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Trabalho Dureza AV

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No estudo da ciência dos materiais, bem como no seu dimensionamento, são de grande importância vários parâmetros obtidos através

de ensaios mecânicos. Pode definir-se ensaio mecânico de um material quando este é submetido à acção de agentes externos, como esforços e outros. O presente trabalho tem como objectivo proposto definir e caracterizar durezas e ensaios de durezas mais utilizados a nível industrial. Para cada tipo de material a ser aplicado na indústria, existem vários tipos de dureza que têm que ser consideradas, tais como Rockwell, Vickers, Brinell, Shore e Knoop que são os mais utilizados. Sendo assim, no presente trabalho foram desenvolvidos todos os temas de ensaios de dureza propostos, incluindo na maioria deles as suas vantagens, limitações e desvantagens nos ensaios de dureza. Também foi referido outros tipos de durezas que são menos utilizadas na indústria.

Introdução

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Dureza é resistência à penetração do material, é a propriedade mecânica de um material apresentar resistência ao risco ou à formação de uma marca permanente quando pressionado por outro material ou por marcadores padronizados. Características da área superficial ou profundidade são medidas e relacionadas com um valor numérico que representa a dureza do material. Esta é baseada na tensão que o penetrador necessita para vencer a resistência superficial do material. A dureza do material, tal como, a resistência mecânica, depende das forças de ligação entre átomos, iões ou moléculas. Uma das características mais importante das durezas é a relação com o limite de resistência. A primeira escala de dureza aparecer foi a escala de Mohs, em que consiste a uma escala de 10 minerais padrão organizados de tal forma que o diamante, material mais duro, risca todos os outros, (Tabela 1). Este tipo de ensaio é pouco utilizado em materiais metálicos, sendo mais aplicado no campo da minerologia.

Dureza

Tabela 1 – Escala de Dureza de Mohs (ano de 1822)

Assim deste modo podemos começar por falar no objectivo que nos foi proposto neste trabalho, falando nos variados tipos de ensaios de dureza que existem.

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K). É o método mais utilizado internacionalmente. para garantir um contacto firme entre o penetrador e o material ensaiado. feita pela indústria Rockwell. (Figura 2). F. O número de dureza Rockwell é sempre citado com o símbolo HR. B. 3 . a carga do ensaio inicialmente aplica uma précarga. em 1922. isenção de erros humanos. constituído por cone de diamante com 120o de conicidade. que contém esfera de aço temperado. de acordo com uma escala predeterminada. facilidade em detectar pequenas diferenças de durezas e pequeno tamanho da impressão. Por todas estas razões de seguida explica-se em que consiste este ensaio: • Neste método. H. adequada à faixa de dureza do material (Figura 1). seguindo da escala mais utilizadas nos processos Industriais (A. Os penetradores utilizados na máquina de ensaio de dureza Rockwell são do tipo esférico. C. Rockwell. D. dos Estados Unidos. A leitura do grau de dureza é feita directamente num mostrador acoplado à máquina de ensaio.A partir do século XX houve grandes progressos no campo de determinação de dureza. onde a leitura é efectuada directamente na escala da máquina. ou cónico. de seguida aplica-se a carga do ensaio propriamente dita. Dureza Rockwell A Profundidade de penetração é relacionada pela máquina em um número abusivo. devido à rapidez e à facilidade de execução. E. Ensaio de Rockwell Figura 1 – Mostrador com escala para a leitura do grau de dureza. desenvolveu um método de ensaio de dureza que utiliza um sistema de pré-carga e carga aplicada. G.

no primeiro passo a aproximação da esfera de aço (penetrador) à superfície do corpo de prova. que estão esquematizados na seguinte Figura 3: Figura 3 – Descrição do processo ensaio de Rockwell Neste processo temos. o corpo de prova é submetido a uma pré carga. na escala apropriada. no segundo passo. Para finalizar temos o quarto passo onde retiramos a carga maior e efectuamos a leitura do valor indicado no mostrador. 4 . A partir do terceiro passo aplicamos uma carga superior até o ponteiro parar.Figura 2 – Penetradores utilizados para ensaio de dureza Rockwell Assim deste modo podemos então descrever este processo em quatro passos.

Para avaliação de dureza em folhas finas. a máquina mais precisa que mede a dureza de Rockwell superficial. ou lâminas. ou camadas superficiais de materiais temos. deve-se fazer a leitura do resultado na escala externa do mostrador. Neste processo o valor indicado na escala do mostrador é o valor da dureza Rockwell. Por outras palavras. em que apenas difere a precisão dos seus componentes.Quando utilizamos o penetrador cónico de diamante. Para avaliação de dureza em geral temos a máquina padrão que mede a dureza de Rockwell normal. como temos no mostrador representado anteriormente (Figura 1). Figura 5 – Exemplo de durómetro para ensaio de dureza Rockwell 5 . Figura 4 – Esquema da profundidade produzida por um penetrador cónico de diamante Ensaio de Rockwell pode ser realizado por dois tipos de máquinas. de cor preta. a profundidade da impressão produzida pela carga maior é a base de medida do ensaio de Rockwell (Figura 4). ambas têm a mesma técnica de execução. Este valor corresponde à profundidade alcançada pelo penetrador.

Por exemplo. para medirmos a dureza de Rockwell. (Tabela 3). que são determinadas em função do tipo de penetrador e do valor da carga maior. (Tabela 2).Após de já termos falado das máquinas existentes para o ensaio de dureza temos também que referir que. Nos ensaios de dureza Rockwell superficial a pré-carga é de 3 kgf e a carga maior pode ser de 15. nos ensaios de dureza Rockwell normal utilizamos uma pré-carga de 10 kgf e a carga maior pode ser de 60. 100 ou 150 kgf. Tabela 2 – Escalas de Dureza Rockwell normal 6 . vamos também necessitar de variadas escalas. 30 ou 45 kgf. Nas seguintes tabelas estão representadas as escalas mais utilizadas nos processos industriais.

não podem ser comparados entre si quanto à dureza. Entretanto podemos dizer que o ensaio Rockwell também mostra limitações. Assim deste modo podemos dizer que o número de dureza Rockwell deve ser seguido pelo símbolo HR. Outra importante limitação neste ensaio é que o resultado de dureza não tem relação com o valor de resistência à tracção. • Vantagens de dureza Rockwell Elimina o tempo necessário para a medição da impressão. o resultado é lido directamente e automaticamente na máquina de ensaio. É um ensaio rápido e livre de erros de operadores. Por exemplo. o valor apresentado antes é o valor de dureza obtido no ensaio e a ultima letra indica qual a escala empregada. O símbolo HR indica que se trata do ensaio de dureza Rockwell. materiais que apresentam dureza no limite de uma escala e no início de outra. para compreender a informação contida na coluna faixa de utilização. isto é. precisamos de saber como são representados os valores de dureza Rockwell. realizando impressões reduzidas. • Principais normas para dureza Rockwell  ASTM E18 7 . como por exemplo em linhas de produção. Este ensaio tem uma maior utilização em laboratório e na indústria.Tabela 3 – Escala de dureza Rockwell superficial Em ambas as tabelas. as suas escalas não têm continuidade. Utiliza penetradores pequenos. isto é. para verificação de tratamentos térmicos ou superficiais.

durante um tempo t. Dureza Brinell Figura 6 – Força exercida ao penetrador esfera de aço (Brinell) Figura 7 . ISO 6508-1 O método Brinell é um método de medição da dureza. “P” é o valor da carga aplicada (em kgf). 8 . de diâmetro D. que quer dizer dureza Brinell. Foi o primeiro ensaio de dureza normalizado e amplamente utilizado na engenharia e metalurgia. que utilizou pela primeira vez uma esfera de aço.Esfera de aço (Brinell) com diâmetro de impressão (d) e penetrador (D) O número Brinell de dureza (HB) é função da carga aplicada e do diâmetro da impressão resultante e pode ser obtido através da seguinte relação: Onde. cuja representação vem do inglês Hardness Brinell. feito de aço de elevada dureza. em 1990. produzindo uma forma esférica de diâmetro d. ambos em milímetros. O ensaio de dureza Brinell consiste em comprimir lentamente uma esfera de aço temperado. utilizado principalmente nos materiais metálicos. polida e limpa de um metal.A. O teste é efectuado com um penetrador de formato esférico com 10 mm de diâmetro. (Figura 6 e Figura 7). “D” é o diâmetro do penetrador e “d” é o diâmetro da impressão resultante. sobre uma superfície plana. por meio de uma carga F. Esta dureza é representada pelas letras HB. Este Método foi criado por J. Brinell.

Para encontrar o valor de HB solicitado devemos procurar na primeira coluna da tabela a linha correspondente ao valor de diâmetro de impressão. é realizado com carga de 3. Tabela 4 – Tabela de dureza Brinell em função ao diâmetro da impressão. proposto por Brinell. Este valor está associado à dureza HB. 9 .Figura 8 – Instrumento para ensaio dureza Brinell A aplicação da fórmula pode ser evitada. (Tabela 4). usando tabelas apropriadas que estabelecem o valor da dureza pelo diâmetro da impressão. O ensaio padronizado. de aço temperado. na segunda coluna. que aparece na mesma linha.000 kgf e esfera de 10 mm de diâmetro.

A tabela a seguir mostra os principais factores de carga utilizados de dureza e indicações (Tabela 5). • Uma das grandes desvantagens do ensaio Brinell é o tamanho do penetrador. especialmente para materiais com estruturas heterogéneas. A seguir vamos apresentar uma tabela com diâmetros de esferas mais utilizados e os valores de carga para cada caso. Este método é o melhor para a medição da dureza macro-dureza de um material. A impressão obtida é muito grande para peças acabados e não é utilizado em metais que sofreram tratamento superficial. tendo em conta possíveis estruturas policristalinas e heterogeneidades do material. desvantagens ensaio de dureza Brinell e limitações do . Tal como já tínhamos referido antes. 10 Vantagens. Não é aplicável em peças muito finas ou em metais muito duros. a esfera do teste Brinell provoca um entrosamento mais profundo e mais largo. este ensaio pode ser efectuado por vários diâmetros de esferas. Com isto a dureza medida no teste abrange uma porção maior de material. resultando numa média de medição mais precisa. A espessura mínima é indicada em normas técnicas de método de ensaio. é um método relativamente lento para produção industrial. que muitas vezes causa danos consideráveis à peça analisada. O diâmetro da esfera é determinado em função da espessura do corpo de prova ensaiado. mediante o factor de carga escolhido (Tabela 6). faixas de dureza e indicações.Para padronizar o ensaio. Tabela 5 – Factores de carga utilizados. foram fixados valores de factores de carga de acordo com a norma de dureza e o tipo de material. Comparada a outros métodos. Tabela 6 – diâmetros de esferas e valores de carga.

já referido anteriormente (Dureza Rockwell. que possibilita medir qualquer valor de dureza. Esta dureza baseia-se na resistência que o material oferece à penetração de uma pirâmide de diamante de base quadrada e ângulo entre faces de 136o. sobe uma determinada carga (Figura 10). Esse ângulo corresponde ao ângulo de ataque da condição ideal do penetrador esférico Brinell para o qual d/D=0. Dureza Brinell). Dureza Vickers Figura 9 – Penetrador esférico Brinell Figura 10 – Penetrador pirâmide regular Vickers Este ensaio ficou conhecido por dureza Vickers porque a empresa que fabricava as máquinas mais difundidas para operar com este método chamava-se Vickers-Armstrong. Somando aos outros dois métodos. Este método leva em conta a relação ideal entre o diâmetro da esfera do penetrador Brinell e o diâmetro da calota esférica obtida e vai além porque utiliza outro tipo de penetrador.375. como mostra a Figura 9. Mas isto não quer dizer que o ensaio Vickers resolva todos os problemas de avaliação de dureza dos materiais. Dureza Vickers é representada pelas iniciais HV. O método dureza de Vickers utiliza um único tipo de penetrador que consiste numa pirâmide regular de diamante com base quadrada e ângulo entre as faces opostas igual a 136o (Figura 10). coube a Smith e Sandland o mérito de desenvolver um método de ensaio que ficou conhecido como ensaio de dureza Vickers. é um bom caminho para atender às necessidades de processos industriais cada vez mais exigentes e sostificados. incluindo desde os materiais mais duros até os mais moles. Essa relação é expressa matematicamente do seguinte modo: 11 . pela área de impressão (A) deixada no corpo ensaiado.• Principal norma de dureza Brinell  ASTM E10 Em 1925. em que o seu valor é o quociente da carga aplicada (F) (Figura 10).

por meio de um microscópio acoplado. Conhecendo as medidas das diagonais. é possível calcular a área da pirâmide de base quadrada (A). Figura 12 – Microscópio acoplado experimental para medir dureza vickers. (Figura 12). (Figura 11). Figura 11 – Medidas das diagonais d1 e d2 formados pelos vértices opostos da base da pirâmide. utilizando a fórmula: Voltando à formula para cálculo da HV e substituindo A pela fórmula acima. mas permite obter.A máquina que faz o ensaio Vickers não fornece o valor da área de impressão da pirâmide. temos: 12 . as medidas das diagonais (d1 e d2) formadas pelos vértices opostos da base da pirâmide.

Por uma questão de padronização. a força deve ser expressa em quilograma-força (kgf) e o “d” corresponde à diagonal média. 440 HV 30/20. usando a seguinte fórmula: O resultado da fórmula anterior deve ser expresso em milímetros. O tempo normal de aplicação da carga varia entre 10 a 15 s. só que utiliza cargas menores que 1 kgf. 4. tais como superfícies tratadas ou para determinação de dureza em microestruturas. A carga pode ter valores tão pequenos como 10 gf. indica-se o tempo de aplicação após a carga. 10. independentemente da carga utilizada. pois as impressões são sempre proporcionais à carga. 60. devemos converter para milímetros o resultado. 3. Por exemplo. ao contrário do que ocorre no Brinell. No caso de a máquina der o resultado em mícron. Na microdureza. Quando a duração da aplicação de carga é diferente. 80. A dureza Vickers é representada pelo valor da dureza. Neste método. 2. 120 kgf. as cargas podem ser de qualquer valor. o valor de dureza será o mesmo. a representação 440HV30 indica que o valor da dureza Vickers é 440 e que a carga aplicada é de 30 kgf. 5. o ensaio feito na máquina Vickers é o ensaio de dureza Brinell. ou seja está fora dos parâmetros de 10 a 15 s. 100. as cargas recomendadas são: 1. para um mesmo material. utiliza-se o ensaio de microdureza Vickers. 13 . Para cargas acima de 120 kgf.Na fórmula anterior. 30. Deste modo. o último número indica que a carga foi aplicada por 20 s. como a carga aplicada é pequena. Em aplicações específicas. Este ensaio tem o mesmo método que o ensaio Vickers. 40. Assim escreveríamos deste modo. seguido do símbolo HV e de um número que indica o valor da carga aplicada. a impressão produzida é microscópica (Figura 13). 20. Neste caso. em vez do penetrador de pirâmide de diamante pode--se também usar esferas de aço temperado de 1 ou 2 mm de diâmetro na mesma máquina.

que alteram muito os valores reais de dureza. Quando se usam cargas menores do que 300 gf. o polimento electrolítico.375 mm entre o diâmetro da calota esférica (d) e o diâmetro da esfera do penetrador Brinell (D). medindo todas as gamas de valores de dureza numa única escala. não inutilizam as peças. por ser de diamante. na maioria dos casos. de preferência. seja qual for a carga aplicada. A máquina de dureza Vickers requer verificação constante. pode haver recuperação elástica. por metalografia.Figura 13 – Imagem ampliada da impressão produzida microscópica. obrigatoriamente. A preparação do corpo de prova para microdureza deve ser feita. (Figura 14). é praticamente indeformável. Este ensaio aplica-se a materiais de qualquer espessura e pode também ser utilizado para medir durezas superficiais. dificultando a medida das diagonais. O penetrador. para evitar o encruamento superficial. • Principais normas de dureza Vickers  ABNT NBRNM188-(05/1999)  ASTM C1327-03  ISO 6507 (1997) 14 . Deve-se ter cuidados especiais para evitar erros de medida ou de aplicação de carga. sem deformação e de tamanho compatível com o visor da máquina. pois qualquer erro na velocidade de aplicação da carga traz grandes diferenças nos valores de dureza. • Vantagens e limitações do ensaio de Vickers O ensaio Vickers fornece uma escala contínua de dureza. mesmo acabadas. O uso de cargas diferentes é necessário para se obter uma impressão regular. usando. • Comparação entre Vickers e Brinell O ensaio Vickers produz valores de impressão semelhantes aos da dureza Brinell. As impressões são extremamente pequenas. Isso ocorre porque o ângulo de 136o da ponta de diamante produz uma impressão que mantém a relação ideal de 0.

encontra ao ser pressionado sobre o corpo de prova. Neste método temos dois tipos de escalas:  Shore A. é utilizada para os materiais mais rígidos (Figura 16).Figura 14 – Exemplo comparação de Vickers com Brinell. medindo a penetrabilidade.  Shore D. 15 . (Figura 15). é usada para os materiais mais flexíveis. A Dureza fica determinada pelo grau de esforço que um determinado tipo de penetrador. isto é. a maior ou menor reacção consequente da deformação. que está ligado a um sistema de mola calibrada (tabela 7). Este é o método de dureza que melhor se aplica aos materiais poliméricos. Dureza Shore Esta dureza permite determinar a dureza das borrachas vulcanizadas e dos plásticos por meio do durómetro.

As escalas Shore A e Shore D são indicadas para a medição de dureza de borrachas/elastómeros e usadas também para plásticos “moles” como poliolefinas.Figura 15 – Dureza Shore A Figura 16 – Dureza Shore D Para ensaios de dureza por choque. C. é específico para medição da dureza relativa em borrachas e plásticos moles. As escalas A e D são as mais utilizadas. medidas úteis da resistência relativa à penetração para várias gamas de polímeros. ao contrário da escala D que é usada para borrachas mais “duras”. OO. duas diferentes extensões do penetrador e duas diferentes especificações dos suportes. OOO. DO. fluoropolímeros e vinis. que corresponde ao Shore D. B. D. não há correlação entre escalas. M. A escala A é usada para borrachas “moles”. do que no tipo A. As leituras são adimensionais. Entretanto. a leitura obtida é zero. O. o método mais utilizado é conhecido por ensaio de dureza Shore. cinco diferentes molas. OOO-S e R foram criadas utilizando sete formas diferentes de penetradores. Como os materiais respondem de forma diferente às diferentes escalas. A escala “M” usa uma mola de pouca força e foi desenvolvida para permitir o teste de pequenas peças como anéis “O” que não podem ser testados na escala A normal. que corresponde ao Shore A. • Vantagens e Desvantagens Dureza Shore Os resultados obtidos deste teste são. Se não ocorrer penetração. O Durómetro Shore A. As diferentes escalas Shore A. Tabela 7 – Força da mola do durómetro (em N) Através desta tabela podemos reparar que a força da mola é maior no tipo D. a leitura é 100. Se o penetrador penetra completamente no material. o teste de dureza Shore não serve para prever outras propriedades 16 .

couro. e não deve ser usado sozinho para especificação de projecto de produto. sendo alguns digitais e analógicos. por F. A dureza Knoop (HK). menor a dureza. • Principais Normas para Dureza Shore      ASTM D-2240 DIN 53 505 ISO 7619 Part 1 JIS K 6301 ASKER C-SRIS-0101 Para realizar o ensaio de dureza Shore também pode ser através de durómetros portáteis Shore. poliéster. assim como a microdureza Vickers. Este ensaio é realizado por um penetrador de 17 . é um teste de dureza de micro impressão. Figura 17 – Durómetros portáteis de dureza Shore Dureza Knoop Este método foi desenvolvido no National Bureau of Standards. dividida pela carga utilizada para produzir a impressão na superfície avaliada.como resistência. abrasão ou desgaste. vinil. quanto maior a impressão produzida. onde já conseguem ter uma medição Shore A e Shore D. Temos durómetros para cada material a ser sujeito ao ensaio. em que essa é determinada como a área produzida por uma ponta de diamante. sendo eles identificados como. durómetros para borracha natural. acetato e outros. Assim. plásticos. neoprene. PVC. Knoop e é normalizado pela ASTM D1474 (Standard Test Methods for Indentation Hardness of Organic Coatings). Na figura 17 temos alguns exemplos de durómetros portáteis que são utilizados para os ensaios de dureza Shore.

ISO 6507-2. em mm.2. em kgf.diamante. ISO4516:2002. GB/T 4340. L= é o comprimento da impressão. A dureza Knoop é dada pela fórmula: contra uma Onde: P= carga aplicada. em mm2. Cp= factor de correcção relacionado com o formato do penetrador (idealmente 0.070279) Figura 18 – Penetrador piramidal de Dureza Knoop • Principais normas da dureza Knoop         ASTM D-1474. A= área superficial de impressão. ISO4546:1993. com formato piramidal. ISO4547:1993. ASTM E 384. ISO4545:1993. 18 . é pressionado superfície devidamente polida (Figura 18).

Conversão de durezas 19 .

Couro. Dureza Meyer. Escalas Rockwell A. Resinas Borrachas Madeiras Tabela 9 – Tipos de Durezas menos utilizadas Na tabela 9 está mencionado as durezas menos utilizadas para cada tipo de materiais a testar. C e D são usados com penetrador diamante. esta dureza aumenta continuamente com aumento 20 • Dureza Meyer . Por isso que é bastante importante existir tabelas como esta (Tabela 8).Tabela 8 – Tabela de conversão de durezas Na tabela acima (Tabela 8). os valores que estão entre parênteses não são normalmente usados. Esta escala é menos sensível do que a escala Brinell com o aumento da carga aplicada. pois já existem várias tabelas adequadas para cada tipo de indústria ajudando os operadores a efectuar as conversões mais acertadas. em vez da área superficial. Para as indústrias hoje em dia está mais fácil fazer conversões de durezas. Escala de Dureza menos utilizadas Dureza Meyer Barcol IRHD Janka Materiais Metais Alumínio. Definição de dureza Meyer definiu uma proposta mais racional que a dureza Brinell. é igual a carga dividido pela área projectada. devido à aplicação da carga. para material trabalhador a frio é constante e independente da carga. Borrachas. Meyer sugeriu que a dureza é obtida através da área projectada de impressão. A tensão média na superfície da amostra. Para metais recozidos.

Este método deixa recuo e seu uso comum de classificação de dureza Janka é determinar se uma espécie é adequada para uso como revestimento. como uma medida indirecta do grau de cura de uma composição. determinar a quantidade de uma resina ou plástico curado. O teste de dureza Barcol caracteriza a dureza de penetração de materiais através da profundidade de penetração de um penetrador. Ensaio de dureza IRHD consiste na medição da diferença entre a profundidade da penetração causada por um penetrador esférico na superfície com aplicação de uma pequena carga. devido ao endurecimento produzido pela penetração. A escala de Meyer é pouco utilizada nos ensaios práticos de dureza. Este ensaio é normalizado pela ISO 48 e BS 903-A26:1995.Verificadores da dureza IRHD Este processo foi desenvolvido na Europa como alternativa para o ensaio Shore. • Dureza Barcol • Dureza IRHD Figura 19 . resinas termo fixas. carregado em uma amostra de material e comparado á penetração de um material de referência. O teste complementa a medição da temperatura de transição vítrea. Este método é mais utilizado para materiais compósitos reforçados. Fornece quatro métodos para obter a dureza de borrachas vulcanizadas e termoplásticos e quatro métodos para medição da dureza aparente de superfícies curvas. Este ensaio é normalizado pala ASTM D 1037-7. seguida pela aplicação de uma força de grande magnitude. É um processo barato e rápido e é normalizado pela ASTM D 2583.da carga. tais como. Mede a força necessária para incorporar uma esfera de aço em madeira para metade do diâmetro da bola. • Dureza Janka 21 . O teste de dureza Janka mede a resistência de um tipo de madeira para suportar desgaste.

 Conhecer o método pelo qual se deseja determinar as durezas.  Registar os resultados obtidos.  Determinar a escala de dureza adequada em função da geometria e do estado do material.  Identificar.  Cuidar pela limpeza e conservação dos equipamentos e acessórios de preparação de amostras e do local de trabalho.  Garantir a produtividade necessária à rotina do laboratório. saúde e preservação ambiental Para realizar ensaios de dureza é necessário respeitar normas ambientais e de qualidade. 22 .  Efectuar a comunicação com as áreas específicas.  Ajustar o equipamento para a realização dos ensaios.  Sinalização para movimentação de carga.Figura 20 – (a) Dureza janka.  Operar equipamentos necessários para a realização do ensaio. Para a especialidade de dureza deve-se ter:  Inspeccionar o corpo-de-prova.  Avaliar os resultados obtidos a sua precisão e exactidão.  Conhecer as fontes de incerteza de medição. (c) Flexão estática Gestão segurança.  Garantir que os equipamentos necessários ao ensaio estejam devidamente calibrados. higiene. relatar e comunicar as ocorrências e anomalias do processo de ensaio da amostra.  Preparar o corpo-de-prova.  Realizar o ensaio de dureza.  Identificar e armazenar adequadamente materiais e amostras utilizadas para o ensaio. (b) Compressão longitudinal.

Para o caso de determinar a dureza das borrachas vulcanizadas e dos plásticos aplica-se o ensaio de dureza Shore. sendo eles Rockwell. Na dureza Vickers o penetrador consiste numa pirâmide regular em diamante. Borrachas.  Análise de risco em tarefas críticas. equipamentos móveis. equipamentos com partes móveis. Vickers e Knoop. identificando e relatando as possíveis nãoconformidades. paradas. concluindo que é um ensaio barato e rápido. apenas diferindo no penetrador. são mais resistentes e como tal podem ser aplicados em materiais mais duros. no caso dos materiais metálicos os métodos mais utilizados sãos os ensaios de dureza por penetração. ferramentas e altura. Também é de salientar o facto de o método de dureza Vickers ser semelhante ao Brinell. segurança. higiene. couro e resinas. apesar de ser muito menos utilizado na indústria.  Noções de primeiros socorros.  Comunicação e investigação de acidentes e incidentes. o penetrador é uma esfera de aço.  Procedimentos de emergência: accionamentos. rotas de fuga /evacuação. Após a realização deste trabalho é possível concluir que. Barcol. alertas. Utilização e funcionamento de equipamentos de protecção individual (EPI) e equipamentos de protecção colectiva (EPC). saúde e preservação ambiental. Para definir a dureza das madeiras utiliza-se unicamente o ensaio de dureza Janka. 23 Conclusão . pode-se concluir que o ensaio de dureza IRHD é uma alternativa para o ensaio Shore. trabalhar de acordo com normas e procedimentos técnicos de qualidade. IRHD e Janka. já o ensaio de dureza Barcol é usado para materiais de alumínio. podem utilizar-se ensaios de microdureza Vickers e Knoop. Ao ser caracterizado as durezas menos utilizadas como. como microestruturas e superfícies tratadas.  Para finalizar.  Aspectos de segurança: correia transportadora. Brinell. Vickers e Knoop. presentes no método de dureza Rockwell.  Prevenção e combate a incêndios. Para aplicações específicas. enquanto que na dureza Brinell. Meyer. Os penetradores de diamante. o ensaio de dureza Meyer definiu uma proposta mais racional que o ensaio de dureza Brinell. bloqueios.

com.com Http://pt.pt Http://www.scribd.edu.fe.wikipedia.Ao realizar todos os ensaios de dureza que aqui foram referidos é necessário respeitar normas ambientais.cimm.up.br Http://paginas.br Http://www. Http://www. de qualidade e de segurança.redenet.org Bibliografia 24 .

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