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Resumo Do Mestrado de Biologia Ambiental

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Resumo Mestrado Biologia Ambiental PPBA UFPA Bragança Pará

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Resumo do Mestrado de Biologia Ambiental, Bragança-PA, 2012.
 CAPÍTULO 8 -DINÂMICA E MODELAMENTO DA COSTA: BATISTA NETO, J.A.; PONZI, V.R.A. & SICHEL, S.E. (ORGS.) 2004 INTRODUÇÃO À GEOLOGIA MARINHA. EDITORA INTERCIÊNCIA, ENGENHO NOVO, RJ, 279P. (PG 175- 218)  Inmam & Nordstrom (1971): classificam a zona costeira de acordo com a tectônica global em: a) Costas de Colisão: associadas ao movimento convergente de placas litosféricas. Apresentam tectônica complexa e ativa, caracterizadas por uma topografia de alto relevo. Ausência de deltas. Ex: Costa Oeste da América do Sul. b) Costas de Afastamento: movimento divergente entre placas litosféricas. Apresentam planícies costeiras extensas, de baixo relevo. Presença de uma larga plataforma continental. Ex: Mar Vermelho. c) Costas de Mares Marginais: semelhantes à costa de afastamento, ou seja, relevo baixo e um sistema de drenagem bem desenvolvido. Tem deltas, que se desenvolvem em ambientes de baixa energia. Ex: Sudeste da Ásia, rio Mississipi.  Processos Morfodinâmicos. a) Ondas: o vento sopra sobre a superfície da água, forma pequenas ondas capilares. Estas pequenas ondas se somam para produzir ondas maiores, cujo tamanho é limitado pela velocidade e duração de ação do vento e pela pista, ou seja, extensão da superfície aquosa sobre a qual o vento está soprando. A forma de arrebentação das ondas depende do gradiente do fundo da praia e da relação e entre a altura e o comprimento de onda (H/L), que é a esbeltez da onda. Assim: Grande esbeltez e gradiente baixoquebra do tipo progressivo ou derramante. Gradientes elevados  quebra do tipo mergulhante. Colapso abrupto da onda. Alto gradiente ascendente. Ao invés de quebrar elas são refletidas. -Reflexão: a onda chega em praias com gradientes elevados, ou quando atinge costões rochosos, falésias ou estruturas artificiais, como muros e paredes de sustentação de obras costeiras. A onda refletida entra em interferência com as ondas que se aproximam gerando um padrão de ondas estacionárias. -Refração: ocorre em função da interferência da onda com o fundo submarino. Quando uma onda aproxima-se da costa com um ângulo inclinado, a porção da crista que atinge primeiro a área de menor profundidade sofre uma desaceleração em relação em relação à porção da crista que ainda vem se deslocando em águas mais profundas. Isto tende a promover a inflexão da crista da onda, caracterizando o processo de refração. -Difração: ocorre quando a onda atinge um obstáculo, como um pontal rochoso, estabelecendo uma onda circular que se propaga a partir da extremidade do obstáculo. -Transporte de Sedimentos Litorâneos pelas ondas: ocorre devido à corrente litorânea, que transporta os sedimentos paralelamente à linha de costa. Outro processo de transporte de sedimentos é a ação do fluxo e refluxo das ondas. Os sedimentos são movidos em um padrão de ziguezague. O sedimento é movido para frente pela ação da corrente de fluxo e volta devido à ação do refluxo. As correntes de retorno são correntes perpendiculares à linha de costa. Elas se estabelecem onde as alturas das ondas são menores. Elas transportam os sedimentos da praia para a região submarina ao largo.

2 b) Marés: formadas pela ação combinada de forças de atração gravitacional entre a terra, lua e sol e por forças centrífugas geradas pelos movimentos de rotação em torno do centro de massa do sistema sol-terra-lua que se localiza no interior da terra. As marés não têm um período de 24 horas, pois a cada 24 horas do dia solar, lua gira 12,2° para o leste, o que equivale dizer que um observador tenha que girar 50 minutos para leste para que ele continue alinhado com a lua. Assim, o dia lunar dura 24h50min. A varação entre maré baixa e alta não ocorrem na mesma hora durante os ciclos de maré, ou seja, a cada dia os horários dos picos de maré alta e baixa terão uma defasagem de 50 min. As marés de sizígia ocorrem durante a lua nova ou cheia, quando o sistema de conjugação terra-lua-sol estão em conjugação, enquanto que as marés de quadratura ocorrem durante as fases de quarto crescente ou minguante, quando o sistema se encontra em oposição. As marés são úteis para a manutenção dos ecossistemas costeiros, por exemplo, estuários, manguezais... c) Ambientes de Sedimentação Costeiros: são os locais para a acumulação de sedimentos. Exemplos: praias, estuários, deltas, lagunas, etc. d) Praias: regiões extremamente dinâmicas. Bermas é a face pós-praia, onde o sedimento se acumula. Estágios Morfodinâmicos: e) Cordões Arenosos: feições alongadas paralelas à linha de costa. São originados de crescimento vertical de barras submarina, crescimento lateral de pontais arenosos e afogamento de praias e dunas costeiras durante eventos de subida do nível do mar. As lagunas barreiras isolam lagunas costeiras e estuários do contato direto com o oceano. Podem ou não ser segmentados por canais (inlets), responsáveis pela circulação de água entre a laguna e o oceano aberto. f) Estuários: corpos de água onde ocorre mistura de água doce vinda do continente com água salgada vinda do oceano. Divididos em zona estuarina fluvial, onde a salinidade é menor que 1ppm, mas os efeitos da maré ainda são observados; zona estuarina média, onde a salinidade varia de 1ppm a 35ppm e onde ocorre intensa mistura entre águas oceânicas e águas fluviais; e zona estuarina costeira ou desembocadura, onde a salinidade observada coincide com a salinidade oceânica. Estuário dominado por rio é um estuário altamente estratificado ou de cunha salina. A salinidade das águas superficiais é bem menor que a salinidade das águas do fundo, apresentando uma diferença acentuada no perfil vertical de salinidade. Exemplo: rio Mississipi. A descarga e descarga sedimentar fluvial supera a capacidade das ondas e marés. Podem se desenvolver deltas de fundo de baía. Estuário dominado por marés e ondasestuário totalmente misturado. O perfil vertical de salinidade é homogêneo, ou seja, a salinidade das águas superficiais é igual à salinidade das águas do fundo. Ela só varia lateralmente, sendo mais alta na região oceânica e mais baixa em direção ao continente. Exemplo: Baía de Delaware, nos EUA. Dominado por ondas apresentam um zoneamento bem definido composto por uma região oceânica arenosa. Dominados por marés não possuem nenhuma barreira em sua desembocadura, tendendo a apresentar uma morfologia em forma de funil, Estuários Parcialmente estratificado ou Parcialmente misturado: a velocidade de descarga fluviais e as correntes de marés são comparáveis. O aumento da salinidade se dá de forma gradativa tanto na direção vertical quanto na horizontal. Exemplo: Baía de Chesapeake nos EUA. A deposição de sedimentos nos estuários ocorre devido à:

3 a)Agregação Biológica: alguns organismos que vivem nos estuários, principalmente os filtradores, ingerem partículas de argila em suspensão na água e posteriormente as expelem sob a forma de pelotas fecais, que se depositam mais rapidamente no fundo; b) Floculação: ocorre quando existe a mistura de água doce com água salgada no estuário. As partículas de argila transportadas em suspensão na água doce possuem uma carga elétrica negativa em sua superfície e, portanto, se repelem. Quando ocorre a mistura com água salgada, o efeito neutralizador causado por cátions livres na água do mar permite a aproximação por forças de atração molecular das partículas de argila, provocando sua floculação e deposição junto ao fundo. g) Deltas: geralmente associados a rios com grande descarga fluvial aportando em bacias receptoras onde os processos costeiros, como ondas e marés não são fortes o suficiente para dispersar totalmente os sedimentos que ali chegam. São ambientes transacionais altamente mutáveis. Enquanto que os estuários se formam em locais reentrantes, normalmente abrigados da linha de costa, os deltas são feições protuberantes, que marcam o avanço da linha de costa em direção ao oceano em função da grande quantidade de sedimentos trazidos pelo canal fluvial. O espalhamento e deposição de sedimentos dependem de três fatores. a)Inércia da descarga aquosa; b)Flutuabilidade dos sedimentos devido ao contraste de densidade entre as massas d’água; c) Fricção junto ao fundo, que por sua vez é controlada pela profundidade da bacia receptora nas proximidades da foz. Fluxos hiperpicnais: águas mais densas de cursos fluviais com grande carga sedimentar, muitas vezes também com temperaturas muito baixas, ao desaguarem em lagos de água doce ou mesmo no oceano, podem mergulhar por baixo das águas menos densas do meio receptor. Forma-se uma corrente de densidade junto ao fundo, que pode transportar a carga de fundo por maiores distâncias. Fluxos homopicnais: quando as densidades entre as águas fluviais e a bacia receptora são iguais. A mistura imediata dos corpos aquosos resulta em rápida deposição dos sedimentos. Deltas dominados por rios ocorre quando existe o aporte sedimentar e descarga fluvial sobre o efeito das ondas e marés. Exemplo: delta do Mississipi. Deltas dominados por marés a maré tem uma força maior que o rio, e correntes direcionadas para dentro e para fora do canal fluvial, agem no sentido de retrabalhar os sedimentos na desembocadura fluvial, gerando barras alongadas, paralelas à direção do canal. Confundem-se com os estuários, devido à sua configuração em forma de funil. Exemplo: Ganges e o Colorado. Deltas dominados por onda a ação das ondas é o processo dominante. Os sedimentos são rapidamente depositados em frente à desembocadura do rio, sendo retrabalhados pelas ondas e correntes de deriva redepositados em barras alongadas, paralelas ao litoral. h) Lagoas: corpos aquosos relativamente rasos, separados dos oceanos por uma barreira, ou em alguns casos, intermitentemente conectadas ao oceano por um ou mais canais restritos. Resultantes da variação do nível do mar. Elas só ocorrem em ambientes de micro-maré e mesomaré não ocorrendo em ambientes de macro-maré, devido à alta energia das correntes de maré que têm o poder de dispersar os sedimentos.

 Conceito Ecológico de espécies: as populações forma agrupamentos fenéticos distintos. Uma forma mais avançada seria espécie é o conjunto de organismos que exploram um certo conjunto de nichos. como os filos. ou por diferentes gêneros. assim como as suas desvantagens. (2006). É necessário descrever os vários conceitos de espécies e as diferenças entre eles. Este é mais importante que o vertical. uma espécie é um . EDIÇÃO. 3A. Assim. As espécies podem ser definidas ecologicamente pelo compartilhamento de um nicho ecológico. Não são os indivíduos que evoluem. A pressão seletiva ajuda a produzir organismo adaptado. Nem todos os indivíduos ocorrem em grupos dentro dos quais há cruzamentos sexuais e nos quais o fluxo gênico é prevenido.  Caracteres fenéticos são todos os caracteres observáveis ou mensuráveis de um organismo. Desvantagem: o conceito biológico não consegue explicar as espécies quando se trata de fósseis (?). inclusive os caracteres microscópicos e fisiológicos que possam ser difíceis de observar ou medir na prática.  Conceito Vertical de Espécies: visa definir que indivíduos pertencem a quais espécies o tempo todo. mas as espécies.  Conceito Biológico de Espécies (Mayr): espécies são grupo de populações naturais. Assim. As características comportamentais e fisiológicas fazem parte da descrição fenética de um organismo. Conjunto Gênico: unidade em que as frequências gênicas podem mudar Os membros da espécie são semelhantes por causa do intercruzamento (fluxo gênico). ou por outras formas intraespecíficas diferentes.  Conceito Horizontal de Espécies: visa definir que indivíduos pertencem a quais espécies em um dado momento. por exemplo. Reprodutivamente isoladas significa que as espécies do grupo não cruzam com membros de outras espécies porque têm alguns atributos que impedem o intercruzamento.4 i) Dunas eólicas costeiras: ocorrem onde existe grande suprimento de sedimentos arenosos com granulometria fina. EDITORA ARTMED. Importância: insere a taxonomia das espécies naturais no esquema conceitual de genética de populações. só evoluem à medida que as espécies que os constitui estão evoluindo. ventos capazes de mover as areias e um local apropriado onde estas podem se acumular. pois os biólogos querem definir as espécies no presente e não no futuro. A vida existe sob a forma de espécies diferentes por causa da adaptação para explorar os recursos na natureza.  CAPÍTULO 13 .CONCEITOS DE ESPÉCIE E VARIAÇÃO INTRAESPECÍFICA: RIDLEY. (PG 375-406). porque os processos ecológicos e evolutivos que controlam a divisão dos recursos tendem a produzir tais agrupamentos.  Conceito Fenético de Espécies: as espécies são definidas por um ou mais caracteres definidores e específicos compartilhados pelos membros dela. EVOLUÇÃO. espécie seria o conjunto de indivíduos que exploram o mesmo nicho. M. organismos assexuados (pois o CBE se refere à reprodução sexuada) e híbridos interespecíficos (o CBE não explica as barreiras para o cruzamento interespecífico que produzem híbridos férteis). que incluísse os explorados em diferentes fases da vida. A espécie é a unidade de evolução. que intercruzam e estão reprodutivamente isoladas de outros grupos desse tipo. que reconhecemos como espécies. e os grupos taxonômicos mais elevados.

as espécies são unidades reais e não nominais.  CAPÍTULO 14 .ESPECIAÇÃO: RIDLEY. esterilidade do híbrido (a F1 híbrida não consegue produzir gametas funcionais de um ou em ambos os sexos). desmoronamento do híbrido (a F1 ou os híbridos retrocruzados têm viabilidade ou fertilidade reduzida). Por exemplo: isolamento ecológico ou de hábitat (as populações envolvidas ocorrem em hábitats diferente. isolamento mecânico (a falta de correspondência física entre genitálias ou entre partes das flores impede a cópula ou a transferência de pólen).  Conceito Filogenético de Espécies: a espécie é um grupo monofilético composto do menor grupo diagnosticável de organismos individuais.  Isolamento Pós-zigótico: reduzem a viabilidade ou a fertilidade dos zigotos híbridos. Desvantagem: não se sabe quantos caracteres derivados um grupo monofilético de organismos deve ter para ser classificado como uma espécie separada. isolamento gamético (os gametas masculino e feminino podem não se atrair). Por exemplo: inviabilidade do híbrido (os zigotos híbridos têm viabilidade reduzida ou são inviáveis).  Substituição de Características: os indivíduos de duas espécies diferem mais quando provêm de um local em que ambos estão presentes (simpatria) do que quando provêm de locais em que só uma das espécies está presente (alopatria). Não se pode dar status de espécies para pequenos grupos de indivíduos pois se fosse assim o número de espécies explodiria. isolamento sazonal ou temporal (as espécies têm épocas de acasalamento ou florescimento em estações diferentes). (2006). 3A. Pode ser de dois tipos: isolamento pré-zigótico e pós-zigótico. dentro do qual há um claro padrão de ancestralidade e de descendência. espécies relacionadas podem ser especializadas em atrair diferentes insetos como polinizadores). na mesma região). isolamento sexual ou etológico (a atração sexual mútua entre espécies diferentes é fraca ou ausente). A variação geográfica também pode ser influenciada por deriva genética e pode tomar a forma de uma clina.  Barreiras de Isolamento: qualquer caráter que evolui entre duas espécies que as impede de intercruzarem.  Variação Intraespecífica: as características variam no espaço (geográfico). M. presumivelmente por razões de termorregulação. (PG 407-446). As populações simpátricas das duas espécies diferem mais do que as populações alopátricas dessas mesmas espécies.  Realismo: a natureza é propriamente dividida em espécies distintas. Essa substituição ocorre devido à competição ecológica. EDITORA ARTMED. No conceito biológico. A regra de Bergman diz que os animais tendem a ser maiores em regiões mais frias. EDIÇÃO.5 conjunto de indivíduos que são feneticamente semelhantes e diferentes dos outros conjuntos de indivíduos. . isolamento por polinizadores diferentes (em plantas floríferas.  Nominalismo: as espécies são divisões artificiais de um contínuo natural. EVOLUÇÃO.  Isolamento Pré-zigótico: impedem a formação de zigotos híbridos.

além de que a seleção natural favorece os cruzamentos preferenciais. e ela ocorre como consequência quase automática da seleção ordinária e da deriva de uma população.  Transposição de Vales: para que uma espécie evolua para outra. O isolamento reprodutivo é observado com frequência quando se cruzam membros de populações geograficamente distantes. esse sexo é o heterozigoto. o valor adaptativo é gerado em consequência da evolução separada de duas espécies. Ela forma um padrão de variação geográfica em “clina escalonada”. A clina escalonada poderia formar-se por causa de uma mudança abrupta no ambiente: uma . considerando que cada população evolui em condições ambientais próprias. O vale adaptativo é gerado em consequência da evolução separada das duas espécies. É a intensificação do isolamento reprodutivo pela seleção natural: os tipos são selecionados para cruzarem entre si e não com os outros tipos. Ocorre devido. O fluxo gênico cessa porque os membros das populações não se encontram. Em outras palavras. e não completamente afastadas. Efeito caronasignifica que quando a seleção natural favorece um gene de um loco.  Especiação parapátrica: a nova espécie evolui em uma população geograficamente contígua. não há transposição de vales na especiação. é raro ou é estéril. Uma espécie distribui-se no espaço. a uma barreira física que divide o âmbito geográfico. por exemplo. Segundo Dobzhansky-Muller. ⇒ A seleção natural pode eliminar o genótipo mais raro. genes em locos ligados também podem aumentar em frequência. ⇒ O fluxo gênico funde os dois tipos genéticos.  Teoria de Dobzhansky-Muller do Isolamento pós-zigótico: o isolamento pós-zigótico pode evoluir sem dificuldades se fosse controlado pela interação de dois ou mais locos gênicos. como na especiação alopátrica. o isolamento pós-zigótico é causado por interação de múltiplos locos e não em um único logo. ela tem que passar por uma fase desvantajosa (vale adaptativo).  Dois fatores podem contribuir para o isolamento pós-zigótico: Pleiotropia um gene influi em mais de uma característica fenotípica do organismo. ⇒ A recombinação entre locos gênicos pode desfazer o reforço. A especiação ocorre como consequência quase automática da seleção ordinária e na deriva em uma população. A nova espécie evolui de populações contíguas.  Especiação simpátrica: a nova espécie evolui no mesmo âmbito geográfico de sua ancestral. Não há transposição de vales.  Especiação parapátrica: começa com uma clina escalonada.  Reforço: teoria que sugere que a seleção natural atua diretamente para aumentar o isolamento entre as populações. As precondições para o reforço são: tem que existir dois tipo genéticos e que os híbridos produzidos pelo cruzamento entre eles sejam desvantajosos.6  Especiação alopátrica: quando uma espécie evolui geograficamente isolada de sua ancestral.  Regra de Haldane: quando na geração F1 de duas raças animais diferentes um dos sexos está ausente.

45 A 76).  Especiação simpátrica: uma espécie bifurca-se sem que haja qualquer divisão da distribuição geográfica da espécie ancestral. que consideram indispensáveis. Quem tem alta sustentabilidade são os povos indígenas de comércio esporádico. 7.  Categorias socioambientais de produtores rurais na Amazônia: 1. Povos indígenas de comércio recorrente. A etapa inicial é o polimorfismo espacial (clina escalonada). busca no mercado itens que o grupo considera indispensáveis pra sua reprodução. se volta para a produção de um certo conforto que as oligarquias tradicionais. mas também ao seu caráter de independência com relação ao mercado. exemplo: latifúndios “tradicionais”. c)Rentária: de “renda”. a mitógena é aquela em que os elementos do ambiente natural são pensados segundo seu papel no mito e seu lugar no cosmo nativo. AMAZÔNIA SOCIAMBIENTAL. não sendo referida a um cosmo único nem a um ciclo coeso de mitos. Grandes projetos. exemplo: povos indígenas de comercio esporádico.pequenos produtores “tradicionais”.REVISTA ESTUDOS AVANÇADOS 19(54). e porque os índios “ingressaram na história” com sua inserção na economia de mercado e no movimento indigenista de luta por direitos de cidadania. PG. A etapa inicial é o polimorfismo que independe de espaço intrapopulacional.  Sustentabilidade ecológica: capacidade de uma dada população ocupar uma determinada área e explorar seus recursos naturais sem ameaçar.  Cultura ecológica: tipo de conhecimento que as categorias de sustentabilidade ecológica socioambiental tem a respeito do ambiente em que ocupa. & POZZOBON.  Alta sustentabilidade: é verificada por uma ocupação que não degrada o ambiente. Latifúndios “tradicionais”. (2005). b) Consuntiva: de “consumo”. 4. Existe pouca evidência para esta teoria. 9. tem em comum com a autóctone o fato de ser voltada para o consumo do grupo doméstico. exemplo: povos indígenas de comercio recorrente. A seleção natural primeiro estabelece um polimorfismo. não provoca alterações microclimáticas. J. para depois favorecer o isolamento pré-zigótico entre as formas polimórficas. Quem tem sustentabilidade muito baixa são os latifúndios recentes e os exploradores itinerantes. 3.7 espécie se adaptaria às condições de um lado da fronteira e a outra forma às condições do outro lado. não explora recursos naturais renováveis de sua capacidade de regeneração.  Os povos indígenas aproximaram-se da sociedade nacional porque as premissas que o determinismo ecológico adotou perderam seu aval científico.  AMAZÔNIA SOCIAMBIENTAL. No entanto. 2. SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA E DIVERSIDADE SOCIAL: LIMA. Migrantes/fronteiras. Exploradores itinerantes. Latifúndios recentes. 5. A tradicional cabocla prega a transmissão oral de conhecimentos de uma geração à outra.d) . SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA E DIVERSIDADE SOCIAL. Povos indígenas dependentes da produção mercantil. SÃO PAULO: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Assim. ao longo do tempo. a integridade ecológica do meio ambiente. nem resulta em extinções de espécies. esta última difere a mitógena compõe-se de fragmentos de diversas tradições.  Orientação econômica: a)Autóctone: se refere não apenas ao caráter originário das economias indígenas pouco alteradas. Povos indígenas de comércio esporádico. 6. Pode resultar de eventos de poliploidia. 8. D. não polui. não destrói hábitats.

porque não treinam os índios para administrar a produção e comercialização de produtos nativos. b. exploradores itinerantes. Assim. Mantêm ainda inalterados seus conhecimentos mitógenos sobre o ambiente natural. chegam a constituir verdadeiros assentamentos urbanos. ⇒ Comércio mediado: a. enfraquecendo com isso o tecido social nativo e as instituições em que se funda a autonomia econômica e cultural. Demonstram pouca compreensão sobre o mundo das mercadorias. A demanda ecológica envolve a gestão ambiental e as alternativas econômicas que.  Sigla TEK (Traditional Ecological Knowledge): denota conhecimentos e práticas tradicionais de baixo impacto ambiental nem sempre racionalizados na forma de um know-how ecológico. desmatamento das barrancas dos corpos d’água.  Migrantes / Fronteira: utiliza do desmatamento como forma de legitimar sua ocupação. Devido ao esgotamento dos recursos florestais. sejam ao mesmo tempo capazes de conferir competitividade à produção indígena. Porém. A orientação econômica não é a da acumulação de capital e expansão territorial. Existem três situações típicas: ⇒ Sistema tradicional de aviamento: originado no ciclo da borracha.  Latifúndios Recentes: sustentabilidade muito baixa. nos barracões. de que se tornou dependente ao longo dos anos. o que no meio rural amazônico implica a expansão constante das frentes pioneiras ou a transformação da paisagem florestal para instalar empreendimentos capitalistas Exemplo: grandes projetos.  Povos indígenas dependentes da produção mercantil: grupos. Mediação com parceria: parcerias entre as organizações indígenas e ONGs ou institutos de pesquisa. Exploração de madeira A diferença entre garimpeiros e madeireiros é que estes últimos mobilizam muito mais verbas.8 Lucrativa: visa à acumulação de capita. Incluem os povos indígenas que moram próximo aos centros urbanos. há a transferência de novas tecnologias ou adaptação de tecnologias nativas à exploração ecologicamente sustentável de produtos que realmente possam igualar os índios aos demais produtores.  Pequenos produtores “tradicionais”: população originária do processo de colonização ibérica da Amazônia.  Latifúndios “tradicionais”: são bem mais sustentável que os latifúndios recentes. ⇒ Extrativismo recente: a. Hoje os “regatões” penetram os altos rios em busca de clientes ainda mais humildes. Comércio autóctone. quando os patrões aviavam (adiantavam) mercadorias aos seringueiros.  Povos indígenas de comércio recorrente: demonstram compreender bem melhor as operações monetárias e o valor relativo das mercadorias. com surgimento de privilégios econômicos em detrimento da maioria. Na realidade eles são poucos sustentáveis e muito frustrantes para os índios. A sobrevivência é muitas vezes complementada por trabalhos assalariados nas cidades. Cultura ecológica do tipo tradicional “cabocla”. como a religião e a cosmologia. podendo ser facilmente enganados pelos garimpeiros e outros intrusos em troca de “bugigangas” de valor bem inferior à quantidade de trabalho ou produtos que os índios doam em troca. sendo ecologicamente sustentáveis. passaram a depender do mercado para obter o consumo básico. eles se veem forçados à dependência urbana. com o assoreamento dos rios. aliciamento de lideranças. que ao perderem sua capacidade de produzir diretamente os principais recursos para sua sobrevivência. o efeito social é o mesmo: cria-se um grupo privilegiado de lideranças cooptadas. Garimpo: os seus efeitos são depopulação devido às doenças. que tinham que pagá-las com a borracha. A produção doméstica tem por objetivo garantir o consumo dos membros da família e dessa orientação consuntiva decorre a lógica da aplicação dos rendimentos do trabalho. mas a manutenção de um conforto e um domínio senhoriais. tais como ervas . A cultura ecológica mitógena fica mais restrita aos mais velhos. altas densidades demográficas e elevadas demandas sociais de consumo. o índio jamais consegue saldar a sua dívida e só não reage por temor a um corte drástico do suprimento de mercadorias e medicamentos. Às vezes.  Povos indígenas de comércio esporádico: os indivíduos que ocupam esta categoria são os que ocupam as áreas menos acessíveis e que estão mais distantes das rotas de mercado. Incluem os vaqueiros. Mediação tutelar: elaboração dos “projetos produtivos sustentáveis”. orientação econômica lucrativa. Apresentam baixa sustentabilidade ecológica. b. Não têm uma cultura ecológica específica da região e por isso deixa de se beneficiar de uma série de recursos naturais que o “caboclo” faz amplo uso. Oriundos do nordeste e sul do país. Aqui. Por isso também podem pagar capangas e matadores. chegaram à Amazônia premidos pela escassez de terras em suas regiões de origem. mas imersos em campos semânticos que se estendem para além das práticas econômicas propriamente ditas.

depositam sedimentos mais finos e mais bem selecionados. ou ainda em unidades territoriais pertencentes à União. depositados em um corpo de água (oceano ou lago). ⇒ Comportamento tectônico:  Classificação de deltas: baseado nos contrastes de densidade entre as águas do afluente fluvial principal e o corpo líquido receptor. para não haver dispersão sedimentar. em parte subaéreos. Comum em deltas originados dos rios que deságuam em mares e oceanos. (ITENS 2. em propriedades ou posses alheias. Orientação econômica consuntiva. Os depósitos sedimentares da planície são: .9 E 2. rumo a um corpo permanente de água.sua presença nas terras que exploram no mais das vezes de forma ilegal depende ou do exercício da violência contra os ocupantes originais ou de alguma aliança econômica com os mesmos. Não se formam verdadeiros deltas. aceitam a exploração de seu patrimônio e mão-de-obra em troca de valores aviltados. corpos arenosos lineares dispostos a fortes ângulos em relação à linha de costa. 1930): sedimentos depositados por um rio nas vizinhanças de sua desembocadura.  Delta (Trownbridge. ⇒ Fatores climáticos: em áreas tropicais. (2003).  Exploradores itinerantes: não realizam suas atividades em território próprio. As correntes litorâneas formam corpos arenosos orientados subparalela e paralelamente às correntes. mas em terras devolutas.essas alianças muitas das vezes se traduzem em contratos informais de trabalho com os ocupantes originais que.  CAPÍTULO 8 . K. 2. em relativo repouso. pescadores e madeireiros. em áreas de sopés de taludes continentais. classifica-se em: ⇒ Homopicnais: a densidade do meio transportador (rio) é praticamente igual à do meio receptor (lago). mas sim leques submarinos.7. 2. Os fatores que interferem na sedimentação deltaica são: ⇒ Regime fluvial: rios com tendência a grandes flutuações de descarga canais com padrão entrelaçado.8. 1A. garimpeiros.  Delta (Barrell.PG 246-279). As consequências da exploração são :1. ⇒ Processos costeiros: incluem os efeitos das ondas e marés. 2.  Fatores que controlam a formação de um delta: para ocorrer a formação de um delta. principalmente pela ação de um rio. ⇒ Hiperpicnais: a densidade do meio transportador é maior que a do meio receptor e.9 medicinais. a energia do meio receptor tem que ser menor que a do rio. EDITORA EDGARD BLÜCHER LTDA. o rio tem que transportar uma carga de sedimento. Por exemplo. os sedimentos movem-se pela superfície do meio mais denso. etc.  Leques submarinos: depósitos acumulados nas desembocaduras de canhões submarinos. sedimentos mais grossos e pobremente selecionados. desse modo. a alguns milhares de metros de profundidade.10 .  Delta: depósitos sedimentares contíguos. rios com descarga anual pequena canais com padrão meandrante.  Ambiente Deltaico: sistema deltaico: conjunto de subambientes que constituem o ambiente deltaico. 2. os sedimentos são carregados junto ao substrato por corrente de turbidez.tendem a esgotar rapidamente os recursos que exploram. frutas. 1912): depósito parcialmente subaéreo construído por um rio no encontro com um corpo permanente de água. além disso.  Subambientes e fácies sedimentares deltaicas: ⇒ Planície deltaica: adjacente à desembocadura da corrente fluvial.6. como as terras indígenas e as unidades de conservação. e parcialmente submersos. pratica a caça. ⇒ Hipopicnais: a densidade do meio transportador é menor que a do meio receptor e.GÊNESE E SEDIMENTOLOGIA DE AMBIENTES COSTEIROS: SUGUIO. os corpos arenosos tendem a ser paralelos à linha de costa. sendo em geral bastante pobres. além das correntes litorâneas. EDIÇÃO. dessa maneira. Complexo deltaico: corresponde a uma associação de deltas geológica e geneticamente relacionada entre si. formando-se espesso manto de intemperismo. Por isso.  Delta: sistema deposicional alimentado por um rio. a pesca e o abate de madeiras nobres sem preocupação de preservar para seus descendentes. GEOLOGIA SEDIMENTAR. verifica-se intensa decomposição química das rochas. porém espacial e temporalmente independentes. 3. que causa uma progradação irregular da linha de costa.

depósito de canal de distributários submerso e depósito de dique natural submerso. Depósitos de diques naturais: formam áreas levemente elevadas. em função do excesso de drenagem continental e/ou precipitação. Patos e Sepetiba. Paraíba do Sul. ocorre mistura de águas doce e salgada. ⇒ Maré de salinidade: quando as águas do mar (salgadas) penetram nos estuários. ⇒ Lagunas brasileiras: Araruama. fazendo com que mais água do mar seja dirigida rumo à cunha salina. Depósitos de planícies interdistributária: construídos por sedimentos argilosos acumulados nas áreas baixas da planície deltaica. formam-se em áreas pantanosas do tipo marsh.  Ambiente Estuarino: corpo aquoso litorâneo raso e geralmente salobro com circulação mais ou menos restrita. quando a corrente aquosa foi desviada para um novo caminho. Jequitinhonha. Depósitos de preenchimento de canais: compostos de sedimentos grossos e finos. c. O fundo lagunar está constantemente sujeito a retrabalhamento pelas ondas. sem invasão da água salgada. que preenchem um canal abandonado pelo rio. localizadas em plataformas continentais de baixa declividade e ao longo de margens continentais. com laminação. ⇒ Hidrodinâmica do ambiente estuarino (circulação estuarina): baseado no modelo de cunha salina. ⇒ Prodelta: essencialmente argilosa e representa a parte mais avançada de deposição de sedimentos carreados por um rio para uma bacia receptora. b. produzindo uma estratificação da coluna de água. São depositados siltes e areias finas. As lagunas de atol são associadas a recifes de atol e exibem forma circular. Como na interface da cunha salina. quando as águas extravasam dos canais distributários. deverá ocorrer a penetração de uma cunha salina. desembocadura fluvial a dentro. torna-se suficientemente rasa para suportar vegetação.10 a. que flanqueiam os canais distributários construídos por deposição de sedimentos mais grossos da carga em suspensão. Caracterizada também por fluxos estratificados. tendendo a repor a água salgada perdida pela mistura. São Francisco. Depósitos lacustres: de argila orgânica. que flanqueia o canal principal. ⇒ Frente Deltaica: forma-se na área frontal de deposição ativa do delta que avança sobre os depósitos de prodelta. entre os distributários abandonados. sendo gradualmente reciclada e encaminhada rumo ao mar. que são muito ativas em ambientes lagunares. estabelece-se um fluxo contínuo de água salgada rio acima. Os processos de transporte e sedimentação estuarinos são dominados pelas correntes de marés e pela circulação estuarina. ⇒ Sedimentação estuarina: os sedimentos estuarinos provêm da área continental. A água da cunha salina decresce em salinidade com a mistura vertical. ⇒ Estuário positivo: a diluição mensurável da salinidade da água do mar.  Ambiente Lagunar: corpos rasos de água. . São quase sempre mais profundos que as lagunas. Quando o fluxo de água doce for inferior a esta média. sendo separada do oceano aberto por uma ilha-barreira. ⇒ Ria: qualquer tipo de vale afogado. suporta até o limite da média dos fluxos fluviais máximos. d. que se estabelece nas seguintes condições: a área da seção transversa de um rio. ⇒ Deltas brasileiros: Amazonas. ⇒ Maré dinâmica: formada pela propagação de ondas de maré rio acima. ⇒ Características físico-químicas de um estuário: pH elevado. Os depósitos associados à frente deltaica são: depósito de barra distal. As diferenças de pH entre os ambientes fluvial e estuarino induzem a floculação das suspensões argilosas. Depósitos de pântanos (paludiais): formados quando a área inundada entre os distributários. situados em planícies costeiras e comumente separados do mar aberto por bancos arenosos ou ilhas-barreira. barra de desembocadura de distributários. resultantes do afogamento. ⇒ Estuário negativo: a evaporação excede o influxo de água doce de modo que a salinidade torna-se maior que a do mar. As águas salgadas mais densas fluem continente adentro por baixo das águas fluviais menos densas. que pelas ondas. porém com canais de comunicação mais ou menos eficientes. em sua desembocadura. e. que mantém comunicação constante com o oceano aberto. Características de todas as lagunas são: condições abundantes de suprimento de areia. são também fornecidos pela deriva litorânea e pelo oceano aberto são também introduzidos nos estuários. etc. as lagunas-barreira exibem forma alongada e dispõe-se mais ou menos paralelamente à linha costeira.

correspondente a aproximadamente ao nível do berma.1° e atingido uma profundidade média de 135 m. em geral separadas do continente por uma laguna. sendo baixo na zona submersa. onde comumente ocorre mudança de gradiente. o oceano Atlântico é relativamente estreito e bordejado por mares marginais.  Morfodinâmica praial: é influenciada pela sazonalidade: no inverno tem-se a concavidade para cima e no verão a convexidade para cima. ⇒ Talude Continental: inicia-se onde a plataforma continental sofre uma quebra na inclinação. diminuindo a inclinação. ⇒ Fundo Abissal: ocorre a partir dos 4000 a 5000 m de profundidade.O AMBIENTE MARINHO: PEREIRA. ENGENHO NOVO. Pós-praia: porção mais alta da praia. praticamente sem zona de surfe. em algumas praias. e o estoque de areias médias a grossas ocorre essencialmente no prisma praial emerso.fechados ou isolados: não possuem qualquer ligação com os oceanos. dominada por ondas e composta de material granular inconsolidado. comumente arenoso ou mais raramente cascalhoso. Construídas tipicamente pela ação da deriva costeira. R. dispondo de elevado estoque de areias finas a muito finas. RJ. antepraia e face litorânea. onde novamente existe uma quebra de gradiente. BIOLOGIA MARINHA. EDITORA INTERCIÊNCIA. além do alcance das ondas e marés ordinárias.  Praias dissipativas: a praia e a zona de surfe são largas e exibem baixos gradientes topográficos. possuindo uma inclinação pouco acentuada com um ângulo de aproximadamente 0. 2Continentais ou mediterrâneos: apresentam se rodeados por terras. Face litorânea: estende-se do limite da antepraia inferior ligado à linha de baixa-mar ordinária até a profundidade de 6 a 20 m. onde o ângulo de inclinação se reduz de novo até 0. que recebem o nome de crista-e-praia. A.1° a 1°. os cordões de ilhas são mais numerosos e a atividade vulcânica nas suas margens é pronunciada em função da colisão das placas tectônicas que formam o fundo deste oceano e os continentes. 382P. (2002).  Divisões geomorfológicas dos continentes: ⇒ Costa: parte da terra firme em contato com o mar e modificada pela ação deste. A berma praial é elevada dada a alta velocidade do espraiamento. passando de superfície de declive suave para quase horizontal e levemente côncava para cima. constituindo o fundo abissal. (PG 1-33). Antepraia: sempre inclinada suavemente para o mar e inclui a face praial que é comumente exposta à ação do espraiamento das ondas e. normalmente em torno de 2400 m de profundidade.  Praias reflexivas: os gradientes topográficos da praia e do fundo submarino adjacente são elevados. podendo chegar a um máximo de 350 m. ⇒ Sopé: segue-se ao talude. c. A declividade da face praial está relacionada à esbeltez da onda (H/L).  CAPÍTULO 1 . e representa o local com ondas de menor energia. mar ou oceano). Sua profundidade é menor que a do Pacífico.  Tipos de Mares: 1-Abertos ou costeiros: totalmente abertos para os oceanos. ⇒ Zona de deposição: a corrente termina.11  Praia: zona perimetral de um corpo aquoso (lago. ⇒ Subambientes praiais: dividido em ambientes pós-praia. ⇒ Plataforma Continental: área contígua à costa.  Planícies de maré: é peculiar a regiões costeiras muito planas e de baixa energia. mas mantendo uma ligação com o oceano através de canais ou estreitos. a. que se estendem paralelamente ao litoral. ⇒ Praia: borda exterior da costa e se estende do nível mais alto ao nível mais baixo atingido pelas marés.  Célula de circulação costeira: ⇒ Zona de erosão: região onde se origina a corrente. ⇒ Zona de transporte: corresponde ao trajeto através do qual os sedimentos são carreados ao longo da costa. caracterizada por apresentar ondas de maior energia.  Geografia e Geomorfologia dos Oceanos: no oceano Pacífico. uma ou mais barras alongadas separadas por canais. 3. . em média próximo aos 130 m de profundidade. & SOARES-GOMES. principalmente nas barras arenosas. As condições para a sua formação inclui amplitudes de maré mensuráveis e ausência da ação de ondas mais fortes.C.  Ilhas barreiras: ilhas predominantemente arenosas. b.

Em terceiro lugar. 2.. que na água se transforma em ácido carbônico. b) assoalho das bacias oceânicas. h. Zona eufótica: região onde a luz é suficiente para sustentas o crescimento e reprodução dos vegetais. Salinidade: é menor na região do equador devido ao balanço entre evaporação e precipitação que. Densidade: aumenta com a concentração de sais e com a pressão e diminui com o aumento da temperatura. c. Nos trópicos a salinidade é mais alta (distribuição horizontal). a forma das baias oceânicas e dos continentes que as rodeiam dirige as correntes em um movimento circular. Temperatura: fator limitante à reprodução. e. A temperatura é determinada pela absorção da radiação solar. A termoclina é o gradiente brusco de temperatura. argila e outros minerais de origem continental. ⇒ Fatores Químicos: a. Nas águas superficiais. A temperatura decresce com a profundidade (vertical). ⇒ Sistema de cordilheiras oceânicas. a termoclina é sazonal no verão. por outro lado. A profundidade de compensação é a profundidade na qual a taxa de fotossíntese equivale à taxa da respiração. aumentando a solubilidade do carbonato de cálcio. O modelo de fluxo se deve aos seguintes mecanismos. talude e elevação continental. d. Zona afótica: região mais profunda e mais ampla do oceano. 3. compostas pela plataforma. Em segundo lugar. i. Espiral de Ekman: explica porque as massas de água não se movem na mesma direção dos ventos que incidem sobre sua superfície.  Principais fatores ambientais nos oceanos: ⇒ Fatores Físicos: a. que se estende abaixo da zona disfótica até o assoalho oceânico. por evaporação da água superficial e por transferência direta do oceano para a atmosfera por difusão. Circulação atmosférica: formação dos ventos  apresentam um modelo circular. descarga de rios ou degelo. Energia Radiante: dividida em: 1. em consequência a água tende a fluir dos trópicos para os polos. Ondas: g. pois a alta pressão aumenta a [ ] de CO2. Pressão: aumenta com a profundidade (1 atm a cada 10 m). ⇒ Margens continentais comportas pela plataforma continental. rochas e cinzas vulcânicas derivadas de ilhas vulcânicas. j.) originados da coluna d’água. mas a luz é muito fraca para haver uma taxa fotossintética líquida positiva (Respiração > fotossíntese). b. ao crescimento e à distribuição de organismos. no sentido horário no hemisfério norte e no sentido anti-horário no hemisfério sul. O carbonato é incorporado às conchas e ossos dos animais. As conchas dos animais de grandes profundidades são frágeis. A influência do vento diminui progressivamente ao aumentar a profundidade. Em primeiro lugar. ⇒ Assoalho das bacias oceânicas: consiste de sedimentos não-consolidados derivados da deposição de esqueletos mineralizados de organismos planctônicos (foraminíferos. A termoclina impede a circulação vertical entre as águas superficiais e profundas.12  Aspectos topográficos: ⇒ Podem ser reunidos em três componentes principais: a)margens continentais. Os principais ventos que produzem correntes oceânicas na superfície do mar são os alísios de nordeste e os do oeste no hemisfério norte e os alísios de sudoeste e os ventos de oeste no hemisfério sul. Ela aumenta conforme a profundidade (menor temperatura). talude e elevação continental. Não existe possibilidade de existência de vegetais. Marés: f. radiolários. Zona disfótica: região onde alguns peixes e alguns invertebrados podem enxergar. se relaciona com a circulação atmosférica. os ventos superficiais movem a água de superfície. O calor adiabático é o calor trocado sem a transferência de calor para outras massas de água. Força de Coriolis: causa uma deflexão para a direita (hemisfério norte) e esquerda (hemisfério sul). as águas tropicais são mais quentes e menos densas que as águas polares e por isso estão mais elevadas. É maior quanto menor for a velocidade do objeto. a densidade pode decrescer por aquecimento da água e por aporte de água doce proveniente de chuva. etc. reirradiação da superfície do mar e a evaporação. Circulação e Movimentos de Massas de Água: a energia absorvida da radiação pelo oceano se perde por irradiação para o espaço. encontrado principalmente em regiões de baixa latitude (maior densidade da água). A salinidade é maior na superfície e . c)sistema de cordilheiras oceânicas. Em latitude média..

. retornando à solução em águas profundas através da decomposição da matéria orgânica. devido à remoção de água por evaporação. j. as macroalgas e as fanerógamas marinhas. podendo haver um incremento de silicato. Zona trofogênica: camada acima da profundidade de compensação. f. c)camada de máxima concentração de nutrientes. vulcânica cinzas e partículas maiores originárias das emissões vulcânicas terrestres e submarinas. Produção secundária: total de biomassa animal produzida por todos os níveis tróficos. Ela é mais abundante nas camadas superficiais. Eficiência ecológica: eficiência com a qual a energia é transferida entre os níveis tróficos. P e S. Na camada de superfície. b. algas unicelulares e detritos (menores). a distribuição desigual dos nutrientes na coluna d’água interfere também. por unidade de área e por unidade de tempo. Profundidade de compensação: profundidade na qual a taxa de fotossíntese é igual à taxa de respiração. o carbono é removido da solução pela atividade fotossintética. O perfil vertical do carbono inorgânico dissolvido é o de um elemento não-conservativo. c)fatores que determinam a deposição. d)mudanças pós-deposicionais de origem principalmente biogênicas. cósmica entrada de poeira cósmica e meteoritos na atmosfera terrestre. organismos vivos (incluindo bactérias) e matéria inorgânica (argila). Fatores que interferem na produtividade: além da iluminação. que é um agregado constituído de detritos. Zona trofolítica: abaixo da profundidade de compensação. Oxigênio: decresce com a profundidade. Produção Primária Líquida (PPL): quantidade da produção total após as perdas pela respiração. d. autóctone formadas nos oceanos. c. Depende da claridade da água (mais clara a água maior a profundidade de compensação). podendo decrescer por adição de água doce via precipitação ou drenagem continental. d)estreita camada de fundo na qual verifica-se pouca mudança nas concentrações de nitrato e fosfato. seja por compactação ou cimentação. Produção Primária Bruta (PPB): quantidade total de matéria orgânica fixada por fotossíntese. Produtividade primária: taxa de formação de substâncias orgânicas ricas em energia a partir de material inorgânico.13 menor em relação ao fundo (distribuição vertical). A matéria orgânica particulada (seston) pode ser subdividida de acordo com o tamanho em bactérias. aportes de rios e por geleiras. onde a taxa de fotossíntese é maior que a taxa da respiração. Agrupados em 4 categorias: a)fatores que determinam a fonte e suprimento de material sedimentar. cuja extensão vertical é determinada pela atividade fotossintética. Menor a temperatura. O. Matéria orgânica: é formada por C. terrígena partículas continentais transportadas pelo vento. podendo ser disponibilizada para o sustento dos outros níveis tróficos. As neves marinhas são a maior classe de tamanho. onde a produção é elevada e as partículas são abundantes. No equador a [ ] é menor do que nos polos. Transferência de energia: i. ⇒ Fatores Biológicos: a. Em altas latitudes. e. Origem das partículas sedimentares: litorânea decorrente da ação erosiva do mar sobre formações geológicas costeiras. b. b. a partir de restos de animais e carapaças de organismos. As fontes primárias de matéria orgânica são o fitoplâncton. h. g. e. Dióxido de Carbono: é maior em águas frias e em altas pressões. Equilíbrio dinâmico: taxa de entrada dos constituintes dissolvidos nos oceanos é igual à taxa de saída. maior a solubilidade de O2. Sedimentos não-consolidados: os seus constituintes se apresentam de forma individualizada e não-agregados. c. b)fatores que determinam o transporte de partículas. N. maior a concentração de oxigênio. g. Sais inorgânicos: a água pode ser classificada em 4 camadas (dependendo da [ ] de P. b)camada na qual a concentração de nutrientes aumenta rapidamente com a profundidade. a salinidade decresce devido à fusão do gelo e da neve. Menor a temperatura. d. pH: f. N e Si): a)camada superficial empobrecida de nutrientes. variação sazonal. ⇒ Fatores Geológicos: a.

 Enterocélicos: a cavidade celomática forma-se a partir de evaginações do arquêntero.  Clivagem determinada: o blastômero tem a capacidade de formar um organismo completo. RJ. A fecundidade pode ser usada como um indicador sensível de perturbações subletais em invertebrados marinhos. Em algumas estrelas-do-mar ocorre a paratomia. a poliembrionia consiste de gêmeos ou trigêmeos dentro de uma mesma unidade fertilizada. Cnidários têm alternância de gerações (metagênese).  Clivagem espiral: os planos iniciais de clivagem são oblíquos em relação ao eixo animal-vegetal.  Deuterostômios: o blastóporo forma o ânus. R. fissão transversal. Exemplos: equinodermos e os hemicordados. (2002).  Esquizocélicos: são aqueles em que o celoma forma-se a partir de fendas que se abrem do mesoderma.  Padrões de desenvolvimento: Holoblástico pouco vitelo e clivagem total.  Reprodução assexuada: ausência de recombinação de material genético. longitudinal e laceração pedal. 382P (PG 49-65). EDITORA INTERCIÊNCIA. através da atuação da seleção natural. de forma que os blastômeros resultantes localizam-se entre aqueles formados anteriormente. que explicam as flutuações de espécies no espaço e tempo. tornando a recombinação gênica. A fissão. Possuem uma clivagem espiral. moluscos e crustáceos. o ciclo de vida destes organismos inclui a reprodução assexuada apenas no estágio pólipo.  A importância do conhecimento do ciclo de vidas de organismos está ligada ao manejo e conservação de ambientes. Em termos evolutivos. Em anêmonas é comum o brotamento. Possuem uma clivagem radial. unissexuais ou dioicos têm sexos separados. ENGENHO NOVO. em uma fileira acima. que possibilita às espécies uma evolução em resposta a diferentes situações.CICLOS DE VIDA DE INVERTEBRADOS MARINHOS: PEREIRA. Gonocóricos. a reprodução assexuada ocorre pela fissiparidade (ela ocorre juntamente com a habilidade de regeneração). determinada e um celoma esquizocélico.  Hermafroditismo sequencial: os gametas são produzidos em sequencia. enquanto que no estágio medusa ocorre a reprodução sexuada. ora são perpendiculares ao eixo animal-vegetal do zigoto. CAPÍTULO 3 . meroblástico muito vitelo e clivagem parcial ou superficial.  Clivagem indeterminada: o blastômero não tem a capacidade de formar um organismo completo. Protogeniaquando a fêmea é produzida primeiro. As esponjas têm grande capacidade de regeneração. A vantagem dela é a diversidade genotípica. Ela é não recombinatória: agamética e envolve a replicação vegetativa do soma. & SOARES-GOMES. A. A pseudogamia é quando o ovócito se une ao esperma. isto é. . que se inicia por morfogênese pós-embrionária e termina com a metamorfose para o juvenil. Exemplos: anelídeos. protrandria os machos são produzidos primeiro.C. sucesso de assentamento e mecanismos de transporte larval. que compreende a formação de um clone num estágio embriogênico ou em outro estágio ainda bem inicial do desenvolvimento. blástula e gástrula  Larva: estágio (ou série de estágios) em uma sequencia de desenvolvimento. BIOLOGIA MARINHA. indeterminada e um celoma enterocélico. Sua vantagem está no fato de que é difícil encontrar outro da mesma espécie ou quando os organismos são parasitas ou sésseis.  Hermafroditismo simultâneo: quando gametas masculinos e femininos são produzidos ao mesmo tempo.  Protostômios: o blastóporo forma a boca. ou gamética: envolve o desenvolvimento partenogenético dos indivíduos através de ovos não fertilizados. larva é o estágio intermediário no ciclo de vida.  Reprodução sexuada: envolve a produção meiótica de gametas.  A estrutura de comunidades marinhas é controlada pelos fatores: suprimento de larvas. Em alguns equinodermos.  Autofertilização: ocorre no hermafroditismo simultâneo.14  .  Hermafroditismo alternativo: os organismos mudam de sexo após uma estação reprodutiva. Os planos de divisão celular ora são paralelos.  Clivagem radial: os blastômeros formados nos primeiro estágios arranjam-se exatamente acima daqueles originados anteriormente. brotamento e fragmentação são os mecanismos de reprodução assexuada mais comuns entre os invertebrados marinhos. porém sem a incorporação do material genético do esperma em seus descendentes.  Embrião: período do ciclo de vida onde ocorrem os estágios de clivagem.

Osmotrofia: quando as larvas planctotróficas e lecitotróficas obtêm nutrientes por uma forma alternativa. Simetria bilateral. Modo de nutrição: 1. anelídeos. Exemplos: platelmintos. c. gastrópodes. uma boca e um ânus anteriores (ou ventrais) e um órgão apical.). periódico. como por exemplo alguns poliquetas. Têm grande poder de dispersão (transoceânicas). crustáceos. É aquele que possui as características estruturais e funcionais semelhantes às de um adulto. 3. equinodermos. Larvas aplânicas: não possuem uma fase planctônica. poliquetas. absorvendo matéria orgânica dissolvida diretamente da coluna d’água. 2. etc. . 4. crustáceos. e as larvas planctônicas exploram toda a coluna d’água. sem necessariamente permanecer próximas a algum substrato (exemplos: moluscos. 2. Potencial de dispersão: 1. ânus geralmente ventral. trato digestivo completo. crustáceos. Exemplos: bivalves. mas ainda não é capa de produzir células reprodutivas (sexualmente imaturo).  Classificações dos padrões de desenvolvimento: ⇒ Desenvolvimento indireto: o embrião é seguido por um ou mais estágios larvais.). briozoários. poliquetas. Trato digestivo completo. para que tenha sucesso. Presença de uma banda ciliada que percorre toda a lateral do corpo e a parte anterior da boca e do ânus. estando uma acima da boca e a outra abaixo desta. Planctotróficas: nutrem-se ativamente de fontes externas encontradas na coluna d’água (como bactérias. ⇒ Encapsulação: é a proteção dos embriões por massas ou fitas gelatinosas. comuns em esponjas.15  Juvenis: pré-adultos. Bentônico: aquele que ocorre junto a algum substrato. ou mesmo outras larvas-irmãs que se encontram dentro da estrutura parental. Larvas anquiplânicas: Permanecem menos tempo na coluna d’água (horas a poucos dias). estágio após a transformação morfológica larval. Difere do desenvolvimento bentônico parental pois este requer o cuidado dos pais. Exemplos: equinodermos e os hemicordados.). boca anterior. poliquetas. corais. etc. Larvas aparentais se desenvolvem fora de qualquer estrutura dos progenitores (exemplos: esponjas.  Metamorfose: período transitório entre a larva e o juvenil. etc. Autotrofia: obtenção de nutrientes fornecidos por endossimbiontes autotróficos. 4.. tornam-se competentes para o assentamento logo após a sua liberação. ⇒ Larva trocófora: é considerada a forma larval primitiva dos protostômios. fito e zooplânctons). no qual ocorrem mudanças na morfologia. Translocação: transferência direta de nutrientes do corpo materno para o embrião. antozoários. e as larvas parentais se desenvolvem em associação com estruturas externas ou internas dos pais (exemplos: hidrozoários. Presença de duas bandas ciliadas que situam-se na região equatorial da larva.  Diversidade de formas larvais. par de protonefrídios e um órgão apical composto por um tufo de cílios dorsal e um par de ocelos. gastrópodes. poliquetas. ou seja. 5. ⇒ Larva arquetípica (dipleurula): associada ao desenvolvimento dos deuterostômios. Caracteriza-se por um ou mais estágios intermediários com características estruturais que não estão diretamente envolvidas na morfogênese do juvenil. moluscos. esponjas. 2. Lecitotróficas: obtêm seus nutrientes de fontes parentais. etc. haverá estágios larvais. etc. etc. ou seja.). 3. Não possui protonefrídios. Larvas teleplânicas: permanecem na coluna d’água por um período de dois meses a mais de um ano. no mínimo. 6. Planctônico: é aquele que se desenvolve na coluna d’água. corais. Local de desenvolvimento: 1. Adelfofagia: ocorre quando os nutrientes necessários ao desenvolvimento da larva são provenientes de zigotos-irmãos. O estágio juvenil é alcançado após a metamorfose larval. b. ⇒ Classificação de tipos larvais: a. Larvas acteplânicas: têm períodos planctônicos que variam de uma semana a menos de dois meses. Larvas demersais desenvolvem-se próximas ao fundo (exemplo: corais.

endócrino e/ou neuroendócrino. Outro fator é a disponibilidade de alimentos. lunares.  PADRÕES REPRODUTIVOS DOS CORAIS BRASILEIROS: as espécies são hermafroditas e desenvolvem gametas femininos e masculinos em épocas diferentes durante a mesma estação reprodutiva. Ela apresenta também período limitado de liberação de gametas. liberando gametas para a fertilização externa. mas tem a desvantagem de ser um fator limitante à dispersão.  PARADIGMAS DAS ADAPTAÇÕES REPRODUTIVAS DE INVERTEBRADO MARINHOS: os invertebrados marinhos antárticos tendem à incubação de proles. O embrião se desenvolve diretamente em juvenil. A A. Ela também apresenta períodos mais longos de liberação de gametas. RJ. controlar os processos sintéticos de ovócitos em desenvolvimento. como a dança nupcial de alguns nereídeos. organismos semélparos se reproduzem apenas uma vez e morrem em seguida (exemplos: alguns poliquetas). ⇒ Número de episódios reprodutivos: organismos iteróparos  se reproduzem repetidamente durante toda a sua vida. (PG 103-123). a. controlar a diferenciação dos espermatócitos. maior capacidade de estocagem de nutrientes. ⇒ Espécies incubadoras X espécies não-incubadoras: a incubação até o estágio juvenil aumenta as chances de sobrevivência da prole. não ocorre metamorfose. Espécies maiores  não-incubadoras e espécies menores incubadoras. assincronia no período de liberação de gametas. Controle endócrino: controlado por dois fatores antagonistas: fator inibido produzido pelas células neurosecretoras do órgão X.  Sincronia na liberação de gametas: as vantagens são a redução do desperdício de gametas até o aumento do potencial de recombinação genética em hermafroditas que realizam a autofecundação. são aparentemente não incubadoras. ENGENHO NOVO. cingulatus têm maior atividade alimentar associada a eventos de ressurgência. Os fatores endócrinos podem iniciar ou suprimir a atividade mitótica.  Estímulos à Reprodução: ⇒ Estímulos Endógenos: a maioria dos invertebrados marinhos encontra-se sob a regulação do sistema nervoso. evitando o estágio pelágico de larvas. ⇒ Estímulos Exógenos: os organismos marinhos regulam o tempo de reprodução através dos ciclos ambientais que ocorrem. A.  CAPÍTULO 6 . BIOLOGIA MARINHA. além das periodicidades ambientais como os ciclos de luz e ausência de luz. da frequência do desenvolvimento não-pelágico à medida que aumenta a profundidade e a latitude. com regularidade previsível. que aumenta as chances de fertilização e a produção de larvas em um período favorável. Outro fator biológico é a disponibilidade de alimento. Os fatores externos mais comuns são a temperatura da água do mar. R. em muitas vezes. os hormônios sexuais estimulam a liberação de gametas e estimulam padrões de comportamento reprodutivo. 382P. cingulatus apresenta uma sazonalidade reprodutiva evidente. principalmente. A quantidade de gameta também é influenciada pela temperatura e disponibilidade de alimento. consequentemente.  Estratégias Reprodutivas: ⇒ Quantidade de gametas: os animais que liberam os ovos ou larvas planctônicas na água do mar liberam uma grande quantidade de gametas do que os organismos incubadores ou vivíparos. a liberação ocorre no período de subsidência.C. .  Regra de Thorson: tendência para o aumento do tamanho de ovócitos e.  Estrelas do mar no ambiente de ressurgência de Cabo Frio. A Astropecten brasiliensis apresenta sincronia no processo de gametogênese e liberação de gametas.16 ⇒ Desenvolvimento direto: o embrião sofre modificações estruturais que resultarão na forma juvenil. de marés e amplitudes de marés.PLÂNCTON MARINHO: PEREIRA. baixa capacidade de estocagem de nutrientes. apresentam pelo menos um período exclusivo de liberação de gametas. e o período reprodutivo ocorre sem qualquer sazonalidade. EDITORA INTERCIÊNCIA. O cuidado parental significa que as chances do zigoto chegar à fase adulta são grandes. o período de liberação dos gametas coincide com a ressurgência. o qual se encontra adaptado para deixar o seu hábitat bentônico para tornar-se pelágico. (2002). etc. Não há o estágio larval e. A epitoquia é um fenômeno reprodutivo que consiste em mudanças estruturais de um indivíduo imaturo em um indivíduo fértil. quando as águas tropicais quentes encontram-se na costa. fator estimulador produzido pelos gânglios torácicos e cérebro. ⇒ Estímulos biológicos: Controlam os processos de reprodução e desenvolvimento de muitos invertebrados marinhos. Feromônios. & SOARES-GOMES. RJ: as duas estrelas Astropecten brasiliensis e A. assincrônicos com os outros.

Autotróficas. quando forem consumidos.  Meroplâncton: passam somente parte do ciclo em estágio planctônico. como as algas microscópicas e os protistas fotossintetizantes).17  Definições e termos: comunidade de organismos com poder limitado de locomoção. zooplâncton (animais e os protistas não-fotossintetizantes. avaliação de recursos pesqueiros e dinâmica de populações. O flagelo longitudinal empurra a água e o transversal causa a rotação da célula. este tempo de eclosão é menor. os locais de recrutamento e calcular os estoques de algumas espécies de valor comercial. Sem teca. Uma fenda transversal divide o corpo em epicone (superior) e hipocone (inferior). na qual a célula desprende sua valva silicosa. formando uma larga esfera envolta por uma membrana orgânica. diâmetro externo. Reproduzem-se por fissão binária. as larvas e as pós-larvas de peixes. que fazem parte do zooplâncton. As larvas vitelínicas é a fase após a eclosão das mesmas.  Quanto ao Hábitat: marinho. outro motivo está vinculado ao fato de que algumas algas formadoras de marés vermelhas. situados perpendicularmente um em relação ao outro. simbiontes em tecidos de muitos invertebrados. autótrofas e produtoras primárias de matéria orgânica em ambientes aquáticos. radiolários e acantários. As frústulas são duas: uma maior (epiteca) e uma menor (hipoteca). em termos de recrutamento e importância econômica). Podem causar (ou não) mortes de alguns organismos.  Bacterioplâncton: abundantes próximo à superfície do mar. Ecologicamente eles podem ser classificados em bacterioplâncton (bactérias e algas azuis). e a temperatura do meio ambiente. Decrescem com a profundidade.  Zooplâncton: foraminíferos. sílica ou sulfato de estrôncio. sem prejudica-los e podem chegar até o homem. Os ticoplânctons são organismos de hábitos normalmente bentônicos que ocasionalmente não para o plâncton por ação de correntes fortes. unicelulares ou formarem colônias. fitoplâncton (organismos formados por uma única célula ou organizados em colônias. uma nova frústula de diatomácea de tamanho máximo é formada e recomeça um novo ciclo. são esféricas. Os mixoplânctons são protistas fotossintetizantes que podem ingerir outros organismos planctônicos. além de avaliar as modificações espaço-temporais da composição de recursos pesqueiros. No interior desta esfera. pois representam um papel diferenciado no plâncton. Responsáveis pela produtividade fotossintética. Após sucessivas gerações. compreendendo desde organismos constituídos por uma única célula até vertebrados. O estágio pós-larval é um período de . sendo que quando ela causa a morte. largura do espaço perivitelínico (largo ou estreito). Cada célula filha retém metade da carapaça de celulose original e forma uma nova parte para repor aquela perdida.  Fitoplâncton: algas microscópicas. isso é devido a: consumo total do oxigênio dissolvido na coluna d’água. a quantidade de vitelo. como larvas de peixes) e ictioplâncton (os ovos. anêmonas e bivalves. e é causada pelo rápido aumento dessas populações. A reprodução sexuada é oogâmica. sem diminuir o seu tamanho. Possuem as frústulas (carapaças) impregnadas de sílica. anisogâmicas nas diatomáceas sem rafe (sulco por onde ocorre o contato entre o meio e as correntes citoplasmáticas). homogêneo). Apresentam dois flagelos. Reprodução assexuada por divisão binária. ⇒ Diatomáceas encontradas em vários hábitats. são consideradas também como ictioplâncton. As tecas são a placas que cobrem os organismos. além de delimitar as épocas de desova. tamanho e número. bentônicos ou planctônicos.  Ictioplâncton: os estudos de ovos e larvas são importantes para a identificação. com gametas masculinos flagelados (nas diatomáceas cêntricas). isogâmicas (nas diatomáceas penatas) e os gametas femininos e masculinos são aflagelados. como corais. estrutura do vitelo (segmentado. As zooxantelas são imóveis. Protistas planctônicos  Os Sarcomastigophora têm uma carapaça que reveste o corpo do indivíduo unicelular que pode apresentar depósitos de carbonato de cálcio. A duração do desenvolvimento dos ovos varia de acordo com o tamanho.  Holoplâncton: passam todo seu ciclo de vida em estágio planctônico. tipo de córion (liso ou ornamentado). mas existem espécies heterotróficas e mixotróficas. presença ou ausência da gota de óleo. quando produtoras de fortes toxinas ficam concentradas em invertebrados marinhos (moluscos bivalves). quando o saco vitelínico não foi ainda totalmente reabsorvido e a boca não é funcional. com uma valva desenvolvendo uma filha e servindo como a valva maior. ⇒ Dinoflagelados: unicelulares e raramente formam cadeias. tamanho. A maré vermelha é causada por dinoflagelados que produzem toxinas. causado pela respiração noturna e a decomposição final da biomassa de água. Nas regiões tropicais. A célula volta ao seu tamanho com a formação do auxósporo. o tamanho da célula tente a decrescer. em especial os dinoflagelados. sendo transportados passivamente pelas correntes ou movimentos de água. Os fatores importantes na identificação dos ovos de peixe são: forma (elipsoide). estuarino ou dulcícola.

O modelo para as migrações seria a subida à superfície logo ao final da tarde. ⇒ Geográfica (espacial): a. assim como a utilização das correntes para as zonas de alimentação) e retornam à superfície para a noite. durante o dia. Isso ocorre devido à lixiviação de nutrientes vindos do continente e à redução da salinidade. BIOMASSA PLANCTÔNICA: as áreas ricas em zooplânctons. maior será a relação superfície/volume por isso o plâncton é constituído em sua maioria por pequenas formas. expansões de apêndices laterais. apresentam variações importantes.       . b. principalmente temperatura e a salinidade. Quanto menor o indivíduo. nutrientes. A termoclina é um fator limitante à migração vertical. 2. afastamento da superfície próximo da meia-noite. onde a reprodução de zooplâncton só começa após o boom do fitoplâncton que ocorre na primavera. as zonas oceânicas são mais estáveis. A maior flutuabilidade garante menor taxa de afundamento. Em oceanos tropicais. taxas de reprodução de populações. também chamada de distribuição em manchas. permitindo a subida de águas frias e ricas e nutrientes). ⇒ Temporal: a. gradiente de luz. Migrações Verticais: os organismos migram para o fundo durante o dia (para evitar a predação ou procurar comida. da profundidade de residência diurna. aumento da superfície de sustentação. nutrientes. Adaptações à vida planctônica: aumentar as forças de flutuação (como eles sobem e descem): eles fazem isso através de movimentos do corpo ou partes deles. Distribuição vertical: os gradientes verticais são intensidade luminosa. 4. volta à superfície logo antes da aurora. A importância da resistência ao afundamento reside no fato de que ela serve para manter os organismos na coluna d’água. salinidade. A biomassa planctônica diminui com a profundidade. Águas temperadas no Atlântico Norte. desenvolvimento de apêndices e o achatamento do corpo servem para reduzir o peso específico (tornar o corpo mais leve). redução do tamanho. tanto da biomassa do fitoplâncton quanto do zooplâncton. As correntes de Langmuir ou “células de convecção” criam zonas de ressurgência (subida) e subsidência (descida) da água entre os corpos. que estão concentrados na parte mais profunda. b. exceto nas áreas de ressurgência (os ventos afastam as massas de água próximas à costa para o largo. as condições ecológicas. Essa distribuição em manchas é influenciada pelos fatores temperatura. Variação sazonal: os ciclos sazonais são: 1. a velocidade de queda é menor quanto maior a relação superfície/volume. Lei de Stokes: para corpos imersos em líquido. uma modalidade de distribuição agregada. Existem dois máximos. A viscosidade e os movimentos da água também auxiliam na flutuabilidade da água (fatores físicos). o que leva a uma maior fricção com a água. etc. seguida pelo crescimento do zooplâncton durante o verão. a produtividade não varia muito. temperatura. comportamento social. disponibilidade de alimento. Distribuição planctônica: patches é um tipo de distribuição em “enxames”. Pacífico Norte. apresentam grandes probabilidades de serem boas áreas de pesca. aumentando a resistência e diminuindo a queda. mas também para posicionamento de espécies em condições ideais para a sua sobrevivência. A inclusão de substâncias menos densas (gás e óleo). assim como a formação de cadeias ou colônias. Adaptações para evitar o afundamento: inclusão de substâncias menos densas (gás. correntes. óleo). Essa biomassa também é maior próximo às áreas costeiras que às oceânicas. onde a quantidade de luz é suficiente para uma única “floração” de fitoplâncton. Distribuição horizontal: na distribuição nerítica. 3. achatamento do corpo.18 mudanças nas formas geral e estrutural correspondente a caracteres de adultos. com nadadeiras e escamas completamente formadas. com alta biomassa. maior na primavera e menor no outono. Característico das áreas Árticas e Antárticas. favorecendo a sustentabilidade. onde ocorre o aumento do fitoplâncton no outono. aumento da relação superfície/volume. descida rápida para a profundidade logo ao amanhecer e manutenção. sobretudo com relação à salinidade. As águas superficiais são pobres em minerais e nutrientes. correntes de ventos. Ela diminui em direção aos polos. Os estádios juvenis são aqueles em que a transformação se completa e o espécime é morfologicamente similar ao adulto.

 Domínio Pelágico: corresponde à massa de água situada acima do leito submarino. . c)Alimentação: macrófagos: manipulam apenas uma partícula alimentar com todas as estruturas de apreensão em ação. . batial-talude. BIOLOGIA MARINHA. d)algas unicelulares e formas filamentosas associadas a sedimentos não-consolidados. outros “pastam” sobre organismos fixos as partículas do sedimento e outros predam os animais intersticiais. sedentários: capazes de se mover entre atos de alimentação mas que são sésseis enquanto se alimentam. Alimentam-se de depósito. herbívoras ou necrófagas. retidos por uma malha de 0. Tanto o domínio bentônico quanto o pelágico são divididos em quatro zonas ecológicas (costeira. que podem inibir ou estimular o crescimento de determinadas espécies.BENTOS DE SEDIMENTOS NÃO-CONSOLIDADOS: PEREIRA.  Categorias de plantas da faixa luminosa: a)angiospermas semiaquáticas. etc.  CAPÍTULO 7 . b)Hábitat: Infauna: todos os organismos que escavam ou se encontram enterrados no sedimento ou rochas. sublitoral profunda . composição e concentração de nutrientes disponíveis na água do mar. carnívoras. A.5 mm. depositívoras. e)Tipo de alimentação: suspensívoras. R. d) Busca de alimentos: sésseis: a área de alimentação corresponde àquela na qual ocorrei seu assentamento quando ainda larva.) . galerias. carboidratos. abissal e hadal). (2002). móveis: se locomovem independentemente do uso do aparelho de alimentação ou aqueles em que a eficiência máxima desse aparelho é viabilizada pela locomoção. & SOARES-GOMES. assim como a produção e excreção de determinadas substâncias (vitaminas. 382P.19  Sucessão: acréscimo ou substituição sequencial de espécies em uma comunidade.  Organismos Bentônicos: composto de bactérias e animais. mesobentônios: vivem em espaços reduzidos no sedimento. salinidade.C. RJ. são mais abundantes e diversificados em sedimentos não-consolidados.  Subdivisões do domínio bentônico: zona entremarés.  Classificação dos bentos: a)Tamanho: macrobento: retidos por uma malha >0. aminoácidos.  Domínio Bentônico: compreende a totalidade do substrato oceânico. Definida como um acréscimo ou uma substituição sequencial de espécies em uma comunidade que reflete uma alteração quantitativa na população. Os fatores que influenciam a sucessão são temperatura. micrófagos: manipulam partículas reunidas em uma massa. Epifauna: espécies que vivem ou se locomovem sobre o substrato e são mais adaptados a sedimentos consolidados. (PG 127-145). meiobento: pequenos.062 mm. Podem construir túneis. b) angiospermas submersas. como os espaços intersticiais. Temperatura e salinidade são alguns fatores que favorecem a sucessão de determinadas espécies em detrimento de outras. c)algas talosas e filamentosas. ENGENHO NOVO. Endofauna: organismos que perfuram quimicamente ou mecanicamente rochas e madeiras. etc. decorrente de uma modificação físico-química significativa no ambiente pelágico. EDITORA INTERCIÊNCIA. Vivem associados ao fundo.

crustáceos e moluscos. que é o aumento da resistência à mobilidade dos sedimentos quando estes estão sujeitos ao hidrodinamismo. riqueza e diversidade: nas profundidades. com as formas bentônicas liberando seus gametas. ovos e larvas para o pelagial e espécies pelágicas apresentam ovos de resistência no bentos.  CAPÍTULO 14 . Assim eles alteram a estrutura do sedimento através da mistura de diferentes camadas e na alteração das propriedades hidrodinâmicas do sedimento original. como cnidários. meiofauna nematódeos e copépodes. o número de microambientes é maior em regiões tropicais. pelo homem. de substâncias ou energia no ambiente marinho.POLUIÇÃO MARINHA: PEREIRA. moluscos e equinodermos. defecando os resíduos livres ou na forma de pelotas fecais na superfície do fundo. O número de espécies oportunistas é maior nestas áreas. R. acarretando em efeitos deletérios. há poucas evidências da generalização de que depositívoros são restritos a fundos lamosos e suspensívoros a arenosos. poríferos e equinodermos. Além disso. b) Através das cadeias alimentares: quando espécies bentônicas depositívoras e suspensívoras utilizam-se de organismos na coluna d’água e formas pelágicas e demersais alimentam-se da fauna bentônica. assim partículas finas seriam facilmente ressuspensas. macrofauna anelídeos. que antes coeso torna-se desagregado ou empacotado em pelotas fecais. os rios e a atmosfera.  Padrões de densidade. 382P. RJ.  Principais poluentes no Ambiente Marinho: as principais vias naturais de transporte de poluentes para o ambiente marinho são o escoamento superficial dos continentes. Os problemas dela são que ela não exige obrigatoriamente uma relação de causa-efeito só porque há uma correlação forte.  Efeitos de fatores ambientais nos fundos não-consolidados: formados por partículas móveis. biomassa. Além disso.  O padrão mais recorrente é de densidade maiores em áreas mais rasas da plataforma.  Os bioturbadores agem consumindo o sedimento já estabilizado na coluna sedimentar e na sua superfície.  COMUNIDADE BENTÔNICAS DE FUNDOS NÃO-CONSOLIDADOS: ⇒ Comunidades de regiões entremarés:  Comunidades de sublitoral: Zonação entremarés: a)supralitoral. Isso reflete a instabilidade temporal destas áreas rasas.20  Distribuição Latitudinal: a Infauna é praticamente constante e a epifauna (sobre o substrato) aumenta com o decréscimo da latitude. ocasionando redução da qualidade de vida.  Os poluentes podem ser classificados de acordo com a persistência no ambiente. os organismos bentônicos são relativamente pequenos (meiofauna). A. A diferença entre os fundos consolidados e os fundos não-consolidados está na megafauna.  Interação de comunidades pelágicas com o bentos: a)através do ciclo de vida das espécies. BIOLOGIA MARINHA. Os consolidados são mais ricos e densos.  A fauna altera as características estruturais dos sedimentos através da estabilização do sedimento. poliquetas.  Distribuição Vertical: devido à relação existente entre a concentração de matéria orgânica e a profundidade. Isso ocorre porque a geração e dispersão de novas espécies num tempo evolutivo e a persistência de um certo nível de riqueza num tempo geológico. entupindo os órgãos filtradores de boa parte dos suspensívoros. as tubulações lançam efluentes urbanos e industriais diretamente nos mares. b)franja litoral. . há um decréscimo de biomassa bentônica com a profundidade. ENGENHO NOVO.  Hipótese do amensalismo por grupo trófico: os depositívoros cavadores criariam uma zona de bioturbação na superfície do sedimento. além de sufocar as larvas recémestabelecidas. onde são facilmente erodidos pelo fluxo turbulento.  Conceito de poluição: introdução.C. ⇒ Composição faunística: megafauna crustáceos. incluindo pesca e lazer. doenças à saúde humana e obstáculos às atividades marinhas. como danos aos recursos vivos. c)médio litoral. EDITORA INTERCIÊNCIA. (2002).  Bioturbação: desestabilização do sedimento pela fauna. (PG 311-332). mas com riqueza e diversidade geralmente mais baixas. decápodes. & SOARES-GOMES. predominando formas sésseis e de pouca mobilidade.

etc. caracterizado pela formação de um filme superficial. formando complexos iônicos. dissolvidosna forma de íons livre hidratados. ela se acumula no ambiente. que é a agregação e aumento de peso e de volume de partículas. Os principais efeitos do aumento das concentrações de nutrientes são proliferação de algas. O aumento delas é acompanhado pelo aumento de determinados grupos animais que os consomem. acarretando aumento das taxas de produção primária e de geração de biomassa. A transformação dos organoclorados no compartimento             METAIS PESADOS: elementos metálicos que têm densidade maior que 5g/ml. além de rejeitos agrícolas. As causas desta eutrofização são a poluição orgânica de forma geral e os fertilizantes agrícolas que são transportados pelos rios e pela lixiviação dos solos. PETRÓLEO E DERIVADOS: o processo de formação do petróleo em ambientes marinhos é condicionado por alguns fatores. Afetam a respiração dos organismos marinhos pelo bloqueio das vias respiratórias e pela diminuição da atividade fotossintética do fitoplâncton devido à redução da penetração de luz na coluna d’água. Isso ocasiona turbidez na água devido ao acúmulo da matéria orgânica não degradada. ou naturalmente através do intemperismo. ⇒ Conservativos: não são suscetíveis à degradação microbiana e. O2 dissolvido. São bioacumuláveis. Por exemplo: substâncias orgânicas presentes nos efluentes domésticos. São também poluentes conservativos. que utilizam os nutrientes e o gás carbônico dissolvido na água. pela alteração dos processos sedimentares e alteração na diversidade biológica local. ⇒ Resíduos sólidos: rejeitos de atividades antrópicas como plásticos. DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio): definida como a quantidade de oxigênio consumido em 300 ml de amostra de água acondicionada em frasco escuro e fechado durante determinado período de tempo (3 dias DBO3 e 5 dias DBO5). Poluição orgânica e nutrientes: quando a matéria orgânica atinge o ambiente aquático. usamos a DQO e DBO.  Os metais podem se apresentar na forma: particulada formando agregados. por isso. em: oligotróficos. os metais pesados. ⇒ Facilmente dissipáveis: envolvem grande número de resíduos e/ou subprodutos de atividades industriais (por exemplo. a solubilização. Por exemplo. eutrófico e hipertróficos. seguida da diluição depois de um tempo padronizado. DDT e a radioatividade. Outros processos são a emulsificação. condições de circulação (baixa hidrodinâmica) e profundidade. Os organoclorados são altamente influenciados pela alta solubilidade em substâncias lipídicas. Quando a quantidade de matéria orgânica é grande. . Esse processo se chama mineralização. de acordo com a medida de nutrientes.21 ⇒ Não conservativos ou biodegradáveis: baixo tempo de residência no ambiente aquático se comparados aos outros. Eles são lançados no ambiente através da ação antrópica pela queima de combustíveis fósseis. possuem um alto tempo de residência no ambiente aquático. adsorvidos a partículas orgânicas. biodegradação. este processo é acelerado devido às atividades antrópicas. Além disso. ela tende a ser degradada pela ação microbiana e transformada em compostos inorgânicos. urbanos e de determinadas indústrias. Os danos são localizados e restritos. Os ambientes aquáticos podem ser classificados. evaporação¸ que depende da temperatura e das condições de batimento do mar. Eutroficação (eutrofização): entrada excessiva de nutrientes no sistema. mesotróficos. Para caracterizar a composição química dos efluentes orgânicos. Processos físicos. náilon. DQO (Demanda Química de Oxigênio): obtida através da adição de um oxidante ao efluente. Interagem com organismos. DBO e clorofila a. trazendo graves problemas a eles. Na eutrofização cultural. o que faz com que suas maiores concentrações sejam geralmente verificadas nos tecidos adiposos. atividades industriais e de mineração. químicos e biológicos que ocorrem quando o petróleo é derramado: espalhamento que ocorre na interface água-ar. acarretando aumentos nas concentrações de nutrientes nos mares. que ocorre com maior intensidade nas primeiras horas após o derramamento. resíduos de dragagem e partículas em geral. ácidos e bases inorgânicas e calor) e caracterizam-se pela rápida perda de toxicidade após sua entrada no ambiente marinho. como a produtividade primária na coluna d’água. pode se acumular no ambiente e nos organismos e são poucos suscetíveis à degradação microbiana. a dinâmica sedimentar e a qualidade do sedimento também condicionam essa formação. PESTICIDAS: a maioria é conservativo. isto é. que é a degradação por ação microbiana.

 Chumbo: atua no sistema nervoso central. sendo de extrema importância a revisão destes padrões. acarretando mudanças na sua estrutura. ou em uma fase importante do ciclo. a incidência de câncer. pulmões.  Mercúrio: só causa distúrbios à saúde humana na forma metilada. Eles podem formar complexos com enzimas.  Resolução CONAMA: estipula os padrões e critérios de qualidade de águas. distúrbios da pressão sanguínea.  RADIOATIVIDADE:  Isótopos estáveis: as forças eletrostáticas que atuam sobre o núcleo do átomo encontram-se em equilíbrio. por ser séssil. efeitos bioquímicos) por um período de exposição relativamente longo e sob concentrações menores. Usam-se os .  Cádmio: efeitos parecidos com o do Hg e é absorvido por inalação e ingestão. Estes se combinam formando espécies químicas que levam a alterações de vários processos que controlam reações enzimáticas. e o equilíbrio é alcançado através da emissão de partículas (prótons e nêutrons) e/ou energia do núcleo.  Decaimento alfa: emissão de 2 prótons e 2 nêutrons do núcleo. ⇒ Testes in situ: envolvem geralmente exposição de organismos teste a uma fonte potencial de contaminação usando “gaiolas” com espécies sensíveis ou com potencial de bioacumulação. rios e o escoamento superficial. sucesso reprodutivos. a bioacumulação ocorre através da transferência de substâncias presentes na água (ou sedimento) para os organismos. Para isso. Os testes crônicos medem parâmetros subletais (crescimento. desta forma bloqueando sua ação ou combinação com membranas celulares. Uma das suas limitações é que a maior parte dos dados adotados por ela é proveniente de regiões temperadas. mudanças histológicas. através da adsorção na parede celular e através da criação de gradientes intracelulares ou eletroquímicos. rins. etc. Não possui massa nem carga elétrica. O número atômico diminui duas unidades e seu numero de massa diminui quatro unidades. Sem carga elétrica. ⇒ Testes in vitro: os testes agudos medem a letalidade pela exposição dos organismos a altas concentrações por um curto período de tempo.  Decaimento beta: correspondente à massa de um elétron de carga positiva (pósitron) ou negativa (négatron). Outra forma é a introdução de organismos contaminados em uma comunidade residente. vômitos.  Os elementos radioativos são aportados para os mares através da atmosfera. pâncreas e cérebro. Estes testes crônicos avaliam os efeitos causados pelos poluentes em todo o ciclo de vida. A massa não se altera e o número atômico aumenta em uma unidade (?). além do mais nos estuários ocorre o fenômeno da floculação.  Meia-vida (T): tempo no qual metade dos átomos de um elemento radioativo decairá.  Isótopos radioativos: o núcleo apresenta-se energicamente desequilibrado. podendo geral. e com isso ocorrerá a formação de um outro isótopo ou um outro elemento químico (decaimento radioativo). a um efluente ou a uma amostra ambiental suspeita de contaminação.  Emissão gama: radiação eletromagnética liberada devido ao estado de desequilíbrio do núcleo quando este emite partículas alfa ou beta.  Os organismos absorvem os metais pesados através: da ingestão de partículas. em muitos casos. costuma-se usar a comunidade bentônica. equivalente a 1 átomo de hélio.22  As concentrações de metais pesados são maiores nos estuários que nos oceanos porque: nas regiões oceânicas eles se encontram em fase de diluição. Causa desequilíbrio e distúrbios de personalidade. devido à mudança de salinidade. acumula-se nos ossos.  Avaliação ecológica: os impactos provocados pelos poluentes são medidos através da comparação de comunidades com áreas com ausência (área controle) ou submetidas à poluição. acarretando a formação de pares iônicos e/ou radicais livres altamente reativos.  Testes de toxicidade: avaliam o grau de sensibilidade (ou resistência) de diferentes espécies de animais e plantas a uma substância tóxica particular. é absorvido pelo intestino. A floculação age favorecendo a remoção de grande parte dos metais da fase dissolvida para a fase particulada. velocidade de divisão celular. acumula-se no fígado.  Estudos de bioacumulação: no ambiente aquático.  Jazidas de radioelementos: áreas de concentrações anômalas de determinados radioelementos. fígado.  Os radionuclídeos promovem a quebra de vários tipos de ligações químicas. Ocorre quando um nêutron se transforma em um próton ou durante a formação de um elétron. Essa emissão ocasiona a diminuição do número de massa. no fígado e interfere em várias reações enzimáticas envolvendo o ATP e em reações redox e de síntese de proteínas.

23 moluscos bivalves (ostra e mexilhão) para estudos de bioacumulação. além da habilidade de bioacumular em condições de campo ou laboratório.  As algas bentônicas: as principais vantagens da utilização delas como bioacumuladores são a capacidade de absorção direta de poluentes presentes na fase dissolvida pela fronde. pois se conhece bastante a fisiologia deles e seu metabolismo é lento para as substâncias bioacumuladoras. as quais são difíceis de serem medidas devido às suas baixas concentrações neste compartimento. . a biomassa adequada à realização das análises.  Uma das principais vantagens de se utilizar os organismos marinhos como bioacumuladores é a possiblidade de se monitorar a entrada de substâncias em ambientes aquáticos. além da sua ampla distribuição pelo mundo. apresentando biomassa suficiente para as medições. a facilidade de cultivo em laboratório e o ciclo de vida longo.

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