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Materiais de Construção 1 - Pedras Naturais

Materiais de Construção 1 - Pedras Naturais

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  • INTRODUÇÃO
  • ESTUDO DAS PEDRAS NATURAIS
  • 1. MINERAIS
  • 1.1. Propriedades Físicas dos Minerais
  • 1.1.1. Brilho
  • 1.1.2. Cor
  • 1.1.3. Traço
  • 1.1.4. Clivagem
  • 1.1.5. Fratura
  • 1.1.6. Dureza
  • 1.1.7. Tenacidade
  • 1.1.8. Magnetismo
  • 1.1.9. Peso Específico
  • 1.2. Classificação Química dos Minerais
  • 1.2.1. Silicatos
  • 1.2.2. Carbonatos
  • 1.2.3. Sulfatos
  • 1.2.4. Halóides
  • 1.2.5. Óxidos
  • 1.2.6. Sulfetos
  • 1.2.7. Fosfatos
  • 1.2.8. Elementos Nativos
  • 2. ROCHAS
  • 2.1. Ciclo das Rochas
  • 2.2. Petrologia
  • 2.3. Classificação das Rochas
  • 2.3.1. Rochas Magmáticas ou Ígneas
  • Figura 4: Formação característica dos maciços graníticos (Serra da Estrela)
  • 2.3.2. Rochas Sedimentares
  • 2.3.3. Rochas Metamórficas
  • 3. PEDRAS NATURAIS
  • 3.1. Resistência Mecânica das Pedras Naturais
  • 3.1.1. Resistência à Compressão
  • 3.1.2. Resistência ao Funcionamento
  • 3.1.3. Resistência a Flexão, Tração e ao Corte
  • 3.1.4. Resistência ao Desgaste
  • 3.1.5. Resistência ao Esmagamento
  • 3.1.6. Resistência ao Choque
  • 3.2. Características Físicas
  • 3.2.1. Estrutura e textura
  • 3.2.2. Fratura
  • 3.2.3. Homogeneidade
  • 3.2.4. Dureza
  • Tabela 5: Escala EPC – e a correspondente classificação dos calcários Fonte:ABGE
  • 3.2.5. Aderência aos ligantes
  • 3.2.6. Densidade
  • Tabela 6: Densidade aparente de algumas rochas Fonte: ABGE
  • 3.2.7. Compacidade
  • 3.2.8. Porosidade
  • 3.2.9. Permeabilidade
  • 3.2.11. Gelividade
  • 3.2.12. Baridade
  • 3.2.13. Condutibilidade Térmica
  • 3.4. Usos e Aplicações das Pedras Naturais
  • 3.5. Obtenção de Pedras Naturais
  • 4. PATOLOGIA DAS PEDRAS NATURAIS
  • 4.1. A Ação da Água
  • 4.2. A Ação do Sais Solúveis
  • 4.3. A Ação do Vento
  • 4.4. A Ação da Temperatura
  • 4.5. A Ação dos Agentes Biológicos
  • CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

UFAM - UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FT – FACULDADE DE TECNOLOGIA FT01 – ENGENHARIA CIVIL

DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO FTC115 – MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I

MANAUS – AM

UFAM - UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FT – FACULDADE DE TECNOLOGIA FT01 – ENGENHARIA CIVIL

PEDRO HENRIQUE DA SILVA CRISÓSTOMO 20815029

DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO FTC115 – MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I PEDRAS NATURAIS
Trabalho solicitado pelo Prof° Rui de Sá, ministrante da disciplina FTC-115 Materiais de Construção I, para obtenção de nota parcial para o período 2010/2.

SETEMBRO – 2010

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................... 1 ESTUDO DAS PEDRAS NATURAIS.......................................................... 2 1. MINERAIS............................................................................. 2 1.1. Propriedades Físicas dos Minerais.................................. 3 1.1.1. Brilho..................................................................... 3 1.1.2. Cor......................................................................... 4 1.1.3. Traço...................................................................... 4 1.1.4. Clivagem................................................................ 4 1.1.5. Fratura.................................................................... 4 1.1.6. Dureza.................................................................... 4 1.1.7. Tenacidade............................................................. 5 1.1.8. Magnetismo........................................................... 6 1.1.9. Peso Específico...................................................... 6 1.2.Classificação Química dos Minerais................................. 6 1.2.1. Silicatos..................................................................6 1.2.2. Carbonatos............................................................. 7 1.2.3. Sulfatos.................................................................. 7 1.2.4. Halóides................................................................. 7 1.2.5. Óxidos................................................................... 8 1.2.6. Sulfetos.................................................................. 8 1.2.7. Fosfatos.................................................................. 8 1.2.8. Elementos Nativos................................................. 8 2. ROCHAS................................................................................. 9 2.1.Ciclo das Rochas................................................................10 2.2.Petrologia........................................................................... 12 2.3.Classificação das Rochas................................................... 13 2.3.1. Rochas Magmáticas ou Ígneas............................... 13 2.3.2. Rochas Sedimentares............................................. 16 2.3.3. Rochas Metamórficas............................................ 17

3. PEDRAS NATURAIS............................................................ 21 3.1.Resistência Mecânica das Pedras Naturais........................ 21 3.1.1. Resistência à Compressão......................................21 3.1.2. Resistência ao Funcionamento.............................. 22 3.1.3. Resistência a Flexão, Tração e ao Corte................ 22 3.1.4. Resistência ao Desgaste......................................... 22 3.1.5. Resistência ao Esmagamento................................. 23 3.1.6. Resistência ao Choque........................................... 23 3.2.Características Físicas........................................................ 23 3.2.1. Estrutura e textura.................................................. 23 3.2.2. Fratura.................................................................... 24 3.2.3. Homogeneidade..................................................... 24 3.2.4. Dureza.................................................................... 25 3.2.5. Aderência aos ligantes........................................... 26 3.2.6. Densidade.............................................................. 26 3.2.7. Compacidade......................................................... 27 3.2.8. Porosidade..............................................................28 3.2.9. Permeabilidade...................................................... 29 3.2.10. Higroscopicidade................................................... 29 3.2.11. Gelividade.............................................................. 30 3.2.12. Baridade................................................................. 31 3.2.13. Condutibilidade Térmica....................................... 31 3.3.Características Químicas................................................... 31 3.4.Usos e Aplicações das Pedras Naturais............................. 32 3.5.Obtenção de Pedras Naturais............................................. 33 4. PATOLOGIA DAS PEDRAS NATURAIS.......................... 34 4.1.A Ação da Água................................................................ 36 4.2.A Ação do Sais Solúveis....................................................38 4.3.A Ação do Vento............................................................... 39 4.4.A Ação da Temperatura..................................................... 39 4.5.A Ação dos Agentes Biológicos........................................ 40

4.6.A Ação da Poluição Atmosférica...................................... 41 4.7.A Ação do Fogo................................................................ 41 4.8.A Ação Humana................................................................ 42 4.9.Patologia de Pedras Naturais em Revestimento................ 43 5. ROCHAS ORNAMENTAIS.................................................. 46 CONCLUSÃO................................................................................................. 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................... 50

...................................................................... 44 FIGURA 9: Evidências dos Pontos de Cola........................................................................... 28 TABELA 8: Modo de comercialização das rochas Ornamentais calcárias......................................... 19 TABELA 5: Escala EPC – e a correspondente classificação dos calcários.. 20 FIGURA 7: Esquema de Extração à Britagem de Pedras Naturais.................................. 15 TABELA 4: Rochas Metamórficas comuns...................... 48 ........................................... 27 TABELA 7: Relação entre a dureza................ 2 FIGURA 2: Amostra de alguns minerais........................... 26 TABELA 6: Densidade aparente de algumas rochas.............................. 17 FIGURA 6: Maciço de rochas metamórficas deformadas.......................... a densidade e a resistência à compressão das pedras calcárias................................................................................ mostrando as estalagmites e estalactites............................. 14 TABELA 3: Rochas Ígneas mais comuns............................................ 45 LISTA DE TABELAS TABELA 1: Escala de Dureza de Mohs................. 46 TABELA 9: Matérias primas minerais utilizadas na construção de uma casa.......................................................... 5 TABELA 2: Composição química das rochas Ígneas mais comuns............................LISTA DE FIGURAS FIGURA 1: Estrutura cristalina de um cristal de sal (NaCl).................. 10 FIGURA 4: Formação característica dos maciços graníticos (Serra da Estrela)............................................................ 3 FIGURA 3: Ciclo da Rocha ou Ciclo Litológico................... 15 FIGURA 5: Aspecto de uma gruta numa formação calcária.... 33 FIGURA 8: Evidências do estado da cola no suporte depois de retirada das placas de pedra natural que mostravam colagem deficiente.............................

sempre foram material de estudo de diversas áreas. textura. há predominância de Arenito. Rochas também são os materiais envolvidos em fenômenos naturais. na Engenharia. assoreamento e outros. formadoras em essência da crosta terrestre. Neste trabalho. que é uma rocha formada por quartzo. O terceiro tópico será norteado pela temática das Pedras Naturais e suas características. Entretanto. cada tipo tem características intrínsecas (mineralogia. Paleontologia. Todavia. tornam-se importantes por serem a fundamental fonte de nutrientes para as plantas. O último tópico tratar-se-á das Pedras Ornamentais e suas reais funções para a Engenharia Civil. teremos uma breve explanação sobre os minerais e suas propriedades. etc. saibro). No primeiro tópico. Já o famoso Granito. devido a rocha ser o material de origem da maioria dos solos (sedimentares). túneis. cuja utilização em obras. especialmente como agregado do concreto. Geografia. etc. erosão. dividiu-se o trabalho em cinco partes principais. feldspato e mica. e os minerais da rocha. a diferenciação está na aplicação. As rochas. 1 . Química. Assim. No segundo capítulo.INTRODUÇÃO Estudar as Rochas sempre foi valorizado. na sua forma natural (pedra britada.) ou mineiras. na região amazônica. Por se tratar de um tema primordial. industrializada (cimento). Sabe-se que as rochas constituem os elementos onde são instaladas as obras de engenharia (fundações. ainda. como a Geologia. resultando na melhoria da qualidade final do trabalho realizado. será abordada com exclusividade no quarto capítulo deste trabalho. a Patologia das Pedras Naturais. Engenharia Civil e outras. é composto pelos minerais de quartzo. muitas vezes catastróficos.) que devem ser conhecidas para que as obras sejam planejadas e executadas com menor custo e maior segurança. trabalha-se com uma grande variedade de tipos rochosos. Nestas obras. pontes. são ainda utilizados como material de construção. exige que alguns conceitos relativos a sua resistência sejam dados. focar-se-á as Pedras Naturais. como escorregamentos. Para uma melhor compreensão do tema em questão. beneficiada (rochas para revestimento) ou. estrutura. o assunto predominante serão as rochas e sua classificação. Por exemplo. galerias.

A menor unidade desta rede tridimensional. minerais de mesma composição química. Na natureza. ainda. além da forma externa do cristal. consequentemente. que possui composição química definida e estrutura atômica característica. propriedades físicas distintas. carbono. outras propriedades físicas como a dureza. etc. 2 . Figura 1: Estrutura cristalina de um cristal de sal (NaCl). ouro. em proporções definidas. mas com estrutura cristalina e. como produto de reações químicas entre sólidos e líquidos. íons ou grupos iônicos. cobre. é conhecida como cela unitária (retículo cristalino) e pode condicionar. que são corpos com forma geométrica.ESTUDO DAS PEDRAS NATURAIS 1. pela recristalização em estado sólido ou. como. A cristalização se dá quando os átomos. a partir de líquidos magmáticos ou soluções termais. a clivagem. por exemplo. Fonte: Wikipédia. enxofre. os minerais se formam por cristalização. Minerais não amorfos ocorrem como cristais. MINERAIS Mineral é uma substância sólida natural. arranjadas de maneira regular e relacionadas com a orientação da estrutura atômica. o diamante e a grafita. inorgânica e homogênea. limitados por faces. Este último forma dois polimorfos. Alguns minerais são amorfos – não tem forma própria – por não apresentarem estrutura interna definida. são atraídos por forças eletrostáticas e distribuídos ordenadamente no espaço. Um ou mais elementos químicos podem constituir os minerais. etc. Os minerais formados por um só elemento são menos comuns e pertencem à classe dos elementos nativos. determinada pela disposição dos átomos na estrutura do mineral.

1. O brilho pode ser metálico. Também são excluídas as substâncias. fosco. resinoso ou graxo. ao refletir a luz incidente.1. por exemplo. oconcreto eos diamantes artificiais). Propriedades Físicas dos Minerais A estrutura cristalina e a composição química dos minerais são responsáveis por diversas propriedades físicas dos minerais. perláceo. adamantino. quais sejam: 1. produzidas pela atividade humana (como. em estado puro ou quase puro. mesmo que idênticas em composição e estrutura a algum mineral. que formam uma série isomórfica onde a variação do conteúdo de Sódio e Cloro na estrutura cristalina determina uma variação de espécies minerais. Embora em sentido estrito o petróleo. É o caso dos plagioclásios. Figura 2: Amostra de alguns minerais Fonte: USGS 1. Os minerais variam na sua composição desde elementos químicos. contudo. úteis para sua determinação macroscópica.Em sua grande maioria. O estudo dos minerais constitui o objeto da mineralogia. 3 . exibem isomorfismo. o gás natural e outros compostos orgânicos formados em ambientes geológicos sejam minerais.1. sedoso. vítreo. geralmente a maioria dos compostos orgânicos é excluída. e sais simples a silicatos complexos com milhares de formas conhecidas. etc. Brilho Aspecto apresentado pela superfície de fratura recente do mineral. os minerais são compostos químicos resultantes da associação de átomos de dois ou mais elementos. Muitas vezes. fenômeno apresentado por substâncias que possuem estrutura cristalina semelhante e composição química distinta.

no geral.1.1. citrino (amarelo-queimado). distinta e imperfeita. Nos minerais opacos de brilho metálico (óxidos e sulfetos).6. conhecida como escala de Mohs. podendo ser do tipo irregular ou concóide.5. como. Traço É a cor do pó mineral que se observa quando este risca uma superfície áspera de porcelana branca e dura. a cor amarelolatão da pirita. boa. É qualificada como perfeita.1.1. A determinação desta propriedade é referida a uma escala padrão de dez minerais.2. segundo uma ou mais direções. 1.1.1. Dureza Resistência do mineral de ao risco ou abrasão. 1. O tipo da estrutura cristalina determina a presença ou ausência de plano de clivagem. esta é uma das propriedades diagnósticas para a identificação da espécie. O quartzo pode apresentar ampla variação de cores. Pode ser característica de um determinado mineral. Clivagem Superfície de fratura plana. Cor Está relacionada com defeitos estruturais. Fratura Superfície de quebra do mineral. é variável para um mesmo mineral. 1. Mas. correspondendo as variedades denominadas ametista (lilás). esta última igual a do vidro. composição química ou impurezas contidas no mineral. paralela a uma face real ou possível do cristal. que consta dos seguintes minerais de referência (ordenados por dureza crescente): 4 . etc. É medida pela resistência que a superfície do mineral oferece ao risco por outro mineral ou por outra substância qualquer. independente do plano de clivagem. por exemplo.3.4. 1.

no entanto. utilizando uma linguagem padronizada:       Quebradiço ou frágil – o mineral parte-se ou é pulverizado com facilidade. 5 . A tenacidade dos minerais é expressa em termos qualitativos. Flexível – o mineral pode ser curvado sem.1. o gipso e a serpentina são sécteis. O talco. Os minerais do grupo das Micas são flexíveis e elásticos. ao corte. voltar à sua forma original. mas tenacidade relativamente baixa. O quartzo. já que quebra facilmente se submetido a um impacto. os feldspatos e a calcita são quebradiços. Elástico – o mineral pode ser curvado.7. antes sendo dela geralmente independente: o diamante. por impacto. pode ser transformado em lâminas. possui dureza muito elevada (é o termo mais alto da escala de Mohs). ao esmagamento. por exemplo. etc. voltando à sua forma original quando o forçamento cessa. Dúctil – o mineral pode ser estirado para formar fios. A tenacidade não reflete necessariamente a dureza. Tenacidade Resistência que os minerais oferecemà flexão.Escala de Dureza 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MineraisPadrão Talco Gipsita Calcita Fluorita Apatita Ortoclase Quartzo Topázio Corindo Diamante ReferênciasRelativas Riscam-se com a unha Risca-se com objeto de cobre Riscam-se com o canivete ou com o canto do vidro Risca o vidro com dificuldade Riscam o vidro Riscam o vidro com facilidade Tipos de Minerais Moles Semiduros Duros Tabela 1: Escala de Dureza de Mohs Fonte: ABGE 1. Séctil – o mineral pode ser cortado por uma lâmina de aço. Maleável – o mineral.

2. o níquel e o titânio. 1. como é o caso da magnetita (Fe3O4). 1. têm peso específico entre 2 e 4. como o manganês. sendo compostos principalmente por silício e oxigênio.2. Os exemplos mais comuns são a pirrotite e outros com elevado teor de metais que podem ser magnetizados após aquecimento. as olivinas.1. Os minerais.1. o ferro e o cálcio. sendo assim calculado: O valor é constante para cada espécie. Quando acima de 4. Peso Específico Corresponde ao peso do material em relação ao peso de igual volume de água. 6 . pois tem relação com a composição e a estrutura cristalina. Os diamagnéticos são repelidos e os paramagnéticos são atraídos pelo ímã.1. o quartzo. Alguns dos mais importantes silicatos constituintes de rochas comuns são o feldspato. normalmente.8. as granadas e as micas.9. Magnetismo Os minerais que contém o elemento ferro são afetados pelo campo magnético. Os que são fortemente atraídos pelo ímã são chamados ferromagnéticos. Classificação Química dos Minerais Os minerais podem ser classificados de acordo com sua composição química e são listados abaixo na ordem aproximada de abundância na crosta terrestre. Silicatos O grupo dos silicatos é de longe o maior grupo de minerais.1. são denominados pesados. com a adição de cátions como o magnésio. 1. as piroxenas.

a dolomita (carbonato de magnésio e cálcio) e a siderita (carbonato de ferro). 7 . Os halóides. incluindo a fluorite. como os sulfatos. selenatos.2. a halite (sal comum) e o sal amoníaco (cloreto de amônia). 1.2. Nesta classe incluem-se também os minerais de cromatos. a celestita (sulfato de estrôncio) e o gesso (sulfato hidratado de cálcio). por exemplo. em mares tropicais e subtropicais. Sulfatos Todos os sulfatos contêm o ânion sulfato na forma SO4. onde águas de alta salinidade são lentamente evaporadas.2.e inclui a calcite e a aragonita (carbonatos de cálcio). Utah) e em ambientes de karst. são encontrados geralmente em ambientes evaporíticos. por exemplo. sulfetos.4. como. Carbonatos O grupo dos carbonatos é composto de minerais contendo o ânion (CO3)2. molibdatos. os existentes no Great Salt Lake.3. Os sulfatos mais comuns são a anidrita (sulfato de cálcio).1. como. Os carbonatos encontram-se também em rochas formadas por evaporação de águas pouco profundas (os evaporitos. tais como lagos do tipo praia e mares fechados (por exemplo nas margens do Mar Morto).2. isto é regiões onde a dissolução e a precipitação dos carbonatos conduziu à formação de cavernas com estalactites e estalagmites. com águas límpidas e quentes. teluratos e tungstatos. Os sulfatos formam-se geralmente em ambientes evaporíticos. cloretos e iodetos. Também ocorrem em sistemas de veios hidrotermais sob a forma de minerais constituintes da ganga associada a minérios de sulfetos. 1. Halóides O grupo dos halóides é constituído pelos minerais que formam os sais naturais. Os carbonatos são geralmente depositados em ambientes marinhos pouco profundos. A classe dos carbonatos inclui ainda os minerais de boratos e nitratos. Inclui os minerais de fluoretos. permitindo a formação de sulfatos e de halóides na interface entre a água e o sedimento.

1. Ocorrem geralmente como precipitados em depósitos sitos próximo da superfície. Óxidos Os óxidos constituem um dos grupos mais importantes de minerais por formarem minérios dos quais podem ser extraídos metais. como produtos de oxidação de outros minerais situados na zona de alteração cerca da superfície ou ainda como minerais acessórios das rochas ígneas da crusta e do manto. incluindo-se entre os mais comuns a calcopirita (sulfeto de cobre e ferro) e a galena (sulfeto de chumbo). um componente comum do manto) e o gelo (de água. O fosfato mais comum é a apatite. 1. arsênio ou vanádio. São também incluídos nesta classe os minerais de hidróxidos. Os óxidos mais comuns incluem a hematite (óxido de ferro).2. encontrado nos dentes e nos ossos de muitos animais. Elementos Nativos O grupo dos elementos nativos inclui os metais e amálgamas intermetálicas (como as de ouro.6. arseniatos e antimonatos. antimonetos.1. fosfinos (hidretos de fósforo). teluretos.2.7. Este grupo inclui também ligas naturais. nitritos e carbetos (que geralmente são só encontrados em alguns raros meteoritos). Esta classe inclui os minerais de fosfatos.2. 1. Sulfetos Muitos sulfetos são também economicamente importantes como minérios metálicos.8. ou seja óxido de hidrogênio). bismuto. vanadatos. arsenietos. como o electrum (uma liga natural de ouro e prata). antimônio.2. 8 . os bismutinetos e ainda os sulfossais. A classe dos sulfetos também inclui os minerais de selenetos. a espinela (óxido de alumínio e magnésio. prata e cobre). Fosfatos O grupo dos fosfatos inclui todos os minerais com uma unidade tetraédrica de AO4 onde A pode ser fósforo. grafite e enxofre). a qual constitui um importante mineral biológico.5. semi-metais e não-metais (antimônio.

arranjados segundo as condições de temperatura e pressão existentes durante sua formação. sedimentares e metamórficas. em média. resultante de um processo geológico determinado. de modo a que as rochas se adaptem e fiquem estáveis nessas condições. evidenciando o caráter cíclico e dinâmico da formação das rochas. As rochas. também. induzem a transformações. Podemos dizer que as rochas dependem umas das outras e que. Por exemplo. As rochas geradas num determinado ambiente geológico são estáveis enquanto permanecem nesse mesmo ambiente. Uma vez sujeitas a outro ambiente. ROCHAS Rocha é um corpo sólido natural. todos os seus componentes minerais são 1 A Litosfera é uma camada formada essencialmente de rochas. alteram-se quando chegam à superfície. a partir da destruição de outros que. podem ser sujeitas a novas condições termodinâmicas. muitos dos minerais das rochas que se formam em zonas profundas da litosfera. ricas em Si e Mg. com o decorrer do tempo geológico.2. ficam instáveis e tendem a adaptar-se aos novos parâmetros de pressão e temperatura. A parte da crosta continental da litosfera é constituída predominantemente de rochas graníticas ricas em Si e Al. de acordo com seu modo de formação. dando lugar ao diferentes tipos litológicos1 ou petrográficos. ao longo do tempo se transformam umas nas outras. As rochas são estáveis no seu ambiente e refletem as características termodinâmicas do mesmo. sua espessura varia entre 10 km e 13 km nas regiões oceânicas e. mediante as novas condições. originando rochas metamórficas e mesmo magmáticas quando há fusão do material. já a crosta oceânica é composto predominantemente de rochas de natureza basáltica. é de 35 km nas regiões continentais. alcançando até 60 km nas regiões de montanhosas. mais ou menos lentas. como o vidro vulcânico (obsidiana) e materiais sólidos orgânicos. Também podem ser corpos de material mineral nãocristalino. como o carvão. À medida que se dá a fusão das rochas preexistentes. Estas rochas. como mostrado na figura 3. constituem três grandes grupos: ígneas. As principais alterações são as da sua textura e a criação de novos minerais de acordo com onovo ambiente. 9 .Estes grupos rochosos se inter-relacionam. cada qual com características peculiares. dando origem a outros minerais que vão participar na formação de rochas sedimentares. Uma mudança nas condições do ambiente. formado por agregados de um ou mais minerais. deixam de ser estáveis.

então. Ciclo das Rochas As rochas ígneas que se formam nas fronteiras de placas em colisão.1. Quando o magma se resfria. cristais de novos minerais desenvolvem-se e formam novas rochas magmáticas. A este processo que começa com a colisão das placas e termina com a formação de montanhas chamamos de orogenia.destruídos e os seus elementos químicos são homogeneizados nos líquidos resultantes. juntamente com rochas sedimentares e metamórficas associadas ascendem. 2. Figura 3: Ciclo da Rocha ou Ciclo Litológico Fonte: Baseada na teoria deste trabalho. sob a forma de uma elevada cordilheira montanhosa à medida que uma secção da crosta terrestre se torna enrugada e deformada. 10 .

como os minerais de argila. e seus minerais constituintes. como os feldspatos. meteorizam gradualmente (essa meteorização é um processo natural de decomposição ou desintegração de rochas e solos. Quando a rocha sedimentar litificada afunda cada vez mais na crosta. Quando a profundidade exceder os dez quilômetros e a temperatura exceder os 300ºC. no interior quente da Terra. O ciclo litológico é eterno. também meteoriza e alguns dos seus minerais também experimentam mudanças químicas. longe do seu local de nascimento. Os minerais de ferro. começam a transformar-se em novos minerais mais estáveis àquelas condições de temperatura e pressão mais elevadas. até aos oceanos. podem “enferrujar” formando óxidos de ferro.A seguir à elevação. Muitos dos detritos rochosos são transportados por cursos de água até aos rios e. tal como o carbonato de cálcio das conchas. pode dar-se a fusão das rochas e formação de um novo magma a partir do qual novas rochas ígneas irão cristalizar recomeçando o ciclo novamente. Qualquer tipo de rocha (metamórfica. por fim. físicos e biológicos que resultam da sua exposição ao ambiente). ela torna-se mais quente. está sempre a operar a diferentes fases e em diferentes partes do Mundo. sedimentar ou ígnea) poder sofrer levantamento durante uma orogenia. Estes sedimentos depositados no oceano. agora num ambiente mais frio e úmido. Este é o processo de metamorfismo. formando novos sedimentos. onde se depositam formando estratos de areia. tal como as piroxenas. por exemplo. o qual transforma as anteriores rochas sedimentares em rochas metamórficas. ser meteorizada e erodida. silte e outros sedimentos formados de material dissolvido. 11 . podem dissolver-se completamente à medida que a chuva se precipita sobre elas. formando e erodindo montanhas num lugar e depositando e afundando os sedimentos erodidos em outro lugar. ainda sólida. os minerais presentes na rocha. A rocha ígnea. são enterrados debaixo de sucessivas camadas de sedimento onde gradualmente se litificam em rocha sedimentar. A meteorização da rocha ígnea produz fragmentos rochosos de variados tamanhos e tipos que são levados pela erosão. por ação dos efeitos químicos. As rochas que constituem a Terra sólida são continuamente recicladas. Continuando com o aquecimento. Os minerais de alta temperatura. podem transformar-se em minerais de baixa temperatura. Algumas substâncias. tal como aqueles depositados pela água ou pelo vento nos continentes. expondo a rocha ígnea à superfície. as rochas da crosta sobrejacentes às rochas ígneas que sofreram ascensão. criando material solto que a erosão retira.

estratificação.e procura explicar a sua origem e transformações posteriores a sua formação . Paleontologia. o termo estrutura refere-se aos aspectos de grande escala identificados no campo. Petrologia Petrologia é o estudo sistemático das rochas. o conhecimento das rochas constitui o núcleo de cada problema geológico e proporciona um ponto de encontro aos vários ramos da Geologia. Prospecção de Recursos Minerais. 2. no campo. não obstante a diversidade de suas metas. No estudo das rochas uma habilidade é absolutamente essencial: a cuidadosa observação do detalhe. abordando problemas de Estratigrafia. Estes aspectos texturais dão informações importantes sobre as condições de formação das rochas. Assim. exige um esforço concentrado e prática contínua até que se torne hábito. a palavra textura refere-se ao grau de cristalização. Os afloramentos e outras exposições de rochas revelam dados muito importantes e que não podem ser obtidos através do simples exame de amostras isoladas. xistosidade e outras estruturas planares e lineares. ao tamanho dos grãos ou granulação e às relações recíprocas entre os constituintes das rochas. Por outro lado. Tectônica. Estes dados estão relacionados a feições estruturais tais como: juntas. Igualmente devem ser observados e considerados. básica de qualquer ciência natural. Mesmo assim. nos forçando a deduzir a reciclagem da crosta profunda e do manto através de provas indiretas e suposições.Petrogênese. Em geral. visto que os processos físico-químicos 12 .2.mas podemos ver apenas as fases superficiais do ciclo. Ela inclui a descrição e identificação das rochas . nunca se está livre do perigo de passar por cima de um ponto significativo. Esta ferramenta. não se adquire rápida e facilmente. tais como a disposição em camadas. Assim o estudo de qualquer rocha começa no local onde ela é coletada. começa suas investigações com o arcabouço rochoso da Terra. A Petrologia é uma ciência auxiliar da Geologia e está intimamente ligada a Mineralogia e a Geoquímica. Para o estudo e reconhecimento das rochas três parâmetros são de fundamental importância: textura. Vulcanologia.Petrografia . pois dão detalhes que um material inalterado nem sempre consegue fornecer. estrutura e conteúdo mineralógico. os efeitos do intemperismo e outros agentes de transformação das rochas. Qualquer profissional que se dedique a um dos ramos da Geociências.

Em suma. 2. Esta rocha fundida. Como a massa magmática é menos densa que os maciços de rochascircundantesforça o seu movimento em direção à superfície podendo escapar-se de modo 13 . originam-se em condições de pressão e temperatura limitadas.envolvidos imprimem nos minerais. porque além do fato de permitir classificar a rocha em função dos seus minerais. O conjunto destes parâmetros define o comportamento mecânico das rochas. aliado aos resultados de ensaios mecânicos. tipos rochosos associados e outros. arranjo textural e granulometria. compõe-se de elementos encontrados nos minerais dotipo silicatos e de alguns gases. sobretudo vapor de água. Classificação das Rochas Ao estudar as características dos três tipos de rochas é importante ter sempre em consideração ociclo das rochas. permite delimitar unidades rochosas espacialmente homogêneas do ponto de vista geotécnico. O conteúdo mineralógico também é respeitável. Seu conhecimento. Deve-se ressaltar que os critérios propostos se baseiam no princípio de que as propriedades físicas. Sua classificação petrográfica (usualmente determinada em estudos microscópicos) é obtida com base na mineralogia. com origem aprofundidades até 200 km no interior da Terra.1. determinando assim o ambiente de formação das rochas. sabe-se que muitos deles. atualmente exibidas pela rocha. cada qual com maior importância relativa conforme o tipo de rocha. que inclui os processos de alteração. o modo pelo qual eles agem. estruturas.3. refletem os efeitos combinados da sua origem e subseqüente história evolutiva. todos confinados no magma pela pressãodas rochas confinantes. Estas podem parecer que são grandes massas imutáveis quando na realidade não osão.3. As modificações demoram geralmente períodos de tempo que ultrapassam na maior parte doscasos a escala humana de tempo. envolvendo forma de ocorrência. 2. Rochas Magmáticas ou Ígneas As rochas ígneas formam-se quando o magma arrefece e cristaliza. IAEG (1981) propôs os principais critérios utilizados na descrição e classificação de rochas para fins de Engenharia. a determinação da natureza das rochas é feita através das observações realizadas nos trabalhos de campo.

Tabela 2: Composição química das rochas Ígneas mais comuns Fonte: ZEFERINO. mas sem a maior parte dos componentes gasosos. As rochas ígneas produzidas deste modo são chamadas intrusivas ou plutônicas. Acompanhando a projeção de blocos rochosos. João Guerra. num processo bastante mais lento formando uma massa sólida decristais imbricados entre si. O material expelido durante uma erupção vulcânica pode ser acompanhado pela libertação de gases devido à diminuição de pressão à superfície. A velocidade do arrefecimento do magma vai originar cristais de diferentes tamanhos. e só aparecem à superfície após a atuação de movimentos tectônicos e a ação de processos de erosão das camadas derochas superiores. originando explosões por vezes muito violentas. Artur. cuja composição é semelhante à domagma.formando filões. Materiais de Construção I – Pedras Naturais. 2006. Quando o arrefecimento é extremamente rápido não há formaçãode cristais formando-se uma matéria sólida sem estrutura cristalina (matéria amorfa). A rocha resultante da solidificação da lava é classificada como extrusiva ou vulcânica. Umarrefecimento lento produz cristais de grandes dimensões enquanto que um arrefecimento rápido iráoriginar uma massa rochosa formada por cristais de pequenas dimensões. produzindo uma erupção vulcânica. sendo o basaltoo exemplo mais conhecido. MARTINS. as rochas resultantes designam-se por hipoabissais (exemplo do dolerito). aerupção pode gerar o derrame de grandes quantidades de lava. por vezes impossíveis deobservar sem meios de ampliação. 4ª Edição. das quais o granito é o exemplo mais abundante. 14 . Quando o magma não alcança a superfície pode eventualmente solidificare cristalizar em profundidade.violento. Quando a solidificação do magma se verifica em profundidades intermédias.

Grandes blocos para pedestal de monumentos. Tabela 3: Rochas Ígneas mais comuns Fonte: ABGE Figura 4: Formação característica dos maciços graníticos (Serra da Estrela). etc. Fonte: Internet 15 . Uma delas é a utilização do Granito e do Basalto na Construção Civil . placa polidas para revestimento de paredes. paralelepípedos e pedras irregulares para pavimentação.As Rochas Ígneas possuem diversas aplicações. brita para concreto. pias. lavabos. pedras para muros e meio-fios.

Ex: arenito de Botucatu. No entanto a importância deste grupo de rochas émuito maior do que aquela que esta percentagem poderia indicar. O carvão. O petróleo e o gás natural são tambémencontrados em associação com outras rochas sedimentares tais como. etc.3. A maioria de formações rochosas àsuperfície são de natureza sedimentar (cerca de 75%) o que está relacionado com o fato dos sedimentos se acumularem à superfície da terra. Os geólogos estimam que as rochas sedimentares constituem apenas 5% dacamada exterior de 16 km de espessura da Terra. normalmente a água.2. Como as rochas sedimentares têm a sua origem na deposição sucessiva de camadas horizontais desedimentos apresentam-se normalmente em estratos cuja inclinação varia consoante a ação de movimentos tectônicos ao longo da vida geológica das formações. o sal-gema. por exemplo. O calcário é a rocha sedimentar química mais comum. As rochas sedimentares bem cimentadas podem se constituir em bom material para blocos de fundação e de alvenaria. As rochas sedimentares são neste caso chamadas de detríticas. O segundo grande grupode origem dos sedimentos corresponde aos materiais produzidos por precipitação química. as rochas sedimentares podem dar origem a 16 . A origem orgânica da maior parte dos calcários pode não ser tão evidente porque amaior parte das conchas sofre processos consideráveis de transformação antes de se constituíremem rochas. porexemplo. sendo estes últimos osmais comuns.Quando poucos cimentados ou trabalhados por agentes geológicos. São as chamadas rochas sedimentares químicas. meios fios. Os sedimentos podemser acumulações de materiais resultantes dos processos erosivos e transportados na forma departículas. de origeminorgânica ou orgânica. A palavra sedimentar ilustra a natureza destas rochas uma vez que significa oresultado do processo de deposição dos sedimentos em suspensão ou transportados por um fluido. é classificado como uma rocha sedimentar. Os materiais que se acumulam como sedimentos têm duas origens principais.É de referir que muitas rochas sedimentares têm uma grande importância econômica. calçadas.2. Rochas Sedimentares Os materiais resultantes dos processos erosivos constituem a base para a formação das rochassedimentares. É composta essencialmente pelo mineralcalcite e pode ser formada por processos tanto inorgânicos como orgânicos.

3. com imensa utilização na construção civil. características estruturais tais como planos de estratificação.geralmente coberto por rochas sedimentares.sapo. que podeser ígnea. De fato. O metamorfismo (mudança de forma) constitui a transformação de uma rocha preexistente. Outras formações de rochas metamórficas constituemuma parte importante de muitas cadeias de montanhas. Noutros casos atransformação é tão intensa que não é possível identificar a rocha de origem. Figura 5: Aspecto de uma gruta numa formação calcária. principal formação dos granitos). sedimentar ou mesmo metamórfica. Fonte: Terra planeta “vivo”. Os agentes de transformação ou demetamorfismo incluem o calor. 17 . Em todas estasformações as rochas metamórficas apresentam-se geralmente muito deformadas e com penetraçãode grandes massas ígneas (exemplo dos batólitos.depósitos de areias e pedregulhos ou de lamitos. partessignificativas da crusta terrestre são compostas por rochas metamórficas associadas com rochasígneas. os primeiros no concreto e os últimos.pt/index. que produzem modificaçõesde textura e composição mineral.3.home. mostrando as estalagmites e estalactites. No metamorfismo degrau elevado.html. http://domingos. pressão e fluidos quimicamente ativos. Rochas Metamórficas Grandes áreas de rochas metamórficas estão expostas em todos os continentes em regiõesrelativamente planas conhecidas por escudos. 2. O metamorfismo pode ocorrer com um grau de baixa intensidadefazendo com que por vezes seja difícil distinguir a rocha original da final. tem como base rochas metamórficas. na fabricação de tijolos e cerâmicas. Mesmo o interior estável continental.

Quando as rochas são submetidas a ações intensas de calor e pressão direcional comportam-se demodo plástico donde resultam dobras por vezes de aspecto intrincado. etc. que poderiam existir na rocha original são completamente destruídas. gabros. A rocha começa então a sofrer transformações até atingirum estado de equilíbrio com o novo ambiente.Originada a partir de argilitos ou de siltitos é representada pela sucessão: ARDÓSIA  FILÁDIOS MICAXISTOS GNAISSES Sequência Básica . donde resulta o seu estudo ser mais difícil.Originada a partir de basaltos. onde as altastemperaturas são a causa primária das transformações das rochas encaixantes. É representada pela sucessão: XISTOS VERDES ANFIBOLITOS 18 . finalmente ometamorfismo dinâmico ou cataclástico ocorre quando a rocha é submetida pressões muito elevadase bruscas como. A formação de rochasmetamórficas ocorre em zonas completamente inacessíveis ao contrário de muitas rochassedimentares e algumas ígneas. Estas modificações ocorrem a profundidades a partir de alguns quilômetros até próximo da fronteira entre a crusta e o manto. Sequência Argilosa . por exemplo.fósseis e espaços vaziosvesiculares.  correspondentes a sucessivos graus crescentes de metamorfismo (InstitutoGeológico e Mineiro). O processo de metamorfismo inicia-se quando uma rocha é submetida a condições diferentesdaquelas em que se formou originalmente. Considera-se como sequência metamórfica o conjunto de rochas derivadas de mesmo tipo derocha original. O metamorfismo pode ser de três tipos: o metamorfismo regional ocorre na formação de cadeias demontanhas quando grandes quantidades de rochas são submetidas a tensões de elevada intensidadee altas temperaturas associadas com os grandes níveis de deformação. em zonas de falhas. É importantereferir que durante os processos de metamorfismo de grau elevado a rocha mantém-se sempre noestado sólido porque uma vez atingida a fusão desta entra-se num processo de natureza ígnea. o metamorfismo de contatosucede quando a rocha fica perto ou em contacto com uma massa de magma.

em pisos de prédios públicos. por sua beleza quando polido e pelo seu preço acessível é sempre bastante requisitado. evolui para mármores. Devido a tendência de formar fragmentos lamelares. Sequência Quartzo-feldspática . seja para asfalto. Revestimento de pisos e paredes – o mármore. as rochas xistosas não são apropriadas para material de brita. seja para concreto. A presença de micas na grande maioria das rochas metamórficas confere-lhes um brilho de grande beleza que. combinado com a imensa variedade 19 . Os engenheiros devem estar atentos para o fato de que.Com inicio nos calcários. mostra os seguintes termos: GNAISSES MIGMATITOS   Sequência Carbonatada .Originada a partir de rochas graníticas e riolíticas. CALCÁRIOS MÁRMORES Sequência Carbonácea . Pedra britada – aproveitam-se os gnaisses. o mármore (dureza 2) em pouco tempo estará totalmente riscado pelos fragmentos de areia (dureza 7).Desenvolvida a partir de carvões fósseis. quartzitos e os mármores. é representada por: ANTRACITE GRAFITE Tabela 4: Rochas Metamórficas comuns Fonte: ABGE A utilização de rochas metamórficas na Construção Civil dependerá de sua composição mineralógica e grau de metamorfismo.

Figura 6: Maciço de rochas metamórficas deformadas. 20 . Coberturas – a facilidade de separarem-se em placas confere às ardósias a possibilidade de serem utilizadas como telhas ou como lajotas de revestimento de calçadas. Fonte: (ISRM). fazem delas requisitados materiais de revestimento de fachadas e paredes internas.de cores e a facilidade com que desagregam em plaquetas.

que absorve facilmente a água e que por isso é rejeitada para construções nas regiões frias.Interessam essencialmente as resistências à compressão e ao desgaste. quer para uma correta seleção nas suas utilizações. podendo-se para a mesma pedra encontrarvalores distintos devido a este fator. a mais importante.Essas características são de três tipos: mecânicas. Por isso é que se utilizam altos coeficientes desegurança para as pedras. 3. Resistência Mecânica das Pedras Naturais As propriedades de resistência a f1exão. ouque se desejam. Existindo umafórmula que relaciona a resistência com a densidade aparente. passando-se a expor apenas as mais significativas. Quanto mais saturada está a pedramenor é a sua resistência.1. podendo atingir o valor de 10. Muito embora a aplicação das pedras naturaisser cada vez mais ornamental. sobretudo. Assim. quanto mais densa é a pedra maior é a sua resistência à compressão.3.1.(De gelar)[Dicionário Candido de Figueiredo. ao corte e à tração para uma pedra têm poucaimportância e consideram-se geralmente nulas. físicas e químicas. nos calcários. Resistência à Compressão É. de resistir a compressão e ao desgaste. Abordam-seseguidamente estas características particularizando o seu estudo em certos casos de maiorinteresse. embora muitas sejam as propriedades que as pedras naturais possuem. pelo que outras características vão sobressaindo.Também esta resistência depende do grau de umidade. o papel dapedra na construção é. pelas razões já apontadas. Caso dos calcários. as pedras apresentamcaracterísticas bem diferentes que permitem a sua distinção e determinam a sua posteriorutilização em obra. que quanto mais geladiça 2 for a pedra menor é aresistência. Assume o seu conhecimento particular importância. 2 Diz-se da pedra. quer para as operações de extração etransformação. Na verdade.1. PEDRAS NATURAIS Dada a sua origem e o modo de formação bastante diverso.Em regra. 3. 1913] 21 .Essa resistência varia com o efeito de cintagem.

A área tende a expandir-se lateralmente.4. Devido a isto na práticaescolhem-se formas construtivas adequadas apenas ao exercício de esforços de compressão.num granito a Resistênciaseca / Resistênciaúmidavaria de 1.05 a 1. Se comprimirmos um provete numa área reduzida a tensão de rotura é maior do que se ocomprimirmos em toda superfície. Essa expansão estáimpedida e aumenta assim a resistência. se este quociente for menor que 1.Com fórmula que pretende aferir do índice de qualidade da pedra a este fator. Assim.1.3. Resistência a Flexão. há ainda a considerar a resistência ao corte do provete. Tração e ao Corte A resistência a f1exão é da ordem de 15% da resistência à compressão. Resistência ao Desgaste A resistência ao desgaste tem particular importância para as pedras aplicadas na fabricação de concreto e em locais de circulação intensa. temos: Resistênciaseca / Resistênciaúmida No caso dos calcários.10.Estas três resistências são muito pequenas e podem mesmo não se chegarem a desenvolver.2.1. Por exemplo.1. Resistência ao Funcionamento Tomemos um provete e coloquemos sobre ele uma pastilha de aço a que se aplica uma força. 3.Portanto. 3.Por exemplo as pedras fissuradas não podem suportar tais esforços.Se uma pedra está nestas condições podemos dar-lhe um coeficiente de segurança mais baixo. este quociente também caracteriza o grau de geladicidade da pedra.6 a pedra considera-se geladiça. a resistênciavem nesse ponto muito aumentada em relação a resistência da pedra quando a força é exercidaem toda a área (quase triplicada). pois está sendo comprimida.Por outro lado. ficando assim sujeitas a solicitações de 22 . A resistência ao corte e à tração é cerca de 5% da resistência a compressão. 3.

Características Físicas Dentre as características físicas que maior relevância apresentam na análise duma pedranatural. Resistência ao Choque Trata-se de uma importante propriedade a ser quantificada nas pedras naturais. cobertores de degraus.1. Estrutura e textura Estas propriedades. são correntemente confundidas de modo incorreto.2.Assim.1. Entende-se porpartículas friáveis aquelas que se esmagam quando apertadas entre os dedos. sendo bem distintas. lajetas de pavimentos. enquanto que a textura diz respeito. a estrutura refere-se essencialmente ao sistema.2. 3. 23 .abrasãofreqüente. contam-se: 3. como ladrilhos.O desgaste influi não só na perda de espessura/peso dos elementos. como o trânsito deviaturas e mesmo pessoas.1. sendo medida pela quantidade de material friável. como material de construção. a resistência ao choque é de primordialimportância em elementos sujeitos a ações externas com significados. dado que asmesmas estão freqüentemente sujeitas a ações dinâmicas. como na manutenção doseu brilho e mesmo visibilidade da sua matriz decorativa. etc. sendo um parâmetro essencial naaferição de desempenho de uma pedra natural.5. principalmente. Associada diretamente a grandezas como a fratura.6. Resistência ao Esmagamento É a propriedade que mede a dificuldade em esmagar uma pedra natural por ação de forçastransversais à mesma. às dimensões forma e arranjo dosmateriais constituintes e à existência ou não de matéria vítrea (donde os tipos fundamentais detextura: holocristalina e vítrea). 3. 3. ainda que baixa intensidade.

porosidade. grosso. médio.da pedra. crostas ou geodes (cavidades preenchidas com matéria cristalizada. dado que influi sobre asqualidades de resistência mecânicas. também.3.2. formado pelas diacláses e juntas do maciço rochoso (dando. As estruturas e a textura das pedras são propriedades deveras interessantes uma vez quepermitem uma avaliação preliminar das restantes propriedades.2. O exame destas superfícies permite reconhecer os constituintes dapedra e a sua forma de agregação.Todavia somente uma longa prática de laboratório permite a classificação adequada. É uma característica estreitamente ligada às anteriores e considera-se inútil mencionar as suasclassificações. Por exemplo. dado que anteriormente se referiu. O granito grão fino é fácil de trabalhar e adere bemàs argamassas. então. 3. contar com a mesma resistência mecânica em todos os pontos. em bancos. bem ainda como o grau de dificuldade da sua lavra. clivagem e/ou fratura. não podemos. temos que uma pedra é de boa qualidade quando a sua rotura (por 24 .Dando-nos. Está relacionada com o aspecto granular da pedra. ser indispensável uma larga prática delaboratório para o seu conhecimento e correto emprego. lugar aostipos de estrutura: laminar. bemcomo o extrair as ilações daí resultantes. etc. por exemplo. Se uma pedra for homogênea. pode ser observada na imagem). Homogeneidade A homogeneidade é uma característica importantíssima do ponto de vista da utilização da pedra como material construtivo. homogeneidade.normalmente obtidapor percussão . etc).2. estratificada. colunar. 3. Uma pedra homogênea não deve apresentarveios (fissuras delgadas preenchidas por matéria mole). etc. Assim se classificam por exemplo osgranitos em grão fino. Fratura A fratura refere-se ao aspecto que apresentam as superfícies de rotura . uma idéia sobre a trabalhabilidade da pedra e sua aderência àsargamassas. no seu estado natural.mais oumenos ordenado. podemos contar com as mesmas propriedades qualquer que seja a zona em estudo e se não houver homogeneidade.

ela será de má qualidade caso se desfaça em pequenos grãos. o vidro 5(ou pouco superior). a deixar-se penetrarou riscar por outros. torna-se necessário para atender à sua gama extremamente variada uma escala mais “ fina “. As substâncias de dureza 1 são untuosas ao tato. a unha um pouco mais que 2. 3. um alfinete de latão (ou uma moeda decobre) cerca de 3. um pedaço de quartzo (pontiagudopara se poder riscar com ele) tem dureza 7. Daí que em certos países seja corrente outra escala – Escala EPC – e a correspondente classificação dos calcários: 25 . embora sem rigorcientífico – não é fruto de qualquer expressão matemática que relacione a dureza dosmateriais – permite a sua classificação relativa. em virtude da coesão.2. um pedaço de feldspato tem dureza 6. No caso particular das pedras calcárias. Dureza Define-se como a resistência que opõem os corpos. Duríssimas – quando só se cortam com Carborundum ou serras diamantadas. Por exemplo. Para análise expedita da dureza das pedras segundo esta escala.O conhecimento da dureza das pedras é também muito importante para a seleção dosinstrumentos de corte a utilizar. pode recorrer-se a substânciascorrentes e com classificação conhecida.percussão com o martelo) se dá com projeção de suas partículas. Como tal. uma lâmina de canivete 5 a 6. esta propriedade mede a resistência mecânica das pedras acompressões pontuais. Mediamente duras – quando se cortam com uma lâmina de aço atuando com jatode água e areia.4. Utiliza-se normalmente para a sua avaliação a escala de Mohs que. Tendo em vista este objetivo decorre do processo prático de trabalho a seguinte classificação quanto à dureza das pedras: Brandas – quando se cortam com uma lâmina de aço. Duras – quando só podem ser cortadas com uma lâmina de aço atuando com jato de água e esmeril.

embora deveras importante. agregados parapavimentação.A rugosidade da superfície. apenas interesse na utilização sob a forma fragmentada epara a formação de materiais compósitos (inertes para argamassas e concretos. aaderência é feita a quente. Na verdade. uma vez que dependetambém da natureza do ligante. no entanto. oendurecimento processa-se em presença da água.2. Nos primeiros. Densidade Em geral. surgem normalmente situações em quea aderência das pedras aos ligantes é bastante diferente consoante se trate de liganteshidrófilos (hidráulicos) ou hidrófobos (hidrocarbonatos).quando utilizamos os segundos convém aquecer a pedra. etc. os hidráulicos. Aderência aos ligantes A aderência aos ligantes não é característica intrínseca das pedras.Tabela 5: Escala EPC – e a correspondente classificação dos calcários Fonte:ABGE 3. 3. os hidrocarbonados.5. Uma pedra pode ter boa aderênciapara um tipo de ligantes e não ter para outro.2. pois dá origem a uma aderência emescala macroscópica. importa considerar no estudo das pedras a densidade absoluta e a densidadeaparente. 26 .). nos segundos.6.Esta propriedade tem. Quando se utilizam os primeiros as pedras têm que se molhar. não é a causa única.

3.Tabela 6: Densidade aparente de algumas rochas Fonte: ABGE A primeira é a relação entre a massa da pedra.7.) variam. sendo assim lícito deduzir que nestas condições a resistênciamecânica seja uma função crescente da densidade aparente.2. a temperatura determinada. Essa grandeza é a compacidade e exprime-se: Retira-se da expressão anterior que para uma pedra da mesma natureza a densidade aparente éproporcional à compacidade. A densidade aparente das pedras é sempre inferior ao valor numérico do peso específicomédio dos seus componentes. de 2600 a 3200 Kg /m3 constata-se o interesse doconhecimento da grandeza que relaciona a densidade aparente (γa) com a densidade absoluta(γ).calcite. na generalidade. etc. feldspato. para as diferentes pedras. micas. dado a sua constituição estrutural incluir sempre um certovolume de vazios. Compacidade Se atendermos a que as massas específicas dos seus constituintes (quartzo. 27 .A densidade aparente das pedras varia. geralmente. e a massa de umvolume de água a 4ºC. igual ao volume da pedra sem vazios. A segunda é a relação entre amassa da pedra e a massa de igual volume de água a 4ºC.

pois para pedras com densidades iguaismas de natureza distinta são diferentes as suas resistências mecânicas. designando-se assim aquele por porosidade absoluta e este por porosidade relativa ouaparente (também designado coeficiente de embebição). isto é.2. 28 . Contudo. o estabelecimento dessa função para a generalidade das pedras não temsido conseguido devido à grande dispersão nos resultados obtidos. o grau desaturação dos poros do material. da forma francesa AFNOR B 10. Porém.Embora desejável. as relações entre durezas. a densidade e a resistência à compressão das pedras calcárias Fonte: Instituto Geológico e Mineiro 3. mas sim arelação entre o volume máximo possível de água absorvida e o volume total. foi possívelestabelecê-la para uma mesma família de pedras – os calcários – que têm um papelpreponderante na construção.Esta escala é todavia somente aplicável aos calcários. É óbvio que o conceito inicialmente referido não é mais que o limite para que tende esteúltimo.densidades aparentes e tensões de rotura à compressão de pedras calcárias.8. Tabela 7: Relação entre a dureza. Na tabela 6 adapta-se. no estudo das pedras não é aquele o conceito com mais interesse. Porosidade Define-se correntemente porosidade como a relação entre o volume de vazios e o volumetotal.001.

esmagá-la e depois medir o volume real. Nas pedras geralmente o fluído é a água e define-se como a quantidade de água que aatravessa numa hora e a uma dada pressão.É também certo que a porosidade depende das dimensões dos vazios e da sua quantidade. portanto.É também corrente a definição do coeficiente de embebição como o acréscimo de peso de umprovete saturado de água em relação ao correspondente no estado seco e o peso do mesmoprovete neste último estado.Uma pedra pode ser inteiramente compacta.2. mas estes conceitos são. Claro que osdois processos não conduzem ao mesmo resultado. ou de uma variação de pressão. 29 . a porosidade será o número de vazios por unidade de volume. do seu teor em impurezas ou materiais em suspensão. esta também dependerá damaior ou menor agressividade da água. daporosidade do material.9. e no caso particular da permeabilidade à água. da comunicação entre os seus poros e dos diâmetros destes. porém. Há. 3. pois no segundo ensaio há vazios que nãosão preenchidos pela água. basta para isso que tenha fraturas. segundo certas condições. pois essas fraturas são ou podem ser zonas permeáveis.etc.Geralmente uma pedra porosa é permeável. Normalmente não é assim que se procede: embebemos a pedra em água e calculamos o pesode água absorvida pela pedra (avaliação do coeficiente de absorção de água). mas permeabilidade e porosidade não são a mesma coisa. Dependerá ainda de uma elevação de temperatura (que aumentará o diâmetro dos poros ediminuirá a viscosidade do líquido). ( ) Portanto. e serpermeável. Geralmenteconfunde-se porosidade com volume de vazios. Esta propriedade depende. diferentes.ou outros fluidos. fundamentalmente.Para as pedras.Para determinarmos a porosidade usa-se um ensaio que consiste em determinar o volumeaparente da pedra. que ter em atenção possíveis fraturas nas pedras usadas. Permeabilidade A permeabilidade é a propriedade que os materiais têm de se deixarem atravessar pela água. ter porosidade nula.

por ação de um abaixamento de temperatura. O salitre provém da terra. Gelividade A gelividade de uma pedra é a característica que ela apresenta de se fragmentar quando. 3. As pedras. mas o calcário reagia com este e dava origem ao salitre(silicato de cálcio) de modo que foi substituído por fluorsilicatos de potássio. a água que contém nos seus poros solidifica comconseqüente aumento de volume.2. de umfenômeno geral para os líquidos – a capilaridade.3. horizontal (lei de Darcy). da água ou da própria pedra. Nas pedras homogêneas a elevação de água é proporcional ao quadrado do tempo. geralmente. da parte seca e molhada.Como se sabe. que não têm tal inconveniente. assim como ageladicidade. paraimpermeabilizar as construções. isto é. Uma conseqüência deste fato é o aparecimento demanchas de salitre.2. Há processos de conservação destas pedras: primeiro utilizou-se a pintura com vidro solúvel(silicatos de sódio ou potássio). principalmente no granito. o asfalto. A água por efeito da tensão superficial sobe na pedra por capilaridade. A água dos alicercessobe assim pelas paredes dos edifícios.11. que uma pedra nestas condições 30 .Para evitar a infiltração de água nas paredes. a capilaridade depende da tensão superficial do líquido em questão e dapossibilidade de molhagem das paredes do material pelo líquido. usasseum material hidrófugo (repelente à água) que pode ser. sendo alinha de separação. no caso presente – têm deabsorver e reter a água por sucção capilar. A água que sobe por capilaridade quandosujeita a temperaturas baixas gela e provoca tais fenômenos. por exemplo. entreoutros.10. Conclui-se. água absorvida ou mesmo de sucção capilar.são molháveis pela água não o sendo facilmente por líquidos oleosos. Higroscopicidade A higroscopicidade é a faculdade que os materiais – as pedras. estas podem ainda ser hidrofugadas. pode levar a fenômenos de geladicidade. Daí a necessidade de evitar a higroscopicidade. A higroscopicidade ainda é proporcional ao peso da água absorvida num dado tempo. assim. cujos vasoscapilares são hidrófilos e contém. sobe com a água equando esta se evapora deposita-se nas paredes. Sobre este assunto falaremos mais tarde com mais pormenor. alumínio. face à água. É assim a manifestação. ataca e destrói a pedra. Também nos calcários tem o seu efeitonefasto.O salitre que se forma.

Baridade A baridade define-se como o quociente da massa da pedra pelo volume por esta ocupado emdadas condições de compactação.Contudo.13. por exemplo) não é entre nós. deixa-se geralmente as pedras aotempo durante um Inverno após a sua extração e antes de serem trabalhadas. Isto encarecebastante as construções. para evitar que haja trocas decalor entre o interior e o exterior. Condutibilidade Térmica O coeficiente de condutibilidade térmica é a quantidade de calor que passa através de umasuperfície com uma unidade de área. 3.2. Normalmente não há cuidado de fazer esta escolha prévia econstrói-se primeiro. Esta característica é comum aos calcários a aos grés. Até na mesma pedra a baridade é muito variável. este fenômeno que assume grande importância em climas muito frios e acentuadaamplitude térmica diurna (caso dos países nórdicos. se for 1 cm a espessura da parede. O xisto se não reagir com o concreto é um material excelente para este fim. Devemos usar um material de condutibilidade térmica pequena. pois tem fracacondutibilidade térmica.12. por exemplo.2. No calcário a baridade é muito mais baixa que nobasalto por exemplo. a parede e só depois esta é revestida de material isolante. quando o gradiente térmico entreduas superfícies é de 1ºC. acentuado –salvo em regime de altitude.Normalmente nos granito e calcários a resistência aumenta com a baridade. higroscópica e de fraca resistência. na construção de câmaras frigoríficas.Este coeficiente tem muito interesse no que diz respeito ao conforto de habitação e norespeitante a isolamentos térmicos como. fragmentando-se os primeiros – quandofriáveis – em lamelas e esboroando-se os segundos. 31 .O coeficiente de condutibilidade térmico é tanto mais baixo quanto mais leve é o material. pois absorve água e não resiste ao acréscimo devolume devido à congelação. Como medida expedita de verificar a sua aptidão de uso. na unidade de tempo e.A baridade varia de pedra para pedra.seráporosa. 3.

por se entender que esta classificação é a que melhor caracteriza as matériasprimasem causa. se quisermos fazer idéia da maior ou menor alteração duma pedraque se vai utilizar numa dada localidade. cerâmica. mas também de engenharia e arquitetura. onde se concentram cerca de 60 a 70% do comércio de pedras naturais. No Nordeste e em algumas regiões do litoral brasileiro. Como exemplo. do papel. dado que como estão datadas. a baixa sensibilidade à agressividade química é cada vez mais influente na seleção de uma pedra natural.nomeadamente nas indústrias da construção civil e obras públicas. por razões culturais. condicionada pela região onde se está por razões logísticas (existência de jazidas próximas) e até culturais. do cimento. Efetivamente. revestimentos cerâmicos e com pedras dominam o mercado imobiliário residencial. o grau de poluição atmosférica da região. 3. que o conhecimento do ambiente que a pedra vai encontrar seja de essencial para a suaescolha. o material é mais utilizado em prédios comerciais. É importante considerar o tipo de ambiente (interior ou exterior). Características Químicas Dentre as características químicas a que assume maior importância é a estabilidade.3. dos abrasivos. mas necessitam de cuidados na aplicação. quer mesmo noutros materiais deconstrução que poderão reagir com as pedras naturais. os agentes agressivos encontram-se quer na chuva(acentuadamente ácida). Dai. As pedras naturais valorizam a estética dos empreendimentos e têm longa vida útil. do vidro. de transformação de rochasornamentais. química. Existem cerca de 550 tipos de granitos e 60 tipos de mármores disponíveis no mercado. quer nos produtos de limpeza. Já no Estado de São Paulo. Hoje.4. Usos e Aplicações das Pedras Naturais Os dados de produção das substâncias comerciais serão apresentados por tipo de indústriaconsumidora.3. A utilização dessas pedras é uma questão de escolha. fazemos urna visita ao cemitério e analisamos aslajes. As pedras naturais podem ser utilizadas em numerosos sectores da atividade econômica. a distância que a obra se encontra do litoral e o local de uso (piso ou 32 . nos dão uma boa indicação da sua alteração.

Obtenção de Pedras Naturais Abaixo segue um esquema da extração das Pedras Naturais até a obtenção da pedra britada: Figura 7: Esquema de Extração à Britagem de Pedras Naturais Fonte: ABGE 33 . As fezes dos pássaros.5. O efeito estético que valoriza a edificação pode ser aliado à grande durabilidade da fachada. inclusive do revestimento. Para tanto. devem ser programadas manutenções preventivas com o decorrer do tempo. as chuvas e a deposição de fuligem são agentes que mudam o pH da superfície do revestimento. o engenheiro calculista deve considerar todas as cargas atuantes na estrutura.fachada) para otimizar o desempenho do revestimento e evitar prejuízos e patologias. onde a pedra está exposta às intempéries. 3. a poluição. seja de rocha ou outro material. demandando lavagens periódicas. Ao realizar o projeto de uma estrutura (seja de concreto ou aço). As vantagens obtidas quando se utilizam pedras naturais como revestimento são muitas. é importante ter um critério mais rigoroso na escolha da rocha. As dilatações e contrações devidas ao calor do sol podem provocar fissuras em algumas pedras. Nas fachadas.

cada caso deve ser analisadopontualmente. gelo. Combinando-se com a água da chuva origina o ácido sulfuroso. O dióxido de carbono. em obra. a uma camada superficial dapedra constituída por uma crosta exterior endurecida. eventualmente desagregações de lamelas superficiais semalteração da sua composição química ou mineralógica ou.Quando a pedra seca. ventos carregando abrasivos. PATOLOGIA DAS PEDRAS NATURAIS As pedras naturais estão sujeitas.Não havendo soluções gerais para estes problemas. a ações queintroduzem nestas uma alteração profunda.Na MEMÓRIA Nº. ao fim de ciclos sucessivos. Ação de organismos vivos – o homem. pelas suas possibilidades de caulinização. de um modogeral. pássaros e micro organismoscomo algas. O dióxido enxofre resulta da combustão dos compostos sulfurosos presentes noscombustíveis. que 34 . Via física – temperatura. construídos em pedra calcária.As segundas caracterizam os processos químicos de destruição que revestem particularimportância nas pedras calcárias. componente natural do ar. pelo contrário. dando origem a umasolução de bicarbonato de cálcio. penetra nas pedras arrastado pelas águas dachuva e facilita a dissolução do carbonato de cálcio dos calcários. por evaporação da umidade. Estas alterações são particularmente graves nos monumentos e edifícios de interesse históricoe artístico. dilatações. fungos e líquenes (que vivem em sítios sombrios e alimentam-se de saisdas pedras e de matéria orgânica nelas existente). pela sua enorme susceptibilidade aos ácidos e.4. assumem pequena importância. nas pedras com feldspatos.As primeiras ações caracterizam-se por processos físicos de destruição das pedras e.165 do LNEC é aconselhado o uso de técnicas de conservação em vez dedesvirtuar a autenticidade da obra recorrendo a obras de reconstrução ou de renovação. dando origem à sua destruição. pombas. como os granitos. Causas de Alteração:    Via química – por ação de agentes da atmosfera ou outros específicos dospróprios materiais ou do solo. a ações que lhes podem produzir apenas desgastesnas arestas e ângulos salientes. o bicarbonato deposita-se novamente soba forma de carbonato. sob a qual se encontra uma zona dematerial desagregado e pulverulento. desdeque a pedra seja de boa qualidade. dando origem.

ou criptoflorescências se aquela se dá no interior da pedra. para uma qualquer diferença de temperatura existe uma variaçãode volume diferente para cada composto. Ficar a pedra menos rica em calcário. ou mais interiormente se aevaporação for rápida. Ao chegar à superfície estaságuas evaporam-se. deixando os sais depositados na pedra formando o chamado salitre. podendo até originar roturas no calcário. Também no solo.assim. já que com asvariações das condições físicas do meio. nas argamassas deassentamento. ou nacomposição dos produtos usados na limpeza ou conservação das construções.As criptoflorescências apresentam estes inconvenientes no interior das pedras. do queresulta:    Acentuado aumento de volume. Dando origem à desintegração mecânica e ao seu enegrecer. Este sulfato hidratando-se constitui o gesso que cristaliza. os saiscristalizam imediatamente sob a superfície. pois nãopode dilatar-se livremente. exercendo tensões sobre o calcário.Também a água das chuvas pode dissolver sais da própria pedra. Estadepositação pode ser à superfície. nos casos em que se dá uma evaporação rápida das soluções salinas. sendo suficientes uma lavagem corrente para eliminar os seus efeitos. o que origina tensões da parte do sulfato. Quandoa deposição é no interior. ficando.Este por sua vez oxida e. induzindo esforços mecânicos de desagregação daobra. eles têm uma ação desgastadora sobre a rocha.quando esta se evapora constitui as conhecidas por eflorescências. 35 . O coeficiente de dilatação do sulfato de cálcio é muito maior (cerca de 150 vezes) do que o docarbonato de cálcio. Contudo. dissolvem-se. exceto o mau aspectoquando superficiais.Sendo. por higroscopicidade. Quando os sais se depositam à superfície basta lavar a pedra para elas desaparecerem. nos materiais que estão em contacto com alvenarias de base. Então. etc. se a evaporação é lenta. Assim. os agentes agressivos sais solúveis que cristalizam quando arrastadospela água que penetra nas paredes. etc. no seu interior. transforma-se em sulfato de cálcio. normalmente. nos metais empregues nas suas ligações. estes sais dilatam-se. através das fundações. como produto final. uma camada deste composto (facilmente solúvel na água e permitindo a erosão dapedra por dissolução). e em casos particulares de exposição em atmosfera salina.As eflorescências não revestem normalmente efeitos prejudiciais. quando a cristalização sedá junto à superfície. Existem outros agentes químicos capazes de deteriorar as pedras e que estarão na sua própriacomposição. retraem-se.reagindocom o carbonato de cálcio dá o sulfito de cálcio.

Estas se desenvolvem na superfície das pedras. sendo umas naturais (como a ação da água.). e vegetações parasitárias. Também é de assinalar a ação demicroorganismos.) e outras ligadas à ação do homem (como apoluição. nutrindo-se. separando-se. dos sais ematérias orgânicas que extraem do material a que se afixam. A Ação da Água A água é. químico ou biológico e mesmo a combinação dos mesmos. 4. nomeadamente de pássaros e pombos. como por exemplo o granito.da temperatura e dos organismos vivos. 36 . para evitar a penetração das águas usa-se um produto hidrófugo.Tradicionalmente. que éaplicado em todo o perímetro da construção. ou sob elas.).1. etc. etc. O feldspato é um mineral resultante da associação de dois ou três silicatos. pois sem água nenhum dos agentes químicos de alteração reagecom os componentes da pedra à temperatura ambiente.São muitas as causas de deterioração das pedras. é controversa a ação das bactérias na corrosão das pedras. Por ação da água das chuvas. podendo o mecanismo pela qual atuam ser físico. o inimigo número um das pedras em edificações. químico ou biológico e mesmo a combinação dos mesmos. etc. os erros técnicos de conservação e manutenção. a suapresença está ligada à maior parte dos processos de deterioração e pode atuar por ummecanismo físico ou químico. por vezes. normalmente tendo em solução gás carbônico.A alteração dos feldspatos assume particular importância uma vez que este mineral é um dosconstituintes principais das rochas eruptivas. São muitas as causas de deterioração das pedras. sendo umas naturais (como a ação da água. os silicatosanidros associados de alumínio e do metal alcalino hidratam-se. tais como bactérias nitrificantes e sulfurosas. Com efeito. A esta operação chama-se tambémserzitamento. Como produtos hidrófugos podemos citar oasfalto ou uma argamassa rica em ligante e em finos. um silicato dealumínio ao qual se encontra associado um outro silicato alcalino ou alcalino – terroso. Deve-se considerar também a corrosão química provocada pelo depósito de dejetos de animais.) e outras ligadas à ação do homem (como apoluição. podendo o mecanismo pelaqual atuam ser físico.da temperatura e dos organismos vivos. não parecendo de qualquer forma muitoimportantes. No entanto. por assim dizer. etc. os erros técnicos de conservação e manutenção.

o gelo .em ciclos de molhagem e secagem. correspondementão ciclos de expansão e retração desses materiais. Nos climas frios também podem ocorrer fraturas pela ação de congelação da água de pedreira que. A água infiltra-se através dos poros da pedra e penetra do exterior para ointerior. as pedrasrecém extraídas da pedreira encontram-se muito saturadas de água e se. sendo estes fenômenos de particular importância. nomeadamente quando cai sob a forma desaraiva. que se tornarão em outrastantas vias de acesso para outros agentes de deterioração. como o cloreto de sódio (o mais quantificável). que pode mesmo levar à rotura e desagregação das pedras. a saturação. por vezes de dimensões consideráveis. a condensação de umidade atmosférica. a secagem subseqüente pode levar à que se destaquem fragmentoscorrespondentes a zonas de menor coesão. A alternância das chuvas e do tempo seco que levam a repetidas variações do teor em água. causados por variações do teor em água. A sua conseqüência mais simples é a dissolução de certas pedras quando expostas ásintempéries. A chuva. As tensões internas assim geradas podem originar fissuras microscópicas. aumentando de volume e encontrandoseconfinada nos poros da pedra praticamente saturada. 37 . que dão lugar à deterioração darocha (sobretudo calcárias) que se destaca em lascas. como por exemplo o calcário. A água da chuva pode também ter uma ação mecânica de erosão. o nevoeiro e a conservação da umidade atmosférica são outras fontes de umidadenos edifícios. A chamada água de pedreira pode também ser causa de deterioração. a formação de nevoeiro.A água que existe no solo sobe por capilaridade para o interior dos materiais arrastandoconsigo sais. a água ao congelar aumenta aproximadamente um décimo do seu volume e pode gerartensões internas quando contida num espaço confinado.degelo. origina tensões que podem levar à rotura.Fenômenos como a evaporação do cloreto de sódio. dando lugar a fenômenos periódicos de dissolução ecristalização de sais. ou mesmo macroscópicas. Devido ao fato de certas pedras conterem materiais expansivos (argilas. com efeito. por exemplo) e aosseus sucessivos ciclos de molhagem. Comefeito. Nos climas frios o congelamento da água e os ciclos sucessivos de gelo e degelo são outracausa possível de alteração. não são mais que diferentesmanifestações da água. nestas circunstâncias.forem utilizadas em obra. são uma das causas principais da formação de crostas. ese cobre de eflorescências.

da atmosfera e até ainda de produtos usados na limpeza ou em tratamentos de conservação. já que comas variações das condições físicas do meio estes sais dilatam-se. por higrospicidade. cuja deposição se deu sob a água do mar. A Ação do Sais Solúveis A água que penetra nas pedras. dissolvem-se. Os materiais utilizadosnas juntas.É pois necessário deixar que o material perca a água de pedreira antes de ser utilizado emobra. por exemplo. Conforme a natureza destas origens varia a composição dos sais.Quando a deposição é no interior. Também a água da chuva pode dissolver sais da própria pedra. carbonatos e nitratos. Assim:  •  Podem encontra-se presentes na pedra antes desta ser aplicada. onde osníveis de poluição são elevados. As eflorescências formam-se. no que se refere. A tendência ainda é para piorar. 38 . A cristalizaçãodos sais pode dar-se à superfície formando eflorescências (salitre) ou no interiorcriptoflorescências.Combinação essa que assume particular importância nas cidades industrializadas.Os sais de origem interna resultam por vezes do próprio processo de formação da rocha. são fontes externas desais de metais alcalinos (carbonatos ou sulfatos de sódio ou potássio) que podem originareflorescências.2. está a ser levado a cabo. podemencontrar-se cloretos de metais alcalinos destes proveniência. quando a evaporação se faz com certa lentidão e asimples exposição à chuva (a chamada lavagem natural) leva ao seu desaparecimento(também se poderá recorrer a lavagem artificial). em geral. eles têm uma ação desgastadora sobre a rocha. da alvenaria de base quando a pedra é utilizada como revestimento do solo. Também a decomposição dosminerais que constituem a rocha dão lugar a sais de origem interna. através das fundações pode conter saisdissolvidos. sendo os mais freqüentes ossulfatos os cloretos. porexemplo. se bem que o controlo sobrea poluição. como o cimento portland ou argamassas de cal hidráulica.A chuva ácida é um fenômeno causado pela poluição atmosférica. nas rochas sedimentares. retraem-se. etc. Provirem de pontos externos tais como: dos materiais das juntas. Os sais solúveis podem ser de origem externa quer interna. que não é mais do que acombinação dos agentes proliferadores de poluição atmosférica e a água existente nas nuvens. Resultarem de da alteração dos minerais que a constituem. 4. à União Européia.

porexemplo.É de 39 . 4. como o cloreto de sódio (principalmente em zonasmarítimas). exemplo disso são a soda cáustica e certos álcalis que têm. Este bloco éconstituído por elementos diferentes com coeficientes de dilatação diferentes. os sais contidos nos tijolos podem. as variações térmicas podem ainda produzir outras ações mecânicas deletérias. sóaparecendo os resultados desastrosos algum tempo depois. 4.Similarmente certos produtos usados na limpeza de cantaria podem originar deterioraçõesimportantes.incrementa-se a cristalização dos sais que contem em solução. não são eficazes. um dos lado poderá estar exposto ao sol e o outro não. A Ação do Vento O vento exerce uma ação puramente mecânica e.4. Mas.É também um agente erosivo.3.Contudo.O vento também influência na cristalização dos sais. nestecaso. Temos ainda outros tipos de sais.Também por vezes se constroem paredes de tijolo externamente revestidos por pedra e. conseqüentemente. geralmenteformam-se na pedra cavidades características que podem atingir profundidades apreciáveis(corrosão eólica). pois quando a sua velocidade aumentatambém acelera a velocidade de evaporação da água contida nos poros e. As tentativas de neutralizaçãolavando com ácidos fracos. que podem causar deterioração.Imaginemos que as variações de temperaturas em todo o bloco são uniformes. fissuras e esfoliações. como o vinagre. Neste caso o material é aindamais susceptível ao aparecimento de roturas. quando é o fator determinante. a temperatura pode não ser igual em toda a espessura da pedra. por vezes. sidousados. por efeito da umidade. vir a depositar-se na pedra. isto é particularmente agravado quando existamjá alterações produzidas por outras causas tais como crostas. na realidade. A Ação da Temperatura Um dos efeitos da temperatura (ciclos de gelo e degelo) já foi examinado a propósito da água. especialmente quando transporta areia. Estes são tanto mais perigosos quanto os seus efeitos funestos não são imediatos. o que originavariações de volume variáveis de um elemento para outro. que por sua vez pode provocarroturas no bloco.

Encontram-se estas plantasperto dos tubos de queda e nas partes da base do edifício molhadas pela subida de água dosolo. 4. Independentemente das deteriorações mecânicas. Oseu desenvolvimento é complexo e a ação destruidora dos líquenes nos monumentos éampliada nos climas tropicais. Os líquenes não podem tolerar a fuligem eos sulfatos não atacam as construções e os monumentos nas zonas urbanas industriais. a umidade numa construção. porque o número de ciclos secos e úmidos é pequeno. se elas crescem em cima ou perto das construções. Todavia. também. Os cogumelos presentes nos materiais de construção porosos tornam-nos feios e podemprejudicar as pinturas dos muros. rapidamente. em regra. as partes externas da parede encontram-se em taiszonas bem protegidas. uma importanteumidade dos materiais de construção. masnoutros lugares podem ter um efeito destruidor sobre as rochas calcárias. A presença das algas pode ajudar a localizar. São. ou detodas as construções de pedra em geral. Quanto maior for a temperatura maior é a evaporação e. inofensivas mas algumas vezes asraízes podem acentuar as deteriorações da alvenaria. adeposição de sais. pois que este processo ao fim de algum tempo 40 . usualmente.5.As árvores e as plantas que crescem nos edifícios indicam.As rochas silicatadas que contenham uma população bacteriológica tem tendência adesagregar-se muito lentamente no princípio. O seu papel na deterioração dos materiais porosos é menosevidente.Os prejuízos são principalmente devidos a freqüentesumidificações e secagens da pedra.notar. Os edifícios são muitas vezes cobertos localmente de algas e organismos com elasaparentados. as algas e os líquenes contribuem tambémpara a deterioração química das pedras calcárias. ígneas e os grés. conseqüente.As plantas que encontramos nos edifícios indicam uma fraca conservação e são mais oresultado do que a causa da deterioração. naszonas limítrofes e nas partes internas da parede a deterioração é importante.Nos sítios onde se encontram algas as paredes têm uma umidade que é muitas vezes acimado teor de água em equilíbrio. que a temperatura tem ainda influência no que diz respeito ao teor deágua nas pedras. A Ação dos Agentes Biológicos As árvores e as ervas têm alguma importância sobre a deterioração dos monumentos. Portanto. o que indica sempre uma grande umidade em obra.

dado a sua degradação ser muito rápida desde que tenha começado. como os pombos. Os agentes químicos presentes no ar poluído que mais afetam as pedras e. contribui também para alteração química. Referindo-se a ela na conferência de Bruxelas. pois transporta ácidos e saissolúveis susceptíveis de alterar a pedra. 4. mas a sua ação é comparativamente pouco importante. contendo nitratos deterioram apedra e tornam as fachadas feias e com uma espessa camada de fuligem.mais agressiva. em 1996. Os microorganismos podem contribuir para a degradação da pedra.Os excrementos fornecendo matéria orgânica introduzem uma ação bacteriológica queproduz ácidos orgânicos. Ela terá aniquilado ou danificado em menos demeio século mais obras-primas do que as duas guerras mundiais”.oscalcários ou o carbonato de cálcio (por vezes contido noutros tipos de pedra). Esta situação contribui extraordinariamente para a desintegração de certaspedras. também. Além deste efeito deobscurecimento. A Ação da Poluição Atmosférica Este tipo de poluição representa nos nossos dias uma causa terrível de deterioração daspedras. existir em menor quantidade. 41 .7. o Prof. Os prejuízos devidos aos insetos interessam sobretudo às matérias orgânicas como amadeira.6.éacelerado. A chuva que cai sobre a construção torna-se mais ácida e. Lamaire afirmou: “Asulfatação das pedras terá destruído em menos de duas gerações numerosas obras-primas quemuitas outras admiraram de forma intacta. A Ação do Fogo O efeito do fogo é sobretudo causado pela rapidez da variação de temperatura. Por esta razão as rochas de silicatos atingidas por bactérias não são recomendadasno emprego do exterior. 4. O ácido nítrico e clorídrico podem. são o dióxido decarbono e os gases sulfurosos. portanto.A poluição causada pelos produtos sólidos resultantes da combustão do carvão e de outrosmateriais é igualmente considerável. em particular. Tambémexcrementos de morcegos podem ser responsáveis por certos casos da degradação. mas os excrementos das aves. A fuligem adere tenazmente às pedras originando umacamada escura de sujidade que desfigura os monumentos.

criam-se então tensões que ultrapassam a resistência do material e placas esegmentos destacam-se. têm uma estrutura laminada e a separaçãopor camadas é por vezes fácil. 4. por exemplo. Todas estas singularidades constituem pontos de menor resistência às causas de alteração edão lugar a um ataque preferencial. mas umcaso especial é o das pedras que contêm forte percentagem de quartzo como.8. como a transmissão de calor para o interior não se faz com a mesmavelocidade. por mudanças de coloração da pedra que são susceptíveis de fornecer indicações aosarqueólogos. utilização.5%) que faz estalar a pedra. por exemplo. Camadas brandas. sucessivamente. Fissuras. em relação aos incêndios na acrópole de Atenas. apontar alguns aspectostécnicos de construção e de conservação cuja não observância é uma origem freqüente dedeterioração.As partesexteriores das pedras envolvidas pelas chamas aquecem rapidamente e sofrem uma bruscavariação do volume. é freqüente encontrarem-se deteriorações pelo fato dapedras ter sido colocada com o leito paralelo à superfície de exposição. As camadas brandas são mais facilmente erodíveis.É conveniente colocar as pedras em obra de modo que as cargas se apliquemperpendicularmente ao seu leito natural. asfissuras favorecem a penetração de água. Diferenças de estrutura. por outras palavras. O quartzo sofre a 575ºc uma mudança de estrutura acompanhada de brusca dilatação(4. De fato. pois certas deteriorações podem provir dedefeitos naturais da pedra. Assim. 42 . etc. osgranitos. tais como: • • • • Heterogeneidades. porvezes. como. O aquecimento provocado pelo fogo é acompanhado.A escolha da qualidade do material é importante. as rochas sedimentares devido ao seu modode formação por deposição de camadas sucessivas. Este fenômeno é geral em todas as pedras. A Ação Humana Existem ainda certas causas de deterioração que se prendem com a escolha.colocação e conservação do material em obra.

Também quando uma junta é preenchida com argamassa demasiado densa. 4. quando há cloreto de sódio ou magnésio. o ferro é algumas vezes envolvido por chumbo. Como o volume daferrugem é 6 a 8 vezes maior do que o ferro que a formou. Normalmenteuma corrosão importante tem lugar em meio ácido. Então a evaporaçãodá-se pela pedra adjacente. a indústria transformadora de rochas ornamentais tem conseguido fornecer ao mercado brasileiro placas pétreas de grandes formatos com espessuras cada vez menores (10 a 20 mm). apresentaram mau comportamento quando associados a calcários. tendia a acumular-se (devido a diferenças de porosidade dos doismateriais) ocasionando a sua alteração.A associação inconveniente dos materiais pode também ocasionar alterações físicas ouquímicas.9. argamassa ou madeira. Com a evolução tecnológica. O uso de ferros cravados na pedra é outra causa de deterioração das pedras. tem-se observado que certos grés de cimento silicioso. onde a cristalização dos sais origina deteriorações. como já se referiuapropósito dos sais solúveis. 43 . por argamassas muitodensas. transportado pela água da chuvaou através dos poros. as fendas e fissuras que seencontram no material envolvente do ferro são explicadas facilmente por este fato. O emprego de argamassas impróprias pode ser outra causa de alteração. o movimento daágua é extremamente reduzido e quase que não há secagem através desta. Neste caso não há proteção do ferro contra a corrosão. Casos se têmdado em que reparações de monumentos com refachamento das juntas. mas também se observa a mesma coisa emmeio alcalino e. ao nível dos equipamentos de corte. Comefeito. o sulfato de cálcio. resultante do ataque do calcário. Por exemplo. que quandoempregados isoladamente resistiam muito bem ao ataque pelos gases sulfurosos dasatmosferas poluídas. mas o chumbo também ele mesmoàs vezes é atacado quando em contacto com o calcário. Patologia de Pedras Naturais em Revestimento Os revestimentos de pedra natural em fachadas assumem grande importância no Brasil. Para evitar este perigo é indispensável o emprego demetais ou ligas resistentes à corrosão (como o cobre ou níquel). sobretudo. Paraevitar isto. veio acentuar os desgastes.

Esta técnica é muito utilizada fazendo a colagem da placa de pedra com um cimento-cola. originam diversas patologias em edifícios jovens. No entanto.As manchas nos revestimentos de pedra natural têm como efeito principal os danos estéticos que causam às fachadas dos edifícios. conjugados com uma deficiente qualidade da mão-de-obra disponível nos dias de hoje. 2002. As patologias mais comuns que se encontram em fachadas revestidas com pedra natural são os desprendimentos e as manchas nas superfícies expostas das placas. podem gerar-se pressões devido à cristalização dos sais originando o desprendimento das 44 . com idades inferiores a 5 anos. quando muitas vezes ainda não foram habitados. Os desprendimentos de elementos fixos diretamente em fachadas é particularmente preocupante uma vez que coloca em risco pessoas e bens. se houver deposição de sais na interface entre o tardoz das placas coladas e a cola. das propriedades das pedras naturais. Fonte: CORREA. Figura 8: Evidências do estado da cola no suporte depois de retirada das placas de pedra natural que mostravam colagem deficiente. O desconhecimento das propriedades dos cimentos-cola de elevadas prestações. Algumas destas patologias manifestam-se ainda na fase final da construção dos edifícios.No nosso país a técnica mais utilizada para aplicar revestimento de pedra natural em fachadas é a fixação direta.

45 . Fonte: CORREA.placas do revestimento. Figura 9: Evidências dos Pontos de Cola. 2002. Esta mesma pressão de cristalização na superfície de placas pétreas pode originar a degradação da superfície destes materiais de revestimento.

Tratamentos. temos as seguintes situaçõesmais comuns: • • • Bruto: sem nenhum tipo de acabamento. Aplicações. de modo a podercom eles. Especificações... Esta opção que torna a rocha 46 . onde estão incluídas as rochas ornamentais e industriais. Propriedades. deixa a superfície rugosa e antiderrapante.". Serrado: O material é serrado e semi-polido. Produções e Mercados]. C. e ROMARIZ. Fonte: Instituto Geológico e Mineiro São diversas as possibilidades de tratamento que visam explorar o potencial de brilho evalorizar texturas e cores. Geologia. ou com compostos deles derivados. (1998) Minerais Industriais. Mais apropriadas às áreas internas (como salas e sanitários). ROCHAS ORNAMENTAIS Entende-se por minerais industriais.5. os produtos ou materiais que satisfaçam os requisitos impostos por uma qualidadede vida caracterizada por uma melhoria que se pretende cada vez melhor" [GOMES. mastambém muito usadas em exteriores (fachadas e pavimentos). esponteirado e bujardado): utilizando martelo e ponteira. Tabela 8: Modo de comercialização das rochas Ornamentais calcárias.VELHO J. Apicotamento (escacilhado. ficando quase sem brilho e com boa aderência superficial (não é escorregadio). fabricar por processos tecnológicos simples oucomplexos.. os minerais e as associações de minerais utilizadas para fins industriais. C..

para impedir o crescimento de matérias orgânicas e o conseqüente comprometimento de sua resistência e estética. que se aplica exclusivamente ao granito. • Flameado ou flamejado: quando submetido a maçarico tornando-o ondulado e antiderrapante. as diretrizes básicasque norteiam e determinam seu emprego. para a caracterização tecnológica das rochasornamentais. resultando uma superfície áspera. Já aquelas usadas em seu estado natural são permeáveis e devem ser impermeabilizadas com resina à base de poliéster. No caso do mármore. pode-se ou não lustrar a peça. para o seu emprego.para conferir um aspecto com relevo (picado). segundo procedimentosrigorosos. • Lustradas . são obtidas através de análises e ensaios executados. Torna-se. o apicoamento é um processo manual ou mecânico que utiliza o picão . químicas e mecânicas além dos aspectoscromáticos e texturais. usa-se o ácido oxalático . 47 . já para o granito é usada uma mistura de chumbo e óxido de estanho. realçando brilho e capacidade de impermeabilização. partindo da granulometria mais grossa até chegar à mais fina. Em seguida. Este processo. • • Levigadas . Impermeabilizadas . indispensável oconhecimento das suas características petrológicas. normalizados por entidades nacionais. pedras polidas não apresentam porosidades.quando as peças são desbastadas por abrasivos de granulometria grossa e não recebem mais nenhum tratamento.antiderrapante. contudo. As características tecnológicas das rochas. em última análise. de acordo com o brilho desejado.ferramenta própria para desgastar pedras .de menor potencia abrasiva.O lustro é feito de forma diferenciada para cada pedra. pois estas propriedades são. mais que a extração e sua transformação emformas e/ou elementos adequados aos usos projetados.De modo geral. • Polido: Alisado com abrasivos e depois lustrado com produtos químicos. As rochas não precisam. tem o objetivo de torná-lo áspero. assim como a previsão do seu desempenho emserviço. Consiste na queima da pedra para que ocorra o desprendimento alguns cristais. sendo o objetivo fechar qualquer porosidade. dispensando assim tal tratamento. São submetidas a processos sucessivos de abrasão.

48 . determinado por sua beleza. observando-se o efeitoestético desejado. construtores e consumidoresfinais. maiordurabilidade e resistência frente aos mármores. A melhor medida preventiva para patologias de aparecimento de manchas e corrosão dasrochas é a sua correta especificação para os ambientes objetivados. 1998. foi. O entendimento das principais variáveis tecnológicas dos diferentes tipos de rocha constituifator de proteção e garantia para fornecedores. nos últimos anos. face aos atuais problemas de poluição. pelo menos em parte. Tabela 9: Matérias primas minerais utilizadas na construção de uma casa Fonte: adaptado de Gomes et al. além de representar a forma mais efetiva de valorização das rochas como materiaisadequados e duráveis em revestimentos da construção civil.. sofrido uma destruiçãocom taxas bem superiores às restantes da sua total existência. especificadores. Também. verifica-se que os grandes monumentoshistóricos edificados com rochas carbonáticas tem.Parece que o crescimento recente da participação relativa dos granitos no sector de rochasornamentais e de revestimento. porém respeitando-se as características tecnológicas dos materiais.

barragens. Por isso o surgimento de estudo das patologias dessas pedras. haverá pesquisa acerca dessas pedras naturais e de materiais alternativos. Cada pedra natural tem sua particularidade. nas diversas áreas como concreto. Por ser abundante em sua forma natura. Esse estudo propõe um avanço da ciência e da engenharia civil em geral. Sabe-se que a extração dessas pedras se dá por meio de explosão e futuramente a britagem para a utilização nas diversas obras de engenharia. química e mecânica. muitos estudos são feitos mundo afora. característica física. E enquanto houver necessidade de aprimoramento. afinal. pavimentos entre outras tecnologias de construção. Estão ligadas à ornamentos e a parte estrutural de qualquer edificação. traz benefícios a humanidade. 49 . inserção de infraestrutura de transportes (pavimentos) melhor trabalhada. E sabe-se o quanto essas propriedades influenciam no futuro dessa pedra quando for trabalhada. Outro aspecto importante é a análise dos minerais que compõem essas rochas. acordando a sua funcionalidade nas diversas obras. entre outros usos. eles são cruciais para caracterização da mesma.CONCLUSÃO A utilidade de Rochas e Pedras Naturais na Engenharia Civil é indiscutível. fundações. e por ser de uso comum. aperfeiçoamento e uso primordial no Concreto. Desde assentamento de Fundações. já que sua trabalhabilidade exige qualidade.

Série Materiais. 2000. 151 p. JOHN.M.uem. Reciclagem de resíduos na construção civil. Materiais de Construção I – Pedras Naturais. Carlos José Souza de. São Paulo. Tese (Livre Docência) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Estratigrafia.org http://campus. ZEFERINO. 2006. 113 p.pt/~jguerra/PDF/Materiais/Pedras%20Naturais.ufp.com/bryant/377/rochasmetamorficas/metamorfismo_no_ciclo_litologic o. contribuição à metodologia de pesquisa e desenvolvimento.sapo. UFP. 4ª edição. Distrito Federal. Artur.pt/si/web_page.html 50 .br/museudpm/rochas/introducao. 163 p.fe.fortunecity.htm http://www.dzo.html http://pt.rc. MARTINS.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABGE – Associação Brasileira de Geologia e ALVARENGA. 2004.wikipedia. João Guerra. UnB.unesp. V.up.inicial http://www.brdisciplinasSolosrocha.pt/html/pagesgex/introgex. Geologia de Engenharia Para Entender a Terra Sites: http://www.no. Universidade de Brasília.pdf http://geodinamica.doc http://www2.

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