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Uma analise de um Projeto Político Pedagógico

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA BARBIANNY CRISTINA DO NASCIMENTO RAMOS IRENE MYRELLE CAVALCANTE TORRES

SHANDERLY SILVA DE ARAÚJO

PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR

MACEIÓ 2011
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA BARBIANNY CRISTINA DO NASCIMENTO RAMOS IRENE MYRELLE CAVALCANTE TORRES SHANDERLY SILVA DE ARAÚJO

PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR: ANALISE DE UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLA ESTADUAL CORONEL ANTONIO PAES DE BARROS

Trabalho realizado com o objetivo de aprendizagem e obtenção de nota, para a disciplina projeto pedagógico, organização e gestão do trabalho escolar. Prof. Msº: Jorge Eduardo

MACEIÓ 2011

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1:CONHECENDO UM POUCO DA HISTÓRIA DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL ANTONIO PAES DE BARROS

CAPÍTULO 2: AUTONOMIA NA UNIDADE ESCOLAR 2.1 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA 2.2 - AUTONOMIA ADMINISTRATIVA 2.3 - AUTONOMIA FINANCEIRA 2.4 - AUTONOMIA JURÍDICA

CAPITULO 3: AVALIAÇÃO 3.1 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO 3.2 CONCEPÇÃO DE ESCOLA

CAPITULO 4: MARCOS REFERENCIAIS 4.1 MARCO OPERATIVO 4.2 MARCOS FILOSOFICO E SITUACIONAL CAPÍTULO 5: FUNDAMENTAÇÃO TEORICA CONCLUSÃO REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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INTRODUÇÃO
Neste trabalho, abordaremos a análise do projeto político

pedagógico da Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros. Vendo onde se verifica, e se está presente, dentro desse projeto político pedagógico a autonomia da unidade escolar, a participação dos membros da unidade escolar juntamente com a metodologia utilizada pelo grupo coordenador, a avaliação e os instrumentos previstos na elaboração e implementação da mesma, tão como a concepção de educação e escola. E por fim ver se há ligação entre o marco referencial (marco operativo, marco situacional e o marco filosófico). Esta analise será feita, a partir de estudos teóricos juntamente com a observação do projeto político pedagógico (PPP), pelas alunas Barbianny, Irene Cavalcante e Shanderly Araújo, com base nos textos: Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico; Perspectivas para reflexão em torno do projeto político-pedagógico. Ao abordarmos cada definição de detalhes deste projeto político pedagógico, descobriremos as devidas fundamentações e referencias que devem ser utilizadas na elaboração de um PPP.

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CAPITULO 1: CONHECENDO UM POUCO DA HISTÓRIA DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL ANTONIO PAES DE BARROS

No ano de 1897 iniciou – se a construção da Usina de Itaici e depois um ano deu inicio a sua produção de açúcar pinga e álcool. Além da produção em grande escala, também mantinha uma Escola primária, banda de música, marcenaria, mercado, farmácia, igreja, alojamento para todos os trabalhadores, e no período de auge da produção, a usina adotou a sua própria moeda de circulação nas transações comerciais. Enfim era um local muito movimentado reunindo grande quantidade de pessoas que vinham em busca de serviço no período da safra, ou comprar produtos manufaturados e até mesmo vender parte de sua produção. Coronel Antonio Paes de Barros foi um grande vulto na História Política de Mato Grosso, sendo eleito Presidente da Província no dia 19 de fevereiro de 1903, cujo primeiro Vice-Presidente foi o Coronel Pedro Leite Osório tendo sido empossado em 15 de agosto de 1903, sendo o quarto Presidente da Província. Durante o seu governo procurou solucionar as questões limites entre os Estados vizinhos, auxiliando a Missão Salesiana no serviço de Catequese Indígena, aumentou a arrecadação do Estado com a fiscalização da produção de borracha, etc. O Coronel Antonio Paes de Barros fez história ao doar o terreno, onde está assentado a cidade de Barão de Melgaço para a Santa Padroeira Nossa Senhora das Dores” (FERREIRA E SILVA, 1994, P. 82). Essa doação foi assegurada por escritura publica e tinha a intenção de agregar os moradores do povoado em torno do lugar e da Santa, onde cada morador poderia usufruir dessas terras para o seu sustento, só podendo vender os bens nela produzidos. A Escola “Coronel Antonio Paes de Barros, está localizada a Av.

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Augusto Leverger, Nº 1532, centro, ela é mantida pela rede Oficial de Ensino do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de ESTADO DE Educação de Mato Grosso – SEDUC”. Criada conforme Decreto nº 439 de 18/03/1949, tendo sido autorizado a funcionar com ensino de 1º grau em 13/05/1977, pela Resolução nº 56/77, parecer nº 56 de 13/05/1977, publicado no Diário Oficial em 16/01/1978. A denominação da Escola Coronel Antonio Paes de Barros, foi em homenagem ao fundador do seu Município o “Totó Paes”.

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CAPÍTULO 2: AUTONOMIA NA UNIDADE ESCOLAR

O exercício da autonomia ocorre, portanto, em situação concreta na qual se dão relações do sujeito com os elementos naturais e culturais presentes no ambiente, havendo, inclusive, que se levar em conta a existência de outros sujeitos com atuações que podem visar objetivos competitivos, cooperativos ou neutros em relação ao sujeito considerado. Historicamente a noção de autonomia vem sendo aplicada a duas ordens de fenômenos a que poderíamos chamar de dimensão pessoal e dimensão grupal. Por aplicação da dimensão individual entendemos a qualificação da autonomia como atributo da pessoa, fruto da liberdade pessoal que se manifesta pela afirmação da pessoa ante o Estado ou qualquer outra instituição destinada a regular o convívio social. De um ponto de vista que poderíamos chamar de grupal, a autonomia vem sendo utilizada para denominar o esforço de grupos humanos no sentido de assumir o poder de gerir novas vidas. A autonomia é resultado de um percurso, de um movimento que implica esforço e exercício do poder; igualmente, não se mantém sem uma atuação ativa do sujeito. Entretanto, a autonomia na unidade escolar é uma questão importante para o delineamento de sua identidade. Pois, ela não é um valor absoluto, é um valor que se determina numa relação de interação social. Contudo não é uma política, mas sim, “a substância de uma nova organização do trabalho pedagógico na escola” (VEIGA e RESENDE, 2006, p. 15) Para pensar melhor esse conceito, procuramos em VIEIRA (2002), onde ele nos indica a autonomia que não pode ser percebida como um objetivo por excelência, pois é ela que possibilitará ao sujeito "instituir", "criar suas próprias leis", deixando de viver sempre o "instituído" que lhe é estranho. Dessa maneira, o projeto pedagógico na autonomia construída deve permitir aos professores, alunos, coordenadores e diretores estabelecerem uma comunicação dialógica, para propiciar a criação de estruturas

metodológicas mais flexíveis para reinventar sempre que for preciso. A

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confirmação desse contexto só poderá ser dada numa escola autônoma, onde as relações pedagógicas são humanizadas. Ter autonomia, quer dizer que a escola vai elaborar seus projetos pedagógicos e terá a capacidade, autonomia para executá-los. E com isso, sendo uma questão fundamental para a instituição escolar, ela envolve quatro âmbitos, que são articulados: o âmbito administrativo, pedagógico, jurídico e financeiro. É bom sabermos que elas são interdependentes. E assim, ao analisarmos o PPP da escola estadual Coronel Antonio Paes de Barros, podemos perceber que para se ter autonomia devesse fazer um bom planejamento participativo, onde a comunidade escolar contribuem para essa produção. Pois é no projeto político pedagógico que essa autonomia se mantém clara, delimitada e as suas dimensões são mantidas cada vez mais elaboradas. No PPP analisados, encontramos o desejo de alcançar essa autonomia escolar, entretanto nem todos os âmbitos foram claramente elaborados. E foi nas páginas 12 até a 15 que falaram abertamente desta autonomia.

A principal possibilidade de construção do projeto políticopedagógico passa pela relativa autonomia da escola, de sua capacidade de delinear sua própria identidade. Isto significa resgatar a escola como espaço público, lugar de debate, do diálogo, fundado na reflexão coletiva. Portanto, é preciso entender que o projeto político pedagógico da escola dará indicações necessária à organização do trabalho pedagógico, que inclui o trabalho do professor na dinâmica interna da sala de aula, ressaltado anteriormente. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.12)

Entretanto será ao longo do PPP que as demais dimensões serão avaliadas. Pois, a teoria do projeto político pedagógico, parece-nos linda, contudo deixa a desejar nas especificações de cada âmbito.

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2.1 - AUTONOMIA PEDAGÓGICA

Ela existe no projeto político pedagógico que analisamos, e não temos o que reclamar, ela é bem especificada, e muito bem elaborada. Pois essa autonomia consiste na liberdade de ensino e pesquisa. E é assim que a escola possui autonomia pedagógica, pois elabora seu próprio projeto pedagógico juntamente com os professores, funcionários, conselho escolar, grêmio estudantil, alunos. Com o Projeto Pedagógico explicitam os principais problemas da escola, propõem soluções e definem responsabilidades coletivas e individuais na superação desses problemas. Essa autonomia consiste também na organização curricular, na avaliação e também nos resultados. É a idéia relacionada à liberdade das unidades escolares em elaborar seu próprio projeto pedagógico. Trata-se de um direito estabelecido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que orienta para que esse projeto pedagógico articule os contextos nos quais o estabelecimento se situa com as diretrizes curriculares nacionais. Segundo a LDB: “Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público.” A autonomia pedagógica situa-se num dos dois grandes eixos da LDB, relacionado à flexibilidade da educação escolar. Com isso, a proposta da LDB é a de que muitos aspectos cartoriais e burocráticos, engessadores da educação brasileira, deixassem de existir e os estabelecimentos escolares passassem a gozar de autonomia pedagógica e progressivos graus de autonomia financeira. E dentro do nosso PPP avaliado, essa autonomia é clara, contudo vemos como ela não é especifica, principalmente quando notamos na página 21 e 22, quando se fala sobre a formação continuada dos professores.
Assim, a formação continuada dos profissionais, da escola compromissada com a construção do projeto político-pedagógico, não deve limitar-se aos conteúdos curriculares, mas se estender à discussão da escola como um todo e suas relações com a

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sociedade. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.22).

E é ai que vemos o que realmente falta nessa organização. No PPP não fica claro quando se dará essa formação, de quanto tempo será ou quantos professores participarão dela durante cada período. Também não fica claro os órgãos que irão ajudar nesse processo ou os reais conteúdos que serão abordados. Entretanto a situação muda, quando falamos sobre os conteúdos que os professores de cada série irão abordar em suas aulas e o que os alunos realmente terão de aprender. Que é o que nos vemos durante as páginas 58 até 81.

O projeto político-pedagógico (PPP) da nossa escola é entendido como um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades

desenvolvidas pela escola como um todo. Sua dimensão políticopedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente os diversos segmentos escolares. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.22).

E é a partir dessa citação que o projeto político segue, trazendo todos os conteúdos de todas as matérias que serão abordados durante o ano. Aqui vemos um exemplo de uma autonomia pedagógica que é usada em favor da gestão escolar e não de toda a escola.

2.2 – AUTONOMIA ADMINISTRATIVA

Essa dimensão consiste na possibilidade de elaborar e gerir seus planos, programas e projetos. Elabora planos, programas e projetos, organiza a escola a sua realidade. Refere-se à organização escolar, a direção como

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coordenadora de um processo educativo que envolve relações externas e internas com a comunidade escola. É a possibilidade da escola de garantir a indicação dos futuros dirigentes “por meio de processo eleitoral que realmente verifique a competência profissional e a liderança dos candidatos” (VEIGA e RESENDE, 2006, p.16). Essa autonomia é a organização da escola, é o estilo de gestão. Representa o espaço de negociação entre os atores participantes desse processo. Contudo no nosso PPP da escola estadual Coronel Antonio Paes de Barros, notamos que há vestígios dessa autonomia nas páginas 17 – 18, 2223, 33-34 e dá 56 á 58. Quando na página 17 e 18 eles falam sobre a gestão democrática, sem dizer qual é o tipo de gestão e os planos que a escola tem, somente fala o que é a gestão democrática. Ou nas páginas 22 á 23 quando fala sobre a descentralização e o resultado dessa organização, sem se quer mencionar os programas ou os projetos que geraram esse resultado – que não é visto em nenhuma parte, durante todo o PPP-. Entretanto é nas páginas 33-34, que fica um pouco mais claro a função dessa autonomia dentro da escola:

Uma estrutura administrativa da escola, adequada à realização de objetivos educacionais, de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismos que estimulem a participação de todos no processo de decisão. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.22).

E vem posteriormente falando sobre a necessidade de revisões, de mudanças, de uma reestruturação da organização, entretanto é o mesmo caso da formação dos professores, não diz o que quer mudar e quando essa mudança acontecerá. É como se o projeto político dessa escola vivesse sempre dentro do marco situacional. Eles falam também sobre o tempo dos professores, e sobre a necessidade de se instalar mecanismos institucionais, entretanto não fala sobre esses mecanismos e quais são eles.

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Dessa forma, faz com que, pessoas que tenham uma visão distante da escola, como é nosso caso, não consiga enxergar qual é a realidade vivida por ela, em termos de organização.

2.3 – AUTONOMIA FINANCEIRA

A dimensão financeira da autonomia vincula-se à existência de ajuste de recursos financeiros para que a escola possa efetivar seus planos e projetos, podendo ser total ou parcial. É total quando à escola é dada a responsabilidade de administrar todos os recursos a ela repassados pelo poder público, e é parcial quando a escola tem a incumbência de administrar apenas parte dos recursos destinados, ficando ao órgão central do sistema educativo a responsabilidade pela gestão de pessoal e as despesas de capital. Essa autonomia deve possibilitar à escola elaborar e executar seu orçamento, planejar e executar suas atividades, sem ter que necessariamente recorrer a outras fontes de receita, aplicar e remanejar diferentes rubricas, tendo o acompanhamento e fiscalização dos órgãos internos e externos competentes. Em síntese, é obrigação do poder público o financiamento das instituições educacionais públicas e compete às escolas otimizar e tornar transparente e participativo o uso dos recursos. Assim, o conselho escolar é o local apropriado de discussão e democratização do uso dos recursos financeiros administrados pela escola. Resumindo, essa autonomia financeira é a possibilidade de decisão para aplicar as finanças e administrar os recursos, e dessa forma permiti à escola planejar e executar suas atividades. Entretanto, nada disso ficou claro no projeto político pedagógico analisado, para falar a verdade, na nossa análise não vimos os recursos que a escola administra nem muito menos para onde vão estes recursos. Não foi verificado nesse projeto político pedagógico nem a menção ao fato ou a preocupação de esclarecer essa administração.

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2.4 – AUTONOMIA JURÍDICA

A autonomia jurídica diz respeito a escola elaborar suas próprias normas e orientações, como por exemplo, matriculas e transferências de alunos, admissão de professores, concessão de graus, etc. Entretanto, a instituição escolar deve policiar-se, no sentido de não se transformar numa instância burocrática, por meio de estatutos, regimentos, portarias, resoluções, avisos, memorandos, os quais acabam por

descaracterizar seu papel de proporcionar aos educandos instrumentos para conquistarem espaço para a sua participação cultural, profissional e sociopolítica. Contudo o que vimos no projeto político pedagógico analisado foi somente uma amostra da autonomia jurídica da escola, na página 37, onde é colocado o horário de funcionamento. A abordagem dessa autonomia, é feita em um só parágrafo, este no qual será posto para todos verem, que não é só sobre a autonomia pedagógica, e sim foi uma tentativa de expor.

Dispõe de três turnos do dia, matutino, vespertino e noturno, para atender o alunado, a partir da 3ª fase do 2º ciclo até o 3º ano do Ensino Médio, perfazendo um total de 468 alunos em que 280 são do Ensino Fundamental e 200 estão matriculados no Ensino Médio. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.22).

Concluímos dessa forma, que sobre autonomia da unidade escolar, o PPP deixou muito a desejar, pois em alguns casos mencionava a tal autonomia, quando em outros casos nem se fizera questão de comentar ou entrar em maiores especificações sobre esse âmbito da autonomia.

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CAPITULO 3: AVALIAÇÃO

É o processo que envolve diretamente a escola e o professor no ensino-aprendizagem do aluno de forma contínua, tornando-os cidadãos críticos presente da realidade escolar e social. A Escola Estadual Coronel Paes de Barros prioriza o aluno a qualidade do ensino e a interação com os professores essencial no seu desenvolvimento. O trabalho coletivo deve está presente na construção do Projeto Político Pedagógico fazendo parte a escola, os funcionários, pais, alunos, os órgãos responsáveis pela educação do Estado do Mato Grosso e a comunidade. O ponto inicial é avaliar a realidade escolar, localizada no centro do Estado do Mato Grosso é bem preservada e bonita com sala de informática, quadra coberta, cozinha, sala de professores, secretaria, área de recreação e banheiros. O terreno foi doado pelo Coronel Paes de Barros que participou da história do Estado do Mato Grosso. É uma instituição pública e gratuita com acesso a todos independente de classe social, democrática em que as decisões são tomadas de forma em conjunto sendo necessário da participação da sociedade e membros no processo de mudança. As dificuldades encontradas pelos alunos são de produzir e apresentar trabalhos orais ou escritos, leitura e interpretação de textos com a preocupação do ensino médio. O objetivo é de torná-la uma escola modelo de qualidade, qualificação dos profissionais e que preze o exercício da cidadania. Os conteúdos são indispensáveis na metodologia aplicada dentro da sala de aula. A utilização de revistas, jornais, canções, cordel e historinhas infantis na melhor assimilação dentro das matérias de Português, Geografia e História o dia-a-dia das noticias passadas o faz refletir e questionar a realidade do passado e atualmente.

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O poder de decisão deve ser descentralizado a sua principal visão de ser democrático, o diretor não é o único a resolver os problemas da instituição administrada, mas trabalhar em conjunto. Outra posição de ação a comunidade deve ter voz e prática com intuito de fazer uma escola de referência do Estado do Mato Grosso, foram através disso realizadas pesquisas sobre a diversidade de culturas, dependências químicas e físicas, a renda familiar, quantos são moradores da região, saneamento básico, o grau escolaridade, o lazer, o tipo de residência. Funciona nos três horários com total de 480 alunos e 32 profissionais da educação onde todos os professores são formados, seguindo todas as normas da Lei de Diretrizes e Bases 9.394/96. O papel da escola é formar cidadãos conscientes dos reais conflitos da família, escola e comunidade transformando a sociedade através deles e elevar o seu conhecimento . Avaliação é indispensável para colocar em prática o Projeto Político Pedagógico dentro e fora da escola levantar dos pais como estão aprendizagem dos filhos, a instituição a estrutura física e pedagógica, a metodologia dos professores se estão funcionando com os alunos, o faz mudar a visão de sociedade onde o educador não pode influenciar, a comunidade e a família devem está presente em todo processo da aprendizagem.

3.1 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO

É através dela acontece a formação de cidadãos conscientes dentro de uma sociedade inclusiva com acesso de todos adquiridos de conhecimentos de qualidade, não discriminando qualquer forma de preconceito aceitando a diversidade de culturas no respeito ao próximo. Educar com que faça tornar ativo da realidade do mundo e procurar mudanças através dos alunos,
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professores, os órgãos responsáveis pela educação, a escola e comunidade na sociedade.

3.2 CONCEPÇÃO DE ESCOLA

O lugar onde são formados cidadãos críticos de sua realidade social e escolar. A transmissão de conhecimentos passadas pelos professores o faz discutir e propor soluções dos problemas envolvendo a família, a comunidade e os órgãos ligados a educação do estado. É a função da escola que através dos alunos a capacidade de crescer,adquirir conhecimentos,almejar o futuro de ingressar numa faculdade/universidade ter uma condição social estável.O conhecimento faz acontecer a sua realização profissional e pessoal,então os professores são meros instrumentos de saber.

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CAPITULO 4: MARCOS REFERENCIAIS

Toda a estrutura de um projeto político pedagógico deve conter três componentes, o marco referencial, diagnóstico e programação. Sabe-se que o marco referencial expressa a posição deveria estar, a visão, os valores, os objetivos, a direção que a instituição escolheu, fundamentado em elementos teóricos da filosofia, das ciências. No Marco Referencial somos desafiados a expressar o sentido do nosso trabalho pedagógico e as grandes perspectivas para a caminhada rumo a sua concretização. Vários questionamentos precisam ser respondidos, entre eles destaca-se: quais são os fundamentos do nosso querer em relação à escola? O que se espera da escola pública hoje? Que cidadão quer formar e para qual sociedade? Que escolhas fazemos em torno das concepções de educação, de ensino aprendizagem, de avaliação para atingir os objetivos previstos

4.1 MARCO OPERATIVO

No PPP o marco operativo, esta relacionado com o ideal de instituição, qual o objetivo, onde, como e deve ser a instituição escolar, compreendendo também três principais dimensões: dimensão pedagógica, comunitária e administrativa. No Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Coronel Antonio Paes de barros, visualizamos uma visão de futuro que ele traz pra escola.
NOSSA VISÃO DE FUTURO: Seremos uma Escola de referência dentro do Município de Barão de Melgaço pelo trabalho que prestamos a nossa sociedade. Nossa Missão: Nossa Escola tem por missão assegurar um ensino de qualidade, garantindo o acesso e a permanência dos alunos na Escola, formando cidadãos críticos e conscientes preparados para o exercício da vida profissional e para os desafios do mundo tecnológico. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio

Paes de Barros, p.07).
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Diante disto vemos que os reais objetivos da Escola é levar o desempenho acadêmico dos alunos, incentivando a participação dos pais na escola e aprimorando a gestão escolar. O Projeto Político Pedagógico desta instituição esta dividido em três partes, a primeira o que realmente é um PPP, na segunda parte é iniciada uma reflexão para a analise dos princípios norteadores de um PPP e por fim esta existente uma organização do trabalho pedagógico. Tendo em vista que o projeto em questão não tem a preocupação de apresentar soluções definitivas, mas procura expressar o desejo e o compromisso do grupo, que a partir de um processo de discussões, trocas e buscas comuns. Diante do objetivo geral da escola, vemos a tendência liberal renovada progressista, todavia que o PPP desta escola traz as interferências a partir das experiências e conhecimentos vividos por seus alunos, pois assim ele poderá interagir na sociedade e ser agente de mudança. Seu eixo norteador traz “A ESCOLA PARA TODOS”, onde a descentralização das estruturas de poder, constitui num processo participativo de integração escola e comunidade.

4.2 MARCO FILOSOFICO E SITUACIONAL

O marco filosófico e situacional se constitui respectivamente na proposta que o grupo assume para a educação, sociedade e etc. que são os princípios norteadores do ideal de instituição, como também a realidade em geral, como vemos a instituição e a relação q ela tem com a sociedade, o seu cotidiano vivido.
Observando e analisando nossas concepções, vamos encontrar inseridos os valores que precisamos e gostaríamos de trabalhar, tais como: solidariedade, fraternidade, justiça, igualdade, liberdade, mediação, respeito, diversidade e aceitação. (PPP – Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.50).

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Assim a Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, sabe-se que historicamente rica em conhecimentos, traz suas contradições, porem tem muita esperança em não só suavizar esta situação como transformá-la para melhor. Vemos que com orgulhoso a Escola é definida no PPP como muito bonita e rica, pois esta muito bem estruturada e localizada, tendo em vista que a maioria de seus alunos são filhos de desempregados, pescadores, agricultores ou pecuaristas que se utilizam de mão de obra puramente familiar ou sua fonte de renda fica a cargo dos poderes públicos, municipal e estadual. Este “ele” representa, então, os alunos que a mim procuram, mas o fazem com poucas expectativas de vida. Procuram mais como um lugar de lazer e ponto de encontro com os amigos. Além disso, apresentam sérias defasagens de aprendizagem, como: produzir e apresentar trabalhos orais ou escritos; leitura e interpretação; até mesmo a decodificação de um texto por alunos do ensino médio é precária. (PPP – Escola
Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, p.39)

Diante da representação dos marcos referenciais, vemos que eles se encontram entrelaçados, pois a parir da realidade vivida pela escola e por seus alunos e professores, eles buscam uma melhor qualidade de vida, inserindo nela uma nova constituição de sociedade igualitária.

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CAPÍTULO 5: FUNDAMENTAÇÃO TEORICA
O projeto político pedagógico da Escola Estadual Coronel Antonio Paes de Barros, esta vinculado na constituição de um processo educativo democrático que se preocupa em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supera os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias. Vemos que na Escola a preparação do PPP esta baseada na contribuição de todos, pois eles acreditam que a escola é um texto escrito por varias mãos, exigindo que os educadores, funcionários, alunos e pais definam o tipo de sociedade e o tipo de cidadão que querem formar. Porem no PPP da instituição avaliada não foi encontrado indicio da real participação de outros atores fora a diretora, a coordenação pedagógica e os professores responsáveis pelo projeto.

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CONCLUSÃO
Ao analisarmos o PPP, desta instituição notamos que se inicia com um embalsamento teórico extremamente excelente, pois nele se encontra todos os devidos eixos norteadores para a elaboração de um PPP. Porem ao compararmos com a realidade vivida pela escola, vimos que há muito o que se modificar neste projeto, pois ele traz a ilusão da escola perfeita, não retratando a realidade e as dificuldades vividas pela distinta instituição.

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REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
VASCONCELOS, Celso dos Santos, planejamento: projeto de ensinoaprendizagem e projeto político pedagógico. São Paulo, Libertad, 2002.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro, Perspectivas para reflexão em torno do projeto político-pedagogico. São Paulo, Papirus, 1998.

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