CURSO B3 A

ALCINDA

“O Dia dos Direitos do Homem”
Mostra-nos sempre imperfeitos este dia que revela os nossos muito defeitos, já que a justiça do mundo por igual deve servir os homens e as mulheres sem ninguém querer excluir. E se os direitos são humanos, da igualdade hão-de fazer a regra que nos imponha os princípios a valer, que são sempre os que mais contam, aconteça o que acontecer.

José Jorge Letria in O livro dos dias

Livres como o vento. apenas Sejam bons como o sol. Imitem as árvores dos caminhos que dão flores e frutos sem complicações. Não sofram por causa dos cadáveres que só são belos quando se desenham na terra em flores. E principalmente não pensem na morte. A morte é para os mortos! José Gomes Ferreira . Vivam. apenas. Naturais como as fontes.CURSO B3 C . Mas não queiram convencer os cardos e transformar os espinhos em rosas e canções.PETRA Vivam Apenas Vivam.

IMPROVISO DA ALMA E DO POETA – (texto com supressões) (Rogério Martins Simões) Dia a dia o desamor Quebra o sentido da vida Sofre-se em segredo E na incerteza. Manhosa Vai tudo numa pressa.. Vai tudo na pressa À velocidade do ganho! E o homem virou máquina.CURSO B3 B – SANDRA. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade".. Computador Autómato. Reina a ganância. . E na pressa tudo olha Nada se vê! (…) Vai tudo na pressa À velocidade do salário. A injustiça O sofrimento. a pobreza E o medo! É fácil dizer: Temos de ser solidários! Ser… não é fácil? A vida é tortuosa. ZÉLIA E MAURÍLIO "Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

Que importa? A quem importa? (…) Estes tempos são difíceis Só há tempo para o fútil. Desumanidade! Ganha-se menos! Que importa? Se um homem tem fome? Dia a dia Caem os valores morais Perfilam as estatísticas Dos ganhos: Ganha a produção: Ganha-se menos! Trabalha-se mais: E se há revolta. Para a notícia brejeira. E nesta agitação… A alma consome E o corpo mata. . Peças de inventário.(continuação) Mas… o luar está igual O céu não mudou! Mudou a humanidade Que perdeu a individualidade. Passámos a ser números. Para a asneira Para a coscuvilhice.

.(continuação) Mas o mar permanece azul! (…) Volta poesia! Volta poeta. Os avós. Em redor da lareira Quando o dia findar.. Os pais E os netos Recordarão histórias da vida.. Vem aí a Primavera Tudo será verde… renascido. E se treparem às arvores. Contadas sem segredos. E desses segredos Renascerão Os gestos colectivos de amor (…) E os meninos (…) Vão ter recreios doirados Em mil e uma aventuras. Que estamos no Outono.... Subirão à “Torre de Babel” E todos se entenderão Na mesma língua.. Porque a terra vai ser paraíso E os frutos não mais serão proibidos. Mais logo… será Inverno. Acredita. (Segredos bem guardados). E de volta ao lar.

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