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Virtual DJ-Manual Basico

Virtual DJ-Manual Basico

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MANUAL VIRTUAL DJ
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Published by: djpimentinha1516 on Dec 27, 2011
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03/02/2013

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Virtual DJ O Virtual DJ é o programa originado com base na versão 2 do AtomixMP3.

É uma versão bem mais moderna, com muito mais recursos e bem mais estável e profissional. Muitos eventos nos EUA e Europa, às vezes para milhares de pessoas, já foram comandados por este programa, para você ter uma idéia da qualidade dele. A explicação abaixo visa falar um pouco sobre o programa, e ensinar alguns tópicos básicos sobre mixagem. Estou utilizando a versão 1.09 como exemplo. Eu particularmente, que sei mixar usando CD pois fiz um HYPERLINK "http://www.djronaldinho.com/" \t "_blank" µótimo curso de DJs§, tenho consciência que na prática é bastante diferente tocar com equipamentos próprios para isso e mixar com o computador. No computador você não tem a mesma "emoção" que é facilmente detectada ao tocarmos em um equipamento profissional (claro, caso você goste de mixar). Porém, para o público, o que vale é a qualidade do DJ e não em qual equipamento ele toca, se é vinil, CD ou computador. Por isso, se você for um bom DJ, o Virtual DJ pode fazer uma festa de nível tão alto quanto se tocado com os equipamentos. Falando em termos de resultado final: acho que com bom treino no Virtual DJ, mesmo um bom DJ não iria perceber a diferença. Importante enfatizar: bom treino. O Virtual DJ tem uma série de recursos ótimos, mas o mais legal é você usá-lo "na raça", ou seja, dar "play" manualmente ao invés de usar o botão Sync (que automaticamente ajusta o pitch e sincroniza as batidas). Isso faz você ter maior precisão e fica bem mais próximo da realidade de um DJ profissional. A pergunta que sempre me fazem: é possível fazer uma festa de verdade para dezenas ou centenas de pessoas usando o Virtual DJ? Minha resposta é bem simples: SIM! Mas neste caso você tem que ter consciência do que irá fazer, é necessário testar as coisas antes, e ter um equipamento bom o suficiente para aguentar o tranco de tocar ao vivo! O Virtual DJ tende a usar muita CPU, ou seja, se você não tem um Pentium IV ou superior ou um AMD Athlon, com pelo menos 256 MBytes de RAM, duas placas de som realmente boas (de marca, não genéricas) e um Windows super estabilizado (de preferência um Windows 2000 Server), esqueça. Não vale a pena arriscar a tomar uma vaia. Mas se você tem estes recursos, treine bastante e boa sorte :) Nos itens abaixo eu falo um pouco sobre teorias de mixagem, recursos do programa e mostro sonoramente como o programa funciona Virtual DJ A teoria de mixagem não é muito complexa. Basicamente ela é bastante matemática. Todas as músicas, sem excessão, são formadas pela mesma estrutura musical. Sim, isso quer dizer que o mais pesado som trance tem a mesma estrutura de um pagode tocado num barzinho de esquina. Como minha área é dance music e variações, vou utilizar exemplos desta área. Minha intenção não é nem se aproximar do que aprendemos em um curso de DJs. O que você verá abaixo é o básico absoluto! Pra começar, vamos utilizar uma música como exemplo: "Alone" do grupo belga HYPERLINK "http://www.lasgo.be/" \t "_blank" µLasgo§. Para entender a explicação abaixo, coloquei a disposição um trecho de um minuto e meio desta música (versão extended) em formato WMA (com baixa resolução pois o que interessa neste caso é apenas você ouvir a estrutura musical). Baixe o arquivo e preste bastante atenção em todos os detalhes: o ritmo, as "batidas", os instrumentos sendo adicionados na música um a um a cada certo período...

HYPERLINK "http://www.arvy.com.br/dj/atomix/audio/alone.wma" µINCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ § § Antes de prosseguir, ouça pelo menos duas vezes este áudio. Não vou usar "termos técnicos" de música, tentarei explicar a idéia da forma mais simples possível. Após isto, comece a ouvir o áudio, acompanhando a explicação abaixo: Veja que a música começa com uma batida ritmada, sempre igual: primeiro uma batida mais grave e logo em seguida a mesma batida grave, junto com uma mais aguda. Veja que isto se repete por um bom tempo. Vou escrever "tum" para representar a primeira batida e "tá" para representar a batida mais aguda (irei ignorar na explicação a segunda batida grave). Logo, temos uma repetição: tum-tá-tum-tá-tum-tá... Perceba que a "velocidade" da música é sempre constante, ou seja, a distância de tempo entre cada batida é sempre igual. Este já é um fundamento básico importante. Agora, pegue um cronômetro e dispare-o ao mesmo tempo que você dá play no áudio, e comece a contar quantas batidas ocorrem durante um minuto. Se você contar certo, verá que o "tum" é soado 140 vezes em um minuto (pensando na explicação acima, teriamos 70 "tum" e 70 "tá"). Você acaba de descobrir o BPM (beats per minute - batidas por minuto) de Alone: 140 BPM. Você verá muito o termo BPM no Virtual DJ. Logo, aprendeu outro conceito importante! Na prática, um DJ profissional não utiliza este conceito, mas ele é importante pelo motivo que você verá abaixo. Tente fazer isto com outras músicas que você conheça: conte quantas batidas elas tem por minuto. Perceba que mesmo que uma batida não esteja presente sonoramente falando, estruturalmente ela "existe" pois é ela que comanda o ritmo! Uma música mais lenta, um dance comercial, terá por volta de 126 a 132 BPM. Logo você conclui: mais batidas por minuto = menor distância entre as batidas = música mais rápida. Menos batidas por minuto = maior distância entre as batidas = música mais lenta. Agora, pensando em mixagens, a primeira missão do DJ é, estando uma música tocando, acelerar ou desacelerar a próxima música, afim de coincidir (igualar) a velocidade (distância entre as batidas) das duas músicas. Para isso, ele utiliza o controlador de pitch, que acelera ou desacelera a velocidade da música, em outras palavras, faz a música tocar mais rapidamente ou mais lentamente. O DJ ajusta a próxima música ouvindo pelos fones de ouvido, ou seja, o canal principal toca a música corrente enquanto somente ele ouve a próxima música pelos fones. Ouça com atenção e veja que a batida número 32 (que está no segundo 13 do áudio) não é tocada, mas estruturalmente ela "está lá". O mesmo ocorre na batida 64 (27 segundos de áudio). Este conceito é importante frisar: ele não é soado mas existe na teoria. Em geral, a contagem é sempre fixa, soando o "tum" ou não. Vamos para outro conceito: lembra que encontramos o valor de 140 BPM? Concluímos que, pelo que vimos no começo, as 140 batidas são formadas por 70 "tum" e 70 "tá". Esqueçamos os "tá". Ouça novamente a música e prestando atenção somente nos "tum", ou seja, as batidas 1, 3, 5, 7, etc. Conte-as, ou seja, você irá contar normalmente mas somente considerando as batidas ímpares. Batida 1 = 1, batida 3 = 2, batida 5 = 3, batida 7 = 4, batida 9 = 5, batida 11 = 6, batida 13 = 7, batida 15 = 8. Claro, cada uma será acompanhada do seu "tá", ou seja, contando desta forma, a batida 16 faz parte da sua contagem "8". Este é um dos conceitos mais importante de todos! Chama-se barra. A cada 16 batidas, 8 pares de

"tum-tá", temos uma barra. Na batida 17, começamos a segunda barra, que irá compreender todas as batidas entre 17 e 32. O que o DJ deve fazer é reconhecer as barras. Como? Lembra que falei que a cada "período de tempo" um "novo som ou instrumento" é adicionado? Este período de tempo é exatamente uma ou mais barras. Quer ver? Toque o som, contando as barras. A primeira barra dura cerca de quase 8 segundos. A segunda começa em 8 segundos e vai até quase 14 segundos. Veja que a última batida grave da segunda barra é aquele que não é soado, somente o "tá" relativo a ele! A terceira barra começa no "tum" seguinte a este. Pare e comece de novo, veja que logo que começa a barra número 5, aos 27 segundos, um instrumento é adicionado (um teclado)! Continue checando as barras. A barra mais interessante neste momento é a barra 8. Porque? Veja que, você mantendo a contagem, as últimas batidas não são soadas (últimas 4 batidas, dois "tum" e dois "tá"). Os graves mais fortes não estão lá, mas você consegue "imaginar" que estão, afinal, a estrutura musical é fixa! A barra 9 começa aos 55 segundos. E veja que novo instrumento (bem grave) é adicionado aos que já estavam tocando. As barras 9, 10 e 11 são praticamente idênticas, a 12 é que muda: vários "tum" são removidos do final e entra um som que parece uma voz fazendo "ahhh". Na barra 13 é onde realmente a música começa, onde entram todos os instrumentos e, seguindo esta linha, a voz também mais pra frente. Concluindo, a missão do DJ é inicialmente ajustar a velocidade da música (pitch) fazendo com que a distância das batidas fique igual, logo, ambas as músicas terão o mesmo BPM. Após isto, identificar as barras, ou seja, perceber onde começa uma nova barra e entender a estrutura musical por elas. O DJ também ajusta o ponto de início (cue point), ou seja, faz com que logo e ele aperte play a primeira batida da barra seja instantaneamente tocada (isto você verá melhor no Virtual DJ). Com isso tudo ajustado, basta agora o DJ ficar ouvindo a música que está tocando, identificar a barra da música corrente e, no momento certo (chamado de break), dar o play para que as barras de ambas as músicas coincidam. Primeira batida de uma barra de uma música exatamente "em cima" da primeira batida de uma barra da segunda música. Você pode estar se perguntando: quantas barras? Depende... vimos que "Alone" a música efetivamente começa após 12 barras inteiras, ou seja, cerca de 1 minuto e 22 segundos após o começo da música (claro, isso considerando 140 BPM, ou seja, a velocidade original antes de mexer no pitch!), então, na teoria, você poderia dar o play faltando 1:22 da música anterior (considerando que o último som da música anterior seja soado nos 1:22 também). Mas dificilmente uma música terminará com o último som no último segundo. Por aproximação, você "deve" dar o play no início da primeira barra mais próxima dos 1:22 faltantes. Importante notar: "Alone" tem 12 barras de introdução, mas outras músicas podem possuir apenas 6 barras antes de entrar o "corpo" da música, ou até mesmo apenas 2 barras! A partir daí, use seu feeling, é questão de prática :) Para acabar, vamos mostrar isto na prática? Peguei uma outra música ("Castles in The Sky" de Ian Van Dahl) e vou mixar com "Alone". Para isto, ajustei a velocidade de "Alone", ajustei o toque do play para tocar a primeira batida da primeira barra e, assim que entrou uma determinada barra da primeira música, dei play em "Alone" e deixei rolar até o final... deixei o volume do Ian Van Dahl um pouco mais alto, afim de destacar a música "atrás". Virtual DJ

Por padrão, ao instalar o Virtual DJ, será exibido um skin (visual, pele) igual ao exibido abaixo. Ele é o padrão da instalação e é o mais simples e profissional (se você já instalou, utilize este skin para o aprendizado). Há outros skins com mais botões, que permitem você utilizar mais recursos visualmente (embora o melhor método seja utilizar apenas o teclado). Você poderá alterar o skin, ou até mesmo adicionar outros, pelas opções do programa. Veremos todas as opções mais adiante. Aconselho desde já a utilizar a resolução de 1024 por 768 no Virtual DJ. HYPERLINK "http://www.arvy.com.br/dj/virtualdj/imagens/fullscreen.gif" \t "_blank" µINCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ §§ Na parte de cima da tela, você visualizará um gráfico (neste skin, verde e vermelho). É a representação gráfica das músicas selecionadas. Neste skin, vermelho é a música "corrente" e verde a "nova" música, que você irá mixar. Os picos são os sons graves, as batidas, que te ajudam visualmente durante a mixagem, cujo objetivo é deixar as batidas uma em cima da outra e com o mesmo pitch. INCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ § Em baixo, você possui dois "decks", ou seja, como se fossem dois CD players, com os botões de play e stop normais, porém com bastantes outros recursos, conforme descrito abaixo: INCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ § Disco: gira representando a música; você poderá mexer nele para posicionar a música Dois mini relógios: tempo decorrido e tempo restante da música Barra azul representando a música completa e seus graves (azul claro, mais graves, escuro, pouco grave ou sem grave) BPM: batidas por minuto da música Slider vertical 1: para ajuste de pitch (velocidade da música em +-8% por padrão) Slider vertical 2: controle de volume do deck (ao lado gráfico verde/vermelho indicando este) 3 botões ao lado do slider vertical 1 para diminuir, zerar e acelerar o pitch por click Porcentagem do pitch, logo abaixo do slider vertical 1 Botão de ganho para ajustar a potencialização da música Nível de ganho em decibéis, ao lado do botão de ganho Indicador de deck (neste caso o "um" em vermelho, em cima, indica deck não ativo) Botões de Stop e Play para a música Botão de Beatlock para controle da sincronização das batidas Na tela central é aonde você interage com os dois decks, ou seja, seleciona os efeitos, ajusta loops, avança ou retrocede a música em batidas (skip), equaliza, ajusta os cues, como descrito abaixo: INCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ § Botão Remix: FX são os 3 efeitos para cada deck Sample: são os dois primeiros samples de acesso rápido (embora o total sejam 12) Loop: permite loops de 1/4 à 16 (ou "x") batidas Skip: avança ou retrocede batidas ou pontos na música Botão Cues: permite ajustar até 5 pontos em cada música, para mixagem quadradinho ajusta o ponto (seta vermelha na barra de progresso), setinha vai para o ponto Botão Eq:

equiliza os graves, médios e agudos para cada deck cada Kill permite remover totalmente uma das 3 frequências, por deck Reset retorna tudo ao centro, padrão, em relação ao atual Logo abaixo do centro, temos o crossfader, responsável pela saída para o canal master de cada um dos decks. No centro, todo o som de ambos os decks serão tocados. Os botões embaixo do centro são o menu principal do programa, a saber: O primeiro botão (Music) exibe a lista de diretórios (pastas) do seu micro, onde você poderá navegar e selecionar os MP3. O segundo item (FX) é um recurso interessante, permite você inserir efeitos nas músicas. São três possibilidades de efeitos, para ambos os decks. A maioria dos efeitos alteram um pouco o som original da música, como o Pan (que fica alternando as caixas), o conhecido e super utilizado Flanger, e há efeitos até mesmo para simulação (primária) de scratches. O método de utilização é o mesmo dos samples. O terceiro botão (Sample) exibe uma lista de 12 samples que você pode tocar. Samples são pequenos sons que alguns DJs inserem durante as mixagens, às vezes com uma vinheta do próprio DJ ou então com um som do tipo "pump up the volume", "check this sound", "hey DJ", entre outros. Clique na seta existente em cada um e selecione um arquivo MP3 ou WAV com o som. Cada sample tem um ajuste de volume próprio. Não é um recurso sempre utilizado, mas tem lá seus atrativos. Clicando com o mouse sobre o quadro superior, vc toca o som. Com o botão direito, o som toca por completo, com o esquerdo toca enquanto vc mantiver pressionado. O quarto botão (Rec) permite você realizar a gravação em formato WAV ou MP3 (se existir setado um encoder) do seu set mixado. No caso de WAV, tenha bastante espaço em disco disponível (sugiro converter depois para MP3 à 192). Basta clicar no botão Start Recording, escolher o local para gravar o WAV e o nome do arquivo, e atuar normalmente com o Virtual DJ e depois clicar Stop Recording. Próximo aos botões de minimizar e fechar do Windows na tela do programa existe o botão Config, que permite você efetuar as configurações específicas do Virtual DJ. Abaixo, descrevo estas configurações e quais minhas recomendações na seleção das mesmas: A pasta Sound Cards é a principal, onde você define uma ou mais placas de som que você possua no micro, indicando qual será a placa que terá a saída master (principal) na qual as pessoas irão ouvir e qual a placa monitor (audição) onde estará seu fone de ouvido, que somente você ouvirá quando o crossfader estiver fechado no segundo deck. O ideal é ter duas placas. Se você tiver apenas uma, terá que mixar no chute, ou seja, apenas olhando para o gráfico, o que profissionalmente falando é péssimo. Tendo duas placas, selecione a Sound Card principal e a Sound Card 2 que você deseja como monitor. À esquerda, indique se você possui apenas uma placa, uma placa 3D (duas saídas de áudio) ou duas placas. Ao lado, se você possui apenas uma saída de som (sem fones), uma saída de caixa e uma de fones ou então se o computador está ligado a um mixer real. INCLUDEPICTURE "../../../" \* MERGEFORMATINET µ § Na pasta General, em ordem, você especificará se permite vários programas rodandando ao mesmo tempo (desligue), o modo de segurança ao arrastar músicas novas enquanto outras tocam (deixe em: perguntar), auto-update (ligado), tabelas (ligado), dicas (desligado se você já manjar bem sobre os controles), max load (30mn se você tiver acima de 256 Mb de RAM), modo de rolar os gráficos (normal), disco (para usar com scratch, o melhor é 45 RPM), alcance do pitch (8% é mais profissional).

No item FAME Settings (que controla o ajuste de músicas), BPM automático (ligado), nível automático (o ganho, deixe ligado), auto resetar pitch (ligado), force fade (desligado), fade length (nenhum), sincronizar batida (rígido é mais fácil de trabalhar), crossfader (total, é o que os DJs usam em geral), limiter (desligado), master tempo (que permite trocar a velocidade da música sem distorcer a voz, mas gera muitas falhas nas batidas para quem tem bom ouvido, deixe em desligado para ser mais profissional). Plugins permite configurar se você deseja salvar as mixagens em MP3 com um encoder externo. Aconselho salvar em WAV pois garante maior confiabilidade no programa, mesmo que você necessite muito HD (calcule cerca de 10 Mbytes por minuto). Há ainda suporte para plugin de difusão (como ShoutCast) e um link para o site, para download de novos plugins para usuários registrados. Na pasta Skin, você escolhe a "pele" do programa. Existem muitas para download gratuito no site, porém, por experiência própria, prefira a Default Skin advanced (1024x768) pois é simples e vai "direto ao assunto". Em Atalhos, você pode ajustar detalhadamente cada ação do Virtual DJ vinculada a uma tecla de atalho, combinando Shift, Control e Alt. Por padrão há muitos outros recursos ajustados no arquivo original, mas na prática estes que uso são os principais. Porém, cada um é um, escolha sua preferência. Remote Control é uma pasta que provavelmente você não usará. Permite acessar recursos nada normais para a maioria das pessoas, como a possibilidade de scratch através do movimento das mãos em uma webcam, acesso à interface Numark ou Hercule (se você comprou uma), controle por um teclado (midi), etc. Esqueça essa pasta. A última pasta, Infos, possui apenas dois botões: um abre o site oficial do programa e outro, bem mais útil, permite gravar o histórico das músicas que você tocou, informando inclusive a hora que você arrastou o MP3 para o deck. Bom para você enviar para as pessoas que ouviram ou queiram seu playlist. Neste ponto, você já aprendeu praticamente todos os recursos do Virtual DJ, praticamente tudo que irá utilizar e uma breve explicação sobre cada. A melhor maneira de entender cada um dos itens é exatamente mexendo no programa, testando mesmo. Em outro item no menu, eu exemplifico como mixar duas músicas. Virtual DJ Após ter aprendido as técnicas de mixagens no primeiro item do menu e aprendido sobre o funcionamento do Virtual DJ e suas características, vamos agora fazer um aprendizado de como efetuar mixagens com ele e algumas dicas e técnicas. Inicialmente, no primeiro botão do menu do Virtual DJ, selecione uma pasta que possua seus MP3. Se você possuir programas como o KaZaA ou eMule, tente procurar por estas duas músicas: "Castles in The Sky (Original Club Mix)" de Ian Van Dahl e "Alone (Club Mix)" de Lasgo, pois foram as músicas que usei no primeiro item do menu. Vou assumir que você está utilizando estas músicas. Pois bem, procure a pasta na qual você colocou o MP3 desejado (no nosso caso de exemplo, "Castles in The Sky"). Encontrando, com o mouse, arraste o arquivo para cima do primeiro deck (sobre a imagem do disco de vinil). Veja que as batidas aparecem no gráfico, você consegue visualizar os picos. Tecle Play (P) para começar a tocar a música. Ajuste o ganho pra deixar em um volume não muito alto. No crossfader, mova a barra toda para a esquerda. Agora, vá na pasta onde você colocou a segunda música, no nosso exemplo "Alone". Arraste-a para o segundo deck (da direita). Veja que a música que está tocando, no gráfico

antes estava verde e agora o gráfico aparece como vermelho. Isto indica que seu deck atual (onde o teclado irá atuar) é o segundo, cujos picos no gráfico (parado) estão verdes, mas você vê o vermelho correndo por trás. Com o deck 2 selecionado, tecle P. Veja que os dois gráficos correm, as batidas não estão sincronizadas. Você ouve apenas o deck da esquerda porque o crossfader está todo para a esquerda. Tecle Stop (S) para parar o segundo deck. Arraste o gráfico verde para que a primeira batida fique bem em cima da linha central no gráfico. O vermelho continua correndo atrás. Marque o Cue do segundo deck com a tecla Control+C. Pronto, você marcou esse como sendo seu ponto principal. Sempre que você teclar Stop uma vez você será levado a este ponto. Stop duas leva ao início do arquivo. Com o crossfader ainda para a esquerda, em algum momento que tiver picos bem definidos, tecle ESC (ou o botão Sync do deck direito) ou arrisque um Play (P) manualmente, pois ai você estará tocando a música sem a ajuda do sistema de sincronia automática. Você verá (mas não ouvirá) que as duas músicas serão sincronizadas, batidas juntas e mesmo BPM (veja no display). Essa é a idéia principal :) De stop no segundo deck, tente ajustar o ganho para ficar parecido com o do deck da esquerda. Importante notar que se você usou ESC, o Virtual DJ automaticamente ajustou o BPM da segunda música igual ao BPM da primeira. Se você usou Play sem o BPM automático ligado, ao dar Play você terá o BPM original da música, que em geral é diferente do BPM da primeira. Neste ponto, ou você usar ESC+Stop apenas uma vez rapidamente para ajustar o BPM ou então ajusta pelo controle de pitch, manualmente, olhando para os visores dos dois decks que mostram o BPM. Ambos devem estar com o mesmo BPM ajustado para você soltar o Play manualmente. Se no momento que o crossfader estiver aberto você errar um pouquinho, olhe para o gráfico e, com as setas para a direita e esqueda, sincronize as batidas, você estará movendo o verde para ficar exatamente em cima da batida vermelha correspondente. Este recurso chama-se pitch bend. Agora a parte mais importante, vamos tentar mixar. Você irá fazer o que fez no item anterior, mas com o crossfader no meio. Com "Castles in The Sky" tocando, identifique as barras. Lembra que vimos que "Alone" tem 12 barras antes de entrar a música, aproximadamente 1:22 antes do final? Pois bem, coloque o crossfader no meio. Quando estiver por volta de 1:40 faltando, identifique o início da próxima barra e no momento certo, tecla ESC ou P. Se tudo der certo, você ouvirá as duas músicas ao mesmo tempo, sincronizadas e nas batidas certas! Se não deu certo de primeira, tente de novo. Às vezes os graves ficam fortes demais, mas isso é um pouco de prática, saber entrar com o equalizador (bass) mais baixo... isso é treino mesmo! A partir de agora, é com você. É questão de treino. Testar várias músicas, tentar não usar o Sync e sim o Play, fazer testes com volume, tipos diferentes de música, equalizador, efeitos especiais, samples, etc. Abaixo eu cito um pouco sobre as teclas de atalho que estão configuradas no meu Atalhos que está disponível para download. As ações abaixo ajudam para melhor detalhamento das mixagens ou então ajudar em casos de "emergência": Setas para esquerda e direita: faz um ajuste fino, mandando a música um pouquinho pra frente ou pra trás, para acertar batidas. Mas cuidado! Se você começar a ajustar muito, olhe para o BPM pois pode estar errado! Setas para cima e para baixo: altera o pitch do deck corrente. Bons para ajustes finos, ou para quando o Sync não funciona a contento, e você precisa ajustar manualmente. 7 e 9 no teclado numérico: move todo o crossfader para esquerda ou para direita. 5 no teclado numérico: move o crossfader para o centro. 4 e 6 no teclado numérico: move o crossfader progressivamente para os lados.

0 (zero): posiciona o pitch do deck corrente em 100% (100.0). O (letra): é um Play seguindo de Stop, ou seja, enquanto você segura ele toca a posição corrente, quando solta ele pára e volta onde estava. Bom para sampleamento. N: pula uma batida na música corrente. C: vai para o ponto marcado com o Cue. TAB: troca de deck corrente (muito usado). Barra de Espaço: tecla alternativa para o Play (P). Eu citei de forma genérica os exemplos acima. Se você possui duas placas de som ou uma placa de som com duas saídas (3D), não será muito diferente a idéia, exceto pelo fato que você, no segundo canal, ouvirá a segunda música sem misturar no primeiro canal, pois o crossfader estará fechado e, mudando o deck (com TAB), a música no fone alterará também. Agora, mãos à obra! Pegue vários MP3 que você gosta, acesse-o pelo Virtual DJ e treine bastante! Somente com bastante treino que você fará mixagens cada vez melhores e cada vez mais próximas de uma mixagem profissional. Se você tiver oportunidade de ouvir programas em rádio mixados ou ir em casas de show com DJs, preste atenção nas

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