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Economia Ecológica e Ecologia Produtiva

Enrique Leff “Saber Ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder.”
  

Jéssica Weiler Luana Santetti Taiana Vanzellotti
Economista mexicano, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

Crise Ambiental
Economia tradicional Economia ecológica

A teoria econômica tradicional:
(fonte: economista Hugo Penteado)

-não leva em conta as pessoas nem com a natureza.
-Para os economistas a natureza é inesgotável. -se baseia nas leis da mecânica: tudo é reversível -“A economia tradicional foi arrasadora por que previa o caos socioambiental em que nós vivemos hoje.”

Economia Ecológica Leva em conta a multidisciplinaridade  O sistema econômico/ pessoas é um subconjunto da natureza  é preciso deter as causas dos problemas e não meramente suas conseqüências Causas: crescimento populacional vertiginoso (cientistas alerta para a humanidade)  ser humano não produz matéria nem energia / tudo vem da natureza  “(.. 2008)  .” (LEFF..)contrapondo novos enfoques ao objetivo de internalizar as externalidades através de mecanismos do mercado.

blogspot. eu já estaria em casa.com/2007/02/externalidades.” “É preciso internalizar as externalidades ambientais através dos mecanismos do mercado” (LEFF. 2008) .http://mataderopalma.html Externalidades “se esses idiotas simplesmente pegassem o ônibus.

com/2008/05/04/a-crise-da-agua/ Externalidades “então. certo?” .http://notasaocafe. as fazendas de criação intensiva e excesso de pesticidas NÃO afetam minha saúde.wordpress.

Ela mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho  . Recursos naturais (baixa entropia) de alto valor são transformados em resíduos (alta entropia) sem valor.Bioeconomia de Georgescu-Roegen (1971)   “The Entropy Law and the Economic Process” de 1971 Bioeconomia de Georgescu: a energia precisa ser explicitamente incluída na análise dos processos econômicos. ou seja. dispõe-se cada vez menos de energia utilizável num processo irreversível. ENTROPIA: é uma grandeza termodinâmica geralmente associada ao grau de desordem. a energia total do universo (sistema fechado) é constante e a entropia total está em contínuo aumento.

era cético com relação à disposição da espécie humana em aceitar qualquer programa que levasse a uma redução do conforto material. porém. Ele mesmo. uma tecnologia não é viável a menos que ela se mantenha sem reduzir o estoque de recursos nãorenováveis Os países desenvolvidos precisam aceitar um padrão de vida mais baixo caso se pretenda que os países menos desenvolvidos escapem da pobreza.Bioeconomia de Georgescu-Roegen (1971)    Para ele. .

o custo e riscos da mudança climática equivale a uma perda de 5-20% do PIB mundial por ano. Em contrapartida. . agir – por meio da redução dos gases que provocam o efeito estufa – custa apenas 1% do PIB mundial por ano. um renomado economista. que já foi economista-chefe do Banco Mundial.Relatório Stern  Nicholas Stern.   Usando modelos econômicos tradicionais.

criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.O que é desenvolvimento sustentável?  É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. Fonte:WWF   . no Relatório Brundtland). sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Sustentável .

A proteção do meio ambiente é considerada como um custo e condição do processo econômico. “Entretanto.” (Leff. 2008) . a produção continua sendo guiada e dominada pela lógica do mercado. cuja “sustentabilidade” gravita em torno dos princípios de sua racionalidade mecanicista e sua valorização a curto prazo.

)..constituem processos incomensuráveis que não podem ser reabsorvidos pela economia conferindo-lhes um padrão comum de medida através dos preços de mercado.” (Krapp. a degradação antrópica de massa e energia. o risco e a incerteza – todas estas “externalidades”. a degradação ambiental. 1983) . a perda de valores e práticas culturais (.Conflito de interesses pelo desenvolvimento sustentável “A pobreza.. a produtividade natural e a regeneração ecológica.

Norte rico x Sul pobre .

1989)  Países ricos atacam o aquecimento global G8 na Itália (2009) . “uma moral conservacionista se opõem ao estilo de vida do hiperconsumo” (Bookchin.Hemisfério Norte Problemas ambientais globais – colocam em perigo a sustentabilidade do sistema econômico  A preocupação com o meio ambiente é um custo.

2008) . não atendendo ao convite da comunidade internacional de contribuir para uma solução global dos problemas ambientais” (LEFF.Hemisfério Sul  “reivindicam seu direito de consumir seus recursos naturais para impulsionar seu crescimento econômico e atenuar a brecha que os separa dos países ricos.

Hemisfério Sul   “Os movimentos ambientais são lutas de resistência e protesto contra a marginalização e a opressão. pela autogestão de seus processos produtivos e autodeterminação de suas condições de vida. e reivindicações por seus direitos culturais. pelo controle de seus recursos naturais.” “vinculam a sustentabilidade á democracia” .

Conflitos Demarcação da reserva indígena “Raposa Serra do Sol” (jornal Estadão 12/2008) Manifestação durante conflitos na Bolívia. Departamentos mais pobres exigiam melhor distribuição da riqueza gerada pelos recursos naturais (jornal Estadão 2008) .

ECONOMIA ECOLÓGICA concentrou-se nos problemas de questiona Fundamentos da Economia a partir da percepção dos Limites Ecológicos Limites Entrópicos abrindo um campo de pesquisa sobre Condições Ecológicas da Sustentabilidade Escassez de Energia e nos Contaminação Meios tecnológicos para resolução .

Equidade e Distribuição Equidade: Disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um. Questões de Equidade e Distribuição “Problemas de Limites” surgem da e do Pressão que uma população crescente exerce sobre os recursos gerados pela Impacto desigual da degradação ambiental Acumulação Capitalista . Adapta a regra a um caso específico afim de deixá-la mais justa.

Naturalização dos Limites do Crescimento: Separação da Economia Ecológica e Ecologia Política. Movimentos Emergentes construção de Outra racionalidade produtiva baseada em Sustentabilidade Ecológica Equidade Social Diversidade Cultural PARADIGMA DE PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA SUSTENTÁVEL . Ecologia Política: Reconhece as lutas populares pela equidade e pela democracia e os movimentos ambientalistas que se opõe a capitalização da natureza.

PARADIGMA DE PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA SUSTENTÁVEL redução de Destruição Ecológica Esgotamento de Recursos estabelecendo Degradação Entrópica Novos equilíbrios ecológicos equilibrando Bases de sustentabilidade para o processo econômico Produção neguentrópica Degradação entrópica dos processos tecnológicos .

em harmonia com as condições culturais e ecológicas .PARADIGMA DE PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA SUSTENTÁVEL Melhorar a qualidade de vida de uma população crescente através de um processo descentralizado Aberto a diversos tipos de desenvolvimento.

BIOECONOMIA e PRODUTIVADADE ECOTECNOLÓGICA DESAFIO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .

crescimento e desenvolvimento sustentável” Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE. 2006) .BIOECONOMIA “Parte das atividades econômicas que capturam valor a partir de processos biológicos e biorrecursos para produzir saúde.

resultado da convergência explosiva entre tantos campos das ciências Métodos apropriados devem ser desenvolvidos e aplicados na avaliação de custos e benefícios econômicos no mesmo ritmo .BIOECONOMIA Século XXI : século da biotecnologia. de atividades que avançam num ritmo impressionante.

para produção de biocombustíveis mais limpos e eficientes Ponto de vista ambiental : processos que economizem energia e água.etc. . para a produção de alimentos e fibras de maior valor agregado.Tecnologia da informação. voltada para a saúde. que minimizem a geração de resíduos tóxicos.

melhor cuidado da saúde. o programa estabelecido em 1992 pela Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento: “A biotecnologia promete fazer uma contribuição significante em possibilitar o desenvolvimento de. processos de desenvolvimento industrial mais eficientes para transformação de matérias-primas. melhor segurança alimentar através de práticas agrícolas sustentáveis. melhor oferta de água potável. por exemplo. apoio a métodos sustentáveis de aflorestamento e reflorestamento e também de destoxificação de resíduos”. .BIOECONOMIA Agenda 21.

.PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA Novas tecnologias desenvolvidas para a preservação do meio ambiente e aumento da sustentabilidade.

PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA Máquina de lavar integrada ao sanitário Criação: Sevin Coskun Como funciona: A água descartada pela máquina de lavar é armazenada em um tanque e reutilizada para dar descarga no vaso santário. Benefício: reutilização da água e redução de espaço .

diminui muito a emissão de gá carbônico e redução do espaço .PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA Nova Kombi-casa ecológica Criador: Alexandre Verdier Como funciona: o veículo é equipado com um motor híbrido. internet wireless e uma mini-cozinha. GPS para navegação. Benefício: gera sua própria energia. painéis solares no teto.

PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA .

PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA     Compostagem "indoor" simplificada Criação: NatureMill Como funciona: composteira que processar até 55 Kg de resíduos orgânicos por mês Benefício: compostagem .

000 “ilhas de energia” abastece toda a demanda do mundo. . das ondas e do sol nos trópicos Benefício: 50. além de gerar toneladas de água potável por dia (sub-produtos do processo).PRODUTIVIDADE ECOTECNOLÓGICA Ilhas de Energia para abastecer o mundo Criador: Jacques-Arsène d’Arsonval Como funciona: criar ilhas artificiais para coletar a energia dos ventos.

RJ: Vozes. racionalidade. Enrique. 2008  A “VELHA” E A NOVA BIOECONOMIA Desafios para o desenvolvimento sustentável Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros1 Professor Titular da ESALQ/USP e coordenador científico do Cepea Raul Machado Neto Professor Titular e Vice-Diretor da ESALQ/USP  .Referências LEFF. poder. complexidade. Saber Ambiental: sustentabilidade. Petrópolis.

br/doutrina/texto.hottopos.org/wiki/Externalidades       .Referências   Sites: WWF: http://www.usp.uol.org.cepea.htm http://www.parapsicologia-rj.usp.wikipedia.br/bioenergias/A%20NOVA %20BIOECONOMIA_CepeaEsalq.esalq.cepea.htm http://ecen.pdf http://pt.asp?id=2026 www.esalq.wwf.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Stern http://ecotecnologia.com/regeq8/mario.com.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustenta vel/ http://www.htm http://pt.pdf http://jus2.wordpress.wikipedia.br/sarti/entropia_shannon/entropia_shannon.com/ http://www.com/content/eee2/entropia.br/bioenergias/A%20NOVA%20BIOECONOMIA.com.

RJ: Vozes.  Baseado em capítulos do livro de Enrique Leff LEFF. complexidade. racionalidade. Enrique. Saber Ambiental: sustentabilidade. Petrópolis. poder. 2008 Direitos Autorais:  Jéssica Weiler  Luana Santetti  Taiana Vanzellotti .

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