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Tradições Religiosas

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Colégio Estadual de Itapuranga Professora Janete

FILOSOFIA DA TRADIÇÃO RELIGIOSA Trabalho apresentado pelos alunos Vítor, Danillo, Leander, João L., Israel Do segundo período “A” do Ensino Médio, Para a disciplina de Ensino Religioso

Itapuranga 2011

........................................... 8 V .....................................................Tradições Religiosas..............6 IV – Respeito à diversidade religiosa ...........................................................................................................................................................................................................................De onde vim? O que sou? Para onde vou ...........................10 VI ........Conclusão....Introdução...........3 II .Sumário I ..........Anexos e Apêndices..................................................................... 4 III ............................11 Página 2 ...........................................................................................................

Página 3 . Serão dissertadas sobre as tradições religiosas e como elas influenciam sobre as questões citadas acima. uma vez que a maioria dos países tem sua religião característica. Também será citado sobre a diversidade religiosa e sua extrema importância em toda a sociedade e como o respeito sobre ela. é de suma importância para que vivemos todos em paz.I – Introdução Neste trabalho iremos apresentar as questões religiosas existências e como o ser humano as busca.

um paraíso criado exclusivamente para a habitação do ápice da criação. que vazio.A razão da existência do ser humano: quem sou? De onde eu vim? Para onde eu vou? A resposta depende do tamanho de sua visão. foi enviado com a missão de resgatá-lo dos seus maus caminhos. 2. Mas. rebelou-se contra o Criador e na prática da desobediência afastou-se dos planos divinos. embora essa resposta possa ficar prejudicada assim que surgir o primeiro clone de um ser humano. em um casamento santo. O pecado determinou a sua expulsão do Éden. Vim com a permissão de Deus meu criador. (Eu era criatura. o que dificulta a resolução de uma definição que funcione de forma genérica. a quebra da comunhão antes existente entre Criador e criatura “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem. Como resultado. 1. no entanto. a misericórdia do Eterno Senhor superou todas as expectativas. As variáveis são enormes. e o seu pecado trouxe consigo a morte. é e será para sempre Deus. acalentar o coração humano. recebi a adoção de ser filho). O que acontece na verdade. A paz de espírito virá sobre os homens. basta dizer que vieram de si mesmos e vão continuar por aí. Para os intimistas. resta no coração uma necessidade de algo mais concreto e que realmente o acalme. Qual o fundamento para aceitarmos tal explicação? A fé! A Bíblia é o único livro que traz a verdadeira narrativa da existência do Deus Vivo. Para começarmos a compreender a grandiosidade da existência humana é preciso reconhecer que Deus é o criador de todo o universo. sempre que encontram alguma explicação. e de todas as coisas que neste mundo há. eram à semelhança do Senhor. e Cristo. De onde vim? O que sou? Para onde vou? Muitas filosofias e religiões procuram. residiam no Jardim do Éden. que meu Salvador Jesus prometeu preparar. inclusive do homem e demais seres viventes. Deus determinou algumas regras para a boa vivência dos primeiros humanos. O máximo de generalização que se permite ter nesse caso é a afirmação de que você veio do útero da sua mãe. Sou filho do Deus vivo que foi. Adão e Eva formavam o primeiro casal. aceitando a simplicidade das explicações expostas na Bíblia Sagrada e abertas a todos. da criação e a explanação do Seu amor imensurável pela humanidade. pecaram. Para os egocêntricos. Mesmo assim. corre atrás de respostas para a sua existência. o Messias. quando estes reconhecerem a soberania do Senhor Deus sobre a sua existência. Vou para as moradas celestiais. 3. Adão e Eva em desobediência às ordens divinas. O homem. bem como. é a tentativa frustrada de aceitar uma explicação vaga e inconsistente para tamanhos questionamentos. sem sucesso.II . para todos que nele crerem. a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos Página 4 . bem como. objeto do amor de Deus. após crer em Jesus. Eu vim da vontade dos meus pais. é necessário dizer que vieram do instante que passou e vão para o instante que se aproxima. puros e sem pecados.lhe a comunhão inicialmente existente e a possibilidade da salvação. restaurando.

Jesus Cristo. Portanto. A vida humana tornou-se escrava do pecado. assim também um só ato de salvação liberta todos e lhes dá vida. É verdade que. assim também muitos serão aceitos por Deus por causa da obediência de um só homem”. suas práticas são más. a morte começou a dominar a raça humana. por causa de um só homem e por meio do seu pecado. por meio de Cristo. E assim como muitos seres humanos se tornaram pecadores por causa da desobediência de um só homem. é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça. Página 5 .pecaram. e destoantes da vontade de Deus. assim como um só pecado condenou todos os seres humanos. Mas o resultado do que foi feito por um só homem. reinarão na nova vida.

como se estabelecem as relações na convivência com diferentes grupos religiosos. as determinações religiosas permeiam a vida cotidiana das pessoas. Mas o ser humano não apenas faz religião como também a nega. Página 6 . esteja ele onde estiver influenciado pela história e geografia que o cerca -. criará seus mitos e se cercará de deuses. da poesia. ignorar a complexidade antropológica que alicerça o desenvolvimento de cada tradição religiosa. em seu interior. É sabido que o ser humano possui dimensão religiosa peculiar à espécie. Mesmo na negação da religião encontramos uma preocupação humana sobre o tema. o que está por trás de toda a intolerância religiosa é o ato de desconhecer. São fontes inspiradoras da arquitetura. pois. aquilo que deveria aproximar mais os povos e as pessoas muitas vezes é o que as afasta. da dança. buscando compreender o modo de ser. São os contextos e a mola propulsora das descobertas da mente sobre a natureza e o destino dos seres humanos. E. entre outras. do teatro. tem necessidade do sagrado e busca. E ao fazer suas indagações. cria as próprias respostas e se organiza socialmente em torno delas. da pintura. Estudar as manifestações culturais e religiosas no nosso contexto social e no mundo possibilita a compreensão do que é cultura. o que é fenômeno religioso. para questioná-lo e iluminar o fenômeno sob o ponto de vista da racionalidade. visível e social de relacionamento pessoal e comunitário da pessoa com o Transcendente/Imanente. ora o afastamento do ato religioso.III . há pessoas e grupos que morrem e matam por sua religião. a importância e influência da religião na vivência diária das pessoas. Esse é o paradoxo das tradições religiosas. Sem dúvida alguma. Através da linguagem poética dos rituais se aproximará da graça divina e mobilizará.Tradições Religiosas O estudo das culturas e tradições religiosas tem o intuito de analisar a raiz das manifestações religiosas. A religião é a forma concreta. em nome de Deus. forças que o auxiliarão a viver. São sistemas organizados para preservar o conhecimento herdado ou adquirido e passá-lo de uma geração a outra. O ser humano é essencialmente religioso. As tradições religiosas fazem parte das maiores realizações humanas. da música. o sentido mais profundo de sua existência. Este é o movimento dialético que impulsiona os indivíduos: ora a devoção e prática da religiosidade. A função primordial da religião é educar o ser humano para a vida e conduzi-lo a Deus. as tradições religiosas se envolvem em disputas sangrentas e intransigentes. de uma ou de outra maneira. outra dimensão estritamente humana. pensar e agir das pessoas. para que ele possa compreender o sentido da vida e vivê-la em plenitude. Conforme se constata ao longo dos séculos. por esse motivo. O ser humano é criativo por natureza.

elemento básico para que se estabeleça a cultura da paz. É necessário que se aborde o conhecimento das manifestações religiosas e que se compreenda a complexidade da questão. possibilitando a vivência intercultural. há o desafio constante de se trabalhar uma pedagogia que favoreça a reflexão sobre o fenômeno religioso. Se a prática educacional objetiva a tomada de um grau maior grau de consciência. e não é justo que o conhecimento religioso seja mantido fora do alcance da grande maioria das pessoas. a fim de que todo este processo educativo conduza ao diálogo.O conhecimento religioso produzido pela humanidade é patrimônio desta mesma humanidade. Por muito tempo se questionou a relação entre saber e poder. Página 7 . na mediação de conflitos. conhecimento e compreensão da realidade na qual agimos sob forma teórica e prática.

agnosticismos ou da simples indiferença frente aos valores religiosos. também. consagrada nas emendas da Constituição dos EUA e repetida por liberais e muitos pensadores do século XX. Página 8 . guerras e ataques terroristas entre povos de diferentes crenças religiosas. estabelecemos alguns pressupostos. No presente.Respeito à diversidade religiosa. da expressão de ateísmos. que pode determinar tantos dias sagrados quanto hábitos alimentares e forma de se vestir. a defesa da absoluta separação entre Estado e Igrejas constitui-se num valor muito importante. A associação entre Estado e Igreja é uma dessas formas de intolerância. Observando tais conflitos. A cultura de um povo carrega traços fortes da religião dominante. diferenças e tendo em vista – sempre . Desse modo. a liberdade de não crença. em detrimento de outras. como vemos no Oriente Médio ou na Irlanda. como também nunca foram dominantes as atitudes de tolerância no passado da história das religiões. Somos diversos. valores. por exemplo). Quando se pensa que no mundo há incontáveis religiões diferentes – e que. Nesse sentido. Em nenhum período da história houve uma única religião em todo o mundo. que garante aos cidadãos direito inviolável á liberdade de crenças. Ela existe entre ateus e religiosos.a compreensão do outro. é importante lembrar que as religiões são parte importante da memória cultural e do desenvolvimento histórico de todas as sociedades. Somos diversos historicamente. entre ramos religiosos com pontos em comum (como judeus e muçulmanos). partindo da noção de diversidade. A diversidade religiosa é profunda. Como ênfase central do trabalho. a defesa feita pelos filósofos iluministas. linguisticamente e. Essa verdade fundamental é sempre ameaçada por ações individuais e coletivas de intolerância. por isso mesmo. uma boa lembrança. Essa liberdade deve incluir. Além disso. O direito ao livre exercício dos cultos religiosos está expresso na Constituição brasileira. entre expressões internas de uma mesma religião (católicos carismáticos e adeptos da Teologia da Libertação) e mesmo entre expressões geográfico-históricas da mesma fé (católicos espanhóis e católicos norteamericanos).IV . A imposição de uma fé como oficial e a consequente exclusão das outras (inclusive com perseguições declaradas) deixou seu rastro perverso no passado. conserva sua atualidade e importância: a liberdade de crença deve ser absoluta. pode haver inúmeras ramificações – fica claro como é importante o respeito á diversidade nesta área. o ensino de religiões (e não de uma religião) na escola não deve ser feito para defesa de uma delas. mesmo dentro de uma religião. da mesma forma. muitos conflitos continuam sendo alimentados a partir de convicções ou sob a justificativa de crença. somos diversos religiosamente. não deixando. entre formas distintas de religião (cristãos e budistas. etnicamente. Notícias não faltam sobre conflitos. mas discutindo princípios.

exatamente por serem diferentes. da mesma forma que o professor de História enfatiza diversos povos. assim o ensino de religiões deve enfatizar diversas expressões religiosas. acima de tudo. Só nesse respeito absoluto podemos entender que não existem seitas (pois não existem grandes e pequenas religiões). Da mesma forma que o professor de literatura faz referência a diversas escolas literárias. sim. não existe para o historiador ou para o filósofo uma religião melhor do que outra. não existe sincretismo (pois não existe uma religião pura de influências de outras) e. exercícios de alteridade: estes.O respeito à diversidade é um dos valores mais importantes do exercício da cidadania. cada uma expressa uma visão de um grupo e cada uma teve e tem seu valor específico. podem ser conteúdos trabalhados na escola pública. considerando que as religiões fazem parte da aventura humana. como não podemos esquecer. Cada uma colaborou com uma parte do pensamento religioso. Página 9 . Ensino de religiões. estudo de diversidades.

onde o ser humano busca em pequenas respostas grandes questões como a sua existência. Resumidamente. A religião. acreditando ou não. tem um papel fundamental no desenvolvimento humano. Página 10 . não importa qual seja nem o que prega.V – Conclusão Com este trabalho concluímos que a religião é algo muito complexo e ao mesmo tempo simples. à medida que pode influenciar a maioria de nossas decisões. a religião é o ponto de equilíbrio de qualquer ser humano.

Anexos: Página 11 .” Nicolau Maquiavel.” Mahatma Gandhi.” Immanuel Kant. “A perda de toda a devoção e da religião atrai um sem-número de inconvenientes e desordens. “Deus não tem nenhuma religião.VI – Anexos e Apêndices: Apêndices: “A religião é o reconhecimento de todos os nossos deveres como preceitos divinos.

Página 12 .

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