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RE 657718 - direito à saúde - fornecimento de medicamentos - repercussão geral

RE 657718 - direito à saúde - fornecimento de medicamentos - repercussão geral

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:L1SSA(J

~ ~ L
STF 102.170
RE / 657718
10069 - DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO I Serviços
I Saúde I Tratamento Médico-Hospitalar e/ou Fornecimento de Medicamentos
Supremo Tribunal Federal
Sup",mo Tribunal Federal
1 09:08
I 1111111111111111111
I RECURSO EXTRAORDINÁRIO]
REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA
-
Dever do Estado de fornecer medicamento não autorizado pela Anvisa.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718
PROCEDo : MINAS GERAIS
ORlGEM : AC-I o 145095670 1730021-TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
ALCIRENE DE OLIVEIRA
Distribuição em: 28/09120 II
RECTE.(S)
PROC.(AlS)(ES)
RECDO.(AlS)
ADV.(AlS)
DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
\ ~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - /
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço
eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
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TribuQS!1 de Justiça do EstadÇ> de ,Minas Gerais
Autuação
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Cível
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Criminal
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T.JMG
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Feitos Espeeiais
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Recu'rsos a outros i==-'---
Volumes Apensos
O Segredo de Justiça O Agravo Retido O Réu Preso
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O Justiça Gratuita
O Menor O Recolhimento (Taxa) [;
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O Liminar O Maior de 60 anos O Art,600.§4'·CPP
Conexão Procurador de Justiça
'In CACIV
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C:í:VEI...
- 1.0145.09.567017 3/ 002
( 5670173-16.2009.8.13.01451
!)ü;'l.,':i.bu:í.dD em :}(il/ll/2v)l(il
Relator: .. l'larotti:\
..Ju:i. z Fl)Y"'':;\
DA FAZEI'IDA PlJBLICA E EBTADUAH,

/ Reexame Necessário
.... __ ... _----{
10145.09.567017-3/002 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Cível/Reexame Necessário
7ª C:aMARA C:fVEL
REMETENTE
;.11) V FAZ CCWlARCA ,JUIZ
Apelante(s)
ESTADO UEr(AIS
Apelado(a) (5)
AI...CJ:REI'II::: DE
10145.09.567017-3/003
Embargos

'( )
(5670173-16.2009.8.13.0145)
de Cível
C:aMARA CiVEL
, !' 1.... 2º CAROT - URG
. ) ( ) PRIMEIRA VICE-PRESIDf::NCIA
1.0145.09.567017:"-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Distribuido em 09/06/2011 10:18
r Dl .,-- "'''':11 _"",,,.
10145.09.567017-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
Jl.-" l-oRecurso Extraordinário
PRIMEIRA
Recorrente( 5)
ALe I RE:NE DE DL I VE I RA <.Ir <l L ri' .... I n
Recor ....
ESTADO MINAS GEPAIS
REPERCUSSÃO
GERAL
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..



* .. PÚBLicA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTl\DUAL DA COMARCA DE
,
JUIZ DE FORAlMG
.,
Supr':lrllO Tribunal Federal
RE 0657718 - 19/09/2011 09·08
1//1/1//1/1/1//1111/11/1//1/1//1/1///111/111/1/1/////111//111////1//1////1/
0145 09 567017-3
J .
ALCIRENE DE OLIVEIRA, brasileiro (a), solteiro (a), aposentada, portador (a) do RG
nO MG-10.136.752, residente na Rua Branca Mascarenhas, 33/303, bairro Monte Castelo, TEL: 3226-
2010 e 9945-6042, Juiz de Fora/MG, assistido (a) pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais,
consubstanciada no art. 134, § da Constituição da República, e observado o art. 74, XI da Lei
Complementar Estadual 65/03, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa
Excelência, propor .
ACÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
JURISDICIONAL
.em face do ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa juridica de direito público interno, ente federado da
República Federativa do Brasil, com representação judicial na Rua Chance ler Oswaldo Aranha, 60,
bairro São Mateus, pesta cidade, pelos fatos e fundamentos adiante expostos.
DA GRATUIDADE DE JUSTiÇA
Preliminarmente, afirma não ter condições financeiras para arcar com as custas do
processo e honorários advocaticios, sem o prejuizo do sustento próprio e de sua família, razão pela
qual faz jus a gratuidade de justiça, nos termos da Lei nO 1.060/50, e suas modificações posteriores,
indicando a Defensoria Pública, na pessoa do Defensor Pública com atuação junto a este Juizo, para
reclamar seus direitos.
1- DOS FATOS E DO DIREITO
De acordo com o laudo (s) médico (s) anexo (s) da (s) lavra (s) do (a) médico (a)
Rodrigo Reis Abrita, CRM-MG 27.690, o (a) Autor (a) é portador (a) de "doença renal crônica. Está em
hemodiálise há 14 anos e evolui com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária à doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O.".
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COMARCA JUIZ DE FORA
15:31 DISTRIBUIçao 26/11/2009
PROCESSO: 014509567017-3
PROCEDIMENTO ORDINARIO
VALOR CAUSA: 5.000.00
DISTRIBUIçao POR SORTEIO
26/11/2009 ÀS 15:31:45
FAZENDA ESTADUAL
JUIZ(A) TITULAR:
MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHaES
PROMOTOR(A) :
ANA LéIA SALOMaO E RIBEIRO
Judiciária * l




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... ~ .)
..





$-"E:ENSORIA PÚBLICA D ~ E S T A O O DE MINAS GERAIS
A patologia de que o (a) Autor (a) é portador (a) está comprovada pelos laudos
médicos e receituário (s) anexo (s), subscrito (s) por médico (s) cqnveniado (s) ao Sistema Único de
Saúde - SUS, sendo importante salientar que o rol de medicamentos/insumos prescritos poderá sofrer
acréscimos ou alterações, em decorrência da evolução de sua doença ou dos efeitos colaterais da
medicação. '
Portanto, foi (foram)-Ihe prescrito (s) o (s) seguinte (s) medicamento (s)
e/ou insumo (s), de uso continuo: (*)
'.
- Mjmpara 30 mg (Cinacalcet) ----------------------------- 1 frasco/mês - 1 cp/dia.
(*) Contra·fé de citação do Réu acompanhada com receituários médicos originais .
Censoante declarações inclusas da Ouvidoria Municipal de Saúde/Farmácia do SUS e
Secretaria Estaduat de Saúde, os medicamentos e insumos prescritos ou não fazem parte da cesta
básica de medicamentos do SUS ou estão em falta na rede pública municipal e estadual.
o (A) autor (a) não possui condições financeiras para adquiri-lo sem prejuizo do
sustento próprio e de sua família.
,
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 assegura a todos a
inviolabilidade do direito á vida (caput do artigo 5') e dispõe que a saúde é um direito social (caput do
artigo 6').
Viiando dar maior efetividade a este direito, a Constituição estabelece em seu art. 196
que a saúde é um direito de todos e é dever do Estado promovê-Ia .
Art. 196 .. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econõmicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e
ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
reçuperação.
Cumpre ressaltar que este direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento
integral, conforme dispõe o comando trazido no art. 198 da CRl88:
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes: ( .. .)
/I - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuizo
dos serviços assistenciais.
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
__ o •• ..-:. -----O-dir:eito-fondalllelltal-irsaácte-foi-ainda regulado pela Lei 8,080/90, oonhecida como


Lei Orgânica da S ~ ú d e , a qual estabelece que cabe ao Estado promqver os meios para a realização do
direito à saúde, fOInecendo todas as oondições necessárias para o seu pleno exercicio, inclusive
assistência terapêutica integral. Destacamos:
"Art, 2°, A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover
as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, (".)
Aç, 6°, Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS:
I -It execução de ações: (.,,)
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, (.,,)
Art, 7°, As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou
conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de
acordo com as diretrizes previstas no ari, 198 da Constituição Federal, obedecendo
ainda aos seguintes princípios:
I -·universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os niveis de assistência;
/I -'integralidade de assistência, entendida como conjunto ariiculado e contínuo das
ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada
caso em todos os níveis de complexidade do sistema;"
Tais dispositivos obrigam o Estado a disponibilizar para a população a execução de
"
todas as ações indispensáveis ao tratamento médioo de enfermos, dentre as quais se inclui
expressamente a' assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, aos que dela
necessitarem, em todos os niveis de complexidade do sistema, Assim, comprovada a necessidade
dos medicamentos, eles deverão ser necessariamente fornecidos, e sem maiores delongas que
possam comprometer a integridade fisica e mental do cidadão,
"
Nos dizeres do ilustríssimo Ministro Celso de Mello, "". o direito público subjetivo à
saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela
própria Constituição da República" (RExt 271 ,286/RS, reI. Min, Celso de Mello, Informativo STF nO, 210,
de 22.11,2000, p, 3),

CUTpre lembrar que não basta a prestação de qualquer atendimento médico, mas sim
daquele mais adequado e eficiente, que possa cumprir o fim a que se destina, No presente caso, há a
indicação, pela equipe de médicos especializados responsável pelo tratamento do (a) autor (a), de qual
é o tratamento necessário: os documentos ora juntados são claros em demonstrar a necessidade dos
remédios mencionados, que o Réu insiste em não fornecer com a esperada regularidade, fato que se
pretende garantir com o ajuizamento desta ação,
Afinal, não se pode admitir que, motivado por ausência de previsão expressa dos
medicamentos em instrumento normativo municipal qualquer, haja risco de vulneração ao maior direito
fundamental, que é o direito à vida,
'.
11 : DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM CARÁTER DE URGÊNCIA
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..




DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
É inconteste o direito do (a) Autor (a) à efetivação do direito à vida e à saúde, e os
laudos médicos anexados à presente constituem prova inequívoca da necessidade do tratamento na
forma descrita, razão pela qual se fazem presentes os requisitos legais do art, 273, do CPC, para a
concessão da dos efeitos da tutela em caráter de urgência,
,
Por se tratar de tratamento indispensável à garantia do próprio direito à vida do (a)
Autor (a), torna-se irrefutável a existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação
(art, 273, I, do CPC), decorrente da possibilidade iminente do agravamento do quadro clínico do (a)
Autor (a), Com efeito, caso não seja fornecido á (ao) Autor(a} os insumos e medicamentos, os danos à
sua saúde poderãO se tornar irreversíveis, levando-a à morte,
Tendo em vista a resistência do Estado de Minas Gerais em cumprir o seu dever, e
ante o permissivo do art, 273, §3°, do CPC, é importante seja fixada astreinte em valor satisfatório, a
qual se requer não seja inferior a R$1,000,00 (um mil reais) diário, devidos a partir da intimação da
concessão liminilI, caso continue a descumprir o seu dever de fornecer os medicamentos
mencionados,
Presentes a verossimilhança e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, é
de rigor a antecipação dos efeitos da tutela, requerendo o seu deferimento, em caráter de urgência,
sob pena de tornar inócua a prestação jurisdicional perseguida,

!li • DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer:
a}.a antecipação dos efeitos da tutela, inaudita altera pars, para determinar que o
Réu, através de sua Secretaria de Saúde, em prazo máximo de 02 (dois) dias, fomeçam ao (à) Autor
(a) o (s) insumo (s) e medicamento (s) prescrito (s) no (s) receituário (s) médico (s) incluso (s) e
elencados na inicial, necessário (s) para o tratamento de sua moléstia e possíveis efeitos colaterais, e
continuar a fazê-lo regularmente no décimo dia de cada mês subseqüente por prazo indeterminado,
pelo tempo que o (a) Autor (a) necessitar, mediante prescrição médica mensal, sem prejuízo de outros
medicamentos quê eventualmente lhes sejam prescritos pelo médico em razão da patologia de que é
portador, sob penaae multa diária (astreinte) fixada no importe mínimo de R$5,000,00 (cinco mil reais),
na forma do artigo 461 do CPC, sem prejuízo da configuração do crime de desobediência;
b} a notificação do representante judicial do Réu nesta cidade (GRS) para dar
cumprimento imediato à decisão que conceder a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional;
c} a citação do Réu para, querendo, contestar a presente ação;

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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d)ro julgamento antecipado da lide, eis a comprovação de plano dos fatos alegados
através de laudos médicos emitidos pelos próprios Réus;
e) a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita por se tratar de
pessoa pobre na acepção jurídica do termo;
...
n final, seja JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO, para condenar o Réu ao
fornecimento do (s) medicamento (5) e insumo (5) discriminado (s) anteriormente e constante (s) do
(s) receituário (s) médico (s) incluso (s), por tempo indeterminado e pelo tempo que durar o tratamento,
bem como outros medicamentos que, eventualmente, sejam prescritos pelo médico em razão da
patologia que o (a) Autor é portador, mediante prescrição médica mensal, até o décimo dia de cada
mês, fixando, em definitivo, multa diária para a hipótese de descumprimento da ordem judicial em valor
a ser estabelecido por Vossa Excelência, não inferior a R$5.000.00 (cinco mil reais);
g) a condenação do Réu em honorários advocatícios na base de 20% sobre o valor da
causa e em custas e demais despesas processuais, revertidos, aqueles, em prol da Defensoria Pública
de Minas Gerais;
h) em caso de descumprimento da decisão, determine o bloqueio judicial de verbas
públicas para garantia da efetivação da decisão judicial, expedindo-se mandado de avaliação para
tomada de preço em três estabelecimentos farmacêuticos no comércio local, a fim de optar-se pelo
menor preço .
Requer, ainda, sejam respeitadas as prerrogativas funcionais dos membros da
Defensoria Pública, sobretudo a intimação pessoal nos autos e a contagem em dobro de todos os atos
processuais', previstas na Lei Complementar Federal 80/94 e no art. 74, I, da Lei Complementar
Estadual 65/03 .
à causa o valor de R$5.000,00 (cinco mil reais).
Pede deferimento .
Juiz de Fora, 25 de nove ro de 2009.
\
• PAU O

Defensor Público
MADEP 0271
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, 'Of
,
de .Juiz de Fora
paciente:--=.n_L--=O_' _____ :,-____

RELATÓRIO
o paciente O , é portador de
I doença ,relial crônica. Esiá cin HEMODIÁLISE' 'háll anos'" e, evoluiu com
HIPERPARATIREOIDISMO SEV'ERO secundária à doença renal, e hipercalcemia
não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.Pelá exposto, necessita fazer uso do
. - . . .
MIMPARA® (CINACALCET). Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações
vasculares e em' partes moles, com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora. da
doença óssea. Não há medicamentos substitutos.
-,
Respostas ás questões:
_ a), O paciente já faz uso -de quelante de fósforo e VIT AMlNA D porém evoluiu com PIORA

' doença e risco de necessidade de cirurgia. '
, b) Não respondeu a tratamentos anteriores.
c )Até o momento não há genérico.
d) O hiperparatireoidismo severo leva a deformidades 'ósseas, fraturas; dores intensas e
maior risco cardiovascular. Muitas vezes pode precisar de cirurgia de' radical para resolver o
problema ..
,CID: N18,8
N25.8
À disposição para maiores esclarecinwntos,
, .
DE FORA ato / 1'0
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ÂJ:f·\ Federal de Juiz de Fora '

_ tJni."r,ilário Uflf

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RECEITA MÉDICA
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JUIZ de Fora
OUVIDORIA MUNICIPAL DE SAÚDE
LEI MUNICIPAL N" 8860 DE 21/05/96
JUIZ DE FORA - MfNAS GERAIS
Juiz de Fora, 113 de Novembro de 2009.
Declaração

Declaramos a pedido de Aldrene de Oliveira de 31 anos, que o Medicamento:
lVlimpara® (Cinacalcet) não faz parte de nenhum Programa Específico em nenhuma das esferas
governamentais, Município (lista básica), Estado (Programa de excepcionais) e União (RENAME -
Relação Nacional de Medicamentos) para sua dispensação, podendo tal informação ser constatada
..
através de verificação nas citadas listagens_
. Agradecemos, colocando-nos à disposição para o que se fizer necessário, reiterando
votos de estima e apreço_



Atenciosamente,
sarrda ~ h e a r
Ouvidora lVlunicipal de Saúde
Rua Batista de Oliveira, 239; 8
1
andar/804 - Centro - Juiz de Fora - MG.CEP 36013-300
Ouvidoria MuniCipal de Saúde Tel:3690-8135 ou 7453
Home-page: www.pjt.mq.gov.br/consaude I E-mail: ouvidoriadesaudejf@ig.com.br
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•• :
. ,
0\ .vmORlA MUNICIPAL DE SAÚD1Ç
I,Il MiWlClf'AL .N·1l860 VE 21/Q5/96
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS
. /!i IIfl/ /111 o/r)
O(s) illcdlcamento(s) .. . ________

parte de nenhum progr1llI1
a
eSpecifico da Assistência Farmacêutica. A SSSDA não
possui mecanismos para co.inpras indiViduais.
Juiz de Fora, 1 de / P de 2009 .
R ... Batista de O'"" ... 239; Il' '''d.rllJ04 '- C.nlTo • otn. <I. For., M(3.CEP 36013-300
OLMdÓria Municipal de Saüde Ter:369Ó4J135 ou'7453
WWw.ort.rnn9OV.br/consaudeIE_no OUVlloriad.saudejf@ig.=n.b,
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OU\!IDORlrA MUNICIPAL DE SAÚDE
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LEI MUNICLPAL N° 8860 DE 21/05/96
JUIZ DE FORA - MINAS GERAiS
Formulário de \'\teudimeuto
I"" ) -; ,-
Protocolo: 11 -:J) ')
Dados do Cidadão:
Nome completo: ;\0' V Ô J'D>m R. di {OI
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••
RELATÓRIO
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f\lr .. ·;V'I ... ,r. "":-.,0 I . -' .nA... '.
O paciente 11 V'\jv.:; '. ,'-' \ 'V...x: é portadordc
doença. ret\al crônica .. Está' ein HEMODIÁLISE.' .hã, <li·' anos '·eevoluiu· cpm.
HIPERPARATIREOlDIS!YiOSEV'ERO secundária à,doença renal; e hipercalcZ'mla
não resolvida com o uso de quelantes de fás'foro e vitamiria .o. PeJo exposto, rtecessitafazcf,llso d'o
. - . . .... .. .
MIMPARA® (CINACALCET), Caso. não use tal.medicamento poderá apresentar calcificações
vasculares' e em partes moles, com alto' risco,éardiovascular (risco' de mOlie)alé;i1 de piora da' ".'
doençaóssea. Não há ri1ediéàmentos substitütos. ' '. .

Respostas ás questões:'
a) O paciente já faz uso de quelante deJásforo eVITAMINÁ ti porém evoltiiL!coni PIORA
ea e risco de necessidade de Cirurgia, . ". .', ,
. . b) Não respondeu a tratamentos anterjores.

••
, c )Até o momento não há geriérico: .
d) O hiperparatireoidismo . severo levlt a defbnnidadesosseas,' fratüras; dores intensas e
maIor riSCO cardiovasclIlac Muitas vezes pode precisar de cirurgia de; radical para resolver o'
problema,.
CID:NI8,8
N25,8
À disposição para maiores esClarecimentos,
.. '.:
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.. iIZc;;;"tY6'": 1)(;"" OL/t/él)zÃ

jU/L Pé-- hnl4
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MEDICAMENTOS QUE SÃO DISPENSADOS NF.5TA UN1DADF. DO SUS PERTF.NrF.M AO PROGRAMA DF. MEDlCAMENTOS DF. Al.TO
lSTO ES-n.: PROGRAMA FOI CRIADO MINISTÉRIO DA SAllDI.: E SeGUE ALGUNS QUE PIWClIRAM GARAN"J1R [)
MELlIOR E M.1\15 SECillRO TRATAM1:NTQ AO C1DÃDÃO. DE FORMA 11 lJJ1L1ZAR o MEDICI\I\U::NTO C'ORRl.:TO. NA QIIANTIDAÍJE CERTA. DE
fORMA Er:IClF.NTE E COM A PREOCUPArÃO DF. ATENDER NÃO APENAS UM CIDADÃO. MAS TODOS AQlIFJ.F's QUE FSrÃO NECF.SSllADOS.
E';TLI) t"R1TÊRJOS FORAM PEl.O MJNISITRIO DA SAÚOF. POR MEIO DOS PROTOCOl.OS C!.iNICOS E DlRl:TRIZEJoi
HEM C'OMO PELAS LISTAS DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS PORTARIAS MS (iM l)I."il'ONivEl. EM
1"" Mr'D"'ANIENTO(Si sor.l(TI ADO(S);
NÃO ESTÁ (ÃOI CONTF.MPLADO (51 NO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS Dl' ÀLTOCUSm DO MINISrF.RIO DA SAÚDF,
o DEnINA(MI-SE A TRATAMUfro DE NEOPLASIA. TODOS OS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS SÃO GARANTIDOS PELOS CENTROS DE ALTA
COMPl.EXIDADF. F.M ONCOI.OGIA (CA('ON). PORTARIA MS GM 3.53598. CRF.DENClADDS PF.l.O MINISTF.R10 DA JoiAÜDF_ SOB A ---
('OORDENA("ÃO DO INS'nnrro NACIONAL DO rÂNC'ER (INCA) (DJSPONiVEL EM! WWW.INCAJiOV.UR):
Fl.:XI'ENC!':(M) AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS [ A SUA .DISPENSAC'ÃO Ê RESPONSAl3JUDADE DE CII.DJ\ MUN!CiJ']O. OS
MEI)]CAMENTOS E DL: Alfl"OMON!TORlL:A('Ao PARA DJA13G-nC"Os E DO PROGRAMII. SAÚDE Dh MULllcR s'Ao DISPENSADOS
MEDIAN'n, A II)ENTIFlCAÇAn DO PACIENTE E APRESENTAÇÃO DA RECEIH MÉDICA EM UMA FARMArlA PÜIlUCA 011 UM POSTO DE
SA(JF>F.:
o I'ERTENCE(MI AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS oSTRATÉGICOS E A SUA DISPl'NSA(AO É DERESI'ONSABlUDADE 00 MUNlCiI'IO,
D.-'.I.\
Renata O. Cunha
MASP 08831&'5

. n _ CRF 17313
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.-\SSIN.-\ 1\ (' ,l.ltlk1HO Il(lIAII'RtlFl$SION,-\!. r • .j.l
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.. * DEFENSORIA PÚBLICA DO ESrADO DE MINAS GERAIS
DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA:
brasileilQ,.
'" _, do RG nO
domiciliad V. na
1:)1 -
CEP

______ " telefone , celular , tel parente
-;-_--= ___ " tel trabalho , DECLARO, a fim de fazer prova em Juízo,
e.



de acordo com parágrafo único do artigo 2° da Lei nO 1.060/50, que não possuo recursos
financeiros para arcar com as custas do processo e honorários de advogados, sem prejuízo de
meu próprio sustento e de minha família.
DECLARO, ainda, estar ciente de que a falsidade da presente declaração
pode implicar na sanção civil do pagamento do décuplo do valor devido, bem como na
sanção penal, prevista no artigo 299 do Código Penal, conforme transcrito abaixo:
"Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão
de um a três anos, e multa, se o documento é particular" .
Declara, ainda, estar ciente de que, ocorrendo mudança de endereço, esta tem
que ser imediatamente comunicada ao juizo.
Outrossim, comprometendo-se a comparecer quinzenalmente ao fórum e/ou à
Defensoria para acompanhar ou dar andamento ao processo, ficando ciente de que, nos
do inciso III do art. 267, do Código de Processo Civil, o processo será extinto sem
resolução de mérito quando o autor deixar de promover os atos e diligências que lhe
competir .
Juiz de Fora, J.l de , de
Ü Assinatura do (a) Assistido
Modelo PUd,,,,,,ltOda 2
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Demonstrativo Mensal
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ALCIRENE DE OLIVEIRA
Brades(Q
Cartões \':\

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coa .JIHI DE FORA NORTE MG
AlCIRENE DE OLIVEIRA
R BRANCA MASCARANHAE5 00033 AP303
NU CASTElO
36052-290 J.UIZ DE FORA MG
11I11 1111111111111111 '
Saldo Anterior R$
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(+) Compras/Débitos R$ (I, J,)
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lmI Bradesco . NOSSO NÚM2fiO: 19/67ijfj6919646-2 y'ocrME.';ro: :5/11/200:)
CINZA 1 ANDAQ
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" . LOC<lI de Pagamento '. VenClmenlo
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EspeciQ Doe. Data
0.7 1 1/2009
Os enCargos dO pagamento em atraso 'constarão na
ApóS o vencimento' pagar somente nas agências do Bradesco.
Para pagar, preencha o valor 'desejado no campo Mval0r Pago'".
próxima fatura.
Em caso de dúvidas .contatar a Central de Atendimento ao Cl;ente atr-avés do'
telefone: para localidades não atendidas, 1 igue: 08:0 88J 40:33 .
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ALCIRENE DE OLlVE1RA ,
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AgêncialCód Cedente
4025-8/0000600-9
C.'fleiraJNosso Numero
19/57506919648-2
(=) Võllor do Documento
(-) Outras Deduções
Moro/Multa
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Ficha ele
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e.
e


CERTIDÃO
Certifico que nesta data recebi
os presentes autos da Distribuição Judicial da
Comarca, registrados e digitalizados no
Siscom/TJMG, conforme chancela no verso da 1
0
página da petição inicial no que ser refere à
classe, efetivando no banco de dados a
vinculação da matéria ou temas discutidos no
procedimento judicial, conforme portaria n° 775/
CGJ/2009 ,
Processo n° 14.;;.09.
Em.t:t/ / 0'1 .
Oficial Apoio Judicial,_-,1Ct?,,,,,-,, ... _____ _
Secretaria V.Fazenda Pública e Autarquias Estaduais
CONCLUSÃO
Em .:<..=t faço estes
autos conclusos à MM. Juíza de Direito em
substituição legal na Vara da Fazenda Pública e
Autarquias Estaduais de Juiz de Fora - MG.
Oficial Apoio Judicial __ 1-------
. Secretaria V.Fazenda Pública e Autarquias Estaduais
7.-0
/'"
O
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-

PROCESSO W
Natureza
145.09.567017-3
AÇÃO COMINATÓRIA
Decisão Interlocutória
Ato

DEFIRO A GRATUIDADE JUDICIÁRIA.
ALCIRENE DE OLIVEIRA qualificada, aJUlZOU Ação
Cominatória com pedido de Tutela Antecipada em face do ESTADO DE
MINAS GERAIS, visando compeli-lo a disponibilizar o medicamento
MIMPARA 30mg(CINACALCET), às expensas do SUS, visto ser portadora de
Doença Renal Crõnica, se encontrar em hemodiálise há 14 anos e evoluído
com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundário á doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia nào resolvidas com quelantes de fósforo e
vitamina D.
Instruiu a inicial com documentos de fls.07 (19, dentre eles,
(fls. 07/08)Dec1aração médica e respectivo receituário atestando a doença da
autora bem como a necessidade do uso do medicamento indicado e (fls.15)
de dispensação do medicamento pelo Estado, ao argumento de que
está contemplado no Programa de Medicamentos de Alto Custo do
Ministério da Saúde.
É o breve relato. Decido o pedido de antecipação dos efeitos
da tutela.
O Código de Processo Civil autoriza a antecipação dos
efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo
prova inequívoca, se convença o julgador da verossimilhança da
alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil
reparação (art. 273 do CPC).
De início, importante registrar que este Juízo, norteia suas
decisões atinentes a pedidos de medicamentos/insumos tomando como
parãmetro a lista de medicamentos que compõem a Farmácia de Minas, o
Programa de Medicamentos Excepcionais do Estado e a Relação Nacional de
Medicamentos Essenciais (RENAME).
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Todavia, pela Declaração Médica acostada às Os.07, verifica-
se tratar de quadro gravíssimo, pois, segundo o relato do profissional
que assiste a autora, ela é portadora de Doença renal crônica, está em
tratamento de hemodiálise há 14 anos, evoluindo com
Hiperparatitreoidismo Severo, secundária à doença renal,
hipefosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de
fósforo e vitamina D, surgindo daí a necessidade de fazer uso do
medicamento MIMPARA (CINACALCET). Afirma o referido profissional
que caso a autora não use tal medicamento poderá apresentar

calcificações vasculares e em partes moles, com alto risco
'cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea e que não
há medicamentos substitutos.
Destarte, considerando o teor do documento médico
supracitado, configurados estão os requisitos que autorizam a concessão da
tutela, impondo seu deferimento.
Com estas considerações, contrariando posicionamento já
firmado, no caso concreto dos autos, hei por bem DEFERIR A TUTELA
ANTECIPADA COM RELAÇÃO AO PEDIDO DO MEDICAMENTO MIMPARA
(CINACALCET), determinando que o Estado de Minas Gerais disponibilize o
medicamento MIMPARA (CINACALCET) à autora, às expensas do SUS, nos
termos prescritos no receituário médico de fls.08, de forma contínua.
Expeça-se mandado, com urgência, para cumprimento desta
decisão, com encaminhamento do receituário original.
Ato continuo, cite-se o réu, através de seu representante legal,
.para, querendo, apresentar resposta, no prazo de 60 (sessenta) dias.
Cientifique o MP.
Int.
Juiz de Fora, 27 d novembro de 2009.
ANA MARIA "tft, .• JABOUR
Juíza Direito
Em substituição na Vara da Fazenda Estadual
RECi::BIMENTO DE AUTOS
em.-&I j i autos foram
de\lOlvictol. Secreb8ria.
O
2
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CERnDÃO Df INTIMAÇÃO NO Dk,
Ci«l1FlCO que. poro dênclallntlmoçoo das pt;:ies
inler9SS0dos. tal publicado o
constante de f,
no D.IG • DiÓl'1o Judiciário EletrOnJco' do Tribunol de
Justiça do de Minas Gerais. dlSjIOnlbllizodo
em.JliLJ1.J..2L 9 publicado em OJ..11& 1P.!i.
Edlçoc, n, • lJil. 1 05
O reMrldo • verdade e dou fê,
Juiz de ForG.IMGI 31\) I 11 I o,
()fIcIEscr8vant. /
\/ore do P9bflcll e AutOl'qUIcs Es1uduals JF,
• I.


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Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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..


SFDC-341 COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189,12
0
ANDAR, CENTRO, 3239,2600, CEPo 36010010
CARTA PRECATÓRIA
Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL - PROCEDIMENTO ORDINARIO
Distribuição: 26/11/2009 - Emissão: 30/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Se (a) :
FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 21,572,292/0009-64
Endereço: AV AFONSO PENA, 1901 - l° ANDAR - Fone:
FUNCIONARIOS - CEPo 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
Juízo DEPRECADO: Comarca de BELO HORIZONTE
apresentada.
VALOR DA CAUSA: R$ 5,000,00
MG ou a quem for esta
o MM(a} Juiz{a) de Direito desta comarca e vara supra, faz saber que por este
foro e vara tramita o processo descrito acima 8, como os atos processuais devam
realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca, DEPRECA a V. Exa. que, em
exarando nesta o. seu cumpra-se, determine.
DESPACHO JUDICIAL
NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS, POR SEU REPRESENTANTE LEGAL, DE QUE FOI
DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA , PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS
PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET), CONFORME RECEITA MÉDICA
CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS
(CPC ART 297 C/C 188), COM ADVERTÉNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) ,FOI DEFERIDA A
~ T U I D A D E JUSTIÇA LEI 1060/50
Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração.
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009,
Juiz(a} de Direito
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADOS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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ika.11J.Jb.J.Q.'L. Iam a m..
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..



COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTIÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
URGENTE
A V. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189 - 12
0
ANDAR - CENTRO - 3239-2600
282 - MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS
J.vrt
FAZENDA ESTADUAL
PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 1
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO - Distribuído em 26/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pessoa a ser intimada:
GERENCIA REGIONAL DE SAÚDE
Endereço:
AV DOS ANDRADAS, 222 - Fone:
CENTRO - CEP: 36010010 - JUIZ DE FORA/MG
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OrA) MM, Juiz(a) de Direito da vara supra manda ora) Oficial (a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que, em cumprimento a este,
PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte, nome e endereço acima , para os termos do
despacho transcrito,
DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO
de que foi deferida a tutela antecipada para determinar que o Estado
de Minas Gerais, providencie ao autor o medicamento Mimpara
(Cinacalcet), ás expensas do SUS, nos termos prescritos no receituário
médico de fls. 08, de forma contínua,
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009.
JJ.h •• v.o...

Escrivã(o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA
por ordem do(a) Juiz(a) de Direito
Rita M. R. Sales Cunha
Io\ASP 1205487-2
J J J I /0.. . /J CRF 10Q70
Ciente: __ ____ ______________________________ _
Ao comparecer em JuIzo, esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
BRIAN ANDRADE SOARES SILVA
REGIÃO: 999 - ZONA DE PLANTA0
Mandado: 1
ASSISTtNCIA
JUDICIÁRIA
C rt
'dã OVorso
e I o:I!{]Anexa
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 AS 18:00 HORAS
Ú
"111. Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

••
CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao respeitável mandado
de nO ti.. expedido nos processo nO
0145 og 'f)'6Q- '3 que corre perante7q?.iJ6YA
tJ1Afl/ltl. , dirigi-me às ;.[0 h e ()v min, à rua
Av (JtlS /ttlO1lA-&t-f 222 C
--:--_---:-__ para todos os termos e conteúdo
do mandado referido que li e lhe dei para ler, do que ficou
• bem ciente, Dei-lhe a contrafé que aceitou no
mandado sua nota de ciência, Dou fé,


Juiz de Fora, O I de tl2r?ét hrJ20
lUstiça Avaliador(a)
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••



COMARCA DE JUIZ DE FORA - JUSTIÇA COMUM
FÓRUM BENJAMIM COLUCCI
URGENTE
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 2189 - 12
0
ANDAR - CENTRO - 3239-2600
282 - MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS
Jirt
FAZENDA ESTADUAL
PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 2
PROCEDIMENTO ORDINÁRIO - Distribuído em 26/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉu : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Pessoa a ser intimada:
PROCURADORIA REGIONAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Endereço:
R OSWALDO ARANHA, 60 - Fone:
CENTRO - CEP: 36010010 - JUIZ DE FORA/MG
O(A) MM, Juiz (a) de Direito da vara supra manda o(a) Oficial (a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que, em cumprimento a este,
PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte, nome e endereço acima , para os termos do
despacho transcrito.
DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO
Intimação da Procuradoria Regional do Estado de Minas Gerais em
Juiz de Fora, da decisão proferida por este Juízo, conforme cópia em
anexo, nos termos do art 10, § 4
0
da Lei 8.437, de 30 de julho de1992 e
art 10 da Lei 9.494 de 10 de setembro de 1997
Ciente:
JUIZ DE FORA, 30 de novembro de 2009.
MR ..
--I .
Escrivã (o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA
por ordem dota) Juiz(a) de Direito
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Ti :v Maranduba Schrodrt
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_DO ESTADO
• 1.182.118·2 • OAB/IIl1!.ili
Ao compareder e Juizo;' esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
,
No)ne que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
Mandado: 2
PAULO CÉSAR BARBOSA
ASSISTÊNCIA
REGIÃO: 999 - ZONA DE PLANTA0
JUDICIÁRIA
\
Certidão:DVerso
DAnexa
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18.00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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-.



CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao respeitável mandado
de nO do; s expedido nos autos, processo nO
0145 09 5670I7-3 que corre perante Fazenda Estadual
às T4. h e 40 min, à rua
OSW.uro ARANF.A n960,Bairro Centro,nesta,dia OI/I2/2009
onde
procedi à intimação da Procuradoria negional do Estado de
Minas Gerais na essoa do rocurador TIAi"! Ml\RANDUBA SCHRODER
x*x* x . x*x*x"'x*x*x*x"'x"'x*x* x* x*x*x* x"x"'x*x*x*x*x* x* x*x*x* x* x
x*x*x*x*x*x*x"x*x*x"x*x*x para todos os termos e conteúdo
do mandado referido que li e lhe dei para ler, do que ficou
bem ciente, Dei-lhe a contrafé que aceitou exarando no
mandado sua nota de ciência. Dou fé,
Juiz de Fora, .... ow,T __ de ---"-D .... e"'z'-Ce""mcuh'"-'ruo _____ de 2009
'e Justiça Avaliador(a)
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JUNTADA
EDl!UJJ2LJ.Qi, junto a estes autos
______ .... 8IIl frente
O(A) ESOrivAo(A)_--'l&JI'""-__ _
J
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t. ~ " .
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
OFÍCIO nO. 7081109/POlNúcleo.
Belo Horizonte, 29 de dezembro de 2009 .
REF.: Ordinária n°. 145.09.567.017-3 - VFP - Juiz de ForalMG.
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
CP-PRO: 090.781.
MM. Juiz,
Tendo em vista a ação em referência, solicito a V.Ex." o especial
obséquio de enviar a esta Advocacia-Geral do Estado, via postal, cópia dos documentos que
acompanharam a petição inicial, para que a Secretaria de Estado da Saúde possa cumprir a
decisão que concedeu a antecipação da tutela.
Na oportunidade, reitero a V.Ex."
protestos de apreço e
consideração .
Exmo. Sr.
MM_ Juiz de Direito
da Comarca de Juiz de F ora
Fórum Benjamim Colucei
Rua Marechal Deodoro, 662
Juiz de Fora - MG
CEP: 36.015-460
Núcleo - ALO
MMP/dlb
MARGARIDA
Procuradora do tado de Minas Gerais
Coordenadora da r curadoria de Obrigações
Av. Afonso Pena, nO 1901 - Funcionários, CEP: 30\30-004 - Belo Horizonte - MG.
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Seàetâria da Vara da Fazenda Públicã e Autãrquias "EStaduais
Comarca de Juiz de Fora - MG -
Avenida Barão do Rio Branco, nO 2.189, 12° andar, centro.
E-mail -jfa.fazesladual@tjmg.jus.br
Telefone (Oxx) 32 3239-2503 - CEP 36010.010
JUiz- Dr.Marcelo cavalcanti Piragibe Magalhães
l.. , .. Jsçrivão:: Bel. Marcelo Carneiro .l . ..;.. __
,. \
'"
• Oficio nO 0145 09.567.017-3
-.



Juiz de Fora, 08 de janeiro de 2010.
Prezada Senhora,
Pelo presente, extraido dos autos em epigrafe da Ação de
Ordinária em fase de cumprimento de liminar promovida por Alcirene de Oliveira
em face da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais, encaminho a Vossa
Senhora a documentação que acompanham a inicial, conforme vossa solicitação
através do oficio 7081/09/PO/Núcleo .
A
lima. Sra.
Atenciosamente
Marce'lo piragibe Gui
Ju!;: Direito
MARGARIDA MARIA PEDERSOLl
DO Procuradora do Estado de Minas Gerais
Coordenadora da Procuradoria de Obrigações
Av. Afonso Pena, 1901 - Funcionários
Belo Horizonte - MG
CEP 30130-004 "
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CERTiDAo - MOViMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em á Instruç,lIo 173/88 da CGJ',m clc
29{) do TJMG ?rovimenlc 161/200e ót.
c·.,.·!ificú foi promovi de r; 2fl
r
Jamento procee.suaJ nettas
t.-PJrn::i
C
-1 '!;"'r::o . H-jr-"'_' .. i!!' 'u" "'",r 'I" ::: 1014
_. \i" .•• (toiJ ... .• ·\' .. du., ,-< ... :;2, .. " \in;., 1 fot'Ala·.;JIJ: (,,,,I
[J PiOC":;SO GUepent? !\rL 'lO Lei 6830/80
1-'1 G<L' ..... ':',...-;:-,' ;'1"'( 7 ..... '1 Á .... ('pr
•..... ' .... v .... oJ'"' ,-l'-' .. , .... !., .... I .",. ",,,,\J.,.,,,. ,,I.
AG. Ce:,V· ____ _
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L:: .. da Vam da Fa;wnda a EstadU6is JF
JUNTADA
)m1te •• ,. -*'.
- em !h6t\IiI

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A Judiciário do Estado de Minas Gerais
.L.)'Justiça de Primeira Instância
nLt
1_
_ J. rr,
Apensos
Autor ____________________________________________________________ ___
p
A
R
T Réu ______________________________________________________________ __
A
D
V
,
-I:

o
s
D Menor
D
D Réu preso
D
Segredo de Justiça
Representante do
Ministério Público
Judiciária
D Justiça Gratuità
lo. ,."'"
-----------fv-lvl--iJI'f-J-f"Jt"l;-1 lfll.e./
AUTUAÇÃO
Em ____ de __________ de ____ , nesta Secretaria, autuei
_________________________________ a seguir.
E para constar, lavrei o presente termo que subscrevo, _______________ _
I
·580-1
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e.
SFDC-341
COMARCA m: JUIZ DE FORA - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM BE'NJAMIM COLUCCI
AV. BARÃO DO RIO BRANCO, 21 89 - 12" ANDAR - CENTRO - 3239-2600 - CEP: 36010010
CARTA PRECATÓRIA
Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL - PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Distribuição: 26/11/2009 - Emissão: 30/11/2009
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
0024 09 761580-1
Sr. (a) :
FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 21.572.292/0009-64
Endereço: AV AFONSO PENA, 1901 - l° ANDAR - Fone:
FUNCIONARIOS - CEP: 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
JUÍZO DEPRECADO: Comarca de BELO HORIZONTE
apresentada .
VALOR DA CAUSA: R$ 5_000,00
MG ou a quem for esta
o MM(a) Juiz(a) de Direito desta comarca e vara supra, faz saber que por este
foro e vara tramita o processo descrito acima e, como os atos processuais devam
realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca, DEPRECA a V. Exa. que, em
exarando nesta o seu cumpra-se, determine.
DESPACHO JUDICIAL
NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS, POR SEU REPRESENTANTE LEGAL, DE QUE FOI
DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA , PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS
PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET), CONFORME RECEITA MÉDICA
CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS
(CPC ART 297 C/C 188), COM ADVERTÊNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) .FOI DEFERIDA A
411fRATUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50



Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração .
(a) de.Djreit _L
Ana MaTUl Lamnt09 Juvour
Juiza de Direito
. _ Juiz de Direito
Rcdr o}Â \ eu
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1l.3In"'IU
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETA IAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADÓS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256


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COMARCA BELO HORIZONTE
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PRECATóRIA CfVEL
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JUIZ(A) TITULAR::
I'IAI:(IA CI:<I :,)'r I l'lr, Cl.JI'IHA C()!":'.j(,LH(.U
***
RECEBIMENTO
Em de 2009
Recebi estes autos do Distribuidor,
Do que para constar, lavrei este .
Luciano Augusto de Melo '
Escrivão Judicial
. CERTIDÃO,
Certifico e dou fé que expedi o(sj'inandado{s)
de nO(s) em __ 1_'_12009
e os entregue na Central em __ 1 __ 12009
Belo Iioriionte, __ 1_, __ 12009
o".
""
Luciano Augusto de Melo
Escrivão Judicial
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256


• -




Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento
pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
. ....
" .
COMARCA DE BELO HORIZONTE - JUSTiÇA COMUM
FÓRUM LAFAYETTE
I
AV. AUGUSTO DE UMA 1549 - 3"/OP3 J9 - BARRO PRETO - 3330-2242
308 - MANDADO DE NOTIFICAÇÃO
JJ.tj)
URGENTE
• ..---- PRECATÓRIA CÍVEL

'.


PROCESSO: 7615801-58.2009.8.13.0024 MANDADO: 1
0024 09 761580-1 MANDADO: 1
CARTA PRECATÓRIA - Distribuído em 22/12/2009
Processo Origem: 1234567-12.1234.8.13.0024 - FAZENDA ESTADUAL - JUIZ DE
FORA/MG
145095670173
AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA·
RÉU : ESTADO DE MINAS GERAIS
PESSOA A SER NOTIFICADA:
ESTADO DE MINAS GERAIS - CNPJ: 18.715.607/0001-13
Representante Legal: NÃO CONSTA
Endereço:
AV AFONSO PENA, 1901 - 3° ANDAR - Fone:
FUNCIONÁRIOS - CEP: 30130000 - BELO HORIZONTE/MG
Referência: PRAÇA RIO BRANCO / PRAÇA DA BANDEIRA
OrA) MM. Juiz(a) de Direito da vara supra manda ao(a) Oficial(a) de
Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) , que em cumprimento a este e
observadas as formalidades legais, NOTIFIQUE A PARTE, nome e endereço
acima indicados, conforme despacho transcrito abaixo.
DESPACHO JUDICIAL
CITE-SE E NOTIFIQUE-SE, CUMPRA-SE
NECESSÁRIO E OBSERVADAS AS FORMALIDADES
DISPÓE O § 2° DO ART. 172 DO CPC. (CMOJ)l
NA FORMA DO DEPRECADO. SENDO
LEGAIS, DEFIRO DESDE JÁ O QUE
BELO 22
oo-dte..;embro de 2009.
.--_....... por
Direito
Ciente:
,
------------------------------------------------------
Ao comparecer em Juizo, esteja munido de doc. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.
Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional:
RENATO RY AL DIAS
REGIÃO: 999 - CONTORNO
-,--------- --
Mandado: 1 I
ASSISTÊNCIA
.JUDICIARIA I
C ·1- [1Vwo
C111(
o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS
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CERTIDÃO
Certifico que, em cumprimento ao mandado retro, dirigi-me ao
endereço indicado, onde ali,CITEI E NOTIFIQUEI O ESTADO DE
MINAS GERAIS, na pessoa do Dr. Marco Antônio Rebelo
Romanelli que aceitou a contrafé que lhe li e ofereci para ler,
apondo sua assinatura no mandado. O referido é verdade e dou
• fé. Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2009. A Oficiala de Justiça
~ .

~

Avaliadora IV,
A FÁTIMA DE QUEIROZ
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~



CERTIDÃO
Certifico e dou FÉ que publiquei a devolução desta Carta
Precatória, conforme determinado no despacho fls. 02.
Por ser verdade, firmo a presente.
Belo Horizonte, 16 de janeiro de 2 09 .
P/ Luciano u
. .
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RECEBIThiiEtNTO DE AUTOS
Em,.i2f./O 3 /20.l12.- 1:Etúf) Ü)l",;Jil
à secretaria.
($ Esc./Emf;;v. ai'>
Vara da FazerHi? Públlca




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EXMO. (A) SR. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA'
PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG ~
Autos n.o 0145.09.567.017-3
Protocolo Integrado
O ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa jurídica de direito público
interno, nos autos da Ação Ordinária em epígrafe, proposta por ALCIRENE DE
OLIVEIRA, vem, por sua procuradora, à presença de V. Excelência, apresentar sua
CONTESTAÇÃO, pelos fundamentos seguintes:
DOS FATOS
A parte autora ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação
ordinária, com pedido de tutela antecipada, pleiteando o fornecimento do
medicamento MIMPARA (CINACALCET), alegando sofrer de insuficiência
renal crônica.
Em que pesem as alegações iniciais, improcede o direito
reivindicado, conforme adiante será demonstrado .
DO DIREITO
I. MEDICAMENTO CINACALCET - FÁRMACO NÃO COMERCIALIZADO NO
PAís -AUSÊNCIA 1)1': AUTORIZAÇÃO DA ANVISA
Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de
Saúde para o caso dos autos (nota técnica anexa), o medicamento
Advocacia Geral do Estado - Avenid"l Afonso Pena, n. 1901, CEP: 33. L30-004, Belo Horizonte/MG
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_'o ,.,
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~ 1(. ESTADO DE MINAS GERAIS
~ ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
CINACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados
gratuitamente pela SES:
".Deve-se destacar que, embora esse fármaco tenha sdo aprovado pela agencia
norte-americana de regulação de medicamentos (FOA. .. ) e em alguns países da
Europa, pelo EMEA( ... ), o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que significa que tal
medicamento não possui autorização para comercialização no país.".
Assim, na esteira da nota técnica aludida, o fármaco pleiteado não
obteve autorização da ANVlSA para ser comercializado no país, sendo que sua
disponibilização está condicionada a processo de importação, após autorização
especial da autarquia mencionada.
Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no
território brasileiro exige prévia autorização da ANVISA, de forma a garantir a
segurança dos usuários e afastar a comercialização de produtos inócuos ou
mesmo prejudiciais à saúde.
Em face do que dispõe o artigo 6°, § lO, da Lei Federal n. 8.080/90,
no que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária, foi editada a Lei
Federal n. 9.782/99 que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria
a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A ANVISA, autarquia federal, possui como finalidade institucional
"promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle
sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à
vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das
tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de
fronteiras" (art 6°).
Se o medicamento requerido, como no caso em tela, não pode ser
livremente comercializado no Brasil, não há como se imputar ao Estado de
Minas Gerais a obrigação de adquiri-lo e fornecê-lo à parte autora, sob pena de
ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais. Se o
medicamento sequer foi autorizado para ser comercializado no Brasil, como
aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIA para o tratamento da moléstia que acomete
a parte autora? Nesse aspecto, eventual procedência do pedido violará a
autoridade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA e, também,
a função executiva, o que lhe é vedado em face do princípio da separação dos
poderes (art. 2° da Constituição da República).
Praça da Lihcrdadr.:, s/nu. ELlifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 2
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Em suma, o fato de o medicamento não possuir autorização da
ANVISA para ser comercializado no país impede, por si só, a procedência da
ação. Em suma, o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA
para ser comercializado no país impede, por si só, a procedência da ação.
Noutro giro, o medicamento pleiteado pelo autor não se encontra no
rol veiculado como obrigação do ESTADO, o que demonstra que não é da
competência do Estado o seu fornecimento, não podendo ser o ente estatal
compelido a fornecer tratamento que se insere, em última análise, como há de se
ver abaixo, na esfera de atuação do Município onde reside o paciente.
Muito embora o Sistema Único de Saúde seja, por definição
constitucional, uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade
Social da União, dos Estados e do Distrito Federal. e dos Municípios, além de
outras fontes, é certo que cada uma das entidades públicas possui competências
específicas, fixadas por lei, que estabelecem seus deveres de atuação.
De fato, no ãmbito dos Estados, vigora o Programa de
Medicamentos de Dispensação Excepcional, responsável por disponibilizar
medicamentos para o tratamento de doenças específicas, que atingem um
número limitado de pacientes, os quais, na maioria das vezes, os utilizam por
períodos prolongados. Algumas das condições de utilização destes
medicamentos englobam: Doença de Gaucher, Doença de Parkinson, Alzheimer,
Hepatites B e C, pacientes renais crônicos, transplantados, portadores de asma
grave, anemia, dentre outras. São medicamentos de custo unitário geralmente
elevado, cujo fornecimento depende de aprovação específica das Secretarias
Estaduais de Saúde.
A Portaria GM/MS nO 2.577, de 27 de outubro de 2006,
regulamenta atualmente o Componente de Medicamentos de Dispensação
Excepcional da Assistência Farmacêutica - CMDE, definindo, dentre outros, a
lista de medicamentos (102 fármacos em 208 apresentações farmacêuticas), os
CID para os quais a prescrição é autorizada, valores de repasse aos estados e
normas de acesso.
Já aos Municípios compete a efetiva prestação da assistência
médica, incluindo a farmacêutica, à sua população, fornecendo os medicamentos
considerados básicos e os essenciais, ressalvando-se, apenas, os medicamentos
Praç,1 da Liberdade, s/no - hlifído da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 .3
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.-. ESTADO DE MINAS GERAIS
• ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
listados pelo Ministério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional
compele aos Estados Federados.
Assim, o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de
Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da
União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em
caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para a
aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo
Ministério da Saúde para a doença em questão .
11. PRINCíPIO DA EVENTUALIDADE - DA INDISPENSÁVEL EXIGÊNCIA DA
RETENÇÃO DE RECEITUÁRIO MÉDICO ATUALIZADO A CADA ENTREGA DE
INSUMOS E MEJ)JCAMENTOS - PREVENÇÃO DE ABUSOS E CONTROLE SANITÁRIO
Na hipótese de procedência dos pedidos iniciais, o que se admite
apenas em atenção aos princípios da eventualidade e concentração (ar!. 300,
CPC), imprescindível que se exija da parte autora a apresentação de receita
atualizada, que deverá ficar retida, para recebimento mensal da medicação.
Tal medida não impede ou restringe o cumprimento da sentença e,
por outro lado, assegura o fornecimento do medicamento apenas pelo período
necessário ao tratamento do apelado, prescrito regularmente por seu médico,
impedindo a utilização indevida de medicamentos e dispêndio desnecessário de
verbas públicas.
No julgamento do Mandado de Segurança (Autos nO
1.0000.08.484.330-9/000), o Exmo. Des. Carreira Machado concedeu a
segurança, determinou, contudo, a apresentação mensal da reeeita médica para
recebimento do medicamento postulado, verbis:
"( ... ) Entretanto, entendo prudente condicionar o fornecimento do medicamento
à retenção da receita, já que somente o médico tem condições de avaliar a
necessidade c a periodicidade do uso do remédio indicado; bem como
considero temerário determinar ao ente público que forneça medicamento de
uso contínuo sem a devida apresentação mensal da receita uma vez que o
tratamento pode sofrer alterações.
Ante o exposto, concedo parcialmente a segurança para determinar à
autoridade coatora o fornecimento à impetrante do medicamento
SILDENAFILA, 20 mg, na dosagem constante de receita médica mensal, a
qual deverá ticar retida."
Praça da Liberdade, sino - Edifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 4
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1t- ESTADO DE MINAS GERAIS
---> ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
lIl. DA [MPOSSIRILIDADE DA FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA,
ÀS EXPENSAS Do ESTADO, EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA
Em atenção ao princípio da concentração, cumpre ao réu impugnar
eventual condenação em honorários de sucumbência em favor da Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais.
Ora, é incabível o pagamento de horários à Defensoria Pública pelo
próprio ente estatal, já que se trata de órgão integrante do estado, que não possui
personalidade jurídica própria, revelando-se inadmissível a condenação do ente
público ao pagamento de verba honorária em condenação nos processos contra
as defensorias, sob pena de se estabelecer confusão entre credor e devedor na
mesma pessoa, em confronto com a norma disposta no art. 381 do CPC, in
verbis: "Ar!. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se
confundam as qualidades de credor e devedor. "
Por definição, confusão "é fato que leva credor e devedor a se
confundirem em lima só pessoa, ou em um só patrimônio, extinguindo, pois, a
obrigação" (FIUZA, César. Direito Civil: curso completo. 8. e c!. , Belo
Horizonte: Del Rey, 2004, p. 343).
Consideração desta espécie foi feita pela ministra Denise Arruda, da
Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao votar para desobrigar o
Estado do Rio de Janeiro do pagamento de honorários à sua Defensoria Pública,
em processo que o obrigou a fornecer medicamentos para paciente de doença
grave: "É o recorrente quem mantém a instituição, proporcionando, por certo,
local para sua sede e remunerando seus integrantes".
No recurso Especial dirigido ao STJ, a Primeira Turma deu parcial
provimento ao recurso para afastar os honorários de sucumbência fixados em
favor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Vale aqui transcrever trecho do
voto de relatoria da em. Ministra Denise Arruda: "Efetivamente, os honorários
advocatícios sucumbenciais devidos nas ações ajuizadas pela Defensoria
Pública não são destinados à referida instituição, mas ao Estado para o qual
presta serviços de assistência jurídica a pessoas carentes. (..) Ademais. o fato
de existir lei estadual que lenha instituído fundo financeiro especial destinado
ao aparelhamento da Defensoria Pública não altera tal conclusüo. pois
permanece a situação jurídica relacionada ao credor e devedor da verba
honorária"
Praça da Liberdade, sIno - Edifício da Advocacia-Geral do Estado ~ Andar Térreo ~ CEP: 30.140-912 5
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Ainda segundo a relatora, a inovação constitucional fixada pela EC
nO 45/2004 no art. 134, § 2°, da CR/88 "não alterou as premissas que levaram o
STJ a deixar de reconhecer o direito à percepção de honorários advocalÍcios
por parte das Defensorias Públicas ",
Esse entendimento não é isolado, ao contrário, alinha-se à
jurisprudência pacificada do STJ sobre o tema. Citando apenas as mais recentes
decisões desta Corte: REsp 698828 Ministro Francisco Peçanha Martins 01
26.09.2005 p, 331; REsp 623432 Ministra Eliana Calmon 01 19.09.2005 p. 271;
REsp 755611 Ministro Teori, Albino Zavascki DJ 22.08.2005 p. 162; AgRg no
Ag 631754 Ministro 10ão Otávio de Noronha Dl 20.06.2005 p. 213.
Neste diapasão, se, ad argumentandum, o Estado de Minas Gerais
for vencido na presente demanda, inadmissível, por todo o exposto, a sua
condenação no pagamento de honorários em favor da Defensoria Pública de
Minas Gerais,
CONCLUSÃO
Pelo exposto, requer o Estado de Minas Gerais:
1. Sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais, condenando-
se o autor nos ônus da sucumbência;
2. Caso seja julgado procedente o pedido inicial, o que se admite
apenas em atenção ao princípio da eventualidade, que o fornecimento da
medicação seja condicionado à apresentação de receita médica atualizada, que
deve ficar retida;
3. A juntada das informações técnicas prestadas pela Secretaria
Estadual de Saúde, do Parecer Ministerial, bem como da legislação atinente à
espécie;
4. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova
juridicamente admitidos, sobretudo por juntada posterior de documentos, oitiva
testemunhal e perícia técnica,
Requer, ainda, o cadastramento da OAB da signatária da presente
manifestação e da Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora, Sra. Maria da
Praça da Liherdade, sInO - Edifício ua A{lvocacia-Gl!ral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30. L40-912 6
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Consolação Lanna, a fim de que possa constar nas futuras intimações e
publicações, nos termos da Resolução AGE n. 120/2004, ar!. 4°, e Resolução
AGE n. 199/2007, art. 2°, § 2°, inciso I.
Nestes termos, pede deferimento.
Belo Horizonte, 01 de março de 2010
Procuradora do Estado
OAB/MG 86.832 MASP: 1120.494-8
MARIA DA CONSOLAÇÃO LANNA
Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora
MASP 150343-2 OAB/MG 24.847
Praça ua Lihcrdade, s/nO - Edifício da Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 30.140-912 7
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE .
Ofício AT/5.ES nO 4270/09 (AF)
Belo Horizonte, 18 de dezembro de 2009
Margarida Maria Pedersoli
Procuradora do Estado de Minas Gerais
Coordenadora da Procuradoria de Obrigações'
Assunto: Processo nO 145.09.567.017-3
Alcirene de Oliveira
Sra. Procuradora,
Em ate(lção ao processo supracitado, encaminhamos Nota
Técnica AT/SES nO 2806/2009, contendo as informações pertinentes-o
Atel1ciosamente,
Vânia
Assessora-Chefe da AssessoriaTécnica/ATjSES
, -
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
NOTA TÉCNICA AT ISES nO '2806/2009
Trata-se de Ação Ordinária nO 0145.09.567.017-3 Vara da Fazenda Pública Estadual da
Comarca de Juiz de Fora/MG, da autoria de [\Icirene de Oliveira contra o Estado de Minas Gerais,
com pedido de antecipação de tutela deferido, determinando o fornecimento de medicamento.
Segundo informado na inicial da ação judicial em referência, a paciente é portadora de doença
renal crônica, em há 14 anos. Evoluiu com quadro de hiperparatireoidismo severo,
secundário à doe.nça renal.
Pleiteia o fornecimento do medicamento (cinacalcet) para seu tratamento, no
quantitativo de um comprim.ido ao dia. .
" .'

Cabe destacar, a princípio, que junto ao mandado de intimação de tel-ceiros referente à ação
judicial em referência, não foi -encaminhado documentos relativos a relatório médico e receíta
médica pertinentes, documentos esses necessários para melhor avaliação do caso clínico em
••
questão, tratamentps previame.nte empregados, dentre outros parâmetros.
'.
• Da doença
Insuficiência renal crônica é a perda lenta; progressiva e irreversível das funções renais, o que
torna o rim incapaz de realizar as suas funçiles normais. Por ser lenta e progressiva, esta perda
resulta em processos adaptativos que, até certo ponto, mantêm o paciente sem sintomas da
doença. O ritmo de progressão depende ela doença original e de causas agravantes, como
hipertensão; infecção urinária, nefrite, gota úrica e diabetes.
Como conseqüêncía da insuficiência renal crônica pode aparecer o hiperparatireoidismo, que se
caracteriza pela atividade aumentada da glilndulà paratireóide, a qual produz uma quantidade
excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula
paratireóide. Ocorre uma. hipersecreção do hormônio da paratireóide (PTH), acarretando em
sinais e sintomas decorrentes do aumento de cálcio no sangue (hipercalcemia), na urina
(hipercalciúria) e da retirada de cálcio dos ossos. '
• O objetivo do'tratámento do hiperparatireoidismo secun'dário é promover a diminuição dos níveis
. sé ricos de PTH, cálcio e fósforo, para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências
sistêmicas da desordem do metabolismo mineral. '. •


A paratireoidectomia cirúrgica é o único trat'3mento definitivo do hiperparatireoidismo. O uso de
fosfato oral é útil para reduzir os níveis séricos de cálcio, mas sua segurança e eficácia em longo
prazo. são questionáveis. Em mulheres mais velhas com doença moderada, o, tratamento com
estrogênio pode interromper a reabsorção ó,sea, mas, novamente, a eficácia em longo prazo é
desconhecida. '
• Do medicamento pleiteado
O medicamento pleiteado pelo nome comercial de Mimpara® é constituído pelo princípio ativo
cinacalcete. Esse fármaco corresponde a um agente antiparatireóide e calcimimético (ou seja,
que imita o cálcio), administrado pela via oral. Esse fármaco atua modulando a afinidade dos
receptores sensíveis ao cálcio existentes na superfície celular das glândulas paratireóides,
diminuindo, com isso, os níveis de ·PTH. Corno aumenta a sensibilidade elas glândulas aos níveis
de cálcio sangüíneo, esse fármaco pode levar à redução na liberação do hormônio PTH .pelas
paratireóides, reduzindo os nívi!is de cálcio e do .produto cálcio x fósforo.
I
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
Esse fármaco é indicado no tratamento do hiperparatireoidismo secundário em indivíduos com
insuficiência renal. em diálise e na diminuição da hipercalcemia em doentes com carcinoma de
paratireóide.
o cinacalcet é produzido nas apresentações de comprimidos de 30, 60 ou 90mg, sendo que a
dose recomendada, nos órgãos de vigilânci3 sanitária em que esse medicamenfo se encontra
registrado Para uso no tratamento do hiperparatireoidismo, é de uma dose inicial de 30mg uma
vez ao dia, podendo ser ajustada em intervalos não inferiores que 2-4 semanas, até a dose
máxima de 180mg uma vez ao dia.
Deve-se destacar que, embora esse fármacó t.enha sido aprovado pela ag'ência norte-americana
de regulação de medicamentos (FDA - Food and Drug Administration) e em alguns países da
Europa, pelo EMEA (European Medicines Agency), o fármaco cinacalcet ainda não possui registro
junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que significa que tal medicamento
não possui autorização para comercialização no pais. •.
o Da regulamentação sanitária
Salienta-se que a ANVISA corresponde ao órgão de regulamenta(;ão sanitária nacional, sendo
responsável, dentre outras coisas, pelo controle e avaliação dos medicamentos disponibilizados e
comercializados no país.
.'
" •
Assim, cabe a este órgão, diante da das evidências clínicas existentes quãnto aos
'benefícios advindos com a utilização de tal medfcamento'e diante da comprovação da segurança
e eficácia do ·mesmo, conceder a aprovação e '0 registro de novos medicamentos ou novas
indicações de uso do 'medicamento, assegurando, com isso, a qualidade, segurança e eficácia
destes, objetivando prevenir, minimizar e eliminar riscos à saúde da população.
o medicamento cinacalcet é comercializado em outros países com os nomes de Sensipar® ou
Mimpara® e não se encontra registrado junto à ANVISA e, dessa forma, não é comercializado no
·país ..
A autorização de um novo medicamento pela ANVISA ocorre após avaliação criteriosa e análise

de dossiê apresentado pelo fabricante, cOltendo trabalhos reconhecidos pela comunidade
científica internacional, ou seja, estudos clínicos de fase IH. A padronização de medicamentos no .
serviço público de saúde, assim como o fornecimento dos mesmos para o tratamento de diversas'
patologias, ,deve ser 'realizada tendo como uma de suas base's principais a co"mpleta regularidade


sanitária do produto,
Cabe ressaltar que, por ser um serviço público, a Secretaria de Estado de Saúde está sujeita às
normas legais impostas pela ANVISA devend) obediênCia à regulaçâo sanitária vigente no país.
Como ressaltapo, o medicamento pleiteado nâo se encontra disponível no país sendo que, para a
sua aquisição é necessária a realização de processo de importação, mediante autorização
espeCial dada pela ANVISA, processo esse que demanda tempo e prazos legais a serem
cumpridos. . '
• de mediCamentos no SUS
Esclarece-se que o SUS possui uma estruturação específica, em que as competências de cada
ente governamental são bem estabelecidas, pr;ncipalmente no que diz respeito ao fornecimento
de medicamentos. . ,
, ,
Dentro dessa estruturação, cabe ao Estado, dentre' outras coisas, o fornecimento à população
dos medicamentos considerados como de dispensação excepCional, os quais foram 'padronizados
2
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS·GERAIS
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
,
pela Portaria nO 106/2009, a qual aprovou o Componente de Medicamentos de Dispensação
Excepcional (CMDE),
Tendo em vista os fatos acima expostos, deve-se ressaltar que o medicamento cinacalcet não se
encontra incluído no elenco de medicamentos padronizados na portaria· supracitada e, dessa
forma, o mesmo não é disponibilizado pela SES/MG.
o tratamento do hiperparatireoidismo não se .encontra incluído para tratamento no Programa
Nacional de Medicamentos de Alto Custo/Excepcionais.
Diante do exposto, cabe frisar que o medicamento pleiteado corresponde a um fármaco
importado, não disponível no mercado farmacêutico nacional,e, que tendo em vista sua não
autorização pela ANVISA, não se encontra .incluTdo nos' programas de assistência farmacêutica do
. serviço público de saúde,
• Belo Horizonte, F de dezembro de 2009,
e •


'.
~
. rdJA-
Priscila eir agundes
Farmacêuti a .

3
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ESTADO DE MINAS GERAIS
.- -,_ DO ESTADO
EXMO. (A) SR. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA
PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE
FORA/MG E
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Autos n" 0145.09.567.017-3
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Protoco lo Integrado :;:
O ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora adiante
subscrita, nos autos da Ação Cível Pública proposta por Alcirene de Oliveira,
atendendo ao disposto no artigo 526 do Código de Processo Civil, vem requerer
ajuntada da cópia do Agravo de Instrumento protocolado no dia OI de março de
2010, interposto contra a decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada.
Informa que instruiu o recurso cópia integral dos autos.
Belo Horizonte, 04 de março de 2010 .
LI
PROCURADORA DO ESTADO
MASP 1120.490-8- OAB/MG 86.832
Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n, 1901, CEP: 33.130·004, Belo Horizonte/MG
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

••

EXMO. SR: DESEMBARGADOR PRESIDENTE Dei TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DE MINAS GERAIS' .
!
o ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa júrídica direito públicó interno,
inconformado com a decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da Vara da Fazenda
Pública e Autarquias da Comarca de Juiz de Fora/MG, nos autos da ação ordinária n" '
0145.09.567.017-3" ajuizada em seu desfavor por ALCIRENE DE OLIVEIRA, vem, por'.
meio da procuradora que esta subscreve, respeitosamente à presença de V .
• Excelência, interpor o competente. recurso de


AGRAVO DE INSTRUMENTO
• •
O que faz com fulcro nos art. 522 e seguintes do CPC, com pedido de
concessão de efeito suspensivo, nos termos do arf 527, inciso m, c/é art. 558, ambos
do CPC, uma vez presente o risco de lesão irreparável para-0 Estado de
tudo pelas razõe,s que 'expõe na peça processual que segue àdiante .
Desde já, em conformidade com o disposto no 'art.. 524, 111, do CPC,
apresenta o agravante o nome e endereço completo dos advogados que atuam no feito
principal, como segue:
I - PELO AGRAVANTE: Alana· Lúcio de Oliveira, Procuradora do
Estado, OAB/MG 86832, co'm endereço profissional na com endereço profissional na
Avenida Afonso Pena, n: 1901, Funcionários, CEP 30.130-004, Belo Horizonte/MG;
Advocacia Geral do Estado - AVt:1l1da Afllnso Pena, n, 19(H, CEP: 33.130-004, Belo Horizollte/MG
/
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
11 - PELO AGRAVADO: Defensoria Pública de Minas Gerais -
Comarca de Juiz de Fora, na pessoa do Defensor Público Paulo Henrique Novelino,
MADEP 0271. '
Para a formação do instrumento do agravo, ora interposto, promove o .
Estado de Minas Gerais a juntada de cópia integral dos autos n. 0145.09.567,017-3,
corri todas as peças obrigatórias, necessárias e úteis para' o conhecimento do presente
agravo de ·instrumento.

' O agravante declara, por sua procuradorá, que as peças extraídas dos
autos do processo de origem e ora juntada.s ao presente instrumento do agravo são
autênticas, fazendo a mesma prova que os ciriginais, a teor do que dispõe.o art. 365,
inciso IV, do CPC, acrescentado pela Lei é 11.382/2006." .
••

-.

'. . ,
Antco exposto, espera o agravante que esta Câmara Julgadora
se digne a.receber o presente recurso em seus regulares efeilose, após b cumprimento
das demais formalidades legais, ineluí-Io em pauta de julgamento, onde certamente
será conhecido e provido.
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizonte, 26 de fevereiro· de 2010
ALANA LÚCIO DEOLlvEmA
Procurador.a do Estado
MASP 1 .. 120.494-8 OAB/MG 86832
Praça da sinO - Edifício da F.!-;Iado - And,n:'Térrco - CEP: 30.140-912 2
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO'
I E;tado de Minas Gerais--
Agravado: Alcirene de Oliveira
Origem; Vara da Fazenda Pública tstadualde Juiz de Fora


.,
-.
,
RAZÕES DE RECURSO

Egrégio Tribunal de Justiça,

.'
Colenda Turma Julgadora,
DOS FATOS
A parte autora, ora agravada, ajuizou em face do Estado de Minas Gerais
ação de conhecimento pelo rito ordinário, com pedido de, tutela antecipada,
pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET), a ser
utilizado no tratamento de Insuficiência Renal Crônica, doença que lhe acomete.
Conclusos os autos, o MM, Juiz a quo hoúve por bem deferir a tutela
antecipada pleiteada, determina'ndo ao Estado de Minas Gerais que forneça, nós
, exatos termos do relatório médico.
Essa é a decisão recorrida.
·Praça.da sln
U
- Edifício da do Estado Andar Térreo - CFP:' 30.140-912 3
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. '.
,. ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCl\CIA·GERAL DO ESTADO'
DAS RAZÕES PARA REFORMADA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
A questão ora posia ao crivo deste ego Tribunal de Justiça diz respeito à
-analise da presença, ou não, no caso em comento, dos pressupostos autorizadores da
conCessão da tutela antecipada, medida de urgência introduzida em nosso
ordenamento jurídico pela Lei 8,952/94, que modificou o artigo 273 do Código de
.Processo CiviL .

Segundo. o citado dispositivo, para fazer jus à tutela antecipada
,pretendida incumbe ao requerente trazer aos autos prova inequívoca que convença o
julgador da verossimilhança das alegações nas quais se funda o pedido antecipatório
(art. 273, caput, do CPC).
••


Além dos pressupostos de, natureza probatória" deverá demonstrar a,
ocorrência' de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou de abuso
de direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (art. 273, incisos I e
li, do CPC).
Seguindo esta trilha de raciocínio, passa-se a cotejar a hipótese dos autos
com .os pressupostos legais cnsejadorcs da medida de urgência, a fim de demonstrar
que a decisão a quo que a deferiu está a merecer reforma por parte deste ego
Sodalício.
I - DA TEMPESTivIDADE E DO CABIMENTO DO AGRAVO DE, INSTRUMENTO AO CA'SO
EM TELA
inicialmente, ad cautelam, cumpre salieritar a tempestividade do presente
recurso, uma vez que o prazo de 20(vinte) dias - ex vi do disposto nos artigos 522
c/c 188, ambos do CPC - começou a fluir tão somenic em 09/02/2010 (fls. 36, verso),
primeiro dia útil seguinte à juntada da carta precatória de intimação do agravante.'
Convém, ao recorrente enfatizar, ainda, o cabimerito do pr,esente recurso
de agravo, na modalidade de instrumento, porquanto o· caso em apreço subsume-se
. perfeitamente à prim"eira hipótese prevista 'no ar!. 522 do CPL É dizer, a decisão
interlocutória ora agravada proferida pelo Juízo a quo é suscetível de causar ao
Estado de Minas Gerais lesão grave e de difícil reparação, uma vez que por mero dela
o agravante [oi compelido a fornecer medicamentos de marca e de alto custo, em
desacordo com a padronização levada a efeito pelo Ministério da Saúde, bem como
da legislação pertinente à espécie, enquanto existem outros cq'uivalcntes terapêuticOs
no âmbito do SUS, disponíveis à paéiente.
Praça da Liherda9c, s/nu - Edifício da do Estado - AIHJar Térrco-- CEP.: 30. J 40-9.l2 4
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Para além, é importante destacar que, ·em caso de revogação da decisão
agravada somente ao [inal, toda a verba destinada ao custeio da implantação do
aparelho não poderá ser recuperada e o patrimônio público cst<jdual terá arcado com
. .
elevadíssima despesa .
. Como se vê, não há outro meio de o ESTADO se insurgir' contra a
decisão primeva que não seja o agravo de instrumento, uma vez que.lhé irromperià
inócua a via do agravo retido, por absoluta falta de interesse em reCOrrer, já que este
. recurso só seria apreciável pelo Tribunal de, Justiça de Minas Gerais ao ensejo de
.eventual Apelação, quando então se manifestaria a absolllta prejudicialidade do
Agravo: Na hip6tese vertente, a demora inerente'ao agravo retido impõe o manejo,
como recurso processual útil, do agravo . de . instr·umento.
•••
Comprovados, portanto" o cabimento e a tempestividade do presente
recurso, 'passa-se a discorrer sobre as razões para reforma da decisão a quo, o que o
faz nos seguiFltes termos:
11. DA INEXISTÊNCIA DE l'ROVA INEQuíVOCA E DA VEIWSSIMILHANÇA DAS
. ALEGAÇÕES:
A parte agravada não logrou comprovar a verossimilhança de suas
alegações, umâ vez que as provas que Iastreiam a peça de· ingresso não podem scr
qualificadas como prova inequívoca do suposto direito plciteado judicialmente .
•. Vejamos.
•••

Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de
Saúde para o caso dos autos (nota .técnica anexa), o .medicamento CrNACALCET não
faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES:
".Deve-.\'e destacar que, emhora esse fárn;;lco tenha sdo aprovado pela agencia
de regu/çlçlio de. medicamentos (FDA.' . .j e em algum.; paíse,i,' da
Europa. pelo EMA"A( . .). o fiírmaco cinacalcet ainda não possui regi.'tro junto. à
Agencia Nacional de Vigilância Sanitúria (4NVrSA). o qlle significa qlle tal
medicamento nelO possui autorizClç'ülJ para comercializaç'(7o no páís . . : .
. Assim, na'esteira da nota técnica aludida, o fármaco pleiteado não obteve
autorizacão da ANVISA paTa ser comercializado no país, sendo . que sua
disponibilização está condicionada a processo de importação, após autorização
especial da autarquia mencionada.
Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no
território brasileiro exige prévia autorizaçãó da ANVISA, de forma a garantir a
Praça da Liberdade, sM) - Edifício da AdvocaCia-Gerai' do Estado - Andar Térreo - CTiP: 30.140-9 L 2
• f.
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
segurança dos usuários c a afastar a comercialização de produtos inócuos Ou mesmo
prejudiciais à saúde. . '
Em face do que dispõe o artigo 6°, § 1°, da Lei Fcderal n. 8.080/90, no
que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária, 'foi editada a Lei Federal n. ,
.9.782/99 ql!e define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
. A ANVISA, autarquia federal, possui como finalidade institucional

"promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da
, produção e da comercialização de produtos e' serviços supmetidos à vigilância
sanitáüa, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a
eles relacionados, bem como 'o controle de portos: aeroportos e de fronteiras" (art.
.'
Se' o medicamento requerido, como no caso em tela, não pode ser
• livremente comercializado no Brasil, não há como se imputar ao Estado de Minas
.' Gerais a obrigação de adquiri-Io"e fornecê-lo à parte autora/recori:ente, sob pena de.
ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais. Se o medicamento
sequer roi autorizado para ser, comercializado -no Brasil, como aferir sua
UTILIDADE e EFICÁCIÀ para o tratamento da moléstia que acomete a partc
recorrente? Nesse aspecto, eventual procedência do pedido violará a autoridade da
AgênciaNacional de Vigilância Sanitária - ANVISA e, tambênl, a função executiva,
o que lhe é vedado em face do princípio da s'cparação dos poderes (art. 2° ,da
, '.,Constituiçãoda República).
, Em s'uma, o fato de o medicamento n,ão possuir autorização da ANVISA


ser comercializado no país impõe, por si só, a revogação da liminar.
Ressalte-se que devido ao fato do 'CINACALCET não ser
comercializado no mercado nacional, 'será necessária súa IMPORTAÇAO, o que
demanda tempo, ' .
: '
De fato, o Procedimento de Importação está sUjeIto às normas do
Regulamento Aduaneiro regulamentado pelo Decreto' 4765/2003' e é realizado pelo
núcleo de compras de medicamentos excepcionais e emergenciais,
Referido procedimento se inicia com a solicítação de emissão da Licença
de Importação (LI) ao despachante aduaneiro, submetida à análise do
de Operações de Comércio Exterior e, em seguida, à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, órgão, anuente responsável pela autorização' de importação do
medicamento.
da Liberdade. sinO - Edifkio lia Advocacia-Geral do Estado - Andar Térreo - CEP: 2
6
, .
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(rtf.' ;" ESTADO DE MINAS GERAIS
"
• ADVOCACIA·GERAL DO ESTADO
Nesses termos, cpmo o medicamento pléiteado provém do exterior e
possui. substância não registrada deve se' sujeitar ao cClntr'ole sanitário,
Após a autorização da LI a secretaria emite a instrução de embarque ao
fornecedor que tem o prazo de até 15 (quinze) dias para embarcar o
Confirmada a.chegada dd.produto no aeroporto de Confins é iniciado o procedimento
de desembaraço aduaneiro de· importação, quando é feita a fiscalização sanitária
(ANYISA) e (Secretaria de Receita) e, posteriormente, o. medicamento é
. e liberado.
Noutro giro, e ,com a devida licença, entende o' Estado de Minas Gerais
que, por' mais que sejam, relatórios médicos produzidos unilateralmente
por médico particular. não podem ser considerados provas suficientes a cmbasar .a
procedência do pedido formu'.ado pela partc' agravada, principalmente em sede de
cognição sumária .
. e. Com .efeito, interpretações abstratas de dispositivos constitucionais c
legais não conferem ao' relatório médico uma espécie de "título" oponível contra o
Estado e não o tornam apto a afastàr automaticamente a padronização levada a efeito
pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
. .
Ora, o relatório médico apresentado é simples documento particular quc
só se presta à prova. de fatos em relação ao signatário, isto' é, não é oponível a
e
terceiros. Vale dizer, o receituário subsc'ritopelo médico assistente da parte agraVada
tem força em relação a este e ao paciente, mas não perante terceiros, no caso, o
Estado de Minas Gerais.
e
e
Nesse sentido, a doutrina de Moacyr Amaral Santos:
• "Rcferentemente a terceiros, todavia, o instrumento particular. como res inter alios
aela, não tem a mesmaforça que tem entre a.\',partes. Os terceiro.< (/lIe seTo li
júrmaçüo do documento "e (.lO ali> nele representado, nüo podem sem mais qualqúer '
condição sujeitar-se aos seus efeitos prohatórios" (in: Prova ./udiciária no Cível e
Comercial. Vo!. 4. p. 178),
É mais; o Judiciário vem ressaltando" em suas decisões, que a
competência de prover a saúde pertence a todas as entidades gcivernamentais
196 e 23, inciso li da CF/88) .
No entanto, mister seja este dever exercitado em conformidade com os .
parâmctros traçados na própria Constituição Federal, sendo princípio. básico
estabelecido na Carta a de forma a tornar possível a
.Praça da Liberdade, sinO) - Edifício Advocacia.-GcraJ do Estado - Andar Térreo' - CEP: 30.140-,912 7

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ESTADO DE MINAS GERAIS
,. DO ESTADO
organização e racionalização do Sistema Único de Saúde, com a atribuição de
competências específicas para a Uniã<!, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Pois bem, o medicamento pleiteado pela parte agravada'não se encontra
no rol veiculado conio obrigação do ESTADO, o que demonstra que não é da
competência do Estado o seu fornecimento, não podendo ser o ente estatal compelido
a fcrnecer tratamento que se insere, em última análise, como há de se ver abaixo, na
esfera de atuação do Município onde reside o pacienfe.
e
' Muito embora o Sistema Único de Saúde seja, pcir definição
constitucional, uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da
União, dos Estados e do Distrito Federal e dos MU!1icípios, além de outras fontes, é
certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas, fixadas
por lei, que estabelecem' seus deveres de atuação.
e.
Assim, o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de
Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério' da Saúde e recebe recursos da
União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em
caráter excepcional, não utilizar a verba recebida a esse título para a
aquisição de .outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo
Ministério da Saúge para a doença em questão.
Em conclusão;' a pretensão de recebimento de' medicamento em
desacordo com os termos da Portaria MS/GM n. 2981, de 26 de novembro de 2009,

que aprova o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica,. não merece
ser acolhida por esse i. juízo, sendo necessário diferenciar, de um lado, o direito
constitucional à assistência farmacêutica, consubstanciado no fornecimento gratuito e


universal de medicamentos previamente padronizad,os, e, de outro, a distribuição
indiscriminada de' todo e qualquer tipo de medicamento.à população, situação, por
certo, não agasalhada pelo te'xto constitucional. ' '
I IH) Do PEDIDO DE EFEITO SUSI'ENSIVO - ARTIGO 558 DO CPC,
Como cediçr, o relator poderá, nos casos em que da decisão agravada
possa resultar lesão grave e de difícil reparação, suspender o seu cumprimento até.
pronunciamento definitivo da cámara, nos termos do artigo 558' do CPc.
. . . . .
. ' '
Assim, a decisão interlocutória de 10 grau é suscetível de causar ao
Estado de Minas lesão grave e de difícil reparação, uma vez que por meio dela
o agravante foi compelido a fornecer, sob as penas da lei, medicaÍ11ento de alto custo;
não incluído na relação dos medicainentos dispensados pelas Secreíarias Estaduais'
em caráter excepcional, nos termos da Portaria MS/GM n. 2.577/2006, cUJa
Praça da Libt:rdadc, sino. Edifki() da Advocacia-Gt:nd do Eswdo -.Aildar Térreo - CEP; 30. [40-912 oS
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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA'GERAL DO ESTADO
-
comercialização não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
. (ANYISA)e .cuja aquisição reterá parte dos recursos públicos destinados ao
orçamento da saúde para atendimento dé um único paciente, ao passo que poderiam
ser utilizados para adquirir os medicamenlós'já padronizados c, com isso, atender um
número muito maior de pacientes.
Insta deixar registrado, pOr oportuno, trecho do voto do Em. Des.
Caetano Levi, relator 'do agravo de instrumento n. \.0024.06.217.884-3/001, acerca
da irreversibilidade da decisão que antecipou os efeitos da tutela: "Ka cçmcessao da

gratuidade â'e justiça para a recori'ida deixa claro que a medida é irreversível
porque"se nao for confirmada na sentença a antecipaçao de tutela. o erário público
irremediavelmente estará lesado com ,fornecimento de remédio cuja: venda so
..
interessa ao respectivo fabricante. Assim, tem pertinência a irresignaçao ".
Presentes, portanto, os requisitos necessários ao deferim'ento élc efeito
porquanto à irreversibilidade da decisão de primeiro grau expõe o
patrimônio público a riscos de danos irreparáveis ou de difícil reparação.
Em razão disso, deverá ser deferido o efeito suspensivo, determinando-se
a suspensão de tO,dos os termos dã decisão agravada até julgaménto final do presente
recurso.
DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais:

I) seja conferido efeito suspensivo ao agravo de instrumento,
.determinando-se a suspensão da decisão agravada até julgamento final do recurso, ou,
pelo princípio da eventualidade, ao menos a dilatação do prazo para cumprimento da
. decisão, nos termos do art. 527, inciso lIl,crc art. 558, ambos do CPC; .


. .
llY seja recebido e darlo provimento ao presenle recurso, com a
conseqüente r,evogação da decisão agravada face à ausência dos pressupostos
necessários para a sua manutenção .
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizo'nte, 26 de fevereiro de 2010
ALANl\. LÚCIO DE OLIVEIRA
Procuradora do Estado
MASP 1.1 86832
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. Praça da Cihcrdade, s/nu -' Edifício da.Advo(:Ílciã-ccrâl dO ESlàdo"!... Anual' TérrCl) CEV: 30.140-912 <)
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CíVEL - UNIDADE GOIÁS
Ofício nO 679/2010
Belo Horizonte, 12 de março de 2010
Excelentíssimo Senhor Juiz,
De ordem do Excelentíssimo Senhor Desembargador Edivaldo
George dos Santos, Relator do Agravo nO 1,0145.09.567017 -3/001
(0072813-42.2010.8.13,0000), entre as partes ESTADO MINAS GERAIS
agravante(s) e AlCIRENE DE OLIVEIRA agravado(s), envio-lhe cópia do
despacho proferido nos referidos autos, solicitando a V.Ex(a) que preste as
informações que entender necessárias, no prazo de dez dias, nos termos do
art. 527, IV, do CPC.
O citado Agravo foi interposto contra decisão prolatada nos autos
da Ação Ordinária nO 0145.09.567017-3 que tramita na Vara da Fazenda
Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora.
Respeitosamente,
11 Katia Silva
Escrivão(ã) dei Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goiás
Excelentíssimo Senhor
Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da
Comarca de
Juiz de Fora - MG
Documento emitido pelo SIAP:
155920924101960430270002201518
Cód. 10.25.097-2
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AGRAVO DE INSTRUMENTO N°1.0145.09.567017-3/001
COMARCA
AGRAVANTE
AGRAVADO
RELATOR
BELO HORIZONTE
ESTADO DE MINAS GERAIS
ALCIRENE DE OLIVEIRA
DES. EDIVALDO GEORGE DOS lfANTOS .
,
DECISÃO
Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de
efeito suspensivo, interposto pelo ESTADO DE MINAS GERAIS, contra a r.
decisão de fls. 21/22, que ao deferir a antecipação de tutela pleiteada, compeliu o
agravante a fornecer o medicamento requerido pela agravada. Examinando a
minuta de agravo, bem como os documentos a ela acostadps, verifiquei não· ser
caso de aplicação do disposto nos arts. 527, inciso 111 e 558, do CPC, tendo em
vista não estar presente a relevância do fundamento do pedito, tendo em vista a
previsão constitucional, inserta no art. 196, da CF/88, que dispõe ser "ª
saúde direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à· reduçã.o do ris90 de doença e de
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às açôes e serviços
para sua promoção, proteção e recuperação." (Grifei)!.
Isto posto, indefiro o efeito suspenlsivo pleiteado .
Dessa forma, determino ao cartó+ que:
1. Solicite ao juiz da causa, no prazo de 10 (dez) dias,
as informações sobre o alegado na minuta de recurso, na prevista no inciso
IV, do art. 527, do CPC, e a decisão agravada está ou não selndo mantida;
2. Intime o agravado para, no prazo de 10 (dez) dias,
contra-minutar, querendo, o presente recurso; . I
I
3. Ultimadas tais providências,· sejam os autos
remetidos à Procuradoria de Justiça, para oferta de parecer, :nos termos dispostos
no inciso VI, do art. 527, do já citado Código.


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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais

8m1"7 I 03
faço estes autos conclusos ao
<M. Juiz da V. Faz. e AutarquNls
futaduais de Juiz fora • MG
O Esc./Escrev. __ _
Vara da Fazenda Pública Estadual
CÓd. 10.25.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais t
..
Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Vistos e etc ...
• 1. Cumpra-se decisão de FLS. 59.
2. Intime-se. Publique-se.
Juiz de Fora, 17 de Março de 2010
MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHÃES
Juiz de Direito



C6d. 10.25.097·2
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J
'P9:J
6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Ao
Excelentíssimo Senhor
.sembargador EDIVALDO GEORDE DOS SNTOS
0_0_ Relator do Agravo de Instrumento n
0
1.0145_09.567017.,.3
1001 Senhor Desembargador,
o agravado requereu ação ordinária de
..
obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela,
pretendendo medida liminar para que o Estado de Minas
Gerais fornecesse os medicamentos indicados às FLS.03
para serem ministrados conforme orientação médica.
o pedido do agravante veio estribado por conta
• decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada que
liminar determinando que ESTADO DE MINAS
GERAIS custeasse o tratamento com os medicamentos
retro-referidos.
Com efeito, fundamentei meu entendimento
• tendo em conta o que dispõe o Art.196 da Carta Magna que
• tem por destinatário todos os entes políticos que compõem
no plano institucional, a organização federativa do Estado
brasileiro, não podendo converter-se em promessa
constitucional inconseqüente, pois seria uma fraude às
expectativas da coletividade, pois é dever do Estado
garantir a saúde dos cidadãos.
C6d. 10.25.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
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'P90
6 Poder Judiç.iário do Estado de Gerais
Processo nO. 09.567017-3
Vara da Fazenda Pública
e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Informo, outrossim, que foram cumpridas as
determinações do Art.526 do CPC.

Destarte, fulcrado nessa linha de entendimento,
antive a decisão objurgada .
..
. Observo, outrossim, que mandei cumprir
decisão de Vossa Excelência .
Estas, Senhor Relator, as informações devidas,
pelas quais Vossa Excelência aquilatará as razões do
despacho espancado, mantendo-o ou não dentro do seu
livre convencimento .

Sendo oportuno, apresento a Vossa Excelência
protestos de elevada estima e consideração.


Juiz de Fora, 17 de Março de 2010
MARCELO
Juiz de Direito
LHÃES
Cód.10.25.097-2
RECEBIMENTO DE AUTOS
Em.1:3 I lilutos foram
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CERTlDÁO
CertifIco que nesla danl in1imei o
Público do Estado de Minas Gerais, mediante
carga no livro próprio. Dou fê.
Juiz de Fora, ,?à1
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VfH:l da
JUNTADA
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA
DE JUIZ DE FORAlMG.
Processo: 145.09.567.017-3
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificado (a) nos autos da Ação de
Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação dos Efeitos da Tutela Jurisdicional em epígrafe, que
move em face do Estado de Minas Gerais, através da Defensoria Pública do Estado de Minas
Gerais, vem, respeitosamente, à presença honrada de Vossa Excelência, , apresentar, em tempo
hábil, impugnação à contestação de fls. ,nos seguintes termos:
DA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO DA ANVISA:
De início, cabe repelír, veementemente, a afirmação apresentada pelo
Réu, notadamente no que tange à impossibilidade, por restrição legal, de imputar-lhe a obrigação
pelo fornecimento de medicamento não registrado junto à ANVISA, como ocorre no caso sub
examine .
Ora, é cediço que a ausência de registro junto à ANVISA restringe, apenas
e tão-somente, a comercialização do medicamento dentro do país e não a sua importação através
de pessoa física ou jurídica, conforme permissivo legal vigente (doc. apresentado pelo próprio réu às
fls. 46). Tanto assim que o medicamento Cinacalcet vem sendo regularmente fornecido pelo Estado
de Minas Gerais à Autora, o que faz cair por terra as razões lançadas às fls.
Saliente-se, ainda, que a inexistência de registro junto à ANVISA não
decorre, necessariamente, de incomprovada eficácia de medicamento importado, mas quase
Defensoria Pllblica do Estado de Minas Gerais
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
sempre de um moroso e complexo procedimento administrativo que muitas vezes resulta em
prejuízos irreparáveis a incontáveis números de pessoas doentes que anseiam pela liberação de
determinado fármaco.
Excelência, no caso em especle, a Autora, portadora de grau mais
avançado da grave doença que a acomete, com comprometimento clínico que poderá levá-Ia a óbito
e tendo passado por todos, repita-se, todos os tratamentos até então disponibilizados no mercado
nacional, tem como última e única opção, para o controle de sua patologia e garantia da sua
sobrevida, o uso do medicamento Cinacalcet (aprovado nos EUA e em alguns países da Europa),
pelo que se impõe, data maxima venia, seja rejeitada a tese suscitada pelo Réu .
DA OBSERVÂNCIA DA REGULAMENTAÇÂO DO SUS - PORTARIA MS/GM N° 2.577 DE
27.10.2006:
Não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no presente
caso, figurar como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da
Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos
em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para aquisição de outros
remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em
questão.
Ora, é pacífico, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, que o dever
de assegurar ao cidadão os medicamentosftnsumos necessários ao seu tratamento de saúde,
independentemente da patologia que está acometido, é solidário entre as pessoas jurídicas de
direito público interno, não havendo que se falar, portanto, em litisconsórcio necessário ou
legitimidade passiva exclusiva:
AÇÃO ORDINÁRIA - FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS - OBRIGAÇÃO
SOLIDÁRIA DA UNIÃO, ESTADOS E MUNIcíPIOS -NECESSIDADE PROVADA -
DIREITO DO CIDADÃO. Conforme preceito constitucional, é dever solidário da União,
Estados e Municípios assegurar ao cidadão os medicamentos necessários ao seu
tratamento de saúde, não havendo litisconsórcio necessário, no caso. Estando provada
a necessidade de receber tal medicamento, é procedente o pedido de condenação do
Município em fornecê-los. Preliminar rejeitada e sentença confirmada.
Defensoria Pública do Estado de Mina.<; Gerais
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. TUTELA ANTECIPADA.
COMPRA DE MEDICAMENTO TRANSFERÊNCIA DA RESPONSABILIDADE PARA O
ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA. INVIABILIDADE. -A obrigação de fornecer
medicamento ao necessitado que padece de mal físico ou mental é solidária entre as
pessoas juridicas de direito público interno. -Porque solidária o Município não pode
transferir tal obrigação para o Estado-membro quando somente aquele é demandado .
AGRAVO N" 1.0629.06.030391-0/001 - COMARCA DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO-
AGRAVANTE(S): MUNiCíPIO SAO JOÃO NEPOMUCENO - AGRAVADO(A)(S):
ESTADO MINAS GERAIS - RELATOR: EXMO. SR. DES. BEUZÁRIO DE LACERDA
MANDADO DE SEGURANÇA - SUS - FORNECIMENTO GRATUITO DE
MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA -
OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL - OFENSA A DIREITO LÍQUIDO E
CERTO. - Representa ofensa ao direito liquido e cerlo do individuo de receber um
tratamento digno e adequado de saúde, assegurado constitucionalmente, a conduta
omissiva do Municipio, gestor local do SUS, que deixa de fornecer-lhe medicamentos de
uso continuo e equipamento de oxigênio, tendo em conta o caráter relevante do direito
subjetivo reconhecido pela Constituição Federal. (Des. Duarle de Paula, Ap.
1.0024.03.185422-7.001) .
A saúde é um direito social da pessoa que demanda do Estado a
formulação de políticas necessárias para sua implementação e que o alcancem efetivamente.
Assim, ao contrário dos direitos individuais, nos direitos sociais ao Estado é
exigido um facere a fim de que o individuo exerça com plenitude o direito elencado como social.
Ao nomear tais direitos, o Estado avocou para si a obrigação de garanti-los,
contudo, sem repartir com os entes da federação essa função. Logo, se o poder que tudo pode ao
estruturar e organizar o novo Estado a partir de 1988 não fez tal divisão, ao contrário, afirmou que:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, ( ... )"
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas ( ... )"
Não há que se falar, em relação à saúde, em competéncia do municipio, ou
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
do estado ou da união, A competência é do ESTADO - PODER PÚBLICO - como ente maior não
importando ao cidadão se será o administrador público municipal, estadual ou federal quem irá
oferecer tal serviço de saúde.
O dever do poder público é de qualquer das esferas institucionais que não
podem mostrar-se indiferentes à sua obrigação e ao tratamento de que necessita o hipossuficiente .
Com efeito, fica afastada a alegação de ilegitimidade passiva, porquanto,
solidária a responsabilidade dos entes públicos, não será possivel ao Estado transferir tal obrigação
quando somente este for demandado.
CONCLUSÃO:
Por derradeiro, confia, o (a) Autor (a), em que Vossa Excelência, com
melhores e mais profundos suplementos, julgará, nos termos do artigo 330, I do CPC, procedente o
pedido constante na inicial, mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida.
Termos em que.
P. Deferimento
Juiz de Fora, 0l\bril de 2010 .

Defensor Público
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Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
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E.mail de iG Mail - CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA
Page 1 of 1
paulo henrique novelino <phnovelino@ig.com.br>
CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA
1 mensagem
Unidade de Atendimento ao Publico - ANVISA
<atendimento.uniap@anvisa.gov.br>
15 de fevereiro de 2010
14:56
Para: phnovelino@ig.com.br
Prezado Senhor Paulo Henrique,
Em relação ao protocolo de atendimento 2010034196, informamos que:

ambito de atuação da GIPAF, informamos que de acordo com o Item 8 do CAPiTULO XXXVII da
C nO 81/08: "A importação de bens ou produtos não regularizados na ANVISA, vinculada à
obrigatoriedade de cumprimento de ações judiciais deferidas no interesse de tratamento clinico de
pacientes, na qual a pessoa jurldica importadora seja o Ministério da Saúde, Secretarias de Estado e
Distrito Federal ou Municipais de Saúde, deverá ter análise e o deferimento do Licenciamento de
Importação concedidos pela autoridade sanitária em exercício no local de desembaraço aduaneiro"
Agradecemos o contato e colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.
.. Atenciosamente,
entrai de Atendimento


Agência Nacional de Vigilância Sanitária
0800 642 9782
portal.anvisa.gov. br
Este endereço eletrônico está habilitado apenas para enviar e-mails.Caso deseje entrar em contato com
a central, favor ligar no 0800 642 9782 ou acessar o Fale Conosco, disponivel no site da ANVISA
(portal.anvisa.gov.br). As ligações podem ser feitas de segunda a sexta - feira, das 7h30 às 19h30,
exceto feriados .
http://mail.mailig. ig.com. br/maill?ui=2&ik=ca2afb7c76&view=pt&search=inbox&th= 1... 6/4/20 l O
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
t1
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DEFORA-MG
Processo nO: 0145.09.567017-3
Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS
PPI
I' .1." f '"
" ,
. .', ...
o ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora ao final
assinada, nos autos do processo em epígrafe --; Ação de Conhecimento ajuizada
por Alcirene de Oliveira, vem, à de v6'ssa Excelência, requerer a
inclusão da procuradora ába'ixo indicada no SISCON e na capa dos autos, bem
como requerer que nas próximas publicações constem seu nome e OAB, para
fins de acompanhamento '.)'" .. , ,..I,
,
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, 10 de ma de 2010 .
AN'
rocuradora do Estado
. 1.122.386-4 OAB/MG 98.180
www.age.mg.gov.br
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..
CERTIDÃO
Certifico qlle cllIlas!reJ no SISCOM :1 OAB/MG
do(a) Dr.(ll). fNl\-t\bl i it h, lJfTlo S :
Juizdefurn, q5 I 04 j20..l.6.L
CONCLUSÃO
Em 11:) L 04 /20 .... 1 ..... ,0 __
faço estes autos conclusos ao
'M. Juiz da V. Faz. e Autarquias
Estaduais de Juiz dÁ\fora - MG
O Esc./Escrev. ___ ___ _
Vara da Fazenda Pública Estadual
I) EI1l Especifiquem as que
desejam produzir, fundamentadamente.
3) Intime-se , : :

"""v :::'.20&+--'
Marcelo Cavalcanti P. a Ihães
Juiz de Direito
RECEBIMENTO DE AUTOS
2utos foram
c."""':vidoli • S Oilcrlitêlriil.
O

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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais


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C6d. 10.25.097-2
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JUNTADA
Junto a estes au",",
.. RtF em frenlC>
O(A) fllCrlvao lal ____ •


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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de }'ora
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA,
ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG. t1J
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Processo nO: 0145.09.567017-3
Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS
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o ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora, nos autos
do processo em epígrafe - Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de
Oliveira, vem, perante Vossa Excelência, em atenção à publicação de fl. retro,
informar que não pretende produzir mais nenhum meio de prova. notadamente
tendo em conta que o ônus probatório dos fatos alegados na inicial incumbe à
autora.
Ressalta, na oportunidade, que, conforme devidamente exposto na
contestação, a autora pretende por meio desta demanda o fornecimento de
um medicamento NÃO REGISTRADO NA ANVISA, e que, por
conseqüência, não possui autorização legal para comercialização no país.
O registro do medicamento perante a ANVISA - Agência Nacional
de Vigilância Sanitária - é exigência de segurança sanitária, não podendo o
Estado se ver compelido a fornecer a favor de jurisdicionados medicamentos
que não possuem controle sanitário nacional e, por isso, não possuem
autorização legal para o comércio interno .
Ressalte-se que, em recente decisão proferida pelo Supremo
Tribunal Federal, nas Suspensões de Tutela (STA) 175, 211 e 278; Suspensões
de Segurança 3724, 2944, 2361, 3345 e 3355; e Suspensão de Liminar (SL) 47,
o Ministro Gilmar Mendes deixou expressamente consignada a
impossibilidade de obrigar o Poder Público ao fornecimento de
medicamentos não registrados na ANVISA:
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60. Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do
SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de (1)
uma omissão legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão
administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a
sua dispensacão.
Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado
ao fornecimento de prestação de saúde não registrada na
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) .
Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência
Pública. é vedado à Administração Pública fornecer {ármaco que
não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. o 6.360/76, ao
dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos,
determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que
trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado,
exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no
Ministério da Saúde ". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles o de que o
produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se
propõe. O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de
medicamento de procedência estrangeira, deverá ser comprovada
a existência de registro válido no país de origem .
O registro de medicamento, como ressaltado pelo Procurador-
Geral da República na Audiência Pública, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da ANVISA
na mesma ocasião, a Agência, por força da lei de sua criação,
também realiza a regulação econômica dos fármacos. Após
verificar a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e
conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do
preço definido, levando em consideração o beneficio clínico e o
custo do tratamento.
Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não
trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso. o
registro na ANVISA configura-se como condição necessária para
atestar a segurança e o beneficio do produto. sendo o primeiro
requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar
sua incorporação.
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral ,do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora' •
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• ~ ' .... j
Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais,
a importação de medicamento não registrado poderá ser
autorizada pela ANVISA. A Lei n. o 9. 782/99, que criou a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela
dispense de "registro/:/fle.4ipWWf1:to.s w!guir;idos por intermédio
de organismos multilaterais internacionais, para uso de
programds ein saddê públiidpelo Ministério da Saúde.
Verifica-se, pois, n ~ " 'esteira do que devidamente exposto na
contestação e na nota técnica elabora pela Secretaria de Estado de Saúde, bem
como de acordo com a jurisprudência do STF, que não é possível acolher o
pedido formulado na inicial de fornecimento de medicamento que sequer
possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo
necessário, pois, o julgamento improcedente da ação .
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, 10· I e maio de 2010.
o
1\ .
An,m lIa e Matos Alves
r;t-ocuradora do Estado
Masl!.122.386-4 OAB/MG 98.180
... ."

Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 32 I 6,3:i30
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256
CERTIDÃO - MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em cumprimento à Instrução 173/88 da CGJMG c/c
290 do T JMGe PrGvirnento 161/2005 da CGJMG,
certifico que foi promovido o andamento processuai nestas
aulos da seguinte rnam!im:
O Vi.ta õa Estado de Minas Gereis, via Procurador do Estado.
O Processo suspenso. Aí!. 40 Lei 6830l13C
O Processo SUSp>!!fl20. Parcelamento. Ar!. 792 cio CPC.
m ",';",. I:>E..f. Pl>
VISTA
Faço visIa destes lIUtoIJ â DEFENSORIA
PÚBLICA
Juiz de Fora, A
Escriv.i (ente):
RECEBIMENTO DE AlJ'l'OS
Em 09/06/2010 estee
foram devolvidos à
S€!cJ::'eteria pelo DefenEforia.
EscriVão (ente): _

.-



Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO. SR DR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA
DE JUIZ DE FORA .
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificada nos autos da Ação de 1
Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela que move em face do Estado de Minas , ~
Gerais, através da Defensoria Pública, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de
Vossa Excelência, expor e requerer o seguinte:
Ao contrário do que sugere o Réu, a inexistência de registro de
medicamento junto à ANVISA não restringe a sua aquisição, tanto por pessoa física quanto jurídica,
através de importação autorizada pelo indigitado órgão (fls. 68); mas, tão-somente a sua
industrialização, exposição à venda ou entrega a consumo interno antes de registrado no Ministério
da Saúde.
Tanto assim, que o Estado de Minas Gerais, mediante adoção de
todo o procedimento de importação, já fez diversas aquisições do medicamento Cinacalcet para dar
cumprimento a diversas determinações judiciais da mesma natureza.
E não para por ai, em ação ajuizada para o fim de que o Municipio de
Juiz de Fora fomecesse o medicamento Cinacalcet ao autor APP.A, foi determinado, pela d. juiza da
2" Vara da Fazenda Pública Municipal, que o referido ente público efetuasse o depósito do valor
referente a oito caixas do indigitado fármaco para que o autor, através de pessoa física, pudesse
importá-lo, uma vez que Município, por restrições administrativas momentâneas não pôde fazê-lo .
Saliente, neste particular, que a importação já foi concretizado e o
autor A.P.F.A já iniciou o tratamento que lhe foi prescrito com sucesso, restando, portanto,
demonstrada a sua eficácia.
Por derradeiro, imperioso salientar que, em relação à ausência de
registro do medicamente Cinacalcet junto à ANVISA, pelo que pode concluir-se, deve-se, apenas e
tão-somente, a notória burocracia e ineficiência de nossos órgãos públicos, eis que o fármaco em
questão já encontra-se aprovado e liberado para industrialização e comercialização pelos respectivos
órgãos competentes do EUA e da Europa (doc. anexo), sabidamente mais criteriosos em suas
análises.
Defensoria Pública do ESlado de Minas Gerais
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1 ) ~ ',., '. /'
.. .
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Assim, confia, o (a) Autor (a), em que Vossa Excelência, com
melhores e mais profundos suplementos, julgará, nos termos do artigo 330, I do CPC,
procedente o pedido constante na inicial, mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já
concedida.
Termos em que,
P. deferimento.
Juiz de Fora, Oi' junho de 2010 .
Páulo Henrique Novelino
\ Defensor Publico
\ Madep 0271
\
\
Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
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. ~ J- !I:
~ t 1 , ~ " , European Medicines Agency
Mimpara
cinacalcet
Doc. Ref.: EM EA/72169612009
EMEA/H/C/570
Resumo do EPAR destinado ao público
Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR). O seu
objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP)
avaliou os estudos realizados, afim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do
medicamento.
Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento, leia o Folheto
Informativo (também parte do EPAR) ou con/acte o seu médico oufarmacêutico. Se quiser obter
mais informação sobre osfundamemos das recomendações do CHMP, leia a Discussão
Cientijica (também varte do EPAR) .
o que é o Mimpara?
O Mimpara é um medicamento que contém a substância activa cinacalcet. Encontra-se disponível sob
a forma de comprimidos ovais verde-claros (30, 60 e 90 mg).
Para que é utilizado o Mimpara?
O Mimpara é utilizado em pacientes adultos e idosos nas seguintes instâncias:
• para tratar o hiperparatiroidismo secundário em pacientes com doença renal grave que necessitem
de diálise para purificar o sangue de produtos residuais. O hiperparatiroidismo é uma doença em
que as glândulas paratiróides do pescoço produzem níveis demasiado elevados da hormona
paratiroideia (PTH), o que pode resultar em dor nos ossos e nas articulações e deformações nos
braços e nas pernas. "Secundário" significa que o hiperparatiroidismo é causado por outra
doença. O Mimpara pode ser usado como parte de um tratamento que inclua fixadores de fósforo
ou esteróis da vitamina D;
• para reduzir a hipercalcemia (niveis elevados de cálcio no sangue) em pacientes com carcinoma
das paratiróides (cancro das glândulas paratiróides) ou hiperparatiroidismo primário em que não
possam ser removidas as glândulas paratiróides, ou quando o médico não considere adequada a
remoção das glândulas paratiróides. "Primário" significa que o hiperparatiroidismo não é causado
por outra doença .
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.
Como se utiliza o Mimpara?
No hiperparatiroidismo secundário, a dose inicial recomendada nos adultos é de 30 mg uma vez ao
dia. A dose é ajustada a cada duas a quatro semanas, consoante os níveis da PTH do paciente, até à
dose máxima de 180 mg uma vez ao dia. Os níveis da PTH devem ser verificados pelo menos 12 horas
após a administração da dose e uma a quatro semanas após cada ajustamento da dose de Mimpara Os
níveis de cálcio no sangue devem ser medidos frequentemente e no espaço de uma semana a contar de
cada ajustamento da dose de Mimpara. Uma vez estabelecida uma dose de manutenção, os níveis de
cálcio devem ser medidos mensalmente e os níveis da PTH devem ser medidos a cada um a três
meses.
Em pacientes com carcinoma da paratiróide ou hiperparatiroidismo primário, a dose inicial
recomendada de Mimpara para adultos é de 30 mg duas vezes ao dia. A dose de Mimpara deve ser
7 WestferT)' Circus, Canary Wharf, London E14 4HB, UK
Tel. (44-20) 741884 00 Fax (44-20) 74 188416
E-maiJ: mail@emea.europa.eu http://www.emea.europa.eu
© European Medicinas Agency. 2009. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.
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aumentada a cada duas a quatro semanas, sem ultrapassar os 90 mg três ou quatro vezes ao dia,
confonne necessário para reduzir a concentração de cálcio no sangue até aos níveis nannais.
O Mimpara deve ser tomado com alimentos ou logo após uma refeição.
Como funciona o Mimpara?
A substância activa do Mimpara, o cinacalcet, é um agente calcimimético. Isto significa que mimetiza
a acção do cálcio no organismo. O cinacalcet actua aumentando a sensibilidade dos receptores
sensíveis ao cálcio nas glândulas paratiróides que regulam a secreção da PTH. Ao aumentar a
sensibilidade destes receptores, o cinacalcet leva a uma diminuição da produção da PTH pelas
glândulas paratir6ides. A redução da PTH leva também a uma redução dos níveis de cálcio no sangue.
Como foi estudado o Mimpara?
O Mimpara foi foi comparado com placebo (tratamento simulado) em três estudos principais, que
incluíram 1136 pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. Os estudos tiveram a duração de
seis meses. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que, no final do estudo,
apresentava um nível da PTH inferior a 250 microgramas por litro.
O Mimpara foi também testado num estudo que incluiu 46 pacientes com hipercalcemia, incluindo 29
pacientes com carcinoma das paratiróides e 17 pacientes com hiperparatiroidismo primário, cujas
glândulas paratir6ides não podiam ser retiradas ou nos quais a cirurgia para remoção das glândulas
paratiróides não foi eficaz. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que
apresentaram uma redução dos níveis de cálcio no sangue superior a I mg por decilitro até ser
estabelecida uma dose de manutenção (entre duas e 16 semanas após o início do estudo). O estudo
continuou por mais três anos. Outros três estudos compararam o Mimpara com um placebo num total
de 136 pacientes com hiperparatiroidismo primário durante um máximo de um ano. Destes, 45 foram
incluídos num quarto estudo a longo prazo para estudar a eficácia do Mimpara durante um total de
quase seis anos.
Qual o beneficio demonstrado pelo Mimpara durante os estudos?
Dos pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise, cerca de 40% dos que tomavam Mimpara
apresentaram níveis da PTH inferiores a 250 microgramas/I no final do estudo, em comparação com
cerca de 6% dos pacientes que tomavam placebo. O Mimpara permitiu uma redução dos níveis da
PTH de 42% em comparação com um aumento de 8% nos pacientes a receber o placebo .
O Mimpara produziu uma redução do cálcio no sangue superior a I mg/dl em 62% dos pacientes com
cancro (18 em 29) e em 88% dos pacientes com hiperparatiroidismo primário (15 em 17). Os
resultados dos estudos adicionais apoiam a utilização do Mimpara na hipercalcemia em pacientes com
hiperparatiroidismo primário.
Qual é o risco associado ao Mimpara?
Os efeitos secundários mais comuns associados ao Mimpara no hiperparatiroidismo secundário
(observados em mais de I em cada 10 pacientes) são náusea (enjoo) e vómitos. Nos pacientes com
carcinoma das paratiróides ou hiperparatiroidismo primário, os efeitos secundários mais comuns são
semelhantes aos verificados nos pacientes com doença renal prolongada, ou seja, náusea e vómitos.
Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Mimpara, consulte o
Folheto Informativo.
O Mimpara não deve ser utilizado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) ao cinacalcet ou a qualquer
outro componente do medicamento.
Por que foi aprovado o Mímpara?
O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os beneficios do Mimpara são
superiores aos seus riscos no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em pacientes com
insuficiência renal em fase terminal, em terapia de diálise de manutenção, bem como na redução da
hipercalcemia em pacientes com carcinoma das paratir6ides ou hiperparatiroidismo primário nos quais
a paratiroidectomia seria indicada com base nos níveis de cálcio sérico mas nos quais a
paratiroidectomia não é clinicamente adequada ou é contra-indicada. O Comité recomendou a
concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Mimpara.
2/3
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Outras informações sobre o Mimpara
Em 22 de Outubro de 2004, a Comissão Europeia concedeu à Amgen Europe B. V. uma Autorização
de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Mimpara. A
Autorização de Introdução no Mercado foi renovada em 22 de Outubro de 2009.
O EPAR completo sobre o Mimpara pode ser consultado aqui.
Este resumo foi ac!ualizado pela última vez em 10-2009 .
3/3
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TJMG - Andamento Processual - Andamentos
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6 T'-'MG
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Advogados
Comarca de Juiz de Fora - Dados do processo
Todos os Andamentos
-

NÚMERO TJMG: 014509561794-3 NUMERAÇÃO ÚNICA: 5617943-94.2009.8.13.0145
2 REG PUB/FZ MUN/FAL ATIV,O
,. . <-
CONCLUSOS PARA JULGAMENTO JUIZ(A) TITULAR 22221612 30/03/2010
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA 29/03/2010
-.
RECEBIDOS OS AUTOS DO MINISTÉRIO
29/03/2010
PÚBLICO
AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO MINISTÉRIO
PÚBLICO
PROMOTOR(A) 20001097 22/03/2010
ATO ORDINATÓRIO VISTA MP
19/03/2010
EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ JUDICIAL
19/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
- '
"
. ,- 19/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO

. '.
.- .J.
JUIZ(A) TITULAR 22221612 17/03/2010
ATO ORDINATÓRIO VISTA DEFENSOR
('..,./
17/03/2010
.NTADA DE DIVERSA 16/03/2010
ATO ORDINATORIO MERO EXPEDIENTE
16/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO,
42221612 12/03/2010
. ,_' J.
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
12/03/2010
RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO 099147/MG 11/03/2010
... 1 .• :. __ •
AUTOS ENTREGUES:EM CARGA AO ADVOGADO
099147/MG 08/03/2010
DO RÉU
'.'

PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM
08/03/2010
JUNTADA DE MANDADO
04/03/2010

JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
04/03/2010
PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM
08/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
03/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO JUIZ(A) TITULAR 22221612 02/03/2010
EXPEDIÇÃO DE MANDADO
02/03/2010
JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA
01/03/2010
ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE
01/03/2010
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO
JUIZ(A) TITULAR 22221612 24/02/2010
RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO
24/02/2010
AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO ADVOGADO
099147/MG 23/02/2010
DO RÉU
http://www.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc _ movimentacoes.jsp?comrCodigo= 145&numero... 2/6/2010
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Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número
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CONCLU§Ao
Et":L 1.p. I. 06 (w __
Conclusospara sentença.
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Marcelo p. M
Juiz
RECEBIMENTO DE AUTOS
cm o Co / 10 este" .utOi> foram
devolvidos ti S5crat .. ri ...
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CONCLUSÃO
O, deio
faço estes aU!./)$ c,onc!uEOi1 ao
f::iM. ,juiz. (38 V. Fa:r.,. e Au,,,:Jq:Ú:1B
I
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da
Comarca de Juiz de Fora
Autos: 0145.09.567017-3
AÇÂO ORDINÁRIA
AUTORA: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RÉU: ESTADO DE MINAS GERAIS
SENTENÇA
Vistos, etc ...
Tratam os presentes autos de AÇÃO DE
OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS
EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE
DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS,
deduzindo, em síntese, que necessita fazer uso do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), 1 frasco/mês, por ser portadora
da doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina D .
Aduz, que por indicação de especialista, necessita do
uso do medicamento por tempo indeterminado. Requer a
Gratuidade Judiciária e pede a antecipação de tutela para
fornecimento contínuo do medicamento requerido.
Segundo a Autora e declarações da SECRETARIA
ESTADUAL DE SAÚDE o medicamento prescrito não faz parte do
programa de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde.
C6d.10.25.097-2
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6 Poder ..Judiciário do Estado de Minas Gerais
Alega a Autora, não ter condições de adquiri-los sem
prejuízo do sustento próprio e de sua família.
Junta documentos de FLS. 07/19.
Foram deferidas Gratuidade Judiciária e Antecipação
da Tutela Jurisdicional. Fls.21/22.
Contestação pelo ESTADO DE MINAS GERAIS às
FLS.37/43, aduzindo em síntese que o Poder Público, diante das
inúmeras opções terapêuticas existentes no mercado farmacêutico
e das limitações orçamentárias que o cercam, seleciona e
padroniza a aquisição daqueles necessários ao atendimento de sua
população.
Agravo de Instrumento ás FLS.49/57.
Entendendo estar maduro processo para julgamento,
sem qualquer acréscimo de provas ou documentos, os autos vieram
conclusos para sentença.
ESSE É O RELATÓRIO.
DECIDO.
Cuida-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER
COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA
JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA pleiteando
a concessão de medicamento sob custas do ESTADO DE MINAS
GERAIS, prescrito por médico especializado, indicado para quadro
de doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina O, e que não possui condições
financeiras de comprar a medicação indicada .
Inquestionável o entendimento que a autora detém o
direito pleiteado, pois, trata-se de pessoa destituída de recursos
financeiros para adquirir o medicamento que lhe dê condições de
tratamento para o mal que está acometido.
Cód. 10.25.097·2
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6 Poder ..Judiciário do Estado de Minas Gerais
A prestação de tal serviço, ou seja, fornecimento de
medicamentos às pessoas destituídas de recursos financeiros é
dever constitucional do Poder Público. O direito a saúde constitui
conseqüência indissociável do direito à vida, ambos garantidos pela
Constituição Federal, consignados nos Arts.6°e 196, "in verbis":
Art. 6°- São direitos sociais a educação, a saúde,
o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados,na
forma desta Constituição.
Art. 196 - A saúde é direito de todos e dever do
Estado, garantido mediante políticas sociais em
econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal
e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação.
O usuário do Sistema Único de Saúde tem direito a
atendimento digno e que possibilite, adequadamente, o seu
tratamento, não justificando que a Administração Pública se ampare
na obediência estrita a procedimentos orçamentários, sempre, em
detrimento da vida dos contribuintes.
É certo, não há dúvida, de que excessos existem de
cidadãos que buscam o Sistema Único de Saúde mesmo tendo
condições de suportar o ônus da medicação, assoberbando o
Estado e o Judiciário. Todavia, verifica-se que se trata de parcela
mínima da população, pois, a esmagadora maioria é de
necessitados e sem condições de suportar os medicamentos
indicados, com comprometimento de suas subsistências, sendo
cediço que quase todos os fármacos de uso contínuo, hoje fazem
diferença no orçamento dos brasileiros .
Com efeito, o Estado é competente para prestação
do atendimento da saúde da população. Assim, a gerência do
serviço público de saúde não é apenas da União, mas também do
Município e do Estado, de forma solidária, ressalvado o disposto no
inciso 111, alínea "a", do Art.16 da Lei 8.080/90, que dispõe sobre a
definição e coordenação dos Sistemas de Redes Integradas de
Assistência de Alta Complexidade.
Cód. 10.25.097·2
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Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Nesse passo, cumpre observar, que esse
medicamento pleiteado é indicado no tratamento do quadro de
doença Renal Crônica, estando em hemodiálise há 14 anos e
evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a
doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com
quelantes de fósforo e vitamina D.
Assim, havendo prescrição de médicos devidamente
inscritos no Conselho Regional de Medicina sobre a necessidade do
tratamento indicado, não pode o Estado negá-los, tendo em vista o
dever constitucional de garantir o direito à saúde, deixando de ser
comprovado nos autos, turno outro, que a droga pode ser
substituída por outra do dispensário de medicamentos públicos ou
que existam outras drogas disponibilizadas que não foram utilizadas
e que também possam responder positivamente ao tratamento da
moléstia de que padece a postulante .
Cód. 10.25.097-2
Nosso Tribunal tem decidido, "in verbis":
TJMG
DESEMBARGADORA HELOISA COMBAT
Data do julgamento: 07/10/2008
Data da Publicação: 24/10/2008
ACÃO ORDINÁRIA FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DO
MUNiCíPIO - SAÚDE - DIREITO GARANTIDO
CONSTITUCIONALMENTE NECESSIDADE
COMPROVADA - PROVA DA MOLÉSTIA E DA
CORRELACÃO COM OS MEDICAMENTOS
SOLICITADOS. - No que toca ao direito do
cidadão à saúde e à integridade física, a
responsabilidade do Estado é conjunta e solidária
com a dos Municípíos e a da União. E, tratando-se
de responsabilidade solidária, a parte necessitada
não é obrigada a dirigir seu pleito a todos os
entes da federação, podendo direcioná-lo àquele
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-.
6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
que lhe convier. O Sistema Único de Saúde, tendo
em vista o seu caráter de descentralização, torna
solidária a responsabilidade pela saúde,
alcançando a União, os Estados e os Municípios.-
Demonstrada a necessidade de determinada
prestação, por recomendação médica, para a
prevenção, controle ou cura de moléstia, a
demanda deve ser integralmente satisfeita, como
meio de tornar efetiva a garantia do direito à
saúde, à vida, ao bem-estar físico, psicológico e
mental e à dignidade da pessoa humana.
DISPOSITIVO
Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a AÇÃO
PELO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO COM PEDIDO DE
TUTELA ANTECIPADA aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em
face do ESTADO DE MINAS GERAIS para seja fornecido a autora,
às expensas do ESTADO DE MINAS GERAIS, o medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo da
prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Deixo de condenar o Estado de Minas Gerais nas
custas e taxas judiciárias face sua isenção.
• Nos termos do Art.475,1 do Código de Processo Civil,


remeto de ofício os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça.
Após o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquivem-
se os autos.
P.R.I .
.Juiz de 19 de agosto de 2.010
'IA-
IV-MARCELO CAVALCANTI'PIRAGIBE MAGAL -
Juiz de Direito
eód. 10.25.097-2
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RECEDJIrlilfENTO AUroS
Em, _ estes autos foram
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VDra i,:l Fnzenda Pública Est:l!!'I.l!:f.1
Certifico que registiE:i <l E0ntença(deci"f;o) ele
livro próprio da Secretuia.
Juiz de Fora, J.)
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'Anam,rn,a:>'rM'-M:n
Pr curadora do Estado
.122.386-4, OAB/MG 98.180
JUNTADA
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TRANSLADO
L ~ . TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
11111 11111 111111 " 1i 11111111111111111111111111111
EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - ANTECIPAÇÃO DE TUTELA-
REQUISITOS - PRESENÇA· FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO A CIDADÃO
NECESSITADO. Estando presentes os requisitos legais é cabível a concessão
de antecipação de tutela em 'lção cominatória, com vistas a compelir o Poder
Público a fornecer os medícamentos necessários ao tratamento da moléstia que
acomete o a ravado, cidadão necessitado .
AGRAVO DE INSTRUMENTO C VEL N°1.0145.09.567017-3/001 - COMARCA DE
JUIZ DE FORA - AGRAVANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS - AGRAVADO(A)(S):
ALCIRENE DE OLIVEIRA - RELATOR: EXMO. SR. DES. EDIVALDO GEORGE DOS
SANTOS
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CfVEL do Tribunal. de Justiça do Estado de Minas Gerais,
sob a Presidência do Desembargador ALVIM SOARES, incorporando
neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das
notas taquigráficas, à unanimidade' de votos, EM NEGAR
PROVIMENTO .
Relator
FI. 1/6
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OOVlSNlfHl
8 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
NOTASTAQUIGRÁFICAS
O SR. DES. EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS:
~ O I O
Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de
efeito suspensivo, interposto pelo Estado de Minas Gerais, contra a
decisão de fls. 21/22, que deferiu a antecipação de tutela e determinou
o fornecimento dos medicamentos postulados na exordial da ação
ordinária que lhe é movida por Alcirene de Oliveira, com o que este não
se conforma. alegando, em resumo, que não foi demonstrada a
presença dos requisitos legais necessários ao deferimento de liminar,
havendo necessidade de dilação probatória; que o medicamento não
está incluído entre aqueles de sua competência: que não pode ser
obrigado a prever receita orçamentária inexistente: culminando, dentre
outras inúmeras digressões, por pedir o provimento do recurso.
• Com a minuta de agravo de fls. 02/11, o agravante


carreou os documentos de fls. 12/50.
O r. juiz da causa prestou informações
esclarecendo as razões pelas quais formou seu convencimento e pelas
nh.:'-'t'Tfep'cisão agravada .
Vertidos os autos à Procuradoria de Justiça, esta
se manifestou pelo desprovimento do recurso .
Analisando detidamente a questão posta, vejo que
o inconformismo do agravante não merece acolhida:
FI. 2/6
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TRIBUNAL DE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N°1.0145.09.567017-3/001
A agravada, representada pela Defensoria Pública,
é portadora de doença renal crônica, sendo submetida a hemodiálise
há 14 anos, hiperparatitreoidismo, hipefosfatemia e hipercalcemia, e
conforme relatório médico de fls. 24, e receituário de fls. 22/23,
subscrito por médico credenciado ao SUS, necessita do medicamento
MIMPARA (CINACALCET) conforme postulado na exordial e deferido,
em sede de antecipação de tutela, às fls. 31/32.
Segundo a deClaração do médico sem o uso de tal
medicamento há risco de'piora da doença óssea, calcificação vascular
e nas partes moles, com alto risco de problemas cardiovasculares e até
mesmo morte .
É mais que notório que a saúde é um dever do
Estado e um direito do cidadão. Tal prerrogativa está consignada no
texto constitucional vigente, em vàrios de seus dispositivos. O seu art.
5°garante ao cidadão, primordialmente, dentre inúmeros outros, o seu
direito à vida. O art. 6°dispõe também:
"Art. 6°. São direitos sociais a educação, a saúde,
o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na
forma desta Constituição."
O art. 196, pO-..;r o princípio acima
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do
Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução. do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal
e igualitário às ações e serviços para sua
FI. 3/6
-----r-.----------------------------------------------____________ _
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- ~
lRANSLADO
tl TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
promoção, proteção e recuperação."
Do mesmo modo, em inúmeros outros dispositivos
constitucionais, vemos a preocupação com a saúde do cidadão, como,
por exemplo, nos arts. 7°, inciso XXII, 23, inciso 11, 24, inciso XII, 30,
inciso VII, 197, 198, 199 e 200 .
Portanto, ante a previsão constitucional acima
citada, percebe-se que a agravada demonstrou a presença da fumaça
do bom direito, necessária ao deferimento do medicamento pleiteado.
Corrobora esta afirmação a lição acerca de fumus bani iuris, dada pelo
Mestre Carreira Alvim:
"A constatação da verossimilhança e demais
condições que autorizam a antecipação da tutela
dependeram, sempre, de um juízo de deliberação
nos moldes análogos ao formulado para fins de
verificação dos pressupostos da medida liminar
em feitos cautelares ou mandamentais. Esse juizo
consiste em valorar os fatos e o direito,
certificando-se da probabilidade de êxito na
causa, no que pode influir a natureza do fato, a
especle oVa (prova preconstituída), e a
opria orientação jurisprudencial, notadamente a
sumulada." (in "Código de Processo Civil
Reformado", 2" edição, Editora Del Rey, Belo
Horizonte-1995, pág. 105) .
Ademais, a saúde da agravada não pode ficar ao
sabor das políticas públicas e orçamentárias dos diversos entes
públicos integrantes do SUS, nem tampouco submetida às evidentes
omissões destes. Pelo que entendo, a Lei nO 8.080/90, no seu artigo 7°,
IX, estabeleceu a descentralização da saúde pública no Brasil, sendo
que a própria Constituição Federal estabeleceu as competências de
FI. 4/6
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
'l
. ,
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
cada ente público no tocante a tal matéria. Com isso, á União e aos
Estados coube cooperarem técnica e financeiramente e, aos
Municípios, coube a execução dos serviços, que é exatamente o que
pretende a ora agravada.
Colha-se a respeito, ainda, a lição dada pelo
insigne Mestre Humberto Theodoro Júnior:
"Para obtenção da tutela cautelar, a parte deverá
demonstrar fundado temor de que, enquanto
aguarda a tutela definitiva, venham a faltar as
circunstâncias de fato favoráveis á própria tutela.
E isto pode ocorrer quando haja o risco de
perecimento, destruição, desvio, deterioração, ou
de qualquer mutação das pessoas, bens ou
provas necessários para a perfeita e eficaz
atuação do provimento final do processo principal.
O perigo de dano refere-se, portanto, ao interesse
processual em obter uma justa composição do
litígio, seja em favor de uma ou de outra parte, o
que não poderá ser alcançado caso se concretize
o dano temido." (in "Curso de Direito Processual
Civil", Editora Forense, 16" edição, Rio de Janeiro-
1996, págs. 372/373).
E continua o brilhante processualista:
-- .
iz a lei que o perigo, justificador da atuação do
poder geral de cautela, deve ser:
a) "fundado";
b) relacionado a um dano "próximo"; e
c) que seja "grave" ou de "dificil reparação" (art.
798).
( ... )
FI. 5/6

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TRANSlADO
I ~ \ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.0145.09.567017-3/001
Perigo de dano próximo ou iminente é, por sua
vez, o que se relaciona com uma lesão que
provavelmente deva ocorrer ainda durante o curso
do processo principal, isto é, antes da solução
definitiva ou de mérito." (obra citada, pág. 373).
Vislumbrando o julgador a presença dos requisitos
outro caminho não lhe resta senão deferir o pleito liminar. Ante isso,
vê-se que, no caso dos autos, não há que se falar em qualquer
ilegalidade da decisão singular recorrida, mormente porque se
assentou em amplo regramento constitucional a respeito.
Creio, então, ser correto o julgado, eis que o r. juiz
monocrático, em cognição sumária e baseado no seu poder geral de
cautela, concluiu pela presença dos pressupostos legais necessários
ao deferimento da antecipação de tutela.
Com tais considerações, NEGO PROVIMENTO ao
recurso e confirmo a bem lançada decisão recorrida.
Custas ex lege .
Vo de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es):
ANDER MAROTTA e BELlZÁRIO DE LACERDA.
NEGARAM PROVIMENTO .
1..
FI. 6/6
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-.



Cód.10.25.097·2
',., .. t
. , ,-'
CARTORIO DA 7" CAMARA CIVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que o acórdão/decisão retro
transitou em julgado. O referido é verdade e dou
fé. Belo Horizonte, 28 de setembro de 2010 . Eu,
Kátia Maria da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório
da 7' Goié, .• "b"""i,
REMESSA
E os remeto ao ExcelenUssimo Senhor Juiz de
Direito da comarca de origem. OCA) Escrivão(ã),

Remetidos em 05/10/2010 .
Documento emitido pelo SIAP :
.,' ,
I 1..(:r I " c I •
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Certifico que em cumprimento 00 Provo 161/2006 do
C:-lM'f' jSladel para estes autos copias de "s.
-, . referente ao
emjulgado em023ffiJU. arquivando o Agr\!Yo na
caixa/maço not.I o SISCOMiTJMG.Julz
Fora,
Escrtvâo(ent8l
JUNTADA
. jun a ést1ls autos
_. __
OCA) ___ _

••



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.,
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado .
Advocacia Regional em Juiz de Fora .
EXMO. SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL DA ,COMARCA DE JUIZ DE FORA- MG
Processo nO: 0145.09.567017-3 .
Apelante: ESTADO DE MINAS
Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA
Procuradoria das Obrigações'
.
O ESTADO DE MINAS GERAIS, por sua procuradora abaixo
.assinada, nos autos do processo em epígrafe - Ação de Conhecimento ajuizada
por Alcirene de Oliveira, vem à presença de Vossa Excelência, inconformado
com a sentença proferida às fls. 80/84, interpor RECURSO DE APELACÃO,
corri fulcro nos art, 500 e ss. do CPC, de acordo com as razões que seguem.
\
Requer, pois, o recebimento e processamento do presente em
primeiro grau de jurisdição, com a posterior remessa dos autos ao E, Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, para julgamento do mesmo,
. ;::ç
ANA "fI' LjIft.
MASP:. 22.386-4 OAB-MG 98.180
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60, Bairro São Maleus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de, Fora
, RAZÕES DE APELAÇÃO
Apelante: ESTADO DE MINAS GERAIS
Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA
JuÍZo de origem: Vara da Fazenda Pública, Estadual da tomarca de Juiz de
Fora -MG
Processo de Origem: 0145.09.567917-3
y
EGRÉGIA TURMA,
, EMÉRITOS JULGADORES,
, ,
Aduz o apelante as presentes razões, por ocasião de recurso de
apelação ora interposto contra sentença de 10 grau, que detenninou que o
apelante providenciasse o medicamento requerido pela apelada, qual seja,
,Mimpara (cinacalcet), em razão de apresentar a apelada quadro de doença renal
crônicil com evolução para hiperparatireoidismo secundário. -
,
1- SÍNTESEDOSFATOS
A apelada interpôs a ação ordinária com pedido de tutela
antecipada visando compelir o Poder' Público a fornecer o medicamento
Mimpara (cinacalcet), afirmando que é necessário para seu tratamento médico,
por apresentar quadro de doença renal crônica com evolução para
hiperparatireoidismo secundário.
Rua Chanceler O s w a l d ~ Aranha, nO 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Fundamentou sua pretensão na necessidade de' utilização dos
referidos medicamentos, na impossibilidade de custear o tratamento e, por fim,
no dever do Estado de garantir a todos o direito à vida e à saúde.
,
Na sentença o Juízo de primeira instância acolheu o pedido da
autora determinando que o Estado providencie os medicamentos requeridos,
porém sem determinar exatamente o prazo e os limites para seu fornecimento .
Em qu.e pesem os fundamentos trazidos pelo magistrado. sobre o
dever do Estado de garantir o fornecimento de medicamentos e tratamentos de
alto custo aos pacientes que não puderem pagar, o que se pretende discutir no
presente apelo é a forma genérica pela qual foi determinado o fornecimento do
tratamento e a ausência de uma avaliação criteriosa, de acordo com ocaso
concreto, o -que ofende em maior grau o interesse público que norteia estas
de direito à saúde. , '
/'
Ora, Nobres Desembargadores, não se discute o direito à saúde e o
dever do Estado em prestá-la, mas sim a necessidade de que o Poder Judiciário
assuma um compromisso com a sociedade na prolação de sentenças que avaliem
cada caso de acordo com suas especificidades e com base em um juízo de
proporcionalidade, eis que a concessão de um determinado medicamento
indiscriminadamente e sem a, comprovação efetiva' de sua eficácia e
necessidade, mormente ante' a existência de alternativas terapêuticas
disponibilizadas pelo SUS e não comprovadamente tentadas pelo paciente (o
que não é o caso em exame), ,ofende diretamente os princípios que norteiam a
Administração Pública.
Portanto, confia o apelante que a sentença recorrida será refOl:mada
pelos julgadores, de forma a corrigira falta de comprometimento para
com a evidente insuficiência de recursos do SUS, o que em última instância
atenta contra o direito à saúde de todos,da' forma como vem sendo garantido
, aos cidadãos pelo Estado na atualidade.
E diante deste relato inicial é que vem O· apelante pugnar pela
reforma da sentença, haja vista as especificidades do presente caso concreto e
diante dos seguintes argumentos. ,
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
, Tel/Fax: (32) 3216·3330
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Advocacia-Geral do Estado ru, IJ
Advocacia Regional em Juiz de Fora vU
ESTADO DE MINAS GERAIS
,

2 DA DOENÇA DA APELADA E DO SOLICITADO
MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA
A presente demanda foi ajuizada com o escopo de compelir o
Estado de Minas Gerais a fornecer os medicamentos Mimpara(clnacalcet)
para a apelada, diagnosticada como portadora de doença renal crônica com
evolução para hiperparatireoidismo severo. '
renal crônica é a perda lenta, progressiva e
irreversível das funções renais, o que toma o rim incapaz de ,realizar suas
funções normais. Como conseqüência da insuficiência renal crônica pode'
aparecer o hiperparatireoidismo, que se caracteriza pela atividade aumentada da
glândula paratireóide,' a qual produz ,uma quantidade excessiva de hormônios
paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide .
o objetivo do tratamento do hipeiparatireoidismo secundário é
promover a diminuição dos níveis séricos de PTH, cálcio e fósforo, para a
prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem
do metabolismo mineral. .
o medicamento Mimpara tem por substância ativa o cinacalcet,
sendo indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em indivíduos
com insuficiência. renal em diálise.
o medicamento cinacalcet não se encontra padronizado para
fornecimento pelo SUS, haja vista que não pOSSUi registro junto à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
3 - DA IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO DO ESTADO A FORNECER
MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA .
Conforme devidamente destacado na contestação e ressaltado pelo
apelante na petição de fls. 71/73, o medicamento solicitado pelo apelado -
Cinacalcet (Mimpara) - não possui registro na Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA), de modo que sua comercialização no país é vedada por lei.
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Maleus, Juiz de Fora
TellFax: (32) 3216-3330
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5
ESTADO DE MINAS GERAIS \
Advocacia-Geral do Estado q6 IÍI

Esta circunstância foi devidamente ressaltada nos autos, sendo esta
a principal questão versada no presente processo ..
Contudo o julgador de 1". instância IGNOROU completamente este
fato, proferindo a sentença recorrida de forma absolutamente genérica, sem
tecer NENHUMA consideração a respeito da obrigação que está sendo imposta
ao Estado em fornecer medicamento não registrado na ANVISA .
Como é cediço, a Lei 8080/90 inclui no campo de atuação do
Sistema Único de Saúde a execução de ações de vigilância sanitária, estando
incluída entre estas ações a regulamentação e acompanhamentó da produção e
circulação de bem de consumo relacionados à saúde:
Lei 8080/90
Art. 6
0
Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde
(SUS):
I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária;
§ 10 Entende-se por vigilância sanitária um conjunto dé ações capàz de
eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas
sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da
prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se
relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da
produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou
indiretamente com a saúde.
Para executar estas ações, foi criada a - Agência de Vigilância
Sanitária, uma autarquia federal que tem suas atribuições definidas na Lei
9782/99, dentre elas a' atribuição de efetuar os registros dos medicamentos para
autorização de sua comercia!ização no país .
\
Lei 9782/99
Art. 6° A Agência terá por fin'alidade institucional promover a proteção
da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produÇão
e da comercialização de produtos e serviços submetidos - à vigilância'
sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das
tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e de
fronteiras,
Art, 7° Compete à Agência proceder à implementação e à execução do
disposto nos incisos II a VII do art,2° desta Lei, devendo:
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Matous, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216·3330
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'.
••
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em juiz de Fora
VII - autorizar' o funcionamento de empresas de ·fabricação, distribuição e
importação dos produtos mencionados no art. 80 desta Lei e de
comercialização de medicamentos;
Art., 4 L O registro dos produtos de que trata a Lei n° 6360, de 1976, e o
Decreto-Lei nO, 986, de 21 de outubro de 1969, poderá ser objeto de
regulamentação pelo Mini'stério da Saúde e pela Agência visando a
desburocratização e a agilidade nos procedimentos, desde que isto' não
implique riscos à saúde da população ou à condição de fiscalização ,das
atividades de produção e circulação,
Destaque-se que a Lei Federal 6360/76, veda totalmente a
possibilidade de medicamentos serem industrializados, expostos à venda ou
entregues ao consumo antes de registrados no Ministério da Saúde, sendo que o
. registro de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos devem
obedecer aos critérios fixados em Lei .
LEI No 6360, DE 23 DE SETEMBRO DE 1976.
Art, 12 - 'Nenhum dos produtos. de que trata' esta Lei, inclusive os
importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao
consumo antes de registrado no Ministério da Saúde,
Art, 16, O registro de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e
correlatos, dadas as suas características sanitárias, medicamentosas ou
profiláticas, curativas, paliativas, ou mesmo para fins de' diagnóstico, fica
sujeito, além do atendimento das exigências próprias, aos seguintes requisitos
específicos: (Redação dada pela Lei n° ! 0,742, de 6, I 02003)
Art. 17 - O registro dos produtos de que trata este Título será negado sempre
que não atendidas as condições, as exigências e os procedimentos para tal fim
previstos em lei, regulamento ou instrução do órgão competente,
Por todas as normas destacadas é que se tem por necessária a
reforma da sentença recorrida, na medida em que se está impondo ao Estado
uma obrigação de fornecimento de medicamento não 'registrado na ANVISA, o
que significa que o medicamento ainda não foi sujeito à fiscalização a respeito
de sua segurança sanitária e a respeito de sua eficácia no combate 'da .moléstia
da apelada,

Deve-se destacar que o STF já proferiu julgamento no sentido de
que não é possível impor ao Poder Público obrigação de fornecimento de
medicamento não registrado na Anvisa, haja vista que incide no caso uma
veçlação legal à dispensação do medicamento,
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ESTADO DE MINAS GERAIS 7 ~
Advocacia-Geral do Estado rt
Advocacia Regional em Juiz de Fora r"g
- ~ ~ ~ - - - - ' - - - - - : - - - : ' I
Veja o excerto do voto do ministro Gilmar Mendes nas Suspensões
de Tutela (STA) 175, 211 e 278; Suspensões de Segurança 3724, 2944, 2361,
3345 e 3355; e Suspensão de Liminar (SL) 47:
Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do
SUS, é imprescindível distinguir sea não prestação decorre de (1)
uma omissão 'legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão
administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a
sua dispensação.
Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado
ao forneCimento de prestação de saúde não registrada na
AgênCia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Como' ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência
Pública, é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que
. não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. () 6.360/76, ao
dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos,
determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que
trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado,
exposto ti venda ou entregue ao consumo antes de registrado no
Ministério da Saúde". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles. o de que o
produto seja reconhecido cOmO seguro e eficaz. para o uso a que se
propõe. . O Art. 18 ainda determina que. em se tratando de
medicamento de procedência estràngeira, deverá ser comprovada
a existência de registro válido no país de origem.
O registro de medicamento, como ressaltado pelo Procurador-
Geral da República na Audiência Pública, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da A NVISA
na mesma ocasião, a Agência. por força da lei de sua criação,
também realiza a regulação econômica dos fármacos.Após
verificar. a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e
conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do
preço deftnido, levando em consideração o beneficio c!íi1Íco é o
,custo do tratamento.
Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não
trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso, o
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ESTADO DE MINAS GERAIS 8
Advocacia-Geral do Estado .
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registro na ANVISA configura-se como condição necessária para
atestar a segurança e o beneficio do produto, sendo o primeiro
requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar
sua incorporacão.
Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais,
a importação de medicamento não registrado poderá ser
autorizada pela ANVISA. A Lei n. 09.782/99, que criou a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela
dispense de "registro". medicamentos adquiridos por intermédio
de organismos multilaterais internacionais, para uso de
programas em saúde pública pelo Ministério da Saúde.
, Pelo exposto, certamente .os eméritos julgadores concluirão pela
necessidade de reforma da sentença recorrida, em razão da ausência de
regulamentação do medicamento pleiteado junto à Anvisa, o que desautoriza
sua comercialização no país.
4-ApLICAÇÃO DO ARTIGO 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL - DIREITO À
SAÚDE DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO DE PRESTAÇÃO UNIVERSAL E
IGUALITÁRIA DE AÇÕES DE SAÚDE
4.1 - Direito subjetivo público à saúde - Necessidade de delimitação do
núcleo essencial desse direito fundamental conforme os direitos coletivos
contrapostos
.,
Evidentemente que não se pretende por meio deste recurso negar o
caráter de fundamentalidade ao direito social da saúde, haja vista a obviedade
da Constituição Federal neste sentido, rechaçando qualquer tentativa que afirma
inexistir direito público subjetivo dos cidadãos à prestação de ações, de saúde .
o que o Estado pretende, ao elaborar defesas em ações como a
presente, inclusive interpondo os recursos . cabíveis, é demonstrar a
impossibilidade de o Poder Judiciário deferir indiscriminadamente todos os
pleitos de fornecimento de medicamentos, comó se bastasse ao jurisdicionado
apresentar uma receita médica particular para se ver automaticamente fazendo
uso do medicamento escolhido pelo seu médico, às custas de toda a
coletividade.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 9
Advocacia-Geral do Estado
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Com efeito, a todo direito fundamental previsto na Constituição há
a correspondência de um dever fundamental (seja ele positivo ou negativo),
sendo que no caso específico do direito fundamental da saúde, a Constituição
Federal previu expressamente; art. 196, qual seria o dever correspondente do
Estado, sendo ele: garantir a todos o direito à saúde, mediante políticas sociais'
e econômicas que visem à redução de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e' serviços para sua promoção, proteção, e
recuperação.
Tem-se pela interpretação do referido dispositivo constitucional
que os cidadãos não possuem direito amplo e irrestrito ao recebimento de' um
determinado medicamento escolhido. pelo próprio paciente, pois esse
dispositivo também confere ao Estado a prerrogativa de escolher, dentre os
existentes no mercado e com base em critérios técnicos e científicos de
segurança sanitária e eficiência, aqueles medicamentos que serão fornecidos
gratuitamente à sua população.
De fato, os interesses e direitos individuais de cada cidadão não
podem ser analisados e atendidos à revelia dos interesses da coletividade em
geral, devendo haver, uma interpretação da regra constitucional que' impõe ao
Estado o dever de prestação da saúde de modo a compatibilizar o interesse de
todos.
Para a boà realização de -políticas públicas de saúde não basta
deferir para as ,pessoas interessadas os medicamentos que "alegam necessitar,
mas deve haver um estudo prévio daqueles medicamentos mais essenciais para a
saúde da população, a padronização de procedimentos e de requisitos para ob!ê-.
los, a dispensação igualitária para todos os que necessitam dos medicamentos, a
análise prévia e o planejamento do orçamento para custeio dos medicamentos .
Tudo levando em conta que a prestação de saúde não se limita apenas a
fornecimento de fármacos; mas também engloba a assistência médica e
hospitalar e o trabalho' de conscientização e prevenção. realizado junto a
comunidades .
. Quer dizer, a própria ordem constitucional impõe ao Estado a
obrigatoriedade de elaboração de políticas públicas, o que significa a eleição
de critérios e programas por parte do legislador ou do administrador, escolhas
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Advocacia-Geral do Estado I 11
Advocacia Regional em Juiz de Fora ..l O 1ll!--
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estas que são LEGÍTlMAS perante a sociedade, haja vista sua representação
democrática.
Todo este panorama geral não pode se ver prejudicado pelas
sucessivas e pontuais prestações de medicamentos toda vez que algum paciente
apresenta em juízo urna receita médica particular. A ação do póder judiciário
neste sentido,.desconsidera as escolhas alocativas feitas pelas políticas públicas
implementadas, atuando especificamente no caso concreto sem levar em conta o
interesse de toda a coletividade (realização de micro-justiça), violando o
princípio constitucional da separação de poderes.
As políticas públicas estabelecidas pelo Estado para o cumprimento
de seu dever de saúde não são baseadas em escolhas aleatórias, mas levam em
conta, segundo critérios científicos, as maiores necessidades da população,
atendendo-a de acordo com os recursos financeiros disponíveis, tudo segundo a
eficiência administrativa, visando à efetiva prestação de saúde para todos de
forma universal e igualitária.
Neste sentido se pOSICIOnou o Superior Tribunal de Justiça,
conforme se pode abstrair do seguinte texto informativo publicado no site do
tribunal, sobre a "judicialização' da saúde", do qual extraem-se as seguintes
passagens:
"No Superior Tribunal de Jústica (STJ), a discussão·sobre o tema reflete a
dicotomia que cerca a questão: privilegiar o. individual ou o coletivo?De
um lado, a participação do Judiciário sigilifica a fiscalização de eventuais
violações por parte do Estado na atenção à saúde. Mas, de outro, o excesso de
ordens judiciais pode inviabilizar a universalidade da saúde, um dos
fundamentos do SUS .
Os órgãos da Seção de Direito Público (Primeira Seção - Primeira e Segunda
Turmas) são encarregados de analisar as ações e os recursos que chegam ao
Tribunal a respeito do tema. Para o presidente da Primeira Seção, ministro
Teori Albino Zavascki, não existe um direito subjetivo constitucional de
acesso universal, gratuito, incondicional e a qualquer custo a todo e
qualquer meio de proteção à saúde. O ministro Teori Zavascki esclarece
que o direito à saúde não deve ser entendido "como direito a estar sempre
saudável", mas, sim, como o direito "a um sistema de proteção à saúde que
, dá oportunidades iguais para as pessoas alcançarem os mais altos níveis de
saúde possíveis".
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II j

____________________ .
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de For ..
Em julgamento de um recurso na Primeira Turma (RMS 28.962), o ministro
Benedito Gonçalves advertiu que as ações ajuizadas contra os entes públicos,
para obrigá-los indiscriminadamente a fornecer medicamento de alto custo,
devem ser analisadas com muita prudência.
o ministro Benedito Gonçalves observou que, ao. ingressar na esfera de
alçada da Administração Pública, o Judiciário cria probJemas de toda a
ordem, como' o desequilíbrio de contas públicas, o comprometimento de
serviços públicos, entre outros. Para ele a ideia de que o poder. público
'tem condição de satisfaz,er todas as
necessidades da coletividade ilimitadamente, seja na saúde ou em qualquer
outro segmento, é utópica. "O aparelhamento do Estado, ainda que
satisfatório aos anseios da coletividade, não será capaz de suprir as
infindáveis necessidades de todos os cidadãos" , avaliou.
Em outro caso analisado pela Segunda Turma, os ministros definiram que o
direito à saúde não alcança a possibilidade de o paciente escolher o
medicamento que mais se encaixe no seu tratamento. A relatora foi a ministra
Eliana Calmon (RMS 28.338). Ela observou que, na hipótese, o SUS oferecia
uma segunda opção de medicamento substitutivo, mas que, mesmo assim, o
paciente pleiteou o fornecimento de medicamento de que o SUS não dispunha,
sem provar que aquele não era adequado para seu tratamento."
Por isso é que o direito 'público subjetivo fundamental à.saúde, ao
servir de fundamento para decisões judiciais que impõem determinadas
obrigações específicas ao estado, não pode ser considérado de forma abstrata e
genérica, mas deve. ser protegido seu núcleo essencial conforme a moldura
que lhe seja dada pela análise das especificidades concretas, tanto 'no que se
referem aos problemas de saúde do jurisdicionado, quanto no que se
referem às escolhas, políticãs públicas e recursos financeiros apresentados
pelo estado em relação àquela doença do paciente .
4.2 - Prevalência das políticas públicas pré-estabelecidas - Decisão judicial
que contraria as políticas públicas deve ser baseada em critérios de
pondera cão e razoabilidade analisados segundo o caso concreto -
. Necessidade de comprovação· efetiva, por parte do_.requerente, da
necessidade de utilização do medicamento pleiteado
De tudo o que antes foi exposto é possível chegar à conclusão de
que as políticas públicas pré-estabelecidas pelo Poder Público devem ter
PREVALÊNCIA no que se refere ao atendimento da população para prestação
\
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r ,UI

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12'
ESTADO DE MINAS GERAIS "'6
Advocacia-Geral do Estado il fi)
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de serviços de saúde.
Isto é, não obstante se admita certas interferências do Poder
Judiciário para implementação de deveres de prestação de saúde, o julgador
deve sempre dar prevalência ao que estabelecem as diretrizes e protocolos
do SUS, somente decidindo" deforma contrária ao estabelecido nestes
regulamentos em casos muito peculiares, que efetivamente demandam do
poder jUdiciário uma atuação efetiva para proteger o direito do cidadão,
mas sempre exigindo dele a prova contundente degtie há real necessidade
da prestação de saúdereguerida.
Outro não' foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal, no.
julgamento das Suspensões de Tufela (ST A) 175, 211 e 278; das Suspensões de
Segurança 3724, 2944, 2361, 3345 e 3355; e da Suspensão de Liminar (SL) 47,
com relataria do Ministro Gilmar Mendes, após análise dos dados colhidos
audiência pública realizada sobre direito à saúde:
Não obstante, esse direito subjetivo público é assegurado mediante
políticas sociais e econômicas, ou seja, NÃO há um direito absoluto a
todo e qualquer procedimento necessário para a proteção, p"romoção
e recuperação. da saúde, in"dependentemente da existência de uma
política pública que o concretize. Há um direito público subjetivo a
políticas públicas que promovam, protejam e recuperem a saúde.
( ... )
A princípio, inferir que a obrigação do Estado, à luz do disPQsto'
no artigo 196 da Constituição, restringe-se ao fornecimento das políticas
sociais e econômicas por ele formuladas para a promúção, proteção e
recuperação da saúde.
Isso porque o Sistema Único de Saúde filiou-se à corrente da "Medicina
com base em evidências". Com isso, adotaram-se os "Protocolos Clínicos
e Diretrizes que consistem num ,conjunto de critérios que
permitem determümr o diagnóstico . de doenças e o tratamento
correspondente com os medicamentos disponíveis e as respectivas doses.
Assim, um medicamento ou tratamento em desconformidade cóm o
Protocólo deve ser visto com cautela, pois tende a contrariar um
consenso científico vigente.
Ademais, não se pode esquecer de que a gestão do Sistema Único de
Saúde, obrigado a observar o princípio constitucional do acesso
universal e igualitário às ações e prestações de saúde, só torna-se
viável mediante a elaboração de políticas públicas que repartam os
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ESTADO DE MINAS GERAIS 13
Advocacia-Gerar do Estado . li,
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recursos (naturalmente escassos) da forma mais eficiente possível.
Obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação
de saúde existente geraria grave lesão â ordem administrativa e
levaria ao Fomprometimento do SUS, de' modo a prejudicar ainda
mais o atendimento médico -da parcela da população mais
necessitada, Dessa forma, podemos concluir que, em geral, deverá
ser privilegiado,o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de
opção diversa. escolhida pelo paciente, sempre que não for,
cQmprovada a ineficácia ou a impropriedade .da política de saúde
existente,
Essa conclusão não afasta, contudo, a possibilidade de o Poder
Judiciário, ou de a própria Administração, decidir que medida diferente
da custeada pelo SUS deve ser fornecida a determinada pessoa que, por
razões específicas do seu organismo, comprove que o tratamento
fornecido não é eficaz no seu caso.
( ... )
Parece certo que a inexistência de Protocolo Clínico·no SUS não pode
significar violação ao princípio da integralidade do sistema, nem
justificar a diferença entre as opções acessíveis aos usuários da rede .
pública e as disponíveis aos usuários da rede privada. Nesses casos, a
omissão administrativa no tratamento de determinada patologia poderá
ser objeto de impugnação judicial, tanto por ações individuais como
coletivas. No entanto, é imprescindível que haja instrucão processual,
com ampla produção de pi'ovas, o que poderá configurar-se um
obstáculo à'concessão de medida cautelar.
Conforme devidamente demonstrado na contestação, a aquisição do
medicàmento pleiteado viola as normas da Política Nacional de Medicamentos, ..
traçadas pela União Federal, com base no artigo 196 da CF/88 •
De fato, no ·âmbito dos Estados, vigora o Componente
Especializado de Assistência Farmacêutica, sendo que cumpre à União, com
base em estudos técnicos previamente realizados; indicativos dos medicamentos
de alto custo e uso contínuo de maior demanda por parte da população;'
estabelecer a respectiva relação e correspondentes métodos de fornecimento a
serem observados pelos Estados, via Secretarias de Saúde.
Assim, a Portaria GMlMS n° 2.891 de 26/11/2009 (que revogou a
portaria MS 2.577/06) regulamenta atualmente o Componente Especializado de
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estad_o
Advocacia Regional em Juiz de Fora
Assistência Farmacêutica, definindo que o Estado disponibilizará medicamentos'
para tratamento de agravos nos seguintes critérios:
Art. 9° Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as
doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com
características, responsabilidades e formas de organização distintas.
Grupo I "- Medicamentos sob responsabilidade da Vnião
Grupo 2 - Medicamentos sob responsabilidade dos Estados,' e Distrito.
Federal
Grupo 3 - Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito
Federal
Art. 12. O Grupo 2 foi constituído sob os seguintes critérios:
I - menor complexidade, da doença a ser tratada ambulatorialmente em
relação aos elencados no Grupo L;
Il- refratariedade ou intolerância a primeira linha de .
De lado, 'aos Municípios competem a efetiva prestação da
assistência médica' à sua população, incluindo a, farmacêutica, 'fornecendo os
medicamentos considerados básicos e os essenciais, ressalvando-se apenas os
medicamentos listados 'peloMinistério da Saúde cuja dispensação em caráter
excepcional compete aos Estados Federados.
Assim, é mister registrar que o Estado não "optou" por anuir,
sponte sua, aos parâmetros nacionais de fornecimento da medicação. Ora, a par
'da cediça distribuição constitucional de competências específicas que
estabelecem os deveres de atuação das três esferas políticas no âmbito do SUS,
é despicienda a afirmação de que ci Estado se submete a princípios
constitucionalmente prescritos, como o da legalidade e da e, no
que tange, especialmente, à Política Nacional de Assistência Farmaçêutica, na
esteira do que dispõe a Portaria MS nO 2.981/09, encontra-se vinculado à
observância de princípios como o da economicidade e seleção/aquisição de
medicamentos em face do custo/benefício.
Portanto, a não inclusão do medicamento pleiteado pela presente
demanda na lista de medicamentos dispensados pelo ES,tado para o tratamento
da doença do autor se deu em decorrência de todos os fatores científicos,
administrativos e financeiros levados em conta no momento da elaboração déi
s
diretrizes e protocolos terapêuticos do SUS.
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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado .
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Decisão judicial que contrarie estes fatores deve ser proferida com
base em critérios de ponderação e razoabilidade, já que se encon'tram em
conflito os interesse coletivos de acesso universal é igualitário à saúde e o
interesse individual da apelada.
Incumbia à apelada, portanto, demonstrar com provas efetivas
que efetivamente necessita do tratamento médico pleiteado, sob pena de
grave prejuízo à sua saúde, sendo que também deveria fazer provas de que não
tem condições financeiras de custear o tratamento médico que não foi
disponibilizado gratuitamente à população de modo geral.
Estas provas não constam dos autos, tendo a apelada apenas
anexado receita médica particular indicando o uso do medicamento.
o julgador de la. instância considerou suficiente aprova frágil e
sjngular acostada aos autos, sem analisar atentamente a situação narrada nos
autos.
Ora, verifica-se com clareza que a sentença recorrida
. desconsiderou todos os fatores acima delineados, os quais, segundo decisões·
dos tribunais superiores, devem necessariamente;ser levados em conta antes que
se profira uma decisão contrária às políticas públicas pré-estabelecidas para
prestação de saúde, sob pena de trazer sérios prejuízos ao sistema único de
saúde, notadamente tendo em conta as incontáveis ações judiciais com o mesmo
teor da .
Ressalte-se, por fim, que o apelante sempre tem o cuidado, por
,meio de sua Secretaria de Saúde, de ·analisar aténtamente a doença do autor,
verificar quais os medicamentos indicados como os já utilizados pelo enfermo,
para fins de indicar qual é ·a política pública pré-estabelecida para otrataÍnento
da doença, inclusive informando as alternativas terapêuticas existentes.
Por todo o exposto, verifica-se a necessidade de reforma da
sentença recorrida, para que sejam observadas as peculiaridades do caso em
apreço, as quais devem obrigatoriamente incidir na formulação da decisão.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 16
Advocacia-Geral do Estado
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5- DA NECESSIDADE DE RE.FORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À
AUSÊNCIA-DE FIXAÇÃO DE CRITÉRIOS E LIMITES PARA FORNECIMENTO DO
MEDICAMENTO
, Caso seja mantida a sentença, requer o Apelante seja reformada
com relação ao tempo de fornecimento dos medicamentos solicitados pela parte
. apelada .
. Com efeito, a sentença recorrida apenas impõe ao Estado a
obrigação de fornecimento dos medicamentos, sem qualquer fixação de critérios
ou limites temporais, dizendo que deve ser fornecido o medicamento "na
dosagem e modo da prescrição médica, enquanto durar o tratamento"
Ora, não pode simplesmente o apelante se ver obrigado a dispensar
um medicamento sem, periodicanwnte, físcalizar as condições de saúde do
paciente, para confirmar se ainda necessita do remédio prescrito.
Ademais, deve ficar estabelecida uma condição temporal para o
fornecimento do medicamento"sob pena de ao Estado se impor uma obrigação
que se estende no tempo indefinidamente.
Neste sentido, caso seja mantida a condenação de 1 o grau, requer o
Estado de Minas Gerais, em homenagem ao princípio da supremacia do
interesse. público sobre o privado, que seja reformada a sentença parcialmente
para se determinar um limite ao fornecimento do medicamento ou
que seja condicionada a entrega dos medicamentos mediante
de receituário médico atualizado assinado por profissional saúde do
SUS .
Requer, ainda, que na sentença seja reconhecida a
possibilidade de o SUS realizar exames periciais periódicos a seu critério de .
conveniência, para fiscalizar se o autor/apelado, no decorrer do tempo,
continua sendo portador da ,doença necessitando do medicamento
pleiteado.
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ESTADO DE MINAS GERAIS 17
Advoéacia-Geral do Estado
_________________________________ log
6- DA NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À.
CONDENAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO NOME DO
FABRICANTE - MIMPARA
·Confonne se vê do dispositivo da sentença recorrida, o. Estado foi
condenado ao fornecimento de Mimpara (cinaca1cet). Porém, a condenação
determinou o fornecimento do medicamento pelo nome da marca, ao invés de.
fixar a condenação pelo nome da substância ativa cinacalcet.
Cabe destacar que não 'se revelá adequada a decisão judicial que
condena o Estado à prestação de medicamento fabricado por laboratório
específico, notadamente quando existem outras alternativas viáveis no, mercado,
haja vista o que dispõe o art. 3° da Lei Federal 9.787/99:
Art. 3° As aquisições de medicamentos, sob qualquer modalidade de
compra, e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos, no
âml!ito do Sistema Único de Saúde _·SUS, adotarão obrigatoriamente a
Denominação Comum Brasileira (DCB) OU, na sua falta, a Denominação
Comum Internacional (Del).
§ lo o órgão federal responsável pela vigilância sanitária edit<lrá,
periodicamente, a relação de medicamentos registrados no País, de acordo com
a classificação farmacológica da Relação Nacional de Medicamentos
Essenciais - Rename vigente e segundo a Denominação Comum Brasileira ou,
na sua falta, a Denominação Comum Internacional, seguindo-se os nomes
I comerciais e as correspondentes empresas fabricantes.
§ 20 Nas aquisições de medicamentos a que se refere o caput deste
artigo, o medicamento genérico, quando houver, terá preferência sobre os
, demais em condiç,ões de igualdade de preço.
§ 30 Nos' editais, propostas licitatórias e contratos de aquisição de
,medicamentos, no âmbito do SUS, serão exigidas, no que couber, as
/ especificações técnicas dos produtos, os respectivos métodos de controle de
qualidade e a sistemática de certificação de conformidade.
§ 40 A entrega dos medicamentos adquiridos será acompanhada dos
respectivos laudos de qualidade:
Pela leitura do dispositivo legal transcrito, observa-se, portanto, a
impossibilidade de o Estado ser condenado a fornecer medicamento ou insumo
pela sua respectiva marca, devendo haver a possibilidade de o apelante adquirir
aquele medicamento com mesmo que seja o de menor custo no.
mercado.
. Rua.Chanceler Oswaldo Aranha, nO 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330
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-.




UI
ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional ém Juiz de Fora
18
Com efeito, virlcular o poder público à aquisição de medicamento
fabricado apenas por determinada indústria,farmacêutica onera indevidamente o
serviço públiço de saúde, ocasionando 'desperdício de recursos públicos, quando
há a possibilidade de aquisição de outro medicamento com mesmo princípio
, ativo de menor preço. .
, Assim; requer o apelante a reforma parc;ial da sentença; para que
seja determinada apenas a prestação do medicamento cihacalcet, sem que seja
da marca pretendida pelo apelado., .
.. /
..
7- DO PEDIDO
'"
, Diante de todas as razões acirria expostas, requer o apelante o
recebimento e processamento do presente' recurso, para que reformada a
sentença integralmente, conforme' as, raz;ões: anteriormente expostas,
notadamente tendo em conta a ausência de medicamento junto à
Anvisa.
Por fim, no caso de ser mantida a condenação de fornecimento do
medicamento, requer que a sentença seja reformada parcialmente, para que
sejam impostas condições e limites, de acordo com o exposto no item anterior,
bem como para que a condenação conste o nome da substância ativa do
medicamento cinacalcet e não Mimpara. '
"
Nesses termos, pede deferimento.
Juiz de Fora, O d _setembro de 2010.
.'- : .. \
..
,
'i'" ..
. :,
MASP: 1. 22.386-4 OAB-MG 98.18
-,
Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora
Tel/Fax: (32) 3216-3330' '
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devolutivo. Intimle-se'
presente. Após,
Justiça de
s
CERTIDÃO DE INTiMAÇÃO NO DJe.
CERTIFICO qua, ....
t'h1
-. I .... :!oi ..
r. -".' r '.:'. '. .. t
o fê: .'
o . ""p.;; "JAn,t ..
Varo do Fazendo EsladumsJF.
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
1?ortJ

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C6<J.10.25.097'2
CONCLUSÃO
Ri!lI 1q i 1<
estes autos conclusos ao
'M. Juiz da V. FáZ. e Autarqll.i.a/:
Estaduais de Juiz d for.· IiG
O EIc./E.crev. '----\'Y----
V.a da Puenda P6 ca EA.dea1
Recebo.!IIIW: .. na(.) .... '
dev"tdlvo. IntlmHe o 8I)8IIIcIo paIII COIItralTlltoer a
Ap6s. subam os autos ao E. Tribunlll da
ue Minas Gerais.
Intime-se. Publlque-sa.
Juiz de FOfB. U de'.U
RECEBIMENTO DE AUTOS
Em..z.í.J 10 f 10 estes autos foram
devolvidos A
O ______ _
CERTIDÃO N NO DJe.
QWIi1CV..,e. dos panes
InWm O _ laI plilbdo o dlsposHIvo do
dotIpacho/d«ts&llJlnlWnçnCOn 1Ie: *' de f. 110
no DJe • DlOOO .JwdkI4lfo ElerGnlco' do Trlbunol de
)lISIIço do ... 0er0Is. dIsDoIWbilizado
em...:..J.iJ. 11 J 10 óq 11 •
Edlço6 n.· k· I 1<>
O referido tverdode e dou fé,
Ml de ForlI. (MGI .;1'1 I 10 I 'h
O Esc/ES(;uwenle r1I
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Vara do Fazendo Mbnco e Autarquias ErodlJrtls .IF.
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RECEBUlmNTO D'" ,\'nr;
CEF:T I D,m .>U é'", v
Ce'-t.ihco que n.?sta data Em,..QlL/..lL../20
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L-:::1r-ga nu.:. 1. '/("0 própr 1.ü. Dou\!.
fé. JU.i z de Fcr-a. a.ru ca Fale, Esta
llY10/2010.Esc,))1 .
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J U N T A D .
Em.li.' \ _ \O, to a estés .
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXMO(A). DR(A). JUIZ(ÍZA) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA
COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG.
Processo: 014509 567 017-3
AlCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificado (a) nos autos da Ação
de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela Que move em face do Estado de
Minas Gerais, através da DEFENSORIA PUBLICA DE MINAS GERAIS, vem, respeitosamente, à
presença honrada de Vossa Excelência, apresentar, em tempo hábil, CONTRA-RAZÕES de apelação
Termos em que,
P. Deferimento .
Juiz de Fora, 30 de setembro de 2010 .
MADEP0484
Cynthia C. V. Braga
DEFENSORA PUBLICA
MADEP 0245
Dr.lensoria PúbliOl do Estado d! f.enis -f.omara de FOR -IfG - AtD1(lo junlO Varll Famdirias
M./lu: (32) 3217.j)W3· Ibrão do Rio Rnnro. 2281, 9.' andu· G;bintle 12 - Ü'nlm - 36.010-010 -jnit de Flln -l1G
Piginll dú 6
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO
APELANTE: ESTADO DE MINAS GERAIS
APELADO: ALCIRENE DE OLIVEIRA
VARA DA FAZENDA PÚBUCA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG
PROCESSO NO 0145 09 567 017-3
Egrégio Tribunal
Colenda Câmara:
Não merece reparos, rogata maxima venia, a r. sentença que julgou
procedente o pedido para condenar o Estado de Minas Gerais a fornecer ao (ã) apelado (a) o (s)
medicamento (s) descrito (s) nos autos, sempre que a autora precisar, uma vez que foi proferida
rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo ordenamento jurídico vigente .
Ab iniüo, imperioso repelir, com veemência, o argumento de que, no
presente caso, não há prova no que tange à efetiva eficácia terapêutica da droga/procedimento e
também quanto à inexistência de outros insumos/medicamentos menos onerosos disponibilizados
pelo SUS, que possam igualmente ser utilizados para o tratamento da enfermidade que acomete o
(a) Autor (a) .
Percebe-se, sem maiores dificuldades, através dos documentos
acostados à Inicial que os Insumos/medicamentos prescritos ao (à) Autor (a) para o tratamento da
doença da qual está acometido foi subscrita por médico especialista de associação prestadora de
serviço ao SUS e que o (a) acompanha clinicamente desde o seu diagnóstico. Sendo clara e
específica a declaração no sentido que não consta de nenhum programa específico do Estado ou do
Município a sua concessão.
PUblica do de Gerais - de Fora - IIr. Atuação junto ls \'aru
TrI./b..,: (32) 3'm-0143· AVI!nida Bario do Rio 8ranco, 2281, 9.' andar - Gabinele 12 - ftnlm -l6.010'{)IO - Juiz de rao - ,IIG
l'igina 2 dd
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
cabe, repelir, ainda, a afirmativa do Apelante de que o fornecimento do
tipo de insumo pleiteado pelo Autor não é obrigação do Estado o seu fornecimento. Ora, Eméritos
Julgadores, estamos tratando de pessoa idosa, que segundo declaração médica de especialista
necessita do medicamento para tratamento médico, necessária para manutenção de sua saúde,
garantindo a efetividade de seu direito de personalidade. A negativa no fornecimento desse insumo
imprescindível para a saúde do apelado implica em ofensa aos princípios da universalidade e
integralidade da assistência da saúde aos cidadãos.
Ora, a negativa em fornecer o medicamento/insumo a uma
pessoa que dele necessita é que constitui, indubitavelmente, grave afronta aos
indigitados princípios, pois cabe ao Estado o dever de zelar pela efetiva prestação
farmacêutica, a tempo e modo, a todos que dela necessitarem, sendo esse um dos
objetivos dos princípiOS da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços, nos
exatos termos do artigo 194, incíso 11 da CF/SS. Com efeito, incabível a alegação da
CLAUSULA DA RESERVA DO POSSIVEL para repelir a efetivação dos direitos
constitucionais fundamentais do cidadão consubstanciados na DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA, núcleo axiológico do constitucionalismo moderno .
Excelências, é cediço que o dever constitucional de garantir o direito à
saúde é absoluto e como tal, não pode ser negado, sob a alegação de reserva, tampouco de
economicidade,
Nesse sentido:
"Mandado de segurança. Sistema Único de Saúde. Município .
Competência concorrente. Direito à vida. Previsão orçamentária.
Irrelevância. Concessão da ordem. Em decorrência do direito
constitucional à vida e à saúde e em razão da competência
concorrente relativamente à gestão do Sistema Único de Saúde,
impãe-se a concessão da segurança para o fim de ser Fornecido o
medicamento imprescindível para o tratamento do impetrante"
(Processo nO 1.0000.04.408726-0/000 (1), ReI. Des. Fernando
Bráulio, p. em 09/03/2005).
Dfiensona I'liblica do .\Iimls - Comam. de Juiz de Fora - \lG - Aluação junlo às \'ms
(l2) -ArenHb Rario do Rio BDrrro, 2281, 9." II1dar· 12 - Ú'nlro - 36.DIO.()1O - Juiz de For./l-
Pigina 3 de 6
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Cumpre salientar que o direito social à saúde é resguardado na legislação
infraconsütucional pela Lei 8.080/90, que dispõe em seu art. 2° e seu parágrafo 1°, que:
Art. 2° A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo
o Estado prover as condições Indispensáveis ao seu pleno
exercício.
§ 1° O dever do Estado de garantir a saúde consiste na
formulação e execução de políticas econômicas e sociais que
visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos
estabelecimento de condições que asseaurem acesso universal e
iquaUtário às ações e aos servicos para a sua Promocão, protecão
e recuperação.
-.


E como direito social (ou direito de segunda geração), configura um
dever de agir do Estado, conforme preleciona o mestre José Afonso da Silva (09]:
"Os direitos sociais, como dimensão dos direitos fundamentais do
homem, são prestações positivas estatais, enunciadas em normas
constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos
mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de
situações sociais desiguais. São, portanto, direitos que se
conexionam com o direito da igualdade. Valem como pressupostos
do gozo dos direitos individuais na medida em que criam
condições materiais mais propícias ao auferimento da igualdade
real, o que, por sua vez, proporciona condição mais compatível
com o exercício efetivo da Iiberdade
H
Não se pode perder de vista, ainda, a assertiva apresentada pelo
Apelante de que inaceitável que o Poder Judiciário detenmine que esse ou aquele cidadão seja
_ beneficiado com o recebimento de medicamentos, insumos e equipamentos em detrimento de
outros cidadãos que se encontram em Idêntica situação.
Ora, olvida-se o Apelante que essa é a função jurisdicional do juiz, qual
seja, aplicar as nonmas em caso de falta de entendimento surgida no seio da sociedade.
rúbtil"1 do de Gmis Üllllirta Juiz df rlln - .IlG junto às Vms Fmndir:ias
Tfl.{lax: (32) 3217.aUJ· brio do Rio Rnnco. 2281. 9,' IlIdn- Gabinete 12 - Ü'nlro -36.0Ia.olG - Juiz de "ora - .I!G
r:igina ·i de 6
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A .. ··.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
De mais a mais, não se pode admitir a tese do princípio da
universalidade, Quando o Que ocorre, na realidade, é a mais absoluta omissão dos gestores dos
SUS na realização de programas específicos, no sentido de prestarem assistência farmacêutica
adequada à realidade atual. Isso pode ser aferido através dos inúmeros casos de portadores das
mais diversas patologias de grande incidência, Que vêm às portas do judiciário em busca de
assistência farmacêutica comumente negada pelo SUS .
Destarte, trata-se, o presente caso, de uma luta incessante pelo direito à
vida, Que, indubitavelmente, deve sobrepor-se, por ser o mais sublime, a qualquer outro princípio
constitucional invocado pelo poder público, isso no afã de, Quase sempre, eximir-se da
improbidade/incompetência administrativa.
o papel da Justiça é de suma importância ao assegurar a efetivação da
dignidade da pessoa humana. Ela não pode falhar em sua alta missão de julgar, com absoluta
imparcialidade, os seus semelhantes. E a justiça falhará, desacreditando-se perante a opinião
pública, no dia em que deixar levar-se pela freqüente incapacidade administrativa no trato do
dinheiro público, no dia em que resignar a ser um mero instrumento da atuação, nem sempre
correta, de nossos governantes .
Com efeito, não se vislumbra, na espécie, profissional mais indicado do
Que espedalista Que acompanha todo o histórico clínico do (a) Autor (a), para prescrever o
tratamento mais eficaz para a sua doença. De mais a mais, não se pode sugerir, como Quer o Réu,
a suspeita do tratamento indicado ao Autor (a), uma vez que o médico que o prescreve pertence
ao Quadro do SUS na cidade de Juiz de Fora. Assim, não há como se negar a concessão do insumo
pleiteado na inidal, muito menos restringir a Quantidade de seu uso, contrariando as prescrições
médicas Quanto a sua posologia .
Assim, não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no
presente caso, figura como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo
Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados
medicamentos em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para
PUblirJ. do Esladll de !linas Gmis - fJ1mara df Juiz de Fon - .IIG - .\Iuaçio jnnlo às Varas
Te1./l.u: (.12) 32Ii.{l.l4.1- Avenida Balio do Rio Br.lllto, 2231, 9.' :andu· G.3binele 12 - Centro - 36.01(l..!)1(} - Jui! di! Fon-\U;
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DEFENSORIA PhlBUCADOESTAJ!)O CJ
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aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde
. --- -,.,-,.. .. --....... -.....
para doença em questão._. __ .• _ ... _. _____ • G
.ir;;JiH,JlJ ;:;,ihhi'l (,lIE,nr.'1 fone\!'
Nesse diapasão, não há que se falar; em relação à saúde, em competênda
especifica do município, ou do estado ou da união. A competência é do ESTADO, PODER PÚSUCO
• como ente maior não importando ao ddadão se será o administrador público municipal, estadual
ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde.
ISSO POSTO, requer o apelado, com melhores e mais profundos
suplementos, o não provimento ao presente recurso de apelação, com a manutenção, na íntegra,
da r. decisão recorrida, por ser medida de elementar e reclamada
]
Justiça!
Juiz de Fora, 09 de novembro de 2010.
Defensor Público
MADEP0484
Cynthia C. V. Braga
DEFENSORA PUBLICA
MADEP024S
,
Dr"'l1$(Jria do Eslido di' r,fortis-Comal'C2 de Juiz di' for.a - .\lr, - junto às rans Fuendárias
TeLfiu: (.l2) 32174«3 - do Rifl BrutCO. 22l11. andar - wbinfte 12 - {(Inlro - - Juiz Fora -
Pígina 6 de 6
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ÇERTIDÃO • REMESSA DE AUTOS
Em JJ 12012, faço urnes:;a desies
. O AD lufzo Deprecante, com nossas homen;lgeni.
01tlJ Juizo Competente da _____ _
e T;J"i'lÇ
___ _
V ... a da faua a Estadual.
- \

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Gerência de Estruturação Processual
Coordenação Estruturação Processos Originários e Recursais
Recebimento, Análise e
Remessa de Autos/Petição
COMARCA
.0145.09.567017-3/002 Juiz de Fora
) Isenção Prévia
CLASSETJMG
Apelação Cível/ Reexame
) Portador de Deficiência
) Maior de 60 anos
) Réu Preso
( ) do Réu
( ) Assistente do MP
( ) MP Fiscal da Lei

COMARCA JUIZ FORA REMETENTE
i
Gratuita
Classe Agravo de Instrumento Cível
ReI. Edivaldo George dos Santos
Rev.
lVg. wander Marotta
Belizário de Lacerda
N°1.0145.09.567017-3/001
Afast.24/11/2010-26/11/2010 6' CACIV - UG
Em Atividade 7' CACIV - UG
Afast.13/11/2010-03/12/2010 7' CACIV - UG
1_0145_09_567017-3/002
Pág. 1
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152580553217410110231007601426
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Ó
TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CONTROLE DE PROCESSOS
MAPA DE DISTRIBUICAO DIRIGIDA
TJMG
DISTRIBUiÇÃO POR EM 30/11/2010 08:38
Comarca: Juiz de Fora
Processo: 1.0145.09.567017-3/002
Classe: Apelação Civel/ Reexame Necessário
Câmara: 7' CÂMARA CIVEL
Cartório: Cartório da 7' Camara Civel - Unidade Goiás
Relator: Wander MaroHa
PROCESSOS LIGADOS:
Recurso Anterior: 1.0145.09.567017-3/001
Relator: Edivaldo George dos Santos - 6' CÂMARA CIVEL -
Revisor:
Vogal: Wander Marotta - 7' CÂMARA CIVEL-
.utos remetidos ao cartório acima em, 30/1112010
If<\lison Junqueira Garcia Mlseranl
Coordenação de Distribuição

30/11/2010
Pag: 1
SIRDST21
Qtde.
PROCESSOS
197+1=198
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COORDENAÇÃO DE AUTUAÇÃO-UG
DATA
Aos 30 de novembro de 2010 recebi estes autos.
O(A) Coordenador( a ),_---'iJlJ.:.,.....J!....!. }....!.i ....... cd::::..t.·yGUoo<Q....:::....::::.... __
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Relator. O(A) Coordenador(a),
• di)iQnú
Conclusos em 30/11/2010 .

Documento emitido pelo SIAP: ~ l m l m l m m l n n D l l l n l l l ~ ~ ~ l m l ~ l I l l l ~ m W
163380651000720510241006001238
Cód. 10.25.097-2
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A Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 4-.
]i::'
C/J( 0:,
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(J-J

REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO N° 1.0145.09.567017-3/002 (5670173-
16.2009.8.13.0145)
COMARCA DE JUIZ DE FORA - VARA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS
APELANTE ESTADO DE MINAS GERAIS
APELADA ALCIRENE DE OLIVEIRA
RELATOR DES. WANDER MAROTTA
RELATÓRIO
Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS
contra a r. sentença de fls.80/84 , que julgou procedente a ação de obrigação de
fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer
à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo
da prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet, indicado no
tratamento do hiperparatiroidismo secundário em paciente com insuficiência renal
em diálise, não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no
país é vedada pela Lei Federal 6.360n6. Alega a impossibilidade de o Poder
Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de
medicamentos. Pelo princípio da eventualidade, pugna por que seja imposta
condição e limite para o fornecimento do medicamento, bem como conste o nome
da substancia ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara.
C6d. 10.25.097-2
Em contrarrazões a apelada pugna pelo desprovimento do recurso.
É o relatório; à douta revisão.
Belo Horizonte, 2 de 2010.
DES. W DER MAROTTA
elator)
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 03 de dezembro de 2010 recebi estes autos.
O(A)
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Revisor. O(A) Escrivão(ã),
Conclusos em 10/01/2011 .
REVISrc;St
"EÇO DIA PARA JULGAMENTO.
Documento emitido pelo SIAP:
100700145012510120231009301908
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f .


6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 11 de janeiro de 2011 recebi estes autos.
O(A) ____
JUNTADA
Aos 11 de janeiro de. 2011, junto aos autos
petição adiante. O(A) Escrivão( ã),
f I
Documento emitido pelo SIAP:
102140833012161710230000101616
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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rr
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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO .
EXMO. SR. DESEMBARGADOR RELATOR WANDER MAROTTA, DESTE EG.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
Apelação n.o: 0145.09.567.017-3/002
O ESTADO DE MINAS GERAIS, por meio da Procuradora que esta
..,ubscreve, nos . autos em epígrafe, em que contende com ALCIRENE DE OLIVE1RA,
.em, respeitosamente à presença de V. Excelência, REQUERER o cadastramento do .
número da OAB da signatária da presente manifestação, a fim de que possa constar nas
futurás intimações e publicações.
Nestes termos, pede e espera deferimento.
Belo Horizonte, 06 de dezembro de 2010 .

~
CRISTIANE DE OLIVEIRA ELIAN
Procuradora do Estado
MASP 1.094.825-5 - OAB/MO 96.351
Av .. Afonso Pena. n" )'.901 - Funcionários, CEP; 30130-004 - Belo Horizonte: MG.
. \
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Certidão
de ordem do Exmo. Sr. Des. Presidente, os
ram incluídos na pauta da Sessão de
ign para o dia 25 de Janeiro de 2011, às
publ no Diário Oficial de hoje.
I' de Janeiro de 2011.
o subscrevi.
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x.


f ~ . TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1.0145.09.567017-3/002
1111111111111111111111111111111111111111111111111
EMENTA: SUS - FORNECIMENTO PELO ESTADO DE MEDICAMENTO
IMPORTADO - AUSÊNCIA DE REGISTRO. NA ANVISA -IMPOSSIBILIDADE. Não
se recomenda o deferimento de pedido de medicamentos não aprovados na
ANVISA - Conclusão aprovada por maioria no 1°Curso do Fórum Permanente de
Direito à Saúde, realizado no dia 9 de agosto de 2010 neste Tribunal. Se o
medicamento indicado pelo médico do agravante não possui registro na
ANVISA, não há como exigir que o Estado o forneça, já que proibida a sua
comercialização.
APELAÇÃO clVEL / REEXAME NECESsARIO W 1.0145.09.567017-3/002 -
COMARCA DE JUIZ DE FORA - REMETENTE JD V FAZ COMARCA JUIZ FORA-
APELANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS - APELADO(A)(S): ALCIRENE DE
OLIVEIRA - RELATOR: EXMO. SR: DES. WANDER MAROHA
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais,
sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA ,
incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos
julgamentos e das notas taquigráficas, à unanimidade de votos, EM
REFORMAR A SENTENÇA, NO REEXAME NECESSÁRIO,
PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO .
Belo Horizonte, de 2011.
DES. WAND
FI 1/9
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L} TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APElAÇAO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
NOTAS T AQUIGRÁFICAS
O SR. DES. WANDER MAROTTA:
'{OIO
Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE
MINAS GERAIS contra a r. sentença de fls. 80/84 , que julgou
procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE
OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o
medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo
da prescrição médica, enquanto durar o tratamento.
Sustenta o apelante que o medicamento
Cinacalcet, indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundàrio
em paciente com insuficiência renal em diàlise, não possui registro
junto à ANVISA e que a sua comercialização no pais é vedada pela Lei
Federal 6.360n6. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir
indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de
medicamentos. Pelo princípio da eventualidade, pugna por que seja
imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento, bem
como conste o nome da substância ativa do medicamento Cinacalcet e
não Mimpara.
Conheço do recurso e da remessa oficial.
Objetiva a autora o fornecimento do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na quantidade de 1 frasco por mês e
de uso continuo.
FI. 2/9
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~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
_c--
APELAÇAo CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
o relatório anexado ás fls. 7, emitido por médico
do Hospital da Universidade Federal de Juiz de Fora, Dr. Rodrigo Reis
Abrita, esclarece que a paciente "é portadora de doença renal crônica.
Está em HEMODIÁLISE há 14 anos e evoluiu com
HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária á doença renal,
hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes
de fósforo e vitamina D. Pelo exposto, necessita fazer uso do
MIMPARA (CINACALCET). Caso não use tal medicamento poderá
apresentar calcificaçôes vasculares e em partes moles, com alto risco
cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea. Não há
medicamentos substitutos .
A Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009, emitida
pela Secretaria de Estado de Saúde, esclarece que:
"Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela
agência norte-americana de regulação de
medicamentos (FDA Food and Drug
Administration) e em alguns paises da Europa,
pelo EMEA (European Medicines Agency), o
fármaco Cinacalcet ainda não possui registro junto
á Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), o que significa que tal medicamento
não possui autorização para comercialização no
pais" - fls.46 .
Conquanto a saúde seja, de fato, um direito
constitucional previsto nos arts. 6° e 196 da CF, extensivo a toda a
população, tendo o usuário do SUS direito a atendimento que
possibilite o seu tratamento de forma adequada, independentemente
dos problemas orçamentários que a Administração diz ter, não se pode
forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um
medicamento sem registro na ANVISA. O medicamento ainda não tem
autorização para ser aqui utilizado, não podendo ser o Estado
FI 3/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CiVEl / REEXAME NECESSÁRIO N°1.0145.09.567017-3/002
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um paciente.
Como já decidido pelo Exmo. Ministro do S.T.F.
Gilmar Mendes, quando da SS 3989/ PI- PIAuí em 07/04/2010:
"( ... ) Como ficou claro nos depoimentos prestados
na Audiência Pública, é vedado à Administração
Pública fornecer fármaco que não possua registro
na ANVISA.
A Lei Federal n.o 6.360/76, ao dispor sobre a
vigilãncia sanitária a que ficam sujeitos os
medicamentos, as drogas, os insumos
farmacêuticos e correlatos, determina em seu
artigo 12 que "nenhum dos produtos de que trata
esta Lei, inclusive os importados, poderá ser
industrializado, exposto à venda ou entregue ao
consumo antes de registrado no Ministério da
Saúde". O artigo 16 da referida Lei estabelece os
requisitos para a obtenção do registro, entre eles,
que o produto seja reconhecido como seguro e
eficaz para o uso a que se propõe.
O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de
medicamento de procedência estrangeira, deverá
ser comprovada a existência de registro válido no
país de origem.
O registro de medicamento, como lembrado pelo
Procurador-Geral da República, é uma garantia à
saúde pública. E, como ressaltou o Diretor-
Presidente da ANVISA, a agência, por força da lei
de sua criação, também realiza a regulação
econômica dos fármacos.
FI. 4/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CIVEL/ REEXAME NECESSÁRIO N° 1.014509.567017-3/002
Tribunal:
Após verificar a eficácia, segurança e qualidade
do produto e conceder o registro, a ANVISA passa
a analisar a fixação do preço definido, levando em
consideração o benefício clínico e o custo do
tratamento. Havendo produto assemelhado, se o
novo medicamento não trouxer benefício
adicional, não poderá custar mais caro do que o
medicamento já existente com a mesma
indicação .
Por tudo isso, o registro na ANVISA mostra-se
como condição necessária para atestar a
segurança e o benefício do produto, sendo a
primeira condição para que o Sistema Único de
Saúde possa considerar sua incorporação."
No mesmo sentido, a jurisprudência deste
"MANDADO DE SEGURANÇA - MEDICAMENTO
NÃO REGISTRADO NA ANVISA - ILEGALIDADE
NA COMERCIALIZAÇÃO. Embora o Estado de
Minas Gerais deva fornecer medicamento
necessário ao tratamento de saúde de cidadão,
portador do vírus HIV, da respectiva enfermidade,
bem como de grave doença oportunista, não está
patente o direito líquido e certo do mesmo, a ser
amparado via mandado de segurança, em função
da impossibilidade de comercialização do
medicamento pleiteado, tendo em vista a
ausência de registro do mesmo junto a ANVISA"
(N° do processo: 1.000003.400524-9/000 -
Relator: Edivaldo George dos Santos - Data de
FI 5/9
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D . . ' ~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESsARIO N°1.0145.09.567017-3/002
publicação: 03/09/2004).
É incontroverso que a constituição assegura a todo
o cidadão o direito á saúde, correspondendo a dever do Estado a
adoção de políticas públicas para atender a essa garantia,
notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos
necessitados, fornecendo-lhes os medicamentos necessários.
Entretanto, se o Estado apresenta elementos
fundados, confiáveis, de seu serviço médico oficial, atestando a
discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco,
este não pode ser concedido pelo judiciário.
Data venia, não se questiona aqui o conhecimento
e a capacidade do médico que aconselhou o uso do medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET) para tratamento da doença que
acomete a autora. No entanto, os casos como o sub judice, exigem o
máximo de cautela por parte do Judiciário. Como se sabe, nestas
condições, a concessão representaria verdadeira ingerência de um
Poder sobre outro, em utilização de prerrogativa que requer
razoabilidade.
Não se discute a obrigação do Estado e dos
Municipios em assegurar assistência á saúde do cidadão, mas tal
garantia não implica a prevalência da vontade de.ste em relação ás
possibilidades e limitações próprias ao Estado e, logo, á Administração .
Não há direito absoluto e, em razão da supremacia do interesse
coletivo, bem como dos principios previstos no art. 37 da CF, conclui-
se que ao administrador cabe gerir com probidade os recursos
públicos, distribuindo os serviços e funções de maneira a facilitar a
fiscalização e, assim, reduzir os gastos.
Assim, e tendo em vista a prova aqui produzida,
em reexame necessário reformo a sentença, para julgar improcedente
FI. 6/9
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6 TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

APELAÇÃO CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°
o pedido, tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.
Ficam invertidos os ônus sucumbenciais.
Ressalto, apenas, que, deferida a liminar, não
deve haver devolução de valores pagos pelos fármacos já fornecidos,
tendo o S.T.J. se manifestado recentemente sobre o assunto. Nesse
sentido, jurisprudência citada no informativo 375:
MS. LIMINAR TRATAMENTO MÉDICO.
EXTERIOR
Na espécie, a recorrida sofria de retinose
pigmentar (patologia oftalmológica) e, como vários
outros, buscou o Judiciário, obtendo liminar contra
a União para que o SUS custeasse o tratamento
em Cuba. Para tanto, recebeu R$ 25.443,43.
Nessa época, a posição jurisprudencial concedia
o custeio de tais tratamentos, mas alterou-se
diante do parecer técnico do Conselho de
Oftalmologia Brasileiro, que levou o Ministério da
Saúde a baixar a Portaria n. 763, proibindo o
custeio do tratamento dessa doença no exterior
pelo SUS. Então, a recusa do Poder Judiciário em
confirmar a decisão liminar ensejou a União a
mover ação de cobrança, que foi repudiada, nas
instâncias ordinárias, ao argumento do fato
consumado e irreversibilidade do provimento. Isso
posto, para o Min. Relator, o ponto central do
aresto recorrido é o art. 7°da Lei n. 1.533/1951,
que trata especialmente da liminar em mandado
de segurança (MS). Ressalta que existe a Súm. n.
405-STF, que dá eficácia retroativa à revogação
superveniente de liminar em MS. Entretanto,
podem admitir-se, excepcionalmente, como no
caso, os conceitos do fato consumado e da boa-fé
FI. 7/9
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N°1.014509.567017-3/002
gratuidade .
objetiva no recebimento de valores pagos em
caráter alimentar e essa postura tem sido adotada
em julgados do próprio STF (como quando analisa
devolução pecuniária recebida de boa-fé por
servidores públicos e posteriormente declarada
inconstitucional), também há decisões deste
Superior Tribunal. Ademais, aplica-se ao caso o
princípio da confiança assente no Código Civil
alemão e constante do ordenamento jurídico
brasileiro como cláusula geral, que ultrapassa os
limites do CC/2002 (arts. 113, 187 e 422), o que
influencia a interpretação do Direito Público e a
ele chegando como subprincípio derivado da
moralidade administrativa, o qual serve de
fundamento á mantença do acórdão recorrido.
Precedentes citados: REsp 353.147-DF, DJ
18/8/2003; MS 8.895-DF, DJ 7/6/2004; REsp
697.768-RS, DJ 21/3/2005; REsp 627.808-RS, DJ
14/11/2005; REsp 955.969-DF, DJ 3/9/2008, e
REsp 1.031.356-DF, DJ 10/4/2008. REsp
944.325-RS, ReI. Min. Humberto Martins, julgado
em 4/11/2008.
Custas recursais pela recorrida, se não litigar sob
Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es):
BELlZÁRIO DE LACERDA e PEIXOTO HENRIQUES.
REFORMARAM A SENTENÇA, NO REEXAME
NECESSÁRIO, PREJUDICADO O RECURSO
FI. 8/9
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VOLUNTÁRIO .
FI. 9/9
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.. '
'.'
. .



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...
6 Poder Judiei.ário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7
a
CAMARA CíVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, para ciência das partes
interessadas, foi disponibilizado no "Diário .
Judiciário Eletrônico" de 1 0/02/2011 e publicado
em 11/02/2011, o dispositivo do acórdão retro. O
'referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 11 de
fevereiro de 2011. Eu, Kátia Maria da Cruz Silva,
Escrivão(ã) do Cartório da la Câmara Cível - .
Unidade Goiás, a
______ _
Documento emitido peta StAP.
150000160119491820210004801607
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r
· .
. .
. .
....

..

6 Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7
3
cAMARA CIVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
.
CERTIFICO que, nesta data, a Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais foi
devidamente intimada, na pessoa de seu
representante legal, da publicação do acórdão
retro. O referido é verdade e dou fé. Belo
Horizonte, 11 de fevereiro de 2011 . Eu, Kátia
Maria da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goiás, a subscrevi,
!41J

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51)
Documento emitido pelo SIAP:
102140333012461720260004001917
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTÓRIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 24 de fevereiro. de M;b; e,le, "Ia,.
O(A) Escrivão(ã), . .. .
JUNTADA
Aos 25 de fevereiro de 2011, junto aos autos
Petição de Embargos
adiante.
O(A) Escrivão(ã), __ -+---=++-__ _
Documento emitido pelo SIAP :
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DEFENSORIA PÜBLICA DO ESTADO DE M
.
itmji . \
< .. )k)
.. W
............. , . .-* ...
EXMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO
ESTADO DE MINAS GERAIS - UNIDADE GOIÁS.
7!! Câmara Cível O fJ
• Autos



A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, no exercício de sua
autonomia preconizada no §2
Q
do art. 134 da Constituição da República
Federativa do Brasil e no uso de sua competência legal prevista no art. 4Q da
lei Complementar Federal 80/94 e nos artigos 4
Q
e 5Q da lei Complementar
Estadual 65/03, por seu Órgão de Execução Oficiante infra assinado,
assistindo e patrocinando os interesses de AlCIRENE DE OLIVEIRA, parte
devidamente qualificada nos autos em epígrafe, em que contende com o
ESTADO DE MINAS GERAIS, parte devidamente qualificada, vem,
respeitosamente, opor
EMBARGOS DECLARATÓRIOS,
pelos fatos e fundamentos jurídicos abaixo elencados. Senão vejamos.
Rachei Aparecida de Aguiar Passos - Defensora Pública Sub,tituta·· MADEP 610 I
Rua Paracatu, n '304, 6'andar, Bairro Sarro Preto, Belo Ho.nzonte. MG CEP: 33130·090 Tel: (31)
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS
Eméritos julgadores
DA TEMPESTIVIDADE
A Defensora Pública que subscreve foi intimada da decisão de f. 125/133
em 11.02.2011, por meio de entrega dos autos, tal como determina o art. 74, I,
da Lei Complementar Estadual 65/2003, conforme consta na certidão de f. 135
dos autos.
Assim, o prazo ordinário de cinco dias, para os embargos de declaração,
venceria em 18.02.2011. Todavia, o prazo em dobro, que é prerrogativa
institucional do Defensor Público (art. 128, I, Lei Complementar Federal
80/1994 e art. 74, I, Lei Complementar Estadual 65/2003) vence apenas em
23.02.2010, donde se conclui pela tempestividade dos presentes embargos.
DOS VÍCIOS
o v. acórdão furtou-se ao exame de questões de direito.
É possível depreender que o v. acórdão padece do vício da omissão .
Da omissão
Em análise ao v. acórdão verifica-se que foi omitida a apreciação das
seguintes questões jurídicas. Senão vejamos.
o acórdão deixou de subsumir ao caso os arts. 1 º, caput e inciso III; art. Sº,
caput; art. 6º; art. 37, caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, I, 11, III e § 2º; art.
204, art. 212, da CF /88 .
Isso sob o fundamento de que por se tratar de remédios não aprovados
pela ANVISA, não há como se exigir do Estado o seu fornecimento, diante da
Conclusão aprovada no 1 º Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde,
realizado em 09 de agosto do corrente ano.
Rachei Aparecida de Aguiar Passos - Defensora Pública Substituta - MADEP 610
Rua Paracatu, n '304. 6'andar, 8airro Barro Preto. 8elo Horizonte - MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490
Documento assinado digitalmente conforme MP n°2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256




DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE Jl;IiNAS GERAIS
"Ab initio" cumpre dizer que o direito à saúde da embargante é
inquestionável e não é o fato da simples omissão do Poder Público em responder
ao pedido administrativo e impedirá o exerdcio de tal direito e da tutela
antecipada.
A omissão na resposta causa o efeito da negativa do próprio direito à
saúde .
o direito da parte embargante é inquestionável. Os direitos à vida e à
saúde estão previstos nos arts. Sº, 6º e 196, da CR/88:
"Art. Sº. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e à
propriedade, nos seguintes termos: ( ... )"
"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho,
a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição."
"Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que
visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação."
Cumpre ressaltar que o direito à saúde deve ser efetivado mediante
atendimento integral, conforme dispõe o comando constitucional disposto no
artigo 198 da CR/88:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um
sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes: ( ... )
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li - atendimento integral, com prioridade para as
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais."
Não se objete que o direito à saúde não poderia ser invocado, pela parte
recorrida, diretamente da Constituição. Encontra-se ultrapassado o enfoque da
Constituição enquanto simples repositório de boas intenções .
o direito constitucional à saúde, como cediço, encarta-se no rol dos
direitos à prestação, "que se realizam por intermédio do Estado."l
Mais especificamente, o direito à saúde integra os direitos a prestações
materiais. Ele está entre os direitos sociais e econômicos, os quais possuem por
objeto uma utilidade concreta (bem ou serviço), a ser fornecida pelo Estado.
2
É irrelevante o parâmetro da reserva do possível. quando se trata de
tutelar o mínimo existencial.
Por anos os direitos sociais e econômicos ficaram relegados à promessa.
Entendia-se que eles somente poderiam ser exigidos após densificados, por
meio de interposição do legislador, em nível infraconstitucionaJ.3 E esta
delimitação seria tarefa eminentemente poHtica
4
, sem qualquer possibilidade de
atuação do Poder Judiciário .
o direito à saúde, que outrora foi tido por norma puramente
programática, não poderia gerar direito subjetivo ao seu titular. Neste passo,
1 MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 248.
, MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 249.
3 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério 0$ direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 58.
<1- CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 59.
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explica Canotilho que "as normas de direitos fundamentais eram normas
'enfraquecidas' que só adquiriam robustez jurídica através de leis de
regulamentação desses mesmos direitos." 5
Argumentava-se, com base na teoria da reserva de caixa ou na teoria da
reserva do possível, que os direitos econômicos e sociais estariam sob a reserva
das capacidades financeiras do Estado.
6
Tal entendimento levou ao ponto que a doutrina denominou de "ditadura
dos cofres vazios"7. Ocorre que os direitos econômicos e sociais acabavam por
não encontrar implementação, sob o artifício de inexistência de recursos
específicos.
Atualmente, entende-se que o direito à saúde pode ser exigido
diretamente, por meio de ação judicial. pelo cidadão necessitado. Novamente,
esclarece Canotilho:
"Relativamente ao direito à vida, cremos que nenhum autor,
mesmo liberal 'à ou trance', tem hoje a coragem de dizer que
o cidadão não tem qualquer direito perante o Estado a
prestações mínimas e, correlativamente, que este não está
obrigado (ou tem o 'privilégio') de lhe não fornecer
prestações. Exclui-se, pois, uma 'relação opositiva' (jurai
oppositives) no que respeita ao direito à vida, na sua
dimensão de prestações existenciais mínimas perante o
Estado, e exclui-se uma relação correlativa (jurai
corre/atives) de não direito e privilégio. ( ... ) O cidadão. no
5 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos econômicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentois. São Paulo: RT, 2008. p. 58.
6 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática
actual dos direitos econômicos, sociais e culturais. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo:
RT, 2008. p. 106.
7 CANOTlLHO, José Joaquim Gomes. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática
actual dos direitos económicos, sociais e culturais. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo:
RT,2008.p.109.
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campo das prestações existenciais mínimas do direito à
vida, tem um direito subjectivo (originário, definitivo) a
prestações existenciais, ao qual corresponde um dever
correlativo por parte deste."B
A doutrina da reserva do possível, que condicionava a eficácia dos direitos
fundamentais à reserva de caixa, foi limitada pela teoria do mínimo existencial,
que "obriga os poderes públicos à densificação de um grau mínimo de
existência".9
Portanto, no que tange ao mínimo existencial. os direitos fundamentais
sociais e econômicos aplicam-se diretamente, sem necessidade de norma
interposta (interpositio legislatoris) 10, dando plena efetividade ao disposto no
art. SQ, §l
Q
, da CR/88. As normas constitucionais, nesse passo, são aplicáveis
direta e imediatamente, na extensão máxima de sua densidade normativa.
Gilmar Ferreira Mendes e outros reconhecem o atual posicionamento do
STF, quanto à efetividade do direito à saúde pela ótica do mínimo existencial:
"A doutrina, porém, busca atenuar essas contingências
decepcionantes com a teoria do grau mínimo de efetividade
dos direitos a prestação material. Tenta-se extrair uma
garantia a um mínimo social dos direitos a prestação .
(00')
A Constituição brasileira acolheu essa garantia do mínimo
social.
(00')
8 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 57. Foram suprimidos os esquemas
gráficos empregados pelo autor no texto original.
9 CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Tomemos a sério os direitos económicos, sociais e culturais. In:
Estudos sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT. 2008. p. 66.
!O CANOTlLHO. José Joaquim Gomes. Métodos de proteção de direitos, liberdades e garantias. In: Estudos
sobre Direitos Fundamentais. São Paulo: RT, 2008. p. 146.
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A jurisprudência do STF também registra precedentes em
que, para se obviar que normas de cunho social, ainda que
de feitio programático, convertam-se em 'promessa
constitucional inconseqüente', são reconhecidas
obril:acões mínimas que. com base nelas. o Estado deve
satisfazer - como nos vários casos em que se proclamou
o direito de pacientes de AIDS a receber medicamentos
gratuitos dos Poderes públicos."ll
Em notável precedente da relatoria do Min. Celso de Mello, o STForientou
que o parâmetro da reserva do possível não pode obstar a efetividade dos
direitos fundamentais, quando se trata de assegurar o mínimo essencial. Eis o
trecho mais relevante:
"a cláusula da 'reserva do possível' - ressalvada a
ocorrência de justo motivo objetivamente aferível - não
pode ser invocada, pelo Estado. com a finalidade de
exonerar-se do cumprimento de suas obrigacões
constitucionais. notadamente quando. dessa conduta
I:overnamental negativa. puder resultar nulificação Q!L
até mesmo. aniquilação de direitos constitucionai!i
impregnados de um sentido de essencial
fundamentalidade. Daí a correta ponderação de ANA
PAULA DE BARCELLOS (A Eficácia jurídica dos Princípios
Constitucionais, p. 245-246, 2002, Renovar): 'Em resumo: a
limitação de recursos existe e é uma contingência que não
se pode ignorar. O intérprete deverá levá-Ia em conta ao
afirmar que algum bem pode ser exigido judicialmente,
assim como o magistrado, ao determinar seu fornecimento
pelo Estado. Por outro lado, não se pode esquecer que a
finalidade do Estado ao obter recursos, para, em seguida,
gastá-los sob a forma de obras, prestação de serviços, ou
qualquer outra política pública, é exatamente realizar os
11 MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de
Direito Constitucional. Saraiva: 2007, p. 254.
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objetivos fundamentais da Constituição. A meta central das
Constituições modernas, e da Carta de 1988 em particular,
pode ser resumida, como já exposto, na promoção do bem-
estar do homem, cujo ponto de partida está em assegurar as
condições de sua própria dignidade, que inclui, além da
proteção dos direitos individuais, condições materiais
mínimas de existência. Ao apurar os elementos
fundamentais dessa dignidade (o mínimo existencial) .
estar-se-ão estabelecendo exatamente os alvos
prioritários dos gastos públicos. Apenas depois de atingi-
los é que se poderá discutir, relativamente aos recursos
remanescentes, em que outros projetos se deverá investir.
O mínimo existencial. como se vê. associado ao
estabelecimento de prioridades orçamentárias. é capaz
de conviver produtivamente com a reserva do possível.'
(grifei) ( ... ) Não obstante a formulação e a execução de
políticas públicas dependam de opções políticas a cargo
daqueles que, por delegação popular, receberam
investidura em mandato eletivo, cumpre reconhecer que
não se revela absoluta, nesse domínio, a liberdade de
conformação do legislador, nem a de atuação do Poder
Executivo. É que, se tais Poderes do Estado agirem de modo
irrazoável ou procederem com a clara intenção de
neutralizar, comprometendo·a, a eficácia dos direitos
sociais, econômicos e culturais, afetando, como decorrência
causal de uma injustificável inércia estatal ou de um
abusivo comportamento governamental, aguele núcleo
intangível consubstanciador de um conjunto
irredutível de condições mínimas necessárias a uma
existência digna e essenciais à própria sobrevivência
do indivíduo, aí, então, justificar-se·á, como
precedentemente já enfatizado - e até mesmo por razões
fundadas em um imperativo ético-jurídico -, a possibilidade
de intervenção do Poder Judiciário, em ordem a viabilizar, a
todos, o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido
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injustamente recusada pelo Estado." (STF, ADPF 45 MC/DF;
ReI. Min. Celso de Mello. D) 04-05-2004)
Ou seja, a proteção da vida abrange o dever de assegurar as condições
mínimas para torná-Ia possível. Assim, a tutela do mínimo existencial deflui do
direito à vida.
A jurisprudência do ST) também demonstra encontrar-se ultrapassada a
concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma
puramente programática:
"CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO. MANDADO DE
SEGURANÇA OBJETIVANDO O FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO (RILUZOL/RILUTEK) POR ENTE PÚBLICO
À PESSOA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE: ESCLEROSE
LATERAL AMIOTRÓFICA - ELA. PROTEÇÃO DE DIREITOS
FUNDAMENTAIS. DIREITO À VIDA (ART. 5º, CAPUT, CF /88)
E DIREITO À SAÚDE (ARTS. 6º E 196, CF /88).
ILEGALIDADE DA AUTORIDADE COATORA NA EXIGÊNCIA
DE CUMPRIMENTO DE FORMALIDADE BUROCRÁTICA.
1 - A existência, a validade, a eficácia e a efetividade da
Democracia está na prática dos atos administrativos do
Estado voltados para o homem. A eventual ausência de
cumprimento de uma formalidade burocrática exigida não
pode ser óbice suficiente para impedir a concessão da
medida porque não retira, de forma alguma, a gravidade e a
urgência da situação da recorrente: a busca para garantia
do maior de todos os bens, que é a própria vida.
2 - É dever do Estado assegurar a todos os cidadãos,
indistintamente, o direito à saúde, que é fundamental e está
consagrado na Constituição da República nos artigos 6º e
196.
3 - Diante da negativa/omissão do Estado em prestar
atendimento à população carente, que não possui meios
para a compra de medicamentos necessanos à sua
sobrevivência, a jurisprudência vem se fortalecendo no
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sentido de emitir preceitos pelos quais os necessitados
podem alcançar o benefício almejado.
4 - Despicienda de quaisquer comentários a discussão a
respeito de ser ou não a regra dos arts. 6º e 196, da
CF /88, normas programáticas ou de eficácia imediata.
Nenhuma regra hermenêutica pode sobrepor-se ao
princípio maior estabelecido, em 1988, na Constituição
Brasileira, de que "a saúde é direito de todos e dever do
Estado" (art. 196).
5 - Tendo em vista as particularidades do caso concreto, faz-
se imprescindível interpretar a lei de forma mais humana,
teleológica, em que princípios de ordem ético-jurídica
conduzam ao único desfecho justo: decidir pela preservação
da vida. ( ... ) (STJ, ROMS 11183/ PR; RECURSO ORDINARIO
EM MANDADO DE SEGURANÇA 1999/0083884-0 - Relator
Ministro José Delgado - grifamos)
A jurisprudência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais também
destaca que se encontra ultrapassada a concepção de que o direito
constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática e repudia
a aplicação do pnnClplO da reserva do possível, destacando a
responsabilidade do Poder Judiciário na efetivação dos direitos
fundamentais:
CONSTITUCIONAL. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NO
FORNECIMENTO DE SERViÇO DE RELEVÂNCIA PÚBLICA
DE TRANSPORTE DE DOENTES. DETERMINAÇÃO DO
PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER
CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA
RESERVA DO POSSÍVEL. O Ministério Público, como
defensor dos interesses da sociedade perante o Estado:
possui legitimidade para zelar pelo efetivo cumprimento
dos serviços de relevância pública assegurados na
Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua
garantia (art. 129, inciso 11 cumulado com art. 197, da CF).
Ademais, a sua atuação para assegurar a prestação de
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serviço de relevância pública encontra amparo no princípio
fundamental da dignidade da pessoa humana e nos direitos
sociais fundamentais à vida e à saúde. Um pedido, que
concretiza objetivos, princípios e direitos fundamentais da
República e que se harmoniza com o Estado Social e
Democrático de Direito, consagrado pela Constituição da
República de 1988, não pode ser considerado juridicamente
impossível. A judicialização de política pública, aqui
compreendida como implementação de política pública
pelo Poder Judiciário, harmoniza-se com a Constituição de
1988. A concretização do texto constitucional não é dever
apenas do Poder Executivo e Legislativo, mas também do
Judiciário. É certo que, em regra a implementação de
política pública, é da alçada do Executivo e do Legislativo,
todavia, na hipótese de injustificada omissão, o Judiciário
deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem
o dever constitucional que lhes é imposto. A mera alegação
de falta de recursos financeiros, destituída de qualquer
comprovação objetiva, não é hábil a afastar o dever
constitucional imposto ao Município de Teófilo Otoni de
prestar serviço de relevância pública correlacionado com a
área de saúde. Assim, a este caso não se aplica à cláusula da
Reserva do Possível, seja porque não foi comprovada a
incapacidade econômico-fmanceira do Município de Teófilo
Otoni, seja porque a pretensão social de transporte público
na área de saúde se afigura razoável, estando, pois, em
plena harmonia com o devido processo legal substancial.
Louve-se a atuação do Ministério Público do Estado de
Minas Gerais na defesa permanente dos direitos sociais da
população carente que, por ser menos favorecida do ponto
econômico, social, político e cultural, é constante esquecida
pelos donos do poder, sendo apenas lembrada em épocas
eleitorais. (TJMG, APELAÇÃO 1.0686.02.040.293-5/001(1)
- Relatora Maria Elza - DOMG 22/11/2004 - grifamos)
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o acórdão omitiu a incidência dos dispositivos da Lei 8.080/1990 que se
passam a alinhar:
Não bastassem as disposições constitucionais, que possuem incidência
imediata no caso em apreço, e as normas supralegais pertinentes à espécie,
tenha-se que o direito fundamental à saúde encontra-se assegurado na Lei
8.080/1990, conhecida como Lei Orgânica da Saúde, segundo a qual cabe ao
Estado promover os meios para a realização do direito à saúde, fornecendo
todas as condições necessárias para o seu pleno exercício, inclusive assistência
terapêutica integral:
"Art. 2°. A saúde é um direito fundamental do ser humano,
devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao
seu pleno exercício .
( ... )
Art. 6º. Estão incluídos no campo de atuação do Sistema
Único de Saúde-SUS:
[ - a execução de ações: C ... )
d) de assistência terapêutica integral, inclusive
farmacêutica. C ... )
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços
privados contratados ou conveniados que integram o
Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo
com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição
Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
[ - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos
os níveis de assistência;
11 - integralidade de assistência, entendida como conjunto
articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso
em todos os níveis de complexidade do sistema I
( ... )
IX - descentralização político-administrativa, com direção
única em cada esfera de governo."
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Tais dispositivos obrigam o Estado (instituição) a disponibilizar para a
população a execução de todas as ações indispensáveis ao tratamento médico de
enfermos, dentre as quais se inclui expressamente a assistência terapêutica
integral aos que dela necessitarem, em todos os níveis de complexidade do
sistema. Assim, comprovada a necessidade do medicamento e do tratamento
médico para a garantia da vida da parte embargante, ele deverá ser fornecido .
o SUS é concebido como o conjunto de ações e serviços de saúde,
prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da
Administração direta e indireta.
A Lei nº 8.080/1990, além de estruturar o SUS e de fixar suas atribuições,
estabelece os princípios pelos quais sua atuação deve se orientar, dentre os
quais vale destacar o da universalidade - por força do qual se garante a todas as
pessoas o acesso às ações e serviços de saúde disponíveis.
Mais uma vez, resta confirmado que as normas constitucionais deixaram
de ser percebidas como integrantes de um documento estritamente político,
mera convocação à atuação do Legislativo e do Executivo, e passaram a
desfrutar de aplicabilidade direta e imediata por juízes e tribunais.
Definitivamente, os direitos sociais converteram-se em direitos subjetivos em
sentido pleno, comportando tutela judicial específica .
o acórdão omitiu a incidência do art. 23, II da CF /88.
A partir do "princípio da predominância de interesses" a CR/88, ao
repartir as competências entre as quatro entidades federativas, especificou as
matérias de competência comum de natureza administrativa, dentre elas a
saúde:
"Art. 23. é competência comum da União, dos Estados, dó
Distrito Federal e dos Municípios:
( ... )
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e
garantia das pessoas portadoras de deficiência;".
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Por conseqüência, o art. 198 da CR/88 é claro ao dispor que a saúde será
prestada através de um regime de cooperação entre os entes da Administração
direta (Sistema Único de Saúde), implicando que União, Estados, Municípios e
Distrito Federal concorram para o incremento do atendimento geral da saúde da
população:
"Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram
uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um
sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de
governo;
11 - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade".
Na lição do prof. Kildare Gonçalves Carvalho:
"Quer isto significar que não mais haverá a difusa
administração da matéria na esfera da União, nem a
dispersão e superposição de órgãos e atribuições em esfera
estadual e municipal. Sendo único, o sistema deverá possuir
um específico modelo de relações entre o todo e as partes
que o integram ( ... ) Cada uma dessas esferas de governo
deve agir em concurso e de forma solidária. uma
suplementando a outra .. ."12
Como é cediço, no que tange à prestação da saúde, não há entre os entes
políticos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) simples obrigação
solidária, mas sim competência administrativa comum (é o que emana dos arts.
6°, 23, 11 e 196 da CF), pelo que passível postular a obrigação em tela somente do
Município em que reside a parte recorrida, do Estado-membro respectivo, ou
somente da União Federal.
12 CARVALHO. Kildare Gonçalves. Direito constitucional. 8elo Horizonte: Del Rey. 2005, p. 817.
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
N esta esteira, a competência administrativa relaciona-se não à elaboração
legislativa, mas sim à execução e ao cumprimento das normas e à prestação dos
serviços públicos. Portanto, pela competência administrativa comum, cada ente
federativo prestará a saúde, dentro da sua esfera de interesse, como se único
responsável fosse, facultando-se ao postulante direcionar a lide em face de
todos, ou de apenas um dos responsáveis, com o escopo de viabilizar seu acesso
à justiça (muitas das vezes, a parte não terá condições estruturais de litigar
perante a Justiça Federal, pela absoluta falta, por exemplo, de Defensoria Pública
aparelhada). Neste sentido:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS SUS
DENUNCIAÇÃO À LIDE DA UNIÃO E DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - IMPOSSIBILIDADE - INTELIGÊNCIA DO ART. 196,
CF /88 - DIVISÃO APENAS DA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA,
NÃO DA ASSISTÊNCIA EM SI - RECURSO DESPROVIDO."
(TJMG, 7ª Câm. Cível, Processo: 1.0702.04.186311-
0/002(1), Relator: Pinheiro Lago, Data do acórdão:
08/11/2005, Data da publicação: 16/12/2005)
"Apelação cível. Ação ordinária. Fornecimento de remédio.
Legitimidade do Estado-membro. Medicamento de uso
contínuo. Responsabilidade concorrente entre a União,
Estados e Municípios. Portaria distribuindo competência.
Responsabilidade não excluída. Recurso não provido."
(TJMG, 2ª Câm. Cível, Número do processo:
1.0024.03.159735-4/004(1) Relator: CAETANO LEVI
LOPES, Data do acórdão: 26/04/2005, Data da publicação:
13/05/2005)
"APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO .
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA CONTRA O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
FORNECIMENTO DE PRÓTESE AUDITIVA À CRIANÇA
DEFICIENTE. - Desnecessidade de utilização de via
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administrativa previamente à ação judicial. - Não cabimento
de chamamento ao processo, da União e do Município. -
Atuação do Poder Judiciário objetivando a efetivação dos
preceitos constitucionais não constitui invasão de
competência dos outros Poderes. - Direito à saúde é
prioridade absoluta garantido pela Constituição Federal. -
Recurso improvido. Sentença mantida em reexame
necessário." (TJRS, Apelação nO 70006697304, 22ª C. Civ.,
ReI. Juíza Leila Vani Pandolfo Machado, j. 16/09/03)
"APELAÇÃO CíVEL. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE.
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. PRELIMINARES DE
CARÊNCIA DE AÇÃO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. Em razão
da responsabilidade prevista no artigo 196 da Constituição
Federal, a legitimação passiva para a causa consiste na
coincidência entre a pessoa do réu e a pessoa de qualquer
um ou dos vários entes federativos. A presença de um dos
vários legitimados no pólo passivo da relação processual
decorre da escolha daquele que ajuíza a ação, já que todos e
qualquer um deles tem o dever de "cuidar da saúde e
assistência pública" na forma do inciso II do artigo 23 da
Constituição Federa!..." (TJRS, Ap. Civ. 70007759293, 22ª C.
Civ., ReI. Des. João Armando Bezerra Campos, j. 31/03/04)
Em sendo assim, não há qualquer dúvida quanto à responsabilidade da
parte agravante no que se refere ao pedido formulado nesta demanda.
Mormente porque, em se tratando de SUS, vigora o prinCÍpio da
capilarização, que procura atribuir prioritariamente a responsabilidade na
execução das políticas de saúde em geral, e de distribuição de medicamentos em
particular (art. 7º, I e IX, Lei 8.080/90), aos que se encontrarem mais próximos
do cidadão:
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços
privados contratados ou conveniados que integram o
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DEFENSORIA rÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo
com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição
Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos
os níveis de assistência;
( ... )
IX - descentralização político-administrativa, com direção
única em cada esfera de governo.
Assim, resta pacífica a comprovação da responsabilidade da parte ora
recorrente no cumprimento da obrigação determinada, razão pela qual deve ser
mantida a decisão recorrida.
Do erro manifesto e correspondentes efeitos infringentes
"Anota Theotônio Negrão que se tem julgado possível a interposição de
embargos de declaração com efeitos infringentes nas seguintes hipóteses: 1 ª)
erro manifesto de julgamento; 2ª) quando houver erro material no exame dos
autos; 3ª) erro evidente quanto à tempestividade do recurso não conhecido, à
intempestividade de recurso conhecido, à qualificação jurídica do fato, a
formalidade essencial não observada nos autos, a fato relevante com
repercussão sobre a conclusão do julgado, a recurso conhecido por equívoco
manifesto, dentre outras hipóteses."13
Nota-se, pois, que houve nítido erro no acórdão, o que é de todo
compreensível, até porque errar é humano.
DO PREQUESTIONAMENTO
As questões jurídicas infraconstitucionais abordadas acima demandam o
prequestionamento ficto dos respectivos dispositivos legais, sem prejuízo das
demais modalidades de prequestionamento já realizadas.
13 ALVES, Francisco Glauber Pessoa, 005 efeitos ínfringentes nos embargos declaratórios e algumas
atualidades em assuntos afins. In: JÚNIOR, Nelson Nery; WAMBIER, Teresa Arruda A!vim (coord). Aspectos
polêmicos e atuais dos recursos cíveis - v, 4. São Paulo: RT, 2001, p, 446, 447.
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DEfENSORIA PÚBtlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Portanto, para efeito de prequestionamento, pede-se à douta Câmara
Julgadora que seja examinado o caso concreto à luz da incidência dos seguintes
dispositivos: art. 1 º, caput e inciso 1lI; art. 5º, caput; art. 6º; art. 23, 11; art. 37,
caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, I, li, IH e § 2º; art. 204, art. 212, da
CF /88// art. 331,11; art. 461; art. 522, CPC.
Vale lembrar que as questões ora abordadas surgiram no próprio
acórdão, o que dispensa o prequestionamento: "esta Corte possui consolidado o
entendimento de que é desnecessário o prequestionamento quando o vicio
surge no próprio acórdão recorrido." (STJ, EDcI nos EDcI no AgRg no Ag
939368/SP; ReI. Min. Jorge Mussi, DJe 02/02/2009). Todavia, pleiteia-se o
prequestionamento para ressalvar entendimento diverso .
Os vícios apontados devem ser resolvidos nesta oportunidade, sob pena
de se instaurar invencível negativa de prestação jurisdicional, que conforma
nulidade absoluta e que representa violação ao art. 535, li, do CPc.
O mesmo se diga quanto ao dever de fundamentar a decisão (arts. 165 e
458, lI, do CPC). Em famosa conferência sob o título "A Justiça no Limiar de Novo
Século", José Carlos Barbosa Moreira, com sua multíplice autoridade de
magistrado, professor e publicista de nomeada internacional, observou o dever
de conceder a prestação jurisdicional integral:
"Vem a propósito uma observação acerca do dever de
motivar as decisões, hoje igualmente consagrado em nível
constitucional, e sob expressa cominação de nulidade (Carta
da República, art. 93, nº IX). Há um modo puramente formal
de prestar homenagem a semelhante preceito, que está
longe de corresponder-lhe ao espírito .
Quantas vezes lemos pronunciamentos de órgãos judiciais
que indeferem o requerido 'por falta de amparo lega\', ou
'porque não concorrem os pressupostos necessários'! São
fórmulas vazias, que nada significam: fazer uso delas é
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DEFENSORIA PÚBI.ICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS
como tirar o chapéu para cumprimentar à distância
alguém que, ao mesmo tempo, entre dentes, se está
mandando ao inferno ... É notório que os juízes andam
normalmente assoberbados de serviço e não têm
possibilidade de alongar-se em dissertações para
fundamentar cada ato que pratiquem. Nem por isso
ficam autorizados a escamotear os motivos em que se
inspiraram para decidir. A escassez de tempo justifica a
síntese; não justifica a omissão."14
Ocorre que, quando a decisão não responde aos embargos de declaração,
ou o faz de forma precária, incorre em erro de procedimento (error in
procedendo) que consiste, justamente, na negativa de prestação jurisdicional
integral e no cerceamento de defesa, neste último caso porque gera indefinição
que não permite à parte exercer seu direito de recorrer sobre questões que
deveriam ser consideradas.
De se lembrar que, nestas hipóteses, resta violado o art. 535, 11, do CPC,
dando ensejo à interposição de recurso especial, para cassação da decisão e
retorno dos autos para sanar o vício. O ST), aliás, não tem titubeado em acatar
recusos especiais para este fim, conforme estampa a decisão infra:
"PROCESSO CIVIL
FUNCIONAMENTO
TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE
ANATEL FALTA DE
PRONUNCIAMENTO DA CORTE DE SEGUNDO GRAU
SOBRE TESES EM TORNO DE DISPOSITIVOS
INFRACONSTITUCIONAIS - INFRINGÊNCIA AO ART. 535
DO CPC.
1. Em nosso sistema processuaL o juiz não está adstrito aos
fundamentos legais apontados pelas partes. Exige-se,
14 MOREIRo\, José Carlos Barbosa. A Justiça no limiar de novo século. Revista do Ministério Público. Estado
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 83-93, jan./jun. 1995.
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apenas, que a decisão seja fundamentada. Aplica o
magistrado ao caso concreto a legislação por ele
considerada pertinente.
2. Há que se identificar. entretanto. as teses jurídicas
levantadas pelas partes potencialmente influentes. cuja
apreciacão. em tese. poderia modificar o resultado do
julgamento da causa.
3. Nesse diapasão. deve o Tribunal a quo pronunciar-se
sobre as questÕes devolvidas nas razÕes ou nas contra-
razÕes do recurso. sob pena de obstacu\arizar o acesso
à instância extraordinária.
4. À luz do princípio do devido processo legal. não é
suficiente a afirmativa de Que possuem os embargos
declaratórios caráter i n f r i n g e n ~ argumento de que
não existe omissão. obscuridade ou contradicão na
decisão embargada. eis Que a prestação jurisdicional
deve ser completa. clara e precisa.
5. OmissÕes sobre teses relevantes para a solução do
litígio suscitadas oportunamente e Que não foram
examinadas nos embargos declaratórios .
6. Recurso especial parcialmente provido." (STJ, REsp
689778/CE; ReI. Min. Eliana Calmon. DJ 10/10/2005 p.
321)
Isso. obviamente. sem prejuízo do apelo extremo em razão do
prequestionamento ficto .
DO PEDIDO
Diante do exposto. espera-se, pois, sejam recebidos e providos os
embargos declaratórios para expungir os vícios apontados, integrando-se o v.
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acórdão, com a manifestação (=prequestionamento) sobre as questões federais
apontadas e, ainda, quanto a:
a) manifestação, para efeito de prequestionamento, sobre a incidência, ao
caso, do seguintes dispositivos: art. 1
2
, caput e inciso II1; art. 52, caput; art.
6
2
; art. 23, 11; art. 37, caput; art. 196, art. 198, caput; art. 198, l, 11, JJI e §
22; art. 204, art. 212 da CF/88 / / art. 331, lI; art. 461; art. 522, CPC.
- Requer-se, ainda:
b) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal, por
meio de vista dos autos, para todos os atos processuais, nos termos do art.
52, § 52 da Lei n
2
1.060/50 c/c art. 128, l, da Lei Complementar Federal n
2
80/94 e art. 74, l, da Lei Complementar Estadual n
2
65/03, bem como a
contagem em dobro dos prazos processuais;
c) a aplicação do Aviso n
2
17/2005 da Corregedoria Geral de Justiça,
publicado no Diário do Judiciário de 16 de abril de 2005, que determinou
fossem os Defensores Públicos cadastrados no SISCOM pelo número da
MADEP (Matrícula na Defensoria Pública);
Pede deferimento .
Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2011.

Defensora Pública Substituta
MADEP n.0610-D/MG
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CARTORIO DA 7" CíVEL - UNIDADE
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E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
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Conc,lusos em 14/03/2011 .
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód, 10,25,097-2
CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
DATA
Aos 17 de março de 2011 recebi estes autos,
O(A) Escrivão(ã), __ _
Documento emitido pelo SIAP: DlmmmmnmllMMllllllmlDUmlllll1l
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EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CíVEL N°1.0145.09.567017-3/003
1111111111111111111111111111111111111111111111111
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADiÇÃO INEXISTENTE.
REJEiÇÃO. Não implica contradição O simples fato de a decisão ser contrária
aos interesses da parte.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO cíVEL W 1.0145.09.567017-3/003 - COMARCA DE
JUIZ DE FORA - EMBARGANTE(S) ALCIRENE DE OLIVEIRA -
EMBARGADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS - RELATOR: EXMO. SR. DES .
WANDER MAROTTA
Vistos etc., acorda, em Turma, a 7
a
CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais,
. sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA , na
conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, á
unanimidade de votos, EM REJEITAR OS EMBARGOS .
DES. WANDER MAROTTA - Relator
FI. 1/4
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L ~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N°1.014509567017-3/003
NOTAS TAQUIGRÁFICAS
O SR. DES. WANDER MAROTTA:
'{OIO
Examinam-se embargos de declaração opostos
por ALCIRENE DE OLIVEIRA contra o v. acórdão de fls. 125/132 que,
no reexame necessário, reformou a r. sentença que julgou procedente
a ação de obrigação de fazer ajuizada pela embargante para condenar
o ESTADO DE MINAS GERAIS a fornecer-lhe o medicamento
MIMPARA 30mg (CINACALCET), na dosagem e modo da prescrição
médica, enquanto durar o tratamento".
Sustenta o embargante que o v. acórdão é omisso,
uma vez que não observou as disposições contidas nos artigos 1°,
capute inciso 111; 5°, caput; art. 6°; 37, caput; 196; 198, caput, I, 11, 111 e
§2°; 204 e 212, todos da CF.
Com a devida vênia, não merecem acolhida os
embargos .
O exame do julgado mostra que não tem razão a
embargante, inexistindo, nele, qualquer contradição ou omissão. Não
consubstancia omissão o simples fato de a decisão ser contrária aos
interesses da parte.
O v. acórdão é claro ao consignar, verbis:
"Conquanto a saúde seja, de fato, um direito
FI. 2/4
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6. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N°1.014509567017-3/003
constitucional previsto nos arts. 6°e 196 da CF,
extensivo a toda a população, tendo o usuário do
SUS direito a atendimento que possibilite o seu
tratamento de forma adequada,
independentemente dos problemas orçamentários
que a Administração diz ter, não se pode forçar o
Estado a praticar descaminho ou a comercializar
um medicamento sem registro na ANVISA. O
medicamento ainda não tem autorização para ser
aqui utilizado, não podendo ser o Estado
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um
paciente".
Como demonstrado, foram analisadas todas as
questões colocadas em debate. A decisão que acata tese diversa da
que foi defendida pelo embargante não é, só por isso, contraditória ou
omissa.
Assim, ao contrario do entendimento do
embargante, não houve violação aos artigos 1°, caput e inciso 111; 5°,
caput; 6°; 37, caput; 196; 198, caput, I, 11, 111 e §2°; 204 e 212, todos da
CF.
Se o que se quer, nesta via, é a rediscussão da
matéria ventilada no apelo, a lei veda o pretendido, como é de
conhecida e reiterada jurisprudência .
O CPC 535 é, enfim, expresso no sentido de que
cabem embargos de declaração apenas nos casos de omissão,
obscuridade ou contradição, vedando-se a interposição do recurso
para rediscutir a matéria ventilada em sede de apelação ou agravo.
~ entendimento jurisprudencial pacifico:
FI. 3/4
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~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBARGOS DE DECLARACÃO'civEL N°1.0145.09.567017-31003
"EMBARGOS DECLARATÓRIOS. RECURSO
ESPECIAL.
INTENÇÃO
REJEiÇÃO.
I - NÃO
OMISSÃO. INEXISTÊNCIA.
DE PREQUESTIONAMENTO.
SERVEM OS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO COMO ESPEQUE AO LEVANTE
DE QUESTÕES NOVAS, CUJO EXAME NÃO
CUMPRIRIA À DECISÃO EMBARGADA E,
MUITO MENOS, PRESTAM-SE AO
REJULGAMENTO DA CAUSA.
li-ADEMAIS, NÃO CONSUBSTANCIA OMISSÃO
O SIMPLES FATO DA DECISÃO SER
CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE OU
NÃO LHE PROpORCIONAR MEIOS DE
RECORRER À INSTÃNCIA SUPERIOR.
111- EMBARGOS REJEITADOS." (ST J-1
a
Turma,
Resp nO 0016045, ReI. MIN. CESAR ASFOR
ROCHA; rejeitaram os embargos por
unanimidade, j. 05/08/92, publicado no DJ em
03/11/92, pg. 19.701 in JUIS-JURISPRUDÊNCIA
INFORMATIZADA SARAIVA).
Exposto isso, rejeito os embargos .
Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): I! j
ANDRÉ LEITE PRAÇA e PEIXOTO HENRIQUES. [Yl!
REJEITARAM OS EMBARGOS.
~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - F ~ I ~ . 4 ~ / 4
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097-2
CARTORIO DA 7
8
CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, para ciência das partes
interessadas, foi disponibilizado no "Diário
Judiciário Eletrônico" de 07/04/2011 e publicado
em 08/04/2011, o dispositivo do acórdão retro. O
referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 08 de
abril de 2011. Eu, Kátia Maria da Cruz Silva,
Escrivão(ã) do Cartório da 7
8
Câmara Cível -
Unidade Goiás, a
______ ,
Documento emitido pelo SIAP:
100760051011041840210004601607
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• 1
I




6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód.10.25.097·2
CARTOR!O DA 7
3
CAMARA CiVEL - UNIDADE
GOIÁS
CERTIDÃO
CERTIFICO que, nesta data, a Defensoria
Pública do Estado de Minas Gerais foi
devidamente intimacla, na pessoa de seu
representante legal, da publicação do acórdào
retro. O referido é verdade e dou fé. Belo
Horizonte, 08 de abril de 2011 . Eu, Kátia Maria
da Cruz Silva, Escrivão(ã) do Cartório da 7
a
Câmara Cível - Unidade Goi{ls, a subscrevi,

Docum,llto emitido pelo SIAP.
104930440012161740260004701907
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FENSORA PU61IC"
MADEP: 135




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CARTÓRIO DA 7
a
CÂMARA CíVEL - UNIDADE
GOIÁS
VISTA
E os faço com vista ao Excelentíssimo Senhor
Procurador-Geral de Justiça. O(A) Escrivão(ã),

Vista em 20/05/2011
Ciente. Nada a requerer .
Belo Horizonte. 1 L_, ". /

.
.
, I \ í . .
FARIA MARTINS DA COSTA
\PIUcurador de Justiça
Coordenador aa1 P d·
rocura OnilS de Justiça Cíveis
Em 02.06.2011 fa
Tb ' ço remessa destes autos ao E, ..
n unal de Justiça Do.
. . que, pala constar, lavrei este.

Ministério Público
Documento emitido pelo SIAP:
151210551217611750230005701219
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••



Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CARTÓRIO DA 7
8
CÂMARA CíVEL - UNIDADE GOIÁS
n07
DATA
Aos 02 de junho de 2011 recebi estes a u t o ~
(A) Escrivão(ã) \ : : : ~ .
JUNTADA
Aos 03 de junho de 2011, junto aos autos
Petição· de Recurso Extraordinário adiantr O(A)
Escrivão(ã) k .
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE-
PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS -
UNIDADE GOIÁS
7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÃO No" 1.0145.09.567.017-3/002
COMARCA: JUIZ DE FORA - MG
RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS
ALCIRENE DE OLIVEIRA, já devidamente qualificada, nos autos supra,
assistida pela DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS, esta representada pelo seu órgão de execução infra, nos autos da
ação em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS, parte
igualmente qualificada, vem, respeitosamente, interpor
RECURSO EXTRAORDINÁRIO,
1 I Recurso I
~ extraordinário I - - - - - - - - ~ ________ _
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2
DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
com pedido de imediato processamento, ao Colendo Supremo Tribunal
Federal, com fulcro na alínea "a", inciso III, do art. 102 da Constituição da
República, e o faz pelas razões anexas.
Requer seja o apelo extremo recebido, processado e admitido, remetendo-o
ao Tribunal ad quem, para que este possa conhecê-lo e provê-lo.
Recurso
extraordinário
Nestes termos,
Pede deferimento.
!I e maio de 2011.
ariana Mas ara Rodrigues de Oliveira
Defensora Pública - MADEP 135
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÂO N.O 1.0145.09.567.017-3/002
COMARCA: JUIZ DE FORA - MG
RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA
RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS
Augusto Supremo Tribunal Federal,
Colenda Turma,
Eminente Ministro Relator,
i JUSTIÇA GRA TUIT A
Inicialmente, requer sejam concedidos os benefícios da assistência
judiciária à recorrente, nos termos do ar!. 5°, inciso LXXIV, da Constituição da República e
da Lei 1.060/50, em razão de a mesma não ter condições de arcar com os õnus processuais,
sem prejuízo do sustento próprio, bem como pelo fato de ser assistida juridicamente pela
Defensoria Pública.
3 I Recurso I
- - ~ extraordinário f--------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
I TEMPESTIVIDADE
Cumpre frisar, inicialmente, a tempestividade da presente peça, pois nos
termos do art. 128, inciso I, da Lei Complementar Federal 80/94 e art. 74, inciso I, da Lei
Complementar Estadual 65/2003, os Defensores Públicos deverão ser intimados
pessoalmente de todos os atos, com a contagem em dobro de todos os prazos processuais.
A prerrogativa da contagem em dobro está prevista, igualmente, no art. 5°,
§ 5°, da Lei 1.060/50.
No presente caso, a intimação pessoal efetivou-se com a entrega dos autos
com vista à Defensoria Pública em 08/04/2011, sexta-feira, conforme Certidão de fi. 165. A
contagem do prazo para apresentar contraminuta iniciou-se, desta forma, em 11/04/2011
(segunda-feira). O prazo encerrar-se-ia, portanto, tão somente em 10/05/2011.
Daí, portanto, a tempestividade das razões do presente recurso.
ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
4 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADODE MINAS GERAIS
o presente recurso extraordinário é próprio e adequado à espécie e atende
aos ditames da tempestividade, conforme já exposto anteriormente. Estão preenchidos, desta
forma, os requisitos objetivos formais.
Presente, igualmente, legitimidade pára recorrer, uma vez que a assistida
pela Defensoria Pública restou sucumbente, em face do reexame necessário que reformou a
sentença de primeira instância.
Por último, encontra-se esgotada a instância, uma vez que a decisão
objurgada - decidida em última instância - contrariou dispositivos constitucionais, quais
sejam, arts. 194, 195 e 196 e ar!. 6°.
Plenamente satisfeito, desta forma, o indispensável requisito de
admissibilidade do recurso extraordinário, consistente no prequestionamento.
Neste sentido:
"( . .) Diz-se prequestionado o tema quando o órgão julgador haja
adotado entendimento explícito a respeito (..)" (STF, AgReg. em
Agr n. o 178745-7/DF, Rei. Min. Marco Aurélioj.
Presentes, portanto, todos os requisitos de admissibilidade do recurso
extraordinário.
5
Recurso
----I extraordinário
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..
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
i EXPOSiÇÃO DOS FATOS
Cuida-se de recurso extraordinário derivado de ação cominatória de
obrigação de fazer, objetivando o fornecimento de remédios/insumos médicos.
A parte recorrente é " portadora de doença renal crônica. Está em
hemodiálise, há 14 anos e evoluiu com hiperparatireoidismo severo, secundário à doença
renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia, não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina
D, tendo sido prescrito pelo médico assistente o medicamento Mimpara 30 mg (Cinacalcet).
Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes
moles, com alto risco cardiovascular (risco de morte), além de piora da doença óssea. Não
há medicamentos substitutos, conforme relatório médico de fls. 07.
A antecipação de tutlea foi deferida e mantida em sentença de primeira
instância. Entretanto, a sentença foi reformada, no reexame necessário.
Não restou outra opção, pois, senão interpor o presente extraordinário.
É a síntese do essencial.
Tal decisão, contudo, não deve prosperar, pOIS viola, frontalmente,
dispositivos constitucionais.

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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AUSÊNICA DE REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO-
PROBATÓRIO
A decisão recorrida merece ser reformada, por esse Excelso Supremo
Tribunal Federal, pois se fundamentou no fato de que " não se pode forçar o Estado a
praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. O
medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado, não podendo o Estado ser
obrigado, judicialmente, a fornecê-lo a um paciente".
Cabe ressaltar que não há que se falar em necessidade do reexame de
prova e da consequente aplicação da Súmula nO 279 do STF, para justificar eventual
negativa de seguimento do Recurso Extraordinário em questão.
É que os aspectos fáticos necessários à exata compreensão do caso em tela
encontram-se suficientemente descritos, bastando, tão-somente, seja reavaliada a incidência
dos dispositivos legais aplicados ao quadro fático apresentado.
Logicamente, poderá haver revaloração das provas explicitamente
delineadas no decisório recorrido, mas não se trata de reexame do quadro fático-probatório.
Importa consignar que o objeto do presente recurso extraordinário é a
interpretação da CR/88, arts. 1°,111; 6°, 23, H; 196, 198, 11, 198, § 2", 204 e 212.
Assim é o entendimento jurisprudencial do STF e do STJ sobre a
valoração jurídica e não material:
7 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
"STJ. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. REQUISITOS.
PREENCHIMENTO. VALORAÇÃO. PROVA.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA.
I. Ausente o prequestionamento da matéria relativa ao art. 6° da Lei n°
6.367/76. Porquanto não apreciada pelo julgado recorrido, e à
míngua dos pertinentes embargos declaratórios, inviável o seu
conhecimento, no particular. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF.
2. A Terceira Seção deste Tribunal tem pacifico entendimento no
sentido de que, para a concessão do beneficio acidentário, além da
comprovação do nexo da causalidade entre a lesão e a atividade
profissional desenvolvida, assim como da incapacidade laborativa,
hipótese ocorrida consoante perícia judicial. 3. Não se trata de
reexame de provas. vedado pela Súmula 07/STJ. mas tão-somente de
valoração do coniunto probatório dos autos. 4. Recurso conhecido em
parte (letra "c") e, nesta extensão, provido." (Grifos nossos). (STJ
RESP 401.338/SP. 6" T. 11.02.2003. ReI. Min. Fernando Gonçalves.
DJ 7.03.2003).
"Quando se aprecia e se valoriza se a decisão local é manifestamente ou
não contrária à prova dos autos, ocorre valoração jurídica e não exame
de prova." (STF RE 99. 344/RS. I"TURMA. RTJ 109/338).
"(..) esta Corte suprema tem feito, a propósito, nítida distinção entre
apreciação de prova e valorização de prova. A primeira hipótese diz
respeito à pura operação mental da conta, peso e medida, a qual é imune
ao controle excepcional. Na segunda, exatamente porque se envolve na
teoria do valor ou conhecimento, esta Augusta corte pode sair da sua
posição de neutralidade, dispondo-se a apurar se houve ou não a
8 I Recurso I
~ extraordinário 1-----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
infração de algum princípio probatório, e, desta perspectiva, tirar alguma
conclusão que sirva para emenda da injustiça porventura cometida" (ST
RE 57,420. Relator Ministro vials Boas. RTJ 321703).
"Para efeito de cabimento do recurso especial, é necessário discernir
entre a apreciação da prova e os critérios legais de sua valorização. No
primeiro caso há pura operação mental de conta, peso e medida, à qual é
imune o recurso. O segundo envolve a teoria do valor ou conhecimento,
em operação que apura se houve ou não a infração de algum princípio
probatório (RTJ 56167, RE n. 70. 5681GB)" (RSTJ 11/341).
"A valorização da prova diz respeito ao valor jurídico desta, para admiti-
la ou não em face da lei que a disciplina, razão por que é questão
estritamente de direito. Já o reexame da prova é diverso: implica a
reapreciação dos elementos probatórios para concluir-se se eles foram, ou
não, bem interpretados - é, portanto, questão que se circunscreve ao
terreno dos fatos " (RT.J 13211.337).
"O chamado erro na valoração ou valorização das provas, invocado para
permitir o conhecimento do recurso extraordinário, somente pode ser o
erro de direito, quanto ao valor da prova abstratamente considerado.
Assim, se a lei federal exige determinado meio de prova no tocante a certo
ato ou negócio jurídico, decisão judicial que tenha como provado o ato ou
negócio por outro meio de prova ofende o direito federal. Se a lei federal
exclui baste certo meio de prova quanto a determinados atos jurídicos,
acórdão que admita esse meio de prova excluído ofende a lei federal.
9 I Recurso I
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.'
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Somente nesses casos há direito federal sobre prova, acaso ofendido, a
justificar a defesa do 'ius constitutionis'" (RSTJ 8/478, citação da p, 481).
nA 'valorização da prova', que autoriza o apelo extremo e se caracteriza
como 'questão federal', diz respeito ao erro de direito quanto ao valor de
determinada prova abstratamente considerada." (STJ-4" Turma,
REsp 7.258-RJ, reI. Min. Athos Carneiro, j. 23.10.91, não conheceram,
v.u., DJU 25.11.91, p. 17.078).
Em momento algum, pretende a, recorrente o reexame de matéria
probatória. Isto porque, a análise da questão constitucional ora tratada, é necessário insistir,
não demanda o reexame do suporte fático-probatório. O que se almeja é a correta aplicação
dos preceitos legais vulnerados pelo Tribunal de origem.
Neste sentido, Eminentes Ministros, dada a similitude dos recursos
especial e extraordinário, cumpre transcrever a lição de João Claudinho de Oliveira e Cruz:
"A matéria de fato pode render ensejo ao recurso extraordinário quando
se admite critério contrário à letra da lei; quando se trata de .fixar o
princípio legal regulador da prova; quando, na apreciação da prova não
foram atendidos as formalidades ou condições estatuídas para a eficácia
do valor provante: quando se tratar do valor abstrato da prova, de sua
admissibilidade, dos meios de prova, admitidos em direito, quando o juiz
se afastar das diretrizes da lei quanto à eficácia, em tese, de questão legal
de ônus da prova ou da sua admissibilidade; mesmo porque a rigor,
quando incide a discussão em torno da prova jurídica, da classificação
10 I Recurso I
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
legal da prova, da admissibilidade da prova, a controvérsia é de direito e
não de(ato ". (Dos Recursos no Processo Civil, 2" ed, p. 433)
Tal avaliação, portanto, jamais poderá ser considerada como reexame do
material probatório, pois, por reexame da prova compreenda-se a reapreciação da matéria de
prova para concluir se elas foram, ou não, bem interpretadas, questão que se circunscreve ao
terreno fático e totalmente diversa da hipótese vertente.
Não custa lembrar que:
"conhecendo do recurso especial, o ST J julgará a causa. Para isso pode
ser necessário examinar questões não versadas pelo acórdão. Se para
decidi-las, entretanto, for indispensável acertar os fatos, mediante exame
de provas, devem os autos tornar ao tribunal de origem para que delibere
sobre os temas de que não cogitou ao apreciar a apelação" (RSTJ 28/347,
maioria).
Pois bem, o V. acórdão contrariou as seguintes normas contidas em na
Constituição da República: arts. 1°, IH; 6°,23, H; 196,198,11,198, §2°, 204 e 212.
11 I Recurso I
~ extraordinário 1-----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PRELIMINAR - REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL,
EXTRAORDINÁRIO
SUSCITADA NO RECURSO
o caso versado nestes autos trata do direito fundamental à saúde, mas,
especificamente, do fornecimento de medicamentos necessários e imprescindíveis à garantia
da saúde e da vida da recorrente, conforme documentos constantes dos autos.
Para averiguar a repercussão geral da questão constitucional, há que se
buscar um espelho na doutrina que analisava o conceito da análoga questão federal
relevante, tendo em vista a similitude destas.
o jurista Sérgio Bermudes traz algumas manifestações sobre a questão
federal relevante, dentre elas a do Min. Djaci Falcão, que explicou os critérios que
norteavam o STF na determinação do que seja esta questão relevante, ao afirmar que:
"Considera-se aí o interesse público de maior monta, ajustificar um
novo exame da questão, e não o interesse exclusivo das partes, de
repercussão limitada. Há de se ponderar o interesse público da
questão suscitada, na sua profundidade e na sua extensão. (..) "
o Min. Evandro Lins e Silva também disserta sobre a relevância da
questão federal, no mesmo sentido dos demais. Acentua o seguinte:
12
Recurso
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DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
"o interesse puramente privado, a mera disputa de bens materiais
não se enquadra, em princípio, no requisito inovador. A relevância
tem outro alcance e visa à tutela de bens jurídicos de outro porte e
significado, abrangendo interesses superiores da Nação, questões de
estado civil, direitos fundamentais do homem. Essa é uma visão de
quem olha o horizonte do problema e não as suas cercanias. ( .. )"
(grifamos).
A questão discutida nestes autos apresenta, inegavelmente, conteúdo
coletivo. Cumpre frisar que este Excelso Sodalício já reconheceu a repercussão geral em
matéria envolvendo o fornecimento de medicamento. Com efeito, no RE 566471/RN, da
relatoria do Min. Marco Aurélio, o Supremo Tribunal Federal decidiu o seguinte:
"SAÚDE - ASSISTÊNCIA - MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO-
FORNECIMENTO. Possui repercussão geral controvérsia sobre a
obrigatoriedade de o Poder Público fornecer medicamento de alto
custo. "
Portanto, demonstrada aqui questão relevante do ponto de vista econômico
e social (artigo 543-A, § 1° do CPC), o presente recurso merece ser conhecido e provido, na
forma da lei.
13 I Recurso I
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
NA HIPÓTESE DE SOBRETAMENTO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, QUE SEJA APRECIDADA A TUTELA
DE URGÊNCIA VEICULADA NESTA PEÇA - SÚMULA 635 -
STF
Na hipótese de sobrestamento deste recurso extraordinário, em razão da
repercussão geral reconhecida no RE-RG 566471IRN, STF, não restará outra opção senão
aplicar o disposto na Súmula 635 do STF:
"Súmula n° 635: Cabe ao presidente do tribunal de origem decidir o
pedido de medida cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do
seu juízo de admissibilidade."
o fumus boni juris ou a verossimilhança do direito da parte recorrente
radica na superação da doutrina da reserva do possível que pretende suprimir o mínimo
existencial, ponto este que será detidamente abordado adiante.
Já o perigo de dano está na necessidade do medicamento para a
manutenção da vida da recorrente, conforme já abordado supra. Até o julgamento definitivo
deste recurso extraordinário, poderá sobrevir o falecimento da recorrente, ou o sério
agravamento de seu quadro de saúde, fatores que demonstram a necessidade de emprestar-
lhe real efetividade.
14
Recurso
-----1 extraordinário
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
A medida de urgência para assegurar à recorrente o medicamento
pleiteado, poderá ser concedida a título de cautelar incidental (art. 800, p. único, CPC) ou de
tutela antecipada recursal (art. 273, c/c art. 461, c/c art. 527, ITI, CPC; Sumo 635, STF).
Certamente "a antecipação da tutela pode ser concedida em qualquer fase:
no início do processo ou em seu curso, não só em primeiro grau de jurisdição, mas também
na fase recursal."!
Conforme lições de WilIiam Santos Ferreira, "a tutela antecipada não pode
ser um instituto represado na primeira instância, mas que terá sua função marcante, até com
maiores justificativas, no âmbito recursal".
2
Com efeito, a tutela antecipada pode ser concedida no agravo de
instrumento (art. 527, UI, CPC), na apelação, nos embargos infringentes ou nos recursos de
estrito direito (recursos especial e extraordinário ).3
José Roberto dos Santos Bedaque elucida:
"Nada obsta, todavia, a que, verificados os pressupostos, seja a
antecipação concedida em segundo grau. Nesse caso, a parte interessada
I ESTIGARA, Adriana. Da tutela antecipada em sede recursal: Jus Navigandi, Teresina, ano 9, n. 786, 28
ago. 2005. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=7202>. Acesso em: 17 abro 2009.
2 FERREIRA, William Santos. Tutela antecipada no âmbito recursal. São Paulo: RT, 2000, p. 54.
) TultelO antecipada no âmbito recursal. São Paulo: RT, 2000, p. 405.
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pode encaminhar petição ao relator ou ao Presidente do Tribunal,
pleiteando a concessão da medida. ,,4
"Por último, importante mencionar que o pedido de antecipação de tutela,
em sede recursal, pode ser efetuado tanto pelo autor como pelo réu. ,,5
( .. )
Ocorre que há casos em que, muito embora seja suspensa a decisão até o
julgamento do recurso, a prestação jurisdicional pode não se tornar
eficaz. ,,6
A jurisprudência tem admitido a antecipação de tutela no âmbito recursal,
para além do agravo de instrumento (art. 527, m, CPC). Vide TJMG, Apelação
1.0024.06,988136-5/002(1), ReI. Des. Dorival Guimarães Pereira. 13-05-2008; STJ, AgRg
na MC 12675/RJ; ReI. Min. Luiz Pux, DJ 20/09/2007 p. 219.
o Ministro do STJ Teori Albino Zavaski considera que a tutela antecipada
é medida necessária para assegurar a efetividade do recurso extraordinário:
4 BEDAQUE, José Roberto dos Santos (e outros). Código de Processo Civil Interpretado. São Paulo: Atlas,
2008, p. 841.
5 AMENDOEIRA JR, Sidnei. Abuso do direito de defesa, tutela antecipada e o sistema recursal. In: Aspectos
polêmicos e atuais dos recursos cíveis. NERY JR., Nelson; WAMBIER. Tereza Arruda Alvim (coord.). São
Paulo: RT, vol. 4, p. 1036.
6 RODRIGUES, Clóvis Fedrizzi. Antecipação de tutela recursal em sede de agravo e apelação - interpretação
da Lei /0.352/2001. in: Aspectos polêmicos e aluais dos recursos cíveis. NERY JR., Nelson; WAMBIER.
Tereza Arruda Alvim (coord.). São Paulo: RT, vol. 8, p. 98-99.
16 I Recurso I
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"Assim, em nome da 'proteção de direito suscetível de grave dano de
incerta reparação' ou 'para garantir a eficácia da ulterior decisão da
causa', ou, ainda, 'em atenção aos princípios da instrumentalidade e da
efetividade do processo', pode o tribunal não apenas conceder medida
para dar efeito suspensivo ao recurso especial ou extraordinário, mas
também, se necessário, antecipar, provisoriamente, os efeitos da tutela
recursal, sempre que tal antecipação seja indispensável à salvaguarda da
própria utilidade do futuro julgamento. De nada adiantaria ter a
Constituição assegurado à parte o direito de acesso ao Supremo Tribunal
Federal e ao Superior Tribunal de Justiça, se não lhe assegurasse,
também nos casos focados, que o provimento do seu recurso
extraordinário ou especial trará resultados efetivos. (...),,7
o cabimento da tutela antecipada, no recurso extraordinário, é imperativo
constitucional, Afinal, do direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva deflui o direito
fundamental às medidas de urgência às medidas antecipatórias. O que permite enquadrar, na
hipótese sob análise, as seguintes observações tecidas por Luiz Guilherme Marinoni acerca
do direito fundamental à técnica antecipatória:
"Por outro lado, o jurisdicionado possui direito à técnica antecipatória. Direito
à técnica antecipatória quer dizer direito à possibilidade de requerimento e de
obtenção da antecipação de tutela.
(...)
7 ZA V ASKI, Teori Albino. Antecipaçao da tutela e colisao de direito fundamentais. Reforma do Código de
saraiva,' 1996, p. 130.
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No estágio atual do direito processual civil, é descabido pensar que o direito
fundamental à tutela jurisdicional efetiva possa descartar os direitos a essas
tutelas. Se o direito efetivo à prevenção depende da antecipação ou se o direito
à tutela jurisdicional efetiva não pode permitir que o autor sofra dano em razão
da demora na concessão da tutela jurisdicional final repressiva (a qual então
precisa ser antecipada), é pouco mais que evidente que a tutela antecipatória,
baseada nos arts. 273, I, 461 e 461-A do CPC e 84 do CDC, está albergada
neste direito fundamental. ,,8
Igualmente, é possível afinnar pela existência do "direito fundamental à
tutela cautelar", como já o fez o Tribunal Central Administrativo Sul de Portugal (Processo
01478/06; ReI. Fonseca da Paz; 27-04-2006).
Significa dizer que a Constituição concede ao cidadão o direito
fundamental às medidas cautelares ou às medidas antecipatórias em qualquer oportunidade
que se lhe apresente o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. A questão pode ser
sintetizada no seguinte esquema gráfico abaixo:
Direito fundamental
à técnica
Direito fundamental /
antecipatória
à tutela jurisdicional ~
efetiva
Direito fundamental
à técnica cautelar
8 MARINONI, Luiz Guilherme. Técnica Processual e Tutela dos Direitos. São Paulo: Revista dos Tribunais,
2004, p. 200 e 202.
18 I Recurso I
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Não há dúvidas sobre o cabimento da tutela cautelar no âmbito recursal, o
que está expressamente disposto no ar!. 800, p. único, do CPC. A questão é que, agora, esta
pretensão deve ser apreciada pelo presidente do tribunal de origem, nos termos da Súmula
635 do STF. Por conseguinte, o ar!. 273, § 7', do CPC estende a análise do pedido de tutela
antecipada ao presidente do tribunal de origem.
Lembre-se que, atualmente, não há sentido prático em diferenciar a tutela
antecipada da tutela cautelar, de acordo com a fungibilidade disposta no ar!. 273, § 7°, do
CPC. São oportunas, neste particular, as seguintes considerações do Ministro Teori Albino
Zavaski:
"Em síntese, as medidas cautelares e as antecipatórias: a) identificam-se
por desempenhar função constitucional semelhante, qual seja, a de
propiciar condições para a convivência harmônica dos direitos
fundamentais à segurança jurídica e à efetividade da jurisdição. ,,9
Assim, reitera-se o pedido de aplicação da Súmula 635 do STF, com a
concessão da tutela antecipada.
9 ZAV ASCKI, Teori Albino. Medidas Cautelares e Medidas Antecipatórias: Técnicas diferentes, função
constitucional semelhante. In: Revista de Processo, v. 21, n. 82. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 53·69,
abr./jun. 1996.
19 I Recurso I
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.-
! MÉRITO
>- DECISÃO HOSTILIZADA
Ao julgar a lide, a Colenda 7" Câmara Cível do Tribunal de Justiça de
Minas Gerais, em reexame necessário, reformou sentença de primeira instância, para julgar
improcedente o pedido, tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.
Em que pese reconhecer o Em. Des. Relator do acórdão, o direito
fundamental à saúde da recorrente, reformou a r. decisão monocrática, sob o fundamento de
"que não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um
medicamento sem registro na ANVISA" (fi. 127).
Estes foram os fundamentos da decisão ora recorrida que, com as devidas
escusas, é injusta e está a desafiar Recurso Extraordinário, com fundamento no art. 102, inc.
111, alínea "a" da Carta Magna, por contrariar dispositivos Constitucionais, ao não
reconhecer o direito fundamental à saúde do recorrente, norma prevista nos arts. 196,
198, 194, 195 e 6° da CR, conforme demonstraremos a seguir.
20
Recurso
------1 extraordinário
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~ DEMONSTRAÇÃO DO CABIMENTO DO
RECURSO INTERPOSTO - ALÍNEA 'A' DO
INCISO III DO ART. 102 DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
,-
De acordo com o que acima foi exposto, a decisão hostilizada contrariou
dispositivos constitucionais - artigos arts. 1°, 111; 6°,23,11; 194, 195, 196, 198, 11, 198, §
2°,204.
21
Art. 1 ~ A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal,
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
III - a dignidade da pessoa humana
Art. 6 ~ São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, naforma
desta Constituição.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios:
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia
das pessoas portadoras de deficiência.
Recurso I
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Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do
risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação.
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único,
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo:
11 - atendimento integral, com prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais:
111 - participação da comunidade.
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de
ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas
a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à
assistência social.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos
provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais. (..)
Art. 198, §2°. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de
saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais
calculados sobre:
22 I Recurso I
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Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social
serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social,
previstos no art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base
nas seguintes diretrizes:
o v. acórdão impugnado reputou que:
" É incontroverso que a constituição assegura a todo
cidadão o direito à saúde, correspondendo a dever do Estado a adoção de
políticas públicas para atender a essa garantia, notadamente pela
disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados, fornecendo-lhes
os medicamentos necessários.
Entretanto, se o Estado apresenta elementos fundados,
confiáveis, de seu serviço médico oficial, atestando a discussão
estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco, este não pode
ser concedido pelo judiciário".
Com efeito, reputou a 7' CACIV que a norma constitucional insculpida
no ar!. 196 CR, é de aplicabilidade imediata e pode, desta forma, ser exigível desde logo do
Estado. Não obstante, deve comportar limites, para evitar que o fornecimento de
determinado medicamento a um cidadão possa culminar na insuficiência de recursos para a
aquisição de outros remédios para outros cidadãos. O Poder Público deveria, isto sim, levar
em conta a chamada "reserva do possível".
23
Recurso
extraordinário
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Ora, compulsando os autos verifica-se, claramente, que a recorrente é
pobre no sentido legal, conforme declara a inicial, fato não impugnado pelo recorrido.
No caso presente, restou, portanto, configurada a hipossuficiência da
recorrente, aliado ao fato de que, considerando a moléstia de que padece, bem como a
imprescindibilidade do medicamento prescrito, pode, por óbvio a sua falta causar graves e
irreparáveis danos à sua saúde, não podendo a discussão em relação à execução de
programas de saúde e do princípio da seletividade e distributividade de medicamentos e
sobrepor-se ao direito à saúde, constitucionalmente assegurado, que obriga todas as esferas
de governo a atuarem de forma solidária na garantia do direito social à saúde.
~ ENTENDIMENTO ESPOSADO NA
DECISÃO HOSTILIZADA QUE VIOLA A
CR/88
Conforme mencionado acima, o Eg. TJMG reformou a sentença em
reexame necessário.
De se ver do bojo do próprio acórdão atacado que:
" Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela
agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA - Food
and Drug Administration) e em alguns países da Europa, pelo EMEA
(Europena Medicines Agency), o fármaco Cinacalcet ainda não possui
24 I Recurso I
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DEFENSORIA Pl1BLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA), o
que significa que tal medicamento não possui autorização para
comercialização no pais)".
Permissa venia, a decisão é incorreta e injusta. O próprio TJMG tem
várias decisões em sentido contrário, como as seguintes:
AGRA VO DE INSTRUMENTO - AÇÃO ORDINARIA - DECISÃO QUE
DEFERE TUTELA ANTECIPATÓRIA REQUERIDA PARA IMPOR À
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO
INTERFERON GAMA (TRATAMENTO DE GRANULOMATOSA
CRÔNICA), NÃO REGISTRADO JUNTO À ANVISA - EXISTÊNCIA DE
PARECER TÉCNICO FAVORAVEL DA CONATEM - DROGA
DEVIDAMENTE REGISTRADA NO PAÍS DE ORIGEM - PARECER
MÉDICO ATESTANDO A ESSENCIALIDADE DO FARMACO -
HIPÓTESE EXCEPCIONAL QUE AUTORIZA A DISPENSA DO
REGISTRO - DECISÃO MANTIDA. A Lei n ~ 6.360/76. que dispõe sobre
a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. as drogas.
os insumos farmacêuticos e correlatos. cosméticos. saneantes e outros
produtos. em seu art. 12 estabelece que nenhum dos produtos de que
trata esta Lei. inclusive os importados. poderá ser industrializado.
exposto à venda ou entregue ao consllmo antes de registrado no
Ministério da Saúde. Contudo. referida regra pode ser afastada
excepcionalmente. a fim de se determinar qlle o Poder Público (orneça
medicamento não registrado à criança e ao adolescente. sobretlldo
qllando o fármaco encontra-se devidamente registrado no país de
origem. existindo parecer favorável do CONATEM quanto à slla eficácia
25 I Recurso I
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DEfENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
e segurança, além de relatórios firmados por médiça especialista
assegurando a essencialidade do tratamento. (Agravo de instrumento nO
1.0024.10.116.910-0/001, 5" CACIV, Rei. Des. Mauro Sares Freitas, j.
24/02//1).
AGRAVO DE INSTRUMENTO - FORNECIMENTO MEDICAMENTO-
IMPORTAÇÃO - POSSIBILIDADE - GARANTIA À SAÚDE AMPLA E
IRRESTRITA - TUTELA ANTECIPADA - REQUISITOS PRESENTES -
RECURSO PROVIDO.
" Todavia, constata-se que o medicamento requerido (oi indicado pelo
médico do recorrente como sua única possibilidade de tratamento eficaz,
afirmando que, embora a medicação ainda não esteja disponível no país, já
teria sido liberada nos mercados americanos m. 33 T J). Ouer me parecer
que a assistência ao agravante deve ser integral, haja vista o estado de
saúde delicado em que se ençontra.
Além disso, considero que a necessidade de importação de medicamento
não pode ser óbice ao (ornecimento pleiteado, já que a garantia à saúde e,
em Última análise, à vida, é ampla e irrestrita, Ilão podendo a
Administração erguer barreiras burocráticas, obstaculizando ou mesmo
impedindo o tratamento adequado, notadamente na hipótese de cidadão
portador de moléstia grave.
Assim, entendo como evidenciados os pressupostos necessários à concessão
da tutela antecipada recursal.
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DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Ante a tais considerações, dou provimento ao recurso, para reformar a
decisão agravada e determinar que o recorrido forneça ao recorrente o
medicamento Cinacalcete 90 mg, na forma e quantidade prescritas na
receita de fl. 34 T J (/1. 27 dos autos de origem).
Custas ex lege ". ( Agravo de instrumento n° 1.0024.08.134.031-7/001, 4"
Câm. Cív., Rei. Des. Audebert Delage,j. 13//11/08).
Inarredável, pois, o provimento ao apelo recursal da recorrente, no
sentido do deferimento do pedido para determinar ao recorrido o fornecimento do
medicamento pleiteado.
É que sendo a saúde direito de todos, é dever do Estado prestá-Ia, de
maneira adequada, não se podendo permitir uma situação em que o portador de uma doença
grave, como é o caso da recorrente, não receba o tratamento compatível. A alegada falta de
previsão do medicamento na listagem do SUS, neste contexto, não pode servir de argumento
para que o ente público não assuma a sua responsabilidade.
Cumpre observar que a ausência de registro e comercialização da
medicação no país não se confunde com a vedação de sua importação e uso.
Neste contexto, ao contrário do alegado pelo recorrido, não apenas à
pessoa física é possibilitada a operação, mas também ao Poder Público, como expressamente
é previsto no Anexo VI, da Resolução n"350/2005 da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), que prevê o procedimento para "IMPORTAÇÃO POR PESSOA
JURÍDICA NÃO DETENTORA DA REGULARIZAÇÃO DA MERCADORIA JUNTO À
ANVISA".
27 I Recurso
- ---I extraordinário
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Assim, encontra-se presente, de forma inconteste, o direito da recorretne
em obter o medicamento perquirido, de forma a proporcionar-lhe condições de vida mais
humanas, ou o seu correspondente em pecúnia, justificando-se, até mesmo a penhora em
conta do ente público, caso a recorrente não consiga lograr êxito em receber a aludida
assistência do recorrido.
Como bem salientado pelo Ministro Celso de Mello: "entre proteger a
inviolabilidade do direito à vida. que se qualifica como direito subjetivo inalienável
assegurado pela própria Constituição da República caput), ou fazer prevalecer.
contra essa prerrogativa fundamental, um interesse financeiro e secundário do Estado.
evidencia-se - uma vez configurado esse dilema - que razões de ordem ético-jurídica
impõem ao julgador uma só e possível opção: o respeito indeclinável à vida. n.
Lado outro, além dos arts. 23, II e 196 da CR/88, que atribuem ao
Estado, o dever de propiciar ao cidadão o exercício de seu direito à saúde, seu cumprimento
atende a um dos pilares da República Federativa do Brasil, qual seja a dignidade da pessoa
humana, constante no ar\. P, III.
Não pode a lei ou outras espécies normativas, ao disciplinar a questão,
restringir o gozo do direito fundamental constitucionalmente assegurado. Se o constituinte
não o fez, não cabe ao legislador infraconstitucional assim proceder. Não se está negando a
prerrogativa dos entes federativos disporem e regulamentarem, até mesmo para que haja
uma racionalização e operacionalização quanto às ações destinadas à saúde, a forma e o
fornecimento dos medicamentos, contudo, esta regulamentação e o sistema criado deverão
estar abertos às exceções, existentes em cada caso, em que os remédios necessitados não são
28 I Recurso I
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aqueles usualmente fornecidos ou não se encontram à disposição, não restando caracterizada
nisso qualquer ofensa ao princípio da separação de poderes ou ao acesso universal à saúde.
o conjunto probatório dos autos demonstra restar configurado o direito a
amparar o pedido de fornecimento do medicamento indicado na inicial. Dessa forma, o
pedido formulado consiste em medida protetiva à saúde, fundando-se em normas e direitos
fundamentais de eficácia imediata, resguardados e assegurados na Constituição Federal.
Diante disso, não há como eximir o Estado de responsabilidade, no sentido de providenciar a
medicação necessária ao tratamento da recorrente.
Logo, a necessidade do uso do medicamento, pela recorrente, é
irrefutável, porque atestada por profissional especializado. As declarações do médico que
subscreve o laudo e a receita mencionados merecem crédito compatível com a fé do seu grau
e não são infirmadas, simplesmente, por oposição fundada nos protocolos genéricos de
padronização adotados pelo Poder Público.
Incumbe ao Poder Público regulamentar e fiscalizar os serviços de saúde,
sendo-lhe vedado impor restrições ou embaraços ao acesso a uma garantia constitucional,
pois, se a vida exige respeito incondicional por parte de quem quer que seja, não se pode
permitir que o SUS deixe de prestar assistência aos pacientes necessitados.
Anote-se ainda que, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do
poder público, muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente
baseada no princípio da economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o
medicamento solicitado, será difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida.
A existência de limitação de valores ou de serviços a serem custeados
pelo SUS não afasta a obrigação constitucionalmente imposta aos entes políticos.
29 Recurso I
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o prevalecimento dos critérios ou dos obstáculos administrativos
conduziria à assimilação de que a Constituição contém palavras inúteis, como também que
ela pode ser objeto de modificações, por via outra, que não a prevista no seu ar!. 60, e sem a
observância da vedação contida no § 4°, IV, do mencionado artigo.
A esse respeito, o posicionamento do Supremo Tribunal Federal na
ADPF n. 45, relator Ministro Celso de Melo:
"Não se mostrará lícito, no entanto, ao Poder Público, em tal
hipótese - mediante indevida manipulação de sua atividade
financeira e/ou político-administrativa - criar obstáculo artificial
que revele o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fi'audar,
de fi'ustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em
favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de
existência. Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da "reserva
do possível" - ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente
aferível - não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de
exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais,
notadamente quando, dessa conduta governamental negativa, puder
resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos
constitucionais impregnados de um sentido de essencial
fundamentalidade. "
Nesse sentido, confira a jurisprudência do ego Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
"EMENTA: Mandado de Segurança. Direito líquido e certo.
Serviços de saúde pelo SUs. Fornecimento de medicamento. O
Estado deve assegurar a todos os cidadãos o direito fundamental à
saúde, porque decorrente de preceitos rígidos da Constituição
30 I Recurso I
~ extraordinário 1-----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Federal. Demonstrada a necessidade de uso de medicamento, por
paciente portador de doença grave, impõe-se ao ente público o
custeio do tratamento indicado, porque é imperiosa a preservação
da vida, em obséquio da proteção aos direitos fundamentais que,
como frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e
inerentes à ordem jurídica brasileira. Concede-se a segurança.
MANDADa DE SEGURANÇA W 1.0000.07.462933-8/000 -
caMARCA DE CaNTAGEM - IMPETRANTE(S): WILZA PEREIRA
RIBEIRa - AUTaRID caATaRA: SECRETARIO ESTADa SAUDE
MINAS GERAIS - RELATaRA: E X M ~ S R ~ D E S ~ ALBERGARIA
caSTA - RELATaR PARA a ACÓRDÃO.: EXMa SR. DES.
ALMEIDA MELO. Julgamento 05.03.2.008.
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA - MEDICAMENTO -
TRATAMENTO DE PSORÍASE - DIREITO LÍQUIDO E CERTO
- FORNECIMENTO GRATUITO PELO PODER PÚBLICO -
DEVER CONSTITUCIONAL, CONJUNTO E SOLIDARIO DE
TODOS OS ENTES - DIREITO À SAÚDE INDISSOCIAVEL DO
DIREITO À V/DA - SEGURANÇA CONCEDIDA - Assegura-se
ao doente, portador de doença grave (psoríase), mormente se
desprovido de recursos financeiros, o direito constitucional ao
tratamento, mediante fornecimento gratuito dos medicamentos
prescritos pelo médico, dever que se impõe ao Poder Público. A
todos os cidadãos é garantido o direito à saúde - direito
fundamental indissociável do direito à vida - sendo dever do
Estado, com atuação conjunta e solidária das esferas institucionais
da organização federativa, efetivar pollticas socioeconômicas para
sua promoção, proteção e recuperação. A proteção à saúde, que
31
Recurso
-----1 extraordinário
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
implica na garantia de dignidade, gratuidade e boa qualidade no
atendimento e no tratamento, integra os objetivos prioritários do
Estado de Minas Gerais, em competência concorrente com a União
e os Municípios. Inteligência dos artigos 5°, 'caput', 6°, e 196, da
Constituição Federal" (MANDADO DE SEGURANÇA N°
1.0000.07.462630-0/000 - COMARCA DE BELO HORIZONTE -
IMPETRANTE(S): JOSE D'.ÁVILA PESSOA - AUTORlD
COATORA: SECRETÁRIO SAÚDE ESTADO MINAS GERAIS-
RELATOR: EXMO. SR. DES. NEPOMUCENO SILVA.
Julgamento 20.02.2008).
A Defensoria Pública entende que a decisão ora guerreada está
contrariando direito constitucionalmente previsto. Entendeu o v. acórdão, máxima vênia,
equivocadamente, que o Poder Público para a concretização do direito à saúde deve agir
seletiva e distributivamente, buscando a universalização deste serviço, e que o Judiciário não
pode interferir, analisando casos isolados, para determinar que o ente estatal suporte os
custos de medicamentos que não foram previamente selecionados mediante critérios
técnicos que indicam as necessidades mais prementes da população.
Tal posicionamento contraria frontalmente a Constituição Republicana,
pois, repita-se, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público, muito
mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da
economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado, será
difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida, a preservação da vida do
recorrente, é imperiosa, em obséquio da proteção dada aos direitos fundamentais que, como
frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica
brasileira, a teor do ar!. 5°, caput, da Constituição da República.
32 I Recurso I
~ extraordinário 1------------- --------
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DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,----..
! ~ RESERVADA VIDA X RESERVA DO POSSÍVEL
A chamada "reserva do possível", bem como a alegação do
comprometimento das demais políticas públicas, não são argumentos que possam ser aceitos
sem a devida demonstração.
Isto porque, além do que já foi dito, ainda que fosse possível a ocorrência
de prejuízo às finanças do Poder Público, muito mais intenso seria o dano decorrente da
omissão ilegitimamente fundada no princípio da economicidade. Um bem menos valioso
deve ceder diante de um bem jurídico mais valioso, qual seja, a saúde do indivíduo.
Problemas de caixa do ente federativo não podem ser elevados a
obstáculos à efetivação dos direitos fundamentais sociais, sobretudo em caso envolvendo o
direito fundamental tratado nestes autos. Ora, imaginar e exigir que a realização desses
direitos fundamentais sociais dependesse de caixas cheios dos ente federativos (ou mesmo
do Estado e da União) significaria reduzir a zero esses direitos fundamentais, e assim gerar
uma violenta frustração em relação à Constituição da República. Também é de absoluto
acerto as palavras do eminente magistrado federal DIRLEY DA CUNHA JÚNIOS:
"A chamada reserva do possível foi desenvolvida na Alemanha,
num contexto jurídico e social totalmente distinto da realidade
histórico-concreta brasileira. Nestas diferentes ordens jurídicas
concretas não variam apenas as formas de luta, conquistas e
realização e satisfação dos direitos, mas também os próprios
paradigmas jurídicos aos quais se sujeitam. Assim. enquanto !!
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~ extraordinário 1-____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS


....

.....
Alemanha se insere entre os chamados países centrais. onde.iJ1.
existe !!!!l padrão ótimo de bem estar social. Q Brasil ainda !f.
considerado !!!!l país periférico. onde milhares não têm Q que
f!!!!l!!. f. são desprovidas de condicões mínimas de existência digna.
seja t1!! área da saúde. educacão. trabalho f. moradia. seja t1!! área
da assistência e previdência sociais. de tal modo que ª efetividade
dos direitos sociais ainda depende da luta pelo direito entendida
como processo de trans(ormacões econômicas f. sociais. t1!! medida
em que estas (orem necessárias para ª concretizacão desses
direitos" (Leituras Complementares de Constitucional - Direitos
Fundamentais, Ed Podivm, p. 286).
-----
Vale a pena citar, pelo brilhantismo da exposição, trecho da palestra
proferida pelo Juiz de Direito Antônio Vinícius Amaro da Silveira, do 2° Juizado da 4' Vara
da Fazenda Pública de Porto Alegre, no Seminário Medicamentos: Políticas Públicas e
Judicialização:
"As nossas politicas públicas, que devem garantir ao cidadão o
direto à saúde, são normas de cogéncia destinadas ao gestor. Desse
modo, devemos ter muito cuidado ao examinar a questão e não
pretender que se exija que o cidadão adapte as suas moléstias às
politicas estabelecidas pelo administrador, quando é o contrário, o
gestor, através de políticas públicas, é que deve garantir a saúde do
cidadão por meio de normas que viabilizem formalmente este
processo de prestar-lhe a saúde.
A questão da reserva do possível, nestes casos, não tenho nenhuma
dúvida em afirmar aos senhores que não pode ter aplicação, porque
34 I Recurso I
extraordinário 1-_____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
se o Estado, amparado pela norma de cogência, estabelece políticas
mínimas de gestão para a saúde pública, estas têm que ser
cumpridas. Supõe-se que, a partir desse regramento básico, haja um
pressuposto orçamentário" (www.ajuris.org.br).
A população brasileira, por meio do Poder Constituinte Originário,
priorizou a saúde. A dotacão orcamentária deve, assim, adaptar-se l! isso. Jamais, desta
forma, poder-se-á falar em reserva do possível em relação l! fornecimento de
medicamentos, pois º próprio Estado, previamente, se dispôs l! cumprir º objetivo que
ele mesmo traçou ao elaborar o texto da Constituição.
Ainda que sejam limitados ou finitos os recursos públicos !: estejam ~
mesmos presos à observância das leis orçamentárias, no confronto de valores há que ~
dar prevalência l! saúde!: l! vida digna dos indivíduos. Tal conclusão torna-se mais
evidente mediante ! constatação de que º SUS tem como principais usuários
justamente aquelas pessoas que não ~ encontram !:!!! condições financeiras de obter
tratamento junto! rede privada de saúde, bem fQ!!!Q pelo fato de º Estado possuir
meios de buscar! responsabilidade civil !: criminal de todos os que tentarem obter
vantagem ilícita utilizando-se de processos judiciais fraudulentos.
Por outro lado, lei ordinária e meras portarias não têm força normativa de,
ao disciplinar a questão relativa à saúde, limitar o gozo deste direito fundamental,
assegurado pela Constituição da República e por· tratados internacionais, normas de
hierarquia superior às leis ordinárias e meras portarias, conforme já exposto.
35 I Recurso I
~ extraordinário (--____________________ _
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DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Cabe, ainda, tecer alguns comentários acerca da alegação de
irreversibilidade da decisão.
Não há como aceitar o argumento de irreversibilidade da decisão.
Isto porque, negar o fornecimento· de medicamento sob tal alegação
violaria o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Este princípio, como já
dito, compreende as garantias fundamentais à vida e à saúde.
Irreversibilidade maior ocorreria em caso de não fornecimento do
medicamento pleiteado. Isto porque, irreversível é a perda da vida.
Neste sentido:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO - OBRIGAÇÃO DE FAZER
TUTELA ANTECIPADA -TRATAMENTO MÉDICO
COBERTURA POR CONTRATO - VEROSSIMILHANÇA DO
"DIREITO ALEGADO - DEFERIMENTO DO PEDIDO -
IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA -IRRELEVÂNCIA - CAUÇÃO
DESNECESSIDADE. Havendo prova inequívoca da
verossimilhança do direito do beneficiário em obter autorização
para realização de tratamento médico cuja cobertura é
aparentemente prevista no contrato de prestação de serviços, e
sendo incontroverso o risco à vida do postulante da tutela
36 I Recurso I
- ~ extraordinário 1-----------------------
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( i I ~
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
antecipada, deve a medida ser deferida, a despeito do perigo de
irreversibilidade do provimento, que não deve representar óbice
intransponível à sua concessão" (Agravo de Instrumento n. o
1.0024.05.747.881-0/001, Rei. Des. Elias Camilo).
"A exigência da irreversibilidade inserta no §2" do artigo 273 do
CPC não pode ser levada ao extremo, sob pena de o novel instituto
da tutela antecipatória não cumprir a excelsa missão a que se
destina (STJ, 2"Turma, REsp 144.656, Rei. Min. Adhemar Maciel).
o Estado é custeado por todos os seus administrados por meio dos
tributos. Este custeio tem por finalidade justamente dotar o Estado de recursos necessário
para que possa prestar, dentre outras, assistência médica àquelas pessoas hipossuficientes no
plano econômico, ou seja, aos indivíduos que não têm condições de buscar assistência na
rede privada.
Por estas razões, a decisão do Tribunal Mineiro está a merecer reparo,
sendo inegável e flagrante, a ofensa provocada à Constituição.
37 I Recurso I
- - ~ extraordinário (-____________________ _
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
~ ~ ~
\ ~ ( ~
..
~ ARGUMENTO INVERÍDICO SOBRE A FALTA DE RECURSOS
PÚBLICOS. O CUSTO DO BENEFÍCIO E A LEGALIDADE DA
TUTELA REQUERIDA.
A decisão recorrida pretende eximir o ente federativo da obrigação
constitucional e legal a partir de argumentos infundados e totalmente distantes da realidade
dos cofres públicos, ao negar o fornecimento dos medicamentos e insumos, justificando-se a
partir da ausência de recursos públicos e sob a alegação de violação de cláusula de reserva
do possível.
É público e notório que a Lei Orçamentária Anual (LOA), a partir das
previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), destina verbas específicas para
atender as despesas com os chamados "índices constitucionais", ou seja, os valores
percentuais mínimos que os entes da Federação deverão destinar à educação e à saúde (o
que, obviamente, inclui a assistência social) - CR/88, artigos 204, 212 e 198, § 2°.
Ao consagrar o "princípio da universalidade" dos orçamentos públicos,
o ar!. 6° da Lei 4.320/64 determina que a LOA deve conter todas as despesas (autorizadas)
e todas a receitas (previstas) dos Poderes, seus fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações mantidas e instituídas pelo Poder Público, por seus
valores brutos, vedadas quaisquer deduções.
E ainda que a dotação orçamentária para o benefício em questão não
fosse suficiente para atender todos os beneficiários, o Município disporia também da
abertura de crédito suplementar, ou seja, aquele que visa reforçar uma dotação
38 I Recurso I
~ extraordinário 1----------------------
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
/
orçamentária prevista na LOA, mas que se demonstrou insuficiente para satisfazer a despesa
inicialmente prevista. Aliás, prática muito comum na Administração Pública brasileira.
Assim, restam infundados tais argumentos, vez que as receitas
destinadas ao beneficio pleiteado, obrigatoriamente, estão sempre previstas no
orçamento anual atendendo as exigências constitucionais e legais já mencionadas.
I PEDIDOS
Ante o exposto, requer que seja conhecido e provido o presente recurso
extraordinário, de modo a restabelecer o império da Constituição da República, consoante os
pedidos que seguem.
39
a) pede-se, em sede de tutela específica antecipada (ar!. 461, §3° c/c ar!. 273, §3°, CPC),
que o M.D. Desembargador responsável pelo juízo de admissibilidade diferido no
tribunal a quo conceda, inaudita altera parts, o pedido de letra "c" ou, em assim não
entendendo V.Exa., que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. 273, §7° do
CPC, para o acolher como medida cautelar incidental a este processo, sob pena de
aplicação de multa diária (art. 461, §4°, CPC - astreintes), no importe de R$ 500,00
(quinhentos reais),em quaisquer hipóteses de acordo com a Súmula 635 do STF;
b) em não se entendendo pelo pedido anterior, que seja realizado o juízo de
admissibilidade diferido do presente recurso, a despeito do disposto no ar!. 328-A do
Recurso
extraordinário
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DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Regimento interno do STF
lO
, afastando-se o seu sobrestamento e remetendo-o ao
Pretório Excelso, de modo que, em sede de tutela específica antecipada (ar!. 461, §3°
cle art. 273, §3°, CPC), este Supremo Tribunal defira o pedido de letra "c" ou, em
assim não se entendendo, que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. 273, §7°
do CPC, para o acolher como medida cautelar incidental a este processo, sob pena de
aplicação de multa diária (ar!. 461, §4°, CPC - astreintes), no importe de R$ 500,00
(quinhentos reais);
c) que seja reformado o acórdão em foco, de modo determinar à parte recorrida o
fornecimento imediato do medicamento pleiteado na exordial;
- Requer ainda:
d) seja a parte recorrida intimada para, querendo, responder ao presente recurso;
e) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal, por meio de
entrega dos autos, para todos os atos processuais, nos termos do ar!. 5°, § 5° da Lei nO
1.060150 c/c ar!. 128, I, da Lei Complementar Federal nO 80/94, bem como a
contagem em dobro dos prazos processuais;
f) a concessão/confirmação dos benefícios da Assistência Judiciária - Lei li.o 1.060150,
uma vez que a parte assistida pela Defensoria Pública é pobre no sentido legal, com a
10 "Arl. 328-A. Nos casos previstos no arl. 543-B, capul, do Código de Processo Civil, o Tribunal de origem
não emitirá juizo de admissibilidade sobre os recursos extraordinários já sobrestados, nem sobre os que
venham a ser interpostos, até que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido selecionados nos
termos do § l° daquele artigo."
I Recurso I
----, extraordinário 1------___________ . ____ _
40
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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
g) conseqüente dispensa de preparo ou de qualquer outro pagamento condicionante.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Mar ana Massara drigues de Oliveira
Defensora Pública - MADEP 135 .
41 I Recurso I
~ extraordinário 1---------------------
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CARTORIO DA 7
8
CAMARA CiVEL • UNIDADE
GOIÁS
REMESSA
E os remeto ao Segundo Cartório de Recursos à
. Escrivão(ã),
Remetidos em 03/06/2011.
Documento emitido pelo SIAP :
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
Cód. 10.25.097·2
2° CARTCRIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS-UNID. R. GABAGLlA
CERTIDÃO
CERTIFICO que, pelo "Diário do Judiciário
Eletrônico" disponibilizado em 21/06/2011 e
publicado em 22/06/2011, foi aberta vista ao(à)(s)
recorrido(a)(s) para contrarrazões ao(s)
Recurso(s) Extraordinário(s). O referido é
verdade e dou fé. Belo Horizonte, 22 de junho
de 2011. ELyJ)Dulce Maria Diniz do Nascimento,
Escrivão(ã) db 2° Cartório de Recursos a Outros
Tribunais-Unid. R. Gabaglia, a subscrevi,
ver
Documento emitido pelo SIAP: m l l m m m l D l l l m l D I m I O O l l l l m l m ~ m l l
101140564013961860200004001418
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(. - ).

I\. Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
JUNTADA
Aos 28 de julho de 2011, junto aos autos a petição de
protocolo nO 0000470763201113 adiante.
PIA Escrivã, 0 ~ .
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""'I\""t"' !..lo.! u 1/t H ...
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,', ESTADO DE MINAS GERAIS
. ADVOCACIA-GERAL DO ES rADO

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. "i 'i!.
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..-
EXMO. SR. I" DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS
GERAIS
COLÊNDA 7" CÂMARA CíVEL
I
L\TJMGI PROIOCOlO
111111111111111111111 1111111111" 11111111111
eeee4?e?S3281 13
- UIIO RJ'UIIJ:llli:1ülliJ

Recurso Extraordinário n°
Recorrente: Alcirene de Oliveira '
• Recorrido: Estado de Minas Gerais

(i1
o ESTADO DE MINAS GERAIS, nos autos do Recurso Extraordinário acima
discriminado, interposto. por Alcirene de. Oliveira, vem, respeitosamente, apresentar
suas CONTRA-RAZÕES, nos termos das razões anexas,
Belo Horizonte, julho de 2011
cd!1;:[2uCIO OE OLIVEIRA
Procu-rador do Estado
MASP 1120494-8.0AB/MG 86.832
Advocacia Geral do Estado - Avenida Afonso Pena, n. 190 L CEP: 33.130-004, Belo f{orizonte/MG
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8\ ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
Recorrente:Alcirene de Oliveira
Recorrido: Estado de Minas Gerais
7" Câmara Cível do T .fMG
Recurso Extraprdinário n.: 1.0145.09.567.017-3
CONTRARRAZÕES DE RECURSO
EXPOSIÇA"O DO FATO E DO DIREITO
Trata-se de Recurso Extraordinário interposto por Alcirene de Oliveira
contra o r. de tls. 125/133-n, que negou provimento ao recurso de apelação
interposto pela recorrente, reformou a' sentença, julgando improcedente o pedido
formulado inicialmente em sede de ação ordinária, em qU'e se postulada o recebimento
gratuito de medicamentos. .
Irresignada, após serem 'rejeitados embargos de declaração interpostos, a
parte interpôs o recurso raro,' sob o abstrato argumento de que a deCisão hostilizada
ofenderia os diversos dispositivos constitucionais elencados à fl. 2174,
DAS RAZÕES PARA MANUTENÇA"O DA DECiSÃO RECORRiDA
Da ausên'cia dc repercussão geral Art. 102, § 3°, da Constituição da República
O presente recurso foi interposto com fundamento no
artigo 102,. inciso lI!,' alínea a, da Constituição de 1988, que dispõ'e competir ao
Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-Ihé: ( ... )
"11/ - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única 011 última
instância, quando a decis(!o, recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição ",
. . .
Em linha de prin.cípio, há de se asseverar que o recurso extniordinário
interposto '1ão preel{che os pressupostos de admissibilidade necessários ao seu
processamento.
,
Advocacia Geral do Estado - Avenida Afonso Pena. n. 1901, CEP: '33.130-004, Belo Horizonte/MG 2
,
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••

."
13' %
-' f) \J J>
4: (p
ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA·OERAL DO ESTADO
??,
!9.-q,.t _
o art. 102, -§ 3", dã Constituição Federal, speito da
repercussão geral no recurso extraordinário, mais um requisito de admissibilidade
instituído pela Emenda Constitucional n. 45/2004. In verbis.'
"Art. ( ... ) "
3° No recurso e'xtraordinário o recorrente deverá demonstrar a
repercussão geral das 'questões constitucionais Cliscutidas no caso, nos
termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso,
podendo' recusÍí-I() pela manifestação de dois terços de seus
membros':.
De acordo com o' ·art. 2°, do CPC, 6 recorrente deverá
demonstrar, em preliminar do recurso, a existência da repercussão geral, sob pena de
não conhecimento do recurso. Assim, a partir da Emenda Constitucional n. 45/2004,
conhecida como "Re.forma do Judiciário ", nã.o basta alegar ofensa ao texto
constitucional, sendo necessário um plus, isto é, a questão, além de contrariar
dispositivo constitucional, deve ser dotada de repercussão geral, entendida como a
transcendência do caso concreto, que deve revestir-se de interesse geral do ponto de
vista ecoriõmico, político, social ou jurídico, ou seja, deve ultrapassar os interesses
subjetivos da causa.
Sobre o tema, lecionam Teresa Arruda Alvim Wambier, Luiz Rodrigues
Wambier e José Miguel Garcia Medina
l
:
"De acordo com o § 2° do art. 543-A, a existência de repercussão gáal
deverá ser demonstrada em preliminar do recurso. Ou seja, precisará
demonstrar que o tema discutido no recurso tem unJa relevância que
transcende àquele caso concreto, revestindo-se de interesse geral,
institucional, semelhántemente ao que já ocorria, no passado,. quando'
vigorava no sistema processual brasileiro o instituto da argüição de
relevância ".
Entretanto, apesar do esforço retórico empreendido· pela parte contrária
em suas razões de recurso, do compulsar dos autos não se extrai a repercussão geral
necessária à admissibilidade do recurso extraordinário.
Na origem, a autora, ajuizou ação ordinária com o escopo de
. .
compelir o de Minas Gerais a garantir o fornecimento dos medicamentos
exclusivamente para sua própria pessoa. .
I In: Breves Comemários {} Nova Sisremática Process/la/ Civil. Sào· Pau/o: Editora Revista dos Trib/l1lais, 2007.
·p.240-24/.
Advocacia Oeral do Eslado -.Avenida Afonso Pena. n. 190 I, CEP: 33.130-004. Bel6 Horizonte/MO. 3

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ESTADO DE MINAS GERAIS
ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
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Trata-se, portanto, de demanda que encerra dlscussao Jundlca em
de um cas9 específico, de um quadro clínico específico, de um paciente específico, da"Z..
necessidade de um tratamento fanpacológico especifico.
. . Dado esse panoràma fático, não há falar em relevância que transcenda o
próprio caso concreto, de modo a justificar a interposição 'do apelo extremo. De fato,
qual o interesse geral na apreciação pela mais alta Corte do país de ação envolvendo
, .
interesse de uma única pessoa?
Nota-se, portanto, que em nenhum aspecto esse caso concreto ultrapassa
os interesses subjetivos da causa.
, tais ponderações, conclui-se que o presente recurso não deve ser
por não restar configurada a repercussão geral prevista no art. 102, § 3° da
Constituição Federal.
Da Manifesta IntenÇão de no:va análise da 'matéria probatória e de discussão da
i ustica da decisão
Não merece ser conhecido o presente recurso também porque. encerra
manifesta intenção de revolver matéria probatória, propósito esse não admitido em
, sede de recurso raro.
Com éfeito, 11 discussão em torno do acerto da sentença e o do 'acórdão
que, em razão de pedido expresso da parte contrária de suspensão do fornecimento,
reconheceram a ausência de interesse processual no caso, necessariamente importa na
necessidade 'de reavaliação dos documentos juntados aos autos, vale dizer, das provas
com base nas quais a Secretaria de Estado de Saúde e o ludiciárió entenderam que a
parte abdicou do propósito de receb.er a medicação gratuitamente.
,
, '
Como se fosse pouco, basta ler o teor da peça recursal para perceber que
a irresignação se apóia - na mais favorável das perspectivas - apenas de forma mediata
em contrariedade à Constituição Federal.' -
Com efeito, o que se percebe, na verdade, é a nítida intenção da parte
contrária em tentar rediscutir, na instância extraordinária, a justiça da sentença e do
acórdão, propósito esse claramente inviável em sede de recurso raro.
Da inexistência de ofensas à constituição federal
Na remota e improvável hipótese' de ser o recurs'o extraordinário
conhecido, o que se admiie apenas em nome do princípio da eventualidade, melhor
sorte não assiste ao recorrente quanto ao mérito.
Geral do Estado - Avenida Afonso Pena. n. 190 r. CEP: 33.130-004, Belo Horizonte/MG 4
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Alega que o acórdão recorrido teria vulnerado as nonn s artigos 6 o.
194,195,195 e 196 da Constituição da República.
Ora, não houve nada disso.
Com efeito, o acórdão que julgou improcedente o pedido'da parte autora
entendeu corretamente que, tal como previsto nos disposiiivos tidos por violados, o
S US presta assistência à saúde à população através de políticas públicas que devem
ser prestigiadas, em detrimentb de tratámentos outros eventualmente pleiteados pelos
cidadãos, não fornecidos pelo poder púbhco. Eis o que dispõe o art. 196 da
Constituição:
"Art. 196. A Saúde é direito de todos e dever, do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução
do riscá de doença e de outros agravos e ao acesso . universal e
igualitário à ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperaçüo." {g.n,]
No caso em questão; o acórdão julgou improcedente. a demanda
precisamente porque a política pública em vigor prevê o fornecimento de tratamentd
para a doença da parte autora, Equivale dizer, que não há unl vazio assistencial, em
que o SUS não fornece qualquer tratamento ao cidadão, mas que simplesmente a parte
autora pretende uma terapia não disponível no sistema público, sem considerar a
existência de alternativa terapêutica oferecida pelo Estado.
Portanto, a decisão recorrida não viola a norma 'inserta no art. 196 da
Constituição qué dispõe queo Estado prestará á assistência à saúde através de políticas
públicas, O seguinte trecho do acórdão esclarece perfeitamente esse
"[A] saúde é direito .. fundamental, que se concretiza por
meio de prestações estatais que assegurem O' acesso de todos à
assistência farmacêutica, médica e hospitalar, bem como às políticas
públicas voltadas para esse fiín.
A eficácia desse serviço público, notadamente de'
assistência farmacêutica, depende da seleção e distribuição' à
populaçüó, para atingir o maior número, possível de pessoas, Para esse
o estabelecimento de diretrizes e critérios de aquisiçüo de
medicamentos, /lorteados pelos princlplOs da seletividade e.
distributividade,' requer padronização, muitas vezes incompatível com a
especificidade do caso."
Dessa forma, também no mérito nã'o há o que reparar na decisão
reco!Tida que julgou improcedente o pedido da autora .

Advocacia Ocral do Estado - Avenidã Afonso Pena, n, 1901, CEP: 33,130-004, Belo Horizonte/MO 5
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ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO
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Portanto, o acórdão recorrido resolveu a questão jurídica ao interpretar
sistematicamente as normas do ordenamento jurídico em concatenação com à prova
dos autos, concluindo, assim, no caso específico, pela improcedência do pedido,
Feitas tais ponderações, conclui-se que o acórdão proferido pelo
Tribunal a quo deu adequado desa\c à lide, não carecendo, portanto, de reforma por
parte deste Supremo Tribunal Federal. .
Da Inexistência Dos Requisitos Para A Concessão Da Medida Cautelar Pleiteada
Embora a parte recorrente pleiteie a concessão de medida cautelar para
suspender os efeitos do acçírdão recorrido que cassou .a sentença que condenou o
Estado ao fornecimento de medicamentos, não. há na espécie' os requisitos
indispensáveis para a concessão da medida .

Com efeito, não há a demonstração do periclIlllm in mora, como visto e
• dofllmus bani illris .
. Inexiste o periclIlllm in mora porquanto sequer há a demonstração nos
autos da atual necessidade do tratamento Opl pleiteado pela parte autora.
Igualmente, também não há a "fumaça de bom direito", uma v'ez que,
como visto no próprio fundamento da decisão, através da política pública em vigor, o
Sistema Único de Saúde oferece tratamento para a doença que acomete a parte autora,
tratamento este que é sumariamente desconsiderado no presente pedido.
DO PEDIDO
Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais o não conhecimento do
recurso.
-
Na remota hipótese de conhecimento, requer seja negado provimento ao
recurso extraordinário interposto, mantendo-se o acórdão' a quo.
'Nestes termos, pede deferimento.
Belo Horizonte, julho de 2011.
-."...---,
ALANA L -C OLlVEIRA
Procuraoor do Estado
MASP 1.120494-8 OAB/MG 86832
Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n.1901. CEP: 33.130-004. Belo Horizonle/MG 6
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
CONCLUSÃO
E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor
Desembargador Primeiro Vice-Presidente.
P/A Escrivã, V.jd<::L-
Conclusos em 28/7 12011
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
RECURSO EXTRAORDINÁRIO Ng 1.0145.09.567017-3-004 EM REEXAME
NECESSÁRIO EM APELAÇÃO CIVEL
COMARCA:
RECORRENTE:
Advogado:
RECORRIDO:
Advogado:
JUIZ DE FORA
ALCIRENE DE OLIVEIRA
Mariana Massara Rodrigues de Oliveira
ESTADO DE MINAS GERAIS
Alana Lucio de Oliveira
Trata-se de recurso extraordinário de Alcirene de Oliveira, deduzido
com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, após a rejeição
dos embargos declaratórios, contra acórdão desta Corte proferido nos autos
da ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela, que
ajuizou em face do Estado de Minas Gerais, objetivando o fornecimento de
medicamento que necessita para tratamento de doença de que é portadora .
Em suas razões, a recorrente invoca a repercussão geral da
questão constitucional levantada no apelo e ofensa ao disposto nos artigos
194, 195, 196, 198, 11, § 2º, 1º, 111, 6º, 23, 11 e I, 204 e 212 da Constituição
Federal.
Recurso tempestivo e sem preparo Uustiça gratuita).
Inviável a ascensão do apelo.
De início, registro que a questão decidida pelo Colegiado mineiro
nestes autos, qual seja, a impossibilidade fornecimento pelo Estado de
medicamento não aprovado pela Anvisa, não coincide com a matéria
analisada no RE nº 566.471, sob julgamento no Tribunal de destino, onde se
discute a obrigatoriedade de fornecimento, pelo Poder Público, de
Cód. 10.25.097-2
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I I

6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
medicamentos de alto custo, razão pela qual deixo de proceder ao
sobrestamento do apelo.
Todavia, o apelo merece prosperar.
Trata-se de matéria devidamente analisada pela Turma Julgadora,
cujo desate estaria a exigir incursão no mérito, procedimento reservado ao
Tribunal de destino, motivo pelo qual se mostra prudente conferir trânsito ao
apelo.
Admito o recurso.
Cumpridas as formalidades legais, remetam-se os autos ao
Supremo Tribunal Federal, com as homenagens desta Vice-Presidência .
DCel
Cód. 10.25.097·2
Intimem-se.
Belo Horizonte, 12 de agosto de 2011.
Documento Assinado Digitalmente
Desembargador Mário Lúcio Carreira Machado
Primeiro Vice-Presidente
Assinatára válida
por
MARltiHUC10 CARREl RA

10.06.46
Mo1jyo:' Ube'!!Çj\o de
....::m
Rext n
9
1.0145.09.567017-3-004
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2°CARTORIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS-UNID. R. GABAGLlA
DATA
Aos 24 de agosto de 2011 recebi estes autos.
O(A) Escrivão(ã € ______ ,
CERTIFICO que, para ciência das partes, foi
disponibilizada no "Diário do Judiciário
Eletrônico" de 25/08/2011 e publicada em
26/08/2011, a súmula do despacho retro . O
referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 26 de
agosto de 2011. EurJ{Pulce Maria Diniz do
Nascimento, do 2° Cartório de
Recursos a Outros Tribunais-Unid. R. Gabaglia, a
subscrevi, 12--=\
Documento emitido pelo SIAP:
155140551219521680250008901916
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6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais
2° CARTÓRIO DE RECURSOS A OUTROS
TRIBUNAIS- UNIDADE RAJA GABAGLlA
CERTIDÃO
CERTIFICO que, pelo "Diário do Judiciário
Eletrônico" disponibilizado em 13/09/2011 e
publicado em 14/09/2011, foi publicada a remessa
do Recurso Extraordinário Admitido ao Supremo
Tribunal Federal. O referido é verdade e dou fé.
Belo Horizonte, 14 de setembro de 2011. Eu, Dulce
Maria Diniz do Nascimento, Escrivã do 2°Cartório
de Recursos a outros Unidade \ Raja
Gabaglia, a subscrevi, I .
• REMESSA
E remeto estes autos ao Supremo Tribunal
Federal. P/A Escrivã,
Remetidos em 14/09/2011.
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TERMO DE RECEBIMENTO, REVISÃO,
AUTUAÇÃO E REGISTRO DE PROCESSO
ESTES AUTOS FORAM RECEBIDOS, REVISTOS, AUTUADOS E
REGISTRADOS EM MEIO MAGNÉ11CO NAS DATAS E COM AS
OBSERVAÇÕES ABAIXO:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718
PROCEDo : MINAS GERAIS
OTO. FOLHAS: 221 OTO. VOLUMES'
RELATOR(A): MIN. MARCO AURÉLIO .
DISTRIBUICAo EM 28/09/2011
1
OTO. APENSOS: O JUNTADAS: O
DT ENTRADA: 19·09·2011
COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO INICIAL,
TERMO DE CONCLUSÃO
Faço ~ s t ~ s autos conclusos ao(a)
Excelentlsslmo(a) SenhorIa) M· . t (
Relator(a . InIS rú a)-
Brasília, 8 de setembro de 2011.
? onio J u ~ e SOuza - 2121
"''''''AJumakt
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1° VP
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Volumes

TribuQS!1 de Justiça do EstadÇ> de ,Minas Gerais --=Cartórios Cível Feitos Espeeiais

Autuação

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Apensos

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Conexão

Segredo de Justiça Justiça Gratuita Liminar

O Criminal l~ li ,•• O Recu'rsos a outros Trib~n",ais i = = - ' - - O Agravo Retido O Réu Preso O Recolhimento (Taxa) CAR' O Menor O Maior de 60 anos O Art,600.§4'·CPP

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Procurador de Justiça

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VAr~A DA FAZEI'IDA PlJBLICA E AIJTAr~()l.JIA\:l EBTADUAH,
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Reexame Necessário
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(5670173-16.2009.8.13.0145)

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Apelaç~o

Cível/Reexame Necessário 7ª C:aMARA C:fVEL
FOr~A

REMETENTE
;.11)

V FAZ CCWlARCA ,JUIZ
I'IINA~:;

Apelante(s)
ESTADO UEr(AIS
OL.IVEII~A

Apelado(a)

(5)

AI...CJ:REI'II::: DE

10145.09.567017-3/003
'( , ) !' 1....

(5670173-16.2009.8.13.0145)

Embargos de Declaraç~o Cível 7ª C:aMARA CiVEL
.) ( ) 2º CAROT - URG PRIMEIRA VICE-PRESIDf::NCIA

1.0145.09.567017:"-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145) Distribuido em 09/06/2011 10:18 r Dl .,-- ~ ~ "'''':11 r~~ ~k~Ch; _"",,,. 10145.09.567017-3/004 (5670173-16.2009.8.13.0145)
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Recorrente( 5) Recor .... ido(a)(~)

l-oRecurso Extraordinário PRIMEIRA VICE-PRESID~NCIA
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ALe I RE:NE DE DL I VE I RA
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ESTADO MINAS GEPAIS

REPERCUSSÃO GERAL
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U Trânsito _ _, 2.200-2/2001 de Trânsito _ _, a Infra-estrutura Trânsito _ _, _ _, ICP-Brasil. Trânsito _ pode_ _, _ _ Documento assinado digitalmente conforme MP n° _ _, _ _ 24/08/2001, que institui_ _, _ _ de Chaves Públicas Brasileira -_ _ O documento _, ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

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OE~NSORIA PÚBLicA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,
Supr':lrllO Tribunal Federal

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTl\DUAL DA COMARCA DE , JUIZ DE FORAlMG

RE 0657718 - 19/09/2011 09·08

1//1/1//1/1/1//1111/11/1//1/1//1/1///111/111/1/1/////111//111////1//1////1/
0145 09 567017-3
J.

ALCIRENE DE OLIVEIRA, brasileiro (a), solteiro (a), aposentada, portador (a) do RG nO MG-10.136.752, residente na Rua Branca Mascarenhas, 33/303, bairro Monte Castelo, TEL: 32262010 e 9945-6042, Juiz de Fora/MG, assistido (a) pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, consubstanciada no art. 134, § da Constituição da República, e observado o art. 74, XI da Lei Complementar Estadual 65/03, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa Excelência, propor .

ACÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL

.em face do ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa juridica de direito público interno, ente federado da República Federativa do Brasil, com representação judicial na Rua Chance ler Oswaldo Aranha, 60, bairro São Mateus, pesta cidade, pelos fatos e fundamentos adiante expostos.

DA GRATUIDADE DE JUSTiÇA Preliminarmente, afirma não ter condições financeiras para arcar com as custas do processo e honorários advocaticios, sem o prejuizo do sustento próprio e de sua família, razão pela qual faz jus a gratuidade de justiça, nos termos da Lei nO 1.060/50, e suas modificações posteriores, indicando a Defensoria Pública, na pessoa do Defensor Pública com atuação junto a este Juizo, para reclamar seus direitos.
1- DOS FATOS E DO DIREITO

De acordo com o laudo (s) médico (s) anexo (s) da (s) lavra (s) do (a) médico (a) Rodrigo Reis Abrita, CRM-MG 27.690, o (a) Autor (a) é portador (a) de "doença renal crônica. Está em hemodiálise há 14 anos e evolui com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária à doença renal, hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O.".

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15:31

COMARCA JUIZ DE FORA DISTRIBUIçao 26/11/2009

PROCESSO: 014509567017-3 PROCEDIMENTO ORDINARIO VALOR CAUSA: 5.000.00 DISTRIBUIçao POR SORTEIO 26/11/2009 ÀS 15:31:45 FAZENDA ESTADUAL JUIZ(A) TITULAR: MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHaES PROMOTOR(A) : ANA LéIA SALOMaO E RIBEIRO
Assist~ncia

Judiciária

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• • • •

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. os medicamentos e insumos prescritos ou não fazem parte da cesta básica de medicamentos do SUS ou estão em falta na rede pública municipal e estadual. A saúde é direito de todos e dever do Estado.. conforme dispõe o comando trazido no art.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. Cumpre ressaltar que este direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento integral..) $-"E:ENSORIA PÚBLICA D~ESTAOO DE MINAS GERAIS A patologia de que o (a) Autor (a) é portador (a) está comprovada pelos laudos médicos e receituário (s) anexo (s). de uso continuo: (*) • . (*) Contra·fé de citação do Réu acompanhada com receituários médicos originais . a Constituição estabelece em seu art. Art. • • • . garantido mediante políticas sociais e econõmicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. ' Portanto. 198. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sem prejuizo dos serviços assistenciais. proteção e reçuperação. ~ . As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. sendo importante salientar que o rol de medicamentos/insumos prescritos poderá sofrer acréscimos ou alterações. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 assegura a todos a inviolabilidade do direito á vida (caput do artigo 5') e dispõe que a saúde é um direito social (caput do artigo 6').stf.asp sob o número 1490256 . Viiando dar maior efetividade a este direito. 198 da CRl88: Art.) /I . em decorrência da evolução de sua doença ou dos efeitos colaterais da medicação.• . 196. subscrito (s) por médico (s) cqnveniado (s) ao Sistema Único de Saúde . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. foi (foram)-Ihe prescrito (s) o (s) seguinte (s) medicamento (s) e/ou insumo (s).atendimento integral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.1 cp/dia. Censoante declarações inclusas da Ouvidoria Municipal de Saúde/Farmácia do SUS e Secretaria Estaduat de Saúde. '. autor (a) não possui condições financeiras para adquiri-lo sem prejuizo do sustento próprio e de sua família. o (A) .1 frasco/mês .. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (.Mjmpara 30 mg (Cinacalcet) ----------------------------.SUS. 196 que a saúde é um direito de todos e é dever do Estado promovê-Ia . com prioridade para as atividades preventivas.

inclusive farmacêutica. 198 da Constituição Federal.stf. " Nos dizeres do ilustríssimo Ministro Celso de Mello. Celso de Mello. em todos os niveis de complexidade do sistema. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . . "". individuais e coletivos.. entendida como conjunto ariiculado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos. 2°. fato que se pretende garantir com o ajuizamento desta ação. oonhecida como Lei Orgânica da S~úde.: .. /I -'integralidade de assistência.. (".. .) Aç. • • • "Art. e sem maiores delongas que possam comprometer a integridade fisica e mental do cidadão. mas sim daquele mais adequado e eficiente. eles deverão ser necessariamente fornecidos. reI. Assim. de 22. Afinal. Informativo STF nO.) Art. dentre as quais se inclui expressamente a' assistência terapêutica integral.11. não se pode admitir que. que o Réu insiste em não fornecer com a esperada regularidade. Min. há a indicação. CUTpre lembrar que não basta a prestação de qualquer atendimento médico. 3).DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS __ o -----O-dir:eito-fondalllelltal-irsaácte-foi-ainda regulado pela Lei 8.asp sob o número 1490256 '. A saúde é um direito fundamental do ser humano. (. Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS: I -It execução de ações: (. motivado por ausência de previsão expressa dos medicamentos em instrumento normativo municipal qualquer. inclusive farmacêutica.2000. exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. o direito público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria Constituição da República" (RExt 271 ." Tais dispositivos obrigam o Estado a disponibilizar para a população a execução de " todas as ações indispensáveis ao tratamento médioo de enfermos.080/90.jus.286/RS. . • 11 : DA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM CARÁTER DE URGÊNCIA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. aos que dela necessitarem. que é o direito à vida.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no ari. comprovada a necessidade dos medicamentos. 7°. 6°. 210. a qual estabelece que cabe ao Estado promqver os meios para a realização do direito à saúde. obedecendo ainda aos seguintes princípios: I -·universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os niveis de assistência. que possa cumprir o fim a que se destina. p. devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. No presente caso. pela equipe de médicos especializados responsável pelo tratamento do (a) autor (a). de qual é o tratamento necessário: os documentos ora juntados são claros em demonstrar a necessidade dos remédios mencionados.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. haja risco de vulneração ao maior direito fundamental. As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). • . inclusive assistência terapêutica integral. Destacamos: •• . fOInecendo todas as oondições necessárias para o seu pleno exercicio.) d) de assistência terapêutica integral.

e continuar a fazê-lo regularmente no décimo dia de cada mês subseqüente por prazo indeterminado. do CPC). Tendo em vista a resistência do Estado de Minas Gerais em cumprir o seu dever. c} a citação do Réu para. na forma do artigo 461 do CPC.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS É inconteste o direito do (a) Autor (a) à efetivação do direito à vida e à saúde.asp sob o número 1490256 • . levando-a à morte. em prazo máximo de 02 (dois) dias.200-2/2001 de 24/08/2001. do CPC. • !li • DOS PEDIDOS Ante o exposto.. pelo tempo que o (a) Autor (a) necessitar. razão pela qual se fazem presentes os requisitos legais do art. • . requer: a}.00 (cinco mil reais). sob penaae multa diária (astreinte) fixada no importe mínimo de R$5.stf. necessário (s) para o tratamento de sua moléstia e possíveis efeitos colaterais. caso continue a descumprir o seu dever de fornecer os medicamentos mencionados. em caráter de urgência.00 (um mil reais) diário. 273. e ante o permissivo do art. • • • Por se tratar de tratamento indispensável à garantia do próprio direito à vida do (a) Autor (a). para determinar que o Réu. sem prejuízo de outros medicamentos quê eventualmente lhes sejam prescritos pelo médico em razão da patologia de que é portador.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. os danos à sua saúde poderãO se tornar irreversíveis. I. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . através de sua Secretaria de Saúde. 273.ICP-Brasil. decorrente da possibilidade iminente do agravamento do quadro clínico do (a) Autor (a). b} a notificação do representante judicial do Réu nesta cidade (GRS) para dar cumprimento imediato à decisão que conceder a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional. sem prejuízo da configuração do crime de desobediência. contestar a presente ação. é de rigor a antecipação dos efeitos da tutela. do CPC. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sob pena de tornar inócua a prestação jurisdicional perseguida. a qual se requer não seja inferior a R$1. caso não seja fornecido á (ao) Autor(a} os insumos e medicamentos.000.000. . §3°.a antecipação dos efeitos da tutela. torna-se irrefutável a existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (art. requerendo o seu deferimento. inaudita altera pars. fomeçam ao (à) Autor (a) o (s) insumo (s) e medicamento (s) prescrito (s) no (s) receituário (s) médico (s) incluso (s) e elencados na inicial. para a concessão da ant~~ipação dos efeitos da tutela em caráter de urgência. é importante seja fixada astreinte em valor satisfatório. e os laudos médicos anexados à presente constituem prova inequívoca da necessidade do tratamento na forma descrita. querendo. 273. devidos a partir da intimação da concessão liminilI. mediante prescrição médica mensal. Com efeito. Presentes a verossimilhança e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação.

~ h) em caso de descumprimento da decisão. g) a condenação do Réu em honorários advocatícios na base de 20% sobre o valor da causa e em custas e demais despesas processuais. aqueles. em prol da Defensoria Pública de Minas Gerais. em definitivo. multa diária para a hipótese de descumprimento da ordem judicial em valor a ser estabelecido por Vossa Excelência.00 (cinco mil reais).asp sob o número 1490256 . eis a comprovação de plano dos fatos alegados através de laudos médicos emitidos pelos próprios Réus. Requer. D~ n~o final. eventualmente.000.. \ • PAU O Defensor Público MADEP 0271 ~NOVELlNO ~: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. por tempo indeterminado e pelo tempo que durar o tratamento. Juiz de Fora. • .stf.000. sobretudo a intimação pessoal nos autos e a contagem em dobro de todos os atos processuais'. previstas na Lei Complementar Federal 80/94 e no art. Pede deferimento . ainda. ... • • • seja JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. mediante prescrição médica mensal. revertidos. 25 de nove ro de 2009. determine o bloqueio judicial de verbas públicas para garantia da efetivação da decisão judicial. a fim de optar-se pelo menor preço . e) a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita por se tratar de pessoa pobre na acepção jurídica do termo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001. à causa o valor de R$5. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .00 (cinco mil reais). 74. não inferior a R$5. sejam respeitadas as prerrogativas funcionais dos membros da Defensoria Pública. sejam prescritos pelo médico em razão da patologia que o (a) Autor é portador.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS •• 0 _ _• _ "_.jus. bem como outros medicamentos que.ICP-Brasil. fixando. da Lei Complementar Estadual 65/03 . expedindo-se mandado de avaliação para tomada de preço em três estabelecimentos farmacêuticos no comércio local. I. para condenar o Réu ao fornecimento do (s) medicamento (5) e insumo (5) discriminado (s) anteriormente e constante (s) do (s) receituário (s) médico (s) incluso (s). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. até o décimo dia de cada mês. __ o d)ro julgamento antecipado da lide.

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.:. AL(~A~Y)I[ ~ O lLu:\~ . . ..8 N25.CID: N18. necessita fazer uso do .stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .~=_____ :. d) O hiperparatireoidismo severo leva a deformidades 'ósseas. . Não há medicamentos substitutos. .... JUI~ DE FORA 'ato / 1'0 /o~· -.-I~.200-2/2001 de 24/08/2001. da doença óssea.ICP-Brasil. dores intensas e maior risco cardiovascular. O paciente já faz uso -de quelante de fósforo e VIT AMlNA D porém evoluiu com PIORA ' doença e risco de necessidade de cirurgia. Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em' partes moles.relial crônica.Pelá exposto..-_ _ _ _~ RELATÓRIO • I o paciente é portador de doença .jus. c)Até o momento não há genérico. MIMPARA® (CINACALCET).~ de . .Juiz de Fora paciente:--=.n_L--=O_' _'\A:~""'~\:. hiperfosfat~mia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.. 'Of .::. com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora.-=:. ' • . . b) Não respondeu a tratamentos anteriores.:.:lA~'-'t:.8 À disposição para maiores esclarecinwntos. fraturas. Esiá cin HEMODIÁLISE' ' h á l l anos'" e. -. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEV'ERO secundária à doença renal. Respostas ás questões: _a).~~~~'-=O::. Muitas vezes pode precisar de cirurgia de' radical para resolver o problema..

ÂJ:f·\ Uni~':Í"$idade Federal de Juiz de Fora . ..· • C t r U ..... ' '...=_·'.. \ :.:.200-2/2001 de 24/08/2001...:..~~~'\. .~_0='-' c0. RECEITA MÉDICA ' .' .c' = ' .Gt:.asp sob o número 1490256 .jus. ' • ~ ~p!al tJni.'MIMPARA'. • . . O / documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . . :: .' .1 ..-v~.. ".'---..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.'-. .ICP-Brasil._ _ _ __ f \ " . ...~_ '_~=: . t~ :~~~..: : - . 1-... ' . ... ... .=.l:.._UU-~ _ o(lJ."r.:. TOMAR 1 COMP'AO DIA • • \ • '... . . USOEV 30 MG... :...• paciente:----...·. " .ilário Uflf .. n° 2.. (·CINACALCET) . .stf.. .. :~=-=o= .~:-'-"'-. . Documento assinado digitalmente conforme MP.\ .:=-·-=-·-.

6 _. 239.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/consaude I E-mail: ouvidoriadesaudejf@ig..br Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. . votos de estima e apreço_ • Declaração Atenciosamente.com.MG. Declaramos a pedido de Aldrene de Oliveira de 31 anos.mq. Município (lista básica). 113 de Novembro de 2009.pjt. OUVIDORIA MUNICIPAL DE SAÚDE LEI MUNICIPAL N" 8860 DE 21/05/96 .asp sob o número 1490256 .gov.Centro .Juiz de Fora . Estado (Programa de excepcionais) e União (RENAME Relação Nacional de Medicamentos) para sua dispensação.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.CEP 36013-300 Ouvidoria MuniCipal de Saúde Tel:3690-8135 ou 7453 Home-page: www. podendo tal informação ser constatada através de verificação nas citadas listagens_ . colocando-nos à disposição para o que se fizer necessário. 81 andar/804 . • •• Ouvidora lVlunicipal de Saúde sarrda~hear Rua Batista de Oliveira. que o Medicamento: lVlimpara® (Cinacalcet) não faz parte de nenhum Programa Específico em nenhuma das esferas governamentais. reiterando .MfNAS GERAIS JUIZ de Fora Juiz de Fora. JUIZ DE FORA . Agradecemos.jus."5' .

br/consaudeIE_no OUVlloriad. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .rnn9OV. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. A SSSDA não possui mecanismos para co. 0\ .vmORlA MUNICIPAL DE SAÚD1Ç I. /!i... <I. .ort. Juiz de Fora._~:_"_: IIfl/ .stf.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil. 239.C. For.saudejf@ig..MINAS GERAIS • O(s) illcdlcamento(s) .nlTo • otn...=n.jus. 1 de / P de 2009. ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Batista de O'"" . M(3.~o WWw.CEP 36013-300 OLMdÓria Municipal de Saüde Ter:369Ó4J135 ou'7453 Hom. . _ _ _ _ _ _ --~-~----·----~-~~-~-~---~-_~nãOfuZ0m) a parte de nenhum progr1llI1 eSpecifico da Assistência Farmacêutica..200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.rllJ04 '.b. ••• : R./111 @(I/~IlC/1j o/r)_ _.Il MiWlClf'AL . Il' '''d.inpras indiViduais.N·1l860 VE 21/Q5/96 JUIZ DE FORA .

'-.~I:. ....stf.J.-.:l ih. 1 !j''L't i JO no "I< .-c> "".l ro-lO./''2<[/. I !i.. i I ...I cnm bl I I i . 'mo nn r E-niail: ".O_ _ _ _ _ _ __ b b.-. D .l.c· .. I Em j I : i 1 .. . I.' " 1 lIf • -"' 1 :1 : . ~'andarJ804.""'O. . j . i I II I..-.ICP-Brasil. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .-eço: Bairro: Protocolo: I"" 11 -:J) ') ) -. li. !I...'~/) f:-":lioLu5:.d... Rua Batista de Olh Bir\. o_!_'."<.-: : -. documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www._=*"". .'\ . :1..) Relilto: 1 Assunto:_~~}. Mu~icipal de Sa'ide.<v.jus.'1 Cep: _ _ _ __ -t.200-2/2001 de 24/08/2001.. ../ y. ..--~=-+i~------~ I' i : I ..'t Cidade:-::)_ . 'j i 4I----~+/~~~~~-+~:-~4:---~/~~--./ l=:. ".. .. iJ ç-..-" v ..\0' V Ô J'D>m R. .tIL' r'.!.""". A o .. tft-chRo o . O .. ' " (. .":~... .!L.1 i . ~ 'dl.. .. _~_.1 l..' 239.. I li i I / / (\j '--"' : \ • .(' r.OU\!IDORlrA MUNICIPAL DE SAÚDE LEI MUNICLPAL N° 8860 DE 21/05/96 JUIZ DE FORA ."í . . . 1 .:1". '"". i . .h. " I. i .L·v:).cl:v.·.' .._____________ - p. i Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..MG..) ) _ -..& A'ifi. 0' Home-page·. .asp sob o número 1490256 I I -' i .. J.'~_ _~_ _ _ _ _ _ _ _ __ :..[ouY\(' CL .- a . 1..rJ:..\2.l. .:. \.. iI I .I iA! .=r'..t w".[_I_'-I"i.i~v<hr : I • {OI idade:~ ____ A-.. .~ Z ?f 12êl-~-~3".MINAS GERAiS ". di i(i.'tatos: =r .VYl . u:J..-"...C ~P 36013-300 ou 7453 1. \. is Fora .J2.Horário: ..I.....(H .. .::1. . Ip • ) j ( ' i ' i .. ~ l Formulário de \'\teudimeuto Dados do Cidadão: Nome completo: Ende......-. ~uu_ ~Juiz~d.l'r~ . .-I:' ..'. ""'" ..'\......J:>A I'.'1_1 ' . ..

. . I> . U n ive rs idade Fedéra I c.-.' ". o.-:' .o. .' . ". . ) . '. .asp sob o número 1490256 .'.' .i . ". { . " . . T . .I . . .1 ." o'.'."Y . " . •••• t . . .. ' .."f. ' ••••• .: .' . . .-... ..' .. . . . '." "':'. ·'HU~·· ~H'. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .I:!I I 1-"-' .':.: '-.. 'i. ."r: .. :'. . \... ".1_.spil~lulliversilário.. "'". Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. f . "\ i . . 1'( . " :.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...' .' ." '. "" : I' '.". For" .ICP-Brasil.. .' '. \ : .!.. o.leJuiz <. 1..'._0 .jus. " . :\ .:'.. . .. .Ie ' •. " .f1 .2.1 ... "'. . ~. '+411. . ".i '. .- .> .:':' . . I· . RECEITÂMÉDlcÁ :..stf. .200-2/2001 de 24/08/2001. .UfiF<' . . "'. '.\ . i .: ·USOEV.. :1 .. ~ ! . !"J. : " ")' .: O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. . ."i "'. . " ... .i . . . •.. r" ..

" . ... ..\.. . O '~I Ô ':. . .. UniverSidadéF'"".stf.I .. '. . .. .."\' '.' .' " . ... . .'.. :: . ...'. . .'e ·r. . . • . .. 'I' ..' l' . '--.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .i .\ '~..'.i" '. . : . . . : ..." .' ..:.I '. :' :.~ .. RECEITA:MÉDICA '1. :..!.' '. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.." .." ~~:~ .' .~ '.. . ~ '..'" ... .f: \' . : ...' '. ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001...' i . ..' . ..' . .' '" ... . \. ':::.. " :'.. r -/-. .. .'. l .: ( .jus.\ .. " \. . Paciente: ./ . .': ~ :: .'.':.: ' .. ' '.' ." .! \. i ... " . 1 I . " " .. ' .' riO: \ .' .' " I ..: "~I " '.. 1. . .\ 1. .~ '.' .: '.' .': '. IL. .'..:' .. . . '. 'ÚSO'EV. O " documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.:.'..... . ::f .... I" .. ..' .~ . t: <'. 'JLJlt DE ~ciRA.. .ICP-Brasil.\ .' .: • " "1.r' . '. . .'. . .' .asp sob o número 1490256 . .'..... .'.' . . . " . . ." ~-:+- .. "J-' I ..''? 9 ".f . !..:i· t.:.. .' ~ . .~ ' .. ' :tt .

..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Não há ri1ediéàmentos substitütos. .8 N25. "":-. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.:. d) O hiperparatireoidismo .. '. . . radical para resolver o' problema.hã.ICP-Brasil. Está' ein HEMODIÁLISE. b) Não respondeu a tratamentos anterjores.·. ..V'I. .0 .i1 de piora da' ".stf. .. com alto' risco. f\lr . dores intensas e maIor riSCO cardiovasclIlac Muitas vezes pode precisar de cirurgia de..200-2/2001 de 24/08/2001.'-' JI~.asp sob o número 1490256 . .. ret\al crônica .nA. " . . c)Até o momento não há geriérico: . MIMPARA® (CINACALCET). '.. • Respostas ás questões:' ea a) O paciente já faz uso de quelante deJásforo eVITAMINÁ ti porém evoltiiL!coni PIORA e risco de necessidade de Cirurgia.éardiovascular (risco' de mOlie)alé.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus...•• ~ RELATÓRIO r . . .'.doença renal.8 À disposição para maiores esClarecimentos. . O paciente 11 V'\jv.r.. .' doençaóssea. rtecessitafazcf. . I . doenç~ ••• CID:NI8. Caso.severo levlt a defbnnidadesosseas. não use tal. anos '·eevoluiu· cpm.PeJo exposto. ..medicamento poderá apresentar calcificações vasculares' e em partes moles. .' . HIPERPARATIREOlDIS!YiOSEV'ERO secundária à. ~ .~Uc:-'\ 'V.x: é portadordc doença.llso d'o . .o. ' '.~ . <li·' '.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' fratüras. hjperfosüit~mia e hipercalcZ'mla não resolvida com o uso de quelantes de fás'foro e vitamiria .

DENClADDS PF... O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.-õf~..-'.-".O MINISTF..TO • lSTO 1.(']J)OS PEl.\fi[l .NTE E COM A PREOCUPArÃO DF.A~.rJ.j. Cunha --r~~l..:)TABEI.iNICOS E DlRl:TRIZEJoi TERAI'~:Jn1C:As." . MEDlCAMENTOS DF.OGIA (CA('ON).N!!AF~.-~-··-·-·.DOI'i'I"nB\'TE . -=-~ 1)(.' ~_."tY6'": '__ ..> O ~E SAYDER~c~IN.RIT~RIOS QUE PIWClIRAM GARAN"J1R [) MELlIOR E M.. n _ MASP 08831&'5 CRF 17313 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. . (t~{'.. iIZc.DJ\ MUN!CiJ']O.jus..ICP-Brasil.. .~o.-"l-.UR): Fl. EM 1"" Mr'D"'ANIENTO(Si sor.GERAIS.~... .ltlk1HO Il(lIAII'RtlFl$SION.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.F.". NA QIIANTIDAÍJE CERTA..-\SSIN.._ _ _-.l(TIADO(S).EXIDADF. .-\ rull~ 1\ (' .:'l'lA SECRETARI~ DE ESTAI." . ATENDER NÃO APENAS UM CIDADÃO. .53598..: o I'ERTENCE(MI AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS oSTRATÉGICOS E A SUA DISPl'NSA(AO É DERESI'ONSABlUDADE 00 MUNlCiI'IO.stf.:. ES-n.5TA UN1DADF.l. f~. DO INS'nnrro NACIONAL DO rÂNC'ER (INCA) (DJSPONiVEL EM! WWW. PORTARIA MS GM 3. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..OS C!. __..:TO.-' .~~t:::.R10 DA JoiAÜDF_ SOB A --('OORDENA("ÃO Tt~TNIC'1I.~771J/l l)I.:XI'ENC!':(M) AO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS BÂS1(. DE FORMA 11 lJJ1L1ZAR E'.SSllADOS.l. ~ NÃO ESTÁ (ÃOI CONTF.M AO PROGRAMA DF.NrF. M'FOnrW1ENTE ""t~~r~=2~!-~~:7~~~E~~~~~~Ni~.. MAS TODOS AQlIFJ.DISPENSAC'ÃO Ê RESPONSAl3JUDADE DE CII. DE fORMA Er:IClF.I..~·:_:~.U.hnl4 ~ ---' MEDICAMENTOS QUE SÃO DISPENSADOS NF.::xn~l'nONA1S.TLI) t"R1TÊRJOS FORAM o MEDICI\I\U::NTO C'ORRl.~ "."il'ONivEl... OS MEI)]CAMENTOS E lNSlJM{)~ DL: Alfl"OMON!TORlL:A('Ao PARA DJA13G-nC"Os E DO PROGRAMII...~"""=....-. TODOS OS MEDICAMENTOS NECESSÁRIOS SÃO GARANTIDOS PELOS CENTROS DE ALTA COMPl. CRF.. POR MEIO DOS PROTOCOl.. o DEnINA(MI-SE A TRATAMUfro DE NEOPLASIA. --.). DO SUS PERTF.LI-<OI1R S.~E~\~f!~~~~~~~~J~~~1~~g~~~~~I~~~~~~~~~~~:.~~~~o~ ""~:. '.()~ [ A SUA .: E SeGUE ALGUNS (.u:».F's QUE FSrÃO NECF.MPLADO (51 NO PROGRAMA DE MEDICAMENTOS Dl' ÀLTOCUSm DO MINISrF.: PROGRAMA FOI CRIADO PE~O MINISTÉRIO DA SAllDI.". . "~_" __ I> jU/L Pé-..i.M ONCOI. .~"'.UTO~. F. • D. ~_H •• .l..\ Renata O.~~2~~~T~D~ D!S!ENSAÇA~::. SAÚDE Dh MULllcR s'Ao DISPENSADOS MEDIAN'n. ~ .~J~~_ _=::-:-'--. LISTAS DE MEDICAMENTOS PADRONIZADOS HEM C'OMO PELAS ~ PORTARIAS MS (iM 1.1\15 SECillRO TRATAM1:NTQ AO C1DÃDÃO...~LlO r• . A II)ENTIFlCAÇAn DO PACIENTE E APRESENTAÇÃO DA RECEIH MÉDICA EM UMA FARMArlA PÜIlUCA 011 UM POSTO DE SA(JF>F.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.O MJNISITRIO DA SAÚOF. '~~:P.-:. Al.l ~ ."" OL/t/él)zà .RIO DA SAÚDF.-\!..INCAJiOV..

ficando ciente de que.. Juiz de Fora. e multa. do Código de Processo Civil. na 1:)1 - • -4~~~rHI~-' CEP _ _ _ _ _ _" telefone . que não possuo recursos financeiros para arcar com as custas do processo e honorários de advogados. J. de um a cinco anos. DECLARO. se o documento é particular" .de 20~..060/50. Ü Assinatura do (a) Assistido Modelo PUd. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita..* DEFENSORIA PÚBLICA DO ESrADO DE MINAS GERAIS DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA: '" r-PoI1ãê~r brasileilQ. 267.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 299 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o processo será extinto sem resolução de mérito quando o autor deixar de promover os atos e diligências que lhe competir. ainda. em documento público ou particular. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena .ltOda ~ 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. estar ciente de que a falsidade da presente declaração pode implicar na sanção civil do pagamento do décuplo do valor devido.. estar ciente de que. celular . e reclusão de um a três anos. do RG nO domiciliad V. Outrossim.ICP-Brasil. ocorrendo mudança de endereço. prevista no artigo 299 do Código Penal. a fim de fazer prova em Juízo. _.stf. bem como na sanção penal..asp sob o número 1490256 . conforme transcrito abaixo: "Art. ainda.l de n~~ . esta tem que ser imediatamente comunicada ao juizo. de acordo com parágrafo único do artigo 2° da Lei nO 1.Omitir. e multa.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.-_--=___ " tel trabalho . comprometendo-se a comparecer quinzenalmente ao fórum e/ou à Defensoria para acompanhar ou dar andamento ao processo... e. • •• Declara. com o fim de prejudicar direito. nos l~rmos do inciso III do art. DECLARO. tel parente -. sem prejuízo de meu próprio sustento e de minha família. declaração que dele devia constar. se o documento é público.reclusão.

Évi~~~. Em caso de dúvidas .a.~ ~j.''1<~~:' " ..... ' . OSASCO -.<~ Central de Atendimento ao ClÍente: 4003-4033 ....: . 060il03 .~.) (+) Compras/Débitos R$ (=) Total da Fatum R$ S.' 1:2~7 -2 I " . r-." ~I lmI Bradesco 'j..i .ro: :5/11/200:) \ . ?~.' PAGÁVEL PREFERENCIAtMENTE EM QUALQUER AG~NCIA BRACESCO '. -: CEP 06029-900 __ V_!_L_A Y_A_" A______________ ___ __ NÚMERO DO CARTÃO:. Autc~ticaçãoMecâniê3 :('C'"radesco.. SP . <~ . . '. . " 'R$ RS· 407...11..".contatar a Central de Atendimento ao Cl. -'.32):] Q:m . " Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.'.~•.UIZ DE FORA MG H Créditos/Pagamentos R$ O.~' .ICP-Brasil.:.!fNTO· MiNIIM): R$ 6.m.I hl'OSlO SOBRE . ..{~. ' ' 23794. ' . ..1 j 1.. .< fatura . ApóS o vencimento' pagar somente nas agências do Bradesco. parcelado':·Casa~·f1"j. ~ .' o ~ " - .O::.:....=n (I.~:_~~:~~_T_~ ______ ~ :.m. ·'::.0...'l3~le para localidades não atendidas. " :TOrAL " DA'FATURA: R$ 6._______. NOSSO NÚM2fiO: .75Xla.~ .. '.NTE: ALC1R. 1 igue: 08:0 88J 40:33 .VALOR PAGO: R$ _ _ _ __ .ente atr-avés do' telefone: 4Ct::..JIHI DE FORA NORTE MG AlCIRENE DE OLIVEIRA R BRANCA MASCARANHAE5 00033 AP303 NU CASTElO 36052-290 J..8 44370000000000 VenClmenlo '.1111.02510 95750._ ._________________.alura R$ ~ . PAGAJ.. Para pagar.I.• o./._ ~ ________________ ~ _____... f' f' . ~. r a. ~:' .7 1 1/2009 19/57506919648-2 (=) Võllor do Documento Os enCargos decorre~tes dO pagamento em atraso 'constarão na próxima fatura. CARTOES.11.jus.1' .' .__________ ~__________________ ~ ______.m.. :tJ~ do I'artlclptuite I ._ .' .:.- .00 . .' saque Parcelado .: . 15..1... :.<1 11I11 n " 1111111111111111 ' O 091109 ~J.1.80'3 y'ocrME.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.' S/N PREDIQ CINZA 1 ANDAQ i"'.11". Saldo do Mês Saldo Total . LANÇADA E.'fleiraJNosso Numero 0."_. \' .75X a. (-) Outras Deduções (-~) Moro/Multa .. ' Demonstrativo Mensal " ' Brades(Q Cartões \':\ ALCIRENE DE OLIVEIRA ~ Saldo Anterior R$ 1.07 ~ r~ : :~. J.çJa. " " .: " ra' .81.asp sob o número 1490256 II Ficha ele Comp'~ns«ção .~.'1" .11._ ~ _ ~:_______ ~. ~..691966 48000.1.00 Data Descrição TOTAL GERAL DOS LANCAMEtlTOS R$ 1 RS. M ':. 't"i' ~\ -. Parcelado: Rede Visa ). . ) \ CLIE. ..\ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . _______ ~ _ _.I~ o . BRAOE5CO :'1. 15.xXXX. c' LOC<lI de Pagamento ~.. ·'1 '~. _~ ~ _ _ ~ ~ ______. preencha o valor 'desejado no campo Mval0r Pago'". '". I. 15/11/2009 AgêncialCód Cedente . ...M I ~~:E~F'~.2. -' CIDADE DE DEUS. .EHE DE OLIVEIRA 19/67ijfj6919646-2 . Saldo Anterlór .!=: ~~.'1:.LEGISLAÇAO DE LOJA: .das. .11.90:( a.stf.1. Data Proce5Smr~nlo 4025-8/0000600-9 C.Para localidades não atend. . f .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www."07 .1. . .200-2/2001 de 24/08/2001.F. 17. 6..00· . (=) Valor Cobrado Sa~do I· ALCIRENE DE OLlVE1RA .QQX. .' 5. 422.' ." " 1~.·4Ci.. ' 814. ligue 0800' 880 4033 '{:.1 'o coa ..XXXX. Cedente EspeciQ Doe..

!.Cl ...IIHestóp.z o > w z $ í' ~ :.-~-..ICP-Brasil.. :.:"~..::::. DF ül.:<cO W o ~·E ii uQ) :J0(/)J :Jz<t" -"11 cc U o ct«~!:::! o I n for~milCde"3. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. 165· 3 CI.:.38C O OOC 352.1 ~.. 00 ITJT AL SALDOS 8LoQUEADOS :.ooe 356.52C .«\!) ~- I"~ E o ~ ~~ " G (j ti .IIJ.>3.::. c . MANOEL HUNUli/O UMA: 2G/10/2009 IERMINAI. a: LL :E .''':'-. o o Z Ifl w ii: :.52C .~ C'A·x~ "lf!ll' AlUlol MF~ITO .AI.'cS::JO~ oct-r'Zrn Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. <[~ QW (jj ~ o o ..J 23 UE OUTUBRO.~..g a.:::. o g ."-. [1(1.:-=~.s .. o ~ ~ i ~ N AlinlCI A 2519 .. ::. bt~ iii .i a da CA!XA: 0800-725 74T4 WI.~~'."...IEN1E: AlCIIIENI.::-"':. o. r'ec I amacoes.lOV. :.. AUlOfl CfiEOI lOS A CONFI RMAR IJEU I 10:. SII!. Cf) (l. « Õ t.41.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..~ ::-:.:: :~:=" :.=<._=._::.:=:::==::.: 153[..Ali.~. OI A 00 SEllVI DOR PIJBL/ CO.stf. o ~ -E u "O . L/M! TES 4.:::::::'':::::::::: 'o: c:t iil~ «a: ~ ci...000 :..1319 ~ HOf!A: 11:27:31 CllNfI?rJLE: 153bl :11 QUf)!J3 ..200-2/2001 de 24/08/2001../V[JllA . « Ci a: w w ii: ..o.:.e . ~:::. ~ o • c .~.ES cnIHREI'ICI A RE:JJMO 'r N "I 'ij iJí t ~ .. cal xa.s e e I agi os SAC CAIXA: 0800'-7260101 Ouvldor.". 14C 0..1 c i ~ ~ «r) >M .Qoe 356.AL [10 OI ~J'ONT VEI.::::::::~'=. 001. G) ~i Ci ~ ~ ~ u ' w .IIIH.. ORGULHO EMI RABALlIAR PARA O BRASIL.. .':""':.a ~E ~o ~o ~ . A CONE IliMAR IOlAl.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 I ~IIIII ~I ~ I1III1III1 • ../JO PAR. 1La::!~ o~w~ iz.« t.HALFtLo eorHA 0. .nu CONIA&IL AI'L/CACAIl UI?ESG. '.: ti ffi ~ u ' @g z o .

li..' ... '. .. ~"-~'. c~ .. .-r ~- ..":.~· ~'i .. o"i... 'f !~.:.6 UCA '. I."..2-t--1 I..------'-.1 . SÚS' SIsTEMA.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico .er-::TIFICAQAO 425'71 PíI~ íl~.-- ." " ..'['0. $V j<jQ~i~~~ '-\ '-\ j. ' ..' .APL!.DE MIN'AS'GERAIS" SECRETA.RIAOESEGUAANÇ.stf.0'~'Ô. . 000'0 I .-..-.....~..) 1_10. ' "' < r .. Munidpio de "'id... -.. "'~~. ....'. I' I '"c •....­ 1 .jus.--"... /\~ I ~ICO .- I' " ~~~ =~.C ..~"" Data "9 ~ ."'ia.' !=. .~.9. ..' VV r..asp sob o número 1490256 ~.SJADo.i?~. -.'... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' ~ .:'.. .y f' http://www..---" " .~~'dL .<j.\.· .::~. .. " '1 =Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...'lo ' ._.:' '.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.t. ' .'.o. ... NO""... í ...ICP-Brasil. f. .IN~mtrr-') DE l.-. ...'~v\ 16 ~rnento: se. ..200-2/2001 de 24/08/2001." -----.L4.'". ../ li .

!-oi ''C }...) .ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .• • • " '~ I ':..~ '...": -- " ..D r"- !J:. .. .... (1 I! .:. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. "õ Documento assinado"digitalmente conforme MP n° 2. j .200-2/2001 de 24/08/2001. t\:' ".•! '0 '-.. " '" ·i I ...jus. • ..:0 ! • ." .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .j" .'.ij {l": !'.stf.

. Processo n° 14.J!. efetivando no banco de dados a vinculação da matéria ou temas discutidos no procedimento judicial. registrados e digitalizados no Siscom/TJMG.1Ct?./~. _ _ _ _ __ ~. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . conforme chancela no verso da 10 página da petição inicial no que ser refere à classe..=t /...Fazenda Pública e Autarquias Estaduais •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.*Secretaria V.t:t/ ~1 / 0'1 .7.. Sb~OH·3 Em. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .Fazenda Pública e Autarquias Estaduais CONCLUSÃO Em .. conforme portaria n° 775/ CGJ/2009 ...jus. e Certifico que nesta data recebi os presentes autos da Distribuição Judicial da Comarca. faço estes autos conclusos à MM..09.stf.:<......ICP-Brasil.~..-0 /'" O CERTIDÃO e..-. Oficial Apoio Judicial_ _-:-.. Oficial Apoio Judicial..1 .MG. Secretaria V. Juíza de Direito em substituição legal na Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais de Juiz de Fora ..444"-="I· ._-.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.-.

ALCIRENE DE OLIVEIRA qualificada. De início. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. aJUlZOU Ação Cominatória com pedido de Tutela Antecipada em face do ESTADO DE MINAS GERAIS. ao argumento de que ~ão está contemplado no Programa de Medicamentos de Alto Custo do Ministério da Saúde. existindo prova inequívoca. É o breve relato. o Programa de Medicamentos Excepcionais do Estado e a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).09. às expensas do SUS. -• O Código de Processo Civil autoriza a antecipação dos efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. norteia suas decisões atinentes a pedidos de medicamentos/insumos tomando como parãmetro a lista de medicamentos que compõem a Farmácia de Minas.07 (19. hiperfosfatemia e hipercalcemia nào resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. Instruiu a inicial com documentos de fls. dentre eles. se encontrar em hemodiálise há 14 anos e evoluído com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundário á doença renal. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.PROCESSO W Natureza Ato 145. (fls. 273 do CPC). 07/08)Dec1aração médica e respectivo receituário atestando a doença da autora bem como a necessidade do uso do medicamento indicado e (fls. visando compeli-lo a disponibilizar o medicamento MIMPARA 30mg(CINACALCET). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . desde que.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. se convença o julgador da verossimilhança da alegação e haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação (art.15) ~egativa de dispensação do medicamento pelo Estado. visto ser portadora de Doença Renal Crõnica. Decido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela. importante registrar que este Juízo.jus.567017-3 AÇÃO COMINATÓRIA Decisão Interlocutória • DEFIRO A GRATUIDADE JUDICIÁRIA.stf.

no prazo de 60 (sessenta) dias. Juiz de Fora.07.stf. Ato continuo. hei por bem DEFERIR A TUTELA ANTECIPADA COM RELAÇÃO AO PEDIDO DO MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET). apresentar resposta. ~ • ANA MARIA "tft. às expensas do SUS.rev. cite-se o réu. Afirma o referido profissional que caso a autora não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes moles.200-2/2001 de 24/08/2001. E. no caso concreto dos autos. --M~~------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. verificase tratar de quadro gravíssimo.OGLIA JABOUR Juíza Direito Em substituição na Vara da Fazenda Estadual RECi::BIMENTO DE AUTOS em. Cientifique o MP. Expeça-se mandado. 27 d novembro de 2009. ela é portadora de Doença renal crônica. de forma contínua. Com estas considerações. nos termos prescritos no receituário médico de fls. configurados estão os requisitos que autorizam a concessão da tutela.jus. determinando que o Estado de Minas Gerais disponibilize o medicamento MIMPARA (CINACALCET) à autora. está em tratamento de hemodiálise há 14 anos. . evoluindo com Hiperparatitreoidismo Severo. Int. considerando o teor do documento médico supracitado.ICP-Brasil.08. querendo. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. surgindo daí a necessidade de fazer uso do medicamento MIMPARA (CINACALCET).para. com urgência. com encaminhamento do receituário original. hipefosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D.•~. contrariando posicionamento já firmado. impondo seu deferimento.c/~$. para cumprimento desta decisão.-&I j i O I~este$ autos foram de\lOlvictol. Destarte. pela Declaração Médica acostada às Os.asp sob o número 1490256 2 . com alto risco 'cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea e que não há medicamentos substitutos. secundária à doença renal. através de seu representante legal. pois. segundo o relato do profissional que assiste a autora.• Todavia. Secreb8ria.

asp sob o número 1490256 .2L 9 publicado em OJ.IMGI 31\) I 11 I o.ICP-Brasil.IG • DiÓl'1o Judiciário EletrOnJco' do Tribunol de Justiça do E~tado de Minas Gerais. Ci«l1FlCO que.stf. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.CERnDÃO Df INTIMAÇÃO NO Dk. tal publicado o dISPOst'~~íl~ ~cho/d0dsôo/sGntença constante de f. no D.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.J.11& 1P. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. n. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . poro dênclallntlmoçoo das pt..!i. Juiz de ForG. ~/ \/ore do r~ P9bflcll e AutOl'qUIcs Es1uduals JF. ()fIcIEscr8vant. dlSjIOnlbllizodo em.. Edlçoc.jus.:ies inler9SS0dos.JliLJ1. • lJil. 1 05 OreMrldo • verdade e dou fê. • • • • I.

5.BELO HORIZONTE/MG Juízo VALOR DEPRECADO: DA CAUSA: Comarca R$ de BELO HORIZONTE MG ou a quem for esta apresentada.CNPJ: 21. DESPACHO JUDICIAL NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS.00 . Juiz(a} de Direito o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES que JUIZADOS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. faz saber que por este vara tramita o processo descrito acima 8. DEPRECA a V. 1901 . 3239.200-2/2001 de 24/08/2001. COM ADVERTÉNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) . •• o foro e MM(a} Juiz{a) de Direito desta comarca e vara supra.asp sob o número 1490256 .2600.120 ANDAR. BARÃO DO RIO BRANCO.l° ANDAR . 2189. 30 de novembro de 2009.000.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. determine. POR SEU REPRESENTANTE LEGAL. como os atos processuais devam realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca.Emissão: 30/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Se (a) : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . CENTRO.jus.Fone: FUNCIONARIOS .ICP-Brasil. CEPo 36010010 CARTA PRECATÓRIA Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL .CEPo 30130000 . JUIZ DE FORA. PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET). CONFORME RECEITA MÉDICA CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS (CPC ART 297 C/C 188).JUSTiÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV.PROCEDIMENTO ORDINARIO Distribuição: 26/11/2009 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. DE QUE FOI DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA .572.SFDC-341 COMARCA DE JUIZ DE FORA .292/0009-64 Endereço: AV AFONSO PENA. que. Exa.stf. seu cumpra-se.NOS institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .FOI DEFERIDA A ~TUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50 Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração. em exarando nesta o..

.jus.\L.1 e Oi... • • • JUHTA~ ika. ' .200-2/2001 de 24/08/2001.l."s~hão(§)_.9..11J.\l.~ rol! 0. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . fiF .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www...• . Iam a m.. ~ ~~.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . liIIE1e ( .J_~_ _ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Jb..'L.Q...J.

. 222 . . - . FAZENDA ESTADUAL PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 1 PROCEDIMENTO ORDINÁRIO .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 30 de novembro de 2009. de forma contínua. J J J I /0. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ás expensas do SUS. /J Io\ASP 1205487-2 CRF 10Q70 Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: Mandado: 1 ASSISTtNCIA JUDICIÁRIA BRIAN ANDRADE SOARES SILVA REGIÃO: 999 . 08.. ~ I· Escrivã(o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA por ordem do(a) Juiz(a) de Direito JJ. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ZONA DE PLANTA0 OVorso C ert I'dão:I!{]Anexa o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 AS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 2189 .stf.CENTRO .asp sob o número 1490256 Ú .vrt 7n " . nome e endereço acima . para os termos do despacho transcrito. ..CEP: 36010010 . DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO de que foi deferida a tutela antecipada para determinar que o Estado de Minas Gerais. Juiz(a) de Direito da vara supra manda ora) Oficial (a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que.ICP-Brasil.3239-2600 URGENTE 282 . "111.JUSTIÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV.JUIZ DE FORA/MG .COMARCA DE JUIZ DE FORA .MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS J.'1 •. Sales Cunha Ciente: __~~~~~I~~~~~~____N~A~'~I~O~~~'~'~~ _______________________________ Ao comparecer em JuIzo. nos termos prescritos no receituário médico de fls.Fone: CENTRO .200-2/2001 de 24/08/2001. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense. • •• OrA) MM. JUIZ DE FORA. R.h •• v. esteja munido de doc. em cumprimento a este..120 ANDAR . PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte. BARÃO DO RIO BRANCO.Distribuído em 26/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Pessoa a ser intimada: GERENCIA REGIONAL DE SAÚDE Endereço: AV DOS ANDRADAS. . Rita M. providencie ao autor o medicamento Mimpara (Cinacalcet).j'/I'.o.~' ijjJ-~l)j :J<>1 • . .jus.

OI de tl2r?ét hrJ20 lUstiça Avaliador(a) '".br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. •• Juiz de Fora. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.iJ6YA tJ1Afl/ltl. processo nO 0145 'f)'6Q. dirigi-me às . em cumprimento ao respeitável mandado de nO ti.[0 h e ()v min. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..{J1~ ~ '3 que corre perante7q?.CERTIDÃO • •• • Certifico que. Dou fé.ICP-Brasil.stf.. à rua Av (JtlS /ttlO1lA-&t-f 222 ~ C G/I/~ og --:--_---:-_ _-=----:--_~ para todos os termos e conteúdo do mandado referido que li e lhe dei para ler. do que ficou bem ciente.- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 .jus. Dei-lhe a contrafé que aceitou ~kb no mandado sua nota de ciência. expedido nos aut~.

3239-2600 URGENTE Jirt \ 282 . • •• Ciente: MR . de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense. nome e endereço acima .494 de 10 de setembro de 1997 JUIZ DE FORA. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Mandado: 2 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Certidão:DVerso DAnexa Ti :v Maranduba Schrodrt Ao compareder e I _ D O ESTADO • 1. ~ --I .asp sob o número 1490256 . Juiz (a) de Direito da vara supra manda o(a) Oficial (a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) que.COMARCA DE JUIZ DE FORA . nos termos do art 10.ZONA DE PLANTA0 O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE JUiZO É DE 12:00 ÀS 18.00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. loS . da decisão proferida por este Juízo.CEP: 36010010 .MANDADO DE INTIMAÇÃO DE TERCEIROS FAZENDA ESTADUAL PROCESSO: 0145 09 567017-3 MANDADO: 2 PROCEDIMENTO ORDINÁRIO .12 0 ANDAR . 2189 .182.JUSTIÇA COMUM FÓRUM BENJAMIM COLUCCI AV.Fone: CENTRO . § 4 0 da Lei 8.Distribuído em 26/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉu : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Pessoa a ser intimada: PROCURADORIA REGIONAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Endereço: R OSWALDO ARANHA.ICP-Brasil. DESPACHO JUDICIAL/COMPLEMENTO • •• Intimação da Procuradoria Regional do Estado de Minas Gerais em Juiz de Fora. Escrivã (o) Judicial: MARCELO CARNEIRO FORTUNA por ordem dota) Juiz(a) de Direito '\ \ 1\ J -'Í ~.~ . de 30 de julho de1992 e art 10 da Lei 9.jus. PROCEDA À INTIMAÇÃO da parte. 30 de novembro de 2009.stf.JUIZ DE FORA/MG O(A) MM.437. conforme cópia em anexo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. No)ne ~ffcial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: ~ PAULO CÉSAR BARBOSA REGIÃO: 999 . em cumprimento a este.118·2 • OAB/IIl1!.ili Juizo. 60 . para os termos do despacho transcrito. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.CENTRO . BARÃO DO RIO BRANCO..200-2/2001 de 24/08/2001. .' esteja munido de doc.j fo~ I') I In.

do que ficou no bem ciente. •• Certifico que..200-2/2001 de 24/08/2001. . _ _de ow.CERTIDÃO • -.A n960. x*x*x*x*x~'x*x*x"x"x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x*x' • Juiz de Fora. Dou fé. s expedido nos autos..uro ARANF.Bairro Centro.. 'e Justiça Avaliador(a) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.x*x*x"'x*x*x*x"'x"'x*x* x* x*x*x* x"x"'x*x*x*x*x* x* x*x*x* x* x x*x*x*x*x*x*x"x*x*x"x*x*x para todos os termos e conteúdo do mandado referido que li e lhe dei para ler.. Dei-lhe a contrafé que aceitou exarando mandado sua nota de ciência. em cumprimento ao respeitável mandado de nO do.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. à rua OSW. processo nO 0145 09 5670I7-3 que corre perante Fazenda Estadual x*x*x"x"x*x*x~x:<:Iirigi-me às T4.dia OI/I2/2009 onde procedi à intimação da Procuradoria negional do Estado de Minas Gerais na essoa do rocurador TIAi"! Ml\RANDUBA SCHRODER x*x* x .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .nesta. h e 40 min. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf.jus..T ---"-D e"'z'-Ce""mcuh'"-'ruo_____ de 2009 .ICP-Brasil.

stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..jus. junto a estes autos _ _ _ _ _ _.• • • JUNTADA EDl!UJJ2LJ.asp sob o número 1490256 ..._. > • .Qi. 8IIl frente O(A) ESOrivAo(A)_--'l&JI'""-_ __ J Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.

MM.017-3 .t.567.Ex.MG..ICP-Brasil." o especial obséquio de enviar a esta Advocacia-Geral do Estado.015-460 Núcleo . cópia dos documentos que acompanharam a petição inicial.Belo Horizonte . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .09. MM_ Juiz de Direito da Comarca de Juiz de Fora Fórum Benjamim Colucei Rua Marechal Deodoro.asp sob o número 1490256 . " GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO OFÍCIO nO. para que a Secretaria de Estado da Saúde possa cumprir a decisão que concedeu a antecipação da tutela. • •• REF. via postal. Tendo em vista a ação em referência.Ex.VFP . AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA CP-PRO: 090.: Ordinária n°. 29 de dezembro de 2009.ALO MMP/dlb Av. Belo Horizonte. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ~".stf. • . nO 1901 .jus." consideração . Afonso Pena.781. 662 Juiz de Fora . Sr.MG CEP: 36. 145. Juiz.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Funcionários. CEP: 30\30-004 .Juiz de ForalMG. Na oportunidade. reitero a V.200-2/2001 de 24/08/2001. 7081109/POlNúcleo. solicito a V. protestos de apreço e MARGARIDA Procuradora do tado de Minas Gerais Coordenadora da r curadoria de Obrigações Exmo.

.:' ..~' . "': . 'I . .. . ··:. ..' " "~..asp sob o número 1490256 .~. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. ' : ..200-2/2001 de 24/08/2001. " .: .. .' '... .jus.stf. ~ i. \.. .' ' .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.... .'. ~.' .../1· .ICP-Brasil. :~:. . : Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. . . . '-'...

stf."-: ': ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.:.. ~ • ".• .jus. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. • • \ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..asp sob o número 1490256 .

conforme vossa solicitação através do oficio 7081/09/PO/Núcleo .~ .Seàetâria da Vara da Fazenda Públicã e Autãrquias "EStaduais Comarca de Juiz de Fora . Sra. Marcelo Carneiro f9J1l·tn~.. .l.: d~ Direito A lima.Marcelo cavalcanti Piragibe Magalhães l. E-mail -jfa.Dr.010 JUiz. • ".CEP 36010.189.__ .fazesladual@tjmg.asp sob o número 1490256 r ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. -. •• Prezada Senhora.ICP-Brasil. Jsçrivão:: Bel.200-2/2001 de 24/08/2001.... 1901 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.MG CEP 30130-004 " . MARGARIDA MARIA PEDERSOLl DO Procuradora do Estado de Minas Gerais Coordenadora da Procuradoria de Obrigações Av. centro. encaminho a Vossa Senhora a documentação que acompanham a inicial.MG - Avenida Barão do Rio Branco.. • Marce'lo Atenciosamente Cavalc~ piragibe Gui Ju!.br Telefone (Oxx) 32 3239-2503 . .stf. 08 de janeiro de 2010.. nO 2.017-3 Juiz de Fora. '" \ • Oficio nO 0145 09...~ . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Pelo presente.jus.Funcionários Belo Horizonte . Afonso Pena. 12° andar.567. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. extraido dos autos em epigrafe da Ação de Ordinária em fase de cumprimento de liminar promovida por Alcirene de Oliveira em face da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais.

. Ce:.. ..• • • JUNTADA . ('pr •..I ~$. !.. .200-2/2001 de 24/08/2001.wnda aAutarq(!i~s EstadU6is JF ~"-J.... :. .\J.C. jo L::. -*'.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...stf. ~.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..'.'. H-jr-"'_' . '-~·~t ... du.SI:.. .ICP-Brasil.-<.' P-l~...J.·!ificú q!)~ foi promovi de r..I...JIJ: (. ' . v ...J~: c·. ·i~!:) 'u" "'". .... .V· PIlE... 7". . C [J ~ 'I" ::: PiOC":.••~ .-"uO.. - em !h6t\IiI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.lLiJJ.(MG}_~~C -.. ':'.\:0v .MOViMENTAÇÃO PROCESSUAL Em cuml"rime~ia á Instruç. ". :t~crévente da Vam da Fa..:-.lr.• ·\' . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..suaJ nettas t.. I AG... '!.-_ • .. 2fl rJamento procee.. .jus...asp sob o número 1490256 .""'::Ü"\J. 1 fot'Ala·.r~.CERTiDAo .... CG.·. .. G<L' .·~.iH~: -1 \i" .'1"'( . oJ'"' ~.\~.2...r... )m1te ••.r 1014 _.i!!'" \in..-'r:-!"""-·-':lI'tO ..... . " . .~_T' _ _ _ __ Oi I J~iz oe Fpra... '1 Á .... .m clc Rf.-l'-' ....SO GUepent? !\rL 'lO Lei 6830/80 1-'1 ~1·..lIo 173/88 da CGJ'.~I.. 29{) do TJMG ~\ ?rovimenlc 161/200e ót.(\"."'r::o (toiJ r::>~:j..-:.-.-PJrn::i Ô~~ s~:H~v:nti? rnano.t'~1Jç~.'...

nesta Secretaria. autuei _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ a seguir.Estado de Minas Gerais . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 ·580-1 .-1 lfll. E para constar. Apensos Autor _______________________________________________________________ A R T Réu ________________________________________________________________ D D A D Menor D D Segredo de Justiça ~Assistência Judiciária Réu preso Representante do Ministério Público D Justiça Gratuità lo.ICP-Brasil..)'Justiça de Primeira Instância A P~der Judiciário do nLt p _ dOJUíZO~. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. -----------fv-lvl--iJI'f-J-f"Jt"l. J. -I: V • ~ o s AUTUAÇÃO Em _ _ _ _ de _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ de _ _ _ _ .e. lavrei o presente termo que subscrevo.stf./ .L."'" . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. 1_ rr.jus.

PARA QUE O ESTADO DE MINAS GERAIS PROVIDENCIE AO AUTOR O MEDICAMENTO MIMPARA (CINACALCET).00 o MM(a) Juiz(a) de Direito desta comarca e vara supra.JUSTiÇA COMUM FÓRUM BE'NJAMIM COLUCCI AV.Djreit Ana MaTUl Lamnt09 Juvour Juiza de Direito _L Rcdr .12" ANDAR . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. VALOR DA CAUSA: Comarca de BELO HORIZONTE MG ou a quem for esta R$ 5_000.292/0009-64 Endereço: AV AFONSO PENA.CEP: 30130000 . BARÃO DO RIO BRANCO. determine.asp sob o18:00 HORAS . O O HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NOS JUIZADÓS ESPECIAIS É DE 08:00 ÀS número 1490256 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. como os atos processuais devam realizar-se fora dos limites territoriais desta comarca.CENTRO . Exa. CONFORME RECEITA MÉDICA CONSTANTE DOS AUTOS FICA O ESTADO CITADO PARA RESPONDER EM 60 (SESSENTA) DIAS COM ADVERTÊNCIAS LEGAIS (CPC ART 285) .ICP-Brasil. 411fRATUIDADE JUSTIÇA LEI 1060/50 • •• Aproveito o ensejo para externar-lhe manifestações de estima e consideração .jus.Emissão: 30/11/2009 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Sr. • JUÍZO DEPRECADO: apresentada .Fone: FUNCIONARIOS . DESPACHO JUDICIAL NOTIFIQUE-SE O ESTADO DE MINAS GERAIS.l° ANDAR . 1901 . POR SEU REPRESENTANTE LEGAL. em exarando nesta o seu cumpra-se. _ Juiz de Direito ier parr as 1l.stf. (a) de. que. (a) : FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .CNPJ: 21.FOI DEFERIDA A (CPC ART 297 C/C 188). DEPRECA a V. faz saber que por este foro e vara tramita o processo descrito acima e. 21 89 .BELO HORIZONTE/MG 0024 09 761580-1 • e.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.SFDC-341 COMARCA m: JUIZ DE FORA .572.3In"'IU o}Â \ eu o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETA IAS DE Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. DE QUE FOI DEFERIDA LIMINARMENTE A TUTELA ANTECIPADA .PROCEDIMENTO ORDINÁRIO Distribuição: 26/11/2009 .3239-2600 .CEP: 36010010 CARTA PRECATÓRIA Processo: 0145 09 567017-3 FAZENDA ESTADUAL .

.:>. :O.stf. CERTIDÃO.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.__12009 e o". Certifico dou fé que expedi o(sj'inandado{s) de nO(s) em _ _1_'_12009 e os entregue na Central em _ _1_ _12009 Belo Iioriionte.LH(. I I ' /- r .200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 .j(.ICP-Brasil.U ~:. Luciano Augusto de Melo Escrivão Judicial "" Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. Luciano Augusto de Melo ' Escrivão Judicial • • . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. ~ARTA PRECATóRIA VALOI:( CAW. .lí:jO":I.:>.A:: ()" O() PRECATóRIA CfVEL • e. u *** .u :g RECEBIMENTO Em de 2009 Recebi estes autos do Distribuidor.':/. .00 l-J i' . Cl.' ) T .)'r I l'lr.:~OO'? -('~4('O'7' 6:1.jus. r ' \) )". I JUIZ(A) TITULAR:: I'IAI:(IA CI:<I :. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .COMARCA BELO HORIZONTE Oi:) ('J('1.. Do que para constar.':j :I. _ _1_. \ • • .JI'IHA C()!":'.:: c"é)I ~:)TI:(U'UI ç~O ~::. lavrei este ..

200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. O documento .• • •• • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

3"/OP3 J9 .Mandado: 1 ASSISTÊNCIA . DEFIRO DESDE JÁ O QUE DISPÓE O § 2° DO ART. (CMOJ)l BELO HOR~TE' 22 oo-dte. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.0024 . conforme despacho transcrito abaixo.JUSTiÇA COMUM I URGENTE FÓRUM LAFAYETTE AV.3330-2242 308 .13. .JUDICIARIA ~ . nome e endereço acima indicados.13.--------. .0024 MANDADO: 1 0024 09 761580-1 MANDADO: 1 CARTA PRECATÓRIA . esteja munido de doc.---- PRECATÓRIA CÍVEL PROCESSO: 7615801-58... NOTIFIQUE A PARTE.JUIZ DE FORA/MG 145095670173 AUTOR: ALCIRENE DE OLIVEIRA· RÉU : ESTADO DE MINAS GERAIS • '.Fone: FUNCIONÁRIOS .. CUMPRA-SE NA FORMA DO DEPRECADO. por l~ Direito Ciente: Ao comparecer em Juizo.3° ANDAR .ICP-Brasil.. ~ . DESPACHO JUDICIAL CITE-SE E NOTIFIQUE-SE.MANDADO DE NOTIFICAÇÃO • . Juiz(a) de Direito da vara supra manda ao(a) Oficial(a) de Justiça Avaliador (a) abaixo nominado (a) ..CNPJ: 18.200-2/2001 de 24/08/2001.1234.CEP: 30130000 .embro de 2009.--_.CONTORNO I I C o HORÁRIO DE ATENDIMENTO ÀS PARTES NAS SECRETARIAS DE C111( ·1.BELO HORIZONTE/MG Referência: PRAÇA RIO BRANCO / PRAÇA DA BANDEIRA OrA) MM.. de identificação e trajando vestimenta adequada ao ambiente forense.. • • PESSOA A SER NOTIFICADA: ESTADO DE MINAS GERAIS . 172 DO CPC..BARRO PRETO ..8.2009. Nome do Oficial que deverá se identificar com sua Carteira Funcional: RENATO RY AL DIAS REGIÃO: 999 .. que em cumprimento a este e observadas as formalidades legais. ------------------------------------------------------.[1Vwo aO:DAnc~ Juizo É DE 12:00 ÀS 18:00 HORAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. AUGUSTO DE UMA 1549 .715.Distribuído em 22/12/2009 Processo Origem: 1234567-12.jus.tj) " .JJ.stf. COMARCA DE BELO HORIZONTE .607/0001-13 Representante Legal: NÃO CONSTA Endereço: AV AFONSO PENA.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. SENDO NECESSÁRIO E OBSERVADAS AS FORMALIDADES LEGAIS. 1901 .FAZENDA ESTADUAL ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.8..

asp sob o número 1490256 . onde ali. ~. A Oficiala de Justiça Avaliadora IV. em cumprimento ao mandado retro. A FÁTIMA DE QUEIROZ • ~ • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.• CERTIDÃO Certifico que.stf. apondo sua assinatura no mandado.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O referido é verdade e dou • fé.CITEI E NOTIFIQUEI O ESTADO DE MINAS GERAIS. dirigi-me ao endereço indicado. Belo Horizonte.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. na pessoa do Dr. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Marco Antônio Rebelo Romanelli que aceitou a contrafé que lhe li e ofereci para ler. 28 de dezembro de 2009.ICP-Brasil.

02. 16 de janeiro de 2 09 .CERTIDÃO Certifico e dou FÉ que publiquei a devolução desta Carta Precatória.asp sob o número 1490256 . conforme determinado no despacho fls. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. firmo a presente. • ~ P/ Luciano u • • • . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. Belo Horizonte.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. Por ser verdade. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..stf.

../Emf.i2f...l12.~r.200-2/2001 de 24/08/2001.• •~ • • Em./O 3 /20. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..jus.v. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .·.lvidos à secretaria. ($ Esc..ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Vara da Públlca Esta::lll:~! O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.:.asp sob o número 1490256 RECEBIThiiEtNTO DE AUTOS FazerHi? ai'> . 1:Etúf) Ü)l".e~tz:.Jil ~:~.

O ESTADO DE MINAS GERAIS.' /k:.. à presença de V.asp sob o número 1490256 ..stf.FÁRMACO NÃO COMERCIALIZADO NO PAís -AUSÊNCIA 1)1': AUTORIZAÇÃO DA ANVISA Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de para o caso dos autos (nota técnica anexa)..Avenid"l Afonso Pena. L30-004. n. pelos fundamentos seguintes: _' .09.o 0145..567. Em que pesem as alegações iniciais.. alegando sofrer de insuficiência renal crônica.200-2/2001 de 24/08/2001.. Excelência. nos autos da Ação Ordinária em epígrafe.ICP-Brasil. CEP: 33. proposta por ALCIRENE DE OLIVEIRA. MEDICAMENTO CINACALCET . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . vem. pessoa jurídica de direito público interno.jus. reivindicado. apresentar sua CONTESTAÇÃO... (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA' PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG ~ z é '"• Autos n. Belo Horizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.017-3 Protocolo Integrado • e.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 1901. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. conforme adiante será demonstrado . pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET).'. o medicamento Saúde Advocacia Geral do Estado . . • '" EXMO.o • •• DOS FATOS A parte autora ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação ordinária. fi . (A) SR.. por sua procuradora. DO DIREITO improcede o direito I.' ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO .. com pedido de tutela antecipada.

782/99 que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). . Praça da Lihcrdadr. aeroportos e de fronteiras" (art 6°). dos processos.140-912 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. no que diz respeito às ações atinentes à vigilância sanitária. na esteira da nota técnica aludida. Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no território brasileiro exige prévia autorização da ANVISA. após autorização especial da autarquia mencionada.~ 1(. ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO CINACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES: ". 9. foi editada a Lei Federal n. Se o medicamento requerido. o fármaco pleiteado não obteve autorização da ANVlSA para ser comercializado no país. da Lei Federal n.:. Em face do que dispõe o artigo 6°. lia ''\ ~ . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.".ICP-Brasil. 2° da Constituição da República). que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não há como se imputar ao Estado de Minas Gerais a obrigação de adquiri-lo e fornecê-lo à parte autora. o que lhe é vedado em face do princípio da separação dos poderes (art. 8.ANVISA e. de forma a garantir a segurança dos usuários e afastar a comercialização de produtos inócuos ou mesmo prejudiciais à saúde. também. • •• A ANVISA. inclusive dos ambientes.Deve-se destacar que. possui como finalidade institucional "promover a proteção da saúde da população. § lO. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no país.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. não pode ser livremente comercializado no Brasil. sob pena de ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais. ). dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. autarquia federal.. pelo EMEA( . Se o medicamento sequer foi autorizado para ser comercializado no Brasil.jus..CEP: 30.stf. como aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIA para o tratamento da moléstia que acomete a parte autora? Nesse aspecto. como no caso em tela.Andar Térreo . eventual procedência do pedido violará a autoridade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária . bem como o controle de portos. s/nu. por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária. Assim. sendo que sua disponibilização está condicionada a processo de importação. • e.. ) e em alguns países da Europa. ELlifício da Advocacia-Geral do Estado .080/90.200-2/2001 de 24/08/2001. a função executiva. embora esse fármaco tenha sdo aprovado pela agencia norte-americana de regulação de medicamentos (FOA. o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Alzheimer.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o que demonstra que não é da competência do Estado o seu fornecimento. anemia. cujo fornecimento depende de aprovação específica das Secretarias Estaduais de Saúde.jus. De fato. não podendo ser o ente estatal compelido a fornecer tratamento que se insere.1 da Liberdade.3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. A Portaria GM/MS nO 2. na maioria das vezes. como há de se ver abaixo. incluindo a farmacêutica. o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA para ser comercializado no país impede. a procedência da ação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. por si só. por definição constitucional.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Em suma. valores de repasse aos estados e normas de acesso.Andar Térreo . portadores de asma grave. fornecendo os medicamentos considerados básicos e os essenciais. a procedência da ação. Hepatites B e C. Muito embora o Sistema Único de Saúde seja. além de outras fontes. os quais.140-912 .stf.577. é certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas. no ãmbito dos Estados. que estabelecem seus deveres de atuação. a lista de medicamentos (102 fármacos em 208 apresentações farmacêuticas). s/no . dentre outras. uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da União. apenas. que atingem um número limitado de pacientes.200-2/2001 de 24/08/2001. Algumas das condições de utilização destes medicamentos englobam: Doença de Gaucher. Já aos Municípios compete a efetiva prestação da assistência médica. regulamenta atualmente o Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional da Assistência Farmacêutica . os CID para os quais a prescrição é autorizada. dos Estados e do Distrito Federal. fixadas por lei. Em suma.asp sob o número 1490256 . Noutro giro. dentre outros. definindo.hlifído da Advocacia-Geral do Estado .CEP: 30.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . na esfera de atuação do Município onde reside o paciente. transplantados. vigora o Programa de Medicamentos de Dispensação Excepcional. São medicamentos de custo unitário geralmente elevado. ressalvando-se. responsável por disponibilizar medicamentos para o tratamento de doenças específicas. e dos Municípios. o medicamento pleiteado pelo autor não se encontra no rol veiculado como obrigação do ESTADO. os utilizam por períodos prolongados. em última análise. o fato de o medicamento não possuir autorização da ANVISA para ser comercializado no país impede. à sua população. Doença de Parkinson.CMDE. por si só. pacientes renais crônicos. os medicamentos • •• • •• Praç. de 27 de outubro de 2006.

não podendo utilizar a verba recebida a esse título para a aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para a doença em questão .Andar Térreo .CEP: 30. na dosagem constante de receita médica mensal.. determinou.asp sob o número 1490256 .jus. impedindo a utilização indevida de medicamentos e dispêndio desnecessário de verbas públicas. imprescindível que se exija da parte autora a apresentação de receita atualizada." Praça da Liberdade. 20 mg. a qual deverá ticar retida. CPC). para recebimento mensal da medicação.Edifício da Advocacia-Geral do Estado . já que somente o médico tem condições de avaliar a necessidade c a periodicidade do uso do remédio indicado.08.ICP-Brasil.0000. por outro lado. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. PRINCíPIO DA EVENTUALIDADE - DA INDISPENSÁVEL EXIGÊNCIA DA RETENÇÃO DE RECEITUÁRIO MÉDICO ATUALIZADO A CADA ENTREGA DE INSUMOS E MEJ)JCAMENTOS . prescrito regularmente por seu médico.140-912 • •• 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional. ) Entretanto.330-9/000). o que se admite apenas em atenção aos princípios da eventualidade e concentração (ar!. 300. • •• 11. bem como considero temerário determinar ao ente público que forneça medicamento de uso contínuo sem a devida apresentação mensal da receita uma vez que o tratamento pode sofrer alterações. a apresentação mensal da reeeita médica para recebimento do medicamento postulado. Des. concedo parcialmente a segurança para determinar à autoridade coatora o fornecimento à impetrante do medicamento SILDENAFILA. verbis: "( . Carreira Machado concedeu a segurança. contudo. ESTADO DE MINAS GERAIS • ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO listados pelo Ministério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional compele aos Estados Federados. sino . No julgamento do Mandado de Segurança (Autos nO 1.PREVENÇÃO DE ABUSOS E CONTROLE SANITÁRIO Na hipótese de procedência dos pedidos iniciais. assegura o fornecimento do medicamento apenas pelo período necessário ao tratamento do apelado. que deverá ficar retida.stf. Tal medida não impede ou restringe o cumprimento da sentença e.484. Assim. entendo prudente condicionar o fornecimento do medicamento à retenção da receita. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o Exmo. . Ante o exposto..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento...

Belo Horizonte: Del Rey. proporcionando. 2004. sob pena de se estabelecer confusão entre credor e devedor na mesma pessoa. 8. Direito Civil: curso completo. in verbis: "Ar!. ou em um só patrimônio. é incabível o pagamento de horários à Defensoria Pública pelo próprio ente estatal. pois.jus.asp sob o número 1490256 .) Ademais. a Primeira Turma deu parcial provimento ao recurso para afastar os honorários de sucumbência fixados em favor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.'. desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. DA [MPOSSIRILIDADE DA FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. em confronto com a norma disposta no art. extinguindo. • •• Ora.200-2/2001 de 24/08/2001. Ministra Denise Arruda: "Efetivamente. por certo.ICP-Brasil. em processo que o obrigou a fornecer medicamentos para paciente de doença grave: "É o recorrente quem mantém a instituição. 381 do CPC. 343). (i ---> 1t- ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO lIl. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. cumpre ao réu impugnar eventual condenação em honorários de sucumbência em favor da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais.. EM FAVOR DA DEFENSORIA PÚBLICA Em atenção ao princípio da concentração. ÀS EXPENSAS Do ESTADO.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. (. local para sua sede e remunerando seus integrantes". pois permanece a situação jurídica relacionada ao credor e devedor da verba honorária" • •• Praça da Liberdade. confusão "é fato que leva credor e devedor a se confundirem em lima só pessoa. 381.Edifício da Advocacia-Geral do Estado ~ Andar Térreo ~ CEP: 30. revelando-se inadmissível a condenação do ente público ao pagamento de verba honorária em condenação nos processos contra as defensorias. mas ao Estado para o qual presta serviços de assistência jurídica a pessoas carentes. sIno . a obrigação" (FIUZA. o fato de existir lei estadual que lenha instituído fundo financeiro especial destinado ao aparelhamento da Defensoria Pública não altera tal conclusüo. ao votar para desobrigar o Estado do Rio de Janeiro do pagamento de honorários à sua Defensoria Pública.140-912 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . os honorários advocatícios sucumbenciais devidos nas ações ajuizadas pela Defensoria Pública não são destinados à referida instituição. César. Consideração desta espécie foi feita pela ministra Denise Arruda. da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça. e c!. já que se trata de órgão integrante do estado. Vale aqui transcrever trecho do voto de relatoria da em. p. Extingue-se a obrigação. que não possui personalidade jurídica própria. " Por definição. No recurso Especial dirigido ao STJ.

08. bem como da legislação atinente à espécie. Maria da Praça da Liherdade. oitiva testemunhal e perícia técnica. o cadastramento da OAB da signatária da presente manifestação e da Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora.2005 p. a sua condenação no pagamento de honorários em favor da Defensoria Pública de Minas Gerais. ad argumentandum. Requer. 134. REsp 623432 Ministra Eliana Calmon 01 19. 2.Ainda segundo a relatora. sobretudo por juntada posterior de documentos. por todo o exposto. 4. alinha-se à jurisprudência pacificada do STJ sobre o tema. sInO . A juntada das informações técnicas prestadas pela Secretaria Estadual de Saúde.Edifício ua A{lvocacia-Gl!ral do Estado . Protesta provar o alegado por todos os meios de prova juridicamente admitidos. § 2°. 162. da CR/88 "não alterou as premissas que levaram o STJ a deixar de reconhecer o direito à percepção de honorários advocalÍcios por parte das Defensorias Públicas ". 271.CEP: 30. ao contrário. Sejam julgados improcedentes os pedidos iniciais. Neste diapasão. AgRg no Ag 631754 Ministro 10ão Otávio de Noronha Dl 20. o Estado de Minas Gerais for vencido na presente demanda.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . Citando apenas as mais recentes decisões desta Corte: REsp 698828 Ministro Francisco Peçanha Martins 01 26.2005 p.2005 p. CONCLUSÃO Pelo exposto. que o fornecimento da medicação seja condicionado à apresentação de receita médica atualizada. do Parecer Ministerial. Albino Zavascki DJ 22. condenandose o autor nos ônus da sucumbência. 3. ainda. 213.jus. L40-912 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que deve ficar retida. a inovação constitucional fixada pela EC nO 45/2004 no art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. Sra.09.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o que se admite apenas em atenção ao princípio da eventualidade. inadmissível.Andar Térreo .06. REsp 755611 Ministro Teori. 331. requer o Estado de Minas Gerais: • •• • •• 1. se.2005 p. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Esse entendimento não é isolado. Caso seja julgado procedente o pedido inicial.09.stf.

2°.CEP: 30. MARIA DA CONSOLAÇÃO LANNA Advogada Regional do Estado em Juiz de Fora MASP 150343-2 OAB/MG 24. e Resolução AGE n. art. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .494-8 e. nos termos da Resolução AGE n. 4°.Andar Térreo . § 2°.Edifício da Advocacia-Geral do Estado . inciso I.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. pede deferimento.stf. 120/2004. s/nO . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Belo Horizonte. ar!. Nestes termos. a fim de que possa constar nas futuras intimações e publicações. 01 de março de 2010 e Procuradora do Estado OAB/MG 86.140-912 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.832 MASP: 1120.jus.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Consolação Lanna.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. 199/2007.847 e •• Praça ua Lihcrdade.

• GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE .asp sob o número 1490256 .. Procuradora.ICP-Brasil.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . encaminhamos Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009.stf. e. 18 de dezembro de 2009 Margarida Maria Pedersoli Procuradora do Estado de Minas Gerais Coordenadora da Procuradoria de Obrigações' Assunto: Processo nO 145.- Vânia F~~t~ãbello Assessora-Chefe da AssessoriaTécnica/ATjSES e. contendo as informações pertinentes-o Atel1ciosamente..017-3 Alcirene de Oliveira e Sra. Em ate(lção ao processo supracitado.- e • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.ES nO 4270/09 (AF) Belo Horizonte. Ofício AT/5.09.

secundário à doe. mantêm o paciente sem sintomas da doença.pelas paratireóides. Corno aumenta a sensibilidade elas glândulas aos níveis de cálcio sangüíneo. que se caracteriza pela atividade aumentada da glilndulà paratireóide. para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem do metabolismo mineral. O uso de fosfato oral é útil para reduzir os níveis séricos de cálcio. o.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . novamente. hipersecreção do hormônio da paratireóide (PTH). não foi -encaminhado documentos relativos a relatório médico e receíta médica pertinentes. . dentre outros parâmetros. com isso. acarretando em sinais e sintomas decorrentes do aumento de cálcio no sangue (hipercalcemia). Em mulheres mais velhas com doença moderada. ' . progressiva e irreversível das funções renais. administrado pela via oral. Por ser lenta e progressiva.jus.017-3 ~ Vara da Fazenda Pública Estadual da Comarca de Juiz de Fora/MG. O objetivo do'tratámento do hiperparatireoidismo secun'dário é promover a diminuição dos níveis sé ricos de PTH. Segundo informado na inicial da ação judicial em referência. em hemodi~lise há 14 anos. Esse fármaco atua modulando a afinidade dos receptores sensíveis ao cálcio existentes na superfície celular das glândulas paratireóides. ' Cabe destacar. nefrite. como hipertensão. Evoluiu com quadro de hiperparatireoidismo severo. até certo ponto. na urina ' (hipercalciúria) e da retirada de cálcio dos ossos. • Da doença '. que imita o cálcio). ' • Do medicamento pleiteado •• O medicamento pleiteado pelo nome comercial de Mimpara® é constituído pelo princípio ativo cinacalcete. mas. • " . com pedido de antecipação de tutela deferido.ICP-Brasil. determinando o fornecimento de medicamento. Insuficiência renal crônica é a perda lenta. Como conseqüêncía da insuficiência renal crônica pode aparecer o hiperparatireoidismo. gota úrica e diabetes.200-2/2001 de 24/08/2001. •• • . a paciente é portadora de doença renal crônica.nte empregados. • A paratireoidectomia cirúrgica é o único trat'3mento definitivo do hiperparatireoidismo. diminuindo. reduzindo os nívi!is de cálcio e do . O ritmo de progressão depende ela doença original e de causas agravantes.stf. os níveis de ·PTH. esta perda resulta em processos adaptativos que. Esse fármaco corresponde a um agente antiparatireóide e calcimimético (ou seja. Pleiteia o fornecimento do medicamento ~Iimpara® (cinacalcet) para seu tratamento. no quantitativo de um comprim.• GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE NOTA TÉCNICA AT ISES nO '2806/2009 Trata-se de Ação Ordinária nO 0145. da autoria de [\Icirene de Oliveira contra o Estado de Minas Gerais. tratamentps previame. documentos esses necessários para melhor avaliação do caso clínico em questão. esse fármaco pode levar à redução na liberação do hormônio PTH .produto cálcio x fósforo. I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.sea.09.567. Ocorre uma.nça renal. cálcio e fósforo. são questionáveis. a princípio. infecção urinária. o que torna o rim incapaz de realizar as suas funçiles normais.ido ao dia. que junto ao mandado de intimação de tel-ceiros referente à ação judicial em referência. tratamento com estrogênio pode interromper a reabsorção ó. mas sua segurança e eficácia em longo prazo. a eficácia em longo prazo é desconhecida.asp sob o número 1490256 . a qual produz uma quantidade excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

é de uma dose inicial de 30mg uma vez ao dia. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o Da regulamentação sanitária " • . a qualidade.stf.ICP-Brasil.'• • Salienta-se que a ANVISA corresponde ao órgão de regulamenta(. a Secretaria de Estado de Saúde está sujeita às normas legais impostas pela ANVISA devend) obediênCia à regulaçâo sanitária vigente no país. os quais foram 'padronizados 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Assim. dessa forma. dentre outras coisas. 60 ou 90mg. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . o fornecimento à população dos medicamentos considerados como de dispensação excepCional. segurança e eficácia destes. com isso..ncipalmente no que diz respeito ao fornecimento . para a sua aquisição é necessária a realização de processo de importação. . embora esse fármacó t. até a dose máxima de 180mg uma vez ao dia. estudos clínicos de fase IH.deve ser 'realizada tendo como uma de suas base's principais a co"mpleta regularidade sanitária do produto. de medicamentos. pelo controle e avaliação dos medicamentos disponibilizados e comercializados no país. cOltendo trabalhos reconhecidos pela comunidade científica internacional.ão sanitária nacional. A padronização de medicamentos no . ou seja. • Do~ornecimento de mediCamentos no SUS Esclarece-se que o SUS possui uma estruturação específica. medicamento cinacalcet é comercializado em outros países com os nomes de Sensipar® ou Mimpara® e não se encontra registrado junto à ANVISA e. em que as competências de cada ente governamental são bem estabelecidas. • .jus. o medicamento pleiteado nâo se encontra disponível no país sendo que. por ser um serviço público. não é comercializado no ·país . processo esse que demanda tempo e prazos legais a serem . .200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 . diante da aná~ise das evidências clínicas existentes quãnto aos 'benefícios advindos com a utilização de tal medfcamento'e diante da comprovação da segurança e eficácia do ·mesmo. pr.enha sido aprovado pela ag'ência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA . o cinacalcet é produzido nas apresentações de comprimidos de 30. nos órgãos de vigilânci3 sanitária em que esse medicamenfo se encontra registrado Para uso no tratamento do hiperparatireoidismo. ' cumpridos. conceder a aprovação e '0 registro de novos medicamentos ou novas indicações de uso do 'medicamento. objetivando prevenir. pelo EMEA (European Medicines Agency).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o •• Como ressaltapo.Food and Drug Administration) e em alguns países da Europa. sendo responsável. A autorização de um novo medicamento pela ANVISA ocorre após avaliação criteriosa e análise de dossiê apresentado pelo fabricante. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais. o fármaco cinacalcet ainda não possui registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Cabe ressaltar que. assim como o fornecimento dos mesmos para o tratamento de diversas' patologias. . Deve-se destacar que.GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE Esse fármaco é indicado no tratamento do hiperparatireoidismo secundário em indivíduos com insuficiência renal. serviço público de saúde. Dentro dessa estruturação. dentre' outras coisas. mediante autorização espeCial dada pela ANVISA. podendo ser ajustada em intervalos não inferiores que 2-4 semanas. minimizar e eliminar riscos à saúde da população. . sendo que a dose recomendada. cabe ao Estado. assegurando. cabe a este órgão. em diálise e na diminuição da hipercalcemia em doentes com carcinoma de paratireóide.

a qual aprovou o Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional (CMDE).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .e. de dezembro de 2009. rdJAagundes • e• • • '.200-2/2001 de 24/08/2001.incluTdo nos' programas de assistência farmacêutica do serviço público de saúde. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o tratamento do hiperparatireoidismo não se . Priscila eir Farmacêuti a F . dessa forma. ~ . pela Portaria nO 106/2009.jus. cabe frisar que o medicamento pleiteado corresponde a um fármaco importado.asp sob o número 1490256 . não se encontra . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. deve-se ressaltar que o medicamento cinacalcet não se encontra incluído no elenco de medicamentos padronizados na portaria· supracitada e. • Diante do exposto. Tendo em vista os fatos acima expostos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. Belo Horizonte. o mesmo não é disponibilizado pela SES/MG.stf. que tendo em vista sua não autorização pela ANVISA. não disponível no mercado farmacêutico nacional.encontra incluído para tratamento no Programa Nacional de Medicamentos de Alto Custo/Excepcionais.GOVERNO DO ESTADO DE MINAS·GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE .

..490-8.. interposto contra a decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada.-. 04 de março de 2010 .stf. por sua procuradora adiante subscrita." c= '" ::s: r:t> .. CEP: 33.ICP-Brasil. (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG E -I '" ~ "" '" '" -I . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. atendendo ao disposto no artigo 526 do Código de Processo Civil. :3: :t> <=> Autos n" 0145.017-3 Protoco lo Integrado :. 1901. "" ..: <=> • •• O ESTADO DE MINAS GERAIS..567. n..130·004.OAB/MG 86..832 Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . LI PROCURADORA DO ESTADO MASP 1120.asp sob o número 1490256 ._ DO ESTADO EXMO.jus." o <=> <=> -" . "" -" co -.. (A) SR.200-2/2001 de 24/08/2001.. Informa que instruiu o recurso cópia integral dos autos... -.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Belo Horizonte.• • •• ' ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA·G~RAL .09. nos autos da Ação Cível Pública proposta por Alcirene de Oliveira.. vem requerer ajuntada da cópia do Agravo de Instrumento protocolado no dia OI de março de 2010. Belo Horizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.

Belo Horizonte/MG. 522 e seguintes do CPC. 19(H. Belo Horizollte/MG • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..017-3" ajuizada em seu desfavor por ALCIRENE DE OLIVEIRA. CEP: 33. 524. ambos do CPC.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.• ~~Jc~~2A?a~~~~:. meio da procuradora que esta subscreve. 558.. Procuradora do Estado.AVt:1l1da Afllnso Pena. do CPC. interpor o competente.jus.ICP-Brasil. nos termos do arf 527. n: 1901. nos autos da ação ordinária n" ' 0145. n.09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . co'm endereço profissional na com endereço profissional na Avenida Afonso Pena.Gcrai~. OAB/MG 86832.130-004. tudo pelas razõe. pessoa júrídica d~ direito públicó interno. Excelência.PELO AGRAVANTE: Alana· Lúcio de Oliveira. Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Juiz de Fora/MG. inciso m.asp sob o número 1490256 / .200-2/2001 de 24/08/2001.s que 'expõe na peça processual que segue àdiante .stf. por'. recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO • •• O que faz com fulcro nos art. • •• • ! o ESTADO DE MINAS GERAIS. com pedido de concessão de efeito suspensivo. CEP 30. SR: DESEMBARGADOR PRESIDENTE Dei TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS G E R A I S ' . vem. apresenta o agravante o nome e endereço completo dos advogados que atuam no feito principal.130-004. como segue: I . Desde já.567. c/é art.~~~AIS EXMO. respeitosamente à presença de V . Advocacia Geral do Estado . Funcionários. uma vez presente o risco de lesão irreparável para-0 Estado de Minas. inconformado com a decisão proferida pelo MM. em conformidade com o disposto no 'art. 111.

140-912 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. corri todas as peças obrigatórias. ora interposto. pede e espera deferimento. necessárias e úteis para' o conhecimento do presente agravo de ·instrumento.PELO AGRAVADO: Defensoria Pública de Minas Gerais Comarca de Juiz de Fora.!-.a do Estado MASP 1. . que as peças extraídas dos autos do processo de origem e ora juntada." . •• Antco exposto. a teor do que dispõe.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO 11 . fazendo a mesma prova que os ciriginais.Edifício da Advoçaçi~I-Gcral d~) F.. após b cumprimento das demais formalidades legais. por sua procuradorá. 120. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . . ineluí-Io em pauta de julgamento. do CPC. espera o agravante que esta honr~da Câmara Julgadora se digne a. ' Para a formação do instrumento do agravo. Nestes termos.017-3.jus.s ao presente instrumento do agravo são autênticas. • Praça da Liherdad~. promove o . ' O agravante declara.o art.200-2/2001 de 24/08/2001.CEP: 30. 0145. Belo Horizonte. onde certamente será conhecido e provido.ICP-Brasil.567. acrescentado pela Lei é 11.n:'Térrco . sinO .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Estado de Minas Gerais a juntada de cópia integral dos autos n.receber o presente recurso em seus regulares efeilose.382/2006.494-8 OAB/MG 86832 . inciso IV.stf. 26 de fevereiro· de 2010 • - ALANA LÚCIO DEOLlvEmA Procurador. • '. MADEP 0271. na pessoa do Defensor Público Paulo Henrique Novelino.Iado - And.09. 365.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. RAZÕES DE RECURSO Egrégio Tribunal de Justiça. ·Praça. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Conclusos os autos. Vara da Fazenda Pública tstadualde Juiz de Fora Processo:.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO' IAg~av~~te: E.ICP-Brasil. Colenda Turma Julgadora.stf. com pedido de. nós . pleiteando o fornecimento do medicamento MIMPARA (CINACALCET).' . o MM. tutela antecipada.. doença que lhe acomete.0145. a ser utilizado no tratamento de Insuficiência Renal Crônica. exatos termos do relatório médico. slnU - Edifício da Advocacia~GcTaI do Estado ~ Andar Térreo . ajuizou em face do Estado de Minas Gerais ação de conhecimento pelo rito ordinário. • •.tado de Minas Gerais-Agravado: Alcirene de Oliveira Origem. determina'ndo ao Estado de Minas Gerais que forneça.jus.~67.09. ora agravada.140-912 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. DOS FATOS A parte autora.da Lihcrdad~.CFP:' 30.017-3 • -. Essa é a decisão recorrida. Juiz a quo hoúve por bem deferir a tutela antecipada pleiteada. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. .asp sob o número 1490256 .

dos pressupostos autorizadores da conCessão da tutela antecipada.ICP-Brasil.jus. Seguindo esta trilha de raciocínio. o citado dispositivo. passa-se a cotejar a hipótese dos autos com .pretendida incumbe ao requerente trazer aos autos prova inequívoca que convença o julgador da verossimilhança das alegações nas quais se funda o pedido antecipatório (art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 273.952/94.. 273.l2 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. . uma vez que por mero dela o agravante [oi compelido a fornecer medicamentos de marca e de alto custo. incisos I e li. primeiro dia útil seguinte à juntada da carta precatória de intimação do agravante.CEP. medida de urgência introduzida em nosso ordenamento jurídico pela Lei 8. ou não. Segundo. a decisão interlocutória ora agravada proferida pelo Juízo a quo é suscetível de causar ao Estado de Minas Gerais lesão grave e de difícil reparação. na modalidade de instrumento. do CPC).começou a fluir tão somenic em 09/02/2010 (fls. '.esente recurso de agravo.DA TEMPESTivIDADE EM TELA E DO CABIMENTO DO AGRAVO DE.Edifício da ALlvocacia~Geral do Estado . ambos do CPC . natureza probatória" deverá demonstrar a. no caso em comento. • •• A questão ora posia ao crivo deste ego Tribunal de Justiça diz respeito à -analise da presença. porquanto o· caso em apreço subsume-se . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . uma vez que o prazo de 20(vinte) dias . para fazer jus à tutela antecipada .asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. perfeitamente à prim"eira hipótese prevista 'no ar!. caput. s/nu . disponíveis à paéiente. 522 do CPL É dizer.stf. ocorrência' de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou de abuso de direito de defesa ou de manifesto propósito protelatório do réu (art. cumpre salieritar a tempestividade do presente recurso.os pressupostos legais cnsejadorcs da medida de urgência.AIHJar Térrco-. J 40-9.ex vi do disposto nos artigos 522 c/c 188. Além dos pressupostos de. em desacordo com a padronização levada a efeito pelo Ministério da Saúde. INSTRUMENTO AO CA'SO •• inicialmente. ESTADO DE MINAS GERAIS ~ ADVOCl\CIA·GERAL DO ESTADO' DAS RAZÕES PARA REFORMADA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA . ad cautelam.200-2/2001 de 24/08/2001. Praça da Liherda9c. 36. a fim de demonstrar que a decisão a quo que a deferiu está a merecer reforma por parte deste ego Sodalício. I . do CPC). enquanto existem outros cq'uivalcntes terapêuticOs no âmbito do SUS. ao recorrente enfatizar. verso). ainda.' Convém. bem como da legislação pertinente à espécie.Processo CiviL . o cabimerito do pr.: 30. que modificou o artigo 273 do Código de .

medicamento CrNACALCET não faz parte da relação dos medicamentos dispensados gratuitamente pela SES: ". O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. sendo .j e em algum. o que o faz nos seguiFltes termos: DA INEXISTÊNCIA .CTiP: 30. .técnica anexa).Como se vê. ·em caso de revogação da decisão agravada somente ao [inal.140-9 L2 • f . o qlle significa qlle tal medicamento nelO possui autorizClç'ülJ para comercializaç'(7o no páís. . ALEGAÇÕES: ••• 11..Edifício da AdvocaCia-Gerai' do Estado . o fármaco pleiteado não obteve autorizacão da ANVISA paTa ser comercializado no país.lco tenha sdo aprovado pela agencia ••• n~rle-americana de regu/çlçlio de.ICP-Brasil.stf.i. toda a verba destinada ao custeio da implantação do aparelho não poderá ser recuperada e o patrimônio público cst<jdual terá arcado com elevadíssima despesa . sM) . após autorização especial da autarquia mencionada. pelo EMA"A( .).\'e destacar que. instr·umento. .Vejamos. 'passa-se a discorrer sobre as razões para reforma da decisão a quo. a demora inerente'ao agravo retido impõe o manejo. Não se pode olvidar que a comercialização de medicamentos no território brasileiro exige prévia autorizaçãó da ANVISA. o fiírmaco cinacalcet ainda não possui regi.. de . Justiça de Minas Gerais ao ensejo de . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .'tro junto. portanto" o cabimento e a tempestividade do presente recurso.200-2/2001 de 24/08/2001. que sua disponibilização está condicionada a processo de importação. • . emhora esse fárn. medicamentos (FDA. uma vez que.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. paíse.lhé irromperià inócua a via do agravo retido. como recurso processual útil. é importante destacar que. do agravo . já que este . recurso só seria apreciável pelo Tribunal de. Na esteira das informações elaboradas pela Secretaria de Estado de Saúde para o caso dos autos (nota . na'esteira da nota técnica aludida. .eventual Apelação. não há outro meio de o ESTADO se insurgir' contra a decisão primeva que não seja o agravo de instrumento.. à Agencia Nacional de Vigilância Sanitúria (4NVrSA).' da • Europa.. . DE l'ROVA INEQuíVOCA E DA VEIWSSIMILHANÇA DAS A parte agravada não logrou comprovar a verossimilhança de suas alegações.jus. o .Andar Térreo .' . Comprovados. umâ vez que as provas que Iastreiam a peça de· ingresso não podem scr qualificadas como prova inequívoca do suposto direito plciteado judicialmente . por absoluta falta de interesse em reCOrrer. ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. quando então se manifestaria a absolllta prejudicialidade do Agravo: Na hip6tese vertente.:. Assim.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Para além. de forma a garantir a Praça da Liberdade.Deve-.asp sob o número 1490256 .

A ANVISA. ' Gerais a obrigação de adquiri-Io"e fornecê-lo à parte autora/recori:ente. . anuente responsável pela autorização' de importação do medicamento. 'foi editada a Lei Federal n. ' . Referido procedimento se inicia com a solicítação de emissão da Licença de Importação (LI) ao despachante aduaneiro.ICP-Brasil. bem como 'o controle de portos: aeroportos e de fronteiras" (art.9.stf. 'será necessária súa IMPORTAÇAO. de Operações de Comércio Exterior e. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.da . . tambênl. ser determinada atuação em contrariedade a dispositivos legais.782/99 ql!e define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). que diz respeito .ão possuir autorização da ANVISA ser comercializado no país impõe. dos processos.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO segurança dos usuários c a afastar a comercialização de produtos inócuos Ou mesmo prejudiciais à saúde. à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.14(~-91. comercializado -no Brasil. possui como finalidade institucional "promover a proteção da saúde da população. § 1°. •• Ressalte-se que devido ao fato do 'CINACALCET pleitea~o não ser comercializado no mercado nacional. ' • Se' o medicamento requerido. ~ara Em s'uma.. a . . submetida à análise do D~partamento. ~raça da Liberdade.200-2/2001 de 24/08/2001. por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e' serviços supmetidos à vigilância sanitáüa.ANVISA e. não há como se imputar ao Estado de Minas . e~. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .Andar Térreo .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o que demanda tempo. por si só. o fato de o medicamento n. sinO . o que lhe é vedado em face do princípio da s'cparação dos poderes (art. a revogação da liminar. 8. 2 6 .080/90. Se o medicamento sequer roi autorizado para ser. : ' De fato. o Procedimento de Importação está sUjeIto às normas do Regulamento Aduaneiro regulamentado pelo Decreto' 4765/2003' e é realizado pelo núcleo de compras de medicamentos excepcionais e emergenciais. 2° . dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.Edifkio lia Advocacia-Geral do Estado . eventual procedência do pedido violará a autoridade da AgênciaNacional de Vigilância Sanitária .Constituiçãoda República). autarquia federal. como no caso em tela. da Lei Fcderal n. '.asp sob o número 1490256 . como aferir sua UTILIDADE e EFICÁCIÀ para o tratamento da moléstia que acomete a partc recorrente? Nesse aspecto. não pode ser livremente comercializado no Brasil. . ' Em face do que dispõe o artigo 6°.• . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em seguida. órgão. função executiva. no ações atinentes à vigilância sanitária.CEP: 30. sob pena de. às .jus. inclusive dos ambientes.

Edifício ~Ia' Advocacia. sendo princípio.a procedência do pedido formu'.com a devida licença.stf..912 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. de fatos em relação ao signatário. o Estado de Minas Gerais.Praça da Liberdade./udiciária no Cível e Comercial. e e . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Noutro giro.' .-GcraJ do Estado .ICP-Brasil.partes. o instrumento particular. e É mais. o. . mas não perante terceiros.140-. parâmctros traçados na própria Constituição Federal. p. nüo podem sem mais qualqúer ' condição sujeitar-se aos seus efeitos prohatórios" (in: Prova .CEP: 30. substância não registrada deve se' sujeitar ao cClntr'ole sanitário. Vale dizer. o relatório médico apresentado é simples documento particular quc só se presta à prova. Judiciário vem ressaltando" em suas decisões. 4. quando é feita a fiscalização sanitária (ANYISA) e fis~al (Secretaria de Receita) e. entende o' Estado de Minas Gerais que. mister seja este dever exercitado em conformidade com os . Com . que a competência de prover a saúde pertence a todas as entidades gcivernamentais (A~tigos 196 e 23. principalmente em sede de cognição sumária . como res inter alios aela. relatórios médicos produzidos unilateralmente por médico particular. Nesse sentido. todavia. não podem ser considerados provas suficientes a cmbasar . " ESTADO DE MINAS GERAIS • ADVOCACIA·GERAL DO ESTADO " 55~ Nesses termos. posteriormente. por' mais abalizado~ que sejam. cpmo o medicamento pléiteado provém do exterior e possui.e . Confirmada a. Vo!.~ (/lIe seTo li júrmaçüo do documento "e (. medicamento é liberado. o No entanto. sinO) .\'.e.produto no aeroporto de Confins é iniciado o procedimento de desembaraço aduaneiro de· importação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Os terceiro. inciso li da CF/88) .lO ali> nele representado. e . a doutrina de Moacyr Amaral Santos: • "Rcferentemente a terceiros.chegada dd.< alheio.200-2/2001 de 24/08/2001. básico estabelecido na Carta Magna~ a dcscentra~ização. Após a autorização da LI a secretaria emite a instrução de embarque ao fornecedor que tem o prazo de até 15 (quinze) dias para embarcar o medi~amento.~I' (rtf. não é oponível a terceiros.efeito.jus. Ora.Andar Térreo' . no caso.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. isto' é. interpretações abstratas de dispositivos constitucionais c legais não conferem ao' relatório médico uma espécie de "título" oponível contra o Estado e não o tornam apto a afastàr automaticamente a padronização levada a efeito pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica. 178). de forma a tornar possível a .asp sob o número 1490256 . o receituário subsc'ritopelo médico assistente da parte agraVada tem força em relação a este e ao paciente.ado pela partc' agravada. não tem a mesmaforça que tem entre a.

Em conclusão. é certo que cada uma das entidades públicas possui competências específicas. de outro. por ' ' certo.' a pretensão de recebimento de' medicamento em desacordo com os termos da Portaria MS/GM 2981. não merece ser acolhida por esse i.Aildar Térreo . Pois bem.jus. 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .asp sob o número 1490256 .à população.. fixadas por lei. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . juízo. pronunciamento definitivo da cámara. [40-912 oS . • ' e Muito embora o Sistema Único de Saúde seja. •• I IH) Do PEDIDO DE EFEITO SUSI'ENSIVO - ARTIGO 558 DO CPC. ' ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. uno e financiado com recursos do orçamento da Seguridade Social da União. o que demonstra que não é da competência do Estado o seu fornecimento. sino. a decisão interlocutória de 10 grau é suscetível de causar ao Estado de Minas G~rais lesão grave e de difícil reparação. o relator poderá.stf. Estados. medicaÍ11ento de alto custo. • Assim. situação. . nos termos do artigo 558' do CPc. Distrito Federal e Municípios. como há de se ver abaixo.os. consubstanciado no fornecimento gratuito e universal de medicamentos previamente padronizad. não agasalhada pelo te'xto constitucional. na esfera de atuação do Município onde reside o pacienfe. Assim. a distribuição indiscriminada de' todo e qualquer tipo de medicamento. de um lado. com a atribuição de competências específicas para a Uniã<!. pcir definição constitucional. em última análise. não podendo ser o ente estatal compelido a fcrnecer tratamento que se insere. nos termos da Portaria MS/GM n. que estabelecem' seus deveres de atuação. suspender o seu cumprimento até. o Estado de Minas Gerais é mero executor da Política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério' da Saúde e recebe recursos da União Federal para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional. Edifki() da Advocacia-Gt:nd do Eswdo -. o direito constitucional à assistência farmacêutica.CEP.200-2/2001 de 24/08/2001. sob as penas da lei. uma vez que por meio dela o agravante foi compelido a fornecer. nos casos em que da decisão agravada possa resultar lesão grave e de difícil reparação. . dos Estados e do Distrito Federal e dos MU!1icípios. . n. cUJa Praça da Libt:rdadc. sendo necessário diferenciar. . o medicamento pleiteado pela parte agravada'não se encontra no rol veiculado conio obrigação do ESTADO. não pod~ndo utilizar a verba recebida a esse título para a aquisição de . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. além de outras fontes. Como cediçr. 30. não incluído na relação dos medicainentos dispensados pelas Secreíarias Estaduais' em caráter excepcional. que aprova o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. . de 26 de novembro de 2009.outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúge para a doença em questão.ICP-Brasil. . e.. e.~: t\DVOCACIA~GERAL GERAIS ESTADO DE MINAS DO ESTADO organização e racionalização do Sistema Único de Saúde.577/2006.

acerca da irreversibilidade da decisão que antecipou os efeitos da tutela: "Ka cçmcessao da gratuidade â'e justiça para a recori'ida deixa claro que a medida é irreversível porque"se nao for confirmada na sentença a antecipaçao de tutela. decisão. DOS PEDIDOS Ante o exposto. _~. Caetano Levi. ~ • .11> .asp sob o número 1490256 . .U" I.Advo(:Ílciã-ccrâl dO ESlàdo"!.1 io..200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ...fornecimento de remédio cuja: venda so interessa ao respectivo fabricante. (ANYISA)e ." _ ~ . •• suspenslv~. _ . Belo Horizo'nte.884-3/001.'t!'. . tem pertinência a irresignaçao ". Insta deixar registrado. pede e espera deferimento. . com isso.. . 26 de fevereiro de 2010 llY . Praça da Cihcrdade. seja recebido e darlo provimento ao presenle recurso. com a conseqüente r. porquanto Em razão disso. 527. trecho do voto do Em. pOr oportuno..stf.. ::. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Anual' TérrCl) ~ CEV: 30. nos termos do art. ...-~ . ALANl\.1' ..~~8ithWlMG 86832 . relator 'do agravo de instrumento n.. determinando-se a suspensão de tO.. Nestes termos. Assim... - / • . portanto. ...evogação da decisão agravada face à ausência dos pressupostos necessários para a sua manutenção ..determinando-se a suspensão da decisão agravada até julgamento final do recurso.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. . ao passo que poderiam ser utilizados para adquirir os medicamenlós'já padronizados c. atender um número muito maior de pacientes. .. Des. .217. 558.0024. \.jus.dos os termos dã decisão agravada até julgaménto final do presente recurso.- <) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. . .. s/nu -' Edifício da.cuja aquisição reterá parte dos recursos públicos destinados ao orçamento da saúde para atendimento dé um único paciente. Presentes..~~~:. t ~l-r. ambos do CPC.i\~~ ..ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA'GERAL DO ESTADO comercialização não foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária .06. deverá ser deferido o efeito suspensivo.140-912 .ICP-Brasil.. LÚCIO DE OLIVEIRA Procuradora do Estado MASP 1. pelo princípio da eventualidade. -::'~":.crc art.. _ . ao menos a dilatação do prazo para cumprimento da .l . . ou.) .. inciso lIl. :'-'01.. requer o Estado de Minas Gerais: • I) seja conferido efeito suspensivo ao agravo de instrumento. o erário público irremediavelmente estará lesado com .~ 't. os requisitos necessários ao deferim'ento élc efeito à irreversibilidade da decisão de primeiro grau expõe o patrimônio público a riscos de danos irreparáveis ou de difícil reparação.

" ~ da CGJt. .jnz..L1int. I .l~-----'-U. {~ que iei . ·. '.. ': j..o rú!Jw(o i~-.C~ ' 1 ' -..~:-.j Jri'U.D:: . -"! .jus.Jlc..) @SIÚl.....\' !!.f!o de .'ri! . H I 03 rt ' 10 • jcIE~m.'Gf~r..:.i".:ir·.":'''... O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.:.sTAfj.~.{) AIit~'lE.lf·. _ ....lG.. . c€rH.·.....tMN Judleilll "lO> U~i.r.'-'0 proce~su>3·1 nestC·5 aJtÜ~l ~~?! S.. "'~"'-rn""""~""I'-'" "...} C r<:'lJ'" ..0C -. ...'~~lo(l) {IJ/ •• ft:~ 1ID.lna.-.In'·. .n da i'a~n!ta e:'u~rqllias ~~)!I • • • • • lUlfTAIM 1m....:."E-"~-'~"'O J"'~ J\ d 1'. ~ ..t.e~:C .. y'.!·~Jt--"I"ij..""G'!-I'-"'. Q':l':f: .r: 'i n~st" ~.j'llW .·'j " -"-.·.I.'.stf.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .-8 g} \1st~ j.lLJ.L t..~ c/c Resoluç..200-2/2001 de 24/08/2001.~.ICP-Brasil.!c ~ 9G do TA/.fil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.1...a~~eMc/~r-ak.. ..w~ .:!Itt.(:.. i\~".asp sob o número 1490256 I ... :~.l. ":ç AGvn.~.·~:::: O \'-!t~ au Estf..r··-: :~~.· :':... cie f\.. ' J.c.n.~i:."'..:" _ ~i"'s:h..\'.ir~!\.ado F'~{ljvu&1 O Vi'.11J.t: :y.. i ' L r."" ... • .···U.t..""''''' / Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. \XIPO 10 dfa5 -O ~ ".\ Em cllmprirncntc t .-..r"~..i~vr ~"H}. ~d' .cl ( ) r.~_"I~. O AóJ ( ) Di~.

Relator do Agravo nO 1.0000).09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .8. nos termos do art. 10. • •• Excelentíssimo Senhor Juiz.09.asp sob o número 1490256 Cód. 527.567017-3/001 (0072813-42. Katia Silva Escrivão(ã) deiCartório da 7a Câmara Cível . IV. De ordem do Excelentíssimo Senhor Desembargador Edivaldo George dos Santos.25. envio-lhe cópia do despacho proferido nos referidos autos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.MG Documento emitido pelo SIAP: 11~lmIU~II~IID~il~ml~n~l~milil 155920924101960430270002201518 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. solicitando a V.jus. no prazo de dez dias.. entre as partes ESTADO MINAS GERAIS agravante(s) e AlCIRENE DE OLIVEIRA agravado(s). O citado Agravo foi interposto contra decisão prolatada nos autos da Ação Ordinária nO 0145.Ex(a) que preste as informações que entender necessárias. do CPC.Unidade Goiás 11 M~cruz Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora ." 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CíVEL . 12 de março de 2010 • .567017-3 que tramita na Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora.0145. Respeitosamente.097-2 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil.13.2010.UNIDADE GOIÁS Ofício nO 679/2010 Belo Horizonte.stf.200-2/2001 de 24/08/2001.

do art. EDIVALDO GEORGE DOS lfANTOS . 527.'.· sejam os autos remetidos à Procuradoria de Justiça. com pedido de efeito suspensivo. 527. 21/22. I I 3. AGRAVO DE INSTRUMENTO N° 1. do art. Examinando a minuta de agravo. :nos termos dispostos no inciso VI. . 527. DECISÃO Cuida-se de agravo de instrumento. verifiquei não· ser caso de aplicação do disposto nos arts. que ao deferir a antecipação de tutela pleiteada. compeliu o agravante a fornecer o medicamento requerido pela agravada.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. d~i&erlr16e~~~ r Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. inciso 111 e 558. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à· reduçã.0145.stf. indefiro o efeito suspenlsivo pleiteado . querendo.. no prazo de 10 (dez) dias. que dispõe ser saúde direito de todos e dever do Estado. para oferta de parecer.o do ris90 de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às açôes e serviços para sua promoção. bem como os documentos a ela acostadps. Solicite ao juiz da causa. e a decisão agravada está ou não selndo mantida. decisão de fls. Belo~nte. no prazo de 10 (dez) dias. 196. 2. interposto pelo ESTADO DE MINAS GERAIS. proteção e recuperação.567017-3/001 COMARCA AGRAVANTE AGRAVADO RELATOR BELO HORIZONTE ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA DES. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. na fo~ma prevista no inciso IV.asp sob o número 1490256 . as informações sobre o alegado na minuta de recurso. determino ao cartó+ que: "ª 1.ICP-Brasil.jus. da CF/88. Ultimadas tais providências. contra a r. • . contra-minutar.09. do CPC." (Grifei)!. tendo em vista não estar presente a relevância do fundamento do pedito. Intime o agravado para. Dessa forma. do CPC. o presente recurso. Isto posto. • •• . tendo em vista a previsão constitucional. do já citado Código. inserta no art.

.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www./..200-2/2001 de 24/08/2001..ICP-Brasil. e AutarquNls futaduais de Juiz ~ fora • MG O Esc.25. • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 . Juiz da V.:~o:. CÓd.jus./Escrev.--_ __ Vara da Fazenda Pública Estadual • ... _--. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 10.j. Faz.lo~_ faço estes autos conclusos ao <M...6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CONCLU~O 8m1"7 I 03 120.

jus.. • •• Juiz de Fora.097·2 .Ó .ICP-Brasil. 10. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.I ... .25.asp sob o número 1490256 C6d.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 2. Cumpra-se decisão de FLS. • 1. Intime-se.stf. 59. Publique-se.. 17 de Março de 2010 MARCELO CAVALCANTI PIRAGIBE MAGALHÃES Juiz de Direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.1Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais t Processo nO.567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Vistos e etc . 09.

3 1001 Senhor Desembargador. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. Com efeito.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.03 para serem ministrados conforme orientação médica. a organização federativa do Estado brasileiro. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. pretendendo medida liminar para que o Estado de Minas Gerais fornecesse os medicamentos indicados às FLS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .. pois é dever do Estado garantir a saúde dos cidadãos.196 da Carta Magna que tem por destinatário todos os entes políticos que compõem no plano institucional. • • • C6d. 10. não podendo converter-se em promessa constitucional inconseqüente.567017.25.0145_09. pois seria uma fraude às expectativas da coletividade..567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Ao Excelentíssimo Senhor .sembargador EDIVALDO GEORDE DOS SNTOS 0_0_ Relator do Agravo de Instrumento n0 1.asp sob o número 1490256 . 09. J 6 ~-L60"S~'0~ 'P9:J Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Processo nO. o o pedido do agravante veio estribado por conta decisão que deferiu o pedido de tutela antecipada que ~ncedeu liminar determinando que ESTADO DE MINAS GERAIS custeasse o tratamento com os medicamentos retro-referidos. . agravado requereu ação ordinária de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil.stf. fundamentei meu entendimento tendo em conta o que dispõe o Art.

ICP-Brasil. apresento a Vossa Excelência protestos de elevada estima e consideração. O 1i~!!ac:rQv. as informações devidas.~~_. pelas quais Vossa Excelência aquilatará as razões do despacho espancado.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.6 ~-L60'9~'0\ 'P90 Poder Judiç. que mandei cumprir .25. . Juiz de Fora.097-2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Senhor Relator.1:3 I o~ /~lil>teli lilutos foram Cód. 09. fulcrado nessa linha de entendimento.jus. Gerais Processo nO. que foram cumpridas as determinações do Art.Observo.lvldo5 oi ~QClA'. 17 de Março de 2010 MARCELO • CAVALCA~I~GIBE Juiz de Direito LHÃES c. •• Estas. • antive a decisão objurgada .200-2/2001 de 24/08/2001. outrossim. Sendo oportuno.567017-3 Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora Informo. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf.526 do CPC.10.iário do Estado de M~nàs.asp sob o número 1490256 ._ . outrossim.!arill._ _ __ RECEBIMENTO DE AUTOS Em. --:. Destarte. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. decisão de Vossa Excelência .. mantendo-o ou não dentro do seu livre convencimento .r".

:' ' E~ç\lD q .O" . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..o~IO junto a estes autoe _m . 'em Iren".~ ____. .asp sob o número 1490256 .. VfH:l da Fazend~ca Es~adl!al .. Dou fê.jus.a • AIt' rl 0 O(A\ fscriVllo (A) _ ' . Juiz de Fora...:s:.!J / '. j) s.... .])'j)l~' '. .~ t ~ JUNTADA ~ ... - i .C!Cv.m:.~-. ')! Po tO ." .J-.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. \llV CERTlDÁO CertifIco que nesla danl in1imei o De~ Público do Estado de Minas Gerais..." rol (Q. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~~U. '..200-2/2001 de 24/08/2001.. mediante carga no livro próprio... . .'...' " .... Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. .. • • • o I.l..stf.?à1 Esc..7 • .

O• . DR.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. apresentar. à presença honrada de Vossa Excelência. a afirmação apresentada pelo Réu.c EXMO. • . necessariamente. Tanto assim que o medicamento Cinacalcet vem sendo regularmente fornecido pelo Estado de Minas Gerais à Autora. conforme permissivo legal vigente (doc. Ora. 46). vem. • •• Processo: 145. SR. impugnação à contestação de fls. por restrição legal. através da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. Saliente-se. de incomprovada eficácia de medicamento importado.017-3 ALCIRENE DE OLIVEIRA. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG.. . em tempo hábil. veementemente. já qualificado (a) nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação dos Efeitos da Tutela Jurisdicional em epígrafe. " . notadamente no que tange à impossibilidade.asp sob o número 1490256 . a comercialização do medicamento dentro do país e não a sua importação através de pessoa física ou jurídica. é cediço que a ausência de registro junto à ANVISA restringe. . respeitosamente.09.nos seguintes termos: DA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO DA ANVISA: De início. cabe repelír.. apresentado pelo próprio réu às fls. de imputar-lhe a obrigação pelo fornecimento de medicamento não registrado junto à ANVISA.stf. ~'t-.200-2/2001 de 24/08/2001. o que faz cair por terra as razões lançadas às fls. que a inexistência de registro junto à ANVISA não decorre. como ocorre no caso sub examine .ICP-Brasil.567. apenas e tão-somente.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS · . ainda. que move em face do Estado de Minas Gerais. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mas quase Defensoria Pllblica do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.

pelo que se impõe.2006: Não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que. Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. no caso em especle. Estados e Municípios assegurar ao cidadão os medicamentos necessários ao seu tratamento de saúde. ESTADOS E MUNIcíPIOS -NECESSIDADE PROVADA DIREITO DO CIDADÃO.OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA DA UNIÃO. é procedente o pedido de condenação do Município em fornecê-los. no presente caso. tanto na doutrina quanto na jurisprudência. . • •• Excelência. DA OBSERVÂNCIA DA REGULAMENTAÇÂO DO SUS . tem como última e única opção. figurar como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional. repita-se.PORTARIA MS/GM N° 2. para o controle de sua patologia e garantia da sua sobrevida.. sempre de um moroso e complexo procedimento administrativo que muitas vezes resulta em prejuízos irreparáveis a incontáveis números de pessoas doentes que anseiam pela liberação de determinado fármaco.Gs f DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS F&'/ .asp sob o número 1490256 .. W . é dever solidário da União. é pacífico. que o dever de assegurar ao cidadão os medicamentosftnsumos necessários ao seu tratamento de saúde. não havendo que se falar. Defensoria Pública do Estado de Mina. Conforme preceito constitucional. não podendo utilizar a verba recebida a esse título para aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em questão.jus. independentemente da patologia que está acometido. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em litisconsórcio necessário ou legitimidade passiva exclusiva: AÇÃO ORDINÁRIA . com comprometimento clínico que poderá levá-Ia a óbito e tendo passado por todos.. é solidário entre as pessoas jurídicas de direito público interno. Ora. a Autora. Preliminar rejeitada e sentença confirmada.10. .stf. o uso do medicamento Cinacalcet (aprovado nos EUA e em alguns países da Europa). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. não havendo litisconsórcio necessário.ICP-Brasil. data maxima venia.FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS . Estando provada a necessidade de receber tal medicamento.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. seja rejeitada a tese suscitada pelo Réu .200-2/2001 de 24/08/2001. no caso. • .577 DE 27.<. portanto. portadora de grau mais avançado da grave doença que a acomete. todos os tratamentos até então disponibilizados no mercado nacional.

OFENSA A DIREITO LÍQUIDO E CERTO.. assegurado constitucionalmente.030391-0/001 .03. tendo em conta o caráter relevante do direito subjetivo reconhecido pela Constituição Federal.. )" Não há que se falar.001) . ao contrário dos direitos individuais. • .06. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. .AGRAVADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS .185422-7. nos direitos sociais ao Estado é exigido um facere a fim de que o individuo exerça com plenitude o direito elencado como social.FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE DOENÇA PULMONAR CRÔNICA OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL .200-2/2001 de 24/08/2001.COMARCA DE SÃO JOÃO NEPOMUCENOAGRAVANTE(S): MUNiCíPIO SAO JOÃO NEPOMUCENO . OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA.. afirmou que: "Art. TUTELA ANTECIPADA. Assim. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . contudo. que deixa de fornecer-lhe medicamentos de uso continuo e equipamento de oxigênio. garantido mediante políticas sociais e econômicas (.asp sob o número 1490256 .jus. gestor local do SUS. A saúde é direito de todos e dever do Estado. em competéncia do municipio.Representa ofensa ao direito liquido e cerlo do individuo de receber um tratamento digno e adequado de saúde.0024. Duarle de Paula.RELATOR: EXMO. 196. ao contrário. BEUZÁRIO DE LACERDA MANDADO DE SEGURANÇA . -Porque solidária o Município não pode transferir tal obrigação para o Estado-membro quando somente aquele é demandado . Ap. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único.0629. se o poder que tudo pode ao estruturar e organizar o novo Estado a partir de 1988 não fez tal divisão. ou Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. (Des.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. o Estado avocou para si a obrigação de garanti-los. em relação à saúde. INVIABILIDADE. Ao nomear tais direitos. DES. 198. • •• A saúde é um direito social da pessoa que demanda do Estado a formulação de políticas necessárias para sua implementação e que o alcancem efetivamente. Logo. sem repartir com os entes da federação essa função. )" "Art.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. (. AÇÃO ORDINÁRIA. -A obrigação de fornecer medicamento ao necessitado que padece de mal físico ou mental é solidária entre as pessoas juridicas de direito público interno.ICP-Brasil.. COMPRA DE MEDICAMENTO TRANSFERÊNCIA DA RESPONSABILIDADE PARA O ESTADO. 1. a conduta omissiva do Municipio.SUS . SR. AGRAVO N" 1.

Deferimento Juiz de Fora. 0l\bril de 2010 . porquanto.. não será possivel ao Estado transferir tal obrigação quando somente este for demandado. • ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. P. . fica afastada a alegação de ilegitimidade passiva.200-2/2001 de 24/08/2001. . com melhores e mais profundos suplementos.ICP-Brasil..stf.asp sob o número 1490256 .. A competência é do ESTADO ..DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ·G. pauiHenriq~OVelino Defensor Público \:' Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.como ente maior não importando ao cidadão se será o administrador público municipal. nos termos do artigo 330. • •• O dever do poder público é de qualquer das esferas institucionais que não podem mostrar-se indiferentes à sua obrigação e ao tratamento de que necessita o hipossuficiente .. o (a) Autor (a). '" . estadual ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde. solidária a responsabilidade dos entes públicos. I· . CONCLUSÃO: Por derradeiro. do estado ou da união.jus. Com efeito.' .' ~ .'.'. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. confia. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Termos em que. f.PODER PÚBLICO . mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida. em que Vossa Excelência. procedente o pedido constante na inicial. julgará. I do CPC.

anvisa. Secretarias de Estado e Distrito Federal ou Municipais de Saúde. br/maill?ui=2&ik=ca2afb7c76&view=pt&search=inbox&th= 1.br> Para: phnovelino@ig.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. informamos que: 15 de fevereiro de 2010 14:56 ambito de atuação da GIPAF. disponivel no site da ANVISA (portal.gov. br •• Este endereço eletrônico está habilitado apenas para enviar e-mails. Atenciosamente.gov. entrai de Atendimento Agência Nacional de Vigilância Sanitária 0800 642 9782 portal.com. 6/4/20 l O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. O http://mail. .CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA Page 1 of 1 paulo henrique novelino <phnovelino@ig. deverá ter análise e o deferimento do Licenciamento de Importação concedidos pela autoridade sanitária em exercício no local de desembaraço aduaneiro" Agradecemos o contato e colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. vinculada à • obrigatoriedade de cumprimento de ações judiciais deferidas no interesse de tratamento clinico de pacientes.ANVISA <atendimento.anvisa. Em relação ao protocolo de atendimento 2010034196.E. informamos que de acordo com o Item 8 do CAPiTULO XXXVII da C nO 81/08: "A importação de bens ou produtos não regularizados na ANVISA.stf. As ligações podem ser feitas de segunda a sexta .uniap@anvisa.com.br)..br Prezado Senhor Paulo Henrique.Caso deseje entrar em contato com a central. ig.200-2/2001 de 24/08/2001. das 7h30 às 19h30. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. exceto feriados . na qual a pessoa jurldica importadora seja o Ministério da Saúde..gov. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .com.feira.asp sob o número 1490256 . favor ligar no 0800 642 9782 ou acessar o Fale Conosco. .mailig.ICP-Brasil.br> CENTRAL DE ATENDIMENTO ANVISA 1 mensagem Unidade de Atendimento ao Publico .mail de iG Mail .

180 www. por sua procuradora ao final assinada. I' . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.1.asp sob o número 1490256 .386-4 OAB/MG 98..122. vem.. Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira. . o Nesses termos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora t1 EXMO. nos autos do processo em epígrafe --.ICP-Brasil..stf. 1.jus. Juiz de Fora. pede deferimento. AN' rocuradora do Estado .gov. ) ' " .. .br Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DEFORA-MG Processo nO: 0145. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.mg. . bem como requerer que nas próximas publicações constem seu nome e OAB.I. à pres~rrç'á de v6'ssa Excelência. SR.09.. • .567017-3 Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS PPI " . . • •• . .'." f '" ESTADO DE MINAS GERAIS. requerer a inclusão da procuradora ába'ixo indicada no SISCON e na capa dos autos.age. para fins de acompanhamento pr~~~ssúaL ' . 10 de ma de 2010 .

L Em CONCLUSÃO 11:) L 04 /20 .stf._ _ 1./Escrev.0 faço estes autos conclusos ao 'M. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. • • • I) EI1l prov~s Especifiquem as prova~ que 3) Intime-se .CERTIDÃO Certifico qlle cllIlas!reJ no SISCOM :1 OAB/MG do(a) Dr./~~tõteG c.(ll)..asp sob o número 1490256 ..------ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Faz. desejam produzir..l. : : """v ~! Marcelo Cavalcanti P. -~R>. lJfTlo S : Juizdefurn.'iu :::'.jus."""':vidoli • S Oilcrlitêlriil. q5 I 04 j20.:L.ICP-Brasil.. a Ihães Juiz de Direito ~~l:tiJ~~.. ~. Juiz da V. e Autarquias Estaduais de Juiz dÁ\fora . fNl\-t\bl i it h.MG O Esc. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..6. O ~i!acr. fundamentadamente....br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..20&+--' RECEBIMENTO DE AUTOS Em~/~.q.200-2/2001 de 24/08/2001..".. ___ _ _ __ ~~ Vara da Fazenda Pública Estadual • . 2utos foram .

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil.stf.Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 10.jus. C6d.25.

jus.. ____ • JUNTADA Em~~s2Jg Junto a estes au".t.• • • ~.".asp sob o número 1490256 . RtF em frenlC> O(A) fllCrlvao lal ~_--.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.

nO 60. em recente decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORAlMG. notadamente tendo em conta que o ônus probatório dos fatos alegados na inicial incumbe à autora.200-2/2001 de 24/08/2001. 211 e 278. na oportunidade. Ressalta.é exigência de segurança sanitária. e que. não possui autorização legal para comercialização no país. não podendo o Estado se ver compelido a fornecer a favor de jurisdicionados medicamentos que não possuem controle sanitário nacional e.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de }'ora EXMO. conforme devidamente exposto na contestação. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA. Bairro São Mateus.Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira.567017-3 Autor: ALCIRENE DE OLIVEIRA Réu: ESTADO DE MINAS GERAIS PPI UI W <:> "" OI: ~:) "" ~ •• o ESTADO DE MINAS GERAIS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . a autora pretende por meio desta demanda o fornecimento de um medicamento NÃO REGISTRADO NA ANVISA. vem. nas Suspensões de Tutela (STA) 175. nos autos do processo em epígrafe .ICP-Brasil. t1J ~: ~I Processo nO: 0145. perante Vossa Excelência. 3345 e 3355. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. 2361.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. e Suspensão de Liminar (SL) 47. que.Agência Nacional de Vigilância Sanitária . não possuem autorização legal para o comércio interno . o Ministro Gilmar Mendes deixou expressamente consignada a impossibilidade de obrigar o Poder Público ao fornecimento de medicamentos não registrados na ANVISA: • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. retro. informar que não pretende produzir mais nenhum meio de prova. Suspensões de Segurança 3724.asp sob o número 1490256 . 2944. por sua procuradora. por isso. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. em atenção à publicação de fl.stf. por conseqüência. SR. O registro do medicamento perante a ANVISA .09. Ressalte-se que.

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora


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Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS, é imprescindível distinguir se a não prestação decorre de (1) uma omissão legislativa ou administrativa, (2) de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a sua dispensacão. Não raro, busca-se, no Poder Judiciário, a condenação do Estado ao fornecimento de prestação de saúde não registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) . Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. é vedado à Administração Pública fornecer {ármaco que não possua registro na ANVISA. A Lei Federal n. o 6.360/76, ao dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, determina, em seu artigo 12, que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde ". O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro, entre eles o de que o produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se propõe. O Art. 18 ainda determina que, em se tratando de medicamento de procedência estrangeira, deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem . O registro de medicamento, como ressaltado pelo ProcuradorGeral da República na Audiência Pública, é uma garantia à saúde pública. E, como ressaltou o Diretor- Presidente da ANVISA na mesma ocasião, a Agência, por força da lei de sua criação, também realiza a regulação econômica dos fármacos. Após verificar a eficácia, a segurança e a qualidade do produto e conceder-lhe o registro, a ANVISA passa a analisar a fixação do preço definido, levando em consideração o beneficio clínico e o custo do tratamento. Havendo produto assemelhado, se o novo medicamento não trouxer beneficio adicional, não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação. Por tudo isso. o registro na ANVISA configura-se como condição necessária para atestar a segurança e o beneficio do produto. sendo o primeiro requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporação.

Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n' 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330

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ESTADO DE MINAS GERAIS
Advocacia-Geral ,do Estado
Advocacia Regional em Juiz de Fora' •
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Claro que essa não é uma regra absoluta. Em casos excepcionais, a importação de medicamento não registrado poderá ser autorizada pela ANVISA. A Lei n. o 9. 782/99, que criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permite que ela dispense de "registro/:/fle.4ipWWf1:to.s w!guir;idos por intermédio de organismos multilaterais internacionais, para uso de programds ein saddê públiidpelo Ministério da Saúde.


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Verifica-se, pois, n~" 'esteira do que devidamente exposto na contestação e na nota técnica elabora pela Secretaria de Estado de Saúde, bem como de acordo com a jurisprudência do STF, que não é possível acolher o pedido formulado na inicial de fornecimento de medicamento que sequer possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sendo necessário, pois, o julgamento improcedente da ação . Nesses termos, pede deferimento. Juiz de Fora, 10· e maio de 2010.
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An,m lIa e Matos Alves r;t-ocuradora do Estado Masl!.122.386-4 OAB/MG 98.180

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Rua Chanceler Oswaldo Aranha, n° 60, Bairro São Mateus, Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 32 I 6,3:i30

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CERTIDÃO - MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL
Em cumprimento à Instrução 173/88 da CGJMG c/c Re~olução 290 do TJMGe PrGvirnento 161/2005 da CGJMG, certifico que foi promovido o andamento processuai nestas aulos da seguinte rnam!im: O Vi.ta õa Estado de Minas Gereis, via Procurador do Estado. O Processo suspenso. Aí!. 40 Lei 6830l13C O Processo SUSp>!!fl20. Parcelamento. Ar!. 792 cio CPC. I:>E..f. e~cc

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

EXMO. SR DR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA .


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ALCIRENE DE OLIVEIRA, já qualificada nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela que move em face do Estado de Minas ,~ Gerais, através da Defensoria Pública, vem, com respeito e acatamento, à presença honrada de Vossa Excelência, expor e requerer o seguinte: Ao contrário do que sugere o Réu, a inexistência de registro de medicamento junto à ANVISA não restringe a sua aquisição, tanto por pessoa física quanto jurídica, através de importação autorizada pelo indigitado órgão (fls. 68); mas, tão-somente a sua industrialização, exposição à venda ou entrega a consumo interno antes de registrado no Ministério da Saúde. Tanto assim, que o Estado de Minas Gerais, mediante adoção de todo o procedimento de importação, já fez diversas aquisições do medicamento Cinacalcet para dar cumprimento a diversas determinações judiciais da mesma natureza. E não para por ai, em ação ajuizada para o fim de que o Municipio de Juiz de Fora fomecesse o medicamento Cinacalcet ao autor APP.A, foi determinado, pela d. juiza da 2" Vara da Fazenda Pública Municipal, que o referido ente público efetuasse o depósito do valor referente a oito caixas do indigitado fármaco para que o autor, através de pessoa física, pudesse importá-lo, uma vez que Município, por restrições administrativas momentâneas não pôde fazê-lo . Saliente, neste particular, que a importação já foi concretizado e o autor A.P.F.A já iniciou o tratamento que lhe foi prescrito com sucesso, restando, portanto, demonstrada a sua eficácia. Por derradeiro, imperioso salientar que, em relação à ausência de registro do medicamente Cinacalcet junto à ANVISA, pelo que pode concluir-se, deve-se, apenas e tão-somente, a notória burocracia e ineficiência de nossos órgãos públicos, eis que o fármaco em questão já encontra-se aprovado e liberado para industrialização e comercialização pelos respectivos órgãos competentes do EUA e da Europa (doc. anexo), sabidamente mais criteriosos em suas análises.

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Defensoria Pública do ESlado de Minas Gerais
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

'. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .'C.G. Páulo Henrique Novelino \ Defensor Publico \ Madep 0271 \\ • •• Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. Oi' junho de 2010 .jus. deferimento. em que Vossa Excelência. procedente o pedido constante na inicial. mantendo-se o pedido de antecipação de tutela já concedida. julgará.200-2/2001 de 24/08/2001. confia. nos termos do artigo 330. • •• Termos em que. I do CPC. " 1)~ '.'. o (a) Autor (a).. '.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. com melhores e mais profundos suplementos.". /' Assim. P.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .asp sob o número 1490256 . .ICP-Brasil.stf. Juiz de Fora.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

Em pacientes com carcinoma da paratiróide ou hiperparatiroidismo primário. "Primário" significa que o hiperparatiroidismo não é causado por outra doença. o que é o Mimpara? O Mimpara é um medicamento que contém a substância activa cinacalcet. Encontra-se disponível sob a forma de comprimidos ovais verde-claros (30. O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica. O Mimpara pode ser usado como parte de um tratamento que inclua fixadores de fósforo • •• ou esteróis da vitamina D. London E14 4HB.emea. Os níveis da PTH devem ser verificados pelo menos 12 horas após a administração da dose e uma a quatro semanas após cada ajustamento da dose de Mimpara Os níveis de cálcio no sangue devem ser medidos frequentemente e no espaço de uma semana a contar de cada ajustamento da dose de Mimpara. Canary Wharf. consoante os níveis da PTH do paciente.eu http://www. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged. Ref.200-2/2001 de 24/08/2001. O seu objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou os estudos realizados. ou quando o médico não considere adequada a remoção das glândulas paratiróides. . a dose inicial recomendada de Mimpara para adultos é de 30 mg duas vezes ao dia.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. afim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do medicamento.eu © European Medicinas Agency. UK Tel.~ J. 2009. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .~t1. A dose é ajustada a cada duas a quatro semanas. para reduzir a hipercalcemia (niveis elevados de cálcio no sangue) em pacientes com carcinoma das paratiróides (cancro das glândulas paratiróides) ou hiperparatiroidismo primário em que não possam ser removidas as glândulas paratiróides.europa.: EM EA/72169612009 EMEA/H/C/570 Mimpara cinacalcet Resumo do EPAR destinado ao público • •• Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR).!I: European Medicines Agency Doc. leia a Discussão Cientijica (também varte do EPAR) . O hiperparatiroidismo é uma doença em que as glândulas paratiróides do pescoço produzem níveis demasiado elevados da hormona paratiroideia (PTH). Uma vez estabelecida uma dose de manutenção. os níveis de cálcio devem ser medidos mensalmente e os níveis da PTH devem ser medidos a cada um a três meses. • Como se utiliza o Mimpara? No hiperparatiroidismo secundário. Para que é utilizado o Mimpara? O Mimpara é utilizado em pacientes adultos e idosos nas seguintes instâncias: • para tratar o hiperparatiroidismo secundário em pacientes com doença renal grave que necessitem de diálise para purificar o sangue de produtos residuais.stf.ICP-Brasil.~".europa. o que pode resultar em dor nos ossos e nas articulações e deformações nos braços e nas pernas. Se quiser obter mais informação sobre osfundamemos das recomendações do CHMP. a dose inicial recomendada nos adultos é de 30 mg uma vez ao dia. A dose de Mimpara deve ser 7 WestferT)' Circus. leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou con/acte o seu médico oufarmacêutico. 60 e 90 mg). Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento.jus. "Secundário" significa que o hiperparatiroidismo é causado por outra doença. até à dose máxima de 180 mg uma vez ao dia. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. (44-20) 741884 00 Fax (44-20) 74 188416 E-maiJ: mail@emea.

O Mimpara permitiu uma redução dos níveis da PTH de 42% em comparação com um aumento de 8% nos pacientes a receber o placebo . bem como na redução da hipercalcemia em pacientes com carcinoma das paratir6ides ou hiperparatiroidismo primário nos quais a paratiroidectomia seria indicada com base nos níveis de cálcio sérico mas nos quais a paratiroidectomia não é clinicamente adequada ou é contra-indicada. sem ultrapassar os 90 mg três ou quatro vezes ao dia. Os estudos tiveram a duração de seis meses.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. cujas glândulas paratir6ides não podiam ser retiradas ou nos quais a cirurgia para remoção das glândulas paratiróides não foi eficaz. Destes. O estudo continuou por mais três anos. • •• Como foi estudado o Mimpara? O Mimpara foi foi comparado com placebo (tratamento simulado) em três estudos principais. é um agente calcimimético. Outros três estudos compararam o Mimpara com um placebo num total de 136 pacientes com hiperparatiroidismo primário durante um máximo de um ano. A redução da PTH leva também a uma redução dos níveis de cálcio no sangue. O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que apresentaram uma redução dos níveis de cálcio no sangue superior a I mg por decilitro até ser estabelecida uma dose de manutenção (entre duas e 16 semanas após o início do estudo). O Mimpara deve ser tomado com alimentos ou logo após uma refeição. O Mimpara produziu uma redução do cálcio no sangue superior a I mg/dl em 62% dos pacientes com cancro (18 em 29) e em 88% dos pacientes com hiperparatiroidismo primário (15 em 17). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. Por que foi aprovado o Mímpara? O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os beneficios do Mimpara são superiores aos seus riscos no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em pacientes com insuficiência renal em fase terminal. o cinacalcet leva a uma diminuição da produção da PTH pelas glândulas paratir6ides. ou seja.asp sob o número 1490256 . O Mimpara não deve ser utilizado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) ao cinacalcet ou a qualquer outro componente do medicamento. apresentava um nível da PTH inferior a 250 microgramas por litro. Os resultados dos estudos adicionais apoiam a utilização do Mimpara na hipercalcemia em pacientes com hiperparatiroidismo primário. O cinacalcet actua aumentando a sensibilidade dos receptores sensíveis ao cálcio nas glândulas paratiróides que regulam a secreção da PTH. o cinacalcet. os efeitos secundários mais comuns são semelhantes aos verificados nos pacientes com doença renal prolongada.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. cerca de 40% dos que tomavam Mimpara apresentaram níveis da PTH inferiores a 250 microgramas/I no final do estudo. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O principal parâmetro de eficácia foi o número de pacientes que.aumentada a cada duas a quatro semanas. 2/3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Isto significa que mimetiza a acção do cálcio no organismo.stf. O Mimpara foi também testado num estudo que incluiu 46 pacientes com hipercalcemia. consulte o Folheto Informativo. que incluíram 1136 pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. Qual é o risco associado ao Mimpara? Os efeitos secundários mais comuns associados ao Mimpara no hiperparatiroidismo secundário (observados em mais de I em cada 10 pacientes) são náusea (enjoo) e vómitos. • •• Qual o beneficio demonstrado pelo Mimpara durante os estudos? Dos pacientes com doença renal grave sujeitos a diálise. náusea e vómitos. confonne necessário para reduzir a concentração de cálcio no sangue até aos níveis nannais. em comparação com cerca de 6% dos pacientes que tomavam placebo. no final do estudo. em terapia de diálise de manutenção. Como funciona o Mimpara? A substância activa do Mimpara. incluindo 29 pacientes com carcinoma das paratiróides e 17 pacientes com hiperparatiroidismo primário. Ao aumentar a sensibilidade destes receptores. Nos pacientes com carcinoma das paratiróides ou hiperparatiroidismo primário. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Mimpara. O Comité recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Mimpara. 45 foram incluídos num quarto estudo a longo prazo para estudar a eficácia do Mimpara durante um total de quase seis anos.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . para o medicamento Mimpara. a Comissão Europeia concedeu à Amgen Europe B.jus. • •• • •• 3/3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O EPAR completo sobre o Mimpara pode ser consultado aqui.Outras informações sobre o Mimpara Em 22 de Outubro de 2004. A Autorização de Introdução no Mercado foi renovada em 22 de Outubro de 2009. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. uma Autorização de Introdução no Mercado.stf.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ICP-Brasil. Este resumo foi ac!ualizado pela última vez em 10-2009. válida para toda a União Europeia. V.200-2/2001 de 24/08/2001.

13.Andamento Processual .TJMG .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento._' J.200-2/2001 de 24/08/2001.stf.0145 2 REG PUB/FZ MUN/FAL . __ • AUTOS ENTREGUES:EM CARGA AO ADVOGADO DO RÉU PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM ·\_-"'l-1~..br/juridico/sf/proc_ movimentacoes.. ('.Dados do processo Todos os Andamentos .' JUNTADA DE MANDADO JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA PUBLICADO DESPACHO VISTA AO RÉU EM ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO EXPEDIÇÃO DE MANDADO JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO ADVOGADO DO RÉU JUIZ(A) TITULAR 22221612 JUIZ(A) TITULAR 22221612 24/02/2010 24/02/2010 23/02/2010 099147/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Andamentos Page I of2 i9{l....J.asp 2/6/2010 sob o número ... . .tjmg.- . .jus.jus.. 1 .NTADA DE P~TIÇÃO DIVERSA ATO ORDINATORIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO.1 ~ 12/03/2010 12/03/2010 11/03/2010 08/03/2010 08/03/2010 04/03/2010 04/03/2010 08/03/2010 03/03/2010 02/03/2010 02/03/2010 01/03/2010 01/03/2010 099147/MG 099147/MG '.8. . .ICPBrasil.O JUIZ(A) TITULAR 22221612 30/03/2010 29/03/2010 29/03/2010 PROMOTOR(A) 20001097 22/03/2010 19/03/2010 19/03/2010 19/03/2010 17/03/2010 17/03/2010 16/03/2010 16/03/2010 JUIZ(~)}ITULAR CONCLUSOS PARA JULGAMENTO -. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jsp?comrCodigo= 145&numero. http://www.2009. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA RECEBIDOS OS AUTOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO AUTOS ENTREGUES EM CARGA AO MINISTÉRIO PÚBLICO ATO ORDINATÓRIO VISTA MP EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ JUDICIAL ATO ORDINATÓRIO MERO EXPEDIENTE CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO ATO ORDINATÓRIO VISTA DEFENSOR - ~.~ ~~ ' JUIZ(A) TITULAR 22221612 .. <- - ATIV. 6 T'-'MG Institucional Consultas Serviços Transparência Intranet Página IniCiai » Consultas» Andamento Processual» 1 a Instância» Resultados Advogados Comarca de Juiz de Fora . '"...•:.~------------------------------NÚMERO TJMG: 014509561794-3 NUMERAÇÃO ÚNICA: 5617943-94./ 42221612 •• JUNTADA DE PETIÇÃO DIVERSA RECEBIDOS OS AUTOS DO ADVOGADO .

J :. .ICP-Brasil.__ ..- .-.~.juiz. ~ ~ " ••0. devolvidos ti S5crat . .._ ..1 i.-: ~ '........'...J ---------------. --.. ""I"'~ ~o\ ~ /h. .' Conclusospara sentença...../)$ c. Esc/Escrev.:.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.:~ •.jus. deio Em~'Lde faço estes aU!. . ~1> r:k Fetal ~ Marcelo Caval~n!i p...p...onc!uEOi1 ao f::iM..:~~ .. M • ...:- . -----------...utOi> foram €'-".. e 1"1. _______ _ ~ . I. ri .-!i-:. -'. Fa:r.~ r G r. \':~.'.200-2/2001 de 24/08/2001.• beNTe~ f Juiz RECEBIMENTO DE AUTOS cm ~/ o Co / 10 este" ... _h.i LI': i. rI..:.0 '.J~__ ... (38 V.. CONCLUSÃO O. ' ..:Jq:Ú:1B ... ...--. Au. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 . ·lei •... • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 06 (w .~ Et":L CONCLU§Ao 1. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.1: .

. etc .ICP-Brasil.10. Segundo a Autora e declarações da SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE o medicamento prescrito não faz parte do programa de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde. Requer a Gratuidade Judiciária e pede a antecipação de tutela para fornecimento contínuo do medicamento requerido.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que por indicação de especialista.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Vara da Fazenda Pública e Autarquias Estaduais da Comarca de Juiz de Fora • •• Autos: 0145.stf. Aduz.. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal.25.09. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. necessita do uso do medicamento por tempo indeterminado.jus. que necessita fazer uso do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). • •• Tratam os presentes autos de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. O C6d. deduzindo.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em síntese.567017-3 AÇÂO ORDINÁRIA AUTORA: ALCIRENE DE OLIVEIRA RÉU: ESTADO DE MINAS GERAIS SENTENÇA Vistos.asp sob o número 1490256 . 1 frasco/mês. por ser portadora da doença Renal Crônica.

6 Poder . Entendendo estar maduro processo para julgamento. DECIDO.37/43. seleciona e padroniza a aquisição daqueles necessários ao atendimento de sua população..Judiciário do Estado de Minas Gerais Alega a Autora. • •• Cuida-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA pleiteando a concessão de medicamento sob custas do ESTADO DE MINAS GERAIS.stf. Inquestionável o entendimento que a autora detém o direito pleiteado. Agravo de Instrumento ás FLS. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal. sem qualquer acréscimo de provas ou documentos.49/57.21/22. prescrito por médico especializado. 07/19.25. os autos vieram conclusos para sentença. indicado para quadro de doença Renal Crônica. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . aduzindo em síntese que o Poder Público. pois.200-2/2001 de 24/08/2001. Junta documentos de FLS. O Cód. 10. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . diante das inúmeras opções terapêuticas existentes no mercado farmacêutico e das limitações orçamentárias que o cercam. ESSE É O RELATÓRIO.jus. não ter condições de adquiri-los sem prejuízo do sustento próprio e de sua família. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina O.097·2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. trata-se de pessoa destituída de recursos financeiros para adquirir o medicamento que lhe dê condições de tratamento para o mal que está acometido.ICP-Brasil. e que não possui condições financeiras de comprar a medicação indicada . • •• Contestação pelo ESTADO DE MINAS GERAIS às FLS. Fls. Foram deferidas Gratuidade Judiciária e Antecipação da Tutela Jurisdicional.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

consignados nos Arts. sempre. garantido mediante políticas sociais em econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. pois. do Art. a moradia. não há dúvida. a saúde. a previdência social. ambos garantidos pela Constituição Federal.stf. O Cód. proteção e recuperação.jus. de forma solidária. assoberbando o Estado e o Judiciário.Judiciário do Estado de Minas Gerais A prestação de tal serviço. Art. não justificando que a Administração Pública se ampare na obediência estrita a procedimentos orçamentários. alínea "a". verifica-se que se trata de parcela mínima da população. em detrimento da vida dos contribuintes. ou seja.na forma desta Constituição. que dispõe sobre a definição e coordenação dos Sistemas de Redes Integradas de Assistência de Alta Complexidade. hoje fazem diferença no orçamento dos brasileiros . Assim. fornecimento de medicamentos às pessoas destituídas de recursos financeiros é dever constitucional do Poder Público. adequadamente.. a esmagadora maioria é de necessitados e sem condições de suportar os medicamentos indicados. a proteção à maternidade e à infância.A saúde é direito de todos e dever do Estado. o seu tratamento. com comprometimento de suas subsistências. de que excessos existem de cidadãos que buscam o Sistema Único de Saúde mesmo tendo condições de suportar o ônus da medicação.asp sob o número 1490256 . O direito a saúde constitui conseqüência indissociável do direito à vida. o trabalho. o Estado é competente para prestação do atendimento da saúde da população. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 6° . a gerência do serviço público de saúde não é apenas da União.6 Poder .ICP-Brasil.16 da Lei 8. • •• • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. É certo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.25.200-2/2001 de 24/08/2001. Todavia. O usuário do Sistema Único de Saúde tem direito a atendimento digno e que possibilite. ressalvado o disposto no inciso 111. a assistência aos desamparados. "in verbis": Art.080/90.São direitos sociais a educação. 10. sendo cediço que quase todos os fármacos de uso contínuo.097·2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. mas também do Município e do Estado. o lazer.6° e 196. Com efeito. a segurança. 196 .

podendo direcioná-lo àquele Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 10. a parte necessitada não é obrigada a dirigir seu pleito a todos os entes da federação. DOS ESTADOS E DO MUNiCíPIO . .asp sob o número 1490256 . deixando de ser comprovado nos autos. cumpre observar.SAÚDE . tendo em vista o dever constitucional de garantir o direito à saúde.jus.ICP-Brasil. havendo prescrição de médicos devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina sobre a necessidade do tratamento indicado.DIREITO GARANTIDO CONSTITUCIONALMENTE NECESSIDADE COMPROVADA . • •• TJMG DESEMBARGADORA HELOISA COMBAT Data do julgamento: 07/10/2008 Data da Publicação: 24/10/2008 ACÃO ORDINÁRIA FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO.25. tratando-se de responsabilidade solidária. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . "in verbis": • . Nosso Tribunal tem decidido. a responsabilidade do Estado é conjunta e solidária com a dos Municípíos e a da União. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. que esse medicamento pleiteado é indicado no tratamento do quadro de doença Renal Crônica. E.No que toca ao direito do cidadão à saúde e à integridade física. turno outro.stf. não pode o Estado negá-los. O Cód. que a droga pode ser substituída por outra do dispensário de medicamentos públicos ou que existam outras drogas disponibilizadas que não foram utilizadas e que também possam responder positivamente ao tratamento da moléstia de que padece a postulante .097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Assim.PROVA DA MOLÉSTIA E DA CORRELACÃO COM OS MEDICAMENTOS SOLICITADOS.Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais Nesse passo.200-2/2001 de 24/08/2001. estando em hemodiálise há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária a doença renal.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..

ICP-Brasil. DISPOSITIVO • -.asp sob o número 1490256 . por recomendação médica.I . 19 de agosto de 2. remeto de ofício os autos ao Egrégio Tribunal de Justiça.i>~a. ao bem-estar físico. tendo em vista o seu caráter de descentralização. controle ou cura de moléstia. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Deixo de condenar o Estado de Minas Gerais nas custas e taxas judiciárias face sua isenção. na dosagem e modo da prescrição médica. torna solidária a responsabilidade pela saúde. Nos termos do Art. para a prevenção. • Ante o exposto.stf.Juiz de F. o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). os Estados e os Municípios. como meio de tornar efetiva a garantia do direito à saúde. O eód.010 AA~ (~\ 'IAIV-MARCELO CAVALCANTI'PIRAGIBE MAGAL Juiz de Direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Demonstrada a necessidade de determinada prestação. dê-se baixa e arquivemse os autos. O Sistema Único de Saúde. JULGO PROCEDENTE a AÇÃO PELO PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA aforado por ALCIRENE DE OLIVEIRA em face do ESTADO DE MINAS GERAIS para seja fornecido a autora.1 do Código de Processo Civil. 10. a demanda deve ser integralmente satisfeita.200-2/2001 de 24/08/2001. à vida.475.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.25. •• P. psicológico e mental e à dignidade da pessoa humana.jus. enquanto durar o tratamento.R. às expensas do ESTADO DE MINAS GERAIS.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Após o trânsito em julgado. .6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais que lhe convier. alcançando a União.

w.<lO!.. Juiz de Fora.ICP-Brasil.n~i AUroS Em.rn.:l Fnzenda Pública Est:l!!'I.stf.122.asp sob o número 1490256 .::O. .) de.C:L'JL6. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .a:>'rM'-M:n Pr curadora do Estado ~ASP .l.386-4.RECEDJIrlilfENTO J!. J..~ 'Anam.O-~.-I.L._. OAB/MG 98.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. !~ _ estes autos foram dcvoh'.ãJs .l.'----fryi1~_de~ • •• • • '.200-2/2001 de 24/08/2001.l!:f. ~/ rn VDra i.!L. O EscJEscrev.o) ele fls.~ " Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...jus.»J. o ~Escrevenle "F (p t'if.no livro próprio da Secretuia.180 JUNTADA t:mJ2/0/20\ o( a)( i ) -\L~!.t. à secretar!a.1 Certifico que registiE:i <l E0ntença(deci"f.~/. J?Jj~/20. O \~ :lI documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

567017-3/001 . TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . EM NEGAR PROVIMENTO . acorda.0145.200-2/2001 de 24/08/2001. com vistas a compelir o Poder Público a fornecer os medícamentos necessários ao tratamento da moléstia que acomete o a ravado.RELATOR: EXMO.. DES.\.0145.AGRAVANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS .ANTECIPAÇÃO DE TUTELAREQUISITOS .PRESENÇA· FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO A CIDADÃO NECESSITADO. AGRAVO DE INSTRUMENTO C VEL N° 1. de Justiça do Estado de Minas Gerais. EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS • '. sob a Presidência do Desembargador ALVIM SOARES. 1/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.AGRAVADO(A)(S): ALCIRENE DE OLIVEIRA .09. à unanimidade' de votos.ICP-Brasil.I. L~. incorporando neste o relatório de fls. ~ • •• Vistos etc. \ . na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas. SR. em Turma..567017-3/001 TRANSLADO 11111 11111 111111 " 1i 11111111111111111111111111111 EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO . Estando presentes os requisitos legais é cabível a concessão de antecipação de tutela em 'lção cominatória. O . a 7 a CÂMARA CfVEL do Tribunal. cidadão necessitado.09. Relator FI.COMARCA DE JUIZ DE FORA .

stf.0145. Com a minuta de agravo de fls. DES. vejo que o inconformismo do agravante não merece acolhida: FI.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. •• Vertidos os autos à Procuradoria de Justiça. 12/50. com o que este não se conforma.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . interposto pelo Estado de Minas Gerais. 02/11. contra a decisão de fls.200-2/2001 de 24/08/2001. que deferiu a antecipação de tutela e determinou o fornecimento dos medicamentos postulados na exordial da ação ordinária que lhe é movida por Alcirene de Oliveira. alegando. juiz da causa prestou informações esclarecendo as razões pelas quais formou seu convencimento e pelas nh. havendo necessidade de dilação probatória.567017-3/001 NOTASTAQUIGRÁFICAS O SR. por pedir o provimento do recurso. Analisando detidamente a questão posta. em resumo. o agravante carreou os documentos de fls. que o medicamento não está incluído entre aqueles de sua competência: que não pode ser obrigado a prever receita orçamentária inexistente: culminando. esta se manifestou pelo desprovimento do recurso . que não foi demonstrada a presença dos requisitos legais necessários ao deferimento de liminar.jus. dentre outras inúmeras digressões.8 OOVlSNlfHl TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1. com pedido de efeito suspensivo.09.:'-'t'Tfep'cisão agravada . 2/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 21/22. EDIVALDO GEORGE DOS SANTOS: • •• • ~OIO Cuida-se de agravo de instrumento.ICP-Brasil. O r.

jus. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução. hiperparatitreoidismo. A saúde é direito de todos e dever do Estado. Tal prerrogativa está consignada no texto constitucional vigente..567017-3/001 • •• A agravada. 5° garante ao cidadão.. com alto risco de problemas cardiovasculares e até mesmo morte . 196. 196. do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua FI. é portadora de doença renal crônica. O seu art. a assistência aos desamparados.asp sob o número 1490256 . Segundo a deClaração do médico sem o uso de tal medicamento há risco de'piora da doença óssea..200-2/2001 de 24/08/2001. em vàrios de seus dispositivos. às fls. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a moradia. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . primordialmente. 22/23.ICP-Brasil. É mais que notório que a saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. dentre inúmeros outros. 6° dispõe também: "Art. 6°. 24. a previdência social. pO-. em sede de antecipação de tutela.:u::=a~~Gonsagra o princípio acima "Art.0145. na forma desta Constituição. necessita do medicamento MIMPARA (CINACALCET) conforme postulado na exordial e deferido. subscrito por médico credenciado ao SUS." • •• O art. a saúde. O art. o lazer. 31/32. a proteção à maternidade e à infância. o seu direito à vida. o trabalho. e conforme relatório médico de fls. 3/6 -----r-. hipefosfatemia e hipercalcemia.rs::. a segurança.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. São direitos sociais a educação.stf. sendo submetida a hemodiálise há 14 anos.I~ TRIBUNAL DE JU~TIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N° 1.09.----------------------------------------------_____________ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. e receituário de fls. representada pela Defensoria Pública. calcificação vascular e nas partes moles.

Belo Horizonte-1995. Esse juizo consiste em valorar os fatos e o direito. sendo que a própria Constituição Federal estabeleceu as competências de FI. por exemplo. e a opria orientação jurisprudencial. pág. Pelo que entendo. dada pelo Mestre Carreira Alvim: "A constatação da verossimilhança e demais condições que autorizam a antecipação da tutela dependeram.jus. como. em inúmeros outros dispositivos constitucionais. 23.asp sob o número 1490256 . percebe-se que a agravada demonstrou a presença da fumaça do bom direito.ICP-Brasil. certificando-se da probabilidade de êxito na causa. Editora Del Rey. 4/6 • •• • •• Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. 24. Corrobora esta afirmação a lição acerca de fumus bani iuris. 2" edição.0145.-~ tl lRANSLADO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1. vemos a preocupação com a saúde do cidadão. Portanto. inciso XXII. 105) . no seu artigo 7°.080/90. nos arts. a Lei nO 8. nem tampouco submetida às evidentes omissões destes. inciso XII. de um juízo de deliberação nos moldes análogos ao formulado para fins de verificação dos pressupostos da medida liminar em feitos cautelares ou mandamentais.200-2/2001 de 24/08/2001. necessária ao deferimento do medicamento pleiteado. estabeleceu a descentralização da saúde pública no Brasil. 199 e 200 ." Do mesmo modo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ante a previsão constitucional acima citada. a saúde da agravada não pode ficar ao sabor das políticas públicas e orçamentárias dos diversos entes públicos integrantes do SUS. 198. 7°. notadamente a sumulada. inciso VII. a especle oVa (prova preconstituída). sempre. no que pode influir a natureza do fato. 30. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Ademais." (in "Código de Processo Civil Reformado".09. IX.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567017-3/001 promoção. proteção e recuperação. inciso 11. 197.

á União e aos Estados coube cooperarem técnica e financeiramente e. portanto. págs. ) FI.------------------------~-------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ainda. e c) que seja "grave" ou de "dificil reparação" (art. E isto pode ocorrer quando haja o risco de perecimento. que é exatamente o que pretende a ora agravada. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. coube a execução dos serviços. a parte deverá demonstrar fundado temor de que.09. deterioração. deve ser: a) "fundado". Editora Forense.567017-3/001 cada ente público no tocante a tal matéria. O perigo de dano refere-se. aos Municípios. ou de qualquer mutação das pessoas.ICP-Brasil. seja em favor de uma ou de outra parte. ( . Colha-se a respeito..200-2/2001 de 24/08/2001.I~. 372/373). desvio. ao interesse processual em obter uma justa composição do litígio. enquanto aguarda a tutela definitiva.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . iz a lei que o perigo. Rio de Janeiro1996. 798). venham a faltar as circunstâncias de fato favoráveis á própria tutela.jus. b) relacionado a um dano "próximo".br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. 16" edição. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS 'l . rR~~·'SlADO AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.-----. bens ou provas necessários para a perfeita e eficaz atuação do provimento final do processo principal.stf. Com isso. 5/6 ------.0145." (in "Curso de Direito Processual Civil". ~. o que não poderá ser alcançado caso se concretize o dano temido. . E continua o brilhante processualista: • •• • •• -- . justificador da atuação do poder geral de cautela. a lição dada pelo insigne Mestre Humberto Theodoro Júnior: "Para obtenção da tutela cautelar.. destruição.

stf. em cognição sumária e baseado no seu poder geral de cautela. pág. Vo de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): ANDER MAROTTA e BELlZÁRIO DE LACERDA. eis que o r. NEGARAM PROVIMENTO .0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. juiz monocrático. no caso dos autos. Com tais considerações.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. FI. vê-se que. • -.200-2/2001 de 24/08/2001. 373). NEGO PROVIMENTO ao recurso e confirmo a bem lançada decisão recorrida. por sua vez. isto é. Ante isso. antes da solução definitiva ou de mérito." (obra citada.jus. Custas ex lege . 6/6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • •• Vislumbrando o julgador a presença dos requisitos outro caminho não lhe resta senão deferir o pleito liminar. Creio.TRANSlADO I~\ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGRAVO DE INSTRUMENTO CIVEL N' 1.09.567017-3/001 Perigo de dano próximo ou iminente é. ser correto o julgado. mormente porque se assentou em amplo regramento constitucional a respeito. não há que se falar em qualquer ilegalidade da decisão singular recorrida. o que se relaciona com uma lesão que provavelmente deva ocorrer ainda durante o curso do processo principal. concluiu pela presença dos pressupostos legais necessários ao deferimento da antecipação de tutela. então. 1.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.

~ Remetidos em 05/10/2010 .UNIDADE GOIÁS CERTIDÃO CERTIFICO que o acórdão/decisão retro transitou em julgado.• "b"""i. . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..'. O referido é verdade e dou fé. REMESSA E os remeto ao ExcelenUssimo Senhor Juiz de Direito da comarca de origem.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' I . " c I• . Escrivão(ã) do Cartório -. . .097·2 da 7' c.. • •• Cód.jus.200-2/2001 de 24/08/2001.stf. Documento emitido pelo SIAP : I 1.-' CARTORIO DA 7" CAMARA CIVEL . OCA) Escrivão(ã). t .25. 28 de setembro de 2010 .ma~"idad' Goié... Belo Horizonte. ~ ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 . -:: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Eu. Kátia Maria da Cruz Silva.(:r .10.

-.I o ~.J1\o . referente ao ~ravolReeul'So. _ _~_emfrellte OCA) Escrivão(ã)'--I~_ _ __ JUNTADA ~lÍ!. Fora.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. traM~adO emjulgado em023ffiJU. arquivando o Agr\!Yo na caixa/maço ~í1' SISCOMiTJMG.stf. jun a ést1ls autos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Julz not.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ~!jQI'&! Escrtvâo(ent8l • •• • • • ..NÇ\A~ _. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..1?.asp sob o número 1490256 . ..jus.Certifico que em cumprimento 00 Provo 161/2006 do ~ C:-lM'f' jSladel para estes autos copias de "s.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Bairro São Maleus.jus. pois. \ Requer. 0"' ~ "" ~ Rua Chanceler Oswaldo Aranha.- . Apelante: ESTADO DE MINAS G~RAIS Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA Procuradoria das Obrigações' • .Ação de Conhecimento ajuizada por Alcirene de Oliveira.ICP-Brasil. de acordo com as razões que seguem. O ESTADO DE MINAS GERAIS. para julgamento do mesmo.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado . por sua procuradora abaixo .MG Processo nO: 0145. nO 60..! ~ . 22. Advocacia Regional em Juiz de Fora .stf.COMARCA DE JUIZ DE FORA. .180 . interpor RECURSO DE APELACÃO. ~ .567017-3 . SR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA . EXMO. vem à presença de Vossa Excelência. do CPC. inconformado com a sentença proferida às fls. 80/84. .assinada. com a posterior remessa dos autos ao E.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.386-4 OAB-MG 98.. •• MASP:. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.09.::ç ~ " ANA "fI' LjIft..200-2/2001 de 24/08/2001. nos autos do processo em epígrafe . 500 e ss. o recebimento e processamento do presente rec~rso. em primeiro grau de jurisdição. corri fulcro nos art. Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . '" .

Fora .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567917-3 y EGRÉGIA TURMA. Bairro São Mateus.stf.jus. nO 60. por ocasião de recurso de apelação ora interposto contra sentença de 10 grau.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de. 1. em razão de apresentar a apelada quadro de doença renal crônicil com evolução para hiperparatireoidismo secundário.09. por apresentar quadro de doença renal crônica com evolução para hiperparatireoidismo secundário. que detenninou que o apelante providenciasse o medicamento requerido pela apelada. Apelante: ESTADO DE MINAS GERAIS Apelado: ALCIRENE DE OLIVEIRA JuÍZo de origem: Vara da Fazenda Pública. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Estadual da tomarca de Juiz de Fora -MG Processo de Origem: 0145.asp sob o número 1490256 . afirmando que é necessário para seu tratamento médico. RAZÕES DE APELAÇÃO - • •. . .Mimpara (cinacalcet). • •-.200-2/2001 de 24/08/2001. qual seja.SÍNTESEDOSFATOS A apelada interpôs a ação ordinária com pedido de tutela antecipada visando compelir o Poder' Público a fornecer o medicamento Mimpara (cinacalcet).ICP-Brasil. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Rua Chanceler Oswald~ Aranha. . Aduz o apelante as presentes razões. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. EMÉRITOS JULGADORES. - . .

o que se pretende discutir no presente apelo é a forma genérica pela qual foi determinado o fornecimento do tratamento e a ausência de uma avaliação criteriosa. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216·3330 . Na sentença o Juízo de primeira instância acolheu o pedido da autora determinando que o Estado providencie os medicamentos requeridos.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora Fundamentou sua pretensão na necessidade de' utilização dos referidos medicamentos. haja vista as especificidades do presente caso concreto e diante dos seguintes argumentos. o -que ofende em maior grau o interesse público que norteia estas qu~stões de direito à saúde. mas sim a necessidade de que o Poder Judiciário assuma um compromisso com a sociedade na prolação de sentenças que avaliem cada caso de acordo com suas especificidades e com base em um juízo de proporcionalidade. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. • •• ' • •• Ora. .e pesem os fundamentos trazidos pelo magistrado. aos cidadãos pelo Estado na atualidade. Bairro São Mateus. Em qu.ICP-Brasil. confia o apelante que a sentença recorrida será refOl:mada pelos emérito~ julgadores. no dever do Estado de garantir a todos o direito à vida e à saúde.ofende diretamente os princípios que norteiam a Administração Pública. de forma a corrigira falta de comprometimento para com a evidente insuficiência de recursos do SUS. n° 60.da' forma como vem sendo garantido . por fim. E diante deste relato inicial é que vem O· apelante pugnar pela reforma da sentença. eis que a concessão de um determinado medicamento indiscriminadamente e sem a. comprovação efetiva' de sua eficácia e necessidade. sobre o dever do Estado de garantir o fornecimento de medicamentos e tratamentos de alto custo aos pacientes que não puderem pagar. mormente ante' a existência de alternativas terapêuticas disponibilizadas pelo SUS e não comprovadamente tentadas pelo paciente (o que não é o caso em exame). Portanto. não se discute o direito à saúde e o dever do Estado em prestá-la.asp sob o número 1490256 . de acordo com ocaso concreto. porém sem determinar exatamente o prazo e os limites para seu fornecimento . Rua Chanceler Oswaldo Aranha. ' /' . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. na impossibilidade de custear o tratamento e. o que em última instância atenta contra o direito à saúde de todos. Nobres Desembargadores.200-2/2001 de 24/08/2001. .

jus. ' renal crônica é a perda lenta. objetivo do tratamento do hipeiparatireoidismo secundário é promover a diminuição dos níveis séricos de PTH.stf. para a prevenção da doença óssea progressiva e conseqüências sistêmicas da desordem . de modo que sua comercialização no país é vedada por lei. Bairro São Maleus. Mimpara tem por substância ativa o cinacalcet. Rua Chanceler Oswaldo Aranha.asp sob o número 1490256 .uma quantidade excessiva de hormônios paratireóides em resposta a uma anormalidade fora da glândula paratireóide . o que toma o rim incapaz de . haja vista que não pOSSUi registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).ESTADO DE MINAS GERAIS. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. medicamento cinacalcet não se encontra padronizado para fornecimento pelo SUS. renal em diálise. 4~ ru. cálcio e fósforo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Insufi~iência o • o medicamento o 3- DA IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO DO ESTADO A FORNECER MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. diagnosticada como portadora de doença renal crônica com evolução para hiperparatireoidismo severo.realizar suas funções normais.não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). sendo indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em indivíduos com insuficiência. Como conseqüência da insuficiência renal crônica pode' aparecer o hiperparatireoidismo. 71/73. IJ Advocacia Regional em Juiz de Fora vU ~ ~~~~~~~~--------~--------~-- Advocacia-Geral do Estado 2 DA DOENÇA DA APELADA E DO MEDICAl~ENTO SOLICITADO MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA • •• A presente demanda foi ajuizada com o escopo de compelir o Estado de Minas Gerais a fornecer os medicamentos Mimpara(clnacalcet) para a apelada. o medicamento solicitado pelo apelado Cinacalcet (Mimpara) . que se caracteriza pela atividade aumentada da glândula paratireóide. n° 60. do metabolismo mineral. progressiva e irreversível das funções renais.' a qual produz . Conforme devidamente destacado na contestação e ressaltado pelo apelante na petição de fls.ICP-Brasil.

n' 60.stf. 7° Compete à Agência proceder à implementação e à execução do disposto nos incisos II a VII do art.o controle de bens de consumo que. sem tecer NENHUMA consideração a respeito da obrigação que está sendo imposta ao Estado em fornecer medicamento não registrado na ANVISA . bem como o controle de portos. e II . § 10 Entende-se por vigilância sanitária um conjunto dé ações capàz de eliminar. da produção ao consumo. dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.Agência de Vigilância Sanitária. Lei 9782/99 Art. Bairro São Matous. por intermédio do controle sanitário da produÇão e da comercialização de produtos e serviços submetidos . ~L \ q6 IÍI ~' • . estando incluída entre estas ações a regulamentação e acompanhamentó da produção e circulação de bem de consumo relacionados à saúde: Lei 8080/90 Art. inclusive dos ambientes. dentre elas a' atribuição de efetuar os registros dos medicamentos para autorização de sua comercia!ização no país . direta ou indiretamente. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente. abrangendo: I . uma autarquia federal que tem suas atribuições definidas na Lei 9782/99. sendo esta a principal questão versada no presente processo . compreendidas todas as etapas e processos. •• • •• \ Para executar estas ações.200-2/2001 de 24/08/2001. se relacionem com a saúde.asp sob o número 1490256 .a execução de ações: a) de vigilância sanitária. devendo: Rua Chanceler Oswaldo Aranha. 6° A Agência terá por fin'alidade institucional promover a proteção da saúde da população.à vigilância' sanitária. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . foi criada a .o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.. aeroportos e de fronteiras. instância IGNOROU completamente este fato. proferindo a sentença recorrida de forma absolutamente genérica. da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. dos processos. Como é cediço.ICP-Brasil. Contudo o julgador de 1".br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Art. 60 Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): I . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a Lei 8080/90 inclui no campo de atuação do Sistema Único de Saúde a execução de ações de vigilância sanitária.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 5 ~A=d~vo~c=a~ci~a~R=eg~i~on=a=l~em~Ju=i~z~de~F~o=r~a_________________________________ Esta circunstância foi devidamente ressaltada nos autos.2° desta Lei.jus.

aos seguintes requisitos específicos: (Redação dada pela Lei n° ! 0. de 6.200-2/2001 de 24/08/2001. Por todas as normas destacadas é que se tem por necessária a reforma da sentença recorrida. Rua Chanceler Oswaldo Aranha. •• • '.autorizar' o funcionamento de empresas de ·fabricação. 4 L O registro dos produtos de que trata a Lei n° 6360. medicamentos. de que trata' esta Lei.das atividades de produção e circulação. 12 .•• LEI No 6360. I 02003) Art. Destaque-se que a Lei Federal 6360/76. expostos à venda ou entregues ao consumo antes de registrados no Ministério da Saúde.asp sob o número 1490256 . fica sujeito.. Art. • Deve-se destacar que o STF já proferiu julgamento no sentido de que não é possível impor ao Poder Público obrigação de fornecimento de medicamento não registrado na Anvisa. medicamentos. poderá ser industrializado.moléstia da apelada. paliativas. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . registro de drogas.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em juiz de Fora VII . poderá ser objeto de regulamentação pelo Mini'stério da Saúde e pela Agência visando a desburocratização e a agilidade nos procedimentos. medicamentosas ou profiláticas. DE 23 DE SETEMBRO DE 1976. ou mesmo para fins de' diagnóstico.'Nenhum dos produtos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. dadas as suas características sanitárias. na medida em que se está impondo ao Estado uma obrigação de fornecimento de medicamento não 'registrado na ANVISA. haja vista que incide no caso uma veçlação legal à dispensação do medicamento. curativas. 80 desta Lei e de comercialização de medicamentos. insumos farmacêuticos e correlatos. veda totalmente a possibilidade de medicamentos serem industrializados. inclusive os importados. distribuição e importação dos produtos mencionados no art. regulamento ou instrução do órgão competente.742. sendo que o . Bairro São Mateus. 17 .jus. 16.ICP-Brasil. desde que isto' não implique riscos à saúde da população ou à condição de fiscalização . de 1976. insumos farmacêuticos e correlatos devem obedecer aos critérios fixados em Lei . e o Decreto-Lei nO.stf. além do atendimento das exigências próprias. Juiz de Fora Tevrax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde. O registro de drogas. Art. o que significa que o medicamento ainda não foi sujeito à fiscalização a respeito de sua segurança sanitária e a respeito de sua eficácia no combate 'da . de 21 de outubro de 1969. Art. as exigências e os procedimentos para tal fim previstos em lei.O registro dos produtos de que trata este Título será negado sempre que não atendidas as condições. 986. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. nO 60.

asp sob o número 1490256 . inclusive os importados.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. (2) de uma decisão administrativa de não fornecê-la ou (3) de uma vedação legal a sua dispensação. deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei. é imprescindível distinguir sea não prestação decorre de (1) uma omissão 'legislativa ou administrativa. A Lei Federal n. a ANVISA passa a analisar a fixação do preço deftnido. a condenação do Estado ao forneCimento de prestação de saúde não registrada na AgênCia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). exposto ti venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde". Suspensões de Segurança 3724. 2944. () 6. Por tudo isso. se o novo medicamento não trouxer beneficio adicional. Não raro. Como' ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. levando em consideração o beneficio c!íi1Íco é o . também realiza a regulação econômica dos fármacos.Presidente da A NVISA na mesma ocasião. entre eles.360/76. não possua registro na ANVISA.200-2/2001 de 24/08/2001. a Agência. busca-se. determina. a segurança e a qualidade do produto e conceder-lhe o registro. para o uso a que se propõe.stf.O Art. Havendo produto assemelhado. O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro. as drogas. em seu artigo 12.custo do tratamento. a eficácia.jus. 2361. .Após verificar. por força da lei de sua criação. é uma garantia à saúde pública. 3345 e 3355. como ressaltado pelo ProcuradorGeral da República na Audiência Pública. E. nO 60. em se tratando de medicamento de procedência estràngeira. Bairro São Mateus. no Poder Judiciário. como ressaltou o Diretor. é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que . poderá ser industrializado. 211 e 278. não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação. ao dispor sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. O registro de medicamento.ICP-Brasil. o • •• • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. o de que o produto seja reconhecido cOmO seguro e eficaz. Juiz de Fora TellFa<: (32)3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. e Suspensão de Liminar (SL) 47: Se a prestação de saúde pleiteada não estiver entre as políticas do SUS. 18 ainda determina que.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de Fora 7 ~ -~~~----'-----:---:'I r"g rt Veja o excerto do voto do ministro Gilmar Mendes nas Suspensões de Tutela (STA) 175. os insumos farmacêuticos e correlatos.

3330 o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.DIREITO À SAÚDE DO CIDADÃO E DEVER DO ESTADO DE PRESTAÇÃO UNIVERSAL E IGUALITÁRIA DE AÇÕES DE SAÚDE 4.os eméritos julgadores concluirão pela necessidade de reforma da sentença recorrida. Rua Chanceler Oswaldo Aranha.Necessidade de delimitação do núcleo essencial desse direito fundamental conforme os direitos coletivos contrapostos . ao elaborar defesas em ações como a presente.asp sob o número 1490256 . permite que ela dispense de "registro". Em casos excepcionais. sendo o primeiro requisito para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporacão. inclusive interpondo os recursos . Bairro São Mateus.stf. . de saúde . Pelo exposto. medicamentos adquiridos por intermédio de organismos multilaterais internacionais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. • •• ' 4-ApLICAÇÃO DO ARTIGO 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL .1 .ICP-Brasil. haja vista a obviedade da Constituição Federal neste sentido. é demonstrar a impossibilidade de o Poder Judiciário deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos.Direito subjetivo público à saúde .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. A Lei n.200-2/2001 de 24/08/2001. que o Estado pretende.ESTADO DE MINAS GERAIS 8 Advocacia-Geral do Estado . às custas de toda a coletividade.cabíveis. n° 60.jus.782/99..~gl=·o=na~l~em~Ju=i~z=de~. a importação de medicamento não registrado poderá ser autorizada pela ANVISA. que criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).F~o~ra~____________________________~qq • •• registro na ANVISA configura-se como condição necessária para atestar a segurança e o beneficio do produto. comó se bastasse ao jurisdicionado apresentar uma receita médica particular para se ver automaticamente fazendo uso do medicamento escolhido pelo seu médico. certamente . 09. Claro que essa não é uma regra absoluta. ~~l ~A~dv~o~c~ac~ia~R~. Evidentemente que não se pretende por meio deste recurso negar o caráter de fundamentalidade ao direito social da saúde. o que desautoriza sua comercialização no país. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Juiz de Fora TellFax: (32) 3216. para uso de programas em saúde pública pelo Ministério da Saúde. rechaçando qualquer tentativa que afirma inexistir direito público subjetivo dos cidadãos à prestação de ações. em razão da ausência de regulamentação do medicamento pleiteado junto à Anvisa.

mas deve haver um estudo prévio daqueles medicamentos mais essenciais para a saúde da população. Para a boà realização de -políticas públicas de saúde não basta deferir para as .~ ~ ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 9 ~i ~A~d~vo~ca~c~ia~R~e~gl~·o~na~l~em~Ju~i~z~dc~F~o~r. a Constituição Federal previu expressamente. aqueles medicamentos que serão fornecidos gratuitamente à sua população. o que significa a eleição de critérios e programas por parte do legislador ou do administrador. . 196. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. pois esse dispositivo também confere ao Estado a prerrogativa de escolher. e recuperação.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.Quer dizer. a todo direito fundamental previsto na Constituição há a correspondência de um dever fundamental (seja ele positivo ou negativo). escolhas • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. Bairro São Mateus. sendo que no caso específico do direito fundamental da saúde. a dispensação igualitária para todos os que necessitam dos medicamentos. devendo haver.asp sob o número 1490256 \ . qual seria o dever correspondente do Estado.200-2/2001 de 24/08/2001. mediante políticas sociais' e econômicas que visem à redução de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e' serviços para sua promoção. mas também engloba a assistência médica e hospitalar e o trabalho' de conscientização e prevenção.~'________________~____________~~ • •• Com efeito. proteção.stf. los. dentre os existentes no mercado e com base em critérios técnicos e científicos de segurança sanitária e eficiência. realizado junto a comunidades .pessoas interessadas os medicamentos que "alegam necessitar. n~ art.ICP-Brasil. uma interpretação da regra constitucional que' impõe ao Estado o dever de prestação da saúde de modo a compatibilizar o interesse de todos. Tem-se pela interpretação do referido dispositivo constitucional que os cidadãos não possuem direito amplo e irrestrito ao recebimento de' um determinado medicamento escolhido.jus. a própria ordem constitucional impõe ao Estado a obrigatoriedade de elaboração de políticas públicas. De fato. pelo próprio paciente. os interesses e direitos individuais de cada cidadão não podem ser analisados e atendidos à revelia dos interesses da coletividade em geral. sendo ele: garantir a todos o direito à saúde. a análise prévia e o planejamento do orçamento para custeio dos medicamentos . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . a padronização de procedimentos e de requisitos para ob!ê-. n° 60. Tudo levando em conta que a prestação de saúde não se limita apenas a fornecimento de fármacos.

visando à efetiva prestação de saúde para todos de forma universal e igualitária. atuando especificamente no caso concreto sem levar em conta o interesse de toda a coletividade (realização de micro-justiça). incondicional e a qualquer custo a todo e qualquer meio de proteção à saúde. • •• • •• Rua Chanceler Oswaldo Aranha. sim. conforme se pode abstrair do seguinte texto informativo publicado no site do tribunal.200-2/2001 de 24/08/2001.jus. do qual extraem-se as seguintes passagens: "No Superior Tribunal de Jústica (STJ). um dos fundamentos do SUS . Juizde Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. a discussão·sobre o tema reflete a dicotomia que cerca a questão: privilegiar o. mas. dá oportunidades iguais para as pessoas alcançarem os mais altos níveis de saúde possíveis".l ~~~~~~~~~------------------------~ O 1ll!-- ~ 11 estas que são LEGÍTlMAS perante a sociedade.desconsidera as escolhas alocativas feitas pelas políticas públicas implementadas. Os órgãos da Seção de Direito Público (Primeira Seção .stf.asp sob o número 1490256 . Mas. as maiores necessidades da população. O ministro Teori Zavascki esclarece que o direito à saúde não deve ser entendido "como direito a estar sempre saudável". como o direito "a um sistema de proteção à saúde que . Neste sentido se pOSICIOnou o Superior Tribunal de Justiça. Para o presidente da Primeira Seção. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ministro Teori Albino Zavascki. mas levam em conta. não existe um direito subjetivo constitucional de acesso universal.Primeira e Segunda Turmas) são encarregados de analisar as ações e os recursos que chegam ao Tribunal a respeito do tema.ESTADO DE MINAS GERAIS' Advocacia-Geral do Estado 10 I Advocacia Regional em Juiz de Fora . Bairro São Mateus. haja vista sua representação democrática. individual ou o coletivo?De um lado. violando o princípio constitucional da separação de poderes.. de outro. tudo segundo a eficiência administrativa. A ação do póder judiciário neste sentido. a participação do Judiciário sigilifica a fiscalização de eventuais violações por parte do Estado na atenção à saúde. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . nO 60. Todo este panorama geral não pode se ver prejudicado pelas sucessivas e pontuais prestações de medicamentos toda vez que algum paciente apresenta em juízo urna receita médica particular. segundo critérios científicos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. sobre a "judicialização' da saúde".. atendendo-a de acordo com os recursos financeiros disponíveis.ICP-Brasil. gratuito. As políticas públicas estabelecidas pelo Estado para o cumprimento de seu dever de saúde não são baseadas em escolhas aleatórias. o excesso de ordens judiciais pode inviabilizar a universalidade da saúde.

Decisão judicial que contraria as políticas públicas deve ser baseada em critérios de pondera cão e razoabilidade analisados segundo o caso concreto . "O aparelhamento do Estado. - Em outro caso analisado pela Segunda Turma." •• Por isso é que o direito 'público subjetivo fundamental à. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil..962). os ministros definiram que o direito à saúde não alcança a possibilidade de o paciente escolher o medicamento que mais se encaixe no seu tratamento. Necessidade de comprovação· efetiva. Bairro São Mateus.asp sob o número 1490256 u» r . tanto 'no que se referem aos problemas de saúde do jurisdicionado.requerente. -. o comprometimento de serviços públicos. ao servir de fundamento para decisões judiciais que impõem determinadas obrigações específicas ao estado. para obrigá-los indiscriminadamente a fornecer medicamento de alto custo. Juiz de Fora TeVFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. entre outros. não pode ser considérado de forma abstrata e genérica. mas que. o paciente pleiteou o fornecimento de medicamento de que o SUS não dispunha. mas deve.jus.stf. ainda que satisfatório aos anseios da coletividade. avaliou. o Judiciário cria probJemas de toda a ordem.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ministro Benedito Gonçalves observou que. Em julgamento de um recurso na Primeira Turma (RMS 28. o ministro Benedito Gonçalves advertiu que as ações ajuizadas contra os entes públicos. 4. ingressar na esfera de alçada da Administração Pública. nO 60. é utópica.Prevalência das políticas públicas pré-estabelecidas . A relatora foi a ministra Eliana Calmon (RMS 28..2 .338). não será capaz de suprir as infindáveis necessidades de todos os cidadãos" . da necessidade de utilização do medicamento pleiteado De tudo o que antes foi exposto é possível chegar à conclusão de que as políticas públicas pré-estabelecidas pelo Poder Público devem ter PREVALÊNCIA no que se refere ao atendimento da população para prestação \ Rua Chancel~r Oswaldo Aranha. ao. ser protegido seu núcleo essencial conforme a moldura que lhe seja dada pela análise das especificidades concretas. seja na saúde ou em qualquer outro segmento. público 'tem condição de satisfaz. por parte do_. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . como' o desequilíbrio de contas públicas. E~ST~A~D~O~D~E~M=I~N~A=S~G~E~RA~IS____________________ ~ II j .saúde. o SUS oferecia uma segunda opção de medicamento substitutivo. Para ele a ideia de que o poder. sem provar que aquele não era adequado para seu tratamento. devem ser analisadas com muita prudência.: : o Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional em Juiz de For.UI . Ela observou que. políticãs públicas e recursos financeiros apresentados pelo estado em relação àquela doença do paciente .200-2/2001 de 24/08/2001. mesmo assim. na hipótese. quanto no que se referem às escolhas.er todas as necessidades da coletividade ilimitadamente.

conjunto de critérios que permitem determümr o diagnóstico .asp sob o número 1490256 • -.jus. mas sempre exigindo dele a prova contundente degtie há real necessidade da prestação de saúdereguerida. um medicamento ou tratamento em desconformidade cóm o Protocólo deve ser visto com cautela. Isso porque o Sistema Único de Saúde filiou-se à corrente da "Medicina com base em evidências".12' ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado il fi) ~A~d~yo~c~ac~ia~R~eg~io~n~a~le~m~J~u~u~d~e~F~o~ra~________________~______________ .. que efetivamente demandam do poder jUdiciário uma atuação efetiva para proteger o direito do cidadão. • •• . só torna-se viável mediante a elaboração de políticas públicas que repartam os Rua Chanceler Oswaldo Aranha.stf. ) A princípio. com relataria do Ministro Gilmar Mendes. de doenças e o tratamento correspondente com os medicamentos disponíveis e as respectivas doses./Q3~ "'6 ~ de serviços de saúde. Isto é. ( . Com isso. protejam e recuperem a saúde.. restringe-se ao fornecimento das políticas sociais e econômicas por ele formuladas para a promúção. Juiz de Fora TeIJFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. pode~se inferir que a obrigação do Estado. das Suspensões de Segurança 3724. pois tende a contrariar um consenso científico vigente. 211 e 278. in"dependentemente da existência de uma política pública que o concretize. ou seja. somente decidindo" deforma contrária ao estabelecido nestes regulamentos em casos muito peculiares. não se pode esquecer de que a gestão do Sistema Único de Saúde. e da Suspensão de Liminar (SL) 47. no. Há um direito público subjetivo a políticas públicas que promovam. o julgador deve sempre dar prevalência ao que estabelecem as diretrizes e protocolos do SUS. 2361.200-2/2001 de 24/08/2001. NÃO há um direito absoluto a todo e qualquer procedimento necessário para a proteção. obrigado a observar o princípio constitucional do acesso universal e igualitário às ações e prestações de saúde. à luz do disPQsto' no artigo 196 da Constituição. Assim. Bairro São Mateus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Outro não' foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal. p"romoção e recuperação. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. proteção e recuperação da saúde. julgamento das Suspensões de Tufela (ST A) 175. 3345 e 3355. Ademais. n' 60. após análise dos dados colhidos n~ audiência pública realizada sobre direito à saúde: Não obstante. esse direito subjetivo público é assegurado mediante políticas sociais e econômicas.ICP-Brasil. não obstante se admita certas interferências do Poder Judiciário para implementação de deveres de prestação de saúde. 2944. que consistem num . da saúde. adotaram-se os "Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas~'. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

a omissão administrativa no tratamento de determinada patologia poderá ser objeto de impugnação judicial. Essa conclusão não afasta. com ampla produção de pi'ovas. o que poderá configurar-se um obstáculo à'concessão de medida cautelar. é imprescindível que haja instrucão processual.' estabelecer a respectiva relação e correspondentes métodos de fornecimento a serem observados pelos Estados. Nesses casos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . com base em estudos técnicos previamente realizados. De fato. a possibilidade de o Poder Judiciário. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. nO 60. tanto por ações individuais como coletivas. Conforme devidamente demonstrado na contestação. Dessa forma. com base no artigo 196 da CF/88• Estados. pública e as disponíveis aos usuários da rede privada. Obrigar a rede pública a financiar toda e qualquer ação e prestação de saúde existente geraria grave lesão â ordem administrativa e levaria ao Fomprometimento do SUS. a aquisição do medicàmento pleiteado viola as normas da Política Nacional de Medicamentos. Juiz de Fora ' TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. contudo.. por razões específicas do seu organismo. ) Parece certo que a inexistência de Protocolo Clínico·no SUS não pode significar violação ao princípio da integralidade do sistema. ou de a própria Administração. ( .577/06) regulamenta atualmente o Componente Especializado de . de' modo a prejudicar ainda mais o atendimento médico -da parcela da população mais necessitada.o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de opção diversa.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Gerar do Estado 13 ~A~d~vo~c~a~ci~a~R~cg~io~n~a~le=m~'~Ju=i~z=de~F~o~r~a______________________~________~/~r recursos (naturalmente escassos) da forma mais eficiente possível.jus. nem justificar a diferença entre as opções acessíveis aos usuários da rede .asp sob o número 1490256 .891 de 26/11/2009 (que revogou a portaria MS 2.200-2/2001 de 24/08/2001. indicativos dos medicamentos de alto custo e uso contínuo de maior demanda por parte da população. a Portaria GMlMS n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. no ·âmbito dos Assim. No entanto. cQmprovada a ineficácia ou a impropriedade .ICP-Brasil. vigora o Componente Especializado de Assistência Farmacêutica. (/1 . li. decidir que medida diferente da custeada pelo SUS deve ser fornecida a determinada pessoa que. podemos concluir que. em geral. Bairro São Mateus. traçadas pela União Federal. via Secretarias de Saúde..stf. sendo que cumpre à União. comprove que o tratamento fornecido não é eficaz no seu caso. . sempre que não for. Rua Chanceler Oswaldo Aranha. ~e • •• • •• '.. escolhida pelo paciente. deverá ser privilegiado.da política de saúde existente.

a não inclusão do medicamento pleiteado pela presente demanda na lista de medicamentos dispensados pelo ES. 'fornecendo os medicamentos considerados básicos e os essenciais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Bairro São Mateus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. a par 'da cediça distribuição constitucional de competências específicas que estabelecem os deveres de atuação das três esferas políticas no âmbito do SUS.981/09.ICP-Brasil.Medicamentos sob responsabilidade dos Municípios e Distrito Federal Art. Grupo I ". incluindo a. 0° 60. 12. Federal Grupo 3 .refratariedade ou intolerância a primeira linha de tratamen~o . • •• De outr~ lado. administrativos e financeiros levados em conta no momento da elaboração déi s diretrizes e protocolos terapêuticos do SUS. Portanto. • •• Rua Chanceler Oswaldo Ar~nha.asp sob o número 1490256 . Assim. 9° Os medicamentos que fazem parte das linhas de cuidado para as doenças contempladas neste Componente estão divididos em três grupos com características. Juiz de Fora TellFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. especialmente. O Grupo 2 foi constituído sob os seguintes critérios: I . Ora. como o da legalidade e da impessoalid~de e. sponte sua. no que tange.menor complexidade. da doença a ser tratada ambulatorialmente em relação aos elencados no Grupo L. farmacêutica.jus. na esteira do que dispõe a Portaria MS nO 2. é mister registrar que o Estado não "optou" por anuir. é despicienda a afirmação de que ci Estado se submete a princípios constitucionalmente prescritos. ressalvando-se apenas os medicamentos listados 'peloMinistério da Saúde cuja dispensação em caráter excepcional compete aos Estados Federados. à Política Nacional de Assistência Farmaçêutica.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estad_o Advocacia Regional em Juiz de Fora Assistência Farmacêutica. encontra-se vinculado à observância de princípios como o da economicidade e seleção/aquisição de medicamentos em face do custo/benefício. aos parâmetros nacionais de fornecimento da medicação.200-2/2001 de 24/08/2001. definindo que o Estado disponibilizará medicamentos' para tratamento de agravos nos seguintes critérios: Art. 'aos Municípios competem a efetiva prestação da assistência médica' à sua população. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' e Distrito.tado para o tratamento da doença do autor se deu em decorrência de todos os fatores científicos. responsabilidades e formas de organização distintas.Medicamentos sob responsabilidade dos Estados. Il.Medicamentos sob responsabilidade da Vnião Grupo 2 .

Por todo o exposto.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 15 \~ \\~ ~A~d~vo~c~ac~ia~R=e~g~io=na=l~em~J~ui~z=de~F~o~ra~____________~--------------~~6~ Decisão judicial que contrarie estes fatores deve ser proferida com base em critérios de ponderação e razoabilidade. segundo decisões· dos tribunais superiores. para que sejam observadas as peculiaridades do caso em apreço. . teor da pre~ente. para fins de indicar qual é ·a política pública pré-estabelecida para otrataÍnento da doença.jus. devem necessariamente. sob pena de grave prejuízo à sua saúde.asp sob o número 1490256 . . Bairro São Mateus. instância considerou suficiente aprova frágil e sjngular acostada aos autos. • •• o julgador de Rua Chanceler Oswaldo Aranha. que o apelante sempre tem o cuidado. de ·analisar aténtamente a doença do autor. verificar quais os medicamentos indicados como os já utilizados pelo enfermo.ICP-Brasil. já que se encon'tram em conflito os interesse coletivos de acesso universal é igualitário à saúde e o interesse individual da apelada. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. portanto.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. sem analisar atentamente a situação narrada nos autos. os quais. la. desconsiderou todos os fatores acima delineados. Estas provas não constam dos autos. por fim. verifica-se a necessidade de reforma da sentença recorrida.meio de sua Secretaria de Saúde. por . • -. sendo que também deveria fazer provas de que não tem condições financeiras de custear o tratamento médico que não foi disponibilizado gratuitamente à população de modo geral. notadamente tendo em conta as incontáveis ações judiciais com o mesmo . Juiz de Fora TeVFax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. tendo a apelada apenas anexado receita médica particular indicando o uso do medicamento. inclusive informando as alternativas terapêuticas existentes. Incumbia à apelada. Ressalte-se. n° 60. demonstrar com provas efetivas que efetivamente necessita do tratamento médico pleiteado.stf.200-2/2001 de 24/08/2001. Ora. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . verifica-se com clareza que a sentença recorrida . as quais devem obrigatoriamente incidir na formulação da decisão.ser levados em conta antes que se profira uma decisão contrária às políticas públicas pré-estabelecidas para prestação de saúde. sob pena de trazer sérios prejuízos ao sistema único de saúde.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . caso seja mantida a condenação de 1o grau. continua sendo portador da . dizendo que deve ser fornecido o medicamento "na dosagem e modo da prescrição médica. deve ficar estabelecida uma condição temporal para o fornecimento do medicamento"sob pena de ao Estado se impor uma obrigação que se estende no tempo indefinidamente. Bairro São Mateu" Juiz de Fora TeIJFax: (32) 3216·3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado 16 ~ ~A~d~vo~c~ac~ia~R~e~g~io~lla=l~em~J~lIi=z=de~F~o=r=a________-----------------------1J1~ DA NECESSIDADE DE RE. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Caso seja mantida a sentença.asp sob o número 1490256 . apelada. Neste sentido. n° 60. não pode simplesmente o apelante se ver obrigado a dispensar um medicamento sem. para confirmar se ainda necessita do remédio prescrito. periodicanwnte. público sobre o privado. sem qualquer fixação de critérios ou limites temporais. • •• . em homenagem ao princípio da supremacia do interesse.jus. para fiscalizar se o autor/apelado.FORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À AUSÊNCIA-DE FIXAÇÃO DE CRITÉRIOS E LIMITES PARA FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO ~ 5- .200-2/2001 de 24/08/2001. no decorrer do tempo. requer o Apelante seja reformada com relação ao tempo de fornecimento dos medicamentos solicitados pela parte . conveniência.ICP-Brasil. ainda.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que seja reformada a sentença parcialmente para se determinar um limite tempor~l ao fornecimento do medicamento ou que seja condicionada a entrega dos medicamentos mediante apresenta~ão de receituário médico atualizado assinado por profissional d~ saúde do SUS . Com efeito. Requer. físcalizar as condições de saúde do paciente. Rua Chance1er Oswaldo Aranha.stf. enquanto durar o tratamento" Ora. • -. que na sentença seja reconhecida a possibilidade de o SUS realizar exames periciais periódicos a seu critério de . Ademais. a sentença recorrida apenas impõe ao Estado a obrigação de fornecimento dos medicamentos. requer o Estado de Minas Gerais.doença necessitando do medicamento pleiteado.

200-2/2001 de 24/08/2001.MIMPARA • . nO 60. § 40 A entrega dos medicamentos adquiridos será acompanhada dos respectivos laudos de qualidade: •• • •• Pela leitura do dispositivo legal transcrito.Chanceler Oswaldo Aranha. na sua falta.asp sob o número 1490256 . os respectivos métodos de controle de qualidade e a sistemática de certificação de conformidade. no que couber. sob qualquer modalidade de compra. seguindo-se os nomes I comerciais e as correspondentes empresas fabricantes. § 20 Nas aquisições de medicamentos a que se refere o caput deste artigo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.Rename vigente e segundo a Denominação Comum Brasileira ou. o medicamento genérico. § 30 Nos' editais. notadamente quando existem outras alternativas viáveis no. demais em condiç. . a impossibilidade de o Estado ser condenado a fornecer medicamento ou insumo pela sua respectiva marca. Rua. periodicamente. haja vista o que dispõe o art. mercado. e as prescrições médicas e odontológicas de medicamentos. Cabe destacar que não 'se revelá adequada a decisão judicial que condena o Estado à prestação de medicamento fabricado por laboratório específico. o.ões de igualdade de preço. terá preferência sobre os . a condenação determinou o fornecimento do medicamento pelo nome da marca.ICP-Brasil.medicamentos. observa-se. no âml!ito do Sistema Único de Saúde _·SUS. 3° As aquisições de medicamentos.787/99: Art. a Denominação Comum Internacional (Del). 3° da Lei Federal 9. as / especificações técnicas dos produtos.~ DA NECESSIDADE DE REFORMA DA SENTENÇA NO QUE SE REFERE À.stf. no âmbito do SUS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Bairro São Mateus. Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. quando houver. ·Confonne se vê do dispositivo da sentença recorrida. serão exigidas. portanto.jus. devendo haver a possibilidade de o apelante adquirir aquele medicamento com mesmo component~ que seja o de menor custo no. ao invés de. de acordo com a classificação farmacológica da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais . fixar a condenação pelo nome da substância ativa cinacalcet.~ ~ 6- ESTADO DE MINAS GERAIS 17 Advoéacia-Geral do Estado _A_d_vo_c_a_ci_a_R~eg~io_n_a_l~em~Ju~i~z_de~F~o~r~a_________________________________log M. CONDENAÇÃO DE FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO PELO NOME DO FABRICANTE . propostas licitatórias e contratos de aquisição de . a relação de medicamentos registrados no País.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Estado foi condenado ao fornecimento de Mimpara (cinaca1cet). a Denominação Comum Internacional. § lo o órgão federal responsável pela vigilância sanitária edit<lrá. Porém. mercado. adotarão obrigatoriamente a Denominação Comum Brasileira (DCB) OU. na sua falta.

Diante de todas as razões acirria expostas. n' 60. no caso de ser mantida a condenação de fornecimento do medicamento. . sem que seja nec~ssariamente da marca pretendida pelo apelado.ICP-Brasil. Por fim.asp sob o número 1490256 .'- . \ 'i'" .jus. de acordo com o exposto no item anterior. conforme' as.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. . Juiz de Fora Tel/Fax: (32) 3216-3330' ' Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.farmacêutica onera indevidamente o serviço públiço de saúde. ' " Nesses termos. ocasionando 'desperdício de recursos públicos.200-2/2001 de 24/08/2001.386-4 OAB-MG 98. O d _setembro de 2010. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . :. raz. Assim. • •• . . . para que sejam impostas condições e limites. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. / 7. pede deferimento. para que reformada a sentença integralmente. requer que a sentença seja reformada parcialmente. Juiz de Fora.. requer o apelante o recebimento e processamento do presente' recurso. ativo de menor preço. Bairro São Mateus. para que seja determinada apenas a prestação do medicamento cihacalcet. Rua Chanceler Oswaldo Aranha. virlcular o poder público à aquisição de medicamento fabricado apenas por determinada indústria.. requer o apelante a reforma parc. . quando há a possibilidade de aquisição de outro medicamento com mesmo princípio . : . bem como para que a condenação conste o nome da substância ativa do medicamento cinacalcet e não Mimpara. MASP: 1.18 -.UI ~ 18 ESTADO DE MINAS GERAIS Advocacia-Geral do Estado Advocacia Regional ém Juiz de Fora Com efeito.DO PEDIDO '" .stf. . ..ial da sentença.do medicamento junto à Anvisa. notadamente tendo em conta a ausência de re~istro. 22.ões: anteriormente expostas.. • -.

... '. r(!~\_·1. I .f.'....jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. CERTIDÃO DE INTiMAÇÃO NO DJe.. R~ooa~~aç~.asp sob o número 1490256 . Intimle-se' presente. ~.'''tt. t t'h1 -. ..rI""~I'lri"/lntlmaçõQ Irlj:_T~~-·l!ll0.:'.. o fê: . CERTIFICO qua...200-2/2001 de 24/08/2001. :!oi r..«sJlefui!~s devolutivo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ""p.stf. ..t . '..' r :~. Após. Justiça de s • ."JAn..' o. Varo do Fazendo ~as • • EsladumsJF. -". / Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.-:-~í::j:'. . .":+~""J'. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. d'.

v ~ . '/("0 própr 1.asp sob o número 1490256 . ." • -.m .. JJ. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ihco que n.. 1. RECEBUlmNTO D'" é'".. QWIi1CV. FáZ.:J.-. Intime-se. (MGI O Esc/ES(.QlL/.._~~'4-_ _ _ _ _ __ CERTIDÃO N ~lIMAÇÃO NO DJe.z....· IiG O EIc...097'2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ru ca Fale./E. O EscfEscrev.:'~ I o::::.i z de Fcr-a.· k· I 1<> O referido tverdode e dou fé.. 11 J 10 . na(. JU.J 10 f 10 estes autos foram devolvidos A Secr~arie.. ~ fé.25.1'1 I 10 I 'h r1I . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.lL.oj'-·"'i __ n=d' ' t O~ / _~. do t'l-i n.))1 .'~ ue Minas Gerais.>U Ce'-t.10.\'nr.. *' Ml de ForlI. Juiz da V. • •• 'M.ü.iJ. Ap6s.. Juiz de FOfB.JwdkI4lfo ElerGnlco' do Trlbunol de )lISIIço do ~stado .Ao ':::"~_""~. .Vara do Fazendo Mbnco e Autarquias ErodlJrtls .6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 1?ortJ Ri!lI f&~o estes autos conclusos CONCLUSÃO 1q i 1< /20~_ ao .a/: Estaduais de Juiz d for. Tribunlll da Jus. ~ 0er0Is.. CEF:T I D.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.pubkado~ óq 11 I~ • Edlço6 n.jus.\ ' Y . C6<J. DE~fensoria.200-2/2001 de 24/08/2001."~'olvido5 à s-cc.. ' .dea1 Recebo.~rl e Jt:5c.IF.í. Dou\!.U /~ RECEBIMENTO DE AUTOS Em.i.stf../20 este~autosj intimei 2.ICP-Brasil. 110 no DJe • DlOOO . IntlmHe o 8I)8IIIcIo paIII COIItralTlltoer a pr~""nte..uwenle . ..'..!IIIW:.. subam os autos ao E..Escrev..c:: r.' dev"tdlvo.Esc. a.?sta data Em. ...:. Publlque-sa.) ._-4:. U de'.UJ.a da Puenda P6 ca EA. ~lnllmoçe.~~""~:.cc.V. Esta llY10/2010. F'úblici~h. dIsDoIWbilizado em.e.j~~_ __ L-:::1r-ga nu. e Autarqll. dos panes InWm O_ laI plilbdo o dlsposHIvo do dotIpacho/d«ts&llJlnlWnçnCOn 1Ie: de f..crev.:.J..

to a estés au.U.I1.:W0l..asp sob o número 1490256 .jus.o~ . . ~ ..Il)(S) " ..-_ _ ad i B Ilte· Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. --_~1.' \ _ \O.• . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil.. o{.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.l.• • • J U N T A D A~_. Em.200-2/2001 de 24/08/2001.stf.li.

' andu· G. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. respeitosamente.Ü'nlm .36. vem. em tempo hábil. à presença honrada de Vossa Excelência.~\·enida Ibrão do Rio Rnnro. já qualificado (a) nos autos da Ação de Obrigação de Fazer com Pedido de Antecipação de Tutela Que move em face do Estado de Minas Gerais.lensoria PúbliOl do Estado d! ~Iina~ f.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EXMO(A). JUIZ(ÍZA) DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG. Braga DEFENSORA PUBLICA MADEP 0245 Dr.ICP-Brasil. V. através da DEFENSORIA PUBLICA DE MINAS GERAIS. 2281.AtD1(lo junlO i. Juiz de Fora.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. apresentar. • •• Processo: 014509 567 017-3 AlCIRENE DE OLIVEIRA./lu: (32) 3217.010-010 -jnit de Flln -l1G Piginll dú 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.bintle 12 . 30 de setembro de 2010 . CONTRA-RAZÕES de apelação Termos em que. Deferimento .j)W3· .200-2/2001 de 24/08/2001.~ Varll Famdirias M.stf.enis -f.omara d~]um de FOR -IfG . 9.asp sob o número 1490256 .jus. MADEP0484 Cynthia C. DR(A). • •• P.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: ESTADO DE MINAS GERAIS APELADO: ALCIRENE DE OLIVEIRA


••

VARA DA FAZENDA PÚBUCA ESTADUAL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG PROCESSO NO 0145 09 567 017-3

Egrégio Tribunal Colenda Câmara:

Não merece reparos, rogata maxima venia, a r. sentença que julgou procedente o pedido para condenar o Estado de Minas Gerais a fornecer ao (ã) apelado (a) o (s) medicamento (s) descrito (s) nos autos, sempre que a autora precisar, uma vez que foi proferida

• ••

rigorosamente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo ordenamento jurídico vigente .

Ab iniüo, imperioso repelir, com veemência, o argumento de que, no

presente caso, não há prova no que tange à efetiva eficácia terapêutica da droga/procedimento e também quanto

à inexistência de outros insumos/medicamentos menos onerosos disponibilizados

pelo SUS, que possam igualmente ser utilizados para o tratamento da enfermidade que acomete o (a) Autor (a) .

Percebe-se,

sem

maiores

dificuldades,

através

dos

documentos

acostados à Inicial que os Insumos/medicamentos prescritos ao (à) Autor (a) para o tratamento da doença da qual está acometido foi subscrita por médico especialista de associação prestadora de serviço ao SUS e que o (a) acompanha clinicamente desde o seu diagnóstico. Sendo clara e específica a declaração no sentido que não consta de nenhum programa específico do Estado ou do Município a sua concessão.

DcI~nsori1

PUblica do F.~tado de Minl.~ Gerais -

Coma~ d~]ui';:

de Fora - IIr. Atuação junto ls \'aru F3Z~ndâria.!

TrI./b..,: (32) 3'm-0143· AVI!nida Bario do Rio 8ranco, 2281, 9.' andar - Gabinele 12 - ftnlm -l6.010'{)IO - Juiz de rao - ,IIG
l'igina 2 dd

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

cabe, repelir, ainda, a afirmativa do Apelante de que o fornecimento do tipo de insumo pleiteado pelo Autor não é obrigação do Estado o seu fornecimento. Ora, Eméritos Julgadores, estamos tratando de pessoa idosa, que segundo declaração médica de especialista


••

necessita do medicamento para tratamento médico, necessária para manutenção de sua saúde, garantindo a efetividade de seu direito de personalidade. A negativa no fornecimento desse insumo imprescindível para a saúde do apelado implica em ofensa aos princípios da universalidade e integralidade da assistência da saúde aos cidadãos.

Ora, a negativa em fornecer o medicamento/insumo a uma pessoa que dele necessita é que constitui, indubitavelmente, grave afronta aos indigitados princípios, pois cabe ao Estado o dever de zelar pela efetiva prestação farmacêutica, a tempo e modo, a todos que dela necessitarem, sendo esse um dos objetivos dos princípiOS da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços, nos exatos termos do artigo 194, incíso 11 da CF/SS. Com efeito, incabível a alegação da CLAUSULA DA RESERVA DO POSSIVEL para repelir a efetivação dos direitos

• ••

constitucionais fundamentais do cidadão consubstanciados na DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, núcleo axiológico do constitucionalismo moderno.
Excelências, é cediço que o dever constitucional de garantir o direito saúde

à

é absoluto e como tal, não pode ser negado, sob a alegação de reserva, tampouco de

economicidade, Nesse sentido:

"Mandado de segurança. Sistema Único de Saúde. Município. Competência concorrente. Direito à vida. Previsão orçamentária. Irrelevância. Concessão da ordem. Em decorrência do direito constitucional à vida e à saúde e em razão da competência concorrente relativamente à gestão do Sistema Único de Saúde, impãe-se a concessão da segurança para o fim de ser Fornecido o medicamento imprescindível para o tratamento do impetrante" (Processo nO 1.0000.04.408726-0/000 (1), ReI. Des. Fernando Bráulio, p. em 09/03/2005).
Dfiensona I'liblica do ~b.do rl~ .\Iimls Gerai~ - Comam. de Juiz de Fora - \lG - Aluação junlo às \'ms fuendari:L~ Rario do Rio BDrrro, 2281, 9." II1dar· Gtbinel~ 12 - Ú'nlro - 36.DIO.()1O - Juiz de For./l- ~G

Trl./I:I.~; (l2) l217~~(j - ArenHb

Pigina 3 de 6

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Cumpre salientar que o direito social

à saúde é resguardado na legislação

infraconsütucional pela Lei 8.080/90, que dispõe em seu art. 2° e seu parágrafo 1°, que:

• -. • •
_

Art. 2° A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições Indispensáveis ao seu pleno exercício.
§ 1° O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos ~ estabelecimento de condições que asseaurem acesso universal e iquaUtário às ações e aos servicos para a sua Promocão, protecão e recuperação.

E como direito social (ou direito de segunda geração), configura um dever de agir do Estado, conforme preleciona o mestre José Afonso da Silva (09]:

"Os direitos sociais, como dimensão dos direitos fundamentais do homem, são prestações positivas estatais, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais. São, portanto, direitos que se conexionam com o direito da igualdade. Valem como pressupostos do gozo dos direitos individuais na medida em que criam condições materiais mais propícias ao auferimento da igualdade real, o que, por sua vez, proporciona condição mais compatível com o exercício efetivo da Iiberdade H
Não se pode perder de vista, ainda, a assertiva apresentada pelo Apelante de que inaceitável que o Poder Judiciário detenmine que esse ou aquele cidadão seja beneficiado com o recebimento de medicamentos, insumos e equipamentos em detrimento de outros cidadãos que se encontram em Idêntica situação.

Ora, olvida-se o Apelante que essa

é a função jurisdicional do juiz, qual

seja, aplicar as nonmas em caso de falta de entendimento surgida no seio da sociedade.

Ikk!n~Oril rúbtil"1 do E.~b.dB de ~ill1S Gmis Üllllirta d~ Juiz df rlln - .IlG ,uD~jO junto às Vms Fmndir:ias Tfl.{lax: (32) 3217.aUJ· .~vrnida brio do Rio Rnnco. 2281. 9,' IlIdn- Gabinete 12 - Ü'nlro -36.0Ia.olG - Juiz de "ora - .I!G

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
De mais a mais, não se pode admitir a tese do princípio da universalidade, Quando o Que ocorre, na realidade, é a mais absoluta omissão dos gestores dos SUS na realização de programas específicos, no sentido de prestarem assistência farmacêutica adequada à realidade atual. Isso pode ser aferido através dos inúmeros casos de portadores das

• -. • ••

mais diversas patologias de grande incidência, Que vêm às portas do judiciário em busca de assistência farmacêutica comumente negada pelo SUS .

Destarte, trata-se, o presente caso, de uma luta incessante pelo direito à vida, Que, indubitavelmente, deve sobrepor-se, por ser o mais sublime, a qualquer outro princípio constitucional invocado pelo poder público, isso no afã de, Quase sempre, eximir-se da improbidade/incompetência administrativa.

o papel da Justiça é de suma importância ao assegurar a efetivação da
dignidade da pessoa humana. Ela não pode falhar em sua alta missão de julgar, com absoluta imparcialidade, os seus semelhantes. E a justiça falhará, desacreditando-se perante a opinião pública, no dia em que deixar levar-se pela freqüente incapacidade administrativa no trato do dinheiro público, no dia em que resignar a ser um mero instrumento da atuação, nem sempre correta, de nossos governantes .

Com efeito, não se vislumbra, na espécie, profissional mais indicado do Que espedalista Que acompanha todo o histórico clínico do (a) Autor (a), para prescrever o tratamento mais eficaz para a sua doença. De mais a mais, não se pode sugerir, como Quer o Réu, a suspeita do tratamento indicado ao Autor (a), uma vez que o médico que o prescreve pertence ao Quadro do SUS na cidade de Juiz de Fora. Assim, não há como se negar a concessão do insumo pleiteado na inidal, muito menos restringir a Quantidade de seu uso, contrariando as prescrições médicas Quanto a sua posologia .

Assim, não merece maior tergiversação a alegação do Réu de que, no presente caso, figura como mero executor da política de Assistência Farmacêutica traçada pelo Ministério da Saúde e recebe recursos da União para aquisição e fornecimento de determinados medicamentos em caráter excepcional, não podendo utilizar a verba recebida a esse título para

Uek!lL~ria

PUblirJ. do Esladll de !linas Gmis - fJ1mara df Juiz de Fon - .IIG - .\Iuaçio jnnlo às Varas F:u:~nd.l.rias

Te1./l.u: (.12) 32Ii.{l.l4.1- Avenida Balio do Rio Br.lllto, 2231, 9.' :andu· G.3binele 12 - Centro - 36.01(l..!)1(} - Jui! di! Fon-\U;

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

ICP-Brasil. não há que se falar.r.. _____ • -. em relação G fone\!' à saúde. ..Juiz d~ Fora - ~II." •• ~ .ri. Pígina 6 de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.' andar .. . _~:..O do Rifl BrutCO..• _ ._. DEFENSORIA PhlBUCADOESTAJ!)O DEMINJ.. Braga DEFENSORA PUBLICA MADEP024S Dr"'l1$(Jria Púhli~ do Eslido di' ~liJIiS r. __ ...l~.:..l2) 32174«3 . Defensor Público MADEP0484 Cynthia C. .36.... ".-... .. . --.. na íntegra._~"'-- ...h~nidllb.. ..>.':t.stf...J1 ~ C 1:"\ \.\SGER~S CJ ...{(Inlro . em competênda • -.:~m. • •• especifica do município.. ~. ] . __ . com a manutenção. decisão recorrida. - _.a.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. V.~ __ ".. . ISSO POSTO. 22l11.....a . o não provimento ao presente recurso de apelação.. _. com melhores e mais profundos suplementos.JiH. --- '-~-~-'-'~-----_.r:..lIE. A competência é do ESTADO..?..:.ihhi'l (._.. PODER PÚSUCO • como ente maior não importando ao ddadão se será o administrador público municipal. ou do estado ou da união..ilir. da r.'''r·''·~''··'tl..~Iua{io junto às rans Fuendárias TeLfiu: (...ir.. 4..:~.... _•• ~.i{ul (~A r-} aquisição de outros remédios não descritos na lista ou não autorizados pelo Ministério da Saúde para doença em questão._ . requer o apelado.._ r.~". por ser medida de elementar e reclamada Justiça! Juiz de Fora. . ! . 09 de novembro de 2010.. .\lr. estadual ou federal quem irá oferecer tal serviço de saúde.JlJ .rl~'"lr"":).fortis-Comal'C2 de Juiz di' for. ___ ~u.wbinfte 12 .... . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . (j" ..jus.!l1O~10 .asp sob o número 1490256 .nr.. _ . •..'1 ~b Nesse diapasão..~'-'il ....200-2/2001 de 24/08/2001. .h :. "J..:':~<J ij... O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. " . _ .

ICP-Brasil.a da faua a _ _ __ Estadual. faço urnes:.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..200-2/2001 de 24/08/2001.O AD lufzo Deprecante._~~~~ V.lgeni.J"i'lÇ ente.asp sob o número 1490256 .a desies "tõto~. ..stf.jus.- \ ÇERTIDÃO • REMESSA DE AUTOS Em ~l JJ 12012. 01tlJ Juizo Competente da _ _ _ _ __ e T. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.• • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. com nossas homen. • .

.UG N° 1.~.."""::::::.ICP-Brasil.jus.09... lVg.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Edivaldo George dos Santos Rev.A.~:G.567017-3/001 1_0145_09_567017-3/002 Pág.. wander Marotta Belizário de Lacerda Em Afast.'=.stf.Gerência de Estruturação Processual Coordenação Estruturação Processos Originários e Recursais Recebimento.asp sob o número 1490256 .ple!ljai~itjei(!is)::r.E~RA~I!s~.13/11/2010-03/12/2010 7' CACIV ..200-2/2001 de 24/08/2001.0145.24/11/2010-26/11/2010 6' CACIV .09..UG Atividade 7' CACIV .:~ii~~".0145. Análise e Remessa de Autos/Petição COMARCA .=~ ) Isenção Prévia ) Portador de Deficiência ) Maior de 60 anos ) Réu Preso ( ) do Réu ( ) Assistente do MP ( ) MP Fiscal da Lei ~~~~~~R~e~ti~dO~.~ COMARCA JUIZ FORA REMETENTE i Gratuita Classe Agravo de Instrumento Cível ReI.UG Afast.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.567017-3/002 Juiz de Fora CLASSETJMG Apelação Cível/ Reexame ~~~~~~. 1 Documento emitido pelo SIAP: ~~mlmmm~mllll~~IIIIIIImIDI~~~11 152580553217410110231007601426 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.09.7' CÂMARA CIVEL- .567017-3/001 Relator: Revisor: Edivaldo George dos Santos . u t o s remetidos ao cartório acima em. 30/1112010 If<\lison Junqueira Garcia Mlseranl Coordenação de Distribuição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 .567017-3/002 Apelação Civel/ Reexame Necessário 7' CÂMARA CIVEL Cartório da 7' Camara Civel .stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil.0145.jus.6' CÂMARA CIVEL - Vogal: Wander Marotta .09. PROCESSOS Relator: Wander MaroHa 197+1=198 PROCESSOS LIGADOS: Recurso Anterior: 1.200-2/2001 de 24/08/2001.Ó Classe: Câmara: TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS CONTROLE DE PROCESSOS MAPA DE DISTRIBUICAO DIRIGIDA 30/11/2010 Pag: 1 SIRDST21 TJMG DISTRIBUiÇÃO POR DEPEND~NCIA EM 30/11/2010 08:38 Comarca: Juiz de Fora Processo: 1. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.0145.Unidade Goiás • • • Cartório: Qtde.

:.097-2 .. cd::::..200-2/2001 de 24/08/2001....jus._---'iJlJ.stf.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ...i. _ _ CONCLUSÃO E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Desembargador Relator....}. O(A) Coordenador(a). O(A) Coordenador( a ).!...ICP-Brasil...:::..... di)iQnú Conclusos em 30/11/2010 . O documento podeCód.asp sob o número 1490256 ser 10..J!.::::..·yGUoo<Q.25.COORDENAÇÃO DE AUTUAÇÃO-UG DATA • • • Aos 30 de novembro de 2010 recebi estes autos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento......t.acessado no endereço eletrônico http://www.!... • Documento emitido pelo SIAP: ~lmlmlmmlnnDlllnlll~~~lml~lIlll~mW 163380651000720510241006001238 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.

asp sob o número 1490256 .0145) COMARCA DE JUIZ DE APELANTE APELADA RELATOR FORA . W DER MAROTTA elator) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos. na dosagem e modo da prescrição médica.~f~'·>.jus. 2 de de~17Il> 2010.8. Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet. bem como conste o nome da substancia ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara.097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~ A Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais C/J( ~0'V1 \'11"\]i::'~\ ~\ 0:. indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundário em paciente com insuficiência renal em diálise. WANDER MAROTTA RELATÓRIO • .ICP-Brasil. 10.stf.13.09.25. Em contrarrazões a apelada pugna pelo desprovimento do recurso. que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET).200-2/2001 de 24/08/2001.0145. pugna por que seja imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento.360n6.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. (J-J ~ \~~(tI ~ REEXAME NECESSÁRIO E APELAÇÃO N° 1. à douta revisão.2009. sentença de fls. Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS contra a r.VARA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA DES. DES.567017-3/002 (5670173- 16. É o relatório. 4-. • Belo Horizonte.80/84 . enquanto durar o tratamento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no país é vedada pela Lei Federal 6. C6d. Pelo princípio da eventualidade.~.

6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CiVEL .097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O Cód.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O(A) Escrivão(ã).25. 10..!.i4~=\----- • Desembargador CONCLUSÃO E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Revisor. Documento emitido pelo SIAP: mll1lllm~lml~nml~lruIIIHml~IIIII~IIIII~ 100700145012510120231009301908 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Conclusos em 10/01/2011 . O(A) EsCrivão(ã)"_4~..200-2/2001 de 24/08/2001.jus.UNIDADE GOIÁS DATA • Aos 03 de dezembro de 2010 recebi estes autos.ICP-Brasil.St "EÇO DIA PARA JULGAMENTO.asp sob o número 1490256 . • REVISrc..

junto aos autos O(A) Escrivão( ã).200-2/2001 de 24/08/2001.stf.tr~_ _ _ _~ JUNTADA Aos 11 de janeiro petição adiante.asp sob o número 1490256 Cód. • • O(A) EsCriVãO(ã)'_--t(-.f .-/--. de.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .UNIDADE GOIÁS DATA Aos 11 de janeiro de 2011 recebi estes autos.25. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. f I Documento emitido pelo SIAP: ~lm~llm~I~I~~IIIIImmIIIIDlllml~lml~11 102140833012161710230000101616 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.097-2 .jus. 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL . 10. 2011.

em que contende com ALCIRENE DE OLIVE1RA.. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO . número da OAB da signatária da presente manifestação.o: 0145. pede e espera deferimento. SR. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS .901 .094. .asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. ' >- .567.jus. DESEMBARGADOR RELATOR WANDER MAROTTA. 30130-004 .stf. Nestes termos.. • CRISTIANE DE OLIVEIRA ELIAN Procuradora do Estado MASP 1.rr -· a . Belo Horizonte.09.351 ~ Av. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .OAB/MO 96. a fim de que possa constar nas futurás intimações e publicações. n" )'.\ Apelação n.825-5 . respeitosamente à presença de V.Belo Horizonte: MG.Funcionários. DESTE EG.em. Afonso Pena. 06 de dezembro de 2010 . nos .ICP-Brasil.~~. REQUERER o cadastramento do .200-2/2001 de 24/08/2001. Excelência.ubscreve. por meio da Procuradora que esta .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .017-3/002 O ESTADO DE MINAS GERAIS. EXMO.autos em epígrafe. CEP.

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. às publ no Diário Oficial de hoje. Sr. Presidente.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . os ram incluídos na pauta da Sessão de ign para o dia 25 de Janeiro de 2011.stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . subscrevi. o • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Des.Certidão de ordem do Exmo. I' de Janeiro de 2011.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

ICP-Brasil.jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • • Vistos etc.567017-3/002 1111111111111111111111111111111111111111111111111 EMENTA: SUS . SR: DES.asp sob o número 1490256 .FORNECIMENTO PELO ESTADO DE MEDICAMENTO IMPORTADO . Se o medicamento indicado pelo médico do agravante não possui registro na ANVISA.AUSÊNCIA DE REGISTRO. acorda.567017-3/002 COMARCA DE JUIZ DE FORA . • Belo Horizonte. já que proibida a sua comercialização.09.Conclusão aprovada por maioria no 1° Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde. DES.REMETENTE JD V FAZ COMARCA JUIZ FORAAPELANTE(S): ESTADO MINAS GERAIS .stf.APELADO(A)(S): ALCIRENE DE OLIVEIRA . realizado no dia 9 de agosto de 2010 neste Tribunal.. WANDER MAROHA • x. de 2011.0145. APELAÇÃO clVEL / REEXAME NECESsARIO W 1. a 7a CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. EM REFORMAR A SENTENÇA. à unanimidade de votos. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA . incorporando neste o relatório de fls. NO REEXAME NECESSÁRIO.RELATOR: EXMO. WAND FI 1/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. NA ANVISA -IMPOSSIBILIDADE. não há como exigir que o Estado o forneça. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Não se recomenda o deferimento de pedido de medicamentos não aprovados na ANVISA .200-2/2001 de 24/08/2001. PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO ..------f~.09.0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em Turma. na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas.

360n6. Sustenta o apelante que o medicamento Cinacalcet. WANDER MAROTTA: '{OIO • • Examina-se apelação interposta pelo ESTADO DE MINAS GERAIS contra a r. 2/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.L} TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APElAÇAO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. bem como conste o nome da substância ativa do medicamento Cinacalcet e não Mimpara. Objetiva a autora o fornecimento do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). Conheço do recurso e da remessa oficial.0145.stf. • FI. que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada por ALCIRENE DE OLIVEIRA para condenar o apelante a fornecer à autora o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET). Pelo princípio da eventualidade.567017-3/002 NOTAS T AQUIGRÁFICAS • O SR. sentença de fls. DES. indicado no tratamento do hiperparatiroidismo secundàrio em paciente com insuficiência renal em diàlise. na quantidade de 1 frasco por mês e de uso continuo. pugna por que seja imposta condição e limite para o fornecimento do medicamento. na dosagem e modo da prescrição médica. Alega a impossibilidade de o Poder Público deferir indiscriminadamente todos os pleitos de fornecimento de medicamentos.jus. não possui registro junto à ANVISA e que a sua comercialização no pais é vedada pela Lei Federal 6.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. enquanto durar o tratamento.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .09. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 80/84 .asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.

jus.stf. Está em HEMODIÁLISE há 14 anos e evoluiu com HIPERPARATIREOIDISMO SEVERO secundária á doença renal.09. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.567017-3/002 • • • 7. o fármaco Cinacalcet ainda não possui registro junto á Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). pelo EMEA (European Medicines Agency). necessita fazer uso do MIMPARA (CINACALCET).~ _c-- TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇAo CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. com alto risco cardiovascular (risco de morte) além de piora da doença óssea. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais" . de fato. não podendo ser o Estado FI 3/9 o relatório anexado ás fls. emitido por médico do Hospital da Universidade Federal de Juiz de Fora. Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificaçôes vasculares e em partes moles.0145. esclarece que a paciente "é portadora de doença renal crônica. A Nota Técnica AT/SES nO 2806/2009. • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. emitida pela Secretaria de Estado de Saúde. Dr.asp sob o número 1490256 . independentemente dos problemas orçamentários que a Administração diz ter. um direito constitucional previsto nos arts. 6° e 196 da CF.fls.46 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Rodrigo Reis Abrita. Não há medicamentos substitutos . Pelo exposto.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. tendo o usuário do SUS direito a atendimento que possibilite o seu tratamento de forma adequada. extensivo a toda a população. hiperfosfatemia e hipercalcemia não resolvida com o uso de quelantes de fósforo e vitamina D. Conquanto a saúde seja. esclarece que: "Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA Food and Drug Administration) e em alguns paises da Europa. O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado.

os insumos farmacêuticos e correlatos. inclusive os importados.F. judicialmente. entre eles. por força da lei de sua criação. O registro de medicamento. ao dispor sobre a vigilãncia sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. Ministro do S. deverá ser comprovada a existência de registro válido no país de origem.asp sob o número 1490256 .567017-3/002 obrigado.200-2/2001 de 24/08/2001. E. 4/9 • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 18 ainda determina que. quando da SS 3989/ PI. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. como lembrado pelo Procurador-Geral da República. que o produto seja reconhecido como seguro e eficaz para o uso a que se propõe. a fornecê-lo a um paciente. as drogas.T.. Gilmar Mendes. em se tratando de medicamento de procedência estrangeira. como ressaltou o DiretorPresidente da ANVISA.o 6.PIAuí em 07/04/2010: • "( .. O Art. é uma garantia à saúde pública. A Lei Federal n. Como já decidido pelo Exmo. é vedado à Administração Pública fornecer fármaco que não possua registro na ANVISA.ICP-Brasil. FI. também realiza a regulação econômica dos fármacos. a agência.6.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.stf.360/76. poderá ser industrializado. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CiVEl / REEXAME NECESSÁRIO N° 1.0145. ) Como ficou claro nos depoimentos prestados na Audiência Pública. O artigo 16 da referida Lei estabelece os requisitos para a obtenção do registro. determina em seu artigo 12 que "nenhum dos produtos de que trata esta Lei. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.09. exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde".

da respectiva enfermidade.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001. se o novo medicamento não trouxer benefício adicional. a ser amparado via mandado de segurança.ILEGALIDADE NA COMERCIALIZAÇÃO. não poderá custar mais caro do que o medicamento já existente com a mesma indicação . não está patente o direito líquido e certo do mesmo. a jurisprudência deste • "MANDADO DE SEGURANÇA . a ANVISA passa a analisar a fixação do preço definido. bem como de grave doença oportunista.stf. Embora o Estado de Minas Gerais deva fornecer medicamento necessário ao tratamento de saúde de cidadão.Data de FI 5/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.400524-9/000 Relator: Edivaldo George dos Santos . Havendo produto assemelhado.6.jus.014509. Por tudo isso.567017-3/002 • • • Tribunal: Após verificar a eficácia. levando em consideração o benefício clínico e o custo do tratamento." No mesmo sentido. segurança e qualidade do produto e conceder o registro. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CIVEL/ REEXAME NECESSÁRIO N° 1. em função da impossibilidade de comercialização do medicamento pleiteado. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sendo a primeira condição para que o Sistema Único de Saúde possa considerar sua incorporação. o registro na ANVISA mostra-se como condição necessária para atestar a segurança e o benefício do produto.ICP-Brasil.000003.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. portador do vírus HIV. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.MEDICAMENTO NÃO REGISTRADO NA ANVISA . tendo em vista a ausência de registro do mesmo junto a ANVISA" (N° do processo: 1.

notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados. Data venia.ICP-Brasil.09. nestas condições. em reexame necessário reformo a sentença. 6/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. reduzir os gastos.0145. bem como dos principios previstos no art. os casos como o sub judice. • • • Não se discute a obrigação do Estado e dos Municipios em assegurar assistência á saúde do cidadão. • É incontroverso que a constituição assegura a todo o cidadão o direito á saúde.ste em relação ás possibilidades e limitações próprias ao Estado e. a concessão representaria verdadeira ingerência de um Poder sobre outro. mas tal garantia não implica a prevalência da vontade de. de seu serviço médico oficial. exigem o máximo de cautela por parte do Judiciário.asp sob o número 1490256 . confiáveis. .567017-3/002 publicação: 03/09/2004).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em razão da supremacia do interesse coletivo. Entretanto. Não há direito absoluto e. concluise que ao administrador cabe gerir com probidade os recursos públicos. fornecendo-lhes os medicamentos necessários. não se questiona aqui o conhecimento e a capacidade do médico que aconselhou o uso do medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET) para tratamento da doença que acomete a autora.stf. assim. 37 da CF. e tendo em vista a prova aqui produzida. se o Estado apresenta elementos fundados. distribuindo os serviços e funções de maneira a facilitar a fiscalização e.'~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESsARIO N° 1.200-2/2001 de 24/08/2001. logo. á Administração . em utilização de prerrogativa que requer razoabilidade. No entanto. Como se sabe.D. Assim. atestando a discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco. para julgar improcedente FI. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . correspondendo a dever do Estado a adoção de políticas públicas para atender a essa garantia.jus. este não pode ser concedido pelo judiciário.

a recusa do Poder Judiciário em confirmar a decisão liminar ensejou a União a mover ação de cobrança. a recorrida sofria de retinose pigmentar (patologia oftalmológica) e. Então. podem admitir-se.stf. nas instâncias ordinárias. n. tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.200-2/2001 de 24/08/2001. Relator. 405-STF. recebeu R$ 25. Nessa época.443. 7/9 • • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Nesse sentido. Para tanto. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que trata especialmente da liminar em mandado de segurança (MS). 7° da Lei n. que foi repudiada. que dá eficácia retroativa à revogação superveniente de liminar em MS. Entretanto. como vários outros. apenas. proibindo o custeio do tratamento dessa doença no exterior pelo SUS. obtendo liminar contra a União para que o SUS custeasse o tratamento em Cuba. EXTERIOR Na espécie. buscou o Judiciário. que. tendo o S. se manifestado recentemente sobre o assunto.T.43. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . os conceitos do fato consumado e da boa-fé FI.jus. Ressalto. deferida a liminar.567017-31002 o pedido. não deve haver devolução de valores pagos pelos fármacos já fornecidos. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais. que levou o Ministério da Saúde a baixar a Portaria n.asp sob o número 1490256 . jurisprudência citada no informativo 375: MS. para o Min.6 ~ ~ ~-==-' TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CIVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1~0145.533/1951.09. a posição jurisprudencial concedia o custeio de tais tratamentos. excepcionalmente. ao argumento do fato consumado e irreversibilidade do provimento. como no caso. mas alterou-se diante do parecer técnico do Conselho de Oftalmologia Brasileiro. 763. LIMINAR TRATAMENTO MÉDICO. Isso posto. Ressalta que existe a Súm.J. 1.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o ponto central do aresto recorrido é o art.ICP-Brasil.

895-DF. e REsp 1.ICP-Brasil.jus. REFORMARAM A SENTENÇA. Ademais. MS 8. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. REsp 944.356-DF. PREJUDICADO O RECURSO FI.asp sob o número 1490256 . DJ 10/4/2008. 113.969-DF. o que influencia a interpretação do Direito Público e a ele chegando como subprincípio derivado da moralidade administrativa. REsp 627. DJ 21/3/2005.325-RS. 8/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.147-DF.031. julgado em 4/11/2008. DJ 3/9/2008.768-RS. 187 e 422). também há decisões deste Superior Tribunal. que ultrapassa os limites do CC/2002 (arts.808-RS.014509. DJ 18/8/2003.567017-3/002 • • • objetiva no recebimento de valores pagos em caráter alimentar e essa postura tem sido adotada em julgados do próprio STF (como quando analisa devolução pecuniária recebida de boa-fé por servidores públicos e posteriormente declarada inconstitucional).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.6. Precedentes citados: REsp 353. DJ 7/6/2004. REsp 697. NO REEXAME NECESSÁRIO.200-2/2001 de 24/08/2001. DJ 14/11/2005. Min. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL / REEXAME NECESSÁRIO N° 1. se não litigar sob • gratuidade . Custas recursais pela recorrida. Humberto Martins. o qual serve de fundamento á mantença do acórdão recorrido. Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): BELlZÁRIO DE LACERDA e PEIXOTO HENRIQUES. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ReI. aplica-se ao caso o princípio da confiança assente no Código Civil alemão e constante do ordenamento jurídico brasileiro como cláusula geral. REsp 955.stf.

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .0145.stf.ICP-Brasil. 9/9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.jus.L~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS APELAÇÃO CíVEL! REEXAME NECESSÁRIO N° 1.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.09.567017-3/002 VOLUNTÁRIO . • • • • FI.

11 de fevereiro de 2011.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.._-.asp sob o número 1490256 .jus. Kátia Maria da Cruz Silva. ' 6 Poder Judiei. interessadas. 10. Eu. O 'referido é verdade e dou fé. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Belo Horizonte.. Unidade Goiás.UNIDADE GOIÁS '. ~~lilmlll~I~llnmlllllillllnnml~I~I~m 150000160119491820210004801607 .25.. O Cód. CERTIFICO que. Escrivão(ã) do Cartório da la Câmara Cível .ICP-Brasil. a sUbscrevi.stf. o dispositivo do acórdão retro.. disponibilizado Judiciário Eletrônico" de 10/02/2011 e publicado em 11/02/2011.. foi CERTIDÃO para ciência das no partes "Diário ..' .~<=-~T"f'_ _ _ _ _ __ • Documento emitido peta StAP.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7a CAMARA CíVEL . • • '. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..

UNIDADE GOIÁS . ..asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.25.. 6 P~der Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 73 cAMARA CIVEL . \ ILj .. CERTIFICO Pública do que.0::< -::(0(( • ~~~.Unidade Goiás. Minas a Defensoria Gerais de foi seu Estado intimada.jus. Kátia Maria da Cruz Silva. 1ÚBUC~ S~"31Tf1r" :t'. devidamente na pessoa representante legal. CERTIDÃO • . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . .097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.· .~!!~: 51) Documento emitido pelo SIAP: !~lmlllmnlm~!I~IIII~II~lIllli!mlmlll~lImn 102140333012461720260004001917 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Belo Horizonte. Eu.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .r . 11 de fevereiro de 2011 . da publicação do acórdão retro. C::. O referido é verdade e dou fé. a subscrevi. !41J ~{~cJ( ~r uYVlk OYruffi~.dGl /Lu~ r~wlo.2~~SI)~"".ICP-Brasil. O Cód. nesta de data. Escrivão(ã) do Cartório da 7a Câmara Cível . 10.. ~.stf.

UNIDADE GOIÁS • O(A) Escrivão(ã).le. digitalmente documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .25. . de M .6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 7" CAMARA CiVEL . • JUNTADA • Aos 25 de fevereiro de 2011. e. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . _ _-+---=++-_ __ • Documento emitido pelo SIAP : Documento assinado 10.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O Cód..200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. DATA Aos 24 de fevereiro. . b . junto aos autos Petição de Embargos adiante.asp sob o número 1490256 .stf. O(A) Escrivão(ã).097-2 conforme MP n° 2. "Ia.

.l. )k) ~'. Senão vejamos..nzonte....-~-'--::. Belo Ho.\ ...br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. por seu Órgão de Execução Oficiante infra assinado. . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus.200-2/2001 de 24/08/2001. • parte devidamente qualificada. 6'andar.ICP-Brasil.0145.tituta·· MADEP 610 I Rua Paracatu. Rachei Aparecida de Aguiar Passos .. n '304. 7!! Câmara Cível O fJ • Autos n..UNIDADE GOIÁS.DEFENSORIA PÜBLICA DO ESTADO DE M .~ . . EXMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . assistindo e patrocinando os interesses de AlCIRENE DE OLIVEIRA.W .stf.~.. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS. pelos fatos e fundamentos jurídicos abaixo elencados.* .. no exercício de sua autonomia preconizada no §2 Q do art..~ itmji .Defensora Pública Sub..asp sob o número 1490256 . . MG CEP: 33130·090 Tel: (31) 3349-949~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. 134 da Constituição da República Federativa do Brasil e no uso de sua competência legal prevista no art. parte devidamente qualificada nos autos em epígrafe. Bairro Sarro Preto.~567017-3/0oj1..t • A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. 4Q da lei Complementar Federal 80/94 e nos artigos 4 Q e 5Q da lei Complementar Estadual 65/03. vem... <~. opor • EMBARGOS DECLARATÓRIOS. respeitosamente.

125/133 em 11. acórdão padece do vício da omissão . art. caput. acórdão verifica-se que foi omitida a apreciação das seguintes questões jurídicas. 198. venceria em 18. realizado em 09 de agosto do corrente ano.02. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . 135 dos autos. o prazo em dobro.200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 . para os embargos de declaração. I. conforme consta na certidão de f. art.2011. 74. 198.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 8airro Barro Preto.ICP-Brasil. 6º. acórdão furtou-se ao exame de questões de direito. 1 º. 212. Lei Complementar Estadual 65/2003) vence apenas em 23.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS Eméritos julgadores DA TEMPESTIVIDADE • A Defensora Pública que subscreve foi intimada da decisão de f. art.02. I.02. que é prerrogativa institucional do Defensor Público (art. por meio de entrega dos autos. 128. da CF /88 . DOS VÍCIOS • • o v. 8elo Horizonte . • caput. caput e inciso III. 74. Senão vejamos. I. não há como se exigir do Estado o seu fornecimento.Defensora Pública Substituta . art. Assim. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Sº. art. diante da Conclusão aprovada no 1 º Curso do Fórum Permanente de Direito à Saúde. 11. I. É possível depreender que o v. 6'andar. 196. da Lei Complementar Estadual 65/2003. 204. o prazo ordinário de cinco dias.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.2010. art. donde se conclui pela tempestividade dos presentes embargos. Da omissão Em análise ao v.stf. tal como determina o art. art. 37. Isso sob o fundamento de que por se tratar de remédios não aprovados pela ANVISA. art. caput. Todavia. o acórdão deixou de subsumir ao caso os arts. n '304. III e § 2º.jus.MADEP 610 Rua Paracatu. Lei Complementar Federal 80/1994 e art.2011.

As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. conforme dispõe o comando constitucional disposto no artigo 198 da CR/88: "Art. • o direito da parte embargante é inquestionável." Cumpre ressaltar que o direito à saúde deve ser efetivado mediante atendimento integral. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www." "Art. 198.jus. Todos são iguais perante a lei. a proteção à maternidade e à infância. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . )" "Art. sem distinção de qualquer natureza.stf. Os direitos à vida e à saúde estão previstos nos arts.. a saúde.Defensora Pública Substituta . o lazer. 6º e 196. 6º São direitos sociais a educação. Sº. na forma desta Constituição. a segurança. à segurança.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.IiNAS GERAIS "Ab initio" cumpre dizer que o direito à saúde da embargante é inquestionável e não é o fato da simples omissão do Poder Público em responder ao pedido administrativo e impedirá o exerdcio de tal direito e da tutela antecipada..200-2/2001 de 24/08/2001. a previdência social. o trabalho. Bairro Barro Preto.ICP-Brasil. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção.asp sob o número 1490256 . e à propriedade. nos seguintes termos: (. 6'andar. n '304. da CR/88: "Art. A saúde é direito de todos e dever do Estado. à liberdade. a assistência aos desamparados..DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE Jl. à igualdade. 196. Sº. A omissão na resposta causa o efeito da negativa do próprio direito à saúde .MADEP 610 Rua Paracatu. a moradia. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (. proteção e recuperação. ) • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos .. Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.

o direito à saúde integra os direitos a prestações materiais. Gilmar Ferreira. Paulo Gustavo Gonet. <1- CANOTILHO. São Paulo: RT. "que se realizam por intermédio do Estado.asp sob o número 1490256 . In: estudos sobre Direitos Fundamentais. direito constitucional à saúde. encarta-se no rol dos direitos à prestação. 58.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 2008. Encontra-se ultrapassado o enfoque da Constituição enquanto simples repositório de boas intenções . sem prejuízo dos serviços assistenciais. 59. não poderia gerar direito subjetivo ao seu titular. p. Inocêncio Mártires.jus.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Gilmar Ferreira.ICP-Brasil. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . Curso de Direito Constitucional. 2 o • • É irrelevante o parâmetro da reserva do possível. José Joaquim Gomes. BRANCO.MADEP 610 Rua Paracatu. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . como cediço. pela parte recorrida. o 1 MENDES. Entendia-se que eles somente poderiam ser exigidos após densificados. 2008. quando se trata de tutelar o mínimo existencial. 3 CANOTILHO.Defensora Pública Substituta . 249. 6'andar. que outrora foi tido por norma puramente programática. José Joaquim Gomes. . COELHO. Neste passo. Tomemos a sério os direitos económicos. Por anos os direitos sociais e econômicos ficaram relegados à promessa. Saraiva: 2007. 248. sem qualquer possibilidade de atuação do Poder Judiciário . os quais possuem por objeto uma utilidade concreta (bem ou serviço). Inocêncio Mártires.DEFENSORIA PÚBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS li . Paulo Gustavo Gonet.200-2/2001 de 24/08/2001. sociais e culturais. p. sociais e culturais. p. direito à saúde. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais.3 E esta delimitação seria tarefa eminentemente poHtica 4. BRANCO. São Paulo: RT. em nível infraconstitucionaJ. Tomemos a sério 0$ direitos económicos. por meio de interposição do legislador. Curso de • Direito Constitucional. COELHO. Ele está entre os direitos sociais e econômicos. n '304." • Não se objete que o direito à saúde não poderia ser invocado. Saraiva: 2007. diretamente da Constituição. MENDES. p. a ser fornecida pelo Estado.atendimento integral. Bairro Barro Preto. Belo Horizonte . com prioridade para as atividades preventivas."l Mais especificamente.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Bairro Barro Preto. com base na teoria da reserva de caixa ou na teoria da reserva do possível. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática • Estudos sobre Direitos Fundamentois..6 Tal entendimento levou ao ponto que a doutrina denominou de "ditadura dos cofres vazios"7. que este não está obrigado (ou tem o 'privilégio') de lhe não fornecer prestações." 5 Argumentava-se. 106. São Paulo: RT. 6 actual dos direitos econômicos. 2008. sociais e culturais. sociais e culturais. 2008.. no 5 • • • CANOTILHO. Exclui-se. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . correlativamente.Defensora Pública Substituta . uma 'relação opositiva' (jurai oppositives) no que respeita ao direito à vida. na sua dimensão de prestações existenciais mínimas perante o Estado. que os direitos econômicos e sociais estariam sob a reserva das capacidades financeiras do Estado.asp sob o número 1490256 . José Joaquim Gomes.p. pelo cidadão necessitado. Tomemos a sério os direitos econômicos. esclarece Canotilho: "Relativamente ao direito à vida.MADEP 610 Rua Paracatu.2008. p. In: CANOTILHO. "Metodologia fuzzy" e "camaleões normativos" na problemática actual dos direitos económicos. Ocorre que os direitos econômicos e sociais acabavam por não encontrar implementação. e exclui-se uma relação correlativa (jurai corre/atives) de não direito e privilégio.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 ~ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ) O cidadão. cremos que nenhum autor. Belo Horizonte .stf. mesmo liberal 'à ou trance'. tem hoje a coragem de dizer que o cidadão não tem qualquer direito perante o Estado a prestações mínimas e.109.jus. pois. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. 58. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001. São Paulo: RT. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . p.ICP-Brasil. José Joaquim Gomes.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS explica Canotilho que "as normas de direitos fundamentais eram normas 'enfraquecidas' que só adquiriam robustez jurídica através de leis de regulamentação desses mesmos direitos. José Joaquim Gomes. São Paulo: RT. Atualmente. por meio de ação judicial. n '304. sob o artifício de inexistência de recursos específicos. Novamente. ( . Il"andar. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. 7 CANOTlLHO. sociais e culturais. entende-se que o direito à saúde pode ser exigido diretamente.

As normas constitucionais.asp sob o número 1490256 . p. Foram suprimidos os esquemas gráficos empregados pelo autor no texto original. p. 57.9 Portanto. 146. os direitos fundamentais sociais e econômicos aplicam-se diretamente. que "obriga os poderes públicos à densificação de um grau mínimo de existência". foi limitada pela teoria do mínimo existencial.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 6°andar. ao qual corresponde um dever correlativo por parte deste. na extensão máxima de sua densidade normativa.jus. São Paulo: RT. Tomemos a sério os direitos económicos.stf. !O CANOTlLHO. que condicionava a eficácia dos direitos fundamentais à reserva de caixa. porém.MADEP 610 Rua Paracatu. tem um direito subjectivo (originário. busca atenuar essas contingências decepcionantes com a teoria do grau mínimo de efetividade dos direitos a prestação material. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. Bairro Barro Preto. nesse passo. SQ. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. Belo Horizonte· MG CEP. In: Estudos sobre Direitos Fundamentais. liberdades e garantias. §l Q da CR/88. São Paulo: RT. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . Tomemos a sério os direitos económicos. Métodos de proteção de direitos. 2008.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS campo das prestações existenciais mínimas do direito à vida. 2008. 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. quanto à efetividade do direito à saúde pela ótica do mínimo existencial: "A doutrina.Defensora Pública Substituta . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. José Joaquim Gomes. Tenta-se extrair uma garantia a um mínimo social dos direitos a prestação . (00') • • • • 8 CANOTILHO. no que tange ao mínimo existencial. são aplicáveis direta e imediatamente. sem necessidade de norma interposta (interpositio legislatoris) 10. São Paulo: RT. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . José Joaquim Gomes. p. art. 9 CANOTILHO. n '304. Gilmar Ferreira Mendes e outros reconhecem o atual posicionamento do STF. dando plena efetividade ao disposto no . (00') A Constituição brasileira acolheu essa garantia do mínimo social. sociais e culturais.200-2/2001 de 24/08/2001. 66. definitivo) a prestações existenciais. José Joaquim Gomes. 2008. sociais e culturais."B A doutrina da reserva do possível.ICP-Brasil.

ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível . gastá-los sob a forma de obras. puder resultar nulificação Q!L até mesmo.stf. em seguida. Curso de Direito Constitucional. COELHO.jus. Inocêncio Mártires.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o Estado deve satisfazer . ao determinar seu fornecimento pelo Estado. quando se trata de assegurar o mínimo essencial. convertam-se em 'promessa constitucional inconseqüente'.Defensora Pública Substituta . é exatamente realizar os 11 • • • MENDES. Por outro lado. Paulo Gustavo Gonet.ICP-Brasil. Renovar): 'Em resumo: a limitação de recursos existe e é uma contingência que não se pode ignorar. assim como o magistrado. 6'andar. notadamente quando.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • A jurisprudência do STF também registra precedentes em que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ."ll Em notável precedente da relatoria do Min. Bairro Barro Prelo. Rachei ApareCida de Aguiar Passos .200-2/2001 de 24/08/2001. dessa conduta I:overnamental negativa. Belo Horizonte . O intérprete deverá levá-Ia em conta ao afirmar que algum bem pode ser exigido judicialmente. Saraiva: 2007. para se obviar que normas de cunho social.como nos vários casos em que se proclamou o direito de pacientes de AIDS a receber medicamentos gratuitos dos Poderes públicos. Celso de Mello. Eis o trecho mais relevante: "a cláusula da 'reserva do possível' . com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigacões constitucionais. são reconhecidas obril:acões mínimas que. Gilmar Ferreira. 245-246. prestação de serviços. p. BRANCO. 2002.MADEP 610 Rua Paracatu.asp sob o número 1490256 . não se pode esquecer que a finalidade do Estado ao obter recursos. com base nelas. ainda que de feitio programático. ou qualquer outra política pública. n '304. para. pelo Estado. aniquilação de direitos constitucionai!i impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 254.não pode ser invocada. Daí a correta ponderação de ANA PAULA DE BARCELLOS (A Eficácia jurídica dos Princípios Constitucionais. p. o STForientou que o parâmetro da reserva do possível não pode obstar a efetividade dos direitos fundamentais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

200-2/2001 de 24/08/2001. a eficácia dos direitos sociais. então. na promoção do bemestar do homem. comprometendo·a. n '304. condições materiais mínimas de existência.. Bairro Barro Preto.stf. relativamente aos recursos remanescentes. aí. em que outros projetos se deverá investir. e da Carta de 1988 em particular.ICP-Brasil.MG CEP: 33180-090 Te!: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Defensora Pública Substituta . Ao apurar os elementos fundamentais dessa dignidade (o mínimo existencial) .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. cumpre reconhecer que não se revela absoluta. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. além da proteção dos direitos individuais. 6°andar. o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido Rachei Aparecida de Aguiar Passos . como se vê.jus. como precedentemente já enfatizado .asp sob o número 1490256 . Selo Horizonte . por delegação popular. como decorrência causal de uma injustificável inércia estatal ou de um abusivo comportamento governamental. a todos. É que.. justificar-se·á. aguele núcleo intangível consubstanciador de um conjunto irredutível de condições mínimas necessárias a uma existência digna e essenciais à própria sobrevivência do indivíduo. é capaz de conviver produtivamente com a reserva do possível. a liberdade de conformação do legislador. A meta central das Constituições modernas. nem a de atuação do Poder Executivo. estar-se-ão estabelecendo exatamente os alvos prioritários dos gastos públicos. que inclui.e até mesmo por razões fundadas em um imperativo ético-jurídico -. afetando.' (grifei) (. como já exposto. a possibilidade de intervenção do Poder Judiciário. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . receberam investidura em mandato eletivo. em ordem a viabilizar. nesse domínio. econômicos e culturais. Apenas depois de atingilos é que se poderá discutir.MADEP 610 Rua Paracatu.• • • • objetivos fundamentais da Constituição. associado ao estabelecimento de prioridades orçamentárias. se tais Poderes do Estado agirem de modo irrazoável ou procederem com a clara intenção de neutralizar. ) Não obstante a formulação e a execução de políticas públicas dependam de opções políticas a cargo daqueles que. cujo ponto de partida está em assegurar as condições de sua própria dignidade. pode ser resumida. O mínimo existencial.

MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 3 . RECURSO ORDINÁRIO.asp sob o número 1490256 . • A jurisprudência do ST) também demonstra encontrar-se ultrapassada a concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática: "CONSTITUCIONAL. ReI. ILEGALIDADE DA AUTORIDADE COATORA NA EXIGÊNCIA DE CUMPRIMENTO DE FORMALIDADE BUROCRÁTICA. CF /88). Belo Horizonte . 6º E 196. D) 04-05-2004) Ou seja.stf. Celso de Mello. a jurisprudência vem se fortalecendo no • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . que não possui meios para a compra de medicamentos necessanos à sua sobrevivência.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Assim. de forma alguma. CAPUT. a validade. CF/88) E DIREITO À SAÚDE (ARTS. Min. ADPF 45 MC/DF. DIREITO À VIDA (ART. n '304.ICP-Brasil.ELA.DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS Gf:RAIS injustamente recusada pelo Estado.É dever do Estado assegurar a todos os cidadãos. 5º. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . indistintamente. PROTEÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS. 1 .A existência. 2 .jus. o direito à saúde. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que é a própria vida.200-2/2001 de 24/08/2001.Diante da negativa/omissão do Estado em prestar atendimento à população carente. MANDADO DE SEGURANÇA OBJETIVANDO O FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO (RILUZOL/RILUTEK) POR ENTE PÚBLICO À PESSOA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE: ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA ." (STF. A eventual ausência de cumprimento de uma formalidade burocrática exigida não pode ser óbice suficiente para impedir a concessão da medida porque não retira. a proteção da vida abrange o dever de assegurar as condições mínimas para torná-Ia possível. a eficácia e a efetividade da Democracia está na prática dos atos administrativos do Estado voltados para o homem. a tutela do mínimo existencial deflui do direito à vida.Defensora Pública Substituta . 5'andar. a gravidade e a urgência da situação da recorrente: a busca para garantia do maior de todos os bens. que é fundamental e está consagrado na Constituição da República nos artigos 6º e 196. Bairro Barro Preto.MAOEP 510 Rua Paracatu.

197.Defensora Pública Substituta . 5 . 129.DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • • • sentido de emitir preceitos pelos quais os necessitados podem alcançar o benefício almejado. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL.200-2/2001 de 24/08/2001.. a sua atuação para assegurar a prestação de • Rachei Aparecida de Aguiar Passos .MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus.stf. da CF). Bairro Barro Preto. da CF /88. fazse imprescindível interpretar a lei de forma mais humana.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. n '304.Relator Ministro José Delgado . ) (STJ.grifamos) A jurisprudência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais também destaca que se encontra ultrapassada a concepção de que o direito constitucional à saúde consistiria em norma puramente programática e repudia a aplicação do pnnClplO da reserva do possível. Belo Horizonte . inciso 11 cumulado com art. 6'andar. na Constituição Brasileira.Despicienda de quaisquer comentários a discussão a respeito de ser ou não a regra dos arts. promovendo as medidas necessárias a sua garantia (art. de que "a saúde é direito de todos e dever do Estado" (art.ICP-Brasil. (.asp sob o número 1490256 .. em que princípios de ordem ético-jurídica conduzam ao único desfecho justo: decidir pela preservação da vida. 4 . destacando a responsabilidade do Poder Judiciário na efetivação dos direitos fundamentais: CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINARIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 1999/0083884-0 . Ademais. em 1988. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 6º e 196.MADEP 610 Rua Paracatu. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . normas programáticas ou de eficácia imediata. como defensor dos interesses da sociedade perante o Estado: possui legitimidade para zelar pelo efetivo cumprimento dos serviços de relevância pública assegurados na Constituição. Nenhuma regra hermenêutica pode sobrepor-se ao princípio maior estabelecido. O Ministério Público. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NO FORNECIMENTO DE SERViÇO DE RELEVÂNCIA PÚBLICA DE TRANSPORTE DE DOENTES. teleológica. ROMS 11183/ PR.Tendo em vista as particularidades do caso concreto. 196). DETERMINAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER CONSTITUCIONAL.

(TJMG.0686. que concretiza objetivos.asp sob o número 1490256 . estando. Louve-se a atuação do Ministério Público do Estado de Minas Gerais na defesa permanente dos direitos sociais da população carente que. todavia.200-2/2001 de 24/08/2001.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. seja porque a pretensão social de transporte público na área de saúde se afigura razoável.Defensora Pública Substituta . não é hábil a afastar o dever constitucional imposto ao Município de Teófilo Otoni de prestar serviço de relevância pública correlacionado com a área de saúde. Assim.02. A judicialização de política pública. APELAÇÃO 1. 6'andar. social. político e cultural. na hipótese de injustificada omissão. Belo Horizonte .MADEP 610 Rua Paracatu. por ser menos favorecida do ponto econômico. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. em regra a implementação de política pública. mas também do Judiciário.293-5/001(1) .jus.grifamos) Rachei Aparecida de Aguiar Passos . pois. consagrado pela Constituição da República de 1988.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MJNAS GERAIS • • • • serviço de relevância pública encontra amparo no princípio fundamental da dignidade da pessoa humana e nos direitos sociais fundamentais à vida e à saúde. aqui compreendida como implementação de política pública pelo Poder Judiciário. Um pedido.stf. é da alçada do Executivo e do Legislativo. é constante esquecida pelos donos do poder. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . em plena harmonia com o devido processo legal substancial.ICP-Brasil. não pode ser considerado juridicamente impossível. Bairro Barro Preto. destituída de qualquer comprovação objetiva.040. É certo que.DOMG 22/11/2004 . n '304. sendo apenas lembrada em épocas eleitorais. a este caso não se aplica à cláusula da Reserva do Possível. princípios e direitos fundamentais da República e que se harmoniza com o Estado Social e Democrático de Direito. harmoniza-se com a Constituição de 1988.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Relatora Maria Elza . o Judiciário deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem o dever constitucional que lhes é imposto. seja porque não foi comprovada a incapacidade econômico-fmanceira do Município de Teófilo Otoni. A concretização do texto constitucional não é dever apenas do Poder Executivo e Legislativo. A mera alegação de falta de recursos financeiros.

A saúde é um direito fundamental do ser humano. Estão incluídos no campo de atuação do Sistema Único de Saúde-SUS: [ . conhecida como Lei Orgânica da Saúde. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. n '304. ) IX ..DEFENSORIA PÚBI.jus.lCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS o acórdão omitiu a incidência dos dispositivos da Lei 8.. 6º. C ) . 11 . individuais e coletivos. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS). que possuem incidência imediata no caso em apreço.asp sob o número 1490256 . obedecendo ainda aos seguintes princípios: [ . inclusive farmacêutica.080/1990.. segundo a qual cabe ao Estado promover os meios para a realização do direito à saúde. 6"andar.a execução de ações: C ) . exigidos para cada caso I em todos os níveis de complexidade do sistema (. Bairro Barro Preto.MADEP 610 Rua Paracatu. devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício . d) de assistência terapêutica integral.descentralização político-administrativa..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art.stf. inclusive assistência terapêutica integral: "Art. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..) Art.. (.universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.Defensora Pública Substituta .MG CEP: 33180-090 Te!: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.integralidade de assistência. Art.ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001. Belo Horizonte . fornecendo todas as condições necessárias para o seu pleno exercício.080/1990 que se passam a alinhar: Não bastassem as disposições constitucionais. com direção única em cada esfera de governo. e as normas supralegais pertinentes à espécie. tenha-se que o direito fundamental à saúde encontra-se assegurado na Lei 8.." • • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . 2°. 198 da Constituição Federal. entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos.

6'andar.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. comportando tutela judicial específica. comprovada a necessidade do medicamento e do tratamento médico para a garantia da vida da parte embargante. prestados por órgãos e instituições públicas federais.080/1990. Belo Horizonte . resta confirmado que as normas constitucionais deixaram de ser percebidas como integrantes de um documento estritamente político. • o SUS é concebido como o conjunto de ações e serviços de saúde. os direitos sociais converteram-se em direitos subjetivos em sentido pleno. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. estaduais e municipais. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. além de estruturar o SUS e de fixar suas atribuições.ICP-Brasil. A Lei nº 8.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ele deverá ser fornecido .asp sob o número 1490256 . é competência comum da União. 23. ) II .por força do qual se garante a todas as pessoas o acesso às ações e serviços de saúde disponíveis. em todos os níveis de complexidade do sistema. A partir do "princípio da predominância de interesses" a CR/88.". Bairro Barro Preto. ao repartir as competências entre as quatro entidades federativas. estabelece os princípios pelos quais sua atuação deve se orientar.jus. especificou as matérias de competência comum de natureza administrativa. e passaram a desfrutar de aplicabilidade direta e imediata por juízes e tribunais. • • o acórdão omitiu a incidência do art.MADEP 610 Rua Paracatu. dentre os quais vale destacar o da universalidade . dentre as quais se inclui expressamente a assistência terapêutica integral aos que dela necessitarem. Definitivamente. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . n '304. II da CF /88. dentre elas a saúde: "Art. • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . Mais uma vez.. Assim.Defensora Publica Substituta .200-2/2001 de 24/08/2001. dó Distrito Federal e dos Municípios: (.• DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Tais dispositivos obrigam o Estado (instituição) a disponibilizar para a população a execução de todas as ações indispensáveis ao tratamento médico de enfermos. mera convocação à atuação do Legislativo e do Executivo.. dos Estados.cuidar da saúde e assistência pública. da Administração direta e indireta. 23.

Bairro Barro Preto. p. com prioridade para as atividades preventivas. 817. n '304. Estados. . Municípios e Distrito Federal concorram para o incremento do atendimento geral da saúde da população: • • • "Art. no que tange à prestação da saúde.jus. ) Cada uma dessas esferas de governo deve agir em concurso e de forma solidária. sem prejuízo dos serviços assistenciais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Direito constitucional. Belo Horizonte . o art. uma suplementando a outra. 11 e 196 da CF). Kildare Gonçalves..200-2/2001 de 24/08/2001.atendimento integral.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Por conseqüência. com direção única em cada esfera de governo. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . • 12 CARVALHO. Sendo único.Defensora Pública Substituta .MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Kildare Gonçalves Carvalho: "Quer isto significar que não mais haverá a difusa administração da matéria na esfera da União. 23.ICP-Brasil.. 2005. nem a dispersão e superposição de órgãos e atribuições em esfera estadual e municipal. 6'andar. não há entre os entes políticos (União. pelo que passível postular a obrigação em tela somente do Município em que reside a parte recorrida. o sistema deverá possuir um específico modelo de relações entre o todo e as partes que o integram (. ou somente da União Federal.MADEP 610 Rua Paracatu. Distrito Federal e Municípios) simples obrigação solidária. 8elo Horizonte: Del Rey.stf. Na lição do prof.. mas sim competência administrativa comum (é o que emana dos arts. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . implicando que União. Estados. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 198 da CR/88 é claro ao dispor que a saúde será prestada através de um regime de cooperação entre os entes da Administração direta (Sistema Único de Saúde).descentralização.participação da comunidade"."12 Como é cediço. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único.asp sob o número 1490256 . 6°. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 11 . III . 198. do Estado-membro respectivo.

Portanto.1863110/002(1). Responsabilidade concorrente entre a União.AÇÃO CIVIL PÚBLICA FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS SUS DENUNCIAÇÃO À LIDE DA UNIÃO E DO ESTADO DE MINAS GERAIS . Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349·9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Medicamento de uso contínuo. Processo: 1.IMPOSSIBILIDADE . NÃO DA ASSISTÊNCIA EM SI . FORNECIMENTO DE PRÓTESE AUDITIVA À CRIANÇA DEFICIENTE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.0024. Fornecimento de remédio. pela competência administrativa comum.MADEP 610 Rua Paracatu. por exemplo. a parte não terá condições estruturais de litigar perante a Justiça Federal.DIVISÃO APENAS DA GESTÃO DA ASSISTÊNCIA. dentro da sua esfera de interesse. ou de apenas um dos responsáveis.03.INTELIGÊNCIA DO ART. n '304. Data do acórdão: 08/11/2005. Relator: Pinheiro Lago. Sairro Sarro Preto. Cível. Ação ordinária. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • Nesta esteira. a competência administrativa relaciona-se não à elaboração legislativa.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Data do acórdão: 26/04/2005. com o escopo de viabilizar seu acesso à justiça (muitas das vezes.ICP-Brasil. mas sim à execução e ao cumprimento das normas e à prestação dos serviços públicos. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Estados e Municípios.Defensora Pública Substituta ." (TJMG. Data da publicação: 16/12/2005) "Apelação cível. pela absoluta falta. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.159735-4/004(1) Relator: CAETANO LEVI LOPES. Número do processo: 1." (TJMG.Desnecessidade de utilização de via • Rachei ApareCida de Aguiar Passos . de Defensoria Pública aparelhada). cada ente federativo prestará a saúde. Responsabilidade não excluída.asp sob o número 1490256 .stf. Data da publicação: 13/05/2005) "APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO . Cível.RECURSO DESPROVIDO. facultando-se ao postulante direcionar a lide em face de todos. como se único responsável fosse.0702.jus. Neste sentido: • • "AGRAVO DE INSTRUMENTO . 196.04. 7ª Câm. 6'andar. CF /88 . 2ª Câm. Portaria distribuindo competência.200-2/2001 de 24/08/2001. . Recurso não provido. Legitimidade do Estado-membro.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • administrativa previamente à ação judicial.080/90).. ReI. ILEGITIMIDADE PASSIVA. não há qualquer dúvida quanto à responsabilidade da parte agravante no que se refere ao pedido formulado nesta demanda." (TJRS. j. já que todos e qualquer um deles tem o dever de "cuidar da saúde e assistência pública" na forma do inciso II do artigo 23 da Constituição Federa!. Belo Horizonte· MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.Não cabimento de chamamento ao processo. I e IX. j. . 22ª C.. Lei 8. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. João Armando Bezerra Campos.Defensora Pública Substituta . da União e do Município. Civ. 16/09/03) "APELAÇÃO CíVEL. vigora o prinCÍpio da capilarização.. Mormente porque. 7º. Des. em se tratando de SUS. Ap. que procura atribuir prioritariamente a responsabilidade na execução das políticas de saúde em geral. ReI. 70007759293. Sentença mantida em reexame necessário. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www." (TJRS. aos que se encontrarem mais próximos do cidadão: Art.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001. A presença de um dos vários legitimados no pólo passivo da relação processual decorre da escolha daquele que ajuíza a ação. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . n '304. 6'andar.MADEP 610 Rua Paracatu.stf. e de distribuição de medicamentos em particular (art. Apelação nO 70006697304. Recurso improvido.Direito à saúde é prioridade absoluta garantido pela Constituição Federal. Em razão da responsabilidade prevista no artigo 196 da Constituição Federal.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. 22ª C. Civ.. a legitimação passiva para a causa consiste na coincidência entre a pessoa do réu e a pessoa de qualquer um ou dos vários entes federativos. 31/03/04) Em sendo assim. DIREITO À SAÚDE. . PRELIMINARES DE CARÊNCIA DE AÇÃO.. Civ. Bairro Barro Preio. Atuação do Poder Judiciário objetivando a efetivação dos preceitos constitucionais não constitui invasão de competência dos outros Poderes. CONSTITUCIONAL. Juíza Leila Vani Pandolfo Machado.ICP-Brasil.

Bairro Barro Preto.Defensora Pública Substituta . 3ª) erro evidente quanto à tempestividade do recurso não conhecido. São Paulo: RT. Nelson Nery. • • Do erro manifesto e correspondentes efeitos infringentes "Anota Theotônio Negrão que se tem julgado possível a interposição de embargos de declaração com efeitos infringentes nas seguintes hipóteses: 1ª) erro manifesto de julgamento. 446. DO PREQUESTIONAMENTO • As questões jurídicas infraconstitucionais abordadas acima demandam o prequestionamento ficto dos respectivos dispositivos legais. Francisco Glauber Pessoa. razão pela qual deve ser mantida a decisão recorrida. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . à qualificação jurídica do fato.. 198 da Constituição Federal. obedecendo ainda aos seguintes princípios: I . n '304. são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art.MADEP 610 Rua Paracatu.v. Assim. 447. Aspectos polêmicos e atuais dos recursos cíveis .stf. o que é de todo compreensível. Belo Horizonte· MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 334g. WAMBIER.200-2/2001 de 24/08/2001. que houve nítido erro no acórdão. 4.jus. a fato relevante com repercussão sobre a conclusão do julgado. 005 efeitos ínfringentes nos embargos declaratórios e algumas atualidades em assuntos afins. 2001. 13 ALVES. pois. resta pacífica a comprovação da responsabilidade da parte ora recorrente no cumprimento da obrigação determinada. à intempestividade de recurso conhecido. 2ª) quando houver erro material no exame dos autos. In: JÚNIOR.. Teresa Arruda A!vim (coord). a recurso conhecido por equívoco manifesto. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. dentre outras hipóteses. (.9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 ."13 Nota-se. até porque errar é humano.descentralização político-administrativa. 6'andar.) • IX . com direção única em cada esfera de governo. sem prejuízo das demais modalidades de prequestionamento já realizadas.DEFENSORIA rÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Sistema Único de Saúde (SUS). p. a formalidade essencial não observada nos autos.

lI. li. 23. 535. art. caput. DJe 02/02/2009).jus. professor e publicista de nomeada internacional. Bairro Barro Preto. li. Jorge Mussi. I. 5º. 196. Min. 331. art. que nada significam: fazer uso delas é • Rachei Aparecida de Aguiar Passos . caput e inciso 1lI. 6'andar. pleiteia-se o prequestionamento para ressalvar entendimento diverso . 11. art. nº IX). com sua multíplice autoridade de magistrado. ReI. 204." (STJ. observou o dever de conceder a prestação jurisdicional integral: "Vem a propósito uma observação acerca do dever de motivar as decisões. José Carlos Barbosa Moreira. Os vícios apontados devem ser resolvidos nesta oportunidade. art. Belo Horizonte . Há um modo puramente formal de prestar homenagem a semelhante preceito. • • • Vale lembrar que as questões ora abordadas surgiram no próprio acórdão. art.ICP-Brasil. Todavia. 93. O mesmo se diga quanto ao dever de fundamentar a decisão (arts. o que dispensa o prequestionamento: "esta Corte possui consolidado o entendimento de que é desnecessário o prequestionamento quando o vicio surge no próprio acórdão recorrido.asp sob o número 1490256 . pede-se à douta Câmara Julgadora que seja examinado o caso concreto à luz da incidência dos seguintes dispositivos: art. do CPc. sob pena de se instaurar invencível negativa de prestação jurisdicional. da CF /88// art.• DEfENSORIA PÚBtlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Portanto. art. 461. 212. 198. 165 e 458. Em famosa conferência sob o título "A Justiça no Limiar de Novo Século".Defensora Pública Substituta . CPC. EDcI nos EDcI no AgRg no Ag 939368/SP.stf.MADEP 610 Rua Paracatu. 198. 522. que conforma nulidade absoluta e que representa violação ao art. art. art. art. IH e § 2º. que está longe de corresponder-lhe ao espírito . 1 º. art. hoje igualmente consagrado em nível constitucional.11.200-2/2001 de 24/08/2001.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. caput. caput. Quantas vezes lemos pronunciamentos de órgãos judiciais que indeferem o requerido 'por falta de amparo lega\'. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 6º. e sob expressa cominação de nulidade (Carta da República. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ou 'porque não concorrem os pressupostos necessários'! São fórmulas vazias. art. para efeito de prequestionamento. do CPC). 37. art. n '304.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.

v. p. 535 DO CPC. É notório que os juízes andam normalmente assoberbados de serviço e não têm possibilidade de alongar-se em dissertações para fundamentar cada ato que pratiquem. Belo Horizonte . José Carlos Barbosa."14 Ocorre que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . não tem titubeado em acatar recusos especiais para este fim. jan. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. A Justiça no limiar de novo século.. 1. resta violado o art. Nem por isso ficam autorizados a escamotear os motivos em que se inspiraram para decidir. n./jun.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. do CPC. • • • Rachei Aparecida de Aguiar Passos .200-2/2001 de 24/08/2001. aliás.INFRINGÊNCIA AO ART. Exige-se.. quando a decisão não responde aos embargos de declaração. Revista do Ministério Público.ICP-Brasil. Rio de Janeiro. dando ensejo à interposição de recurso especial. Estado do Rio de Janeiro. De se lembrar que. neste último caso porque gera indefinição que não permite à parte exercer seu direito de recorrer sobre questões que deveriam ser consideradas. se está mandando ao inferno . na negativa de prestação jurisdicional integral e no cerceamento de defesa. ao mesmo tempo.jus. 6'andar. 83-93. conforme estampa a decisão infra: "PROCESSO CIVIL TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO ANATEL FALTA DE PRONUNCIAMENTO DA CORTE DE SEGUNDO GRAU SOBRE TESES EM TORNO DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS . 1995. Em nosso sistema processuaL o juiz não está adstrito aos fundamentos legais apontados pelas partes.DEFENSORIA PÚBI. A escassez de tempo justifica a síntese. não justifica a omissão.ICA DO ESTADO DE M1NAS GERAIS • como tirar o chapéu para cumprimentar à distância alguém que. 1.Defensora Pública Substituta . 14 MOREIRo\. incorre em erro de procedimento (error in procedendo) que consiste.stf.MADEP 610 Rua Paracalu. para cassação da decisão e retorno dos autos para sanar o vício. n '304. 1. nestas hipóteses.MG CEP: 33180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. ou o faz de forma precária. entre dentes. 535. O ST). Bairro 8arro Preto. justamente. 11.asp sob o número 1490256 .

stf.jus. 2. OmissÕes sobre teses relevantes para a solução do litígio suscitadas oportunamente e Que não foram examinadas nos embargos declaratórios . REsp 689778/CE.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Nesse diapasão. sejam recebidos e providos os embargos declaratórios para expungir os vícios apontados." (STJ.ICP-Brasil. clara e precisa. Belo Horizonte· MG CEP: 33180·090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Recurso especial parcialmente provido. obscuridade ou contradicão na decisão embargada. sem prejuízo do apelo extremo em razão do prequestionamento ficto .asp sob o número 1490256 . sob pena de obstacu\arizar o acesso à instância extraordinária. DJ 10/10/2005 p. não é suficiente a afirmativa de Que possuem os embargos declaratórios caráter infringen~ argumento de que não existe omissão. integrando-se o v. Aplica o magistrado ao caso concreto a legislação por ele considerada pertinente. deve o Tribunal a quo pronunciar-se sobre as questÕes devolvidas nas razÕes ou nas contrarazÕes do recurso. 321) Isso. 6.Defensora Pública Substituta . poderia modificar o resultado do julgamento da causa. 5. Há que se identificar. À luz do princípio do devido processo legal. ReI. em tese. 4. obviamente. espera-se. DO PEDIDO • Diante do exposto.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • • • apenas. cuja apreciacão. Min. 6'andar.200-2/2001 de 24/08/2001. n '304. Eliana Calmon. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . as teses jurídicas levantadas pelas partes potencialmente influentes. Rachei Aparecida de Aguiar Passos . eis Que a prestação jurisdicional deve ser completa. pois. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. entretanto. que a decisão seja fundamentada.MADEP 610 Rua Paracatu. 3. Bairro Barro Preto.

quanto a: a) manifestação. caput e inciso II1.jus. . § 52 da Lei n 2 1. 1 2. Pede deferimento . lI. 37. 14 de fevereiro de 2011. art. publicado no Diário do Judiciário de 16 de abril de 2005. caput. ainda. l. para todos os atos processuais. para efeito de prequestionamento.0610-D/MG Rachei Aparecida de Aguiar Passos . caput. JJI e § 22. por meio de vista dos autos.200-2/2001 de 24/08/2001. 128. nos termos do art. 522. 11. Ra~~â~A~gUY'i~~V/ • Defensora Pública Substituta MADEP n. art. 204. 52. art. art. sobre a incidência.• DEFENSORIA PÚBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS acórdão. do seguintes dispositivos: art. l. 331. 198. da Lei Complementar Estadual n 2 65/03. l.ICP-Brasil. art. • • • Belo Horizonte. c) a aplicação do Aviso n 2 17/2005 da Corregedoria Geral de Justiça. art.060/50 c/c art. 23.MADEP 610 Rua Paracatu. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . art. da Lei Complementar Federal n 2 80/94 e art. n "304. 52. Belo Horizonte· MG CEP: 3:l180-090 Tel: (31) 3349-9490 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Bairro Barro Preto. ainda: b) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal. 198. 196. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf. 11. art. 461.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 212 da CF/88 / / art. bem como a contagem em dobro dos prazos processuais. CPC. que determinou fossem os Defensores Públicos cadastrados no SISCOM pelo número da MADEP (Matrícula na Defensoria Pública). 74. art. caput. art. com a manifestação (=prequestionamento) sobre as questões federais apontadas e. art. 6 2.Defensora Pública Substituta .asp sob o número 1490256 . 6'andar. ao caso.Requer-se.

.JudíCiário do ..' .. ".. . .. 1 . ..pqd:~r. Estado de Minas Gerais .'. '.. I I I _ . f( ' ..' . '. .." . .' ... 1 t/{:::~.stf. : ~ . ..' . ' .' .--------------~~ I ~ . . -: '::' . ! I. '. .. · . ." . :·A'. Cód.• " ' '" . .. .' : :: . 1 1 . · "~ -. . : :. ~..... ' : ' '. '. ·. . .. .: '. ' . .. .'.... .' :../:..' I I I' f. . CARTORIO DA 7" CAMA~A CíVEL . :' . . . " '.. . I li! .. ....t. . · .r .. O ".. ' . .lusos em 14/03/2011 .' ".~ .. ~. 1 O(A) Escrivão(ã). I I i 1 '... . . i ' . . " .. ' . .':1 .-:. ' ·CONCLUSÃO .. ... . 1 j E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor '. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..: I ." . .. .~. 10.. ~ .tMv Relator. ' " " ILJ . ' .' : . ... '.. .. · ....200-2/2001 de 24/08/2001. . Conc. . ..' ~. ...'-.. .... . .. . . .J ('f rr. Documento emitido pelo SIAP : . " ~ . ~"' . ...~' .. ..25.UNIDADE I I GOlAS ..::~" .: .. :.:'.. . .jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ...' .' : .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www..' ~'~'. .. .'. " Desembargador ~:/ '. 1 ..:.' · . .ICP-Brasil. '.:~'::' . ' ' .asp sob o número 1490256 :.. I . · : -.. .•.' .::'r: .:' : .

asp sob o número 1490256 . O(A) Escrivão(ã).097-2 O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 7" CAMARA CiVEL . _<3--"<. .jus.L'-"~~. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • • Aos 17 de março de 2011 recebi estes autos.25. Cód.stf.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.-~ ___ I I " • " Documento emitido pelo SIAP: DlmmmmnmllMMllllllmlDUmlllll1l 152270252217311730280004701314 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 10."""".UNIDADE GOIÁS I~ DATA '.

acorda.jus.Relator • FI.0145. DES .RELATOR: EXMO. CONTRADiÇÃO INEXISTENTE.09. WANDER MAROTTA • • • Vistos etc. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . sob a Presidência do Desembargador WANDER MAROTTA .09. EM REJEITAR OS EMBARGOS . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CíVEL N° 1. 1/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas. DES.ICP-Brasil. SR. REJEiÇÃO.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. .567017-3/003 1111111111111111111111111111111111111111111111111 EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. a 7a CÂMARA CíVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.stf.567017-3/003 .200-2/2001 de 24/08/2001.. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO cíVEL W 1.0145.EMBARGANTE(S) ALCIRENE DE OLIVEIRA EMBARGADO(A)(S): ESTADO MINAS GERAIS .COMARCA DE JUIZ DE FORA . á unanimidade de votos. Não implica contradição O simples fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte. -. WANDER MAROTTA . em Turma..asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.

enquanto durar o tratamento". O v. na dosagem e modo da prescrição médica. 37. 198. capute inciso 111.jus. caput. sentença que julgou procedente a ação de obrigação de fazer ajuizada pela embargante para condenar o ESTADO DE MINAS GERAIS a fornecer-lhe o medicamento MIMPARA 30mg (CINACALCET).014509567017-3/003 NOTAS TAQUIGRÁFICAS • O SR. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. no reexame necessário.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Sustenta o embargante que o v. inexistindo. art. 11.stf.asp sob o número 1490256 . nele. verbis: "Conquanto a saúde seja. Não consubstancia omissão o simples fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte. acórdão é omisso. qualquer contradição ou omissão. 111 e §2°. 6°. acórdão de fls. caput. Com a devida vênia. 125/132 que. não merecem acolhida os embargos .200-2/2001 de 24/08/2001. WANDER MAROTTA: '{OIO • • Examinam-se embargos de declaração opostos por ALCIRENE DE OLIVEIRA contra o v. uma vez que não observou as disposições contidas nos artigos 1°. • O exame do julgado mostra que não tem razão a embargante. todos da CF. 2/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. 204 e 212. um direito FI. de fato.L~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N° 1. DES. I. acórdão é claro ao consignar. 5°. caput. 196. reformou a r.

caput. A decisão que acata tese diversa da que foi defendida pelo embargante não é. I. O CPC 535 é. TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N° 1. Como demonstrado. contraditória ou omissa. independentemente dos problemas orçamentários que a Administração diz ter. só por isso.6. não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA. 111 e §2°. ~ entendimento jurisprudencial pacifico: FI. 37. 196. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 6°. Se o que se quer. 5°.ICP-Brasil. a lei veda o pretendido. obscuridade ou contradição. vedando-se a interposição do recurso para rediscutir a matéria ventilada em sede de apelação ou agravo. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. caput. 6° e 196 da CF.014509567017-3/003 • • • constitucional previsto nos arts.asp sob o número 1490256 . foram analisadas todas as questões colocadas em debate.200-2/2001 de 24/08/2001. não podendo ser o Estado obrigado.stf. extensivo a toda a população. todos da CF.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ao contrario do entendimento do embargante. tendo o usuário do SUS direito a atendimento que possibilite o seu tratamento de forma adequada. Assim. 11. 204 e 212. é a rediscussão da • matéria ventilada no apelo. a fornecê-lo a um paciente". enfim. expresso no sentido de que cabem embargos de declaração apenas nos casos de omissão. não houve violação aos artigos 1°. como é de conhecida e reiterada jurisprudência . O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado. caput e inciso 111. 3/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. nesta via. 198. judicialmente. caput.

~-------------------------------------F~I~. RECURSO INEXISTÊNCIA.~ TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARACÃO'civEL N° 1.0145.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ReI. ESPECIAL.asp sob o número 1490256 ." (ST J-1 a Turma. INTENÇÃO REJEiÇÃO. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 05/08/92. 111. MIN. DE PREQUESTIONAMENTO. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .701 in JUIS-JURISPRUDÊNCIA INFORMATIZADA SARAIVA). pg. I! j [Yl! REJEITARAM OS EMBARGOS. • Votaram de acordo com o(a) Relator(a) os Desembargador(es): ANDRÉ LEITE PRAÇA e PEIXOTO HENRIQUES.567017-31003 • • • "EMBARGOS DECLARATÓRIOS. rejeitaram os embargos por unanimidade.200-2/2001 de 24/08/2001. j. Resp nO 0016045. PRESTAM-SE AO REJULGAMENTO DA CAUSA. NÃO CONSUBSTANCIA OMISSÃO O SIMPLES FATO DA DECISÃO SER CONTRÁRIA AOS INTERESSES DA PARTE OU NÃO LHE PROpORCIONAR MEIOS DE RECORRER À INSTÃNCIA SUPERIOR. publicado no DJ em 03/11/92.4~/4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. MUITO MENOS.ICP-Brasil. li-ADEMAIS.09. OMISSÃO. rejeito os embargos . I .jus.NÃO SERVEM OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COMO ESPEQUE AO LEVANTE DE QUESTÕES NOVAS. CUJO EXAME NÃO CUMPRIRIA À DECISÃO EMBARGADA E. CESAR ASFOR ROCHA. 19. Exposto isso.stf.EMBARGOS REJEITADOS.

25.asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. foi CERTIDÃO para ciência das no partes "Diário • • interessadas. 10.-~-+"t. Escrivão(ã) do Cartório da 78 Câmara Cível - sUbscrevi--. Unidade Goiás.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTORIO DA 78 CAMARA CiVEL .UNIDADE GOIÁS • CERTIFICO que. Belo Horizonte.-/rL=.. Kátia Maria da Cruz Silva. a • Documento emitido pelo SIAP: il~mmlil~lmI9mnlll~ml~~ml~I~I~I~ 100760051011041840210004601607 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o dispositivo do acórdão retro.200-2/2001 de 24/08/2001. O Cód.jus.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 08 de abril de 2011.._ _ _ _ _ _.stf. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. O referido é verdade e dou fé. disponibilizado Judiciário Eletrônico" de 07/04/2011 e publicado em 08/04/2011. Eu.

UNIDADE GOIÁS • CERTIDÃO • • CERTIFICO Pública do que.Unidade Goi{ls.10.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTOR!O DA 73 CAMARA CiVEL . Minas a Defensoria Gerais de foi seu Estado intimacla. Escrivão(ã) do Cartório da 7a _. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .097·2 endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.25. O documento pode Cód. O referido é verdade e dou fé. ~ml~illlllillll~III~I~IIIII~lIllnllllflllll 104930440012161740260004701907 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil. nesta de data. 08 de abril de 2011 . Belo Horizonte.jus. • •1 I Docum. Kátia Maria da Cruz Silva._~- Câmara Cível . devidamente na pessoa representante legal. a subscrevi. da publicação do acórdào retro.stf. Eu.200-2/2001 de 24/08/2001.asp sob o número 1490256 ser acessado no .llto emitido pelo SIAP.

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 05 /0'\ /11 tio" no IMSSOfO Il ~e Q\\veíro FENSORA PU61IC" MADEP: 135 • ......stf.tr :la .jus. '-0 Zm -n -60 I ~ ~ -t.asp sob o número 1490256 .ICP-Brasil.":. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.' . • • • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.~ I .

2~. • • • ~5\UCryv Vista em 20/05/2011 Ciente.2011 fa Tb ' ço remessa destes autos ao E. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Belo Horizonte. que.asp sob o número 1490256 . . Em 02.D~ FARIA MARTINS DA COSTA \PIUcurador de Justiça Coordenador aa1 P d· rocura OnilS de Justiça Cíveis .CARTÓRIO DA 7a CÂMARA CíVEL . .2tiCJÇ0"..?5.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. pala constar. Documento emitido pelo SIAP: ml~mlllln~elllmIDI~lnlllmlmnml 151210551217611750230005701219 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.UNIDADE GOIÁS • VISTA E os faço com vista ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral de Justiça. n unal de Justiça D o .ICP-Brasil.jus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.:lrl~~ Ministério Público M'~~ .stf.200-2/2001 de 24/08/2001. · !~ GERALD0. ~greglo . . / 1 L_. O(A) Escrivão(ã). lavrei este. Coordenado.06. Nada a requerer.. í . ~t I \ .

Ó Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais CARTÓRIO DA 78 CÂMARA CíVEL .ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. junto aos autos Petição· de Recurso Extraordinário adiantrO(A) Escrivão(ã) k .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf. • • • n07 JUNTADA Aos 03 de junho de 2011.jus.UNIDADE GOIÁS DATA •• Aos 02 de junho de 2011 recebi estes (A) Escrivão(ã) \:::~ auto~ . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.200-2/2001 de 24/08/2001.

~ 1 I Recurso extraordinário I I--------~ _ _ _ _ _ _ _ __ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. respeitosamente.stf.567. nos autos supra.0145. interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO.ICP-Brasil.017-3/002 COMARCA: JUIZ DE FORA . parte igualmente qualificada.MG RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS ALCIRENE DE OLIVEIRA. assistida pela DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. já devidamente qualificada.09. nos autos da ação em que contende com o ESTADO DE MINAS GERAIS. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . vem. esta representada pelo seu órgão de execução infra.jus.• DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE- PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS UNIDADE GOIÁS 7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÃO No" 1.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.

asp sob o número 1490256 . do art. ariana Mas ara Rodrigues de Oliveira Defensora Pública . 102 da Constituição da República.MADEP 135 2 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. para que este possa conhecê-lo e provê-lo. e o faz pelas razões anexas.DEFENSORIA PlÍBUCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS com pedido de imediato processamento.200-2/2001 de 24/08/2001. Nestes termos. com fulcro na alínea "a". processado e admitido.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil.stf. inciso III. ao Colendo Supremo Tribunal Federal. Requer seja o apelo extremo recebido. !I e maio de 2011. Pede deferimento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. remetendo-o ao Tribunal ad quem.

567.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 .0145. da Constituição da República e da Lei 1.O 1.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS 7' CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA APELAÇÂO N.MG RECORRENTE: ALCIRENE DE OLIVEIRA RECORRIDO: ESTADO DE MINAS GERAIS Augusto Supremo Tribunal Federal. nos termos do ar!. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.09. 5°. Eminente Ministro Relator. --~ extraordinário 3 IRecurso I f-------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em razão de a mesma não ter condições de arcar com os õnus processuais. sem prejuízo do sustento próprio. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Colenda Turma.060/50.017-3/002 COMARCA: JUIZ DE FORA .stf. i JUSTIÇA GRA TUIT A Inicialmente. requer sejam concedidos os benefícios da assistência judiciária à recorrente.jus.200-2/2001 de 24/08/2001. bem como pelo fato de ser assistida juridicamente pela Defensoria Pública. inciso LXXIV.

O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. inciso I. 74. Daí. 5°. a tempestividade da presente peça.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS I TEMPESTIVIDADE Cumpre frisar. com a contagem em dobro de todos os prazos processuais.ICP-Brasil. A contagem do prazo para apresentar contraminuta iniciou-se. No presente caso. inicialmente. pois nos termos do art. da Lei Complementar Estadual 65/2003. da Lei 1. A prerrogativa da contagem em dobro está prevista. tão somente em 10/05/2011. inciso I.asp sob o número 1490256 . conforme Certidão de fi. portanto.jus. desta forma. § 5°.060/50. O prazo encerrar-se-ia. a tempestividade das razões do presente recurso. sexta-feira. no art. a intimação pessoal efetivou-se com a entrega dos autos com vista à Defensoria Pública em 08/04/2011. em 11/04/2011 (segunda-feira). igualmente. portanto. da Lei Complementar Federal 80/94 e art. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO ~ extraordinário 4 IRecurso 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. 128. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 165. os Defensores Públicos deverão ser intimados pessoalmente de todos os atos.200-2/2001 de 24/08/2001.

em Agr n. 195 e 196 e ar!.stf. uma vez que a assistida pela Defensoria Pública restou sucumbente. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . AgReg. os requisitos objetivos formais. arts.jus. Neste sentido: "( . desta forma. o indispensável requisito de admissibilidade do recurso extraordinário.ICP-Brasil. Min.) Diz-se prequestionado o tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito (.)" (STF.decidida em última instância . consistente no prequestionamento.200-2/2001 de 24/08/2001. conforme já exposto anteriormente. todos os requisitos de admissibilidade do recurso extraordinário. desta forma. Presente.I extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. legitimidade pára recorrer... uma vez que a decisão objurgada .. 6°.asp sob o número 1490256 .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o 178745-7/DF. Marco Aurélioj. Por último. quais sejam. Presentes. igualmente. encontra-se esgotada a instância. 194. 5 Recurso . em face do reexame necessário que reformou a sentença de primeira instância. Rei. Estão preenchidos.contrariou dispositivos constitucionais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Plenamente satisfeito. portanto.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADODE MINAS GERAIS o presente recurso extraordinário é próprio e adequado à espécie e atende aos ditames da tempestividade.

Caso não use tal medicamento poderá apresentar calcificações vasculares e em partes moles. além de piora da doença óssea. frontalmente.200-2/2001 de 24/08/2001. 07. A antecipação de tutlea foi deferida e mantida em sentença de primeira instância. hiperfosfatemia e hipercalcemia. Entretanto. contudo. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS i EXPOSiÇÃO DOS FATOS Cuida-se de recurso extraordinário derivado de ação cominatória de obrigação de fazer. É a síntese do essencial. não deve prosperar. com alto risco cardiovascular (risco de morte). A parte recorrente é " portadora de doença renal crônica. pois.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 .jus. tendo sido prescrito pelo médico assistente o medicamento Mimpara 30 mg (Cinacalcet). Não restou outra opção. Tal decisão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.. secundário à doença renal. a sentença foi reformada. Não há medicamentos substitutos. objetivando o fornecimento de remédios/insumos médicos. não resolvidas com quelantes de fósforo e vitamina D. no reexame necessário. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. conforme relatório médico de fls.. senão interpor o presente extraordinário. pOIS viola. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Está em hemodiálise.stf. dispositivos constitucionais. ~ ::~:::~dinário ~-----------------Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. há 14 anos e evoluiu com hiperparatireoidismo severo.

.111. § 2". 11. judicialmente. . 23.>J Cc AUSÊNICA DE REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO- A decisão recorrida merece ser reformada.:. não podendo o Estado ser obrigado. 204 e 212. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a fornecê-lo a um paciente". Assim é o entendimento jurisprudencial do STF e do STJ sobre a valoração jurídica e não material: 7 ~ I Recurso extraordinário 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. 6°.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS .jus. Importa consignar que o objeto do presente recurso extraordinário é a interpretação da CR/88.200-2/2001 de 24/08/2001. para justificar eventual negativa de seguimento do Recurso Extraordinário em questão. por esse Excelso Supremo Tribunal Federal. . seja reavaliada a incidência dos dispositivos legais aplicados ao quadro fático apresentado. ' ~..' . É que os aspectos fáticos necessários à exata compreensão do caso em tela encontram-se suficientemente descritos.. 1°. H. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 196. mas não se trata de reexame do quadro fático-probatório. poderá haver revaloração das provas explicitamente delineadas no decisório recorrido. bastando. arts. . tão-somente. Logicamente..- t -= PROBATÓRIO f"·. 198.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. pois se fundamentou no fato de que " não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA.ICP-Brasil...asp sob o número 1490256 . Cabe ressaltar que não há que se falar em necessidade do reexame de prova e da consequente aplicação da Súmula nO 279 do STF. 198.stf. O medicamento ainda não tem autorização para ser aqui utilizado.

Na segunda. além da comprovação do nexo da causalidade entre a lesão e a atividade profissional desenvolvida.. 6° da Lei n° 6. A primeira hipótese diz respeito à pura operação mental da conta. ocorre valoração jurídica e não exame de prova.367/76. inviável o seu conhecimento. 2. 11.ICP-Brasil. a qual é imune ao controle excepcional. VALORAÇÃO. PREENCHIMENTO. no particular.200-2/2001 de 24/08/2001. exatamente porque se envolve na teoria do valor ou conhecimento. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO.03. Ausente o prequestionamento da matéria relativa ao art.02. Fernando Gonçalves. hipótese ocorrida consoante perícia judicial. Recurso conhecido em parte (letra "c") e. 4. RTJ 109/338). Min. mas tão-somente de valoração do coniunto probatório dos autos. dispondo-se ~ extraordinário a apurar se houve ou não a 8 I Recurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. DJ 7. (STJ RESP 401. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. "Quando se aprecia e se valoriza se a decisão local é manifestamente ou não contrária à prova dos autos." (STF RE 99. AUSÊNCIA.2003). ReI. Porquanto não apreciada pelo julgado recorrido. 6" T. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. "(. vedado pela Súmula 07/STJ. e à míngua dos pertinentes embargos declaratórios. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .338/SP. nesta extensão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. I"TURMA.2003. I. A Terceira Seção deste Tribunal tem pacifico entendimento no sentido de que.) esta Corte suprema tem feito.asp sob o número 1490256 ." (Grifos nossos). PREQUESTIONAMENTO. 344/RS. a propósito. esta Augusta corte pode sair da sua posição de neutralidade. PROVA. peso e medida. provido. assim como da incapacidade laborativa.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • "STJ. Não se trata de reexame de provas. REQUISITOS. para a concessão do beneficio acidentário. 3. nítida distinção entre apreciação de prova e valorização de prova.jus.stf.

razão por que é questão estritamente de direito. à qual é imune o recurso. Assim. acórdão que admita esse meio de prova excluído ofende a lei federal. "Para efeito de cabimento do recurso especial. Já o reexame da prova é diverso: implica a reapreciação dos elementos probatórios para concluir-se se eles foram.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. portanto. peso e medida.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .J 13211.stf.ICP-Brasil.é. ou não. Relator Ministro vials Boas. e. O segundo envolve a teoria do valor ou conhecimento. Se a lei federal exclui baste certo meio de prova quanto a determinados atos jurídicos. ~--~ extraordinário 9 I Recurso I ----------------------f Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. somente pode ser o erro de direito. é necessário discernir entre a apreciação da prova e os critérios legais de sua valorização. RE n. para admitila ou não em face da lei que a disciplina.337). bem interpretados .420. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus. decisão judicial que tenha como provado o ato ou negócio por outro meio de prova ofende o direito federal. RTJ 321703). "O chamado erro na valoração ou valorização das provas. invocado para permitir o conhecimento do recurso extraordinário. "A valorização da prova diz respeito ao valor jurídico desta. questão que se circunscreve ao terreno dos fatos " (RT. 70. desta perspectiva. quanto ao valor da prova abstratamente considerado.200-2/2001 de 24/08/2001. 5681GB)" (RSTJ 11/341). em operação que apura se houve ou não a infração de algum princípio probatório (RTJ 56167. se a lei federal exige determinado meio de prova no tocante a certo ato ou negócio jurídico. tirar alguma conclusão que sirva para emenda da injustiça porventura cometida" (ST RE 57. No primeiro caso há pura operação mental de conta.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS infração de algum princípio probatório.

11. reI. dos meios de prova. citação da p. acaso ofendido. não conheceram. de sua admissibilidade. em tese. 23.91.. admitidos em direito. da classificação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2..fixar o princípio legal regulador da prova. O que se almeja é a correta aplicação dos preceitos legais vulnerados pelo Tribunal de origem. mesmo porque a rigor. Em momento algum. 481). Neste sentido. quando o juiz se afastar das diretrizes da lei quanto à eficácia. na apreciação da prova não foram atendidos as formalidades ou condições estatuídas para a eficácia do valor provante: quando se tratar do valor abstrato da prova.. j.ICP-Brasil. a análise da questão constitucional ora tratada.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira ..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. p. DJU 25. REsp 7. Eminentes Ministros. dada a similitude dos recursos especial e extraordinário.jus. nA 'valorização da prova'.u.asp sob o número 1490256 ...10. de questão legal de ônus da prova ou da sua admissibilidade. ~ 10 Iextraordinário 1 . quando... que autoriza o apelo extremo e se caracteriza como 'questão federal'... Isto porque.. não demanda o reexame do suporte fático-probatório..258-RJ. quando se trata de .I Recurso quando incide a discussão em torno da prova jurídica.91.078).. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. recorrente o reexame de matéria probatória.. Min.... cumpre transcrever a lição de João Claudinho de Oliveira e Cruz: "A matéria de fato pode render ensejo ao recurso extraordinário quando se admite critério contrário à letra da lei. diz respeito ao erro de direito quanto ao valor de determinada prova abstratamente considerada. v. pretende a.stf.' DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Somente nesses casos há direito federal sobre prova. a justificar a defesa do 'ius constitutionis'" (RSTJ 8/478. 17. é necessário insistir..." (STJ-4" Turma.. Athos Carneiro.200-2/2001 de 24/08/2001..

for indispensável acertar os fatos. o STJ julgará a causa. questão que se circunscreve ao terreno fático e totalmente diversa da hipótese vertente. Pois bem. IH. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 2" ed.23.198. jamais poderá ser considerada como reexame do material probatório. maioria). (Dos Recursos no Processo Civil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. p. 433) Tal avaliação. mediante exame de provas. 196. entretanto. 6°. acórdão contrariou as seguintes normas contidas em na Constituição da República: arts. 204 e 212.jus.11.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • legal da prova. H. da admissibilidade da prova.198. a controvérsia é de direito e não de(ato ".asp sob o número 1490256 . ou não.200-2/2001 de 24/08/2001. 1°.stf. devem os autos tornar ao tribunal de origem para que delibere sobre os temas de que não cogitou ao apreciar a apelação" (RSTJ 28/347. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Para isso pode ser necessário examinar questões não versadas pelo acórdão. o V. ~ extraordinário 11 I Recurso I 1----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. bem interpretadas. por reexame da prova compreenda-se a reapreciação da matéria de prova para concluir se elas foram. pois. Não custa lembrar que: "conhecendo do recurso especial. Se para decidi-las.ICP-Brasil. §2°. portanto.

ajustificar um novo exame da questão. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. (.REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. mas. dentre elas a do Min. Há de se ponderar o interesse público da questão suscitada. Acentua o seguinte: 12 Recurso .200-2/2001 de 24/08/2001.. na sua profundidade e na sua extensão. há que se buscar um espelho na doutrina que analisava o conceito da análoga questão federal relevante.asp sob o número 1490256 .stf. ao afirmar que: "Considera-se aí o interesse público de maior monta.) " o Min. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . de repercussão limitada.. no mesmo sentido dos demais. Djaci Falcão.1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. e não o interesse exclusivo das partes. do fornecimento de medicamentos necessários e imprescindíveis à garantia da saúde e da vida da recorrente. o jurista Sérgio Bermudes traz algumas manifestações sobre a questão federal relevante. Para averiguar a repercussão geral da questão constitucional. conforme documentos constantes dos autos. Evandro Lins e Silva também disserta sobre a relevância da questão federal.jus.. tendo em vista a similitude destas.ICP-Brasil. especificamente. que explicou os critérios que norteavam o STF na determinação do que seja esta questão relevante. EXTRAORDINÁRIO SUSCITADA NO RECURSO o caso versado nestes autos trata do direito fundamental à saúde.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • PRELIMINAR ...

-_________________ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. na forma da lei. o presente recurso merece ser conhecido e provido. inegavelmente. a mera disputa de bens materiais não se enquadra...DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • "o interesse puramente privado. extraordinário 13 IRecurso I 1 . A questão discutida nestes autos apresenta. conteúdo coletivo. Essa é uma visão de quem olha o horizonte do problema e não as suas cercanias.. direitos fundamentais do homem.stf..200-2/2001 de 24/08/2001. da relatoria do Min.)" (grifamos). . A relevância tem outro alcance e visa à tutela de bens jurídicos de outro porte e significado..ICP-Brasil.. " Portanto. Com efeito... abrangendo interesses superiores da Nação.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ASSISTÊNCIA . ( . Cumpre frisar que este Excelso Sodalício já reconheceu a repercussão geral em matéria envolvendo o fornecimento de medicamento.asp sob o número 1490256 . questões de estado civil. em princípio. demonstrada aqui questão relevante do ponto de vista econômico e social (artigo 543-A. o Supremo Tribunal Federal decidiu o seguinte: "SAÚDE . § 1° do CPC).. Marco Aurélio.MEDICAMENTO DE ALTO CUSTOFORNECIMENTO. no RE 566471/RN. no requisito inovador.jus.. Possui repercussão geral controvérsia sobre a obrigatoriedade de o Poder Público fornecer medicamento de alto custo. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 14 Recurso .. QUE SEJA APRECIDADA A TUTELA DE URGÊNCIA VEICULADA NESTA PEÇA . conforme já abordado supra. ponto este que será detidamente abordado adiante. ou o sério agravamento de seu quadro de saúde. fatores que demonstram a necessidade de emprestarlhe real efetividade. Até o julgamento definitivo deste recurso extraordinário..ICP-Brasil.200-2/2001 de 24/08/2001..DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS • NA HIPÓTESE DE SOBRETAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Já o perigo de dano está na necessidade do medicamento para a manutenção da vida da recorrente.stf. STF. não restará outra opção senão aplicar o disposto na Súmula 635 do STF: "Súmula n° 635: Cabe ao presidente do tribunal de origem decidir o pedido de medida cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade. poderá sobrevir o falecimento da recorrente..asp sob o número 1490256 .jus.SÚMULA 635 STF Na hipótese de sobrestamento deste recurso extraordinário.1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. em razão da repercussão geral reconhecida no RE-RG 566471IRN." o fumus boni juris ou a verossimilhança do direito da parte recorrente radica na superação da doutrina da reserva do possível que pretende suprimir o mínimo existencial. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

.. I ) ~~RREIRA.uol. ITI. 273. 527.3 José Roberto dos Santos Bedaque elucida: "Nada obsta.. Teresina. CPC. na apelação. 527. 786. 2000.. "a tutela antecipada não pode ser um instituto represado na primeira instância. TultelO antecipada no âmbito recursal.. a que.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS A medida de urgência para assegurar à recorrente o medicamento pleiteado....:r~. Acesso em: 17 abro 2009. no âmbito recursal".Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2... O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. todavia. a tutela antecipada pode ser concedida no agravo de instrumento (art. 2 FERREIRA.."! Conforme lições de WilIiam Santos Ferreira..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Tutela antecipada no âmbito recursal. William Santos. CPC).. Certamente "a antecipação da tutela pode ser concedida em qualquer fase: no início do processo ou em seu curso. não só em primeiro grau de jurisdição.asp sob o número 1490256 .. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . poderá ser concedida a título de cautelar incidental (art. mas que terá sua função marcante.. 28 ago.stf. seja a antecipação concedida em segundo grau. 2000. 461. c/c art. Sumo 635. 2 Com efeito. Adriana.com. p. 54. Nesse caso.200-2/2001 de 24/08/2001. 2005. p. extraordinário 1 . Disponível em: <http://jus2. CPC) ou de tutela antecipada recursal (art.jus.. mas também na fase recursal.. UI.. STF). c/c art. verificados os pressupostos. Da tutela antecipada em sede recursal: Jus Navigandi.. 800.ntos. único..asp?id=7202>. ano 9. São Paulo: RT.. nos embargos infringentes ou nos recursos de estrito direito (recursos especial e extraordinário ). São Paulo: RT. .. 405..br/doutrina/texto.. n. \\r~. a parte interessada ESTIGARA. p. até com maiores justificativas.ICP-Brasil.

841. Abuso do direito de defesa.. in: Aspectos polêmicos e aluais dos recursos cíveis. muito embora seja suspensa a decisão até o julgamento do recurso. In: Aspectos polêmicos e atuais dos recursos cíveis. Luiz Pux. p. pleiteando a concessão da medida. p.ICP-Brasil. CPC).) .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. a prestação jurisdicional pode não se tornar eficaz.4 "Por último.. Dorival Guimarães Pereira. tutela antecipada e o sistema recursal. 5 AMENDOEIRA JR. DJ 20/09/2007 p.Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. Antecipação de tutela recursal em sede de agravo e apelação . 1036. NERY JR. José Roberto dos Santos (e outros). São Paulo: RT. AgRg na MC 12675/RJ.).... São Paulo: Atlas. Apelação 1. vol. NERY JR.stf...06. Nelson. p.... WAMBIER... STJ... 98-99. . 8. ReI..200-2/2001 de 24/08/2001..)..352/2001. 13-05-2008. ( . Vide TJMG. São Paulo: RT. 527. Código de Processo Civil Interpretado. 219.988136-5/002(1).0024..DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS pode encaminhar petição ao relator ou ao Presidente do Tribunal. 2008.. Clóvis Fedrizzi. em sede recursal. para além do agravo de instrumento (art. o Ministro do STJ Teori Albino Zavaski considera que a tutela antecipada é medida necessária para assegurar a efetividade do recurso extraordinário: BEDAQUE. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. 4 ~ 16 I extraordinário 1 .. Des.6 A jurisprudência tem admitido a antecipação de tutela no âmbito recursal. vol. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. .. Tereza Arruda Alvim (coord. Tereza Arruda Alvim (coord.. WAMBIER.. pode ser efetuado tanto pelo autor como pelo réu. Sidnei. Min.interpretação da Lei /0. Nelson. 6 RODRIGUES. m.. importante mencionar que o pedido de antecipação de tutela.. ReI.asp sob o número 1490256 .. 4.5 Ocorre que há casos em que.

Afinal.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.ICP-Brasil..jus. ~ extraordinário 1----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.7 o cabimento da tutela antecipada. (. ou. Teori Albino.).. no recurso extraordinário. 130. na hipótese sob análise. Reforma do Código de p~~cesso CiVi/'lã~!:~~: saraiva. que o provimento do seu recurso extraordinário ou especial trará resultados efetivos. pode o tribunal não apenas conceder medida para dar efeito suspensivo ao recurso especial ou extraordinário. também nos casos focados.200-2/2001 de 24/08/2001. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . os efeitos da tutela recursal.stf.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS / "Assim. se necessário. Direito à técnica antecipatória quer dizer direito à possibilidade de requerimento e de obtenção da antecipação de tutela. do direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva deflui o direito fundamental às medidas de urgência às medidas antecipatórias. em nome da 'proteção de direito suscetível de grave dano de incerta reparação' ou 'para garantir a eficácia da ulterior decisão da causa'.) 7 ZAV ASKI. De nada adiantaria ter a Constituição assegurado à parte o direito de acesso ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça. mas também. antecipar. Antecipaçao da tutela e colisao de direito fundamentais. o jurisdicionado possui direito à técnica antecipatória. O que permite enquadrar.' 1996. sempre que tal antecipação seja indispensável à salvaguarda da própria utilidade do futuro julgamento. 'em atenção aos princípios da instrumentalidade e da efetividade do processo'. é imperativo constitucional.. ainda.asp sob o número 1490256 .. (. provisoriamente. se não lhe assegurasse. p.. as seguintes observações tecidas por Luiz Guilherme Marinoni acerca do direito fundamental à técnica antecipatória: "Por outro lado.

.... 200 e 202.... Significa dizer que a Constituição concede ao cidadão o direito fundamental às medidas cautelares ou às medidas antecipatórias em qualquer oportunidade que se lhe apresente o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação.I extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 273.. ReI.. Fonseca da Paz. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . é descabido pensar que o direito fundamental à tutela jurisdicional efetiva possa descartar os direitos a essas tutelas.jus. São Paulo: Revista dos Tribunais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 461 e 461-A do CPC e 84 do CDC... Luiz Guilherme.. .8 Igualmente.asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil. Se o direito efetivo à prevenção depende da antecipação ou se o direito à tutela jurisdicional efetiva não pode permitir que o autor sofra dano em razão da demora na concessão da tutela jurisdicional final repressiva (a qual então precisa ser antecipada).. I. Técnica Processual e Tutela dos Direitos. baseada nos arts.. p. como já o fez o Tribunal Central Administrativo Sul de Portugal (Processo 01478/06.. está albergada neste direito fundamental.... é possível afinnar pela existência do "direito fundamental à tutela cautelar". A questão pode ser sintetizada no seguinte esquema gráfico abaixo: Direito fundamental / à tutela jurisdicional ~ efetiva Direito fundamental à técnica antecipatória Direito fundamental à técnica cautelar 8 MARINONI. 2004.. 27-04-2006).stf.. é pouco mais que evidente que a tutela antecipatória.. ~ 18 IRecurso 1 .DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS No estágio atual do direito processual civil.

9 ~ 19 Iextraordinário 1 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. do CPC.Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. as medidas cautelares e as antecipatórias: a) identificam-se por desempenhar função constitucional semelhante. v.200-2/2001 de 24/08/2001.. abr.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . p. as seguintes considerações do Ministro Teori Albino Zavaski: "Em síntese. a de propiciar condições para a convivência harmônica dos direitos fundamentais à segurança jurídica e à efetividade da jurisdição. p. do CPC.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Não há dúvidas sobre o cabimento da tutela cautelar no âmbito recursal. 800.. Lembre-se que.. 53·69.jus... São Paulo: Revista dos Tribunais./jun... função constitucional semelhante.. nos termos da Súmula 635 do STF. de acordo com a fungibilidade disposta no ar!..9 Assim.. § 7'.stf. n.. . reitera-se o pedido de aplicação da Súmula 635 do STF. In: Revista de Processo. o que está expressamente disposto no ar!. único. do CPC estende a análise do pedido de tutela antecipada ao presidente do tribunal de origem.... agora.. qual seja. 273. o ar!. esta pretensão deve ser apreciada pelo presidente do tribunal de origem. São oportunas. 21. Por conseguinte. A questão é que.. Teori Albino.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ZAV ASCKI.. 1996. não há sentido prático em diferenciar a tutela antecipada da tutela cautelar. 82. § 7°. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . com a concessão da tutela antecipada.. 273. neste particular.. Medidas Cautelares e Medidas Antecipatórias: Técnicas diferentes.. atualmente.

alínea "a" da Carta Magna. Relator do acórdão. Estes foram os fundamentos da decisão ora recorrida que. é injusta e está a desafiar Recurso Extraordinário. decisão monocrática. Recurso 20 . 195 e 6° da CR. em reexame necessário. com as devidas escusas.- ! MÉRITO >- DECISÃO HOSTILIZADA Ao julgar a lide. o direito fundamental à saúde da recorrente.. reformou a r. reformou sentença de primeira instância. Em que pese reconhecer o Em. 196.1 extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 . 194. por contrariar dispositivos Constitucionais. 102. norma prevista nos arts. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .ICP-Brasil. a Colenda 7" Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.stf. inc. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.. 127). sob o fundamento de "que não se pode forçar o Estado a praticar descaminho ou a comercializar um medicamento sem registro na ANVISA" (fi. para julgar improcedente o pedido.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . 111... Des.200-2/2001 de 24/08/2001. 198. com fundamento no art. ao não reconhecer o direito fundamental à saúde do recorrente.. conforme demonstraremos a seguir.jus. tornando sem efeito a antecipação de tutela pretendida.

Municípios e do Distrito Federal. 6°. dos Estados. a saúde. § 2°.ALÍNEA 'A' DO INCISO III DO ART.jus.23. a previdência social. 21 Recurso I .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 23.asp sob o número 1490256 . 194.1 extraordinário r----------------------- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. a segurança..- ~ DEMONSTRAÇÃO DO CABIMENTO DO RECURSO INTERPOSTO . 1~ A República Federativa do Brasil.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS . 1°..11.a dignidade da pessoa humana Art. a decisão hostilizada contrariou dispositivos constitucionais . 198. formada pela união indissolúvel dos Estados.200-2/2001 de 24/08/2001. do Distrito Federal e dos Municípios: II . a moradia. naforma desta Constituição. 195. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA De acordo com o que acima foi exposto.ICP-Brasil. o trabalho. Art. 196.. a assistência aos desamparados. a proteção à maternidade e à infância. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. o lazer. 198. É competência comum da União. Art.artigos arts. 11.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.cuidar da saúde e assistência pública.204. 111. 6~ São direitos sociais a educação. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III .

anualmente. 198. com prioridade para as atividades preventivas. Art. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. 195. os Estados. nos termos da lei. §2°.asp sob o número 1490256 . mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. sem prejuízo dos serviços assistenciais: 111 . A União.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Art.jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . (. com direção única em cada esfera de governo: 11 . A saúde é direito de todos e dever do Estado. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 22 Recurso ~ extraordinário I 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. proteção e recuperação. o Distrito Federal e os Municípios aplicarão.200-2/2001 de 24/08/2001.stf.) Art. e das seguintes contribuições sociais.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. 198. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. Art. de forma direta e indireta.ICP-Brasil.participação da comunidade. Art. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I .. 194. à previdência e à assistência social. 196.atendimento integral.descentralização.

As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . ser exigível desde logo do Estado. desta forma. se o Estado apresenta elementos fundados. correspondendo a dever do Estado a adoção de políticas públicas para atender a essa garantia. deve comportar limites. Com efeito.jus. 195. previstos no art. Não obstante. confiáveis. fornecendo-lhes os medicamentos necessários. este não pode ser concedido pelo judiciário". atestando a discussão estabelecida acerca da prescrição do pretendido fármaco. para evitar que o fornecimento de determinado medicamento a um cidadão possa culminar na insuficiência de recursos para a aquisição de outros remédios para outros cidadãos. 204. Entretanto. acórdão impugnado reputou que: " É incontroverso que a constituição assegura a todo cidadão o direito à saúde. levar em conta a chamada "reserva do possível". notadamente pela disponibilização de tratamento gratuito aos necessitados. O Poder Público deveria. 23 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. isto sim. é de aplicabilidade imediata e pode.stf.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Art. reputou a 7' CACIV que a norma constitucional insculpida no ar!. e organizadas com base nas seguintes diretrizes: o v. 196 CR.ICP-Brasil. além de outras fontes. de seu serviço médico oficial.

aliado ao fato de que. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. pelo EMEA (Europena Medicines Agency). e ~ ENTENDIMENTO ESPOSADO NA DECISÃO HOSTILIZADA QUE VIOLA A CR/88 Conforme mencionado acima. configurada a hipossuficiência da recorrente.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. o fármaco Cinacalcet ainda não possui 24 ~ extraordinário IRecurso 1---------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. pode. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que a recorrente é pobre no sentido legal. claramente. bem como a imprescindibilidade do medicamento prescrito. que obriga todas as esferas de governo a atuarem de forma solidária na garantia do direito social à saúde. o Eg. portanto.asp sob o número 1490256 .stf. não podendo a discussão em relação à execução de programas de saúde e do princípio da seletividade e distributividade de medicamentos sobrepor-se ao direito à saúde.DEFENSORIA PlJBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Ora. considerando a moléstia de que padece. conforme declara a inicial. fato não impugnado pelo recorrido. De se ver do bojo do próprio acórdão atacado que: " Embora esse fármaco tenha sido aprovado pela agência norte-americana de regulação de medicamentos (FDA . No caso presente. por óbvio a sua falta causar graves e irreparáveis danos à sua saúde.ICP-Brasil.Food and Drug Administration) e em alguns países da Europa. constitucionalmente assegurado. TJMG reformou a sentença em reexame necessário. restou. compulsando os autos verifica-se.

.....EXISTÊNCIA DE PARECER TÉCNICO FAVORAVEL DA CONATEM DROGA DEVIDAMENTE REGISTRADA NO PAÍS DE ORIGEM ..Recurso f Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.360/76.. existindo parecer favorável do CONATEM quanto à slla eficácia 25 ~ Iextraordinário I .. cosméticos. as drogas. NÃO REGISTRADO JUNTO À ANVISA . O próprio TJMG tem várias decisões em sentido contrário..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos. saneantes e outros produtos..... que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . a decisão é incorreta e injusta.200-2/2001 de 24/08/2001. o que significa que tal medicamento não possui autorização para comercialização no pais)"..ICP-Brasil. referida regra pode ser afastada excepcionalmente.DEFENSORIA Pl1BLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA).asp sob o número 1490256 . em seu art..jus.DECISÃO MANTIDA.stf.. como as seguintes: AGRA VO DE INSTRUMENTO . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. a fim de se determinar qlle o Poder Público (orneça medicamento não registrado à criança e ao adolescente. os insumos farmacêuticos e correlatos. 12 estabelece que nenhum dos produtos de que trata esta Lei..AÇÃO ORDINARIA .. A Lei n~ 6.PARECER MÉDICO ATESTANDO A ESSENCIALIDADE DO FARMACO HIPÓTESE EXCEPCIONAL QUE AUTORIZA A DISPENSA DO REGISTRO . poderá ser industrializado. sobretlldo qllando o fármaco encontra-se devidamente registrado no país de origem.. inclusive os importados.DECISÃO QUE DEFERE TUTELA ANTECIPATÓRIA REQUERIDA PARA IMPOR À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O FORNECIMENTO DO MEDICAMENTO INTERFERON GAMA (TRATAMENTO DE GRANULOMATOSA CRÔNICA). Contudo. exposto à venda ou entregue ao consllmo antes de registrado no Ministério da Saúde. Permissa venia.

Ilão podendo a Administração erguer barreiras burocráticas. Rei.POSSIBILIDADE . Além disso. constata-se que o medicamento requerido (oi indicado pelo médico do recorrente como sua única possibilidade de tratamento eficaz.ICP-Brasil.asp sob o número 1490256 . já teria sido liberada nos mercados americanos saúde delicado em que se ençontra. (Agravo de instrumento nO 1.REQUISITOS PRESENTES RECURSO PROVIDO.DEfENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS e segurança. obstaculizando ou mesmo impedindo o tratamento adequado. Mauro Sares Freitas. Des.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. em Última análise.FORNECIMENTO MEDICAMENTOIMPORTAÇÃO . m.116.TUTELA ANTECIPADA . além de relatórios firmados por médiça especialista assegurando a essencialidade do tratamento.200-2/2001 de 24/08/2001. considero que a necessidade de importação de medicamento não pode ser óbice ao (ornecimento pleiteado. Ouer me parecer que a assistência ao agravante deve ser integral. embora a medicação ainda não esteja disponível no país. Assim. é ampla e irrestrita. haja vista o estado de ~ extraordinário 26 IRecurso 1---------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. à vida. 24/02//1). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. já que a garantia à saúde e.jus. entendo como evidenciados os pressupostos necessários à concessão da tutela antecipada recursal. AGRAVO DE INSTRUMENTO . afirmando que. j. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 5" CACIV.0024.910-0/001. " Todavia.GARANTIA À SAÚDE AMPLA E IRRESTRITA . 33 TJ).10. notadamente na hipótese de cidadão portador de moléstia grave.

( Agravo de instrumento n° 1. 4" Câm. Custas ex lege ". O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. da Resolução n"350/2005 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). como expressamente é previsto no Anexo VI. na forma e quantidade prescritas na receita de fl.---II 27 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. não apenas à pessoa física é possibilitada a operação. 34 TJ (/1. o provimento ao apelo recursal da recorrente.08. 27 dos autos de origem).0024. É que sendo a saúde direito de todos. que prevê o procedimento para "IMPORTAÇÃO POR PESSOA JURÍDICA NÃO DETENTORA DA REGULARIZAÇÃO DA MERCADORIA JUNTO À ANVISA". não pode servir de argumento para que o ente público não assuma a sua responsabilidade.j. neste contexto. 13//11/08). Inarredável. pois.stf. Des. dou provimento ao recurso. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Ante a tais considerações.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. não se podendo permitir uma situação em que o portador de uma doença grave.asp sob o número 1490256 . ao contrário do alegado pelo recorrido. A alegada falta de previsão do medicamento na listagem do SUS..031-7/001. Neste contexto. não receba o tratamento compatível.200-2/2001 de 24/08/2001. no sentido do deferimento do pedido para determinar ao recorrido o fornecimento do medicamento pleiteado. Cív. como é o caso da recorrente. Audebert Delage.ICP-Brasil. mas também ao Poder Público. Rei.134.jus. é dever do Estado prestá-Ia. de maneira adequada. Cumpre observar que a ausência de registro e comercialização da medicação no país não se confunde com a vedação de sua importação e uso. para reformar a decisão agravada e determinar que o recorrido forneça ao recorrente o medicamento Cinacalcete 90 mg. .

ICP-Brasil. ou o seu correspondente em pecúnia.200-2/2001 de 24/08/2001. o dever de propiciar ao cidadão o exercício de seu direito à saúde. ou fazer prevalecer. constante no ar\. Como bem salientado pelo Ministro Celso de Mello: "entre proteger a inviolabilidade do direito à vida. caso a recorrente não consiga lograr êxito em receber a aludida assistência do recorrido. encontra-se presente. de forma a proporcionar-lhe condições de vida mais humanas. contra essa prerrogativa fundamental. de forma inconteste. 23. Não se está negando a prerrogativa dos entes federativos disporem e regulamentarem. III. a forma e o fornecimento dos medicamentos. seu cumprimento atende a um dos pilares da República Federativa do Brasil. além dos arts. que atribuem ao Estado. Lado outro. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. II e 196 da CR/88. o direito da recorretne em obter o medicamento perquirido. restringir o gozo do direito fundamental constitucionalmente assegurado. até mesmo a penhora em conta do ente público. não cabe ao legislador infraconstitucional assim proceder.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Assim. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. contudo.5~ caput).que razões de ordem ético-jurídica impõem ao julgador uma só e possível opção: o respeito indeclinável à vida.asp sob o número 1490256 . evidencia-se . justificando-se. existentes em cada caso. um interesse financeiro e secundário do Estado. Se o constituinte não o fez. n. ao disciplinar a questão. qual seja a dignidade da pessoa humana.uma vez configurado esse dilema . esta regulamentação e o sistema criado deverão estar abertos às exceções.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Não pode a lei ou outras espécies normativas. em que os remédios necessitados não são 28 -~-~ extraordinário I Recurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. que se qualifica como direito subjetivo inalienável assegurado pela própria Constituição da República (art. P. até mesmo para que haja uma racionalização e operacionalização quanto às ações destinadas à saúde.

.. a necessidade do uso do medicamento. simplesmente.. na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado.. muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da economicidade. -_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . porquanto. Diante disso. resguardados e assegurados na Constituição Federal.extraordinário .. sendo-lhe vedado impor restrições ou embaraços ao acesso a uma garantia constitucional. no sentido de providenciar a medicação necessária ao tratamento da recorrente. A existência de limitação de valores ou de serviços a serem custeados pelo SUS não afasta a obrigação constitucionalmente imposta aos entes políticos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.jus. não há como eximir o Estado de responsabilidade.stf. Recurso 29 .200-2/2001 de 24/08/2001. pela recorrente. por oposição fundada nos protocolos genéricos de padronização adotados pelo Poder Público.- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . não se pode permitir que o SUS deixe de prestar assistência aos pacientes necessitados. . Incumbe ao Poder Público regulamentar e fiscalizar os serviços de saúde. será difícil conservar bens mais valiosos. se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público. se a vida exige respeito incondicional por parte de quem quer que seja.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS aqueles usualmente fornecidos ou não se encontram à disposição. pois. não restando caracterizada nisso qualquer ofensa ao princípio da separação de poderes ou ao acesso universal à saúde. Logo. porque atestada por profissional especializado. é irrefutável. As declarações do médico que subscreve o laudo e a receita mencionados merecem crédito compatível com a fé do seu grau e não são infirmadas. Dessa forma.ICP-Brasil. o pedido formulado consiste em medida protetiva à saúde. o conjunto probatório dos autos demonstra restar configurado o direito a amparar o pedido de fornecimento do medicamento indicado na inicial. fundando-se em normas e direitos fundamentais de eficácia imediata. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Anote-se ainda que.. que são a saúde e a vida.

criar obstáculo artificial que revele o ilegítimo. o posicionamento do Supremo Tribunal Federal na ADPF n. do mencionado artigo. desse modo.não pode ser invocada. Serviços de saúde pelo SUs. de fi'ustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação. pelo Estado. em favor da pessoa e dos cidadãos.asp sob o número 1490256 . " Nesse sentido. com a finalidade de exonerar-se do cumprimento de suas obrigações constitucionais.jus. A esse respeito. e sem a observância da vedação contida no § 4°. 60.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS o prevalecimento dos critérios ou dos obstáculos administrativos conduziria à assimilação de que a Constituição contém palavras inúteis. até mesmo. de condições materiais mínimas de existência. puder resultar nulificação ou. notadamente quando.ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível . 45. arbitrário e censurável propósito de fi'audar. Direito líquido e certo. porque decorrente de preceitos rígidos da Constituição ~ extraordinário 30 IRecurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. IV. O Estado deve assegurar a todos os cidadãos o direito fundamental à saúde. aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. por via outra.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .stf. em tal hipótese . ao Poder Público.mediante indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa .200-2/2001 de 24/08/2001. Fornecimento de medicamento. confira a jurisprudência do ego Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. que não a prevista no seu ar!. "EMENTA: Mandado de Segurança. como também que ela pode ser objeto de modificações. dessa conduta governamental negativa.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Cumpre advertir. relator Ministro Celso de Melo: "Não se mostrará lícito. no entanto. que a cláusula da "reserva do possível" .

asp sob o número 1490256 .FORNECIMENTO GRATUITO PELO PODER PÚBLICO DEVER CONSTITUCIONAL. A todos os cidadãos é garantido o direito à saúde .stf. efetivar pollticas socioeconômicas para sua promoção.462933-8/000 - caMARCA DE CaNTAGEM .Assegura-se ao doente.03.008.RELATaRA: caSTA . Concede-se a segurança.sendo dever do Estado.DIREITO LÍQUIDO E CERTO .0000. portador de doença grave (psoríase). impõe-se ao ente público o custeio do tratamento indicado.: EXMa SR. Julgamento 05.200-2/2001 de 24/08/2001.2. porque é imperiosa a preservação da vida.IMPETRANTE(S): WILZA PEREIRA RIBEIRa . são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica brasileira. que 31 -----1 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. proteção e recuperação. o direito constitucional ao tratamento.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. por paciente portador de doença grave.ICP-Brasil. A proteção à saúde.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Federal. com atuação conjunta e solidária das esferas institucionais da organização federativa. Demonstrada a necessidade de uso de medicamento. EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA . DES. dever que se impõe ao Poder Público. MANDADa DE SEGURANÇA W 1. como frutos da própria natureza humana.jus.DIREITO À SAÚDE INDISSOCIAVEL DO DIREITO À V/DA .07. ALMEIDA MELO. CONJUNTO E SOLIDARIO DE TODOS OS ENTES .RELATaR PARA EXM~ SR~ DES~ ALBERGARIA a ACÓRDÃO.direito fundamental indissociável do direito à vida .SEGURANÇA CONCEDIDA . em obséquio da proteção aos direitos fundamentais que.MEDICAMENTO TRATAMENTO DE PSORÍASE . mormente se desprovido de recursos financeiros.AUTaRID caATaRA: SECRETARIO ESTADa SAUDE MINAS GERAIS . mediante fornecimento gratuito dos medicamentos prescritos pelo médico.

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

implica na garantia de dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento, integra os objetivos prioritários do Estado de Minas Gerais, em competência concorrente com a União e os Municípios. Inteligência dos artigos 5°, 'caput', 6°, e 196, da Constituição Federal" (MANDADO DE SEGURANÇA N° 1.0000.07.462630-0/000 - COMARCA DE BELO HORIZONTE IMPETRANTE(S): JOSE D'.ÁVILA PESSOA - AUTORlD COATORA: SECRETÁRIO SAÚDE ESTADO MINAS GERAISRELATOR: EXMO. SR. DES. NEPOMUCENO SILVA.

Julgamento 20.02.2008).

A Defensoria Pública entende que a decisão ora guerreada está contrariando direito constitucionalmente previsto. Entendeu o v. acórdão, máxima vênia, equivocadamente, que o Poder Público para a concretização do direito à saúde deve agir seletiva e distributivamente, buscando a universalização deste serviço, e que o Judiciário não pode interferir, analisando casos isolados, para determinar que o ente estatal suporte os custos de medicamentos que não foram previamente selecionados mediante critérios técnicos que indicam as necessidades mais prementes da população.

Tal posicionamento contraria frontalmente a Constituição Republicana, pois, repita-se, se é possível a ocorrência de prejuízo às finanças do poder público, muito mais intenso será o dano decorrente da omissão ilegitimamente baseada no princípio da economicidade, porquanto, na hipótese de não ser fornecido o medicamento solicitado, será difícil conservar bens mais valiosos, que são a saúde e a vida, a preservação da vida do recorrente, é imperiosa, em obséquio da proteção dada aos direitos fundamentais que, como frutos da própria natureza humana, são anteriores ao Estado e inerentes à ordem jurídica brasileira, a teor do ar!. 5°, caput, da Constituição da República.

~ extraordinário

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IRecurso

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I

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

DEFENSORlA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
.,----..

!~

RESERVADA VIDA X RESERVA DO POSSÍVEL

A chamada "reserva do

possível",

bem

como a

alegação

do

comprometimento das demais políticas públicas, não são argumentos que possam ser aceitos sem a devida demonstração.

Isto porque, além do que já foi dito, ainda que fosse possível a ocorrência de prejuízo às finanças do Poder Público, muito mais intenso seria o dano decorrente da omissão ilegitimamente fundada no princípio da economicidade. Um bem menos valioso deve ceder diante de um bem jurídico mais valioso, qual seja, a saúde do indivíduo.

Problemas de caixa do ente federativo não podem ser elevados a obstáculos à efetivação dos direitos fundamentais sociais, sobretudo em caso envolvendo o direito fundamental tratado nestes autos. Ora, imaginar e exigir que a realização desses direitos fundamentais sociais dependesse de caixas cheios dos ente federativos (ou mesmo do Estado e da União) significaria reduzir a zero esses direitos fundamentais, e assim gerar uma violenta frustração em relação à Constituição da República. Também é de absoluto acerto as palavras do eminente magistrado federal DIRLEY DA CUNHA JÚNIOS:

"A chamada reserva do possível foi desenvolvida na Alemanha, num contexto jurídico e social totalmente distinto da realidade histórico-concreta brasileira. Nestas diferentes ordens jurídicas concretas não variam apenas as formas de luta, conquistas e realização e satisfação dos direitos, mas também os próprios paradigmas jurídicos aos quais se sujeitam. Assim. enquanto !!
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I Recurso

extraordinário

I

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

\~(\ .....
Alemanha se insere entre os chamados países centrais. onde.iJ1. existe !!!!l padrão ótimo de bem estar social. Q Brasil ainda considerado !!!!l país periférico. onde milhares não têm
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que

f!!!!l!!. f. são desprovidas de condicões mínimas de existência digna.

seja t1!! área da saúde. educacão. trabalho f. moradia. seja t1!! área da assistência e previdência sociais. de tal modo que

ª efetividade

dos direitos sociais ainda depende da luta pelo direito entendida como processo de trans(ormacões econômicas f. sociais. t1!! medida em que estas (orem necessárias para Fundamentais, Ed Podivm, p. 286).

ª concretizacão desses

direitos" (Leituras Complementares de Constitucional - Direitos

Vale a pena citar, pelo brilhantismo da exposição, trecho da palestra proferida pelo Juiz de Direito Antônio Vinícius Amaro da Silveira, do 2° Juizado da 4' Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, no Seminário Medicamentos: Políticas Públicas e Judicialização:

"As nossas politicas públicas, que devem garantir ao cidadão o direto à saúde, são normas de cogéncia destinadas ao gestor. Desse modo, devemos ter muito cuidado ao examinar a questão e não pretender que se exija que o cidadão adapte as suas moléstias às politicas estabelecidas pelo administrador, quando é o contrário, o gestor, através de políticas públicas, é que deve garantir a saúde do cidadão por meio de normas que viabilizem formalmente este processo de prestar-lhe a saúde. A questão da reserva do possível, nestes casos, não tenho nenhuma
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I Recurso

dúvida em afirmar aos senhores que não pode ter aplicação, porque

extraordinário

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DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

se o Estado, amparado pela norma de cogência, estabelece políticas mínimas de gestão para a saúde pública, estas têm que ser cumpridas. Supõe-se que, a partir desse regramento básico, haja um pressuposto orçamentário" (www.ajuris.org.br).

A população brasileira, por meio do Poder Constituinte Originário, priorizou a saúde. A dotacão orcamentária deve, assim, adaptar-se l! isso. Jamais, desta forma, poder-se-á falar em reserva do possível em relação l! fornecimento de medicamentos, pois

º próprio Estado, previamente, se dispôs l! cumprir º objetivo que

ele mesmo traçou ao elaborar o texto da Constituição.

Ainda que sejam limitados ou finitos os recursos públicos !: estejam mesmos presos à observância das leis orçamentárias, no confronto de valores há que dar prevalência

~
~

l!

saúde!:

l!

vida digna dos indivíduos. Tal conclusão torna-se mais

evidente mediante ! constatação de que justamente aquelas pessoas que não
~

º SUS

tem como principais usuários

encontram !:!!! condições financeiras de obter

tratamento junto! rede privada de saúde, bem fQ!!!Q pelo fato de

º Estado possuir

meios de buscar! responsabilidade civil !: criminal de todos os que tentarem obter vantagem ilícita utilizando-se de processos judiciais fraudulentos.

Por outro lado, lei ordinária e meras portarias não têm força normativa de, ao disciplinar a questão relativa à saúde, limitar o gozo deste direito fundamental, assegurado pela Constituição da República e por· tratados internacionais, normas de hierarquia superior às leis ordinárias e meras portarias, conforme já exposto.

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I extraordinário I _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Recurso (--_

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OBRIGAÇÃO DE FAZER TUTELA ANTECIPADA -TRATAMENTO MÉDICO COBERTURA POR CONTRATO . Havendo prova inequívoca da verossimilhança do direito do beneficiário em obter autorização para realização de tratamento médico cuja cobertura é aparentemente prevista no contrato de prestação de serviços. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Não há como aceitar o argumento de irreversibilidade da decisão. e sendo incontroverso o risco à vida do postulante da tutela 36 -~ extraordinário IRecurso 1----------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Irreversibilidade maior ocorreria em caso de não fornecimento do medicamento pleiteado. irreversível é a perda da vida.jus. Neste sentido: "AGRAVO DE INSTRUMENTO . ainda. Isto porque. como já dito.stf.VEROSSIMILHANÇA DO "DIREITO ALEGADO - DEFERIMENTO DO PEDIDO - IRREVERSIBILIDADE DA MEDIDA -IRRELEVÂNCIA .asp sob o número 1490256 .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.CAUÇÃO DESNECESSIDADE. Este princípio.DEFENSORIA PlJBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Cabe. tecer alguns comentários acerca da alegação de irreversibilidade da decisão.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . compreende as garantias fundamentais à vida e à saúde. negar o fornecimento· de medicamento sob tal alegação violaria o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.200-2/2001 de 24/08/2001. Isto porque.

stf. ou seja.656. Este custeio tem por finalidade justamente dotar o Estado de recursos necessário para que possa prestar. a despeito do perigo de irreversibilidade do provimento. assistência médica àquelas pessoas hipossuficientes no plano econômico. sendo inegável e flagrante.200-2/2001 de 24/08/2001. a ofensa provocada à Constituição. aos indivíduos que não têm condições de buscar assistência na rede privada. Elias Camilo). o 1. o Estado é custeado por todos os seus administrados por meio dos tributos. deve a medida ser deferida.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ( i I ~ antecipada. que não deve representar óbice intransponível à sua concessão" (Agravo de Instrumento n.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. REsp 144. Rei. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . Des.747. 2"Turma.05. 37 --~ Iextraordinário I _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Recurso (-_ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. dentre outras. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Por estas razões.0024.ICP-Brasil. Min.asp sob o número 1490256 . Adhemar Maciel).881-0/001. sob pena de o novel instituto da tutela antecipatória não cumprir a excelsa missão a que se destina (STJ. Rei. a decisão do Tribunal Mineiro está a merecer reparo. "A exigência da irreversibilidade inserta no §2" do artigo 273 do CPC não pode ser levada ao extremo.

.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS \~( ~ . artigos 204.200-2/2001 de 24/08/2001. É público e notório que a Lei Orçamentária Anual (LOA)... O CUSTO DO BENEFÍCIO E A LEGALIDADE DA TUTELA REQUERIDA. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .... § 2°.. E ainda que a dotação orçamentária para o benefício em questão não fosse suficiente para atender todos os beneficiários. justificando-se a partir da ausência de recursos públicos e sob a alegação de violação de cláusula de reserva do possível. aquele que visa reforçar uma dotação ~ 38 I Recurso extraordinário 1 . obviamente. Ao consagrar o "princípio da universalidade" dos orçamentos públicos.CR/88.ICP-Brasil. vedadas quaisquer deduções. a partir das previsões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). ~~~ ~ ARGUMENTO INVERÍDICO SOBRE A FALTA DE RECURSOS PÚBLICOS. 6° da Lei 4. seus fundos... ou seja. por seus valores brutos.stf. inclui a assistência social) .. ao negar o fornecimento dos medicamentos e insumos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256 .. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. 212 e 198. o ar!... inclusive fundações mantidas e instituídas pelo Poder Público. A decisão recorrida pretende eximir o ente federativo da obrigação constitucional e legal a partir de argumentos infundados e totalmente distantes da realidade dos cofres públicos. ou seja....jus.320/64 determina que a LOA deve conter todas as despesas (autorizadas) e todas a receitas (previstas) dos Poderes.. destina verbas específicas para atender as despesas com os chamados "índices constitucionais". órgãos e entidades da administração direta e indireta. os valores percentuais mínimos que os entes da Federação deverão destinar à educação e à saúde (o que..- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.. o Município disporia também da abertura de crédito suplementar...

de modo a restabelecer o império da Constituição da República. consoante os pedidos que seguem. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Desembargador responsável pelo juízo de admissibilidade diferido no tribunal a quo conceda. restam infundados tais argumentos.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .em quaisquer hipóteses de acordo com a Súmula 635 do STF. para o acolher como medida cautelar incidental a este processo.jus.asp sob o número 1490256 . prática muito comum na Administração Pública brasileira. b) em não se entendendo pelo pedido anterior. mas que se demonstrou insuficiente para satisfazer a despesa inicialmente prevista. CPC). a) pede-se. estão sempre previstas no orçamento anual atendendo as exigências constitucionais e legais já mencionadas. Assim. no importe de R$ 500. que seja realizado o juízo de admissibilidade diferido do presente recurso. o pedido de letra "c" ou.astreintes). 461.Exa. Aliás. em assim não entendendo V. requer que seja conhecido e provido o presente recurso extraordinário. §4°.200-2/2001 de 24/08/2001. §7° do CPC. a despeito do disposto no ar!. obrigatoriamente.stf. CPC .ICP-Brasil.. vez que as receitas destinadas ao beneficio pleiteado. que o M.00 (quinhentos reais). §3° c/c ar!. 273.D. em sede de tutela específica antecipada (ar!. 461. §3°. 328-A do 39 Recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. I PEDIDOS Ante o exposto.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS / orçamentária prevista na LOA. 273. que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. sob pena de aplicação de multa diária (art. inaudita altera parts.

em assim não se entendendo. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .asp sob o número 1490256 .astreintes). em sede de tutela específica antecipada (ar!. bem como a contagem em dobro dos prazos processuais. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. de modo que._ _ _ __ I Recurso I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...DEFENSORIA PlÍBLlCA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Regimento interno do STF lO .. querendo. afastando-se o seu sobrestamento e remetendo-o ao Pretório Excelso.stf. § 5° da Lei nO 1. §7° do CPC. . 543-B. este Supremo Tribunal defira o pedido de letra "c" ou. 128. nem sobre os que venham a ser interpostos. com a "Arl. do Código de Processo Civil.. para todos os atos processuais..200-2/2001 de 24/08/2001. e) a intimação pessoal do Defensor Público que atua neste Tribunal. CPC). que se lhe aplique a fungibilidade prevista no ar!. até que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido selecionados nos termos do § l° daquele artigo." 10 40 . 273. §3°. nos termos do ar!. capul.o 1. I. §4°.. de modo determinar à parte recorrida o fornecimento imediato do medicamento pleiteado na exordial.. §3° cle art. por meio de entrega dos autos.060150.. no importe de R$ 500. 461. 5°. da Lei Complementar Federal nO 80/94. o Tribunal de origem não emitirá juizo de admissibilidade sobre os recursos extraordinários já sobrestados. sob pena de aplicação de multa diária (ar!. 328-A. extraordinário 1 . f) a concessão/confirmação dos benefícios da Assistência Judiciária . 461.Lei li.ICP-Brasil. uma vez que a parte assistida pela Defensoria Pública é pobre no sentido legal. Nos casos previstos no arl.Requer ainda: d) seja a parte recorrida intimada para. responder ao presente recurso.-_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _. CPC . para o acolher como medida cautelar incidental a este processo. 273.060150 c/c ar!. c) que seja reformado o acórdão em foco.00 (quinhentos reais).

41 ~ extraordinário I Recurso 1--------------------- I Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001.ICP-Brasil.DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS g) conseqüente dispensa de preparo ou de qualquer outro pagamento condicionante. Pede deferimento.asp sob o número 1490256 .jus. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .MADEP 135 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Nestes termos. Mar ana Massara drigues de Oliveira Defensora Pública .stf.

que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. ~(O(A) Escrivão(ã). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus.200-2/2001 de 24/08/2001.CARTORIO DA 78 CAMARA CiVEL • UNIDADE GOIÁS REMESSA • E os remeto ao Segundo Cartório de Recursos à outros~~bunais .stf.ICP-Brasil. Documento emitido pelo SIAP : Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.asp sob o número 1490256 . Remetidos em 03/06/2011.

referido verdade e dou fé.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTCRIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS-UNID. Documento emitido pelo SIAP: mllmmmlDlllmlDImIOOllllmlm~mll 101140564013961860200004001418 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.ICP-Brasil. foi aberta vista ao(à)(s) recorrido(a)(s) Recurso(s) para contrarrazões O ao(s) é Extraordinário(s).br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Gabaglia. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . GABAGLlA • CERTIDÃO CERTIFICO que.acessado no endereço eletrônico http://www.jus. ver R. O documento podeCód. a subscrevi.25.asp sob o número 1490256 ser 10. ELyJ)Dulce Maria Diniz do Nascimento. 22 de junho de 2011. • Escrivão(ã) db 2° Cartório de Recursos a Outros Tribunais-Unid. Eletrônico" pelo "Diário do Judiciário 21/06/2011 e • disponibilizado em publicado em 22/06/2011.200-2/2001 de 24/08/2001. Belo Horizonte. R.stf.097·2 .

jus.I\. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. JUNTADA Aos 28 de julho de 2011. 0~ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . • • ). (. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.asp sob o número 1490256 .stf. Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais • • PIA Escrivã. junto aos autos a petição de protocolo nO 0000470763201113 adiante.ICP-Brasil.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.200-2/2001 de 24/08/2001.

ICP-Brasil.. .! u 1/t H .asp sob o número 1490256 .200-2/2001 de 24/08/2001. .lo.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .""'I\""t"' !. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. • • . ' ..l • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf.jus..

n.~~~ . SR. nos autos do Recurso Extraordinário acima discriminado..z. ESTADO DE MINAS GERAIS . "-:.:[2uCIO OE OLIVEIRA Procu-rador do Estado MASP 1120494-8. julho de 2011 cd!1. • (i1 Belo Horizonte. c. nos termos das razões anexas.P~Ol eeee4?e?S3281 13 . vem. apresentar suas CONTRA-RAZÕES.'!!~1l .Avenida Afonso Pena.asp sob o número 1490256 . Oliveira.UIIO RJ'UIIJ:llli:1ülliJ • • Recurso Extraordinário n° 1. "i " i r§J jJJ .. 'i!. -y. 190 L CEP: 33. w.014S. if'~ ..130-004.çl\::P~ ''''/.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento..017-3/0~ Recorrente: Alcirene de Oliveira ' Recorrido: Estado de Minas Gerais ~ o ESTADO DE MINAS GERAIS.'.'.0AB/MG 86.stf..jus. '0-'.200-2/2001 de 24/08/2001.567.- EXMO. ~'. Belo f{orizonte/MG Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. I" VICE~PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS L\TJMGI PROIOCOlO COLÊNDA 7" CÂMARA CíVEL I 111111111111111111111 1111111111" 11111111111 r. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. interposto.ICP-Brasil.. por Alcirene de.832 Advocacia Geral do Estado . respeitosamente.~ ADVOCACIA-GERAL DO ES rADO .09. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .

br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.017-3 CONTRARRAZÕES DE RECURSO • • EXPOSIÇA"O DO FATO E DO DIREITO Trata-se de Recurso Extraordinário interposto por Alcirene de Oliveira contra o r. após serem 'rejeitados embargos de declaração interpostos.09. a parte interpôs o recurso raro. 125/133-n. CEP: '33. . n.567. em qU'e se postulada o recebimento gratuito de medicamentos. 2174.Avenida Afonso Pena. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . julgando improcedente o pedido formulado inicialmente em sede de ação ordinária. da Constituição de 1988. precipuamente. 1901. .. as causas decididas em única 011 última instância.asp sob o número 1490256 . inciso lI!.fMG Recurso Extraprdinário n. mediante recurso extraordinário. . recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição ". § 3°. reformou a' sentença.: 1.8\ l~ ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO ESTADO DE MINAS GERAIS Recorrente:Alcirene de Oliveira Recorrido: Estado de Minas Gerais 7" Câmara Cível do T. ) "11/ . Em linha de prin. ~córdão de tls. Irresignada.130-004.ICP-Brasil. quando a decis(!o..0145. que negou provimento ao recurso de apelação interposto pela recorrente. cabendo-Ihé: (.jus. Belo Horizonte/MG . a guarda da Constituição. • DAS RAZÕES PARA MANUTENÇA"O DA DECiSÃO RECORRiDA Da ausên'cia dc repercussão geral Art.stf..' alínea a. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. que dispõ'e competir ao Supremo Tribunal Federal. . da Constituição da República O presente recurso ext~aordinário foi interposto com fundamento no artigo 102. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. há de se asseverar que o recurso extniordinário interposto '1ão preel{che os pressupostos de admissibilidade necessários ao seu . Advocacia Geral do Estado .cípio.' sob o abstrato argumento de que a deCisão hostilizada ofenderia os diversos dispositivos constitucionais elencados à fl. processamento.julgar. 102.

45/2004. 190 I. ordinária com o escopo de . do compulsar dos autos não se extrai a repercussão geral necessária à admissibilidade do recurso extraordinário. De acordo com o' ·art. CEP: 33. 45/2004. 543-A. conhecida como "Re. apesar do esforço retórico empreendido· pela parte contrária em suas razões de recurso.240-24/. ajuizou ação . 102. a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso. . social ou jurídico.130-004.I)~i f) \J ~ % J> (p ~'j! c:. 10~: ( .asp sob o número 1490256 . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . dã Constituição Federal. Luiz Rodrigues Wambier e José Miguel Garcia Medina l : • •• "De acordo com o § 2° do art. entendida como a transcendência do caso concreto. dispõ~-Y speito da repercussão geral no recurso extraordinário..~-'lj "Art. além de contrariar dispositivo constitucional.ICP-Brasil. a existência de repercussão gáal deverá ser demonstrada em preliminar do recurso. 2°.. do CPC. ) " 3° No recurso e'xtraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das 'questões constitucionais Cliscutidas no caso. 6 recorrente deverá demonstrar. n.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA·OERAL DO ESTADO -' 4: 13' art. ·p. a partir da Emenda Constitucional n. mais um requisito de admissibilidade instituído pela Emenda Constitucional n. em preliminar do recurso. Assim. 2007.t o ~ ". compelir o ~stado de Minas Gerais a garantir o fornecimento dos medicamentos exclusivamente para sua própria pessoa.forma do Judiciário ". so~ente podendo' recusÍí-I() pela manifestação de dois terços de seus membros':. Sào· Pau/o: Editora Revista dos Trib/l1lais. Ou seja. _ !9. a autora. a questão. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. institucional. semelhántemente ao que já ocorria. político. precisará demonstrar que o tema discutido no recurso tem unJa relevância que transcende àquele caso concreto. sendo necessário um plus.o basta alegar ofensa ao texto constitucional.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. isto é.. 3 • Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.' ??. no passado. sob pena de não conhecimento do recurso.Avenida Afonso Pena. a existência da repercussão geral. Sobre o tema. lecionam Teresa Arruda Alvim Wambier.. 5~3-A. quando' vigorava no sistema processual brasileiro o instituto da argüição de relevância ". Bel6 Horizonte/MO. Na origem." . nos termos da lei.200-2/2001 de 24/08/2001. revestindo-se de interesse geral.stf. Advocacia Oeral do Eslado -. que deve revestir-se de interesse geral do ponto de vista ecoriõmico. deve ser dotada de repercussão geral. In verbis. Entretanto. ou seja. nã."?J' ~ ~"'A-:-'" .jus. -§ 3". deve ultrapassar os interesses subjetivos da causa. I In: Breves Comemários {} Nova Sisremática Process/la/ Civil.-q.

Avenida Afonso Pena. é a nítida intenção da parte contrária em tentar rediscutir.er a medicação gratuitamente. .~. Dado esse panoràma fático. -" . interesse de uma única pessoa? . ' Como se fosse pouco. . vale dizer. \Q ~ tornií~ <". de um paciente específico. por não restar configurada a repercussão geral prevista no art. conclui-se que o presente recurso não deve ser conh~cido.130-004. 11 discussão em torno do acerto da sentença e o do 'acórdão que. "-r &~y. de modo a justificar a interposição 'do apelo extremo.I IQ . na instância extraordinária.na mais favorável das perspectivas .ICP-Brasil. ~. Belo Horizonte/MG 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.1 • . o que se admiie apenas em nome do princípio da eventualidade. necessidade de um tratamento fanpacológico especifico. basta ler o teor da peça recursal para perceber que a irresignação se apóia . que em nenhum aspecto esse caso concreto ultrapassa os interesses subjetivos da causa.asp sob o número 1490256 -( . não há falar em relevância que transcenda o próprio caso concreto. na verdade. propósito esse claramente inviável em sede de recurso raro. de demanda que encerra dlscussao Jundlca em de um cas9 específico. encerra manifesta intenção de revolver matéria probatória.jus. Com éfeito. Advocaci~ Geral do Estado . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . .stf. 190 r. portanto. ~ l~ ~/JJ1 -\ .~'. da"Z. propósito esse não admitido em . reconheceram a ausência de interesse processual no caso. § 3° da Constituição Federal. a justiça da sentença e do acórdão.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. • .' Com efeito. portanto. ~i"C-<!0 Nota-se. De fato. o que se percebe. CEP: 33.ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO Trata-se. em razão de pedido expresso da parte contrária de suspensão do fornecimento. Feita~ tais ponderações. de um quadro clínico específico. n.apenas de forma mediata em contrariedade à Constituição Federal. sede de recurso raro.-.. . Da Manifesta IntenÇão de no:va análise da 'matéria probatória e de discussão da i ustica da decisão Não merece ser conhecido o presente recurso também porque. 102. '. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. das provas com base nas quais a Secretaria de Estado de Saúde e o ludiciárió entenderam que a parte abdicou do propósito de receb. necessariamente importa na necessidade 'de reavaliação dos documentos juntados aos autos.200-2/2001 de 24/08/2001. Da inexistência de ofensas à constituição federal Na remota e improvável hipótese' de ser o recurs'o extraordinário conhecido. qual o interesse geral na apreciação pela mais alta Corte do país de ação envolvendo . melhor sorte não assiste ao recorrente quanto ao mérito.

do Estado. 196..8 0. . .195 e 196 da Constituição da República.. _ <õ~~ . . A Saúde é direito de todos e dever. distributividade. o acórdão que julgou improcedente o pedido'da parte autora entendeu corretamente que. • Advocacia Ocral do Estado . em detrimentb de tratámentos outros eventualmente pleiteados pelos cidadãos.:. Com efeito. muitas vezes incompatível com a especificidade do caso.Avenidã Afonso Pena. não fornecidos pelo poder púbhco. s artigos 6 o.. 1901. a decisão recorrida não viola a norma 'inserta no art. mas que simplesmente a parte autora pretende uma terapia não disponível no sistema público.stf.J.~ A eficácia desse serviço público."~~".. não houve nada disso. depende da seleção e distribuição' à populaçüó. Equivale dizer. n.jus. Belo Horizonte/MO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. para atingir o maior número.130-004. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.~' $' Alega que o acórdão recorrido teria vulnerado as nonn 194. /lorteados pelos princlplOs da seletividade e..' requer padronização.7' $ • . em que o SUS não fornece qualquer tratamento ao cidadão.] No caso em questão..asp sob o número 1490256 . possível de pessoas. Portanto. o SUS presta assistência à saúde à população através de políticas públicas que devem ser prestigiadas....S1~ÇA 1)..n. que não há unl vazio assistencial.ICP-Brasil. Ora.. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .' 'Q'. tal como previsto nos disposiiivos tidos por violados..fundamental. sem considerar a existência de alternativa terapêutica oferecida pelo Estado. 196 da Constituição: • • "Art. universal e igualitário à ações e serviços para sua promoção. o acórdão julgou improcedente.." {g. notadamente de' assistência farmacêutica. também no mérito nã'o há o que reparar na decisão reco!Tida que julgou improcedente o pedido da autora . Eis o que dispõe o art.200-2/2001 de 24/08/2001. que se concretiza por meio de prestações estatais que assegurem O' acesso de todos à assistência farmacêutica. CEP: 33.195.:..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. médica e hospitalar. 196 da Constituição qué dispõe queo Estado prestará á assistência à saúde através de políticas públicas. ESTADO DE MINAS GERAIS ADVOCACIA-GERAL DO ESTADO ! f~~) ~ ~. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do riscá de doença e de outros agravos e ao acesso . proteção e recuperaçüo. Para esse d~siderato.. .. o estabelecimento de diretrizes e critérios de aquisiçüo de medicamentos. O seguinte trecho do acórdão esclarece perfeitamente esse ~ntendimento: "[A] saúde é direito." Dessa forma. a demanda precisamente porque a política pública em vigor prevê o fornecimento de tratamentd para a doença da parte autora. bem como às políticas públicas voltadas para esse fiín.

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Portanto, o acórdão recorrido resolveu a questão jurídica ao interpretar sistematicamente as normas do ordenamento jurídico em concatenação com à prova dos autos, concluindo, assim, no caso específico, pela improcedência do pedido, Feitas tais ponderações, conclui-se que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo deu adequado desa\c à lide, não carecendo, portanto, de reforma por parte deste Supremo Tribunal Federal. .

Da Inexistência Dos Requisitos Para A Concessão Da Medida Cautelar Pleiteada Embora a parte recorrente pleiteie a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do acçírdão recorrido que cassou .a sentença que condenou o Estado ao fornecimento de medicamentos, não. há na espécie' os requisitos indispensáveis para a concessão da medida .

• •

Com efeito, não há a demonstração do periclIlllm in mora, como visto e • dofllmus bani illris . . Inexiste o periclIlllm in mora porquanto sequer há a demonstração nos autos da atual necessidade do tratamento Opl pleiteado pela parte autora. Igualmente, também não há a "fumaça de bom direito", uma v'ez que, como visto no próprio fundamento da decisão, através da política pública em vigor, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento para a doença que acomete a parte autora, tratamento este que é sumariamente desconsiderado no presente pedido.
DO PEDIDO

Ante o exposto, requer o Estado de Minas Gerais o não conhecimento do recurso. Na remota hipótese de conhecimento, requer seja negado provimento ao recurso extraordinário interposto, mantendo-se int~gralmente o acórdão' a quo. 'Nestes termos, pede deferimento. Belo Horizonte, julho de 2011.

-

-."...---,

L -C OLlVEIRA Procuraoor do Estado MASP 1.120494-8 OAB/MG 86832
ALANA

Advocacia Geral do Estado· Avenida Afonso Pena, n.1901. CEP: 33.130-004. Belo Horizonle/MG

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Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais


P/A Escrivã,

CONCLUSÃO

E os faço conclusos ao Excelentíssimo Senhor Desembargador Primeiro Vice-Presidente.

V.jd<::LConclusos em 28/7 12011

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Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Ng 1.0145.09.567017-3-004 EM REEXAME NECESSÁRIO EM APELAÇÃO CIVEL COMARCA: RECORRENTE: Advogado: RECORRIDO: Advogado: JUIZ DE FORA ALCIRENE DE OLIVEIRA Mariana Massara Rodrigues de Oliveira ESTADO DE MINAS GERAIS Alana Lucio de Oliveira


~./

p.

Trata-se de recurso extraordinário de Alcirene de Oliveira, deduzido com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, após a rejeição dos embargos declaratórios, contra acórdão desta Corte proferido nos autos da ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela, que ajuizou em face do Estado de Minas Gerais, objetivando o fornecimento de medicamento que necessita para tratamento de doença de que é portadora . Em suas razões, a recorrente invoca a repercussão geral da questão constitucional levantada no apelo e ofensa ao disposto nos artigos 194, 195, 196, 198, 11, § 2º, 1º, 111, 6º, 23, 11 e I, 204 e 212 da Constituição Federal. Recurso tempestivo e sem preparo Uustiça gratuita). Inviável a ascensão do apelo. De início, registro que a questão decidida pelo Colegiado mineiro nestes autos, qual seja, a impossibilidade fornecimento pelo Estado de medicamento não aprovado pela Anvisa, não coincide com a matéria analisada no RE nº 566.471, sob julgamento no Tribunal de destino, onde se discute a obrigatoriedade de fornecimento, pelo Poder Público, de

'.'

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O Cód. 10.25.097-2 documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1490256

.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.-í2. remetam-se os autos ao Supremo Tribunal Federal.~itaJ~~nte por MARltiHUC10 CARREl RA M~C.46 .jus. o apelo merece prosperar. Trata-se de matéria devidamente analisada pela Turma Julgadora.ICP-Brasil." 6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais medicamentos de alto custo.O:01 06~934615.200-2/2001 Mo1jyo:' Ube'!!Çj\o de institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .097·2 10. que ~ Desj!ae"". • Cumpridas as formalidades legais.0145.~ Rext n 9 1.25.~ I Assinatára válida Assinad.567017-3-004 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2."~2iifj9 ..stf. Intimem-se. Belo Horizonte.acessado no endereço eletrônico http://www. procedimento reservado ao Tribunal de destino. Documento Assinado Digitalmente Desembargador Mário Lúcio Carreira Machado Primeiro Vice-Presidente DCel • I .. cujo desate estaria a exigir incursão no mérito. Todavia. motivo pelo qual se mostra prudente conferir trânsito ao apelo. 12 de agosto de 2011.JilAD.06.::m documento pode Cód. razão pela qual deixo de proceder ao sobrestamento do apelo.09. Da.a. Admito o recurso. O de 24/08/2001. com as homenagens desta Vice-Presidência .asp sob o número 1490256 ser 10.

Belo Horizonte.l--_ _ _ _ _ _ . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .jus. CERTIFICO que..br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. a súmula do despacho retro . R.\€.stf. Gabaglia. para ciência das partes.ICP-Brasil... 26 de agosto de 2011. EurJ{Pulce Maria Diniz do Nascimento.200-2/2001 de 24/08/2001. O referido é verdade e dou fé. R. foi disponibilizada Eletrônico" de no "Diário e do Judiciário em 25/08/2011 publicada 26/08/2011. Escrivão(ã~ do 2° Cartório de Recursos a Outros Tribunais-Unid.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTORIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS-UNID... 12--=\ Documento emitido pelo SIAP: ~imiIID~~~llm~lllllmlmIUmrnll~IWlil 155140551219521680250008901916 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2...asp sob o número 1490256 . O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. GABAGLlA DATA Aos 24 de agosto de 2011 recebi estes autos.OO:::1L~l.. a subscrevi. • • O(A) Escrivão(ã ).

asp sob o número 1490256 . ---'------l. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. Eu. O referido é verdade e dou fé. Unidade \ Raja I . que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001.UNIDADE RAJA GABAGLlA CERTIDÃO CERTIFICO que. a subscrevi. P/A Escrivã. foi publicada a remessa do Recurso Extraordinário Admitido ao Supremo Tribunal Federal.ICP-Brasil. 14 de setembro de 2011.~----Remetidos em 14/09/2011.Q. Dulce Maria Diniz do Nascimento. • REMESSA E remeto estes autos ao Supremo Tribunal Federal. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.jus."I::!.6 Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais 2° CARTÓRIO DE RECURSOS A OUTROS TRIBUNAIS.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Escrivã do 2° Cartório de Recursos a outros Gabaglia. Eletrônico" pelo "Diário do Judiciário em 13/09/2011 e disponibilizado • publicado em 14/09/2011. Belo Horizonte.

FOLHAS: 221 OTO. InIS rú a)Brasília.stf. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. VOLUMES' RELATOR(A): MIN. "'' ' 'AJumakt TERMO DE CONCLUSÃO Faço ~st~s autos conclusos ao(a) Excelentlsslmo(a) SenhorIa) M· .200-2/2001 de 24/08/2001. MARCO AURÉLIO .jus. APENSOS: O JUNTADAS: O DT ENTRADA: 19·09·2011 COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO INICIAL.2121 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. AUTUADOS E REGISTRADOS EM MEIO MAGNÉ11CO NAS DATAS E COM AS OBSERVAÇÕES ABAIXO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO 657718 PROCEDo : MINAS GERAIS OTO. REVISÃO.ICP-Brasil. ? onio Ju~e SOuza .br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. t ( Relator(a .TERMO DE RECEBIMENTO. REVISTOS.asp sob o número 1490256 . 8 de setembro de 2011. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . AUTUAÇÃO E REGISTRO DE PROCESSO ESTES AUTOS FORAM RECEBIDOS. DISTRIBUICAo EM 28/09/2011 1 OTO.

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