UNIDADE SEMICONDUTORES DE POTÊNCIA
Sumário

1
Prof. Corradi

OBJETIVOS DA UNIDADE ............................................................................................... 2 INTRODUÇÃO................................................................................................................... 2 SEMICONDUTORES DE POTÊNCIA ............................................................................... 1 DIODOS DE POTÊNCIA .......................................................................................................... 1 SCRS (TIRISTORES)............................................................................................................. 2 TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO ( UJT - UNIJUNCTION TRANSISTOR ) .......................................... 3 DIAC................................................................................................................................... 4 TRIAC ................................................................................................................................ 4 TRANSISTORES BIPOLARES DE POTÊNCIA E DARLINGTONS .................................................... 5 MOSFET DE POTÊNCIA ....................................................................................................... 5 TIRISTORES GATE-TURN-OFF ( GTO ) .................................................................................. 6 IGBTS ( INSULATED GATE BIPOLAR TRANSISTORS ).............................................................. 7 MCTS ( MOS-CONTROLED THYRISTOR ) .............................................................................. 7 COMPARAÇÃO ENTRE AS CHAVES CONTROLADAS .................................................................. 7 EXERCÍCIOS ..................................................................................................................... 9

Circuitos de acionamento - Inversores e conversores

UNIDADE 1 - 1

Objetivos da unidade Nesta unidade você vai estudar alguns dos semicondutores mais utilizados para controle de potência. Você terá uma visão geral e uma comparação entre os semicondutores para chaveamento mais utilizados. Esta unidade pretende capacitá-lo para :

identificar quais são os principais tipos de semicondutores de potência e selecionar um semicondutor de potência para determinada aplicação em eletrônica de potência.

Introdução

A evolução da eletrônica e em especial da física dos semicondutores permitiu, entre outras coisas, a construção de semicondutores mais rápidos e de controle mais fácil. Alguns destes semicondutores serão estudados na presente unidade

Circuitos de acionamento - Inversores e conversores

UNIDADE 1 - 2

Semicondutores de potência São entendidos como semicondutores de potência. A figura a seguir mostra. quando se aplica uma tensão negativa no anodo (região P) e positiva no catodo (região N)..Esta corrente reversa independe da tensão reversa aplicada. Por difusão ou efeito térmico. compreendendo : Diodos de potência. então. semicondutores utilizados para acionamento e controle de cargas (resistências de aquecimento. a estrutura interna de um diodo.tiristor com desligamento pela porta ). indo até a outra região neutra do semicondutor. Transistores de potência.diodo de corrente alternada. de modo que a largura da região de transição aumenta. GTOs ( Gate Turn Off Thyristor . etc. sendo. IGBTs ( Insulated Gate Bipolar Transistor .triodo de corrente alternada). Diodos de potência Um diodo é uma estrutura P-N que permite a passagem de corrente em um único sentido.tiristor controlado por tecnologia Metal-ÓxidoSemicondutor ). MOSFETs de Potência (Metal-Oxide-Semiconductor Field Efect Transistor . Aplicando-se uma tensão entre as regiões P e N.Retificador Controlado de Silício ). SCRs ( Silicon Controlled Rectifier .transistor de efeito de campo feito com tecnologia Metal-Óxido-Semicondutor). mais portadores positivos (lacunas) migram para o lado N. a diferença de potencial aparecerá na região de transição. motores elétricos. lâmpadas. uma vez que a resistência desta parte do semicondutor é muito maior que a do restante do semicondutor (devido à concentração de portadores). Circuitos de acionamento . acelerados pelo campo elétrico.1 . Quando se polariza reversamente um diodo. indutores em fontes chaveadas. simplificadamente. DIACs ( Diode Alternate Current . Estrutura básica de um diodo . TRIACs (Triode Alternate Current . ou seja.Inversores e conversores UNIDADE 1 .). e vice-versa. elevando a barreira de potencial.transistor bipolar com a porta isolada ) e MCTs ( Metal Oxide Semiconductor Thyristor . uma certa quantidade de portadores minoritários penetra na região de transição (corrente reversa).

TRIACs. no entanto.2 . devido à alta dopagem da camada P+. os portadores negativos do lado N serão atraídos pelo potencial positivo do anodo e vice-versa. temos 1019 elétrons por cm3 e na região N-. Sua antecessora foi a válvula Tiratron. Uma polarização direta leva ao estreitamento da região de transição e à redução da barreira de potencial. fazendo com que elétrons venham da região N+ para manter a neutralidade de carga. Além disso.e é o membro mais antigo de uma família que compreende DIACS. Desta forma. Se o campo elétrico na região de transição for muito intenso. existe uma penetração de lacunas na região N-. a qual se torna mais significativa quanto maior for a tensão suportável pelo componente. a estrutura interna de um diodo de potência é um pouco diferente desta apresentada. UJTs. Na condução não existe tal carga. com baixa dopagem ( note que na região N+. temos 1014 elétrons por cm3) . à medida que cresce a corrente. pois tornará maior a barreira de potencial. também acelerados. produz-se um pico de potência que destrói o semicondutor. mais lacunas são injetadas na região N-. os portadores em trânsito obterão grande velocidade e. quando se fala em tiristores. cria-se uma carga espacial no catodo. Existe neles uma região N intermediária. sendo vista na figura a seguir: Estrutura típica de um diodo de potência. produzirão um efeito de avalanche. a fim de fazer com que se obtenha um contato com característica ôhmica e não semicondutor. os quais. PUTs. produzirão novos portadores. a qual terá que ser removida (ou se recombinar) para permitir a passagem para o estado bloqueado do diodo. sem redução significativa da tensão da junção. Esta região de pequena densidade de dopante dará ao diodo uma significativa característica resistiva quando em condução. Por isso. pode-se analisar a região de transição como sendo um capacitor. levando o semicondutor à condução. No estado bloqueado. cuja carga é aquela presente na própria região de transição.7V para diodos de Si. As camadas que fazem os contatos externos são altamente dopadas. entre outros. Circuitos de acionamento .Inversores e conversores UNIDADE 1 . Quando a tensão aplicada superar o valor natural da barreira. SCRs (tiristores) O SCR é um Retificador Controlado de Silício (Silicon Controled Rectifier). Dado o aumento na corrente. basicamente. O papel desta região é permitir ao componente suportar tensões mais elevadas. ao se chocarem com átomos da estrutura. geralmente se trata de SCRs. GTOs.variando. Na verdade. cerca de 0. por difusão. SCS. com a temperatura.

Este semicondutor pode ser entendido como um diodo acionado por um pulso. Podemos fazer analogia com o circuito da figura a seguir. percebemos que. onde temos um diodo e dois resistores. Igmín. Transistor de unijunção-símbolo. ao receber um pulso no terminal gate. Para que o disparo do tiristor seja feito a contento. sua faixa típica é de 0. A relação entre RB1 e RBB (resistência entre as bases) é chamada de “eta”(η) e é caracterizada como “razão intrínseca de afastamento”. a tensão aplicada a seu anodo deve ser maior que a queda de tensão em RB1. por este motivo. mantendo a corrente de base de T1 e conseqüentemente sua condução. Este semicondutor pode ser encontrado para valores de alguns Ampères até milhares de Ampères. para o diodo conduzir.Unijunction Transistor ) Este semicondutor tem um emissor e duas bases. T1 satura. desliga-se a alimentação entre anodo e catodo. Este pulso é dado no terminal chamado de gate. podendo suportar tensões da mesma ordem. ou porta. fornecido pela data-sheet (folha de dados) do semicondutor.5 a 0. analogia e circuito típico Por analogia com dois resistores e um diodo.8. Para que o SCR entre em corte.3 . normalmente. A tensão necessária para o disparo do UJT é obtida através do circuito RC série e sua fórmula fica: Circuitos de acionamento . Em termos práticos. Transistor de unijunção ( UJT . utiliza-se a relação : Igate = 3 .Inversores e conversores UNIDADE 1 . o que criará uma corrente de coletor em T2. sendo utilizado para produção de pulsos. que nada mais é que um fator de divisão de tensão. Pode-se fazer uma analogia com dois transistores ligados como na figura a seguir : Símbolo do SCR e analogia com transistores Considerando-se uma tensão positiva aplicada entre anodo e catodo. é bastante utilizado em circuitos de altas potências. levando T2 à condução. a corrente de disparo “Igate” deve ser maior que o valor de corrente de gate mínima.

Inversores e conversores UNIDADE 1 . C . (RB1/ RBB) = η . [1/ (1-η)] DIAC O DIAC é um semicondutor bastante utilizado na proteção de circuitos e no disparo de TRIACs.VB1 = Vcc .4 . deve-se efetuá-lo observando-se a mesma polaridade para os terminais T2 e gate. A seguir se encontra seu símbolo. sendo mais utilizado para corrente alternada. TRIAC O TRIAC difere do SCR por ser bidirecional e por apresentar potência de trabalho menor. Dimmer com DIAC e TRIAC Circuitos de acionamento . que é chamado de “dimmer”. e é bastante utilizado para controle de luminosidade e pequenas cargas CA. ln . Vcc O período da oscilação é dado por : T = R . bem como uma analogia com diodos Zener : Símbolo do DIAC e analogia com dois diodos Zener O DIAC conduz quando recebe uma tensão maior que sua tensão de trabalho. sendo ela positiva ou negativa. Como vemos na figura a seguir. (RB1) / (RB1 +RB2) = Vcc . podemos fazer uma analogia com dois SCRs em antiparalelo : Símbolo do TRIAC e analogia com dois SCRs em antiparalelo Para se ter um disparo efetivo. Na figura abaixo temos um circuito típico utilizando DIAC e TRIAC.

02 e 0. por exemplo 0. geralmente este valor é obtido de forma empírica e o resistor é constituído por fio de liga resistiva. televisores. como equipamentos de som. Devido ao seu coeficiente de temperatura ser negativo (com o aumento de temperatura há redução da resistência direta).Inversores e conversores UNIDADE 1 . ao aplicarmos Circuitos de acionamento . devem ser tomados cuidados ao se colocar este semicondutor em paralelo. Podem ser encontrados em configuração simples ou em um chip contendo um par Darlington ou até um triplo Darlington. um par Darlington.. cujo controle de condução é feito por um terminal isolado chamado de gate (ou porta).. acendendo a lâmpada. Sua faixa de tensão de utilização vai até aproximadamente 1400V e sua faixa de corrente direta vai até algumas centenas de Ampères.Bipolar Junction Transistor . O potenciômetro regulará o tempo de carga de C1. MOSFET de potência O MOSFET é um semicondutor com camadas semicondutoras N e P. Basicamente o que temos é a formação de uma capacitância entre o gate e a porção P (no caso do MOSFET tipo N). O indutor L e o capacitor C são filtros que reduzem as interferências em equipamentos eletrônicos.5 . C1 é carregado através de R1 e P1. Transistores bipolares de potência e Darlingtons Transistores de potência são transistores bipolares (BJT . triplo Darlington e BJTs em paralelo. um triplo Darlington e um circuito típico para equilibrar correntes em BJTs em paralelo. que fechará o circuito.01. par Darlington. 0.transistor bipolar de junção). BJT. quando a tensão em C1 atinge o valor de disparo de D1. utilizados para controle de potência. o mesmo conduz. O valor de R deve ser o mais baixo possível (valores típicos são inferiores a 1Ω. A figura mostra um BJT simples. deixando uma boa margem de segurança ou ainda incluindo resistências para controlar o desequilíbrio. etc. disparando o TRIAC.03Ω). fazendo com que o TRIAC conduza por mais ou menos tempo.A cada semiciclo. como NiCR (Níquel Cromo) ou Ferro-Constantan.

com associações de portas lógicas. demandando mais tempo para elaboração. da ordem de 100A. A curva dos MOSFETs é bastante semelhante à dos transistores. podendo ser constituídos. Devido a esta característica. Seu coeficiente de temperatura é positivo. por exemplo. A principal vantagem dos MOSFETs é que são acionados por nível de tensão. A figura a seguir ilustra seu símbolo. Circuitos de acionamento . ou seja. redistribuindo as correntes pelos outros semicondutores. o que fará com que o MOSFET conduza. possuem mais um terminal de porta. que é mais complexo. Símbolo do GTO e circuito de proteção contra dV/dt. e baixas tensões. pois o semicondutor que receber maior corrente aumentará sua resistência. o que permite que seja facilmente colocado em paralelo. que são: o tempo de disparo e o de desligamento. Tiristores Gate-turn-off (GTO) Os GTOs. que serve para parar sua condução. não há necessidade de grandes potências no circuito de disparo. obrigatório neste caso. teremos um acúmulo de elétrons livres no outro lado da placa do “capacitor”. que reduz os picos de tensão quando conectado a cargas indutivas. Outro fator que dificulta a elaboração do circuito de disparo é a corrente de desligamento bastante alta. Estes semicondutores estão disponíveis em faixas de até mais de 1000V. bem como um circuito típico de supressão (snubber). os circuitos para disparo de MOSFETs são de construção e implementação mais simples.Inversores e conversores UNIDADE 1 .tensão positiva neste terminal.5kV. uma vez que pode trabalhar com tensões acima de 4. altas correntes (alguns quiloampères) e a uma freqüência de chaveamento de algumas centenas de Hertz a 10kHz.6 . basicamente. porém com baixas correntes diretas. Distribuição das camadas e polarização de um MOSFET canal N e símbolos dos MOSFETs tipo intensificação. pois temos dois parâmetros a observar. são SCRs com controle de desligamento. Este semicondutor encontra aplicação em circuitos de alta potência. ou seja. A principal desvantagem deste semicondutor é quanto ao circuito de disparo.

Inversores e conversores UNIDADE 1 . a não ser em aplicações de potências da ordem de MVA. corrente e freqüência de chaveamento. trabalhando com altas tensões (1000V. como os BJTs. por exemplo). Seus tempos de chaveamento estão na ordem de 1µ s. em blocos com tensão e corrente de 1700V e 1200A. Apesar da existência destes semicondutores e de sua vasta utilização em circuitos de potência. A diferença do MCT tipo P para o tipo N refere-se ao semicondutor interno utilizado para o acionamento.7 . pois é mais rápido (tempos de acionamento/desligamento da ordem de alguns microsegundos) e seu circuito de disparo é mais simples. têm baixas tensões de acionamento/ desligamento. já estão disponíveis no mercado há algum tempo e não devem sofrer modificações substanciais. Os MCTs têm uma queda de tensão menor que os IGBTs e. No gráfico a seguir vemos. Circuitos de acionamento . as características das chaves controladas com referência a tensão. com exceção do MCT. Estes dados são bastante estáveis. apresenta uma seção transversal menor que o GTO. pois todos os semicondutores. Outra característica aproveitada do MOSFET é que o circuito de acionamento precisa de baixas correntes de acionamento. porém.IGBTs ( Insulated Gate Bipolar Transistors ) Os IGBTs (Transistores Bipolares com Gate Isolado) são semicondutores que combinam as características dos BJT com as dos MOSFETs. Comparação entre as chaves controladas A correta seleção do semicondutor a ser utilizado em determinada aplicação depende de uma série de fatores. demandando menos corrente de disparo. A figura seguinte mostra seu símbolo. em breve. novos semicondutores estão sendo estudados e desenvolvidos. pois é controlado por tensão. O MCT. MCTs ( MOS-controled Thyristor) Este semicondutor (tiristor controlado pela técnica Metal-Óxido-Semicondutor) é bastante recente. pois. A figura a seguir ilustra seu símbolo. O MCT tem duas vantagens sobre o GTO. Uma grande tendência é a de não se utilizar mais semicondutores como os tiristores de comutação forçada (SCR e GTO). Símbolos do IGBT Os IGBTs. estarão disponíveis semicondutores que trabalham com tensões da ordem de 2500-3000V. trabalha com correntes menores que o GTO. Símbolos dos MCTs tipo P e tipo N O MCT é bastante semelhante ao MOSFET e ao IGBT. devido à sua estrutura mais complexa. com correntes de 50A a algumas centenas de Ampères. de forma comparativa.

No gráfico. o limite está em torno de 500 Hz) .Inversores e conversores UNIDADE 1 . a uma freqüência de cerca de 80 kHz. Os BJTs trabalham bem numa faixa de cerca de até 1000V. podemos destacar alguns pontos. os MCTs atualmente suportam cerca de 2kV e 750A.8 .Gráfico comparativo entre chaves semicondutoras. Há pesquisas para desenvolver este semicondutor a tensões de 3kV e correntes de até 2000 A (é isso que indicam as linhas tracejadas). • • Circuitos de acionamento . porém não respondem a freqüências muito altas (pelo gráfico. a correntes de até 750A e a uma freqüência de até 10kHz. como por exemplo : • tiristores são excelentes para manuseio de altas potências (seus limites estão em torno de 5kV e 3000A).

Exercícios 1) a) b) c) d) 2) Até que freqüência se recomenda a utilização de BJTs ? ( ( ( ( ) 100 Hz ) 100 kHz ) 10 kHz ) 1 kHz Para um circuito de potência.com/powerex. levando em conta que preciso de um sistema de disparo simples.htm www.com Circuitos de acionamento . qual é o semicondutor mais indicado ? Se você tem acesso à internet. Sabendo que a tensão manipulada é de 300 V e a corrente de 200 A.Inversores e conversores UNIDADE 1 .halbar.Faça agora os exercícios propostos para esta unidade. responda às questões e as envie por e-mail para o seu tutor : Quais são os produtos oferecidos ? Os dados dos componentes podem ser obtidos na própria página ou somente via download ? Existe representante no Brasil? 4) a) b) c) Endereços : www.irf. operando à freqüência de chaveamento de 12 kHz e a uma corrente de saída de 100 A.semikron. o chaveamento dos semicondutores de potência é feito a 20 kHz. visite alguns sites sobre semicondutores de potência.com www. o semicondutor mais indicado é : ( ( ( ( ) Triac ) GTO ) IGBT ) BJT a) b) c) d) 3) Em um inversor de freqüência.9 .

............. 4 EXERCÍCIOS .......................1 .................................................................................. 1 POLIAS FIXAS ..................................................... 2 MOTORREDUTORES ........................................................ 3 EMBREAGENS ELETROMAGNÉTICAS ...................................................................................................................... 1 POLIAS CÔNICAS .............................................................................................................. 3 VARIAÇÃO MECÂNICA DE VELOCIDADE ........................................UNIDADE 2 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE EM PROCESSOS INDUSTRIAIS Prof................................................................................ Corradi Sumário OBJETIVOS DA UNIDADE ................................................................................................................................................................................................................................. 2 INTRODUÇÃO .......... 5 Circuitos de acionamento .................... 3 VARIAÇÃO ELÉTRICA/ELETRÔNICA DE VELOCIDADE .................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 2 VARIADORES HIDRÁULICOS ..................................................................Inversores e conversores UNIDADE 2 ..........................................

2 . •comparar Circuitos de acionamento . você será capaz de : •identificar os principais métodos de variação de velocidade em processos industriais.Inversores e conversores UNIDADE 2 .Objetivos da unidade Esta unidade tem como objetivo principal mostrar alguns dos principais métodos de variação de velocidade em processos industriais. Ao final desta unidade. estes métodos entre si.

bobinagem (papel. praticamente. etc. tecidos.. Circuitos de acionamento . bombas. O grande trunfo dos motores CC residia na precisão que se podia obter no controle de sua velocidade ( algo em torno de 0. ventiladores e exaustores.). sejam estes de Corrente Contínua (CC) ou Alternada (CA).. que se viabilizou devido à evolução da eletrônica.a seguir citaremos alguns dos mais utilizados. Deste modo. Na maioria das vezes. percebemos que os caros motores CC têm seus dias contados. praticamente todas as aplicações industriais podem ser efetuadas utilizando-se motores de indução trifásicos ( MIT). misturadores. sistemas de robótica.Inversores e conversores UNIDADE 2 . entre outros.Introdução O controle de velocidade de motores é uma necessidade que surgiu. Motores elétricos trifásicos e motores CC são amplamente utilizados em sistemas de transporte. De modo genérico. Na atualidade. esta precisão pode ser obtida. elevadores. compressores. os termos Conversor e Inversor são amplamente utilizados quando nos referimos a controle de velocidade de motores. utilizando-se MIT com controle vetorial. metais. o termo Conversor se aplica a um equipamento que aciona motores CC e o termo Inversor se aplica a equipamentos que acionam motores CA.3 . hoje em dia. junto com a construção das primeiras máquinas que utilizavam motores. Vários métodos para variação de velocidade em sistemas que utilizam motores elétricos foram desenvolvidos .01% ).

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sendo bastante utilizadas em sistemas nos quais se queira aumentar ou diminuir a velocidade final de um motor para um valor fixo.1 . Alguns exemplos são : Polias fixas Permitem variação discreta da velocidade. Ainda há o problema de o motor trabalhar sempre em seus valores nominais. As polias fixas são bastante aplicadas em compressores e furadeiras de bancada. demanda de baixo custo ou necessidade de aumento do torque disponível no eixo do motor. por exemplo. O principal inconveniente é que. para valores diferentes do calculado.Inversores e conversores UNIDADE 2 . Polias com vários estágios Circuitos de acionamento . tem-se de parar a máquina e efetuar a troca de posição das polias.Variação mecânica de velocidade Os dispositivos mecânicos para variação de velocidade ainda são utilizados nas indústrias. são aplicados onde há uma limitada faixa de variação de velocidade. A figura a seguir ilustra um sistema de polias fixas com possibilidade de vários estágios de variação. geralmente.

podendo ser remoto somente se acoplarmos um sistema de servoacionamento. Os motovariadores permitem a variação em uma ampla faixa de valores de velocidade. A figura a seguir ilustra este dispositivo. sem necessidade de muita precisão.2 . devido às limitações mecânicas das engrenagens. Este dispositivo é utilizado para pequenos ajustes de sincronismo mecânico. Alguns problemas residem no fato de não se poder ter uma potência muito alta. O comando do conjunto deve ser local. Outro problema reside ainda no fato de que o motor trabalha sempre em valores nominais. Dispositivo com polias cônicas. em uma mesma máquina. É bastante utilizado para uma faixa pequena de variação de velocidade. havendo portanto desperdício de energia elétrica. de baixa precisão. A figura a seguir ilustra alguns destes equipamentos : Circuitos de acionamento .Inversores e conversores UNIDADE 2 . Motorredutores São equipamentos semelhantes às caixas de mudança de marcha dos automóveis. Os motorredutores permitem redução de velocidade e aumento de torque.Polias cônicas É um dispositivo composto por polias em forma de cone.

baixo rendimento com alto nível de ruídos e aquecimento. tubulações e motores elétricos auxiliares. Este tipo de variação é feito apenas para baixas rotações ( de 5 a 500 rpm.Alguns tipos de motorredutores Variadores hidráulicos Utilizam sistemas hidráulicos compostos por bombas.Inversores e conversores UNIDADE 2 . baseando-se no princípio das correntes de Foucault.3 . Algumas limitações observadas são : • • • • a rotação máxima é sempre a nominal do motor. através de válvulas de redução. Circuitos de acionamento . rotação nos dois sentidos e apresenta elevadas perdas de potência. Embreagens eletromagnéticas Permitem o ajuste entre discos acoplados eletromagneticamente. aproximadamente ). permite elevado torque. manutenção constante devido ao alto desgaste e freqüentes ajustes nas partes móveis e o motor estará sempre operando em suas condições nominais. a variação da velocidade é feita pelo controle. do fluxo de um fluido que passa pelo interior do variador.

um circuito eletrônico. Na próxima unidade trataremos mais detalhadamente estas variações. Circuitos de acionamento . por meio da variação das características do mesmo. e o motor do tipo Dahlander.4 . ou seja. Variação eletrônica : é conduzida por um elemento externo ao motor. como um inversor de freqüência ou um conversor CA/CC. Temos como exemplo o motor de rotor bobinado. ou de anéis. Faça agora os exercícios propostos para esta unidade.Variação elétrica/eletrônica de velocidade Estes métodos se resumem em dois tipos : Variação elétrica : é feita no próprio motor.Inversores e conversores UNIDADE 2 .

d) ( ) Uma das vantagens de se utilizar motorredutores é que se consegue aumentar o torque fornecido ao sistema. b) ( ) A variação de velocidade com sistema de polias cônicas permite variação contínua da velocidade.Inversores e conversores UNIDADE 2 .5 . 2) Quais são as principais vantagens de se utilizar métodos eletrônicos para variação de velocidade ? 3) Se você tiver acesso à Internet. ( ) Um sistema com motorredutores pode ser utilizado para se aumentar a velocidade nominal de um motor elétrico. sendo especialmente indicado para furadeiras de bancada.com Circuitos de acionamento .Exercícios 1) a) Coloque “V” se a informação for verdadeira e “F” se for falsa.//moliner.sew.br http. c) ( ) A variação de velocidade utilizando sistemas elétricos exige utilização de equipamentos como inversores e conversores.ind. por exemplo. visite alguns sites sobre motorredutores. responda às questões a seguir e as envie por e-mail para seu tutor: a) b) Endereços : Quais são os produtos oferecidos ? Existe representante no Brasil? www.

............................................... 1 EQUAÇÕES BÁSICAS DE FUNCIONAMENTO ... 2 INTRODUÇÃO ............................................................. 7 EXERCÍCIOS ..................................................UNIDADE 3 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE COM MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA Prof........................... 6 Controle de velocidade com realimentação ............................................................................................................................................................................................................................ 3 Acionamento em um quadrante ............1 ............. 2 QUADRANTES DE FUNCIONAMENTO .................................. 5 Controle de Velocidade sem realimentação........ 3 MOTORES E GERADORES CC .................................................................................................................................................................................. 1 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE ........................................................................................................ Corradi Sumário OBJETIVOS DA UNIDADE .............................................. 5 CIRCUITOS TÍPICOS PARA CONTROLE DE VELOCIDADE DE MOTORES CC .................................................................................................................................................Inversores e conversores UNIDADE 3 ............ 9 Circuitos de acionamento ............................................................................................................................................................................ 1 CONSTRUÇÃO .......................................

2 . você será capaz de : •identificar •analisar circuitos de variação de velocidade com Motores CC.Inversores e conversores UNIDADE 3 . Circuitos de acionamento .Objetivos da unidade Esta unidade tem como objetivo apresentar alguns métodos de controle de velocidade com motores de corrente contínua. Ao término desta unidade. quais são as possibilidades de variação de velocidade com um motor CC.

cujo conhecimento é necessário à compreensão de seu funcionamento e de como se pode realizar seu controle de velocidade.Introdução Inicialmente. estudaremos os equipamentos utilizados no controle de torque e velocidade destas máquinas. Não iremos nos aprofundar muito neste tema.Inversores e conversores UNIDADE 3 . abordaremos algumas características de máquinas CC. a seguir.3 . visto que o acionamento com máquinas CC está caindo em desuso. Circuitos de acionamento . e.

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quando um condutor elétrico é submetido a um campo magnético variável. sendo que o controle do motor é. surge nele uma tensão induzida ( E ). Deste modo. Esta tensão tem ainda uma relação direta com as características construtivas da máquina.Ia (2) Circuitos de acionamento . Equações básicas de funcionamento O funcionamento de um gerador CC baseia-se na Lei de Faraday.Motores e geradores CC Uma máquina é um motor quando transforma energia elétrica em energia mecânica. então. Ia ). ou seja : Va = E – Ra. O estator ou campo é formado por um ímã permanente que não permite. a tensão fornecida à carga.φ (1) Em um gerador. e é um gerador quando faz o processo inverso. Construção As máquinas CC são compostas por duas partes principais : a armadura (ou rotor) que é a parte girante e o campo ( ou estator ) que é a parte fixa. Do ponto de vista construtivo. pois vão conduzir fluxo magnético. ou seja. em alguns casos. sendo que a máquina CC pode ser usada como motor ou gerador. feito pelo controle do campo no rotor.1 . representadas pela constante k. Os materiais utilizados no motor devem ser de boa condutibilidade magnética. a tensão de armadura ( Va ) depende da força eletromotriz gerada ( E ) e da resistência de armadura multiplicada pela sua corrente ( Ra . o controle do fluxo magnético. a qual é diretamente proporcional à intensidade deste campo ( φ ). podemos escrever a seguinte equação : E =k. e à velocidade com que está variando ( n ). ou seja.n. o gerador e o motor CC são iguais.Inversores e conversores UNIDADE 3 . dependendo do tipo de transformação que realiza.

controla-se a velocidade através do controle da tensão de armadura. • • • Circuitos de acionamento .Ia k . mantendose o fluxo constante. a seguir.2 .Ra o fluxo . CC. Ia (4) Variação de Velocidade Como vimos na equação ( 3 ).Inversores e conversores UNIDADE 3 .φ ( alterando-se a corrente de excitação no campo ) Geralmente. do fluxo magnético gerado pelo campo (φ) e da corrente de armadura ( Ia ) : M = k. n . n .Va a resistência do circuito de armadura . φ – Ra. φ = Va + Ra. em acionamentos com máquinas CC para velocidades menores que a nominal. podemos variar : a tensão de armadura . ilustra o comportamento de um motor relacionando velocidade ( n ) e fluxo magnético ( φ ).Ia (3) O torque ou conjugado ( M ) em uma máquina CC é função direta de suas características intrínsecas ( k ). para podermos variar a velocidade de uma máquina CC. permitindo isolar e obter.Estas equações são válidas tanto para o gerador CC quanto para o motor CC. φ. A curva. matematicamente. o valor da velocidade n : Va = k .

3º quadrante : o conjugado mantém o mesmo sentido ( negati. enfraquecendo com isso o campo. Circuitos de acionamento . 4° quadrante : a velocidade continua no mesmo sentido. 1º quadrante : operação como motor. mas o torque é negativo.Inversores e conversores UNIDADE 3 . a tensão de armadura é mantida constante e reduz-se o fluxo. onde o eixo horizontal é graduado com valores de torque (ou conjugado ) e o vertical com valores de velocidade (n ) . positivos. podendo haver frenagem regenerativa. podendo ocorrer a frenagem regenerativa.Fluxo magnético X Velocidade de rotação da máquina CC Acima da velocidade nominal. operando então como motor. ou seja. porém o conjugado muda de sentido. tracionando a carga. porém a velocidade muda de sentido. a velocidade se mantém positiva. pois o torque e a velocidade são 2º quadrante : operação como gerador.3 . que é quando a máquina faz devolução de energia à rede.vo ) do segundo quadrante. referimo-nos a um sistema de coordenadas retangulares. a carga está tracionando a máquina. Um acionamento pode ser : • • acionamento de um quadrante e acionamento de dois ou mais quadrantes. Quadrantes de funcionamento Ao falar dos quadrantes de operação de máquinas elétricas.

podemos analisar o funcionamento da Máquina CC por quadrantes : Quadrantes de funcionamento de uma máquina elétrica rotativa. Quando operada como motor. devendo ser acionados os contatores G1 e G2 para operá-la como gerador.Inversores e conversores UNIDADE 3 . Acionamento de uma máquina CC como motor ou gerador Neste material . que é o mais utilizado para acionamentos de pequenas cargas. Circuitos de acionamento . A figura a seguir mostra como se faz o acionamento de uma máquina CC como Motor ou como Gerador. como os trens metropolitanos ( metrôs ) e outros onde há possibilidade de aproveitamento de energia. é imperativa a possibilidade de trabalho nos quatro quadrantes. os contatores M1 e M2 devem ser acionados. Para grandes sistemas.ficaremos restritos à operação em apenas um quadrante ( 1º ou 3º ).4 .Pela figura a seguir.

mantendo a corrente de armadura constante. A figura ilustra um acionamento CC típico. vimos ainda que. donde concluímos que. onde o campo é alimentado por um retificador não-controlado e a armadura por um retificador controlado.Acionamento em um quadrante Neste acionamento a máquina funciona exclusivamente como motor. Para reduzir o tempo de frenagem. fornecendo torque também constante. variando o fluxo ou a tensão de armadura. Analisaremos dois tipos de circuito : sem realimentação e com realimentação. Circuitos típicos para controle de velocidade de motores CC Como vimos pelas equações anteriores. o sistema pode ser acrescido de um freio mecânico ou eletromagnético. Por outro lado. devemos manter o fluxo magnético φ constante. podendo operar no 1º ou 3º quadrante. podemos variar a velocidade ( n ) de um motor CC. Esquema típico de acionamento de motor CC em um quadrante.Inversores e conversores UNIDADE 3 .5 . para mantermos o conjugado ( M ) constante. Circuitos de acionamento . ventilação e atrito. como inércia do sistema motor/carga. devemos proceder à variação da tensão de armadura. para obter uma variação da velocidade de um motor CC. sendo que a frenagem depende exclusivamente de detalhes mecânicos.

Controle de Velocidade sem realimentação A seguir temos o diagrama em blocos de um circuito típico sem realimentação. Circuitos de acionamento .6 .Inversores e conversores UNIDADE 3 . Esquema típico para acionamento de pequenos motores e formas de onda no circuito de disparo de SCR com UJT.

ele diminui o ângulo de disparo e. ou seja. que pode ser fornecido por um potenciômetro. deve ser previsto um transformador de acoplamento entre o UJT e o gate do SCR .Inversores e conversores UNIDADE 3 . um Controlador Programável (CP ou CLP).Referência : fornece um valor de referência para a velocidade. Circuitos de acionamento . Os blocos têm as funções descritas abaixo : 1 . 2 . que podem ser alimentados por um transformador. atuando no chaveamento dos tiristores . Neste caso.7 .Este circuito geralmente é utilizado para controle de pequenos motores CC. 3 . como por exemplo. ao qual se conecta uma saída analógica que fornecerá um nível de tensão para a entrada de referência. impedindo que este valor ultrapasse o valor nominal de corrente do motor.Regulador de Velocidade : recebe o sinal de referência e o compara ao sinal fornecido por um tacogerador ( dínamo ). aumentando assim a tensão sobre a carga. Controle de velocidade com realimentação A figura abaixo nos dá o diagrama em blocos de um circuito para controle de velocidade com realimentação : Esquema para controle de motor CC com realimentação. ou ainda por um sistema automático. se for igual. o mantém. ele aumenta o ângulo de disparo. Se a velocidade for superior ao esperado. lixadeiras e serras manuais ). sendo alimentado pela rede.Regulador de corrente : recebe o sinal de valor de corrente que está sendo absorvida pela carga através da rede e atua no ângulo de disparo dos tiristores. com o qual o operador regula manualmente a velocidade do motor. ou ainda pode ser utilizado para variar a velocidade de um motor universal ( furadeiras. se a velocidade está abaixo do esperado.

Inversores e conversores UNIDADE 3 . Faça agora os exercícios propostos para esta unidade.Circuito de disparo : efetua o disparo dos tiristores de acordo com a realimentação de velocidade e corrente. Circuitos de acionamento .4 .Ponte Retificadora : é composta por tiristores que retificam a tensão CA da rede de acordo com os pulsos fornecidos pelo circuito de disparo. 5 .8 .

Exercícios 1) a) b) Coloque “V” se a informação for verdadeira e “F” se for falsa. d) e) ( ) Não é possível aumentarmos a velocidade de um motor CC além de sua velocidade nominal. 2) Qual é a principal característica de um sistema de variação de velocidade sem realimentação ? 3) Se você tem acesso à internet. Quais produtos são oferecidos por fabricantes como : Siemens. ( ) Aumentando-se o valor do fluxo magnético no campo (φ). sem reduzir o fluxo magnético no campo. ( ) A função do bloco de regulagem de corrente é a de fazer com que o circuito de controle não permita que o motor queime por sobrecarga. Circuitos de acionamento . é necessário ultrapassar também a tensão nominal aplicada à armadura do motor CC. ( ) Para se ultrapassar a velocidade nominal.9 . Telemecanique e WEG ? Envie um e-mail para o tutor com uma descrição sucinta destes produtos. aumenta-se a c) velocidade do motor CC.Inversores e conversores UNIDADE 3 . tente achar informações sobre conversores CA/CC. ( ) A velocidade de rotação de um motor CC depende somente da tensão aplicada na armadura. o que pode provocar a queima dos enrolamentos da armadura.

................Pulse Width Modulation ........ 1 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE COM MOTOR ASSÍNCRONO DE ANÉIS... 1 MOTOR ASSÍNCRONO COM ROTOR EM GAIOLA DE ESQUILO .........CICLOCONVERSORES ...................................................................... 3 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE COM MOTORES DE CORRENTE ALTERNADA.....Inversores e Conversores UNIDADE 4 ....................................................... 2 Variação do escorregamento ....................................................................................................................... 4 Inversor com fonte de tensão tipo onda quadrada ( square-wave VSI )............................................................... 1 Variação do número de pólos ......................................................................... 6 EXERCÍCIOS .......................... 4 Inversor com fonte de tensão por Modulação de Largura de Pulso ( PWM-VSI ....................................................................................................................................................................................................................................UNIDADE 4 VARIAÇÃO DE VELOCIDADE COM MOTORES DE CORRENTE ALTERNADA PROF..............................Current Source Inverter ) com retificação por tiristores................................................................................. 2 CLASSIFICAÇÃO DOS INVERSORES DE FREQÜÊNCIA.........................................................Voltage Source Inverter)............................................................ 2 Variação da freqüência da tensão de alimentação .............................................. 5 Inversor com fonte de corrente ( CSI ......................................................... com retificação por tiristores.... 7 Circuitos de acionamento .......................1 .. 3 INVERSORES DIRETOS .............................................. 5 COMPARAÇÃO ENTRE INVERSORES DE FREQÜÊNCIA INDIRETOS ............................................ CORRADI Sumário OBJETIVO DA UNIDADE............... 2 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 INVERSORES INDIRETOS .......................................................

Ao final desta unidade. Circuitos de acionamento .Objetivo da unidade Esta unidade tem por objetivo apresentar os principais métodos de variação de velocidade.2 . você será capaz de identificar os principais métodos de variação de velocidade de motores CA. podendo selecionar o método mais adequado para cada aplicação. utilizando motores de Corrente Alternada.Inversores e Conversores UNIDADE 4 .

hoje já se consegue variar a velocidade do MIT com circuitos simples e confiáveis.3 . Devido aos avanços da eletrônica. como já foi visto. como : não requer manutenção do conjunto escovas/comutador.Inversores e Conversores UNIDADE 4 .Introdução O Motor de Indução Trifásico (MIT) ganhou mercado devido a algumas características que o tornam superior aos motores CC. uma vez que no motor CC. • • • Circuitos de acionamento . Uma barreira para a utilização do MIT consistia na dificuldade para se variar sua velocidade. podemos destacar algumas. basta variar a tensão da fonte de alimentação. possui tamanho e peso reduzidos para uma mesma potência nominal e não necessita de fonte CC.

.

como pontes rolantes. Estas variações têm como conseqüência o aumento das perdas de potência no rotor. A velocidade do campo girante é mantida constante. guindastes e outros. não são muito flexíveis ( no caso do motor Dahlander ) ou exigem gastos com manutenção ( como é o caso do motor de anéis ). Motor assíncrono com rotor em gaiola de esquilo Para variação de velocidade do MIT.Variação de velocidade com motores de corrente alternada Existem alguns métodos em que a variação de velocidade é feita no próprio motor. no entanto. Variação de velocidade com motor assíncrono de anéis O motor de anéis é bastante utilizado em sistemas que necessitam de alto torque. como veremos a seguir.(1-s)) p n= (1) onde : f = freqüência p = número de pólos s = escorregamento Circuitos de acionamento . servindoapenas a propósitos específicos. com alterações desuas características.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . sendo a velocidade do rotor ajustada através de : variação da resistência rotórica. feita por meio da conexão de resistores inseridos em série com o estator. • • • variação da tensão do estator.f. Estas variações. que nos dá três possibilidades de variação : (120. feita com um inversor de freqüência e variação de ambas simultaneamente.1 . o que limita esta aplicação. devemos observar a sua equação de velocidade.

há pouca possibilidade de variação. ao fluxo magnético ( φm ) e à corrente rotórica ( I rotor ) : C = φm . com menores perdas e faixa mais ampla de variação (permi-te alcançar . porém. Estas limitações reduzem as aplicações basicamente à : partida lenta de máquinas através de chaves compensadoras ou “soft-starter” ( partida suave ) e • • regulação de velocidade de ventiladores e bombas. Os principais problemas que ocorrem são relativos ao aumento das perdas e à diminuição no conjugado ( para 70% da tensão nominal. limitando-se a duas ou quatro velocidades. geralmente com duas ou quatro velocidades múltiplas.2 . que faz a mesma função da chave compensadora com auto-transformador. o soft-starter é desconectado do circuito através de um circuito de comando ( com contatores ). Consegue-se com isso uma redução de velocidade no motor.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . I rotor (02) Circuitos de acionamento . podemos relacionar o conjugado desenvolvido ( C ). temos uma redução de 50% no conjugado nominal). através do chaveamento de semicondutores. Uma vez em regime de funcionamento contínuo. é aplicada uma tensão reduzida ao motor. O soft-starter é um equipamento com um circuito eletrônico. Variação da freqüência da tensão de alimentação O mais eficiente método de variação e controle de velocidade de MIT.com relativa perda de torque . Variação do escorregamento É conseguida através da variação da tensão rotórica.até 5 vezes a velocidade nominal do motor ). limitando os picos de corrente em sua partida. consiste na aplicação ao motor de uma fonte de tensão com freqüência variável. não há perdas de potência se compararmos estes motores com os outros sistemas de variação de velocidade citados. Pelo equacionamento do MIT. ou seja.Variação do número de pólos É conseguida com motores especiais chamados Dahlander. Praticamente. que são motores construídos especialmente para variação do número de pólos.

Inversores diretos . que tem amplitude e freqüência fixas. então. utilizando-se Cicloconversores ou de modo indireto. em outra tensão com amplitude e freqüência variáveis.Cicloconversores Esquema e formas de onda do cicloconversor Circuitos de acionamento . o fluxo magnético é diretamente proporcional à tensão aplicada no estator ( V1 ) e inversamente proporcional à freqüência desta tensão ( f1 ). para podermos variar a velocidade do MIT.3 . ou seja. que. devemos manter constante a relação tensão/freqüência. Esta conversão pode ser feita de modo direto. Como esta relação é um número. do que obemos então a relação : φm = V1 (03 ) f1 Concluímos. mantendo o conjugado constante.Por sua vez. o inversor que utiliza este princípio ( o de manter a relação V/Hz constante ) é chamado de inversor escalar. utilizando-se inversores com Circuito Intermediário.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . Classificação dos inversores de freqüência Um inversor de freqüência converte a tensão da rede de alimentação. é um valor escalar.

Esquema do Inversor de freqüência com tecnologia PWM-VSI. a corrente resultante terá uma distorção excessiva. onde freqüências de 0 a 10 Hz são necessárias e moinhos de cimento. Inversores indiretos Discutiremos. a partir desta freqüência. de forma que a tensão aplicada à carga é resultado do recorte das tensões trifásicas de alimentação. os quais são classificados de acordo com as etapas de retificação e inversão que utilizam : Inversor com fonte de tensão por Modulação de Largura de Pulso ( PWM-VSI . dependendo da potência da carga. Esta fonte de tensão é formada por uma etapa retificadora. a seguir. com motores síncronos a baixa velocidade (12 a 20 rpm ). Algumas características e técnicas de geração de PWM serão apresentadas e discutidas na Circuitos de acionamento . Basicamente. Algumas aplicações : • • • laminadores de tubo. pois.Voltage Source Inverter). cada fase é conectada a duas pontes em antiparalelo (na figura temos pontes monofásicas). com elevado número de pólos. A principal característica deste sistema é a utilização de modulação do tipo PWM ( Modulação por Largura de Pulso). refundição de escórias. que alimentam cada uma das fases da carga.Pulse Width Modulation . algumas das configurações mais utilizadas para inversores indiretos.O inversor direto é constituído por um circuito em que a tensão da rede é comutada por 6 pontes trifásicas. fugindo do formato senoidal. que pode ser trifásica ou monofásica. produzindo o efeito desejado.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . temos três tipos de inversores de freqüência indiretos. com motores síncronos de baixa rotação ( velocidade até 15 rpm ). feita a partir da fonte de tensão Vd. Este conversor só é aplicado para freqüências de 0 a 20Hz.4 . sendo que cada ponte trabalha com um semiciclo da tensão senoidal. A tensão da fonte é então modulada de acordo com a freqüência e potência que se deseja no motor. ou seja. A corrente resultante na carga terá sua freqüência discretamente alterada.

A tensão fornecida ao motor tem sua freqüência variada pelo chaveamento adequado dos semicondutores de potência. utiliza-se uma ponte retificadora controlada ou semicontrolada. Inversor com fonte de tensão tipo onda quadrada ( square-wave VSI ). Circuitos de acionamento . Para se variar a amplitude desta tensão. Este circuito é chamado de "Inversor PWM de onda quadrada" ou ainda "Inversor six-steps" .próxima unidade. A comutação desta corrente é efetuada por tiristores (SCRs geralmente). que possuem circuitos adicionais ( formados por diodos e capacitores) para o desligamento dos mesmos. a corrente fornecida ao motor é provida por um indutor.5 . com retificação por tiristores. Inversor com fonte de corrente ( CSI ) Nesta topologia.Current Source Inverter ) com retificação por tiristores. Esquema do Inversor de freqüência com tecnologia PWM de onda quadrada ("six-steps"). funcionando como uma fonte de corrente. formando uma onda quadrada com freqüência variável. Este foi um dos primeiros tipos de inversores com variação da freqüência da tensão de saída construídos. Inversor com fonte de corrente ( CSI .Inversores e Conversores UNIDADE 4 .

uma vez que os semicondutores não suportavam grandes valores de correntes.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . existem algumas diferenças. devido à sua fácil adaptabilidade a quaisquer tipos de motores de indução. com pouca mobilidade de troca posterior à instalação. e "+" para atributos positivos.Esta configuração foi bastante utilizada no passado. MOSFETs e IGBTs. trataremos com mais detalhes o funcionamento do inversor do tipo PWMVSI.6 . Parâmetro idade de substituição do motor eneração eção contra curto-circuito eção contra circuito aberto ência em baixas rotações o e tamanho PWM (VSI) + + + quare Wave + + + + CSI ++ ++ + -- Apesar da similaridade entre os circuitos. esta configuração se viu restrita a aplicações de potências muito elevadas. A comparação é realizada através dos símbolos "-". indicando um atributo negativo. é apresentada uma tabela onde se comparam as principais características destas três topologias de inversores estudadas. as quais podem determinar a utilização de um determinado circuito ou de outro. Circuitos de acionamento . que é o mais utilizado industrialmente. Comparação entre inversores de freqüência indiretos Existe uma tendência mercadológica muito grande a se utilizar os inversores tipo PWM-VSI. Faça agora os exercícios propostos para esta unidade. Na unidade seguinte. Um dos principais problemas desta configuração é que o inversor deve ser construído especificamente para um tipo de carga. A seguir. com o desenvolvimento dos transistores de potência.

) Ventiladores e exaustores residenciais. Circuitos de acionamento .Exercícios 1) a) b) c) 2) Aplicações típicas para o motor assíncrono de anéis são : ( ( ( ) Pontes rolantes.7 . ) Trens metropolitanos ( metrô ). Posso substituir um inversor de freqüência por um soft-starter ? Por quê? 3) Na automação de um processo industrial é necessário que se substitua o acionamento mecânico existente por um elétrico. faça uma busca e liste pelo menos 3 endereços virtuais de fabricantes de inversores e pelo menos um produto de cada.Inversores e Conversores UNIDADE 4 . Um dos fatores limitantes é o espaço disponível. Qual tipo de circuito você sugere que se utilize? 4) Se você tem acesso a internet. que é reduzido.

........................ 7 Natural Sampling ( Amostragem natural ).....................Inversores e conversores UNIDADE 5 .....................................1 ........................ 9 Current controlled PWM ( PWM controlada por corrente )............................................................ 1 Inversor Six-steps ( seis-passos ) ............................................................................................................................................................................................................................................................ 2 Introdução.................................... 10 Exercícios .............................................................................................................................UNIDADE INVERSORES PWM 5 Prof........................................................................................................................................................................... 3 Inversores PWM ......... Corradi Sumário Objetivo da unidade ............................................................................................................................... 1 Técnicas de Modulação por Largura de Pulso (PWM).............. 7 Regular Sampling ( amostragem regular ) ........... 6 Por que utilizar PWM ? ................. 12 Circuitos de acionamento ..................................

Inversores e conversores UNIDADE 5 . Circuitos de acionamento . ressaltando a forma como podem ser geradas as tensões trifásicas. utilizando a tecnologia PWM.Objetivo da unidade Esta unidade tem por objetivo o estudo do funcionamento de inversores estáticos.2 . utilizando tecnologia PWM. você será capaz de identificar algumas das principais formas de geração de tensões trifásicas. Ao final desta unidade.

utilizando diversas técnicas. que é o mais utlizado para aplicações industriais de baixa e média potência.Introdução Nesta unidade. Como visto na unidade 4.3 . temos a geração de correntes trifásicas a partir de modulação por largura de pulso. neste inversor. A seguir veremos como é feita a geração destas correntes.Inversores e conversores UNIDADE 5 . Circuitos de acionamento . analisaremos alguns aspectos de funcionamento do inversor tipo PWM-VSI .

.

analisaremos inicialmente o funcionamento de um circuito chamado "inversor six-steps". onde são geradas correntes trifásicas em um MIT. Analisaremos também algumas das principais técnicas de geração por modulação do tipo PWM. no qual os semicondutores de chaveamento são substituídos por chaves. é conveniente estudarmos o circuito da figura abaixo : Circuito de chaveamento para carga ligada em estrela Circuitos de acionamento . utilizando-se um circuito básico. Inversor Six-steps ( seis-passos ) Para um bom entendimento de como se procede à geração das tensões trifásicas através dos semicondutores de chaveamento.1 .Inversores e conversores UNIDADE 5 .Inversores PWM Para um bom entendimento do funcionamento de um inversor de freqüência PWM-VSI.

Este circuito possui 8 configurações possíveis de operação. passo-a-passo. das quais 6 são estados ativos e as duas restantes são estados neutros (chaves 1. ou passos.3 e 5 ou 4. analise a formação das tensões no circuito e verifique como estas são indicadas em seu respectivo gráfico.2 .Inversores e conversores UNIDADE 5 . passo a passo : A seguir analisamos a formação dos valores de tensão nas cargas das fases a. Para uma melhor compreensão. possíveis para as chaves estão descritas a seguir. Importante : Ao analisar a formação das tensões. 6 e 2 fechadas ). analise primeiramente o circuito e depois verifique a construção do gráfico nas páginas subseqüentes. daí o nome "six-steps". As 6 combinações. b e c : Circuitos de acionamento .

Inversores e conversores UNIDADE 5 . podemos determinar as tensões para os outros cinco passos.3 .Cálculo das tensões sobre as cargas Deste modo. confeccionando então o gráfico das tensões de linha : Circuitos de acionamento .

A seguir. considerando que cada passo ou estado seja ativo por 60º: Circuitos de acionamento . vemos a forma de onda das tensões de linha ( entre os pontos a.Inversores e conversores UNIDADE 5 . b e c e o 0 ).4 .

Inversores e conversores UNIDADE 5 . A corrente no motor ao receber a tensão chaveada no modo six-steps tem a forma apresentada abaixo. Circuitos de acionamento .5 .Tensões de linha e seqüência de disparo para “six-steps”. Tensão e Corrente de linha no MIT com mudulação “six-steps”.

6 . em linhas gerais. Controlando-se a velocidade de chaveamento. quando se dispunha de chaves eletrônicas relativamente lentas e o transistor ainda era um componente novo. utilizam-se técnicas de modulação para se obter o valor da tensão de saída variável juntamente com a freqüência. a seguir. um recurso já ultrapassado é o de se fazer variar a tensão do "link DC". Atualmente.Inversores e conversores UNIDADE 5 . não apresentando ainda boas características para chaveamento. o funcionamento de algumas destas técnicas. Para variar o valor da tensão de saída. permitindo a existência de circuitos mais complexos em um volume menor. teremos tensões trifásicas com freqüência controlada.As tensões de linha aplicadas ao motor resultam em formas de onda bem próximas de senóides. utilizando-se um retificador controlado ao invés da ponte de diodos. foram desenvolvidas várias técnicas para implementação de PWM. verificaremos. de modo a aproveitar o desenvolvimento tecnológico da eletrônica. Técnicas de Modulação por Largura de Pulso (PWM) A Modulação por Largura de Pulso ( em inglês. Pulse Width Modulation ) foi primeiramente desenvolvida e aplicada em inversores estáticos em meados de 1960. Circuitos de acionamento . Desde então. IGBTs e MCTs) quer seja no aumento da faixa de integração (componentes LSI-Large Scale Integration e VLSIVery Large Scale Integration). quer seja no aperfeiçoamento dos semicondutores de chaveamento (dos GTOs e SCRs aos MOSFETs de potência.

Natural Sampling (Amostragem natural) É uma técnica que pode ser facilmente implementada com circuitos analógicos. as área 1. Estas duas áreas são iguais. teremos no motor um valor menor ou maior de tensão. temos duas áreas ( número 0 ).7 . A figura a seguir ilustra a forma de onda de tensão aplicada ao motor e a componente fundamental de corrente ( tracejada ). porém com sentidos opostos. porém com sentido oposto ao do primeiro semiciclo. ou ciclo de trabalho. resultante da ação da indutância do motor . veremos algumas técnicas de modulação tipo PWM propostas na literatura técnica. 2 e 3 se repetem.Por que utilizar PWM ? Para resolver o problema da variação do valor da tensão ( a idéia é manter a relação V/f constante ). atendo-nos às mais utilizadas. Os períodos de desligamento são definidos pelos pontos de cruzamento de uma onda triangular ( portadora ) com uma onda senoidal de amplitude "m"( chamada de índice de modulação ) variável. 2 e 3 estão em ordem crescente até atingir o pico da senóide. A partir deste momento. na passagem da senóide por zero. entregando ao motor uma quantidade de energia e retirando-a logo em seguida. Modulação PWM para geração de corrente senoidal Note que as áreas das partes 1. o que gera como resultante uma corrente nula. variável ). fazendo com que os degraus do six-steps tenham duração variável ( duty-cicle . Circuitos de acionamento . A seguir. gerando então o semiciclo negativo da corrente senoidal no motor. quando decrescem até que. dependendo do período que os semicondutores de chaveamento permanecem ligados.Inversores e conversores UNIDADE 5 .

Na relação a seguir. em alguns inversores mais modernos. Podemos calcular a freqüência de chaveamento multiplicando "n" pela freqüência da senóide. neste caso. Esta mudança está relacionada com o tipo de chave eletrônica utilizada. obtemos melhores resultados. Fchav. A seguir vemos as formas de onda de corrente para índices de modulação n = 9 e para n=45 : Circuitos de acionamento .O número de ondas triangulares existentes por período da onda senoidal define o número de pulsos resultantes na saída. 18 = 1080 Hz Obtenção do sinal PWM "natural sampling". que. representa perda de energia. além de poluente sonoro.8 . pode ser variada em função da aplicação do conjunto inversor-motor-carga. Esta freqüência de chaveamento. há redução do nível de harmônicas. obteremos aproximadamente 1 kHz. ou seja.Inversores e conversores UNIDADE 5 . podemos definir o índice da portadora "n" : n= número de triângulos da portadora ciclo da senóide A seguir podemos visualizar uma senóide na freqüência de 60 Hz sendo amostrada por uma onda triangular. reduzindo o torque pulsante em baixas rotações e reduzindo o "zumbido" audível. Quando utilizamos mais pulsos por ciclo (aumentando a freqüência de chaveamento). = 60 .

Inversores e conversores UNIDADE 5 . sendo que uma das idéias iniciais resultou em uma técnica chamada de regular sampling. Regular Sampling ( amostragem regular ) A possibilidade de uso de microprocessadores para a geração do PWM foi objeto de inúmeros estudos. a senóide discretizada e os pulsos PWM resultantes : Circuitos de acionamento .9 . composta de vários degraus. A figura a seguir mostra. Esta técnica consiste em se fazer o cruzamento da onda senoidal com uma senóide "discretizada" ( digitalizada ). com destaque. a síntese do PWM.Corrente de fase com PWM "natural sampling" com índices de modulação 9 e 45. Esta pequena mudança permitiu que os microprocessadores executassem. em tempo real. pois o software resultante era muito compacto. ou seja.

que representa o valor desejado de corrente para determinada situação de conjugado e velocidade. parte-se de um perfil desejado de corrente.Modulação PWM "regular sampling". temos uma senóide de referência. e são estabelecidos dois limites (inferior e superior que definem a histerese).10 . Nessa técnica. como podemos ver na figura. não controlando a corrente no motor. Current controlled PWM ( PWM controlada por corrente ) Estes dois tipos de modulação citados ( regular e natural sampling) podem ser inseridos no mesmo grupo. Basicamente. Deste modo. Uma abordagem mais recente (e que possui muitas variantes) é a chamada Current Controlled PWM . a partir do qual controla-se o chaveamento.Inversores e conversores UNIDADE 5 . Esta corrente é devidamente monitorada por sensores. mas sim um perfil de corrente de acordo com as necessidades do motor. O controlador analisa as correntes das três fases separadamente a partir de valores prédeterminados. pois estabelecem um padrão de tensão. A qualidade da corrente no motor depende então da qualidade da modulação adotada ( freqüência e índice de modulação). os quais determinam a largura e duração dos pulsos. Circuitos de acionamento . não se tem um perfil definido de tensão. Um exemplo de Currente Controlled PWM é implementado por um controlador de histerese.

Circuitos de acionamento . Faça agora os exercícios propostos para esta unidade.Inversores e conversores UNIDADE 5 .11 ."Current controlled PWM" com controlador de histerese.

12 .Inversores e conversores UNIDADE 5 .Exercícios 1) 2) A partir das tensões de fase. faça os gráficos das tensões de linha (Vab. Vbc e Vca) : Assinale a alternativa correta para as seguintes proposições : Circuitos de acionamento .

440 V ( ( ( ) Aumento de torque.110 V. com aumento das perdas no rotor.100 V. ) Freqüências de chaveamento maiores que 2 kHz. deve apresentar os seguintes valores de tensão para as Circuitos de acionamento . ) Aumento da tensão nominal. ) Discretização da tensão senoidal.13 .132 V ) 25 Hz . ) Melhor resposta do motor.1) A utilização de um índice de portadora maior implica em : a) b) c) geradas.Inversores e conversores UNIDADE 5 .220 V ) 60 Hz . 30 Hz . 2) A geração de PWM com circuitos microprocessados é possível quando se utiliza : a) b) c) 3) em : a) b) c) 4) freqüências : a) ( b) ( c) ( ) 25 Hz . aplicado a um motor para 220 V e uma freqüência nominal de 50 Hz. ) Utilização de semicondutores de chaveamento mais lentos.264 V. com conseqüente redução de torque. 100 Hz . 60 Hz . ( ( ( ) Aumento das perdas por corrente de magnetização no motor. ) Redução de fluxo magnético. ( ( ( ) Modulação PWM tipo six-steps. com redução do nível de harmônicas O aumento da velocidade de um MIT acima de seus valores nominais implica Um inversor com controle escalar.

.UNIDADE CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS INVERSORES 6 PROF............. 2 CONSIDERAÇÕES PARA CONEXÃO DE INVERSORES A UM MIT.............. 10 EXERCÍCIOS ............... 1 CIRCUITOS POR MALHA ABERTA E POR MALHA FECHADA ...... 10 Rampa "S" .............. 3 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS INVERSORES ................................................ CORRADI Sumário OBJETIVO DA UNIDADE................................................................................................................................................................................... 10 Partida com o motor girando ( Flying start ) .................................................................................................................................................................................. 4 Curva característica de conjugado X velocidade ..................................................... 12 Circuitos de Acionamento............................................ 9 Skip Frequency ( rejeição de freqüências críticas )................................................. 9 Multi-speed ( múltiplas velocidades ) ..................................................................................................................................................................................... 7 ALGUMAS FUNÇÕES ESPECIAIS DOS INVERSORES COMERCIAIS ................................................................................................................................................. 8 Ciclo automático.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................Inversores e conversores UNIDADE 6 ............................................ 6 PARAMETRIZAÇÃO DE INVERSORES ......................................... 4 Limitação de potência .........1 ................. 6 CONTROLE VETORIAL DE INVERSORES PWM (IDÉIA GERAL) .................................................................................................................... 2 INTRODUÇÃO ...................................... 4 Sugestões de ordem prática ...................

Ao final desta unidade. analisando : o comportamento do motor com inversor de freqüência. Circuitos de Acionamento.Inversores e conversores UNIDADE 6 . você será capaz de identificar algumas funções especiais. algumas funções especiais dos inversores comerciais.2 .Objetivo da unidade Esta unidade tem por objetivo apresentar características comuns à maioria dos inversores de freqüência disponíveis no mercado. parâmetros de inversores e problemas com este tipo de acionamento. os principais parâmetros de um inversor de freqüência.

Introdução

A seguir, vamos ilustrar algumas configurações básicas, aplicáveis por praticamente todos os fabricantes de inversores . A parametrização de inversores, por ser específica para cada fabricante, será tratada presencialmente.

Circuitos de Acionamento- Inversores e conversores

UNIDADE 6 - 3

Características gerais dos inversores

Trataremos nesta unidade de alguns circuitos típicos e das características encontradas na maioria dos inversores disponíveis no mercado. De uma maneira geral, todo equipamento disponível atualmente prevê uma série de facilidades programáveis através de painel no próprio equipamento ou, em alguns casos, via software, prevendo também conexões com outros dispositivos, como por exemplo, CLPs (Controladores Lógicos Programáveis ).

Circuitos de Acionamento- Inversores e conversores

UNIDADE 6 - 1

2 . o valor desejado de freqüência. já para cargas com baixo momento de inércia. que pode vir de um ajuste manual. atuando nas chaves T1 a T6.Síntese do sinal PWM : este bloco atua de acordo com os valores fornecidos pelos blocos 2 e 3. desde baixas freqüências até sua freqüência nominal. 3 . veremos por que nenhum fabricante utiliza este arranjo simples.Referência de freqüência : fornece o set point. como no diagrama a seguir. 2 . temos : 1 . podemos ter uma rampa mais acentuada. porém. 4 . permitindo que o motor mantenha o torque constante. feito pelo operador. por exemplo. a novidade está na parte de controle. estes valores podem ser setados na instalação do equipamento e dependem do motor e da inércia da carga acionada.Curva Volts/Hz : determina a relação escalar já discutida anteriormente. que é responsável pelo controle dos semicondutores de potência.Inversores e conversores UNIDADE 6 .Circuitos por malha aberta e por malha fechada Tratando-se de circuitos de controle. Inversor PWM por malha aberta. A parte de potência já foi discutida anteriormente. Circuitos de Acionamento. de acordo com uma das técnicas já discutidas de geração de PWM. em aceleração ou desaceleração (frenagem). Normalmente. ou de um sistema automático como um CLP ( Controlador Lógico Programável ) ou CNC ( Comando Numérico Computadorizado ).Rampa de aceleração e frenagem : determina o tempo que o motor levará para atingir uma determinada velocidade. ou seja. poderíamos ter circuitos operando em malha aberta. De acordo com a figura. Cargas com alto momento de inércia requerem uma rampa mais lenta de aceleração/frenagem.

a tensão no Link sobe rapidamente. evitando que o motor opere com alto valor de escorregamento. temos duas realimentações : • Corrente : pode ser feita por um transformador de corrente. o que pode ocasionar seu bloqueio. como por exemplo : • • não há controle sobre o escorregamento (slip): o motor pode estar trabalhando com altos níveis de escorregamento. atuando na síntese do sinal PWM de acordo com a carga aplicada ao eixo do motor. caso ocorra algum problema com o motor (curto-circuito. queimando o enrolamento do estator. Quando ocorrem frenagens em tempos muito curtos.Inversores e conversores UNIDADE 6 . devendo ser previsto um sistema de controle para o mesmo. podendo travar. aumenta-se a taxa de frenagem. o arranjo por malha aberta não é utilizado. Esquema do Inversor com realimentação de corrente e tensão Neste esquema. que utiliza malha fechada. Com a realimentação. efetuando ainda a proteção do motor quanto a sobrecargas e curto-circuitos. resistor de frenagem : para se limitar a tensão no Link pode-se inserir um resistor de frenagem. • • • Circuitos de Acionamento. As mais comuns são : reversão eletrônica : invertendo-se os sinais de comando de duas fases pode-se inverter o sentido de rotação do motor. mostrando o arranjo mais encontrado comercialmente. Algumas sofisticações podem ser facilmente acrescentadas a este circuito básico. fazendo com que a tensão no Link fique constante. O diagrama a seguir procura solucionar estes problemas. Há alguns problemas com este arranjo. como é feita a proteção das chaves eletrônicas ? Por estes motivos. Este sinal também atua na rampa de aceleração/frenagem. Tensão : a tensão do Link DC é monitorada.3 . sobrecarga).As chaves T1 a T6 mais utilizadas atualmente para motores de médio porte são os IGBTs.

devido ao fato de não podermos manter mais V/f. a tensão não sofre acréscimo. e inversamente da freqüência desta tensão. como a freqüência continua aumentando. uma vez ultrapassada a freqüência nominal (Fn). Limitação de potência Como visto anteriormente.4 . analisaremos alguns deles a seguir. sob risco de queima do enrolamento do estator. ou seja : Øm = V1 f1 Desta equação podemos obter as curvas : (7) Curva tensão x freqüência e potência x freqüência A limitação do controle escalar consiste na limitação do motor quanto à sua tensão nominal. Curva característica de conjugado X velocidade Uma vez ultrapassada a freqüência nominal. o fluxo magnético depende diretamente do valor da tensão aplicada. até que seja atingida a potência nominal. o que provocará perda de conjugado como vemos na curva a seguir : Circuitos de Acionamento. o que faz com que tenhamos também um aumento linear da potência. Deste modo.Considerações para conexão de inversores a um MIT Existem alguns pontos a se considerar quando se conecta um inversor de freqüência a um motor trifásico. a qual não deve ser ultrapassada. haverá um decréscimo do fluxo magnético.Inversores e conversores UNIDADE 6 .

. enfraquecimento de campo. o conjugado nominal decresce hiperbolicamente* com a velocidade e também decresce aproximadamente com o quadrado do fluxo.Curva de conjugado X freqüência Considerando pequenos valores de escorregamento e supondo que a freqüência da tensão no rotor é a mesma do estator. que depende da freqüência. n nom Cnom. < As curvas características de Conjugado X Rotação são deslocadas em função da rotação. ou seja. e a hipérbole por y = 1/ x2 ) • a velocidade máxima em função do conjugado pode ser calculada pela fórmula : Cmáx. • • *( a hipérbole é a função oposta à parábola. podemos afirmar que : o conjugado máximo decresce com o quadrado da velocidade (1/n2).Inversores e conversores UNIDADE 6 . como podemos observar na figura a seguir : Curva conjugado X rotação Teoricamente.5 . acima da freqüência nominal. onde temos : • • fluxo constante até a freqüência nominal. Circuitos de Acionamento. n máx. existem duas faixas de atuação. a parábola é regida pela equação y = x2.

temos máquinas extrusoras de plástico (onde são feitos cantoneiras e perfis plásticos com formatos de H. basta mantermos constante a relação V/f. custo. Como exemplo. • Circuitos de Acionamento. para velocidades muito baixas.). a utilização de realimentação encarece mais o equipamento e gera transtornos mecânicos. uma das soluções apresentadas é o chamado "Controle Vetorial de Fluxo". Utilizando-se motores CC devidamente controlados e realimentados. por exemplo). pode-se obter precisão da ordem de até 0. vimos que. afetando o conjugado. por exemplo. como instalação e acréscimo de mais um elemento para manutenção. Para solucionar este problema. pode haver sobreaquecimento ao se trabalhar abaixo de sua velocidade nominal. casos em que variações muito pequenas de velocidade podem resultar em perda de material e interrupção do processo produtivo. C. entre outros. Por outro lado. no entanto.3% com realimentação (por tacogeradores. o que implica em tensões também baixas. Para se ter um torque maior com velocidade acima da nominal.6 .. U. existem ainda outras considerações a serem feitas : • para motores autoventilados. Este método se mostra bastante eficaz para uma boa parte das aplicações. devemos considerar os incovenientes já citados dos motores CC ( peso. para manter o torque constante. porém. trefiladoras (produção de fios e fibras) e bobinadeiras. X. Para estes casos. que permite uma precisão da ordem de 0.. devemos levar em conta outros parâmetros do MIT que podem causar variações e oscilações no torque.Na prática.2% a 0..01%. Sugestões de ordem prática Para se solucionar o problema de superaquecimento. Controle vetorial de inversores PWM (idéia geral) Até aqui.Inversores e conversores UNIDADE 6 . uma precisão da ordem de 3% a 5% . Devem-se considerar as variações da impedância interna dos enrolamentos e os fenômenos de saturação magnética. por exemplo). sem a utilização de sensores. normalmente abaixo de 10 Hz. ou 0. a resistência do estator começa a ser significativa. manutenção. pode não ser suficiente.01%. Para obter uma maior precisão. pode-se sobredimensionar o motor. conseguida com controle escalar sem realimentação. deve-se prever uma ventilação forçada para o motor. Existem.

quando há o aumento de carga.5 A ) e pela produção de torque. sendo montada uma matriz.29 Relação torque-corrente-escorregamento. corrente no estator e conjugado fornecido : ARGA (%) CORREGAMENTO RRENTE (A) CONJUGADO (%) (kgfm) 0 0 8.07 50 1.7 . necessário para a magnetização do rotor ( neste caso. podemos observar a íntima relação entre os valores de carga aplicada. as quais variam de motor para motor. De acordo com os dados obtidos no auto-tunning ( ou self-tunning). não são consideradas as características de impedância ( resistências e reatâncias internas ) e saturação magnética. o inversor calcula a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina. que é resolvida para cada valor de freqüência. Esta operação permite que o inversor trabalhe casado com o motor.0 8.1 6.22 100 2. o que se faz é obter um modelo matemático para o motor. escorregamento. atuando na síntese do PWM. No controle vetorial. monitorando a corrente no estator. A corrente do estator é responsável pela geração do fluxo magnético.61 25.Inversores e conversores UNIDADE 6 . é necessário que se estabeleçam alguns parâmetros básicos de funcionamento.6 10.5 0 25 0.380 V 60 Hz.15 75 1. grosso modo.1 4.83 19.No inversor escalar. Para a montagem dessa matriz.16 14. Pela tabela a seguir.3 2. Circuitos de Acionamento. a corrente de magnetização gira em trono de 8. através da qual são injetados valores de corrente no motor e lidos os resultados. sendo observado um aumento substancial de corrente. obtida de um motor de 20 Hp . o inversor executa uma operação chamada de auto-tunning ( ou auto-ajuste). nesse modelo são separadas as correntes de magnetização e a de torque do rotor. Parametrização de inversores Para o início do funcionamento de um inversor.

Importante : a parametrização incorreta do inversor pode implicar no mau aproveitamento de todos os recursos do equipamento e no seu mau funcionamento. ou via microcomputador. para verificação das conexões e do funcionamento. o mesmo é chamado de "inversor digital". sem carga.A determinação destes parâmetros pode ser feita de modo analógico (por meio de chaves e/ou potenciômetros ). o tempo das rampas de aceleração e desaceleração não pode ser muito baixo. Freqüência máxima : é o limite superior de freqüência do inversor. muitas vezes se recorre à assistência técnica do fornecedor para uma melhor adequação do inversor a cada caso específico. Devido a este aspecto. Tempo de aceleração : é o tempo que o inversor leva para atingir a freqüência máxima. todos os inversores disponíveis hoje no mercado são microprocessados.8 • . Corrente máxima : é a corrente máxima que o inversor deve fornecer ao motor antes de entrar em proteção térmica devido a sobreaquecimento. Além destes parâmetros. • • • • Tempo de desaceleração : é o tempo que o inversor leva para atingir a freqüência mínima. Os principais parâmetros a serem ajustados são: Freqüência mínima : é o limite inferior de freqüência do inversor. sua queima. para cargas de alta inércia. deve-se adequá-los à situação real de funcionamento do conjunto motor-carga. podem existir muitos outros a serem setados de acordo com o Manual de Instalação do equipamento. causando seu desligamento ou até. Após este momento. Se a parametrização é feita por meio de uma interface com display alfa-numérico. o que implicaria em sobrecarga para o inversor. Circuitos de Acionamento. Estes parâmetros geralmente vêm pré-ajustados de fábrica. o que permite que sejam implementadas algumas funções especiais. permitindo que se ligue o conjunto inversor-motor. em casos mais graves. Algumas funções especiais dos inversores comerciais Praticamente. Tais parâmetros são implementados via software e são oferecidos de acordo com o fabricante. Por exemplo. partindo do ponto de freqüência máxima. partindo do repouso. quando então o inversor é chamado de "inversor analógico". bastando para isso algumas linhas a mais de programa e uma interface para acesso à programação.Inversores e conversores UNIDADE 6 .

sensores.Alguns fabricantes fornecem esta interface com o equipamento. Diagrama típico de ciclo automático de um inversor Multi-speed ( múltiplas velocidades ) Esta função permite a variação da freqüência de saída do inversor através de combinações lógicas das entradas digitais. A seguir temos algumas destas chamadas "funções especiais". relés. com tempo de duração t1 a t6 ( no caso deste exemplo). determinados pelas rampas de aceleração e desaceleração parametrizadas no inversor. a qual será repetida sempre que o inversor for acionado. saídas de controladores programáveis.Inversores e conversores UNIDADE 6 .9 . contatores. como opcionais. já outros a oferecem como opcional. chaves fim-de-curso. Ciclo automático É utilizado quando se tem uma determinada seqüência de funcionamento de um motor. os softwares para parametrização e visualização do funcionamento do inversor. Estas entradas podem ser selecionadas através de : chaves seletoras. Circuitos de Acionamento. sendo obedecidos também os tempos de aceleração ta e de desaceleração td. Outros fabricantes oferecem ainda. e seu uso é sugerido quando se tem uma ou mais velocidades pré-fixadas. entre outros dispositivos. A freqüência na qual o inversor irá operar é ajustada em patamares.

). Quando a freqüência da tensão de saída estiver sendo aumentada e for passar por esses valores ( atingir fmín.Skip Frequency ( rejeição de freqüências críticas ) Existem sistemas em que certos valores de freqüência são proibidos. para fmín. Com este recurso.Inversores e conversores UNIDADE 6 . gera-se uma tensão em seus terminais de modo que.10 . Rampa "S" Este recurso permite aceleração e desaceleração suaves. Circuitos de Acionamento. o inversor atua impondo a tensão de alimentação. o inversor pula para um valor acima da freqüência crítica ( fmáx. é bastante empregado em sistemas de transporte de cargas. como podemos ver na curva a seguir : Skip frequency Partida com o motor girando ( Flying start ) Quando o motor está girando. Quando a freqüência da tensão de saída estiver sendo reduzida. provavelmente ele irá entrar em funçao de proteção. por exemplo. ). se conectarmos o inversor diretamente ao motor.. como esteiras e elevadores. sem entrar em proteção devido aos picos de tensão. Este recurso permite que se ajustem os tempos de aceleração e desaceleração e a distorção da rampa "S". a saída passa de fmáx. onde os choques mecânicos devem ser minimizados. pois o sistema pode entrar em ressonância.

Rampa S Faça agora os exercícios propostos para esta unidade.Inversores e conversores UNIDADE 6 .11 . Circuitos de Acionamento.

a) b) c) ( ( ( ) Sobredimensionamento do motor. cuja freqüência nominal é de 60 Hz. ) Utilização de um motorredutor acoplado ao sistema. aponte qual é a alternativa economicamente mais viável. levando em conta que o motor tem uma potência de 100 Hp. Circuitos de Acionamento. ventilação. trabalha por um longo período de tempo a 20 Hz. ) Falta de precisão de velocidade. qual destes problemas pode ser encontrado no motor ? a) b) c) d) 2) ( ( ( ( ) Destruição das palhetas do ventilador interno. que são de plástico. Para solucionarmos o problema do acionamento da questão anterior.Exercícios 1) Um motor de indução trifásico assíncrono. Após algum tempo de trabalho. ou seja. ) Queima do enrolamento do estator por sobreaquecimento.Inversores e conversores UNIDADE 6 . devido à falta de ) Travamento do rotor devido a desgaste precoce em seus mancais de sustentação. ) Acoplamento de um ventilador externo.12 . pedir ao fabricante um motor especial.

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