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10.

1 CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO O tema da avaliação tem motivado um sem número de páginas de livros e revistas, debates e confrontos, dada a sua complexidade e as distorções com as quais é tratado no âmbito educacional de qualquer nível de ensino. Há aqueles que argumentam a seu favor e outros que a acusam e a desqualificam, justificando sua nulidade na comprovação da aprendizagem dos alunos. O fato é que, de um jeito ou de outro, ela continua sendo praticada nas instituições de todos os níveis de escolaridade desse nosso mundo.

Demo (2005, p. 6) ratifica essa preocupação afirmando que essa situação é ―intrigante: de um lado, procura-se estigmatizar a avaliação, a ponto de se pretender descartar, pura e simplesmente; de outro, ao se fazer avaliação, faz-se tendencialmente a pior possível‖, utilizando a prova como único instrumento do processo avaliativo (grifo nosso).

Assim, a avaliação que se realiza é um procedimento controverso, ambíguo, que precisa ser compreendido em suas múltiplas determinações, já que exerce a função diagnóstica (saber até que ponto o aluno aprende de verdade) e prognóstica (saber o que fazer para que o aluno recupere sua oportunidade de aprender).

Significa dizer que: Há muitos fatores envolvidos na atribuição de ―notas‖ ou ―conceitos‖ que vão desde a expectativa dos professores a respeito dos alunos, seus valores, seu modo de ver o aluno e até mesmo dos conceitos teórico-práticos a respeito do ato de avaliar.

Além disso, há questões mais abrangentes envolvidas nesse processo, tais como, o papel ideológico da avaliação, sendo utilizado como instrumento de discriminação e seleção social, na medida em que assume, no âmbito da instituição, a tarefa de separar os ―capazes‖ e os ―incapazes‖. Por conseguinte, estes e aqueles ocupam lugares diferentes na estrutura social, acarretando a inculcação ideológica e a segregação, uma vez que, para o capitalismo, não é possível que todos cheguem lá, que sejam bem sucedidos.

Esse caráter político da avaliação é materializado na possibilidade de reprovação do aluno, sendo por isso, a palavra final para reprovação/aprovação, para o diploma, a matrícula e a transferência. Uma análise mais profunda a esse respeito nos mostraria que, da análise do processo educativo, a avaliação tem se transformado ao longo do tempo em instrumento de poder, de controle, de seleção social, de discriminação e, por que não dizer também de ―acerto de contas‖ do professor em relação aos alunos. ―Agora é a minha vez‖, pensam alguns professores.

Por estas e outras razões, os autores concordam que avaliar é sempre difícil, num primeiro plano, pela natureza estrutural do sistema que confere ao professor o poder de julgar (reprovar); em segundo, por causa de problemas técnicos de elaboração de instrumentos, mas, sobretudo, pela inadequação da metodologia adotada em sala de aula. Leia a história de Romão

Reflita! Você achou a atitude do gato exagerada? Pense nas atitudes de um professor que avalia seus alunos e compare com a atitude do gato.

Em muitos casos, o professor se utiliza também da avaliação como instrumento disciplinador, ratificada pelos pais, que vêem na nota a única forma de acompanhamento do ―desenvolvimento‖ do estudante. Nesse caso, é bom pensar que nota não é sinônimo de conhecimento e que assistir às aulas (200 dias letivos, como estabelece a LDB, art. 24, inciso 1) não garante aprendizagem. É certo que avaliar e julgar não é uma tarefa simples e nem fácil para quem quer que seja. Julgamento de alunos, nas provas, não é momento para retaliações.

Estas reflexões iniciais nos motivam a pensar sobre os conceitos atribuídos ao termo avaliação na perspectiva de Vasconcelos (1994), Luckesi (1995), Demo (2005), Perrenoud (1999), Saul (1988), Hoffmann (1993) seis grandes autores sobre essa temática. Para Vasconcelos (1994, p. 43) "avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos". O autor chama atenção para o fato de que, ao constituir-se como processo, a avaliação está a serviço do aluno no acompanhamento e na criação de condições objetivas, tanto para a superação das dificuldades como para o avanço da compreensão de como está se dando ou não a aprendizagem dos alunos.

Dessa perspectiva emerge que:

Esse processo deve se constituir em nova oportunidade para o aluno aprender, fazer justiça, manter a qualidade do ensino, ajudar na formação do aluno e no seu preparo para a vida.

Hoffmann (1993) concorda com o pensamento de Vasconcelos ao afirmar que, "a Avaliação é essencial à educação. Inerente e indissociável enquanto concebida como problematização, questionamento e reflexão sobre a ação."

Para a autora, um professor deve avaliar constantemente sua prática, para instalar na docência a reflexãoação-reflexão sobre as ―verdades‖ que veicula aos alunos. Nesse sentido, o papel do educador é possibilitar ao aluno a construção de um maior número de verdades, num processo espiralado em que será necessária tanto a formulação como a reformulação de hipóteses.

. ―um processo de descrição / análise e crítica de uma dada realidade. entretanto. visando transformá-la‖. em grande parte. o argumento mais contundente vem de Freire (1996). passa a compreender o processo de cognição do aluno e de sua habilidade de enfrentar os desafios. deseja vê-lo crescendo e se desenvolvendo a partir de suas próprias convicções. 61) corrobora o pensamento dos autores ao propor o paradigma da avaliação emancipatória que tem como característica principal. tornando o aluno mais crítico e mais participativo. o bom educador é aquele que sabe influenciar o aluno de tal modo que este não se deixe influenciar. segundo Hoffmann (1993). quando conclui que. o aluno depende. a avaliação promove o desenvolvimento moral e intelectual. desafio — construir uma outra história. avaliação é ―movimento‖. Então. e ao mesmo tempo. ao avaliar. é ação e reflexão. pois que. p. tanto na sala de aula quanto no contexto social mais amplo. a avaliação. é mito decorrente dos fantasmas do controle e do autoritarismo. o professor. da habilidade de aprender e conhecer. em busca de uma ação libertadora e autônoma do aluno.Na medida da sua dialogicidade. Controle Autoritarismo Avaliação Saul (1988. para o qual educar implica influenciar fortemente. a exemplo da mãe que a um tempo influencia o comportamento do filho de maneira avassaladora. Essa autonomia a que se refere a autora é compartilhada por Demo (2005). para ser autônomo. mas de outro. Colocada nessa perspectiva. Na pedagogia.

p. e o homem imprimiria uma direção às suas ações nos contextos em que se situa.. Em Perrenoud (1999. produziria uma intervenção diferenciada. em função das quais se decidirá a progressão no curso seguido. como todo mundo. mais globalmente. na seleção e nas orientações escolares. valorizar formas e normas de excelência. (. Quando um artesão modela um objeto.Na linha da autonomia. não deixa de observar o resultado para ajustar seus gestos e..) é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo. aplicado e dócil para uns.. que. A alternativa apresentada por ele. o autor concorda que a avaliação não é um fim em si. Leia mais sobre Avaliação Formativa Pense e reflita: Exemplo 1. um acompanhamento da ação educativa. Nela seria possível um monitoramento. a autora apregoa um modelo político-pedagógico cujo interesse é a emancipação: por meio do exercício da crítica. ele avalia o grupo de alunos da turma e regula sua ação pelo global e não pelas trajetórias de cada aluno. definir um aluno modelo. 13) e. se preciso for. imaginativo e autônomo para outros (. temos que: Avaliar é — cedo ou tarde — criar hierarquias de excelência. é uma ―engrenagem no funcionamento didático‖ (p. A avaliação formativa propõe uma ruptura nessa . 09). em função de seus resultados provisórios e dos obstáculos encontrados. para a superação da avaliação hierarquizada e classificatória seria a avaliação formativa. ocorreria a libertação dos condicionamentos deterministas. necessariamente. Igualmente. Entretanto.). Cada professor dispõe dessa mesma possibilidade.. ―corrigir o alvo‖ — ou a arte de conduzir a ação pelo olhar.

do menos doente ao mais gravemente atingido. a avaliação possui a tarefa de se centrar na ―forma como o aluno aprende. Pense e reflita: Exemplo 2. Nenhum médico se preocupa em classificar seus pacientes. Nem mesmo pensa em lhes administrar um tratamento coletivo. tomada de decisão. A avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre os modos de ensinar dos professores e os percursos de aprendizagens dos alunos. por fim. estabelecendo uma ação interventiva baseada numa pedagogia diferenciada. p. Os dois exemplos anteriores ilustram o que propõe Perrenoud (1999) e Saul (1988). para cada um deles. 19).dinâmica. p. sobre o fato de a avaliação estar centrada no paradigma da pedagogia diferenciada e da Pedagogia da autonomia de Freire (1996). sem descuidar da qualidade do que aprende‖. sistematização e interpretação das informações. Nessa mesma linha de pensamento Demo (2005. um diagnóstico individualizado. Seu esforço se concentrará em determinar. sob a forma de ação terapêutica específica. julgamento de valor do objeto avaliado e. Assim vista. 80) afirma: . concebida como processo/instrumento de coleta de informações. Para Méndez (2002.

Estes e outros autores reafirmam que a avaliação deve constituir-se em síntese organizadora do processo vivido pelo aluno. Englobam três dimensões: a humanizadora. . não perde de vista. Acima de tudo está o direito de aprender‖. Avaliação precisa ser ‗pedagogia‘ não instrucionismo. como rotina escolar. a reflexiva e a construtiva. Quem cuida. requer o estudo das concepções de educação e as diferentes abordagens que delas se originam. Será sempre a ação transformada em reflexão para impulsionar novas e diferentes ações com novos significados — será a historização do processo de desenvolvimento do aluno. Avaliar. nesta perspectiva. em sua lógica e em sua democracia.É preciso avaliar sempre. para cuidar da aprendizagem. Estas diferentes ações devem servir para o professor organizar seu saber didático. sua compreensão do aluno e suas ações educativas. ultrapassa a atribuição de ―Notas‖ ou ―Conceitos‖. É crucial respeitar a ética da avaliação.

) que conduzem a uma tomada de posição a seu favor ou contra ele. Para entender melhor será necessário recorrer à história da avaliação no Brasil. deve apontar caminhos e estratégias de ação para o professor e possibilitar ao aluno uma formação consciente sobre suas possibilidades. O termo avaliar tem sua origem no latim a-valere. (.. No enfoque avaliativo desse teórico. A teoria de Tyler está focada na mudança de comportamentos.. a prática avaliativa compreende. a avaliação. 93) afirma que: O ato de avaliar implica coleta. a avaliação é o processo destinado a verificar o grau em que mudanças comportamentais estão ocorrendo. comportamentalista. ignorando os demais aspectos da realidade social. análise e síntese dos dados que configuram o objeto da avaliação. pois. já que todos eles criticam severamente o modelo (tradicional). As concepções de avaliação apresentadas pelos autores parecem estar no nível do ideal. Nos intervalos . quando a idéia de mensuração por meio de testes padronizados foi sendo ampliada e aceita no meio educacional a partir da influência das pesquisas norte americanas..‖. o ser humano e seu processo de formação deverão ser o centro de qualquer prática avaliativa. O professor Luckesi (19954. desde o início do processo pelo estabelecimento de objetivos... pelo professor. a avaliação possibilita o exercício permanente de autocrítica e do repensar cada prática. que quer dizer ―dar valor a. restritos a itens do conteúdo da disciplina. Reflita! De que maneira essa influência está presente na Universidade? Sendo. Essa atribuição de valor no âmbito da avaliação requer um posicionamento em relação ao objeto avaliado. do desejável. além de possibilitar a reflexão. Na dimensão construtiva. pois o que se pretende em educação é justamente modificar tais comportamentos.). ainda presente nas instituições. A proposta originou-se com Ralph Tyler e ficou mais conhecida como ―avaliação por objetivos‖.. p.Na dimensão humanizadora. a avaliação deve julgar o comportamento dos alunos. acrescido de uma atribuição de valor ou qualidade (. Na dimensão reflexiva. Desde a década de 30.

41) ―o autoritarismo da avaliação emerge. para saber o alcance dos objetivos pelos alunos. o controle passa a ser exercido a partir do planejamento. assim. assim como ocorre no processo de produção industrial. Veja a representação do modelo para elaboração do currículo de Ralph Tyler: . Ancorado em pressupostos positivistas. seguidores do autor. p. faz-se a verificação por meio de testes. Ou seja. para medir a distância entre os objetivos propostos dos que foram alcançados.entre a apresentação dos conteúdos. O sucesso dessa prática estaria nos instrumentos da verificação. Segundo Hoffmann (1993. do próprio planejamento do ensino que se efetiva (da pré-escola à Universidade) sem a reflexão necessária sobre o significado das propostas pedagógicas desenvolvidas‖. esse modelo foi se consolidando a partir dos cursos de formação de professores e das obras publicadas por autores brasileiros.

As críticas a esse enfoque se originam por ele ser simplista. Considerando a necessidade de esclarecer um pouco mais sobre o significado de avaliar. levando ao risco de relegar a um plano secundário os aspectos importantes do processo ensino-aprendizagem. inflexível e limitado. o que se percebe é que elas não foram decisivas para a derrubada dessa concepção sedimentada fortemente na ação das escolas e das instituições de ensino superior. atente para os termos a seguir: Palavras e mais palavras . Em que pesem tais críticas.

Medida . quantidade. ou por não admitirem precisão numérica.Medir . p. 13) afirma que ―muitos educadores jogam com expressões relacionadas à avaliação com displicente imprecisão e seria prudente para os educadores trocarem entre si significados de terminologia antes de se envolverem em discursos prolongados‖.Testar . por não haver instrumentos para tanto.Medir O significado de medir está relacionado à extensão. algumas confusões sobre os termos utilizados. .Verificar . que nem sempre se aplicam ao que se imagina. nem todos os fenômenos podem ser medidos. entre os professores e educadores em geral. volume e atributos dos objetos e fenômenos.Avaliar As palavras têm três significados: Os que eu atribuo Os que os outros atribuem Os que os léxicos atribuem Muitas pesquisas já foram realizadas e constatou-se que há. Entretanto. Popham (1977.

um professor aplica testes ou passa tarefas para constatar resultados e os expressa em notas — esta atitude é considerada ―sentenciva‖ e classificatória. ou mesmo a tarefas como: desenhos. compromisso. por ter uma finalidade em si mesma. sondar. investigar. 53) considera que: O reducionismo da avaliação à concepção de MEDIDA denuncia uma consciência ingênua do educador no tratamento desse fenômeno. a finalidade do teste em educação é utilizar os resultados como eixos de nossa ação. O que acontece é que a atribuição de graus numéricos a aspectos subjetivos relacionados à vida do aluno (participação. um compromisso com a interpretação. podem ser medidas a freqüência às aulas. Daí porque se cometem arbitrariedades. por à prova. em que o médico solicita exames de um paciente. Mas. É um ponto de partida. dadas as razões do seu uso na sala de aula. são demonstrações de equívocos cometidos pelos professores. Hoffmann (1993. p. a investigação das informações propiciadas pelo aluno e que incidem sobre o processo educativo de ambos: professor e aluno. . redações e memorial. cometendo equívocos de maneira simplista. O entendimento do ato de testar na educação é também um equivoco conceitual. motivação. verificar seu funcionamento. Sua intenção De é oferecer adiantaria um ao tratamento paciente ter apontado sua doença sem adequado. comportamento). o número de livros lidos e dos trabalhos realizados. analisa os resultados em comparação com o seu estado clínico. Volta-se a recorrer ao exercício da medicina. pois ele não se aprofunda nas causas e conseqüências de tais fatos.No contexto da instituição educacional. Testar O teste é utilizado para experimentar. A impressão que se tem é a de que tudo pode ser medido. interesse. Por exemplo. lhe que o oferecer tratamento? Da mesma forma. os acertos de uma tarefa. pois há uma cultura vigente de que para tudo pode-se atribuir uma nota. criatividade.

com orientações específicas para cada um. ambas obtidas no mesmo teste e em condições idênticas. a nota sete (7.0) de Patrícia. constatação. Por exemplo. ―investigar a verdade de alguma coisa‖. Verificar Do latim verum facere — verificar significa ―fazer verdadeiro‖. Isto é: . A verificação encerra-se no momento em que o objeto ou o ato investigado chega a ser configurado ou concluído. A compreensão desse fenômeno abre possibilidades para uma pedagogia diferenciada.O teste se torna um instrumento de investigação quando o professor se pergunta: É necessário também desvincular a interpretação do teste dos resultados numéricos obtidos. ver se algo é isso mesmo.0) de Fernando pode ser radicalmente diferente da nota sete (7.

a reciprocidade intelectual que pode se desenvolver por meio de um método investigativo sobre as manifestações do educando. além. E . A aprendizagem passa a ser uma ‖coisa‖ e não um processo (op cit.. testar. Na opinião do autor. p. Ou seja. verificar e avaliar. As decisões sobre aprovar/reprovar. a discussão das idéias. p. da constatação de acertos e erros (testagem) — para se tornar num processo de interpretação e tomada de decisão ante o conjunto de informações obtidas. como verificação. 61) alerta para o fato do procedimento de testar e medir servir de bandeira de justiça dos educadores. verificar e avaliar: concluir: . p. entretanto. na quase totalidade das vezes. numa reflexão conjunta. de servirem de ameaça de reprovação. baseadas unicamente nas notas atribuídas aos testes. a argumentação e contra-argumentação aluno e professor. pronto! Para Luckesi (1995. Essa justiça da precisão desconsidera. da obtenção da informação (verificação). sem a interpretação das respostas. Novamente.. não se retiram das informações conseqüências para a melhoria do ensino e da aprendizagem. testar. 94). é claro. aqui se atribui uma nota ao aluno a partir da constatação do que respondeu ou não de uma prova. Hoffmann (1993. 93) ―a verificação congela o objeto‖. Para Medir. confirmam uma visão positivista de conhecimento e uma concepção de avaliação reducionista e sentenciva. Procure visualizar o quadro a seguir para reforçar as definições de medir. a prática educacional dos professores brasileiros opera.―Vê-se‖ ou ―não se vê!‖ alguma coisa. Avaliar A avaliação da aprendizagem ultrapassa o estágio da aferição dos resultados (medida). impingindo medo aos alunos.

Melchior (2003) e Luckesi (1995) apresentam em suas obras as funções da avaliação com pequenas variações de abordagem. Na análise de Sant‘ Anna (1995. que servirão de apoio e referências sobre o assunto. (HOUAISS. ―uso a que se destina algo‖. Santos (2005). A primeira (integrativa). A segunda (diferenciada) focaliza as diferenças individuais para criar as condições de desenvolvimento igualitário no atendimento às especificidades. como o próprio nome anuncia.2 FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO O estudo deste item é de grande importância porque está relacionado à compreensão do alcance e do propósito da avaliação no contexto educacional. Piletti (1991). entre outras definições. a seguir. O esquema. valores. verificar é mais amplo • avaliar é mais abrangente que os outros três. que são a integrativa e a diferenciada‖. p. complementam-se. diferentes. e testar. 1402). ―qualidade do que tem valor‖. Autores como Sant‘ Anna (1995). Libâneo (1994). quanto de dados qualitativos. . Haidt (1994).• • • não são sinônimos. Nunca é demais saber que função quer dizer. linguagem e ajustamento intelectual. 37) ―as funções da avaliação estão intimamente relacionadas às funções da educação. 2001. p. mas pois seus têm significados amplitudes que medir se justapõem. Esteban (2002). propõe-se a tornar as pessoas semelhantes em idéias. ilustra a reciprocidade presente nas funções da educação e nas funções da avaliação. 10. pois inclui a utilização tanto de instrumentos quantitativos.

curriculares. a partir da interligação entre elas e sua significação para orientar o trabalho do professor. No • • • • que diz facilitar respeito. melhorar estabelecer aprendizagem situações agrupar ensino de (controle). o a às funções diagnóstico e individuais alunos o específicas pretendem: (diagnóstico). controle e classificatória). (LIBÂNEO. por abrangerem aspectos mais amplos do processo educativo e pretenderem: • • • fornecer possibilitar ajustar a as seleção políticas bases e e a para o classificação práticas de planejamento. • cumprir os objetivos da educação (pedagógico-didática). a partir do que é possível identificar dentro da sua abrangência: 1) Função diagnóstica . avaliação. Sant‘Anna (1995. (classificação). 39) apresenta cada função (diagnóstica.Há que se considerar também que as funções da avaliação são genéricas. promover. p. 1994) O referencial proposto por Benjamin Bloom (1971) aponta para as funções da avaliação. pessoal.

Verificar se o aluno apresenta ou não determinados conhecimentos ou habilidades necessários para aprender algo novo (pré-requisito). Localizar. (Temos certeza de que as solicitações ou situações de aprendizagem não se limitaram a exigências de memorização e reprodução de dados pelo aluno?) As lacunas de aprendizagem realmente desapareceram? A construção do conhecimento de fato ocorreu? A resposta positiva a estes questionamentos nos leva a expectativas realmente gratificantes. Propiciar feedback de ação (leituras. caracterizar as causas determinantes das dificuldades de aprendizagem ou essas c.a. d. do objeto de medida. b. currículo. Classificar o aluno segundo o nível de aproveitamento ou rendimento alcançado. exercícios etc. .) 3) Função classificatória a. insuficiências. discriminar. aprendizagem. Informar o aluno e o professor sobre os resultados que estão sendo alcançados durante o desenvolvimento b. 2) Função formativa ou de controle a. Identificar. em que as funções da avaliação decorrem dos propósitos. Buscar uma consciência coletiva quanto aos resultados alcançados. Melhorar o ensino das e a atividades. Obter informações sobre o rendimento do aluno. d. da época e dos instrumentos apropriados. Observe o esquema a seguir. no desenvolvimento do ensino-aprendizagem. explicações. c. discriminar deficiências. b. apontar. a fim de eliminá-las. Comprovar próprias as dificuldades hipóteses sobre as para quais se uma baseia o prescrição.

1994) refere-se aos objetivos do processo de ensino e está diretamente vinculada às funções de diagnóstico e de controle. fica restrita à tarefa de atribuição de notas e classificação. para haver equilíbrio no processo avaliativo. A função diagnóstica perde a razão de ser se não estiver referida a função pedagógico-didática e alimentada pelo acompanhamento do processo de ensino que ocorre na função de controle. é preciso articular as três funções por meio da aplicação de diversos instrumentos para possibilitar diferentes olhares sobre a aprendizagem do aluno. Isto quer dizer que. 10. A função pedagógico-didática (LIBÂNEO. A função de controle sem a função de diagnóstico e sem o seu significado pedagógico-didático.Importante! Essas funções atuam de maneira interdependente.4 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM .

A realidade mostra que um processo chega a um produto. Para isso.394/96 (Art. fornecem ao professor as indicações dos avanços e das dificuldades dos alunos e de como deve encaminhar e reorientar sua prática pedagógica. A função avaliativa é muito maior do que cumprir apenas a norma administrativa junto à secretaria da instituição. visando aperfeiçoá-la. Fique atento(a) para o significado de cada um deles! 1º Princípio: a avaliação é um processo sistemático. é conseqüência de uma postura filosófica. Isso requer planejamento e sistematização permanentes para não ocorrerem de forma inadequada. depois. os princípios auxiliam a elaboração dos objetivos que. Os princípios são decorrentes de uma concepção pedagógica e que. esperava-se que os estudantes. . Eles produzem os sentidos do que pensamos ser verdadeiro. É por isso que se diz que a avaliação contribui para a melhoria da qualidade da aprendizagem e do ensino. A seguir. os princípios que orientam as teses são o pano de fundo sobre os quais assentam as referências do que é realizado. por sua vez. e um produto não existe sem um processo. por sua vez. alínea a) sobre as configurações da avaliação processual ou contínua. têm oferecido nos discursos uma visão distorcida de que processo e produto são elementos dicotômicos. você terá a oportunidade de conhecer oito princípios que orientam a realização da avaliação. 2299). A educação tradicional sempre esteve voltada para os resultados da aprendizagem. Segundo Haidt (1994). A responsabilidade do professor não é aplicar instrumentos apenas para atribuição da nota. As aulas eram dadas e. o professor necessita elaborar instrumentos avaliativos tão diversificados quantos forem os itens a serem avaliados. causa primeira. A sistematização na avaliação é necessária e importante. 2001. inciso V. ao final de um determinado período de tempo letivo. A partir dos estudos sobre avaliação da aprendizagem e dos dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9. para que não corra o risco de ser espontaneista e improvisada. proposição que serve de base a uma ordem de conhecimentos (HOUAISS. No âmbito da avaliação. gerando os meios e os espaços necessários para o desenvolvimento integral do aluno. Melchior (1999) e Hoffmann (2003). 2º Princípio: a avaliação é um processo contínuo. p.Por princípio entende-se aquilo que serve de base para alguma coisa. razão. 24.

não significa que qualquer resultado está bem. também. os conteúdos não se atinham ao essencial na aprendizagem. tendo em vista classificá-lo em aprovado/reprovado. E. ao mesmo tempo. flexível e. auxiliando-o a vislumbrar suas possibilidades. é que norteia a avaliação e também reorienta a prática docente conforme os resultados apresentados. necessita-se das duas coisas. nem sempre tem levado em consideração que há necessidade da produção de resultados significativos.manifestassem uma determinada aprendizagem desejada. mas. os resultados em termos de avanços e dificuldades do aluno. aplicavamse provas com questões aleatórias. Por outro lado. Fala-se em processo e parece que somente ele importa. depois. mas em relação ao instrumento a ser utilizado. A integração entre os componentes dos processos de ensino e aprendizagem são importantes não só em relação ao tipo de avaliação. necessita-se do processo. para posteriormente ser incluído na avaliação. Os objetivos estabelecem os parâmetros e as prioridades do que é essencial e do que é secundário no ensino. Esse caráter dinâmico. Resultados efetivos dependem de processos consistentes. Na prática. essa relação não é linear e fechada. sem que se esteja preocupado com o produto/resultado. de fato. Em síntese: o processo e o resultado são duas facetas do mesmo objeto: a prática pedagógica. A avaliação é funcional porque se realiza em função dos objetivos. a educação que vem emergindo de novas abordagens processuais da prática educativa. de um lado. orientando-o no sentido de alcançar os objetivos . A avaliação é orientadora porque aponta. seja qual for. Avaliação contínua ou processual. 4º Princípio: a avaliação é orientadora. Posto que a condição da sala de aula e o ensino são processos dinâmicos. Por serem aleatórios. o professor deverá estar atento para reformular os objetivos sempre que compreender que eles não estão coerentes e adequados àquela turma e àqueles conteúdos. 3º Princípio: a avaliação é funcional. pois é por meio dele que chegamos aos resultados desejados. Não! Avaliação por ser contínua deve subsidiar a construção dos resultados desejados. que são o produto de nossa ação e seria descabido que se agisse sem desejar algum resultado. Necessita-se dos resultados. em conformidade com um padrão um tanto indefinido e aleatório. funcional dos objetivos. Ensinava-se sem investir no processo de capacitação do aluno e. em termos de desempenho dos estudantes diante do que é ensinado e que deve ser aprendido.

é preciso refutar a idéia do não-aprender. Avaliar para incluir é ser capaz de disponibilizar ao aluno as condições objetivas e subjetivas ao círculo da aprendizagem como direito universal de uma sociedade democrática. A escolha das abordagens (quantitativa e qualitativa) metodológicas de avaliação irá influenciar na escolha dos instrumentos de avaliação a serem utilizados pelo professor. o da igualdade de oportunidade: garantir a aprendizagem para toda a vida. 6º Princípio: a avaliação é inclusiva. deve-se valer de diferentes instrumentos em diferentes momentos do processo educativo. o professor deve coletar uma ampla variedade de dados que vão além da aplicação de uma prova. como sujeito. Em decorrência disso. é preciso levar em conta. igualmente. pondo em prática procedimentos alternativos.propostos. clareza e amplo conhecimento. . ela deve evitar priorizar um aspecto em detrimento de outros. orienta o professor a manter condutas ou replanejá-las. Por outro lado. Para ser abrangente. desmobilizar preconceitos e acreditar que existem jeitos e tempos diferentes de aprender. Para além da complexidade do aluno em si. Para tanto. Torna-se necessário. 7º Princípio: a avaliação é qualitativa e quantitativa. as múltiplas dimensões do ensino em cada área de conhecimento. quando se fizerem necessários. A avaliação se torna inclusiva quando aplica outro princípio educacional. para além do que significa avaliar. 5º Princípio: a avaliação é integral. aprender e ensinar. A avaliação é integral. Assim. pois considera o aluno como um ser total e integrado e não de forma fragmentada. assim.

das discussões interativas. por serem de natureza complementar. A abordagem qualitativa busca compreender o que os professores ensinam e o que os alunos aprendem. das leituras e das aulas. não serão levadas em conta apenas as necessidades burocráticas de atribuição de notas e. Os múltiplos relacionamentos da convivência são fundantes no modo de pensar e re(agir) em relação ao conhecimento apresentado.Tais abordagens devem servir de referência para aquilo que o professor irá desenvolver durante as aulas. Nessa abordagem. o grau de conhecimento do aluno é medido a partir das respostas certas ou erradas de critérios preestabelecidos. de outro lado àquelas direcionadas para a tomada de decisão. A avaliação deve garantir ao aluno o direito de aprender consigo mesmo. Há consenso entre os autores de que as duas abordagens não sejam excluídas dos processos avaliativos. anote no quadro. pois cada aluno atribui à aula e aos ensinamentos do professor um sentido que é único para ele. uma palavra correspondente: . e que não pode ser percebido somente por meio de testes padronizados. A abordagem quantitativa enfatiza a quantificação para descrever o objeto que está sendo avaliado. já que uma enfatiza o produto e a outra o processo de aprendizagem. a seguir. Nada do que ocorre em sala de aula pode ser reproduzido. visando evidenciá-las no modo de avaliar seus alunos. como se fossem informações estanques. O equilíbrio da balança de não sacralizar uma abordagem e demonizar outra deve ser o desafio de cada professor no seu cotidiano. Em outras palavras. A ênfase está na busca de informações que sirvam para entender casos específicos e não na busca de informações generalizáveis e comparáveis. 8º Princípio: a avaliação é relacional. Para reforçar os conceitos de cada princípio. a avaliação não se reduz à reprodução do pensamento do professor e sim à reconstrução do conhecimento que internalizou a partir da pesquisa. Portanto. com os outros e com os objetos do saber.

pelas características que elas apresentam. aquilo que serve para distinguir a marca de um objeto. Daí poder afirmar se estas opções pertencem a uma ou outra corrente teórica/ideológica. identificam um procedimento a ponto de situá-lo num contexto para afirmar que ele está imbuído desta ou daquela ideologia. A propósito disto. aula e de avaliação. professor. quando um professor faz uma opção metodológica na condução das aulas e das avaliações. No caso específico da avaliação. é possível identificar esta sua opção. de um sujeito. . Agora escreva ao lado de cada um qual a tendência pedagógica predominante nas suas crenças. Esta é a razão pela qual Paulo Freire afirmava que "todo ato pedagógico é também um ato político". já parou para pensar que as suas opções teórico-metodológicas denunciam suas crenças e seus valores por meio daquilo que realiza com os alunos? Aproveite este momento de reflexão e escreva sobre suas crenças a respeito de aluno. as características dão destaque àquilo que lhe é próprio.5 CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO Por característica entende-se a qualidade fundamental. Em outras palavras.10.

habilidades e atitudes. Dito de outra maneira. serão apresentadas as principais características de um processo avaliativo. operacionalizados por meio de metodologia adequada. provas. Isto é. identificam nossas opções ideológicas a partir das características das nossas atitudes. Pense mais um pouco! O que será do trabalho docente e dos alunos sem essa tomada de consciência feita diariamente?! É comum encontrarmos professores que: • desconhecem a lógica de suas opções. Em qual destas alternativas você se encontra? A partir destas considerações iniciais. conteúdos. especialmente nossos alunos. Ao elaborar seu plano de ensino. . os objetivos explicitam conhecimentos. 1ª) A avaliação reflete a unidade objetivos. metodologia e avaliação) do processo didático seja parte constituinte de um todo. compreensão e assimilação que devem ser manifestados por meio de exercícios. • estão em processo de conscientização do impacto de suas escolhas sobre a vida dos alunos. seminários. os outros e. não têm clareza sobre o que fazem. feita com ronhecimento de causa. por isso. o professor deve prestar atenção para que cada elemento (objetivo. • reconhecem nas suas ações as características de sua opção. As contribuições de Libâneo (1994) e Melchior (1999) servirão de referência para essa discussão. • ignoram ser a escolha teórico-metodológica de fundamental importância para as características de seu trabalho. conteúdos e métodos.Perceba que nas nossas escolhas nós reproduzimos na prática aquilo que acreditamos – mesmo que nosso discurso seja outro. pesquisas. etc.

cada item do plano de ensino deve ser coerente. 2ª) A avaliação possibilita adequar o plano de ensino. recolhe informações sobre a turma e ante o plano de ensino toma decisão de adequá-lo às condições dos alunos. E se ela for restrita às aulas expositivas? É possível inferir. então. a própria turma vai fornecendo os indicadores de como tomar novas decisões. 3ª) A avaliação contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades. Em outras palavras. pois assim refletirá na avaliação. a avaliação deve estar coerente com a metodologia das aulas. que se a metodologia não favorecer o desenvolvimento de competências. interpretados. amplia a possibilidade do processo didático de ter a unidade desejável. a avaliação contribui para tornar mais claros os objetivos que se quer atingir. Mesmo que o professor não esteja seguro de como atingir os objetivos. com as finalidades de formar quadros profissionais conscientes do seu papel social como cidadãos. ultrapassa a medida e a verificação e se direciona para fornecer a aprendizagem do aluno.A clareza dos objetivos. A prática docente mediada pela interação. À medida que o professor realiza as avaliações diagnóstica e formativa. argumentar e elaborar. ao invés de apenas memorizados. pelo diálogo e pelo exercício constante de reflexão. associada à adequação metodológica e dos instrumentos de avaliação. cumprindo. para propiciar o desenvolvimento da habilidade de saber pensar. Toda a qualquer atividade avaliativa deve servir de referência para que o aluno se descubra nas suas potencialidades. reorientando condutas e procedimentos avaliativos para que não se percam de vista os objetivos estabelecidos. Nesse sentido. é bem provável que a avaliação não corrobore com este horizonte. Mesmo diante da evidente necessidade de classificar. Na educação superior a avaliação está relacionada ao projeto pedagógico do curso e aos conteúdos da disciplina. . assim. habilidades e atitudes. Dessa perspectiva a avaliação deve ser elemento de construção do conhecimento. fazendo com que sejam reconstruídos.

tanto quanto possível. ele o faz criando e propondo situações de aprendizagem. 20) ―a avaliação é também um termômetro dos esforços do professor‖ por meio dos resultados que o professor constata no decorrer do processo. A fim de garantir a objetividade. Completa ele. Isso não significa excluí-la. Esse estado de vigilância. Uma avaliação é objetiva quando elimina ou reduz. Para Demo (2005. avaliação. Esta referência do autor nos faz pensar que muitos professores organizam aulas monólogas. • discutir com outros professores as análises e as percepções sobre a turma. o professor deve: • • fazer elaborar e registros aplicar sistemáticos instrumentos e sobre técnicas aspectos diversificadas de observados. Significa dizer que quando o professor planeja uma aula. no painel de controle das ações possibilita ao professor o desenvolvimento da sua capacidade perceptiva sobre o que realiza. p. ―entre as dinâmicas mais fantásticas de desenvolvimento humano está a habilidade infinita de aprender e conhecer‖. 5ª A avaliação deve ser objetiva. ou para retomar o que está sendo trabalhado. Esse elo entre objetivo e avaliação é que determina o tipo de procedimento que deve ter o professor na proposta de atividades a serem desenvolvidas pelo aluno. 6ª) A avaliação deve ajudar na autopercepção do professor. faz-se necessário pensar nas formas avaliativas correspondentes às expectativas que o professor tem em relação ao alcance do aluno. por inoperância.4ª A avaliação deve focalizar as atividades dos alunos. que evidenciam as capacidades do aluno enquanto aprende. ou para prosseguir. realizar e argumentar – deixam de dar evidências sobre suas capacidades. A avaliação deve ser capaz de fornecer uma imagem correta sobre as condições do aluno. Ele faz inferências. . 17) ‖não existe conhecimento sem sujeito cognitivo. Segundo Libâneo (1994. Na elaboração dos objetivos. a subjetividade do professor. que em nada contribuem para o aprendizado dos alunos que inclusive são impedidos de pensar. p. já que ela está sempre presente na relação pedagógica – o cuidado a ser tomado é para que a subjetividade não comprometa as exigências objetivas. cultural e biologicamente plantado‖.

Como já foi dito anteriormente. (VASCONCELOS. que questionam suas aulas. mas também a falta da capacidade de ser aberto e flexível com outras formas de pensar. ―Na avaliação. 56).Esse mecanismo de ação – reflexão – ação. bom humor. seu compromisso ético social com a formação dos alunos. Para Libâneo (1994. Para tanto. que possibilita a clarificação de alternativas para a revisão desse real‖. isso se refletirá na imagem que os alunos constroem da sua pessoa. a partir do autoconhecimento do concreto. falta com o respeito a alunos que se manifestam. dando um novo ânimo para o período seguinte. feita com maturidade e seriedade. p. pode resultar em avanços significativos para o crescimento de ambos. as atitudes de um professor são reveladoras das suas crenças e valores. 203). Saul (1988. do real. No âmbito da avaliação. p. o professor os julga nos seus aspectos quantitativos e qualitativos – objetivos e subjetivos. de modo a compreenderem que é impossível separar a avaliação do aluno. da avaliação do professor. ao fazer a apreciação dos resultados da avaliação. 61) esclarece sobre esse procedimento afirmando que: ―a avaliação está comprometida com o futuro. p. ―A dúvida é um dos direitos fundamentais do aluno. identificadas pelas características das suas ações. Há experiências exitosas de docentes que desenvolvem um trabalho e uma avaliação participativa. esse ―balanço da tarefa educativa‖ é de fundamental importância para evidenciar uma postura de confiança e compromisso do professor com o seu autoconhecimento e com o de seus alunos. É comum em salas de aula a presença de jovens e adultos que solicitam explicações do porquê desta ou daquela atitude do professor. justamente porque está em fase de formação‖. esse professor está equivocado quanto ao significado de autoridade. Influência de grande monta também consegue o professor cujas atitudes inspiram respeito. para recuperar a trajetória percorrida e apontar novos rumos para as ações. sobretudo. Portanto. o professor mostra as suas qualidades de educador na medida em que trabalha sempre com propósitos definidos em relação ao desenvolvimento das capacidades físicas e intelectuais dos alunos face às exigências sociais‖. Por exemplo: Se um professor menospreza alunos por sua condição social e intelectual. A análise crítica sobre o trabalho do professor e do desempenho dos alunos. 1994. Se por acaso. A posição defensiva ou agressiva evidencia não só a falta de habilidade. compreensão e sensibilidade. 7ª) A avaliação reflete o modo de pensar do professor em relação aos alunos. . já se considerou anteriormente que ela se constitui num ato pedagógico que demonstra não só a competência técnica do professor mas. deve ser realizado pelo professor e pelo aluno conjuntamente. com o que se pretende transformar.

um professor sentir-se-á inevitavelmente julgado por aqueles que. avaliarão as aquisições de seus alunos e. a ser um pouco duro de qualquer modo. o professor que pudesse renunciar a toda a avaliação certificativa para se colocar inteiramente a serviço das aprendizagens dos alunos. ainda. por vezes. talvez. mais duro que a própria prova. O ESTÚPIDO E O VAGABUNDO O sonho de todos os professores que não gostam de avaliar seria que se instituísse uma divisão do trabalho: a uns caberia ensinar. Nas escolas onde os alunos devem submeter-se a uma prova nacional. em seu próprio interesse e no do aluno. o Bom se sente inclinado. porque desempenharia um duplo papel. ao qual caberia o ―trabalho sujo‖: recusar uma certificação ou uma orientação favorável em nome da eqüidade e da manutenção do nível. indiretamente. desempenha. onde os professores do último ano do segundo ciclo preparam seus alunos para uma prova de baccalauréat que será administrada por professores externos ao estabelecimento. como Merle (1996) mostra em seu estudo da escola secundária francesa. a avaliação formativa pode tornar-se um puro treinamento para a avaliação certificativa final. porque a avaliação formativa é uma intrusão em sua vida. cedo ou tarde. isso os aprisiona. portanto. A seguir. segundo um regime. O Bom não seria. cuidado em troca da maior transparência possível. o propósito primeiro é o de possibilitar ao aluno o desenvolvimento de suas capacidades. E o Vagabundo? Talvez fosse o aluno. podem disso depender. alternadamente. como o professor de qualquer turma preparatória de uma prova ou concurso independente. para que o fracasso eventual seja antecipado e. um papel de treinador a serviço das aprendizagens do aluno e um papel de juiz ou de árbitro. Trapacearia com o Bom. isto é. É uma hipótese razoável? O BOM seria. que em qualquer momento do ano letivo e com qualquer instrumento de avaliação. O Estúpido seria o examinador anônimo.É importante destacar. seu próprio trabalho. tão bom quanto imagina. primo pedagógico do soldado desconhecido. encarnando o princípio de realidade. Os alunos quase não gostam de serem tratados demasiadamente bem. porque não tem constantemente vontade de ser ajudado a aprender.. então. na medida em que a reputação do estabelecimento e sua classificação. a outros.. O professor desse referido ano. . A avaliação. seus erros ou seus métodos. Quando avalia. leia o texto elaborado por Perrenoud (1994): O BOM. evitado. seu público. avaliar. não seria constantemente um jogo operativo. condenado por profissão a ―trapacear‖. as exigências da prova final. portanto. Mesmo que não haja qualquer avaliação certificativa a prestar. mesmo que fosse puramente formativa. interrogado sobre suas representações. se possível.

para criar ilusão e ter a paz. O poema de Fernando Pessoa. o avaliado engana. os balanços de competências criam mais recursos. Mesmo então se consideram os resultados do ano. Ele deseja que a avaliação em questão.. frauda se tiver coragem. terminar. reserva-se essa avaliação independente aos diplomas do último ano do segundo ciclo. muitas vezes.. lhe seja o mais favorável possível. Na maior parte dos sistemas educativos. é cada vez mais raro que se organizem provas nas devidas condições. Mas então se tornam jogos cooperativos. da qual depende seu futuro. Quando esse sistema subsiste é. A divisão do trabalho. Portanto. caminho. Seu desconforto viria. hoje. o Estúpido e o Vagabundo. continuar. a avaliação não teria nenhum componente formativo: não seria mais hora de ensinar. mas de fazer o balanço das aquisições ou de classificar. às vezes aos certificados que marcam o fim de um ciclo de estudos. Ao longo do curso. o próprio professor que concebe a prova. Nesta aula. prepara de última hora. de um grau ou de um ciclo ao seguinte.O aluno trapaceará também com o Estúpido. para decidir sobre o futuro. Identifique quais personagens correspondem a cada uma das modalidades de avaliação. (1997). Todos os modos são válidos para ser bem avaliado. iria contra a corrente. aplica a seus próprios alunos e a corrige. O examinador teria um papel claro. o examinador. o direito de continuar seus estudos ou de receber seu diploma. avaliação do outro. de outro lugar: teria que julgar uma pessoa baseando-se em um texto de algumas páginas ou em uma conversa de alguns minutos sem nada saber de sua história. Nesse caso. talvez. a medida objetiva de suas competências é a última preocupação do avaliado. as funções. durante uma prova escrita ou uma interrogação oral. acabamos de tomar conhecimento sobre as concepções. . Diante de uma prova clássica. ensino de um lado. os princípios e as características da avaliação da aprendizagem e como elas influenciam nosso modo de agir em sala de aula. ―se vira‖ para ter um ar mais sábio do que é. até mesmo formativos. A partir dos personagens apresentados no texto. apresenta uma expressão-síntese daquilo que foi abordado nesta aula: De A A A Por certeza certeza certeza isso de devemos de que tudo de que seremos fazer da que é ficaram estamos preciso interrompidos interrupção três sempre sempre antes um de novo coisas: começando. pesquise sobre as características de cada um e faça um perfil sobre o Bom. Isso seria razoável? Em educação de adultos.

O que aprendi sobre avaliação. você terá a oportunidade de responder quatro questões: Leia atentamente as questões. Benjamin S. você realizará uma avaliação do tipo formativa (durante o processo). Brasil: MEC. Se esse estudo da etimologia estiver certo. Ser professor é cuidar para que o aluno aprenda. ponte. volte ao quadro inicial em que você fez o seguinte esboço e o complete. Da procura. medo. que significa atribuir um valor. procurando indicar os avanços e as dificuldades encontradas. responda: 1) A palavra avaliação é composta pelo prefixo ―a‖ que significa ―não‖ e a palavra ―valiar‖. Taxionomia dos objetivos educacionais: domínio cognitivo.Da Do Do queda. (et. Nesta avaliação. alii). 4. DEMO. Porto Alegre: Globo. 1996. Agora. 4) Faça uma análise qualitativa sobre suas aprendizagens desta aula. a seguir. enumere 4 características presentes na avaliação. escada. com base nos estudos realizados. um encontro. um passo uma uma de dança. explicando-as. 1972. . sonho. o que significa avaliar? 2) Por que é importante avaliar os alunos? Em que momento é mais apropriado avaliar uma turma? 3) Considerando que as atitudes são constituídas de ações que espelham as escolhas e as opções didático-pedagógicas e filosóficas dos professores. O que penso sobre avaliação O que sei sobre avaliação O que gostaria de saber sobre avaliação Não há necessidade em postar a atividade. é para seu crescimento! REFERÊNCIAS BLOOM. que auxiliará na compreensão do quanto foi possível aprender dos conteúdos estudados até aqui. então. ed. mas faça-a. Porto Alegre: Mediação. BRASIL. 2005. Para isso. Lei de Diretrizes e Bases. Pedro.

2001. ESTEBAN. HOUAISS. 1999. SANTOS GUERRA. LUCKESI. Porto Alegre: Mercado Aberto. São Paulo: Cortez. HOFFMANN. 1988. 2003. Dicionário Houaiss. Petrópolis: Vozes. In: Silva. SAUL. Paulo. ed. 1999. Jussara. 10. O cenário da avaliação no ensino de Ciências. Porto Alegre: Mediação. Cipriano C. PERRENOUD. História e Geografia. Philippe. 1995. Avaliação: concepção dialética – libertadora – do processo de avaliação escolar. Jussara. Maria Teresa (orgs. HOFFMANN. 1993. 2. James. 4. Antonio. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. São Paulo: Cortez e Autores Associados.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. Celso dos S. LIBÂNEO. 2. Manual de avaliação: regras práticas para o avaliador educacional. Avaliação Pedagógica: função e necessidade. W. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: 1994. São Paulo: Paz e Terra. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Ediciones Aljibe. São Paulo: Cortez. POPHAM. 1994. ed. Ana Maria. Miguel Angel. La Evalución: um processo de diálogo. Maria Celina.FREIRE. . Janssen Felipe da. ed. Didática. Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. 1977. ed. compreensión y mejora. MELCHIOR. VASCONCELOS. Avaliação da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. José Carlos. 1996. Rio de Janeiro: Objetiva.

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