção e investigação científica. foi a introdução dos primeiros computadores e o advento da informática. fornecedores de produtos industriais e de capital. Estas empresas passaram a ter necessidade de investir. A fim de poderem explorar recursos naturais. A etapa seguinte. e cujo a empresa mãe ou sede se mantem no País de origem. Foi uma fase de grande crescimento tecnológico e que originou uma grande concentração de empresas. que se aplicou na ajuda às finanças. empresas Europeias e americanas estabeleceram-se noutros continentes. comunicações e consequentemente na produtividade. Ao mesmo tempo as empresas começaram a deslocarem-se para outros países. como a Europa. 18 . também chamada de terceira revolução industrial.se transformado numa grande potência económica.se tornado na primeira potência económica Mundial. O passo seguinte neste processo foi o do fornecimento de matérias-primas por parte das colónias. O passo seguinte foi o da aplicação das novas energias.Esta fez com que houvesse grandes mudanças. as multinacionais. Pág.

Estas pretendem formas de integração através de uma união aduaneira que consiste numa zona de livre comércio com terceiros. Mais tarde esta organização é substituída pela (OMC). Europa e Japão passaram a partilhar a hegemonia económica. que através de regras fazem circular livremente os produtos entre os Países membros sem pagar impostos. Vários Países procuram regular o comércio internacional e em 1947 foi mesmo criado um acordo geral sobre comércio e tarifas (GATT). globalização democrática. um exemplo é o da União Europeia.No final da segunda guerra Mundial houve novamente mais tentativas para liberalizar o comércio a nível Mundial. regimes de governo. o aumento da economia de mercado. o da livre circulação de mercadorias. Podemos concluir que a sociedade actual caracteriza-se por uma aceleração das trocas de bens e serviços a nível Mundial e um crescente aumento de fluxos internacionais de pessoas e de capitais. em que tinha por objectivo reduzir as barreiras aduaneiras. 19 . todas elas com um objectivo comum. permitindo deste modo a livre circulação de mercadorias entre Países. Na origem desta globalização estão factores como: o fim da guerra fria. o fim dos regimes comunistas. Pág. O comércio vai-se intensificando entre organizações de Países-membros. Hoje em dia os Estados Unidos. entre outros. o incremento de mecanismos internacionais. Existem ainda outras organizações Mundiais e regionais.organização Mundial do comercio.

Por este motivo assiste-se hoje a um choque de interesses entre a soberania interna das nações e as pretensões das redes transnacionais. O debate em relação ao tema do que é o nacionalismo ou identidade nacional advêm de pequenos grupos marginalizados. Estas. Uma das principais fontes de identidade cultural é a ligação que o individuo tem com o meio onde está inserido e focalizado. o NAFTA. pela sua essência. Esta identidade cultural define-se por um conjunto de crenças e representações simbólicas que conferem um significado ao conceito de cidadania. o Mercosul. idioma ou etnia.2-Identidade Nacional e Globalização/Regionalismo e inserção global. É claro que desta forma as grandes potências vêm os seus ideais nacionalistas ameaçados. poem em causa a ideologia do nacionalismo ligado a um território. pois o seu objectivo ultrapassa a esfera nacional. cujas identidades foram suprimidas sobre Estados-Nação já estabelecidos. a União Europeia. económicas. Ora por aqui se se vê que criar um estado apenas politicamente sem ter em conta as esferas sociais. tentando sempre que a cultura interna seja a mais homogenia possível. identidade nacional. visa acabar com as diferenças que existem no interior de uma nação. Como o próprio nome diz. religiosas e até circunstanciais é um desastre. Cada vez mais se assiste ao aparecimento de entidades político-económicas transnacionais como é o caso das ONGs. Pág. entre outros. 20 . -Perspectivas opostas acerca da Globalização. -Alguns problemas éticos/ecológicos colocados pela Globalização. culturais.

comunidades. a relação entre o local e global apela para uma reflexão mais efectiva sobre a tomada de decisões que são colocadas as comunidades locais. em que os governos nacionais deixam de poder controlar as questões globais. bens e informação. mobilidade de pessoas e pelo crescente desafio e responsabilidade. que surgem a nível nacional. regiões que se encontram integrados em redes globais de poder e de prosperidade em detrimento de Países mais pobres e menos desenvolvidos que ficam á partida excluídos. por outro lado a globalização também trás riscos no que diz respeito á preservação da natureza e saúde Humana.Por outro lado a globalização pode eliminar barreiras ou fronteiras no que diz respeito às finanças. Os cépticos por outro lado acham que se têm dado excessiva importância á globalização e que esta só se interessa pelos aspectos económicos. á preservação da sua identidade e á união interna. pois apesar de um enorme fluxo de pessoas. que contribui fortemente para o aquecimento global. continua a haver uma fragmentação cultural. pondo de parte logo aqui os Países menos desenvolvidos. e assim sendo. Países. esgotando os recursos naturais e levando á extinção de espécies animais e vegetais. A globalização nos dias de hoje pode ser dividida em três perspectivas: os hiperglobalizadores. Mas apesar de tudo acham que o poder dos estados não é diminuído devido a novas formas de governo. antes pelo contrario. os cépticos e os transformistas. o Pág. através de agressões á natureza e ao ambiente. afirmam que a globalização dá origem a várias formas de estratificação. regional e global. Os primeiros defendem que a globalização é inevitável e que marca uma nova era da Humanidade. favorece os indivíduos. Por ultimo os transformistas consideram que estas mudanças feitas pela globalização não levam a uma convergência global ou ao nascimento de uma sociedade global. implicando a internacionalização dos fluxos de produtos e o conceito de Estado-Nação. 21 . Também não tem trazido benefícios para uma cultura global. Se isto nos parece positivo. nomeadamente no que diz respeito á gestão de recursos.

. Estes aspectos negativos. seja por enormes dívidas externas. a precariedade de trabalho e respectivos contratos. desequilíbrios ambientais. entre outras coisas. cultural. fazem com que as ameaças á paz Mundial esteja cada vez mais presente. etc. sociais no âmbito da globalização. integridade e valorização Humana de maneira sustentável.poder militar e económico dos estados com poder continuam a desempenhar um papel preponderante.. A globalização está a desenvolver-se de forma diferente nas diversas partes do Mundo. social. De facto ela trouxe. ecológico. Já vimos que a globalização trouxe coisas muito benéficas mas também trouxe coisas bastante negativas em todas as esferas de acção. enquanto os Países menos desenvolvidos e desfavorecidos lutam contra uma pobreza generalizada.As ambivalências da globalização.. etc. elas fomentam através da solidariedade e incentivos a expansão da cidadania e capital social. exclusão social. sistemas de saúda e educação deficientes. 22 . 3 . o aumento do desemprego. Aqui o papel de algumas organizações que praticam o cooperativismo é fundamental. uma opressão mais efectiva aos sindicatos. em relação á globalização. contribuindo assim para o desenvolvimento. A grande riqueza económica está essencialmente concentrada nos Países desenvolvidos e industrializados.Dimensão ética no que respeita às desigualdades económicas. seja por motivos de sobrepopulação. Pág. têm também influência no apoio a polos globais e locais.

como por exemplo o da organização terrorista “AL-QAEDA” que foi ajudada e favorecida pelos próprios Americanos. perdem-se valores como laços na família Humana. Por outro lado traz a melhoria nas áreas de transportes. novos produtos e outras facilidades… Mas fica aqui esta pergunta pertinente: O que é mais importante. saúde.O pior é que esta discrepância entre Países desenvolvidos e não desenvolvidos tem aumentado em grande escala. solidariedade. mas na miséria as pessoas perdem a sua dignidade. qualidade dos produtos e alimentos que consumimos. que preferiram apoiar um grupo de radicais fanáticos em Pág. aquilo que ganhamos ou aquilo que perdemos? É necessário uma profunda reflexão sobre esta questão. Esta temática. vivem agora na miséria que é um conceito diferente de pobreza. 23 . ou ainda. as pessoas podem ser pobres mas vão trabalhando e sobrevivendo. As ambiguidades dos acontecimentos recentes. qualidade de vida. Veja-se o caso de alguns Países em que as pessoas que trabalhavam a terra foram expulsas ou viram as suas terras expropriadas pela agricultura mecanizada/industrializada e tiveram que procurar trabalho nos grandes centros urbanos. os bens dos três Homens mais ricos do Mundo ultrapassam a soma dos produtos internos brutos (PIB) de todos os países menos desenvolvidos. tornam-se dependentes e quase sempre humilhadas. se por um lado esse desenvolvimento nos trás e faz ganhar muitas coisas por outro faz-nos perder. Para termos uma noção desta desigualdade damos conta de um relatório de desenvolvimento Humano de1999 das Nações Unidas. juntamente com os acontecimentos recentes devem fazer-nos reflectir acerca do Mundo que temos e do Mundo que queremos ter. O desenvolvimento da globalização tem dois polos dissociáveis. sem sucesso. entre outros. que revela que o rendimento médio da população Mundial que vive nos Países mais ricos é sete vezes mais que o rendimento médio de um quinto da população Mundial dos Países pobres.

empresas tradicionais ou transnacionais. ela representa a integração do Homem na sua essência e guia o mesmo numa melhor gestão dos seus talentos.detrimento do apoio á sociedade civil Afegã. o resultado foi precisamente o contrário. partidos políticos. Verificou-se aqui uma alteração/influência do meio. ou Pág. capacidades e atitudes a ter dentro de uma organização. 4. seja social. político ou religioso. está directamente ligada ao mercado competitivo. crenças e atitudes comportamentais dentro de uma sociedade. existem organizações extremistas e terroristas que têm mais poder e mobilidade do que instituições como o estado. devemos sempre reflectir se em algum determinado momento o sentido e a intenção daquilo que fizermos vai continuar no caminho desejado ou vai provocar um efeito contrário Devemos reflectir acerca das ambiguidades ou ambivalências da globalização e á que ter em atenção que nos dias que correm e devido a este fenómeno. A ética. aquando da invasão do Afeganistão por parte da então União Soviética. 24 .Ética na competitividade. O pensador Edgar Morin numa palestra em 2007 explanou estes pontos de vista e aconselha que quando defendemos uma causa ou ideia. Outro exemplo recente foi o da intervenção militar no Iraque com o intuito de reduzir o terrorismo. A ética em termos gerais está sempre presente em qualquer organização. como um conjunto de valores.

A comunicação externa com o público deverá ser realizada de Pág. ela mostrar-se-á como uma “bússola” orientadora e ajudando-nos a agir correctamente em todas as situações. tais como: Garantia de qualidade (tem com objectivo garantir padrões de qualidade na fabricação e controle dos produtos). qualquer infracção deverá ser dada a conhecer ao respectivo comité de ética da empresa. por exemplo. logo com maior realização pessoal e profissional. Ora por tudo isto. Daí é necessário ter uma grande maturidade. é fácil de constatar que. Logo é correcto afirmar que quanto maior for a distância entre o comportamento/atitude e a ética maior é o nível de stress. uma vez que esta implica sempre uma integração com a nossa consciência. A privacidade deverá ser garantida referente. O ambiente de trabalho deverá implicar sempre respeito. 25 .seja. aos dados pessoais dos trabalhadores. quanto aos colaboradores setes deverão ser sempre respeitados pela empresa no que diz respeito aos direitos Humanos e às liberdades individuais. consciência e porque não coragem. a qualidade das relações interpessoais têm influência fulcral para as empresas. levar-nos-á a viver muito mais tranquilos. harmonia. Resultado disso. a ética é fundamental no que respeita á nossa postura perante os negócios ou trabalho profissional. com menos stress. ou seja se usarmos a ética em todas estas situações. para escolher a opção ética que nos conduzirá a condições de sucesso Agir eticamente é ser competitivo no sentido de um compromisso consigo mesmo. Também o património da empresa deverá ser respeitado de forma absoluta. Para melhor entendermos podemos aqui referir alguns dos critérios básicos que a ética na competitividade deverá respeitar. os fornecedores das empresas deverão ser escolhidos a partir da qualidade dos seus produtos e serviços. dignidade e ausência de discriminação ou coerção. empresa e colaboradores deverão combater todas as formas de corrupção e verificar que em todos os processos estejam em conformidade com as leis que combatem as restrições á livre concorrência.

A filantropia deverá ser praticada. Todos ficaram conscientes e esperançados que com esta nova lei a legalização dos imigrantes tornar-se-á mais célere e diminuirá os procedimentos administrativos a que estavam sujeitos. por exemplo. . 26 . contratos.Ética para a igualdade/inclusão.forma transparente e digna de crédito. E finalmente no âmbito da biosfera e atmosfera as empresas deverão proteger o meio ambiente. etc. cumprindo todas as leis e tendo em conta a consciência moral. contrariamente a outros Países Europeus que ainda apostam numa mentalidade anti-imigração. Portugal. A confidencialidade é outro conceito a ter em conta no que respeita aos processos de produção. que foi aprovada recentemente na assembleia da República sem qualquer voto contra. deu assim um passo importante quanto a um posicionamento intercultural.A construção de uma cidadania Mundial inclusiva. projectos. na doação de bens e serviços em caso de catástrofes naturais ou pessoas carenciadas. Falar de uma cidadania Mundial inclusiva implica dissecar um pouco a nova lei da Nacionalidade.A importância de plataformas de convergência e desenvolvimento com vista a uma integração económica. 5 . Pág. .

Em relação aos descendentes de imigrantes que nasceram em Portugal. abrem-se várias opções de acesso á nacionalidade. Há a referir que este acordo. Todas estas medidas por parte da política Portuguesa contribuíram para uma maior abertura á cidadania inclusiva. assim como o respeito pelo nosso património. com esta multiculturalidade. para além dos direitos já adquiridos. uma vez que alguns ainda não participam deste acordo. não abrange todos os Países. Mas por outro lado. cultural. Portugal impôs e espera destes novos cidadãos deveres. para as crianças nascidas em Portugal e que completem o primeiro ciclo básico (qualquer que seja o estatuto legal dos pais). linguístico e civilizacional. ainda se pode pedir a naturalização de um dos progenitores que complete cinco anos de residência legal. Um dos exemplos é o “GATT” de que já falamos e que se traduz num acordo que visa a diminuição de barreiras alfandegárias.Esta nova política por parte de Portugal em relação a este aspecto. Num ponto acho que todos concordamos. entre outras. Portugal torna-se uma nação mais rica e diversificada e que coloca as pessoas numa posição de experimentarem uma série de mudanças. também os prazos para pedido de naturalização aumentaram e deixa de se ter em conta a condição financeira. facilitando deste modo a livre circulação de produtos. 27 . que deveria ser planetário. de forma imediata para os descendentes de terceira geração. Quando se fala em integração económica esta deverá ter sempre em conta a não discriminação entre Países que dela participam ou não. por efeito de vontade para a segunda geração com pelo menos um dos progenitores com cinco anos de residência legal no nosso País. Pág. permite melhores condições de acolhimento aos imigrantes.

como já foi referido. tais como a existência de zonas de comércio livre. entre outras. 28 . que associa a união não só económica mas também monetária. possibilidade de cada País definir a sua política económica face a outros Países. o mercado comum. Todos estes exemplos expostos fazem parte do caso recente e no qual estamos inseridos actualmente que é a União Europeia. a união económica onde existe a cooperação das políticas mais importantes. a existência de uma política comercial externa. unificação das barreiras alfandegárias.A integração económica internacional pode definir-se em vários aspectos. Mas. como já vimos ao longo deste trabalho. ao excluir á partida os Países mais pobres e menos desenvolvidos e até os Países não participantes. a união monetária. Pág. como é o caso da moeda única. que possibilita a circulação de mão-deobra. criando desta forma enormes desequilíbrios económicos e sociais. o conceito de integração económica internacional trás ambiguidades e muitas injustiças. Um dos aspectos positivos de uma integração económica é a existência de acordos supranacionais que trazem mais-valias aos Países membros.

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