MANUAL DA CIPA © - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

Para pesquisar rapidamente uma palavra, tecle CTRL+L Sumário: (clique no título para acessar o tema desejado) Introdução Objetivos Constituição da CIPA Organização Registro Composição Competências dos Membros da CIPA Atribuições Fiscalização Funcionamento Atas Processo Eleitoral Comissão Eleitoral Membros Eleitos Posse Mandato e Perda de Mandato Treinamento Mapa de Riscos Contratantes e Contratadas SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho CIPATR - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural CIPA nas Empresas da Indústria da Construção Quadro I – Dimensionamento da CIPA Quadro II - Agrupamento de setores econômicos Quadro III - Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE Apêndice – PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO Neste manual, procuraremos expor as principais rotinas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho/CIPA, a qual visa a proteção da saúde dos trabalhadores dentro do ambiente de trabalho. A CIPA é regulamentada pela CLT, nos artigos 162 a 165 e pela NR-5. DIREITOS AUTORAIS Esta é uma obra com direitos autorais REGISTRADOS, não podendo ser reproduzida,

distribuída, comercializada por qualquer meio sem autorização por escrito do detentor dos direitos autorais. Permitida a reprodução de apenas 1 (uma) cópia para uso exclusivo e pessoal do adquirente. LINKS PARA A LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA Em alguns casos, incluímos a referência diretamente á internet, bastando clicar sobre a área marcada (neste caso você deverá estar conectado á internet para poder acessar a legislação respectiva). SIGLAS UTILIZADAS AIT: Agentes da Inspeção do Trabalho CAT: Comunicação de Acidente de Trabalho CE: Comissão Eleitoral CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPATR: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural CLT: Consolidação das Leis do Trabalho CNAE: Classificação Nacional de Atividades Econômicas DP: Departamento Pessoal DRT: Delegacia Regional do Trabalho DRTS: Delegacias Regionais do Trabalho MTB ou MTE: Ministério do Trabalho e Emprego NR: Norma Regulamentadora PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PPRA: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais RH: Recursos Humanos SESMT: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SIPAT: Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho O QUE É CIPA? A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um instrumento que os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e segurança. Será obrigatória a constituição da CIPA de conformidade com as instruções do Ministério do Trabalho. Esta obrigatoriedade decorre dos artigos 162 à 165 da CLT. OBJETIVOS A CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Desta forma, a CIPA torna possível a ampla cooperação entre empregadores e empregados, de forma a prevenir acidentes e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho. Em decorrência, a CIPA proporciona aos envolvidos observar e relatar condições de riscos nos ambientes de trabalho, utilizando-se das seguintes metodologias:

1 - solicitar medidas para reduzir/eliminar os riscos existentes; 2 - neutralizar os riscos mediante as ações executadas; 3 - discutir os acidentes ocorridos, de forma que as conclusões sejam encaminhadas aos SESMT e ao empregador solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes; 4 – aprimorar e debater técnicas especificas de segurança; 5- orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes. CONSTITUIÇÃO DA CIPA Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento, as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. CONCEITO DE EMPREGADOS A CIPA é obrigatória para as empresas que possuam empregados com vínculo de emprego. O art. 3º da CLT define o empregado como: "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário". Empregado é o trabalhador subordinado, que recebe ordens, é pessoa física que trabalha todos os dias ou periodicamente, ou seja, não é um trabalhador que presta seus serviços apenas de vez em quando esporadicamente e é assalariado. Além do que é um trabalhador que presta pessoalmente os serviços. Desta forma, EMPREGADO é toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. TRABALHADORES ESTATUTÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO Entende-se que as normas regulamentadoras das questões relativas a CIPA atingem, exclusivamente os estabelecimentos que mantém trabalhadores pelo regime da CLT. Aos funcionários públicos estatutários, que têm regime próprio, não se lhes aplica a regulamentação respectiva – face à falta de regulamentação constitucional, que defina a quem cabe regulamentar as questões de segurança para essa categoria de trabalhadores. ESTABELECIMENTOS COM TRABALHADORES CELETISTAS E ESTATUTÁRIOS Existindo estabelecimento onde hajam trabalhadores com vínculo de emprego regido pela CLT, concomitantemente com outros trabalhadores que tenham regime estatutário próprio, observar-se-ão os seguintes procedimentos: 1 – na constituição da CIPA levar-se-á em consideração somente o numero de empregados efetivamente vinculados ao regime celetistas; 2 – somente os empregados pelo regime da CLT, poderão ser candidatos e estarão aptos a votar;

3 – as ações da CIPA para melhoria das condições de segurança no trabalho deverão atingir todos os trabalhadores daquele estabelecimento independente da natureza do vinculo trabalhista (CLT ou estatutário). A afirmação exposta no procedimento 3 anterior justifica-se porque, não pode haver, sob pena de infração à Constituição Federal, qualquer discriminação entre trabalhadores. Isto poderia ocorrer, por exemplo, se determinado equipamento de segurança fosse distribuído somente aos empregados celetistas. INTEGRAÇÃO À CIPA DOS TRABALHADORES ESTATUTÁRIOS Havendo interesse do estabelecimento em integrar todos os trabalhadores, independentemente do regime a que estão sujeitos, não há nada que o impeça. Nesta hipótese a integração precisa observar os requisitos: a) Poderão ser candidatos os trabalhadores estatutários, porém deverá ser garantido o número de vagas estabelecidas para os trabalhadores celetistas, naquele estabelecimento. b) O dimensionamento da CIPA deverá compreender o somatório de todos os trabalhadores daquele estabelecimento (celetistas e estatutários). c) Observar que o dimensionamento não deve levar em conta os empregados que sejam subcontratados por outra empresa (exemplo: pessoal de limpeza de empresa especificamente contratada com este fim) e que estejam em atividade no estabelecimento. ESTABELECIMENTOS COM NÚMERO INFERIOR DE EMPREGADOS PARA FORMAÇÃO DE CIPA A obrigatoriedade de constituição da CIPA é exclusiva para estabelecimentos que tenham número de empregados igual ou superior a 20, conforme Quadro I da NR-5. Então, quando houver 19 ou menos empregados, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos da NR-5. Esta designação estipula-se mediante simples indicação por escrito, devendo tal designação ser arquivada para eventual fiscalização do MTB. Desta forma, apesar do estabelecimento não possuir CIPA, terá um representante que procure desenvolver os objetivos (prevenção de acidentes, promoção da saúde, etc). Entendemos que o responsável não precisa ser, necessariamente, um empregado, podendo ser, por exemplo, o próprio administrador ou procurador da empresa. Base: item 5.6.4 da NR-5. MODELO DE DESIGNAÇÃO DE RESPONSÁVEL PELA CIPA Curitiba, PR, 25 de abril de 2003.

Pela presente, o empregador abaixo indicado, através de seu administrador, .......... (nome completo do administrador) vem, de acordo com o item 5.6.4 da Norma Regulamentadora 5 do Ministério do Trabalho, designar ............ (nome completo), identidade ............ , carteira de trabalho ..............., como responsável pelo cumprimento dos objetivos da referida Norma Regulamentadora. ........................................... Assinatura do administrador Nome da empresa: CNPJ: Endereço do estabelecimento: DIFERENCIAÇÃO ENTRE TRABALHADORES E EMPREGADOS A NR-5 cita ora trabalhadores, ora empregados. Empregado, como já vimos anteriormente, é aquele que tem vínculo de emprego com determinado estabelecimento. Já o conceito de trabalhador engloba, além dos empregados do estabelecimento, todas as outras pessoas que estão em atividade no respectivo estabelecimento, independentemente se são contratados ou subcontratados por outra empresa (como exemplo, os trabalhadores de atividades terceirizadas). CONCEITO Empregado Trabalhador ALCANCE Todos os com vínculo empregatício A soma dos empregados + todas as pessoas em atividade no estabelecimento. CONCEITO DE ESTABELECIMENTO Estabelecimento compreende cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes, tais como: fábrica, refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. Base legal: item 1.6 da NR-1, da Portaria 3214/78. PRESTADORAS DE SERVIÇO OU EMPREITEIRAS As empresas prestadoras de serviço (terceirizadas) ou empreiteiras também são consideradas como estabelecimento. Neste caso o estabelecimento é o local onde os trabalhos são efetivamente desenvolvidos (independentemente onde for a sede da empresa prestadora ou empreiteira). Por exemplo, se o local da prestação de serviço é dentro do setor de manutenção da empresa Alfa, o estabelecimento estará naquele setor, independentemente do mesmo. TRABALHADORES AVULSOS

As disposições da NR-5 aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos. Trabalhadores avulsos, de acordo com o artigo 12, VI da lei 8212/91, são pessoas pertencentes a alguma categoria profissional que sindicalizados ou não prestem, sem vínculo empregatício, serviços a diversas empresas requisitantes ou tomadoras de serviços, congregados pela respectiva entidade de classe, por intermédio das quais se executa a concessão de natureza trabalhista. Como exemplo de trabalhador avulso aquele ligado ao carregamento de mercadorias em portos. Desta forma considera-se como empresa responsável pela constituição da CIPA o sindicato ou o órgão gestor da mão de obra. Observe-se também que há normas especificas para a CIPA nas atividades portuárias que estão listadas na NR-29. MAIS DE UM ESTABELECIMENTO NO MESMO MUNICÍPIO A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos, deverá garantir a integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho. A integração pode ser efetuada com mecanismos escolhidos pela empresa. Como exemplo, as próprias CIPAS dos estabelecimentos a serem integrados é que podem determinar como se fará tal integração. Integração não quer dizer fusão, pois cada estabelecimento continuará a ter sua própria CIPA. Mas as CIPAS integradas poderão coordenar trabalhos comuns, como, por exemplo, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – SIPAT. Recomenda-se que os mecanismos de integração estejam formalmente estabelecidos (por exemplo, constarem de atas de reuniões ordinárias) para que, numa eventual fiscalização do MTB o cumprimento da exigência da integração esteja comprovado. O objetivo da integração é que se facilite a adoção de medidas práticas de proteção e prevenção de acidentes, realização de treinamentos conjuntos e a troca de novas idéias entre as diversas CIPAS. ESTABELECIMENTOS COM ATIVIDADES ECONÔMICAS DISTINTAS Cada estabelecimento que tiver atividade econômica distinta deve ser tratado para fins de constituição de CIPA conforme sua classificação de atividade econômica.

Exemplo: Determinada empresa tem 2 estabelecimentos de diferentes grupos de classificação econômica (Quadro I da NR-5). Portanto cada estabelecimento deverá ser enquadrado, para fins de dimensionamento de CIPA, distintamente do outro. EMPRESAS INSTALADAS EM CENTRO COMERCIAL OU INDUSTRIAL As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do mesmo. Como exemplo, temos as empresas instaladas em “Shopping Center”. De acordo com a exigência legal tais empresas deverão estabelecer entre si meios de integrar suas CIPAS, uma vez que compartilham espaços comuns. As instalações de uso coletivo nestas áreas de uso comum (corredores de circulação, banheiros, refeitórios, vestiários, etc), devem ser objeto de participação recíproca de idéias e sugestões para evitar acidentes e de prevenção de doenças ambientais. A administração do imóvel necessariamente deve estar envolvida, pois as decisões das CIPAS afetarão os respectivos locais de circulação e uso comum. Sem esta integração, não há como otimizar as idéias para que se transforme em ações de benefício a todos os empregados que atuam no centro comercial ou industrial. Então podem ocorrer duas situações distintas para ocorrência desta integração: 1 – O numero de empresas é pequeno e as respectivas CIPAS ou designados estabelecem entre si, diretamente, a forma de integração de suas ações; 2 – O numero de empresas não permite, com facilidade, uma integração direta, tendo que o administrador do imóvel tomar sobre si esta responsabilidade de coordenar as ações de prevenção de acidentes e doenças ambientais. FISCALIZAÇÃO As regras de participação recíproca em centros comerciais ou industriais serão objeto de fiscalização do MTB. A fiscalização pode se deparar com situações distintas, a seguir comentadas: a) A empresa administradora ou as empresas ocupantes do condomínio já têm definidos entre si os mecanismos e estes estão em funcionamento. Neste caso a fiscalização poderá discutir a eficácia dos procedimentos adotados, visando contribuir de forma positiva para o seu aperfeiçoamento. Entretanto não pode ser objeto de

notificação a forma de integração adotada, já que os mecanismos não estão objetivamente definidos na NR-5. b) Não há mecanismos de integração. Neste caso a fiscalização pode autuar as empresas ocupantes do condomínio e a administradora. Observe-se porém que a administradora, isoladamente, não tem a obrigação de executar a integração, pois não consta da norma que tal atribuição seja objetivamente dela. Tal responsabilidade é das empresas instaladas e é saudável que a administração participe desta integração. Assim, a fiscalização do MTB não pode notificar, isoladamente, a administradora, mas terá que estender a notificação para todas as empresas que deveriam ter executado o processo de integração e não o fizeram. Nada impede que uma empresa instalada assuma a liderança do processo de integração, convidando a administradora e as demais empresas para que participem do mesmo. Desta forma entendemos que a empresa líder que promoveu a iniciativa de integração não poderá ser notificada se os seus esforços não foram correspondidos pelas demais empresas instaladas. Obviamente que a empresa líder deve documentar, mediante atas, protocolos, editais, etc. seus esforços para obter a integração, desta forma comprovando suas ações de seu alcance, afim de evitar ser notificada. OBRIGAÇÕES DOS EMPREGADOS Cabe aos empregados: a) participar da eleição de seus representantes; b) colaborar com a gestão da CIPA; c) indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho; d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Uma CIPA que tenha cooperação dos empregados (mesmo aqueles que não participam como membros) terá maior facilidade em atingir seus objetivos. Portanto, uma campanha interna de conscientização dos objetivos da CIPA e das obrigações dos empregados para com ela, será de grande utilidade para aprimorar o desempenho da Comissão. A participação dos empregados é necessária em 2 sentidos: 1. Mediante colaboração: votando e sendo votado, emitindo opiniões e sugerindo, etc. 2. Mediante cumprimento: obedecendo as normas de segurança de trabalho e as recomendações que a CIPA indicar. DA ORGANIZAÇÃO

A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5. COMO DEFINIR O NÚMERO DE MEMBROS DA CIPA Para definir o número de membros da CIPA num determinado estabelecimento, siga os seguintes passos: 1o Passo: Verifique a atividade preponderante do estabelecimento e localize-o no Quadro III (abra o arquivo “(3) Quadro III – CNAE”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador.) Exemplo: A atividade preponderante do estabelecimento é armazenamento e depósito de cargas. O CNAE, conforme Quadro III, é 63.11-8. 2o Passo: Com base no CNAE (1o passo), verifique qual o grupamento a que o estabelecimento pertence. O agrupamento está na última coluna no Quadro III (arquivo “(3) Quadro III – CNAE”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador.) Exemplo: Para o CNAE 63.11-8, o grupamento corresponde a C-24 (transporte). 3o passo: Localize o grupamento no Quadro I e dimensione a CIPA de acordo com o número de empregados correspondente. Para isto, abra o arquivo “(1) Quadro I – Dimensionamento”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador. Exemplo: Estabelecimento pertencente ao grupamento C-24 (transporte), com 75 empregados. A CIPA deste estabelecimento terá que ter 2 membros efetivos e 2 membros suplentes de cada representação, ou seja: 2 membros efetivos eleitos entre os empregados 2 membros efetivos indicados pelo empregador 2 membros suplentes eleitos entre os empregados 2 membros suplentes indicados pelo empregador.

Para obter o número de membros titulares e suplentes da CIPA, deve-se considerar o número ali mencionado para cada parte. Ou seja, o dimensionamento previsto no Quadro I registra o numero de elementos a serem apresentados pelo empregador e o numero de elementos a serem votados pelos empregados. SUPLENTES O número de membros suplentes da CIPA, considerando a ordem decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos. Exemplo: Um estabelecimento com 115 empregados, enquadrado no grupo C-1 do Quadro I da NR-5, deverá ter: 4 membros titulares e 3 membros suplementes Total de 7 membros da CIPA. REGISTRO A empresa deve protocolizar na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho, cópias de: 1 - ata de eleição; 2 – ata de posse; 3 - calendário anual das reuniões ordinárias. O requerimento, as cópias das atas e o calendário anual deverão ser reproduzidas em duas vias, sendo que uma via será devolvida protocolada pelo agente fiscalizador. O registro deve ser feito na DRT no prazo máximo de 10 dias após a data da eleição. O procedimento deverá ser efetivado para todos os mandatos. Após o protocolo na DRT, uma cópia protocolada deve ser arquivada no setor responsável pela segurança do trabalho na empresa. Normalmente, o setor responsável é o de RH (Recursos Humanos). IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DO NÚMERO DE REPRESENTANTES Após ter sido registrada na DRT, a CIPA não pode ter o seu número de representantes reduzidos. Também não poderá ser desativada antes do término do mandato, ainda que haja redução de empregados na empresa. COMPOSIÇÃO

A estrutura da CIPA é composta pelos seguintes cargos: 1 – Presidente: Este é indicado pelo empregador. Sua indicação deve ser comprovada, ou seja, mediante termo transcrito no livro de ata por ocasião da posse dos eleitos. 2 - Vice-presidente: Este é nomeado pelos representantes dos empregados, entre os seus titulares. Os suplentes não participarão desta escolha, pois ela é restrita aos titulares eleitos. Não havendo consenso entre os titulares, estabelecer-se-á votação para a escolha do vice-presidente. Em caso de novo empate, será considerado vice-presidente o titular que tiver mais tempo de vínculo empregatício no estabelecimento. 3 - Secretário e suplente: São escolhidos de comum acordo pelos representantes do empregador e dos empregados. Observe-se que não há obrigatoriedade do secretário e do respectivo suplente serem membros eleitos, podendo ser indicados pessoas que tenham habilidades próprias (principalmente em decorrência da necessidade de redação de atas e outros documentos). Entretanto, o secretário e seu substituto só terão direito á garantia de emprego quando forem membros eleitos da CIPA. Caso haja impasse na escolha pelos representantes, caberá providenciar votação entre os membros eleitos e o representante do empregador, sendo 1 voto por pessoa. COMPETÊNCIAS DOS MEMBROS DA CIPA 1 - Compete ao Presidente da CIPA: a) Convocar os membros para as reuniões da CIPA. Esta convocação pode ser mediante edital de reuniões ordinárias (que são as reuniões previamente agendadas para o ano). Para as reuniões extraordinárias, convém fazer a comunicação por escrito e com o ciente do membro convocado na segunda via da comunicação. b) Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando houver, as decisões da comissão. Esta coordenação é imprescindível, já que, para haver uma reunião produtiva, devese seguir a pauta da ordem do dia (a lista dos assuntos a serem tratados), devidamente organizada com antecedência. Portanto, antes da reunião, o presidente deve elaborar a pauta e organizar a reunião, verificar as condições da sala (limpeza, iluminação, disponibilidade de cadeiras, mesa), etc.

Após a reunião, cópia da ata deve ser entregue ao empregador, para as providências cabíveis, decorrentes das decisões tomadas, bem como ao SESMT. c) Manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA. O presidente, como pessoa de confiança do empregador e por este designado, deve prestar contas, periodicamente, de sua gestão nas atividades da CIPA. É o presidente que faz o elo CIPA-Empregador. Portanto, sua atuação deve ser comunicativa, tendo reuniões periódicas com o empregador, informando-lhe tudo o que diz respeito ás decisões, sugestões e procedimentos da CIPA. d) Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria. Apesar da responsabilidade do secretário em elaborar as atas e outros documentos, é o presidente que deve supervisionar tais atividades, verificando a correção do que está sendo registrado e o cumprimento das demais formalidades intrínsecas. O trabalho do presidente é de mútua cooperação com a secretaria (secretário e suplente), pois as múltiplas tarefas decorrentes precisam ser compartilhadas para que não haja sobrecarga de trabalho na equipe. e) Delegar atribuições ao Vice-Presidente. Um bom presidente sempre saberá delegar, ou seja, transferir tarefas para o vicepresidente, de modo que este participe, ativamente, das atividades do grupo e possa comprometer-se com os resultados. Delegar é uma das formas imprescindíveis da moderna administração, e a CIPA, sendo uma organização interna dentro de um estabelecimento, necessita de uma gestão ágil e facilitadora dos trabalhos. Certamente que a interação presidente/vice-presidente facilitará em muito os trabalhos e permitirá uma ampliação dos resultados obtidos pela CIPA. O presidente “ditador”, que deseja comandar sozinho as atividades da CIPA, é um elemento prejudicial. Sua atitude, neste caso, deve ser corrigida. Se necessário, o empregador deverá substituí-lo. 2 - Compete ao Vice-Presidente: a) Executar atribuições que lhe forem delegadas. Como cooperador do presidente, incumbe ao vice-presidente estar receptivo á executar as tarefas que este lhe delegar. A plena colaboração entre o presidente e vice-presidente é necessária para a harmonia entre o grupo e o progresso dos trabalhos. Um vice-presidente ativo, participante, colaborador – tornará a CIPA em um instrumento eficaz, dentro do estabelecimento, em atingir seus objetivos.

O vice-presidente, como representante dos empregados na direção da CIPA, precisa cooperar com as atividades, executando funções delegadas para que todo o grupo receba o benefício de sua participação e observe que sua indicação não foi obra do acaso, mas pela merecida competência. b) Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários. Por exemplo, quando o presidente estiver em gozo de férias, será o vice-presidente que ocupará suas funções. Daí ser importante sua participação permanente, ao lado do presidente, nas tarefas e trabalhos da CIPA. 3 - O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as seguintes competências: a) Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos. Dado que a gestão da CIPA envolve reuniões, atas, documentação, sugestões, etc. a coordenação de todas estas atividades exigirá um compartilhamento de atividades entre o presidente e seu vice. Portanto, não é só o presidente que é responsável pelo desenvolvimento dos trabalhos e atingimento dos objetivos. Também o vicepresidente precisa estar envolvido e participante. b) Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados;. Talvez a maior dificuldade encontrada numa CIPA seja sua natureza interna e relativamente burocrática, que facilmente se transforma em rotina. Ambos (presidente e seu vice) precisam estar atentos para que a CIPA seja dinâmica e encontre um estilo próprio de gestão, que não dependa do empregador nem tampouco seja sujeita á influências pessoais, políticas ou sindicalistas. A CIPA é um instrumento moderno de administração das questões de segurança, contando com a participação dos empregados, por isso deve sempre ser valorizada. Se o presidente e o seu vice estiverem convictos de tal importância, os trabalhos certamente terão maior facilidade em serem desenvolvidos, e os objetivos traçados estarão mais próximos de serem conseguidos. c) Delegar atribuições aos membros da CIPA. Diante das múltiplas exigências que uma CIPA deve obedecer, nada mais natural que delegarem a outros membros tarefas compatíveis com suas respectivas qualificações. Por exemplo, o presidente pode delegar aos demais membros da CIPA, ou a um membro específico, as providências anteriores para uma reunião, como a

organização do local e os avisos (lembretes) aos demais membros do horário e local (por telefone, e-mail, etc.). d) Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver. Havendo o SESMT, imcumbe ao presidente e seu vice o respectivo relacionamento. e) Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento. Esta divulgação poderá ser através de Editais, reuniões, palestras, etc. O importante é que a CIPA não seja um “grupo fechado”, onde só os seus membros sabem das decisões, opinam, etc. Como o objetivo é proporcionar maior segurança a todos os trabalhadores, obviamente nada mais importante do que envolver a todos, principalmente no tocando ás sugestões a serem apresentadas. f) Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA. Quando alguma decisão da CIPA for questionada pelo empregador ou por seus prepostos, compete ao presidente e vice encaminharem, de preferência por escrito, á próxima reunião, o pedido de reconsideração. Não esquecer de incluir o tal pedido no rol da pauta da reunião, com antecedência. Muito saudável seria apresentar, com antecedência, uma cópia do pedido de reconsideração (com os respectivos motivos) a outros membros da CIPA, para que estes tenham a necessária reflexão e tempo disponível para julgarem as argumentações e apresentarem seus votos. g) Constituir a comissão eleitoral. Dado a relativa complexidade do processo eleitoral da CIPA, ambos (presidente e vice) precisam constituir, com necessária antecedência, a respectiva comissão. Veja maiores detalhes no tópico “Comissão Eleitoral”. 4 - Compete ao Secretário da CIPA: a) Acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as atas apresentando-as para aprovação e assinatura dos membros presentes. A organização e o funcionamento de uma CIPA exigem uma quantidade de registros, especialmente atas, cuja organização é da responsabilidade do secretário. Após cada reunião, o secretário elaborará a respectiva ata. Veja maiores detalhes no tópico “Atas”. Evidentemente, para redigir a ata da reunião, o secretário deve se fazer presente à ela. Caso necessite faltar, deve comunicar-se com antecedência com seu substituto, para que este se faça presente e possa desemcumbir-se de tal tarefa.

Antes que cada membro saia do recinto da reunião, o secretário deverá ler a ata. Estando de acordo, cada um dos membros a assina. Caso um dos membros se recusar a assinar (por qualquer motivo), tal fato deve ser consignado na respectiva ata, no local em que deveria estar sua assinatura. b) Preparar as correspondências. O secretário precisa ter certo desembaraço na redação, para que possa desimcumbirse bem das suas funções. As correspondências, avisos, editais, etc. precisam ser preparados com a necessária antecedência e, de preferência, em letra de forma (ou digitados em computador e impressos posteriormente). Uma boa política é o empregador adquirir um dicionário de português, para facilitar a consulta de ortografia, sinônimos e das definições das palavras. c) Outras que lhe forem conferidas. Um bom secretário poderá ser de grande valia para uma CIPA. Além da organização dos documentos e atas, poderá ser um agente facilitador de outras funções e tarefas. O presidente e o vice precisam valorizar a atuação do secretário, motivando-o a desempenhar bem suas responsabilidades e, se possível, incumbi-lo de outras tarefas de acordo com suas capacidades. ATRIBUIÇÕES DA CIPA De acordo com o item 5.16 da NR-5 a CIPA terá por atribuição: a) Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver. Portanto, é imprescindível que os membros da CIPA observem e conheçam seu ambiente de trabalho, visando constar riscos que os trabalhadores estão sujeitos. Neste processo, devem procurar envolver o maior número de trabalhadores possível, para que a participação destes possa ser decisiva para uma gradual redução dos riscos de acidentes. b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. Esta elaboração envolve formas de evitar-se acidentes. Por exemplo: no setor de produção, determinado equipamento expõe o trabalhador a risco de choques elétricos. Portanto, além da sinalização no local, evidenciando o risco, deverá ser solicitado a um especialista na área elétrica que verifique quais as formas de minimizar a ocorrência do choque elétrico, implantando as suas sugestões e acompanhando sua eficácia. c) Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. A CIPA não é um órgão burocrático, apenas para cumprir a legislação. Seus membros

devem envolver-se diretamente na solução dos riscos ao trabalhador, de forma que suas ações possam reduzir/eliminar tais riscos. Desta forma, ao sugerir e recomendar modificações para maior segurança nos locais de trabalho, a CIPA deverá acompanhar a implementação de tais medidas, incluindo uma avaliação de sua eficácia. A gestão da CIPA deve priorizar os setores que, historicamente, apresentam maior incidência de acidentes, bem como determinar quais os locais que precisam modificações urgentes para assegurar ao trabalhador melhores condições de trabalho. d) Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. Esta inspeção é local, ou seja, os membros da CIPA, após um mapeamento de todas as seções do estabelecimento, irão até os locais para averiguar as respectivas condições de segurança. Não devem delegar este compromisso a terceiros, ou aos próprios trabalhadores da seção, já que foram treinados e têm a confiança dos demais empregados (pois foram eleitos por eles) para sua função. e) Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas. Engana-se quem pensa que a atuação da CIPA é restrita ás reuniões e sugestões oriundas das mesmas. Entre as reuniões, os membros precisam estar atentos ás situações diárias, aos objetivos traçados e como está sendo implementado o plano de trabalho. Uma vez identificado algum risco, o mesmo deverá ser discutido entre os membros, na reunião ordinária. Sendo o risco grave, o mesmo deverá ser apresentado imediatamente, em reunião extraordinariamente convocada para este fim. f) Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. De nada adiantará o extenso trabalho dos membros da CIPA, se não houver envolvimento dos demais trabalhadores, tanto recebendo informações quando proporcionando sugestões. Esta divulgação poderá ocorrer mediante palestras, reuniões, cartazes, avisos, jornal da empresa, etc. g) participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. As alterações físicas dos ambientes de trabalho (exemplo: a construção de um novo galpão para abrigar uma nova seção dentro do estabelecimento) devem ser antecedidas de análises por parte da CIPA e da SESMT (onde houver). O empregador, apesar de possuir liberdade na gestão de seus negócios (pois não é função

da CIPA interferir no dia-a-dia das atividades do empreendedor), deve convocar os membros da CIPA para discutir com eles as alterações que ocorrerem no estabelecimento, antes de sua efetivação. Se, por exemplo, a instalação de uma nova máquina na seção de produção trouxer remanejamento do espaço físico dentro da seção, os membros da CIPA precisam ser informados com antecedência sobre o projeto, para que possam opinar das ações preventivas de acidentes relativas a este remanejamento. h) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. A ação da CIPA, apesar de cautelosa, não deve ser tímida. A existência de perigo grave e evidente á saúde do trabalhador deve ser imediatamente comunicada ao SESMT (quando houver) ou ao empregador, independentemente de formalidades como convocação de reunião extraordinária, etc. A negligência da CIPA, neste sentido, traz enormes prejuízos ao trabalhador, por isso a necessidade permanente que os próprios trabalhadores sejam conscientizados dos processos de segurança de trabalho. A CIPA poderá requerer até a paralisação de máquina ou setor que gere risco grave á segurança. Por isso, nada melhor que ter a participação de todos os trabalhadores, devidamente conscientizados, para facilitar a localização de tais riscos e prevenir acidentes. A paralisação das atividades está consignada na Convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho - OIT e na NR-9: "art. 13 – Em conformidade com a prática e as condições nacionais, deverá ser protegido, de conseqüências injustificadas, todo trabalhador que julgar necessário interromper uma situação de trabalho por considerar, por motivos razoáveis, que ela envolve um perigo iminente e grave para sua vida ou sua saúde". (Convenção OIT 155, de 1981, aprovada no Brasil pelo Decreto Legislativo n° 2, de 17.03.92, do Congresso Nacional). NR-9: “9.6.3 – O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente risco um ou mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato as suas atividades, comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências.” i) Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. O PCMSO é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Seu objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis danos à saúde do empregado. Suas diretrizes básicas estão estabelecidas na NR-7.

Deve ser realizado por médico do trabalho, que fará o reconhecimento prévio dos riscos ocupacionais existentes na empresa, em função das atividades desenvolvidas e deve estar articulado com todas as normas regulamentadoras, principalmente a NR-9 (PPRA). Todas as empresas que possuam empregados, independente do tamanho e grau de risco, desde que regidos pela CLT são obrigadas a implantar o PCMSO. Excluem-se desta obrigatoriedade de indicar médico coordenador deste Programa as Empresas: • • • • Grau de Risco 1 e 2 (conforme NR-4) que possuam até 25(vinte e cinco) funcionários. Grau de Risco 3 e 4 com até 10 funcionários. Empresas de Grau de Risco 1 e 2 que possuam 25 (vinte e cinco) a 50(cinqüenta) funcionários, poderão estar desobrigadas de indicar Médico Coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva. Empresas de Grau de Risco 3 e 4 que possuam 10 (dez) a 20(vinte) funcionários poderão estar desobrigados de indicar médico coordenador, desde que essa deliberação seja concedida através de negociação coletiva.

j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho. São várias as Normas Regulamentadoras de Saúde do Trabalho, entre as quais citamos: A NR-1, contendo as Disposições Gerais de Segurança e Medicina do Trabalho. A NR-4, sobre Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. A NR-6, sobre Equipamentos de Proteção Individual. A NR-7, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. A NR-9, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, etc.

Toda a íntegra das Normas Regulamentadoras poderão ser obtidas no site do MTE, na página http://www.mte.gov.br/Temas/SegSau/Legislacao/Normas/Default.asp . l) Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. A CIPA deve ter participação ativa na análise das ocorrências registradas (doenças e acidentes de trabalho), sugerindo mudanças e procedimentos para evitar-se novas ocorrências. m) Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores.

No processo de gestão, a CIPA deve solicitar ao empregador as informações que julgar pertinente á segurança e saúde dos trabalhadores. Por exemplo, quando houver modificação na atividade de determinado setor, requer um relatório de especificações técnicas do novo lay-out, constando também as funcionalidades e alterações nas rotinas de trabalho. De posse de tais informações, analisará o que for relevante para a segurança, sugerindo as correspondentes alterações, se necessário. n) Requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas. A Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT, é documento de emissão obrigatória pelo empregador, em cada ocorrência de acidente. Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS, independente da geração ou não de concessão de benefício. De posse das CAT emitidas, o trabalho da CIPA será analisar as ocorrências, discutindo-as em reunião, inclusive com a convocação das testemunhas, para que se possibilite sugestões para evitar novas ocorrências. o) Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. Veja maiores detalhes no tópico SIPAT. p) Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS. As campanhas de prevenção da AIDS são de responsabilidade da CIPA, em conjunto com o empregador, e devem ser realizadas anualmente. A campanha pode ser concomitante á SIPAT, e pode ser desenvolvida mediante cartazes, palestras, reuniões, concursos de redação, avisos, matérias no jornal da empresa, etc. FISCALIZAÇÃO Cabe ao Ministério do Trabalho, através das DRTS fiscalizar a organização das CIPAS. PENALIDADES A empresa que não cumprir a lei será autuada por infração ao disposto no artigo 163 da CLT, sujeitando-se à multa prevista no artigo 201 desta mesma legislação. O valor da multa será de 630,4745 a 6.304,7453 UFIR (Unidade Fiscal de Referência) . Com a extinção da UFIR e como até o momento não houve manifestação do MTE a respeito, deve-se utilizar a última UFIR oficial divulgada - R$ 1,0641. FUNCIONAMENTO REUNIÕES ORDINÁRIAS

A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido. Exemplo: CALENDÁRIO DAS REUNIÕES DA CIPA DATA 15/01/2003 17/02/2003 14/03/2003 18/04/2003 14/05/2003 18/06/2003 11/07/2003 18/08/2003 16/09/2003 15/10/2003 19/11/2003 15/12/2003 DIA DE SEMANA Quarta – Feira Segunda – Feira Sexta – Feira Sexta – Feira Quarta – Feira Quarta – Feira Sexta – Feira Segunda – Feira Terça – Feira Quarta – Feira Quarta – Feira Segunda – Feira HORA 10:30 10:00 14:30 16:00 13:30 10:00 14:30 16:00 13:30 11:00 15:00 10:00 LOCAL Auditório Departamento Pessoal Auditório Departamento Pessoal Auditório Departamento Pessoal Auditório Departamento Pessoal Auditório Departamento Pessoal Auditório Departamento Pessoal

As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em local apropriado. CARACTERÍSTICAS DO LOCAL APROPRIADO Por local apropriado entende-se que seja um ambiente em que a reunião se de sem interrupções e que preserve o sigilo que a determinados assuntos convêm. Por exemplo: não se considera local adequado realizar a reunião da CIPA ao lado de uma máquina (que produz barulho), embaixo de uma árvore (que não é um ambiente que respeita o sigilo) ou uma sala que contenha telefones (que ao tocar interrompem a reunião). Outras considerações relevantes para se estabelecer local adequado às reuniões: 1- Possuir cadeiras suficientes para os membros participantes sentares. 2- Ser um local luminoso para redigir uma ata. 3- Ter as demais condições físicas de conforto aos participantes (ventilação, espaço disponível para todos os membros, etc). ATAS Ata é um termo escrito de uma reunião. Contém: 1 – Abertura, onde se incluirá: local, data e horário da reunião; nome das pessoas presentes

e ordem do dia (os assuntos que deverão ser tratados na reunião). 2 – Desenvolvimento, onde se colocam as discussões, idéias, propostas, votações, decisões e demais aspectos práticos da ordem do dia, tratadas na reunião. 3 – Encerramento, que inclui aspectos formais como “nada mais havendo a tratar, encerrouse a reunião após lido a ata e achada conforme pelos presentes”. 4 – Assinatura dos presentes. As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros. O membro que estiver ausente da reunião também receberá uma cópia da respectiva ata. As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho AIT. O arquivamento destas atas, para facilidade na consulta ou apresentação à fiscalização do trabalho faz-se em uma pasta tipo AZ ou arquivo suspenso, por exemplo. O ideal é que as mesmas fiquem sob a responsabilidade do setor de RH. MODELOS DE ATA DE CIPA ATA DA 1ª REUNIÃO ORDINÁRIA CIPA GESTÃO 2003/2004 1 - Abertura Ao décimo sétimo dia do mês de abril do ano dois mil e três realizou-se na empresa Alfa Monitoramentos S/A, situada à Av. João da Silva, 419, S.Paulo -SP, a primeira reunião ordinária da CIPA, gestão 2003 /2004, contando com a presença dos seguintes membros: Titulares: João da Silva, Manoel Fernandes, Ademar de Barros e Joseane Almeida. Suplentes: Igor Francisco, João Fernandes e Abreu Silva. 2 - Análise de Acidentes 2.1. Não houve acidentes no período. 3 - Comentários de abertura 3.1 - O Sr. Presidente iniciou a reunião dando boas vindas aos novos integrantes da Cipa, explicando do compromisso que cada um assumiu e da responsabilidade de participação dos membros nas reuniões. Observou que o membro deverá justificar por escrito com visto do responsável pelo setor, exceto por motivo de afastamento médico. Também apresentou que estamos com 295 dias sem acidentes com afastamento ou perda de tempo. Após esta explanação, foi oferecido a palavra a quem dela quisesse fazer uso. O sr. Igor Francisco elogiou a atuação da CIPA na gestão anterior e fez votos a todos para que houvesse sucessos na atuação gestão. 4 - Sugestões executadas: 4.1 - Não há sugestões executadas.

5 - Sugestões Pendentes 5.1 - Não há sugestões pendentes. 6 - Abertura para novas sugestões 6.1 - Os membros da CIPA concordaram em realizar as “CAMPAT” Campanhas de Acidentes do Trabalho, visando uma conscientização dos possíveis riscos, durante a jornada de trabalho. A coordenação desta campanha estará a cargo de Manoel Fernandes, Ademar de Barros e Joseane Almeida, com o auxílio dos demais, e será iniciada a partir de junho/2003. Na próxima reunião, os membros se comprometem a trazer sugestões para a campanha. 7 - Assuntos Gerais 7.1 - O Sr. Presidente lembrou aos cipeiros que o próximo trabalho a ser realizado será o levantamento de dados, para o mapa de riscos ambientais. Irá solicitar à empresa um mural só para assunto relacionado a segurança e saúde do trabalho e o mesmo será colocado ao lado do cartão-ponto da fábrica. Também durante essa gestão, serão realizadas inspeções de segurança, contando com a seriedade de cada cipeiro e o trabalho em conjunto com o Sr. Vice-Presidente na supervisão. 8 - Encerramento 8.1 - Nada mais a ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a reunião agradecendo a todos e eu, Joseane Almeida, secretária, lavrei a presente ata. Assinaturas dos presentes: REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA CIPA – GESTÃO 2003/2004 Aos vinte e nove dias do mês de maio do ano dois mil e três, às treze horas e trinta minutos, foi realizada a reunião extraordinária da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Gestão dois mil e três/dois mil e quatro, a qual contou com a presença de ............ (listar o nome dos presentes), para deliberar sobre o seguinte assunto: 1) Estaqueamento do Bloco G: solicitar à Pró-Reitoria Administrativa autorização para encaminhamento à Assessoria Jurídica da ......... para elaboração da cláusula contratual para prestação de serviço de estaqueamento do "Bloco G" da ................. A cláusula do contrato deverá constar os seguintes itens: a) uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual – EPI e Equipamentos de Proteção Coletivo – EPC, conforme disposto na NR6, do Manual de Segurança e Medicina do Trabalho; b) quantificar o valor da multa quando do não cumprimento das normas; c) a Empreiteira estará sujeita a fiscalização da CIPA ou de qualquer outra Empresa especializada em Segurança e Medicina do Trabalho por ela designada. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata, que aprovada vai assinada pelos presentes. Assinaturas: ............ REUNIÕES EXTRAORDINÁRIAS

Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência. As denúncias podem ser oriundas dos membros da CIPA ou de qualquer trabalhador. A caracterização de risco grave é aquele que pode provocar dano físico imediato ao trabalhador. Por exemplo: a instalação de uma máquina de corte, sem proteção adequada. Neste caso, a convocação da reunião tem objetivo determinar a aplicação imediata das medidas de proteção. b) Ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal. Qualquer acidente de trabalho que implique em ferimento ao trabalhador ou seu afastamento do local de trabalho é considerado grave. Acidente fatal é o que resulta a morte do acidentado. c) Houver solicitação expressa de uma das representações. Tanto o representante do empregador (o próprio presidente da CIPA) quanto qualquer membro representante dos empregados na CIPA, mediante requerimento justificado e por escrito, pode solicitar uma reunião extraordinária. O requerimento deve ser encaminhado ao secretário da CIPA. Entendemos que se não houver justificativa plausível, o presidente da CIPA poderá negar a reunião, incluindo o assunto na pauta da próxima reunião ordinária. DECISÕES As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso. Entende-se por consenso o acordo sobre determinado assunto. Não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da reunião. Na prática, os procedimentos na reunião da CIPA para aprovação de determinado assunto em pauta seguirão, na ordem: 1 – Consenso, onde se procurará harmonizar o entendimento entre os presentes sobre a questão. 2 – Votação, onde as decisões serão tomadas pela maioria simples dos presentes Exemplo: Durante a reunião da CIPA discutiram-se as opções para evitar acidentes na área de produção. Das sugestões apresentadas, 3 foram avaliadas pelo presidente da CIPA como

inócuas (ou seja, que não proporcionarão maior segurança). O grupo não chegou ao consenso. A matéria foi à votação. Dos 10 membros presentes da CIPA, 5 votaram contra a inclusão das 3 propostas, 2 se abstiveram (deixaram de votar) e 3 foram favoráveis. Então, conclui-se que, por maioria de 5 x 3, tais sugestões foram rejeitadas. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração, mediante requerimento justificado. Portanto, qualquer pessoa, seja integrante da CIPA, seja empregado ou mesmo o próprio empregador poderá solicitar reconsideração de alguma decisão da CIPA. A única exigência para tal pedido é que seja justificado, ou seja, apresente razões lógicas. O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária, quando será analisado, devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários. Desta forma, após o pedido de reconsideração ser apreciado cabe um dos seguintes encaminhamentos: 1 – arquivamento, quando o pedido for rejeitado pela decisão dos integrantes na reunião ordinária ou 2 – aplicação prática dos efeitos da reconsideração. Exemplo: Na reunião ordinária de fevereiro/2003 os membros da CIPA aprovaram o uso de um novo equipamento de segurança, chamado MB 79. Porém o empregador ao realizar pesquisa no mercado descobriu que o referido equipamento aprovado está obsoleto, sendo que existe outro tipo de equipamento, chamado SEG 2003, mais eficaz para a proteção do trabalhador. O empregador faz o pedido de reconsideração, antes da data da próxima reunião ordinária (março/2003), justificando a petição em decorrência de sua pesquisa de mercado e apresentando os novos manuais técnicos do equipamento por ele sugerido (SEG 2003). Na reunião ordinária de março os membros da CIPA analisaram o pedido e chegaram a conclusão que o novo equipamento (SEG 2003) é de uso mais satisfatório do que o aprovado na reunião anterior (MB 79). Então caberá ao presidente efetivar os encaminhamentos necessários para que o equipamento de segurança seja aquele proposto pelo empregador (SEG 2003), aprovados pelos demais membros da CIPA. PROCESSO ELEITORAL Os representantes do empregador são designados pelo próprio, enquanto que os dos empregados são eleitos em votação secreta, representando, obrigatoriamente, os setores de maior risco de acidentes e com maior número de funcionários.

REPRESENTANTES DO EMPREGADOR O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA. Isto quer dizer que, se a CIPA, de acordo com o Quadro I da NR-5, deva ser composta, no estabelecimento por 8 membros, então o empregador designará 4 membros, e dentre estes, escolherá o Presidente. Para ser representante do empregador, o indicado deve estar na categoria de empregado, possuir vinculo empregatício, com o estabelecimento no qual participará da CIPA. REPRESENTANTES DOS EMPREGADOS Metade dos representantes da CIPA serão aqueles indicados pelos empregados em votação secreta. Obviamente, para ser representante dos empregados, o candidato deve estar na categoria de empregado, possuir vínculo empregatício, com o estabelecimento em que se candidatar à vaga. MANDATO E REELEIÇÃO – POSSIBILIDADE O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição. Reeleição é a eleição subseqüente á da primeira eleição. Exemplo: Empregado foi eleito para o mandato referente ao ano de 2.002 e reeleito para o ano 2.003. Ele está formalmente impedido de se candidatar ao mandato referente ao ano 2.004. Isto porque seria a sua segunda reeleição, mas não há nenhum impedimento que ele venha a se candidatar novamente para a eleição de 2.005, voltando a valer a mesma regra anterior. PREPARATIVOS PARA A ELEIÇÃO Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso. MODELO DE EDITAL DE ELEIÇÃO JOSÉ DA SILVA S/A Rua João Sêneca, 1500 – Curitiba PR CNPJ 88.888.999/0005-44 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA INSCRIÇÃO À ELEIÇÃO DA CIPA, GESTÃO 2003 / 2004 Distribuição:

Todos os colaboradores lotados na filial Curitiba - PR C.cópia - Quadros de Aviso Em conformidade com a Norma Regulamentadora NR-5, informamos que no período de 01 a 15 de março de 2003, estarão abertas as inscrições para os colaboradores interessados em concorrer às eleições da CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, como representantes dos trabalhadores, nas seguintes áreas, definidas conforme critérios previstos em lei: FILIAL CURITIBA - PR Administração da Filial CEOR/PR: Coordenadoria de Orçamento Norte ATASC: Atividade Central de Asfalto ACENC: Atividade Central de Concreto ATRAN: Atividade de Transporte Os colaboradores interessados, deverão inscrever-se na Coordenadoria de Medicina e Segurança do Trabalho - CEMES/Filial Curitiba PR. José Maria dos Santos Superintendente de Recursos Humanos A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo eleitoral ao sindicato da categoria profissional. Esta comunicação deve ser protocolada junto ao sindicato, para fins de comprovação respectiva. Portanto uma via ficará com o sindicato e a segunda via protocolada com termo de recebimento pelo sindicato ficará arquivada na empresa. COMISSÃO ELEITORAL O Presidente e o Vice Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros, no prazo mínimo de 55 (cinquenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso, a Comissão Eleitoral - CE, que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral. Esta comissão deverá ter, no mínimo, 2 membros. Portanto a constituição da CE é atribuição exclusiva do presidente e vice-presidente. Eles definem, de comum acordo, os nomes dos integrantes da comissão, nada impedindo que sejam eles próprios. A comissão é responsável por todo o processo eleitoral. Assim, a CE terá que executar:

1 – o acompanhamento das inscrições; 2 – a divulgação dos inscritos; 3 - a rubrica das cédulas de votação; 4 - o acompanhamento da votação em si; 5 - o arquivamento das cédulas de votação; 6 - o processo de apuração; 7 - a declaração dos eleitos, titulares e suplentes. Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a CE será constituída pela empresa. Recomenda-se publicar uma Portaria Interna, divulgando a formação da Comissão Eleitoral. Veja o modelo adiante: EMPRESA ALFA BETA S/A PORTARIA / CIPA Nº 001/2003 O Presidente e Vice-Presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, Gestão 2002/2003, no uso de suas atribuições legais, RESOLVEM Art. 1º - Nomear os funcionários ....................... (nomes completos) para comporem a COMISSÃO ELEITORAL responsável pelo Processo Eleitoral da CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . Gestão 2003/2004. Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Revogam-se as disposições em contrário. Curitiba, 20 de março de 2003. Nomes e assinaturas do Presidente e do Vice-Presidente CONDIÇÕES DO PROCESSO ELEITORAL O processo eleitoral observará as seguintes condições: 1 – EDITAL A CE faz a publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso. MODELO DE EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÃO – CIPA – GESTÃO 2003/2004 Ficam convocados os empregados desta empresa para eleição dos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – de acordo com a Norma Regulamentadora NR-5, a ser realizada em escrutínio secreto no dia 13/05/2003, das 8.00 ás 18.00 horas, nas

dependências da própria empresa (auditório). Informamos também que o prazo para inscrição dos candidatos será no período de ..../..../.... a ..../...../..... no horário das 14 ás 18 horas, no setor de Recursos Humanos (ala 5B). Local e data: ..........., .... de ......... de ........... __________________ ______________________ Assinatura dos integrantes da Comissão Eleitoral Este edital deve ser afixado em locais onde seja facilmente visível pelos empregados. Quando a empresa tiver jornal interno pode-se utilizar o mesmo para divulgação do edital, por exemplo. Isto não implica em que o edital deixe de ser afixado em outros locais como o quadro de avisos da empresa, junto ao cartão ponto dos funcionários, no refeitório, etc. Nada impede que o edital seja publicado e afixado nos locais antes do prazo mínimo de 45 dias do término do mandato. O que não pode ocorrer é que o seja em prazo menor. 2 – INSCRIÇÕES DOS CANDIDATOS A inscrição e eleição são individuais, sendo que o período mínimo para inscrição será de 15 dias. Portanto para eleições da CIPA, não se formam chapas como em uma eleição comum. As pessoas se inscrevem individualmente. Não há requisitos prévios para o candidato a não ser que seja empregado no estabelecimento onde se candidatar. Recomenda-se, sempre que a inscrição seja procedida por escrito, a requerimento do empregado datando-se a mesma e protocolando-se a candidatura junto a CE. EXEMPLO DE REQUERIMENTO DE CANDIDATO FICHA DE INSCRIÇÃO PARA ELEIÇÃO DA CIPA GESTÃO 2003/2004 Eu,_______________________________________, carteira de trabalho número .........., venho através desta candidatar-me para eleição da – CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, representantes dos empregados, que será realizada no dia .../.../...., no estabelecimento ........ (nome do estabelecimento/filial/razão social). Local e data: _____/_____/_______ __________________________________________ PROTOCOLO DE RECEBIMENTO:

Recebemos a inscrição acima em ...../...../..... ___________________________________________ Assinatura do membro da Comissão Eleitoral A rigor, a candidatura não poderá deixar de ser aceita, por falta de expressa vedação legal neste sentido. Portanto, todos os candidatos inscritos no prazo concorrerão igualmente. O período mínimo para inscrição será de 15 dias, ou seja, se a inscrição começar em 10 de março, somente após o dia 24 de março é que o prazo se esgota. Observe-se que o próprio dia 10 de março (data de abertura das inscrições) corresponde à um dia do período mínimo de 15 dias. Nada impede que o período se estenda além, como por exemplo, se o último dia das inscrições cai num domingo, o prazo final seja estendido para segunda-feira. Há liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante. O comprovante é o próprio protocolo do requerimento de inscrição, vistado por um dos membros da CE. 3 – GARANTIA DE EMPREGO Há garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição. Isto quer dizer que, somente em caso de justa causa, comprovada, é que o candidato pode ser demitido. Desta forma, qualquer ato do empregador visando a rescisão do contrato de trabalho do candidato não surtirá efeitos, salvo, como já comentado na hipótese de rescisão por justa causa. O prazo desta estabilidade é até a data da eleição, ou seja, se as inscrições começarem 30 dias antes da data da eleição é este o período em que há garantia de emprego. O suplente da CIPA também goza da garantia de emprego prevista no Art. 10, inciso II, alínea "a", do ADCT da Constituição da República de 1988 (TST Enunciado nº 339). 4 – DATA DA ELEIÇÃO E PREPARATIVOS A realização da eleição deve ocorrer no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da CIPA, quando houver. Exemplo: O término do mandato dos atuais membros da CIPA é de 30/04/2003. Portanto a eleição deverá ser feita no máximo até o dia 31/03/2003. Quando não houver CIPA no estabelecimento a eleição não precisa seguir este prazo porque não há data do término do mandato. O local da eleição deve ser preparado com antecedência pela equipe da CE para que tenha

condições técnicas e apropriadas ao processo. Este local deverá estar no edital e ser devidamente identificado com placa e cartaz. A CE deve solicitar ao setor de RH a lista completa de empregados do estabelecimento afim de preparar com antecedência a lista de eleitores. Esta lista deverá estar presente durante a eleição e servira de base para averiguar a participação mínima de 50% dos empregados na votação. 5 – HORÁRIO DA ELEIÇÃO A realização de eleição será em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados. Entendemos que a eleição não possa ser realizada no domingo pois este não é considerado pela legislação trabalhista como um dia normal de trabalho, tanto é que se exige escala de revezamento para que o trabalhador tenha o benefício do descanso dominical periodicamente. No caso do estabelecimento fazer a compensação de horas de trabalho no sábado durante os demais dias da semana, também fica prejudicada a eleição neste dia (sábado). Obviamente que não se fará a eleição num dia de feriado (Natal, Ano Novo, etc). Se o estabelecimento tem dois ou mais turnos de trabalho, o período de eleição deverá abranger tais turnos. Exemplo: O turno do setor de manutenção inicia-se às 22 horas e termina às 5 horas do dia seguinte. O horário da eleição, para este turno deverá abranger o período em que o maior número possível de funcionários possa votar. Assim, se no período das 22 horas até 24 horas haverá 15 trabalhadores no estabelecimento e no período de 0 horas às 5 horas o numero de trabalhadores é de 7, obviamente que o horário da eleição para este turno deve ser, no mínimo compreendido entre 22 e 24 horas (horário em que, provavelmente maior numero de empregados terá possibilidade de votar). Não necessariamente a eleição tem que ser em todo o horário dos turnos, podendo sê-lo em horários contíguos entre os turnos para facilitar a votação. Exemplo: Determinado estabelecimento tem dois turnos de trabalho: Um inicia-se às 7 horas e estende-se até às 16 horas. O outro estende-se das 16 horas até 24 horas. Neste caso a eleição poderia ser realizada, por exemplo das 14 horas às 18 horas, abrangendo assim os dois turnos. Observe-se a necessidade de que este horário abranja o período em que possibilite a participação da maioria dos empregados.

6 – VOTO E PROCEDIMENTOS NA SESSÃO DE VOTAÇÃO O voto é secreto. Portanto, não é possível votar por sistema de listas onde cada um assina o seu nome em baixo de uma lista de candidatos, por exemplo. O voto secreto exigirá uma cédula individualizada e anônima para cada eleitor. A cédula deve estar, antes de ser posta a disposição do eleitor, devidamente rubricada pelos membros da CE. O local de votação deve ser fechado, ou seja, deve haver uma barreira física, que permita o escrutínio fechado, de forma a preservar o sigilo do voto. Antes do eleitor votar o mesmo deverá se identificar mediante apresentação de documento hábil para tal (crachá da empresa, carteira profissional ou cédula de identidade), de forma que o secretário da sessão de votação encontre na lista de eleitores o respectivo nome. Uma vez identificado o eleitor, o secretario solicitará ao mesmo que assine a lista de votação, comparando a sua assinatura com o documento correspondente. Somente após estes procedimentos é que o eleitor estará apto a votar, recebendo uma única cédula de votação, não preenchida, sendo orientado a dirigir-se imediatamente à cabine de votação (se esta obviamente estiver vazia). Após o eleitor votar, ele deverá fechar a cédula, de modo que ninguém veja a sua opção, e coloca-la na urna. A urna é uma caixa ou sacola com um único orifício para introdução das cédulas e deverá estar devidamente lacrada, com uma etiqueta rubricada por todos os membros da CE. Ao final do período de votação, o secretário da sessão eleitoral registrará em ata todas as ocorrências, incluindo o horário de inicio e término de votação, a composição da mesa, anexando a lista dos eleitores que votaram. 7 – APURAÇÃO DOS VOTOS A apuração dos votos deverá ser da seguinte forma: a) em horário normal de trabalho; b) com acompanhamento de representante do empregador e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral. Recomenda-se que caso a urna tenha que ser guardada para iniciar a apuração dos votos o local fique isolado e sob a responsabilidade da CE. Observe-se que a apuração precisa ser em horário normal de trabalho, ou seja, não poderá ser efetuada num domingo, num sábado compensado, ou feriado por exemplo. A urna deve ser aberta na presença de representante do empregador e dos empregados, portanto, o numero mínimo dos respectivos representantes é 1 de cada, no total de 2. Mas a CE pode estabelecer um número diferente, não necessariamente igualitário. Por exemplo: 2

representantes do empregador e 3 dos empregados. Na hipótese do representante de qualquer uma das partes estar ausente, deve-se sustar o inicio da contagem dos votos até que o mesmo seja substituído por um representante suplente e que esteja presente à abertura da urna. Se durante o processo de contagem de votos um dos representantes se afastar deixando a sala sem que haja outro representante da categoria respectiva (empregador ou empregados), entendemos ser necessário a interrupção do escrutínio até que ele retorne ou seja substituído. Por isso é interessante que os representantes escolhidos seja em numero superior a 1, para evitar possíveis atrasos no processo de contagem. No final do processo registra-se em ata os procedimentos da contagem de votos, o horário de início e fim da contagem e assinatura de todos os integrantes da CE e dos representantes dos empregadores e empregados. MODELO DE ATA DE ELEIÇÃO ATA DE ELEIÇÃO - GESTÃO 2003/2004 Aos vinte e seis dias do mês de março do ano de dois mil e três, no local designado no edital de convocação, com a presença de ......... (nomes completos) instalou-se a mesa receptora e apuradora dos votos às oito horas, e o Sr. Presidente declarou iniciados os trabalho. Durante a votação não verificaram-se ocorrências dignas de nota. Às dez horas do mesmo dia o Sr. Presidente declarou encerrados os trabalhos de eleição, verificando-se que compareceram 231 (duzentos e trinta e um) empregados, e passando-se a apuração na presença de quantos desejassem. Após a apuração chegou-se ao seguinte resultado: ...... (listar o nome completo de cada candidato eleito e o número de votos obtidos). Após a classificação dos representantes dos empregados por ordem de votação, dos titulares e suplentes, esses representantes dos empregados por ordem de votação, dos titulares e suplentes, escolheram .............. (nome completo) para vice-presidente. Demais votados por ordem decrescentes de votos: ........ (nome completo e número de votos obtidos). Houve ..... (número por extenso) votos nulos e ........ (número por extenso) votos em branco. E, para constar, mandou o Sr. Presidente da mesa que fosse lavrada a presente ata, por mim assinada ....... (nome completo do secretário), secretário, e pelos membros da mesa e eleitos. Assinaturas dos membros da mesa e eleitos 8 – ELEIÇÃO EM MEIOS ELETRÔNICOS A eleição poderá ser realizada por meios eletrônicos, ou seja, utilizar-se de um computador para computo dos votos, mantido obviamente a segurança e o escrutínio secreto. Por prudência recomenda-se que um técnico em informática faça o programa, bem como o acompanhamento da eleição afim de minimizar os riscos de pane, erros, uso indevido ou manipulação dos votos. Como precaução adicional será importante que o técnico de informática assine um laudo atestando, que o programa de votação é inviolável e atende as normas de segurança de

informática, além dos demais aspectos exigidos do processo eleitoral. 9 – DOCUMENTAÇÃO O empregador tem a obrigação de guardar todos os documentos relativos à eleição, por um período mínimo de cinco anos. Isto compreende, além dos editais, fichas de inscrições de candidatos, cédulas de votação, lista de presença dos eleitores, etc. as respectivas atas do processo eleitoral e da apuração dos votos, assinadas pelos integrantes da CE e representantes do empregador e empregados. O prazo mínimo de guarda é de 5 anos, ou seja, se a eleição ocorreu em 31/03/2003 a documentação deverá ser conservada até 31/03/2008. ROTEIRO DA ELEIÇÃO DA CIPA EVENTO Convocação da Eleição (pelo empregador) Constituição da Comissão Eleitoral (CE) Publicação e Divulgação do Edital Inscrição de Candidatos (período mínimo) Eleição Término do Mandato e Posse da nova CIPA 60 dias 55 dias 45 dias 30 dias 0 dias

10 – VALIDAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL Para ser válido o processo eleitoral deverá contar com, no mínimo 50% dos empregados na votação. Exemplo: O estabelecimento tem 200 empregados. Votaram 110 empregados (55% dos empregados) o processo eleitoral da CIPA é considerado válido neste exemplo. Havendo participação inferior à 50% dos empregados na votação, não haverá apuração dos votos e a CE deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de 10 dias. Portanto é imprescindível que a eleição tenha publicidade adequada bem como se estimule à participação dos empregados, tanto no processo de candidatura como no de votação, para que não se frustre os esforços na composição da nova CIPA. Para tanto é necessário uma campanha de motivação com bastante antecedência e incluindo cartazes, divulgação do edital e das noticias do processo eleitoral no jornal da empresa, etc. PARTICIPAÇÃO INFERIOR A CINQUENTA POR CENTO DOS EMPREGADOS Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de dez dias. ANULAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL

Compete a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, confirmadas irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua correção ou proceder a anulação quando for o caso. Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo de cinco dias, a contar da data de ciência, garantidas as inscrições anteriores. Nesse caso são reabertos todos os prazos anteriormente definidos e devem ser observadas novamente todas as regras estabelecidas. A Portaria MTE 82 estabelece o prazo de 60 dias para a anulação, que deve ser formal e os prazos devem começar a contar a partir do dia seguinte do conhecimento, também formal, do empregador sobre o fato. Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a complementação do processo eleitoral. DENÚNCIAS As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas na unidade descentralizada do MTE, até trinta dias após a data da posse dos novos membros da CIPA. FISCALIZAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL A lei confere a DRT, como órgão de fiscalização competente, o poder de anular uma eleição quando for constatado qualquer tipo de irregularidade na sua realização. Portanto é imprescindível que todos os atos, desde a publicação do edital até a contagem dos votos devem estar estritamente de acordo com as regras da NR-5, para evitar-se o contratempo de ser anulada a eleição. MEMBROS ELEITOS Os candidatos mais votados assumem a condição de membros titulares. Exemplo: NOME DO CANDIDATO João da Silva José Manuel Antonio da Silveira Airton Zanick Amélia Santos Gilmar Batista 88 82 76 58 26 VOTOS RECEBIDOS 120

Valmir Sebastião Bento Rodrigues Zeferina da Silva João Fagundes Afonso Severino

26 26 25 19 14

Se a CIPA deste estabelecimento deva ser constituída por 4 membros representantes dos empregados, conclui-se que os titulares serão: João da Silva, José Manuel, Antonio da Silveira e Airton Zanick. MEMBROS SUPLENTES Os demais candidatos assumem a condição de suplentes, de acordo com a ordem decrescente de votos recebidos. Portanto, tomando o exemplo anterior, para suplência ficarão: Amélia Santos, Gilmar Batista, Valmir Sebastião e Bento Rodrigues. EMPATE NA VOTAÇÃO Em caso de empate, assume o candidato que tiver maior tempo de trabalho na empresa. Ou seja, o critério é bastante objetivo e dispensa exemplos, observando-se que se trata de tempo de trabalho e não de tempo de cargo, de confiança, idade, etc. CANDIDATOS NÃO ELEITOS Os candidatos votados não eleitos como titulares ou suplentes devem ser relacionados na ata da eleição, em ordem decrescente de votos, possibilitando uma futura nomeação. Exemplo: Tomando-se como base a eleição exemplificada anteriormente, a seguinte relação de candidatos não eleitos deve ser destacada na ata da eleição: NOME DO CANDIDATO Zeferina da Silva João Fagundes Afonso Severino 19 14 VOTOS RECEBIDOS 25

Havendo necessidade de substituição de suplente, assumirá o candidato mais votado que na ocasião da vacância for empregado do estabelecimento. Desta forma se, no futuro, um suplente da CIPA vier a demitir-se da empresa assume em seu lugar, automaticamente o primeiro candidato da lista dos não eleitos.

Assim, se o membro da CIPA Antonio da Silveira demitir-se da empresa, assume o seu lugar a suplente Amélia Santos (veja a lista exemplificada anteriormente no titulo Membros Eleitos). Para a suplência, agora vaga, de Amélia Santos - assume o primeiro nome na lista de candidatos não eleitos, ou seja, Zeferina da Silva. Lembramos que não há estabilidade para o candidato não votado. Somente quando, por força de substituição, o candidato não eleito passar a categoria de suplente, é que terá direito á respectiva estabilidade. POSSE Ocorrendo todas as formalidades, e declarada válida a eleição, deve-se proceder a posse dos membros da CIPA eleitos e designados para um novo mandato serão empossados automaticamente no primeiro dia após o término do mandato anterior. Quando não houver mandato anterior, a posse ocorrerá em data estabelecida no edital de convocação para as eleições. PROTOCOLO NO MTE Empossados os membros da CIPA, a empresa deverá protocolizar, em até dez dias, na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho, cópias das atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias. Para tal, estabelece-se em ata a respectiva posse, assinando-as os membros presentes. MODELO DE ATA DE POSSE ATA DE POSSE DA CIPA - GESTÃO 2003/2004 Aos trinta e um dias do mês de março do ano de dois mil e três, às quatorze horas na sala de Reuniões da Empresa .........., presentes ....... (nomes completos dos presentes), reuniram-se para a posse da CIPA desta empresa. O sr ........... (nome completo) representante da Comissão Eleitoral e presidente da sessão, tendo convidado a mim, ...... (nome completo) para secretário de mesa, declarou abertos os trabalhos, lembrando a todos o objetivo da reunião, qual seja: posse dos componentes da CIPA. Continuando, declarou empossados os representantes do empregador: Titulares - .......... (nomes completos); Suplentes - ........ (nomes completos). Da mesma forma, declarou empossados os representantes eleitos pelos empregados: Titulares - .......... (nomes completos); Suplentes - ........ (nomes completos). A seguir, foi designado para Presidente da CIPA, .......... (nome completo), tendo escolhido entre os representantes eleitos pelos empregados ....... (nome completo) para VicePresidente. Os representantes do empregador e dos empregados, em comum acordo, escolheram também ......... (nome completo) para Secretário da CIPA, sendo o seu substituto ............ (nome completo). Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente da sessão deu por encerrada a reunião, lembrando a todos que o período da gestão da CIPA ora empossada será de um ano a contar da presente ata. Para constar, lavrou-se a presente ata que, lida e aprovada, vai assinada por mim, secretário, pelo presidente de sessão e por todos os membros eleitos ou designados presentes á posse, inclusive os suplentes.

REDUÇÃO DA CIPA Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser desativada pelo empregador, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. O número de representantes também não será ampliado quando o número de empregados aumentar. MANDATO E PERDA DE MANDATO MANDATO O mandato dos membros titulares da CIPA é de um ano e aqueles que faltarem a quatro reuniões ordinárias sem justificativa perderão o cargo, sendo substituídos pelos suplentes. Não é válida, como justificativa, a alegação de ausência por motivo de trabalho. ESTABILIDADE PROVISÓRIA DE EMPREGADO Os representantes dos empregados titulares da CIPA não podem sofrer demissão arbitrária entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo disciplinar, técnico ou econômico. Esta garantia no emprego é assegurada ao empregado membro da CIPA (chamado comumente de “cipeiro”) desde o momento em que o empregador tomar conhecimento da sua inscrição de candidatos às eleições e prolonga-se até um ano após o término do mandato. Os cipeiros não podem também ser transferidos para outra localidade a não ser que concordem expressamente. O Secretário e seu substituto só terão direito à garantia de emprego quando forem membros eleitos da CIPA. PERDA DE MANDATOS O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. SUBSTITUIÇÃO DE MEMBROS A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição, devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos. No caso de afastamento definitivo do Presidente, o empregador indicará o substituto, em

dois dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA. No caso de afastamento definitivo do Vice-Presidente, os membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis. Recomenda-se que tal escolha seja sempre em reunião, lavrada em ata, e assinada pelos presentes. RESCISÃO DE CONTRATO POR SOLICITAÇÃO DE MEMBRO DA CIPA Caso desejar sair da empresa, o empregado deverá primeiramente solicitar por escrito sua renúncia ao mandato da CIPA ou ao direito da garantia de emprego, quando o mandato já houver encerrado. A empresa deverá enviar correspondência ao MTE, comunicando o fato e a substituição do membro da CIPA pelo suplente. O número de suplentes, constante no Quadro I da NR-5, deve ser mantido com a nomeação do próximo candidato mais votado, conforme a ata de eleição. TRANSFERÊNCIA DE REPRESENTANTE Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT. O artigo 469 da CLT estabelece: Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio. § lº. Não estão compreendidos na proibição deste artigo os empregados que exerçam cargos de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço. § 2º. É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o empregado. TREINAMENTO A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse. Este treinamento visa habilitar os membros para exercerem adequadamente suas funções. PRAZO O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta dias, contados a partir da data da posse.

As empresas que não se enquadrem no Quadro I da NR 5, promoverão anualmente treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do objetivo da CIPA. Exemplo: Empresa enquadrada no grupo C-1a do Quadro I, que tenha 18 funcionários no estabelecimento. Não precisará constituir CIPA, entretanto deverá ter um designado responsável pelo comprimento do objetivo da CIPA. ITENS MÍNIMOS PARA TREINAMENTO O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens: a. estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo; b. metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho; c. noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na empresa; d. noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e medidas de prevenção; e. noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho; f. princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos; g. organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão. CARGA HORÁRIA O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. LOCAL DO TREINAMENTO O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas ministrados. APROVAÇÃO DA CIPA A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive quanto à entidade ou profissional que o ministrará, constando sua manifestação em ata, cabendo à empresa escolher a entidade ou profissional que ministrará o treinamento. Não existe credenciamento do profissional ou empresa que vai ministrar o curso. A avaliação do profissional ou empresa ministrante será feito pela própria CIPA.

O Ministério do Trabalho e Emprego, no caso de denúncias de irregularidades no treinamento poderá determinar a realização de outro curso ou de complementação, caso o efetuado tenha sido incompleto. OBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens relacionados ao treinamento, a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, determinará a complementação ou a realização de outro, que será efetuado no prazo máximo de trinta dias, contados da data de ciência da empresa sobre a decisão. TREINAMENTO ANUAL O treinamento deverá ser repetido quando o trabalhador for novamente indicado ou reeleito ou mesmo quando o indicado ou eleito já houver feito o curso anteriormente, em outro estabelecimento ou em outra empresa. Desta forma, o curso deve ser realizado para cada membro de cada mandato da CIPA, anualmente. TREINAMENTO PARA DESIGNADO As empresas que não se enquadrem no Quadro I da NR-5, promoverão anualmente treinamento para o designado responsável pelos objetivos da referida Norma Regulamentadora. MAPA DE RISCOS O mapa de riscos é uma representação gráfica (no papel) do mapeamento de riscos ambientais. O mapa de riscos é obrigatório, e corresponde a um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Objetiva identificar situações e locais potencialmente perigosos. A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: PEQUENO, MÉDIO e GRANDE. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico. EXEMPLO DA TABELA DOS RISCOS

R I S C OS GRUPO I (Químicos) Poeira Fumos metálicos Névoas GRUPO II (Físicos) Ruído Vibração Radiação ionizante e não ionizante Pressões Anormais GRUPO III (Biológicos) Vírus Bactéria GRUPO IV (Ergonômicos) Trabalho físico pesado Postura incorreta Treinamento inadequado ou inexistente Jornada Prolongada de Trabalho GRUPO V (Mecânicos) Arranjo físico deficiente Máquinas sem Proteção Matéria prima fora de especificação Equipamentos inadequados, defeituosos ou inexistentes Eletricidade Incêndio, explosões, edificações, armazenamento Transporte de materiais

Protozoário

Vapores

Fungos

Produtos químicos em geral

Temperaturas extremas

Bacilos

Trabalho noturno

Gases

Iluminação deficiente

Parasitas

Responsabilidade, conflito, tensões emocionais Desconforto, monotonia, ritmo excessivo

Solventes

Umidade

Insetos, cobras, aranhas, etc

A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. EXPOSIÇÃO DO MAPA DE RISCOS NA SEÇÃO Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina, por exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco. O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos:

pequeno, com diâmetro de 2,5 cm; médio, com diâmetro de 5 cm; e grande, com diâmetro de 10 cm. EXEMPLO DE MAPA DE RISCOS Veja um exemplo simplificado de mapa de riscos no arquivo “(5) Mapa de Riscos”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador. PARA FAZER O LAY-OUT Dica: Utilizando ferramentas de desenho no Word ou Powerpoint, inserir linhas e na opção formatar auto forma definir o tamanho. PARA INSERIR CÍRCULOS Dica: Utilizando ferramentas de desenho (auto formas) no Word ou Powerpoint, inserir círculos e semicírculos e na opção formatar auto forma definir o tamanho e a cor. CONTRATANTES E CONTRATADAS Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo estabelecimento, a CIPA ou designado da empresa contratante deverá, em conjunto com as das contratadas ou com os designados, definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões das CIPA existentes no estabelecimento. INTEGRAÇÃO DAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO A contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, exigidas pela NR-5, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento. A empresa contratante adotará as providências necessárias para acompanhar o cumprimento pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento, das medidas de segurança e saúde no trabalho. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA São responsáveis, solidariamente, contratantes e contratadas na criação de mecanismos de integração de políticas de segurança e saúde e de CIPA ou designados, de forma a garantir o mesmo nível de proteção a todos os trabalhadores do estabelecimento. OBRIGAÇÕES DA CONTRATANTE A contratante deve: 1. repassar as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho às

contratadas, às CIPAS ou designados e aos demais trabalhadores do estabelecimento; 2. definir as medidas de proteção adequadas aos riscos da empresa e 3. acompanhar a implementação das medidas indicadas. A forma como se dará o cumprimento dessas obrigações deverá ser definida pela empresa ou estabelecida em acordos e convenções coletivas. SIPAT - SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO A CIPA deve promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. O objetivo da SIPAT é sensibilizar os trabalhadores a uma mudança de comportamentos e atitudes para prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A necessidade de passar não só a idéia de segurança do trabalho aos funcionários, mas também de fazer com que eles a pratiquem é imperiosa para atingirem-se os objetivos de segurança e saúde. A SIPAT deve ser uma campanha muito bem planejada, não devendo ser vista como mero cumprimento de obrigações, mas sim como a continuidade de um investimento onde o grande lucro está na prevenção de acidentes e valorização da saúde e vida humanas. DATA DA REALIZAÇÃO DA SIPAT A maioria das empresas opta pela realização da SIPAT no segundo semestre pelo fato de se possuir um maior número de informações sobre as condições de segurança, como por exemplo, as estatísticas de acidentes do ano anterior. Desta forma, pode-se escolher o (s) tema (s) da SIPAT baseado nestas estatísticas. É recomendável que pelo menos 30 dias antes da realização da SIPAT, uma comissão seja formada entre os membros da CIPA para elaborar a programação a ser desenvolvida. IDÉIAS PARA INCLUSÃO NUMA SIPAT Simulações de acidentes, competições esportivas e peças de teatro são algumas das práticas que vem sendo utilizadas nas empresas para realizar SIPAT de forma criativa e participativa. Os seguintes recursos, além de outros, poderiam ser aproveitados numa SIPAT: Eventos Temas a serem desenvolvidos Palestras Oficinas Treinamentos

Teatro Concursos: Frases, Cartazes e Coreografias Desenhos Redação Folhetos É importante que os membros da CIPA realizem com antecedência a preparação da SIPAT, convidando palestrantes, pessoas envolvidas com segurança (bombeiros, médicos socorristas, etc.) e organizando a semana de tal forma que seja um tempo proveitoso para o aprendizado e prática das questões de segurança e saúde. EXEMPLO DE PROGRAMAÇÃO DA SIPAT Dia 10 11 12 13 14 * Atividades Convidados Responsável Mini-palestra, exposição Ten. Valdir Riscos no Trânsito de fotos e simulação de Pimentel, da Polícia Josemar Floriano acidentes Militar Debate após assistir o Festival de Filme Lúcio Costa filme Como evitar doenças Rosemeri Palestras Dr. Silveira Bueno do coração Fernandes Bernardina Faia, da Acidentes no Lar Palestras Mônica Silva Secretaria da Saúde Como prevenir Lúcio Costa e Concurso de Frases e acidentes no Rosemeri encerramento da SIPAT ambiente de Trabalho Fernandes Jogos durante toda a Todos os Loteria da Segurança Cláudio Tomaz semana da SIPAT funcionários CIPATR - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO RURAL As normas de constituição da CIPATR estão na NRR3. Abra o arquivo correspondente, dentro da pasta do Manual da Cipa, para conhecer os detalhes para organização da CIPATR. CIPA NAS EMPRESAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO A empresa que possuir na mesma cidade 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frentes de trabalho, com menos de 70 (setenta) empregados, deve organizar CIPA centralizada. A CIPA centralizada será composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo menos 1 (um) representante titular e 1 (um) suplente, por grupo de até 50 (cinqüenta) empregados em cada canteiro de obra ou frente de trabalho, respeitando-se a paridade prevista na NR 5. Tema

ORGANIZAÇÃO POR ESTABELECIMENTO A empresa que possuir 1 (um) ou mais canteiros de obra ou frente de trabalho com 70 (setenta) ou mais empregados em cada estabelecimento, fica obrigada a organizar CIPA por estabelecimento. COMISSÃO PROVISÓRIA NOS CANTEIROS DE OBRA Ficam desobrigadas de constituir CIPA os canteiros de obra cuja construção não exceda a 180 (cento e oitenta) dias, devendo, para o atendimento do disposto neste item, ser constituída comissão provisória de prevenção de acidentes, com eleição paritária de 1 (um) membro efetivo e 1 (um) suplente, a cada grupo de 50 (cinqüenta) trabalhadores. EQUIPES DE TRABALHO INTINERANTES As empresas que possuam equipes de trabalho itinerantes deverão considerar como estabelecimento a sede da equipe. SUBEMPREITEIRAS As subempreiteiras que pelo número de empregados não se enquadrarem no obrigatoriedade de constituir CIPA participarão com, no mínimo 1 (um) representante das reuniões, do curso da CIPA e das inspeções realizadas pela CIPA da contratante. DEMAIS DISPOSIÇÕES DA NR 5 Aplicam-se às empresas da indústria da construção as demais disposições previstas na NR 5, naquilo em que não conflitar com o disposto neste tópico. Base: NR 18.33 QUADRO I – DIMENSIONAMENTO DA CIPA Para acessar o Quadro I, basta abrir o arquivo “(1) Quadro I – Dimensionamento da CIPA”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador. QUADRO II - AGRUPAMENTO DE SETORES ECONÔMICOS Para acessar o Quadro II, basta abrir o arquivo “(2) Quadro II – Agrupamento”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador. QUADRO III – RELAÇÃO DA CNAE Para acessar o Quadro III, basta abrir o arquivo “(3) Quadro III – CNAE”, dentro do Diretório “Manual Básico da CIPA” do seu computador. APÊNDICE

PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS - NR 9 O PPRA visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR 7. A NR 9 estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PPRA, podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. RISCOS AMBIENTAIS Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Agentes físicos Os agentes físicos são as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não-ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som. Agentes químicos Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. Agentes biológicos Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. ESTRUTURA O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá estar descrito num documento-base contendo todos os aspectos estruturais, da seguinte forma: a) planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; b) estratégia e metodologia de ação; c) forma do registro, manutenção e divulgação dos dados; d) periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

PERIODICIDADE A estrutura deverá ser efetuada, sempre que necessária e pelo menos uma vez ao ano, devendo ser realizada uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e concretização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. DOCUMENTO - BASE O documento-base e suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR 5, sendo sua cópia anexada ao livro de atas desta Comissão. O documento-base e suas alterações deverão estar disponíveis de modo a proporcionar o imediato acesso às autoridades competentes. DESENVOLVIMENTO As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa, sob a responsabilidade do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: a) antecipação e reconhecimento dos riscos; b) estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; c) avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; d) implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; e) monitoramento da exposição aos riscos; f) registro e divulgação dos dados. A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA poderão ser feitas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SESMT ou por pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do empregador, sejam capazes de desenvolver o disposto na NR 9. NÍVEL DE AÇÃO Considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. MONITORAMENTO Para o monitoramento da exposição dos trabalhadores e das medidas de controle deve ser realizada uma avaliação sistemática e repetitiva da exposição a um dado risco, visando à

introdução ou modificação das medidas de controle, sempre que necessário. REGISTRO DE DADOS Deverá ser mantido pelo empregador ou instituição um registro de dados, estruturado de forma a constituir um histórico técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA. Os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 (vinte) anos. O registro de dados deverá estar sempre disponível aos trabalhadores interessados ou seus representantes e para as autoridades competentes. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR O empregador é responsável por: 1) estabelecer, implementar e assegurar o cumprimento do PPRA como atividade permanente da empresa ou instituição. 2) informar aos trabalhadores de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-se nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos. 3) garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente risco um ou mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato as suas atividades, comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências. RESPONSABILIDADE DOS TRABALHADORES Os trabalhadores são responsáveis por: 1) colaborar e participar na implantação e execução do PPRA; 2) seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do PPRA; 3) informar ao seu superior hierárquico direto, as ocorrências que, a seu julgamento, possam implicar risco à saúde dos trabalhadores. 4) os trabalhadores interessados terão o direito de apresentar propostas e receber informações e orientações a fim de assegurar a proteção aos riscos ambientais identificados na execução do PPRA.
Sugestões e apreciações: os leitores que desejarem remeter comentários sobre o conteúdo desta obra, poderão fazê-lo através do e-mail guiatrabalhista@guiatrabalhista.com.br

CONHEÇA ESTAS OBRAS ELETRÔNICAS: Legislação TRABALHISTA descomplicada e direta: www.guiatrabalhista.com.br

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas www.guiatrabalhista.com.br/manual.htm CLT atualizada e anotada: www.guiatrabalhista.com.br/clt.htm Manual do PPP : www.guiatrabalhista.com.br/ppp.htm
Manual/Curso IRPJ Lucro Real. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/cursolucroreal.htm
Manual/Curso IRPJ Lucro Presumido. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/curso_imposto_de_renda.htm
Manual/Curso Simples Federal. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/curso_simples_federal.htm
Manual/Curso IRPJ Benefícios Fiscais. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/curso_beneficios_fiscais.htm
Manual/Curso Cooperativas – Aspectos Societários, Contábeis e Fiscais. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/cooperativas.htm
Manual/Curso Reavaliação de Bens. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/curso_reavaliacao_de_bens.htm
Manual/Curso PIS e COFINS. Acesse:

www.portaltributario.com.br/cursos/cursopisecofins.htm
100 Idéias Práticas de Economia Tributária: www.portaltributario.com.br/100ideias.htm Manual Básico de Direito Tributário. Acesse www.portaltributario.com.br/mbdt.htm Guia Tributário On Line: um manual dos principais tributos brasileiros. Acesse: www.portaltributario.com.br/guia.htm

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