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Princípios fundamentais da Ética

Princípios fundamentais da Ética

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Published by: Rui Pedro Pires Lourenço on Dec 06, 2011
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Deontologia e princípios Éticos Princípios fundamentais da Ética

INTRODUÇÃO

Na sequência da formação modular de curta duração de cidadania e profissionalidade, o tema geral proposto para este trabalho consiste em abordar os temas da deontologia e os princípios éticos. Começamos assim por iniciar este trabalho definindo da melhor maneira possível, as noções essenciais de ética,moral,deontologia e doutrina. Assim, a ética, enquanto disciplina filosófica, tem por objectivo o estabelecimento de princípios ou critérios que possibilitem a fundamentação ou justificação racional das acções e normas morais, investigando o comportamento adequado numa determinada época e na presença de uma sociedade concreta. Por sua vez a moral consiste num conjunto de regras ou códigos que gerem os comportamentos dos indivíduos de maneira a serem conforme ao que é considerado correcto, tido como dever ou como bem, na sociedade em que vivemos. Se por um lado a moral diz respeito ao agir e á prática de comportamentos que advêm da vivência quotidiana, cabe á ética a reflexão filosófica acerca destes mesmos comportamentos. A deontologia poderá definir-se como sendo o conhecimento dos deveres, tendo por base os juízos de aprovação ou não, do correcto ou incorrecto ou condenável, do bem ou do mal, tendo em conta o ajuizamento ou críticas reais por parte da sociedade, a então chamada de ética vigente. A doutrina pode ser definida como sendo o conjunto de princípios éticos e normas jurídicas que servem como base de regulação ao exercício de uma profissão, de um sistema religioso,político,militar,entre outros.

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Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética

No contexto dos princípios éticos e morais, proponho a análise do seguinte dilema moral, em que mais adiante, veremos qual a reacção ou solução dada na óptica de um Utilitarista e de uma perspectiva deontológica da moral: “João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num país estrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivo entrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhido para comandar um carro de combate. Ao chegar á cidade alvo, os carros dispersam-se para melhor localizar os resistentes; ao avançar João pode comprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioria por mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Em determinado momento recebe por via rádio a ordem do seu tenente para disparar sobre um edifício que se encontra ao seu alcance e que, segundo informações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos. João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitas crianças. Logo comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas ao contrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.” “José Cantillo Carmona e tal, Dilemas Morales”

Ora vejamos, tendo em conta este dilema moral e depois de analisado, podemos dizer que perante o mesmo, o utilitarista ou melhor, um defensor da moral utilitarista, que se identifica com a perspectiva teleológica, á partida não acataria a ordem do seu tenente, pois de facto, tendo em conta as possíveis consequências daquela acção, disparar sobre o edifício, torna-se óbvia a escolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem que aparentemente não traz vantagens para ninguém, a não ser para o próprio João, pois uma ordem vinda de um superior hierárquico não acatada, poderá acarretar consequências.

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Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostaria de salientar que o mesmo defensor de uma moral utilitarista, e partindo para uma situação mais extrema, se pensasse que tudo aquilo seria uma fachada e que a escola, por exemplo era de facto um esconderijo para as forças inimigas e que a sua eliminação traria vantagens para o rumo da sua “Guerra “evitando assim mais mortes na população, penso que aí talvez o João optasse por acatar a tal ordem. Senão vejamos, o utilitarista faz depender a validade das suas acções da sua finalidade, ou seja das vantagens ou consequências que as mesmas podem trazer ao Homem. O defensor da moral utilitarista sabe que nem sempre as melhores opções são aquelas que acabam por ter efectivamente as melhores consequências, mas antes aquelas que apresentam a maior utilidade esperada. Numa perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a ética Kantiana, o sentido do dever de garantir e defender a vida daquelas pessoas é superior ao sentido do dever de respeitar e cumprir a ordem do seu tenente; torna-se pois claro que o João não acataria a ordem do seu superior hierárquico. Para o deontologista, as consequências dos actos não são tudo o que devemos ter em conta quando pretendemos saber como agir; para ele, certos tipos de actos são intrinsecamente errados, independentemente das suas consequências, ou seja não devemos realizá-los mesmo quando a sua realização produz os melhores resultados; logo aqui a procura do maior bem para o maior número de pessoas está sujeita a certas restrições que não podem ser violadas.

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não é desejável nem universalizável. que aceita os “Dez mandamentos” acredita que não se pode matar uma pessoa. ou lei moral e qualquer acção moral que a respeite será sempre válida. Segundo o principio fundamental de uma ética Kantiana “age de tal maneira que uses a tua humanidade. pois para um deontologista a moralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela pode implicar. sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio. embora reconheça que noutras situações ou dilemas talvez optasse por um comportamento mais próximo de uma ética utilitarista. tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro. daí agirá sempre de modo a que a máxima da sua acção se possa universalizar e aqui. uma norma ou acção como “não matarás” assume aqui um valor absoluto quando obedece á forma do imperativo categórico. acatar a ordem do seu superior hierárquico. Pág.Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã. mesmo que isso sirva para evitar que outros matem várias pessoas. perante este dilema. Ele agirá sempre por puro respeito pela lei moral e não conforme ao dever. sabendo que ela é claramente injusta. independentemente das consequências que daí resultassem.” Em relação ao meu comportamento perante este dilema julgo que seria muito semelhante ao de um defensor de uma ética Kantiana e muito provavelmente não acataria a ordem do meu superior hierárquico. 6 .

7 . responsabilidade na protecção e defesa do meio ambiente. os seus colaboradores e o meio exterior.rigor credibilidade responsabilidade e procura permanente da qualidade. contra todas as formas de exploração incluindo trabalho forcado e trabalho infantil. No âmbito das atitudes fundamentais salientamos:Integridade. luta contra todas as formas de corrupção. iremos ver os princípios fundamentais de um código de ética de uma determinada empresa “Quimiparque” em que se apresenta num conjunto de valores e atitudes que são traduzidos na prática e no dia-a-dia por normas de conduta que ajudam a clarificar as relações entre a empresa. na sua actividade Pág. respeito pelos direitos dos trabalhadores. valorizam: O cumprimento rigoroso de todos os acordos estabelecidos. De realçar que este tipo de documentos não pretendem nem podem substituir a legislação em vigor mas sim funcionar como uma “consciência” da empresa no sentido de uma contribuição para a actualização e modernização.seriedade.Deontologia e princípios éticos Princípios fundamentais da ética Código de ética Iremos aqui falar um pouco acerca de Códigos de ética. No que diz respeito aos compromissos da empresa e seus colaboradores para com os seus clientes/fornecedores e entidades oficiais. que não é nem deve ser só tecnológica. Seguidamente vamos enumerar os principais princípios básicos orientadores deste código de ética em questão: Dentro da esfera dos valores fundamentais destacamos os seguintes: Respeito pelos Direitos Humanos e igualdade de oportunidades. entre outros. nomeadamente e como exemplo.

empresarial a empresa desenvolverá uma prática concorrencial forte mas sempre leal e dentro dos princípios éticos. e dentro das regras estabelecidas por esta. entre outros. Pág. 8 . assegurando o seu uso eficiente. esta e os seus colaboradores não efectuarão em nome da empresa contribuições monetárias ou de outro tipo a partidos políticos. os colaboradores comprometem-se a não exercer qualquer actividade profissional extra que interfira com as suas atribuições ou com as actividades da empresa. entre outros Por fim. ou seja conduta no ambiente de trabalho. salientamos: os colaboradores deverão proteger o património da mesma. em relação aos compromissos entre a empresa e os seus colaboradores.

Mas a questão do conflito entre estas duas éticas parece. em detrimento do mal. face á crescente falta de emprego. profissão. Logo será sempre uma construção inacabada devido ao facto de a mesma estar constantemente influenciada pela sociedade que rodeia o individuo. Pág.Códigos de ética e padrões deontológicos Em relação ao tema códigos de ética e padrões deontológicos. concordam muitas das vezes em trabalhar em empresas cujo código de ética não é compatível com o seu. senão vejamos. Esta permite que os indivíduos reconheçam uma boa acção de uma má acção. os trabalhadores. escola. sempre com liberdade em todas as circunstâncias. Sendo assim é evidente que a ética individual está relacionada com uma construção pessoal que reflecte os valores de uma sociedade. Ela deverá ser um modelo analítico que o ser Humano usa de forma contínua e consciente em todos os nossos processos de decisão. 9 . nos dias que correm uma utopia. A verdade é que a maioria das empresas tentam ter uma ética empresarial baseada nos conceitos básicos de ética dos seus colaboradores ou seja encontrar na personalidade dos seus trabalhadores a identidade da empresa. pois uma vez que. começamos por referir a relação entre a ética pessoal e deontologia profissional. igreja. etc. Mas será que existe ou não conflito entre a ética individual e ética corporativa? Podemos afirmar que sim. como a família. sem que ambas as partes percam a sua própria identidade. se um individuo pretender ingressar numa determinada empresa é evidente que deva conhecer de perto os valores da mesma de modo a que possa comparar os valores desta com os seus próprios valores. A ética pessoal ou individual é a que aplica a inteligência na procura da verdade e a vontade na busca do bem.

tratar com indiferença que leva a pessoa em questão a sentir-se embaraçada ou constrangida. as normas morais separam-se das normas jurídicas. As normas morais são á partida regras de comportamento adoptadas em sociedade e que visam a aplicação de valores como os de bem. é uma norma moral mas ao mesmo tempo jurídica. ao contrário das normas morais. 10 . a ironia. o sarcasmo. Mas não têm poder coercitivo ou punitivo pois as sociedades não dispõem de castigos institucionais para as fazer cumprir. Mas. facilmente concluímos que as normas morais são ideais uma vez que valorizam a dignidade da pessoa. parte de legislação de cada País. também contrariamente às normas jurídicas. a critica. Mas outras são muitas das vezes coincidentes com outros tipos de normas vigentes na sociedade: Por exemplo. fazendo estas. devemos distinguir normas morais.Se por um lado a ética é sobretudo uma questão de liberdade e exige por isso criatividade por parte do individuo. A partir de certa altura. temos como formas mais usuais por exemplo. liberdade e que permitem aos indivíduos distinguir uma boa acção de uma má acção e só terá validade se o autor moral tenha a intenção e aja conscientemente. não roubar. Se analisarmos. hábitos e costumes culturais. dispõem de autoridade. Pág. justiça dignidade. embora neste caso é a própria sociedade que dispõe de mecanismos de “castigar” os “faltosos”. o riso. normas jurídicas. O incumprimento das normas jurídicas leva á punição pois estas. os costumes sociais e hábitos carecem de suporte escrito e punição legal. por puro dever moral. pois perante a lei o roubo é considerado crime.

devemos sempre optar por uma postura discreta. a sites não desejados. relações com os fornecedores. nomeadamente á internet e do correio electrónico corporativo como ferramentas de trabalho. Ainda na relação entre normas deontológicas e normas corporativas de um grupo de trabalho. bom relacionamento interpessoal. mas servem para direccionar a nossa conduta profissional para um melhor desempenho dentro dos critérios da empresa da qual fazemos parte. em casos extremos á demissão. porem. todas estas posturas têm como finalidade de transparecer um bom sentido de responsabilidade. relações com entidades reguladoras. aperfeiçoamento e mérito profissional. A lista de normas organizacionais é extensa. entre outras. o cuidado com a higiene pessoal também é importante. mas gostaria de realçar as mais pertinentes: Responsabilidade. Há que realçar aqui a relação entre responsabilidade profissional e os diferentes contextos sociais. mas ainda assim existem empresas que monitorizam as tentativas de acesso a esses sites bloqueados. ser sempre pontual. por parte da empresa. gostaria de relembrar que cada vez mais os profissionais estão sujeitos á utilização de meios de comunicação. e até ter em conta a roupa que vestimos.As normas de conduta profissional no âmbito de uma deontologia de uma profissão são inúmeras e devemos respeitá-las pois elas não são burocracias sem utilidade. sigilo e confidencialidade profissional. 11 . como uma conduta que visa burlar a política de segurança da informação da empresa. comunicação. no caso de a pessoa contactar de perto com clientes ou até fornecedores. tanto internamente com externamente. Uma das soluções é o bloqueamento. Pág. nem todos os colaboradores têm consciência disso e cometem equívocos que podem levar.

na maioria das empresas e profissões. que ao invés de optarem por esta política preferem apostar cada vez mais na especialização pois só assim se consegue alcançar a “perfeição” e consequentemente a produtividade. as empresas tentaram instituir o culto da polivalência no trabalho. há um ditado antigo que encaixa neste quadro perfeitamente: “Cada macaco no seu galho” Por estes motivos é fácil de ver que a polivalência só serve o interesse das empresas. neste campo as pessoas devem saber distinguir bem as coisas. falaremos um pouco da dinâmica a ter dentro destes contextos sociais.Uma das situações que também não é recomendável é o de relações amorosas no local de trabalho. Ou seja. Podemos dar aqui exemplos de países da Europa do norte. Com a globalização. ditas liberais são adoptados códigos de ética comportamental. ter vários funcionários que executam várias funções é extraordinário. 12 . por vezes deparamo-nos com situações em que só são aplicados quando há interesse e não como princípios fundamentais absolutos. mas tem-se visto ao longo desse tempo de implementação que esta política não é perfeita nem mesmo desejável. Pág. a maior parte das vezes estes princípios não são respeitados em muitos aspectos. para uma empresa. na minha óptica. Para terminar esta análise. princípios básicos fundamentais que devem ser sempre respeitados por ambas as partes.

pois estas têm como objectivos satisfazer as necessidades e procuras da sociedade. quer no plano profissional quer no plano social e pessoal. A relação entre estas instituições e os indivíduos é clara. comercio. Já aqui foi falado da ética como um conjunto de princípios ou critérios que justificam racionalmente a moral. etc. as associações profissionais. Estas instituições estão quase sempre em sintonia com a vida moral. que procura sempre regular a produção. exercendo até uma acção moderadora. como é o caso da família. industria. distribuição e consumo de produtos e serviços na sociedade. pois com seres Humanos usufruímos de livre arbítrio que nos conduz para uma imprevisibilidade. Estas são entidades com cariz social e portanto inseridas nos costumes sociais. Pág. Entre as diversas esferas institucionais. que para muitos é a base da socialização primária. É certo que aqui podemos incluir entre outras as empresas. “um poder ser” isto ou aquilo.Ética e desenvolvimento Institucional Aqui iremos falar do relacionamento entre a ética e o desenvolvimento institucional. O Homem em si é uma “liberdade”. É então desejável que o seu funcionamento seja o mais organizado possível até porque abrangem quase todas as áreas fundamentais da organização social. Mas por outro lado sabemos que esta está associada às instituições/organizações. e a decisão de acatar ou seguir as normas morais será sempre um acto de liberdade. tendo por objectivo principal a promoção dos indivíduos. Já o filósofo Jean Paul Sartre afirmava que “ o Homem está condenado a ser livre “. comecemos pela economia. 13 .

cumprir e respeitar as leis do País onde a empresa está inserida. Pág. etc… Já na esfera das relações interpessoais. virada par a cooperação e não para gerar conflitos. nesse sentido é importante a responsabilidade de cada um. atitudes comportamentais e no inconformismo.A ética individual nem sempre segue os padrões instituídos. dissequemos aqui um pouco os princípios fundamentais ou ética a seguir. fizeram com que não se pense só na qualidade dos produtos mas se dê importância a quem os produz.. sobre a vida da mesma. estabelecer uma renumeração justa. respeitar e promover o projecto de vida do trabalhador seja a nível pessoal seja a nível familiar. oferecer condições de trabalho dignas. concluímos que o convívio pessoal sempre foi um desafio para a Humanidade. As instituições/empresas pretendem ser uma comunidade Humana orientada para finalidades comuns. Em todas as estruturas existentes o Homem é o princípio ético fundamental. á centralização de poderes e á valorização dos produtos em detrimento às pessoas. Ainda na contínua relação entre ética individual e os padrões da ética institucionais. tendo sempre como bandeira o bem para todos. Mas com o aumento da facilidade de acesso á informação e aumento dos níveis de educação. contribuindo com as suas atitudes e comportamentos que irão reflectir-se nos outros. devido a certas condutas relacionadas com a individualidade. direccionada para os empresários gestores. Deve. 14 . e isso prova-se no dia á dia entre os conflitos. cabe pois a cada um na sua singularidade contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e equilibrada. o sujeito e o fim de todas as instituições em que se expressa a vida social”. Mas também é verdade que cabe às instituições/empresa. informar os seus colaboradores de uma forma adequada e honesta. com os cidadãos mais exigentes e conscientes. vamos encontrar algumas mudanças. Logo bem destacado e explícito no seu preâmbulo lemos que: “O Homem é o fundamento. esta.

num processo de incompatibilidade. esta ultima é hoje um conceito que muitas empresas privilegiam e constitui uma ideologia interessada nas formas de organização e na direcção de grupos através da importância atribuída á liderança democrática. o desenvolvimento das pessoas e dinâmicas de grupo. tal como na nossa vida pessoal que também evolui á custa de conflitos. Assim sendo é pertinente dizer que o conflito tem aspectos negativos mas também é um processo positivo na evolução global. Mas tudo isto é necessário e benéfico. conflito. pois se estivermos atentos facilmente concluímos que o conflito é inevitável e necessário para o desenvolvimento da humanidade. não haveria lugar para a evolução e mudança. para isso não devemos colocar de parte o espaço para o debate de ideias e apresentar sempre argumentos validos. pois sem ele.Ao longo dos tempos. 15 . Como sabemos o conflito é uma situação de tensão em que pessoas ou grupos de pessoas estão envolvidas. Estamos errados se pensarmos que as sociedades se compõem de conjuntos harmoniosos e equilibrados. e este desenvolve-se através de vários factores como a gerência partilhada. o trabalho Humanizado. Pág. A questão aqui é saber lidar e gerir de forma construtiva o conflito. Estas sim desenvolvem-se á custa de incompatibilidades de valores e de ideologias. falemos um pouco do papel dos mediadores de conflitos individuais e colectivos. Princípios éticos e deontológicos institucionais na mediação de conflitos Sendo que a ética está sempre presente. as empresas foram percebendo que o seu sucesso se encontra sobretudo no investimento do factor Humano.

Foi conseguido um acordo que na época terminou com uma guerra que existia desde 1948. nos seus artigos podemos ver que a actividade do mediador baseia-se no respeito absoluto pela dignidade e direitos da pessoa Humana. até porque estes como já afirmamos existirão sempre. estipulando os direitos e deveres relativos ao mediador”. gostaria de fazer o seguinte reparo. o problema é não estarmos disponíveis para reunir condições para a sua resolução. no sentido de se atingir um objectivo ou acordo comum que agrade a ambas as partes. quer nas relações deste com pessoas singulares ou colectivas (os mediados) que recorrem aos seus serviços. quer entre mediadores e outros profissionais. Temos como exemplo o código de ética e deontologia dos mediadores de conflitos. em que no seu preâmbulo sobressai a verdadeira essência deste documento: “O presente código estabelece os princípios e as normas que orientam a mediação e a acção do mediador. Para terminar esta temática. o problema aqui não reside no facto de haver conflitos. Igualmente Jimmy Carter fez o papel de mediador entre o presidente do Egipto Anwar Sadat e o primeiro-ministro israelita. A saber. como factor de desenvolvimento da Humanidade. Temos o caso nos anos 70 em que Henry Kissinger ministro americano desenvolveu uma série de encontros entre Árabes e israelitas que resultou favoravelmente durante algum tempo. Para isso iremos ver alguns princípios básicos implementados para uma instituição que serve para mediar e cooperar. Mais profundamente. 16 . deve sigilo absoluto e ter todas as competências para facilitar o diálogo entre as partes. precisamente por mediarem conflitos a nível global. não tomando partido de uma mas ajudando a encontrar um acordo que satisfaça as partes mutuamente.Ora assim chegamos á necessidade de encontrar estratégias para resolução dos mesmos conflitos. Pág. Temos actualmente as nações unidas que se esforçam por amenizar conflitos a nível mundial. ao longo da história temos vários exemplos de mediadores que ficaram conhecidos Mundialmente. Sendo um profissional independente e imparcial.

cultural social. Este período ficou conhecido como a Mundialização da economia. ao utilizar o carvão e o vapor como energias aplicadas às máquinas de então. Mais tarde. muito contribuiu o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. e abertura das fronteiras para que as trocas comerciais e monetárias se efectuem. ou seja com a eliminação de várias barreiras. que praticamente teve início na idade média. nomeadamente no que se refere ao aumento do comércio e dos movimentos de capital. Com a transferência de capitais e empresas entre Países atingiu-se a fase da transnacionalização da economia. etc. internet ou mesmo de uma ida a um restaurante ou loja de um País com culturas e hábitos diferentes. reforçou-se este fenómeno quando os Países começaram a trocar matérias-primas e produtos. fazendo chegar produtos e informações a qualquer parte do Mundo.Comunidade Global 1-A globalização Podemos começar por dizer que a globalização resulta de um estreitamento da integração e relação dos diversos Países do Mundo. como no caso dos escravos. Verificou-se uma conjectura das relações e interdependências que se mostra a nível Mundial no campo económico. 17 . Contudo este processo. Por volta do século XVIII a projecção político-económica ganhou força com a revolução iniciada pelo Reino Unido. seja por exemplo através da televisão.. Pág. com os descobrimentos com as colonizações de Países até aqui desconhecidos pelos Europeus. Ela. Para o início deste ciclo imparável. está presente diariamente nas nossas vidas. serviços e até pessoas. globalização. Esta fase da história ficou conhecida por revolução industrial.

se transformado numa grande potência económica. Ao mesmo tempo as empresas começaram a deslocarem-se para outros países. aos Países industrializados. Foi uma fase de grande crescimento tecnológico e que originou uma grande concentração de empresas. O passo seguinte neste processo foi o do fornecimento de matérias-primas por parte das colónias. Terminada a guerra os Estados Unidos tinham. em busca de um monopólio. A etapa seguinte. O passo seguinte foi o da aplicação das novas energias. A uma determinada altura os Estados Unidos tinham. nomeadamente em África. foi a introdução dos primeiros computadores e o advento da informática. electricidade e petróleo. A fim de poderem explorar recursos naturais. nomeadamente no desenvolvimento dos transportes. facilitou o acesso imediato a informações por parte dos bolsistas que lhes facilitou e facilita a tomada de decisões. 18 . O aparecimento da internet. que foram os grandes beneficiários dessa situação. que por sua vez desenvolveram a utilização das comunicações e dos motores a explosão. como a Europa. e cujo a empresa mãe ou sede se mantem no País de origem. as chamadas de multinacionais. Com o início da primeira guerra Mundial a Europa perde terreno para os Estados Unidos. concorrendo agora com os mercados mais fortes. também chamada de terceira revolução industrial. Estas empresas passaram a ter necessidade de investir. que se aplicou na ajuda às finanças. fornecedores de produtos industriais e de capital.se tornado na primeira potência económica Mundial. produção e investigação científica. as multinacionais. comunicações e consequentemente na produtividade. empresas Europeias e americanas estabeleceram-se noutros continentes. de recorrer á banca e esta competitividade ocorreu entre empresas de grandes dimensões. que são empresas ou grupo delas juridicamente ligadas.Esta fez com que houvesse grandes mudanças. Pág.

Podemos concluir que a sociedade actual caracteriza-se por uma aceleração das trocas de bens e serviços a nível Mundial e um crescente aumento de fluxos internacionais de pessoas e de capitais. o aumento da economia de mercado. um exemplo é o da União Europeia. o incremento de mecanismos internacionais.organização Mundial do comercio. todas elas com um objectivo comum. permitindo deste modo a livre circulação de mercadorias entre Países. 19 . Estas pretendem formas de integração através de uma união aduaneira que consiste numa zona de livre comércio com terceiros. o da livre circulação de mercadorias. Hoje em dia os Estados Unidos. entre outros. Europa e Japão passaram a partilhar a hegemonia económica.No final da segunda guerra Mundial houve novamente mais tentativas para liberalizar o comércio a nível Mundial. Mais tarde esta organização é substituída pela (OMC). O comércio vai-se intensificando entre organizações de Países-membros. o fim dos regimes comunistas. Na origem desta globalização estão factores como: o fim da guerra fria. regimes de governo. Pág. que através de regras fazem circular livremente os produtos entre os Países membros sem pagar impostos. Existem ainda outras organizações Mundiais e regionais. Vários Países procuram regular o comércio internacional e em 1947 foi mesmo criado um acordo geral sobre comércio e tarifas (GATT). globalização democrática. em que tinha por objectivo reduzir as barreiras aduaneiras.

entre outros. 20 . -Alguns problemas éticos/ecológicos colocados pela Globalização. identidade nacional. o NAFTA. idioma ou etnia. Esta identidade cultural define-se por um conjunto de crenças e representações simbólicas que conferem um significado ao conceito de cidadania. o Mercosul. O debate em relação ao tema do que é o nacionalismo ou identidade nacional advêm de pequenos grupos marginalizados. pois o seu objectivo ultrapassa a esfera nacional. poem em causa a ideologia do nacionalismo ligado a um território. cujas identidades foram suprimidas sobre Estados-Nação já estabelecidos. Como o próprio nome diz. a União Europeia. tentando sempre que a cultura interna seja a mais homogenia possível. culturais. Estas. Ora por aqui se se vê que criar um estado apenas politicamente sem ter em conta as esferas sociais. -Perspectivas opostas acerca da Globalização. visa acabar com as diferenças que existem no interior de uma nação. É claro que desta forma as grandes potências vêm os seus ideais nacionalistas ameaçados. Pág.2-Identidade Nacional e Globalização/Regionalismo e inserção global. Uma das principais fontes de identidade cultural é a ligação que o individuo tem com o meio onde está inserido e focalizado. Por este motivo assiste-se hoje a um choque de interesses entre a soberania interna das nações e as pretensões das redes transnacionais. económicas. Cada vez mais se assiste ao aparecimento de entidades político-económicas transnacionais como é o caso das ONGs. pela sua essência. religiosas e até circunstanciais é um desastre.

afirmam que a globalização dá origem a várias formas de estratificação. implicando a internacionalização dos fluxos de produtos e o conceito de Estado-Nação. por outro lado a globalização também trás riscos no que diz respeito á preservação da natureza e saúde Humana. favorece os indivíduos. e assim sendo.Por outro lado a globalização pode eliminar barreiras ou fronteiras no que diz respeito às finanças. Mas apesar de tudo acham que o poder dos estados não é diminuído devido a novas formas de governo. Por ultimo os transformistas consideram que estas mudanças feitas pela globalização não levam a uma convergência global ou ao nascimento de uma sociedade global. que contribui fortemente para o aquecimento global. os cépticos e os transformistas. esgotando os recursos naturais e levando á extinção de espécies animais e vegetais. Países. Também não tem trazido benefícios para uma cultura global. Se isto nos parece positivo. regiões que se encontram integrados em redes globais de poder e de prosperidade em detrimento de Países mais pobres e menos desenvolvidos que ficam á partida excluídos. bens e informação. comunidades. continua a haver uma fragmentação cultural. através de agressões á natureza e ao ambiente. á preservação da sua identidade e á união interna. A globalização nos dias de hoje pode ser dividida em três perspectivas: os hiperglobalizadores. pondo de parte logo aqui os Países menos desenvolvidos. Os cépticos por outro lado acham que se têm dado excessiva importância á globalização e que esta só se interessa pelos aspectos económicos. nomeadamente no que diz respeito á gestão de recursos. em que os governos nacionais deixam de poder controlar as questões globais. antes pelo contrario. a relação entre o local e global apela para uma reflexão mais efectiva sobre a tomada de decisões que são colocadas as comunidades locais. o Pág. 21 . Os primeiros defendem que a globalização é inevitável e que marca uma nova era da Humanidade. mobilidade de pessoas e pelo crescente desafio e responsabilidade. regional e global. que surgem a nível nacional. pois apesar de um enorme fluxo de pessoas.

Já vimos que a globalização trouxe coisas muito benéficas mas também trouxe coisas bastante negativas em todas as esferas de acção. ecológico. desequilíbrios ambientais. integridade e valorização Humana de maneira sustentável.poder militar e económico dos estados com poder continuam a desempenhar um papel preponderante. fazem com que as ameaças á paz Mundial esteja cada vez mais presente. exclusão social. a precariedade de trabalho e respectivos contratos. Estes aspectos negativos. elas fomentam através da solidariedade e incentivos a expansão da cidadania e capital social. seja por motivos de sobrepopulação. enquanto os Países menos desenvolvidos e desfavorecidos lutam contra uma pobreza generalizada. em relação á globalização.. etc. cultural. De facto ela trouxe. .As ambivalências da globalização. têm também influência no apoio a polos globais e locais. o aumento do desemprego. Pág. seja por enormes dívidas externas. sociais no âmbito da globalização. social. uma opressão mais efectiva aos sindicatos. A globalização está a desenvolver-se de forma diferente nas diversas partes do Mundo. etc. A grande riqueza económica está essencialmente concentrada nos Países desenvolvidos e industrializados. Aqui o papel de algumas organizações que praticam o cooperativismo é fundamental.Dimensão ética no que respeita às desigualdades económicas. sistemas de saúda e educação deficientes. 3 . entre outras coisas. contribuindo assim para o desenvolvimento. 22 ..

Esta temática.O pior é que esta discrepância entre Países desenvolvidos e não desenvolvidos tem aumentado em grande escala. Veja-se o caso de alguns Países em que as pessoas que trabalhavam a terra foram expulsas ou viram as suas terras expropriadas pela agricultura mecanizada/industrializada e tiveram que procurar trabalho nos grandes centros urbanos. Para termos uma noção desta desigualdade damos conta de um relatório de desenvolvimento Humano de1999 das Nações Unidas. juntamente com os acontecimentos recentes devem fazer-nos reflectir acerca do Mundo que temos e do Mundo que queremos ter. aquilo que ganhamos ou aquilo que perdemos? É necessário uma profunda reflexão sobre esta questão. tornam-se dependentes e quase sempre humilhadas. se por um lado esse desenvolvimento nos trás e faz ganhar muitas coisas por outro faz-nos perder. solidariedade. as pessoas podem ser pobres mas vão trabalhando e sobrevivendo. Por outro lado traz a melhoria nas áreas de transportes. ou ainda. como por exemplo o da organização terrorista “AL-QAEDA” que foi ajudada e favorecida pelos próprios Americanos. mas na miséria as pessoas perdem a sua dignidade. sem sucesso. saúde. qualidade dos produtos e alimentos que consumimos. qualidade de vida. os bens dos três Homens mais ricos do Mundo ultrapassam a soma dos produtos internos brutos (PIB) de todos os países menos desenvolvidos. novos produtos e outras facilidades… Mas fica aqui esta pergunta pertinente: O que é mais importante. perdem-se valores como laços na família Humana. que revela que o rendimento médio da população Mundial que vive nos Países mais ricos é sete vezes mais que o rendimento médio de um quinto da população Mundial dos Países pobres. As ambiguidades dos acontecimentos recentes. entre outros. que preferiram apoiar um grupo de radicais fanáticos em Pág. vivem agora na miséria que é um conceito diferente de pobreza. O desenvolvimento da globalização tem dois polos dissociáveis. 23 .

detrimento do apoio á sociedade civil Afegã. 24 . O pensador Edgar Morin numa palestra em 2007 explanou estes pontos de vista e aconselha que quando defendemos uma causa ou ideia. devemos sempre reflectir se em algum determinado momento o sentido e a intenção daquilo que fizermos vai continuar no caminho desejado ou vai provocar um efeito contrário Devemos reflectir acerca das ambiguidades ou ambivalências da globalização e á que ter em atenção que nos dias que correm e devido a este fenómeno. está directamente ligada ao mercado competitivo. partidos políticos. aquando da invasão do Afeganistão por parte da então União Soviética. existem organizações extremistas e terroristas que têm mais poder e mobilidade do que instituições como o estado. seja social. político ou religioso. ela representa a integração do Homem na sua essência e guia o mesmo numa melhor gestão dos seus talentos.Ética na competitividade. Verificou-se aqui uma alteração/influência do meio. 4. capacidades e atitudes a ter dentro de uma organização. empresas tradicionais ou transnacionais. ou Pág. o resultado foi precisamente o contrário. A ética em termos gerais está sempre presente em qualquer organização. Outro exemplo recente foi o da intervenção militar no Iraque com o intuito de reduzir o terrorismo. crenças e atitudes comportamentais dentro de uma sociedade. como um conjunto de valores. A ética.

por exemplo. A privacidade deverá ser garantida referente. para escolher a opção ética que nos conduzirá a condições de sucesso Agir eticamente é ser competitivo no sentido de um compromisso consigo mesmo. ou seja se usarmos a ética em todas estas situações. os fornecedores das empresas deverão ser escolhidos a partir da qualidade dos seus produtos e serviços. tais como: Garantia de qualidade (tem com objectivo garantir padrões de qualidade na fabricação e controle dos produtos). A comunicação externa com o público deverá ser realizada de Pág. quanto aos colaboradores setes deverão ser sempre respeitados pela empresa no que diz respeito aos direitos Humanos e às liberdades individuais. qualquer infracção deverá ser dada a conhecer ao respectivo comité de ética da empresa. levar-nos-á a viver muito mais tranquilos. logo com maior realização pessoal e profissional. Também o património da empresa deverá ser respeitado de forma absoluta. aos dados pessoais dos trabalhadores. Para melhor entendermos podemos aqui referir alguns dos critérios básicos que a ética na competitividade deverá respeitar. Ora por tudo isto. harmonia. é fácil de constatar que. com menos stress. uma vez que esta implica sempre uma integração com a nossa consciência. 25 . Daí é necessário ter uma grande maturidade.seja. a qualidade das relações interpessoais têm influência fulcral para as empresas. O ambiente de trabalho deverá implicar sempre respeito. dignidade e ausência de discriminação ou coerção. Resultado disso. a ética é fundamental no que respeita á nossa postura perante os negócios ou trabalho profissional. empresa e colaboradores deverão combater todas as formas de corrupção e verificar que em todos os processos estejam em conformidade com as leis que combatem as restrições á livre concorrência. consciência e porque não coragem. Logo é correcto afirmar que quanto maior for a distância entre o comportamento/atitude e a ética maior é o nível de stress. ela mostrar-se-á como uma “bússola” orientadora e ajudando-nos a agir correctamente em todas as situações.

.forma transparente e digna de crédito. etc. 5 . . Todos ficaram conscientes e esperançados que com esta nova lei a legalização dos imigrantes tornar-se-á mais célere e diminuirá os procedimentos administrativos a que estavam sujeitos. A filantropia deverá ser praticada. A confidencialidade é outro conceito a ter em conta no que respeita aos processos de produção. Falar de uma cidadania Mundial inclusiva implica dissecar um pouco a nova lei da Nacionalidade. contratos. contrariamente a outros Países Europeus que ainda apostam numa mentalidade anti-imigração. deu assim um passo importante quanto a um posicionamento intercultural.A construção de uma cidadania Mundial inclusiva. por exemplo.A importância de plataformas de convergência e desenvolvimento com vista a uma integração económica.Ética para a igualdade/inclusão. E finalmente no âmbito da biosfera e atmosfera as empresas deverão proteger o meio ambiente. projectos. cumprindo todas as leis e tendo em conta a consciência moral. que foi aprovada recentemente na assembleia da República sem qualquer voto contra. 26 . na doação de bens e serviços em caso de catástrofes naturais ou pessoas carenciadas. Pág. Portugal.

para as crianças nascidas em Portugal e que completem o primeiro ciclo básico (qualquer que seja o estatuto legal dos pais). permite melhores condições de acolhimento aos imigrantes. 27 . também os prazos para pedido de naturalização aumentaram e deixa de se ter em conta a condição financeira. Portugal torna-se uma nação mais rica e diversificada e que coloca as pessoas numa posição de experimentarem uma série de mudanças. que deveria ser planetário. Num ponto acho que todos concordamos. abrem-se várias opções de acesso á nacionalidade. por efeito de vontade para a segunda geração com pelo menos um dos progenitores com cinco anos de residência legal no nosso País. para além dos direitos já adquiridos. uma vez que alguns ainda não participam deste acordo. assim como o respeito pelo nosso património. Quando se fala em integração económica esta deverá ter sempre em conta a não discriminação entre Países que dela participam ou não. não abrange todos os Países. Portugal impôs e espera destes novos cidadãos deveres. Em relação aos descendentes de imigrantes que nasceram em Portugal. Mas por outro lado. Todas estas medidas por parte da política Portuguesa contribuíram para uma maior abertura á cidadania inclusiva. Um dos exemplos é o “GATT” de que já falamos e que se traduz num acordo que visa a diminuição de barreiras alfandegárias.Esta nova política por parte de Portugal em relação a este aspecto. facilitando deste modo a livre circulação de produtos. entre outras. linguístico e civilizacional. ainda se pode pedir a naturalização de um dos progenitores que complete cinco anos de residência legal. com esta multiculturalidade. Há a referir que este acordo. de forma imediata para os descendentes de terceira geração. Pág. cultural.

Mas. ao excluir á partida os Países mais pobres e menos desenvolvidos e até os Países não participantes. criando desta forma enormes desequilíbrios económicos e sociais. a união monetária. tais como a existência de zonas de comércio livre. que possibilita a circulação de mão-deobra. 28 . o mercado comum. entre outras. Um dos aspectos positivos de uma integração económica é a existência de acordos supranacionais que trazem mais-valias aos Países membros.A integração económica internacional pode definir-se em vários aspectos. o conceito de integração económica internacional trás ambiguidades e muitas injustiças. que associa a união não só económica mas também monetária. possibilidade de cada País definir a sua política económica face a outros Países. a existência de uma política comercial externa. unificação das barreiras alfandegárias. Pág. como é o caso da moeda única. a união económica onde existe a cooperação das políticas mais importantes. Todos estes exemplos expostos fazem parte do caso recente e no qual estamos inseridos actualmente que é a União Europeia. como já vimos ao longo deste trabalho. como já foi referido.

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