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Relatório de Viagem de Estudos para Vila Velha - Almir Hillesheim; Eveline Espinola

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Published by: Eveline Espinola on Dec 15, 2011
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FACULDADE JANGADA CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DISCIPLINA: GEOLOGIA PROFESSOR: MARISTELA PETRY ACADÊMICOS: ALMIR HILLESHEIM; EVELINE ESPINOLA

RELATÓRIO DO PASSEIO AO PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA EM PONTA GROSSA- PR

INTRODUÇÃO

O Parque Estadual de Vila Velha possui 3.122,11 ha e é um pólo de visitação turística no município de Ponta Grossa, no estado do Paraná, dotado de esculturas naturais que se desenvolveram em arenitos há 400 milhões de anos atrás, no período Carbonífero. Possui um enorme valor científico principalmente para a geologia, geomorfologia e para estudos ambientais. O local possui uma vegetação preservada ou parcialmente preservada formada por capões de mata de araucária, regiões de campos e depressões brejosas, que abriga uma fauna composta por lobos-guará, jaguatiricas, quatis, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, iraras, furões, veados, tatus, pica-paus, pombas, perdizes, tamanduás-bandeira e mirim e diversos outros animais. O parque foi fechado durante dois anos e reaberto em janeiro de 2011 após passar por um programa de revitalização e reestruturação da área, patrocinado pelo governo estadual, devido à degradação feita pelos turistas às formações rochosas. O que foi antes um ambiente de diversão e lazer para turistas, tornou-se um centro de turismo ambiental e um dos mais importantes sítios geológicos do país de enorme beleza e importantíssimo para compreensão de fenômenos geológicos que deve ser conservado para as futuras gerações. Os principais elementos do parque são as esculturas de arenitos, que possuem vários formatos que fomentam a imaginação e criatividade dos visitantes. Esses formatos receberam denominações diversas como: camelo, esfinge, proa do navio, garrafa, tartaruga, a taça (símbolo de Vila Velha), e

o sol produz um reflexo dourado na água. O parque se localiza a 25° 15' de latitude Sul e 50° 00' de longitude Oeste e altitude de 917 m. que são desabamentos de grande profundidade sendo também conhecidos como “Caldeirões do Inferno”. e a Lagoa dourada. . os acadêmicos do 4º período do curso de Ciência Biológicas da Faculdade Jangada. a região era coberta pelo mar e nos 200 anos seguintes ocorreram cataclismos que deram origem a montanhas. As furnas. O principal agente erosivo em Vila Velha é a água pluvial junto a processos intempéricos causados por organismos (animais. que recebeu este nome porque no entardecer. Esse processo ainda continua e talvez novas formas surgirão daqui a milhares de anos. Estudos dizem que há 400 milhões de anos. A saída foi realizada na entrada da instituição às 6 horas da manhã. A ação do vento e da chuva ajudaram a dar a forma aos arenitos atuais. realizaram uma viagem de estudos organizada pela Professora da disciplina de Geologia. plantas e liquens) e pelo sol. ao Parque Estadual de Vila Velha. MATERIAIS E MÉTODOS No dia 29 de outubro de 2011. Depois tudo foi coberto por geleiras que derreteram e levaram partes de rochas e depósitos de areia deixados pelo mar.outras. em Ponta Grossa no Paraná (figura 1). Marystela Petri.

pelo fato de estar quase totalmente preenchida de sedimentos (Figura 3). As águas são tão cristalinas. Visitamos primeiramente a Lagoa dourada (Figura 2 ). Fonte: Google Earth RESULTADOS E DISCUSSÃO No parque estadual de Vila Velha assistimos a um vídeo informativo disponibilizado pela equipe de organização. que é uma furna em estágio final. como a Lagoa do Tarumã.Figura 1: Parque Estadual de Vila Velha. Posteriormente. que não tivemos oportunidade de visitar. . para conhecermos um pouco mais sobre as belezas naturais que nos esperavam. que pode-se observar os peixes que lá habitam (Figura 4). um guia nos orientou pelos caminhos do parque.

Fonte: Almir Hillesheim . Fonte: Almir Hillesheim Figura 3 – Lagoa Dourada em fase de sedimentação.Figura 2 – Lagoa Dourada.

Em uma das furnas foi construído um elevador panorâmico que vence um desnível de 54 m e dava acesso ao seu interior. visitamos uma destas quatro furnas que não estavam em processo de sedimentação. . são crateras circulares de grande diâmetro que aparecem isoladas nos campos. 6 e 7). de formato circular e paredes verticais. mas que foi interditado pelo fato de que suas paredes. compostas de camadas de sedimentos. Após a lagoa Dourada. suas paredes verticais atingem uma profundidade de mais de 100 m e apresentam um volume de água que atinge aproximadamente a metade desta profundidade.Figura 4 – Peixe encontrado na Lagoa Dourada. não estavam suportando as oscilações causadas pelo elevador e estavam desabando por ser de um material não muito resistente. No parque de Vila Velha. totalizam 6 furnas. sobre uma plataforma flutuante (Figura 5. As furnas são na realidade poços de desabamento. Fonte: Almir Hillesheim. Foi o segundo local visitado e o que nos causou muita surpresa. Em número de três. também conhecidas como "Caldeirões do Inferno". depressões semelhantes a crateras.

Figura 5 – Acadêmicos caminhando rumo ao elevador interditado que dava acesso ao interior da furna. . Figura 6 – Interior da furna de onde podem ser observados dois feixes de água que brotam de suas paredes. Fonte: Almir Hillesheim. Fonte: Almir Hillesheim.

A visita aos arenitos de Vila Velha foi reservada para o final. entre outras. .Figura 7 – Interior da furna onde ao fundo encontra-se a sua inativada plataforma flutuante. taça (Figura 10) que é uma das mais conhecidas e símbolo da cidade. Velha está exposta à ação atmosférica e suas formações sugerem variadas figuras como: Garrafa (Figura 8). A coloração avermelhada nos arenitos se deve a presença de cimento ferruginoso. Eles são figuras gigantescas esculpidas pela ação das chuvas e dos ventos. Fonte: Almir Hillesheim. índio (Figura 9).

Figura 8 – Garrafa. Fonte: Almir Hillesheim. .

Fonte: Almir Hillesheim.Figura 9 – Índio. .

. Fonte: Almir Hillesheim.Figura 10 – Taça. Passamos também pelo bosque que está anexo aos arenitos (Figura 11. 12 e 13) e por fim encerramos nossa visita no parque e retornamos a Jaraguá.

Figura 11 – Caminho que nos leva ao interior do bosque. . Figura 12 – Interior do bosque. Fonte: Almir Hillesheim. Fonte: Almir Hillesheim.

. Aprendemos sobre a formação e composição de arenitos e furnas e um pouco sobre sua fauna e flora. Pudemos visualizar também as rochas sedimentares que foram estudadas em sala de aula.Figura 12 – Planta encontrada na borda do bosque. Fonte: Almir Hillesheim CONCLUSÃO O passeio nos mostrou a beleza dos processos geológicos e como alguns deles acontecem.

23/11/2011. ARENITOS. MELO.tibagi. 00:35. Disponível em: <http://sigep. Disponível em: <http://www. Acesso em: 23 nov.mineropar. . Acesso em: em: VILA VELHA.gov.br/sitio029/sitio029. Acesso em: 23/11/2011. Vila Velha.br/vvelha>.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA.uepg.gov. Disponível em: <http://www.php?conteudo=14>. 2011.pg. Disponível <http://www.br/histedbr/turismo/parque. Mário Sérgio de.pr.pr.pdf>.gov. 00:00.cprm. Acesso em: 23/11/2011. 00:30.htm>.br/modules/conteudo/conteudo. PR: Impressionante Relevo Ruiniforme.

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