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NOTAS TAQUIGRÁFICAS - Rio + Design

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Categories:Topics, Art & Design
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12/12/2011

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES FÓRUM PERMANENTE - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO CONSULTIVO DO DESIGN

DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Reunião realizada no dia 13 de setembro de 2011. O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) - Bom dia. Gostaria de agradecer a presença de todos. Sejam bem-vindos à Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo do Design do Estado do Rio de Janeiro que precede ao lançamento no Salão Nobre da Mostra de Designers do Rio de Janeiro. Uma iniciativa do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro – Jornalista Roberto Marinho - em parceria com o Departamento de Comunicação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Convido para compor a Mesa a minha querida amiga, Subsecretária Estadual de Comércio e Serviços da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dulce Angela Procópio. (Palmas) O Vice-Presidente da Firjan, meu grande amigo, Dr. Carlos Fernando Gross. (Palmas) O Diretor da Crama Design, Sr. Ricardo Leite (Palmas) O Diretor da Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transportes, Sr. Guto Índio da Costa. (Palmas) Agradeço mais uma vez a presença de todos; agradeço, em especial, à Diretora do Fórum Permanente de Desenvolvimento, minha queria amiga Geiza, que é mãe há tão pouco tempo e interrompeu a amamentação para continuar trabalhando mesmo tendo o direito constitucional de seis meses, mas, por livre arbítrio, tem conduzido os trabalhos do Fórum. Quero agradecer à Luisi Carletti, Diretora do Departamento de Comunicação da Assembleia Legislativa; ao Secretário de Desenvolvimento Econômico, na figura da Dulce, meu querido amigo tricolor Julio Bueno; à Diretora do Departamento de Cultura da Assembléia Legislativa, Melissa; aos funcionários da Assembleia Legislativa, que tiveram que chegar mais cedo no dia de hoje; ao Departamento de Segurança e a todos que contribuem para cada evento no Parlamento fluminense. Meus queridos amigos, amigas, senhoras e senhores, meu querido Gross, Vice-Presidente da Firjan, minha querida Dulce, meu querido Guto, meu querido representante da Crama Design, senhoras e senhores, vivemos um momento ímpar, excepcional, no Estado do Rio de Janeiro. Logicamente, o ser humano não tem
____________________________________________ A Taquigrafia é responsável pela produção escrita e revisada de sessões plenárias, solenidades, seminários, conferências, fóruns, reuniões de comissões permanentes, especiais e de inquérito, audiências públicas, reuniões da mesa diretora, reuniões da corregedoria, conselhos e disponibilização de textos na internet.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES vocação para disputas para o permanente contraditório, porém se deixarmos isso de lado e olharmos não com uma visão crítica, política e ideológica, mas prática, o pragmatismo em que vive o Rio de Janeiro a cada dia, enxergamos um Rio mudado, de oportunidades, que volta a ser a capital da cultura, dos grandes movimentos e da transformação do nosso país. O que não era possível imaginar, aconteceu. Lembro-me quando o Governador Sérgio Cabral se dirigia para representar o Rio de Janeiro, com o Presidente Lula, na escolha da sede das Olimpíadas, os próprios jornalistas que foram designados, destacados para cobrir o evento, diziam que era muito difícil: “Não, eles aqui estão fortes, vai ser muito difícil para o Rio de Janeiro, e nós ganhamos”. Não podemos exigir que nos respeitem quando faltamos com o respeito a nós mesmos. Hoje, o Brasil é um país diferenciado. Falo isso com muita tranquilidade, porque poderia colocar o lado político, o sentimento político. A minha vida inteira, até a última eleição, no segundo turno, trabalhei contra o Presidente Lula; liderei movimentos, como político, contra o voto no PT. Temos que admitir que o Brasil andou, avançou e que conseguimos, mesmo com céticos pensamentos, superar crises que afundaram países de primeiro mundo. E o Rio de Janeiro não se desassociou desse processo. Vivemos o maior boom econômico da história do Rio de Janeiro, e nem dá para comparar à chegada da Família Real e à Abertura dos Portos. O Rio de Janeiro tem uma gama de investimentos que não dá para se destacar numa reunião, no lançamento de qualquer evento. Tivemos ano passado, 18 bilhões de dólares em investimentos no Estado do Rio de Janeiro, superando os Estados de São Paulo e de Minas Gerais. Temos previsto, por estudos da Firjan, mais de 180 bilhões nos próximos dois anos – estamos no final de 2011. Cento e R$ 180 bilhões num Estado que tem 42 mil quilômetros quadrados – uma soma fantástica de investimentos por quilômetro quadrado – fruto da persistência, da determinação, da luta, do conhecimento, da criatividade do povo do Estado do Rio de Janeiro, da fé dos empresários, mesmo diante de tantas dificuldades na tributação extremamente exagerada, na segurança pública, problemas que estamos enfrentando de frente. Hoje, é muito fácil criticar um evento isolado dentro de uma UPP, quando podemos ir, à noite, ao Morro dos Cabritos, à Ladeira dos Tabajaras, ao Chapéu Mangueira, ao Morro Dona Marta, desfrutar de uma vista bucólica fantástica da Baía de Guanabara e de todo o Rio de Janeiro, coisa inimaginável anos atrás.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Então, o Rio de Janeiro que avança, precisa de cores, de beleza, de criação. Não adianta trazermos indústrias e indústrias para o nosso Estado, sem a devida preocupação com a estética que tem que ser harmonizada com suas belezas naturais. O Rio, uma cidade, um Estado, que tem todas as diversidades: você tem montanhas, cachoeiras, lagoas, praias, tudo isso em todos os lugares do Rio de Janeiro, com raras exceções. É por isso que a mente criativa, a capacidade artística, coadunada com o processo de desenvolvimento é fundamental. Quem não gosta de ver um prédio estilizado? Quem não gosta de ver um shopping estilizado? Quem não gosta de produtos estilizados, que transcendam as fronteiras nacionais e mostrem toda a capacidade criativa do brasileiro, mas em especial aqui do Rio de Janeiro? Então, meu querido Gross, você não pode apartar do processo de crescimento o design. Às vezes, nem notamos, mas ele existe. É como a barrilha, que você nem imagina que ela está em todo o processo de produção. Ela não faz a menor diferença para você. A mesma coisa é o design. Nós aqui estamos num prédio histórico; um prédio construído com a participação de todos os estados federados. Cada um contribuiu com uma madeira, com uma pedra, com um piso. Só o tapete que não, pois é novo - a passadeira -, mas o resto é contribuição de todos os estados brasileiros. É fantástico manter a cultura; é fantástico manter as artes; é fantástico preservar e manter a história do nosso nascimento, da nossa existência, mas é fantástico também prever o futuro, ir além, criar, ultrapassar fronteiras, criar um novo modo de vida que permita a todos nós mais conforto, mais comodidade, mais beleza. A importância do design no Estado do Rio de Janeiro tem tudo a ver com o momento de crescimento que nós vivemos. A todos vocês, criadores, representando aqui a figura da criatura; vocês que criam todos os dias; que emprestam o conhecimento artístico à vida da gente. Agradeço nas figuras do Guto; do Pedro Braga; do Ricardo Graham, da Rio 21 Design; do Sérgio Rodrigues, da Zanini de Zanine; também nas figuras do Bernardo Senna e da Claudia Moreira Salles, a presença de vocês e a fantástica contribuição que está sendo dada, ofertada ao Rio de Janeiro. Que nós possamos nesse processo de transformação da nossa cidade caminhar juntos. O Rio que melhora é o Rio de todos nós; o Rio que se aprimora é o Rio de todos nós; o Rio que apresenta e esbanja beleza é o Rio de todos nós. Vocês são decoradores desse espaço fantástico criado por Deus. Parabéns a todos vocês, Sras. e Srs., e sejam bem-vindos. (Palmas) Eu passo a palavra agora a Sra. Dulce Ângela, Subsecretária Estadual de Comércio e Serviços.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES A SRA. DULCE ÂNGELA – Presidente, eu estou aqui hoje representando o meu secretário... O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Ângela! Esse me dá um trabalho depois nas votações. Quero agradecer a presença do Deputado Paulo Ramos. O SR. PAULO RAMOS – Eu vim por causa da Dulce. A SRA. DULCE ÂNGELA – Presidente, eu então agradeço a presença do Deputado Paulo Ramos, meu querido companheiro de lutas, muitas lutas. Nós começamos – não foi, Paulo? – numa campanha sua, que estava difícil de sair. Lembro-me até hoje daquela reunião. O SR. PAULO RAMOS – Legenda Paulo Ramos! A SRA. DULCE ÂNGELA – Grande legenda Paulo Ramos! Estamos aqui com esse ícone importante. Sr. Presidente, muito obrigada. Aos dois designers aqui presentes, tanto o Guto Índio da Costa quanto o Ricardo Leite, da Crama; meu querido amigo vice-presidente, Carlos Fernando Gross, aqui representando a grande entidade, parceira nossa, Firjan, do Governo do Estado. Eu quero falar um pouquinho da ausência do meu secretário, Júlio Bueno, esse que é o timoneiro do desenvolvimento do Estado do Rio. Ele está na Casa, mas está numa outra reunião mais urgente, digamos assim. Estamos aqui hoje comemorando essa ligação entre o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder empresarial. É essa grande parceria que hoje está aqui, através dessa exposição Rio+Design, para todos terem muito orgulho. Quero agradecer particularmente à Geysa, diretora do Fórum de Desenvolvimento, que nos fez esse convite tornando possível essa parceria e essa exposição. São muitos os agradecimentos, sim, porque nesse momento, como bem destacado pelo Deputado Paulo Melo, presidente desta Casa, que tão bem a dirige e preside, é um momento especial de desenvolvimento. É através desse desenvolvimento que vamos fazer, sim, a transformação. O design é a economia do Século XXI, que vai agregar valor aos produtos e será capaz de transformar e poder dar, nessa transformação, o lugar que cabe melhor a todo cidadão fluminense. O espectro do design é muito amplo. A maioria aqui presente, formada por designers, sabe bem do que estou falando. Mas queremos ser, no Governo do Estado, a concha acústica desse trabalho. É através desse
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES desenvolvimento; é através do design, estou segura disso, que vamos repercutir. E vamos repercutir o que tem de melhor no Rio de Janeiro. Vocês vão ver uma exposição que, sem dúvida nenhuma, vai ficar para a história do Rio de Janeiro. Antes disso eu quero chamar a atenção aqui e agradecer particularmente ao Conselho Consultivo de Design, formado por Ângela Carvalho; Ângelo Andrade; Cláudio Magalhães; Fred Campi; Guto Índio da Costa; Dan e Ricardo. Agradecer a vocês todos pela parceria, pela dedicação. Essa foi uma obra de muita dedicação e muito trabalho, mas tenho certeza de que será um momento também importante para fazermos a grande transformação do Estado. Muito obrigada a vocês e sucesso. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Obrigado, Ângela, pela sua participação. Convido a fazer uso da palavra o vice-presidente da Firjan, Dr. Carlos Fernando Gross. Passo a Presidência ao meu querido Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, jovem e brilhante Deputado Rafael Picciani. Dr. Carlos Fernando, V.Sa. dispõe de dez minutos. O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Bom dia a todos. Fique à vontade. Por favor. O SR. CARLOS FERNANDO GROSS – Deputado Rafael Picciani, querida Dulce Ângela, Ricardo Leite e o Guto Índio da Costa, nossa saudação aos companheiros de Mesa. Uma saudação especial ao presidente do Sebrae, aqui presente, Jésus Mendes. A Firjan apoia essa mostra de design no Rio de Janeiro e esta reunião em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e com a direção desta Casa. O design é uma ferramenta estratégica utilizada como fator de diferenciação e agregação de valor aos produtos e serviços. Investimentos voltados para essa área possibilitam maior racionalização de custos de produção e gerando mais negócios para a empresa e também para as cidades.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES A Firjan apoia essa iniciativa que faz parte de um conjunto de ações, entre elas o Programa+ Design, desde 2009, o Sistema Firjan Realizações e Fomentos ao Design, através de sua área específica. Em 2011, já realizamos, por exemplo, o Fashion Rio, cujo conceito do nosso lounge foi justamente o design. Ali foram expostos produtos produzidos por indústrias do Rio em parceria com os criativos cariocas. Em abril, organizamos missão internacional que levou empresários brasileiros à principal Feira Internacional de Móveis, com foco em design, no Salão de Móveis, em Milão, na Itália. Depois de apoiarmos o Rio + Design, em Milão, e divulgarmos 29 projetos selecionados no edital de apoio ao desenvolvimento do design, com parceria com Faperj, nós realizamos, em junho último, nova edição do Fashion Rio, que se tornou oficialmente uma plataforma de moda, arte e design. O Sistema Firjan apoia o evento Casa Cor Rio, 2011, que será realizado em outubro e novembro. Até o final do ano, realizaremos mais dois importantes eventos, em outubro, o lançamento do guia visual da indústria de mobiliário, na Baixada Fluminense, isso dentro do evento Morar Mais e por Menos. Em novembro, a área de design do sistema Firjan, realizará a quarta edição do evento Rio Design Indústria, com o lançamento da revista sobre o evento anterior que teve como tema a indústria criativa. A Firjan deu um grande salto de qualidade na área da indústria criativa, que inclui moda, design, cinema, teatro, computação, e software. A Firjan comprou o belíssimo palacete de arquitetura renascentista da família Guinle Paula Machado, na Rua São Clemente, em Botafogo. Após a sua restauração, ali funcionará um importante pólo de economia criativa, com foco em cultura e educação. A Firjan prioriza o tema, e está atenta ao tema. Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Obrigado, Sr. Presidente, Carlos Gross, grande prazer tê-lo, hoje, nesta Casa. Grande honra poder ocupar a Presidência deste evento, tenho certeza de que será um marco para o Rio de Janeiro, no que diz respeito ao design e às parcerias.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Neste momento, iniciaremos as palestras. Passo a palavra ao Sr. Ricardo Leite, diretor da Crama Design, para expor sobre o tema: “As tendências do design para o mundo e para o Rio de Janeiro”. Antes do início da palestra, eu gostaria de pedir aos presentes que preencham as fichas com as perguntas, e as entreguem ao Cerimonial, para que possamos proceder às respostas, na sequência. O SR RICARDO LEITE – Eu não sei se todos vocês vão conseguir ver as imagens que projetarei ali. Quero dizer que estar num Fórum tão privilegiado, num espaço político, para mim é uma experiência nova e, ao mesmo tempo, me traz muita honra. Estou aqui representando todo o setor do design, e acho que nós temos um momento único. Pensei muito em como começar a falar sobre este tema, que é a importância do design para o mundo e na Cidade do Rio de Janeiro; poderia ilustrar com uma série de projetos desenvolvidos pela minha agência, que é a Crama, mas eu queria trazer para o ambiente político que nós estamos. Nós estamos dentro de uma casa política, embora eu não tenha o menor viés político. Então, eu comecei, na verdade, trazendo emprestada uma imagem de uma pessoa política muito importante no mundo, independente de viés ideológico. Trata-se de Margaret Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990, que cunhou a seguinte frase em 1987: Design or decline. Era um momento em que a Inglaterra perdia competitividade, o mundo estava se globalizando, e ela teve a sensibilidade de perceber que sem investimentos em design o produto, a cultura e as exportações ingleses seriam prejudicados – mesmo para o público interno, em termos de autoestima. Eu poderia parar por aqui a minha fala, não precisaria nem ir adiante. Já vimos o resultado que isso trouxe aos investimentos públicos da Inglaterra e o que aconteceu com este país. Era um país importante, de ponta, mas vinha perdendo importância e que, com os investimentos, hoje é uma liderança na área cultural, de comportamento; exporta imagem e cultura e tem um retorno financeiro econômico disso muito grande. Eu poderia parar por aqui, mas resolvi buscar outra pessoa para que também falasse por mim: um designer franco-americano que trabalho na primeira metade do Século XX, Raymond Lowey. Ele deixou marcos extraordinários: foi o criador da marca da Shell, fez uma série de projetos importantíssimos e o que o deixou extremamente conhecido naquele momento de forte industrialização americana foi o desenvolvimento desses trens com cara de tubarão e com um design muito arrojado. Ele trabalhava também no interior dos trens, tinha uma frase muito
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES convincente também e que eu queria buscar emprestada: É difícil vender o feio. Uma frase polêmica, porque o feio para mim pode ser bonito para o outro, e vice-versa. De qualquer forma, o que ele queria dizer é o seguinte: é difícil vender algo mal acabado, malfeito. Isso é inquestionável. Vamos buscar uma frase de outro personagem também conhecido. Acho que esse todo mundo conhece, é muito recente. Ele não é um designer como o segundo, nem um político como a primeira personagem. Trata-se de um empresário muito bem-sucedido, uma referência no mundo hoje e que, no fundo, todos os empresários querem ser: Steve Jobs. Ele disse que Design é a alma do negócio, e se pararmos para pensar nos produtos da Apple isso fica muito claro. Está aqui o meu celular, mas mesmo que eu esconda a marca da Apple todos vão saber que se trata de um iPhone. Fazendo uma reflexão um pouco maior sobre essas três frases, que, por mim, bastariam para defender a tese que quero defender, o fato é que vivemos uma era de mudança. Produtos que usamos no dia a dia, como máquina de escrever e câmera fotográfica analógica, estão sendo fossilizados diante dos nossos olhos. E se alguém ainda tem alguma dúvida, basta olhar isso: aqui tem uma revista, mídia impressa, com outra em formato digital. Estamos vivendo uma separação de duas placas tectônicas: uma era física, que vai continuar existindo, e uma era digital. Isso traz uma série de dinâmicas importantíssimas para o mundo que vamos analisar adiante. Tudo está sendo ressignificado, jornais repensados, televisões estão repensadas; empresas repensando; países repensados; cidades repensadas. O mundo é novo. Se ninguém se deu conta ainda disso, nós perdemos esse trem com muita facilidade. Vamos um pouco mais para frente. Como o mundo está criativo e busca novos significados, em função dessas possibilidades de tecnologia cada dia mais barata, mais experimental, encontramos agora cadeiras que funcionam como borboletas, como flores; mesas que andam, ou bancos que têm a função de ser bancos, mas promovem aproximação de pessoas, interatividade das pessoas. Ou seja, são soluções muito simples, todas elas muito criativas, inspiradoras, que deixam as vidas mais bem nutridas nesse aspecto que as pessoas hoje buscam: a criatividade. Para esse mundo inspirado que nós estamos vivendo, as marcas, seus produtos, seus serviços, tudo o que elas podem oferecer – e aqui podemos
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES entender a cidade como uma marca, o país como uma marca – elas também devem ser inspiradoras. Vamos passar agora a uma sequência. Uma, duas, três, quatro. Pronto. Repare que isso não é mais tão incomum de se ver, uma arquitetura um pouco mais ousada. O fato é que se trabalhar com elementos fora do padrão que estamos acostumados ver. O mundo está literalmente se modificando a olhos vistos. E o mundo que até então, principalmente para nós brasileiros, era assim, muito fácil de entender esse mundo aí, qualquer pessoa aqui sabe que eu estou falando de futebol, não é mais assim. É diferente. As marcas estão sendo customizadas. Por quê? Porque vivíamos, e continuamos vivendo a era chamada da Revolução Industrial, mas temos uma era superposta a essa: a era da revolução digital. Na era da revolução industrial, nós tínhamos produtos massificados, ou seja, produtos em série, processos repetitivos. Esse era o parâmetro, o paradigma. Agora estamos vivendo uma era chamada de economia criativa, em que os produtos são customizados. Vivemos uma mudança de era acelerada, porque mais do que uma mudança, importante é que ela vem acelerada, cada dia mais rápido. E o que é pior: é perpétuo. Não tem a menor possibilidade de isso acabar. Meu pai que tem 80 anos fala para mim: “Meu filho, quando é que isso vai parar um pouquinho para eu poder entender?” Eu lhe digo que não vai parar mais, que essa velocidade não vai diminuir. E o mundo ficou pequeno: tecnologia, internet, rede, globalização, todas as partes do mundo falando com todas as partes do mundo ao mesmo tempo. Não existe mais o isolamento tribal que existia antes. Existe um local como muito importante para você ser global, para ter competitividade global, mas existe um conhecimento mútuo muito grande, uma interação muito grande no mundo. Nunca se falou tanto em inovação. É o que mais se fala. As empresas falam em inovação, as revistas falam em inovação: a palavra do dia é inovação. O que é inovação? De certa forma, é a busca pela diferenciação, é trazer melhor qualidade de vida para as pessoas. Para você ser inovador, você tem que ter significado, tem que ser diferente, tem que fazer algo que seja novo, que nunca tenha sido feito. Desde a pré-história, nosso cérebro foi equipado para perceber as diferenças. Imaginem um homem pré-histórico, no meio da floresta, com os predadores, as ameaças, os inimigos, etc. Ele desenvolveu, durante milhares, milhares e milhares de anos, a capacidade de perceber o diferente. Reparem, é fácil de perceber o diferente.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Então, um dos pontos é que, sem diferenciação, não se tem força, não se tem valor. O Brasil foi um país fundamentado na cultura da cópia – até muito recentemente todas as empresas achavam que era mais seguro e mais barato copiar. Ao copiar, passamos a ser uma daquelas laranjinhas que estão lá, deixamos de ser o que as pessoas percebem. Então, a cultura da inovação, a cultura do design, a cultura de um design exclusivo, diferenciado, passa a ser fundamental como nação, como política de nação. Para sobreviver, portanto, é preciso ter capacidade de perceber e adaptar-se continuamente às mudanças, senão você perde o trem. O design de certa forma, numa visão muito simplista, junta inteligência com tangibilidade, com aquilo que você pode ver, pode sentir, pode experimentar. Mas ele deixou de ser o produto final. Esse entendimento que o design era um objeto, o design trabalhava o objeto ficou para trás. O mundo inteiro hoje fala num conceito muito mais amplo de design. O design é transversal e, assim como a inovação, foca na melhoria das experiências das pessoas em toda cadeia, desde a hora que ela começa o processo até a hora que termina o processo e retroalimenta esse processo. Pegando uma frase, para acabarmos essa parte, de uma revista de Economia, não é revista de design: “Design, um poder que transforma. A mais interdisciplinar das áreas da economia criativa é a que passou pelas mudanças mais radicais: de simples embelezadores de mercadorias, os designs agora criam e reinventam marcas e produtos. As empresas querem aproveitar sua capacidade de olhar o mundo por outra perspectiva. Aí estão quatro fotos de uma empresa de design. Próxima. Essa imagem é de Stanford, curso de Administração de Empresas de Negócios. Se eu inverter, ninguém vai saber qual é qual. Aliás, não sei nem se eu menti, não sei se vocês sabem se eu estou mostrando a imagem verdadeira ou não, mas o mundo está criativo nos negócios e em tudo. Esse paradigma de ser criativo em negócios é um enorme desafio para as indústrias, porque os executivos, os industriais, os empresários são formados para minimizar riscos. E inovação implica criar algo novo, que não foi testado. Se você pensar, é mais seguro, voltamos para a ideia do copista, é mais seguro você ficar fazendo o que todo mundo já conhece. Pego aqui uma frase do professor da Harvard Business School, que ele diz: “Há 15 anos as empresas competiam em preços; hoje competem em qualidade; amanhã competirão em design”.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES E por que esses países como Estados Unidos, Inglaterra, França, a Europa de forma geral e o Japão são países que já estão com suas economias desenvolvidas e por que apoiam tanto o design? Eles já têm isso lá, todos têm programas de incentivo ao design, todos têm um foco muito grande no uso do design como uma ferramenta estratégica. Vamos tentar entender um pouquinho por que eles fazem isso. Porque eles perceberam que países da Ásia estão produzindo produtos cada vez mais baratos. Os dias de competição por preços estão contados. As economias emergentes, por outro lado, além de produzir mais barato estão se movendo no sentido de ir além do preço baixo de produção e agregando valor à cadeia. Para países serem competitivos no futuro terão que basear o sucesso no design, na inovação, na criatividade, na exploração da tecnologia e na rapidez do mercado. Isso que eu coloquei aí como ‘tópicos’ é de novo um statement do governo do Gordon Brown. É o governo inglês dizendo, não sou eu. Então existe uma valorização do design, isso é uma prática mundial inquestionável, basta se informar. Vamos em frente. A Inglaterra, pegando como exemplo um país que investe muito, eu já citei aqui a Margareth Thatcher, o Gordon Brown, tem um investimentos e uma coordenação muito bem estruturada. O Design Country inglês é uma instituição que cuida muito disso, tem como missão governamental cuidar disso, apoia a expansão do design inglês no nível internacional. Eles conseguiram trazer, em 2002 – aliás, esse número está até bastante antigo – um bilhão de libras em exportação de design, de consultorias de design prestando serviços fora da Inglaterra. Ou seja, na promoção dessas empresas inglesas. A política e os programas de apoio ao design consideram-no como a resposta para o desafio da competitividade global. Pesquisa do Design Council mostra que para cada cem libras investidas em design cerca de 225 libras geram aumento de vendas. Se pegarmos a Coréia do Sul, que também é um país com uma economia emergente, que nos últimos 15, 20 anos cresceu muito e que fez uma política de design consciente, dirigida para isso, ele fala: “Política e programas estão transformando o cenário do design na Ásia. A Coréia faz altos investimentos em formação profissional, apoio e financiamento às empresas e está promovendo um rápido crescimento do design no país e influenciando outros países da região, como China e Japão”.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Exemplo: Samsung, com o apoio do Governo coreano, mudou seu foco e deixou de ser considerada uma empresa que copia para ser avaliada como a quinta maior geradora mundial de patentes, atrás apenas da IBM, da Canon e na frente da Sony e da Hitachi. E aí, você começa a perceber que existem Design Weeks pelo mundo todo. Aqui, tem alguns dados de Milão, que é a feira mais antiga, mais tradicional, que é uma Design Week, que veste Milão inteira de eventos e atrações. O único dado aqui: os nove milhões de euros, na verdade, são nove bilhões de euros, porque aquilo é em milhares de euros. Mas o número de visitantes é impressionante: são 300 mil visitantes numa semana de Design Week em Milão. Nossa média de turistas estrangeiros no Carnaval é de 400 mil, no Rio. Então, imagina o que isso gera de resultados financeiros? Jornalistas que vão à feira: 5.110. A London Design Festival também é outro evento importante. Número de visitantes: 350 mil; número de jornalistas estrangeiros, 22 países, iniciouse, diferente da outra, que começou em 1961, está fazendo 50 anos, em 2003. A grande maioria das Design Weeks nascem no século XXI. Agora, vamos ver uma série delas: os EUA também têm suas feiras, tanto em Nova Iorque quanto em São Francisco, quanto em Filadélfia e em outras cidades. Tóquio também tem; Holanda também tem, Estocolmo, Istambul. Aí, no caso é a Irlanda. Seul, também tem sua Design Week. E há mais que isso: tem cidades que hoje se trabalham como marcas, criam logos e sistemas de identidade para se mostrarem como cidades criativas. Melbourne é um caso desses, muito interessante. Veste-se a cidade toda, comunicando aos seus visitantes que ela é um ponto de referência em criatividade: a “Cidade do Design”. Nova Iorque, recentemente, fez também; criou uma marca e tem também todo um sistema. Quando vejo o Rio de Janeiro, ele tem diversos eventos que acontecem e qual é a marca do Rio de Janeiro. Hoje, tem uma campanha sendo feita,
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES que tem “marca registrada”, com um “RJ”, que eu acho que já é uma iniciativa muito forte. Mas quando eu penso qual é o logo da Cidade do Rio de Janeiro, como produto, como marca, como atração, o que me vem à mente são os eventos: eu consigo imaginar a marca da Rio 2016, consigo imaginar a marca agora da Bienal do Livro, que tem o Pão de Açúcar, ou seja, tem diversos eventos, mas a cidade em si precisa de uma visão organizada, planejada, de comunicação e de marca. Então, chegamos ao Rio de Janeiro e vamos a ele: criatividade faz parte do jeito carioca de ser. Isso é um fato: somos um País e uma cidade, em especial, criativos. O Rio de Janeiro, seja o Estado ou a cidade, tem um enorme potencial criativo, já está no nosso DNA. O samba – existe uma discussão sobre se o samba nasceu na Bahia ou aqui – praticamente é aqui, o carnaval é aqui, a bossa nova é aqui. Temos polos culturais, as gravadoras eram aqui, as televisões ficavam aqui. Onde mora João Ubaldo Ribeiro? Não é em Itaparica, ele mora no Leblon. Onde mora o Alceu Valença, que deveria estar morando em Olinda? Ele mora no Leblon. Onde mora Chico Buarque de Holanda, que é paulista? Ele mora no Leblon. Aliás, o Leblon é um ponto chave da cidade para essas pessoas. No fundo, no fundo, somos um polo de atração de inteligência e de criatividade – sempre fomos e vamos continuar a ser. Então, ser carioca é o quê? Ser carioca é viver todos os dias no cenário mais maravilhoso do Brasil. É admirar cartões-postais ao vivo e em cores no caminho de casa ou do trabalho. É vestir um estilo natural de vida que virou grife quase sem querer. É ter de graça e ao seu redor o sonho de consumo que mais representa o nosso País lá fora. Ser carioca é saborear experiências que não existem em nenhum outro lugar do planeta. O Rio está dentro da palavra carioca. Rio de Janeiro, mas é também de fevereiro, de março, de abril, é o Rio do ano inteiro, é o Rio de todos nós, é o Rio do mundo. É um Rio que é identificado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Eu viajo e vejo pessoas falando em praias, em sol, associado a esse calor. Nós fizemos a nossa Design Week. Em 2008, nasce a Design Week Rio+Desing, que é um esforço muito capitaneado pela Dulce – ela merece todos os nossos aplausos pelo esforço heróico de conseguir capitanear isso, de
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES conseguir, na verdade, servir como catalisadora disso tudo, pelo conselho que está sentado aqui adiante, que organiza a cada ano, com uma bravura heróica, a nossa Desig Week. Eu vou apresentar para vocês um pouquinho do raciocínio dessa Design Week. Nascemos do conceito do sol. O Rio de Janeiro é sol, o Rio de Janeiro são curvas, é borogodó, é ginga. Juntando os dois fatores, nós criamos uma marca chamada Rio+Design, onde o sol, que permeia o dia, desde que nasce até a hora em que se põe, nos deixa perceber que o design está todos os dias em todo lugar – é só olhar. Em cima desse conceito desmistificador de que o design faz parte do dia a dia, do cotidiano das pessoas e de que é parte fundamental da vida, nós desenvolvemos o conceito de que o sol seria o Rio de Janeiro que projeta a sua luz sobre os objetos que, sim, têm design, mas que promovem sombras coloridas a partir do momento em que pode se mexer e entrar em alturas diferentes e deixar a vida inspirada, uma vida muito melhor. Nós temos uma série de exemplos de aplicações de como isso acontece na Cidade. Nós temos conseguido fazer, a cada ano, eventos no Rio – no ano passado foi no Centro Cultural da Justiça Federal, este ano está sendo aqui – e estamos promovendo a Cidade, de certa forma. Várias lojas ficam tematizadas num conceito muito de Design Week, de que a Cidade se vista do conceito de design. Esse é um sonho que não conseguimos ainda realizar: a Design Week no seu sentido mais amplo, a Cidade ser vestida dessa comunicação, com o que isso poderá atrair de turismo, de negócios e de serviços para o Rio de Janeiro. Imaginem a Lagoa cheia desses sóis acesos à noite. Cito alguns exemplos de projetos que planejamos – alguns realizamos, como em Milão. Isso é Milão em 2010. Nós ocupamos essa grande varanda com um grande painel num palácio próximo a Duomo, que foi de um efeito impressionante, com as pessoas visitando; se encantando pelos produtos dos designers cariocas. Vamos em frente. Esse já foi o planejamento do que aconteceu agora, em 2011, em abril. Vai.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Aconteceu neste Palácio também, nessa sala. Passa para os próximos. Pessoas visitando. Aí era uma exposição interativa com imagens; as pessoas podendo interagir. Deu uma visitação extraordinária; um boca a boca muito grande. As pessoas muito interessadas no Brasil e no Rio de Janeiro. Existe um momento em que o Rio brilha. Vai. O Brasil levanta vôo, mas quem levanta vôo é o Rio de Janeiro. Dois eventos acontecendo quase que simultaneamente, em sequência, 2014, 2016, atraindo os olhos do mundo para cá; atraindo negócios, investimentos, turismo. Vamos. Até um filme, para nossa felicidade, foi feito, que as pessoas do mundo inteiro passaram a ter contato com a nossa cidade. Vai. E eu queria encerrar de novo convidando aquela política inglesa... Eu vou tomar dela as palavras para poder encerrar de um modo bem interessante. Vai em frente. Eu vou mostrar o que ela falou quando ela fez o discurso do Design or Decline! Margareth Thatcher, no dia 1º de maio de 1987. Isso tem quase 25 anos. No discurso da abertura do British Industries Design Conferency falou o seguinte: “A competitividade comercial do Reino Unido começa pelo bom design. Como governo nós mostramos a direção. Criamos programas de design que ajudem aqueles que não possuam recursos para contratar designers; programas de conscientização da qualidade do produto, do serviço etc.; um orçamento anual que a cada ano possa provar que ajudamos as pessoas a terem orgulho do nosso país” - ela estava melhorando a estima do povo inglês, que não estava alta naquele momento – “e serem confiantes no nosso país.” Pessoas, tanto visitantes quanto os próprios ingleses passavam a ter orgulho; é um trabalho para dentro e para fora. E isso que ela fala é a minha mensagem que estava lá naquela primeira frase, que tem que ser entendida, não como uma ação de um setor do design,
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES mas uma ação de uma nação. Se ouvirmos essa mensagem que há 25 anos ela implementou na Inglaterra, e hoje colhem os frutos, nítidos, como eu mostrei, Coréia e tantos outros países fazem a mesma coisa, certamente nós iremos nos beneficiar. E o mais interessante é que os nossos concorrentes diretos hoje no mundo estão prestando atenção nessa frase. Por favor, próximo slide. Índia, eu mostrei a Coréia ali de novo, China, todos com seus programas de incentivo a agregar valor aos seus produtos para que eles deixem de ser produtos baratos e passem a ser produtos competitivos. E mostrando uma nação, como a Business Week faz ali, sobre a China, onde ela mostra que tem um centro global para a criação de produtos de ponta. E temos tudo a nosso favor. Podemos fazer daqui a cidade do design. Sei que tem várias ações, junto à Prefeitura. A Prefeitura tem trabalhado nesse sentido: transformar em uma capital criativa. Tem hoje a Firjan apoiando; temos diversas instituições, como o próprio Governo, Secretaria de Desenvolvimento. Isso nunca existiu no nosso setor. Mas é mais importante do que um apoio a um setor; é um apoio a um projeto de nação. Muito obrigado. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Agradeço o Sr. Ricardo Leite pela belíssima apresentação. A Presidência gostaria de registrar e agradecer a presença do Sr. Jésus Mendes Costas, presidente CDE Sebrae-Rio; Sr. Marcos André Rodrigues de Carvalho, coordenador de Economia Criativa da Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Rio; Maurício Chacur, diretor-presidente da INVESTE RIO; Alexandre Andrade da Silva, vice-presidente do Sescon-Rio; Mário Borghini, diretor do Instituto Pereira Passos; Carla Simonelli, gerente de Indústria Criativa, da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro; José Luiz Leite, diretor da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia; Dr. Ahmani, Cônsul do Egito; Dr. Eduardo Duprat, superintendente da Secretaria de Transporte; Luiz Antônio Kallut Nascimento, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, meu companheiro no Conselho Estadual de Juventude; Mauro Varejão, presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos e diretor da Firjan; Alex da Silva Siqueira, pró-reitor de pesquisa da Uezo; Armando Clemente, diretor do Sebrae; Paulo Roberto Silva, gerente financeiro do CIEE; Dr. Zanini Caldas, expositor; Dr. Vitor Montechiari, sócio-proprietário da
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Vínculo Design; Christian Hallot, embaixador da marca H Stern; Leonardo Tomé, sócio-diretor da Holos Design; Mariana Betting Ferrarezi, proprietária da EN2 Design; Ângela Andrade, diretora executiva da Associação dos Joalheiros do Rio de Janeiro; Sra. Ângela Carvalho, expositora; Luiz Antônio Saboya, vice-diretor da Escola Superior de Desenvolvimento Industrial; Sr. Claudio Magalhães, PUC – Rio, e Ney Valle, diretor da Dupla Design. A Presidência gostaria de cumprimentar os estudantes, representando as nossas universidades. Ao longo da nossa solenidade, nós iremos anunciando outras presenças. Gostaríamos de cumprimentar a todos, agradecer a presença de todos, certamente não seremos capazes de fazer justiça nominando um a um. Convido agora o palestrante Guto Índio da Costa, diretor da empresa Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte, para falar sobre o valor econômico do design. Enquanto nosso palestrante se dirige ao microfone, eu gostaria de registrar um telegrama do Ministro Aloísio Mercadante, do Ministério da Ciência e Tecnologia, parabenizando e agradecendo o convite do evento, desejando sucesso a todos os presentes. O SR. GUTO ÍNDIO DA COSTA – Deputado Rafael Picciani, bom dia! Agradeço pela honra de estar aqui. Bom dia a todos! Queria pedir um favor, se aquelas televisões pudessem passar as minhas imagens, porque eu gostaria que o Deputado Rafael pudesse vê-las. O que eu queria lhe mostrar, antes de tudo, e tentar explicar bem o que é essa tal dessa indústria criativa e como é que podemos ganhar dinheiro com isso, como é que o Rio de Janeiro pode se tornar um grande polo criativo. Antes disso, preciso desmistificar uma certa confusão, porque todo mundo associa design com estética. Todo mundo acha que design é aquele que faz ficar bonito o produto, e fazer ficar bonito é apenas uma pequena parte do design. Eu diria que é quase que a consequência; é quase que a última etapa. Fazemos design de diversos produtos e fazer bonito é quase que a última parte, porque a primeira parte é como fazer criativo, como fazer diferente, como fazer inovador. Então, queria lhe mostrar um projeto que fizemos recentemente para uma indústria do interior de São Paulo que fabrica equipamentos de ginástica e acaba de entrar no segmento de equipamentos de musculação.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES O que desenhamos é um sistema onde as torres de peso ficam completamente separadas dos equipamentos de musculação. Por baixo do piso, passa um cabo que conecta o equipamento à torre de pesos. E você regula os seus exercícios, a sua série, através de um sistema digital. Você digita os quilos, sua série, quantas vezes você puxa etc., o sistema regula automaticamente a torre do lado de fora e você faz seus exercícios, em todas as máquinas. Depois, há um cartão que registra a série de exercícios que você fez. Isso é design. A máquina ser bonita ou ser feia - é claro que é importante que ela seja bonita - mas é um aspecto quase que secundário em relação à inovação que existe aqui. Empresas que fabricam equipamentos de musculação, no Brasil são cerca de 80. No mundo, milhares. Se formos a uma feira internacional, acompanhando a empresa Movement, veremos centenas de equipamentos de musculação. O que eles têm, que ninguém tem, é uma patente que defende essa ideia. Por conta dessa patente, nenhum outro fabricante no mundo pode fazer uma sala de musculação com uma torre remota controlada digitalmente. Por isso, temos um produto brasileiro, completamente inovador, diferenciado, único. Se essa indústria, um dia, por razões econômicas, tiver que fabricar em Manaus ou na China, não haverá problema algum. O interessante, o Ricardo estava falando sobre o Steve Jobs, eu gosto muito de citar uma frase escrita atrás do iPhone: “Designed by Apple in California, Assembled in China”. Quer dizer, é feito pela Apple na Califórnia e montado na China. Quem ganha dinheiro nessa história? Não é o chinês. O chinês também ganha dinheiro, mas quem realmente ganha dinheiro é a Apple. A Apple, há 15 ou 20 dias foi manchete nos jornais, talvez por conta dessa crise internacional, mas hoje é a maior empresa de capital aberto dos Estados Unidos. Ela acaba de ultrapassar, em valor de mercado, a Exxon. Não estamos mais na Revolução Industrial. Eu diria que a Revolução Digital também já ficou para trás. Estamos vivendo, agora, a Revolução Criativa. Pela primeira vez na História, uma empresa de criatividade que desenvolve produtos, que desenvolve software, iPads, iPod, iPhones de que tanto gostamos, vale mais do que a maior indústria de petróleo do mundo.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES O que isso tem a ver com o Rio de Janeiro? Tem a ver porque, curiosamente, neste momento, o Rio de Janeiro está inteiro focado no boom que teremos nos próximos anos, a indústria de petróleo. Fora o crime ambiental que certamente ajudaremos a cometer, e possivelmente o crime à humanidade que também ajudaremos, porque a indústria do petróleo mata indiretamente quase um milhão de pessoas por ano por conta de poluição e problemas de doenças, fora esse lado, ninguém é contra a exploração e que se ganhe muito dinheiro explorando petróleo. Acontece que poucos países no mundo, que exploraram petróleo durante sua História, conseguiram transformar a riqueza do petróleo em educação, em cultura. Fora a Inglaterra, fora a Noruega, todos os outros grandes produtores de petróleo não conseguiram fazer suas civilizações vencedoras, civilizações dignas, em que a população tenha conseguido acesso à educação, à cultura, à competitividade internacional. Vamos viver esse paradigma aqui no Rio de Janeiro. Se as estimativas estiverem certas, em 2015 o Brasil vai exportar dois milhões de barris de petróleo por dia. O Rio tem grande fatia disso. Dois milhões de barris de petróleo, se a gente fizer uma média de cem dólares o barril, nós estamos falando de duzentos milhões de dólares por dia. O que isso muda a vida da gente? Nós seremos um país, finalmente, rico. Teremos um novo pólo petrolífero bacana. Mas, se esse dinheiro não for revertido em educação, em melhoria de vida e da qualidade de vida e da cultura das pessoas – esse petróleo acaba em vinte, trinta anos – como vamos ficar? O que vai sobrar? Assim, enquanto o mundo todo, que hoje valoriza mais uma Apple do que uma Esso, enquanto o mundo todo entende agora que futuro está na indústria criativa, que o petróleo é uma indústria do passado, a gente precisa ter muito claro, neste momento de Brasil e de imenso boom do petróleo, que nós estamos explorando uma indústria do passado e que a indústria do futuro é a indústria criativa. Eu queria mostrar, Deputado, depois da superabrangente e internacional palestra do Ricardo, alguns exemplos aqui da esquina, de enorme relevância. Acho que são um bom exemplo de como o design pode, realmente, fazer uma grande diferença na economia do nosso Estado.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Vou pedir de novo para reproduzir a imagem na tela ali, por favor. Ótimo. Está ali um ventilador Spirit. Esse produto é desenhado no Rio de Janeiro, fabricado no Rio de Janeiro. O design tem importância nele, não porque ele é mais ou menos bonitinho. Não é a questão estética que faz a diferença. O que faz diferença é que o produto usa quatro peças em vez de sete ou oito, como a maioria dos outros ventiladores. É um produto que usa plástico de engenharia, chamado policarbonato, plástico que encapsula diretamente o motor: o motor é diretamente encapsulado na carenagem plástica. De novo, é um produto que tem sua patente e, por conta dessa patente, é único. Foi exportado e é um grande sucesso do Rio de Janeiro, hoje, no mercado brasileiro inteiro. Em 2010, quase dez anos depois de ter entrado no mercado, conseguiu recorde absoluto de venda. Esse produto faz uma indústria, que fabricava fitas cassete há dez anos, viver de fabricar ventilador de teto. Esse produto faz com que centenas de distribuidores, representantes de venda e varejistas vivam dele. Um único produto de design pode gerar uma economia imensa ao seu redor. Recentemente, essa empresa aqui do Rio teve oportunidade de exportar para os Estados Unidos, uma venda tão grande que triplicaria o faturamento e a produção anual da Spirit. Só que para conseguir exportar para os Estados Unidos, possivelmente eles estão sendo obrigados a fazer fora do Brasil, porque o custo de fabricar no Rio de Janeiro inviabiliza que o produto entre nos Estados Unidos com um custo competitivo. Possivelmente, eles vão fabricar na China, o que não é um grande problema, porque se a patente é brasileira, se os royalties da venda desse produto vêm para um empresário brasileiro, dono dessa patente, nós estamos falando de uma pequena Apple. A Apple fabrica na China, mas o dinheiro está na Califórnia. Se precisarmos fabricar na China ou no Vietnã, não interessa. Evidentemente, o mundo é ágil e vai correr atrás da melhor oportunidade. Se amanhã o Vietnã fabricar mais barato e melhor do que a China as indústrias todas vão fabricar no Vietnã. Mas onde está a propriedade intelectual? De quem é a marca Spirit, de quem é o produto, o direito de fabricar aquele produto? Esse é o valor da indústria criativa. Esse é o valor, e não interessa se vai ser fabricado aqui ou se vai ser fabricado fora porque a maior fatia vai sempre vir para o dono da marca e para o dono da patente. Eu queria mostrar alguns outros exemplos, Deputado. Por exemplo, nós trabalhamos muito tempo em uma grande multinacional, a GE, que
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES produz também em algumas fábricas do mundo – uma delas fica em Campinas, outra em Ortolândia, há fábricas no México – um produto desenvolvido aqui no Brasil e exportado para mais de 60 países. De novo, esse é o poder do design. O produto ser vendido em 60 países, agradar consumidores de 60 países tem um valor muitíssimo maior do que onde ele é fabricado. Eu queria, através desses exemplos, mostrar que o mundo corre do tangível para o intangível. Aqui é o exemplo que eu já mostrei, da Movement. Quanto eu falo do tangível para o intangível, o que eu quero dizer? Que não interessa onde estão as minhas máquinas, não interessa onde está a minha fábrica. Interessa onde está a minha criação, onde está registrada a minha criação. Vou dar um último exemplo aqui, também de um empresário paulista, que detém a patente de invenção dessa banheira que funciona através do telefone: você liga para a banheira e ela prepara o seu banho; quando o banho está pronto, ela liga de volta. Parece uma brincadeira, mas é uma nova forma de nos comunicarmos com os produtos que nos cercam. Em vez de apertar botão, você conversa com a banheira – amanhã, certamente, vamos conversar com o automóvel, com a geladeira, com os outros produtos todos. Esse empresário hoje fabrica em Santa Rita do Sapucaí, em Minas. A empresa dele não tem nenhuma máquina, não tem nenhuma fábrica, não tem nada, tudo é terceirizado. Mas ele tem a patente de invenção da ideia do projeto dele, ele tem os registros de design do produto que desenhamos, ele hoje tem um showroom de vendas em Miami e um showroom de vendas em Dubai. Ele está entrando no processo de vender a banheira dele e os outros produtos da marca internacionalmente através desses showrooms. Se o produto de Dubai vai ser fabricado no Brasil eu não sei, e isso também não é relevante. Possivelmente, ele vai acabar tendo um segundo polo de fabricação. Mas, de novo, ele é o dono do produto, ele é o dono da marca. É para ele que virá o fluxo financeiro importante. Eu não vou me alongar, mas o que eu queria realmente explicar é que o mundo da revolução criativa, o mundo da indústria criativa, é completamente livre. Ele pode estar em qualquer lugar, não precisa estar ao lado da máquina, não precisa estar ao lado da fábrica. Eu vejo com tristeza e curiosidade a notícia de ontem no jornal: o Brasil está disputando quem vai sediar a fábrica da Foxconn.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES A Foxconn é a empresa que fabrica produtos licenciados da Apple. Estava ontem no jornal que Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, se não me engano, estão disputando a tapas a fábrica da Foxconn. São 20 mil empregos; os estados estão dando os terrenos, estão ajudando com todo tipo de subsídio. Eu não sou contra, evidentemente. É ótimo ter uma fábrica da Foxconn no Brasil. Mas o nosso foco tinha que estar não em atrair as Foxconns. O nosso foco tinha que estar em atrair as Apples, porque o dinheiro e o resultado econômico que pode trazer uma Apple são infinitamente superiores a quem fabrica. Então, acho que o Rio de Janeiro, como o Ricardo maravilhosamente mostrou, tem todo potencial de se tornar um grande pólo criativo, porque somos realmente uma cidade linda; temos realmente oportunidade de atrair capital criativo e intelectual para cá e quero lembrar o exemplo de Barcelona, que é tão citado nesse momento de pré-olimpíadas. Barcelona também passou por uma olimpíada e renovou completamente a sua cidade. As pessoas falam isso como se fosse a maior vitória de Barcelona, mas não é. Além de Barcelona ter renovado a sua cidade, ser hoje uma cidade agradável, humana, limpa, bonita, arrumada, uma cidade excelente de se morar e de se trabalhar, o grande trunfo de Barcelona foi ter conseguido atrair, depois das olimpíadas, para si a indústria criativa. O número de designers hoje em Barcelona, que trabalham para o mundo todo, o número de empresas que fazem produtos em Barcelona, na Catalunha, e que exportam para o mundo todo... Barcelona conseguiu reformular, através das Olimpíadas, completamente a sua parte urbanística, as suas políticas públicas e atrair um grupo de criativos tão importantes, que se tornou um grande pólo criativo internacional. Eu encerro então, torcendo para que o Rio de Janeiro consiga aproveitar essa onda tão fantástica que estamos vivendo; essa oportunidade de renovação urbana para as olimpíadas; essa oportunidade de riqueza enorme do petróleo e que consigamos transformar o Rio, quem sabe, no maior pólo de atração e de indústria criativa do Hemisfério Sul pelo menos. Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Parabéns, Guto, pela belíssima apresentação. Por essa mensagem otimista que o Rio de Janeiro. É um estímulo para que todos nós, a partir de hoje, saiamos daqui com uma nova ideia e um novo empenho no que diz respeito ao design e à cadeia criativa no nosso Estado.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Quero anunciar as seguintes presenças: Sr. Álvaro Macedo, Diretor da Totvs; Isabela Figueiredo, Diretor da Brasilidade Eventos; Sérgio Malta, da Firjan; Sra. Camila Penteado, do Instituto Pereira Passos; Lena Lundgren, Oficial de Chancelaria do Consulado da Suécia; Guilherme Faria, Modo Design; Roberto Hirth, sócio da Mendes Hirth; Luci Rosane Dutra, da Deco Sustentável; Tereza Trinckquel, Coordenadora de Projetos da Rede de Tecnologia; Dominique Magalhães, da Dom Diálogo; Sr. Leonardo Eyer, da Bold; Billy Bacon, Diretor de Criação da Bold; Sr. Rodrigo Westing, expositor; Elisa Taunay, designer; Gilson Martins, da Gilson Martins designer; Arthur Cesar Menezes, Diretor da Fetranspor; Jorge Lima, do Clube de Engenharia; Renato Valente Pimentel, Diretor do Banco Bonsucesso S.A. e o Sr. Luiz Freixo, Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria Madalena, cidade pela qual tenho um carinho enorme. Peço desculpas pela pronúncia de alguns nomes, além da dificuldade natural. Às vezes, há uma dificuldade na leitura. Passamos às perguntas. Vejo que os presentes, de maneira muito acanhada, iniciaram o envio das perguntas. A primeira pergunta é destinada a você, Ricardo, do Sr. Celso Carvalho, analista: “Como o design pode aumentar a produtividade de uma empresa, considerando que o design é transversal?” O SR. RICARDO LEITE – O design pode aumentar a produtividade das empresas por meio de seus produtos, de serviços e de muitas formas. Como tentei dizer antes, como o design é transversal, de alguma forma ele atua hoje no entendimento do negócio. A primeira fase é analítica, profunda, onde precisamos entender as necessidades daquele negócio, seu público, quais são os objetivos estratégicos daquela empresa para então, depois, definir qual seria a solução adequada – não existe solução boa ou ruim; existe a adequada – às necessidades, e então, implementá-las. Como o Guto disse, a etapa final é onde você vai desenvolver a forma, a parte estética, que vai resolver e comunicar aquilo de forma expressiva. Dando um exemplo: quando a Crama teve o desafio de desenvolver lojas para a Oi - uma empresa enorme daqui do Rio de Janeiro tínhamos que fazer quarenta lojas que iriam ser abertas simultaneamente, o grande desafio não era fazer uma loja bonita arquitetonicamente, o grande desafio era como
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES poderíamos fazer uma solução modular que pudesse ser construída em escala industrial, ou seja, haveria uma fábrica produzindo as peças separadamente, com uma forma de montagem que barateasse o custo. Trabalhamos pensando o tempo todo em menor obra civil, jogando todos os elementos para as paredes das lojas, deixando pouca parte de obra civil para que diminuísse o custo. Pensamos em sistema de painéis. O público não percebe, mas são sistemas de painéis que podem ser customizados de acordo com o local daquela loja. Então, se estivermos num shopping de alto valor, a oferta, o mix de produtos a ser vendido pode ser um; se estivermos num shopping de baixo valor ou numa loja de rua de uma cidade do interior a oferta pode ser diferenciada. A percepção de qualidade do ambiente da loja é a mesma, ou seja, com isso a Oi transmite respeito ao seu cliente. Ele não trata de modo diferente um cliente de maior ou de menor renda. Então, esse era um desafio que tínhamos. O nosso objetivo principal fez com que as lojas pudessem ser implementadas num prazo muito menor. Isso gera, logicamente, resultado financeiro para a empresa. Ao se padronizar e tornar essa montagem modular se ganha velocidade e redução de custo, porque se pode produzir em escala. Este é só um exemplo de como o design trabalha junto. O design não trabalha de modo isolado. Trabalhamos em conjunto com os executivos, com as empresas. É muito importante esse diálogo. Trabalhar de modo colaborativo é fundamental para que se consiga esse resultado. A oferta do mix de produtos, tudo isso tem que ser planejado, tem que ser entendido, e ninguém melhor do que o próprio cliente para saber os seus objetivos. Tentando responder, e nem sei se consegui responder exatamente sobre esse método transversal, onde você não está só entrando na etapa final de embelezamento que estaria meio relacionada ao que se chama de styling, porque o designer era aquele sujeito de muito bom gosto que deixava as coisas bonitas; o Guto falou muito sobre isso. Mas quando você entra na compreensão do negócio, evidentemente você pode atuar de modo eficiente que gera resultado financeiro. O designer pode atuar inclusive na própria concepção do produto, criando o produto, antes de ele existir. Já tivemos caso, também, de trabalhos em que fomos chamados para fazer uma coisa e, ao longo do desenvolvimento do projeto, praticamente se
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES reescreveu o briefing, porque detectamos necessidades que não estavam claras e que percebemos – a empresa, junto com nossa equipe de especialistas – ao longo das pesquisas, das observações. Então, revimos, revisamos muito do que estava sendo feito, fazendo ajustes – esse processo de vai e vem é natural –, mas o que o designer faz, no fundo, é pensar de modo inteligente os negócios. O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Obrigado, Ricardo. Anuncio a presença do Deputado Dionísio Lins, Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia desta Casa, e passo à próxima pergunta, que é direcionada aos nossos dois palestrantes. A pergunta é do Gamba Júnior, coordenador do programa de pós-graduação da PUC-Rio: “O primeiro programa de pós-graduação em designer da América Latina é do Rio de Janeiro. Dos 13 programas de pósgraduação do Brasil, dois estão na Cidade do Rio de Janeiro. Como vocês veem a participação das pesquisas acadêmicas nesse contexto de incentivo ao design?” O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Ricardo prefere? Ou Guto? O SR. GUTO ÍNDIO DA COSTA – Eu começo e, se quiser, depois o Ricardo complementa. Vejo mais até do que isso. Acho, como eu mesmo expliquei o tempo todo, que para conseguirmos ser um polo criativo precisamos de pessoas muito bem formadas. Só vai ser um grande player do design internacional se houver no Rio de Janeiro excepcionais designers. Vinte anos atrás – um pouco mais até do que isso –, quando eu resolvi estudar design, as faculdades e o ensino de design no Brasil eram extremamente distantes do que existia fora do País. O que aconteceu nesses 20 anos foi um passo tremendo da academia. Acho que o Rio de Janeiro tem uma enorme relevância nesse processo. Cito a Esdi, a própria PUC, as outras faculdades de design. Não só na pós-graduação, acho que houve uma melhoria imensa da formação do designer no Rio de Janeiro. Sem isso, não é possível imaginar um Rio de Janeiro criativo. Acho isso da maior importância. O SR. RICARDO LEITE – Eu queria só complementar com um dado que acho que cabe aqui. Em janeiro, fui convidado a participar de um evento na Índia sobre empreendedorismo, mas que tinha um nome que algumas pessoas aqui talvez conheçam, Design Thinking. Era um congresso sobre o raciocínio do negócio, ou seja, empreendedorismo através da metodologia do design. Lá, conheci pessoas do
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES mundo todo que estão interessadas nesse tema. O mais curioso ainda é que fui convidado a falar – vou semana que vem, no dia 22 – na Parsons, The New School for Design, em Nova Iorque. O que eles querem saber? Na verdade, existe um grupo de pesquisadores nessa universidade americana – uma das maiores do mundo, mais importante – interessado em saber o que está acontecendo com o design no Brasil neste momento de crescimento econômico. Esse é o objetivo deles: estão tentando entender, estão querendo saber o que está acontecendo na China, na Índia, no Brasil e até em outras economias que não fazem parte do Brics, como o México. Estão convidado pessoas desses locais e eles são pesquisadores. Na verdade, esses grandes centros econômicos estão muito interessados em saber como nós, países de economia emergente, estamos lidando com isso. Acho que isso responde a importância que existe da pesquisa, tanto aqui quanto no mundo. Então, essa área de pesquisa, capitaneada aqui no Rio, com brilhantismo, pela PUC e outras instituições – Fundação Getúlio Vargas – mas, na área de design a PUC realmente é um expoente, eu acho que isso tem que ser incentivado e continuado, porque é exatamente dessa reflexão que nós vamos construir um capital humano, como diz o Guto, qualificado, e uma nação competitiva. O SR. PRESIDENTE (Rafael Picciani) – Obrigado, Ricardo. Bom, eu queria agradecer a todos e dizer que, havendo outras perguntas, os formulários serão encaminhados aos palestrantes e o grupo do Cerimonial está à disposição para receber esses questionamentos e encaminhá-los. Eu gostaria de parabenizar o Departamento de Comunicação e Cultura da Alerj pela belíssima iniciativa; o Fórum Permanente de Desenvolvimento Econômico da Alerj, Fórum Roberto Marinho, na figura da Geiza. Quero agradecer à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e, com isso, simbolizar a parceria do governo do Estado neste evento. Agradecemos ao sistema Firjan o apoio e suporte; aos designers; aos demais convidados e participantes, Guto, Roberto, Dulce, todos que certamente representam um divisor de águas na indústria criativa. Eu sou um aprendiz neste Parlamento, é meu 1º mandato, mas dedico entusiasmo ao meu mandato e esse entusiasmo aumenta com esse belíssimo momento que o Estado do Rio de Janeiro vive, em todos os segmentos. Tenho certeza de que o design não ficará fora desse momento, desse campo de oportunidades que vivemos.
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA E DEBATES Espero, sim, que nossos produtos possam agregar valor, permitam geração de renda em todos os segmentos, não só dos produtos a que estamos habituados, como também, através da formação que o Rio de Janeiro tem oferecido a quem busca essa carreira, o desenvolvimento de novos produtos, de novas tecnologias que marquem, de fato, a capacidade da nossa população e do nosso Estado de produzir. Quero parabenizar o Presidente desta Casa, Deputado Paulo Melo, que tem aberto as portas do Parlamento para a sociedade, para os setores desenvolvimentistas de nosso Estado, porque tem apoiado todas essas iniciativas. Parabenizo a todos. Espero que o Rio de Janeiro busque, através dessa parceria com a Alerj, avançar numa legislação que estimule e proporcione mais segurança e comodidade àqueles que buscarem esse viés de atuação e, com isso, termos aqui um celeiro de produções. Agradeço a presença de todos e os convido para a abertura da Mostra de designers do Rio de Janeiro, a se realizar no 3º andar desta Casa. Espero que essa seja a primeira de muitas vezes que nós nos encontraremos na Alerj, para avançar e tornar esse trabalho um trabalho permanente no Estado do Rio de Janeiro. Muito obrigado a todos. Boa tarde. Fiquem com Deus. (Palmas)

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